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Adolescentes e notícias
05.06.2017
Um estudo (da Common sense research) sobre como os adolescentes e os jovens norte-americanos (entre os 10 e os 18 anos) percecionam as notícias e são influenciados por elas revela dados interessantes sobre eles e sobre o papel da família neste âmbito.

Eis os seis principais resultados que este estudo aponta:
  1. Os adolescentes gostam de estar informados. 48% dos inquiridos afirma que as notícias são importantes para eles e 50% diz que acompanhar as notícias ajuda-os a sentir-se preparados para fazer a diferença nas suas comunidades.
  2. Certo tipo de informação perturba-os e destabiliza-os. 63% diz que a negatividade na informação (guerra, violência, desastres) os deixa zangados, com medo e deprimidos.
  3. Frequentemente sentem-se enganados pelas notícias. 44% afirma que não consegue distinguir as verdadeiras das falsas notícias porque não tem a mesma experiência e sentido crítico dos adultos.
  4. Confiam na família sobre a idoneidade das notícias, mas preferem as redes sociais como fonte das mesmas. 66% acredita nas notícias porque ouviu os adultos comentarem-nas.
  5. Veem preconceitos raciais no panorama geral da informação. 50% considera que quando se fala de crimes, violência, drogas e outras questões semelhantes, faz-se quase sempre referências a pessoas de cor.
  6. No fluxo das notícias, sentem-se postos de parte e não representados. 74% pensa que os média deveriam mostrar mais pessoas das suas idades em vez de convidar os adultos a falarem sobre eles. E 69% considera que os média não conhecem verdadeiramente a sua realidade.
Estamos, por isso, longe do estereótipo dos adolescentes fechados nos seus quartos e hipnotizados por todo o tipo de tablets e videojogos, sem nenhum interesse sobre o que sucede à sua volta e no mundo.

É verdade que se trata de um estudo que retrata a realidade norte-americana e com apenas 853 inquéritos a faixas etárias muito distintas. Porém, deixa vários desafios às famílias, aos educadores e aos meios de comunicação que não podem ser ignorados.