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AIS: perseguição dos cristãos é mais grave
12.10.2017
É hoje divulgado o mais recente relatório sobre a perseguição aos cristãos no mundo da AIS – Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre. O documento intitulado Perseguidos e Esquecidos?, revela que a situação piorou e há o risco de erradicação dos cristãos de alguns países. «A investigação revelou provas de perseguição muito grave aos cristãos em termos de violações de direitos fundamentais: violência, incluindo violação, detenção ilegal, julgamento injusto, impedimento de encontro religioso e de expressão (religiosa) pacífica» pode ler-se no documento.

O relatório revela que o cristianismo é «a comunidade religiosa mais oprimida do mundo, mas também que em muitos casos o genocídio e outros crimes contra a Humanidade significam agora que a Igreja em países e regiões fundamentais enfrenta a possibilidade da extinção iminente». A fundação pontifícia defende que «cabe aos nossos governos usarem a sua influência para defender as minorias, em especial os cristãos. Estes já não devem ser sacrificados no altar da conveniência estratégica e da vantagem económica».

A AIS afirma que se tem tratado de genocídio na Síria e no Iraque e lamenta a falta de ação dos Estados. «Os governos do Ocidente e a ONU não conseguiram oferecer aos cristãos, em países como o Iraque e a Síria, a ajuda de emergência de que precisavam quando o genocídio começou. Se as organizações cristãs e outras instituições não tivessem colmatado essa lacuna, a presença cristã já podia ter desaparecido do Iraque e de outras regiões do Médio Oriente.»

Por exemplo, no Iraque, «o êxodo dos Cristãos é tão grave que uma das Igrejas mais antigas do mundo está em vias de desaparecer no prazo de três anos, a não ser que haja mudanças drásticas para melhor». O mesmo está em risco de acontecer na Síria. Daí que a organização defenda que a principal esperança é «a derrota do Daesh e de outros islamitas nos principais redutos do Médio Oriente».

Mas a violência e a perseguição por parte do Estado também têm aumentado em países como a Coreia do Norte ou a China. No relatório pode ler-se que, na China, «o aumento da hostilidade para com as comunidades religiosas, acusadas de resistirem ao controlo governamental, resultou na remoção cada vez mais generalizada de cruzes das igrejas e na destruição de edifícios religiosos». Na Coreia do Norte, «as “atrocidades inqualificáveis” contra os cristãos incluem fazer passar fome à força, aborto e relatos de fiéis pendurados em cruzes sobre o fogo ou esmagados por um rolo compressor».


O relatório Perseguidos e Esquecidos? refere-se ao período entre agosto de 2015 e julho de 2017 e analisa 13 países. Será apresentado publicamente, em Lisboa, por D. Nuno Brás, às 17h00.
 
Texto: Cláudia Sebastião
Fotos: AIS
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