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Barrigas aluguer aprovadas com «pressa e ligeireza»
15.05.2016
O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) manifesta «total desacordo» perante as aprovações da gestação de substituição e do alargamento das técnicas de procriação medicamente assistidas a mulheres sozinhas ou homossexuais. Em declarações à Família Cristã, O Pe. Manuel Barbosa sublinha que há preocupações reforçadas «face às atuais circunstâncias em que se aprovam leis essenciais sobre a vida humana, com demasiada pressa e ligeireza sem o ponderado debate na sociedade civil».



 
Compreendendo o sofrimento causado com as doenças que impedem a gravidez, o porta-voz da CEP diz que ele «não se resolve com as soluções anunciadas nas várias propostas ou aprovações, mas com mais vida, mais proximidade, mais solidariedade, mais amor, enfim, com plena sensibilidade pela vida humana a defender no seu todo, desde o seu nascimento até à morte natural». Remetendo para as posições já tomadas pela Assembleia Plenária da Conferência Episcopal, o Pe. Manuel Barbosa reafirma: «o que passa a ser legal não é totalmente conforme com as exigências morais do cristianismo e mesmo da ética natural».

Sexta-feira, dia 13 de maio, a Assembleia da República aprovou o projeto de lei do Bloco de Esquerda que prevê a gestação de substituição para mulheres sem útero ou com doenças que impedem a gravidez. Foi também aprovado o alargamento das técnicas de Procriação Medicamente assistida a mulheres sozinhas ou homossexuais. Ambos os projetos foram aprovados com apoio de deputados do PSD.
 
Texto: Cláudia Sebastião
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