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DOCAT: Mariana Alvim e D. Manuel Linda pedem “revolução do amor”
13.10.2016
«É bom parar um bocadinho e pensar. Temos de abrandar, há que passar tranquilidade. Gosto muito da expressão “revolução do amor” que é preciso fazer.» Mariana Alvim admite que não conhecia o projeto DOCAT. Ao ser convidada para apresentar a obra, a locutora da RFM foi ler e diz que «estão aqui imensas perguntas e perguntas que nos colocamos a nós próprios». Mariana Alvim afirma que os jovens hoje têm muitas distrações que nem sempre permitem a reflexão.


A locutora da RFM salientou a importância da família para começar essa revolução. «Passamos a palavra aos nossos filhos. Eles terão amigos. Um milhão de jovens não é nada», defendeu rindo. Mariana Alvim afirmou ainda que o livro não tem um autor longínquo. «Somos todos autores, é a nossa leitura do Evangelho.»

D. Manuel Linda, bispo da Defesa e Segurança, defendeu que os cristãos devem saber falar duas línguas: «quem não falar a língua da fé e dos comportamentos não se safa». O bispo lembrou como nasceu a doutrina social da Igreja no século XIX quando a Igreja deixa de falar apenas de questões de fé para falar também de direitos humanos, do salário dos trabalhadores, etc. «O Papa João Paulo II, já muito velhinho, pediu para uma comissão fazer uma síntese destes documentos. Essa comissão apresentou em 2004 o compêndio da doutrina social da Igreja. Foi publicado em 2005 e tem mais de 800 páginas. E só tem texto. Para vocês jovens que hoje têm outras linguagens, isso não vos serve de nada. Uma comissão internacional com extrema habilidade no campo da linguagem conseguiu pegar naquela linguagem e pô-la aqui no DOCAT», elogiou D. Manuel Linda. O bispo da Defesa e Segurança lembrou o sonho do Papa de fazer os jovens agirem e revolucionarem o mundo. «Eu também tenho um sonho: confio esse sonho à vossa ação. Deus vos ajude», pediu D. Manuel Linda aos jovens presentes.


O sunset de apresentação do DOCAT juntou mais de uma centena de pessoas no espaço da Marinha Portuguesa, junto ao rio Tejo, em Lisboa. A música do DJ António Mendes, da RFM, foi um atrativo para os jovens presentes. Isa foi uma delas. Diz ter arrastado o irmão e o pai. «Quando vi o cartaz percebi que era um momento muito importante e que tinha de vir», afirmou. A rapariga já tem o livro e começou a ler. Quem também já conhece a obra é Rita Matias. Esta jovem, da diocese de Setúbal, esteve nas Jornadas Mundiais da Juventude, na Polónia, onde o Papa divulgou o DOCAT. «Já comecei a ler e gosto muito. Responde a muitas questões importantes e já falei dele aos meus amigos.»
Texto: Cláudia Sebastião
Fotos: Ricardo Perna
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