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«Esta é uma visita diferente das outras»
12.05.2017
O presidente da República recebeu esta manhã na casa de Nossa Senhora das Dores, um grupo de peregrinos, militares e ciclistas, que partiram de Roma no dia 26 e chegaram esta manhã a Fátima.

Na cerimónia esteve também presente o bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, que se congratulou com a iniciativa e a chegada dos militares peregrinos.
Após uma troca de palavras com os peregrinos, Marcelo Rebelo de Sousa justificou o ato com o simbolismo da iniciativa, «uma iniciativa dos militares, apoiada pelo bispo das forças armadas e, ao mesmo tempo, cobrindo vários ramos das forças armadas.»

Aos jornalistas, o presidente da República reforçou a sua ideia de que este é um dia importante para Portugal e para os portugueses e de que esta é uma visita diferente das outras, porque agrega «muitas realidades somadas». «É a primeira visita do Papa Francisco a Portugal; segundo lugar, coincide com o centenário das aparições; terceiro lugar, coincide com dois novos santos portugueses, quarto lugar, acontece que todos os Papas são especiais, mas o Papa Francisco traz consigo uma projeção para além do povo católico, e uma projeção universal num momento difícil da humanidade», justificou o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa reconheceu que sente uma especial proximidade com o Papa atual, porque ele representa, para a sua geração o Concílio «Vaticano II», numa perspetiva abrangente, «que não é concentrada na Europa, é de fora da Europa, sobre a Europa, mais virada para os novos mundos e a nós, portugueses, isto também diz muito», assegurou, aludindo às inúmeras comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo inteiro.

Questionado sobre a mensagem a reter desta visita papal, o presidente da República considerou que é a paz, representada pelo Papa, pela mensagem de Fátima, pela vida dos pastorinhos e pelo Centenário das Aparições.
Sobre a canonização dos pastorinhos e o lugar de Portugal na História da Igreja, uma vez que será a primeira vez que duas crianças serão canonizadas, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que representa uma realidade nova, mas que a Igreja também é feita disso mesmo de mudança, uma mudança por transformação, através do trabalho de cada Papa, e não por revolução.
Reportagem e Fotos: Rita Bruno
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