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Grávida sem querer? Que dizer?
29.05.2017 16:00:00
Por estes dias, encontrei alguém que não via há uns anos. Os dois dedos de conversa habituais. «Então, e as miúdas como estão?», perguntei. «Estão bem. A mais velha já tem um filhote.» Fiquei sem saber o que dizer. Na minha memória tratava-se de uma miúda. Limitei-me a grunhir um: «Ah, é? Que bom!»

Aconteceu isto na mesma semana em que li a história, publicada pelo New York Times, sobre uma rapariga de 18 anos, grávida e estudante de uma escola cristã. Engravidou sem querer, mas foi apoiada pelos pais e vai ter o bebé. Resultado: a escola proibiu-a de participar na cerimónia de final de ano e foi retirada do equivalente às nossas associações de estudantes. Como o estabelecimento escolar defende a virgindade até ao casamento não aceita que a rapariga possa continuar sem qualquer castigo, sendo evidente que violou esse princípio.

Entrevistei para a FAMÍLIA CRISTÃ de fevereiro uma rapariga de 19 anos que já tinha feito dois abortos. Era uma miúda sozinha, que agiu pressionada pelo pai e pelo namorado. Uma miúda de uma família católica ativa e participante… Uma de nós…

Estas histórias deixam-me a pensar como nós, cristãos, lidamos com as gravidezes não desejadas perto de nós. Sim, somos defensores da vida e contra o aborto. Mas como reagimos quando uma amiga, filha ou conhecida nos diz que está grávida e não queria, ou nós não contamos com isso? Fazemos como o pai da tal rapariga e aconselhamos o aborto? Ou acolhemos, apoiamos e procuramos ajuda material e psicológica?

Pessoalmente, já sei o que dizer da próxima vez. Começar pelo básico: «Parabéns!»