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Mais de 70 milhões de peregrinos no «Santuário global» de Fátima
02.11.2017
O Santuário de Fátima fez o balanço do período de sete anos de preparação e celebração do Centenário das Aparições de Fátima, e explicou que passaram pelo Santuário «mais de 70 milhões de peregrinos» entre outubro de 2010 e novembro de 2017, sendo que o ano de 2017 foi o que registou maior afluência de peregrinos à Cova da Iria.


«O Santuário contabiliza apenas as pessoas em peregrinação, sendo que muitos milhares de pessoas vêm ao Santuário, fazem as suas devoções e não participam em nenhuma celebração. Fizemos um cálculo, que precisa ser ajustado, mas poderão ser 40% de pessoas que passam aqui e não vão a nenhuma celebração. Por isso, podemos falar com alguma segurança de 70 milhões de pessoas», adiantou o Pe. Vítor Coutinho, vice-reitor do Santuário de Fátima, citado pela Renascença.
 
«A variedade de proveniências de peregrinos que, a cada ano, acorrem a Fátima, comprova que este é, de facto um Santuário global», disse o responsável, aludindo, em particular, ao «aumento significativo» de peregrinos estrangeiros.
 
O vice-reitor do Santuário de Fátima anunciou também que a instituição católica distribuiu mais de 10 milhões de euros em ajuda social e apoio à Igreja em Portugal, no ciclo de comemorações do Centenário das Aparições, entre 2010 e 2017.
 
O Pe. Vítor Coutinho sublinhou, em conferência de imprensa, que o financiamento nestas duas «áreas específicas» ascendeu a 5,2 milhões de euros em apoios de caráter social em Portugal e estrangeiro e a 4,8 milhões de euros em ajudas à Igreja Católica em Portugal, noticiou a Agência Ecclesia.
 
Pe. Carlos Cabecinhas (Foto de Arquivo)Já o Pe. Carlos Cabecinhas, reitor do Santuário de Fátima, falou numa preocupação «constante» e sublinhou que «o Santuário aumentou e tem aumentado os apoios sociais, sobretudo no contexto da crise em que o país entrou».
 
O Santuário de Fátima informou que os projetos e iniciativas do programa celebrativo tiveram um custo de 1 549 225 euros, a que se somaram despesas diretas com a visita papal de maio deste ano, num total de 560 425 euros.
 
O Pe. Vítor Coutinho observou que «muitos destes projetos estiveram sujeitos a negociações» com artistas e autores, com «alguma confidencialidade» nos contratos específicos.
 
O vice-reitor do Santuário disse que houve a preocupação de medir a proporcionalidade entre o «custo da iniciativa» e o alcance esperado, procurando ainda «criar património que permaneça como herança para as gerações futuras».
 
A «rigorosa análise de custos» e respetivos benefícios visava, acrescentou, responder às «enormes expectativas» numa efeméride que gerava interesse em milhões de pessoas.
 
Pe. Vítor Coutinho (Foto de Arquivo)Como exemplo, o responsável disse que o Santuário investiu 128 mil euros num espetáculo que foi oferecido a mais de 9 mil pessoas e que a sessão de encerramento do Centenário teve um custo de 140 mil euros, tendo sido seguida em direto por 100 mil pessoas.
 
No caso da visita do Papa Francisco, houve custos com infraestruturas que anteriormente foram assumidas pelo Estado, sobretudo «para servir os profissionais de Comunicação Social», que fizeram desta a viagem pontifícia mais dispendiosa para o Santuário.
 
Neste balanço não estão incluídas as intervenções de obras no novo altar e na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.
 
O Pe. Carlos Cabecinhas realçou que estas são obras que não estão «diretamente dependentes» do Centenário das Aparições e que a opção do Santuário tem sido «não divulgar os custos» dos investimentos, face à «indefinição» que permanece em volta de «questões tributárias» ligadas à Concordata.
 
O responsável apontou, para o futuro, a uma requalificação «mais profunda» do recinto de oração, para melhorar as condições de acolhimento dos peregrinos.
 
Texto: Ricardo Perna (Com Agência Ecclesia e Rádio Renascença)
Fotos: Ricardo Perna
 
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