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Mais que uma devoção dos portugueses
02.05.2017
Não será a despropósito falar da anunciada visita do Papa Francisco a Fátima por ocasião do centenário das aparições e, também por essa via, da canonização dos pastorinhos Francisco e Jacinta. Mesmo que, se por qualquer imponderável, Francisco não viesse, o mundo católico já teria vivido o acontecimento pelo largo anúncio de que se revestiu, pelo impacto que provocou a notícia da canonização de duas crianças, com a santidade ligada ao mesmo acontecimento, e porque a canonização tem uma dimensão de universalidade que se distancia teologicamente da beatificação, com a característica de ser proclamada num santuário nacional. Poder-se-ia voltar à reflexão sobre a capacidade de as crianças praticarem “virtudes heroicas” e de serem propostas como tais à Igreja universal.

No seu conjunto, tem sido muito positiva a reflexão sobre as aparições, a mensagem de Fátima, o santuário, as peregrinações, o alcance cada vez mais amplo de Fátima no mundo. Criou-se uma nova dinâmica sobre o todo das aparições, que chegou a toda a Igreja. Deixou de ser uma “devoção dos portugueses”. E dentro de Portugal ultrapassou o que por vezes se pensava pertencer a massas populares menos cultas ou cristãmente menos evoluídas. Para não falarmos da grande envolvente de Fátima como centro de espiritualidade, aprofundamento teológico e pastoral, local de encontro e oração de todos os movimentos da Igreja, mesmo daqueles que se possam considerar de fé menos esclarecida. Aqui precisamos de ir ao documento do Papa sobre a Peregrinação, que desconcerta muitos eruditos para enaltecer a fé dos mais simples.

Na realidade, em volta da visita do Papa e do centenário das aparições, todos teremos ainda muito que aprender, viver... e rezar.