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Movimentos e bispos devem ser complementares
15.06.2016
A Congregação para a Doutrina da Fé tornou pública a carta Iuvenescit Ecclesia, sobre a relação entre os dons hierárquicos e carismáticos para a vida e missão da Igreja. Na prática, o documento aborda os novos movimentos e agregações eclesiais. Iuvenescit Ecclesia, uma igreja que se renova, salienta que deve existir «harmoniosa, conexão e complementaridade» entre os vários carismas e entre hierarquia e movimentos.



A carta defende que estes movimentos «constituem uma grande fonte de renovação para a Igreja» e que são «realidades fortemente dinâmicas, capazes de suscitar particular atração pelo Evangelho e de sugerir uma proposta de vida cristã tendencialmente global que abarca todos os aspetos da existência humana».
 
O documento explica a diferença entre «dons hierárquicos e carismáticos», salientando que «têm a mesma origem e o mesmo propósito»: são dons de Deus para a edificação da Igreja. Uns e outros são essenciais. «É possível reconhecer uma convergência do Magistério eclesial recente sobre a coessencialidade entre os dons hierárquicos e carismáticos. A sua contraposição, bem como a sua justaposição, seria sintoma de uma errada ou insuficiente compreensão da ação do Espírito Santo na vida e na missão da Igreja.»
 
A carta aos bispos salienta que os pastores devem discernir e reconhecer a autenticidade dos carismas destes movimentos, até para alertar os fiéis no caso de não serem credíveis. O documento define alguns critérios para esse discernimento acerca dos novos movimentos ou agregações eclesiais: primado da vocação de cada cristão à santidade; empenho na difusão missionária do Evangelho; confissão da fé católica; testemunho de uma comunhão ativa com toda a Igreja, e com a sua hierarquia; reconhecimento e estima da complementaridade recíproca de outras realidades carismáticas na Igreja; aceitação dos momentos de prova no discernimento dos carismas; presença de frutos espirituais, tais como caridade, alegria, humanidade e paz; dimensão social da evangelização.
 
A Congregação para a Doutrina da Fé sublinha que «a prática da boa relação entre os vários dons na Igreja exige uma inserção ativa das realidades carismáticas na vida pastoral das Igrejas particulares». Ou seja, as agregações devem «reconhecer a autoridade dos pastores da Igreja» e estes devem «acolher cordialmente o que o Espírito suscita no seio da comunhão eclesial, tendo-o em conta na ação pastoral e valorizando o seu contributo como uma autêntica riqueza para o bem de todos».
Texto: Cláudia Sebastião
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