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Papa pede que jornalistas procurem a «boa notícia»
24.01.2017
Hoje, dia 24 de janeiro, em que a igreja faz memória de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, a Sala de Imprensa da Santa Sé publicou a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que este ano se celebra a 28 de Maio de 2017.

 
A mensagem deste ano tem como tema “Comunicar esperança e confiança, no nosso tempo”. O Papa começa por chamar a atenção para a necessidade de trabalhar em prol de uma comunicação construtiva «que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro por meio da qual se possa aprender a olhar, com convicta confiança, a realidade.»
 
É necessário, afirma ainda o Papa, «romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas “notícias más” (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas).»
 
Desta forma, o Santo Padre quer dar o seu contributo «para a busca dum estilo comunicador aberto e criativo» que permita inspirar uma abordagem positiva e responsável àquelas pessoas a quem se comunica a notícia. Dito de outra forma, o Papa Francisco quer oferecer aos homens e às mulheres do nosso tempo «relatos permeados pela lógica da “boa notícia”.»
 
Este tema da esperança tem sido tratado ao longo das audiências de quarta-feira, onde, na audiência do dia 11 deste mês, o Papa afirmou que «esperar é uma necessidade primária do homem: esperar no futuro, acreditar na vida.»  
 
Francisco considera que, para os cristãos, «“os óculos” adequados para decifrar a realidade só podem ser os da boa notícia: partir da Boa Notícia por excelência, ou seja, o “Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus”» (Mc 1, 1). Porém, esta «Boa Notícia» que é «o próprio Jesus», não é dita ser boa por não se encontrar nela sentimento, mas «porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do seu amor ao Pai e à humanidade.» Para introduzir os seus discípulos nesta mentalidade evangélica, Jesus falava em parábolas e em metáforas, não que fosse um meio mais fraco para comunicar, mas porque permitia à pessoa «o “espaço” de liberdade para a acolher e aplicar também a si mesmo».
 
Quase a terminar a mensagem, o Papa Francisco chama a atenção para a «força do Espírito Santo no quadro da Ascensão: «Através “da força do Espírito Santo”, podemos ser “testemunhas” e comunicadores duma humanidade nova, redimida, “até aos confins da terra”» (cf. At 1, 7-8). Reforça ainda que «a confiança na semente do Reino de Deus e na lógica da Páscoa não pode deixar de moldar também o nosso modo de comunicar» e que «o fio com que se tece esta história sagrada é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Consolador».
 
O Papa termina a sua mensagem, exortando, todos os fiéis a «alimentar a esperança», através da leitura da «Boa Notícia» que é o Evangelho e que foi «”reimpresso” em tantas edições nas vidas dos Santos, homens e mulheres que se tornaram ícones do amor de Deus.»
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