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Vida Cristã
A Comunhão espiritual
14.03.2020
Por comunhão espiritual entende-se uma oração pela qual os fiéis expressam o desejo de unir-se a Cristo e receber Jesus-Eucaristia, mesmo sem tomar materialmente a comunhão sacramental, ou seja, a Eucaristia no verdadeiro Corpo e no verdadeiro Sangue de Cristo.

Na base da escolha de fazer a comunhão espiritual, pode estar a impossibilidade - material ou moral - por parte dos fiéis de receber a comunhão sacramental.



A comunhão espiritual está entre as práticas ascéticas mais frutíferas, difundidas e antigas, como foi testemunhado por muitos santos e experiências místicas. Entre os santos mais conhecidos relacionados à prática da comunhão espiritual estão Tomás de Aquino, Afonso Maria de Liguorio, Catarina de Siena, Margarida Maria Alacoque, Francisco de Sales.

Comparada à comunhão sacramental, a comunhão espiritual tem a característica de ser possível sempre que os fiéis a desejarem e em qualquer lugar ou hora do dia. A comunhão espiritual pode ser feita em qualquer lugar, mesmo que, para desfrutar de frutos mais abundantes, seja necessário estabelecer uma verdadeira comunhão de pensamentos e afetos com o Senhor. É verdade que isso pode ser feito mesmo em um instante e quantas vezes se quiser, mas, em qualquer caso, deve ser a verdadeira Comunhão, isto é, a fusão do nosso eu com o de Jesus. Deve ser um momento santificador e não considerado um momento mágico.

Um excelente método para fazer a comunhão espiritual é uni-la com a escuta da Palavra de Deus, isto é, na meditação. Para isso não são necessárias fórmulas particulares. Muitas pessoas fazem a comunhão espiritual quando recebem a bênção do Santíssimo.

«Se não podes comungar sacramentalmente, faz pelo menos a comunhão espiritual, que consiste em um desejo ardente de receber Jesus em teu coração», dizia São João Bosco.

O Concílio de Trento, falando do proveito do admirável sacramento da Eucaristia, diz que muitos o recebem espiritualmente e são aqueles que comem com desejo o pão celestial que lhes é oferecido, provam os frutos e a utilidade deste sacramento. Portanto, segundo o Concílio de Trento e de acordo com toda a Teologia, a comunhão espiritual é um alimento espiritual do corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Consequentemente, tudo o que dissemos sobre os efeitos da comunhão sacramental se repete aqui, embora de maneira diferente e em menor grau.

Quão preciosa seja a comunhão espiritual foi dito por Jesus a Santa Catarina de Sena numa visão. A Santa temia que a comunhão espiritual não tivesse valor em comparação com a comunhão sacramental. Jesus numa visão apareceu-lhe com dois cálices na mão e disse-lhe: «Neste cálice de ouro, coloquei as tuas comunhões sacramentais; neste cálice de prata, coloco as tuas comunhões espirituais. Esses dois cálices são muito bem-vindos para mim.»
Texto: Família Cristã
Foto: Pixabay/Himsan

 
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