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Vida Cristã
A lança que perfurou Cristo fez brotar os sacramentos
20.04.2021
Com um golpe de lança, o Filho de Deus foi declarado morto. Diz a tradição que naquele momento houve uma cura milagrosa no soldado que se converteu e se tornou discípulo. A lança, declarada santa, viajou de Jerusalém para Istambul, Roma, Paris, Nuremberga e Viena. Passou pelas mãos de santos e pecadores. E tem sido cobiçada ao longo da História por causa do mito de quem a possuir tem nas mãos o destino do mundo.



Narra-nos o evangelista São João que depois da crucificação os soldados «aproximaram-se de Jesus. Vendo que já estava morto não Lhe quebraram as pernas, mas um soldado atravessou- Lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu sangue e água» (Jo 19,33-34).

Ainda que os Evangelhos não indiquem o nome deste soldado, a fonte mais antiga, mas não canónica, que se conhece, o Evangelho de Nicodemos, atesta que se chamava Longino. Pela coletânea da vida de santos Legenda Áurea, de Jacopo Varezze, ficamos a saber que este soldado sofria de problemas de visão, e no momento do golpe, o sangue e a água que brotaram de Cristo terão respingado os seus olhos e ele passou a ver melhor, física e espiritualmente. A partir daquele momento terá deixado a carreira militar, recebeu catequese dos Apóstolos e foi pregar o Evangelho para Cesareia da Capadócia, onde permaneceu durante 38 anos até ao seu martírio. Em Portugal e no Brasil é conhecido e venerado também com o nome de São Longuinho.
 
Texto: José Carlos Nunes

 
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