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A poderosa “arte” de ser humilde
27.09.2021
A humildade, como valor moral ou atitude de personalidade, é a virtude humana de agir com simplicidade, modéstia e amabilidade. É, pois, uma das virtudes mais importantes que se pode desenvolver, visto que dela dependem muitas outras. Para que uma pessoa seja humilde, ela terá de refletir sobre as suas fortalezas e debilidades. Só dessa forma permitir-se-á que se sinta confortável com quem é e que aceite que ainda tem pela frente um largo caminho repleto de melhorias.

Trata-se, então, de ter uma visão objetiva, integral e realista. De cada um se aceitar tal como é, ou seja: aceitar a sua história pessoal, a sua família, o seu corpo, a sua realidade socioeconómica.  É muito importante admitir que cada pessoa possui talentos e virtudes, mas que também tem limitações e defeitos. De certa forma, a humildade pode ser entendida como uma “arte” espontânea que não se pode fingir e deve estar presente em todos os âmbitos da vida.

Os verdadeiramente humildes são humildes de coração e não de aparência. Sabem muito bem o que é o amor e como o dar sem limites. As mulheres dotadas desta virtude constroem os lares mais belos e são pessoas realizadas profissionalmente. E ainda fazem da sua realização um sucesso comum partilhado com toda a família. Os homens são reconhecidos como sendo os mais simpáticos do grupo. São eles que fazem dos dias das suas mulheres a experiência mais completa e maravilhosa da vida. A virtude da humildade representa um honorável sentido de equilíbrio. Este sentido é fundamental porque, sem humildade, dar poderia tornar-se, confortavelmente, num exercício de poder, enquanto receber poderia ser entendido como uma diminuição da dignidade própria.

Todos sabemos que se aproveita ao máximo a vida em cada experiência alcançada. Ao permitir que a vida nos ensine, estamos a construir uma base firme para tomarmos conta de nós próprios. Já não sentimos que somos vítimas das circunstâncias, mas antes que assumimos as nossas responsabilidades.

Por tudo isto, para educar na humildade, os pais devem focar a sua atenção na inteligência, porque quando se compreende estas questões, de forma clara e a tempo, a vontade é dirigida para elas sem muita dificuldade. Em resumo, a compreensão nasce da humildade e não do orgulho do saber. Assim, os filhos devem compreender que vivem num processo dinâmico e de mudança. Devem também reconhecer que não têm todas as respostas e que, em determinadas situações, precisam da ajuda dos outros. Aprendem também com tudo e com todos, pois haverá sempre uma maneira melhor de fazer as coisas. Dito por outras palavras, conhecendo-se a si próprios, os jovens são capazes de trabalhar os limites e as fraquezas e seguir em frente.
Neste tempo que nos cabe viver onde a virtude da humildade está um pouco esquecida, nada melhor do que recordar uma das bem-aventuranças do Sermão da Montanha: «Felizes os mansos, porque possuirão a terra.» (Mt 5,5) Nestas palavras, Jesus apresenta o “homem ideal”, aquele que devemos procurar ser todos os dias. Como o Papa Francisco já referiu, é como “o Bilhete de Identidade” do cristão. Esvaziamo-nos do nosso próprio interesse, pomos os outros em primeiro lugar e tentamos ser pacientes e dóceis. Se conseguirmos que os nossos filhos o façam, somos felizes!