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Abusos sexuais: Igreja quer «proteger as vítimas, apurar a verdade histórica»
08.11.2021
A 201.ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa está reunida estes dias em Fátima. Um dos temas em cima da mesa é a discussão sobre a proteção das vítimas em caso de abuso sexual. No discurso de abertura, D. José Ornelas disse que «faremos tudo para proteger as vítimas, apurar a verdade histórica e impedir estas situações dramáticas que destroem pessoas e contradizem o ser e a missão da Igreja». Até quinta-feira, os bispos portugueses vão «verificar os processos em curso, articular melhor as instâncias diocesanas e a coordenação nacional, de modo a oferecer oportunidades seguras e fiáveis no acolhimento de denúncias e acompanhamento às vítimas de abusos, na clarificação de processos e, sobretudo, na formação de pessoas».



O presidente da Conferência Episcopal disse também que, com a dissolução da Assembleia da República e a marcação de eleições antecipadas, Portugal vive um tempo «delicado» que pede «empenho e mobilização de todos». Agora «é urgente que os partidos e todos os intervenientes encarem com credibilidade e sentido de Estado os grandes desafios e oportunidades que se encontram no futuro imediato de todos nós».  Pedindo a «participação acrescida dos cidadãos», D. José Ornelas lamentou a aprovação da eutanásia. «Torna-se ainda mais incompreensível a discussão e aprovação da lei da eutanásia por uma Assembleia da República moribunda», afirmou. «O modo e o momento desta iniciativa parlamentar lançam um ulterior manto de sombra sobre todo o processo desta lei que não dignifica os últimos dias desta legislatura», acrescentou, dizendo que a ideologia «não se pode sobrepor à defesa intransigente do direito à vida, plasmado na nossa Constituição». Não apelando claramente a um veto do Presidente da República, o presidente da Conferência Episcopal defendeu que «as mais altas instâncias do país devem, por isso, pronunciar-se de acordo com as prerrogativas constitucionais de que dispõem».

Um dos temas em discussão estes dias é o sínodo, que D. José Ornelas quer que seja «um caminho de oração e reflexão, para escutar a voz de Deus e o sentir da Igreja, a partir das suas bases – paróquias, movimentos, instituições de consagrados e leigos – num propósito de transformação e conversão pastoral». 

O presidente da Conferência Episcopal anunciou a aprovaçãpo da tradução do novo Missal Romano para a Igreja em Portugal, pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. 

Os bispos vão também celebrar Eucaristia pelas vítimas da covid 19.
 
Texto: Cláudia Sebastião
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