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Ajudar os jovens a perceber que o trabalho é uma bênção
05.04.2021
Atualmente, grande parte da insatisfação no mundo pode ser atribuída a pessoas que estão descontentes com o trabalho que fazem. Um número crescente de trabalhadores, especialmente entre os jovens, tende a retratar o trabalho como uma maldição, um castigo ou um destino do qual se deve fugir a sete pés. A queixa baseia-se na visão de que o trabalho “rouba” energia e deixa o trabalhador demasiado fatigado para poder gozar a vida.

Ora, no torneio quotidiano, os nossos jovens são continuamente chamados a fazer escolhas que orientam a sua existência. Nasceram para o futuro e enfrentam a vida com energia e vigor, com todas as singularidades e modos de ser próprios, expressando a sua criatividade e capacidade de inovação. Com esta imagem bem viva, eles têm de perceber que não se tornam melhores pessoas seguindo pelo caminho mais fácil e que trabalhar é diferente de “estar ocupado”. É mesmo preciso que contrariem a ideia de que a felicidade só pode ser alcançada pelo prazer e pelo conforto.

O trabalho é um papel básico e central na vida do ser humano, é a vida e é muito mais do que um valor: é uma bênção. Todos nós fomos feitos para trabalhar. A própria Escritura, no Livro do Génesis, diz-nos que Deus trabalhou durante seis dias e que no sétimo descansou. Além de que avaliou a qualidade do seu trabalho e disse que era «muito bom». Com este exemplo só podemos afirmar que o trabalho tem de ser muito produtivo.
É, pois, nossa tarefa enquanto pais e educadores ensinar os nossos jovens, primeiramente, a amar o estudo e as tarefas diárias para depois amarem o trabalho. Não é apenas fazer coisas, mas fazê-las bem para aproveitar os dons e os talentos que Deus deu a cada um. Só que isso implica dedicação e vontade de fazer, para que o que façam seja feito o melhor possível, reiniciando o trabalho tantas vezes quantas forem necessárias até se alcançar o melhor resultado. Isto não é nada fácil, mas é necessário recordá-lo várias vezes. É muito importante começar bem para se acabar bem o que se tem entre mãos. Deus não aceita um trabalho mal feito ou defeituoso, e a sociedade também não.

Desde pequenos que os filhos devem assumir o estudo como uma obrigação. Ir à escola não é o mesmo que estar na escola. Como em qualquer trabalho, é preciso sentir-se obrigado e até pressionado a aproveitar essas horas. As notas são algo mais. O mais importante é aprender os hábitos necessários para desempenhar muito bem os trabalhos atuais e futuros.

As tarefas diárias numa família são também um dos cenários ideais para se desenvolverem competências laborais: ir às compras, ajudar a limpar a casa e cuidar dos irmãos mais novos são atividades que envolvem a distribuição de papéis e responsabilidades, tomadas de decisões, gestão de recursos, compromisso com os resultados e orientação para o serviço.

Através do trabalho os jovens desenvolvem a sua personalidade e, para que seja verdadeiramente uma construção pessoal, têm de perceber qual é o fim do trabalho. Isto é: precisam de entender porque é que o fazem. Quanto mais elevada e reta for essa intenção mais crescem. Aqueles que amam o trabalho e a profissão são úteis para a sociedade e sentem-se realizados como pessoas. A melhor herança que podemos deixar aos nossos filhos é uma boa formação humana e profissional que poderá ser a base de todo o seu desenvolvimento futuro como pessoas e como cidadãos.