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As mães e os pais mudam o mundo e a escola
30.04.2018
Diz-se que quando nasce uma criança nasce também um pai e uma mãe. As prioridades passam a ser outras. Percebem-se outras dimensões e outras cores do amor. A vida passa a ser diferente. Mães e pais ganham-se “superpoderes”.
 
Creio que foi pensando nestes “superpoderes” dos que são capazes de enfrentar tudo para conquistar um mundo melhor para os seus filhos que nasceu o projeto Escola Amiga das Crianças. A iniciativa do psicólogo Eduardo Sá, da confederação das associações de pais e da editora Leya tem 800 escolas candidatas. A ideia é premiar as melhores com um selo de qualidade, uma espécie de bandeira azul da educação, ou os hospitais amigos dos bebés. Tudo entra em linha de conta: os recreios, a alimentação, os programas curriculares, as casas de banho e a interação com os pais.



Que escolas queremos para os nossos filhos? Uns pais podem querer que aprendam bem, que tenham exigência, que se foquem no estudo para ir para a universidade. Outros que brinquem, que sejam livres para aprender o que querem e ao seu ritmo. Mas todos certamente querem escolas que incentivem o gosto por aprender, por brincar, por questionar e por pensar. Escolas onde as crianças e os jovens sejam felizes e respeitados.

E voltamos às mães e aos pais, citando Eduardo Sá: «Continuo a acreditar que são as mães que transformam o mundo. Há de chegar uma altura, quando as mães estiverem a olhar para os projetos educativos vão dizer assim: “E esta escola? Tem a bandeira azul da educação? Se não tem, o meu filho não vai para aqui.” É magnífico pôr os pais a transformar a escola.»
 
A ideia é boa, dá força e poder a quem quer intervir no sistema e não deixa tudo nas mãos do Ministério da Educação. Mas, na verdade, e apesar disto, podemos escolher a escola onde queremos pôr os nossos filhos?