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Bispos pedem que vacina «chegue a todos» com «justiça e transparência»
06.02.2021
 A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) emitiu uma nota sobre o processo de vacinação em Portugal, congratulando-se com o «início da vacinação» e pedindo a «adesão de todos». «É essencial que a vacina chegue a todos, com justiça, cuidado e transparência, começando pelos mais vulneráveis, mas também pelas pessoas que, nas mais diversas instituições sociais e de saúde, são fundamentais para o seu funcionamento», refere o comunicado dos bispos portugueses.

 
O processo de vacinação tem estado envolto em casos polémicos de indicação indevida de elementos para vacinação, alguns dos quais têm envolvido sacerdotes, como o caso do Centro Paroquial de Alfena, em que o sacerdote responsável incluiu na lista para vacinação a sua mãe e a costureira do centro, que não cumpriam os requisitos para serem incluídas na lista.
 
Para além disso, surgiram notícias que davam conta de várias centenas de padres já vacinados, o que levou a CEP a esclarecer que «os ministros e colaboradores da Igreja Católica em Portugal, sejam eclesiásticos ou leigos, têm acesso à vacinação como qualquer outro cidadão e seguem as disposições estabelecidas pelas autoridades competentes para as diversas fases deste processo». Muitos dos sacerdotes têm contactos com idosos nos lares e é por isso que estão a ser vacinados, mesmo não fazendo parte das listas prioritárias, segundo as explicações que vão sendo conhecidas.
 
Sobre isto, a CEP reafirma a «certeza» de que «nenhum outro interesse deve ser colocado acima dos esforços conjuntos que somos chamados a fazer, para encontrar a melhor forma de utilizar os recursos que temos e assim superar a pandemia».
 
Deveriam os religiosos fazer parte da lista prioritária de vacinação?
A presidente da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal, Ir. Maria da Graça Guedes, considera que os religiosos deveriam fazer parte das listas prioritárias para a vacinação, em virtude da sua proximidade com a população. «Faria sentido, porque eles estão nessa linha da frente», afirmou a religiosa em entrevista à Família Cristã.
 
Muitos estão a ser vacinados porque trabalham nos lares, mas a Ir. Maria da Graça Guedes acha que deveria ser mais generalizado. «Não sei se é a prioridade do Governo, mas poderia ser, privilegiar o campo espiritual das pessoas, que é tão importante como o humano», defende, acrescentando que «podia ter um efeito muito positivo nas pessoas que exercem essa missão e naquelas pessoas que recebem».
 
Texto: Ricardo Perna
Foto: Mehmet Turgut Kirkgoz | Unsplash
 
 
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