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Bom Jesus de Braga e Palácio de Mafra são Património Mundial da Humanidade
08.07.2019
O Palácio Nacional de Mafra e Santuário do Bom Jesus do Monte foram hoje classificados Património Cultural Mundial pela UNESCO. A decisão foi anunciada em Baku, no Azerbaijão, onde decorre a reunião do comité da Organização das Nações Unidas para para a Educação, Ciência e Cultura.


Numa reação publicada na página da presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa afirma que «a inscrição do Palácio Nacional de Mafra e do Santuário do Bom Jesus em Braga na Lista do Património Mundial elaborada pela UNESCO é um motivo de grande regojizo». «Saúdo vivamente os promotores destas candidaturas, os autarcas, os diplomatas, as autoridades civis e eclesiásticas, e todos aqueles que, também na sociedade civil, ajudam a levar mais longe o património português físico, histórico, artístico, religioso ou intelectual», acrescenta o presidente da República.

Em declarações publicadas na página da internet da Arquidiocese de Braga, D. Jorge Ortiga afirmou que o reconhecimento da UNESCO tem «um valor incalculável», que ultrapassa «claramente» as fronteiras do país, esperando que agora seja ainda mais procurado, mais visitado e muito mais compreendido. «O Bom Jesus é o ex-libris de Braga e por isso mesmo tem um significado muito particular. Diria que é quase impossível conhecer Braga sem conhecer o Bom Jesus, uma coisa está inteiramente ligada à outra. O Bom Jesus tem um grande significado, uma grande história com o seu património e também com a dimensão ambiental», disse o arcebispo de Braga.

Para Varico Pereira, secretário da Confraria do Bom Jesus do Monte, «este é um grande reconhecimento do excecional valor patrimonial e paisagístico do Bom Jesus e é, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade». «Este selo – sim, porque nós já considerávamos o Bom Jesus Património Mundial, faltava-lhe apenas esta certificação – é o tal reconhecimento visível que faltava ao Bom Jesus e é um selo de responsabilidade para com o futuro», afirmou Varico Pereira em declarações publicadas na página da internet da Arquidiocese de Braga.

A candidatura do Santuário do Bom Jesus a Património Mundial da UNESCO foi apresentada em janeiro de 2014.

Mandado construir por D. João V, o Palácio Nacional de Mafra é um conjunto barroco formado pela basílica, convento, paço real e possui uma valiosa biblioteca, dois carrilhões e seis órgãos históricos.

Em declarações enviadas à Agência ECCLESIA, D. Manuel Clemente lembrou que D. João V «fez um palácio como fez um convento». lembrando a «convicção sincera» do rei de Portugal e a referência às «grandes devoções de Portugal dessa altura», a Nossa Senhora da Conceição e Santo António. «Há ali um conjunto de significados que importa reter e agora reafirmar com este apoio da comunidade internacional. Por isso só posso ficar contente», afirmou o Patriarca de Lisboa.

Portugal conta com 15 locais inscritos na lista do Património Mundial da UNESCO, desde que, em 1983, foram escolhidos os primeiros: o Centro Histórico de Angra do Heroísmo, o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, o Mosteiro da Batalha e o Convento de Cristo, em Tomar.

Mais tarde foram distinguidos o Centro Histórico de Évora (1986), o Mosteiro de Alcobaça (1989), a Paisagem Cultural de Sintra (1995), o Centro Histórico do Porto (1996), a Arte Rupestre do Vale do Côa (1998), a Floresta Laurissilva da Madeira (1999), o Centro Histórico de Guimarães (2001), o Alto Douro Vinhateiro (2001), a Paisagem da Cultura da Vinha da ilha do Pico (2004), a Cidade-Quartel de Elvas e suas Fortificações (2012) e a Alta e Sofia da Universidade de Coimbra (2013).

Para além das duas distinções hoje anunciadas, o comité da ONU aprovou ainda o alargamento da zona central da Universidade de Coimbra, para incluir o Museu Nacional Machado de Castro.

Texto: Agência Ecclesia
Foto: Ricardo Perna e Wikimeda Commons
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