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Celibato, mulheres e formação: Vaticano reflete sobre sacerdócio
16.02.2022
Tem início hoje, dia 17, no Vaticano, o Simpósio «Por uma teologia fundamental do sacerdócio», promovido pela Congregação para os Bispos e pelo Centro de Pesquisa e Antropologia das Vocações. Esta é uma iniciativa que o prefeito da Congregação para os Bispos, Cardeal Marc Ouellet, pretende que dê «novo impulso à promoção vocacional».

 
Os trabalhos de hoje serão abertos pelo Papa Francisco, e o Simpósio, que já tem mais de 500 participantes inscritos, entre cardeais, religiosos e leigos, vai refletir sobre várias matérias relacionadas com o sacerdócio, entre as quais o celibato, o papel das mulheres e a formação dos sacerdotes. O simpósio durará três dias e terminará no dia 19 de fevereiro. Uma equipa de relatores acompanhará os trabalhos, pelo que é de esperar que as conclusões sejam partilhadas com todos.
 
São 23 oradores, para refletir sobre o tema do sacerdócio, o carisma e a tradição, mas também analisar os desvios como abuso ou clericalismo, e estudar as questões que emergiram nos últimos Sínodos ou nos percursos sinodais nacionais sobre questões como celibato e vocação, informa o Vatican News, portal de notícias da Santa Sé.
 
Os oradores abordarão três temas principais: «Tradição e novos horizontes», «Trindade, missão e sacramentalidade», «Celibato, carisma e espiritualidade». Ao apresentar o Simpósio na Sala de Imprensa da Santa Sé, o ano passado, o cardeal Ouellet esclareceu que não se trataria de «um Simpósio sobre o celibato sacerdotal», mas uma ocasião «para realizar uma reflexão profunda sobre o tema do sacerdócio», partindo da vocação e formação e terminando com a questão dos abusos, que «certamente será um tema para uma reflexão muito profunda». Esta «chaga na Igreja», destacou naquela ocasião a teóloga Michelina Tenace, professora da Pontifícia Universidade Gregoriana, que estará na mesa dos relatores, «tornou ainda mais urgente repensar tanto o discernimento vocacional quanto a formação dos seminaristas».
 
Em entrevista ao Vatican News, o Cardeal Marc Ouellet destacou que, «na cultura católica, quando falamos de sacerdócio pensamos em sacerdotes, em ministérios ordenados, enquanto o Concílio restabeleceu um equilíbrio entre o sacerdócio fundamental dos batizados e o sacerdócio ministerial». «Ainda temos um longo caminho a percorrer antes que os batizados entendam que o seu Batismo não é apenas um passaporte para o Céu, mas também uma responsabilidade para comunicar ao resto da humanidade o tesouro que carregam nos seus corações através da fé em Cristo», referiu o prelado.
 
O programa em detalhe pode ser consultado aqui.

 
Texto e foto: Ricardo Perna
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