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Vida Cristã
Coisas que talvez não saiba sobre a Quaresma e Páscoa
09.04.2017
Porque cobrimos as imagens e os crucifixos na Quaresma?
Em algumas paróquias, perdeu-se este hábito, mas muitas ainda mantêm este ritual. As imagens e os crucifixos são cobertos com panos para que deixemos de lado as devoções dos santos e nos concentremos em Cristo que será crucificado e o adoremos mais veementemente na Sexta-feira Santa.

De onde vêm as cinzas impostas sobre os fiéis na Quarta-feira?
As cinzas de cada ano são o resultado da incineração dos ramos que foram abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior.

O que é a Missa Crismal?
Habitualmente na manhã de Quinta-feira Santa, esta Eucaristia une o bispo da diocese a todos os presbíteros. Pode fazer-se a renovação das promessas sacerdotais. São consagrados os óleos dos enfermos, dos catecúmenos e do Crisma.

Adoração da Cruz é feita apenas na Sexta-feira Santa?
A veneração da Cruz também se faz no dia de exaltação da Santa Cruz, mas na celebração da Paixão do Senhor, na Sexta-feira Santa, há mesmo adoração da Cruz. É o único dia em que tal acontece.

Foto de http://sarrabal.blogs.sapo.pt/Em que dias não há Eucaristia?
Na Sexta-feira Santa, não há celebração de Eucaristia, assim como no dia de sábado. Na celebração da Paixão do Senhor, está prevista a distribuição da comunhão consagrada na Missa de Quinta-feira Santa. No Sábado Santo não há qualquer celebração. Os altares são desnudados depois da celebração da Quinta-feira.

O que são as matracas?
As matracas são um objeto litúrgico. Antigamente, eram usadas na procissão de entrada na celebração da Paixão do Senhor, habitualmente feita em silêncio, sem cânticos. O som das matracas, trac trac, rompe esse silêncio e confere solenidade.



Porque não há só uma data para a Páscoa?
Nem todos os cristãos comemoram, este ano, a Páscoa no dia 16 de abril. A razão exige uma explicação histórica.
O calendário juliano era o calendário em uso no Império Romano. Assim, foi naturalmente usado como base de cálculo da Páscoa pelos cristãos.
No Século IV, por ocasião do Concílio de Niceia, o equinócio da primavera ocorria por volta do dia 21 de março. A partir do Século XIII, as observações astronómicas e o cálculo da medida do ano solar mostraram que o equinócio da primavera ocorria vários dias antes da data considerada fixa de 21 de março. A necessidade de uma correção obrigava a uma mudança, mas a alteração foi debatida ao longo de três séculos. O calendário juliano foi oficialmente reformado em 1582, pelo Papa Gregório XIII, dando origem ao calendário gregoriano. Este calendário foi adotado por países onde a Igreja Católica era predominante. A Igreja Ortodoxa não aceitou seguir esta mudança, optando pela permanência no calendário juliano, o que explica a diferença entre estes dois calendários. Por isso, é que as datas da Páscoa entre as duas Igrejas não coincidem.

Texto: Alexandre Jardim
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