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Compasso Pascal volta a percorrer as casas dos fiéis
28.02.2022
A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) divulgou novas orientações para o culto e atividades pastorais, prevendo, entre outras medidas, a possibilidade de se realizar a tradicional visita pascal, suspensa desde 2020. «No rito de adoração da cruz na Sexta-feira Santa, deve omitir-se o beijo na cruz, substituindo-o pela genuflexão ou inclinação; pode-se retomar a visita pascal, omitindo-se o beijo à cruz», refere o documento, enviado à Agência ECCLESIA.


O texto aponta ao rito de Quarta-feira de Cinzas, que se celebra a 2 de março, marcando o início da Quaresma, e o lava-pés na Quinta-feira Santa (14 de abril), pedindo «especial cuidado com o uso da máscara e a higienização».

Em 2021, a CEP tinha mantido a suspensão de procissões e outras manifestações populares da Semana Santa e Páscoa, entre elas o tradicional “compasso”; em 2020, por causa da pandemia, as celebrações não contaram com a participação da assembleia. A visita pascal, ou compasso, é um momento importante, já que muitas paróquias aproveitam para recolher a congrua, ou culto, essencial para a sobrevivência financeira de muitas dessas paróquias e respetivos sacerdotes, conforme se pode ler na edição de março em papel da Família Cristã.

Os bispos referem nas orientações divulgadas esta segunda-feira que se observa, em Portugal, «um forte abrandamento das restrições na sociedade face à evolução favorável do estado atual de pandemia», mas referem que «nunca é demais apelar ao comportamento responsável de todos em relação à proteção da saúde pública».

As orientações mantêm a recomendação de um «distanciamento responsável entre as pessoas» que não integrem o mesmo agregado familiar e do «uso de máscaras para todos», assim como indicações de que a comunhão deve continuar a ser dada na mão e a possibilidade de retomar a saudação da Paz, embora ainda sem contacto, e o ofertório no meio da eucaristia, este também um momento facultativo, já que sempre existiu a possibilidade litúrgica de fazer a coleta no final da missa, gesto que alguams paróquias deverão manter, apesar do aligerirar da situação.

Quanto às atividades pastorais nos espaços eclesiais (paróquias, centros pastorais, casas de retiro, etc.) como catequese e outras ações formativas, bem como peregrinações, procissões, festas, romarias, concentrações religiosas, acampamentos e outras atividades similares, estas “seguem as regras previstas pelas autoridades competentes para situações educativas, sociais e culturais semelhantes”.

 
Texto: Ricardo Perna (com Agência Ecclesia)
Foto: Ricardo Perna
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