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Confiança
09.07.2019
Desde pequeninos que sabemos o que é uma pessoa. Não é um cão nem uma mesa. Olhamos e reconhecemos que é uma pessoa. Podemos confiar nesse reconhecimento. Não engana. Todas as pessoas são homens ou mulheres. Olhamos e reconhecemos que uma pessoa é um homem ou uma mulher.

Os homens e as mulheres têm corpos diferentes, na estatura, na força, na velocidade. Por isso, o desporto é sempre separado entre homens e mulheres. Os jogos são para ganhar e é injusto fazer competições entre pessoas que à partida são diferentes. Tal como há escalões por idades, também há competições femininas e masculinas.

Os homens e as mulheres também são diferentes em alguns órgãos. Só as mulheres podem trazer filhos dentro de si e dá-los à luz. Isso é um mistério. Não fomos nós que fizemos assim. Aceitar a natureza como é, cuidá-la, evitar que seja destruída de forma selvagem é muito importante. Aceitar que os homens são homens e as mulheres são mulheres, reconhecer a beleza da sua diversidade, respeitá-la e tentar que o melhor de cada um viva e dê frutos é um ato de ecologia humana.

A ideologia do género defende uma identidade sexual baseada na opção, independente da diferença sexual inscrita no corpo. Considera que cada um é que escolhe ser homem ou mulher, sejam quais forem os dados naturais, admitindo outras identidades sexuais além da feminina ou masculina. Acha equivalente a pessoa ligar-se a pessoas de outro ou do mesmo sexo. Promove a vida sexual em qualquer idade, com ou sem compromisso e independente da procriação.

A ideologia de género está na origem de algumas leis: redefinição de casamento para incluir a união de pessoas do mesmo sexo, adoção por esses pares, afirmação da mudança de sexo a pedido desde a adolescência, financiamento das respetivas cirurgias, procriação artificial, maternidade de substituição, bancos de esperma e anonimato dos pais biológicos. Defende o ensino obrigatório das opiniões da minoria que representa a todas as crianças e jovens, sejam quais forem as convicções dos pais e professores.

Um dos âmbitos em que se manifesta a ideologia do género é o da linguagem. Nos documentos oficiais que temos de preencher aparece a expressão “género” em vez de “sexo”. Nos debates diz-se “igualdade de género”, em vez de “igualdade entre homem e mulher”; “parentalidade” em vez de “paternidade e maternidade”; “famílias” em vez de “família”. Muitas pessoas passam a adotar estas expressões sem se aperceberem da sua origem e da sua ambiguidade.

Os grupos que são apologistas da ideologia de género pressionam a sociedade no sentido de adotar as suas opiniões e incluí-las como valores, especialmente na comunicação, o que já acontece em eventos, publicidade, novelas, filmes e livros, nomeadamente infantis.

Quem é cristão confia na criação de Deus. Somos pessoas de corpo e alma indivisíveis, o que é diferente de termos um corpo como se fosse uma coisa. O nosso corpo faz parte do nosso eu e não o menosprezamos em nome de ideias ou sensações. Acreditamos que foi Deus que fez de nós homens e mulheres e que assim, complementares e feitos para amar, nos chamou a constituir família. Damos muito valor à comunhão dos corpos, porque ela exprime a comunhão das pessoas.

Estamos certos de que Deus tem uma vocação para cada pessoa e que na vida há sofrimento, mas isso não impede, às vezes até fortifica, um caminho humano feliz e cheio de sentido. É uma graça viver assim e temos um desejo enorme de partilhar a beleza encontrada com todas as pessoas que nos rodeiam. Somos chamados a ajudar-nos uns aos outros, na busca da verdade e no acolhimento de todos os que erram e sofrem.

Todos nós temos a experiência de ser fracos e incompletos, mas a amizade com Jesus vence todas as nossas fraquezas e dá a quem a abraça uma invencível alegria. Ele está sempre connosco. Caminhamos confiantes na sua Palavra: «No mundo, tereis tribulações; mas, tende confiança: Eu já venci o mundo!» (Jo 16,33)