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​Conselho Presbiteral de Lisboa sai em defesa do Patriarca
10.08.2022
O Secretariado Permanente do Conselho Presbiteral, órgão que reúne os sacerdotes do Patriarcado de Lisboa, saiu em defesa do Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, e emitiu ontem à noite uma nota em que declara o seu apoio.

 
Depois de reconhecer que a Igreja está num «caminho de conversão para que crimes destes nunca mais sejam encobertos, e que, de futuro, preventivamente, tudo se faça para que eles não se repitam», os sacerdotes de Lisboa avisam que querem «contar com o nossos Patriarca, Cardeal Manuel Clemente, como contámos até aqui». «Para que, em comunhão com ele, nos anime a irmos mais além no serviço ao Povo que nos é confiado e na procura da verdade e da justiça que o anúncio do Evangelho comporta», refere a nota.
 
Nas últimas semanas, o Patriarcado tem sido alvo de várias notícias sobre alegados abusos e encobrimentos, tendo havido quem, na praça pública, tenha exigido a emissão de D. Manuel Clemente, mesmo considerando que nenhum dos casos revelados até agora é novo ou revela, efetivamente, algum tipo de encobrimento. «Semana após semana, surgem notícias de abusos sexuais na Igreja em Portugal.
Alguns são casos já investigados, outros até já julgados; uns condenados, outros arquivados», sustenta o Conselho Permanente, que é formado pelos Pe. Alberto Gomes, Pe. José Manuel Pereira de Almeida, Cón. José Miguel Pereira, Cón. Nuno Amador e Pe. Ricardo Figueiredo.
 
Os sacerdotes criticam ainda a «dinâmica mediática» que transforma tudo em «mais um “caso”», e não possibilita «uma maior tomada de consciência acerca do problema dos abusos sexuais na Igreja e de conduzir um debate sério sobre o clericalismo», como havia pedido o Papa Francisco.
 
A polémica levou, inclusive, a que o Patriarca de Lisboa se tenha deslocado ao Vaticano para uma reunião privada com o Papa Francisco sobre «sobre os acontecimentos das últimas semanas que marcaram a vida da Igreja em Portugal», o que fez levantar, na comunicação social, dúvidas sobre a sua eventual resignação, uma questão que nunca foi levantada pelo próprio ou pelo Vaticano.
 
«Confiamos a Deus o nosso Patriarca Manuel, para que Ele o abençoe e fortaleça, em todas as circunstâncias da sua vida. O cuidado materno de Nossa Senhora não lhe há de faltar», conclui o comunicado.

 
Texto: Ricardo Perna
Foto: CPP
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