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D. António Couto publica indicações para «tempo de transição»
07.08.2020
O bispo de Lamego publicou uma nota pastoral sobre o regresso das celebrações comunitárias, a partir dos dias 30 e 31 de maio, falando de um momento de transição, que exige o compromisso das comunidades católicas. «Em tudo e sempre, sobretudo nesta hora de luta que reclama de nós todo o empenho e solicitude, contai sempre com o vosso bispo e irmão, que a todos acompanha e abençoa», refere D. António Couto, em documento enviado à Agência ECCLESIA.


O responsável católico realça que o regresso das celebrações segue as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa, publicadas a 8 de maio, e as normas de segurança sanitária recomendadas pela DGS, «ilustradas nos cartazes para o efeito preparados».

O bispo de Lamego apresenta um conjunto de «preceitos práticos», elencados ao longo de novo pontos, que começam por destacar quatro momentos: a entrada e saída da igreja; a «correta e ordeira» ocupação do espaço dentro da igreja; os passos para a Comunhão. «É recomendável que em cada igreja haja pequenas equipas de acolhimento e acompanhamento, e que cuidem da higienização à entrada, e antes e depois da Comunhão», indica.

D. António Couto recorda que, nesta primeira fase, a ocupação das igrejas é limitada a um terço da sua capacidade, precisando que a indicação é válida para as Eucaristias de domingo e dos dias de semana.

O bispo de Lamego deseja que se celebrem com «dignidade e simplicidade», sempre que haja solicitação para isso, os sacramentos da Reconciliação e da Unção dos Doentes, cumprindo sempre também as normas sanitárias em vigor. Quando aos batismos, primeiras comunhões e matrimónios, é sugerido que sejam adiados, sempre que possível, «dado o seu caráter particularmente festivo».

São também adiadas «para tempo oportuno» as visitas pastorais, bem como a celebração do sacramento do Crisma. «Mantendo-se as atuais circunstâncias sanitárias, temos de compreender que, para o melhor bem de todos, devem continuar suspensas peregrinações, procissões, festas, romarias, concentrações religiosas, acampamentos e atividades similares», acrescenta D. António Couto.

A nota inicia-se com uma leitura teológica sobre a atual pandemia e a relação entre fé e ciência. «Lutemos com a inteligência e o coração, com a oração; lutemos, pois, com os dados por Deus dados, nos hospitais e laboratórios. De resto, os santos sempre souberam arrastar o mundo para o bem e o bem para o mundo, vergando, para tanto, o coração de Deus», pode ler-se.

O bispo de Lamego conclui com saudações às 223 comunidades paroquiais da diocese e a cada um dos seus membros, «desde as crianças, privadas de tantas brincadeiras, até aos jovens», que viveram uma jornada diocesana online.

A mensagem saúda os «pais e avós» e os párocos, a quem se agradece pela «presença e proximidade», com uma palavra de estímulo para «continuar a lutar com entusiasmo e criatividade».

«Tenho de saudar, não por dever, mas por emoção e gratidão, os nossos queridos velhinhos e fragilizados, que têm estado confinados nos Lares espalhados pelo território da nossa Diocese. Que o Senhor vos abençoe, meus amigos e meus irmãos», acrescenta D. António Couto.

O responsável católico recorda de forma «sentida e comovida» os cuidadores e voluntários que acompanham esta população.

 
Texto: Agência Ecclesia
Foto: Diocese de Lamego
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