Precisa de ajuda?
Faça aqui a sua pesquisa
D. José Cordeiro está com a diocese em «tempo de vésperas»
07.08.2020
D. José Cordeiro une-se aos diocesanos dizendo esperar «em tempo de vésperas» para recomeçar, em breve, as celebrações comunitárias por toda a diocese e deixa algumas indicações para «recomeçar juntos». «Esperamos “em tempo de vésperas”, preparando-nos para recomeçar juntos, brevemente, a celebrar a Liturgia na comunidade», divulgou o site diocesano.


O bispo de Bragança-Miranda escreveu a nota «Recomeçar juntos | Não podemos viver sem o Domingo na comunidade» depois de anunciadas as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa para este tempo de culto público em tempo de pandemia. «A liturgia comunitária, especialmente no Domingo, o dia do Senhor, compromete e estimula os cristãos ao amor dos irmãos na caridade. A celebração da Eucaristia é o cume, a fonte e o centro da nossa vida cristã», escreveu.

A adaptação das notas da CEP foi total nesta diocese, sendo que D José Cordeiro é o responsável pela Comissão Episcopal de Liturgia e Espiritualidade, pelo que é previsível que muitas das indicações gerais já tenham tido o seu contributo direto.

A grande diferença prende-se com a necessidade de garantir as lotações adequadas nas igrejas. D. José Cordeiro considera que a «segurança sanitária», por exemplo, «não haverá problema em garantir, dado o reduzido número de fiéis na assembleia, em razão da nossa realidade demográfica».

Onde possa haver esse problema, em «cidades, vilas e aldeias maiores», o prelado aponta que, com a sua aprovação, possam ser realizadas «celebrações campais, eventualmente no adro da igreja, salvaguardando-se a sua dignidade e o respeito pelas normas civis e sanitárias».

Para a cidade de Bragança, o bispo pede a «valorização da Igreja Catedral», «que tem espaço (capacidade total de 2500 pessoas sentadas) para garantir as medidas sanitárias do distanciamento físico dos fiéis para o bem maior da saúde pública».

O prelado acrescentou ainda que o «distanciamento físico não se pode nunca tornar um distanciamento social e, pior ainda, um distanciamento espiritual», e manteve a suspensão de «peregrinações e outras atividades pastorais em grupos grandes», bem «as festas» que costumam trazer muita gente às aldeias nos meses de verão.
 
Texto: Ricardo Perna (com Agência Ecclesia)
Foto: Diocese Bragança-Miranda
Continuar a ler