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​D. José Cordeiro já é Arcebispo de Braga
12.02.2022
D. José Cordeiro já é Arcebispo de Braga, tendo tomado posse hoje, na Sé Catedral, numa cerimónia de Vésperas que foi presidida por D. Ivo Scapolo, núncio apostólico.

 
Não estava prevista a presença de povo na cerimónia, mas ainda foram algumas dezenas que estiveram dentro da Sé Catedral a testemunhar a passagem de testemunho de D. Jorge Ortiga, depois de 22 anos, a D. José Cordeiro.
 
A tomada de posse de D. José Cordeiro começou com oração. Depois de ser recebido no exterior da Sé pelos membros do cabido e pelos bispos em serviço em Braga, bispos titular e auxiliar de Braga, o novo arcebispo foi com o arcebispo emérito e D. Ivo Scapolo rezar ao Santíssimo durante alguns instantes.
 
Depois de um tempo na sacristia, para que D. Ivo Scapolo se paramentasse, seguiu a procissão e tomaram os seus lugares na cátedra. Antes das assinaturas e da leitura das cartas de tomada de posse, D. Ivo Scapolo tomou a palavra para uma breve homilia, onde expressou a «tremenda gratidão» a D. Jorge Ortiga e acolheu o «novo arcebispo enviado pelo Papa Francisco, D. José Cordeiro».
 
O núncio apostólico evidenciou «os elementos que devem caracterizar a caridade e beleza de uma igreja particular: fé profunda em Cristo ressuscitado, caridade concreta a imitação de Jesus, esperança dinamizadora na vida futura no Céu onde Jesus foi preparar um lugar para nós».
 
Neste sentido, afirmou que «fé, esperança e caridade são as joias preciosas e património magnifico que cada igreja particular deve guardar, aumentar e compartilhar».
 
Depois de mais um momento de laudes, tomou a palavra D. Jorge Ortiga, agora arcebispo emérito, para dar uma «palavra de agradecimento a Deus, por nos dar um bispo para cuidar desta parcela do Povo de Deus». «Esta cátedra deixa de pertencer à minha pessoa para pertencer ao D. José. A palavra é dele, ele será o interprete para explicar o que a Palavra de Jesus quer ir dizendo à Igreja», referiu o prelado.

 
Recordando que o seu lema episcopal andou em torno da palavra «unidade», explicou que hoje se deve falar em «sinodalidade». «A Igreja sinodal é uma atitude, algo deontológico, dizer que caminhamos todos juntos. Quero caminhar com ele [D. José Cordeiro] para que a Palavra de Deus seja uma palavra que ecoe nas 552 paróquias e freguesias, em todos os grupos e comunidades, que são muitas e variadas».
 
A concluir, referiu que «juntos continuaremos este processo de querer ouvir a voz do Espírito para ser a Igreja fiel à sua história e responder aos grandes desafios da história do homem de hoje».
 
Nesta celebração teve ainda lugar a troca do brasão de armas na cátedra da Sé. A ocasião foi assinalada pelo Cónego José Paulo Abreu. «Durante mais de duas décadas, o centro do areópago era ocupado por D. Jorge Ortiga. O espaldar da cátedra deixava ver o seu brasão episcopal. O púlpito muda agora de ocupante, tornando-se por isso emblemática a mudança de brasão episcopal, desta feita ostentado as armas de D. José Cordeiro. É o mesmo Deus quem fala. Altera-se a mediação», referiu o cónego.

 
A Entrada solene de D. José Cordeiro acontece amanhã, domingo, numa eucaristia que terá início às 16h, e que poderá ser acompanhada no local, dentro da Sé ou no seu exterior, através dos ecrãs colocados pelos efeitos, ou através das redes sociais, neste link.

 
Texto: Ricardo Perna
Fotos: Imagens retiradas da transmissão Youtube
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