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Eleições: Médicos Católicos pedem clareza aos partidos sobre eutanásia
18.01.2022
A Associação de Médicos Católicos Portugueses (AMCP) diz que «os portugueses não devem passar um cheque em branco aos deputados na questão da eutanásia». Em comunicado, alertam que «é importante que os partidos políticos digam claramente ao que vão». Os médicos católicos salientam que «nas duas anteriores legislaturas, muito para além do que estava explicitado nos programas eleitorais, os deputados discutiram assuntos para os quais não tinham sido mandatados pelos Portugueses, nomeadamente a eutanásia, a ideologia de género ou a inseminação pós-mortem».



A AMCP admite que «os partidos com uma orientação definida em relação a estes temas, foram coerentes com as suas convicções nas votações em plenário». Mas critica que «os partidos que advogavam não ter posição a priori, salvaguardaram-se na liberdade de voto dos seus deputados, deixaram a decisão nas mãos de quem nunca tinha dito claramente aos eleitores o que pensava, ou como votaria em matérias tão sensíveis como estas».
 
Na questão concreta da eutanásia, lamentam que «a Assembleia da República não permitiu que se desse seguimento a uma das maiores petições populares aí submetidas, que solicitava a realização de um referendo popular para esta questão de consciência. Não só a Assembleia da República resolveu legislar sobre assuntos para os quais não tinha legitimidade moral, como arrogantemente sabotou uma tentativa do povo em mostrar a sua vontade».
 
Agora, os médicos católicos desafiam os partidos políticos a «divulgar publicamente a posição do partido sobre a eutanásia; Caso optem pela liberdade de voto, a publicar o sentido de voto na despenalização da eutanásia de todos os elementos da lista de candidatos, por círculo eleitoral; Permitir a realização de um referendo, caso isso venha a ser legalmente solicitado pelos cidadãos; Clarificar a posição política sobre a objeção de consciência e se irão ter algum tipo de iniciativa legislativa sobre esta matéria».
 
Consideram que «a eutanásia é um assunto demasiado grave para que os partidos políticos não tenham uma posição definida» e que «diminuir a abstenção também passa por explicar aos portugueses que o seu voto poderá apoiar a vida, ou legitimar a morte induzida».

Texto: Cláudia Sebastião
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