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Em Évora arcebispo define regras para «momento de transição»
07.08.2020
O arcebispo de Évora publicou hoje um documento com orientações para a reabertura das igrejas e «preparação para as celebrações comunitárias da fé», no contexto do «progressivo desconfinamento» da sociedade portuguesa que já não vive em estado de emergência. «Continuamos numa situação de grande contenção, como todos sabemos, a ameaça ainda não foi ultrapassada nem vencida definitivamente», escreveu D. Francisco Senra Coelho sobre a pandemia do coronavírus Covid-19, lembrando a indicação do Papa Francisco para «acolher a graça da prudência e da obediência às orientações oficiais».

Foto de Arquivo
D. Francisco Senra Coelho reforça que «é preferível uma peugada segura do que uma derrapagem dolorosa» nesta questão das celebrações comunitárias, numa altura em que continuam a surgir algumas vozes .

Neste contexto, assim como está a acontecer em todas as dioceses, o primeiro ponto do documento com orientações para a reabertura dos lugares de culto informa que as Igrejas e Capelanias «poderão abrir as suas portas, durante o dia, para oração individual dos fiéis» e «devem ter na entrada um dispensador» com Solução Antissética de Base Alcoólica (SABA) e um cartaz a indicar «o uso obrigatório de máscara, o distanciamento social e não contacto com superfícies, imagens ou outros elementos».

Em declarações à Agência ECCLESIA, D. Francisco Senra Coelho explicou que é preciso perceber como utilizar os espaços litúrgicos quanto «à presença dos fiéis», em termos de lotação e distanciamento, se as igrejas são usadas na totalidade, «um terço, meio templo».

Para D. Francisco Senra Coelho, a nota da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) sobre regresso das Missas comunitárias, que cita logo no início da sua Nota, «tem sentido de prudência». «Estamos a compreender como a sociedade está a reconhecer a maturidade da prudência da Igreja, há uma sensação de leitura atenta deste gesto de maturidade», referiu à Agência ECCLESIA.

Em Évora os sacramentos que «exijam contacto e impliquem unção» – Batismo, Confirmação, Unção dos Doentes – devem ser adiados para o próximo Ano Pastoral, «exceto em situações de assinalável gravidade», como devem também «ser adiadas as celebrações da Primeira Comunhão e Profissão de Fé». Os matrimónios devem também ser adiados, propõe o prelado, para o próximo ano pastoral, o que pode significar adiamento para o próximo verão, altura do ano em que se concentram mais estas celebrações.

Sobre o sacramento da Reconciliação (Confissão), o arcebispo de Évora confirma o retomar da normalidade na administração do sacramento, mas pede que seja escolhido «um espaço adequado» para o cumprimento das «normas de segurança de saúde» e «garantir» o distanciamento entre o confessor e o penitente, «sendo sempre salvaguardado o inviolável segredo de confissão», enquanto a catequese e outras ações formativas continuam «através das plataformas digitais».

À Agência ECCLESIA, D. Francisco Senra Coelho assinalou que pretende reunir as nove vigararias da arquidiocese alentejana, para uma «análise da circunstância» e saber o que «é necessário a nível sanitário».
 
Texto: Ricardo Perna (com Agência Ecclesia)
Foto: Ricardo Perna
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