Precisa de ajuda?
Faça aqui a sua pesquisa
Escuteiros estudam possilidade de acampamentos de patrulha no Verão
07.05.2020
Com o fim do estado de emergência, a expetativa dos milhares de escuteiros confinados em casa é de saber se ainda será possível acampar este verão. Paulo Pinto, porta-voz da associação, explica à Família Cristã que o CNE está a começar a preparar-se para a próxima fase, e anuncia a publicação do documento «Escutismo em tempo de COVID-19». «Não existe nada muito concreto que nos diga como o futuro vai acontecer, e de que forma poderemos voltar a estar juntos. Essa é a nossa maior dificuldade, e já criámos um grupo de trabalho para redigir um plano de desconfinamento e orientações em todas as áreas em que trabalhamos», revela, anunciando que espera que este grupo de trabalho produza «indicações» para os agrupamentos «durante o mês de maio», sendo que a prioridade é, «antes de mais, auxiliar para ver como fazer escutismo em casa, porque temos visto que a escola vai ser até ao final do ano em casa».

Foto de Arquivo
O regresso será, avança, em grupos muito pequenos. «Vamos voltar, mas com muitas restrições. Possivelmente, vamos regressar com encontros de bando, patrulha, equipa e tribo, em grupos mais pequenos e em distanciamento social, sempre em consonância com as indicações que a Direção-Geral de Saúde (DGS) vá publicando», explica.

Sobre a possibilidade de realização de acampamentos, o Governo não se pronunciou, mas o comunicado do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) deixou a indicação de «acampamentos e outras atividades similares passíveis de forte propagação da epidemia» ficarem adiadas para o próximo ano pastoral. O porta-voz do CNE concorda com esta indicação, e disse à FAMÍLIA CRISTÃ que todas as grandes atividades escutistas planeadas já foram adiadas precisamente para evitar esses riscos de propagação.

No entanto, o CNE está a estudar a possibilidade de realizar acampamentos este verão, organizados com reduzido número de participantes, sempre cumprindo todas as regras da DGS. «Não existe ninguém a dizer que vai acontecer, mas pode ser possível a realização de acampamentos de patrulha, tribo ou equipa que pode ser a primeira solução para que haja escutismo em campo», revela.

É neste sentido que a Junta Central do CNE está a preparar um plano que irá depois ser coordenado e validado junto da CEP, a DGS e a Proteção Civil. «Só com a aprovação deste plano é que poderemos avançar com qualquer tpo de atividades, incluindo os acampamentos», refere Paulo Pinto. Um plano que pode incluir, sabe a FAMÍLIA CRISTÃ, acampamentos em abrigos individuais, com as seções mais velhas, ou a possibilidade de fazer atividades em campo sem pernoita, hipóteses que estão em cima da mesa.

Neste sentido, e porque é uma forma de manterem o contacto com os seus jovens, este dirigente pede aos chefes de unidade que estejam «ligados» aos bandos, patrulhas, equipas e tribos para «imaginarem e prepararem uma atividade, para realizar seja lá quando for, em junho, julho ou setembro», embora reforce que, neste momento, não haja «nenhuma garantia» que isto vá acontecer. «Eu gostava muito que isso [o retomar de atividades] acontecesse, para a sustentabilidade quer da associação quer dos nossos miúdos, que querem muito ir acampar. Mas não podemos dizer que vai acontecer, porque não temos essa garantia», adverte.

Questionado sobre como poderiam ocorrer estes acampamentos, Paulo Pinto refere que cabe aos dirigentes encontrar situações que promovam oportunidades pedagógicas. «Vejo isto numa perspetiva de oportunidade, de olharmos para este desafio e percebermos que oportunidades pedagógicas vamos ter para avançar», até, por exemplo, sugere, «na construção de abrigos individuais em campo para essas atividades».
 
Texto e foto: Ricardo Perna
Continuar a ler