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Estamos na terra para ser missão
22.10.2018 09:00:00
Por ocasião do centenário da Carta Apostólica Maximum Illud (1919), do Papa Bento XV, S.S. o Papa Francisco declarou o mês de outubro de 2019 «Mês Missionário Extraordinário». No entanto, os nossos bispos propõem ir um pouco mais longe e celebrar esse mês como o culminar de um Ano Missionário em todas as dioceses. Assim, de outubro de 2018 a outubro de 2019, todos: «bispos, padres, diáconos, consagrados e consagradas, adultos, jovens, adolescentes e crianças» somos chamados à experiência da missão.

Falo de uma única e essencial missão que caminha em três direções e que se complementam entre si: uma missão em casa – Pastoral; uma missão fora de casa - Nova Evangelização; e uma missão na casa dos outros - Ad Gentes. A missão Pastoral tem como interlocutores os fiéis batizados e praticantes com o fim de os ajudar a crescer na sua vida cristã. Já a Nova Evangelização destina-se às pessoas batizadas que não vivem as exigências do Batismo e estão longe da Igreja e das suas práticas, ou seja, vivem como se não fossem batizados e Deus não existisse. A missão Ad Gentes por sua vez, tem como destinatários os povos ou grupos que ainda não conhecem o Evangelho, aqueles que estão longe de Cristo, «entre os quais a Igreja que não está ainda radicada e cuja cultura ainda não foi influenciada pelo Evangelho» (Redemptoris Missio, 34), mas que procura, nos dias de hoje, uma integração na realidade das comunidades e culturas locais, baseada no respeito das diferenças e inculturação.

Como vimos, são três os caminhos possíveis e todos nós estamos implicados nesta tarefa. Somos enviados de Cristo, guiados pelo Espírito Santo, convidados a levar a mensagem do amor de Deus a todos os homens. De que maneira? – perguntam desse lado. Certamente, através do nosso testemunho de vida, visível nas nossas atitudes e comportamentos. Como o Papa Francisco diz: «Estamos na terra para ser missão.» Na verdade, todos somos missionários e cada um participa segundo a sua condição.
Vale a pena detalhar um pouco a missão Ad Gentes. É com alegria que frequentemente assistimos à partida de jovens para missões internacionais. De acordo com a Fundação Fé e Cooperação, os países onde poderemos encontrar voluntários portugueses (entre os 18 e 30 anos) ao longo deste ano de 2018 são: Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Brasil, Tanzânia, Timor-Leste, Costa do Marfim, Grécia, Argentina, República Centro-Africana, Etiópia e Zâmbia. Dependendo das carências de cada país, as áreas de intervenção podem ser a agricultura, a animação sociocultural, a construção de infraestruturas, a educação e a formação, a pastoral, a saúde, a dinamização comunitária, além de outras necessidades que se façam sentir à medida que decorrem os projetos de missão. É, no entanto, relevante realçar que os voluntários habitualmente vão em missão através de entidades ao abrigo de um projeto, e este projeto deve ser tanto quanto possível autossustentável. Quer isto dizer que são projetos que podem continuar mesmo quando os missionários já tiverem saído do local de missão.

E nós, os que ficamos por cá, o que é que podemos fazer para ajudar estes voluntários? A primeira forma de o fazer é através da oração. Mas existem outras maneiras de ajudar, por exemplo, através de donativos, comprando presentes solidários, sendo sócios das entidades de envio ou encaminhar 0,5% do IRS já liquidado colocando o NIPC da entidade escolhida, sem custo adicional para a família. O objetivo é sempre o mesmo – ser um auxílio no suporte dos custos da viagem, custo de vida no terreno, emissão de vistos e subsídios de alimentação.

Se és jovem, se te sentes chamado, se tens a vontade e a ousadia de querer um mundo melhor, se achas que tens vocação para ir numa missão, esta é a altura para fazeres a tua candidatura. Vais ver que não te arrependes! Nós rezaremos por ti!