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Família Cristã presta homenagem a «homem com os pés assentes na terra e com a alma sempre ligada a Deus»
06.10.2021
O Pe. José Carlos Nunes quer «em nome da FAMÍLIA CRISTÃ, dos jornalistas e dos leitores, prestar uma homenagem sentida ao Pe. Victor Feytor Pinto e a toda a sua família. E ao mesmo tempo pedir-lhe que interceda por nós». O diretor da FAMÍLIA CRISTÃ, revista com a qual Mons. Feytor Pinto colaborava há já alguns anos, exprime «uma gratidão muito grande ao Pe. Feytor Pinto: pela sua generosidade, pela pontualidade com que sempre nos enviava os textos, pela qualidade dos seus textos. O padre Feytor Pinto, quando respondia às perguntas dos nossos leitores ou aos temas que nós enviávamos, notava-se que se preparava e rezava. Isso fazia com que as pessoas gostassem tanto de ler. Aliás, era a rubrica mais lida, precisamente por esta capacidade de nos ajudar a compreender o que é ser cristão e os desafios que os cristãos têm no nosso mundo. Mas sempre a partir de uma experiência de vida, do respeito pela dignidade do ser humano, mas sempre como diz São Paulo “aspirando às coisas do alto”».

Por outro lado, o sacerdote salienta que se trata de «uma perda muito grande e Deus queira que tenhamos comunicadores, sacerdotes, padres que tenham esta capacidade de comunicar o Evangelho como o Pe. Feytor Pinto teve. Quer pela escrita, quer pela rádio e quer pela televisão foi sempre um comunicador do Evangelho».



Além dos textos na rubrica Diálogo com o Padre, Mons. Victor Feytor Pinto «chegou a pregar os retiros da FAMÍLIA CRISTÃ, mais de uma vez aceitou o desafio de ir pregar um dia de reflexão. Quando era ele, não podíamos aceitar mais inscrições porque mais de uma centena de pessoas inscrevia-se sempre».

Para lhe «prestar homenagem pelos 90 anos que aí vinham e pelos 66 anos de ordenação que comemorou em julho, a FAMÍLIA CRISTÃ organizou 66 dos seus textos na revista, de forma temática». O prefácio é de D. Américo Aguiar, «que foi escolhido por ele». «Ele estava muito entusiasmado por esta obra», afirma o Pe. José Carlos Nunes.

Do Pe. Victor salienta algumas características: «Sempre tive uma imagem de grande comunicador, um homem muito próximo das pessoas e sobretudo alguém que compreende muitíssimo bem a humanidade, o lado humano das pessoas, e ao mesmo tempo alguém de uma espiritualidade tão profunda quanto prática para os nossos dias de hoje, para a nossa vida e a nossa sociedade cada vez mais complexas. Descrevê-lo-ia como um homem com os pés assentes na terra e com a alma sempre ligada a Deus, olhando para o Céu.»

Além disso, era «um grande conhecedor do Magistério, que citava de cor não só nas suas homilias mas nas conversas pessoais. E por isso de uma sabedoria espiritual, uma sabedoria do grande tesouro da Igreja, da vida cristã, mas não de uma forma académica, assim nas nuvens, mas de uma forma prática, concreta. Era alguém que nos inspirava. Era difícil de nos encontrarmos com ele que não saíssemos daquele encontro ou daquela celebração inspirados».
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