Precisa de ajuda?
Faça aqui a sua pesquisa
Federação Portuguesa pela Vida critica votação da eutanásia «em cima do joelho»
29.10.2021
Com a dissolução da Assembleia da República iminente, como já indicou o Presidente da República, a conferência de líderes agendou para dia 4 de novembro a reapreciação do decreto que regula as condições em que a eutanásia é permitida. 



José Seabra Duque, da direção da Federação Portuguesa pela Vida, diz à Agência Lusa, que é «incompreensível esta marcação feita à última hora, em cima do joelho, sobre um tema que já leva anos de debate na sociedade portuguesa». Acrescenta que «esta Assembleia da República está a prazo e, estando a prazo, decide aprovar esta lei e a Federação Portuguesa pela Vida condena veementemente a maneira despótica como este assunto foi tratado».

Um dos argumentos de José Seabra Duque e que já foi avançado também pelo movimento STOP Eutanásia é que o texto não é conhecido. 

A legalização da morte assistida foi aprovada em 29 de janeiro pela maioria dos depurtados do PSD, 14 deputados do PSD, Bloco de Esquerda, PAN, PEV, Iniciativa Liberal e as deputadas não inscritas Cristia Rodrigues e Joacine Katar Moreira. 

O Tribunal Constitucional chumbou em 15 de março a lei sobre a morte medicamente assistida. Por causa disso, o Presidente da República, que tinha pedido a fiscalização preventiva da lei, vetou o diploma e devolveu-o ao Parlamento. Em julho, PS, Bloco de Esquerda, PAN, PEV e Iniciativa Liberal acordaram o texto final para ultrapassar o chumbo do Tribunal Constitucional. Mas o documento ainda não é conhecido.
 
Continuar a ler