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<title>Familia Cristã</title>
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<description>Editora católica portuguesa</description>
<language>pt-PT</language>
<lastBuildDate>Tue, 09 Jul 2013 09:00:00 +0100</lastBuildDate>
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<title>Coronavírus: é «pecado grave» prejudicar a saúde pública</title>
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<description><![CDATA[Os padres da cidade de Braga estiveram reunidos para perceber como combater a pandemia de coronav&iacute;rus no nosso pa&iacute;s. Nesta reuni&atilde;o apelaram &laquo;a todos os crist&atilde;os para tomarem muito a s&eacute;rio a epidemia em curso, tendo os cuidados de higiene amplamente divulgados e tudo fazendo para evitarem ao m&aacute;ximo a exposi&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, onde as possibilidades e perigo de cont&aacute;gio s&atilde;o maiores&raquo;.


Durante a reuni&atilde;o mensal de hoje, os p&aacute;rocos e capel&atilde;es da cidade de Braga consideraram ainda que o principal grupo et&aacute;rio visado pelo v&iacute;rus, os idosos, devem &laquo;abster-se at&eacute; de participar na eucaristia, a n&atilde;o ser com o m&aacute;ximo cuidado, dado os perigos reais que correm&raquo;.

Neste sentido, defendem que &laquo;&eacute; pecado grave infringir os cuidados recomendados que favorecem a sa&uacute;de p&uacute;blica&raquo;, e por isso a colabora&ccedil;&atilde;o e coopera&ccedil;&atilde;o constituem &laquo;uma obriga&ccedil;&atilde;o acrescida para quem se afirma crist&atilde;o&raquo;.

Decidido ficou tamb&eacute;m que, apesar de se manterem as eucaristias e o lausperene quaresmal, a Visita Pascal deste ano foi cancelada, assim como a atividade &laquo;24 horas para o Senhor&raquo;.

Cancelados est&atilde;o, tamb&eacute;m, os hor&aacute;rios p&uacute;blicos de atendimento de confiss&atilde;o, &laquo;at&eacute; as circunst&acirc;ncias permitirem o normal funcionamento&raquo;, e n&atilde;o h&aacute; nenhuma refer&ecirc;ncia &agrave; possibilidade de absolvi&ccedil;&otilde;es em grupos.

Seguindo o apelo do Papa Francisco, os sacerdotes querem estar &laquo;junto dos doentes, com a Palavra de Deus e a Eucaristia. &laquo;S&atilde;o essas periferias existenciais que eles querem frequentar, apesar dos riscos, nesta particular ocasi&atilde;o de sofrimento para tantos&raquo;, garante o comunicado publicado nas redes sociais.
&nbsp;
Texto e foto: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 12 Mar 2020 00:35:00 +0000</pubDate>
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<title>Coronavírus: Patriarcado de Lisboa não permite absolvições em grupo</title>
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<description><![CDATA[O Patriarcado de Lisboa emitiu hoje uma &laquo;nota aos diocesanos de Lisboa sobre a atual situa&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria&raquo;, na qual manifesta preocupa&ccedil;&atilde;o com a situa&ccedil;&atilde;o, mas, &laquo;como crentes, n&atilde;o deixaremos de viver o atual momento com f&eacute; no Deus da vida, que nunca abandona ningu&eacute;m, sobretudo nas ocasi&otilde;es mais dif&iacute;ceis&raquo;. &laquo;Mantemo-nos em ora&ccedil;&atilde;o por todos, em especial pelos profissionais de sa&uacute;de e pelos doentes e suas fam&iacute;lias, certos de que assim se alarga a esperan&ccedil;a e refor&ccedil;a o &acirc;nimo&raquo;, pode ler.se na nota publicada no site do Patriarcado de Lisboa.


Neste &acirc;mbito, D. Manuel Clemente, Cardeal-Patriarca de Lisboa, indica que &laquo;s&atilde;o de adiar as celebra&ccedil;&otilde;es penitenciais com confiss&otilde;es e n&atilde;o se deve recorrer &agrave; absolvi&ccedil;&atilde;o geral&raquo;, ao contr&aacute;rio do que vimos acontecer nas dioceses de Aveiro e Guarda, onde os bispos diocesanos possibilitaram esse tipo de absolvi&ccedil;&atilde;o.

De resto, mant&eacute;m-se tudo como normal, com especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s indica&ccedil;&otilde;es das autoridades de sa&uacute;de. &laquo;Onde se encerrarem escolas, devem suspender-se as catequeses e outras a&ccedil;&otilde;es pastorais que envolvam grupos mais numerosos. Cumpram-se as indica&ccedil;&otilde;es quanto a visitas a estabelecimentos de sa&uacute;de e prisionais, bem como a lares e resid&ecirc;ncias. Quanto &agrave;s celebra&ccedil;&otilde;es em templos, tamb&eacute;m se seguir&atilde;o prudentemente as diretivas das autoridades&raquo;, refere a nota.

Al&eacute;m disso, D. Manuel Clemente refor&ccedil;a a necessidade de seguir as orienta&ccedil;&otilde;es da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, &agrave;s quais acrescenta &laquo;outras que t&ecirc;m sido dadas sobre n&atilde;o beijar imagens e a maior dist&acirc;ncia e resguardo na administra&ccedil;&atilde;o da reconcilia&ccedil;&atilde;o sacramental&raquo;, e reafirma &laquo;todos poder&atilde;o contar com a generosidade dos sacerdotes, di&aacute;conos e agentes pastorais, que nunca deixar&atilde;o de acompanhar quem precisa de apoio humano ou sacramental&raquo;. Uma &laquo;generosidade&raquo; que nunca poder&aacute; &laquo;prejudicar direta ou indiretamente ningu&eacute;m&raquo;, defende o prelado.
&nbsp;
Texto e foto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Wed, 11 Mar 2020 23:33:00 +0000</pubDate>
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<title>Coronavírus: Diocese de Aveiro permite absolvições em grupo</title>
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<description><![CDATA[A diocese de Aveiro emitiu tamb&eacute;m uma nota pastoral a limitar as atividades pastorais a acontecerem por estes dias na diocese. D. Ant&oacute;nio Moiteiro, bispo da diocese, confirma que &laquo;as celebra&ccedil;&otilde;es das Eucaristias, dos sacramentos e dos funerais, para j&aacute;, decorrer&atilde;o na forma habitual&raquo;, observando as indica&ccedil;&otilde;es da Confer&ecirc;ncia Episcopal nesse sentido.


Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; catequese, o bispo determina que a mesma se mantenha em funcionamento normal e s&oacute; se &laquo;as escolas locais fecharem&raquo; &eacute; que o procedimento se deve aplicar tamb&eacute;m &agrave; catequese.

Em rela&ccedil;&atilde;o aos idosos, e devido &agrave; sua &laquo;grande vulnerabilidade&raquo;, D. Ant&oacute;nio Moiteiro indica que &laquo;as visitas aos doentes e idosos nas suas casas ser&atilde;o reduzidas ao m&iacute;nimo indispens&aacute;vel, mantendo-se, por enquanto e at&eacute; se julgar razo&aacute;vel, a comunh&atilde;o dominical ministrada pelos ministros extraordin&aacute;rios da comunh&atilde;o, que tomar&atilde;o as devidas precau&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias, bem como o sacramento da Un&ccedil;&atilde;o dos Doentes, quando requerido com urg&ecirc;ncia, e tamb&eacute;m o Vi&aacute;tico&raquo;.

Sobre o tempo da Quaresma e as celebra&ccedil;&otilde;es que se aproximam da P&aacute;scoa, o bispo de Aveiro indica que concede, &laquo;a t&iacute;tulo excecional&raquo;, &laquo;a possibilidade da celebra&ccedil;&atilde;o penitencial com a absolvi&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea de v&aacute;rios penitentes sem confiss&atilde;o individual&raquo;, embora adiante que, &laquo;para que o fiel possa usufruir validamente da absolvi&ccedil;&atilde;o concedida simultaneamente a v&aacute;rias pessoas, requer-se que esteja devidamente preparado e disposto a confessar-se individualmente, no mais curto prazo de tempo poss&iacute;vel&raquo;, conforme as indica&ccedil;&otilde;es do Ritual da Reconcilia&ccedil;&atilde;o.

No entanto, e ainda sobre a confiss&atilde;o, o bispo de Aveiro considera que, &laquo;nos locais onde for poss&iacute;vel celebrar este sacramento com as devidas precau&ccedil;&otilde;es (um metro de dist&acirc;ncia do penitente) e proteger o sigilo sacramental, n&atilde;o &eacute; de excluir a sua celebra&ccedil;&atilde;o&raquo;.

N&atilde;o h&aacute; indica&ccedil;&otilde;es sobre o cancelamento de celebra&ccedil;&otilde;es ou outros momentos, embora afirme que dar&aacute; &laquo;indica&ccedil;&otilde;es posteriores&raquo;, &laquo;segundo o evoluir da situa&ccedil;&atilde;o&raquo;.

&nbsp;
Texto e foto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Wed, 11 Mar 2020 16:05:00 +0000</pubDate>
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<title>Como está a Igreja portuguesa a prevenir o Coronavírus</title>
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<description><![CDATA[O alerta &eacute; geral e est&aacute; a espalhar-se pelo pa&iacute;s rapidamente, &agrave; medida que aumentam o n&uacute;mero de casos de Covid-19 em Portugal. Neste sentido, tamb&eacute;m a Igreja portuguesa est&aacute; a promover a&ccedil;&otilde;es que visam evitar a propaga&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus dentro da comunicada cat&oacute;lica do pa&iacute;s. Aqui poder&aacute; encontrar as medidas j&aacute; anunciadas e publicadas pelas diferentes dioceses e org&atilde;os nacionais cat&oacute;licos.


A primeira indica&ccedil;&atilde;o surgiu da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa. A 2 de Mar&ccedil;o, os bispos portugueses, atrav&eacute;s do seu Conselho Permanente, emitem uma nota pastoral a recomendar, &laquo;para evitar situa&ccedil;&otilde;es de risco&raquo;, &laquo;algumas medidas de prud&ecirc;ncia nas celebra&ccedil;&otilde;es e espa&ccedil;os lit&uacute;rgicos, como, por exemplo, a comunh&atilde;o na m&atilde;o, a comunh&atilde;o por intin&ccedil;&atilde;o dos sacerdotes concelebrantes, a omiss&atilde;o do gesto da paz e o n&atilde;o uso da &aacute;gua nas pias de &aacute;gua benta&raquo;.

No dia 5 de mar&ccedil;o, ficou a saber-se que o Comit&eacute; Organizador Local da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em conjunto com a sua cong&eacute;nere do Panam&aacute;, tinham pedido ao Vaticano que adiasse a entrega da cruz e do &Iacute;cone da JMJ, para que n&atilde;o se corresem riscos com a idade mais de mil jovens portugueses e do Panam&aacute; para Roma no Domingo de Ramos. O encontro foi adiado para 22 de novembro, por altura da celebra&ccedil;&atilde;o de Cristo-Rei.

Foi o primeiro sinal da Igreja em Portugal. Com o escalar dos casos, e considerando que &eacute;, at&eacute; ao momento, a diocese mais afetadas pelo Covid-19 em Portugal, a diocese do Porto emitiu dois comunicados com restri&ccedil;&otilde;es &agrave;s celebra&ccedil;&otilde;es nas zonas de Lousada e Felgueiras, as mais afetadas, e indica&ccedil;&otilde;es para o resto da diocese.

No mesmo dia, a organiza&ccedil;&atilde;o das Jornadas de Cuidados Paliativos decidiram adiar o seu encontro para uma data a definir, em virtude do surto de Coronav&iacute;rus que impossibilitaria oradores e participantes de de tomarem parte nos trabalhos.

Depois do Porto, foi a vez do Algarve. D. Manuel Quintas decidiu colocar restri&ccedil;&otilde;es &agrave;s atividades com crian&ccedil;as e adolescentes na zona de Portim&atilde;o, em virtude de uma crian&ccedil;a, que teria na sua turma de escola alguns escuteiros e frequentadores da catequese. Neste caso, n&atilde;o se colocaram em causa a realiza&ccedil;&atilde;o de eucaristias, embora o gabinete de comunica&ccedil;&atilde;o da dioceses informasse que o bispo estava atento ao desenrolar da situa&ccedil;&atilde;o.

Em Braga a preocupa&ccedil;&atilde;o com a Semana Santa levou D. Jorge Ortiga, em coordena&ccedil;&atilde;o com a Comiss&atilde;o da Quaresma e Solenidades da Semana Santa de Braga, a cancelar eventos p&uacute;blicos que estavam programados para a Semana Santa. Neste sentido, &laquo;ficam canceladas as prociss&otilde;es e os concertos da Quaresma e Semana Santa. A realiza&ccedil;&atilde;o das exposi&ccedil;&otilde;es fica ao crit&eacute;rio dos organizadores&raquo;, refere o comunicado. N&atilde;o h&aacute; ainda restri&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s celebra&ccedil;&otilde;es da Semana Santa, mas o arcebispo de Braga avisa que se &laquo;as condi&ccedil;&otilde;es exigirem cuidados especiais, n&atilde;o ser&aacute; permitida a participa&ccedil;&atilde;o de fi&eacute;is, a n&atilde;o ser os necess&aacute;rios para os servi&ccedil;os lit&uacute;rgicos. Neste caso, as celebra&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o transmitidas via internet e r&aacute;dio&raquo;, informam.

Ainda em Braga, os padres da cidade de Braga decidiram, em reuni&atilde;o, que o principal grupo et&aacute;rio visado pelo v&iacute;rus, os idosos, devem &laquo;abster-se at&eacute; de participar na eucaristia, a n&atilde;o ser com o m&aacute;ximo cuidado, dado os perigos reais que correm&raquo;. A necessidade de cuidar dos outros leva os padres dde Braga a afirmar que &laquo;&eacute; pecado grave infringir os cuidados recomendados que favorecem a sa&uacute;de p&uacute;blica&raquo;, e por isso a colabora&ccedil;&atilde;o e coopera&ccedil;&atilde;o constituem &laquo;uma obriga&ccedil;&atilde;o acrescida para quem se afirma crist&atilde;o&raquo;.

Entretanto, o Corpo Nacional de Escutas emitiu ontem, dia 10, um comunicado onde indica que todas as atividades nacionais do movimento est&atilde;o canceladas at&eacute; dia 25 de mar&ccedil;o, e que recomendava juntas regionais, de n&uacute;cleo e agrupamentos locais a fazer o mesmo. Entretanto, as juntas regionais do CNE est&atilde;o a seguir o exemplo da Junta Central e a adiar ou cancelar as suas atividades mais pr&oacute;ximas, e a expetativa &eacute; de que os agrupamentos locais, na sua maioria, sigam as mesmas indica&ccedil;&otilde;es.

No dia 11, a diocese de Aveiro emitiu indica&ccedil;&otilde;es que visam sobretudo as visitas aos idosos e o per&iacute;odo de confiss&otilde;es que normalmente &eacute; muito forte neste tempo da Quaresma. D. Ant&oacute;nio Moiteiro concedeu a possibilidade de absolvi&ccedil;&otilde;es em grupo, mas pede que, se for poss&iacute;vel manter a dist&acirc;ncia de seguran&ccedil;a e conservar o sigilo sacramental, que as confiss&otilde;es decorram da forma habitual.

Tamb&eacute;m de &Eacute;vora surgiram indica&ccedil;&otilde;es de D. Francisco Senra Coelho. Neste caso, o arcebispo de &Eacute;vora mant&eacute;m todos os servi&ccedil;os e celebra&ccedil;&otilde;es, mas pede que se tenham presentes &laquo;as orienta&ccedil;&otilde;es emanadas pela DGS e CEP&raquo;. &laquo;Apelo a uma atitude de prud&ecirc;ncia, procurando avaliar cada situa&ccedil;&atilde;o e, se for necess&aacute;rio, optar mesmo por cancelar ou adiar&raquo;.

Na diocese da Guarda, D. Manuel Fel&iacute;cio escreveu aos padres da diocese para recordar que &laquo;pode ser usada a pr&aacute;tica da reconcilia&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios penitentes, com confiss&atilde;o e absolvi&ccedil;&atilde;o geral&raquo;, durante a Quaresma 2020, face aos &laquo;constrangimentos&raquo; provocados pela difus&atilde;o do Covid-19. &laquo;Este ser&aacute; tamb&eacute;m um bom contributo para o servi&ccedil;o da reconcilia&ccedil;&atilde;o que devemos &agrave;s nossas comunidades e aos nossos fi&eacute;is&raquo;, observa D. Manuel Fel&iacute;cio.

No documento enviado &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, pela Diocese da Guarda, o bispo explica que a pr&aacute;tica da &laquo;reconcilia&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios penitentes, com confiss&atilde;o e absolvi&ccedil;&atilde;o geral&raquo; &eacute; uma das modalidades de confiss&atilde;o sacramental &laquo;prevista no Ritual da Celebra&ccedil;&atilde;o da Penit&ecirc;ncia&raquo; (cap&iacute;tulo III, nn. 60-63).

Tamb&eacute;m no dia 11, a C&aacute;ritas cancelou o seu pedit&oacute;rio nacional, que iria decorrer 4 mil volunt&aacute;rios &agrave;s ruas de Portugal, em v&aacute;rios espa&ccedil;os comerciais, escolas e comunidades paroquiais, nos pr&oacute;ximos dias. &laquo;Depois de equacionadas todas as circunst&acirc;ncias, a C&aacute;ritas Portuguesa d&aacute; indica&ccedil;&atilde;o de que se suspenda o Pedit&oacute;rio P&uacute;blico Nacional&raquo;, indica um comunicado enviado &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA. &laquo;A C&aacute;ritas Portuguesa procura desta forma dar uma resposta que se enquadra nos apelos que t&ecirc;m vindo a ser feitos pelas autoridades nacionais e locais, de adotar comportamentos de preven&ccedil;&atilde;o sempre que a realidade local a isso obrigar, n&atilde;o querendo, assim, expor os seus volunt&aacute;rios nem aqueles com quem contactam a poss&iacute;veis situais de risco ou de cont&aacute;gio&raquo;, acrescenta a nota de imprensa.

No final do dia, tamb&eacute;m o Patriarcado de Lisboa emitiu uma &laquo;nota aos diocesanos de Lisboa sobre a atual situa&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria&raquo;, na qual manifesta preocupa&ccedil;&atilde;o com a situa&ccedil;&atilde;o, mas, &laquo;como crentes, n&atilde;o deixaremos de viver o atual momento com f&eacute; no Deus da vida, que nunca abandona ningu&eacute;m, sobretudo nas ocasi&otilde;es mais dif&iacute;ceis&raquo;. &laquo;Mantemo-nos em ora&ccedil;&atilde;o por todos, em especial pelos profissionais de sa&uacute;de e pelos doentes e suas fam&iacute;lias, certos de que assim se alarga a esperan&ccedil;a e refor&ccedil;a o &acirc;nimo&raquo;.

Neste &acirc;mbito, D. Manuel Clemente, Cardeal-Patriarca de Lisboa, indica que &laquo;s&atilde;o de adiar as celebra&ccedil;&otilde;es penitenciais com confiss&otilde;es e n&atilde;o se deve recorrer &agrave; absolvi&ccedil;&atilde;o geral&raquo;, ao contr&aacute;rio do que vimos acontecer nas dioceses de Aveiro e Guarda, onde os bispos diocesanos possibilitaram esse tipo de absolvi&ccedil;&atilde;o. De resto, mant&eacute;m-se tudo como normal, com especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s indica&ccedil;&otilde;es das autoridades de sa&uacute;de. &laquo;Onde se encerrarem escolas, devem suspender-se as catequeses e outras a&ccedil;&otilde;es pastorais que envolvam grupos mais numerosos. Cumpram-se as indica&ccedil;&otilde;es quanto a visitas a estabelecimentos de sa&uacute;de e prisionais, bem como a lares e resid&ecirc;ncias. Quanto &agrave;s celebra&ccedil;&otilde;es em templos, tamb&eacute;m se seguir&atilde;o prudentemente as diretivas das autoridades&raquo;, refere a nota.



Em atualiza&ccedil;&atilde;o.

&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Foto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Wed, 11 Mar 2020 15:09:00 +0000</pubDate>
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<title>Coronavírus: Escutismo para em todo o país</title>
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<description><![CDATA[O Corpo Nacional de Escutas (CNE) decidiu suspender todas as atividades nacionais a decorrer at&eacute; dia 25 de mar&ccedil;o, e aconselha todas as juntas regionais, de n&uacute;cleo e agrupamentos a fazeremo o mesmo, embora sem car&aacute;cter de obrigatoriedade. &laquo;Todos os contributos para controlar e confinar o surto do COVID-19 s&atilde;o importantes e o CNE, na sua miss&atilde;o primordial de educar para a cidadania ativa, quer fazer parte do imenso esfor&ccedil;o de toda a sociedade&raquo;, refere o comunicado difundido nas redes sociais pela organiza&ccedil;&atilde;o, que congrega mais de 70 mil membros em todo o pa&iacute;s.


Depois de, hoje, a diocese do Algarve ter suspendido todas as atividades com crian&ccedil;as, incluindo as reuni&otilde;es de escuteiros, vem agora a associa&ccedil;&atilde;o confirmar essa paragem tamb&eacute;m no resto do pa&iacute;s. Esta paragem at&eacute; dia 25 de mar&ccedil;o est&aacute; sujeita &laquo;a avalia&ccedil;&atilde;o permanente&raquo;, podendo ser prolongada no tempo &laquo;em fun&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica&raquo; da situa&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s.

A associa&ccedil;&atilde;o pede ainda que, nas atividades que sucedam, ou fora delas, todas as precau&ccedil;&otilde;es sejam tomadas em conson&acirc;ncia com o que tem sido preconizado pela Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Sa&uacute;de.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Foto: CNE
]]></description>
<pubDate>Wed, 11 Mar 2020 10:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Coronavírus: Braga cancela eventos públicos da Semana Santa</title>
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<description><![CDATA[A Arquidiocese de Braga esteve reunida com a Comiss&atilde;o da Quaresma e Solenidades da Semana Santa de Braga e decidiram, &laquo;perante as recomenda&ccedil;&otilde;es nacionais dadas pela Ministra da Sa&uacute;de&raquo;, e decidiram &laquo;o melhor modo de celebrar a Semana Santa&raquo;, conforme comunicado enviado &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;.


Neste sentido, &laquo;ficam canceladas as prociss&otilde;es e os concertos da Quaresma e Semana Santa. A realiza&ccedil;&atilde;o das exposi&ccedil;&otilde;es fica ao crit&eacute;rio dos organizadores&raquo;, refere o comunicado.

Apesar disto, a organiza&ccedil;&atilde;o e a arquidiocese pede que se mantenha o &laquo;ambiente decorativo nas ruas, assim como a abertura dos calv&aacute;rios&raquo;.

No que diz respeito &agrave;s celebra&ccedil;&otilde;es lit&uacute;rgicas, estas acontecer&atilde;o &laquo;dentro da Catedral, com toda a dignidade e esplendor que as caracterizam&raquo;, e avisa que se houver uma evolu&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de casos e &laquo;as condi&ccedil;&otilde;es exigirem cuidados especiais, n&atilde;o ser&aacute; permitida a participa&ccedil;&atilde;o de fi&eacute;is, a n&atilde;o ser os necess&aacute;rios para os servi&ccedil;os lit&uacute;rgicos. Neste caso, as celebra&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o transmitidas via internet e r&aacute;dio&raquo;, informam.

Estas decis&otilde;es abrangem &laquo;todo o territ&oacute;rio da arquidiocese de Braga&raquo; durante a Semana Santa e a Quaresma. Apesar de n&atilde;o quererem &laquo;cair em alarmismos&raquo;, a arquidiocese afirma que &laquo;a ningu&eacute;m &eacute; permitido subestimar a gravidade da situa&ccedil;&atilde;o&raquo;. &laquo;A responsabilidade de vencer esta epidemia &eacute; de todos e de cada um&raquo;, afirma o comunicado, que conclui com um pedido de ora&ccedil;&atilde;o &laquo;pelos doentes, pelos seus familiares, pelos m&eacute;dicos e por todos profissionais de sa&uacute;de, invocando a protec&ccedil;&atilde;o de Maria, Sa&uacute;de dos Enfermos e M&atilde;e de Miseric&oacute;rdia&raquo;.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Foto: Comiss&atilde;o da Semana Santa de Braga / WAPA Photo
]]></description>
<pubDate>Wed, 11 Mar 2020 01:52:00 +0000</pubDate>
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<title>Coronavírus: Diocese do Algarve suspende atividades com crianças em Portimão</title>
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<description><![CDATA[Devido ao aparecimento de dois casos positivos de coronav&iacute;rus na cidade de Portim&atilde;o, que levou ao encerramento de escolas da &aacute;rea, a diocese do Algarve emitiu uma nota de imprensa onde indica que est&atilde;o suspensas &laquo;as catequeses e as atividades dos agrupamentos do Corpo Nacional de Escutas (CNE) nas par&oacute;quias da cidade de Portim&atilde;o (Matriz e Amparo, Pedra Mourinha) e em Alvor&raquo; e que &laquo;os dias da disciplina de Educa&ccedil;&atilde;o Moral e Religiosa Cat&oacute;lica (ERMC), que estavam previstos acontecer no Parque de Marim (Olh&atilde;o) nos dias 24 (1&ordm; Ciclo) e dia 25 (2&ordm; e 3&ordm; ciclos) tamb&eacute;m foram cancelados&raquo;.

&nbsp;
As indica&ccedil;&otilde;es poder&atilde;o n&atilde;o ficar por aqui, j&aacute; que, indica a nota, &laquo;h&aacute; outras par&oacute;quias que est&atilde;o a equacionar que medidas dever&atilde;o tomar&raquo;.
&nbsp;
Ao contr&aacute;rio do que foi decidido na diocese do Porto, as missas continuam a decorrer dentro da normalidade, segundo foi confirmado &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; pelo gabinete de comunica&ccedil;&atilde;o da diocese do Algarve, embora estejam a acompanhar a evolu&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o se ponha de parte essa possibilidade, &laquo;se a situa&ccedil;&atilde;o se justificar&raquo;.
&nbsp;
A inten&ccedil;&atilde;o da diocese, refere a nota, &eacute; garantir que se evita a propaga&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus, em conson&acirc;ncia com as indica&ccedil;&otilde;es das &laquo;autoridades de sa&uacute;de&raquo;. &laquo;Desta forma, a Igreja diocesana, que acompanha atentamente esta quest&atilde;o, estar&aacute; sempre dispon&iacute;vel para agir em conson&acirc;ncia com o que for definido pelas Autoridades de Sa&uacute;de, assumindo todas as decis&otilde;es que sejam consideradas oportunas, no sentido de conter e combater a propaga&ccedil;&atilde;o da infe&ccedil;&atilde;o causada por este v&iacute;rus&raquo;, pode ler-se na nota enviada &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
&nbsp;
O n&uacute;mero de casos em Portugal subiu para 41, segundo o &uacute;ltimo balan&ccedil;o enviado pela Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de. H&aacute; ainda 375 casos suspeitos, dos quais 83 aguardam resultados laboratoriais.
&nbsp;
Face ao aumento de casos, o Governo aprovou um plano de conting&ecirc;ncia e ordenou a suspens&atilde;o tempor&aacute;ria de visitas em hospitais, lares e estabelecimentos prisionais na regi&atilde;o Norte.

&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Foto: CDC
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<pubDate>Tue, 10 Mar 2020 13:47:00 +0000</pubDate>
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<title>Missas suspensas em Felgueiras e Lousada</title>
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<description><![CDATA[O bispo do Porto emitiu duas notas pastorais esta segunda-feira, dia 9 de mar&ccedil;o, sobre o Covid 19. Numa dedicada especialmente destinada ao clero das vigararias de Felgueiras e Lousada, D. Manuel linda explica que foi contactado pelo Presidente da Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de do Norte, pedindo colabora&ccedil;&atilde;o para ajudar a conter o v&iacute;rus. Nesse sentido, o bispo do Porto decidiu &laquo;suspender todas as Missas e devo&ccedil;&otilde;es populares at&eacute; ao meio dia do pr&oacute;ximo s&aacute;bado&raquo;, nas referidas vigararias. Tamb&eacute;m &laquo;a administra&ccedil;&atilde;o dos outros sacramentos ser&aacute; feita apenas em caso de urg&ecirc;ncia e para o menor n&uacute;mero poss&iacute;vel de pessoas&raquo;. Os funerais ser&atilde;o feitos mas &laquo;tente-se celebr&aacute;-los exclusivamente com a presen&ccedil;a dos familiares diretos&raquo;, aconselhando as pessoas a &laquo;que n&atilde;o devem exprimir os p&ecirc;sames ou sentimentos mediante abra&ccedil;os, beijos ou afagos&raquo;. Fica por definir a celebra&ccedil;&atilde;o das Missas no s&aacute;bado e no domingo, dependendo &laquo;da evolu&ccedil;&atilde;o que se verifique ao longo da semana&raquo;. Entretanto, D. Manuel Linda aconselha &laquo;os fi&eacute;is das Vigararias de Lousada e Felgueiras que assistam &agrave; transmiss&atilde;o da Missa dominical, com todo o respeito e aten&ccedil;&atilde;o, manifestando, assim, plena comunh&atilde;o com a Igreja que celebra o memorial do Domingo e a sua &quot;P&aacute;scoa semanal&quot; neste Dia do Senhor.


Al&eacute;m desta nota pastoral, D. Manuel Linda fez publicar uma outra com o t&iacute;tulo &laquo;O dever &eacute;tico de evitar a propaga&ccedil;&atilde;o do COVID-19&raquo;.&nbsp; Pedindo que as &laquo;regras provis&oacute;rias&raquo; &laquo;fruto do bom senso&raquo; &laquo;sejam levadas muito a s&eacute;rio&raquo;, o bispo do Porto pede que se &laquo;tranquilizem os fi&eacute;is, de forma a evitar situa&ccedil;&otilde;es de p&acirc;nico, mostrando-lhes que, n&atilde;o obstante o perigo efetivo que este v&iacute;rus representa, n&atilde;o &eacute; compar&aacute;vel &agrave;s terr&iacute;veis pestes e pneum&oacute;nicas que conhecemos da hist&oacute;ria&raquo;. Al&eacute;m do j&aacute; aconselhado pela Confer&ecirc;ncia Episcopal, D. Manuel Linda fala da catequese. &laquo;Somente se estas [as escolas] fecharem &eacute; que se justificar&aacute; o encerramento da catequese&raquo;, escreve. Ber&ccedil;&aacute;rios, creches e outras estruturas de apoio &agrave; inf&acirc;ncia funcionar&atilde;o como habitualmente mantendo-se &laquo;contacto permanente com os Delegados de Sa&uacute;de locais&raquo;. J&aacute; nas estruturas de apoio a idosos como lares e centros de dia, ser&atilde;o anuladas as visitas. &laquo;O mesmo se diga das visitas aos idosos que vivem em suas casas por parte de visitadores de doentes, Ministros Extraordin&aacute;rios da Comunh&atilde;o, Confer&ecirc;ncias Vicentinas e outros: reduzam-se ao m&iacute;nimo indispens&aacute;vel e, para o contacto com eles, use-se o telefone&raquo;, decide o bispo do Porto. Quanto &agrave;s confiss&otilde;es quaresmais, o p&aacute;roco e Conselho Pastoral podem decidir &laquo;pass&aacute;-las para o tempo pascal ou para qualquer outra altura do ano&raquo;, mas &laquo;jamais se negar&aacute; a confiss&atilde;o a quem a pedir&raquo;. D. Manuel Linda n&atilde;o concede &laquo;autoriza&ccedil;&atilde;o para &quot;absolvi&ccedil;&otilde;es coletivas&quot;&raquo; e se mantiver tudo igual at&eacute; &agrave; Semana Santa, &laquo;evitar-se-&atilde;o os beijos e far-se-&aacute; rever&ecirc;ncia &agrave; cruz com uma profunda inclina&ccedil;&atilde;o ou mesmo com a genuflex&atilde;o&raquo;.

Por todo o pa&iacute;s, nas eucaristias deste fim de semana est&atilde;o a ser aplicadas as indica&ccedil;&otilde;es da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), no sentido de conter o v&iacute;rus COVID 19. D. Manuel Clemente, na rede social Twitter, deixou &laquo;uma palavra de presen&ccedil;a, cuidado e de companhia a todos os que est&atilde;o na frente da luta contra esta epidemia, concretamente os doentes, os familiares e os profissionais dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de&rdquo;. O cardeal-patriarca de Lisboa e presidente da CEP tem uma mensagem positiva de confian&ccedil;a: &laquo;Juntos, iremos ultrapassar esta crise, para bem de todos.&raquo; Tamb&eacute;m o bispo do Porto, D. Manuel Linda, pediu aos &laquo;sacerdotes e di&aacute;conos&raquo; para &laquo;tranquilizar os fi&eacute;is a respeito do coronav&iacute;rus e evitar p&acirc;nico desnecess&aacute;rio&raquo;.



Recorde-se que na semana passada, a Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa emitiu um comunicado. Nele, o Conselho Permanente apelava &laquo;&agrave; serenidade e ao incremento da preven&ccedil;&atilde;o nos cuidados de higiene&raquo;. Os bispos aconselham cuidados especiais para as celebra&ccedil;&otilde;es: &laquo;Como em situa&ccedil;&otilde;es semelhantes e em sintonia com outras confer&ecirc;ncias episcopais e dioceses, e para evitar situa&ccedil;&otilde;es de risco, recomendamos algumas medidas de prud&ecirc;ncia nas celebra&ccedil;&otilde;es e espa&ccedil;os lit&uacute;rgicos, como, por exemplo, a comunh&atilde;o na m&atilde;o, a comunh&atilde;o por intin&ccedil;&atilde;o dos sacerdotes concelebrantes, a omiss&atilde;o do gesto da paz e o n&atilde;o uso da &aacute;gua nas pias de &aacute;gua benta.&raquo;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Mon, 09 Mar 2020 11:30:00 +0000</pubDate>
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<title>COVID 19 - Jornadas de Cuidados Paliativos adiadas</title>
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<description><![CDATA[As jornadas internacionais de Cuidados Paliativos agendadas para os pr&oacute;ximos dias 16 e 17 de mar&ccedil;o foram adiadas. A organiza&ccedil;&atilde;o informa que &laquo;face aos recentes desenvolvimentos e evolu&ccedil;&otilde;es na epidemia por Covid 19, ponderando todos os fatores em presen&ccedil;a, agindo com responsabilidade, seguindo as recomenda&ccedil;&otilde;es das autoridades de sa&uacute;de e protegendo as vidas de todos, o grupo organizador e dinamizador comunica do adiamento das Jornadas de Cuidados Paliativos&raquo;. Est&aacute; em discuss&atilde;o uma nova data para o encontro.



As jornadas estavam previstas para acontecer no primeiro dia, 16, na Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, em Lisboa, com um programa mais cient&iacute;fico. No dia seguinte, 17 de mar&ccedil;o, havia v&aacute;rios workshops e a consagra&ccedil;&atilde;o da causa dos cuidados paliativos a Nossa Senhora de F&aacute;tima.

Saiba mais em: &laquo;H&aacute; imensa coisa a fazer quando j&aacute; n&atilde;o se consegue curar&raquo;
&laquo;Mais de 70% dos portugueses n&atilde;o t&ecirc;m acesso a cuidados paliativos&raquo;
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o


&nbsp;
]]></description>
<pubDate>Mon, 09 Mar 2020 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Coronavírus: Entrega da Cruz da JMJ adiada para novembro</title>
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<description><![CDATA[A cerim&oacute;nia de entrega da Cruz e do &Iacute;cone da Jornada Mundial da Juventude que estava marcada para Roma no dia 5 de abril, Domingo de Ramos, foi adiada para novembro, na festa de Cristo-Rei. O Comit&eacute; Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude de Lisboa decidiu cancelar a cerim&oacute;nia em conjunto com a organiza&ccedil;&atilde;o da JMJ no Panam&aacute; em virtude do surto de coronav&iacute;rus. &laquo;Foi uma conclus&atilde;o a pedido do Panam&aacute; e de Lisboa. Fomos informados do adiamento do encontro do Dicast&eacute;rio e tivemos o bom senso e a prud&ecirc;ncia de pedir o adiamento&raquo;, afirmou D. Am&eacute;rico Aguiar &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; esta tarde.


O Vaticano acedeu, e j&aacute; h&aacute; dias que os participantes, cerca de 1000, um n&uacute;mero bastante acima do esperado inicialmente, que apontava para cerca de 200 a 300 jovens, estavam a receber informa&ccedil;&atilde;o de que deveriam cancelar as suas viagens para Roma. Hoje surgiu a confirma&ccedil;&atilde;o oficial de que a cerim&oacute;nia foi adiada.

A organiza&ccedil;&atilde;o portuguesa tinha previso que, ap&oacute;s a entrega, a Cruz e o &iacute;cone deveriam iniciar uma peregrina&ccedil;&atilde;o pelos pa&iacute;ses africanos de l&iacute;ngua portuguesa. O adiamento da cerim&oacute;nia, no entanto, n&atilde;o coloca em causa a peregrina&ccedil;&atilde;o da Cruz e do &Iacute;cone pelos pa&iacute;ses africanos de l&iacute;ngua portuguesa, que deveria iniciar logo de seguida &agrave; entrega da cruz por parte da comitiva do Panam&aacute;. &laquo;Os calend&aacute;rios mantem-se, se n&atilde;o houver a n&iacute;vel internacional outro tipo de conting&ecirc;ncias&raquo;, confirma o respons&aacute;vel pelo COL, que adianta que, formalmente, &laquo;a peregrina&ccedil;&atilde;o dos s&iacute;mbolos que est&aacute; prevista para os PALOP poder acontecer via Panam&aacute;&raquo;. &laquo;Como a Cruz n&atilde;o foi formalmente entregue pelo Panam&aacute; a Lisboa, segue por essa via. N&oacute;s estaremos tamb&eacute;m, mas formalmente ser&atilde;o eles a fazer&raquo;, revela D. Am&eacute;rico Aguiar.

A propaga&ccedil;&atilde;o de Coronavirus tem sido respons&aacute;vel pelo adiamento de in&uacute;meros encontros e eventos, e o Vaticano n&atilde;o tem sido exce&ccedil;&atilde;o, com v&aacute;rios encontros e eventos a serem adiados, aos quais se junta este.

Papa convida jovens a virem a Portugal
O Papa divulgou hoje tamb&eacute;m a mensagem para o Dia Mundial da Juventude, que se celebra no pr&oacute;ximo Domingo de Ramos, a 5 de abril. Nela, o Papa refere que de Portugal, &laquo;nos s&eacute;culos XV e XVI, in&uacute;meros jovens, incluindo muitos mission&aacute;rios, partiram para terras desconhecidas a fim de partilhar a sua experi&ecirc;ncia de Jesus com outros povos e na&ccedil;&otilde;es&raquo;.


A mensagem do Papa reflete mais sobre o tema deste ano, &laquo;Jovem, Eu te digo, levanta-te! (cf. Lc 7, 14)&raquo;, mas aponta um caminho comum entre os temas que est&atilde;o definidos at&eacute; &agrave; Jornada de Lisboa. &laquo;Como podeis ver, o verbo comum aos tr&ecirc;s temas &eacute; levantar-se. Esta palavra possui tamb&eacute;m o significado de ressuscitar, despertar para a vida. &Eacute; um verbo frequente na Exorta&ccedil;&atilde;o Christus vivit (Cristo vive), que vos dediquei depois do S&iacute;nodo de 2018 e que, juntamente com o Documento Final, a Igreja vos oferece como um farol para iluminar as sendas da vossa exist&ecirc;ncia&raquo;, escreve o Papa.

Neste sentido, Francisco espera que &laquo;o caminho que nos levar&aacute; a Lisboa coincida em toda a Igreja com um forte empenho na concretiza&ccedil;&atilde;o destes dois documentos, orientando a miss&atilde;o dos animadores da pastoral juvenil&raquo;.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: JMJ do Panam&aacute;
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<pubDate>Thu, 05 Mar 2020 14:48:00 +0000</pubDate>
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<title>Faleceu D. Ilídio Leandro, bispo emérito de Viseu</title>
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<description><![CDATA[A diocese de Viseu acaba de anunciar que D. Il&iacute;dio Leandro, bispo em&eacute;rito desta diocese, faleceu hoje no hospital de S&atilde;o Teot&oacute;nio, em Viseu. &laquo;Com profundo pesar, a Diocese de Viseu comunica o falecimento do seu Bispo Em&eacute;rito, D. Il&iacute;dio Pinto Leandro. Partiu para a casa do Pai &agrave;s 11h30 deste 21 de fevereiro de 2020, no Hospital de S&atilde;o Teot&oacute;nio (Viseu), onde estava internado ap&oacute;s agravamento da sua sa&uacute;de&raquo;, comunica a diocese atrav&eacute;s da sua p&aacute;gina oficial de Facebook.


O bispo D. Ant&oacute;nio Luciano Costa assina a nota que assinala a morte de D. Il&iacute;dio Leandro e d&aacute; &laquo;gra&ccedil;as a Deus pelo dom da sua vida e minist&eacute;rio&raquo;. &laquo;Que o Senhor Ressuscitado, aquele que venceu a morte, o receba no seu Reino glorioso&raquo;, escreve.

N&atilde;o h&aacute; ainda informa&ccedil;&otilde;es sobre as cerim&oacute;nais f&uacute;nebres.

D. Il&iacute;dio tinha 69 anos e era sacerdote h&aacute; 46 anos. Licenciou-se em Teologia Moral pela Academai Alfonsiana, em Roma, em 1992, e foi professor dessa mesma mat&eacute;ria no Semin&aacute;rio Maior de Viseu e no Curso de Ci&ecirc;ncias Religiosas.

Foi presidente do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil entre 1999 e 2000 e foi ordenado bispo de Viseu a 10 de junho de 2006. O seu lema era &laquo;Convosco, por Cristo, para Todos&raquo;. Pediu a ren&uacute;ncia, por motivos de sa&uacute;de, tendo sido aceite a 3 de maio de 2018. Permaneceu como Administrador Apost&oacute;lico at&eacute; 21 de julho de 2018, data em que passou a ser bispo em&eacute;rito.

&nbsp;
Texto e foto: Ricardo Perna
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<pubDate>Fri, 21 Feb 2020 13:27:00 +0000</pubDate>
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<title>Eutanásia: Cardeal-Patriarca de Lisboa diz que «a causa continua»</title>
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<description><![CDATA[O Cardeal-Patriarca de Lisboa e presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), D. Manuel Clemente, declarou hoje aos jornalistas, no momento em que se votavam os projetos de lei sobre a eutan&aacute;sia, que, perante a prov&aacute;vel aprova&ccedil;&atilde;o dos projetos, que se veio a verificar, que a &laquo;esta &eacute; uma luta, uma insist&ecirc;ncia, que &eacute; uma convic&ccedil;&atilde;o que permanece&raquo;. &laquo;Independentemente do que possa acontecer legislativamente, a causa continua&raquo;, confirmou o prelado.


D. Manuel Clemente esteve no hospital D. Estef&acirc;nia, em Lisboa, para presidir uma eucaristia evocativa dos 100 anos de Jacinta Marto, a pastorinha de F&aacute;tima, cujo 100&ordm; anivers&aacute;rio da morte se celebrava hoje.

No final, e perante os jornalistas, D. Manuel Clemente afirmou que o referendo &eacute; um &laquo;instrumento&raquo; e que o importante &eacute; contemplar a vida &laquo;em todo o seu arco existencial, desde a conce&ccedil;&atilde;o at&eacute; &agrave; morte natural&raquo;. &laquo;N&atilde;o basta dizer que a vida tem de ser contemplada no seu todo, porque se come&ccedil;amos a fazer exce&ccedil;&otilde;es a pedido, a vida n&atilde;o se aguenta na sua natureza&raquo;, afirmou.

O presidente da CEP defendeu ainda que esta &eacute; &laquo;uma frente humana essencial, n&atilde;o deixar ningu&eacute;m sozinho em nenhuma fase da sua vida, sobretudo quando mais precisa de n&oacute;s&raquo;, e acrescentou que &laquo;dizem-nos os cl&iacute;nicos, fam&iacute;lias e volunt&aacute;rios, que em geral as pessoas n&atilde;o querem partir porque se sentem acompanhadas&raquo;.

Na Assembleia da Rep&uacute;blica, todos os projetos de lei que propunham a despenaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia foram aprovados. O projeto do PS foi o que teve mais votos: 127 a favor, 86 contra e 10 absten&ccedil;&otilde;es. O projeto do Boco de Esquerda tamb&eacute;m passou com 124 a favor, 85 votos contra e 14 absten&ccedil;&otilde;es. Quanto ao projeto do PAN, foi aprovado com 121 votos a favor, 86 contra e 16 absten&ccedil;&otilde;es. J&aacute; o projeto do PEV foi aprovado com 114 votos a favor, 86 contra e 23 absten&ccedil;&otilde;es e o da Iniciativa Liberal teve 114 votos a favor, 85 contra e 24 absten&ccedil;&otilde;es.
&nbsp;
Texto e foto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Thu, 20 Feb 2020 20:57:00 +0000</pubDate>
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<title>Eutanásia aprovada segue para debate na especialidade</title>
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<description><![CDATA[A Assembleia da Rep&uacute;blica aprovou a despenaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia. O debate segue agora para comiss&atilde;o parlamentar. S&oacute; depois haver&aacute; vota&ccedil;&atilde;o final e seguir&aacute; para as m&atilde;os do Presidente da Rep&uacute;blica.
As galerias da Assembleia da Rep&uacute;blica encheram-se para acompanhar o debate sobre a despenaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia e do suic&iacute;dio assistido. Pelos acenos de cabe&ccedil;a ou palmas t&iacute;midas logo contrariadas pelos agentes da PSP (quem assiste n&atilde;o se pode manifestar) percebia-se que tamb&eacute;m aqui o tema dividia.
L&aacute; em baixo, as interven&ccedil;&otilde;es e declara&ccedil;&otilde;es sucederam-se ao longo dos 157 minutos previstos. Apenas PCP, CDS e Chega defenderam o n&atilde;o. Ant&oacute;nio Filipe, do PCP, disse ser inaceit&aacute;vel que o Estado ajude pessoas em sofrimento a morrer quando &laquo;os cuidados paliativos est&atilde;o acess&iacute;veis apenas a 25% dos portugueses. Que liberdade se oferece aos outros 75%?&raquo;, questiona. O deputado encontra contradi&ccedil;&otilde;es no discurso da autonomia: &laquo;A morte &eacute; uma inevitabilidade, n&atilde;o &eacute; um direito ou n&atilde;o precisaria de uma avalia&ccedil;&atilde;o de terceiros, como defendem todos os projetos.&raquo; &laquo;Ainda estamos a tempo de evitar&raquo;, apelou Ant&oacute;nio Filipe, lembrando o que tem acontecido na Holanda e na B&eacute;lgica em que a eutan&aacute;sia se foi alargando.



Telmo Correia, do CDS, repetiu os argumentos e somou outros. &laquo;Para n&oacute;s n&atilde;o h&aacute; vidas humanas mais ou menos dignas. N&atilde;o h&aacute; vidas que valham a pena viver e outras que n&atilde;o. Esta discuss&atilde;o &eacute; civilizacional e de valores.&raquo; O deputado centrista defendeu que &laquo;n&atilde;o se fala aqui de desligar a m&aacute;quina, isso n&atilde;o &eacute; eutan&aacute;sia&raquo;. Telmo Correia questionou como avaliar o sofrimento de pessoas com depress&atilde;o e se a liberdade n&atilde;o fica tolhida por esse sofrimento: &laquo;Ser&aacute; que o sofrimento n&atilde;o condiciona a escolha? Se esse sofrimento fosse aliviado, n&atilde;o mudaria essa escolha?&raquo; O l&iacute;der parlamentar do CDS diz que aprovada a eutan&aacute;sia &eacute; tempo de resistir. Como? &laquo;Com argumentos constitucionais e h&aacute; um povo l&aacute; fora que n&atilde;o concorda.&raquo;
Andr&eacute; Ventura, do Chega, lembrou que o Parlamento vai despenalizar a eutan&aacute;sia no dia em que se assinala o centen&aacute;rio da morte de Santa Jacinta Marto. Dando a aprova&ccedil;&atilde;o j&aacute; por garantida uma hora antes do momento da vota&ccedil;&atilde;o, o deputado deixou um apelo para Bel&eacute;m: &laquo;Apelo ao Presidente da Rep&uacute;blica, que ter&aacute; elei&ccedil;&otilde;es em breve, para n&atilde;o se esquecer dos portugueses que est&atilde;o l&aacute; fora. Os portugueses querem pronunciar-se. Vamos ver quem tem medo e quem n&atilde;o tem de ouvir os portugueses.&raquo;
No debate parlamentar, muitas foram as refer&ecirc;ncias &agrave; B&iacute;blia. Todas de quem &eacute; a favor da despenaliza&ccedil;&atilde;o. Do PSD, falaram deputados a favor e contra. O partido d&aacute; liberdade de voto aos parlamentares. Andr&eacute; Coelho Lima &eacute; a favor da despenaliza&ccedil;&atilde;o e diz &laquo;eu sou pela vida, n&atilde;o pela morte&raquo; mas &laquo;sendo a vida um direito inviol&aacute;vel quem &eacute; o seu guardi&atilde;o? A Vida &eacute; um direito de cada um de n&oacute;s!&raquo;. Terminou a interven&ccedil;&atilde;o com um excerto da ora&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Francisco. J&aacute; Ant&oacute;nio Ventura, seu colega de bancada do PSD, &eacute; contra e afirmou as suas raz&otilde;es do p&uacute;lpito. &laquo;O artigo 24.&ordm; diz que &ldquo;a vida humana &eacute; inviol&aacute;vel&rdquo;. Em Portugal, estamos longe de oferecer os cuidados paliativos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o que deles precisa. Muitas vezes quem pede a morte tem um grito de socorro&raquo;, afirmou.
Foi o Bloco de Esquerda quem abriu o debate, apresentando a sua proposta. &laquo;O que neste Parlamento decide hoje &eacute; esse passo democr&aacute;tico de n&atilde;o obrigar ningu&eacute;m de impedir ningu&eacute;m. O que hoje aqui decidimos &eacute; a responsabilidade de adotar uma lei rigorosa&raquo;, foi assim que come&ccedil;ou a interven&ccedil;&atilde;o de Jos&eacute; Manuel Pureza, deputado do Bloco de Esquerda. O parlamentar critica os que querem o referendo afirmando que &eacute; &laquo;pura jogada pol&iacute;tica de quem nunca o quis quando tinha maioria neste Parlamento a democracia responde com uma lei tolerante e respons&aacute;vel&raquo;. &laquo;A vida &eacute; um dom que s&oacute; ao pr&oacute;prio pertence. S&oacute; por isso dizemos que &eacute; inviol&aacute;vel&raquo;, defendeu Jos&eacute; Manuel Pureza, afirmando que &laquo;faremos de hoje um dia grande para a democracia portuguesa&raquo;. No mesmo tom, Andr&eacute; Silva defendeu que todas as pessoas t&ecirc;m o direito de &laquo;antecipar a sua morte de acordo com os seus valores&raquo; e deve ter &laquo;liberdade de escolha&raquo; sobre o modo como o deve fazer. Considerando que a despenaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; um &laquo;avan&ccedil;o civilizacional&raquo;, apelou a todos os deputados ainda na d&uacute;vida que &laquo;o medo n&atilde;o nos tolha o cora&ccedil;&atilde;o e nos impe&ccedil;a de cuidar dos mais vulner&aacute;veis&raquo;.
Pelo PS, Isabel Moreira o que &laquo;est&aacute; em causa &eacute; despenalizar a eutan&aacute;sia n&atilde;o &eacute; liberalizar a eutan&aacute;sia&raquo;. &laquo;Dizer que n&atilde;o &eacute; precisa esta lei porque a pessoa pode sempre suicidar-se &eacute; revoltante&raquo;, afirmou. Os sociaistas assumiram disponibilidade para, durante o debate que se segue na especialidade, responder &agrave;s d&uacute;vidas que possam existir acerca da derrapagem para casos de dem&ecirc;ncia ou outros.
Os Verdes tamb&eacute;m apresentaram projeto de lei defendendo a despenaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia. &laquo;Trata-se de respeitar a vontade do titular do direito &agrave; vida e n&atilde;o lhe impor a obriga&ccedil;&atilde;o de viver&raquo;, defende Jos&eacute; Lu&iacute;s Ferreira, que quer que todos os casos de eutan&aacute;sia sejam feitos no Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de em pessoas portuguesas e seguidas no Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de. &nbsp;
&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ant&oacute;nio Miguel Fonseca
]]></description>
<pubDate>Thu, 20 Feb 2020 18:37:00 +0000</pubDate>
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<title>Manifestação junta centenas no «Sim à Vida»</title>
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<description><![CDATA[Centenas de pessoas manifestaram-se contra a eutan&aacute;sia. &laquo;Sim &agrave; Vida! N&atilde;o &agrave; morte!&raquo;, &laquo;N&atilde;o matar&aacute;s!&raquo; foram algumas das palavras de ordem gritadas. Nos cartazes pode ler-se &laquo;Aos m&eacute;dicos compete: cuidar, tratar e amar: E n&atilde;o matar! Eutan&aacute;sia n&atilde;o&raquo;; &laquo;A vida &eacute; trag&eacute;dia, domina-a. A Vida &eacute; Vida, defende-a&raquo;; &laquo;Eutan&aacute;sia a suic&iacute;dio&raquo;.



Isilda Pegado, presidente da Federa&ccedil;&atilde;o Portuguesa pela Vida, reconhece que o dia pode ter um desfecho diferente do que gostaria e que a eutan&aacute;sia pode ser aprovada no Parlamento. Mas a advogada defende que este n&atilde;o &eacute; um ponto final. &laquo;Claro que &eacute; poss&iacute;vel a inflex&atilde;o deste processo. A soberania est&aacute; no povo e n&atilde;o nos deputados. O povo est&aacute; contra a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia.&raquo; Isilda Pegado mostrou-se muito satisfeita por ver &laquo;milhares de pessoas&raquo; em favor da vida em frente &agrave; Assembleia da Rep&uacute;blica. A advogada n&atilde;o quer pronunciar-se sobre o papel do Presidente da Rep&uacute;blica. Mas mostra-se convicta: &laquo;Muitos constitucionalistas dizem que &eacute; inconstitucional. De qualquer forma [a lei] ir&aacute; ter ao Tribunal Constitucional&raquo;, afirma.
Entre os manifestantes estavam muitos deputados e antigos deputados do CDS. Francisco Rodrigues dos Santos, presidente do CDS, afirmou aos jornalistas, que aprovar a eutan&aacute;sia &laquo;&eacute; uma decis&atilde;o grave que muda o nosso paradigma civilizacional&raquo;. O l&iacute;der centrista diz que o seu partido quer um Estado que &laquo;cuida, ajuda, trata todos os que precisam. Se n&atilde;o h&aacute; cuidados m&eacute;dicos para todos, como &eacute; que o Estado pode dar morte a pedido?&raquo;.

No p&uacute;lpito da manifesta&ccedil;&atilde;o, Jos&eacute; Ribeiro e Castro, antigo deputado e l&iacute;der do CDS, n&atilde;o poupou nas palavras, dizendo que a lei &laquo;e injusta e precipitada&raquo; &laquo;n&atilde;o &eacute; democr&aacute;tica&raquo;. Instando os eurodeputados a fiscalizar o que acontece na Holanda e na B&eacute;lgica onde a eutan&aacute;sia &eacute; legal, Ribeiro e Castro critica fortemente os partidos portugueses que apresentam projetos de lei: &laquo;Como podem apresentar e votar projetos destes. N&atilde;o vieram buscar legitimidade ao povo e por isso o povo tem de ser convocado. O PS tem de apoiar a realiza&ccedil;&atilde;o de um referendo para honrar a sua esteira de democracia.&raquo; Jorge Nuno de S&aacute;, antigo deputado do PSD, esteve presente e disse que &laquo;esta &eacute; a causa da minha vida&raquo;. O antigo l&iacute;der da JSD lembrou a frase &ldquo;vai morrer longe&rdquo; e fez uma adapta&ccedil;&atilde;o: &laquo;Com esta lei dizemos &ldquo;vai morrer longe da nossa consci&ecirc;ncia.&rdquo; &Eacute; isto que est&aacute; em casa!&raquo;
Na manifesta&ccedil;&atilde;o havia pessoas de v&aacute;rias idades, incluindo muitos jovens. Alguns volunt&aacute;rios recolhiam assinaturas para a iniciativa popular de referendo. Isilda Pegado explicou que as assinaturas ser&aacute;o contadas no dia 4 de mar&ccedil;o e lembrou que at&eacute; ao final do processo legislativo pode ainda ser debatida na Assembleia da Rep&uacute;blica.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 20 Feb 2020 14:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Eutanásia: membro do Conselho de Ética para as Ciências da Vida dá razões do não</title>
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<description><![CDATA[Filipe Almeida &eacute; membro do Conselho Nacional de &Eacute;tica para as Ci&ecirc;ncias da Vida, presidente da Comiss&atilde;o de &Eacute;tica do Centro Hospitalar Universit&aacute;rio S&atilde;o Jo&atilde;o e da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e m&eacute;dico pediatra. Falou &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; sobre as Jornadas de Cuidados Paliativos que v&atilde;o decorrer em mar&ccedil;o em Lisboa e F&aacute;tima. Com a discuss&atilde;o da legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia e do suic&iacute;dio assistido em cima da mesa, a pergunta sobre este tema era inevit&aacute;vel. E o m&eacute;dico n&atilde;o tem problema em responder. Diz n&atilde;o ver na legaliza&ccedil;&atilde;o &laquo;uma emerg&ecirc;ncia social e, assim, justifica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica para se adentrar, com a celeridade requerida, numa problem&aacute;tica t&atilde;o delicada como a que toca o viver humano na express&atilde;o da sua m&aacute;xima radicalidade: o confronto com a sua finitude&raquo;. Filipe Almeida acha mais &laquo;&uacute;til&raquo; &laquo;discutir a organiza&ccedil;&atilde;o social ara se poder responder responsavelmente ao sofrimento. &laquo;Reduzir o &acirc;mbito deste necess&aacute;rio debate &agrave; discuss&atilde;o da eutan&aacute;sia &eacute; apoucar verdadeiramente o que, de muito profundo, habita no cora&ccedil;&atilde;o do ser humano&raquo;, afirma.



Membro do Conselho Cient&iacute;fico do Instituto de Bio&eacute;tica da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, Filipe Almeida considera que a discuss&atilde;o em torno da eutan&aacute;sia &laquo;n&atilde;o poder&aacute; ignorar a reflex&atilde;o sobre a vulnerabilidade humana e sobre o exerc&iacute;cio da autonomia, concatenada necessariamente com as suas indissoci&aacute;veis dimens&otilde;es da liberdade e da responsabilidade humana&raquo;. N&atilde;o o fazer &eacute; &laquo;deslocar inaceitavelmente o di&aacute;logo para os terrenos de um imediatismo que servir&aacute; interesses outros que n&atilde;o os do ser humano, particularmente quando doente&raquo;. Este m&eacute;dico pediatra defende: &laquo;Centrar o debate da eutan&aacute;sia na liberdade estiolante de uma autonomia desresponsabilizada &eacute; ferir o pr&oacute;prio debate por se tornar &oacute;bvia a incapacidade de responder eticamente ao repto da vulnerabilidade humana. E o ser humano doente necessita e merece mais do que balofos devocionismos plasmados em choradeira f&aacute;cil.&raquo;
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Thu, 20 Feb 2020 10:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Carnaval português</title>
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<description><![CDATA[O Carnaval &eacute; rei e senhor em muitas localidades portuguesas. Numas adapta-se o carnaval do Brasil, com desfiles de escolas de samba. Noutras, mant&ecirc;m-se tradi&ccedil;&otilde;es milenares nacionais. Como se costuma dizer, &ldquo;o Carnaval s&atilde;o tr&ecirc;s dias&rdquo;. Por isso, propomos um passeio que pode ser em roteiro ou escolher um dos locais.
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Podence
O Carnaval de Podence, no concelho de Macedo de Cavaleiros, distrito de Bragan&ccedil;a, foi classificado como Patrim&oacute;nio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2019. &Eacute; conhecido como &laquo;Entrudo Chocalheiro&raquo;. A tradi&ccedil;&atilde;o remonta &agrave; &eacute;poca pr&eacute;-romana. Os homens vestem trajes feitos com franjas de l&atilde; amarelas, verde e vermelhas, cobrindo todo o corpo. No rosto, h&aacute; m&aacute;scaras de metal, couro ou madeira. No Carnaval, os caretos andam pela aldeia em grupo &agrave; procura de raparigas para &ldquo;chocalhar&rdquo;, numa dan&ccedil;a em que abanam as ancas, fazendo sons com os chocalhos que trazem &agrave; cintura. A anima&ccedil;&atilde;o acontece no Domingo Gordo e na Ter&ccedil;a-feira de Carnaval, durante todo o dia. Os homens que n&atilde;o participam abrem as casas para servir bebidas aos caretos.&nbsp;Al&eacute;m das festividades do Carnaval, poe aproveitar a beleza da regi&atilde;o. Podence fica perto da albufeira do Azibo. Podem ser observadas muitas esp&eacute;cies de aves, nos trilhos do Azibo, uma rede de caminhos pedestres e ciclovias sinalizados. No Museu de Podence, pode tamb&eacute;m conhecer as tradi&ccedil;&otilde;es da terra.
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Lazarim
Este Carnaval &eacute; considerado um dos mais genu&iacute;nos do Norte do pa&iacute;s. Os relatos mais antigos remontam a 1879. Os jovens rapazes e raparigas escondem a cara com m&aacute;scaras carrancudas, feitas de madeira de amieiro por artes&atilde;os da aldeia. No corpo, vestem fatos de palha, peles de animais ou tecidos. Os caretos e as senhorinhas foliam de domingo at&eacute; ter&ccedil;a-feira. O ponto alto deste Carnaval &eacute; a leitura dos testamentos dos compadres e das comadres na pra&ccedil;a da aldeia. Dois jovens leem um texto sat&iacute;rico. No final, os bonecos da comadre e do compadre s&atilde;o queimados. A tradi&ccedil;&atilde;o manda comer feijoada e caldo de farinha, cozinhados em grandes panelas de ferro nas ruas.
Lazarim fica no concelho de Lamego, no distrito de Viseu. Pode aproveitar para visitar o Centro Interpretativo da M&aacute;scara Ib&eacute;rica, que re&uacute;ne tradi&ccedil;&otilde;es do Norte de Portugal e Espanha. Est&atilde;o expostos exemplares de m&aacute;scaras de toda a Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica.
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Torres Vedras
Parece haver relatos da exist&ecirc;ncia do Carnaval em Torres Vedras j&aacute; no s&eacute;culo XIX. Diz-se ser um dos mais antigos do pa&iacute;s. Com a implanta&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica, alguns costumes foram alterados. Mas a folia manteve-se nesta localidade do centro do pa&iacute;s. Outra das caracter&iacute;sticas deste Carnaval s&atilde;o as matrafonas: homens mascarados de mulheres. Com elas desfilam tamb&eacute;m carros aleg&oacute;ricos,cabe&ccedil;udos e Marias Cachuchas (inspiram-se numa mulher torriense que viveu entre 1900 e 1960, que se vestia com roupa masculina e tinha bigode). Entre os dias 21 e 26 de fevereiro, o tema ser&aacute; &laquo;Magia &amp; Fantasia&raquo;. Para ver os corsos (s&aacute;bado &agrave; noite, domingo &agrave; tarde, segunda-feira &agrave; noite e ter&ccedil;a-feira &agrave; tarde) pode comprar um s&oacute; bilhete. Custa 14 euros, se for comprado at&eacute; 20 de fevereiro, e 15 euros se for depois. Se pretender ir apenas a um dos desfiles, o bilhete di&aacute;rio custa 7 euros. As crian&ccedil;as at&eacute; aos 9 anos n&atilde;o pagam e os desempregados t&ecirc;m acesso gratuito ao corso de ter&ccedil;a-feira.
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Sat, 15 Feb 2020 10:00:00 +0000</pubDate>
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<title>«Querida Amazónia» abre caminho aos leigos, mas foge de polémicas</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco publicou hoje a exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica &laquo;Querida Amaz&oacute;nia&raquo;, que resulta da leitura do S&iacute;nodo dos bispos dedicado &agrave; Amaz&oacute;nia que aconteceu em outubro passado no Vaticano. O documento &eacute; uma declara&ccedil;&atilde;o de amor &agrave; Amaz&oacute;nia, como escreve Andrea Tornielli, diretor de comunica&ccedil;&atilde;o do Vaticano, no seu editorial, que aponta claramente no sentido de uma maior aproxima&ccedil;&atilde;o da Igreja naquele local &agrave;s ra&iacute;zes amaz&oacute;nicas e a uma maior preponder&acirc;ncia formal, designada pela Igreja local, dos leigos e das mulheres nas comunidades.


No entanto, o ponto mais quente do S&iacute;nodo passado, que dizia respeito &agrave; ordena&ccedil;&atilde;o de homens casados, &eacute; aflorado no documento, mas sem uma defini&ccedil;&atilde;o clara. De facto, o documento final do S&iacute;nodo dos bispos tinha pedido a &laquo;ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal de homens id&oacute;neos e reconhecidos pela comunidade, que tenham um diaconado permanente fecundo e recebam uma forma&ccedil;&atilde;o adequada para o presbiterado&raquo;. Apesar de, formalmente, Francisco &laquo;apresentar, de maneira oficial, o citado Documento, que nos oferece as conclus&otilde;es do S&iacute;nodo&raquo;, e referir que a sua exorta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o substitui o documento final, ou seja, n&atilde;o o contradiz, a verdade &eacute; que os pontos que se referem &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o das comunidades n&atilde;o s&atilde;o claras sobre o caminho a percorrer, abrindo espa&ccedil;o &agrave; interpreta&ccedil;&atilde;o.

No ponto 85, no cap&iacute;tulo dedicado &agrave; incultura&ccedil;&atilde;o do minist&eacute;rio, Francisco refere a necessidade de &laquo;uma resposta espec&iacute;fica e corajosa da Igreja&raquo; para aquela parte do mundo, adiantando que &laquo;h&aacute; necessidade de ministros que possam compreender a partir de dentro a sensibilidade e as culturas amaz&oacute;nicas&raquo;. Depois, reafirma que o sacramento da Ordem &eacute; &laquo;espec&iacute;fico do sacerdote&raquo; e deixa &laquo;s&oacute; ele a habilitado para presidir &agrave; Eucaristia&raquo;. &laquo;Esta &eacute; a sua fun&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, principal e n&atilde;o deleg&aacute;vel&raquo;, diz.

No entanto, o ponto 89 refere que, &laquo;nas circunst&acirc;ncias espec&iacute;ficas da Amaz&oacute;nia, especialmente nas suas florestas e lugares mais remotos, &eacute; preciso encontrar um modo para assegurar este minist&eacute;rio sacerdotal&raquo;, porque os leigos &laquo;precisam da celebra&ccedil;&atilde;o da eucaristia, porque ela faz a Igreja. Por isso, o Papa pede, num primeiro momento, que os bispos sejam mais &laquo;generosos, levando aqueles que demonstram voca&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria a optarem pela Amaz&oacute;nia&raquo;, e que se reveja, a fundo, &laquo;a estrutura e o conte&uacute;do tanto da forma&ccedil;&atilde;o inicial como da forma&ccedil;&atilde;o permanente dos presb&iacute;teros, de modo que adquiram as atitudes e capacidades necess&aacute;rias para dialogar com as culturas amaz&oacute;nicas&raquo;.

O ponto 92 abre uma interpreta&ccedil;&atilde;o maior desta quest&atilde;o, uma vez que, mesmo afirmando que s&atilde;o necess&aacute;rios sacerdotes, &laquo;isto n&atilde;o exclui que ordinariamente os di&aacute;conos permanentes &ndash; deveriam ser muitos mais na Amaz&oacute;nia &ndash;, as religiosas e os pr&oacute;prios leigos assumam responsabilidades importantes em ordem ao crescimento das comunidades e maturem no exerc&iacute;cio de tais fun&ccedil;&otilde;es, gra&ccedil;as a um adequado acompanhamento&raquo;, e defende que uma &laquo;Igreja de rostos amaz&oacute;nicos requer a presen&ccedil;a est&aacute;vel de respons&aacute;veis leigos, maduros e dotados de autoridade, que conhe&ccedil;am as l&iacute;nguas, as culturas, a experi&ecirc;ncia espiritual e o modo de viver em comunidade de cada lugar, ao mesmo tempo que deixem espa&ccedil;o &agrave; multiplicidade dos dons que o Esp&iacute;rito Santo semeia em todos&raquo;, refor&ccedil;ando esta ideia com o C&oacute;digo de Direito Can&oacute;nico em nota de rodap&eacute;, que confirma que &laquo;&eacute; poss&iacute;vel, por escassez de sacerdotes, que o Bispo confie uma &laquo;participa&ccedil;&atilde;o no exerc&iacute;cio do servi&ccedil;o pastoral da par&oacute;quia (&hellip;) a um di&aacute;cono ou a outra pessoa que n&atilde;o possua o car&aacute;ter sacerdotal, ou a uma comunidade&raquo;.

O Papa considera ainda, no ponto 94, que, &laquo;onde houver uma necessidade peculiar, Ele j&aacute; infundiu carismas que permitam dar-lhe resposta&raquo;, e que, por isso, importa que a Igreja tenha capacidade para &laquo;abrir estradas &agrave; aud&aacute;cia do Esp&iacute;rito, confiar e concretamente permitir o desenvolvimento duma cultura eclesial pr&oacute;pria, marcadamente laical&raquo;. &laquo;Os desafios da Amaz&oacute;nia exigem da Igreja um esfor&ccedil;o especial para conseguir uma presen&ccedil;a capilar que s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel com um incisivo protagonismo dos leigos&raquo;, escreve o Papa.

Neste sentido, e procurando fazer face &agrave; escassez de sacerdotes, Francisco sugere a cria&ccedil;&atilde;o de &laquo;grupos mission&aacute;rios itinerantes&raquo;.



Mulheres com reconhecimento oficial por parte das autoridades eclesiais
Sobre as mulheres, Francisco refor&ccedil;a uma das sugest&otilde;es do Documento final do S&iacute;nodo que referia a necessidade de cria&ccedil;&atilde;o de &laquo;novos minist&eacute;rios&raquo; para as comunidades. Com efeito, o Papa pede que a Igreja estimule &laquo;o aparecimento doutros servi&ccedil;os e carismas femininos que deem resposta &agrave;s necessidades espec&iacute;ficas dos povos amaz&oacute;nicos neste momento hist&oacute;rico&raquo;.

No ponto 103, o Papa escreve mesmo que as mulheres, &laquo;que de facto realizam um papel central nas comunidades amaz&oacute;nicas, deveriam poder ter acesso a fun&ccedil;&otilde;es e inclusive servi&ccedil;os eclesiais que n&atilde;o requeiram a Ordem sacra e permitam expressar melhor o seu lugar pr&oacute;prio&raquo;. &laquo;Conv&eacute;m recordar que tais servi&ccedil;os implicam uma estabilidade, um reconhecimento p&uacute;blico e um envio por parte do bispo&raquo;, alerta.

Necessidade de incultura&ccedil;&atilde;o e um novo rito amaz&oacute;nico
Outra proposta que tinha sa&iacute;do do Documento Final do S&iacute;nodo era a cria&ccedil;&atilde;o de um rito amaz&oacute;nico. Sobre esta quest&atilde;o, e mesmo n&atilde;o se pronunciando oficialmente sobre ela, o Papa Francisco &eacute; muito claro na necessidade de avan&ccedil;ar no &laquo;esfor&ccedil;o de incultura&ccedil;&atilde;o da liturgia nos povos ind&iacute;genas&raquo;, defendendo, no ponto 82, que &eacute; poss&iacute;vel &laquo;receber na liturgia muitos elementos pr&oacute;prios da experi&ecirc;ncia dos ind&iacute;genas no seu contacto &iacute;ntimo com a natureza e estimular express&otilde;es aut&oacute;ctones em cantos, dan&ccedil;as, ritos, gestos e s&iacute;mbolos&raquo;.

Ali&aacute;s, Francisco refere que &eacute; poss&iacute;vel, &laquo;de alguma forma&raquo;, receber &laquo;um s&iacute;mbolo ind&iacute;gena sem o qualificar necessariamente como idol&aacute;trico. &laquo;Um verdadeiro mission&aacute;rio procura descobrir as aspira&ccedil;&otilde;es leg&iacute;timas que passam atrav&eacute;s das manifesta&ccedil;&otilde;es religiosas, &agrave;s vezes imperfeitas, parciais ou equivocadas, e tenta dar-lhes resposta a partir duma espiritualidade insculturada&raquo;. Durante o S&iacute;nodo, uma igreja em Roma foi vandalizada e s&iacute;mbolos considerados pag&atilde;os foram atirados ao rio, o que gerou na altura grande pol&eacute;mica.

&Eacute; neste sentido que o Papa defende que deve &laquo;encarnar-se a prega&ccedil;&atilde;o, deve encarnar-se a espiritualidade, devem encarnar-se as estruturas da Igreja&raquo;, uma encarna&ccedil;&atilde;o &laquo;de maneira original em cada lugar do mundo&raquo;.

A Igreja deve &laquo;indignar-se&raquo;
A exorta&ccedil;&atilde;o est&aacute; dividida em quatro sonhos que o Papa tem para a Amaz&oacute;nia. No que diz respeito ao sonho social, o Papa critica que a Amaz&oacute;nia tem sido apresentada como um enorme vazio que deve ser preenchido, (...) numa perspetiva que n&atilde;o reconhece os direitos dos povos nativos ou simplesmente os ignora como se n&atilde;o existissem e como se as terras onde habitam n&atilde;o lhes pertencessem&raquo;.

Francisco critica os poderes locais que, &laquo;com a desculpa do progresso, fizeram parte de alian&ccedil;as com o objetivo de devastar, de maneira impune e indiscriminada, a floresta com as formas de vida que abriga&raquo;. O Papa fala mesmo de &laquo;injusti&ccedil;a e crime&raquo;, e diz que a Igreja precisa &laquo;indignar-se&raquo;. &laquo;N&atilde;o &eacute; salutar habituarmo-nos ao mal; faz-nos mal permitir que nos anestesiem a consci&ecirc;ncia social&raquo;, refere, no ponto 15.

&laquo;Podem-se encontrar alternativas de pecu&aacute;ria e agricultura sustent&aacute;veis, de energias que n&atilde;o poluem, de fontes dignas de trabalho que n&atilde;o impliquem a destrui&ccedil;&atilde;o do meio ambiente e das culturas. Simultaneamente &eacute; preciso garantir, para os ind&iacute;genas e os mais pobres, uma educa&ccedil;&atilde;o adequada que desenvolva as suas capacidades e empoderamento. &Eacute; precisamente nestes objetivos que se mede a verdadeira sol&eacute;rcia e a genu&iacute;na capacidade dos pol&iacute;ticos. N&atilde;o servir&aacute; para devolver aos mortos a vida que lhes foi negada, nem para compensar os sobreviventes daqueles massacres, mas ao menos para hoje sermos todos realmente humanos.&raquo;


O Papa reconhece que, no passado, &laquo;muitos mission&aacute;rios n&atilde;o estiveram do lado dos oprimidos&raquo;, e admite que &laquo;n&atilde;o podemos excluir que membros da Igreja tenham feito parte das redes de corrup&ccedil;&atilde;o, por vezes chegando ao ponto de aceitar manter sil&ecirc;ncio em troca de ajudas econ&oacute;micas para as obras eclesiais&raquo;, e por isso pede maior transpar&ecirc;ncia em quest&otilde;es de dinheiros.

A exorta&ccedil;&atilde;o est&aacute; cheia de cita&ccedil;&otilde;es po&eacute;ticas sobre a beleza da Amaz&oacute;nia, e termina com um apelo a um esfor&ccedil;o ecum&eacute;nico no sentido de defender esta zona do planeta. &laquo;Tudo isto nos une. Como n&atilde;o lutar juntos? Como n&atilde;o rezar juntos e trabalhar lado a lado para defender os pobres da Amaz&oacute;nia, mostrar o rosto santo do Senhor e cuidar da sua obra criadora?&raquo;

O documento termina com uma longa ora&ccedil;&atilde;o &agrave; &laquo;M&atilde;e da Amaz&oacute;nia&raquo;.
Texto: Ricardo Perna
Fotos: Vatican News
]]></description>
<pubDate>Wed, 12 Feb 2020 11:30:00 +0000</pubDate>
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<title>Religiões reafirmam oposição à eutanásia</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/religioes-reafirmam-oposicao-a-eutanasia</link>
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<description><![CDATA[Foi em 16 de maio de 2018 que cat&oacute;licos, judeus, mu&ccedil;ulmanos, hindus, budistas, evang&eacute;licos e outros, oito confiss&otilde;es religiosas no total, subscreveram uma declara&ccedil;&atilde;o onde se opunham &agrave; legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia. Quase dois anos depois, os signat&aacute;rios da declara&ccedil;&atilde;o &laquo;Cuidar at&eacute; ao fim com compaix&atilde;o&raquo;, do Grupo de Trabalho inter-Religioso - Religi&otilde;es Sa&uacute;de &laquo;reiteram a sua oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia e suic&iacute;dio assistido&raquo;. A confer&ecirc;ncia de imprensa acontece no final de uma reuni&atilde;o sobre o agendmento parlamentar do debate e da vota&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia e suic&iacute;dio assistido, no dia 20.


Em 2018, a declara&ccedil;&atilde;o foi assinada por representantes da Alian&ccedil;a Evang&eacute;lica Portuguesa, Comunidade Hindu Portuguesa, Comunidade Isl&acirc;mica de Lisboa, Comunidade Israelita de Lisboa, Igreja Cat&oacute;lica, Patriarcado Ecum&eacute;nico de Constantinopla, Uni&atilde;o Budista Portuguesa e Uni&atilde;o Portuguesa dos Adventistas do S&eacute;timo Dia. No documento pode ler-se que &laquo;n&oacute;s, comunidades religiosas presentes em Portugal, acreditamos que a vida humana &eacute; inviol&aacute;vel at&eacute; &agrave; morte natural e perfilhamos um modelo compassivo de sociedade e, por estas raz&otilde;es, em nome da Humanidade e do futuro da comunidade humana, causa da religi&atilde;o, nos sentimos chamados a intervir no presente debate sobre a morte assistida, manifestando a nossa oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; sua legaliza&ccedil;&atilde;o em qualquer das suas formas, seja o suic&iacute;dio assistido, seja a eutan&aacute;sia&raquo;.
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Dignidade da vida comum a todos
Em &laquo;Cuidar at&eacute; ao fim com compaix&atilde;o&raquo; acentuam-se tr&ecirc;s pontos: a dignidade daquele que sofre, por uma sociedade misericordiosa e compassiva e os Cuidados Paliativos, uma exig&ecirc;ncia inadi&aacute;vel.
Estas oito confiss&otilde;es religiosas defendem que &laquo;a vida n&atilde;o s&oacute; n&atilde;o perde dignidade quando se aproxima do seu termo, como a particular vulnerabilidade de que se reveste nesta etapa &eacute;, antes, um t&iacute;tulo de especial dignidade que pede proximidade e cuidado&raquo;. Agradecendo o apoio dos m&eacute;dicos pelo acompanhamento aos doentes em sofrimento, entendem que &laquo;a religi&atilde;o oferece uma possibilidade de sentido a quem acredita, mas sabemos tamb&eacute;m, pela experi&ecirc;ncia do acompanhamento de tantos que n&atilde;o s&atilde;o religiosos, que n&atilde;o depende de o ser a possibilidade de encontrar sentido para o pr&oacute;prio sofrimento&raquo;.
Os signat&aacute;rios defendem tamb&eacute;m que &laquo;o que nos &eacute; pedido n&atilde;o &eacute; que desistamos daqueles que vivem o per&iacute;odo terminal da vida, oferecendo-lhes a possibilidade legal da op&ccedil;&atilde;o pela morte, &agrave; qual pode conduzir a experi&ecirc;ncia do sofrimento sem cuidados adequados&raquo;. &laquo;Uma sociedade que abandona, que se desumaniza, que se torna indiferente&raquo; faz que se deseje a morte. O desafio nestes casos &eacute; &laquo;que nos comprometamos mais profundamente com os que vivem esta etapa, assumindo a exig&ecirc;ncia de lhes oferecer a possibilidade de uma morte humanamente acompanhada&raquo;.
No terceiro ponto, estas oito confiss&otilde;es religiosas, salientam o papel essencial dos cuidados paliativos. &laquo;A verdadeira compaix&atilde;o n&atilde;o &eacute; insistir em tratamentos f&uacute;teis, na tentativa de prolongar a vida, mas ajudar a pessoa a viver o mais humanamente poss&iacute;vel a pr&oacute;pria morte, respeitando a naturalidade desta. Os cuidados paliativos fazem-no, valorizando a pessoa at&eacute; ao seu fim natural, aliviando o seu sofrimento e combatendo a solid&atilde;o pela presen&ccedil;a da fam&iacute;lia e de outros que lhe sejam significativos.&raquo; Por isso, exigem que estes cuidados se estendam &laquo;a todos o acesso aos cuidados paliativos&raquo; e assumem o compromisso de participar nisso.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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&nbsp;]]></description>
<pubDate>Wed, 12 Feb 2020 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>«Que todas as paróquias do mundo sejam missionárias», sonha Pe. James Mallon</title>
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<description><![CDATA[&laquo;A renova&ccedil;&atilde;o divina n&atilde;o &eacute; sobre as coisas que podemos fazer. &Eacute; tornar normal o que n&atilde;o &eacute; normal&raquo;, afirma o Pe. James Mallon, canadiano e criador do Minist&eacute;rio da Renova&ccedil;&atilde;o Divina. O sacerdote lamenta que &laquo;a Igreja tem IDD [Imaginative Disease Disorder], Doen&ccedil;a de falta de imagina&ccedil;&atilde;o. A primeira coisa a fazer &eacute; ter uma vis&atilde;o de futuro. &Eacute; diferente de plano estrat&eacute;gico. Temos de ter um sonho. Sonhem. E n&atilde;o fechem os vossos sonhos nas vossas limita&ccedil;&otilde;es humanas. Temos de ter sonhos que s&oacute; funcionam se Deus agir. Temos de esperar transforma&ccedil;&atilde;o e esperar milagres&raquo;.



O Pe. James Mallon, fundador do Minist&eacute;rio da Renova&ccedil;&atilde;o Divina, esteve em Portugal como orador principal da confer&ecirc;ncia Enovar20, que decorreu no Centro de Congressos do Estoril. A&iacute;, o sacerdote do Canad&aacute; recordou o momento em que se descobriu amado por Deus aos 16 anos. &laquo;Acreditava em Deus e em Jesus, mas Deus parecia algo distante. Quando me tornei adolescente, descobri que a Igreja era aborrecida. Meti-me em sarilhos e fui obrigado a ir a um fim de semana religioso. Descobri Deus e o amor de Deus. Ele tinha sempre estado l&aacute;, mas eu n&atilde;o o sentia.&raquo; Quando regressou &agrave; sua par&oacute;quia, percebeu que muitas das pessoas da sua comunidade viviam sem sentir esse amor de Deus. Foi a&iacute; que come&ccedil;ou a nascer no seu cora&ccedil;&atilde;o a vontade de fazer algo novo. Em vez de apenas tratar das pessoas que j&aacute; estavam na comunidade, falar de Deus e do seu amor a todos.
Depois de se tornar padre, o Pe. James Mallon criou, com a sua equipa, o Minist&eacute;rio da Renova&ccedil;&atilde;o Divina que disponibiliza podcasts, v&iacute;deos, coaching para par&oacute;quias que queiram passar de apenas manuten&ccedil;&atilde;o para par&oacute;quias mission&aacute;rias. Atualmente acompanham par&oacute;quias de todo o mundo. A sua vis&atilde;o? &laquo;Que todas as par&oacute;quias do mundo sejam mission&aacute;rias&raquo;, atira.



Em Portugal, o Pe. Tiago Veloso, de Palhais/Santo Ant&oacute;nio, diocese de Set&uacute;bal, soube do Minist&eacute;rio da Renova&ccedil;&atilde;o Divina atrav&eacute;s de um livro. Contactou a equipa na Nova Esc&oacute;cia, Canad&aacute;, mas a resposta tardou em chegar. Quando chegou, faltava dinheiro. &laquo;Fiquei muito entusiasmado, mas no final a pessoa que falou comigo perguntou &ldquo;est&aacute;s entusiasmado?&rdquo; e eu disse &ldquo;estou!&rdquo;; &ldquo;Tens dinheiro?&rdquo; &ldquo;N&atilde;o&hellip;&rdquo;.&raquo; O Pe. James Mallon explica que a forma&ccedil;&atilde;o e o acompanhamento t&ecirc;m custos. &laquo;S&atilde;o muitas horas de coaching e de organiza&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o ganhamos dinheiro. &Eacute; feito com donativos. &Eacute; uma luta em termos financeiros. Mas o que nos entusiasmou foi o cora&ccedil;&atilde;o do padre Tiago. Decidimos avan&ccedil;ar na mesma e uma par&oacute;quia do Texas pagou a diferen&ccedil;a&raquo;, revela. A Renova&ccedil;&atilde;o Divina assenta em tr&ecirc;s princ&iacute;pios-chaves: &laquo;primazia da evangeliza&ccedil;&atilde;o, o melhor da lideran&ccedil;a, poder do Esp&iacute;rito Santo&raquo;.

Para o Pe. Tiago Veloso revela o que mudou desde que entrou neste acompanhamento e mudou a vis&atilde;o para a sua par&oacute;quia e comunidade. &laquo;Estava sempre ocupado estando ocupado. Mal tinha tempo para descansar. Reestruturei as horas do meu dia. Qual &eacute; o padre que tem tempo para rezar? Qual &eacute; o padre que tem tempo para refletir? Estava a ficar esgotado e era padre h&aacute; pouco tempo. Encontrei felicidade, n&atilde;o me sinto sozinho na par&oacute;quia. Cri&aacute;mos uma equipa de lideran&ccedil;a. Come&ccedil;&aacute;mos a sonhar para cinco anos e cri&aacute;mos uma vis&atilde;o. Sonhamos ser uma casa acolhedora onde cada pessoa se sinta amada.&raquo; O sacerdote admite que nem todas as pessoas partillham da mesma vis&atilde;o e houve quem abandonasse a par&oacute;quia. &laquo;N&atilde;o os perco. caminham na mesma para Deus, mas por outro caminho&raquo;, diz.

Os sacerdotes falavam no encontro Enovar20, uma confer&ecirc;ncia sobre lideran&ccedil;a promovida pelo Alpha Portugal. O Pe. James Mallon diz que h&aacute; outros meios, mas o Alpha &eacute; o melhor que conheceu at&eacute; agora para chegar &agrave;s pessoas. O Alpha s&atilde;o encontros com refei&ccedil;&atilde;o, testemunhos e debate sobre grandes quest&otilde;es de f&eacute;. Come&ccedil;ou na Igreja Anglicana e espalhou-se pelas igrejas crist&atilde;s, sendo realizado em todo o mundo.
&nbsp;
Reportagem: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ant&oacute;nio Miguel Fonseca
]]></description>
<pubDate>Tue, 11 Feb 2020 10:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Já começou recolha de assinaturas para referendo</title>
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<description><![CDATA[J&aacute; come&ccedil;ou a recolha de assinaturas para pedir o referendo &laquo;sobre a (des)Penaliza&ccedil;&atilde;o da morte a pedido&raquo;. A iniciativa, anunciada na &uacute;ltima Caminha pela Vida, tem como mandat&aacute;rias dezenas de personalidades, entre as quais o antigo presidente da Rep&uacute;blica, Ant&oacute;nio Ramalho Eanes e a esposa. Entre os outros mandat&aacute;rios est&atilde;o tamb&eacute;m o padre Anselmo Borges, o historiador Jaime Nogueira Pinto, a m&eacute;dica Isabel Galri&ccedil;a Neto, o economista Jo&atilde;o C&eacute;sar das Neves, o antigo Procurador-Geral da Rep&uacute;blica Jos&eacute; Souto de Moura, o m&eacute;dico e especialista em bio&eacute;tica Walter Osswald, ou o m&eacute;dico e antigo baston&aacute;rio da Ordem dos M&eacute;dicos Germano de Sousa.
A iniciativa de um referendo foi defendida tamb&eacute;m por Isabel Capeloa Gil, atual reitora da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, numa entrevista &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;. A professora universit&aacute;ria defende que &eacute; &laquo;a &uacute;nica possibilidade de dar voz &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es e de haver um debate esclarecedor, coisa que n&atilde;o est&aacute; a acontecer e que provavelmente n&atilde;o ir&aacute; acontecer&raquo; devido ao atual quadro parlamentar. Isabel Capeloa Gil lamenta que os partidos queiram aprovar a eutan&aacute;sia e nem sequer tenham discutido o tema na campanha eleitoral. Sendo totalmente contra a legaliza&ccedil;&atilde;o da morte quer por via da eutan&aacute;sia quer do suic&iacute;dio assistido, defende um maior acompanhamento dos doentes em fim de vida, por vida dos cuidados paliativos.



A iniciativa popular j&aacute; est&aacute; tamb&eacute;m dispon&iacute;vel na internet. No texto de apresenta&ccedil;&atilde;o, a pergunta proposta para o referendo &eacute; &laquo;Concorda que matar outra pessoa a seu pedido ou ajud&aacute;-la a suicidar-se deve continuar a ser pun&iacute;vel pela lei penal em quaisquer circunst&acirc;ncias?&raquo;.

O Parlamento vai debater projetos de v&aacute;rios partidos para permitir a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia e do suic&iacute;dio assistido no pr&oacute;ximo dia 20 de fevereiro. Tendo em conta a atual composi&ccedil;&atilde;o parlamentar e as v&aacute;rias propostas apresentadas (PS, BE, PEV, PAN, IL), h&aacute; quase certeza de que uma ser&aacute; aprovada na generalidade. Depois seguem-se trabalhos em comiss&atilde;o parlamentar. No mesmo dia 20, em frente &agrave; Assembleia da Rep&uacute;blica, haver&aacute; uma manifesta&ccedil;&atilde;o contra a eutan&aacute;sia.

Qual o processo de um referendo?
A Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Portuguesa estabelece, no artigo 115.&ordm; que &laquo;os cidad&atilde;os eleitores recenseados no territ&oacute;rio nacional podem ser chamados a pronunciar-se diretamente, a t&iacute;tulo vinculativo, atrav&eacute;s de referendo, por decis&atilde;o do Presidente da Rep&uacute;blica, mediante proposta da Assembleia da Rep&uacute;blica ou do Governo, em mat&eacute;rias das respetivas compet&ecirc;ncias, nos casos e nos termos previstos na Constitui&ccedil;&atilde;o e na lei&raquo;. Pode tamb&eacute;m resultar de uma iniciativa de cidad&atilde;os, como neste caso, que tem de ser apreciada na Assembleia da Rep&uacute;blica. Se a&iacute; for aprovada, segue para a Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, que tem de ao Tribunal Constitucional &laquo;a fiscaliza&ccedil;&atilde;o preventiva obrigat&oacute;ria da constitucionalidade e da legalidade&raquo;. Se chegar a vota&ccedil;&atilde;o, s&oacute; tem &laquo;efeito vinculativo se votarem mais de metade dos eleitores inscritos no recenseamento&raquo;. Em caso de rejei&ccedil;&atilde;o da proposta de referendo ou de referendo realizado, n&atilde;o pode haver nova proposta &laquo;na mesma sess&atilde;o legislativa, salvo nova elei&ccedil;&atilde;o da Assembleia da Rep&uacute;blica, ou at&eacute; &agrave; demiss&atilde;o do Governo&raquo;.
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Foto: Pixabay/truthseeker


Outros artigos relacionados:
Germano de Sousa: &laquo;Leis sobre eutan&aacute;sia s&atilde;o ego&iacute;stas&raquo; 
Eutan&aacute;sia: Bispo auxiliar de Braga escreve aos deputados
O que &eacute; a eutan&aacute;sia? 
Isabel Capeloa Gil defende referendo &agrave; eutan&aacute;sia ]]></description>
<pubDate>Mon, 10 Feb 2020 16:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Isabel Capeloa Gil defende referendo à eutanásia</title>
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<description><![CDATA[A reitora da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa (UCP) defende um referendo &agrave; legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia. Em entrevista &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, Isabel Capeloa Gil afirma que &laquo;no atual quadro pol&iacute;tico tem de ser dada voz &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es. O atual quadro pol&iacute;tico &eacute; profundamente enviesado naquilo que &eacute; a decis&atilde;o que se vier a tomar. E s&atilde;o decis&otilde;es que s&atilde;o porventura irrevers&iacute;veis&raquo;. A reitora da UCP salienta que &eacute; uma posi&ccedil;&atilde;o pessoal, mas cr&ecirc; que &laquo;n&atilde;o &eacute; uma discuss&atilde;o p&uacute;blica, est&aacute; a ser tratada como um assunto de resolu&ccedil;&atilde;o parlamentar, &agrave; revelia da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa&raquo; e acrescenta que &laquo;a quest&atilde;o da eutan&aacute;sia n&atilde;o foi um assunto central nas &uacute;ltimas elei&ccedil;&otilde;es legislativas. Estava no programa pol&iacute;tico de alguns partidos, mas n&atilde;o foi uma quest&atilde;o de campanha e n&atilde;o tendo sido uma quest&atilde;o de campanha&raquo;. &laquo;Parece-me absolutamente abstruso que uma decis&atilde;o que pode representar uma cis&atilde;o civilizacional seja decidida sem uma discuss&atilde;o alargada na sociedade portuguesa&raquo;, defende, falando a t&iacute;tulo pessoal.



Isabel Capeloa Gil defende que &eacute; preciso encontrar e criar locais &laquo;em que estas mat&eacute;rias possam ser verdadeiramente discutidas e ser discutidas al&eacute;m das quest&otilde;es de cren&ccedil;a e de afirma&ccedil;&atilde;o da vis&atilde;o cat&oacute;lica do mundo que &eacute; a que n&oacute;s temos&raquo;. Uma discuss&atilde;o que atenda e entenda a parte social e econ&oacute;mica da legaliza&ccedil;&atilde;o. &laquo;H&aacute; implica&ccedil;&otilde;es tremendas associadas &agrave; chamada morte doce que podem ter que ver nomeadamente com raz&otilde;es economicistas e s&atilde;o raz&otilde;es de profunda fragilidade social. O fim da vida &eacute; o momento em que cada um de n&oacute;s deve ser mais acompanhado. Como se pode fazer uma discuss&atilde;o sobre uma mat&eacute;ria que &eacute; meramente uma racionaliza&ccedil;&atilde;o da morte, uma industrializa&ccedil;&atilde;o da morte, sem se fazer uma discuss&atilde;o s&eacute;ria e sobre acompanhamento de doentes em fim de vida!? Um pa&iacute;s que n&atilde;o faz uma discuss&atilde;o e que n&atilde;o investe de forma clara e substancial numa rede estruturada &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es de cuidados paliativos e de acompanhamento de doentes em fim de vida! &Eacute; muito mais f&aacute;cil uma solu&ccedil;&atilde;o racional de aprova&ccedil;&atilde;o de uma lei deste tipo. Esse tipo de discuss&otilde;es s&atilde;o discuss&otilde;es que ultrapassam em muito a quest&atilde;o religiosa. T&ecirc;m que ver com a realidade quotidiana da experi&ecirc;ncia das pessoas n&atilde;o est&aacute; a ser feita.&raquo;
Neste v&iacute;deo, pode ver um resumo da opini&atilde;o de Isabel Capeloa Gil:
&nbsp;

A reitora da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa entende que a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia &eacute; um tema que n&atilde;o assume as divis&otilde;es partid&aacute;rias habituais. &laquo;N&atilde;o se trata de uma divis&atilde;o entre esquerda e direita. Esta &eacute; uma mat&eacute;ria da vida das pessoas que numa situa&ccedil;&atilde;o limite &eacute; necess&aacute;rio haver esclarecimento&raquo;, afirma. Da&iacute; que, pessoalmente acredite que &eacute; preciso ultrapassar a ideia de n&atilde;o se referendar a vida. Admitindo que esta quest&atilde;o do referendo divide a Igreja, &eacute; pragm&aacute;tica na sua vis&atilde;o. &laquo;Eu acredito que em determinadas quest&otilde;es n&oacute;s temos de ultrapassar o dogma. Para quem &eacute; cat&oacute;lico a vida naturalmente n&atilde;o &eacute; referendada. Mas n&oacute;s estamos a falar de uma realidade concreta e pr&aacute;tica. E do ponto de vista pragm&aacute;tico, o referendo &eacute; a &uacute;nica possibilidade de dar voz &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es e de haver um debate esclarecedor, coisa que n&atilde;o est&aacute; a acontecer e que provavelmente n&atilde;o ir&aacute; acontecer.&raquo;

Estas declara&ccedil;&otilde;es foram proferidas no &acirc;mbito de uma entrevista, cujo outro excerto foi publicado na revista FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de fevereiro de 2020.
&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos e v&iacute;deo: Ant&oacute;nio Miguel Fonseca
&nbsp; Leia tamb&eacute;m: J&aacute; come&ccedil;ou recolha de assinaturas para referendo]]></description>
<pubDate>Mon, 10 Feb 2020 11:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Eutanásia: Bispo auxiliar de Braga escreve aos deputados</title>
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<description><![CDATA[
D. Nuno Almeida, bispo auxiliar da arquidiocese de Braga, escreveu uma carta p&uacute;blica aos deputados da Assembleia da Rep&uacute;blica a prop&oacute;sito do debate sobre a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia e do suic&iacute;dio assistido em Portugal. O prelado exorta os deputados a pensar &laquo;conscientemente, livremente e responsavelmente nas pessoas, especialmente nas mais fr&aacute;geis. No momento de decidir o voto n&atilde;o poderia dar prioridade a estrat&eacute;gias pol&iacute;ticas, ideol&oacute;gicas ou a orienta&ccedil;&otilde;es partid&aacute;rias&raquo;.



D. Nuno reconhece que &laquo;n&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida de que h&aacute; doentes que se sentem mortos psicol&oacute;gica e socialmente (mergulharam numa vida sem sentido e experimentam a mais profunda solid&atilde;o) e parece-lhes que j&aacute; s&oacute; lhes falta morrer biologicamente. Querer&atilde;o realmente morrer ou querer&atilde;o sentir-se amados?&raquo;. Defendendo que &laquo;a eutan&aacute;sia n&atilde;o acaba com o sofrimento, acaba com uma vida!&raquo;, o bispo auxiliar de Braga diz que &laquo;n&atilde;o &eacute; l&oacute;gico contrapor o valor da vida humana ao valor da liberdade e da autonomia&raquo;. At&eacute; porque &laquo;a autonomia sup&otilde;e a vida e sua dignidade. A vida &eacute; um bem indispon&iacute;vel, o pressuposto de todos os outros bens terrenos e de todos os direitos. N&atilde;o pode invocar-se a autonomia contra a vida, pois s&oacute; &eacute; livre quem vive. N&atilde;o se alcan&ccedil;a a liberdade da pessoa com a supress&atilde;o da vida dessa pessoa. A eutan&aacute;sia e o suic&iacute;dio n&atilde;o representam um exerc&iacute;cio de liberdade, mas a supress&atilde;o da pr&oacute;pria raiz da liberdade&raquo;.



D. Nuno Almeida afirma tamb&eacute;m que &laquo;nunca pode haver a garantia absoluta de que o pedido de eutan&aacute;sia &eacute; verdadeiramente livre, inequ&iacute;voco e irrevers&iacute;vel&raquo;. O prelado deixa algumas quest&otilde;es aos deputados: &laquo;Porqu&ecirc; respeitar a vontade expressa num momento, e n&atilde;o noutro? Que certeza pode haver de que o pedido da morte &eacute; bem interpretado, talvez mais express&atilde;o de uma vontade de viver de outro modo, sem o sofrimento, a solid&atilde;o ou a falta de amor experimentados, do que de morrer? Ou de que esse pedido n&atilde;o &eacute; mais do que um grito de desespero de quem se sente abandonado e quer chamar a aten&ccedil;&atilde;o dos outros? Ou de que n&atilde;o &eacute; consequ&ecirc;ncia de estados depressivos pass&iacute;veis de tratamento? Estando em jogo a vida ou a morte, a m&iacute;nima d&uacute;vida a este respeito seria suficiente para optar pela vida (in dubio pro vita).&raquo;

O debate sobre a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia est&aacute; marcado para dia 20 de fevereiro, na Assembleia da Rep&uacute;blica. A Caminhada pela Vida j&aacute; convocou uma manifesta&ccedil;&atilde;o contra, pelas 12h30, em frente &agrave; Assembleia da Rep&uacute;blica.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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&nbsp;]]></description>
<pubDate>Thu, 06 Feb 2020 16:40:00 +0000</pubDate>
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<title>E+novar20: «É possível liderar dando testemunho cristão»</title>
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<description><![CDATA[&laquo;E+novar &ndash; Unir para construir&raquo; &eacute; uma confer&ecirc;ncia de lideran&ccedil;a que decorre esta sexta-feira e s&aacute;bado, 7 e 8 de fevereiro, no Centro de Congressos do Estoril. Isabel Gaspar, diretora executiva do Alpha Portugal, entidade que organiza a confer&ecirc;ncia, salienta que ser&atilde;o abordados &laquo;diversos aspetos de lideran&ccedil;a da Igreja, sociedade, lideran&ccedil;a com jovens, lideran&ccedil;a no mundo empresarial. O fundamento &eacute; dar testemunho da rela&ccedil;&atilde;o com Cristo no mundo em que se est&aacute; inserido. Queremos impactar e influenciar a Igreja e a sociedade mostrando que &eacute; poss&iacute;vel liderar dando testemunho crist&atilde;o&raquo;. Esta &eacute; a terceira confer&ecirc;ncia E+novar. A primeira decorreu em Coimbra, a segunda em Braga.




Em conversa com a FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, a diretora executiva do Alpha Portugal admite que &laquo;as pessoas t&ecirc;m dificuldade em assumir que s&atilde;o l&iacute;deres, mas o l&iacute;der v&ecirc;-se pela sua atua&ccedil;&atilde;o, atitude e pela forma como influencia &agrave; sua volta&raquo;. Isabel Gaspar salienta que &laquo;todos somos l&iacute;deres, porque todos influenciamos &agrave; nossa volta. At&eacute; na nossa fam&iacute;lia, com os nossos filhos, com os nossos amigos&raquo;. Ainda h&aacute; quem tenha receio de assumir cargos de lideran&ccedil;a na Igreja, mas Isabel v&ecirc; que as coisas come&ccedil;am a mudar. &laquo;J&aacute; se come&ccedil;a a ver que alguns agentes pastorais assumem essa miss&atilde;o e est&atilde;o a fazer um excelente trabalho no servi&ccedil;o &agrave; par&oacute;quia. Temos necessidade de l&iacute;deres a apoiar os padres que est&atilde;o cada vez mais sozinhos com mais par&oacute;quias. Tem de haver um despertar para essa necessidade.&raquo;

Do programa dos dois dias fazem parte palestras, entrevistas, confer&ecirc;ncias e workshops. Ambos os dias terminam com ser&atilde;o de louvor. Isabel Gaspar destaca a presen&ccedil;a do Pe. James Mallon, do Canad&aacute;. &laquo;Vem partilhar connosco a experi&ecirc;ncia de lideran&ccedil;a de passar de uma par&oacute;quia de manuten&ccedil;&atilde;o a uma par&oacute;quia mission&aacute;ria&raquo;, afirma. O Pe. James Mallon criou o minist&eacute;rio da renova&ccedil;&atilde;o divina, um &quot;modelo&quot; de renova&ccedil;&atilde;o das par&oacute;quias, que tem conseguido bons resultados em pa&iacute;ses do mundo inteiro. Al&eacute;m disso, &laquo;vamos ter jovens que estiveram no pr&eacute;-s&iacute;nodo dos jovens: um jovem portugu&ecirc;s, uma representante de Fran&ccedil;a e uma espanhola; vamos ter empres&aacute;rios crist&atilde;os; vamos ter o engenheiro Fernando Santos, que nos vai falar de lideran&ccedil;a e constru&ccedil;&atilde;o de equipas; o cardeal-patriarca de Lisboa que vai falar do tema da confer&ecirc;ncia &ldquo;Unir para construir&rdquo;. A unidade &eacute; a todos os n&iacute;veis, entre equipas de servi&ccedil;os, entre a Igreja e a sociedade, a Igreja e os marginalizados, e Igreja e v&aacute;rias confiss&otilde;es religiosas. E vamos por isso ter tamb&eacute;m o pastor Jo&atilde;o Martins da igreja A Casa da Cidade&raquo;.

Apesar de ser organizado pelo Alpha Portugal, a confer&ecirc;ncia E+novar20 &eacute; aberta a todos, tenham feito ou n&atilde;o cursos Alpha, sejam ou n&atilde;o l&iacute;deres. &laquo;Este encontro &eacute; aberto a todos. Para os que j&aacute; assumem cargos de lideran&ccedil;a vai ser uma grande ajuda para melhorarem e desenvolverem o seu trabalho e perceberem a sua miss&atilde;o. Para os que ainda n&atilde;o perceberam, esta confer&ecirc;ncia pode ajud&aacute;-los a perceber que t&ecirc;m de assumir a lideran&ccedil;a e que t&ecirc;m uma grande miss&atilde;o pela frente, descobrir o que h&aacute; de bom neles&raquo;, explica Isabel Gaspar.

As inscri&ccedil;&otilde;es j&aacute; est&atilde;o abertas e decorrem at&eacute; ao pr&oacute;prio dia. Um dia sem refei&ccedil;&atilde;o custa 45 euros e com refei&ccedil;&atilde;o 47 euros. As inscri&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m podem ser feitas pela internet aqui.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Mon, 03 Feb 2020 14:30:00 +0000</pubDate>
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<title>«Precisamos de respirar a verdade das histórias boas»</title>
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<description><![CDATA[J&aacute; foi divulgada a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais. Com o tema &laquo;&ldquo;Para que possas contar e fixar na mem&oacute;ria&rdquo; (Ex 10,2). A vida faz-se hist&oacute;ria&raquo;, o Santo Padre escolheu o tema &laquo;da narra&ccedil;&atilde;o&raquo; porque &laquo;precisamos de respirar a verdade das hist&oacute;rias boas: hist&oacute;rias que edifiquem, e n&atilde;o as que destruam; hist&oacute;rias que ajudem a reencontrar as ra&iacute;zes e a for&ccedil;a para prosseguirmos juntos&raquo;. O Papa afirma que &laquo;na confus&atilde;o das vozes e mensagens que nos rodeiam, temos necessidade de uma narra&ccedil;&atilde;o humana, que nos fale de n&oacute;s mesmos e da beleza que nos habita; uma narra&ccedil;&atilde;o que saiba olhar o mundo e os acontecimentos com ternura, conte a nossa participa&ccedil;&atilde;o num tecido vivo, revele o entran&ccedil;ado dos fios pelos quais estamos ligados uns aos outros&raquo;.


Na mensagem, Francisco lembra que &laquo;o homem &eacute; um ente narrador&raquo; o &uacute;nico ser &laquo;que tem necessidade de narrar-se a si mesmo&raquo;. As narra&ccedil;&otilde;es, as hist&oacute;rias t&ecirc;m her&oacute;is, sonhos, dificuldades, for&ccedil;a, coragem, amor: &laquo;Mergulhando dentro das hist&oacute;rias, podemos voltar a encontrar raz&otilde;es heroicas para enfrentar os desafios da vida.&raquo; O Papa alerta que &laquo;nem todas as hist&oacute;rias s&atilde;o boas&raquo;, porque h&aacute; as que &laquo;nos narcotizam, convencendo-nos de que, para ser felizes, precisamos continuamente de ter, possuir, consumir&raquo;. Outras vezes &laquo;produzem-se hist&oacute;rias devastadoras e provocat&oacute;rias, que corroem e rompem os fios fr&aacute;geis da conviv&ecirc;ncia&raquo;. E ainda h&aacute; &laquo;informa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o verificadas&raquo; que &laquo;repetem discursos banais e falsamente persuasivos, percutem com proclama&ccedil;&otilde;es de &oacute;dio, est&aacute;-se, n&atilde;o a tecer a hist&oacute;ria humana, mas a despojar o homem da sua dignidade&raquo;. Neste contexto, o Papa encoraja: &laquo;Necessitamos de coragem para rejeitar as falsas e depravadas. Ocorre paci&ecirc;ncia e discernimento para descobrirmos hist&oacute;rias que nos ajudem a n&atilde;o perder o fio, no meio das in&uacute;meras lacera&ccedil;&otilde;es de hoje; hist&oacute;rias que tragam &agrave; luz a verdade daquilo que somos, mesmo na heroicidade oculta do dia a dia.&raquo;

Olhando para a Sagrada Escritura, o Santo Padre diz que &eacute; &laquo;uma Hist&oacute;ria de hist&oacute;rias&raquo;, &laquo;a grande hist&oacute;ria de amor entre Deus e a Humanidade&raquo;. Explicando o t&iacute;tulo da mensagem, o Papa lembra o Livro do &Ecirc;xodo, que comprova que as hist&oacute;rias de Deus foram passando de gera&ccedil;&atilde;o em gera&ccedil;&atilde;o e fazendo-se mem&oacute;ria. Mas n&atilde;o algo do passado, porque &laquo;&eacute; a nossa hist&oacute;ria, sempre atual&raquo;. &laquo;Depois que Deus Se fez hist&oacute;ria, toda a hist&oacute;ria humana &eacute;, de certo modo, hist&oacute;ria divina. Na hist&oacute;ria de cada homem, o Pai rev&ecirc; a hist&oacute;ria do seu Filho descido &agrave; terra. Cada hist&oacute;ria humana tem uma dignidade incancel&aacute;vel. Por isso, a Humanidade merece narra&ccedil;&otilde;es que estejam &agrave; sua altura, &agrave;quela altura vertiginosa e fascinante a que Jesus a elevou&raquo;, escreve Francisco.
O Papa lembra que &laquo;o Esp&iacute;rito Santo, o amor de Deus, escreve em n&oacute;s. E, escrevendo dentro de n&oacute;s, fixa em n&oacute;s o bem, recorda-no-lo. De facto, re-cordar significa levar ao cora&ccedil;&atilde;o, &ldquo;escrever&rdquo; no cora&ccedil;&atilde;o. Por obra do Esp&iacute;rito Santo, cada hist&oacute;ria, mesmo a mais esquecida, mesmo aquela que parece escrita em linhas mais tortas, pode tornar-se inspirada, pode renascer como obra-prima, tornando-se um ap&ecirc;ndice de Evangelho&raquo;. O Santo Padre salienta a import&acirc;ncia deste escrever, deste contar estas e esta hist&oacute;ria: &laquo;Quando fazemos mem&oacute;ria do amor que nos criou e salvou, quando metemos amor nas nossas hist&oacute;rias di&aacute;rias, quando tecemos de miseric&oacute;rdia as tramas dos nossos dias, nesse momento estamos a mudar de p&aacute;gina. J&aacute; n&atilde;o ficamos atados a lamentos e tristezas, ligados a uma mem&oacute;ria doente que nos aprisiona o cora&ccedil;&atilde;o, mas, abrindo-nos aos outros, abrimo-nos &agrave; pr&oacute;pria vis&atilde;o do Narrador. Nunca &eacute; in&uacute;til narrar a Deus a nossa hist&oacute;ria: ainda que permane&ccedil;a inalterada a cr&oacute;nica dos factos, mudam o sentido e a perspetiva. Narrarmo-nos ao Senhor &eacute; entrar no seu olhar de amor compassivo por n&oacute;s e pelos outros. A Ele podemos narrar as hist&oacute;rias que vivemos, levar as pessoas, confiar situa&ccedil;&otilde;es. Com Ele, podemos recompor o tecido da vida, cozendo as ruturas e os rasg&otilde;es. Quanto n&oacute;s, todos, precisamos disso!&raquo;
&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Foto: Vatican News
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<pubDate>Fri, 24 Jan 2020 10:45:00 +0000</pubDate>
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<title>Fim da Rádio Sim: arcebispos de Braga e Évora manifestam «apreensão e surpresa»</title>
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<description><![CDATA[D. Jorge Ortiga diz ter acolhido &laquo;com apreens&atilde;o e surpresa a decis&atilde;o, por parte da ger&ecirc;ncia da R&aacute;dio Renascen&ccedil;a, de &ldquo;descontinuar&rdquo; a R&aacute;dio Sim&raquo;. No mesmo sentido de n&atilde;o ter sido informado, D. Francisco Senra Coelho, escreve num comunicado, ter recebido &laquo;uma comunica&ccedil;&atilde;o pessoal da parte do Ex.mo Conselho de Ger&ecirc;ncia do Grupo Renascen&ccedil;a, avisando que nessa mesma manh&atilde;, seria comunicado aos colaboradores da &ldquo;R&aacute;dio Sim&rdquo; a sua descontinuidade, ou seja o fim desse projeto radiof&oacute;nico&raquo;. Depois de ter recebido muitos pedidos de esclarecimento, resolveu emitir o comunicado, afirmando que &laquo;a nossa arquidiocese n&atilde;o foi convidada a participar em qualquer encontro que tenha a ver com esta decis&atilde;o. Por&eacute;m, mant&eacute;m-se permanentemente dispon&iacute;vel para dialogar sobre os diversos temas de comum interesse e sobre a possibilidade de alguma poss&iacute;vel presen&ccedil;a radiof&oacute;nica regional para o futuro&raquo;.



D. Jorge Ortiga e D. Francisco Senra Coelho manifestam solidariedade com os trabalhadores e lembram o &laquo;vazio&raquo; provocado com o encerramento da R&aacute;dio. &laquo;A R&aacute;dio Sim era uma presen&ccedil;a da Igreja na comunica&ccedil;&atilde;o social com grande acolhimento por parte dos crist&atilde;os. Num tempo em que cresce o n&uacute;mero de idosos em Portugal, a Igreja deveria ser-lhes pr&oacute;xima, produzindo conte&uacute;dos que lhes proporcionassem companhia e os ajudassem, muito concretamente, a viver, aprofundar e a celebrar a f&eacute;. Bem como a serem informados sobre a atualidade da Igreja&raquo;, lamenta D. Jorge Ortiga. D. Francisco Senra Coelho afirma que &laquo;sendo a Nossa arquidiocese um territ&oacute;rio interior marcado pelo envelhecimento e pela consequente desertifica&ccedil;&atilde;o populacional, claro que o desaparecimento da R&aacute;dio Sim, provoca um vazio e empobrecimento da presen&ccedil;a da amizade e solidariedade crist&atilde; feita companhia junto destas nossas camadas populacionais&raquo;. Tanto o arcebispo de &Eacute;vora como o de Braga afirmam sentir-se interpelados a procurar formas de continuar este trabalho. &laquo;Claro que nos fica a interpela&ccedil;&atilde;o de como continuar este trabalho, a todos pedimos ora&ccedil;&atilde;o para que o Senhor interceda por n&oacute;s e nos inspire, na certeza de que n&atilde;o ficaremos parados&raquo;, diz D. Francisco Senra Coelho. J&aacute; D. Jorge Ortiga afirma: &laquo;Acreditamos na for&ccedil;a e na import&acirc;ncia dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social. A arquidiocese repensar&aacute; a sua presen&ccedil;a na r&aacute;dio &mdash; sem perder muito tempo &mdash; e garantir&aacute; aos crist&atilde;os mais simples e humildes a escuta da voz da Igreja&raquo;. O arcebispo de Braga salienta que esta not&iacute;cia de fecho da R&aacute;dio Sim foi debatido com o Cabido Metropolita que quis tamb&eacute;m &laquo;marcar a sua incompreens&atilde;o e tristeza pelo sucedido&raquo;.



D. Jorge Ortiga relembra que, para apoiar a experi&ecirc;ncia desta r&aacute;dio, a arquidiocese &laquo;foi renunciando a diversas iniciativas de &iacute;ndole local&raquo; e &laquo;disponibilizou gratuitamente, para o efeito, espa&ccedil;os e motivou as pessoas para uma generosidade em prol de um projeto de abrang&ecirc;ncia nacional&raquo;. O mesmo aconteceu em &Eacute;vora. &laquo;A arquidiocese, como &eacute; sua miss&atilde;o, sempre p&ocirc;s ao inteiro dispor da Emissora Cat&oacute;lica, os seus est&uacute;dios de &Eacute;vora e Elvas. Neste contexto agradece tamb&eacute;m &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o Eug&eacute;nio de Almeida, por ter cedido os seus terrenos para a instala&ccedil;&atilde;o das antenas e dos emissores&raquo;. D. Francisco Senra Coelho agradece a todos os trabalhadores, colaboradores e r&aacute;dios locais que passavam o programa Ser Igreja, da arquidiocese.

Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Ag&ecirc;ncia Ecclesia, o presidente do Conselho de Ger&ecirc;ncia do Grupo Renascen&ccedil;a Multim&eacute;dia, disse compreender &laquo;os sentimentos de desacordo&raquo;. D. Am&eacute;rico Aguiar explica que &laquo;em causa est&aacute; um processo que tem de ter presente as respostas dos colaboradores &agrave;s propostas que lhes foram feitas, que ainda estamos a analisar, e os audit&oacute;rios das v&aacute;rias r&aacute;dios do Grupo Renascen&ccedil;a. O presidente do Conselho de Ger&ecirc;ncia afirma que esta decis&atilde;o de descontinuar a R&aacute;dio Sim est&aacute; inclu&iacute;da &laquo;num processo de reposicionamento das v&aacute;rias r&aacute;dios do grupo, em an&aacute;lise nos &uacute;ltimos meses, que envolve um vasto leque de quest&otilde;es, todas elas a ser consideradas&raquo;.


&nbsp;
A decis&atilde;o de &laquo;descontinuar&raquo; a R&aacute;dio Sim foi comunicada publicamente no dia 3 de janeiro. Num comunicado, a R&aacute;dio anunciava: &laquo;A R&aacute;dio Sim, que iniciou as suas emiss&otilde;es em 2008, ir&aacute; ser descontinuada em breve, por motivos de sustentabilidade econ&oacute;mica, estando a ser pensadas solu&ccedil;&otilde;es para continuar a acompanhar o respetivo p&uacute;blico-alvo&raquo;. O Grupo Renascen&ccedil;a Multim&eacute;dia dizia pretender &laquo;continuar a servir&raquo; os mais idosos. &laquo;Apesar de todos os esfor&ccedil;os desenvolvidos, a sustentabilidade econ&oacute;mica do projeto nunca foi atingida, durante estes 11 anos atividade. De resto, a R&aacute;dio Sim foi a primeira experi&ecirc;ncia de um projeto de r&aacute;dio completamente estruturado a pensar no p&uacute;blico s&eacute;nior, mas, infelizmente, sem alcan&ccedil;ar a indispens&aacute;vel viabilidade econ&oacute;mica&raquo;, pode ler-se no comunicado.

A R&aacute;dio Sim faz parte do Grupo Renascen&ccedil;a Multim&eacute;dia, cujos acionistas s&atilde;o o Patriarcado de Lisboa (60%) e a Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), que re&uacute;ne todos os bispos do pa&iacute;s, (40%). O porta-voz da CEP ainda n&atilde;o se pronunciou sobre a decis&atilde;o acerca do fim da r&aacute;dio. H&aacute; reuni&atilde;o do Conselho Permanente no pr&oacute;ximo dia 14.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o com Ag&ecirc;ncia Ecclesia
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Wed, 08 Jan 2020 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>JMJ 2022: Jovens portugueses peregrinam a Roma ao encontro do Papa</title>
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<description><![CDATA[O Comit&eacute; Organizador do Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em Portugal vai promover uma peregrina&ccedil;&atilde;o de jovens a Roma para acolher os s&iacute;mbolos da JMJ no dia 5 de abril de 2020, Domingo de Ramos.


De acordo com a informa&ccedil;&atilde;o enviada &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, o acolhimento dos s&iacute;mbolos da Jornada Mundial da Juventude, a Cruz e o &Iacute;cone de Nossa Senhora &lsquo;Salus Populi Romani&rsquo;, &eacute; organizada pelo COL e pelos COD&rsquo;s (Comit&eacute; Organizador Diocesano) e convida os jovens portugueses, das v&aacute;rias dioceses, a peregrinar a Roma entre os dias 3 e 6 de abril do pr&oacute;ximo ano.

O programa prev&ecirc; um encontro na Igreja de Santo Ant&oacute;nio dos Portugueses e uma peregrina&ccedil;&atilde;o por outras tr&ecirc;s igrejas de Roma, no s&aacute;bado, o encontro com o Papa Francisco para a rece&ccedil;&atilde;o dos s&iacute;mbolos da JMJ, no domingo, e o regresso a Portugal na segunda-feira, dia 6 de abril.

A Cruz e &Iacute;cone de Nossa Senhora &lsquo;Salus Populi Romani&rsquo; v&atilde;o permanecer em Lisboa durante a Semana Santa do pr&oacute;ximo ano, iniciando depois uma peregrina&ccedil;&atilde;o por dioceses de fora de Portugal, onde regressam em novembro permanecer em todas as dioceses portuguesas at&eacute; junho de 2022.

&laquo;As Jornadas Mundiais da Juventude s&atilde;o a manifesta&ccedil;&atilde;o concreta deste peregrinar. E agora chegou a nossa vez, jovens portugueses, de acolher este grande encontro. Em breve teremos em Portugal os 2 s&iacute;mbolos da JMJ, a Cruz e o &Iacute;cone de Nossa Senhora Salus Populi Romani. Que grande alegria&raquo;, refere a comunica&ccedil;&atilde;o de divulga&ccedil;&atilde;o da peregrina&ccedil;&atilde;o a Roma.

&laquo;Que a Cruz seja sinal de Esperan&ccedil;a no Amor redentor de Cristo Crucificado, que venceu a morte, ressuscitou e vive entre n&oacute;s. E Maria, a maior &lsquo;influencer&rsquo; de Deus, modelo de humildade, dedica&ccedil;&atilde;o e servi&ccedil;o, possa guiar-nos e acompanhar-nos nesta prepara&ccedil;&atilde;o para a JMJ Lisboa 2022, na certeza de que nunca vamos sozinhos&raquo;, acrescenta o texto.

As informa&ccedil;&otilde;es sobre a peregrina&ccedil;&atilde;o a Roma para acolher os s&iacute;mbolos da JMJ, o programa, as condi&ccedil;&otilde;es da viagem e do alojamento v&atilde;o estar dispon&iacute;veis em www.jmjlisboa2022.org.

A Cruz e o &Iacute;cone de Nossa Senhora foram entregues pelo Papa Jo&atilde;o Paulo II aos jovens em abril de 1984 e marcaram o in&iacute;cio de uma peregrina&ccedil;&atilde;o da juventude de todo o mundo como sinal do &ldquo;amor do Senhor &agrave; humanidade e an&uacute;ncio que somente em Cristo morto e ressuscitado existe salva&ccedil;&atilde;o e reden&ccedil;&atilde;o&rdquo;.

A pr&oacute;xima Jornada Mundial da Juventude vai decorrer em Portugal, no ver&atilde;o de 2022, e tem por tema &laquo;Maria levantou-se e partiu apressadamente&raquo;.
&nbsp;
Texto: Ag&ecirc;ncia Ecclesia
]]></description>
<pubDate>Fri, 20 Dec 2019 16:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa acaba com segredo pontifício em casos de abuso sexual</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco decidiu abolir o segredo pontif&iacute;cio nos casos de viol&ecirc;ncia sexual e de abuso de menores cometidos por cl&eacute;rigos, num decreto publicado hoje pelo Vaticano. A decis&atilde;o &eacute; acompanhada por outro decreto, que altera a norma relativa ao crime de pornografia infantil &ndash; inserido na categoria de &lsquo;delicta graviora&rsquo;, os crimes mais graves, no direito can&oacute;nico-, &agrave; posse e difus&atilde;o de imagens pornogr&aacute;ficas, fazendo agora refer&ecirc;ncia a menores de 18 anos de idade, em vez dos 14 anos, como acontecia at&eacute; agora.


Um &ldquo;rescrito&rdquo; assinado pelo cardeal Pietro Parolin, Secret&aacute;rio de Estado do Vaticano, comunica que no &uacute;ltimo dia 4 de dezembro o Papa decidiu abolir o segredo pontif&iacute;cio sobre den&uacute;ncias, processos e decis&otilde;es relativas aos crimes mencionados no primeiro artigo do recente motu proprio &ldquo;Vos estis lux mundi&ldquo;, ou seja: casos de viol&ecirc;ncia e de atos sexuais cometidos sob amea&ccedil;a ou abuso de autoridade; casos de abuso de menores e de pessoas vulner&aacute;veis; casos de pornografia infantil; casos de n&atilde;o den&uacute;ncia e cobertura dos abusadores, por parte de bispos e superiores gerais de institutos religiosos.

A nova instru&ccedil;&atilde;o, adianta o Vaticano, especifica que &laquo;as informa&ccedil;&otilde;es devem ser tratadas de modo a garantir a seguran&ccedil;a, a integridade e a confidencialidade&raquo;, conforme estabelecido no C&oacute;digo de Direito Can&oacute;nico para tutelar &laquo;o bom nome, a imagem e a privacidade&raquo; das pessoas envolvidas.

Este &laquo;sigilo profissional&raquo;, l&ecirc;-se na instru&ccedil;&atilde;o, &laquo;n&atilde;o impede o cumprimento das obriga&ccedil;&otilde;es estabelecidas em todos os lugares pelas leis estatais&raquo;, incluindo quaisquer obriga&ccedil;&otilde;es de den&uacute;ncia, &laquo;bem como a execu&ccedil;&atilde;o dos pedidos executivos das autoridades judiciais civis&raquo;.

As novas normas determinam que &laquo;n&atilde;o pode ser imposto algum v&iacute;nculo de sil&ecirc;ncio&raquo; &agrave;s v&iacute;timas e &agrave;s testemunhas.

O segundo rescrito, assinado pelo cardeal Parolin e pelo prefeito da Congrega&ccedil;&atilde;o para a Doutrina da F&eacute; (Santa S&eacute;), cardeal Luis Ladaria Ferrer, apresenta modifica&ccedil;&otilde;es a tr&ecirc;s artigos do motu proprio &ldquo;Sacramentorum sanctitatis tutela&rdquo; (de 2001, modificado em 2010 no pontificado de Bento XVI).

Al&eacute;m da mudan&ccedil;a da idade para a defini&ccedil;&atilde;o de pornografia infantil, o Papa Francisco estabelece que, nos casos relativos a estes crimes mais graves, o papel de &ldquo;advogado e procurador&rdquo; tamb&eacute;m possa ser desempenhado por fi&eacute;is leigos, com doutoramento em Direito Can&oacute;nico, e n&atilde;o apenas por sacerdotes.

Texto: Ag&ecirc;ncia Ecclesia

&nbsp;






&nbsp;]]></description>
<pubDate>Tue, 17 Dec 2019 18:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Vaticano cria Organismo Internacional de consulta dos jovens</title>
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<description><![CDATA[Na solenidade de Cristo Rei, o Dicast&eacute;rio para os Leigos, a Fam&iacute;lia e a Vida anunciou com &laquo;alegria&raquo; a institui&ccedil;&atilde;o do Organismo internacional de consulta dos jovens, composto por 20 jovens de diferentes regi&otilde;es do mundo e alguns movimentos, associa&ccedil;&otilde;es e comunidades internacionais.


&Eacute; o concretizar de um dos pedidos do Documento Final do S&iacute;nodo de 2018, que solicitava, no seu ponto 123, a cria&ccedil;&atilde;o de um &Oacute;rg&atilde;o para fortalecer a atividade do Setor de Juventude do Dicast&eacute;rio.

Destaque no grupo para Tom&aacute;s Virtuoso, um dos participantes portugueses no pr&eacute;-s&iacute;nodo e que agora integra este grupo. Lucas Navarro, do Brasil, &eacute; o outro participante de l&iacute;ngua portuguesa. Para al&eacute;m destes, comp&otilde;em o grupo B&eacute;atrice Camara (Guin&eacute;), Moses Ojok (Uganda), Dominique Yon (&Aacute;frica do Sul), Brenda Noriega (Estados Unidos), Joseph Edward San Jose (Canad&aacute;), Sofia Beatriz Cruz Estrada (El Salvador), Natalia Garc&iacute;a Jim&eacute;nez (Porto Rico) Ariel Alejandro Rojas Hern&aacute;ndez (Chile), Agatha Lydia Natania (Indon&eacute;sia), Jesvita Princy Quadras (&Iacute;ndia), Makoto Yamada (Jap&atilde;o), Tilen Čebulj (Eslov&ecirc;nia), Chiara Van Voorst (Holanda), &Eacute;mile Abou Chaar (L&iacute;bano), Ashleigh Green (Austr&aacute;lia), Carina Baumgartner (Movimento Juvenil Salesiano, &Aacute;ustria), Lucas Ricardo Mar&ccedil;al Ramos (Fazenda Da Esperan&ccedil;a, Brasil), Tommaso Sereni (F&oacute;rum Internacional de A&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica, It&aacute;lia).

Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Renascen&ccedil;a, Tom&aacute;s Virtuoso mostra-se ciente do risco de este ser apenas mais um organismo, mas acredita que h&aacute; vontade sincera do Vaticano de escutar os jovens. &laquo;Este organismo n&atilde;o vem do nada, vem no seguimento de um processo longo e muito maturado de envolvimento dos jovens, de os trazer para o centro da discuss&atilde;o e de os por a pensar a Igreja n&atilde;o como entidades passivas que usam a Igreja como um supermercado onde consomem sacramentos, mas de fazerem parte da Igreja e de estarem no centro da sua vida. Eu s&oacute; tenho de acreditar que este organismo vai ser o que tamb&eacute;m foi este processo sinodal, que foi um processo honesto e verdadeiro de ouvir o que os jovens t&ecirc;m para dizer, e os obrigar a contrapor a sua vis&atilde;o com a de outras pessoas do mundo, pessoas de outras idades e sensibilidades.&raquo;

Este grupo de jovens tem o seu primeiro encontro marcado para abril de 2020, em Roma. Todos estiveram de alguma forma envolvidos no processo sinodal. Segundo o site do Dicast&eacute;rio, &laquo;o grupo desempenhar&aacute; um importante papel consultivo e proativo, colaborando com o Dicast&eacute;rio para aprofundar quest&otilde;es relacionadas &agrave; pastoral juvenil e outras quest&otilde;es de interesse mais geral&raquo;, acrescentando que os jovens escolhidos nao representam os movimentos que integram, foram escolhidos individualmente.

S&atilde;o jovens envolvidos em diferentes fases do processo sinodal, como o F&oacute;rum Internacional da Juventude que o Dicast&eacute;rio organizou em junho passado para promover a implementa&ccedil;&atilde;o da exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica&nbsp;Christus vivit.

Texto: Ricardo Perna (com Vatican News e Renascen&ccedil;a)
]]></description>
<pubDate>Wed, 27 Nov 2019 11:57:00 +0000</pubDate>
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<title>Núncio apostólico quer «fazer ainda melhor» nas relações Portugal - Santa Sé</title>
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<description><![CDATA[O novo n&uacute;ncio apost&oacute;lico da Santa S&eacute; em Portugal, D. Ivo Scapolo, esteve em Bel&eacute;m para apresentar ao presidente as suas cartas e iniciar formalmente fun&ccedil;&otilde;es no nosso pa&iacute;s. Um dia de chuva, que D. Ivo Scapolo tomou como uma &laquo;b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o&raquo;. &laquo;A chuva &eacute; uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o da qual Portugal necessita em abund&acirc;ncia, e a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o da chuva foi bom no in&iacute;cio oficial desta miss&atilde;o em Portugal&raquo;, referiu aos jornalistas no V Encontro Nacional de Leigos, que decorreu s&aacute;bado em Santar&eacute;m.

&nbsp;
Sobre o seu papel de n&uacute;ncio em Portugal, recordou o encontro com Marcelo Rebelo de Sousa como um momento &laquo;solene e importante&raquo;, e adiantou que, apesar do &laquo;grande trabalho de colabora&ccedil;&atilde;o entre a Igreja e o Estado em v&aacute;rios setores&raquo;, quer fazer mais. &laquo;Sabemos que h&aacute; muito que fazer e muito melhor&raquo;, refor&ccedil;ou.
&nbsp;
Leigos importantes na difus&atilde;o do &laquo;reino de Deus&raquo;
Um dia depois de ter entregado as suas cartas ao presidente da Rep&uacute;blica, o novo n&uacute;ncio apost&oacute;lico da Santa S&eacute; em Portugal, D. Ivo Scapolo, esteve em Santar&eacute;m a participar no V Encontro Nacional de Leigos, onde presidiu &agrave; eucaristia de encerramento do evento que congregou 600 participantes de todo o pa&iacute;s.
&nbsp;
Aos jornalistas, naquele que foi o seu primeiro evento oficial enquanto n&uacute;ncio, D. Ivo Scapolo mostrou-se &laquo;muito satisfeito&raquo; pelo convite feito pela organiza&ccedil;&atilde;o. &laquo;&Eacute; importante apoiar este tipo de iniciativas porque permitem aos leigos cumprir um papel muito importante na Igreja e na sociedade&raquo;, referiu, em declara&ccedil;&otilde;es aos jornalistas.
&nbsp;
O novo n&uacute;ncio em Portugal reconhece o qu&atilde;o &laquo;importante&raquo; &eacute; a presen&ccedil;a dos leigos na Igreja, e recorda que o Papa Francisco tem dito isso mesmo. &laquo;O Papa Francisco, nos &uacute;ltimos tempos, colocou em evid&ecirc;ncia como &eacute; importante que os leigos cumpram a sua miss&atilde;o na Igreja, porque podem chegar a setores da sociedade onde muitas vezes os sacerdotes e religiosos n&atilde;o conseguem alcan&ccedil;ar&raquo;, considerou, acrescentando que os leigos &laquo;t&ecirc;m uma presen&ccedil;a fundamental na vida do pa&iacute;s e s&atilde;o um instrumento privilegiado nas m&atilde;os do Senhor para difundir o seu Reino&raquo;.

&nbsp;
Para isso, D. Ivo Scapolo recordou a &laquo;feliz coincid&ecirc;ncia&raquo; do evento decorrer no fim-de-semana de Cristo Rei. &laquo;Amanh&atilde; &eacute; Cristo Rei e &eacute; uma feliz coincid&ecirc;ncia que hoje se celebre este encontro, porque permite a todos os leigos de Portugal entender como &eacute; que cada um, no seu lugar, pode colaborar pela difus&atilde;o do Reino de Deus&raquo;, concluiu.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Tue, 26 Nov 2019 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Eutanásia: «não me parece difícil obter assinaturas» para um referendo</title>
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<description><![CDATA[O presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), D. Manuel Clemente, pronunciou-se contra as propostas de lei sobre a eutan&aacute;sia que est&atilde;o a ser preparadas pelo Bloco de Esquerda. O assunto j&aacute; tinha sido aflorado no discurso de abertura da Assembleia Plen&aacute;ria dos bispos, que teve in&iacute;cio segunda-feira, mas foi hoje aprofundado na confer&ecirc;ncia de imprensa final da assembleia, com o presidente da CEP a afirmar que a Igreja n&atilde;o ir&aacute; pedir o referendo&raquo;, mas sugerindo que &laquo;o referendo pode partir de um grupo consider&aacute;vel de cidad&atilde;os, com dezenas de milhares de assinaturas, o que, devo dizer-vos, n&atilde;o me parece nada dif&iacute;cil de obter rapidamente&raquo;.

&nbsp;
O Cardeal Patriarca de Lisboa considera que o assunto deve ser &laquo;debatido, abordado para que todos tomem consci&ecirc;ncia&raquo; e revelou que este &eacute; um assunto que &laquo;extravasa o &acirc;mbito religioso&raquo;, pelo que o &ldquo;n&atilde;o&rdquo; da Igreja deve ser acompanhado, afirma, do &ldquo;n&atilde;o&rdquo; de muitas outras inst&acirc;ncias que j&aacute; se pronunciaram. &laquo;A Igreja participar&aacute; ativamente na defesa do N&atilde;o, como j&aacute; aconteceu nas outras vezes. Mas quero frisar isto: estamos a falar de Igreja e de outras realidades na sociedade portuguesa que v&atilde;o no mesmo sentido. A &uacute;ltima assembleia mundial dos m&eacute;dicos na Ge&oacute;rgia disse isto mesmo. N&atilde;o podemos exigir aos m&eacute;dicos que v&atilde;o nesse sentido da eutan&aacute;sia, portanto isto &eacute; um assunto transversal&raquo;, defendeu.
&nbsp;
D. Manuel Clemente considerou que &laquo;a sociedade demite-se de acompanhar os seus membros&raquo;. &laquo;Isto leva as pessoas a desistir quando sentem que d&atilde;o mais trabalho. De descarte em descarte, qualquer dia, o que &eacute; que fica?&raquo;, questionou.
&Eacute; por isto que a Igreja em Portugal sugere que se caminhe &laquo;no bom sentido&raquo; para &laquo;acompanhar as pessoas na altura em que mais precisamos de ser acompanhados, e n&atilde;o sermos descartados&raquo;. &laquo;H&aacute; tanto para fazer nos cuidados paliativos, que essa deve ser a prioridade. E acompanhar as fam&iacute;lias e os cuidadores tamb&eacute;m. Outros pa&iacute;ses t&ecirc;m caminhado em sentido contr&aacute;rio e os n&uacute;meros s&atilde;o assustadores, come&ccedil;am por ser exce&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o se sabe onde vai parar&raquo;, sustentou.
&nbsp;
O Bloco de Esquerda j&aacute; apresentou uma proposta de lei que visa despenalizar a eutan&aacute;sia e o assunto dever&aacute; ser votado nos pr&oacute;ximos tempos na Assembleia da Rep&uacute;blica.

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Texto e fotos: Ricardo Perna
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Thu, 14 Nov 2019 16:48:00 +0000</pubDate>
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<title>JMJ Lisboa vai custar mais de «50 milhões de euros»</title>
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<description><![CDATA[O presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), D. Manuel Clemente, anunciou hoje em confer&ecirc;ncia de imprensa que a Jornada Mundial de Juventude que ter&aacute; lugar em Lisboa em 2022 ter&aacute; um or&ccedil;amento estimado de mais de 50 milh&otilde;es de euros. &laquo;Ser&aacute; para cima de 50 milh&otilde;es de euros&raquo;, revelou aos jornalistas, explicando que a estimativa est&aacute; baseada nos custos das jornadas anteriores noutros pa&iacute;ses. &laquo;S&atilde;o n&uacute;meros que chegam de outros pa&iacute;ses organizadores, e esperamos que uma parte seja reembolsada pelas inscri&ccedil;&otilde;es, para que alguns ajudem os que n&atilde;o podem vir a estar c&aacute;&raquo;.

&nbsp;
Em termos de inscri&ccedil;&otilde;es, o custo no Panam&aacute; estava definido entre os 95 e os 250 d&oacute;lares, pelo que, a uma m&eacute;dia de 150 euros por participante, seriam necess&aacute;rios cerca de 300 mil participantes inscritos para colmatar este valor. Apesar de serem esperados cerca de 2 milh&otilde;es de jovens nas celebra&ccedil;&otilde;es principais, o n&uacute;mero de inscritos para toda a Jornada &eacute; sempre inferior a esses valores.
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O presidente da CEP n&atilde;o confirmou se haver&aacute; apoios financeiros diretos do Estado &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o, mas disse que o apoio est&aacute; garantido pelo menos nos custos indiretos, como transportes, log&iacute;stica e outras mat&eacute;rias. &laquo;Sem autoriza&ccedil;&atilde;o empenhada do estado portugu&ecirc;s, isto nunca seria poss&iacute;vel. Para apresentar a candidatura tive de perguntar &agrave;s autoridades do estado e &agrave;s autarquias se estavam interessadas, porque isto &eacute; mais que um evento religioso&raquo;, afirmou.
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Neste sentido, revelou o desejo de que a zona que ser&aacute; o ponto central para as principais celebra&ccedil;&otilde;es, na Mar da Palha, possa sofrer uma requalifica&ccedil;&atilde;o &laquo;parecida com o que sucedeu h&aacute; 20 anos com a Expo, que reabilitou toda uma zona&raquo;.
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D. Manuel Clemente mostrou-se tamb&eacute;m muito satisfeito com as &laquo;centenas&raquo; de pessoas que se inscreveram para participar no concurso do logotipo, &laquo;30 a 40% vindos da Am&eacute;rica Latina&raquo;, sem revelar quantos se tinham inscrito para o concurso do hino.
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Para o pr&oacute;ximo Domingo de Ramos est&aacute; marcado para o Vaticano a entrega, da parte do Papa Francisco, da Cruz das Jornadas e do &Iacute;cone das Jornadas, a uma representa&ccedil;&atilde;o portuguesa que contar&aacute; com &laquo;200 a 300 pessoas de todo o pa&iacute;s&raquo;, revelou D. Manuel Clemente. Ap&oacute;s a entrega, ter&aacute; in&iacute;cio uma peregrina&ccedil;&atilde;o da Cruz e do &Iacute;cone por todas as dioceses portuguesas &laquo;e eventualmente por dioceses espanholas e algumas africanas, que demonstraram muito interesse em participar&raquo;, revelou o presidente da CEP.
&nbsp;
Nova edi&ccedil;&atilde;o portuguesa do Missal Romano
A Assembleia Plen&aacute;ria da CEP aprovou tamb&eacute;m a nova edi&ccedil;&atilde;o do Missa Romando, que seguir&aacute; o novo acordo ortogr&aacute;fico. &laquo;Os Bispos manifestaram profundo agradecimento &agrave; Comiss&atilde;o Episcopal da Liturgia e Espiritualidade, ao Secretariado Nacional de Liturgia e a todos os colaboradores que levaram a bom termo este longo e minucioso trabalho, t&atilde;o relevante para a celebra&ccedil;&atilde;o da liturgia em Portugal e nos Pa&iacute;ses lus&oacute;fonos&raquo;, pode ler-se no comunicado final.
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Aos jornalistas, D. Manuel Clemente explicou que esta edi&ccedil;&atilde;o procura &laquo;corresponder &agrave; nova edi&ccedil;&atilde;o que a Santa S&eacute; fez do missal Paulo VI no melhor portugu&ecirc;s que conseguimos encontrar para ser fiel &agrave; edi&ccedil;&atilde;o original e &agrave; nossa l&iacute;ngua&raquo;. Sobre a pol&eacute;mica lan&ccedil;ada h&aacute; alguns anos sobre a formula&ccedil;&atilde;o do rito da consagra&ccedil;&atilde;o, que na vers&atilde;o portuguesa est&aacute; traduzida como &laquo;por v&oacute;s e por todos&raquo; e se pondera alterar para &laquo;por v&oacute;s e por muitos&raquo;, D. Manuel Clemente referiu que se mant&eacute;m a vers&atilde;o que j&aacute; havia porque &laquo;em portugu&ecirc;s n&atilde;o &eacute; a mesma coisa&raquo; que noutras l&iacute;nguas. O documento ser&aacute; agora enviado a Santa S&eacute; para aprova&ccedil;&atilde;o.
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Arcebispos de Braga para Doutores da Igreja
A Assembleia aprovou a proposta para que se inicie o processo das causas de declara&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Bartolomeu dos M&aacute;rtires e S&atilde;o Martinho de Dume, antigos arcebispos de Braga, como Doutores da Igreja. &laquo;Quando algu&eacute;m prop&otilde;e que seja aceite como autor de boa doutrina que precisa de ser transmitida, isso tem de passar pela confer&ecirc;ncia episcopal do pa&iacute;s de onde essa cat&oacute;lica veio. Qualquer um deles s&atilde;o bel&iacute;ssimos autores crist&atilde;os que merecem ser lidos e temos muito a aprender com eles&raquo;, concluiu.

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Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Thu, 14 Nov 2019 15:55:00 +0000</pubDate>
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<title>Frei Bartolomeu dos Mártires já é santo</title>
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<description><![CDATA[O prefeito da Congrega&ccedil;&atilde;o para as Causas dos Santos presidiu &agrave; Missa de A&ccedil;&atilde;o de Gra&ccedil;as pela canoniza&ccedil;&atilde;o equipolente de Frei Bartolomeu dos M&aacute;rtires, decidida pelo Papa Francisco por causa da &laquo;expans&atilde;o do seu culto&raquo; e &laquo;santidade do seu ensinamento&raquo;. &laquo;A expans&atilde;o do seu culto para al&eacute;m dos confins da Arquidiocese de Braga e a relev&acirc;ncia eclesial da sua santidade e da incid&ecirc;ncia do seu ensinamento sobre a pr&aacute;tica crist&atilde; e sobre a evangeliza&ccedil;&atilde;o levaram o Santo Padre Francisco a inclu&iacute;-lo definitivamente no elenco dos santos&raquo;, afirmou o cardeal Angelo Becciu na homilia da Missa que decorreu domingo, dia 10.
&nbsp;

A celebra&ccedil;&atilde;o de A&ccedil;&atilde;o de Gra&ccedil;as, onde foi lido o decreto de canoniza&ccedil;&atilde;o do novo santo portugu&ecirc;s, decorreu na S&eacute; de Braga e contou com a presen&ccedil;a do presidente da Rep&uacute;blica Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, do presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, D. Manuel Clemente, do arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, de bispos da maioria das dioceses de Portugal e do clero dos territ&oacute;rios onde foi bispo D. Bartolomeu dos M&aacute;rtires, nomeadamente o Minho, assim como da Ordem dos Pregadores (dominicanos).
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Na homilia da Missa, o prefeito da Congrega&ccedil;&atilde;o para as Causas dos Santos apontou os &laquo;motivos de conveni&ecirc;ncia pastoral para esta canoniza&ccedil;&atilde;o&raquo;, referindo a &laquo;profundidade da sua cultura teol&oacute;gica e do seu ensinamento como doutor e exemplar mestre da ordem dos pregadores&raquo;.
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O cardeal Angelo Becciu lembrou o &laquo;forte empenho pela reforma da Igreja e a renova&ccedil;&atilde;o da vida crist&atilde;&raquo; de Frei Bartolomeu dos M&aacute;rtires, um dos mais &laquo;f&eacute;rvidos&nbsp; e conceituados padres do Conc&iacute;lio de Trento o mais importante acontecimento eclesial quinhentista&raquo;. &laquo;Compreendemos a grande atualidade da sua mensagem, especialmente no &acirc;mbito doutrinal e pastoral, como homem de ora&ccedil;&atilde;o, grande evangelizador e bispo totalmente dedicado &agrave;s pessoas a ele confiadas&raquo;, afirmou.
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O prefeito da Congrega&ccedil;&atilde;o para as Causas dos Santos referiu-se tamb&eacute;m &agrave; &laquo;incans&aacute;vel renova&ccedil;&atilde;o da diocese&raquo; levada a cada por D. Bartolomeu dos M&aacute;rtires, que visitava as 1300 par&oacute;quias em cada tr&ecirc;s anos.
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Para D. Jorge Ortiga, a canoniza&ccedil;&atilde;o do seu antecessor &eacute; um convite ao trabalho no presente e no futuro e n&atilde;o pode ser vista como &laquo;acontecimento do passado&raquo;. &laquo;A gra&ccedil;a da declara&ccedil;&atilde;o da sua santidade nunca poder&aacute; ser interpretada como acontecimento passado sem incid&ecirc;ncia no quotidiano das pessoas e das dioceses&raquo;, disse atual arcebispo de Braga.
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Presente na celebra&ccedil;&atilde;o, o presidente da Rep&uacute;blica considerou o novo santo portugu&ecirc;s precursor do Conc&iacute;lio Vaticano II, trabalhando pela reforma da pr&oacute;pria Igreja e defendendo a &laquo;prioridade aos pobres&raquo;. &laquo;Ele viu, a uma dist&acirc;ncia de 500 anos, muito daquilo que &eacute; a mensagem da Igreja de hoje e tamb&eacute;m de todos os respons&aacute;veis pol&iacute;ticos de hoje:&nbsp; prioridade aos pobres, marginalizados, sofredores e de todos aqueles que vivem em piores condi&ccedil;&otilde;es&raquo;, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.
&nbsp;
Vaticano apresenta santo como &laquo;modelo&raquo; para os bispos
O Papa assinalou no Vaticano a canoniza&ccedil;&atilde;o de frei Bartolomeu dos M&aacute;rtires, arcebispo portugu&ecirc;s do s&eacute;culo XVI, que apresentou como &laquo;grande evangelizador e pastor&raquo;. &laquo;Hoje, em Braga, Portugal, celebra-se a Missa de a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as pela canoniza&ccedil;&atilde;o equipolente de S&atilde;o Bartolomeu Fernandes dos M&aacute;rtires&raquo;, disse aos peregrinos reunidos na Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro, para a recita&ccedil;&atilde;o da ora&ccedil;&atilde;o do &acirc;ngelus. &laquo;O novo santo foi um grande evangelizador e pastor do seu povo&raquo;, acrescentou, pedindo uma salva de palmas de todos os presentes.
&nbsp;
O Vaticano deu tamb&eacute;m destaque &agrave; canoniza&ccedil;&atilde;o. O portal de not&iacute;cias da Santa S&eacute; destacou a canoniza&ccedil;&atilde;o de frei Bartolomeu dos M&aacute;rtires, arcebispo de Braga, no s&eacute;culo XVI, que apresenta como um &laquo;modelo&raquo; para os bispos.
&nbsp;
O portal &lsquo;Vatican News&rsquo; evocou o percurso de vida do religioso dominicano, que concluiu os estudos teol&oacute;gicos e come&ccedil;ou a lecionar em v&aacute;rios conventos de Lisboa e &Eacute;vora, antes de ser prior no convento do Benfica.
&nbsp;
Texto e foto: Ag&ecirc;ncia Ecclesia
]]></description>
<pubDate>Mon, 11 Nov 2019 22:00:00 +0000</pubDate>
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<title>O Adeus da Cartuxa</title>
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<description><![CDATA[]]></description>
<pubDate>Thu, 31 Oct 2019 10:33:00 +0000</pubDate>
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<title>Caminhada pela vida quer referendo à eutanásia</title>
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<description><![CDATA[A Caminhada pela Vida fez-se em cinco cidades portuguesas (Lisboa, Porto, Aveiro, Braga e Viseu). De acordo com a R&aacute;dio Renascen&ccedil;a, milhares de pessoas sa&iacute;ram &agrave; rua defendendo a vida desde a conce&ccedil;&atilde;o at&eacute; &agrave; morte natural. Este ano, mais uma vez, o foco maior foi a defesa do n&atilde;o contra a eutan&aacute;sia.




Jos&eacute; Maria Seabra Duque, coordenador da Plataforma Caminhada pela Vida, afirmou que &laquo;a Caminhada pela Vida 2019 foi mais um grande momento de testemunho da for&ccedil;a do povo pr&oacute;-vida. Fomos mais de dez mil pessoas em Lisboa, Porto, Aveiro, Braga e Viseu. Foram pessoas de todas as idades, mas sobretudo muitos, muitos jovens&raquo;.

Novidade desta vez &eacute; a defesa e promo&ccedil;&atilde;o de um referendo &agrave; legaliza&ccedil;&atilde;o da morte assistida. A Federa&ccedil;&atilde;o Portuguesa pela Vida vai dinamizar a recolha de 60 mil assinaturas para uma iniciativa popular de referendo.
&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Caminhada pela Vida
]]></description>
<pubDate>Mon, 28 Oct 2019 11:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Eutanásia debatida no Parlamento em breve</title>
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<description><![CDATA[No primeiro dia de trabalhos parlamentares, o Bloco de Esquerda avan&ccedil;ou com a entrega de um projeto de lei para despenalizar a eutan&aacute;sia em Portugal. O partido j&aacute; tinha dito que o faria nesta nova legislatura e n&atilde;o perdeu tempo em cumprir esta promessa.


Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; R&aacute;dio Renascen&ccedil;a, Jos&eacute; Manuel Pureza explicou que se trata de &laquo;uma quest&atilde;o de coer&ecirc;ncia com o programa eleitoral e com a campanha&raquo;. O documento agora apresentado tem &laquo;pequenos retoques&raquo;, mas &laquo;mant&eacute;m-se o que t&iacute;nhamos apresentado na legislatura passada&raquo;.
&nbsp;


Recorde-se que na legislatura anterior, que terminou com as elei&ccedil;&otilde;es legislativas, a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia foi chumbada por pouco. Na altura, votaram contra apenas o PCP (15 deputados), o CDS (19 deputados) e mais de 80 do PSD (seis votaram a favor).

Nesta nova legislatura, PCP e CDS perderam deputados e ganharam for&ccedil;a na nova Assembleia da Rep&uacute;blica partidos que defendem a eutan&aacute;sia. Bastam 116 votos para aprovar a despenaliza&ccedil;&atilde;o e, neste momento, os 108 deputados do PS, com os 19 do Bloco, os quatro do PAN, os dois do PEV, uma do Livre e um do Iniciativa Liberal, j&aacute; somam 135 deputados. Mesmo que haja alguns deputados do PS que n&atilde;o votem a favor, ser&aacute; mais dif&iacute;cil que a eutan&aacute;sia n&atilde;o seja aprovada. No PSD, Rui Rio &eacute; a favor e dever&aacute; dar liberdade de voto aos seus deputados, como aconteceu na legislatura anterior. &nbsp;&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Foto de Arquivo: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Mon, 28 Oct 2019 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Sínodo dos Bispos propõe rito amazónico e ordenação de diáconos casados</title>
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<description><![CDATA[O S&iacute;nodo dos Bispos para a Amaz&oacute;nia terminou com apelos a uma interven&ccedil;&atilde;o da Igreja no territ&oacute;rio no sentido de chegar ao cora&ccedil;&atilde;o do povo amaz&oacute;nico e do seu territ&oacute;rio. Com v&aacute;rias propostas, destacam-se desde logo a cria&ccedil;&atilde;o de um rito lit&uacute;rgico amaz&oacute;nico, o pedido para a reabertura da discuss&atilde;o sobre o diaconado feminino e a ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal de di&aacute;conos permanentes.


O documento final do primeiro S&iacute;nodo especial para a Amaz&oacute;nia, dividido em 120 pontos, tem cinco cap&iacute;tulos - &laquo;Amaz&oacute;nia, da escuta &agrave; convers&atilde;o integral&raquo;, &laquo;Novos caminhos de convers&atilde;o pastoral&raquo;, &laquo;Novos caminhos de convers&atilde;o cultural&raquo;, &laquo;Novos caminhos de convers&atilde;o ecol&oacute;gica&raquo; e &laquo;Novos caminhos de convers&atilde;o sinodal&raquo;. Todos os pontos do documento foram aprovados por larga maioria.
&nbsp;
No ponto 111, o documento final do S&iacute;nodo especial dos Bispos de 2019 admite a ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal de di&aacute;conos casados, tendo em vista a celebra&ccedil;&atilde;o dominical da Eucaristia nas regi&otilde;es &laquo;mais remotas&raquo; da Amaz&oacute;nia. O ponto 111, aprovado com 41 votos contra (o n&uacute;mero mais alto nos 120 pontos do documento) e 128 a favor, prop&otilde;e a &laquo;ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal de homens id&oacute;neos e reconhecidos pela comunidade, que tenham um diaconado permanente fecundo e recebam uma forma&ccedil;&atilde;o adequada para o presbiterado&raquo;.
&nbsp;
O sacerd&oacute;cio est&aacute; reservado, na Igreja Latina (que engloba a maioria das comunidades cat&oacute;licas no mundo, como em Portugal), a homens solteiros; alguns ritos pr&oacute;prios, em comunh&atilde;o com Roma, admitem a ordena&ccedil;&atilde;o de homens casados como padres.
&nbsp;
Os participantes no primeiro S&iacute;nodo especial para a Amaz&oacute;nia pedem que se permita a ordena&ccedil;&atilde;o de homens com &laquo;fam&iacute;lia legitimamente constitu&iacute;da e est&aacute;vel&raquo;, para &laquo;sustentar a vida da comunidade crist&atilde; atrav&eacute;s da prega&ccedil;&atilde;o da Palavra e a celebra&ccedil;&atilde;o dos Sacramentos nas zonas mais remotas da regi&atilde;o amaz&oacute;nica&raquo;. No seguimento, refere o Documento Final, &laquo;alguns pronunciaram-se em favor de uma abordagem universal do tema&raquo;, acrescenta o documento final, o que pode aumentar a pol&eacute;mica sobre este assunto. Desde o in&iacute;cio que muitos dos cr&iacute;ticos do S&iacute;nodo e da ordena&ccedil;&atilde;o de homens casados referiram, em declara&ccedil;&otilde;es, que este S&iacute;nodo tinha um &acirc;mbito local, mas tamb&eacute;m desde o in&iacute;cio que foram muitos os respons&aacute;veis a referir que as decis&otilde;es poderiam e iriam ter impacto na Igreja a n&iacute;vel global, como demonstra este ponto.
&nbsp;
O Conc&iacute;lio Vaticano II (1962-1965) restaurou o diaconado permanente, a que podem aceder homens casados (depois de terem completado 35 anos de idade), o que n&atilde;o acontece com o sacerd&oacute;cio; o diaconado exercido por candidatos ao sacerd&oacute;cio s&oacute; &eacute; concedido a homens solteiros.

&nbsp;
O documento final do S&iacute;nodo 2019 evoca as &laquo;enormes dificuldades&raquo; que as comunidades eclesiais do territ&oacute;rio amaz&oacute;nico enfrentam para &laquo;aceder &agrave; Eucaristia&raquo;, com meses ou anos sem a presen&ccedil;a de um padre que possa presidir &agrave; Missa. &laquo;Existe um direito da comunidade &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o, que deriva da ess&ecirc;ncia da Eucaristia e do seu lugar na economia da salva&ccedil;&atilde;o&raquo;, pode ler-se.
&nbsp;
Os participantes falam do celibato como um &laquo;dom&raquo; na Igreja Cat&oacute;lica, mas sublinham que se trata de uma op&ccedil;&atilde;o da &laquo;disciplina&raquo; da Igreja latina, que &eacute; diferente no contexto da &laquo;pluralidade dos ritos e disciplinas existentes&raquo;.
&nbsp;
Uma das preocupa&ccedil;&otilde;es manifestadas relaciona-se com a forma&ccedil;&atilde;o dos futuros sacerdotes, desejando que seja dada mais aten&ccedil;&atilde;o &agrave; &laquo;realidade da Amaz&oacute;nia&raquo;, &agrave; hist&oacute;ria dos seus povos e da missiona&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica na regi&atilde;o, al&eacute;m das preocupa&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas e culturais.
&nbsp;
Um rito lit&uacute;rgico para a Amaz&oacute;nia
A necessidade de implementar um rito amaz&oacute;nico para a liturgia est&aacute; no centro dos pontos 117 (27 votos contra e 140 favor&aacute;veis) e 119 (29 contra e 140 a favor), que apontam &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de um rito amaz&oacute;nico, recordando que a Igreja Cat&oacute;lica tem 23 ritos diferentes, procurando &laquo;inculturar os conte&uacute;dos da f&eacute; e da sua celebra&ccedil;&atilde;o&raquo;. &laquo;&Eacute; necess&aacute;rio que a Igreja, no seu incans&aacute;vel labor evangelizador, trabalhe para que o processo de incultura&ccedil;&atilde;o da f&eacute; se expresse nas formas mais coerentes, a fim de que tamb&eacute;m se possa celebrar e viver segundo as l&iacute;nguas pr&oacute;prias dos povos amaz&oacute;nicos&raquo;, refere o texto.
&nbsp;
Na Igreja Cat&oacute;lica existem os ritos latinos (tendo por base o rito romano e admitindo as variantes dos ritos ambrosiano, hisp&acirc;nico e outros, como o bracarense) e ritos orientais (especialmente o bizantino).
&nbsp;
Os participantes no S&iacute;nodo 2019 pedem a elabora&ccedil;&atilde;o de um novo &laquo;rito amaz&oacute;nico&raquo;, que &laquo;manifeste o patrim&oacute;nio lit&uacute;rgico, teol&oacute;gico, disciplinar e espiritual&raquo; dos povos da regi&atilde;o, no contexto de uma &laquo;descentraliza&ccedil;&atilde;o e colegialidade que pode manifestar a catolicidade da Igreja&raquo;. Ali&aacute;s, o pedido para que a Igreja se encontre mais com a cultura local &eacute; uma das constantes em todo o documento final, e foi algo que foi sendo abordado por todos os participantes durante o tempo do S&iacute;nodo.
&nbsp;
O documento final apela &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de estruturas &laquo;sinodais&raquo; nas regi&otilde;es da Amaz&oacute;nia, propondo um &laquo;fundo amaz&oacute;nico&raquo; para o sustento da evangeliza&ccedil;&atilde;o, bem como a cria&ccedil;&atilde;o de universidades pr&oacute;prias e um &laquo;organismo episcopal que promova a sinodalidade entre as Igrejas da regi&atilde;o&raquo;.
&nbsp;
No ponto 42, o documento aprovado por todos os participantes no S&iacute;nodo refere que &laquo;s&oacute; uma Igreja mission&aacute;ria inserida e inculturada apresentar&aacute; as igrejas ind&iacute;genas espec&iacute;ficas, com rostos e cora&ccedil;&otilde;es amaz&oacute;nicos, enraizados nas culturas e tradi&ccedil;&otilde;es do povo, unidos na mesma f&eacute; em Cristo e diversificados no seu modo de viver, expressar e celebrar&raquo;.

&nbsp;
Continuar os estudos sobre o diaconado feminino
Outro dos pontos que originou mais votos contra foi a proposta do ponto 103, que, reconhecendo &laquo;o papel fundamental das mulheres religiosas e leigas na igreja da Amaz&oacute;nia e nas suas comunidades&raquo;, avan&ccedil;aram com o pedido para o diaconado permanente das mulheres, e indicaram que o assunto &laquo;esteve muito presente no S&iacute;nodo&raquo;. Neste sentido, os participantes no S&iacute;nodo pretendem, como refere o documento, &laquo;compartilhar as nossas experi&ecirc;ncias e reflex&otilde;es com a Comiss&atilde;o&raquo; e aguardar os seus resultados. Na sequ&ecirc;ncia desse pedido, ap&oacute;s a vota&ccedil;&atilde;o do documento final na aula sinodal, o Papa Francisco anunciou que iria reabrir a comiss&atilde;o que debateu a possibilidade de ordena&ccedil;&atilde;o diaconal de mulheres, na Igreja Cat&oacute;lica. &laquo;Assumo o pedido de voltar a chamar a comiss&atilde;o ou talvez abri-la com novos membros, para estudar como existia, na Igreja primitiva, o diaconado feminino&raquo;, declarou, perante os bispos, mission&aacute;rios, religiosos e representantes de ind&iacute;genas que participaram na assembleia, desde 6 de outubro.
&nbsp;
Ap&oacute;s a vota&ccedil;&atilde;o do documento final, que aconteceu esta tarde, o Papa disse que o S&iacute;nodo pediu &laquo;criatividade&raquo; para que seja poss&iacute;vel encontrar &laquo;novos minist&eacute;rios&raquo; para as comunidades cat&oacute;licas.
&nbsp;
Francisco indicou a vontade de trabalhar com a Congrega&ccedil;&atilde;o para a Doutrina da F&eacute; (Santa S&eacute;), para &laquo;ver at&eacute; onde se pode chegar&raquo;.
&nbsp;
Ap&oacute;s tr&ecirc;s semanas de trabalho em que se valorizou o papel das lideran&ccedil;as femininas na &laquo;transmiss&atilde;o da f&eacute; e na preserva&ccedil;&atilde;o da cultura&raquo;, o pont&iacute;fice pediu que &laquo;n&atilde;o se fique apenas na parte funcional&raquo;. &laquo;O papel da mulher da Igreja vai muito mais al&eacute;m da funcionalidade e &eacute; nisso que temos de continuar a trabalhar&raquo;, indicou.

&nbsp;
Oficializa&ccedil;&atilde;o do &laquo;pecado ecol&oacute;gico&raquo;
O Papa Francisco j&aacute; o tinha dito em 2016, mas o S&iacute;nodo quer torn&aacute;-lo oficial. Um dos pontos do texto final prop&otilde;e a defini&ccedil;&atilde;o do &laquo;pecado ecol&oacute;gico&raquo;, definido como uma &laquo;a&ccedil;&atilde;o ou omiss&atilde;o contra Deus, contra o pr&oacute;ximo, a comunidade e o ambiente&raquo;. &laquo;&Eacute; um pecado contra as futuras gera&ccedil;&otilde;es e manifesta-se em atos e h&aacute;bitos de contamina&ccedil;&atilde;o e destrui&ccedil;&atilde;o da harmonia do ambiente, transgress&otilde;es contra os princ&iacute;pios de interdepend&ecirc;ncia e rutura das redes de solidariedade entre as criaturas&raquo;, aponta o documento, remetendo para o Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica (340-344).
&nbsp;
Sem fazer uma refer&ecirc;ncia ao tipo de minist&eacute;rios, os participantes na assembleia sinodal convocada pelo Papa defendem a cria&ccedil;&atilde;o de &laquo;minist&eacute;rios especiais&raquo; nas comunidades cat&oacute;licos para a defesa da &laquo;casa comum&raquo; e a promo&ccedil;&atilde;o da ecologia integral, visando &laquo;o cuidado do territ&oacute;rio e da &aacute;gua&raquo;.
&nbsp;
O texto alerta para as consequ&ecirc;ncias do &laquo;extrativismo predat&oacute;rio&raquo; e pede solidariedade internacional com a Amaz&oacute;nia, falando mesmo numa &laquo;d&iacute;vida&raquo; de pa&iacute;ses desenvolvidos, que deveria ser paga atrav&eacute;s de um fundo de apoio &agrave;s comunidades da regi&atilde;o.
&nbsp;
A preocupa&ccedil;&atilde;o com a ecologia, com especial enfoque na Amaz&oacute;nia, mas com uma abrang&ecirc;ncia universal, torna-se vis&iacute;vel no apoio dos participantes sinodais, no ponto 70, &agrave;s &laquo;campanhas de desinvestimento em empresas extrativistas, ligadas aos danos socioecol&oacute;gicos na Amaz&oacute;nia, a come&ccedil;ar pelas pr&oacute;prias institui&ccedil;&otilde;es eclesiais e tamb&eacute;m em alian&ccedil;a com outras Igrejas&raquo;, assim como um apelo &laquo;a uma transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica radical e &agrave; busca de alternativas&raquo;.
&nbsp;
O documento final foi entregue ao Papa na eucaristia que encerrou o S&iacute;nodo e agora se ver&aacute; o que o Papa decide fazer como documento conclusivo do encontro.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna (com Ag&ecirc;ncia Ecclesia)
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Sun, 27 Oct 2019 13:55:00 +0000</pubDate>
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<title>Fundação AIS apresenta relatório para «lembrar» cristãos perseguidos</title>
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<description><![CDATA[O relat&oacute;rio da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre (AIS) sobre a situa&ccedil;&atilde;o dos crist&atilde;os perseguidos em todo o mundo foi hoje apresentado no Centro NAcional de Cultura, em Lisboa, numa sess&atilde;o que contou com a presen&ccedil;a de Paulo Portas, antigo ministro dos Neg&oacute;cios Estrangeiros, e do Pe. Gideon Edos Obasogie, da diocese de Maiduguri, na Nig&eacute;ria, uma das dioceses que mais tem sofrido com as a&ccedil;&otilde;es do grupo terrorista Boko Haram, que h&aacute; mais de 10 anos aterroriza a regi&atilde;o.

&nbsp;
O sacerdote nigeriano apresentou a realidade da sua diocese, que, em &aacute;rea, &eacute; maior que todo o pa&iacute;s de Portugal, e explicou que, desde o in&iacute;cio da a&ccedil;&atilde;o do grupo terrorista na regi&atilde;o, j&aacute; tinham falecido mais de 30 mil pessoas, entre as quais 26 sacerdotes, e 350 igrejas destru&iacute;das, numa s&eacute;rie de ataques que &laquo;incutem muito medo nas pessoas&raquo;. &laquo;Grande parte dos cat&oacute;licos foram deslocados para os Camar&otilde;es, s&atilde;o cerca de 50 mil refugiados&raquo;, explicou, acrescentando, no entanto, que &laquo;o nosso povo tem muita esperan&ccedil;a e n&atilde;o tem medo&raquo;.
&nbsp;
O Pe. Gideon contou a hist&oacute;ria de Rebecca, uma jovem m&atilde;e de dois filhos, gr&aacute;vida do terceiro, que foi raptada pelo grupo terrorista e obrigada a caminhar pela montanha durante muito tempo, o que a levou a perder o filho que carregava. &laquo;Rebecca esteve prisioneira 3 anos. Ela recusou-se a casar com um terrorista e por causa disso afogaram um dos seus filhos. Foi violada por quatro terroristas e ficou gr&aacute;vida. Conseguiu fugir e encontrar o seu verdadeiro marido e voltar &agrave; diocese, onde foi acolhida pelo bispo&raquo;, contou o sacerdote.
&nbsp;
O problema de Rebecca depois foi conseguir que o marido aceitasse o filho de outro homem, e que ela pr&oacute;pria aceitasse criar uma crian&ccedil;a que a lembrava do tempo de cativeiro &agrave;s m&atilde;os do grupo terrorista. &laquo;&Eacute; um grave problema que temos na diocese, porque Rebecca acha que o filho a lembra do sofrimento &agrave;s m&atilde;os dos terroristas e o marido n&atilde;o queria aceitar a crian&ccedil;a, mas depois do trabalho com o bispo, que lhes fez ver que o beb&eacute; era inocente, perceberam que era uma ben&ccedil;&atilde;o para a sua fam&iacute;lia, e aceitaram-no&raquo;, refere.
&nbsp;
Contando que &laquo;o Ros&aacute;rio era a nossa principal arma&raquo; quando as pessoas eram obrigadas a fugir dos ataques terroristas, o Pe. Gideon refere outro dos problemas mais urgentes no momento, que &eacute; a &laquo;sede de vingan&ccedil;a&raquo; que os sobreviventes t&ecirc;m. &laquo;Um rapaz tinha um pai pol&iacute;cia que morreu num bombardeamento. Foi h&aacute; 4 anos e o rapaz continuava a perguntar &agrave; m&atilde;e quando &eacute; que o pai voltava para casa. Passado um tempo, ela disse ao filho o que tinha acontecido, e explicou quem era o Boko Haram. Ele prometeu matar todos os terroristas do grupo quando crescesse, e tem oito anos agora. Tem sede de vingan&ccedil;a, e o nosso bispo diz que estas pessoas precisam de acompanhamento, porque se as pessoas crescem com este sentimento, tornam-se bombas rel&oacute;gio&raquo;, lamenta.

Paulo Portas fala de uma &laquo;nova geografia&raquo; de preocupa&ccedil;&otilde;es 
Na apresenta&ccedil;&atilde;o do relat&oacute;rio, Paulo Portas, antigo ministro dos Neg&oacute;cios Estrangeiros, elogiou o documento. &laquo;O Ocidente tem dificuldade em reconhecer a sua matriz crist&atilde; fundadora. O trabalho &eacute; muito importante para que, pelo menos num dia, eles [os crist&atilde;os] possam ser perseguidos e lembrados&raquo;, referiu Paulo Portas.
&nbsp;
O antigo ministro fala de uma &laquo;nova geografia&raquo; nas preocupa&ccedil;&otilde;es com os crist&atilde;os perseguidos. &laquo;Quero sublinhar a preocupa&ccedil;&atilde;o do relat&oacute;rio com a &Iacute;ndia, desde que se acentuou o nacionalismo hindu. Em v&aacute;rios pontos da &Aacute;frica e &Aacute;sia h&aacute; evid&ecirc;ncia de convers&otilde;es for&ccedil;adas. Na Coreia do Norte o relat&oacute;rio &eacute; muito expl&iacute;cito, porque ali o Estado atribuiu-se o direito de expropria&ccedil;&atilde;o da f&eacute; dos seus cidad&atilde;os&raquo;, referiu.
&nbsp;
Sobre o problema da China e o acordo com a Santa S&eacute;, Paulo Portas considera que &laquo;o Vaticano tem uma das mais antigas diplomacias do mundo&raquo;. &laquo;Para proteger os cat&oacute;licos da China, que est&atilde;o a crescer e tornam distantes os n&uacute;meros oficiais, fez um acordo experimental, prudente, para verificar o empenho das partes numa rela&ccedil;&atilde;o. O Vaticano queria que as pessoas vivessem mais livremente a sua f&eacute;, mas as not&iacute;cias mais recentes denotam alguma tristeza do Vaticano no facto de as autoridades chinesas n&atilde;o cumprirem com o acordo. Ao mesmo tempo, as autoridades chinesas publicaram um documento de obstru&ccedil;&atilde;o da vida religiosa mais aberta. O relat&oacute;rio fala do acordo, mas tamb&eacute;m da intranquilidade dos fi&eacute;is&raquo;, sustentou.
&nbsp;
Neste sentido, e em jeito de conclus&atilde;o, Paulo Portas considerou que &laquo;ser crist&atilde;o em muitas partes do mundo exige muita coragem e muita f&eacute;, e as mulheres est&atilde;o na primeira linha do alvo da intoler&acirc;ncia&raquo;, para a seguir acrescentar que &laquo;um mundo que n&atilde;o tenha liberdade religiosa &eacute; um mundo sem direitos humanos suficientes&raquo;.

&nbsp;
No final, Catarina Martins, presidente da Funda&ccedil;&atilde;o AIS em Portugal, anunciou para dia 27 de novembro uma jornada de ora&ccedil;&atilde;o pelos crist&atilde;os perseguidos, que ter&aacute;, como habitual, reflexo na ilumina&ccedil;&atilde;o vermelha de muitos monumentos e edif&iacute;cios p&uacute;blicos, &laquo;para lembrar os crist&atilde;os perseguidos, lembrar todos os homens e mulheres que d&atilde;o testemunho de f&eacute; com a sua pr&oacute;pria vida&raquo;. Entre estes edif&iacute;cios est&atilde;o a igreja de Campo Grande, em Lisboa, o Mosteiro dos Jer&oacute;nimos, o Cristo-Rei, a Bas&iacute;lica dos Congregados, em Braga e a catedral de Bragan&ccedil;a.


&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Wed, 23 Oct 2019 22:03:00 +0100</pubDate>
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<title>Terroristas creem que «atacar os cristãos no Médio Oriente é atacar o Ocidente»</title>
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<description><![CDATA[Catarina Martins &eacute; a respons&aacute;vel da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre (AIS), institui&ccedil;&atilde;o da Igreja que apresentou hoje um relat&oacute;rio sobre a situa&ccedil;&atilde;o dos crist&atilde;os perseguidos em todo o mundo. Esta &eacute; uma an&aacute;lise que se socorre dos parceiros da AIS no terreno e das observa&ccedil;&otilde;es decorrentes das visitas das equipas de trabalho ao terreno, e que permite perceber que, se na S&iacute;ria e no Iraque, a situa&ccedil;&atilde;o melhorou,&nbsp; por outro lado o Sri Lanka e as Filipinas surgem agora como pa&iacute;ses onde a persegui&ccedil;&atilde;o aos crist&atilde;os &eacute; bem real.

&nbsp;
&Eacute; um relat&oacute;rio com boas e m&aacute;s not&iacute;cias...
Tem boas not&iacute;cias, mas a maioria continuam a ser not&iacute;cias negativas. A boa not&iacute;cia &eacute; que, no &uacute;ltimo relat&oacute;rio, a comunidade crist&atilde; estava sob grande press&atilde;o, com um genoc&iacute;dio a decorrer, com uma for&ccedil;a exterior muito grande que tentava destruir essa comunidade. Neste relat&oacute;rio vemos que a press&atilde;o dos grupos terroristas deixou de acontecer nos casos da S&iacute;ria e do Iraque. A boa not&iacute;cia &eacute; isso, mas h&aacute; acontecimentos muito negativos noutros pa&iacute;ses, como as Filipinas e o Sri Lanka, que s&atilde;o dois fatores novos que nos levam a perceber que o foco de grande press&atilde;o que existiu nos &uacute;ltimos anos sobre o M&eacute;dio Oriente desviou-se mais para o Oriente. S&atilde;o dois pa&iacute;ses com os quais estamos seriamente preocupados e foram os pa&iacute;ses que entraram neste relat&oacute;rio de forma negativa.
&nbsp;
E que outros pontos negativos?
Depois temos aqueles pa&iacute;ses que t&ecirc;m estado sempre nos &uacute;ltimos anos, nomeadamente em &Aacute;frica. Todos os anos temos repetidamente falado, porque efetivamente todos os anos continua a ver esta press&atilde;o sobre esta comunidade. E se olharmos para este relat&oacute;rio vemos que toda a &Aacute;frica est&aacute; sobre uma press&atilde;o muito grande de grupos radicais.
Temos o caso da Nig&eacute;ria, que tem sido daqueles pa&iacute;ses que se fala todos os anos, em que assinal&aacute;mos os 10 anos de exist&ecirc;ncia do Boko Haram, um grupo que continua a levar o terror a todos os pa&iacute;ses n&atilde;o s&oacute; na Nig&eacute;ria, mas nos pa&iacute;ses &agrave; volta.
Ainda posso acrescentar que, apesar deste genoc&iacute;dio ter acabado, apesar do que a comunidade internacional tem feito porque est&aacute; mais alerta, n&oacute;s falamos mesmo que podemos efetivamente estar a assistir ao desaparecimento destas comunidades. No Iraque falamos de n&uacute;meros que s&atilde;o praticamente de uma comunidade que est&aacute; em vias de extin&ccedil;&atilde;o. A comunidade crist&atilde; neste momento no Iraque s&atilde;o 120 mil crist&atilde;os, quando em 2003 apontava para 1,5 milh&otilde;es. &Eacute; uma comunidade que tem desaparecido a olhos vistos.
&nbsp;
Est&aacute;vamos a assistir ao regresso de algumas comunidades crist&atilde;s... a situa&ccedil;&atilde;o pode mudar?
O regresso est&aacute; a acontecer com muitas fam&iacute;lias. A AIS smpre apoiou esta comunidade, porque se n&atilde;o apoiarmos agora, amanh&atilde; ser&aacute; tarde. A nossa esperan&ccedil;a, ao apoiar estas comunidades a voltarem &agrave;s suas casas, &eacute; ter esta esperan&ccedil;a que a comunidade se mantenha, porque ficaram fam&iacute;lias que amanh&atilde; ter&atilde;o filhos e que poder&atilde;o crescer, mas ser&aacute; sempre uma comunidade muito pequena.
&nbsp;
&Eacute; uma perspetiva que entristece?
Sim. Se olharmos para o Iraque e para a S&iacute;ria, as nossas ra&iacute;zes enquanto crist&atilde;os est&atilde;o ali. Pensar que os crist&atilde;os est&atilde;o, por exemplo, no Iraque h&aacute; mais anos do que a pr&oacute;pria comunidade mu&ccedil;ulmana, e ver como &eacute; uma comunidade &eacute; pura e simplesmente apagada depois de tudo o que aconteceu nos dois anos de ocupa&ccedil;&atilde;o do Daesh... Al&eacute;m disso, no caso do Iraque, temos tamb&eacute;m toda a quest&atilde;o da parte econ&oacute;mica e seguran&ccedil;a das fam&iacute;lias, pois quanto mais pequena, mais vulner&aacute;vel fica.
&nbsp;
Porque &eacute; que voc&ecirc;s concluem no vosso relat&oacute;rio que atacar os crist&atilde;os &eacute; atacar o Ocidente?
Isso tem a ver com tudo o que n&oacute;s vamos falando nas nossas viagens e de todas as pessoas que vamos contactando na igreja local. O que nos passam &eacute; esta ideia de que a mentalidade de quem vive em determinados pa&iacute;ses &eacute; que o ocidente &eacute; igual a cristianismo, portanto os crist&atilde;os s&atilde;o o Ocidente. Se eu atacar os crist&atilde;os, estou a atacar o Ocidente. Portanto, o Ocidente infelizmente &eacute; muitas vezes visto nestes pa&iacute;ses como o grande destruidor das suas casas e das suas fam&iacute;lias.
Muitos grupos n&atilde;o t&ecirc;m capacidade para fazer ataques aqui na Europa ou EUA, e acabam por atacar estas comunidades e isto tem acontecido ao longo dos anos. N&oacute;s temos recebido do feedback dos nossos contatos na igreja local que nos dizem muitas vezes que quando h&aacute; um ataque em determinado pa&iacute;s, automaticamente h&aacute; mais ataques contra a comunidade crist&atilde; nos seus pa&iacute;ses. Isto &eacute; quase uma rela&ccedil;&atilde;o direta e da&iacute; n&oacute;s dizermos neste relat&oacute;rio que, muitas vezes, atacar o cristianismo corresponde a atacar o ocidente e tamb&eacute;m por isso &eacute; uma comunidade mais vulner&aacute;vel e mais desprotegida, porque &eacute; uma comunidade sempre em minoria e portanto propriamente n&atilde;o tem governos nem grupos a defend&ecirc;-los.
&nbsp;
Por outro lado, &eacute; uma comunidade abandonada por esse mesmo Ocidente...
Sim... sim, &eacute; verdade. Neste relat&oacute;rio uma das conclus&otilde;es que se retira &eacute; que o Ocidente, mais do que nunca, esteve ativo no sentido de lan&ccedil;ar os dias de lembrar as pessoas que s&atilde;o perseguidos por causa da sua f&eacute;, mo&ccedil;&otilde;es em parlamentos e nas Na&ccedil;&otilde;es Unidas. H&aacute; v&aacute;rios documentos que sa&iacute;ram nestes &uacute;ltimos anos, mas tudo isto &eacute; tarde para salvar uma comunidade. Provavelmente, todas estas a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o importantes, mas qual &eacute; o verdadeiro impacto nestas comunidades? At&eacute; hoje n&atilde;o sentimos, porque as comunidades continuam a diminuir de ano para ano. N&atilde;o h&aacute; impacto real na sua vida di&aacute;ria com estas medidas, com estas declara&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o feitas no Ocidente. O futuro nos dir&aacute; se n&atilde;o ter&aacute; sido tarde demais para come&ccedil;ar todas estas a&ccedil;&otilde;es, se n&atilde;o deviam ter come&ccedil;ado h&aacute; mais tempo para ter um efeito mais ativo.
&nbsp;
Mas que a&ccedil;&otilde;es precisam de ser ativas?
No Iraque est&aacute; preparar-se uma constitui&ccedil;&atilde;o em que as minorias desaparecem desta constitui&ccedil;&atilde;o e portanto parece-me que se poder&aacute; fazer press&atilde;o sobre os governos no sentido que estas minorias sejam parte destes pa&iacute;ses. At&eacute; que ponto &eacute; que a comunidade internacional tem poder para fazer esta influ&ecirc;ncia ningu&eacute;m sabe, mas &eacute; a &uacute;nica forma que temos &eacute; fazer press&atilde;o para que se lembrem que estas comunidades existem e t&ecirc;m que ser tamb&eacute;m protegidas.
&nbsp;
Mas a S&iacute;ria era um pa&iacute;s onde existia liberdade religiosa...
Sim, a S&iacute;ria era um pa&iacute;s &agrave; parte. A comunidade crist&atilde; &eacute; uma comunidade que est&aacute; a desaparecer e a vir para o exterior, e, como se diz tamb&eacute;m neste relat&oacute;rio, os aliados internacionais podem ter conseguido libertar as cidades dos radicais e amigos, mas n&atilde;o mudaram a mentalidade que estes grupos radicais vieram trazer a este pa&iacute;s. A partir do momento em que entram no grupo radical, h&aacute; uma mudan&ccedil;a de mentalidade e, nesse momento, a comunidade mu&ccedil;ulmana que era menos radical mudou e a comunidade crist&atilde; sente-se seriamente amea&ccedil;ada e est&aacute; a perder cada vez mais o seu poder
&nbsp;
E nos pa&iacute;ses onde h&aacute; amea&ccedil;a efetiva, o que &eacute; que &eacute; preciso ser feito?
A comunidade internacional, nos &uacute;ltimos anos, tem feito press&atilde;o sobre o Iraque e a S&iacute;ria, e os resultados v&atilde;o-se vendo pouco a pouco. Relativamente a &Aacute;frica n&atilde;o se v&ecirc; isso. N&atilde;o h&aacute; essa press&atilde;o, embora haja algumas declara&ccedil;&otilde;es aqui e ali. A verdade &eacute; que continuam impunemente a atuar, porque s&atilde;o pa&iacute;ses onde o pr&oacute;prio Estado n&atilde;o existe, est&atilde;o governados por pessoas que n&atilde;o est&atilde;o propriamente preocupados com a seguran&ccedil;a do seu povo.
&nbsp;
Mas os pa&iacute;ses teriam capacidade de resposta?
Teria de haver resposta internacional no terreno, pois os pa&iacute;ses n&atilde;o t&ecirc;m estrutura para isso. Mas vai ser dif&iacute;cil que haja essa vontade, pois todos sabemos que as institui&ccedil;&otilde;es internacionais est&atilde;o a passar por dificuldades e esquecem quem est&aacute; no terreno. &Aacute;frica &eacute; um continente que nos deve preocupar nos pr&oacute;ximos tempos, e devemos fazer press&atilde;o sobre as institui&ccedil;&otilde;es internacionais para que estas pessoas sejam vistas, sejam cuidadas e sejam olhadas para que se possam libertar destes grupos radicais. Mas existe uma grande agenda internacional de garantir que &Aacute;frica seja um continente isl&acirc;mico, e o que estamos a acontecer &eacute; tudo nesse sentido.
&nbsp;
Mas &eacute; uma agenda implementada por quem?
Pela comunidade mu&ccedil;ulmana. Estes grupos radicais t&ecirc;m dito quase sempre que &eacute; esse o seu objetivo, que &Aacute;frica &eacute; um continente mu&ccedil;ulmano e &eacute; preciso reconquist&aacute;-lo. Agora vamos ver oque acontece nos pr&oacute;ximos anos, mas s&atilde;o situa&ccedil;&otilde;es que se arrastam ao longo dos nos, com milh&otilde;es de deslocados e refugiados, tudo o que isto provoca, todas as consequ&ecirc;ncias da atua&ccedil;&atilde;o destes grupos, e a comunidade n&atilde;o tem sido capaz de estancar esta crise para podermos passar ao ponto seguinte que &eacute; ajudar estas popula&ccedil;&otilde;es.

&nbsp;
Como &eacute; que a AIS tem avaliado o acordo da China com a Santa S&eacute;?
Neste relat&oacute;rio mencionamos que a situa&ccedil;&atilde;o da comunidade crist&atilde; piorou, apesar do acordo com a Santa S&eacute;. Os relatos que temos falam-nos de destrui&ccedil;&atilde;o de templos, de persegui&ccedil;&atilde;o da comunidade, destrui&ccedil;&atilde;o de locais de encontro... o acordo, na pr&aacute;tica, ainda n&atilde;o teve efeitos pr&aacute;ticos.
&nbsp;
E vai ter?
As primeiras not&iacute;cias p&oacute;s-acordo &eacute; que a situa&ccedil;&atilde;o piorou. H&aacute; mais pessoas em campos de trabalho, mais destrui&ccedil;&atilde;o de templos e santu&aacute;rios, tudo isto aumentou. Vamos ver o que se segue e o que a Santa S&eacute; ir&aacute; fazer. Espero que algo esteja a ser tratado e analisado, porque h&aacute; o risco real da comunidade ficar pior do que j&aacute; estava.
&nbsp;
Mas &eacute; um problema dos termos do acordo, ou do n&atilde;o cumprimento do mesmo?
H&aacute; um acordo entre duas partes, em que se estabelece uma s&eacute;rie de regras, e elas n&atilde;o est&atilde;o a ser cumpridas. Isto, muitas vezes, t&ecirc;m sido quest&otilde;es com o ordenamento do territ&oacute;rio, quest&otilde;es que n&atilde;o entraram no acordo da Santa S&eacute;. Mas o governo chin&ecirc;s acabou por ser mais implac&aacute;vel com as comunidades do que era antes da assinatura deste acordo. Esperamos que a Santa S&eacute; esteja atenta, preocupada e continue as conversa&ccedil;&otilde;es com o governo para que a comunidade seja respeitada e n&atilde;o seja perseguida desta forma.
&nbsp;
Como &eacute; que olham para a quest&atilde;o na Turquia e no Nordeste da S&iacute;ria?
Estamos a tentar, mas at&eacute; ao momento n&atilde;o recebemos not&iacute;cias do terreno. Olhamos com preocupa&ccedil;&atilde;o, porque a AIS tem come&ccedil;ado um grande apoio para o regresso das comunidades crist&atilde;s para certas zonas da S&iacute;ria. Mas este evento ter&aacute; impacto sobre toda a popula&ccedil;&atilde;o e a comunidade crist&atilde; tamb&eacute;m o sofrer&aacute;. Vamos ver o que a comunidade sofrer&aacute;, num pa&iacute;s que n&atilde;o estava propriamente em paz, vivia apenas um tempo mais sereno.
&nbsp;
Esta situa&ccedil;&atilde;o pode originar mais um &ecirc;xodo?
Sim, sem d&uacute;vida. Todos os pa&iacute;ses vizinhos est&atilde;o cheios de refugiados, e n&atilde;o se podem virar para lado nenhum, a n&atilde;o ser a Europa. Ningu&eacute;m sabe bem o pa&iacute;s de escape para estas pessoas, vamos ver como &eacute; que se desenrola.
&nbsp;
Entrevista e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Wed, 23 Oct 2019 16:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Portugal: Novo núncio recusa responsabilidades nos abusos no Chile</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/portugal-novo-nuncio-recusa-responsabilidades-nos-abusos-no-chile</link>
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<description><![CDATA[O novo n&uacute;ncio apost&oacute;lico da Santa S&eacute; em Portugal, D. Ivo Scapolo, concedeu uma entrevista ao jornal El Mercurio, do Chile, onde aborda, pela primeira vez de forma p&uacute;blica, as pol&eacute;micas relacionadas com o seu alegado papel no encobrimento de casos de abusos sexuais no Chile, uma crise que levou &agrave; ren&uacute;ncia de v&aacute;rios bispos e &agrave; interven&ccedil;&atilde;o do Papa Francisco.


D. Ivo Scapolo rejeita todas as acusa&ccedil;&otilde;es de encobrimento que lhe s&atilde;o feitas no Chile e explica que, &laquo;em consci&ecirc;ncia, posso afirmar que cumpri at&eacute; o fundo o meu dever como representante pontif&iacute;cio e que os meus superiores n&atilde;o deixaram de apreciar o meu trabalho&raquo;.

Apesar disso, revela que &laquo;foi muito doloroso constatar a realidade dos abusos na Igreja&raquo;. &laquo;Impressionou-me o grande n&uacute;mero de den&uacute;ncias surgidas ultimamente, embora na maioria dos casos os factos n&atilde;o sejam recentes&raquo;, afirmou.

Um assunto sens&iacute;vel mas, acima de tudo doloroso, para as v&iacute;timas e para a Igreja no Chile, que deve sentir &laquo;vergonha&raquo;. &laquo;Todos dev&iacute;amos sentir raiva, dor e vergonha se algu&eacute;m comete um abuso, mais ainda se &eacute; contra um menor de idade, e ainda por cima se &eacute; cometido por uma pessoa que, como o sacerdote, tem uma especial responsabilidade&raquo;, pode ler-se.

Acusado de n&atilde;o ter recebido as v&iacute;timas, o prelado italiano reconhece que recebeu &laquo;v&aacute;rias pessoas que entregaram o seu testemunho, como v&iacute;timas ou denunciantes&raquo;, e lamenta que, &laquo;em alguns casos, isso n&atilde;o tenha sido poss&iacute;vel e que
tenha causado sofrimento em algumas pessoas&raquo;.

O bispo esteve debaixo de fogo por causa da pouca informa&ccedil;&atilde;o que ter&aacute; chegado a Roma e ao Papa Francisco antes da sua visita ao pa&iacute;s, que o levou at&eacute; a defender o bispo acusado dos abusos, situa&ccedil;&atilde;o pela qual o Papa teve de se retratar mais tarde. D. Ivo Scapolo defende-se, atribuindo as culpas a outras &laquo;fontes de informa&ccedil;&atilde;o&raquo;. &laquo;O que lhe posso dizer &eacute; que o n&uacute;ncio &eacute; uma das fontes de informa&ccedil;&atilde;o da Santa S&eacute;&raquo;, referiu ao jornalista, acrescentando, quando questionado se o erro esteve com os bispos chilenos, que &laquo;n&atilde;o tenho elementos para responder a essa pergunta&raquo;.

Contudo, o novo n&uacute;ncio apost&oacute;lico reconhece que &agrave; Igreja chilena faltou &laquo;coragem&raquo; para lidar com as den&uacute;ncias que eram feitas. &laquo;Como Igreja, v&aacute;rias vezes n&atilde;o tivemos a coragem de acolher as den&uacute;ncias e tomar a tempo as devidas medidas&raquo;, reconheceu.
Sobre as li&ccedil;&otilde;es para o futuro, D. Ivo Scapolo aponta &laquo;a necessidade de sermos mais emp&aacute;ticos, o dever de acompanhar as v&iacute;timas, o assegurar procedimentos mais adequados, o trabalhar na preven&ccedil;&atilde;o&raquo;.

No dia 29 de agosto, o Papa Francisco nomeou o arcebispo italiano D. Ivo Scapolo, de 66 anos, como novo n&uacute;ncio apost&oacute;lico (embaixador da Santa S&eacute;) em Portugal, ap&oacute;s ter sido, desde 2011, o representante diplom&aacute;tico do Papa no Chile; sucede no cargo a D. Rino Passigato, que apresentou a sua ren&uacute;ncia ap&oacute;s ter superado o limite de idade estabelecido no Direito Can&oacute;nico. Ser&aacute; um regresso a Portugal do prelado que, na d&eacute;cada de 80, por aqui tinha passado como secret&aacute;rio. &laquo;Regresso com agrado &agrave; nunciatura em Portugal onde fui Secret&aacute;rio nos fins dos anos 80. Como o Chile, tamb&eacute;m Portugal &eacute; um lindo pa&iacute;s, com uma gloriosa hist&oacute;ria e um rico patrim&oacute;nio art&iacute;stico&raquo;, afirmou na entrevista.

D. Ivo Scapolo nasceu em P&aacute;dua, a 24 de julho de 1953, e foi ordenado sacerdote a 4 de junho de 1978; entrou no servi&ccedil;o diplom&aacute;tico da Santa S&eacute; em 1984 e exerceu miss&atilde;o nas representa&ccedil;&otilde;es pontif&iacute;cias de Angola, Portugal, Estados Unidos da Am&eacute;rica e na sec&ccedil;&atilde;o para as Rela&ccedil;&otilde;es com os Estados da Secretaria de Estado do Vaticano. Como n&uacute;ncio apost&oacute;lico, representou a Santa S&eacute; na Bol&iacute;via (2002-2008), Ruanda (2008-2011) e Chile (2011-2019), segudno dados da Ag&ecirc;ncia Ecclesia.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
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<pubDate>Mon, 14 Oct 2019 19:13:00 +0100</pubDate>
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<title>A clausura abriu-se para a despedida dos monges da Cartuxa</title>
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<description><![CDATA[Centenas de pessoas &ldquo;invadiram&rdquo; o convento da Cartuxa, que abriu todos os seus espa&ccedil;os aos amigos, familiares e irm&atilde;os religiosos que se deslocaram at&eacute; &Eacute;vora para a despedida da comunidade que, no final deste m&ecirc;s, deixa a Cartuxa de &Eacute;vora e parte para se juntar &agrave; Cartuxa de Barcelona.


Havia sorrisos, havia lamentos, havia uma tristeza que contrastava com a serenidade dos monges, que acolhiam a todos com um sorriso acolhedor. &laquo;Conservem a lembran&ccedil;a n&atilde;o de n&oacute;s, mas da nossa vida. Que imitem a vida que n&oacute;s vivemos. A popula&ccedil;&atilde;o de &Eacute;vora sabe que nos levantamos &agrave; meia-noite para rezar. E temos muitos amigos que nos diziam que, ao ouvirem os sinos, rezavam uma Av&eacute; Maria por n&oacute;s. Ora que conservem a mem&oacute;ria dessa vida que aqui se vivia. A vida vai continuar noutros moldes. Das pessoas n&atilde;o vale a pena lembrarem-se, n&atilde;o interessamos&raquo;, dizia, enquanto caminhava apressado para a sacristia. A hora passava e o n&uacute;mero de sacerdotes e amigos que chegavam n&atilde;o parava de aumentar.

Carros na estrada, filas imensas para chegar &agrave; igreja, apinhada de gente at&eacute; n&atilde;o se poder mais, de p&eacute;, sem quaisquer condi&ccedil;&otilde;es, &agrave; maneira dos Cartuxos. Antes da celebra&ccedil;&atilde;o, a possibilidade, &uacute;nica e quem sabe irrepet&iacute;vel, de visitar os espa&ccedil;os interiores da Cartuxa, principalmente para as senhoras, a quem sempre foi vedado o espa&ccedil;o. Por todo o lado, entravam pessoas, sorridentes, em paz, a absorver a espiritualidade do espa&ccedil;o. E l&aacute; estavam os monges a acolher, a explicar como funciona o quadro de tarefas que se encontra &agrave; porta da capela onde se rezam as ora&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias, ou a passear pelos claustros, mostrando os jardins.

&nbsp;
A eucaristia foi presidida por D. Francisco Senra Coelho, arcebispo de &Eacute;vora. &nbsp;Na homilia, e depois da resenha hist&oacute;rica da vida dos cartuxos, falou de um &laquo;sil&ecirc;ncio generoso&raquo; que agora deixa a Cartuxa. &laquo;Deus favoreceu &Eacute;vora com o sil&ecirc;ncio generoso, fecundo e habitado pelo seu esp&iacute;rito. O sil&ecirc;ncio dos homens cartuxos, os homens bons de Deus. Nunca est&aacute;vamos s&oacute;s, cont&aacute;vamos com uma retaguarda orante, absolutamente gratuita, sempre dispon&iacute;vel a abra&ccedil;ar todos e cada um dos homens, em comunh&atilde;o incondicional com as suas dores, sofrimentos, esperan&ccedil;as e projetos&raquo;, disse.
&nbsp;
Reafirmando que &laquo;os cartuxos fizeram parte da hist&oacute;ria de &Eacute;vora, e jamais se desvincular&atilde;o desta cidade&raquo;, o prelado definiu &laquo;duas pedras fundamentais da cultura e espiritualidade: os cartuxos e os jesu&iacute;tas&raquo;. &laquo;&Eacute;vora permanecer&aacute; sempre com estes distintivos gen&eacute;ticos no seu ADN&raquo;, assegurou.
&nbsp;
D. Francisco Senra Coelho deu &laquo;gra&ccedil;as&raquo; pelos quase 60 anos de presen&ccedil;a cartusiana em &Eacute;vora, e implorou &laquo;as maiores b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os de Deus para os irm&atilde;os que v&atilde;o partir, mas deixam as sementes da contempla&ccedil;&atilde;o que as nossas queridas irm&atilde;s Servidoras do Senhor v&atilde;o continuar e connosco compartilhar&raquo;. &laquo;Que esta casa seja lugar de acolhimento na aridez e no inverno de todos os que possam sofrer o vazio, a escurid&atilde;o e o sil&ecirc;ncio interior de Deus. Ser&aacute; nesse sil&ecirc;ncio de Deus que aprendemos a ler e escutar o Deus do sil&ecirc;ncio. Que a Cartuxa seja sempre uma escada para o nosso encontro com Deus, pelas m&atilde;os de Maria. Que a esperan&ccedil;a permane&ccedil;a no nosso olhar que os v&ecirc; partir, mas que no compromisso guarda em nossos cora&ccedil;&otilde;es o grande testemunho de vida, a grande tradi&ccedil;&atilde;o do sil&ecirc;ncio que os nossos queridos cartuxos nos souberam deixar&raquo;, concluiu, sem n&atilde;o deixar de referir que &laquo;aqui hoje transcende a diocese, &eacute; o Cora&ccedil;&atilde;o crente de Portugal que est&aacute; aqui&raquo;.
&nbsp;
No final da eucaristia, e perante centenas de amigos, o Pe. Ant&atilde;o, superior da comunidade, tomou a palavra para dizer que, &laquo;para os crist&atilde;os, toda a despedida &eacute; um &ldquo;at&eacute; logo&rdquo;&raquo;. &laquo;Temos esperan&ccedil;a de, um dia, estarmos juntos de novo perante Deus. Por isso, agradecemos a vossa despedida, mas tamb&eacute;m vos dizemos que nos voltaremos a encontrar, qualquer dia, na presen&ccedil;a de Deus. Adeus&raquo;, disse, com uma simplicidade que levou toda a assembleia a uma longa e demorada salva de palmas.
&nbsp;

J&aacute; de noite, o cortejo processional saiu da igreja, mas muitos n&atilde;o arredaram p&eacute;. Voltaram aos claustros, ao contacto vivo e feliz com cada um dos monges da Cartuxa que, pacientemente, acolhiam todos os que se dirigiam a eles. E eram tantos os que procuravam tirar uma foto ou trocar dois dedos de conversa com cada um. Havia quem pedisse dire&ccedil;&otilde;es ao Pe. Ant&atilde;o para o poder visitar, ao que ele argumentava que as visitas n&atilde;o seriam permitidas.
&nbsp;
O conv&iacute;vio com a popula&ccedil;&atilde;o de &Eacute;vora era outros dos aspetos que enriquecia e tornava &uacute;nica a Cartuxa de &Eacute;vora. &laquo;A esta porta bateram pessoas com todo o tipo de problemas, cat&oacute;licos e n&atilde;o cat&oacute;licos, sequiosos de esperan&ccedil;a, com desespero humano, sem sentido para a vida. Para aqui telefonaram pessoas que tinham como horizonte o suic&iacute;dio e esta casa foi uma &ldquo;casa m&atilde;e&rdquo; de cora&ccedil;&atilde;o aberto, que procurou, na fraternidade que nos vem da nossa humanidade, acolher a todos. O seu cora&ccedil;&atilde;o era um ouvido. Eram capazes de escutar no sil&ecirc;ncio da fidelidade e da confian&ccedil;a, e por isso se tornou um centro de refer&ecirc;ncia de acolhimento e de humanidade. Essa &eacute; a heran&ccedil;a que n&oacute;s recebemos. Mas aqui tamb&eacute;m chegaram muitas alegrias, de gravidezes, de cursos finalizados, m&eacute;dicos a pedir a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o para a sua m&atilde;o antes de uma cirurgia. Esta &eacute; uma casa de afeto que nos compete levar para a frente no mesmo sentido de humanidade&raquo;, afirmou aos jornalistas no final da celebra&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
O arcebispo de &Eacute;vora espera que a nova congrega&ccedil;&atilde;o se torne rapidamente a mesma refer&ecirc;ncia que foram os Cartuxos &ndash; &laquo;aqui ser&aacute; sempre a Cartuxa&raquo;, assegurou &ndash; e v&atilde;o mais al&eacute;m, principalmente na parte do acolhimento numa hospedaria que ser&aacute; adaptada para essa realidade.
&nbsp;
 &nbsp;
Sobre a possibilidade de os Cartuxos regressarem a &Eacute;vora ou a Portugal, D. Francisco Senra Coelho n&atilde;o nega essa possibilidade ou esperan&ccedil;a. &laquo;&Eacute; um desejo grande, porque acreditamos que a Europa renas&ccedil;a. Temos a alegria de contar com tr&ecirc;s comunidades contemplativas, onde temos muitas monjas novas, e s&atilde;o grupos florescentes. Acreditamos que esta Europa vai descobrir a beleza do amor numa entrega total e que ainda, quem sabe, os cartuxos voltem aqui. Tenho a certeza que, em 1834, quando os cartuxos foram expulsos, seria menos acredit&aacute;vel o que estou a dizer hoje. Em 1960 eles voltaram, mas dizer isso em 1834 provocaria gargalhadas. Hoje n&atilde;o direi que provoque gargalhadas, mas pode gerar um ju&iacute;zo de ingenuidade. Por&eacute;m, o homem &eacute; sempre uma surpresa. Aguardemos, porque no fundo do homem h&aacute; uma grande sede, e o mundo n&atilde;o responde a essa sede, gera mais sede, e muitos jovens buscam Deus. Esta porta est&aacute; aberta, e o futuro a Deus pertence&raquo;, disse, com um sorriso.
&nbsp;
Do encontro com os jornalistas seguiu para se juntar &agrave;s monjas Servidoras do Senhor, que se juntaram para o saudar. Entraram no refeit&oacute;rio, onde j&aacute; se encontrava o Pe. Ant&atilde;o, e posaram juntos para uma foto que simboliza o passado e o futuro da Cartuxa.



Reportagem e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Tue, 08 Oct 2019 21:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Um Sínodo para ajudar a Igreja na Amazónia… e no mundo?</title>
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<description><![CDATA[A partir de domingo, v&aacute;rias dezenas de participantes oriundos maioritariamente do &ldquo;pulm&atilde;o do mundo&rdquo;, a Amaz&oacute;nia, juntam-se ao Papa Francisco e a uma lista de especialistas e religiosos para debateram o futuro da evangeliza&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o s&oacute;, naquela regi&atilde;o do globo.

&nbsp;
S&atilde;o 292 participantes, entre os quais dos nove pa&iacute;ses que comp&otilde;em esta regi&atilde;o do mundo: 4 das Antilhas, 12 da Bol&iacute;via, 58 do Brasil, 15 da Col&ocirc;mbia, 7 do Equador, 11 do Peru e 7 da Venezuela. Al&eacute;m disso, h&aacute; 13 chefes de Dicast&eacute;rios da C&uacute;ria Romana, 33 membros nomeados diretamente pelo Papa, 15 eleitos pela Uni&atilde;o dos Superiores Gerais, 19 membros do Conselho Pr&eacute;-sinodal, 25 especialistas, 55 auditores e auditoras, 6 delegados fraternos e 12 convidados especiais. Uma lista bem grande para debater os problemas que assolam aquela regi&atilde;o, e que est&atilde;o no cora&ccedil;&atilde;o do Papa Francisco, tendo motivado a convoca&ccedil;&atilde;o desta reuni&atilde;o no Vaticano.
&nbsp;
Durante mais de 20 dias, os participantes ir&atilde;o trabalhar sobre o Instrumentum laboris, o documento de trabalho que surgiu a partir da escuta de milhares de pessoas na regi&atilde;o amaz&oacute;nica e do trabalho da comiss&atilde;o preparat&oacute;ria, por forma a entender quais as mudan&ccedil;as de pr&aacute;ticas/abordagem mais adequadas para ir ao encontro das expetativas das popula&ccedil;&otilde;es. &laquo;O documento n&atilde;o &eacute; do S&iacute;nodo, &eacute; para o S&iacute;nodo, &eacute; a voz da igreja local, a voz da terra. A Igreja quis escutar, convidou-os a falar, eles falaram, e se o fez &eacute; porque quer escutar seriamente&raquo;, defendeu o cardeal Cl&aacute;udio Hummes, relator-geral do S&iacute;nodo e um dos grandes impulsionadores do evento que inicia domingo, na confer&ecirc;ncia de imprensa de apresenta&ccedil;&atilde;o do s&iacute;nodo.

&nbsp;
Tratando-se de uma Assembleia Especial, a metodologia em rela&ccedil;&atilde;o aos S&iacute;nodos precedentes foi parcialmente renovada, conforme explicou o sub-secret&aacute;rio do S&iacute;nodo dos Bispos, D. Fabio Fabene. &laquo;O secret&aacute;rio-geral abrir&aacute; os trabalhos ilustrando o percurso sinodal. Depois, o relator apresentar&aacute; os conte&uacute;dos que emergiram da fase preparat&oacute;ria e tra&ccedil;ar&aacute; os argumentos principais para a discuss&atilde;o na Sala e nos c&iacute;rculos menores. As interven&ccedil;&otilde;es na Sala ter&atilde;o a dura&ccedil;&atilde;o de quatro minutos. E, nos dias de congrega&ccedil;&otilde;es gerais, haver&aacute; um tempo no final para pronunciamentos livres dos padres sinodais.
&nbsp;
A comunica&ccedil;&atilde;o do S&iacute;nodo ser&aacute; confiada ao Dicast&eacute;rio para a Comunica&ccedil;&atilde;o. Diariamente, ser&atilde;o realizados briefings com a participa&ccedil;&atilde;o dos padres sinodais e de outros participantes. Est&aacute; ativa a mesma hashtag #SinodoAmazonico para todas as l&iacute;nguas para uma informa&ccedil;&atilde;o mais adequada sobre o S&iacute;nodo.
&nbsp;
Temas pol&eacute;micos em debate
A primeira d&uacute;vida que assolou a cabe&ccedil;a de todos quantos criticaram o documento de trabalho foi o alcance das decis&otilde;es tomadas no S&iacute;nodo. Se, por um lado se fala que a regi&atilde;o amaz&oacute;nica &eacute; tao singular que &eacute; imposs&iacute;vel alargar as decis&otilde;es tomadas considerando aquela realidade cultural, outros consideram que o que se decidir ali se pode aplicar a toda a Igreja. Quanto a isso, a Ir. Irene Lopes, secret&aacute;ria-exxecutiva da REPAM (Rede Pan-Amaz&oacute;nica), uma das organiza&ccedil;&otilde;es envolvidas na prepara&ccedil;&atilde;o do evento, que foi a &uacute;nica mulher presente na comiss&atilde;o preparat&oacute;ria do s&iacute;nodo, n&atilde;o tem d&uacute;vidas. &laquo;O S&iacute;nodo para a Amaz&oacute;nia &eacute; da Igreja e para a Igreja. O olhar &eacute; pan-amaz&oacute;nico, mas as consequ&ecirc;ncias s&atilde;o para toda a Igreja. O lugar geogr&aacute;fico escolhido pelo Papa Francisco n&atilde;o limita o resultado do S&iacute;nodo. Pelo contr&aacute;rio, potencializa as a&ccedil;&otilde;es&raquo;, revelou, em entrevista &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;.

&nbsp;
A quest&atilde;o da mulher &eacute;, ali&aacute;s, outro dos campos em disputa. O papel das mulheres, a possibilidade da cria&ccedil;&atilde;o de novos minist&eacute;rios que tragam uma autoridade mais formal &agrave;s mulheres nas comunidades em que elas j&aacute; s&atilde;o l&iacute;deres, a quest&atilde;o das diaconisas ou at&eacute; da ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal (com menor express&atilde;o, pois o Papa j&aacute; se pronunciou formalmente sobre isso) poder&atilde;o e dever&atilde;o ser levantadas durante o encontro.
&nbsp;
Outro dos problemas, assumido por D. Claudio Hummes na confer&ecirc;ncia de imprensa e conhecido de todos quantos conhecem a realidade amaz&oacute;nica, tem a ver com a incapacidade da igreja local conseguir chegar a todas as comunidades, principalmente as comunidades ind&iacute;genas isoladas em pequenas aldeias.

Uma fonte contactada pela Fam&iacute;lia Crist&atilde; revela que h&aacute; comunidades que s&oacute; t&ecirc;m eucaristia e confiss&otilde;es uma vez por ano, quando o sacerdote consegue l&aacute; chegar, depois de dias de viagem. H&aacute; um problema de evangeliza&ccedil;&atilde;o e ainda um problema de &laquo;concorr&ecirc;ncia evang&eacute;lica&raquo;, confidenciou &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; a mesma fonte, que confirmou que, em muitas zonas, as comunidades evang&eacute;licas, que n&atilde;o t&ecirc;m a quest&atilde;o do celibato sacerdotal, est&atilde;o a conseguir chegar e criar comunidades, &ldquo;ganhando&rdquo; fi&eacute;is &agrave; Igreja Cat&oacute;lica. N&atilde;o sendo os n&uacute;meros o objetivo, a preocupa&ccedil;&atilde;o existe, contudo. E &eacute; por isso que muitos levantam a hip&oacute;tese de ordenar homens casados, anci&atilde;os das comunidades isoladas, que possam assumir o papel dos sacerdotes, ainda que num regime de depend&ecirc;ncia dos sacerdotes celibat&aacute;rios, uma hip&oacute;tese que, n&atilde;o indo contra a doutrina, encontra muitos opositores fora da realidade amaz&oacute;nica.

Mas n&atilde;o &eacute; apenas a quest&atilde;o do acesso aos sacramentos. H&aacute; s&eacute;culos que se fala muito sobre a incultura&ccedil;&atilde;o e a incapacidade da Igreja de, em determinadas comunidades ou perante determinadas culturas, ter mais a tenta&ccedil;&atilde;o de tentar sobrepor a f&eacute; cat&oacute;lica e a cultura ocidental, em vez se procurar integrar na cultura existente. Agora esse &quot;pecado&quot; &eacute; assumido pela Igreja, que &laquo;percebe a necessidade de inculturar a f&eacute; crist&atilde; dentro das culturas ind&iacute;genas e naquela popula&ccedil;&atilde;o que tem alguma liga&ccedil;&atilde;o com os ind&iacute;genas&raquo;, referiu o cardeal Hummes. &laquo;Hoje estamos convencidos que a evangeliza&ccedil;&atilde;o tem de passar pelo di&aacute;logo inter religioso, com a espiritualidade espec&iacute;fica daqueles povos, e ecum&eacute;nico, pois est&atilde;o presentes outras confiss&otilde;es crist&atilde;s&raquo;, assegura, no que ser&aacute; um passo importante para a Igreja conseguir entrar em determinadas comunidades, mas um desafio pastoral enorme.


&nbsp;
Depois, ningu&eacute;m ir&aacute; esquecer todas as quest&otilde;es pol&iacute;ticas ligadas a este evento. O presidente brasileiro j&aacute; expressou o seu inc&oacute;modo com o s&iacute;nodo, que entende com uma inger&ecirc;ncia da Igreja num territ&oacute;rio que est&aacute; sob al&ccedil;ada brasileira. O Vaticano confirmou, na confer&ecirc;ncia de imprensa de quinta-feira, que &laquo;a soberania [da Amaz&oacute;nia] &eacute; intoc&aacute;vel&raquo; para a Igreja, mas adiantou, pela voz do Cardeal Hummes, que &laquo;a Igreja est&aacute; l&aacute;, e n&oacute;s reivindicamos isso, que temos uma experi&ecirc;ncia real das suas necessidades&raquo;. &laquo;Tivemos uma grande assembleia dos bispos brasileiros da Amaz&oacute;nia, e reunimo-nos em Bel&eacute;m, onde fizemos uma declara&ccedil;&atilde;o escrita onde afirm&aacute;mos que a soberania &eacute; intoc&aacute;vel. N&atilde;o significa que o resto do mundo n&atilde;o tenha nada a ver sobre o caso, mas &eacute; o pa&iacute;s que administra e deve estar aberto a ouvir os outros&raquo;, disse aos jornalistas.
&nbsp;
Do que sair&aacute; de pr&aacute;tico ou de pol&iacute;tico, s&oacute; se saber&aacute; no final, com o relat&oacute;rio final e com o pronunciamento do Papa, que dever&aacute; redigir uma exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica p&oacute;s-sinodal, complementar da enc&iacute;clica Laudato si, uma das raz&otilde;es para a exist&ecirc;ncia deste S&iacute;nodo para a Amaz&oacute;nia.


&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
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<pubDate>Fri, 04 Oct 2019 15:34:00 +0100</pubDate>
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<title>Sínodo: documento de trabalho é «voz da igreja local, voz da terra»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/sinodo-documento-de-trabalho-e-voz-da-igreja-local-voz-da-terra</link>
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<description><![CDATA[Os participantes no S&iacute;nodo sobre a Amaz&oacute;nia que se inicia no pr&oacute;ximo dia 6 de outubro v&atilde;o &laquo;dar orienta&ccedil;&otilde;es e princ&iacute;pios&raquo; sobre variados temas, mas a Igreja &laquo;ir&aacute; fazer apelo aos pr&oacute;prios membros para avisar que o que est&atilde;o a votar &eacute; o que devem come&ccedil;ar a fazer na pr&aacute;tica&raquo;, avisou o Cardeal Claudio Hummes, relator geral da assembleia, na confer&ecirc;ncia de imprensa que serviu para apresentar o encontro de bispos, cardeais e especialistas com o Papa que se inicia no pr&oacute;ximo domingo.

&nbsp;
Na Sala de imprensa da Santa S&eacute;, estiveram presentes o Cardeal Lorenzo Baldisseri, secret&aacute;rio-geral, o relator-geral, Cardeal Cl&aacute;udio Hummes, e o sub-secret&aacute;rio do S&iacute;nodo dos Bispos, D. Fabio Fabene.
&nbsp;
Na apresenta&ccedil;&atilde;o, o cardeal Baldisseri explicou que este ser&aacute; um evento a pensar na pr&aacute;tica da salvaguarda do ambiente, no exemplo que o Vaticano deve dar. &laquo;Durante o S&iacute;nodo, coisas pequenas como os copos, ir&atilde;o ser reutilizados. O papel utilizado tem o maior n&uacute;mero de certifica&ccedil;&otilde;es de proveni&ecirc;ncia, e ser&atilde;o exemplo para outros pa&iacute;ses e organiza&ccedil;&otilde;es&raquo;, entre outras coisas, como explicou o cardeal.
&nbsp;
Mas as aten&ccedil;&otilde;es dos jornalistas estiveram viradas essencialmente para D. Claudio Hummes, o grande respons&aacute;vel pelo processo sinodal que conduziu &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o do Instrumentum laboris, que tanta pol&eacute;mica tem dado.
&nbsp;
Na sua interven&ccedil;&atilde;o inicial, o cardeal defendeu que &laquo;uma verdadeira abordagem ecol&oacute;gica deve ser sempre uma abordagem social da pobreza, que deve integrar a justi&ccedil;a nos debates sobre o meio ambiente, para ouvir tanto o clamor da terra como o clamor dos pobres&raquo;. &laquo;N&atilde;o h&aacute; duas crises separadas, uma ambiental e outra social, mas uma &uacute;nica e complexa crise socio-ambiental&raquo;, disse aos jornalistas.
&nbsp;
O cardeal brasileiro afirmou tamb&eacute;m que a Igreja na Amaz&oacute;nia tem uma &laquo;hist&oacute;ria heroica&raquo;. &laquo;Houve muitos m&aacute;rtires, tanto da Igreja como de outros defensores, seja dos direitos dos povos ind&iacute;genas como dos &ldquo;direitos da terra&rdquo;. Muitos j&aacute; morreram e muitos est&atilde;o amea&ccedil;ados, pessoas que defendem os ind&iacute;genas ou qualquer uma das religi&otilde;es&raquo;, avisou, acrescentando que a quest&atilde;o da incultura&ccedil;&atilde;o da f&eacute; cat&oacute;lica com a cultura ind&iacute;gena &eacute; essencial. &laquo;Hoje, mais que nunca, a Igreja percebe a necessidade de inculturar a f&eacute; crist&atilde; dentro das culturas ind&iacute;genas e naquela popula&ccedil;&atilde;o que tem alguma liga&ccedil;&atilde;o com os ind&iacute;genas. Hoje estamos convencidos que a evangeliza&ccedil;&atilde;o tem de passar pelo di&aacute;logo inter-religioso, com a espiritualidade espec&iacute;fica daqueles povos, e ecum&eacute;nico, pois est&atilde;o presentes outras confiss&otilde;es crist&atilde;s&raquo;, referiu.
&nbsp;
Soberania da Amaz&oacute;nia pelo governo brasileiro &eacute; &laquo;intoc&aacute;vel&raquo; para a Igreja
Questionado sobre a pol&eacute;mica que tem acompanhado o documento de trabalho, o cardeal Hummes foi claro ao explicar que o &laquo;documento n&atilde;o &eacute; do S&iacute;nodo, &eacute; para o S&iacute;nodo, &eacute; a voz da igreja local, a voz da terra&raquo;. &laquo;A Igreja quis escutar, convidou-os a falar, eles falaram, e se o fez &eacute; porque quer escutar seriamente, este &eacute; o caminho sinodal&raquo;, explicou, criticando quem acha que o documento n&atilde;o &eacute; representativo da opini&atilde;o de toda a igreja na Amaz&oacute;nia. &laquo;No Brasil dizia que, quando se veem pesquisas sociais das institui&ccedil;&otilde;es profissionais que fazem essa pesquisa, eles ouviram 3 mil pessoas no Brasil inteiro. &Eacute; uma boa amostra, e portanto deve ter peso de verdade. N&oacute;s ouvimos 80 mil pessoas, n&atilde;o 2 ou 3 mil, e eu digo que isto tem valor. Dizer que n&atilde;o temos dados&hellip; n&oacute;s ouvimos 80 mil pessoas, e &eacute; a voz da Igreja, das pessoas e de quem se queria manifestar sobre este tema&raquo;.
&nbsp;
Explicando que &eacute; natural haver posi&ccedil;&otilde;es diferentes sobre v&aacute;rias mat&eacute;rias, o D. Cl&aacute;udio Hummes exortou a que, no final, a Igreja fale s&oacute; a uma voz. &laquo;No final do S&iacute;nodo, esperamos que todos estejamos juntos com Pedro e sobre Pedro, mesmo os que hoje manifestam opini&otilde;es diferentes&raquo;, pediu.
&nbsp;
Uma das principais preocupa&ccedil;&otilde;es e pol&eacute;micas tem a ver com a possibilidade avan&ccedil;ada de se poderem ordenar homens casados. Sobre isso, o cardeal explicou que a falta de outros recursos leva a que se aposte nas bases da evangeliza&ccedil;&atilde;o, nas quais o cardeal destaca a eucaristia. &laquo;Muito poucos t&ecirc;m a celebra&ccedil;&atilde;o da eucaristia, e a eucaristia edifica a Igreja, e faz falta. Isso vem de muito longe, por falta de ministros ordenados que possam celebrar, pelo que temos de procurar caminhos novos para levar a eucaristia &agrave; vida das nossas comunidades&raquo;, defendeu.
&nbsp;
Sobre as mulheres e o papel das mesmas na igreja amaz&oacute;nica, o cardeal explicou que &laquo;coragem n&atilde;o falta para abordar essa quest&atilde;o&raquo;. &laquo;Devemos estar atentos ao Esp&iacute;rito Santo, que nos diz que devemos estar atentos &agrave; voz das pessoas e da terra. O Instrumentum laboris salienta o trabalho excecional das mulheres, que em muitas comunidades s&atilde;o as l&iacute;deres. Elas est&atilde;o ali e pedem que seja reconhecido isto, que a Igreja reconhe&ccedil;a este trabalho, que tem muitos custos, &agrave;s vezes da pr&oacute;pria vida. Que seja reconhecido e, de alguma forma, mais institucionalizado este trabalho que elas fazem, para que tenham mais autoridade no seu trabalho&raquo;, sugeriu.
&nbsp;
Quanto &agrave; quest&atilde;o dos conflitos com o governo brasileiro, que reclama para si a soberania da Amaz&oacute;nia, o Cardeal Hummes foi perent&oacute;rio a esclarecer que &laquo;a soberania &eacute; intoc&aacute;vel&raquo;, mas n&atilde;o deixou de dizer que isso n&atilde;o invalida que outros n&atilde;o possam dar as suas opini&otilde;es, principalmente a Igreja, que &laquo;est&aacute; l&aacute;&raquo; e tem uma &laquo;experi&ecirc;ncia real das necessidades&raquo;.
&nbsp;
O S&iacute;nodo inicia domingo, dia 6 de outubro, com uma eucaristia presidida pelo Papa Francisco na Bas&iacute;lica de S. Pedro, pelas 10h, e termina dia 27 de outubro, l&aacute; no Vaticano.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Thu, 03 Oct 2019 14:24:00 +0100</pubDate>
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<title>Lançado prémio de composição para música sacra</title>
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<description><![CDATA[A Par&oacute;quia de S&atilde;o Tom&aacute;s de Aquino lan&ccedil;ou o Pr&eacute;mio de Composi&ccedil;&atilde;o Pe. Miguel Carneiro para m&uacute;sica sacra.&nbsp; O galard&atilde;o surge em homenagem ao Pe. Miguel Carneiro, pela sua contribui&ccedil;&atilde;o para a m&uacute;sica sacra em Portugal, e pelo 50.&ordm; anivers&aacute;rio de funda&ccedil;&atilde;o do Coro do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o.



Em comunicado, a PAULUS Editora, parceira do pr&eacute;mio, informa que podem candidatar-se pessoas entre os 16 e os 50 anos, de nacionalidade portuguesa ou do mundo lus&oacute;fono. As candidaturas devem incluir o Te Deum em latim ou a vers&atilde;o em portugu&ecirc;s. Os originais in&eacute;ditos n&atilde;o podem ter sido tocados em p&uacute;blico ou gravados e devem ser escritos para coro (SATB e/ou vozes brancas) e &oacute;rg&atilde;o, sem recurso a meios eletr&oacute;nicos. O vencedor ser&aacute; conhecido no dia 04 de abril de 2020 e a obra apresentada ao p&uacute;blico num concerto em 28 de junho, na Par&oacute;quia S&atilde;o Tom&aacute;s de Aquino, em Lisboa. O regulamento pode ser lido aqui.
&nbsp;
O Pe. Miguel Carneiro &eacute; frequentou o Conservat&oacute;rio de M&uacute;sica de Lisboa, onde concluiu o Curso Superior de Canto. &Eacute; maestro titular do coro que fundou, atualmente residente na Par&oacute;quia de S&atilde;o Tom&aacute;s de Aquino.&nbsp;]]></description>
<pubDate>Thu, 03 Oct 2019 13:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa quer «sacudir» as comunidades católicas no Mês Missionário</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco iniciou a celebra&ccedil;&atilde;o do M&ecirc;s Mission&aacute;rio extraordin&aacute;rio com uma celebra&ccedil;&atilde;o no Vaticano, na qual desafiou os cat&oacute;licos a anunciar o Evangelho com &laquo;ousadia e criatividade&raquo;. &laquo;Este M&ecirc;s Mission&aacute;rio extraordin&aacute;rio quer ser uma sacudidela que nos provoca a ser ativos no bem. N&atilde;o not&aacute;rios da f&eacute; e guardi&otilde;es da gra&ccedil;a, mas mission&aacute;rios&raquo;, declarou, na homilia que pronunciou na Bas&iacute;lica de S&atilde;o Pedro, citado pela Ag&ecirc;ncia Ecclesia.

&nbsp;
Francisco sustentou que ser mission&aacute;rio &eacute;, antes de tudo, ser &laquo;testemunha&raquo;, mostrando com a pr&oacute;pria vida que &laquo;se conhece Jesus&raquo;. &laquo;Testemunha &eacute; a palavra-chave; uma palavra que tem a mesma raiz e significado de m&aacute;rtir. E os m&aacute;rtires s&atilde;o as primeiras testemunhas da f&eacute;: n&atilde;o por palavras, mas com a vida. Sabem que a f&eacute; n&atilde;o &eacute; propaganda nem proselitismo, mas um respeitoso dom de vida&raquo;, precisou.
&nbsp;
O Papa elogiou todos os que sabem viver com o &laquo;amor de Jesus&raquo;, para todos, &laquo;incluindo os inimigos&raquo;. &laquo;Quem est&aacute; com Jesus sabe que tem aquilo que se d&aacute;, possui aquilo que se doa; e o segredo para possuir a vida &eacute; do&aacute;-la. Viver de omiss&otilde;es &eacute; renegar a nossa voca&ccedil;&atilde;o: a omiss&atilde;o &eacute; o contr&aacute;rio da miss&atilde;o&raquo;.
&nbsp;
Francisco lamentou que muitos crentes se fechem numa &laquo;triste vitimiza&ccedil;&atilde;o&raquo;, pensando que &laquo;est&aacute; tudo mal&raquo;, no mundo e na Igreja, e vivendo uma &laquo;f&eacute; de sacristia&raquo;, em vez de passar da &laquo;omiss&atilde;o &agrave; Miss&atilde;o&raquo;. &laquo;Pecamos contra a miss&atilde;o, quando ca&iacute;mos escravos dos medos que imobilizam, e nos deixamos paralisar pelo &lsquo;sempre se fez assim&rsquo;. E pecamos contra a miss&atilde;o, quando vivemos a vida como um peso e n&atilde;o como um dom&raquo;, advertiu.
&nbsp;
O Papa encerrou a sua interven&ccedil;&atilde;o com um apelo &agrave; miss&atilde;o &ldquo;ad gentes&rdquo;, noutros pa&iacute;ses, &laquo;onde h&aacute; mais falta de esperan&ccedil;a e dignidade, onde tantas pessoas vivem ainda sem a alegria do Evangelho&raquo;. &laquo;Vai! O Senhor n&atilde;o te deixar&aacute; sozinho; dando testemunho, descobrir&aacute;s que o Esp&iacute;rito Santo chegou antes de ti para te preparar o caminho. Coragem, irm&atilde;os e irm&atilde;s! Coragem, M&atilde;e Igreja: reencontra a tua fecundidade na alegria da miss&atilde;o&raquo;, concluiu.
&nbsp;
Francisco entregou, simbolicamente, uma cruz mission&aacute;ria a v&aacute;rios dos participantes na cerim&oacute;nia.

Um manual para as comunidades celebrarem o M&ecirc;s Mission&aacute;rio Extraordin&aacute;rio
Para permitir que os fi&eacute;is e as comunidades locais possam dinamizar este M&ecirc;s Mission&aacute;rio Extraordin&aacute;rio, a Congrega&ccedil;&atilde;o pra a Evangeliza&ccedil;&atilde;o dos Povos e as Obras Mission&aacute;rias Pontif&iacute;cias elaboraram um manual de prepara&ccedil;&atilde;o para este M&ecirc;s Mission&aacute;rio Extraordin&aacute;rio, no qual s&atilde;o apresentados diferentes testemunhos da miss&atilde;o, bem como diferentes temas como os leigos e as fam&iacute;lias em miss&atilde;o no mundo, os consagrados, os movimentos eclesiais, as religi&otilde;es e culturas no di&aacute;logo, a pobreza e a justi&ccedil;a social.
&nbsp;
O manual, em Portugal, &eacute; editado pela PAULUS Editora e pretende ser um subs&iacute;dio de apoio &agrave;s comunidades locais nesta tarefa de refletir sobre a miss&atilde;o. &laquo;Os textos aqui apresentados servir&atilde;o para inspirar a criatividade das Igrejas locais e dos seus fi&eacute;is, no confronto com os desafios inerentes &agrave; evangeliza&ccedil;&atilde;o a partir da missio ad gentes e do contexto respetivo&raquo;, escreve o Pe. Fabrizio Meroni, secret&aacute;rio-geral da Pontif&iacute;cia Uni&atilde;o Mission&aacute;ria, na introdu&ccedil;&atilde;o.&nbsp;
&nbsp;
O guia tem tr&ecirc;s partes: uma primeira com medita&ccedil;&otilde;es espirituais de car&aacute;cter mission&aacute;rio sobre leituras b&iacute;blicas da Santa Missa quotidiana dos 31 dias do m&ecirc;s de outubro; uma segunda parte com testemunhos de miss&atilde;o, que apresentam pequenas biografias de &laquo;homens e mulheres, santos e m&aacute;rtires, canonizados ou n&atilde;o&raquo;, sugeridos pelas igrejas de todo o mundo e que podem ser &laquo;modelos e intercessores em termos de f&eacute; e de miss&atilde;o&raquo;, conforme se l&ecirc; na introdu&ccedil;&atilde;o; e uma terceira parte em que se apresentam &laquo;temas importantes, evidenciados pelas igrejas locais e pelos nossos diretores nacionais das Obras Mission&aacute;rias Pontif&iacute;cias, tendo em vista a forma&ccedil;&atilde;o e a anima&ccedil;&atilde;o pastoral para a miss&atilde;o&raquo;.
&nbsp;
Tudo contributos para que as comunidades locais possam dinamizar n&atilde;o apenas celebra&ccedil;&otilde;es eucar&iacute;sticas, mas tamb&eacute;m a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o e reflex&atilde;o sobre o tema, no sentido de estimular nas comunidades locais este desejo de ser-se mission&aacute;rio.
&nbsp;
Papa instaura Domingo da B&iacute;blia
Antes da abertura do M&ecirc;s Mission&aacute;rio Extraordin&aacute;rio, o Papa Francisco anunciou a institui&ccedil;&atilde;o de um &laquo;Domingo da Palavra de Deus&raquo;, celebra&ccedil;&atilde;o anual nas comunidades cat&oacute;licas que visa promover a &laquo;familiaridade&raquo; com a B&iacute;blia, um dos instrumentos mais importantes na evangeliza&ccedil;&atilde;o e na miss&atilde;o. &laquo;A B&iacute;blia n&atilde;o pode ser patrim&oacute;nio s&oacute; de alguns e, menos ainda, uma colet&acirc;nea de livros para poucos privilegiados&raquo;, escreve, na carta apost&oacute;lica Aperuit illis (Abriu-lhes o entendimento).

&nbsp;
A celebra&ccedil;&atilde;o vai acontecer no III Domingo do Tempo Comum do calend&aacute;rio lit&uacute;rgico, visando &laquo;a celebra&ccedil;&atilde;o, reflex&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o da Palavra de Deus&raquo;. &laquo;O dia dedicado &agrave; B&iacute;blia pretende ser, n&atilde;o &lsquo;uma vez no ano&rsquo;, mas uma vez por todo o ano, porque temos urgente necessidade de nos tornar familiares e &iacute;ntimos da Sagrada Escritura e do Ressuscitado, que n&atilde;o cessa de partir a Palavra e o P&atilde;o na comunidade dos crentes&raquo;, precisa o Papa.
&nbsp;
A celebra&ccedil;&atilde;o anual vai ser assinalada pela primeira vez a 26 janeiro 2020, num momento em que decorrem tradicionalmente iniciativas que visam o di&aacute;logo entre confiss&otilde;es crist&atilde;s e com o mundo judaico. &laquo;N&atilde;o se trata de mera coincid&ecirc;ncia temporal: a celebra&ccedil;&atilde;o do Domingo da Palavra de Deus expressa uma val&ecirc;ncia ecum&eacute;nica, porque a Sagrada Escritura indica, a quantos se colocam &agrave; sua escuta, o caminho a seguir para se chegar a uma unidade aut&ecirc;ntica e s&oacute;lida&raquo;, explica Francisco.
&nbsp;
Este domingo da B&iacute;blia j&aacute; tinha sido sugerido no final do Jubileu Extraordin&aacute;rio da Miseric&oacute;rdia, em novembro de 2016.
&nbsp;
Francisco encerra a carta apost&oacute;lica com votos de que este &laquo;domingo dedicado &agrave; Palavra fazer crescer no povo de Deus uma religiosa e ass&iacute;dua familiaridade com as sagradas Escrituras&raquo;.
&nbsp;
Simbolicamente, o documento &eacute; dado a conhecer na Mem&oacute;ria lit&uacute;rgica de S&atilde;o Jer&oacute;nimo e in&iacute;cio do 1600&ordm; anivers&aacute;rio da morte do respons&aacute;vel pela &lsquo;Vulgata&rsquo;, a mais conhecida tradu&ccedil;&atilde;o para o latim da B&iacute;blia.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Thu, 03 Oct 2019 11:28:00 +0100</pubDate>
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<title>«A ansiedade é a doença do nosso século»</title>
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<description><![CDATA[Ana Galhardo Sim&otilde;es &eacute; psicoterapeuta corporal e fala-nos sobre o problema da ansiedade que pode prejudicar todos os alunos que est&atilde;o a iniciar o ano escolar numa escola nova, ou na transi&ccedil;&atilde;o de ciclo. &Eacute; um tempo dif&iacute;cil, mas que se ultrapassa com uma presen&ccedil;a ativa dos pais, colabora&ccedil;&atilde;o com as escolas e, se necess&aacute;rio, a ajuda de profissionais.

&nbsp;
A ansiedade nas crian&ccedil;as &eacute; um problema que existe?
A ansiedade &eacute; a doen&ccedil;a do nosso s&eacute;culo, juntamente com a depress&atilde;o. A ansiedade associada ao regresso &agrave; escola existe e &eacute; um problema.
&nbsp;
Que acontece essencialmente por causa do qu&ecirc;?
Por causa do medo. A emo&ccedil;&atilde;o que est&aacute; na ra&iacute;z da ansiedade &eacute; o medo. Imagine uma crian&ccedil;a que vai para uma escola nova onde n&atilde;o conhece ningu&eacute;m, ou muda de ciclo e n&atilde;o sabe com quem vai ficar na turma. H&aacute; um milh&atilde;o de raz&otilde;es, uma crian&ccedil;a que n&atilde;o tem sido bem sucedida em termos acad&eacute;micos&hellip;
&nbsp;
Mas o problema maior surge nas transi&ccedil;&otilde;es de ciclos?
Se falarmos de crian&ccedil;as sem problemas de aprendizagem sim, nas transi&ccedil;&otilde;es ou na entrada para uma escola nova, mesmo que n&atilde;o seja transi&ccedil;&atilde;o de ciclo. &Eacute; nessas alturas que o medo vem ao de cima, e se percebe a capacidade que eu tenho de controlar o medo que est&aacute; dentro de mim, para que n&atilde;o seja gerador de ansiedade e muito menos que v&aacute; subindo a escadaria at&eacute; ao ataque de p&acirc;nico. Hoje em dia infelizmente temos crian&ccedil;as pequenas j&aacute; a ter ataques de p&acirc;nico por causa disto.
Tive um mi&uacute;do que n&atilde;o foi atempadamente trabalhado pelos pais, e quando chegou ao 5&ordm; ano tinha ataques de p&acirc;nico e problemas de inser&ccedil;&atilde;o social.
&nbsp;
Quando falamos de ataques de p&acirc;nico, falamos do qu&ecirc;?
Falamos de todos os sintomas f&iacute;sicos que est&atilde;o associados &agrave; ansiedade e que j&aacute; est&atilde;o descontrolados: sudorese, taquicardia, sensa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o conseguir respirar, que vai morrer&hellip;
&nbsp;
Parece estranho estarmos a falar desses sintomas em crian&ccedil;as de seis anos&hellip;
De seis anos, de dez&hellip; mas tamb&eacute;m parece estranho falar de crian&ccedil;as deprimidas com cinco ou seis anos, mas o facto &eacute; que existem. Acontece cada vez mais, e encontramos crian&ccedil;as com todos esses sintomas, e novas. &Eacute; mais normal a partir dos 9, 10 anos, mas encontramos mais novos com sintomas f&iacute;sicos da ansiedade.
&nbsp;
E como &eacute; que se consegue detetar esses sintomas, antes que escalem para estes extremos que fal&aacute;vamos?
A crian&ccedil;a isolar-se, passar a comer menos bem nos dias anteriores ao in&iacute;cio das aulas ou durante os primeiros dias de aulas. Ela estar mais fechada sobre si pr&oacute;pria, dormir menos bem, estar mais hiperativa ou menos ativa, qualquer um dos p&oacute;los pode ter a mesma base. Somos todos diferentes, e reagimos &agrave;s coisas de maneira diferente, e por isso podemos estar nas polaridades, e hoje em dia sabemos que a hiperatividade &eacute; mais uma fuga &agrave; depress&atilde;o que outra coisa qualquer. Tudo isso s&atilde;o sintomas que os pais devem estar atentos, e sobretudo devem estar muito pr&oacute;ximos da escola nas transi&ccedil;&otilde;es. Conhecer bem os diretores de turma, perceber quem &eacute; a turma dos filhos, que mi&uacute;dos est&atilde;o ali, e se necess&aacute;rio definir estrat&eacute;gias com a crian&ccedil;a. Quando se conversa com a crian&ccedil;a, ela n&atilde;o fica calada. Acho que nos esquecemos imenso de perguntar &ldquo;o que &eacute; que sentiste?&rdquo; &agrave;s crian&ccedil;as, de tal forma que elas muitas vezes j&aacute; n&atilde;o o sabem dizer. N&atilde;o temos essa cultura de educar a intelig&ecirc;ncia emocional das crian&ccedil;as, e as escolas tamb&eacute;m n&atilde;o, e para eles fica dif&iacute;cil &agrave;s vezes responder a coisas t&atilde;o simples.
Quando os pais v&atilde;o acompanhando todas estas situa&ccedil;&otilde;es de perto, est&atilde;o pr&oacute;ximos dos diretores de turma &ndash; eu, como m&atilde;e, tirava sempre a primeira semana de aulas deles de f&eacute;rias, para poder estar mais pr&oacute;xima, n&atilde;o os deixar na escola depois de terminar o per&iacute;odo escolar, porque isso provoca uma inseguran&ccedil;a enorme nas crian&ccedil;as. O acompanhamento pode ser feito nessa primeira semana, e depois importa perceber quando &eacute; que o filho, depois disso tudo, precisa de ajuda externa.
&nbsp;
E o que &eacute; que os pais podem fazer, em termos reativos, mas tamb&eacute;m em termos de preven&ccedil;&atilde;o?
A ansiedade existe sempre, mas h&aacute; coisas que se podem fazer para a controlar. Os pais podem ensinar as crian&ccedil;as a tomar consci&ecirc;ncia das suas emo&ccedil;&otilde;es e a respirar. N&oacute;s s&oacute; temos duas armas para lutar contra a ansiedade: saber respirar e beber &aacute;gua. Atrav&eacute;s da respira&ccedil;&atilde;o completa, para abrir o bloqueio que a ansiedade nos provoca no diafragma, naturalmente reduzimos os n&iacute;veis de ansiedade. Depois, quando estamos ansiosos, h&aacute; uma descarga de adrenalina que traz uma determinada toxicidade para o organismo. Se formos bebendo &aacute;gua muito devagarinho, porque se for muito r&aacute;pido podemos engasgar-nos, vamos diminuindo esse n&iacute;vel de toxicidade.
&nbsp;
Imagino que promover o di&aacute;logo com os filhos ajudaria&hellip;
Sim, muito (risos). Normalmente, apanhamos mi&uacute;dos ansiosos que s&atilde;o filhos de pais ansiosos, h&aacute; quase sempre essa correla&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o sei se n&atilde;o &eacute; cient&iacute;fica, pois h&aacute; dias soube de um estudo sobre o ADN emocional que os filhos passam aos pais. Mas, empiricamente falando, uma crian&ccedil;a que &eacute; educada no meio de muita ansiedade tende a ser uma crian&ccedil;a mais ansiosa, porque n&atilde;o consegue ter a calma necess&aacute;ria para se gerir internamente. Portanto, a primeira coisa &eacute; que esses pais tratem deles pr&oacute;prios, que aprendam essas ferramentas, procurem quem lhes possa ensinar essas ferramentas, para que eles as possam passar aos filhos. Hoje em dia h&aacute; um conjunto largu&iacute;ssimo de apps no telem&oacute;vel que ensinam a respirar, meditar. N&atilde;o vamos p&ocirc;r ningu&eacute;m a meditar, mas para respirar bem toda a gente tem tempo. Enquanto vou de carro para algum lado, posso respirar suficientemente bem e de forma profunda para chegar bem ao meu destino.
Depois, os mi&uacute;dos gostam de falar muito ao deitar. Os pais acham que &eacute; para adiar a hora de deitar, mas eu acho que n&atilde;o. &Eacute; o &uacute;nico momento em que eles t&ecirc;m o pai ou a m&atilde;e s&oacute; para eles, sem mais nada que fazer do que estar ali a deit&aacute;-los. Os pais queixam-se imenso de que &agrave; hora que se deitam &eacute; que querem falar. Eu sugiro que os deitem meia hora mais cedo e fiquem com eles esse tempo, porque ele vai contar imensas coisas que se passaram no seu dia a dia. Quando estamos na gritaria do quotidiano, a conversa n&atilde;o surge. Ao jantar, as fam&iacute;lias deveriam estar sempre &agrave; mesa, juntas, mas infelizmente j&aacute; n&atilde;o acontece em muitas fam&iacute;lias. Na hora que se deitam, t&ecirc;m-nos s&oacute; para eles. &Eacute; a&iacute; que podemos dizer-lhes o quanto gostamos deles, para lhes dar for&ccedil;a, que acreditamos neles, e para, se necess&aacute;rio, definir estrat&eacute;gias com eles, porque h&aacute; muitas que podem ser definidas quando eles est&atilde;o com estas dificuldades.

O qu&ecirc;, por exemplo?
Por exemplo, indicar que nunca sejam o &uacute;ltimo a sair da sala de aula, t&ecirc;m de sair a meio, porque se saem em &uacute;ltimo quando chegam ao recreio j&aacute; todos est&atilde;o nas suas brincadeiras e &eacute; mais dif&iacute;cil integrar-se. Outra coisa &eacute; os pais partilharem como se sentiam nessa idade, o que n&atilde;o fazem. Se os pais tiverem a capacidade de partilhar como &eacute; que se sentiam nessa altura e o que fizeram para ultrapassar, isso vai fazer com o que o filho diga &ldquo;o meu pai afinal passou pelo mesmo e ultrapassou&rdquo;&hellip;
&nbsp;
Mas assim, as crian&ccedil;as que ter&atilde;o mais problemas s&atilde;o aquelas que os pais ter&atilde;o menos capacidade de ajudar, porque eles pr&oacute;prios sofrer&atilde;o do mesmo&hellip;
Pois, &eacute; interessante, &eacute; uma pergunta &agrave; qual eu n&atilde;o sei responder&hellip; n&oacute;s temos muita dificuldade em lidar com o que fazemos ao espelho. Olhando para o filho, dizem &ldquo;o meu filho &eacute; t&atilde;o t&iacute;mido, e eu tamb&eacute;m era assim&rdquo;, e em vez de utilizarem isso como uma mais-valia para ajudarem os filhos a ultrapassar isso, fazem espelho, e como n&atilde;o resolveram isso dentro de si, n&atilde;o sabem lidar e afastam-se, e isso passa a ser um problema.
&nbsp;
E isso pode complicar mais a coisa?
Sim, porque o pai n&atilde;o mexeu com a ferida a tempo e horas e o filho aparece com a mesma quest&atilde;o e est&atilde;o a obrig&aacute;-lo a mexer na sua ferida enquanto ajuda o filho, e isso &eacute; mais dif&iacute;cil.
&nbsp;
At&eacute; que ponto as escolas podem ajudar neste processo?
Eu conhe&ccedil;o imensas escolas e acho que fazem o que est&aacute; ao seu alcance, mas acho que o que elas fazem &eacute; nada. N&atilde;o h&aacute; uma coisa s&eacute;ria em termos de educa&ccedil;&atilde;o emocional e comportamental. Acho que seria muito importante que as escolas caminhassem para ter programas em que, uma vez por semana, com cada grupo de mi&uacute;dos, os ensinassem a ultrapassar as suas quest&otilde;es, a comportar-se e a relacionarem-se.
&nbsp;
E &eacute; um papel que devem assumir?
As escolas poderiam e deveriam ter este papel, acho que n&atilde;o era t&atilde;o dif&iacute;cil assim. O que j&aacute; fazem -&nbsp; ir um dia antes, fazer uma visita guiada, os mais velhos serem &ldquo;buddies&rdquo; dos mais novos &ndash; &eacute; bom, mas n&atilde;o &eacute; suficiente.
&nbsp;
Porque &eacute; que n&atilde;o se avan&ccedil;a por a&iacute;?
N&atilde;o h&aacute; no&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia da quest&atilde;o, h&aacute; poucos recursos. As leis que o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o vai pondo c&aacute; n&atilde;o casam com a realidade das escolas. N&oacute;s t&iacute;nhamos uma lei para crian&ccedil;as com necessidades educativas especiais, que foi completamente posta de parte, e agora saiu outro artigo que diz que cada crian&ccedil;a tem de ter na escola aquilo que precisa, seja em termos de desenvolvimento, cognitivo, emocional, seja l&aacute; o que for. As escolas n&atilde;o conseguem dar resposta a isto&hellip;
&nbsp;
Porqu&ecirc;?
Porque n&atilde;o h&aacute; recursos, porque as coisas n&atilde;o foram trabalhadas para que atempadamente todos saibam que v&atilde;o ter os recursos que lhes v&atilde;o permitir fazer face&hellip; as coisas n&atilde;o est&atilde;o casadas, e andamos nesta eterna guerra.
Mas tamb&eacute;m os col&eacute;gios privados n&atilde;o correspondem ao que poderiam neste apoio &agrave;s crian&ccedil;as, n&atilde;o &eacute; um problema das escolas p&uacute;blicas&hellip;
&nbsp;
Este &eacute; um problema que afeta a crian&ccedil;a nos primeiros tempos, ou pode ter reflexo no resto do ano escolar?
Pode afetar o ano escolar todo. Vou-lhe dar um exemplo de uma crian&ccedil;a que fez do 1&ordm; ao 4&ordm; ano, eu comecei a acompanhar no in&iacute;cio do 4&ordm; ano. Bons e Muito bons, algumas quest&otilde;es de ansiedade que estivemos a trabalhar ao longo do ano inteiro, uma m&atilde;e muito presente, ach&aacute;mos que estava tudo bem. Entretanto, ele entrou para o 5&ordm; ano, e a ansiedade foi a sua maior inimiga. Baixou as notas por a&iacute; abaixo e no primeiro per&iacute;odo corria o risco de ter duas ou tr&ecirc;s negativas, por causa do medo de mudar de turma, professores, grupo de amigos&hellip; e, de repente, mesmo estando a ser acompanhado, ressentiu-se muito, e s&oacute; porque estava acompanhado &eacute; que conseguiu recuperar e terminar bem.
&nbsp;
Quem n&atilde;o estiver acompanhado, pode ser um problema?
Se a crian&ccedil;a conseguir resolver, &oacute;timo. Mas pode acontecer tanta coisa que os pais t&ecirc;m de estar atentos no in&iacute;cio, mas tamb&eacute;m durante o ano. Uma rela&ccedil;&atilde;o estreita com a escola e os diretores de turma ajuda muito, porque eles s&atilde;o os nossos olhos l&aacute; dentro, e podem falar-nos de coisas que n&atilde;o sabemos porque n&atilde;o os vemos na escola. A escola tem essa obriga&ccedil;&atilde;o, para que os pais possam tomar as devidas provid&ecirc;ncias, mas &agrave;s vezes avisam tarde. At&eacute; porque tudo se passa mais no recreio, e os professores n&atilde;o est&atilde;o l&aacute;, e a comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; t&atilde;o fluida como deveria, e h&aacute; quest&otilde;es que perduram o ano inteiro. Temos um lado emocional e um lado racional, mas se o nosso lado emocional n&atilde;o estiver bem, vai derramar para o lado racional e colocar em causa as nossas compet&ecirc;ncias escolares. &Eacute; por isso que h&aacute; tantos mi&uacute;dos que, em termos de testes de intelig&ecirc;ncia est&aacute; tudo ok, mas emocionalmente n&atilde;o est&atilde;o bem e n&atilde;o conseguem ter as notas que poderiam ter.
&nbsp;
Entrevista e fotos: Ricardo Perna
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Thu, 19 Sep 2019 16:35:00 +0100</pubDate>
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<title>«Nenhum país tem futuro se o motor que o congrega é a vingança ou o ódio»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/nenhum-pais-tem-futuro-se-o-motor-que-o-congrega-e-a-vinganca-ou-o-odio</link>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco defende que &laquo;nenhum pa&iacute;s tem futuro se o motor que os congrega e une as diferen&ccedil;as &eacute; a vingan&ccedil;a ou o &oacute;dio&raquo;. Na homilia da Missa no Est&aacute;dio de Zimpeto, Maputo, o Santo Padre refletiu sobre o perd&atilde;o em torno do pedido de Jesus: &laquo;Amai os vossos inimigos.&raquo;



Olhando para a hist&oacute;ria de Mo&ccedil;ambique, o Papa disse que &laquo;temos de p&ocirc;r-nos de acordo&raquo; e que &laquo;n&atilde;o posso seguir Jesus, se seguir a pol&iacute;tica de olho por olho dente por dente&raquo;. &laquo;&Eacute; dif&iacute;cil de falar de reconcilia&ccedil;&atilde;o quando ainda est&atilde;o vivas as feridas de tantos anos de disc&oacute;rdia. Perd&atilde;o que n&atilde;o significa que se esque&ccedil;a o sofrimento nem pedir que se cancele a mem&oacute;ria nem os ideais&raquo;, defendeu. A medida da reconcilia&ccedil;&atilde;o &eacute; o amor: &laquo;Jesus convida a amar e a fazer o bem. Isto &eacute; muito mais do que ignorar a pessoa que nos prejudicou ou esfor&ccedil;ar-se por que n&atilde;o se cruzem nas nossas vidas. Exige uma bondade ativa e extraordin&aacute;ria para com aqueles que nos feriram. Mas Jesus n&atilde;o fica por a&iacute;. Pede que os aben&ccedil;oemos e rezemos pela Igreja. Isto &eacute;: que o nosso falar deles seja um bendizer, gerador de vida e n&atilde;o de morte; que pronunciemos os seus nomes n&atilde;o com insulta ou vingan&ccedil;a, mas para inaugurar um novo vinculo que inaugure a paz. Alta &eacute; a medida que o mestre nos prop&otilde;e.&raquo;

Francisco denunciou a corrup&ccedil;&atilde;o e afirmou que &laquo;&eacute; triste quando isto acontece com irm&atilde;os da mesma terra. A corrup&ccedil;&atilde;o como o pre&ccedil;o que temos de pagar pela ajuda externa. N&atilde;o seja assim entre v&oacute;s&raquo;.



Lembrando o pedido de Jesus para amar os inimigos, o Sumo Pont&iacute;fice salientou que esse &eacute; um &laquo;caminho estreito que requer algumas virtudes, porque jesus n&atilde;o &eacute; um idealista que ignora a realidade. Jesus est&aacute; a falar de um inimigo real: aquele que nos odeia, expulsa, rejeita&raquo;. Mas Jesus sabe do que fala, &laquo;n&atilde;o nos convida a um amor abstrato, et&eacute;reo ou te&oacute;rico redigido em escrivaninhas para discursos. O caminho que nos prop&otilde;e &eacute; o que ele fez na Cruz&raquo;. Para o futuro e aos fi&eacute;is e autoridades de Mo&ccedil;ambique, o Papa deixou algumas dicas: &laquo;Se Jesus for o &aacute;rbitro entre as decis&otilde;es complexas do nosso pa&iacute;s, ent&atilde;o Mo&ccedil;ambique tem garantido um futuro de esperan&ccedil;a. Ent&atilde;o o vosso pa&iacute;s cantar&aacute; a Deus com gratid&atilde;o e de todo o cora&ccedil;&atilde;o salmos e c&acirc;nticos inspirados.&raquo;

No est&aacute;dio cheio de pessoas que resistiam &agrave; chuva, cantando e dan&ccedil;ando, Francisco pediu: &laquo;Por favor, guardai a esperan&ccedil;a. N&atilde;o deixeis que vo-la roubem. N&atilde;o h&aacute; melhor maneira de guardar a esperan&ccedil;a do que manter-se unidos.&raquo;



Antes da Missa, o Santo Padre esteve no hospital de Zimpeto. A viagem apost&oacute;lica do Papa a Mo&ccedil;ambique termina com a cerim&oacute;nia de despedida no Aeroporto de Maputo. Depois, Francisco segue para Madag&aacute;scar e Ilhas Maur&iacute;cias.

&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Vatican Media
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<pubDate>Fri, 06 Sep 2019 10:40:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa: «Não é boa coisa um bispo, um sacerdote, um catequista mumificado!»</title>
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<description><![CDATA[O dia p&uacute;blico de visita apost&oacute;lica a Mo&ccedil;ambique terminou com o encontro com os bispos, os sacerdotes, religiosos e religiosas, consagrados e seminaristas, catequistas e animadores, na Catedral da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o, em Maputo.
Nas interven&ccedil;&otilde;es e perguntas de um bispo, um sacerdote, uma religiosa e uma catequista, houve quem lembrasse a dificuldade que a Igreja mo&ccedil;ambicana tem tido em inculturar-se; outro falou do fundamentalismo religioso que atinge os casamentos mistos, por exemplo. Depois, o Papa pediu &laquo;generosidade e solicitude&raquo; como a de Maria para enfrentar as dificuldades da atualidade. &laquo;Os tempos mudam. Muitas vezes n&atilde;o sabemos como inserir-nos no nosso tempo. Podemos sonhar com as cebolas do Egito esquecendo-nos de que a esperan&ccedil;a est&aacute; &agrave; frente e n&atilde;o atr&aacute;s. Vamos petrificando, vamos mumificando. N&atilde;o &eacute; boa coisa um bispo, um sacerdote, um catequista mumificado! Em vez de professar uma boa nova, o que comunicamos &eacute; algo cinzento que n&atilde;o atrai. &Eacute; uma tenta&ccedil;&atilde;o!&raquo;



&Agrave; pergunta de um sacerdote sobre a crise da identidade sacerdotal, o Santo Padre quis deixar uma receita que fez quest&atilde;o de dizer ser para todos: &laquo;Talvez tenhamos de sair dos lugares importantes e solenes. Temos de voltar aos lugares onde fomos chamados, onde era evidente que a chamada e a iniciativa era de Deus.&raquo; Defendendo que &laquo;ningu&eacute;m de n&oacute;s foi chamado a um lugar importante&raquo;, o Papa constata que, &laquo;&agrave;s vezes, sem culpa moral habituamo-nos a identificar a nossa atividade quotidiana com certos ritos, com reuni&otilde;es e col&oacute;quios onde o lugar que ocupamos &eacute; de hierarquia. Parecemo-nos mais com Zacarias que com Maria. Creio n&atilde;o exagerar se disser que o sacerdote &eacute; uma pessoa muito pequena. A grandeza incomensur&aacute;vel do dom que nos &eacute; dado para o minist&eacute;rio relega-nos para o menor dos homens. O sacerdote &eacute; o mais pobre dos homens&raquo;.

Sobre os casamentos mistos em que o fundamentalismo obriga os cat&oacute;licos a converterem-se a outra religi&atilde;o, Francisco lamentou que haja &laquo;a tenta&ccedil;&atilde;o de separar em vez de unir&raquo; e pediu que todos ou&ccedil;am o que o Esp&iacute;rito Santo tem a dizer sobre as solu&ccedil;&otilde;es para este e outros problemas. O Papa solicitou &laquo;a paz e a reconcilia&ccedil;&atilde;o&raquo; como dom de Deus para Mo&ccedil;ambique.

Eus&eacute;bio como exemplo de determina&ccedil;&atilde;o
E Paz foi a palavra central no encontro do Papa com as autoridades, o corpo diplom&aacute;tico e a sociedade civil. No Pal&aacute;cio da Ponta Vermelha, em Maputo, Francisco come&ccedil;ou por deixar &laquo;palavras de proximidade e solidariedade&raquo; aos que sofreram com os ciclones Idai e Kenneth. &laquo;Infelizmente, n&atilde;o poderei ir pessoalmente at&eacute; junto de v&oacute;s, mas quero que saibais que partilho a vossa ang&uacute;stia, sofrimento e tamb&eacute;m o compromisso da comunidade cat&oacute;lica para fazer frente a t&atilde;o dura situa&ccedil;&atilde;o. No meio da cat&aacute;strofe e da desola&ccedil;&atilde;o, pe&ccedil;o &agrave; Provid&ecirc;ncia que n&atilde;o falte a solicitude de todos os atores civis e sociais que, pondo a pessoa no centro, sejam capazes de promover a necess&aacute;ria reconstru&ccedil;&atilde;o&raquo;, disse. O Papa quis reconhecer o esfor&ccedil;o que o pa&iacute;s tem feito &laquo;para que a paz volte a ser a norma, e a reconcilia&ccedil;&atilde;o o melhor caminho para enfrentar as dificuldades e desafios que tendes como na&ccedil;&atilde;o&raquo;. Lembrando o acordo recentemente assinado, Francisco salientou a &laquo;esperan&ccedil;a&raquo; e &laquo;confian&ccedil;a&raquo; em que haja &laquo;a capacidade de se reconhecerem como irm&atilde;os, filhos de uma mesma terra, administradores de um destino comum&raquo;. Aos mo&ccedil;ambicanos, o Papa pediu a &laquo;coragem&raquo; e a &laquo;determina&ccedil;&atilde;o&raquo; de continuar a lutar pela paz, sem &laquo;fanatismo&raquo; nem &laquo;exalta&ccedil;&atilde;o&raquo;.



Mas Francisco quis falar de outro tipo de guerra. &laquo;Como sabemos, a paz n&atilde;o &eacute; apenas aus&ecirc;ncia de guerra, mas o empenho incans&aacute;vel &ndash; especialmente daqueles que ocupamos um cargo de maior responsabilidade &ndash; de reconhecer, garantir e reconstruir concretamente a dignidade, tantas vezes esquecida ou ignorada, de irm&atilde;os nossos, para que possam sentir-se os principais protagonistas do destino da pr&oacute;pria na&ccedil;&atilde;o.&raquo; Reconhecendo que a paz possibilitou desenvolvimento do pa&iacute;s, o Papa pediu: &laquo;Encorajo-vos a prosseguir no trabalho de consolidar as estruturas e institui&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para permitir que ningu&eacute;m se sinta abandonado, especialmente os vossos jovens, que formam grande parte da popula&ccedil;&atilde;o. [&hellip;] N&atilde;o cesseis os esfor&ccedil;os enquanto houver crian&ccedil;as e adolescentes sem educa&ccedil;&atilde;o, fam&iacute;lias sem teto, trabalhadores sem trabalho, camponeses sem terra... Tais s&atilde;o as bases de um futuro de esperan&ccedil;a, porque futuro de dignidade! Tais s&atilde;o as armas da paz.&raquo;

No discurso aos principais respons&aacute;veis de Mo&ccedil;ambique, o Papa quis alertar para o cuidado da &laquo;nossa Casa Comum&raquo;.
A manh&atilde; do primeiro dia em Mo&ccedil;ambique terminou com um encontro inter-religioso com jovens, no pavilh&atilde;o Maxaquene. Depois de assistir a um espet&aacute;culo e c&acirc;nticos sobre paz e reconcilica&ccedil;&atilde;o, o Papa enalteceu o papel dos jovens, dizendo-lhes v&aacute;rias vezes: &laquo;V&oacute;s sois o presente de Mo&ccedil;ambique. Que seria desta terra sem os seus jovens? Ver-vos cantar, sorrir, cantar, no meio das dificuldades que viveis &eacute; o melhor sinal de que v&oacute;s, jovens, sois a alegria deste pa&iacute;s hoje. [&hellip;] Que h&aacute; de mais importante do que encontrar-me convosco. V&oacute;s sois importantes!&raquo;



Interpelou diretamente os jovens em diferentes momentos, pedindo-lhes que respondessem se est&atilde;o dispon&iacute;veis para a reconcilia&ccedil;&atilde;o, por exemplo. Perante centenas de jovens, de v&aacute;rias religi&otilde;es, Francisco apelou para que n&atilde;o percam essa alegria. &laquo;Como contribuir para resolver os problemas do pa&iacute;s? N&atilde;o deixeis que vos roubem a alegria. N&atilde;o deixeis que vos roubem a alegria! Que n&atilde;o vos roubem a alegria!&raquo; O Santo Padre alertou ainda para a import&acirc;ncia de sonhar e alertou para as &laquo;duas atitudes que matam os sonhos e a esperan&ccedil;a. Quais s&atilde;o? A resigna&ccedil;&atilde;o e a ansiedade s&atilde;o grandes inimigas de vida porque normalmente impelem-nos por um caminho f&aacute;cil, mas de derrota e a portagem que pedem para passar &eacute; muito cara! Paga-se com a pr&oacute;pria felicidade! At&eacute; com a pr&oacute;pria vida!&raquo;

O Papa lembrou at&eacute; Eus&eacute;bio, o Pantera Negra: &laquo;Quando tudo parece estar parado e os problemas pessoais nos preocupam, n&atilde;o &eacute; bom dar-se por vencido. [&hellip;] Sei que a maioria de v&oacute;s gosta muito de futebol. Recordo um grande jogador destas terras que optou por n&atilde;o se resignar Eus&eacute;bio, a Pantera Negra. [&hellip;] A sua paix&atilde;o pelo futebol f&ecirc;-lo sonhar, avan&ccedil;ar. N&atilde;o faltavam raz&otilde;es para se resignar e n&atilde;o se resignou. O seu sonho e vontade de jogar lan&ccedil;aram-no para diante.&raquo;
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Vactican News
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]]></description>
<pubDate>Thu, 05 Sep 2019 16:10:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa envia mensagem ao povo de Moçambique</title>
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<description><![CDATA[Na prepara&ccedil;&atilde;o para a sua visita a Mo&ccedil;ambique, num roteiro que o levar&aacute; ainda &agrave;s Ilhas Maur&iacute;cias e a Madagascar, o Papa Francisco enviou uma mensagem em v&iacute;deo ao povo mo&ccedil;ambicano, onde sa&uacute;da, agradece os esfor&ccedil;os na prepara&ccedil;&atilde;o da visita e explica que vai ao pa&iacute;s para procurar a &laquo;reconcilia&ccedil;&atilde;o fraterna em Mo&ccedil;ambique e na &Aacute;frica inteira, &uacute;nica esperan&ccedil;a para uma paz firme e duradoura&raquo;.

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Aquando da divulga&ccedil;&atilde;o do programa oficial, muitos exprimiram a sua tristeza por Francisco n&atilde;o se deslocar &agrave; Beira para visitar as popula&ccedil;&otilde;es atingidas pelo ciclone Idai, e essa tristeza ter&aacute; chegado aos ouvidos do Papa. Por isso, a primeira coisa que assegura aos mo&ccedil;ambicanos &eacute; que, &laquo;apesar de n&atilde;o me poder deslocar para al&eacute;m da capital, o meu cora&ccedil;&atilde;o alcan&ccedil;a e abra&ccedil;o todos v&oacute;s&raquo;, reservando um lugar &laquo;especial&raquo;, diz, &laquo;para quantos vivem atribulados&raquo;.
&nbsp;
No v&iacute;deo, Francisco afirma que vai ver como &laquo;cresce&raquo; a &laquo;sementeira feita pelo meu predecessor, S. Jo&atilde;o Paulo II&raquo;, que visitou Mo&ccedil;ambique em 1988, quanto a guerra civil dizimava o pa&iacute;s e pediu paz. O Papa Francisco n&atilde;o ir&aacute; encontrar a mesma situa&ccedil;&atilde;o de guerra civil, mas a proximidade das elei&ccedil;&otilde;es presidenciais tem feito escalar a viol&ecirc;ncia no pa&iacute;s para n&iacute;veis que come&ccedil;am a ser preocupantes.
&nbsp;
Nesse sentido, o Papa afirma que quer &laquo;encontrar a comunidade cat&oacute;lica e confirm&aacute;-la no seu testemunho do Evangelho&raquo;, da mesma forma como Jo&atilde;o Paulo II afirmou, h&aacute; 31 anos, que a igreja mo&ccedil;ambicana &laquo;n&atilde;o prop&otilde;e um modelo pol&iacute;tico, econ&oacute;mico ou social, nem sequer uma &ldquo;terceira via&rdquo; entre sistemas contrastantes e nenhum deles em condi&ccedil;&otilde;es de corresponder plenamente &agrave; dignidade pessoal de homem ou &agrave; &iacute;ndole e cultura dum povo&raquo;, mas &laquo;est&aacute; pronta para responder aos desafios de hoje e para cooperar com todos aqueles que optam pelos caminhos da paz, cujo novo nome &eacute; desenvolvimento, n&atilde;o s&oacute; econ&oacute;mico, mas tamb&eacute;m social, cultural e espiritual. O homem e a sociedade n&atilde;o se contentam com sustentar o corpo; precisam tamb&eacute;m de alimentar a alma; e isso &eacute; muito mais exigente de quanto se possa imaginar, pois sup&otilde;e a delicadeza do amor e do respeito pelo outro&raquo;, afirmou na altura S. Jo&atilde;o Paulo II no discurso que fez perante o presidente de Mo&ccedil;ambique.
&nbsp;
O Papa termina o v&iacute;deo invocando &laquo;as b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os de Deus e a prote&ccedil;&atilde;o da nossa M&atilde;e, a Virgem Maria&raquo; sobre o povo de Mo&ccedil;ambique.


&nbsp;
A visita de Francisco a Mo&ccedil;ambique ter&aacute; a dura&ccedil;&atilde;o de um dia e meio, na qual o Papa ir&aacute; estar n&atilde;o apenas com representantes do Estado, da sociedade civil e da igreja, mas tamb&eacute;m com membros de outras religi&otilde;es e com a juventude, com quem tem encontro marcado numa cerim&oacute;nia inter-religiosa de jovens no Pavilh&atilde;o Maxaquene, em Maputo. O Papa chega no dia 4 e parte para Madagascar no dia 6 de setembro.
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Texto e foto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Fri, 30 Aug 2019 10:47:00 +0100</pubDate>
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<title>D. Ivo Scapolo é o novo núncio apostólico em Portugal</title>
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<description><![CDATA[O arcebispo italiano Ivo Scapolo &eacute; o novo N&uacute;ncio Apost&oacute;lico em Lisboa. O an&uacute;ncio da escolha do Papa Francisco para a sucess&atilde;o de D. Rino Passigato, hoje N&uacute;ncio Apost&oacute;lico em&eacute;rito para a Rep&uacute;blica Portuguesa, surgiu esta quinta-feira.


D. Ivo Scapolo era, at&eacute; &agrave; data, N&uacute;ncio Apost&oacute;lico em Santiago, Chile. Enquanto n&uacute;ncio, esteve muito envolvido em todo o processo dos abusos sexuais na igreja do Chile, e a sua sa&iacute;da do Chile estava a ser apontada h&aacute; algum tempo pela igreja local e pelos media do Chile.

Ivo Scapolo nasceu em Terrassa Padovana, na prov&iacute;ncia de P&aacute;dua, a 24 de Julho de 1953, e foi ordenado sacerdote a 4 de Junho de 1978. Doutorado em Direto Can&oacute;nico, Scapolo entrou no servi&ccedil;o diplom&aacute;tico da Santa S&eacute; em 1984 e exerceu miss&atilde;o nas representa&ccedil;&otilde;es pontif&iacute;cias em Angola, Portugal, Estados Unidos e na sec&ccedil;&atilde;o para as Rela&ccedil;&otilde;es com os Estados da Secretaria de Estado do Vaticano, pelo que o trabalho em Portugal n&atilde;o lhe ser&aacute; totalmente desconhecido.

Foi nomeado N&uacute;ncio Apost&oacute;lico na Bol&iacute;via a 26 de Mar&ccedil;o de 2002, no Ruanda a 17 de janeiro de 2008 e no Chile a 15 de Julho de 2011.

Em comunicado enviado &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, a Confer&ecirc;ncia Episcopal (CEP) congratula-se com esta nomea&ccedil;&atilde;o e deseja a D. Ivo Scapolo &ldquo;um frutuoso minist&eacute;rio pastoral como representante da Santa S&eacute; junto da Igreja em Portugal e nas rela&ccedil;&otilde;es diplom&aacute;ticas com o Estado Portugu&ecirc;s&rdquo;.

&ldquo;Evocando alguns preceitos simples e elementares que o Papa Francisco formulou em forma de dec&aacute;logo no recente encontro com os n&uacute;ncios apost&oacute;licos, desejamos que D. Ivo Scapolo exer&ccedil;a a sua miss&atilde;o entre n&oacute;s como &laquo;homem de Deus, de Igreja, de zelo apost&oacute;lico, de reconcilia&ccedil;&atilde;o, do Papa, de iniciativa, de obedi&ecirc;ncia, de ora&ccedil;&atilde;o, de caridade ativa, de humildade&raquo;&rdquo;, refere a nota, assinada pelo secret&aacute;rio da CEP, padre Manuel Barbosa.

(not&iacute;cia atualizada &agrave;s 14h20 coom as declara&ccedil;&otilde;es da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa)
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna (com Ag&ecirc;ncia Ecclesia e R&aacute;dio Renasncen&ccedil;a)
Foto: Cooperativa.cl
]]></description>
<pubDate>Thu, 29 Aug 2019 11:13:00 +0100</pubDate>
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<title>Presidente pede fiscalização das barrigas de aluguer</title>
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<description><![CDATA[&Eacute; a primeira vez que Marcelo Rebelo de Sousa envia uma lei para fiscaliza&ccedil;&atilde;o preventiva no Tribunal Constitucional. O Presidente da Rep&uacute;blica pediu aos ju&iacute;zes do Pal&aacute;cio Ratton que se pronunciem sobre o decreto sobre a procria&ccedil;&atilde;o medicamente assistida nas &uacute;ltimas altera&ccedil;&otilde;es relativas &agrave;s chamadas barrigas de aluguer. Por se tratar de uma fiscaliza&ccedil;&atilde;o preventiva, a lei n&atilde;o entra em vigor. O Tribunal Constitucional tem 25 dias para se pronunciar.



Em nota na Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, Bel&eacute;m esclarece que &laquo;tendo em conta o que antecede, o Presidente da Rep&uacute;blica requereu a fiscaliza&ccedil;&atilde;o preventiva, assim permitindo ao Tribunal verificar a conformidade das normas agora aprovadas com a Constitui&ccedil;&atilde;o, &agrave; luz da sua pr&oacute;pria jurisprud&ecirc;ncia&raquo;. &laquo;O que antecede&raquo; &eacute; que o Tribunal Constitucional j&aacute; se pronunciou sobre a lei. Na altura, Marcelo Rebelo de Sousa promulgou, mas um grupo de deputados do PSD e do CDS pediram fiscaliza&ccedil;&atilde;o sucessiva. Quando j&aacute; havia casos de pedidos de aprova&ccedil;&atilde;o de barrigas de aluguer aprovados, a resposta do Constitucional considerou que a lei violava a constitui&ccedil;&atilde;o por considerar que a mulher que engravida era impedida de se arrepender e reclamar direitos sobre a crian&ccedil;a. Esse impedimento era &laquo;viola&ccedil;&atilde;o do direito ao desenvolvimento da personalidade, interpretado de acordo com o princ&iacute;pio da dignidade da pessoa humana, e do direito de constituir fam&iacute;lia&raquo;. Assim, o diploma voltou &agrave; Assembleia da Rep&uacute;blica. Com algumas altera&ccedil;&otilde;es foi aprovado e enviado de novo para aprecia&ccedil;&atilde;o do Presidente da Rep&uacute;blica.



Marcelo Rebelo de Sousa &laquo;solicitou ao Tribunal que apreciasse se a altera&ccedil;&atilde;o aprovada pelo Decreto da Assembleia da Rep&uacute;blica, mantendo o regime que tinha sido declarado inconstitucional, n&atilde;o desrespeita a declara&ccedil;&atilde;o com for&ccedil;a obrigat&oacute;ria geral do Tribunal, persistindo numa solu&ccedil;&atilde;o que, da perspetiva do Tribunal, viola a Constitui&ccedil;&atilde;o&raquo;, justificou na nota.
O diploma agora enviado para o Tribunal Constitucional foi aprovado com os votos a favor do Bloco de Esquerda do PS e de 21 deputados do PSD. Houve seis absten&ccedil;&otilde;es e votaram contra os restantes deputados do PSD, e as bancadas parlamentares do PCP e do CDS.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Wed, 28 Aug 2019 12:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Governo publica despacho polémico sobre transsexuais nas escolas</title>
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<description><![CDATA[O despacho n.&ordm; 7247/2019, que &laquo;estabelece as medidas administrativas para implementa&ccedil;&atilde;o do previsto no n.&ordm; 1 do artigo 12.&ordm; da Lei n.&ordm; 38/2018, de 7 de agosto&raquo;, sobre &laquo;direito &agrave; autodetermina&ccedil;&atilde;o da identidade de g&eacute;nero e express&atilde;o de g&eacute;nero e &agrave; prote&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas sexuais de cada pessoa&raquo; abriu uma enorme pol&eacute;mica na sociedade portuguesa. O documento saiu dos gabinetes da secret&aacute;ria de Estado para a Cidadania e a Igualdade e do secret&aacute;rio de Estado da Educa&ccedil;&atilde;o no dia 30 de julho de 2019 e foi publicado em 16 de agosto, para entrar em vigor &laquo;no dia seguinte&raquo;.



O texto no seu artigo 5.&ordm; sobre &laquo;condi&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o da identidade de g&eacute;nero e de express&atilde;o&raquo;, estabelece que as escolas, do ponto de vista administrativo, devem &laquo;estabelecer a aplica&ccedil;&atilde;o dos procedimentos para mudan&ccedil;a nos documentos administrativos de nome e/ou g&eacute;nero autoatribu&iacute;do, em conformidade com o princ&iacute;pio do respeito pelo livre desenvolvimento da personalidade da crian&ccedil;a ou jovem em processo de transi&ccedil;&atilde;o social de g&eacute;nero, conforme a sua identidade autoatribu&iacute;da&raquo; e &laquo;adequar a documenta&ccedil;&atilde;o de exposi&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e toda a que se dirija a crian&ccedil;as e jovens, designadamente, registo biogr&aacute;fico, fichas de registo da avalia&ccedil;&atilde;o, fazendo figurar nessa documenta&ccedil;&atilde;o o nome adotado, de acordo com o previsto no n.&ordm; 2 do artigo 3.&ordm; da Lei n.&ordm; 38/2018, de 7 de agosto, garantindo que o mesmo n&atilde;o apare&ccedil;a de forma diferente da dos restantes alunos e alunas, sem preju&iacute;zo de nas bases de dados se poderem manter, sob confidencialidade, os dados de identidade registados&raquo;. Define-se que esses procedimentos devem &laquo;respeitar a vontade expressa dos pais, encarregados de educa&ccedil;&atilde;o ou representantes legais da crian&ccedil;a ou jovem&raquo;.

As casas de banho e balne&aacute;rios
O ponto que mais pol&eacute;mica gerou foi outro. Referindo-se a pr&aacute;ticas n&atilde;o discriminat&oacute;rias, o despacho defende que &laquo;as escolas devem garantir que a crian&ccedil;a ou jovem, no exerc&iacute;cio dos seus direitos, aceda &agrave;s casas de banho e balne&aacute;rios, tendo sempre em considera&ccedil;&atilde;o a sua vontade expressa e assegurando a sua intimidade e singularidade&raquo;. Do mesmo modo, a crian&ccedil;a ou jovem deve poder usar &laquo;o nome autoatribu&iacute;do em todas as atividades escolares e extraescolares que se realizem na comunidade escolar, sem preju&iacute;zo de assegurar, em todo o caso, a adequada identifica&ccedil;&atilde;o da pessoa atrav&eacute;s do seu documento de identifica&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o que o exijam, tais como o ato de matr&iacute;cula, exames ou outras situa&ccedil;&otilde;es similares&raquo;. Define-se ainda que em &laquo;atividades diferenciadas por sexo&raquo; se permita que &laquo;se tome em considera&ccedil;&atilde;o o g&eacute;nero autoatribu&iacute;do, garantindo que as crian&ccedil;as e jovens possam optar por aquelas com que sentem maior identifica&ccedil;&atilde;o&raquo; e que os alunos devem poder vestir-se de acordo com &laquo;a op&ccedil;&atilde;o com que se identificam&raquo; e tamb&eacute;m &laquo;nos casos em que existe a obriga&ccedil;&atilde;o de vestir um uniforme ou qualquer outra indument&aacute;ria diferenciada por sexo&raquo;.

Em declara&ccedil;&otilde;es ao Observador, o secret&aacute;rio de Estado da Educa&ccedil;&atilde;o, Jo&atilde;o Costa, explicou que para aplicar as medidas previstas no despacho &laquo;os encarregados de educa&ccedil;&atilde;o ter&atilde;o sempre de dar autoriza&ccedil;&atilde;o&raquo;. O governante explicou ainda que &laquo;o despacho n&atilde;o prev&ecirc; a constru&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os espec&iacute;ficos&raquo; ou de casas de banho e balne&aacute;rios indiferenciados. &laquo;J&aacute; h&aacute; casos de pr&aacute;ticas neste sentido, como o acesso a balne&aacute;rios dos professores, que t&ecirc;m uma privacidade que os outros podem n&atilde;o ter&raquo;, explicou Jo&atilde;o Costa.



Escolas privadas de fora?
A pol&eacute;mica instalou-se e a Associa&ccedil;&atilde;o de Estabelecimentos de Ensino Particular Cooperativo (AEEP) a emitir um comunicado alegando que &laquo;o Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo assegura autonomia das escolas, permitindo que estas possam garantir os direitos e o bem-estar de cada aluno, na sua singularidade, lidando com cada um de acordo com a sua identidade, necessidades e capacidades, &agrave; luz de cada projeto pedag&oacute;gico&raquo;. No texto, a associa&ccedil;&atilde;o defende que o despacho n&atilde;o cria novos deveres porque &laquo;o princ&iacute;pio geral de n&atilde;o discrimina&ccedil;&atilde;o e de prote&ccedil;&atilde;o e respeito pela identidade de cada pessoa est&aacute; previsto no artigo 13.&ordm; da Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Portuguesa&raquo;. As escolas privadas entendem que o despacho publicado em agosto &laquo;tem como fun&ccedil;&atilde;o orientar os estabelecimentos de ensino p&uacute;blico estatal no desenvolvimento das medidas necess&aacute;rias para dar cumprimento aos direitos dos seus alunos&raquo; e por isso &laquo;n&atilde;o &eacute; aplic&aacute;vel ao ensino privado&raquo;, podendo s&ecirc;-lo nos &laquo;estabelecimentos de ensino particular e cooperativo que assim o desejem&raquo;.


Peti&ccedil;&atilde;o pede suspens&atilde;o
Foi tamb&eacute;m lan&ccedil;ada uma peti&ccedil;&atilde;o a pedir a suspens&atilde;o do despacho. Mais de 34 mil pessoas j&aacute; assinaram o texto que acusa o Governo de oficializar &laquo;a implementa&ccedil;&atilde;o da Ideologia de G&eacute;nero nas escolas&raquo;. O texto questiona: &laquo;A principal quest&atilde;o, entre tantas, &eacute; a seguinte... Qual mesmo o objetivo da aprova&ccedil;&atilde;o e consequente entrada em vigor, em pleno Agosto, quando tantos pais e crian&ccedil;as est&atilde;o de f&eacute;rias, de um despacho desta natureza fraturante?&raquo; Tamb&eacute;m o movimento Pontos nos II emitiu um comunicado acusando-o de ser &laquo;abusivo visando atingir uma das camadas mais vulner&aacute;veis da sociedade, as crian&ccedil;as e os jovens&raquo;. Este movimento diz-se indignado com o documento e com a &laquo;doutrina&ccedil;&atilde;o das escolas que o mesmo encerra&raquo;. Pontos nos II acusa o Governo de utilizar as crian&ccedil;as &laquo;como cobaias para introduzir medidas que nas escolas sirvam para implementar a doutrina de g&eacute;nero e fazer das mesmas laborat&oacute;rios para experimenta&ccedil;&atilde;o de ideologias&raquo;, defendendo que &laquo;ir&aacute; potenciar o aparecimento de novas situa&ccedil;&otilde;es&raquo;. Por isso, o movimento pede a suspens&atilde;o do despacho.

Os partidos tamb&eacute;m reagiram. Em junho um conjunto de 86 deputados do PSD e CDS pediram a fiscaliza&ccedil;&atilde;o sucessiva da Lei n.&ordm; 38/2018. Agora, as primeiras cr&iacute;ticas vieram da JP, juventude do CDS. Assun&ccedil;&atilde;o cristas veio, mais tarde, dizer que o despacho &laquo;errado e que n&atilde;o faz sentido&raquo;. Rui Rio, presidente do PSD, no Twitter, lamentou: &laquo;em agosto, a um m&ecirc;s do come&ccedil;o das aulas, o Governo faz um despacho de perfil bloquista, semeando a confus&atilde;o nas escolas e nos pais&raquo;.
&nbsp;
Pode ler o despacho aqui: https://dre.pt/application/conteudo/123962165
A Lei n.&ordm; 38/2018 est&aacute; dispon&iacute;vel aqui:https://dre.pt/pesquisa/-/search/115933863/details/maximized
Pode aceder &agrave; peti&ccedil;&atilde;o aqui: https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT94077
&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Mon, 26 Aug 2019 12:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Ordem da Cartuxa fecha mosteiro em Évora</title>
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<description><![CDATA[O Cap&iacute;tulo Geral da Ordem da Cartuxa decidiu o encerramento da Cartuxa masculina de Santa Maria Scala Coeli, em &Eacute;vora, e da Cartuxa feminina de Benif&aacute;sa, em Espanha. A not&iacute;cia foi tomada h&aacute; algumas semanas, mas s&oacute; agora se come&ccedil;am a conhecer os contornos da decis&atilde;o.

&nbsp;
O Pe. Ant&atilde;o, superior da comunidade mon&aacute;stica de &Eacute;vora, confirma que a not&iacute;cia &eacute; &laquo;verdade&raquo;. N&atilde;o existe muito mais informa&ccedil;&atilde;o sobre o assunto, mas o Pe. Ant&atilde;o adiantou &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; que a presen&ccedil;a que se registava desde o s&eacute;culo XVI de monges cartuxos no nosso pa&iacute;s terminar&aacute; no final do m&ecirc;s de outubro. &laquo;A data legal de fim da Comunidade ser&aacute; 31 de outubro, para efeitos burocr&aacute;ticos. Os quatro Cartuxos partiremos para a Cartuxa de Barcelona no in&iacute;cio de novembro&raquo;, referu o Pe. Ant&atilde;o em conversa por correio eletr&oacute;nico.
&nbsp;
A raz&atilde;o da sa&iacute;da est&aacute; relacionada com a falta de voca&ccedil;&otilde;es desta ordem em toda a Europa. Nesse sentido, &eacute; pouco prov&aacute;vel o regresso dos cartuxos num futuro pr&oacute;ximo, garante o Pe. Ant&atilde;o. &laquo;&Eacute; impens&aacute;vel voltarmos dentro de anos. Talvez em d&eacute;cadas... se a Igreja Cat&oacute;lica ressuscitar na Europa&raquo;, disse.
&nbsp;
Ainda sem informa&ccedil;&otilde;es relacionadas com o futuro, o Pe. Ant&atilde;o esclareceu que &laquo;est&atilde;o em contacto&raquo; com congrega&ccedil;&otilde;es &agrave; procura de uma congrega&ccedil;&atilde;o de vida mon&aacute;stica de clausura que possa ocupar o espa&ccedil;o que ir&atilde;o deixar os monges da Cartuxa.
&nbsp;
O que se sabe &eacute; que desejam realizar uma missa solene de despedida &laquo;na nossa Igreja Monumental, sem clausura&raquo;, para que todos os amigos da Cartuxa possam despedir-se. Apesar de viverem em clausura, havia uma rela&ccedil;&atilde;o muito pr&oacute;xima com a comunidade de &Eacute;vora, j&aacute; que muitos fi&eacute;is se deslocavam todas as semanas para uma missa aberta &agrave; comunidade numa capela do Mosteiro que tinha contacto com o exterior.
&nbsp;
&laquo;Sinto uma tristeza e um vazio muito grande&raquo;
O Arcebispo de &Eacute;vora, D. Francisco Senra Coelho, fala em &laquo;dor&raquo; pela partida da Cartuxa de &Eacute;vora, mas agradece &laquo;a Deus os muitos anos da sua presen&ccedil;a naquela diocese&raquo;. &laquo;Sinto uma tristeza e um vazio muito grande pela partida, pois era um conforto e uma presen&ccedil;a enriquecedora. &Eacute; uma perda irrepar&aacute;vel&raquo;, refere, em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;, adiantando que sente a partida tamb&eacute;m de uma forma pessoal, pois foi ali que foi acompanhado no seu retiro de prepara&ccedil;&atilde;o para a ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal.
&nbsp;
Sobre o futuro, tamb&eacute;m pouco adianta. &laquo;Estou a fazer o que est&aacute; ao meu alcance para que este lugar de espiritualidade se mantenha dessa forma. Procuramos alternativas, e faremos todos os esfor&ccedil;os para que tal aconte&ccedil;a&raquo;, afirmou.
&nbsp;
O prelado assegura que &laquo;toda a cidade de &Eacute;vora sente muito a partida da congrega&ccedil;&atilde;o&raquo;, em virtude da rela&ccedil;&atilde;o de proximidade que existia, e adianta que a partida poder&aacute; ficar marcada pelo lado positivo com a ordena&ccedil;&atilde;o de um sacerdote cuja voca&ccedil;&atilde;o saiu precisamente da Cartuxa. &laquo;Se o processo correr todo da melhor forma, poderemos ter uma ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal do di&aacute;cono Paulo Fonseca, que foi irm&atilde;o da Cartuxa e depois decidiu ordenar-se na diocese. Ser&aacute; um legado da Cartuxa na nossa diocese&raquo;, refere, adiantando ainda que ir&aacute; ao mosteiro para celebrar com os monges da Cartuxa em a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as pelo seu tempo aqui em Portugal numa data pr&oacute;xima do dia de S. Bruno, antes da sua partida.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Fri, 26 Jul 2019 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Dicas úteis para quem tem ou quer ter animal de estimação</title>
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<description><![CDATA[Est&aacute; a pensar ter um animal de estima&ccedil;&atilde;o? Deve ter em conta as seguintes quest&otilde;es. Tem disponibilidade para os cuidados de que necessita? Consegue pagar os encargos com a alimenta&ccedil;&atilde;o, registos, vacinas e educa&ccedil;&atilde;o, higiene, etc.? J&aacute; pensou no que far&aacute; ao animal quando for de f&eacute;rias?



Como escolher?
A veterin&aacute;ria Vit&oacute;ria Martins aconselha a escolher um animal mais pequeno, se vive num apartamento; Se tem hor&aacute;rios irregulares e n&atilde;o consegue ir passear o animal quatro vezes ao dia, n&atilde;o opte por um c&atilde;o.

Em Portugal, tem aumentado o n&uacute;mero de gatos. Estes animais precisam de pouco espa&ccedil;o, n&atilde;o precisam de ser passeados e s&atilde;o mais independentes do que os c&atilde;es.

Decidiu ter um animal e agora n&atilde;o sabe como fazer ou onde encontrar ou comprar? Pode ir a lojas de animais. Mas tamb&eacute;m pode adotar um animal numa associa&ccedil;&atilde;o ou nos canis municipais. Al&eacute;m disso, muitas vezes, pessoas individuais oferecem animais beb&eacute;s.

O que precisa para receber o animal?
Quando se recebe um animal em casa, j&aacute; deve ter pronto o espa&ccedil;o para ele, com uma cama ou cesto para dormir, comedouro e bebedouro e alimenta&ccedil;&atilde;o adequada &agrave; idade. Se for beb&eacute;, &eacute; natural que sinta falta da m&atilde;e e lhe seja dif&iacute;cil adaptar-se &agrave; nova casa. Vit&oacute;ria Martins aconselha um per&iacute;odo de quarentena, para deixar o bicho ambientar-se &agrave; casa e &agrave; fam&iacute;lia antes de levar vacinas. D&ecirc;-lhe mimo e h&aacute; quem aconselhe colocar um saco de &aacute;gua morna na cama para lembrar o calor da m&atilde;e.

Na sua p&aacute;gina de internet, a C&acirc;mara Municipal de Odivelas recomenda algumas regras de conviv&ecirc;ncia e higiene, que reproduzimos aqui:


- &laquo;Lave separadamente os recipientes destinados &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o do seu c&atilde;o ou gato e passe-os por &aacute;gua fervente.


- Depois de acariciar o seu animal de estima&ccedil;&atilde;o ou tocar nos seus objetos, lave bem as m&atilde;os com &aacute;gua quente e sab&atilde;o.N&atilde;o permita que as crian&ccedil;as beijem os animais e, muito menos, que partilhem os pratos e a cama com eles.


- N&atilde;o deixe peixes, tartarugas ou p&aacute;ssaros ao alcance do seu c&atilde;o ou gato, porque habitualmente geram-se &quot;conflitos&quot;.

- Vacine os seus animais de companhia &ndash; leve-os com regularidade ao m&eacute;dico veterin&aacute;rio.

- Tenha sempre &agrave; m&atilde;o uma pequena farm&aacute;cia e os materiais de primeiros socorros que possam ser necess&aacute;rios para atender a necessidades s&uacute;bitas de qualquer membro do agregado familiar, incluindo medicamentos espec&iacute;ficos para o seu c&atilde;o ou gato.

- Em qualquer dos casos, n&atilde;o atue sem o conselho de um M&eacute;dico ou M&eacute;dico Veterin&aacute;rio, consoante o caso.

- Guarde em local rapidamente acess&iacute;vel n&uacute;meros de telefone &uacute;teis, como o da Cl&iacute;nica Veterin&aacute;ria habitual, Centro de Informa&ccedil;&atilde;o Antivenenos, etc.&raquo;


&nbsp;
A que obriga a lei?
- Identifica&ccedil;&atilde;o eletr&oacute;nica, o famoso chip, entre os 3 e os 6 meses de idade;

- Depois, tem 30 dias para registar e licenciar na Junta de Freguesia da sua &aacute;rea de resid&ecirc;ncia;

- A renova&ccedil;&atilde;o da licen&ccedil;a &eacute; anual;

- C&atilde;es e gatos s&atilde;o obrigados a andar na rua com coleira ou peitoral, onde deve estar inscrita a morada, nome e telefone do dono;

- Se o animal morrer, fugir ou for dado a outra pessoa, o dono tem de comunicar &agrave; Junta de Freguesia e cancelar o registo;

- S&oacute; podem ser alojados em casa at&eacute; tr&ecirc;s c&atilde;es ou quatro gatos adultos, n&atilde;o podendo ser, no total, mais de quatro animais;

- O abandono de animais de companhia ou a falta de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados em casa &eacute; contraordena&ccedil;&atilde;o. A multa varia entre os 25 e os 3740 euros.

&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o com informa&ccedil;&otilde;es da C&acirc;mara Municipal de Odivelas
em https://www.cm-odivelas.pt/pages/693
Foto: Gisela Merkuur e Mambel/Amber por Pixabay
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<pubDate>Sat, 20 Jul 2019 10:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«São Bartolomeu poderia ser patrono da renovação eclesial»</title>
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<description><![CDATA[D. Jorge Ortiga celebrou, nesta quinta-feira, dia 18 de julho, 20 anos como arcebispo de Braga. Na Missa que assinalou a data, e em plena mem&oacute;ria lit&uacute;rgica de Bartolomeu dos M&aacute;rtires, &laquo;primeira vez que celebramos como santo&raquo;, o atual arcebispo de Braga quis lembrar o papel de Bartolomeu na renova&ccedil;&atilde;o da Igreja do s&eacute;culo XVI.



&laquo;O Papa diz que se imp&otilde;e hoje uma renova&ccedil;&atilde;o eclesial. &Eacute; uma reforma, uma renova&ccedil;&atilde;o eclesial inadi&aacute;vel. S&atilde;o Bartolomeu poderia ser o patrono desta renova&ccedil;&atilde;o eclesial que sabemos ser inadi&aacute;vel.&raquo; E em que se deve basear esta renova&ccedil;&atilde;o? Recuperando as palavras do seu antecessor S&atilde;o Bartolomeu, D. Jorge Ortiga citou &laquo;a subst&acirc;ncia do nosso of&iacute;cio est&aacute; em p&ocirc;r bons m&eacute;dicos nos hospitais de Deus que s&atilde;o as par&oacute;quias&raquo;. O arcebispo de Braga salientou que as par&oacute;quias t&ecirc;m de se renovar para ser estes &laquo;hospitais de Deus onde reina a alegria de todas as pessoas&raquo; e defendeu que os &laquo;bons m&eacute;dicos&raquo; de que falava S&atilde;o Bartolomeu n&atilde;o s&atilde;o apenas sacerdotes, mas todos os membros da comunidade.

Antes da Missa aconteceu a apresenta&ccedil;&atilde;o do livro D. Jorge Ortiga &ndash; Semeador da alegria e da unidade. Na ocasi&atilde;o, o arcebispo primaz de Braga mostrou-se agradecido pela homenagem e muito agradado pelo t&iacute;tulo: &laquo;Alegria e comunh&atilde;o s&atilde;o duas palavras que me dizem muito. A minha miss&atilde;o &eacute; esta: semear, semear a Palavra de Deus, a alegria da vida&raquo;. Mas considera que &laquo;&eacute; um t&iacute;tulo incompleto: gostaria que me desse mais alguns anos para continuar a compor este hino &agrave; alegria e &agrave; unidade na vida para mim e para os outros&raquo;. Deixa o desafio: &laquo;&Eacute; um t&iacute;tulo que entusiasma, que me entusiasma e que gostaria que fosse uma proposta: ser cada um de n&oacute;s tamb&eacute;m este semeador, semeador de alegria. Vale a pena testemunhar a alegria, muitos sorrisos e empatia em vez de tantas outras coisas e vale a pena envolver-se nesta aventura da unidade que &eacute; uma aventura divina e n&atilde;o pura e simplesmente humana.&raquo;



No dia da mem&oacute;ria lit&uacute;rgica de S&atilde;o Bartolomeu dos M&aacute;rtires, antigo arcebispo de braga, D. Jorge lembrou palavras do seu antecessor. &laquo;&ldquo;S&atilde;o precisas m&atilde;os largas e l&iacute;ngua curta.&rdquo; Na causa da alegria e da unidade tenho de ser m&atilde;os largas para construir e n&atilde;o apenas l&iacute;ngua. Ser&aacute; um desafio para todos.&raquo;

O livro tem uma entrevista de vida, testemunhos pessoais de todos os antigos bispos auxiliares de Braga vivos e do atual e fotografias da vida de D. Jorge Ortiga. O autor Ricardo Perna, jornalista da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, revelou o gosto em conhecer melhor D. Jorge Ortiga e salientou as &laquo;coincid&ecirc;ncias divinas que marcaram a vida&raquo; do arcebispo de Braga. &laquo;Tamb&eacute;m &eacute; nossa fun&ccedil;&atilde;o de jornalistas contar hist&oacute;rias bonitas e belas, e a hist&oacute;ria de vida de D. Jorge &eacute; isso mesmo. A sua vida &eacute; uma m&atilde;o cheia de coincid&ecirc;ncias divinas aproveitadas de forma sublime pelo D. Jorge: a coincid&ecirc;ncia de a sua forma&ccedil;&atilde;o coincidir com o fim do Conc&iacute;lio Vaticano II foi uma pedra basilar que lhe marcou a vida e marcou o caminho que a arquidiocese de Braga tem feito nestes 20 anos sob a sua dire&ccedil;&atilde;o. O seu desejo de unidade &eacute; t&atilde;o grande que consegue ao mesmo tempo confrontar conservadores com a introdu&ccedil;&atilde;o de violas na anima&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica e progressistas com a defesa da reintrodu&ccedil;&atilde;o do Rito Bracarense por ser necess&aacute;rio nunca esquecer a Tradi&ccedil;&atilde;o.&raquo;



Coube a D. Nuno Almeida, atual bispo auxiliar de Braga, a apresenta&ccedil;&atilde;o da obra. O prelado destacou &laquo;fios de ouro que percorrem a obra toda&raquo;: &laquo;o fio da alegria, do fio da capacidade de suscitar relacionamentos de amizade e de comunh&atilde;o, o fio da paix&atilde;o contagiante pelo carisma da unidade de Chiara Lubich [fundadora do Movimento dos Focolares] traduzido em empenho mission&aacute;rio por uma Igreja comunh&atilde;o e por um mundo unido&raquo;. D. Nuno Almeida afirmou que &laquo;permanece no rosto do D. Jorge a alegria da primeira hora&raquo;. O bispo auxiliar defende que no livro e na vida &laquo;D. Jorge desafia-nos incansavelmente a um modo novo de fazer pastoral, muito mais feliz, mais pastoral. O senhor D. Jorge sabe apontar-nos o caminho da miss&atilde;o&raquo;.

O c&oacute;nego Jo&atilde;o Aguiar Campos, prefaciador, salientou que o livro tem &laquo;mat&eacute;ria muito densa de reflex&atilde;o, de perspectivas de ontem, de hoje e de amanh&atilde;&raquo;.
&nbsp;

Reportagem: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ant&oacute;nio Miguel Fonseca e Ricardo Perna
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<pubDate>Fri, 19 Jul 2019 10:30:00 +0100</pubDate>
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<title>D. Vitorino Soares é o novo bispo auxiliar do Porto</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco nomeou hoje bispo auxiliar do Porto o Pe. Vitorino Jos&eacute; Pereira Soares, p&aacute;roco de Castel&otilde;es de Cepeda e de Madalena, em Paredes, informou a Nunciatura Apost&oacute;lica em Portugal em comunicado enviado &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA. Natural da Diocese do Porto, D. Vitorino Soares nasceu em Penafiel, a 19 de outubro de 1960, foi ordenado sacerdote a 14 de julho de 1985 e &eacute; o mais velho de cinco irm&atilde;os, um dos quais tamb&eacute;m sacerdote, o padre Avelino Jorge Pereira Soares, p&aacute;roco em Rio Tinto.


Sobre o futuro da sua miss&atilde;o, o novo bispo auxiliar do Porto real&ccedil;a o exemplo que tem encontrado no trabalho de D. Manuel Linda e tamb&eacute;m no pontificado do Papa Francisco. O Papa argentino que prop&otilde;e como modelo de bispo algu&eacute;m que &laquo;muitas vezes vai &agrave; frente do povo para apontar uma estrada, manter uma esperan&ccedil;a viva, outras vezes &eacute; algu&eacute;m que vai no meio do povo de forma simples e misericordiosa, e finalmente algu&eacute;m que vai atr&aacute;s, acompanhando os &uacute;ltimos, aqueles que t&ecirc;m mais dificuldade em andar&raquo;, recorda D. Vitorino Soares.

Na sauda&ccedil;&atilde;o &agrave; Diocese do Porto, D. Vitorino Soares expressou alegria e &laquo;sentido de responsabilidade&raquo; pela nomea&ccedil;&atilde;o do Papa Francisco, que considera um &laquo;dom&raquo; e um &laquo;desafio&raquo;. &laquo;Este dom e este desafio, n&atilde;o s&atilde;o s&oacute; meus, por isso, tamb&eacute;m os partilho com toda a Diocese do Porto e agrade&ccedil;o ao Papa Francisco este gesto de confian&ccedil;a. Deus com o Seu Esp&iacute;rito me fortale&ccedil;a neste novo servi&ccedil;o e me ajude a corresponder com as minhas pobres limita&ccedil;&otilde;es&raquo;, afirmou.

O novo bispo auxiliar do Porto diz que se sentiu &laquo;muito pequenino&raquo; quando recebeu o convite do Papa Francisco, manifestou &laquo;fidelidade, coopera&ccedil;&atilde;o e solicitude&raquo; para com o bispo diocesano, D. Manuel Linda, afirmando que vai continuar a trabalhar como &laquo;humilde irm&atilde;o no episcopado&raquo;.

D. Vitorino Soares dirigiu-se tamb&eacute;m aos atuais bispos auxiliares do Porto, D. Pio Alves e D. Armando Esteves, desejando que o acolham &laquo;como irm&atilde;o menor&raquo; e que o ajudem a &laquo;aprender a caminhar como Bispo&raquo;. &laquo;O Papa Francisco ao ir buscar um pobre p&aacute;roco, d&aacute;-nos um sinal, que eu gostaria de partilhar com todos os p&aacute;rocos, vendo em mim cada um deles, no trabalho dedicado e silencioso, que sustenta uma boa parte da vitalidade pastoral&raquo;, acrescentou.

D. Vitorino Soares disse tamb&eacute;m que, no contexto do Ano Mission&aacute;rio, deseja &laquo;contribuir para uma comunh&atilde;o mission&aacute;ria na Igreja&raquo;. &laquo;Somos todos disc&iacute;pulos mission&aacute;rios, cada um a seu modo, mas n&atilde;o esque&ccedil;amos que mestre h&aacute; um s&oacute;, o Bom Pastor&raquo;, referiu o novo bispo auxiliar.

O bispo do Porto, D. Manuel Linda, considera que o &laquo;temperamento acolhedor e af&aacute;vel&raquo; de D. Vitorino Soares &laquo;muito contribui&raquo; para fazer da Diocese do Porto &laquo;uma comunidade acolhedora, motivada, sens&iacute;vel e fraterna&raquo;.

D. Manuel Linda comunicou &laquo;com imensa alegria&raquo; &agrave; diocese a nomea&ccedil;&atilde;o do novo bispo auxiliar do Porto, que considera &laquo;um dom recebido do C&eacute;u&raquo; por &laquo;interm&eacute;dio do Papa Francisco&raquo;. &laquo;Ao Santo Padre, o Papa Francisco, em nome da Diocese do Porto, agrade&ccedil;o, de cora&ccedil;&atilde;o, este dom precioso. Ao Bispo eleito, dou as boas-vindas ao minist&eacute;rio apost&oacute;lico: recebe, caro D. Vitorino, o abra&ccedil;o fraterno deste teu irm&atilde;o mais velho&raquo;, escreveu D. Manuel Linda.

Dados biogr&aacute;ficos
Como sacerdote da Diocese do Porto, Vitorino Soares trabalhou no Semin&aacute;rio do Bom Pastor, entre 1984 e 1987, e no Semin&aacute;rio Maior, entre 1989 e 1994. Capel&atilde;o militar de 1987 a 1989, o padre Vitorino dedicou 10 anos do seu trabalho pastoral aos jovens, sendo diretor do Secretariado Diocesano da Juventude entre 1989 1999.

Em 1994 assumiu a par&oacute;quia de Castel&otilde;es de Cepeda, em Paredes, e em 1999 a de Madalena, na mesma vigararia. &laquo;A Par&oacute;quia, aqui em Castel&otilde;es de Cepeda 25 anos tamb&eacute;m, ajudou-me de facto, n&atilde;o digo trunfo, mas a ser pastor e a estar com as pessoas, acompanh&aacute;-las. As pessoas tamb&eacute;m me ajudaram a ser pastor, o rebanho ajudou-me a ser pastor&raquo;, destaca o novo bispo auxiliar do Porto, nas primeiras declara&ccedil;&otilde;es depois de ter sido tornada p&uacute;blica a sua nomea&ccedil;&atilde;o.

Sobre os 10 anos que passou &agrave; frente do Secretariado Diocesano da Juventude, D. Vitorino Soares sublinha um tempo que o ajudou a viver &laquo;a escola da vida que &eacute; a escola da realidade&raquo; e a ter aten&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m a tudo o que implica o &laquo;acompanhamento&raquo; das pessoas, ao &laquo;estar com as pessoas&raquo;.

A ordena&ccedil;&atilde;o episcopal de D. Vitorino Soares dever&aacute; decorrer no dia 29 de setembro, na catedral diocesana, indica o bispo do Porto, D. Manuel Linda, na sauda&ccedil;&atilde;o dirigida ao novo bispo auxiliar da diocese.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna (com Ag&ecirc;ncia Ecclesia)
Foto: Par&oacute;quia de Castel&otilde;es de Cepeda/Paredes
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<pubDate>Wed, 17 Jul 2019 16:34:00 +0100</pubDate>
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<title>Braga vai ordenar um sacerdote cego</title>
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<description><![CDATA[S&atilde;o 15h30 de uma quinta-feira de sol e calor. Da porta da igreja do P&oacute;pulo, em Braga, vimos sair uma cadela a acompanhar um padre. Bom, pelo menos traz cabe&ccedil;&atilde;o e na rua todos o interpelam como padre. Na verdade, ainda n&atilde;o o &eacute;. Tiago Varanda &eacute; di&aacute;cono e ser&aacute; ordenado sacerdote no dia 14 de julho, no Santu&aacute;rio de Nossa Senhora do Sameiro, mas a roupa &ldquo;civil&rdquo; e o cabe&ccedil;&atilde;o n&atilde;o t&ecirc;m diferen&ccedil;a da roupa de padre, e s&atilde;o muitos os que o confundem. Tiago n&atilde;o se preocupa com isso, antes prefere sorrir e cumprimentar todos quantos lhe falam.


Desde a entrada no semin&aacute;rio que a sua cegueira foi motivo de curiosidade, mas agora que se aproxima a ordena&ccedil;&atilde;o, aumentam as entrevistas e os testemunhos. Tudo, diz, pela gra&ccedil;a de Deus. &laquo;Para mim o mediatismo &eacute; algo estranho. Sempre fui muito discreto e a minha origem &eacute; de uma aldeia no meio da serra, em Lamego, e estar nas bocas do mundo &eacute; muito estranho, mas encaro como uma forma de dar testemunho de Jesus Cristo, que &eacute; a raz&atilde;o de eu estar aqui&raquo;, diz-nos, em entrevista, no seu escrit&oacute;rio no edif&iacute;cio do Patronato da S&eacute; de Braga, onde esteve a estagiar no &uacute;ltimo ano pastoral sob a orienta&ccedil;&atilde;o do c&oacute;nego Manuel Joaquim. &laquo;Eu n&atilde;o acolho apenas uma pessoa, acolho uma hist&oacute;ria, uma vida, sonhos e vontade de estar e de, em comunh&atilde;o, construir&raquo;, refere o sacerdote, pelo que acolher o Tiago foi t&atilde;o natural como acolher qualquer outro seminarista.

Embora, l&aacute; est&aacute;, tivesse de fazer alguns ajustes. &laquo;Tenho comentado que a presen&ccedil;a do Tiago me ajudou a ter um ritmo diferente. &Agrave;s vezes, naquela espontaneidade, corre para aqui e para ali, o facto de ter o Tiago comigo obrigou-me, nos primeiros tempos, a ter um ritmo diferente, uma pondera&ccedil;&atilde;o diferente. A presen&ccedil;a do Tiago tem sido uma mais-valia porque me ajuda, questiona e provoca a ver a realidade, as pessoas, os acontecimentos, os projetos a partir do interior, n&atilde;o tanto disperso com o que se possa ver e experimentar, mas a partir da vida interior a partir da qual se pode construir&raquo;, reflete o C&oacute;n. Manuel Joaquim.

Sa&iacute;mos do escrit&oacute;rio e somos conduzidos por Tiago at&eacute; &agrave; igreja do P&oacute;pulo. Bom, pelo Tiago e pela Ibiza, de quem ainda n&atilde;o fal&aacute;mos. A cadela-guia do Tiago acompanha-o para todo o lado h&aacute; cerca de tr&ecirc;s anos e &eacute; extremamente &uacute;til nos caminhos que o Tiago tem de fazer diariamente. N&atilde;o sobe ao altar, mas fica sossegada na sacristia, e j&aacute; foi adotada por todos os membros da par&oacute;quia, que a sa&uacute;dam com uma festa quando a veem chegar.

Um dos membros ativos da par&oacute;quia &eacute; Concei&ccedil;&atilde;o Oliveira, ministra extraordin&aacute;ria da comunh&atilde;o e membro das Vicentinas. Quando viu Tiago pela primeira vez no altar, confessa que pensou &laquo;ai Jesus, o que &eacute; que vai acontecer?&raquo; [risos]. &laquo;Estamos com ele h&aacute; nove meses, e quando nos demos conta ele j&aacute; conhecia o nome de toda a gente, s&oacute; pela voz. Conhece os grupos de liturgia, os servidores do altar, os grupos todos, e isso facilitou-nos muito&raquo;, diz Concei&ccedil;&atilde;o, que n&atilde;o considera que, fora os problemas de mobilidade naturais, a cegueira o impe&ccedil;a de exercer o seu minist&eacute;rio, bem pelo contr&aacute;rio. &laquo;A cegueira limita-o, mas ele tem uma vis&atilde;o muito mais profunda do que a nossa, e tem outros talentos que n&oacute;s n&atilde;o somos capazes de ter&raquo;, diz.


O C&oacute;n. Manuel Joaquim confirma que a cegueira do Tiago &eacute; uma mais-valia no sentido do aprofundar do mist&eacute;rio de Deus. &laquo;H&aacute; uns tempos comentava com o Tiago que das melhores e mais belas proclama&ccedil;&otilde;es da Palavra de Deus nas assembleias que ouvi nestes meus 30 anos de experi&ecirc;ncia foi feita por um cego. H&aacute; uma contempla&ccedil;&atilde;o, um saborear na intimidade aquilo que &eacute; a Palavra de Deus que, no caso desse cego, e tamb&eacute;m experimento isso com o Tiago, &eacute; qualquer coisa de maravilhoso&raquo;, considera.

Com as suas limita&ccedil;&otilde;es, o Tiago precisar&aacute; de um apoio tecnol&oacute;gico na adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s novas fun&ccedil;&otilde;es, que apenas conhecer&aacute; na v&eacute;spera da sua ordena&ccedil;&atilde;o. Durante o semin&aacute;rio, conta, &laquo;comecei a ponderar, pois n&atilde;o existem materiais lit&uacute;rgicos adaptados, e percebi que teria de ser eu a fazer as coisas, ou a pedir ajuda, e comecei a p&ocirc;r m&atilde;os &agrave; obra. A ACAPO ajudou-me na impress&atilde;o de algum material lit&uacute;rgico, nomeadamente a Liturgia das Horas, quando estava no semin&aacute;rio. Tenho o Salt&eacute;rio todo em braille, e alguns tempos fortes tamb&eacute;m&raquo;. Quando tiver de celebrar, alguns gestos poder&atilde;o impedir que leia em braille as ora&ccedil;&otilde;es, mas a solu&ccedil;&atilde;o poder&aacute; passar por &laquo;decorar os gestos&raquo; e &laquo;usar o telem&oacute;vel com auscultadores, que me permite ouvir a ora&ccedil;&atilde;o nos ouvidos e repetir o que vou ouvindo, e a&iacute; j&aacute; tenho liberdade para as minhas m&atilde;os&raquo;.

&Eacute; por isso que, por todo o lado, muitos se entusiasmam com esta ordena&ccedil;&atilde;o, da mesma forma que se entusiasmam com outras. Porque, diz o Tiago, &laquo;acima de tudo, &eacute; uma grande responsabilidade da minha parte o testemunho como crist&atilde;o, de poder comunicar o amor de Jesus Cristo a todos, porque foi esse amor que me fez vir para este minist&eacute;rio. Neste aprender a acolher a realidade e as pessoas como elas s&atilde;o, a minha cegueira vai ser um desafio para aprendermos a acolher os outros como eles s&atilde;o, nos seus limites e potencialidades. Jesus Cristo tamb&eacute;m acolheu a todos e procurou encaminhar os que procuravam o Reino de Deus. O grande desafio &eacute; a retid&atilde;o da minha consci&ecirc;ncia, de seguir o apelo que Jesus me faz e de poder ser-lhe fiel em tudo, e partir da&iacute; fazer um caminho com todos e corresponder &agrave; vontade de Deus em tudo&raquo;.

Pode ler toda a reportagem na edi&ccedil;&atilde;o de julho-agosto da sua revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
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Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Fri, 12 Jul 2019 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>D. Jorge Ortiga há 20 anos como arcebispo de Braga</title>
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<description><![CDATA[D. Jorge Ortiga comemora, na pr&oacute;xima semana, vinte anos como arcebispo de Braga. Para marcar esta importante efem&eacute;ride, a PAULUS Editora e a Arquidiocese de Braga apresentam o livro Dom Jorge Ortiga - Semeador da alegria e da unidade. O livro da autoria do jornalista da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; Ricardo Perna, que ser&aacute; apresentado na S&eacute; de Braga, no dia 18 de julho, pelas 16h00. A obra, prefaciada pelo C&oacute;n. Jo&atilde;o Aguiar Campos, ser&aacute; apresentada por D. Nuno Almeida, bispo auxiliar da diocese bracarense. Ap&oacute;s o evento, pelas 17h30, ser&aacute; celebrada Eucaristia de A&ccedil;&atilde;o de Gra&ccedil;as pelos vinte anos de D. Jorge Ortiga como arcebispo de Braga e primaz das Espanhas.&nbsp;

D. Jorge Ortiga &eacute; o bispo h&aacute; mais tempo em fun&ccedil;&otilde;es em Portugal. &Eacute; uma personalidade que marcou a Igreja em Portugal nos &uacute;ltimos quarenta anos. A sua vida &eacute; uma feliz divina coincid&ecirc;ncia, com todos os movimentos p&oacute;s-Conc&iacute;lio Vaticano II, sem esquecer a dura realidade da luta pela liberdade no 25 de Abril, e principalmente nos anos que se seguiram &agrave; Revolu&ccedil;&atilde;o dos Cravos. Tem sido arquiteto de uma vida em Igreja em busca da unidade, contra a uniformidade. Apesar dos seus setenta e cinco anos, e de j&aacute; ter entregado a ren&uacute;ncia ao Papa Francisco, s&atilde;o os seus colaboradores diretos que, mesmo sendo mais novos, falam do seu ritmo acelerado de trabalho, que n&atilde;o lhes deixa tempo para respirar. A sua vis&atilde;o da Igreja e da f&eacute; est&aacute; em constante muta&ccedil;&atilde;o, na procura daquilo que melhor serve a Deus. Ao mesmo tempo, consegue manter uma rela&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima e &iacute;ntima com a sua irm&atilde; e sobrinhos, aproveitando o tempo em fam&iacute;lia para desocupar a cabe&ccedil;a e descansar.
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<pubDate>Wed, 10 Jul 2019 11:10:00 +0100</pubDate>
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<title>Portugal vai ter um novo santo</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco alargou o culto lit&uacute;rgico ao Beato Bartolomeu dos M&aacute;rtires a toda a Igreja e declarou a sua inscri&ccedil;&atilde;o no cat&aacute;logo de Santos. A not&iacute;cia foi avan&ccedil;ada pela Santa S&eacute; e publicada online depois da audi&ecirc;ncia de Angelo Becciu, Prefeito da Congrega&ccedil;&atilde;o para a Causa dos Santos, com o Papa Francisco. &laquo;Durante a Audi&ecirc;ncia, o Sumo Pont&iacute;fice aprovou os votos favor&aacute;veis dos Eminent&iacute;ssimos e Excelent&iacute;ssimos membros da Congrega&ccedil;&atilde;o e ampliou o culto lit&uacute;rgico em homenagem ao Beato Bartolomeo dei Martiri &agrave; Igreja Universal, da Ordem dos Frades Pregadores do Arcebispado de Braga, nascido em Lisboa (Portugal) a 3 de Maio de 1514 e falecido em Viana do Castelo (Portugal) a 16 de Julho de 1590, inscrevendo-o no cat&aacute;logo de Santos&raquo;, pode ler-se no site da Santa S&eacute;.

&nbsp;
No passado dia 20 de Janeiro, o Papa Francisco, em audi&ecirc;ncia &agrave; Congrega&ccedil;&atilde;o para a Causa dos Santos, tinha concedido a autoriza&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria &agrave; dispensa do milagre formalmente demonstrado para a declara&ccedil;&atilde;o de santidade do Beato Bartolomeu dos M&aacute;rtires.
&nbsp;
Segundo apurou a Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, na sequ&ecirc;ncia da decis&atilde;o do Papa n&atilde;o haver&aacute; uma cerim&oacute;nia de canoniza&ccedil;&atilde;o, mas a leitura do Decreto que inscreve Frei Bartolomeu dos M&aacute;rtires no Livro dos Santos. A cerim&oacute;nia dever&aacute; ter lugar na Arquidiocese de Braga, no dia 10 de novembro, data em que come&ccedil;a a Semana dos Semin&aacute;rios.
&nbsp;
Numa carta pastoral dedicada a este momento, publicada na p&aacute;gina online da Arquidiocese de Braga, D. Jorge Ortiga sa&uacute;da a decis&atilde;o do Papa Francisco, depois de &laquo;um longo processo&raquo;, e destaca D. Frei Bartolomeu dos M&aacute;rtires como algu&eacute;m que como santo ir&aacute; continuar a apelar &laquo;a uma vida de coer&ecirc;ncia evang&eacute;lica&raquo;.
&nbsp;
Um aspeto que o atual arcebispo bracarense considera fundamental num tempo em que a Igreja Cat&oacute;lica enfrenta v&aacute;rios desafios e carece de uma nova &laquo;reforma&raquo;. &laquo;A crise entrou na Igreja. Bartolomeu dos M&aacute;rtires viveu um per&iacute;odo id&ecirc;ntico e soube, como poucos, ler e ouvir os sinais dos tempos, empenhando-se na procura de respostas adequadas&raquo;, salienta D. Jorge Ortiga, que recordou ainda o car&aacute;ter firme e &iacute;ntegro do antigo bispo que tomou conta dos destinos de uma regi&atilde;o que hoje integra n&atilde;o s&oacute; a Arquidiocese de Braga mas tamb&eacute;m as dioceses de Viana do Castelo, Bragan&ccedil;a-Miranda e Vila Real. &laquo;O seu compromisso com a mudan&ccedil;a na Igreja n&atilde;o foi te&oacute;rico nem ret&oacute;rico. Deu exemplo e exigiu, no seu minist&eacute;rio apost&oacute;lico, um novo estilo de ser Igreja e um novo modo de encarar o quotidiano crist&atilde;o. Foi um aut&ecirc;ntico reformador. Creio que, nele, encontraremos a confirma&ccedil;&atilde;o de que a renova&ccedil;&atilde;o da Igreja n&atilde;o s&oacute; apenas necess&aacute;ria mas poss&iacute;vel e urgente&raquo;, aponta D. Jorge Ortiga.

&nbsp;
O bispo de Bragan&ccedil;a-Miranda, D. Jos&eacute; Cordeiro, declarou a sua &laquo;profunda alegria&raquo; pelo an&uacute;ncio da canoniza&ccedil;&atilde;o de Frei Bartolomeu dos M&aacute;rtires, numa mensagem onde j&aacute; pede a intercess&atilde;o do novo santo portugu&ecirc;s, a favor da sua diocese e de todas as comunidades cat&oacute;licas. &laquo;Bartolomeu dos M&aacute;rtires, rogai por n&oacute;s&raquo;, escreve D. Jos&eacute; Cordeiro, num texto enviado &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA onde sublinha que D. Frei Bartolomeu dos M&aacute;rtires (1514 -1590) &laquo;encarnou o perfil de bispo ideal&raquo; que ele pr&oacute;prio defendeu quando participou &laquo;no Conc&iacute;lio de Trento&raquo; e quando &laquo;escreveu entre tantas obras um livro intitulado Est&iacute;mulo dos Pastores&raquo;.
&nbsp;
Uma obra que, recorda o bispo de Bragan&ccedil;a-Miranda, se tornou uma pe&ccedil;a de &laquo;refer&ecirc;ncia&raquo; para a a&ccedil;&atilde;o pastoral da Igreja Cat&oacute;lica, e que continha um ideal de pastor que D. Frei Bartolomeu dos M&aacute;rtires cumpriu &agrave; risca na sua vida. &laquo;&Eacute; um programa que abre &agrave; coragem da esperan&ccedil;a e sublinha no cora&ccedil;&atilde;o do bispo: a caridade, a sabedora, a retid&atilde;o e a justi&ccedil;a&raquo;, frisa D. Jos&eacute; Cordeiro, que destaca por exemplo as visitas pastorais que o novo santo portugu&ecirc;s empreendeu junto das comunidades cat&oacute;licas.
&nbsp;
J&aacute; a diocese de Viana do Castelo reagiu hoje com &laquo;profunda emo&ccedil;&atilde;o e gratid&atilde;o&raquo; ao an&uacute;ncio da promulga&ccedil;&atilde;o do decreto, por parte do Papa Francisco, para a canoniza&ccedil;&atilde;o de D. Frei Bartolomeu dos M&aacute;rtires, antigo bispo daquele territ&oacute;rio.
&nbsp;
Em comunicado enviado este s&aacute;bado &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, o atual bispo de Viana do Castelo, D. Anacleto Oliveira, salienta uma ocasi&atilde;o de &laquo;gra&ccedil;a&raquo; que deve tamb&eacute;m motivar uma maior &laquo;responsabilidade&raquo; da parte das comunidades cat&oacute;licas da regi&atilde;o e de todo o pa&iacute;s, no sentido de &laquo;se sentirem motivadas a seguir o seu exemplo a a se deixarem inspirar pela sua intercess&atilde;o&raquo;.
&nbsp;
Tamb&eacute;m a Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) saudou com &laquo;enorme alegria&raquo; o an&uacute;ncio do Vaticano relacionado com a aprova&ccedil;&atilde;o da canoniza&ccedil;&atilde;o de D. Frei Bartolomeu dos M&aacute;rtires. Numa nota enviada &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, assinada pelo porta-voz da CEP, o padre Manuel Barbosa, os bispos portugueses destacam D. Frei Bartolomeu dos M&aacute;rtires como um &laquo;grande modelo para a renova&ccedil;&atilde;o da Igreja&raquo;.
&nbsp;
Finalmente, Marcelo Rebelo de Sousa, presidente portugu&ecirc;s, congratulou-se com a canoniza&ccedil;&atilde;o de Frei Bartolomeu dos M&aacute;rtires e afirmou que o antigo arcebispo de Braga &eacute; um &laquo;exemplo&raquo; para os crentes e um &laquo;orgulho&raquo; para &laquo;todos os portugueses&raquo;. &laquo;Um exemplo a seguir pelos crentes e um orgulho para todos os portugueses. &Eacute; nesse sentido que o Presidente da Rep&uacute;blica se congratula com a pr&oacute;xima canoniza&ccedil;&atilde;o do Beato Frei Bartolomeu dos M&aacute;rtires&raquo;, escreveu Marcelo Rebelo de Sousa numa mensagem publicada na p&aacute;gina da internet da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica. &laquo;A decis&atilde;o de Sua Santidade o Papa Francisco, hoje anunciada, sublinha tamb&eacute;m a relev&acirc;ncia para a Igreja Cat&oacute;lica deste Arcebispo de Braga que contribuiu, no Conc&iacute;lio de Trento, para a evolu&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria Igreja&raquo;, acrescenta Marcelo Rebelo de Sousa.
&nbsp;
Bartolomeu dos M&aacute;rtires foi declarado Vener&aacute;vel a 23 de Mar&ccedil;o de 1845, pelo Papa Greg&oacute;rio XVI e Beato, a 4 de Novembro de 2001, pelo Papa Jo&atilde;o Paulo II.
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A 5 de Fevereiro de 2015, D. Jorge Ortiga entregou, em m&atilde;os, ao Papa Francisco um dossi&ecirc; sobre a vida do antigo arcebispo de Braga e formulou o pedido de canoniza&ccedil;&atilde;o equipolente (dispensa do milagre).
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Texto: Ricardo Perna (com Ag&ecirc;ncia Ecclesia)
Fotos: Wikimedia Commons
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<pubDate>Mon, 08 Jul 2019 18:37:00 +0100</pubDate>
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<title>Bom Jesus de Braga e Palácio de Mafra são Património Mundial da Humanidade</title>
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<description><![CDATA[O Pal&aacute;cio Nacional de Mafra e Santu&aacute;rio do Bom Jesus do Monte foram hoje classificados Patrim&oacute;nio Cultural Mundial pela UNESCO. A decis&atilde;o foi anunciada em Baku, no Azerbaij&atilde;o, onde decorre a reuni&atilde;o do comit&eacute; da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para para a Educa&ccedil;&atilde;o, Ci&ecirc;ncia e Cultura.


Numa rea&ccedil;&atilde;o publicada na p&aacute;gina da presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, Marcelo Rebelo de Sousa afirma que &laquo;a inscri&ccedil;&atilde;o do Pal&aacute;cio Nacional de Mafra e do Santu&aacute;rio do Bom Jesus em Braga na Lista do Patrim&oacute;nio Mundial elaborada pela UNESCO &eacute; um motivo de grande regojizo&raquo;. &laquo;Sa&uacute;do vivamente os promotores destas candidaturas, os autarcas, os diplomatas, as autoridades civis e eclesi&aacute;sticas, e todos aqueles que, tamb&eacute;m na sociedade civil, ajudam a levar mais longe o patrim&oacute;nio portugu&ecirc;s f&iacute;sico, hist&oacute;rico, art&iacute;stico, religioso ou intelectual&raquo;, acrescenta o presidente da Rep&uacute;blica.

Em declara&ccedil;&otilde;es publicadas na p&aacute;gina da internet da Arquidiocese de Braga, D. Jorge Ortiga afirmou que o reconhecimento da UNESCO tem &laquo;um valor incalcul&aacute;vel&raquo;, que ultrapassa &laquo;claramente&raquo; as fronteiras do pa&iacute;s, esperando que agora seja ainda mais procurado, mais visitado e muito mais compreendido. &laquo;O Bom Jesus &eacute; o ex-libris de Braga e por isso mesmo tem um significado muito particular. Diria que &eacute; quase imposs&iacute;vel conhecer Braga sem conhecer o Bom Jesus, uma coisa est&aacute; inteiramente ligada &agrave; outra. O Bom Jesus tem um grande significado, uma grande hist&oacute;ria com o seu patrim&oacute;nio e tamb&eacute;m com a dimens&atilde;o ambiental&raquo;, disse o arcebispo de Braga.

Para Varico Pereira, secret&aacute;rio da Confraria do Bom Jesus do Monte, &laquo;este &eacute; um grande reconhecimento do excecional valor patrimonial e paisag&iacute;stico do Bom Jesus e &eacute;, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade&raquo;. &laquo;Este selo &ndash; sim, porque n&oacute;s j&aacute; consider&aacute;vamos o Bom Jesus Patrim&oacute;nio Mundial, faltava-lhe apenas esta certifica&ccedil;&atilde;o &ndash; &eacute; o tal reconhecimento vis&iacute;vel que faltava ao Bom Jesus e &eacute; um selo de responsabilidade para com o futuro&raquo;, afirmou Varico Pereira em declara&ccedil;&otilde;es publicadas na p&aacute;gina da internet da Arquidiocese de Braga.

A candidatura do Santu&aacute;rio do Bom Jesus a Patrim&oacute;nio Mundial da UNESCO foi apresentada em janeiro de 2014.

Mandado construir por D. Jo&atilde;o V, o Pal&aacute;cio Nacional de Mafra &eacute; um conjunto barroco formado pela bas&iacute;lica, convento, pa&ccedil;o real e possui uma valiosa biblioteca, dois carrilh&otilde;es e seis &oacute;rg&atilde;os hist&oacute;ricos.

Em declara&ccedil;&otilde;es enviadas &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, D. Manuel Clemente lembrou que D. Jo&atilde;o V &laquo;fez um pal&aacute;cio como fez um convento&raquo;. lembrando a &laquo;convic&ccedil;&atilde;o sincera&raquo; do rei de Portugal e a refer&ecirc;ncia &agrave;s &laquo;grandes devo&ccedil;&otilde;es de Portugal dessa altura&raquo;, a Nossa Senhora da Concei&ccedil;&atilde;o e Santo Ant&oacute;nio. &laquo;H&aacute; ali um conjunto de significados que importa reter e agora reafirmar com este apoio da comunidade internacional. Por isso s&oacute; posso ficar contente&raquo;, afirmou o Patriarca de Lisboa.

Portugal conta com 15 locais inscritos na lista do Patrim&oacute;nio Mundial da UNESCO, desde que, em 1983, foram escolhidos os primeiros: o Centro Hist&oacute;rico de Angra do Hero&iacute;smo, o Mosteiro dos Jer&oacute;nimos e a Torre de Bel&eacute;m, o Mosteiro da Batalha e o Convento de Cristo, em Tomar.

Mais tarde foram distinguidos o Centro Hist&oacute;rico de &Eacute;vora (1986), o Mosteiro de Alcoba&ccedil;a (1989), a Paisagem Cultural de Sintra (1995), o Centro Hist&oacute;rico do Porto (1996), a Arte Rupestre do Vale do C&ocirc;a (1998), a Floresta Laurissilva da Madeira (1999), o Centro Hist&oacute;rico de Guimar&atilde;es (2001), o Alto Douro Vinhateiro (2001), a Paisagem da Cultura da Vinha da ilha do Pico (2004), a Cidade-Quartel de Elvas e suas Fortifica&ccedil;&otilde;es (2012) e a Alta e Sofia da Universidade de Coimbra (2013).

Para al&eacute;m das duas distin&ccedil;&otilde;es hoje anunciadas, o comit&eacute; da ONU aprovou ainda o alargamento da zona central da Universidade de Coimbra, para incluir o Museu Nacional Machado de Castro.

Texto: Ag&ecirc;ncia Ecclesia
Foto: Ricardo Perna e Wikimeda Commons
]]></description>
<pubDate>Mon, 08 Jul 2019 16:58:00 +0100</pubDate>
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<title>Quizz: Pronto para umas férias divertidas e seguras?</title>
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<description><![CDATA[Teste os seus conhecimentos sobre a praia, &eacute;poca balnear e nadadores-salvadores! (function(d,s,id){var js,fjs=d.getElementsByTagName(s)[0];if(d.getElementById(id))return;js=d.createElement(s);js.id=id;js.src='https://embed.playbuzz.com/sdk.js';fjs.parentNode.insertBefore(js,fjs);}(document,'script','playbuzz-sdk'));
&nbsp;
]]></description>
<pubDate>Sat, 06 Jul 2019 10:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Revelado programa da visita do Papa a Moçambique</title>
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<description><![CDATA[O Vaticano revelou hoje o programa oficial da visita do Papa Francisco a Mo&ccedil;ambique, Madagascar e Ilhas Maur&iacute;cias. Em Mo&ccedil;ambique, o Papa Francisco ficar&aacute; cerca de dia e meio, e n&atilde;o ir&aacute; &agrave; Beira, onde o ciclone Idai provocou destrui&ccedil;&atilde;o de casas e propriedade, como alguns esperavam.


O Santo Padre ficar&aacute; em Maputo, na capital, onde o espera um programa de encontros, eucaristias e ora&ccedil;&atilde;o. Francisco chega dia 4 ao final do dia, e inicia os encontros no dia 5, logo pela manh&atilde; com um encontro com uma visita de cortesia ao presidente mo&ccedil;ambicano e um encontro com a socidade civil, o corpo diplom&aacute;tico e as autoridades, seguido de um encontro interreligioso com os jovens no Pavilh&atilde;o Maxaquene, na capital Maputo.

Depois do almo&ccedil;o na nunciatura, segue-se um encontro com bispos, padres, religiosos e religiosas, sacerdotes e seminaristas na catedral da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o. O resto do dia est&aacute; livre, abrindo-se a possibidaide de algo extra ao programa.

No dia 5, o Papa inicia o dia com a visita ao hospital de Zimpeto e eucaristia celebado no campo do Zimpeto, antes de partir para Madagascar, onde continuar&aacute; a sua visita.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: Lusa
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<pubDate>Fri, 28 Jun 2019 16:50:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa anuncia tema para a JMJ de 2022 em Lisboa</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco anunciou hoje os temas escolhidos para o itiner&aacute;rio de tr&ecirc;s anos das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), que culmina com a celebra&ccedil;&atilde;o internacional do evento, a decorrer em Lisboa no ver&atilde;o de 2022. &laquo;A pr&oacute;xima edi&ccedil;&atilde;o internacional da JMJ ser&aacute; em Lisboa, em 2022. Para esta etapa de peregrina&ccedil;&atilde;o intercontinental dos jovens escolhi como tema &lsquo;Maria levantou-se e partiu apressadamente&rsquo; (Lc 1, 39)&raquo;, disse o pont&iacute;fice, no Vaticano.


Francisco falava esta manh&atilde; aos jovens participantes no XI F&oacute;rum Internacional da Juventude dedicado ao S&iacute;nodo e &agrave; Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica &lsquo;Cristo Vive&rsquo;, uma iniciativa promovida pela Santa S&eacute;. No seu discurso, o Papa manifestou a inten&ccedil;&atilde;o de que estes temas promovam uma &laquo;harmonia&raquo; entre o itiner&aacute;rio para a JMJ 2022 e o caminho da Igreja Cat&oacute;lica ap&oacute;s o S&iacute;nodo dedicado &agrave;s novas gera&ccedil;&otilde;es (outubro de 2018). &laquo;Desejo que haja uma grande sintonia entre o itiner&aacute;rio para a JMJ de Lisboa e o caminho p&oacute;s-sinodal. N&atilde;o ignorem a voz de Deus, que impele a levantar e seguir os caminhos que Ele preparou para voc&ecirc;s. Como Maria, e junto com ela, sejam portadores da sua alegria e do seu amor, todos os dias&raquo;, referiu.

A edi&ccedil;&atilde;o portuguesa (37&ordf; JMJ) tem como tema uma passagem do Evangelho de S&atilde;o Lucas (Lc 1, 39) relativa &agrave; visita da Virgem Maria &agrave; sua prima, Santa Isabel, m&atilde;e de S&atilde;o Jo&atilde;o Batista.

Em 2020, a celebra&ccedil;&atilde;o da JMJ acontece a n&iacute;vel diocesano, nas v&aacute;rias comunidades cat&oacute;licas, no Domingo de Roamos (5 de abril) e o tema escolhido pelo Papa Francisco &eacute; &lsquo;Jovem, eu te digo, levanta-te!&rsquo; (Lc 7, 14), uma afirma&ccedil;&atilde;o de Jesus Cristo que surge no contexto de um relato de ressurrei&ccedil;&atilde;o do filho &uacute;nico de uma mulher vi&uacute;va &ndash; uma situa&ccedil;&atilde;o de particular fragilidade no contexto do mundo judaico de ent&atilde;o. Para 2021, com celebra&ccedil;&atilde;o igualmente a n&iacute;vel diocesano (28 de mar&ccedil;o), a proposta &eacute; a passagem do livro b&iacute;blico dos Atos dos Ap&oacute;stolos relativa &agrave; convers&atilde;o de S&atilde;o Paulo: &ldquo;Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste!&rdquo; (At 26, 16).

O Papa disse aos jovens que se reuniram no Vaticano, incluindo dois representantes portugueses, que s&atilde;o o &laquo;hoje de Deus, o hoje da Igreja&raquo;. &laquo;A Igreja tem necessidade de voc&ecirc;s para ser plenamente ela pr&oacute;pria. Como Igreja, s&atilde;o o Corpo do Senhor Ressuscitado, presente no mundo. Pe&ccedil;o que se lembrem sempre que s&atilde;o membros de um &uacute;nico corpo, est&atilde;o ligados uns aos outros e n&atilde;o sobrevivem sozinhos&raquo;, assinalou.
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Texto: Ag&ecirc;ncia Ecclesia
Foto: Patriarcado de Lisboa
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<pubDate>Sat, 22 Jun 2019 12:15:00 +0100</pubDate>
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<title>«Como é bom encontrar nas esquinas Deus que nos visita»</title>
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<description><![CDATA[O c&oacute;nego Jo&atilde;o Aguiar Campos esteve na Feira do Livro a apresentar o seu livro Descal&ccedil;o tamb&eacute;m se caminha. O sacerdote afirma que &laquo;cada texto pretende ser um hino aos passos de quem n&atilde;o se queixa dos sapatos. Se os p&eacute;s amassem o destino, se amassem para onde v&atilde;o, eu vou para l&aacute; nem que seja descal&ccedil;o&raquo;. Luta contra o cancro, mas quer partilhar e dar o que tem. &laquo;A &uacute;nica coisa que eu posso oferecer &eacute; o olhar. Sou feliz das minhas limita&ccedil;&otilde;es. Limites n&atilde;o tenho&raquo;, afirma.



A todos, leitores e n&atilde;o leitores, deixa um desafio: &laquo;Cada um nas suas circunst&acirc;ncias a dar conta dos sons que n&atilde;o ouvia e passou a ouvir, das pessoas cuja ternura, cujo cora&ccedil;&atilde;o foi capaz de visitar na peregrina&ccedil;&atilde;o interior que lhe d&aacute; tempo. A grande mensagem deste livro: saborear o momento. Quando olhamos para as coisas, para o tempo, para a vida, para o interior das coisas... Como &eacute; bom encontrar nas esquinas Deus que nos visita.&raquo;

Em v&eacute;spera de Pentecostes, o c&oacute;nego Jo&atilde;o Aguiar Campos fez uma analogia e um pedido: &laquo;Hoje j&aacute; n&atilde;o estamos com as portas fechadas por medo dos judeus. Deus queira que n&atilde;o fechemos as portas com medo do Esp&iacute;rito Santo.&raquo;

A apresenta&ccedil;&atilde;o da obra coube a D. Am&eacute;rico Aguiar. O bispo auxiliar de Lisboa responsabiliza o c&oacute;nego Jo&atilde;o Aguiar por ter sido escolhido para este cargo. &laquo;No C&eacute;u havemos de resolver isto. Estou convencido cada vez mais que foi da decis&atilde;o de desencaminhar este vosso amigo para Lisboa e para estas fun&ccedil;&otilde;es que tudo aconteceu. Estou convencido de que &eacute; tudo culpa dele. Como &eacute; culpado disto, n&atilde;o sei se ele pode usar, mas vou-lhe oferecer para quando olhar para ele se lembrar de mim e rezar para que eu seja o bispo que a comunidade precisa e que Deus quer.&raquo; Ao mesmo tempo, tirava do bolso do casaco um solid&eacute;u de bispo que entregou ao amigo c&oacute;nego. &laquo;&Eacute; um gesto de gratid&atilde;o. Ele &eacute; dos poucos que diz o que &eacute; preciso dizer. E vai continuar connosco a dizer o que &eacute; preciso dizer, a ler a realidade a transmiti-la da melhor maneira&raquo;, afirmou o prelado.



O c&oacute;nego Jo&atilde;o Aguiar Campos agradeceu o gesto e ficou sem palavras, reconhecendo que &laquo;o D. Am&eacute;rico &eacute; hoje um irm&atilde;o pelo qual tenho muita vaidade, alegria e gratid&atilde;o&raquo;. Nos tempos de doen&ccedil;a que vive, admite que costuma rezar pelo amigo: &laquo;&ldquo;Senhor, d&aacute;-me alguma dor, mas poupa-lhe as dores que a fun&ccedil;&atilde;o lhe vai exigir.&rdquo;&raquo;

O bispo auxiliar de Lisboa lembrou os tempos passados na R&aacute;dio Renascen&ccedil;a, lado a lado, agradecendo o que o c&oacute;nego Jo&atilde;o Aguiar Campos lhe ensinou ao passar a pasta. &laquo;Prolongou a sua estada em lisboa para eu fazer um est&aacute;gio, para aprender os nomes, tudo. N&atilde;o aprendi nada! Culpa do aluno. Mas agrade&ccedil;o a generosidade de continuar e deixar, o que n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil para ningu&eacute;m. A sua bondade e generosidade fez com que prolongasse o seu mandato de forma a que a transi&ccedil;&atilde;o fosse mais suave&raquo;, admitiu. D. Am&eacute;rico Aguiar afirma que o padre Jo&atilde;o Aguiar Campos &laquo;&eacute; uma pessoa que tem um dom muito especial, o dom da escrita e o dom de ler a sociedade, os sinais dos tempos&raquo;.

O Pe. Jos&eacute; Carlos Nunes, da PAULUS Editora, explicou a origem do livro Descal&ccedil;o tamb&eacute;m se caminha. &laquo;O c&oacute;nego Jo&atilde;o Aguiar Campos tem publicado textos, reflex&otilde;es muito bonitas, nas redes sociais. H&aacute; algum tempo que and&aacute;vamos &agrave; coca destes textos. Ach&aacute;mos oportuno que pud&eacute;ssemos recolher em livro para que pud&eacute;ssemos recolh&ecirc;-los em livro para que pudessem ficar pr&oacute;ximos daqueles que t&ecirc;m uma afinidade, la&ccedil;os de amizade, de admira&ccedil;&atilde;o para com ele e ao mesmo tempo para que n&atilde;o se perdessem apenas nas malhas das redes sociais estes textos que s&atilde;o um verdadeiro convite &agrave; vida.&raquo;
&nbsp;


O livro Descal&ccedil;o tamb&eacute;m se caminha &eacute; composto por 350 textos e 70 ilustra&ccedil;&otilde;es, homenageando os 70 anos do c&oacute;nego Jo&atilde;o Aguiar Campos. O sacerdote nasceu em Campo do Ger&ecirc;s, Terras de Bouro, em 23 de Dezembro de 1949. Trabalhou durante mais de 40 anos na comunica&ccedil;&atilde;o social da Igreja, tendo presidido ao Conselho de Ger&ecirc;ncia da R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e sendo respons&aacute;vel pelo Secretariado Nacional das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Wed, 12 Jun 2019 15:45:00 +0100</pubDate>
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<title>Existe uma escola ideal?</title>
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<description><![CDATA[Durante a gravidez, os pais come&ccedil;am a pensar: &ldquo;onde ficar&aacute; o meu filho quando terminarem as licen&ccedil;as?&rdquo; H&aacute; v&aacute;rias hip&oacute;teses em cima da mesa, algumas n&atilde;o acess&iacute;veis a todos: ficar em casa com a m&atilde;e ou o pai, ficar com os av&oacute;s ou um familiar, ama, ber&ccedil;&aacute;rio ou creche (dependendo da idade), permanecer em casa com uma empregada, etc.



B&aacute;rbara Wong &eacute; jornalista do P&uacute;blico, onde acompanha h&aacute; muitos anos os temas de educa&ccedil;&atilde;o. Nesta &aacute;rea, escreveu v&aacute;rios livros, entre os quais A Escola Ideal &ndash; Como escolher a escola para o seu filho dos 0 aos 18 anos. Em entrevista, aconselha os pais de beb&eacute;s e de crescidos a &laquo;usarem os sentidos todos: t&ecirc;m de usar o olfato para perceber se, quando se entra no ber&ccedil;&aacute;rio ou na creche, cheira muito a xixi, se cheira ao bolsado dos beb&eacute;s. Ent&atilde;o se calhar a higiene n&atilde;o &eacute; a prioridade na institui&ccedil;&atilde;o. Depois a quest&atilde;o da seguran&ccedil;a: os ber&ccedil;os como est&atilde;o, as esquinas dos m&oacute;veis, essas coisas todas. &Eacute; olhar e pensar &ldquo;eu deixaria aqui o meu filho, deixaria aqui o meu filho em seguran&ccedil;a?&rdquo; &Eacute; observar as pessoas que est&atilde;o e os pais n&atilde;o t&ecirc;m que der medo de perguntar que forma&ccedil;&atilde;o &eacute; que fez&raquo;. Outro ponto importante &eacute; &laquo;ouvir outros pais, ou outro profissional que j&aacute; esteve naquela institui&ccedil;&atilde;o&raquo;.

Nair Ferreira Ramos &eacute; m&atilde;e da Constan&ccedil;a de cinco anos, da Mafalda de tr&ecirc;s e de um menino quase a nascer. As duas meninas entraram no infant&aacute;rio aos doze meses. &laquo;A Mafalda est&aacute; no infant&aacute;rio e a Constan&ccedil;a na pr&eacute;-escola. Tive de andar mesmo &agrave; procura ao pormenor porque a Constan&ccedil;a tem necessidades especiais, tem Trissomia 21, e eu queria uma escola normal com crian&ccedil;as normais e perto dos nossos trabalhos&raquo;, conta. A prioridade era que fosse uma escola normal. A pesquisa come&ccedil;ou pelas institui&ccedil;&otilde;es particulares de solidariedade social. &laquo;Vimos algumas privadas, mas n&atilde;o gost&aacute;mos porque eram um pouco paradas, n&atilde;o tinham muitas atividades e eram mais caras. Encontr&aacute;mos esta [Funda&ccedil;&atilde;o Ant&oacute;nio Leal &ndash; O B&uacute;zio] e fomos ver as instala&ccedil;&otilde;es&raquo;, recorda Nair. A visita acabou por ser muito importante. &laquo;Tivemos a sorte de conhecer logo a educadora que no ano seguinte ficaria com a Constan&ccedil;a. Ela j&aacute; tinha experi&ecirc;ncia com crian&ccedil;as com necessidades especiais. P&ocirc;s-nos logo &agrave; vontade e isso criou um la&ccedil;o, tivemos muita empatia.&raquo; Conheceram-se e conversaram. &laquo;Expliquei que a Constan&ccedil;a estava a fazer terapias, tinha doze meses e ainda n&atilde;o andava. E ela disse logo para n&atilde;o me preocupar. O que eu queria era que a Constan&ccedil;a fosse tratada de maneira igual &agrave;s outras crian&ccedil;as. Se fosse tratada de forma diferente, eu tirava-a de l&aacute;&raquo;, conta. Quando Mafalda fez um ano juntou-se &agrave; irm&atilde; na mesma institui&ccedil;&atilde;o. No pr&oacute;ximo ano letivo, v&atilde;o mudar. &laquo;Agora j&aacute; estamos a pensar na escola prim&aacute;ria e como vou ter outro filho, j&aacute; fui inscrev&ecirc;-las numa p&uacute;blica que sei que tem uma educadora de ensino especial.&raquo; E que crit&eacute;rios usaram para escolher a escola? &laquo;Inscrevi-me mais pela localiza&ccedil;&atilde;o. &Eacute; muito mais perto da nossa casa&raquo;, revela Nair. Al&eacute;m disso, o meio &eacute; pequeno e rapidamente os pais conseguiram saber todos os aspetos relativos &agrave; parte administrativa, componente de apoio &agrave; fam&iacute;lia, etc.

Est&atilde;o a decorrer at&eacute; dia 15 de junho as matr&iacute;culas para o pr&eacute;-escolar e primeiro ano do ensino b&aacute;sico p&uacute;blico. Quer se trate de uma escola p&uacute;blica ou de uma privada a que devem os pais estar atentos? Renato Paiva &eacute; diretor da Cl&iacute;nica da Educa&ccedil;&atilde;o, licenciado no curso de professores do ensino b&aacute;sico e mestre em Multim&eacute;dia na Educa&ccedil;&atilde;o. &Eacute; formador de professores e consultor pedag&oacute;gico. Explica que &laquo;nada melhor do que ir conhecer. Mais do que conhecer instala&ccedil;&otilde;es &eacute; conhecer as pessoas, a estrutura, a din&acirc;mica, que tipo de ofertas pedag&oacute;gicas inclui, de que forma est&aacute; organizada&raquo;.



Renato Paiva salienta que mais do que isso &eacute; importante olhar para o modelo pedag&oacute;gico no qual os pais se reveem mais. &laquo;De que forma esta escola integra a comunidade e participa ativamente em a&ccedil;&otilde;es que envolvam um conjunto social de institui&ccedil;&otilde;es? Depois &eacute; preciso conhecer tamb&eacute;m a oferta formativa da escola. H&aacute; escolas que t&ecirc;m componente de apoio &agrave; fam&iacute;lia depois do hor&aacute;rio escolar que pode ser considerado como op&ccedil;&atilde;o, outras vezes tem que ver com atividades extracurriculares que as autarquias ou associa&ccedil;&atilde;o de pais colocam &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o dos meninos que possam ser mais interessantes para uns e para outros.&raquo; H&aacute; outras coisas que lhe podem parecer b&aacute;sicas e n&atilde;o o s&atilde;o em todas as escolas. &Eacute; importante perguntar e &laquo;salvaguardar se as casas de banho t&ecirc;m portas, se t&ecirc;m papel higi&eacute;nico, quais os recursos humanos de apoio aos recreios &ndash; muito importante porque &eacute; onde normalmente h&aacute; conflitos ou em situa&ccedil;&otilde;es de isolamento ou dificuldades de integra&ccedil;&atilde;o&raquo;.

Depois da escolha da escola estar feita, Renato Paiva e B&aacute;rbara Wong aconselham a integra&ccedil;&atilde;o dos pais nas associa&ccedil;&otilde;es de pais. &laquo;Ajudam muito a pr&oacute;pria escola a melhorar coisas que, &agrave;s vezes, n&atilde;o conseguem. &Eacute; uma for&ccedil;a maior junto das autarquias e do minist&eacute;rio&raquo;, afirma Renato. B&aacute;rbara concorda e acrescenta: &laquo;&Eacute; importante para os nossos filhos, porque eles percebem que nos interessamos pelo que andam a fazer na vida. &Eacute; muito importante falar com os outros pais. Se a professora do meu filho &eacute; muito boa e a do lado n&atilde;o &eacute; t&atilde;o boa, &eacute; preciso ajudar os outros pais para que haja igualdade dentro da escola. &Eacute; muito importante estarmos por dentro do que se passa e n&atilde;o sermos os &uacute;ltimos a saber.&raquo;

Pegando no t&iacute;tulo do livro de B&aacute;rbara Wong, h&aacute; uma escola ideal? &laquo;N&atilde;o h&aacute;. A escola ideal &eacute; a escola em que os pais s&atilde;o ouvidos, os pais conseguem ouvir os professores, os alunos gostam dos seus professores, os professores gostam dos seus alunos. &Agrave;s vezes a escola ideal n&atilde;o tem de ser a que tem as melhores instala&ccedil;&otilde;es. A escola ideal &eacute; aquela em que os mi&uacute;dos se sentem felizes e sentem que fazem parte de uma comunidade, fazem coisas&raquo;, afirma. E essas escolas s&atilde;o constru&iacute;das com a ajuda de todos. &laquo;A nossa preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; eles terminarem a escola, e terem um trabalho, e terem n&atilde;o sei o qu&ecirc;, e terem, terem, terem. Quando eu acho que a nossa preocupa&ccedil;&atilde;o devia mesmo eles serem felizes e fazerem uma coisa de que gostem. N&atilde;o vamos conseguir controlar tudo. &Eacute; dar-lhes o espa&ccedil;o para eles crescerem e crescerem felizes.&raquo;

Leia o artigo na &iacute;ntegra na edi&ccedil;&atilde;o da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de junho de 2019.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o 
]]></description>
<pubDate>Wed, 12 Jun 2019 14:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Santa Sé “ataca” ideologia de género e pede diálogo</title>
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<description><![CDATA[A Santa S&eacute; publicou um novo documento sobre a &ldquo;ideologia do g&eacute;nero&rdquo;, contestando quem pretende eliminar a diferen&ccedil;a homem-mulher. &laquo;A forma&ccedil;&atilde;o da identidade baseia-se na alteridade; na fam&iacute;lia, a rela&ccedil;&atilde;o perante a m&atilde;e e o pai facilita &agrave; crian&ccedil;a a elabora&ccedil;&atilde;o da sua pr&oacute;pria identidade-diferen&ccedil;a sexual. O g&eacute;nero &lsquo;neutro&rsquo; ou &lsquo;terceiro g&eacute;nero&rsquo;, pelo contr&aacute;rio, surge como uma constru&ccedil;&atilde;o fict&iacute;cia&raquo;, refere o cardeal Giuseppe Versaldi, prefeito da Congrega&ccedil;&atilde;o para a Educa&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica, organismo respons&aacute;vel pela publica&ccedil;&atilde;o.

&nbsp;
O &lsquo;ministro da Educa&ccedil;&atilde;o&rsquo; do Vaticano assinala, em entrevista ao portal &lsquo;Vatican News&rsquo;, que &laquo;teorias do gender, particularmente as mais radicais, distanciam-se dos dados naturais chegando a uma op&ccedil;&atilde;o total pela decis&atilde;o do sujeito emotivo&raquo;. &laquo;Pretende-se eliminar a diferen&ccedil;a sexual, tornando-a irrelevante para o desenvolvimento da pessoa&raquo;, acusa.
&nbsp;
Na mesma entrevista, o cardeal indica que este &eacute; um texto &laquo;metodol&oacute;gico&raquo;, n&atilde;o &laquo;doutrinal&raquo;, que visa &laquo;educar as jovens gera&ccedil;&otilde;es a enfrentar esses temas num tempo em que h&aacute; muita confus&atilde;o sobre isso&raquo;, ao mesmo tempo que pede &laquo;respeito&raquo; pelas opini&otilde;es da Igreja sobre o assunto, afirmando que tamb&eacute;m a Igreja respeita as &laquo;posi&ccedil;&otilde;es distantes das nossas&raquo;.
&nbsp;
&Eacute; por isso que o texto &eacute; muito cr&iacute;tico da &laquo;desorienta&ccedil;&atilde;o antropol&oacute;gica que carateriza amplamente o clima cultural do nosso tempo&raquo;. &laquo;Certamente contribuiu na destrutura&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia com a tend&ecirc;ncia a apagar a diferen&ccedil;as entre homem e mulher, consideradas como simples efeitos de um condicionamento hist&oacute;rico-cultural&raquo;, pode ler-se no documento.
&nbsp;
O texto da Santa S&eacute;, conhecido esta segunda-feira, sublinha o &laquo;dado biol&oacute;gico da diferen&ccedil;a sexual entre homem e mulher&raquo;, e refere a necessidade de distinguir &laquo;entre a ideologia do gender e as diversas investiga&ccedil;&otilde;es sobre gender realizadas pelas ci&ecirc;ncias humanas. A ideologia pretende, como afirma o Papa Francisco, &ldquo;dar resposta a certas aspira&ccedil;&otilde;es por vezes compreens&iacute;veis&rdquo;, mas procura &ldquo;impor-se como pensamento &uacute;nico que determina at&eacute; mesmo a educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as&rdquo; e portanto exclui o encontro&raquo;.
&nbsp;
O respons&aacute;vel admite que houve desenvolvimentos positivos, nas reflex&otilde;es sobre o g&eacute;nero, como uma maior consci&ecirc;ncia da &laquo;igual dignidade entre homem e mulher&raquo; e a &laquo;educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as e dos jovens para respeitar todas as pessoas&raquo;, contra qualquer forma de bullying e de discrimina&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m do &laquo;aprofundamento do valor da feminilidade&raquo;.
&nbsp;
No entanto, o texto levanta s&eacute;rias d&uacute;vidas sobre o &laquo;dualismo antropol&oacute;gico&raquo; que se cria com esta ideologia: &laquo;a separa&ccedil;&atilde;o entre corpo reduzido &agrave; mat&eacute;ria inerte e a vontade que se torna absoluta, manipulando o corpo para o seu pr&oacute;prio prazer&raquo;. &laquo;Este fisicismo e voluntarismo d&atilde;o lugar ao relativismo, onde tudo &eacute; equivalente e indiferenciado, sem ordem e sem finalidade. Todas estas teorias, das moderadas &agrave;s mais radicais, afirmam que o gender (g&eacute;nero) acaba por ser mais importante que o sex (sexo). Isto determina, em primeiro lugar, uma revolu&ccedil;&atilde;o cultural e ideol&oacute;gica no horizonte relativista, e, em segundo lugar, uma revolu&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica, porque estas inst&acirc;ncias promovem direitos individuais e sociais espec&iacute;ficos&raquo;, critica a Congrega&ccedil;&atilde;o para a Educa&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica, respons&aacute;vel pela elabora&ccedil;&atilde;o do documento.
&nbsp;
O texto est&aacute; dividido em tr&ecirc;s partes, come&ccedil;ando pelos &laquo;pontos de encontro e as cr&iacute;ticas&raquo; na quest&atilde;o do g&eacute;nero, elogiando a &laquo;apreci&aacute;vel exig&ecirc;ncia de lutar contra qualquer express&atilde;o de injusta discrimina&ccedil;&atilde;o&raquo;.
&nbsp;
A segunda parte &eacute; uma &laquo;reflex&atilde;o cr&iacute;tica&raquo; sobre os aspetos que levam a propor, a n&iacute;vel antropol&oacute;gico, &laquo;uma identidade pessoal e uma intimidade afetiva radicalmente desvinculada da diferen&ccedil;a biol&oacute;gica entre masculino e feminino&raquo;.
&nbsp;
O documento do Vaticano conclui com proposta de discernimento sobre &laquo;a verdade da pessoa e sobre o significado da sexualidade humana&raquo;, algo que cada pessoa &laquo;deve respeitar e n&atilde;o pode manipular como lhe apetece&raquo;.
&nbsp;
O texto &eacute; agora confiado pela Santa S&eacute; aos presidentes das Confer&ecirc;ncias Episcopais, para que possa chegar &agrave;s comunidades educativas das escolas cat&oacute;licas e &agrave;queles que, &ldquo;animados pela vis&atilde;o crist&atilde; da vida, trabalham noutras escolas&rdquo; e organiza&ccedil;&otilde;es do setor, pais e estudantes, noticia a Ag&ecirc;ncia Ecclesia.

Texto: Ricardo Perna
Foto: D.R.
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<pubDate>Wed, 12 Jun 2019 13:06:00 +0100</pubDate>
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<title>Como pagar as pensões no futuro?</title>
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<description><![CDATA[&laquo;Eu paguei pela minha reforma. Descontei para ela.&raquo; Quantas vezes ouvimos afirma&ccedil;&otilde;es como esta. Mas ser&aacute; que h&aacute; dinheiro para pagar pens&otilde;es? Se sim, at&eacute; quando? Os mais jovens ter&atilde;o acesso &agrave; reforma quando forem mais velhos? O valor das pens&otilde;es v&atilde;o baixar? S&atilde;o quest&otilde;es que t&ecirc;m estado na pra&ccedil;a p&uacute;blica nos &uacute;ltimos anos e cada vez mais pessoas acreditam que n&atilde;o ter&atilde;o direito a uma pens&atilde;o paga pelo Estado. O estudo &laquo;Sustentabilidade do sistema de pens&otilde;es portugu&ecirc;s&raquo;, da Funda&ccedil;&atilde;o Francisco Manuel dos Santos, e coordenado pelo investigador do Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais Am&iacute;lcar Moreira, foi feito ao longo dos &uacute;ltimos quatro anos. No encontro da Funda&ccedil;&atilde;o, o coordenador defendeu que &laquo;as pens&otilde;es fazem parte de um contrato social&raquo;. Da&iacute; que &laquo;a quest&atilde;o &eacute; como &eacute; o vamos cumprir, como &eacute; que as vamos pagar e n&atilde;o se as vamos pagar&raquo;.



Primeiro &eacute; importante explicar que o sistema de pens&otilde;es portugu&ecirc;s &eacute; de reparti&ccedil;&atilde;o. Que quer isto dizer? Que as pens&otilde;es atuais s&atilde;o pagas pelas contribui&ccedil;&otilde;es dos trabalhadores e empresas neste momento. &Eacute; um sistema de solidariedade intergeracional. A popula&ccedil;&atilde;o ativa financia as pens&otilde;es da popula&ccedil;&atilde;o reformada. O &ldquo;problema&rdquo; est&aacute; na baixa taxa de natalidade que se tem vindo a acentuar. Cada vez menos pessoas pagar&atilde;o as pens&otilde;es de cada vez mais.

Am&iacute;lcar Moreira explica que &laquo;somos um dos pa&iacute;ses mais envelhecidos da Europa&raquo; com a popula&ccedil;&atilde;o a baixar de dez milh&otilde;es para oito milh&otilde;es, popula&ccedil;&atilde;o ativa a diminuir 10%, o que faz o pa&iacute;s crescer menos. De acordo com os investigadores, &laquo;o envelhecimento demogr&aacute;fico vai diminuir o total de popula&ccedil;&atilde;o, mas vai aumentar a popula&ccedil;&atilde;o com mais de 65 anos. A primeira coisa que vai acontecer &eacute; um aumento significativo entre 2020 e 2040 de pensionistas. Depois come&ccedil;a a diminuir por causa da diminui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o&raquo;. Isso gerar&aacute; &laquo;d&eacute;fices cr&oacute;nicos do regime previdencial a partir de 2027&raquo;, assegura. Depois disto, o Fundo de Estabiliza&ccedil;&atilde;o Financeira da Seguran&ccedil;a Social garante mais onze anos. &laquo;Esgotados os fundos em 2038, o sistema previdencial ir&aacute; registar d&eacute;fices de 2,5 a 3% nos anos seguintes&raquo;, explica o coordenador do estudo.



Perante este cen&aacute;rio e da certeza de que n&atilde;o &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o deixar de pagar pens&otilde;es, a equipa de investigadores (Alda Azevedo, Lu&iacute;s Manso, Rui Nicola e Am&iacute;lcar Moreira) tra&ccedil;ou tr&ecirc;s cen&aacute;rios de reformas que o poder p&uacute;blico aplicaria em 2025: aumentar as contribui&ccedil;&otilde;es de empregadores e trabalhadores, cortar nas pens&otilde;es e aumentar a idade de reforma. Estas hip&oacute;teses foram trabalhadas at&eacute; 2070, segundo um modelo cient&iacute;fico e tendo em conta o crescimento econ&oacute;mico previsto, o n&uacute;mero de pensionistas. A equipa concluiu que &laquo;se aumentarmos a idade da reforma para os 79, conseguimos adiar d&eacute;fices cr&oacute;nicos para al&eacute;m de 2060. Os d&eacute;fices depois at&eacute; criam um pequeno excedente.&raquo; N&atilde;o h&aacute; um cen&aacute;rio sem custos sociais. Para Am&iacute;lcar Moreira, &laquo;aumentar a idade da reforma e cortar pens&otilde;es ir&aacute; reduzir o ritmo de crescimento das pens&otilde;es e diminuir a sua adequa&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o &eacute; um mundo de rosas. Melhorar as finan&ccedil;as do sistema vai ter um impacto social: pens&otilde;es mais baixas e menos adequada. &Eacute; um efeito similar a cortar pens&otilde;es&raquo;. Por isso, &eacute; preciso avaliar bem.

Este estudo foi duramente criticado pelo Governo. Uns dias depois, o debate sobre o tema chegou ao Parlamento, com Ant&oacute;nio Costa a garantir que a sustentabilidade do sistema se garante com crescimento econ&oacute;mico e n&atilde;o com o aumento da idade da reforma ou o corte nas pens&otilde;es. O primeiro-ministro garantiu que &laquo;em 2018 n&atilde;o houve sequer necessidade de qualquer transfer&ecirc;ncia do Or&ccedil;amento do Estado e, pelo contr&aacute;rio, foram transferidos 1.500 milh&otilde;es de euros de excedentes do or&ccedil;amento da Seguran&ccedil;a Social para o respetivo fundo de estabiliza&ccedil;&atilde;o&raquo;.

Qual a idade de reforma em Portugal?
Todos os anos &eacute; publicado em Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica a idade de acesso &agrave; reforma, sem penaliza&ccedil;&atilde;o. Muda anualmente por causa do fator de sustentabilidade, ligado ao aumento da esperan&ccedil;a m&eacute;dia de vida. Em 2018, quem tivesse 66 anos e 4 meses podia reformar-se sem penaliza&ccedil;&atilde;o. Em 2019 e 2020, ser&aacute; de 66 meses e 5 meses.
&nbsp;
O que &eacute; o Fundo de Estabiliza&ccedil;&atilde;o Financeira?
O Fundo de Estabiliza&ccedil;&atilde;o Financeira da Seguran&ccedil;a Social (FEFSS) foi criado pelo decreto-lei n&ordm; 259/89, de 14 de agosto. &Eacute; financiado com dois a quatro pontos percentuais das contribui&ccedil;&otilde;es dos trabalhadores, com os saldos anuais do sistema previdencial e com as receitas resultantes da aliena&ccedil;&atilde;o de patrim&oacute;nio. Quando foi criado, em 1989, tinha uma dota&ccedil;&atilde;o inicial de 216 milh&otilde;es de euros. O Minist&eacute;rio do Trabalho divulgou que, em mar&ccedil;o de 2019, o fundo tinha ultrapassado o valor de 18 mil milh&otilde;es de euros.
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Pode ler o artigo na &iacute;ntegra na edi&ccedil;&atilde;o de junho de 2019 da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;.

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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Mon, 10 Jun 2019 12:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Angelus TV fecha dia 31 de maio</title>
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<description><![CDATA[A Angelus TV, emissora cat&oacute;lica por cabo, vai encerrar no dia 31 de maio, por problemas econ&oacute;micos. A diretora&nbsp; comunicou a not&iacute;cia num v&iacute;deo divulgado quarta-feira, 29, &agrave; noite. Sandra Bastos diz que &laquo;batemos a todas as portas a que possam imaginar, na Igreja Portuguesa e
&agrave;s empresas&raquo;. A angarian&ccedil;&atilde;o de publicidade n&atilde;o funcionou, houve apoios prometidos que n&atilde;o aconteceram. No projeto Madrinhas e Padrinhos, os apoiantes davam um montante mensalmente. Mas Sandra afirma que &laquo;apesar de hoje j&aacute; rondarem os 1700, ainda &eacute; pouco para as necessidades que temos&raquo;. &laquo;Depois de termos tentado tudo, mas hoje infelizmente &eacute; imposs&iacute;vel continuarmos a nossa emiss&atilde;o&raquo;, afirma a diretora. O fecho de emiss&atilde;o acontece no final deste m&ecirc;s.
&nbsp;


A Angelus TV come&ccedil;ou as suas emiss&otilde;es em maio de 2017. Dois anos depois fecha as portas.]]></description>
<pubDate>Thu, 30 May 2019 14:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Casa da família é local de violência para muitas crianças</title>
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<description><![CDATA[A Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Apoio &agrave; V&iacute;tima (APAV) apoiou mais de 5600 crian&ccedil;as e jovens, v&iacute;timas de 9500 crimes, entre 2013 e 2018. No relat&oacute;rio &laquo;Estat&iacute;sticas APAV: Crian&ccedil;as e Jovens V&iacute;timas de Crime e de Viol&ecirc;ncia 2013-2018&raquo;, a associa&ccedil;&atilde;o revela que mais de metade (57%) s&atilde;o v&iacute;timas dos pr&oacute;prios pais. &laquo;O espa&ccedil;o de seguran&ccedil;a que deveria ser a casa onde residem &eacute;, n&atilde;o raras vezes, transformado num cen&aacute;rio de viol&ecirc;ncia a que crian&ccedil;as e jovens s&atilde;o sujeitos, direta ou indirectamente&raquo;, revela o documento. Das situa&ccedil;&otilde;es em casa, 37,4% s&atilde;o de viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica. J&aacute; no que diz respeito ao sexo das v&iacute;timas, h&aacute; mais do sexo feminino, embora se verifique algum equil&iacute;brio. O mesmo acontece relativamente &agrave;s idades, apesar de serem os jovens entre os 11 e os 17 aqueles que mais pedem ajuda.
&nbsp;
A APAV divulgou tamb&eacute;m uma infografia espec&iacute;fica sobre as crian&ccedil;as e jovens v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia sexual entre janeiro de 2016 e maio de 2019. A associa&ccedil;&atilde;o regista &laquo;uma tend&ecirc;ncia crescente nos pedidos de apoio relativos a crimes de natureza sexual perpetrados contra crian&ccedil;as e jovens &ndash; uma tend&ecirc;ncia que se acentuou entre os anos de 2016 e 2018&raquo;. Os dados s&atilde;o relativos &agrave; Rede CARE que apoiou, neste per&iacute;odo, 881 crian&ccedil;as e jovens v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia sexual e 140 familiares e amigos. Ao longo destes 40 meses, verificou-se tamb&eacute;m, mais uma vez, que a maioria dos casos aconteceu dentro da fam&iacute;lia (54,1%), com os pais/m&atilde;es e padrasto/madrasta a alegadamente respons&aacute;veis por mais de 30% das queixas. E trataram-se maioritariamente (62%) abuso sexual contra ou em menores de 14 anos.

Durante este per&iacute;odo, as v&iacute;timas foram na esmagadora maioria, 80,3%, meninas e raparigas. E 91,4% dos alegados agressores eram homens.

A APAV criou a Rede Care em janeiro de 2016. Trata-se de uma rede de apoio especializado a crian&ccedil;as e jovens v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia sexual. Uma equipa multidisciplinar e especializada trabalha, a n&iacute;vel nacional, para ajudar a superar o impacto da viol&ecirc;ncia e apoia nas quest&otilde;es jur&iacute;dicas, psicol&oacute;gicas, sociais e pr&aacute;ticas. Al&eacute;m disso, a rede trabalha na forma&ccedil;&atilde;o e sensibiliza&ccedil;&atilde;o. A APAV tem protocolos de referencia&ccedil;&atilde;o com a Pol&iacute;cia Judici&aacute;ria (PJ), Tribunais e Minist&eacute;rio P&uacute;blico, Institutode Medicina Legal e Instituto Nacional de Emerg&ecirc;ncia M&eacute;dica. Estas entidades enviam &agrave; associa&ccedil;&atilde;o informa&ccedil;&otilde;es sobre os crimes e as v&iacute;timas por forma a poderem ser apoiadas. Neste caso, da viol&ecirc;ncia sexual, 19% das crian&ccedil;as e jovens chegaram atrav&eacute;s da PJ e 15,1% dos tribunais e Minist&eacute;rio P&uacute;blico. Mais de 28% foram por sugest&atilde;o de familiares, amigos ou conhecidos e 7,7% por iniciativa pr&oacute;pria.


A APAV pode ser contactada atrav&eacute;s da Linha de Apoio &agrave; V&iacute;tima 116 006 (chamada gratuita, dias &uacute;teis, 9h-21h), Messenger (Facebook), videochamada (Skype: apav_lav) e pela rede nacional de Gabinetes de Apoio &agrave; V&iacute;tima.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Wed, 29 May 2019 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Cristo Rei e Senhor Santo Cristo celebram 60 anos</title>
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<description><![CDATA[Maio vai ser m&ecirc;s de festa para dois santu&aacute;rios portugueses, o Cristo Re, em Almada, e o Senhor Sant Cristo dos Milagres, em Ponta Delgada, que comemoram 60 anos de exist&ecirc;ncia.


Em Almada, na diocese de Set&uacute;bal, &eacute; imposs&iacute;vel passar ao lado do Santu&aacute;rio do Cristo-Rei, monumento constru&iacute;do e inaugurado h&aacute; 60 anos como forma de os bispos e o povo de Deus pedirem que Portugal ficasse de fora da Segunda Guerra Mundial. O pedido foi atendido, e desde essa data a sua mensagem e espiritualidade t&ecirc;m estado ligadas ao tema da Paz. &laquo;O santu&aacute;rio &eacute; um marco important&iacute;ssimo que os bispos quiseram que fosse sinal da gratid&atilde;o nacional pelo dom da paz. O santu&aacute;rio recorda muito isto: que haja paz nas nossas fam&iacute;lias, no nosso trabalho, na nossa sociedade. Hoje em dia h&aacute; muito ru&iacute;do, e este santu&aacute;rio, mais que um miradouro sobre Lisboa, &eacute; s&iacute;mbolo da f&eacute; de um povo que na segunda metade do s&eacute;culo xx acreditou em Deus, para Ele olhou, pediu esse dom da paz e foi atendido&raquo;, conta-nos o Pe. Sezinando Alberto, que &eacute; reitor do santu&aacute;rio desde 2003 e tem sido o grande obreiro na transforma&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o que era um simples miradouro sobre Lisboa num efetivo santu&aacute;rio. &laquo;As pessoas vinham ver o que havia para ver, que era a vista sobre Lisboa. A preocupa&ccedil;&atilde;o foi criar um conjunto de condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas para que o espa&ccedil;o se tornasse num centro de espiritualidade para os crist&atilde;os. E com certeza provocar a mensagem crist&atilde; naqueles que n&atilde;o v&ecirc;m c&aacute; com essa finalidade&raquo;, afirma, adiantando que gostava que quem vem como &laquo;turista sa&iacute;sse como peregrino&raquo;.

Para tal, o santu&aacute;rio tem estado a ser dotado de v&aacute;rias estruturas de apoio aos peregrinos e &agrave; reflex&atilde;o, o que se tem traduzido no aumento de peregrinos que procuram o espa&ccedil;o para rezar e n&atilde;o apenas para subir o elevador para ver a vista. Desde o miradouro com a Via-Sacra, que est&aacute; agora a ser pavimentado, at&eacute; &agrave;s obras de arte que enchem a igreja e a capela do santu&aacute;rio, tudo serve para, simbolicamente, aproximar as pessoas de Deus. &laquo;O santu&aacute;rio &eacute; um lugar t&atilde;o especial que as pessoas v&ecirc;m c&aacute; por quest&otilde;es espec&iacute;ficas, e por isso temos de apostar muito no simbolismo. Nos s&eacute;culos passados n&atilde;o se sabia ler nem escrever, e a f&eacute; aprendia-se atrav&eacute;s da imagem. Atualmente, as pessoas t&ecirc;m uma grande cultura, mas n&atilde;o significa que conhe&ccedil;am a f&eacute;. Penso que este local, e outros semelhantes, levam a f&eacute; atrav&eacute;s do simbolismo e da imagem. Da&iacute; a aposta de convidar escultores e pintores estrangeiros e nacionais que venham fazer os seus trabalhos&raquo; a um espa&ccedil;o que recebe, anualmente, perto de um milh&atilde;o de pessoas, entre turistas, peregrinos ou simples convidados de matrim&oacute;nios e batizados que se celebram na igreja do santu&aacute;rio.

Em Ponta Delgada, nos A&ccedil;ores, a devo&ccedil;&atilde;o ao Senhor Santo Cristo dos Milagres &eacute; bem mais antiga do que o seu santu&aacute;rio e tem cerca de 300 anos. &laquo;Esta imagem, conta a tradi&ccedil;&atilde;o, veio para c&aacute; porque duas religiosas de S&atilde;o Miguel foram a Roma ter com o Papa Paulo III para lhe pedir autoriza&ccedil;&atilde;o para a abertura de um convento de clarissas. O Papa autorizou a constru&ccedil;&atilde;o do convento e, supostamente, porque n&atilde;o h&aacute; registos hist&oacute;ricos disto, essas irm&atilde;s receberam das m&atilde;os do Papa a oferta desta imagem do Ecce Homo, imagem que foi trazida para os A&ccedil;ores, e constru&iacute;ram o convento que elas queriam numa zona chamada Caloura, &agrave; beira-mar, muito exposta aos perigos da pirataria que naquela altura grassavam no mar, com mais incid&ecirc;ncia nos mares dos A&ccedil;ores&raquo;, explica-nos o c&oacute;nego Adriano Borges, reitor do santu&aacute;rio.


E esse perigo atingiu o convento. &laquo;Os piratas iam muitas vezes a terra para ir buscar mantimentos e &aacute;gua fresca, e havia v&aacute;rios assaltos e amea&ccedil;as &agrave;s irm&atilde;s que ali viviam. As irm&atilde;s decidiram deixar o convento da Caloura e deslocaram-se para dois s&iacute;tios: metade foi para Vila Franca, onde constru&iacute;ram um convento, e a outra metade veio para Ponta Delgada, onde come&ccedil;aram a constru&ccedil;&atilde;o de outro convento, que &eacute; o convento de Nossa Senhora da Esperan&ccedil;a. Consigo trouxeram a tal imagem do Ecce Homo, que n&atilde;o tinha na altura grande devo&ccedil;&atilde;o. Mas por volta de 1700 fez-se a primeira prociss&atilde;o com o Senhor Santo Cristo dos Milagres, e isso deveu-se a haver uma grande crise s&iacute;smica na ilha de S&atilde;o Miguel, juntamente com alguns temporais e secas. Uma religiosa que vivia no convento e tinha j&aacute; nesta altura uma grande devo&ccedil;&atilde;o ao Senhor Santo Cristo dos Milagres, madre Teresa da Anunciada, vai buscar a imagem do Ecce Homo e organiza, nas ruas da cidade, a primeira prociss&atilde;o. Esta prociss&atilde;o correu, e ainda hoje continua a correr, todos os conventos da cidade. O facto &eacute; que, ap&oacute;s a prociss&atilde;o, acabaram-se as crises s&iacute;smicas e a vida voltou ao normal, e tal facto foi atribu&iacute;do ao Senhor Santo Cristo, que passou a ser dos Milagres.&raquo;

Nos A&ccedil;ores, os 60 anos do Santu&aacute;rio do Senhor Santo Cristo ser&atilde;o marcados, al&eacute;m das habituais prociss&otilde;es de s&aacute;bado e domingo, pela realiza&ccedil;&atilde;o de um &laquo;congresso internacional que vai versar sobre a religiosidade popular em duas vertentes: a devo&ccedil;&atilde;o ao Senhor Santo Cristo dos Milagres, e a devo&ccedil;&atilde;o ao Esp&iacute;rito Santo, uma devo&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria dos a&ccedil;orianos e de todos os que est&atilde;o na di&aacute;spora. Este ser&aacute; o momento alto das festividades para marcar estes 60 anos&raquo;, refere o c&oacute;nego Borges, adiantando que as comemora&ccedil;&otilde;es j&aacute; se iniciaram com o ano pastoral, com confer&ecirc;ncias e col&oacute;quios de v&aacute;rias personalidades, entre as quais o reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima.

Esta devo&ccedil;&atilde;o continua bem viva no cora&ccedil;&atilde;o dos a&ccedil;orianos, e &eacute; vis&iacute;vel n&atilde;o apenas nos mais de 70 mil peregrinos que se juntam para a festa em maio, mas tamb&eacute;m nos pr&oacute;prios gestos do dia a dia. &laquo;Muitos dos emigrantes, quando v&ecirc;m a casa, o primeiro lugar onde v&atilde;o, at&eacute; antes de irem para sua casa, &eacute; o Santu&aacute;rio do Senhor Santo Cristo. E quando v&atilde;o embora &eacute; o &uacute;ltimo s&iacute;tio que visitam antes de irem para o aeroporto&raquo;, conta o c&oacute;nego Borges, que adianta que &laquo;&eacute; uma devo&ccedil;&atilde;o espalhada pelo mundo inteiro&raquo;, em virtude da di&aacute;spora do povo a&ccedil;oriano. &laquo;Recebemos diariamente centenas de cartas de pessoas a pedir a intercess&atilde;o do Senhor Santo Cristo dos Milagres, ou a agradecer por gra&ccedil;as recebidas&raquo;, diz.

A presidir &agrave;s celebra&ccedil;&otilde;es nos A&ccedil;ores vai estar D. Jos&eacute; Bettencourt, n&uacute;ncio apost&oacute;lico na Ge&oacute;rgia e Arm&eacute;nia. &laquo;O convite foi uma grande honra para mim, sobretudo porque &eacute; uma devo&ccedil;&atilde;o que levo muito no cora&ccedil;&atilde;o&raquo;, revela o prelado, que conta que &laquo;ap&oacute;s a consagra&ccedil;&atilde;o episcopal, desloquei-me &agrave; terra onde nasci e fui batizado, &agrave;s Velas, na ilha de S&atilde;o Jorge, e passei pelo Santu&aacute;rio do Senhor Santo Cristo dos Milagres para colocar o meu minist&eacute;rio sob a sua orienta&ccedil;&atilde;o, tendo deixado na altura um prot&oacute;tipo igual ao anel episcopal que o Papa Francisco colocou no meu dedo no dia da minha consagra&ccedil;&atilde;o em Roma.&raquo;

Aos fi&eacute;is que v&atilde;o estar presentes nas comemora&ccedil;&otilde;es, D. Jos&eacute; Bettencourt dirige-se como &laquo;peregrino&raquo; e &laquo;filho da terra&raquo;. &laquo;Eu vou at&eacute; &agrave; igreja do convento de Nossa Senhora da Esperan&ccedil;a, Santu&aacute;rio do Senhor Santo Cristo dos Milagres, como peregrino, homem de f&eacute; e filho da terra, para tamb&eacute;m me prostrar diante do Senhor. Vou para rezar em a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as para pedir a sua intercess&atilde;o pelas inten&ccedil;&otilde;es que me s&atilde;o confiadas. Vou para me encontrar junto a uma fonte de f&eacute; e espiritualidade e para me renovar. Juntamente com os fi&eacute;is que se encontrarem nos A&ccedil;ores, espero poder testemunhar Cristo vivo, encorajar no caminho da f&eacute; e a empenharem-se cada vez mais na mensagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres &ndash; que &eacute; a mensagem de Jesus Cristo.&raquo; Em Almada, por seu lado, &eacute; D. Jos&eacute; Ornelas, o bispo da diocese de Set&uacute;bal, quem preside &agrave;s cerim&oacute;nias.

O Santu&aacute;rio do Cristo-Rei oferece hoje muito mais aos peregrinos que h&aacute; uns anos, tornando a subida do elevador apenas uma das muitas atividades que ali se possibilitam, apontadas a crentes e a n&atilde;o-crentes. &laquo;Queremos com certeza provocar a mensagem crist&atilde; naqueles que n&atilde;o v&ecirc;m c&aacute; com essa finalidade. Da&iacute; a nossa grande preocupa&ccedil;&atilde;o de colocar azulejos alusivos ao c&acirc;ntico das criaturas de Daniel no miradouro l&aacute; em cima, os quadros simb&oacute;licos da capela, a Via-Sacra exterior, toda a simbologia &agrave; volta do monumento, as est&aacute;tuas que iremos colocar &agrave; volta do monumento... &eacute; inevit&aacute;vel que esta &eacute; a melhor vista sobre Lisboa, e todas as pessoas que v&ecirc;m com esse intuito s&atilde;o bem-vindas e esperamos que se sintam bem neste local. Mas com o cuidado que temos nos espa&ccedil;os verdes, a simbologia que damos ao espa&ccedil;o, queremos que as pessoas se sintam acolhidas. Muitas pessoas come&ccedil;am a pedir hoje visitas guiadas, que n&atilde;o havia, e o edif&iacute;cio da reitoria acolhe grupos de pessoas todos os fins de semana, sinal de que h&aacute; condi&ccedil;&otilde;es para outro tipo de atividades&raquo;, afirma o Pe. Sezinando.


Estava na calha para os 50 anos, mas n&atilde;o ficou pronta, e portanto ser&aacute; lan&ccedil;ada nos 60 uma Cantata a Cristo-Rei como uma das principais marcas das comemora&ccedil;&otilde;es. &laquo;&Eacute; uma pe&ccedil;a de uma hora, a letra &eacute; do D. Carlos Azevedo, que vai estar presente, no dia 18 de maio em Almada, 17 de junho para os bispos em F&aacute;tima e 3 de novembro na Gulbenkian. A pe&ccedil;a tem envolvidas 394 pessoas, um coro com 250 vozes, com base no Lisboa Cantate, um coro profissional, com quatro solistas e uma orquestra. Vai ser na igreja paroquial de Almada&raquo;, diz o Pe. Sezinando, que acrescenta outros dois marcos: o centro de espiritualidade e r&eacute;plicas do Cristo-Rei que andar&atilde;o pelas par&oacute;quias. &laquo;H&aacute; duas iniciativas importantes: o lan&ccedil;amento do centro de espiritualidade do santu&aacute;rio que vai ter um curso sobre espiritualidade crist&atilde;, com a dura&ccedil;&atilde;o de dois anos, no final de setembro&raquo;, entre outras vertentes, como a publica&ccedil;&atilde;o de livros, e a distribui&ccedil;&atilde;o de &laquo;uma r&eacute;plica do Cristo-Rei que ir&aacute; ficar em cada vigararia, a partir de setembro, acompanhada por uma catequese para jovens, uma para adultos e um gui&atilde;o de celebra&ccedil;&atilde;o, para proporcionar &agrave;s comunidades um momento para se recordarem da mensagem associada ao santu&aacute;rio.&raquo;

&nbsp;
Reportagem e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Sun, 19 May 2019 10:21:00 +0100</pubDate>
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<title>Cardeal Tagle termina visita a Portugal em jantar com sem-abrigo</title>
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<description><![CDATA[Terminou ontem a visita do Cardeal Luis Antonio Tagle a Portugal com a visita &agrave; C&aacute;ritas Diocesana de Set&uacute;bal, uma das v&aacute;rias estruturas diocesanas visitadas pelo atual presidente da Caritas Internationalis, que supervisiona todas as estruturas da C&aacute;ritas a n&iacute;vel mundial. Aproveitando a vinda a F&aacute;tima para presidir &agrave;s celebra&ccedil;&otilde;es do 13 de maio, o cardeal ficou mais dias para conhecer a realidade da C&aacute;ritas no nosso pa&iacute;s. Depois de uma visita &agrave;s instala&ccedil;&otilde;es da C&aacute;ritas em Set&uacute;bal, o cardeal celebrou missa na igreja da Anunciada, em Set&uacute;bal.

&nbsp;
Perante uma assembleia composta por utentes da C&aacute;ritas, funcion&aacute;rios e colaboradores, D. Luis Antonio Tagle fez um pequeno balan&ccedil;o desta visita a &laquo;projetos cheios de amor&raquo;. &laquo;Vi a m&atilde;o de Deus nas muitas coisas maravilhosas que fazem, no servi&ccedil;o aos pobres e aos fr&aacute;geis. &Eacute; fruto de um cora&ccedil;&atilde;o que se abre a Deus, para a necessidade dos homens&raquo;, afirmou na homilia.
&nbsp;
O cardeal falou ainda da necessidade de rezar, mas explicou, em jeito de provoca&ccedil;&atilde;o, que muitas pessoas optam por n&atilde;o rezar porque a ora&ccedil;&atilde;o &eacute; &laquo;perigosa&raquo;. &laquo;A ora&ccedil;&atilde;o &eacute; perigosa, porque na ora&ccedil;&atilde;o, Deus fala e chama pelo nosso nome. E quando Ele chama, envia tamb&eacute;m. &Eacute; por este motivo que muitas pessoas n&atilde;o querem rezar e contemplar: porque sabem que &eacute; perigoso&raquo;.
&nbsp;
Se rezassem, disse o Cardeal Tagle, &laquo;a ora&ccedil;&atilde;o muda a nossa vida&raquo;, pelo que o prelado aconselhou que cada um fa&ccedil;a sil&ecirc;ncio na sua vida. &laquo;No nosso mundo de hoje h&aacute; s&oacute; barulho. N&atilde;o queremos ter espa&ccedil;os de sil&ecirc;ncio e contempla&ccedil;&atilde;o, porque temos medo de escutar o cora&ccedil;&atilde;o e e a voz do Senhor. Mas quando o cora&ccedil;&atilde;o e a mente est&atilde;o abertos, o Senhor fala&raquo;, sustentou.
&nbsp;
Sobre o tema dos refugiados, que lhe &eacute; muito caro, o Cardeal Tagle afirmou que &laquo;um refugiado, para mim, &eacute; como Cristo que fala&raquo;, que lhe fala a um &laquo;cora&ccedil;&atilde;o aberto &agrave; mem&oacute;ria de Jesus, do seu sofrimento, mas tamb&eacute;m da esperan&ccedil;a que nos traz&raquo;. Lembrou que, estando num campo de refugiados, falou com uns volunt&aacute;rios que estavam l&aacute; a trabalhar e perguntou o que os levava a estar ali. &laquo;Uma das volunt&aacute;rias respondeu-me &ldquo;os meus av&oacute;s foram refugiados&rdquo;. Os refugiados n&atilde;o s&atilde;o estrangeiros, s&atilde;o meus irm&atilde;os e minhas irm&atilde;s&raquo;, refor&ccedil;ou, concluindo com o apelo de, &laquo;como Saulo e Barnab&eacute;&raquo;, cada um &laquo;preparar o seu cora&ccedil;&atilde;o&raquo; para &laquo;escutar o Senhor, segui-l&rsquo;O e entregar-me, na Sua miss&atilde;o aos outros&raquo;.
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No final da missa, os sorrisos e a boa disposi&ccedil;&atilde;o do Cardeal Tagle passaram para o exterior. Convidado por D. Jos&eacute; Ornelas, bispo de Set&uacute;bal que concelebrou, foram ambos para o exterior da igreja, onde cumprimentaram todas as pessoas que sa&iacute;am. Um abra&ccedil;o, um beijo, uma selfie, uma palavra de agradecimento e entusiasmo, todos faziam quest&atilde;o de estar junto do cardeal, mesmo que n&atilde;o se conseguissem fazer compreender. Luis Antonio Tagle n&atilde;o se fez rogado e a todos acedeu com um sorriso.
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Um tempo &laquo;excitante&raquo; para se ser sacerdote na Igreja
Ainda dentro da igreja, aguardavam-no os seminaristas da diocese, que vieram desde Almada para estar com o cardeal ali, ou n&atilde;o fosse este um dos principais da Igreja nos dias de hoje, apontado por muitos como o futuro Papa, em virtude n&atilde;o s&oacute; do seu trabalho na Caritas, mas tamb&eacute;m nas Filipinas e nas v&aacute;rias comiss&otilde;es da Igreja onde tem assento, e sobretudo por ser um ac&eacute;rrimo defensor do Papa Francisco e da sua linha de atua&ccedil;&atilde;o.
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Num pequeno encontro com os seminaristas, o Cardeal Tagle explicou que tem uma predile&ccedil;&atilde;o pela forma&ccedil;&atilde;o dos sacerdotes, pois trabalhou muitas anos nessa &aacute;rea, e deixou um conselho aos seminaristas. &laquo;Sejam honestos para convosco pr&oacute;prios e respondam de forma honesta ao vossos diretor espiritual e bispo. O pior que vos pode acontecer &eacute; fingirem ser outra pessoa e esconderem coisas de voc&ecirc;s pr&oacute;prios e dos vossos colegas&raquo;, advertiu.

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O prelado estimulou os seminaristas a nunca deixarem de se formar e aprender. &laquo;O que aprendem no semin&aacute;rio vai ajudar-vos na vida, mas h&aacute; coisas que est&atilde;o sempre a mudar. A vossa capacidade para crescerem e apreenderem sobre o que est&aacute; a acontecer no mundo &eacute; muito importante. N&atilde;o sabemos como vai ser o mundo daqui a 5 anos, e voc&ecirc;s v&atilde;o ser padres nessa altura&raquo;, disse.
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No entanto, e mesmo n&atilde;o sabendo como vai estar o mundo, o Cardeal Tagle sabe que este &eacute; um tempo &laquo;excitante&raquo; para se ser sacerdote e deu o exemplo de muitas convers&otilde;es que est&atilde;o a acontecer da parte de mu&ccedil;ulmanos, mesmo que n&atilde;o se possam assumir em p&uacute;blico. &laquo;Em algumas par&oacute;quias de Manila, alguns mu&ccedil;ulmanos v&ecirc;m pedir o batismo, e h&aacute; muitas convers&otilde;es, mas n&atilde;o podemos falar disso por causa das consequ&ecirc;ncias. Nem mudam o nome nem dizem abertamente que o fizeram... mas h&aacute; algo a acontecer, uma nova vida, at&eacute; na China. O meu av&ocirc; era chin&ecirc;s, migrante. L&aacute; as pessoas sussurram-nos que acreditam em Jesus Cristo e afastam-se. S&atilde;o tempos excitantes, n&atilde;o tenham medo do dia de hoje&raquo;, exortou.
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O bispo de Set&uacute;bal j&aacute; assumiu publicamente que, apesar da reduzida quantidade de sacerdotes na sua diocese, dar&aacute; a sua b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o a todos os que desejem fazer miss&atilde;o l&aacute; fora. O Cardeal Tagle concorda, e abre as portas do seu pr&oacute;prio pa&iacute;s. &laquo;Somos 110 milh&otilde;es de pessoas, e um pa&iacute;s pequeno. &Eacute; uma porta para outras partes do mundo. Se algum de v&oacute;s quiser ser mission&aacute;rio da diocese ser&atilde;o bem-vindos&raquo;, assegurou, antes de confirmar que pensa da mesma maneira que o prelado de Set&uacute;bal. &laquo;N&atilde;o temos tantos padres como quer&iacute;amos, d&atilde;o-nos jeito mais, mas se algum quiser ir em miss&atilde;o eu ajudo, porque mesmo na nossa pobreza partilhamos, e nessa partilha crescemos&raquo;, defendeu.
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Terminado o encontro, seguiram, a p&eacute;, desde a Igreja at&eacute; &agrave;s instala&ccedil;&otilde;es da C&aacute;ritas de Set&uacute;bal, onde os aguardavam utentes sem abrigo e portadores de HIV para um jantar conv&iacute;vio com o Cardeal Tagle. Rodearam-no &agrave; sua chegada, a pedir a sua b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o, a falar de futebol ou a partilhar viv&ecirc;ncias, e a todos o cardeal acedeu, sem pressas, sem discursos feitos. Os sorrisos e as fotografias antecederam o jantar, servido na sala da C&aacute;ritas que costuma servir as refei&ccedil;&otilde;es aos seus utentes.

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No final, e depois de tr&ecirc;s utentes terem mostrado os seus dotes de cantores, terminando com uma vers&atilde;o de &ldquo;What a wonderful world&rdquo;, que o cardeal aplaudiu muito, D. Luis Antonio Tagle agradeceu a todos o acolhimento e &laquo;o bem que a C&aacute;ritas est&aacute; a fazer em favor da dignidade do ser humano&raquo;. &laquo;O que vi aqui, hoje, vou partilhar com os outros membros da Caritas Internacionalis, na assembleia que vai ter lugar j&aacute; este m&ecirc;s. Aqui, os nossos irm&atilde;os est&atilde;o a receber, n&atilde;o apenas comida, bebida e duche. A pessoa humana precisa de outros meios e a forma&ccedil;&atilde;o musical que voc&ecirc;s aqui t&ecirc;m, &eacute; algo de muito importante e especial para o crescimento do ser humano, com dignidade. Que desta casa, para a Diocese e para o mundo, possais sempre cantar &quot;What a wonderful world&quot;&raquo;, pediu, com um sorriso.


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Reportagem e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 16 May 2019 12:38:00 +0100</pubDate>
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<title>Eleições europeias: Para que serve Parlamento Europeu?</title>
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<description><![CDATA[A Uni&atilde;o Europeia tem cerca de 500 milh&otilde;es de habitantes. De 23 a 26 de maio, consoante os pa&iacute;ses, os cidad&atilde;os europeus escolhem os seus representantes no Parlamento Europeu. Mas o que faz este &oacute;rg&atilde;o? Aprova leis, decide sobre tratados internacionais e alargamentos e analisa o programa de trabalho da Comiss&atilde;o. Al&eacute;m disso, cabe aos eurodeputados a supervis&atilde;o e o controlo democr&aacute;tico de todas as institui&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias e decidir sobre o or&ccedil;amento comunit&aacute;rio.



Atualmente, o Parlamento Europeu tem 751 deputados. Depois das elei&ccedil;&otilde;es, tudo depende da data de sa&iacute;da do Reino Unido da Uni&atilde;o Europeia. Mas j&aacute; l&aacute; vamos. Primeiro, vale a pena explicar que cada estado-membro tem um n&uacute;mero de deputados europeus proporcional &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. Portugal tem 21 deputados e isso n&atilde;o mudar&aacute;.

Pedro Valente da Silva, chefe do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal, explica que &laquo;o Parlamento Europeu (PE) &eacute; diretamente eleito pelos cidad&atilde;os europeus tal como a Assembleia da Rep&uacute;blica (AR) &eacute; eleita pelos cidad&atilde;os portugueses. N&atilde;o me parece que o PE tenha alguma menoridade em termos de legitimidade democr&aacute;tica&raquo;.

O diretor para os Media do Parlamento Europeu esteve recentemente em Lisboa. Jes&uacute;s Carmona explica que &laquo;como cidad&atilde;os, muitas vezes, temos a impress&atilde;o que a Europa est&aacute; longe e fora das grandes decis&otilde;es pol&iacute;ticas e n&atilde;o nos damos conta que afeta a nossa vida de todos os dias&raquo;. Foi criada uma aplica&ccedil;&atilde;o e p&aacute;gina de internet para os cidad&atilde;os poderem consultar por temas ou regi&otilde;es &laquo;What Europe does for me?&raquo;, em portugu&ecirc;s &laquo;O que a Europa faz por mim?&raquo;

Pedro Valente da Silva reconhece que &laquo;uma das dificuldades &eacute; que a Uni&atilde;o Europeia est&aacute; &agrave; nossa volta, tornou-se t&atilde;o presente mas ao mesmo tempo &eacute; quase invis&iacute;vel&raquo;. A come&ccedil;ar pelas infraestruturas que t&ecirc;m &laquo;uma forte componente da ajuda europeia, basta dizer que 85% do investimento p&uacute;blico em Portugal tem origem em fundos europeus&raquo;. Desde a ades&atilde;o, muita coisa mudou no pa&iacute;s. O chefe de Gabinete do Parlamento Europeu estava na universidade em 1986. &laquo;Nem sequer t&iacute;nhamos uma autoestrada que ligasse Lisboa ao Porto. A possibilidade que temos de interc&acirc;mbio de estudantes do Erasmus praticamente n&atilde;o existia ou era insipiente. Lembro-me que para ir a Espanha havia controlos transfronteiri&ccedil;os. J&aacute; para n&atilde;o falar do euro.&raquo; Situa&ccedil;&otilde;es que muitos portugueses j&aacute; n&atilde;o viveram. Pedro Valente da Silva d&aacute; exemplos &agrave; medida que a conversa avan&ccedil;a. Os pr&oacute;prios governos nacionais, e os de Portugal n&atilde;o t&ecirc;m fugido &agrave; &ldquo;regra&rdquo; europeia, contribuem para a falta de informa&ccedil;&atilde;o. &laquo;Tudo o que &eacute; decis&atilde;o positiva tomada a n&iacute;vel europeu &eacute; nacionalizada pelos l&iacute;deres nacionais que a apresentam como se fossem decis&otilde;es nacionais e os aspetos menos positivos s&atilde;o culpa da Uni&atilde;o Europeia.&raquo; O chefe do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal reafirma que &laquo;em todas as decis&otilde;es tomadas ao n&iacute;vel da UE todos os pa&iacute;ses t&ecirc;m uma palavra a dizer&raquo;. E h&aacute; mais vida al&eacute;m das quest&otilde;es or&ccedil;amentais e monet&aacute;rias. &laquo;A Uni&atilde;o Europeia n&atilde;o &eacute; uma esp&eacute;cie de pol&iacute;cia que est&aacute; a ver se os pa&iacute;ses cumprem o d&eacute;fice ou a d&iacute;vida p&uacute;blica.&raquo;



As elei&ccedil;&otilde;es europeias t&ecirc;m tido taxas de absten&ccedil;&atilde;o muito elevadas. Pedro Valente da Silva explica que nos estudos de opini&atilde;o feitos pelo Parlamento Europeu, &laquo;78% das pessoas entrevistadas acham que Portugal beneficiou pelo facto de ser estado-membro da Uni&atilde;o Europeia&raquo;. Se houvesse um referendo para a sa&iacute;da de Portugal da Uni&atilde;o, 72% dos portugueses inquiridos disseram que votariam n&atilde;o. &laquo;&Eacute; &oacute;bvio que h&aacute; depois aqui um grande gap [diferen&ccedil;a] entre a grande popularidade da Uni&atilde;o Europeia, e a&iacute; Portugal est&aacute; na vanguarda dos estados europeus, e a vota&ccedil;&atilde;o. Nas &uacute;ltimas elei&ccedil;&otilde;es, a vota&ccedil;&atilde;o foi de 33,67% e na Uni&atilde;o Europeia foi de 43,71, uma diferen&ccedil;a de mais ou menos 9% para a m&eacute;dia europeia. E depois &eacute; muito interessante, porque quando falamos de pessoas entre os 18 e os 24 anos, que s&atilde;o a faixa da popula&ccedil;&atilde;o que tem uma vis&atilde;o mais favor&aacute;vel relativamente &agrave; Uni&atilde;o Europeia, estes mesmos estudos demonstram que 62% tem uma opini&atilde;o favor&aacute;vel &agrave; UE. Mas, nessa faixa, s&oacute; 18,6% votaram nas &uacute;ltimas elei&ccedil;&otilde;es europeias.&raquo; Da&iacute; que tenha sido criada uma campanha de comunica&ccedil;&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o especialmente destinada aos jovens e utilizando as redes sociais.

Nas elei&ccedil;&otilde;es europeias, os cidad&atilde;os elegem os deputados do Parlamento Europeu e estes v&atilde;o depois escolher o presidente da Comiss&atilde;o Europeia. Os eurodeputados fazem parte de partidos europeus e &eacute; deles que saem os chamados candidatos principais. &laquo;Ao votarmos nas elei&ccedil;&otilde;es europeias estamos tamb&eacute;m a escolher o futuro presidente da Comiss&atilde;o Europeia&raquo;, explica Pedro Valente da Silva.

O diretor para os Media do Parlamento Europeu considera que h&aacute; desafios em causa nestas elei&ccedil;&otilde;es como o &laquo;aumento do autoritarismo em certos pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia&raquo; e o &laquo;aumento das for&ccedil;as pol&iacute;ticas que est&atilde;o no limite&raquo;. Pedro Valente da Silva acredita que &laquo;ser&aacute; um Parlamento mais fragmentado, mas as proje&ccedil;&otilde;es n&atilde;o me levam a achar que essas for&ccedil;as pol&iacute;ticas tenham for&ccedil;a para ser for&ccedil;a de bloqueio&raquo;. Ambos admitem a necessidade de mobilizar os europe&iacute;stas. &laquo;O perigo real &eacute; que os antieuropeus est&atilde;o motivados e eles simpatizam com as elei&ccedil;&otilde;es europeias&raquo;, alerta Jes&uacute;s Carmona.



Mas o maior desafio &eacute; o Brexit. Voltamos ao in&iacute;cio deste artigo para a quest&atilde;o mais dif&iacute;cil de resolver. Com a decis&atilde;o de sa&iacute;da, o Parlamento Europeu foi reorganizado. O Parlamento Europeu deveria passar de 751 deputados para 705. Alguns dos deputados do Reino Unido foram redistribu&iacute;dos por outros pa&iacute;ses que viram a sua popula&ccedil;&atilde;o aumentar. Agora, v&aacute;rios cen&aacute;rios est&atilde;o em cima da mesa. J&aacute; se sabe que o Reino Unido ter&aacute; elei&ccedil;&otilde;es, mas Theresa May quer sair da UE at&eacute; 2 de julho, data de forma&ccedil;&atilde;o do novo Parlamento. Ou seja, os deputados eleitos pelos cidad&atilde;os do Reino Unido podem n&atilde;o chegar a tomar posse.

Pedro Valente da Silva lamenta a sa&iacute;da do Reino Unido. &laquo;N&atilde;o h&aacute; nenhum entusiasmo com o Brexit. Vamos perder um dos principais pa&iacute;ses com peso econ&oacute;mico, com peso populacional, e mesmo peso militar.&raquo; Uma das quest&otilde;es a resolver &eacute; como ter mais fundos. &laquo;O que o Parlamento Europeu tem vindo a dizer &eacute; que a via n&atilde;o &eacute; aumentar as contribui&ccedil;&otilde;es nacionais, mas criar receitas a n&iacute;vel europeu, seja atrav&eacute;s das transa&ccedil;&otilde;es das grandes empresas do digital que movimentam volumes de neg&oacute;cios alucinantes e ningu&eacute;m sabe muito bem onde &eacute; que pagam os impostos. Depois temos outras vias como uma percentagem dos regimes de com&eacute;rcio das licen&ccedil;as de emiss&atilde;o, taxar embalagens de pl&aacute;sticos que n&atilde;o s&atilde;o recicl&aacute;veis.&raquo; Decis&otilde;es que j&aacute; ser&atilde;o os deputados eleitos em maio a decidir.
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&laquo;Desta vez eu voto&raquo;
&Eacute; uma plataforma e movimento que forma uma esp&eacute;cie de rede europeia de volunt&aacute;rios, atrav&eacute;s das redes sociais, que v&atilde;o organizando confer&ecirc;ncias, encontros, exposi&ccedil;&otilde;es, etc., para convidar os cidad&atilde;os a votar em maio. O campe&atilde;o desta plataforma pan-europeia &eacute; um portugu&ecirc;s. Gon&ccedil;alo Gomes recrutou mais de 500 pessoas. Tem 20 anos, &eacute; de Viseu e estuda Economia, em Lisboa. Em Portugal, est&atilde;o inscritas para receber informa&ccedil;&otilde;es mais de nove mil pessoas e h&aacute; mais de 1100 volunt&aacute;rios. Em toda a Uni&atilde;o Europeia s&atilde;o quase 19 500 os inscritos.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o e Pixabay
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Artigo publicado na &iacute;ntegra na edi&ccedil;&atilde;o de mar&ccedil;o de 2019 da revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
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<pubDate>Thu, 16 May 2019 10:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Habitação colaborativa: Envelhecer em comunidade é possível</title>
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<description><![CDATA[Seguimos o senhor Ant&oacute;nio at&eacute; casa. Move-se com facilidade numa cadeira de rodas pela institui&ccedil;&atilde;o de solidariedade social Os Pioneiros, em Mourisca do Vouga, &Aacute;gueda. Fora do edif&iacute;cio abre-se um espa&ccedil;o amplo, relvado, com casinhas de madeira. Ant&oacute;nio Alves de Jesus tem 80 anos e &eacute; ativo, apesar de agora estar &laquo;dependente&raquo;, de forma passageira, enquanto espera por uma pr&oacute;tese.
Chegou &agrave;s Casinhas do Pinhal &laquo;vai fazer seis anos no dia 1 de julho&raquo;, depois do AVC da esposa. &laquo;Eu estive dois anos com ela em casa e estava a ficar pior do que ela&raquo;, conta. &laquo;A casa foi constru&iacute;da nessa altura. Fiquei a viver com a minha mulher aqui&raquo;, explica. A moradia &eacute; independente, tendo o casal apoios do centro de dia e do lar da institui&ccedil;&atilde;o. &laquo;De manh&atilde;, tomo o meu caf&eacute; aqui e vou l&aacute; para cima. Eles v&ecirc;m aqui a casa, tratam dela, agarram nela e levam-na para o centro de dia.&raquo; Ir viver para um lar de idosos nem pensar. &laquo;Ai, num lar n&atilde;o. N&atilde;o sabe o que &eacute; um lar! Eu vou l&aacute; acima tr&ecirc;s vezes por semana &agrave; fisioterapia. N&atilde;o d&aacute; para mim! Aqui, agora sou dependente. Mas era independente, entrava &agrave; hora que me apetecia, sa&iacute;a &agrave; hora que me apetecia. Nunca houve problemas. Num lar j&aacute; n&atilde;o &eacute; assim.&raquo; Conversamos na varanda da casa de Ant&oacute;nio e Rosa Maria, o &uacute;nico casal da &ldquo;aldeia&rdquo;, casados h&aacute; 61 anos.





Deixamos o senhor Ant&oacute;nio voltar aos seus trabalhos no centro de dia e seguimos ao encontro de &quot;Pauleta&quot;, que afinal tamb&eacute;m se chama Ant&oacute;nio: Ant&oacute;nio Oliveira Pinto. Todos lhe chamam &quot;Pauleta&quot;. A conversa come&ccedil;a no jardim e &eacute; a&iacute; que nos conta as suas aventuras no futebol profissional nos anos 60. Esteve emigrado mais de 40 anos na &Aacute;frica do Sul. Divorciou-se aos 73 anos, quase a completar 50 anos de casamento. J&aacute; era volunt&aacute;rio n&rsquo;Os Pioneiros desde 2001. A filha que vive em Portugal aconselhou-o a ir viver para l&aacute;. N&atilde;o se arrepende. &laquo;&Oacute;timo! A minha vida &eacute; uma vida de burgu&ecirc;s. Vou &agrave; pastelaria a &Aacute;gueda tomar o caf&eacute;. Ainda hoje de l&aacute; vim.&raquo; Demora a responder como &eacute; a sua vida comparativamente com a de outros idosos. Mas quando o faz &eacute; sem papas na l&iacute;ngua. &laquo;Eu n&atilde;o vou para o lar! Vou fazer um testamento para n&atilde;o ir para o lar e t&ecirc;m de o cumprir. Eu quero morrer nesta casa! Se eu vim para aqui, &eacute; a minha casa. N&atilde;o quero ir l&aacute; para cima. Porque n&atilde;o quero!&raquo;, dispara. O tom brincalh&atilde;o usado em toda a conversa s&oacute; desaparece nesta altura. &laquo;Aqui fa&ccedil;o tudo e l&aacute; n&atilde;o fa&ccedil;o nada. Tenho uma liberdade enorme que n&atilde;o tenho l&aacute;. Enquanto eu tiver consci&ecirc;ncia, ningu&eacute;m me leva para l&aacute; nem me tira de c&aacute;&raquo;, argumenta.




Neste projeto, 17 pessoas vivem em 10 casas. &laquo;T&ecirc;m de ter autonomia f&iacute;sica e mental. As casinhas come&ccedil;aram em 2011. Neste momento, as casas est&atilde;o todas ocupadas&raquo;, explica Susana. O valor pago depende dos valores das reformas, mas varia entre os 120 e os 800 euros. A m&eacute;dia, dir&aacute; mais tarde o presidente de Os Pioneiros, ser&atilde;o os 500 euros. A lista de espera &eacute; grande. Os idosos podem habitar as casas sem ter nenhum apoio da institui&ccedil;&atilde;o. Com a casa t&ecirc;m tratamento de roupa e limpeza da casa.

Jos&eacute; Carlos Arede, presidente de Os Pioneiros, salienta que a realidade dos idosos mudou muito nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. &laquo;Os nossos lares s&atilde;o quase unidades de cuidados continuados&raquo;, constata. Por isso, defende a exist&ecirc;ncia de uma &laquo;alternativa anterior ao lar&raquo;. O presidente da institui&ccedil;&atilde;o revolta-se ao contar que tem andado em luta com a Seguran&ccedil;a Social, porque n&atilde;o est&aacute; prevista esta solu&ccedil;&atilde;o. &laquo;Tivemos de andar a contornar a lei. Fizemos um arrendamento e depois colocamos os que precisam numa resposta social. S&oacute; que a Seguran&ccedil;a Social diz que &eacute; ilegal e que &eacute; um lar encapotado. N&atilde;o &eacute;! &Eacute; preciso que o legislador encontre uma solu&ccedil;&atilde;o&raquo;, conta.





&Eacute; tamb&eacute;m esta a convic&ccedil;&atilde;o dos fundadores da Hac.Ora Portugal Senior Cohousing Association. Nuno Cardoso, presidente da Hac.Ora, explica que habita&ccedil;&atilde;o colaborativa &eacute; &laquo;uma comunidade autopromovida e autogerida&raquo; com espa&ccedil;os privados e comuns como lavandaria, cozinha, espa&ccedil;o para refei&ccedil;&otilde;es, por exemplo. As tarefas s&atilde;o partilhadas ou divididas. Em maio do ano passado, come&ccedil;aram a angariar associados e rapidamente perceberam que n&atilde;o estavam s&oacute;s. &laquo;Cheg&aacute;mos logo aos 140. Foram ouvidos tamb&eacute;m na Assembleia da Rep&uacute;blica no &acirc;mbito da discuss&atilde;o sobre a Lei de Bases da Habita&ccedil;&atilde;o, precisamente para que consagre a habita&ccedil;&atilde;o colaborativa. &laquo;Temos esperan&ccedil;a que isso v&aacute; ser consagrado. Esse &eacute; o primeiro passo para a legisla&ccedil;&atilde;o se adaptar &agrave;s especificidades pr&oacute;prias de um equipamento de habita&ccedil;&atilde;o colaborativa&raquo;, conta.&nbsp;
A Hac.Ora est&aacute; a criar uma plataforma colaborativa de t&eacute;cnicos que possa apoiar os grupos que queiram viver assim. &Eacute; o ponto de partida. Para j&aacute;, os projetos mais avan&ccedil;ados s&atilde;o de &laquo;cohousing institucional&raquo;. A Miseric&oacute;rdia do Porto vai construir 40 T1 para arrendar a idosos ativos de &laquo;camadas mais desfavorecidas&raquo;. Dever&atilde;o estar prontos em 2021. A Hac.Ora &eacute; parceira e &laquo;gostaria de apoiar do ponto de vista t&eacute;cnico para ter caracter&iacute;sticas do cohousing&raquo;. A ideia &eacute; que haja autogest&atilde;o. &laquo;Queremos que a filosofia colaborativa se instale e n&atilde;o seja apenas um bloco de T1. Queremos dar o passo &agrave; frente que &eacute; de facto dar a ambi&ecirc;ncia de comunidade. Aqui a pedra de toque &eacute; vencer o isolamento das pessoas. Queremos que as pessoas convivam, partilhem espa&ccedil;os comuns, que cozinhem juntas, que fa&ccedil;am festas, passeiem. &Eacute; preciso criar comunidades, criar esta fam&iacute;lia alargada&raquo;, explica.

&nbsp;&nbsp;
Reportagem: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Wed, 15 May 2019 12:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Cardeal Tagle pede uma fé visível na «prática» das obras de caridade</title>
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<description><![CDATA[O Cardeal de Manila, nas Filipinas, D. Luis Antonio Tagle, presidiu hoje &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o de encerramento da Peregrina&ccedil;&atilde;o Anivers&aacute;ria de Maio no Santu&aacute;rio de F&aacute;tima e pediu que os fi&eacute;is ponham &laquo;em pr&aacute;tica&raquo; as b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os de Deus na vida de cada um para que estas b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os fiquem &laquo;completas&raquo;.


&laquo;A fim de completar a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o do chamamento de Deus, escutemos a Palavra de Deus e ponhamos a Sua vontade em pr&aacute;tica&raquo;, disse, numa homilia em ingl&ecirc;s que foi traduzida para os fi&eacute;is pelo Pe. V&iacute;tor Coutinho, vice-reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima.
&nbsp;
Com uma multid&atilde;o de cerca de 200 mil peregrinos a ouvir, segundo informa&ccedil;&otilde;es oficiais do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, o Cardeal Tagle explicou que o &laquo;nosso chamamento &eacute; a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de Deus&raquo;, e n&atilde;o h&aacute;, segundo o prelado, &laquo;maior b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o do que ser chamado por Deus a servir Jesus, a fazer Jesus conhecido, amado e servido&raquo;.
&nbsp;
O Evangelho do dia abordava a mulher que, perante as a&ccedil;&otilde;es de Jesus, elogiava Maria por ter sido a Sua m&atilde;e, e o cardeal filipino reafirmou que &laquo;toda a m&atilde;e &eacute; aben&ccedil;oada por trazer no seu ventre vida humana&raquo;, reafirmando a posi&ccedil;&atilde;o da Igreja sobre o momento em que &eacute; gerada vida, e explicando que a maior b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o que Maria teve &laquo;chama-se Jesus&raquo;. &Eacute; por isso que a sua aceita&ccedil;&atilde;o &eacute; encarada pelo cardeal &laquo;como um ato de f&eacute;&raquo;, assim como a sua educa&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
O Cardeal Tagle considerou que &eacute; a pr&aacute;tica da f&eacute; que a torna efetiva, e elogiou n&atilde;o apenas a educa&ccedil;&atilde;o dos pais de Jesus, Maria e Jos&eacute;, mas as a&ccedil;&otilde;es do pr&oacute;prio Jesus, pelas quais dava a conhecer a sua f&eacute;. &laquo;Ia &agrave; sinagoga regularmente; rezava por longas horas em lugares isolados; amava e servia os pobres, os exclu&iacute;dos, os estrangeiros; mostrou o rosto de Deus aos pecadores&raquo;, disse o cardeal, que acrescentou que todos os que seguirem a Jesus e puserem a sua f&eacute; na pr&aacute;tica das a&ccedil;&otilde;es deixam &laquo;como legado a pessoa de Jesus, a Sua palavra, a Sua presen&ccedil;a, o Seu amor pelos abandonados e pelos que sofrem, a Sua solidariedade com os famintos, os sedentos, os despidos, os sem-abrigo, os estrangeiros e os prisioneiros&raquo;.

&nbsp;
Presentes na cerim&oacute;nia estiveram 310 sacerdotes, 24 bispos e 3 cardeais, que acompanharam os cerca de 200 mil peregrinos vindos de 40 pa&iacute;ses, sendo que todos os continentes do mundo estavam aqui representados.

&nbsp;
Reportagem e fotos: Ricardo Perna
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Mon, 13 May 2019 12:07:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa obriga a estruturas para lidar com os abusos em todas as dioceses</title>
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<description><![CDATA[No seguimento das conclus&otilde;es da cimeira de fevereiro no Vaticano sobre os abusos sexuais cometidos por membros do clero, o Papa Francisco publicou um Motu Proprio no qual explicita o procedimento a fazer por parte das dioceses para lidarem com estas situa&ccedil;&otilde;es e imp&otilde;e que, at&eacute; 2020, cada diocese tenha a funcionar uma inst&acirc;ncia, de forma isolada ou em conjunto com outras dioceses, que trate destes casos.


Desde logo, o Papa afirma que estas medidas visam &laquo;concorrer para fomentar a plena credibilidade do an&uacute;ncio evang&eacute;lico e a efic&aacute;cia da miss&atilde;o da Igreja&raquo; que ficou fortemente abalada pelos esc&acirc;ndalos que t&ecirc;m surgido nos &uacute;ltimos anos.
&nbsp;
Neste sentido, o Papa quer que &laquo;as Dioceses ou as Eparquias [organiza&ccedil;&otilde;es administrativas nas igrejas orientais], individualmente ou em conjunto, devem estabelecer, dentro de um ano a partir da entrada em vigor destas normas, um ou mais sistemas est&aacute;veis e facilmente acess&iacute;veis ao p&uacute;blico para apresentar as assinala&ccedil;&otilde;es, inclusive atrav&eacute;s da institui&ccedil;&atilde;o duma peculiar reparti&ccedil;&atilde;o eclesi&aacute;stica&raquo;. Assim, todas as dioceses ficam obrigadas a formar estes gabinetes, de forma isolada ou em conjunto. No caso de Portugal, os bispos portugueses tinham decidido, na &uacute;ltima Assembleia Plen&aacute;ria da Confer&ecirc;nca Episcopal Portuguesa (CEP) criar &laquo;inst&acirc;ncias de preven&ccedil;&atilde;o e acompanhamento em ordem &agrave; prote&ccedil;&atilde;o de menores nas suas Dioceses e a atualizar as diretrizes aprovadas pela Confer&ecirc;ncia Episcopal em 2012, tendo em conta as orienta&ccedil;&otilde;es da Santa S&eacute;&raquo;, que entretanto foram recebidas pelos bispos.
&nbsp;
Alguns bispos portugueses tinham manifestado inten&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o avan&ccedil;ar com a cria&ccedil;&atilde;o de gabinetes, mas desconhecem-se agora rea&ccedil;&otilde;es a este novo documento do Papa.
&nbsp;
Outra das novidades do documento &eacute; a responsabiliza&ccedil;&atilde;o dos bispos e de todos aqueles que optem por encobrir as situa&ccedil;&otilde;es de abusos que conhe&ccedil;am. O artigo 1&ordm; fala n&atilde;o apenas de quem cometa atos para com &laquo;menores&raquo; ou &laquo;pessoal vulner&aacute;veis&raquo;, mas tamb&eacute;m de quem cometa &laquo;a&ccedil;&otilde;es ou omiss&otilde;es tendentes a interferir ou contornar as investiga&ccedil;&otilde;es civis ou as investiga&ccedil;&otilde;es can&oacute;nicas, administrativas ou criminais, contra um cl&eacute;rigo ou um religioso&raquo;, sendo que ambos devem ser denunciados de forma obrigat&oacute;ria &agrave; inst&acirc;ncia can&oacute;nica acima do cargo que ocupe essa pessoa.
&nbsp;
Continua sem haver neste documento qualquer tipo de obriga&ccedil;&atilde;o de den&uacute;ncia destas acusa&ccedil;&otilde;es &agrave;s autoridades civis. N&atilde;o h&aacute; uma justifica&ccedil;&atilde;o oficial, embora muitos considerem que tal possa ser para proteger os denunciantes em determinados pa&iacute;ses, e a &uacute;nica indica&ccedil;&atilde;o que surge era o que j&aacute; existia: &laquo;estas normas aplicam-se sem preju&iacute;zo dos direitos e obriga&ccedil;&otilde;es estabelecidos em cada local pelas leis estatais, particularmente aquelas relativas a eventuais obriga&ccedil;&otilde;es de assinala&ccedil;&atilde;o &agrave;s autoridades civis competentes&raquo;, pode ler-se no artigo 19&ordm;. No caso portugu&ecirc;s, a lei n&atilde;o obriga a essa den&uacute;ncia.
&nbsp;
Estas normas, que foram aprovadas &agrave; experi&ecirc;ncia por um tri&eacute;nio, entram em vigor de imediato.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Foto: Lusa
]]></description>
<pubDate>Thu, 09 May 2019 19:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Matrimónio: Comunidades paroquiais vão acompanhar preparação e casais em crise</title>
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<description><![CDATA[Dias depois da sua aprova&ccedil;&atilde;o em Assembleia Plen&aacute;ria, foi publicada a carta pastoral da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) sobre a prepara&ccedil;&atilde;o para o matrim&oacute;nio. &laquo;A alegria do amor no matrim&oacute;nio crist&atilde;o&raquo; pretende ser um contributo, &laquo;em sintonia com o Papa Francisco&raquo;, &laquo;que consiste em apresentar as raz&otilde;es e os motivos para se optar pelo matrim&oacute;nio e a fam&iacute;lia, de modo que as pessoas estejam melhor preparadas para responder &agrave; gra&ccedil;a que Deus lhes oferece&raquo;.
&nbsp;
Apesar dos discurso inaugural de D. Manuel Clemente falar numa &laquo;s&eacute;rie de indica&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias e pr&aacute;ticas para a prepara&ccedil;&atilde;o do matrim&oacute;nio, atinentes &agrave; maturidade e ao relacionamento m&uacute;tuo; ao projeto familiar, ao respetivo amadurecimento e &agrave; supera&ccedil;&atilde;o de conflitos; &agrave; comunidade crist&atilde; como lugar de entreajuda e celebra&ccedil;&atilde;o familiar; &agrave; doutrina sobre o sacramento, suas propriedades e fins&raquo;, a verdade &eacute; que o documento mostra uma abordagem mais te&oacute;rica, deixando para cada inst&acirc;ncia de prepara&ccedil;&atilde;o e acompanhamento para o matrim&oacute;nio a tarefa de encontrar forma de tornar estes conceitos realidade no seu trabalho.
&nbsp;
Admitindo que, perante uma &laquo;realidade&raquo; t&atilde;o &laquo;fr&aacute;gil&raquo; como &eacute; o matrim&oacute;nio, &laquo;alguns casais preferem n&atilde;o arriscar na celebra&ccedil;&atilde;o do matrim&oacute;nio ou na constitui&ccedil;&atilde;o de uma fam&iacute;lia&raquo;, optando por &laquo;&ldquo;viver juntos&rdquo; ou em uni&atilde;o de facto, conviv&ecirc;ncias &agrave; experi&ecirc;ncia ou rela&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o exijam um compromisso radical&raquo;, os bispos reconhecem que &laquo;a ideia do &ldquo;para sempre&rdquo; atemoriza e a perspetiva de &ldquo;institucionalizar o amor&rdquo; afigura-se desnecess&aacute;ria ou mesmo hostil&raquo;. Aliado a isto, surgem &laquo;novas formas de fam&iacute;lia&raquo;, onde se destaca a terminologia de &laquo;comunidades de vida homossexuais&raquo;, a forma como descrevem a situa&ccedil;&atilde;o das uni&otilde;es homossexuais.
&nbsp;
Por isso, reafirmam que &laquo;o matrim&oacute;nio &eacute; um caminho de beleza e alegria m&uacute;tua em que cada um deseja e tudo faz para a felicidade do outro&raquo;. Mesmo sabendo que &laquo;&eacute; normal
ter d&uacute;vidas, inquieta&ccedil;&otilde;es e hesita&ccedil;&otilde;es diante de algo t&atilde;o nobre, belo e profundo como &eacute; partilhar a vida inteira com algu&eacute;m&raquo;, a solu&ccedil;&atilde;o &laquo;n&atilde;o est&aacute; num adiamento sine die do compromisso ou numa fuga &agrave; entrega total e assumida perante os outros e perante Deus&raquo;.
&nbsp;
At&eacute; porque, defendem os bispos na Carta Pastoral, &laquo;contrariamente ao que possa parecer, assumir publicamente o casamento confere uma robustez mais s&oacute;lida &agrave; rela&ccedil;&atilde;o, precisamente porque compromete, com a energia da gra&ccedil;a de Deus, os esposos, n&atilde;o s&oacute; entre si, mas tamb&eacute;m com os filhos, as suas fam&iacute;lias, os amigos, a Igreja e a sociedade&raquo;.
&nbsp;
Mais &agrave; frente, os bispos explicam que, &laquo;quando um homem e uma mulher se casam na Igreja, a sua uni&atilde;o &eacute; um sinal que vive e exprime o amor de Deus pela humanidade, o amor de Jesus Cristo pela Igreja; recebem a miss&atilde;o de construir um mundo mais justo atrav&eacute;s da constitui&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia, mostrando com a vida de comunh&atilde;o que o amor entre eles &ndash; e o amor de Deus pela humanidade do qual s&atilde;o sinal &ndash; pode superar todas as dificuldades e crises humanas&raquo;.


&nbsp;
Prepara&ccedil;&atilde;o e acompanhamento dos casais &eacute; fun&ccedil;&atilde;o das &laquo;comunidades paroquiais&raquo;
&nbsp;
Os bispos consideram que &laquo;a prepara&ccedil;&atilde;o para o matrim&oacute;nio n&atilde;o pode ser algo pontual e restringido a um momento espec&iacute;fico da vida&raquo;. Como tal, e como j&aacute; estava preconizado, &laquo;implica pensar uma pastoral familiar a longo prazo em que se inclua toda a catequese&raquo;.
&nbsp;
Neste sentido, e pensando na prepara&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima do matrim&oacute;nio, os bispos consideram que &laquo;toda a comunidade crist&atilde; &eacute; chamada a envolver-se mais profunda e amplamente na prepara&ccedil;&atilde;o dos noivos para o matrim&oacute;nio&raquo;, e pedem um &laquo;empenho s&eacute;rio numa prepara&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima, a m&eacute;dio prazo&raquo;.
&nbsp;
Porque admitem que a &laquo;experi&ecirc;ncia&raquo; mostra como a prepara&ccedil;&atilde;o dos noivos muitas vezes &eacute; &laquo;manifestamente incompleta ou muito condicionada&raquo;, os bispos falam na implementa&ccedil;&atilde;o de uma &laquo;pastoral do namoro&raquo;, na qual todos, &laquo;catequistas, l&iacute;deres de grupos de jovens, promotores vocacionais e demais agentes pastorais unam esfor&ccedil;os e trabalhem juntos de forma a, com tempo, come&ccedil;ar a prepara&ccedil;&atilde;o e o discernimento para o namoro, noivado e matrim&oacute;nio&raquo;. Para isto, sugerem a cria&ccedil;&atilde;o, nas comunidades, de grupos de namorados, atividades e encontros de reflex&atilde;o.
&nbsp;
Isto antes do que hoje mais se conhece como o CPM, a prepara&ccedil;&atilde;o imediata. Aqui, os bispos pedem uma maior exig&ecirc;ncia, que dever&aacute; levar os noivos a perceber uma s&eacute;rie de conceitos e ideias, que os bispos elencam.
&nbsp;
&laquo;Assim, uma apropriada prepara&ccedil;&atilde;o para o matrim&oacute;nio dever&aacute; conduzir os noivos a:

	saber avaliar a maturidade afetiva, psicol&oacute;gica e espiritual, pr&oacute;pria e do outro;
	saber avaliar a pr&oacute;pria rela&ccedil;&atilde;o, nos seus pontos fortes e fracos, bem como prever poss&iacute;veis consequ&ecirc;ncias decorrentes desses pontos;
	delinear um projeto de vida familiar: princ&iacute;pios orientadores, valores &ldquo;inegoci&aacute;veis&rdquo; e metas a alcan&ccedil;ar enquanto fam&iacute;lia;
	uma metodologia para uma maior maturidade familiar: momentos de paragem para avaliar e lan&ccedil;ar para o futuro. S&oacute; assim &eacute; poss&iacute;vel &ldquo;detetar os sinais de perigo que poder&aacute; apresentar a rela&ccedil;&atilde;o, para se encontrar os meios que permitam enfrent&aacute;-los com bom &ecirc;xito&rdquo; (AL 210);
	elaborar &ldquo;estrat&eacute;gias&rdquo; de gest&atilde;o e supera&ccedil;&atilde;o de conflitos;
	descobrir a comunidade crist&atilde; como lugar onde a fam&iacute;lia se pode p&ocirc;r ao servi&ccedil;o dos outros, pode procurar ajuda para as suas necessidades e crises e ganha profundo sentido a celebra&ccedil;&atilde;o de diferentes situa&ccedil;&otilde;es familiares e comunit&aacute;rias;
	aprofundar o conhecimento da doutrina da Igreja sobre o sacramento: as propriedades e os fins pr&oacute;prios do matrim&oacute;nio, nomeadamente o v&iacute;nculo de unidade indissol&uacute;vel, bem como as condi&ccedil;&otilde;es sine qua non para a validade do sacramento, isto &eacute;, liberdade, fidelidade e fecundidade. Tudo na perspetiva da constru&ccedil;&atilde;o de uma verdadeira felicidade.

Mesmo sem indicar como levar os noivos a compreender de forma pr&aacute;tica estes conceitos, os bispos portugueses esperam que as comunidades locais e diferentes movimentos eclesiais &laquo;insistam numa pastoral familiar que envolva as pr&oacute;prias fam&iacute;lias crist&atilde;s como agentes&raquo; dessa prepara&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o apenas como destinat&aacute;rios.
&nbsp;
&Eacute; no ponto 32 que surge o apelo mais claro a todas as comunidades para se socorrerem &laquo;de todos os meios humanos poss&iacute;veis e pensar em atividades que possam e devam ser levadas a cabo para apoiar e reativar as fam&iacute;lias&raquo;, utilizando os exemplos que o Papa Francisco deixa na exorta&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-sinodal Amoris laetitia. &laquo;O Papa Francisco prop&otilde;e diversos exemplos: reuni&otilde;es de casais, retiros, confer&ecirc;ncias de especialistas sobre problem&aacute;ticas da vida conjugal e familiar, agentes pastorais preparados para falar com os casais acerca das suas dificuldades e aspira&ccedil;&otilde;es, consultas sobre situa&ccedil;&otilde;es familiares desfavor&aacute;veis (depend&ecirc;ncias, infidelidade, viol&ecirc;ncia familiar), espa&ccedil;os de espiritualidade, escolas de forma&ccedil;&atilde;o para pais, etc. Sabendo que &laquo;n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel fazer tudo em todos os lugares&raquo;, os bispos pedem que as comunidades se organizem &laquo;para que a oferta de instrumentos de pastoral familiar seja mais efetiva e eficaz&raquo;, abrindo assim a porta a entendimentos extra paroquiais para uma melhor execu&ccedil;&atilde;o deste plano.

&nbsp;
No ponto 41, os bispos dizem que &laquo;as par&oacute;quias, os movimentos e outras institui&ccedil;&otilde;es da Igreja e casais mais amadurecidos s&atilde;o chamados a apoiar os casais crist&atilde;os, especialmente quando surgem crises&raquo;. &laquo;Atrav&eacute;s do seu testemunho experiente e, quando necess&aacute;rio, de ajudas especializadas, &eacute; poss&iacute;vel recordar que o casamento &eacute; uma tarefa a dois que implica ultrapassar obst&aacute;culos, e que uma crise pode ser uma oportunidade para recome&ccedil;ar e renovar a m&uacute;tua entrega e fidelidade&raquo;.
&nbsp;
A carta pastoral n&atilde;o esquece aqueles que, apesar de tudo isto, possam ver o seu casamento falhar. Para estes, &laquo;&eacute; importante saber que o caminho da Igreja continua a ser o caminho de Jesus, o caminho do acolhimento, da miseric&oacute;rdia e da integra&ccedil;&atilde;o&raquo;. &laquo;Assim, enquanto batizados e membros da Igreja, n&atilde;o devem considerar-se condenados ou separados da mesma Igreja. Atrav&eacute;s de um discernimento pessoal e pastoral em cada caso e dando espa&ccedil;o &agrave; consci&ecirc;ncia de cada um, os interessados devem ser ajudados a encontrar a sua pr&oacute;pria maneira de participar na comunidade eclesial, segundo as orienta&ccedil;&otilde;es da Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica Amoris laetitia e do Bispo diocesano&raquo;, l&ecirc;-se no final do documento.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Wed, 08 May 2019 16:05:00 +0100</pubDate>
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<item>
<title>Abusos: Bispos vão criar «instâncias de prevenção e acompanhamento»</title>
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<description><![CDATA[O presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), D. Manuel Clemente, referiu hoje aos jornalistas na confer&ecirc;ncia de imprensa de encerramento da Assembleia Plen&aacute;ria da CEP que todos os bispos v&atilde;o criar nas suas dioceses &laquo;inst&acirc;ncias de preven&ccedil;&atilde;o e acompanhamento em ordem &agrave; prote&ccedil;&atilde;o de menores nas suas Dioceses&raquo; e confirmou ainda que a CEP vai &laquo;atualizar as diretrizes aprovadas pela Confer&ecirc;ncia Episcopal em 2012, tendo em conta as orienta&ccedil;&otilde;es da Santa S&eacute;&raquo;.

&nbsp;
Apesar de alguns bispos, no in&iacute;cio da assembleia plen&aacute;ria, terem referido que n&atilde;o viam necessidade de nenhuma comiss&atilde;o espec&iacute;fica para este assunto, a reuni&atilde;o destes dias em F&aacute;tima criou este &laquo;consenso&raquo;. &laquo;O que aconteceu agora foi a formaliza&ccedil;&atilde;o conjunta das v&aacute;rias dioceses de algo que j&aacute; estava definido e que agora, como a Santa S&eacute; nos tinha pedido, temos de levar mais para diante&raquo;, referiu. N&atilde;o &eacute; l&iacute;quido, no entanto, que surjam comiss&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o de menores em todas as dioceses, sendo que D. Manuel Clemente afirma que &laquo;podem ser estruturas que j&aacute; existem&raquo; dentro das dioceses.
&nbsp;
A prioridade, referiu aos jornalistas, &laquo;n&atilde;o &eacute; apenas o acolhimento das den&uacute;ncias, mas sobretudo a preven&ccedil;&atilde;o&raquo;, que &eacute; &laquo;priorit&aacute;ria&raquo;. No que diz respeito &agrave; possibilidade de haver uma estrutura dentro da CEP que supervisione todo o pa&iacute;s, D. Manuel Clemente referiu que os dois &laquo;patamares&raquo; em que a Igreja vive n&atilde;o permitem este tipo de solu&ccedil;&otilde;es, pelo que aguardam as &laquo;diretrizes que vir&atilde;o do Vaticano&raquo; para ver como proceder.
&nbsp;
No entanto, refor&ccedil;ou que &laquo;tudo o que v&aacute; no sentido da colabora&ccedil;&atilde;o direta com as autoridades civis &eacute; priorit&aacute;rio&raquo;, embora salvaguarde que &eacute; preciso &laquo;respeitar&raquo; as quest&otilde;es do foro interno, nomeadamente o segredo de confiss&atilde;o. Sobre quem encobre os abusos, n&atilde;o houve nenhuma refer&ecirc;ncia direta nas conclus&otilde;es dos trabalhos dos bispos, mas em resposta aos jornalistas, D. Manuel Clemente admitiu que &laquo;para quem encobre tamb&eacute;m est&atilde;o previstas consequ&ecirc;ncias&raquo; a n&iacute;vel do direito can&oacute;nico que, refor&ccedil;ou, &eacute; mais gravoso que os tribunais civis em alguns casos&raquo;.
&nbsp;
Preocupa&ccedil;&atilde;o com &laquo;nacionalismos estranhos&raquo;
As elei&ccedil;&otilde;es europeias levaram os bispos portugueses a elaborar uma carta pastoral que serve como &laquo;pequena s&uacute;mula do que a Doutrina Social nos d&aacute; como crit&eacute;rios&raquo;. &laquo;Somos chamados a pronunciar-nos sobre projetos, coisas concretas. A vantagem destes dados &eacute; olhar com mais concretiza&ccedil;&atilde;o para dados que &eacute; importante conhecer&raquo;, referiu o presidente da CEP.
&nbsp;
Sobre a vaga de nacionalismos que est&aacute; a correr v&aacute;rios pa&iacute;ses da Europa, D. Manuel Clemente referiu que os bispos est&atilde;o &laquo;preocupados&raquo;. &laquo;Preocupados estamos sempre, porque as coisas boas acontecem e as m&aacute;s tamb&eacute;m. Os nacionalismos est&atilde;o por a&iacute;, por esta Europa fora, fazem da hist&oacute;ria um pretexto para justificar op&ccedil;&otilde;es presentes, e &eacute; pre&ccedil;os ter cuidado&raquo;, afirmou, acrescentando que &laquo;o projeto europeu, com as suas defici&ecirc;ncias, j&aacute; nos proporcionou oito d&eacute;cadas de paz, o que &eacute; uma raridade para quem conhece a hist&oacute;ria&raquo; europeia, &laquo;um valor demasiado alto para ser posto em causa por um qualquer nacionalismo estranho&raquo;.
Mesmo considerando que os bispos s&oacute; interv&ecirc;m como &laquo;mobilizadores de consci&ecirc;ncia, cada cidad&atilde;o vota por si e &eacute; a consci&ecirc;ncia que trabalha&raquo;, D. Manuel Clemente n&atilde;o deixou de defender que &laquo;o que &eacute; bom da nossa sociedade &eacute; para partilhar, n&atilde;o &eacute; para contrapor&raquo;.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Thu, 02 May 2019 15:56:00 +0100</pubDate>
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</item>
<item>
<title>Bispos vão regular preparação para o matrimónio em Portugal</title>
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<description><![CDATA[A Assembleia Plen&aacute;ria da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) teve in&iacute;cio hoje com o discurso de abertura do presidente, D. Manuel Clemente. Numa declara&ccedil;&atilde;o aos jornalistas sem possibilidade de perguntas, o Cardeal-Patriarca de Lisboa elencou os v&aacute;rios assuntos que ir&atilde;o ser debatidos, come&ccedil;ando desde logo por um dos assuntos mais pol&eacute;micos, a quest&atilde;o dos abusos sexuais de menores por parte de pessoas do clero, afirmando que &laquo;acolhemos inteiramente tudo quanto o Santo Padre decidiu e decida neste campo. Como ali&aacute;s o vimos fazendo, tamb&eacute;m no seguimento do que estabelecemos em 2012&raquo;, referiu perante a assembleia dos bispos e os jornalistas presentes.

&nbsp;
Sobre a Jornada Mundial da Juventude de 2022, que se ir&aacute; realizar em Lisboa, D. Manuel Clemente referiu que espera um evento que recupere o que &laquo;o Papa Francisco nos tem dito sobre a evangeliza&ccedil;&atilde;o em geral&raquo;. &laquo;Baseia-se esta na experi&ecirc;ncia existencial do encontro com Cristo, que levar&aacute;, essa sim, a conhec&ecirc;-Lo melhor e a viver segundo os seus ensinamentos&raquo;, afirmou.
&nbsp;
O evento ir&aacute; acontecer em Portugal, afirma D. Manuel Clemente, fruto do &laquo;crescente desejo de tantos jovens cat&oacute;licos, militantes em comunidades e movimentos&raquo;, cujo dinamismo se reflete nas v&aacute;rias &laquo;a&ccedil;&otilde;es mission&aacute;rias&raquo; dentro e fora do pa&iacute;s, onde reside &laquo;a base e o impulso para o que acontecer&aacute; com os jovens e para os jovens de Portugal e do vasto mundo cat&oacute;lico que aqui se far&aacute; presente&raquo;.
&nbsp;
Segundo o presidente da CEP, o mesmo foi-lhe pedido pelo Papa Francisco na audi&ecirc;ncia que lhe concedeu por causa da JMJ. &laquo;Posso tamb&eacute;m acrescentar que as indica&ccedil;&otilde;es do Papa Francisco, que acima citei, me foram resumidas por ele pr&oacute;prio na audi&ecirc;ncia concedida a prop&oacute;sito da JMJ 2022: que sejam de evangeliza&ccedil;&atilde;o ativa e mission&aacute;ria por parte dos jovens, que assim mesmo reconhecer&atilde;o e testemunhar&atilde;o a presen&ccedil;a de Cristo vivo&raquo;.
&nbsp;
Documentos sobre o matrim&oacute;nio e a Europa
No seu discurso de abertura. D. Manuel referiu ainda que os bispos ir&atilde;o aprovar dois documentos, uma sobre o matrim&oacute;nio e outro sobre a Europa. Sobre a prepara&ccedil;&atilde;o do matrim&oacute;nio, o documento ir&aacute; incluir &laquo;uma s&eacute;rie de indica&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias e pr&aacute;ticas para a prepara&ccedil;&atilde;o do matrim&oacute;nio, atinentes &agrave; maturidade e ao relacionamento m&uacute;tuo; ao projeto familiar, ao respetivo amadurecimento e &agrave; supera&ccedil;&atilde;o de conflitos; &agrave; comunidade crist&atilde; como lugar de entreajuda e celebra&ccedil;&atilde;o familiar; &agrave; doutrina sobre o sacramento, suas propriedades e fins&raquo;, at&eacute; porque, criticou D. Manuel Clemente, &laquo;na sociocultura envolvente h&aacute; muita contradi&ccedil;&atilde;o com a proposta matrimonial e familiar crist&atilde;. Por isso &ndash; como quando h&aacute; dois mil&eacute;nios come&ccedil;&aacute;mos &ndash; importa que esta seja claramente apresentada aos que desejam segui-la&raquo;.
&nbsp;
Sobre as elei&ccedil;&otilde;es europeias, o documento que ir&aacute; ser publicado refor&ccedil;ar&aacute; a posi&ccedil;&atilde;o da Igreja sobre os assuntos que j&aacute; s&atilde;o conhecidos. &laquo;&Eacute; &agrave; sua luz que a proposta olha a realidade que mais diretamente nos toca, da defesa da vida, dos nascituros aos idosos; das condi&ccedil;&otilde;es materiais e laborais que a garantam e &agrave; liberdade religiosa; das obriga&ccedil;&otilde;es de cada cidad&atilde;o para o bem comum de todos, sem alheamento nem corru&ccedil;&atilde;o; dos migrantes, seus direitos e contributos; do direito &agrave; propriedade privada ao destino universal dos bens; da ecologia &agrave; solidariedade intergeracional; do indispens&aacute;vel papel do Estado &agrave; sua subsidiariedade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s iniciativas dos cidad&atilde;os e dos grupos, no campo educativo e social&raquo;.
&nbsp;
A Assembleia Plen&aacute;ria re&uacute;ne at&eacute; 5f, altura em que ser&aacute; divulgado o comunicado final e haver&aacute; uma confer&ecirc;ncia de imprensa conclusiva.



Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Mon, 29 Apr 2019 17:16:00 +0100</pubDate>
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<item>
<title>Cáritas: Quase 350 mil euros para Moçambique</title>
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<description><![CDATA[A C&aacute;ritas portuguesa angariou 347.618,30 euros na campanha C&aacute;ritas Ajuda Mo&ccedil;ambique. Em comunicado, a organiza&ccedil;&atilde;o, revela que &laquo;esta verba est&aacute; inserida no Plano de Resposta de Emerg&ecirc;ncia da Caritas Internationalis que coordena toda a&ccedil;&atilde;o da rede internacional C&aacute;ritas em Mo&ccedil;ambique&raquo;. O plano, com um or&ccedil;amento global de 1,9 mil euros, vai ser aplicado at&eacute; junho deste ano, nas dioceses da Beira, Chimoio e Quelimane. Ser&atilde;o apoiadas diretamente cerca de 27500 pessoas. A prioridade &eacute; &laquo;assegurar o acesso &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, higiene e abrigo&raquo;.



David O&rsquo;Hare, da C&aacute;ritas, est&aacute; no terreno e explica que &laquo;a ajuda est&aacute; a chegar&raquo;. &laquo;Acabo de regressar de uma distribui&ccedil;&atilde;o de alimenta&ccedil;&atilde;o de urg&ecirc;ncia na beira. Aqui pude assistir &agrave; entrega de abrigos de emerg&ecirc;ncia e de comida a fam&iacute;lias mais vulner&aacute;veis&raquo;, afirma. Agradecendo toda a ajuda j&aacute; enviada, este respons&aacute;vel defende que &laquo;estas pessoas v&atilde;o precisar de um acompanhamento prolongado&raquo;. Para chegar &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es que precisam de ajuda todos os meios s&atilde;o usados. Ant&oacute;nio Anossa, da C&aacute;ritas Mo&ccedil;ambique, explica que &laquo;para chegar temos de atravessar o rio&raquo;. Sem estrada nem ponte, &laquo;temos de ir de canoa&raquo;.
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Gabriel Salvador, num testemunho divulgado pela C&aacute;ritas, conta que quando a &aacute;gua come&ccedil;ou a subir, acordou os seus filhos e &laquo;subimos em cima de uma &aacute;rvore, estava l&aacute; toda a fam&iacute;lia. Fic&aacute;mos l&aacute; at&eacute; onze horas&raquo;. A &aacute;gua foi subindo e trazendo troncos. &laquo;A &aacute;rvore j&aacute; n&atilde;o aguentava e acabou por cair. Todos fomos para dentro da &aacute;gua. Quatro pessoas da fam&iacute;lia est&atilde;o desaparecidas&raquo;, conta Gabriel.
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Hist&oacute;rias como estas s&atilde;o muitas. As equipas da C&aacute;ritas na regi&atilde;o t&ecirc;m ouvido os agricultores demonstrar a vontade de voltar a cultivar as suas terras. Num relato divulgado pela C&aacute;ritas Portuguesa, Juan Carlos, de 45 anos, conta que &eacute; &laquo;um agricultor campon&ecirc;s e tinha uma fazenda de 3 hectares de cultivo de milho, arroz, tomate, batata-doce e mandioca. Como n&atilde;o era o suficiente para alimentar a minha fam&iacute;lia, ent&atilde;o eu tamb&eacute;m trabalhava em outras fazendas&raquo;. Juan &eacute; casado com Anita L&oacute;pez Paulo, de 34. A esposa lembra-se bem do dia do ciclone. &laquo;Os ventos come&ccedil;aram a soprar &agrave; tarde, mas logo percebemos que havia ali uma amea&ccedil;a real. Est&aacute;vamos escondidos em nossa casa quando o telhado foi arrancado. Corremos para um anexo de barro para nos abrigarmos. Ficamos de p&eacute; a noite toda com as m&atilde;os sobre as nossas cabe&ccedil;as. No dia seguinte, as inunda&ccedil;&otilde;es vieram de ambos os lados.&raquo;


O casal tem seis filhos entre os oito e os 23 anos e cinco netos que vivem com eles. &laquo;Eu tive que pegar no meu neto de quatro semanas de idade e pensei que ele ia afogar-se. Quando pudemos, corremos para a escola em busca de abrigo e tivemos que ficar l&aacute; por quatro dias. Perdemos tudo &ndash; nossas roupas, roupas de beb&eacute;s, utens&iacute;lios, documentos&raquo;, conta Anita. Juan recorda o medo que sentiu. &laquo;Vimos muitas pessoas que se afogaram e muitas casas a serem levadas pelas inunda&ccedil;&otilde;es. Tentamos remendar o telhado da melhor maneira poss&iacute;vel quando volt&aacute;mos, mas n&atilde;o t&iacute;nhamos materiais como por exemplo pregos.&raquo; Outra das suas preocupa&ccedil;&otilde;es &eacute; voltar ao campo. &laquo;As nossas colheitas desapareceram todas. Eu consegui salvar um pequeno cacho de bananas vindo a geri-lo para que dure o maior tempo poss&iacute;vel.&raquo;

Eug&eacute;nio Fonseca, presidente da C&aacute;ritas Portuguesa, afirma estar confiante &laquo;no trabalho que encetamos com o apoio da rede internacional e que nos permite ir mais longe na ajuda &agrave;s pessoas que perderam tudo&raquo;. O respons&aacute;vel agradece a todos os que t&ecirc;m contribu&iacute;do. &laquo;Foram muitos os que confiaram em n&oacute;s, de forma individual, atrav&eacute;s de empresas ou com as suas comunidades paroquiais. A todos queremos deixar o nosso agradecimento, mas tamb&eacute;m a garantia de que estaremos com a popula&ccedil;&atilde;o afetada n&atilde;o apenas neste momento de maior sofrimento, mas, sobretudo, daqui para a frente a restaurar a esperan&ccedil;a e dispon&iacute;veis, no &acirc;mbito daquilo que estiver ao nosso alcance naquilo que a C&aacute;ritas Mo&ccedil;ambicana precisar de n&oacute;s.&raquo;
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o com C&aacute;ritas
Fotos e V&iacute;deos: C&aacute;ritas
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]]></description>
<pubDate>Tue, 23 Apr 2019 21:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Jovens querem «mudar a história dos ciganos»</title>
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<description><![CDATA[Durante s&eacute;culos, a hist&oacute;ria do povo cigano em todo o mundo esteve assente em premissas que tornaram este povo muito fechado em si, marcado pelas suas tradi&ccedil;&otilde;es. As &uacute;ltimas d&eacute;cadas de presen&ccedil;a cigana em Portugal t&ecirc;m sido pautadas, de forma justa ou injusta, por uma desconfian&ccedil;a geral e animosidade em rela&ccedil;&atilde;o ao povo cigano. Desde logo, a quest&atilde;o da falta de estudos dos ciganos, que conduz metade das crian&ccedil;as e jovens a um abandono escolar precoce (dados da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Estat&iacute;sticas da Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia), uma vez que o &uacute;nico horizonte que pareciam ter era &laquo;acompanhar os pais no seu trabalho de venda ambulante em feiras&raquo;. Esse tem sido um dos fatores que contribui para esta m&aacute; rela&ccedil;&atilde;o, juntamente com o facto de 60% viver de subs&iacute;dios sociais, segundo um estudo do Alto Comissariado para as Migra&ccedil;&otilde;es (ACM).


Mas estes s&atilde;o tempos em que tudo est&aacute; a come&ccedil;ar a mudar, em parte gra&ccedil;as ao projeto OPRE &ndash; Programa Operacional de Promo&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o, uma iniciativa do Alto Comissariado para as Migra&ccedil;&otilde;es em parceria com a Associa&ccedil;&atilde;o Letras N&oacute;madas e a Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens.

O programa atribui bolsas de 1500 &euro; a jovens ciganos que desejem entrar no ensino superior e est&aacute; a iniciar a sua terceira edi&ccedil;&atilde;o. Bruno Gon&ccedil;alves, da associa&ccedil;&atilde;o Letras N&oacute;madas, &eacute; cigano, &laquo;com muito orgulho&raquo;, e est&aacute; a trabalhar para mudar o paradigma dos jovens ciganos na sociedade atual. &laquo;Os ciganos nunca precisaram de uma educa&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria alta para exercer a sua profiss&atilde;o de venda ambulante. Atualmente as coisas est&atilde;o dif&iacute;ceis, a sociedade est&aacute; competitiva e exigente, e h&aacute; necessidade de a comunidade cigana partir para outra, ter alternativas que passam por um percurso de instru&ccedil;&atilde;o&raquo;, explica este respons&aacute;vel.

Foi por isso que se candidataram ao programa da Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian de cidadania ativa com um projeto que visava capacitar jovens que pretendessem entrar no ensino superior. &laquo;As coisas correram bem, com 15 participantes. Dos 15, 12 entraram no ensino superior, e a partir da&iacute; pedimos apoio ao Programa Escolhas a n&iacute;vel de bolsas. Foram pedidas 12 bolsas e o ACM e a Secretaria de Estado para a Cidadania e Igualdade perceberam que era importante ter este projeto num programa de pol&iacute;tica p&uacute;blica. No primeiro ano, tivemos 25 jovens, 14 mulheres e 11 homens, e tivemos 82% de sucesso escolar. Na segunda edi&ccedil;&atilde;o, tivemos 32 bolsas, mas estiveram apenas 28 jovens, com uma taxa de 67% de aprova&ccedil;&atilde;o, com alguns alunos que j&aacute; estavam no segundo ano e outros que entraram de novo. Na terceira edi&ccedil;&atilde;o prevemos 35 bolsas, e creio que vamos conseguir atingir&raquo; esse n&uacute;mero.

Mas este sucesso foi mais dif&iacute;cil do que parece &agrave; primeira vista, pois foi preciso derrubar muitas &laquo;barreiras&raquo;, desde logo nas pr&oacute;prias fam&iacute;lias. &laquo;O problema n&atilde;o &eacute; s&oacute; com a fam&iacute;lia, mas tamb&eacute;m com a comunidade onde vivem. E n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, porque a censura interna &eacute; muito forte. As pessoas acusam-nos de j&aacute; n&atilde;o serem ciganos, porque est&atilde;o a estudar e fogem do padr&atilde;o a que a comunidade estava habituada&raquo;, critica.


Um desses exemplos &eacute; Jos&eacute; Oliveira Fernandes, Oli para os amigos. Veio de Lagos para estudar Engenharia Eletromec&acirc;nica Mar&iacute;tima na Escola N&aacute;utica em Pa&ccedil;o de Arcos, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa. Uma mudan&ccedil;a de ambiente e realidade que nem sempre foi f&aacute;cil de ultrapassar, ou sequer compreendida pelos seus pares. &laquo;Venho de uma fam&iacute;lia cigana, pai, m&atilde;e, av&oacute;s, tudo. Os meus primos sempre viram em mim capacidade de estudar, mas nunca deram aquele apoio, era mais no sentido de &ldquo;vem ter com a gente, diverte-te&rdquo;. Agora dizem-me &ldquo;ah, &eacute;s dos ciganos modernos&rdquo;, e sentimos aquilo a puxar-nos para tr&aacute;s, e ponderamos se estamos a agir bem com esta decis&atilde;o.&raquo;

Hoje est&aacute; no segundo ano do curso e j&aacute; n&atilde;o se questiona tanto, nem sofre tanto com as acusa&ccedil;&otilde;es. &laquo;O que eles pensam &eacute; que sou menos cigano. Mas eu sinto-me mais cigano, porque estou a deixar a minha fam&iacute;lia orgulhosa, porque eles olham e veem um jovem que n&atilde;o deixou as suas ra&iacute;zes e ao mesmo tempo consegue estar a estudar. Os meus primos, as pessoas que n&atilde;o me conhecem, querem ser como eu, e por isso acho que estou a ser um orgulho, estou a ser mais que cigano, estou a conseguir ser cigano e ao mesmo tempo estudar&raquo;, diz, com um sorriso.

Bruno Gon&ccedil;alves adianta que muitos dos estudantes universit&aacute;rios tiram cursos na &aacute;rea social. &laquo;Eles consideram que &eacute; assim que mais tarde conseguir&atilde;o ajudar a sua comunidade. Tamb&eacute;m temos estudantes de Direito, Desporto, um engenheiro eletromec&acirc;nico, mas a maior parte est&aacute; em Servi&ccedil;o Social, Anima&ccedil;&atilde;o Socioeducativa, educador social, muito nessa &aacute;rea social, porque tamb&eacute;m pode ser uma estrat&eacute;gia de alcan&ccedil;arem emprego futuro quando sa&iacute;rem, porque h&aacute; efetivamente uma necessidade de termos t&eacute;cnicos ciganos a trabalhar com as comunidades&raquo;, sustenta.

Oli acredita que esta iniciativa pode ajudar a mudar a &laquo;hist&oacute;ria dos ciganos&raquo;. &laquo;Se estamos a mostrar que somos diferentes, que n&atilde;o somos ladr&otilde;es nem vendemos droga, trabalhamos e temos cursos, e n&atilde;o precisamos de apoios sociais, estou a pagar a universidade como todos os outros, isso &eacute; um passo para mostrarmos &agrave;s outras pessoas que nos estamos a tentar integrar&raquo;, considera.


Al&eacute;m disso, este jovem deixa duas sugest&otilde;es para uma maior integra&ccedil;&atilde;o. &laquo;Nas escolas, quando somos pequenos, os ciganos s&atilde;o colocados de parte, e os mi&uacute;dos crescem com essa mentalidade e deixam de gostar da escola, e saem. Depois, &eacute; a habita&ccedil;&atilde;o social. As pessoas est&atilde;o fartas de viver naqueles bairros onde s&oacute; se pensa que n&atilde;o h&aacute; escola, vivem todos com a mesma mentalidade e nunca v&atilde;o ter a mentalidade de irem estudar&raquo;, defende. Por isso, acha importante &laquo;ensinar os professores a dar educa&ccedil;&atilde;o aos colegas e aos pr&oacute;prios ciganos para os incentivar e n&atilde;o os deixar desistir, e depois n&atilde;o p&ocirc;r todas as fam&iacute;lias em habita&ccedil;&otilde;es sociais juntas, porque eles assim desistem ao ver os outros a desistir&raquo;.
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Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Tue, 16 Apr 2019 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«As mulheres não podem ser sacerdotes, mas podem ser diáconos»</title>
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<description><![CDATA[Phyllis Zagano &eacute; mulher, membro da comiss&atilde;o que o Papa Francisco instituiu para estudar a quest&atilde;o do diaconado feminino, e uma fervorosa defensora da ordena&ccedil;&atilde;o de mulheres como di&aacute;conos permanentes. Esteve em Portugal para apresentar a sua obra &laquo;Mulheres Di&aacute;conos - Passado, Presente e Futuro&raquo;, e falou &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; sobre a reflex&atilde;o que est&aacute; a ser feita e que pode conduzir, acredita, &agrave; decis&atilde;o de permitir a ordena&ccedil;&atilde;o de mulheres como di&aacute;conos permanentes, sem qualquer inten&ccedil;&atilde;o de as colocar no caminho para a ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal, duas quest&otilde;es que Phyllis separa por completo.


A quest&atilde;o hist&oacute;rica da exist&ecirc;ncia de mulheres di&aacute;conos &eacute; ainda um problema nesta discuss&atilde;o?
Bom, eu n&atilde;o conhe&ccedil;o ningu&eacute;m que afirme que n&atilde;o houve mulheres di&aacute;conos. H&aacute; pedras tumulares, h&aacute; provas liter&aacute;rias, h&aacute; todo o tipo de provas de mulheres di&aacute;conos. O argumento por vezes &eacute; perceber se foram ordenadas sacramentalmente. N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vidas que foram ordenadas, o problema hist&oacute;rico &eacute; que havia duas palavras muito parecidas, que significavam aben&ccedil;oadas e ordenadas, e a d&uacute;vida est&aacute; em saber se teriam sido sacramentalmente ordenadas. No s&eacute;culo XVII, um homem chamado Jean Moran estudou toda a liturgia grega, latina, s&iacute;ria e da Babil&oacute;nia, e determinou que estas cerim&oacute;nias eram sacramentais, de acordo com os crit&eacute;rios definidos pelo Conc&iacute;lio de Trento. Se dissermos que as cerim&oacute;nias utilizadas para as mulheres eram iguais &agrave;s dos homens, e depois defendemos que as mulheres n&atilde;o eram ordenadas sacramentalmente, estamos a colocar em quest&atilde;o a inten&ccedil;&atilde;o do bispo e a dizer que o Esp&iacute;rito Santo n&atilde;o o consegue fazer, s&oacute; porque &eacute; uma rapariga, o que &eacute; uma maluquice.
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Porqu&ecirc;?
As cerim&oacute;nias t&ecirc;m todas os mesmos gestos e estruturas. As mulheres di&aacute;conos eram ordenadas durante a Missa, na mesma altura em que os homens eram ordenados di&aacute;conos, com a mesma liturgia e b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os da ordena&ccedil;&atilde;o. O bispo coloca as m&atilde;os sobre elas, invoca sobre elas o Esp&iacute;rito Santo, entrega-lhes uma estola, bebem do c&aacute;lice na comunh&atilde;o e tocam no Sagrado, e chama-lhes di&aacute;cono. Se n&atilde;o fosse di&aacute;cono, chamava-lhe outra coisa qualquer. Eu n&atilde;o vou dizer que estes bispos nos s&eacute;culos V, VI ou VII eram t&atilde;o est&uacute;pidos que n&atilde;o sabiam o que estavam a fazer, ou sequer que o Esp&iacute;rito Santo n&atilde;o consegue atribuir a ordena&ccedil;&atilde;o a uma mulher.
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Homens e mulheres di&aacute;conos tinham as mesmas fun&ccedil;&otilde;es?
N&atilde;o exatamente. Havia muitas coisas que as mulheres di&aacute;conos faziam que os homens n&atilde;o podiam fazer.
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Como por exemplo?
Tocar nas mulheres. Na pia batismal, os homens nunca ungiriam as mulheres, eram as mulheres que o faziam. E h&aacute; a quest&atilde;o se fariam a un&ccedil;&atilde;o do Crisma, o que &eacute; muito interessante. Li num artigo sobre a hist&oacute;ria da S&iacute;ria que o cerimonial para as mulheres decorria por tr&aacute;s de um pano, e o bispo, na altura, punha a m&atilde;o l&aacute; dentro e abanava.
O Patriarca S&iacute;rio de Damasco disse-me que as mulheres di&aacute;conos estavam nas aldeias e ungiam as mulheres doentes, porque os homens n&atilde;o eram permitidos dentro das casas dessas mulheres, nem os sacerdotes se deslocavam &agrave;s aldeias mais pequenas.
O Papa Francisco, a 12 de maio de 2016, levantou uma quest&atilde;o muito interessante. Disse que um professor s&iacute;rio lhe tinha contado que, nessa &eacute;poca, se uma mulher quisesse denunciar o seu marido por viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, ela iria ter com uma mulher di&aacute;cono para fazer a queixa, e a mulher di&aacute;cono &eacute; que levava a queixa ao bispo. &Eacute; interessante, porque isso prova que era uma das fun&ccedil;&otilde;es da mulher di&aacute;cono, mas tamb&eacute;m prova que ela tinha de estar inclu&iacute;da na hierarquia eclesial, porque hoje, quando temos as quest&otilde;es da nulidade, h&aacute; um ju&iacute;z, que tem de ser cl&eacute;rigo. Sabemos que Ana era a ec&oacute;noma de Roma, e era mulher di&aacute;cono, outras que geriam casas religiosas&hellip;
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Portanto, n&atilde;o se limitavam a fazer o que os homens n&atilde;o podiam fazer&hellip;
N&atilde;o. Geriam as finan&ccedil;as, pregavam, sabemos que liam o Evangelho, porque tinham estola, provavelmente em celebra&ccedil;&otilde;es em casas femininas.
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Tinham o mesmo peso que os homens?
Bom, n&atilde;o sabemos. Depende muito das decis&otilde;es de cada bispo local. Homens di&aacute;conos nunca ungiram ningu&eacute;m, porque quem o fazia eram os sacerdotes ou os bispos. Portanto, elas tratavam da parte feminina da assembleia, que os homens n&atilde;o faziam. Mas depende do local, porque no mundo inteiro h&aacute; v&aacute;rias realidades, faziam o que o bispo lhes pedia localmente.
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Porque &eacute; que acha que acabou essa realidade de mulheres di&aacute;conos?
N&atilde;o preciso de achar, &eacute; conhecido. Existiam dois tipos de mulheres di&aacute;cono, as do servi&ccedil;o social, que tratavam da Caridade, e as de origem mon&aacute;stica. Na Idade M&eacute;dia, ficou cada vez mais perigoso para as mulheres andarem sozinhas, e elas acabaram por se fechar mais nos mosteiros. Sabemos, no entanto, que Luca, um bispo italiano no s&eacute;culo XII, ordenou mulheres di&aacute;conos para o servirem. Mas n&atilde;o foram apenas as mulheres di&aacute;conos que desapareceram. Ali&aacute;s, enquanto Ordem, at&eacute; duraram mais tempo que os homens. Os di&aacute;conos e os sacerdotes n&atilde;o se davam bem, porque os di&aacute;conos controlavam o dinheiro e eram muito poderosos. Temos 64 Papas que nunca foram sacerdotes, foram nomeados bispos diretamente a partir de di&aacute;conos. Greg&oacute;rio VII, que fez a grande reforma gregoriana, foi um di&aacute;cono que foi nomeado Papa, mas que insistiu em ser ordenado sacerdote e depois bispo. E foi com essa reforma que se determinou que s&oacute; um homem podia ser leitor, ac&oacute;lito, exorcista, sub-di&aacute;cono, di&aacute;cono, entre outros minist&eacute;rios, numa evolu&ccedil;&atilde;o que levaria ao sacerd&oacute;cio.
N&atilde;o temos registos hist&oacute;ricos de nenhuma liturgia de ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal de mulheres, mas temos muitas de mulheres di&aacute;conos, at&eacute; ao s&eacute;culo XVI.
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Com tantas provas, porque &eacute; que &eacute; ainda dif&iacute;cil em alguns setores da Igreja discutir este assunto?
Quais setores? Eu acho que os padres com disfun&ccedil;&atilde;o sacrossexual se sentem amea&ccedil;ados por qualquer mulher. Ficariam igualmente hist&eacute;ricos por ter uma mulher psic&oacute;loga. H&aacute; uma distin&ccedil;&atilde;o cultural sobre o que eram as fun&ccedil;&otilde;es das mulheres di&aacute;conos, em algumas culturas faziam umas coisas, noutras culturas faziam outras. A Igreja latina herdou grandes problemas com as mulheres, h&aacute; um historial de queixas de mulheres di&aacute;conos ou mulheres a tocarem no Sagrado. Em 1967, um documento do Conc&iacute;lio Vaticano II (CV II) sobre liturgia afirmava que um coro misto de homens e mulheres n&atilde;o poderia cantar dentro do santu&aacute;rio, 60 anos antes o dicion&aacute;rio de lei can&oacute;nica dizia que as mulheres n&atilde;o podiam responder na missa, a n&atilde;o ser em situa&ccedil;&otilde;es muito graves. No s&eacute;culo V o Papa Julio I gritava, chocado, que as mulheres di&aacute;conos estavam no altar a fazer o que os homens di&aacute;conos faziam! O problema deles &eacute; a menstrua&ccedil;&atilde;o, as mulheres sangram e n&atilde;o s&atilde;o &ldquo;puras&rdquo;, e as igrejas ocidentais herdaram isto, enquanto as igrejas orientais nunca tiveram esse problema. Portanto, onde encontramos estes problemas de as mulheres di&aacute;conos tocarem no Sagrado &eacute; na Sic&iacute;lia, em It&aacute;lia, e &agrave; medida que a Tradi&ccedil;&atilde;o evolui, s&atilde;o mais os que se escandalizam por ter as mulheres a tocar no Sagrado.
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N&atilde;o &eacute;, portanto, um problema teol&oacute;gico?
N&atilde;o! &Eacute; um problema cultural, herdado de uma mem&oacute;ria eclesial que reflete o problema das mulheres estarem impuras.
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O pr&oacute;prio Conc&iacute;lio Vaticano II, que voltou a trazer &agrave; luz a quest&atilde;o dos di&aacute;conos permanentes, n&atilde;o o fez para as mulheres&hellip;
Houve 101 propostas sobre o diaconado que foram trazidas &agrave; discuss&atilde;o no CV II. Duas delas tinham a ver com o diaconado feminino, e os bispos disseram &ldquo;vamos tomar caf&eacute;&rdquo; e n&atilde;o falaram sobre isso. O arcebispo maronita tentou, isto foi-me dito pela sua secret&aacute;ria, que nos intervalos se falasse sobre isto, e ningu&eacute;m lhe ligou.

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O que &eacute; que as mulheres di&aacute;conos poderiam dar &agrave; Igreja?
N&atilde;o acho que isto tenha apenas a ver com a Igreja. Em primeiro lugar, o minist&eacute;rio do di&aacute;cono &eacute; a Palavra, a Liturgia e a Caridade. As mulheres j&aacute; fazem o trabalho de Caridade da Igreja, e o di&aacute;cono deveria estar mais ligado aos bolsos episcopais, e as mulheres tiveram esta ideia maluca de dar o dinheiro aos pobres, eu sei, &eacute; radical, mas eu acho que as mulheres j&aacute; est&atilde;o envolvidas no trabalho de caridade da Igreja, e isso &eacute; uma das fun&ccedil;&otilde;es do di&aacute;cono. Mas colocar a mulher di&aacute;cono na estrutura paroquial expande o minist&eacute;rio do bispo. S&oacute; um cl&eacute;rigo que participa numa missa pode pronunciar o Evangelho ou dar uma homilia. Assim ter&iacute;amos a possibilidade oficial de ter mulheres a falar e a fazer homilias em nome do bispo, e isto seria importante, ter uma voz de mulher a ler e a pregar.
O simbolismo&hellip; n&atilde;o sei se j&aacute; foi a Roma, mas &eacute; um clube de rapazes, &eacute; s&oacute; homens, se h&aacute; uma menina tem 7 anos e segura flores. Que raio de Igreja somos se nem permitimos que as mulheres sejam vistas na liturgia? Se tivermos uma mulher com estola, a proclamar o Evangelho, o que &eacute; que isso diz ao mundo? H&aacute; 1,2 bilh&atilde;o de cat&oacute;licos, e mais 1,8 bilh&otilde;es de crist&atilde;os, mas h&aacute; muitas outras pessoas no mundo que tem esta ideia das mulheres n&atilde;o estarem limpas&hellip;
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E pensa que este passo da Igreja poderia influenciar e ajudar a mudar outros aspetos no mundo?
Penso que sim. Quando a Igreja disser que os homens e as mulheres s&atilde;o igualmente humanos, simbolicamente&hellip; o pr&oacute;prio Papa diz que precisamos de ter as duas vis&otilde;es na discuss&atilde;o. A minha comiss&atilde;o &eacute; a primeira na hist&oacute;ria da Igreja, depois de 2 mil anos, a ter uma constitui&ccedil;&atilde;o de 50% homens e 50% mulheres. &Eacute; uma loucura, e se quiser ir mais longe, eu sou a primeira mulher do hemisf&eacute;rio ocidental a estar numa comiss&atilde;o papal. Isto &eacute; de loucos: 2 mil anos, e o melhor que conseguem &eacute; a Zagano? Por favor&hellip; precisamos que toda a Igreja olhe para isto. O papel que lhe dei fala de sinodalidade, e acho que o Papa tem o dedo no que precisamos de fazer, e isso torna claro o que ele acha sobre feminismo. Se nos limitamos a aceitar as posi&ccedil;&otilde;es das mulheres, estamos errados. Mas se apenas aceitamos o ponto de vista dos homens, estamos igualmente errados. Temos de olhar para estas quest&otilde;es juntos.
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Algumas pessoas aqui em Portugal, e no mundo, quando falam sobre a quest&atilde;o das mulheres di&aacute;conos, trazem &agrave; tona a quest&atilde;o da ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal de mulheres. Isto prejudica a reflex&atilde;o?
Prejudica no sentido em que gera incompreens&atilde;o e mistura coisas. No in&iacute;cio, os di&aacute;conos e os sacerdotes trabalhavam igualmente para o bispo. Os sacerdotes n&atilde;o gostaram, e criou-se esta hierarquia de di&aacute;cono, sacerdote e bispo. Como j&aacute; disse, n&atilde;o conhe&ccedil;o nenhum registo hist&oacute;rico de ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal de mulheres, nenhum, e h&aacute; muitos de ordena&ccedil;&atilde;o de mulheres di&aacute;conos. A quest&atilde;o da ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal tem ensombrado a discuss&atilde;o sobre a ordena&ccedil;&atilde;o de mulheres di&aacute;conos. Em 1972 foi escrito um livro muito forte sobre a ordena&ccedil;&atilde;o de mulheres como di&aacute;conos. De repente, temos na Am&eacute;rica [EUA] muita gente a usar essa argumenta&ccedil;&atilde;o para for&ccedil;ar a ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal de mulheres. O que &eacute; que acontece? A Congrega&ccedil;&atilde;o da Doutrina da F&eacute; apresenta um documento que impede as mulheres de serem sacerdotes, por duas raz&otilde;es: o argumento ic&oacute;nico de que as mulheres n&atilde;o s&atilde;o imagem de Jesus, e o argumento de autoridade, que refere que Jesus apenas escolheu homens. Ok, isso endoideceu toda a gente, e houve grande discuss&atilde;o p&uacute;blica sobre a ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal, o que fez com que alguns autores pegassem nesses argumentos e os usassem tamb&eacute;m para argumentar contra a ordena&ccedil;&atilde;o de mulheres di&aacute;conos. Chegamos a 1994, que volta a referir que as mulheres n&atilde;o podem ser sacerdotes, mas a &uacute;nica raz&atilde;o &eacute; o argumento da autoridade. O argumento ic&oacute;nico caiu, e porqu&ecirc;? Porque n&atilde;o podemos dizer que qualquer um n&atilde;o &eacute; a imagem do Cristo ressuscitado. Jesus foi homem, certo, mas estamos a falar do Senhor ressuscitado. O Papa disse isto h&aacute; uns dias &ldquo;somos todos imagem de Cristo&rdquo;, e isto &eacute; reconhecido por todos. Quando eu disse isto aos cardeais em Roma, que uma das raz&otilde;es para n&atilde;o haver mulheres di&aacute;conos era que n&atilde;o podiam ser imagem de Cristo, eles ficaram surpreendidos. Essa &eacute; uma coisa terr&iacute;vel de se dizer, e at&eacute; que a Igreja, simbolicamente, ponha as mulheres numa posi&ccedil;&atilde;o de serem ordenadas, isso n&atilde;o muda.

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Mas falamos sempre da ordena&ccedil;&atilde;o de di&aacute;conos?
Sim, sempre de di&aacute;conos. N&atilde;o vejo que possa acontecer [a ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal de mulheres], e n&atilde;o acho que seja uma discuss&atilde;o que a Igreja deva ter agora. Sempre que os bispos perguntaram sobre mulheres di&aacute;conos, a resposta era &ldquo;n&atilde;o podemos ter mulheres sacerdotes&rdquo;. Bom, mas se est&atilde;o preocupados com isso, ou acreditam ou n&atilde;o no ensinamento da Igreja que diz que as mulheres n&atilde;o podem ser sacerdotes. Se acham que as mulheres que s&atilde;o di&aacute;conos podem ser sacerdotes, &eacute; a vossa opini&atilde;o. Mas eu digo que o ensinamento da Igreja &eacute; que as mulheres n&atilde;o podem ser sacerdotes, mas podem ser di&aacute;conos. N&atilde;o h&aacute; nenhuma doutrina contra as mulheres di&aacute;conos.
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Mas acha que a possibilidade de ter mulheres di&aacute;conos satisfar&aacute; toda a gente, ou eles e elas n&atilde;o v&atilde;o parar por a&iacute;?
Eles quem? Quem s&atilde;o elas? Algu&eacute;m que nem sequer a di&aacute;cono chegar&aacute;, certamente, porque se chegassem a ser di&aacute;conos, s&oacute; porque n&atilde;o podem ser padres, ent&atilde;o adeus. Assim como qualquer homem que chegue a um bispo a dizer &ldquo;eu n&atilde;o posso ser padre porque sou casado, mas quero ser di&aacute;cono&rdquo;, tamb&eacute;m n&atilde;o o deveria ser. S&atilde;o dois minist&eacute;rios diferentes, duas voca&ccedil;&otilde;es separadas. Ou tens a voca&ccedil;&atilde;o para o minist&eacute;rio de pregar ou tens a voca&ccedil;&atilde;o para o minist&eacute;rio sacerdotal, s&atilde;o duas coisas diferentes.
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Uma decis&atilde;o do Papa Francisco no sentido de permitir a ordena&ccedil;&atilde;o de mulheres di&aacute;conos pode dividir profundamente a Igreja?
N&atilde;o acho. Porque a decis&atilde;o sobre os di&aacute;conos permanentes de hoje recai sobre as confer&ecirc;ncias episcopais, e se a confer&ecirc;ncia episcopal achar que podem ter di&aacute;conos, ok, mas mesmo a&iacute; cada bispo na sua diocese pode tomar essa decis&atilde;o. Eu tive um bispo africano que me disse &ldquo;n&atilde;o me venha aqui impingir os seus ideais americanos&rdquo;, e eu disse-lhe que n&atilde;o queria impingir, mas avisei-o que as mulheres na sua diocese n&atilde;o iam ficar satisfeitas (risos). &Eacute; uma quest&atilde;o cultural, e &eacute; uma quest&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o e dinheiro. Os bispos do Laos e do Camboja disseram que n&atilde;o teriam quaisquer problemas em ordenar mulheres como di&aacute;conos, mas n&atilde;o tinham sequer homens educados para isso, quanto mais mulheres.
Mas tenho um bispo sul-americano que me mostra um v&iacute;deo dele a percorrer uma favela com 7 quil&oacute;metros de extens&atilde;o. Perguntei quantos sacerdotes tinha, ele diz-me 400, perguntei quantas pessoas viviam ali, ele disse-me 5 milh&otilde;es, s&oacute; na sua diocese. Perguntei-lhe se queriam mulheres di&aacute;conos, e ele convidou-me logo para ir colaborar com ele. Eles precisam de ajuda.
&nbsp;
Mas &eacute; uma decis&atilde;o que deve ser tomada apenas porque n&atilde;o h&aacute; voca&ccedil;&otilde;es?
A Igreja precisa de ministros, precisa de gente que pregue a Palavra de Deus, que batize, que case&hellip;
&nbsp;
Mas precisam de mulheres porque n&atilde;o h&aacute; homens, ou precisam de mulheres porque &eacute; t&atilde;o justo que haja mulheres como que haja homens?
Sim, a segunda op&ccedil;&atilde;o. A Igreja precisa de ministros. S&oacute; podemos ordenar ministros se precisarmos deles, sejam homens ou mulheres.

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Mas &agrave;s vezes parece que estamos hoje a discutir isso s&oacute; porque n&atilde;o temos homens suficientes&hellip;
N&atilde;o acho que seja isso. A organiza&ccedil;&atilde;o internacional de Di&aacute;conos Permanentes pediu-me que lhes fosse falar sobre este tema. N&atilde;o &eacute; porque n&atilde;o se tem di&aacute;conos suficientes. As mulheres di&aacute;conos podem trazer coisas diferentes.
N&atilde;o h&aacute; um limite para o n&uacute;mero de di&aacute;conos que podemos ter, at&eacute; porque nem h&aacute; a quest&atilde;o financeira a proibir. Assim, se o bispo quer evangelizar mais e de formas diferentes, recrute mulheres.
Metade dos bispos na Irlanda n&atilde;o t&ecirc;m di&aacute;conos permanentes. Metade desses n&atilde;o os t&ecirc;m porque n&atilde;o podem tamb&eacute;m ter mulheres como di&aacute;conos, e n&atilde;o querem ter uma camada de homens postas entre as mulheres catequistas e os sacerdotes, e por isso escolhem n&atilde;o ter sequer di&aacute;conos, para n&atilde;o haver desequil&iacute;brios.
Acho que ter mulheres di&aacute;conos expande o minist&eacute;rio do bispo, esse &eacute; o ponto essencial. Isto &eacute; apenas sobre a voca&ccedil;&atilde;o de falar sobre a Palavra de Jesus, de falar &agrave;s pessoas sobre essa Palavra. Eu n&atilde;o quero saber se a pessoa &eacute; mulher, homem, verde, alta ou baixa, isso &eacute; irrelevante. A pessoa que tem a voca&ccedil;&atilde;o de levar a Palavra de Deus &agrave;s pessoas, &eacute; disso que estamos a falar.
&nbsp;
Mas numa altura em que tanto se fala de perda de voca&ccedil;&otilde;es, isto pode ser mal compreendido&hellip;
Eu acho que a Igreja n&atilde;o precisa de mais sacerdotes ou di&aacute;conos, a Igreja precisa de mais ministros. Se tens mais pessoas a falar sobre Deus, essas pessoas v&atilde;o trazer mais pessoas para Deus, e mais pessoas para servir as pessoas de Deus. Acho que h&aacute; uma
&quot;despiritualiza&ccedil;&atilde;o&quot; muito grande na Igreja hoje em dia, acho que a crise dos abusos sexuais criou muita desconfian&ccedil;a, e as mulheres est&atilde;o fartas de tudo isto. Mas a excita&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deveria ser sobre uma mulher que &eacute; di&aacute;cono, mas deveria ser sobre esta pessoa que est&aacute; a falar sobre Deus. A excita&ccedil;&atilde;o deveria ser isso, independentemente de quem &eacute; a pessoa. Arranjem pessoas que est&atilde;o interessadas no Evangelho, isso &eacute; que interessa.
H&aacute; tantas mulheres com quem falo que querem trabalhar mais, e trabalhar para os bispos. E eu digo-lhes [aos bispos] que ou voc&ecirc;s as treinam e ordenam para elas trabalharem para voc&ecirc;s, ou elas v&atilde;o faz&ecirc;-lo na mesma, e fazem o que querem. Elas n&atilde;o t&ecirc;m p&uacute;lpitos para pregar, mas est&atilde;o a pregar na mesma. Eu n&atilde;o gosto da palavra controlo, mas se querem conseguir supervisionar e coordenar o que elas est&atilde;o a fazer, ser&aacute; uma excelente oportunidade de ensinar as pessoas a serem livres, a viverem vidas que s&atilde;o representativas dos valores do Evangelho. Acho que temos pessoas que n&atilde;o est&atilde;o felizes, n&atilde;o fazem o que querem, est&atilde;o parados, e n&atilde;o precisamos deles. Estamos presos com muita gente que n&atilde;o dev&iacute;amos ter a trabalhar s&oacute; porque n&atilde;o temos gente suficiente. Trazer mulheres como di&aacute;conos iria alegrar isto.
&nbsp;
Acha que as comunidades locais aceitar&atilde;o melhor esta realidade que a hierarquia da Igreja?
Bom, eu n&atilde;o quero falar pela hierarquia da Igreja ou pelos 800 homens que trabalham no Vaticano, mas eu falei com bispos e cardeais de todo o mundo, e muitos n&atilde;o t&ecirc;m qualquer problema com isto, n&atilde;o tive muita resposta negativa, principalmente quando disse que cada bispo decidiria conforme a realidade da sua diocese [como &eacute; feito j&aacute; hoje em rela&ccedil;&atilde;o aos di&aacute;conos permanentes]. Na Am&eacute;rica, no Nebraska, nem sequer permitem ac&oacute;litas, mas outros locais precisam de ajuda. Como aconteceu em toda a hist&oacute;ria, em todos os lugares do mundo. Isto n&atilde;o vai mudar, &eacute; assim que deve ser.

&nbsp;
&nbsp;Entrevista e fotos: Ricardo Perna
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Fri, 12 Apr 2019 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Quem são os guardiões dos menores na Igreja?</title>
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<description><![CDATA[Chegamos &agrave; Piazza della Pilotta depois de uma caminhada desde o Vaticano. &Agrave; nossa espera, a nossa anfitri&atilde; conduz-nos a um dos edif&iacute;cios da Universidade Pontif&iacute;cia Gregoriana, em Roma. No primeiro andar, entramos numa das salas de aula. L&aacute; dentro, dois alunos aguardam pela reportagem da Fam&iacute;lia Crist&atilde;. Arrumam uns pap&eacute;is e sorriem quando nos veem entrar.


A Ir. Jane e o Pe. Sione est&atilde;o a aprender a ser Guardi&otilde;es das crian&ccedil;as, e terminaram o primeiro semestre de um mestrado de dois anos sobre o assunto. &laquo;Temos dois cursos presenciais aqui na Gregoriana. Um &eacute; o Diploma em Safeguarding de menores, intensivo, com a dura&ccedil;&atilde;o de um semestre, de outubro a fevereiro, para dar aos estudantes bases a partir de v&aacute;rias perspetivas e &acirc;ngulos que j&aacute; existe desde 2016. Depois temos o Licenciate, um curso de mestrado de dois anos que est&aacute; agora na sua primeira edi&ccedil;&atilde;o&raquo;, explica-nos a nossa anfitri&atilde;, Katharina Fuchs, uma das respons&aacute;veis do Centro, cujo diretor &eacute; o Pe. Hans Zoller, um sacerdote jesu&iacute;ta que esteve muito envolvido na organiza&ccedil;&atilde;o da cimeira no Vaticano sobre a Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja.

No curso intensivo, de um semestre, &laquo;falamos de inf&acirc;ncia, v&iacute;timas, abusadores, institui&ccedil;&otilde;es, preven&ccedil;&atilde;o, sempre a partir de v&aacute;rias disciplinas, como a psicologia, teologia, espiritualidade, sociologia, direito can&oacute;nico, direito civil, entre outras. Estas pessoas s&atilde;o capazes de, em v&aacute;rias &aacute;reas, ajudar como guardi&otilde;es&raquo;, explica Katharina, que acrescenta que este semestre serve tamb&eacute;m para os alunos do mestrado. &laquo;O primeiro semestre &eacute; id&ecirc;ntico ao Diploma, para dar as mesmas bases, e da&iacute; continuam a aprofundar os seus conhecimentos na sua &aacute;rea de especializa&ccedil;&atilde;o. Por exemplo, os que v&ecirc;m do campo da educa&ccedil;&atilde;o aprofundam a educa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o faria sentido estarem a aprofundar o Direito Can&oacute;nico, por exemplo, e vice-versa. Esse &eacute; o segundo semestre, em que t&ecirc;m aulas presenciais, bibliografia para consultarem e onde s&atilde;o encorajados a refletirem e debater uns com os outros sobre os temas. No terceiro semestre ter&atilde;o um est&aacute;gio que poder&atilde;o fazer aqui em Roma, em It&aacute;lia ou em qualquer outro pa&iacute;s, para terem uma experi&ecirc;ncia pr&aacute;tica no campo. No quarto semestre far&atilde;o a tese de mestrado e ter&atilde;o outras aulas&raquo;.

A Ir. Jane Nway Nway Ei veio da Birm&acirc;nia e pertence &agrave;s irm&atilde;s de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor. Trabalha com jovens que s&atilde;o colocados nas suas casas de abrigo, parte deles devido a abusos sexuais de toda a forma e parte devido a serem v&iacute;timas de tr&aacute;fico humano. V&ecirc; chegar &agrave;s suas m&atilde;os todos os dias jovens que foram abusados e maltratados, mas n&atilde;o esconde a &laquo;raiva&raquo; que sente quando percebe que os abusadores s&atilde;o membros da Igreja Cat&oacute;lica. &laquo;Sinto raiva! Precisamos de fazer algo, porque a lei deveria proteger as pessoas, mas neste campo n&atilde;o funciona. Eles negam que isto aconteceu e as v&iacute;timas s&atilde;o remetidas ao sil&ecirc;ncio. Quando h&aacute; alguns casos que n&atilde;o s&atilde;o reconhecidos pela Igreja ou pela sociedade, &eacute; muito mau. Com o novo governo, pouco a pouco, estamos a descobrir mais casos, de monges, de padres, e &eacute; uma &oacute;tima oportunidade para as v&iacute;timas serem ouvidas e ajudadas, porque as pessoas come&ccedil;am a falar e o sistema judicial est&aacute; a tomar aten&ccedil;&atilde;o a estes casos&raquo;, reconhece.

Vindo do Tonga, o Pe. Sione Hamala, da Sociedade de Maria, &eacute; o primeiro sacerdote das ilhas Fiji a frequentar o curso e trouxe preocupa&ccedil;&otilde;es diferentes da Ir. Jane na sua bagagem. &laquo;Eu trabalho em forma&ccedil;&atilde;o de sacerdotes h&aacute; oito anos. Um dos aspetos fundamentais para n&oacute;s &eacute; a forma&ccedil;&atilde;o dos nossos sacerdotes. Precisamos de os formar bem e de os avaliar de forma correta. A inten&ccedil;&atilde;o j&aacute; estava l&aacute;, mas penso que nunca foi levada a s&eacute;rio. Os abusos acontecem l&aacute;, e eles precisam de algu&eacute;m que olhe para esta quest&atilde;o de forma s&eacute;ria&raquo;, reconhece, adiantando que a principal preocupa&ccedil;&atilde;o tem de ser a &laquo;avalia&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via dos seminaristas&raquo;. &laquo;Ir atr&aacute;s, ver de onde v&ecirc;m, a cultura que t&ecirc;m, a hist&oacute;ria da pessoa, para n&atilde;o aceitarmos qualquer pessoa s&oacute; com base em recomenda&ccedil;&otilde;es de bispos ou padres. Por exemplo, quando temos um seminarista que anda a saltar de semin&aacute;rio em semin&aacute;rio, temos de levar isto a s&eacute;rio e investig&aacute;-lo. O Direito Can&oacute;nico j&aacute; o diz, mas n&atilde;o levamos isto a s&eacute;rio. Temos de perceber porque &eacute; que ele anda a ser transferido, e ir conhecer a sua realidade antes de o aceitarmos&raquo;, afirma. Mesmo que, reconhece, possa diminuir o n&uacute;mero de sacerdotes. &laquo;N&atilde;o &eacute; uma quest&atilde;o de quantidade, mas sim de qualidade. A qualidade est&aacute; l&aacute;, mas n&atilde;o olhamos necessariamente para ela. N&atilde;o precisamos de quantidade, precisamos de poucas pessoas, mas que tenham qualidade. N&oacute;s somos os defensores das crian&ccedil;as, e estes s&atilde;o tempos muito tristes para a Igreja. Isso para mim &eacute; muito claro&raquo;, afirma.


Grande parte dos alunos destes dois cursos v&ecirc;m por indica&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es &ndash; dioceses, col&eacute;gios, semin&aacute;rios, entre outros &ndash; e s&atilde;o religiosos. Os leigos s&atilde;o uma pequena fatia, dois ou tr&ecirc;s em cada curso com uma turma de 24 pessoas, mas &eacute; dif&iacute;cil ter mais. &laquo;Seria bom, porque h&aacute; muitos leigos a trabalhar para a Igreja e iria enriquecer muto o di&aacute;logo na forma&ccedil;&atilde;o, porque todos n&oacute;s temos as nossas fraquezas e as nossas virtudes, e podemos aprender uns dos outros. Mas percebemos que vir fazer os cursos presenciais &eacute; dif&iacute;cil para leigos porque t&ecirc;m o seu trabalho, uma fam&iacute;lia, e ficar em Roma um semestre ou dois anos n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil...&raquo;, diz Katharina Fuchs.

A alternativa pode ser o e-learning, cursos online que o centro disponibiliza e que j&aacute; formaram &laquo;mais de dois mil alunos&raquo;, explica a respons&aacute;vel. &laquo;No curso temos conte&uacute;dos semelhantes aos cursos presenciais. Trabalhamos com universidades que implementam alguns dos conte&uacute;dos nos seus cursos, com dioceses, congrega&ccedil;&otilde;es, par&oacute;quias, forma&ccedil;&otilde;es que est&atilde;o dispon&iacute;veis em 5 l&iacute;nguas e meia [risos]: ingl&ecirc;s, italiano, franc&ecirc;s, alem&atilde;o e espanhol, e a metade &eacute; o portugu&ecirc;s, pois temos as primeiras unidades de forma&ccedil;&atilde;o em portugu&ecirc;s&raquo;, anuncia, embora lamente que n&atilde;o tenham tido ainda alunos de Portugal. Apesar de j&aacute; ter formado mais de dois mil alunos em todo o mundo, e de j&aacute; ter 4 edi&ccedil;&otilde;es presenciais do Diploma com 77 alunos formados, a verdade &eacute; que em nenhuma destas forma&ccedil;&otilde;es esteve um &uacute;nico portugu&ecirc;s. &laquo;N&atilde;o, mas se algu&eacute;m se quiser candidatar, seria muito bem-vindo, acredite&raquo;, diz Katharina Fuchs, que adianta que &laquo;j&aacute; fomos ao Brasil, mas Portugal n&atilde;o, nem sequer na forma&ccedil;&atilde;o online, e ter&iacute;amos muto gosto em contar com eles&raquo;, refere esta respons&aacute;vel.

O curso em Safeguarding &ndash; o termo &eacute; usado em ingl&ecirc;s em todas as forma&ccedil;&otilde;es &ndash; &eacute; muito mais que &ldquo;apenas&rdquo; prevenir os abusos sexuais de menores por parte de membros do clero. &laquo;Na funda&ccedil;&atilde;o do centro fal&aacute;vamos mais de abusos sexuais, mas com o tempo percebemos que &eacute; muito mais que isso. A forma&ccedil;&atilde;o n&atilde;o est&aacute; limitada aos abusos sexuais, mas lida com todos os abusos e todo o tipo de viol&ecirc;ncia, seja sexual, psicol&oacute;gica, f&iacute;sica, emocional, ou sequer a neglig&ecirc;ncia contra as crian&ccedil;as&raquo;, explica Katharina Fuchs.


O Pe. Joaquim Kapango de Almeida &eacute; espiritano e foi um dos participantes no &uacute;ltimo Diploma. Angolano, a trabalhar na miss&atilde;o cat&oacute;lica de Chinguar, na diocese de Kuito Bi&eacute;, participou para ajudar a congrega&ccedil;&atilde;o espiritana a &laquo;criar pol&iacute;ticas para minimizar ao m&aacute;ximo esta quest&atilde;o dos abusos&raquo;. A avalia&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o &eacute; positiva, no sentido em que permitiu &laquo;olhar para o problema em diferentes pa&iacute;ses, em diferentes culturas, e ver de facto os elementos que funcionam como causa de risco ou de prote&ccedil;&atilde;o&raquo;.
Este sacerdote refor&ccedil;a a ideia que &laquo;o abuso sexual &eacute; apenas um dos aspetos em causa nesta quest&atilde;o da prote&ccedil;&atilde;o de menores&raquo;. &laquo;O problema dos abusos de menores n&atilde;o &eacute; s&oacute; o abuso sexual. O abuso sexual est&aacute; inclu&iacute;do, mas o que est&aacute; em causa &eacute; muito mais, s&atilde;o situa&ccedil;&otilde;es de abandono, de neglig&ecirc;ncia e todo o tipo de maltratos, o tr&aacute;fico de menores&raquo;, considera.
&nbsp;
Estes guardi&otilde;es, quando regressarem aos seus pa&iacute;ses, lutar&atilde;o contra um inimigo poderoso: o sil&ecirc;ncio. &laquo;Muitas destas culturas est&atilde;o orientadas para se protegerem pelo sil&ecirc;ncio&raquo;, conta o Pe. Sione. A Ir. Jane fala de um problema semelhante. &laquo;Myanmar &eacute; um pa&iacute;s que vive a cultura do sil&ecirc;ncio, e vamos enfrentar muitos desafios da parte das pessoas, porque n&atilde;o &eacute; bom falar destas coisas, e as pessoas t&ecirc;m medo de o fazer. As pessoas t&ecirc;m de perceber que t&ecirc;m de falar, que n&atilde;o &eacute; bom que isto aconte&ccedil;a&raquo;, considera esta religiosa.

&Eacute; por perceberem que esta quest&atilde;o do sil&ecirc;ncio impossibilita a den&uacute;ncia que Katharina Fuchs afirma que &eacute; preciso compreender para al&eacute;m do epis&oacute;dio de abuso. &laquo;Quando falamos de abusos sexuais, come&ccedil;amos sempre por falar da cultura. Muitos perguntam-nos o que &eacute; que isso tem a ver, mas primeiro precisamos de conhecer a cultura, as tradi&ccedil;&otilde;es, cren&ccedil;as e os valores, como &eacute; que a crian&ccedil;a &eacute; vista, se &eacute; tratada com dignidade, quais s&atilde;o os seus direitos, se podem falar abertamente, se s&atilde;o escutados. S&oacute; a&iacute; &eacute; que conseguimos identificar alguns fatores de risco que podem conduzir a abusos sexuais, e depois pensarmos em medidas de prote&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o. Aprendemos que sem tomar em conta a cultura de cada um &eacute; imposs&iacute;vel chegar a uma solu&ccedil;&atilde;o. Se percebemos que a nossa cultura permite os abusos sexuais, sabemos que &eacute; por a&iacute; que temos de come&ccedil;ar. &Eacute; um caminho duro, pode durar anos a mudar essa cultura, mas temos de come&ccedil;ar por a&iacute;&raquo;, defende.
Depois de terminarem a forma&ccedil;&atilde;o, os alunos regressam &agrave; sua realidade. O primeiro passo para aplicarem o que aprenderam &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o de &laquo;redes&raquo;, o que nem sempre &eacute; f&aacute;cil. &laquo;H&aacute; pa&iacute;ses onde h&aacute; muita consci&ecirc;ncia do problema e se houver v&aacute;rias pessoas formadas de l&aacute;, como no Qu&eacute;nia, Gana, &Iacute;ndia ou M&eacute;xico, fica mais f&aacute;cil. Ou se j&aacute; tiver havido alguns casos, tamb&eacute;m &eacute; mais f&aacute;cil. Mas por exemplo em casos como o do Pe. Sione, em que &eacute; o primeiro a vir &agrave; forma&ccedil;&atilde;o do seu pa&iacute;s, vai ser mais dif&iacute;cil, tem de ver connosco ou encontrar parceiros em pa&iacute;ses vizinhos&raquo;, diz.


Certo &eacute; que regressam &laquo;transformados&raquo;. &laquo;O ensino aqui n&atilde;o &eacute; o tradicional. Temos partilhas, reflex&otilde;es, momentos de ora&ccedil;&atilde;o, missas semanais, a parte espiritual est&aacute; inclu&iacute;da. Com este curso, n&atilde;o queremos apenas sensibilizar para o problema ou ter a consci&ecirc;ncia de que este &eacute; um problema, mas queremos que toque os cora&ccedil;&otilde;es dos estudantes, e queremos que as pessoas se comprometam com o Safeguarding, verdadeiramente&raquo;, defende.
Alguns dos alunos foram eles pr&oacute;prios v&iacute;timas de abusos que agora trabalham para evitar que isso volte a acontecer a outras pessoas. Quando isso acontece, e os alunos optam por partilhar essa experi&ecirc;ncia, a forma&ccedil;&atilde;o torna-se ainda mais &laquo;real&raquo;, &laquo;refor&ccedil;a a convic&ccedil;&atilde;o de que algo precisa de ser feito&raquo;, conclui Katharina Fuchs.
&nbsp;
Apesar de j&aacute; ter formado mais de dois mil alunos em todo o mundo, e de j&aacute; ter 4 edi&ccedil;&otilde;es presenciais do Diploma com 77 alunos formados, a verdade &eacute; que em nenhuma destas forma&ccedil;&otilde;es esteve um &uacute;nico portugu&ecirc;s. &laquo;N&atilde;o, mas se algu&eacute;m se quiser candidatar, seria muito bem-vindo, acredite&raquo;, diz Katharina Fuchs, que adianta que &laquo;j&aacute; fomos ao Brasil, mas Portugal n&atilde;o, nem sequer na forma&ccedil;&atilde;o online, e ter&iacute;amos muto gosto em contar com eles&raquo;, refere esta respons&aacute;vel.

A reportagem em Roma no Encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja &eacute; realizada em parceria para a Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Flor de Lis, SIC e Voz da Verdade.

Reportagem e fotos: Ricardo Perna 
]]></description>
<pubDate>Wed, 10 Apr 2019 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Francisco compreendeu o «essencial da vida que é Deus»</title>
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<description><![CDATA[&Eacute; uma das maiores especialistas na vida dos pastorinhos de F&aacute;tima, e ningu&eacute;m esquece o sorriso rasgado com que participou na cerim&oacute;nia de canoniza&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as Francisco e Jacinta. Quando passam 100 anos sobre a morte de Francisco, a Ir. &Acirc;ngela Coelho leva-nos a conhecer melhor este menino que j&aacute; era &laquo;diretor espiritual&raquo; de L&uacute;cia e Jacinta.
&nbsp;

&nbsp;
&Eacute; o centen&aacute;rio da morte de Francisco... como &eacute; que tudo aconteceu?
No final de 1918, Francisco e sua irm&atilde; Jacinta ficaram doentes, por altura do Outono, da gripe espanhola, uma epidemia que apareceu no p&oacute;s I Guerrra Mundial e assolou a Europa e uma grande parte do mundo. Ficaram eles os dois, mas muita gente em F&aacute;tima, eles n&atilde;o foram os &uacute;nicos. A &uacute;nica diferen&ccedil;a &eacute; que eles tinham a consci&ecirc;ncia de que isso ia acontecer. N&atilde;o que iriam ficar com gripe, mas que iriam morrer, porque Nossa Senhora lhes tinha dito na apari&ccedil;&atilde;o de junho. E &eacute; a partir dessa apari&ccedil;&atilde;o que eles come&ccedil;am de facto a exprimir este conhecimento de que iam para o C&eacute;u e que estavam muito contentes por isso, porque iam ter com Nossa Senhora e Nosso Senhor. Entretanto, o Francisco fica logo ali doente e vai acamar, e &eacute; o primeiro a ficar fragilizado e depois morre no dia 4 de abril de 1919. &Agrave; noite, ao cair do dia, na sua casa em F&aacute;tima. &Eacute; o &uacute;nico que morre em F&aacute;tima.
&nbsp;
Morre em paz?
Morre em paz. Ele teve dois grandes desejos antes de morrer: comungar para tomar &ldquo;Jesus escondido&rdquo;, e para isso precisava de se confessar, porque naquela &eacute;poca ningu&eacute;m comungava antes de se confessar. &Eacute; muito bonito, porque o padre consentiu nisto e uma das coisas que me encanta na hora da morte do Francisco &eacute; precisamente isto: a sua prepara&ccedil;&atilde;o para a confiss&atilde;o. J&aacute; estava na cama, e uma das irm&atilde;s vai chamar a L&uacute;cia porque o Francisco queria falar com ela. Isto ter&aacute; sido no dia 2 de abril, e ele pede &agrave; L&uacute;cia &laquo;diz-me se me viste fazer algum pecado&raquo;, e isto &eacute; t&atilde;o bonito. Ele pede a ajuda para que o ajudem a fazer o seu grande exame de consci&ecirc;ncia. &Eacute; extraordin&aacute;rio, e sabemos os pecados: a L&uacute;cia diz que o viu desobedecer de vez em quando aos pais quando lhe diziam para n&atilde;o ir ter com ela &agrave; pastagem e ele ia, e a Jacinta tinha-o visto pegar num tost&atilde;o para comprar um instrumento musical sem autoriza&ccedil;&atilde;o dos pais, e quando os rapazes de uma aldeia de Boleiros atiraram pedras aos de F&aacute;tima, ele tamb&eacute;m atirou pedras aos de Boleiros. Ele diz &laquo;esse j&aacute; os confessei, mas volto a confessar&raquo;, e depois tem esta express&atilde;o t&atilde;o bonita &laquo;secalhar &eacute; por causa dos meus pecados que Nosso Senhor anda t&atilde;o triste, mas eu, se vivesse, n&atilde;o cometeria mais nenhum, porque estou mesmo arrependido&raquo;. Vemos nesta confiss&atilde;o uma enorme delicadeza de alma. Por um lado, delicadeza e simplicidade. S&oacute; uma pessoa muito simples &eacute; que pede aos outros &ldquo;ajuda-me a ver o que eu fiz de mal&rdquo;.

Mesmo no fim, n&atilde;o deixa as suas companheiras de miss&atilde;o...
&Eacute; algu&eacute;m que percebe que n&atilde;o faz caminho sozinho, que precisava da ajuda da Jacinta e da L&uacute;cia at&eacute; para este momento. Ele est&aacute; a perguntar pelo pior de si mesmo, e &eacute; t&atilde;o bonito isto no Francisco. Depois, mostra-nos outra das grandes caracter&iacute;sticas da confiss&atilde;o, que &eacute; o &ldquo;eu n&atilde;o volto a fazer, estou mesmo arrependido&rdquo;. Vemos o Francisco muito maduro espiritualmente. Faz a sua confiss&atilde;o e, no dia seguinte, 3 de abril &agrave; noite, o prior d&aacute;-lhe a comunh&atilde;o e ele fica em profunda ora&ccedil;&atilde;o. Quando a L&uacute;cia chega diz-lhe &laquo;hoje sou mais feliz que tu porque tenho no meu peito Jesus escondido&raquo;, e no dia seguinte despedem-se de uma forma muito bonita. L&uacute;cia descreve-a e diz &laquo;Adeus Francisco at&eacute; ao C&eacute;u&raquo;, uma despedida t&atilde;o bonita, de quem morre em paz, a sofrer, mas com a certeza que se iriam encontrar no C&eacute;u.
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O prior consentiu, disse. Eram tempos dif&iacute;ceis para eles...
As apari&ccedil;&otilde;es estavam numa fase... em termos de Igreja n&atilde;o tinha havido pronunciamento, nem sequer o in&iacute;cio do processo can&oacute;nico de aprova&ccedil;&atilde;o. Nem sequer o bispo havia chegado &agrave; diocese, porque Leiria estava no processo de se tornar independente do Patriarcado de Lisboa mas ainda n&atilde;o tinha bispo, que s&oacute; chegar&aacute; em 1920. Por isso &eacute; uma altura em que n&atilde;o h&aacute; uma pessoa da Igreja que inicie os processos, est&aacute; numa fase de descr&eacute;dito e n&atilde;o est&aacute; pac&iacute;fico.
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Mas era pouco usual uma crian&ccedil;a pedir isto...
Mas &eacute; o Francisco (risos). A sua m&atilde;e conta no processo que ele olhou para a janela e disse &laquo;olha m&atilde;e que luz t&atilde;o bonita&raquo;, e ficou-se com um sorriso olhando para uma janela onde estava uma luz muito bonita.
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Uma crian&ccedil;a com uma maturidade espiritual de um adulto...
A maturidade espiritual do Francisco n&atilde;o apenas &eacute; superior a um bom crist&atilde;o da sua idade, mas de facto em alguns aspetos foi alcan&ccedil;ado por aquilo que &eacute; a nossa Verdade. A verdade do ser humano enquanto filho de Deus, e isso tanto d&aacute; para as crian&ccedil;as como para os adultos. Ele percebe o essencial da vida e vive a partir da&iacute;. E o essencial da vida &eacute; Deus. O n&uacute;cleo mais essencial &eacute; a nossa rela&ccedil;&atilde;o com Deus e o Francisco vive tudo a partir da&iacute;. Isso &eacute; excecional mesmo para um adulto. Durante todo o percurso das Apari&ccedil;&otilde;es ele fica muito centrado no essencial, acho que &eacute; a caracter&iacute;stica dele que mais amo, e que mais sinto como um dos grades desafios para o nosso tempo.
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Como &eacute; que &eacute; vivida a morte dele?
&Eacute; vivida com saudades, sobretudo a Jacinta, que tem muitas saudades dele, mas era animada pela ideia de que em breve estaria com ele. Creio que a que mais sofre &eacute; a L&uacute;cia, porque n&atilde;o s&oacute; sofre as saudades concretas do Francisco, mas vai sofrer depois as saudades concretas da Jacinta e uma coisa ainda mais dura que &eacute; a solid&atilde;o dos &uacute;nicos que a podiam entender, os &uacute;nicos companheiros de viagem numa &eacute;poca da hist&oacute;ria em que ela tem muito pouca gente que acredite nela, a come&ccedil;ar pela sua m&atilde;e, que n&atilde;o acredita nela e n&atilde;o vai acreditar at&eacute; ao fim. Respeitam-na, tratam-na bem, porque h&aacute; uma fase em que a chegam a maltratar. De qualquer forma, naquela &eacute;poca a mortalidade infantil era t&atilde;o grande que n&atilde;o h&aacute; o viver a morte como h&aacute; hoje. Hoje &eacute; mais o sentido do desespero, muitas vezes s&atilde;o filhos &uacute;nicos e um pai que perde uma crian&ccedil;a hoje perde muito futuro. Naquela altura, temos de perceber que a morte era vivida de forma diferente, era mais natural. N&atilde;o h&aacute; nenhum desespero, h&aacute; uma aceita&ccedil;&atilde;o serena da vontade de Deus, porque era gente que j&aacute; vivia nessa serenidade, numa conjuntura em que tamb&eacute;m se tem de incluir a epidemia do p&oacute;s-guerra. Neste quadro a morte era vivida com mais naturalidade. O que havia era muita saudade, n&atilde;o s&oacute; da L&uacute;cia e da Jacinta, mas do Ti Marto, o pai do Francisco que gostava muito do menino, tinha uma afei&ccedil;&atilde;o muito grande por ele e gostava mesmo muito dele.

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Qual &eacute; o papel do Francisco na &ldquo;equipa&rdquo; dos tr&ecirc;s pastorinhos?
Eu chamo-lhe o diretor espiritual do grupo. A L&uacute;cia era a l&iacute;der, e o Francisco o diretor espiritual. Digo isto porque, naqueles momentos de d&uacute;vida da L&uacute;cia, ele d&aacute; aqueles conselhos mais s&aacute;bios, usando crit&eacute;rios engra&ccedil;ados. Durante as apari&ccedil;&otilde;es, a L&uacute;cia n&atilde;o quer ir &agrave; apari&ccedil;&atilde;o de julho porque as pessoas come&ccedil;aram a dizer que aquilo s&oacute; podia ser coisa do Dem&oacute;nio. Eles come&ccedil;am a trocar argumentos com a L&uacute;cia dizendo que o Dem&oacute;nio &eacute; feio e Nossa Senhora &eacute; bonita, portanto s&oacute; podia ser Nossa Senhora, ou porque Nossa Senhora ia para o C&eacute;u e eles sabem que o Dem&oacute;nio vinha debaixo da terra. Depois, nas apari&ccedil;&otilde;es, quando ele v&ecirc; a L&uacute;cia estar com muitas brincadeiras que lhe parece que podem levar a atitudes que seriam pecado, como os bailes de Carnaval, ou quando ela vinha da escola em grande gritaria com os companheiros, &eacute; Francisco quem diz &laquo;ent&atilde;o mas tu ainda andas com essas companhias? N&atilde;o venhas com eles&raquo;, e d&aacute; conselhos, diz &laquo;quando acabar a escola vais ter com Jesus escondido na Igreja, enquanto os meninos se v&atilde;o embora, e depois vens sozinha&raquo;. Dos tr&ecirc;s, ele assume este papel do conselheiro. Tamb&eacute;m &eacute; aquele que reza, muito, e tem sempre aquela palavra de est&iacute;mulo, que consola, que encoraja. Mesmo n&atilde;o tendo a mesma perce&ccedil;&atilde;o das apari&ccedil;&otilde;es que elas as duas, porque ele n&atilde;o ouvia nada, mas para ele &eacute; igual, porque aceita bem a sua condi&ccedil;&atilde;o, que eu acho uma coisa fant&aacute;stica at&eacute; para os dias de hoje, e &eacute; assim que eu o vejo.
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Ele tamb&eacute;m tem aquela predile&ccedil;&atilde;o pelo Jesus escondido, uma das suas imagens mais fortes...
Sim. O Francisco j&aacute; era contemplativo, j&aacute; via a presen&ccedil;a de Deus nas coisas ainda antes das apari&ccedil;&otilde;es. Gostava de estar sozinho, mas com os seus bot&otilde;es. A seguir &agrave; apari&ccedil;&atilde;o do Anjo e &agrave; comunh&atilde;o eucar&iacute;stica que fizeram, o intuir que Deus estava triste e que, fazendo-lhe companhia, o consolava, isto apanhou-o por completo, e passa a ser o centro conformador de toda a sua exist&ecirc;ncia. Muito concretamente, isso &eacute; estar na par&oacute;quia, e ele come&ccedil;a a estar na igreja, no sacr&aacute;rio, at&eacute; porque j&aacute; estava muito doente e a caminhar com dificuldade. Mas a adora&ccedil;&atilde;o do Francisco n&atilde;o &eacute; apenas eucar&iacute;stica, &eacute; adorar a Deus em todo o lugar, Deus presente nele. Ele sabe-se habitado por Deus, e gostava de se afastar da prima e da irm&atilde; para ir para um penedo rezar o seu ter&ccedil;o, ou muitas vezes nem estava a rezar e elas vinham perguntar-lhe o que ele estava a fazer e ele dizia &laquo;estou a pensar em Jesus&raquo;, e isto &eacute; a contempla&ccedil;&atilde;o. Francisco gosta mesmo de estar com Jesus. Eu costumo dizer que ele aprendeu com Jesus escondido a esconder-se...
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Quando ia rezar na igreja, muitas vezes nem o encontravam...
Como a Igreja estava em obras, e o sacr&aacute;rio estava &agrave; porta da igreja ao p&eacute; da pia batismal, ele ficava entre a pia batismal e o sacr&aacute;rio. Ningu&eacute;m o via, porque ele n&atilde;o gostava que mais ningu&eacute;m ouvisse a sua ora&ccedil;&atilde;o. Ele aprendeu a ser discreto, a fazer o bem sem ningu&eacute;m saber. E ensina-nos, at&eacute; no nosso tempo, este gosto pelo sil&ecirc;ncio. Temos tanta necessidade de sil&ecirc;ncio, porque estamos a desconetar-nos de n&oacute;s pr&oacute;prios. Estamos t&atilde;o ligados, de forma quase essencial para a vida, e n&atilde;o conseguimos estar em sil&ecirc;ncio. O Francisco &eacute; um menino que continua crian&ccedil;a com a sua atividade de pastor na sua casa. E como ele consegue encontrar tempo para ficar sozinho e em sil&ecirc;ncio. Gosto muito de ver o Francisco silencioso a ensinar-nos a aprender o sil&ecirc;ncio. Vejo-o quieto, sossegado, e a fazer-nos entender a relatividade das coisas. N&atilde;o fui o melhor da escola... e ent&atilde;o? &Eacute; uma indiferen&ccedil;a boa, de aceitar as suas limita&ccedil;&otilde;es. O Francisco era o &uacute;nico que n&atilde;o ouvia, o que mais dificuldade tinha em entender, &eacute; o primeiro a ficar doente e a morrer... podia sentir-se diminu&iacute;do ou colocado de parte, mas nunca o faz. Aceita a sua condi&ccedil;&atilde;o, e aceita a sua forma de participar neste mist&eacute;rio. N&atilde;o h&aacute; competi&ccedil;&atilde;o entre eles os tr&ecirc;s, e por isso n&atilde;o h&aacute; ci&uacute;mes nem invejas. Eu acho isto t&atilde;o atual, a s&eacute;rio, numa sociedade onde s&atilde;o os pr&oacute;prios pais a incutir nos filhos esta competi&ccedil;&atilde;o. Mas s&oacute; um &eacute; que &eacute; feliz na turma, no desporto, na competi&ccedil;&atilde;o? E Francisco ensina-nos isto, porque como estava t&atilde;o fundado em Deus, tudo o resto... que importa? E quando se vive isso, entendeu-se a vida e o sentido da vida.


Uma crian&ccedil;a dif&iacute;cil de ler...
O Francisco &eacute; o mais dif&iacute;cil de aceder, porque ele esconde-se. No processo de reda&ccedil;&atilde;o das mem&oacute;rias, ele s&oacute; chega na 4&ordf; carta. S&atilde;o precisas tr&ecirc;s cartas para que algu&eacute;m que pede as cartas &agrave; L&uacute;cia se aperceba que falta falar dele. E mesmo no processo dos pastorinhos, a Jacinta tem dois volumes e ele s&oacute; tem uma. As pessoas n&atilde;o o conhceram t&atilde;o bem, mas as poucas frases que ele diz t&ecirc;m impacto. Depois da canoniza&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m chegado mais cartas sobre gra&ccedil;as concedidas pelo Francisco, estou a notar isto.
Quando cheguei &agrave; causa as gra&ccedil;as eram dirigidas &agrave; Jacinta ou aos dois em conjunto. Agora &eacute; aos dois em conjunto e ao Francisco, &eacute; t&atilde;o engra&ccedil;ado...
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A canoniza&ccedil;&atilde;o ajudou-o a tornar-se mais conhecido?
Sim, o processo que levou &agrave; canoniza&ccedil;&atilde;o ajudou. Eu mesma s&oacute; acedi ao Francisco em 2009, nos 90 anos da sua morte. Pediram-me uma confer&ecirc;ncia sobre o Francisco e eu pensei &laquo;uma hora a falar sobre o Francisco? O que &eacute; que eu vou dizer durante uma hora? n&atilde;o vou ter mat&eacute;ria&raquo;... at&eacute; que me pus a estudar as mem&oacute;rias todas s&oacute; olhando para o Francisco, at&eacute; sublinhei as passagens onde ele aparecia. E percebi que h&aacute; muito mais sobre ele do que possa parecer. O epis&oacute;dio do p&aacute;ssaro, por exemplo, que eu conto rapidamente. Eles v&atilde;o os tr&ecirc;s e, na Lagoa da carreira (onde hoje &eacute; a rotunda sul), encontram um menino que tem preso um p&aacute;ssaro. E o Francisco diz ao menino para soltar o p&aacute;ssaro, e o mi&uacute;do diz que s&oacute; se ele lhe der dinheiro, e ele aceita. Mas o rapaz queria o dinheiro primeiro, e o Francisco faz todo o caminho para casa &ndash; 10 a 15 minutos &ndash; para ir bucar o dinheiro. O mi&uacute;do d&aacute;-lhe o p&aacute;ssaro, e ele solta-o. A L&uacute;cia diz que ele &laquo;bate as palmas de contente dizendo &ldquo;v&ecirc; l&aacute; n&atilde;o te voltem a apanhar&rdquo;&raquo;. Mas se reparar bem, o Francisco s&oacute; perdeu: tempo a ir e vir a casa, o dinheiro, e depois o p&aacute;ssaro. Porque &eacute; que bate as palmas de contente? Ele fica feliz tendo perdido tudo, porque ele sabe que a felicidade est&aacute; em o p&aacute;ssaro ser livre. Como Jesus, que aceitou perder tudo, inclusive a pr&oacute;pria vida, para que fossemos livres. Este o Francisco, o menino que ensina esta liberdade interior. No amor &eacute; preciso deixar livre quem amamos, e depois h&aacute; a gratuidade, que n&atilde;o espera nada em contra.
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O carinho &eacute; t&atilde;o grande das pessoas por eles que arrisco a dizer que a canoniza&ccedil;&atilde;o foi a &uacute;nica viagem do Papa Francisco em que ele n&atilde;o era o ator principal...
&Eacute; extraordin&aacute;rio. N&atilde;o sei se consigo dizer isso, mas havia muita coisa a acontecer que ultrapassava a figura do Santo Padre, e uma delas &eacute; a canoniza&ccedil;&atilde;o. Repare que o Papa &eacute; interrompido duas vezes com palmas durante a leitura da f&oacute;rmula da canoniza&ccedil;&atilde;o. Eu senti um amor t&atilde;o grande que ainda hoje quando revejo aquelas imagens comovo-me, porque as pessoas interrompem o Papa. As palmas s&atilde;o t&atilde;o grandes... h&aacute; um carinho muito grande, e tem aumentado muito. &Agrave;s vezes &eacute; impressionante a quantidade de pessoas nos t&uacute;mulos, n&atilde;o se consegue mesmo rezar sossegado naquela bas&iacute;lica.

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E os relatos de gra&ccedil;as t&ecirc;m aumentado?
Eu esperaria que terminassem de vez, mas continuam a chegar a uma m&eacute;dia de 2 ou 3 por semana, &eacute; bom ver isto. O que recebemos arquivamos.
A vida destes dois s&atilde;o inspiradores para os crist&atilde;os de hoje. Continuamos a trabalhar para fus&atilde;o das suas vidas e da sua espiritualidade com o mesmo entusiasmo porque acreditamos que o estilo de vida deles pode ser importante para o crist&atilde;o do S&eacute;culo XXI. &nbsp;
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Porqu&ecirc;?
Bom, pelas carater&iacute;sticas de viver a partir do essencial, n&atilde;o nos perdermos com coisas secund&aacute;rias, como a imagem, ou a roupa, ou os telem&oacute;veis e computadores. As coisas em si n&atilde;o t&ecirc;m mal nenhum, o problema &eacute; quando isto nos traz uma ang&uacute;stia da exist&ecirc;ncia. Ajuda-nos a aceitar a minha condi&ccedil;&atilde;o, dar o melhor de mim, mas aceitar quem sou, n&atilde;o entrando numa competi&ccedil;&atilde;o desenfreada, e &agrave;s vezes desonesta, para conseguir os meus objetivos, simplesmente porque n&atilde;o aceito quem sou, e vivo infeliz por isso, e provoco esta infelicidade nos outros. Depois, a necessidade de parar e fazer sil&ecirc;ncio. &Eacute; o n&iacute;vel de sa&uacute;de antropol&oacute;gico b&aacute;sico, ainda antes da minha f&eacute;. Depois ensina-nos o modo de ser crente, que passa pela Adora&ccedil;&atilde;o Eucar&iacute;stica, por acompanhar Jesus, pela contempla&ccedil;&atilde;o e pelo cuidado da Casa Comum, porque ele amava, de facto, a Natureza. E a mensagem do Papa para a Quaresma deste ano fala-nos tamb&eacute;m nisto.
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Onde &eacute; que podemos aprender mais sobre Francisco em F&aacute;tima?
Um s&iacute;tio fundamental &eacute; o Casa das Candeias, porque neste edif&iacute;cio constru&iacute;mos um pequeno museu, aberto todos os dias, de entrada gratuita, onde temos o&nbsp;&nbsp; pouco esp&oacute;lio do Francisco e da Jacinta expostos. Temos os decretos das beatifica&ccedil;&otilde;es e canoniza&ccedil;&atilde;o, e temos uma religiosa da Alian&ccedil;a de Santa Maria que explica as pe&ccedil;as a partir do olhar do Francisco e Jacinta. S&atilde;o visitas que se podem marcar a partir do site www.pastorinhos.com
Depois os lugares relacionados com ele. O seu t&uacute;mulo, onde est&atilde;o depositados os seus restos mortais, na Bas&iacute;lica de Nossa Senhora do Ros&aacute;rio de F&aacute;tima. Depois a sua casa em Aljustrel, que tem o quarto onde ele morreu, e os lugares mais importantes para ele, que &eacute; sobretudo a Local do Cabe&ccedil;o, n&atilde;o s&oacute; porque teve l&aacute; a apari&ccedil;&otilde;es do Anjo, porque era onde gostava mais de rezar, e os Valinhos e a igreja paroquial, onde est&aacute; a pia batismal onde eles foram batizados, e o sacr&aacute;rio, que ainda hoje &eacute; o mesmo apenas mudou o local dentro da Igreja.

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Entrevista e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Thu, 04 Apr 2019 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa publica exortação sobre os jovens e para os jovens</title>
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<description><![CDATA[Foi publicada hoje a exorta&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-sinodal Christus Vivit, &laquo;Cristo vive&raquo;, que surge na sequ&ecirc;ncia do s&iacute;nodo sobre os jovens que decorreu em outubro passado no Vaticano. A exorta&ccedil;&atilde;o j&aacute; tinha sido assinada pelo Papa Francisco na sua visita ao Santu&aacute;rio do Loreto no passado dia 25 de mar&ccedil;o, e foi hoje apresentada publicamente, atrav&eacute;s de uma confer&ecirc;ncia de imprensa na Sala de Imprensa da Santa S&eacute;.

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A exorta&ccedil;&atilde;o surge assim na sequ&ecirc;ncia da discuss&atilde;o tida ao longo de quase um m&ecirc;s no Vaticano, e &eacute; um documento que, ao mesmo tempo, se dirige aos jovens, mas tamb&eacute;m ao Povo de Deus em geral, &laquo;aos seus pastores e fi&eacute;is, porque a reflex&atilde;o sobre os jovens e para os jovens nos convoca e estimula a todos&raquo;, escreve o Papa no ponto 3. &Eacute; por isso que, em alguns pontos, o Santo Padre fala diretamente aos jovens e, em outros, sobre os jovens.
&nbsp;
S&atilde;o 299 pontos que procuram enquadrar aquilo que foi o jovem na hist&oacute;ria da Igreja, a partir do Evangelho, procuram estabelecer desafios e linhas de a&ccedil;&atilde;o para os jovens e para quem lida com eles, e pretendem criar um espa&ccedil;o de interven&ccedil;&atilde;o que o jovem ainda n&atilde;o possui dentro da Igreja e dentro da sociedade civil, enquanto tarefa mission&aacute;ria do jovem.
&nbsp;
O Papa reconhece que se deixou &laquo;inspirar pela riqueza das reflex&otilde;es e dos di&aacute;logos do S&iacute;nodo do ano passado&raquo;, e admite que re&uacute;ne neste documento &laquo;as propostas que me pareceram mais significativas&raquo;. Continua a n&atilde;o haver uma grande import&acirc;ncia dada &agrave;s quest&otilde;es da sexualidade, uma das &aacute;reas onde a reflex&atilde;o ficou mais aqu&eacute;m das pretens&otilde;es de alguns, &agrave; semelhan&ccedil;a do que aconteceu no S&iacute;nodo.
&nbsp;
O primeiro cap&iacute;tulo percorre todos os momentos em que, na B&iacute;blia, um jovem assume alguma esp&eacute;cie de protagonismo, recordando hist&oacute;rias do Antigo e do Novo Testamento, como as de Jos&eacute;, David, Samuel, do jovem rico, ou do filho pr&oacute;digo.
&nbsp;
Depois, e olhando para a Igreja, Francisco afirma, no ponto 34, que &laquo;ser jovem, mais do que uma idade, &eacute; um estado do cora&ccedil;&atilde;o&raquo;. &laquo;Da&iacute; que uma institui&ccedil;&atilde;o t&atilde;o antiga como a Igreja se possa renovar e voltar a ser jovem em diversas etapas da sua longu&iacute;ssima hist&oacute;ria&raquo;, pode ler-se. &Eacute; em vista desta renova&ccedil;&atilde;o, que se pode conseguir com os jovens, que o Papa pede ao Senhor que &laquo;liberte a Igreja daqueles que a querem envelhecer, encerrar no passado, det&ecirc;-la, imobiliz&aacute;-la&raquo;, mas &laquo;tamb&eacute;m que a liberte de outra tenta&ccedil;&atilde;o: julgar que &eacute; jovem porque cede a tudo aquilo que o mundo lhe oferece, julgar que se renova porque esconde a sua mensagem e se mimetiza com os demais&raquo;. &laquo;&Eacute; jovem quando &eacute; ela pr&oacute;pria, quando recebe a for&ccedil;a sempre nova da Palavra de Deus, da Eucaristia, da presen&ccedil;a de Cristo e da for&ccedil;a do seu Esp&iacute;rito em cada dia. &Eacute; jovem quando &eacute; capaz de regressar uma e outra vez &agrave; sua fonte&raquo;, refere o ponto 35.
&nbsp;
O papel dos jovens nesta renova&ccedil;&atilde;o &eacute; precisamente o de, segundo o Papa, &laquo;ajudar a manter-se [a Igreja] jovem, a n&atilde;o cair na corrup&ccedil;&atilde;o, a n&atilde;o desistir, a n&atilde;o se orgulhar, a n&atilde;o se converter em seita, a ser mais pobre e testemunhal, a estar pr&oacute;xima dos &uacute;ltimos e dos descartados, a lutar pela justi&ccedil;a, a deixar-se interpelar com humildade&raquo;.

&nbsp;
Para isso, diz Francisco, &laquo;faz-nos falta criar mais espa&ccedil;os onde ressoe a voz dos jovens&raquo;, espa&ccedil;os onde se possa &laquo;ter em conta a vis&atilde;o e tamb&eacute;m as cr&iacute;ticas dos jovens&raquo;. Sobre isto, o ponto 218 do documento retoma um dos pedidos do Documento Final do S&iacute;nodo. &laquo;Neste &acirc;mbito, nas nossas institui&ccedil;&otilde;es precisamos de oferecer lugares pr&oacute;prios aos jovens, que eles possam arranjar a seu gosto e onde possam entrar e sair com liberdade, lugares que os acolham e onde se possam aproximar espontaneamente e com confian&ccedil;a, indo ao encontro de outros jovens tanto nos momentos de sofrimento ou de t&eacute;dio, como quando desejem celebrar as suas alegrias&raquo;. Apesar disto, o Papa nada refere sobre a proposta de conferir aos jovens assento nos lugares de decis&atilde;o das diferentes hierarquias eclesi&aacute;sticas dos pa&iacute;ses, uma das principais novidades sa&iacute;das do Documento Final.
&nbsp;
Os obst&aacute;culos dos dias de hoje
O Papa dedicou uma parte da exorta&ccedil;&atilde;o a falar dos v&aacute;rios problemas e obst&aacute;culos que se colocam aos jovens nos dias de hoje. Desde logo, &laquo;muitos jovens vivem em contextos de guerra e padecem a viol&ecirc;ncia numa inumer&aacute;vel variedade de formas: sequestros, extors&otilde;es, crime organizado, tr&aacute;fico de seres humanos, escravid&atilde;o e explora&ccedil;&atilde;o sexual&raquo;, e a outros, &laquo;por causa da sua f&eacute;, custa-lhes encontrar um lugar nas sociedades em que vivem e s&atilde;o v&iacute;timas de diversos tipos de persegui&ccedil;&otilde;es e, inclusivamente, da morte&raquo;. O Papa fala ainda das crian&ccedil;as soldados e dos delinquentes &laquo;for&ccedil;ados&raquo; em virtude do contexto onde crescem, e n&atilde;o esquece &laquo;os jovens ideologizados, utilizados e aproveitados como carne para canh&atilde;o ou como for&ccedil;a de choque para destruir, amedrontar ou ridicularizar outros&raquo;, bem como os que padecem de &laquo;formas de marginaliza&ccedil;&atilde;o e exclus&atilde;o social por raz&otilde;es religiosas, &eacute;tnicas ou econ&oacute;micas&raquo;. &laquo;Recordamos a dif&iacute;cil situa&ccedil;&atilde;o de adolescentes e jovens que engravidam e a praga do aborto, bem como a difus&atilde;o do HIV, as v&aacute;rias formas de depend&ecirc;ncia (drogas, jogos de azar, pornografia, etc.) e a situa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as e jovens da rua, que n&atilde;o t&ecirc;m casa, nem fam&iacute;lia, nem recursos econ&oacute;micos&raquo;, pode ler-se no ponto 75.
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Sobre isto, o Papa fala a todos a pede uma Igreja que &laquo;chora frente a estes dramas dos seus filhos&raquo;. &laquo;N&oacute;s queremos chorar para que a sociedade tamb&eacute;m seja mais m&atilde;e, para que, em vez de matar, aprenda a dar &agrave; luz, para que seja promessa de vida. Choramos ao recordar os jovens que j&aacute; morreram pela mis&eacute;ria e pela viol&ecirc;ncia, e pedimos &agrave; sociedade que aprenda a ser m&atilde;e solid&aacute;ria. Essa dor n&atilde;o nos larga, caminha connosco, porque a realidade n&atilde;o se pode esconder&raquo;, anestesiando os jovens &laquo;com outras not&iacute;cias, com outras distra&ccedil;&otilde;es, com banalidades&raquo;.
&nbsp;
O Papa dedica alguns pontos a falar sobre o ambiente digital e as suas vantagens e riscos, alertando para o perigo de &laquo;confundir a comunica&ccedil;&atilde;o com o mero contacto visual&raquo;, e estabelece o desafio que os jovens enfrentam de &laquo;interagir com um mundo real e virtual, em que penetram sozinhos, como num continente global desconhecido&raquo;. &laquo;Os jovens de hoje s&atilde;o os primeiros a fazer esta s&iacute;ntese entre a pessoa, o pr&oacute;prio de cada cultura e o global. No entanto, isso requer que consigam passar do contacto virtual a uma boa e s&atilde; comunica&ccedil;&atilde;o&raquo;, alerta n ponto 90.

&nbsp;
A crise dos abusos sexuais, bem como todo o tipo de abusos, n&atilde;o foi esquecida pelo Papa, que agradece aos que &laquo;tiveram a coragem de denunciar o mal sofrido&raquo;, uma vez que &laquo;ajudam a Igreja a tomar consci&ecirc;ncia do sucedido e da necessidade de reagir com determina&ccedil;&atilde;o&raquo;, mas n&atilde;o esquece todos os que trabalham no sentido contr&aacute;rio, que s&atilde;o, afirma, a &laquo;maioria&raquo;. &laquo;Pe&ccedil;o aos jovens que se deixem incentivar por esta maioria. Seja como for, quando virdes um sacerdote em risco, porque perdeu a alegria do seu minist&eacute;rio, porque procura compensa&ccedil;&otilde;es afetivas ou est&aacute; a desviar-se do rumo, atrevei-vos a recordar-lhe o seu compromisso para com Deus e para com o seu povo, anunciando-lhe o Evangelho e alentando-o a manter-se no bom caminho. Assim prestareis uma ajuda de valor inestim&aacute;vel numa coisa fundamental: a preven&ccedil;&atilde;o que permita evitar a repeti&ccedil;&atilde;o de tais atrocidades&raquo;, pede o Papa no ponto 100.
&nbsp;
Caminhos a seguir no &laquo;Grande An&uacute;ncio&raquo;
O Papa pede ainda que as comunidades realizem &laquo;um exame da sua pr&oacute;pria realidade juvenil&raquo;, &laquo;para poderem discernir os caminhos pastorais mais adequados&raquo;.
&nbsp;
Aos jovens, pede que reconhe&ccedil;a uma coisa &laquo;fundamental&raquo;. &laquo;Ser jovem n&atilde;o &eacute; apenas a busca de prazeres passageiros e de &ecirc;xitos superficiais. Para que a juventude cumpra a finalidade que tem no percurso da tua vida, deve ser um tempo de entrega generosa, de oferenda sincera, de sacrif&iacute;cios que doem, mas que nos tornam fecundos&raquo;.
&nbsp;
Para isso, dedica um dos cap&iacute;tulos diretamente a eles, falando-lhes do &laquo;Grande An&uacute;ncio&raquo;. &laquo;Quando [Deus] te pede alguma coisa ou quando, simplesmente, permite aqueles desafios que a vida te apresenta, espera que lhe d&ecirc;s espa&ccedil;o para te poder fazer seguir em frente, para te promover, para te amadurecer. N&atilde;o o incomoda que lhe apresentes as tuas interroga&ccedil;&otilde;es, aquilo que o preocupa &eacute; que tu n&atilde;o fales com Ele, n&atilde;o te abras, com sinceridade, ao di&aacute;logo com Ele&raquo;, escreve o Papa no ponto 117.
&nbsp;
Aos jovens, o Papa pede ainda que, depois da confiss&atilde;o, &laquo;cr&ecirc; firmemente na sua miseric&oacute;rdia, que te liberta da culpa&raquo;. &laquo;Se Ele vive, isso &eacute; uma garantia de que o bem se pode tornar caminho na nossa vida, e de que as nossas fadigas servir&atilde;o para alguma coisa. Ent&atilde;o podemos deixar as lamenta&ccedil;&otilde;es e olhar para a frente, porque com Ele &eacute; sempre poss&iacute;vel&raquo;, sustenta o Santo Padre.
&nbsp;
A exorta&ccedil;&atilde;o defende ainda que &laquo;a juventude &eacute; um tempo aben&ccedil;oado para o jovem e uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o para a Igreja e para o mundo&raquo;. Por isso, o Papa apela a &laquo;perseverar no caminho dos sonhos&raquo;, mas avisa contra uma tenta&ccedil;&atilde;o que afeta muitos jovens no seu contacto com a Igreja, a &laquo;ansiedade&raquo;, &laquo;uma grande inimiga quando nos leva a baixar os bra&ccedil;os porque descobrimos que os resultados n&atilde;o s&atilde;o imediatos&raquo;. &laquo;Os sonhos mais belos conquistam-se com esperan&ccedil;a, paci&ecirc;ncia e empenho, renunciando &agrave;s pressas. Ao mesmo tempo, n&atilde;o nos devemos deter por inseguran&ccedil;a, n&atilde;o devemos ter medo de apostar nem de cometer erros. Devemos ter medo, isso sim, de viver paralisados, como mortos ainda em vida, convertidos em seres que n&atilde;o vivem porque n&atilde;o querem arriscar, porque n&atilde;o perseveram nos seus compromissos ou porque t&ecirc;m medo de se equivocar. Mesmo que te equivoques poder&aacute;s sempre levantar a cabe&ccedil;a e come&ccedil;ar de novo, porque ningu&eacute;m tem o direito de te roubar a esperan&ccedil;a&raquo;, escreve o Papa no ponto 142.
&nbsp;
Para que isto seja poss&iacute;vel, o Papa retoma uma ideia que j&aacute; tinha deixado passar na Jornada Mundial da Juventude de Crac&oacute;via, em 2016, a necessidade dos jovens sa&iacute;rem do &laquo;sof&aacute;&raquo;. &laquo;N&atilde;o confundais a felicidade com um sof&aacute; nem passeis toda a vossa vida diante de um ecr&atilde;. Tampouco vos deveis converter no triste espet&aacute;culo de um ve&iacute;culo abandonado. N&atilde;o sejais autom&oacute;veis estacionados, pelo contr&aacute;rio, deixai brotar os sonhos e tomai decis&otilde;es. Arriscai, mesmo que vos equivoqueis. N&atilde;o sobrevivais com a alma anestesiada nem olheis o mundo como se f&ocirc;sseis turistas. Fazei barulho! Deitai fora os medos que vos paralisam, para que n&atilde;o vos convertais em jovens mumificados. Vivei! Entregai-vos ao melhor da vida! Abri a porta da gaiola e sa&iacute; a voar! Por favor, n&atilde;o vos aposenteis antes de tempo&raquo;, apela Francisco no ponto 143.
&nbsp;
O Papa alerta ainda para os perigos de, &laquo;frente a um mundo t&atilde;o cheio de viol&ecirc;ncia e de ego&iacute;smo&raquo;, os jovens correrem o risco de &laquo;se encerrarem em pequenos grupos, privando-se assim dos desafios da vida em sociedade, de um mundo vasto, desafiante e necessitado. Sentem que vivem o amor fraterno, mas talvez o seu grupo se tenha convertido num mero prolongamento do seu eu. Isto agrava-se se a voca&ccedil;&atilde;o do leigo for concebida apenas como um servi&ccedil;o no interior da Igreja (leitores, ac&oacute;litos, catequistas, etc.), esquecendo que a voca&ccedil;&atilde;o laical &eacute;, sobretudo, a caridade na fam&iacute;lia, a caridade social e a caridade pol&iacute;tica: &eacute; um compromisso concreto a partir da f&eacute; para a constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade nova, &eacute; viver no meio do mundo e da sociedade para evangelizar as suas diversas inst&acirc;ncias, para fazer crescer a paz, a conviv&ecirc;ncia, a justi&ccedil;a, os direitos humanos, a miseric&oacute;rdia e, assim, estender o Reino de Deus no mundo&raquo;.
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&Eacute; no mundo l&aacute; fora que o Papa quer os jovens, &laquo;lutadores pelo bem comum, sede servidores dos pobres, sede protagonistas da revolu&ccedil;&atilde;o da caridade e do servi&ccedil;o, capazes de resistir &agrave;s patologias do individualismo consumista e superficial&raquo;, embora avise que a miss&atilde;o n&atilde;o ser&aacute; &laquo;f&aacute;cil e c&oacute;moda&raquo;. &laquo;Alguns jovens deram a vida para n&atilde;o travar o seu impulso mission&aacute;rio&raquo;, alerta.


&nbsp;
A beleza de acolher todos os jovens
Todo o percurso de vida do jovem ser&aacute; tanto mais rico quanto for poss&iacute;vel incluir nele os contributos dos anci&atilde;os, escreve o Papa. No S&iacute;nodo, relembra, os jovens foram criticados por nem sempre estarem dispon&iacute;veis para escutar os mais velhos, e o Papa come&ccedil;a por afirmar essa import&acirc;ncia. &laquo;A Palavra de Deus recomenda que n&atilde;o se perca o contacto com os idosos, para se poder aproveitar a sua experi&ecirc;ncia&raquo;, diz, embora fale diretamente aos jovens para lhes dizer que &laquo;isto n&atilde;o significa que tenhas de concordar com tudo o que eles dizem, nem que devas aprovar todas as suas a&ccedil;&otilde;es&raquo;. &laquo;Um jovem deveria ter sempre um esp&iacute;rito cr&iacute;tico. S&atilde;o Bas&iacute;lio Magno, referindo-se aos antigos autores gregos, recomendava aos jovens que os estimassem, mas que aceitassem apenas o bom que eles lhes pudessem ensinar. Trata-se, simplesmente, de estar abertos para acolher uma sabedoria que se comunica de gera&ccedil;&atilde;o em gera&ccedil;&atilde;o, que pode conviver com algumas mis&eacute;rias humanas, e que n&atilde;o h&aacute; raz&otilde;es para desaparecer frente &agrave;s novidades do consumo e do mercado&raquo;, defende no ponto 190 da exorta&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
Sobre as propostas dirigidas aos jovens, o Papa recomenda a leitura do Documento Final, mas refere tr&ecirc;s caminhos para os jovens. A &laquo;busca&raquo;, onde se deve &laquo;estimular os jovens e dar-lhes liberdade para que eles se entusiasmem missionando nos &acirc;mbitos juvenis&raquo;, e o &laquo;crescimento&raquo;, em que o Papa pede aos agentes pastorais que acalmem &laquo;a obsess&atilde;o por transmitir um excesso de conte&uacute;dos doutrinais e tentemos, em primeiro lugar, suscitar e enraizar as grandes experi&ecirc;ncias que sustentam a vida crist&atilde;&raquo;, e se fortale&ccedil;am as experi&ecirc;ncias em &laquo;projetos que os fortale&ccedil;am, os acompanhem e os lancem ao encontro dos demais, no servi&ccedil;o generoso e na miss&atilde;o&raquo;.
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O Papa fala muito na necessidade de disponibilizar a&ccedil;&otilde;es de &laquo;servi&ccedil;o&raquo; como forma de abrir uma &laquo;oportunidade &uacute;nica para o crescimento e tamb&eacute;m de abertura ao dom divino da f&eacute; e da caridade&raquo;, e elogia as organiza&ccedil;&otilde;es que despertam &laquo;especial aten&ccedil;&atilde;o&raquo; ao &laquo;contacto com a cria&ccedil;&atilde;o e s&atilde;o sens&iacute;veis at&eacute; ao cuidado do ambiente, como acontece com os Escuteiros e com outros grupos&raquo;, experi&ecirc;ncias que &laquo;podem significar um caminho de inicia&ccedil;&atilde;o na escola da fraternidade universal e na ora&ccedil;&atilde;o contemplativa&raquo;.

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Sobre a pastoral juvenil, o Papa alerta para a constru&ccedil;&atilde;o de um projeto que seja capaz de &laquo;criar espa&ccedil;os inclusivos&raquo;, mesmo para quem n&atilde;o est&aacute; totalmente dentro da realidade da f&eacute;. &laquo;Nem sequer faz falta que algu&eacute;m assuma completamente todos os ensinamentos da Igreja para que possa usufruir de alguns dos nossos espa&ccedil;os para jovens. Basta que participe numa atividade aberta a todos os que sintam o desejo e a disposi&ccedil;&atilde;o de se deixarem encontrar pela verdade revelada por Deus&raquo;, defende o Papa, que sugere que &laquo;algumas propostas pastorais podem supor um caminho j&aacute; percorrido na f&eacute;, mas precisamos de uma pastoral popular juvenil que abra portas e ofere&ccedil;a espa&ccedil;o a todos e a cada um com as suas d&uacute;vidas, os seus traumas, os seus problemas e a sua busca de identidade, os seus erros, a sua hist&oacute;ria, as suas experi&ecirc;ncias de pecado e todas as suas dificuldades&raquo;.
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O Papa sugere que os jovens criem &laquo;novas formas&raquo; de miss&atilde;o, como &laquo;as redes sociais&raquo;, mas alerta os jovens que a sua voca&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se manifesta &laquo;apenas nos trabalhos que tiveres de fazer&raquo;. &laquo;A tua voca&ccedil;&atilde;o orienta-te para extra&iacute;res o melhor de ti para gl&oacute;ria de Deus e para bem dos outros. O importante n&atilde;o &eacute; apenas fazer coisas, mas faz&ecirc;-las com um sentido, com uma orienta&ccedil;&atilde;o&raquo;.
&nbsp;
Mesmo enfrentando as dificuldades da sociedade e do mercado de trabalho, o Papa pede a cada jovem que nunca enterre &laquo;definitivamente uma voca&ccedil;&atilde;o, nunca te d&ecirc;s por vencido&raquo;. &laquo;Continua sempre a procurar, pelo menos, modos parciais ou mesmo imperfeitos de viver aquilo que, segundo o teu discernimento, reconheces como uma verdadeira voca&ccedil;&atilde;o&raquo;, escreve, no ponto 272.
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At&eacute; porque, conclui, &laquo;quando algu&eacute;m descobre que Deus o chama a alguma coisa, que foi feito para isso &ndash; quer para a enfermagem, quer para a carpintaria, a comunica&ccedil;&atilde;o, a engenharia, a doc&ecirc;ncia, a arte ou para qualquer outro trabalho &ndash; ser&aacute; capaz de fazer brotar as suas melhores capacidades de sacrif&iacute;cio, de generosidade e de entrega&raquo;. &laquo;Saber que n&atilde;o faz as coisas automaticamente, mas com sentido, como resposta a um chamamento que ressoa no mais profundo do seu ser, para dar alguma coisa aos outros, faz com que essas tarefas deem ao seu pr&oacute;prio cora&ccedil;&atilde;o uma experi&ecirc;ncia especial de plenitude&raquo;.

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Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Tue, 02 Apr 2019 11:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa visita Moçambique em setembro</title>
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<description><![CDATA[O Vaticano anunciou hoje que o Papa Francisco vai visitar Mo&ccedil;ambique, Madag&aacute;scar e Maur&iacute;cias de 4 a 10 de setembro, com passagens pelas cidades de Maputo, Antananarivo e Port Louis.


Uma not&iacute;cia que j&aacute; se esperava, desde que come&ccedil;aram a circular rumores por entre o clero mo&ccedil;ambicano, conforme relata &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; o Pe. Alberto Tchindemba, superior provincial dos padres espiritanos em Mo&ccedil;ambique. &laquo;&Eacute; uma not&iacute;cia boa, mas que n&atilde;o &eacute; surpresa. J&aacute; sab&iacute;amos que o Papa tinha colocado essa possibilidade e h&aacute; cerca de um m&ecirc;s que j&aacute; sab&iacute;amos que ele viria, mas agora sim, &eacute; oficial&raquo;, revela, em conversa telef&oacute;nica a partir da cidade de Nampula.
&nbsp;
A sala de imprensa da Santa S&eacute; refere que o programa da viagem &laquo;vai ser publicada em tempo oportuno&raquo;, pelo que n&atilde;o se conhecem ainda pormenores. No entanto, a possibilidade de a visita incluir uma passagem pela Beira, cidade que ficou destru&iacute;da ap&oacute;s a passagem do ciclone Idai, est&aacute; no pensamento dos mo&ccedil;ambicanos. &laquo;N&atilde;o sei se ele vir&aacute; &agrave; Beira, mas olhando para quem &eacute; n&atilde;o ficaria admirado se ele fosse &agrave; Beira, pois o seu estilo [de pontificado] &eacute; muito virado para os mais pobres&raquo;, acredita o sacerdote.
&nbsp;
O Papa Francisco, atrav&eacute;s do Dicast&eacute;rio para o Servi&ccedil;o do Desenvolvimento Integral, determinou uma contribui&ccedil;&atilde;o de 150 mil euros destinados a Mo&ccedil;ambique, Zimb&aacute;bue e Malau&iacute; (50 mil euros para cada um destes pa&iacute;ses do sudeste da &Aacute;frica), fortemente atingidos pelo ciclone Idai. A ajuda servir&aacute; para socorrer as popula&ccedil;&otilde;es numa primeira fase de emerg&ecirc;ncia.
&nbsp;
O Pe. Alberto Tchindemba considera ainda que a presen&ccedil;a do Papa poder&aacute; tamb&eacute;m servir como &laquo;alavanca para o desenvolvimento&raquo; da regi&atilde;o ap&oacute;s a trag&eacute;dia. &laquo;A presen&ccedil;a do Papa em determinado pa&iacute;s &eacute; sempre uma alavanca para a reconstru&ccedil;&atilde;o em todos os sentidos, materiais e espirituais. A sua visita seria uma mais-valia e daria uma grande for&ccedil;a a todos n&oacute;s, crist&atilde;os e n&atilde;o crist&atilde;os, pois os seus esfor&ccedil;os de di&aacute;logo com outras religi&otilde;es s&atilde;o reconhecidos por todos&raquo;, defendeu.
&nbsp;
O presidente mo&ccedil;ambicano, Filipe Nyusi, disse que este &eacute; um &laquo;momento hist&oacute;rico&raquo;. No dia 14 de setembro de 2018, o Papa recebeu Nyusi em audi&ecirc;ncia privada, sendo convidado a visitar o pa&iacute;s lus&oacute;fono em 2019. Francisco elogiou ent&atilde;o o trabalho levado a cabo no pa&iacute;s para manter a paz. &laquo;Temos de continuar a trabalhar como uma equipa&raquo;, recomendou, citado pela Ag&ecirc;ncia Ecclesia.
&nbsp;
O Pe Alberto concorda que esta &eacute; uma visita que Mo&ccedil;ambique j&aacute; merecia. &laquo;Isto &eacute; bom para o pa&iacute;s e para a Igreja. O pa&iacute;s tem passado por situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis como as calamidades, a corrup&ccedil;&atilde;o. Os crist&atilde;os acham esta visita uma boa not&iacute;cia, assim como toda a sociedade civil&raquo;, conclui.
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Texto e foto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Wed, 27 Mar 2019 12:23:00 +0000</pubDate>
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<title>Moçambique: distribuição de comida a população é «tarefa muito complicada»</title>
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<description><![CDATA[O superior dos padres espiritanos em Mo&ccedil;ambique, o Pe. Alberto Tchindemba, faz um retrato preocupante da situa&ccedil;&atilde;o atual em Mo&ccedil;ambique. O sacerdote est&aacute; na cidade de Nampula, e relata a situa&ccedil;&atilde;o que lhe foi transmitida pelo respons&aacute;vel espiritano na Beira, referindo que o mais preocupante &eacute; a &laquo;fome&raquo; e a gan&acirc;ncia dos comerciantes locais. &laquo;H&aacute; muita fome. O povo anda &agrave; procura de comida. Os que t&ecirc;m em sua posse alguns v&iacute;veres vendem-nos a pre&ccedil;o especulativo. Nota-se uma subida vertiginosa de pre&ccedil;os at&eacute; nos transportes p&uacute;blicos. H&aacute; comerciantes que se aproveitam da situa&ccedil;&atilde;o de grande pen&uacute;ria para explorar os outros&raquo;, relata este religioso.

&nbsp;
No que diz respeito &agrave; assist&ecirc;ncia &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, os relatos que lhe chegam da Beira falam de uma &laquo;tarefa muito complicada&raquo; e conta o sucedido num dos pontos de distribui&ccedil;&atilde;o h&aacute; poucos dias. &laquo;O atraso do Instituto Nacional de Gest&atilde;o de Calamidades na distribui&ccedil;&atilde;o dos bens de primeira necessidade fez eclodir uma conclus&atilde;o no seio das pessoas. Por exemplo, num dos centros de distribui&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua e de arroz houve muita confus&atilde;o da parte da popula&ccedil;&atilde;o. O povo esperou e cansou-se de esperar e, quando chegou o momento de distribui&ccedil;&atilde;o da comida, todos foram contra os &laquo;distribuidores&raquo;. Um outro caso deu-se num dos armaz&eacute;ns que tinha alguma reserva de comida. A popula&ccedil;&atilde;o pura e simplesmente assaltou o armaz&eacute;m e cada pessoa levou o que podia levar&raquo;, contou.
&nbsp;
Os relatos que chegam da Beira falam ainda de muitos desaparecidos. &laquo;A subida das &aacute;guas do rio provocou muito p&acirc;nico no meio da popula&ccedil;&atilde;o, o que fez com que cada um fugisse para o seu lado. Muitos s&atilde;o tidos como desaparecidos&raquo;, refere o sacerdote. Ali&aacute;s, no que diz respeito a portugueses, h&aacute; ainda sete que est&atilde;o incontact&aacute;veis, segundo referiu o Minist&eacute;rio dos Neg&oacute;cios Estrangeiros portugu&ecirc;s.
&nbsp;
Referindo que &laquo;grande parte das igrejas da cidade sofreu alguma destrui&ccedil;&atilde;o&raquo;, o Pe. Alberto destaca que na Beira a preocupa&ccedil;&atilde;o dos sacerdotes est&aacute; mais com as popula&ccedil;&otilde;es, pois t&ecirc;m aumentado os &laquo;desacatos entre pessoas dos bairros&raquo;. &laquo;Durante o ciclone, muitas chapas de zinco (para a cobertura das casas) sa&iacute;ram dos telhados e ca&iacute;ram na terra ou na casa do vizinho ou simplesmente desapareceram. No fim da trag&eacute;dia, as pessoas come&ccedil;aram a procurar as suas chapas e muitas vezes encontram-nas no telhado do vizinho. A pessoa que descobre as suas chapas na casa do vizinho, luta a ferro e fogo para os conseguir, e aquele que os roubou ou apanhou e utilizou n&atilde;o aceita que fique sem chapas. &Eacute; aqui que come&ccedil;am as discuss&otilde;es e lutas&raquo;, refere.
&nbsp;
Neste momento em que muitos procuram ajudar o pa&iacute;s, o Pe. Alberto afirma que &laquo;em todo o pa&iacute;s sente-se uma solidariedade jamais vista em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s v&iacute;timas do ciclone&raquo;, mas destaca que a quest&atilde;o de fazer chegar os bens &agrave; popula&ccedil;&atilde;o &eacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o. &laquo;A quest&atilde;o dos bens &agrave; popula&ccedil;&atilde;o &eacute; um dos grandes desafios. Fazer chegar os bens ao mais pobre &agrave;quilo a que tem direito &eacute; o desafio daqueles que est&atilde;o metidos no servi&ccedil;o de apoio &agrave;s pessoas. Aqui pod&iacute;amos dizer que a Caritas de cada Diocese e Par&oacute;quias teriam, na minha mod&eacute;stia opini&atilde;o, mais possibilidades de fazer chegar as ajudas &agrave;queles que precisam&raquo;.
&nbsp;
J&aacute; ontem, o respons&aacute;vel pela C&aacute;ritas portuguesa, Eug&eacute;nio da Fonseca, falava neste problema. &laquo;N&atilde;o h&aacute; armaz&eacute;ns em quantidade suficiente e h&aacute; o risco de se perder&raquo; a comida que se envia de longe, pelo que a prefer&ecirc;ncia na ajuda s&atilde;o mesmo os donativos em dinheiro para que as organiza&ccedil;&otilde;es no terreno possam adquirir os bens, evitando que os mesmo se percam e permitindo que o dinheiro que se iria gastar a enviar daqui contentores possa servir para adquirir ainda mais bens.

&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Foto: Karel Prinsloo/Unicef
]]></description>
<pubDate>Tue, 26 Mar 2019 17:35:00 +0000</pubDate>
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<title>Bispos pedem colaboração dos fiéis para nova tradução da Bíblia</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/bispos-pedem-colaboracao-dos-fieis-para-nova-traducao-da-biblia</link>
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<description><![CDATA[A Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) apresentou ontem, segunda-feira, a primeira vers&atilde;o de uma nova tradu&ccedil;&atilde;o da B&iacute;blia, promovida e organizada pela CEP. Os quatro Evangelhos e os salmos foram editados para serem colocados &agrave; prova dos fi&eacute;is, que s&atilde;o convocados a ler e a sugerir altera&ccedil;&otilde;es de tradu&ccedil;&atilde;o. O objetivo &eacute; fortalecer a liga&ccedil;&atilde;o do Povo de Deus com os textos sagrados.

&nbsp;
D. Anacleto Oliveira, o bispo respons&aacute;vel por todo o processo, explicou, no lan&ccedil;amento que ocorreu no audit&oacute;rio Cardeal Medeiros da Universidade Cat&oacute;lica, em Lisboa, que era necess&aacute;rio &laquo;ter tradu&ccedil;&atilde;o uniforme para todas as inst&acirc;ncias da Igreja porque s&oacute; a Liturgia das Horas &eacute; que estava traduzida&raquo;. &laquo;N&atilde;o h&aacute; livros originais na B&iacute;blia, e por isso h&aacute; sempre este trabalho. O objetivo &eacute; conseguir um texto que se aproxime da vers&atilde;o original, e por isso estamos sempre a aprofundar, &eacute; um trabalho permanente, que leva a diferen&ccedil;as nas tradu&ccedil;&otilde;es&raquo;, explicou o prelado.
&nbsp;
O bispo de Viana do Castelo explicou tamb&eacute;m as v&aacute;rias fases pelas quais passou esta tradu&ccedil;&atilde;o que agora come&ccedil;a a ver a luz do dia, num trabalho que se iniciou em 2012. &laquo;Encontrar o biblista mais indicado para cada livro da B&iacute;blia e pedir-lhe uma tradu&ccedil;&atilde;o t&atilde;o literal quanto poss&iacute;vel, com literalidade, n&atilde;o literalismo; apresentar a tradu&ccedil;&atilde;o a uma comiss&atilde;o de an&aacute;lise dos v&aacute;rios livros; fazer uma revis&atilde;o da tradu&ccedil;&atilde;o, porque houve tradu&ccedil;&otilde;es que foram mandadas para tr&aacute;s ou rejeitadas; as comiss&otilde;es harmonizaram as diferentes tradu&ccedil;&otilde;es; o texto foi entregue a um especialista em l&iacute;ngua portuguesa, depois a um liturgista, pois o destino da tradu&ccedil;&atilde;o &eacute; essencialmente a liturgia; e finalmente entregar o texto para que o povo portugu&ecirc;s possa pronunciar-se e sugerir altera&ccedil;&otilde;es &agrave; tradu&ccedil;&atilde;o&raquo;.
&nbsp;
As sugest&otilde;es podem ser enviadas por email, atrav&eacute;s do endere&ccedil;o eletr&oacute;nico biblia.cep@gmail.com

&nbsp;
A lei da indissolubilidade do matrim&oacute;nio &eacute; intoc&aacute;vel, mas tem &laquo;exce&ccedil;&otilde;es&raquo;
A nova tradu&ccedil;&atilde;o altera substancialmente o significado e a abrang&ecirc;ncia de v&aacute;rios termos, dos quais um dos mais significativos &eacute; Porneia, o termo utilizado por S. Mateus para designar a exce&ccedil;&atilde;o que permitia a um homem rejeitar a sua mulher, e que tanta tinta fez correr por causa da situa&ccedil;&atilde;o dos divorciados recasados.
&nbsp;
Na antiga tradu&ccedil;&atilde;o, a tradu&ccedil;&atilde;o do termo era uni&atilde;o ilegal, o que permitia referir-se ao momento da realiza&ccedil;&atilde;o do ato, mas a nova tradu&ccedil;&atilde;o &eacute; promiscuidade, podendo ler-se, no vers&iacute;culo 32 do cap&iacute;tulo 5, &laquo;Mas eu digo-vos: todo aquele que repudia a sua mulher -&nbsp; a n&atilde;o ser em caso de promiscuidade &ndash; faz com que ela incorra em adult&eacute;rio, e aquele que se casar com uma repudiada, comete adult&eacute;rio&raquo;. A nova tradu&ccedil;&atilde;o alarga o &acirc;mbito que permita ao homem validamente rejeitar uma mulher (podendo aqui colocar-se quest&otilde;es sobre a validade de um novo v&iacute;nculo), mas D. Anacleto defende que a nova tradu&ccedil;&atilde;o &eacute; &laquo;um termo feliz&raquo;. &laquo;Na base desta mudan&ccedil;a esteve o sentido original da palavra, que &eacute; muito aberto. O termo grego &eacute; suscet&iacute;vel de diversas tradu&ccedil;&otilde;es, e houve implica&ccedil;&otilde;es eclesiais. Enquanto os cat&oacute;licos se habituaram a traduzir por uni&atilde;o il&iacute;cita, pensando no incesto, igrejas evang&eacute;licas traduziram por adult&eacute;rio. Nenhuma est&aacute; completa, ambas est&atilde;o viciadas pela f&eacute; das pessoas que est&atilde;o por tr&aacute;s, e portanto procur&aacute;mos encontrar um termo que abarque isso tudo. Eu acho que o termo promiscuidade &eacute; feliz&raquo;, refere.
&nbsp;
O prelado reconhece que a nova tradu&ccedil;&atilde;o poder&aacute; tamb&eacute;m estar influenciada pelo Papa Francisco e pela Amoris Laetitia. &laquo;A abrang&ecirc;ncia do termo &eacute; alargada, claro. E algu&eacute;m nos perguntava se isto vinha na linha de orienta&ccedil;&atilde;o do Papa Francisco. &Eacute; poss&iacute;vel que sim, o Papa Francisco tem uma abertura no que toca a este ponto&raquo;, diz. E acrescenta que h&aacute; &laquo;exce&ccedil;&otilde;es &agrave; lei&raquo;, mesmo que a leia seja o &laquo;princ&iacute;pio da indissolubilidade&raquo;. &laquo;O autor fala no princ&iacute;pio da lei, que &eacute; intoc&aacute;vel. E o princ&iacute;pio &eacute; a indissolubilidade, por amor do reino de Deus e respeito para com ele. O homem e a mulher n&atilde;o t&ecirc;m poder sobre Deus em algo que eles assumiram livremente. Isto &eacute; a lei, e basta dizer que s&oacute; um autor do Novo Testamento &eacute; que apresenta uma exce&ccedil;&atilde;o. O que &eacute; que n&oacute;s deduzimos da&iacute;? &Eacute; que na aplica&ccedil;&atilde;o desse princ&iacute;pio se descobriu que ele n&atilde;o era aplic&aacute;vel a casos concretos. O princ&iacute;pio mant&eacute;m-se, mas a sua aplica&ccedil;&atilde;o pode ter exce&ccedil;&otilde;es, porque a situa&ccedil;&atilde;o pode mostrar que a aplica&ccedil;&atilde;o fixa e r&iacute;gida desse princ&iacute;pio vai produzir o efeito contr&aacute;rio, torna-se desumano, e a lei &eacute; acima de tudo para ajudar a pessoa a ser mais humana&raquo;, declarou aos jornalistas no final da apresenta&ccedil;&atilde;o.

&nbsp;
D. Manuel Clemente elogia tradu&ccedil;&atilde;o &laquo;fundamental no trabalho da Igreja Cat&oacute;lica&raquo;
A encerrar os trabalhos, D. Manuel Clemente agradeceu o empenho de todos numa tarefa &laquo;fundamental&raquo;. &laquo;Tudo quanto acontece na Igreja &eacute; na sequ&ecirc;ncia desta Palavra. S&atilde;o palavras transmitem a f&eacute; dos nossos antepassados, e &eacute; a partir daqui que tudo se legitima na Igreja&raquo;, disse o Cardeal Patriarca de Lisboa.
&nbsp;
Presentes no lan&ccedil;amento estiveram tamb&eacute;m os respons&aacute;veis pelas tradu&ccedil;&otilde;es do Antigo e do Novo Testamento, coordenadores de uma equipa de 34 biblistas que est&aacute; encarregue da tradu&ccedil;&atilde;o. O Professor Jos&eacute; Augusto Ramos coordena a equipa que traduziu o antigo Testamento e afirmou que a ideia foi criar &laquo;um &acirc;mbito de leitura criativa para que possa surgir um texto que represente os leitores da melhor forma poss&iacute;vel&raquo;. Este especialista defende que a B&iacute;blia deveria ser traduzida &laquo;de 50 em 50 anos&raquo;, e assegurou que &laquo;a expetativa da sem&acirc;ntica dos leitores n&atilde;o significa que se abandone o rigor da tradu&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica&raquo;.
&nbsp;
O Pe. M&aacute;rio de Sousa &eacute; o coordenador da tradu&ccedil;&atilde;o do Novo Testamento, e referiu, na sua apresenta&ccedil;&atilde;o, que &laquo;a palavra Evangelho refere-se na sua g&eacute;nese &agrave; proclama&ccedil;&atilde;o oral do pr&oacute;prio Jesus da Boa not&iacute;cia&raquo;. &laquo;A prega&ccedil;&atilde;o de Jesus deu origem &agrave; prega&ccedil;&atilde;o sobre Jesus&raquo;, afirmou.
&nbsp;
O sacerdote portugu&ecirc;s disse que a &laquo;tradu&ccedil;&atilde;o pretende ser fiel ao texto, ao mundo do texto e ao mundo que est&aacute; por tr&aacute;s do texto&raquo;. &laquo;Os evangelhos s&atilde;o consequ&ecirc;ncia da f&eacute; das comunidades e destina-se a alimentar a f&eacute;&raquo;, defendeu, ao mesmo tempo que explicou que a tradu&ccedil;&atilde;o procurou ser &laquo;o mais fiel poss&iacute;vel ao texto grego&raquo;.


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Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Tue, 26 Mar 2019 12:26:00 +0000</pubDate>
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<title>Cáritas moçambicana pede donativos em dinheiro e não em bens</title>
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<description><![CDATA[Santos Gotine, secret&aacute;rio-geral da C&aacute;ritas de Mo&ccedil;ambique, diz que esta organiza&ccedil;&atilde;o prefere apoio financeiro em vez de bens que v&ecirc;m de longe. &laquo;Adquirir coisas aqui &eacute; a nossa prefer&ecirc;ncia. Se n&atilde;o conseguimos, vamos &agrave; &Aacute;frica do Sul, que &eacute; aqui perto. Quando recebemos contentores a log&iacute;stica e o desalfandegamento torna-se muito complicado e pedir isen&ccedil;&atilde;o dos impostos aduaneiros demora muito tempo&raquo;, afirmou, por telefone. Este respons&aacute;vel salienta tamb&eacute;m que o transporte dos bens doados em Portugal &laquo;&eacute; muito dispendioso&raquo; e &laquo;estes produtos podem levar muito tempo a chegar ao pa&iacute;s&raquo;. Santos Gotine diz que Mo&ccedil;ambique &eacute; um pa&iacute;s muito grande e h&aacute; regi&otilde;es que n&atilde;o foram atingidas e que podem ser ajudadas atrav&eacute;s da dinamiza&ccedil;&atilde;o da economia.



C&aacute;ritas portuguesa enviou mais de 61 mil euros
Este respons&aacute;vel da C&aacute;ritas Mo&ccedil;ambique interveio, via por telefone, numa confer&ecirc;ncia de imprensa da C&aacute;ritas portuguesa. Santos Gotine diz que, neste momento, a equipa mo&ccedil;ambicana da C&aacute;ritas est&aacute; a ser suficiente para dar resposta &agrave;s necessidades da popula&ccedil;&atilde;o. Tem recebido tamb&eacute;m apoios de v&aacute;rias C&aacute;ritas de todo o mundo e de volunt&aacute;rios. Mas pede que n&atilde;o v&atilde;o mais. &laquo;Os recursos que est&atilde;o a ser usados para viagens para vir ajudar podia servir para o apoio direto aos nossos irm&atilde;os mo&ccedil;ambicanos. &Eacute; tamb&eacute;m por isso que a C&aacute;ritas portuguesa n&atilde;o envia ningu&eacute;m para o terreno. Para j&aacute;, foi anunciada a transfer&ecirc;ncia de 25 mil euros do Fundo de Emerg&ecirc;ncias Internacionais e 36 306 euros de donativos. Eug&eacute;nio da Fonseca explica que esse valor j&aacute; est&aacute; a ser usado. &laquo;Estamos comprometidos com a compra de kit de alimenta&ccedil;&atilde;o e queremos apoiar entre quatro e seis mil fam&iacute;lias. J&aacute; comparticip&aacute;mos a compra de 1900 kit de alimenta&ccedil;&atilde;o e 3900 kit de higiene, que s&atilde;o compostos por sab&atilde;o e redes mosquiteiras&raquo;, afirmou. O presidente da C&aacute;ritas afirma que j&aacute; antes do ciclone Idai, a C&aacute;ritas portuguesa estava a apoiar dez mil fam&iacute;lias que estavam a ser atingidas pelas cheias. Eug&eacute;nio da Fonseca explica tamb&eacute;m por que raz&atilde;o n&atilde;o enviam bens. A explica&ccedil;&atilde;o &eacute; a que usaria, mais tarde, Santos Gotine. Mas al&eacute;m de dinamizar a economia mo&ccedil;ambicana e evitar problemas com transportes, alf&acirc;ndegas, etc., Eug&eacute;nio da Fonseca alerta tamb&eacute;m que &laquo;n&atilde;o h&aacute; armaz&eacute;ns em quantidade suficiente e h&aacute; o risco de se perder&raquo;.

Perigo &eacute; a c&oacute;lera
Neste momento, a situa&ccedil;&atilde;o no terreno continua incerta. Santos Gotine diz que hoje, segunda-feira, j&aacute; foi poss&iacute;vel ir de Maputo &agrave; Beira por estrada. &laquo;Ainda h&aacute; muitas zonas em que h&aacute; resgates. A Beira ficou alguns dias incomunic&aacute;vel, sem comunica&ccedil;&otilde;es, sem energia, sem &aacute;gua e com escassez de comida. Os pre&ccedil;os para os que sobreviveram dispararam e os bancos tamb&eacute;m n&atilde;o funcionaram o que agravou a fome na Beira&raquo;, revela. A ajuda est&aacute; a chegar atrav&eacute;s de C&aacute;ritas diocesanas que j&aacute; estavam no terreno desde sempre. Mas &laquo;n&atilde;o conseguiu chegar ainda a algumas zonas&raquo; e &laquo;em muitos centros de acomoda&ccedil;&atilde;o ainda h&aacute; problemas s&eacute;rios de distribui&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua&raquo;. Da&iacute; que um dos principais problemas sejas agora as doen&ccedil;as. &laquo;J&aacute; se fala, a Cruz Vermelha, de surto de c&oacute;lera&raquo;, revela este respons&aacute;vel da C&aacute;ritas Mo&ccedil;ambique.



Eug&eacute;nio da Fonseca salientou que este apoio no local &eacute; prestado a todos, sem exce&ccedil;&atilde;o. &laquo;H&aacute; perguntas que n&atilde;o se fazem aqui nem em Mo&ccedil;ambique. S&oacute; se pergunta &ldquo;o que precisa?, se podemos ajudamos&raquo;, afirmou, salientando que o apoio n&atilde;o &eacute; s&oacute; para crist&atilde;os ou cat&oacute;licos.

Na confer&ecirc;ncia de imprensa da C&aacute;ritas Portugal, esteve tamb&eacute;m presente D. Jos&eacute; Traquina. O presidente da Comiss&atilde;o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana apelou &laquo;que esta campanha seja de grande motiva&ccedil;&atilde;o da solidariedade dos crist&atilde;os e da Igreja&raquo; e alertou que &laquo;Mo&ccedil;ambique vai precisar de muito apoio para a vida normalizada&raquo;. Nesse campo, Eug&eacute;nio da Fonseca disse que os donativos podem continuar a ser feitos e os valores ser&atilde;o disponibilizados &agrave; C&aacute;ritas Mo&ccedil;ambique. Se sobrarem para depois da fase de emerg&ecirc;ncia, as prioridades ser&atilde;o &laquo;habita&ccedil;&atilde;o, escolas e centros de sa&uacute;de&raquo;.

Se quiser fazer donativos, a conta C&aacute;ritas Ajuda Mo&ccedil;ambique tem o IBAN PT50 0033 0000010900401 50. Tamb&eacute;m pode utilizar o Multibanco, preenchendo todos os campos da entidade e refer&ecirc;ncia com o algarismo 2, por Transfer&ecirc;ncias/Ser Solid&aacute;rio ou por MBWay 911 597 284.
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Texto e fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o]]></description>
<pubDate>Mon, 25 Mar 2019 16:50:00 +0000</pubDate>
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<title>O que acontece ao lixo que reciclamos?</title>
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<description><![CDATA[]]></description>
<pubDate>Thu, 21 Mar 2019 11:39:00 +0000</pubDate>
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<title>Trissomia 21: «São mais iguais do que diferentes»</title>
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<description><![CDATA[Encontramo-nos com Jo&atilde;o Pedro Miranda depois de ele sair do trabalho, numa cadeia de caf&eacute;s, no Rossio, em plena Baixa de Lisboa. H&aacute; cinco anos que &eacute; um orgulhoso trabalhador. &laquo;Est&aacute; a correr bem. Estou a gostar dos colegas. Levanto a loi&ccedil;a. Sou o rei do piso&raquo;, conta a rir. A seguir explica as suas fun&ccedil;&otilde;es: &laquo;Tenho de despachar a passar pela &aacute;gua antes da m&aacute;quina e passar &agrave; frente.&raquo; O jovem de 26 anos gosta &laquo;de estar com os colegas&raquo;. Jo&atilde;o Pedro veio com a m&atilde;e. Mas para o trabalho vai sozinho e l&aacute; tamb&eacute;m faz as suas tarefas de forma aut&oacute;noma e independente.



A oportunidade surgiu atrav&eacute;s da Pais21. Atualmente h&aacute; mais de dez jovens com contrato de trabalho. Teresa Duarte Ferreira, da Pais 21, admite que &laquo;temos mais empregadores do que empregados. At&eacute; h&aacute; alguns anos iam para a escola, depois iam para casa ou para as institui&ccedil;&otilde;es. Por outro lado, at&eacute; h&aacute; muito pouco tempo, muito poucas pessoas acreditavam que eles n&atilde;o eram capazes de fazer tarefas abstratas e fazia-se s&oacute; o treino repetitivo. Mas conseguem!&raquo;. Da&iacute; que muitos n&atilde;o saibam ler, por exemplo. Teresa conta que &laquo;h&aacute; um desconhecimento enorme dos pais tamb&eacute;m das capacidades que estas crian&ccedil;as t&ecirc;m&raquo; e lembra que em Espanha, por exemplo, h&aacute; cursos universit&aacute;rios.

O sonho do teatro
Para Jo&atilde;o Pedro, o melhor dia da semana &eacute; a sexta-feira: &eacute; dia de teatro. &laquo;Sou ator. J&aacute; fiz apresenta&ccedil;&otilde;es. &Eacute; [a pe&ccedil;a] A &uacute;ltima li&ccedil;&atilde;o&raquo;, explica. A pe&ccedil;a de teatro &eacute; uma adapta&ccedil;&atilde;o de Eug&egrave;ne Ionesco. No final, h&aacute; uma parte livre e Jo&atilde;o Pedro n&atilde;o teve d&uacute;vidas sobre o que fazer. &laquo;Eu sou muito f&atilde; do presidente da Rep&uacute;blica, e o Marcelo da personagem sou eu.&raquo; E que faz Jo&atilde;o Pedro, perd&atilde;o Marcelo, em palco? &laquo;Ele j&aacute; foi o professor e teve de despedir-se dos alunos e dos professores tamb&eacute;m. Tenho de dizer &ldquo;adeus, vou para &Aacute;frica fazer aquelas visitas a todo o mundo&rdquo;. A In&ecirc;s d&aacute; beijinhos e depois h&aacute; aquela cara do Marcelo, mesmo pr&oacute;pria como ele faz e tira uma selfie.&raquo; Jo&atilde;o Pedro sonha ser ator e aparecer na televis&atilde;o. Os amigos s&atilde;o muito importantes. &laquo;Teatro &eacute; muito importante e quero passar o dia com os colegas.&raquo;



Teresa Duarte Ferreira &eacute; vice-presidente da associa&ccedil;&atilde;o Pais21. H&aacute; grupos de pares desde beb&eacute;s at&eacute; &agrave; idade adulta, grupos de pais, campos de f&eacute;rias e teatro. O objetivo &eacute; sempre caminhar para a autonomia. Os grupos de crian&ccedil;as s&atilde;o s&oacute; compostos por portadores de trissomia 21. Porqu&ecirc;? &laquo;O ensino regular &eacute; fant&aacute;stico, funciona como uma megaterapia da fala, megaterapia ocupacional, de tudo. Mas h&aacute; uma coisa m&aacute;: n&atilde;o t&ecirc;m pares como eles. Isto funciona bem at&eacute; ao 3.&ordm;, 4.&ordm; ano. Depois, por muito fant&aacute;sticos que os colegas sejam, h&aacute; uma d&eacute;calage muito grande: deixam de ser convidados para as festas, n&atilde;o saem &agrave; noite, h&aacute; uma disparidade de sonhos e anseios.&raquo; Por isso, a associa&ccedil;&atilde;o resolveu criar grupos fixos de jovens, que se re&uacute;nem uma vez por semana. &laquo;H&aacute; sempre uma parte de uma hora com uma terapeuta, uma psic&oacute;loga, ou uma de n&oacute;s que fala sobre preocupa&ccedil;&otilde;es, comportamentos sociais, etc. Depois v&atilde;o jantar fora, ao cinema, etc. N&atilde;o h&aacute; pais. Os de 18, 19 anos j&aacute; v&atilde;o sozinhos. Este &ldquo;sai do sof&aacute;&rdquo;, como se chama, &eacute; para lhes darmos uma base de amigos, de gozo de vida.&raquo;

Na adolesc&ecirc;ncia faltam os amigos
Vasco Avelino tem 15 anos e n&atilde;o queria participar, mas agora gosta muito. Frequenta o 8.&ordm; ano, com algumas altera&ccedil;&otilde;es no curr&iacute;culo. A m&atilde;e explica que &laquo;tem todas as disciplinas mas n&atilde;o todos os tempos, porque parte tem apoio ou aulas com professores que t&ecirc;m aulas livres. Tem tamb&eacute;m artes pl&aacute;sticas, al&eacute;m da educa&ccedil;&atilde;o especial. Educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, educa&ccedil;&atilde;o visual e as coisas mais pr&aacute;ticas faz com a turma e depois assiste a 45 minutos das outras disciplinas. N&atilde;o &eacute; o modelo ideal, mas tem estado a funcionar bem. Mas n&atilde;o tem amigos na escola&raquo;. Vasco conta que almo&ccedil;a todos os dias sozinho e n&atilde;o se importa. &laquo;A hist&oacute;ria de n&atilde;o ter amigos &eacute; uma coisa complicada. T&ecirc;m de ter a componente social de sentir que t&ecirc;m amigos e pertencer a um grupo. Mas tamb&eacute;m n&atilde;o se pode pedir mais a mi&uacute;dos de 15 anos, que t&ecirc;m outros interesses&hellip;&raquo; Agora, com o &ldquo;sai do sof&aacute;&rdquo;, Vasco tem um grupo de amigos. &laquo;Temos um grupo no WhatsApp. Tenho feito amigos. Tenho o Miguel, a Vera. Vamos ter uma festa de Carnaval&raquo;, conta.
Al&eacute;m das terapias, Vasco tamb&eacute;m tem outras aulas. &laquo;Eu tenho um sonho de m&uacute;sica. Queria acabar umas m&uacute;sicas novas. Tenho aulas de guitarra e tamb&eacute;m dan&ccedil;o&raquo;, conta, enquanto diz que tem uma &laquo;voz lind&iacute;ssima masculina&raquo;, arrancando gargalhadas &agrave; m&atilde;e e a n&oacute;s. Tem aulas de canto e a sua banda preferida s&atilde;o os D.A.M.A. Se ser m&uacute;sico &eacute; o seu sonho, Vasco tamb&eacute;m quer &laquo;ir para a Universidade Lus&oacute;fona, estudar m&uacute;sica&raquo;.




A trissomia 21 &eacute; uma altera&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica que faz a pessoa ter tr&ecirc;s alelos no cromossoma 21 em vez dos habituais dois. Teresa Duarte Ferreira explica que &laquo;implica altera&ccedil;&otilde;es cognitivas, o fen&oacute;tipo da cara, problemas de sa&uacute;de que t&ecirc;m mais propens&atilde;o. Eles n&atilde;o t&ecirc;m altera&ccedil;&otilde;es comportamentais, t&ecirc;m altera&ccedil;&otilde;es cognitivas e perturba&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento intelectual, t&ecirc;m comportamento diferenciado&raquo;. Com diagn&oacute;stico pr&eacute;-natal e outros exames &eacute; poss&iacute;vel detetar a trissomia 21 durante a gravidez. &laquo;O aborto continua a ser o conselho dado sempre aos pais quando se descobre. H&aacute; uma grande falta de informa&ccedil;&atilde;o na comunidade m&eacute;dica. Dizem que n&atilde;o andam, n&atilde;o falam, v&atilde;o usar fraldas toda a vida.&raquo; A vice-presidente da Pais21 conta que muitas vezes os pais procuram a associa&ccedil;&atilde;o. &laquo;Claro que andam, falam, trabalham, casam em muitos pa&iacute;ses, t&ecirc;m vidas aut&oacute;nomas. N&atilde;o &eacute; um sonho. &Eacute; uma realidade concreta. Mas que d&aacute; muito trabalho d&aacute;. Tem de haver investimento familiar, financeiro porque implica terapias e o Estado d&aacute; muito pouco apoio. Mas o maior investimento &eacute; de tempo.&raquo;


Este &eacute; um excerto da reportagem que pode ler na &iacute;ntegra, na edi&ccedil;&atilde;o de mar&ccedil;o de 2019 da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Thu, 21 Mar 2019 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Idai: o pior pode estar por chegar</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/ciclone-idai-o-pior-pode-estar-por-chegar</link>
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<description><![CDATA[As Na&ccedil;&otilde;es Unidas alertam que a situa&ccedil;&atilde;o em Mo&ccedil;ambique e nas &aacute;reas afetadas pelo Ciclone Idai pode piorar com as chuvas fortes que v&atilde;o continuar a atingir a regi&atilde;o e a subida do n&iacute;vel das &aacute;guas.



Em Mo&ccedil;ambique a cidade da Beira foi a mais atingida e continua sem acesso rodovi&aacute;rio. Em comunicado, a UNICEF estima que 260 000 crian&ccedil;as estejam entre a popula&ccedil;&atilde;o afetada. Na regi&atilde;o, fam&iacute;lias e crian&ccedil;as est&atilde;o &laquo;a lutar desesperadamente pela sobreviv&ecirc;ncia e a deslocar-se para zonas mais elevadas, como os telhados&raquo;. No hospital da Beira, as urg&ecirc;ncias est&atilde;o danificadas e &laquo;n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel realizar cirurgias complexas&raquo;, mas a enfermaria pedi&aacute;trica est&aacute; operacional. Um dos maiores desafios &eacute; a busca e resgate de milhares de pessoas, &laquo;a acomoda&ccedil;&atilde;o/alojamento suficiente e centros de abrigo para os afectados, e o acesso a &aacute;gua limpa&raquo;. As Na&ccedil;&otilde;es Unidas divulgaram imagens de Mo&ccedil;ambique, dizendo que foram criadas &laquo;oceanos&raquo; com o ciclone e que 1,7 milh&otilde;es de pessoas est&atilde;o nas regi&otilde;es afetadas, s&oacute; neste pa&iacute;s.

&nbsp;

Mozambique, Malawi, Zimbabwe, #CycloneIdai has created &quot;inland oceans running for mile after mile, with water above tree-level&quot; says @WFP on the ground @UNOCHA @WHO. Emergency &quot;bigger by the hour&quot;. pic.twitter.com/H82jgydWgE
&mdash; UN News (@UN_News_Centre) March 19, 2019

Apesar da falta de liga&ccedil;&atilde;o por estrada, a ajuda j&aacute; est&aacute; a chegar &agrave; Beira. A UNICEF revela que v&aacute;rios funcion&aacute;rios desta organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas e de outras ag&ecirc;ncias de apoio humanit&aacute;rio est&atilde;o j&aacute; a trabalhar com o Governo. O armaz&eacute;m da UNICEF na Beira e outros apoios foram danificados. &laquo;Al&eacute;m de apoiar os trabalhos de assist&ecirc;ncia com as primeiras equipas de avalia&ccedil;&atilde;o e resposta, a UNICEF est&aacute; a apoiar o Governo na distribui&ccedil;&atilde;o de pastilhas de purifica&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua e medicamentos b&aacute;sicos, al&eacute;m dos esfor&ccedil;os para que as crian&ccedil;as afectadas regressem o mais rapidamente poss&iacute;vel &agrave;s suas salas de aula&raquo;, l&ecirc;-se no comunicado.

O Governo mo&ccedil;ambicano declarou o estado de emerg&ecirc;ncia nacional e tr&ecirc;s dias de luto nacional come&ccedil;ando neste dia 20 de mar&ccedil;o. Oficialmente, morreram, pelo menos, 202 pessoas. Um n&uacute;mero que dever&aacute; subir nos pr&oacute;ximos dias porque se espera uma grande subida do n&iacute;vel das &aacute;guas (prev&ecirc;-se que subam oito metros). A cidade de Buzi, onde vivem 200 000 pessoas, est&aacute; em risco de ficar particalmente submersa e 350 mil pessoas est&atilde;o em risco em toda a regi&atilde;o. Outra preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; a capacidade da barragem de Marowanyati, no Zimbabu&eacute;, que est&aacute; a ser atingida.



Numa passagem pela regi&atilde;o de Buzi, verificou-se que mais de 50 quil&oacute;metros da cidade de Buzi est&aacute; submerse e a prioridade &eacute; a busca e salvamento das pessoas isoladas pelas &aacute;guas.

Neste momento, a Marinha Indiana e a For&ccedil;a A&eacute;rea da &Aacute;frica do Sul est&atilde;o a ajudar o Governo a evacuar os sobreviventes de Buzi para a Beira, com botes e pequenos barcos. &Agrave;s regi&otilde;es afectadas est&atilde;o tamb&eacute;m a chegar mantimentos. Tendas familiares e outros conjuntos de emerg&ecirc;ncia est&atilde;o tamb&eacute;m a chegar a Mo&ccedil;ambique.

Esta manh&atilde;, o Papa Francisco lamentou o sucedido nestes pa&iacute;ses. &laquo;Nestes dias, grandes inunda&ccedil;&otilde;es semearam luto e devasta&ccedil;&atilde;o em diversas regi&otilde;es de Mo&ccedil;ambique, Zimbabu&eacute; e Mal&aacute;ui. Manifesto a estas popula&ccedil;&otilde;es a minha dor e a minha proximidade.&raquo;&nbsp;



No sul do Mal&aacute;ui, milhares de pessoas est&atilde;o desalojadas e a precisar de alimentos e &aacute;gua pot&aacute;vel. No Zimbabu&eacute;, as estradas foram muito danificadas e isso dificulta o acesso &agrave;s zonas afectadas.

A UNICEF estima que sejam precisos 20,3 milh&otilde;es de d&oacute;lares para apoiar os tr&ecirc;s pa&iacute;ses. O mais atingido e a necessitar mais de ajuda &eacute; Mo&ccedil;ambique. Por isso, lan&ccedil;ou uma campanha de angaria&ccedil;&atilde;o de fundos.

Como ajudar?
A C&aacute;ritas portuguesa, em comunicado, anunciou que est&aacute; &laquo;a acompanhar de perto, em articula&ccedil;&atilde;o com a C&aacute;ritas Mo&ccedil;ambicana, a situa&ccedil;&atilde;o em que se encontram todos os que foram afetados por esta calamidade. &Agrave; nossa cong&eacute;nere de Mo&ccedil;ambique j&aacute; express&aacute;mos, tamb&eacute;m, a nossa solidariedade com o compromisso do envio de 25 mil euros&raquo;. Os donativos podem ser feitos por transfer&ecirc;ncia para a conta:&nbsp;IBAN: PT50 0033 0000 01090040150 12.

Tamb&eacute;m a Cruz Vermelha Portuguesa vai enviar 5 000 euros do Fundo de Emerg&ecirc;ncia para cat&aacute;strofes. Em comunicado, a organiza&ccedil;&atilde;o comunica que &laquo;est&aacute; tamb&eacute;m a organizar-se no sentido de enviar para o local a sua Cooordenadora do Servi&ccedil;o de Restabelecimento dos La&ccedil;os Familiares em coopera&ccedil;&atilde;o com o Comit&eacute; Internacional da Cruz Vermelha&raquo;. A Cruz Vermelha pede donativos que podem ser feitos por multibanco, transfer&ecirc;ncia banc&aacute;ria para a conta n&ordm; PT50 0010 0000 3631 9110 0017 4 ou online.

H&aacute; ainda a UNICEF. Podem ser feitas transfer&ecirc;ncias para o IBAN PT50 0033 0000 5013 1901 2290 5. Mais informa&ccedil;&otilde;es aqui.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: UNICEF/Malawi
]]></description>
<pubDate>Wed, 20 Mar 2019 11:30:00 +0000</pubDate>
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<item>
<title>Morreu D. Maurílio de Gouveia, arcebispo emérito de Évora</title>
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<description><![CDATA[D. Maur&iacute;lio de Gouveia, arcebispo em&eacute;rito de &Eacute;vora, faleceu hoje aos 86 anos de idade, na Madeira, anunciou a diocese local. &laquo;A Diocese do Funchal manifesta o seu pesar pelo falecimento do arcebispo em&eacute;rito de &Eacute;vora, D. Maur&iacute;lio de Gouveia, neste dia da festa de S&atilde;o Jos&eacute;&raquo;, refere a nota divulgada pelos servi&ccedil;os diocesanos de comunica&ccedil;&atilde;o, na Madeira.

&nbsp;
D. Nuno Br&aacute;s, bispo do Funchal, foi dos primeiros a reagir &agrave; not&iacute;cia atrav&eacute;s da p&aacute;gina da diocese. &laquo;Tive oportunidade de visitar v&aacute;rias vezes o Senhor D. Maur&iacute;lio durante a sua doen&ccedil;a, e pude receber o seu testemunho crist&atilde;o de serenidade e entrega total nas m&atilde;os de Deus. Dizia num dos seus &uacute;ltimos escritos, &quot;Rumo ao C&eacute;u&quot;: &quot;&eacute; uma atitude de lucidez e de esperan&ccedil;a. Deus criou-nos por amor infinito para uma eternidade feliz. O C&eacute;u &eacute; um dom da miseric&oacute;rdia de Jesus&quot;&raquo;, escreveu o bispo do Funchal.
&nbsp;
O antigo arcebispo encontrava-se no Eremit&eacute;rio de Maria Serena, em Gaula (Concelho de Santa Cruz, Madeira), onde morreu na sequ&ecirc;ncia de doen&ccedil;a prolongada.
&nbsp;
O arcebispo de &Eacute;vora, D. Senra Coelho, lamentou a morte de D. Maur&iacute;lio de Gouveia, considerando que o prelado que liderou os destinos da arquidiocese, entre 1981 e 2008, &eacute; um homem que fica &laquo;no cora&ccedil;&atilde;o do Alentejo&raquo;.
&nbsp;
Em entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, D. Francisco Senra Coelho recorda D. Maur&iacute;lio de Gouveia como uma figura de &laquo;grande humanidade&raquo;, que ao longo do seu pontificado &laquo;abra&ccedil;ou os alentejanos&raquo; em todas as dimens&otilde;es, na &laquo;proximidade com quem sofre e na festa com quem compartilhava a alegria da vida&raquo;.
&nbsp;
O arcebispo eborense faz ainda votos de &laquo;que para sempre D. Maur&iacute;lio de Gouveia tenha a paz de Deus, porque deu essa paz &agrave;s suas comunidades, ensinou-as a encontrar essa paz&raquo;. &laquo;Nos &uacute;ltimos momentos da vida dele, que eu compartilhei duas vezes, em duas visitas ao Funchal, impressionou-me essa paz, essa serenidade, um homem de ora&ccedil;&atilde;o, de um grande amor &agrave; Eucaristia, um homem mariano, que viveu a cruz da sua doen&ccedil;a prolongada com a grandeza de um crist&atilde;o com letra grande&raquo;, destaca D. Francisco Senra Coelho.
&nbsp;
O Arcebispo de &Eacute;vora recorda que, na d&eacute;cada de 80 do s&eacute;culo passado, Portugal e o Alentejo passavam ainda pela transforma&ccedil;&atilde;o da revolu&ccedil;&atilde;o do 25 de abril de 1974, da busca pela liberdade, da implementa&ccedil;&atilde;o da democracia.
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Entre as popula&ccedil;&otilde;es alentejanas &laquo;fervilhava a incerteza&raquo; e D. Maur&iacute;lio de Gouveia procurou ir ao encontro deste contexto, atrav&eacute;s da &laquo;proximidade&raquo; pastoral, de &laquo;uma grande a&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria&raquo; que teve como ponto mais vis&iacute;vel as &laquo;visitas pastorais&raquo;.
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Ao longo de nove anos, D. Maur&iacute;lio de Gouveia &laquo;percorreu as nove vigararias&raquo; da Arquidiocese de &Eacute;vora, a&ccedil;&otilde;es que implicavam semanas porta-a-porta e de an&uacute;ncio kerigm&aacute;tico, assembleias familiares, e a presen&ccedil;a da imagem de Nossa Senhora da Concei&ccedil;&atilde;o, a padroeira de &Eacute;vora.
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&laquo;D. Maur&iacute;lio de Gouveia foi para n&oacute;s um pai, um irm&atilde;o, algu&eacute;m que n&oacute;s guardamos no cora&ccedil;&atilde;o com profunda gratid&atilde;o, com uma mem&oacute;ria de grande respeito&raquo;, concluiu D. Francisco Senra Coelho.
&nbsp;
Dados biogr&aacute;ficos
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D. Maur&iacute;lio Jorge Quintal de Gouveia, filho de Aires Rom&atilde;o Freitas Gouveia e de Matilde Maria Quintal de Gouveia, nasceu a 5 de agosto de 1932 em Santa Luzia, no Funchal; cumpriu a sua etapa vocacional no Semin&aacute;rio Diocesano do Funchal e foi ordenado sacerdote a 4 de junho de 1955.
&nbsp;
Aos 22 anos seguiu para Roma, para prosseguir os seus estudos, e formou-se em Teologia Dogm&aacute;tica na Pontif&iacute;cia Universidade Gregoriana, tendo tirado tamb&eacute;m uma p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Teologia Pastoral, na Pontif&iacute;cia Universidade Lateranense.
&nbsp;
Ap&oacute;s este per&iacute;odo, regressou &agrave; Madeira para exercer v&aacute;rias miss&otilde;es pastorais, como a de vice-reitor do Semin&aacute;rio do Funchal e professor de Teologia na mesma institui&ccedil;&atilde;o.
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A 26 de novembro de 1973, aos 41 anos, D. Maur&iacute;lio de Gouveia recebeu a sua nomea&ccedil;&atilde;o episcopal, como bispo titular de Sabiona e bispo auxiliar de Lisboa, atrav&eacute;s do Papa Paulo VI.
&nbsp;
Quatro anos mais tarde, a 21 de maio de 1978, o bispo madeirense foi nomeado arcebispo titular de Mitilene, e a 17 de outubro de 1981, aos 49 anos de idade, chegou para D. Maur&iacute;lio de Gouveia a nomea&ccedil;&atilde;o como arcebispo de &Eacute;vora, por interm&eacute;dio do Papa Jo&atilde;o Paulo II, sucedendo a D. Frei David de Sousa.
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A tomada de posse de D. Maur&iacute;lio de Gouveia como arcebispo de &Eacute;vora aconteceria tr&ecirc;s meses mais tarde, a 8 de dezembro de 1981, no dia da festa da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o da Virgem Santa Maria, padroeira principal de Portugal e da Arquidiocese de &Eacute;vora.
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Ao longo dos 26 anos em que tomou conta dos destinos da arquidiocese alentejana, D. Maur&iacute;lio de Gouveia destacou-se pelo empenho pastoral, assumindo como pioneiro num trabalho de proximidade com as comunidades cat&oacute;licas locais. &laquo;Como estive no terreno, conheci as pessoas, entrei nas suas casas, visitei escolas e f&aacute;bricas e pude experimentar bem a alma alentejana&raquo;, destacava D. Maur&iacute;lio de Gouveia, citado pela Ag&ecirc;ncia Ecclesia.
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Em 2007, por ter atingidos os 75 anos, idade limite para o desempenho da miss&atilde;o episcopal, segundo a lei can&oacute;nica, D. Maur&iacute;lio de Gouveia apresentou ao ent&atilde;o Papa Bento XVI a sua resigna&ccedil;&atilde;o ao cargo de arcebispo de &Eacute;vora.
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No campo liter&aacute;rio, e do legado deixado por D. Maur&iacute;lio de Gouveia, inclui-se a obra &lsquo;Conc&iacute;lio, Diocese e Evangeliza&ccedil;&atilde;o&rsquo;, editado pela PAULUS Editora, apresentada no &acirc;mbito dos 50 anos de sacerd&oacute;cio do arcebispo em&eacute;rito, em 2005, com uma entrevista conduzida pelo ent&atilde;o sacerdote e professor de Hist&oacute;ria da Igreja no Instituto Superior de Teologia de &Eacute;vora, D. Francisco Jos&eacute; Senra Coelho, atual arcebispo de &Eacute;vora.

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Texto: Ricardo Perna (com Ag&ecirc;ncia Ecclesia)
Foto: MC/Ag&ecirc;ncia Ecclesia
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<pubDate>Tue, 19 Mar 2019 17:29:00 +0000</pubDate>
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<title>«Teremos falta de Eucaristias ou falta de amor nos que frequentam a Eucaristia?»</title>
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<description><![CDATA[O arcebispo de Braga questiona se falta amor nas pessoas que v&atilde;o &agrave; missa. Em tom de provoca&ccedil;&atilde;o, D. Jorge Ortiga pergunta: &laquo;Ser&aacute; que acolhemos verdadeiramente aquilo que a Eucaristia nos diz, que ela nos provoca a ser um testemunho, um sinal uma manifesta&ccedil;&atilde;o, semeando esperan&ccedil;a, indo ao encontro das situa&ccedil;&otilde;es mais delicadas da vida humana e em nome de Jesus Cristo transformarmos este mundo numa sociedade diferente?&raquo;



O arcebispo participava na apresenta&ccedil;&atilde;o do livro com CD As Sete &Uacute;ltimas Palavras de Cristo na Cruz. &laquo;Teremos falta de Eucaristias na cidade de Braga, ou teremos falta de amor nas pessoas que frequentam a Eucaristia na cidade de Braga?&raquo;, questiona. Lembrando que na cidade, todos os fins de semana se celebram 112 Eucaristias, deixou perguntas: &laquo;O que &eacute; que estas Eucaristias poderiam provocar, na Igreja e na sociedade, se efetivamente elas fossem momento de encontro com Jesus Cristo?&raquo; D. Jorge est&aacute; &laquo;convencido de que 112 Eucaristias ao fim de semana poderiam fazer muito mais nesta cidade de Braga&raquo;.

O prelado olha para as &uacute;ltimas palavras de Jesus na Cruz e defende que &laquo;seria muito importante pegar nestas palavras de Jesus Cristo e ver se elas n&atilde;o est&atilde;o presentes em v&aacute;rias situa&ccedil;&otilde;es da nossa sociedade&raquo;. O Arcebispo de Braga deseja que o livro possa ser &laquo;um instrumento que a Igreja coloca ao servi&ccedil;o de todos para provocar este amor mais apaixonado por Jesus e, em Cristo, pela sociedade.&raquo;

A obra foi apresentada no passado s&aacute;bado, na Bas&iacute;lica dos Congregados, em Braga, e transp&otilde;e para o livro e CD o que se passou no ano passado.



O Pe. Paulo Terroso, reitor da Bas&iacute;lica, explicou a origem deste projeto que, anualmente, no Domingo de Ramos, &eacute; apresentado nesse local e partilhou o desejo antigo de que este projeto se pudesse transpor para uma publica&ccedil;&atilde;o. &laquo;&Agrave;s vezes na vida precisamos de acender o rastilho, de uma chave na igni&ccedil;&atilde;o, para provocar algumas quest&otilde;es. Depois, a partir dali, come&ccedil;a um processo que talvez nos leve ao encontro com Jesus Cristo e, a partir da&iacute;, a vida mude. &Eacute; esse o objetivo deste livro.&raquo;

Durante a apresenta&ccedil;&atilde;o, o Quarteto Verazin interpretou a obra de Joseph Haydn. &Eacute; poss&iacute;vel ouvir no livro com CD toda a interpreta&ccedil;&atilde;o. O Pe. Jos&eacute; Carlos Nunes, diretor-geral da PAULUS Editora, salienta que se trata &laquo;um projeto de alta qualidade e que merecia n&atilde;o ficar apenas em Braga, mas que merecia chegar a um p&uacute;blico mais vasto. Porque as coisas boas n&atilde;o podem ficar fechadas&raquo;. O sacerdote paulista quer que a obra chegue a todos &laquo;crentes ou at&eacute; mesmo n&atilde;o crentes, que pegando nestas reflex&otilde;es possam encontrar-se consigo mesmos e at&eacute; mesmo com o mist&eacute;rio do sofrimento, da reden&ccedil;&atilde;o e da vida&raquo;.

M&aacute;rio Vila Nova, da Irmandade dos Congregados e o respons&aacute;vel pela grava&ccedil;&atilde;o, destaca que &laquo;foi uma caminhada feita em conjunto, com uma grande generosidade de todos os envolvidos que se disponibilizaram a participar&raquo;.

As reflex&otilde;es em 2018 foram da autoria do Pe. Pablo Lima, sacerdote da diocese de Viana do Castelo e professor da faculdade de Teologia da Universidade Cat&oacute;lica de Braga. O autor n&atilde;o pensava publicar osas medita&ccedil;&otilde;es, mas acabou desafiado a faz&ecirc;-lo. Respondendo a uma pergunta frequente, &laquo;se ainda s&atilde;o atuais e se ainda t&ecirc;m algum significado estas palavras, passados dois mil anos&raquo;, o Pe. Pablo Lima responde que &laquo;as circunst&acirc;ncias que n&oacute;s vivemos hoje tornaram ainda mais dram&aacute;tica para muitas pessoas a vida e a morte. Talvez hoje n&atilde;o haja uma, mas muitas cruzes espalhadas um pouco por todo o lado. Portanto as palavras que Jesus disse do alto da cruz naquela tarde terr&iacute;vel, no calv&aacute;rio, s&atilde;o hoje ainda mais significativas do que naquele tempo.&raquo;
&nbsp;
As Sete &Uacute;ltimas Palavras de Cristo na Cruz cont&eacute;m reflex&otilde;es escritas e narradas pelo Pe. Pablo Lima, com dramatiza&ccedil;&atilde;o do ator Miguel Guilherme e acompanhadas pela magn&iacute;fica execu&ccedil;&atilde;o da obra hom&oacute;nima de Franz Joseph Haydn pelo Quarteto Verazin, o quarteto de cordas residente do Festival Internacional de M&uacute;sica da P&oacute;voa de Varzim.
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<pubDate>Tue, 19 Mar 2019 14:50:00 +0000</pubDate>
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<title>Nádia Piazza: «É homenagem que devo ao meu filho»</title>
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<description><![CDATA[Neste Dia da Mulher, entrevistamos N&aacute;dia Piazza, a presidente da Associa&ccedil;&atilde;o das V&iacute;timas do Inc&ecirc;ndio de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande. O dia 17 de junho de 2017 mudou a sua vida. Morreu o seu &uacute;nico filho e a fam&iacute;lia que tinha em Portugal. Natural do Brasil, mas com ascend&ecirc;ncia tamb&eacute;m italiana, de advogada discreta passou a l&iacute;der da regi&atilde;o e conhecida em todo o pa&iacute;s.



A N&aacute;dia diz que sente que tudo na sua vida a preparou para o que aconteceu naquele dia do inc&ecirc;ndio, 17 de junho de 2017. Sente de facto isso? Porqu&ecirc;?
Totalmente. Os lugares onde voc&ecirc; viaja, os cursos que decide fazer, as pessoas com as quais aprende coisas, que conhece, tudo prepara. Foi um encaminhamento para me preparar para esse dia. Sempre fui uma pessoa muito discreta. Aqui em Figueir&oacute; dos Vinhos, s&oacute; trabalho. N&atilde;o tinha grandes v&iacute;nculos c&aacute;. N&atilde;o tenho fam&iacute;lia c&aacute;. Tinha a minha fam&iacute;lia e poucos amigos.
Nem queria fazer Direito, mas tudo me foi encaminhando para a&iacute;. H&aacute; tamb&eacute;m uma caracter&iacute;stica que &eacute; muito minha que &eacute; ser muito pragm&aacute;tica. Eu vejo um problema e procuro uma solu&ccedil;&atilde;o.
Fazia parte, por gosto, na C&acirc;mara Municipal de um projeto de gest&atilde;o integrada de uma ribeira, com aldeias protegidas com zonas de tamp&atilde;o com &aacute;rvores que d&atilde;o l&aacute;, etc. Eu estava justamente a fazer esse trabalho na Irlanda no dia do inc&ecirc;ndio. Sim, a minha vida estava toda sendo preparada para esse dia.
&nbsp;
Mas esse dia tamb&eacute;m faz com que a N&aacute;dia discreta se torne numa l&iacute;der n&atilde;o s&oacute; na regi&atilde;o mas no pa&iacute;s.
Foi por necessidade. &Eacute; um filho! O meu &uacute;nico filho! Estou em Portugal h&aacute; 17 para 18 anos. Vim para Portugal estudar. Fiquei por amor, continuei em Portugal separada por amor. O meu filho tinha um pai, o pai merecia aquele filho. Abdiquei de estar com a minha fam&iacute;lia, toda ela no Brasil, h&aacute; 17 anos, de ver os meus pais envelhecerem. Abdiquei disso por uma fam&iacute;lia que morre toda. E a gente para e diz assim: &ldquo;Que &eacute; que eu vim c&aacute; fazer? O balan&ccedil;o que eu fa&ccedil;o daqueles 18 anos queimou.&rdquo; A gente perde o medo! Era omiss&atilde;o. Eu n&atilde;o podia estar calada. Mas n&atilde;o &eacute; natural, n&atilde;o &eacute; uma coisa que eu goste: expor-me.
&nbsp;
No seu caso, o facto de ser uma mulher l&iacute;der, &agrave; frente da associa&ccedil;&atilde;o, uma m&atilde;e que perde o seu filho, n&atilde;o h&aacute; quem diga: &ldquo;Mas como &eacute; que ela consegue e n&atilde;o fica fechada em casa?&rdquo;
Eu fico fechada em casa. Eu fiquei muitos meses fechada em casa&hellip; A sede da associa&ccedil;&atilde;o era aquela mesa [aponta para a mesa da sala]. os meses mais produtivos da associa&ccedil;&atilde;o foram naquela mesa, gr&aacute;vida.
&nbsp;
Descobriu que estava gr&aacute;vida no dia antes do inc&ecirc;ndio, n&atilde;o &eacute;?
&Eacute;. Aquela hormona da gravidez deu-me uma genica muito grande. E depois a revolta. Acho que &eacute; o facto de ser mulher, conseguir fazer muita coisa ao mesmo tempo. Mas h&aacute; sacrif&iacute;cios. Foi com muito sacrif&iacute;cio e h&aacute; consequ&ecirc;ncias. N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil ser mulher, estrangeira, no interior&hellip; Apesar de j&aacute; ter sido assimilada pela sociedade, n&atilde;o deixo de ser mulher. Ser mulher, querer ser uma l&iacute;der e tudo mais, h&aacute; sempre um homem melhor posicionado. Aqui n&atilde;o havia ningu&eacute;m para vencer. Eu j&aacute; tinha perdido. O sacrif&iacute;cio era fazer passar a mensagem e a mensagem sem ru&iacute;do.
&nbsp;


Como v&ecirc; esse seu papel? Diz que era omiss&atilde;o n&atilde;o fazer nada, mas tamb&eacute;m sente que &eacute; a sua miss&atilde;o?
Completamente. &Eacute; o que eu devo ao meu filho. &Eacute; a homenagem que eu lhe devo. Ainda tenho as cinzas dele c&aacute; em casa, deles&hellip;
Foi uma miss&atilde;o, &eacute; uma miss&atilde;o. No final, as li&ccedil;&otilde;es e a experi&ecirc;ncia v&atilde;o ser minhas e das pessoas que efetivamente me tiveram amor e me acompanharam nessa dor. Um casal que tenha perdido um filho &eacute; preciso ser um casal com muitos anos juntos para se manter junto e manter firme. 79% dos casais que perdem um filho separam-se. &Eacute; o meu caso&hellip; N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil. As pessoas n&atilde;o sabem o que &eacute; o luto&hellip;
&nbsp;
J&aacute; conseguiu fazer o seu luto?
N&atilde;o sei. Talvez n&atilde;o tenha come&ccedil;ado ainda&hellip; &Eacute; uma ferida que n&atilde;o fecha, que n&atilde;o sara. Eu consigo rir-me, mas a ferida est&aacute; l&aacute;. O Santiago d&aacute; uma raz&atilde;o para estar bem. Tenho de estar bem. Deus d&aacute; a for&ccedil;a do tamanho que a gente precisa.
&nbsp;
Tem aqui na sala fotografias com o Papa Francisco e o seu filho Santiago, de cuja gravidez soube na altura do inc&ecirc;ndio. Foi importante para si estar com o Papa?
Foi uma coisa linda que aconteceu. O Lu&iacute;s [que faleceu no inc&ecirc;ndio] n&atilde;o tinha sido batizado. O pai era ateu, era nove anos mais velho do que eu, e eu cedi. A gente s&oacute; d&aacute; valor a isso quando morre algu&eacute;m que amamos muito. Quando o Lu&iacute;s morre, a minha m&atilde;e veio ter comigo e fez uma ora&ccedil;&atilde;o especial. Vel&aacute;mos tr&ecirc;s corpos ao mesmo tempo e ele foi cremado com o pai e a av&oacute;.
Eu falei com uma pessoa amiga, que conhece D. Tolentino Mendon&ccedil;a. E foi preciso ele estar no Vaticano para conseguir uma audi&ecirc;ncia com o Papa. Porque era aquele Papa, argentino, franciscano. Fui l&aacute; pelo Lu&iacute;s perguntar: o Reino dos C&eacute;us &eacute; o reino das crian&ccedil;as? Qualquer d&uacute;vida que eu me punha se o meu filho estaria perdido mexia muito comigo. Fui ouvir o que o Papa dizia. Rez&aacute;mos por ele. Estivemos na missa, muito bonita, &agrave;s sete da manh&atilde; em Santa Marta e levei o Santiago. Convers&aacute;mos. Ele aben&ccedil;oou o Santiago, que ainda n&atilde;o foi batizado, mas vai ser.
&nbsp;
Ficou mais descansada?
Fiquei! O reino dos C&eacute;us &eacute; o reino das crian&ccedil;as. Deus &eacute; misericordioso; mais do que tudo, ele &eacute; misericordioso. Foi um momento muito, muito especial. &Eacute; o que me tem mantido forte. Dizem que a espiritualidade &eacute; mais forte do que a medica&ccedil;&atilde;o. E eu passei esse per&iacute;odo todo sem medica&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;


Em 2017, as primeiras reuni&otilde;es da associa&ccedil;&atilde;o foram quase informais, de choque do que tinha acontecido, n&atilde;o &eacute;?
Ningu&eacute;m tinha resposta para nada. And&aacute;vamos todos sozinhos para um lado e para o outro &agrave; procura das pessoas. N&atilde;o havia comunica&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o consegu&iacute;amos falar com elas, n&atilde;o sab&iacute;amos se estavam em hospitais, se estavam realojadas. Os primeiros dois dias foram para isso: 19 e 20 era tentar descobrir o paradeiro das pessoas ou dos corpos.
Quando a gente descobria que o carro tinha ardido e que tinha x pessoas dentro&hellip; S&oacute; sabiam dizer se era homem, mulher, grande ou pequeno. No nosso caso, eram quatro carros e tr&ecirc;s arderam. Pelo n&uacute;mero de pessoas, a gente chegou &agrave; conclus&atilde;o que tinham morrido nove pessoas.
Tinha sido mau demais para ser verdade. Era in&eacute;dito. Marquei uma reuni&atilde;o. Fui um bocado este motor de marcar as reuni&otilde;es. N&atilde;o me assumi como l&iacute;der de nada. Simplesmente convidei as pessoas. Convidei o Xavier Viegas [coordenador do Centro de Estudos sobre Inc&ecirc;ndios Florestais da Universidade de Coimbra] para estar presente na primeira reuni&atilde;o. Havia muita gente que usava &oacute;culos escuros. Muitos n&atilde;o falavam.
Sabe qual foi a nossa primeira meta? O nome de todas as pessoas que faleceram. Veja qu&atilde;o herm&eacute;tico &eacute; o nosso Estado! O Estado est&aacute; sempre em nega&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
Perceberam logo o que iam fazer enquanto associa&ccedil;&atilde;o?

N&atilde;o, foi tudo org&acirc;nico. Primeiro: porque &eacute; que morreram aquelas pessoas, como &eacute; que elas morreram daquele jeito, o que tinha falhado? Isso &eacute; que era importante. N&atilde;o era dinheiro, n&atilde;o era nada disso!
Eu conhecia a minha fam&iacute;lia. Conhecia o meu ex-marido. Foram 15 anos de casamento, uma pessoa fora de s&eacute;rie, muito, muito respons&aacute;vel. Engenheiro civil, eu sabia muito bem que ele nunca se ia p&ocirc;r em risco, ao filho, &agrave; av&oacute;, &agrave; m&atilde;e e tudo mais de &acirc;nimo leve. Como &eacute; que aquelas pessoas se colocaram naquela situa&ccedil;&atilde;o?! N&atilde;o se colocaram. A situa&ccedil;&atilde;o &eacute; que veio ter com elas. E veio ter com elas porqu&ecirc;? Mal eu sabia que viria a descobrir que este pa&iacute;s n&atilde;o tinha avisos, n&atilde;o tinha preven&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o tinha nada estruturado. A ANPC [Autoridade Nacional de Prote&ccedil;&atilde;o Civil] falhou em toda a linha em termos de meios e desvaloriza&ccedil;&atilde;o dos fogos. Depois: aquelas falhas que aconteceram no princ&iacute;pio, os meios n&atilde;o foram afetados e poderiam ter apagado o fogo logo, sobretudo numa regi&atilde;o altamente cr&iacute;tica em termos de combust&iacute;vel.
&nbsp;

Foi tamb&eacute;m para darem poder &agrave;s pessoas para se protegerem e n&atilde;o ficarem dependentes do Estado que avan&ccedil;aram com as aldeias resilientes e os abrigos coletivos?
Sim. Quando tudo falha, falha mesmo. Fomos buscar exemplos ao Canad&aacute; aos Estados Unidos. N&oacute;s tivemos c&aacute; esses investigadores todos, partilharam connosco. Particip&aacute;mos nas investiga&ccedil;&otilde;es.
&Eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o apocal&iacute;ptica. As pessoas t&ecirc;m de saber o que fazer. O projeto nasce assim, sempre com parcerias. Vinham ter connosco alguns parceiros bons de prote&ccedil;&atilde;o e socorro. Era de baixo para cima, com as pessoas, 20 aldeias, 100 pessoas. No in&iacute;cio, as pessoas estavam muito sensibilizadas. Mas depois vai passando o tempo e come&ccedil;am a esquecer, pensam que n&atilde;o vai voltar a acontecer e depois voc&ecirc; vai vendo quem &eacute; que efetivamente aprendeu a li&ccedil;&atilde;o.
A segunda luta foi que os relat&oacute;rios n&atilde;o fossem d&uacute;bios e fossem independentes, porque eu sabia que em tribunal tudo o que fosse d&uacute;bio n&atilde;o assumia responsabilidade.
A vers&atilde;o oficial cai e fica a vers&atilde;o real. Todos os relat&oacute;rios nos deram raz&atilde;o. Depois: as conclus&otilde;es t&ecirc;m de ir para o terreno e nasce a AGIF [Ag&ecirc;ncia para a Gest&atilde;o Integrada de Fogos Rurais], a estrutura de miss&atilde;o e fomos ouvidos como stakeholders. Nasce a Comiss&atilde;o para a Sa&uacute;de Mental com o Dr. Leshner e agora reunimos com a ministra da Sa&uacute;de para reativar isso. As conclus&otilde;es desse relat&oacute;rio n&atilde;o est&atilde;o no terreno, que era dar forma&ccedil;&atilde;o &agrave;s equipas t&eacute;cnicas de a&ccedil;&atilde;o social e de sa&uacute;de para acompanhar na sa&uacute;de mental em situa&ccedil;&atilde;o de cat&aacute;strofe.
&nbsp;
N&atilde;o est&aacute; a ser feito?

N&atilde;o! N&oacute;s t&iacute;nhamos sinaliza&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as que estavam h&aacute; 15 meses &agrave; espera de consulta de psiquiatria no Hospital Pedi&aacute;trico de Coimbra. Os filhos do Rui Rosinha [bombeiro ferido nos inc&ecirc;ndios de junho de 2017 e que sobreviveu com 85% de incapacidade] estavam h&aacute; 15 meses &agrave; espera de uma consulta de psiquiatria! E n&atilde;o era caso &uacute;nico! Como &eacute; que isso era poss&iacute;vel?! Estamos a falar de crian&ccedil;as, pr&eacute;-adolescentes!
Fomos reclamar que se mantivessem os cuidados de sa&uacute;de mental, que os psiquiatras n&atilde;o mudassem como quem muda de roupa e que as conclus&otilde;es nacional ao n&iacute;vel desse estudo fossem aplicadas.
&nbsp;
Este &eacute; um excerto de uma entrevista que pode ler na &iacute;ntegra na FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de mar&ccedil;o de 2019.

&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Fri, 08 Mar 2019 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>D. Américo Aguiar é o novo bispo auxiliar de Lisboa</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco nomeou hoje o Pe. Am&eacute;rico Aguiar como bispo auxiliar de Lisboa. O novo prelado assume o lema episcopal &quot;In manus tuas&quot;, o mesmo de D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, falecido bispo do Porto, de quem o Pe. Am&eacute;rico foi colaborador pr&oacute;ximo. Uma &laquo;sentida homenagem&raquo; ao prelado, conforme confirmou &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;.



D. Am&eacute;rico Aguiar acolheu a not&iacute;cia com uma &laquo;disponibilidade&raquo; centrada no exemplo que viveu na Jornada Mundial da Juventude no Panam&aacute;, onde participou. &laquo;Isto acontece num contexto particular de eu ter estado na Jornada Mundial da Juventude e de termos ouvido, cantado, celebrado o Eis a Serva do Senhor; fa&ccedil;a-se em mim segundo a Tua Palavra. Ao receber a not&iacute;cia, viajei no tempo e conclui que n&atilde;o h&aacute; coincid&ecirc;ncias, e que Deus providencia e tudo est&aacute; ligado. O que o Papa dizia aos jovens de sermos influencers de Deus foi a&iacute; que encaixei tudo isto. Quando no dia da nossa ordena&ccedil;&atilde;o o bispo nos perguntou &ldquo;prometes-me obedi&ecirc;ncia e rever&ecirc;ncia?&rdquo; vamos l&aacute; ent&atilde;o, alegres e felizes&raquo;, declarou &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
&nbsp;
Para o novo bispo, que ser&aacute; ordenado no Porto a 31 de mar&ccedil;o, o importante no seu novo minist&eacute;rio &eacute; viver olhando para a figura do Bom Pastor. &laquo;N&atilde;o podemos tirar os nossos olhos do Cristo Bom Pastor, de sermos uns para os outros e de estarmos atentos uns aos outros nesta rela&ccedil;&atilde;o de Bom Pastor e de aten&ccedil;&atilde;o de um modo especial a todos aqueles e aquelas que vivem nas periferias, que n&atilde;o s&atilde;o tanto geogr&aacute;ficas, mas existenciais&raquo;, afirmou, acrescentando que &laquo;ao nosso lado, em Lisboa ou no Porto, existem ao nosso lado situa&ccedil;&otilde;es de abandono, de pessoas que se sentem n&atilde;o acompanhadas, com problemas, trevas, falta de Norte, de esperan&ccedil;a, e n&oacute;s somos chamados a ser isso&raquo;.
&nbsp;
A Igreja Cat&oacute;lica passa por uma fase &laquo;sens&iacute;vel&raquo;, como reconhece D. Am&eacute;rico Aguiar, mas que tamb&eacute;m &eacute; &laquo;particularmente importante&raquo;. &laquo;Significa uma exig&ecirc;ncia que cada um de n&oacute;s coloque &agrave; sua pr&oacute;pria vida e na aten&ccedil;&atilde;o ao olhar misericordioso em rela&ccedil;&atilde;o aos outros e em rela&ccedil;&atilde;o aos que s&atilde;o os mais fr&aacute;geis&raquo;, sustentou.
&nbsp;
O novo prelado aponta a necessidade de o &laquo;comportamento&raquo; dos bispos representarem a &laquo;presen&ccedil;a e a figura do Bom Pastor&raquo;. &laquo;Se eu sou a figura do Bom Pastor para algu&eacute;m, o meu comportamento, os meus gestos, t&ecirc;m de fazer sentido nesse contexto e n&atilde;o no contexto do lobo, cujo interesse n&atilde;o &eacute; cuidar das ovelhas, mas porventura tratar mal e n&atilde;o querer o melhor para elas&raquo;, defendeu.

Antigo escuteiro, &agrave; semelhan&ccedil;a de D. Manuel Clemente e D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, a hist&oacute;ria da sua voca&ccedil;&atilde;o est&aacute; muito ligada ao movimento escutista. &laquo;Tudo o que est&aacute; a acontecer come&ccedil;ou nos escuteiros. O lema &ldquo;sempre alerta para servir&rdquo; foi-me comunicado nesse contexto que &eacute; &uacute;nico do Corpo Nacional de Escutas e do escutismo mundial, que desta vez encrencou para dar nisto. Quando era mi&uacute;do fui para a catequese, mas a catequista era &quot;chata&quot; e eu sa&iacute;. Em 1987 anunciam que v&atilde;o abrir um agrupamento de escuteiros em Le&ccedil;a do Balio, e eu era, e sou at&eacute; hoje, f&atilde; do Pato Donald e dos seus sobrinhos, e sempre fui escuteiro mirim, de uma forma po&eacute;tica. Fui logo inscrever-me mas disseram-me que s&oacute; podia entrar se andasse na catequese. Fui para casa de rastos, e decidi ir para a catequese s&oacute; por causa dos escuteiros. Agora v&ecirc; l&aacute; o que &eacute; que deu... (risos)&raquo;, diz a rir.
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Falar e comunicar s&atilde;o parte do curr&iacute;culo do novo bispo auxiliar de Lisboa, que volta a colaborar mais de perto com D. Manuel Clemente, Cardeal Patriarca de Lisboa, depois de ter servido como seu assessor na diocese do Porto. Ligado h&aacute; muitos anos &agrave;s quest&otilde;es da comunica&ccedil;&atilde;o, reconhece que &eacute; preciso ter &laquo;disponibilidade&raquo; para falar e opinar, mas vai avisando que o &laquo;espa&ccedil;o medi&aacute;tico&raquo; n&atilde;o pode ser apenas para a &laquo;hierarquia&raquo;. &laquo;Quando falamos da Igreja parece que s&oacute; acontece na hierarquia da mesma, e cada vez mais temos de ter no espa&ccedil;o medi&aacute;tico e p&uacute;blico homens e mulheres devidamente formados que sejam capazes de partilhar uma leitura crente da realidade e da sociedade&raquo;, declarou.
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Apesar disso, e reconhecendo que nestas coisas o trabalho acontece &laquo;&agrave; velocidade que conhecemos&raquo;, D. Am&eacute;rico Aguiar est&aacute; dispon&iacute;vel para ser um &laquo;acelerador de part&iacute;culas&raquo; no incentivo a uma rela&ccedil;&atilde;o melhor dos bispos com a comunica&ccedil;&atilde;o social.
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O novo prelado vai manter o seu cargo como presidente do Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o da R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e deixa o lugar de diretor do Secretariado Nacional das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais.

Dados biogr&aacute;ficos
Natural da Diocese do Porto, D. Am&eacute;rico Aguiar nasceu a 12 de dezembro de 1973 e foi ordenado sacerdote em 2001; &eacute; presidente da Irmandade dos Cl&eacute;rigos desde 2011 e, desde 2016, presidente das empresas do Grupo Renascen&ccedil;a Multim&eacute;dia e diretor do Secretariado Nacional das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais.

O novo bispo auxiliar de Lisboa enviou uma sauda&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s das redes sociais e do canal do Patriarcado, no YouTube, com uma mensagem onde afirma a &laquo;alegria do an&uacute;ncio do Evangelho&raquo;. &laquo;Venho ao encontro de cada um de v&oacute;s, dos mais velhos, dos mais novos, dos doentes, dos que vivem tantas e tantas circunst&acirc;ncias da vida, momentos de treva, dificuldade, e porventura at&eacute; se sentem abandonados&raquo;, assinala.

D. Am&eacute;rico Aguiar escolheu para lema episcopal as &uacute;ltimas palavras de Jesus na cruz, &lsquo;In manus tuas&rsquo; (Nas tuas m&atilde;os), em homenagem a D. Ant&oacute;nio Francisco, que o adotou tamb&eacute;m.

O bispo auxiliar de Lisboa foi nomeado com o t&iacute;tulo simb&oacute;lico de Dagno, diocese hist&oacute;rica na atual Alb&acirc;nia.



(atualizado &agrave;s 11h41 com declara&ccedil;&otilde;es de D. Am&eacute;rico Aguiar &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;)
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Texto e foto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Fri, 01 Mar 2019 11:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Mafalda Ribeiro: «Fui planeada exatamente como sou»</title>
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<description><![CDATA[Mafalda Ribeiro nasceu com osteog&eacute;nese imperfeita, a doen&ccedil;a dos ossos fr&aacute;geis. At&eacute; aos 14 anos fez mais de 90 fraturas. &Agrave; nascen&ccedil;a, diziam que duraria no m&aacute;ximo algumas horas. Hoje tem 35 anos e descobriu a sua miss&atilde;o nesta vida: faz palestras, confer&ecirc;ncias e quer mostrar a todos que o amor salva e n&atilde;o h&aacute; imposs&iacute;veis.
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Osteog&eacute;nese imperfeita, como foi este in&iacute;cio de vida da Mafalda e o in&iacute;cio da vinda da Mafalda a este mundo?
Segundo os meus pais, os m&eacute;dicos, os enfermeiros, a minha vinda foi tumultuosa, um furac&atilde;o. Eu n&atilde;o olho para isto desta maneira. A minha m&atilde;e fez sete ecografias durante a gesta&ccedil;&atilde;o e eu nasci com uma doen&ccedil;a chamada osteog&eacute;nese imperfeita. Eles eram jovens, casados de fresco. Eu era a primeira filha e a minha m&atilde;e tinha um fetiche e n&atilde;o queria saber o sexo da crian&ccedil;a. Ela queria tanto uma surpresa que saiu-lhe logo um Kinder Surpresa. [risos] N&atilde;o s&oacute; teve a surpresa do sexo como a do diagn&oacute;stico que foi logo um progn&oacute;stico.
N&atilde;o acredito que cientificamente ningu&eacute;m tivesse notado nada nas sete ecografias. Acho &eacute; que os m&eacute;dicos acharam que ia acontecer aquilo que acontece, segundo os estudos cient&iacute;ficos, &agrave;s pessoas com osteog&eacute;nese imperfeita que &eacute; n&atilde;o aguentam uma gesta&ccedil;&atilde;o sequer. E quando conseguem, h&aacute; 35 anos, os estudos provavam que o beb&eacute; esteve vivo s&oacute; horas. Depois, &agrave; medida que esses progn&oacute;sticos iam sendo contrariados, eles deixaram de fazer progn&oacute;sticos. A verdade &eacute; que eu n&atilde;o morria.
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No hospital, passaram-se coisas estranhas como a sugest&atilde;o ao seu pai para a deixar l&aacute; e levar outra beb&eacute; para casa&hellip;
O meu pai percebeu que ningu&eacute;m estava a acreditar em mim. Eu n&atilde;o tinha mais problema nenhum, era s&oacute; mesmo um problema de fragilidade dos ossos. Os m&eacute;dicos estavam a deixar-me &agrave; fome. Secaram o leite &agrave; minha m&atilde;e porque eu nunca ia mamar. O meu pai alertou toda a gente para tentar perceber o que se estava a passar ali. &laquo;A minha filha n&atilde;o est&aacute; a morrer. Est&atilde;o a mat&aacute;-la.&raquo; Teve de assinar um termo de responsabilidade para me levar para casa. Toda a gente a dizer que ele era louco, porque eu n&atilde;o ia aguentar sequer a viagem de carro.
Os meus pais fizeram aquilo que ainda hoje me mant&eacute;m: primeiro aceitaram-me, amaram-me tal qual como eu era, e entraram um bocado naquele registo &ldquo;ela pode durar dois ou tr&ecirc;s dias ou pode durar um ano, mas o tempo que ela c&aacute; estiver foi a filha que nos foi dada e &eacute; esta que eu vou levar para casa para cuidar e para amar&rdquo;.
Aquelas coisas todas como trocar a fralda, fazer massagens quando h&aacute; c&oacute;licas que se tem de encolher as perninhas &ndash; se me fizessem isso, eu partia-me&hellip; E mesmo assim eles arriscaram. E acho que aquilo que me colou naquela altura e que me mant&eacute;m a pessoa com coragem e com aud&aacute;cia que eu acredito que sou hoje foi aquele princ&iacute;pio.
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A Mafalda disse que os seus pais aceitaram a filha que lhes foi dada. Recentemente lan&ccedil;ou tamb&eacute;m o projeto Sorrir sobre Rodas. Sei que h&aacute; a&iacute; um papel importante da f&eacute;. Qual &eacute;?
Eu venho de uma fam&iacute;lia extremamente cat&oacute;lica e praticante. A minha m&atilde;e foi catequista durante muitos anos.
Quando olho para a f&eacute;, vejo muito as coisas como a vis&atilde;o da esperan&ccedil;a e do que eu quero ver a acontecer como destino. Os meus pais viam mais a f&eacute; que os ajudou a aceitar. Eu fiz mais de 90 fraturas at&eacute; aos 14 anos. A nossa vida era passada em hospitais, eu com um bra&ccedil;o partido ou uma perna partida ou as duas coisas. Acho que a f&eacute; foi muito importante para n&atilde;o se revoltarem.
O meu pai conta isto: &laquo;Toda a gente dizia que tu ias morrer e eu olhava para ti na incubadora e os teus olhos estavam megaviva&ccedil;os. Algo me estava a dizer que tu ias viver.&raquo; Ent&atilde;o, acho que este lado um bocado primitivo e at&eacute; abrutalhado da f&eacute; foi aquilo que eles sempre viveram. Eu chamo a isto o diamante n&atilde;o polido da f&eacute;.
Mais tarde, com as escolhas que fui fazendo na vida, percebi que isso foi importante para eu pr&oacute;pria n&atilde;o me revoltar. Eu n&atilde;o tive os problemas t&iacute;picos dos adolescentes e eu tinha motivos para os ter. Costumo brincar a dizer que nunca tive a idade do arm&aacute;rio porque eu cabia numa gaveta e mesmo assim nunca foi preciso. [risos]
Para mim, lidar com a aceita&ccedil;&atilde;o, com o &ldquo;para qu&ecirc;&rdquo;, com esta hist&oacute;ria de Deus, &eacute; muito como eu lido com os meus amigos. Tem de ser uma coisa pr&aacute;tica, tem de ter um efeito na minha vida e tem de dar trabalho. As pessoas acham que &eacute; s&oacute; n&oacute;s pedirmos coisas e temos o g&eacute;nio da l&acirc;mpada m&aacute;gica que nos manda coisas, e se n&atilde;o nos manda coisas &eacute; porque &eacute; mau e n&atilde;o se preocupa connosco&hellip; Ou ent&atilde;o temos uma f&eacute; de McDrive, e isso irrita-me solenemente porque o desafio &eacute; quando tudo est&aacute; mal ou quando nada faz sentido n&oacute;s confirmarmos que h&aacute; alguma coisa que rege a nossa vida. E foi isso que eu fui aprendendo a fazer ao longo do caminho.
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E como se explica isso a quem n&atilde;o tem f&eacute;? Quando fala em palestras em escolas em TEDx n&atilde;o s&atilde;o todos crentes.
Eu perten&ccedil;o &agrave; comunidade do mundo e &agrave; comunidade das pessoas. E acho mesmo que o meu chamado e a minha miss&atilde;o quando falo &agrave;s pessoas, eu vim para falar &agrave;s pessoas todas, n&atilde;o &eacute; aos deficientes. Se calhar h&aacute; pessoas que n&atilde;o t&ecirc;m nenhuma defici&ecirc;ncia diagnosticada e t&ecirc;m dores muito mais profundas do que uma pessoa que anda numa cadeira de rodas ou que &eacute; surda ou cega. Isso primeiro fez-me segmentar estas coisas.
Depois: ter consci&ecirc;ncia de que s&oacute; posso perceber o &ldquo;para qu&ecirc;&rdquo; se souber quem &eacute; que eu sou e o que fa&ccedil;o aqui. Da&iacute; a tal hist&oacute;ria da procura e de perceber isto como um planeamento. Eu fui planeada para vir aqui, exatamente como eu sou num ato mega Picasso de Deus naquela noite ou dia. [risos]
O Marshall McLuhan dizia que o meio &eacute; a mensagem e eu acredito que eu sou o meio exatamente como sou para transmitir esta mensagem e n&atilde;o acho que a mensagem fosse t&atilde;o bem passada se eu viesse de outra maneira. Quando se tem consci&ecirc;ncia disto, &eacute; uma responsabilidade muito grande porque eu tenho dezenas e centenas de vidas de pessoas &agrave; minha frente.
Como &eacute; que se explica? Eu dou muito de mim. Conto hist&oacute;rias reais e como &eacute; que eu lidei com elas. Depois, acho que &eacute; importante eu ter sempre a humildade de morrer todos os dias um bocadinho mais para mim pr&oacute;pria e perceber que &eacute; dif&iacute;cil que as pessoas olhem para isto se eu for racionalizar muito.
Passar-lhes consci&ecirc;ncia, passar-lhes essencialmente consist&ecirc;ncia. Gosto muito de olhar para tudo com a convic&ccedil;&atilde;o de que hoje pode estar mal ou n&atilde;o estar como eu queria, mas &eacute; porque a seguir vem algo muito melhor e eu vou perceber o porqu&ecirc; de estar assim.
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Diz que &eacute; o meio para passar a mensagem. Que mensagem &eacute; a Mafalda?
A mensagem &eacute; que n&atilde;o h&aacute; ningu&eacute;m que esteja c&aacute; que n&atilde;o tenha uma miss&atilde;o a cumprir. Acho mesmo que n&atilde;o h&aacute; acasos. N&atilde;o h&aacute; mesmo imposs&iacute;veis a partir do momento em que estamos aqui. Para mim a mensagem que vai mover sempre o mundo &eacute; o tal amor incondicional d&rsquo;Aquele que nos amou primeiro. &Eacute; mesmo o amor de Deus por n&oacute;s, espelhado e desdobr&aacute;vel no tal amor que ainda &eacute; muito dif&iacute;cil de n&oacute;s conseguirmos viver uns com os outros. A solidariedade n&atilde;o existe, ou a cidadania est&aacute; escassa ou o respeito ao outro est&aacute; completamente nas lonas, porque n&oacute;s n&atilde;o conseguimos viver &laquo;ama o pr&oacute;ximo como a ti mesmo&raquo;. Eu acho que esse mandamento &eacute; a minha maior mensagem. O dif&iacute;cil disto tudo &eacute; que Jesus n&atilde;o nos mandou tolerar as outras pessoas. Ele mandou amar, que &eacute; uma cena muito chata de fazer. [risos]
Aquilo que passa um bocadinho naquilo que me foi acontecendo na vida &eacute; olhar para as coisas todas com muita gratid&atilde;o.
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Falou h&aacute; bocadinho de n&atilde;o ter medo do que as pessoas pensam ou de olharem para si. Todos j&aacute; ouvimos frases do g&eacute;nero &ldquo;Ah, mais valia que Deus o levasse&rdquo; ou &ldquo;era melhor que n&atilde;o tivesse nascido&rdquo;. Alguma vez ouviu isso?
Sim, as coisas mudaram um bocadinho a partir do momento em que me tornei mais medi&aacute;tica. Agora j&aacute; n&atilde;o sou a coitadinha do tamanho &ldquo;ser&aacute; que nasceu assim&rdquo;, mas sou a menina da televis&atilde;o.
Fui-me habituando a defender disso, a criar uma esp&eacute;cie de papel celofane &agrave; minha volta e encarar estas rea&ccedil;&otilde;es como bolas de pingue-pongue que batem e voltam para tr&aacute;s. Uma vez ouvi essa frase&hellip; &laquo;Mais valia que Deus a levasse.&raquo; E essa foi para mim a mais dura exatamente porque isso podia ter o efeito de vir remexer no meu era uma vez, quem &eacute; que eu sou e quem &eacute; que eu sou aqui, mas tamb&eacute;m na finalidade da minha exist&ecirc;ncia. Ou seja, &ldquo;o que &eacute; que eu estou aqui a fazer? Nada! Mais valia que Deus me levasse&rdquo;. Como &eacute; que algu&eacute;m que n&atilde;o me conhecia tinha a veleidade de avaliar? Eu era adolescente. Fez com que eu olhasse para tudo com uma for&ccedil;a maior de provar &agrave;s pessoas que se calhar a ideia de Deus nunca foi levar-me. Pelo contr&aacute;rio: Ele mandou-me c&aacute; para fazer qualquer coisa.
&nbsp;


Essa frase &eacute; usada, muitas vezes, em casos de pessoas que est&atilde;o muito doentes, por exemplo. O que pensa sobre a eutan&aacute;sia e sobre o aborto?
Sou totalmente contra tanto o aborto como a eutan&aacute;sia. Acho que se est&atilde;o a inverter as prioridades. N&atilde;o podemos discutir uma coisa destas como solu&ccedil;&atilde;o para uma crise de valores que toda a sociedade est&aacute; a ter.
&Eacute; &oacute;bvio que a quest&atilde;o do aborto &eacute; mais natural que eu tenha uma postura contra. A minha m&atilde;e dizia que a pergunta mais dif&iacute;cil que eu fiz, aos cinco anos, n&atilde;o foi &ldquo;m&atilde;e, de onde &eacute; que v&ecirc;m os beb&eacute;s?&rdquo;, foi &ldquo;m&atilde;e, se soubesses que eu nascia deficiente fazias um aborto?&rdquo; Portanto&hellip; s&oacute; de imaginar, independentemente do que eu passei, que os meus pais tinham decidido se soubessem que eu vinha&hellip; Acredito que h&aacute; pais que acham que n&atilde;o aguentam este peso. Mais facilmente eu ligo muito mais a pessoas que humildemente dizem &ldquo;eu sentia-me fraca para lidar com isto&rdquo; ou &ldquo;francamente eu financeiramente n&atilde;o podia&rdquo; e d&atilde;o o beb&eacute; para ado&ccedil;&atilde;o do que tomar a decis&atilde;o de acabar com a vida porque acha que n&atilde;o vale a pena.
H&aacute; pessoas que n&atilde;o compreendem eu ser contra a eutan&aacute;sia, porque vivo a vida inteira com uma incapacidade, tenho dores f&iacute;sicas permanentes e n&atilde;o sei o dia de amanh&atilde;. H&aacute; pessoas que dizem &laquo;eu n&atilde;o tenho medo de morrer, tenho medo &eacute; de sofrer&raquo;. Eu n&atilde;o tenho medo de sofrer, porque vivi com dores a vida inteira. Eu quero &eacute; ter a certeza de que marquei a vida das pessoas e que eu fiz aquilo que me foi confiado a fazer.
Eu sou contra, mas num pa&iacute;s como este primeiro resolvam a quest&atilde;o dos cuidados paliativos e depois venham-me falar na eutan&aacute;sia.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna
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Este &eacute; um excerto da entrevista publicada em fevereiro de 2019. Para a ler na &iacute;ntegra, compre ou assine a Fam&iacute;lia Crist&atilde;.]]></description>
<pubDate>Wed, 27 Feb 2019 12:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Vítimas de abusos «ajudaram-nos a olhar o problema de frente»</title>
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<description><![CDATA[O Pe. Valdir de Castro, superior geral dos paulistas, foi um dos superiores gerais convidados a participar no encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja que decorreu por estes dias no Vaticano.


A realidade das congrega&ccedil;&otilde;es religiosas tamb&eacute;m foi muito abalada pelo esc&acirc;ndalo dos abusos sexuais, e por isso a presen&ccedil;a em aula destes representantes foi, para o Pe. Valdir, muito importante. &laquo;De facto, vimos que &eacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o do Papa, da Igreja, enfrentar este problema, e isso &eacute; bonito. Sabemos que temos esse problema, de abuso de menores, &eacute; um problema s&eacute;rio, n&atilde;o deveria acontecer nem um caso dentro da Igreja, e o Papa convocou-nos para que possamos pensar juntos como enfrentar e resolver essa situa&ccedil;&atilde;o&raquo;, declarou &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; no final da missa conclusiva do encontro, no Vaticano.
&nbsp;
Reconhecendo que se &laquo;comoveu&raquo; com os testemunhos das v&iacute;timas que ouviu, o Pe. Valdir admitiu que elas ajudaram os participantes a &laquo;olhar o problema de frente&raquo;. &laquo;Aquelas pessoas que vieram dentro da aula ajudaram-nos a entrar dentro do problema. S&atilde;o pessoas que vivem o drama de terem sido abusadas, e a presen&ccedil;a delas mostrou-nos que existem outras que vivem a mesma situa&ccedil;&atilde;o e de uma forma concreta tom&aacute;mos consci&ecirc;ncia de que o problema &eacute; grave, &eacute; s&eacute;rio e que n&atilde;o podemos esperar: temos de come&ccedil;ar j&aacute; a resolver&raquo;, afirmou.
&nbsp;
Esta &laquo;coragem de falar da sua situa&ccedil;&atilde;o&raquo; que as v&iacute;timas tiveram deve tamb&eacute;m servir de inspira&ccedil;&atilde;o para resolver todos os problemas de falta de comunica&ccedil;&atilde;o destas situa&ccedil;&otilde;es na Igreja, admitiu. &laquo;Agora tem de haver colabora&ccedil;&atilde;o, dentro da Igreja, colabora&ccedil;&atilde;o entre dioceses, religiosos, mas tamb&eacute;m entre o direito can&oacute;nico e a justi&ccedil;a civil, porque cada pa&iacute;s tem as suas leis pr&oacute;prias sobre esses casos. A Igreja n&atilde;o tem nada que esconder, o Papa Francisco est&aacute; a insistir muito nessa abertura, e sobretudo na colabora&ccedil;&atilde;o. Estamos juntos como Igreja, foi falado muito nesse encontro que se acontecem essas coisas que ferem a Igreja, ferem todo o corpo que &eacute; a Igreja. Ent&atilde;o todos n&oacute;s devemos unir-nos para curar essa ferida&raquo;, reconheceu.
&nbsp;
Como todos os participantes, o Pe. Valdir de Castro aguarda o envio do vade-m&eacute;cum para perceber como agir a partir de agora. &laquo;Esperamos que da Santa S&eacute; venha um vade-m&eacute;cum que possa ajudar as dioceses e as congrega&ccedil;&otilde;es religiosas a enfrentar esses problemas&raquo;, que as &laquo;v&iacute;timas&raquo; ajudaram &laquo;a olhar o problema de frente, que infelizmente existe dentro da Igreja&raquo;.

A reportagem em Roma no encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, Jornal Voz da Verdade, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e SIC.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Sun, 24 Feb 2019 22:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Abusos: Vaticano anuncia legislação e equipa de apoio às dioceses</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/abusos-vaticano-anuncia-legislacao-e-equipa-de-apoio-as-dioceses</link>
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<description><![CDATA[O Vaticano vai enviar, nas pr&oacute;ximas semanas, uma vade-m&eacute;cum a todas as Confer&ecirc;ncias Episcopais, um documento orientador para a preven&ccedil;&atilde;o e combate a casos de abusos sexuais. O an&uacute;ncio foi feito hoje pelo moderador do encontro sobre prote&ccedil;&atilde;o de menores, Pe. Federico Lombardi, em confer&ecirc;ncia de imprensa.


O documento foi preparado pela Congrega&ccedil;&atilde;o para a Doutrina da F&eacute; (Santa S&eacute;), para ajudar os bispos do mundo &laquo;a compreender os seus deveres e tarefas&raquo; em casos de abusos sexuais. O Pe. Federico Lombardi afirmou que este &eacute; um texto breve, direto e preciso, &laquo;do ponto de vista jur&iacute;dico e pastoral&raquo;.

Outra medida sa&iacute;da da cimeira dedicada aos abusos de menores, com presidentes de confer&ecirc;ncias episcopais e superiores de institutos religiosos, &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o de &ldquo;task forces&rdquo; para ajudar dioceses que tenham falta de recursos. &laquo;Num esp&iacute;rito de comunh&atilde;o com a Igreja universal, o Papa manifestou a inten&ccedil;&atilde;o de criar task forces de pessoas competentes para ajudar confer&ecirc;ncias episcopais e dioceses com dificuldades em enfrentar problemas e produzir iniciativas para a prote&ccedil;&atilde;o de menores&raquo;, assinalou o Pe. Federico Lombardi.

Outra iniciativa anunciada &eacute; um novo Motu Proprio (decreto pontif&iacute;cio) do Papa Francisco, sobre a prote&ccedil;&atilde;o de menores e pessoas vulner&aacute;veis, para &laquo;refor&ccedil;ar a preven&ccedil;&atilde;o e o combate contra os abusos&raquo; na C&uacute;ria Romana e o Estado da Cidade do Vaticano. O decreto, que ser&aacute; divulgado &laquo;em breve&raquo;, adiantou o padre Lombardi, ser&aacute; acompanhado por uma nova lei para Estado da Cidade do Vaticano e linhas-guia para o vicariato do Vaticano, sobre o mesmo tema.

190 participantes reuniram-se desde quinta-feira, no Vaticano, para um debate sobre a prote&ccedil;&atilde;o de menores, reunindo presidentes de Confer&ecirc;ncias Episcopais e chefes de Igrejas Orientais, superiores gerais de institutos religiosos, membros da C&uacute;ria Romana e do Conselho de Cardeais. &laquo;Estes primeiros passos s&atilde;o sinais encorajadores que v&atilde;o acompanhar-nos na nossa miss&atilde;o de pregar o Evangelho e de servir todas as crian&ccedil;as no mundo, em solidariedade m&uacute;tua com todas as pessoas de boa vontade que querem abolir qualquer forma de viol&ecirc;ncia e abuso contra menores&raquo;, concluiu o moderador da cimeira.

A comiss&atilde;o organizadora do encontro vai reunir-se esta segunda-feira de manh&atilde; com respons&aacute;veis de dicast&eacute;rios da C&uacute;ria Romana que participaram nos trabalhos, para lhes dar seguimento.

A confer&ecirc;ncia de imprensa contou com a presen&ccedil;a do cardeal Oswald Gracias, arcebispo de Bombaim (&Iacute;ndia), para quem a Igreja deve ser um &laquo;modelo&raquo; e estar na &laquo;linha da frente&raquo; da defesa dos menores. O membro do Conselho consultivo de cardeais do Papa Francisco questionou a forma como o &ldquo;segredo pontif&iacute;cio&rdquo;, criado com um prop&oacute;sito espec&iacute;fico, foi usado para &laquo;esconder todo o processo&raquo;, causando danos. Para o cardeal indiano, este segredo &laquo;deveria ser limitado, levantado&raquo; nestes processos sobre abusos sexuais.


Um dos principais colaboradores do Papa neste campo, D. Charles Scicluna, afirmou que o afastamento de membros do clero do seu minist&eacute;rio n&atilde;o deve ser visto como um &laquo;castigo&raquo;, mas como resultado do &laquo;dever de proteger o rebanho&raquo;.

O Pe. Hans Zollner, membro da comiss&atilde;o organizadora do encontro, diz que se fez um &laquo;longo percurso&raquo; para chegar at&eacute; &agrave; &laquo;determina&ccedil;&atilde;o&raquo; comum no combate, identificando as &laquo;ra&iacute;zes sist&eacute;micas&raquo; deste problema.

A reportagem em Roma no Encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja &eacute; realizada em parceria para a Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a, SIC e Voz da Verdade.
&nbsp;
Texto: Oct&aacute;vio Carmo
Fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Sun, 24 Feb 2019 16:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Abusos: D. Manuel Clemente anuncia novas medidas e assegura transparência</title>
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<description><![CDATA[O presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), D. Manuel Clemente, falou &agrave; sa&iacute;da da missa conclusiva do encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores que decorreu no Vaticano para anunciar que haver&aacute; mudan&ccedil;as nos procedimentos em Portugal no que diz respeito aos casos de abusos sexuais por parte de membros do clero.

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Questionado pelos jornalistas portugueses se haveria mudan&ccedil;as na pr&oacute;xima assembleia plen&aacute;ria da CEP de abril, D. Manuel Clemente referiu que &laquo;at&eacute; antes&raquo;, adiantando que o vade-m&eacute;cum anunciado, um guia pr&aacute;tico com orienta&ccedil;&otilde;es que seguir&aacute; &laquo;para o Vaticano&raquo; e para a &laquo;Igreja em geral&raquo;, ter&aacute; &laquo;normas mais concretas e operativas&raquo; que &laquo;at&eacute; nos v&atilde;o facilitar o servi&ccedil;o&raquo;.
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O Cardeal Patriarca de Lisboa elogiou a decis&atilde;o do Papa Francisco de convocar este encontro de &laquo;relativa originalidade&raquo;, &laquo;completamente in&eacute;dito&raquo;. &laquo;O Papa fazer uma reuni&atilde;o assim, para resolver um problema grave, chama n&atilde;o apenas os respons&aacute;veis da Igreja, chama homens, chama mulheres, religiosas, m&atilde;es de fam&iacute;lia, chama as pr&oacute;prias v&iacute;timas, e todos em conjunto, durante estes dias, com toda a franqueza, vemos o problema, isto &eacute; um exerc&iacute;cio de Igreja no seu melhor&raquo;, afirmou.
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Assim como o Papa fez, D. Manuel Clemente fala de um &laquo;problema global&raquo; que pede &laquo;uma solu&ccedil;&atilde;o global&raquo;. &laquo;&Eacute; algo de muito profundo, que tem de ser erradicado&raquo;, garantiu.
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O novo documento do Vaticano servir&aacute; para &laquo;concertar&raquo; os procedimentos a n&iacute;vel da Igreja universal. &laquo;Era necess&aacute;rio concertarmos isto: uma coisa &eacute; a Europa, outra &eacute; a Oce&acirc;nia, outra coisa &eacute; a Am&eacute;rica, agora h&aacute; um concerto, digamos, de todas essas tentativas mais particulares. Creio que este vade-m&eacute;cum &eacute; a resposta&raquo;, disse.
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Em rela&ccedil;&atilde;o a Portugal, no entanto, n&atilde;o v&ecirc; que v&aacute; exigir uma grande adapta&ccedil;&atilde;o. &laquo;Em rela&ccedil;&atilde;o ao nosso documento portugu&ecirc;s, n&atilde;o encontro muitas mudan&ccedil;as. Agora, o vade-m&eacute;cum ser&aacute; talvez ainda mais preciso, mais articulado, mais operativo. Vamos ver, eu ainda n&atilde;o o conhe&ccedil;o, mas &eacute; essa a inten&ccedil;&atilde;o, sobretudo que sirva para todo o mundo&raquo;, afirmou.
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O Cardeal Patriarca de Lisboa refor&ccedil;ou a garantia de que &laquo;sempre que h&aacute; uma den&uacute;ncia, h&aacute; uma investiga&ccedil;&atilde;o&raquo;. &laquo;&Eacute; assim que tem de ser&raquo;, referiu, acrescentando que &laquo;se se repara que, efetivamente, h&aacute; raz&otilde;es para isso, quer com o Direito Can&oacute;nico, quer com o Direito Civil, o processo continua, em Roma e apresentado &agrave;s autoridades, envolvendo sempre, com certeza, as fam&iacute;lias e o pr&oacute;prio que acusa. N&atilde;o vamos ultrapassar essas inst&acirc;ncias. Depois segue o processo normal, quer na via da Igreja, quer na via do Estado. &Eacute; assim que tem de ser&raquo;, garantiu.

&nbsp;
Sobre a possibilidade de poderem ser publicados os n&uacute;meros de casos investigados e em investiga&ccedil;&atilde;o, D. Manuel Clemente admitiu que &laquo;&eacute; poss&iacute;vel&raquo; que tal possa vir a acontecer, mas diz que tem de haver &laquo;seriedade de parte a parte&raquo;. &laquo;Tudo aquilo que for necess&aacute;rio fazer para que as coisas se esclare&ccedil;am, para que se avance, h&aacute; de ser feito&raquo;, disse.
&nbsp;

O encontro sobre a prote&ccedil;&atilde;o de menores, convocado pelo Papa Francisco, &eacute; um exemplo para todos n&oacute;s, como Igreja e como sociedade, sobre como resolver este problema t&atilde;o profundo e destrutivo que tem de ser erradicado. Obrigado @Pontifex_pt #PBC2019
&mdash; D. Manuel Clemente (@patriarcalisboa) February 24, 2019

(not&iacute;cia atualizada &agrave;s 15h15 com o tweet de D. Manuel Clemente.)

A reportagem em Roma no Encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja &eacute; realizada em parceria para a Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a, SIC e Voz da Verdade.
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Reportagem e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Sun, 24 Feb 2019 13:48:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa apela a «luta total» contra «crimes abomináveis» contra menores</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco encerrou hoje o encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja com um apelo ao fim da &laquo;monstruosidade&raquo; que s&atilde;o os abusos contra menores. O discurso do Papa focou-se n&atilde;o apenas na quest&atilde;o dos abusos dentro da Igreja, ma do fen&oacute;meno universal.

&nbsp;
O Santo Padre elencou oito linhas orientadoras de a&ccedil;&atilde;o que devem ser levadas a cabo por todas as confer&ecirc;ncias episcopais no sentido de erradicar o drama dos abusos dentro da Igreja e contribuir para que ele possa diminuir a n&iacute;vel internacional tamb&eacute;m.
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Recordando que, &laquo;segundo os dados Unicef de 2017 relativos a 28 pa&iacute;ses no mundo, em cada 10 meninas-adolescentes que tiveram rela&ccedil;&otilde;es sexuais for&ccedil;adas, 9 revelam que foram v&iacute;timas duma pessoa conhecida ou pr&oacute;xima da fam&iacute;lia&raquo;, o Papa n&atilde;o esquece os abusos cometidos por membros do clero. &laquo;A desumanidade do fen&oacute;meno, a n&iacute;vel mundial, torna-se ainda mais grave e escandalosa na Igreja, porque est&aacute; em contraste com a sua autoridade moral e a sua credibilidade &eacute;tica&raquo;, refere o Papa no seu discurso.
&nbsp;
Classificando que quem cede &agrave; tenta&ccedil;&atilde;o de cometer abusos se torna &laquo;instrumento de Satan&aacute;s&raquo;, Francisco defende que, &laquo;nos abusos, vemos a m&atilde;o do mal que n&atilde;o poupa sequer a inoc&ecirc;ncia das crian&ccedil;as&raquo;, admitindo ainda que &laquo;n&atilde;o h&aacute; explica&ccedil;&otilde;es suficientes para estes abusos contra as crian&ccedil;as&raquo;. &laquo;Com humildade e coragem, devemos reconhecer que estamos perante o mist&eacute;rio do mal, que se encarni&ccedil;a contra os mais fr&aacute;geis, porque s&atilde;o imagem de Jesus. &Eacute; por isso que atualmente cresceu na Igreja a consci&ecirc;ncia do dever que tem de procurar n&atilde;o s&oacute; conter os grav&iacute;ssimos abusos com medidas disciplinares e processos civis e can&oacute;nicos, mas tamb&eacute;m enfrentar decididamente o fen&oacute;meno dentro e fora da Igreja. Sente-se chamada a combater este mal que atinge o centro da sua miss&atilde;o: anunciar o Evangelho aos pequeninos e proteg&ecirc;-los dos lobos vorazes&raquo;, anuncia.
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Linhas de orienta&ccedil;&atilde;o sem medidas concretas
As linhas de orienta&ccedil;&atilde;o que o Papa prop&otilde;e, que anuncia terem tido como base &laquo;as &ldquo;Boas Pr&aacute;ticas&rdquo; formuladas, sob a guia da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de, por um grupo de dez Ag&ecirc;ncias internacionais que desenvolveu e aprovou um pacote de medidas chamado INSPIRE, isto &eacute;, sete estrat&eacute;gias para acabar com a viol&ecirc;ncia contra as crian&ccedil;as&raquo;, o &laquo;trabalho feito nos &uacute;ltimos anos pela Comiss&atilde;o Pontif&iacute;cia para a Tutela dos Menores&raquo; e a &laquo;contribui&ccedil;&atilde;o deste nosso Encontro&raquo;, pretendem afrontar &laquo;com a m&aacute;xima seriedade&raquo; este problema porque &laquo;ainda que na Igreja se constatasse um &uacute;nico caso de abuso &ndash; o que em si j&aacute; constitui uma monstruosidade &ndash;, tratar-se-&aacute; dele com a m&aacute;xima seriedade&raquo;.
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Francisco receonhece que &laquo;na ira justificada das pessoas, a Igreja v&ecirc; o reflexo da ira de Deus, tra&iacute;do e esbofeteado por estes consagrados desonestos&raquo;. &laquo;O eco do grito silencioso dos menores, que, em vez de encontrar neles paternidade e guias espirituais, acharam algozes, far&aacute; abalar os cora&ccedil;&otilde;es anestesiados pela hipocrisia e o poder. Temos o dever de ouvir atentamente este sufocado grito silencioso&raquo;, admitiu.
&nbsp;
Os oito pontos resumem-se desta forma, nas palavras do Papa:
&nbsp;
1. A tutela das crian&ccedil;as: &laquo;&eacute; necess&aacute;rio mudar a mentalidade combatendo a atitude defensivo-reativa de salvaguardar a Institui&ccedil;&atilde;o em benef&iacute;cio duma busca sincera e decidida do bem da comunidade, dando prioridade &agrave;s v&iacute;timas de abusos em todos os sentidos&raquo;.
&nbsp;
2. Seriedade impec&aacute;vel: &laquo;a Igreja n&atilde;o poupar&aacute; esfor&ccedil;os fazendo tudo o que for necess&aacute;rio para entregar &agrave; justi&ccedil;a toda a pessoa que tenha cometido tais delitos. A Igreja n&atilde;o procurar&aacute; jamais dissimular ou subestimar qualquer um destes casos&raquo;, disse o Papa citando o seu pr&oacute;prio discurso &agrave; C&uacute;ria Romana em dezembro do ano passado.
&nbsp;
3. Uma verdadeira purifica&ccedil;&atilde;o: &laquo;apesar das medidas tomadas e os progressos realizados em mat&eacute;ria de preven&ccedil;&atilde;o dos abusos, &eacute; necess&aacute;rio impor um renovado e perene empenho na santidade dos pastores, cuja configura&ccedil;&atilde;o a Cristo Bom Pastor &eacute; um direito do povo de Deus. (...) Acusar-se a si pr&oacute;prio: &eacute; um in&iacute;cio sapiencial, associado ao temor santo de Deus. Aprender a acusar-se a si pr&oacute;prio, como pessoa, como institui&ccedil;&atilde;o, como sociedade. Na realidade, n&atilde;o devemos cair na armadilha de acusar os outros, que &eacute; um passo rumo ao &aacute;libi que nos separa da realidade&raquo;.
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4. A forma&ccedil;&atilde;o: &laquo;as exig&ecirc;ncias da sele&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o dos candidatos ao sacerd&oacute;cio com crit&eacute;rios n&atilde;o s&oacute; negativos, visando principalmente excluir as personalidades problem&aacute;ticas, mas tamb&eacute;m positivos, oferecendo um caminho de forma&ccedil;&atilde;o equilibrado para os candidatos id&oacute;neos, tendente &agrave; santidade e englobando a virtude da castidade&raquo;.
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5. Refor&ccedil;ar e verificar as diretrizes das Confer&ecirc;ncias Episcopais: &laquo;reafirmar a necessidade da unidade dos Bispos na aplica&ccedil;&atilde;o de par&acirc;metros que tenham valor de normas e n&atilde;o apenas de diretrizes. Nenhum abuso deve jamais ser encoberto (como era habitual no passado) e subestimado, pois a cobertura dos abusos favorece a propaga&ccedil;&atilde;o do mal e eleva o n&iacute;vel do esc&acirc;ndalo. De modo particular, &eacute; preciso desenvolver um novo enquadramento eficaz de preven&ccedil;&atilde;o em toda as institui&ccedil;&otilde;es e ambientes das atividades eclesiais.
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6. Acompanhar as pessoas abusadas: o mal que viveram deixa nelas feridas indel&eacute;veis que se manifestam tamb&eacute;m em rancores e tend&ecirc;ncias &agrave; autodestrui&ccedil;&atilde;o. Por isso, a Igreja tem o dever de oferecer-lhes todo o apoio necess&aacute;rio, valendo-se dos especialistas neste campo. Escutar&hellip; eu diria &laquo;perder tempo&raquo; escutando. A escuta cura a pessoa ferida, e cura-nos a n&oacute;s tamb&eacute;m do ego&iacute;smo, da dist&acirc;ncia, do &laquo;n&atilde;o me diz respeito&raquo;, da atitude do sacerdote e do levita na par&aacute;bola do Bom Samaritano.
&nbsp;
7. O mundo digital: Os seminaristas, os sacerdotes, os religiosos, as religiosas, os agentes pastorais e todos os fi&eacute;is devem estar cientes de que o mundo digital e o uso dos seus instrumentos com frequ&ecirc;ncia incidem mais profundamente do que se pensa. (...) Devemos esfor&ccedil;ar-nos por que as jovens e os jovens, particularmente os seminaristas e o clero, n&atilde;o se tornem escravos de depend&ecirc;ncias baseadas na explora&ccedil;&atilde;o e no abuso criminoso dos inocentes e suas imagens e no desprezo da dignidade da mulher e da pessoa humana. Destacam-se aqui as novas normas &laquo;sobre os delitos mais graves&raquo; aprovadas pelo Papa Bento XVI em 2010, onde fora acrescentado como um novo caso de delito &laquo;a aquisi&ccedil;&atilde;o, a deten&ccedil;&atilde;o ou a divulga&ccedil;&atilde;o&raquo;, realizada por um membro do clero &laquo;de qualquer forma e por qualquer meio, de imagens pornogr&aacute;ficas tendo por objeto menores&raquo;. Falava-se ent&atilde;o de &laquo;menores de 14 anos&raquo;; agora achamos que devemos elevar este limite de idade para ampliar a tutela dos menores e insistir na gravidade destes factos.
&nbsp;
8. O turismo sexual: As comunidades eclesiais s&atilde;o chamadas a refor&ccedil;ar o cuidado pastoral das pessoas exploradas pelo turismo sexual. Entre estas, as mais vulner&aacute;veis e necessitadas de ajuda particular s&atilde;o certamente mulheres, menores e crian&ccedil;as; estas &uacute;ltimos, por&eacute;m, precisam de prote&ccedil;&atilde;o e aten&ccedil;&atilde;o especiais. As autoridades governamentais deem prioridade e ajam urgentemente para combater o tr&aacute;fico e a explora&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica das crian&ccedil;as. Para isso, &eacute; importante coordenar os esfor&ccedil;os a todos os n&iacute;veis da sociedade e colaborar estreitamente tamb&eacute;m com as organiza&ccedil;&otilde;es internacionais para realizar um quadro jur&iacute;dico que proteja as crian&ccedil;as da explora&ccedil;&atilde;o sexual no turismo e permita perseguir legalmente os criminosos.
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A concluir, o Papa voltou a referir a &laquo;import&acirc;ncia de dever transformar este mal em oportunidade de purifica&ccedil;&atilde;o&raquo;. &laquo;O melhor resultado e a resolu&ccedil;&atilde;o mais eficaz que podemos oferecer &agrave;s v&iacute;timas, ao Povo da Santa M&atilde;e Igreja e ao mundo inteiro s&atilde;o o compromisso em prol duma convers&atilde;o pessoal e coletiva, a humildade de aprender, escutar, assistir e proteger os mais vulner&aacute;veis&raquo;, concluiu o Santo Padre.

&nbsp;
&laquo;Fomos o nosso pior inimigo&raquo;, admite arcebispo australiano na homilia
D. Mark Benedict Coleridge, arcebispo de Brisbane, presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Australiana, foi escolhido pelo Papa Francisco para fazer a homilia na missa conclusiva do encontro. Este prelado delcarou que todos devem mostrar-se empenhados em fazer &laquo;tudo o que pudermos para levar justi&ccedil;a e cura aos sobreviventes de abuso. &laquo;Vamos ouvi-los, acreditar neles e caminhar com eles; vamos garantir que aqueles que abusaram nunca mais sejam capazes de ofender; chamaremos para prestar contas os que esconderam o abuso; fortaleceremos os processos de recrutamento e forma&ccedil;&atilde;o de l&iacute;deres da Igreja; vamos educar todo o nosso povo no que a salvaguarda exige; faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para garantir que os horrores do passado n&atilde;o sejam repetidos e que a Igreja seja um lugar seguro para todos, uma m&atilde;e amorosa, especialmente para os jovens e os vulner&aacute;veis; n&atilde;o agiremos sozinhos, mas trabalharemos com todos os envolvidos para o bem dos jovens e dos vulner&aacute;veis; continuaremos a aprofundar a nossa compreens&atilde;o do abuso e dos seus efeitos, o motivo pelo qual isto aconteceu na Igreja e o que deve ser feito para erradic&aacute;-lo. Tudo isso vai levar tempo, mas n&atilde;o temos para sempre e n&atilde;o podemos falhar&raquo;, pediu.
&nbsp;
O arcebispo australiano avisou os presentes que o &laquo;inimigo&raquo;, nesta quest&atilde;o dos abusos, n&atilde;o s&atilde;o &laquo;aqueles que desafiaram a Igreja a ver o abuso e a sua oculta&ccedil;&atilde;o pelo que realmente s&atilde;o, acima de tudo as v&iacute;timas e sobreviventes que nos levaram &agrave; dolorosa verdade contando as suas hist&oacute;rias com tanta coragem&raquo;. &laquo;&Agrave;s vezes, no entanto, temos visto v&iacute;timas e sobreviventes como inimigos, n&atilde;o os amamos, n&atilde;o os aben&ccedil;oamos. Nesse sentido, fomos o nosso pior inimigo&raquo;, lamentou.
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D. Mark Coleridge reconheceu que &laquo;mostr&aacute;mos muito pouca miseric&oacute;rdia&raquo; e que, agora, &laquo;receberemos o mesmo, porque a medida com que damos ser&aacute; a medida com que receberemos em troca&raquo;.
&nbsp;
Conforme foi anunciado nestes dias de encontro, a comiss&atilde;o organizadora ir&aacute; agora trabalhar com todas as contribui&ccedil;&otilde;es deixadas pelos participantes nas interven&ccedil;&otilde;es, nos grupos lingu&iacute;sticos, para sistematizar os dados e depois apresentar mais conclus&otilde;es.

A reportagem em Roma no Encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja &eacute; realizada em parceria para a Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a, SIC e Voz da Verdade.
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Texto: Ricardo Perna
Fotos: EPA
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<pubDate>Sun, 24 Feb 2019 10:10:00 +0000</pubDate>
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<title>A vaticanista e o puxão de orelhas aos bispos</title>
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<description><![CDATA[A vaticanista mexicana Valentina Alazraki pronunciou hoje a &uacute;ltima cimeira dedicada &agrave; prote&ccedil;&atilde;o de menores, convocada pelo Papa, criticando a gest&atilde;o medi&aacute;tica que a hierarquia cat&oacute;lica fez dos casos de abusos sexuais.


A jornalista, correspondente da Televisa no Vaticano h&aacute; 45 anos, falou durante mais de meia hora, convidando os presentes &ndash; respons&aacute;veis da C&uacute;ria Romana, colaboradores do Papa, presidentes de Confer&ecirc;ncias Episcopais e superiores de institutos religiosos &ndash; a &laquo;unir for&ccedil;as&raquo; com os profissionais dos media, contra os &laquo;verdadeiros lobos&raquo;, os abusadores.

A interven&ccedil;&atilde;o deixou aos presentes tr&ecirc;s conselhos para a sua comunica&ccedil;&atilde;o nestes casos: colocar as v&iacute;timas em primeiro lugar; deixar-se aconselhar por especialistas; e profissionalizar os servi&ccedil;os de comunica&ccedil;&atilde;o. &laquo;As v&iacute;timas n&atilde;o s&atilde;o n&uacute;meros, n&atilde;o fazem parte de uma estat&iacute;stica, s&atilde;o pessoas a quem destru&iacute;ram as suas vidas, sexualidade, afetividade, confian&ccedil;a noutros seres humanos, talvez at&eacute; mesmo em Deus, bem como a capacidade de amar&raquo;, assinalou.

Valentina Alazraki, terceira mulher entre os nove oradores do encontro, insistiu na ideia de ser melhor comunicar &laquo;do que calar ou at&eacute; mentir&raquo;, porque a verdade ter&aacute; sempre menos custos. &laquo;O sil&ecirc;ncio sai muito mais caro do que enfrentar a realidade e torn&aacute;-la p&uacute;blica&raquo;, observou.

A jornalista sublinhou que, perante eventuais casos pol&eacute;micas, a rea&ccedil;&atilde;o nunca pode ser a de n&atilde;o comentar, dado que isso abre portas a que a informa&ccedil;&atilde;o seja dominada por &laquo;terceiros&raquo;, alimentando a &laquo;sensa&ccedil;&atilde;o&raquo; de que existe algum tipo de culpa.

O discurso aludiu a uma nova crise que se vislumbra no horizonte, a dos abusos sexuais de religiosas por padres e bispos. &laquo;Pode ser uma oportunidade para a Igreja tomar a iniciativa e estar na linha de frente, na den&uacute;ncia desses abusos que n&atilde;o s&atilde;o apenas sexuais, mas tamb&eacute;m abusos de poder&raquo;, assinalou a vaticanista mexicana.

A especialista lamentou que alguns membros da hierarquia cat&oacute;lica consideram que a crise dos abusos sexuais &eacute; &laquo;culpa da imprensa&raquo; ou um &laquo;compl&ocirc;&raquo;. &laquo;Os jornalistas n&atilde;o s&atilde;o nem os abusadores nem os encobridores&raquo;, apontou.

Classificando os abusos de menores como &laquo;crimes&raquo;, a jornalista desafiou os presentes a escolher o lado das v&iacute;timas e n&atilde;o dos &laquo;abusadores&raquo;. &laquo;Se n&atilde;o se decidirem, de forma radical, a estar do lado das crian&ccedil;as, das m&atilde;es, das fam&iacute;lias, da sociedade civil, t&ecirc;m raz&otilde;es para ter medo de n&oacute;s, porque os jornalistas, que queremos o bem comum, seremos os vossos piores inimigos&raquo;.

Valentina Alazraki admitiu que a &laquo;transpar&ecirc;ncia tem os seus limites&raquo;, pelo que se deve respeitar a privacidade da investiga&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via, que deve ser feita com &laquo;celeridade&raquo; e no respeito pelas leis civis, comunicando depois todos os passos dados no processo.

A reportagem em Roma no Encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja &eacute; realizada em parceria para a Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a, SIC e Voz da Verdade.

Texto: Oct&aacute;vio Carmo
Foto: Vatican News
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<pubDate>Sat, 23 Feb 2019 21:30:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa aos bispos: «Temos de dizer: Pai, pequei»</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco presidiu hoje a uma liturgia penitencial por ocasi&atilde;o do encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja. A celebra&ccedil;&atilde;o permitiu que, simbolicamente, houvesse um ato de contri&ccedil;&atilde;o, um pedido de &laquo;perd&atilde;o&raquo; da parte de todos os participantes em rela&ccedil;&atilde;o ao drama dos abusos sexuais por parte dos membros do clero que afeta a Igreja, mas tamb&eacute;m para refor&ccedil;ar a import&acirc;ncia de agir depois deste encontro.

&nbsp;
Apesar de n&atilde;o estar previsto, o Papa Francisco fez uma pequena interven&ccedil;&atilde;o na celebra&ccedil;&atilde;o, logo ap&oacute;s o testemunho emocionado de uma v&iacute;tima de abusos sexuais, que deixou o seu testemunho e depois interpretou uma pe&ccedil;a musical ao violino.
&nbsp;
Falando do seu lugar, antes de os participantes fazerem o seu Exame de Consci&ecirc;ncia, Francisco afirmou que, depois de tr&ecirc;s dias a falar e a ouvir &laquo;as vozes de v&iacute;timas, que sobreviveram a crimes que sofreram na nossa Igreja, como menores e jovens&raquo;, &eacute; altura de agir. &laquo;Para poder entrar no futuro com coragem renovada, temos de dizer como o filho pr&oacute;digo: Pai, pequei&raquo;, disse, em voz grave e demorada. Agir significa, para o Santo Padre, &laquo;examinar, onde for necess&aacute;rio, a&ccedil;&otilde;es concretas para as Igrejas locais, para os membros das confer&ecirc;ncias episcopais, para n&oacute;s mesmos&raquo;.
&nbsp;
Ao pedir que &laquo;olhemos sinceramente &agrave; situa&ccedil;&atilde;o que se criou nos nossos pa&iacute;ses e pelas nossas pr&oacute;prias a&ccedil;&otilde;es&raquo;, Francisco deixa antever que poder&aacute; ter, conforme pediram alguns dos participantes, indica&ccedil;&otilde;es precisas para dar no final do encontro, possivelmente durante o seu discurso final.
&nbsp;
A dor de saber que &laquo;ningu&eacute;m te compreender&aacute;&raquo;
A cerim&oacute;nia contou com o testemunho de uma v&iacute;tima que, de viva voz, comparou os abusos a &laquo;um fantasma que os outros n&atilde;o podem ver&raquo;, mas que o acompanha durante toda a vida. &laquo;O que d&oacute;i mais &eacute; a certeza de que ningu&eacute;m te compreender&aacute;&raquo;, declarou, assinalando que deixou de ser ele pr&oacute;prio e ficou &laquo;completamente sozinho&raquo; com o passar do tempo.
&nbsp;
No testemunho, o jovem sul americano explicou que passou a viver duas vidas, que nunca ningu&eacute;m ver&aacute;. &laquo;Eu gostava que os abusadores compreendessem que criam esta divis&atilde;o nas suas v&iacute;timas. Para o resto das suas vidas&raquo;, declarou.
&nbsp;
O jovem emocionou-se durante a leitura do seu depoimento, antes de dizer: &laquo;Agora lido melhor com isto, aprendi a viver com estas duas vidas. (...) Acabou. Posso continuar em frente. Devo continuar. Se eu me render agora, ou parar, deixarei que a injusti&ccedil;a interfira na minha vida&raquo;, concluiu.
&nbsp;
Em seguida, executou uma pe&ccedil;a musical, ao violino.

&nbsp;
Igreja n&atilde;o enfrentou os seus &laquo;lados obscuros&raquo;
A homilia da celebra&ccedil;&atilde;o penitencial ficou a cargo de D. Philip Naameh, arcebispo de Tamale e presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal do Gana, que equiparou os bispos ao filho pr&oacute;digo da leitura lida anteriormente. &laquo;Conhecemos bem o Evangelho do filho pr&oacute;digo. J&aacute; o lemos v&aacute;rias vezes e j&aacute; pregamos sobre isso. &Eacute; o que usamos nas nossas assembleias e comunidades para abordar os pecadores e encoraj&aacute;-los a arrependerem-se. Talvez j&aacute; o fa&ccedil;amos de forma t&atilde;o rotineira que nos esquecemos de algo importante. Esquecemos facilmente de aplicar essa escritura a n&oacute;s mesmos, para nos ver como somos, isto &eacute;, como filhos pr&oacute;digos&raquo;, referiu o prelado.
&nbsp;
D. Philip Naameh considera que a crise de abusos sexuais &eacute; uma &laquo;express&atilde;o&raquo; de como a Igreja tem desperdi&ccedil;ado a &laquo;heran&ccedil;a&raquo; do seu Pai. &laquo;O Senhor confiou-nos a administra&ccedil;&atilde;o dos bens da salva&ccedil;&atilde;o, confiando que cumpriremos a Sua miss&atilde;o, proclamaremos a Boa Nova e ajudaremos a estabelecer o Reino de Deus. Mas o que fazemos? Fazemos justi&ccedil;a ao que nos foi confiado? Sem d&uacute;vida, n&atilde;o poderemos responder a esta pergunta com um sincero sim&raquo;, lamentou o bispo.
&nbsp;
Muitas vezes, continuou, a atitude de &laquo;sil&ecirc;ncio&raquo;, de &laquo;olhar para o lado&raquo;, n&atilde;o permite enfrentar &laquo;os lados obscuros da nossa Igreja&raquo;, como &eacute; o caso dos abusos sexuais da parte de membros do clero. &laquo;N&atilde;o demos &agrave;s pessoas a prote&ccedil;&atilde;o de que elas tinham direito, destru&iacute;mos as esperan&ccedil;as e as pessoas foram atormentadas tanto no corpo como na alma&raquo;, defendeu.
&nbsp;
O prelado considera que &eacute; normal que as pessoas &laquo;percam a confian&ccedil;a&raquo; na Igreja, e que ningu&eacute;m se pode admirar se &laquo;as pessoas falam mal de n&oacute;s, se desconfiarem de n&oacute;s, se nos retirarem os seus apoios financeiros&raquo;. &laquo;N&atilde;o devemos reclamar, mas sim perguntar o que podemos fazer de diferente&raquo;.
&nbsp;
E o que pode ser feito? &laquo;Vamos olhar de novo para o filho pr&oacute;digo no Evangelho. Para ele, a situa&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a a melhorar quando ele decide ser muito humilde, executar tarefas muito simples e n&atilde;o exigir privil&eacute;gios. A sua situa&ccedil;&atilde;o muda &agrave; medida que ele se reconhece a si pr&oacute;prio, admite ter cometido um erro, confessa ao seu pai, fala abertamente sobre isso e est&aacute; disposto a aceitar as consequ&ecirc;ncias&raquo;, disse.
&nbsp;
&laquo;Podemos fazer isso? Queremos fazer isso?&raquo;, questionou.
&nbsp;
Mas isto n&atilde;o &eacute; suficiente, pois falta ainda, como na leitura, ganha a confian&ccedil;a do irm&atilde;o. &laquo;Devemos tamb&eacute;m fazer o mesmo: conquistar nossos irm&atilde;os e irm&atilde;s nas assembleias e comunidades, reconquistar a sua confian&ccedil;a e restabelecer sua disposi&ccedil;&atilde;o de cooperar connosco para ajudar a estabelecer o reino de Deus&raquo;, concluiu.

A reportagem em Roma no Encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja &eacute; realizada em parceria para a Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a, SIC e Voz da Verdade.

Texto: Ricardo Perna
Fotos: EPA
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<pubDate>Sat, 23 Feb 2019 19:20:00 +0000</pubDate>
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<title>Abusos: há «muita conversa na Igreja» que ainda não se traduz em ação</title>
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<description><![CDATA[O presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Alem&atilde; disse hoje no Vaticano que a Igreja Cat&oacute;lica tem de promover uma cultura de &laquo;rastreabilidade e transpar&ecirc;ncia&raquo; na sua administra&ccedil;&atilde;o, para evitar qualquer encobrimento de casos de abusos sexuais, superando pr&aacute;ticas do passado. &laquo;Arquivos que poderiam ter documentado as terr&iacute;veis a&ccedil;&otilde;es e identificado os respons&aacute;veis foram destru&iacute;dos, ou nem sequer criados. Em vez dos perpetradores, as v&iacute;timas &eacute; que foram disciplinadas e remetidas ao sil&ecirc;ncio&raquo;, declarou o arcebispo de Munique, o cardeal Reinhard Marx.


&laquo;N&atilde;o &eacute; a transpar&ecirc;ncia que prejudica a Igreja, mas os atos de abuso cometidos, a falta de transpar&ecirc;ncia ou o encobrimento resultante&raquo;, insistiu, na interven&ccedil;&atilde;o que proferiu perante os 190 participantes no encontro sobre a prote&ccedil;&atilde;o de menores que re&uacute;ne presidentes de episcopados e superiores de institutos religiosos.

Mais tarde, em confer&ecirc;ncia de imprensa, o arcebispo de Munique precisou que se referia ao que foi dito pelo estudo encomendado pela Confer&ecirc;ncia Episcopal Alem&atilde;, para identificar &laquo;perigos sistem&aacute;ticos&raquo; que facilitaram os abusos e o seu encobrimento. &laquo;&Eacute; um tema que foi enfrentado de forma cient&iacute;fica&raquo;, sem refer&ecirc;ncia a nomes ou institui&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, observou.

Nesse relat&oacute;rio, foram identificados, em v&aacute;rias dioceses, documentos &laquo;que n&atilde;o continham o que tinham de conter&raquo;, um facto que &laquo;n&atilde;o pode ser negado&raquo;. &laquo;S&oacute; tenho informa&ccedil;&otilde;es sobre a Alemanha e presumo que a Alemanha n&atilde;o seja um caso isolado&raquo;, acrescentou o cardeal Marx.

Na sua interven&ccedil;&atilde;o durante a cimeira, o colaborador do Papa sustentou que o abuso sexual de crian&ccedil;as e jovens &eacute;, &laquo;em grande medida, devido ao abuso de poder&raquo; e que o sistema administrativo da Igreja Cat&oacute;lica &laquo;obscureceu, desacreditou e tornou imposs&iacute;vel&raquo; a sua miss&atilde;o. &laquo;N&atilde;o h&aacute; alternativas &agrave; rastreabilidade e transpar&ecirc;ncia&raquo;, insistiu.

Ap&oacute;s observar que os procedimentos eclesi&aacute;sticos n&atilde;o podem ficar abaixo dos padr&otilde;es da Justi&ccedil;a Civil, o cardeal Marx admitiu que existem &laquo;obje&ccedil;&otilde;es&raquo; contra viola&ccedil;&otilde;es do segredo pontif&iacute;cio. &laquo;&Eacute; necess&aacute;rio redefinir a confidencialidade e o segredo e distingui-los da prote&ccedil;&atilde;o de dados. Se n&atilde;o o conseguirmos, ou desperdi&ccedil;armos a hip&oacute;tese de manter um n&iacute;vel de autodetermina&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, poderemos expor-nos &agrave; suspeita de encobrimento&raquo;.


Segundo o respons&aacute;vel alem&atilde;o, &laquo;transpar&ecirc;ncia n&atilde;o significa a aceita&ccedil;&atilde;o acr&iacute;tica e a dissemina&ccedil;&atilde;o indisciplinada de alega&ccedil;&otilde;es de abuso&raquo;. &laquo;O objetivo &eacute; implementar um processo transparente, que esclarece e especifica as alega&ccedil;&otilde;es&raquo;, precisou.

D. Reinhard Marx mostrou-se favor&aacute;vel &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de estat&iacute;sticas sobre o &laquo;n&uacute;mero de casos&raquo;, &laquo;na medida do poss&iacute;vel&raquo;. Em confer&ecirc;ncia de imprensa, o arcebispo malt&ecirc;s Charles Scicluna, considerou que o &laquo;n&iacute;vel de confidencialidade&raquo; existente nos procedimentos can&oacute;nicos &eacute; o suficiente para assegurar a dignidade e o bom nome das pessoas, sem que seja necess&aacute;rio recorrer ao segredo pontif&iacute;cio. O membro da Comiss&atilde;o Organizadora explicou que, nos trabalhos, tem surgido a ideia de n&atilde;o vincular os casos de abusos sexuais ao segredo pontif&iacute;cio, nos processos da justi&ccedil;a can&oacute;nica.

Esta sexta-feira, o cardeal Marx encontrou-se pessoalmente com 16 v&iacute;timas de abusos do grupo ECA (Ending Clergy Abuse), informou o Vaticano, tendo depois partilhado as suas impress&otilde;es com o Papa Francisco. Perante os jornalistas, o arcebispo de Munique disse esta tarde que &laquo;as associa&ccedil;&otilde;es das v&iacute;timas t&ecirc;m raz&atilde;o&raquo; e que existe &laquo;muita conversa na Igreja&raquo; que ainda n&atilde;o se traduz em a&ccedil;&atilde;o.

A primeira confer&ecirc;ncia dos trabalhos de hoje esteve a cargo da religiosa nigeriana Veronica Openibo, superiora geral da SHCJ - Sociedade do Santo Menino Jesus, a qual defendeu a implementa&ccedil;&atilde;o de &laquo;novos sistemas e pr&aacute;ticas&raquo; para a preven&ccedil;&atilde;o de abusos e a prote&ccedil;&atilde;o de menores. &laquo;O abuso sexual clerical &eacute; uma crise que reduziu a credibilidade da Igreja quando a transpar&ecirc;ncia deveria ser a marca da miss&atilde;o como seguidores de Jesus Cristo&raquo;.

A religiosa considerou &laquo;perturbador&raquo; o facto de muitos acusarem a Igreja Cat&oacute;lica de neglig&ecirc;ncia e pediu que se fa&ccedil;am todos os poss&iacute;veis para &laquo;proteger os seus membros jovens e vulner&aacute;veis&raquo;. &laquo;N&atilde;o vamos voltar a esconder tais eventos por causa do medo de cometer erros. Demasiadas vezes queremos ficar em sil&ecirc;ncio at&eacute; que a tempestade tenha passado! Essa tempestade n&atilde;o passar&aacute;. A nossa credibilidade est&aacute; em jogo&rdquo;, concluiu.


A irm&atilde; Veronica Openibo e o cardeal Reinhard Marx estiveram com os jornalistas, na confer&ecirc;ncia de imprensa di&aacute;ria sobre os trabalhos do encontro, que se iniciou na quinta-feira e se conclui este domingo. Outro participante foi o padre Arturo Sosa, respons&aacute;vel mundial dos Jesu&iacute;tas, o qual recordou o apelo dos superiores e superioras gerais para &laquo;quebrar a cultura do sil&ecirc;ncio&raquo;, lan&ccedil;ado antes da cimeira.

O religioso sublinhou a &laquo;import&acirc;ncia de reconhecer toda a verdade dos abusos&raquo;, entendendo que isso, &laquo;s&oacute; por si, &eacute; um grande passo&raquo;. &laquo;As diferen&ccedil;as culturais n&atilde;o podem servir de desculpa para encobrir casos de abusos&raquo;, acrescentou.

A reportagem em Roma no Encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja &eacute; realizada em parceria para a Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a, SIC e Voz da Verdade.
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Texto: Oct&aacute;vio Carmo
Fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Sat, 23 Feb 2019 14:30:00 +0000</pubDate>
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<title>«O Mal tem o seu nome, e, neste caso, até tem rostos»</title>
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<description><![CDATA[D. Filomeno Dias, presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal de Angola e S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe (CEAST), &eacute; um dos participantes no encontro que decorre no Vaticano sobre a Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja. Em entrevista &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;, fala sobre a experi&ecirc;ncia que tem sido partilhar estes dias, e sobre o qu&atilde;o &laquo;doloroso&raquo; foi ter contacto com v&iacute;timas de abusos sexuais por parte de membros do clero.

&nbsp;
Como tem sido esta experi&ecirc;ncia de encontro entre presidentes das confer&ecirc;ncias episcopais, com o Papa, sobre um assunto t&atilde;o delicado e que as comunidades levam t&atilde;o a peito?
&Eacute; uma experi&ecirc;ncia rica, &uacute;nica, de sinodalidade, do que &eacute; a comum responsabilidade pela vida da pr&oacute;pria Igreja e pela vida daqueles que na Igreja est&atilde;o sob a nossa cura pastoral. Estamos todos juntos, numa atitude respons&aacute;vel, consciente, com serenidade psicol&oacute;gica, com frescura espiritual, sinal de que a Igreja n&atilde;o tem motivos para se esconder, sofre com estas situa&ccedil;&otilde;es, com a dor das pessoas que ficaram magoadas, amachucadas e destru&iacute;das na sua dignidade e na sua beleza humana, mas ao mesmo tempo que n&atilde;o fica apenas em palavras, quer agir e reagir de forma muito positiva, de modo coeso, para que estes abusos n&atilde;o se repitam no futuro e n&atilde;o firam a beleza da humanidade e a beleza do minist&eacute;rio que &eacute; a pr&oacute;pria Igreja.
&nbsp;
Est&aacute; como representante da CEAST. Traz alguma preocupa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica de Angola para partilhar com os outros?
O que partilh&aacute;mos &eacute; uma nota negativa. Reagimos muito lentamente, n&atilde;o demos a devida aten&ccedil;&atilde;o a determinadas situa&ccedil;&otilde;es, reagimos quando o comboio j&aacute; ia para al&eacute;m da esta&ccedil;&atilde;o, e isto n&atilde;o &eacute; bom para a Igreja. A Igreja tem de ser uma narradora cred&iacute;vel da Hist&oacute;ria, e a hist&oacute;ria conta tudo, mesmo aquilo que nos custa a engolir. Mas devemos assumir as coisas de frente.
&nbsp;
Deste encontro ficou evidente que t&ecirc;m sa&iacute;do orienta&ccedil;&otilde;es para o futuro, e para a responsabiliza&ccedil;&atilde;o dos bispos, para que n&atilde;o haja neglig&ecirc;ncia, para que n&atilde;o haja falta de respeito com os protocolos estabelecidos. Leva essa preocupa&ccedil;&atilde;o?
&Eacute; um dos temas que tem sido muito aflorado. Falando com as pessoas nos intervalos, ouvindo as opini&otilde;es durante os encontros, todos pensamos que n&atilde;o basta um encontro. &Eacute; necess&aacute;rio que deste encontro saiam delibera&ccedil;&otilde;es que possam ajudar a Igreja a agir, em cada lugar, de modo un&acirc;nime, no respeito pelas leis civis de cada pa&iacute;s e no respeito pela nossa lei comum, que &eacute; o Evangelho, consignado &agrave;s normas can&oacute;nicas. De tal modo que haja responsabilidade dos abusadores, daqueles que est&atilde;o &agrave; frente das comunidades crist&atilde;s, a come&ccedil;ar pelos bispos e outros superiores maiores, para que isto n&atilde;o se repita e as pessoas que tenham esse comportamento sejam responsabilizadas e afastadas destas fun&ccedil;&otilde;es de maior ou menor responsabilidade dentro da Igreja porque, no centro de tudo, est&aacute; a pessoa com a sua dignidade.
&nbsp;
At&eacute; porque as v&iacute;timas continuam, algumas, a acreditar na Igreja...
Sobretudo essas pessoas que acreditam na Igreja, nos homens e nas mulheres desta Igreja. Uma Igreja que se prop&otilde;e no mundo como sendo a promotora dos valores &eacute;ticos e morais que devem embelezar a pr&oacute;pria humanidade. &Eacute; uma mancha dolorosa, mas temos tamb&eacute;m na Igreja muitos sinais de autenticidade, fecundidade, vidas verdadeiramente entregues com verdade, com sacrif&iacute;cio. Mas isso n&atilde;o nos leva a dizer que o Mal n&atilde;o &eacute; Mal. O Mal tem o seu nome, e neste caso at&eacute; tem rostos, e rostos muito tristes.
&nbsp;
Teve contacto com v&iacute;timas antes, e ouviu testemunhos durante o encontro. Como &eacute; que olha para isto, enquanto bispo e sacerdote?
O que mais me admira &eacute; que a maioria das pessoas com quem estive em contacto eram pessoas chocadas, magoadas, mas cheias de esperan&ccedil;a. Que deram o rosto para que este cancro n&atilde;o se propague e n&atilde;o se desenvolva na vida da Igreja. Pessoas que deram o rosto para que n&atilde;o existam mais v&iacute;timas, para que a Igreja assuma as suas pr&oacute;prias responsabilidades. Deram o rosto para que o Cristianismo recupere a sua beleza.

&nbsp;
Denunciarem os casos e falarem convosco ajuda as v&iacute;timas?
Esse &eacute; um aspeto muito importante. Pessoas feridas, alguns machucados por anos de sofrimento, muita turbul&ecirc;ncia e ang&uacute;stia, que viram aqui um momento de liberta&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o de repara&ccedil;&atilde;o, porque a m&aacute;goa acompanha-as por muito tempo, tem a dura&ccedil;&atilde;o da nossa exist&ecirc;ncia, da nossa mem&oacute;ria, mas gostariam que muitos outros n&atilde;o tivessem essa experi&ecirc;ncia, e que a Igreja vivesse na autenticidade. Foram encontros dolorosos para n&oacute;s, creio que para eles tamb&eacute;m, mas de muito respeito, de muita confian&ccedil;a e de muita esperan&ccedil;a. Por isso n&oacute;s n&atilde;o podemos defraudar a esperan&ccedil;a e a atitude positiva dessas pessoas que, ainda, confiam em Deus.

A reportagem em Roma no encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, Jornal Voz da Verdade, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e SIC.

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Entrevista: Oct&aacute;vio Carmo
Fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Sat, 23 Feb 2019 11:15:00 +0000</pubDate>
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<title>Arcebispo irlandês pede afastamento de bispos que encubram abusos</title>
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<description><![CDATA[O arcebispo irland&ecirc;s, D. Eamon Martin, considerou hoje no Vaticano que um bispo que n&atilde;o consegue &laquo;assegurar que os menores est&atilde;o seguros&raquo; n&atilde;o pode &laquo;continuar a ser o pastor do rebanho&raquo;. O bispo falou aos jornalistas &agrave; entrada da sala onde decorre o encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja, que entra hoje no seu terceiro dia de trabalhos, este dedicado ao tema da Transpar&ecirc;ncia.

&nbsp;
O prelado espera que no final do encontro haja um &laquo;compromisso muito claro&raquo; dos participantes, embora admita que nem tudo possa ficar definido. &laquo;Julgo que o processo n&atilde;o estar&aacute; totalmente conclu&iacute;do, porque isso vai exigir que os peritos se re&uacute;nam e trabalhem, mas espero que o fa&ccedil;amos rapidamente&raquo;, considerou.
&nbsp;
No entanto, referiu que todas as &laquo;Igrejas locais e Confer&ecirc;ncias Episcopais podem come&ccedil;ar o processo, no terreno&raquo;, come&ccedil;ando com a tarefa de &laquo;responsabiliza&ccedil;&atilde;o&raquo; em rela&ccedil;&atilde;o a casos j&aacute; existentes. &laquo;J&aacute; temos procedimentos claros implementados. Gra&ccedil;as a Deus, tamb&eacute;m j&aacute; temos as melhores pr&aacute;ticas na salvaguarda. A quest&atilde;o seguinte &eacute; como &eacute; que seremos responsabilizados por isso&raquo;, questionou.
&nbsp;
A quest&atilde;o da responsabiliza&ccedil;&atilde;o tem sido uma das mais levantadas pelas v&iacute;timas e pelas associa&ccedil;&otilde;es que t&ecirc;m estado a manifestar-se por estes dias em Roma. O arcebispo irland&ecirc;s, um dos pa&iacute;ses que mais tem sido afetado por den&uacute;ncias de abusos sexuais por parte de membros do clero, explicou que h&aacute; uma &laquo;comiss&atilde;o nacional, formada por peritos, leigos, que tenham compet&ecirc;ncia, profissionais desta &aacute;rea&raquo;. &laquo;Eles asseguram que os padr&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o e salvaguarda, dentro da Igreja, na Irlanda, em todas as dioceses e congrega&ccedil;&otilde;es religiosas, correspondem &agrave;s melhores pr&aacute;ticas, nesta &aacute;rea&raquo;.
&nbsp;
Para al&eacute;m disto, explicou, h&aacute; uma &laquo;auditoria, a cada tr&ecirc;s ou quatro anos, em que esta comiss&atilde;o nacional, de leigos, chega, abre os ficheiros, examina a forma como lidamos com os casos, para assegurar que estamos a aplicar os princ&iacute;pios que assumimos, no papel&raquo;.
&nbsp;
Alguns consideram que as v&iacute;timas n&atilde;o t&ecirc;m sido ouvidas o suficiente, apesar dos testemunhos di&aacute;rios de v&iacute;timas e de o Papa ter pedido a todos os participantes que se encontrassem com v&iacute;timas nos seus pa&iacute;ses antes de virem para o encontro. D. Eamon Martin explica que os testemunhos e esses encontros ajudaram &laquo;a manter a voz das v&iacute;timas e sobreviventes a ecoar em todas as nossas conversas e discuss&otilde;es&raquo;. &laquo; Ontem [sexta-feira] &agrave; tarde, antes do final da sess&atilde;o, uma jovem italiana relatou-nos a sua horr&iacute;vel experi&ecirc;ncia. (...) Espero, muito sinceramente, que, no final deste encontro, sejamos capazes de mostrar &agrave;s v&iacute;timas e sobreviventes que a sua voz foi ouvida&raquo;, disse.

&nbsp;
Outros dos participantes &eacute; o arcebispo do Luxemburgo, D. Jean-Claude Hollerich, que reconheceu que &eacute; preciso &laquo;trabalhar com e ouvir as associa&ccedil;&otilde;es de v&iacute;timas, porque elas t&ecirc;m uma experi&ecirc;ncia que n&oacute;s n&atilde;o temos&raquo;. Para al&eacute;m disso, valorizou muito o facto de haver testemunhos das v&iacute;timas no programa do encontro. &laquo;Muitos bispos tiveram o primeiro contacto com esta realidade aqui, por isso esses testemunhos foram muito &uacute;teis. Via-se que muitos deles ficavam impressionados pelo que ouviam&raquo;, referiu o arcebispo aos jornalistas, recordando o &laquo;sil&ecirc;ncio&raquo; com que todos os testemunhos s&atilde;o ouvidos.
&nbsp;
&laquo;Uma puni&ccedil;&atilde;o que evite&raquo; a &laquo;repeti&ccedil;&atilde;o destes casos&raquo;
D. Anthony Fallah Borwah, bispo de Gbarnga, na Lib&eacute;ria, espera que a aplica&ccedil;&atilde;o do conceito de &laquo;toler&acirc;ncia zero&raquo; implique &laquo;uma medida, uma puni&ccedil;&atilde;o, que evite, em definitivo, a repeti&ccedil;&atilde;o destes atos&raquo;. &laquo;Queremos ser claros a esse respeito&raquo;, afirmou.
&nbsp;
Mas tamb&eacute;m afirmou que os bispos est&atilde;o a olhar para a quest&atilde;o da prote&ccedil;&atilde;o de menores na Igreja bem para l&aacute; da quest&atilde;o dos abusos sexuais por parte de membros do clero. &laquo;H&aacute; abusadores sexuais em todos os lugares. Mas tamb&eacute;m h&aacute; a explora&ccedil;&atilde;o do trabalho infantil, por exemplo, e &eacute; preciso ter uma perspetiva global sobre o tema&raquo;, disse. Esta j&aacute; n&atilde;o &eacute; a primeira vez que vemos esta inten&ccedil;&atilde;o, pois a pr&oacute;pria medida de aumento da idade m&iacute;nima para casar, anunciada h&aacute; dias em confer&ecirc;ncia de imprensa por D. Charles Scicluna, revela que estes s&atilde;o assuntos que est&atilde;o tamb&eacute;m a ser debatidos entre os participantes e o Papa.
&nbsp;
Sobre o encontro, que afirma ser um &laquo;bom primeiro passo&raquo;. D. Anthony espera que n&atilde;o fique por aqui. &laquo;Espero que, ap&oacute;s este encontro, se sigam outras reuni&otilde;es, regionais e diocesanas&raquo;, concluiu.

A reportagem em Roma no encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, Jornal Voz da Verdade, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e SIC.
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Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Sat, 23 Feb 2019 11:00:00 +0000</pubDate>
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<title>D. Manuel Clemente quer vencer a «batalha pelo bem das crianças»</title>
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<description><![CDATA[O presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), D. Manuel Clemente, falou hoje da necessidade de refor&ccedil;ar meios no combate a um &laquo;fen&oacute;meno complexo&raquo; que s&atilde;o os abusos sexuais e que requerem uma combina&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o pode passar apenas pelos sacerdotes.


&laquo;T&ecirc;m aparecido ideias, como j&aacute; tem sido ventilado, at&eacute; com a publica&ccedil;&atilde;o das interven&ccedil;&otilde;es, de refor&ccedil;ar as equipas, as comiss&otilde;es para a prote&ccedil;&atilde;o de menores, mesmo com a colabora&ccedil;&atilde;o de pessoas especializadas &ndash; cl&eacute;rigos, leigos, leigas &ndash; que efetivamente possa ajudar-nos nesta, podemos chamar-lhe batalha, porque &eacute; isto mesmo, pelo bem das crian&ccedil;as&raquo;, afirmou, em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; &agrave; sa&iacute;da dos trabalhos do encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja que decorre no Vaticano.
&nbsp;
Uma interven&ccedil;&atilde;o que tem de ser &laquo;muito ampla&raquo;, pois toca &laquo;zonas muito profundas da humanidade que somos e que, &agrave;s vezes, n&atilde;o s&atilde;o boas, precisam de ser corrigidas, compreendidas e ultrapassadas&raquo;. &laquo;&Eacute; um fen&oacute;meno moral, com certeza, mas tamb&eacute;m ps&iacute;quico e at&eacute; psiqui&aacute;trico, sociol&oacute;gico, cultural&raquo;, referiu.
&nbsp;
Apesar de j&aacute; estarem em pr&aacute;tica normas em Portugal de combate a este problema dos abusos sexuais, o presidente da CEP admite que, a partir deste encontro, as normas poder&atilde;o ser refor&ccedil;adas. &laquo;Sobretudo, o refor&ccedil;o da pr&aacute;tica que n&oacute;s j&aacute; vimos desenvolvendo, com grandes indica&ccedil;&otilde;es da Santa S&eacute;, de h&aacute; uns anos a esta parte, e que em Portugal j&aacute; passou por aquelas normas de 2012. O refor&ccedil;o desta inten&ccedil;&atilde;o e desta pr&aacute;tica &eacute; o mais forte, agora generalizado a toda a Igreja, porque, efetivamente, n&oacute;s falamos da Igreja Cat&oacute;lica, mas estamos a falar de muitos continentes, de muitas culturas, muitas sociedades. Para todos n&oacute;s ficou mais claro, se isso se pode dizer, que isto &eacute; uma absoluta prioridade&raquo;, reconheceu.
&nbsp;
Sobre o modo de proceder, D. Manuel Clemente explicou que as dioceses t&ecirc;m a sua autonomia, mas que admite como poss&iacute;vel a cria&ccedil;&atilde;o de estruturas ao n&iacute;vel da confer&ecirc;ncia episcopal. &laquo;&Eacute; desenvolver aquilo que j&aacute; vamos fazendo, que &eacute; ajudar-nos uns aos outros, coisa que j&aacute; &eacute; praticada, at&eacute; porque n&oacute;s nos encontramos v&aacute;rias vezes, e por isso as solu&ccedil;&otilde;es que um tem podem servir tamb&eacute;m para outro. Isso faz parte da partilha da Igreja em todos os aspetos e neste, que &eacute; priorit&aacute;rio, tamb&eacute;m&raquo;, sustentou.

A reportagem em Roma no encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, Jornal Voz da Verdade, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e SIC.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Fri, 22 Feb 2019 20:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Cimeira dos abusos sexuais centrada na «prestação de contas» da Igreja</title>
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<description><![CDATA[Os cardeais Oswald Gracias e Blase Cupich, da &Iacute;ndia e dos Estados Unidos da Am&eacute;rica, assinalaram hoje no Vaticano a necessidade de haver encontro com as v&iacute;timas de abusos sexuais, falando durante a cimeira convocada pelo Papa. &laquo;O abuso sexual na Igreja Cat&oacute;lica e a incapacidade de abord&aacute;-lo de maneira aberta, eficaz e respons&aacute;vel causaram uma crise multifacetada que feriu a Igreja, sem mencionar os que sofreram abusos&raquo;, disse o cardeal Oswald Gracias, arcebispo de Bombaim, na &Iacute;ndia.


Na primeira interven&ccedil;&atilde;o do segundo dia de trabalhos do encontro sobre prote&ccedil;&atilde;o de menores da Igreja, depois de os 190 participantes escutarem um testemunho de quem sofreu abusos, o cardeal indiano afirmou que toda a Igreja &laquo;deve olhar com honestidade, fazer um discernimento rigoroso e agir decisivamente&raquo; para evitar abusos no futuro e &laquo;fazer todo o poss&iacute;vel para promover a cura das v&iacute;timas&raquo;.

D. Oswald Gracias contou que o a colegialidade, a consci&ecirc;ncia de uma responsabilidade universal de cada bispo, &laquo;&eacute; um contexto essencial&raquo; para lidar com as feridas &laquo;dos abusos infligidos &agrave;s v&iacute;timas e &agrave; Igreja em geral&raquo;. &laquo;Cada um de n&oacute;s &eacute; respons&aacute;vel por toda a Igreja. Juntos, temos responsabilidade e obriga&ccedil;&atilde;o de prestar contas. N&oacute;s estendemos a nossa preocupa&ccedil;&atilde;o al&eacute;m da nossa Igreja local para abranger todas as Igrejas, com as quais estamos em comunh&atilde;o&raquo;, desenvolveu.

Recordando que nenhum bispo deveria dizer que &laquo;enfrenta o problema e os desafios sozinho&raquo;, D. Oswald Gracias referiu tamb&eacute;m quem nenhum bispo pode dizer que este problema &laquo;n&atilde;o lhe diz respeito, porque as coisas s&atilde;o diferentes na sua regi&atilde;o&raquo;. &laquo;Na nossa Igreja, precisamos urgentemente de um maior desenvolvimento das compet&ecirc;ncias interculturais, que em &uacute;ltima an&aacute;lise, deve provar o seu valor atrav&eacute;s de uma comunica&ccedil;&atilde;o intercultural e uma correspondente tomada de decis&atilde;o bem fundamentada&raquo;.

O cardeal Blase Joseph Cupich, dos Estados Unidos da Am&eacute;rica, come&ccedil;ou por dizer que &eacute; um &laquo;imperativo&raquo; considerar &laquo;o desafio&raquo; dos abusos sexuais e da prote&ccedil;&atilde;o de menores &laquo;&agrave; luz da sinodalidade&raquo;, especialmente quando aprofundam com toda a Igreja os aspetos &laquo;estruturais, legais e institucionais da obriga&ccedil;&atilde;o de prestar contas&raquo;. &laquo;A sinodalidade representa a participa&ccedil;&atilde;o de todos os batizados a todos os n&iacute;veis de par&oacute;quias, dioceses, organismos eclesiais nacionais e regionais, um discernimento e reforma que penetra em toda a Igreja&raquo;, salientou o arcebispo de Chicago.

D. Blase Joseph Cupich, que foi respons&aacute;vel pela Comiss&atilde;o de Prote&ccedil;&atilde;o de Menores da confer&ecirc;ncia episcopal norte-americana de 2008 a 2011, sugeriu &laquo;medidas processuais claras&raquo; que os bispos possam adotar, &laquo;enraizadas nas tradi&ccedil;&otilde;es e estruturas da Igreja&raquo;, mas que &laquo;atendam &agrave;s necessidades modernas de identificar e investigar o comportamento potencialmente il&iacute;cito dos bispos&raquo;. &laquo;As v&iacute;timas e as suas fam&iacute;lias, como as pessoas que apresentam acusa&ccedil;&atilde;o, necessitam de ser tratadas com dignidade e respeito [&hellip;] As v&iacute;timas recebam ajuda psicol&oacute;gica e outro tipo de apoio, que deve ser financiado pela diocese do bispo acusado&raquo;, &eacute; a primeira das 12 medidas apresentadas esta manh&atilde;.


O cardeal de Chicago real&ccedil;ou tamb&eacute;m quatro princ&iacute;pios sinodais para a reforma estrutural, legal e institucional, para &laquo;uma Igreja que procura ser uma m&atilde;e amorosa frente ao abuso sexual do clero&raquo;: escuta radical, &laquo;para compreender a experi&ecirc;ncia aniquiladora dos abusados&raquo;; testemunho dos leigos, &laquo;cada membro da Igreja tem um papel essencial a ajudar&raquo;; colegialidade e acompanhamento.

Linda Ghisoni, subsecret&aacute;ria do Dicast&eacute;rio para os Leigos, Vida e Fam&iacute;lia (Santa S&eacute;) foi a primeira mulher a apresentar uma confer&ecirc;ncia, criticando quem considera excessiva a aten&ccedil;&atilde;o dedicada a estes casos e pedindo prioridade para as v&iacute;timas. &laquo;Como poderemos falar de prote&ccedil;&atilde;o de menores na Igreja, de responsabilidade, de accountability (presta&ccedil;&atilde;o de contas) e transpar&ecirc;ncia sem ter presentes as v&iacute;timas e as suas fam&iacute;lias, os abusadores, os c&uacute;mplices, os negacionistas, os que foram injustamente acusados, os negligentes?&raquo;.

Ap&oacute;s esta interven&ccedil;&atilde;o, o Papa falou de improviso, para elogiar a &laquo;doutora Ghisoni&raquo;. &laquo;Ouvi a Igreja falar de si mesma. Ou seja, todos n&oacute;s falamos sobre a Igreja. Em todas as interven&ccedil;&otilde;es. Mas desta vez foi a pr&oacute;pria Igreja que falou. N&atilde;o &eacute; apenas uma quest&atilde;o de estilo: &eacute; o g&eacute;nio feminino que se reflete na Igreja, que &eacute; uma mulher&raquo;.

Segundo Francisco, &laquo;convidar uma mulher para falar sobre as feridas da Igreja &eacute; convidar a Igreja a falar sobre si mesma, sobre as feridas que ela tem&raquo;. &laquo;N&atilde;o se trata de dar mais fun&ccedil;&otilde;es &agrave; mulher na Igreja - sim, isso &eacute; bom, mas isso n&atilde;o resolve o problema - trata-se de integrar a mulher como imagem da Igreja, no nosso pensamento. E pensar tamb&eacute;m na Igreja com as categorias de uma mulher. Obrigado pelo seu testemunho&raquo;, concluiu.

O programa da cimeira prossegue, este s&aacute;bado, com um dia de trabalhos dedicado ao tema da &laquo;transpar&ecirc;ncia&raquo;, que culmina com uma Liturgia Penitencial, na sala r&eacute;gia do Pal&aacute;cio Apost&oacute;lico do Vaticano, que inclui o testemunho de uma v&iacute;tima de abusos.

A reportagem em Roma no Encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja &eacute; realizada em parceria para a Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a, SIC e Voz da Verdade.
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Texto: Oct&aacute;vio Carmo
Fotos: EPA
]]></description>
<pubDate>Fri, 22 Feb 2019 19:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Abusos: «Temos de começar por pôr a nossa casa em ordem»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/abusos-temos-de-comecar-por-por-a-nossa-casa-em-ordem</link>
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<description><![CDATA[O cardeal Sean O&rsquo;Malley, arcebispo de Boston e presidente da Comiss&atilde;o Pontif&iacute;cia para a Prote&ccedil;&atilde;o dos Menores, criada pelo Papa, disse hoje que os bispos t&ecirc;m a &laquo;obriga&ccedil;&atilde;o moral&raquo; de comunicar casos de abusos &agrave;s autoridades civis.


Falando no segundo dia da cimeira convocada por Francisco, para debater o tema, o cardeal norte-americano deu o exemplo dos EUA, onde apesar de cada Estado ter legisla&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria sobre o dever de den&uacute;ncia, a Confer&ecirc;ncia Episcopal assumiu esta &laquo;obriga&ccedil;&atilde;o moral&raquo; de relatar os casos &agrave;s autoridades civis, &laquo;para a seguran&ccedil;a das crian&ccedil;as&raquo;. &laquo;Durante muito tempo, estes casos n&atilde;o foram reportados&raquo;, recordou o arcebispo de Boston, sublinhando as consequ&ecirc;ncias negativas dessa cultura de sil&ecirc;ncio e encobrimento.

&laquo;Qualquer bispo que tenha conhecimento deste tipo de conduta deve comunic&aacute;-la &agrave; Santa S&eacute; e n&atilde;o encobrir&raquo;, diria depois, evocando a demiss&atilde;o do estado clerical do antigo cardeal McCarrick.

O mesmo tempo foi abordado por D. Charles Scicluna, membro da comiss&atilde;o organizadora e secret&aacute;rio-adjunto da Congrega&ccedil;&atilde;o para a Doutrina da F&eacute; (CDF), recordando que as atuais orienta&ccedil;&otilde;es do Vaticano convidam os bispos a seguir as leis civis de cada pa&iacute;s. &laquo;N&atilde;o podemos deixar no minist&eacute;rio ningu&eacute;m que possa fazer mal aos jovens&raquo;.

O arcebispo malt&ecirc;s sublinhou que, numa carta-circular da CDF, com data de 2001, na qual se d&atilde;o orienta&ccedil;&otilde;es para &laquo;respeitar a lei do Estado, no que diz respeito a esta obriga&ccedil;&atilde;o&raquo;.

O cardeal O&rsquo;Malley, arcebispo de uma das dioceses mais afetadas pelos esc&acirc;ndalos de abusos sexuais, evocou o &laquo;sofrimento e trai&ccedil;&atilde;o&raquo; de muitas crian&ccedil;as e adultos vulner&aacute;veis. O respons&aacute;vel, um dos mais diretos colaboradores do Papa neste campo, disse que &eacute; necess&aacute;rio abordar com &laquo;seriedade&raquo; a crise dos abusos sexuais e os danos que causaram &agrave;s v&iacute;timas, sublinhando que o encontro que estas &eacute; &laquo;uma experi&ecirc;ncia que muda a vida&raquo;.

Para o presidente da Comiss&atilde;o Pontif&iacute;cia para a Prote&ccedil;&atilde;o de Menores, o que acontece num pa&iacute;s &laquo;afeta todo o mundo&raquo; na atual &laquo;aldeia global&raquo;, levando a uma &laquo;perda de confian&ccedil;a&raquo; na Igreja Cat&oacute;lica.

Nesse sentido, mostrou-se partid&aacute;rio da &laquo;remo&ccedil;&atilde;o do minist&eacute;rio p&uacute;blico&raquo;, como pena universal. O cardeal norte-americano admitiu que h&aacute; &laquo;graves lacunas&raquo; que t&ecirc;m de ser resolvidas &laquo;urgentemente&raquo;, mas mostrou-se confiante com o desenrolar dos trabalhos da cimeira de presid&ecirc;ncias de confer&ecirc;ncias episcopais e respons&aacute;veis de institutos religiosos iniciada esta quinta-feira e que se conclui este domingo. &laquo;Sinto-me muito encorajado pelo que vi&raquo;, real&ccedil;ou. &laquo;Temos de come&ccedil;ar por p&ocirc;r a nossa casa em ordem&raquo;.

J&aacute; o cardeal Blase Cupich, arcebispo de Chicago e membro da comiss&atilde;o organizadora, destacou a necessidade de que &laquo;todos tenham uma voz&raquo; e de se chegar a &laquo;medidas concretas&raquo;, como o Papa pediu.

Paolo Ruffini, prefeito do Dicast&eacute;rio para a Comunica&ccedil;&atilde;o, falou dos temas abordados nos trabalhos de grupos, frisando que as v&iacute;timas n&atilde;o devem ser vistas como &laquo;amea&ccedil;a&raquo; &agrave; Igreja, mas como seus &laquo;membros&raquo;.

Em cima da mesa esteve ainda a quest&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre homossexualidade e abusos sexuais, que tem gerado v&aacute;rias discuss&otilde;es.
O Vaticano informou que a cimeira sobre a prote&ccedil;&atilde;o de menores conta com a colabora&ccedil;&atilde;o de Marta Santos Pais, representante especial do secret&aacute;rio-geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre a Viol&ecirc;ncia contra Crian&ccedil;as, tendo sido distribu&iacute;da aos 190 participantes a documenta&ccedil;&atilde;o da ONU sobre esta mat&eacute;ria.


O programa da cimeira prossegue, este s&aacute;bado, com um dia de trabalhos dedicado ao tema da &laquo;transpar&ecirc;ncia&raquo;, que culmina com uma Liturgia Penitencial, na sala r&eacute;gia do Pal&aacute;cio Apost&oacute;lico do Vaticano, com testemunho de uma v&iacute;tima de abusos.

A reportagem em Roma no encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, Jornal Voz da Verdade, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e SIC.
&nbsp;
Texto: Oct&aacute;vio Carmo
Fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Fri, 22 Feb 2019 15:25:00 +0000</pubDate>
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<title>21 pontos de reflexão do Papa sobre a Proteção de Menores na Igreja</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/21-pontos-de-reflexao-do-papa-sore-a-protecao-de-menores-na-igreja</link>
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<description><![CDATA[No encontro que re&uacute;ne, no Vaticano, os presidentes das confer&ecirc;ncias episcopais de todo o mundo, o Papa Francisco entregou a todos os participantes 21 pontos chave que sirvam de reflex&atilde;o &agrave;s medidas que devem ser criadas para conseguir a prote&ccedil;&atilde;o de menores na Igreja e reparar os casos de abusos que j&aacute; tenham acontecido.


Deixamos aqui esses pontos, conforme foram entregues pelo Papa:

1. Elaborar um manual pr&aacute;tico no qual s&atilde;o especificados os passos a serem dados pela autoridade em todos os momentos-chave do surgimento de um caso.

2. Dotar-se de estruturas de escuta, compostas por pessoas treinadas e especializadas, onde se exerce o primeiro discernimento dos casos das alegadas v&iacute;timas.

3. Estabelecer os crit&eacute;rios para o envolvimento direto do bispo ou do superior religioso.

4. Implementar procedimentos partilhados para o exame das acusa&ccedil;&otilde;es, a prote&ccedil;&atilde;o das v&iacute;timas e o direito de defesa do acusado.

5. Informar as autoridades civis e as autoridades eclesi&aacute;sticas, superiores, em conformidade com as normas civis e can&oacute;nicas.

6. Fazer uma revis&atilde;o peri&oacute;dica de protocolos e normas para salvaguardar um ambiente protegido para menores em todas as estruturas pastorais; protocolos e normas baseados nos princ&iacute;pios da justi&ccedil;a e da caridade, integrados para que a a&ccedil;&atilde;o da Igreja tamb&eacute;m neste campo esteja em conformidade com a sua miss&atilde;o.

7. Estabelecer protocolos espec&iacute;ficos para lidar com acusa&ccedil;&otilde;es contra os bispos.

8. Acompanhar, proteger e tratar as v&iacute;timas, oferecendo-lhes todo o apoio necess&aacute;rio para uma recupera&ccedil;&atilde;o completa.

9. Aumentar a consciencializa&ccedil;&atilde;o sobre as causas e consequ&ecirc;ncias do abuso sexual por meio de iniciativas de forma&ccedil;&atilde;o permanente de bispos, superiores religiosos, cl&eacute;rigos e agentes pastorais.

10. Preparar caminhos de cuidado pastoral para comunidades feridas por abusos e itiner&aacute;rios penitenciais e de recupera&ccedil;&atilde;o para os perpetradores.

11. Fortalecer a coopera&ccedil;&atilde;o com todas as pessoas de boa vontade e com os meios de comunica&ccedil;&atilde;o, a fim de reconhecer e distinguir os casos verdadeiros dos falsos, as alega&ccedil;&otilde;es de difama&ccedil;&atilde;o, evitando ressentimentos e insinua&ccedil;&otilde;es, rumores e cal&uacute;nias

12. Aumentar a idade m&iacute;nima para o casamento aos dezasseis anos.

13. Estabelecer disposi&ccedil;&otilde;es que regulem e facilitem a participa&ccedil;&atilde;o de especialistas leigos em investiga&ccedil;&otilde;es e nos diferentes graus de julgamento de processos can&oacute;nicos relativos ao abuso sexual e/ou de poder.

14. O Direito &agrave; Defesa: o princ&iacute;pio do direito natural e can&oacute;nico da presun&ccedil;&atilde;o de inoc&ecirc;ncia tamb&eacute;m deve ser salvaguardado, at&eacute; prova da culpa do acusado. Portanto, &eacute; necess&aacute;rio impedir que as listas do acusado sejam publicadas, mesmo pelas dioceses, antes da investiga&ccedil;&atilde;o preliminar e da condena&ccedil;&atilde;o definitiva.

15. Observar o princ&iacute;pio tradicional da proporcionalidade da puni&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao crime cometido. Decidir que padres e bispos culpados de abuso sexual de menores deixem o minist&eacute;rio p&uacute;blico.

16. Introduzir regras relativas a seminaristas e candidatos ao sacerd&oacute;cio ou &agrave; vida religiosa. Para eles, introduzir programas de forma&ccedil;&atilde;o inicial e permanente para consolidar a sua maturidade humana, espiritual e psicossexual, bem como suas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais e o seu comportamento.

17. Realizar uma avalia&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica por especialistas qualificados e credenciados para candidatos ao sacerd&oacute;cio e &agrave; vida consagrada.

18. Indicar as normas que regem a transfer&ecirc;ncia de um seminarista ou aspirante religioso de um semin&aacute;rio para outro; bem como um padre ou religioso de uma diocese ou congrega&ccedil;&atilde;o para outra.

19. Formular c&oacute;digos de conduta obrigat&oacute;rios para todos os cl&eacute;rigos, religiosos, pessoal de servi&ccedil;o e volunt&aacute;rios, para delinear os limites apropriados nas rela&ccedil;&otilde;es pessoais. Especificar os requisitos necess&aacute;rios para o pessoal e os volunt&aacute;rios e verificar o seu registo criminal.

20. Ilustrar todas as informa&ccedil;&otilde;es e dados sobre os perigos do abuso e seus efeitos, sobre como reconhecer os sinais de abuso e como denunciar suspeitas de abuso sexual. Tudo isso deve acontecer em colabora&ccedil;&atilde;o com pais, professores, profissionais e autoridades civis.

21. &Eacute; necess&aacute;rio estabelecer, onde ainda n&atilde;o foi feito, um organismo de f&aacute;cil acesso para as v&iacute;timas que desejam denunciar qualquer crime. Um corpo que goze de autonomia, mesmo no que diz respeito &agrave; autoridade local e eclesi&aacute;stica, composto por peritos (cl&eacute;rigos e leigos) que sejam capazes de expressar a aten&ccedil;&atilde;o da Igreja para aqueles que, neste campo, se sintam ofendidos por comportamentos inadequados por parte de cl&eacute;rigos.

A reportagem em Roma no encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, Jornal Voz da Verdade, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e SIC.]]></description>
<pubDate>Fri, 22 Feb 2019 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Vítimas: Padres que abusam são «assassinos da alma, assassinos da fé»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/vitimas-padres-que-abusam-sao-assassinos-da-alma-assassinos-da-fe</link>
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<description><![CDATA[Os trabalhos do encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja que decorre no Vaticano tiveram como ponto de partida um v&iacute;deo no qual participaram cinco v&iacute;timas de abusos. N&atilde;o havendo acesso ao v&iacute;deo, o Vaticano disponibilizou os testemunhos, ocultando a identidade das v&iacute;timas, e os relatos s&atilde;o v&iacute;vidos na descri&ccedil;&atilde;o que fazem dos abusos, mas sobretudo no medo, desrespeito e desprezo a que muitas das v&iacute;timas foram votadas quando tentaram denunciar que estavam a sofrer abusos.

&nbsp;
Uma das v&iacute;timas foi abusada durante 13 anos por um sacerdote de quem dependia economicamente. Ficou gr&aacute;vida tr&ecirc;s vezes, porque o abusador n&atilde;o queria usar prote&ccedil;&atilde;o, e das tr&ecirc;s vezes foi obrigada a abortar, para esconder o abuso que sofria. N&atilde;o s&oacute; sexual, mas tamb&eacute;m de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, que acontecia cada vez que se recusava a ter rela&ccedil;&otilde;es com ele ou tinha um namorado novo. &laquo;Ao princ&iacute;pio eu confiava tanto nele que nunca imaginava que ele pudesse abusar de mim&raquo;, refere a jovem, que agora diz ter a sua vida &laquo;destru&iacute;da&raquo;. &laquo;Os padres e os religiosos t&ecirc;m uma forma de ajudar que pode completamente destruir a pessoa, eles t&ecirc;m de se comportar como l&iacute;deres&raquo;, pediu.
&nbsp;
Outro testemunho deixado por uma v&iacute;tima do Chile foi o de ser tratado como um &laquo;mentiroso&raquo; quando se chegou &agrave; frente para denunciar o abuso que sofria. &laquo;Pensei &ldquo;vou dizer tudo &agrave; Madre Igreja, onde me ouvem e respeitam&rdquo;. Mas a primeira coisa que fizeram foi tratar-me como um mentiroso, virar-me as costas e dizer-me que eu, como outros, era inimigo da Igreja. Isto n&atilde;o existe apenas no Chile, mas em todo o mundo &ndash; e tem de acabar&raquo;, defendeu.
&nbsp;
Para esta v&iacute;tima, os bispos t&ecirc;m de &laquo;reparar o mal que foi feito &agrave;s v&iacute;timas&raquo;. &laquo;Voc&ecirc;s s&atilde;o os m&eacute;dicos da alma e do corpo, mas &ndash; com raras exce&ccedil;&otilde;es &ndash; foram transformados &ndash; em alguns casos &ndash; em assassinos da alma, assassinos da f&eacute;. Uma terr&iacute;vel contradi&ccedil;&atilde;o&raquo;, lamentou.
&nbsp;
Um sacerdote de 53 anos tamb&eacute;m deixou o seu testemunho aos bispos. Abusado por um padre com quem foi ter a pedir ajuda para &laquo;aprender a ler as Escrituras durante a Missa&raquo;, fala n&atilde;o apenas do abuso, mas da forma como o bispo do seu pa&iacute;s lidou com a situa&ccedil;&atilde;o. &laquo;Escrevi cartas ao padre e ao bispo h&aacute; oito anos e ningu&eacute;m me respondeu. Eu queria algu&eacute;m que me escutasse, que soubesse quem era aquele homem e o que tinha feito&raquo;, afirmou perante todos os bispos presentes na sala.
&nbsp;
Associa&ccedil;&otilde;es de v&iacute;timas organizam vig&iacute;lia com testemunhos
Depois de terem sido recebidas no Vaticano pela comiss&atilde;o organizadora deste encontro de bispos, a ECA &ndash; Ending Clergy Abuse (acabar com o abuso do clero) &ndash; uma plataforma que junta organiza&ccedil;&otilde;es de v&iacute;timas de todo o mundo, organizou hoje uma vig&iacute;lia com testemunhos de v&iacute;timas de abusos por parte do clero, que decorreu nos jardins do Castelo de Sant&rsquo;Angelo, muito perto do Vaticano.

&nbsp;
Peter Isley, porta-voz da plataforma, contou como foi abusado aos 13 anos por um sacerdote em quem confiava, e, no final da sua interven&ccedil;&atilde;o, explicou que &laquo;a voz do Ressuscitado na cruz ouve-se em cada uma das v&iacute;timas que contam a sua hist&oacute;ria, &eacute; a ressurrei&ccedil;&atilde;o da voz, a sa&iacute;da do desespero do sil&ecirc;ncio para a beleza, o poder e a verdade da voz humana&raquo;.
&nbsp;
Alessandro Battaglia, de Mil&atilde;o, foi um dos jovens que deu o seu testemunho emocionado. &laquo;Fui abusado aos 15 anos por um padre que eu considerava o melhor do mundo, a quem contava tudo. O que queria dizer esta noite, e contar, &eacute; a hist&oacute;ria de um rapaz que foi abusado. &Eacute; uma dor grande, uma vida destru&iacute;da&raquo;, referiu.
&nbsp;
Este jovem afirma que tamb&eacute;m a sua f&eacute; saiu destru&iacute;da. &laquo;Eu deixei de acreditar em Deus, porque n&atilde;o pode haver um Deus que permite isto. Cresci no ambiente da Igreja cat&oacute;lica, fui escuteiro, animador de jovens, e abandonei tudo isto. S&oacute; desejo terminar com tudo isto, e quem est&aacute; l&aacute; dentro &ndash; o jovem aponta na dire&ccedil;&atilde;o do Vaticano &ndash; pode terminar, est&aacute; no meio certo para o fazer. Todos n&oacute;s queremos que isto n&atilde;o aconte&ccedil;a a outra pessoa, &eacute; s&oacute; o que podemos desejar, para evitar todo o sofrimento que n&oacute;s j&aacute; sentimos&raquo;, concluiu.

&nbsp;
Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Peter Isley referiu que, &laquo;se o n&uacute;mero [de abusadores] for semelhante ao que se viu no resto do mundo, e Portugal &eacute; um pa&iacute;s bastante cat&oacute;lico, h&aacute; 5 a 10% de sacerdotes que nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas ter&atilde;o abusado de menores&raquo;. &laquo;H&aacute; um n&uacute;mero significativo de sobreviventes, mas quem saber&aacute; melhor isso s&atilde;o os pr&oacute;prios bispos em Portugal, que t&ecirc;m provas sobre os padres que abusaram ode est&atilde;o e o que est&atilde;o a fazer com eles. Os cat&oacute;licos n&atilde;o sabem, e t&ecirc;m o direito de saber&raquo;, defendeu este respons&aacute;vel.
&nbsp;
&laquo;Nos pontos que o Papa Francisco hoje colocou &agrave; reflex&atilde;o, o primeiro era a elabora&ccedil;&atilde;o de um manual. Ora se uma crian&ccedil;a est&aacute; a ser abusada e molestada por um padre, n&atilde;o se faz um manual, retira-se aquele homem do minist&eacute;rio, para que n&atilde;o moleste mais nenhuma crian&ccedil;a. Isso &eacute; o que eles precisam de fazer. V&atilde;o fazer? N&atilde;o sei, isso n&atilde;o vem naqueles pontos&raquo;, criticou Peter Isley, acrescentando que isto n&atilde;o &eacute; &laquo;toler&acirc;ncia zero&raquo; sobre o padre que abusa ou sobre o bispo que encobre. &laquo;Ali tamb&eacute;m n&atilde;o se fala em responsabilizar os bispos que encobrem estes cantos. Se &eacute;s um bispo e podes encobrir estes casos, s&atilde;o t&atilde;o culpados como os que cometeram o abuso. H&aacute; muitos padres bons que podem tomar o seu lugar&raquo;, sustentou.
&nbsp;
Questionado sobre o que achava do programa do encontro, que inclui bastantes testemunhos de v&iacute;timas, Peter Isley afirma que importante seria falar com quem conhece a realidade. &laquo;N&atilde;o sei porque &eacute; que algum bispo no mundo precisa de ouvir de mais gente, o Papa j&aacute; lhes disse que s&atilde;o horr&iacute;veis. O que precisam de ouvir de n&oacute;s &eacute; o que vamos fazer em conjunto. N&atilde;o h&aacute; melhor grupo de pessoas que este, porque s&atilde;o sobreviventes, trabalham em organiza&ccedil;&otilde;es, conhecem as pessoas, sabem lidar com a ilus&atilde;o da Igreja e o sistema civil&raquo;, concluiu.


&nbsp;
&laquo;Honestidade radical sobre tudo o que aconteceu&raquo;
As mulheres da American Catholic worker woman, ua organiza&ccedil;&atilde;o de mulheres cat&oacute;licas nos Estados Unidos da Am&eacute;rica, enviaram uma delega&ccedil;&atilde;o a Roma para participar nos protestos das v&iacute;timas. Alice McGarry afirma-se &laquo;contente&raquo; pela realiza&ccedil;&atilde;o da cimeira, mas quer mais &laquo;coragem, honestidade e humildade&raquo;. &laquo;Queremos que eles fa&ccedil;am mais, e que escutem toda a gente. A Igreja perdeu a confian&ccedil;a do mundo e precisamos de fazer muito mais, os padres e todas as pessoas da Igreja, precisam de trabalhar em conjunto para mudar e reconquistar a confian&ccedil;a do mundo&raquo;, referiu esta ativista.
&nbsp;
O que &eacute; preciso fazer &eacute; escutar. &laquo;Temos de ouvir todos, todos os sobreviventes, ouvir todas as hist&oacute;rias, investigar... n&atilde;o sei a solu&ccedil;&atilde;o, mas sei que a Igreja n&atilde;o est&aacute; a fazer o suficiente. T&ecirc;m demasiado medo e n&atilde;o acho que precisem de ter medo. Podem ser corajosos, mas t&ecirc;m medo&raquo;, lamentou.
&nbsp;
Mas medo de qu&ecirc;, pergunt&aacute;mos. &laquo;Acho que algumas pessoas t&ecirc;m medo de perder fi&eacute;is, outras medo de perder poder, outras apenas com medo da verdade... temos medo do Mal, n&atilde;o queremos sequer pensar em abusos sexuais, as fam&iacute;lias t&ecirc;m receio em falar disto, mas n&atilde;o precisamos de ter medo. Precisamos todos de transformar o medo em coragem, n&atilde;o apenas o Papa, e estou a rezar por todos n&oacute;s&raquo;, disse.



A reportagem em Roma no encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, Jornal Voz da Verdade, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e SIC.

Reportagem: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e EPA
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<pubDate>Thu, 21 Feb 2019 20:35:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa aumenta idade mínima para o Matrimónio no Direito Canónico</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco anunciou hoje a inten&ccedil;&atilde;o de aumentar idade m&iacute;nima para o Matrim&oacute;nio no Direito Can&oacute;nico, perante os participantes na cimeira dedicada &agrave; Prote&ccedil;&atilde;o de Menores, que decorre no Vaticano. A nova norma para a Igreja Cat&oacute;lica, em todo o mundo, passa por aumentar a idade m&iacute;nima para o casamento para os 16 anos. Uma medida que, de alguma forma, mostra que esta cimeira n&atilde;o se centra apenas na quest&atilde;o dos abusos sexuais por parte de membros do clero, mas estende-se a outras &aacute;reas onde os menores n&atilde;o est&atilde;o a ser protegidos.


Atualmente, segundo o C&oacute;digo de Direito Can&oacute;nico, de 1983 (c&acirc;none 1083), n&atilde;o podem contrair matrim&oacute;nio v&aacute;lido &laquo;o homem, antes de 16 anos completos de idade, e a mulher, antes de 14 anos tamb&eacute;m completos&raquo;. As confer&ecirc;ncias episcopais, no entanto, podem estabelecer a sua pr&oacute;pria legisla&ccedil;&atilde;o, como acontece em Portugal desde 1985 (fixando a idade m&iacute;nima nos 16 anos) ou no Brasil (18 anos para homens e 16 para as mulheres).

O c&acirc;none 1072 convida os membros do clero a &laquo;dissuadir os jovens de contrair matrim&oacute;nio antes da idade em que, segundo os costumes recebidos na regi&atilde;o, &eacute; habitual celebr&aacute;-lo&raquo;.

O tema foi comentado, na confer&ecirc;ncia de imprensa sobre os trabalhos desta manh&atilde;, por D. Charles Scicluna, secret&aacute;rio-adjunto da Congrega&ccedil;&atilde;o para a Doutrina da F&eacute;. &laquo;O Papa est&aacute; a propor uma mudan&ccedil;a no Direito Can&oacute;nico&raquo;, assinalou o arcebispo malt&ecirc;s.

O respons&aacute;vel falou numa experi&ecirc;ncia &laquo;poderosa&raquo;, na abertura dos trabalhos da cimeira, perante as vozes &laquo;emocionadas&raquo; das v&iacute;timas, que considera fundamental para entender a dimens&atilde;o dos casos.

Num momento que as v&iacute;timas se manifestam publicamente, perante o interesse medi&aacute;tico gerado pela convocat&oacute;ria do Papa, D. Charles Scicluna defende a necessidade de ouvir as suas reivindica&ccedil;&otilde;es. &laquo;N&atilde;o podemos ignorar essas vozes&raquo;, sustentou, pedindo que as v&iacute;timas n&atilde;o fiquem &laquo;sem informa&ccedil;&atilde;o&raquo; sobre os processos que as envolvem, por exemplo, e que as dioceses divulguem publicamente os nomes do pessoal eclesi&aacute;stico que foi &laquo;condenado&raquo; por abusos.

Com os jornalistas esteve tamb&eacute;m D. Mark Coleridge, da Arquidiocese de Brisbane (Austr&aacute;lia), para quem &eacute; necess&aacute;rios que os bispos sejam mais &laquo;pastores&raquo; do que &laquo;gerentes&raquo;, com novos modelos de lideran&ccedil;a que promovam uma maior colabora&ccedil;&atilde;o.

D. Charles Scicluna, que foi um dos dois oradores na primeira manh&atilde; da cimeira, lembrou aos bispos e respons&aacute;veis de institutos religiosos presentes no Vaticano o dever de respeitar protocolos e leis civis. &laquo;Estamos a falar de uma conduta que tamb&eacute;m &eacute; um crime em todas as jurisdi&ccedil;&otilde;es civis. A compet&ecirc;ncia das autoridades estatais deve ser respeitada. As regras de den&uacute;ncia devem ser seguidas cuidadosamente e um esp&iacute;rito de colabora&ccedil;&atilde;o beneficiar&aacute; tanto a Igreja quanto a sociedade em geral&raquo;, afirmou.

Na sua confer&ecirc;ncia, o arcebispo malt&ecirc;s tinha considerado que o papel das v&iacute;timas nos atuais procedimentos can&oacute;nicos &eacute; &laquo;limitado&raquo;, pelo que esta &eacute; uma &laquo;lacuna a ser preenchida&raquo;.

A agenda prev&ecirc; nove interven&ccedil;&otilde;es, com relatores dos cinco continentes, seguidas por um tempo de perguntas e respostas, al&eacute;m de debates em pequenos grupos.

Entre quinta-feira e s&aacute;bado, cada dia de trabalho &eacute; dedicado a um tema espec&iacute;fico: responsabilidade, presta&ccedil;&atilde;o de contas e transpar&ecirc;ncia.

A reportagem em Roma no encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, Jornal Voz da Verdade, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e SIC.
&nbsp;
Texto: Oct&aacute;vio Carmo
Foto: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 21 Feb 2019 15:29:00 +0000</pubDate>
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<title>Abusos são «feridas no coração de Cristo» que é preciso «curar»</title>
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<description><![CDATA[As interven&ccedil;&otilde;es da manh&atilde; no encontro que decorre no Vaticano sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja foram protagonizadas pelo Cardeal Luis Antonio Tagle, das Filipinas, e por D. Charles Scicluna, arcebispo de Malta. Sobre o tema de Responsabilidade, ao qual est&aacute; a ser dedicado o primeiro dia de encontro, o cardeal Tagle fez uma interven&ccedil;&atilde;o mais reflexiva, enquanto que D. Charles Scicluna se dedicou mais a relembrar todos os presentes dos procedimentos a adotar perante a den&uacute;ncia e a descoberta de casos de abusos, assim como na preven&ccedil;&atilde;o de novos casos.

&nbsp;
O Cardeal Luis Antonio Tagle dirigiu-se aos participantes e a todos quantos viam a interven&ccedil;&atilde;o pelas redes sociais (as interven&ccedil;&otilde;es est&atilde;o a ser transmitidas em direto pelo canal de youtube do Vatican News) para falar sobre a tarefa do pastor, que deve ter &laquo;no seu cora&ccedil;&atilde;o&raquo; a vontade de &laquo;conhecer a dor e curar as feridas&raquo; das suas ovelhas.
&nbsp;
Numa interven&ccedil;&atilde;o pesada, pontuada aqui e ali por momentos de emo&ccedil;&atilde;o, o cardeal Tagle defendeu que, &laquo;se queremos dar testemunho aut&ecirc;ntico da nossa f&eacute; na Ressurrei&ccedil;&atilde;o, todos n&oacute;s temos de tomar responsabilidade em curar esta ferida no cora&ccedil;&atilde;o de Cristo&raquo;. &laquo;&Eacute; preciso garantir que as crian&ccedil;as e pessoas vulner&aacute;veis est&atilde;o seguras e s&atilde;o cuidadas nas nossas comunidades&raquo;, referiu, questionando como &eacute; que, bispos e sacerdotes, &laquo;podemos professar a nossa f&eacute; em Cristo quando fechamos os olhos a todas as feridas infligidas?&raquo;
&nbsp;
O arcebispo de Manila continuou afirmando que &laquo;o nosso povo precisa que nos aproximemos das suas feridas e reconhe&ccedil;amos as nossas faltas para darmos um testemunho aut&ecirc;ntico e cred&iacute;vel da nossa f&eacute; na Ressurrei&ccedil;&atilde;o&raquo;.
&nbsp;
O arcebispo de Manila explicou que os bispos n&atilde;o devem ter &laquo;medo&raquo; ou &laquo;hesita&ccedil;&atilde;o&raquo; de se aproximarem das v&iacute;timas de abusos s&oacute; por receio de &laquo;sermos feridos&raquo;, porque tamb&eacute;m Cristo se &laquo;deixou ferir&raquo; porque &laquo;adorava as pessoas concretas&raquo;. &laquo;Muitas das feridas que iremos sofrer fazem parte da restaura&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria, como sofreram os disc&iacute;pulos, cujas feridas lhes lembravam as trai&ccedil;&otilde;es que fizeram a Cristo&raquo;.

&nbsp;
Sobre as v&iacute;timas, o cardeal Tagle afirmou que n&atilde;o basta procurar justi&ccedil;a para os crimes. &laquo;Quando houver justi&ccedil;a, como &eacute; que ajudamos as v&iacute;timas a curar dos efeitos dos abusos? A Justi&ccedil;a &eacute; essencial, mas n&atilde;o cura o cora&ccedil;&atilde;o&raquo;, argumentou o cardeal.
&nbsp;
Afirmando que &laquo;a cura do cora&ccedil;&atilde;o&raquo; s&oacute; acontece com o perd&atilde;o, o cardeal Tagle reafirmou que isto de forma alguma pode servir a &laquo;tenta&ccedil;&atilde;o&raquo; de deixar os crimes ficarem sem ser julgados. &laquo;Como podemos prevenir a distor&ccedil;&atilde;o do perd&atilde;o e deixarmos a injusti&ccedil;a escapar ou continuar?&raquo;, questionou o prelado.
&nbsp;
Para este cardeal, que afirma que &laquo;sabemos que o perd&atilde;o &eacute; um caminho cient&iacute;fico para eliminar a dor e o ressentimento no cora&ccedil;&atilde;o humano&raquo;, &eacute; essencial &laquo;continuar a caminhar com as v&iacute;timas, reconstruir a confian&ccedil;a, continuar a pedir perd&atilde;o, sabendo que n&atilde;o temos direito a receber perd&atilde;o, e que s&oacute; o receberemos se fizer parte de uma gra&ccedil;a que prov&eacute;m do processo de cura&raquo;.
&nbsp;
Referindo que n&atilde;o deve ser feita uma escolha entre ajudar as v&iacute;timas ou ajudar os agressores, o cardeal Tagle afirma que devem ser apoiados ambos. &laquo;No que diz respeito &agrave;s v&iacute;timas, precisamos de as ajudar a expressar as duas dores profundas e a curarem a partir delas. No que diz respeito aos agressores, precisamos que se fa&ccedil;a justi&ccedil;a, ajudando-os a reconhecer a verdade sem a racionalizarem, sem ao mesmo tempo negligenciarmos o seu munto interior, as suas pr&oacute;prias feridas&raquo;.
&nbsp;
Saber o que fazer e fazer o poss&iacute;vel para &laquo;evitar que aconte&ccedil;a de novo&raquo;
&nbsp;
A segunda interven&ccedil;&atilde;o da manh&atilde;, do arcebispo de Malta, membro da comiss&atilde;o organizadora do encontro, foi mais direcionada para os procedimentos a tomar em face dos casos de abusos ou mesmo para a sua preven&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
Da sua experi&ecirc;ncia de contacto com v&iacute;timas, D. Scicluna avisa para que n&atilde;o se &laquo;subestime a import&acirc;ncia de nos confrontarmos com as feridas infligidas por membros do clero&raquo;. &laquo;Em muitas reuni&otilde;es com v&iacute;timas, apercebi-me que isso &eacute; solo sagrado, &eacute; onde encontramos Jesus na cruz&raquo;, referiu.
&nbsp;
O arcebispo de Malta defendeu que esta &eacute; &laquo;uma via sacra que n&oacute;s bispos e outros respons&aacute;veis n&atilde;o podemos faltar&raquo;. &laquo;Temos de ser Sim&atilde;o de Cirene a ajudar as v&iacute;timas a carregar a sua cruz&raquo;, sustentou.
&nbsp;
Neste sentido, repetiu todas as normas e procedimentos necess&aacute;rios no caso de den&uacute;ncias que surjam de novos casos, acrescentando que &laquo;&eacute; importante estabelecer a verdade sobre o que aconteceu no passado e tomar todos os passos para evitar que aconte&ccedil;a de novo&raquo;. &laquo;Trazer a cura para as v&iacute;timas e para todos os afetados. Deste modo, a Igreja crescer&aacute; mais forte&raquo;, considerou.
&nbsp;

O membro de comiss&atilde;o organizadora do encontro abordou tamb&eacute;m a necessidade de avaliar os novos seminaristas e implementar &laquo;programas de valida&ccedil;&atilde;o&raquo;, assim como estimular a forma&ccedil;&atilde;o permanente dos sacerdotes em cada pa&iacute;s.
&nbsp;
Mas o arcebispo de Malta considerou tamb&eacute;m que esta forma&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deve ser exclusiva dos sacerdotes. &laquo;Formar todas as comunidades &eacute; um h&aacute;bito que j&aacute; existe em algumas comunidades, mas que precisa de ser implementado em todo o mundo&raquo;, argumenta.
&nbsp;
Quase no final da sua interven&ccedil;&atilde;o, falou ainda no processo de nomea&ccedil;&atilde;o de bispos, que deve ser mais transparente e aberto aos leigos. &laquo;&Eacute; um grave pecado contra o episcopado ocultar factos negativos sobre pessoas que estejam a ser consideradas para o cargo de bispos&raquo;, criticou, lembrando-se certamente de todos os bispos e cardeais envolvidos em casos de abusos ou outros problemas, que j&aacute; vinham de tr&aacute;s, dos seus tempos de sacerdote e que teriam sido ignorados quando os mesmos foram propostos para o minist&eacute;rio episcopal pelas igrejas locais.

A reportagem em Roma no encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, Jornal Voz da Verdade, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e SIC.
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Texto: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e Vatican News
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<pubDate>Thu, 21 Feb 2019 11:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa pede que o «mal» dos abusos seja oportunidade de «purificação»</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco deu hoje in&iacute;cio aos trabalhos do encontro sobre prote&ccedil;&atilde;o de menores na Igreja com um pequeno discurso no qual falou necessidade de se colocar &laquo;&agrave; escuta do Esp&iacute;rito Santo&raquo; para lidar com a &laquo;chaga dos abusos sexuais&raquo; na Igreja.

&nbsp;
No seu discurso, o Santo Padre reconhece que &laquo;recai sobre n&oacute;s o peso da responsabilidade pastoral e eclesial que nos obriga a discutir juntos&raquo;. &laquo;O santo povo de Deus olha para n&oacute;s e espera de n&oacute;s n&atilde;o apenas condena&ccedil;&otilde;es simples e &oacute;bvias, mas medidas concretas e eficazes a aplicar&raquo;, disse.
&nbsp;
A base de trabalho, o &laquo;ponto de partida&raquo;, como lhe chamou o Papa no seu discurso, s&atilde;o &laquo;alguns crit&eacute;rios importantes, formulados pelas v&aacute;rias Comiss&otilde;es e Confer&ecirc;ncias Episcopais&raquo;.
&nbsp;
Francisco pede que os participantes fa&ccedil;am &laquo;caminho armados de f&eacute; e esp&iacute;rito de m&aacute;xima parr&eacute;sia, coragem e concretude&raquo;, e rezou para que o &laquo;Esp&iacute;rito Santo&raquo; ajude a &laquo;transformar este mal numa oportunidade de tomada consci&ecirc;ncia e purifica&ccedil;&atilde;o&raquo;.
&nbsp;
Os participantes ouviram passagens de testemunhos lidas por membros da Comiss&atilde;o Organizadora, questionando porque &eacute; que &laquo;ningu&eacute;m&raquo; ouviu ou acreditou nas v&iacute;timas destes &laquo;crimes&raquo;.
&nbsp;
J&aacute; ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o do Papa, foram projetados na sala depoimentos de cinco v&iacute;timas, gravados previamente, quatro homens e uma mulher, incluindo um padre, naturais da Am&eacute;rica do Norte e do Sul, da &Aacute;frica, da Europa de Leste e da &Aacute;sia.
&nbsp;
Durante os trabalhos, at&eacute; s&aacute;bado, uma v&iacute;tima apresenta o seu testemunho, ao vivo, num dos momentos de ora&ccedil;&atilde;o da noite.

Os trabalhos prosseguem com as interven&ccedil;&otilde;es do Cardeal Luis Antonio Tagle e de D. Charles Scicluna, seguidas de trabalhos de grupo, com os quais se concluir&atilde;o os trabalhos da manh&atilde;, que est&atilde;o a ser sobre o tema da Responsabilidade.

A reportagem em Roma no encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, Jornal Voz da Verdade, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e SIC.
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Texto e foto: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 21 Feb 2019 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>A cimeira inédita contra os abusos na Igreja começa hoje no Vaticano</title>
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<description><![CDATA[Tem in&iacute;cio hoje, no Vaticano, um encontro in&eacute;dito entre os presidentes das confer&ecirc;ncias episcopais de todo o mundo, que vai juntar 190 participantes para debater o tema da prote&ccedil;&atilde;o de menores na igreja. Aos 114 presidentes, junta-se o Papa Francisco, representantes das ordens religiosas e outros especialistas e membros do clero que v&atilde;o, em conjunto, refletir sobre esta problem&aacute;tica e encontrar forma de &laquo;transformar a Igreja no espa&ccedil;o seguro que ela deve ser&raquo;, conforme disse D. Charles Scicluna, um dos membros da organiza&ccedil;&atilde;o, na confer&ecirc;ncia de imprensa que serviu para lan&ccedil;ar o tema.

&nbsp;
Os tr&ecirc;s dias v&atilde;o ser dedicados a temas diferentes. Por ordem &ndash; Responsabilidade, Responsabiliza&ccedil;&atilde;o (presta&ccedil;&atilde;o de contas) e Transpar&ecirc;ncia &ndash; cada um destes temas ser&aacute; abordado em cada dia sempre com a mesma metodologia: depois da ora&ccedil;&atilde;o da manh&atilde;, haver&aacute; discursos de especialistas ou membros do clero, possibilidade de perguntas da parte dos participantes, trabalho em grupos lingu&iacute;sticos (o portugu&ecirc;s, ao contr&aacute;rio do S&iacute;nodo dos Jovens, n&atilde;o ser&aacute; uma das l&iacute;nguas), plen&aacute;rio com as conclus&otilde;es desses trabalhos e uma ora&ccedil;&atilde;o final, &agrave; tarde, na qual dar&aacute; testemunho uma v&iacute;tima de abuso sexual.
&nbsp;
A import&acirc;ncia dos testemunhos das v&iacute;timas de abuso sexual tem sido um enfoque importante do Papa. Antes do encontro, pediu a todos os presidentes das confer&ecirc;ncias episcopais que escutassem as v&iacute;timas nos seus pa&iacute;ses antes do encontro, o que foi feito por D. Manuel Clemente, presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), bem como por muitos outros.
&nbsp;
Posto isto, o encontro iniciar&aacute; com um v&iacute;deo em que dar&atilde;o o seu testemunho cinco v&iacute;timas de abusos sexuais, e todos os dias os bispos ir&atilde;o escutar testemunhos de v&iacute;timas de abusos em todo o mundo na ora&ccedil;&atilde;o ao final da tarde. No s&aacute;bado haver&aacute; uma celebra&ccedil;&atilde;o penitencial na qual tomar&atilde;o parte todos os participantes e onde se ir&atilde;o ouvir mais testemunhos de abusos.
&nbsp;
Em termos de oradores e participantes, sente-se a falta de mulheres. Dos 10 oradores, apenas tr&ecirc;s ser&atilde;o mulheres, e o pr&oacute;prio Cardeal Cupich concordou, na confer&ecirc;ncia de imprensa que apresentou o encontro, que reconheceu que &laquo;as pessoas que mais me ajudaram nestes casos foram mulheres, e gostava que estivessem mais mulheres&raquo; presentes. &laquo;Teremos tr&ecirc;s mulheres fortes a falar, e encontr&aacute;mos v&iacute;timas masculinas e femininas, mas precisamos de fazer mais, a voz das mulheres &eacute; muito importante&raquo;, reconheceu, embora, na verdade, a aus&ecirc;ncia continue a ser notada.
&nbsp;
O Papa Francisco estar&aacute; presente em todos os momentos dos trabalhos. No in&iacute;cio, far&aacute; uma pequena introdu&ccedil;&atilde;o, e no final da missa de domingo, que n&atilde;o ser&aacute; presidida por ele, far&aacute; um discurso aos participantes que encerrar&aacute; o encontro. Esse ser&aacute; o discurso que marcar&aacute; o que sair destes dias de trabalho.
&nbsp;
A comiss&atilde;o organizadora, explicou D. Charles Scicluna, come&ccedil;ar&aacute; &laquo;logo a seguir&raquo; ao encontro a trabalhar com as conclus&otilde;es, sugest&otilde;es e boas pr&aacute;ticas trazidas pelos bispos para compilar, sistematizar e depois publicar tudo o que for relevante.
&nbsp;
A vontade de transpar&ecirc;ncia do Vaticano tem sido muito enfatizada. De tal forma que foi criado um site especificamente dedicado ao encontro &ndash; www.pbc2019.org &ndash; no qual se poder&atilde;o encontrar todas as interven&ccedil;&otilde;es dos oradores, uma contextualiza&ccedil;&atilde;o de tudo o que a Igreja tem feito para combater este problema dos abusos, toda a legisla&ccedil;&atilde;o existente e muitos mais coisas sobre o assunto.
&nbsp;
L&aacute; podem encontrar-se informa&ccedil;&otilde;es sobre v&aacute;rios pa&iacute;ses que j&aacute; t&ecirc;m regulamenta&ccedil;&atilde;o para lidar com esta problem&aacute;tica, e mais devem ser acrescentados, entretanto. Portugal n&atilde;o faz ainda parte desta lista, mas j&aacute; tem, desde 2012, regulamenta&ccedil;&atilde;o para &laquo;o procedimento a adotar em caso de conhecimento de factos que indiciem ou evidenciem situa&ccedil;&otilde;es configur&aacute;veis como abuso sexual de menores&raquo;, conforme se pode ler no documento elaborado pela CEP.

&Agrave; margem do encontro, a Comiss&atilde;o organizadora recebeu ontem de manh&atilde; em audi&ecirc;ncia privada &laquo;um grupo de representantes de v&iacute;timas de abuso por parte de membros do clero&raquo;, declarou ao final do dia o diretor interino da Sala de Imprensa da Santa S&eacute;, Alessandro Gisotti. &laquo;Estavam presentes 12 pessoas, homens e mulheres, de diferentes &aacute;reas do mundo e pertencentes a diversas organiza&ccedil;&otilde;es. O encontro durou pouco mais de duas horas. Os membros da Comiss&atilde;o est&atilde;o muito gratos &agrave;s v&iacute;timas que participaram do encontro pela sinceridade, profundidade e for&ccedil;a dos seus testemunhos, que certamente os ajudar&aacute; a entender sempre melhor a gravidade e a urg&ecirc;ncia dos problemas que ser&atilde;o enfrentados durante o Encontro&raquo;, disse Alessandro Gisotti, citado pelo site Vatican News.
&nbsp;
A Fam&iacute;lia Crist&atilde; est&aacute; a acompanhar todos os trabalhos do encontro a partir do Vaticano, com uma equipa de reportagem em parceria com a Ag&ecirc;ncia Ecclesia, a revista Flor de Lis, Jornal Voz da Verdade, a R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e a SIC.
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Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 21 Feb 2019 06:50:00 +0000</pubDate>
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<title>Abusos na Igreja: D. Manuel Clemente já se encontrou com vítima de abusos</title>
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<description><![CDATA[O presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), D. Manuel Clemente, ser&aacute; um dos 190 participantes no encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja que tem in&iacute;cio amanh&atilde; no Vaticano. O Cardeal-Patriarca de Lisboa admite uma &laquo;expetativa grande&raquo; sobre o encontro.


&laquo;Em muito boa hora o Papa Francisco quis alargar &agrave; Igreja mundial, de uma maneira mais intensa com esta convoca&ccedil;&atilde;o, a sua preocupa&ccedil;&atilde;o e o seu empenho em ultrapassar e resolver um problema que &eacute; grave e precisa de ser resolvido&raquo;, declarou D. Manuel Clemente &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; antes de partir para Roma.
&nbsp;
O prelado admite que, se a Igreja foi &laquo;parte do problema&raquo;, agora tem de trabalhar para ser &laquo;parte da solu&ccedil;&atilde;o&raquo;. &laquo;&Eacute; isso que o Papa Francisco quer e &eacute; isso que n&oacute;s queremos com ele e com certeza que estamos dispon&iacute;veis para fazer todos mais e melhor para evitar situa&ccedil;&otilde;es destas e para que haja uma verdadeira convers&atilde;o aos valores evang&eacute;licos, na inten&ccedil;&atilde;o e na pr&aacute;tica&raquo;, afirmou.
&nbsp;
O encontro vai ser dedicado aos temas da responsabilidade, responsabiliza&ccedil;&atilde;o e transpar&ecirc;ncia e contar com testemunhos de v&aacute;rias v&iacute;timas de abusos, convidadas a partilhar com os bispos a sua experi&ecirc;ncia traum&aacute;tica. Na prepara&ccedil;&atilde;o do encontro, o Papa pediu a todos os presidentes das Confer&ecirc;ncia Episcopais convidados para o encontro que se encontrassem com v&iacute;timas de abusos nos seus pa&iacute;ses para as poderem ouvir e melhor compreender a sua experi&ecirc;ncia.
&nbsp;
Questionado sobre se em Portugal tinha sido feito esse exerc&iacute;cio, D. Manuel Clemente explicou que &laquo;apareceu um caso de uma pessoa que quis falar&raquo;. &laquo;E falou... falou longamente comigo, eu ouvi e com certeza que estive com essa pessoa no seguimento do caso&raquo;, revelou.
&nbsp;
O presidente da CEP mostra, no entanto, e como j&aacute; tinha sido afirmado pelo porta-voz da CEP, &laquo;disponibilidade ativa&raquo; para escutar mais casos, embora admita que &laquo;n&atilde;o for&ccedil;amos ningu&eacute;m a conversar daquilo que n&atilde;o quiser conversar&raquo;. &laquo;N&oacute;s mostr&aacute;mos, desde o princ&iacute;pio, tanto eu como os outros meus colegas das outras dioceses, mas concretamente eu, uma disponibilidade grande para escutar quem quisesse conversar ou estivesse dispon&iacute;vel para isso. Uma disponibilidade ativa. Ou seja, n&atilde;o nos limitamos a dizer uma e outra vez isso mesmo, mas a estarmos realmente dispon&iacute;veis. No meu caso, a disponibilidade era e &eacute; sempre completa (...) e mant&eacute;m-se ativa&raquo;, refor&ccedil;a.

Em conversa com a Ag&ecirc;ncia ECCLESIA sobre o alcance desta express&atilde;o &laquo;disponibilidade ativa&raquo;, D. Manuel Clemente referiu que tomou a iniciativa de dialogar com v&iacute;timas de abusos sexual que s&atilde;o conhecidas da opini&atilde;o p&uacute;blica, o que acabou por n&atilde;o se concretizar tendo em conta o maior interesse e prote&ccedil;&atilde;o das v&iacute;timas, expresso na desmotiva&ccedil;&atilde;o que t&ecirc;m em revisitar esses momentos e ainda menos na sua divulga&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
Sobre o encontro em si, D. Manuel Clemente espera &laquo;uma ocasi&atilde;o de reflex&atilde;o, de escuta, de partilha, para se encontrar, como o Papa disse, as melhores indica&ccedil;&otilde;es para resolver, ainda mais e melhor e sobretudo prevenir, casos destes. Porque, nestes casos, &eacute; sempre melhor prevenir do que remediar (embora &agrave;s vezes s&oacute; nos reste remediar)&raquo;, lamentou.
&nbsp;
O encontro ter&aacute; in&iacute;cio amanh&atilde;, dia 21, e terminar&aacute; no dia 24, domingo, com o discurso do Papa Francisco ap&oacute;s a missa que ir&aacute; ser celebrada com todos os participantes no encontro.

A reportagem em Roma no encontro sobre Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, Jornal Voz da Verdade, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e SIC.
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Texto e foto: Ricardo Perna
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<pubDate>Wed, 20 Feb 2019 17:10:00 +0000</pubDate>
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<title>UniRaid: uma aventura em Marrocos</title>
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<description><![CDATA[De 23 de fevereiro a 3 de mar&ccedil;o, jovens universit&aacute;rios partem numa aventura solid&aacute;ria em carros velhos por Marrocos. ]]></description>
<pubDate>Tue, 19 Feb 2019 16:50:00 +0000</pubDate>
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<title>Cimeira sobre Proteção de Menores quer «transformar a Igreja no espaço seguro que deve ser»</title>
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<description><![CDATA[O encontro in&eacute;dito que o Papa Francisco vai promover no Vaticano de 21 a 24 de fevereiro sobre a Prote&ccedil;&atilde;o de Menores foi hoje apresentado numa longa confer&ecirc;ncia de imprensa numa Sala de Imprensa do Vaticano cheia de jornalistas acreditados para acompanhar o evento que reunir&aacute; em Roma 190 participantes, entre os quais os 114 presidentes das confer&ecirc;ncias episcopais de todo o mundo.

&nbsp;
O encontro pretende dedicar-se a tr&ecirc;s temas, conforme explicou D.Charles J. Scicluna, arcebispo de Malta e secret&aacute;rio-adjunto da Congrega&ccedil;&atilde;o para a Doutrina da F&eacute; (Santa S&eacute;). &laquo;Cada dia ser&aacute; dedicado a um tema: Responsabilidade, Responsabiliza&ccedil;&atilde;o (presta&ccedil;&atilde;o de contas) e Transpar&ecirc;ncia&raquo;, explicou o prelado, que afirmou que o objetivo &eacute; &laquo;transformar a Igreja no espa&ccedil;o seguro que ela deve ser&raquo;.
&nbsp;
D. Charles Scicluna agradeceu aos media &laquo;todas as investiga&ccedil;&otilde;es que fizeram e que permitiram descobrir todas estas situa&ccedil;&otilde;es&raquo; e que ajudaram a &laquo;Igreja a ganhar consci&ecirc;ncia e a trazer estas hist&oacute;rias e narrativas para a luz do dia&raquo;.
&nbsp;
Presente na confer&ecirc;ncia de imprensa esteve tamb&eacute;m o Cardeal Blase J. Cupich, arcebispo de Chicago (EUA) e membro da comiss&atilde;o organizadora, que disse aos jornalistas que foi &laquo;a coragem das v&iacute;timas&raquo; que fez este projeto avan&ccedil;ar e que &laquo;a &uacute;nica prepara&ccedil;&atilde;o que o Papa pediu&raquo; foi &laquo;que os bispos se encontrassem com elas&raquo;, para conhecer o &laquo;sofrimento&raquo; que carregam, &laquo;todos os dias&raquo;. &laquo;H&aacute; uma nova fase, em termos de transpar&ecirc;ncia, e a minha esperan&ccedil;a &eacute; que as pessoas vejam isto como um ponto de viragem. Ningu&eacute;m pode dizer que n&atilde;o haver&atilde;o mais abusos na Igreja ou no mundo, mas a nossa prioridade &eacute; tornar as pessoas respons&aacute;veis pelos seus atos&raquo;, avisou.
&nbsp;
Os dias de cimeira v&atilde;o ser passados em plen&aacute;rio e reuni&otilde;es de grupos lingu&iacute;sticos, &agrave; semelhan&ccedil;a do m&eacute;todo utilizado nos S&iacute;nodos dos Bispos. O dia inicia com uma ora&ccedil;&atilde;o, ao que se seguem interven&ccedil;&otilde;es de oradores, trabalhos em grupos lingu&iacute;sticos (sem a l&iacute;ngua portuguesa, desta vez), perguntas e respostas aos oradores, e o final dos trabalhos em cada dia &eacute; um tempo de ora&ccedil;&atilde;o que contar&aacute; com o testemunho de uma v&iacute;tima de abusos sexuais.
&nbsp;
Al&eacute;m deste programa, est&aacute; preciso que, no s&aacute;bado, haja uma liturgia penitencial na sala r&eacute;gia do Pal&aacute;cio Apost&oacute;lico com todos os participantes, onde se ir&aacute; rezar e ouvir testemunhos de v&iacute;timas de abusos, e uma eucaristia de encerramento no domingo. Ap&oacute;s a eucaristia, o Papa, que estar&aacute; a acompanhar todos os trabalhos, far&aacute; um discurso aos participantes que encerrar&aacute; os trabalhos.
&nbsp;
O Pe. Hans Zollner, do Centro de Prote&ccedil;&atilde;o de Menores, explicou tudo sobre o site que o Vaticano lan&ccedil;ou sobre o encontro &ndash; http://pbc2019.org &ndash; e sobre o question&aacute;rio que foi enviado a todas as confer&ecirc;ncias episcopais para perceber a realidade de cada pa&iacute;s. Foram devolvidos 89% dos question&aacute;rios, e agora estamos a analisar tudo para apresentarmos os dados, que ser&atilde;o p&uacute;blicos&raquo;, referiu o sacerdote jesu&iacute;ta.
&nbsp;
Este respons&aacute;vel tem grandes expetativas sobre o desenvolvimento dos trabalhos que poder&atilde;o ajudar a encontrar uma &laquo;Igreja mais sinodal&raquo;. &laquo;Espero muito dos trabalhos de grupos, pois temos a lideran&ccedil;a da Igreja reunida para partilhar boas pr&aacute;ticas. Espero tanto material que n&atilde;o teremos possibilidade de sintetizar no final, mas que entregaremos certamente a todos&raquo;. garantiu.
&nbsp;
O Pe. Federico Lombardi, moderador do encontro, explicou que h&aacute; ainda &laquo;disponibilidade&raquo; para receber os grupos que se ir&atilde;o certamente manifesta em Roma nestes dias. &laquo;A organiza&ccedil;&atilde;o decidiu reunir-se com um grupo representativo das v&aacute;rias associa&ccedil;&otilde;es de todo o mundo para que se possam exprimir e colocar as suas quest&otilde;es sobre este momento importante da Igreja&raquo;, explicou, acrescentando que, mesmo que n&atilde;o lhe seja poss&iacute;vel receber todas as pessoas que pretendam fazer chegar &agrave; cimeira mensagens e opini&otilde;es sobre este assunto, receber&aacute; todas as mensagens que pretendam enviar por escrito. &laquo;Se souberem de pessoas ou associa&ccedil;&otilde;es que t&ecirc;m qualquer mensagem para nos fazer chegar, eu como moderador gostarei de receber todas, embora n&atilde;o posso garantir encontros pessoais com todas as pessoas. Mas pe&ccedil;o que me fa&ccedil;am chegar mensagens escritas e eu farei todo o poss&iacute;vel para as receber e dar o devido tratamento&raquo;, disse aos jornalistas.

Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Mon, 18 Feb 2019 14:36:00 +0000</pubDate>
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<title>Cancro infantil: «Um dia de cada vez e acreditar»</title>
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<description><![CDATA[Em Portugal, h&aacute; todos os anos entre 350 e 400 novos casos de cancro infantil. A not&iacute;cia abala as fam&iacute;lias e provoca ruturas dif&iacute;ceis de ultrapassar. Fomos conhecer a Acreditar e a casa de Lisboa que acolhe fam&iacute;lias que abandonam as suas casas para fazer tratamentos.



Tiago, de sete anos, est&aacute; no colo do pai, na sala de estar das crian&ccedil;as, na casa da Acreditar, associa&ccedil;&atilde;o de pais e amigos de crian&ccedil;as com cancro, em Lisboa. A sala &eacute; solarenga, cheia de cores e brinquedos. V&ecirc;-se um p&aacute;tio com algumas flores e bicicletas. Foi a&iacute; que Tiago aprendeu a andar sem as rodinhas de apoio. Deixou a casa e parte da fam&iacute;lia nos A&ccedil;ores em abril. Patr&iacute;cia, a m&atilde;e, recorda-se bem dos dias que mudaram a sua vida. &laquo;Descobri que ele tinha essa doen&ccedil;a a 28 de mar&ccedil;o e venho para c&aacute; a 3 de abril. Esteve tr&ecirc;s semanas internado no IPO [Instituto Portugu&ecirc;s de Oncologia] e vim para a Acreditar em 17 de abril.&raquo;

O desespero viveu-o sozinha. O marido, Carlos, estava na Madeira. T&ecirc;m tr&ecirc;s filhos: um de 15 anos, Sofia de tr&ecirc;s e Tiago. A not&iacute;cia do cancro de Tiago &laquo;foi um caos&hellip; foi mesmo vir tudo por &aacute;gua abaixo. V&ecirc;m-nos mil e uma coisas &agrave; cabe&ccedil;a&raquo;. H&aacute; mais de nove meses que Patr&iacute;cia e Tiago est&atilde;o em Lisboa e enfrentam um protocolo de tratamentos de 18 meses.

Deixar a sua casa e os outros filhos foi muito dif&iacute;cil para Patr&iacute;cia. Os olhos enchem-se de l&aacute;grimas quando reconhece que &laquo;foi um desmoronar da vida toda&raquo;. &laquo;Chega a uma certa altura que a gente v&ecirc; a vida toda a andar para tr&aacute;s e por mais que a gente queira andar para a frente n&atilde;o se consegue&hellip;. Ainda se fosse l&aacute; nos A&ccedil;ores a pessoa sempre ia a casa, mas s&atilde;o nove meses fora, sem ir a casa&hellip;&raquo; &Eacute; atrav&eacute;s das videochamadas que vai matando saudades da fam&iacute;lia. Em agosto, o filho mais velho passou tr&ecirc;s semanas com a m&atilde;e, o pai e o irm&atilde;o em Lisboa. &laquo;A Sofia demorava muitas horas a adormecer com saudades da m&atilde;e. Agora como o barco de inverno est&aacute; parado, vim fazer uma visita e trouxe a menina comigo. J&aacute; c&aacute; estou h&aacute; dois meses e vou embora logo &agrave; tarde. Tem de ser&hellip;&raquo;, diz o pai com resigna&ccedil;&atilde;o.



O que vale a Patr&iacute;cia &eacute; sentir-se em casa na Acreditar. &laquo;Isto foi um c&eacute;u aberto. &Eacute; como se estivesse na minha casa. Sinto-me protegida, senti-me acolhida. Perante tamanha tristeza e tamanha mis&eacute;ria, isto foi um porto seguro que n&oacute;s encontr&aacute;mos. S&oacute; um simples obrigada n&atilde;o &eacute; suficiente&hellip;&raquo; O futuro de Tiago ainda &eacute; incerto. &laquo;O pr&oacute;ximo passo &eacute; o autotransplante e os m&eacute;dicos est&atilde;o s&oacute; &agrave; espera dos resultados destes exames para avan&ccedil;ar. S&atilde;o quatro semanas de isolamento, mais tr&ecirc;s ou quatro semanas de recupera&ccedil;&atilde;o e depois a radioterapia. E depois &eacute; conforme &ldquo;o nosso amiguinho&rdquo; se vai manifestando.&raquo; Perguntamos &agrave; m&atilde;e se tem for&ccedil;a para continuar a lutar. A resposta &eacute; determinada: &laquo;N&atilde;o h&aacute; outra perspetiva. Se &eacute; para ir, vamos; se &eacute; para ir para lutar, lutamos.&raquo;

Casa da Acreditar de Lisboa vai crescer
A casa da Acreditar de Lisboa fica mesmo em frente ao IPO, tem 12 quartos familiares com casa de banho, uma cozinha com v&aacute;rios espa&ccedil;os para cozinhar e lavar loi&ccedil;a, salas de estar para crian&ccedil;as, adolescentes e adultos. H&aacute; um projeto de alargar para o pr&eacute;dio ao lado, aumentando o n&uacute;mero de quartos para 32 e acolhendo tamb&eacute;m jovens entre os 18 e os 25 anos. Patr&iacute;cia Luz, coordenadora da regi&atilde;o Sul, explica que &laquo;&eacute; a faixa mais desprotegida, porque s&atilde;o tratados como adultos, mas ainda n&atilde;o s&atilde;o bem&raquo;. Patr&iacute;cia afirma que sobreviver ao cancro &laquo;&eacute; um desafio&raquo;. &laquo;S&atilde;o muito poucos os que conseguem retomar a vida no ponto em que estava. A grande maioria fica com o lastro da doen&ccedil;a, seja por consequ&ecirc;ncias f&iacute;sicas ou mesmo psicol&oacute;gicas, seja porque precisa de fazer a catarse do que lhe aconteceu.&raquo; Isso ajuda a explicar que alguns regressem &agrave; Acreditar dez ou vinte anos depois de terem tido cancro. Felizmente, as taxas de sobreviv&ecirc;ncia do cancro infantil s&atilde;o muito altas e h&aacute; cada vez mais sobreviventes. Para esses, a Acreditar tem procurado respostas concretas como programas anuais de forma&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea do autoconhecimento ou da empregabilidade.

Taxa de sobreviv&ecirc;ncia ronda os 80%
Lucas Gomes &eacute; um desses sobreviventes. Tem 28 anos e conheceu a associa&ccedil;&atilde;o em 2002, quando estava na sala de espera do IPO. Tinha 12 anos e foi convidado a participar num campo de f&eacute;rias. O rapaz contava j&aacute;, nessa altura, com uma longa hist&oacute;ria de luta contra o cancro. &laquo;Tive os primeiros sinais da doen&ccedil;a em Cabo Verde, em in&iacute;cio de 1994, com tr&ecirc;s anos&raquo;, conta. Despois de fazer medica&ccedil;&atilde;o para outra doen&ccedil;a, um m&eacute;dico acertou no diagn&oacute;stico e enviou-o para tratamentos em Portugal. &laquo;Cheguei em mar&ccedil;o de 1994 para Santa Maria e, em in&iacute;cio de 1995, cheguei ao IPO. Estive at&eacute; 1997 em Portugal at&eacute; estabilizar mais ou menos.&raquo; Regressou a Cabo Verde e foi obrigado a voltar a Portugal por uma reca&iacute;da em 2000. Depois dessa, houve &laquo;mais cinco, a &uacute;ltima foi em agosto de 2017 e passaram metade dos tratamentos&raquo;. Com tantas reca&iacute;das poder-se-ia pensar que Lucas estaria desanimado. Mas n&atilde;o &eacute; o caso. Fala com um sorriso franco. &Eacute; assim que conta que n&atilde;o quis deixar de estudar enquanto fazia os tratamentos e conseguiu concluir o 12.&ordm; ano na &aacute;rea da inform&aacute;tica. Ou quando admite ter tentado a universidade, &laquo;mas com o peso da quimioterapia j&aacute; n&atilde;o havia cabe&ccedil;a para mais estudos&raquo;. &Eacute; assim tamb&eacute;m que revela que est&aacute; &laquo;c&aacute; para ir e para lutar, &eacute; um lema &ldquo;um dia de cada vez e acreditar, n&atilde;o desistir&rdquo;.&raquo;


Esta for&ccedil;a transmite-a a crian&ccedil;as e fam&iacute;lias num grupo com outros Barnab&eacute;s, pais e volunt&aacute;rios. &laquo;Vamos ao internamento, falamos com as fam&iacute;lias, damos uma esp&eacute;cie de boas-vindas e damos o nosso testemunho. Eu brinco e costumo dizer &ldquo; eu conhe&ccedil;o os quartos todos, estive aqui e estou aqui para dar o meu testemunho. E vim aqui recrutar para daqui a uns tempos seres tu a dar o teu testemunho&rdquo;.&raquo; Lucas conta que nota muita diferen&ccedil;a no olhar dos pais, que ficam mais abalados do que as crian&ccedil;as. &laquo;A informa&ccedil;&atilde;o que recebem &agrave; chegada &eacute; de percentagens de sobreviv&ecirc;ncia. Outra coisa &eacute; estar ali &agrave; frente algu&eacute;m que sobreviveu. &ldquo;Olha, entrei aqui com tr&ecirc;s anos e estou c&aacute;.&rdquo; Muda completamente o olhar, v&ecirc;-se que h&aacute; um olhar de esperan&ccedil;a.&raquo;
&nbsp;
&nbsp;Acreditar
A Acreditar foi fundada em 1994. J&aacute; apoiou mais de nove mil fam&iacute;lias, fez cerca de 40 campos de f&eacute;rias e ajuda anualmente cerca de 400 crian&ccedil;as. Tem resid&ecirc;ncias para fam&iacute;lias deslocadas em Lisboa, Coimbra e Porto. Al&eacute;m disso, d&aacute; apoio social (alimentar e financeiro). Patr&iacute;cia Luz, coordenadora da regi&atilde;o Sul, explica que a triagem &eacute; feita pelo servi&ccedil;o social dos hospitais. Al&eacute;m disso, a associa&ccedil;&atilde;o proporciona apoio psicol&oacute;gico e acompanhamento emocional di&aacute;rio ou semanal, tentando ir ao encontro das necessidades de cada fam&iacute;lia. &laquo;Pode ser ir falar &agrave;s escolas das crian&ccedil;as, a preocupa&ccedil;&atilde;o com o irm&atilde;o que n&atilde;o est&aacute; doente, etc., &eacute; um apoio muito personalizado&raquo;, revela Patr&iacute;cia. Al&eacute;m disso, h&aacute; tamb&eacute;m apoio escolar, de roupas e bens t&eacute;cnicos.

Excerto de uma reportagem publicada na FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de fevereiro de 2019. Pode l&ecirc;-la na &iacute;ntegra, comprando a revista ou assinando aqui.
&nbsp;


Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Fri, 15 Feb 2019 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Viver na castidade para encontrar a felicidade</title>
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<description><![CDATA[Hoje &eacute; Dia dos Namorados, e por isso fomos &agrave; descoberta de quem se entregou ao namoro com uma perspetiva diferente do que &eacute; habitual encontrarmos. Trazemos-vos dois casos de casais que optaram por viver o namoro em castidade, &laquo;a forma que nos pode conduzir &agrave; felicidade&raquo;, garante Catarina Afra Rosa, que est&aacute; noiva de Ant&oacute;nio Coimbra, com casamento marcado para dia 22 de junho deste ano.


Namoram desde novembro de 2015, e sempre souberam como queriam viver o namoro. &laquo;Esta decis&atilde;o j&aacute; tinha sido tomada por n&oacute;s antes do namoro, ambos pens&aacute;vamos assim porque era algo que quer&iacute;amos assumir para o resto da nossa vida&raquo;, afirma Catarina, e Ant&oacute;nio explica que, &laquo;assim, n&atilde;o haver&aacute; arrependimentos&raquo;. &laquo;Teremos um amor sem arrependimentos&raquo;, diz.
Esta foi uma op&ccedil;&atilde;o que, ao contr&aacute;rio do que muitos argumentam, n&atilde;o os deixou presos a uma op&ccedil;&atilde;o, mas antes &laquo;livres&raquo; na sua escolha. &laquo;A castidade n&atilde;o &eacute; um conjunto de regras, n&atilde;o somos um casal amargurado, somos bastante livres. O que fazemos, fazemos porque gostamos muito um do outro. N&atilde;o estamos limitados porque j&aacute; nos demos um ao outro e agora n&atilde;o conseguimos sair. Pelo contr&aacute;rio, fazemos a escolha que queremos porque queremos&raquo;, sustenta Catarina.

O casal de consultores agr&oacute;nomos, que se conheceu numa aula de mestrado no Instituto Superior de Agronomia, diz que fazem o que Deus lhes pede. &laquo;Com a nossa experi&ecirc;ncia de vida, percebemos que o que Deus nos pede nunca nos prejudicou, nunca nos levou a sentirmo-nos mal ou a sermos infelizes ou maus para os outros, e foi quando come&ccedil;&aacute;mos a crescer e a perceber o tema do namoro que percebemos que fazia sentido. Muita gente acha que a castidade tem apenas que ver com a sexualidade e n&atilde;o tem, castidade &eacute; uma virtude&raquo;, diz a noiva. No fundo, conta a jovem de 24 anos, &laquo;a castidade passa muito pela proposta que Deus tem para n&oacute;s de viver um amor verdadeiro e viver em verdade com a outra pessoa&raquo;.


Uma das grandes vantagens que apontam para o seu namoro tem a ver com o di&aacute;logo sobre todos os assuntos, que saiu muito mais refor&ccedil;ado com esta op&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o falam apenas sobre as dificudlades em manter a castidade, mas conhecem-se melhor. A op&ccedil;&atilde;o por n&atilde;o terem rela&ccedil;&otilde;es sexuais at&eacute; ao casamento tamb&eacute;m foi seguida por Vasco e Mafalda Almeida Ribeiro. Casaram h&aacute; ano e meio e entretanto j&aacute; nasceu o Vasco, o primeiro filho. Garantem que a espera valeu a pena. &laquo;Foram quase quatro anos que valeram a pena para uma vida inteira. Valeu mesmo a pena, nem sequer h&aacute; palavras... Todos os momentos dif&iacute;ceis valeram a pena ali&raquo;, diz, com um sorriso, Mafalda, com o seu filho Vasco ao colo.

A verdade, afirma Vasco, &eacute; que o tempo de namoro lhes permitiu preparar melhor a vida de casal, tamb&eacute;m na parte sexual. &laquo;Quando nos prepar&aacute;vamos para o casamento, percebemos que o ato sexual &eacute; sacramental, n&atilde;o &eacute; apenas um ato entre duas pessoas, &eacute; definitivo na vida de duas pessoas&raquo;, assegura.

O casal &eacute; claro quando questionado sobre os benef&iacute;cios da castidade. &laquo;N&oacute;s vemos casais a come&ccedil;ar e a acabar com tanta rapidez, e cora&ccedil;&otilde;es destro&ccedil;ados por causa dessas rela&ccedil;&otilde;es. Rela&ccedil;&otilde;es que se resumem a dar o corpo sem se darem por inteiro. Quando temos falado sobre isto, vemos as pessoas a acenar que sim.&raquo; E o que diriam a quem os interrogasse sobre a melhor forma de viverem o namoro? &laquo;Dir&iacute;amos &ldquo;abram os vossos olhos, olhem &agrave; vossa volta e reconhe&ccedil;am que a maneira como muitas pessoas vivem o namoro conduz &agrave; tristeza&rdquo;.&raquo;

O casal reconhece que o tempo de namoro n&atilde;o passou sem prova&ccedil;&otilde;es. &laquo;A atra&ccedil;&atilde;o existe sempre, porque n&atilde;o somos seres assexuados&raquo;, conta Vasco, explicando que procuravam n&atilde;o se colocar em situa&ccedil;&otilde;es em que pudessem cair em tenta&ccedil;&atilde;o. Porque est&aacute; consciente dessa realidade, Vasco n&atilde;o deixa de criticar algumas teorias que circulam de que a castidade &eacute; uma coisa f&aacute;cil e simples, como se a atra&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica n&atilde;o existisse. &laquo;A castidade &eacute; um desafio. Namor&aacute;mos tr&ecirc;s anos e dez meses e foi muito dif&iacute;cil. Custa-me muito &agrave;s vezes quando, nos meios cat&oacute;licos, se tenta aniquilar a quest&atilde;o da atra&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica que os namorados t&ecirc;m, e &eacute; bom que tenham. Nunca iria namorar com algu&eacute;m por quem n&atilde;o tivesse atra&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, e muito menos casar. Nem a tal ideia tresloucada que a atra&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica s&oacute; aparece no dia do casamento, e portanto est&aacute; tudo bem. N&atilde;o &eacute; assim, desde o primeiro dia que tenho atra&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica pela Mafalda, e gra&ccedil;as a Deus&raquo;, afirma.

&Eacute; um desafio com frutos que ficam para o casamento, garantem estes dois casais. E que n&atilde;o &eacute; apenas para quem &eacute; virgem. Catarina Afra Rosa deixa isso bem claro, em jeito de desafio. &laquo;Quer&iacute;amos dizer que castidade n&atilde;o &eacute; igual a virgindade. A pessoa pode sempre recome&ccedil;ar. Qualquer que seja a fase em que estejam e o que j&aacute; tenham feito no passado, &eacute; poss&iacute;vel viverem em castidade&raquo;, diz esta jovem noiva. Mafalda Almeida Ribeiro concorda, e acrescenta que, &laquo;a raparigas mais novas, fa&ccedil;o-as pensar se em rela&ccedil;&otilde;es anteriores se sentiam presas &agrave; rela&ccedil;&atilde;o por causa da quest&atilde;o do sexo. Vale sempre a pena recome&ccedil;ar, e a partir da&iacute; podes fazer um caminho novo que te fa&ccedil;a sentir melhor e mais em paz. Vejo raparigas que j&aacute; t&ecirc;m um passado, mas que querem uma vida diferente do que j&aacute; tiveram&raquo;, revela.

Ant&oacute;nio e Catarina concordam que &laquo;de forma natural faz-nos todo o sentido que haja esta castidade, mesmo sem a componente espiritual&raquo;, mas Ant&oacute;nio vai adiantando que, para quem &eacute; cat&oacute;lico, o caminho acaba por ter mais ajudas. &laquo;Deus ajuda-nos com as suas gra&ccedil;as a continuar este caminho que nem sempre &eacute; f&aacute;cil. A f&eacute; depois ajuda na viv&ecirc;ncia da decis&atilde;o, d&aacute; contexto mais espiritual e aponta um sentido&raquo;, conclui o jovem.
&nbsp;
Pode ler o artigo completo na edi&ccedil;&atilde;o de fevereiro da sua Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Thu, 14 Feb 2019 10:00:00 +0000</pubDate>
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<title>A Igreja tem 16 novos «guardiões» de menores</title>
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<description><![CDATA[Teve lugar hoje em Roma a cerim&oacute;nia de gradua&ccedil;&atilde;o dos alunos do IV curso de Seguran&ccedil;a e Prote&ccedil;&atilde;o de Menores. Foram 16 os formandos que receberam hoje o seu diploma das m&atilde;os dos respons&aacute;veis pelo Centro de Prote&ccedil;&atilde;o de Menores (CPM) da Universidade Gregoriana, entidade respons&aacute;vel pela forma&ccedil;&atilde;o. Poucos dias antes de ter in&iacute;cio a reuni&atilde;o no Vaticano que ir&aacute; juntar os presidentes das Confer&ecirc;ncias Episcopais de todo o mundo para refletirem sobre o tema da Prote&ccedil;&atilde;o de Menores na Igreja.

&nbsp;
Destes 16 formandos, h&aacute; seis que ir&atilde;o prosseguir os seus estudos no &acirc;mbito de um Mestrado nesta tem&aacute;tica da Prote&ccedil;&atilde;o, segundo informa o Centro num comunicado enviado &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
&nbsp;
O Pe. Hans Zollner, jesu&iacute;ta e presidente do CPM, falou na cerim&oacute;nia de gradua&ccedil;&atilde;o sobre a import&acirc;ncia desta forma&ccedil;&atilde;o. &laquo;No que diz respeito &agrave; salvaguarda, h&aacute; uma intera&ccedil;&atilde;o entre pol&iacute;ticas, normas, procedimentos e diretrizes, com o direito can&oacute;nico de um lado, e a atitude e disponibilidade para cooperar do outro - n&atilde;o porque a pessoa &eacute; obrigada, mas porque pronta, espont&acirc;nea e naturalmente faz o que pode ser feito para que os jovens estejam seguros e aqueles que foram prejudicados recebam toda a ajuda e apoio a que t&ecirc;m direito. &Eacute; por isso que precisamos de continuar a educa&ccedil;&atilde;o e a dissemina&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es, mas tamb&eacute;m precisamos de outra maneira de aprender. Os formandos foram apresentados a essa nova abordagem pedag&oacute;gica que os equipou de maneira &uacute;nica para serem guardi&otilde;es - &nbsp;o nome que eles d&atilde;o a si pr&oacute;prios e o que devem ser quando voltarem aos seus pa&iacute;ses&raquo;, referiu o sacerdote na cerim&oacute;nia.
&nbsp;
Presente na cerim&oacute;nia esteve tamb&eacute;m a portuguesa Marta Santos Pais, Representante Especial sobre a Viol&ecirc;ncia contra Crian&ccedil;as, da ONU, que partilhou o compromisso do CPM em transformar este mundo num local &laquo;mais seguro para as crian&ccedil;as&raquo;. &laquo;Esta meta est&aacute; ao nosso alcance e todos podem fazer a diferen&ccedil;a, colocando as crian&ccedil;as em primeiro lugar, come&ccedil;ando com o investimento nos primeiros anos e garantindo que todas as crian&ccedil;as cres&ccedil;am num ambiente seguro e amoroso. Ao investir em crian&ccedil;as, criamos as condi&ccedil;&otilde;es para que cada crian&ccedil;a cres&ccedil;a livre de desejos alheios, medo e viol&ecirc;ncia. Por sua vez, salvaguardando a seguran&ccedil;a e a prote&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as, aumentamos as hip&oacute;teses de alcan&ccedil;ar todos os objetivos e metas sustent&aacute;veis. Juntando as m&atilde;os, a soma das nossas for&ccedil;as ser&aacute; zero: zero de viol&ecirc;ncia&raquo;, referiu esta respons&aacute;vel.
&nbsp;
Os alunos presentes no curso destacaram algumas das raz&otilde;es que os levaram at&eacute; &agrave;quela forma&ccedil;&atilde;o. Um dos alunos destacou que &laquo;a prote&ccedil;&atilde;o de menores &eacute; uma responsabilidade coletiva que vai dos leigos ao clero&raquo;, enquanto outro apontou que somos todos &laquo;obrigados a tratar toda a humanidade com dignidade e a n&atilde;o tirarmos proveito dos mais novos&raquo;.
O m&eacute;todo de trabalho foi tamb&eacute;m elogiado pelos alunos, que referiram que &laquo;o caminho do compromisso, responsabilidade e coopera&ccedil;&atilde;o&raquo; exige que trabalhem com &laquo;convic&ccedil;&atilde;o, em conjunto, em rede, e com esperan&ccedil;a&raquo;.
&nbsp;
Os estudantes deste curso, que teve a dura&ccedil;&atilde;o de um semestre, foram provenientes de quatro continentes. Outro dos alunos reconheceu que &laquo;h&aacute; ainda muito trabalho a ser feito na &aacute;rea da prote&ccedil;&atilde;o de menores na minha Igreja local e em todo o mundo&raquo;. &laquo;Mas estou convencido que, se houver 100% de investimento e de empenho na forma&ccedil;&atilde;o do clero e dos leigos, ent&atilde;o conseguiremos realizar este sonho de tornar a Igreja num local seguro para menores e adultos vulner&aacute;veis&raquo;.
&nbsp;
Este &eacute; um curso que existe desde 2016 com o objetivo de formar peritos na preven&ccedil;&atilde;o do abuso sexual de menores e est&aacute; baseado numa pedagogia de dar mais import&acirc;ncia &agrave;s v&iacute;timas. &Eacute; um curso coordenado por Karolin Kuhn, Katharina A. Fuchs e Mar&iacute;a Rosaura Gonz&aacute;lez Casas que inclui cadeiras interdisciplinares que abordam os diferentes t&oacute;picos relacionados com a prote&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e adolescentes.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Foto: La Croix
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<pubDate>Wed, 13 Feb 2019 12:29:00 +0000</pubDate>
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<title>Abusos Sexuais: bispos reafirmam empenho em política de «tolerância zero»</title>
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<description><![CDATA[O porta-voz da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) disse hoje em F&aacute;tima que os bispos cat&oacute;licos est&atilde;o empenhados numa pol&iacute;tica de &laquo;toler&acirc;ncia zero&raquo; para situa&ccedil;&otilde;es de abuso sexuais, falando em cerca de uma dezena de casos analisados desde 2001. &laquo;Como o Papa diz, temos de ter toler&acirc;ncia zero neste drama e, nesse sentido, esta escuta, todo o processo que se deve ter em considera&ccedil;&atilde;o, passa sobretudo, naturalmente, pelas dioceses, porque &eacute; a&iacute; que as pessoas vivem. Se houver den&uacute;ncias t&ecirc;m de ser encaminhadas para quem de direito, nas pr&oacute;prias dioceses&raquo;, referiu o padre Manuel Barbosa, no final do encontro do Conselho Permanente da CEP, em confer&ecirc;ncia de imprensa.


O Papa Francisco convocou os presidentes das confer&ecirc;ncias episcopais para um encontro no Vaticano, de 21 a 24 de fevereiro de 2019, dedicado ao tema da prote&ccedil;&atilde;o dos menores. &laquo;Os bispos, incluindo D. Manuel Clemente, como presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal, continuam sempre com disponibilidade ativa, repito &ndash; queria que fosse bem interpretado nessa express&atilde;o -, para escutar as presum&iacute;veis v&iacute;timas de abusos sexuais por parte dos cl&eacute;rigos, segundo as diretrizes de 2012&raquo;, assinalou o secret&aacute;rio da CEP.

O padre Manuel Barbosa referiu que a prepara&ccedil;&atilde;o para a cimeira decorreu em contacto direto com a Santa S&eacute;, incluindo o envio de um question&aacute;rio &agrave; comiss&atilde;o organizadora. Segundo este respons&aacute;vel, &laquo;os casos que s&atilde;o tratados no &acirc;mbito das dioceses, nos tribunais eclesi&aacute;sticos, s&atilde;o pouqu&iacute;ssimos&raquo;, cerca de uma dezena, desde 2001. &laquo;Desses pouqu&iacute;ssimos, mais de metade a investiga&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via levou o caso a parar, n&atilde;o havia fundamentos&raquo;, prosseguiu.

O porta-voz da CEP, considera que, &laquo;se h&aacute; mais casos, se h&aacute; den&uacute;ncias &eacute; preciso apresent&aacute;-las a quem de direito&rdquo;, real&ccedil;ando que &ldquo;quem quiser ser escutado, pode ser escutado&raquo;, pelos seus bispos. &laquo;Nem que seja um caso s&oacute; j&aacute; &eacute; grave, &eacute; grav&iacute;ssimo&raquo;, observou.

O respons&aacute;vel foi questionado sobre a comunica&ccedil;&atilde;o &agrave;s autoridades judiciais, destes casos, precisando que a mesma depende, muitas vezes, da &laquo;vontade das fam&iacute;lias&raquo;. A CEP, acrescentou, tem feito um trabalho de &laquo;coordena&ccedil;&atilde;o&raquo; e de &laquo;orienta&ccedil;&otilde;es comuns, esperando indica&ccedil;&otilde;es da Santa S&eacute; para a a&ccedil;&atilde;o futura&raquo;. &laquo;Os casos t&ecirc;m de ser levados at&eacute; ao fim e tem de ser condenado qualquer caso de abuso que seja provado&raquo;, concluiu.

Texto: Ag&ecirc;ncia Ecclesia
Foto: Catholic Press Photo
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<pubDate>Tue, 12 Feb 2019 17:16:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa encerra viagem «histórica» aos Emirados Árabes Unidos</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco encerrou hoje em Abu Dhabi a sua visita aos Emirados &Aacute;rabes Unidos, a primeira de um pont&iacute;fice cat&oacute;lica &agrave; pen&iacute;nsula ar&aacute;bica, numa cerim&oacute;nia oficial que decorreu no aeroporto presidencial, com a presen&ccedil;a do pr&iacute;ncipe herdeiro. Ap&oacute;s a troca de cumprimentos entre as delega&ccedil;&otilde;es do Vaticano e dos Emirados &Aacute;rabes Unidos, Francisco embarcou no avi&atilde;o B787 da Ethiad com destino ao aeroporto de Ciampino, em Roma, onde dever&aacute; chegar por volta das 17h00 (16h00 em Lisboa), depois de o Bahrein, Kuwait, Iraque, Turquia, Bulg&aacute;ria, S&eacute;rvia, B&oacute;snia-Herzegovina, Gr&eacute;cia e It&aacute;lia.


O Papa chegou a Abu Dhabi no domingo &agrave; noite e na segunda-feira encontrou-se com o pr&iacute;ncipe herdeiro, xeque Mohammed bin Zayed Al Nahyan, para a cerim&oacute;nia oficial de boas-vindas aos Emirados &Aacute;rabes Unidos. Horas mais tarde, Francisco e o grande im&atilde; de Al-Azhar, Ahmad Al-Tayyeb, assinaram a Declara&ccedil;&atilde;o de Abu Dhabi, apresentada como &laquo;hist&oacute;rica&raquo; pelo Vaticano, que condena o terrorismo e a intoler&acirc;ncia religiosa. &laquo;Pedimos a todos que deixem de usar as religi&otilde;es para incitar o &oacute;dio, a viol&ecirc;ncia, o extremismo e o fanatismo cego, e que se abstenham de usar o nome de Deus para justificar atos de assassinato, ex&iacute;lio, terrorismo e opress&atilde;o&raquo;, refere o documento sobre a fraternidade humana para a paz mundial e a conviv&ecirc;ncia comum.

A assinatura decorreu durante encontro inter-religioso sobre a fraternidade humana, que decorreu nos Emirados &Aacute;rabes Unidos. &laquo;Os crist&atilde;os fazem parte da nossa regi&atilde;o. S&atilde;o cidad&atilde;os desta nossa na&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o s&atilde;o uma minoria. T&ecirc;m direitos e responsabilidades&raquo;, disse o xeque Ahmad al-Tayyeb.

J&aacute; o Papa apelou &agrave; rejei&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia em nome da religi&atilde;o e ao respeito pelos direitos de todas as pessoas. &laquo;Reconhecer os mesmos direitos a todo o ser humano &eacute; glorificar o Nome de Deus na terra. Assim, em nome de Deus Criador, &eacute; preciso condenar, decididamente, qualquer forma de viol&ecirc;ncia, porque seria uma grave profana&ccedil;&atilde;o do nome de Deus utiliz&aacute;-lo para justificar o &oacute;dio e a viol&ecirc;ncia contra o irm&atilde;o. Religiosamente, n&atilde;o h&aacute; viol&ecirc;ncia que se possa justificar&raquo;, declarou, no seu primeiro discurso da viagem &agrave; pen&iacute;nsula ar&aacute;bica.


Hoje, Francisco presidiu &agrave; Missa conclusiva da sua viagem, a primeira Eucaristia celebrada por um pont&iacute;fice na pen&iacute;nsula ar&aacute;bica. &laquo;&Eacute; uma alegria que d&aacute; paz mesmo na dor, que j&aacute; agora nos faz saborear a felicidade que nos espera para sempre. Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, na alegria de vos encontrar, esta &eacute; a palavra que vim dizer-vos: Felizes!&raquo;, referiu, na homilia da celebra&ccedil;&atilde;o.

Francisco desafiou os cat&oacute;licos a fazerem das suas comunidades um &laquo;o&aacute;sis de paz&raquo; e elogiou a &laquo;melodia do Evangelho&raquo; que se vive nos Emirados, com v&aacute;rias l&iacute;nguas e ritos. &laquo;Felizes os mansos. N&atilde;o &eacute; feliz quem agride ou subjuga, mas quem mant&eacute;m o comportamento de Jesus que nos salvou: manso, mesmo diante dos seus acusadores. Nem lutas nem disputas: naquele tempo em que muitos partiam revestidos de pesadas armaduras, S&atilde;o Francisco lembrou que o crist&atilde;o parte armado apenas com a sua f&eacute; humilde e o seu amor concreto. &Eacute; importante a mansid&atilde;o: se vivermos no mundo &agrave; maneira de Deus, tornar-nos-emos canais da sua presen&ccedil;a; caso contr&aacute;rio, n&atilde;o daremos fruto. A segunda Bem-aventuran&ccedil;a: Felizes os pacificadores. O crist&atilde;o promove a paz, a come&ccedil;ar pela comunidade onde vive&raquo;, disse o Papa.

A multid&atilde;o recebeu Francisco em festa no Zayed Sports City, onde o pont&iacute;fice quis sublinhar a simplicidade da &laquo;vida crist&atilde;&raquo;, rejeitando que esta seja uma &laquo;lista de prescri&ccedil;&otilde;es&raquo; ou um &laquo;conjunto complexo de doutrinas&raquo;. Segundo a organiza&ccedil;&atilde;o, nas mais de 130 mil pessoas presentes estavam representadas cerca de 100 nacionalidades, bem como um grupo de 4 mil mu&ccedil;ulmanos.

Ao deixar o pa&iacute;s, o Papa enviou uma mensagem ao presidente dos Emirados, xeque Khalifa Bin Zayed Al-Nahyan, agradecendo pelo &laquo;caloroso acolhimento e a generosa hospitalidade&raquo; no pa&iacute;s. Durante a viagem, o Papa Francisco, o grande im&atilde; de Al-Azhar e o pr&iacute;ncipe herdeiro assinaram as primeiras pedras da nova Igreja de S&atilde;o Francisco e da Mesquita do Grande Im&atilde; Ahmad Al-Tayyeb, em Abu Dhabi, simbolizando os &laquo;valores da toler&acirc;ncia, da integridade moral e da fraternidade humana&raquo;.

Esta foi a 27&ordf; viagem internacional do pontificado; Na pr&oacute;xima, o Papa vai visitar Marrocos, nos dias 30 e 31 de mar&ccedil;o.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna (com Ag&ecirc;ncia Ecclesia e R&aacute;dio Renascen&ccedil;a)
Fotos: Vatican News
]]></description>
<pubDate>Tue, 05 Feb 2019 17:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Padre Márlon Múcio está curado</title>
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<description><![CDATA[O padre M&aacute;rlon M&uacute;cio est&aacute; curado. O sacerdote brasileiro, de 46 anos, tinha uma rara doen&ccedil;a muscular. Durante v&aacute;rios anos celebrou a Eucaristia e outras celebra&ccedil;&otilde;es em cadeira de rodas, andarilho ou usando um ventilador mec&acirc;nico para respirar. Agora caminha e respira sem ajuda porque houve uma &laquo;restaura&ccedil;&atilde;o da minha sa&uacute;de&raquo;.
Muito conhecido no Brasil, fundou a Comunidade Miss&atilde;o Sede Santos, &eacute; locutor, tem 30 livros publicados, participa frequentemente em programas de televis&atilde;o na Can&ccedil;&atilde;o Nova e inspira pessoas no mundo inteiro.



A FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; entrou em contacto com o padre M&aacute;rlon M&uacute;cio. Seguindo as indica&ccedil;&otilde;es e pedidos do seu bispo diocesano, o sacerdote n&atilde;o presta mais declara&ccedil;&otilde;es sobre a sua cura. O caso est&aacute; a ser investigado. O que se sabe &eacute; o que publicou logo no in&iacute;cio no facebook e que nos autorizou a utilizar.
Foi no dia 5 de outubro de 2018 que os seguidores do padre M&aacute;rlon M&uacute;cio souberam pela sua boca, num v&iacute;deo, que estava curado: &laquo;Eu estou bem. Eu estou &oacute;timo de sa&uacute;de. Melhor: segundo os meus m&eacute;dicos, eu estou excelente. Gl&oacute;ria a Deus! Gra&ccedil;as a Deus e a voc&ecirc; que tanto rezou e reza por mim!&raquo;.
Veja aqui o v&iacute;deo:
&nbsp;




O padre M&aacute;rlon esteve j&aacute; em Portugal e no Santu&aacute;rio de F&aacute;tima. &Eacute; muito devoto de Nossa Senhora e da beata Alexandrina de Balasar. No dia 14 de outubro, j&aacute; depois da cura escreveu: &laquo;Hoje, festa da minha enfermeira. Como lhe sou grato, minha Beata Alexandrina de Balasar!!!!!&raquo;
&nbsp;
Em mar&ccedil;o de 2018, o sacerdote brasileiro deu uma entrevista &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;. Na altura, disse que &laquo;mesmo enfermo, eu sou guerreiro!&raquo;. De si pr&oacute;prio sempre disse ser &laquo;um milagre ambulante&raquo;.

Foi em 2010 que come&ccedil;aram os sintomas da doen&ccedil;a. &laquo;Eu estava muito fraco e cansava-me muito rapidamente. Estava com dificuldades na fala, nos bra&ccedil;os, nas pernas, tamb&eacute;m para enxergar e engolir&raquo;, contou. Em 2014, chegou a estar internado sete vezes, numa das quais quase morreu com uma infe&ccedil;&atilde;o hospitalar. Foi sistematicamente estudado para se perceber o que era a sua doen&ccedil;a. &laquo;Devido &agrave;s muitas idas aos m&eacute;dicos, percebemos que trago essa enfermidade desde crian&ccedil;a. Ainda n&atilde;o se fechou o meu diagn&oacute;stico. O que se sabe &eacute; que &eacute; uma doen&ccedil;a rara muscular. No meu caso, o comprometimento &eacute; generalizado.&raquo;


A doen&ccedil;a fazia-o cansar-se com os esfor&ccedil;os mais pequenos, chegando a precisar de ajuda para tomar banho, alimentar-se, andar, falar e at&eacute; respirar. Uma equipa de reabilita&ccedil;&atilde;o cuidava dele em casa. Juliana Maria Gazzola &eacute; uma dessas cuidadoras que acompanhou o padre M&aacute;rlon M&uacute;cio. Em dezembro, o sacerdote partilhou no facebook uma mensagem dos seus cuidadores. Juliana dizia que o padre M&aacute;rlon ainda usa o ventilador mec&acirc;nico &laquo;para dormir, devido hipopneia e apneia do sono, no modo ET (espont&acirc;neo com temporizador)&raquo;. O diagn&oacute;stico ainda estava a ser fechado, mas &laquo;est&aacute;, gradativamente, desmamando dos medicamentos, por serem muito fortes; atualmente, ele est&aacute; utilizando vitamina e suplemento&raquo;. Al&eacute;m disso, na &eacute;poca, j&aacute; caminhava no parque e fazia caminhadas. Para estas cuidadoras, ele foi e &eacute; &laquo;um verdadeiro exemplo de esperan&ccedil;a, de sofrer sem nunca reclamar e sempre sorrindo&raquo;.

Na entrevista &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, o padre M&aacute;rlon explicava nunca se ter revoltado contra Deus nem a sua f&eacute; nunca ter vacilado. &laquo;Sei do amor de Deus por mim e Ele nunca me abandonou. Minha f&eacute;, gra&ccedil;as a Deus, &eacute; grande e &eacute; sustentada pela f&eacute; da minha fam&iacute;lia, da comunidade eclesial e de tanta gente que reza por mim dia e noite. Se tem uma coisa que n&atilde;o sei fazer &eacute; murmurar. E desejo morrer celebrando a Missa, atendendo os fi&eacute;is, fazendo minhas miss&otilde;es, nem que seja da cama!&raquo; O sacerdote nunca deixou de celebrar a Eucaristia todos os dias, nem rezar o Ros&aacute;rio de Nossa Senhora e a Liturgia das Horas. &laquo;Pare&ccedil;o muitas vezes um padre astronauta! Se eu deixar a minha miss&atilde;o de lado, eu morro! A minha miss&atilde;o &eacute; a minha vida&raquo;, conta. O sentido de humor do padre M&aacute;rlon &eacute; uma das suas caracter&iacute;sticas e nunca o perdeu. &laquo;Eu fa&ccedil;o tro&ccedil;a da minha enfermidade. Brinco com ela. N&atilde;o deixo que ela me governe. Quem manda em mim &eacute; Deus e o desejo de levar Jesus a cada pessoa e cada pessoa a Jesus. O amor e o humor s&atilde;o santos rem&eacute;dios para a cura de quem quer que seja, seja l&aacute; do que for que a pessoa sofra. Quem ama &eacute; mais feliz.&raquo;



A sua presen&ccedil;a nas redes sociais &eacute; seguida por milhares de pessoas, que admiram os seus dons de orat&oacute;ria, mas tamb&eacute;m a resili&ecirc;ncia e o sentido de humor com que lida com a doen&ccedil;a. &laquo;N&atilde;o tenho d&uacute;vidas de que o bom Deus est&aacute; a valer-se da minha enfermidade para a minha cura e para a cura de muitos. Quando eu digo minha cura &eacute; porque me tornei mais orante, misericordioso, paciente. Imposs&iacute;vel n&atilde;o ficar humilde numa situa&ccedil;&atilde;o dessas, n&atilde;o &eacute; mesmo?&raquo; As suas partilhas come&ccedil;aram por sentir que seria bom para si e acabou por se revelar bom para outros. &laquo;Se o Senhor quer contar comigo para trazer vida &agrave; vida de muita gente, eu digo &aacute;men. Com minhas postagens nas redes sociais, muitas vezes bem-humoradas, de tudo o que a enfermidade me tem causado e com o meu sorriso costumeiro, muita gente tem sido evangelizada. Isso tudo &eacute; gra&ccedil;a de Deus. Da minha parte, uma pequenina e humilde contribui&ccedil;&atilde;o.&raquo; O padre M&aacute;rlon diz que &laquo;o carinho das pessoas &eacute; o mais potente rem&eacute;dio que h&aacute;. O amor cura&raquo;.
&nbsp;
Leia toda a entrevista do padre M&aacute;rlon M&uacute;cio aqui:
- Padre evangeliza o mundo a partir de uma cadeira de rodas]]></description>
<pubDate>Tue, 05 Feb 2019 12:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Foi «comovente» ver a «devoção» dos jovens a Nossa Senhora de Fátima</title>
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<description><![CDATA[O Pe. Carlos Cabecinhas, reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, encabe&ccedil;ou a comitiva que acompanhou a visita da Imagem Peregrina n&ordm;1 ao Panam&aacute; para a Jornada Mundial da Juventude. Encontramo-lo de sorriso aberto, um dia depois de chegar de viagem, j&aacute; de volta ao trabalho na reitoria do Santu&aacute;rio, porque &laquo;o jetlag &eacute; uma coisa que n&atilde;o me afeta&raquo;, revela, divertido, ao chegar.


A Imagem Peregrina de F&aacute;tima acompanhou os jovens na Adora&ccedil;&atilde;o ao Sant&iacute;ssimo, visitou uma pris&atilde;o, um hospital oncol&oacute;gico, percorreu em prociss&atilde;o todo o recinto da Jornada para g&aacute;udio das centenas de milhares de jovens que ali estavam, visitou um dos bairros mais problem&aacute;ticos da cidade do Panam&aacute;... Uma viagem que ficar&aacute; &laquo;marcada na mem&oacute;ria para o resto da vida&raquo; &eacute; o ponto de partida para esta conversa.
&nbsp;
Que balan&ccedil;o &eacute; poss&iacute;vel fazer desta, posso chamar-lhe, &ldquo;aventura&rdquo;?
Foi, de facto, uma aventura. O balan&ccedil;o, obviamente, &eacute; positivo, &eacute; mesmo muito positivo. Do primeiro ao &uacute;ltimo momento encontr&aacute;mos surpresas, e surpresas positivas. Encontr&aacute;mos, por um lado, uma recetividade incr&iacute;vel por parte das gentes do Panam&aacute;, uma devo&ccedil;&atilde;o mariana incr&iacute;vel, e direcionada para F&aacute;tima, mas tamb&eacute;m encontr&aacute;mos uma recetividade enorme por parte dos jovens presentes na Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Por outro lado, o programa era muito variado, e previa desde o momento apote&oacute;tico que &eacute; a presen&ccedil;a na vig&iacute;lia da Jornada Mundial da Juventude, at&eacute; aos momentos mais discretos do contacto dos fi&eacute;is e dos jovens com a Imagem na tenda do encontro ou nas v&aacute;rias igrejas em que a Imagem esteve exposta &agrave; ora&ccedil;&atilde;o. Foi um momento que nos surpreendeu porque a expressividade ou a forma como o povo do Panam&aacute; exprime a sua devo&ccedil;&atilde;o &eacute; muito diferente da nossa, &eacute; de uma expansividade e espontaneidade muito maior, e tamb&eacute;m isso nos surpreende positivamente pela alegria, o entusiasmo, a devo&ccedil;&atilde;o enorme que t&ecirc;m a Nossa Senhora. Foram dias muito intensos e n&atilde;o tenho d&uacute;vidas que, para qualquer um de n&oacute;s que acompanhou esta visita da Imagem Peregrina, aquilo que vivemos nos ficar&aacute; marcado na mem&oacute;ria para o resto das nossas vidas.
&nbsp;
Esta proposta de ter a Imagem Peregrina num JMJ foi nova. Poder&aacute; ser uma coisa para manter?
N&atilde;o sei. O que podemos dizer &eacute; que a presen&ccedil;a nesta JMJ no Panam&aacute; foi da iniciativa do comit&eacute; organizador local, por convite do sr. Arcebispo do Panam&aacute;, que entendeu, tendo em conta a grande devo&ccedil;&atilde;o do povo do Panam&aacute; a Nossa Senhora de F&aacute;tima, que estivesse presente a Imagem de Nossa Senhora de F&aacute;tima, peregrina entre peregrinos. Acolhemos esse convite com muito gosto, e tamb&eacute;m me parece que, sendo a pr&oacute;xima JMJ em Portugal, faz todo o sentido que essa liga&ccedil;&atilde;o se mantenha. N&atilde;o sei se necessariamente com a presen&ccedil;a da Imagem Peregrina l&aacute;, tudo isso est&aacute; em aberto, mas n&atilde;o temos d&uacute;vidas que muitos dos jovens que vir&atilde;o para a JMJ de Lisboa passar&atilde;o por F&aacute;tima &agrave; procura do lugar onde possam expressar a sua devo&ccedil;&atilde;o mariana.

&nbsp;
O programa contemplava n&atilde;o s&oacute; momentos na tenda da adora&ccedil;&atilde;o ou nas cerim&oacute;nias, mas outros momentos mais discretos, mas muito significativos, como a visita a uma pris&atilde;o e a um Instituto Oncol&oacute;gico, que nem teriam muito a ver com uma JMJ. Como &eacute; que esses momentos foram vividos?
Todo o programa foi organizado pelo Comit&eacute; local. Eles pretendiam que o programa da visita da Imagem n&atilde;o fosse um programa paralelo &agrave; Jornada, e por isso procurou-se que Imagem estivesse na Tenda do Encontro, onde os jovens a pudessem ver, que muitas das visitas e prociss&otilde;es de velas que foram realizadas contassem com a presen&ccedil;a dos jovens, que a Imagem estivesse presente na Vig&iacute;lia e em uma das catequeses, mas entendeu-se tamb&eacute;m desde o in&iacute;cio que era importante dar um sinal de que a Imagem n&atilde;o iria apenas para esses momentos da Jornada, mas que a presen&ccedil;a e peregrina&ccedil;&atilde;o da Imagem de Nossa Senhora de F&aacute;tima teria tamb&eacute;m outros momentos n&atilde;o diretamente relacionados com a JMJ, mas que dessem esse sinal, que o sr. Arcebispo deu logo na missa de abertura das Jornadas, da aten&ccedil;&atilde;o aos exclu&iacute;dos, &agrave;s periferias. Pretendia-se que a Imagem fosse sacramento, sinal, dessa aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s periferias e aos exclu&iacute;dos.
&nbsp;
Da&iacute; estas visitas &ldquo;paralelas&rdquo;, fora do programa da JMJ?
Da&iacute; a inclus&atilde;o da visita ao centro penitenci&aacute;rio feminino, mas tamb&eacute;m a visita ao hospital oncol&oacute;gico, que ocorre j&aacute; depois do encerramento da Jornada, que pretendia ser esse sinal de aten&ccedil;&atilde;o &agrave;queles que, no meio desta grande festa e destes momentos apote&oacute;ticos, s&atilde;o esquecidos ou n&atilde;o podem mesmo participar. Sem esquecer que esteve na Igreja de Nossa senhora de F&aacute;tima, no bairro El Chorrillo, que &eacute; um bairro particularmente problem&aacute;tico da cidade do Panam&aacute;, problem&aacute;tico pela pobreza, problem&aacute;tico pela viol&ecirc;ncia, e onde se fez quest&atilde;o que a Imagem de F&aacute;tima estivesse tamb&eacute;m. Devo dizer que foi comovente perceber a forma como os mais pobres daquela sociedade se associaram a este momento e o viveram com uma intensidade e um entusiasmo incr&iacute;veis.

&nbsp;
Foi a primeira vez que acompanhou uma viagem da Imagem Peregrina?
Foi a primeira vez que acompanhei todo o programa de uma visita, de fio a pavio. Fi-lo por ser este enquadramento especial, e por ser a Imagem Peregrina n&ordm;1, aquela que habitualmente j&aacute; n&atilde;o sai do Santu&aacute;rio e que desta vez saiu excecionalmente. Da parte da comitiva do Santu&aacute;rio, foram momentos muito marcantes, precisamente por percebermos e termos o testemunho desta enorme devo&ccedil;&atilde;o a Nossa senhora de F&aacute;tima que acompanha e est&aacute; patente por todo o mundo.
No momento da vig&iacute;lia, em que, depois da sa&iacute;da do Papa, a Imagem Peregrina sai do altar e da zona do grande palco e durante mais de hora e meia percorre em prociss&atilde;o o espa&ccedil;o em que est&atilde;o os jovens em ora&ccedil;&atilde;o. Foi marcante ver a forma como os jovens assinalavam a passagem da Imagem de Nossa Senhora, manifestavam a sua alegria, a sua venera&ccedil;&atilde;o a Maria, cantavam, dan&ccedil;avam, aplaudiam, foi algo comovente e tocante e que n&atilde;o podia deixar de nos tocar profundamente
&nbsp;
&Eacute; um refor&ccedil;o da universalidade da Mensagem de F&aacute;tima?
&Eacute; sem d&uacute;vida um refor&ccedil;o da universalidade da Mensagem de F&aacute;tima. Como eu partilhava com os outros elementos da comitiva, ao passar pelo meio dos jovens, n&atilde;o assist&iacute;amos apenas &agrave; manifesta&ccedil;&atilde;o de uma gen&eacute;rica devo&ccedil;&atilde;o mariana, era clara a refer&ecirc;ncia a F&aacute;tima que ali aparecia. A Imagem Peregrina n&atilde;o era apenas identificada por todos como uma imagem de Nossa Senhora, mas concretamente com a Mensagem de F&aacute;tima, e isso a mim tocou-me especialmente, porque aquela enorme quantidade de jovens identificava imediatamente aquela Imagem de Nossa senhora de F&aacute;tima, e por isso essa liga&ccedil;&atilde;o &agrave; Mensagem e ao acontecimento de F&aacute;tima estavam presentes tamb&eacute;m na consci&ecirc;ncia daqueles jovens.
&nbsp;
Em 2022, a JMJ ter&aacute; sempre de passar por F&aacute;tima...
Estou convencido que os milhares e milhares de jovens que vir&atilde;o &agrave; JMJ de 2022 querer&atilde;o passar por F&aacute;tima e ter oportunidade de visitar e de rezar em F&aacute;tima. N&oacute;s fizemos uma experi&ecirc;ncia, na JMJ de Madrid, que foi ver os milhares de jovens que passaram por F&aacute;tima porque ficava perto de Madrid. Perto para quem vem de muito longe, perto para quem vem de pa&iacute;ses, estou a pensar no Brasil, em que a dist&acirc;ncia entre Madrid e F&aacute;tima &eacute; muito inferior a desloca&ccedil;&otilde;es que eles t&ecirc;m de fazer no seu pr&oacute;prio pa&iacute;s (risos). Por isso, F&aacute;tima era perto de Madrid, e estou convencido que sendo uma JMJ em Portugal, tendo como centro fulcral Lisboa, ser&atilde;o milhares aqueles que querer&atilde;o visitar F&aacute;tima.
&nbsp;
E h&aacute; possibilidade de a Imagem, Peregrina ou a principal, acompanharem as celebra&ccedil;&otilde;es em Lisboa?
Isso n&atilde;o nos cabe a n&oacute;s diz&ecirc;-lo, ter&aacute; de ser uma op&ccedil;&atilde;o e uma reflex&atilde;o a ser feita pelo Comit&eacute; local de organiza&ccedil;&atilde;o, para perceber de que forma F&aacute;tima deve estar mais ou menos inclu&iacute;da no programa da pr&oacute;pria Jornada. Da nossa parte a disponibilidade &eacute; total, como &eacute; &oacute;bvio.



&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e Santu&aacute;rio de F&aacute;tima
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<pubDate>Thu, 31 Jan 2019 22:38:00 +0000</pubDate>
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<title>JMJ 2022 vai ser uma Jornada «à portuguesa»</title>
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<description><![CDATA[O Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, foi hoje recebido no aeroporto de Lisboa por mais de uma centena de jovens que aguardavam em clima de festa a chegada do prelado depois do an&uacute;ncio que Lisboa seria a sede da XXXV Jornada Mundial de Juventude.


Com gritos entusiastas de &ldquo;Esta &eacute; a juventude do Papa&rdquo;, D. Manuel Clemente agradeceu o acolhimento de sorriso rasgado, e falou aos jornalistas de uma Jornada que pode trazer &laquo;mais de dois milh&otilde;es&raquo; de jovens a Lisboa em 2022.
&nbsp;
Sobre a forma como ir&aacute; decorrer a Jornada, D. Manuel Clemente diz que ir&aacute; ser feita &laquo;&agrave; portuguesa&raquo;. &laquo;Vamos fazer &agrave; portuguesa, com aquilo que nos caracteriza em termos de acolhimento, e devo dizer que no Panam&aacute; foram inexced&iacute;veis no acolhimento, n&atilde;o s&oacute; os jovens, mas a popula&ccedil;&atilde;o em geral. Mas aqui em Portugal ser&aacute; tamb&eacute;m&raquo;, garantiu.
&nbsp;
Explicando que as Jornadas come&ccedil;am muito antes daquela semana, o Cardeal Patriarca de Lisboa quer ver envolvido todo o pa&iacute;s, e reafirma que Lisboa &laquo;h&aacute;-de aguentar este embate&raquo;. &laquo;As Jornadas realizam-se numa semana, com o Papa nos &uacute;ltimos dias dessa semana, mas come&ccedil;am muito antes, e ir&aacute; come&ccedil;ar em todo o pa&iacute;s com que eles proporcionar&atilde;o aos jovens que v&ecirc;m de toda a parte. E devo dizer-vos que dos cinco continentes que estiveram no Panam&aacute; s&oacute; h&aacute; &eacute; muita vontade de vir. Lisboa h&aacute;-de aguantar este embate que &eacute; uma coisa que certamente ultrapassar&aacute; os dois milh&otilde;es&raquo;, afirmou.
&nbsp;
D. Manuel Clemente voltou a reafirmar que a proximidade territorial e emocional a &Aacute;frica ter&aacute; pesado na decis&atilde;o do Papa. &laquo;O facto de Lisboa ter esta liga&ccedil;&atilde;o &agrave; lusofonia, de ser habitada por dezenas e dezenas de milhares de popula&ccedil;&otilde;es lus&oacute;fonas, vindas sobretudo de &Aacute;frica, pesou com certeza na decis&atilde;o. Desde o primeiro momento, e ainda falava ontem isso com os meus colegas angolanos, que contamos com eles&raquo;, concluiu, antes de deixar os jornalistas e se juntar aos jovens na festa que faziam na zona das chegadas do Aeroporto de Lisboa.
&nbsp;
Reportagem e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Tue, 29 Jan 2019 19:02:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa abre a porta à reflexão sobre ordenação de homens casados</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco afirmou-se contra o celibato opcional, mas abriu a porta &agrave; reflex&atilde;o sobre a possibilidade de, em situa&ccedil;&otilde;es onde haja falta de sacerdotes, conceber a ordena&ccedil;&atilde;o de homens casados. O Papa falava aos jornalistas na habitual confer&ecirc;ncia de imprensa no voo papal de regresso do Panam&aacute;, onde esteve a participar na Jornada Mundial da Juventude.


Francisco citou o Pe. Lobinger, te&oacute;logo, que avan&ccedil;ou com a possibilidade de ordenar homens apenas com o munus sanctificandi, um dos tr&ecirc;s que cada sacerdote recebe na sua ordena&ccedil;&atilde;o. &laquo;Lobinger diz: poderia-se ordenar sacerdote um idoso casado, esta &eacute; a sua tese. Mas que exer&ccedil;a apenas o munus sanctificandi, isto &eacute;, celebre a missa, administre o Sacramento da Reconcilia&ccedil;&atilde;o e d&ecirc; a un&ccedil;&atilde;o dos enfermos. A ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal d&aacute; os tr&ecirc;s munera: o munus regendi (o pastor que guia), o munus docendi (o pastor que ensina) e o munus sanctificandi. O bispo s&oacute; lhe daria a licen&ccedil;a para o munus sanctificandi. Esta &eacute; a tese, o livro &eacute; interessante e talvez isso possa ajudar a responder o problema&raquo;, afirmou o Papa aos jornalistas.

Francisco confirma que esta &eacute; &laquo;uma quest&atilde;o em discuss&atilde;o entre os te&oacute;logos, n&atilde;o &eacute; uma decis&atilde;o minha&raquo;, mas mostra a sua concord&acirc;ncia com a abertura dessa possibilidade, afirmando que &laquo;o tema deve ser aberto nesse sentido para os lugares onde existe um problema pastoral, por falta de sacerdotes&raquo;, e citou o exemplo de um bispo que pertencia &agrave; Secretaria de Estado. &laquo;Estava a conversar com um oficial da Secretaria de Estado, um bispo que teve que trabalhar num pa&iacute;s comunista no in&iacute;cio da revolu&ccedil;&atilde;o, e quando viram como essa revolu&ccedil;&atilde;o chegava nos anos 50, os bispos ordenaram secretamente camponeses, bons e religiosos. Depois que a crise passou, trinta anos depois, a coisa resolveu-se. Ele contou-me a emo&ccedil;&atilde;o que sentiu quando, numa celebra&ccedil;&atilde;o, viu esses camponeses com m&atilde;os de camponeses colocarem as suas vestes para concelebrar com os bispos. Na hist&oacute;ria da Igreja isso verificou-se. &Eacute; algo a ser pensado e sobre o qual rezar&raquo;, sustenta.

Apesar disto, afirmou aos jornalistas que &laquo;n&atilde;o digo que deve ser feito, n&atilde;o refleti, n&atilde;o rezei o suficiente sobre isso. Mas os te&oacute;logos debatem sobre isso, devem estudar&raquo;, defendeu.

A abertura do Papa a esta possibilidade surgiu no seguimento da pergunta sobre a possibildiade da institui&ccedil;&atilde;o do celibato opcional, &agrave; semelhan&ccedil;a do que aocntece nas igrejas de rito oriental, hip&oacute;tese que foi completamente colocada de lado por Francisco. &laquo;Pessoalmente, penso que o celibato seja um dom para a Igreja e n&atilde;o concordo em permitir o celibato opcional&raquo;, disse, embora acrescentando que &laquo;permaneceria alguma possibilidade nos lugares mais distantes, penso nas ilhas do Pac&iacute;fico, mas &eacute; algo em que pensar quando h&aacute; necessidade pastoral&raquo;, citando o Papa Paulo VI, que afirmou, no final dos anos 60, que &laquo;prefiro dar a vida antes de mudar a lei do celibato&raquo;, posi&ccedil;&atilde;o que Francisco classificou de &laquo;corajosa&raquo;, por ter sido pronunciada num momento &laquo;mais dif&iacute;cil que o atual&raquo;.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Foto: Vatican News
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<pubDate>Mon, 28 Jan 2019 16:38:00 +0000</pubDate>
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<title>Mar da Palha será «cais de embarque» na fé para dois milhões de jovens</title>
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<description><![CDATA[Os principais respons&aacute;veis pela organiza&ccedil;&atilde;o da Jornada Mundial da Juventude estiveram hoje na sala de imprensa da organiza&ccedil;&atilde;o da Jornada Mundial da Juventude para prometer uma Jornada Mundial da Juventude que &laquo;superar tudo quanto se espera&raquo;.

&nbsp;
Visivelmente satisfeitos, D. Manuel Clemente, Cardeal-Patriarca de Lisboa, e Fernando Medina, presidente da C&acirc;mara Municipal de Lisboa, falaram de uma &laquo;aspira&ccedil;&atilde;o&raquo; nacional. &laquo;H&aacute; muito que a Igreja portuguesa tem a experi&ecirc;ncia e presen&ccedil;a nas Jornadas Mundiais da Juventude, al&eacute;m do gosto e aspira&ccedil;&atilde;o que uma dessas Jornadas aconte&ccedil;a em Lisboa, por isso esta candidatura que apresent&aacute;mos h&aacute; um ano ao Papa Francisco. &Eacute; uma aspira&ccedil;&atilde;o das nossas 20 dioceses de Portugal&raquo;, afirmou D. Manuel Clemente aos jornalistas.
&nbsp;
O Cardeal Patriarca de Lisboa falou numa &laquo;conflu&ecirc;ncia&raquo; das aspira&ccedil;&otilde;es das dioceses e do pr&oacute;prio movimento juvenil, e defendeu que uma &laquo;movimenta&ccedil;&atilde;o juvenil deste tamanho ser&aacute; para sociedade portuguesa como um todo um motivo de beleza, aspira&ccedil;&atilde;o, uma coisa bonita, que nos far&aacute; bem a todos, e foi por isso que as v&aacute;rias entidades municipais e do Estado acolheram com toda a vontade&raquo;. Por isso, D. Manuel Clemente espera que Lisboa seja &laquo;cais de embarque, desembarque e retorno nessas jornadas de 2022&raquo;.
&nbsp;
A expetativa do prelado &eacute; que &laquo;milh&atilde;o e meio a 2 milh&otilde;es&raquo; de jovens se possam juntar no Mar da Palha, o local escolhido pela organiza&ccedil;&atilde;o, uma &laquo;&oacute;tima escolha&raquo;. &laquo;Por escolha da C&acirc;mara Municipal de Lisboa, o s&iacute;tio mais que prov&aacute;vel ser&aacute; a margem do Tejo. N&oacute;s chamamos o Mar da Palha, o per&iacute;metro do rio entre as duas margens ser&aacute; o mesmo que o Mar da Galileia, por isso tem significado b&iacute;blico. Tem vias de comunica&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o fica longe do aeroporto... melhor n&atilde;o podia ser, &eacute; uma &oacute;tima escolha&raquo;, referiu.
&nbsp;
Importante para a decis&atilde;o, como j&aacute; tinha sido adiantado por Marcelo Rebelo de Sousa na sua primeira rea&ccedil;&atilde;o, foi a liga&ccedil;&atilde;o de Portugal aos pa&iacute;ses africanos, principalmente os de l&iacute;ngua portuguesa. &laquo;Nem precisamos de sair de Lisboa, porque eles j&aacute; l&aacute; est&atilde;o em grande quantidade, e gostamos muito que assim seja&raquo;, brincou o Cardeal Patriarca, que adiantou que na &uacute;ltima reuni&atilde;o de bispos lus&oacute;fonos j&aacute; se tinha falado desta possibilidade. &laquo;Na pr&oacute;xima reuni&atilde;o o assunto estar&aacute; de certo presente. Temos tanta popula&ccedil;&atilde;o africana em Lisboa que nem precisar&iacute;amos, mas vamos incentivar a participa&ccedil;&atilde;o da lusofonia do mundo inteiro&raquo;, garantiu.

&nbsp;
&laquo;Nenhum outro evento tem esta dimens&atilde;o&raquo;
O presidente da C&acirc;mara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, estava muito satisfeito com a escolha de Lisboa para este evento. &laquo;Nenhum outro evento tem esta dimens&atilde;o, e nenhum outro &eacute; capaz de marcar tanto e t&atilde;o forte tantos milh&otilde;es como as Jornadas mundiais da Juventude&raquo;, afirmou aos jornalistas na sala de imprensa.
&nbsp;
Fernando Medina elogiou o Papa Francisco, e explicou que recebeu &laquo;in&uacute;meros&raquo; contactos da parte de v&aacute;rias pessoas a perguntar se era verdade o que se falava. &laquo;Gente que via nas jornadas um sentimento de identifica&ccedil;&atilde;o com os valores da dignidade humana. Esta &eacute; a segunda raz&atilde;o da nossa alegria, pois creio que as jornadas e a vinda do Papa transcendem a Igreja Cat&oacute;lica e o dom&iacute;nio da f&eacute;. &Eacute; indiscut&iacute;vel que o mundo vive um retrocesso e &eacute; indiscut&iacute;vel que o Papa &eacute; uma grande refer&ecirc;ncia mundial&raquo; no que diz respeito a quest&otilde;es como a &laquo;dignidade humana&raquo;, &laquo;direitos dos refugiados&raquo;, &laquo;combate &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas&raquo;, &laquo;valores que unem muitos milh&otilde;es em todo o mundo, n&atilde;o s&oacute; crentes, mas muitos que, de outra religi&atilde;o ou nenhuma, se rev&ecirc;em nestas posi&ccedil;&otilde;es&raquo;.
&nbsp;
O autarca refor&ccedil;ou a quest&atilde;o da local escolhido para a realiza&ccedil;&atilde;o dos momentos gerais da Jornada, afirmando que ir&atilde;o proceder &agrave; reabilita&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o, sem ainda explicar todas as interven&ccedil;&otilde;es que ser&atilde;o necess&aacute;rias, mas afirmando que pretende que se mantenham para mais tarde. &laquo;Um processo de convers&atilde;o para que a zona ali se mantenha, at&eacute; como lembran&ccedil;a das Jornadas, por isso ser&aacute; um processo de requalifica&ccedil;&atilde;o de todo aquele espa&ccedil;o&raquo;.
&nbsp;
Tamb&eacute;m presente na confer&ecirc;ncia de imprensa, o Pe. Alexandre Awi Mello, secret&aacute;rio do Dicast&eacute;rio Leigos, Fam&iacute;lia e Vida, mostrou-se muito satisfeito pela escolha de Lisboa, at&eacute; pelo passado evangelizador do nosso pa&iacute;s. &laquo;A Jornada entra nos planos de Deus nessa linha de uma voca&ccedil;&atilde;o evangelizadora universal da igreja portuguesa. N&oacute;s experiment&aacute;mos isso no Brasil. No plano de Deus, Portugal foi feito para levar o Evangelho a muitas partes, por isso esta jornada ter&aacute; voca&ccedil;&atilde;o universal. Agradecemos por manterem essa bela tradi&ccedil;&atilde;o&raquo;, disse.

&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Foto: Jornada Mundial da Juventude e Youtube
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<pubDate>Sun, 27 Jan 2019 20:45:00 +0000</pubDate>
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<title>Portugal vai acolher a JMJ de 2022 (em atualização)</title>
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<description><![CDATA[Portugal foi anunciado como sede da XXXV Jornada Mundial da Juventude, que ir&aacute; decorrer em 2022. O an&uacute;ncio foi feito pelo cardeal Kevin Farrell, presidente do Dicast&eacute;rio dos Leigos, Fam&iacute;lia e Vida, da Santa S&eacute;, no final da eucarista de encerramento da Jornada Mundial da Juventude, originando grande festa por parte dos muitos portugueses que se encontravam no local.


As rea&ccedil;&otilde;es n&atilde;o se fizeram esperar. D. Manuel Clemente, Cardeal Patriarca de Lisboa, afirmou, em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Ag&ecirc;ncia Ecclesia e &agrave; Renascen&ccedil;a que era &laquo;a confirma&ccedil;&atilde;o de algo que j&aacute; esper&aacute;vamos h&aacute; algum tempo em Portugal&raquo;. &laquo;As nossas 20 dioceses h&aacute; muito tempo que t&ecirc;m este sonho de ver uma Jornada Mundial da Juventude em Portugal, porque tamb&eacute;m corresponde a um grande dinamismo da nossa juventude cat&oacute;lica que, de ano para ano, manifesta este gosto de ter um acontecimento destes entre n&oacute;s&raquo;, referiu.
&nbsp;
O Cardeal Patriarca fala de &laquo;um canto do mundo onde a Europa se aproxima de &Aacute;frica, onde Europa e &Aacute;frica olham pelo Atl&acirc;ntico para estas Am&eacute;ricas. Toda a gente l&aacute; vai estar, com gosto, com empenho, e n&oacute;s vamos fazer todo o poss&iacute;vel para que corra de uma maneira fabulosa, t&atilde;o fabulosa como foi esta feliz not&iacute;cia que o Papa Francisco nos acaba de dar&raquo;.
&nbsp;
Tamb&eacute;m presente no Panam&aacute;, Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da Rep&uacute;blica, se congratulou com o an&uacute;ncio. Num v&iacute;deo gravado, e de bra&ccedil;os esticados, exprimiu toda a sua satisfa&ccedil;&atilde;o. &laquo;Conseguimos! Conseguimos, Portugal, Lisboa. Esper&aacute;vamos, desej&aacute;vamos, conseguimos! Vit&oacute;ria. Vit&oacute;ria obviamente de Portugal, vit&oacute;ria do povo cat&oacute;lico em portugu&ecirc;s, vit&oacute;ria da igreja cat&oacute;lica, do episcopado, mas vit&oacute;ria da l&iacute;ngua portuguesa e da lusofonia&raquo;, exclamou.
&nbsp;
Segundo o Presidente da Rep&uacute;blica, um dos fatores que pesaram na decis&atilde;o de escolher Lisboa foi a aproxima&ccedil;&atilde;o a &Aacute;frica, continente que nunca acolheu uma Jornada Mundial da Juventude. &laquo;Na discuss&atilde;o no Vaticano um ponto essencial era a abertura a &Aacute;frica, que nunca acolhe estas Jornadas. Pensou-se &ldquo;qual &eacute; o pa&iacute;s que &eacute; a melhor plataforma girat&oacute;ria para todos os continentes e sobretudo para &Aacute;frica&rdquo;. E como &eacute; que &eacute; poss&iacute;vel que de &Aacute;frica venham a Portugal muitos peregrinos, muitos jovens. Isso foi tamb&eacute;m um argumento decisivo&raquo;, explicou.

A C&acirc;mara Municipal de Lisboa, cujo presidente tamb&eacute;m esteve no Panam&aacute;, publicou entretanto um v&iacute;deo que d&aacute; as boas-vindas a todos os jovens em 2022, v&iacute;deo que conta com a participa&ccedil;&atilde;o, para al&eacute;m de Fernando Medina, do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, de Ant&oacute;nio Costa, primeiro-ministro, e de Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da Rep&uacute;blica, que pode ser visto aqui.

Fernando Medina tamb&eacute;m j&aacute; reagiu l&aacute;, no Panam&aacute;, em mais uma mensagem v&iacute;deo partilhada pelas redes sociais:

&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Sun, 27 Jan 2019 15:27:00 +0000</pubDate>
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<item>
<title>«Queridos jovens, não sois o futuro, mas o agora de Deus»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/queridos-jovens-nao-sois-o-futuro-mas-o-agora-de-deus</link>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco presidiu &agrave; eucaristia que encerrou a XXXIV Jornada Mundial da Juventude no Panam&aacute;, exortando os jovens a perceber que a sua miss&atilde;o &eacute; para ser feita nos dias de hoje, ao contr&aacute;rio do que lhes podem fazer crer em algumas comunidades.

&nbsp;
O Papa avisou os jovens dos perigos de pensar que &laquo;a vossa miss&atilde;o, a vossa voca&ccedil;&atilde;o, e at&eacute; a vossa vida &eacute; uma promessa que vale s&oacute; para o futuro, nada tem a ver com o vosso presente&raquo;. &laquo;Como se ser jovem fosse sin&oacute;nimo de &ldquo;sala de espera&rdquo; para quem aguarda que chegue o seu turno. E, enquanto este n&atilde;o chega, inventam para v&oacute;s ou v&oacute;s pr&oacute;prios inventais um futuro higienicamente bem embalado e sem consequ&ecirc;ncias, bem constru&iacute;do e garantido com tudo &ldquo;bem assegurado&rdquo;&raquo;, afirmou o Papa.
&nbsp;
Como Jesus, de quem desconfiaram os amigos e vizinhos quando o ouviram falar na sinagoga, conforme a leitura do Evangelho do dia, o Papa sustenta que o mesmo pode acontecer aos jovens e &agrave;s comunidades, que podem preferir um &laquo;Deus &agrave; dist&acirc;ncia, que n&atilde;o incomode, domesticado&raquo;. &laquo;Nem sempre acreditamos que Deus possa ser t&atilde;o concreto no dia-a-dia, t&atilde;o pr&oacute;ximo e real, e menos ainda que Se fa&ccedil;a assim presente agindo atrav&eacute;s de algu&eacute;m conhecido, como um vizinho, um amigo, um parente. Nem sempre acreditamos que o Senhor nos possa convidar a trabalhar e meter as m&atilde;os na massa juntamente com Ele no seu Reino de forma t&atilde;o simples, mas incisiva&raquo;, disse.
&nbsp;
Esta desconfian&ccedil;a leva &agrave; &laquo;tenta&ccedil;&atilde;o&raquo; de domesticar a Palavra de Deus, quando os jovens que podem ser &laquo;profetas&raquo; n&atilde;o s&atilde;o levados a s&eacute;rio ou incentivados. &laquo;Assim, uma pessoa que nascera para ser profecia e an&uacute;ncio do Reino de Deus acaba domesticada e empobrecida. Querer domesticar a Palavra de Deus &eacute; tenta&ccedil;&atilde;o de todos os dias&raquo;.
&nbsp;
Esta tenta&ccedil;&atilde;o, quando &eacute; levada a cabo, leva a que os adultos &laquo;adorme&ccedil;am&raquo; os jovens. &laquo;Assim vos &ldquo;tranquilizamos&rdquo; e adormecemos para n&atilde;o fazerdes barulho, para n&atilde;o colocardes interrogativos a v&oacute;s mesmos e aos outros, para n&atilde;o vos pordes em discuss&atilde;o a v&oacute;s pr&oacute;prios e aos outros; e &ldquo;entretanto&rdquo; os vossos sonhos perdem altitude, come&ccedil;am a adormecer-se e tornam-se &ldquo;ilus&otilde;es&rdquo; rasteiras, pequenas e tristes, s&oacute; porque consideramos ou considerais que o vosso agora ainda n&atilde;o chegou; que sois demasiado jovens para vos envolverdes no sonho e constru&ccedil;&atilde;o do amanh&atilde;. E assim seguimos procrastinando. E sabem: h&aacute; muitos jovens a quem isto custa. Ajudemos a que n&atilde;o custe, a que eles se revelem e queiram viver na hora de Deus&raquo;, pediu o Papa.
&nbsp;
Esta necessidade dos jovens se assumirem agora e j&aacute; na constru&ccedil;&atilde;o do futuro da Igreja foi uma constante na homilia do Papa. No final, usou o exemplo de Maria para explica que ela teve a &laquo;coragem&raquo; de &laquo;dizer &ldquo;sim&rdquo;&raquo; no &laquo;agora do Senhor&raquo;, e terminou com uma pergunta. &laquo;quereis viver em concreto o vosso amor?&raquo;

&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: Jornada Mundial da Juventude
]]></description>
<pubDate>Sun, 27 Jan 2019 14:09:00 +0000</pubDate>
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<item>
<title>Papa quer que jovens sejam «influencers» de Deus</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/papa-quer-que-jovens-sejam-influencers-de-deus</link>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco esteve hoje em vig&iacute;lia com os jovens que est&atilde;o a participar na XXXIV Jornada Mundial da Juventude que decorre no Panam&aacute;. Num momento j&aacute; tradicional nas Jornadas, o Papa dialogou de forma longa com os jovens, cujos testemunhos o interpelaram.

&nbsp;
Recorrendo as analogias mais modernas das redes sociais, o Papa Francisco come&ccedil;ou por explicar que Maria foi &laquo;influencer de Deus&raquo;. &laquo;Com poucas palavras, soube dizer &ldquo;sim&rdquo;, confiando no amor e nas promessas de Deus, &uacute;nica for&ccedil;a capaz de fazer novas todas as coisas&raquo;, disse o Papa.
&nbsp;
A coragem da m&atilde;e de Deus, afirmou o Papa, foi o &laquo;sim&raquo; de quem &laquo;quer apostar tudo, sem ter outra garantia para al&eacute;m da certeza de saber que &eacute; portadora de uma promessa&raquo;, sabendo que &laquo;o desejo de servir&raquo; foi &laquo;mais forte do que as d&uacute;vidas e as dificuldades&raquo;.
&nbsp;
O valor da vida, mesmo com defici&ecirc;ncia
O primeiro testemunho veio de Erika de Bucktron, membro de uma fam&iacute;lia do Panam&aacute;. Uma das suas gravidezes resultou anembrion&aacute;ria, sem embri&atilde;o, e a &uacute;ltima gravidez, aos 42 anos, resultou numa filha com S&iacute;ndrome de Down. Esta m&atilde;e afirmou ao Papa que h&aacute; pais que &laquo;acham dif&iacute;cil aceitar a chegada de um beb&eacute; com uma doen&ccedil;a ou defici&ecirc;ncia&raquo;.
&nbsp;
Quando falou, o Papa elogiou a postura de Erika e Rogelio, seu marido, porque acreditaram que &laquo;o mundo n&atilde;o &eacute; s&oacute; para os fortes&raquo;. &laquo;Porventura algu&eacute;m, pelo facto de ser portador de defici&ecirc;ncia ou fr&aacute;gil, n&atilde;o &eacute; digno de amor? Porventura algu&eacute;m, pelo facto de ser estrangeiro, ter errado, encontrar-se doente ou numa pris&atilde;o, n&atilde;o &eacute; digno de amor? Assim fez Jesus: abra&ccedil;ou o leproso, o cego e o paral&iacute;tico, abra&ccedil;ou o fariseu e o pecador. Abra&ccedil;ou o ladr&atilde;o na cruz, abra&ccedil;ou e perdoou at&eacute; &agrave;queles que O estavam a crucificar&raquo;, afirmou o Papa.
&nbsp;
De seguida, Francisco afirmou, a uma s&oacute; voz com os jovens, que &laquo;s&oacute; o que se ama pode ser salvo&raquo;. &laquo;O amor do Senhor &eacute; maior que todas as nossas contradi&ccedil;&otilde;es, fragilidades e mesquinhices, mas &eacute; precisamente atrav&eacute;s das nossas contradi&ccedil;&otilde;es, fragilidades e mesquinhices que Ele quer escrever esta hist&oacute;ria de amor. Abra&ccedil;ou o filho pr&oacute;digo, abra&ccedil;ou Pedro depois de O ter negado e abra&ccedil;a-nos sempre, sempre, depois das nossas quedas, ajudando-nos a levantar e ficar de p&eacute;. Porque a verdadeira queda, aquela que nos pode arruinar a vida, &eacute; ficar por terra e n&atilde;o se deixar ajudar&raquo;.


Os perigos da droga
Alfredo Andri&oacute;n tamb&eacute;m &eacute; do Panam&aacute; e tem uma hist&oacute;ria ligada &agrave; droga e &agrave; falta de oportunidades. Preso por causa da droga, tentou mudar a sua vida, mas &laquo;sem ajuda profissional voltei &agrave; droga&raquo; e at&eacute; a fam&iacute;lia o rejeitou, at&eacute; que encontrou uma resposta na Funda&ccedil;&atilde;o S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II, que o apoiou e ajudou a reabilitar.
&nbsp;
O Papa ficou &laquo;impressionado&raquo; com o testemunho, e lamentou os quatro S que &laquo;deixam a nossa vida sem ra&iacute;zes&raquo;: &laquo;sem trabalho, sem instru&ccedil;&atilde;o, sem comunidade, sem fam&iacute;lia&raquo;. &laquo;&Eacute; imposs&iacute;vel uma pessoa crescer, se n&atilde;o possui ra&iacute;zes fortes que a ajudem a estar firme de p&eacute; e agarrada &agrave; terra. &Eacute; f&aacute;cil extraviar-se, quando n&atilde;o temos onde firmar-nos&raquo;, afirmou.
&nbsp;
Por isso, exortou os jovens a questionarem os adultos sobre as ra&iacute;zes que estes lhes est&atilde;o a deixar. &laquo;Como &eacute; f&aacute;cil criticar os jovens e passar o tempo murmurando, se os deixamos sem oportunidades laborais, educativas e comunit&aacute;rias a que agarrar-se para sonhar o futuro! Sem instru&ccedil;&atilde;o, &eacute; dif&iacute;cil sonhar o futuro; sem trabalho, &eacute; muito dif&iacute;cil sonhar o futuro; sem fam&iacute;lia nem comunidade, &eacute; quase imposs&iacute;vel sonhar o futuro. Porque sonhar o futuro &eacute; aprender a responder n&atilde;o s&oacute; porque vivo, mas tamb&eacute;m para quem vivo, por quem vale a pena gastar a vida&raquo;.
&nbsp;
Francisco falou da &laquo;cultura do abandono e da falta de considera&ccedil;&atilde;o&raquo; de que sofrem muitos jovens nos dias de hoje, que os leva a questionar tudo, inclusive a exist&ecirc;ncia de Deus. &laquo;N&atilde;o digo todos, mas muitos [jovens] sentem que n&atilde;o t&ecirc;m nem muito nem pouco para dar, por falta de espa&ccedil;os reais que a isso os convoquem. Como h&atilde;o de pensar que Deus existe se, para seus irm&atilde;os, h&aacute; muito que deixaram de existir?&raquo;, questionou.
&nbsp;
A forma como a JMJ serve para dar um &laquo;salto de f&eacute;&raquo;
O &uacute;ltimo testemunho ficou a cargo de Nirmeen Odeh, um jovem crist&atilde;o da Palestina que se tinha afastado da sua f&eacute; por causa dos problemas que existem em Israel. Depois de participar na JMJ de Crac&oacute;via, em 2016, reaproximou-se da f&eacute; e fez a Primeira Comunh&atilde;o, tudo porque entendeu que &laquo;Jesus me amava por quem eu sou, com todas as minhas falhas&raquo;.
&nbsp;
A este jovem, o Papa dirigiu uma palavra de apre&ccedil;o porque encontrou &laquo;uma comunidade viva, alegre, que veio ao encontro&raquo; dele e lhe permitiu viver a &laquo;alegria que comunica a maravilha de ser encontrado por Jesus&raquo;.
&nbsp;
O Papa Francisco explica que o &laquo;Evangelho ensina-nos que o mundo n&atilde;o ser&aacute; melhor por haver menos pessoas doentes, debilitadas, fr&aacute;geis ou idosas de que ocupar-se, nem por haver menos pecadores, mas ser&aacute; melhor quando forem mais as pessoas que, como estes amigos, estiverem dispostas e tiverem a coragem de dar &agrave; luz o amanh&atilde; e acreditar na for&ccedil;a transformadora do amor de Deus&raquo;.
&nbsp;
Por isso, questionou os jovens presentes se queriam ser influencers ao jeito de Maria, pessoas que o Papa definiu como sendo, no s&eacute;culo XXI, &laquo;guardi&atilde;o das ra&iacute;zes, guardi&atilde;o de tudo aquilo que impede a nossa vida de tornar-se &ldquo;gasosa&rdquo;, evaporando-se no nada&raquo;. &laquo;Sede guardi&otilde;es de tudo o que permite sentir-nos parte uns dos outros, pertencer-nos mutuamente&raquo;, concluiu.

&nbsp;
No final do discurso teve lugar a Adora&ccedil;&atilde;o Eucar&iacute;stica, participada pelo Papa, cujo relic&aacute;rio foi constru&iacute;do utilizando balas que evocaram a viol&ecirc;ncia que tem assolado a Am&eacute;rica Latina. Um momento de sil&ecirc;ncio e reflex&atilde;o apenas cortado por alguns c&acirc;nticos que ecoavam pelo recinto. No final, o Papa rezou diante da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de F&aacute;tima, que depois foi transportada em prociss&atilde;o por jovens at&eacute; uma carrinha, iniciando a&iacute; um percurso de visita ao Campo S. Jo&atilde;o Paulo II e a todos os peregrinos presentes.

&nbsp;
Hoje, s&aacute;bado, os jovens permanecem toda a noite no campo, a aguardar pela Missa conclusiva de amanh&atilde;, que ser&aacute; presidida pelo Papa Francisco.

&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: Jornada Mundial da Juventude
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<pubDate>Sun, 27 Jan 2019 01:43:00 +0000</pubDate>
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<title>Presidente da República já sonha com «milhares de jovens junto ao Tejo»</title>
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<description><![CDATA[O presidente da Rep&uacute;blica afirmou &agrave; chegada ao Panam&aacute; que veio &agrave; Jornada Mundial da Juventude na &laquo;expectativa&raquo; de ter &laquo;uma grande alegria para Portugal&raquo; e disse que come&ccedil;a a sonhar com &laquo;milhares de jovens junto ao Tejo&raquo;, noticia a Ag&ecirc;ncia Ecclesia.

&nbsp;
&laquo;Come&ccedil;amos a sonhar com o que ser&aacute;, junto ao Tejo, poder haver o acolhimento de milhares e milhares e milhares de jovens de todo o mundo numa grande jornada de juventude, numa grande jornada de f&eacute;, mas tamb&eacute;m numa grande jornada de paz, de di&aacute;logo, de toler&acirc;ncia e entendimento, e poder isso realizar-se em Portugal, que tem defendido a paz, a toler&acirc;ncia e o entendimento&raquo;, disse Marcelo Rebelo de Sousa esta sexta-feira aos jornalistas.
&nbsp;
&laquo;Todos n&oacute;s j&aacute; come&ccedil;amos a sonhar, mas s&oacute; podemos sonhar verdadeiramente a partir de domingo&raquo;, lembrou o presidente da Rep&uacute;blica, referindo-se ao an&uacute;ncio da pr&oacute;xima Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que o Papa Francisco vai fazer na Missa de encerramento da que est&aacute; a decorrer no Panam&aacute;.
&nbsp;
O presidente da Rep&uacute;blica disse estar a &laquo;vibrar&raquo; com essa possibilidade at&eacute; domingo, dia 27 de janeiro, quando o Papa anunciar a cidade que vai acolher a pr&oacute;xima JMJ.
&nbsp;
Marcelo chegou hoje ao Panam&aacute; para participar nos atos conclusivos da Jornada Mundial da Juventude, realizada entre os dias 22 e 27 de janeiro. &laquo;N&atilde;o escondo que venho na expectativa, no desejo de que, no final destas jornadas, tenhamos uma grande alegria para Portugal. Vamos ver se se concretiza essa alegria&raquo;, apontou o presidente da Rep&uacute;blica, referindo que &eacute; a primeira vez que participa numa JMJ.
&nbsp;
&laquo;Estive quase para ir a outras jornadas, mas n&atilde;o calhou, sobretudo &agrave; de Madrid&hellip; N&atilde;o calhou. Depois fui convidado para ir &agrave;s que se realizaram na Pol&oacute;nia, pelo senhor da Rep&uacute;blica Polaca, mas &agrave; &uacute;ltima hora n&atilde;o foi poss&iacute;vel. Aqui foi poss&iacute;vel e estou verdadeiramente muito entusiasmado&raquo;, sublinhou.
&nbsp;
Marcelo Rebelo de Sousa disse que decidiu vir ao Panam&aacute; por causa da presen&ccedil;a de &laquo;muitos peregrinos portugueses&raquo;, &laquo;porque h&aacute; uma presen&ccedil;a muito grande de episcopado portugu&ecirc;s&raquo; e tamb&eacute;m no contexto da presen&ccedil;a da imagem de Nossa Senhora de F&aacute;tima.
&nbsp;
&Agrave; chegada ao Panam&aacute;, ap&oacute;s a viagem desde Lisboa, o presidente da Rep&uacute;blica contactou com alguns jovens nas ruas em redor do local em que est&aacute; hospedado, foi saudado por peregrinos de Fran&ccedil;a e sobretudo da Am&eacute;rica Latina e subiu a um palco da JMJ. &laquo;Viva o Papa! Viva a Jornada Mundial da Juventude&raquo;, disse Marcelo Rebelo de Sousa com os jovens que participavam num concerto, num dos palcos da JMJ na cidade do Panam&aacute;.
&nbsp;
A JMJ 2019 tem como lema &laquo;Eis aqui a serva do Senhor. Fa&ccedil;a-se em mim segundo a tua Palavra&raquo; e realiza-se pela primeira vez na Am&eacute;rica Central.
&nbsp;
Num encontro mundial de jovens onde se inscreveram mais de 100 mil participantes, o Panam&aacute; recebeu 300 portugueses de 12 dioceses e quatro movimentos, acompanhados por seis bispos e 30 volunt&aacute;rio, que se v&atilde;o encontrar na manh&atilde; de sexta-feira, dia 25 na Igreja de Nossa Senhora do Carmo.
&nbsp;
O Departamento de Comunica&ccedil;&atilde;o da JMJ divulgou dados oficiais sobre n&uacute;mero de inscritos, indicando que, at&eacute; hoje, 112.091 pessoas levantaram a sua acredita&ccedil;&atilde;o de participa&ccedil;&atilde;o, dos quais 87 mil s&atilde;o peregrinos, 450 bispos, 2.250 sacerdotes, 2.500 jornalistas e 19.500 volunt&aacute;rios.
Texto e foto: PR | Ag&ecirc;ncia Eccclesia
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<pubDate>Sat, 26 Jan 2019 10:07:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa: Deus transforma a «via sacra» de cada jovem numa «via de ressurreição»</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco esteve esta noite de sexta-feira com os jovens que participam na Jornada Mundial de Juventude a percorrer os caminhos da Via Sacra de Jesus. Um momento de ora&ccedil;&atilde;o e reflex&atilde;o que foi sentida e partilhada por todos os participantes em clima de sil&ecirc;ncio, apenas cortado pelas palmas no final da interven&ccedil;&atilde;o do Papa.


Antes, a Via Sacra lida em diferentes l&iacute;nguas permitia a ora&ccedil;&atilde;o por todos os povos em dificuldade, e por todos aqueles que lutam para mudar de vida e se aproximarem mais de Deus. Desta vez n&atilde;o houve refer&ecirc;ncia direta aos muros, mas a sexta esta&ccedil;&atilde;o da Via Sacra falava que a dor que Jesus tinha sofrido na flagela&ccedil;&atilde;o e na coroa de espinhos pode ser encontrada na &laquo;dor dos migrantes e na ang&uacute;stia dos refugiados&raquo;. &laquo;Ele mesmo sentiu os passos daqueles que, ontem e hoje, brutalmente perseguem aqueles que, n&atilde;o s&oacute; perderam tudo, mas tamb&eacute;m sentem como as fronteiras e portas lhes s&atilde;o fechadas, como as linhas que delimitam os pa&iacute;ses se tornam coroas com espinhos afiados que amea&ccedil;am, desprezam e rejeitam tantos irm&atilde;os&raquo;.
&nbsp;
No final da Via Sacra, o Papa falou. Mas n&atilde;o come&ccedil;ou por se dirigir aos jovens, mas antes a Deus. Com Ele, refletiu sobre tudo o que faz com que a Via Sacra de Cristo se prolongue aqui na terra, e referiu que Deus se une &laquo;&agrave; &ldquo;via-sacra&rdquo; de cada jovem, de cada situa&ccedil;&atilde;o para a transformar numa via de ressurrei&ccedil;&atilde;o&raquo;.
&nbsp;
Elencando todas as &aacute;reas em que a Via Sacra de Jesus se prolonga hoje na terra, o Papa falou no aborto e &laquo;no grito sufocado das crian&ccedil;as impedidas de nascer&raquo;, nas mulheres &laquo;exploradas e abandonadas&raquo;, na falta de trabalho que atinge os jovens e naqueles que s&atilde;o v&iacute;timas de &laquo;pessoas sem escr&uacute;pulos &ndash; entre elas, encontram-se tamb&eacute;m pessoas que dizem servir-Vos, Senhor&raquo;, numa clara alus&atilde;o aos casos de abusos de menores por parte do clero.
&nbsp;
Depois, o Papa passa pelo flagelo da droga, do &aacute;lcool e do &laquo;conformismo&raquo;, que Francisco descreve como sendo &laquo;uma das drogas mais consumidas do nosso tempo&raquo;.
&nbsp;
No final, explicou que esta Via Sacra se prolonga ainda &laquo;no grito da nossa m&atilde;e Terra, que &eacute; ferida nas suas entranhas pela contamina&ccedil;&atilde;o da atmosfera, a esterilidade dos seus campos, o lixo das suas &aacute;guas, e se v&ecirc; espezinhada pelo desprezo e o consumo enlouquecido que ignora raz&otilde;es&raquo; e &laquo;numa sociedade que perdeu a capacidade de chorar e comover-se &agrave; vista do sofrimento&raquo;.

&nbsp;
Para todos estes problemas, o Papa Francisco pede uma Igreja &laquo;que apoia e acompanha, quer sabe dizer: estou aqui, na vida e nas cruzes de tantos cristos que caminham ao nosso lado&raquo;.
&nbsp;
Utilizando o exemplo e a for&ccedil;a de Maria, Francisco fala de uma &laquo;Igreja que favore&ccedil;a uma cultura que saiba acolher, proteger, promover e integrar; que n&atilde;o estigmatize e, menos ainda, generalize com a condena&ccedil;&atilde;o mais absurda e irrespons&aacute;vel que &eacute; ver todo o migrante como portador de mal social&raquo;.
&nbsp;
Uma Igreja que, conclui, com Maria, aprenda a &laquo;estar&raquo;.
&nbsp;
No final da mensagem, o Papa deu a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o e retirou-se. A festa, essa, continuou com os jovens.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: Miguel Sinclari | Jornada Mundial da Juventude
]]></description>
<pubDate>Sat, 26 Jan 2019 02:23:00 +0000</pubDate>
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<title>Festa lusófona na Jornada Mundial da Juventude</title>
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<description><![CDATA[A Par&oacute;quia de Nossa Senhora de Lourdes, na Cidade do Panam&aacute;, acolheu hoje uma manh&atilde; de festa lus&oacute;fona com os participantes portugueses na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), a que se uniram peregrinos do Brasil e dos PALOP.

&nbsp;
O encontro come&ccedil;ou ao som de uma vers&atilde;o do mais recente &ecirc;xito do cantor Toy, adaptada pela Pastoral Juvenil do Algarve, colocando a assembleia a cantar &ldquo;toda a J-M-J&rdquo;. A celebra&ccedil;&atilde;o foi presidida por D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa, que afirmou &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA que esta &eacute; uma oportunidade &laquo;justa, bonita&raquo; para sublinhar a &laquo;experi&ecirc;ncia muito forte de Igreja&raquo; vivida pelos jovens.
&nbsp;
O objetivo &eacute; tamb&eacute;m oferecer aos mais novos a consci&ecirc;ncia de um &laquo;Portugal mission&aacute;rio&raquo;. &laquo;Esta &eacute; uma miss&atilde;o de poucos dias, agora continua l&aacute;&raquo;.
&nbsp;
Na sua interven&ccedil;&atilde;o, o cardeal-patriarca o qual evocou a festa da Convers&atilde;o de S&atilde;o Paulo para sublinhar a import&acirc;ncia deste conceito fundamental na vida crist&atilde;. &laquo;A convers&atilde;o &eacute; sermos apanhados pela vida e pela presen&ccedil;a de Cristo&raquo;, observou, considerando que as JMJ valem &laquo;se houver convers&atilde;o&raquo;, efetivamente. &laquo;Que a nossa vida seja o que Deus quer e que a vida do mundo seja o que toda a gente anseia&raquo;, acrescentou.
&nbsp;
O presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa recordou a &laquo;radicaliza&ccedil;&atilde;o&raquo; que Jesus Cristo representava e anunciava, no seu tempo, que continua com a vida da Igreja, na atualidade. &laquo;O Evangelho &eacute; a vida de Cristo, continuada na nossa vida&raquo;, precisou.

&nbsp;
O Pe. Filipe Diniz, diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ), disse &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA que a JMJ &eacute; um &laquo;ponto de encontro&raquo; para os participantes. &laquo;A Jornada &eacute; um ponto culminante para aprofundar a f&eacute; e para revitalizar, se assim podemos dizer, a f&eacute; neste contexto que uma jornada permite&raquo;, sustentou.
&nbsp;
Em rela&ccedil;&atilde;o ao encontro dos portugueses, o respons&aacute;vel destaca a import&acirc;ncia de reunir todos os participantes dos v&aacute;rios secretariados diocesanos e movimentos, para &laquo;partilhar&raquo; a experi&ecirc;ncia no Panam&aacute;.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna (com Ag&ecirc;ncia Ecclesia)
Fotos: Ag&ecirc;ncia Ecclesia
]]></description>
<pubDate>Fri, 25 Jan 2019 20:48:00 +0000</pubDate>
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<item>
<title>Papa fala de um Deus que não vê «condenações», mas sim «filhos»</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco esteve esta sexta-feira no Centro Correcional de Menores Las Garzas de Pacora para uma celebra&ccedil;&atilde;o penitencial com 167 jovens reclusos que ali est&atilde;o detidos. L&aacute;, o Papa confessou 9 jovens, acompanhado pelo arcebispo do Panam&aacute;, D. Jos&eacute; Domingo Ulloa Mendieta, e pelo capel&atilde;o do centro correcional, que confessaram mais jovens.


Na mensagem que deixou aos jovens reclusos, o Papa Francisco criticou os que constroem &laquo;um muro invis&iacute;vel que faz pensar que, marginalizando, separando e isolando resolver-se-&atilde;o, magicamente, todos os problemas&raquo;, em mais uma refer&ecirc;ncia &agrave; express&atilde;o muros, que tem sido muito utilizada em outras interven&ccedil;&otilde;es do Santo Padre nesta Jornada Mundial da Juventude, no que pode ser entendido como uma refer&ecirc;ncia &agrave; inten&ccedil;&atilde;o do presidente Donald Trump de construir um muro para impedir a imigra&ccedil;&atilde;o ilegal do M&eacute;xico para os Estados Unidos.
&nbsp;
Francisco considerou que a sociedade que opta por levantar esses muros, &laquo;limitando-se a criticar e murmurar, entra num c&iacute;rculo vicioso de divis&otilde;es, censuras e condena&ccedil;&otilde;es; entra numa conduta social de marginaliza&ccedil;&atilde;o, exclus&atilde;o e oposi&ccedil;&atilde;o tal que leva a dizer irresponsavelmente como Caif&aacute;s: &ldquo;Conv&eacute;m que morra um s&oacute; homem pelo povo, e n&atilde;o pere&ccedil;a a na&ccedil;&atilde;o inteira&rdquo; (Jo 11, 50). E, normalmente, a corda quebra pelo ponto mais fraco: o dos mais fr&aacute;geis e indefesos&raquo;, apontou.
&nbsp;
Neste sentido, o Papa disse que, contra a &laquo;cultura do adjetivo&raquo;, &eacute; preciso &laquo;ir ao nome da pessoa&raquo; e conhecer o que cada um carrega no seu cora&ccedil;&atilde;o. Por isso, sugeriu aos jovens reclusos que experimentassem &laquo;o olhar do Senhor, que v&ecirc;, n&atilde;o um r&oacute;tulo ou uma condena&ccedil;&atilde;o, mas filhos&raquo;.
&nbsp;
&laquo;A alegria e a esperan&ccedil;a do crist&atilde;o &ndash; de todos n&oacute;s, tamb&eacute;m do Papa &ndash; nasce de ter experimentado alguma vez este olhar de Deus que nos diz: tu fazes parte da minha fam&iacute;lia e n&atilde;o posso abandonar-te &agrave;s intemp&eacute;ries, n&atilde;o posso perder-te pelo caminho, estou contigo aqui. Aqui? Sim, aqui. Nasce de ter sentido &ndash; como partilhaste tu, Lu&iacute;s &ndash; que, naqueles momentos em que tudo parecia ter acabado, algo te disse: N&atilde;o! N&atilde;o est&aacute; tudo acabado, porque tens uma finalidade grande que te permite entender que Deus Pai estava e est&aacute; com todos n&oacute;s e nos d&aacute; pessoas para caminhar connosco e ajudar-nos a alcan&ccedil;ar novas metas&raquo;, contou o Papa.
&nbsp;
&Eacute; por isto que o Papa considera que &laquo;uma sociedade &eacute; fecunda quando consegue gerar din&acirc;micas capazes de incluir e integrar, assumir e lutar para criar oportunidades e alternativas que deem novas possibilidades aos seus filhos, quando se preocupa por criar futuro com comunidade, instru&ccedil;&atilde;o e trabalho&raquo;. O Papa pediu que todos, jovens reclusos, autoridades e outros respons&aacute;veis se empenhem a lutar &laquo;sem cessar por encontrar caminhos de inser&ccedil;&atilde;o e transforma&ccedil;&atilde;o&raquo;.
&nbsp;
No final da sua interven&ccedil;&atilde;o, muito aplaudida, uma das respons&aacute;veis do centro falou ao Papa para lhe agradecer. &laquo;Obrigado por lhes confirmar que Deus os ama e que &eacute; poss&iacute;vel um futuro sem transgress&otilde;es e viol&ecirc;ncia. Obrigado por nos recordar que somos todos iguais e que, para regressarmos ao caminho de Jesus, voc&ecirc; nos acompanha&raquo;, defendeu.
&nbsp;
Depois da celebra&ccedil;&atilde;o, o Papa regressou de helic&oacute;ptero &agrave; Nunciatura Apost&oacute;lica e vai agora preparar-se para participar, &agrave; noite, na Via Sacra com os jovens, outro dos momentos altos das Jornadas.

&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Foto: Jornada Mundial da Juventude
]]></description>
<pubDate>Fri, 25 Jan 2019 17:47:00 +0000</pubDate>
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<title>Panamá: mais de 500 reclusas rezam aos pés da Imagem Peregrina</title>
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<description><![CDATA[A imagem da Virgem Peregrina de F&aacute;tima que est&aacute; no Panam&aacute; a acompanhar a Jornada Mundial da Juventude cumpriu mais uma das etapas do seu programa na cidade do Panam&aacute; com a visita ao maior centro penitenci&aacute;rio feminino do pa&iacute;s, onde esteve durante a manh&atilde; de quarta-feira, permitindo &agrave;s cerca de 500 reclusas momentos de ora&ccedil;&atilde;o e de convivio.


A emo&ccedil;&atilde;o tomou conta de todos quantos contactaram com a Imagem. &laquo;Este &eacute; um lugar onde as pessoas n&atilde;o t&ecirc;m esperan&ccedil;a. Somos o que a sociedade descarta e a presen&ccedil;a dela aqui &eacute; a luz que, como crentes, necessitamos. Nesta visita Ela diz-nos : &quot;estou aqui para voc&ecirc;s, para que possam seguir em frente&rdquo;&raquo;, afirmou Mabel, reclusa e sacrist&atilde; da capela do Centro Penitenci&aacute;rio Feminino da cidade do Panam&aacute;, que tem mais de 650 reclusas.

Ao longo de tr&ecirc;s dias, viveram dentro dos muros da pris&atilde;o o esp&iacute;rito da Jornada Mundial da Juventude, numa festa promovida por volunt&aacute;rios e que teve momentos de catequese, conv&iacute;vio, de ora&ccedil;&atilde;o e de partilha. Durante a perman&ecirc;ncia da Imagem da Virgem Peregrina de F&aacute;tima, rezaram o ter&ccedil;o. Participaram na celebra&ccedil;&atilde;o 500 reclusas, que ouviram do reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, Pe. Carlos Cabecinhas, o apelo a n&atilde;o desistirem de ter esperan&ccedil;a porque Maria &eacute; m&atilde;e &laquo;que nunca nos esquece e que nunca nos abandona&raquo;. &laquo;Em F&aacute;tima, a Virgem veio interpelar-nos sobre o lugar que damos a Deus nas nossas Vidas; depois pediu-nos para rezarmos e apresentou-nos o seu cora&ccedil;&atilde;o imaculado como caminho e refugio que nos conduz a Deus&raquo;, disse o sacerdote sublinhando a import&acirc;ncia de todos sermos capazes de imitar o exemplo de Maria, citado pelo gabinete de imprensa do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima. &laquo;Fa&ccedil;amo-lo com confian&ccedil;a&raquo;, disse o reitor.

J&aacute; fora do estabelecimento prisional, em declara&ccedil;&otilde;es aos jornalistas portugueses que se encontram no Panam&aacute;, o Pe. Carlos Cabecinhas afirmou que a passagem da Imagem Peregrina de F&aacute;tima por este lugar&nbsp;foi um sinal de &laquo;aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s periferias&raquo;. &laquo;Na missa de abertura o arcebispo do Panam&aacute; lembrou como&nbsp;esta JMJ tem de estar atenta &agrave;s periferias&nbsp; e entre os que est&atilde;o na periferia, os reclusos est&atilde;o na primeira linha&raquo;, recordou&nbsp;o Pe. Carlos Cabecinhas, referindo a centralidade do tema no pontificado do Papa Francisco.

&laquo;A ida da Imagem Peregrina a uma pris&atilde;o foi vivida com uma intensidade incr&iacute;vel por parte das reclusas e foi um sinal &oacute;timo da aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s periferias&raquo;, acrescentou.


Segundo o gabinete de imprensa do Santu&aacute;rio, o reitor referiu tamb&eacute;m a &laquo;rece&ccedil;&atilde;o calorosa&raquo; que o povo tem demonstrado &agrave; Imagem Peregrina de Nossa Senhora de F&aacute;tima e ao seu envolvimento na Jornada Mundial da Juventude. &laquo;Se h&aacute; momento marcante desta passagem da Imagem Peregrina na JMJ &eacute; precisamente esta capacidade que o Povo do Panam&aacute; tem demonstrado em viver esta jornada, inspirada por Maria, sob este sinal concreto que &eacute; a imagem da Virgem Peregrina de F&aacute;tima&raquo;, concluiu.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna (com Santu&aacute;rio de F&aacute;tima)
Fotos: Santu&aacute;rio de F&aacute;tima
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<pubDate>Fri, 25 Jan 2019 13:35:00 +0000</pubDate>
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<title>Bispos desafiam jovens a vida de «serviço»</title>
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<description><![CDATA[Os participantes lus&oacute;fonos na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), a decorrer no Panam&aacute;, acompanharam hoje as catequeses orientadas, entre outros, por quatro bispos portugueses.


O presidente da Comiss&atilde;o Episcopal do Laicado e Fam&iacute;lia, D. Joaquim Mendes, que em outubro de 2018 participou na assembleia do S&iacute;nodo dos Bispos sobre os jovens, real&ccedil;ou a aposta na &ldquo;realidade do acompanhamento&rdquo;, j&aacute; vis&iacute;vel no Panam&aacute;. &laquo;&Eacute; partilhar a vida com os jovens, no dia a dia, os momentos de ora&ccedil;&atilde;o, de conv&iacute;vio, nas diversas atividades. Estar despretensiosamente&raquo;, assinalou &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA.
&nbsp;
O respons&aacute;vel portugu&ecirc;s recordou que o S&iacute;nodo apelou &agrave; &laquo;valoriza&ccedil;&atilde;o&raquo; dos dons das novas gera&ccedil;&otilde;es e &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de &laquo;espa&ccedil;os de acolhimento&raquo;. O bispo auxiliar de Lisboa admite que tem existido curiosidade e muita &laquo;expectativa&raquo; face &agrave; possibilidade de a pr&oacute;xima edi&ccedil;&atilde;o internacional das JMJ ser acolhida pela capital portuguesa.

&nbsp;
D. Jos&eacute; Cordeiro, bispo de Bragan&ccedil;a-Miranda, destacou a sua satisfa&ccedil;&atilde;o por encontrar uma &laquo;Igreja est&aacute; muito viva, muito jovem&raquo;, nesta JMJ do Panam&aacute;, a que o Papa quis dar uma dimens&atilde;o mariana. &laquo;A partir do modelo de Maria, somos capazes de evangelizar com a mesma alegria, o mesmo ardor&raquo;, assinalou.
&nbsp;
O respons&aacute;vel quis falar aos jovens da voca&ccedil;&atilde;o &laquo;ao servi&ccedil;o, &agrave; miss&atilde;o&raquo;, com o &laquo;desafio enorme&raquo; de propor compromissos para toda a vida. &laquo;Quando Deus est&aacute; plenamente no cora&ccedil;&atilde;o, a alegria &eacute; transbordante, &eacute; contagiante&raquo;, acrescentou o bispo transmontano, uma alegria que &laquo;renova todos&raquo;,&laquo;na beleza, no encontro das culturas&raquo;. &laquo;Vale a pena continuar a acreditar e a testemunhar, com humildade, com alegria, este servi&ccedil;o ao Evangelho, que nos ultrapassa&raquo;, concluiu D. Jos&eacute; Cordeiro.
&nbsp;
J&aacute; D. Nuno Almeida, bispo auxiliar de Braga, levou uma mensagem de &laquo;muita alegria&raquo;, num momento privilegiado como a JMJ, grande evento que ajuda a fazer a experi&ecirc;ncia de que a uni&atilde;o &laquo;poss&iacute;vel&raquo;. O respons&aacute;vel considera necess&aacute;rio apostar &laquo;no desejo que os jovens sentem, de servir&raquo;, que se manifesta em v&aacute;rios grupos de voluntariado, por exemplo. A interven&ccedil;&atilde;o convidou os mais novos a ser concretos, com &laquo;uma ora&ccedil;&atilde;o que passa &agrave; a&ccedil;&atilde;o&raquo;, sobretudo em defesa dos mais fr&aacute;geis.
&nbsp;
D. Manuel Fel&iacute;cio, bispo da Guarda, disse querer apresentar proposta nova face &agrave; &laquo;contracultura&raquo; atual, com &laquo;modelos&raquo; concretos como os que t&ecirc;m sido apresentados pela organiza&ccedil;&atilde;o da JMJ. &laquo;Vale a pena ser como Maria, serva do Senhor. Vale a pena assumir o servi&ccedil;o&raquo; aos outros, precisou. &laquo;A vida s&oacute; vale a pena ser vivida quando &eacute; oferta generosa aos outros&raquo;.
&nbsp;
A delega&ccedil;&atilde;o de Portugal &agrave; Jornada Mundial da Juventude vai realizar um encontro entre todos os participantes, esta sexta-feira, sob a presid&ecirc;ncia de D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa.


Texto e fotos: Ag&ecirc;ncia Ecclesia
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<pubDate>Fri, 25 Jan 2019 01:03:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa avisa jovens contra quem semeia «divisão» na Igreja</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco teve hoje o seu primeiro contacto oficial com os jovens que participam na Jornada Mundial da Juventude. Na cerim&oacute;nia de boas-vindas ao Papa, que juntou 200 mil peregrinos, Francisco elogiou todos os que ali estavam presentes por causa dos &laquo;sacrif&iacute;cios&raquo; que fizeram, referindo que a recompensa, mais que a Jornada, &laquo;o pr&oacute;prio caminho&raquo; at&eacute; ali. &laquo;O disc&iacute;pulo n&atilde;o &eacute; apenas aquele que chega a um lugar, mas quem come&ccedil;a com decis&atilde;o, quem n&atilde;o tem medo de arriscar e p&ocirc;r-se a caminho. Esta &eacute; a sua alegria maior: estar a caminho&raquo;, referiu o Papa perante a multid&atilde;o de jovens que o escutava.

&nbsp;
Reconhecendo os sacrif&iacute;cios que todos tinham feito, o Papa referiu que os jovens ali presentes eram &laquo;verdadeiros mestres e artes&atilde;os da cultura do encontro&raquo;, aproveitando para criticar os que &laquo;semeiam divis&atilde;o&raquo; na Igreja. &laquo;Com os vossos
gestos e atitudes, com as vossas perspetivas, desejos e sobretudo a vossa sensibilidade, desmentis e refutais certos discursos que se concentram e empenham em semear divis&atilde;o, em excluir e expulsar quantos &ldquo;n&atilde;o sejam como n&oacute;s&rdquo;&raquo;, referiu.
&nbsp;
O Papa n&atilde;o pretende que os jovens sejam todos iguais, ou sequer que se promovam mudan&ccedil;as que tornem a igreja apenas mais &laquo;jovial&raquo;. O Santo Padre pediu que o &laquo;sonho chamado Jesus&raquo; que &laquo;corre nas nossas veias&raquo; fa&ccedil;a com que todos escutem o mandamento de amor que Jesus deixou.
&nbsp;
Sobre este amor, o Papa explica que &laquo;n&atilde;o se imp&otilde;e nem esmaga, um amor que n&atilde;o marginaliza nem obriga a estar calado, uma amor que n&atilde;o humilha nem subjuga&raquo;. &laquo; &Eacute;&nbsp; o&nbsp; amor&nbsp; do&nbsp; Senhor:&nbsp; amor&nbsp; di&aacute;rio,&nbsp; discreto&nbsp; e&nbsp; respeitador, amor feito de
liberdade e para a liberdade, amor que cura e eleva. &Eacute; o amor do Senhor, que se entende mais de levantamentos que de quedas, de reconcilia&ccedil;&atilde;o que de proibi&ccedil;&otilde;es, de dar nova oportunidade que de condenar, de futuro que de passado. &Eacute; o amor silencioso da m&atilde;o estendida no servi&ccedil;o e na doa&ccedil;&atilde;o sem se vangloriar&raquo;.
&nbsp;
Sobre o tema das Jornadas, a reposta de Maria ao Anjo Gabriel, o Papa questionou-se se os jovens saberiam o que responder ao Anjo, e questionou os pr&oacute;prios jovens. &laquo; O mesmo quer o anjo pedir-vos, a v&oacute;s e a mim: Queres que este sonho se fa&ccedil;a vida? Queres encarn&aacute;-lo com as tuas m&atilde;os, os teus p&eacute;s, o teu olhar, o teu cora&ccedil;&atilde;o? Queres que seja o amor do Pai a abrir-te novos horizontes e levar-te por sendas nunca imaginadas nem pensadas, sonhadas ou esperadas, que alegrem e fa&ccedil;am cantar e dan&ccedil;ar o cora&ccedil;&atilde;o?&raquo;, perguntou o Papa aos jovens.

&nbsp;
No final, e assegurando que &laquo;esta Jornada n&atilde;o se revelar&aacute; fonte de esperan&ccedil;a por um documento final, uma mensagem consensual ou um programa a aplicar&raquo;, Francisco disse que &laquo;cada um regressar&aacute; a casa com aquela for&ccedil;a nova que se gera sempre que nos encontramos com os outros e com o Senhor, cheios do Esp&iacute;rito Santo para lembrar e manter vivo aquele sonho que nos faz irm&atilde;os e que somos convidados a n&atilde;o deixar congelar no cora&ccedil;&atilde;o do mundo: onde quer que nos encontremos, a fazer seja o que for, sempre poderemos olhar para o alto e dizer: &ldquo;Senhor, ensinai-me a amar como V&oacute;s nos amastes&rdquo;&raquo;, concluiu.
&nbsp;
Esta sexta-feira, Francisco vai presidir a uma celebra&ccedil;&atilde;o penitencial com jovens reclusos do Centro Correcional de Menores Las Gar&ccedil;as de Pacora, uma localidade situada a 46 quil&oacute;metros da capital, Cidade do Panam&aacute;.
&nbsp;
Nesse mesmo dia, depois de regressar de helic&oacute;ptero &agrave; Nunciatura Apost&oacute;lica, Francisco estar&aacute; de novo, pelas 17h30 (22h30 em Lisboa), no Campo Santa Marta la Ant&iacute;gua, para presidir &agrave; Via-Sacra com os jovens.
&nbsp;

Texto: Ricardo Perna
Fotos: Jornada Mundial da Juventude
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<pubDate>Fri, 25 Jan 2019 00:21:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa quer bispos a «roubar» jovens à rua</title>
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<description><![CDATA[O Papa encontrou-se hoje no Panam&aacute; com os bispos da Am&eacute;rica Central, e desafiou-os a salvar os jovens da viol&ecirc;ncia e do crime organizado na regi&atilde;o. &laquo;Exorto-vos a promover programas e centros educativos que saibam acompanhar, apoiar e responsabilizar os vossos jovens; roubai-os &agrave; rua, antes que a cultura de morte, vendendo-lhes fumo e solu&ccedil;&otilde;es m&aacute;gicas, se apodere e aproveite da sua inquieta&ccedil;&atilde;o e imagina&ccedil;&atilde;o&raquo;, declarou, num longo discurso, na igreja de S&atilde;o Francisco de Assis.

&nbsp;
O pont&iacute;fice recordou os jovens &laquo;seduzidos por respostas imediatas&raquo; e as v&iacute;timas da &laquo;viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, feminic&iacute;dio&raquo; &ndash; que classificou como uma &laquo;praga&raquo; no continente &ndash;, &laquo;grupos armados e criminosos, tr&aacute;fico de droga, explora&ccedil;&atilde;o sexual&raquo;.
&nbsp;
No in&iacute;cio do discurso, o Papa agradeceu a oportunidade de poder estar perto &laquo;f&eacute; simples, mas que foi testada e que vejo na cara do vosso povo, que, embora pobre, sabe que Deus est&aacute; aqui, n&atilde;o dorme, &eacute; ativo, observa e ajuda&raquo;, citando uma homilia do agora santo D. Oscar Romero.
&nbsp;
No Panam&aacute;, o Papa evocou um sistema econ&oacute;mico que deixou de ter como prioridade as pessoas e o bem comum, &laquo;fazendo da especula&ccedil;&atilde;o o seu para&iacute;so&raquo;.
&nbsp;
Neste seu primeira dia de atividades no Panam&aacute;, Francisco falou de uma oportunidade para &laquo;sair ao encontro dos jovens&raquo;. &laquo;Esta Jornada Mundial da Juventude &eacute; uma oportunidade &uacute;nica para sair ao encontro e aproximar-se ainda mais da realidade dos nossos jovens, cheia de esperan&ccedil;as e sonhos, mas tamb&eacute;m profundamente marcada por tantas feridas&raquo;, disse.
&nbsp;
O primeiro Papa sul-americano na hist&oacute;ria da Igreja Cat&oacute;lica desafiou os bispos a combater a &laquo;desertifica&ccedil;&atilde;o cultural e espiritual&raquo;, a ajudar os migrantes, os ind&iacute;genas e os afrodescendentes.

&nbsp;
Com o Presidente e membros do Corpo Diplom&aacute;tico e sociedade civil, Francisco pede &laquo;trabalho digno&raquo;
Antes do encontro com os bispos, o Papa Francisco esteve com o presidente do Panam&aacute;, o Corpo Diplom&aacute;tico e representantes da sociedade civil, a quem disse, no seu primeiro discurso no Panam&aacute;, que o futuro das sociedades se constr&oacute;i com apostas na educa&ccedil;&atilde;o e no &laquo;trabalho digno&raquo;. &laquo;&Eacute; imposs&iacute;vel conceber o futuro duma sociedade sem a participa&ccedil;&atilde;o ativa &ndash; e n&atilde;o apenas nominal &ndash; de cada um dos seus membros, para que a dignidade seja reconhecida e garantida atrav&eacute;s do acesso a uma instru&ccedil;&atilde;o de qualidade e &agrave; promo&ccedil;&atilde;o dum trabalho digno&raquo;, defendeu, falando no Pal&aacute;cio Bol&iacute;var, perante autoridades e membros do Corpo Diplom&aacute;tico, representantes da sociedade civil e comunidades religiosas.
&nbsp;
&laquo;Sabemos que &eacute; poss&iacute;vel outro mundo; e os jovens convidam-nos a envolver-nos na sua constru&ccedil;&atilde;o, para que os sonhos n&atilde;o permane&ccedil;am algo de ef&eacute;mero ou et&eacute;reo, para que deem impulso a um pacto social no qual todos possam ter a oportunidade de sonhar um amanh&atilde;: o direito ao futuro tamb&eacute;m &eacute; um direito humano&raquo;, acrescentou.
&nbsp;
A interven&ccedil;&atilde;o decorreu ap&oacute;s a cerim&oacute;nia de boas-vindas ao Panam&aacute; e visita de Cortesia ao presidente da Rep&uacute;blica, Juan Carlos Varela, no Pal&aacute;cio Presidencial.


Texto: Ricardo Perna (com Ag&ecirc;ncia Ecclesia)
Fotos: Jornada Mundial da Juventude
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<pubDate>Thu, 24 Jan 2019 21:20:00 +0000</pubDate>
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<title>Bispos portugueses pedem jovens «protagonistas» e «mais ativos»</title>
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<description><![CDATA[Com o arranque da Jornada Mundial da Juventude, tiveram hoje in&iacute;cio as catequese nas diferentes l&iacute;nguas, que inclu&iacute;ram o portugu&ecirc;s. Hoje foi o dia de D. Manuel Clemente, Cardeal Patriarca de Lisboa, e D. Virg&iacute;lio Antunes, bispo de Coimbra, darem catequeses relacionadas com o tema &laquo;Eis-me aqui&raquo;.

&nbsp;
Na par&oacute;quia de Cristo-Rei no Panam&aacute;, que se encheu para ouvir a catequese proferida aos participantes de l&iacute;ngua portuguesa, o cardeal-patriarca de Lisboa afirmou que numa Jornada Mundial da Juventude (JMJ) &laquo;vale o todo&raquo;, o ambiente, e que a Igreja est&aacute; a &laquo;tentar dar outro protagonismo&raquo; aos jovens. &laquo;N&atilde;o se trata de fazer atividades para os jovens, mas eles pr&oacute;prios, como membros da Igreja que s&atilde;o, e uma parte muito importante, sejam realmente protagonistas&raquo;, disse D. Manuel Clemente aos jornalistas.
&nbsp;
O cardeal-patriarca explicou que n&atilde;o se pretende que os jovens recebam aquilo que se possa &laquo;oferecer&raquo;, mas &laquo;dar todo o espa&ccedil;o&raquo; para que, &laquo;no que lhes &eacute; pr&oacute;prio&raquo;, as coisas aconte&ccedil;am.
&nbsp;
Neste contexto, o presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa real&ccedil;ou que a reconfigura&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria &eacute;, &laquo;sobretudo, ouvir mais, porque &eacute; uma atitude&raquo; e como antigo escuteiro real&ccedil;ou que &laquo;&eacute; fundamental&raquo; o &lsquo;ask the boy&rsquo; (perguntar ao mi&uacute;do) do m&eacute;todo escutista. &laquo;&Agrave;s vezes, com muito boa vontade, n&atilde;o estamos em sintonia com aquilo que &eacute; o seu sentimento pr&oacute;prio, da &eacute;poca que &eacute; deles&raquo;, acrescentou.
&nbsp;
D. Manuel Clemente, que est&aacute; a participar na JMJ 2019, no Panam&aacute;, com mais cinco bispos portugueses, lembrou que o Patriarcado de Lisboa, com toda a confer&ecirc;ncia episcopal, apresentou uma candidatura para receber a pr&oacute;xima edi&ccedil;&atilde;o da Jornada Mundial da Juventude, em 2022, e &laquo;agora&raquo; resta esperar &laquo;o que o Papa Francisco vai anunciar na Missa de encerramento, este domingo&raquo;.
&nbsp;
O envolvimento de institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas tamb&eacute;m &laquo;est&aacute; previsto&raquo; numa eventual edi&ccedil;&atilde;o internacional na capital portuguesa, uma vez que &laquo;&eacute; necess&aacute;rio o assentimento das estruturas civis&raquo; para receber este evento. &laquo;&Eacute; realidade multitudin&aacute;ria. Sendo em Portugal e com os amigos espanh&oacute;is ao lado, vai ultrapassar um milh&atilde;o [de participantes], s&oacute; se faz com o consentimento das estruturas civis&raquo;, real&ccedil;ou D. Manuel Clemente antes da catequese que apresentou hoje a peregrinos de l&iacute;ngua portuguesa no Panam&aacute;. &laquo;Deixemos a surpresa para o tempo dela&raquo;, acrescentou.
&nbsp;
Bispo de Coimbra apresenta Virgem Maria como &laquo;modelo dos crist&atilde;os&raquo;
O bispo de Coimbra, D. Virg&iacute;lio Antunes, apresentou hoje uma catequese aos jovens de l&iacute;ngua portuguesa na Escola Pedro J. Sosa (Panam&aacute;). L&aacute;, e acompanhado por D. Jos&eacute; Cordeiro, bispo de Bragan&ccedil;a-Miranda que apenas amanh&atilde; proferir&aacute; a sua catequese, o bispo portugu&ecirc;s quis desafiar os jovens a serem mais &laquo;ativos no meio da sociedade e do mundo onde est&atilde;o inseridos&raquo;, disse &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA.

&nbsp;
Para D. Virg&iacute;lio Antunes, os jovens de hoje, &laquo;sobretudo o jovem crist&atilde;o&raquo;, t&ecirc;m de &laquo;ser ativo&raquo;, porque existe uma tend&ecirc;ncia &laquo;muito grande&raquo; para a acomoda&ccedil;&atilde;o. O individualismo &laquo;entrou na comunidade humana e eclesial&raquo;, frisou o bispo de Coimbra, um dos que hoje apresentou a sua catequese aos jovens de l&iacute;ngua portuguesa, sobre a figura da Virgem Maria como &laquo;modelo dos crist&atilde;os&raquo;.
&nbsp;
Nesse sentido, acrescentou, a comunidade tem &ldquo;de criar espa&ccedil;os&rdquo;, a &ldquo;come&ccedil;ar pela Igreja&rdquo;, para que a identidade juvenil seja uma realidade presente e &ldquo;os jovens se sintam ativos&rdquo;.
&nbsp;
A Igreja Cat&oacute;lica j&aacute; &ldquo;sente a urg&ecirc;ncia dessa mudan&ccedil;a&rdquo; e o S&iacute;nodo sobre os jovens, em outubro de 2018, ajudou a &ldquo;perceber que a atitude tem de mudar&rdquo;.
&nbsp;
Os participantes na Jornada Mundial da Juventude participam at&eacute; sexta-feira em catequeses feitas por 380 bispos, incluindo seis portugueses, em 25 idiomas; os temas propostos decorrem do lema da 34&ordf; JMJ, &lsquo;Eis aqui a serva do Senhor. Fa&ccedil;a-se em mim segundo a tua Palavra&rsquo;.
&nbsp;
Na quinta-feira s&atilde;o apresentadas outas quatro catequeses por bispos de Portugal: D. Manuel Fel&iacute;cio, bispo da Guarda, no Templo de S&atilde;o Jo&atilde;o Batista de La Salle e Santa M&oacute;nica; D. Jos&eacute; Cordeiro, bispo de Bragan&ccedil;a-Miranda, no Templo S&atilde;o Pio Pietrelcina; D. Joaquim Mendes, bispo auxiliar de Lisboa e presidente da Comiss&atilde;o Episcopal Laicado e Fam&iacute;lia, na igreja de Nossa Senhora de Lourdes; e D. Nuno Almeida, bispo auxiliar de Braga, no Templo Cristo Filho do Homem.
&nbsp;
A delega&ccedil;&atilde;o de Portugal na JMJ 2019 vai realizar um encontro entre todos os participantes na manh&atilde; do dia 25, sexta-feira.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna (com Ag&ecirc;ncia Ecclesia)
Fotos: Paulo Rocha | Ag&ecirc;ncia Ecclesia
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<pubDate>Wed, 23 Jan 2019 23:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Arcebispo do Panamá pede que jovens continuem a «causar problemas»</title>
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<description><![CDATA[O arcebispo do Panam&aacute; presidiu hoje no Campo de Santa Maria la Ant&iacute;gua &agrave; Missa de abertura da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2019, perante milhares de jovens dos cinco continentes, e pediu que os jovens continuem a &laquo;causar problemas&raquo; aos adultos. &laquo;Caros jovens, como diz o Papa Francisco, continuem a causar problemas e a fazer-nos ficar nervosos a cada um de n&oacute;s, adultos&raquo;, referiu, de forma entusiasta, num final improvisado da homilia, que n&atilde;o estava na vers&atilde;o entregue aos jornalistas.

O prelado evocou as situa&ccedil;&otilde;es de sofrimento que atingem as novas gera&ccedil;&otilde;es. &laquo;Desejamos que [a JMJ] seja um b&aacute;lsamo para a dif&iacute;cil situa&ccedil;&atilde;o em que vivem, sem esperan&ccedil;a, muitos deles, especialmente a juventude ind&iacute;gena e afrodescendente, a juventude que migra pela quase inexistente resposta dos seus pa&iacute;ses de origem&raquo;, disse D. Jos&eacute; Domingo Ulloa Mendieta, na homilia da celebra&ccedil;&atilde;o.

O respons&aacute;vel falou num &laquo;acontecimento hist&oacute;rico&raquo; para o Panam&aacute;, com jovens de todo o mundo e voltado para &laquo;as periferias existenciais e geogr&aacute;ficas&raquo;. A homilia evocou as v&iacute;timas do tr&aacute;fico de droga e de pessoas, do crime e de &laquo;tantos outros males sociais&raquo;.

D. Jos&eacute; Domingo Ulloa Mendieta referiu que a primeira JMJ num pa&iacute;s da Am&eacute;rica Central est&aacute; particularmente atenta &agrave; situa&ccedil;&atilde;o dos afrodescendentes e dos jovens ind&iacute;genas. &laquo;A Jornada Mundial da Juventude nesta regi&atilde;o n&atilde;o poderia acontecer sem tornar vis&iacute;vel a sua situa&ccedil;&atilde;o, porque eles representam uma percentagem significativa da popula&ccedil;&atilde;o do continente, que vivem em situa&ccedil;&otilde;es de exclus&atilde;o e discrimina&ccedil;&atilde;o, que os colocam na marginalidade e na pobreza&raquo;.


Na &laquo;capital da juventude do mundo&raquo;, o arcebispo do Panam&aacute; alertou para as propostas de uma &laquo;falsa felicidade&raquo; e falou na necessidade de uma &laquo;primavera juvenil&raquo; na Igreja Cat&oacute;lica. &laquo;Na Igreja, estamos &agrave; espera desta primavera juvenil. Confiamos em v&oacute;s, esperamos muito de v&oacute;s, porque estamos plenamente convencidos de que os verdadeiros protagonistas das mudan&ccedil;as e transforma&ccedil;&otilde;es que a humanidade e a Igreja exigem est&atilde;o nas vossas m&atilde;os, nas vossas capacidades, na vossa vis&atilde;o de um mundo melhor&raquo;.

O respons&aacute;vel adiantou que o Papa quis oferecer aos participantes a vers&atilde;o juvenil do Comp&ecirc;ndio da Doutrina Social da Igreja, o DOCAT (livro e aplica&ccedil;&atilde;o inform&aacute;tica), &laquo;para tornar realidade a revolu&ccedil;&atilde;o do amor e da justi&ccedil;a&raquo;, com a coragem de &laquo;ser santos&raquo;.
&laquo;Um santo defende os indefesos, o que n&atilde;o nasceu, mas tamb&eacute;m quem nasce na mis&eacute;ria; defende os migrantes, procura a justi&ccedil;a; reza, vive e ama a comunidade; &eacute; alegre e tem sentido de humor; luta sempre, sai de mediocridade, vive a miseric&oacute;rdia de Deus e partilha com o pr&oacute;ximo&raquo;.

Na cerim&oacute;nia esteve presente a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de F&aacute;tima. Ap&oacute;s a vig&iacute;lia na par&oacute;quia de Lourdes, a Imagem Peregrina veio para a cerim&oacute;nia de abertura do Parque da Juventude, numa prociss&atilde;o presidida pelo arcebispo do Panam&aacute;, onde vai ficar para adora&ccedil;&atilde;o na Tenda do Encontro durante estes dias.

&nbsp;
O maior encontro mundial de jovens cat&oacute;licos decorre at&eacute; domingo; o Panam&aacute; tem pouco mais de quatro milh&otilde;es de habitantes, 88% dos quais cat&oacute;licos, e recebe o Papa Francisco esta quarta-feira, para cinco dias de visita.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna (com Ag&ecirc;ncia Ecclesia)
Fotos: Jornada Mundial da Juventude
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<pubDate>Tue, 22 Jan 2019 23:45:00 +0000</pubDate>
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<title>D. Nuno Brás é o novo bispo do Funchal</title>
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<description><![CDATA[O Papa nomeou D. Nuno Br&aacute;s, at&eacute; agora bispo auxiliar do Patriarcado de Lisboa, como novo bispo da Diocese do Funchal. Em comunicado enviado &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, a Nunciatura Apost&oacute;lica em Portugal destaca tamb&eacute;m a decis&atilde;o de Francisco em aceitar a resigna&ccedil;&atilde;o de D. Ant&oacute;nio Carrilho, o at&eacute; agora bispo madeirense, por ter atingido o limite de idade determinado pelo Direito Can&oacute;nico.
Numa primeira mensagem &agrave; Diocese do Funchal, D. Nuno Br&aacute;s, de 55 anos, sa&uacute;da &laquo;as muitas comunidades&raquo; do arquip&eacute;lago madeirense que, &laquo;na regi&atilde;o ou no estrangeiro, louvam o Senhor e procuram viver o Evangelho&raquo;.

&nbsp;
Uma diocese que &laquo;celebrou h&aacute; pouco 500 anos de exist&ecirc;ncia&raquo;, e uma comunidade cat&oacute;lica &laquo;marcada pela maturidade da f&eacute; e pela miss&atilde;o&raquo;, que subsiste hoje como &laquo;o primeiro fruto eclesial da expans&atilde;o atl&acirc;ntica portuguesa&raquo;, real&ccedil;a aquele respons&aacute;vel.
&nbsp;
O bispo nomeado para a Diocese do Funchal, cuja entrada solene est&aacute; marcada para dia 17 de fevereiro a partir das 16h00, na S&eacute; local, expressa a sua proximidade &laquo;a todos os sacerdotes que servem a diocese, bem como aos membros das fam&iacute;lias religiosas que, na Madeira, d&atilde;o testemunho de uma total consagra&ccedil;&atilde;o a Jesus&raquo; e a &laquo;todas as autoridades civis e militares, em particular aqueles que foram eleitos pelos madeirenses como seus leg&iacute;timos representantes&raquo;.
&nbsp;
Cardeal-Patriarca de Lisboa real&ccedil;a &laquo;intelig&ecirc;ncia e capacidade pastoral&raquo; do novo bispo
O cardeal-patriarca de Lisboa reagiu &agrave; nomea&ccedil;&atilde;o de D. Nuno Br&aacute;s para a Diocese do Funchal, para real&ccedil;ar que a comunidade cat&oacute;lica madeirense &laquo;muito beneficiar&aacute;&raquo; das &laquo;qualidades comprovadas&raquo; do at&eacute; agora bispo auxiliar.
&nbsp;
Em comunicado enviado &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, D. Manuel Clemente destaca &laquo;a intelig&ecirc;ncia e capacidade pastoral&raquo; de D. Nuno Br&aacute;s, e &laquo;o acompanhamento&raquo; que prestou &laquo;&agrave;s Vigararias e par&oacute;quias&raquo; do Patriarcado de Lisboa, &laquo;e respetivo clero&raquo;.
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Um pastor que, segundo o cardeal-patriarca, &laquo;ganhou justamente a estima do povo de Deus, especialmente daqueles que mais diretamente serviu&raquo;.
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Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa sa&uacute;da nomea&ccedil;&atilde;o
A Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) regozijou-se com a nomea&ccedil;&atilde;o de D. Nuno Br&aacute;s para bispo do Funchal, anunciada este s&aacute;bado pelo Papa Francisco. Em comunicado enviado &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, os bispos portugueses expressam assim a sua proximidade e for&ccedil;a a D. Nuno Br&aacute;s, de 55 anos, para a nova miss&atilde;o que ir&aacute; abra&ccedil;ar &agrave; frente das comunidades cat&oacute;licas madeirenses, depois de v&aacute;rias d&eacute;cadas de servi&ccedil;o ao Patriarcado de Lisboa, como sacerdote, como formador e reitor do Semin&aacute;rio dos Olivais, e desde 2011 como bispo auxiliar.
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Na mesma nota, a CEP deixa tamb&eacute;m uma mensagem especial ao at&eacute; agora bispo do Funchal, D. Ant&oacute;nio Carrilho, que apresentou ren&uacute;ncia ao cargo por limite de idade. Os bispos portugueses agradecem a D. Ant&oacute;nio Carrilho &laquo;toda a dedica&ccedil;&atilde;o pastoral ao povo de Deus que lhe foi confiado at&eacute; este dia, em que o Santo Padre aceitou a sua ren&uacute;ncia&raquo;.
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Dados biogr&aacute;ficos
D. Nuno Br&aacute;s nasceu no dia 12 de maio de 1963, &eacute; natural do Vimeiro, do Concelho da Lourinh&atilde;, e frequentou os Semin&aacute;rios Maiores do Patriarcado de Lisboa (Almada e Olivais), entre os anos 1980 e 1987, tendo sido ordenado sacerdote, pelo Cardeal-Patriarca D. Ant&oacute;nio Ribeiro, a 4 de julho de 1987.
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No seu percurso pastoral, o at&eacute; agora bispo auxiliar de Lisboa, tamb&eacute;m diplomado em Comunica&ccedil;&atilde;o Social, foi vig&aacute;rio na Par&oacute;quia de Nossa Senhora dos Anjos, em Lisboa; trabalhou como redator, editor e diretor do Jornal Voz da Verdade, do Patriarcado de Lisboa; e assumiu o cargo de reitor do Pontif&iacute;cio Col&eacute;gio Portugu&ecirc;s, em Roma.
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Ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, D. Nuno Br&aacute;s destacou-se tamb&eacute;m enquanto formador e depois reitor no Semin&aacute;rio dos Olivais; como membro da Comiss&atilde;o Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais, da Igreja Cat&oacute;lica em Portugal, e como membro da Secretaria para a Comunica&ccedil;&atilde;o da Santa S&eacute;.
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Desde mar&ccedil;o de 2018&nbsp; &eacute; tamb&eacute;m coordenador da sec&ccedil;&atilde;o das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais da Comiss&atilde;o para Evangeliza&ccedil;&atilde;o e Cultura, um organismo integrado no Conselho das Confer&ecirc;ncias Episcopais da Europa.

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Texto: Ricardo Perna (com Ag&ecirc;ncia Ecclesia)
Foto: Ricardo Perna
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<pubDate>Mon, 14 Jan 2019 16:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Joana Gíria: «Sem a conciliação trabalho família não podemos ter o aumento de natalidade que desejamos»</title>
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<description><![CDATA[A concilia&ccedil;&atilde;o trabalho e fam&iacute;lia &eacute; um dos temas da agenda laboral dos dias de hoje. Os trabalhadores, as empresas, as fam&iacute;lias, precisam de tempo e que este lhes sirva os prop&oacute;sitos e, muitas vezes, as necessidades de uns colidem com as de outros. A Comiss&atilde;o para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) reconhece a import&acirc;ncia do tempo e o papel que a igualdade tamb&eacute;m desempenha no sucesso da concilia&ccedil;&atilde;o. Joana G&iacute;ria, presidente da comiss&atilde;o, falou &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; sobre o tema.


Em termos do quadro portugu&ecirc;s, as empresas, os trabalhadores, a legisla&ccedil;&atilde;o, &eacute; mais dif&iacute;cil ou mais f&aacute;cil existir a possibilidade de concilia&ccedil;&atilde;o?
Eu costumo dizer que a legisla&ccedil;&atilde;o portuguesa &eacute; uma legisla&ccedil;&atilde;o de vanguarda, porque praticamente n&atilde;o lhe falta rigorosamente nada. A quest&atilde;o &eacute; n&oacute;s passarmos do direito, do princ&iacute;pio, &agrave; realidade de facto, &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o dos direitos como eles est&atilde;o previstos na lei. Agora, o que eu julgo &eacute; que, os instrumentos existem e, portanto, uma forma&ccedil;&atilde;o, uma sensibiliza&ccedil;&atilde;o e uma aten&ccedil;&atilde;o especial a este direito, efetivamente acabam por permitir que as empresas e outras entidades empregadoras se ajustem, organizem os tempos de trabalho, a dar aquilo que &eacute; o direito &agrave; pessoa humana de poder viver e trabalhar e n&atilde;o trabalhar a viver.
Portanto, h&aacute; muito instrumento legal, neste momento. Desde logo todas as entidades empregadoras podem disponibilizar flexibilidade de hor&aacute;rio ou trabalho a tempo parcial a trabalhadoras e trabalhadores com crian&ccedil;as com menos de 12 anos, ou independentemente da idade, que tenham uma doen&ccedil;a cr&oacute;nica. Isso, digamos, s&atilde;o os princ&iacute;pios gerais. Havendo efetivamente um requisito fundamental que &eacute;, vivendo em comunh&atilde;o de mesa e habita&ccedil;&atilde;o com a crian&ccedil;a e, tendo a crian&ccedil;a menos de 12 anos, qualquer m&atilde;e, ou qualquer pai, ou equiparado, podem requerer a utiliza&ccedil;&atilde;o da flexibilidade de hor&aacute;rio. Depois, o que a lei prev&ecirc; &eacute; que haja uma autoriza&ccedil;&atilde;o. Havendo uma autoriza&ccedil;&atilde;o, a quest&atilde;o deixa de existir. N&atilde;o havendo autoriza&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o abre-se um procedimento que &eacute;, sempre que a entidade empregadora pretender negar esse direito, tem de fundamentar, em raz&otilde;es imperiosas de funcionamento da empresa, ou na impossibilidade de substituir aquela pessoa, para n&atilde;o conceder esta flexibilidade. Esses s&atilde;o os casos que nos chegam mais.
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Dentro das v&aacute;rias medidas que est&atilde;o previstas na lei e, pelo menos, se eu n&atilde;o estou em erro, que eu tenha visto no vosso site, h&aacute; tr&ecirc;s, que efetivamente, quando n&atilde;o h&aacute; autoriza&ccedil;&atilde;o por parte da entidade empregadora pode ser logo feito o pedido do vosso parecer, n&atilde;o &eacute;?
A entidade empregadora quando n&atilde;o pretende autorizar, e isso, obviamente h&aacute; possibilidade de n&atilde;o o fazer desde que fundamente e comprove essas raz&otilde;es, mas, ao n&atilde;o permitir, tem de solicitar obrigatoriamente o parecer &agrave; Comiss&atilde;o, ou seja, n&atilde;o basta negar, ou pelo menos, tencionar negar. A partir do momento em que n&atilde;o pretende, ou n&atilde;o pode, porque h&aacute; empresas que podem efetivamente n&atilde;o poder deixar que os trabalhadores exer&ccedil;am o hor&aacute;rio que solicitam, a entidade &eacute; obrigada a solicitar um parecer pr&eacute;vio &agrave; Comiss&atilde;o.
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Mas isso acontece sempre? Estou a imaginar, um trabalhador dirige-se ao chefe e faz o pedido e a resposta &eacute; n&atilde;o&hellip;
O pedido &eacute; formal por parte do trabalhador ou da trabalhadora, porque quer m&atilde;e quer pai t&ecirc;m direito. &Eacute; um pedido formal, por escrito, que tem de ser entregue com pelo menos 30 dias de anteced&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o ao momento em que pretende iniciar o direito. Depois, a entidade empregadora tem de responder no prazo m&aacute;ximo de 20 dias seguidos, o que significa que, se n&atilde;o responder dentro desse prazo, a lei prev&ecirc; que, na falta de resposta h&aacute; uma aceita&ccedil;&atilde;o do pedido do trabalhador ou da trabalhadora nos termos em que foi formulado. &Eacute; evidente que se for um pedido ilegal, com certeza n&atilde;o pode haver aceita&ccedil;&atilde;o. Mas desde que re&uacute;na os requisitos, e n&atilde;o havendo resposta da entidade no prazo m&aacute;ximo de 20 dias por escrito, ent&atilde;o considera-se aceite; ou desde que n&atilde;o seja solicitado o parecer &agrave; Comiss&atilde;o, o que significa que pode haver uma resposta negativa por parte da entidade empregadora &agrave; trabalhadora ou ao trabalhador, mas tem de haver a possibilidade de a CITE emitir um parecer. Se a CITE n&atilde;o emitir o parecer, porque n&atilde;o nos chegou esse pedido, ent&atilde;o considera-se tamb&eacute;m aceite. A falta de pedido de parecer &agrave; Comiss&atilde;o equivale &agrave; aceita&ccedil;&atilde;o do pedido.
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Quando h&aacute; essa n&atilde;o inten&ccedil;&atilde;o de autorizar, quais s&atilde;o os principais argumentos utilizados pelas empresas? O que leva a que as empresas sintam que n&atilde;o podem ou n&atilde;o conseguem conceder essa autoriza&ccedil;&atilde;o?
&Eacute; nessa mat&eacute;ria que eu julgo que as entidades empregadoras podem melhorar a sua fundamenta&ccedil;&atilde;o se houver lugar efetivamente a uma inten&ccedil;&atilde;o justificada. Aquilo que nos chega muitas das vezes e isso &eacute; consult&aacute;vel no site da Comiss&atilde;o &eacute;, por exemplo, a impossibilidade de conceder o direito &agrave;quela trabalhadora ou &agrave;quele trabalhador porque j&aacute; h&aacute; muito mais pessoas a exercer o direito. Como calcula, o direito que umas pessoas exercem n&atilde;o pode limitar o direito de outras, ou seja, n&oacute;s n&atilde;o podemos ter pessoas que acompanham as crian&ccedil;as e pelo facto de haver duas, tr&ecirc;s, quatro ou cinco, as que pedem depois, ou t&ecirc;m necessidade a seguir, n&atilde;o terem essa possibilidade tal como tiveram as anteriores. Esse argumento n&atilde;o &eacute; v&aacute;lido. Esse &eacute; um dos argumentos que efetivamente quando c&aacute; chega acaba por falhar. E qual &eacute; a resposta que a CITE d&aacute;? N&atilde;o podendo ser limitados uns direitos em fun&ccedil;&atilde;o de outros, aquilo que se preconiza &eacute;, pelo menos o mais tempo poss&iacute;vel disponibilizar a cada trabalhador ou trabalhadora. Portanto, imagine, no limite, toda a gente pede. Se toda a gente pede, reparte-se o tempo.
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E h&aacute; algum mecanismo de apoio &agrave;s empresas?
T&ecirc;m de ter. Essa &eacute; a nossa miss&atilde;o para al&eacute;m da componente de sensibilizar, &eacute; a componente formativa. Desde 2013, a CITE promove o f&oacute;rum IGEN, F&oacute;rum Organiza&ccedil;&otilde;es para a Igualdade, que no fundo coordena um grupo de organiza&ccedil;&otilde;es que, preocupadas com a gest&atilde;o em termos de instrumentos de igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho, acabou por se juntar &agrave; CITE. Esse f&oacute;rum e essas 108 entidades que fazem parte t&ecirc;m boas pr&aacute;ticas nesta mat&eacute;ria. E estamos a falar de uma microempresa, v&aacute;rias m&eacute;dias e muitas empresas grandes e multinacionais inclusive. A partilha de conhecimento, de experi&ecirc;ncia, tamb&eacute;m &eacute; uma mais-valia e o convite que n&oacute;s fazemos a pessoas da Academia, a pessoas ligadas ao Direito, &agrave; Sociologia, &agrave; Psicologia, e inclusivamente, a quem est&aacute; dentro do F&oacute;rum e tamb&eacute;m faz forma&ccedil;&atilde;o para passar a mensagem e para trocar experi&ecirc;ncias sobre a forma como se organiza, &eacute; fundamental. &Eacute; efetivamente poss&iacute;vel acontecer a concilia&ccedil;&atilde;o. N&oacute;s, aqui a montante, devemos perceber que, sem a concilia&ccedil;&atilde;o trabalho fam&iacute;lia tamb&eacute;m n&atilde;o podemos ter o aumento de natalidade que desejamos. Eu costumo dizer que isto &eacute; uma &ldquo;pescadinha de rabo na boca&rdquo;, porque efetivamente as quest&otilde;es est&atilde;o todas interligadas. Se n&oacute;s temos segrega&ccedil;&atilde;o horizontal e vertical no acesso ao mercado de trabalho; se n&oacute;s temos uma divis&atilde;o de tempo pago e n&atilde;o pago que n&atilde;o &eacute; equivalente entre homens e mulheres e depois queremos ter aumento de natalidade e ainda sem conciliar, bem, certamente isso n&atilde;o vai acontecer.
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A quest&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria vida fam&iacute;liar e dos diferentes tempos que s&atilde;o dados entre homens e mulheres, se isso tamb&eacute;m &eacute; um obst&aacute;culo &agrave; pr&oacute;pria quest&atilde;o da concilia&ccedil;&atilde;o do trabalho e da fam&iacute;lia?
Fundamentalmente, a distribui&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o &eacute; equivalente dos tempos de trabalho de homens e mulheres &eacute; um obst&aacute;culo &agrave; pr&oacute;pria igualdade de oportunidades, porque se, n&oacute;s podemos dizer, as mulheres s&atilde;o duplamente penalizadas porque acabam por exercer uma dupla jornada de trabalho, porque &eacute; o trabalho pago, que efetivamente &eacute; necess&aacute;rio, porque um ordenado numa coisa, muitas vezes n&atilde;o chega, ou na maioria das vezes n&atilde;o chega, n&atilde;o &eacute; suficiente para fazer face &agrave;s despesas; depois h&aacute; outro cariz que &eacute; o trabalho n&atilde;o pago, que &eacute; o trabalho de cuidado &agrave;s crian&ccedil;as, o trabalho de cuidado a pessoas dependentes, o trabalho de cuidado a pessoas idosas, as tarefas dom&eacute;sticas, ou seja, se houver uma divis&atilde;o mais equilibrada deste tempo, tamb&eacute;m o homem tem possibilidade de, em vez de ter uma disponibilidade quase total para o trabalho pago, poder beneficiar um pouco daquela que &eacute; a sua vida familiar. Portanto, h&aacute; aqui um win-win (ganha-ganha), h&aacute; aqui um interesse na concilia&ccedil;&atilde;o que &eacute;, por um lado, trazer os homens &agrave; esfera familiar e at&eacute; &agrave; sua vida pessoal, como &eacute; evidente, e as mulheres ao mercado de trabalho, mas sendo capazes de n&atilde;o se sentirem culpabilizadas quando utilizam o tempo para efetivamente trabalhar ou para efetivamente fazerem qualquer outra coisa que lhes d&ecirc; algum gosto, que n&atilde;o seja sentirem-se presas aquela necessidade absoluta que &eacute; ir buscar a crian&ccedil;a, ir por a crian&ccedil;a, passar pelo supermercado, pela farm&aacute;cia, parar para tratar da m&atilde;e, do pai, da sogra ou de quem estiver com algum problema, ou seja, apoiar em tudo&hellip; N&oacute;s vemos, nas gera&ccedil;&otilde;es mais novas, uma certa diferen&ccedil;a, agora, o ritmo a que isto acontece, depende tamb&eacute;m de uma mudan&ccedil;a cultural, que se vai fazendo, mas que pode ser acelerada se houver uma sensibiliza&ccedil;&atilde;o diferente para este facto.

&nbsp;
Mas essa diferen&ccedil;a tamb&eacute;m estagnou agora na &uacute;ltima gera&ccedil;&atilde;o&hellip;
&Eacute; c&iacute;clico. Isto n&atilde;o &eacute; uma quest&atilde;o de mulheres. &Eacute; um direito, as medidas s&atilde;o exatamente as mesmas para pai e para m&atilde;e, com uma nuance no que se refere &agrave;s licen&ccedil;as parentais; uma licen&ccedil;a parental exclusiva da m&atilde;e &eacute; mais ampla que a do pai, mas isso tem que ver com as diferen&ccedil;as biol&oacute;gicas, que existem e s&atilde;o especialmente protegidas, porque s&atilde;o biol&oacute;gicas e &eacute; assim que deve ser, o que n&atilde;o significa que a licen&ccedil;a partilhada ainda n&atilde;o seja utilizada com o mesmo tempo de dura&ccedil;&atilde;o, porque n&oacute;s sabemos que efetivamente, embora haja uma grande ades&atilde;o dos homens &agrave; licen&ccedil;a partilhada, conseguimos tamb&eacute;m compreender, &agrave;s vezes expressamente, outras subliminarmente que, efetivamente, continuam a ser as mulheres a usar mais o tempo de licen&ccedil;a do que os homens. E l&aacute; est&aacute;, a quest&atilde;o cultural, at&eacute; quando h&aacute; idas ao m&eacute;dico, eu vejo casos em que colegas perguntam: &ldquo;A tua mulher n&atilde;o vai com a crian&ccedil;a? Para que &eacute; preciso irem duas pessoas?&rdquo; Julgo que n&oacute;s podemos continuar a fazer mais e melhor, mas toda a sociedade tem de estar comprometida; quer o Estado, quer as organiza&ccedil;&otilde;es, quer as pessoas individuais. Porque se olharmos para isto como um problema que &eacute; de solu&ccedil;&atilde;o criada por toda a gente, &eacute; uma coisa completamente diferente de olharmos para um setor que &eacute; uma comiss&atilde;o, que est&aacute; institu&iacute;da e funciona como organismo tripartido e que tem de tratar de tudo o que &eacute; quest&atilde;o ligada a esta mat&eacute;ria. Temos de ter aqui uma task force da sociedade na sua globalidade para tratar das quest&otilde;es dos usos do tempo e da concilia&ccedil;&atilde;o que &eacute; absolutamente necess&aacute;ria &agrave; qualidade de vida.
&nbsp;
Referiu que a legisla&ccedil;&atilde;o &eacute; de vanguarda, portanto o foco do problema da concilia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o est&aacute; na legisla&ccedil;&atilde;o.
N&atilde;o, a legisla&ccedil;&atilde;o tem de acompanhar a evolu&ccedil;&atilde;o, e Portugal tem sido um Estado que tem acompanhado efetivamente as pol&iacute;ticas, mesmo a n&iacute;vel internacional, todos os documentos internacionais ratificados por Portugal. Quando digo que &eacute; uma legisla&ccedil;&atilde;o de vanguarda &eacute; porque, mesmo a n&iacute;vel europeu, temos uma legisla&ccedil;&atilde;o que comparativamente a outros pa&iacute;ses &eacute; muito mais abrangente. Agora, &eacute; preciso que a realidade espelhe aquilo que a lei prescreve.
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De entre os pedidos que vos chegam, quem solicita mais as medidas de concilia&ccedil;&atilde;o?
Ainda s&atilde;o as mulheres embora tenha havido uma taxa de crescimento das pessoas do sexo masculino a solicitar. N&atilde;o tem nada que ver com a realidade h&aacute; 7 ou 8 anos, muito mais homens.
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O inqu&eacute;rito do Eurobar&oacute;metro sobre concilia&ccedil;&atilde;o indica, contudo, que os homens portugueses sentem que &eacute; mais f&aacute;cil para as mulheres usufru&iacute;rem das medidas de concilia&ccedil;&atilde;o.
Est&aacute; em linha com aquilo que eu lhe estava a falar. Imaginemos uma entidade empregadora que tem um homem e uma mulher em igualdade de circunst&acirc;ncias e tem de contratar; maioritariamente contrata o homem, porque aquilo que espera do homem &eacute; uma disponibilidade de tempo maior do que espera de uma mulher.
Julgo tamb&eacute;m que ainda &eacute; mais dif&iacute;cil porque h&aacute; homens e mulheres que eles pr&oacute;prios entendem assim. A nossa sociedade continua a entender que as mulheres t&ecirc;m uma apet&ecirc;ncia natural para o cuidado e isso contamina o resto. N&oacute;s mulheres tamb&eacute;m muitas vezes n&atilde;o facilitamos: &ldquo;o pai pode ir ao m&eacute;dico, mas se eu estiver fa&ccedil;o umas perguntas que ele n&atilde;o faz.&rdquo;
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H&aacute; pouco referiu que o n&uacute;mero de homens a pedir pareceres subiu consideravelmente. Estamos j&aacute; a assistir a uma mudan&ccedil;a? O estudo de 2016 sobre os &ldquo;usos do tempo&rdquo; estar&aacute; desatualizado a breve trecho?
Espero que esteja para podermos fazer um estudo e verificar que efetivamente esta nova gera&ccedil;&atilde;o contraria aquilo que ainda continua a ser uma sociedade estereotipada. Seria excelente essa not&iacute;cia. Pessoalmente verifico nas gera&ccedil;&otilde;es mais novas, at&eacute; pelos pedido que nos chegam, de pessoas mais novas, entre os 25 e os 35 anos, h&aacute; mais homens a preocuparem-se com a mat&eacute;ria, mais homens a gozarem de licen&ccedil;as e mais homens com inten&ccedil;&atilde;o de usar tempos de trabalho que lhes permitam conciliar [a vida familiar com a profissional].
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A carga de trabalho e os sal&aacute;rios s&atilde;o obst&aacute;culos &agrave; concilia&ccedil;&atilde;o?
Toda a quest&atilde;o da igualdade tem de ser vista no conjunto. E quando falamos nesta hist&oacute;ria das crian&ccedil;as estarem mais do que devem nas creches e eu concordo, efetivamente acho que as creches n&atilde;o podem ser dep&oacute;sitos de crian&ccedil;as, tal como os lares de idosos n&atilde;o podem ser dep&oacute;sitos de pessoas, temos de pensar no problema na sua globalidade. Talvez servi&ccedil;os de proximidade ajudem, talvez protocolos com servi&ccedil;os de proximidade ajudem. &Eacute; obvio que nem todas as organiza&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m meios financeiros para dispor de uma creche, mas pode haver protocolos de proximidade. Tudo isto deve ser pensado.

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Mas em termos gerais, por exemplo, falando da medida de trabalho a tempo parcial&hellip;
O trabalho a tempo parcial &eacute; uma medida de concilia&ccedil;&atilde;o, o que acontece &eacute; que acaba por perverter a situa&ccedil;&atilde;o, porque quem vai trabalhar a tempo parcial &eacute; quem ganha menos.
&nbsp;
Essa medida existe, mas &agrave; realidade portuguesa&hellip;
Para a nossa realidade isso serve a poucas pessoas, para as que serve, excelente. A lei &eacute; geral e abstrata e toda ela &eacute; constru&iacute;da para uma sociedade e ainda bem que existe, porque se serve a algumas pessoas, ok. Mas a maioria das pessoas em Portugal n&atilde;o pode trabalhar a tempo parcial, ali&aacute;s, o n&uacute;mero de pedidos que n&oacute;s temos em rela&ccedil;&atilde;o a trabalho a tempo parcial &eacute; muito residual face aos relativos a hor&aacute;rio flex&iacute;vel.
&nbsp;
Embora tenhamos uma legisla&ccedil;&atilde;o de vanguarda, h&aacute; alguma medida que facilitasse a concilia&ccedil;&atilde;o?
N&oacute;s para legislarmos temos de pensar bem sobre os problemas; temos de constatar, depois estudar a medida e depois legislar. N&atilde;o vale a pena legislar sem pensar. O Estado portugu&ecirc;s tem-se preocupado com esse percurso. Eu tenho uma preocupa&ccedil;&atilde;o muito pessoal a n&iacute;vel de concilia&ccedil;&atilde;o trabalho fam&iacute;lia, tenho uma preocupa&ccedil;&atilde;o muito especial relativamente &agrave;s pessoas mais idosas, porque como sabe o estatuto do cuidador foi publicado h&aacute; pouco tempo e estamos a falar de cinco dias. N&atilde;o tenho solu&ccedil;&otilde;es m&aacute;gicas, mas cinco dias por ano&hellip;&eacute; claro que &eacute; melhor que zero, mas eu pergunto-me se ir a uma consulta com uma pessoa idosa, dependente, que anda mal, que muitas vezes j&aacute; nem sequer tem um racioc&iacute;nio claro, que j&aacute; n&atilde;o se faz compreender como gostaria, qual &eacute; a diferen&ccedil;a em termos de depend&ecirc;ncia, de uma pessoa com essa idade, ou de uma crian&ccedil;a de dois anos? Julgo que isso tem de ser pensado, at&eacute; porque temos a esperan&ccedil;a de vida a aumentar e isso &eacute; excelente, mas temos de ter condi&ccedil;&otilde;es para dar &agrave;s pessoas, com a qualidade que vida que elas merecem, porque essas pessoas tamb&eacute;m j&aacute; trabalharam, tamb&eacute;m j&aacute; fizeram os seus descontos, j&aacute; trataram de outras, e quando est&atilde;o no final da linha n&atilde;o podem ser depositadas. Acho que a concilia&ccedil;&atilde;o, neste momento, tem de apanhar uma esfera muito alargada de situa&ccedil;&otilde;es.
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Entrevista conduzida por Rita Bruno
Fotografias: Ricardo Perna e Shutterstock
]]></description>
<pubDate>Thu, 10 Jan 2019 12:00:00 +0000</pubDate>
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<title>200 mil jovens a caminho do Panamá para a JMJ</title>
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<description><![CDATA[O Vaticano divulgou ontem, ao final do dia, os n&uacute;meros oficiais de participantes esperados na XXXIV Jornada Mundial da Juventude no Panam&aacute;, que se realizar&aacute; entre os dias 22 a 27 de janeiro. &laquo;Mais de 37 mil jovens j&aacute; inscritos, mais de 167 mil os que far&atilde;o suas inscri&ccedil;&otilde;es nas pr&oacute;ximas horas. No total, mais de 200 mil jovens provenientes de 155 pa&iacute;ses&raquo;, revela o site Vatican News. Os n&uacute;meros incluem mil jovens ind&iacute;genas dos cinco continentes que participar&atilde;o na sua pr&oacute;pria JMJ (que come&ccedil;ar&aacute; tr&ecirc;s dias antes, de 16 a 19 de janeiro) e que convergir&aacute; na JMJ, &laquo;para abra&ccedil;ar o Papa Francisco que chegar&aacute; &agrave; capital centro-americana dia 23 de janeiro&raquo;.


A confirma&ccedil;&atilde;o dos dados ao Vatican News &eacute; dada por Giancarlo Candanedo, porta-voz da JMJ. Diretamente do Panam&aacute;, ele explica que, apesar da import&acirc;ncia dos n&uacute;meros, o importante &eacute; a forma como o evento est&aacute; a ser preparado, com ora&ccedil;&atilde;o. &laquo;Como estamos a preparar-nos? Em primeiro rezando. N&atilde;o podemos esquecer que este &eacute; um desafio muito grande para uma na&ccedil;&atilde;o pequena como a nossa. O Santo Padre quis dar essa responsabilidade n&atilde;o apenas ao Panam&aacute;, mas a toda a Am&eacute;rica Central e a todo o seu episcopado. N&oacute;s n&atilde;o podemos desapont&aacute;-lo&raquo;, refere o porta-voz.
&nbsp;
Este respons&aacute;vel tamb&eacute;m refere o apoio que o governo tem dado &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o, referindo que &laquo;os bispos n&atilde;o foram deixados sozinhos&raquo;. &laquo;O governo, pela primeira vez na hist&oacute;ria da JMJ, criou uma estrutura administrativa capaz de nos ajudar na organiza&ccedil;&atilde;o do evento. Ele facilitou muito as coisas. Essa &eacute; uma ajuda para a Igreja&raquo;.
&nbsp;
De Portugal seguem cerca de 300 participantes de 12 dioceses e 4 movimentos, como foi adiantado &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; pelo Pe. Filipe Diniz, diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil, acompanhados por alguns sacerdotes, cinco bispos e o cardeal patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente. Haver&aacute; catequeses em portugu&ecirc;s e um encontro de todos os jovens portugueses com os bispos, como j&aacute; vem sendo tradicional nestes encontros.
&nbsp;
Kit do peregrino amigo do ambiente
A organiza&ccedil;&atilde;o j&aacute; revelou o conte&uacute;do do Kit do Peregrino, que ser&aacute; entregue aos participantes na JMJ. &laquo;O kit consiste de uma mochila com um bon&eacute;, uma t-shirt, um len&ccedil;o multiusos, uma pulseira, um livro de ora&ccedil;&atilde;o, um ter&ccedil;o, um guia do peregrino, um mapa e um saco biodegrad&aacute;vel para os peregrinos colocarem o seu lixo. O kit inclui ainda uma garrafa de &aacute;gua reutiliz&aacute;vel, para que os jovens possam us&aacute;-la para beber &aacute;gua, reduzindo o consumo de garrafas de pl&aacute;stico&raquo;, informa a organiza&ccedil;&atilde;o em comunicado.
&nbsp;
A organiza&ccedil;&atilde;o adianta que a &laquo;responsabilidade ambiental&raquo; &eacute; um dos &laquo;pilares&raquo; desta JMJ, e que ter&aacute; isso presente desde a organiza&ccedil;&atilde;o at&eacute; &agrave; pr&oacute;pria gest&atilde;o do lixo durante os eventos principais, influenciados pela enc&iacute;clica do Papa Laudato si.



&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: Arilys Garcia e Isaac Gutierrez | JMJ Panam&aacute;
]]></description>
<pubDate>Thu, 10 Jan 2019 11:42:00 +0000</pubDate>
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<title>Porque elogiar é tão importante como reclamar</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/porque-elogiar-e-tao-importante-como-reclamar</link>
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<description><![CDATA[Parece uma verdade aceite e inquestion&aacute;vel que o ser humano mais rapidamente tem necessidade de criticar do que de elogiar. Talvez seja por isso que, por lei, todos os estabelecimentos comerciais tenham de ter um Livro de Reclama&ccedil;&otilde;es no qual tamb&eacute;m se pode, caso se deseje, elogiar. Mas o pr&oacute;prio nome do livro parece definir aquilo que &eacute; priorit&aacute;rio: queixar, criticar, apontar o que est&aacute; mal. Foi porque entendia as coisas de outra maneira que Cristina Leal se lan&ccedil;ou, h&aacute; seis anos, neste projeto do Livro de Elogios. &laquo;O livro, no fundo, pretende dar o outro lado das reclama&ccedil;&otilde;es, e ser um local onde as pessoas possam ter onde registar o que de bom existe em cada um de n&oacute;s&raquo;, diz a fundadora.


Desde muito cedo que Cristina se &ldquo;queixava&rdquo;, no bom sentido, de que n&atilde;o podia elogiar quando queria. Ia a todos os s&iacute;tios e as pessoas olhavam com estranheza quando ela dizia que queria elogiar, e apontavam-lhe o Livro de Reclama&ccedil;&otilde;es. Mas ela queria algo diferente, e por isso, ao regressar de uma viagem de &laquo;recolhimento&raquo; &agrave; &Iacute;ndia, sentiu que &laquo;o dedo de Deus&raquo; a tocou e lhe disse: &laquo;&ldquo;Faz&rdquo;... E eu avancei.&raquo;

Se hoje s&atilde;o centenas de empresas as que j&aacute; aderiram ao projeto, no in&iacute;cio &laquo;as pessoas achavam imensa gra&ccedil;a&raquo;, mas o ceticismo era a nota dominante. &laquo;No in&iacute;cio estavam c&eacute;ticas, porque achavam que ningu&eacute;m iria elogiar, mas como o elogio sincero tamb&eacute;m tem um cariz muito positivo, as coisas acabaram por come&ccedil;ar a fluir&raquo;, explica.

Os livros custam 20&euro; + IVA, e podem ser encomendados diretamente na loja em Carcavelos, num ponto de venda na Papelaria Fernandes ou pela internet. &laquo;Online somos uma empresa com rosto, com n&uacute;mero de telefone fixo e telem&oacute;vel, porque faz-me impress&atilde;o empresas online sem cara&raquo;, afirma Cristina Leal.

O Livro de Elogios n&atilde;o &eacute; uma iniciativa governamental, nem de forma alguma &eacute; obrigat&oacute;rio por lei. Ali&aacute;s, Cristina diz que deveria ser &laquo;naturalmente obrigat&oacute;rio&raquo;, sem car&aacute;cter de lei ou obriga&ccedil;&atilde;o for&ccedil;ada. &laquo;Os benef&iacute;cios para as empresas que optam por aderir a este projeto s&atilde;o diferentes em cada empresa. Algumas empresas partilham os elogios connosco, e n&oacute;s partilhamos no nosso Facebook. Algumas empresas, as maiores, trabalham o livro com os seus funcion&aacute;rios ou como avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho&raquo;, explica Cristina Leal.

Mas a hist&oacute;ria mais impressionante de como os elogios podem trazer benef&iacute;cios e mudar vidas aconteceu ainda antes de se lan&ccedil;ar com esta ideia. &laquo;Antes de eu lan&ccedil;ar o livro, fui &agrave; Copim&aacute;tica fazer um trabalho, que estava a correr mal, mas o funcion&aacute;rio, que se chamava H&eacute;lder, conseguiu resolver tudo muito bem. No fim, eu disse que gostava de reconhecer o seu trabalho, e ele ficou muito aflito, sem saber o que fazer. Trouxe-me uma folha, eu escrevi o meu BI [Bilhete de Identidade], telefone e deixei um elogio. Disse-lhe que gostava que aquilo chegasse ao seu diretor. Passados uns anos, lancei o livro e quem &eacute; que me manda um pedido? A Copim&aacute;tica. Achei piada, e quando vi lembrei-me do rapaz. Isto passou, e um dia vou ao Oeiras Parque, onde tem uma Copim&aacute;tica, e vejo o H&eacute;lder. Isto para a&iacute; tr&ecirc;s anos depois daquela situa&ccedil;&atilde;o. Ele nunca me esqueceu, e quando me viu disse: &ldquo;Olhe, sabe uma coisa, agora j&aacute; me podia elogiar, porque j&aacute; temos um livro de elogios.&rdquo; Eu disse que sabia, porque tinha sido eu a criar, e ele disse &ldquo;N&atilde;o me diga! Olhe, a senhora salvou-me a vida. Eu estava com um processo disciplinar quando a senhora me elogiou, ia ser despedido, e foi aquilo que me salvou.&rdquo; Eu n&atilde;o sabia da situa&ccedil;&atilde;o dele, mas o que escrevi teve impacto sobre ele e sobre a sua situa&ccedil;&atilde;o, e o H&eacute;lder hoje &eacute; gerente da loja, continua l&aacute; e est&aacute; a sempre a dizer a toda a gente para usar o livro para elogiar&raquo;, conta, divertida.

Ainda n&atilde;o tiveram quem tivesse desistido da ideia, mas h&aacute; muitos que encomendam um e nunca chegam a encomendar outro, e quando Cristina pergunta, respondem que as pessoas pedem pouco o livro. No entanto, e do que j&aacute; p&ocirc;de ver no terreno, &laquo;quando vamos a ver &eacute; porque n&atilde;o t&ecirc;m o livro vis&iacute;vel, e as pessoas n&atilde;o veem essa hip&oacute;tese&raquo;. &laquo;Aqueles que vemos que t&ecirc;m o livro exposto, vemos que &eacute; usado. Quando n&atilde;o est&aacute;, pode haver desist&ecirc;ncia de elogiar e ser elogiado&raquo;, aponta. &Eacute; por isso &eacute; que, juntamente com o livro, o pack inclui uma monofolha e um autocolante, para que a loja possa colocar bem vis&iacute;vel para todos os clientes que tem o livro dispon&iacute;vel para ser utilizado.


Importante &eacute; que todos compreendam que, mais do que elogiar um prato ou um produto, o importante &eacute; &laquo;elogiar as pessoas&raquo;. &laquo;O Livro de Elogios elogia pessoas, n&atilde;o tanto &aacute;reas. Na restaura&ccedil;&atilde;o podemos ter a tend&ecirc;ncia de elogiar a comida, mas a ideia &eacute; elogiar quem cozinhou, reconhecer n&atilde;o o produto, mas a pessoa que est&aacute; &agrave; frente. H&aacute; pessoas muito boas em todo o lado&raquo;, assegura.

Mais que um neg&oacute;cio, o Livro de Elogios &eacute;, para Cristina Leal, &laquo;um modo de vida&raquo;. &laquo;O Livro n&atilde;o &eacute; uma ideia que se venda, &eacute; uma forma de estar na vida e uma forma de ser. Se uma pessoa genuinamente olhar para dentro e n&atilde;o vir que tem qualidades, porque nunca a ensinaram a reconhecer, e depois estiver atenta e perceber que n&atilde;o a ensinaram a elogiar os outros, ent&atilde;o eu sinto que a ideia est&aacute; vendida, porque quando a pessoa toma consci&ecirc;ncia de que &eacute; bom reconhecer as qualidades que temos, e reconhecer as qualidades nos outros, ficamos com a no&ccedil;&atilde;o que a vida nos aben&ccedil;oa a todos. &Eacute; funcionar numa base de reconhecimento positivo das coisas boas que as empresas t&ecirc;m, reconhecer os recursos que temos para sermos melhores, e para as empresas serem melhores&raquo;, sustenta.

Pode ler o artigo completo na sua edi&ccedil;&atilde;o de janeiro da revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
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Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Thu, 10 Jan 2019 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>«A santidade de vida em Arrupe é indiscutível»</title>
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<description><![CDATA[O Pe. Pedro Lamet &eacute; o sacerdote jesu&iacute;ta autor da biografia do Pe. Pedro Arrupe, cujo processo de canoniza&ccedil;&atilde;o foi recentemente inciado no Vaticano. Em Portugal para promover outra obra sua, o sacedote espanhol falou &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; sobre a figura do Pe. Pedro Arrupe, explicando como este &laquo;profeta&raquo; concebeu um estilo de Igreja muito &agrave; frente do seu tempo e de como isso lhe provocou v&aacute;rios dissabores.

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Como se pode definir em poucas palavras uma pessoa como o Pe. Pedro Arrupe?
Em termos humanos, podemos falar de uma pessoa com um car&aacute;cter maravilhoso, muito magn&eacute;tico, com muita for&ccedil;a, simp&aacute;tico, ativo. &Eacute; uma pessoa enamorada de Jesus Cristo que se entrega totalmente e um profeta para o nosso tempo. No s&eacute;culo XX adiantou-se ao S&eacute;culo XXI em todos os aspetos: no tema dos imigrantes, justi&ccedil;a social, refugiados, mulher, juventude, di&aacute;logo oriente-ocidente.
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Um profeta porqu&ecirc;?
Num sentido b&iacute;blico, um profeta &eacute; algu&eacute;m que diz a verdade aos poderosos e, por outro lado, adianta-se ao futuro. E ele adiantou-se ao futuro. Por vezes, quando n&atilde;o o compreendiam, era porque o mundo n&atilde;o estava preparado para compreend&ecirc;-lo, como dizia o cardeal de Madrid Enrique y Taranc&oacute;n. Chegaria o momento em que o compreenderiam, e tamb&eacute;m foi por isso que se adiou o processo de beatifica&ccedil;&atilde;o e canoniza&ccedil;&atilde;o. Hoje todos se apercebem da for&ccedil;a que tinha, por exemplo no caso dos Boat People, os barcos de refugiados. Dedicou os seus &uacute;ltimos esfor&ccedil;os aos que sofriam com o v&iacute;cio da droga e aos refugiados.
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Ser um profeta ter&aacute; sido a sua virtude e o seu problema&hellip;
Precisamente. Lembro-me que ele foi acusado injustamente de ser marxista, e quando o confrontei com isso ele riu-se, porque n&atilde;o era comunista, mas gostava de dialogar com todos. Ele tinha um jesu&iacute;ta que era especializado em dialogar com os marxistas. Tamb&eacute;m diziam que apoiava a Teologia da Liberta&ccedil;&atilde;o, mas o que ele apoiava era os pobres, porque desde muito pequeno, quando estudava na universidade em Madrid, dava catequese nos sub&uacute;rbios e tinha esta vertente social muito enraizada nele.
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Foi uma pessoa com muitas experi&ecirc;ncias fortes, mas ter sobrevivido &agrave; bomba at&oacute;mica em Hiroshima foi das mais fortes&hellip;
Sim, sem d&uacute;vida. O noviciado onde ele estava era um pouco afastado da cidade de Hiroshima, pelo que ca&iacute;ram algumas paredes mas pouco mais, e muita gente fugiu para ali e, como ele tinha forma&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dico, esteve uma semana sem comer s&oacute; a tratar as pessoas que chegavam. Ele tinha baldes inteiros cheios de pele queimada, e viveu isto como algo tremendo. Ele falava muitas vezes do rel&oacute;gio que parou &agrave;s 08h15, e dizia muitas vezes &ldquo;porque &eacute; que toda esta energia que se usava para o mal n&atilde;o se podia usar para o bem&rdquo;. Este foi o seu despertar para a sua miss&atilde;o no mundo.
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Porque &eacute; que ele tinha este desejo de ir para o Jap&atilde;o?
Desde pequeno que ele tinha um fasc&iacute;nio pelo Jap&atilde;o. Na &eacute;poca &eacute; o despertar das miss&otilde;es em Espanha e na Europa. Pediu muitas vezes, e finalmente, depois de ser expulso de Espanha e de ter estudado na B&eacute;lgica, destinam-no ao Jap&atilde;o depois da experi&ecirc;ncia em Nova Iorque onde trabalhou com presos que estavam no corredor da morte, presos perigosos que tinham uma grande simpatia por ele.
Quando ele chega a Yokohama, de barco, chora. Outro momento simb&oacute;lico &eacute; a primeira missa que faz no topo do Monte Fuji. Quando ele levanta os bra&ccedil;os, n&atilde;o podia imaginar que iria viver todo aquele sofrimento no Jap&atilde;o.
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Este documento que Arrupe escreve sobre a Incultura&ccedil;&atilde;o muda a forma como a Igreja entende a evangeliza&ccedil;&atilde;o Ad Gentes?
A Companhia de Jesus j&aacute; tinha alguns exemplos de sacerdotes na China e na &Iacute;ndia. O Pe. Ricci na China e o Pe. Nobili na &Iacute;ndia eram conhecidos por vestir como os ind&iacute;genas e vivam os ritos e costumes locais. Isto foi um pouco censurado pelo Vaticano, e Arrupe deu-se conta que o termo incultura&ccedil;&atilde;o significa que n&atilde;o podemos levar o Evangelho com moldes ocidentais, temos de ler o Evangelho dentro da cultura oriental, ou da cultura para onde vamos. Creio que este termo &eacute; seu, n&atilde;o existia a palavra at&eacute; que ele a inventou.
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E isto provocou uma mudan&ccedil;a?
Tendo em conta que ele nos anos 40 vai dialogar com os monges Zen e aprende o tiro de arco, a caligrafia e outras coisas, coisas que na &eacute;poca eram impens&aacute;veis. H&aacute; quem diga que temos de ir com a cultura pura do Evangelho, mas a cultura milenar japonesa tem uma profundidade extraordin&aacute;ria, e tens de falar com eles.
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O in&iacute;cio do processo de beatifica&ccedil;&atilde;o credibiliza as suas inten&ccedil;&otilde;es em termos de incultura&ccedil;&atilde;o?
O processo nunca vai certificar nada, porque se centra na santidade de vida, e a santidade de vida em Arrupe &eacute; indiscut&iacute;vel. Ele fez um voto de perfei&ccedil;&atilde;o, e quando morreu o superior mandou o secret&aacute;rio ao quarto do Pe. Arrupe e no genuflex&oacute;rio tinha uma pequena gaveta, onde estava uma pagela com o Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o onde estava o seu voto de perfei&ccedil;&atilde;o, que fez quando terminou a carreira de jesu&iacute;ta, e esse voto consiste que, entre duas coisas, tu escolhes a que mais te custa. Ele fez isso, e sofreu muito com isso, porque o seu secret&aacute;rio pessoal traiu-o com o Vaticano, e ele manteve-o como secret&aacute;rio, entre outras vezes em que esteve doente, chega a perder a no&ccedil;&atilde;o de falar tantas l&iacute;nguas como falava. Quando o fui entrevistar para o primeiro livro, ele tinha perdido at&eacute; a capacidade de dizer alguns nomes pr&oacute;prios em espanhol, e usava outras palavras para chegar l&aacute;. Era um homem de Deus.
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Cr&ecirc; que esta fama de santidade resultar&aacute; num processo r&aacute;pido de canoniza&ccedil;&atilde;o?
O Pe. Arrupe &eacute; muito conhecido nos meandros da Companhia. H&aacute; centenas de centros em todo o mundo com o seu nome, e houve cem m&aacute;rtires que deram a sua vida pela f&eacute; e justi&ccedil;a das ideias de Arrupe. Quando eu dou confer&ecirc;ncias sobre o Pe. Arrupe, v&ecirc;m ter comigo pessoas que leram a minha biografia e, apenas porque a leram, mudaram de vida, tornaram-se religiosos. A for&ccedil;a de Arrupe continuou. Ele tinha uma grande for&ccedil;a nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social no seu tempo, e foi perseguido pelas Brigadas Vermelhas.
Os s&uacute;bditos adoravam-no, e todos t&iacute;nhamos uma foto com ele, e foi considerado um segundo Sto In&aacute;cio, porque refundou a Companhia de Jesus. Um poder e uma for&ccedil;a impressionante. Passado um tempo isto j&aacute; n&atilde;o &eacute; not&iacute;cia, mas o seu exemplo, pelo dentro do ambiente da Companhia, tem imensa for&ccedil;a.


Acredita que as suas profecias prepararam melhor a Companhia para estes tempos que se vivem agora?
Claro. Quando eu entrei para a Companhia, era uma companhia muito rigorosa, s&eacute;ria. Diziam que os jesu&iacute;tas eram impenetr&aacute;veis, aristocr&aacute;ticos, sempre com a sotaina, &ldquo;santos e s&aacute;bios, mas por vezes inacess&iacute;veis&rdquo;. Arrupe rompeu com tudo isto. Era um jesu&iacute;ta mais pr&oacute;ximo, mudou a cordialidade da Companhia. Para te dar um exemplo: quando ias falar com o Superior, havia uma mesa e tu ficavas de um lado e ele do outro. Ele deixava fumar, mandava trazer Coca-colas para beber connosco, era outra coisa. Mudou o estilo, por completo.
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A sua biografia foi mais enriquecida por ter podido conviver diretamente com ele?
Sem d&uacute;vida. Eu tive uma experi&ecirc;ncia brutal, no Ver&atilde;o em que estive com ele e ele j&aacute; estava doente. Ele transmitia uma transpar&ecirc;ncia de Deus extraordin&aacute;ria. Tinha uma grande expressividade, carinho e humildade. Ele dizia que era &ldquo;um pobre homem que tentou n&atilde;o colocar impedimentos &agrave; gra&ccedil;a de Deus&rdquo;, e a &uacute;ltima frase que me disse, antes de morrer, foi para o presente, am&eacute;n, para o futuro, Aleluia. N&atilde;o podemos ficar presos ao passado.
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Quem &eacute; que decidiu que seria o Pe. Pedro a escrever a sua biografia?
Quando Arrupe estava bem, eu propus-me a escrever, mas disseram-me que havia escritores na Companhia mais importantes que tu, e vamos encarregar o Pe. Broderick, um ingl&ecirc;s que escrevia muitas biografias. Passou o tempo e Arrupe caiu em desgra&ccedil;a. Nessa altura, chamaram-me a mim, porque mais ningu&eacute;m queria. Fui ao Jap&atilde;o e investiguei com os seus antigos novi&ccedil;os, m&eacute;dicos japoneses e outras pessoas. Depois, estive no Pa&iacute;s basco nos arquivos da fam&iacute;lia, e demorei cinco anos a escrever a biografia. Fui falar com ele num m&ecirc;s em agosto a meio da minha pesquisa, antes de ir ao Jap&atilde;o. Fui contar-lhe a sua pr&oacute;pria vida, porque ia sabendo coisas, e ele emocionava-se e contava-me mais coisas. Ainda cheguei a voltar a Roma, como jornalista, para um S&iacute;nodo, e fui v&ecirc;-lo, mas estava j&aacute; muito mal. Mesmo assim, visitavam-no gente de todo o mundo, desde astronautas, a Madre Teresa de Calcut&aacute; ou &agrave; Fam&iacute;lia Real Espanhola. Tinha uma capacidade de atra&ccedil;&atilde;o tremenda.

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Entrevista e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Wed, 09 Jan 2019 14:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Igreja na Europa está a aprender «a ter sede» de Deus</title>
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<description><![CDATA[D. Jos&eacute; Ornelas, bispo de Set&uacute;bal, tem sido mission&aacute;rio toda a vida, mesmo que tenha apenas dois anos de miss&atilde;o Ad Gentes em Mo&ccedil;ambique. Em entrevista, fala &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; sobre o Ano Mission&aacute;rio declarado pela Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa e explica porque &eacute; que o conceito de Miss&atilde;o est&aacute; a mudar e de que forma tem a Europa de voltar a ser espa&ccedil;o onde cresce &laquo;o fermento&raquo; da evangeliza&ccedil;&atilde;o.


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Porque &eacute; que os bispos decidiram promover este Ano Mission&aacute;rio?
Antes de mais, em uni&atilde;o com toda a Igreja, o Papa Francisco, declarou o m&ecirc;s de outubro o m&ecirc;s mission&aacute;rio, alargando assim o domingo das miss&otilde;es que se celebra em toda a Igreja. Isso j&aacute; &eacute; habitual em Portugal, o m&ecirc;s de outubro ser o m&ecirc;s das miss&otilde;es. Por isso, sublinhar este car&aacute;cter, dando-lhe um &acirc;mbito anual, pareceu-nos importante para o momento que a Igreja em Portugal vive.
Concretamente aqui na diocese, quando surgiu esta ideia, n&oacute;s t&iacute;nhamos j&aacute; iniciado a programa&ccedil;&atilde;o de um bi&eacute;nio declarado &agrave; juventude, mas n&atilde;o ach&aacute;mos que isso fosse concorr&ecirc;ncia, antes pelo contr&aacute;rio, uma feliz coincid&ecirc;ncia de objetivos, uma vez que, se n&oacute;s queremos realmente ter uma Igreja mission&aacute;ria, tem de ser uma Igreja virada para os jovens, que n&atilde;o mant&eacute;m apenas aqueles que j&aacute; est&atilde;o na Igreja, mas sermos tamb&eacute;m uma Igreja que se lan&ccedil;a para o futuro.
&nbsp;
Que momento &eacute; esse que a Igreja est&aacute; a viver?
Fui durante 12 anos superior-geral de uma congrega&ccedil;&atilde;o religiosa e todos estamos conscientes de que aquilo que n&oacute;s somos hoje em termos de Igreja na Europa representa uma mudan&ccedil;a muito, muito radical. Nos &uacute;ltimos s&eacute;culos, sobretudo, a Igreja da Europa, e tamb&eacute;m parcialmente a da Am&eacute;rica do Norte, foi uma Igreja muito voltada para as miss&otilde;es, no conceito de miss&otilde;es como ida aos ad gentes, &agrave;s regi&otilde;es e povos n&atilde;o naturalmente crist&atilde;os. Mas isto &eacute; um per&iacute;odo que mudou radicalmente nos &uacute;ltimos dec&eacute;nios. A constru&ccedil;&atilde;o de Igrejas novas sobretudo em &Aacute;frica, na Am&eacute;rica Latina e na &Aacute;sia, com a constitui&ccedil;&atilde;o de comunidades e dioceses locais, empenharam milhares, dezenas, talvez centenas de milhares de mission&aacute;rios e mission&aacute;rias, sobretudo religiosos e religiosas que foram, de facto, promotores de uma &eacute;poca mission&aacute;ria extraordin&aacute;ria. E aquilo que n&oacute;s temos hoje, sobretudo na Am&eacute;rica Latina, &Aacute;frica, &eacute; fruto desse esp&iacute;rito mission&aacute;rio em que toda a Igreja participou, particularmente a Igreja europeia, n&atilde;o s&oacute; aqueles que partiram, mas aqueles que aqui eram promotores e sustentadores dessa empresa mission&aacute;ria, nas miss&otilde;es populares que se faziam, na colabora&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica, de ora&ccedil;&atilde;o e de simpatia para com os mission&aacute;rios. Agora, esse movimento de norte para sul hoje &eacute; muito mais d&eacute;bil, e &eacute; muito interessante que foi crescendo o n&uacute;mero de mission&aacute;rios e mission&aacute;rias leigos, o que &eacute; uma caracter&iacute;stica muito interessante a analisar.
&nbsp;
Mudou o fluxo mission&aacute;rio?
O que n&oacute;s temos hoje &eacute; uma Igreja que se desenvolveu a sul do planeta e que diminuiu, muito, muito substancialmente nos pa&iacute;ses do Norte. N&oacute;s aqui [Portugal] tamb&eacute;m, embora haja pa&iacute;ses da Europa onde esta redu&ccedil;&atilde;o se tornou muito mais significativa. Ent&atilde;o, n&oacute;s temos de mudar o princ&iacute;pio, aquela ideia tradicional que n&oacute;s t&iacute;nhamos de miss&atilde;o, &ldquo;algu&eacute;m que p&otilde;e o chap&eacute;u colonial na cabe&ccedil;a e parte para o sul do planeta.&rdquo; Este movimento hoje n&atilde;o &eacute; assim, pelo contr&aacute;rio: n&oacute;s temos gente que vem do Sul para o Norte, n&atilde;o s&oacute; padres, mas religiosos, leigos, porque no Norte n&atilde;o temos mais uma terra crist&atilde;; a nossa ideia de que t&iacute;nhamos aqui terras crist&atilde;s e que &iacute;amos evangelizar terras n&atilde;o crist&atilde;s, isso hoje j&aacute; n&atilde;o &eacute; ideia.
&nbsp;
&Eacute; preciso uma mudan&ccedil;a de paradigma nesta quest&atilde;o da Miss&atilde;o?
Absolutamente. Primeiro, redescobrir que o princ&iacute;pio do Vaticano II de que a miss&atilde;o &eacute; constitutiva do &ldquo;ser Igreja&rdquo; &eacute; para qualquer comunidade. Esta ideia de pensar que n&oacute;s j&aacute; somos crist&atilde;os, portanto, a miss&atilde;o n&atilde;o faz falta para n&oacute;s, n&atilde;o &eacute; correta, nunca foi, mas sobretudo n&atilde;o &eacute; hoje. N&oacute;s n&atilde;o somos pa&iacute;ses crist&atilde;os, sobretudo na Europa. Temos uma grande tradi&ccedil;&atilde;o crist&atilde;, temos valores crist&atilde;os que passaram para a sociedade, mesmo que n&atilde;o lhes deem paternidade, mas que v&ecirc;m do Evangelho, se pensarmos em comunidades crist&atilde;s e organizadas, temos ainda, e as estat&iacute;sticas dizem-no, aqui em Portugal, uma larga faixa da popula&ccedil;&atilde;o que se rev&ecirc; nos valores crist&atilde;os, uma maioria mesmo, mas isso n&atilde;o significa o empenhamento concreto dentro da Igreja.
E as novas gera&ccedil;&otilde;es n&atilde;o nascem assim. Da&iacute; que eu dizia que fazer miss&atilde;o, e faz&ecirc;-la entre os jovens, &eacute; algo de fundamental para n&oacute;s, no nosso ambiente. Al&eacute;m disso, perceber a Igreja assim significa perceber que a miss&atilde;o parte de todas as comunidades para os quatro cantos do mundo em qualquer dire&ccedil;&atilde;o. O mundo multicultural que n&oacute;s vivemos hoje, tamb&eacute;m nas nossas sociedades, aconselha precisamente esse esfor&ccedil;o mission&aacute;rio comum, multicultural, multi-integrado, porque a multiculturalidade n&atilde;o se encontra s&oacute; quando a gente parte do nosso pa&iacute;s. Nos pa&iacute;ses da Europa ela est&aacute; por toda a parte, e concretamente esta diocese aqui [Set&uacute;bal] &eacute; uma diocese tipicamente multicultural.
&nbsp;
E o que &eacute; isso de ir em Miss&atilde;o?
A miss&atilde;o n&atilde;o &eacute; uma quest&atilde;o de lugar, nem de ir para muito longe, a quest&atilde;o &eacute; ser, ter um esp&iacute;rito mission&aacute;rio. Ali&aacute;s, foi isso que o Papa Francisco me disse: &laquo;n&atilde;o te mando, mas pe&ccedil;o-te que v&aacute;s para Set&uacute;bal, mas que v&aacute;s como mission&aacute;rio, sen&atilde;o n&atilde;o vale a pena&raquo;. A Igreja tem de ser mission&aacute;ria, porque sen&atilde;o atrai&ccedil;oa o mandato do seu Criador e a fun&ccedil;&atilde;o que &eacute; chamada a ter no mundo. E isso n&atilde;o tem fronteiras. Mas n&atilde;o se pode sonhar simplesmente com a miss&atilde;o, que era a tal coisa dos tais id&iacute;lios de &ldquo;irmos para &Aacute;frica, e a beleza de &Aacute;frica&hellip;&rdquo; isso &eacute; verdade; deixei muito do meu cora&ccedil;&atilde;o em Mo&ccedil;ambique e continua a ser uma refer&ecirc;ncia, mas tamb&eacute;m, se eu ficasse parado nisso, o Mo&ccedil;ambique que eu conheci, os &uacute;ltimos dias do colonialismo tradicional, o Mo&ccedil;ambique de hoje n&atilde;o &eacute; o mesmo. Quem pensa simplesmente nesses id&iacute;lios vai-se dececionar rapidamente.
&nbsp;
Referiu h&aacute; pouco que muitas vezes o conceito de miss&atilde;o estava ligado &agrave; miss&atilde;o ad gentes. As pessoas t&ecirc;m facilidade de perceber este conceito de uma miss&atilde;o at&eacute; mais virada para dentro e at&eacute; num sentido mais restrito, dentro da pr&oacute;pria comunidade?
Aqui nesta diocese o que eu encontro &eacute; j&aacute; um caminho feito a&iacute; muito grande. Veja, esta diocese tem s&oacute; 43 anos e fez um trabalho imenso desde que foi criada. O primeiro bispo D. Manuel Martins, que faleceu o ano passado, foi impulsionador de um movimento mission&aacute;rio e organizador interno. Mission&aacute;rio, virado sobretudo para gente que at&eacute; tinha sido batizada, mas n&atilde;o estava aqui. Enquanto noutras partes do pa&iacute;s o n&uacute;mero de igrejas se foi esvaziando, aqui criaram-se nestes 43 anos da diocese mais de 30 igrejas, igrejas novas, o que significa [al&eacute;m] do aumento da popula&ccedil;&atilde;o, um trabalho muito interessante que se fez de evangeliza&ccedil;&atilde;o, de atra&ccedil;&atilde;o de pessoas, de comunica&ccedil;&atilde;o do Evangelho. Isso &eacute; um esfor&ccedil;o j&aacute; muito grande. Todos os anos se batizam muitas pessoas, adultas, &eacute; muito comum ver pessoas que, ao fazerem o Crisma, fazem tamb&eacute;m a Primeira Comunh&atilde;o&hellip; agora, n&oacute;s precisamos de dinamizar tudo isto e este esfor&ccedil;o mission&aacute;rio que n&atilde;o &eacute; alternativo ao conceito da miss&atilde;o para fora de cada igreja diocesana, mas que se integra nela.



Isso significa que se acaba o envio de sacerdotes europeus para esses terrenos de Miss&atilde;o?
Faltam-nos ainda padres, mas se um padre me pedir para partir em miss&atilde;o vai ter todo o meu apoio. N&oacute;s temos de partilhar e de perceber esta igreja que se ajuda, uma igreja solid&aacute;ria entre as diversas igrejas locais e que partilham o mesmo ideal de uma Igreja em miss&atilde;o.
Isto &eacute; muito importante no tempo de globaliza&ccedil;&atilde;o em que n&oacute;s vivemos, em que se corre o risco de retorno a uma globaliza&ccedil;&atilde;o selvagem que imp&otilde;e modelos iguais para todos, e n&atilde;o &eacute; isso que n&oacute;s queremos. Muitas vezes, a miss&atilde;o tamb&eacute;m n&atilde;o foi respeitosa das culturas locais e isto &eacute; preciso assumir. Hoje, quando a gente parte em miss&atilde;o, j&aacute; n&atilde;o &eacute; aquele ideal de levar o Evangelho e a cultura, com a arrog&acirc;ncia de que os outros, cultura, n&atilde;o tinham, n&oacute;s &eacute; que lev&aacute;vamos. Quem ainda tiver essa no&ccedil;&atilde;o &eacute; melhor que n&atilde;o parta, porque isso destr&oacute;i o princ&iacute;pio da miss&atilde;o que &eacute; a de se fazer encarnar no ambiente onde a gente vive.
&nbsp;
Qual &eacute; o esp&iacute;rito correto ent&atilde;o?
O Evangelho tem de se revestir l&aacute; de outras cores. Entender a miss&atilde;o aqui, para aqueles que est&atilde;o e para aqueles que chegam. E n&atilde;o &eacute; s&oacute; para aqueles de fora que se tem de encarnar aqui. &Eacute; tamb&eacute;m para aqueles de c&aacute; que t&ecirc;m de se encarnar num mundo novo. O mundo dos nossos jovens n&atilde;o &eacute; absolutamente o mundo em que eu vivi a minha juventude. Estamos em miss&atilde;o constante dentro do tempo, dentro da Hist&oacute;ria. Por isso &eacute; que &eacute; o absurdo, aqueles que continuam de cabe&ccedil;a voltada para tr&aacute;s. Isso &eacute; exatamente o contr&aacute;rio da miss&atilde;o. N&oacute;s n&atilde;o podemos ter uma miss&atilde;o de levar as pessoas para um modelo de h&aacute; 500 anos, n&atilde;o pode ser.
&nbsp;
Mas esse esp&iacute;rito ainda existe?
Esse esp&iacute;rito est&aacute; voltando, porque o populismo dos saudosistas&hellip; a saudade de um tempo que n&atilde;o se viveu, de uma igreja que n&atilde;o me deixa absolutamente saudades nenhumas&hellip; mas que foi uma igreja que, por outro lado, n&atilde;o julgo, porque foi a Igreja daquele tempo. Uma Igreja que tem de ser mission&aacute;ria para si pr&oacute;pria significa uma Igreja que acompanha o tempo com a for&ccedil;a constantemente renovadora do Evangelho. Eu tenho de fazer uma migra&ccedil;&atilde;o dos meus tempos de jovem, e de jovem padre, para entender a igreja de hoje, porque sen&atilde;o n&atilde;o sou mission&aacute;rio.
Do ponto de vista juvenil, n&oacute;s podemos lamentar-nos que os nossos jovens n&atilde;o v&ecirc;m &agrave; Igreja, mas eu pergunto: quando os nossos jovens v&ecirc;m &agrave; Igreja que espa&ccedil;o &eacute; que encontram e que espa&ccedil;o &eacute; que lhes &eacute; deixado? A primeira coisa que n&oacute;s temos de entender &eacute;: ir ao encontro dos jovens, abrir-nos para eles, n&atilde;o significa transigir com os nossos valores, n&atilde;o senhor! Mas significa encarnar os nossos valores dentro de crit&eacute;rios novos. Da&iacute; que quando eu dizia no in&iacute;cio que uma pastoral vocacional, em que cada um encontra o seu caminho dentro da Igreja, para o matrim&oacute;nio, para a vida consagrada, para o cuidado dos outros, etc., esta &eacute; a voca&ccedil;&atilde;o e o sentido da miss&atilde;o. Isto significa que a Igreja tem de converter, n&atilde;o s&oacute; a sua linguagem, mas tamb&eacute;m o modo de se organizar hoje, para responder ao homem de hoje e n&atilde;o ao de h&aacute; 500 anos. A Igreja sempre se organizou para a miss&atilde;o, em cada contexto, em cada &eacute;poca, em cada hist&oacute;ria, de modo diferente.


&nbsp;
Poder&iacute;amos considerar que o seu prop&oacute;sito de Miss&atilde;o &eacute; tamb&eacute;m o seu principal desafio?
&Eacute; a raz&atilde;o de ser da Igreja. A miss&atilde;o da Igreja &eacute; levar o an&uacute;ncio, a salva&ccedil;&atilde;o, mas a fun&ccedil;&atilde;o da Igreja &eacute; estender, levar o amor salvador de Deus aos quatro cantos do mundo. Claro que levar esse amor salvador de Deus significa constituir comunidades, pois quando se anuncia o Evangelho surge uma comunidade; o Evangelho n&atilde;o &eacute; uma devo&ccedil;&atilde;o particular de cada pessoa; serve para formar a comunidade, formar uma cultura evang&eacute;lica, um modo de relacionamento evang&eacute;lico, uma comunidade fecundada pelos valores do Evangelho. Isto &eacute; para levar sempre, o Evangelho &eacute; para comunicar. A raz&atilde;o de ser da Igreja &eacute; a apresenta&ccedil;&atilde;o a todo o mundo da salva&ccedil;&atilde;o de Deus. N&atilde;o &eacute; uma quest&atilde;o simplesmente de estabelecer uma ag&ecirc;ncia de servi&ccedil;os religiosos para quem quiser. A Igreja tem de estar constantemente em sa&iacute;da.
&nbsp;
E o que &eacute; isso de estar em sa&iacute;da?
Em sa&iacute;da significa em sa&iacute;da de si pr&oacute;pria e dos seus pr&oacute;prios crit&eacute;rios. Porque o querer permanecer congelado nos seus princ&iacute;pios de sempre, n&atilde;o &eacute; fidelidade nenhuma, &eacute; ser infiel, porque a fidelidade &eacute; fidelidade ao esp&iacute;rito de Deus que vai &agrave; nossa frente e &eacute; Ele que puxa e que leva a Igreja ao encontro do mundo. Claro que &eacute; um risco, sim! H&aacute; um risco da Igreja se mundanizar, isto &eacute;, de eu chegar e de dizer: &ldquo;vamos fazer um discurso um bocadinho mais f&aacute;cil para esta gente!&rdquo; Nem mais f&aacute;cil ou mais dif&iacute;cil; trata-se de apresentar o Evangelho a toda a gente na linguagem de cada um e na cultura de cada um.
&nbsp;
A Igreja da Europa est&aacute; a aprender esse caminho inverso da Miss&atilde;o?
Est&aacute; a aprender, mas n&atilde;o vejamos isto simplesmente como um efeito de mar&eacute;. N&atilde;o &eacute; isso. Est&aacute; a aprender a ser mission&aacute;ria no seu conjunto. &Eacute; porque, n&oacute;s, na Europa, t&iacute;nhamos uma Igreja de cristandade, quando pens&aacute;vamos em miss&otilde;es era para fora da Europa, era como deitar &aacute;gua na &aacute;gua benta. Agora, ser uma Igreja que sente que &eacute; minorit&aacute;ria, torna-se muito mais rapidamente mission&aacute;ria, sente esse impulso mission&aacute;rio. &Eacute; uma Igreja que aprende a ter sede.
Temos de aprender a ser de novo um pequeno rebanho, porque esta &eacute; a nossa realidade. Temos de aprender de novo a ser semente e a ser fermento. Esse &eacute; o sentido da miss&atilde;o. N&atilde;o &eacute;: n&atilde;o temos mission&aacute;rios, vamos ter de chamar os de fora, n&atilde;o. Temos de aprender a ser mission&aacute;rios no nosso contexto. Quando aprendermos isso a miss&atilde;o vai chegar aos quatro cantos do mundo.
&nbsp;
Entrevista: Rita Bruno
Fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Wed, 09 Jan 2019 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>JMJ: Com o corpo no Panamá e a esperança em Portugal</title>
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<description><![CDATA[Desde que S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II criou a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que esta tem sido uma data aguardada com expectativa por centenas de milhares de jovens, que enchem as ruas das cidades que acolhem a JMJ e deixam para tr&aacute;s um rasto de bom comportamento, f&eacute;, ora&ccedil;&atilde;o e muito civismo. S&atilde;o dias em que a ora&ccedil;&atilde;o e a festa se misturam numa miscel&acirc;nea feliz, &agrave; qual se acrescenta a proximidade do episcopado, e do Papa, &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es jovens. Todos os contingentes dos diferentes pa&iacute;ses s&atilde;o normalmente acompanhados por bispos que d&atilde;o catequeses nas diferentes l&iacute;nguas e partilham com os jovens desta sua alegria.


De Portugal v&atilde;o seguir para o Panam&aacute; mais de 300 jovens, segundo nos explica o Pe. Filipe Diniz, diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ), um n&uacute;mero &laquo;surpreendente&raquo;, considerando que esta JMJ, ao contr&aacute;rio da maioria, decorre no final de janeiro, numa altura de escola e exames na faculdade. &laquo;Para mim foi surpreendente, mas &eacute; sinal de que a experi&ecirc;ncia da JMJ anterior &eacute; extremamente interessante. A JMJ marca, porque &eacute; um evento a n&iacute;vel mundial, com jovens de todo o mundo que v&atilde;o fazer esta experi&ecirc;ncia e desligar um pouco do que &eacute; a sua realidade local, e deixar aulas e exames universit&aacute;rios. &Eacute; muito interessante que disponham do seu tempo e fa&ccedil;am esta experi&ecirc;ncia&raquo;, considera o sacerdote, que ir&aacute; liderar o contingente juvenil da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa.

Com estes jovens seguem seis bispos: D. Manuel Clemente, D. Joaquim Mendes, D. Virg&iacute;lio Antunes, D. Manuel Fel&iacute;cio, D. Nuno Almeida e D. Jos&eacute; Cordeiro, e &laquo;j&aacute; temos indica&ccedil;&atilde;o que ir&atilde;o seis bispos portugueses e todos ir&atilde;o dar catequese em portugu&ecirc;s&raquo;, conta o Pe. Filipe.

A realiza&ccedil;&atilde;o do S&iacute;nodo dos Jovens em outubro foi uma altura de promo&ccedil;&atilde;o deste evento junto dos participantes de v&aacute;rios pa&iacute;ses. Em conversa na altura com a FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, o arcebispo do Panam&aacute;, D. Jos&eacute; Domingo Ulloa Mendieta, convidou os jovens de Portugal e da Europa a participar no evento. &laquo;Convidamos os jovens europeus, para que participem com a juventude do mundo&raquo;, referiu, adiantando na altura que existiam j&aacute; mais de 140 delega&ccedil;&otilde;es nacionais confirmadas, dos cinco continentes.

Conforme &eacute; habitual, e porque nem todos os grupos de jovens portugueses seguem na mesma comitiva, est&aacute; a ser preparado um encontro para todos os jovens portugueses com os bispos l&aacute; presentes. &laquo;Neste momento estamos a tentar fazer um encontro dos jovens de Portugal com os nossos bispos. Queremos ter um momento com os bispos que v&atilde;o estar presentes, todos os jovens que est&atilde;o a viver nas congrega&ccedil;&otilde;es e nos movimentos&hellip;&raquo;, revela o Pe. Filipe.

Como no final de todos os s&iacute;nodos anteriores, o Papa deve pronunciar-se de forma oficial sobre o S&iacute;nodo dos Jovens, e o Pe. Filipe espera que seja um &laquo;presente&raquo; a entregar por altura da JMJ. &laquo;Certamente que o Papa enviar&aacute; alguma exorta&ccedil;&atilde;o ou carta acerca do que foi o s&iacute;nodo por altura da JMJ. Isto &eacute; a minha opini&atilde;o, mas acredito vivamente que deva sair alguma carta ou exorta&ccedil;&atilde;o, como presente&raquo;, acredita.


Uma confirma&ccedil;&atilde;o &agrave; qual se seguiu outra, mais significativa para o nosso pa&iacute;s: Lisboa &eacute; candidata a acolher a pr&oacute;xima JMJ, em 2022. Na comunica&ccedil;&atilde;o social circularam v&aacute;rias not&iacute;cias que d&atilde;o eco de a decis&atilde;o j&aacute; ter sido tomada, mas a Igreja desmentiu essa informa&ccedil;&atilde;o, alegando que a mesma s&oacute; &eacute; anunciada pelo Papa na missa conclusiva da JMJ, e o Pe. Filipe confirma isso mesmo. &laquo;A candidatura foi colocada, isso posso confirmar. Aguardemos pela resposta. N&atilde;o sei quem s&atilde;o as outras candidaturas, s&oacute; sei que Lisboa &eacute; uma das candidatas, foi o Patriarcado quem colocou a candidatura.&raquo;

Este seria, provavelmente, o maior evento alguma vez realizado em Portugal, e n&atilde;o apenas religioso, pois poderia trazer ao nosso pa&iacute;s mais de um milh&atilde;o de jovens vindos de todos os continentes do mundo. &laquo;&Eacute; muito dif&iacute;cil falar disto, acredito que se isso sair&hellip; n&atilde;o sei, &eacute; muito complicado. Seria um grande desafio para Portugal, e uma abertura de horizontes&raquo;, afirma o diretor do DNPJ.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: Erick Barrios e Tete Olivella | JMJ Panama 2019
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<pubDate>Tue, 08 Jan 2019 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Monsenhor Fernando Ocàriz: «Quais poderosos? Nós ajudamos os últimos»</title>
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<description><![CDATA[Nos 90 anos da funda&ccedil;&atilde;o do Opus Dei, monsenhor Fernando Oc&agrave;riz fala sobre a Obra. Prelado desde 2017, nasceu em Paris, em 1944, filho de pais espanh&oacute;is exilados em Fran&ccedil;a durante a Guerra civil. Docente de Teologia Fundamental na Pontif&iacute;cia Universidade de Santa Cruz e consultor da Congrega&ccedil;&atilde;o para a Doutrina da F&eacute;, &eacute; tamb&eacute;m um &oacute;timo tenista que gosta de jogar quase todos os dias. Talvez por isso rejeite com for&ccedil;a certas malfadadas contradi&ccedil;&otilde;es, daquelas que tendem a identificar a Obra com a Banca e com poderosos pol&iacute;ticos.
&nbsp;


&Eacute; o quarto prelado do Opus Dei. Ainda &eacute; forte a &ldquo;presen&ccedil;a&rdquo; do vosso fundador na Obra?

Certamente, e n&atilde;o poderia ser de outra maneira. S&atilde;o Josemar&iacute;a Escriv&aacute; est&aacute; sempre no meio de n&oacute;s. Nunca nos abandona. Poder&iacute;amos falar de uma presen&ccedil;a viva, palp&aacute;vel, familiar. Vejo muitas pessoas do Opus Dei &agrave; procura de conselhos nos escritos do fundador, pedindo-lhe ajuda nos momentos de dificuldade e recorrem &agrave; sua intercess&atilde;o sempre que precisam. Isto &eacute; algo enraizado na vida interior quotidiana de muit&iacute;ssimas pessoas, at&eacute; mesmo de devotos de S&atilde;o Josemar&iacute;a que nem sequer conhecem o Opus Dei. Aqui, na sede central do Opus Dei em Roma, em Santa Maria della Pace, na igreja prelat&iacute;cia, encontram-se os seus despojos mortais e milhares de pessoas de todas as partes do mundo v&ecirc;m exprimir no sil&ecirc;ncio da ora&ccedil;&atilde;o a sua gratid&atilde;o ou as pr&oacute;prias inquieta&ccedil;&otilde;es.
&nbsp;

Pode, pois, dizer-se que 45 anos depois da sua morte, acontecida em Roma em 26 de junho de 1975, S&atilde;o Josemar&iacute;a Escriv&aacute; &ldquo;guia&rdquo; ainda a Obra, at&eacute; neste turbulento in&iacute;cio do terceiro mil&eacute;nio?
Penso que todos n&oacute;s procuramos manter o esp&iacute;rito que nos deixou, e que ele por sua vez recebera do Senhor, o qual consiste em procurar a Deus no meio dos trabalhos quotidianos feitos na vida familiar, no emprego, na ora&ccedil;&atilde;o, na amizade, no servi&ccedil;o, no repouso... O desafio &eacute; procurar torn&aacute;-lo cada vez mais atual, na diversidade dos tempos e lugares.
&nbsp;
Pessoalmente o que faz para aproximar mais o Opus Dei da gente comum e para eliminar os preconceitos residuais que, sem ou com raz&atilde;o, atribuem &agrave; Obra estar mais &ldquo;atenta&rdquo; aos poderosos?

A lenda negra que nos v&ecirc; como amigos dos capitalistas &eacute; uma falsidade do passado. &Eacute; uma onda de lendas negras do passado, falsidades que o tempo desmentiu.

Mais quais poderosos? N&oacute;s ajudamos os &uacute;ltimos&hellip; Realizamos obras acad&eacute;micas did&aacute;ticas para a forma&ccedil;&atilde;o dos jovens, em toda a parte do mundo, especialmente os mais pobres. Damos vida a hospitais, a centros de acolhimento e de reabilita&ccedil;&atilde;o com as t&eacute;cnicas mais avan&ccedil;adas ao servi&ccedil;o do homem doente, sofredor e necessitado de cuidados. Mas, ao mesmo tempo, levamos a Palavra de Deus a todos, pr&oacute;ximos e afastados, aos homens e &agrave;s mulheres, a ricos e a pobres. Sem medo de evangelizar at&eacute; empres&aacute;rios, pol&iacute;ticos, banqueiros, com esp&iacute;rito de servi&ccedil;o evang&eacute;lico, seguindo os passos do nosso fundador, S&atilde;o Josemar&iacute;a Escriv&aacute;.

O Opus Dei vive atento &agrave;s necessidades espirituais de todos. Uma certa lenda negra s&atilde;o &aacute;guas passadas. Quero dizer: em It&aacute;lia, em Roma, uma das iniciativas promovidas desde finais da d&eacute;cada de 1970 por n&oacute;s, no Centro Elis, foi uma ocasi&atilde;o de forma&ccedil;&atilde;o profissional e de resgate social a migrantes menores n&atilde;o acompanhados, a jovens do sul de It&aacute;lia e do mundo e a outros que nunca teriam outra possibilidade. Al&eacute;m disso, com as suas atividades prop&otilde;e o profissionalismo como servi&ccedil;o ao bem comum e ajuda ao pr&oacute;ximo. E, baseado em estat&iacute;sticas, os jovens que se formam no Centro Elis t&ecirc;m sempre emprego garantido. Esta &eacute; a nossa vida.

&nbsp;
&nbsp;
Em Roma, existe tamb&eacute;m o campus biom&eacute;dico, que em poucos anos se tornou na mais famosa Faculdade de Medicina, tendo em anexo um hospital e centros de reabilita&ccedil;&atilde;o. Pode comparar-se com a Universidade de Pamplona, em Espanha, com todas as val&ecirc;ncias acad&eacute;micas.

Sim, &eacute; verdade. Mas tamb&eacute;m em muitas outras partes do mundo as pessoas do Opus Dei, com muitos outros amigos, promovem muit&iacute;ssimas iniciativas do g&eacute;nero, expressamente at&eacute; em favor dos agricultores, dos migrantes e de quem tudo perdeu, para responder &agrave;s exig&ecirc;ncias do seu bairro ou da sua cidade. Estou a lembrar-me de duas iniciativas no bairro Raval de Barcelona, com 20 mil imigrantes: os Centros Braval e Terral, com mais de 300 volunt&aacute;rios envolvidos em programas de instru&ccedil;&atilde;o, desporto ou forma&ccedil;&atilde;o profissional. Em Col&oacute;nia, na Alemanha, pude encontrar os volunt&aacute;rios e os sacerdotes da par&oacute;quia de S&atilde;o Pantale&atilde;o que se ocupam de um pr&eacute;dio constru&iacute;do gra&ccedil;as &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o com a diocese e o munic&iacute;pio para hospedar 30 fam&iacute;lias de refugiados que fogem do conflito s&iacute;rio. Gra&ccedil;as a Deus nasceram institui&ccedil;&otilde;es deste tipo por todo o lado. Se perguntarmos pelo Opus Dei em Kinshasa, [Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo], no terceiro pa&iacute;s mais pobre do mundo, muitos podem explicar como foram acolhidos no Hospital Monkole, constru&iacute;do pelos fi&eacute;is da Prelatura com outros amigos.
&nbsp;
Tudo isto num plano did&aacute;tico, de trabalho e de medicina. Mas, a n&iacute;vel espiritual, o que &eacute; que a Obra faz?

Tamb&eacute;m o cuidado do esp&iacute;rito para o Opus Dei &eacute; de prim&aacute;ria import&acirc;ncia. Juntamente com a constante aten&ccedil;&atilde;o ao acolhimento dos necessitados e migrantes em hospitais e centros de cuidados especializados, &agrave; forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica e laboral, ao mesmo tempo n&atilde;o deve ser esquecida a import&acirc;ncia de levar o Evangelho a todos, e n&atilde;o apenas a uma parte da popula&ccedil;&atilde;o. A Obra leva a Palavra a todos, pobres e ricos. E, neste sentido, a evangeliza&ccedil;&atilde;o dos empres&aacute;rios, dos pol&iacute;ticos, dos jornalistas e de outras pessoas com recursos econ&oacute;micos &eacute; de grande import&acirc;ncia para que a Doutrina Social da Igreja possa ser operativa. Como ensina, realmente, S&atilde;o Josemar&iacute;a Escriv&aacute;.
&nbsp;

Texto: Hor&aacute;cio La Rocca
Tradu&ccedil;&atilde;o: M&aacute;rio Jos&eacute; dos Santos
Fotos: Gabinete de Informa&ccedil;&atilde;o do Opus Dei

Entrevista publicada na FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de dezembro de 2018.
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Tue, 18 Dec 2018 12:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Irmãos condenados à morte por blasfémia</title>
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<description><![CDATA[Dois irm&atilde;os foram condenados &agrave; pena de morte no Paquist&atilde;o, acusados de blasf&eacute;mia. Em causa a publica&ccedil;&atilde;o na internet de informa&ccedil;&atilde;o considerada ofensiva para o Isl&atilde;o. Os dois homens s&atilde;o crist&atilde;os e estavam detidos desde 2015.

De acordo com a Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre (AIS), Qaisar e Amoon Ayub foram julgados dentro da pris&atilde;o por raz&otilde;es de seguran&ccedil;a. Vai ser apresentado um recurso desta decis&atilde;o para o Supremo Tribunal de Lahore. Foi criada recentemente uma comiss&atilde;o para a prote&ccedil;&atilde;o dos direitos das minorias religiosas no Paquist&atilde;o, depois do aumento da persegui&ccedil;&atilde;o e viol&ecirc;ncia no pa&iacute;s. A Lei da Blasf&eacute;mia, invocada para justificar a condena&ccedil;&atilde;o &agrave; morte dos dois irm&atilde;os, foi tamb&eacute;m a que serviu para acusar Asia Bibi, recentemente libertada, mas impedida de sair do Paquist&atilde;o. Neste pa&iacute;s, a religi&atilde;o oficial &eacute; o Isl&atilde;o, mas a Constitui&ccedil;&atilde;o garante liberdade religiosa de culto. Contudo, o extremismo tem estado a ganhar espa&ccedil;o.
]]></description>
<pubDate>Mon, 17 Dec 2018 19:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Paulistas celebraram 75 anos de presença em Portugal</title>
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<description><![CDATA[No dia da mem&oacute;ria lit&uacute;rgica do seu fundador, o Beato Tiago Alberione, a Sociedade de S&atilde;o Paulo, os Paulistas, celebraram 75 anos de presen&ccedil;a em Portugal. A eucaristia comemorativa foi presidida pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, que, na homilia, disse estarmos a celebrar &laquo;mais que uma efem&eacute;ride&raquo;. &laquo;Estamos a celebrar 75 anos de vidas&raquo; que se dedicam a um projeto.

&nbsp;
Um projeto, uma miss&atilde;o, que representam &laquo;uma realidade infinita muito maior que qualquer um de n&oacute;s poderia imaginar&raquo;. Por isso, o Cardeal Patriarca deixa o desafio de que este carisma paulista possa &laquo;alargar estes horizontes que s&atilde;o os nossos e os do Evangelho&raquo;.
&nbsp;
D. Manuel Clemente elogiou o carisma do Beato Tiago Alberione, e afirmou que um carisma n&atilde;o &eacute; apenas ter jeito para alguma coisa. &laquo;Quando a Igreja reconhece um carisma, reconhece que numa pessoa ou circunst&acirc;ncia essa gra&ccedil;a se concretizou num servi&ccedil;o que faz crescer a Igreja e cumpre com a fun&ccedil;&atilde;o de evangelizar&raquo;.
&nbsp;
No final da eucaristia, e em conversa com a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, reafirmou a &laquo;vantagem&raquo; que &eacute; contar com o carisma paulista na Igreja. &laquo;&Eacute; uma grande vantagem porque o carisma &eacute; esse, o de atualizar, no que diz respeito aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, essa colabora&ccedil;&atilde;o que &eacute; transportada por um carisma que tem provas dadas e que faz com que a evangeliza&ccedil;&atilde;o se encontre nestas novas figuras que s&atilde;o hoje t&atilde;o atuais e necess&aacute;rias&raquo;, afirmou.
&nbsp;
Sobre o futuro, D. Manuel Clemente desejou que os paulistas continuem &laquo;na mesma senda de atualiza&ccedil;&atilde;o, de presen&ccedil;a e sem receio&raquo;. &laquo;Quando um carisma &eacute; reconhecido e &eacute; forte, h&aacute;-de encontrar os meios para ir para a frente. Um carisma n&atilde;o &eacute; apenas uma inten&ccedil;&atilde;o nossa, vem de outra fonte e essa est&aacute; garantida&raquo;, concluiu.

&nbsp;
Presentes na festa estiveram tamb&eacute;m muitos amigos da obra paulista, e outros que, n&atilde;o podendo estar presentes, n&atilde;o quiseram deixar de se associar. Por isso, o Pe. Devasia, delegado dos paulistas, tomou a palavra no final para agradecer a presen&ccedil;a de todos e congratular-se pelos 75 anos da congrega&ccedil;&atilde;o em Portugal, uma hist&oacute;ria que come&ccedil;ou com o Pe. Benedito Boano Xavier, que, no dia 18 de Outubro de 1943, chegou a Lisboa com o encargo de implantar em Portugal a Sociedade de S&atilde;o Paulo, e que dura at&eacute; aos dias de hoje.

Em baixo, uma fotogaleria dos melhores momentos da celebra&ccedil;&atilde;o presidida por D. Manuel Clemente.
Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Tue, 27 Nov 2018 11:17:00 +0000</pubDate>
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<item>
<title>Seminarista cabo-verdiano vence Prémio Paulus 2018</title>
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<description><![CDATA[Jos&eacute; dos Santos Tavares Cabral &eacute; o vencedor do Pr&eacute;mio Paulus de Edi&ccedil;&atilde;o 2018. A sua tese de Mestrado integrado em Teologia, sobre o tema &laquo;Paternidade humana reflexo da paternidade divina; antropologia e &eacute;tica. Ensaio no encal&ccedil;o da observa&ccedil;&atilde;o do Papa Francisco na Amoris Laetitia&raquo; foi a preferida do j&uacute;ri. A disserta&ccedil;&atilde;o foi defendida na Universidade Cat&oacute;lica em Lisboa e orientada pelo professor Jer&oacute;nimo Trigo.




Nela, Jos&eacute; Cabral reflete sobre o papel do pai: &laquo;Esta quest&atilde;o da aus&ecirc;ncia da figura simb&oacute;lica do pai na fam&iacute;lia pareceu-nos sumamente importante. Por duas raz&otilde;es: por um lado, perceber que o enfraquecimento desta figura desestabiliza a fam&iacute;lia e a sociedade, desestrutura os filhos, tirando-lhes o rumo, a seguran&ccedil;a e a vontade de assumir um projeto de vida e, por outro, perceber que numa sociedade na qual o homem j&aacute; n&atilde;o sente a beleza, a grandeza e o conforto profundo contidos na palavra pai, tamb&eacute;m estar&aacute; em causa aquilo que &eacute; o fundamento e o horizonte &uacute;ltimo da f&eacute; crist&atilde;: a contempla&ccedil;&atilde;o do Pai celeste &ndash; &quot;mostra-nos o Pai, e isso nos basta&quot;, diz Filipe a Jesus (Jo 14,8)&raquo;.


Jos&eacute; dos Santos Tavares Cabral &eacute; do concelho do Tarrafal, diocese de Santiago, Cabo Verde. Nasceu em 12 de outubro de 1993. Com 14 anos, entrou para o Semin&aacute;rio Menor de S&atilde;o Jos&eacute;, localizado na Cidade da Praia. Em setembro de 2011, passou a estudar em Portugal, tendo passado pelos semin&aacute;rios do Patriarcado de Lisboa: o Semin&aacute;rio Maior de S&atilde;o Jos&eacute; de Caparide e o Semin&aacute;rio Maior de Cristo-Rei dos Olivais. Em julho de 2018 completou o Mestrado Integrado em Teologia, na Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, no polo de Lisboa, e regressou a Cabo Verde para se preparar para a ordena&ccedil;&atilde;o diaconal. Neste momento est&aacute; a fazer est&aacute;gio pastoral na par&oacute;quia de S&atilde;o Salvador do Mundo, concelho de Picos, Cabo Verde.

O Pr&eacute;mio Paulus de Edi&ccedil;&atilde;o existe desde 2014 com o objetivo de &laquo;promover a reflex&atilde;o teol&oacute;gico-crist&atilde; nacional&raquo;.

&nbsp;
]]></description>
<pubDate>Mon, 26 Nov 2018 17:50:00 +0000</pubDate>
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<title>Arcebispo do Panamá convida jovens portugueses a participar na JMJ</title>
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<description><![CDATA[O arcebispo do Panam&aacute;, que em janeiro vai acolher a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2019, convidou os jovens de Portugal e da Europa a participar no evento, que vai ser presidido pelo Papa. &laquo;Convidamos os jovens europeus, para que participem com a juventude do mundo&raquo;, refere &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; D. Jos&eacute; Domingo Ulloa Mendieta, adiantando que existem mais de 140 delega&ccedil;&otilde;es nacionais confirmadas, dos cinco continentes.


O Vaticano divulgou esta semana o programa da viagem do Papa ao Panam&aacute;, de 23 a 28 de janeiro de 2019, bem como a in&eacute;dita videomensagem de Francisco para a JMJ, divulgada atrav&eacute;s do YouTube, desafiando jovens crentes e n&atilde;o-crentes a instaurar a &laquo;revolu&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o&raquo;.

O arcebispo do Panam&aacute; sublinha que a pr&oacute;ximo jornada mundial quer ser &laquo;uma jornada tecnol&oacute;gica, para que aqueles que est&atilde;o fisicamente no Panam&aacute; tamb&eacute;m possam representar os jovens que, por diversos motivos n&atilde;o possam l&aacute; estar&raquo;.
A data escolhida, admite o respons&aacute;vel, pode ser &laquo;complicada&raquo; para os jovens europeus, por causa do calend&aacute;rio escolar, mas &laquo;inverte, um pouco, a realidade, quando as jornadas foram na Europa&raquo;.

Para D. Jos&eacute; Domingo Ulloa Mendieta, &eacute; &laquo;um privil&eacute;gio&raquo; que a Jornada Mundial tenha tido como &laquo;pre&acirc;mbulo&raquo; o S&iacute;nodo que o Papa quis dedicar aos mais novos, durante o m&ecirc;s de outubro, para &laquo;colocar a Igreja &agrave; escuta&raquo; das novas gera&ccedil;&otilde;es. &laquo;N&atilde;o h&aacute; outra forma de renova&ccedil;&atilde;o e de mudan&ccedil;a da Igreja e do mundo do que ouvir os jovens e permitir que eles sejam protagonistas&raquo;, sustenta.
O arcebispo fala ainda das li&ccedil;&otilde;es de uma realidade latino-americana marcada pela presen&ccedil;a juvenil, procurando &laquo;mostrar o grande tesouro, que n&atilde;o &eacute; futuro, mas presente, da juventude&raquo;.

D. Jos&eacute; Domingo Ulloa Mendieta sublinha o percurso feito na Am&eacute;rica Latina para que os jovens se sentissem &laquo;realmente parte da Igreja&raquo;, nas comunidades cat&oacute;licas da regi&atilde;o.

As JMJ nasceram por iniciativa de S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II, ap&oacute;s o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude. As duas &uacute;ltimas edi&ccedil;&otilde;es internacionais foram presididas pelo Papa Francisco.

Artigo realizado em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade, com o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre.
&nbsp;
Texto: Oct&aacute;vio Carmo
Foto: Ricardo Perna
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<pubDate>Fri, 23 Nov 2018 11:25:00 +0000</pubDate>
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<title>Relatório mostra que «a liberdade religiosa continua a deteriorar-se»</title>
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<description><![CDATA[O relat&oacute;rio sobre a Liberdade Religiosa no Mundo foi apresentado hoje, em Lisboa, e mostra que h&aacute; mais pa&iacute;ses onde esta liberdade est&aacute; amea&ccedil;ada ou n&atilde;o existe, e que a situa&ccedil;&atilde;o se est&aacute; a deteriorar inclusive na Europa. Catarina Martins, respons&aacute;vel pela se&ccedil;&atilde;o portuguesa da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre (AIS), que &eacute; a entidade que elabora este relat&oacute;rio, fala &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; de uma situa&ccedil;&atilde;o preocupantes em todo o mundo, que apenas melhorou nos pa&iacute;ses do Iraque da S&iacute;ria, agora que foram libertos da ocupa&ccedil;&atilde;o do Daesh.

&nbsp;
O que &eacute; que se destaca neste relat&oacute;rio?
Este relat&oacute;rio faz a an&aacute;lise da liberdade religiosa no mundo entre junho de 2016 e junho de 2018 e infelizmente chegamos &agrave; conclus&atilde;o que a liberdade religiosa continua a deteriorar-se em muitos pa&iacute;ses. Fazendo uma compara&ccedil;&atilde;o com o &uacute;ltimo relat&oacute;rio, h&aacute; mais quatro pa&iacute;ses em que a liberdade est&aacute; a deteriorar-se.
&nbsp;
E n&atilde;o melhorou em nenhum dos outros que estavam negativos?
De forma significativa n&atilde;o. H&aacute; uma ligeira melhoria no Iraque e na S&iacute;ria, pois como houve liberta&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o ocupado pelo autoproclamado Estado Isl&acirc;mico, houve a possibilidade de regresso das fam&iacute;lias crist&atilde;s e de outras minorias a suas casas. &Eacute; uma ligeira melhoria, mas n&atilde;o podemos dizer que a situa&ccedil;&atilde;o tenha mudado significativamente. &Eacute; talvez uma das poucas boas not&iacute;cias deste relat&oacute;rio, a liberta&ccedil;&atilde;o da plan&iacute;cie do N&iacute;nive onde a comunidade crist&atilde; vivia, porque era uma situa&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o prev&iacute;amos em 2016. Mencion&aacute;vamos, ali&aacute;s, que se a situa&ccedil;&atilde;o continuasse como estava naquela altura, poder&iacute;amos estar a assistir ao fim da presen&ccedil;a do Cristianismo nesta zona do globo num espa&ccedil;o de cinco anos. Essa perspetiva mudou e neste momento estamos com boas perspetivas de que a situa&ccedil;&atilde;o se possa restabelecer, mas sabemos como o M&eacute;dio Oriente &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o complexa e a verdade &eacute; que a comunidade crist&atilde; continua sem trabalho e sem seguran&ccedil;a.
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E que mais mostra o relat&oacute;rio?
Este relat&oacute;rio mostra-nos que aqui na Europa h&aacute; um aumento da islamofobia, de um anti-semitismo, de uma maior persegui&ccedil;&atilde;o no continente africano, em que h&aacute; cada vez mais um maior n&uacute;mero de grupos radicais a atuar, em que a filosofia &eacute; muito semelhante ao autoproclamado Estado Isl&acirc;mico, onde nenhuma minoria pode estar presente. Estes dois anos foram anos de agravamento da liberdade religiosa, num ano em que estamos a assinalar 70 anos sobre a Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos do Homem, em que a liberdade religiosa est&aacute; contemplada, e estamos, passados 70 anos, a viver uma situa&ccedil;&atilde;o extremamente delicada, com o anti-semitismo como foi vivido h&aacute; 70 anos na europa, que se come&ccedil;am a agravar, com muitos judeus a decidirem sair da Europa e ir viver para Israel.
&nbsp;
E porque &eacute; que, 70 anos depois, continuamos a incorrer nos mesmos erros?
Porque estamos a viver tempos muito complexos, em que a liberdade religiosa, &eacute; outra das conclus&otilde;es deste relat&oacute;rio, &eacute; vista com uma cortina de indiferen&ccedil;a pelo Ocidente. Aqui na europa a religi&atilde;o &eacute; uma coisa do foro pessoal, n&atilde;o &eacute; para se estar no espa&ccedil;o p&uacute;blico, e todas as demonstra&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de f&eacute; est&atilde;o a ser reprimidas, cada vez s&atilde;o menos olhadas com bons olhos, esta presen&ccedil;a da religi&atilde;o no nosso dia a dia. Estamos a assistir a um retrocesso em muitas situa&ccedil;&otilde;es. Os refugiados que chegam s&atilde;o olhados n&atilde;o como um ser humano que precisa de ajuda, mas como algu&eacute;m que vem tomar o meu espa&ccedil;o. Estamos a viver tempos em que o respeito pelo outro est&aacute; a a degradar-se por toda a evolu&ccedil;&atilde;o que o mundo tem tudo nos &uacute;ltimos anos. Os conflitos mundiais provocam estas massas de pessoas que se deslocam de um pa&iacute;s para o outro e que provocam conflitos dentro dos pa&iacute;ses de destino, porque as coisas n&atilde;o s&atilde;o bem explicadas, porque n&atilde;o h&aacute; uma pol&iacute;tica de olhar para estas pessoas que precisam de ajuda, porque n&atilde;o temos conseguido resolver estes problemas que a nossa sociedade tem. Quem concebeu esta Declara&ccedil;&atilde;o nunca pensou que 70 anos depois poder&iacute;amos estar a viver de novo problemas de anti-semitismo na Europa. Acho que o mundo evoluiu de uma forma que nos levou a que esta quest&atilde;o esteja novamente na ordem do dia e n&atilde;o haja respeito pelo outro.

&nbsp;
Uma persegui&ccedil;&atilde;o religiosa que n&atilde;o se limita aos crist&atilde;os?
N&atilde;o, n&atilde;o. Embora os crist&atilde;os sejam o grupo mais perseguido, temos casos de outras religi&otilde;es que s&atilde;o perseguidas, e este relat&oacute;rio, que olha para 196 pa&iacute;ses do mundo, come&ccedil;a por analisar a Constitui&ccedil;&atilde;o e o que dizem os documentos de cada pa&iacute;s sobre a liberdade religiosa. Depois, v&ecirc; os incidentes que podem haver em cada pa&iacute;s, e as perspetivas para a liberdade religiosa.
Todo este relat&oacute;rio refere que a liberdade religiosa est&aacute; amea&ccedil;ada em muitos pa&iacute;ses do mundo, e de ano para ano s&atilde;o mais os pa&iacute;ses. Neste ano, em compara&ccedil;&atilde;o com 2016, temos mais 4 pa&iacute;ses onde a liberdade religiosa est&aacute; a deteriorar-se para todas as minorias. Quando somos uma minoria num pa&iacute;s, acabamos por ser mais fr&aacute;geis, vulner&aacute;veis e expostos a estes perigos. Nesta sociedade em que cada vez mais h&aacute; radicalismos, n&atilde;o s&oacute; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; religi&atilde;o, mas em v&aacute;rios dos t&oacute;picos em cima da mesa, cada vez somos mais fundamentalistas e com menos respeito pela diferen&ccedil;a do outro.
&nbsp;
H&aacute; correla&ccedil;&atilde;o entre pa&iacute;ses com menos liberdade religiosa e aqueles cuja constitui&ccedil;&atilde;o se envolve mais na religi&atilde;o?
Nem sempre, porque temos pa&iacute;ses em que a Constitui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se envolve na quest&atilde;o religiosa e depois, na pr&aacute;tica, h&aacute; pouca liberdade, porque h&aacute; grupos fundamentalistas. Mas sim, quando a Constitui&ccedil;&atilde;o determina uma religi&atilde;o, h&aacute; menos liberdade religiosa, porque s&oacute; h&aacute; uma maneira de ver as coisas, muito estrita. Estou a pensar nos pa&iacute;ses em que a lei isl&acirc;mica est&aacute; na Constitui&ccedil;&atilde;o e a sharia rege todo o pa&iacute;s. Nesses pa&iacute;ses, todas as minorias est&atilde;o em perigo, n&atilde;o apenas os crist&atilde;os. Muitos deles nem podem exprimir livremente a sua religi&atilde;o, porque s&atilde;o logo um alvo para ataque, persegui&ccedil;&atilde;o e discrimina&ccedil;&atilde;o.

Europa continua a ser uma &laquo;luz no mundo&raquo;
&nbsp;
O que &eacute; que podemos fazer para construir uma realidade diferente?
Bom, antes de mais cumprindo esta Declara&ccedil;&atilde;o dos Direitos Universais do Homem. Eu tenho de respeitar a diferen&ccedil;a do outro, e olhar para todas estas pessoas sem as desrespeitar. Tem de haver uma mudan&ccedil;a de atitude na forma como os jovens s&atilde;o educados na escola, na forma como os pol&iacute;ticos encaram estas quest&otilde;es da religi&atilde;o. N&atilde;o ser&aacute; f&aacute;cil, pois estamos a chegar a um ponto no mundo com todos estes extremismos, e vemos todas estas pessoas que est&atilde;o a ser eleitas e s&atilde;o mais radicais. Este relat&oacute;rio &eacute; importante, e &eacute; por isso que o vamos entregar na Assembleia da Rep&uacute;blica e fazer chegar ao Governo, ao Presidente da Rep&uacute;blica, porque &eacute; preciso que os nossos pol&iacute;ticos tenham consci&ecirc;ncia do que &eacute; a realidade, para podermos depois mudar e atuar da melhor forma. Na minha humilde opini&atilde;o, &eacute; come&ccedil;ar pelos jovens e incutir desde pequenos o respeito pelo outro. S&oacute; assim podemos fazer, porque se continuarmos como estamos, o clima de falta de liberdade religiosa em tantos pa&iacute;ses vai continuar. Se continuarmos neste caminho vamos ter no pr&oacute;ximo relat&oacute;rio mais 4 ou 5 pa&iacute;ses at&eacute; que chegamos a uma altura em que n&atilde;o h&aacute; respeito pela liberdade religiosa e convic&ccedil;&otilde;es de cada um.
&nbsp;
Porque &eacute; que este relat&oacute;rio deve interessar aos portugueses, j&aacute; que no nosso pa&iacute;s a quest&atilde;o da liberdade religiosa coloca-se bastante menos que noutros pa&iacute;ses?
Porque vivemos num mundo global e temos de olhar para este relat&oacute;rio e ajudar. Um dos pontos que o relat&oacute;rio menciona &eacute; a forma como estes povos olham para n&oacute;s, Europa, porque n&oacute;s continuamos a ser uma luz no mundo, no sentido em que continuamos a respeitar os direitos dos homens, o b&aacute;sico est&aacute; assegurado pelo Estado temos seguran&ccedil;a, tanto quanto, mas continuamos a ser o melhor continente para viver. Todas as pessoas que vivem com estes problemas olham para n&oacute;s como algu&eacute;m que pode ajudar e resolver as situa&ccedil;&otilde;es dos seus pa&iacute;ses.
Em Portugal h&aacute; liberdade religiosa, mas j&aacute; come&ccedil;am a aparecer sinais de alguma discrimina&ccedil;&atilde;o relativamente &agrave; comunidade crist&atilde; e, apesar disso, continuamos a ser um pa&iacute;s onde temos liberdade para expressar a nossa f&eacute;. Temos essa responsabilidade e dever para com os pa&iacute;ses que n&atilde;o t&ecirc;m, e defender e batermo-nos para que todos os outros possam ter e as pessoas possam expressar livremente a sua f&eacute;. A ignor&acirc;ncia &eacute; terr&iacute;vel, e se n&atilde;o soubermos o que se passa no mundo n&atilde;o podemos atuar, e por isso levar este documento a estas entidades oficiais &eacute; fundamental para que as autoridades possam atuar nas inst&acirc;ncias pr&oacute;prias em que cada governo tem poder de influ&ecirc;ncia.

&nbsp;
Temos assistido a um aumento de nacionalismos e populismos. Teme que em alguns anos possa haver mais pa&iacute;ses da Europa neste mapa?
Se continuarmos como estamos hoje, temo que sim. Se olharmos para os casos de discrimina&ccedil;&atilde;o e persegui&ccedil;&atilde;o de determinado grupo na Europa, eles t&ecirc;m aumentado na Europa. Por isso, a continuar isto, dentro de alguns anos teremos mais algum pa&iacute;s nesta lista, sem d&uacute;vida.
&nbsp;
E isso assusta-a?
Assusta sempre, porque na nossa gera&ccedil;&atilde;o vivemos sempre em paz, sempre com a sensa&ccedil;&atilde;o de liberdade, e de agirmos como queremos, com respeito pelo outro, e pensar que podemos ser identificados pela nossa religi&atilde;o no passaporte, como acontece no Iraque, &eacute; assustador. Sei o que se passa em tantos pa&iacute;ses do mundo, em que este desrespeito pode levar &agrave; morte dos elementos dessa comunidade. Assusta vermos uma Europa que renasceu depois de duas guerras mundiais t&atilde;o violentas para a Europa, assusta perceber que nos esquecemos de tudo o que se passou e estarmos a cometer os mesmos erros. Honestamente, espero estar enganada e tudo n&atilde;o passar de um susto e as coisas se resolvem, mas digo muitas vezes o que um bispo do Paquist&atilde;o me disse uma vez: &ldquo;Temo que a Europa s&oacute; acorde de vez quanto tiver mart&iacute;rio no pr&oacute;prio continente&rdquo;. A primeira vez que ele me disse eu duvidei, mas a verdade &eacute; que estamos a caminhar para essa situa&ccedil;&atilde;o, em que s&oacute; despertamos quando o problema estiver em nossa casa. Secalhar este bispo disse-me isto h&aacute; 7 ou 8 anos, e de facto as coisas parece que se encaminham nessa dire&ccedil;&atilde;o que ele disse, e &eacute; terr&iacute;vel, porque eu tamb&eacute;m tenho responsabilidades. Cada um de n&oacute;s tem esta responsabilidade de nos batermos contra esta situa&ccedil;&atilde;o.

&nbsp;
Entrevista: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e Funda&ccedil;&atilde;o AIS
&nbsp;

Veja aqui em v&iacute;deo um resumo do Relat&oacute;rio apresentado hoje:
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]]></description>
<pubDate>Thu, 22 Nov 2018 14:40:00 +0000</pubDate>
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<title>«Não se pode viver bem a sexualidade sem um bom carácter»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/nao-se-pode-viver-bem-a-sexualidade-sem-um-bom-caracter</link>
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<description><![CDATA[O programa Protege o teu cora&ccedil;&atilde;o educa para a sexualidade, formando o car&aacute;cter. Comemora em 2018 os seus 25 anos de exist&ecirc;ncia. Nasceu na Col&ocirc;mbia e atualmente est&aacute; em 18 pa&iacute;ses da Am&eacute;rica, Europa e &Aacute;sia. A FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; conversou com os fundadores e com os respons&aacute;veis em Portugal.


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Juan Francisco V&eacute;lez e Mar&iacute;a Luisa Estrada V&eacute;lez s&atilde;o casados e pais de sete filhos. Em 1993, fundaram Protege tu Coraz&oacute;n (PTC), em Medell&iacute;n, na Col&ocirc;mbia. Mar&iacute;a Luisa explica que o programa nasceu depois de uma conversa com uma amiga. &laquo;Ela disse-me: &ldquo;Os nossos filhos est&atilde;o numa altura em que podem aparecer-nos com um beb&eacute; nos bra&ccedil;os.&rdquo; E eu respondi: &ldquo;N&atilde;o, primeiro &eacute; preciso educar no amor.&rdquo; Mas ela dizia-me que era preciso dar-lhes preservativos. A crian&ccedil;as de 12 ou 13 anos!&raquo; Chegou a casa frustrada por n&atilde;o conseguir explicar &agrave; amiga por que raz&atilde;o isso lhe parecia errado. Na mesma altura, a educa&ccedil;&atilde;o sexual tornava-se obrigat&oacute;ria em todas as escolas do pa&iacute;s. As d&uacute;vidas levaram o casal &agrave; procura de solu&ccedil;&otilde;es. &laquo;Conhecemos programas que j&aacute; existiam h&aacute; muitos anos nos Estados Unidos e que valorizavam esperar, valorizavam a abstin&ecirc;ncia e consideravam que o sexo seguro n&atilde;o era assim t&atilde;o seguro. Come&ccedil;&aacute;mos a receber informa&ccedil;&otilde;es sobre isso e maravilhou-nos.&raquo;

Pais n&atilde;o falam com filhos
Em 1993, fizeram um estudo com os jovens que acompanhavam e 80% diziam que os pais n&atilde;o falavam com eles sobre sexualidade. Mar&iacute;a Luisa diz que pouco ou nada mudou. &laquo;Por um lado, os pais deixam os filhos s&oacute;s. Podem estar em casa, mas n&atilde;o est&atilde;o conectados. Por outro, tamb&eacute;m t&ecirc;m muito medo de falar. Pensam sempre &ldquo;se lhe falo, vou abrir-lhe os olhos.&rdquo; &ldquo;Se lhe falo, saber&aacute; mais do que eu.&rdquo; &ldquo;N&atilde;o sei como dizer&hellip;&rdquo; Os pais, em vez de falar, calam-se.&raquo; Da&iacute; que o programa tamb&eacute;m tenha sess&otilde;es para pais e filhos juntos. S&atilde;o oportunidades para conversarem sobre estes temas do amor, dos sonhos, dos valores.
Ponto assente: os pais devem falar com os filhos sobre estes temas. Mas como e quando? &laquo;A sexualidade implica, por um lado, dar toda a informa&ccedil;&atilde;o e mais vale chegar um ano antes do que um minuto depois.&raquo; Os jovens iniciam a vida sexual ativa cada vez mais cedo e confundem amor e sexo. &laquo;A mensagem de que amor &eacute; igual a sexo est&aacute; em todo o lado e associada a esta mensagem est&aacute; outra: &ldquo;Amor &eacute; igual a sexo e se queres sexo, simplesmente proteges-te.&rdquo;&raquo;

Valores e sexualidade?
O PTC tem forma&ccedil;&otilde;es para pais, adolescentes, professores e pais e adolescentes juntos. A base do PTC &eacute; formar os valores e aposta na continuidade ao longo dos anos. Mar&iacute;a Luisa explica a import&acirc;ncia dos valores para a sexualidade. &laquo;N&atilde;o se pode viver bem a sexualidade se n&atilde;o tens um bom car&aacute;cter e um bom car&aacute;cter s&atilde;o justamente os valores. Bom car&aacute;cter &eacute; ter fortaleza, &eacute; ter autenticidade, &eacute; saber resistir &agrave;s press&otilde;es, &eacute; valorizar-te a ti mesmo, conhecer-te e valorizar-te. &Eacute;, tamb&eacute;m, entender o amor. Tudo isso &eacute; bom car&aacute;cter. Sem valores &eacute; imposs&iacute;vel, &eacute; muito dif&iacute;cil.&raquo;



O PTC espalhou-se por v&aacute;rios pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina e atualmente est&aacute; tamb&eacute;m em Espanha, It&aacute;lia, Estados Unidos, Singapura. Desde 2009 que o programa Protege o teu Cora&ccedil;&atilde;o est&aacute; em Portugal. Atualmente, h&aacute; cerca de 15 a 20 formadores, e duas equipas, em Lisboa e em Viseu, que asseguram forma&ccedil;&atilde;o em todo o pa&iacute;s. C&aacute;tia Almeida, da coordena&ccedil;&atilde;o, explica que &laquo;a maior parte s&atilde;o em col&eacute;gios privados, par&oacute;quias, grupos de jovens, escuteiros e tamb&eacute;m algumas escolas p&uacute;blicas&raquo;.

C&aacute;tia explica que se fala de &laquo;temas muito variados, desde emo&ccedil;&otilde;es, aprender a tomar decis&otilde;es, a internet, m&uacute;sica e v&iacute;deos, publicidade, ter um sonho e levar a sua meta at&eacute; ao fim&raquo;. A formadora &eacute; pedopsiquiatra, e tanto nas forma&ccedil;&otilde;es como no consult&oacute;rio verifica a dificuldade de os pais falarem com os filhos. &laquo;A verdade &eacute; que t&ecirc;m dificuldade, t&ecirc;m pudor, t&ecirc;m vergonha, n&atilde;o sabem como, &agrave;s vezes &eacute; a pr&oacute;pria incoer&ecirc;ncia da vida dos pais&hellip; Quando fazemos sess&otilde;es para pais e conjuntas, percebem que n&atilde;o &eacute; assim t&atilde;o dif&iacute;cil. &Eacute; preciso tempo. E os pais n&atilde;o passam assim tanto tempo com os mi&uacute;dos, n&atilde;o &eacute;?&raquo;

C&aacute;tia apaixonou-se pelo programa Protege o teu Cora&ccedil;&atilde;o quando ainda estava a estudar Medicina. Pela m&atilde;o de uma amiga conheceu o PTC e foi amor &agrave; primeira vista. Nas forma&ccedil;&otilde;es, nota &laquo;adolescentes com uma sede imensa, com uma vontade de que lhes falem disto, que lhes toquem no cora&ccedil;&atilde;o. Ficam emocionados e sentem falta que algum adulto de refer&ecirc;ncia e da confian&ccedil;a deles lhes fale destas coisas de cora&ccedil;&atilde;o a cora&ccedil;&atilde;o&raquo;. C&aacute;tia recorda, emocionada, uma conversa depois da sess&atilde;o &laquo;Eu antes de nascer&raquo;, em que se explica o desenvolvimento do beb&eacute; durante a gravidez. &laquo;Uma adolescente dizia &ldquo;se me tivessem falado disto antes eu ainda tinha o meu filho&rdquo;. Foi muito impactante. N&oacute;s n&atilde;o sab&iacute;amos a realidade da adolescente. Percebi que estava muito inquieta durante a sess&atilde;o e at&eacute; chorou e veio falar connosco no final.&raquo;
&nbsp;
Para saber mais:
Site mundial - http://www.protegetucorazon.com/
Portugal - https://www.facebook.com/protege.oteucoracao

Este &eacute; um excerto da reportagem publicada na edi&ccedil;&atilde;o de novembro de 2018 da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;. Pode l&ecirc;-la na &iacute;ntegra comprando ou assinando a revista ou comprando a Fam&iacute;lia Crist&atilde; Digital.
&nbsp;&nbsp;
Texto e fotografia: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Mon, 19 Nov 2018 12:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Bispos uniformizam taxas da Igreja e afirmam: «a graça de Deus não tem preço»</title>
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<description><![CDATA[Os bispos portugueses, reunidos em Assembleia Geral, decidiram elaborar &laquo;uma proposta comum de taxas, tributos e emolumentos para todas as dioceses, tendo em vista harmonizar e atualizar o que j&aacute; se encontra definido nas tr&ecirc;s Prov&iacute;ncias Eclesi&aacute;sticas&raquo;. Uma forma, explicou D. Manuel Clemente, presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), aos jornalistas presentes na confer&ecirc;ncia de imprensa do final da assembleia, de fazer face &agrave; realidade da mobilidade das pessoas. &laquo;Hoje em dia as pessoas est&atilde;o em toda a parte, e sentimos a necessidade de caminhar para umas tabelas comuns&raquo;, afirmou.
O trabalho foi feito pelos vig&aacute;rios gerais, em conjunto com o secret&aacute;rio da CEP, e poder&aacute; ser delineado j&aacute; na pr&oacute;xima assembleia plen&aacute;ria de abril do pr&oacute;ximo ano.

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Sobre as taxas, D. Manuel Clemente refor&ccedil;a que &laquo;a gra&ccedil;a de Deus n&atilde;o tem pre&ccedil;o, ser&aacute; a &uacute;nica coisa absolutamente gratuita que existe neste mundo&raquo;, mas tamb&eacute;m diz que &eacute; Jesus quem diz que &laquo;o trabalhador merece o seu sal&aacute;rio&raquo;. O prelado sustenta que as taxas n&atilde;o visam &ldquo;pagar&rdquo; os sacramentos, mas foram uma forma encontrada de colher esses fundos necess&aacute;rios ao funcionamento da Igreja e sustento dos seus pastores, uma forma que, admite, pode ser mudada no futuro. &laquo;O que tem acontecido &eacute; que, at&eacute; por quest&otilde;es de facilita&ccedil;&atilde;o da vida das pessoas, esse contributo faz-se por ocasi&atilde;o dos sacramentos, mas as duas coisas s&atilde;o distintas, e podem pode ser mudadas, no futuro&raquo;, referiu.
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Questionado sobre o facto de haver muitas par&oacute;quias que n&atilde;o cumprem com o indicado, e cobram mais taxas e emolumentos que o que est&aacute; definido pelas Prov&iacute;ncias Eclesi&aacute;sticas, que s&atilde;o quem, atualmente, define estas taxas, D. Manuel Clemente admitiu que o problema existe e que n&atilde;o &eacute; de f&aacute;cil resolu&ccedil;&atilde;o. &laquo;Se as pessoas n&atilde;o cumprem, t&ecirc;m de cumprir, se h&aacute; irregularidades, t&ecirc;m de ser superadas, mas esse &eacute; o trabalho da paci&ecirc;ncia e da persist&ecirc;ncia, que s&atilde;o duas irm&atilde;s g&eacute;meas. &Eacute; um trabalho que vai demorar enquanto o mundo for mundo&raquo;, desabafou.
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Esta uniformiza&ccedil;&atilde;o comporta tamb&eacute;m uma atualiza&ccedil;&atilde;o, o que pode significar aumento em algumas taxas. O presidente da CEP justifica este eventual aumento com o custo da vida nos dias de hoje, com uma refer&ecirc;ncia &agrave; economia natural, que muitas vezes implicava que os sacerdotes recebiam em &laquo;couves e batatas&raquo;. &laquo;Hoje em dia viver em meio urbano, quando n&atilde;o se tem as batatas e as couves ao lado no quintal, e quando seja preciso desloca&ccedil;&otilde;es, e hoje em dia temos muitas desloca&ccedil;&otilde;es, &eacute; mais caro do que foi noutros tempos, em que funcionava a economia natural, com aquelas c&ocirc;ngruas que &agrave;s vezes eram em g&eacute;neros aliment&iacute;cios. A atualiza&ccedil;&atilde;o ter&aacute; de haver, mas que se fa&ccedil;a da maneira mais justa poss&iacute;vel, e se fa&ccedil;a com a participa&ccedil;&atilde;o das comunidades crist&atilde;s, e com maior transpar&ecirc;ncia&raquo;, pediu o presidente da CEP.

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Jovens com maior representatividade nas comiss&otilde;es episcopais
D. Manuel Clemente comentou o S&iacute;nodo sobre os jovens, reafirmando a necessidade de dar aos jovens &laquo;maior protagonismo&raquo;, conforme pediram os participantes no Documento Final.
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Apesar de n&atilde;o se querer comprometer com a inclus&atilde;o de jovens nas assembleias plen&aacute;rias da CEP, afirmando que &laquo;os jovens s&atilde;o a igreja na parte que lhes cabe&raquo;, admitiu que poder&aacute; ser poss&iacute;vel pensar numa maior presen&ccedil;a dos mesmos ou dos seus movimentos nas comiss&otilde;es episcopais que lhes dizem &laquo;diretamente respeito&raquo;. &laquo;H&aacute; abertura para pensar nisso concretamente nas comiss&otilde;es episcopais do laicado e fam&iacute;lia e das voca&ccedil;&otilde;es e minist&eacute;rios, onde eles, em princ&iacute;pio, ter&atilde;o mais presen&ccedil;a, e foi por isso que foram os bispos respons&aacute;veis por elas que foram&raquo; ao s&iacute;nodo.
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Tratar cada caso de abuso como &eacute;, evitando &laquo;generaliza&ccedil;&otilde;es&raquo; que provocam &laquo;distor&ccedil;&otilde;es&raquo;
Sobre o problema dos abusos do clero, que continua na ordem do dia, D. Manuel Clemente defendeu que a CEP est&aacute; a fazer o trabalho que &eacute; necess&aacute;rio. Embora n&atilde;o tenha ainda feito como outras confer&ecirc;ncias episcopais que lan&ccedil;aram investiga&ccedil;&otilde;es &agrave;s &uacute;ltimas d&eacute;cadas na Igreja dos seus pa&iacute;ses, o presidente da CEP n&atilde;o rejeita essa possibilidade, embora n&atilde;o esteja em cima da mesa para j&aacute;. &laquo;Para j&aacute; n&atilde;o se p&ocirc;s isso em cima da mesa, se for necess&aacute;rio e aconselh&aacute;vel iremos fazer. Se for necess&aacute;rio, iremos fazer, mas tenhamos cuidado com as generaliza&ccedil;&otilde;es&raquo;, avisou.
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D. Manuel Clemente considera que, ao apresentarem-se os casos de abusos em conjunto, corremos o risco de incorrer em &laquo;generaliza&ccedil;&otilde;es que podem levar a distor&ccedil;&otilde;es&raquo;. &laquo;Tudo &eacute; mau, mas n&atilde;o &eacute; tudo igual. Cada caso &eacute; um caso, e tenhamos o cuidado de, casos que se apresentem, Deus queira que n&atilde;o, analisar pessoalmente e acompanh&aacute;-los pessoalmente, sem generaliza&ccedil;&otilde;es&raquo;, pediu.
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A Assembleia plen&aacute;ria da CEP aprovou ainda um documento sobre o Regulamento Geral de Prote&ccedil;&atilde;o de Dados, que visa regularizar a situa&ccedil;&atilde;o da Igreja neste aspeto, uma nota pastoral sobre os 150 anos do Apostolado de Ora&ccedil;&atilde;o e divulgou o lan&ccedil;amento do manual &laquo;Levanta-te&raquo;, da rede internacional Talitha Kum.

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Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Thu, 15 Nov 2018 16:33:00 +0000</pubDate>
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<title>«Fome de dimensões desconhecidas neste século» no Iémen</title>
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<description><![CDATA[A guerra do I&eacute;men tem de acabar. O secret&aacute;rio-Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas diz que &laquo;temos j&aacute; no I&eacute;men um cen&aacute;rio de fome de dimens&otilde;es desconhecidas no mundo neste s&eacute;culo. &Eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o dram&aacute;tica. Julgo que h&aacute; um consenso neste momento na Europa, nos Estados unidos, na R&uacute;ssia e em muitos Estados da regi&atilde;o de que chegou finalmente o momento de p&ocirc;r fim a este conflito&raquo;, disse numa entrevista &agrave; r&aacute;dio France Inter. Ant&oacute;nio Guterres diz que &laquo;deve haver uma solu&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica&raquo;.
Neste momento, a ONU (Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas) ajuda oito milh&otilde;es de pessoas. Mas o n&uacute;mero pode aumentar no pr&oacute;ximo ano.



Na semana passada, o diretor regional da UNICEF para o M&eacute;dio Oriente e Norte de &Aacute;frica deu uma confer&ecirc;ncia na Jord&acirc;nia depois de uma visita ao I&eacute;men. N&atilde;o teve mais palavras para caracterizar a situa&ccedil;&atilde;o, dizendo que as crian&ccedil;as iemenitas vivem no &laquo;inferno na terra&raquo;. &laquo;Trinta mil crian&ccedil;as morem todos os anos no I&eacute;men sobretudo por m&aacute;-nutri&ccedil;&atilde;o&raquo;, disse Geert Cappelaere. Este respons&aacute;vel quis sublinhar que Amal, a menina que faleceu de fome no dia 1 de novembro n&atilde;o &eacute; caso &uacute;nico. A equipa da UNICEF esteve com muitas delas. &laquo;Estivemos com Adam, Abdulqudus, Sara, Randa e outros. Cada vez que os nomeio, vejo claramente imagens deles deitados nas camas. Muitos suportados pelas suas fam&iacute;lias. Outros s&oacute; deitados, por sua pr&oacute;pria conta, sem ningu&eacute;m que tome conta deles.&raquo; Da&iacute; que diga que o &laquo;I&eacute;men &eacute; hoje um verdadeiro inferno para as crian&ccedil;as; n&atilde;o &eacute; um verdadeiro inferno para 60 ou 50% das crian&ccedil;as; &eacute; um inferno para todas e cada uma das meninas e meninos no I&eacute;men&raquo;.

A UNICEF diz que este ano est&atilde;o identificadas 1.8 milh&otilde;es de crian&ccedil;as a sofrer de m&aacute; nutri&ccedil;&atilde;o severa e 400 mil crian&ccedil;as em risco di&aacute;rio de vida por causa disso. E a cada dez minutos uma crian&ccedil;a morre por doen&ccedil;as que podiam se prevenidas. Geert Cappelaere fez um apelo: &laquo;Desafiamos todas as partes do conflito a juntarem-se sob a lideran&ccedil;a do enviado especial, Martins Griffiths, e acordarem um cessar-fogo e um caminho para a paz no I&eacute;men. A reuni&atilde;o est&aacute; marcada para meados do m&ecirc;s na Su&eacute;cia e tem aumentado a press&atilde;o para o fim do conflito, que j&aacute; dura h&aacute; v&aacute;rios anos.

Sabe onde fica o I&eacute;men? Veja aqui o mapa:



Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: UNICEF
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]]></description>
<pubDate>Mon, 12 Nov 2018 16:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Youcat Bible Day lançou 2500 jovens à rua para falarem sobre Deus</title>
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<description><![CDATA[A iniciativa Youcat Bible Day juntou no passado s&aacute;bado mais de 2500 jovens do Patriarcado de Lisboa (dados da organiza&ccedil;&atilde;o) numa a&ccedil;&atilde;o de evangeliza&ccedil;&atilde;o de rua que decorreu na baixa da capital portuguesa. Pelo segundo ano, o Patriarcado aliou-se &agrave; PAULUS Editora para levar a cabo uma iniciativa que pretendia dar a conhecer a cole&ccedil;&atilde;o de livros YOUCAT, dedicados aos jovens.


O dia come&ccedil;ou chuvoso, mas isso n&atilde;o retirou a alegria dos milhares de participantes que acorriam &agrave; Igreja de S. Domingos, na Baixa, para fazerem a inscri&ccedil;&atilde;o. A Ir. Isabel, do Patriarcado, explicou &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; que os jovens foram divididos em 11 catequeses, que decorreram em simult&acirc;neo em 11 igrejas da Baixa de Lisboa. &laquo;Foram 11 catequeses que partiram da an&aacute;lise da realidade dos adolescentes de hoje. A quest&atilde;o da tecnologia, a rela&ccedil;&atilde;o entre pares, a participa&ccedil;&atilde;o social, temas que definimos a partir do documento de trabalho do S&iacute;nodo dos Bispos&raquo;, diz.

Depois das catequeses, os jovens recebiam um kit de miss&atilde;o que os levou a interagir com v&aacute;rias pessoas que passeavam pela zona. &laquo;Eles foram espalhar a palavra com atividades l&uacute;dicas, uns pela ora&ccedil;&atilde;o, pelo teatro, m&uacute;sica, t&ecirc;m sempre qualquer coisa para dizer ou dar &agrave;s pessoas da Palavra: um verso de um salmo, um vers&iacute;culo do Novo Testamento, v&atilde;o andar a descobrir o significado do s&iacute;mbolo de Lisboa e dos m&aacute;rtires no Apocalipse&raquo;, entre outras din&acirc;micas.


Apesar de alguma vergonha inicial e da chuva que teimava em dificultar o trabalho dos jovens, foram v&aacute;rios os que n&atilde;o hesitaram em abordar as pessoas, fosse para lhes entregar um bal&atilde;o com uma mensagem, ou para ensaiarem com eles a coreografia de uma m&uacute;sica religiosa, ou para explicarem significados de locais na cidade. Se havia quem rejeitava ouvi-los, muitos eram os que paravam e ficavam &agrave; conversa com os adolescentes.
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Esta miss&atilde;o de rua ficou conclu&iacute;da com uma concentra&ccedil;&atilde;o no Terreiro do Pa&ccedil;o, na qual os jovens travaram conhecimento com algumas personagens b&iacute;blicas que os aguardavam l&aacute;.


Com eles, seguiram em grupo para a Igreja de S. Domingos, onde D. Nuno Br&aacute;s, bispo auxiliar de Lisboa, presidiu &agrave; eucaristia e convidou os jovens a fazerem a diferen&ccedil;a. &laquo;Convido-vos a fazerem a diferen&ccedil;a. Onde voc&ecirc;s est&atilde;o: nas vossas escolas, nas vossas familiais, na vossa catequese, nos vossos divertimentos convido-vos a fazerem a diferen&ccedil;a. E a diferen&ccedil;a faz-se assim: entregando-se completamente&raquo;, convidou D. Nuno Br&aacute;s no fim da homilia, citado pela R&aacute;dio Renascen&ccedil;a.
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O bispo come&ccedil;ou por fazer uma refer&ecirc;ncia &agrave;s leituras deste Domingo, terminando a deixar uma certeza. &laquo;Deus quer-te completamente na tua vida normal, Deus quer que te entregues completamente na tua vida normal porque ele se entregou completamente, porque Deus n&atilde;o sabe entregar-se de outra forma a n&atilde;o ser assim. Totalmente, completamente. E isso faz toda a diferen&ccedil;a&rdquo;, concluiu D. Nuno Br&aacute;s.
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Para a Ir. Isabel, esta iniciativa atrai os jovens porque &eacute; &laquo;n&atilde;o convencional&raquo;. &laquo;N&oacute;s apost&aacute;mos muito no n&atilde;o convencional, nas atividades l&uacute;dicas. Eles precisam do pr&aacute;tico, de perceber que a Palavra de Deus n&atilde;o &eacute; uma teoria, um livro apenas cultural ou liter&aacute;rio, mas uma Palavra Viva, e pode iluminar a nossa vida das mais variadas formas. Quisemos proporcionar a experi&ecirc;ncia de que ser crist&atilde;os &eacute; algo de positivo que pode ser comunicado. O Papa pede-nos isto e est&aacute; ligado ao Ano Mission&aacute;rio que estamos a viver. N&atilde;o estamos fora da sociedade, somos membros dela e temos uma mensagem positiva para levar &agrave; sociedade&raquo;, defendeu.

Pode ver abaixo alguns dos momentos que marcaram este dia na fotogaleria.
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Reportagem e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Mon, 12 Nov 2018 14:42:00 +0000</pubDate>
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<title>«Hoje, são os jovens que evangelizam outros jovens»</title>
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<description><![CDATA[D. Joaquim Mendes, presidente da Comiss&atilde;o Episcopal do Laicado e Fam&iacute;lia, foi um dos dois bispos que estiveram a representar a Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) no S&iacute;nodo dos bspos sobre os jovens que decorreu no Vaticano no passado m&ecirc;s de outubro. Ao olhar para esses dias, passa em revista os trabalhos da assembleia sinodal que debateu papel das novas gera&ccedil;&otilde;es e aponta prioridades para o futuro pr&oacute;ximo da Pastoral no setor e fala daquilo que o tocou mais enquanto participante.

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O S&iacute;nodo dos Bispos decorreu, no Vaticano, durante mais de tr&ecirc;s semanas, mas teve antes um longo processo de prepara&ccedil;&atilde;o, que foi acompanhando de perto. O que &eacute; que mais o tocou, nesta assembleia?
A mim, o que mais me tocou foi a experi&ecirc;ncia eclesial, com representantes de todos os continentes, com Pedro e sob Pedro. Foi o que mais me tocou, profundamente.
&Eacute; uma experi&ecirc;ncia de conviv&ecirc;ncia, de di&aacute;logo, de partilha, de escuta, em que se aprende, de abertura ao Esp&iacute;rito, de discernir, que &eacute; o estilo pr&oacute;prio do S&iacute;nodo, da Igreja.
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Houve algum testemunho em particular que lhe ficasse gravado?
Sim, o que mais me tocou foi o testemunho das Igrejas, sobretudo do Oriente, o testemunho de f&eacute;, do mart&iacute;rio. Quer do mart&iacute;rio branco, do ser crist&atilde;o, professar a f&eacute; e ser fiel &agrave; identidade crist&atilde;, em contextos t&atilde;o dif&iacute;ceis de persegui&ccedil;&atilde;o e de viol&ecirc;ncia; quer o mart&iacute;rio vermelho, do testemunho.
N&oacute;s vivemos num clima de paz, que pode ser um risco tamb&eacute;m, de adormecimento, acomoda&ccedil;&atilde;o. O contacto com estas experi&ecirc;ncias, com estas viv&ecirc;ncias, com estas partilhas, despertou em mim um olhar diferente, sair do meu mundo, da minha realidade&hellip; A gente queixa-se de coisas f&uacute;teis, enquanto ali as dificuldades s&atilde;o t&atilde;o grandes e os crist&atilde;os enfrentam-nas com a fortaleza do Esp&iacute;rito e com uma f&eacute; viva. Impressionou-me.
Procurei tamb&eacute;m, perante algumas interven&ccedil;&otilde;es, aproximar-me do padre sinodal, para manifestar a minha solidariedade e a minha comunh&atilde;o com ele e com o povo que ele representa, onde vive.
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A assembleia teve uma configura&ccedil;&atilde;o diferente, dada a grande presen&ccedil;a de jovens no S&iacute;nodo, cerca de 10%. De que forma &eacute; que este contacto com realidades juvenis marcou os trabalhos?
Em primeiro lugar, para mim n&atilde;o &eacute; estranho: sou salesiano e o mundo juvenil, passe a express&atilde;o, &eacute; a minha praia. Estou &agrave; vontade com eles, ouvindo as suas preocupa&ccedil;&otilde;es, como o desejo de serem acompanhados, de haver disponibilidade de pessoas e recursos, na Igreja, para o acompanhamento dos jovens. &Eacute; uma ideia muito forte, do acompanhamento, de haver recursos dispon&iacute;veis para a forma&ccedil;&atilde;o de acompanhadores, para que as estruturas possam servir os jovens, a Pastoral Juvenil.
Outro tema de conversa foi a quest&atilde;o de uma pastoral org&acirc;nica, entre movimentos, par&oacute;quias e dioceses, num desejo de comunh&atilde;o, de caminhar juntos, de um conhecimento rec&iacute;proco, que enriquece e fortalece as v&aacute;rias din&acirc;micas.
Um outro aspeto que me tocou, tamb&eacute;m, &eacute; que estes jovens t&ecirc;m uma experi&ecirc;ncia do corpo eclesial, de Igreja. Uma experi&ecirc;ncia alargada, para al&eacute;m das suas par&oacute;quias, das suas vigararias, digamos assim, com participa&ccedil;&atilde;o nas Jornadas Mundiais da Juventude, encontros nacionais e internacionais dos seus pr&oacute;prios movimentos. S&atilde;o jovens profundamente inseridos no corpo eclesial e protagonistas, com este desejo de ajudar e acompanhar os outros jovens.
Este &eacute; um aspeto muito importante: hoje, a transmiss&atilde;o da f&eacute; e a evangeliza&ccedil;&atilde;o j&aacute; n&atilde;o se faz tanto, &agrave;s vezes, pelos meios tradicionais, da fam&iacute;lia, etc., mas s&atilde;o os jovens que evangelizam outros jovens. Mesmo na minha experi&ecirc;ncia pastoral, dou-me conta de que os jovens que eu crismo, muitas vezes, chegaram ao percurso para o Crisma trazidos por outros jovens; a gente percebe isto quando eles os escolhem para padrinhos. &Eacute; uma outra realidade, a que os jovens s&atilde;o muito sens&iacute;veis, para a qual a gente tem de estar despertos.
Eles pedem &agrave; Igreja que acompanhe, qualifique e amplie esta realidade, para que jovens possam acompanhar outros jovens. Para isso, &eacute; preciso que a Igreja lhes d&ecirc; aten&ccedil;&atilde;o e os acompanhe, os forme, caminhe com eles.
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De que forma &eacute; que estes dias de trabalho, de contacto com outras realidades, v&atilde;o marcar o p&oacute;s-S&iacute;nodo, digamos assim, na vida de D. Joaquim Mendes?
Eu j&aacute; tive oportunidade de participar em cap&iacute;tulos gerais da minha congrega&ccedil;&atilde;o, que exprimem esta universalidade de culturas, a diversidade de sensibilidades, de problemas. Mas o que mais vai marcar o meu percurso &eacute; este desejo da sinodalidade, que foi bastante acentuada neste S&iacute;nodo, que &eacute; o modo, o estilo de ser Igreja, de caminhar juntos, de discernir os caminhos que o Senhor nos aponta. Significa abertura, assumir o di&aacute;logo como m&eacute;todo, como estilo da pastoral.
O facto de a assembleia sinodal ter tido no seu seio dezenas de jovens, era bom que isso fosse tamb&eacute;m poss&iacute;vel nas nossas comunidades crist&atilde;s: que, quando fazemos uma visita pastoral, uma assembleia paroquial, que haja uma presen&ccedil;a de jovens, para dialogarmos, olharmos juntos a realidade do territ&oacute;rio, os desafios, os problemas, como chegar aos &uacute;ltimos, aos pobres, &agrave;s periferias.

&nbsp;
No in&iacute;cio do S&iacute;nodo foi muito celebrado o facto de o portugu&ecirc;s ser uma l&iacute;ngua oficial, pela primeira vez. De que forma &eacute; que esta novidade permitiu que a presen&ccedil;a lus&oacute;fona tivesse uma voz maior?
A l&iacute;ngua permite uma maior comunica&ccedil;&atilde;o, uma maior compreens&atilde;o, a gente chega mais depressa ao pensamento, ao sentimento, &agrave; perce&ccedil;&atilde;o do que a pessoa vive. Esse &eacute; um aspeto importante.
O nosso c&iacute;rculo [grupo de trabalho lus&oacute;fono] foi uma experi&ecirc;ncia de muita fraternidade, de muita abertura, &agrave; vontade, com muita partilha. Parecia que n&oacute;s conhec&iacute;amos desde sempre, apesar das realidades diferentes: os bispos do Brasil com umas preocupa&ccedil;&otilde;es, os da &Aacute;frica com outras. Quando se fala dos problemas dos jovens, l&aacute; h&aacute; quest&otilde;es como a migra&ccedil;&atilde;o ou a viola&ccedil;&atilde;o como arma de guerra&hellip;
Por outro lado, &eacute; uma l&iacute;ngua falada por milh&otilde;es de pessoas. O portugu&ecirc;s faz todo o sentido que tenha lugar no S&iacute;nodo, na Igreja. Creio para alguns foi a primeira vez que ouviram falar o portugu&ecirc;s de Portugal.
Eu tive a preocupa&ccedil;&atilde;o de falar devagar e falar aberto. Tive algumas manifesta&ccedil;&otilde;es de satisfa&ccedil;&atilde;o pelo facto de o S&iacute;nodo dos Bispos ter contemplado a l&iacute;ngua portuguesa. Houve at&eacute; um cardeal que me disse que ia aprender portugu&ecirc;s. S&atilde;o tamb&eacute;m sinais de abertura.
Para n&oacute;s tamb&eacute;m foi uma grande satisfa&ccedil;&atilde;o poder exprimir claramente o nosso sentir e o nosso pensar, as nossas ideias, as nossas propostas, na nossa l&iacute;ngua.
&nbsp;
Sentiu a falta de um jovem portugu&ecirc;s?
Sim, por acaso, senti isso. Certamente, a organiza&ccedil;&atilde;o teve crit&eacute;rios, mas muitos dos jovens que ali estavam participaram na reuni&atilde;o pr&eacute;-sinodal, onde n&oacute;s tivemos tr&ecirc;s portugueses, representantes da Confer&ecirc;ncia Episcopal e de movimentos. Estranhei, o quadro ficaria mais completo, mais enriquecido com a presen&ccedil;a de qualquer um destes jovens.
&nbsp;
Como foram as conversas com o Papa?
Eu, quando o saudava, dizia: Bom dia! Tive oportunidade de trocar com ele algumas ideias, em particular sobre a minha interven&ccedil;&atilde;o relativa ao ambiente familiar na Igreja. &Eacute; tamb&eacute;m uma ideia que est&aacute; no cora&ccedil;&atilde;o do Papa: &nbsp;Igreja-fam&iacute;lia, a Igreja fam&iacute;lia de fam&iacute;lias, a Igreja fam&iacute;lia para os que n&atilde;o t&ecirc;m fam&iacute;lia. Uma comunidade aberta. Foi muito gratificante, esta presen&ccedil;a, ele est&aacute; para nos acolher, isto &eacute; Igreja, isto &eacute; fam&iacute;lia.&nbsp;

Entrevista realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade, com o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre.
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Entrevista: Oct&aacute;vio Carmo
Fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Thu, 08 Nov 2018 11:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Sínodo será «oportunidade perdida» se Igreja não «valorizar o papel dos jovens»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/sinodo-sera-oportunidade-perdida-se-igreja-nao-valorizar-o-papel-dos-jovens</link>
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<description><![CDATA[D. Ant&oacute;nio Augusto Azevedo, presidente da Comiss&atilde;o Episcopal das Voca&ccedil;&otilde;es e Minist&eacute;rios, esteve no S&iacute;nodo como representante da igreja portuguesa. Em conversa com a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, fala das principais marcas deixadas pela assembleia que o Papa dedicou &agrave;s novas gera&ccedil;&otilde;es e do impacto desejado de uma nova cultural vocacional nas comunidades cat&oacute;licas.

&nbsp;
Que experi&ecirc;ncia o marcou mais neste S&iacute;nodo?
O s&iacute;nodo em si pr&oacute;prio &eacute; uma experi&ecirc;ncia marcante para um bispo, porque sublinha e faz experimentar uma dimens&atilde;o importante no minist&eacute;rio dos bispos que &eacute; a dimens&atilde;o da comunh&atilde;o episcopal. Muitas vezes ficamos s&oacute; com a dimens&atilde;o de cada bispo na sua diocese, mas o bispo faz parte do col&eacute;gio episcopal.
Um S&iacute;nodo &eacute; porventura das maiores experi&ecirc;ncias de viv&ecirc;ncia dessa comunh&atilde;o episcopal com os bispos de todo o mundo. Essa &eacute; uma primeira experi&ecirc;ncia que, de facto, &eacute; inesquec&iacute;vel e muito marcante.
Uma tradu&ccedil;&atilde;o concreta dessa comunh&atilde;o episcopal &eacute; a proximidade com o bispo de Roma. &Eacute; o Papa que convoca o S&iacute;nodo, mas o modo como ele pensa, prepara e est&aacute; no S&iacute;nodo &eacute; muito importante. Ele esteve em cada dia a receber e cumprimentar as pessoas, e o modo como esteve em cada sess&atilde;o plen&aacute;ria, estando a ouvir a partilha e os contributos e as propostas de cada um dos bispos e n&atilde;o s&oacute; &eacute; um testemunho muito marcante, isto &eacute;, n&atilde;o basta dizer que se ouve, ou propor a escuta como caminho e exerc&iacute;cio.
&nbsp;
Impressionou-o a forma de estar do Papa?
O Papa Francisco, para mim pessoalmente, foi um testemunho do que &eacute; saber escutar. Ouvir as pessoas, ter tempo para ouvir as pessoas, e com aten&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o com enfado ou distra&ccedil;&atilde;o. Um aspeto muito curioso deste S&iacute;nodo foi o de haver pausas de sil&ecirc;ncio entre as interven&ccedil;&otilde;es, um sil&ecirc;ncio que ajuda a profundar a escuta para que as experi&ecirc;ncias e as palavras, de facto, toquem fundo.
Essa presen&ccedil;a do Papa e o modo como estava no meio dos bispos de facto foi um sinal, uma experi&ecirc;ncia muito concreta da rela&ccedil;&atilde;o que h&aacute; dos bispos com o Papa Francisco e os que com ele colaboram na C&uacute;ria. Permitiu um maior conhecimento sobre o que &eacute; a Igreja de Roma, que tem como miss&atilde;o ser sinal de unidade para a Igreja Universal.
Depois, uma outra experi&ecirc;ncia muito concreta foi a experi&ecirc;ncia de di&aacute;logo com os outros bispos. Um s&iacute;nodo, pela abrang&ecirc;ncia que tem, permite conhecer a realidade da Igreja Universal, e esse conceito de Igreja universal &eacute; um conceito que temos na teoria, mas que o s&iacute;nodo nos permite experimentar na pr&aacute;tica, isto &eacute;, conhecer e ouvir o que &eacute; a vida das v&aacute;rias igrejas pelo mundo.
&nbsp;
Foi um s&iacute;nodo mais preocupado em falar de realidades fora da Europa&hellip;
Para n&oacute;s, ou para mim pessoalmente, esta experi&ecirc;ncia faz-nos muito bem, porque sentimos e percebemos que vivemos muito absorvidos por uma atitude e uma vis&atilde;o muito euroc&ecirc;ntrica, e de facto a realidade da Igreja hoje &eacute; uma realidade cada vez menos centrada na Europa. A vida, a experi&ecirc;ncia e a for&ccedil;a da Igreja noutras partes do mundo impressiona-nos. As lamenta&ccedil;&otilde;es que temos, o realismo com que vamos vendo aquilo que se passa &agrave; nossa volta contrasta muito com outras realidades.
A realidade da &Aacute;sia &eacute; uma realidade que nos impressiona, &Aacute;frica em muitas regi&otilde;es, a Am&eacute;rica Latina sobretudo&hellip; faz-nos muito bem ouvir o que &eacute; a vida da Igreja nestes lugares, no caso concreto a vida da Igreja no que diz respeito &agrave; participa&ccedil;&atilde;o dos jovens.
S&atilde;o sociedades com mais jovens, maior presen&ccedil;a de jovens na sociedade e na igreja, e ouvir esses testemunhos faz-nos muito bem at&eacute; para percebermos qual &eacute; a realidade da Igreja hoje. Alarga muito horizontes, e o s&iacute;nodo permite isso, por um lado, e por outro lado a relativizar um bocadinho algumas das quest&otilde;es que nos v&atilde;o desgastando e ocupando, e que nos fazem perder algumas energias.
Sob esse ponto de vista, o s&iacute;nodo foi tamb&eacute;m uma experi&ecirc;ncia muito concreta daquilo que o Papa Francisco tem dito desde a Evangelii gaudium, que &eacute; a convers&atilde;o mission&aacute;ria da Igreja. Se h&aacute; aspeto em que essa convers&atilde;o &eacute; importante &eacute; no acolhimento e trabalho com os jovens. Portanto, tamb&eacute;m esse aspeto foi muito marcante.
&nbsp;
A assembleia contou com uma participa&ccedil;&atilde;o in&eacute;dita dos pr&oacute;prios jovens&hellip;
O di&aacute;logo com jovens de tantas partes do mundo permitiu-me a mim, e aos meus irm&atilde;os bispos, conhecer n&atilde;o s&oacute; a realidade dos jovens em muitos contextos. Dou s&oacute; 2 ou 3 exemplos que foram muito destacados. A quest&atilde;o das migra&ccedil;&otilde;es. Podemos falar do fen&oacute;meno dos migrantes de um modo geral, mas esse fen&oacute;meno, se virmos com aten&ccedil;&atilde;o, diz respeito sobretudo a jovens.
Os jovens, seja dentro dos pa&iacute;ses, seja esta migra&ccedil;&atilde;o que vem de &Aacute;frica para a Europa, &eacute; feita sobretudo por jovens. Outros aspetos t&ecirc;m a ver com a pobreza, outros fen&oacute;menos que causam sofrimento noutras sociedades, como a viol&ecirc;ncia, etc, e que afetam basicamente jovens. Portanto, quer esses aspetos mais preocupantes, quer, sobretudo, e deixe-me sublinhar isto, as experi&ecirc;ncias mais positivas, de movimentos, grupos, iniciativas e projetos de v&aacute;ria ordem, sociais, eclesiais, mas tamb&eacute;m no que diz respeito &agrave; escola e a universidade... tantas iniciativas interessantes que se v&atilde;o fazendo pelo mundo fora, iniciativas muito lideradas e propostas pelo jovens, onde eles est&atilde;o muito empenhados.
Foi bom ouvir e conhecer tanta coisa boa que se vai fazendo. &Agrave;s vezes s&oacute; valorizamos as dificuldades, mas &eacute; bom valorizar o que de muito bom se vai fazendo, sobretudo quando vivemos num contento como &eacute; o nosso, e temos de perceber isso n&oacute;s, portugueses, em que h&aacute; algum tipo de facilidades.
Ouvir estes testemunho de jovens em contextos muito dif&iacute;ceis, em pa&iacute;ses onde a Igreja &eacute; muito minorit&aacute;ria, em contextos de grande press&atilde;o e persegui&ccedil;&atilde;o &agrave; pr&oacute;pria Igreja, contextos em que a situa&ccedil;&atilde;o social e pol&iacute;tica &eacute; muito dif&iacute;cil, como a Venezuela e outros pa&iacute;ses, de facto a&iacute; &eacute; poss&iacute;vel dar mais valor a jovens muito empenhados na sociedade, em v&aacute;rias causas, mas tamb&eacute;m na vida da Igreja. Foi tamb&eacute;m uma experi&ecirc;ncia muito interessante.

&nbsp;
De regresso ao Porto, de que forma &eacute; que este contacto com diferentes realidades e iniciativas vai transformar a sua vis&atilde;o enquanto bispo?
Para mim pessoalmente, e enquanto delegado da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), fica uma primeira preocupa&ccedil;&atilde;o: este s&iacute;nodo foi diferente, no sentido em que ainda estamos em pleno processo. Houve uma primeira fase de prepara&ccedil;&atilde;o, em que os jovens tiveram uma grande interven&ccedil;&atilde;o, e &eacute; importante reler o que eles disseram, sobretudo em Portugal, nas dioceses, tivemos agora a fase da sua celebra&ccedil;&atilde;o, mas o s&iacute;nodo n&atilde;o termina com sua celebra&ccedil;&atilde;o. Vamos entrar na &uacute;ltima fase do S&iacute;nodo que &eacute; a sua aplica&ccedil;&atilde;o no terreno. Isto ainda &eacute; s&iacute;nodo.
O Documento final &eacute; um documento inspirador para que cada pa&iacute;s e cada diocese o trabalhar no terreno com os jovens, para p&ocirc;r em pr&aacute;tica, no seu contexto pr&oacute;prio, muitas daquelas inspira&ccedil;&otilde;es.
A primeira preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; como aplicar, como reunir as pessoas, que passos dar para aplicar este S&iacute;nodo; um segundo aspeto &eacute; que um s&iacute;nodo, pelo menos no que j&aacute; foi realizado, &eacute; sempre um desafio a uma renova&ccedil;&atilde;o. No caso concreto dos jovens, e na quest&atilde;o fundamental que &eacute; a quest&atilde;o da f&eacute; e com a sua consequ&ecirc;ncia que &eacute; o despertar para a dimens&atilde;o vocacional, digamos que tudo isso deve significar uma convers&atilde;o.
&Eacute; importante e fundamental, e seria uma oportunidade perdida se assim n&atilde;o fosse, a Igreja em Portugal voltar a olhar para os jovens, nesta nova perspetiva que &eacute;, em primeiro lugar, valorizar o papel dos jovens como uma parte importante da Igreja, como sujeitos da a&ccedil;&atilde;o pastoral. Muitas vezes s&oacute; os vemos como algu&eacute;m que recebe, mas n&atilde;o, h&aacute; felizmente muitos jovens na vida da Igreja, nos movimentos, nos grupos, nas atividades, muitos jovens que fazem o percurso de inicia&ccedil;&atilde;o &agrave; f&eacute; at&eacute; ao crisma, e &eacute; importante contar com eles.
Este S&iacute;nodo procurou refor&ccedil;ar a confian&ccedil;a nos jovens e dizer-lhes que podem confiar na Igreja. A Igreja reafirmou que confia nos jovens, este trabalho &eacute; com eles. Por outro lado, deixar mais claro que a dimens&atilde;o mission&aacute;ria tamb&eacute;m conta muito com eles. &Eacute; importante que, com os jovens, a Igreja tenha um rosto mais belo e mais jovem, como disse o Papa em F&aacute;tima.
N&oacute;s estamos habituados a um rosto mais idoso, mas este &eacute; um rosto fundamental da Igreja. A presen&ccedil;a dos jovens nos v&aacute;rios meios &eacute; uma presen&ccedil;a da Igreja. Tamb&eacute;m aqui h&aacute; que afinar, atualizar, algumas perspetivas e algumas pr&aacute;ticas.
Os jovens crist&atilde;os s&atilde;o a grande presen&ccedil;a da Igreja em v&aacute;rios &acirc;mbitos, na escola, na universidade, em v&aacute;rios grupos e associa&ccedil;&otilde;es, e tamb&eacute;m no ambiente digital, em que hoje os jovens vivem. O Evangelho e a presen&ccedil;a da Igreja passam basicamente por eles, e no s&iacute;nodo verific&aacute;mos que muitas das melhores coisas que se t&ecirc;m feito partem muito dos jovens que, junto dos seus amigos, s&atilde;o um grande sinal da presen&ccedil;a de Deus, e h&aacute; coisas muito bonitas nesse cap&iacute;tulo. H&aacute; muitas coisas a mudar, e o s&iacute;nodo deu e continuar&aacute; a dar um grande impulso.

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Depois do S&iacute;nodo, vale a pena que a l&iacute;ngua portuguesa se mantenha como l&iacute;ngua de trabalho das assembleias sinodais?
Eu acho que sim. Foi uma experi&ecirc;ncia bonita, e foi sublinhada a gratid&atilde;o para com o Papa e a secretaria geral por se poder falar a l&iacute;ngua portuguesa. Importa destacar n&atilde;o s&oacute; que somos muitos milh&otilde;es de crist&atilde;os a falar a l&iacute;ngua portuguesa, mas tamb&eacute;m que somos muitos bispos a falar a l&iacute;ngua portuguesa. Foi um sinal muito positivo, e descobrimos com grande agrado que h&aacute; outras pessoas que falam portugu&ecirc;s, ou percebem portugu&ecirc;s, e sobretudo a marca do portugu&ecirc;s que n&atilde;o &eacute; s&oacute; a l&iacute;ngua de um pa&iacute;s, mas de v&aacute;rios.
Um facto curioso foi o de percebermos em muitos bispos, sobretudo da &Aacute;sia, apelidos portugueses. A nossa l&iacute;ngua n&atilde;o se esgota apenas numa l&iacute;ngua de trabalho, que permitiu ter um c&iacute;rculo menor de l&iacute;ngua portuguesa, e foi muito interessante o debate, que permitiu estabelecer la&ccedil;os mais fortes com os outros bispos, mas digamos assim, tamb&eacute;m nos ajudou a reconhecer muitos noves de bispos de l&iacute;ngua portuguesa. Sinal que os crist&atilde;os e os mission&aacute;rios portugueses estiveram em muitas partes do mundo, e isso &eacute; muito bonito.
&nbsp;
Sentiu a falta de ter um jovem portugu&ecirc;s no S&iacute;nodo?
Os jovens portugueses tiveram uma presen&ccedil;a importante no pr&eacute;-s&iacute;nodo. No S&iacute;nodo, a interven&ccedil;&atilde;o teria sido sempre mais limitada. Mas os jovens tiveram sempre presentes no S&iacute;nodo, uns representantes, outros em ora&ccedil;&atilde;o, outros em comunica&ccedil;&atilde;o, estiveram sempre presentes.

Entrevista realizada em parceria para a Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade, com o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre
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Entrevista: Oct&aacute;vio Carmo
Fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 08 Nov 2018 11:00:00 +0000</pubDate>
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<title>PAULUS Editora lança «Presidente dos Afetos»</title>
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<description><![CDATA[Chega &agrave;s livrarias, na pr&oacute;xima semana, o livro Marcelo Rebelo de Sousa &ndash; O Presidente dos Afetos, uma obra que pretende mostrar quem &eacute; Marcelo Rebelo de Sousa, olhando para o lado humano, afetivo e para a dimens&atilde;o social do Presidente da Rep&uacute;blica e do homem.


Conhecido como &ldquo;Presidente dos Afetos&rdquo;, Marcelo Rebelo de Sousa, tem o mesmo &agrave;-vontade com chefes de Estado e com presos ou sem-abrigo. &Eacute; um homem de f&eacute; e acredita que a pol&iacute;tica deve servir os outros. Senta-se no ch&atilde;o a falar com sem-abrigo, abra&ccedil;a e conforta quem chora desesperadamente, dorme pouco, sabe tudo sobre medicamentos, prega partidas e brinca com crian&ccedil;as.

&laquo;Foram entrevistadas mais de uma dezena de pessoas, amigos e outros que lidaram de perto com Marcelo Rebelo de Sousa em &aacute;reas a que tem dado especial destaque. Investigou-se exaustivamente a p&aacute;gina da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica onde, at&eacute; ao ver&atilde;o de 2018, estavam mais de dois mil v&iacute;deos com interven&ccedil;&otilde;es suas e a&ccedil;&otilde;es oficiais. Esse trabalho foi completado com a an&aacute;lise de trabalhos jornal&iacute;sticos, declara&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas n&atilde;o oficiais e livros publicados&raquo;, pode ler-se no comunicado da editora enviado &agrave;s reda&ccedil;&otilde;es.

Marcelo Rebelo de Sousa comemora o seu 70.&ordm; anivers&aacute;rio no pr&oacute;ximo m&ecirc;s de dezembro, e a PAULUS Editora associa-se &agrave; data como forma de &laquo;homenagear o Presidente da Rep&uacute;blica e de contribuir para que muitos possam conhecer o lado humano, afetivo e pr&oacute;ximo de Marcelo Rebelo de Sousa&raquo;.&nbsp;

A obra apresenta, no primeiro cap&iacute;tulo, o percurso biogr&aacute;fico de Marcelo Rebelo de Sousa, o &laquo;sonho de ser professor catedr&aacute;tico&raquo;, o acompanhamento do Conc&iacute;lio Vaticano II, o &laquo;Grupo da Luz&raquo; e a aten&ccedil;&atilde;o &agrave; justi&ccedil;a social no seu percurso como &laquo;professor catedr&aacute;tico, jornalista e pol&iacute;tico&raquo;.

Os seis cap&iacute;tulos seguintes referem-se &agrave; presid&ecirc;ncia de Marcelo Rebelo de Sousa, que abra&ccedil;a &laquo;por miss&atilde;o&raquo;, para ser &laquo;a voz dos que n&atilde;o t&ecirc;m voz&raquo;, criar proximidade ao ponto de se descobrir &laquo;um chefe de Estado sentado no ch&atilde;o&raquo;, com &laquo;prefer&ecirc;ncia pelos idosos&raquo;, que sentiu &laquo;o peso da trag&eacute;dia dos inc&ecirc;ndios&raquo;, quis ser &laquo;volunt&aacute;rio de cuidados paliativos&raquo; e considera as &laquo;religi&otilde;es essenciais &agrave; sociedade&raquo;.

Em sete cap&iacute;tulos, Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o mostra um presidente da Rep&uacute;blica &laquo;conhecido como &lsquo;Presidente dos Afetos&rsquo;&raquo;, que &laquo;tem o mesmo &agrave;-vontade com chefes de Estado e com presos ou sem-abrigo&raquo;.

O livro &eacute; da autoria de Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o, atualmente jornalista na revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;. Durante 16 anos acompanhou intensamente a vida pol&iacute;tica nacional como rep&oacute;rter da editoria de pol&iacute;tica da TVI e jornalista parlamentar.

Juntamente com o livro estar&aacute; dispon&iacute;vel um postal de felicita&ccedil;&otilde;es a Marcelo Rebelo de Sousa, por ocasi&atilde;o do seu anivers&aacute;rio, que poder&aacute; ser preenchido e enviado, para o Presidente da Rep&uacute;blica.

Na introdu&ccedil;&atilde;o da obra, a autora refere que ao longo do livro revelam-se epis&oacute;dios pouco comuns para um chefe de Estado, como embalar beb&eacute;s na pris&atilde;o de Tires, onde cumprimentou todas as reclusas e ensinou uma delas a &laquo;melhorar a maquilhagem, prolongando o risco sob os olhos&raquo;.

&laquo;Dorme pouco, l&ecirc; muito. H&aacute; quem lhe chame hiperativo. Sabe tudo sobre medicamentos, prega partidas e brinca com crian&ccedil;as. Ao visitar a Cova da Moura, ajuda uma mulher a apanhar a roupa e mostra como costuma estender a sua&raquo;, escreve Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o na introdu&ccedil;&atilde;o ao livro.

O livro j&aacute; est&aacute; em pr&eacute;-venda na loja virtual da PAULUS Editora em https://paulus.pt/marcelo-rebelo-de-sousa-o-presidente-dos-afetos]]></description>
<pubDate>Wed, 31 Oct 2018 14:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Participantes «satisfeitos» com documento final do Sínodo dos Bispos</title>
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<description><![CDATA[A aprova&ccedil;&atilde;o do Documento Final do S&iacute;nodo dos Jovens foi muito pac&iacute;fica e colocou todos os participantes na procura de como melhor levar a mensagem do S&iacute;nodo de volta para os seus pa&iacute;ses. Os dois participantes portugueses estavam muito contentes com o documento que resumiu os longos trabalhos destes dias, que definem como uma &laquo;esp&eacute;cie de b&uacute;ssola de orienta&ccedil;&atilde;o&raquo; para a Igreja.

&nbsp;
D. Joaquim Mendes, presidente da Comiss&atilde;o Episcopal Laicado e Fam&iacute;lia, espera que a Igreja &laquo;acolha este documento que foi entregue ao Papa e a toda a Igreja&raquo;, e confia que haver&aacute; &laquo;abertura para isso&raquo;. &laquo;Creio que da parte da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) haver&aacute; uma grande abertura para a rece&ccedil;&atilde;o do documento, e uma grande vontade e empenho para traduzir e levar &agrave; pr&aacute;tica o que o S&iacute;nodo refletiu e prop&otilde;e. N&atilde;o tenho reservas sobre isso&raquo;, adianta &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; &agrave; sa&iacute;da da missa conclusiva do S&iacute;nodo, presidida pelo Papa Francisco.
&nbsp;
N&atilde;o h&aacute; ainda f&oacute;rmulas ou ideias concretas sobre o que se seguir&aacute;, at&eacute; porque o processo ter&aacute; de ser tamb&eacute;m ele sinodal. &laquo;O S&iacute;nodo foi uma etapa de um caminho que vem de h&aacute; dois anos, e que agora vai continuar&raquo;, refere o prelado, que adianta que, por agora, &eacute; preciso &laquo;ler o documento, refletir sobre ele, olhar a nossa realidade &agrave; luz do pr&oacute;prio documento, e depois o Esp&iacute;rito nos inspirar&aacute; e nos ajudar&aacute; a encontrar os melhores meios para caminharmos&raquo;.
&nbsp;
J&aacute; D. Ant&oacute;nio Augusto de Azevedo, presidente da Comiss&atilde;o Episcopal das Voca&ccedil;&otilde;es e Minist&eacute;rios, que tamb&eacute;m ficou muito satisfeito com o decorrer dos trabalhos, destaca a descoberta do &laquo;sentido mais alargado de voca&ccedil;&atilde;o&raquo; que o documento final &laquo;confirma&raquo;. &laquo;Esta reflex&atilde;o j&aacute; era da tradi&ccedil;&atilde;o da Igreja, nos &uacute;ltimos tempos, e este S&iacute;nodo confirmou-a. Isso tem, obviamente, implica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas: nos v&aacute;rios processos de amadurecimento na f&eacute;, de inicia&ccedil;&atilde;o na f&eacute;, da Pastoral de Juventude nos v&aacute;rios &acirc;mbitos, esta dimens&atilde;o vocacional n&atilde;o &eacute; uma dimens&atilde;o secund&aacute;ria, n&atilde;o &eacute; um ap&ecirc;ndice, n&atilde;o algo a acrescentar, mas algo de essencial, desde a origem&raquo;, defende.
&nbsp;
Por isso, o prelado do Porto fala de um processo de &laquo;liberdade&raquo;. &laquo;Cada um, em comunh&atilde;o e di&aacute;logo com Jesus, na disponibilidade de servir a Igreja, vai descobrindo tamb&eacute;m no seu caminho aquilo que pode dar&raquo;, sustenta.
&nbsp;
Um trabalho que come&ccedil;a por desmistificar o pr&oacute;prio conceito da palavra voca&ccedil;&atilde;o, muitas vezes mal interpretada pelos jovens como uma via apenas para a vida religiosa. &laquo;A voca&ccedil;&atilde;o, neste sentido alargado, deve estar presente em todos os outros tipos de pastoral, come&ccedil;ando desde logo, como &eacute; evidente, pela Pastoral Juvenil, que tem uma dimens&atilde;o vocacional de base. Mas tamb&eacute;m todos os outros trabalhos e atividades, &acirc;mbitos da miss&atilde;o da Igreja, t&ecirc;m por ess&ecirc;ncia uma dimens&atilde;o vocacional, como &eacute; desde logo a catequese, a pr&oacute;pria liturgia, a caridade. Ou seja, na pr&aacute;tica da vida da Igreja, no seu ser, no seu agir, no seu rezar, no seu celebrar, a dimens&atilde;o vocacional est&aacute; sempre muito presente&raquo;, e n&atilde;o apenas no caminho para a vida sacerdotal.
&nbsp;
Este caminho traz tamb&eacute;m, diz D. Ant&oacute;nio Augusto de Azevedo, uma &laquo;uma exig&ecirc;ncia muito bonita, um desafio muito bonito, de abertura destes campos, destas dimens&otilde;es, porque muitas vezes est&atilde;o um pouco fechadas sobre si pr&oacute;prias&raquo;. &laquo;N&atilde;o s&oacute; devem estar abertas &agrave; participa&ccedil;&atilde;o dos jovens, mas tamb&eacute;m essa abertura, essa participa&ccedil;&atilde;o, t&ecirc;m por natureza um selo e uma marca vocacional. Espero e acredito que o Esp&iacute;rito Santo tamb&eacute;m agir&aacute; nas mentes, nos cora&ccedil;&otilde;es e nos grupos para que assim a Pastoral das Voca&ccedil;&otilde;es seja mais fecunda e d&ecirc; mais e melhores frutos&raquo;, espera.
&nbsp;
O presidente da Comiss&atilde;o Episcopal das Voca&ccedil;&otilde;es e Minist&eacute;rios tamb&eacute;m sublinha a necessidade do &laquo;acompanhamento&raquo;. Uma fun&ccedil;&atilde;o habitualmente reservada &laquo;aos ministros ordenados, aos bispos e aos padres, aos di&aacute;conos tamb&eacute;m&raquo;, mas que este S&iacute;nodo tamb&eacute;m considerou ser do &acirc;mbito de &laquo;adultos, aos crist&atilde;os mais crescidos, e especificamente aos pais, aos catequistas, tamb&eacute;m aos professores, &agrave;s pessoas que t&ecirc;m responsabilidades formativas nos v&aacute;rios &acirc;mbitos, at&eacute; inclusivamente aos treinadores desportivos&raquo;.
&nbsp;
&laquo;Ajudar a crescer os mais jovens deve significar acompanh&aacute;-los em todas as dimens&otilde;es da sua vida, para que o processo de educa&ccedil;&atilde;o e de inicia&ccedil;&atilde;o crist&atilde; seja alargado e seja um processo integral. Esse aspeto &eacute; muito bonito e, desde j&aacute;, requer um investimento, uma aten&ccedil;&atilde;o &agrave; forma&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m &agrave; forma&ccedil;&atilde;o dos formadores, dos acompanhadores. &Eacute; um trabalho que ficar&aacute; para o futuro&raquo;, deseja.
&nbsp;
Respons&aacute;vel da comunidade de Taiz&eacute; destaca o &laquo;caminho que a Igreja fez&raquo;
Ontem, &agrave; sa&iacute;da da aula sinodal, estava o Ir Alois, respons&aacute;vel pela comunidade ecum&eacute;nica de Taiz&eacute;, em Fran&ccedil;a, que h&aacute; muitos anos trabalha de forma cont&iacute;nua com jovens de todo o mundo que ali se deslocam para rezar. Com um sorriso, declarou-se &laquo;muito feliz com esta experi&ecirc;ncia&raquo;. &laquo;Penso que a Igreja fez, verdadeiramente, um caminho com o S&iacute;nodo, com quest&otilde;es novas, tamb&eacute;m, como a sinodalidade, o papel das mulheres na Igreja, estar pr&oacute;xima dos jovens&raquo;, considerou, em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;.

&nbsp;
Apesar de a Igreja ainda n&atilde;o ter &laquo;todas as respostas&raquo;, este respons&aacute;vel destaca &laquo;algumas respostas muito concretas&raquo; na &aacute;rea da &laquo;forma&ccedil;&atilde;o dos sacerdotes, na forma&ccedil;&atilde;o dos leigos, no pedido aos bispos que estejam pr&oacute;ximos dos jovens&raquo;. &laquo;Houve coisas muito importantes, neste S&iacute;nodo&raquo;, destaca.
&nbsp;
O Ir. Alois explica ainda a carta que foi lida hoje pelo cardeal Baldisseri no final da missa conclusiva do S&iacute;nodo, que o pr&oacute;prio ajudou a redigir. &laquo;A carta aos jovens tornou-se uma pequena mensagem, para lhes refor&ccedil;ar que queremos dialogar com eles e estar perto deles. Havia o projeto de uma carta mais elaborada, talvez, mas tornou-se uma boa mensagem de encorajamento aos jovens, agora&raquo;, conclui.
&nbsp;
Perto dele estava tamb&eacute;m D. Zeferino Zeca Martins, arcebispo do Huambo, em Angola, o representante angolano neste s&iacute;nodo. O prelado estava &laquo;muito satisfeito&raquo; com o documento final, recordando que &eacute; fruto de um processo em que os jovens foram consultados nos seus &laquo;anseios, esperan&ccedil;as e necessidades&raquo;.
&nbsp;
&laquo;Houve sintonia na abordagem das problem&aacute;ticas que os jovens vivem atualmente, mas tamb&eacute;m nas linhas de orienta&ccedil;&otilde;es que a Igreja tem, para a juventude. Houve sintonia. Sabe-se que numa assembleia t&atilde;o grande, quem atua &eacute; o Esp&iacute;rito Santo: neste caso, o Esp&iacute;rito Santo atuou, chegou-se a este documento, um documento importante para a Igreja nos tempos de agora, na nossa sociedade, no nosso mundo&raquo;, destaca D. Zeferino.



A reportagem no S&iacute;nodo dos Bispos &eacute; realizada em parceria para a Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade, com o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre.
Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Sun, 28 Oct 2018 15:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa pede que jovens sejam ouvidos e quer Igreja ao seu lado</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco afirmou hoje no Vaticano que a Igreja Cat&oacute;lica tem de ouvir os jovens e estar ao seu lado, com abertura e interesse pela sua vida. &laquo;Gostaria de dizer aos jovens, em nome de todos n&oacute;s, adultos: desculpai, se muitas vezes n&atilde;o vos escutamos; se, em vez de vos abrir o cora&ccedil;&atilde;o, vos enchemos os ouvidos&raquo;, sublinhou, na homilia da Missa que marcou o encerramento solene da 15.&ordf; assembleia geral ordin&aacute;ria do S&iacute;nodo dos Bispos.
&nbsp;
O encontro, dedicado ao tema &lsquo;Os jovens, a f&eacute; e o discernimento vocacional&rsquo;, come&ccedil;ou a 3 de outubro e contou com a participa&ccedil;&atilde;o in&eacute;dita de mais de tr&ecirc;s dezenas de jovens convidados; foi tamb&eacute;m o primeiro a utilizar o portugu&ecirc;s como l&iacute;ngua oficial, nos trabalhos.
&nbsp;
Simbolicamente, a Missa de hoje come&ccedil;ou com uma prociss&atilde;o liderada pelos jovens convidados que participaram na assembleia sinodal. &laquo;Como Igreja de Jesus, desejamos colocar-nos amorosamente &agrave; vossa escuta, certos de duas coisas: que a vossa vida &eacute; preciosa para Deus, porque Deus &eacute; jovem e ama os jovens; e que, tamb&eacute;m para n&oacute;s, a vossa vida &eacute; preciosa, mais ainda necess&aacute;ria para se avan&ccedil;ar&raquo;, referiu o Papa.
&nbsp;
Perante centenas de pessoas reunidas na Bas&iacute;lica de S&atilde;o Pedro, Francisco apresentou esta manh&atilde; uma reflex&atilde;o sobre &laquo;tr&ecirc;s passos fundamentais no caminho da f&eacute;&raquo;, a come&ccedil;ar pelo &laquo;apostolado do ouvido&raquo;, ou seja, &laquo;escutar, antes de falar&raquo;.

&nbsp;
Francisco prop&ocirc;s uma Igreja &laquo;pr&oacute;xima&raquo; da vida dos jovens, propondo mais do que &laquo;formula&ccedil;&otilde;es doutrin&aacute;rias&raquo; ou ativismos sociais. &laquo;N&atilde;o podemos ser doutrinaristas ou ativistas; somos chamados a levar para a frente a obra de Deus segundo o modo de Deus, na proximidade: unidos intimamente a Ele, em comunh&atilde;o entre n&oacute;s, pr&oacute;ximo dos irm&atilde;os&raquo;, precisou.
&nbsp;
No final de mais de 25 dias de trabalhos, o Papa sustentou que a Igreja deve rejeitar a &laquo;tenta&ccedil;&atilde;o das receitas prontas&raquo; e da indiferen&ccedil;a. &laquo;Interroguemo-nos se somos crist&atilde;os capazes de nos tornar pr&oacute;ximo, capazes de sair dos nossos c&iacute;rculos para abra&ccedil;ar aqueles que &lsquo;n&atilde;o s&atilde;o dos nossos&rsquo; e a quem Deus ansiosamente procura&raquo;, pediu.
&nbsp;
A interven&ccedil;&atilde;o prop&ocirc;s que as comunidades cat&oacute;licas partam ao encontro de quem sofre, com uma mensagem de f&eacute; e n&atilde;o apenas como uma &laquo;ONG, uma organiza&ccedil;&atilde;o para-estatal&raquo;. &laquo;Quantas vezes as pessoas sentem mais o peso das nossas institui&ccedil;&otilde;es que a presen&ccedil;a amiga de Jesus&raquo;, advertiu.
&nbsp;
O Papa concluiu com o agradecimento a todos os que participaram neste &laquo;caminhar juntos&rdquo;, o significado de S&iacute;nodo (palavra de origem grega), real&ccedil;ando que nestes dias se trabalho &ldquo;em comunh&atilde;o e com ousadia, com o desejo de servir a Deus e ao seu povo&raquo;.
&laquo;Que o Senhor aben&ccedil;oe os nossos passos, para podermos escutar os jovens, fazer-nos pr&oacute;ximo e testemunhar-lhes a alegria da nossa vida: Jesus&raquo;, desejou.


&nbsp;
Papa destaca &laquo;modo de ser em trabalhar em conjunto&raquo; do S&iacute;nodo
&nbsp;
O Papa afirmou hoje que o resultado principal do S&iacute;nodo dos Bispos n&atilde;o &eacute; a reda&ccedil;&atilde;o de um documento conclusivo, mas o &ldquo;modo de ser e trabalhar em conjunto&rdquo;, capaz de fazer propostas em sintonia com a realidade.
&nbsp;
&laquo;&Eacute; importante que se difunda um modo de ser e trabalhar em conjunto, jovens e anci&atilde;os, na escuta e no discernimento, para procurar escolhas pastorais em sintonia com a realidade&raquo;, afirmou no Papa na alocu&ccedil;&atilde;o do &acirc;ngelus, na Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro, ap&oacute;s ter presidido &agrave; Missa de encerramento do S&iacute;nodo dos Bispos.

&nbsp;
Desde o dia 3 de outubro, decorreu no Vaticano o S&iacute;nodo dos Bispos sobre o tema &lsquo;Os jovens, a f&eacute; e o discernimento vocacional&rsquo;, envolvendo mais de 400 pessoas e que contou com a participa&ccedil;&atilde;o in&eacute;dita de mais de tr&ecirc;s dezenas de jovens convidados.
&nbsp;
O Papa defendeu que &laquo;o primeiro fruto desta a assembleia sinodal deve estar antes de tudo no exemplo&raquo;, um m&eacute;todo seguido deste a fase preparat&oacute;ria, marcado pela escuta e pelo envolvimento dos jovens.
&nbsp;
Francisco defendeu um &laquo;estilo sinodal&raquo; que n&atilde;o tenha como &laquo;objetivo principal a reda&ccedil;&atilde;o de um documento&raquo;, considerando o valor &laquo;precioso e &uacute;til&raquo; da proposta de conclus&otilde;es.
&nbsp;
O Papa disse que que as semanas do decorrer dos trabalhos sinodais foram de &laquo;um tempo de consola&ccedil;&atilde;o e de esperan&ccedil;a&raquo;, valorizando a escuta que aconteceu durante o S&iacute;nodo. &laquo;Escutar exige tempo, aten&ccedil;&atilde;o, abertura da mente e do cora&ccedil;&atilde;o. Mas este empenho transforma-se todos os dias em consola&ccedil;&atilde;o, sobretudo porque t&iacute;nhamos no meio de n&oacute;s a presen&ccedil;a viva e estimulante de jovens, com as suas hist&oacute;rias e os seus contributos&raquo;, afirmou.
&nbsp;
&laquo;A realidade multiforme das novas gera&ccedil;&otilde;es entrou no s&iacute;nodo&raquo;, disse o Papa aos peregrinos e turistas presentes na Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro que, apesar da intensa chuva, aguardaram a chegada de Francisco &agrave; janela do Pal&aacute;cio Apost&oacute;lico. &laquo;Vimos a realidade, os sinais do nosso tempo&raquo;, disse o Papa.
&nbsp;
Francisco acrescentou que &laquo;os frutos deste trabalho est&atilde;o j&aacute; a fermentar&raquo;, procurando agora continuar a &laquo;caminhar em conjunto, atrav&eacute;s de tantos desafios&raquo;, nomeadamente &laquo;o mundo digital, o fen&oacute;meno das migra&ccedil;&otilde;es, o sentido do corpo e da sexualidade, o drama das guerras e da viol&ecirc;ncia&raquo;. &laquo;O s&iacute;nodo dos jovens foi uma boa vindima, que promete um bom vinho&raquo;, defendeu o Papa.
&nbsp;
A reportagem no S&iacute;nodo dos Bispos &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade, com o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre.

Texto: Paulo Rocha e Oct&aacute;vio Carmo
Fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Sun, 28 Oct 2018 14:00:00 +0000</pubDate>
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<item>
<title>O Sínodo que quer «mudar o rosto da Igreja»</title>
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<description><![CDATA[]]></description>
<pubDate>Sun, 28 Oct 2018 08:53:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa oferece presente aos participantes do Sínodo</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco ofereceu a todos os participantes no S&iacute;nodo 2018, que decorre no Vaticano, um painel em bronze que representa Jesus e o &laquo;jovem disc&iacute;pulo amado&raquo;, S&atilde;o Jo&atilde;o.

A oferta quer ser uma &laquo;lembran&ccedil;a do S&iacute;nodo dos Jovens&raquo;, assinala o servi&ccedil;o de imprensa da Santa S&eacute;.

O painel de bronze, em baixo-relevo, &eacute; uma obra do artista italiano Gino Giannetti, cunhada pela Casa da Cidade do Vaticano, com 460 exemplares; foi entregue pessoalmente aos padres sinodais e aos outros participantes, no sal&atilde;o do audit&oacute;rio Paulo VI, antes da sess&atilde;o conclusiva dos trabalhos, esta tarde.

Os participantes discutem e votam o documento final, elaborado por uma comiss&atilde;o especial, com base nas observa&ccedil;&otilde;es sugeridas pelos padres sinodais, tem um total de 167 pontos.

Este domingo, o Papa preside &agrave; Missa que assinala o encerramento solene da assembleia sinodal, a partir das 10h00 (menos uma em Lisboa), no Vaticano; antes da b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o final, na Eucaristia, vai ser lida a carta aos jovens, escrita pelos participantes na 15.&ordf; assembleia geral ordin&aacute;ria do S&iacute;nodo dos Bispos.

O encontro iniciado a 3 de outubro contou com a participa&ccedil;&atilde;o in&eacute;dita de mais de tr&ecirc;s dezenas de jovens convidados e foi o primeiro a utilizar o portugu&ecirc;s como l&iacute;ngua oficial, nos trabalhos.

A reportagem no S&iacute;nodo dos Bispos &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade, com o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre.
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Texto: Oct&aacute;vio Carmo
Foto: Osservatore Romano
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<pubDate>Sat, 27 Oct 2018 17:01:00 +0100</pubDate>
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<title>Conferências episcopais assinam documento em defesa do ambiente</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/conferencias-episcopais-assinam-documento-em-defesa-do-ambiente</link>
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<description><![CDATA[Os presidentes de seis confedera&ccedil;&otilde;es continentais das Confer&ecirc;ncias Episcopais cat&oacute;licas assinaram em Roma um documento conjunto, em defesa de a&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e da comunidade internacional contra os efeitos das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas.


D. Gabriel Mbilingi, arcebispo do Lubango (Angola) e presidente do Simp&oacute;sio das Confer&ecirc;ncias Episcopais da &Aacute;frica e Madag&aacute;scar (SECAM), um dos signat&aacute;rios, explicou hoje &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; que o objetivo do documento &eacute; dar um &laquo;contributo&raquo; ao debate em curso, apelando ao &laquo;cuidado da terra, ao cuidado das pessoas e da sociedade&raquo;. &laquo;O grito da terra, da m&atilde;e terra, em rela&ccedil;&atilde;o ao uso que dela fazemos e at&eacute; &agrave; destrui&ccedil;&atilde;o que est&aacute; em curso, &eacute; equivalente ao grito que vem da humanidade, da sociedade que precisa de ser tamb&eacute;m ela acordada, para que n&atilde;o se cometa este suic&iacute;dio&raquo;, sublinha.

A declara&ccedil;&atilde;o foi assinada, em Roma, esta sexta-feira (26/10), pelo cardeal Angelo Bagnasco, presidente do Conselho das Confer&ecirc;ncias Episcopais da Europa; o cardeal Oswald Gracias, presidente da Federa&ccedil;&atilde;o das Confer&ecirc;ncias Episcopais Asi&aacute;ticas; pelo arcebispo Peter Loy Chong, presidente da Federa&ccedil;&atilde;o dos Bispos Cat&oacute;licos da Oce&acirc;nia; pelo arcebispo Jean-Claude Hollerich, presidente da COMECE (episcopados cat&oacute;licos da Uni&atilde;o Europeia); pelo arcebispo Gabriel Mbilingi, presidente do SECAM; e pelo cardeal Rub&eacute;n Salazar G&oacute;mez, presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM).

Os respons&aacute;veis cat&oacute;licos pedem aos pol&iacute;ticos que trabalhem por uma implementa&ccedil;&atilde;o ambiciosa do Acordo de Paris, de 2015.

O documento tem em vista a pr&oacute;xima confer&ecirc;ncia da ONU sobre mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, a COP24, que decorre em Katowice, Pol&oacute;nia, em dezembro deste ano.

Os respons&aacute;veis da Am&eacute;rica Latina, &Aacute;sia, &Aacute;frica, Oce&acirc;nia e Europa pedem que os &laquo;grandes emissores de gases com efeito estufa assumam responsabilidades pol&iacute;ticas e atendam aos compromissos de financiamento clim&aacute;tico&raquo;.

Entre os pontos centrais da proposta est&atilde;o a limita&ccedil;&atilde;o do aquecimento global a 1,5 graus celsius; a ado&ccedil;&atilde;o de estilos de vida sustent&aacute;veis; o respeito pelas comunidades ind&iacute;genas; ao fim da era dos combust&iacute;veis f&oacute;sseis, com transi&ccedil;&atilde;o para formas renov&aacute;veis de energia; a reforma do sistema agr&iacute;cola, para um fornecimento saud&aacute;vel e acess&iacute;vel de alimentos para todos.

A declara&ccedil;&atilde;o tem o apoio das redes cat&oacute;licas CIDSE, Caritas Internationalis e Movimento Cat&oacute;lico Global pelo Clima.

&laquo;Precisamos de ver uma transforma&ccedil;&atilde;o nas negocia&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas de Katowice. Podemos salvar o planeta e aqueles que sofrem o maior risco de impacto das condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas extremas, mas precisamos da vontade pol&iacute;tica para tornar isso uma realidade&raquo;, disse Michel Roy, secret&aacute;rio-geral da Caritas Internationalis.

A reportagem em Roma &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade, com o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre.

Texto: Oct&aacute;vio Carmo
]]></description>
<pubDate>Sat, 27 Oct 2018 15:50:00 +0100</pubDate>
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<item>
<title>Papa nomeia dois novos bispos para Portugal</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/papa-nomeia-dois-novos-bispos-para-portugal</link>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco nomeou hoje como bispo das For&ccedil;as Armadas e das For&ccedil;as de Seguran&ccedil;a em Portugal D. Rui Val&eacute;rio, de 53 anos, que sucede a D. Manuel Linda, que entretanto j&aacute; assumiu a miss&atilde;o de bispo do Porto. No mesmo dia, o Papa nomeia D. Armando Esteves Domingues, at&eacute; agora vig&aacute;rio-geral da Diocese de Viseu, como novo bispo auxiliar da Diocese do Porto. Os an&uacute;ncios foram feitos pela Nunciatura Apost&oacute;lica, em comunicado enviado &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA.

&nbsp;
D. Rui Manuel Sousa Val&eacute;rio, o novo respons&aacute;vel pelo Ordinariato Castrense em Portugal, &eacute; natural da Urgueira, no Concelho de Our&eacute;m, e conta no seu percurso com v&aacute;rios anos de servi&ccedil;o junto das for&ccedil;as militares, neste caso da Marinha Portuguesa. Entre 1992 e 1993 foi capel&atilde;o militar no Hospital da Marinha, servi&ccedil;o que assumiu tamb&eacute;m na Escola Naval, de 2008 a 2011.
&nbsp;
Em declara&ccedil;&otilde;es enviadas &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, o novo bispo portugu&ecirc;s deixa &laquo;uma sauda&ccedil;&atilde;o muito pr&oacute;xima a toda a diocese&raquo;, centrada &laquo;nos militares, nos agentes de seguran&ccedil;a, no pessoal civil&raquo;, em &laquo;todos os homens e mulheres&raquo; que est&atilde;o ao servi&ccedil;o do pa&iacute;s, quer em territ&oacute;rio nacional quer &laquo;em miss&otilde;es internacionais&raquo;.
&nbsp;
Agentes que &laquo;est&atilde;o n&atilde;o s&oacute; em nome ou em prol da paz mas s&atilde;o tamb&eacute;m ex&iacute;mios embaixadores daquilo que &eacute; Portugal, os seus valores e a sua f&eacute; na liberdade, na paz e na justi&ccedil;a&raquo;, real&ccedil;a D. Rui Val&eacute;rio.
&nbsp;
O novo respons&aacute;vel cat&oacute;lico para as For&ccedil;as Armadas e de Seguran&ccedil;a dirige-se ainda a todos os sacerdotes e capel&atilde;es empenhados neste setor, para destacar o trabalho que realizam todos os dias no meio militar, em particular &laquo;junto e com os jovens&raquo;.
&nbsp;
D. Rui Val&eacute;rio conclui a sua mensagem com um &laquo;agradecimento&raquo; especial &agrave;s comunidades por onde passou, quer no Patriarcado de Lisboa, diocese onde se encontrava atualmente, quer na Diocese de Beja e tamb&eacute;m junto da congrega&ccedil;&atilde;o dos Padres Monfortinos, &agrave; qual est&aacute; ligado.
&nbsp;
Recorde-se que em 2016, durante o Jubileu da Miseric&oacute;rdia, o novo bispo das For&ccedil;as Armadas e das For&ccedil;as de Seguran&ccedil;a foi um dos 1071 sacerdotes enviados pelo Papa Francisco como &ldquo;mission&aacute;rio da miseric&oacute;rdia&rdquo; &agrave;s comunidades de todo o mundo.
&nbsp;
Porto recebe tamb&eacute;m bispo auxiliar
Para a diocese do Porto segue D. Armando Esteves Domingues. Numa nota enviada &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, a Nunciatura Apost&oacute;lica em Portugal destaca ainda a decis&atilde;o de Francisco em aceitar a resigna&ccedil;&atilde;o de D. Ant&oacute;nio Taipa, at&eacute; agora tamb&eacute;m bispo auxiliar da mesma diocese nortenha, por motivos de limite de idade.
&nbsp;
Nas suas primeiras declara&ccedil;&otilde;es, D. Armando Esteves Domingues, de 61 anos, real&ccedil;a uma not&iacute;cia &laquo;que n&atilde;o esperava&raquo; e que por isso chegou como um &laquo;choque&raquo;, por tudo o que envolve a miss&atilde;o de bispo.
&nbsp;
Aquele respons&aacute;vel agradece no entanto &laquo;a confian&ccedil;a que o Papa depositou nele&raquo; e d&aacute; tamb&eacute;m &laquo;gra&ccedil;as a Deus&raquo; por, &laquo;ao fim de tantos anos&raquo; de miss&atilde;o sacerdotal e pastoral, o &laquo;continuar a chamar para novas tarefas&raquo;, neste caso na Diocese do Porto. &laquo;Uma diocese muito bela e muito rica, pelo seu passado e presente&raquo;, mas &laquo;que n&atilde;o se deixa ficar fechada, trancada&raquo; no que j&aacute; foi feito, antes procura &laquo;projetar-se no futuro&raquo;, salienta D. Armando Esteves Domingues.
&nbsp;
O novo bispo quis ainda deixar uma palavra de &laquo;muita estima&raquo; ao atual bispo do Porto, D. Manuel Linda, e a toda a Igreja Cat&oacute;lica da regi&atilde;o, aos colegas bispos auxiliares, aos sacerdotes, di&aacute;conos, seminaristas, religiosos e leigos, tamb&eacute;m &agrave;s autoridades civis da regi&atilde;o e &agrave; popula&ccedil;&atilde;o em geral, de modo especial &laquo;aos mais pobres e fr&aacute;geis&raquo;. &laquo;Todos podem contar com o melhor de mim&raquo;, frisa D. Armando Esteves Domingues, cuja &uacute;ltima palavra &eacute; de &laquo;agradecimento&raquo; &agrave; Diocese de Viseu, comunidade onde diz ter &laquo;aprendido a amar a Igreja&raquo;.
&nbsp;
Natural da Vila de Oleiros, no Distrito de Castelo Branco, o novo bispo portugu&ecirc;s &eacute; proveniente de &laquo;uma fam&iacute;lia numerosa&raquo;, sendo &laquo;o oitavo de onze irm&atilde;os&raquo; e tendo j&aacute; &laquo;17 sobrinhos e 18 sobrinhos netos&raquo;, refere a nota da Nunciatura Apost&oacute;lica.
&nbsp;
Ordenado sacerdote a 25 de novembro de 1981, D. Armando Domingues conta com forma&ccedil;&atilde;o em &aacute;reas como a pastoral juvenil, a espiritualidade e a pastoral familiar, com especial incid&ecirc;ncia na prepara&ccedil;&atilde;o de noivos para o matrim&oacute;nio.
&nbsp;
Entre o seu percurso pastoral sobressai o seu empenho na &aacute;rea sociocaritativa, com a dinamiza&ccedil;&atilde;o ao longo dos anos de v&aacute;rias iniciativas ligadas &agrave; inclus&atilde;o social, ao combate ao desemprego, &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o de depend&ecirc;ncias e &agrave; habita&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
Numa das regi&otilde;es por onde passou, Nossa Senhora do Viso, contribuiu para a constitui&ccedil;&atilde;o desta comunidade como par&oacute;quia e para a constru&ccedil;&atilde;o de novas estruturas, entre as quais um novo centro social e uma nova igreja.
&nbsp;
O seu curr&iacute;culo inclui tamb&eacute;m a colabora&ccedil;&atilde;o com v&aacute;rios movimentos e organismos cat&oacute;licos, desde os Escuteiros aos Educadores Cat&oacute;licos, passando pelos Cursilhos de Cristandade.
&nbsp;
A ordena&ccedil;&atilde;o episcopal de D. Armando Esteves Domingues est&aacute; marcada para dia 16 de dezembro na Catedral de Viseu, enquanto D. Rui Val&eacute;rio ser&aacute; ordenado no dia 25 de novembro, no Mosteiro dos Jer&oacute;nimos, em Lisboa, em conjunto com a ordena&ccedil;&atilde;o de D. Daniel Henriques, recentemente nomeado pelo Papa como bispo auxiliar para o Patriarcado de Lisboa.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna (com Ag&ecirc;ncia Ecclesia)
Fotos: Patriarcado de Lisboa e DR
]]></description>
<pubDate>Sat, 27 Oct 2018 13:45:00 +0100</pubDate>
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</item>
<item>
<title>Sínodo foi «ocasião de revitalização da nossa própria fé»</title>
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<description><![CDATA[O arcebispo angolano, presidente do Simp&oacute;sio das Confer&ecirc;ncias Episcopais da &Aacute;frica e Madag&aacute;scar (SCEAM), est&aacute; muito satisfeito pela forma como o S&iacute;nodo tem decorrido.


Numa pausa dos trabalhos de leitura do Documento Final ocorrida esta manh&atilde;, o prelado afirmou que esta experi&ecirc;ncia tem sido &laquo;uma ocasi&atilde;o de revitaliza&ccedil;&atilde;o da nossa pr&oacute;pria f&eacute;&raquo;, enquanto bispos. &laquo;Um S&iacute;nodo dedicado precisamente aos jovens, &agrave; sua f&eacute;, &agrave; maneira como eles assumem a f&eacute;, como eles encarnam o ensinamento e o encontro com Jesus Cristo, as suas propostas de vida, e a forma como eles querem transmitir no amanh&atilde; a experi&ecirc;ncia que fazem de Jesus, &eacute; para n&oacute;s, sem d&uacute;vida, n&atilde;o s&oacute; uma ocasi&atilde;o de revitaliza&ccedil;&atilde;o da nossa pr&oacute;pria f&eacute;, (...) mas tamb&eacute;m do que s&atilde;o os compromissos e os impactos da viv&ecirc;ncia desta mesma f&eacute; nas nossas comunidades, procurando maior autenticidade, maior verdade, procurando maior comunh&atilde;o, maior fraternidade e solidariedade na viv&ecirc;ncia na sociedade&raquo;, referiu &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;.

Para este bispo, a &laquo;capacita&ccedil;&atilde;o&raquo; dos jovens do continente deve ser uma prioridade. &laquo;&Eacute; um continente feito de jovens, mas com muito poucos recursos, em termos de capacita&ccedil;&atilde;o desses mesmos jovens, para quem tenham uma interven&ccedil;&atilde;o mais cr&iacute;tica, quer na sociedade, quer na pr&oacute;pria Igreja&raquo;, assinalou o arcebispo do Lubango.

O respons&aacute;vel sublinhou que a Igreja em &Aacute;frica &eacute; &laquo;muito viva&raquo;, com presen&ccedil;a &laquo;significativa dos jovens&raquo;. &laquo;&Eacute; uma Igreja que, em todo o continente, est&aacute; a procurar investir sobretudo nas estruturas de forma&ccedil;&atilde;o, nas estruturas de capacita&ccedil;&atilde;o desses jovens, de forma&ccedil;&atilde;o profissional, a escola, amparo na sa&uacute;de&raquo;, acrescenta.

O presidente do SCEAM evoca ainda as &laquo;graves crises no campo da sa&uacute;de&raquo; que afetam o continente e est&atilde;o nas prioridades da a&ccedil;&atilde;o da Igreja Cat&oacute;lica, atrav&eacute;s das suas institui&ccedil;&otilde;es sociais.

Na reta final do S&iacute;nodo que o Papa quis convocar para analisar a rela&ccedil;&atilde;o da Igreja com as novas gera&ccedil;&otilde;es, D. Gabriel Mbilingi deixa uma mensagem aos jovens africanos: &laquo;Contamos com eles para o futuro do pr&oacute;prio continente&raquo;.

O arcebispo do Lubango elogia a convoca&ccedil;&atilde;o de uma assembleia sinodal para discutir a forma como os jovens &laquo;assumem a f&eacute;&raquo; e transmitem a &laquo;experi&ecirc;ncia que fazem de Jesus&raquo;.

O objetivo, no futuro, &eacute; encontrar &laquo;maior autenticidade, maior verdade, procurando maior comunh&atilde;o, maior fraternidade e solidariedade na viv&ecirc;ncia na sociedade&raquo;.

O S&iacute;nodo dos Bispos, iniciado a 3 de outubro, discute e vota hoje o Documento Final e uma Carta aos Jovens; no domingo, o Papa Francisco preside &agrave; Missa conclusiva da assembleia, na Bas&iacute;lica de S&atilde;o Pedro, pelas 10h00 (menos uma em Lisboa).

A reportagem no S&iacute;nodo dos Bispos &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade, com o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna (com Oct&aacute;vio Carmo)
Fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Sat, 27 Oct 2018 13:15:00 +0100</pubDate>
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<title>Sínodo: Jovens oferecem espetáculo ao Papa</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco viveu ontem um momento de festa, no Vaticano, com os jovens participantes da assembleia do S&iacute;nodo 2018, dedicado &agrave;s novas gera&ccedil;&otilde;es. O espet&aacute;culo, ap&oacute;s a sess&atilde;o de trabalhos da tarde que serviu para eleger os membros do 15&ordm; Conselho Ordin&aacute;rio do S&iacute;nodo que ficar&aacute; encarregue de preparar a pr&oacute;xima reuni&atilde;o ordin&aacute;ria do S&iacute;nodo, incluiu declama&ccedil;&atilde;o de poemas, m&uacute;sica e dan&ccedil;a, com um flashmob intitulado &ldquo;Eis-me aqui&rdquo;.




Os participantes entregaram ao Papa&nbsp;uma carta, em nome dos mais de 30 jovens que foram convidados ao S&iacute;nodo dos Bispos, na qual estes agradecem ao Papa por lhes ter permitido &laquo;fazer juntos este peda&ccedil;o de hist&oacute;ria&raquo;. &laquo;Queremos dizer que partilhamos o teu sonho: uma Igreja em sa&iacute;da, aberta a todos, sobretudo os mais fracos, uma Igreja hospital de campanha&raquo;, pode ler-se.

Os jovens sublinham a necessidade de espa&ccedil;o para &laquo;ideias novas&raquo;, na Igreja e na sociedade, concluindo com uma promessa a Francisco: &laquo;No final deste S&iacute;nodo, queremos dizer-te que estamos contigo e com todos os bispos da Igreja, tamb&eacute;m nos momentos de dificuldade&raquo;.

A noite concluiu-se&nbsp; com um momento de Adora&ccedil;&atilde;o Eucar&iacute;stica, no Centro San Lorenzo, antes do jantar em que os jovens foram acompanhados pelos cardeais Schoenborn, Fisher, Napier, Lacroix e Tagle, bem como por sacerdotes, bispos e alguns jornalistas, incluindo o prefeito do Dicast&eacute;rio para a Comunica&ccedil;&atilde;o, Paolo Ruffini.

O S&iacute;nodo dos Bispos contou, desde 1 de outubro, com mais de 1400 tweets oficiais marcados com a hashtag #Synod2018, em seis idiomas; os briefings di&aacute;rios foram divulgados atrav&eacute;s da hashtag #Synod2018Live, com cerca de 15 tweets por dia.

Nas p&aacute;ginas do facebook do portal Vatican News, os conte&uacute;dos do S&iacute;nodo atingiram 10 milh&otilde;es de pessoas, informa o servi&ccedil;o de not&iacute;cias do Vaticano.

OS utilizadores do Twitter e do Instagram partilharam mais de 100 mil tweets e imagens marcadas com a hashtag #Synod2018.

Al&eacute;m disso, cerca de 500 mil conte&uacute;dos diferentes sobre o S&iacute;nodo (posts, artigos, imagens e v&iacute;deos) foram partilhados nas redes sociais, acompanhads pelo surgimento de hashtags como #PrayForSynod, #CaminarJuntos, #ConectadosNoSinodo, #PastoralJuvenil, #RejuvenateTheChurch, #NosVemosEnPanam&agrave;.


O S&iacute;nodo dos Bispos, iniciado a 3 de outubro, discute e aprova hoje, s&aacute;bado, o Documento Final e uma Carta aos Jovens; no domingo, o Papa Francisco preside &agrave; Missa conclusiva da assembleia, na Bas&iacute;lica de S&atilde;o Pedro, pelas 10h00 (menos uma em Lisboa).

A reportagem no S&iacute;nodo dos Bispos &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade, com o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre.
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Texto: Oct&aacute;vio Carmo
Fotos: Vatican News
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<pubDate>Sat, 27 Oct 2018 11:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Bispos de quatro continentes dão voto de confiança aos jovens</title>
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<description><![CDATA[O S&iacute;nodo dos Bispos dedicado &agrave;s novas gera&ccedil;&otilde;es, que decorre h&aacute; mais de 20 dias no Vaticano, sublinhou a necessidade de um maior &ldquo;protagonismo&rdquo; dos jovens nos processos de decis&atilde;o da Igreja Cat&oacute;lica, respeitando e compreendendo as realidades diferentes de cada local no mundo.


D. Mariano Parra, arcebispo de Coro (Venezuela), refere &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; que a promo&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o &laquo;ativa&raquo; dos jovens na Pastoral Juvenil &eacute; uma experi&ecirc;ncia que se faz &laquo;h&aacute; v&aacute;rios anos&raquo; na Am&eacute;rica Latina, com o objetivo de que estes &laquo;tenham parte ativa na Igreja&raquo;. &laquo;Que [os jovens] sintam que eles tamb&eacute;m t&ecirc;m responsabilidade na Igreja e que os pastores lhes abram as portas, lhes abram o seu cora&ccedil;&atilde;o para os ouvir. Eles podem contribuir com muito&raquo;, sublinha o relator de um dos grupos de trabalho em espanhol, que durante oito anos foi respons&aacute;vel pelo setor da Juventude no Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM).

Para o especialista, as novas gera&ccedil;&otilde;es exigem &laquo;companhia&raquo; e uma aten&ccedil;&atilde;o a todas as suas express&otilde;es. &laquo;Os jovens de todo o mundo, &agrave;s vezes, falam-nos com o sil&ecirc;ncio: na forma como se vestem, como dan&ccedil;am, como fazem comunidade, na forma como se re&uacute;nem&raquo;, precisa.

O arcebispo venezuelano explica que, no CELAM, a metodologia aplicada na Pastoral Juvenil tem quatro passos: fascinar, escutar, discernimento e convers&atilde;o. &laquo;Se tu pretendes saltar os primeiros passos, a &uacute;ltima parte, a convers&atilde;o n&atilde;o vai acontecer, porque o jovem n&atilde;o vai ouvir e n&oacute;s n&atilde;o vamos saber do que falar os jovens, porque n&atilde;o os ouvistes, n&atilde;o sabes quais s&atilde;o os seus problemas, as suas necessidades&raquo;, adverte.


D. Mariano Parra assume a diferen&ccedil;a de uma realidade latino-americana marcada pela presen&ccedil;a dos jovens, face ao envelhecimento da Europa. &laquo;N&oacute;s damos muito protagonismo aos jovens todo o processo da Pastoral Juvenil na Am&eacute;rica Latina. O processo demorou muitos anos, mas nunca parou. Pelo contr&aacute;rio, avan&ccedil;ou atrav&eacute;s do tempo, sem voltar atr&aacute;s&raquo;, real&ccedil;a.

D. Eamon Martin, arcebispo de Armagh (Irlanda), deixou votos de que, na quest&atilde;o dos abusos de menores, &laquo;mais pa&iacute;ses levem este assunto a s&eacute;rio&raquo;.

O respons&aacute;vel assumiu uma mudan&ccedil;a face &agrave;s suas expectativas antes da assembleia. &laquo;Ao vir para Roma, cheguei com uma certa dose de ceticismo, porque na Irlanda temos tentado chegar aos mais jovens, mas n&atilde;o temos feito um bom trabalho&raquo;, admitiu, mas a experi&ecirc;ncia do S&iacute;nodo, &laquo;vendo e conhecendo a realidade concreta dos jovens&raquo; de v&aacute;rios pa&iacute;ses, levou-o agora a sentir-se um &laquo;embaixador&raquo; da alegria que se viveu nestas semanas.


O cardeal Charles Maung Bo, arcebispo de Rangum (Myanmar), que se apresenta como descendente dos primeiros crist&atilde;os que, no pa&iacute;s asi&aacute;tico, receberam a missiona&ccedil;&atilde;o portuguesa, pede uma maior aten&ccedil;&atilde;o aos jovens, em todo o mundo, com a consci&ecirc;ncia de que muitos &laquo;n&atilde;o est&atilde;o a ser ouvidos&raquo;. &laquo;Depois do S&iacute;nodo, espero que especialmente os bispos, os padres, os religiosos ajudem os jovens, a ouvi-los realmente, a acompanh&aacute;-los. &Eacute; esta a minha esperan&ccedil;a sobre os frutos do documento final&raquo;, observa o cardeal, um dos presidentes-delegados do S&iacute;nodo, em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;.


J&aacute; o cardeal Christoph Sch&ouml;nborn, arcebispo de Viena (&Aacute;ustria), evocou hoje na sala de imprensa da Santa S&eacute; as &laquo;terr&iacute;veis injusti&ccedil;as de que sofrem tantos jovens no mundo&raquo;, para quem a Igreja Cat&oacute;lica &eacute; a &laquo;&uacute;ltima esperan&ccedil;a&raquo;. O prelado revelou que vinha com alguma apreens&atilde;o por ter de ficar &laquo;afastado um m&ecirc;s&raquo; da sua diocese, mas percebeu que ter bispos de todo o mundo a dedicarem um m&ecirc;s a ouvir os jovens e as suas quest&otilde;es, para conviverem com as suas experi&ecirc;ncias com &laquo;empatia e verdadeira aten&ccedil;&atilde;o, sem ter todas as respostas prontas&raquo;, &eacute; algo de importante.


D. Bienvenu Manamika Bafouakouahou, bispo de Dolisie (Rep&uacute;blica do Congo), falou &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; da &laquo;complexa&raquo; quest&atilde;o da corrup&ccedil;&atilde;o, defendendo que &laquo;os jovens, hoje, precisam de ser seguidos pelos adultos&raquo;, para reformar a sua &laquo;estrutura mental&raquo;. &laquo;O homem torna-se cada vez mais individualista e, nesse individualismo, procura-se o interesse pr&oacute;prio, sem um limite. &Eacute; a&iacute; que acontece a corrup&ccedil;&atilde;o. Mas ela tamb&eacute;m tem outras causas, h&aacute; um problema de moral, de virtude. A Igreja pede-nos que voltemos &agrave; base, o Evangelho, para a lealdade, para a transpar&ecirc;ncia, regressar ao essencial das virtudes&raquo;, sustenta.

O bispo congol&ecirc;s pede ainda uma maior aposta na forma&ccedil;&atilde;o e na educa&ccedil;&atilde;o das novas gera&ccedil;&otilde;es, que as ajude a distinguir entre &laquo;liberdade&raquo; e &laquo;libertinagem&raquo;.

O S&iacute;nodo dos Bispos, iniciado a 3 de outubro, discute e aprova, este s&aacute;bado, o Documento Final e uma Carta aos Jovens; no domingo, o Papa Francisco preside &agrave; Missa conclusiva da assembleia, na Bas&iacute;lica de S&atilde;o Pedro, pelas 10h00 (menos uma em Lisboa).

A reportagem no S&iacute;nodo dos Bispos &eacute; realizada em parceria para a Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade, com o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre.
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Texto: Oct&aacute;vio Carmo e Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Fri, 26 Oct 2018 19:55:00 +0100</pubDate>
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<title>Sínodo: «Proposta de Documento Final era bastante eurocêntrica»</title>
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<description><![CDATA[O cardeal de Cabo Verde, D. Arlindo Furtado, disse hoje &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; que a primeira proposta de Documento Final do S&iacute;nodo dos Jovens, apresentada ter&ccedil;a-feira aos participantes, &eacute; bastante centrada na realidade europeia, um pouco &agrave; semelhan&ccedil;a do que t&ecirc;m vindo a lamentar-se alguns bispos que est&atilde;o a participar nos trabalhos do S&iacute;nodo.


No entanto, D. Arlindo Furtado tem &laquo;esperan&ccedil;a&raquo; que a vers&atilde;o final seja mais &laquo;universal&raquo;. &laquo;Tenho essa esperan&ccedil;a em virtude dos contributos que foram dados, e naturalmente espero bem que sim. Os princ&iacute;pios n&atilde;o ser&atilde;o igualmente v&aacute;lidos para todas as regi&otilde;es, mas haver&aacute; uma mensagem boa, sobretudo esta abertura da Igreja para uma Igreja mais simples, s&oacute;bria, fam&iacute;lia, mais envolvente, mais inclusiva, mais din&acirc;mica, mais alegre e esperan&ccedil;osa&raquo;, afirma.
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Para isso muito ter&atilde;o contribu&iacute;do as interven&ccedil;&otilde;es de quarta-feira na aula sinodal e as propostas de altera&ccedil;&otilde;es feitas por muitos dos participantes. &laquo;Houve propostas de muitos bispos, nem todos puderam falar porque n&atilde;o deu tempo para tudo, houve muitas interven&ccedil;&otilde;es, e todos tentaram apresentar um contributo para que o documento reflita aquilo que se passou no S&iacute;nodo de uma forma mais universal e tamb&eacute;m que tenha esse esp&iacute;rito de abertura a diversas situa&ccedil;&otilde;es que foram espelhadas da parte dos participantes dos diversos continentes&raquo;, explica o cardeal de Cabo Verde.
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Sobre os trabalhos sinodais, D. Arlindo fala de uma experi&ecirc;ncia de &laquo;Pentecostes&raquo;. &laquo;Algu&eacute;m, falando do S&iacute;nodo, comparou-a &agrave; experi&ecirc;ncia de Pentecostes. De facto, tem sido uma experi&ecirc;ncia muito diversificada. A unidade da Igreja na m&uacute;ltipla diversidade de l&iacute;nguas, culturas, povos, cores, mas tamb&eacute;m em esp&iacute;rito de Igreja e grande comunh&atilde;o. Tem sido uma experi&ecirc;ncia muito boa&raquo;, refere.
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&laquo;Neste S&iacute;nodo&raquo;, acrescenta o cardeal, &laquo;alargou-se mais o horizonte da compreens&atilde;o da terminologia do S&iacute;nodo que se estende a todos os n&iacute;veis da Igreja, desde a base: os jovens, as fam&iacute;lias, todos os fi&eacute;is, com os bispos e o Santo Padre somos uma s&oacute; Igreja e uma s&oacute; fam&iacute;lia onde tudo deve ter vez e voz&raquo;, defende.
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Esta din&acirc;mica sinodal, que tem sido muito elogiada por todos os participantes, que tem envolvido os jovens, &eacute;, na opini&atilde;o do cardeal cabo-verdiano, a resposta que a Igreja precisava. &laquo;Se a Igreja quer continuar a ser uma Igreja din&acirc;mica, viva, tem de usar todas as for&ccedil;as e recursos, e um dos principais recursos s&atilde;o os jovens. Devem ser preparados, fazer a experi&ecirc;ncia de Jesus Cristo, assumir a paix&atilde;o por Jesus Cristo, aquecer o seu cora&ccedil;&atilde;o, mediante a Palavra e a presen&ccedil;a de Jesus Cristo como os disc&iacute;pulos de Ema&uacute;s, que foi a imagem deste S&iacute;nodo&raquo;, refere.
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Pastores na Europa deixaram de ter o &laquo;cheiro do rebanho&raquo;
Sobre a experi&ecirc;ncia de Cabo Verde, um pa&iacute;s com uma popula&ccedil;&atilde;o muito jovem e com as igrejas cheias de juventude, que veio para o S&iacute;nodo pelo seu testemunho, D. Arlindo Furtado afirma que foi o &laquo;afastamento&raquo; dos pastores que levou a este &laquo;abandono&raquo;. &laquo;Muitas vezes os pastores, com a preocupa&ccedil;&atilde;o com a classe oper&aacute;ria, com a diminui&ccedil;&atilde;o de voca&ccedil;&otilde;es, com uma vida organizada de uma forma mais individualista, mais privada, afastaram-se um bocadinho do rebanho, aquilo que o Papa chama hoje sentir o cheiro do rebanho. Esse afastamento do povo simples, do povo no seu dia a dia, levou muito ao afastamento dos jovens em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Igreja e &agrave; sua participa&ccedil;&atilde;o&raquo;, sustenta.
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Raz&atilde;o pela qual &eacute; preciso investir na &laquo;energia e criatividade dos jovens&raquo;. &laquo;Isto ser&aacute; um chamariz para outros jovens e com certeza vai ajudar os outros a perseverarem nessa din&acirc;mica de socializa&ccedil;&atilde;o e confraterniza&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncia espiritual, de contribu&iacute;rem para o crescimento do reino de Deus&raquo;, argumenta, acrescentando que come&ccedil;am a haver movimentos &laquo;juvenis e familiares&raquo; na Europa que &laquo;v&atilde;o conseguindo integrar os jovens&raquo; que, mais cedo ou mais tarde, v&atilde;o procurar algo mais para as suas vidas. &laquo;A vida sem Deus, uma vida muito individualizada e virtual, acaba por criar em qualquer pessoa um certo vazio e um desejo de mais e melhor. Quando os jovens come&ccedil;arem a dar testemunho de que &eacute; poss&iacute;vel encontrar um caminho complementar para equilibrar a vida, poder&atilde;o ser bem acolhidos e aceites em nome de Jesus, porque tamb&eacute;m o Esp&iacute;rito Santo, que quer viver no cora&ccedil;&atilde;o de todos e ver todos felizes, atua no cora&ccedil;&atilde;o das pessoas, levando-as a procurar alternativas para levar uma vida de melhor qualidade em termos de relacionamento humano e enriquecimento interior e espiritual&raquo;, acredita o cardeal.

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Mesmo que, defende, nem todos vivam a f&eacute; da mesma maneira, &laquo;respeitando aquilo que o Papa chama de gradualidade&raquo;. &laquo;Nem todos podem viver a 100% o Evangelho? Uns vivem a 10%, outros a 20%, outros a 50%, em termos an&aacute;logos, mas cada um faz a sua parte, e o fa&ccedil;a, o muito ou o pouco que pode fazer, com a gra&ccedil;a de Deus e que todos juntos possamos fazer o melhor poss&iacute;vel e levar a cabo a miss&atilde;o que lhe foi confiada&raquo;, afirma.
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Sobre os frutos do S&iacute;nodo, D. Arlindo Furtado defende que este S&iacute;nodo &laquo;pretende sobretudo desencadear um processo que ter&aacute; uma continuidade em diversas comunidades regionais e locais&raquo;. &laquo;Esta abertura de esp&iacute;rito &eacute; importante para envolver as pessoas na discuss&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es, na procura de solu&ccedil;&otilde;es, de caminhos que sejam v&aacute;lidos para a maioria, para que se atinja o objetivo comum que &eacute; dar melhor qualidade, testemunho de vida do Evangelho, da parte da Igreja, e cumprir a miss&atilde;o de levar o Evangelho a todos sem exce&ccedil;&atilde;o&raquo;, diz.
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Ao n&iacute;vel local, espera, &eacute; preciso que os jovens sejam aproveitados naquilo que de melhor t&ecirc;m para oferecer. &laquo;Os jovens, para certos ambientes e certas quest&otilde;es, t&ecirc;m uma prepara&ccedil;&atilde;o naturalmente melhor que os adultos. O mundo digital, por exemplo, e a presen&ccedil;a em ambientes juvenis, s&atilde;o os jovens que podem fazer. Isto &eacute; uma quest&atilde;o de sabedoria e bom senso que, de facto, &eacute; a principal li&ccedil;&atilde;o que levamos para todos&raquo;, conclui.
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Amanh&atilde;, s&aacute;bado, ser&aacute; apresentado e votado o Documento Final e uma Carta aos Jovens, que os participantes do S&iacute;nodo decidiram elaborar. Uma vez que o Documento Final ser&aacute; mais dirigido aos sacerdotes, bispos e respons&aacute;veis de movimentos, os participantes fizeram quest&atilde;o de endere&ccedil;ar uma mensagem tamb&eacute;m aos jovens, e essa carta ser&aacute; tamb&eacute;m aprovada e, pensamos, disponibilizada tamb&eacute;m amanh&atilde;.
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Cada um dos pontos do Documento Final ser&aacute; lido e votado individualmente na aula sinodal, uma tarefa que dever&aacute; ocupar toda a manh&atilde; e a tarde. No final, o documento ser&aacute; apresentado a todos. N&atilde;o se conhece ainda a inten&ccedil;&atilde;o do Papa Francisco, mas s&atilde;o muitos os que v&atilde;o dizendo que, se o Papa ficar satisfeito com o Documento Final, poder&aacute; declar&aacute;-lo como Magist&eacute;rio da Igreja e n&atilde;o escrever ele pr&oacute;prio uma exorta&ccedil;&atilde;o ou outro documento, como aconteceu no &uacute;ltimo s&iacute;nodo sobre a Fam&iacute;lia.

A reportagem no S&iacute;nodo dos Bispos &eacute; realizada em parceria para a Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade, com o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre.
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Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Fri, 26 Oct 2018 19:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Norte-americanos oferecem ao Papa quadro de pintor português</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco recebeu hoje, no Vaticano, um &iacute;cone de Cristo executado pelo artista portugu&ecirc;s Jo&atilde;o D. Filipe, pelas m&atilde;os da delega&ccedil;&atilde;o norte-americana que participa no S&iacute;nodo dos Bispos.


A entrega do presente aconteceu antes da sess&atilde;o desta tarde, &agrave; entrada do audit&oacute;rio Paulo VI, onde decorrem os trabalhos da assembleia.

O autor da obra explicou &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA que se trata de uma obra pintada &laquo;ap&oacute;s um &iacute;cone do s&eacute;c. VI, existente no mosteiro de Santa Catarina do Monte Sinai&raquo;, uma das representa&ccedil;&otilde;es mais antigas de Cristo.

O quadro foi pintado em t&ecirc;mpera de ovo e outros materiais de pintura, com aplica&ccedil;&atilde;o de folhas de ouro verdadeiro sobre madeira engessada. &laquo;&Eacute; a minha t&eacute;cnica habitual, bastante morosa, dif&iacute;cil e naturalmente muito fora de moda&raquo;, refere Jo&atilde;o D. Filipe.

A reportagem no S&iacute;nodo dos Bispos &eacute; realizada em parceria para a Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade, com o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre.
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Texto: Oct&aacute;vio Carmo
]]></description>
<pubDate>Fri, 26 Oct 2018 18:34:00 +0100</pubDate>
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<title>A «escuta dos jovens está a mudar o rosto da Igreja»</title>
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<description><![CDATA[O secret&aacute;rio do Dicast&eacute;rio para os Leigos, a Fam&iacute;lia e a Vida, Pe. Alexandre Awi Mello, considera que a heran&ccedil;a deste S&iacute;nodo &eacute; a de ter posto a Igreja &laquo;em escuta dos jovens&raquo;. &laquo;N&atilde;o s&atilde;o apenas os resultados para a Pastoral Juvenil, que certamente dar&atilde;o muitos resultados. Mas os jovens, com a sua maneira de ser, obrigaram a Igreja a colocar-se em escuta, e colocar-se nessa atitude que chamamos de sinodal&raquo;, considera, em declara&ccedil;&otilde;es para a Fam&iacute;lia Crist&atilde; &agrave; margem do S&iacute;nodo que decorre at&eacute; ao final desta semana no Vaticano.


O sacerdote brasileiro est&aacute; muito satisfeito com o decorrer dos trabalhos, e elogia a prepara&ccedil;&atilde;o do S&iacute;nodo. &laquo;O processo do S&iacute;nodo ajudou a que os jovens estivessem muito presentes. Isso preparou de uma maneira &uacute;nica, certamente diferente dos outros s&iacute;nodos. Dar a palavra aos jovens foi muito importante, e os padres sinodais chegaram j&aacute; a saber o que os jovens pensavam&raquo;, porque o Instrumentum Laboris continha muitas das opini&otilde;es dos jovens que se reuniram em mar&ccedil;o na reuni&atilde;o pr&eacute;-sinodal e as respostas ao question&aacute;rio online.
&nbsp;
A presen&ccedil;a dos jovens &laquo;j&aacute; estava preparada&raquo; porque, diz o Pe. Alexandre, a nova constitui&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica do Papa vem mostrar que &laquo;o S&iacute;nodo n&atilde;o &eacute; um evento, &eacute; um processo, que j&aacute; come&ccedil;ou antes&raquo;.
&nbsp;
O secret&aacute;rio do Dicast&eacute;rio que mais &eacute; tocado por este S&iacute;nodo afirma que, nestes dias, os jovens &laquo;tiveram uma abertura muito grande dos bispos para os ouvir&raquo;. &laquo;Os mais aplaudidos foram sempre os jovens. Nos grupos eles participaram ativamente, tiveram a possibilidade de intervir como qualquer um dos padres sinodais, e isso marcou uma presen&ccedil;a muito significativa&raquo;, o que leva o sacerdote a uma conclus&atilde;o. &laquo;O facto da Igreja se ter colocado em escuta dos jovens est&aacute; a mudar o rosto da Igreja, e eu espero que isso seja uma heran&ccedil;a que vai ficar depois desse s&iacute;nodo&raquo;, afirma, esperando que esta mudan&ccedil;a seja uma realidade no documento final que ser&aacute; votado amanh&atilde;, s&aacute;bado.

&nbsp;
No que diz respeito &agrave; possibilidade de haver um &ldquo;observat&oacute;rio&rdquo; da juventude no Dicast&eacute;rio, proposta avan&ccedil;ada pelo grupo de l&iacute;ngua portuguesa no S&iacute;nodo, o Pe. Alexandre Awi Mello prefere esperar pelo final, embora deixe algumas ideias. &laquo;A ideia de ter uma representa&ccedil;&atilde;o de jovens mais diretamente ligada ao Dicast&eacute;rio parece-me excelente, uma coisa muito boa, que de alguma maneira existia nos F&oacute;runs internacionais que aconteciam a cada 3, 4 anos, &agrave;s vezes relacionados com a JMJ, mas que nos &uacute;ltimos anos n&atilde;o se t&ecirc;m feito. Acho que isso poderia ser um impulso do S&iacute;nodo&raquo;, diz.
&nbsp;
No entanto, deixa o aviso &agrave; navega&ccedil;&atilde;o. &laquo;O S&iacute;nodo tem de acontecer nas bases, porque ali &eacute; onde est&atilde;o os jovens, e ali &eacute; que eles precisam de ser acompanhados. O lugar onde tem de acontecer esse acompanhamento concreto dos jovens &eacute; nos movimentos, nas associa&ccedil;&otilde;es, na pastoral juvenil, e deve haver estruturas nas dioceses e a n&iacute;vel nacional, no Brasil n&oacute;s temos, que ajude a reunir todas as for&ccedil;as que trabalham com a juventude&raquo;, afirma, acrescentando que &laquo;o trabalho da C&uacute;ria Romana, isso j&aacute; aprendi no pouco mais de um ano que estou aqui, tem de ser subsidi&aacute;rio&raquo;. &laquo;N&oacute;s n&atilde;o podemos daqui dar ordens para ningu&eacute;m (risos). O nosso trabalho &eacute; de apoio &agrave;s Confer&ecirc;ncias Episcopais, e apoio &agrave; Pastoral Juvenil&raquo;, sustenta, embora acrescente que h&aacute; disponibilidade para dar todo o apoio. &laquo;Da nossa parte, o que estiver ao nosso alcance fazer, desde que seja vontade do Santo Padre, obviamente, n&atilde;o s&oacute; do S&iacute;nodo, estamos &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o para fazer&raquo;, conclui.
&nbsp;
Hoje &eacute; um dia de pausa nos trabalhos do S&iacute;nodo, uma vez que j&aacute; foram apresentadas as propostas de emendas e altera&ccedil;&otilde;es ao Documento Final e a equipa de redatores est&aacute; a elaborar a proposta final do documento que ser&aacute; votado amanh&atilde;, s&aacute;bado, e apresentado ao final do dia, quando terminarem os trabalhos do S&iacute;nodo.
&nbsp;
&Agrave; tarde, ser&atilde;o eleitos os membros que ir&atilde;o conduzir a realiza&ccedil;&atilde;o dos pr&oacute;ximos s&iacute;nodos.


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A reportagem no S&iacute;nodo dos Bispos &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade, com o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre.
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Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Fri, 26 Oct 2018 10:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Catecismo da Igreja Católica chega aos ecrãs após cinco anos de trabalho</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/catecismo-da-igreja-catolica-chega-aos-ecras-apos-cinco-anos-de-trabalho</link>
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<description><![CDATA[A Universidade Pontif&iacute;cia Gregoriana, em Roma, acolheu hoje a antestreia mundial da vers&atilde;o em v&iacute;deo do Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica, que chega aos ecr&atilde;s em vers&atilde;o multim&eacute;dia e com 37 l&iacute;nguas, ap&oacute;s cinco anos de trabalho. &laquo;As respostas da Igreja sobre as eternas perguntas de cada um de n&oacute;s&raquo; d&atilde;o o mote a esta obra, filmada em quatro continentes, envolvendo milhares de figurantes e 4 mil pessoas que leem o texto do Catecismos, nos locais onde se encontram, da igreja &agrave; cozinha, passando pela pris&atilde;o.


O &ldquo;Videocatecismo&rdquo; une reconstitui&ccedil;&otilde;es de passagens da vida de Jesus a filmagens em v&aacute;rios locais religiosos, com o patroc&iacute;nio do Conselho Pontif&iacute;cio da Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o (Santa S&eacute;). O filme, de 25 horas, est&aacute; dividido em 46 cap&iacute;tulos de cerca de 30 minutos, cada um, procurando passar o Catecismo &laquo;do papel para o digital&raquo;.

O presidente do Pontif&iacute;cio Conselho para a Promo&ccedil;&atilde;o da Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o, D. Rino Fisichella, disse na confer&ecirc;ncia de imprensa de apresenta&ccedil;&atilde;o, perante dezenas de pessoas, que a catequese &laquo;n&atilde;o goza de boa sa&uacute;de, neste per&iacute;odo&raquo;, pelo que surgiu a ideia de criar &laquo;elementos que a reforcem&raquo;. O colaborador do Papa elogiou a &laquo;originalidade e boa dose de coragem&raquo; que permitiu apresentar &laquo;algo de in&eacute;dito&raquo;, em resposta &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o cultural provocada pelo digital. &laquo;Estamos perante uma obra original e &uacute;nica&raquo;, sustentou.

Para o produtor da obra, Pe. Giuseppe Costa, ex-diretor da Livraria Editora do Vaticano, &eacute; necess&aacute;rio apresentar o Catecismo como um &ldquo;bem cultural&rdquo; da Igreja para a humanidade.

J&aacute; o Pe. Vincenzo Vitale, do Grupo Editorial S&atilde;o Paulo, que publicar&aacute; a vers&atilde;o em DVD do Videocatecismo, falou da import&acirc;ncia de responder &agrave; &laquo;cultura nova&raquo; da comunica&ccedil;&atilde;o. O religioso citou o fundador dos Paulistas, o Beato Tiago Alberione, que j&aacute; nos anos 30 se colocava a quest&atilde;o do recurso ao Cinema, falando da necessidade de &laquo;traduzir&raquo; a mensagem crist&atilde; em v&aacute;rias linguagens. &laquo;Isto para n&oacute;s, Paulistas, &eacute; a espiritualidade quotidiana&raquo;, observou.


A sess&atilde;o foi inaugurada pelo reitor da Universidade Gregoriana, o Pe. Nuno Gon&ccedil;alves, o qual destacou a import&acirc;ncia do trabalho de traduzir o Catecismo em &ldquo;linguagem cinematogr&aacute;fica&rdquo;

Para o jesu&iacute;ta portugu&ecirc;s, &eacute; particularmente relevante que a obra seja apresentada no momento em que se conclui o S&iacute;nodo dos Bispos dedicado &agrave;s novas gera&ccedil;&otilde;es. &laquo;Que seja um instrumento que aproxime os jovens do Evangelho e os jovens do Evangelho&raquo;, desejou.

O realizador Gjon Kolndrekaj come&ccedil;ou por pensar o trabalho com figuras conhecidas, do mundo art&iacute;stico, mas acabou por levar o Catecismo &ldquo;&agrave; rua&rdquo;, seguindo as indica&ccedil;&otilde;es do Papa Francisco, rumo &agrave;s &ldquo;periferias&rdquo; do mundo.

A obra sobre o Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica &eacute; realizada pelo grupo CrossinMedia.

A reportagem em Roma &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade, com o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre.
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Texto: Oct&aacute;vio Carmo
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<pubDate>Thu, 25 Oct 2018 19:30:00 +0100</pubDate>
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<title>Jovem brasileiro sublinha necessidade de travar abusos na Igreja</title>
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<description><![CDATA[O jovem brasileiro Lucas Barboza Galhardo, um dos convidados no S&iacute;nodo dos Bispos, defendeu hoje que casos abusos sexuais e de poder, na Igreja Cat&oacute;lica, colocam em causa a sua credibilidade e devem ser combatidos


&laquo;&Eacute; algo que nos incomoda muit&iacute;ssimo, a n&oacute;s jovens, e espero que haja medidas concretas, por parte das Confer&ecirc;ncias Episcopais, das Igrejas locais, para que n&atilde;o se repitam&raquo;, referiu, na sala de imprensa da Santa S&eacute;, onde esteve para partilhar a sua experi&ecirc;ncia com os jornalistas.

O jovem brasileiro falou dos testemunhos de sofrimento, narrados pelas v&iacute;timas, sustentando que &laquo;a Igreja dos abusos de poder n&atilde;o &eacute; a Igreja de Jesus Cristo&raquo;. &laquo;Essa n&atilde;o &eacute; a Igreja que a maioria dos jovens quer, a Igreja que queremos &eacute; a Igreja da alegria, do amor, a Igreja sinodal, de estarmos realmente a caminhar juntos&raquo;, assinalou.

Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Lucas Barboza Galhardo destacou que o S&iacute;nodo destacou este anseio de mudan&ccedil;a que tem surgido no S&iacute;nodo dos Bispos. &laquo;&Eacute; muito importante, no sentido de pensar um pouco diferente, buscar alternativas novas, iniciativas novas de continuar os caminhos, de continuar os trabalhos. Tenho muitas expetativas, porque acho que esse S&iacute;nodo vai trazer um, de buscar o novo, de, trabalhando juntos, encontrar caminhos novos&raquo;, afirmou o representante do Movimento Schoenstatt Internacional e membro da Comiss&atilde;o Episcopal Pastoral para a Juventude da Confer&ecirc;ncia Nacional dos Bispos do Brasil.

O auditor (ouvinte) nesta assembleia sinodal fala de uma &laquo;experi&ecirc;ncia muito rica, de muita aprendizagem&raquo;, que se sucede a outra, em mar&ccedil;o, no pr&eacute;-s&iacute;nodo que decorreu em Roma por desejo do Papa, com jovens de todo o mundo, cat&oacute;licos e n&atilde;o s&oacute;. Lucas Barboza Galhardo elogia, por isso, o &laquo;exemplo de sinodalidade&raquo; de todo este processo, esperando que este caminho conjunto possa &laquo;gerar mais frutos&raquo;.

O participante sublinha que este percurso leva ao refor&ccedil;o do papel das novas gera&ccedil;&otilde;es na constru&ccedil;&atilde;o de uma Igreja &laquo;mais aberta, mais acolhedora, mais &agrave; escuta, colocando os jovens como protagonistas, abrindo mais espa&ccedil;os para todos&raquo;.

O representante do Movimento Schoenstatt Internacional identifica passos do que tem sido referido, no S&iacute;nodo, como a necessidade de uma &laquo;convers&atilde;o pastoral&raquo;. &laquo;&Eacute; um processo, e acho que vai ser um processo lento. Abrir espa&ccedil;o para os jovens, para muitos, n&atilde;o vai ser f&aacute;cil acreditar no nosso potencial, ent&atilde;o acho que h&aacute; esse processo de convers&atilde;o pastoral dos pastores e agentes&raquo;.

O entrevistado considera necess&aacute;rio transmitir a f&eacute; em &laquo;nova linguagem&raquo;, dando como exemplo o campo da tecnologia. &laquo;Se queremos melhorar o compromisso da Igreja na tecnologia, contem connosco, jovens: vamos caminhar juntos, alinhar todo o conhecimento, catequese, doutrina dos mais experientes, e unir a nossa facilidade de manusear a tecnologia, das iniciativas, de estar atento &agrave;s novidade&raquo;, convida.

O jovem brasileiro mostra-se impressionado com a proximidade constante do Papa, que &laquo;evangeliza e comunica atrav&eacute;s das atitudes&raquo;.

Sobre os trabalhos propriamente ditos, brinca com a necessidade de &laquo;apertar o bot&atilde;o rapidinho&raquo; para tomar a palavra nas chamadas interven&ccedil;&otilde;es livres, &laquo;porque a competi&ccedil;&atilde;o &eacute; grande&raquo;. Lucas Barboza Galhardo, de 26 anos, trabalha com projetos mec&acirc;nicos e fez uma pausa nos estudos, este semestre, por causa das atividades ligadas ao S&iacute;nodo; &eacute; natural da Diocese de Bragan&ccedil;a Paulista.

A reportagem no S&iacute;nodo dos Bispos &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade, com o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre.
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Texto: Oct&aacute;vio Carmo
Fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 25 Oct 2018 18:30:00 +0100</pubDate>
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<title>O Sínodo saiu à rua em peregrinação</title>
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<description><![CDATA[A Via Franc&iacute;gena &eacute; um itiner&aacute;rio milenar que passa por quatro pa&iacute;ses, entre campos, montanhas e a primeira estrada constru&iacute;da pelos romanos. Por ali, passaram, ao longo de mais de mil anos, peregrinos a caminho do t&uacute;mulo de S. Pedro e da Terra Santa, para onde continuavam depois de visitarem Roma. Hoje, os &uacute;ltimos seis quil&oacute;metros deste caminho at&eacute; &agrave; Bas&iacute;lica de S. Pedro foram percorridos pelos participantes do S&iacute;nodo dos Jovens, aos quais se juntaram alguns jovens da cidade de Roma, num grupo de mais de 300 peregrinos.

&nbsp;
Desde o in&iacute;cio do S&iacute;nodo que tinha sido dito que os jovens gostavam de peregrinar, e que era essa uma das melhores formas que encontravam para viver a sua f&eacute;. Hoje, os bispos quiseram juntar-se aos jovens em peregrina&ccedil;&atilde;o. D. Rino Fisichella, presidente do Conselho Pontif&iacute;cio para a Promo&ccedil;&atilde;o da Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o (Santa S&eacute;), que organizou a iniciativa, explicou &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; que a peregrina&ccedil;&atilde;o nasceu da ideia de mostrar &laquo;uma Igreja a caminho&raquo;, para levar o S&iacute;nodo &agrave; rua, num percurso que evoca a hist&oacute;ria das peregrina&ccedil;&otilde;es, ao longo de todos os s&eacute;culos do Cristianismo.
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Em conjunto, bispos, sacerdotes e jovens percorreram os quil&oacute;metros. Enquanto uns rezavam, outros conversavam, em grupos maiores ou menores, consoante o caminho permitia. Previstas estavam tr&ecirc;s paragens para uma pequena leitura e reflex&atilde;o. &laquo;O caminho &eacute; individual, mas teremos algumas paragens para refletirmos em conjunto&raquo;, explicava D. Rino Fisichella em ingl&ecirc;s, franc&ecirc;s, italiano e espanhol, durante uma das paragens.
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A fazer o caminho estavam D. In&aacute;cio Sa&uacute;re, arcebispo de Nampula, Mo&ccedil;ambique, e D. Gabriel Mbilingui, arcebispo do Lubango (Angola). O arcebispo mo&ccedil;ambicano referiu que &eacute; &laquo;muito importante ter os bispos a caminhar junto com os jovens&raquo;. &laquo;O destino desta peregrina&ccedil;&atilde;o &eacute; o t&uacute;mulo de Pedro e, como bispos, estamos juntamente com o sucessor de Pedro, o Santo Padre, junto do qual vamos fazer a nossa profiss&atilde;o de f&eacute;, para renovarmos a nossa comunh&atilde;o&raquo;, observou.
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Uma opini&atilde;o partilhada pelo prelado de Angola. &laquo;No fundo, o S&iacute;nodo &eacute; caminhar, caminhar juntos, indo na mesma dire&ccedil;&atilde;o, com o apoio uns dos outros&raquo;, precisou, elogiando a recupera&ccedil;&atilde;o do &laquo;esp&iacute;rito do S&iacute;nodo&raquo;, como momento para caminhar juntos e sentir-se &laquo;irm&atilde;os&raquo;, que t&ecirc;m Cristo como seu &laquo;guia&raquo;.

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Uma dire&ccedil;&atilde;o que, nesta manh&atilde;, conduziu os participantes por um caminho de floresta durante quase tr&ecirc;s horas. A cada paragem que coincidia com o cruzamento de uma estrada, era anunciado que havia um autocarro para levar quem estivesse cansado e quisesse desistir, mas n&atilde;o se via ningu&eacute;m a entrar. A boa disposi&ccedil;&atilde;o e disponibilidade de todos continuava, e as conversas n&atilde;o desarmavam, observando-se muitos bispos em conversa com jovens.
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&Agrave; chegada, os peregrinos depararam-se com a vis&atilde;o da Bas&iacute;lica de S. Pedro. O jovem brasileiro Lucas Barboza Galhardo, um dos convidados no S&iacute;nodo dos Bispos, falou de um momento em que todos caminharam juntos, &laquo;na pr&aacute;tica&raquo;, passando para o terreno o que tem sido discutido nas &uacute;ltimas tr&ecirc;s semanas. &laquo;Foi uma atividade muito boa, de integra&ccedil;&atilde;o. Durante o caminho, pude conversar com v&aacute;rios participantes, foi uma experi&ecirc;ncia bonita, pude partilhar a vida, conversar com amigos&raquo;, relatou, j&aacute; diante da Bas&iacute;lica de S&atilde;o Pedro, na parte final da peregrina&ccedil;&atilde;o.
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Ap&oacute;s a entrada, a surpresa mais ou menos bem guardada: &agrave; espera dos peregrinos estava o Papa Francisco, que se juntou ao grupo para a celebra&ccedil;&atilde;o da missa por tr&aacute;s do Altar da Confiss&atilde;o, presidida pelo cardeal Lorenzo Baldisseri.
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Um dia de S&iacute;nodo diferente.
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Pode ver abaixo uma fotogaleria dos melhores momentos da caminhada.

A reportagem no S&iacute;nodo dos Bispos &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade, com o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre.
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Reportagem e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 25 Oct 2018 15:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Se me tornei católica, foi graças ao Movimento Escutista»</title>
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<description><![CDATA[&Agrave; semelhan&ccedil;a do pr&eacute;-s&iacute;nodo, em que o representante foi um portugu&ecirc;s, o escutismo cat&oacute;lico est&aacute; representado no S&iacute;nodo dos Jovens por uma jovem, que veio da Guin&eacute;-Conacri para, pela primeira vez, pisar terras europeias e participar num s&iacute;nodo.

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Henriette Camara tem uma hist&oacute;ria de vida de convers&atilde;o ao catolicismo ligada diretamente ao escutismo. Sendo proveniente de uma fam&iacute;lia mu&ccedil;ulmana, foi acolhida no escutismo cat&oacute;lico sem qualquer tipo de &laquo;discrimina&ccedil;&atilde;o&raquo;. &laquo;Eu fui acolhida por este movimento, apesar de n&atilde;o ser crist&atilde;, porque era mu&ccedil;ulmana; depois, no seguimento dos meus estudos, fui acolhida por uma fam&iacute;lia crist&atilde;, que acompanhava &agrave; Igreja, todos os domingos &ndash; os filhos e os meus amigos. Pouco a pouco, comecei a amar o pr&oacute;prio Cristo, sem que me tivesse apercebido&raquo;, conta.
&nbsp;
Mais tarde, e depois de assistir &laquo;a algumas atividades e a um campo que os escuteiros organizaram no meu pa&iacute;s&raquo;, &laquo;aderi ao movimento e fui acolhida sem discrimina&ccedil;&atilde;o, sem ter em conta o que eu tinha sido&raquo;, afirma, orgulhosa.
&nbsp;
A ades&atilde;o &agrave; religi&atilde;o cat&oacute;lica n&atilde;o foi bem acolhida pela fam&iacute;lia, e tamb&eacute;m a fam&iacute;lia escutista ajudou no processo. &laquo;A minha m&atilde;e n&atilde;o aceitou a minha convers&atilde;o, e aos 14 quando regressei a casa, a fam&iacute;lia deu-se conta que tinha mudado de religi&atilde;o. Mas eu sou forte e o movimento escutista acolheu-me sem dar import&acirc;ncia ao lugar onde estava, e isso deu-me for&ccedil;a&raquo;, conta. &Eacute; por isso que est&aacute; bastante agradecida ao escutismo, n&atilde;o s&oacute; pela convers&atilde;o, mas tamb&eacute;m pela possibilidade da presen&ccedil;a no S&iacute;nodo.

 &nbsp;
Levar ao S&iacute;nodo as preocupa&ccedil;&otilde;es dos jovens escuteiros
Henriette est&aacute; particularmente contente pela sua participa&ccedil;&atilde;o aqui na aula sinodal. &laquo;Cheguei tarde, mas fui muito bem recebida, como se estivesse em casa. Est&aacute;vamos todos juntos com bispos e cardeais, e com o Papa!, senti-me muito emocionada no in&iacute;cio, foi avassalador estar com tantos bispos e com o Papa&raquo;, referiu a jovem em confer&ecirc;ncia de imprensa.
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Aos jornalistas, Henriette explicou que &laquo;n&atilde;o sabe o resultado&raquo; final dos trabalhos, mas afirma que os jovens est&atilde;o a &laquo;dizer &agrave; Igreja o que esperamos da Igreja, dos padres sinodais e do Papa. Com esta experi&ecirc;ncia conseguimos expressar a nossa preocupa&ccedil;&atilde;o, o que guardamos em nosso cora&ccedil;&atilde;o&raquo;, afirma.
&nbsp;
&Agrave; margem da confer&ecirc;ncia de imprensa, a jovem falou para a Fam&iacute;lia Crist&atilde; e explicou como o Escutismo &eacute; &laquo;um movimento muito forte, bonito e bem vivo&raquo;. A jovem chegou mais tarde aos trabalhos sinodais e logo no dia de chegada teve de intervir. &laquo;No intervalo, houve bispos, padres, cardeais que vieram ter comigo para me dizer: &ldquo;Ah, sim, t&iacute;nhamos ouvido falar que o Escutismo ia estar representado, hoje finalmente vemos-te&rdquo;. E felicitaram-me em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pequena mensagem que deixei, em nome dos escuteiros, neste sentido&raquo;.

&nbsp;
O tema do acolhimento dos jovens na Igreja, que tem sido muito abordado neste s&iacute;nodo, &eacute; uma das faces mais vis&iacute;veis do movimento escutista. Em muitos pa&iacute;ses, como &eacute; o caso de Portugal, s&atilde;o muitos os jovens que aderem &agrave; Igreja Cat&oacute;lica porque entram no movimento escutista. Henriette Camara &eacute; uma das faces vis&iacute;veis desse acolhimento, que pode ser vir de exemplo para outros movimentos. &laquo;O pr&oacute;prio movimento permitiu-me avan&ccedil;ar ainda mais em rela&ccedil;&atilde;o a Cristo: a catequese, o Batismo, a Confirma&ccedil;&atilde;o, conhecer a Eucaristia. Tudo isto aconteceu gra&ccedil;as ao movimento, portanto, onde quer que eu v&aacute;, mostro orgulho em ser escuteira, e tenho orgulho de representar este movimento, agora, no S&iacute;nodo dos Bispos, a convite do Papa&raquo;, afirmou &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
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Esta jovem considera que os jovens querem &laquo;ser escutados, ter o nosso lugar, como jovens, nas v&aacute;rias par&oacute;quias, dioceses&raquo;, e &eacute; por isso que vieram ao S&iacute;nodo transmitir as suas preocupa&ccedil;&otilde;es e as dos &laquo;jovens que n&atilde;o puderam vir&raquo;, e Henriette garante que lhe foi dito, pelos bispos e padres sinodais, que &laquo;&eacute; preciso que os jovens estejam c&aacute;, que lhes demos espa&ccedil;o, o seu tempo de liberdade, para que eles se possam exprimir e dizer o que eles sentem, mais profundamente&raquo;. At&eacute; porque, afirma, &laquo;o S&iacute;nodo, como foi projetado pelo Papa, tem os jovens no centro&raquo;.
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Sobre a import&acirc;ncia da liga&ccedil;&atilde;o do escutismo &agrave; Igreja Cat&oacute;lica ou &agrave; religi&atilde;o, que nem sempre &eacute; bem acolhida em alguns pa&iacute;ses, Henriette Camara afirma que o &laquo;escutismo &eacute; um movimento de servi&ccedil;o, certamente, mas conhecer mais e melhor Jesus Cristo &eacute; incompar&aacute;vel&raquo;. &laquo;N&atilde;o podemos viver sem rezar&raquo;, concluiu.

&nbsp;
Quando o S&iacute;nodo terminar, come&ccedil;a o desafio que j&aacute; muitos falaram de levar os frutos da reflex&atilde;o at&eacute; &agrave;s igrejas locais. &laquo;Aprendi muito, e o resultado quero agora devolver aos outros o que vivi aqui. Devemos falar de como difundir a mensagem que recebemos neste S&iacute;nodo e agrade&ccedil;o ao Santo Padre dar-nos esta oportunidade de termos um lugar onde nos expressarmos&raquo;, sustenta.
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A reportagem do S&iacute;nodo dos Bispos &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade.
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Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Wed, 24 Oct 2018 17:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa Francisco defende que «com o amor não se brinca»</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco disse hoje no Vaticano que a Igreja Cat&oacute;lica tem de apostar na forma&ccedil;&atilde;o s&eacute;ria dos noivos, com uma &laquo;prepara&ccedil;&atilde;o cuidada&raquo;, uma esp&eacute;cie de &laquo;catecumenato&raquo;, &agrave; imagem do que acontece antes do Batismo de adultos.


&laquo;No amor joga-se toda a vida, com o amor n&atilde;o se brinca. N&atilde;o se pode falar de prepara&ccedil;&atilde;o de matrim&oacute;nio com tr&ecirc;s ou quatro confer&ecirc;ncias dadas na par&oacute;quia. Isto n&atilde;o &eacute; uma prepara&ccedil;&atilde;o, isto &eacute; fingir a prepara&ccedil;&atilde;o. A responsabilidade de quem faz isto cai sobre eles, os p&aacute;rocos, o bispo que permite estas coisas&raquo;, denunciou, falando de improviso, na Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro, durante a audi&ecirc;ncia p&uacute;blica semanal.

Francisco prosseguiu o ciclo de reflex&otilde;es sobre os Mandamentos, desta feita falando sobre o sexto, &lsquo;N&atilde;o cometer adult&eacute;rio&rsquo;. O pont&iacute;fice sustentou que o casamento n&atilde;o &eacute; um ato formal, mas um &laquo;Sacramento que se deve preparar com um verdadeiro catecumenato&raquo;. &laquo;A vida conjugal exige um tempo de noivado para discernir e verificar a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o. Os noivos, para aceder ao sacramento do Matrim&oacute;nio, t&ecirc;m de amadurecer a certeza de que n&atilde;o basta s&oacute; a boa vontade, mas tem de apoiar-se no amor fiel de Deus&raquo;, precisou.



O Papa declarou que nenhuma rela&ccedil;&atilde;o humana &eacute; verdadeira sem &laquo;fidelidade e lealdade&raquo;, porque &laquo;n&atilde;o se pode amar s&oacute; at&eacute; quando d&aacute; jeito&raquo;. O amor &laquo;sem reservas&raquo;, acrescentou, &eacute; algo que cada pessoa procura, mas existe o perigo de que o &laquo;vazio&raquo; do cora&ccedil;&atilde;o seja preenchido por rela&ccedil;&otilde;es sem profundidade, &laquo;est&eacute;reis e imaturas&raquo;. &laquo;Assim acontece a sobrevaloriza&ccedil;&atilde;o da atra&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, que em si &eacute; um dom de Deus, mas que est&aacute; destinada a preparar o caminho para uma rela&ccedil;&atilde;o aut&ecirc;ntica e fiel com a pessoa&raquo;, assinalou Francisco.

Uma comitiva do Concelho de Valen&ccedil;a est&aacute; hoje no Vaticano para entregar ao Papa uma imagem de S&atilde;o Teot&oacute;nio, considerado o primeiro santo portugu&ecirc;s.


A Prefeitura da Casa Pontif&iacute;cia (Santa S&eacute;) estima que tenham participado cerca de 20 mil peregrinos, dentro de uma Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro rodeada por fortes medidas de seguran&ccedil;a.

A reportagem em Roma &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade.
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Texto: Oct&aacute;vio Carmo
Fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Wed, 24 Oct 2018 11:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa e Martin Scorsese em conversa sobre alternativas à «crueldade»</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco disse hoje em Roma que todos se devem unir contra a &laquo;crueldade&raquo; na sociedade, em resposta a uma quest&atilde;o colocada pelo cineasta Martin Scorsese, durante a apresenta&ccedil;&atilde;o de um livro pensado pelo pont&iacute;fice. &laquo;Uma das formas [de crueldade] que mais me toca, neste mundo dos Direitos Humanos, &eacute; a tortura&raquo;, que tira a &laquo;dignidade &agrave;s pessoas&raquo;, observou, no Instituto Patr&iacute;stico Augustinianum, onde foi lan&ccedil;ado o livro &lsquo;Partilhando a Sabedoria do Tempo&rsquo; (Loyola Press), com pref&aacute;cio do pr&oacute;prio pont&iacute;fice.

&nbsp;
O novo projeto editorial, com 250 entrevistas e reflex&otilde;es do Papa, quer dar vida ao seu sonho de uma &laquo;alian&ccedil;a entre jovens e idosos&raquo;.
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No mesmo evento, Francisco respondeu a perguntas de um grupo de jovens e idosos, oriundos da Col&ocirc;mbia, It&aacute;lia, Malta e Estados Unidos da Am&eacute;rica, incluindo o realizador Martin Scorsese, que falou do &laquo;sofrimento real&raquo; que experimentou nas ruas de Nova Iorque (EUA), aparentemente &laquo;distante&raquo; da mensagem que lhe era transmitida pela Igreja Cat&oacute;lica.
&nbsp;
&laquo;A n&atilde;o-viol&ecirc;ncia, a mansid&atilde;o, a ternura, estas virtudes humanas que parece pequenas, s&atilde;o capazes de superar os conflitos mais duros&raquo;, observou o Papa, em resposta.
&nbsp;
Francisco recomendou a proximidade com os que sofrem, com os problemas, pedindo a &laquo;sabedoria de chorar&raquo;. &laquo;O choro &eacute; humano e crist&atilde;o. Pe&ccedil;amos a gra&ccedil;a das l&aacute;grimas&raquo;, apelou.
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O pont&iacute;fice, que falou mais de uma hora, convidou os mais velhos a partilhar as suas experi&ecirc;ncias de vida com &laquo;empatia&raquo;, face &agrave;s novas gera&ccedil;&otilde;es.
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Uma jovem italiana perguntou ao Papa como encontrar a felicidade num mundo &laquo;a fingir, de pl&aacute;stico&raquo;. Francisco concordou que hoje, muitas vezes, &laquo;o que conta s&atilde;o as apar&ecirc;ncias, o sucesso pessoal&raquo;, mesmo &agrave; conta dos outros, convidando a ter uma atitude contr&aacute;ria &agrave; da competi&ccedil;&atilde;o, abrindo as m&atilde;os e servindo. &laquo;Suja as m&atilde;os e ser&aacute;s feliz&raquo;, recomendou. &laquo;A cultura da competi&ccedil;&atilde;o nunca olha para o Fim, olha sempre para um fim que colocou no seu cora&ccedil;&atilde;o&raquo;, continuou.

&nbsp;
Um casal de av&oacute;s, vindos da ilha de Malta, falou da dificuldade de falar da f&eacute; cat&oacute;lica aos pais e netos. O Papa valorizou o papel dos av&oacute;s na transmiss&atilde;o da f&eacute; em contextos de persegui&ccedil;&atilde;o, como aconteceu no s&eacute;culo XX, e defendeu que a f&eacute; se transmite &laquo;em dialeto&raquo;, em casa, &laquo;sem perder a paz&raquo; e sem &laquo;tentar convencer&raquo;. &laquo;A f&eacute; cresce por atra&ccedil;&atilde;o, pelo testemunho&raquo;, precisou, defendendo que o sil&ecirc;ncio e a ternura que acompanha as pessoas destroem &laquo;quaisquer resist&ecirc;ncias&raquo;.
&nbsp;
Em resposta a outra pergunta, que lhe foi dirigida pedindo-lhe que respondesse como se fosse um &laquo;av&ocirc;&raquo;, Francisco desafiou os jovens a &laquo;sonhar, sem vergonha&raquo;, e a assumir os sonhos dos mais velhos, para os &laquo;levar por diante&raquo;. &laquo;O sonho que recebemos de um idoso &eacute; um peso, uma responsabilidade&raquo;, advertiu.
&nbsp;
Fiorella Bacherini, professora de italiano junto de migrantes e refugiados, mostrou-se chocada com a falta de respeito pela &laquo;humanidade&raquo; destas pessoas e perguntou o Papa o que sentia perante este &laquo;momento dif&iacute;cil do mundo&raquo;. &laquo;Os jovens n&atilde;o t&ecirc;m a experi&ecirc;ncia das duas Guerras [Mundiais]&raquo;, da &laquo;dor da guerra&raquo;, reconheceu o pont&iacute;fice, assinalando que, pelo contr&aacute;rio, &laquo;os idosos sabem como cresce um populismo&raquo;.
&nbsp;
Francisco recordou a ascens&atilde;o de Hitler, na Alemanha, e apresentou uma chave para reconhecer o surgimento dos populismos, o surgimento de atitudes de &laquo;&oacute;dio&raquo; e de &laquo;divis&atilde;o&raquo;. &laquo;Semear o &oacute;dio. N&atilde;o se pode viver semeando &oacute;dio&raquo;, alertou.
&nbsp;
O Papa lamentou ainda a &laquo;falta de humanidade&raquo; perante quem chega &agrave; Europa. &laquo;Sofro, rezo, falo. N&atilde;o devemos aceitar este sofrimento. Nunca dizer: sofre-se por toda a parte, vamos em frente. N&atilde;o, hoje h&aacute; uma III Guerra Mundial aos bocados&raquo;.
&nbsp;
Acolher os imigrantes, prosseguiu, &eacute; um &laquo;mandato de Deus&raquo;, convidando a recuperar a mem&oacute;ria da &laquo;hist&oacute;ria europeia&raquo;, com milh&otilde;es de pessoas noutros continentes.
&nbsp;
O pont&iacute;fice refor&ccedil;ou a sua advert&ecirc;ncia sobre os perigos de n&atilde;o &laquo;integrar&raquo; quem chega de outra terra, com &laquo;prud&ecirc;ncia&raquo;, considerando importante que &laquo;toda a Europa se ponha de acordo&raquo; sobre este tema. &laquo;O novo cemit&eacute;rio europeu chama-se Mediterr&acirc;neo, chama-se Egeu&raquo;, lamentou.
&nbsp;
A sess&atilde;o contou com apresenta&ccedil;&otilde;es do arcebispo do Panam&aacute;, D. Jos&eacute; Domingo Ulloa Mendieta, presidente do Comit&eacute; Organizador da Jornada Mundial da Juventude 2019, e do padre Antonio Spadaro, jesu&iacute;ta, diretor da revista &#39;La Civilt&agrave; Cattolica&rsquo;.
&nbsp;
Entre os participantes estavam v&aacute;rios dos bispos e jovens que est&atilde;o reunidos na assembleia do S&iacute;nodo dos Bispos dedicada &agrave;s novas gera&ccedil;&otilde;es, a decorrer no Vaticano.

A reportagem em Roma &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade.
&nbsp;
Texto: Oct&aacute;vio Carmo
Fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Tue, 23 Oct 2018 19:54:00 +0100</pubDate>
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<title>Um Sínodo onde os jovens «ensinam os bispos»</title>
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<description><![CDATA[Hoje foi dia de emo&ccedil;&otilde;es fortes no briefing do S&iacute;nodo aos jornalistas, com o cardeal Luis Antonio Tagle, arcebispo de Manila, nas Filipinas, a fazer uma interven&ccedil;&atilde;o emocionada sobre o que tem vivido nestes dias de S&iacute;nodo. Informando que j&aacute; vai no seu s&eacute;timo encontro deste g&eacute;nero, afirmou que cada s&iacute;nodo &eacute; especial e &uacute;nico, e refletiu sobre o que t&ecirc;m sido estes dias. &laquo;Este S&iacute;nodo dos Jovens tem sido para mim especial porque &eacute; como se estivesse na escola, estou a aprender muito&raquo;, revelou aos jornalistas.

&nbsp;
Em seguida, o momento mais emocionado, em que o discurso foi interrompido por uma pausa que escondia a l&aacute;grima que mais tarde lhe correu pelo rosto. &laquo;Embora seja verdade que n&oacute;s, bispos, nos estamos a perguntar o que podemos fazer pela juventude, nestas &uacute;ltimas semanas os jovens estiveram a fazer muito por n&oacute;s, estiveram a ensinar-nos..., n&atilde;o apenas com os seus sonhos e desejos, mas muito especialmente com as suas hist&oacute;rias e os seus testemunhos&raquo;, sustentou.
&nbsp;
O cardeal das Filipinas diz que os bispos t&ecirc;m de ser humildes para conseguirem responder &laquo;n&atilde;o sei&raquo; num certo momento, e partirem &laquo;&agrave; procura&raquo; da resposta com os jovens. Este &laquo;n&atilde;o &eacute; um S&iacute;nodo que quer dar todas as respostas e solu&ccedil;&otilde;es, claras, porque a vida n&atilde;o &eacute; clara. A vida dos jovens, hoje, n&atilde;o &eacute; clara!&raquo;, afirmou.
&nbsp;
Por isso, disse ser preciso preparar &laquo;os padres, as religiosas, os acompanhantes, mas tamb&eacute;m as fam&iacute;lias&raquo;, &laquo;os pol&iacute;ticos, os atores e as atrizes que s&atilde;o modelos para os jovens&raquo;, para que possam ajudar os jovens a chegar ao seu &laquo;sucesso&raquo;.


&nbsp;
A alian&ccedil;a que faz a &laquo;canoa avan&ccedil;ar&raquo;
O cardeal de Myanmar, Charles Maung Bo, afirmou, de forma bem-disposta, que os trabalhos o t&ecirc;m &laquo;inspirado muito&raquo;, e que o seu trabalho como delegado lhe permite saltar de grupo em grupo para colher as suas reflex&otilde;es.
&nbsp;
Presente esteve tamb&eacute;m Joseph Sapati Moeono-Kolio, da Samoa, um dos convidados da assembleia, representante do f&oacute;rum juvenil da C&aacute;ritas Internacional, representando a Oce&acirc;nia. Na sua interven&ccedil;&atilde;o, o jovem falou dos &laquo;desafios&raquo; que a humanidade enfrenta, recordando Jesus Cristo como o grande &laquo;campe&atilde;o&raquo; dos pobres, da luta contra a injusti&ccedil;a.
&nbsp;
Sobre o risco do documento final ser pouco global, o jovem refere que &laquo;dissemos v&aacute;rias vezes no nosso grupo pequeno que n&atilde;o pod&iacute;amos deixar que houvesse vis&atilde;o euroc&ecirc;ntrica&raquo;. &laquo;O processo sinodal permitiu-nos ver as problem&aacute;ticas globais dos jovens em todo o mundo, mas no processo que levou ao Documento todos tentaram garantir que n&atilde;o seria euroc&ecirc;ntrico&raquo;, afirmou.
&nbsp;
Referindo que j&aacute; tinha usado esta analogia no S&iacute;nodo, o jovem referiu a import&acirc;ncia da corresponsabilidade entre os mais velhos e os mais jovens com a imagem de uma canoa que andava pelo oceano, com uma tripula&ccedil;&atilde;o com elementos mais jovens e mais idosos. &laquo;A sabedoria dos idosos ensinava os jovens, desde o fundo da canoa, a percorrer o Oceano, mas eram os mais novos que a faziam avan&ccedil;ar&raquo;, contou.
&nbsp;
O S&iacute;nodo dos Bispos sobre os jovens est&aacute; na sua &uacute;ltima semana, e tinha sido previsto para hoje a apresenta&ccedil;&atilde;o aos jornalistas da primeira vers&atilde;o do Documento Final, mas no &uacute;ltimo momento a confer&ecirc;ncia de imprensa foi trocada, sem motivo, por um briefing habitual com a presen&ccedil;a de alguns participantes na aula sinodal. No entanto, Paolo Ruffini, prefeito do Dicast&eacute;rio para a Comunica&ccedil;&atilde;o da Santa S&eacute;, precisou que o documento foi entregue aos participantes, que esta quarta-feira podem propor observa&ccedil;&otilde;es e altera&ccedil;&otilde;es ao texto, em dois encontros amanh&atilde;, de manh&atilde; e &agrave; tarde. A carta aos jovens tamb&eacute;m est&aacute; a ser redigida.

A reportagem do S&iacute;nodo dos Bispos &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade.
Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Tue, 23 Oct 2018 15:23:00 +0100</pubDate>
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<title>Bispos defendem que a sinodalidade «não pode acabar aqui»</title>
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<description><![CDATA[A necessidade de refletir sobre a melhor forma de tornar real e pr&aacute;tico o Documento Final e a exorta&ccedil;&atilde;o que sair deste S&iacute;nodo dos Jovens deve levar as inst&acirc;ncias locais das igrejas, nomeadamente as dioceses, a pensar na possibilidade da realiza&ccedil;&atilde;o de S&iacute;nodos locais, que deem seguimento a este &laquo;S&iacute;nodo universal&raquo;.

&nbsp;
A ideia &eacute; de D. Frank Caggiano, bispo de Bridgeport, nos Estados Unidos da Am&eacute;rica, e foi defendida esta tarde no briefing &agrave; imprensa que &eacute; feito diariamente na Sala de Imprensa do Vaticano. &laquo;Este exerc&iacute;cio feito ao n&iacute;vel global deve ser feito ao n&iacute;vel local, com um processo sinodal. N&atilde;o tenho outra hip&oacute;tese a n&atilde;o ser juntar os jovens da minha diocese, para juntarmos as cabe&ccedil;as e vermos, juntos, como podemos trabalhar&raquo;, reconheceu o prelado.
&nbsp;
Questionado pela Fam&iacute;lia Crist&atilde; sobre esta era uma opini&atilde;o pessoal ou se refletia uma ideia partilhada por mais participantes, D. Caggiano reconheceu que a ideia de sinodalidade &eacute; um dos grandes &laquo;consensos&raquo; do S&iacute;nodo. &laquo;Esta &eacute; uma opini&atilde;o pessoal, mas houve mais vozes a dizer isso, e h&aacute; um entendimento entre todos de que a sinodalidade n&atilde;o acaba aqui, h&aacute; necessidade de concretizar isso. Como cada um o far&aacute; pode ser diferente, eu vou no sentido de S&iacute;nodo, mas n&atilde;o quero anunciar nada aqui sem dizer primeiro &agrave; minha diocese&raquo;, brincou.
&nbsp;
Antes disso, o prelado tinha reconhecido a &laquo;grande esperan&ccedil;a&raquo; que deposita nos trabalhos deste S&iacute;nodo. &laquo;Deixo este S&iacute;nodo com grande esperan&ccedil;a. &Eacute; um exerc&iacute;cio eclesial para desbloquear o caminho para a Santidade&raquo;, afirmou.
&nbsp;
Jovens t&ecirc;m &laquo;uma voz que nos desperta&raquo;
Presente esteve tamb&eacute;m o Pe. Angel Fernandez Artime, superior geral dos Salesianos, congrega&ccedil;&atilde;o que trabalha muito com a juventude. &laquo;Gostei muito do sentido de universalidade. J&aacute; conhecia um pouco por causa dos cap&iacute;tulos gerais da minha congrega&ccedil;&atilde;o, mas o S&iacute;nodo &eacute; mais universal, e gostei muito dela&raquo;, disse, avisando que &eacute; importante n&atilde;o cair no risco do eurocentrismo que, reconheceu, tem sido a marca de algumas das interven&ccedil;&otilde;es. &laquo;Em alguns, a vis&atilde;o era muito euroc&ecirc;ntrica e ocidental, e temos de superar este risco. A Igreja &eacute; de todas as cores, ra&ccedil;as e l&iacute;nguas, e temos de a pensar universalmente. Penso que o S&iacute;nodo n&atilde;o ir&aacute; cair neste problema&raquo;, revelou.
&nbsp;
Considerando que este S&iacute;nodo n&atilde;o pode &laquo;apenas de alguns jovens&raquo;, o sacerdote pediu que n&atilde;o fossem esquecidos todos os que est&atilde;o afastados, e que representam uma fatia bem significativa da totalidade dos jovens do mundo. Elogiou o &laquo;convite m&uacute;tuo &agrave; convers&atilde;o&raquo; que est&aacute; a ser feito durante este S&iacute;nodo, lembrando que a Igreja e o mundo de hoje necessitam de &laquo;adultos capazes de testemunhar aquilo em que dizemos crer&raquo;. &laquo;Somos f&aacute;ceis nas palavras, mas custa-nos sermos cred&iacute;veis, e isso &eacute; um dos grandes desafios do S&iacute;nodo&raquo;, lembrou.

&nbsp;
Na opini&atilde;o de D. Paolo Bizzeti, bispo de Tabe, na Turquia, estes dias de assembleia sinodal colocaram os participantes em contacto com realidades que desconheciam. &laquo;Toc&aacute;mos problemas enormes, distintos e similares noutros casos, que nos puseram em contacto com a nossa humanidade e os seus dramas&raquo;, afirmou, acrescentando que precisam de pedir &laquo;perd&atilde;o&raquo; aos jovens. &laquo;Pedir perd&atilde;o aos jovens, porque na sociedade de hoje enchemo-los de coisas desnecess&aacute;rias e priv&aacute;mo-los das importantes&raquo;.
&nbsp;
Admitindo que a primeira impress&atilde;o do S&iacute;nodo o estava a desanimar, por ver &laquo;toda a gente vestida com os paramentos, parecia mais uma ora&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica que um debate&raquo;, o prelado considera que o ambiente cedo mostrou que estavam ali todos para trabalhar, at&eacute; porque, questiona, &laquo;que organiza&ccedil;&atilde;o mundial est&aacute; t&atilde;o em contacto com os problemas das pessoas como a Igreja Cat&oacute;lica?&raquo;
&nbsp;
A perspetiva euroc&ecirc;ntrica esteve tamb&eacute;m presente no seu discurso, pois indicou que estas novas perspetivas mostraram uma realidade que alguns n&atilde;o conheciam. &laquo;Como podemos falar de f&eacute; e discernimento, quando h&aacute; milh&otilde;es de jovens que n&atilde;o t&ecirc;m hip&oacute;tese de escolher porque t&ecirc;m a sua vida definida aos 8 anos, ou t&ecirc;m de fugir dos seus pa&iacute;ses?&raquo;, exemplificou.
&nbsp;
Jovens iraquianos agradecem ao Papa
No dia 13 de outubro, na Casa de Santa Marta, o Papa Francisco recebeu o jovem iraquiano, Safa Al Abbia, auditor no S&iacute;nodo dos jovens. Safa tinha que voltar ao seu pa&iacute;s, porque a sua m&atilde;e est&aacute; muito doente, mas antes de partir quis agradecer e saudar o Papa.
&nbsp;
Francisco concordou e, no final do encontro, ao desejar-lhe uma boa viagem, entregou-lhe um ros&aacute;rio para levar &agrave; sua m&atilde;e doente. Na ocasi&atilde;o, dirigiu algumas palavras de encorajamento a todos os jovens do Iraque, recomendando-lhes que sigam adiante sem se desencorajar, olhando com confian&ccedil;a para o futuro e confiando sempre no Senhor.
&nbsp;
Logo que chegou ao seu pa&iacute;s, noticia o site Vatican News, Safa Al Abbia divulgou a mensagem do Papa aos jovens da Igreja no Iraque. Ent&atilde;o Safa teve a ideia de responder em v&aacute;rias l&iacute;nguas, atrav&eacute;s de um v&iacute;deo dirigido ao Santo Padre.
&nbsp;
Juntamente com D. Shlemon Warduni, bispo auxiliar de Bagdade, e outros membros do clero local, os jovens agradecem e comprometem-se a rezar pelo Papa Francisco, garantem a sua unidade com toda a Igreja e, claro, convidam a que o Papa se junte a eles numa visita ao Iraque.




A reportagem do S&iacute;nodo dos Bispos &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade.
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Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Mon, 22 Oct 2018 16:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Cardeal Tagle quer incluir realidade dos migrantes na pastoral juvenil</title>
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<description><![CDATA[O cardeal das Filipinas, Luis Antonio Tagle, que &eacute; tamb&eacute;m presidente da Caritas Internationalis, desafia a Igreja a incluir a realidade dos migrantes na sua pastoral juvenil. No final da caminhada em favor dos migrantes que decorreu ontem, em Roma, o cardeal afirmou que &laquo;quando passamos a contar com jovens que est&atilde;o em fuga, que s&atilde;o vulner&aacute;veis porque s&atilde;o obrigados a for&ccedil;ar, h&aacute; toda uma nova &aacute;rea de pastoral&raquo;. &laquo;Dif&iacute;cil, mas ir&aacute; renovar a pastoral juvenil em muitas partes do mundo&raquo; se for aceite, confia.

&nbsp;
Para o respons&aacute;vel m&aacute;ximo da Caritas, esta possibilidade tem sido uma das b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os deste S&iacute;nodo. &laquo;Os bispos, e especialmente os jovens dos pa&iacute;ses onde h&aacute; muitas migra&ccedil;&otilde;es for&ccedil;adas, dizem que as pessoas n&atilde;o querem deixar as suas casas, mas s&atilde;o obrigados devido &agrave; pobreza, falta de emprego, guerras, &oacute;dios. Isto tornou-se uma caracter&iacute;stica permanente na vida destes jovens&raquo;, afirma, e &eacute; por isso que quer saber se a Igreja est&aacute; dispon&iacute;vel para incluir &laquo;esta realidade na nossa pastoral juvenil&raquo;.
&nbsp;
Para o cardeal Tagle, a &laquo;atmosfera de separa&ccedil;&atilde;o, divis&atilde;o, incutir medo no outro&raquo;, acontece devagar e de forma despercebida. Para combater estas tend&ecirc;ncias, o cardeal afirma que &laquo;n&oacute;s podemos parar, ou pelo menos atrasar, com pequenas a&ccedil;&otilde;es no dia a dia, com paci&ecirc;ncia&raquo;, afirmou, em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
&nbsp;
Estas a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o muito importantes, porque o que acontece muitas vezes &eacute; que &laquo;temos medo&raquo; quando se fala de migrantes ou refugiados, mas apenas porque n&atilde;o colocamos as no&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da &laquo;realidade&raquo;. &laquo;Se tratares todas estas no&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da realidade, v&ecirc;s que todas elas s&atilde;o sobre seres humanos&raquo;. E &eacute; por isso que o cardeal recorda as palavras do Papa Francisco, que pede uma &laquo;cultura de encontro pessoal&raquo;. &laquo;Vamos encontrar-nos como seres humanos. Quando ouvirmos as suas hist&oacute;rias, os seus sonhos, veremos que eles n&atilde;o s&atilde;o diferentes de n&oacute;s. A&iacute;, poderemos todos dar as m&atilde;os e caminhar juntos&raquo;, defende.
&nbsp;
Esta &eacute; uma necessidade at&eacute; porque a realidade migrante est&aacute; mais perto de todos do que alguns poderiam desejar. &laquo;Gostaria de recordar a todos no mundo que todos n&oacute;s temos antepassados que j&aacute; foram migrantes, e muitos de n&oacute;s at&eacute; agora temos um irm&atilde;o, uma irm&atilde;, tio ou sobrinho que &eacute; migrante noutra parte do mundo&raquo;, defende.
&nbsp;
Por isso, apela a &laquo;todos os que est&atilde;o a alimentar este medo dos migrantes&raquo;. &laquo;N&atilde;o se esque&ccedil;am disto, porque &eacute; a falta de mem&oacute;ria que nos torna vazios perante as outras pessoas&raquo;, sustenta.

&nbsp;
Para o presidente da Caritas, &laquo;a vida &eacute; uma viagem&raquo;, e ningu&eacute;m se pode afirmar dono de um peda&ccedil;o de terra, pois todos somos &laquo;migrantes neste mundo&raquo;. &laquo;Ningu&eacute;m pode afirmar &ldquo;sou um residente permanente e tenho o direito de ficar aqui&rdquo;&raquo;, diz, acrescentando que &laquo;apenas Deus tem posse sobre esta terra, n&oacute;s estamos apenas a caminho&raquo;.
&nbsp;
A concluir, o cardeal Tagle pediu que todos olhassem para os pa&iacute;ses e economias e reconhecessem a import&acirc;ncia da popula&ccedil;&atilde;o migrante no crescimento econ&oacute;mico dos pa&iacute;ses. &laquo;Se olharmos para todos os nossos pa&iacute;ses e para as suas economias, verificamos que boa parte do crescimento dessas economias &eacute; devido ao contributo dos migrantes. Retirem os migrantes e as economias ir&atilde;o entrar em colapso&raquo;, avisa.

A reportagem do S&iacute;nodo dos Bispos &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade.
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Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Mon, 22 Oct 2018 14:30:00 +0100</pubDate>
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<title>Juventude é «língua comum» da Igreja universal</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/juventude-e-lingua-comum-da-igreja-universal</link>
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<description><![CDATA[&Eacute; a primeira vez que D. Virg&iacute;lio do Carmo da Silva, bispo de D&iacute;li, Timor-Leste, participa num S&iacute;nodo, uma responsabilidade que deixa o prelado &laquo;muito orgulhoso&raquo;. &laquo;&Eacute; uma descoberta, uma ocasi&atilde;o para experimentar esta universalidade da Igreja, podemos contactar com diferentes realidades da Igreja no mundo. &Eacute; uma experi&ecirc;ncia muito rica, especial&raquo;, confirma D. Virg&iacute;lio, em conversa com a Fam&iacute;lia Crist&atilde; num dos dois dias de pausa dos trabalhos do S&iacute;nodo, enquanto se redige a primeira vers&atilde;o do Documento Final.

&nbsp;
O tempo passado no S&iacute;nodo tem permitido perceber um &laquo;desafio&raquo; para a Igreja universal. &laquo;Mesmo que vivamos em v&aacute;rias circunst&acirc;ncias, temos uma l&iacute;ngua comum: a juventude. Esta realidade convida-nos a fazer um caminho de redescoberta, voltar &agrave;s origens da Igreja, escutar, evangelizar, caminhar com os jovens&raquo;, defende D. Virg&iacute;lio.
&nbsp;
A realidade timorense est&aacute;, na perspetiva das voca&ccedil;&otilde;es sacerdotais, muito diferente da perspetiva europeia. Este pa&iacute;s de maioria cat&oacute;lica &eacute;, na realidade asi&aacute;tica maioritariamente mu&ccedil;ulmana, uma exce&ccedil;&atilde;o. &laquo;Dentro de Timor, sente-se um orgulho em ser cat&oacute;lico. Na minha interven&ccedil;&atilde;o, quando falei das estat&iacute;sticas, muitos bispos mostraram-se interessados com a minha apresenta&ccedil;&atilde;o, porque &eacute; uma realidade &uacute;nica. Na maior parte das Igrejas, no mundo, o n&uacute;mero de cat&oacute;licos est&aacute; a descer, mas em Timor &eacute; ao contr&aacute;rio. Isso &eacute; uma esperan&ccedil;a, tamb&eacute;m, para a Igreja&raquo;, sustenta.
&nbsp;
As estat&iacute;sticas de que D. Virg&iacute;lio fala s&atilde;o as de uma popula&ccedil;&atilde;o jovem que enche as vagas nas congrega&ccedil;&otilde;es religiosas do pa&iacute;s. &laquo;Ao mesmo tempo, o semin&aacute;rio das tr&ecirc;s dioceses tem 150 seminaristas de Filosofia e Teologia; no pr&oacute;ximo ano, esperamos mais de 30 novos alunos, ou seja, 180, 190 seminaristas&raquo;, explica, acrescentando um problema que &eacute; quase ir&oacute;nico, considerando a realidade europeia de encerramento e fus&atilde;o de semin&aacute;rios. &laquo;O nosso problema &eacute; saber onde colocar todos estes seminaristas, esta &eacute; a nossa realidade&raquo;, diz, com um sorriso.
&nbsp;
Apesar dos n&uacute;meros, D. Virg&iacute;lio est&aacute; preocupado com as tend&ecirc;ncias atuais relativamente aos jovens e &agrave; sua rela&ccedil;&atilde;o com a religi&atilde;o. &laquo;Timor, como sabemos, viveu uma longa experi&ecirc;ncia de guerra, durante a ocupa&ccedil;&atilde;o indon&eacute;sia. Este foi um momento em que muitos foram batizados, mas depois da independ&ecirc;ncia, embora a maioria continue a ser cat&oacute;lica, os praticantes s&atilde;o poucos. Alguns come&ccedil;am a voltar &agrave;s pr&aacute;ticas tradicionais&raquo;, lamenta.
&nbsp;
&Eacute; por isto que o bispo de Dili defende uma &laquo;nova evangeliza&ccedil;&atilde;o&raquo;. &laquo;A tarefa da Igreja &eacute; fazer uma nova evangeliza&ccedil;&atilde;o, para levar a mensagem de Cristo a esta nova realidade. &Eacute; a grande tarefa da comunidade cat&oacute;lica em Timor, temos de multiplicar os nossos esfor&ccedil;os, apostar na qualidade dos nossos formadores, educadores&raquo;, avan&ccedil;a.
&nbsp;
Uma perspetiva sinodal muito euroc&ecirc;ntrica
No que diz respeito aos trabalhos do S&iacute;nodo, D. Virg&iacute;lio confirma um sentimento partilhado por alguns membros da aula sinodal, principalmente oriundos de realidades n&atilde;o europeias, que defende que &laquo;h&aacute; muitas coisas orientadas para a realidade europeia&raquo; nos trabalhos sinodais. &laquo;&Eacute; algo muito frequente nas v&aacute;rias interven&ccedil;&otilde;es, sobre o foco do S&iacute;nodo&raquo;, diz.
&nbsp;
No entanto, tamb&eacute;m defende que a utilidade do S&iacute;nodo vai depender de &laquo;cada Igreja local&raquo;. &laquo;&Eacute; necess&aacute;ria uma convers&atilde;o dentro da Igreja, os bispos, os padres, os religiosos, uma mudan&ccedil;a de mentalidade, de atitude, na rela&ccedil;&atilde;o com os jovens. Quando a Igreja local n&atilde;o consegue fazer este caminho de convers&atilde;o, de transforma&ccedil;&atilde;o, &eacute; dif&iacute;cil&raquo;, avisa.
&nbsp;
No que diz respeito a Timor, sustenta, uma das tem&aacute;ticas sinodais que toca a realidade timorense &eacute; a tecnologia. &laquo;Quando falamos da tenologia, dos media, da globaliza&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m afeta Timor, por exemplo. Somos uma na&ccedil;&atilde;o jovem, com 16 anos, e estas novas tecnologias entram rapidamente. Os jovens sabem melhor do que n&oacute;s&raquo; como as aplicar e utilizar, conclui.
&nbsp;
Por isso, diz, &eacute; importante usar uma das &laquo;palavras-chave&raquo; deste S&iacute;nodo: &laquo;escutar&raquo;. &laquo;Escutar os jovens, aprender, ouvir os bispos e procurar interpretar, com a perspetiva da f&eacute;, para implementar a&ccedil;&otilde;es&raquo;, afirma.

&nbsp;
Os trabalhos do S&iacute;nodo dos Jovens est&atilde;o numa pausa, enquanto se redige a primeira vers&atilde;o do Documento Final, com base nas contribui&ccedil;&otilde;es das interven&ccedil;&otilde;es sinodais e dos trabalhos nos C&iacute;rculos Menores. Amanh&atilde;, ter&ccedil;a-feira, ser&aacute; apresentada, em confer&ecirc;ncia de imprensa, a primeira vers&atilde;o do Documento Final, que dever&aacute; ainda ser objeto de melhorias e aperfei&ccedil;oamentos at&eacute; s&aacute;bado, altura em que ser&aacute; votado e redigido o Documento Final.
&nbsp;
A reportagem do S&iacute;nodo dos Bispos &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a, Voz da Verdade
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Mon, 22 Oct 2018 11:00:00 +0100</pubDate>
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<item>
<title>Cáritas lança iniciativa «Partilhar a Viagem» com migrantes</title>
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<description><![CDATA[A iniciativa Partilhar a Viagem, uma iniciativa da Caritas Internationalis que visa sensibilizar para as quest&otilde;es dos migrantes, teve hoje in&iacute;cio oficial em Roma com uma peregrina&ccedil;&atilde;o entre o centro scalabriniano de acolhimento aos migrantes e a Pra&ccedil;a de S. Pedro, em Roma, liderada pelo Cardeal Antonio Tagle, presidente da Caritas Internationalis, que caminhou em conjunto com migrantes, legais e ilegais, pelas ruas de Roma.

&nbsp;
O ponto de encontro foi na igreja de Santa Maria da Luz, que serviu para juntar todos os participantes na iniciativa #Sharethejourney, ou em portugu&ecirc;s #partilharaviagem. O Cardeal Tagle deu for&ccedil;a &agrave; iniciativa, e foram muitos os jornalistas que quiseram cobrir o evento.

Beauty, da Nig&eacute;ria, est&aacute; em Roma h&aacute; dois anos e acedeu dar a sua voz &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;, como forma de falar &laquo;por todos os que n&atilde;o podem estar ali&raquo;. &laquo;Estou aqui para falar em nome de todas as pessoas que n&atilde;o est&atilde;o aqui e que precisam da nossa paz em It&aacute;lia. Precisamos de paz e justi&ccedil;a. Sem paz, n&atilde;o estamos confort&aacute;veis e n&atilde;o temos liberdade aqui&raquo;, referiu, para acrescentar que &laquo;precisamos de fazer esta caminhada para que as pessoas se apercebam que precisamos de paz&raquo;. A voz era emocionada, e o abra&ccedil;o que recebeu da amiga que assistia, e que n&atilde;o quis dar a cara, por se encontrar ilegal no pa&iacute;s, mostrou o qu&atilde;o empenhados est&atilde;o nesta quest&atilde;o.
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L&aacute; dentro, o cardeal Tagle dava in&iacute;cio a esta &laquo;simb&oacute;lica, mas muito efetiva peregrina&ccedil;&atilde;o da C&aacute;ritas Internationalis&raquo;. &laquo;Queremos fazer isto num esp&iacute;rito de comunh&atilde;o e ora&ccedil;&atilde;o. A comunh&atilde;o &eacute; mais real quando a a&ccedil;&atilde;o &eacute; acompanhada de ora&ccedil;&atilde;o ao esp&iacute;rito. E a ora&ccedil;&atilde;o torna-se mais eficaz quando leva &agrave; a&ccedil;&atilde;o. Que a nossa peregrina&ccedil;&atilde;o seja uma ora&ccedil;&atilde;o, um ato de adora&ccedil;&atilde;o&raquo;, pediu aos participantes.
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Na ora&ccedil;&atilde;o que deu in&iacute;cio &agrave; peregrina&ccedil;&atilde;o, o cardeal filipino pediu que &laquo;cada passo que dermos esta manh&atilde; seja um ato de comunh&atilde;o, solidariedade, com milh&otilde;es de pessoas que est&atilde;o a caminhar, sem saber onde a sua viagem ir&aacute; terminar. N&oacute;s sabemos que a nossa viagem terminar&aacute; em S. Pedro, mas muitos est&atilde;o &agrave;s escuras&raquo;, disse.
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Ainda na ora&ccedil;&atilde;o, o cardeal pediu que a &laquo;oferta&raquo; &laquo;diminua a dor dos que sofrem a rejei&ccedil;&atilde;o, paredes altas e grossas, preconceitos e discrimina&ccedil;&otilde;es&raquo;. &laquo;Que o nosso pequeno sacrif&iacute;cio desta manh&atilde; sustenha a mar&eacute; do medo contra os estrangeiros, da suspeita perante o outro. Como Jesus caminhou nesta terra, imploramos-te, Pai, que nos permitas caminhar um com o outro, com Jesus, com o poder do Esp&iacute;rito&raquo;, rezou.
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Uma caminhada para combater os extremismos
Michel Roy, secret&aacute;rio-geral da Caritas Internationalis, tamb&eacute;m esteve presente. &Agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;, afirmou que &laquo;o objetivo da nossa campanha &eacute; falar cada vez mais com as pessoas&raquo;. &laquo;N&oacute;s dirigimo-nos &agrave;s pessoas, n&atilde;o aos Estados, a pessoas concretas, para que elas descubram a migra&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do encontro com outros indiv&iacute;duos, migrantes&raquo;, defendeu.
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O secret&aacute;rio-geral afirmou que, &laquo;na nossa sociedade polarizada, que rejeita os migrantes, aqueles que est&atilde;o contra os migrantes s&atilde;o os que nunca se encontraram com eles&raquo;. &laquo;Muitas vezes, em contextos onde n&atilde;o h&aacute; imigrantes, &eacute; l&aacute; que os partidos extremistas crescem. Sabemos muito bem que, se nos encontramos com a pessoa migrantes, ent&atilde;o vai criar-se uma rela&ccedil;&atilde;o, vamos compreender que esta pessoa sofreu, sofre, e precisa de ser acolhida, de ser compreendida, de ser acompanhada&raquo;, defende.
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O &laquo;medo do migrante&raquo;, diz, vem de n&atilde;o conhecermos as suas hist&oacute;rias. &laquo;As hist&oacute;rias de vida, muitas vezes, s&atilde;o tr&aacute;gicas. Mas n&oacute;s vemos o migrante assim [sem conhecer as suas hist&oacute;rias], mas temos medo, rejeitamo-lo&raquo;, lamenta.
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Para este respons&aacute;vel, &laquo;o encontro com os migrantes &eacute; provocador, mas &eacute; tamb&eacute;m o bar&oacute;metro da nossa humanidade&raquo;, e deixa um aviso importante. &laquo;Se rejeitamos os migrantes, eu penso que rejeitamos a humanidade e que rejeitamos Deus, tamb&eacute;m&raquo;, afirmou.
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Papa refor&ccedil;a confian&ccedil;a na iniciativa
Entre volunt&aacute;rios, religiosos e migrantes, cerca de 200 pessoas fizeram a caminhada. A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pretendia fechar as ruas de Roma, mas apenas dar in&iacute;cio a uma iniciativa que visa acumular 1 milh&atilde;o de quil&oacute;metros em caminhadas pelo mundo fora com migrantes. Para j&aacute;, organismos da C&aacute;ritas no Chile, Nova Zel&acirc;ndia, Canad&aacute;, Estados Unidos e Reino Unido j&aacute; fizeram iniciativas semelhantes, mas a organiza&ccedil;&atilde;o avisa que &laquo;est&atilde;o previstas mais iniciativas&raquo;.
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Durante o percurso, o cardeal Tagle ia falando e partilhando hist&oacute;rias com v&aacute;rios dos participantes, migrantes, principalmente, e o percurso foi feito em clima de di&aacute;logo e alegria, uma alegria esperan&ccedil;osa, conforme indicou Beauty &agrave; nossa reportagem.
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A chegada &agrave; Pra&ccedil;a de S. Pedro coincidiu com a ora&ccedil;&atilde;o do Angelus, proferida pelo Papa Francisco, que deixou uma palavra de agradecimento e alento para esta iniciativa, que o pr&oacute;prio lan&ccedil;ou no final do ano passado. &laquo;Cumpristes uma breve peregrina&ccedil;&atilde;o em Roma, para manifestar o desejo de caminhar juntos, aprendendo assim a conhecer-se melhor. Encorajo esta iniciativa de &lsquo;partilhar o caminho&rsquo;, que &eacute; proposta em muitas cidades e que pode transformar a nossa rela&ccedil;&atilde;o com os migrantes. Muito obrigado &agrave; C&aacute;ritas&raquo;, referiu, desde a janela do apartamento pontif&iacute;cio, ap&oacute;s a ora&ccedil;&atilde;o do &acirc;ngelus.

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Os participantes na caminhada acompanharam a interven&ccedil;&atilde;o junto &agrave; Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro, com a presen&ccedil;a de v&aacute;rios participantes no S&iacute;nodo dos Bispos, migrantes e do presidente da &lsquo;Caritas Interationalis&rsquo;, o cardeal Lu&iacute;s Ant&oacute;nio Tagle, e n&atilde;o deixaram de expressar a sua alegria pelo reconhecimento do Papa &agrave; sua iniciativa.

Abaixo pode ver uma pequena fotogaleria da peregrina&ccedil;&atilde;o.

A reportagem em Roma foi realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade.
Reportagem e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Sun, 21 Oct 2018 18:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Bispos portugueses afirmam que «Igreja confia nos jovens»</title>
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<description><![CDATA[No final dos trabalhos desta manh&atilde;, ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o dos relat&oacute;rios dos C&iacute;rculos Menores, os bispos portugueses que est&atilde;o a participar no S&iacute;nodo, D. Joaquim Mendes e D. Ant&oacute;nio Augusto de Azevedo, comentaram para a Fam&iacute;lia Crist&atilde; o resultado dos relat&oacute;rios e aquilo que tem sido a sua vis&atilde;o sobre os trabalhos que decorrem h&aacute; cerca de tr&ecirc;s semanas.

&nbsp;
Os prelados refor&ccedil;aram a ideia de que &laquo;a Igreja deu aqui, dentro do S&iacute;nodo, um grande sinal de confian&ccedil;a nos jovens&raquo;. &laquo;A Igreja confia nos jovens, em cada um, organizado em grupos e movimentos, que v&atilde;o ser capazes de abrir caminhos de futuro&raquo;, afirmou D. Ant&oacute;nio Augusto de Azevedo, bispo auxiliar do Porto.
&nbsp;
O prelado portugu&ecirc;s referiu que este tinha sido um &laquo;passo decisivo&raquo;, que implicar&aacute; &laquo;fazer escolhas e perceber que escolhas est&atilde;o hoje diante da Igreja e dos jovens&raquo;. Uma das escolhas ser&aacute;, segundo o prelado, a ideia de que t&ecirc;m de ser os jovens, em alguns meios, &laquo;a presen&ccedil;a da Igreja&raquo;.
&nbsp;
Mas para que isto aconte&ccedil;a, o bispo auxiliar do Porto admite que &laquo;h&aacute; aqui naturalmente um grande desafio de convers&atilde;o pastoral e mission&aacute;ria que diz respeito aos pastores&raquo;. &laquo;H&aacute; aqui muita coisa a renovar: uma renova&ccedil;&atilde;o das comunidades, de muitos grupos e posturas. Muitas vezes, os jovens ficam fora dos lugares de decis&atilde;o, e &eacute; importante que estejam l&aacute; com a consci&ecirc;ncia de crist&atilde;os, levados a sentir esse compromisso de serem sinais de Deus, presen&ccedil;a da Igreja no meio do ambiente digital, das redes sociais, em que &eacute; muito importante serem sinal da verdade, da justi&ccedil;a&raquo;, referiu.
&nbsp;
Esta mudan&ccedil;a de mentalidade &eacute; tamb&eacute;m refor&ccedil;ada por D. Joaquim Mendes. &laquo;Penso que o desafio maior &eacute; uma mudan&ccedil;a de mentalidade, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; realidade juvenil. Naturalmente, isso leva a uma mudan&ccedil;a tamb&eacute;m de cora&ccedil;&atilde;o, a uma mudan&ccedil;a de atitude e depois tamb&eacute;m a adquirir o di&aacute;logo com esta realidade, com o mundo juvenil, a assumir o di&aacute;logo como m&eacute;todo, como processo, de modo a buscarmos juntos os caminhos&raquo;.

&nbsp;
Um caminho que est&aacute; a ser indicado pelo S&iacute;nodo, com a compreens&atilde;o de que h&aacute; realidades particulares. &laquo;O S&iacute;nodo n&atilde;o traz propriamente receitas, traz, digamos assim, um olhar, um despertar, como &eacute; que n&oacute;s os vemos. Depois, cabe a cada Igreja particular, e nela as inst&acirc;ncias que se dedicam &agrave; Pastoral Juvenil, as pr&oacute;prias comunidades crist&atilde;s, olhar e ver que espa&ccedil;os damos aos jovens&raquo;, referiu o bispo auxiliar de Lisboa.
&nbsp;
D. Ant&oacute;nio Augusto, por seu lado, admite a necessidade j&aacute; referida no relat&oacute;rio dos C&iacute;rculos Menores de reformular a imagem de pastoral vocacional. O bispo quer que os jovens entendam a voca&ccedil;&atilde;o &laquo;n&atilde;o num sentido redutor ou redutivo, mas num sentido alargado, onde a Igreja ajuda cada um a fazer o seu caminho de f&eacute;, descoberta de si mesmo, e com isso ajudar a descobrir a sua voca&ccedil;&atilde;o, o seu lugar na Igreja e no mundo, construindo um caminho pessoal que o liga aos outros e o liga a Deus&raquo;.
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Um resultado que pode vai introduzir uma &laquo;cultura de voca&ccedil;&atilde;o&raquo;. &laquo;Essa cultura de voca&ccedil;&atilde;o, que certamente significar&aacute; a valoriza&ccedil;&atilde;o de cada resposta, a da voca&ccedil;&atilde;o consagrada ou sacerdotal, mas tamb&eacute;m a matrimonial e qualquer outra forma de voca&ccedil;&atilde;o, seja ela qual for&raquo;.
Com esta voca&ccedil;&atilde;o bem definida e estruturada, diz, pode haver &laquo;uma Igreja cada vez mais presente nos ambientes, na escola, na universidade, na vida social e pol&iacute;tica, onde os jovens s&atilde;o sem d&uacute;vida a grande presen&ccedil;a de uma Igreja que quer estar ao lado de todos&raquo;, sustentou.



A reportagem do S&iacute;nodo dos Bispos &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade.
Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Sat, 20 Oct 2018 17:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Bispos propõem criação de observatório da juventude</title>
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<description><![CDATA[Foram divulgados, no final desta manh&atilde;, os Relat&oacute;rios dos C&iacute;rculos Menores referentes &agrave; terceira parte do Instrumentum laboris do S&iacute;nodo, dedicada ao tema &laquo;Escolher: percursos de convers&atilde;o pastoral e mission&aacute;ria&raquo;. No grupo de l&iacute;ngua portuguesa, os participantes sugerem, entre outras propostas e reflex&otilde;es, a cria&ccedil;&atilde;o de um &laquo;conselho&raquo; ou &laquo;observat&oacute;rio&raquo; mundial da juventude, um organismo da Santa S&eacute; que congregue e trabalhe em conjunto com todas as estruturas que, de uma forma mais direta ou indireta, trabalham com a juventude. Esta &eacute; uma ideia que n&atilde;o est&aacute; apenas presente na reflex&atilde;o feita em l&iacute;ngua portugu&ecirc;s, mas tamb&eacute;m em outros grupos de outras l&iacute;nguas.

&nbsp;
Conforme foi indicado na confer&ecirc;ncia de imprensa, estes relat&oacute;rios s&atilde;o o resultado das reflex&otilde;es nos v&aacute;rios grupos lingu&iacute;sticos e, apesar de apontarem alguns caminhos espec&iacute;ficos, n&atilde;o refletem a totalidade das propostas que aparecer&atilde;o no Documento Final.
&nbsp;
No grupo portugu&ecirc;s, os participantes falaram da necessidade de promover uma &laquo;vis&atilde;o integral da voca&ccedil;&atilde;o que leve em conta as dimens&otilde;es humana, comunit&aacute;ria, espiritual, pastoral e social&raquo;, at&eacute; porque, reconhecem, o termo &laquo;&ldquo;voca&ccedil;&atilde;o&rdquo; &eacute; suscet&iacute;vel de algumas reservas por parte dos jovens&raquo;.
&nbsp;
Referindo tamb&eacute;m que os jovens s&atilde;o atra&iacute;dos pelas &laquo;v&aacute;rias express&otilde;es da piedade popular (por exemplo, peregrina&ccedil;&otilde;es e santu&aacute;rios), os participantes referiram a necessidade de fazerem um &laquo;caminho de descoberta da doutrina e moral crist&atilde;s&raquo;.
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Para al&eacute;m da cria&ccedil;&atilde;o do observat&oacute;rio mundial da juventude, os participantes no s&iacute;nodo reconheceram a necessidade de fazer &laquo;escolhas corajosas em ordem &agrave; renova&ccedil;&atilde;o da Pastoral Juvenil&raquo;, e refor&ccedil;aram a necessidade de investir em recursos humanos e materiais&raquo;, acrescentando, no ponto 13, a &laquo;necessidade de haver pessoas com dedica&ccedil;&atilde;o exclusiva &agrave; pastoral juvenil&raquo;.


&nbsp;
Grupo alem&atilde;o quer maior compromisso de todos os bispos
Nos outros 14 grupos foram abordados outros temas, com destaque para uma reflex&atilde;o do grupo de l&iacute;ngua alem&atilde;. Os participantes descobriram &laquo;uma esp&eacute;cie de desamparo na quest&atilde;o de como proceder depois de tudo o que foi ouvido&raquo;. &laquo;O que vai mudar depois do S&iacute;nodo? H&aacute; novas formas concretas de ser uma igreja com jovens? Haver&aacute; compromissos dos bispos?&raquo;, questionaram os participantes na sua reflex&atilde;o.
&nbsp;
Outros temas abordados pelos grupos lingu&iacute;sticos foram as migra&ccedil;&otilde;es; o acolhimento, nas comunidades cat&oacute;licas, das pessoas homossexuais; o papel das mulheres e a lideran&ccedil;a na Igreja; ou a crise dos abusos sexuais. &laquo;O documento final n&atilde;o pode come&ccedil;ar sem uma palavra clara sobre o drama do abuso sexual de crian&ccedil;as e adolescentes&raquo;, escreve o grupo de trabalho de l&iacute;ngua alem&atilde;, que pede &laquo;mudan&ccedil;as concretas&raquo; na preven&ccedil;&atilde;o e na resposta &agrave;s v&iacute;timas.
&nbsp;
O cardeal John Ribat, arcebispo de Port Moresby (Papua Nova-Guin&eacute;), disse esta tarde, em confer&ecirc;ncia de imprensa, que na Igreja &laquo;ningu&eacute;m est&aacute; exclu&iacute;do, todos est&atilde;o em casa&raquo;. O cardeal Blase Joseph Cupich, arcebispo de Chicago (EUA), defendeu, por sua vez, que os bispos devem &laquo;dar a voz&raquo; aos jovens.
&nbsp;
&laquo;Os jovens pedem-nos que falemos de forma desafiante, aos l&iacute;deres mundiais de hoje, em seu nome&raquo;, sublinhou.

&nbsp;
Esta ter&ccedil;a-feira, ap&oacute;s uma pausa nas reuni&otilde;es gerais e de grupo, vai ser apresentado o projeto para o documento final do S&iacute;nodo 2018.
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A reportagem do S&iacute;nodo dos Bispos &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade.
Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Sat, 20 Oct 2018 15:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Bispo libanês denuncia «perseguição de toda a população pacífica»</title>
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<description><![CDATA[O problema da persegui&ccedil;&atilde;o aos crist&atilde;os no M&eacute;dio Oriente est&aacute; a estender-se a toda a &laquo;popula&ccedil;&atilde;o pac&iacute;fica&raquo; da regi&atilde;o, denunciou o bispo maronita do L&iacute;bano, D. Joseph Naffah, em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; no final da confer&ecirc;ncia de imprensa de ontem, no Vaticano.

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Presente em Roma para o S&iacute;nodo dos Jovens, D. Joseph Naffah afirma que os jovens crist&atilde;os testemunham a f&eacute; em &laquo;situa&ccedil;&otilde;es cr&iacute;ticas&raquo;, mesmo atrav&eacute;s do &laquo;mart&iacute;rio&raquo;. &laquo;N&oacute;s somos uma Igreja de esperan&ccedil;a, estamos a lutar&raquo;, afirmou aos jornalistas. Mais tarde, em conversa com a nossa revista, falou de uma dificuldade pela qual passam &laquo;crist&atilde;os e mu&ccedil;ulmanos&raquo;, num per&iacute;odo de &laquo;persegui&ccedil;&atilde;o&raquo; que est&aacute; a ser &laquo;muito dif&iacute;cil&raquo; para todos.
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O prelado falou da &laquo;dificuldade&raquo; que encontram em conseguir que os jovens se mantenham num pa&iacute;s que tem sofrido muito n&atilde;o apenas com os conflitos, mas com a entrada de centenas de milhares de refugiados ao longos dos anos de guerra na S&iacute;ria, e avisou para o risco do desaparecimento da &laquo;presen&ccedil;a crist&atilde;&raquo; no M&eacute;dio Oriente. &laquo;A maior parte dos jovens s&atilde;o obrigados a deixar o pa&iacute;s, em busca de um lugar mais pac&iacute;fico, onde possam construir a sua vida, o seu futuro. Isto levanta o perigo de um M&eacute;dio Oriente que fique esvaziado da presen&ccedil;a crist&atilde;. Penso que isso seria uma perda para toda a humanidade&raquo;, argumentou.
&nbsp;
Por outro lado, D. Joseph Naffah falou da experi&ecirc;ncia de &laquo;coabita&ccedil;&atilde;o, conviv&ecirc;ncia entre crist&atilde;os e mu&ccedil;ulmanos, sobretudo no L&iacute;bano&raquo;. &laquo;&Eacute; uma oportunidade &uacute;nica para todo o mundo, para aprender a viver juntos, a dialogar&raquo;, disse.
&nbsp;
Uma oportunidade criada por este S&iacute;nodo para que o mundo ocidental possa conhecer melhor a realidade do M&eacute;dio Oriente. &laquo;Sei que no Ocidente, por vezes, n&atilde;o h&aacute; perce&ccedil;&atilde;o das dificuldades do M&eacute;dio Oriente, mas a nossa presen&ccedil;a, constitu&iacute;da por quatro patriarcas e v&aacute;rios bispos, trouxe esta mensagem, do povo liban&ecirc;s, aos nossos irm&atilde;os do Ocidente. Estamos muito felizes por receber um eco positivo&raquo;, explicou.
&nbsp;
Apesar de afirmar que os ecos t&ecirc;m sido positivos, a verdade &eacute; que nos relat&oacute;rios dos C&iacute;rculos Menores a problem&aacute;tica dos crist&atilde;os perseguidos apenas surge referenciada, e ao de leve, no relat&oacute;rio do grupo de l&iacute;ngua portuguesa, que aborda o problema do ponto de vista africano, e mais sobre o ponto de vista da imigra&ccedil;&atilde;o que propriamente da persegui&ccedil;&atilde;o. &laquo;Fala-se muito sobre a imigra&ccedil;&atilde;o juvenil africana para outros continentes, n&atilde;o obstante ela aconte&ccedil;a principalmente dentro do pr&oacute;prio continente. Nesse contexto de fragilidade, os jovens imigrantes sofrem pelo choque cultural e s&atilde;o muitas vezes aliciados por muitos grupos, religiosos ou n&atilde;o. Como acompanhar estes jovens, valorizar suas potencialidades e promover a sua integra&ccedil;&atilde;o e evangeliza&ccedil;&atilde;o?&raquo;, questionam os participantes de l&iacute;ngua portuguesa.
&nbsp;
Apesar disso, D. Joseph Naffah garante que &laquo;muitos padres sinodais falaram dos m&aacute;rtires, dos jovens m&aacute;rtires, dos padres que perderam a vida, tanto no Iraque como no Egito ou noutros pa&iacute;ses&raquo;. &laquo;Sentimos uma sensibiliza&ccedil;&atilde;o muito forte com este problema, que cada vez mais se tornou global. Todo o mundo o sente e todo o mundo sabe que se n&atilde;o encontrarmos uma solu&ccedil;&atilde;o para o M&eacute;dio Oriente, as consequ&ecirc;ncias ser&atilde;o um pouco por todo o mundo&raquo;, concluiu.
&nbsp;
&nbsp;
A reportagem do S&iacute;nodo dos Bispos &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a, Voz da Verdade.
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Texto e Fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Sat, 20 Oct 2018 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Usar a «gramática dos jovens» para evangelizar o mundo digital</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/usar-a-gramatica-dos-jovens-para-evangelizar-o-mundo-digital</link>
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<description><![CDATA[O Superior Geral dos Paulistas, o Pe. Valdir Jos&eacute; de Castro, &eacute; um dos participantes no S&iacute;nodo dos Jovens que est&aacute; a decorrer em Roma at&eacute; ao pr&oacute;ximo dia 28 de outubro. No final da confer&ecirc;ncia de imprensa em que participou para dar testemunho da sua participa&ccedil;&atilde;o, explorou mais as suas ideias numa pequena conversa com a Fam&iacute;lia Crist&atilde;.


Este sacerdote brasileiro acredita que, apesar das &laquo;muitas iniciativas no campo digital&raquo; que a Igreja tem, &eacute; preciso fazer mais, se a Igreja pretende chegar at&eacute; aos jovens. &laquo;Existem redes, congrega&ccedil;&otilde;es, par&oacute;quias, comunidades que utilizam, mas ainda precisamos de usar mais, precisamos estar mais presentes, sem desconfian&ccedil;a, porque ainda h&aacute; desconfian&ccedil;a&raquo;, lamenta, dando como exemplo o facto de, apesar do tema estar presente no Instrumentum laboris, aparece apenas &laquo;em algumas interven&ccedil;&otilde;es no S&iacute;nodo, mas poderia ser mais&raquo;, refere.
&nbsp;
Neste sentido, o Pe. Valdir acrescenta que o ambiente digital pode ser um &laquo;ambiente onde levamos [Igreja] a mensagem ao jovem&raquo;, mas tamb&eacute;m pode ser muito mais que isso. &laquo;&Eacute; um ambiente onde podemos e devemos envolver os jovens na evangeliza&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o os jovens que conhecem a gram&aacute;tica, a linguagem desses meios, e &agrave;s vezes, como Igreja, buscamos mais levar as coisas, o conte&uacute;do, a doutrina&raquo;, mas &eacute; preciso saber &laquo;como formar os jovens e prepar&aacute;-los para que eles se envolvam na evangeliza&ccedil;&atilde;o e fa&ccedil;am esse trabalho de evangeliza&ccedil;&atilde;o por meio das redes&raquo;, adianta.
&nbsp;
&Eacute; por isso que este sacerdote tem a certeza que o documento final vai trazer &laquo;acenos&raquo;, ideias, sobre esta mat&eacute;ria, para que a Igreja &laquo;possa dar caminhos &agrave; frente dentro desse ambiente junto com os jovens&raquo;.
&nbsp;
Para que isto aconte&ccedil;a, afirma, a Igreja tem de deixar de ver os jovens como &laquo;sat&eacute;lites&raquo; de si mesma, para passar a encar&aacute;-los como &laquo;membros efetivos da Igreja&raquo;. Ao mesmo tempo que a Igreja precisa de lhes dar &laquo;muita ajuda no discernimento, que &eacute; o tema do nosso S&iacute;nodo, para lhes darmos conte&uacute;dos, uma forma&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m para estarem nesse ambiente digital com liberdade, responsabilidade, prud&ecirc;ncia&raquo;, os jovens podem retribuir, diz o Pe. Valdir, com uma ajuda &laquo;na evangeliza&ccedil;&atilde;o da Igreja neste ambiente&raquo;. &laquo;Eles podem ensinar-nos, neste aspeto das tecnologias, a caminhar por esse lado&raquo;, conclui.

A reportagem do S&iacute;nodo dos Bispos &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a, Voz da Verdade
&nbsp;
Entrevista, v&iacute;deo e fotos: Ricardo Perna 

&nbsp;
]]></description>
<pubDate>Fri, 19 Oct 2018 17:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Igreja deve «habitar no mundo digital»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/igreja-deve-habitar-no-mundo-digital</link>
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<description><![CDATA[Na confer&ecirc;ncia de imprensa di&aacute;ria que &eacute; realizada diariamente na Sala de Imprensa do Vaticano, os participantes do S&iacute;nodo destacaram a necessidade de valorizar e melhorar a presen&ccedil;a da Igreja no mundo digital. A proposta de D. Joseph Naffah, bispo da Igreja Maronita, do L&iacute;bano, &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o de um &laquo;departamento especial no Vaticano&raquo; para produzir e validar conte&uacute;dos para o mundo digital e redes sociais, &agrave; semelhan&ccedil;a de qualquer outro meio de comunica&ccedil;&atilde;o social que o Vaticano tem.


Este bispo fala de uma realidade muito espec&iacute;fica e explicou como a Igreja no L&iacute;bano procura chegar &agrave; realidade dos seus jovens, espalhados por todo o mundo. A ideia que D. Joseph pensou e executou &eacute; um projeto de &laquo;contacto online&raquo; com os jovens espalhados nos &laquo;quatro continentes do mundo&raquo;. &laquo;Cerca de 550 estudantes, em l&iacute;ngua &aacute;rabe, re&uacute;nem-se neste Instituto para o estudo de Ci&ecirc;ncias Religiosas, incluindo jovens presos&raquo;, num projeto que come&ccedil;ou com poucos jovens, mas, contrariando os receios iniciais, &laquo;cresceu&raquo; bastante.
&nbsp;

Neste sentido, esteve tamb&eacute;m presente na confer&ecirc;ncia de imprensa o Pe. Valdir Jos&eacute; de Castro, Superior Geral dos Paulistas, que est&aacute; presente como participante no S&iacute;nodo, onde interveio esta manh&atilde;. O sacerdote paulista falou no &laquo;grande desafio&raquo; da Igreja &laquo;habitar no mundo digital&raquo;. &laquo;N&atilde;o &eacute; que a Igreja n&atilde;o fa&ccedil;a nada, mas agora deve apostar mais&raquo;, disse aos jornalistas presentes.
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Segundo este religioso, &laquo;o ambiente digital &eacute; um campo imprescind&iacute;vel neste horizonte&raquo;. &laquo;Os jovens est&atilde;o imersos nesta realidade, e se n&atilde;o criamos rela&ccedil;&otilde;es com eles, n&atilde;o vamos conseguir evangelizar&raquo;, avisou. Mas esta n&atilde;o pode ser uma rela&ccedil;&atilde;o como tem sido at&eacute; agora, afirma o Pe. Valdir. &Eacute; preciso, &laquo;como Igreja, ajudar os jovens a estarem presentes no ambiente digital com liberdade e responsabilidade&raquo;, para que possam ser eles a criar os seus pr&oacute;prios conte&uacute;dos. &laquo;Possamos motivar os jovens a serem protagonistas na evangeliza&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o destinat&aacute;rios, porque s&atilde;o os jovens que conhecem a gram&aacute;ticas dos meios sociais, e s&atilde;o eles que podem enquadrar o Evangelho neste ambiente&raquo;, considerou.


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Centros de Deten&ccedil;&atilde;o s&atilde;o &laquo;desumanos&raquo;

&Agrave; parte destas tem&aacute;ticas, estiveram presentes na confer&ecirc;ncia de imprensa Yadira Vieyra, uma das convidadas do S&iacute;nodo dos Bispos, investigadora e assistente de fam&iacute;lias de imigrantes nos EUA, sendo que ela pr&oacute;pria &eacute; filha de imigrantes. Segundo esta leiga, &eacute; preciso &laquo;motivar a Igreja, os seus l&iacute;deres a levar a s&eacute;rio este problema de sa&uacute;de mental&raquo; nos imigrantes, acusando os centros de deten&ccedil;&atilde;o nos Estados Unidos de serem &laquo;desumanos&raquo; no tratamento que fazem dos imigrantes.
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Questionada sobre se seria mais importante acolher os migrantes ou ter fronteias seguras, Yadira Vieyra afirmou que &laquo;&eacute; importante ter uma fronteira segura, mas isso n&atilde;o faz com que os conflitos terminem nos outros pa&iacute;ses&raquo;. &laquo;Temos de promover pol&iacute;ticas, mas temos de falar sobre a guerra e o terrorismo, e a Igreja tem de falar sobre estes assuntos e mediar. Muitas destas fam&iacute;lias n&atilde;o v&atilde;o para os EUA de f&eacute;rias, v&atilde;o arriscar as suas vidas, s&oacute; com a roupa que t&ecirc;m no corpo. Esquecemo-nos que estas fam&iacute;lias s&atilde;o valiosas e n&atilde;o estamos a falar sobre os problemas que fazem com que estas fam&iacute;lias tenham de fugir dos seus pa&iacute;ses&raquo;.
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Sobre o acolhimento da comunidade LGBT na Igreja, esta leiga afirmou que, apesar da doutrina da Igreja &laquo;n&atilde;o mudar&raquo;, &laquo;todos os cat&oacute;licos sabem que n&atilde;o &eacute; verdade que a comunidade LGBT n&atilde;o seja amada na Igreja&raquo;. &laquo;&Eacute; importante sabermos comunicar que a Igreja est&aacute; aqui para eles&raquo; disse.
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Presente nesta confer&ecirc;ncia de imprensa esteve tamb&eacute;m D. Emmanuel Kofi Fianu, bispo de Ho, no Gana, que desenvolve um trabalho de evangeliza&ccedil;&atilde;o com os jovens atrav&eacute;s da difus&atilde;o, em papel e agora online, de &laquo;reflex&otilde;es b&iacute;blicas&raquo; que espoletam discuss&otilde;es e esclarecimentos nos jovens africanos. &laquo;O projeto est&aacute; t&atilde;o difundido que quando n&atilde;o posso enviar as reflex&otilde;es, os jovens pedem e cobram para que lhes sejam enviadas&raquo;, disse na confer&ecirc;ncia de imprensa, em mais um exemplo de como a evangeliza&ccedil;&atilde;o pode ser atrativa para os jovens.
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O prelado referiu ainda o clima de &laquo;aprendizagem&raquo; que se vive na aula sinodal. &laquo;Estou a aprender muito, a tomar notas do que se passa noutros pa&iacute;ses, e quero partilhar isto com os bispos do Gana. Penso que esta aprendizagem me vai valorizar a mim e a todos&raquo;.
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O Vaticano informou ainda, a pedido dos jornalistas, que a hashtag oficial #Synod2018 foi referida cerca de 70 mil vezes, desde o dia 1 de outubro, em particular nos EUA, It&aacute;lia, Espanha e M&eacute;xico; menos de 10% dos tweets manifestava um &ldquo;sentimento negativo&rdquo; sobre a assembleia sinodal que decorre at&eacute; ao pr&oacute;ximo dia 28.
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A reportagem do S&iacute;nodo dos Bispos &eacute; realizada em parceria para a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Flor de Lis, R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Voz da Verdade.

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Texto e Fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Fri, 19 Oct 2018 14:30:00 +0100</pubDate>
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<title>«O celibato não é uma condição que predisponha à pedofilia»</title>
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<description><![CDATA[O bispo em&eacute;rito de San Sebasti&aacute;n, Espanha, D. Juan Maria Uriarte, &eacute; um especialista no tema do celibato. Pelos estudos j&aacute; efetuados, afirma claramente que n&atilde;o h&aacute; qualquer rela&ccedil;&atilde;o entre celibato e pedofilia, mas &eacute; muito cr&iacute;tico em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; forma como o celibato &eacute; vivido e ensinado nos semin&aacute;rios. At&eacute; porque, diz, um celibato bem vivido &eacute; uma ajuda para o sacerdote, mas um celibato mal vivido pode estragar tudo&hellip;

H&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o entre celibato e pedofilia?
Os estudos cient&iacute;ficos que se elaboraram na Europa e nos Estados Unidos certificam que n&atilde;o h&aacute; uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre o celibato e a pedofilia. O celibato n&atilde;o &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o que predisponha &agrave; pedofilia. Na realidade, h&aacute; um ponto que estabelece claramente que n&atilde;o existe correla&ccedil;&atilde;o positiva: quando as pessoas s&atilde;o casadas, nas fam&iacute;lias, entre os educadores, existem percentagens mais altas de ped&oacute;filos e muitos mais numerosos, pelo que assumir que h&aacute; rela&ccedil;&atilde;o entre celibato e pedofilia mostra uma ignor&acirc;ncia ou uma vontade de complicar o que n&atilde;o &eacute; complicado.
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H&aacute; quem se esteja a aproveitar deste tema, nomeadamente os que querem mudar a disciplina do celibato?
Certamente sentir&atilde;o essa tenta&ccedil;&atilde;o. Depois, o desejo de mudar a lei do celibato traz uma excessiva credibilidade no que diz respeito aos poss&iacute;veis motivos para a mudan&ccedil;a do celibato. N&atilde;o digo que o fa&ccedil;am com m&aacute; inten&ccedil;&atilde;o, bom, haver&aacute; de tudo, mas n&atilde;o &eacute; preciso que exista m&aacute; inten&ccedil;&atilde;o, basta que as pessoas sejam favor&aacute;veis &agrave; mudan&ccedil;a na disciplina para que as pessoas deem cr&eacute;dito a determinadas teses que circulam nesses ambientes, mas que est&atilde;o desmentidas pelos estudos j&aacute; realizados.
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As quest&otilde;es do celibato s&atilde;o suficientemente explicadas na forma&ccedil;&atilde;o dos sacerdotes?
&Eacute; claro que, no passado, toda a dimens&atilde;o antropol&oacute;gica do celibato n&atilde;o era do dom&iacute;nio comum na forma&ccedil;&atilde;o que se oferecia. A pr&oacute;pria considera&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica e as deriva&ccedil;&otilde;es espirituais do celibato n&atilde;o estavam devidamente desenvolvidas. A defesa negativa era muito forte, aquela frase &ldquo;com as mulheres a palavra deve ser breve e r&iacute;gida&rdquo;, mesmo dita por uma padre da Igreja, era muito insuficiente. Na forma&ccedil;&atilde;o atual h&aacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o maior pelos aspetos antropol&oacute;gicos do celibato, por fundamentar melhor teologicamente a dimens&atilde;o cristol&oacute;gica, eclesiol&oacute;gica e escatol&oacute;gica do celibato, por sublinhar os elementos da espiritualidade, por assumir-se a pedagogia. Mas, no meu entender, tudo isto &eacute; ainda insuficiente. A minha experi&ecirc;ncia, pelo tempo nos semin&aacute;rios e pelos cursilhos que fui dando no sul da Europa e na Am&eacute;rica Latina, &eacute; que h&aacute; um d&eacute;ficit nesta forma&ccedil;&atilde;o humana, teol&oacute;gica, espiritual e pedag&oacute;gica do celibato.
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Cr&ecirc; que pode haver a tenta&ccedil;&atilde;o, com a diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de voca&ccedil;&otilde;es, de n&atilde;o se ser t&atilde;o exigente neste campo?
Sim, pode haver alguns casos desses, mas outros estar&atilde;o bem imunes a essas tenta&ccedil;&otilde;es, porque j&aacute; viram os efeitos. As admiss&otilde;es irrespons&aacute;veis aos semin&aacute;rios criam problemas com pessoas j&aacute; ordenadas, com as quais o bispo j&aacute; n&atilde;o sabe o que h&aacute; de fazer, porque a sua recondu&ccedil;&atilde;o a uma vida espiritual e eclesial positiva e produtiva j&aacute; n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel, e por outro lado criam problemas onde est&atilde;o, apenas se amarguram a si mesmos, e criam situa&ccedil;&otilde;es de ressentimento&hellip; &Eacute; um problema muito grande, e por isso a escassez de voca&ccedil;&otilde;es tem de nos fazer ter os mesmos crit&eacute;rios que ter&iacute;amos se as voca&ccedil;&otilde;es fossem grandes.
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Mas h&aacute; a tenta&ccedil;&atilde;o&hellip;
Sente-se, sim, mas quem tem estas experi&ecirc;ncias menos positivas, e muitos bispos v&atilde;o tendo, resiste. Quem, talvez ingenuamente ou com o desejo de ter um n&uacute;mero de sacerdotes elevado, talvez tenha, mais no passado que no presente, cedido a esta tenta&ccedil;&atilde;o de admitir todos. Da Am&eacute;rica Latina surgem muitas propostas de jovens que querem ser seminaristas em Espanha, e eu mesmo, quando estava no meu cargo, aprendi que a melhor maneira de reagir &eacute; n&atilde;o responder a estes pedidos, que t&ecirc;m pouco de generosos e espont&acirc;neos.
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Como pensa que, de forma pr&aacute;tica, se pode trabalhar esta quest&atilde;o do celibato nos semin&aacute;rios?
Penso que, no itiner&aacute;rio do semin&aacute;rio, faz falta um bom curso sobre o assunto, mas n&atilde;o apenas um curso onde se expliquem as coisas. Ter question&aacute;rios que se d&atilde;o aos seminaristas para que de alguma maneira se autoanalisem, e haver disponibilidade de quem dirige de receber as pessoas que se sentem tocadas pelas interven&ccedil;&otilde;es do diretor do curso. Tenho a experi&ecirc;ncia que, na imensa maioria dos casos, o resultado de um curso deste g&eacute;nero &eacute; superior &agrave;s expectativas. Depois, no decurso dos v&aacute;rios anos de forma&ccedil;&atilde;o, era preciso ir fazendo algo semelhante com cada um dos aspetos do celibato: o aspeto antropol&oacute;gico, cristol&oacute;gico, teol&oacute;gico, escatol&oacute;gico, espiritualidade. Isto feito por pessoas preparadas e num clima de di&aacute;logo e contacto e n&atilde;o num clima magisterial, onde h&aacute; alguma dist&acirc;ncia, seria uma coisa boa. Depois, o acompanhamento cont&iacute;nuo, porque os cursos s&atilde;o algo de moment&acirc;neo, que deve ser feito pelo diretor espiritual. Este diretor deve estar preparado, porque pode, por causa de um pudor excessivo, n&atilde;o querer perguntar nada sobre esta tem&aacute;tica, e &agrave;s vezes o sujeito, tamb&eacute;m por um pudor excessivo, pode n&atilde;o comunicar o seu interior. Fazem falta pessoas preparadas, capazes de entender e acompanhar, que suscitem respeito pela sua compet&ecirc;ncia e proximidade pela sua proximidade.


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Continua a haver medo de falar sobre sexo nos semin&aacute;rios?
Menos que h&aacute; uns anos. Mas h&aacute; que avan&ccedil;ar neste ponto, e os formadores, sobretudo os diretores espirituais, t&ecirc;m de ter maior liberdade para abordar esta tem&aacute;tica. Se um se abre espontaneamente, muito bem, mas se um n&atilde;o se abre durante muito tempo&hellip; H&aacute; erup&ccedil;&otilde;es que brotam de dentro, mas outras precisam de um impulso exterior para sair e expelir a parte negativa. Sen&atilde;o, criamos situa&ccedil;&otilde;es radioativas interiores, e a bolha vai ganhando press&atilde;o, e um dia estala. E quando estala j&aacute; &eacute;s sacerdote, e produz os efeitos que j&aacute; vimos.
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O que conhece da realidade portuguesa?
Eu dava Exerc&iacute;cios em algumas dioceses de Portugal, e j&aacute; estive em forma&ccedil;&atilde;o com os formadores. Considero que o fundo religioso est&aacute; mais fresco aqui que na maioria das regi&otilde;es de Espanha. Aqui, mais facilmente se pode suscitar a f&eacute;. A &aacute;rvore da f&eacute; n&atilde;o brota num local em que tenha sido desprendido das bases da f&eacute;. Nesse ponto de vista, creio que Portugal tem um fundo religioso que vale a pena trabalhar, e onde a esperan&ccedil;a de futuro pode ser mais real e menos dif&iacute;cil que em determinadas e amplas regi&otilde;es de Espanha.

Pode ler a totalidade da entrevista na edi&ccedil;&atilde;o de outubro da sua revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
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Entrevista e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Mon, 15 Oct 2018 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Canonização: O Papa do Concílio e o bispo dos marginalizados</title>
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<description><![CDATA[Hoje sobem aos altares da Igreja Cat&oacute;lica o Papa Paulo VI, que liderou a Igreja entre 1963 e 1968, e D. &Oacute;scar Romero, bispo salvadorenho que foi morto enquanto celebrava missa numa capela do Hospital da Divina Provid&ecirc;ncia, na capital de El Salvador.


Duas figuras que, aparentemente, pouco ter&atilde;o em comum, exceto o facto de ter sido Paulo VI a nomear D. &Oacute;scar Romero, porque v&ecirc;m de contextos diferentes. No entanto, h&aacute; um ponto semelhante entre eles e o pr&oacute;prio Papa Francisco: a op&ccedil;&atilde;o pelos pobres.
Mas nem sempre foi assim para D. &Oacute;scar Romero. &laquo;&Eacute; preciso saber enquadrar o D. &Oacute;scar em El Salvador, um territ&oacute;rio sempre governado por 14 fam&iacute;lias tradicionalistas e o clero e os bispos n&atilde;o passavam de &ldquo;capel&atilde;es&rdquo; dessas fam&iacute;lias influentes. Quase sempre essas ternas [conjunto de tr&ecirc;s nomes que o n&uacute;ncio envia ao Papa quando &eacute; necess&aacute;rio nomear um bispo para uma diocese] que eram enviadas para Roma eram filtradas, e os bispos propostos eram tradicionalistas. O &Oacute;scar Romero, quando &eacute; eleito arcebispo da capital, tamb&eacute;m &eacute; um conservador. No entanto, logo depois da nomea&ccedil;&atilde;o, d&aacute;-se uma convers&atilde;o. Ao ver a situa&ccedil;&atilde;o daquelas fam&iacute;lias, daquelas pobrezas, e a morte violenta de um jesu&iacute;ta, no programa de r&aacute;dio dominical que mantinha come&ccedil;ou a causticar toda aquela situa&ccedil;&atilde;o&raquo;, explica o Pe. David Barbosa, professor de Hist&oacute;ria na Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, em Lisboa.

No dia 6 de mar&ccedil;o, a reuni&atilde;o dos cardeais e bispos do dicast&eacute;rio expressou por unanimidade o seu parecer favor&aacute;vel, reconhecendo o milagre que &eacute; devido &agrave; intercess&atilde;o de D. &Oacute;scar Romero, a cura de uma mulher que estava em perigo de morte devido ao parto. Tamb&eacute;m nesse dia, o consist&oacute;rio aprovou a canoniza&ccedil;&atilde;o de Paulo VI por causa de um milagre atribu&iacute;do ao antigo Papa do desenvolvimento completo de uma gravidez de alto risco, da qual nasceu uma menina completamente saud&aacute;vel.

Por seu lado, a figura de Paulo VI, muito considerado entre o clero, mas menos entre o povo, oferece poucas d&uacute;vidas ao Pe. David Barbosa. &laquo;Foi um grande Papa, que, ao servir de mediador entre duas posi&ccedil;&otilde;es opostas, optou sempre pela fidelidade &agrave; Igreja institucional&raquo;, explica. A hist&oacute;ria do cardeal Montini &eacute; mais carreirista do que a de D. &Oacute;scar Romero. O que seria Papa foi sempre um sacerdote e bispo pr&oacute;ximo do Vaticano e da C&uacute;ria. &laquo;Durante toda a sua vida, em momentos importantes, teve de servir de mediador entre duas posi&ccedil;&otilde;es opostas&raquo;.

Afastado da Secretaria de Estado para a arquidiocese de Mil&atilde;o, no que foi visto como uma &ldquo;promo&ccedil;&atilde;o para afastar&rdquo;, mant&eacute;m-se fiel e regressa quando &eacute; nomeado cardeal por Jo&atilde;o XXIII, o Papa que convoca o Conc&iacute;lio Vaticano II (CV II), mas morre antes do seu fim, deixando Paulo VI encarregado de o concluir. &laquo;Jo&atilde;o XXIII tinha preparado o CV II de uma forma r&aacute;pida, como explica no seu di&aacute;rio: &laquo;Vou abri-lo em outubro e vou clausur&aacute;-lo no dia de Natal de 1962.&raquo; Estava tudo preparado, e os bispos iam ser chamados apenas para o aplauso, que era a tradi&ccedil;&atilde;o nos s&iacute;nodos e conc&iacute;lios. Aquilo foi turbulento, porque na primeira parte o conc&iacute;lio &eacute; agarrado pelo episcopado da Europa Central e todos aqueles esquemas que deviam ser aprovados foram todos postos de lado. Isso foi doloroso, e &eacute; interessante que Montini, j&aacute; cardeal, s&oacute; tomou a palavra por duas vezes nessa primeira parte, e depois da morte de Jo&atilde;o XXIII ele &eacute; eleito Papa e como Papa teve m&eacute;rito de levar o conc&iacute;lio para a frente. Depois da segunda parte, pensou terminar, e depois da terceira deu mesmo a entender que gostava de terminar, mas s&oacute; termina depois. Foi sempre muito respeitador&raquo;, garante o Pe. David Barbosa.

Paulo VI foi tamb&eacute;m o primeiro Papa a visitar o Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, num momento particularmente delicado da hist&oacute;ria portuguesa e europeia. Salazar governava o pa&iacute;s e a ditadura do Estado Novo estava num conflito diplom&aacute;tico por causa das posi&ccedil;&otilde;es do Papa relativamente &agrave; &Iacute;ndia, onde tinha ocorrido um incidente diplom&aacute;tico com Portugal. &laquo;A vinda dele a Portugal, nas circunst&acirc;ncias em que foi, revelou coragem. Pela primeira vez, o Papa n&atilde;o aterrou na capital, porque ele questionava essa capital, e encontrou aquela solu&ccedil;&atilde;o&raquo; de viajar diretamente para Monte Real, efetuando uma visita meramente pastoral, e conseguindo contornar o que teria sido uma situa&ccedil;&atilde;o diplom&aacute;tica complicada.


Os tempos eram outros, e por isso o contacto entre D. &Oacute;scar Romero e Paulo VI n&atilde;o foi muito frequente. Mas chegaram a estar juntos, e &eacute; poss&iacute;vel perceber a rela&ccedil;&atilde;o que tinham atrav&eacute;s das mem&oacute;rias de D. &Oacute;scar, citadas pelo jornalista Andrea Tornielli. &laquo;Romero, por sua vez, agia na linha do magist&eacute;rio de Paulo VI e da exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica Evangelii nuntiandi, documento ainda atual e fonte de inspira&ccedil;&atilde;o para o pr&oacute;prio Papa Francisco. O arcebispo m&aacute;rtir conservava no cora&ccedil;&atilde;o a lembran&ccedil;a do &uacute;ltimo encontro com Montini: &ldquo;Paulo VI apertou a m&atilde;o direita e segurou-a longamente entre as suas m&atilde;os, e eu tamb&eacute;m apertei com as minhas duas m&atilde;os a m&atilde;o do Papa&rdquo;. &ldquo;Eu entendo a sua dif&iacute;cil tarefa &ndash; disse o Papa Montini &ndash;, &eacute; um trabalho que pode ser mal interpretado e requer muita paci&ecirc;ncia e fortaleza. Mas siga em frente com coragem, paci&ecirc;ncia, for&ccedil;a e esperan&ccedil;a.&rdquo; O Pont&iacute;fice referia-se &agrave;s dificuldades e &agrave;s incompreens&otilde;es que Romero viveu em El Salvador, onde a sua proximidade evang&eacute;lica com os pobres e sua defesa dos &uacute;ltimos foi vista como &ldquo;marxista&rdquo;&raquo;, refere o jornalista.

Apesar da import&acirc;ncia de ambas as figuras, o Pe. David n&atilde;o prev&ecirc; uma multid&atilde;o &laquo;muito grande&raquo; em Roma para a canoniza&ccedil;&atilde;o. No caso de D. &Oacute;scar Romero, porque os seus admiradores est&atilde;o na Am&eacute;rica Latina e n&atilde;o ter&atilde;o possibilidades de se deslocar em grande n&uacute;mero, e no caso de Paulo VI por que acaba por ser uma figura que n&atilde;o desperta tanta movimenta&ccedil;&atilde;o da parte dos fi&eacute;is. Ainda assim, existe muita curiosidade para perceber o papel destes novos santos da Igreja para os fi&eacute;is.


&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: DR
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<pubDate>Sun, 14 Oct 2018 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Memórias de uma ordenação com Paulo VI</title>
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<description><![CDATA[Durante o pontificado de Paulo VI, o Papa que ir&aacute; ser canonizado este domingo, houve pelos dois momentos em que se realizaram ordena&ccedil;&otilde;es sacerdotais de di&aacute;conos vindos de todo o mundo. &Eacute; habitual o Papa presidir a ordena&ccedil;&otilde;es, mas nunca nestes n&uacute;meros. &laquo;Foi uma grande celebra&ccedil;&atilde;o que come&ccedil;ou &agrave;s 16h e terminou &agrave;s 00h. &Eacute;ramos 359 di&aacute;conos, a maior ordena&ccedil;&atilde;o presbiteral que se conhece na hist&oacute;ria da Igreja, porque n&atilde;o &eacute; comum ordenar assim sacerdotes de todo o mundo e com um n&uacute;mero t&atilde;o grande como foi aquele&raquo;, lembra o Pe. M&aacute;rio Santos, paulista, que recebeu o convite do seu superior geral para ser ordenado em Roma, com o Papa.


A raz&atilde;o para tamanha ordena&ccedil;&atilde;o prendia-se com a celebra&ccedil;&atilde;o do Ano Santo de 1975. &laquo;Acontecia o ano santo de 1975 e, a 29 de junho, anivers&aacute;rio da tomada de posse do Papa, o Vaticano organizou uma concelebra&ccedil;&atilde;o de ordena&ccedil;&otilde;es presbiterais com di&aacute;conos de todo o mundo, como gra&ccedil;a para oferecer ao Papa. Eu estava a estudar em Lisboa, e nosso superior geral escreveu-me a dizer que havia esta possibilidade e eu fui para Roma. Foram convidados todos os di&aacute;conos que quisessem aparecer. De Portugal fui eu e um outro da Consolata, que agora est&aacute; em Braga&raquo;, lembra o Pe. M&aacute;rio.
&nbsp;
Sobre o dia, e para al&eacute;m do tempo que demorou a ordena&ccedil;&atilde;o, o Pe. M&aacute;rio lembra o &uacute;nico contacto que teve com o Papa. &laquo;N&atilde;o tive nenhum contacto especial, a n&atilde;o ser quando ele me imp&ocirc;s as m&atilde;os e quando, no abra&ccedil;o da Paz, nos abra&ccedil;&aacute;mos. Lembro-me que ele estava muito direito, ele era um pol&iacute;tico e diplomata, e eu estava entusiasmad&iacute;ssimo, como &eacute; natural (risos), e lembro-me perfeitamente do abra&ccedil;o e do beijo grande que lhe dei&raquo;, conta, divertido.
&nbsp;
Uma celebra&ccedil;&atilde;o especial, mas que n&atilde;o traz mais peso sobre o sacramento. &laquo;As pessoas admiram-se com isso, mas o sacramento &eacute; o normal. O Papa &eacute; o bispo de Roma, e &eacute; grandioso ser Papa e bispo de Roma, mas n&atilde;o passa disso&raquo;, refere, sob o olhar aprovador de outro sacerdote paulista tamb&eacute;m ordenado pelo Papa Paulo VI.
&nbsp;
Cinco anos antes, o Pe. Agostinho Fran&ccedil;a, sacerdote paulista e antigo diretor da Fam&iacute;lia Crist&atilde;, tamb&eacute;m teve a gra&ccedil;a de ser ordenado por Paulo VI. Estando em Roma a estudar, o Papa convocou todos os di&aacute;conos em Roma para serem ordenados no Domingo do Bom Pastor. &laquo;O Vaticano lembrou-se de, na altura do Domingo do Bom Pastor, reunir todos os ordenandos daquele ano e organizar a ordena&ccedil;&atilde;o de toda esta gente, algumas centenas, no domingo do Bom Pastor. O que me lembro &eacute; que a Pra&ccedil;a de S. Pedro estava a abarrotar de gente, em frente &agrave; Bas&iacute;lica. Lembro-me de ter l&aacute; muitos familiares e amigos, de tal forma que at&eacute; ia chegando atrasado &agrave; minha ordena&ccedil;&atilde;o, porque com tantos amigos fomos passear e ia perdendo no&ccedil;&atilde;o das horas&raquo;, conta, divertido.


&nbsp;
Uma canoniza&ccedil;&atilde;o &laquo;justa&raquo; e &laquo;necess&aacute;ria&raquo;
Sobre a canoniza&ccedil;&atilde;o, que ir&aacute; decorrer domingo, o Pe. Agostinho Fran&ccedil;a fala de um &laquo;um m&iacute;stico e um homem de muita coragem, sem medo de dizer a verdade quando a ocasi&atilde;o se proporcionava&raquo;, principalmente pelo andamento que deu ao Conc&iacute;lio Vaticano II. &laquo;Lembro-me que antes da abertura do Conc&iacute;lio se tentava adivinhar os problemas que iriam ser debatidos no Conc&iacute;lio e falava-se se o Conc&iacute;lio iria decidir se os seminaristas iriam ou n&atilde;o usar batina. O Conc&iacute;lio teve outra abertura, outras problem&aacute;ticas, outra vis&atilde;o do mundo diferente do que se esperava&raquo;, e muito disto se deve ao Papa que conduziu os trabalhos.
&nbsp;
O Pe. M&aacute;rio dos Santos confirma que esta not&iacute;cia era &laquo;necess&aacute;ria&raquo;. &laquo;Foi ele quem assegurou o Conc&iacute;lio, e n&atilde;o o deixou desgarrar. A ele se deve o sucesso do Conc&iacute;lio, e s&oacute; isso &eacute; base para justificar uma canoniza&ccedil;&atilde;o&raquo;, refere.
&nbsp;
Apesar disso, destaca mais algumas a&ccedil;&otilde;es do futuro santo. &laquo;Foi ele o suscitador das Confer&ecirc;ncias Episcopais, fez a paz com Aten&aacute;goras, o patriarca primaz dos ortodoxos, e levantou as excomunh&otilde;es, suprimiu o &Iacute;ndice dos Livros Proibidos, e inventou a cultura do di&aacute;logo que hoje a Igreja tanto necessita&raquo;, refere.
&nbsp;
Apesar das inova&ccedil;&otilde;es na Igreja, teve tamb&eacute;m momentos mais conservadores, que o Pe. M&aacute;rio considera &laquo;problemas&raquo;. &laquo;A carta sobre o celibato sacerdotal, Sacerdotalis Caelibatus, de 1967, onde teve medo de abrir a Igreja para um novo tipo de padres; na Humanae Vitae n&atilde;o teve a coragem de evitar a proibi&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;todos contracetivos, foi um voz isolada que o povo n&atilde;o seguiu; e finalmente a carta apost&oacute;lica Inter insigniores, em 1967, que trata da proibi&ccedil;&atilde;o da ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal das mulheres&raquo;, mas nada que afete a grandiosidade de um homem &laquo;que toda a gente respeitava, mesmo na ONU e nos governos do mundo&raquo;.
&nbsp;
Foi o homem que escreveu a Populorum Progressio, que responde &agrave; descoloniza&ccedil;&atilde;o dos povos de todo o mundo, o que tornou a sua vinda a Portugal ainda mais delicada e necess&aacute;ria. &laquo;Em F&aacute;tima &eacute; proverbial a atitude que tomou, quando &ldquo;gritou&rdquo; &laquo;Homens, sede Homens&raquo;, numa altura em que estava bastante acesa a guerra colonial em &Aacute;frica. O Papa teve a coragem de gritar isso num pa&iacute;s onde havia uma ditadura perigosa para quem abrisse a boca, e ele disse-o, num recado direto para as autoridades em Portugal&raquo; e dos outros pa&iacute;ses colonialistas.


&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 11 Oct 2018 15:50:00 +0100</pubDate>
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<title>Sínodo: encontrar o «fio condutor» para ajudar os jovens</title>
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<description><![CDATA[Os participantes de l&iacute;ngua portuguesa elaboraram um relat&oacute;rio dos C&iacute;rculos Menores onde refor&ccedil;aram a import&acirc;ncia de apostar nas &laquo;escolhas de vida&raquo; como forma de encontrar um &laquo;fio condutor&raquo; que permita ao jovem que leia as conclus&otilde;es do S&iacute;nodo compreender a proposta que a Igreja tem para ele.

&nbsp;
Depois de dias de reflex&atilde;o, os padres sinodais dividiram-se em C&iacute;rculos Menores com o objetivo de refletirem sobre o documento de trabalho elaborado para este S&iacute;nodo e proporem abordagens, medidas, iniciativas que possam ser tomadas pelo S&iacute;nodo ou inclu&iacute;das no relat&oacute;rio final, a ser votado no final dos trabalhos.
&nbsp;
O grupo portugu&ecirc;s, cujo relator &eacute; o bispo D. Joaquim Mendes, um dos dois que representa Portugal, falou na necessidade de &laquo;&ldquo;ir ao encontro dos jovens onde eles se encontram&rdquo;, ou seja, nos diferentes ambientes que frequentam&raquo;, com especial relev&acirc;ncia para o ambiente universit&aacute;rio e para o ambiente digital, onde a Igreja precisa de estar presente &laquo;por meio dos pr&oacute;prios jovens&raquo;. &laquo;Outro espa&ccedil;o fundamental a considerar &eacute; o ambiente digital, parte intr&iacute;nseca da cultura juvenil, na qual o mundo digital e o presencial convivem simultaneamente. A Igreja precisa estar presente neste ambiente por meio dos pr&oacute;prios jovens&raquo;, uma &aacute;rea que, consideram os bispos presentes neste grupo, foi &laquo;pouco acentuada no Instrumentum Laboris&raquo;.
&nbsp;
Depois de apontarem a import&acirc;ncia da fam&iacute;lia na vida dos jovens e de constatarem a &laquo;a predomin&acirc;ncia da presen&ccedil;a feminina nos ambientes eclesiais e o grande crescimento das seitas em nossos pa&iacute;ses&raquo;, o grupo de l&iacute;ngua portuguesa contrap&ocirc;s, perante a cr&iacute;tica deixada no documento de trabalho &agrave; atua&ccedil;&atilde;o das Confer&ecirc;ncias Episcopais, &laquo;o grande empenho de muitas delas a esse respeito&raquo;.
&nbsp;
Os bispos admitem que &laquo;nem todas as propostas nacionais e diocesanas de trabalho com os jovens t&ecirc;m resson&acirc;ncia nas comunidades paroquiais&raquo;, e que &eacute; importante haver &laquo;espa&ccedil;os f&iacute;sicos nas par&oacute;quias para os jovens para encontros, conviv&ecirc;ncias e a pr&aacute;tica de atividades culturais, recreativas e desportivas&raquo;.
&nbsp;
Sobre as quest&otilde;es da sexualidade, o grupo de l&iacute;ngua portuguesa admitiu que &laquo;a Igreja tem dificuldade de transmitir corretamente aos jovens a vis&atilde;o antropol&oacute;gica crist&atilde; do corpo e da sexualidade&raquo;, mas que h&aacute; &laquo;boas pr&aacute;ticas de di&aacute;logo com os jovens e forma&ccedil;&atilde;o neste campo que podem ser melhor compartilhadas&raquo;.
&nbsp;
Finalmente, o grupo deixou uma palavra de agradecimento &agrave; inclus&atilde;o do portugu&ecirc;s, &laquo;l&iacute;ngua falada por cerca 350 milh&otilde;es de pessoas&raquo; como l&iacute;ngua oficial do S&iacute;nodo, um &laquo;bom costume&raquo; que esperam que &laquo;permane&ccedil;a&raquo;.
&nbsp;
Texto e foto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Tue, 09 Oct 2018 15:29:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa não quer desiludir jovens que «apostaram» na Igreja</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco abriu os trabalhos na primeira reuni&atilde;o da assembleia geral do S&iacute;nodo dos Bispos reunidos para tratar o tema dos &laquo;Jovens, a F&eacute; e o Discernimento Vocacional&raquo; com uma mensagem de agradecimento a todos os jovens, respons&aacute;veis, sacerdotes, bispos e cardeais que ajudaram a elaborar os documentos de trabalho deste S&iacute;nodo, que teve na tarde de hoje a sua primeira sess&atilde;o.


O Papa n&atilde;o esqueceu todos os jovens que est&atilde;o ligados ao S&iacute;nodo pelas redes sociais e outras plataformas, e pediu aos bispos que n&atilde;o &laquo;desmentissem&raquo; a aposta que os jovens fazem na Igreja. &laquo;A nossa responsabilidade aqui, no S&iacute;nodo, &eacute; n&atilde;o os desmentir; antes, &eacute; demonstrar que t&ecirc;m raz&atilde;o em apostar: verdadeiramente vale a pena, verdadeiramente n&atilde;o &eacute; tempo perdido!&raquo;, referiu o Papa, no seu discurso inicial.

Como tem sido habitual nestes encontros sinodais, o Papa pede a todos os participantes que falem com coragem e &laquo;parresia&raquo;. &laquo;S&oacute; o di&aacute;logo nos pode fazer crescer. Uma cr&iacute;tica honesta e transparente &eacute; construtiva e ajuda, ao contr&aacute;rio das bisbilhotices in&uacute;teis, das murmura&ccedil;&otilde;es, das ila&ccedil;&otilde;es ou dos preconceitos&raquo;, avisou o Papa Francisco.

O Papa pede aos padres sinodais que tenham o esp&iacute;rito aberto por estes dias. &laquo;Muitos de v&oacute;s j&aacute; prepararam, antes de vir, a sua interven&ccedil;&atilde;o &ndash; e agrade&ccedil;o-vos por este trabalho &ndash;, mas convido a sentir-vos livres para considerar aquilo que preparastes como um projeto provis&oacute;rio aberto a eventuais acr&eacute;scimos e altera&ccedil;&otilde;es que o caminho sinodal possa sugerir a cada um. Sintamo-nos livres para aceitar e compreender os outros e, consequentemente, para mudar as nossas convic&ccedil;&otilde;es e posi&ccedil;&otilde;es: &eacute; sinal de grande maturidade humana e espiritual&raquo;, sustentou o Papa.

Afirmando que o &laquo;s&iacute;nodo &eacute; um exerc&iacute;cio eclesial de discernimento&raquo;, o Papa avisa que isto n&atilde;o &eacute; um &laquo;slogan publicit&aacute;rio&raquo; ou uma &laquo;moda deste pontificado&raquo; (um coment&aacute;rio que mereceu alguns risos na assembleia), antes &laquo;na convic&ccedil;&atilde;o de que Deus atua na hist&oacute;ria do mundo, nos acontecimentos da vida, nas pessoas que encontro e me falam&raquo;. &laquo;Por isso, somos chamados a colocar-nos &agrave; escuta daquilo que nos sugere o Esp&iacute;rito, segundo modalidades e dire&ccedil;&otilde;es muitas vezes imprevis&iacute;veis&raquo;, diz, raz&atilde;o pela qual o Papa resolveu instituir que, por cada cinco interven&ccedil;&otilde;es, se guarde um tempo de sil&ecirc;ncio. &laquo;Estabele&ccedil;o que, durante os trabalhos tanto na assembleia plen&aacute;ria como nos grupos, depois de cada cinco interven&ccedil;&otilde;es se observe um tempo de sil&ecirc;ncio &ndash; cerca de tr&ecirc;s minutos &ndash; para permitir que cada um preste aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s resson&acirc;ncias que as coisas ouvidas suscitam no seu cora&ccedil;&atilde;o, para aprofundar e apreender o que mais o impressiona&raquo;, disse o Papa.

O Papa n&atilde;o quer que os padres sinodais se limitem a ouvir os intervenientes no S&iacute;nodo, antes que sejam um exemplo de uma Igreja &laquo;verdadeiramente &agrave; escuta&raquo; dos jovens. Aqui, o Papa fala do problema que acontece quando as posi&ccedil;&otilde;es de jovens e adultos s&atilde;o contradit&oacute;rias. &laquo;Os jovens s&atilde;o tentados a considerar ultrapassados os adultos; os adultos s&atilde;o tentados a julgar os jovens inexperientes, a saber como s&atilde;o e sobretudo como deveriam ser e comportar-se. Tudo isto pode constituir um forte obst&aacute;culo ao di&aacute;logo e ao encontro entre as gera&ccedil;&otilde;es&raquo;.

Por isso, o Papa recordou aos padres sinodais que &laquo;a maioria dos presentes n&atilde;o pertence &agrave; gera&ccedil;&atilde;o dos jovens&raquo;, e que devem ter cuidado com &laquo;o risco de falar dos jovens a partir de categorias e esquemas mentais j&aacute; superados&raquo; e de &laquo;subestimar&raquo; esses jovens.
Por outro lado, o Papa afirma aos jovens que devem &laquo;superar a tenta&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o prestar ouvidos aos adultos e considerar os idosos &ldquo;coisa antiga, passada e chata&rdquo;, esquecendo-se que &eacute; insensato querer partir sempre do zero, como se a vida come&ccedil;asse apenas com cada um deles&raquo;. &laquo;Negligenciar o tesouro de experi&ecirc;ncias que cada gera&ccedil;&atilde;o herda e transmite &agrave; outra &eacute; um ato de autodestrui&ccedil;&atilde;o&raquo;, disse.



Os perigos do clericalismo
No in&iacute;cio do S&iacute;nodo, o Papa volta a falar dos perigos do clericalismo, a que a assembleia sinodal, segundo o Papa, &laquo;est&aacute; exposta&raquo;. &laquo;O clericalismo nasce duma vis&atilde;o elitista e excludente da voca&ccedil;&atilde;o, que interpreta o minist&eacute;rio recebido mais como um&nbsp;poder&nbsp;a ser exercido do que como um&nbsp;servi&ccedil;o&nbsp;gratuito e generoso a oferecer; e isto leva a julgar que se pertence a um grupo que possui todas as respostas e j&aacute; n&atilde;o precisa de escutar e aprender mais nada&raquo;, e &eacute; por isso que o Papa volta a afirmar, como j&aacute; referiu noutras ocasi&otilde;es, que a Igreja deve &laquo;pedir humildemente perd&atilde;o&raquo; desta &laquo;pervers&atilde;o&raquo; e &laquo;raiz de muitos males&raquo;.

Para o Papa Francisco, &eacute; preciso &laquo;reencontrar as raz&otilde;es da nossa esperan&ccedil;a e sobretudo de as transmitir aos jovens, que est&atilde;o sedentos de esperan&ccedil;a&raquo;. Assim o Papa pede que a Igreja, na qual se inclui, n&atilde;o se deixe tentar pelas &laquo;profecias da desgra&ccedil;a&raquo; e que mantenha &laquo;o olhar fixo no bem que &ldquo;muitas vezes n&atilde;o faz barulho, n&atilde;o &eacute; tema dos blogues nem chega &agrave;s primeiras p&aacute;ginas&rdquo; dos jornais&raquo;.

A concluir, o Papa pede que, mais que um documento final, que, afirma, &laquo;geralmente &eacute; lido por poucos e criticado por muitos&raquo;, disse, de forma acentuada, saia deste S&iacute;nodo &laquo;prop&oacute;sitos pastorais concretos, capazes de realizar a tarefa do pr&oacute;prio S&iacute;nodo, que &eacute;&nbsp;fazer germinar sonhos, suscitar profecias e vis&otilde;es, fazer florescer a esperan&ccedil;a, estimular confian&ccedil;a, faixar feridas, entran&ccedil;ar rela&ccedil;&otilde;es, ressuscitar uma aurora de esperan&ccedil;a, aprender um do outro, e criar um imagin&aacute;rio positivo&nbsp;que ilumine as mentes, aque&ccedil;a os cora&ccedil;&otilde;es, restitua for&ccedil;a &agrave;s m&atilde;os e inspire aos jovens &ndash; a todos os jovens, sem excluir nenhum &ndash; a vis&atilde;o dum futuro repleto da alegria do Evangelho&raquo;.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Wed, 03 Oct 2018 16:15:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa pede um Sínodo com «capacidade de sonhar e esperar»</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco deu in&iacute;cio ao S&iacute;nodo dos Jovens com uma eucaristia celebrada na Pra&ccedil;a de S. Pedro, com a participa&ccedil;&atilde;o de todos os padres sinodais e do povo de Deus.



Na homilia, o Papa falou do S&iacute;nodo como um &laquo;momento de gra&ccedil;a&raquo; para a Igreja, que permita aos padres sinodais fazer &laquo;mem&oacute;ria que possa despertar e renovar em n&oacute;s a capacidade de sonhar e esperar&raquo;. &laquo;Porque sabemos que os nossos jovens ser&atilde;o capazes de profecia e vis&atilde;o, na medida em que n&oacute;s, adultos ou j&aacute; idosos, formos capazes de sonhar e assim contagiar e partilhar os sonhos e as esperan&ccedil;as que trazemos no cora&ccedil;&atilde;o&raquo;, referiu o Papa.

Francisco pede que este seja um S&iacute;nodo capaz de &laquo;ampliar horizontes, dilatar o cora&ccedil;&atilde;o e transformar as estruturas que hoje nos paralisam, separam e afastam os jovens&raquo;. &laquo;Fruto de muitas das decis&otilde;es tomadas no passado, os jovens chamam-nos a cuidar, com maior empenho e juntamente com eles, do presente e a lutar contra aquilo que de algum modo impede a sua vida de crescer com dignidade. Pedem-nos e exigem-nos uma dedica&ccedil;&atilde;o criativa, uma din&acirc;mica inteligente, entusiasta e cheia de esperan&ccedil;a, e que n&atilde;o os deixemos sozinhos nas m&atilde;os de tantos traficantes de morte que oprimem a sua vida e obscurecem a sua vis&atilde;o&raquo;, referiu o Papa na sua homilia.
&nbsp;
O Papa n&atilde;o quer que prevale&ccedil;a a l&oacute;gica da &laquo;auto-preserva&ccedil;&atilde;o&raquo;, e por isso alerta para que os padres sinodais n&atilde;o percam &laquo;de vista a miss&atilde;o a que nos chama a fim de apostar num bem maior que ser&aacute; de proveito para todos n&oacute;s&raquo;. &laquo;O dom da escuta sincera, orante e, o mais poss&iacute;vel, livre de preconceitos e condi&ccedil;&otilde;es permitir-nos-&aacute; entrar em comunh&atilde;o com as diferentes situa&ccedil;&otilde;es que vive o povo de Deus. Ouvir a Deus, para escutar com Ele o clamor do povo; ouvir o povo, para respirar com ele a vontade a que Deus nos chama&raquo;, disse o Papa, citando a sua pr&oacute;pria mensagem na vig&iacute;lia de ora&ccedil;&atilde;o preparat&oacute;ria do S&iacute;nodo da Fam&iacute;lia, em 2014.
&nbsp;
Uma atitude que, diz Francisco, pode defend&ecirc;-los da &laquo;tenta&ccedil;&atilde;o de cair em posi&ccedil;&otilde;es moralistas ou elitistas, bem como da atra&ccedil;&atilde;o por ideologias abstratas que nunca correspondem &agrave; realidade do nosso povo&raquo;.
&nbsp;
Falando diretamente aos padres sinodais, o Papa pediu que recordassem a mensagem dos padres conciliares aos jovens no final do Conc&iacute;lio Vaticano II, muitos dos quais hoje ali presentes como bispos e cardeais. &laquo;&Eacute; em nome deste Deus e de seu Filho Jesus que vos exortamos a alargar os vossos cora&ccedil;&otilde;es a todo o mundo, a escutar o apelo dos vossos irm&atilde;os e a p&ocirc;r corajosamente ao seu servi&ccedil;o as vossas energias juvenis&raquo;, concluiu.
&nbsp;
Um S&iacute;nodo totalmente dedicado aos jovens
&nbsp;
O Vaticano acolhe a partir de hoje a assembleia do S&iacute;nodo dos Bispos dedicada aos jovens, marcada por novidades na sua prepara&ccedil;&atilde;o, como um inqu&eacute;rito online ou a reuni&atilde;o pr&eacute;-sinodal, e no seu desenvolvimento.
&nbsp;
A 15&ordf; assembleia geral ordin&aacute;ria do S&iacute;nodo dos Bispos, com o tema &lsquo;Os jovens, a f&eacute; e o discernimento vocacional&rsquo;, decorre de hoje a 28 de outubro, por decis&atilde;o do Papa Francisco.
&nbsp;
O encontro conta pela primeira vez com a presen&ccedil;a de dois bispos cat&oacute;licos da China, ap&oacute;s o acordo provis&oacute;rio entre a Santa S&eacute; e Pequim que visa regularizar a situa&ccedil;&atilde;o da comunidade eclesial no pa&iacute;s asi&aacute;tico.
&nbsp;
Este &eacute; tamb&eacute;m a primeira assembleia que decorre com o novo enquadramento jur&iacute;dico determinado pelo Papa, ap&oacute;s a publica&ccedil;&atilde;o da constitui&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica &lsquo;Episcopalis Communio&rsquo; (Comunh&atilde;o Episcopal), que refor&ccedil;a o papel do S&iacute;nodo dos Bispos, sublinhando a import&acirc;ncia de continuar din&acirc;mica do Conc&iacute;lio Vaticano II.

&nbsp;
A Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) est&aacute; representada pelos presidentes das Comiss&otilde;es que acompanham Pastoral Juvenil e Voca&ccedil;&otilde;es: D. Joaquim Mendes &ndash; bispo auxiliar de Lisboa e presidente da Comiss&atilde;o Episcopal do Laicado e Fam&iacute;lia &ndash; e D. Ant&oacute;nio Augusto Azevedo &ndash; bispo auxiliar do Porto e presidente da Comiss&atilde;o Episcopal das Voca&ccedil;&otilde;es e Minist&eacute;rios.
&nbsp;
Na prepara&ccedil;&atilde;o para este encontro consultivo de representantes dos episcopados cat&oacute;licos, o Vaticano promoveu um question&aacute;rio online e uma reuni&atilde;o pr&eacute;-sinodal, com jovens de v&aacute;rias confiss&otilde;es religiosas, em mar&ccedil;o de 2018, acompanhada nas redes sociais por 15 mil pessoas.
&nbsp;
Francisco preside esta manh&atilde; &agrave; Missa inaugural, na Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro, seguindo-se, de tarde, a sess&atilde;o de abertura dos trabalhos, com uma ora&ccedil;&atilde;o e a sauda&ccedil;&atilde;o inicial do pont&iacute;fice.
&nbsp;
A assembleia sinodal conta com 267 representantes dos episcopados cat&oacute;licos, al&eacute;m de especialistas e convidados, entre eles 34 jovens, com idades dos 18 aos 29 anos.
&nbsp;
O documento de trabalho, divulgado em junho, defende uma pastoral vocacional que ultrapasse a ideia de &ldquo;recrutamento&rdquo; de padres e religiosas.
&nbsp;
O texto questiona uma &laquo;vis&atilde;o redutora do termo voca&ccedil;&atilde;o&raquo;, que cria um &laquo;forte preconceito nos jovens, os quais veem na pastoral vocacional uma atividade destinada exclusivamente ao &lsquo;recrutamento&rsquo; de sacerdotes e religiosos&raquo;.
&nbsp;
O &lsquo;gui&atilde;o&rsquo; da assembleia do S&iacute;nodo dos Bispos sublinha a preocupa&ccedil;&atilde;o das novas gera&ccedil;&otilde;es com a implementa&ccedil;&atilde;o da &laquo;toler&acirc;ncia zero&raquo; para abusos sexuais e econ&oacute;micos na Igreja Cat&oacute;lica.
&nbsp;
O mesmo texto assume uma cis&atilde;o com os jovens em quest&otilde;es ligadas &agrave; sexualidade e sublinha necessidade de trabalhar uma vis&atilde;o crist&atilde; do corpo, com refer&ecirc;ncia in&eacute;dita a jovens LGBT.
&nbsp;
Desemprego, redes sociais, pobreza e educa&ccedil;&atilde;o entre as quest&otilde;es apontadas pelo documento de trabalho, que contou com mais de 100 mil respostas a question&aacute;rio online
&nbsp;
Para s&aacute;bado est&aacute; previsto um encontro de festa entre os participantes do S&iacute;nodo de 2018, dedicado &agrave;s novas gera&ccedil;&otilde;es, e os jovens, no Vaticano.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna (com Ag&ecirc;ncia Ecclesia)
Fotos: Ricardo Perna e Vatican News
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<pubDate>Wed, 03 Oct 2018 09:45:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa pede oração do Terço para «proteger a Igreja da divisão»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/papa-pede-oracao-do-terco-para-proteger-a-igreja-da-divisao</link>
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<description><![CDATA[A Sala de Imprensa do Vaticano emitiu um comunicado, em que o Papa convida os fi&eacute;is de todo o mundo a rezar o Ter&ccedil;o todos os dias durante o m&ecirc;s de outubro. &laquo;E a unir-se assim &agrave; comunh&atilde;o e em penit&ecirc;ncia, como povo de Deus, no pedido &agrave; Santa M&atilde;e de Deus e a S&atilde;o Miguel Arcanjo para que protejam a Igreja do diabo, que sempre procura separar-nos de Deus e entre n&oacute;s&raquo;, diz o comunicado. O Papa Francisco encontrou-se com o diretor internacional da Rede Mundial de Ora&ccedil;&atilde;o pelo Papa e pediu-lhe que difundisse por todo o mundo este apelo.



No comunicado diz-se que o Santo Padre pede aos fi&eacute;is de todo o mundo para porem a Igreja &laquo;sob o manto protetor&raquo; da Virgem Maria, para a &laquo;preservar dos ataques do maligno, o grande acusador, e torna-la ao mesmo tempo sempre mais consciente das culpas, dos erros, doa abusos cometidos no presente e no passado, e empenhada em combater sem nenhuma hesita&ccedil;&atilde;o para que o mal n&atilde;o prevale&ccedil;a&raquo;.

O Papa sugere que no final do Ros&aacute;rio seja rezada a antiga invoca&ccedil;&atilde;o &laquo;Sub tuum praes&iacute;dium&raquo;. &Eacute; ora&ccedil;&atilde;o mais antiga conhecida &agrave; Virgem Maria. A vers&atilde;o mais antiga foi descoberta num papiro eg&iacute;pcio do s&eacute;culo III. No comunicado do Vaticano, diz-se que &laquo;m&iacute;sticos russos e grandes santos de todas as tradi&ccedil;&otilde;es aconselhavam, em momentos de turbul&ecirc;ncia espiritual, de proteger-se sob o manto da Santa M&atilde;e de Deus pronunciando a invoca&ccedil;&atilde;o &laquo;Sub tuum praes&iacute;dium&raquo;.

A ora&ccedil;&atilde;o &eacute;:
Sub tuum praes&iacute;dium conf&uacute;gimus,
sancta Dei G&eacute;netrix;
nostras deprecati&oacute;nes ne desp&iacute;cias in necessit&aacute;tibus,
sed a per&iacute;culis cunctis l&iacute;bera nos semper,
Virgo glori&oacute;sa et bened&iacute;cta.

Em portugu&ecirc;s: &laquo;&Agrave; Vossa prote&ccedil;&atilde;o recorremos, &oacute; Santa M&atilde;e de Deus, n&atilde;o desprezeis as nossas s&uacute;plicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre, de todos os perigos, &oacute; Virgem gloriosa e bendita.&raquo;

Al&eacute;m desta ora&ccedil;&atilde;o, o Papa pede tamb&eacute;m que a ora&ccedil;&atilde;o do Ter&ccedil;o termine com a ora&ccedil;&atilde;o a S&atilde;o Miguel Arcanjo escrita por Le&atilde;o XIII: &laquo;S&atilde;o Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede nosso ref&uacute;gio contra a maldade e as ciladas do dem&oacute;nio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e v&oacute;s pr&iacute;ncipe da mil&iacute;cia celeste, pelo Divino Poder, precipitai ao inferno a satan&aacute;s e a todos os esp&iacute;ritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas.&raquo;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Mon, 01 Oct 2018 12:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Sair da prisão pode ser o início de uma vida nova</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/sair-da-prisao-pode-ser-o-inicio-de-uma-vida-nova</link>
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<description><![CDATA[&laquo;Para que n&atilde;o haja Homem exclu&iacute;do pelo homem.&raquo; &Eacute; este o lema de O Companheiro &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Fraternidade Crist&atilde;, que trabalha com ex-reclusos e as suas fam&iacute;lias. A Institui&ccedil;&atilde;o Particular de Solidariedade Social foi fundada pelo padre D&acirc;maso Lambers, capel&atilde;o das pris&otilde;es, e um grupo de visitadores, em 13 de fevereiro de 1987. &laquo;O objetivo era receber as pessoas quando sa&iacute;ssem da pris&atilde;o, dando-lhes cama, alimenta&ccedil;&atilde;o, higieniza&ccedil;&atilde;o. No fundo, era para evitar que houvesse reincid&ecirc;ncia criminal. Fomos adaptando e melhorando o que era a proposta de inclus&atilde;o. Hoje, a nossa clara aposta &eacute; trabalhar compet&ecirc;ncias. Mais do que o apoio social, &eacute; preciso trabalhar as compet&ecirc;ncias visando a reinser&ccedil;&atilde;o da pessoa na sociedade&raquo;, explica Jos&eacute; Brites, diretor.



Um protocolo com a Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Reinser&ccedil;&atilde;o e Servi&ccedil;os Prisionais possibilita o trabalho com os reclusos ainda dentro dos estabelecimentos prisionais. Podem ser apoiadas todas as pessoas com mais de 18 anos e que n&atilde;o tenham nenhum comportamento aditivo associado. &laquo;N&atilde;o temos nenhuma tipifica&ccedil;&atilde;o criminal. N&atilde;o temos esse r&oacute;tulo nem esse estigma. Quando a pessoa sai, &eacute; trabalhada de forma a ganhar autonomia para voltar &agrave; sua vida&raquo;, explica. Como se faz isso? O servi&ccedil;o, com uma equipa de 16 pessoas, apoiou, no ano passado, mais de mil pessoas atrav&eacute;s de apoio social, psicol&oacute;gico, jur&iacute;dico e das v&aacute;rias val&ecirc;ncias de que disp&otilde;e.

Quando a pessoa chega, faz-se &laquo;o plano individual de inclus&atilde;o, que tem quest&otilde;es de sa&uacute;de, higiene, alimentares e, acima de tudo, quest&otilde;es de atividade profissional ou de forma&ccedil;&atilde;o&raquo;. &Eacute; uma esp&eacute;cie de projeto de vida em cuja elabora&ccedil;&atilde;o o pr&oacute;prio ex-recluso participa. O Companheiro tem uma resid&ecirc;ncia para 22 homens. A outra grande mais-valia, considera Jos&eacute; Brites, &eacute; a capacidade de arranjar trabalho. Como? Atrav&eacute;s de protocolos com uma dezena de empresas e institui&ccedil;&otilde;es.



Roberto saiu da pris&atilde;o h&aacute; pouco mais de uma semana. Tem um sotaque cerrado e olhar desconfiado. As palavras tamb&eacute;m saem aos poucos, espremidas e a medo. Nem admite ter estado preso, o que &eacute; uma evid&ecirc;ncia para quem est&aacute; numa institui&ccedil;&atilde;o que s&oacute; apoia ex-reclusos e as suas fam&iacute;lias. &laquo;Nos A&ccedil;ores, n&atilde;o tinha trabalho, e aqui O Companheiro ajuda-me, gosto de trabalhar aqui&raquo;, conta. Tem estado a dormir na resid&ecirc;ncia. Os dias t&ecirc;m sido ocupados a trabalhar na horta e nos computadores do Gabinete de Educa&ccedil;&atilde;o, Forma&ccedil;&atilde;o e Empregabilidade. Mas os seus dias v&atilde;o mudar, conta contente: &laquo;Vou come&ccedil;ar a trabalhar em carpintaria na semana que vem. O trabalho apareceu logo. Precisavam de um ajudante e segunda-feira vou come&ccedil;ar a trabalhar e a&iacute; &eacute; que fiquei contente.&raquo; Os olhos iluminam-se e esfrega as m&atilde;os. Roberto lembra os dias em que trabalhou como jardineiro, carpinteiro e na constru&ccedil;&atilde;o civil. O seu sonho &eacute; trabalhar para ter o seu espa&ccedil;o e refazer a vida.

O Companheiro presta apoio alimentar num refeit&oacute;rio que serve cerca de 80 refei&ccedil;&otilde;es por dia (pequenos-almo&ccedil;os, almo&ccedil;os e jantares; Banco Alimentar a 37 agregados e 132 pessoas; Banco de Roupa que no ano passado apoiou meio milhar de pessoas; acompanhamento do estudo e pr&aacute;ticas positivas com 25 crian&ccedil;as, e uma carpintaria). O Companheiro est&aacute; tamb&eacute;m em Lagoa, no Algarve, e em Leiria. O objetivo &eacute; estender-se ao Norte e alargar os servi&ccedil;os.

No primeiro trimestre de 2019 dever&aacute; ser inaugurado o novo edif&iacute;cio de Lisboa, j&aacute; com todas as condi&ccedil;&otilde;es. Atualmente, O Companheiro funciona em pr&eacute;-fabricados, com v&aacute;rios blocos, num terreno camar&aacute;rio em Benfica, perto do Centro Comercial Colombo e do Hospital da Luz. O espa&ccedil;o tem &aacute;rvores, bastante luz e espa&ccedil;o exterior. Nem parece localizar-se numa zona t&atilde;o movimentada da capital. Nas traseiras, um gin&aacute;sio permite atividade f&iacute;sica sob supervis&atilde;o e orienta&ccedil;&atilde;o. A Horta d&rsquo;O Companheiro ostenta uma placa com esse nome numa porta de madeira que d&aacute; acesso a um terreno onde crescem couves, feij&otilde;es, tomates, etc. O espa&ccedil;o permite aos companheiros terem alguma atividade e contactarem com a natureza, pois os seus ciclos tamb&eacute;m os ajudam psicologicamente. Escrevemos &ldquo;companheiros&rdquo; porque &eacute; assim que, aqui, s&atilde;o tratadas as pessoas apoiadas. Aqui n&atilde;o s&atilde;o ex-reclusos. Nem o clima pretende assemelhar-se a uma pris&atilde;o ou prolongar estigmas. &laquo;N&atilde;o tenho guardas prisionais. Isto &eacute; um espa&ccedil;o aberto. Muitos chegam aqui e dizem: &ldquo;Isto n&atilde;o tem muros?&rdquo;&raquo;, explica o diretor.

A institui&ccedil;&atilde;o apoia maioritariamente homens, e a m&eacute;dia de idades ronda os 44/45 anos. &laquo;S&atilde;o pessoas muito revoltadas. A forma como se vive numa pris&atilde;o &eacute; uma coisa que ningu&eacute;m consegue imaginar. Imaginemos o que &eacute; estar fechado em seis metros quadrados, cinco metros quadrados, tr&ecirc;s metros quadrados&hellip;&raquo;, diz. S&atilde;o pessoas com &laquo;fam&iacute;lias completamente desestruturadas, sem haver nenhum modelo ou pr&aacute;tica positiva&raquo; no seu passado. Por isso, no ano letivo passado, nasceu a Escola Social &laquo;baseada em programas psicoeducativos, cujo objetivo &eacute; ajudar a tornar melhor a pessoa.



O Sr. Jo&atilde;o &eacute; um homem falador e sem papas na l&iacute;ngua. N&atilde;o est&aacute; n&rsquo;O Companheiro como ex-recluso, mas a fazer trabalho em favor da comunidade por &laquo;ofensas &agrave;s autoridades&raquo;. &laquo;Estou a cumprir 280 horas. &Eacute; a quarta vez que c&aacute; estou. Sempre fui respeitado. Se precisar de alguma coisa, eles est&atilde;o &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o. Dizem para ter ju&iacute;zo. Depois, quando volto, &ldquo;ent&atilde;o, outra vez aqui?&rdquo;&raquo;, conta. Jo&atilde;o recorda as palavras da ju&iacute;za. &laquo;Ela disse &ldquo;N&atilde;o &eacute; a primeira, nem a segunda, nem a terceira vez. &Eacute; a &uacute;ltima oportunidade que eu lhe vou dar. Vai tornar a fazer trabalho comunit&aacute;rio. Mas este pesa mais: s&atilde;o 280 horas. Da pr&oacute;xima vez, j&aacute; n&atilde;o vai l&aacute; com trabalho comunit&aacute;rio, vai para a &lsquo;tropa&rsquo;.&rdquo;&raquo; Isso assustou-o? &laquo;Foi um bocadinho pesado, mas ela tamb&eacute;m me deu a escolher: &ldquo;Quer cumprir 280 horas ou quer cumprir uma condena&ccedil;&atilde;o?&rdquo; Aqui estou a trabalhar, estou em liberdade e vou para casa todos os dias. Espero n&atilde;o vir mais para c&aacute;, por amor de Deus. Vestir uma farda e &ldquo;ir para a tropa&rdquo;&hellip; j&aacute; n&atilde;o h&aacute; hip&oacute;tese &agrave; quinta vez.&raquo; Jo&atilde;o parece estar a mentalizar-se disso. J&aacute; fez 100 horas e diz estar quase a cumprir outras 100. J&aacute; v&ecirc; o fim deste caminho.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna
&nbsp;

Pode ler a reportagem na &iacute;ntegra na FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de setembro de 2018
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<pubDate>Tue, 18 Sep 2018 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Cuidados paliativos excluídos da rede de cuidados continuados?</title>
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<description><![CDATA[Foi publicada a portaria N.&ordm; 249/2018 sobre as condi&ccedil;&otilde;es de instala&ccedil;&atilde;o e funcionamento da RNCCI (Rede Nacional de Cuidados Continuados integrados). A&iacute; se define que ficam exclu&iacute;dos desta rede pessoas &laquo;com necessidades de cuidados paliativos&raquo;.



Soaram os alarmes na Associa&ccedil;&atilde;o de Cuidados Paliativos, PSD, CDS e movimento STOP Eutan&aacute;sia. O baston&aacute;rio da Ordem dos M&eacute;dicos defendeu uma boa articulação entre as unidades de cuidados paliativos e continuados, dizendo que &laquo;os doentes em fases de fim de vida e com necessidades paliativas não podem ficar desprotegidos e vulneráveis&raquo;. Miguel Guimar&atilde;es pede tamb&eacute;m ao Governo um &laquo;refor&ccedil;o or&ccedil;amental da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados&raquo;. O baston&aacute;rio salienta que &laquo;nestas fases de fim de vida, de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas incur&aacute;veis e de vulnerabilidade cl&iacute;nica e social, &eacute; essencial que os doentes possam contar com total apoio do Estado&raquo;. Miguel Guimar&atilde;es defende que o funcionamento da rede de cuidados continuados deve ser clara e justa para todos. &laquo;As desigualdades de acesso &agrave; sa&uacute;de n&atilde;o se podem agravar e deixar vulner&aacute;veis os doentes em fase de doen&ccedil;a avan&ccedil;ada, fim de vida e com necessidades paliativas&raquo;, defende.

Tamb&eacute;m o PSD se manifestou contra a portaria e pediu a audi&ccedil;&atilde;o parlamentar dos coordenadores da RNCCI e da Rede Nacional de Cuidados Paliativos (RNCP). Os sociais-democratas consideram que os doentes que precisem de cuidados paliativos &laquo;merecem e t&ecirc;m direito a ser integrados na RNCP, sendo que, sempre que tal n&atilde;o seja concretiz&aacute;vel, n&atilde;o podem os mesmos passar a ser exclu&iacute;dos do acesso &agrave; RNCII&raquo;. Isso tem acontecido por falta de resposta da rede de cuidados paliativos. O PSD alertando que entre 2011 a 2015 o n&uacute;mero de camas da RNCP aumentou 28 camas por ano e desde o in&iacute;cio de fun&ccedil;&otilde;es do atual Governo tem havido decr&eacute;scimo de 9 camas por ano.

O movimento independente STOP Eutan&aacute;sia contestou a portaria, acusando o Governo de &laquo;irresponsabilidade&raquo; por n&atilde;o responder &agrave;s necessidades de cuidados paliativos. &laquo;Com a nova portaria, as fam&iacute;lias s&atilde;o empurradas para um beco sem sa&iacute;da: veem os seus privados destes cuidados e sentem a limita&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o poder cuidar; por outro lado mesmo que queiram, apenas disp&otilde;em de 15 dias por ano para assist&ecirc;ncia aos familiares e os subs&iacute;dios existentes para apoio de terceira pessoa s&atilde;o insuficientes para conseguirem pagar poss&iacute;veis alternativas&raquo;, dizem, em comunicado.

A Comiss&atilde;o Nacional de Coordena&ccedil;&atilde;o da RNCCI emitiu um comunicado esclarecendo que a nova portaria &laquo;n&atilde;o veio impedir nem alterar a admiss&atilde;o de doentes seguidos pelas equipas espec&iacute;ficas de Cuidados Paliativos na RNCCI, desde que o problema predominante na admiss&atilde;o seja a depend&ecirc;ncia&raquo;. Os doentes que ser&atilde;o exclu&iacute;dos s&atilde;o os que tenham &laquo;a necessidade de cuidados paliativos complexos, n&atilde;o se encontrando assim prejudicada a prestaç&atilde;o de ações paliativas a pessoas com limitaç&atilde;o funcional, em processo de doen&ccedil;a crónica ou na sequência de doença aguda, em fase avançada ou terminal&raquo;.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: pixabay
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<pubDate>Thu, 13 Sep 2018 10:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa convoca bispos de todo o mundo para debater proteção de menores</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco convocou os presidentes de todas as Confer&ecirc;ncias Episcopais do mundo para um encontro no Vaticano, de 21 a 24 de fevereiro de 2019, dedicado ao tema da &ldquo;prote&ccedil;&atilde;o dos menores&rdquo;. O an&uacute;ncio foi feito hoje pela sala de imprensa da Santa S&eacute;, sublinhando que a proposta partiu do conselho consultivo de cardeais, o chamado &lsquo;C9&rsquo;. &laquo;O Conselho refletiu amplamente com o Santo Padre sobre o tema dos abusos&raquo;, assinala a nota oficial.


Na &uacute;ltima segunda-feira, o &lsquo;C9&rsquo;, manifestou a sua &ldquo;plena solidariedade ao Papa, em comunicado divulgado pela Santa S&eacute;. &laquo;[O Conselho de Cardeais] manifestou plena solidariedade ao Papa Francisco perante quanto aconteceu nas &uacute;ltimas semanas, consciente de que no atual debate a Santa S&eacute; vai formular os eventuais e necess&aacute;rios esclarecimentos&raquo;, assinala o texto.

Francisco tem recusado comentar as acusa&ccedil;&otilde;es de quem pede a sua ren&uacute;ncia, na sequ&ecirc;ncia de uma carta divulgada pelo n&uacute;ncio apost&oacute;lico Carlo Maria Vigan&ograve;, segundo o qual teria protegido o arcebispo em&eacute;rito de Washington, o ex-cardeal McCarrick. J&aacute; esta quinta-feira, o Papa vai receber no Vaticano o cardeal Daniel DiNardo, Arcebispo de Galveston-Houston, presidente da Confer&ecirc;ncia dos Bispos Cat&oacute;licos dos Estados Unidos da Am&eacute;rica, juntamente com o cardeal Sean Patrick O&rsquo;Malley, presidente da Comiss&atilde;o Pontif&iacute;cia para a Tutela dos Menores (CPTM).

O pont&iacute;fice tem repetido a necessidade de &laquo;toler&acirc;ncia zero&raquo; para os casos de abusos sexuais e o seu encobrimento, tendo criado a CPTM, que re&uacute;ne especialistas e v&iacute;timas, al&eacute;m de pedir &agrave;s confer&ecirc;ncias episcopais que promovam uma melhor forma&ccedil;&atilde;o para os sacerdotes e implementem diretivas para evitar que estas situa&ccedil;&otilde;es se repitam.

A 20 de agosto, o Papa reagiu com uma carta &agrave;s recentes crises provocadas pelos casos de abusos sexuais nos EUA e noutros pa&iacute;ses, reafirmando a necessidade de &laquo;toler&acirc;ncia zero&raquo; e responsabiliza&ccedil;&atilde;o de quem cometeu ou ocultou tais crimes. &laquo;A dor das v&iacute;timas e das suas fam&iacute;lias &eacute; tamb&eacute;m a nossa dor, por isso &eacute; preciso reafirmar mais uma vez o nosso compromisso em garantir a prote&ccedil;&atilde;o de menores e de adultos em situa&ccedil;&otilde;es de vulnerabilidade&raquo;, pode ler-se.

Francisco assume os erros cometidos pela Igreja Cat&oacute;lica, no passado, e diz que &eacute; preciso &laquo;pedir perd&atilde;o e procurar reparar o dano causado&raquo;. &laquo;Olhando para o futuro, nunca ser&aacute; pouco tudo o que for feito para gerar uma cultura capaz de evitar que essas situa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&oacute; n&atilde;o aconte&ccedil;am, mas que n&atilde;o encontrem espa&ccedil;os para serem ocultadas e perpetuadas&raquo;, acrescenta.

J&aacute; esta ter&ccedil;a-feira, o porta-voz da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) disse em F&aacute;tima que os abusos sexuais de menores s&atilde;o um mal que &eacute; preciso &laquo;erradicar&raquo;, sublinhando a exist&ecirc;ncia de diretrizes do episcopado cat&oacute;lico desde 2012. &laquo;N&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio tomar medidas excecionais, porque elas est&atilde;o bem vincadas, numa linha de preven&ccedil;&atilde;o, de prote&ccedil;&atilde;o, numa linha de aten&ccedil;&atilde;o &agrave;queles que foram prejudicados&raquo;, referiu o Pe. Manuel Barbosa, em confer&ecirc;ncia de imprensa, ap&oacute;s a reuni&atilde;o mensal do Conselho Permanente da CEP.

Para o secret&aacute;rio do organismo episcopal, as&nbsp;diretrizes&nbsp;para casos de abuso sexual de menores, de 2012, s&atilde;o &laquo;claras&raquo; e est&atilde;o a ser aplicadas em Portugal, em coordena&ccedil;&atilde;o com as &laquo;orienta&ccedil;&otilde;es&raquo; que chegam da Santa S&eacute;. &laquo;&Eacute; preciso mant&ecirc;-las bem ativas para que esses casos n&atilde;o aconte&ccedil;am&raquo;, precisou.

O &lsquo;guia&rsquo;, dividido em 51 pontos, respondeu a uma exig&ecirc;ncia feita pela Congrega&ccedil;&atilde;o da Doutrina da F&eacute;, organismo da Santa S&eacute;, que em 2011 solicitou aos episcopados cat&oacute;licos de todo o mundo a elabora&ccedil;&atilde;o de diretivas pr&oacute;prias para tratar os casos de abusos sexuais.

Texto: Ag&ecirc;ncia Ecclesia
Foto: Ricardo Perna
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<pubDate>Wed, 12 Sep 2018 12:42:00 +0100</pubDate>
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<title>Um guia para preparar e acompanhar o Matrimónio</title>
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<description><![CDATA[Foi lan&ccedil;ada hoje em F&aacute;tima a obra &laquo;Caminhada em Matrim&oacute;nio, um guia para noivos e fam&iacute;lias&raquo;. O livro, editado pela Federa&ccedil;&atilde;o dos Centros de Prepara&ccedil;&atilde;o para o Matrim&oacute;nio (CPM), pretende ser um guia para noivos, casais formadores e sacerdotes, assistentes ou n&atilde;o de grupos de CPM.

&nbsp;
Na sequ&ecirc;ncia da publica&ccedil;&atilde;o da exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica Amoris laetitia, que &laquo;serve de base&raquo; a este livro, adianta o Pe. Paulo Jorge, assistente nacional do CPM, publica-se esta obra, que os autores pretendem que v&aacute; &laquo;ao encontro do cora&ccedil;&atilde;o de cada casal&raquo;. &laquo;Queremos estar com os bispos e os sacerdotes em Igreja e ao servi&ccedil;o. Os materiais que foram utilizados at&eacute; hoje foram indispens&aacute;veis para o trabalho, mas careciam de atualiza&ccedil;&atilde;o nos conte&uacute;dos, na imagem e na din&acirc;mica&raquo;, afirmou Joaquim Valente, que, com a sua esposa Din&aacute;, s&atilde;o o casal respons&aacute;vel pela Federa&ccedil;&atilde;o dos CPM.
&nbsp;
Este casal afirmou ainda, na apresenta&ccedil;&atilde;o, que &laquo;o material de trabalho &eacute; resposta &agrave; necessidade de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; linguagem dos homens para lhes fazer chegar a mensagem sempre atual do Deus feito humano&raquo;.
&nbsp;
Presente na apresenta&ccedil;&atilde;o esteve tamb&eacute;m D. Joaquim Mendes, presidente da Comiss&atilde;o Episcopal do Laicado e Fam&iacute;lia (CELF), que se mostrou muito &laquo;satisfeito&raquo; pela publica&ccedil;&atilde;o deste livro. O prelado destacou tr&ecirc;s atitudes que o Papa Francisco pede neste caminho da prepara&ccedil;&atilde;o para o matrim&oacute;nio: acolhimento, proposta e acompanhamento. &laquo;Um acolhimento incondicional, respeitoso e frutuoso dos que batem &agrave; porta com o desejo de contrair matrim&oacute;nio. Deve mostrar o rosto materno da Igreja e serem facilitadores deste processo&raquo;, defendeu D. Joaquim Mendes. O presidente da CELF pediu ainda que este acolhimento seja feito &laquo;sem colocar obst&aacute;culos ou custos &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o do matrim&oacute;nio&raquo;.
&nbsp;
No que diz respeito &agrave; &laquo;proposta&raquo;, D. Joaquim Mendes pede que se caminhe &laquo;segundo o ritmo de cada um&raquo;. &laquo;Ajudar a compreender que este caminho comporta uma miss&atilde;o bela de sermos colaboradores de Deus, e ajudar a discernir a presen&ccedil;a de Deus na sua vida&raquo;, afirmou aos presentes, que encheram por completo a sala do Bom Pastor do Centro Paulo VI, em F&aacute;tima.

&nbsp;
Sobre o acompanhamento, o bispo auxiliar de Lisboa pediu que se parta &laquo;da realidade de cada um&raquo;. &laquo;Caminhar com eles, n&atilde;o ao nosso ritmo, mas ao seu, valorizar os seus sonhos, mesmo que pare&ccedil;am irrealistas. Usar uma linguagem que chegue ao cora&ccedil;&atilde;o dos jovens, que os entusiasme neste caminho matrimonial que eles se prop&otilde;em fazer&raquo;, defendeu.
&nbsp;
A concluir, avisou que &laquo;quem acompanha&raquo; os noivos &laquo;representa a comunidade crist&atilde;&raquo;. &laquo;Os que se casam s&atilde;o um recurso precioso das comunidades&raquo;, e &eacute; preciso encontrar &laquo;quem transmita de forma atraente&raquo; esta &laquo;proposta leg&iacute;tima e abrangente&raquo;.
&nbsp;
&laquo;Instrumento de trabalho completo&raquo; que pode &laquo;dar grande fruto&raquo;
Convidados para apresentar a obra, Isabel Figueiredo, diretora de conte&uacute;dos religiosos da R&aacute;dio Renascen&ccedil;a, e Filipe Almeida, membro da Academia Pontif&iacute;cia para a Vida, destacaram a riqueza da obra e a import&acirc;ncia da mesma neste tema do matrim&oacute;nio.
&nbsp;
Isabel Figueiredo afirmou que este &eacute; um &laquo;instrumento de trabalho muito completo&raquo;. &laquo;N&atilde;o estamos perante uma obra est&aacute;tica, como diz o t&iacute;tulo, pois leva-nos a caminhar&raquo;, e &eacute; &laquo;uma obra que pode dar grande fruto&raquo;.
&nbsp;
Esta leiga afirmou que &laquo;hoje, mais que nunca, &eacute; preciso acompanhar os casais&raquo;. &laquo;Estou convicta que sermos mission&aacute;rios &eacute; um dos desafios que este livro tem para nos lan&ccedil;ar&raquo;, disse, acrescentando que &eacute; uma obra &laquo;para levar os noivos a a fazerem o seu caminho sem medo da Cruz, mas sim com ela&raquo;.

&nbsp;
Filipe de Almeida afirmou que o &laquo;matrim&oacute;nio est&aacute; marcado por um dinamismo que lhe &eacute; constitutivo, porque se for vivido pela pessoa como finito, porque gizado apenas para si, surge o desencanto da jornada, o desmoronamento do projeto, o esfumar do horizonte irrompe de forma perigosa e culmina num aparente &ldquo;acabou&rdquo;, e n&atilde;o h&aacute; nada a fazer&raquo;, avisou este leigo.
&nbsp;
Este livro &laquo;condensa informa&ccedil;&atilde;o &uacute;til e &eacute; apoio indiscut&iacute;vel, convidando a todos para a participa&ccedil;&atilde;o ativa na prepara&ccedil;&atilde;o destes momentos&raquo;. &laquo;&Eacute; um instrumento robusto, provocador, moderno, claramente crist&atilde;o mas n&atilde;o eclesi&aacute;stico, promissor para outros tecidos sociais t&atilde;o necessitados de olhar de outra forma o amor&raquo;. Acrescentou ainda que &laquo;&eacute; &uacute;til porque sabe ajoelhar-se perante outro livro maior, o que cada casal animador escreve de si mesmo em cada testemunho que partilha&raquo;.

&nbsp;
No final da apresenta&ccedil;&atilde;o, Joaquim Valente anunciou anda que 7000 exemplares do livro v&atilde;o ser entregues gratuitamente a sacerdotes e casais formadores de CPM, atuais ou antigos, para que &laquo;os possam mostrar aos seus filhos&raquo;. Este respons&aacute;vel pela Federa&ccedil;&atilde;o dos CPM desafiou a que o livro fosse apresentado em empresas. &laquo;Se formos &agrave; empresa, falarmos aos trabalhadores desta realidade, eles ir&atilde;o fazer uma caminhada de uma semana, um m&ecirc;s ou dez anos, seja de que tempo for, e o projeto de vida deles lhes dir&aacute; o que fazer&raquo;, concluiu.
&nbsp;
O livro estar&aacute; ainda &agrave; venda em todas as dioceses para todos os interessados.
&nbsp;
Reportagem e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Sat, 08 Sep 2018 13:48:00 +0100</pubDate>
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<title>Escola não é um lugar seguro para metade dos adolescentes</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/escola-nao-e-um-lugar-seguro-para-metade-dos-adolescentes</link>
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<description><![CDATA[Metade dos adolescentes sofre viol&ecirc;ncia na escola. &Eacute; a conclus&atilde;o de um relat&oacute;rio da UNICEF que olhou para os alunos de todo o mundo com idades entre os 13 e os 15 anos. &laquo;Uma li&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria: #P&ocirc;rFIM&agrave;Viol&ecirc;ncia nas escolas&raquo; revela que a viol&ecirc;ncia entre alunos acontece por todo o mundo e que a &laquo;o seu impacto na aprendizagem e no bem-estar &eacute; semelhante tanto nos pa&iacute;ses ricos, como nos pobres&raquo;.




A diretora executiva da UNICEF, Henrietta H. Fore, lamenta que &laquo;todos os dias, existem alunos que enfrentam v&aacute;rios perigos, entre os quais confrontos f&iacute;sicos, press&atilde;o para se juntarem a gangues, bullying &ndash; tanto em pessoa, como online -, disciplina&ccedil;&atilde;o violenta, ass&eacute;dio sexual e viol&ecirc;ncia armada&raquo;. A respons&aacute;vel salienta que &laquo;a curto-prazo, isto tem efeitos na sua aprendizagem e, a longo-prazo, pode levar &agrave; depress&atilde;o, &agrave; ansiedade e at&eacute; mesmo ao suic&iacute;dio. A viol&ecirc;ncia &eacute; uma li&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o se esquece e nenhuma crian&ccedil;a deveria ter de a experimentar&raquo;. De acordo com o relat&oacute;rio divulgado esta quinta-feira, 6 de setembro, mais de um em cada tr&ecirc;s anos sofre de bullying, a mesma propor&ccedil;&atilde;o envolve-se em confrontos f&iacute;sicos e tr&ecirc;s em cada dez alunos de 39 pa&iacute;ses da Europa e Am&eacute;rica do Norte admitem praticar bullying contra os colegas.

Os dados de Portugal foram recolhidos do &laquo;Health Behaviour in School-aged Children Study - HBSC, 2013/14&raquo;: 46% dos jovens dizem ter sofrido ou ter estado envolvidos em situa&ccedil;&otilde;es de bullying no ano anterior.
&nbsp;

Com o relat&oacute;rio hoje tornado p&uacute;blico, a UNICEF lan&ccedil;a a campanha mundial #ENDviolence (#P&ocirc;rFIM&agrave;Viol&ecirc;ncia), com o objetivo de &laquo;chamar a aten&ccedil;&atilde;o e incentivar &agrave; a&ccedil;&atilde;o para que seja posto um fim &agrave; viol&ecirc;ncia nas escolas e respetivas imedia&ccedil;&otilde;es&raquo;.
&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Thu, 06 Sep 2018 10:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Este é o melhor tempo para se ser sacerdote»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/este-e-o-melhor-tempo-para-se-ser-sacerdote</link>
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<description><![CDATA[O Pe. Jorge Carlos Patr&oacute;n Wong &eacute; secret&aacute;rio da Congrega&ccedil;&atilde;o para o Clero e esteve hoje em F&aacute;tima para falar ao clero portugu&ecirc;s que est&aacute; reunido no Simp&oacute;sio do Clero que decorre at&eacute; quinta-feira. Em conversa com a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, explicou qual o trabalho da congrega&ccedil;&atilde;o, os desafios dos sacerdotes hoje em dia, a necessidade de equil&iacute;brio na vida sacerdotal, mas n&atilde;o quis responder &agrave; quest&atilde;o de saber se ser&aacute; permitido a jovens homossexuais iniciarem forma&ccedil;&atilde;o no semin&aacute;rio. Quanto aos cr&iacute;ticos do Papa, pessoas da Igreja que criticam o seu pastor, foi claro: &laquo;a qualidade moral das pessoas diz tudo&raquo;, afirmou.

&nbsp;
Que trabalho desenvolve a Congrega&ccedil;&atilde;o para o Clero?
Somos respons&aacute;veis pela forma&ccedil;&atilde;o inicial nos semin&aacute;rios e depois pela forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua dos sacerdotes. Esta foi uma novidade criada por Bento XVI um m&ecirc;s antes da sua ren&uacute;ncia hist&oacute;rica, em janeiro de 2013.
A forma&ccedil;&atilde;o e o acompanhamento dos sacerdotes por parte da congrega&ccedil;&atilde;o &eacute; para toda a vida. Isto &eacute; muito importante, porque o semin&aacute;rio come&ccedil;a a ser o momento mais breve de forma&ccedil;&atilde;o, e por isso tem de ser intenso, forte e espec&iacute;fico. Mas h&aacute; muita forma&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via ao semin&aacute;rio, que se tem na fam&iacute;lia, na par&oacute;quia, na experi&ecirc;ncia de movimentos eclesiais. O semin&aacute;rio pega nessas realidades humanas, intelectuais, espirituais e apost&oacute;licas e ajuda os jovens a discernir, a maturar essa decis&atilde;o para come&ccedil;ar a ser sacerdote depois da ordena&ccedil;&atilde;o.
Isto permite que cada sacerdote possa renovar cada etapa da sua vida. Isto &eacute; uma certeza na vida crist&atilde;, n&atilde;o apenas na sacerdotal. Aprendemos a ser sacerdote todos os dias, porque cada etapa da sua vida traz os seus desafios. Mudamos como pessoas, e mudam as circunst&acirc;ncias da nossa vida e do nosso servi&ccedil;o. Esta vis&atilde;o experiencial de acompanhamento est&aacute; a dar bom resultado porque integra a vida como ela &eacute;, desde o campo intelectual ao pastoral. Somos transformados, e se n&atilde;o estamos conscientes desta transforma&ccedil;&atilde;o, em caminho de Cristo sacerdote, ent&atilde;o corremos o risco de haver algum desvio. Isto &eacute; a realidade humana, que se nota na vida matrimonial tamb&eacute;m.
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Os sacerdotes s&atilde;o formados para uma unidade &agrave; volta do Papa. Mas ultimamente muitos t&ecirc;m sido os que caminham em sentido contr&aacute;rio. Como &eacute; que isto pode afetar os jovens sacerdotes?
A realidade da Igreja universal &eacute; muito rica, complexa e, como numa grande fam&iacute;lia, somos filhos de Deus, todos consagrados. As diferen&ccedil;as s&atilde;s s&atilde;o muito boas, porque enriquecem a Igreja e d&atilde;o-lhe perspetivas culturais, concretas da vida, tudo em torno da mesma f&eacute; no Vig&aacute;rio de Cristo.
O que temos de garantir &eacute; que todos os sacerdotes oferecem a sua vida em plena liberdade de consci&ecirc;ncia. Hoje na Igreja n&atilde;o existe nenhum tema tabu, e isto d&aacute;-nos muita for&ccedil;a.
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Mas como se equilibra o balan&ccedil;o entre ter opini&otilde;es e manter o dever de obedi&ecirc;ncia?
O Evangelho d&aacute;-nos essa unidade. No final, o que interessa &eacute; a vida das pessoas, isto &eacute; muito importante. Por isso, o nosso caminho &eacute; seguir a Jesus Cristo. Mais que palavras ou teologias, &eacute; a vida da pessoa. Uma pessoa que vive como Jesus, seja padre, bispo ou leigo, isso &eacute; que &eacute; importante. Tudo o resto s&atilde;o quest&otilde;es externas.
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Mas n&atilde;o &eacute; uma quest&atilde;o externa ter um cardeal a pedir ao Papa que renuncie por n&atilde;o estar a cumprir com o legado de Pedro...
Na maior parte da Igreja, estamos a procurar seguir a Jesus. O Papa &eacute; o vig&aacute;rio de Jesus. A qualidade moral das pessoas diz tudo. No mundo da liberdade, tudo pode ser questionado, mas, como dizia Paulo VI, o que convence &eacute; o testemunho de vida.
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As quest&otilde;es da sexualidade sempre foram tabu na forma&ccedil;&atilde;o dos sacerdotes, nomeadamente a da homossexualidade. Houve mudan&ccedil;as nesse sentido com estas novas indica&ccedil;&otilde;es?
H&aacute; duas realidades. Desde os anos 60, vivemos um liberalismo sexual, um uso da sexualidade para fins que n&atilde;o s&atilde;o humanos. Hoje, a realidade &eacute; que isto nos trouxe desvios e feridas muito profundas da humanidade. Um trabalho de acompanhamento da Igreja que temos de fazer todos &eacute; que a nossa sexualidade seja humana, e a partir da humanidade que seja crist&atilde;. &Eacute; um caminho que temos de fazer, e temos de nos formar permanentemente nisto. Como integrar a nossa sexualidade na nossa humanidade e na nossa f&eacute;? Bom, nisto Deus &eacute; muito respeitoso, por isso o caminho de acompanhamento personalizado que a pessoa faz com Jesus, em total sinceridade e verdade. Quando uma pessoa &eacute; acompanhada, sabe que os temas s&atilde;o tratados com todo o respeito para com essa pessoa. &Eacute; um caminho pessoal que fazemos. A n&iacute;vel comunit&aacute;rio procuramos compreender, conhecer e proteger, porque o mundo atual, por causa de muitos interesses, usa e manipula a sexualidade para ferir o cora&ccedil;&atilde;o humano. A utiliza&ccedil;&atilde;o do sexo em elementos que passaram de abuso a enfermidade, pervers&atilde;o... &eacute; impressionante os interesses econ&oacute;micos que est&atilde;o por tr&aacute;s, e o qu&atilde;o expostos estamos sujeitos em todos os meios.
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E como est&atilde;o os semin&aacute;rios a preparar os jovens para isto?
No acompanhamento da f&eacute;, porque os jovens t&ecirc;m f&eacute;, h&aacute; muitas realidades humanas que t&ecirc;m de ser iluminadas pela f&eacute;. Uma delas &eacute; a sexualidade, e hoje temos de reconhecer que todos temos feridas e debilidades neste campo. Em todo o mundo, com a colabora&ccedil;&atilde;o de todos os formadores, tratamos todos de ajudar, com as compet&ecirc;ncias humanas, psicol&oacute;gicas, pastorais, tudo est&aacute; inclu&iacute;do nos novos programas de acompanhamento dos seminaristas, e d&aacute; gosto ver como est&atilde;o a ser implementados nos diferentes pa&iacute;ses, porque todos colaboram.
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Como se deve abordar um jovem homossexual que pretenda ser sacerdote?
Antes do semin&aacute;rio, h&aacute; um caminho pr&eacute;vio de pastoral juvenil e vocacional que deve ser feito.
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Sim, mas se aparecer um jovem homossexual pode ou n&atilde;o iniciar o seu caminho no semin&aacute;rio?
Creio que fazer a pergunta assim &eacute; reduzir o discernimento vocacional, porque n&atilde;o posso dizer que vem de tal cultura... o discernimento vocacional diz respeito ao todo da pessoa, pelo que ligar apenas um tema a isso, n&atilde;o posso responder...
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Mas &eacute; um tema que &eacute; abordado na forma&ccedil;&atilde;o?
Sim, aborda-se pessoalmente.
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E as pessoas nessa condi&ccedil;&atilde;o podem continuar a sua forma&ccedil;&atilde;o?
O que se pede &eacute; a maturidade humana e crist&atilde;. O que estamos a falar, no que diz respeito &agrave; sexualidade, &eacute; integrar dentro da humanidade e da vida crist&atilde;.
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Mas se estiver tudo bem integrado, n&atilde;o interessa se o sacerdote &eacute; homossexual ou heterossexual, pode desempenhar o seu minist&eacute;rio, &eacute; o que me est&aacute; a dizer?
O requisito para ser sacerdote &eacute; viver a vida crist&atilde; e configurar o seu cora&ccedil;&atilde;o a Cristo Bom Pastor.
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N&atilde;o importa a sua orienta&ccedil;&atilde;o?
Este &eacute; um tema que podem discutir outros, h&aacute; muitas teorias e vis&otilde;es.
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Mas a sua Congrega&ccedil;&atilde;o &eacute; a respons&aacute;vel pela forma&ccedil;&atilde;o dos sacerdotes, &eacute; importante conhecer a vossa opini&atilde;o...
Por isso &eacute; que estamos a falar do fundamento do discernimento, do testemunho da pessoa.
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Quais s&atilde;o os principais desafios que se colocam aos jovens sacerdotes?
Hoje &eacute; belo ser sacerdote, porque no mundo secularizado h&aacute; uma sede de Deus, e o grande desafio &eacute; ir a&iacute;, onde h&aacute; muto sofrimento. Hoje, a Igreja &eacute; uma igreja de miseric&oacute;rdia, que vai curar feridas. Por isso, o sacerdote tem de ser um homem de bem, e isto &eacute; uma grande novidade num mundo onde as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais est&atilde;o cheios de interesses obscuros. Um homem que fa&ccedil;a o bem, que seja presen&ccedil;a do amor de Jesus, tem um campo imenso de a&ccedil;&atilde;o. Todo o contacto pessoal do sacerdote transmite a Deus. O sacerdote de hoje &eacute; isso, uma presen&ccedil;a de Deus no mundo, n&atilde;o &eacute; um ministro de culto. Tem um papel importante a n&iacute;vel de ora&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica, e entra em todos os campos onde a presen&ccedil;a de Deus &eacute; necess&aacute;ria. Hoje o sacerdote tem de ser um homem profundamente de Deus e profundamente social, ter uma rela&ccedil;&atilde;o profunda com Deus e com todos, tem de comunicar o bem e o amor que Deus quer para cada pessoa. Hoje, em muitos lugares, os sacerdotes que est&atilde;o dispostos a ir ao encontro das pessoas t&ecirc;m sempre muito trabalho. O desafio do sacerdote &eacute; ser isso 24h por dia, 7 dias por semana. Este &eacute; o melhor tempo para se ser sacerdote. H&aacute; um mercado imenso, e &eacute; por isso que digo que somos os &uacute;nicos seres humanos que n&atilde;o correm risco de viver no desemprego. &Eacute; a &uacute;nica universidade onde j&aacute; est&atilde;o empregados antes de iniciarem o curso. Quem &eacute; chamado ao sacerd&oacute;cio pode viver plenamente como sacerdote. O desafio &eacute; como nos entregarmos ao mundo sem sermos mundanos. O que pede o Papa &eacute; atualizar hoje o que o Conc&iacute;lio Vaticano II nos pediu.

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Como &eacute; que um sacerdote deve equilibrar na sua vida a necessidade de forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica, te&oacute;rica, e por outro lado a a&ccedil;&atilde;o pastoral?
N&atilde;o s&atilde;o apenas essas duas &aacute;reas, h&aacute; outros elementos muito fortes. O equil&iacute;brio est&aacute; em ser um ser relacional. A sua rela&ccedil;&atilde;o com Jesus Cristo, que &eacute; interpessoal, e a sua rela&ccedil;&atilde;o interpessoal com os demais. &Eacute; imposs&iacute;vel uma rela&ccedil;&atilde;o interpessoal rica sem uma rela&ccedil;&atilde;o com Jesus. Eu n&atilde;o conhe&ccedil;o nenhuma pessoa que estude e que a rela&ccedil;&atilde;o com Cristo e com as outras pessoas n&atilde;o lhe enrique&ccedil;a o estudo para precisamente crescer nas suas rela&ccedil;&otilde;es. Estamos a falar de rela&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o de ideias. Quem se refugia no seu intelectual est&aacute; excelente para Kant, mas hoje... &eacute; muito importante que quando entramos na rela&ccedil;&atilde;o com Deus e com as pessoas, perceba que tem de estudar, aprender, e tem de perceber que o pastor aprende todos os dias a dialogar com as pessoas. H&aacute; um elemento que aparece na forma&ccedil;&atilde;o dos sacerdotes, que &eacute; ser disc&iacute;pulo mission&aacute;rio. Disc&iacute;pulo significa algu&eacute;m que est&aacute; a aprender. Eu venho a F&aacute;tima e aprendo a cultura, a l&iacute;ngua, a comida... aprendo, e sou um aluno aqui, mas ao mesmo tempo venho aqui ensinar. Este bin&oacute;mio d&aacute; equil&iacute;brio, tenho de aprender pelos estudos, mas tenho de entregar algo. Quem n&atilde;o vive isto todos os dias, fica desequilibrado. Mas se viveres, n&atilde;o h&aacute; um dia que se repita, n&atilde;o h&aacute; uma li&ccedil;&atilde;o j&aacute; vista. A vida &eacute; como uma aventura.
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Muitos dos jovens sacerdotes t&ecirc;m uma preocupa&ccedil;&atilde;o grande e excessiva com o tradicionalismo, os paramentos, a missa antiga... &eacute; uma moda, &eacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o vossa?
Com os jovens, h&aacute; que querer aprender com eles e ao mesmo tempo partilhar com eles. Na hist&oacute;ria da Igreja, vem uma gera&ccedil;&atilde;o e pede o contr&aacute;rio do que a gera&ccedil;&atilde;o anterior teve. Dou-te um exemplo: pode vir uma gera&ccedil;&atilde;o de seminaristas mais desportivos, e pedem que no semin&aacute;rio se instale uma mesa de ping-pong na sala comum. Vem a gera&ccedil;&atilde;o seguinte e a mesa tem de ser arrumada, porque ningu&eacute;m joga. E eu digo aos formadores &ldquo;guardem-na, porque vir&aacute; outra gera&ccedil;&atilde;o que a ir&aacute; pedir de novo&rdquo; (risos). Vamos receber as novas gera&ccedil;&otilde;es e fazer delas nossas irm&atilde;s, simplesmente. Cada gera&ccedil;&atilde;o viveu uma experi&ecirc;ncia, e de acordo com essa experi&ecirc;ncia tem uma rea&ccedil;&atilde;o. Uma gera&ccedil;&atilde;o que viveu tudo muito fechado pede abertura, mas uma gera&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o v&ecirc; terra firme vai pedir o contr&aacute;rio. H&aacute; que perceber, porque os que vir&atilde;o depois ter&atilde;o outras preocupa&ccedil;&otilde;es. &Eacute; um ciclo na hist&oacute;ria da Igreja, que se repete. O importante &eacute; saber como viver esse desafio, porque o importante &eacute; termos sacerdotes e seminaristas, que querem responder a Cristo e &agrave; Igreja, no seu modo pr&oacute;prio.
&nbsp;
Entrevista e fotos: Ricardo Perna
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Tue, 04 Sep 2018 16:34:00 +0100</pubDate>
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<title>Bispos de Portugal manifestam apoio ao Papa</title>
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<description><![CDATA[Os bispos de Portugal enviaram uma carta ao Papa a agradecer a determina&ccedil;&atilde;o na condena&ccedil;&atilde;o do &laquo;drama do abuso de menores por parte de membros respons&aacute;veis da Igreja&raquo; e a comprometerem-se a &laquo;erradicar a causas&raquo; dessa &laquo;chaga&raquo;.&laquo;Os Bispos de Portugal reunidos em F&aacute;tima, no Simp&oacute;sio Nacional do Clero, que tem como tema &lsquo;O Padre, Ministro e Testemunha da alegria do Evangelho&rsquo;, aproveitam esta ocasi&atilde;o para, antes de mais, agradecer a Sua Santidade a oportuna e corajosa Carta ao Povo de Deus, sobre o drama do abuso de menores por parte de membros respons&aacute;veis da Igreja&raquo;, escreve o documento.


&laquo;Tamb&eacute;m n&oacute;s partilhamos o sofrimento do Santo Padre e de toda a Igreja e propomo-nos seguir as orienta&ccedil;&otilde;es para erradicar as causas desta chaga. Empenhar-nos-emos em incrementar uma cultura de preven&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o dos menores e vulner&aacute;veis em todas as nossas comunidades&raquo;, acrescenta o episcopado portugu&ecirc;s.

Diante de &laquo;tentativas de p&ocirc;r em causa a credibilidade do Seu minist&eacute;rio&raquo;, os bispos de Portugal manifestam a &laquo;fraternal proximidade e o total apoio&raquo; a Francisco, a &laquo;plena comunh&atilde;o&raquo; com a miss&atilde;o de &laquo;Pastor universal&raquo; do Papa e &laquo;completa ades&atilde;o ao Seu magist&eacute;rio&raquo;.

&laquo;Neste Santu&aacute;rio de Nossa Senhora de F&aacute;tima, onde todos os dias se reza pelo Santo Padre, pedimos a intercess&atilde;o da M&atilde;e da Igreja para que Deus fortale&ccedil;a Vossa Santidade na incans&aacute;vel miss&atilde;o de animar, orientar e renovar a Igreja com a alegria do Evangelho&raquo;, conclui a carta que o episcopado portugu&ecirc;s enviou ao Papa.

A carta dos bispos de Portugal ao Papa foi lida no Simp&oacute;sio do Clero por D. Ant&oacute;nio Augusto, presidente da Comiss&atilde;o Episcopal Voca&ccedil;&otilde;es e Minist&eacute;rio, e saudada longamente com aplausos dos participantes.
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Texto: Ag&ecirc;ncia Ecclesia
Foto: Jo&atilde;o Lopes Cardoso
]]></description>
<pubDate>Mon, 03 Sep 2018 18:03:00 +0100</pubDate>
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<title>«Uma Igreja não se faz sem as famílias cristãs»</title>
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<description><![CDATA[O novo arcebispo de &Eacute;vora, D. Francisco Senra Coelho, falou, numa entrevista que poder&aacute; ler na edi&ccedil;&atilde;o de setembro da revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;, no que significa regressar a &Eacute;vora, arquidiocese onde esteve v&aacute;rios anos como sacerdote.


O agora arcebispo fala de uma &laquo;sensa&ccedil;&atilde;o de gratid&atilde;o&raquo; ao Papa Francisco e, ao mesmo tempo, um &laquo;desafio muito grande&raquo;. D. Francisco quer &laquo;construir a Igreja para um tempo novo, uma Igreja com muita experi&ecirc;ncia hist&oacute;rica, e uma Igreja com uma dimens&atilde;o comprovada de presen&ccedil;a&raquo;.
&nbsp;
O novo arcebispo, que vai receber o p&aacute;lio das m&atilde;os do n&uacute;ncio apost&oacute;lico, D. Rino Passigato, quer deixar uma &ldquo;pegada laical&rdquo; em &Eacute;vora. &laquo;&Eacute; a consci&ecirc;ncia de que uma Igreja n&atilde;o se faz sem as fam&iacute;lias crist&atilde;s. &Eacute; curioso que, se olharmos para o mundo, verificamos que a Igreja est&aacute; em crescimento em partes da Humanidade em que n&atilde;o h&aacute; uma abund&acirc;ncia de sacerdotes e de religiosos ou religiosas. A Igreja cresce mais precisamente onde os crist&atilde;os, os leigos e as fam&iacute;lias assumem a sua dimens&atilde;o.
&nbsp;
A arquidiocese enfrenta n&atilde;o apenas o problema da desertifica&ccedil;&atilde;o populacional, que &laquo;exige de n&oacute;s uma rela&ccedil;&atilde;o muito atenta aos jovens que temos no Alentejo&raquo; e, &laquo;ao mesmo tempo, uma aten&ccedil;&atilde;o cuidada &agrave; proximidade com os mais idosos&raquo;, mas tamb&eacute;m de um claro envelhecido e muitas vezes isolado. Nesse sentido, D. Senra Coelho mostra-se favor&aacute;vel &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de comunidades sacerdotais de padres diocesanos. &laquo;Viver em comunidade num sentido de se apoiarem, rezarem, compartilharem o dia-a-dia da pastoral, a todos os n&iacute;veis, &eacute; louv&aacute;vel. Essa &eacute; uma experi&ecirc;ncia longa da Igreja&raquo;, afirma, apesar de defender que, no que diz respeito &agrave;s unidades pastorais, projeto j&aacute; em implementa&ccedil;&atilde;o na arquidiocese, ainda h&aacute; muito a fazer. &laquo;Ainda h&aacute; uma dimens&atilde;o muito estanque, um olhar profundo para si pr&oacute;prio e uma dificuldade em acolher a d&aacute;diva que vem de fora, ou em partilhar com quem vem de fora. A diocese est&aacute; desenhada com as unidades pastorais, mas a consci&ecirc;ncia da comparticipa&ccedil;&atilde;o de todos e da comunh&atilde;o tem de fazer um percurso ainda muito longo de matura&ccedil;&atilde;o&raquo;, defende na entrevista.
&nbsp;
No que diz respeito &agrave;s prioridades para a arquidiocese, o novo arcebispo anuncia que manter&aacute; o tema j&aacute; escolhido para o ano pastoral, um &laquo;ano mission&aacute;rio&raquo;, e que se vai inserir numa &laquo;Igreja em caminhada&raquo;, mas explica depois as prioridades a curto prazo. &laquo;Sinto o apelo de me aproximar de cada sacerdote e de o rever, porque todos ou quase todos foram meus colegas de presbit&eacute;rio e meus alunos, e quero estar com eles na mais fraterna atitude de compartilhar a alegria do Evangelho, a alegria da esperan&ccedil;a, a alegria do nosso minist&eacute;rio. Queria tamb&eacute;m estar perto e conviver com todos os institutos religiosos masculinos e femininos, e sinto um apelo interior a visitar os santu&aacute;rios da arquidiocese, a renovar a consagra&ccedil;&atilde;o, a confian&ccedil;a de cada crist&atilde;o da arquidiocese a Nossa Senhora, e por Maria a Jesus&raquo;, sustenta.
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Finalmente, D. Senra Coelho mostra-se em &laquo;sintonia&raquo; com o Papa Francisco em todos os assuntos, explicando que o Papa &laquo;est&aacute; preocupado com a renova&ccedil;&atilde;o do episcopado na Europa, em Portugal e no mundo&raquo;, da&iacute; as nomea&ccedil;&otilde;es de bispos mais novos que t&ecirc;m acontecido em Portugal. &laquo;N&oacute;s, os [bispos] mais novos, temos de abrir o nosso cora&ccedil;&atilde;o &agrave; experi&ecirc;ncia e &agrave; partilha de caminhos feitos, e a Igreja precisa do dinamismo e da vitalidade dos jovens. Se &eacute; assim para todos os minist&eacute;rios, tamb&eacute;m &eacute; assim para o episcopado&raquo;.
&nbsp;
A totalidade da entrevista pode ser lida na edi&ccedil;&atilde;o de setembro da Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
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Entrevista e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Sun, 02 Sep 2018 11:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Um Encontro para «apoiar as famílias no seu caminho de santidade»</title>
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<description><![CDATA[O Encontro Mundial das Fam&iacute;lias que est&aacute; a decorrer esta semana em Dublin, na Irlanda, tem sido uma oportunidade de &laquo;experi&ecirc;ncia de comunh&atilde;o internacional&raquo; e transmite uma &laquo;clara compreens&atilde;o sobre como a Igreja est&aacute; inserida na vida quotidiana das pessoas e das fam&iacute;lias&raquo;.
&nbsp;

As ideias s&atilde;o de Nuno Fortes, que, com a sua esposa Catarina, est&atilde;o a participar no Encontro. Nuno &eacute; colaborador do Departamento da Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa, e destaca a &laquo;import&acirc;ncia das coisas simples no dia a dia da vida familiar&raquo; e a &laquo;import&acirc;ncia que foi atribu&iacute;da &agrave; miss&atilde;o dos crist&atilde;os no mundo&raquo; como os temas mais significativos destes tr&ecirc;s dias de congresso pastoral. &laquo;O crist&atilde;o que recebe este encontro com Cristo torna-se uma ponte para ligar outros a Cristo, e f&aacute;-lo por uma vida coerente, da aplica&ccedil;&atilde;o do mandamento do amor, e &eacute; nas fam&iacute;lias que encontramos, como dizia o Papa Jo&atilde;o Paulo II na Familiaris consortio, o primeiro agente de evangeliza&ccedil;&atilde;o das outras fam&iacute;lias&raquo;, afirmou em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
&nbsp;
A participa&ccedil;&atilde;o no Congresso permitiu ainda &laquo;o encontro com fam&iacute;lias de todo o mundo&raquo;, e a perce&ccedil;&atilde;o de que a Igreja est&aacute; &laquo;atenta &agrave;s dificuldades e que, a partir de todos n&oacute;s, vai procurando dar respostas, acompanhar e apoiar as fam&iacute;lias no seu caminho de santidade&raquo;.
&nbsp;
A pol&eacute;mica com os casos de abusos sexuais por parte de membros do clero, que se fez sentir muito na Irlanda, n&atilde;o tem sido deixada de lado. &laquo;Alguns conferencistas t&ecirc;m consci&ecirc;ncia do problema, e nos encontros da tarde tem havido, pelo menos em duas interven&ccedil;&otilde;es, refer&ecirc;ncia diretas &agrave; carta que o Papa escreveu sobre a pedofilia nos Estados Unidos&raquo;, refere Nuno Fortes, que acrescenta que n&atilde;o se tem apercebido de muitas manifesta&ccedil;&otilde;es contra a visita do Papa no dia a dia do Congresso, a n&atilde;o ser o que vai vendo na comunica&ccedil;&atilde;o social.


&nbsp;
Expetativas altas para a Festa das Fam&iacute;lias com o Papa
O Papa Francisco j&aacute; aterrou na Irlanda, e hoje junta-se aos participantes para a Festa das Fam&iacute;lias e amanh&atilde; para a eucaristia. Nuno Forte destaca a &laquo;experi&ecirc;ncia extraordin&aacute;ria de estarmos presentes numa celebra&ccedil;&atilde;o onde rezamos cada um na nossa l&iacute;ngua, mas todos a mesma ora&ccedil;&atilde;o, onde rezamos todos na mesma l&iacute;ngua, gente de todos os pa&iacute;ses do mundo&raquo;, e espera que esta visita do Papa proporcione a desejada &laquo;renova&ccedil;&atilde;o da Igreja na Irlanda&raquo;. &laquo;A Irlanda &eacute; um pa&iacute;s maioritariamente cat&oacute;lico, mas em que s&atilde;o cada vez menos os membros devotos da Igreja, a pr&aacute;tica dominical &eacute; cada vez mais incipiente&raquo;, explica este portugu&ecirc;s.
&nbsp;
O Papa dever&aacute; encontrar-se, de forma informal, com algumas das v&iacute;timas dos abusos, segundo tem sido avan&ccedil;ado pela imprensa internacional. O programa oficial, no entanto, n&atilde;o cont&eacute;m nenhum encontro dessa natureza. Francisco inicia com um encontro com o Presidente da Irlanda e membros do governo, vai visitar a pr&oacute;-catedral de Santa Maria em Dublin, um centro de acolhimento para fam&iacute;lias sem casa, e depois segue para o Croke Park Stadium, onde o esperam as fam&iacute;lias participantes na Festa das Fam&iacute;lias.

Amanh&atilde;, domingo, o Papa desloca-se ao santu&aacute;rio de Knock, faz l&aacute; a ora&ccedil;&atilde;o do Angelus e regressa a Dublin para a missa de encerramento do Encontro Mundial das Fam&iacute;lias no Phoenix Park. No final, encontra-se com os bispos irlandeses e regressa a Roma.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: D.R.
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Sat, 25 Aug 2018 12:15:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa pede «edificação de um futuro melhor para os jovens»</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco enviou uma mensagem v&iacute;deo aos participantes n IX Encontro Mundial das Fam&iacute;lias, que se inicia hoje na Irlanda e termina a 26 de agosto. Nela, Francisco afirma a sua &laquo;satisfa&ccedil;&atilde;o por voltar &agrave; Irlanda&raquo;, j&aacute; que o Papa acompanhar&aacute; os &uacute;ltimos dias deste encontro. Esta vai ser uma &laquo;celebra&ccedil;&atilde;o da beleza do plano de Deus para a fam&iacute;lia, e uma ocasi&atilde;o para as fam&iacute;lias de todo o mundo se encontrarem e se apoiarem na viv&ecirc;ncia da sua voca&ccedil;&atilde;o&raquo;, &laquo;uma car&iacute;cia do amor de Jesus para todas as fam&iacute;lias&raquo;, explica.

&nbsp;
&laquo;A fam&iacute;lia enfrenta muitas dificuldades, para viver no amor fiel e educar os seus filhos com valores fortes&raquo;, diz o Papa, que espera que este encontro, que dever&aacute; juntar cerca de 30 mil fam&iacute;lias durante uma semana, seja &laquo;fonte de renovado encorajamento para as fam&iacute;lias de todo o mundo, especialmente as que estar&atilde;o presentes em Dublin&raquo;.
&nbsp;
Nesta curta mensagem v&iacute;deo, que dever&aacute; ser passada aos participantes no Congresso Pastoral, que ocupar&aacute; os primeiros dias do Encontro, Francisco fala na necessidade de &laquo;edifica&ccedil;&atilde;o de um futuro melhor para os jovens&raquo;. &laquo;Eles s&atilde;o o futuro, mas &eacute; muito importante preparar os jovens para o futuro hoje, no presente, com as ra&iacute;zes do passado: os jovens e os av&oacute;s, &eacute; muito importante&raquo;, avisou.
&nbsp;
Este Encontro Mundial das Fam&iacute;lias surge numa ocasi&atilde;o delicada para a Igreja Cat&oacute;lica, que est&aacute; a lidar com mais relat&oacute;rios de casos de abusos sexuais por parte de membros do clero, e que originaram uma carta aberta do Papa ao Povo de Deus. A Irlanda foi uma dos pa&iacute;ses que mais sofreu com este problema, e por isso o Papa pede neste v&iacute;deo a &laquo;reconcilia&ccedil;&atilde;o de todos os fi&eacute;is a Cristo&raquo;, num pedido em que o Santo Padre &laquo;gostava de incluir todos os membros da fam&iacute;lia irlandesa&raquo;.

Veja aqui a mensagem original do Papa, com legendas em ingl&ecirc;s.


&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
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<pubDate>Wed, 22 Aug 2018 10:31:00 +0100</pubDate>
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<title>Abusos na Igreja: Papa escreve que «feridas nunca prescrevem»</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco publicou hoje uma Carta ao Povo de Deus na qual expressa pesar por &laquo;um crime que gera profundas feridas de dor e impot&ecirc;ncia, em primeiro lugar nas v&iacute;timas, mas tamb&eacute;m em suas fam&iacute;lias e na inteira comunidade, tanto entre os crentes como entre os n&atilde;o-crentes&raquo;. &laquo;Com vergonha e arrependimento, como comunidade eclesial, assumimos que n&atilde;o soubemos estar onde dever&iacute;amos estar, que n&atilde;o agimos a tempo para reconhecer a dimens&atilde;o e a gravidade do dano que estava sendo causado em tantas vidas. N&oacute;s negligenciamos e abandonamos os pequenos&raquo;, refere o Papa neste documento, publicado hoje em diferentes l&iacute;nguas.


Nos &uacute;ltimos dias foi conhecido um relat&oacute;rio nos Estados Unidos da Am&eacute;rica que refere a exist&ecirc;ncia de abusos sexuais a menores por parte do clero, com mais de 1000 casos referenciados. Isto depois de, h&aacute; meses, terem sido conhecidas acusa&ccedil;&otilde;es referentes ao clero no Chile. O Papa escreve que &laquo;a dor dessas v&iacute;timas &eacute; um gemido que clama ao c&eacute;u&raquo; e assume que &laquo;por muito tempo, foi ignorado, emudecido ou silenciado&raquo;. &laquo;Mas o seu grito foi mais forte do que todas as medidas que tentaram silenci&aacute;-lo ou, inclusive, que procuraram resolv&ecirc;-lo com decis&otilde;es que aumentaram a gravidade caindo na cumplicidade&raquo;, referiu.
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No documento, o Papa pede &laquo;toler&acirc;ncia zero&raquo;, e uma mudan&ccedil;a na atitude perante a den&uacute;ncia de situa&ccedil;&otilde;es deste g&eacute;nero. &laquo;Se no passado a omiss&atilde;o p&ocirc;de tornar-se uma forma de resposta, hoje queremos que seja a solidariedade, entendida no seu sentido mais profundo e desafiador, a tornar-se o nosso modo de fazer a hist&oacute;ria do presente e do futuro, num &acirc;mbito onde os conflitos, tens&otilde;es e, especialmente, as v&iacute;timas de todo o tipo de abuso possam encontrar uma m&atilde;o estendida que as proteja e resgate da sua dor&raquo;, defende o Papa.
&nbsp;
Para isso, o Santo Padre compromete todo o Povo de Deus nesta tarefa, n&atilde;o apenas os sacerdotes e o clero. &laquo;&Eacute; necess&aacute;rio que cada batizado se sinta envolvido na transforma&ccedil;&atilde;o eclesial e social de que tanto necessitamos. Tal transforma&ccedil;&atilde;o exige convers&atilde;o pessoal e comunit&aacute;ria, e nos leva a dirigir os olhos na mesma dire&ccedil;&atilde;o do olhar do Senhor&raquo;, diz o Papa, que acrescenta que &laquo;toda a vez que tentamos suplantar, silenciar, ignorar, reduzir em pequenas elites o povo de Deus, constru&iacute;mos comunidades, planos, &ecirc;nfases teol&oacute;gicas, espiritualidades e estruturas sem ra&iacute;zes, sem mem&oacute;ria, sem rostos, sem corpos, enfim, sem vidas&raquo;.
&nbsp;
O Papa Francisco volta a criticar o clericalismo, conforme j&aacute; o fez em diversas ocasi&otilde;es, considerando que &laquo;gera uma rutura no corpo eclesial que beneficia e ajuda a perpetuar muitos dos males que denunciamos hoje. Dizer n&atilde;o ao abuso, &eacute; dizer energicamente n&atilde;o a qualquer forma de clericalismo&raquo;, escreve.
&nbsp;
Penit&ecirc;ncia e jejum para combater toda e qualquer forma de abuso
Neste sentido, e para combater este &laquo;mal&raquo;, o Papa convida &laquo;todo o Povo Santo fiel de Deus ao exerc&iacute;cio penitencial da ora&ccedil;&atilde;o e do jejum, seguindo o mandato do Senhor, que desperte a nossa consci&ecirc;ncia, a nossa solidariedade e o compromisso com uma cultura do cuidado e o &ldquo;nunca mais&rdquo; a qualquer tipo e forma de abuso&raquo;. Esta ora&ccedil;&atilde;o e penit&ecirc;ncia poder&aacute; servir, afirma, para o Povo ganhar a consci&ecirc;ncia &laquo;de nos sentirmos parte de um povo e de uma hist&oacute;ria comum&raquo;, que permitir&aacute; &laquo;reconhecer nossos pecados e erros do passado com uma abertura penitencial capaz de se deixar renovar a partir de dentro&raquo;.
&nbsp;
Estendendo o problema dos abusos para l&aacute; das quest&otilde;es sexuais do clero, o Papa escreve que &laquo;tudo o que for feito para erradicar a cultura do abuso em nossas comunidades, sem a participa&ccedil;&atilde;o ativa de todos os membros da Igreja, n&atilde;o ser&aacute; capaz de gerar as din&acirc;micas necess&aacute;rias para uma transforma&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel e realista&raquo;. &laquo;A dimens&atilde;o penitencial do jejum e da ora&ccedil;&atilde;o ajudar-nos-&aacute;, como Povo de Deus, a nos colocar diante do Senhor e de nossos irm&atilde;os feridos, como pecadores que imploram o perd&atilde;o e a gra&ccedil;a da vergonha e da convers&atilde;o e, assim, podermos elaborar a&ccedil;&otilde;es que criem din&acirc;micas em sintonia com o Evangelho&raquo;, pode ler-se.
&nbsp;
O Papa pede que as pessoas estejam ao lado de quem mais sofre, mas n&atilde;o apaga o principal motivo desta carta, e mais que uma vez no documento afirma que &laquo;&eacute; imperativo que n&oacute;s, como Igreja, possamos reconhecer e condenar, com dor e vergonha, as atrocidades cometidas por pessoas consagradas, cl&eacute;rigos, e inclusive por todos aqueles que tinham a miss&atilde;o de assistir e cuidar dos mais vulner&aacute;veis&raquo;.
&nbsp;
Francisco elogia o &laquo;esfor&ccedil;o e o trabalho&raquo; de quem j&aacute;, em todo o mundo, trabalha contra estes abusos e cria as medidas &laquo;necess&aacute;rias que proporcionem seguran&ccedil;a e protejam &agrave; integridade de crian&ccedil;as e de adultos em situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade, bem como a implementa&ccedil;&atilde;o da &ldquo;toler&acirc;ncia zero&rdquo; e de modos de prestar contas por parte de todos aqueles que realizem ou acobertem esses crimes&raquo;. &laquo;Tardamos em aplicar essas medidas e san&ccedil;&otilde;es t&atilde;o necess&aacute;rias, mas confio que elas ajudar&atilde;o a garantir uma maior cultura do cuidado no presente e no futuro&raquo;, defende o Papa.
&nbsp;
A terminar, o Papa pede que, com o exemplo de Maria, cada um possa &laquo;crescer mais no amor e na fidelidade &agrave; Igreja&raquo;.&laquo;&rdquo;Um membro sofre? Todos os outros membros sofrem com ele&rdquo;, disse-nos S&atilde;o Paulo. Atrav&eacute;s da atitude de ora&ccedil;&atilde;o e penit&ecirc;ncia, poderemos entrar em sintonia pessoal e comunit&aacute;ria com essa exorta&ccedil;&atilde;o, para que cres&ccedil;a em n&oacute;s o dom da compaix&atilde;o, justi&ccedil;a, preven&ccedil;&atilde;o e repara&ccedil;&atilde;o&raquo;, conclui.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Foto: Lusa
]]></description>
<pubDate>Mon, 20 Aug 2018 12:43:00 +0100</pubDate>
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<title>Síria: «Se quisermos verdadeira paz precisamos de justiça, paz e educação»</title>
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<description><![CDATA[Fouad Nakhaleh, sacerdote jesu&iacute;ta, &eacute; o diretor do Servi&ccedil;o Jesu&iacute;ta aos Refugiados (JRS) na S&iacute;ria. Esteve em Portugal para dar testemunho do seu trabalho na S&iacute;ria. Enquanto s&iacute;rio, acredita que o seu povo ser&aacute; capaz de reconstruir o pa&iacute;s, se conseguirem recuperar o sentimento de esperan&ccedil;a e confian&ccedil;a numa popula&ccedil;&atilde;o marcada por anos de conflito. &Eacute; neste sentido que a JRS est&aacute; a trabalhar com projetos em tr&ecirc;s cidades s&iacute;rias. H&aacute; esperan&ccedil;a no seu discurso, mesmo que marcado por um profundo sofrimento de quem por vezes j&aacute; n&atilde;o sabe o que &eacute; normalidade.

&nbsp;
Como compara a vida antes e depois da crise?
Na S&iacute;ria podemos dizer que a vida vai correndo naturalmente, n&atilde;o sabemos bem o que &eacute; a normalidade. H&aacute; grandes oscila&ccedil;&otilde;es na vida social e econ&oacute;mica ao longo da hist&oacute;ria da S&iacute;ria. Foram acontecendo grandes transforma&ccedil;&otilde;es.
Mas, por exemplo, entre 2000 e 2002 podemos dizer que houve uma grande evolu&ccedil;&atilde;o em termos econ&oacute;micos, com mais ofertas de trabalho, o pa&iacute;s tornou-se mais aberto. Algum tempo depois, por volta de 2012 come&ccedil;ou a crise e h&aacute; uma grande mudan&ccedil;a que afeta toda a gente. Muitas f&aacute;bricas em Alepo, Homs e mesmo no sul foram destru&iacute;das, ou mudadas para outros s&iacute;tios, transferidas. Em 2012 come&ccedil;aram a surgir problemas econ&oacute;micos dos quias ainda n&atilde;o recuper&aacute;mos. E isso afetou muitas pessoas deixou de haver emprego. A crise foi muito dura. &Eacute; muito diferente, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel comparar a vida antes e depois da crise.
&nbsp;
E neste contexto atual de crise qual &eacute; o vosso trabalho no JRS? E como &eacute; que o facto de ser S&iacute;rio afeta o seu trabalho no JRS?
Comecei a trabalhar para o JRS em 2012, num projeto de 2 anos, depois fui estudar Teologia para o Canad&aacute; e voltei em Dezembro de 2015 e desde julho de 2016 que sou diretor do JRS &ndash; Siria. E este trabalho n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, temos muitos projetos diferentes do na S&iacute;ria. Mas o mais determinante &eacute; saber que os pr&oacute;prios colaboradores e trabalhadores do JRS foram eles pr&oacute;prios afetados pela guerra, pela situa&ccedil;&atilde;o que se viveu no pa&iacute;s. Eu pr&oacute;prio fui afetado, a minha fam&iacute;lia n&atilde;o esteve sempre segura. Estamos em constante contacto com pessoas em sofrimento.
Agora estou num trabalho de retaguarda, mas em 2012 tamb&eacute;m vivi a experi&ecirc;ncia de estar envolvido num projeto de terreno em que distribu&iacute;amos milhares de s cabazes de comida pelas fam&iacute;lias E t&iacute;nhamos que contactar com as fam&iacute;lias, acolh&ecirc;-las, anim&aacute;-las. &Eacute; um contacto muito exigente tanto na altura, como hoje e isso afeta muito a equipa. N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil integrar tudo o que se vai sentido neste contacto com pessoas em grande vulnerabilidade e sofrimento.
&nbsp;
A ideia que temos aqui no Ocidente &eacute; que antes haveria uma grande vida cultural na S&iacute;ria, e que depois ficou uma grande destrui&ccedil;&atilde;o. Pode descrever o seu dia-a-dia, antes e depois da guerra?
Antes da crise Damasco, Alepo e Homs eram cidades que viviam de noite, com muita anima&ccedil;&atilde;o, a vida noturna come&ccedil;ava depois da meia-noite. Agora, &eacute; dif&iacute;cil encontrar pessoas na rua depois das 20h00. Quando voltei a Damasco, depois de ter estado no Canad&aacute;, era uma sexta-feira e estava pouca gente na rua e o primeiro grande choque foi, quando numa das ruas principais de Damasco, a vejo completamente vazia. Ningu&eacute;m! Apenas algumas crian&ccedil;as a jogar futebol numa enorme avenida.
&nbsp;
Como era antes?
Era uma avenida em que anteriormente quase n&atilde;o se conseguia circular, com um tr&acirc;nsito muito intenso.
&nbsp;
E agora, j&aacute; voltou ao normal?
N&atilde;o exatamente. H&aacute; muitos postos de controlo. Para passar de uns lugares para os outros h&aacute; que passar por muitos desses postos de controlo. O Pe. Gon&ccedil;alo [ver a entrevista aqui] conhece bem essa experi&ecirc;ncia, para ir de nossa casa at&eacute; ao lugar em funciona o projeto em que est&aacute; a trabalhar tem que passar por quatro ou cinco postos de controlo para uma dist&acirc;ncia que leva 15 minutos a p&eacute;. Os transportes n&atilde;o s&atilde;o f&aacute;ceis, n&atilde;o h&aacute; muitos. Agora a situa&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a a melhorar, havendo menos postos de controlo e pode-se circular melhor.

&nbsp;
Havia uma vida cultural anteriormente, concertos&hellip;
Havia uma vida cultural antes que agora &eacute; dif&iacute;cil, mas o que mudou mesmo foi o modo como as pessoas se relacionam umas com as outras. H&aacute; 18 minorias religiosas e antes da crise vivia-se pacificamente, com grande esp&iacute;rito de vizinhan&ccedil;a e proximidade. A crise quebrou n&atilde;o s&oacute; la&ccedil;os de confian&ccedil;a entre as minorias, mas dentro das pr&oacute;prias minorias tornou as pessoas mais desconfiadas uma das outras, h&aacute; mais desconfian&ccedil;a entre os pr&oacute;prios crist&atilde;os, os sunitas..
&nbsp;
O que levou a essa quebra de confian&ccedil;a?
H&aacute; muitas coisas acontecer, estamos cercados por muita viol&ecirc;ncia e n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil confiar no outro.
&nbsp;
A necessidade de sobreviv&ecirc;ncia sobrep&otilde;e-se &agrave; confian&ccedil;a?
Num certo sentido sim&hellip;. Como posso diz&ecirc;-lo, de algum modo era como se viv&ecirc;ssemos uma ilus&atilde;o, de que est&aacute;vamos a viver juntos numa harmonia perfeita e com a crise as pessoas descobriram que essa harmonia era uma ilus&atilde;o. O que n&atilde;o &eacute; exatamente verdade, mas foi assim que as pessoas o experimentaram. E esse fez com que cada minoria se fechasse mais em si pr&oacute;pria e criasse mecanismos de defesa e atacando os outros.
&nbsp;
E ser&aacute; poss&iacute;vel recriar a &ldquo;ilus&atilde;o&rdquo; dessa harmonia?
Na sua g&eacute;nese a sociedade s&iacute;ria &eacute; uma sociedade de mistura e de rela&ccedil;&otilde;es, de interconex&otilde;es. Quando h&aacute; uma festa em tua casa, tens que convidar os teus vizinhos. N&atilde;o &eacute; algo que possas ou n&atilde;o fazer, &eacute; obrigat&oacute;rio. Quando h&aacute; uma festa mu&ccedil;ulmana os crist&atilde;os visitam-nos e quando h&aacute; uma festa crist&atilde; os mu&ccedil;ulmanos v&ecirc;m saudar-nos.
&nbsp;
Mas participam nas celebra&ccedil;&otilde;es um dos outros?
N&atilde;o participamos nas celebra&ccedil;&otilde;es, mas passamos por l&aacute; para desejar uma boa celebra&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
Mas isso j&aacute; est&aacute; a ser recuperado de alguma forma?&nbsp;&nbsp;
Essa &eacute; uma das grandes preocupa&ccedil;&otilde;es do JRS. Na nossa pr&oacute;pria equipa h&aacute; mistura de proveni&ecirc;ncias religiosas. Servimos as pessoas sem nos preocuparmos quem s&atilde;o, sem lhes fazermos perguntas sobre a sua identidade, ou qual &eacute; a sua f&eacute;. Desde 2012 que faz parte do nosso projeto proporcionar encontros &agrave; volta da mesa com pessoas de diferentes credos e proveni&ecirc;ncias. (a refei&ccedil;&atilde;o &eacute; o centro da sociedade). Organizamos encontros com fam&iacute;lias muito diferentes fam&iacute;lias, sete ou oito fam&iacute;lias, e elas tem que preparar uma refei&ccedil;&atilde;o e comerem juntos. E dessa forma podemos restabelecer la&ccedil;os entre as pessoas.
&nbsp;
E sentem que os la&ccedil;os j&aacute; est&atilde;o a ser recriados?
Sinceramente n&atilde;o sei. N&atilde;o podemos obrigar as pessoas a refazer la&ccedil;os, queremos apenas mostrar que &eacute; poss&iacute;vel. Porque essas s&atilde;o as ra&iacute;zes mais profundas da sociedade s&iacute;ria e elas t&ecirc;m que vir de novo ao de cima. O que acontecer&aacute; no futuro, se estas fam&iacute;lias se manter&atilde;o ligadas&hellip; n&atilde;o est&aacute; nas nossas m&atilde;os. Se come&ccedil;armos por estes pequenos espa&ccedil;os, e este der frutos ent&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel alarga-lo. As pessoas est&atilde;o pelo menos a come&ccedil;ar a questionar-se sobre essa necessidade.
&nbsp;
Que projetos t&ecirc;m no terreno?
Estamos em fase de mudan&ccedil;as. Agora j&aacute; n&atilde;o &eacute; t&atilde;o importante manter os projetos mais assistencialistas, h&aacute; muitas organiza&ccedil;&otilde;es a faz&ecirc;-lo. Num momento em que as coisas come&ccedil;am a parecer mais pac&iacute;ficas temos que olhar para o futuro. A &uacute;nica forma de ajudar as pessoas e dar-lhes ferramentas que as fa&ccedil;am olhar para o futuro, acreditar nele. Por isso nos concentramos na educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as e em ajudar homens e mulheres a pensar nas suas vidas. E ajud&aacute;-los a lidar com a vida do dia-a-dia. Temos um significativo projeto de literacia para as mulheres, um grande projeto de educa&ccedil;&atilde;o e apoio psicossocial em Damasco, um projeto em Cafrum (uma vez que fechamos o nosso projeto em Homs) e em Alepo temos o nosso centro Comunit&aacute;rio e a Cl&iacute;nica. A nossa linha neste momento &eacute; movermo-nos para centros comunit&aacute;rios que ajudem a refazer os la&ccedil;os.
&nbsp;
&laquo;Habituamo-nos &agrave;s bombas, e deixa de nos chocar&raquo;
&nbsp;
Dizia que as coisas est&atilde;o um pouco mais pac&iacute;ficas, como descreveria a situa&ccedil;&atilde;o na S&iacute;ria hoje em dia?
At&eacute; abril a situa&ccedil;&atilde;o era verdadeiramente dif&iacute;cil com constantes bombardeamentos, em todo o lado, todos os dias. Com muita pouca seguran&ccedil;a de ambos os lados do conflito, n&atilde;o nos pod&iacute;amos movimentar e tivemos que encerrar os nossos projetos muitas vezes. Em Alepo desde 2016 que a situa&ccedil;&atilde;o se tornara muito dif&iacute;cil, sem eletricidade, as vezes sem &aacute;gua. Alepo chegou a estar sem &aacute;gua durante 19 dias. Neste momento podemos dizer que a situa&ccedil;&atilde;o em Alepo &eacute; segura. N&atilde;o h&aacute; bombardeamentos, nem combates dentro da cidade. Em Damasco a situa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; segura. A estrada principal entre Damasco e Homs foi recentemente reaberta. As pessoas podem mover-se de um modo mais seguro.
&nbsp;
E as pessoas come&ccedil;am a sair mais &agrave; rua?
Sim, as pessoas come&ccedil;am a sair mais. E a vida social vai-se restabelecendo.
&nbsp;
N&atilde;o h&aacute; turistas porque eles n&atilde;o v&atilde;o ou porque n&atilde;o sabem que j&aacute; podem ir?
Em 2012 todas as embaixadas foram encerradas, a ONU foi embora. E isso para mim foi um enorme erro porque torna muito mais dif&iacute;cil o regresso de turistas.
Mas voltando atr&aacute;s, no que respeita &agrave;s mudan&ccedil;as ocorridas com a crise, a verdade &eacute; que a certa altura j&aacute; n&atilde;o se sabe o que &eacute; a normalidade. Habituamo-nos &agrave;s bombas, e deixa de nos chocar. Perguntamos apenas se algu&eacute;m que conhec&iacute;amos teria sido afetado. Mesmo comigo, uma vez em 2014 houve uma bomba avisaram-me a &aacute;rea em que zona era a bomba e eu limitei-me a alterar o meu percurso. Agora quando desparece um posto de controlo quase estranhamos (risos).
&nbsp;
At&eacute; agora fomos descrevendo a situa&ccedil;&atilde;o, mas como um homem religioso, um padre, como se processa tudo isto interiormente? Como &eacute; que esta situa&ccedil;&atilde;o desafia a sua vida espiritual?
Desafia. Desafia muito. O primeiro que perguntamos &eacute; &ldquo;onde est&aacute; Deus&rdquo;? E &eacute; uma pergunta que surge de todos os lados, de todas s religi&otilde;es. Se Deus est&aacute; presente, como &eacute; que Ele permite tudo isto? E de algum modo &eacute; preciso dar alguma resposta, e o que temos feito desde o come&ccedil;o &eacute; tentar explicar que Deus est&aacute;, se procurarmos ajudar, se pudermos fazer alguma coisa. Deus n&atilde;o pode controlar tudo, mas d&aacute;-nos for&ccedil;a para fazer alguma coisa. Outra quest&atilde;o &eacute; que se cai uma bomba, algu&eacute;m morre e eu sobrevivo o normal &eacute; que as pessoas pensem &ldquo;Deus salvou-me&rdquo;. E &eacute; preciso desafiar esse pensamento. O que queres dizer com isso? Significa isso que Deus gosta mais de ti do que a pessoa que morreu? Estas s&atilde;o quest&otilde;es muito profundas para as pessoas.
Por outro lado, quando estamos em guerra &eacute; permitido &ldquo;matar os inimigos&rdquo; se eles morrem &eacute; porque mereciam. E tamb&eacute;m temos que desafiar esse pensamento como crist&atilde;os, como &eacute; que como ser humano podes dizer que a vida daquele inimigo n&atilde;o tinha valor? S&oacute; a tua vida &eacute; que tem valor? E nada disto d&atilde;o quest&otilde;es simples, que tocam apenas o modo como podemos viver, s&atilde;o muito profundas.


&nbsp;
S&iacute;ria: &laquo;O nosso maior desejo &eacute; trazer esperan&ccedil;a a estas pessoas&raquo;
&nbsp;
E como &eacute; que responde a essas quest&otilde;es?
Recordando que toda a vida tem valor e sentido aos olhos de Deus, Deus n&atilde;o distingue pessoas. Mas na verdade, n&atilde;o h&aacute; uma resposta. &Eacute; pelo nosso servi&ccedil;o que podemos responder, Porque por vezes membros da equipa estavam a servir pessoas que vinham da &ldquo;zona do inimigo&rdquo; e quando se encontram com esse sofrimento, elas encontram a resposta. E quando promovemos os encontros entre diferentes fam&iacute;lias de que fal&aacute;vamos h&aacute; pouco, fam&iacute;lias que estiveram em campos opostos, podem perceber que os outros sofreram mais do que eu e deixam de olhar para eles como inimigos, mas antes como humanos iguais a eles.
A grande quest&atilde;o &eacute; como podemos manter esperan&ccedil;a no futuro (no sentido mais religioso do termo). E o nosso maior desejo &eacute; trazer esperan&ccedil;a a estas pessoas. E &Eacute; por isso que em Homs, onde um jesu&iacute;ta ao servi&ccedil;o do JRS morreu, ele escolheu ficar l&aacute; at&eacute; ao fim. N&atilde;o para fazer nada, mas para manter aquele lugar aberto &agrave; esperan&ccedil;a. Em Alepo mantivemos a nossa presen&ccedil;a, mesmo sabendo que era dif&iacute;cil e perigoso, porque n&atilde;o podemos abandonar um s&iacute;tio de um momento para o outro muito comodamente, porque o queremos trazer a esse lugar &eacute; esperan&ccedil;a.
O que estamos a fazer agora tem algum significado num sentido muito l&oacute;gico ou concreto? N&atilde;o. Mas espiritualmente sim. Estamos l&aacute; para indicar que h&aacute; futuro e que acreditamos que amanh&atilde; ser&aacute; melhor. E as pessoas persentem isso.
&nbsp;
H&aacute; a convic&ccedil;&atilde;o de que muitos dos refugiados que abandonaram o pa&iacute;s, foram os mais educados e preparados. Se eles n&atilde;o voltam, como vai ser poss&iacute;vel a reconstru&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s no futuro, a mais longo prazo, quando muitos dos mais preparados acad&eacute;mica e tecnicamente j&aacute; l&aacute; n&atilde;o est&atilde;o?
N&atilde;o vai ser f&aacute;cil. Agora &eacute; dif&iacute;cil encontrar pessoas que possam trabalhar ou pensar. Mas as pessoas que permaneceram no pa&iacute;s acreditam nos pais, e far&atilde;o o seu melhor. E eu tamb&eacute;m acredito nisso. E aqueles que abandonaram o pa&iacute;s, nem todos eram ricos, muitos sa&iacute;ram porque corriam riscos, e n&atilde;o tinham nada, nenhuma seguran&ccedil;a. Tiveram que vender as suas casas apenas para fugir. E essas pessoas, se puderem, voltar&atilde;o. Algumas (n&atilde;o muitas) j&aacute; voltaram e outras, se puderem, voltar&atilde;o. N&atilde;o podemos ter a expectativa de que o pa&iacute;s seja reconstru&iacute;do de um modo f&aacute;cil e r&aacute;pido. Muitas coisas (os contratos j&aacute; est&atilde;o feitos) n&atilde;o ser&atilde;o reconstru&iacute;das por m&atilde;os s&iacute;rias. Mas os s&iacute;rios tem um papel a desenvolver. N&atilde;o se trata apenas de uma reconstru&ccedil;&atilde;o material, mas da reconstru&ccedil;&atilde;o da sociedade como um todo. E as pessoas que ficaram na S&iacute;ria, que sofreram muito, ser&atilde;o capazes de ultrapassar esta situa&ccedil;&atilde;o. E o que n&oacute;s estamos a fazer agora &eacute; focarmo-nos no futuro, alentar as pessoas a tentarem fazer alguma coisa pelo futuro. N&atilde;o podemos ter a certeza de que seremos capazes de evitar outra crise, mas temos de apontar para o futuro. O que estamos a fazer com as crian&ccedil;as &eacute; tentar cultivar boas mem&oacute;rias nas suas vidas, elas que viveram sempre em guerra. E no futuro talvez, e digo mesmo talvez, elas recordar&atilde;o essas boas mem&oacute;rias. &Eacute; isso que procuramos fazer.
&nbsp;
Como s&iacute;rio, como lhe parece que este conflito pode ser resolvido, pode ter um fim natural?
Nada se resolver&aacute; sem justi&ccedil;a, verdade (&eacute; preciso saber o que se passou) e educa&ccedil;&atilde;o. Sem isto n&atilde;o seremos capazes de ultrapassar as dificuldades. A S&iacute;ria tem um logo historial de crises, que n&atilde;o s&atilde;o de agora, come&ccedil;aram, h&aacute; centenas de anos, milhares de anos, antes de Cristo (risos). Foi sempre um pa&iacute;s que viveu de uma mistura de religi&otilde;es e minorias, cada um com as suas revindica&ccedil;&otilde;es. Mas se quisermos verdadeira paz precisamos de justi&ccedil;a, paz e educa&ccedil;&atilde;o.&nbsp; &nbsp;

Nota: Esta entrevista foi conduzida em simult&acirc;neo para a Fam&iacute;lia Crist&atilde; e para o portal Ponto SJ, mas a edi&ccedil;&atilde;o &eacute; aut&oacute;noma.

Entrevista: Ricardo Perna e P. Jos&eacute; Maria Brito, sj
Fotos: Ricardo Perna e Shutterstock
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<pubDate>Tue, 31 Jul 2018 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Tenho o carinho das pessoas não porque fui, mas porque fiquei»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/tenho-o-carinho-das-pessoas-nao-porque-fui-mas-porque-fiquei</link>
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<description><![CDATA[O Pe. Gon&ccedil;alo Castro Fonseca &eacute; jesu&iacute;ta e est&aacute; h&aacute; cerca de um ano em miss&atilde;o na S&iacute;ria. Com sede em Damasco, trabalha com jovens e ajuda na gest&atilde;o de um centro comunit&aacute;rio. Fala de uma cidade em estado de guerra, mas onde se sai &agrave; noite e h&aacute; vida social, agora que os confrontos parecem come&ccedil;ar a dar tr&eacute;guas. Depois de um per&iacute;odo atribulado, onde viveu a experi&ecirc;ncia de uma bomba a explodir ao p&eacute; do local por onde passava para regressar a casa, sente-se fortalecido no seu prop&oacute;sito, e nunca pensou em vir embora, mesmo quando todos achariam que seria o melhor a fazer.

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O que o moveu a ir at&eacute; &agrave; S&iacute;ria?
Houve uma prepara&ccedil;&atilde;o interior, a partir dos EE [Exerc&iacute;cios Espirituais de Santo In&aacute;cio, uma pr&aacute;tica dos jesu&iacute;tas] de um m&ecirc;s no deserto de Atacama, no Chile, durante a Terceira Prova&ccedil;&atilde;o. Um local de extrema pobreza onde as pessoas tinham perdido tudo, embora n&atilde;o numa situa&ccedil;&atilde;o de guerra.
Queria ser &ldquo;ap&oacute;stolo da esperan&ccedil;a&rdquo;, e digo isto entre aspas, para n&atilde;o parecer arrogante, mas sentia que era chamado a levar esperan&ccedil;a a quem n&atilde;o tem esperan&ccedil;a. Por isso, quando me sugeriram pa&iacute;ses que passavam por dificuldades, fui eu quem sugeriu ir para a S&iacute;ria, quando as hip&oacute;teses eram o Iraque ou Marrocos, porque ningu&eacute;m nos jesu&iacute;tas &eacute; enviado para a S&iacute;ria nesta altura, a n&atilde;o ser que a pessoa queira.
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Como &eacute; que foi a chegada a um pa&iacute;s em guerra, com todas as conce&ccedil;&otilde;es que trazia na cabe&ccedil;a?
Foi muita surpresa. Eu estava a pensar encontrar um pa&iacute;s em estado de s&iacute;tio, onde n&atilde;o havia ningu&eacute;m nas ruas, e de repente chegar e perceber que, afinal, at&eacute; podia sair &agrave; rua dar uma volta sozinho. Depois da surpresa, percebi as diferen&ccedil;as: n&atilde;o h&aacute; correio, a luz falta frequentemente, h&aacute; checkpoints em todo o lado, e sair de casa sem documenta&ccedil;&atilde;o &eacute; a pior coisa que pode acontecer, porque n&atilde;o perguntam, vais logo preso. No dia seguinte veio o desconforto de n&atilde;o estar seguro, e depois a verdadeira dimens&atilde;o do risco. Nunca tive uma arma apontada &agrave; cabe&ccedil;a, mas corri os mesmos riscos de qualquer cidad&atilde;o s&iacute;rio, de poder levar com uma bomba em cima ao andar na rua, que me matasse ou me pusesse in&uacute;til. Primeiro a surpresa, mas depois a no&ccedil;&atilde;o de que h&aacute; uma realidade assustadora para a nossa cultura. A primeira vez que fui a Homs, passados 30 minutos de ter chegado, aparece um militar a perguntar quem eu era, porque n&atilde;o me conhecia, e a pedir a documenta&ccedil;&atilde;o. O sentimento de &ldquo;Big Brother&rdquo;, de que estamos a ser observados, mesmo sem o saber, &eacute; assustador. H&aacute; toda uma tens&atilde;o no ar, atravessar a fronteira para o L&iacute;bano ainda hoje &eacute; uma tens&atilde;o enorme, saber se posso sair, se me deixam voltar a entrar.
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Alguma vez teve uma bomba a explodir perto de si?
V&aacute;rias vezes havia bombas que ca&iacute;am minutos antes ou depois dos s&iacute;tios por onde passava. Por ingenuidade, eu achava que aquilo nunca me iria acontecer a mim, apesar de j&aacute; ter decorado todos os procedimentos numa situa&ccedil;&atilde;o dessas. Um dia, era inverno e j&aacute; estava escuro, sa&iacute; dos transportes p&uacute;blicos na pra&ccedil;a e fiz o caminho a p&eacute; para casa, um percurso que fazemos sempre. Cem metros &agrave; frente, caiu uma bomba e eu bloqueei, fiquei sem rea&ccedil;&atilde;o, porque descobri uma coisa nova, que era o medo. Na cabe&ccedil;a revia os procedimentos e pensava que tinha de me atirar ao ch&atilde;o, o que era uma estupidez porque a bomba j&aacute; tinha ca&iacute;do, e depois que tinha de me ir embora, porque podia vir outra, mas fiquei ali parado. As bombas contra o ex&eacute;rcito n&atilde;o provocam grande destrui&ccedil;&atilde;o, mas trazem l&aacute; dentro estilha&ccedil;os de metal, que se propagam na explos&atilde;o pra maximizar os danos, e eu sentia esses estilha&ccedil;os.
Pensei &ldquo;isto &eacute; real, acontece mesmo&rdquo;, e nem sequer consegui ter emo&ccedil;&atilde;o. No dia a seguir n&atilde;o fui capaz de sair de casa, e dois dias depois pensei &ldquo;tenho de sair, sen&atilde;o fico bloqueado&rdquo;.
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As pessoas saem &agrave; rua, h&aacute; vida social?
Sim, as pessoas come&ccedil;am a sair mais. E a vida social vai-se restabelecendo. Aleppo e Damasco eram cidades muito tur&iacute;sticas, e alguns s&iacute;tios eram vistos como exclusivos para turistas. Eram mesmo lugares bastante cosmopolitas. Com a crise e sem turistas, esses lugares ficaram vazios, mas agora as pessoas come&ccedil;am a ir l&aacute; e a descobrir zonas da sua cidade que n&atilde;o conheciam. As pessoas est&atilde;o a redescobrir a cidade. E agora n&atilde;o h&aacute; turistas.
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N&atilde;o h&aacute; turistas porque eles n&atilde;o v&atilde;o ou porque n&atilde;o sabem que j&aacute; podem ir?
N&atilde;o. Eles ainda n&atilde;o podem ir. &Eacute; mais seguro, mas n&atilde;o suficientemente para permitir a entrada de turistas. E o pr&oacute;prio governo n&atilde;o permite a sua entrada.
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Todos os estrangeiros, organiza&ccedil;&otilde;es, saem quando h&aacute; conflitos, mas a Igreja fica. Como &eacute; que as pessoas olham para os sacerdotes, e principalmente para si, que estava c&aacute;, no conforto do lar, e foi para l&aacute; quando todos os outros sa&iacute;am?
Acho que as crian&ccedil;as n&atilde;o percebem esses conceitos. Mas com os jovens e os adultos &eacute; diferente. A maioria sairia dali se poss&iacute;vel, e por isso chegar algu&eacute;m do estrangeiro d&aacute;-lhes uma for&ccedil;a de voltar a acreditar outra vez, mas o mais importante para eles n&atilde;o foi o ter ido, mas, no meio da pior crise da guerra em Damasco, eu ter ficado. Para eles seria natural que eu me tivesse ido embora, n&atilde;o seria desapontante, eles iriam compreender. E eu fui questionado se queria sair, mas eu n&atilde;o queria. Para eles a for&ccedil;a est&aacute; em que eu fiquei, porque poda ter ido embora e fiquei, como eles.
Penso que tenho o carinho das pessoas n&atilde;o porque fui, mas porque fiquei. E mesmo a Igreja, os Jesu&iacute;tas n&atilde;o tinham um sacerdote estrangeiro na S&iacute;ria desde 2012.

&laquo;&Eacute; preciso ter humildade para chegar ao fim do dia e aceitar que &agrave;s vezes j&aacute; n&atilde;o tenho for&ccedil;a para celebrar&raquo;

Cr&ecirc; que o seu trabalho transmite esperan&ccedil;a &agrave;s pessoas?
O trabalho de estar no terreno permitiu-me dar esse alento &agrave;s pessoas, sem d&uacute;vida. O que vou fazer agora em Damasco, no escrit&oacute;rio, pois estamos a reorganizar os projetos, vai-me permitir conhecer melhor os projetos das outras cidades, o que &eacute; bom.
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Quais s&atilde;o os mitos que temos de deixar cair para termos uma imagem mais real do que est&aacute; a acontecer na S&iacute;ria?
Esses mitos n&atilde;o s&atilde;o culpa das pessoas, mas eu diria: primeiro, n&atilde;o confie nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social, que s&atilde;o muito influenciados pelos meios americanos. H&aacute; que perguntar-se e questionar se o que nos est&aacute; a chegar &eacute; realmente fi&aacute;vel.
Precisamos de tentar conhecer melhor a realidade e os refugiados que temos podem ser a solu&ccedil;&atilde;o para muitas situa&ccedil;&otilde;es, e precisamos e ouvir as suas opini&otilde;es sobre os assuntos. N&atilde;o podemos &eacute; deixar-nos atar pela ideia de que tudo se reduz a &ldquo;bons&rdquo; e &ldquo;maus&rdquo;, a realidade &eacute; mais complexa.
Temos que deixar de pensar nos S&iacute;rios como os &ldquo;coitadinhos&rdquo;. &Eacute; necess&aacute;ria uma enorme dose de humildade, mesmo estando aqui a ver as not&iacute;cias pela televis&atilde;o. Porque aquilo podia acontecer connosco, e n&atilde;o podemos dar nada por garantido.
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Mas &ldquo;ter pena&rdquo; &eacute; algo espont&acirc;neo. Como mudar isso?
Na pr&aacute;tica n&atilde;o sei muito bem como &eacute; que isso se faz. Mas h&aacute; uma atitude de fundo a mudar. Se pensarmos no modo como Deus lida connosco. N&atilde;o basta ser solid&aacute;rio, &eacute; bom, mas n&atilde;o chega. &Eacute; preciso que nos identifiquemos com aquelas pessoas. A ideia de &ldquo;coitadinhos&rdquo; coloca-nos numa atitude de solidariedade, e at&eacute; posso ajudar e ser generoso, mas nunca chegarei a tentar colocar-me no seu lugar. Jesus n&atilde;o foi solid&aacute;rio connosco, n&atilde;o foi&hellip; Cristo identificou-se com a nossa realidade. Esta identifica&ccedil;&atilde;o ser&aacute; o princ&iacute;pio da mudan&ccedil;a&hellip;
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Mas como &eacute; que algu&eacute;m em Lisboa, a ver televis&atilde;o na sua sala, se pode identificar com algu&eacute;m a fugir de uma bomba na S&iacute;ria?
Como j&aacute; disse, na pr&aacute;tica n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, mas tentemos fazer a quest&atilde;o &ldquo;e se fosse contigo?&rdquo;. Mesmo quando l&aacute; cheguei e j&aacute; l&aacute; estava e sabia que as bombas ca&iacute;am, n&atilde;o achava que pudesse acontecer comigo. E no dia em que aconteceu, quando uma bomba caiu perto de mim, mesmo que n&atilde;o me tivesse atingido, no dia seguinte fui incapaz de sair de casa. E mesmo procurando esta identifica&ccedil;&atilde;o, sei que ela n&atilde;o &eacute; total. Estou muito longe de compreender realmente aquilo porque eles passam. Porque ningu&eacute;m da minha fam&iacute;lia morreu, nenhum dos meus amigos se foi embora e, se houver um problema, eu posso vir-me embora. E nesse sentido estou numa posi&ccedil;&atilde;o confort&aacute;vel. Nunca perceberei totalmente aquilo porque passam. Por isso, se &eacute; dif&iacute;cil para mim, esta identifica&ccedil;&atilde;o &eacute; ainda mais dif&iacute;cil para a pessoa que v&ecirc; tudo pela televis&atilde;o. Ainda assim, sobretudo para os crist&atilde;os, a solidariedade, sendo boa, n&atilde;o &eacute; suficiente.
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Celebram missa com regularidade?
Bem&hellip; tentamos.
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E como foi a primeira vez que celebrou missa? S&oacute; para jesu&iacute;tas?
Na maioria das vezes s&oacute; para jesu&iacute;tas em casa e em Ingl&ecirc;s. E uma ou outra vez em festas importantes concelebro com o P. Fouad ele celebra em &Aacute;rabe e eu depois posso
dizer umas palavras.
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Mas h&aacute; uma grande diferen&ccedil;a entre celebrar c&aacute; e l&aacute;?
Bem isso &eacute; mesmo dif&iacute;cil de responder&hellip; sinto-me muito sens&iacute;vel, vivo muitas emo&ccedil;&otilde;es e nem sempre &eacute; f&aacute;cil process&aacute;-las. E por isso, cada vez que eu paro, s&atilde;o experi&ecirc;ncias muito fortes. E a celebra&ccedil;&atilde;o em si sempre foi para mim uma experi&ecirc;ncia enorme de Deus. Viver a missa como normalmente a vivo, com toda a inten&ccedil;&atilde;o, seria para mim emocionalmente demasiado exigente, e por isso defendo-me um pouco.
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Mas ainda n&atilde;o celebrou em s&iacute;tios destru&iacute;dos por bombas?
N&atilde;o, nunca&hellip; em alguns s&iacute;tios, como em Aleppo, isso j&aacute; aconteceu, mas comigo n&atilde;o, at&eacute; porque os s&iacute;tios destru&iacute;dos est&atilde;o interditos. Pode acontecer em alguns casos, mas comigo ainda n&atilde;o.
Mas ainda quanto &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o, tenho de lidar com a impot&ecirc;ncia. A impot&ecirc;ncia do querer celebrar, do querer viver e n&atilde;o poder, por causa do impedimento da l&iacute;ngua. Fazemos esfor&ccedil;o por celebrar todos os dias, mas de facto o ritmo do dia, a dispers&atilde;o das nossas vidas, nem sempre o permite. E &eacute; preciso ter humildade para chegar ao fim do dia e aceitar que &agrave;s vezes j&aacute; n&atilde;o tenho for&ccedil;a para celebrar. Vamos naturalmente &agrave; missa dominical, durante a semana celebramos v&aacute;rias vezes mas, &agrave;s vezes, n&atilde;o &eacute; mesmo poss&iacute;vel. Por outro lado, quero expor-me ao &aacute;rabe. Comecei por ir a uma missa em ingl&ecirc;s dos franciscanos, mas depois percebi que n&atilde;o era isso que quero, quero inculturar-me.



&laquo;H&aacute; como que uma guerra mundial a acontecer dentro da S&iacute;ria&raquo;
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Como &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o das pessoas com a f&eacute;, como lidam com as perguntas de &ldquo;onde est&aacute; Deus no meio de tudo isto&rdquo;?
&Eacute; curioso que, havendo uma grande variedade de religi&otilde;es e ritos, n&atilde;o h&aacute; ningu&eacute;m indiferente. N&atilde;o h&aacute; propriamente ateus. Deus &eacute; uma presen&ccedil;a muito real nas suas vidas, o que &eacute; diferente daquilo a que estamos habituados, Pode-se perguntar livremente de que religi&atilde;o ou rito &eacute; que &eacute;s, n&atilde;o &eacute; &ldquo;politicamente incorreto&rdquo;.
H&aacute; uma certa dimens&atilde;o de uma religiosidade popular. Com certos sinais de devo&ccedil;&atilde;o popular, como benzer-se ao passar por uma Igreja, e marcas da religi&atilde;o a que se pertence, o ter&ccedil;o ou o correspondente no Isl&atilde;o, o masbaha, pendurados no espelho retrovisor do carro.
Os mais jovens, que sou com quem tenho mais contacto, t&ecirc;m uma experi&ecirc;ncia espiritual muito forte, mas n&atilde;o t&ecirc;m ferramentas para a integrar, processar e partilhar em comunidade. Participam nas celebra&ccedil;&otilde;es, mas depois h&aacute; alguma coisa nas suas vidas para as quais n&atilde;o chegam a ter ferramentas de interpreta&ccedil;&atilde;o. T&ecirc;m uma forte experi&ecirc;ncia de f&eacute;, mas ainda n&atilde;o t&ecirc;m consci&ecirc;ncia da for&ccedil;a dessa f&eacute; e como express&aacute;-la. V&atilde;o encontrando respostas para as experi&ecirc;ncias como as da guerra, mas n&atilde;o sabem l&ecirc;-las ou express&aacute;-las. A nossa presen&ccedil;a ajuda a enquadrar e dar palavras a estas experi&ecirc;ncias. Tivemos um tempo de retiro com o nosso staff do JRS, com pessoas de v&aacute;rias religi&otilde;es e foi realmente forte para eles, porque n&oacute;s lhes demos as palavras de que necessitavam para se expressar.
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Disse que tinha bastante contacto com jovens em que contextos se d&atilde;o esses contactos. Sai com eles?
No come&ccedil;o eu era o &ldquo;estrangeiro&rdquo;, a figura ex&oacute;tica com quem faziam quest&atilde;o de estar e que gostavam de conhecer. Mas esses encontros d&atilde;o-se muito em casa das pessoas, porque &eacute; parte da cultura e porque tamb&eacute;m n&atilde;o t&ecirc;m dinheiro para ir a bares ou assim. Conhe&ccedil;o as suas casas, t&ecirc;m uma vida social ocupada e agora j&aacute; posso ser eu a provocar alguns destes encontros. Normalmente em casas, mas uma ou outras vez em bares, mais com amigos e para encontros mais pessoais do que com grupos.
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Como sente que esta crise pode ser ultrapassada?
As pessoas t&ecirc;m for&ccedil;a e, se n&atilde;o houvesse interfer&ecirc;ncia internacional, se dissessem ao povo &ldquo;agarrem na vossa vida, resolvam os vossos problemas&rdquo;, eles saberiam como faz&ecirc;-lo. N&atilde;o de um modo imediato, com ajuda, claro. Mas n&atilde;o do modo como est&atilde;o a ser ajudados agora. Porque h&aacute; demasiadas presen&ccedil;as internacionais, cada uma a puxar para o seu lado e n&atilde;o dando autonomia. H&aacute; como que uma guerra mundial a acontecer na S&iacute;ria, n&atilde;o &eacute; uma guerra S&iacute;ria. Se aqueles pa&iacute;ses l&aacute; n&atilde;o estivessem, a guerra j&aacute; teria terminado h&aacute; muito tempo. Se n&atilde;o houvesse tantos interesses pol&iacute;ticos, a guerra j&aacute; teria acabado.

Nota: Esta entrevista foi conduzida em simult&acirc;neo para a Fam&iacute;lia Crist&atilde; e para o portal Ponto SJ, mas a edi&ccedil;&atilde;o &eacute; aut&oacute;noma.
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Entrevista: Ricardo Perna e P. Jos&eacute; Maria Brito, sj
Fotos: Ricardo Perna



&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;]]></description>
<pubDate>Mon, 30 Jul 2018 09:21:00 +0100</pubDate>
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<title>Carlos Vidal: o eterno Avô Cantigas</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/carlos-vidal-o-eterno-avo-cantigas</link>
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<description><![CDATA[Carlos Vidal tornou-se no Av&ocirc; cantigas h&aacute; quase 40 anos. No in&iacute;cio, usava cabeleira e maquilhava umas rugas. O cachimbo desapareceu. Assim como a cabeleira e as maquilhagens. Os anos foram-se encarregando de lhe dar o ar de av&ocirc;. Continua a fazer as del&iacute;cias das crian&ccedil;as atuais. Fal&aacute;mos com&nbsp; ele sobre a m&uacute;sica e sobre a vida.

N&atilde;o h&aacute; av&ocirc; mais conhecido no pa&iacute;s que o av&ocirc; cantigas?
Tenho a impress&atilde;o que &eacute; verdade. Estou habituado a ouvir isso. Esta figura do av&ocirc; Cantigas tornou-se bem popular e isso ajudou a que eu pudesse agarrar nela e fazer dela um pouco a quase totalidade da minha vida. Pelo menos, em termos profissionais, &eacute; essa a realidade.
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O Carlos tem alguma coisa em comum com o av&ocirc; cantigas? O sorriso j&aacute; vimos que sim&hellip;
Sim, e o bigode [risos]. O Av&ocirc; Cantigas &eacute; a minha cara. Eu, Carlos Vidal, tenho tudo em comum com o Av&ocirc; Cantigas e depois por sua vez o Avo Cantigas naquelas coisas espec&iacute;ficas em que tem de ter uma atua&ccedil;&atilde;o&hellip; ele aquilo que &eacute; n&atilde;o &eacute; propriamente os par&acirc;metros de um personagem de teatro que estou a cumprir. N&atilde;o, deixo-me ser eu, naturalmente, sem representar qualquer papel. N&atilde;o h&aacute; aqui uma separa&ccedil;&atilde;o. Eu deixo-me ser como sou quando visto as jardineiras e quando ponho o bon&eacute; colorido do av&ocirc; cantigas que agora &eacute; tamb&eacute;m algo diferente do que era no in&iacute;cio porque punha uma cabeleira grisalha e usava um cachimbo e um cavaquinho. Eu tentei adaptar-me aos tempos. Deixo-me ser assim. Eu n&atilde;o tenho um alter-ego. S&oacute; h&aacute; um ego e pode ser alto. Alter n&atilde;o quer dizer alto, quer dizer o outro, mas eu penso que o &uacute;nico que h&aacute; que tenha altura suficiente para poder ser dos dois.

Tinha uma carreira antes do Av&ocirc; cantigas. Nunca se arrependeu? Nunca sentiu: &ldquo;Vou fechar o Av&ocirc; cantigas numa gaveta e agora vou por outro lado?&quot;
Sim, senti isso agora mesmo. O projeto est&aacute; a andar, estou a acabar de gravar um trabalho de m&uacute;sica original que n&atilde;o tem absolutamente nada que ver com o Av&ocirc; cantigas, &eacute; do Carlos Vidal, em que eu apresento algumas can&ccedil;&otilde;es que eu foram fazendo parte deste per&iacute;odo em que eu andei muito bem ocupado com o Av&ocirc; Cantigas mas em que n&atilde;o deixei de agarrar na viola ou de me sentar ao piano e compor as minhas outras can&ccedil;&otilde;es que depois n&atilde;o fizeram nem poderiam fazer parte dos discos do Av&ocirc; cantigas. Para esses compus centenas de outras can&ccedil;&otilde;es.
Mas a verdade &eacute; que ao longo destes 36 anos foram surgindo por impulso de uma atividade criadora que qualquer artista sente que tem e que tem de lhe dar uso sob o risco de implodir. H&aacute; 10 anos, h&aacute; 20 anos e tal a pergunta ia surgindo: &ldquo;Ent&atilde;o o que &eacute; feito do Carlos Vidal?&rdquo; &ldquo;O Av&ocirc; Cantigas veio para p&ocirc;r o Carlos Vidal na prateleira?&rdquo; E eu sempre disse que sim at&eacute; aos dias de hoje em que de facto surgiu esta oportunidade de produzir este trabalho, que estou a produzir com o m&uacute;sico Lu&iacute;s Filipe Reis que me d&aacute; a garantia de ir por um caminho v&aacute;lido. O Lu&iacute;s Filipe Reis com os arranjos maravilhosos que fez e tamb&eacute;m com as dicas que eu lhe dei sobre onde eu queria que aterrasse este meu trabalho, n&atilde;o &eacute; em fim de vida, mas &eacute; numa altura em que estou a&nbsp; ficar bem maduro. &Eacute; um trabalho que eu pretendo que seja repousado e que v&aacute; por um caminho que eu quero que, esteticamente, esteja bem definido e que possa ser elaborado. Tent&aacute;mos fazer m&uacute;sicas com conte&uacute;do e serem can&ccedil;&otilde;es muito bem vestidas, muito bem arranjadas. &Eacute; uma prenda que eu espero ter muito brevemente que &eacute; a de poder sair com um trabalho n&atilde;o do Av&ocirc; Cantigas mas do Carlos Vidal, e poder imaginar que as pessoas que tanta ternura t&ecirc;m pela figura do Av&ocirc; cantigas possam deixar que essa ternura se possa transformar em curiosidade e me darem a honra de me dedicarem alguma aten&ccedil;&atilde;o. Como essas pessoas s&atilde;o aos milh&otilde;es, porque, de facto, o Av&ocirc; Cantigas tem essa implata&ccedil;&atilde;o popular muito forte e pela positiva, talvez eu pudesse chegar a muitos portugueses com essa m&uacute;sica que vem a&iacute; muito brevemente.
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Faz muitas a&ccedil;&otilde;es com crian&ccedil;as desfavorecidas ou doentes. Diz que o faz para &laquo;aliviar aquela balan&ccedil;a do deve e do haver&raquo;. Diz isso tamb&eacute;m no sentido religioso?
Religiosamente, eu sinto que as d&uacute;vidas que eu tinha quando tinha 20 anos s&atilde;o talvez as mesmas que tenho hoje com 63. &Eacute; engra&ccedil;ado. No entanto, eu tenho uma vida n&atilde;o &eacute; inteira dedicada ao estudo profundo dessa procura. N&atilde;o tem sido isso, eu tenho sido &eacute; o Av&ocirc; Cantigas. Mas, no entanto, o dia tem muitas horas e eu por ser uma pessoa sens&iacute;vel tenho muitas e muitas, milhares de horas viradas para dentro. Quando tinha 20 anos como hoje isso continua.
Eu sou um ser espiritual, mas depois se sinto que se quiser juntar a isso uma religiosidade ent&atilde;o eu por ser crist&atilde;o eu tento ser um bom crist&atilde;o e vejo na figura de Jesus um exemplo que nunca vi que pudesse ser um mau exemplo para a minha vida. Nunca tive maus conselhos da minha Igreja. Ao tentar seguir, ao tentar ser um bom crist&atilde;o, estou a tentar ser uma melhor pessoa. Se conseguir tanto melhor.&nbsp;
Uma das coisas que mais me entristece &eacute; que eu sentindo que sendo juiz em causa pr&oacute;pria fico triste quando algo acontece com pessoas e eu sinto que tenho de lhes perdoar. Fico triste por isso acontecer. Preferia n&atilde;o ter de perdoar a algu&eacute;m, seja ele quem for. Eu por um lado fico triste se tenho de perdoar algo a algu&eacute;m. Mas depois, logo a seguir, quer dizer n&atilde;o &eacute; logo a seguir, tenho levado uma vida inteira a aprender isso e ainda hoje n&atilde;o acontece&hellip; logo a seguir fico feliz por conseguir perdoar. &Eacute; alguma coisa que &eacute; impressionante. &Eacute; sermos impregnados dessa sabedoria, desse feeling que &eacute; saber perdoar. E n&atilde;o &eacute; bem saber. N&atilde;o &eacute; algo que se aprenda. Parece que vem do fundo de n&oacute;s par que nos possamos sentir bem.

Enquanto figura p&uacute;blica Av&ocirc; Cantigas tamb&eacute;m sente que tem alguma coisa de que pedir perd&atilde;o ou de que ser perdoado?
N&atilde;o sinto enquanto figura p&uacute;blica. Tenho os meus erros. Eu sou divorciado. Vivo com a minha mulher e companheira. Tamb&eacute;m na vida se aprende muito no amor. &Agrave;s vezes costumo dizer a brincar que na vida tive os meus amores. Tive tr&ecirc;s rela&ccedil;&otilde;es s&eacute;rias do g&eacute;nero de compromisso que tamb&eacute;m fazem parte da vida p&uacute;blica porque a pessoa sente que na vida p&uacute;blica exp&otilde;e: &laquo;Esta &eacute; a minha mulher.&raquo;
Se pudesse voltar atr&aacute;s, voltaria. Por exemplo, a minha m&atilde;e j&aacute; faleceu. O meu pai ainda &eacute; vivo. Todos os dias estou com ele, vou beber cafezinho com ele, conversamos. Tenho sabido coisas da vida dele e da minha vida tamb&eacute;m pelas horas de conversa que tenho com ele. Se hoje pudesse estar novamente com a minha m&atilde;e, ter-lhe-ia dedicado mais tempo. Tenho n&atilde;o &eacute; um remorso doentio ou que me fa&ccedil;a sofrer, mas apetece-me p&ocirc;p-lo no saco do remorso, de isso n&atilde;o ter acontecido. Sofro um boacidnho porque j&aacute; n&atilde;o posso voltar atr&aacute;s. E &agrave;s vezes at&eacute; tive umas certas impaci&ecirc;ncias com a m&atilde;e.
Aprendi com o tempo, com a idade. Tamb&eacute;m aprendi a ser melhor companheiro. A pessoa tenta sempre atingir a perfei&ccedil;&atilde;o e que as coisas corram bem. Pe&ccedil;o perd&atilde;o pelas minhas coisas da vida privada.
Em termos p&uacute;blicos, sempre me esforcei por ser exemplar. Se algum dia perdi a cabe&ccedil;a de uma forma privada mas estava num s&iacute;tio p&uacute;bico e algu&eacute;m pudesse ter reparado pe&ccedil;o desculpa. Sempre que eu estive ou no palco, ou na televis&atilde;o, ou na r&aacute;dio, ou numa entrevista como esta, sempre que estive no supermercado, sempre me esfor&ccedil;o por ter um comportamento exemplar e sempre me esfor&ccedil;o por sorrir para as pessoas e lhes dar o melhor que posso ter de mim. &Eacute; um tesouro que eu tenho: sempre que eu sou abordado &eacute; sempre com um sorriso, as pessoas v&ecirc;m ter comigo sempre de bra&ccedil;os abertos. H&aacute; certas pessoas que &agrave;s vezes s&atilde;o vaiadas e levam assobios e a coisa pode tornar-se desagrad&aacute;vel porque uns odeiam e outros adoram.
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O Carlos &eacute; av&ocirc;? O Av&ocirc; Cantigas &eacute; av&ocirc;?
N&atilde;o, n&atilde;o sou av&ocirc; de verdade. E, no entanto, eu tenho dois filhos j&aacute; adultos, um com 34 anos e um com 31. Mas ainda n&atilde;o me deram nenhum neto. &Eacute; um assunto com o qual n&atilde;o me preocupo nada. Assim como no princ&iacute;pio n&atilde;o pensava se o Av&ocirc; cantigas ia durar mais dois ou mais trinta. Agora n&atilde;o penso se vou ter netos ou n&atilde;o vou ter.
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Falou do seu pai, reconhece tamb&eacute;m que o pr&oacute;prio Carlos est&aacute; a chegar a uma fase mais madura. Preocupa-o a situa&ccedil;&atilde;o dos idosos em Portugal?
O meu pai est&aacute; num lar e j&aacute; l&aacute; fui cantar algumas vezes, assim como j&aacute; fui animar as tardes de lares e centros de conv&iacute;vio. H&aacute; algum onde vou com alguma regularidade. J&aacute; sou amigo deles e j&aacute; me conhecem. Agarro na viola, canto uns fadinhos. Eu sinto-.me bem e alivio mais 30 gramas de pecados. [risos]
N&atilde;o vou ao ponto de me preocupar com o problema dos lares em Portugal. Agora, reconhe&ccedil;o esta realidade: os idosos t&ecirc;m tend&ecirc;ncia para n&atilde;o gostar dos lares. Mas no entanto tamb&eacute;m reconhe&ccedil;o que os lares com os seus funcion&aacute;rios, n&atilde;o s&atilde;o locais abandonados, embora acredito que haja uns que sejam melhores do que outros e isso s&oacute; reverte a favor sdos seus ocupantes, dos velhos. No caso do meu pai, vejo que ele sofre por estar l&aacute;. N&atilde;o tanto por n&atilde;o ter uma boa resposta do lar. Mas porque ele sente que esse per&iacute;odo coincide com o tempo em que ele perdeu as coisas. Eu vejo que o meu pai teve um percurso de vida normal, teve o seu emprego, foi senhor da sua vida. Hoje ele perdeu as suas refer&ecirc;ncias f&iacute;sicas. N&atilde;o tem a sua casa.
A grande maioria dos idosos n&atilde;o s&atilde;o de fam&iacute;lias que possam proporcionar o conforto para al&eacute;m do espiritual, porque t&ecirc;m uma boa estrutura f&iacute;sica que os acompanha e espiritualmente s&atilde;o pessoas que continuam com as fam&iacute;lias e se calhar h&aacute; dinheiro para continuar a pagar a algu&eacute;m para que fiquem nas suas casas. Voc&ecirc;s est&atilde;o a ver: isto [a minha casa] &eacute; uma sala e um quarto e n&atilde;o tenho condi&ccedil;&otilde;es para t&ecirc;-lo a viver comigo com os seus quase 90 anos. Fisicamente, a coisa mais importante que o meu pai tem na vida &eacute; o quartinho dele. Felizmente tem o seu quarto onde est&aacute; sozinho e a sua casa de banho que &eacute; s&oacute; dele. E ele constr&oacute;i daquela parte para dentro o seu mundo que &eacute; hoje a sua casa. Algo completamente diferente e relativamente recente na vida do meu pai. O meu pai viveu 86 anos com a minha m&atilde;e, na sua estrutura que foi construindo e agora v&ecirc;-se reduzido a nada.
Onde quero chegar &eacute; &agrave;s centenas e centenas de pessoas idosas que t&ecirc;m as suas vidas em sofrimento muitas e muitas horas do dia por causa da sua sa&uacute;de. A&iacute; o estado tamb&eacute;m precisa de dar a sua resposta porque precisamos de ter um Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de que lhes d&ecirc; algum al&iacute;vio com os medicamentos. E alguns casos mais extremos nomeadamente com o apoio direto que se pode dar &agrave;s pessoas, tanto nas suas pr&oacute;prias casas, como nas institui&ccedil;&otilde;es ou nos hospitais. A velhice costuma ter a acompanh&aacute;-la os problemas de sa&uacute;de, o que &eacute; uma coisa que me faz pena. O ser humano podia estar feito de uma forma sem estragar tanto o material. Que morr&ecirc;ssemos s&oacute; de velhice, sem dores e sem cancros. Mas a verdade n&atilde;o &eacute; essa.
&nbsp;

Entrevista conduzida por: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna e D. R. 
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Esta &eacute; uma parte da entrevista a Carlos Vidal, publicada na revista Fam&iacute;lia Crist&atilde; de julho/agosto de 2018. pode ler outros excertos na edi&ccedil;&atilde;o impressa.
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<pubDate>Thu, 26 Jul 2018 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Presidente em audiência com o Instituto da Padroeira de Portugal</title>
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<description><![CDATA[O Presidente da Rep&uacute;blica, Marcelo Rebelo de Sousa, recebeu ontem em audi&ecirc;ncia privada a dire&ccedil;&atilde;o do rec&eacute;m-criado Instituto da Padroeira de Portugal, que se dedica ao estudo da Mariologia e que foi h&aacute; dias institu&iacute;do publicamente.


Carlos Filipe, diretor do Instituto, referiu &agrave; Fam&iacute;lia Crista &agrave; sa&iacute;da do encontro que o mesmo foi pedido pelo pr&oacute;prio Presidente da Rep&uacute;blica. &laquo;Desde o primeiro minuto que teve conhecimento do projeto, o Senhor Presidente da Rep&uacute;blica mostrou carinho e quis conhecer melhor o projeto. Da&iacute; que fizemos os poss&iacute;veis para que ele estivesse no dia 12 em Vila Vi&ccedil;osa na apresenta&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica do Instituto, mas tal n&atilde;o foi poss&iacute;vel, por quest&otilde;es de Estado. Mas ele n&atilde;o esqueceu, e por iniciativa pr&oacute;pria agendou esta audi&ecirc;ncia&raquo;, explicou, adiantando que a mesma tinha servido para apresentar o projeto e os planos ao presidente Marcelo.
&nbsp;
Segundo Carlos Filipe, o presidente &laquo;felicitou a extraordin&aacute;ria iniciativa, palavras dele, e pediu-nos que fosse um instituto para permanecer no tempo&raquo;, disse &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;. Segundo este mesmo respons&aacute;vel, o presidente disponibilizou-se para &laquo;colaborar com o Instituto&raquo;, uma vez que &laquo;percebeu o qu&atilde;o importante &eacute; tratar o assunto da Virgem Maria na cultura portuguesa&raquo;. &laquo;Portugal n&atilde;o est&aacute; afastado de um culto e de uma tradi&ccedil;&atilde;o que sempre guardou no seu cora&ccedil;&atilde;o. Est&aacute; esquecido, nas camadas mais jovens e desligadas, e este Instituto vem promover a uni&atilde;o da tradi&ccedil;&atilde;o com a erudi&ccedil;&atilde;o, e o senhor presidente da Rep&uacute;blica disse que &eacute; importante envolvermos o pa&iacute;s, na perspetiva da cultura portuguesa ser valorizada enquanto patrim&oacute;nio, enquanto estudo e conhecimento, e esse conhecimento n&atilde;o ficar entre os acad&eacute;micos e as universidades, mas seja partilhado pelo povo&raquo;, afirmou.
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Uma das primeiras iniciativas que o Instituto da Padroeira de Portugal se prop&otilde;e &eacute; a elabora&ccedil;&atilde;o de um dicion&aacute;rio mariol&oacute;gico, uma iniciativa que seria &laquo;&uacute;nica&raquo; no mundo, nas palavras de Jos&eacute; Eduardo Franco, historiador e respons&aacute;vel pelo Conselho Cient&iacute;fico do instituto. &laquo;Seria um dicion&aacute;rio global de Maria, a primeira grande enciclop&eacute;dia mundial que mapeasse o conhecimento mariano em todo o mundo, dado que o fen&oacute;meno de Maria foi global, e Portugal contribuiu imenso com a sua rede de Descobrimentos para a universaliza&ccedil;&atilde;o do Cristianismo, e por conseguinte, a devo&ccedil;&atilde;o a Nossa Senhora, e por isso faz sentido Portugal lan&ccedil;ar-se num projeto desta dimens&atilde;o&raquo;, afirmando que o projeto est&aacute; ainda numa fase embrion&aacute;ria, enquanto aguarda por mecenas que possam dar sustento &agrave; ideia.
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Do que n&atilde;o h&aacute; d&uacute;vidas nestes respons&aacute;veis &eacute; da import&acirc;ncia do culto mariano no nosso pa&iacute;s, que &eacute; bem anterior ao fen&oacute;meno de F&aacute;tima. &laquo;Se queremos avaliar a dimens&atilde;o do que &eacute; a proje&ccedil;&atilde;o da Virgem Maria na cultura portuguesa, basta olhar para o dia 15 de agosto, o dia em que mais romarias existem em Portugal, todas elas devocionais da Virgem. N&atilde;o podemos esquecer que sempre fez parte da estrutura cultural do pa&iacute;s durante v&aacute;rios s&eacute;culos, e n&atilde;o podemos agora, por meia d&uacute;zia de dias, por uma transforma&ccedil;&atilde;o social em que estamos todos envolvidos, esquecer esta realidade&raquo;, adverte Carlos Filipe.

&nbsp;
No entender deste respons&aacute;vel, que indica que h&aacute; j&aacute; uma confer&ecirc;ncia pensada para o final deste ano &laquo;possivelmente no santu&aacute;rio de Vila Vi&ccedil;osa&raquo; e uma programa&ccedil;&atilde;o para 2019 que se pretende seja &laquo;de &acirc;mbito nacional&raquo;, o maior desafio ser&aacute; interessar as camadas mais jovens nesta mat&eacute;ria. &laquo;Os jovens t&ecirc;m de ser cativados pela imagem, a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental, e &eacute; por a&iacute; que tem de ser a aposta do Instituto. Compreender os jovens e no meio desta nova realidade saber comunicar. Isso ter&aacute; de ser feito pelos especialistas, mas a hist&oacute;ria e o patrim&oacute;nio deste pa&iacute;s n&atilde;o se podem perder por meia d&uacute;zia de dias. Queremos fazer a ponte entre o passado, o presente e o futuro, e o futuro passa pelos jovens&raquo;, concluiu.
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Texto: Ricardo Perna
Fotos: Oliraf Fotografia
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<pubDate>Wed, 25 Jul 2018 14:31:00 +0100</pubDate>
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<title> «Levar o coração e os braços do Papa para junto» da minoria católica da Arménia e Geórgia</title>
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<description><![CDATA[D. Jos&eacute; Bettencourt &eacute; o novo n&uacute;ncio apost&oacute;lico para a Arm&eacute;nia e Ge&oacute;rgia. J&aacute; tomou posse no cargo, e os primeiros tempos t&ecirc;m sido passados a entregar as cartas de credenciais e a conhecer a realidade do pa&iacute;s. Antes de iniciar fun&ccedil;&otilde;es, falou com a Fam&iacute;lia Crist&atilde; sobre este desafio, recordando ainda o papel de chefe de protocolo da Santa S&eacute;, que desempenhou durante 5 anos, tempo suficiente para conhecer a quase totalidade dos representantes das 185 na&ccedil;&otilde;es do mundo com que o Vaticano tem rela&ccedil;&atilde;o diplom&aacute;tica.

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O que faz um n&uacute;ncio?
O n&uacute;ncio &eacute; o representante institucional do Papa Francisco. Vai com cartas de credenciais e uma carta de apresenta&ccedil;&atilde;o que &eacute; entregue ao presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal. Isto j&aacute; existe desde o s&eacute;culo III e foi copiado por imensos pa&iacute;ses, o que &eacute; curioso. Serve como embaixador junto do governo, mas tamb&eacute;m tem fun&ccedil;&otilde;es junto do povo, crente e n&atilde;o crente. Ir ao encontro das situa&ccedil;&otilde;es com que nos deparamos, para darmos voz a quem n&atilde;o tem voz, &eacute; um trabalho humanit&aacute;rio baseado na f&eacute; que professamos que &eacute; muito interessante.
&nbsp;
Os seus paroquianos ser&atilde;o os bispos?
Bom, &eacute; toda uma igreja que caminha, com toda a sua estrutura, os batizados, que est&atilde;o envolvidos em tantos setores da vida. Estou l&aacute; para acompanhar escutar, encorajar e ajudar a hierarquia, os bispos, mas tamb&eacute;m os religiosos, sacerdotes e leigos. Vou para dois pa&iacute;ses onde menos de 1% da popula&ccedil;&atilde;o &eacute; cat&oacute;lica, portanto no meu caso vou para um lugar onde a aproxima&ccedil;&atilde;o a outras realidades religiosas &eacute; muito importante, e estou ali para continuar o que j&aacute; foi feito. O Papa esteve l&aacute; em 2016, e s&atilde;o lugares que est&atilde;o pr&oacute;ximos do seu cora&ccedil;&atilde;o, e sinto-me honrado que ele me tenha enviado para um local que &eacute; t&atilde;o querido para ele. Eu espero poder levar o cora&ccedil;&atilde;o e os bra&ccedil;os do Papa para junto deles.
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Uma visita que trouxe alguma pol&eacute;mica... &eacute; um pa&iacute;s que vive uma situa&ccedil;&atilde;o complicada?
A Arm&eacute;nia &eacute; a na&ccedil;&atilde;o crist&atilde; mais antiga do mundo. Os primeiros sacerdotes cat&oacute;licos que foram para l&aacute; foram a convite do Papa Arm&eacute;nio. H&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o muito boa, e &eacute; preciso continuar e dar vida a ela. Muitos desafios, mas isso faz parte da condi&ccedil;&atilde;o humana.
&nbsp;
Muitos desafios?
Temos muito espa&ccedil;o para trabalhar em coopera&ccedil;&atilde;o, pois as pessoas querem ver testemunho da nossa f&eacute;, pois isso &eacute; o que fala mais do que qualquer outra coisa.
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O que &eacute; que j&aacute; conhece desses pa&iacute;ses?
Bom, confesso que &eacute; tudo novo, e a primeira preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; entrar na realidade, viver e tocar. Vou ter de estar, e terei o desafio da l&iacute;ngua, da cultura e das tradi&ccedil;&otilde;es, desafios que encaro com grande entusiasmo.
&nbsp;
&Eacute; importante esse processo de incultura&ccedil;&atilde;o?
Absolutamente. &Eacute; preciso dar-se, e as pessoas conseguem aperceber-se de quem vem e quais as inten&ccedil;&otilde;es, mas estou confiante de que a gra&ccedil;a de Deus se vai manifestar em tudo isto.
&nbsp;


&laquo;Em Roma encontramos o que procuramos&raquo;
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Deixa o stress do Vaticano. Vai sentir falta?
Sim e n&atilde;o. Encontrei l&aacute; pessoas absolutamente extraordin&aacute;rias. A tend&ecirc;ncia podia ser pensarmos nas faltas das pessoas, mas a minha experi&ecirc;ncia foi extraordin&aacute;ria. Aqui em Roma encontramos o que procuramos. Se procuramos santidade, encontramos, se procuramos outras coisas, tamb&eacute;m encontramos, faz parte da natureza humana.
&nbsp;
A C&uacute;ria &eacute; outro mundo?
Bom, a C&uacute;ria tem pessoas de todo o mundo. S&atilde;o muito bem preparadas e est&atilde;o dispostas a tudo. H&aacute; uma intensidade do servi&ccedil;o, do dar-se para servir a Igreja. N&atilde;o &eacute; uma grande burocracia, somos meia d&uacute;zia de pessoas em trabalho, que come&ccedil;am bem cedo no dia e podem acabar muito tarde.
&nbsp;
Mas quem v&ecirc; de fora v&ecirc; um monstro que precisa de ser combatido&hellip;
Em todos os per&iacute;odos &eacute; preciso restruturar e reformar, segundo as necessidades dos tempos. Quando falamos de reforma, &eacute; uma coisa que todos os pontificados fizeram. Neste per&iacute;odo da era digital e de movimento r&aacute;pido, &eacute; normal que haja falta de estruturas para ir ao encontro desta sociedade de hoje e n&atilde;o aquelas de h&aacute; 40 ou 50 anos passados. Mas toda a reforma tem o seu in&iacute;cio, e o Papa quis come&ccedil;ar a reforma com o ano jubilar da Miseric&oacute;rdia, um apelo &agrave; reforma do cora&ccedil;&atilde;o de cada um. Porque todos precisamos de reforma, diria&hellip;
&nbsp;
Cumprimentou quase todos os chefes de estado do mundo&hellip;
Sim, talvez sim. Cada pessoa traz as suas situa&ccedil;&otilde;es, e nem vale a pena individualizar. Mas recordo-me de um colega meu que exigia a temperatura da sala entre os 18 e os 20 graus, e estava disposto a vir com ventiladores para a sala para garantir a temperatura. Achei estranho, mas tudo fizemos para ir ao encontro. Tive outro que me disse que &ldquo;o meu chefe de Estado n&atilde;o espera por ningu&eacute;m&rdquo;, ao que eu respondi &ldquo;ainda bem, porque o Papa tamb&eacute;m n&atilde;o&rdquo; (risos). E outro em que percebi logo que iriamos ter alguma dificuldade em concordar em tudo, pelo que decidi fazer a reuni&atilde;o a caminhar nos jardins do Vaticano, e foi mais f&aacute;cil conversar. Porque, no final, o objetivo era sempre preparar bem o encontro. &Eacute; um trabalho invis&iacute;vel, mas que permite logo perceber quem a&iacute; vem.
&nbsp;
Qual &eacute; a real for&ccedil;a da diplomacia do Vaticano?
&Eacute; sermos uma escola de humanidade. Temos de acompanhar as pessoas como elas s&atilde;o e a partir da&iacute; caminhar. &Eacute; estarmos atentos ao pr&oacute;ximo.
&nbsp;
Mas isso &eacute; uma postura diferente da diplomacia de muitos pa&iacute;ses&hellip;
Sim, muito, porque n&oacute;s n&atilde;o temos interesses econ&oacute;micos, n&atilde;o temos ideologias pol&iacute;ticas, todas as coisas que influenciam a diplomacia. A nossa baseia-se na dignidade da pessoa desde a conce&ccedil;&atilde;o at&eacute; &agrave; morte natural, que tem as suas ra&iacute;zes no Evangelho, e isso muda tudo.
&nbsp;
O Papa chefe de Estado tem o mesmo peso do Papa l&iacute;der da Igreja?
Ele &eacute; o primeiro diplomata. Ele tem duas responsabilidades: manter a Palavra de Deus intacta e d&aacute;-la aos fi&eacute;is, e a segunda &eacute; confirmar os fi&eacute;is na f&eacute;. A partir da Palavra de Deus, &eacute; ele que procura tra&ccedil;ar a diplomacia para estes tempos.
O Papa Francisco conseguiu dar uma certa imagina&ccedil;&atilde;o e vida, inspirou os outros. E inspirando os outros conseguiu motiv&aacute;-los, os que est&atilde;o na igreja e os que est&atilde;o fora, e conseguiu levar ao topo da agenda internacional assuntos dos quais j&aacute; n&atilde;o se falava. A solidariedade, a emigra&ccedil;&atilde;o, os refugiados, isto para contrapor &agrave;s not&iacute;cias dos bancos que faliam, e outros problemas. Mas agora podemos ver not&iacute;cias de pessoas verdadeiras, que sofrem, e este &eacute; um dom que ele d&aacute; aos nossos tempos, porque nos recorda a dignidade do ser humano.
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Entrevista e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Tue, 17 Jul 2018 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>A família de diálogo e amor gratuito</title>
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<description><![CDATA[N&atilde;o se conhece bem a hist&oacute;ria, mas &eacute; poss&iacute;vel, ao jeito de Santo In&aacute;cio, procurarmos compor a cena. Estamos no ano de 1939, em Fran&ccedil;a, quando uma jovem leva o marido para se encontrar com o Pe. Henri Caffarel. Tinham um pedido, que era procurar aprofundar a santidade do seu matrim&oacute;nio, a sua vida a dois mais perto de Deus. O Pe. Caffarel n&atilde;o se fez de rogado e respondeu &laquo;fa&ccedil;amos o caminho juntos&raquo;, e rapidamente se juntaram mais tr&ecirc;s casais, mesmo numa &eacute;poca em que o espectro da guerra come&ccedil;ava a pairar sobre as suas cabe&ccedil;as.


Passou a guerra e o crescimento foi de tal forma que surpreendeu todos. Por todo o mundo, multiplicavam-se os casais que queriam aprofundar a sua espiritualidade conjugal. A procura da santidade come&ccedil;ava a tomar forma e tem-se mantido at&eacute; aos dias de hoje, onde podemos encontrar quase 150 mil pessoas, espalhadas por 92 pa&iacute;ses, que, reunidas em equipas, e seguindo a Carta que o Pe. Henri Caffarel escreveu, procuram fazer este caminho em conjunto. As Equipas de Nossa Senhora (ENS) tornaram-se, ent&atilde;o, na fonte a que muitos casais v&atilde;o beber para crescerem na sua caminhada conjugal.

&laquo;Na altura isto era uma inova&ccedil;&atilde;o na Igreja, porque estava longe o Conc&iacute;lio Vaticano II e n&atilde;o se falava muito de santidade para os leigos, era diferente do que a Igreja apresentava, e n&atilde;o havia nada que ajudasse o casal a aprofundar a espiritualidade a dois e a aprofundar o sacramento do matrim&oacute;nio&raquo;, explica-nos Dora Isabel. Ela e Jo&atilde;o Pedro s&atilde;o &ldquo;profissionais&rdquo; das ENS, pois j&aacute; pertencem a uma equipa h&aacute; 23 anos. Uma vida dedicada a esta caminhada, e que lhes trouxe tantos frutos. &laquo;Quando fomos para as ENS, sentimos a necessidade de ter amigos &agrave; nossa volta com esta caminhada. Quando cas&aacute;mos n&atilde;o t&iacute;nhamos uma grande viv&ecirc;ncia espiritual, e constat&aacute;mos que os amigos que t&iacute;nhamos &agrave; nossa volta eram muito desligados da Igreja, e quando percebemos que quer&iacute;amos outra vis&atilde;o para a nossa vida, vimos que n&atilde;o t&iacute;nhamos amigos com esse registo. E foi a&iacute; que nos falaram das ENS, e ach&aacute;mos mesmo que era isto.&raquo; E foi.

A entrada nas ENS pressup&otilde;e um per&iacute;odo de pilotagem, para que os casais das equipas, que s&atilde;o normalmente formadas por cinco a sete casais e um assistente espiritual, possam perceber se &eacute; isto que querem para a sua caminhada familiar. No final, assumem o compromisso, se assim o entenderem. No caso da Dora e do Jo&atilde;o, o in&iacute;cio nas ENS at&eacute; foi bastante conturbado. &laquo;A equipa onde inici&aacute;mos, no final da pilotagem, houve v&aacute;rios problemas e a equipa acabou por se desmembrar, sa&iacute;mos porque est&aacute;vamos desiludidos com algumas coisas&raquo;, recorda Dora.

No entanto, e apesar da m&aacute; experi&ecirc;ncia, o casal sentiu &laquo;muita falta do que l&aacute; t&iacute;nhamos aprendido&raquo;. &laquo;O amor que sentimos um pelo outro &eacute; muito humano, mas este amor &eacute; limitado e ao descobrirmos o amor de Deus na nossa vida percebemos que somos muito mercantilistas e que o amor de Deus &eacute; totalmente gratuito. Ele deu a vida por n&oacute;s, e pede-nos que consigamos viver com a nossa fam&iacute;lia dessa forma gratuita&raquo;, explica Dora Isabel.

&Eacute; este tipo de sentimento que encontramos em Diana e Jos&eacute; Fraz&atilde;o, embora em estado bastante mais embrion&aacute;rio. O casal terminou a pilotagem h&aacute; dois meses, e assumiu o compromisso de se manterem nas equipas. &laquo;Vimos nas ENS uma oportunidade para fortalecer o amor conjugal e a procura da santidade dentro do casamento. O que encontr&aacute;mos foi o que procur&aacute;vamos, por isso &eacute; que nos mantivemos no final da pilotagem e assumimos o compromisso&raquo;, conta Diana Fraz&atilde;o.

Os encontros nas ENS s&atilde;o mensais, em esquema rotativo em casa de um dos casais membros da equipa. &laquo;O Pe. Caffarel implementou logo o h&aacute;bito de que todas as reuni&otilde;es se iniciassem com uma refei&ccedil;&atilde;o, para melhorar a partilha e criar ambiente. Come&ccedil;a com uma refei&ccedil;&atilde;o, depois v&aacute;rios momentos de partilha, ora&ccedil;&atilde;o e um momento que &eacute; o estudo do tema. Recebemos em cada ano um livro com os temas que temos de estudar nesse ano, que s&atilde;o os mesmos em todo o mundo. Em cada m&ecirc;s os casais s&atilde;o convidados a ler e tratar o tema, para que na reuni&atilde;o, quando se chegar ao debate do tema, todos tenham ideias a apresentar&raquo;, explica Jo&atilde;o Pedro.


A presen&ccedil;a do assistente espiritual &eacute; tamb&eacute;m uma parte importante, pois as equipas surgiram precisamente desse pedido de um casal a um sacerdote para que o acompanhasse. H&aacute; dez anos que o Pe. Nuno Amador, de Lisboa, acompanha duas equipas de casais, e a experi&ecirc;ncia tem sido muito &laquo;enriquecedora&raquo;. &laquo;&Eacute; muito enriquecedor at&eacute; para a nossa vida sacerdotal&raquo;, reconhece o Pe. Nuno, que fala de algumas das dificuldades que os casais v&atilde;o enfrentando. &laquo;Percebemos algumas das dificuldades, mas outras ficam no interior do que &eacute; a vida conjugal. H&aacute; um desafio da unidade, de gest&atilde;o de hor&aacute;rios e tempos. A dispers&atilde;o que vivemos hoje e a dificuldade de estarem juntos n&atilde;o facilitam tudo. Depois, as redes familiares tamb&eacute;m se encurtam mais. Nas equipas que acompanho h&aacute; casais com boas redes familiares. E tamb&eacute;m as equipas podem servir para se expandir aqui para este lado, pois [os casais] apoiam-se uns aos outros. J&aacute; aconteceu haver casais que ficam a tomar conta dos filhos dos outros&raquo;, conta.

Neste momento, as ENS apenas est&atilde;o abertas a casais em situa&ccedil;&atilde;o regular. Uma regra que &laquo;faz sentido&raquo; ao Pe. Nuno Amador, embora n&atilde;o descarte alguma &laquo;reflex&atilde;o sobre o assunto&raquo;. &laquo;Nesta fase n&atilde;o faz sentido mudar. H&aacute; aqui um ritmo de vida dos casais com quem estamos... Mas &eacute; algo que precisa de ser amadurecido, n&atilde;o tenho isso muito claro nem sei se as equipas alguma vez pensaram nisso. Se h&aacute; casais que precisam dessa ajuda, e que podia ser uma ajuda para eles estar com outras pessoas&hellip; A dificuldade maior &eacute; que esses casais n&atilde;o seriam propriamente considerados casais&raquo;, explica, embora admita que &laquo;tudo tem de ser visto caso a caso&raquo;.

A quem nada conhece, Diana e Jos&eacute; deixam o desafio de pertencer a um movimento que traz frutos logo no &laquo;curto prazo&raquo;. &laquo;Recomendamos vivamente porque traz muitos frutos, mesmo a curto prazo. Guardar um tempo para falar mensalmente traz frutos logo a curto prazo, e as equipas preocupam-se com ajudar a aumentar o amor humano entre os esposos, e isso j&aacute; n&atilde;o se v&ecirc; muito. Tem-nos ajudado muito nestes dois anos, vamos esperar que daqui a dez anos achemos o mesmo [risos]&raquo;, conclui este casal.
&nbsp;
Reportagem e fotos: Ricardo Perna
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&nbsp;]]></description>
<pubDate>Mon, 16 Jul 2018 18:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«As pessoas pensam que um cardeal é um super bispo, mas não é»</title>
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<description><![CDATA[O novo cardeal portugu&ecirc;s do Vaticano, D. Ant&oacute;nio Marto, considerou ontem em F&aacute;tima que as mais recentes nomea&ccedil;&otilde;es dele e do Pe. Toletino Mendon&ccedil;a para cargos na C&uacute;ria e no Vaticano s&atilde;o &laquo;um certo olhar de carinho do Papa para Portugal&raquo;. &laquo;N&atilde;o &eacute; normal isto acontecer. Quando o Papa est&aacute; a privilegiar a nomea&ccedil;&atilde;o de cardeais das periferias, dos pa&iacute;ses mais afastados e desconhecidos, onde a Igreja at&eacute; &eacute; minorit&aacute;ria, nomear mais um cardeal para Portugal &eacute; uma aten&ccedil;&atilde;o especial do Papa e que deriva um pouco de F&aacute;tima&raquo;, disse aos jornalistas na sua primeira apari&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica depois de regressar de Roma, onde foi nomeado cardeal pelo Papa Francisco.

&nbsp;
O rec&eacute;m-nomeado Cardeal D. Ant&oacute;nio Marto esteve na PAULUS Livraria de F&aacute;tima para a apresenta&ccedil;&atilde;o do livro que retrata a sua vida e o seu pensamento. Na apresenta&ccedil;&atilde;o da obra, organizada pelo jornalista da Fam&iacute;lia Crist&atilde; Ricardo Perna e que conta com a colabora&ccedil;&atilde;o dos jornalistas Jo&atilde;o Francisco Gomes, do Observador, e Oct&aacute;vio Carmo, da Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Paulo Rocha, diretor da Ag&ecirc;ncia Ecclesia, enalteceu a disponibilidade e o perfil do novo cardeal, incluindo-o no lote dos cardeais &ldquo;pap&aacute;veis&rdquo; num pr&oacute;ximo conclave. &laquo;Eu olho para estas afirma&ccedil;&otilde;es de jornalistas, a quem acho o direito de sonhar, com um certo humor, at&eacute; porque nem me considero a pessoa com mais qualidades para exercer um minist&eacute;rio t&atilde;o alto. N&atilde;o entra no meu horizonte, nem em sonho nem na realidade&raquo;, referiu em declara&ccedil;&otilde;es aos jornalistas.
&nbsp;
Sobre o cargo que agora passa a ocupar, e ainda sem saber em que departamento o Papa ir&aacute; necessitar da sua ajuda e conselho, avisa que h&aacute; pessoas que entendem mal este minist&eacute;rio. &laquo;As pessoas pensam que um cardeal &eacute; um super bispo, que manda nos outros bispos, mas n&atilde;o &eacute;. &Eacute; um bispo que tem uma diocese e tem a tarefa de governar a sua diocese, n&atilde;o as outras. A miss&atilde;o dele &eacute; ser colaborador pr&oacute;ximo do Papa para as tarefas que o Papa pedir, ser membro de uma congrega&ccedil;&atilde;o, dar contributo num determinado setor da vida da igreja, dar um conselho quando o Papa convoca o col&eacute;gio dos cardeais, e participar num conclave, que deve ser uma coisa interessante (risos), para a elei&ccedil;&atilde;o de um Papa. Simples, embora traga o seu trabalho&raquo;, reconheceu.
&nbsp;
Apesar desta simplicidade, reconheceu que a sua voz ter&aacute; um &laquo;eco&raquo; diferente agora que &eacute; cardeal, pelo menos no Vaticano. &laquo;Sim, as minhas palavras t&ecirc;m um eco diferente, por causa do alcance medi&aacute;tico que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o d&atilde;o a uma personagem com este t&iacute;tulo de cardeal. Mas n&atilde;o quer dizer que outro bispo n&atilde;o possa ter uma interven&ccedil;&atilde;o melhor que a minha sobre algum assunto. Enquanto consultor do Papa, sim, terei uma voz diferente, mas enquanto presen&ccedil;a na sociedade ser&aacute; igual&raquo;, assegura, ele que j&aacute; referiu v&aacute;rias vezes que n&atilde;o ir&aacute; mudar a sua postura por causa da nomea&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
Uma obra para dar a conhecer o &laquo;testemunho&raquo; de um cardeal
A obra &laquo;D. Ant&oacute;nio Marto &ndash; O cardeal de F&aacute;tima&raquo; foi ent&atilde;o apresentada numa sala cheia de personalidades, entre os quais os bispos em&eacute;ritos de Beja, D. Ant&oacute;nio Vitalino, e de Leiria-F&aacute;tima, D. Serafim Ferreira, o reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, Pe. Carlos Cabecinhas, e o vice-reitor, Pe. V&iacute;tor Coutinho.

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Coube ao diretor da Ag&ecirc;ncia Ecclesia, Paulo Rocha, apresentar a obra que retrata a vida e o pensamento do novo cardeal. &laquo;De todas as etapas [da vida do novo cardeal] resulta uma s&iacute;ntese que faz regressar &agrave;quelas duas palavras: ternura e miseric&oacute;rdia&raquo;, diz Paulo Rocha, palavras que &laquo;definem o cardeal Marto&raquo;. &laquo;Depois se ter ocupado de racionalidades da f&eacute; e argumenta&ccedil;&otilde;es sobre a esperan&ccedil;a e o fim dos tempos, de ter aprendido de novo o gosto pela ora&ccedil;&atilde;o do ter&ccedil;o em adulto e de ter redescoberto a beleza da espiritualidade dos peregrinos de F&aacute;tima, &eacute; um pregador da miseric&oacute;rdia e da ternura de Deus; &eacute; sobretudo um ator, sem necessidade de representar, da miseric&oacute;rdia e da ternura de Deus por todos querer incluir num projeto de felicidade e pela proximidade a todas as pessoas, em qualquer momento do dia&raquo;, disse o diretor da Ag&ecirc;ncia Ecclesia.
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&laquo;&Eacute; esse cardeal&raquo;, continuou Paulo Rocha, &laquo;que este livro - &ldquo;D. Ant&oacute;nio Marto &ndash; O Cardeal de F&aacute;tima&rdquo; - nos convida a conhecer, despertando-nos tomar contacto com outros textos e outros momentos da sua vida e sobretudo para ficar atentos &agrave;s p&aacute;ginas do novo cap&iacute;tulo na sua hist&oacute;ria, as que t&ecirc;m agora por autor &ldquo;o cardeal de F&aacute;tima&rdquo;&raquo;, concluiu.
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No que toca aos autores da obra, Ricardo Perna, jornalista da revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;, agradeceu a &laquo;disponibilidade&raquo; de todos os que trabalharam na obra e dos jornalistas que aceitaram colaborar e elogiou a pr&oacute;pria disponibilidade do novo cardeal. &laquo;Seguirei agora ainda com mais aten&ccedil;&atilde;o a forma como as posi&ccedil;&otilde;es de D. Ant&oacute;nio Marto v&atilde;o poder ter eco na Igreja universal&raquo;, referiu.
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Oct&aacute;vio Carmo, chefe de reda&ccedil;&atilde;o da Ag&ecirc;ncia Ecclesia, referiu a &laquo;surpresa&raquo; que foi ter ouvido o nome de D. Ant&oacute;nio Marto no Angelus, quando nada o fazia prever, e Jo&atilde;o Francisco Gomes agradeceu a &laquo;disponibilidade&raquo; do novo cardeal para a entrevista de vida que foi publicada no Observador e agora reproduzida em livro.
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O agora cardeal Marto contou aos presentes que &laquo;o centen&aacute;rio de F&aacute;tima foi oportunidade de Rela&ccedil;&atilde;o particular, confidencial e &iacute;ntima entre o bispo de F&aacute;tima e o Papa, e perceber a comunh&atilde;o de pensamento e metas pastorais em ordem &agrave; reforma da Igreja empreendida pelo Papa&raquo;. &laquo;Estou em plena sintonia com o Papa neste empreendimento de reforma da Igreja que come&ccedil;a pela renova&ccedil;&atilde;o dos cora&ccedil;&otilde;es e das mentalidades de um ponto de vista mais evang&eacute;lico, e uma renova&ccedil;&atilde;o em chave mission&aacute;ria, de sa&iacute;da para o mundo e n&atilde;o auto referencial e fechada em si mesma em pequenas questi&uacute;nculas que &agrave;s vezes s&atilde;o rid&iacute;culas frente aos grandes problemas da humanidade&raquo;, disse aos presentes.

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Quanto aos frutos do livro, o cardeal Marto espera que a obra seja lida &laquo;como um testemunho de um homem de f&eacute;, antes de mais, uma f&eacute; que me enche o cora&ccedil;&atilde;o e a vida, e por isso falo da alegria e da beleza da f&eacute;, de Deus e do seu amor que salva, para contrariar a imagem de uma f&eacute; triste, sem entusiasmo, que parece um fardo que se imp&otilde;e &agrave;s pessoas, e por isso o meu lema &ldquo;servidores da Vossa alegria&rdquo;, e at&eacute; nisto me sinto em sintonia com o Papa, porque as grandes publica&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m esta alegria presente&raquo;.
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O prelado referiu que nunca esperou tamanho &laquo;alcance&raquo; da sua nomea&ccedil;&atilde;o. &laquo;Recebi cartas do mundo inteiro, das pessoas mais simples aos diplomatas de v&aacute;rias na&ccedil;&otilde;es. Todos a felicitarem-me, e nunca imaginei que o cardinalato tivesse tanto alcance, embora sendo de F&aacute;tima j&aacute; se imaginasse&raquo;, e elogiou a escolha da PAULUS no t&iacute;tulo da obra. &laquo;F&aacute;tima &eacute; uma palavra &ldquo;m&aacute;gica&rdquo;, carregada de simbolismo, que toca o cora&ccedil;&atilde;o e as fibras &iacute;ntimas de milh&otilde;es de pessoas, que mesmo sem virem c&aacute; sentem que a mensagem lhes toca&raquo;, referiu aos presentes na apresenta&ccedil;&atilde;o.
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Quanto ao cargo de cardeal, relembrou que &laquo;n&atilde;o &eacute; promo&ccedil;&atilde;o na carreira, uma honra de ter subido de degrau na hierarquia&raquo;. &laquo;Para mim isso n&atilde;o conta nada, aceito-o como um servi&ccedil;o &agrave; Igreja que me &eacute; pedido pelo Papa como seu colaborador mais pr&oacute;ximo e apoiante desta reforma da Igreja para a tornar mais evang&eacute;lica, mais misericordiosa e mais pr&oacute;xima da gente, mais propriamente dos mais necessitados e sofredores&raquo;, concluiu.

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<pubDate>Fri, 13 Jul 2018 14:16:00 +0100</pubDate>
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<title>Israel - Irão: Perigo eminente</title>
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<description><![CDATA[No in&iacute;cio de maio, quando as aten&ccedil;&otilde;es mundiais estavam concentradas no que se passava na pen&iacute;nsula coreana, algo de muito importante aconteceu no M&eacute;dio Oriente.


Avi&otilde;es de combate israelitas entraram no espa&ccedil;o a&eacute;reo s&iacute;rio e executaram dezenas de ataques contra alvos naquele pa&iacute;s. O pr&oacute;prio Estado-Maior israelita descreveu esta a&ccedil;&atilde;o como &laquo;a maior ali realizada em d&eacute;cadas&raquo;, mas n&atilde;o foi isso que a tornou t&atilde;o importante. A nacionalidade dos alvos &eacute; que faz toda a diferen&ccedil;a, porque eram iranianos e n&atilde;o s&iacute;rios, como seria de esperar.
Esta ofensiva sem precedentes visou bases e meios da For&ccedil;a Al Quds da Guarda Revolucion&aacute;ria do Ir&atilde;o, a for&ccedil;a militar mais importante do regime xiita. O ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, garantiu que a sua For&ccedil;a A&eacute;rea &laquo;tinha atingido toda a infraestrutura iraniana na S&iacute;ria&raquo;. Os russos, que tamb&eacute;m t&ecirc;m uma presen&ccedil;a militar importante naquele pa&iacute;s, contaram 28 avi&otilde;es de combate e 70 m&iacute;sseis israelitas disparados.

Moscovo garantiu que mais de metade destes &uacute;ltimos foram abatidos pelas baterias antia&eacute;reas de Damasco, mas tudo indica que isso n&atilde;o corresponde &agrave; realidade. Israel afirmou ter destru&iacute;do cinco dessas baterias e h&aacute; not&iacute;cias de que alguns pa&iacute;ses &aacute;rabes se mostraram muito impressionados com a capacidade israelita de atacar com efic&aacute;cia, precis&atilde;o e impunidade um conjunto t&atilde;o grande de alvos.

A causa imediata de tudo isto foi o bombardeamento realizado pelo Hezbollah e por mil&iacute;cias pr&oacute;-iranianas contra territ&oacute;rio israelita a partir de posi&ccedil;&otilde;es nos Montes Golan, na fronteira s&iacute;rio-israelita. Isto levou o governo de Telavive a acusar pela primeira vez Teer&atilde;o de estar a atacar diretamente Israel. Na sequ&ecirc;ncia dos ataques a&eacute;reos, Avigdor Lieberman garantiu que o seu pa&iacute;s n&atilde;o permitiria que a S&iacute;ria se tornasse numa &laquo;base avan&ccedil;ada&raquo; do Ir&atilde;o.
Apesar de o sistema antim&iacute;ssil &ldquo;C&uacute;pula de Ferro&rdquo; dar aos israelitas uma grande prote&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos ataques de artilharia e com m&iacute;sseis que possam vir da S&iacute;ria, a verdade &eacute; que a guerra civil naquele pa&iacute;s constitui um risco acrescido muito importante para a seguran&ccedil;a de Israel.

O problema para Israel &eacute; que esta situa&ccedil;&atilde;o tirou autonomia ao governo de Damasco para controlar a a&ccedil;&atilde;o dos seus aliados dentro do seu pr&oacute;prio territ&oacute;rio. Russos e iranianos t&ecirc;m agora milhares de combatentes na S&iacute;ria e bases permanentes cada vez mais importantes, o que significa que vieram para ficar &ndash; pelo menos no curto e m&eacute;dio prazo.

Dado que Israel j&aacute; tem de enfrentar a amea&ccedil;a do Hezbollah, no L&iacute;bano, que na &uacute;ltima guerra, h&aacute; 12 anos, deu muitos problemas ao seu ex&eacute;rcito, isto significa que a sua fronteira Norte est&aacute; agora muito mais exposta ao risco.
Esse risco poderia ser muito mitigado por um enquadramento mais pac&iacute;fico do Ir&atilde;o nas rela&ccedil;&otilde;es internacionais, mas o que est&aacute; a acontecer &eacute; exatamente o oposto. A 8 de maio, dois dias antes de os israelitas lan&ccedil;arem os seus ataques a&eacute;reos na S&iacute;ria, o presidente dos Estados Unidos anunciou a retirada do seu pa&iacute;s do acordo de 2015 sobre o programa nuclear iraniano.

Sem esse compromisso estrat&eacute;gico entre os EUA e o Ir&atilde;o, muitos observadores temem que qualquer incidente mais grave na fronteira israelo-s&iacute;ria possa provocar uma guerra generalizada, de grande escala, com o Ir&atilde;o. Israel nunca acreditou que o acordo internacional de 2015 fosse suficiente para travar as ambi&ccedil;&otilde;es nucleares iranianas e que Teer&atilde;o alguma vez tenha desistido de ter a bomba at&oacute;mica. Se esse eventual conflito fronteiri&ccedil;o escalar para algo mais grave, Israel pode sentir-se suficientemente apoiado pela administra&ccedil;&atilde;o Trump para destruir o Ir&atilde;o militarmente. O custo humano seria incalcul&aacute;vel.
&nbsp;
Texto: Rolando Santos
Fotos: Mil.ru e Andrew Shiva
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<pubDate>Wed, 11 Jul 2018 11:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Retiros para crianças: Ensinar o gosto por Deus</title>
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<description><![CDATA[N&atilde;o &eacute; habitual associarmos a palavra retiro a crian&ccedil;as. Pressupomos que um retiro &eacute; algo de muito s&eacute;rio e profundo, pouco adequado a crian&ccedil;as. Mas h&aacute; experi&ecirc;ncias que mostram precisamente o contr&aacute;rio, como &eacute; o caso dos retiros para crian&ccedil;as na Casa de Santa Rafaela Maria, das Escravas do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus, em Palmela.


&nbsp;
Estacionamos o carro e s&oacute; ouvimos uma voz que fala no meio do jardim. Diz ser Zaqueu, o tal que era cobrador de impostos na hist&oacute;ria de Jesus, mas pouco mais se percebe. S&oacute; quando espreitamos atrav&eacute;s da sebe &eacute; que percebemos que &ldquo;Zaqueu&rdquo; n&atilde;o est&aacute; sozinho. Com ele est&atilde;o dezenas de crian&ccedil;as, cerca de 100, em sil&ecirc;ncio. Sim, crian&ccedil;as em sil&ecirc;ncio a ouvir algu&eacute;m contar a hist&oacute;ria de Zaqueu, o cobrador de impostos. A Ir. Margarida Vaz Pinto &eacute; Escrava do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus e encarna este personagem para p&ocirc;r estas crian&ccedil;as a pensar como &eacute; que a &laquo;miseric&oacute;rdia de Deus funciona&raquo;.
Este &eacute; um dos retiros que as irm&atilde;s organizam, a pedido de v&aacute;rias par&oacute;quias, para ajudar as crian&ccedil;as a prepararem-se para receber os sacramentos. Neste caso, as crian&ccedil;as preparam-se para a sua Primeira Comunh&atilde;o.

A Casa de Santa Rafaela Maria &eacute; conhecida pela sua programa&ccedil;&atilde;o espiritual, que contempla v&aacute;rios encontros e retiros, normalmente para adultos. Mas esta op&ccedil;&atilde;o pelas crian&ccedil;as levou-as a criar j&aacute; cinco atividades anuais no seu programa, retiros que s&atilde;o &laquo;um dia de propostas din&acirc;micas, jogos, ora&ccedil;&atilde;o adaptada a cada idade, grupos de partilha de experi&ecirc;ncias para, de uma maneira diferente, passarmos uma mensagem&raquo;. &laquo;Fazemos prepara&ccedil;&atilde;o para a Primeira Comunh&atilde;o, para a Profiss&atilde;o de F&eacute; e retiros tem&aacute;ticos, para conseguir abarcar crian&ccedil;as que n&atilde;o est&atilde;o a preparar-se para as outras celebra&ccedil;&otilde;es, e podem vir aproveitar um dia com Deus&raquo;, explica a Ir. Margarida, que adianta que estas atividades s&atilde;o por norma preparadas pelas novi&ccedil;as e postulantes da congrega&ccedil;&atilde;o, o que d&aacute; um toque jovial ao retiro.


No final da missa com que se concluiu o retiro, um menino da par&oacute;quia de Corroios, explicava-nos que gostou &laquo;muito das atividades&raquo;. &laquo;Ajudou-me muito, porque comecei a perceber mais coisas sobre Jesus. Aprendi que temos de ser como Ele. N&atilde;o vai ser f&aacute;cil, mas acho que vou conseguir chegar l&aacute; perto&raquo;, contava-nos com convic&ccedil;&atilde;o e um sorriso nos l&aacute;bios.

Ao seu lado estava uma menina, de 10 anos, que tinha vindo de Set&uacute;bal. &laquo;Gostei de tudo, mas o que gostei mais foi o jogo em que est&aacute;vamos de olhos vendados e t&iacute;nhamos de seguir o caminho bom&raquo;, referiu, acrescentando que a hist&oacute;ria que tinha ouvido de Zaqueu lhe tinha mostrado que &laquo;n&atilde;o devemos ser maus, n&atilde;o temos de roubar nada, e temos de seguir o caminho bom de Jesus&raquo;.

&laquo;Fazemos uma ora&ccedil;&atilde;o de contempla&ccedil;&atilde;o com os mi&uacute;dos, a partir da hist&oacute;ria de Zaqueu. Eles t&ecirc;m um folheto com tr&ecirc;s desenhos, e vamos contando a hist&oacute;ria de Zaqueu e eles t&ecirc;m de p&ocirc;r-se no lugar de Zaqueu e desenham-se a eles pr&oacute;prios em cima da &aacute;rvore, depois escrevem o que &eacute; que Jesus me diria a mim, e vemos como &eacute; que, no sil&ecirc;ncio, eles conseguem imaginar. Finalmente, Zaqueu mudou a sua forma de viver, e perguntamos o que &eacute; que eles podem fazer, e saem coisas concretas muito interessantes, desde visitar a av&oacute;, a passar a p&ocirc;r a mesa, &eacute; uma experi&ecirc;ncia rica e muito bonita. E eles partilham sempre, para se habituarem a que a nossa f&eacute; n&atilde;o &eacute; s&oacute; para n&oacute;s, &eacute; para os outros, e uma coisa que eu posso dizer pode ajudar outros. O que fazemos com adultos podemos fazer com crian&ccedil;as, desde que seja adaptado&raquo;, sustenta a Ir. Margarida.



Mas voltemos ao retiro. Passou o momento de sil&ecirc;ncio e andam todos numa correria de um lado para o outro, numa gincana &agrave; procura das moedas que Zaqueu roubou e que agora pretende devolver aos pobres, depois do seu encontro com Jesus. Enquanto o fazem preparam tamb&eacute;m um momento da Eucaristia com que se concluir&aacute; o dia e o retiro.

A partir de um jogo em que t&ecirc;m de escutar uma voz que os chama no meio de outras vozes disruptivas, as crian&ccedil;as trabalham o sentido de escutar o que &eacute; importante. &laquo;A partir do jogo, h&aacute; uma reflex&atilde;o, e &eacute; engra&ccedil;ado como eles percebem a dificuldade que foi ouvir a voz de Jesus e como &agrave;s vezes h&aacute; coisas bem mais aliciantes do que uma voz que me pede para ir p&ocirc;r a mesa, em vez de ir jogar PlayStation&raquo;, defende a religiosa.
&nbsp;

&nbsp;Texto e fotos: Ricardo Perna
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Este &eacute; um excerto da reportagem que pode ler na &iacute;ntegra na edi&ccedil;&atilde;o de junho DE 2018 da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;.
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<pubDate>Fri, 06 Jul 2018 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Iraque: «Casas queimadas ou destruição não podem pôr fim à cristandade»</title>
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<description><![CDATA[O padre Thabet Habib Mansur &eacute; iraquiano. Nasceu em Karamlesh, cidade da plan&iacute;cie de N&iacute;nive, perto de Mossul, de onde teve de fugir, como cerca de 95 mil crist&atilde;os, quando o autoproclamado Estado Isl&acirc;mico chegou. Agora &eacute; o respons&aacute;vel pelo regresso e pela reconstru&ccedil;&atilde;o.



Depois dos estudos em Roma, agora est&aacute; no Iraque, na Plan&iacute;cie de N&iacute;nive?
Sim, quando regressei dos estudos, fui p&aacute;roco primeiro em Karamlesh durante tr&ecirc;s anos. Depois disto, em 2014, chegou o Daesh, o Estado Isl&acirc;mico, e deix&aacute;mos o nosso pa&iacute;s e a nossa terra para nos refugiarmos em Erbil, no Curdist&atilde;o, com o meu povo, com fi&eacute;is da minha diocese a&iacute;. Fui o respons&aacute;vel pela ajuda para eles. At&eacute; &agrave; liberta&ccedil;&atilde;o da plan&iacute;cie de N&iacute;nive voltamos para reconstruir as cidades. Agora regress&aacute;mos &agrave;s nossas cidades. Eu sou o respons&aacute;vel pela reconstru&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
Como foram esses tempos?
Foram tempos dif&iacute;ceis porque perdemos todas as coisas: as nossas casas, as nossas propriedades, a nossa dignidade. Viv&iacute;amos em Erbil, trabalh&aacute;mos duramente com eles e com a ajuda da Igreja de todo o mundo. Encontr&aacute;mos casas e locais para as pessoas. Mas pode imaginar: t&iacute;nhamos duas ou tr&ecirc;s fam&iacute;lias a viver juntas num apartamento. Foi muito pesado para elas. E tamb&eacute;m, as pessoas tinham muitas necessidades. Foi um mau tempo para n&oacute;s, mas esperamos que n&atilde;o se repita.
&nbsp;
Agora que as fam&iacute;lias est&atilde;o a voltar, como est&aacute; a correr? E a reconstru&ccedil;&atilde;o?
A destrui&ccedil;&atilde;o aconteceu em toda a cidade. A reconstru&ccedil;&atilde;o &eacute; muito complicada e dif&iacute;cil. At&eacute; agora fizemos a reconstru&ccedil;&atilde;o de muitas casas e muitas fam&iacute;lias j&aacute; voltaram. E temos outras fam&iacute;lias &agrave; espera pela reconstru&ccedil;&atilde;o e para acabarem as coisas em Erbil: as escolas, talvez algum pequeno trabalho que tenham. Mas voltar &agrave; Plan&iacute;cie de N&iacute;nive sem qualquer apoio ou ato do Governo iraquiano&hellip; as infraestruturas est&atilde;o destru&iacute;das. Por exemplo, o Daesh p&ocirc;s petr&oacute;leo nas condutas de &aacute;gua. Agora abres a torneira e sai petr&oacute;leo. N&atilde;o se pode limpar. Tem de se substituir todos os canos&hellip; Muitas coisas est&atilde;o fechadas. &Eacute; muito dif&iacute;cil viver l&aacute;. Mas estamos a trabalhar muito e tamb&eacute;m dependemos da f&eacute; e da vontade destas fam&iacute;lias. Elas querem voltar. N&oacute;s encorajamo-las e elas encorajam-nos a construir uma nova sociedade e uma nova cidade.



Quantas fam&iacute;lias voltaram a casa?
Em Karamlesh, 320 fam&iacute;lias voltaram. Isso quer dizer que 40% voltaram at&eacute; agora. Temos outras fam&iacute;lias no Iraque, fam&iacute;lias deslocadas. Mas temos tamb&eacute;m outras cerca de 25 ou 30% de fam&iacute;lias que sa&iacute;ram do Iraque para a Europa, Austr&aacute;lia, Jord&acirc;nia, L&iacute;bano, etc.
&nbsp;
Como &eacute; o esp&iacute;rito das fam&iacute;lias crist&atilde;s que est&atilde;o a regressar e tamb&eacute;m das que est&atilde;o &agrave; espera? Est&atilde;o esperan&ccedil;osas? Com medo?
Sim, &agrave;s vezes t&ecirc;m preocupa&ccedil;&otilde;es acerca do futuro. Mas a partir do momento em que as fam&iacute;lias decidem voltar, isso significa que est&atilde;o convencidas a voltar, t&ecirc;m esperan&ccedil;a, t&ecirc;m amor e contacto pela terra. &Eacute; um bom esp&iacute;rito e tamb&eacute;m estamos a trabalhar n&atilde;o s&oacute; para reconstruir as casas, mas tamb&eacute;m a criar atividades e festivais e muitas outras coisas para dar a estas fam&iacute;lias o sentimento de estarem seguras, para que possam sentir a vida nas suas casas e nas suas cidades. Porque viver numa cidade grande como pessoas deslocadas criou um sentimento mau nestas fam&iacute;lias. Por isso, com o regresso, recuperamos a nossa identidade. Estas fam&iacute;lias t&ecirc;m coragem, mas precisam de ser encorajadas mais.
&nbsp;
Quando voltou a Karamlesh e &agrave; regi&atilde;o, o que viu? Como era a destrui&ccedil;&atilde;o?
Eu estive l&aacute; antes da liberta&ccedil;&atilde;o, perto da cidade, a dois ou tr&ecirc;s quil&oacute;metros. A um quil&oacute;metro do Daesh. Cheguei quando a guerra ainda estava a acontecer. Todas as ruas estavam bloqueadas por muros e o Daesh p&ocirc;r pneus a arder para criar fumo contra a for&ccedil;a a&eacute;rea. E vimos a triste realidade de muitas casas terem sido queimadas. Foi uma coisa m&aacute;. Em Karamlesh, temos 756 casas. E temos 240 queimadas. E cem foram completamente destru&iacute;das. Todas as casas foram saqueadas. Os danos estavam em todo o lado, em Karamlesh, nas ruas, nas igrejas. Eles escavaram os t&uacute;mulos, destru&iacute;ram os s&iacute;mbolos crist&atilde;os, queimaram as casas, escreveram nas paredes muitas coisas contra os crist&atilde;os e contra outras religi&otilde;es.
&nbsp;
E como sentiu isso, pessoalmente?
Eu sou padre e l&iacute;der. Mas para muitas pessoas n&atilde;o foi uma coisa boa. Talvez tenha criado desespero nas pessoas. Mas, para mim, foi muito importante regressarmos &agrave; terra. Por isso, podemos! Podemos reparar as casas, recuperar a nossa identidade. N&atilde;o &eacute; um problema. Casas queimadas ou destrui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode p&ocirc;r um fim &agrave; cristandade. A Igreja pode continuar ali. Por isso, volt&aacute;mos com este entusiasmo. Encoraj&aacute;mos o povo desde o primeiro dia. No primeiro dia, quando regressei a Karamlesh, escrevi can&ccedil;&otilde;es sobre isso e os professores das crian&ccedil;as pequenas cantaram e puseram na internet. Por isso, podemos. Podemos recome&ccedil;ar. Apesar da destrui&ccedil;&atilde;o e das casas queimadas.

O Papa Francisco diz que quer ir ao Iraque e recentemente o governo iraquiano disse que isso pode acontecer em breve. Acredita que pode ser poss&iacute;vel ver o Papa Francisco no Iraque? Como padre, como v&ecirc; essa vontade do Papa ir l&aacute;?
Claro. Estamos &agrave; espera dessa visita desde 1999, quando Jo&atilde;o Paulo II decidiu visitar o Iraque, mas foi imposs&iacute;vel nessa altura. O Governo iraquiano criou dificuldades. Mas ser&aacute; um momento espetacular se tivermos o Papa Francisco no Iraque a incentivar os crist&atilde;os, a encorajar n&atilde;o apenas os crist&atilde;os mas todos os iraquianos a dialogar e a trabalhar juntos para conhecer o respeito pela diferen&ccedil;a do outro, para encorajar o governo iraquiano a ser um bom governo e a trabalhar pelo povo. Porque n&oacute;s perdemos muitas coisas, n&atilde;o temos paz, n&atilde;o temos prosperidade desde 2003 at&eacute; agora, at&eacute; &agrave; invas&atilde;o. Temos um novo regime de democracia, mas n&atilde;o estamos contentes com a situa&ccedil;&atilde;o. Por isso, a visita do nosso Papa ser&aacute; um &oacute;timo momento. Pessoalmente, estou a sonhar com isso.
&nbsp;
Quer deixar uma mensagem?
Somos um povo na Igreja. Portugueses, espanh&oacute;is, gregos, franceses, chineses, iraquianos. Somos um povo porque a Igreja &eacute; o Corpo de Cristo e um membro deste Corpo est&aacute; no Iraque e depende de todos os membros da Igreja, depende da vida de todos os membros da Igreja. Recordem os vossos irm&atilde;os em dificuldades&hellip; &Eacute; a ordem de S&atilde;o Paulo e do Evangelho, para rezar pelos irm&atilde;os por todo o mundo. Tamb&eacute;m podemos pedir aos bispos e &agrave;s confer&ecirc;ncias episcopais que fa&ccedil;am uma visita &agrave; nossa regi&atilde;o da Plan&iacute;cie de N&iacute;nive, Mossul e Erbil para ver a situa&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;

Entrevista conduzida por: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o e Funda&ccedil;&atilde;o AIS

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<pubDate>Thu, 05 Jul 2018 14:00:00 +0100</pubDate>
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<title>D. António Marto já é cardeal</title>
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<description><![CDATA[D. Ant&oacute;nio Marto, bispo de Leiria-F&aacute;tima, tornou-se cardeal &agrave;s 15h40 de dia 28. Antes da cerim&oacute;nia, na Sala Stampa, sala de imprensa do Vaticano, disse aos jornalistas gostar da &laquo;simplicidade na apresenta&ccedil;&atilde;o&raquo;. Em declara&ccedil;&otilde;es citadas pelo site do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, D. Ant&oacute;nio Marto explicou que &laquo;o Papa apresenta-se de forma muito simples, muito s&oacute;bria, e eu gostava que um dia cheg&aacute;ssemos todos a apresentarmo-nos assim de forma simples, sem estas vestes exageradas. Que apesar de simb&oacute;licas s&atilde;o de outros tempos&raquo;.



O novo cardeal disse tamb&eacute;m estar numa &laquo;atitude de disponibilidade completa&raquo; para o que o Papa quiser. &laquo;Eu de qualquer modo n&atilde;o queria que as expectativas fossem demasiadas. Eu fa&ccedil;o parte da confer&ecirc;ncia Episcopal, quem tem um presidente, e onde cada bispo tem a sua voz. E &eacute; em conjunto que trabalhamos os problemas da Igreja em Portugal&raquo;, afirmou.

Logo no in&iacute;cio da celebra&ccedil;&atilde;o, ap&oacute;s um momento de ora&ccedil;&atilde;o em sil&ecirc;ncio, D. Louis Sako, Patriarca Caldeu do Iraque, agradeceu &laquo;a confian&ccedil;a&raquo; do Papa nos novos cardeais e salientou a &laquo;universalidade da Igreja&raquo; e a &laquo;especial aten&ccedil;&atilde;o pelas Igrejas orientais e pelas minorias onde ainda h&aacute; m&aacute;rtires&raquo;.

Na homilia, o Papa Francisco explicou que &laquo;Jesus ensina que a convers&atilde;o, a transforma&ccedil;&atilde;o do cora&ccedil;&atilde;o e a reforma da Igreja s&atilde;o feitas, e sempre o devem ser, em chave mission&aacute;ria, pois pressup&otilde;em que se deixe de olhar e cuidar dos interesses pr&oacute;prios para olhar e cuidar dos interesses do Pai&raquo;. Aos 14 novos cardeais, Francisco fez alguns pedidos: &laquo;N&atilde;o esquecermos que a autoridade na Igreja cresce com esta capacidade de promover a dignidade do outro, ungir o outro, para curar as suas feridas e a sua esperan&ccedil;a tantas vezes ofendida.&raquo; Al&eacute;m disso, &laquo;o Senhor caminha &agrave; nossa frente para nos lembrar uma vez mais que a &uacute;nica autoridade cr&iacute;vel &eacute; a que nasce de se colocar aos p&eacute;s dos outros para servir a Cristo&raquo;. Servir &eacute; a palavra-chave do cardeal e do crist&atilde;o e &laquo;a mais alta condecora&ccedil;&atilde;o que podemos obter&raquo;, porque &laquo;servir Cristo no povo fiel de Deus, no faminto, no esquecido, no recluso, no doente, no toxicodependente, no abandonado, em pessoas concretas com as suas hist&oacute;rias e esperan&ccedil;as, com os seus anseios e dece&ccedil;&otilde;es, com os seus sofrimentos e feridas. S&oacute; assim a autoridade do pastor ter&aacute; o sabor do Evangelho&raquo;. Novo aviso: &laquo;Nenhum de n&oacute;s se deve sentir &ldquo;superior&rdquo; a outrem. Nenhum de n&oacute;s deve olhar os outros de cima para baixo; s&oacute; podemos olhar assim uma pessoa, quando a ajudamos a levantar-se.&raquo;

D. Ant&oacute;nio Marto foi o s&eacute;timo a ser criado cardeal. Foi-o com o t&iacute;tulo de Santa Maria sopra Minerva,&nbsp;uma igreja de Roma que j&aacute; atribu&iacute;da, no s&eacute;culo XIX, ao cardeal Guilherme Henriques de Carvalho, 9.&ordm; patriarca de Lisboa, que foi bispo de Leiria.

No dia da cria&ccedil;&atilde;o como cardeal, D. Ant&oacute;nio Marto e os restantes novos cardeais foram visitar o papa em&eacute;rito Bento XVI com o Papa Francisco. Esta sexta-feira, houve Missa com B&ecirc;n&ccedil;&atilde;o dos P&aacute;lios para os novos arcebispos metropolitas, presidida pelo Papa Francisco.

O atual bispo de Leiria-F&aacute;tima &eacute; o 5.&ordm; cardeal portugu&ecirc;s do s&eacute;culo XXI e vai juntar-se a D. Jos&eacute; Saraiva Martins, D. Manuel Monteiro de Castro e D. Manuel Clemente no Col&eacute;gio Cardinal&iacute;cio. S&oacute; os cardeais com menos de 80 anos podem votar para escolher um novo Papa num Conclave. Atualmente, h&aacute; 125 cardeais nestas condi&ccedil;&otilde;es.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o com Santu&aacute;rio de F&aacute;tima
Fotos: Vatican News
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<pubDate>Fri, 29 Jun 2018 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Pe. Tolentino Mendonça elevado a arcebispo</title>
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<description><![CDATA[O Papa nomeou o Pe. Tolentino Mendon&ccedil;a &laquo;Arquivista e Bibliotec&aacute;rio da Santa Romana Igreja&raquo;. A nota divulgada na p&aacute;gina de internet do Vaticano diz que ele ser&aacute; &laquo;elevado ao mesmo tempo para a sede titular episcopal de Suava, com dignidade de Arcebispo&raquo;. Tolentino Mendon&ccedil;a toma posse a partir de 1 de setembro de 2018.
&nbsp;

O Pe. Tolentino Mendon&ccedil;a &eacute; atualmente vice-reitor da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa e orientou o retiro de Quaresma do papa Francisco e seus colaboradores em fevereiro. Este sacerdote nasceu na Madeira, foi ordenado em 1990 e fez doutoramento em Teologia B&iacute;blica. &Eacute; poeta e ensa&iacute;sta.
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<pubDate>Tue, 26 Jun 2018 12:12:00 +0100</pubDate>
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<title>D. Francisco Senra Coelho é o novo arcebispo de Évora</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco nomeou arcebispo da arquidiocese de &Eacute;vora D. Francisco Jos&eacute; Senra Coelho, atualmente bispo auxiliar da Arquidiocese de Braga. A not&iacute;cia chegou hoje do Vaticano. Francisco aceitou a &laquo;ren&uacute;ncia do governo pastoral da arquidiocese metropolitana de &Eacute;vora (Portugal), apresentada por D. Jos&eacute; Francisco Sanches Alves&raquo;.


&nbsp;
D. Francisco Senra Coelho nasceu em Maputo, Mo&ccedil;ambique, em 12 de mar&ccedil;o de 1961, em Maputo, Mo&ccedil;ambique. Estudou no Semin&aacute;rio Marior de &Eacute;vora, onde concluiu o Curso Superior de Teologia. Tem Bacharelato Can&oacute;nico em Filosofia, Bacharelato Can&oacute;nico em Teologia, Licenciatura Can&oacute;nica em Hist&oacute;ria Eclesi&aacute;stica.&nbsp; e doutoramento em Hist&oacute;ria.

Foi ordenado Presb&iacute;tero da Arquidiocese de &Eacute;vora, em 29 de Junho de 1986. A ordena&ccedil;&atilde;o episcopal foi em junho de 2014 na S&eacute; de &Eacute;vora&nbsp;e foi presidida pelo arcebispo&nbsp;D. Jos&eacute; Francisco Sanches Alves. O seu lema episcopal &eacute; &laquo;Illum oportet crescere me autem minui&raquo; (Para que Ele cres&ccedil;a e eu diminua) (Jo 3, 30).
Tem v&aacute;rias dezenas de livros editados e foi durante cinco anos colaborador da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, assinando a rubrica &laquo;Di&aacute;logo com o Padre&raquo;.
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<pubDate>Tue, 26 Jun 2018 11:10:00 +0100</pubDate>
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<title>Livro sobre D. António Marto chega às bancas</title>
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<description><![CDATA[Chega esta quarta-feira &agrave;s livrarias nacionais o livro D. Ant&oacute;nio Marto. O Cardeal de F&aacute;tima. A obra pretende dar a conhecer a hist&oacute;ria e o pensamento do cardeal nomeado D. Ant&oacute;nio Marto, bispo de Leiria-F&aacute;tima.
&nbsp;
O pref&aacute;cio foi escrito por D. Manuel Clemente. O cardeal-patriarca de Lisboa afirma que D. Ant&oacute;nio Marto &laquo;&eacute; express&atilde;o eloquente desta gera&ccedil;&atilde;o, no que diz e no modo como atua&raquo;. D. Manuel Clemente salienta que &laquo;o seu percurso pessoal, da aldeia natal ao semin&aacute;rio, da experi&ecirc;ncia fabril ao estudo romano, do magist&eacute;rio universit&aacute;rio aos sucessivos cargos episcopais (em Braga, Viseu e Leiria-F&aacute;tima), representa na Igreja em Portugal o melhor do que essa gera&ccedil;&atilde;o nos trouxe e continua a trazer&raquo;.
&nbsp;
D. Ant&oacute;nio Marto. O Cardeal de F&aacute;tima, da PAULUS Editora, apresenta uma breve biografia e alguns textos do pr&oacute;prio prelado sobre v&aacute;rios temas. O livro foi organizado pelo jornalista da Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ricardo Perna. Colaboraram tamb&eacute;m os jornalistas Jo&atilde;o Francisco Gomes, do Observador, e Oct&aacute;vio Carmo, da Ag&ecirc;ncia Ecclesia.
&nbsp;
A obra inclui tamb&eacute;m a explica&ccedil;&atilde;o sobre a import&acirc;ncia da figura do cardeal e sobre o impacto concreto da nomea&ccedil;&atilde;o de D. Ant&oacute;nio Marto. Algumas das suas homilias em momentos significativos podem tamb&eacute;m ser lidas. A acompanhar tudo uma mem&oacute;ria fotogr&aacute;fica do bispo de Leiria-F&aacute;tima.

D. Ant&oacute;nio Marto, bispo de Leiria-F&aacute;tima, vai ser criado cardeal durante o Consist&oacute;rio Ordin&aacute;rio P&uacute;blico na pr&oacute;xima quinta-feira, dia 28 de junho, a partir das 16 horas locais. No dia seguinte, 29 de junho, o Papa Francisco celebrar&aacute; a Eucaristia da Solenidade dos Santos Ap&oacute;stolos Pedro e Paulo com os 14 novos cardeais. D. Ant&oacute;nio Marto tornar-se-&aacute; o quinto cardeal portugu&ecirc;s do s&eacute;culo XXI.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Tue, 26 Jun 2018 10:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Há uma coisa pior do que o sofrimento: vivê-lo sozinho»</title>
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<description><![CDATA[Luigi Maria Epicoco &eacute; um padre italiano da arquidiocese de &Aacute;quila. Tem 38 anos e j&aacute; escreveu 21 livros. A maioria de Filosofia em que &eacute; doutorado pela Pontif&iacute;cia Universidade Lateranense. &Eacute; presen&ccedil;a habitual na televis&atilde;o no seu pa&iacute;s e tem experi&ecirc;ncia com jovens, tendo trabalhado na par&oacute;quia universit&aacute;ria em &Aacute;quila e fundou uma rep&uacute;blica universit&aacute;ria. Esteve em Portugal para falar do seu livro Somente os doentes se curam, recentemente publicado. O livro nasceu do seu sofrimento com o terramoto de &Aacute;quila, no qual morreram muitos jovens que acompanhava.
&nbsp;
Porque decidiu escrever este livro?

Este livro nasce como o desejo de fazer a s&iacute;ntese de uma crise pessoal de encontro com o sofrimento, sobretudo na experi&ecirc;ncia que vivi do terramoto [de &Aacute;quila], e do encontro com o Ressuscitado. Quando pensamos no Ressuscitado, pensamos sempre como uma experi&ecirc;ncia positiva e luminosa. Mas, na verdade, todos os que se encontram com o Ressuscitado n&atilde;o sabem que ressuscitou. S&oacute; percebem depois. N&atilde;o &eacute; uma experi&ecirc;ncia imediata mas uma experi&ecirc;ncia mediata.&nbsp; Interessava-me aproximar-me de perceber como &eacute; o tempo em que se est&aacute; com o Ressuscitado, mas n&atilde;o se percebe que &eacute; Ele. E a&iacute; surge esta imagem bel&iacute;ssima dos disc&iacute;pulos de Ema&uacute;s, que regressam a casa, desiludidos, tristes e cabisbaixos. Com uma crise &agrave;s costas. Regressam a casa convencidos de que a sua hist&oacute;ria acabou. Mas, na sua desilus&atilde;o de aproxima&ccedil;&atilde;o a casa, Jesus aproxima-Se deles e fala &agrave;s suas desilus&otilde;es, a falar a sua l&iacute;ngua, a falar &agrave; sua tristeza e come&ccedil;a a reconstruir um significado, a juntar as pe&ccedil;as da crise.

Porque escrevo este livro? Porque n&oacute;s quando vivemos uma crise vivemo-la como se fosse uma patologia, qualquer coisa que fosse curada com a medicina. &Eacute; como eu sentir uma dor e em vez de ouvir essa dor s&oacute; procuro n&atilde;o a sentir. A dor &eacute; escutada. Jesus escuta o sofrimento que vivem estes rapazes, escuta a sua tristeza, a sua inquietude, ele guia-os, educa-os. &Eacute; poss&iacute;vel uma educa&ccedil;&atilde;o na crise? Este livro nasce por este motivo a partir da minha crise, do meu sofrimento.
&nbsp;
Esteve no terramoto em &Aacute;quila?

Sim. Sou p&aacute;roco da par&oacute;quia universit&aacute;ria. O tempo do terramoto, vivo-o ali. Morreram 54 dos meus jovens da minha comunidade. Para mim, foi muito duro enfrentar isto. Porque &eacute; que eu estou vivo quando eles est&atilde;o mortos? Um sentimento de culpa muito profundo. Porqu&ecirc;? Porque quando tens uma responsabilidade educativa tens de proteger as pessoas que te s&atilde;o confiadas. E quando percebes que n&atilde;o as consegues proteger, sentes-te profundamente impotente. N&atilde;o te salva a teologia e as ideias, etc. &eacute; preciso repensar tudo, a tua vida a partir de um sentimento profundo de fragilidade.
&nbsp;
Como trabalhou este sofrimento com os outros jovens?

Quando vivemos isto, damo-nos conta de que na realidade h&aacute; uma coisa pior do que o sofrimento. &Eacute; viver o sofrimento sozinho, na solid&atilde;o. &Eacute; muito importante que as coisas sejam vividas em conjunto, juntos. Passa-se o mesmo com os disc&iacute;pulos de Ema&uacute;s: eles vivem juntos aquela crise. Isso define a necessidade da Igreja. O que &eacute; a Igreja? A necessidade de n&atilde;o viver sozinho. Mesmo uma coisa bela como o Evangelho n&atilde;o pode ser vivida s&oacute;, tem de ser relacional. S&oacute; percebemos as coisas na rela&ccedil;&atilde;o. Assim, se a dor tende a isolar-te, a estares s&oacute;, o esfor&ccedil;o n&atilde;o deve ser encontrar &aacute; for&ccedil;a uma solu&ccedil;&atilde;o para o sofrimento, mas viv&ecirc;-lo juntos. Ent&atilde;o: se tu te disp&otilde;es a partilhar o teu sofrimento e a viv&ecirc;-lo com outros, muda alguma coisa, come&ccedil;a a haver horizonte.
&nbsp;
Diz que s&oacute; os doentes se curam. Somos todos doentes, no sentido n&atilde;o f&iacute;sico?

Esta &eacute; uma express&atilde;o roubada ao Evangelho. O que quer dizer? Jesus &eacute; dur&iacute;ssimo contra uma mentalidade de n&atilde;o ter necessidade de nada. O que Jesus nos traz que &eacute; a Salva&ccedil;&atilde;o s&oacute; pode ser acolhido por quem sinta necessidade de ser salvo. Se tu pensas ser justo, se pensas ser s&atilde;o, se tu pensas n&atilde;o precisar, ent&atilde;o n&atilde;o podes compreender o Evangelho. Ainda n&atilde;o chegou o dia para ti. A tua jornada come&ccedil;a no dia em que tu aceitas estar doente.

Dou sempre um exemplo muito simples: Uma pessoa que esteja doente com cancro, que &eacute; uma doen&ccedil;a muito grave, pensa que o tratamento come&ccedil;a no dia em que inicia os medicamentos. Mas n&atilde;o &eacute; assim. Quem trabalha com doentes nos hospitais d&aacute;-se conta de que a primeira fase da doen&ccedil;a &eacute; a n&atilde;o-aceita&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a. Isto &eacute;, as pessoas n&atilde;o aceitam estar doentes: fazem de conta que n&atilde;o existe, n&atilde;o querem ver as an&aacute;lises, n&atilde;o querem ir ao m&eacute;dico, vivem a vida como se n&atilde;o tivesse acontecido nada. O primeiro trabalho a fazer com elas &eacute; ajud&aacute;-las a aceitar estar doentes. &Eacute; quando come&ccedil;a a sua recupera&ccedil;&atilde;o, mesmo ainda sem tomar os medicamentos. Este livro diz exatamente isto: que s&oacute; os que reconhecem estar doentes podem curar-se, porque s&oacute; quem tem esta consci&ecirc;ncia de fragilidade, s&oacute; quem tem consci&ecirc;ncia da sua doen&ccedil;a pode curar-se.
&nbsp;
&Eacute; este um livro para crentes ou tamb&eacute;m para n&atilde;o-crentes?

Para todos. Para ambos. Este livro divide-se fundamentalmente em duas partes. A primeira, digamos assim, &eacute; para todos, tamb&eacute;m para os n&atilde;o-crentes, porque fala de coisas que todos temos: a inquietude, a nostalgia, a tristeza, a necessidade de amizade. Fala da parte humana que &eacute; um pouco como querer encontrar a pergunta que todos trazemos no cora&ccedil;&atilde;o. Todos. Na segunda parte a necessidade da f&eacute;, que surge como uma resposta a esta grande pergunta. Mas gosto deste excerto do Evangelho porqu&ecirc;? Porque Jesus ressuscitou. E Jesus ressuscitou j&aacute; mesmo quando eles ainda n&atilde;o sabem que &eacute; Ele. Isto &eacute;, Jesus ressuscitou quando eles ainda O procuravam sem f&eacute;, com inquietude, quando ainda n&atilde;o o reconheciam. &Eacute; bonito ver que Jesus n&atilde;o se aproxima somente daqueles que t&ecirc;m f&eacute;. Jesus enche a vida tamb&eacute;m daqueles que n&atilde;o O reconhecem e que por toda a vida nunca chegam a dizer &laquo;Jesus &eacute; o Senhor&raquo;. E todavia, como um estrangeiro, como um forasteiro, como um qualquer, dizia um grande te&oacute;logo &laquo;travestido de acaso&raquo;, Jesus faz-Se pr&oacute;ximo das pessoas e come&ccedil;a a falar &agrave;s suas inquietudes, come&ccedil;a a falar &agrave;s suas perguntas, come&ccedil;a a falar ao seu humano. N&oacute;s crist&atilde;os n&atilde;o devemos mendigar. Isto &eacute;, para ser crist&atilde;o &eacute; preciso ser profundamente humano. Se mendigamos a nossa humanidade o que resta do cristianismo &eacute; s&oacute; uma informa&ccedil;&atilde;o, &eacute; s&oacute; teologia e s&oacute; moral. Mas n&atilde;o te salva. E o cristianismo em que acreditamos &eacute; encarna&ccedil;&atilde;o. Logo, significa que a primeira grande linguagem que Jesus fala &eacute; a linguagem do humano. Ent&atilde;o n&atilde;o devemos ter medo de entrar em di&aacute;logo com todos, mesmo com quem n&atilde;o tem f&eacute;, porque todos temos esta procura. O senhor fala ao humano que h&aacute; dentro de n&oacute;s.
&nbsp;
Trabalha muito com jovens. Eles tamb&eacute;m s&atilde;o buscadores neste sentido?

Os jovens, sobretudo, jovens universit&aacute;rios, neste momento hist&oacute;rico n&atilde;o amam hist&oacute;rias. Querem viver por coisas muito concretas, muito verdadeiras. A experi&ecirc;ncia do pecado, a experi&ecirc;ncia da fragilidade &eacute; vista muitas vezes apenas do ponto de vista moralista. O que quero dizer? Que falar do pecado faz nascer logo dentro de n&oacute;s o que chamamos sentimento de culpa. Sentimento de culpa n&atilde;o &eacute; o argumento mais importante da nossa viv&ecirc;ncia porque o pecado na realidade n&atilde;o &eacute; mais do que uma tentativa falhada de ser feliz. Algu&eacute;m tenta ser feliz e erra o modo de l&aacute; chegar. De fundo &eacute; uma coisa boa: estamos &agrave; procura da felicidade. S&oacute; que falhamos. Quando quero propor um cristianismo de reconcilia&ccedil;&atilde;o com sermos pecadores, agrada-me salientar n&atilde;o um sentimento de culpa mas uma vontade justa de ser feliz e uma outra vontade justa de encontrar um caminho para ser feliz. Nem todos os caminhos nos fazem felizes. Cristo diz-nos que a porta que conduz ao reino &eacute; estreita. Como vivemos numa &eacute;poca hedonista em que temos medo da dor e do trabalho, quando uma coisa implica dor e trabalho fugimos. Ent&atilde;o, &eacute; preciso educar para que a dor nem sempre &eacute; bruta e a fadiga nem sempre &eacute; bruta. E que h&aacute; coisas que valem a pena serem procuradas, mesmo que seja preciso sofrer e trabalhar.
&nbsp;
E como se faz isso com os jovens? Como faz&ecirc;-los sentir que este &eacute; o caminho?

Nos meus anos de sacerd&oacute;cio percebi que, na realidade, n&oacute;s padres, n&oacute;s educadores, n&oacute;s Igreja, n&atilde;o devemos procurar nada de novo. H&aacute; grandes vias que nos ajudam neste encontro com Cristo. A primeira &eacute; a Palavra, porque o encontro com o Evangelho, mas n&atilde;o com os serm&otilde;es sobre o Evangelho mas com o encontro com a Palavra, com o pr&oacute;prio Evangelho muda completamente a mentalidade dos jovens. Conto sempre uma hist&oacute;ria: quando eu era pequeno, o meu pai levava-me &agrave; festa do pa&iacute;s. Eu era muito pequenino e baixo e ele dava-me a m&atilde;o. Era uma festa, era uma coisa muito bela. Mas eu sentia-me esmagado por todos. Era uma festa mas eu n&atilde;o conseguia ser feliz porque era muito pequenino. Ent&atilde;o o meu pai pegou-me nos bra&ccedil;os e p&ocirc;s-me &agrave;s cavalitas. Naquele momento, era tamb&eacute;m uma festa para mim. Mas a festa era igual. Eu &eacute; que tinha mudado o ponto de vista. Ent&atilde;o: a palavra de Deus n&atilde;o muda a realidade, se tu tens um problema, o problema continua. Mas muda o ponto de vista sobre o problema. Isto muda tudo. O primeiro encontro com Cristo &eacute; o encontro com o Evangelho, porque &eacute; o encontro com algo que te muda o ponto de vista.
O segundo encontro com Cristo &eacute; o encontro com a experi&ecirc;ncia da miseric&oacute;rdia. O que propomos fundamentalmente? Responder a esta pergunta: que tem Cristo que ver comigo? Ele que tem que ver realmente com a minha vida. &Eacute; preciso fazer compreender que n&atilde;o s&atilde;o duas retas paralelas que nunca se encontram: aqui eu e ali o Evangelho e nunca nos encontramos. Mas constantemente a nossa vida est&aacute; ligada com o Evangelho. E assim o &uacute;nico modo de poder compreender tudo isto &eacute; recuperar a nossa capacidade de amar. E o que te ajuda a recuper&aacute;-la? Os pobres. Recordo que na minha experi&ecirc;ncia na par&oacute;quia universit&aacute;ria, come&ccedil;&aacute;mos a propor formas de voluntariado com doentes terminais no hospital, com os velhinhos, com as crian&ccedil;as depois da escola, etc. porque &eacute; que isto era importante? N&atilde;o era para que o jovem se sentisse bom, mas porque o encontro com a fragilidade do outro ajuda a dares-te conta da tua pr&oacute;pria fragilidade. E se tu aprendes a amar uma pessoa quando n&atilde;o &eacute; &ldquo;am&aacute;vel&rdquo;&hellip;. Temos uma vis&atilde;o muito po&eacute;tica dos pobres. Pensamos que eles est&atilde;o assim, de m&atilde;os juntas &agrave; nossa espera. Muitas vezes, os pobres s&atilde;o antip&aacute;ticos, n&atilde;o querem falar-te, muitas vezes s&atilde;o ego&iacute;stas. E tu seres capaz de amar assim gratuitamente, sem esperar nada em troca, este exerc&iacute;cio cura-te interiormente. Dizemos que esta &eacute; uma proposta que fizemos para promover este encontro.

O que aprendeu ao trabalhar com os jovens e estando ao lado deles?

Que n&atilde;o precisamos de curar a juventude, porque um jovem &eacute; sempre estimulante. Um jovem vive a vida esperando sempre algo da vida. Quando n&oacute;s j&aacute; n&atilde;o esperamos nada da vida, a vida est&aacute; mal. Ent&atilde;o estar com um jovem significa estar constantemente em crise. Mas isso n&atilde;o quer dizer que a crise &eacute; uma coisa m&aacute; porque &eacute; uma crise de esperar algo da vida. &Agrave;s vezes, pensamos resolver a crise destes jovens dizendo como ir&aacute; acabar a sua hist&oacute;ria. Mas nenhum de n&oacute;s sabe como ir&aacute; terminar. Por exemplo, o que me fez sofrer muito no terramoto foi que estes jovens morreram quando esperavam tudo da vida: casar-se, serem m&eacute;dicos, engenheiros. E encontraram a morte assim, em 30 segundos&hellip; Que significa? Que a sua vida foi in&uacute;til por isso? Que ainda vale a pena sonhar, esperar algo da vida? Se algu&eacute;m, por medo de sofrer, j&aacute; n&atilde;o espera nada, ent&atilde;o j&aacute; morreu. Ent&atilde;o: eu aprendi isto com os jovens: &eacute;-se jovem n&atilde;o pelos anos que se tem, mas pela capacidade que se tem de esperar algo.
&nbsp;

Entrevista conduzida por Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Fri, 22 Jun 2018 10:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Livro sensibiliza crianças para os refugiados</title>
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<description><![CDATA[Carla Alves &eacute; m&atilde;e de Mariana. A filha fez anos em abril. Com ela, outros tr&ecirc;s colegas do 2.&ordm; ano tamb&eacute;m comemoraram o anivers&aacute;rio nesse mesmo m&ecirc;s. Os pais da turma do Col&eacute;gio de S&atilde;o Jo&atilde;o de Brito t&ecirc;m juntando as comemora&ccedil;&otilde;es dos anivers&aacute;rios dos filhos. Neste caso, Carla e os outros pais n&atilde;o quiseram presentes para as crian&ccedil;as. &laquo;Pedimos a cada pai que contribu&iacute;sse com um donativo e escolhemos o JRS (Servi&ccedil;o Jesu&iacute;ta aos Refugiados) este ano&raquo;, explica &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;. E as crian&ccedil;as perceberam? Esta m&atilde;e explica que sim, embora tenha havido inicialmente pena por n&atilde;o receberem os habituais brinquedos. &laquo;Explic&aacute;mos que, quando eles t&ecirc;m tantos brinquedos, h&aacute; meninos que n&atilde;o t&ecirc;m brinquedos nem roupa. Conseguimos angariar 580 euros. Eram quase 40 crian&ccedil;as.



Neste dia mundial do refugiado, a turma destes quatro meninos marcou presen&ccedil;a na apresenta&ccedil;&atilde;o do livro Os meus irm&atilde;os refugiados, de Thereza Ameal, com ilustra&ccedil;&otilde;es de Pedro Rocha e Mello. O local escolhido foi o Centro de Acolhimento de refugiados da C&acirc;mara Municipal de Lisboa, no Lumiar, ao cuidado do JRS. Neste momento, vivem aqui 26 refugiados. Mas desde a abertura, em fevereiro de 2016, j&aacute; passaram pelo centro 200 pessoas. Andr&eacute; Costa Jorge, diretor do JRS, acredita que &eacute; &laquo;importante irmos sensibilizando as crian&ccedil;as e os mais jovens que est&atilde;o deste lado do mundo e que felizmente vivem longe do contexto de perigo e de risco em que vivem os refugiados&raquo;. Este respons&aacute;vel salienta, em entrevista &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, que todos temos de &laquo;estar atentos &agrave; realidade que nos rodeia e que existem outras pessoas que est&atilde;o em sofrimento. E isso deve levar-nos a agir e n&atilde;o nos aburguesarmos no nosso bem-estar. Sairmos de n&oacute;s, irmos ao encontro de Deus e Deus est&aacute; no rosto dos pobres e dos que sofrem.&raquo;



A apresenta&ccedil;&atilde;o do livro contou com a presen&ccedil;a de dezenas de crian&ccedil;as de v&aacute;rios estabelecimentos de ensino de Lisboa (Col&eacute;gio S&atilde;o Jo&atilde;o de Brito, Col&eacute;gio Valsassina, Col&eacute;gio S&atilde;o Tom&aacute;s e crian&ccedil;as do projeto All Together da Associa&ccedil;&atilde;o de Pais das Escolas do Alto do Lumiar). Uns trabalharam o tema dos refugiados, outros o pr&oacute;prio livro escrito por Thereza Ameal. Os trabalhos foram expostos no local. A autora revela t&ecirc;-lo escrito por se ter deixado tocar pelo que lhe foi contado pelo sobrinho e pelo filho e nora que estiveram a trabalhar, como volunt&aacute;rios, com refugiados, na Gr&eacute;cia. &laquo;O Pedro [Rocha e Mello, sobrinho] mandou-me uma foto de uma menina com uma cara amorosa e eu rezava todos os dias pelos refugiados e vinha-me sempre &agrave; cabe&ccedil;a a cara daquela menina&raquo;, conta. Foi nessa menina que se inspirou para contar a hist&oacute;ria de Miriam. Mas por que raz&atilde;o algu&eacute;m escreve um livro sobre refugiados para crian&ccedil;as? &laquo;&Eacute; importante falar com as crian&ccedil;as de coisas s&eacute;rias&raquo;, defende. Dirigindo-se aos mais pequenos presentes, a autora pediu: &laquo;Ponham o dedo no ar os que j&aacute; ouviram falar deste assunto no telejornal ou noutro s&iacute;tio?&raquo; Quase todos se levantaram. &laquo;&Agrave;s vezes, os pais n&atilde;o se lembram de conversar sobre isto com os filhos. Ajudem os vossos pais a abri o cora&ccedil;&atilde;o aos refugiados, se eles tiverem medo&raquo;, pediu.



Thereza Ameal disse compreender porque tantos t&ecirc;m medo dos refugiados: &laquo;A diferen&ccedil;a, em geral, assusta, mete medo. N&atilde;o devemos deixar nunca nunca que a diferen&ccedil;a nos fa&ccedil;a um cora&ccedil;&atilde;o duro e que nos feche o cora&ccedil;&atilde;o. Gostaria muito que este livro nos ajudasse a promover a paz e a acolher os nossos irm&atilde;os refugiados&raquo;, pediu. O ilustrador Pedro Rocha e Mello sublinhou o mesmo pedido, com base na sua pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia. &laquo;H&aacute; dois anos, trabalhei no centro do JRS em Atenas. Ao fazer este livro olhei para tr&aacute;s e vi o que conhecia dos refugiados antes de ir para a Gr&eacute;cia. Foi &oacute;timo ir descobrindo, ir abrindo o cora&ccedil;&atilde;o.&raquo; No livro, a hist&oacute;ria de Miriam &eacute; fic&ccedil;&atilde;o, mas tem muito de real nela. &laquo;Nesta hist&oacute;ria est&atilde;o centenas de pessoas e de caras diferentes verdadeiras e como portugueses temos esta responsabilidade de saber acolher e de saber acolher o que &eacute; diferente e que n&atilde;o nos deve assustar&raquo;, defendeu.

O livro Os meus irm&atilde;os refugiados tem pref&aacute;cio e introdu&ccedil;&atilde;o de Marcelo Rebelo de Sousa e de Ant&oacute;nio Guterres. Os direitos de autor resultantes da venda da obra ser&atilde;o doados ao JRS.
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Reportagem e fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Wed, 20 Jun 2018 22:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Devolver sorrisos e dignidade a quem perdeu tudo</title>
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<description><![CDATA[Fogem de persegui&ccedil;&otilde;es &eacute;tnicas, religiosas, de mutila&ccedil;&atilde;o genital, de viol&ecirc;ncia ou de pobreza extrema. Enfrentam as montanhas, os contrabandistas, a explora&ccedil;&atilde;o sexual e laboral, abusos de toda a esp&eacute;cie. E s&atilde;o crian&ccedil;as. De toda a parte do mundo onde h&aacute; conflitos, sabemos que as crian&ccedil;as s&atilde;o dos grupos mais vulner&aacute;veis. Mas nunca pensamos em como ser&aacute; a sua vida.


&Agrave; Casa da Crian&ccedil;a Refugiada (CACR), em Lisboa, chegaram, nestes quase seis anos de funcionamento, mais de 200 crian&ccedil;as e jovens n&atilde;o acompanhados &agrave; procura de ref&uacute;gio. V&ecirc;m de todas as partes do mundo, mas com mais incid&ecirc;ncia de &Aacute;frica e do M&eacute;dio Oriente. Dora Estoura &eacute; a respons&aacute;vel da casa e est&aacute; l&aacute; desde o in&iacute;cio do projeto. &laquo;Esta casa foi criada faz seis anos em outubro por iniciativa do ent&atilde;o presidente da C&acirc;mara Municipal de Lisboa, Ant&oacute;nio Costa, que j&aacute; nos tinha, nos seus tempos de ministro da Administra&ccedil;&atilde;o Interna, desafiado para acolhermos os menores n&atilde;o acompanhados que solicitavam prote&ccedil;&atilde;o internacional a Portugal. Quando foi presidente da c&acirc;mara, a nossa presidente da associa&ccedil;&atilde;o devolveu-lhe o desafio e pediu-lhe ajuda para podermos efetivamente faz&ecirc;-lo condignamente, e ent&atilde;o ele cedeu este espa&ccedil;o devoluto pertencente &agrave; c&acirc;mara, e facilitou o contacto com outros parceiros, nomeadamente a Swatch, a Funda&ccedil;&atilde;o Lu&iacute;s Figo, a SIC Esperan&ccedil;a, a JC Decaux, o BPI, e outros parceiros que, juntos, permitiram a reconstru&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o e a adapta&ccedil;&atilde;o para poder ser a casa dos menores que chegavam a pedir asilo a Portugal&raquo;, conta esta respons&aacute;vel.

O espa&ccedil;o apenas acolhe menores que chegam ao pa&iacute;s n&atilde;o acompanhados, sem fam&iacute;lia ou qualquer tipo de tutor, transportados por redes de traficantes ou fugindo dessas mesmas redes. &laquo;S&atilde;o jovens que fogem clandestinamente dos seus pa&iacute;ses, atrav&eacute;s de redes que &agrave;s vezes facilitam a transi&ccedil;&atilde;o de um pa&iacute;s para o outro, e outras vezes apanham-nos e exploram-nos entretanto. Um dos riscos bastante s&eacute;rio &eacute; precisamente o facto de recorrerem a pessoas que n&atilde;o sabem se os v&atilde;o levar para seguran&ccedil;a ou n&atilde;o. E por isso temos de, &agrave; chegada, estar atentos a sinais que possam indicar se est&atilde;o a ser v&iacute;timas de tr&aacute;fico ou n&atilde;o para podermos acionar os mecanismos necess&aacute;rios com as entidades que tratam disto. V&ecirc;m por v&aacute;rias formas &ndash; a&eacute;rea, terrestre ou mar&iacute;tima &ndash;, cada um traz a sua hist&oacute;ria, o seu percurso, e chegados a Portugal, junto das autoridades, pedem prote&ccedil;&atilde;o. Sendo menores, &agrave; partida n&atilde;o t&ecirc;m poder legal para formalizar. O SEF encaminha-nos estes menores e participa o caso ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico, que depois nos nomeia seus representantes legais, e n&oacute;s confirmamos este ato de pedido de asilo, para que seja legal&raquo;, explica Dora Estoura.


Desde o seu in&iacute;cio, j&aacute; acolheram mais de 200 crian&ccedil;as e jovens, &laquo;dos zero aos 19 anos&raquo;. &laquo;J&aacute; tivemos dois beb&eacute;s que nasceram enquanto as m&atilde;es estavam na casa, foram jovens que j&aacute; chegaram gr&aacute;vidas a Portugal, e tiveram os seus filhos c&aacute;. Um deles at&eacute; nasceu no Dia Mundial do Refugiado, por sinal, e s&atilde;o beb&eacute;s cuja primeira casa foi esta&raquo;, conta.

O passo final no processo de autonomiza&ccedil;&atilde;o &eacute; a procura de emprego e reinser&ccedil;&atilde;o na sociedade, com ou sem apoio da casa. Mas antes &eacute; preciso fazer o mais b&aacute;sico, que &eacute; recuperar a dignidade destes jovens que chegam, muitos deles, totalmente destru&iacute;dos. &laquo;Aqui o nosso trabalho consiste em transmitir-lhes seguran&ccedil;a. Eles residem aqui, est&atilde;o aqui acolhidos, mas &eacute; um centro aberto e trabalhamos para os integrar em Portugal e trabalhamo-los para a autonomia. Depois de se sentirem seguros, tentamos trabalhar a vincula&ccedil;&atilde;o deles, porque uma das maiores li&ccedil;&otilde;es que estes jovens aprenderam era a de que n&atilde;o podiam confiar em ningu&eacute;m. Estamos a falar de jovens e crian&ccedil;as, e temos de voltar a transmitir que afinal podem acreditar no ser humano, que podem confiar, e gradualmente criar la&ccedil;os que lhes possam servir de refer&ecirc;ncia a encontrarem mais tarde redes de rela&ccedil;&atilde;o l&aacute; fora, que os ajudem a sentir-se mais parte desta sociedade que os acolhe&raquo;, diz a respons&aacute;vel pela CACR.

Esta &eacute; a parte essencial do trabalho, que prepara tudo o que se segue a partir da&iacute;, que visa a sua integra&ccedil;&atilde;o na sociedade. &laquo;Ou aqui lhes proporcionamos um ambiente de seguran&ccedil;a, que lhes permita voltar a acreditar nos outros seres e confiar e come&ccedil;ar a criar la&ccedil;os para perceberem que afinal podem voltar a uma certa estabilidade que em tempos tiveram, ou facilmente os perdemos e v&atilde;o ser algu&eacute;m perdido na sociedade. Este trabalho de poder ajud&aacute;-los a se reencontrarem, a se redescobrirem, &eacute; essencial porque a pessoa que eram j&aacute; n&atilde;o a s&atilde;o&raquo;, sustenta.



Pode ler a reportagem completa na edi&ccedil;&atilde;o de junho da revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
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Texto: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e ACHNUR
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<pubDate>Wed, 20 Jun 2018 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>D. António Marto propõe «maior integração» de recasados</title>
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<description><![CDATA[O bispo de Leiria-F&aacute;tima tornou p&uacute;blica uma nota pastoral com orienta&ccedil;&otilde;es para um &laquo;caminho de acompanhamento e discernimento&raquo; para &laquo;maior integra&ccedil;&atilde;o eclesial dos fi&eacute;is divorciados a viver em nova uni&atilde;o&raquo;. Com o t&iacute;tulo &laquo;O Senhor est&aacute; perto de quem tem o cora&ccedil;&atilde;o ferido (Sl 34, 19)&raquo;, o documento refere que &eacute; preciso tratar quem se divorcia e inicia um novo relacionamento com &laquo;acolhimento com miseric&oacute;rdia&raquo; atrav&eacute;s de &laquo;um atento discernimento e um acompanhamento com grande respeito&raquo;. Isso dever&aacute; ser feito com os sacerdotes &laquo;num caminho de acolhimento, conjugando caridade e verdade&raquo; e por &laquo;homem e a mulher juntos, ou somente por um deles&raquo;. A ideia &eacute; n&atilde;o perder de vista o &laquo;fundamental&raquo; que &eacute; &laquo;o an&uacute;ncio do amor e da ternura de Cristo, que estimule ou renove o encontro pessoal com Jesus Cristo vivo (cf. AL 58), e n&atilde;o o aspeto juridicista ou moralista da lei&raquo;.
A primeira etapa &eacute; verificar se h&aacute; condi&ccedil;&otilde;es para &laquo;nulidade do matrim&oacute;nio no Tribunal Eclesi&aacute;stico&raquo;. Se n&atilde;o houver, D. Ant&oacute;nio Marto defende a hip&oacute;tese &laquo;compromisso de viverem em contin&ecirc;ncia conjugal&raquo;, mesmo reconhecendo &laquo;as dificuldades de tal op&ccedil;&atilde;o&raquo;. &laquo;Neste itiner&aacute;rio de discernimento, quando as circunst&acirc;ncias concretas de um casal o tornem fact&iacute;vel, especialmente quando ambos sejam crist&atilde;os com um caminho s&oacute;lido de f&eacute;, pode-se examinar a possibilidade do compromisso de viverem em contin&ecirc;ncia conjugal&raquo;, diz a nota pastoral.
Foi criado um gui&atilde;o de apoio onde s&atilde;o definidos todos os casos que devem ser dados nas cinco etapas que o bispo de Leiria-F&aacute;tima define: &laquo;a) ora&ccedil;&atilde;o e exerc&iacute;cios espirituais, com vista &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o da liberdade interior; b) mem&oacute;ria e exame de consci&ecirc;ncia acerca do matrim&oacute;nio sacramental e das suas consequ&ecirc;ncias, com vista &agrave; aceita&ccedil;&atilde;o, reconcilia&ccedil;&atilde;o interior e &ldquo;cura&rdquo; das feridas; c) avalia&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o atual, bem como da consci&ecirc;ncia da presen&ccedil;a de Deus e da vida espiritual dos dois envolvidos e da sua fam&iacute;lia; d) discernimento da vontade de Deus para eles neste momento e da melhor maneira de a p&ocirc;r em pr&aacute;tica; e) avalia&ccedil;&atilde;o final do percurso e confirma&ccedil;&atilde;o da decis&atilde;o.&raquo;

O caminho deve ser percorrido pelos pr&oacute;prios e ao sacerdote cabe ouvir, acolher e ajudar.
A finalidade deste discernimento e acompanhamento n&atilde;o &eacute; dar &laquo;uma &ldquo;autoriza&ccedil;&atilde;o&rdquo; geral para aceder aos sacramentos&raquo;. D. Ant&oacute;nio Marto explica que se trata &laquo;de um percurso de discernimento pessoal, no foro interno, isto &eacute;, na consci&ecirc;ncia, acompanhado em encontros regulares por um pastor, que ajuda a distinguir adequadamente cada caso singular &agrave; luz do ensinamento da Igreja&raquo;. O papel do sacerdote acompanhante n&atilde;o &eacute; &laquo;tomar a decis&atilde;o, mas assegurar que todo o processo decorreu como devia e reconhecer o papel da consci&ecirc;ncia das pessoas&raquo;. Se for esse o caso, a decis&atilde;o da pessoa ou casal &eacute; confirmada por ele. &laquo;Ent&atilde;o, com a ajuda do orientador espiritual e a sua assinatura, a pessoa ou o casal redigir&aacute; um testemunho do percurso e da decis&atilde;o, em dois exemplares. Um fica na sua posse e o outro &eacute; enviado ao bispo diocesano, para seu conhecimento&raquo;, explica a nota pastoral.



O ponto quinto da nota pastoral estabelece os crit&eacute;rios para fazer o exame de consci&ecirc;ncia partindo da Amoris Laetitia: &laquo;Atrav&eacute;s de momentos de reflex&atilde;o e de arrependimento&raquo;, &laquo;questionar-se como se comportaram com os seus filhos quando a uni&atilde;o conjugal entrou em crise&raquo;, &laquo;se houve tentativas de reconcilia&ccedil;&atilde;o&raquo;, &laquo;como &eacute; a situa&ccedil;&atilde;o do c&ocirc;njuge abandonado&raquo;, &laquo;que consequ&ecirc;ncias tem a nova rela&ccedil;&atilde;o sobre o resto da fam&iacute;lia e da comunidade dos fi&eacute;is&raquo; e &laquo;que exemplo oferece a nova rela&ccedil;&atilde;o aos jovens que se devem preparar para o matrim&oacute;nio&raquo;.

Na diocese de Leiria-F&aacute;tima, este acompanhamento aos divorciados em nova uni&atilde;o ser&aacute; assegurada pelo Servi&ccedil;o de Apoio &agrave; Fam&iacute;lia, do Departamento de Pastoral Familiar da Diocese. Mas D. Ant&oacute;nio Marto deixa um desafio a todos: &laquo;Exorto, por fim, as comunidades crist&atilde;s a serem abertas a um verdadeiro acolhimento, dispostas a prestar aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis, pacientes em propor caminhos de discernimento, generosas em favorecer possibilidades e lugares de integra&ccedil;&atilde;o; numa palavra, sens&iacute;veis &agrave; miseric&oacute;rdia divina, porque &ldquo;o Senhor est&aacute; pr&oacute;ximo de quem tem o cora&ccedil;&atilde;o ferido&rdquo; (Sl 34, 19).&raquo;

A nota pastoral agora divulgada retoma o trabalho e o documento feito pelos bispos da regi&atilde;o centro e que inspirou outras dioceses a definirem as suas pr&oacute;prias normas para o discernimento dos casais em segunda uni&atilde;o.
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<pubDate>Fri, 15 Jun 2018 14:00:00 +0100</pubDate>
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<title>António e Antónia: 50 anos de um amor para toda a vida</title>
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<description><![CDATA[]]></description>
<pubDate>Tue, 12 Jun 2018 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Santidade em debate na Feira do Livro</title>
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<description><![CDATA[No passado s&aacute;bado, dia 9, debateu-se, na Feira do Livro de Lisboa, a mais recente exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica do Papa Francisco Gaudete et exsultate. A te&oacute;loga C&aacute;tia Tuna e o padre Gon&ccedil;alo Portocarrero de Almada analisaram o documento e dialogaram sobre os desafios que o Papa deixa &agrave; Igreja e aos crentes.



Para C&aacute;tia Tuna, &laquo;esta exorta&ccedil;&atilde;o &eacute; profundamente &eacute;tica e v&ecirc; a santidade como um saber-fazer&raquo;. Da&iacute; que Francisco defenda que &laquo;a santidade se entorna pelos dias e no dia a dia de cada um. Procura ver os bastidores daquele que se prop&otilde;e &agrave; santidade&raquo;. A te&oacute;loga lembra que as edi&ccedil;&otilde;es da exorta&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m capas com pain&eacute;is de santos e considera muito apropriada a escolha. &laquo;O Papa convida-nos a fazer o nosso pr&oacute;prio painel de santos da nossa vida&raquo;, defende. Para C&aacute;tia Tuna, Francisco retoma na exorta&ccedil;&atilde;o alguns temas que j&aacute; tem vindo a abordar como a simplicidade da santidade, a unidade dos crist&atilde;os e &laquo;as bem-aventuran&ccedil;as como BI dos crist&atilde;os&raquo;.



Mas a exorta&ccedil;&atilde;o fala tamb&eacute;m do &laquo;dom das l&aacute;grimas e dom do riso&raquo;. Confessando que ao ler a exorta&ccedil;&atilde;o fez um &laquo;copioso exame de consci&ecirc;ncia&raquo;, a te&oacute;loga afirma que &laquo;&eacute; uma exorta&ccedil;&atilde;o combativa em termos interiores&raquo;. E, neste contexto, entende tamb&eacute;m &laquo;a quest&atilde;o do maligno&raquo;. &laquo;Se o mist&eacute;rio do mal estiver s&oacute; entre o homem e Deus h&aacute; uma bifurca&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil de gerir. A quest&atilde;o do maligno &eacute; responsabilizante para o leitor&raquo;, afirma.

J&aacute; o Pe. Gon&ccedil;alo Portocarrero de Almada lamenta que tenha havido &laquo;uma certa seculariza&ccedil;&atilde;o do conceito de santidade&raquo; e lembra que &laquo;ouvimos falar do santo laico ou chamar Sua Santidade ao Dalai Lama, quando a santidade &eacute; um atributo pr&oacute;prio crist&atilde;o&raquo;. Este sacerdote cita Santo Agostinho que dizia: &laquo;O meu peso &eacute; o meu amor.&raquo; O Pe. Gon&ccedil;alo explica: &laquo;N&atilde;o &eacute; tanto aquilo que eu fa&ccedil;o. Eu valho o que vale o meu amor. No amor, somos todos iguais. Na intelig&ecirc;ncia n&atilde;o. Mas a santidade n&atilde;o depende da intelig&ecirc;ncia, depende do amor, e nisso somos todos iguais. A santidade pode ser afer&iacute;vel pela perfei&ccedil;&atilde;o na caridade.&raquo;

O Pe. Gon&ccedil;alo lembra que, tradicionalmente, &laquo;o mundo era visto como um lugar onde a santidade n&atilde;o era poss&iacute;vel&raquo;. E este sacerdote acredita que esta ideia ainda est&aacute; enraizada em muitos. O Pe. Gon&ccedil;alo recorda uma conversa com um seu amigo sacerdote que lhe falava de um leigo que desempenhava v&aacute;rios cargos de lideran&ccedil;a na par&oacute;quia. &laquo;E eu perguntei: &ldquo;E &eacute; bom marido? &Eacute; bom pai? &Eacute; bom cidad&atilde;o? &Eacute; bom profissional?&rdquo; E ele n&atilde;o sabia dizer. &ldquo;Suponho que sim.&rdquo; O principal desafio da sua vida &eacute; na sua vida matrimonial e familiar. Os leigos n&atilde;o podem refugiar-se na sacristia e alhear-se do mundo!&raquo;, defende.

Na exorta&ccedil;&atilde;o, o Papa fala de v&iacute;cios e desafios aos crentes, leigos e clero. C&aacute;tia Tuna v&ecirc; a&iacute; um alerta: &laquo;O Papa distribui as cartas do baralho. Se pensamos que h&aacute; os conservadores e os progressistas, ele diz que os v&iacute;cios est&atilde;o em todo o lado e na comunidade.&raquo; Nem se chega &agrave; santidade e a Deus s&oacute; pelas obras nem s&oacute; pela raz&atilde;o. &laquo;A salva&ccedil;&atilde;o &eacute; dom de Deus. O perd&atilde;o &eacute; o cume da gra&ccedil;a. &Eacute; o desejo gratuito de Deus para nada.&raquo; O Pe. Gon&ccedil;alo acrescenta que hoje &laquo;h&aacute; uma certa tenta&ccedil;&atilde;o de querer fazer uma s&iacute;ntese pessoal e, muitas vezes, quer-se viver um cristianismo a la carte, &agrave; minha maneira. Tamb&eacute;m h&aacute; a tenta&ccedil;&atilde;o de pensar que por si pr&oacute;pria a pessoa se pode salvar ou que n&atilde;o precisa de se salvar.&raquo;

O sacerdote diz que a santidade n&atilde;o &eacute; uma coisa de antigamente como pode parecer e lembra os posters que os adolescentes t&ecirc;m nas paredes dos quartos: &laquo;S&atilde;o como uma esp&eacute;cie de santinhos das av&oacute;s deles. Todos precisamos de refer&ecirc;ncias que inspirem a nossa vida.&raquo; Mas reconhece traduzir para as pessoas deste tempo o que &eacute; a santidade. &laquo;As pessoas t&ecirc;m medo que a religi&atilde;o venha tirar independ&ecirc;ncia ou a vida e Jesus vem dar-nos a vida e a vida em abund&acirc;ncia. A santidade n&atilde;o &eacute; outra coisa que a felicidade&raquo;, defendeu.

C&aacute;tia Tuna e o Pe. Gon&ccedil;alo Portocarrero de Almada correspondem-se na revista FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;. Na rubrica Cartas trocadas dialogam e discutem temas pastorais. A mesa redonda foi moderada por Rita Bruno, chefe de reda&ccedil;&atilde;o da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;.
&nbsp;

Texto e fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Mon, 11 Jun 2018 12:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Venezuela: situação cada vez mais grave</title>
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<description><![CDATA[A situa&ccedil;&atilde;o na Venezuela &eacute; cada vez mais grave e a Uni&atilde;o Europeia vai disponibilizar 35,1 milh&otilde;es de euros para o pa&iacute;s. A verba destina-se a ajuda humanit&aacute;ria e ao desenvolvimento neste pa&iacute;s e nos vizinhos. Em comunicado, a Uni&atilde;o esclarece que cinco milh&otilde;es de euros s&atilde;o para ajuda humanit&aacute;ria, assist&ecirc;ncia m&eacute;dica, comida e &aacute;gua para as popula&ccedil;&otilde;es mais vulner&aacute;veis do pa&iacute;s. Igual valor ser&aacute; destinado a prevenir conflitos sociais e viol&ecirc;ncia e &agrave; prote&ccedil;&atilde;o dos deslocados. A maior fatia da ajuda, 25 milh&otilde;es de euros, financiar&aacute; ajuda &agrave; popula&ccedil;&atilde;o que se refugou nos pa&iacute;ses vizinhos, como o Brasil.



Recentemente, em mar&ccedil;o, o Alto Comissariado para os Refugiados (ACNUR) lan&ccedil;ou um apelo de apoio internacional para a Venezuela. No relat&oacute;rio, a organiza&ccedil;&atilde;o considerou que &laquo;os desenvolvimentos pol&iacute;ticos e socioecon&oacute;micos na Venezuela conduziram ao deslocamento de cerca de 1,5 milh&otilde;es de venezuelanos para os pa&iacute;ses vizinhos e para al&eacute;m disso. Adicionalmente os nacionais de outros pa&iacute;ses residentes no pa&iacute;s, em particular colombianos e fam&iacute;lias mistas de colombianos-venezuelanos residentes no pa&iacute;s tamb&eacute;m o deixaram&raquo;. A situa&ccedil;&atilde;o &eacute; t&atilde;o grave que &laquo;o n&uacute;mero de chegadas aos pa&iacute;ses vizinhos aumentou para 5000 por dia no in&iacute;cio de 2018&raquo;. S&oacute; na Col&ocirc;mbia, desde 2014 j&aacute; entraram no pa&iacute;s 600 mil venezuelanos.



A crise econ&oacute;mica tamb&eacute;m tem afetado as crian&ccedil;as. A UNICEF revela que h&aacute; acesso limitado a servi&ccedil;os de sa&uacute;de, medicamentos e comida. &laquo;Um n&uacute;mero cada vez maior de crian&ccedil;as da Venezuela sofre com a desnutri&ccedil;&atilde;o&raquo;, alerta a organiza&ccedil;&atilde;o que pede um longo de curto prazo.

Uma grande comunidade de emigrantes portugueses vive na Venezuela. De acordo com o Governo Regional da Madeira, de onde s&atilde;o origin&aacute;rios muitos, cerca de tr&ecirc;s mil j&aacute; regressaram a Portugal.

No pa&iacute;s, a Funda&ccedil;&atilde;o AIS (Ajuda &agrave; Igreja que Sofre) e a C&aacute;ritas lan&ccedil;aram uma campanha para alimentar as fam&iacute;lias mais carenciadas. &laquo;Enchamos as panelas&raquo; j&aacute; disponibilizou refei&ccedil;&otilde;es para 15 mil pessoas. At&eacute; ao final do ano o objetivo &eacute; chegar ao dobro. Em comunicado, a Funda&ccedil;&atilde;o AIS cita o Arcebispo de Caracas, Cardeal Jorge Urosa Savino, que diz que se vive &laquo;uma trag&eacute;dia terr&iacute;vel&raquo; na Venezuela.

&nbsp;No final do ano passado, o bispo de La Guaira esteve em Portugal. &Agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, disse que &laquo;h&aacute; uma grande car&ecirc;ncia de alimentos e medicamentos&raquo; e os que h&aacute; s&atilde;o a pre&ccedil;os que as pessoas n&atilde;o conseguem pagar. &laquo;Todos os dias, quando sa&iacute;mos &agrave; rua, deparamo-nos com pessoas a procurar algo para comer no lixo; pessoas que v&ecirc;m todos os dias &agrave;s nossas par&oacute;quias pedir algo, porque n&atilde;o comem h&aacute; dois ou tr&ecirc;s dias; doentes que n&atilde;o t&ecirc;m medicamentos&raquo;, dizia D. Raul Castillo. A pobreza e a fome chegam a todos, religiosos inclu&iacute;dos. &laquo;N&oacute;s sofremos as mesmas car&ecirc;ncias que os outros. Recentemente encontrei um sacerdote, vinha a chorar, pensei que tinha um problema mais grave e que lhe tinha acontecido alguma coisa, e ele disse-me &ldquo;eu n&atilde;o como h&aacute; dois dias&rdquo;.&raquo;



Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Funda&ccedil;&atilde;o AIS e ACNUR
]]></description>
<pubDate>Mon, 11 Jun 2018 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Maria é mestra que pela mão nos conduz»</title>
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<description><![CDATA[D. Carlos Azevedo &eacute; membro do Conselho Pontif&iacute;cio para a Cultura e assina, com a PAULUS Editora, uma obra que visa auxiliar na medita&ccedil;&atilde;o dos mist&eacute;rios do Ros&aacute;rio. Juntamente com os textos, a obra cont&eacute;m aguarelas de Avelino Leite, que procuram, segundo o autor em entrevista &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, &laquo;complementar&raquo; a mensagem contida nos textos.


Como surgiu a ideia de transformar estas medita&ccedil;&otilde;es em livro?
Queria alargar a diversos leitores e comunidades textos preparados, deixados na gaveta, agora completados e refeitos para aceitar o desafio do pintor Avelino Leite que desejava registar as suas aguarelas oferecidas ao Papa Bento XVI em 2010.

As pinturas ajudam a enriquecer a reflex&atilde;o? Como?
A capacidade da beleza vibrar nos cora&ccedil;&otilde;es &eacute; mais profunda do que as palavras. Isso acontece sobretudo quando o artista &eacute; imbu&iacute;do do esp&iacute;rito dos passos da vida de Cristo e de Santa Maria e, em simples manchas de cor, evoca a for&ccedil;a simb&oacute;lica dos mist&eacute;rios contemplados. Deixar que cada imagem entre no olhar e fale complementar&aacute; e ir&aacute; al&eacute;m dos textos.

H&aacute; sempre uma novidade inerente &agrave; reflex&atilde;o sobre o Ros&aacute;rio?
N&oacute;s dizemos contemplar os mist&eacute;rios, mas tantas vezes resta pouco lugar para a aut&ecirc;ntica contempla&ccedil;&atilde;o, para entrar na voragem e mansid&atilde;o dos mist&eacute;rios crist&atilde;os, que seduzem e transformam.

Conseguimos, seja em que mist&eacute;rio for, encontrar respostas para as quest&otilde;es dos dias de hoje?
A contempla&ccedil;&atilde;o conduz ao concreto das faces e facetas da vida real e ajuda a encontrar um novo olhar sobre a sociedade e sobre a vida pessoal e familiar. Por exemplo, nos mist&eacute;rios dolorosos n&atilde;o se contempla a dor. Seria doentio. Contemplamos &eacute; o modo novo como Jesus viveu a dor e a morte. A ora&ccedil;&atilde;o crist&atilde; &eacute; essencialmente escuta contemplativa para converter a vida aos crit&eacute;rios do Reino de Deus. Encontrar a vontade de Deus em cada dia nasce no sil&ecirc;ncio contemplativo.

Que import&acirc;ncia tem, ou n&atilde;o, esta divis&atilde;o em mist&eacute;rios t&atilde;o distintos, para quem reza?
O p&atilde;o partido aos bocadinhos, no dizer do Pe. Manuel Bernardes, mastiga-se melhor. Assim acontece com a profundidade dos factos mais salientes da vida crist&atilde;. A tradicional devo&ccedil;&atilde;o do Ros&aacute;rio, alargada pelo Papa S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II a factos evang&eacute;licos da vida ativa de Cristo, &eacute; um modo simples para passar pelas diversas atitudes da espiritualidade crist&atilde;. A passagem pelos diversos epis&oacute;dios permite n&atilde;o reduzir &agrave; sensibilidade pr&oacute;pria ou de um espec&iacute;fico momento que se vive, mas atender &agrave; dimens&atilde;o de gozo, de sofrimento, &agrave; luz e &agrave; gl&oacute;ria, que equilibram a viv&ecirc;ncia pessoal.

O que &eacute; que o leitor pode retirar da leitura desta obra?
O meu desejo &eacute; que o leitor e sobretudo o orante encontre inspira&ccedil;&atilde;o para desenvolver - segundo o Esp&iacute;rito Santo, presente na vida de cada pessoa - a sua contempla&ccedil;&atilde;o. Prop&otilde;e-se uma linguagem n&atilde;o s&oacute; teologicamente correta, mas sempre pautada por Cristo. Maria &eacute; mestra que pela m&atilde;o nos conduz para entrarmos nos mist&eacute;rios da vida e da hist&oacute;ria da salva&ccedil;&atilde;o, situados nesta hora.
&nbsp;
Entrevista e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Fri, 08 Jun 2018 15:38:00 +0100</pubDate>
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<title>Um «português» na Guarda Suíça</title>
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<description><![CDATA[]]></description>
<pubDate>Fri, 01 Jun 2018 12:42:00 +0100</pubDate>
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<title>Cinco votos chumbam eutanásia</title>
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<description><![CDATA[A despenaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia n&atilde;o foi aprovada por apenas cinco votos. Na Assembleia da rep&uacute;blica, os deputados foram chamados um a um para exprimirem o sentido de voto em rela&ccedil;&atilde;o aos quatro projetos-lei em discuss&atilde;o.



O que esteve mais perto de ser aprovado foi o do Partido Socialista que obteve 110 votos a favor, 115 contra e 4 absten&ccedil;&otilde;es. J&aacute; os do Bloco de Esquerda e do Partido Ecologista Os Verdes tiveram a mesma vota&ccedil;&atilde;o: 104 a favor, 117 contra e 8 absten&ccedil;&otilde;es. O projeto-lei do Partido Pessoas Animais Natureza conseguiu os votos a favor de 102 deputados, 116 votaram contra e 11 abstiveram-se. Estiveram presentes 229 deputados. Apenas faltou Rui Silva, do PSD, por estar em trabalho parlamentar na China.

Deputados do PSD decisivos
Como se previa, a bancada parlamentar do PSD foi decisiva. Apenas seis deputados votaram a favor da despenaliza&ccedil;&atilde;o. Na bancada laranja, Teresa Leal Coelho e Paula Teixeira da Cruz votaram favoravelmente todos os projetos. A favor do projeto do PS votaram Ad&atilde;o Silva e Margarida Balseiro Lopes. Crist&oacute;v&atilde;o Norte fez o mesmo com o do PAN. Duarte Marques tamb&eacute;m s&oacute; votou a favor dos projetos do Bloco de Esquerda e Verdes. Nas absten&ccedil;&otilde;es, Pedro Pinto e Berta Cabral abstiveram-se em todos e Bruno Vitorino no do PAN. De resto, um a um os deputados social-democratas votaram contra todos os projetos. Na bancada do PS, o sentido de voto individual foi no sentido contr&aacute;rio. Quase todos votaram favoravelmente. Exce&ccedil;&atilde;o para Miranda Calha e Ascenso Sim&otilde;es, que votaram contra todas as propostas.



A vota&ccedil;&atilde;o foi renhida at&eacute; ao final. Os votos contra estiveram sempre &agrave; frente, mas a diferen&ccedil;a foi muito curta at&eacute; ao fim. Quando a vota&ccedil;&atilde;o foi anunciada, as bancadas do CDS e PSD aplaudiram de p&eacute;. Nas galerias tamb&eacute;m se viam algumas manifesta&ccedil;&otilde;es discretas de alegria. &Agrave; sa&iacute;da das galerias, Sofia Guedes admitiu &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; que &laquo;foi mesmo at&eacute; &agrave; &uacute;ltima, mas praticamente n&atilde;o havia d&uacute;vidas de que o bom senso ia imperar&raquo;. A fundadora do movimento Stop Eutan&aacute;sia disse estar &laquo;profundamente emocionada, comovida, com uma alegria imensa interior e com a certeza do dever cumprido&raquo;. Quem assistiu ao debate percebeu que a quest&atilde;o vai voltar na pr&oacute;xima legislatura. Sofia Guedes defende mesmo que &laquo;&eacute; muito importante que este debate continue porque n&atilde;o h&aacute; pior do que decidir em cima da ignor&acirc;ncia&raquo;.



Noutra bancada parlamentar estava Jos&eacute; Maria Duque, vice-presidente da Federa&ccedil;&atilde;o Portuguesa pela Vida. &laquo;Estou muito feliz por os senhores deputados terem ouvido o povo portugu&ecirc;s e terem escolhido a vida e n&atilde;o a morte&raquo;, afirmou no final &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;. A incerteza acerca do resultado final da vota&ccedil;&atilde;o manteve-se quase at&eacute; ao fim. &laquo;J&aacute; sab&iacute;amos que ia ser &agrave; justa, mas tamb&eacute;m sabemos que foi essencial a movimenta&ccedil;&atilde;o social. Conhecemos casos de deputados que estavam na d&uacute;vida e que esta movimenta&ccedil;&atilde;o foi essencial para votarem contra&raquo;, conta. Depois deste debate, a Federa&ccedil;&atilde;o Portuguesa pela Vida compromete-se a continuar a luta e a n&atilde;o esquecer o fim de vida. &laquo;Existem problemas sociais ligados ao fim de vida de apoio &agrave;s fam&iacute;lias de doentes acamados, de apoio &agrave;s fam&iacute;lias de doentes oncol&oacute;gicos. Basta olhar para o IPO de Lisboa com doentes que v&ecirc;m de fora de Lisboa e est&atilde;o sozinhos porque os familiares n&atilde;o t&ecirc;m hip&oacute;tese. Todas essas causas sociais deviam merecer o mesmo empenho com que isto foi debatido&raquo;, defende.

Jo&atilde;o Semedo, antigo deputado e l&iacute;der parlamentar do Bloco de Esquerda, foi um dos rostos do movimento em defesa da morte assistida. Reagiu no Facebook. O tamb&eacute;m m&eacute;dico escreveu que &laquo;&eacute; uma quest&atilde;o de tempo, n&atilde;o foi agora ser&aacute; na pr&oacute;xima legislatura&raquo;. Jo&atilde;o Semedo defende que &laquo;andou-se muito nestes dois &uacute;ltimos anos, estamos mais pr&oacute;ximos de consagrar na sociedade e na lei uma mudan&ccedil;a fundamental: garantir a todos o direito a morrer com dignidade&raquo;.
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Reportagem: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o e Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna
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Veja tamb&eacute;m:
Manifesta&ccedil;&atilde;o contra a eutan&aacute;sia junta muitas centenas em S&atilde;o Bento
Parlamento dividido sobre eutan&aacute;sia

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&nbsp;]]></description>
<pubDate>Tue, 29 May 2018 21:30:00 +0100</pubDate>
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<title>Parlamento dividido sobre eutanásia</title>
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<description><![CDATA[O debate sobre a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia fez-se hoje no parlamento. Ficou evidente a divis&atilde;o dos deputados. As contas sobre aprova&ccedil;&atilde;o s&atilde;o muito dif&iacute;ceis de fazer e s&oacute; mesmo no momento de cada deputado votar se perceber&aacute; se a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia avan&ccedil;a. Quem &eacute; a favor fala de &laquo;compaix&atilde;o com quem sofre&raquo;, ajudando a respeitar a sua vontade de morrer. Quem &eacute; contra alerta para os riscos da rampa deslizante, e de se alargar a eutan&aacute;sia al&eacute;m do que est&aacute; previsto.



Sem surpresa, as interven&ccedil;&otilde;es do PS, PEV e PAN foram a favor. A bancada do PSD dividiu-se, com grande parte a aplaudir a interven&ccedil;&atilde;o contra os projectos de lei de Isabel Galri&ccedil;a Neto, do CDS. Fernando Negr&atilde;o, l&iacute;der parlamentar, disse que &laquo;esta &eacute; uma mat&eacute;ria de consci&ecirc;ncia de todos e de cada um dos portugueses&raquo;. O deputado afirma, mesmo assim, que a maioria da bancada votar&aacute; contra a despenaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia &laquo;nestas circunst&acirc;ncias&raquo;. Fernando Negr&atilde;o lamentou que se discuta &laquo;limitar a vida&raquo; em s&eacute;culos. O l&iacute;der parlamentar defendeu que faltou debate e os partidos n&atilde;o mostraram o que defendiam nos programas eleitorais. &laquo;Podemos dizer que achamos que o eleitorado do PSD &eacute; maioritariamente contra a eutan&aacute;sia. Que os eleitores do Bloco de Esquerda s&atilde;o a favor. Mas a verdade &eacute; que ningu&eacute;m sabe, de facto. &Agrave; exce&ccedil;&atilde;o do PAN, nenhum outro partido pode dizer saber o que os eleitores defendem&raquo;, afirmou. Fernando Negr&atilde;o defende que &eacute; preciso apostar em melhores cuidados de sa&uacute;de e enumerou as falhas nos cuidados paliativos.

Andr&eacute; Silva, do Partido Pessoas Animais Natureza, foi o primeiro a falar. O deputado defende a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia como &laquo;ato de pura bondade&raquo;. Andr&eacute; Silva salienta que &laquo;despenalizar a morte medicamente assistida &eacute; defender um direito humano fundamental que est&aacute; por cumprir, &eacute; reconhecer a &uacute;ltima liberdade individual e poder ser ajudado no momento mais dif&iacute;cil da sua vida&raquo;.
Jos&eacute; Manuel Pureza apresentou o projecto de lei do Bloco de Esquerda. O deputado bloquista defende que o texto &eacute; uma proposta &laquo;equilibrada, respons&aacute;vel&raquo; e compromete-se em acompanhar a aplica&ccedil;&atilde;o caso a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia avence. &laquo;Que se respeite a antecipa&ccedil;&atilde;o da morte e que se regule com rigor as condi&ccedil;&otilde;es em que essa possibilidade tenha lugar&raquo;, afirmou.


Ant&oacute;nia Almeida Santos, do PS, garantiu que a proposta socialista garante que &laquo;a eutan&aacute;sia n&atilde;o ser&aacute; praticada se o doente n&atilde;o estiver consciente e esclarecido, se o parecer do m&eacute;dico for desfavor&aacute;vel, se o parecer do m&eacute;dico especialista for desfavor&aacute;vel. A eutan&aacute;sia n&atilde;o ser&aacute; praticada se, perante testemunhas, a pessoa n&atilde;o reiterar a sua vontade&raquo;. A deputada socialista afirma que &laquo;este assunto &eacute; incontorn&aacute;vel. H&aacute; anos que &eacute; incontorn&aacute;vel&raquo;. Rufina Berardo, do PSD, questionou a socialista: &laquo;Explique-nos porque os representantes dos m&eacute;dicos est&atilde;o contra? Considera que a doen&ccedil;a retira dignidade ao ser humano? Afinal qual &eacute; o momento exato em que o ser humano perde a dignidade e tem o direito a ser eutanasiado?&raquo; Na resposta, Ant&oacute;nia Almeida Santos defendeu que as posi&ccedil;&otilde;es dos antigos baston&aacute;rios e do actual baston&aacute;rio da Ordem dos M&eacute;dicos s&atilde;o pessoais e n&atilde;o representam os profissionais de sa&uacute;de todos. &laquo;O que n&oacute;s hoje estamos a discutir &eacute; se uma pessoa consciente, consciente repito, pode decidir pela antecipa&ccedil;&atilde;o da sua morte para aliviar o seu sofrimento. O que est&aacute; aqui em causa &eacute; dar autonomia ao doente. &Eacute; sempre em estado de consci&ecirc;ncia. Hoje os profissionais de sa&uacute;de j&aacute; podem decidir sobre a vida dos doentes. D&ecirc;mos esse direito aos doentes.&raquo;



A apresentar o projeto de lei do Partido Ecologista Os Verdes (PEV), Helo&iacute;sa Apol&oacute;nia admite que a despenaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia n&atilde;o &eacute; &laquo;f&aacute;cil, objectiva&raquo; e &laquo;mexe com valores enraizados&raquo;, Mesmo assim, salienta que a despenaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia s&oacute; acontecer&aacute; &laquo;em condi&ccedil;&otilde;es extremas e em condi&ccedil;&otilde;es bem definidas&raquo;. No caso do projeto de lei do PEV, tem de existir &laquo;les&atilde;o incapacitante ou incur&aacute;vel&raquo; e que permitem &laquo;n&atilde;o impor a obriga&ccedil;&atilde;o de viver&raquo;. Para Helo&iacute;sa Apol&oacute;nia, &laquo;n&atilde;o &eacute; a despenaliza&ccedil;&atilde;o da morte medicamente assistida que vai tirar um c&ecirc;ntimo aos cuidados paliativos&raquo;.

Isabel Galri&ccedil;a Neto defende que a eutan&aacute;sia &laquo;n&atilde;o confere dignidade nem &agrave; vida nem &agrave; morte&raquo;. A deputada do CDS admite que &laquo;o sofrimento destrutivo em fim de vida n&atilde;o &eacute; aceit&aacute;vel&raquo;. Mas isso n&atilde;o justifica tudo: &laquo;Os bons fins nunca justificam os meios&raquo;, afirmou. A deputada centrista questionou ainda a no&ccedil;&atilde;o de autonomia e liberdade associada &agrave; eutan&aacute;sia: &laquo;estar&atilde;o envolvidos terceiros que ir&atilde;o decidir sobre o pedido. Que liberdade &eacute; essa que exige aval de terceiros?&raquo;

O PCP, que votar&aacute; contra, defendeu que a eutan&aacute;sia &laquo;&eacute; uma op&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica legislativa do Estado com profundas consequ&ecirc;ncias sociais&raquo;. Ant&oacute;nio Filipe afirma que &laquo;ningu&eacute;m vive nem morre sozinho. Que algu&eacute;m pretenda antecipar o fim da sua vida porque n&atilde;o tem assegurados os cuidados de sa&uacute;de sem sofrimento, ou porque n&atilde;o lhe &eacute; garantido o necess&aacute;rio apoio na falta de apoio familiar s&oacute; merece compreens&atilde;o, solidariedade e alternativas. Mas o mesmo Estado que n&atilde;o lhe d&aacute; essas alternativas, lhe permite acabar com a vida&raquo;. O deputado comunista defendeu que todas as vidas s&atilde;o dignas, mesmo quando a pessoa n&atilde;o est&aacute; em &laquo;plena posse das suas faculdades mentais e f&iacute;sicas&raquo;. Ant&oacute;nio Filipe critica que &laquo;o mesmo Estado que n&atilde;o garante condi&ccedil;&otilde;es para eliminar sofrimento em vida passa a dar condi&ccedil;&otilde;es para eliminar sofrimento na morte&raquo;. Recorrendo aos dados de pa&iacute;ses em que a eutan&aacute;sia j&aacute; &eacute; legal em determinadas circunst&acirc;ncias, o deputado disse que &laquo;tudo parece muito rigoroso, mas o capitalismo torna tudo mais f&aacute;cil&raquo; e defendeu que a rampa deslizante existe mesmo.
A quem critica o PCP de se opor &agrave; despenaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia, tendo defendido a despenaliza&ccedil;&atilde;o da interrup&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria da gravidez, Ant&oacute;nio Filipe disse que &laquo;no caso da IVG havia mulheres condenadas por terem abortado (IVG). Havia milhares de mulheres que recorriam ao aborto clandestino. E o PCP agiu, sempre em defesa da vida e da dignidade das mulheres. Nada parecido com isto est&aacute; em causa. A eutan&aacute;sia n&atilde;o constava dos programas eleitorais de 2015&raquo;.
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Reportagem: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Tue, 29 May 2018 17:20:00 +0100</pubDate>
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<title>Manifestação contra a eutanásia junta muitas centenas em São Bento</title>
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<description><![CDATA[Muitas centenas de portugueses manifestaram-se esta tarde junto &agrave; Assembleia da Rep&uacute;blica contra a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia.
Entre os manifestantes encontravam-se algumas personalidades como o m&eacute;dico Gentil Martins, D. Duarte de Bragan&ccedil;a e muitos deputados do CDS e alguns do PSD.



D. Duarte disse ter sentido o dever de estar presente porque &laquo;cada vez mais a vida humana fica nas m&atilde;os do Estado, de m&eacute;dicos, dos empres&aacute;rios&raquo;. Ele acredita que &laquo;o que vai acontecer &eacute; que pessoas doentes sentir-se-&atilde;o obrigadas a aceitar uma eutan&aacute;sia por press&atilde;o econ&oacute;mica, quem sabe pela fam&iacute;lia ou pelo Estado&raquo;. Entre as palavras de ordem ouviam-se &laquo;Viva a Vida, eutan&aacute;sia n&atilde;o!&raquo; e &laquo;Vida sim, eutan&aacute;sia n&atilde;o&raquo;.

No palco, na parte de tr&aacute;s de uma camioneta de caixa aberta, Isilda Pegado, presidente da Federa&ccedil;&atilde;o Portuguesa pela Vida, lamentou o tratamento desigual das peti&ccedil;&otilde;es a favor da eutan&aacute;sia e da vida. &laquo;Neste parlamento, entraram duas peti&ccedil;&otilde;es: uma a favor da eutan&aacute;sia com oito mil assinaturas e seguiu o seu processo. A outra com o dobro das assinaturas, 16 mil, entrou aqui h&aacute; 15 meses e ainda est&aacute; por debater. N&atilde;o podemos calar esta forma de a pol&iacute;tica se fazer.&raquo; Isilda Pegado condenou ainda que n&atilde;o se tenha esperado pelos pareceres do Conselho Nacional de &Eacute;tica para as Ci&ecirc;ncias da Vida. Pedro Vaz Patto, presidente da Comiss&atilde;o Nacional Justi&ccedil;a e Paz, escolheu falar para os deputados que est&atilde;o indecisos: &laquo;esta lei n&atilde;po &eacute; uma lei qualquer. Est&atilde;o em causa os alicerces da nossa sociedade e da nossa ordem jur&iacute;dica. Ribeiro Castro, antigo deputado do CDS, disse estar triste e questionou: &laquo;Porque &eacute; que n&atilde;o se ouvem as ordens profissionais dos m&eacute;dicos e dos enfermeiros? &Eacute; uma quest&atilde;o que p&otilde;e em causa profundamente a democracia representativa. Nenhum deputado que est&aacute; l&aacute; dentro tem mandato para votar e propor esta quest&atilde;o&raquo;, disse. Ao mesmo tempo, dirigiu-se diretamente aos deputados do PSD: &laquo;Eu votei na PAV (Portugal &agrave; Frente- PSD e CDS) Eu sou contra! Quem &eacute; que me d&aacute; a garantia de que todos os deputados da PAV c&atilde;o votar contra?!&raquo;

Alguns deputados do PSD marcaram presen&ccedil;a na manifesta&ccedil;&atilde;o, entre os quais Duarte Pacheco e Nuno Serra. Sandra Pereira, deputada social-democrata, afirmou: &laquo;Hoje seremos chamados a votar uma das mat&eacute;rias mais importantes deste mandato. S&oacute; se consegue exercer a liberdade em vida. N&atilde;o h&aacute; liberdade na morte e mais em mais falar em dignidade na morte sem precaver a dignidade na vida n&atilde;o me parece oportuno.&raquo; Esta deputada teme que se a lei for aprovada &laquo;&eacute; o Estado a dizer que h&aacute; vidas que valem mais do que outras, n&oacute;s a favor da inviolabilidade da vida, votaremos contra&raquo;. A bancada social-democrata vai ser essencial para aprovar ou rejeitar as iniciativas.

A presidente do CDS tamb&eacute;m se juntou aos manifestantes. Em declara&ccedil;&otilde;es aos jornalistas defendeu que os partidos que prop&otilde;em a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia n&atilde;o est&atilde;o legitimados para isso. Assun&ccedil;&atilde;o Cristas explica que &laquo;al&eacute;m das raz&otilde;es de fundo que nos levam a opor-nos &agrave; eutan&aacute;sia, entendemos que h&aacute; raz&otilde;es pol&iacute;ticas muito s&eacute;rias que levassem a que esta mat&eacute;ria n&atilde;o fosse aprovada agora. Os deputados est&atilde;o aqui n&atilde;o para se representarem a si pr&oacute;prios mas para representar os portugueses que os elegeram&raquo;.
&nbsp;

Reportagem: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna

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]]></description>
<pubDate>Tue, 29 May 2018 15:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Há um povo que rejeita a eutanásia»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/ha-um-povo-que-rejeita-a-eutanasia</link>
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<description><![CDATA[A Federa&ccedil;&atilde;o Portuguesa pela Vida est&aacute; a organizar uma manifesta&ccedil;&atilde;o para amanh&atilde;, dia 29, a partir das 13h30, junto &agrave; Assembleia da Rep&uacute;blica, em Lisboa. No dia em que os deputados discutem e votam a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia, Jos&eacute; Maria Duque explica que o &laquo;objetivo &eacute; mostrar claramente que existe um povo e uma sociedade que defende a vida, rejeita a eutan&aacute;sia e defende que o Estado n&atilde;o deve matar, deve cuidar&raquo;. O porta-voz da campanha Toda a Vida Tem Dignidade afirma que &laquo;os sinais que estamos a receber &eacute; de uma forte ades&atilde;o de pessoas a movimentarem-se para estarem presentes&raquo;. O &ldquo;alvo&rdquo; da manifesta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o os deputados que discutem durante a tarde a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia, sobretudo os indecisos. &laquo;Que os deputados quando entrarem vejam e saibam que, em Portugal, h&aacute; uma sociedade que rejeita a eutan&aacute;sia e se mobiliza para vir na sua hora de almo&ccedil;o para aqui&raquo;, afirma.



Jos&eacute; Maria Duque deixa o apelo: &laquo;&Eacute; preciso que n&oacute;s tenhamos uma palavra a dizer. Se isto passar por alguma raz&atilde;o, pensemos: daqui a um ou tr&ecirc;s anos o que a minha consci&ecirc;ncia me dir&aacute;? Ir&aacute; acusar-me de n&atilde;o ter feito tudo o que poderia? Sei que n&atilde;o posso deixar de estar. N&atilde;o quero que a minha consci&ecirc;ncia me acuse de n&atilde;o ter feito tudo o que podia.&raquo; Este porta-voz considera que &laquo;existe uma clara onda a levantar-se no pa&iacute;s e n&atilde;o &eacute; s&oacute; em Lisboa&raquo;. Por todo o pa&iacute;s h&aacute; 11 vig&iacute;lias contra a eutan&aacute;sia esta segunda-feira &agrave; noite. Veja o mapa:
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Tamb&eacute;m algumas comunidades portuguesas pelo mundo fazem o mesmo. Os organizadores das vig&iacute;lias das comunidades portuguesas enviaram um comunicado onde d&atilde;o conta das suas raz&otilde;es. &laquo;As Comunidades Portuguesas que orgulhosamente representam o nosso pa&iacute;s por todo o mundo n&atilde;o podem aceitar uma lei que permite a morte dos mais fracos e indefesos. Ser portugu&ecirc;s &eacute; cuidar dos que sofrem, n&atilde;o mat&aacute;-los. N&atilde;o nos podemos calar diante de uma lei que viola a nossa ess&ecirc;ncia enquanto portugueses&raquo;, afirmam. No texto, enviam uma mensagem aos deputados: &laquo;Exigimos que nos oi&ccedil;am tamb&eacute;m a n&oacute;s, aos cinco milh&otilde;es de portugueses espalhados pelo mundo. E queremos dizer claramente: rejeitamos a morte a pedido, rejeitamos qualquer forma de viola&ccedil;&atilde;o da Vida Humana, queremos mais e melhores cuidados para os que sofrem.&raquo; O comunicado &eacute; assinado pelos respons&aacute;veis destas vig&iacute;lias. Ser&atilde;o na China em Macau, Largo da S&eacute;, &agrave;s 18h15, e no Club Lusitano, em Hong Kong, &agrave;s 18h00. Nos Estados Unidos da Am&eacute;rica: East Santa Clara Street, S&atilde;o Jos&eacute;, &agrave;s 18h00; Saint Marys Avenue, S&atilde;o Francisco &agrave;s 12:15; e Portugal Institute, San Leandro, &agrave;s 18h00. No Rio de Janeiro, Brasil, o local ser&aacute; a Casa de Macau e a hora 18h. Em Timor-Leste, est&atilde;o previstas duas vig&iacute;lias: Largo da Catedral, em Baucau, e Largo da Igreja, em Liqui&ccedil;&aacute;. Ambas &agrave;s 17h00.



Cada voto conta mesmo
Na Assembleia da Rep&uacute;blica, os partidos j&aacute; decidiram como v&atilde;o votar. PCP e CDS votam contra os projetos de lei, somando 33 votos. Bloco de Esquerda, Partido Ecologista Os Verdes (PEV) e PAN votam a favor, com um total de 22 deputados. Formalmente, os deputados do PSD (89) e do PS (86) t&ecirc;m liberdade de voto, o que significa que podem votar como entenderem e ser&atilde;o eles a fazer aprovar ou chumbar a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia. Sabe-se contudo que no PS, a posi&ccedil;&atilde;o maiorit&aacute;ria ser&aacute; o voto a favor, at&eacute; porque o partido tem projeto de lei pr&oacute;prio. J&aacute; no PSD &eacute; mais dif&iacute;cil fazer contas uma vez que o partido est&aacute; dividido. Rui Rio &eacute; favor&aacute;vel &agrave; despenaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia &ndash; mas n&atilde;o &eacute; deputado e n&atilde;o pode votar &ndash; e sabe-se que Paula Teixeira da Cruz, Ad&atilde;o Silva, Margarida Balseiro Lopes e Teresa Leal Coelho votar&atilde;o a favor. No final da reuni&atilde;o da bancada social-democrata da semana passada, Fernando Negr&atilde;o, l&iacute;der parlamentar e contra eutan&aacute;sia, disse aos jornalistas tinha havido &laquo;uma discuss&atilde;o muito viva&raquo; com &laquo;in&uacute;meras interven&ccedil;&otilde;es, todas ou a maioria no sentido de votar contra os diplomas da eutan&aacute;sia&raquo;. A vota&ccedil;&atilde;o ser&aacute; nominal o que quer dizer que os deputados s&atilde;o chamados um a um por ordem alfab&eacute;tica e votam. Assim, s&oacute; contam os votos de quem est&aacute; mesmo no hemiciclo.
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Cavaco e Ramalho Eanes s&atilde;o contra. Sampaio a favor
Dos antigos Presidentes da Rep&uacute;blica vivos, Ramalho Eanes e Cavaco Silva j&aacute; disseram ser contra a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia. Num artigo publicado no s&iacute;tio de Toda a Vida Tem Dignidade, Ramalho Eanes afirma que &laquo;&eacute; inadmiss&iacute;vel que haja um retrocesso relativamente a essa seculariza&ccedil;&atilde;o emancipadora e que o Estado se intrometa no &ldquo;espa&ccedil;o privado&rdquo;, &iacute;ntimo, do homem e sobre ele legisle&raquo;. O antigo Presidente da Rep&uacute;blica defende que se trata de &laquo;uma perigosa regress&atilde;o da cultura emancipadora do homem, uma abusiva intromiss&atilde;o na sua esfera moral&raquo;. Por isso, Ramalho Eanes argumenta que &laquo;em vez de &ldquo;liberalizante morte&rdquo; &mdash; em claro e preocupante atropelo &agrave; transcend&ecirc;ncia desse espa&ccedil;o privado de cada indiv&iacute;duo, da sua &uacute;nica e exclusiva verdade e responsabilidade &mdash;, interessante seria que outras medidas, outros procedimentos fossem adotados, como ampliar, generalizar e dar qualidade aos cuidados paliativos&raquo;. E questiona tamb&eacute;m: &laquo;Porque n&atilde;o legislar sobre o testamento vital, tornando-o obrigat&oacute;rio? Todos os cidad&atilde;os deveriam decidir sobre se desejariam manter a vida, mesmo que s&oacute; artificialmente suportada por equipamentos e/ou drogas, ou se pretenderiam, antes, que, em caso de nessa situa&ccedil;&atilde;o se encontrarem, os deixassem partir.&raquo;



J&aacute; Cavaco Silva, em entrevista &agrave; R&aacute;dio Renascen&ccedil;a, afirmou que legalizar a eutan&aacute;sia &laquo;&eacute; a decis&atilde;o mais grave&raquo; que os deputados podem tomar. Por isso, assumiu que n&atilde;o votar&aacute; em partidos que contribuam para aprovar os projetos de lei que prop&otilde;em a legaliza&ccedil;&atilde;o. &laquo;Como cidad&atilde;o, sem responsabilidades pol&iacute;ticas, o que posso fazer para manifestar a minha discord&acirc;ncia &eacute; fazer uso do meu direito ao voto contra aquelas que votarem a favor da eutan&aacute;sia. Nas elei&ccedil;&otilde;es legislativas de 2019 n&atilde;o votar nos partidos que apoiarem a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia e procurar explicar &agrave;queles que me s&atilde;o pr&oacute;ximos para fazer a mesma coisa&raquo;, afirmou.

Jorge Sampaio est&aacute; noutro campo desta discuss&atilde;o. Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; R&aacute;dio Renascen&ccedil;a, defendeu que &laquo;&eacute; preciso ter a possibilidade pessoal de decidir o nosso fim&raquo;. Diz que o tema o divide a si pr&oacute;prio, mas &laquo;&eacute; a pessoa que est&aacute; em causa, e &eacute; ela que deve ter o poder de decidir como &eacute; que quer passar para o outro lado&raquo;. Mesmo assim, entende que &eacute; preciso &laquo;aprofundar o mais poss&iacute;vel [a discuss&atilde;o] e que n&atilde;o haja nenhuma d&uacute;vida do ponto de vista cient&iacute;fico&raquo;. &nbsp;At&eacute; porque &laquo;&eacute; um passo dif&iacute;cil que exige grande responsabilidade de todos os intervenientes e &eacute; isso que tenho algum receio, mas n&atilde;o vamos pensar que v&atilde;o correr mal&raquo;.
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E depois de 29?
Dois cen&aacute;rios: aprova&ccedil;&atilde;o ou chumbo. Se for chumbada, o processo fica por aqui e n&atilde;o poder&atilde;o ser apresentadas novas propostas de legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia at&eacute; ao final da legislatura.
Se a eutan&aacute;sia for aprovada, chega a hora de Marcelo Rebelo de Sousa que pode promulgar, pedir fiscaliza&ccedil;&atilde;o preventiva da constitucionalidade ao Tribunal Constitucional ou vetar. O Presidente tem recusado tomar posi&ccedil;&atilde;o sobre o assunto, embora se saiba que foi volunt&aacute;rio de cuidados paliativos e ser&aacute; contra. Publicamente e j&aacute; como Chefe do Estado, tem dito apenas que se pronunciar&aacute; quando chegar a hora.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna e pixabay
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<pubDate>Mon, 28 May 2018 15:11:00 +0100</pubDate>
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<title>Centenas de pessoas dizem «Não» à Eutanásia</title>
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<description><![CDATA[A primeira de duas manifesta&ccedil;&otilde;es j&aacute; marcadas para a Assembleia da Rep&uacute;blica sobre o tema da eutan&aacute;sia levou hoje algumas centenas de pessoas &agrave; escadaria da Assembleia da Rep&uacute;blica, numa iniciativa da organiza&ccedil;&atilde;o STOP Eutan&aacute;sia. Aos cartazes de cr&iacute;tica &agrave; possibilidade de aprova&ccedil;&atilde;o de uma legisla&ccedil;&atilde;o que despenalize a pr&aacute;tica da eutan&aacute;sia juntaram-se vozes de ordem e uma s&eacute;rie de oradores que procuraram explicar o que estava em causa e influenciar o voto dos deputados que se preparam para legislar sobre este assunto no pr&oacute;ximo dia 29.


Pedro Vaz Patto, presidente da Comiss&atilde;o Nacional Justi&ccedil;a e Paz, esteve presente para falar de &laquo;princ&iacute;pios estruturantes da nossa ordem jur&iacute;dica&raquo;. &laquo;Apelo aos deputados, pois confiamos na sua consci&ecirc;ncia. Eles representam o povo, mas esta lei n&atilde;o estava no programa eleitoral de nenhum partido&raquo;, criticou, para acrescentar que &laquo;n&atilde;o podemos ceder no princ&iacute;pio de n&atilde;o matar, n&atilde;o podemos abrir exce&ccedil;&otilde;es, pois quando se derruba o alicerce do edif&iacute;cio ele cai, e &eacute; isso que est&aacute; em causa. A vida nunca perde dignidade, merece sempre prote&ccedil;&atilde;o&raquo;, afirmou, entre aplausos.

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Sara Sep&uacute;lveda &eacute; enfermeira e critica os que acham que &eacute; &laquo;apenas&raquo; o direito de morrer com dignidade, o exerc&iacute;cio de uma liberdade individual, que &eacute; um dos argumentos dos defensores dos projetos de lei. &laquo;Dizem-nos q a eutan&aacute;sia &eacute; a pedido de quem est&aacute; s&oacute;, sofre ou n&atilde;o consegue combater mais. Mas a seguir vem a morte dos que n&atilde;o conseguem pedir, porque dir&atilde;o que a eutan&aacute;sia &eacute; um direito para todos, e passar&atilde;o a ser os m&eacute;dicos a decidir e a fazer chegar a morte e n&atilde;o o al&iacute;vio do sofrimento&raquo;, declarou, para de seguida denunciar a falta de condi&ccedil;&otilde;es dos servi&ccedil;os de cuidados paliativos, onde h&aacute; &laquo;uma equipa de cuidados paliativos para 8 mil pessoas, com um psic&oacute;logo 2 horas por semana&raquo;...
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&laquo;N&oacute;s n&atilde;o queremos ser executores da morte de quem est&aacute; em sofrimento. Podemos tratar das pessoas em casa, se nos forem dadas condi&ccedil;&otilde;es para isso, mas est&atilde;o a tirar-nos essas condi&ccedil;&otilde;es&raquo;, acusou, para de seguida exortar a que as pessoas &laquo;n&atilde;o se deixem enganar com a hist&oacute;ria da morte digna&raquo;. &laquo;&Eacute; mentira!!!!&raquo;, declarou.
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S&iacute;lvia Pinto &eacute; psic&oacute;loga e foi ao p&uacute;lpito pedir que se informem as fam&iacute;lias com &laquo;honestidade, que lhes digam que &eacute; poss&iacute;vel ter ajuda&raquo;, j&aacute; que muitas desconhecem, por exemplo, que &laquo;&eacute; poss&iacute;vel ter um enfermeiro em casa, um fisioterapeuta, mas as fam&iacute;lias n&atilde;o sabem disto&raquo;. S&iacute;lvia indicou ainda que, em 20 anos de profiss&atilde;o, nunca ouviu &laquo;ningu&eacute;m dizer que queria morrer&raquo;. &laquo;As pessoas querem viver&raquo;, considera.
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Uma das vozes mais conhecidas foi a Dr. Gentil Martins, antigo baston&aacute;rio da Ordem dos M&eacute;dicos e um dos m&eacute;dicos mais respeitados de Portugal, que &laquo;repudia totalmente a legisla&ccedil;&atilde;o&raquo; que ir&aacute; ser colocada a vota&ccedil;&atilde;o, citando para o efeito a Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica Internacional, que, j&aacute; em 2013, reafirmou, numa declara&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, ser contra a eutan&aacute;sia. &laquo;A Associa&ccedil;&atilde;o de M&eacute;dicos Internacionais tem recomendado &agrave;s associa&ccedil;&otilde;es membro que, independentemente do que a legisla&ccedil;&atilde;o diga, devem respeitar o seu juramento hipocr&aacute;tico de defesa da vida&raquo;, disse.


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Dire&ccedil;&atilde;o do Grupo Parlamentar do PSD mostrou &laquo;sensibilidade&raquo; para este assunto
Abel Santos &eacute; um dos promotores da iniciativa STOP Eutan&aacute;sia e esteve reunido esta manh&atilde; com a dire&ccedil;&atilde;o do Grupo Parlamentar do PSD. Questionado sobre qual seria a inten&ccedil;&atilde;o de voto dos deputados PSD, refor&ccedil;ou que, &laquo;por ser uma quest&atilde;o de consci&ecirc;ncia&raquo;, o voto seria individual, mas que a dire&ccedil;&atilde;o, que esteve &laquo;toda&raquo; reunida com este grupo de elementos do STOP Eutan&aacute;sia, &laquo;iam votar contra&raquo;.
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J&aacute; esta manh&atilde;, Fernando Negr&atilde;o, l&iacute;der parlamentar do PSD, tinha afirmado aos jornalistas que na reuni&atilde;o do grupo parlamentar tiveram &laquo;uma discuss&atilde;o muito viva sobre a quest&atilde;o da eutan&aacute;sia&raquo;. &laquo;Direi mesmo que foi o &uacute;nico tema e foi suficiente porque houve in&uacute;meras interven&ccedil;&otilde;es, todas ou a maioria no sentido de votar contra os diplomas da eutan&aacute;sia&raquo;, disse aos jornalistas, refor&ccedil;ando, no entanto, que o &laquo;PSD d&aacute; liberdade de voto aos deputados por considerar esta uma mat&eacute;ria de consci&ecirc;ncia e cada um ter&aacute; oportunidade de afirmar a sua posi&ccedil;&atilde;o individual&raquo;.
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Abel Santos afirma que &laquo;esta pressa no sentido de legislar para o homic&iacute;dio terap&ecirc;utico, porque &eacute; isso que &eacute; a eutan&aacute;sia&raquo; alertou os portugueses para algo com que eles n&atilde;o concordam. Este respons&aacute;vel afirmou que &laquo;o que estamos a dizer aos deputados &eacute; que nos representam e a vossa consci&ecirc;ncia tem de estar de acordo com o que os portugueses querem&raquo;.

Assun&ccedil;&atilde;o Cristas junta-se &agrave; manifesta&ccedil;&atilde;o
A l&iacute;der do CDS-PP, Assun&ccedil;&atilde;o Cristas, tamb&eacute;m esteve presente na manifesta&ccedil;&atilde;o, e afirmou que, &laquo;no CDS, tudo estamos a fazer para que noa dia 29 a eutan&aacute;sia seja rejeitada em Portugal&raquo;. &laquo;Achamos que n&atilde;o &eacute; um bom caminho, n&atilde;o &eacute; o caminho de uma sociedade que &eacute; humana e acolhe a todos, e que estes 230 deputados n&atilde;o t&ecirc;m mandato do povo para poder decidir sobre uma mat&eacute;ria t&atilde;o sens&iacute;vel como a eutan&aacute;sia&raquo;, declarou aos jornalistas presentes.

A l&iacute;der centrista considera que este caminho &eacute; um &laquo;mau caminho para o nosso pa&iacute;s&raquo;. &laquo;H&aacute; apenas dois pa&iacute;ses na Europa que t&ecirc;m esta legisla&ccedil;&atilde;o e alguns j&aacute; est&atilde;o arrependidos&raquo;, disse. &laquo;O que ajuda &agrave; serenidade &eacute; termos tempo, reflex&atilde;o e um posicionamento claro de todos os partidos, para que as pessoas quando v&atilde;o a votos saibam qual o posicionamento dos seus representantes. Isto &eacute; legislar nas costas das pessoas e as pessoas ficam indignadas&raquo;, sustentou.

Questionada sobre se as pessoas j&aacute; estariam bem informadas sobre isto Assun&ccedil;&atilde;o Cristas considerou que h&aacute; aidna muita confus&atilde;o em alguns conceitos. &laquo;Os cuidados paliatvos n&atilde;o curam, mas tiram o sofrimento. E quando nos dizem que ou &eacute; a dor ou &eacute; a antecipa&ccedil;&atilde;o da morte com a eutan&aacute;sia, isso n&atilde;o &eacute; assim&raquo;, h&aacute; outros caminhos, defendeu a l&iacute;der do CDS-PP, grupo parlamentar que j&aacute; confirmou que ir&aacute; votar contra os projetos de lei que ir&atilde;o ser postos a vota&ccedil;&atilde;o no dia 29.



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Reportagem e fotos: Ricardo Perna




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<pubDate>Thu, 24 May 2018 17:08:00 +0100</pubDate>
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<title>D. António Marto nomeado cardeal pelo Papa Francisco</title>
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<description><![CDATA[O Papa anunciou hoje no Vaticano a cria&ccedil;&atilde;o, como cardeal, de D. Ant&oacute;nio Marto, bispo de Leiria-F&aacute;tima. O consist&oacute;rio para a cria&ccedil;&atilde;o de 14 novos cardeais (11 eleitores) est&aacute; marcado para 29 de junho, no Vaticano.


O padre V&iacute;tor Coutinho, vice-reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima e um dos mais diretos colaboradores do futuro cardeal, disse &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA que esta decis&atilde;o mostra &laquo;reconhecimento&raquo; pelo trabalho que tem sido desenvolvido na diocese e no santu&aacute;rio por D. Ant&oacute;nio Marto.

O sacerdote fala numa &laquo;grande honra&raquo; para a Diocese de Leiria-F&aacute;tima, cujo bispo vai tornar-se no quinto cardeal portugu&ecirc;s do s&eacute;culo XXI e segundo a ser designado no atual pontificado.

D. Ant&oacute;nio Marto junta-se assim a D. Jos&eacute; Saraiva Martins, D. Manuel Monteiro de Castro e D. Manuel Clemente no Col&eacute;gio Cardinal&iacute;cio. &laquo;Em primeiro lugar felicitamos o Senhor D. Ant&oacute;nio Marto por esta escolha; em segundo lugar, reconhecemos nela uma defer&ecirc;ncia para com F&aacute;tima&raquo;, disse ao Gabinete de Comunica&ccedil;&atilde;o do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima o reitor da institui&ccedil;&atilde;o, padre Carlos Cabecinhas.
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Texto: Ag&ecirc;ncia Ecclesia
Foto: Ricardo Perna
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<pubDate>Sun, 20 May 2018 12:58:00 +0100</pubDate>
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<title>Pedofilia: bispos chilenos entregam resignação ao Papa</title>
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<description><![CDATA[Os 34 bispos da Confer&ecirc;ncia Episcopal Chilena apresentaram hoje ao Papa a sua resigna&ccedil;&atilde;o, na sequ&ecirc;ncia da investiga&ccedil;&atilde;o aos casos de pedofilia que envolvem a Igreja Cat&oacute;lica naquele pa&iacute;s, acusada de encobrir abusos cometidos contra crian&ccedil;as. Num comunicado enviado hoje &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, os respons&aacute;veis cat&oacute;licos &laquo;colocam os seus cargos nas m&atilde;os de Francisco, para que decida livremente o futuro de cada um deles&raquo;. &laquo;Em comunh&atilde;o com o Papa, queremos restabelecer a justi&ccedil;a e contribuir para a resolu&ccedil;&atilde;o dos danos causados, de modo a renovar a miss&atilde;o prof&eacute;tica da Igreja Cat&oacute;lica no Chile, que deve estar sempre centrada em Cristo&raquo;, pode ler-se.


Esta posi&ccedil;&atilde;o dos bispos chilenos surge depois de um conjunto de reuni&otilde;es mantidas com o Papa argentino em Roma, ao longo dos &uacute;ltimos dias.

No final destes encontros, esta quinta-feira, Francisco apontou que &laquo;os acontecimentos dolorosos relacionados com abusos &ndash; de menores, de poder e de consci&ecirc;ncia&raquo;, devem de levar a &laquo;mudan&ccedil;as e resolu&ccedil;&otilde;es a curto, m&eacute;dio e longo prazo&raquo;, a fim de &laquo;restabelecer a justi&ccedil;a e a comunh&atilde;o eclesial&raquo;.

Numa carta endere&ccedil;ada aos mesmos 34 bispos, Francisco sublinhava mesmo a import&acirc;ncia de&nbsp; responder a esta problem&aacute;tica o quanto antes, n&atilde;o s&oacute; pela &laquo;gravidade&raquo; das situa&ccedil;&otilde;es que se passaram, mas tamb&eacute;m &laquo;pelas tr&aacute;gicas consequ&ecirc;ncias que tiveram, particularmente para as v&iacute;timas&raquo; menores e suas fam&iacute;lias.

&laquo;Convido-vos a seguir na constru&ccedil;&atilde;o de uma Igreja prof&eacute;tica, que sabe colocar no centro o mais importante: o servi&ccedil;o a Deus na pessoa de quem tem fome, de quem est&aacute; preso, de quem &eacute; migrante, de quem foi v&iacute;tima de abuso&raquo;, escreveu Francisco.

As reuni&otilde;es com os bispos chilenos decorreram com car&aacute;ter de emerg&ecirc;ncia, no &acirc;mbito da den&uacute;ncia de v&aacute;rios casos de pedofilia envolvendo a Igreja Cat&oacute;lica no Chile. Situa&ccedil;&otilde;es de abuso contra crian&ccedil;as que decorreram durante d&eacute;cadas e que alegadamente ter&atilde;o sido encobertas pelos respons&aacute;veis cat&oacute;licos daquele pa&iacute;s.

De acordo com o servi&ccedil;o informativo da Santa S&eacute;, ainda n&atilde;o se sabe se Francisco ir&aacute; aceitar os pedidos de resigna&ccedil;&atilde;o dos bispos chilenos. No entanto, n&atilde;o est&aacute; afastada a possibilidade de vir a substituir v&aacute;rios dos respons&aacute;veis da hierarquia cat&oacute;lica do Chile.

Desde que esteve em visita ao Chile, no m&ecirc;s de abril, e depois da conclus&atilde;o de uma investiga&ccedil;&atilde;o que solicitou acerca deste caso, o Papa j&aacute; promoveu encontros tamb&eacute;m com as v&iacute;timas e as fam&iacute;lias.
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Texto: Ag&ecirc;ncia Ecclesia
Foto: Ricardo Perna (Arquivo)
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]]></description>
<pubDate>Fri, 18 May 2018 18:03:00 +0100</pubDate>
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<title>Sondagem: portugueses querem prioridade aos cuidados paliativos e não à eutanásia</title>
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<description><![CDATA[Uma sondagem hoje divulgada, e encomendada pela Plataforma Pensar &amp; Debater, revela que os portugueses preferem investimento nos cuidados paliativos e n&atilde;o na eutan&aacute;sia. O estudo feito pela IMR d&aacute; conta que 75% dos inquiridos concordou com a frase &laquo;A prioridade em Portugal deve ser investir nos cuidados paliativos&raquo;. Apenas 16,7% entendem que a aposta deve ser na legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia. Mas os inquiridos nesta sondagem dividem-se quanto &agrave; perce&ccedil;&atilde;o de poss&iacute;veis riscos da legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia. Embora 67,5% associe a potenciais riscos de abuso, s&oacute; 36,2% acha que &laquo;envolve muito risco&raquo;. Esses riscos t&ecirc;m que ver com a decis&atilde;o de haver press&atilde;o ou outra pessoa a decidir a eutan&aacute;sia.



A sondagem foi feita atrav&eacute;s de 634 inqu&eacute;ritos telef&oacute;nicos, em todo o pa&iacute;s. As perguntas feitas diziam respeito ao chamado fim de vida: cuidados paliativos e eutan&aacute;sia. Quanto aos primeiros, 48,4% dos inquiridos dizem saber exatamente de que se trata. Quando se pergunta o que est&aacute; associado a este tipo de cuidados, 74% respondeu &laquo;estar acompanhado&raquo;, 66,7% &laquo;n&atilde;o ter dores&raquo;, 63,3% &laquo;estar apoiado psicologicamente. Talvez por isso uma esmagadora maioria de 85,3% de inquiridos referem que gostariam de ter acesso a cuidados paliativos num momento de doen&ccedil;a grave.

A mesma sondagem revela que os principais receios que os portugueses t&ecirc;m quando pensam no fim da vida s&atilde;o: 72% sofrimento, 61,4% ser um peso para a fam&iacute;lia, 47,9% o sofrimento, 36,5% a solid&atilde;o.

A Plataforma Pensar &amp; Debater est&aacute; a apoiar e a apelar &agrave; participa&ccedil;&atilde;o no protesto agendado para dia 24 de maio, entre as 14h30 e as 14h30. Nesse dia, Sofia Guedes pede que &laquo;todos se fa&ccedil;am ouvir aos senhores deputados&raquo;.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna
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]]></description>
<pubDate>Fri, 18 May 2018 16:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Seis bastonários dos médicos recusam eutanásia</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/seis-antigos-bastonarios-dos-medicos-recusam-eutanasia</link>
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<description><![CDATA[Os &uacute;ltimos seis baston&aacute;rios da Ordem dos M&eacute;dicos vivos assinaram um manifesto recusando a morte assistida. Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, Germano de Sousa explica que o documento vai ser entregue ao Presidente da Rep&uacute;blica numa audi&ecirc;ncia que ainda n&atilde;o tem data marcada.



&laquo;A carta diz claramente que n&oacute;s m&eacute;dicos n&atilde;o podemos, de maneira nenhuma, aceitar. Nunca pod&iacute;amos e mais ainda quando somos os principais autores&raquo;, afirma. O antigo baston&aacute;rio explica que a eutan&aacute;sia ou a morte assistida t&ecirc;m sempre em conta uma a&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico que considera inaceit&aacute;vel. &laquo;Vamos ser clarinhos: eutan&aacute;sia &eacute; matar outrem, mesmo que os intuitos sejam piedosos eutan&aacute;sia &eacute; matar outrem&raquo;, defende. Germano de Sousa diz que &laquo;os m&eacute;dicos consideram a vida inviol&aacute;vel e sagrada, n&atilde;o no sentido religioso, mas social&raquo;. &nbsp;Este m&eacute;dico &eacute; ateu.

O antigo baston&aacute;rio critica os partidos pol&iacute;ticos. &laquo;Nos programas eleitorais ningu&eacute;m sabia que estes senhores deputados iam propor esta lei. N&atilde;o &eacute; propor taxar baldes de pl&aacute;stico. &Eacute; propor matar algu&eacute;m!&raquo; Germano de Sousa deixa-lhes um desafio: &laquo;Eu gostava de ver os senhores deputados a usar este esfor&ccedil;o em vez de na eutan&aacute;sia, a esfor&ccedil;ar-se por termos cuidados paliativos nacionais e que deem para toda a popula&ccedil;&atilde;o?&raquo;

Germano de Sousa alerta ainda para algumas especificidades dos projetos de lei. &laquo;Falam em doen&ccedil;a incur&aacute;vel, mas n&atilde;o dizem que tem de ser terminal. Uma pessoa que tenha doen&ccedil;a renal tem doen&ccedil;a incur&aacute;vel. Tamb&eacute;m diz que tem de ser sofrimento. O que &eacute; sofrimento? A artrite reumat&oacute;ide d&aacute; dores terr&iacute;veis&hellip;&raquo;

Assinaram este manifesto os antigos baston&aacute;rios Germano de Sousa, Gentil Martins, Carlos Ribeiro, Pedro Nunes, Jos&eacute; Manuel Silva e o atual baston&aacute;rio Miguel Guimar&atilde;es. O mesmo documento j&aacute; tinha sido tornado p&uacute;blico antes. A novidade agora &eacute; contar com a assinatura do atual baston&aacute;rio e o pedido de audi&ecirc;ncia ao Presidente da Rep&uacute;blica.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Fri, 18 May 2018 11:20:00 +0100</pubDate>
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<title>Religiões juntas contra eutanásia</title>
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<description><![CDATA[Cat&oacute;licos, judeus, mu&ccedil;ulmanos, hindus, budistas, evang&eacute;licos e outros: oito confiss&otilde;es religiosas subscreveram uma declara&ccedil;&atilde;o onde se op&otilde;em &agrave; legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia. &laquo;N&oacute;s, comunidades religiosas presentes em Portugal, acreditamos que a vida humana &eacute; inviol&aacute;vel at&eacute; &agrave; morte natural e perfilhamos um modelo compassivo de sociedade e, por estas raz&otilde;es, em nome da Humanidade e do futuro da comunidade humana, causa da religi&atilde;o, nos sentimos chamados a intervir no presente debate sobre a morte assistida, manifestando a nossa oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; sua legaliza&ccedil;&atilde;o em qualquer das suas formas, seja o suic&iacute;dio assistido, seja a eutan&aacute;sia&raquo;, pode ler-se na declara&ccedil;&atilde;o.



Subscrevem este texto a Alian&ccedil;a Evang&eacute;lica Portuguesa, a Comunidade Hindu Portuguesa, a Comunidade Isl&acirc;mica de Lisboa, a Comunidade Israelita de Lisboa, a Igreja Cat&oacute;lica, o Patriarcado Ecum&eacute;nico de Constantinopla, a Uni&atilde;o Budista Portuguesa e a Uni&atilde;o Portuguesa dos Adventistas do S&eacute;timo Dia.

&laquo;Cuidar at&eacute; ao fim com compaix&atilde;o&raquo; &eacute; o t&iacute;tulo da declara&ccedil;&atilde;o do Grupo de Trabalho Inter-religioso Religi&otilde;es-Sa&uacute;de (GYIT). No documento que vai ser enviado ao Presidente da Rep&uacute;blica e ao Presidente da Assembleia da Rep&uacute;blica, acentuam-se tr&ecirc;s pontos: a dignidade daquele que sofre, por uma sociedade misericordiosa e compassiva e os Cuidados Paliativos, uma exig&ecirc;ncia inadi&aacute;vel.
&nbsp;
Dignidade da vida comum a todos
Estas oito confiss&otilde;es religiosas defendem que &laquo;a vida n&atilde;o s&oacute; n&atilde;o perde dignidade quando se aproxima do seu termo, como a particular vulnerabilidade de que se reveste nesta etapa &eacute;, antes, um t&iacute;tulo de especial dignidade que pede proximidade e cuidado&raquo;. Agradecendo o apoio dos m&eacute;dicos pelo acompanhamento aos doentes em sofrimento, entendem que &laquo;a religi&atilde;o oferece uma possibilidade de sentido a quem acredita, mas sabemos tamb&eacute;m, pela experi&ecirc;ncia do acompanhamento de tantos que n&atilde;o s&atilde;o religiosos, que n&atilde;o depende de o ser a possibilidade de encontrar sentido para o pr&oacute;prio sofrimento&raquo;.
Estas religi&otilde;es defendem tamb&eacute;m que &laquo;o que nos &eacute; pedido n&atilde;o &eacute; que desistamos daqueles que vivem o per&iacute;odo terminal da vida, oferecendo-lhes a possibilidade legal da op&ccedil;&atilde;o pela morte, &agrave; qual pode conduzir a experi&ecirc;ncia do sofrimento sem cuidados adequados&raquo;. &laquo;Uma sociedade que abandona, que se desumaniza, que se torna indiferente&raquo; faz que se deseje a morte. O desafio nestes casos &eacute; &laquo;que nos comprometamos mais profundamente com os que vivem esta etapa, assumindo a exig&ecirc;ncia de lhes oferecer a possibilidade de uma morte humanamente acompanhada&raquo;.
No terceiro ponto, estas oito confiss&otilde;es religiosas, salientam o papel essencial dos cuidados paliativos. &laquo;A verdadeira compaix&atilde;o n&atilde;o &eacute; insistir em tratamentos f&uacute;teis, na tentativa de prolongar a vida, mas ajudar a pessoa a viver o mais humanamente poss&iacute;vel a pr&oacute;pria morte, respeitando a naturalidade desta. Os cuidados paliativos fazem-no, valorizando a pessoa at&eacute; ao seu fim natural, aliviando o seu sofrimento e combatendo a solid&atilde;o pela presen&ccedil;a da fam&iacute;lia e de outros que lhe sejam significativos.&raquo; Por isso, exigem que estes cuidados se estendam &laquo;a todos o acesso aos cuidados paliativos&raquo; e assumem o compromisso de participar nisso.


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Vis&atilde;o religiosa &eacute; &laquo;precisa&raquo;
O texto termina concluindo que &laquo;as Tradi&ccedil;&otilde;es religiosas professam que a vida &eacute; um dom precioso e, para as religi&otilde;es abra&acirc;micas, um dom de Deus e, como tal, se reveste de car&aacute;cter sagrado; mas este apenas confirma a sua dignidade natural, da qual derivam a sua inviolabilidade e indisponibilidade intr&iacute;nsecas, que, portanto, n&atilde;o dependem da fundamenta&ccedil;&atilde;o religiosa&raquo;.
As confiss&otilde;es religiosas defendem que &laquo;as sociedades precisam desta vis&atilde;o do humano ao lado de todas as outras&raquo; e com isso justificam a declara&ccedil;&atilde;o que foi hoje assinada e vai ver enviada a Marcelo Rebelo de Sousa e Jaime Gama.
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&laquo;Encontr&aacute;mo-nos no essencial&raquo;&nbsp;
D. Manuel Clemente assinou a declara&ccedil;&atilde;o em representa&ccedil;&atilde;o da Igreja Cat&oacute;lica. O cardeal-patriarca de Lisboa congratulou-se porque &laquo;nos encontr&aacute;mos no essencial. A religi&atilde;o &eacute; uma liga&ccedil;&atilde;o ao absoluto e tem&aacute;ticas como a da vida unem-nos&raquo;. D. Manuel Clemente defendeu que este debate do fim da vida continua depois de dia 29 de maio, em que ocorre o debate na Assembleia da Rep&uacute;blica. &laquo;&Eacute; um debate que continua e que passa pelas leis. As leis t&ecirc;m um sentido pedag&oacute;gico e quando se trata da vida h&aacute; muito a fazer para que seja devidamente contemplada e acompanhada. N&oacute;s dizemos da conce&ccedil;&atilde;o &agrave; morte natural e d&oacute;i quando &eacute; particularmente sofrida. A&iacute; tem de ser acompanhada tecnicamente com cuidados paliativos, acompanhada pela fam&iacute;lia. Se fizermos tudo isto e se nos tornarmos uma sociedade globalmente paliativa, que acompanha, que cuida, a vida quer viver.&raquo; O cardeal-patriarca de Lisboa defendeu que &laquo;os cuidados paliativos n&atilde;o chegam nem em quantidade nem em qualidade a todos os que deles precisam&raquo; e que o seu desenvolvimento &eacute; essencial.
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Apartheid religioso?
Antes da assinatura da declara&ccedil;&atilde;o conjunta, houve v&aacute;rios pain&eacute;is com a participa&ccedil;&atilde;o de representantes das v&aacute;rias religi&otilde;es sobre a participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e &eacute;tica dos crentes. Fernando Loja, jurista e presidente da Conven&ccedil;&atilde;o Baptista Portuguesa, organismo integrante da Alian&ccedil;a Evang&eacute;lica lembra que a lei de liberdade religiosa e de culto &laquo;prev&ecirc; a possibilidade de exprimir livremente pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio a mat&eacute;ria religiosa. E o que &eacute; mat&eacute;ria religiosa? Os cr&iacute;ticos entendem que &eacute; muito restrito. Ser&aacute; que a defesa da vida &eacute; mat&eacute;ria religiosa? Pessoalmente, penso que sim. Os 10 mandamentos s&atilde;o dez princ&iacute;pios constitucionais e o princ&iacute;pio de &ldquo;n&atilde;o matar&aacute;s&rdquo; tem prevalecido. Far&aacute; algum sentido pedir-se a algu&eacute;m com convic&ccedil;&otilde;es religiosas que se abstenha de defender os valores &eacute;ticos que fazem parte da sua religi&atilde;o?&raquo; Para Fernando Loja, &laquo;a religi&atilde;o &eacute; algo que sai dos templos, &eacute; algo que sai das casas e premeia toda a vida das pessoas que s&atilde;o crentes&raquo;.
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Este jurista defendeu o direito aos crentes de participarem ativamente na pol&iacute;tica e na vida social e critica os que defendem que as igrejas nada t&ecirc;m que ver com a pol&iacute;tica. &laquo;Defendem um novo tipo de apartheid. Na &Aacute;frica do Sul, a participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica dependia da cor da pele. Alguns em Portugal parece que defendem que a liberdade de participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica dependa de ter ou n&atilde;o ter religi&atilde;o.&raquo;
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&laquo;Religi&otilde;es n&atilde;o t&ecirc; monop&oacute;lio da verdade&raquo;
O padre Jos&eacute; Nuno Ferreira da Silva foi coordenador nacional da Capelanias Hospitalares e membro fundador deste Grupo de Trabalho Religi&otilde;es Sa&uacute;de. O sacerdote lamentou que a lei de 2009 que permite o acompanhamento de doentes terminais pela fam&iacute;lia n&atilde;o tenha sido ainda regulamentada. &laquo;A parte dos deficientes e das crian&ccedil;as foi alvo de regulamenta&ccedil;&atilde;o. Os doentes terminais n&atilde;o. Se algu&eacute;m tiver um familiar a morrer num hospital n&atilde;o pode acompanh&aacute;-lo sem p&ocirc;r uma baixa fraudulenta&raquo;, conta. Falando sobre a participa&ccedil;&atilde;o das religi&otilde;es na bio&eacute;tica, amite que &laquo;as religi&otilde;es n&atilde;o t&ecirc;m o monop&oacute;lio da verdade. O seu discurso &eacute; um servi&ccedil;o n&atilde;o uma afirma&ccedil;&atilde;o categ&oacute;rica que se fecha ao di&aacute;logo&raquo;. Por isso, &laquo;o nosso tom tem de ser emp&aacute;tico e temos de ter esta dimens&atilde;o: revindiquemos a liberdade de religi&atilde;o para entrar no debate bio&eacute;tico, mas tenhamos humildade&raquo;. Mesmo assim, O Pe. Jos&eacute; Nuno Ferreira da Silva, durante 18 anos capel&atilde;o do Hospital de S&atilde;o Jo&atilde;o, defende que as religi&otilde;es devem participar, trazendo para a discuss&atilde;o a vis&atilde;o do homem como &laquo;mist&eacute;rio&raquo; e n&atilde;o apenas como &laquo;fen&oacute;meno&raquo;. &laquo;O contributo das religi&otilde;es &eacute; necess&aacute;rio. Em que &eacute; que somos precisos? Alguns acham que n&atilde;o devemos sair das sacristias da Igreja, da sinagoga, da mesquita ou do templo budista, seja o que for. N&oacute;s somos necess&aacute;rios e se n&oacute;s n&atilde;o intervirmos, h&aacute; coisas que ficam comprometidas. N&oacute;s podemos falar a partir da liberdade em rela&ccedil;&atilde;o ao esp&iacute;rito do tempo&raquo;, afirmou. A experi&ecirc;ncia dos membros deste Grupo de Trabalho Inter-religioso tem particular relev&acirc;ncia neste caso, defende e explica porqu&ecirc;: &laquo;O GTIR fala a partir a experi&ecirc;ncia dos hospitais e 60% dos portugueses morrem nos hospitais. N&oacute;s sabemos que muitas pessoas de idade, no dia em que fosse permitida a eutan&aacute;sia, seriam levados a isso, sentir-se-iam obrigados a isso mesmo sem ser obrigados. O esp&iacute;rito do tempo tem vistas curtas, imediatas, particularistas. N&oacute;s estamos nos hospitais. N&oacute;s sabemos como as coisas se fazem.&raquo;

Os dados estat&iacute;sticos mais recentes sobre o n&uacute;mero de crentes de cada religi&atilde;o s&atilde;o do censos de 2011. A&iacute; declararam-se cat&oacute;licos quase 73 milh&otilde;es de portugueses. Apenas 615 mil disseram n&atilde;o ter religi&atilde;o. Mais de 163 mil dizem-se de outra igreja crist&atilde;, 75&nbsp;571 protestantes, 56&nbsp;550 ortodoxos, 20&nbsp;640 mu&ccedil;ulmanos e 3 000 judeus. Por estes dados se percebe que esta declara&ccedil;&atilde;o junta confiss&otilde;es religiosas que representam uma esmagadora maioria da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa.

O Grupo de Trabalho Religi&otilde;es Sa&uacute;de junta representantes de mais de uma dezena de comunidades religiosas e foi criado em 2009 para acompanhar a regulamenta&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia religiosa nos estabelecimentos de sa&uacute;de.
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Reportagem: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o e Ricardo Perna
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<pubDate>Wed, 16 May 2018 18:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Quando comecei a dormir numa casa, os meus olhos não abriam»</title>
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<description><![CDATA[S&oacute;nia Varela recebe a reportagem da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; na sua casa, em Lisboa. Est&aacute; sentada numa mesa junto &agrave; janela a fumar. Primeiro, olha-nos com alguma desconfian&ccedil;a, vencida pela presen&ccedil;a de quem nos acompanha. S&atilde;o as amigas da Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Integra&ccedil;&atilde;o Psicossocial (AEIPS). Depois, abre o cora&ccedil;&atilde;o e desfia as mem&oacute;rias de uma vida que n&atilde;o chega aos quarenta anos. &Eacute; ainda jovem e sorridente. Diz ter sido sempre feliz, mesmo durante os dez anos em que viveu na rua.



A primeira vez que ouviu falar no projeto Housing First n&atilde;o teve &laquo;grande rea&ccedil;&atilde;o&raquo;. Davam-lhe casa e n&atilde;o pediam nada em troca. A sugest&atilde;o era boa, mas sentiu medo. &laquo;Uma pessoa nestas condi&ccedil;&otilde;es degradadas... Eu estou p&eacute;ssima&hellip; Fiquei com receio de mim pr&oacute;pria. Sei l&aacute; se ia fazer o certo. Era certo sair da rua, n&atilde;o &eacute;? Mas&hellip;&raquo; A pausa deixa perceber o dilema que viveu.

&laquo;Os meus olhos n&atilde;o abriam&raquo;
Passou algum tempo at&eacute; &agrave; segunda abordagem. J&aacute; nem se lembrava da primeira. Nesse dia foi logo para uma casa. &laquo;Era muito boa, s&oacute; que eu estava um bocado forte e n&atilde;o cabia no polib&atilde; e fazia-me impress&atilde;o.&raquo; H&aacute; oito anos que est&aacute; na casa atual. &laquo;Nos primeiros dias, quando comecei a dormir numa casa mesmo, os meus olhos n&atilde;o abriam. N&atilde;o sei se era da luz, da claridade, da natureza que vivia na rua com a natureza da casa... E eu era uma rapariga que na rua estava sempre acordada, horas e horas. Fazia diretas.&raquo; Teresa Duarte, presidente da AEIPS, diz que isso &eacute; comum a muitos participantes deste projeto. &laquo;Na rua, dormem com um olho aberto e outro fechado. Quando t&ecirc;m uma casa, s&oacute; dormem nos primeiros dias.&raquo;



A Associa&ccedil;&atilde;o para o Estudo e Integra&ccedil;&atilde;o Psicossocial iniciou o projeto Housing First &ndash; Casas Primeiro, em 2009. Teresa Duarte explica que &laquo;proporciona o acesso direto a uma casa individual, a n&atilde;o ser que queiram ou sejam casais ou muito amigos. E isso &eacute; muito importante porque muitos n&atilde;o aderiam aos projetos de alojamento porque tinham muita gente e sentiam-se inseguros&raquo;. As casas s&atilde;o arrendadas em v&aacute;rios locais de Lisboa, permitindo que estas pessoas possam criar redes de vizinhan&ccedil;a e de rela&ccedil;&atilde;o em contextos diferentes.

Uma vida dif&iacute;cil desde a inf&acirc;ncia
A hist&oacute;ria de S&oacute;nia &eacute; dura. A m&atilde;e morreu quando tinha dez anos. &laquo;Enquanto vivi com a ela, dormi no m&aacute;ximo umas cinco vezes na rua. Desde os meus dois anos e meio, tr&ecirc;s, dormi umas cinco vezes na rua&raquo;, conta.

Come&ccedil;ou a trabalhar com 13 anos, passou por casas de v&aacute;rias tias, pai, padrasto at&eacute; ir viver com uma amiga. &laquo;Dos meus 13 at&eacute; aos meus 17 anos eu n&atilde;o tinha falta de nada, de nada. Tive sempre trabalho, tinha roupa, tinha tudo, tive uma vida mesmo boa&raquo;, diz a rir. As sa&iacute;das &agrave; noite eram quase di&aacute;rias e ia ao cabeleireiro todos os meses. At&eacute; que tudo mudou quando a amiga &laquo;desapareceu de repente, emigrou&raquo;. Com o trabalho n&atilde;o conseguia suportar as despesas da casa. A rua foi o seu destino nos dez anos seguintes.



&laquo;Sentem-se mais seguros na rua&raquo;
Teresa Duarte rejeita a ideia de que muitos sem-abrigo n&atilde;o querem deixar a rua. &laquo;N&atilde;o &eacute; porque queiram, mas porque t&ecirc;m medo, est&atilde;o mais vulner&aacute;veis e sentem-se mais seguros na rua&raquo;, explica. Por isso, uma casa &eacute; importante e sem qualquer condi&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via. &laquo;Quando propomos a quest&atilde;o da casa &eacute; para ir para a sua pr&oacute;pria casa, da qual t&ecirc;m a chave, e n&atilde;o obrigamos a comprometerem-se em fazer um tratamento psiqui&aacute;trico ou de depend&ecirc;ncia de drogas ou de &aacute;lcool. A casa &eacute; o ponto de partida. As outras quest&otilde;es s&atilde;o tratadas depois&raquo;, revela a presidente da associa&ccedil;&atilde;o. Com a casa vem a obriga&ccedil;&atilde;o de respeitar as regras do condom&iacute;nio, o acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e sociais. H&aacute; acompanhamento &laquo;na gest&atilde;o da casa, elabora&ccedil;&atilde;o de ementas, confe&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es, apoio nos pedidos de documenta&ccedil;&atilde;o que muitos n&atilde;o t&ecirc;m ou autoriza&ccedil;&otilde;es de resid&ecirc;ncia&raquo;. Uma coisa vai levando a outra, com o acompanhamento e visitas dos t&eacute;cnicos a casa. &laquo;Temos dado conta que muitas pessoas reduzem ou terminam os consumos mesmo sem tratamentos&raquo;, diz Teresa.

At&eacute; agora ningu&eacute;m perdeu a casa e tem havido at&eacute; quem tenha feito as pazes com a fam&iacute;lia. O acesso &agrave; casa n&atilde;o tem limite de tempo. Os participantes t&ecirc;m de contribuir com 30% do rendimento que tiverem para as despesas. Dos cerca de 80 apoiados, 30 j&aacute; sa&iacute;ram porque se autonomizaram ou voltaram para as suas terras de origem onde t&ecirc;m o apoio da fam&iacute;lia.


Por todo o pa&iacute;s h&aacute; v&aacute;rias organiza&ccedil;&otilde;es a promover projetos de Housing First para sem-abrigo com doen&ccedil;a mental ou com depend&ecirc;ncias. A ideia nasceu em Nova Iorque precisamente com sem-abrigo com doen&ccedil;as mentais e tem sido replicada por todo o mundo.

Este artigo &eacute; um excerto da reportagem publicada na FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de maio de 2018. 

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Reportagem: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna/ Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica- Miguel Figueiredo Lopes
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]]></description>
<pubDate>Wed, 16 May 2018 10:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Não nos podemos resignar» à desonestidade</title>
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<description><![CDATA[A Comiss&atilde;o Nacional Justi&ccedil;a e Paz (CNPJ) emitiu sobre a &laquo;relev&acirc;ncia da &ldquo;honestidade&rdquo;&raquo; intitulada &laquo;Para mudar o final&raquo;. Sem referir nomes ou casos, o texto refere que &laquo;nestes &uacute;ltimos tempos, nas circunst&acirc;ncias mais diversas, t&ecirc;m vindo a ser not&iacute;cia diferentes factos relativos a pessoas e a institui&ccedil;&otilde;es que, direta ou indiretamente, evocam a quest&atilde;o da honestidade&raquo;. Por isso, a Comiss&atilde;o Nacional Justi&ccedil;a e Paz alerta &laquo;para o facto de que quem sofre com a desonestidade instalada, aos mais diversos n&iacute;veis, s&atilde;o sempre os pobres&raquo;.



Olhando para o passado, a nota admite que o passado n&atilde;o se pode mudar, mas avisa que &laquo;n&atilde;o nos podemos resignar!&raquo;. A CNPJ desafia todos a considerar a honestidade como &laquo;a qualidade primeira das nossas rela&ccedil;&otilde;es fraternas&raquo; e &laquo;material imprescind&iacute;vel na constru&ccedil;&atilde;o de um mundo mais justo e mais fraterno&raquo;.

Para isso, explica o que considera ser a honestidade: &laquo;diz respeito &agrave; capacidade de responder pessoalmente pelo bem e pelo mal, enquanto eles dependem de n&oacute;s, conhecemos as pessoas pelo que s&atilde;o capazes de compreender e de querer &ndash; livres no decidir e conscientes no agir &ndash; com as consequ&ecirc;ncias que as suas atitudes comportam&raquo;.

A CNPJ defende que &laquo;n&atilde;o &eacute; nada de long&iacute;nquo ou de inacess&iacute;vel&raquo; e, por isso, lamenta &laquo;como culturalmente parece ter-se instalado um sentimento generalizado de complac&ecirc;ncia&raquo; com a desonestidade. &laquo;Pode at&eacute; chegar-se a considerar &ldquo;esperto&rdquo; o mentiroso que n&atilde;o &eacute; apanhado.&raquo;

Por v&aacute;rias vezes, a nota apela &agrave; a&ccedil;&atilde;o: &laquo;N&atilde;o nos podemos resignar! Como se a desonestidade fosse uma fatalidade. Uma doen&ccedil;a contagiosa para a qual n&atilde;o conhec&ecirc;ssemos ainda a terap&ecirc;utica adequada. Tanto mais que nestes &uacute;ltimos tempos se tem vindo a confirmar o antigo ad&aacute;gio (recolhido pelos evangelhos sin&oacute;pticos e colocado na boca de Jesus): &ldquo;n&atilde;o h&aacute; nada oculto que n&atilde;o venha a ser conhecido&rdquo; (cf. Mc 4,22; Mt 10,26; Lc 8,17; 12,2).&raquo;

A nota nunca refere casos concretos, mas surge numa altura em que se conhecem cada vez mais casos de corrup&ccedil;&atilde;o do mundo empresarial, &agrave; pol&iacute;tica e ao futebol.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Tue, 15 May 2018 11:30:00 +0100</pubDate>
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<title>«As pessoas têm medo do discernimento»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/as-pessoas-tem-medo-do-discernimento</link>
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<description><![CDATA[Presidente do Dicast&eacute;rio para os Leigos, a Fam&iacute;lia e a Vida, o cardeal Kevin Farrell est&aacute; muito atento a tudo o que diz respeito &agrave; fam&iacute;lia. Da Amoris laetitia (AL), diz que est&aacute; a ser implementada, embora aponte desafios que ainda n&atilde;o foram ultrapassados no apoio aos jovens casais.

&nbsp;
Passaram dois anos desde a publica&ccedil;&atilde;o da AL. Acha que j&aacute; foi, por um lado, aceite por toda a gente, e, por outro, implementada pela Igreja?
Eu acredito que uma vasta maioria da Igreja n&atilde;o apenas aceitou, como implementou a AL. Diria que os que ainda n&atilde;o implementaram ou exprimem algumas preocupa&ccedil;&otilde;es sobre o documento tamb&eacute;m t&ecirc;m preocupa&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o a muitos outros assuntos. N&atilde;o &eacute; uma quest&atilde;o da AL, a sua oposi&ccedil;&atilde;o vem de outras quest&otilde;es sobre a Igreja e da dificuldade de aceitarem os ensinamentos, n&atilde;o apenas os do Papa Francisco. H&aacute; anos surgiu o conceito de &ldquo;cat&oacute;licos de caf&eacute;&rdquo;, que escolhem os assuntos em que querem acreditar, e isso ainda hoje existe.
&nbsp;
&ldquo;Discernimento&rdquo; &eacute; uma palavra perigosa, na mente de algumas pessoas?
Uma palavra perigosa, sim. Muitas vezes na nossa vida, preferimos que as pessoas nos digam o que temos de fazer, a que horas, e como o devemos fazer. &Eacute;, talvez, um sentimento de falta de responsabilidade que temos na nossa sociedade sobre a nossa vida e as nossas decis&otilde;es. Temos medo de tomar decis&otilde;es, e isso leva-nos a um tipo de ideologia que deseja que esteja tudo escrito em pedra.
&nbsp;
Acha que as pessoas t&ecirc;m mais medo do discernimento do que propriamente argumentos contra?
Acho que t&ecirc;m muito mais medo do que oposi&ccedil;&atilde;o. A minha experi&ecirc;ncia pastoral de muitos anos diz-me que as pessoas t&ecirc;m medo do discernimento.
&nbsp;
Muitas pessoas est&atilde;o a rejeitar o cap&iacute;tulo VIII, mas como podemos explicar que a AL n&atilde;o vai contra a Doutrina da Igreja, mesmo que possa permitir um discernimento diferente do que est&aacute;vamos habituados?
N&atilde;o vai contra o ensinamento da Igreja. Em lado nenhum na AL se pode encontrar nada que seja contradit&oacute;rio com o ensinamento da Igreja estabelecido h&aacute; muito tempo. Acredito que est&aacute; a ser dada demasiada &ecirc;nfase ao cap&iacute;tulo VIII. A AL &eacute; um documento que deseja ajudar as pessoas a viverem um verdadeiro casamento crist&atilde;o, mas limitamo-nos a resumir tudo ao cap&iacute;tulo VIII. Sim, sem d&uacute;vida que h&aacute; muitas dificuldades na vida, e haver&aacute; sempre, mas esquecemo-nos de que a maioria das pessoas n&atilde;o est&aacute; nessa situa&ccedil;&atilde;o. O Papa e os padres sinodais disseram que temos de come&ccedil;ar a construir o casamento em bases s&oacute;lidas, e este documento &eacute; uma maneira de o fazermos, se o lermos do cap&iacute;tulo I ao IX.
&nbsp;
Acompanhar os jovens casais era uma das mais importantes medidas que estavam na AL. H&aacute; grupos que o fazem, mas, na verdade, a maioria das par&oacute;quias ainda n&atilde;o o faz. Isso &eacute; um problema?
N&atilde;o &eacute; um problema, &eacute; um desafio para o futuro. N&atilde;o podemos simplesmente pegar num casal na rua, traz&ecirc;-lo para a Igreja e dizer a algu&eacute;m &ldquo;OK, agora acompanha este casal&rdquo;. Nada funciona assim. Dou-lhe um exemplo concreto: h&aacute; anos decidimos que os leigos deveriam ser catequistas nas par&oacute;quias, nos EUA. Os padres convidavam quem quisesse para ir dar catequese aos mais novos. Este &eacute; o caminho mais r&aacute;pido para afastar os jovens da Igreja. Porqu&ecirc;? A &ndash; N&atilde;o sabem como ensinar; B &ndash; N&atilde;o compreendem os jovens. Foram jovens uma vez, mas numa outra &eacute;poca. E isso levou a que muitas pessoas abandonassem a Igreja, devido &agrave; falta de conhecimentos de quem ensinava. Para acompanharmos casais, as pessoas precisam de ter alguma forma&ccedil;&atilde;o. Precisam da experi&ecirc;ncia de vida, mas tamb&eacute;m de algum treino, para saberem como comunicar, como ouvir.
&nbsp;
Mas isso n&atilde;o &eacute; uma coisa para se aplicar de imediato&hellip;
Sim, &eacute; um processo longo. Espero que muitas confer&ecirc;ncias episcopais convidem os p&aacute;rocos a escolherem casais e os ajudem a form&aacute;-los, para que, mais tarde, possam acompanhar os casais que se casam.
Os padres n&atilde;o s&atilde;o os melhores para ministrar cursos de prepara&ccedil;&atilde;o para o matrim&oacute;nio. Eu acredito, e muitos dos meus irm&atilde;os sacerdotes ir&atilde;o discordar de mim, que n&atilde;o t&ecirc;m credibilidade quando se trata de quest&otilde;es sobre a vida matrimonial, e eu preferiria ver na Igreja casais casados. Tal como agora os jovens querem jovens na Igreja a caminhar com eles. O Santo Padre disse isso mesmo.
&nbsp;
Esse &eacute; outro dos desafios, acompanhar na prepara&ccedil;&atilde;o para o matrim&oacute;nio&hellip;
Sou a primeira pessoa a admitir que os cursos de prepara&ccedil;&atilde;o para o matrim&oacute;nio (CPM) s&atilde;o a coisa menos atraente, ou pelo dentro do &ldquo;top 5&rdquo; das coisas menos atraentes para os jovens na Igreja. Compreendo tudo isso, e &eacute; por isso que o Papa convocou dois s&iacute;nodos, e &eacute; o porqu&ecirc; deste documento ter sido escrito. O Papa quis que todas as pessoas se envolvessem nesta quest&atilde;o e come&ccedil;assem a preparar os casais. Esta prepara&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a quando as crian&ccedil;as s&atilde;o batizadas. Os pais t&ecirc;m um papel enorme nesta educa&ccedil;&atilde;o dos casais para o matrim&oacute;nio.
&nbsp;
Mas desresponsabilizam-se dessa tarefa?
Sim, obviamente. Muitas vezes, sorrio para mim mesmo perante o contraste de pessoas leigas que, no papel, dizem que querem estar envolvidas na Igreja, mas quando chegamos &agrave; pr&aacute;tica de trabalhar numa par&oacute;quia, procuramos os leigos e eles n&atilde;o est&atilde;o. Acho que tem que ver com o facto de nunca lhes ter sido permitido, e isso est&aacute; a mudar gradualmente. Mas leva tempo. Eu sou contra as pessoas que pensam que podemos implementar tudo sobre a AL de um dia para o outro: &ldquo;OK, tudo o resto &eacute; passado, e come&ccedil;amos de novo&rdquo;. N&atilde;o &eacute; assim t&atilde;o f&aacute;cil, precisa de ser implementado gradualmente, precisamos de formar pessoas, ter um sistema a funcionar, etc.

&nbsp;
Nos pa&iacute;ses que mais receberam imigrantes, a pastoral familiar deve ser ajustada a esta nova realidade?
Sim, as pessoas precisam de abrir as mentes e os cora&ccedil;&otilde;es para ajudar as pessoas em grandes dificuldades. E faz muito bem a qualquer na&ccedil;&atilde;o. Quando nos fechamos em n&oacute;s mesmos, a longo prazo, os soci&oacute;logos dir&atilde;o que as coisas n&atilde;o v&atilde;o correr bem. Mas acredito que h&aacute; um terr&iacute;vel sentimento de falta de cuidado das pessoas, e &eacute; uma das quest&otilde;es que mais afeta o mundo. Mas foi uma quest&atilde;o que fomos n&oacute;s que cri&aacute;mos, e temos de a resolver.
&nbsp;
E queremos resolver?
Se falar com qualquer fam&iacute;lia que est&aacute; a arriscar a sua vida para atravessar fronteiras e desertos, depois de a ouvir, ningu&eacute;m ter&aacute; coragem de os mandar para tr&aacute;s. Sim, no meio dessas pessoas podem vir alguns criminosos, mas criminosos h&aacute; em todo o lado. Acredito que as melhores pessoas s&atilde;o as que est&atilde;o dispostas a arriscar tudo pelo sucesso das suas fam&iacute;lias. S&atilde;o as melhores, as mais inteligentes, e veja a hist&oacute;ria dos EUA. Polacos, italianos, alem&atilde;es, irlandeses, e o que &eacute; que fizeram? Constru&iacute;ram a melhor na&ccedil;&atilde;o do mundo (sim, OK, isto pode ser aberto &agrave; discuss&atilde;o [risos]), e transformaram-se nos Estados Unidos da Am&eacute;rica, e muitos mantiveram a sua cultura. E o mesmo acontecer&aacute; no mundo de hoje.
&nbsp;
Entrevista e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Tue, 15 May 2018 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Presidente veta mudança de sexo aos 16 e quer relatório médico</title>
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<description><![CDATA[Marcelo Rebelo de Sousa vetou o decreto sobre identidade de g&eacute;nero e enviou uma mensagem &agrave; Assembleia da Rep&uacute;blica pedindo que seja ponderada a necessidade de um relat&oacute;rio m&eacute;dico antes da mudan&ccedil;a de sexo no caso de menores de 18 anos.
&nbsp;


Na carta pode ler-se que o Presidente da Rep&uacute;blica &laquo;compreende as raz&otilde;es de v&aacute;ria ordem que fundamentam a inova&ccedil;&atilde;o legislativa, que, ali&aacute;s, cobre um universo mais vasto do que o dos menores trans e intersexo&raquo; e justifica a avalia&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica para menores, dizendo que &laquo;importa deixar a quem escolhe o m&aacute;ximo de liberdade ou autonomia para eventual repondera&ccedil;&atilde;o da sua op&ccedil;&atilde;o, em momento subsequente, se for caso disso&raquo;. Marcelo Rebelo de Sousa acredita que &laquo;o parecer constante de relat&oacute;rio m&eacute;dico pode ajudar a consolidar a aludida escolha, sem a pr&eacute;-determinar&raquo;.
&nbsp;
Por outro lado, o Presidente salienta que &laquo;havendo a possibilidade de interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica para mudan&ccedil;a de sexo, e tratando-se de interven&ccedil;&atilde;o que, como ato m&eacute;dico, sup&otilde;e sempre ju&iacute;zo cl&iacute;nico, parece sensato que um parecer cl&iacute;nico possa tamb&eacute;m existir mais cedo, logo no momento inicial da decis&atilde;o de escolha de g&eacute;nero&raquo;.

Na carta enviada aos deputados, Marcelo Rebelo de Sousa lembra que pretende &laquo;permitir dar maior consist&ecirc;ncia a uma escolha feita mais cedo - prevendo um relat&oacute;rio m&eacute;dico&raquo; e que esta recomenda&ccedil;&atilde;o &laquo;fica muito aqu&eacute;m da posi&ccedil;&atilde;o do Conselho Nacional de &Eacute;tica e para as Ci&ecirc;ncias da Vida&raquo; ali&aacute;s posi&ccedil;&atilde;o com a qual diz concordar a t&iacute;tulo pessoal.
&nbsp;
Para outros diplomas futuros, fica desde j&aacute; a garantia que como Chefe de Estado &laquo;n&atilde;o fez pesar - como nunca far&aacute;- na aprecia&ccedil;&atilde;o formulada a sua posi&ccedil;&atilde;o pessoal&raquo;. O Presidente at&eacute; v&ecirc; uma contradi&ccedil;&atilde;o no diploma aprovado pela Assembleia da Rep&uacute;blica: &eacute; &laquo;o pr&oacute;prio legislador a reconhecer que a mudan&ccedil;a de men&ccedil;&atilde;o de sexo e altera&ccedil;&atilde;o de nome pr&oacute;prio n&atilde;o podem ser consideradas, numa perspectiva intertemporal, como inteiramente livres, j&aacute; que prev&ecirc; uma decis&atilde;o judicial para uma eventual segunda altera&ccedil;&atilde;o&raquo;.
&nbsp;
Estas s&atilde;o as raz&otilde;es que levam Marcelo Rebelo de Sousa a vetar o decreto &laquo;relativo aos direito &agrave; autodetermina&ccedil;&atilde;o da identidade de g&eacute;nero e express&atilde;o de g&eacute;nero e &agrave; prote&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas sexuais de cada pessoa&raquo;.
&nbsp;
A carta enviada &agrave; Assembleia da Rep&uacute;blica ser&aacute; agora lida em plen&aacute;rio e as pretens&otilde;es do Presidente da Rep&uacute;blica ser&atilde;o discutidas pelos deputados dos v&aacute;rios partidos.
O decreto permitia a mudan&ccedil;a de sexo e nome no cart&atilde;o de cidad&atilde;o a partir dos 16 anos sem relat&oacute;rio m&eacute;dico. Bastava a autoriza&ccedil;&atilde;o dos representantes legais. Al&eacute;m disso, pro&iacute;be que crian&ccedil;as intersexo sejam submetidas a cirurgias ou tratamentos que impliquem a escolha de um sexo. A lei foi aprovada no passado dia 13 de abril, com os votos favor&aacute;veis de PS, Bloco de Esquerda, PAN e a deputada do PSD Teresa Leal Coelho. O PCP absteve-se.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Foto: Presid&ecirc;ncia/Miguel Figueiredo Lopes
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<pubDate>Wed, 09 May 2018 22:00:00 +0100</pubDate>
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<title>D. António Costa é o novo bispo de Viseu</title>
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<description><![CDATA[A Santa S&eacute; nomeou para bispo de Viseu o sacerdote Ant&oacute;nio Costa, da diocese da Guarda. O sacerdote ir&aacute; substituir D. Il&iacute;dio Leandro, que tinha apresentado a sua resigna&ccedil;&atilde;o por motivos de sa&uacute;de h&aacute; alguns meses. &laquo;O Papa nomeou o Rev.do Ant&oacute;nio Luciano dos Santos Costa como Bispo da diocese de Viseu (Portugal). Ant&oacute;nio Luciano dos Santos Costa, do clero da diocese da Guarda, era at&eacute; agora Vig&aacute;rio Episcopal para o Clero&raquo;, pode ler-se no comunicado do Vaticano.


D. Ant&oacute;nio Costa foi enfermeiro antes de entrar para o semin&aacute;rio, e para D. Il&iacute;dio Leandro, que pediu a resigna&ccedil;&atilde;o do cargo por raz&otilde;es de sa&uacute;de, foi a escolha certa, tendo em conta que &eacute; algu&eacute;m que a diocese j&aacute; conhece. &laquo;Foi professor no Centro de Viseu da Universidade Cat&oacute;lica e no Instituto Superior de Teologia, portanto os padres mais novos foram seus alunos. E &eacute; algu&eacute;m que com uma forma&ccedil;&atilde;o multifacetada, foi enfermeiro, formou-se em Teologia Moral na mesma escola onde eu tamb&eacute;m estudei em Roma&raquo;, contou em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; R&aacute;dio Renascen&ccedil;a.
&laquo;&Eacute; um homem em quem a diocese pode confiar totalmente&raquo;, garante ainda D. Il&iacute;dio, que na hora da despedida deixa um agradecimento alargado &agrave; diocese de Viseu.

O bispo da Guarda saudou hoje a nomea&ccedil;&atilde;o do c&oacute;nego Ant&oacute;nio Luciano Santos Costa, origin&aacute;rio de Seia, como novo bispo da Diocese de Viseu. Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, D. Manuel Fel&iacute;cio real&ccedil;a o &laquo;perfil&raquo; do novo bispo, considerando que &laquo;&eacute; o que a Igreja Cat&oacute;lica precisa&raquo;. &laquo;Sabe trabalhar em rede, em equipa com outros padres, que sabe deixar-se ajudar. Aborda os problemas com coragem mas tamb&eacute;m com humildade, sabe trabalhar no sil&ecirc;ncio e que tem sempre presente &agrave;s grandes causas&raquo;, real&ccedil;ou.
&nbsp;
O bispo da Guarda evoca ainda algu&eacute;m &laquo;muito pr&oacute;ximo de todos&raquo;, a come&ccedil;ar pelo clero, &laquo;com uma grande capacidade de compreens&atilde;o&raquo;. &laquo;Esta presen&ccedil;a junto de qualquer presbit&eacute;rio &eacute; muito importante, porque o bispo em grande medida s&oacute; &eacute; aquilo que conseguir fazer para o seu presbit&eacute;rio, porque sozinho n&atilde;o vai a lado nenhum. Penso que &eacute; este perfil que a Igreja precisa&raquo;, real&ccedil;a D. Manuel Fel&iacute;cio.
&nbsp;
Dados biogr&aacute;ficos
O Rev.do Can. Ant&oacute;nio Luciano dos Santos Costa nasceu a 3 de maio de 1952 em Corgas, concelho de Seia, na diocese da Guarda. Frequentou o Col&eacute;gio de S&atilde;o Rom&atilde;o em Seia e mais tarde a Escola de Enfermaria em Coimbra, obtendo a licenciatura em Enfermagem. Depois foi enfermeiro no Hospital da Universidade de Coimbra. Paralelamente frequentou o Instituto de Estudos Teol&oacute;gicos de Coimbra, entrando depois no Semin&aacute;rio Maior da Guarda (1981-1985). Estudou Teologia Moral na Academia Afonsiana de Roma (1987-1990).

Foi ordenado sacerdote da diocese da Guarda a 29 de junho de 1985. Como sacerdote ocupou os seguintes cargos: Chefe do Pr&eacute;-Semin&aacute;rio e Diretor da Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o da Juventude (1985-1987); Professor de Teologia Moral no Instituto de Teologia de Viseu (1995-2013); Professor de &Eacute;tica na Escola de Enfermagem da Guarda.
&nbsp;
Ao n&iacute;vel diocesano, foi: Diretor do Servi&ccedil;o Diocesano de Pastoral Vocacional; Capel&atilde;o da Universidade da Beira (Covilh&atilde;); Respons&aacute;vel pela organiza&ccedil;&atilde;o do processo diocesano de beatifica&ccedil;&atilde;o / canoniza&ccedil;&atilde;o do Servo de Deus. Monsenhor Jo&atilde;o de Oliveira Matos; Capel&atilde;o do Hospital Sousa Martins da Guarda; Chefe da Pastoral para o Ensino Superior no Instituto Polit&eacute;cnico da Guarda.

Desde 1990 &eacute; p&aacute;roco em v&aacute;rias par&oacute;quias, a saber: Administrador paroquial de Aldeia Vi&ccedil;osa, Cavadoude, Faia,&nbsp;Misarela, Pero Soares, Porto da Carne, Vila Soeiro e Vila Cort&ecirc;s do Mondego. &Eacute; Capel&atilde;o do Hospital Distrital da Guarda, membro do Tribunal Eclesi&aacute;stico, do Cabido, Conselho Presbiteral e Vig&aacute;rio Episcopal para o Clero.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Foto: Pe. Hugo Martins
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Thu, 03 May 2018 11:19:00 +0100</pubDate>
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<title>A arte de se expressar com o corpo</title>
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<description><![CDATA[]]></description>
<pubDate>Fri, 27 Apr 2018 15:40:00 +0100</pubDate>
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<title>«Não preciso de apelar ao Presidente da República»</title>
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<description><![CDATA[D. Manuel Clemente acredita que o Presidente da Rep&uacute;blica agir&aacute; quando tiver de decidir acerca da eutan&aacute;sia. At&eacute; agora, Marcelo Rebelo de Sousa n&atilde;o se tem querido pronunciar sobre o assunto. O cardeal-patriarca de Lisboa e presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa afirma que &laquo;n&atilde;o &eacute; preciso fazer esse apelo [&agrave; interven&ccedil;&atilde;o] porque o senhor Presidente da Rep&uacute;blica tem-se mostrado muito consciente das suas responsabilidades e, por isso, n&atilde;o deixar&aacute; de as exercer. N&atilde;o preciso sequer de apelar&raquo;. Quanto ao atual sil&ecirc;ncio de Marcelo Rebelo de Sousa, D. Manuel Clemente v&ecirc;-o com naturalidade: &laquo;D&aacute; o seu tempo &agrave; inst&acirc;ncia devida e quando for o caso dele com certeza tamb&eacute;m tomar&aacute; responsabilidades.&raquo;



O cardeal-patriarca de Lisboa participou no col&oacute;quio &laquo;Eutan&aacute;sia e cultura do cuidado&raquo;. Durante cerca de cinco horas ouviu o professor de &eacute;tica Theo A. Boer, professores de direito e m&eacute;dicos debaterem a eutan&aacute;sia e as suas implica&ccedil;&otilde;es legais, m&eacute;dicas e sociais. No final, mantinha uma convic&ccedil;&atilde;o: &laquo;Acredito que as pessoas que est&atilde;o na Assembleia da Rep&uacute;blica e na sociedade s&atilde;o pessoas com consci&ecirc;ncia e por isso mesmo esta informa&ccedil;&atilde;o far&aacute; que decidam da melhor maneira. E a melhor maneira s&oacute; pode ser resolver um problema realmente existente e que afeta tantas pessoas que est&atilde;o doentes e que est&atilde;o desacompanhadas e acompanh&aacute;-las mais com os cuidados paliativos com certeza e com uma sociedade que n&atilde;o se torne paliativa.&raquo;

Theo A. Boer sublinhou que foi convidado para fazer parte dos Comit&eacute;s de Revis&atilde;o da Eutan&aacute;sia, que acompanhavam os casos reportados, por ter algumas reservas. D. Manuel Clemente acredita que &eacute; poss&iacute;vel o di&aacute;logo entre quem &eacute; a favor e contra a eutan&aacute;sia. &laquo;Como eleitos pela na&ccedil;&atilde;o eles t&ecirc;m uma responsabilidade acrescida e quero acreditar na boa consci&ecirc;ncia de todos e de cada um e acredito nisso&raquo;, defendeu.

Reportagem e fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o

Not&iacute;cias relacionadas:
- Eutan&aacute;sia: &laquo;N&atilde;o v&atilde;o por a&iacute;&raquo;

Ou&ccedil;a as declara&ccedil;&otilde;es de D. Manuel Clemente:]]></description>
<pubDate>Mon, 23 Apr 2018 23:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Eutanásia: «Não vão por aí»</title>
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<description><![CDATA[&laquo;N&atilde;o v&atilde;o por a&iacute;. O que v&atilde;o decidir agora vai decidir o modo como os vossos filhos e os vossos netos v&atilde;o morrer. Por isso &eacute; que devem olhar para o exemplo holand&ecirc;s.&raquo; O conselho &eacute; de Theo A. Boer, professor de &eacute;tica. De 2005 a 2014 fez parte dos cinco Comit&eacute;s Regionais de Revis&atilde;o sobre Eutan&aacute;sia. Passou de defensor da eutan&aacute;sia em algumas circunst&acirc;ncias a cr&iacute;tico da rampa deslizante que tem acontecido na Holanda, como em outros pa&iacute;ses.


&laquo;Eutan&aacute;sia &eacute; um crime&raquo; na Holanda
Este professor universit&aacute;rio na &aacute;rea da &eacute;tica explica que &laquo;a lei holandesa prev&ecirc; que a eutan&aacute;sia &eacute; um crime. &Eacute; permitida em determinadas situa&ccedil;&otilde;es, nem sequer &eacute; um direito e por isso nenhum m&eacute;dico pode ser obrigado a pratic&aacute;-la&raquo;. Nas primeiras altera&ccedil;&otilde;es legislativas que abriram a porta &agrave; eutan&aacute;sia previam-se alguns crit&eacute;rios para que se pudesse &ldquo;eutanasiar&rdquo; um doente. Eram eles: &laquo;o primeiro crit&eacute;rio &eacute; que seja um pedido volunt&aacute;rio e bem considerado; o segundo &eacute; que haja sofrimento insuport&aacute;vel; o terceiro &eacute; que n&atilde;o haja esperan&ccedil;a de melhoria; o quarto &eacute; que n&atilde;o haja op&ccedil;&otilde;es aceit&aacute;veis para o doente para aliviar o seu sofrimento e quinto &eacute; a segunda opini&atilde;o de um m&eacute;dico independente&raquo;. Este especialista afirma que estes crit&eacute;rios que pareciam muito restritivos acabaram por se mostrar muito subjectivos e lembra o que viu quando pertenceu aos comit&eacute;s de revis&atilde;o da eutan&aacute;sia: &laquo;Vi muitas pessoas com desejo de morrer antes de ter cancro e ficavam contentes quando tinham cancro porque finalmente podiam aceder &agrave; eutan&aacute;sia.&raquo;

Al&eacute;m destes crit&eacute;rios h&aacute; outros que n&atilde;o est&atilde;o na lei: que a morte fosse previs&iacute;vel, obriga&ccedil;&atilde;o de haver uma rela&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via ao pedido de eutan&aacute;sia entre m&eacute;dico-doente e a obrigatoriedade de o doente estar consciente no momento da eutan&aacute;sia. Theo A. Boer explica que estes foram aplicados at&eacute; &agrave; d&eacute;cada de 2010, altura em que passaram a ser descartados. &laquo;Us&aacute;vamos os estes crit&eacute;rios no in&iacute;cio. Depois de 2010 percebemos que n&atilde;o estavam na lei e deix&aacute;mos de os utilizar.&raquo;

O efeito &quot;rampa deslizante&quot;
Foi a partir dos anos 2010, que os casos de eutan&aacute;sia aumentaram muito no pa&iacute;s. &laquo;Em 2015, pens&aacute;mos que t&iacute;nhamos chegado ao topo. Mas continuou a aumentar. Em 2015, 20% dos casos n&atilde;o foram reportados. Isto significa que os n&uacute;meros da eutan&aacute;sia continuar&atilde;o a aumentar e n&atilde;o sabemos onde acabar&atilde;o&raquo;, defende Theo A. Boer.

Aumentaram as eutan&aacute;sias devido a outras doen&ccedil;as que n&atilde;o as incur&aacute;veis. &laquo;Todas as doen&ccedil;as que n&atilde;o o cancro de 2016 s&atilde;o iguais ao total das eutan&aacute;sias de 2002. Algo aconteceu a&iacute;. Os casos mais interessantes s&atilde;o de psiquiatria e dem&ecirc;ncia&raquo;, alerta, salientando que estas &laquo;pessoas viveriam ainda muitos anos&raquo;. Os n&uacute;meros provam o que diz. Em 2002, houve 2 eutan&aacute;sias por psiquiatria e um por dem&ecirc;ncia. Em 2017, foram 63 por psiquiatria e 169 por dem&ecirc;ncia.

As d&uacute;vidas &eacute;ticas
Este professor de &eacute;tica reviu pessoalmente 4&nbsp;000 casos de eutan&aacute;sia. &Eacute; protestante e lembra que, na Holanda, a Igreja Protestante ajudou &agrave; legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia. Ele pr&oacute;prio &eacute; a favor e explica como: &laquo;Vejo a eutan&aacute;sia como um &uacute;ltimo recurso. Imagina que est&aacute;s no deserto e n&atilde;o est&aacute; ningu&eacute;m &agrave; volta. Um cami&atilde;o bate numa parede de bet&atilde;o. N&atilde;o se consegue tirar o motorista e o cami&atilde;o come&ccedil;a a arder. N&atilde;o tem rede para ligar aos servi&ccedil;os de emerg&ecirc;ncia. Ele pede que o mate antes de morrer com as chamas. Eu talvez o matasse. E se eu tivesse duas pistolas: uma com balas e outra com sedativos? Ningu&eacute;m nesta sala preferiria o m&eacute;todo n&atilde;o invasivo. &Eacute; uma intui&ccedil;&atilde;o que temos.&raquo; Por ser a favor, mas com reservas foi convidado para participar nos comit&eacute;s de revis&atilde;o da eutan&aacute;sia. Come&ccedil;ou a ter d&uacute;vidas acerca da lei holandesa quando come&ccedil;aram a surgir casos muito diferentes do exemplo do camionista no deserto. &laquo;Comecei a sair da minha zona de conforto quando uma m&atilde;e de 60 anos ficou cega. Tinha filhos e netos e disse que queria morrer porque j&aacute; n&atilde;o os podia ver. O veredicto foi dois contra um&raquo;, conta.
&nbsp;

Banaliza&ccedil;&atilde;o da morte
Theo A. Boer rejeita o argumento de que a despenaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia diminuiria o n&uacute;mero de suic&iacute;dios. &laquo;O n&uacute;mero de suic&iacute;dios tamb&eacute;m aumentou de 2002 a 2015, enquanto em outros pa&iacute;ses semelhantes social e economicamente &agrave; Holanda desceu. P&otilde;e a sociedade como um todo num estado desesperado, numa cultura na qual a morte &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o para qualquer tipo de sofrimento insuport&aacute;vel.&raquo;&nbsp; Este holand&ecirc;s d&aacute; como exemplo a comunica&ccedil;&atilde;o social: &laquo;Leio tr&ecirc;s jornais di&aacute;rios e vejo os principais servi&ccedil;os noticiosos. N&atilde;o h&aacute; um dia em que n&atilde;o se fale de morte e de eutan&aacute;sia.&raquo;
&nbsp;

Tendo em conta os n&uacute;meros e a realidade, Theo A. Boer afirma que &laquo;ficaria muito feliz se pud&eacute;ssemos voltar atr&aacute;s e incluir os crit&eacute;rios que n&atilde;o us&aacute;mos da morte previs&iacute;vel em seis meses, uma rela&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via doente-m&eacute;dico e uma consulta com um especialista dos cuidados paliativos&raquo;.&nbsp;Da&iacute; que alerte para o cuidado que se deve ter na legisla&ccedil;&atilde;o sobre a eutan&aacute;sia.

Economia da morte
Na Holanda, Theo A. Boer explica que a legisla&ccedil;&atilde;o partiu dos pr&oacute;prios m&eacute;dicos, que acharam que era preciso legislar no sentido de a tornar poss&iacute;vel em alguns casos. Mesmo assim, afirma que os bons m&eacute;dicos n&atilde;o a querem fazer e lembra o caso de uma m&eacute;dica que entrevistou quando fazia parte dos comit&eacute;s de revis&atilde;o. &laquo;Perguntei-lhe porque tinha matado o doente, n&atilde;o podia esperar que morresse na segunda-feira seguinte. Ela come&ccedil;ou a chorar e disse &quot;N&atilde;o queremos todos que eles morram na segunda-feira seguinte de forma natural.&quot; Nenhum bom m&eacute;dico quer fazer eutan&aacute;sia.&raquo; Nem por raz&otilde;es econ&oacute;micas, defende. Cada m&eacute;dico recebe, na Holanda, 2 000 euros por eutan&aacute;sia. Uma quest&atilde;o levantada por uma pergunta na assist&ecirc;ncia levou-o a dizer que &laquo;quando os doentes t&ecirc;m seguro de sa&uacute;de, ele paga a eutan&aacute;sia ou o suic&iacute;dio assistido e dizem que o doente morreu de cancro ou de outra coisa&raquo;. Assim, &eacute; poss&iacute;vel o pagamento do seguro de sa&uacute;de e tamb&eacute;m eventuais seguros de vida.&nbsp;


M&eacute;dicos portugueses contra
Theo A. Boer este em Portugal para participar no col&oacute;quio &laquo;Eutan&aacute;sia e cultura do cuidado&raquo;, na Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, em Lisboa. Marcaram presen&ccedil;a D. Manuel Clemente, D. Nuno Br&aacute;s e Assun&ccedil;&atilde;o Cristas, presidente do CDS.

No col&oacute;quio houve tamb&eacute;m um debate com m&eacute;dicos.&nbsp;Miguel Oliveira e Silva acusou os defensores da eutan&aacute;sia de n&atilde;o utilizarem &laquo;os conceitos puros e duros&raquo; porque n&atilde;o dizem &laquo;matar, suic&iacute;dio, antecipar a morte&raquo; mas falam em morte digna, morte assistida. Este m&eacute;dico e professor catedr&aacute;tico da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa leu os projetos j&aacute; apresentados e afirma que &laquo;n&atilde;o &eacute; preciso haver sofrimento f&iacute;sico e uma situa&ccedil;&atilde;o terminal&raquo;. Miguel Oliveira e Silva defende que &laquo;as pessoas boas n&atilde;o podem ficar caladas&raquo;, salientando que h&aacute; muitas pessoas com medo de dizerem que s&atilde;o contra. Este m&eacute;dico defendeu que &eacute; preciso convencer os indecisos: &laquo;Portugal est&aacute; em risco de ter uma lei daqui a tr&ecirc;s meses! N&atilde;o leu os projetos? Leia e depois falamos. Est&aacute; de acordo com o que leu? Fala em respeito, toler&ecirc;ncia. N&atilde;o &eacute; isso que est&aacute; em causa! &Eacute; matar! Manter a discuss&atilde;o em abstrato &eacute; o pior que podem fazer.&raquo;

J&aacute; Germano de Sousa, antigo baston&aacute;rio da Ordem dos M&eacute;dicos, lembra que &laquo;muito poucos m&eacute;dicos dizem que s&atilde;o a favor, mas tamb&eacute;m dizem que n&atilde;o fariam. Ent&atilde;o quem far&aacute;?&raquo;. Germano de Sousa considera que o C&oacute;digo Deontol&oacute;gico &eacute; independente da legisla&ccedil;&atilde;o e, por isso, deve manter-se como est&aacute;, proibindo a eutan&aacute;sia. &laquo;A Ordem dos M&eacute;dicos tem de continuar a condenar a eutan&aacute;sia. Se houver quem o fa&ccedil;a o Conselho de &Eacute;tica e a Ordem dos M&eacute;dicos t&ecirc;m de agir&raquo;, defende. Manuel Mendes da Silva, do Conselho de &Eacute;tica da Ordem dos M&eacute;dicos, salienta que &laquo;o C&oacute;digo Deontol&oacute;gico em de ser cumprido e h&aacute; san&ccedil;&otilde;es disciplinares para quem n&atilde;o cumpre&raquo;.&nbsp;

Os m&eacute;dicos concordaram tamb&eacute;m em que nem sempre a classe m&eacute;dica est&aacute; bem informada sobre a eutan&aacute;sia e sobre os cuidaods paliativos e o controlo da dor. Por isso, defenderam que se deve investir nisso.&nbsp;

A eutan&aacute;sia pode ser uma quest&atilde;o constitucional. Tiago Duarte, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, defende que &laquo;face &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o, a&nbsp;inviolabilidade da vida humana impede que o Estado legalize a eutan&aacute;sia&raquo;. E isso n&atilde;o pode ser alterado por ser um dos pilares do documento fundamental.
&nbsp;

Reportagem e fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
&nbsp;

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]]></description>
<pubDate>Mon, 23 Apr 2018 18:02:00 +0100</pubDate>
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<title>O destino dos embriões congelados em Portugal</title>
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<description><![CDATA[Tina e Benjamin Gibson tiveram um beb&eacute; em novembro de 2017. Emma, assim se chama a crian&ccedil;a, tinha sido gerada por fertiliza&ccedil;&atilde;o in vitro e congelada em azoto l&iacute;quido em 1992. Tina (a m&atilde;e) tinha 18 meses quando Emma (a filha) foi gerada. Uma situa&ccedil;&atilde;o ins&oacute;lita que &eacute; recorde mundial.



Comecemos pelo in&iacute;cio, e simplificando, as t&eacute;cnicas de procria&ccedil;&atilde;o medicamente assistidas (PMA) concebem, em laborat&oacute;rio, embri&otilde;es para que casais inf&eacute;rteis possam ter filhos. Desses processos cl&iacute;nicos s&atilde;o gerados mais embri&otilde;es do que os que s&atilde;o implantados no &uacute;tero da mulher. Os que sobram s&atilde;o congelados para poderem ser usados de novo pelo casal. No final de 2016, o Conselho Nacional de Procria&ccedil;&atilde;o Medicamente Assistida (CNPMA) revelava que havia 24 158 embri&otilde;es criopreservados. Alguns tinham 12 anos. Rui Nunes, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Bio&eacute;tica, explica que &laquo;com a evolu&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica, e sobretudo por uma exig&ecirc;ncia &eacute;tica acrescida, tenta-se hoje criar o n&uacute;mero de embri&otilde;es adequado a uma &uacute;nica transfer&ecirc;ncia uterina com sucesso&raquo;. Rui Nunes defende que &laquo;&eacute; considerado cada vez menos aceit&aacute;vel a gera&ccedil;&atilde;o de embri&otilde;es excedent&aacute;rios para fins procriativos&raquo;. A lei portuguesa n&atilde;o prev&ecirc; um limite m&aacute;ximo de embri&otilde;es gerados para um mesmo casal, ao contr&aacute;rio do que acontece no Brasil, por exemplo.
&nbsp;
Que prev&ecirc; a lei?
Os primeiros tratamentos de infertilidade come&ccedil;aram na d&eacute;cada de 80 do s&eacute;culo passado, mas o setor s&oacute; foi regulado em 2006. Em 2008, surgiram os formul&aacute;rios de consentimento para os casais escolherem o destino que querem dar aos embri&otilde;es. A lei prev&ecirc; que possam ser congelados durante tr&ecirc;s anos, per&iacute;odo que pode ser prolongado por mais tr&ecirc;s anos. Mas n&atilde;o se dizia nada sobre a destrui&ccedil;&atilde;o.
Isso mudou no ano passado. A Lei n.&ordm; 58/2017, de 25 de julho, prev&ecirc; que possam ser destru&iacute;dos os embri&otilde;es criopreservados antes de 2006. Antes disso, o casal tem de ser contactado por carta registada com aviso de rece&ccedil;&atilde;o para a morada aquando dos tratamentos. O casal tem 30 dias para dizer o que quer fazer. Se n&atilde;o houver resposta ou se a carta for devolvida, os embri&otilde;es podem ser descongelados e eliminados.
&nbsp;
O que &eacute; o embri&atilde;o e onde come&ccedil;a a vida?
Esta situa&ccedil;&atilde;o provoca um debate sem fim sobre o in&iacute;cio da vida e o respeito pela vida humana. Quem considera que ela come&ccedil;a na conce&ccedil;&atilde;o entende que os embri&otilde;es s&atilde;o pessoas. Quem acha que os embri&otilde;es s&atilde;o apenas material gen&eacute;tico trata-os como tal. A lei refere-se a embri&otilde;es como &laquo;material gen&eacute;tico&raquo;. Juridicamente, o advogado Jaime Roriz explica que n&atilde;o existe um estatuto do embri&atilde;o. &laquo;N&atilde;o sabemos o que &eacute; o embri&atilde;o juridicamente.&raquo; &Eacute; uma coisa ou tem direitos? O advogado, especializado na &aacute;rea de fam&iacute;lia, afirma que &laquo;a lei vem garantir direitos aos nascituros (uma gravidez que j&aacute; existe e tem todas as condi&ccedil;&otilde;es para ser vi&aacute;vel) e tamb&eacute;m garante alguns direitos, mas poucos, aos concepturos [por conceber]. Algu&eacute;m pode deixar em heran&ccedil;a todos os bens ao filho da Helena, que nem sequer tem filhos e tem 12 anos de idade. A meu ver, o embri&atilde;o &eacute; um concepturo. Porque lhe falta muito para ser uma gravidez vi&aacute;vel&raquo;. A personalidade jur&iacute;dica &eacute; atribu&iacute;da com o nascimento. Do ponto de vista da bio&eacute;tica, a quest&atilde;o tem sido amplamente discutida. Rui Nunes diz que &laquo;a maioria das sociedades modernas confere uma ampla prote&ccedil;&atilde;o ao embri&atilde;o humano e Portugal n&atilde;o &eacute; exce&ccedil;&atilde;o&raquo;, e lembra que &laquo;a legisla&ccedil;&atilde;o portuguesa prev&ecirc; a ado&ccedil;&atilde;o de embri&otilde;es humanos por casais inf&eacute;rteis, o que significa que a lei lhes confere um estatuto de elevado relevo&raquo;.&nbsp;Ao mesmo tempo, a doa&ccedil;&atilde;o de embri&otilde;es resolve o problema dos excedent&aacute;rios e &laquo;consagra o seu direito &agrave; vida e ao desenvolvimento&raquo;.
&nbsp;
Doa&ccedil;&otilde;es a casais s&atilde;o poucas
A lei permite, mas ainda h&aacute; poucas doa&ccedil;&otilde;es a outros casais. Em 2016 foram apenas 81 e no ano anterior tinham sido 17. A prefer&ecirc;ncia vai para a investiga&ccedil;&atilde;o. E a destrui&ccedil;&atilde;o de embri&otilde;es? Rui Nunes, diretor mundial do Departamento de Investiga&ccedil;&atilde;o da C&aacute;tedra de Bio&eacute;tica na UNESCO, n&atilde;o v&ecirc; esta hip&oacute;tese com bons olhos. &laquo;Pessoalmente, acho eticamente agressivo destruir embri&otilde;es excedent&aacute;rios, pelo que a melhor solu&ccedil;&atilde;o ser&aacute; sempre que n&atilde;o se criem mais embri&otilde;es humanos do que aqueles que podem ser transferidos num &uacute;nico ciclo procriativo.&raquo; Mas que fazer aos que j&aacute; existem? &laquo;Seria mais adequado mant&ecirc;-los em criopreserva&ccedil;&atilde;o ou, preferencialmente, d&aacute;-los para ado&ccedil;&atilde;o&raquo;, defende.
&nbsp;
Posi&ccedil;&atilde;o da Igreja
Que diz a Igreja sobre tudo isto? A instru&ccedil;&atilde;o Dignitas Personae, sobre algumas quest&otilde;es de bio&eacute;tica, da Congrega&ccedil;&atilde;o para a Doutrina da F&eacute;, explica por que raz&atilde;o &eacute; contra estas t&eacute;cnicas. &laquo;&Eacute; eticamente inaceit&aacute;vel para a Igreja a dissocia&ccedil;&atilde;o da procria&ccedil;&atilde;o do contexto integralmente pessoal do ato conjugal, pois a procria&ccedil;&atilde;o humana &eacute; um ato pessoal do casal homem-mulher, que n&atilde;o admite nenhuma forma de delega&ccedil;&atilde;o substitutiva.&raquo; Al&eacute;m disso, h&aacute; uma &laquo;alt&iacute;ssima taxa abortiva das t&eacute;cnicas de fecunda&ccedil;&atilde;o in vitro&raquo;. Defendendo a vida desde a conce&ccedil;&atilde;o, a Igreja defende que &laquo;a crioconserva&ccedil;&atilde;o &eacute; incompat&iacute;vel com o respeito devido aos embri&otilde;es humanos&raquo;. Quanto ao destino dos excedent&aacute;rios, &laquo;s&atilde;o claramente inaceit&aacute;veis as propostas de usar tais embri&otilde;es para a investiga&ccedil;&atilde;o ou de os destinar a usos terap&ecirc;uticos, porque tratam os embri&otilde;es como simples &ldquo;material biol&oacute;gico&rdquo; e comportam a sua destrui&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m a proposta de descongelar estes embri&otilde;es e, sem os reativar, os usar para a pesquisa como se fossem cad&aacute;veres normais &eacute; inadmiss&iacute;vel&raquo;. A doa&ccedil;&atilde;o, &laquo;embora louv&aacute;vel na inten&ccedil;&atilde;o de respeitar a defesa da vida humana, apresenta, todavia, diversos problemas&raquo; m&eacute;dicos, psicol&oacute;gicos e jur&iacute;dicos.
&nbsp;
Este &eacute; um excerto de uma reportagem que pode ler na &iacute;ntegra na FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de abril de 2018.
&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna/ Shutterstock e D. R. 
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<pubDate>Wed, 18 Apr 2018 12:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Mudança sexo aos 16 nas mãos de Marcelo</title>
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<description><![CDATA[H&aacute; movimentos pedindo que Marcelo rebelo de Sousa vete a lei, aprovada na passada sexta-feira no Parlamento, que permite mudan&ccedil;a de sexo aos 16 anos. Uma peti&ccedil;&atilde;o est&aacute; a recolher assinaturas. A Associa&ccedil;&atilde;o dos M&eacute;dicos Cat&oacute;licos Portugueses pede ao Presidente da Rep&uacute;blica que vete a lei e defende que &laquo;a dispensa de um parecer m&eacute;dico se reveste de uma enorme gravidade em termos de sa&uacute;de p&uacute;blica&raquo; porque &laquo;n&atilde;o tem qualquer base cient&iacute;fica, j&aacute; que n&atilde;o se apoia em qualquer diagn&oacute;stico m&eacute;dico de disforia de g&eacute;nero, e dispensa o tratamento m&eacute;dico necess&aacute;rio para estes casos&raquo;.



A associa&ccedil;&atilde;o considera que &laquo;&eacute; question&aacute;vel a capacidade de discernimento de um jovem de 16 anos poder decidir, de forma madura, livre e respons&aacute;vel, sobre a mudan&ccedil;a de g&eacute;nero&raquo; e utiliza argumentos cient&iacute;ficos: &laquo;Nesta idade o c&oacute;rtex pr&eacute;-frontal (envolvido nas respostas emocionais e na tomada de decis&otilde;es) ainda n&atilde;o atingiu o desenvolvimento completo, pelo que n&atilde;o existem condi&ccedil;&otilde;es neurobiol&oacute;gicas de maturidade para uma tomada de decis&atilde;o desta natureza.&raquo; Acusando a Assembleia da Rep&uacute;blica de legislar sem bases cient&iacute;ficas, os m&eacute;dicos cat&oacute;licos criticam que a lei seja &laquo;suportada por uma ideologia: a ideologia de g&eacute;nero&raquo;, que &laquo;assenta na ideia radical de que os sexos masculinos e femininos n&atilde;o passam de uma constru&ccedil;&atilde;o mental, cabendo &agrave; pessoa escolher a sua pr&oacute;pria identidade de g&eacute;nero&raquo;.

O que os m&eacute;dicos cat&oacute;licos reconhecem a exist&ecirc;ncia de casos de disforia de g&eacute;nero, mas salientam que a preval&ecirc;ncia &eacute; muito baixa (0,003% - 0,005%). O que deve acontecer, defendem, &eacute; que &laquo;estas patologias devem ser avaliadas e tratadas pelos m&eacute;dicos psiquiatras e por outros profissionais de sa&uacute;de competentes&raquo;.

Tamb&eacute;m a Plataforma Pensar &amp; Debater agendou uma vig&iacute;lia de protesto para esta quarta-feira, dia 18 de abril, pelas 20h00, junto ao Pal&aacute;cio de Bel&eacute;m. A ideia &eacute; &laquo;demonstrar ao Presidente da Rep&uacute;blica, Marcelo Rebelo de Sousa, a n&atilde;o resigna&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias portuguesas perante uma&nbsp;lei que n&atilde;o promove o verdadeiro respeito pela dignidade da pessoa humana, e pode comprometer fortemente a felicidade e o futuro de muitos jovens&raquo;.

Em comunicado, a organiza&ccedil;&atilde;o defende que &laquo;na idade adolescente, ainda em n&iacute;tida fase de desenvolvimento quer f&iacute;sico quer emocional, acresce um enorme risco de abundantes problemas ps&iacute;quicos, psicol&oacute;gicos, sociais e emocionais em virtude de uma tomada de decis&atilde;o deste &ldquo;calibre&rdquo;, altamente impactante e com efeitos profundos em TODA a pessoa, e em TODAS as suas dimens&otilde;es humanas&raquo;. A Plataforma Pensar &amp; Debater questiona: &laquo;Que consequ&ecirc;ncias vir&atilde;o destas leis? Quantas vidas estragadas, rotas, sem sentido? Quantos projetos de felicidade ficar&atilde;o pelo caminho numa busca incessante de repostas que ningu&eacute;m conseguir&aacute; dar? Quantas vidas terminadas precocemente? Que sociedade estaremos a construir?&raquo;
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Tue, 17 Apr 2018 12:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«As pessoas no poder não querem perder o poder e os privilégios que têm»</title>
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<description><![CDATA[Josianne Gauthier &eacute; a secret&aacute;ria-geral da CIDSE (Rede internacional de organiza&ccedil;&otilde;es cat&oacute;licas para o desenvolvimento), e come&ccedil;ou as visitas aos membros da plataforma por Portugal, onde esteve a conhecer a Funda&ccedil;&atilde;o F&eacute; e Coopera&ccedil;&atilde;o (FEC), organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-governamental da Igreja portuguesa, e o seu trabalho, que classifica de excelente, apesar de ser uma das organiza&ccedil;&otilde;es mais pequenas da plataforma.

&nbsp;
Depois de um per&iacute;odo assistencialista, e outro de &ldquo;ensinar a pescar&rdquo;, como &eacute; que agora devemos olhar para o Desenvolvimento?
Acho muito importante olharmos para o caminho feito at&eacute; aqui. O conceito de Desenvolvimento n&atilde;o nasceu do nada, vem de uma hist&oacute;ria, do trabalho mission&aacute;rio, de valores que pretendiam melhorar a qualidade de vida das pessoas. Podemos hoje olhar para tr&aacute;s e perceber que muita coisa foi mal feita, mas a verdade &eacute; que, em muitos casos, as pessoas tinham um desejo sincero de fazer o Bem.
Outro problema &eacute; o facto de ligarmos Desenvolvimento ao crescimento econ&oacute;mico, como se fosse a &uacute;nica sa&iacute;da para retirar as pessoas da pobreza. Claro que quando olhamos para a pobreza de forma isolada, [o que vemos &eacute;] uma falta de condi&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas, mas quando sabemos que a pobreza est&aacute; ligada a problemas sociais, como exclus&atilde;o social, pol&iacute;tica, falta de poder, falta de acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o percebemos que o crescimento e o desenvolvimento econ&oacute;mico tornam-se numa pequena parte do Desenvolvimento. Repensar o Desenvolvimento implica v&ecirc;-lo de uma forma mais completa do que faz&iacute;amos.
&nbsp;
Como &eacute; que se trabalha o desenvolvimento em pa&iacute;ses que est&atilde;o em guerra e com outras quest&otilde;es?
N&atilde;o h&aacute; nada de errado com atos de compaix&atilde;o que visem ajudar as pessoas no imediato. O desafio est&aacute; em pensarmos n&atilde;o apenas nas respostas imediatas, mas pensarmos tamb&eacute;m mais &agrave; frente, em como &eacute; que esta m&atilde;o, que ajuda no momento, pode tamb&eacute;m preparar o contexto para um desenvolvimento a m&eacute;dio e longo prazo. Um dos erros que fizemos no setor da ajuda humanit&aacute;ria foi isolar o problema sem olhar para o contexto. Respondemos com ajuda &agrave;s v&iacute;timas de guerra num conflito, ou &agrave;s v&iacute;timas da fome, como se n&atilde;o tivesse sido causado por quest&otilde;es pol&iacute;ticas, ou pela degrada&ccedil;&atilde;o do ambiente, ou pelos conflitos &eacute;tnicos j&aacute; existentes.
&nbsp;
Como &eacute; que conseguem trabalhar com governos de pa&iacute;ses como a S&iacute;ria ou o Iraque, e como &eacute; que se equilibra isso com o n&atilde;o interferir em demasia para n&atilde;o criar instabilidade?
H&aacute; pap&eacute;is diplom&aacute;ticos que t&ecirc;m de ser desempenhados por quem de direito, e h&aacute; os pap&eacute;is da sociedade civil, que tem um papel muito importante em mobilizar as pessoas e em mostrar-lhes qual &eacute; o seu papel em escolher. N&oacute;s temos poder sobre o nosso governo, n&atilde;o podemos ser ing&eacute;nuos e pensar que os nossos governos n&atilde;o influenciam j&aacute; outros governos. Os conflitos n&atilde;o acontecem por acidente, acontecem porque algu&eacute;m est&aacute; a financiar as armas, algu&eacute;m est&aacute; a favorecer pessoas nesses pa&iacute;ses, h&aacute; interesses nos quais os nossos governos est&atilde;o envolvidos diretamente, por isso dizer que n&atilde;o nos devemos envolver n&atilde;o faz sentido&hellip; estamos todos envolvidos. Reconhecer a nossa responsabilidade nestes problemas &eacute; essencial.
&nbsp;
Mas ningu&eacute;m parece querer admitir essa culpa&hellip;
N&atilde;o, e esse &eacute; um grande problema, a admiss&atilde;o de responsabilidades. Temos gera&ccedil;&otilde;es de pessoas que n&atilde;o se sentem respons&aacute;veis nem por si nem pelos outros, e isso &eacute; uma forma muito estranha de comportamento que parece estar a espalhar-se. O que podemos fazer como ONG e sociedade &eacute; que h&aacute; outras formas de nos relacionarmos como seres humanos para al&eacute;m da busca incessante de poder. Podemos trazer hist&oacute;rias de esperan&ccedil;a, de outros modos de vida&hellip;
&nbsp;
Tem havido registos de abusos da parte de ONG grandes no terreno. Como &eacute; que a CIDSE est&aacute; a olhar para isto?
Estamos muito preocupados. Infelizmente, &eacute; o resultado da exist&ecirc;ncia humana. Sempre que as pessoas t&ecirc;m poder, podem abusar dele. E mesmo no terreno, em que se est&aacute; a tentar fazer o Bem, h&aacute; pessoas que abusam do seu poder. Quando estas hist&oacute;rias surgem &eacute; importante reagir depressa e n&atilde;o apenas denunciar, mas ter procedimentos para detetar estas situa&ccedil;&otilde;es, denunci&aacute;-las e oferecer uma voz aos que sofrem. A nossa rede est&aacute; a trabalhar bem para perceber se os nossos procedimentos est&atilde;o a funcionar, se s&atilde;o fortes o suficiente, se os podemos melhorar para que isto nunca aconte&ccedil;a, ou, se acontecer, possamos detetar e punir rapidamente.
&nbsp;
Mas estar presente em institui&ccedil;&otilde;es como a Igreja ou ONG &eacute; pior...
&Eacute; mais doloroso ainda. N&oacute;s temos uma mensagem de Bem, em que as pessoas devem encorajar o oposto dos abusos, ou seja, a solidariedade e o respeito. &Eacute; mais doloroso quando os casos surgem aqui, e por isso &eacute; mais importante reconhec&ecirc;-los, denunci&aacute;-los e resolv&ecirc;-los, assumindo responsabilidades. Cada caso &eacute; diferente, mas uma das consequ&ecirc;ncias do mundo das ONG &eacute; estas verem-se obrigadas a trabalhar como se fossem uma empresa. Para poderem sobreviver, arranjar fundos, entregar relat&oacute;rios e serem muito r&aacute;pidas nos seus programas esquecem que trabalhar pelo desenvolvimento demora tempo, pede muitas pessoas e exige que se criem longas e est&aacute;veis rela&ccedil;&otilde;es. Algumas organiza&ccedil;&otilde;es j&aacute; admitiram que em alguns casos se viram obrigadas a contratar gente muito depressa para conseguir arrancar com os projetos e gastar o dinheiro dispon&iacute;vel dentro dos timings definidos. Estavam muito preocupadas com a efici&ecirc;ncia e escapou-lhes a parte humana deste trabalho.
&nbsp;
Porque &eacute; que as mudan&ccedil;as demoram tanto tempo a ser feitas?
(risos) Bom, porque as pessoas no poder n&atilde;o querem perder o poder e os privil&eacute;gios que t&ecirc;m. Est&atilde;o enganadas a pensar que &eacute; isso que as faz felizes, e n&atilde;o conhecem mais nada. &Eacute; uma experi&ecirc;ncia muito humilde reconhecer o qu&atilde;o privilegiados somos, e tentar fazer algo sobre isso. N&oacute;s cometemos esta injusti&ccedil;a pela explora&ccedil;&atilde;o de recursos, a divis&atilde;o de poder, e &eacute; esse modelo de Desenvolvimento em que estamos presos, e temos de sair dele e come&ccedil;ar de novo, voltar &agrave;s bases, e reconhecer que, se estivermos a promover a dignidade humana, verdadeira solidariedade, isso significa que algumas pessoas t&ecirc;m de perder poder, devolv&ecirc;-lo a quem n&atilde;o o tem, redistribuir de forma diferente e mudar o estilo de vida.



Pode ler toda a entrevista na edi&ccedil;&atilde;o de abril da sua revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
&nbsp;
Entrevista e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Tue, 17 Apr 2018 10:30:00 +0100</pubDate>
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<title>A globalização «está a mudar os valores que eram passados às nossas famílias»</title>
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<description><![CDATA[Representantes do Conselho das Confer&ecirc;ncias Episcopais da Europa (CCEE) e do Simp&oacute;sio das Confer&ecirc;ncias Episcopais de &Aacute;frica e Madag&aacute;scar (SECAM) est&atilde;o reunidos em F&aacute;tima para debater os &laquo;efeitos da globaliza&ccedil;&atilde;o sobre a Igrejas e as culturas na Europa e na &Aacute;frica&raquo;, conforme anunciaram os promotores do encontro, que se est&aacute; a realizar em Portugal.

&nbsp;
Num encontro com jornalistas ao in&iacute;cio desta tarde, os presidentes da CCEE e do SECAM explicaram as raz&otilde;es deste encontro. D. Gabriel Mbilingi, presidente da SECAM e arcebispo do Lubango, foi muito cr&iacute;tico em rela&ccedil;&atilde;o aos aspetos menos positivos da globaliza&ccedil;&atilde;o em &Aacute;frica. Afirmando que &laquo;n&atilde;o se pode fugir &agrave; influ&ecirc;ncia da globaliza&ccedil;&atilde;o&raquo;, falou de situa&ccedil;&otilde;es de &laquo;conflito e instabilidade&raquo; que ocorrem em diversos pa&iacute;ses africanos, onde &laquo;o conv&iacute;vio entre crist&atilde;os e mu&ccedil;ulmanos &eacute; muito forte&raquo;. Um dos aspetos mais significativos da sua interven&ccedil;&atilde;o foi precisamente o de ligar as dificuldades com a globaliza&ccedil;&atilde;o a pa&iacute;ses onde a interven&ccedil;&atilde;o isl&acirc;mica &eacute; mais vis&iacute;vel na sociedade.
&nbsp;
Na &Aacute;frica de Leste, o arcebispo do Lubango afirma que &laquo;algumas culturas acolhem bem a ideia do Isl&atilde;o, mas outras resistem a este fen&oacute;meno por causa de uma ideologia que se op&otilde;e necessariamente aos valores que recebemos da tradi&ccedil;&atilde;o crist&atilde;&raquo;, enquanto na &Aacute;frica austral h&aacute; o confronto com &laquo;a realidade das religi&otilde;es tradicionais&raquo;.
&nbsp;
No ponto mais negativo, D. Gabriel aponta que a globaliza&ccedil;&atilde;o &laquo;est&aacute; a mudar os valores que eram passados &agrave;s nossas fam&iacute;lias&raquo;. &laquo;N&oacute;s temos uma ideia de fam&iacute;lia muito enraizada no nosso pensamento, e s&atilde;o esses valores que est&atilde;o a ser bombardeados pela globaliza&ccedil;&atilde;o, que coloca em causa o matrim&oacute;nio, a fecundidade que a globaliza&ccedil;&atilde;o procura desvalorizar, e sabemos as consequ&ecirc;ncias disso, e a desestabiliza&ccedil;&atilde;o entre as diferentes gera&ccedil;&otilde;es, porque as atuas s&atilde;o feitas de pais que nasceram num contexto de mudan&ccedil;a provocada pela globaliza&ccedil;&atilde;o&raquo;, lamenta o prelado.
&nbsp;
D. Gabriel Mbilingi critica tamb&eacute;m os deputados crist&atilde;os que, nos parlamentos, aprovam leis contr&aacute;rias aos ensinamentos da Igreja. &laquo;Os nossos parlamentos t&ecirc;m na maioria deputados crist&atilde;os, mas que quando chega a hora de fazer leis para o seu pa&iacute;s, aprovam leis que promovem o aborto, valores contra a vida, leis que n&atilde;o respeitam os direitos e a dignidade da pessoa. S&atilde;o pessoas que professam a f&eacute; crist&atilde;, mas na pr&aacute;tica das institui&ccedil;&otilde;es est&atilde;o constrangidos a viver de acordo com esta pol&iacute;tica internacional&raquo;, afirmou.
&nbsp;
&laquo;Estamos a precisar de pol&iacute;ticos crist&atilde;os que conhe&ccedil;am o fen&oacute;meno da globaliza&ccedil;&atilde;o, e que respeitem o seu eleitorado, que n&atilde;o comunga desses valores&raquo;, pediu.
&nbsp;
&Aacute;sia &eacute; um &laquo;monstro&raquo; onde &laquo;o Evangelho ainda n&atilde;o chegou&raquo;
Questionado sobre o movimento de sacerdotes africanos que v&ecirc;m para a Europa em miss&atilde;o, D. Gabriel afirmou que essa &eacute; uma &laquo;alegria e uma preocupa&ccedil;&atilde;o&raquo;. &laquo;Alegria porque a presen&ccedil;a da igreja africana no continente europeu &eacute; sinal de que o Evangelho foi bem acolhido, produz fruto e que a Igreja que est&aacute; em Africa quer ser adulta, e s&oacute; o &eacute; quando sai e consegue ter mission&aacute;rios, quando n&atilde;o se fecha em si mesma&raquo;, afirmou.
&nbsp;
Mas ao mesmo tempo uma &laquo;preocupa&ccedil;&atilde;o&raquo;, diz D. Gabriel Mbilingi, uma vez que &Aacute;frica gostaria de &laquo;ir com a Europa para outros continentes, outras realidades onde o Evangelho ainda n&atilde;o chegou&raquo;. &laquo;Gostar&iacute;amos de ser uma for&ccedil;a, um movimento que se aliava &agrave; Europa para levar a for&ccedil;a do Evangelho &agrave; &Aacute;sia, que &eacute; um monstro, mas onde o Evangelho ainda n&atilde;o chegou. Portugal lan&ccedil;ou a semente, mas quando come&ccedil;a a dar os seus primeiros frutos, a Europa come&ccedil;a numa crise de f&eacute;, que afetou o modo e o estilo de vida de ser crist&atilde;o aqui na Europa&raquo;, afirma o arcebispo do Lubango.
&nbsp;
Bispos europeus defendem que &laquo;n&atilde;o deve haver medo da globaliza&ccedil;&atilde;o&raquo;
O Cardeal Angelo Bagnasco, presidente da CCEE, come&ccedil;ou por dizer que o fen&oacute;meno da globaliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; para ignorar ou combater, mas para &laquo;conhecer&raquo;. &laquo;H&aacute; que saber governar este fen&oacute;meno para n&atilde;o sermos dominados por ele, pois esse &eacute; o risco. Conhec&ecirc;-lo passo a passo, para saber o que tem de bom e o que &eacute; falso, ilus&oacute;rio e de menos bom&raquo;, disse aos jornalistas.
&nbsp;
Referindo que o fen&oacute;meno da globaliza&ccedil;&atilde;o permite &laquo;a diversidade de viv&ecirc;ncias&raquo;, alertou para o risco de este &laquo;aumento de informa&ccedil;&atilde;o e interliga&ccedil;&atilde;o&raquo; da informa&ccedil;&atilde;o levar as pessoas a &laquo;pensar que tudo est&aacute; bem e &eacute; aceit&aacute;vel&raquo;, o que n&atilde;o &eacute; a mesma coisa. &laquo;Isto seria liquidificar a pessoa, seria receber a globaliza&ccedil;&atilde;o de forma acr&iacute;tica&raquo;, e isso n&atilde;o pode acontecer, segundo o cardeal.
&nbsp;
Neste sentido, prop&otilde;e que a Igreja trabalhe sobre um &laquo;nervo delicado&raquo;, o da &laquo;consci&ecirc;ncia&raquo;. &laquo;A abordagem da Igreja deve ser a de sempre: anunciar Jesus Cristo e formar as consci&ecirc;ncias, para que possam ter os instrumentos, a coragem de escolher de entre as diversas informa&ccedil;&otilde;es o que &eacute; verdade, bom e o que n&atilde;o &eacute;&raquo;. O Cardeal Bagnasco fala da &laquo;consci&ecirc;ncia individual de cada pessoa, mas tamb&eacute;m a consci&ecirc;ncia de Estado, ou de continente, para que tamb&eacute;m um continente tenha uma consci&ecirc;ncia&raquo;.
&nbsp;
O cardeal italiano agradeceu a &laquo;ajuda pastoral&raquo; que o clero africano d&aacute; na Europa, e defendeu que essa &eacute; uma das &laquo;riquezas&raquo; a Igreja. &laquo;A beleza da Igreja &eacute; este interc&acirc;mbio de mission&aacute;rios, que &eacute; uma resposta ao que o Senhor disse no Evangelho. A Igreja ser&aacute; sempre viva. Pode diminuir num ponto da terra, mas crescer noutro&raquo;, sustentou.
&nbsp;
O Cardeal Angelo Bagnasco defendeu ainda que a presen&ccedil;a de clero africano na Europa vem &laquo;purificar e refor&ccedil;ar a nossa f&eacute; europeia, com a sua paix&atilde;o e novidade interior&raquo;, que os europeus parecem j&aacute; ter esquecido ou deixado de parte.


&nbsp;
&laquo;A globaliza&ccedil;&atilde;o est&aacute; na sua terra em Portugal&raquo;
D. Manuel Clemente foi o anfitri&atilde;o do encontro e esteve presente na confer&ecirc;ncia de imprensa. Segundo o Cardeal Patriarca de Lisboa, &laquo;Portugal vive bem com a globaliza&ccedil;&atilde;o&raquo;, j&aacute; que &laquo;foi aqui que come&ccedil;ou a liga&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima entre v&aacute;rios continentes, e a primeira viagem de circum-navega&ccedil;&atilde;o foi feita por um portugu&ecirc;s&raquo;. &laquo;&Eacute; algo de inato, nascemos com ela&raquo;, garantiu.
&nbsp;
Defendendo que em Lisboa vivem &laquo;cerca de 100 nacionalidades, e n&atilde;o estou a falar de turistas&raquo;, e que no seu clero diocesano tem &laquo;25 nacionalidades&raquo; representadas, D. Manuel Clemente disse que o desafio principal &eacute; o da interculturalidade. &laquo;N&atilde;o basta estarmos de v&aacute;rias proveni&ecirc;ncias sociais, &eacute; preciso que nos encontremos com aquilo que cada um transporta, integrando usos, costumes que s&atilde;o pr&oacute;prios da proveni&ecirc;ncia de quem est&aacute; nesses pa&iacute;ses. Se se entender a globaliza&ccedil;&atilde;o como pessoas que transportam tradi&ccedil;&otilde;es, &eacute; muito enriquecedora&raquo;, garantiu.

&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Fri, 13 Apr 2018 16:44:00 +0100</pubDate>
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<title>RD Congo: 13 milhões precisam de ajuda urgente</title>
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<description><![CDATA[A situa&ccedil;&atilde;o na Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo agravou-se muito e h&aacute; j&aacute; 13 milh&otilde;es de pessoas a precisar de &laquo;ajuda urgente&raquo;. Os n&uacute;meros s&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. Nuno Cris&oacute;stomo, respons&aacute;vel da Unicef na Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo, diz que, nos &uacute;ltimos meses, &laquo;de uma forma geral, houve um agravamento da situa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos conflitos&raquo;.


Em dezembro, este portugu&ecirc;s falou com a FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; sobre o trabalho da organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a inf&acirc;ncia. Desde ent&atilde;o a situa&ccedil;&atilde;o piorou. Na regi&atilde;o de Djugu e Bunia, tem havido confrontos entre comunidades rivais que j&aacute; causaram a morte de cerca de uma centena de pessoas e &agrave; fuga de muitas outras. &laquo;Muitas vezes, a parte &eacute;tnica acaba por ser s&oacute; uma desculpa. H&aacute; outras coisas por tr&aacute;s. Por vezes o &eacute;tnico e o religioso acabam por ser desculpas&raquo;, diz Nuno. Este especialista em emerg&ecirc;ncias explica que &laquo;s&atilde;o essencialmente conflitos de acessos &agrave;s terras que depois tomam esse aspeto &eacute;tnico, mas apenas porque os pastoralistas pertencem a um grupo &eacute;tnico e as popula&ccedil;&otilde;es sedent&aacute;rias pertencem a outro grupo &eacute;tnico, grosso modo. Claro que as consequ&ecirc;ncias essencialmente t&ecirc;m sido o deslocamento das popula&ccedil;&otilde;es internamente e para o Uganda, Burundi e Z&acirc;mbia&raquo;.

Marchas pac&iacute;ficas terminaram em mortes
A popula&ccedil;&atilde;o em fuga n&atilde;o cultiva as terras e a subnutri&ccedil;&atilde;o tem aumentado. Al&eacute;m dos conflitos nestas regi&otilde;es, tem havido tamb&eacute;m nos &uacute;ltimos meses muita tens&atilde;o pol&iacute;tica, com manifesta&ccedil;&otilde;es contra o presidente e exigindo elei&ccedil;&otilde;es. Joseph Kabila &eacute; presidente do Congo desde janeiro de 2001. Terminou o mandato em dezembro de 2016, mas recusa deixar o poder e n&atilde;o convoca elei&ccedil;&otilde;es, que chegaram a estar previstas para dezembro do ano passado.

Nuno Cris&oacute;stomo explica que, em &laquo;31 de dezembro, houve confrontos graves motivados por manifesta&ccedil;&otilde;es pac&iacute;ficas organizadas pela Comiss&atilde;o dos Leigos para a Coordena&ccedil;&atilde;o&raquo;. Novos protestos aconteceram em 21 de janeiro e 23 de fevereiro, todos terminaram em confrontos e com mortos. &laquo;Digamos assim: dentro dos incidentes houve &ldquo;acidentes&rdquo; porque as for&ccedil;as da ordem n&atilde;o est&atilde;o preparadas para lidar com marchas pac&iacute;ficas. O uso e abuso de g&aacute;s lacrimog&eacute;nio e a entrada de for&ccedil;as da ordem em lugares de culto e em hospitais temos de estar cientes que s&atilde;o elementos que n&atilde;o t&ecirc;m capacidades t&eacute;cnicas nem materiais para lidar com essas situa&ccedil;&otilde;es&raquo;, explica. Este respons&aacute;vel reconhece que &laquo;houve esses mortos a lamentar e feridos graves e alguns dos feridos s&atilde;o pessoas at&eacute; familiares de pessoas do governo&raquo;. N&atilde;o v&ecirc; nisso uma persegui&ccedil;&atilde;o aos crist&atilde;os e lembra at&eacute; que &laquo;h&aacute; uma religiosa de 24 anos que foi morta e ela &eacute; filha de um coronel da pol&iacute;cia. Claramente, &eacute; sintom&aacute;tico que as for&ccedil;as da ordem n&atilde;o estavam preparadas para lidar com marchas pac&iacute;ficas&raquo;.

&laquo;Foram dias marcantes&raquo;
Esses foram dias complicados para quem vive em Kinshasa, a capital do pa&iacute;s. Nuno lembra-se bem deles. &laquo;Foram dias marcantes. No dia 31 de dezembro, n&atilde;o sa&iacute; de casa porque n&atilde;o era de todo aconselh&aacute;vel. No dia 1 de janeiro, fui &agrave; Eucaristia, na Nunciatura, e eu era o &uacute;nico estrangeiro, por exemplo. Normalmente h&aacute; sempre muita gente, em especial no dia 1 de janeiro, dia mundial da paz. O sal&atilde;o de entrada da nunciatura estava preparado para receber dezenas de pessoas e &eacute;ramos meia d&uacute;zia. As pessoas tiveram medo.&raquo; Passou esse dia em casa a tentar perceber se os outros trabalhadores das Na&ccedil;&otilde;es Unidas estavam em seguran&ccedil;a. &laquo;Demorou cerca de 12 horas a termos a certeza que toda a gente estava s&atilde;o e salva. Temos uma equipa de quase 500 pessoas&raquo;, conta. Em janeiro, nova manifesta&ccedil;&atilde;o no dia 21. &laquo;O n&uacute;ncio foi chamado ao vaticano. &Agrave;s dez da manh&atilde; de dia 21 de janeiro, quando troc&aacute;mos impress&otilde;es, o Papa Francisco j&aacute; tinha falado com ele. J&aacute; sabia que ia ser chamado ao Vaticano e neste momento n&atilde;o h&aacute; n&uacute;ncio em Kinshasa.&raquo; Agora a Comiss&atilde;o dos Leigos comprometeu-se a dar tempo ao Governo at&eacute; 30 de abril para tomar medidas. Se nada for feito, voltam os protestos. Mas &laquo;a P&aacute;scoa foi calma&raquo;.
&nbsp;
&Eacute; com este pano de fundo que decorre, a confer&ecirc;ncia de doadores em Genebra. O Governo da Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo n&atilde;o quis participar porque &laquo;n&atilde;o concorda com os n&uacute;meros das organiza&ccedil;&otilde;es internacionais&raquo;. Entende que a situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; t&atilde;o grave como as organiza&ccedil;&otilde;es internacionais afirmam.

Nuno explica que a confer&ecirc;ncia de doadores tem estados e uma parte p&uacute;blica. &laquo;Vai ser lan&ccedil;ada Uma Campanha para o Congo, com dura&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s anos. &Eacute; uma das possibilidades para o p&uacute;blico participar e contribuir.&raquo;

As Na&ccedil;&otilde;es Unidas precisam de 2,2 mil milh&otilde;es de d&oacute;lares (1,7 mil milh&otilde;es de euros) este ano. O secret&aacute;rio-geral adjunto da ONU para os Assuntos Humanit&aacute;rios, Mark Lowcock, sublinha que esse valor representa &laquo;menos de 50 c&ecirc;ntimos por dia&raquo; por cada vida que a ONU tenta salvar.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Natacha Makwala e Unicef

Not&iacute;cias relacionadas:
- Unicef cuida de dois mil milh&otilde;es de crian&ccedil;as]]></description>
<pubDate>Fri, 13 Apr 2018 16:30:00 +0100</pubDate>
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<title>Pe. António Cartageno apresenta temas inéditos</title>
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<description><![CDATA[O Pe. Ant&oacute;nio Cartageno tem dois novos temas que poder&atilde;o ser ouvidos, pela primeira vez, num concerto daqui a precisamente um m&ecirc;s. O Coro da Catedral de Lisboa e o Coro do Carmo de Beja estar&atilde;o juntos, em concerto, no dia 13 de maio, pelas 16h00, na Igreja de Nossa Senhora de F&aacute;tima, em Lisboa. &laquo;F&aacute;tima em Lisboa&raquo; &eacute; uma iniciativa que pretende comemorar o primeiro anivers&aacute;rio da vinda do Papa Francisco a Portugal, por ocasi&atilde;o da celebra&ccedil;&atilde;o do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima, e tamb&eacute;m o Dia Mundial das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais, que se celebra nesse dia.
&nbsp;

Ser&atilde;o apresentados 11 temas, dos quais dois s&atilde;o in&eacute;ditos. S&atilde;o de autoria do maestro Pe. Ant&oacute;nio Cartageno, com textos de Lopes Morgado e relativos &agrave;s apari&ccedil;&otilde;es de Nossa Senhora e Mensagem de F&aacute;tima. As restantes m&uacute;sicas apresentadas est&atilde;o integradas no livro com CD Com Maria, editado em mar&ccedil;o do ano passado. Dessa obra os coros interpretar&atilde;o tamb&eacute;m o hino ao Papa Francisco. O tema, com letra do m&eacute;dico Lu&iacute;s Paulino Pereira e m&uacute;sica do Pe. Ant&oacute;nio Cartageno, foi apresentado publicamente, em mar&ccedil;o do ano passado, na S&eacute; de Lisboa, durante o concerto de apresenta&ccedil;&atilde;o do livro com CD Com Maria.
&nbsp;

O concerto, organizado pela PAULUS Editora, tem entrada livre e decorre na Igreja de Nossa Senhora de F&aacute;tima, junto ao Campo Pequeno.
]]></description>
<pubDate>Fri, 13 Apr 2018 15:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Mudança de sexo aos 16 anos aprovada à tangente</title>
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<description><![CDATA[A Assembleia da Rep&uacute;blica aprovou a mudan&ccedil;a se sexo no registo civil a partir dos 16 anos. A aprova&ccedil;&atilde;o foi &quot;&agrave; tangente&quot; com 109 votos a favor e 106 contra. PS, Bloco de Esquerda e PAN votaram a favor. PCP absteve-se. CDS e PSD impuseram disciplina de voto, mas a deputada social-democrata Teresa Leal Coelho votou a favor. Em cima da mesa estava uma proposta de lei do Governo e dois projetos de resolu&ccedil;&atilde;o do Bloco de Esquerda e do PAN sobre &laquo;autodetermina&ccedil;&atilde;o da identidade de g&eacute;nero&raquo;. Os tr&ecirc;s documentos foram unidos num texto conjunto que permite que pessoas com 16 anos ou mais possam pedir a mudan&ccedil;a de sexo e de nome no registo civil. At&eacute; agora era preciso um relat&oacute;rio m&eacute;dico e s&oacute; era permitido a maiores de idade.



Ficam proibidas cirurgias ou interven&ccedil;&otilde;es medicamentosas para determinar o sexo a rec&eacute;m-nascidos e crian&ccedil;as que n&atilde;o tenham nascido com sexo definido.

O Conselho Nacional de &Eacute;tica para as Ci&ecirc;ncias da Vida (CNECV) tinha emitido um parecer sobre a proposta do Governo e alertou para a &laquo;remiss&atilde;o do ato de identifica&ccedil;&atilde;o pessoal no registo civil para um exerc&iacute;cio simples de vontade individual, desconsiderando a sua natureza p&uacute;blica com as consequ&ecirc;ncias da&iacute; advenientes, em termos de certeza e de seguran&ccedil;a jur&iacute;dicas&raquo;. Al&eacute;m disso, o CNECV&nbsp; questiona a &laquo;atribui&ccedil;&atilde;o aos menores de 16 anos da possibilidade de acesso universal a autodetermina&ccedil;&atilde;o de g&eacute;nero, como simples express&atilde;o de vontade individual aut&oacute;noma, sem acautelar ponderadamente quest&otilde;es associadas ao seu pr&oacute;prio processo de matura&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento neurops&iacute;quico&raquo;. Outras das d&uacute;vidas levantadas diz respeito a considerar &laquo;&ldquo;reconhecimento da identidade e/ou express&atilde;o de g&eacute;nero&rdquo; como &ldquo;livre autodetermina&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero&rdquo;, autonomizando esse conceito do conceito de sexo, e a essa interpreta&ccedil;&atilde;o atribuindo, sem sustenta&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dico-constitucional suficiente, valor de &quot;direito humano fundamental&quot;&raquo;.

Na v&eacute;spera da aprova&ccedil;&atilde;o, na confer&ecirc;ncia final da reuni&atilde;o da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), D. Manuel Clemente mostrou-se preocupado com as &laquo;repercuss&otilde;es legislativas e educativas&raquo; da lei.&nbsp; O presidente da CEP disse mesmo que &laquo;estar a antecipar para uma fase muito juvenil uma decis&atilde;o deste g&eacute;nero &eacute; para n&oacute;s muito ileg&iacute;timo&raquo;. D. Manuel Clemente defendeu que &eacute; preciso &laquo;ter uma atitude global em rela&ccedil;&atilde;o ao ser humano, &eacute; uma realidade psicof&iacute;sica integrada, que se manifesta em termos de masculino e feminino, isto n&atilde;o &eacute; um acrescento cultural&raquo;.
&nbsp;


Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Fri, 13 Apr 2018 14:30:00 +0100</pubDate>
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<title>Bispos denunciam «atropelos» à dignidade dos refugiados em Portugal</title>
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<description><![CDATA[Os bispos portugueses publicaram hoje uma nota pastoral sobre migrantes e refugiados, na qual pedem aos estados membros da ONU que &laquo;enfrentem a quest&atilde;o migrat&oacute;ria&raquo;, propondo &laquo;medidas de acolhimento, de prote&ccedil;&atilde;o, de promo&ccedil;&atilde;o e de integra&ccedil;&atilde;o destes irm&atilde;os nossos que batem &agrave;s nossas portas, fugidos &agrave; fome, &agrave; guerra e &agrave; persegui&ccedil;&atilde;o&raquo;.


A nota surge como &laquo;refor&ccedil;o&raquo; ao apelo do Papa. &laquo;O Papa pedia que refor&ccedil;&aacute;ssemos o apelo, na sua mensagem para o Dia Mundial do Migrante, e vem nesse sentido esta Nota&raquo;, referiu D. Manuel Clemente, presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, na confer&ecirc;ncia de imprensa de encerramento da Assembleia Plen&aacute;ria da CEP.
&nbsp;
D. Manuel Clemente referiu aos jornalistas que &laquo;os casos que a comunica&ccedil;&atilde;o social tem relatado n&atilde;o nos deixam indiferentes, e &eacute; preciso fazer algo quanto a isso&raquo;. &laquo;Vemos, ouvimos e lemos, n&atilde;o podemos ignorar&raquo;, disse.
&nbsp;
Nesta Nota, os bispos pedem que se assuma o &laquo;princ&iacute;pio da mobilidade como uma das caracter&iacute;sticas das sociedades modernas&raquo;, e que isso implica mudan&ccedil;as na legisla&ccedil;&atilde;o para que tal aconte&ccedil;a de modo &laquo;ordenado, legal e seguro&raquo;.
&nbsp;
O documento denuncia a exist&ecirc;ncia, em Portugal, de &laquo;atropelos&raquo;, nomeadamente no &laquo;trabalho sazonal, sobretudo na agricultura&raquo;. Um trabalho que &eacute;, segundo os bispos, &laquo;realizado por pessoas de outras origens e culturas, sem lhes reconhecer os direitos a trabalho humano, remunera&ccedil;&atilde;o justa, habita&ccedil;&atilde;o digna, alimenta&ccedil;&atilde;o capaz, seguran&ccedil;a social e sa&uacute;de p&uacute;blica&raquo;. Os bispos falam de &laquo;intermedi&aacute;rios sem consci&ecirc;ncia&raquo;, &laquo;que lhes confiscam os documentos, parte do sal&aacute;rio e amea&ccedil;am os seus familiares nos pa&iacute;ses de proveni&ecirc;ncia&raquo;. &laquo;Algo semelhante acontece com &lsquo;empresas&rsquo; que recrutam m&atilde;o de obra em Portugal para trabalhar no estrangeiro, prometendo condi&ccedil;&otilde;es vantajosas que depois n&atilde;o se verificam&raquo;, diz a Nota.

Por causa disto, o documento aprovado nesta Assembleia Plen&aacute;ria dos bispos sugere que os pa&iacute;ses, em vez de &laquo;fecharem as fronteiras da Europa e devolverem estas pessoas a pa&iacute;ses terceiros que, por sua vez, os repatriam para os seus pa&iacute;ses de origem&raquo;, adotem medidas para ajudar a solucionar este &laquo;problema global do nosso tempo&raquo;: &laquo;acolher em vez de devolver; proteger e n&atilde;o apenas socorrer; promover em vez de abandonar; integrar em vez de empurrar para guetos&raquo;.
&nbsp;
Para &laquo;acolher em vez de devolver&raquo;, os bispos pedem que se criem &laquo;corredores humanit&aacute;rios seguros&raquo; e que se crie &laquo;legisla&ccedil;&atilde;o adequada para o seu acolhimento justo e digno&raquo;, para evitar que estas pessoas sejam v&iacute;timas do &laquo;tr&aacute;fico de m&aacute;fia sem escr&uacute;pulos, a quem unicamente interessa o dinheiro&raquo;.
&nbsp;
Depois, os bispos afirmam ser importante que se garantam, sobretudo aos &laquo;menores&raquo; e &laquo;crian&ccedil;as sem familiares&raquo;, &laquo;acesso a cuidados de sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o&raquo;. &laquo;Muitas destas pessoas, esfomeadas, violadas e feridas, depois de um longo e penoso caminho por mares, desertos e montanhas, chegam at&eacute; n&oacute;s carentes de afeto e prote&ccedil;&atilde;o&raquo;, e por isso os bispos sugerem que estes procedimentos sejam levados a cabo.
&nbsp;
Mais do que apenas receber, a Nota sugere que haja um apoio que leve a uma estabilidade da vida dos refugiados nos pa&iacute;ses de acolhimento. &Eacute; preciso que sejam &laquo;pessoas reconhecidas na sua dignidade e situa&ccedil;&atilde;o de vida particular, participando ativamente na vida local, de modo a poderem dar o seu contributo pessoal e comunit&aacute;rio aos pa&iacute;ses onde vivem, sem esquecerem as suas origens, a cultura e o bem-estar dos seus familiares&raquo;. Uma quest&atilde;o que n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil de resolver em Portugal, uma vez que uma percentagem muito grande dos refugiados que o pa&iacute;s acolhe foge para outros pa&iacute;ses. &laquo;Sabemos que Portugal n&atilde;o &eacute; a primeira escolha nos destinos daqueles refugiados que procuram trabalho ou procuram s&iacute;tios onde j&aacute; tenham fam&iacute;lia&raquo;, reconheceu D. Manuel Clemente, que adianta que Portugal n&atilde;o esgotou &laquo;nem a capacidade de acolher nem a vontade de acolher&raquo;.

&nbsp;
Finalmente, os bispos sugerem na sua Nota que se fomente uma &laquo;cultura de encontro e de di&aacute;logo&raquo;, em vez de empurrar os refugiados para &laquo;guetos lingu&iacute;sticos de culto, de etnias ou de cor, contribuindo para aumentar os focos de tens&atilde;o e conflito, impedindo-os de se tornarem membros e cidad&atilde;os de pleno direito das nossas sociedades e comunidades&raquo;.
&nbsp;
Os bispos reconhecem que este &eacute; um &laquo;longo e complexo processo&raquo;, mas adiantam que &eacute; o &laquo;&uacute;nico capaz de fazer do fen&oacute;meno da mobilidade um fator de enriquecimento harm&oacute;nico do mundo global em que vivemos, tornando os nossos ambientes, marcados pela mobilidade, mais pac&iacute;ficos, dialogantes e integradores&raquo;.
&nbsp;
Nesse sentido, confiam na &laquo;na boa vontade e no sentido de justi&ccedil;a dos nossos legisladores&raquo;, e apelam para que o governo portugu&ecirc;s continue a trabalhar com os governos de outros pa&iacute;ses no &acirc;mbito das Na&ccedil;&otilde;es Unidas no sentido de acolher e integrar os migrantes. Para al&eacute;m disso, esperam que &laquo;na sociedade, nas institui&ccedil;&otilde;es e nas comunidades crist&atilde;s das nossas Dioceses portuguesas se cultive o amor generoso que se traduza em acolhimento, prote&ccedil;&atilde;o, promo&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o dos que buscam, com verdade, sentido para a vida&raquo;, conclui a nota.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: UNICEF
]]></description>
<pubDate>Thu, 12 Apr 2018 17:42:00 +0100</pubDate>
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<title>Eutanásia: Bispos não defendem referendo, mas pedem «responsabilidade»</title>
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<description><![CDATA[Os bispos portugueses, reunidos em plen&aacute;rio em F&aacute;tima, consideram que a possibilidade de referendo sobre a eutan&aacute;sia &eacute; uma &laquo;possibilidade legal&raquo;, mas defendem que &laquo;h&aacute; muita coisa a fazer antes disso e em vez disso&raquo;. &laquo;Estamos muito longe de efetivar as possibilidades paliativas que est&atilde;o ao nosso alcance. Fa&ccedil;amos outras coisas que s&atilde;o muito mais humanas, at&eacute; porque temos pa&iacute;ses que avan&ccedil;aram para a eutan&aacute;sia inicialmente de forma muito restritiva, mas viu-se o efeito da rampa deslizante que mostra que, abrindo essa porta, ela vai-se escancarar&raquo;, afirmou D. Manuel Clemente, presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), na confer&ecirc;ncia de imprensa que encerrou os trabalhos da 194&ordf; Assembleia Plen&aacute;ria dos bispos portugueses.

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O presidente da CEP criticou a decis&atilde;o de legislar sobre esta mat&eacute;ria, principalmente porque &laquo;a quase totalidade das pessoas que est&atilde;o na Assembleia da Rep&uacute;blica n&atilde;o se apresentaram ao eleitorado com essa proposta na agenda&raquo;. &laquo;Portanto, s&atilde;o pessoas com consci&ecirc;ncia e responsabilidade e t&ecirc;m de ter isso em conta&raquo;, apontou.
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Como t&ecirc;m feito at&eacute; aqui, os bispos continuam a defender que a defesa da vida &eacute; a prioridade. &laquo;N&oacute;s temos uma resposta como sociedade que &eacute; estar ao lado dessas pessoas e dizer &ldquo;a sua vida &eacute; preciosa para n&oacute;s, tamb&eacute;m nesta fase&rdquo;, como em qualquer fase da vida. A eutan&aacute;sia n&atilde;o elimina a dor, elimina a vida&raquo;, disse D. Manuel Clemente.
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Os bispos tamb&eacute;m consideram que esta n&atilde;o &eacute; uma quest&atilde;o confessional, mas &laquo;humana&raquo;. &laquo;Quando sucessivos baston&aacute;rios da Ordem dos M&eacute;dicos nos dizem que a eutan&aacute;sia n&atilde;o &eacute; uma resposta leg&iacute;tima para o problema, n&atilde;o temos de ter isto em conta? Isto n&atilde;o &eacute; uma resposta confessional, &eacute; uma resposta humana&raquo;, defendeu.
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Mudan&ccedil;a de sexo aos 16 anos &eacute; processo &laquo;muito ileg&iacute;timo&raquo;
Os bispos refletiram sobre a legisla&ccedil;&atilde;o que permite a mudan&ccedil;a de sexo aos 16 anos, e mostraram-se preocupados quanto &agrave;s poss&iacute;veis &laquo;repercuss&otilde;es legislativas e educativas&raquo; que esta legisla&ccedil;&atilde;o pode ter.
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Questionado sobre essas repercuss&otilde;es, D. Manuel Clemente referiu que &laquo;estar a antecipar para uma fase muito juvenil uma decis&atilde;o deste g&eacute;nero &eacute; para n&oacute;s muito ileg&iacute;timo&raquo;. &laquo;Se isso &eacute; reservado a um sentimento mais ou menos induzido pelo meio em que se cres&ccedil;a, seja irremedi&aacute;vel ou que origine sucessivas escolhas ao longo da vida, isto parece-nos n&atilde;o respeitar a ecologia integral em que insiste o Papa Francisco&raquo;, criticou.
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D. Manuel Clemente assume que h&aacute; processos de defini&ccedil;&atilde;o em que pode haver &laquo;circunst&acirc;ncias que demorem a ter uma defini&ccedil;&atilde;o absoluta&raquo;, mas refor&ccedil;a que o &laquo;ideal &eacute; construir e manter esta unidade&raquo;, e n&atilde;o avan&ccedil;ar para &laquo;a desfazer apressadamente&raquo;. &laquo;Temos de ter uma atitude global em rela&ccedil;&atilde;o ao ser humano, &eacute; uma realidade psicof&iacute;sica integrada, que se manifesta em termos de masculino e feminino, isto n&atilde;o &eacute; um acrescento cultural&raquo;, disse.
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Texto e fotos: Ricardo Perna

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&nbsp;]]></description>
<pubDate>Thu, 12 Apr 2018 16:15:00 +0100</pubDate>
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<title>«O Papa quer despertar as pessoas do sono da mediocridade»</title>
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<description><![CDATA[O Pe. Miguel de Salis Amaral, especialistas nas quest&otilde;es da santidade, analisou para a Fam&iacute;lia Crist&atilde; a nova exorta&ccedil;&atilde;o do Papa Francisco, Alegrai-vos e exultai, sobre a santidade. O sacerdote portugu&ecirc;s, a partir de Roma, fala de um documento &laquo;oportuno&raquo;. &laquo;&Eacute; um tema que, sendo conhecido e dado por sabido, n&atilde;o tem sido objeto de uma verdadeira aten&ccedil;&atilde;o&raquo;, diz, ele que &eacute; autor do livro &laquo;Concidad&atilde;os dos Santos e membros da fam&iacute;lia de Deus&raquo;, da PAULUS Editora.

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N&atilde;o sendo um assunto novo, n&atilde;o traz propriamente novidades teol&oacute;gicas, mas o Pe. Miguel de Salis destaca o est&iacute;mulo de &laquo;procurar a santidade hoje, no s&iacute;tio em que vivemos e n&atilde;o em sonhos&raquo;. &laquo;Tudo o que ele diz na exorta&ccedil;&atilde;o tem este sentido e deve ser lido por n&oacute;s &agrave; luz desta sua inten&ccedil;&atilde;o&raquo;, afirma.
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Afirmando que a exorta&ccedil;&atilde;o &laquo;faz lembrar v&aacute;rias vezes os exerc&iacute;cios espirituais de Sto. In&aacute;cio de Loyola&raquo;, o Pe. Miguel chama a aten&ccedil;&atilde;o para as duas vias da santidade que devem caminhar em conjunto, n&atilde;o separadas. &laquo;Chamou-me a aten&ccedil;&atilde;o que o Papa diga que n&atilde;o h&aacute; santidade sem ora&ccedil;&atilde;o, que &eacute; preciso lutar, discernir, que h&aacute; obst&aacute;culos e perigos e que n&atilde;o vale a pena camufla-los, porque voltam sempre a aparecer e fazer-nos mal a n&oacute;s e aos que est&atilde;o &agrave; nossa volta. Tamb&eacute;m me chamou a aten&ccedil;&atilde;o a insist&ecirc;ncia sobre a difus&atilde;o da santidade atrav&eacute;s da miss&atilde;o e do amor fraterno. Se &eacute; verdade que n&atilde;o h&aacute; santidade sem amizade com Deus, tamb&eacute;m &eacute; verdade que n&atilde;o h&aacute; amizade com Deus se n&atilde;o houver amizade com os que est&atilde;o &agrave; nossa volta (em primeiro lugar a fam&iacute;lia, mas depois os que trabalham connosco, as pessoas com quem nos relacionamos por diversas raz&otilde;es, etc)&raquo;, sustenta.
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Sobre as cr&iacute;ticas que o Papa deixa ao gnosticismo e ao pelagianismo, o Pe. Miguel concorda e refor&ccedil;a os avisos deixados pelo Papa. &laquo;Faz muito sentido avisar dos perigos que corre cada cat&oacute;lico no discernimento da sua miss&atilde;o nesta terra&raquo;, diz o presb&iacute;tero portugu&ecirc;s. At&eacute; porque, na sua opini&atilde;o, o gnosticismo &laquo;&eacute; o pior inimigo da f&eacute; e agrade&ccedil;o muito ao Papa que o mostre&raquo;. &laquo;O gnosticismo vai emergindo com diversas manifesta&ccedil;&otilde;es em todos os s&eacute;culos e tem sido o defeito mais persistente de toda a vida da Igreja&raquo;, diz, acrescentando que as cr&iacute;ticas ao pelagianismo s&atilde;o mais localizadas na igreja do Ocidente que propriamente na Igreja universal. O pelagianismo &laquo;&eacute; um inimigo mais localizado, pois acho-o mais t&iacute;pico do Ocidente e n&atilde;o muito presente nos crist&atilde;os orientais. Por&eacute;m, tamb&eacute;m ele tem v&aacute;rias manifesta&ccedil;&otilde;es. Hoje, al&eacute;m disso, o estilo americano do &quot;homem que se fez a si pr&oacute;prio e n&atilde;o deve nada a ningu&eacute;m&quot; invadiu todas as culturas e, quando &eacute; usado na vida espiritual, pode converter-se numa das manifesta&ccedil;&otilde;es de pelagianismo, como o Papa avisa na exorta&ccedil;&atilde;o&raquo;, diz o Pe. Miguel de Salis.
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Na exorta&ccedil;&atilde;o, o Papa refere que a santidade se estende a todos os crist&atilde;os e que, mesmo fora da Igreja, o &laquo;Esp&iacute;rito suscita sinais da sua presen&ccedil;a&raquo;, uma afirma&ccedil;&atilde;o que pode ser mal entendida por alguns, que defendem rigidamente que fora da Igreja n&atilde;o h&aacute; salva&ccedil;&atilde;o. &laquo;Que a a&ccedil;&atilde;o de Deus vai muito mais al&eacute;m dos limites vis&iacute;veis da Igreja Cat&oacute;lica &eacute; uma coisa muito sabida, j&aacute; desde os tempos dos Padres da Igreja, que nunca usaram em termos r&iacute;gidos o lema &quot;fora da Igreja n&atilde;o h&aacute; salva&ccedil;&atilde;o&quot; e reconheciam que Deus age tamb&eacute;m fora dos limites vis&iacute;veis da Igreja&raquo;, diz o Pe. Miguel.
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Sobre o pouco mediatismo desta nova exorta&ccedil;&atilde;o, este sacerdote portugu&ecirc;s n&atilde;o se mostra preocupado, pois a &laquo;reforma principal, a do cora&ccedil;&atilde;o&raquo;, n&atilde;o se pode medir com &laquo;audi&ecirc;ncias, com estat&iacute;sticas e sondagens, nem com grandes eventos&raquo;. &laquo;N&oacute;s estamos habituados a ouvir o mal e as m&aacute;s not&iacute;cias, &agrave;s quais damos muita aten&ccedil;&atilde;o medi&aacute;tica. Estamos menos habituados a considerar tantas coisas que correm bem cada dia, porque o metro funciona, porque a distribui&ccedil;&atilde;o dos alimentos e mercadorias numa cidade funciona regularmente, porque na nossa rua n&atilde;o corremos o risco de morrer com uma bala perdida disparada por acaso, e assim por diante. Se aplicarmos esta imagem &agrave; Igreja, podemos dizer que h&aacute; muita gente que est&aacute; todos os dias a responder &agrave; voz de Deus, duma forma discreta, como pode e sabe &ndash; aquela &quot;classe m&eacute;dia da santidade&quot; de que o Papa Francisco fala &ndash; e isso &eacute; o que marca a diferen&ccedil;a na Igreja, embora n&atilde;o se note na imprensa&raquo;, conclui o sacerdote.
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Texto e foto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Wed, 11 Apr 2018 09:30:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa publica exortação para «promover o desejo da santidade»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/papa-publica-exortacao-para-promover-o-desejo-da-santidade</link>
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<description><![CDATA[O Vaticano publicou hoje a terceira exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica do Papa Francisco. De nome Gaudete et Exsultate, Alegrai-vos e Exultai, pretende ser um manual para a santidade dirigido a todos os crist&atilde;os. Neste documento, o Papa faz uma enumera&ccedil;&atilde;o das v&aacute;rias caracter&iacute;sticas dos santos, aponta os principais obst&aacute;culos que impedem a vida de santidade e ainda deixa indica&ccedil;&otilde;es sobre como proceder nesse caminho.

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Ao contr&aacute;rio das enc&iacute;clicas, que s&atilde;o dirigidas a todo o mundo, crentes e n&atilde;o-crentes, quando escrevem uma exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica, os Papas falam diretamente aos crentes, aos membros da Igreja Cat&oacute;lica. Neste caso, esta &eacute; uma exorta&ccedil;&atilde;o que fala diretamente a cada um. A santidade &eacute; um caminho individual que se faz em comunidade, e o Papa Francisco estabelece isso ao colocar uma linguagem muito direta a cada pessoa individual. Ao contr&aacute;rio dos seus textos anteriores, muitas vezes escritos na primeira pessoa do plural, aqui aparece muitas vezes o discurso direto, o &ldquo;Tu&rdquo;. &laquo;Todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e oferecendo o pr&oacute;prio testemunho nas ocupa&ccedil;&otilde;es de cada dia, onde cada um se encontra. &Eacute;s uma consagrada ou um consagrado? S&ecirc; santo, vivendo com alegria a tua doa&ccedil;&atilde;o. Est&aacute;s casado? S&ecirc; santo, amando e cuidando do teu marido ou da tua esposa, como Cristo fez com a Igreja. &Eacute;s um trabalhador? S&ecirc; santo, cumprindo com honestidade e compet&ecirc;ncia o teu trabalho ao servi&ccedil;o dos irm&atilde;os. &Eacute;s progenitor, av&oacute; ou av&ocirc;? S&ecirc; santo, ensinando com paci&ecirc;ncia as crian&ccedil;as a seguirem Jesus. Est&aacute;s investido em autoridade? S&ecirc; santo, lutando pelo bem comum e renunciando aos teus interesses pessoais&raquo;, escreve o Papa no ponto 14 do documento que hoje foi apresentado.
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Depois da Evangelii gaudium, sobre o an&uacute;ncio do Evangelho no mundo atual, e a Amoris laetitia, sobre o amor na fam&iacute;lia, chega-nos esta terceira exorta&ccedil;&atilde;o, agora sobre a santidade.
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Santidade &laquo;ao p&eacute; da porta&raquo;
Como tem sido seu apan&aacute;gio desde o in&iacute;cio do pontificado, este &eacute; mais um documento que desmonta conceitos que, na cabe&ccedil;a de muitos fi&eacute;is, s&atilde;o de dif&iacute;cil compreens&atilde;o, ou muitas vezes se pensa serem de dif&iacute;cil alcance. No que diz respeito aos santos, mais que aqueles que os s&atilde;o por grandes atos isolados de hero&iacute;smo, como os m&aacute;rtires, o Papa prefere come&ccedil;ar por descrever a possibilidade de santidade que est&aacute; ao alcance de todos. &laquo;Gosto de ver a santidade no povo paciente de Deus: nos pais que criam os seus filhos com tanto amor, nos homens e mulheres que trabalham a fim de trazer o p&atilde;o para casa, nos doentes, nas consagradas idosas que continuam a sorrir. Nesta const&acirc;ncia de continuar a caminhar dia ap&oacute;s dia, vejo a santidade da Igreja militante. Esta &eacute; muitas vezes a santidade &ldquo;ao p&eacute; da porta&rdquo;, daqueles que vivem perto de n&oacute;s e s&atilde;o um reflexo da presen&ccedil;a de Deus, ou &ndash; por outras palavras &ndash; da &quot;classe m&eacute;dia da santidade&quot;&raquo;, escreve o Papa.
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H&aacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o em &ldquo;reduzir&rdquo; a santidade a algo acess&iacute;vel a todas as pessoas, no seu dia-a-dia, e n&atilde;o a algo inating&iacute;vel. Exemplos de como a santidade se pode revelar no dia-a-dia, n&atilde;o como um gesto heroico, mas como a soma de pequenos gestos, para que possa &laquo;fazer ressoar mais uma vez a chamada &agrave; santidade, (...) porque o Senhor escolheu cada um de n&oacute;s&raquo;, diz.
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De tal forma esta santidade &eacute; um chamamento a todos, que Francisco afirma, citando S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II, que o &laquo;testemunho, dado por Cristo at&eacute; ao derramamento do sangue, tornou-se patrim&oacute;nio comum de cat&oacute;licos, ortodoxos, anglicanos e protestantes&raquo;, n&atilde;o apenas de cat&oacute;licos. E, mais que isso, at&eacute; &laquo;fora da Igreja Cat&oacute;lica e em &aacute;reas muito diferentes&raquo;, o Esp&iacute;rito Santo atua, mais uma vez na linha do que defendia S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II.
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Ali&aacute;s, como em todos os documentos papais, h&aacute; uma grande preocupa&ccedil;&atilde;o com as refer&ecirc;ncias a textos b&iacute;blicos, de outros Papas e de outros bispos ou confer&ecirc;ncias episcopais, garantindo assim que o documento parte do pressuposto de universalidade da Igreja, e n&atilde;o apenas da vis&atilde;o de um homem.
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Referindo que h&aacute; por vezes um sentimento de que a santidade n&atilde;o est&aacute; ao alcance de todos, o Papa afirma que &laquo;uma pessoa n&atilde;o deve desanimar, quando contempla modelos de santidade que lhe parecem inating&iacute;veis&raquo;. &laquo;H&aacute; testemunhos que s&atilde;o &uacute;teis para nos estimular e motivar, mas n&atilde;o para procurarmos copi&aacute;-los, porque isso poderia at&eacute; afastar-nos do caminho, &uacute;nico e espec&iacute;fico, que o Senhor predisp&ocirc;s para n&oacute;s. Importante &eacute; que cada crente discirna o seu pr&oacute;prio caminho e traga &agrave; luz o melhor de si mesmo, quanto Deus colocou nele de muito pessoal, e n&atilde;o se esgote procurando imitar algo que n&atilde;o foi pensado para ele&raquo;, defende.


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O gnosticismo e o pelagianismo, inimigos da santidade dentro da pr&oacute;pria Igreja
No segundo cap&iacute;tulo, Francisco elabora sobre os dois obst&aacute;culos maiores &agrave; santidade nos dias de hoje: o gnosticismo e o pelagianismo, duas correntes de pensamento que s&atilde;o contr&aacute;rias ao pensamento cat&oacute;lico, mas que, escreve o Papa, muitas vezes se manifestam dentro do pr&oacute;prio pensamento crist&atilde;o. Francisco escreve palavras duras direcionadas para dentro da pr&oacute;pria Igreja.
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Os gn&oacute;sticos s&atilde;o aqueles que consideram que a salva&ccedil;&atilde;o vem aos que forem capazes de aprofundar a doutrina, sem dar import&acirc;ncia &agrave;s a&ccedil;&otilde;es individuais de cada um. &laquo;Os &ldquo;gn&oacute;sticos&rdquo;, baralha&shy;dos neste ponto, julgam os outros segundo con&shy;seguem, ou n&atilde;o, compreender a profundidade de certas doutrinas. Concebem uma mente sem en&shy;carna&ccedil;&atilde;o, incapaz de tocar a carne sofredora de Cristo nos outros, engessada numa enciclop&eacute;dia de abstra&ccedil;&otilde;es&raquo;. O Papa diz que &laquo;isto pode acontecer dentro da Igreja, tanto nos leigos das par&oacute;quias como naqueles que ensinam filosofia ou teologia em centros de forma&ccedil;&atilde;o&raquo;. &laquo;Quando algu&eacute;m tem resposta para todas as perguntas, demonstra que n&atilde;o est&aacute; no bom caminho e &eacute; poss&iacute;vel que seja um falso profeta, que usa a religi&atilde;o para seu benef&iacute;cio, ao servi&ccedil;o das pr&oacute;prias lucubra&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas e mentais. Deus supera-nos infinitamente, &eacute; sempre uma surpresa e n&atilde;o somos n&oacute;s que determinamos a circunst&acirc;ncia hist&oacute;rica em que O encontramos&raquo;, escreve o Papa no ponto 41.
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J&aacute; S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II advertia, escreve o Papa, &laquo;a quantos na Igreja t&ecirc;m a possibilidade de uma forma&ccedil;&atilde;o mais elevada, contra a tenta&ccedil;&atilde;o de cultivarem &ldquo;um certo sentimento de superioridade relativamente aos outros fi&eacute;is&rdquo;&raquo;.
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Por outro lado, os pelagianistas colocam toda a sua confian&ccedil;a na capacidade humana de supera&ccedil;&atilde;o, deixando de lado a gra&ccedil;a de Deus. &laquo;Ainda h&aacute; crist&atilde;os que insistem em seguir outro caminho: o da justifica&ccedil;&atilde;o pelas suas pr&oacute;prias for&ccedil;as, o da adora&ccedil;&atilde;o da vontade humana e da pr&oacute;pria capacidade, que se traduz numa autocomplac&ecirc;ncia egoc&ecirc;ntrica e elitista, desprovida do verdadeiro amor. Manifesta-se em muitas atitudes aparentemente diferentes entre si: a obsess&atilde;o pela lei, o fasc&iacute;nio de exibir conquistas sociais e pol&iacute;ticas, a ostenta&ccedil;&atilde;o no cuidado da liturgia, da doutrina e do prest&iacute;gio da Igreja, a vangl&oacute;ria ligada &agrave; gest&atilde;o de assuntos pr&aacute;ticos, a atra&ccedil;&atilde;o pelas din&acirc;micas de autoajuda e realiza&ccedil;&atilde;o autorreferencial. &Eacute; nisto que alguns crist&atilde;os gastam as suas energias e o seu tempo, em vez de se deixarem guiar pelo Esp&iacute;rito no caminho do amor, apaixonarem-se por comunicar a beleza e a alegria do Evangelho e procurarem os afastados nessas imensas multid&otilde;es sedentas de Cristo&raquo;, lamenta Francisco, no ponto 57 da exorta&ccedil;&atilde;o.
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Quando muitos &laquo;grupos crist&atilde;os&raquo; d&atilde;o &laquo;excessiva import&acirc;ncia &agrave; observ&acirc;ncia de certas normas pr&oacute;prias, costumes ou estilos&raquo;, transformam a &laquo;vida da Igreja&raquo; numa &laquo;pe&ccedil;a de museu ou propriedade de poucos&raquo;. &laquo;Isto diz respeito a grupos, movimentos e comunidades, e explica por que tantas vezes come&ccedil;am com uma vida intensa no Esp&iacute;rito, mas depressa acabam fossilizados... ou corruptos&raquo;, critica o Papa.


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Bem-aventuran&ccedil;as s&atilde;o o &laquo;bilhete de identidade do crist&atilde;o&raquo;
O Papa pega na leitura das Bem-aventuran&ccedil;as e indica o caminho para a santidade, desconstruindo, &agrave; semelhan&ccedil;a do que fez na Amoris Laetitia com a leitura de Paulo aos Cor&iacute;ntios sobre o Amor, todas as interpela&ccedil;&otilde;es que Jesus faz quando est&aacute; no monte a pregar este Serm&atilde;o da Montanha. &laquo;Saber chorar com os outros isso &eacute; santidade&raquo;, escreve o Papa ao explicar porque &eacute; s&atilde;o felizes os que choram.
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Sobre os que s&atilde;o pobres de esp&iacute;rito, Francisco elogia-os porque, &laquo;quando o cora&ccedil;&atilde;o se sente rico, fica t&atilde;o satisfeito de si mesmo que n&atilde;o tem espa&ccedil;o para a Palavra de Deus, para amar os irm&atilde;os, nem para gozar das coisas mais importantes da vida&raquo;, diz.
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Sobre a mansid&atilde;o, Francisco pede que seja posta em pr&aacute;tica mesmo que outros considerem que isso &eacute; sinal de fragilidade. &laquo;Se vivemos tensos, arrogantes diante dos outros, acabamos cansados e exaustos. Mas, quando olhamos os seus limites e defeitos com ternura e mansid&atilde;o, sem nos sentirmos superiores, podemos dar-lhes uma m&atilde;o e evitamos de gastar energias em lamenta&ccedil;&otilde;es in&uacute;teis&raquo;, diz.
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A justi&ccedil;a que Deus nos pede que procuremos n&atilde;o &eacute; a que leva &agrave; &laquo;corrup&ccedil;&atilde;o&raquo;. &laquo;Quantas pessoas sofrem por causa das injusti&ccedil;as, quantos ficam a assistir, impotentes, como outros se revezam para repartir o bolo da vida. Alguns desistem de lutar pela verdadeira justi&ccedil;a, e optam por subir para o carro do vencedor. Isto n&atilde;o tem nada a ver com a fome e sede de justi&ccedil;a que Jesus louva&raquo;, avisa.
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Para cada uma das Bem-aventuran&ccedil;as, o Papa explica como proceder, e n&atilde;o prescinde de nenhuma, nem devem prescindir os crist&atilde;os, pede o Papa. &laquo;Perante a for&ccedil;a destas solicita&ccedil;&otilde;es de Jesus, &eacute; meu dever pedir aos crist&atilde;os que as aceitem e recebam com sincera abertura, sine glossa, isto &eacute;, sem coment&aacute;rios, especula&ccedil;&otilde;es e desculpas que lhes tirem for&ccedil;a. O Senhor deixou-nos bem claro que a santidade n&atilde;o se pode compreender nem viver prescindindo destas suas exig&ecirc;ncias&raquo;, pode ler-se no ponto 97.
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&laquo;A for&ccedil;a do testemunho dos santos consiste em viver as bem-aventuran&ccedil;as e a regra de comportamento do ju&iacute;zo final. S&atilde;o poucas palavras, simples, mas pr&aacute;ticas e v&aacute;lidas para todos, porque o cristianismo est&aacute; feito principalmente para ser praticado e, se &eacute; tamb&eacute;m objeto de reflex&atilde;o, isso s&oacute; tem valor quando nos ajuda a viver o Evangelho na vida di&aacute;ria&raquo;, resume o Papa.


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Suporta&ccedil;&atilde;o, paci&ecirc;ncia e mansid&atilde;o, alegria e sentido de humor
No cap&iacute;tulo IV, Francisco enumera as caracter&iacute;sticas que, nos dias de hoje, levam &agrave; santidade de todo e qualquer crist&atilde;o que se disponha a possu&iacute;-las.
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Desde logo, a capacidade de suporta&ccedil;&atilde;o, paci&ecirc;ncia e mansid&atilde;o que os crist&atilde;os devem adotar nas redes sociais, um campo t&atilde;o banal e vulgar nos dias de hoje, mas que se apresenta como uma &aacute;rea essencial onde essa busca pela santidade se pode fazer presente. &laquo;Pode acontecer tamb&eacute;m que os crist&atilde;os fa&ccedil;am parte de redes de viol&ecirc;ncia verbal atrav&eacute;s da internet e v&aacute;rios f&oacute;runs ou espa&ccedil;os de interc&acirc;mbio digital. Mesmo nos media cat&oacute;licos, &eacute; poss&iacute;vel ultrapassar os limites, tolerando-se a difama&ccedil;&atilde;o e a cal&uacute;nia e parecendo excluir qualquer &eacute;tica e respeito pela fama alheia. Gera-se, assim, um dualismo perigoso, porque, nestas redes, dizem-se coisas que n&atilde;o seriam toler&aacute;veis na vida p&uacute;blica e procura-se compensar as pr&oacute;prias insatisfa&ccedil;&otilde;es descarregando furiosamente os desejos de vingan&ccedil;a&raquo;, avisa o Papa.
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Isto requer muita capacidade de humilha&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o no sentido negativo da palavra. &laquo;Se n&atilde;o fores capaz de suportar e oferecer a Deus algumas humilha&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o &eacute;s humilde nem est&aacute;s no caminho da santidade. A santidade que Deus d&aacute; &agrave; sua Igreja, vem atrav&eacute;s da humilha&ccedil;&atilde;o do seu Filho: este &eacute; o caminho. A humilha&ccedil;&atilde;o faz-te semelhante a Jesus&raquo;, escreve o Papa, que acrescenta que humildade n&atilde;o &eacute; &laquo;caminhar com a cabe&ccedil;a inclinada&raquo;. &laquo;&Agrave;s vezes uma pessoa, precisamente porque est&aacute; liberta do egocentrismo, pode ter a coragem de discutir amavelmente, reclamar justi&ccedil;a ou defender os fracos diante dos poderosos, mesmo que isso traga consequ&ecirc;ncias negativas para a sua imagem&raquo;.
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Francisco tamb&eacute;m escreve que a santidade &eacute; &laquo;parresia&raquo;. &laquo;&Eacute; ousadia, &eacute; impulso evangelizador que deixa uma marca neste mundo&raquo;, e por isso n&atilde;o deve ser entendido sem algum sentido de humor e alegria. Francisco cita o humor de S&atilde;o Thomas Moore, S&atilde;o Vicente de Paulo ou S&atilde;o Filipe de Nery, e adianta que &laquo;o mau humor n&atilde;o &eacute; um sinal de santidade&raquo;.
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Esta alegria &eacute; vis&iacute;vel nos mission&aacute;rios, que Francisco elogia, enquanto escreve que a Igreja &laquo;n&atilde;o precisa de muitos burocratas e funcion&aacute;rios&raquo;, mas sim de &laquo;mission&aacute;rios apaixonados, devorados pelo entusiasmo de comunicar a verdadeira vida&raquo;. &laquo;Os santos surpreendem, desinstalam, porque a sua vida nos chama a sair da mediocridade tranquila e anestesiadora&raquo;.


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O caminho do discernimento
Finalmente, Francisco retoma nesta exorta&ccedil;&atilde;o um termo que tem sido aldo de muito pol&eacute;mica desde a publica&ccedil;&atilde;o da Amoris laetitia. A santidade &eacute; um caminho que precisa de &laquo;discernimento&raquo;. &laquo;Sem a sapi&ecirc;ncia do discernimento, podemos facilmente transformar-nos em marionetes &agrave; merc&ecirc; das tend&ecirc;ncias da ocasi&atilde;o&raquo;, diz o Papa. Por isso, explica que cada um deve fazer discernimento &laquo;n&atilde;o para descobrir que mais proveito podemos tirar desta vida, mas para reconhecer como podemos cumprir melhor a miss&atilde;o que nos foi confiada no Batismo&raquo;.
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Escreve o Papa que &laquo;o discernimento n&atilde;o &eacute; uma autoan&aacute;lise presuntuosa, uma introspe&ccedil;&atilde;o ego&iacute;sta, mas uma verdadeira sa&iacute;da de n&oacute;s mesmos para o mist&eacute;rio de Deus, que nos ajuda a viver a miss&atilde;o para a qual nos chamou a bem dos irm&atilde;os&raquo;.

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Texto: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna, l&#39;Osservatore Romano e D.R.
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<pubDate>Mon, 09 Apr 2018 11:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Esposa de Beltrame: «É o gesto de um polícia e de um cristão»</title>
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<description><![CDATA[Arnaud Beltrame, pol&iacute;cia franc&ecirc;s e cat&oacute;lico, ofereceu-se para trocar de lugar com um dos ref&eacute;ns durante o ataque jiadista da semana passada, em Tr&eacute;bes. Acabou morto com um tiro na cabe&ccedil;a. Dois dias depois da sua morte, a esposa telefonou para a revista francesa&nbsp;La Vie&nbsp;e deu o seu testemunho.&nbsp;
&nbsp;&nbsp;
Marielle diz que&nbsp;&laquo;Arnaud estava profundamente ligado &agrave;quela que ele chamavava &ldquo;fam&iacute;lia pol&iacute;cia&rdquo;&raquo;. E era um l&iacute;der exemplar. &laquo;Ele sabia unir os seus homens, inspirar-lhes entusiasmo, lev&aacute;-los a dar o melhor deles mesmos. Ele estava animado por valores morais elevados, os valores do servi&ccedil;o, de generosidade, de dom de si, de abnega&ccedil;&atilde;o. Ele tinha uma for&ccedil;a de vontade fora do comum, sempre capaz de se levantar depois das quedas&raquo;, afirma. Para Arnaud ser pol&iacute;cia era algo &laquo;intr&iacute;nseco&raquo; a si mesmo e significava &laquo;proteger&raquo;.

Mas a esposa pede que n&atilde;o se desligue o seu ato, considerado heroico, da sua f&eacute;. &laquo;&Eacute; o gesto de um pol&iacute;cia e o gesto de um crist&atilde;o. Para ele as duas coisas est&atilde;o ligadas, n&atilde;o podemos separar uma da outra. Arnaud voltou &agrave; f&eacute; de uma forma intensa aos trinta.&raquo; H&aacute; testemunhos de padres que acompanharam a sua convers&atilde;o em 2008. Depois disso, pediu Marielle em casamento. Viviam juntos e preparavam-se para o matrim&oacute;nio. &laquo;Ele era um marido muito atento, como todas as esposas sonham ter. Queria sempre melhorar, ser o melhor esposo poss&iacute;vel e fazer-me feliz. Ele apoiava-me e me levava-me ao Alto, sempre com muito respeito.&nbsp;Formamos um casal crist&atilde;o. Prepar&aacute;mo-nos longamente para o casamento religioso gra&ccedil;as ao s&oacute;lido acompanhamento dos monges de Lagrasse&raquo;, contou pelo&nbsp;telefone ao diretor da revista&nbsp;La Vie.&nbsp;

Marielle fala com f&eacute; e esperan&ccedil;a da morte do marido. Tem os olhos postos na Ressurrei&ccedil;&atilde;o. &laquo;As ex&eacute;quias do meu marido ter&atilde;o lugar em plena Semana Santa, depois da sua morte na sexta-feira, mesmo junto ao Domingo de Ramos, o que n&atilde;o &eacute; coincid&ecirc;ncia a meus olhos. &Eacute; com muita esperan&ccedil;a que espero festejar a ressurrei&ccedil;&atilde;o de P&aacute;scoa com ele.&raquo;

Em Fran&ccedil;a, e por todo o mundo, t&ecirc;m sido muitas as mensagens e homenagens a Arnaud Beltrame. O Papa Francisco enviou um telegrama exprimindo a sua &laquo;tristeza&raquo; e confiando &laquo;&agrave; miseric&oacute;rdia de Deus as pessoas que perderam a sua vida, associando-me &agrave; ora&ccedil;&atilde;ona dor dos seus parentes&raquo;. De forma especial, acolheu &laquo;o ato genroso e heroico do tenente coronel Arnaud Beltrame que deu a sua vida para proteger as pessoas&raquo;.&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Foto: Gendarmerie de France
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<pubDate>Wed, 28 Mar 2018 15:20:00 +0100</pubDate>
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<title>«Descobri que o teatro era a minha missão»</title>
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<description><![CDATA[
Podem dois desconhecidos conversar sobre teatro (celebrado em 27 de mar&ccedil;o) mais do que o espa&ccedil;o que uma revista permite? A resposta &eacute; &ldquo;sem d&uacute;vida nenhuma&rdquo; se um dos interlocutores for Lu&iacute;s Aleluia. O eterno (mas mais do que) menino Tonecas transporta consigo cerca de quatro d&eacute;cadas dedicadas &agrave; representa&ccedil;&atilde;o, no palco, na televis&atilde;o, como ator ou produtor (fundou a produtora Cartaz, que promove espet&aacute;culos itinerantes pelo pa&iacute;s) e tem muito a dizer sobre a profiss&atilde;o que agarrou tamb&eacute;m como miss&atilde;o. Fala com as palavras e com o amor ao teatro com a humildade de quem &ldquo;aprendeu a varrer&rdquo;.
&nbsp;
A sua primeira incurs&atilde;o no teatro, quando ainda estava na Casa do Gaiato, em Set&uacute;bal, foi o que o despertou para a representa&ccedil;&atilde;o?
O teatro na minha vida acontece como acidente. N&atilde;o era isto que eu queria, nem na &eacute;poca era aceit&aacute;vel; at&eacute; para a institui&ccedil;&atilde;o onde eu fui criado, o teatro n&atilde;o era visto como uma atividade muito consent&acirc;nea com determinados princ&iacute;pios que nos foram incutidos no nosso crescimento.
Desde a adolesc&ecirc;ncia que queria ser advogado para defender os mais desprotegidos.
O teatro acontece porque fui muito ligado a esta arte criativa, de criar poemas; e depois havia um colega que tinha uma guitarra e faz&iacute;amos m&uacute;sica. J&aacute; depois de ter sa&iacute;do da institui&ccedil;&atilde;o, no liceu, fizemos um grupo de tempos livres e faz&iacute;amos as nossas pe&ccedil;as de teatro, e uma vez o Carlos C&eacute;sar, que era o diretor da Companhia de Set&uacute;bal, viu uma dessas performances e achou que eu tinha bastante jeito para o teatro e convidou-me.
Acabei por descobrir que o teatro era a minha miss&atilde;o e a minha fun&ccedil;&atilde;o social.
&nbsp;
Tinha o desejo de defender os mais desprotegidos. Conseguiu, no teatro, fazer isso?
Sim, porque o teatro acaba por ter uma fun&ccedil;&atilde;o social agregadora e tamb&eacute;m tem, ou eu como ator [tenho], um ve&iacute;culo de mensagens muito importantes. N&atilde;o defendendo como queria, no tribunal, posso faz&ecirc;-lo atrav&eacute;s do teatro, nos textos de den&uacute;ncia, e h&aacute; grandes autores que escrevem justamente sobre crises sociais, etc. e que me d&atilde;o um prazer imenso representar tamb&eacute;m. Por outro lado, tamb&eacute;m tem uma outra fun&ccedil;&atilde;o, que &eacute; poder dar uma paz &agrave;s pessoas. Eu trabalho muito com o humor e o humor tem essa fun&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m, de apaziguar quando h&aacute; tristeza e quando h&aacute; desconforto social, ou mesmo pessoal. Ent&atilde;o as pessoas encontram na com&eacute;dia, no teatro e, no meu trabalho em particular, pelo que vejo, uma certa forma de se sentirem bem, de lhes fazer bem, um ant&iacute;doto contra a tristeza.
&nbsp;
E esse ant&iacute;doto, o teatro traz-lhe isso a si tamb&eacute;m. Numa das suas entrevistas disse que carregava consigo uma tristeza. De que forma &eacute; que o teatro o apazigua?
Provavelmente, de forma inconsciente. Se bem que quem l&aacute; est&aacute; no teatro n&atilde;o &eacute; o Lu&iacute;s Aleluia com os seus problemas; &eacute; o ator Lu&iacute;s Aleluia a passar uma determinada mensagem e se calhar at&eacute; as dores de um autor, de um dramaturgo; n&atilde;o as minhas pr&oacute;prias. Mas, muito provavelmente, como eu tamb&eacute;m j&aacute; as vivi, consigo talvez passar uma determinada emo&ccedil;&atilde;o, uma determinada sensa&ccedil;&atilde;o porque j&aacute; experimentei tamb&eacute;m algumas dores.
Vou-lhe contar um epis&oacute;dio muito interessante e que foi uma li&ccedil;&atilde;o: eu estava a trabalhar a pe&ccedil;a da Piaff, no casino do Estoril com uma atriz brasileira muito conhecida, Bibi Ferreira e ela fez Piaff. A hist&oacute;ria de Piaff &eacute; muito dram&aacute;tica e eu tinha de fazer o Charles Aznavour num dos pap&eacute;is e tinha que a ir ver &agrave; cl&iacute;nica, j&aacute; ela estava a morrer mesmo, em fase terminal e ela n&atilde;o o queria muito presente na vida dela naquela fase, queria que ele voasse, &ldquo;vai-te embora, desaparece&rdquo;. E ent&atilde;o a forma que ela encontrou foi dizer-lhe: &ldquo;eu n&atilde;o gosto de ti, vai-te embora, desaparece, n&atilde;o venhas mais c&aacute;&rdquo;. Aquilo magoou-o, porque ele estava ali num gesto de amor e eu tinha de fazer aquela cena com alguma verdade. E nos ensaios a verdade n&atilde;o estava a passar. E a Bibi Ferreira disse-me: &ldquo;olha, &oacute; Luis, h&aacute; qualquer coisa que eu n&atilde;o estou a sentir, n&atilde;o estou a sentir que est&aacute;s muito bem naquela cena. Vai &agrave; tua mem&oacute;ria afetiva buscar qualquer coisa que te ajude a trazer para esta cena um sofrimento, uma coisa qualquer que tenhas passado. A verdade &eacute; que eu tinha tido uma cena muito id&ecirc;ntica &agrave;quela; uma pessoa que eu amava muito e que por acaso estava no IPO em fase terminal, n&atilde;o me mandou embora, naturalmente, mas foi muito doloroso. Ent&atilde;o carreguei essa imagem e essas dores que tinha para os ensaios e a verdade &eacute; que aquilo resultou plenamente. A Bibi Ferreira depois deu-me os parab&eacute;ns: &ldquo;realmente est&aacute; muito bem&rdquo;. E no segundo dia tamb&eacute;m: &ldquo;aquela cena agora est&aacute; fant&aacute;stica&rdquo;; e no terceiro dia &ldquo;Lu&iacute;s, adoro a tua cena&hellip; e no quinto ou sexto dia ela chamou-me e: &ldquo;olha, desculpa l&aacute;, tu est&aacute;s a viver a cena? E eu: &ldquo;estou por isso &eacute; que aquilo est&aacute;&hellip;&rdquo; [Ela:] &ldquo;n&atilde;o, n&atilde;o. Os atores n&atilde;o t&ecirc;m de viver. Foste l&aacute;; agora copia a emo&ccedil;&atilde;o. Os atores n&atilde;o t&ecirc;m que sofrer em cena e eu estou a ver agora que est&aacute;s a fazer a cena, mas est&aacute;s a sofrer&rdquo;. E os atores n&atilde;o t&ecirc;m que sofrer, os atores t&ecirc;m que copiar as emo&ccedil;&otilde;es e depois decalc&aacute;-las e mostr&aacute;-las a um p&uacute;blico. O ator est&aacute; ali a passar uma emo&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o tem que viver aquela emo&ccedil;&atilde;o. Agora, tem &eacute; que faz&ecirc;-la de tal forma como se aquilo fosse uma verdade.
&nbsp;
Tem nomes, refer&ecirc;ncias do teatro que o tenham marcado mais e ajudado a crescer como ator?
Os atores est&atilde;o sempre num trabalho cont&iacute;nuo de crescimento. O Sr. Ruy de Carvalho diz que n&oacute;s estamos sempre em ensaios e ele &eacute; de uma humildade extraordin&aacute;ria que ainda agora fizemos a nossa s&eacute;rie Bem-vindos a Beirais e l&aacute; estava ele a conversar com os mais novos e a aprender com eles e eu aprendo com o Ruy e o Ruy aprende comigo. Durante o meu percurso tive algumas refer&ecirc;ncias com as quais eu trabalhei e que me ensinaram. Todos os colegas, em qualquer pe&ccedil;a, os melhores e os piores, todos eles s&atilde;o muito importantes para a nossa forma&ccedil;&atilde;o, porque aprendemos tamb&eacute;m com os piores a corrigir-nos.
Tenho nomes que s&atilde;o muito importantes; n&atilde;o posso referenciar um ou dois porque todos eles s&atilde;o muito importantes. Mas &eacute; evidente que h&aacute; uns em que colocamos tantas expectativas &ndash; porque, trabalhar com o Armando Cortez, o Ra&uacute;l Solnado &ndash; e gostamos tanto daquelas figuras que pensamos: &ldquo;nunca conhecerei estas pessoas&rdquo;. Ent&atilde;o, depois conhec&ecirc;-las e receber deles ensinamentos &eacute; chegar a um &ecirc;xtase.
Perguntar, por exemplo, ao Armando, como &eacute; que se divide uma determinada frase e ele ter a humildade de nos ensinar, sem pudores nenhuns.
O Nicolau Breyner tamb&eacute;m foi muito importante porque levou para a televis&atilde;o; mas depois, todos os outros&hellip; &eacute; um percurso que n&oacute;s vamos fazendo&hellip;o ator tem um registo dele, provavelmente vai cri&aacute;-lo, o seu registo individual, mas aquele registo ter&aacute; sempre qualquer coisa de todos os outros que se cruzaram na sua vida.
&nbsp;
H&aacute; atores que por vezes ficam t&atilde;o ligados a uma personagem que a rejeitam. Nunca lhe apeteceu fechar o Tonecas num ba&uacute;?
N&atilde;o, n&atilde;o. Fechei-o enquanto profissional, mas h&aacute; aqui uma rela&ccedil;&atilde;o de afeto muito bonita e que fico muito feliz por ter conseguido. Aparecer-me As li&ccedil;&otilde;es do Tonecas na minha vida, no meu percurso, foi uma coisa muito bonita, &eacute; um privil&eacute;gio, aquilo caiu-me no colo; &eacute; uma sorte. Foi ele que depois serviu de &ecirc;mbolo para fazer outros trabalhos e ter uma voz mais ativa na sociedade, que n&atilde;o teria. Se calhar, ser chamado a opinar sobre determinadas coisas e se calhar ajudar outras pessoas, outras causas, com outra estrutura, com outro peso, ser olhado com outro peso. H&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o de conforto em ter feito aquilo na minha carreira, foi muito importante para mim. E depois, mesmo que quisesse desligar-me do Tonecas as pessoas n&atilde;o deixavam, porque essa rela&ccedil;&atilde;o de proximidade que as pessoas criaram com o personagem, ou comigo, atrav&eacute;s do personagem, faz com que julguem que eu sou da fam&iacute;lia.
&nbsp;
Essa proximidade que n&atilde;o pede licen&ccedil;a n&atilde;o lhe traz&hellip;
N&atilde;o; traz-me um pouco &agrave;s vezes de inc&oacute;modo da minha parte porque eu sou muito introvertido. Pare&ccedil;o que n&atilde;o, mas sou, fico um bocadinho encabulado, n&atilde;o sei como &eacute; que hei de reagir, &agrave;s vezes at&eacute; passo por malcriado, porque as pessoas falam e eu falo baixinho e as pessoas: &ldquo;v&ecirc; l&aacute;, nem me respondeu. Respondi. J&aacute; tem acontecido&rdquo;. Mas at&eacute; &eacute; bom, serve-me de guia, de medida, saber se as pessoas gostaram se n&atilde;o gostaram. Eu prefiro que me digam: &ldquo;olhe, eu n&atilde;o gostei ou por isto ou por aquilo&rdquo;. Vou-lhe dizer uma coisa muito interessante: uma vez, um senhor chegou ao p&eacute; de mim, no auge do Tonecas, toda a gente gosta do Tonecas e [ele] tem a coragem de vir ter comigo e dizer: &ldquo;olhe, eu n&atilde;o gosto nada do seu trabalho&rdquo;. Aquilo caiu-me&hellip;&eacute; que, ainda por cima ele vem quase a rir para mim e eu disse assim: &ldquo;ah, mais um que veio cumprimentar, dar os parab&eacute;ns e uma palmadinha nas costas, e o senhor chegou ao p&eacute; de mim e &hellip; Eu disse assim: &ldquo;olhe, meu caro amigo, eu agrade&ccedil;o-lhe a sua opini&atilde;o, n&atilde;o podemos agradar a todos, mas fico muito contente que algu&eacute;m me diga isso, porque muitas vezes ficamos t&atilde;o embalados, &ldquo;ai est&aacute; a correr t&atilde;o bem&rdquo;, que deixamos de ser cr&iacute;ticos em rela&ccedil;&atilde;o ao nosso trabalho, nem sabe como &eacute; que isso me agrada. E mais, vou fazer de tudo para que num pr&oacute;ximo [trabalho], voc&ecirc; goste do meu trabalho, porque eu sou ator, &eacute; importante que as pessoas gostem do nosso trabalho, porque n&oacute;s vivemos disso; &eacute; dali que n&oacute;s recebemos o nosso dinheiro. E ent&atilde;o ele disse assim: &ldquo;olhe, ent&atilde;o vou-lhe dizer: continuo a n&atilde;o gostar do trabalho, mas passei a gostar de si&rdquo;. Acho isto muito bonito.
&nbsp;
&Eacute; mais f&aacute;cil a vida de um ator hoje?
&Eacute; mais f&aacute;cil. Antes havia a seguran&ccedil;a, n&atilde;o havia tanta intermit&ecirc;ncia porque as companhias, quando n&atilde;o tinham trabalho para aquele ator [ele] era pago pela companhia. Hoje, como h&aacute; oferta, n&atilde;o est&atilde;o ali mas est&atilde;o a fazer um workshop. H&aacute; um recurso que antes n&atilde;o tinham, porque eram confinados a uns hor&aacute;rios r&iacute;gidos, n&atilde;o podiam, n&atilde;o tinham essa liberdade de fazer workshops exceto se fosse em nome daquela companhia. Hoje em dia n&atilde;o, h&aacute; mais recursos. E tamb&eacute;m se v&ecirc; que infelizmente, por outro lado, n&atilde;o s&atilde;o s&oacute; os atores ou determinadas atividades que ganharam essa intermit&ecirc;ncia, infelizmente, porque a pr&oacute;pria sociedade hoje &eacute; de uma vulnerabilidade extraordin&aacute;ria. Antes n&oacute;s t&iacute;nhamos a seguran&ccedil;a, ser banc&aacute;rio era bom, ou ser da fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica era extraordin&aacute;rio. Tudo isso desapareceu. Tudo o que n&oacute;s sab&iacute;amos que era seguro como profiss&atilde;o, vemos que hoje em dia a nossa realidade n&atilde;o tem essa vis&atilde;o de estabilidade.
&nbsp;
Foi tamb&eacute;m esta nossa realidade que o fez alargar o campo dentro do teatro; tem a sua produtora, a Cartaz&hellip;
Foi. A necessidade de criar uma produtora foi a de n&atilde;o depender dos outros para a minha subsist&ecirc;ncia. E mais, conseguir dar a outros a subsist&ecirc;ncia de que eles necessitavam, ou necessitam. Saber que colegas meus e que s&atilde;o excelentes atores e que est&atilde;o desempregados temporariamente; se eu puder dar trabalho, desafio-os e v&ecirc;m trabalhar comigo. Fa&ccedil;o eu o meu trabalho, contrato outras pessoas, sabendo que esses colegas que eu contrato muitas vezes n&atilde;o podem ficar sempre, porque se aparecer uma coisa de televis&atilde;o, tamb&eacute;m &eacute; importante para eles; ent&atilde;o saem uns, entram outros.
&nbsp;
J&aacute; fal&aacute;mos de teatro e do muito que o teatro lhe trouxe. O que &eacute; que gostaria de deixar ao teatro?
Uma refer&ecirc;ncia. S&oacute; fica como refer&ecirc;ncia quem efetivamente soube respeitar o teatro e soube deixar alguma marca. E eu gostaria de ser referenciado porque fiz qualquer coisa de diferente e num passo evolutivo, portanto eu fiz qualquer coisa diferente e que melhorou a profiss&atilde;o. Gostaria de n&atilde;o me ter s&oacute; servido do teatro, [mas] ter servido o teatro.
&nbsp;
Para ler outras perguntas e respostas a Lu&iacute;s Aleluia, consultar a vers&atilde;o impressa da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de mar&ccedil;o 2018
&nbsp;

Entrevista: Rita Bruno
Fotos: Ricardo Perna
&nbsp;
]]></description>
<pubDate>Tue, 27 Mar 2018 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Os jovens refletiram sobre isto, por isso, senhores bispos, reflitam!»</title>
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<description><![CDATA[No rescaldo de uma assembleia pr&eacute;-sinodal hist&oacute;rica, que reuniu em Roma mais de 300 jovens numa jornada de reflex&atilde;o sobre a juventude que pretendia ajudar &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o do S&iacute;nodo dos Bispos sobre os jovens que ir&aacute; decorrer em outubro pr&oacute;ximo, dois dos participantes portugueses estavam muito satisfeitos com o evento.
&nbsp;

&Agrave; conversa com a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, no final da eucaristia de Ramos presidida pelo Papa Francisco na Pra&ccedil;a de S. Pedro, Joana Ser&ocirc;dio referiu a &laquo;liberdade&raquo; que sentiram nas discuss&otilde;es. &laquo;Termos sido capazes de dizermos com clareza que queremos uma Igreja transparente, coesa e que saiba reconhecer que &eacute; fr&aacute;gil, que erra e que &eacute; pecadora, porque isso ajuda-nos a lidarmos com o nosso pecado e com a nossa fragilidade, mas ainda assim sentirmo-nos acolhidos pela Igreja&raquo; foi um dos aspetos mais importantes para esta jovem, que esteve na reuni&atilde;o pr&eacute;-sinodal em representa&ccedil;&atilde;o de todos os jovens portugueses.
&nbsp;
&laquo;Este documento reflete as necessidades dos jovens do mundo inteiro, mas tamb&eacute;m acredito que se v&atilde;o relacionar muito com as necessidades dos jovens em Portugal, e que v&atilde;o ajudar-nos a n&oacute;s, na pastoral juvenil, a termos outra perce&ccedil;&atilde;o, uma vis&atilde;o diferente dos jovens e perceber o que &eacute; que jovens de todo o mundo sugerem como alternativas e possibilidades&raquo;. Ideias que at&eacute; podem fazer com a pastoral juvenil avance com eventos similares, sugere Joana. &laquo;No Departamento [Nacional de Pastoral Juvenil] vai ajudar-nos a estruturar um caminho e a ter uma linha orientadora e de fazer isto no nosso pa&iacute;s, escutar os nossos jovens e dar-lhes protagonismo na constru&ccedil;&atilde;o do plano pastoral&raquo;, refere.
&nbsp;
Rui Teixeira era tamb&eacute;m um jovem satisfeito &agrave; sa&iacute;da da missa de Ramos. &laquo;Todos os momentos podem ser hist&oacute;ricos, mas esta foi a primeira reuni&atilde;o antes de um s&iacute;nodo com esta intensidade. Espero que n&atilde;o seja a &uacute;ltima, mas foi um privil&eacute;gio para mim, sobretudo por estar em representa&ccedil;&atilde;o do escutismo cat&oacute;lico, e com a minha presen&ccedil;a dizer que o escutismo cat&oacute;lico pesa na Igreja e pesa nestes documentos&raquo;, afirmou.
&nbsp;
Ambos os jovens reconhecem que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel &laquo;chegar a um documento perfeito&raquo;, que &laquo;inclu&iacute;sse tudo o que foi discutido nos 26 grupos&raquo;, mas Joana Ser&ocirc;dio considera que, apesar de tudo, &laquo;conseguimos colocar parte do que foi discutido em cada grupo&raquo;. Rui Teixeira reconhece que n&atilde;o ficou entusiasmado com a estrutura do documento, que &laquo;precisava de mais tempo para maturar&raquo;, porque ficou &laquo;manca&raquo;, mas adianta tamb&eacute;m que, de uma forma geral, &laquo;os principais aspetos est&atilde;o refletidos&raquo;.
&nbsp;
Do que ficou, destaca que os jovens disseram que &laquo;n&atilde;o s&atilde;o agentes passivos da Igreja, mas querem ser ativos&raquo;.
&nbsp;
Do que poderia ter estado, Joana Ser&ocirc;dio tem pena que n&atilde;o se tenha feito &laquo;interliga&ccedil;&atilde;o entre as diferentes pastorais, a catequese, a pastoral juvenil&raquo;. &laquo;No discernimento vocacional dev&iacute;amos ter lan&ccedil;ado propostas de maior liga&ccedil;&atilde;o com a pastoral familiar, vocacional, porque caminhamos todos por um &uacute;nico caminho. Os jovens deviam ser protagonistas na liga&ccedil;&atilde;o entre os mais pequenos e o percurso pessoal e profissional. Penso que isso n&atilde;o ficou t&atilde;o presente quanto eu gostaria&raquo;, lamenta.

&nbsp;
Quanto a Rui Teixeira, acha que falta ao documento algum &laquo;aprofundamento&raquo; em certas tem&aacute;ticas. Mas n&atilde;o acha que isso seja raz&atilde;o para o documento n&atilde;o ter impacto junto dos bispos, at&eacute; porque um dos que ter&aacute; mais entusiasmo ser&aacute; o Papa. &laquo;Tenho esperan&ccedil;a que, no todo da discuss&atilde;o, sobressaia esta ideia: os jovens refletiram sobre estas quest&otilde;es, por isso, senhores bispos, reflitam sobre estas quest&otilde;es&raquo;, pede.
&nbsp;
Joana Ser&ocirc;dio diz que lhe foi transmitido da parte dos bispos em Portugal a &laquo;vontade de escutar os jovens&raquo;. &laquo;O que me foi transmitido da parte dos bispos &eacute; que h&aacute; muito esse desejo de nos escutarem e de fazerem com que o jovem possa ter o seu lugar&raquo;, garante.
&nbsp;
Mas, em caso de d&uacute;vida, tamb&eacute;m diz que cabe aos jovens n&atilde;o deixarem que os bispos &laquo;se esque&ccedil;am&raquo; disto. &laquo;Depende de n&oacute;s em cada pa&iacute;s fazer com que este pr&eacute;-s&iacute;nodo seja falado, para que os bispos n&atilde;o tenham sequer oportunidade de se esquecer que isto aconteceu e de que h&aacute; um documento que deve ser tido em conta com muita verdade e muita import&acirc;ncia&raquo;, sustentou.

&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna

A FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; est&aacute; em Roma a acompanhar todos os momentos desta reuni&atilde;o pr&eacute;-sinodal do Papa com jovens de todo o mundo. Acompanhe tudo na sec&ccedil;&atilde;o especial do nosso site em http://familiacrista.paulus.pt/sinodo-dos-jovens.]]></description>
<pubDate>Mon, 26 Mar 2018 17:13:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa aos jovens: «Se o mundo se calar, vós gritareis?»</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco dedicou a sua homilia de Domingo de Ramos &agrave; reflex&atilde;o sobre a morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo, e aos jovens, a quem pediu que n&atilde;o se deixassem &laquo;silenciar&raquo;.

&nbsp;
Refletindo sobre a leitura da Paix&atilde;o de Jesus que &eacute; lida na Eucaristia, exortou os cat&oacute;licos a questionarem-se sobre a forma como entendem este exemplo de Jesus, que Se entregou &laquo;gritando o seu amor por cada um de n&oacute;s&raquo;. &laquo;Jesus continua a ser motivo de alegria e louvor no nosso cora&ccedil;&atilde;o ou envergonhamo-nos das suas prioridades para com os pecadores, os &uacute;ltimos e os abandonados?&raquo;, questionou.
&nbsp;

Francisco disse que a leitura da Paix&atilde;o faz cruzar &laquo;hist&oacute;rias de alegria e sofrimento, de erros e sucessos que fazem parte da nossa vida di&aacute;ria como disc&iacute;pulos&raquo;. &laquo;Consegue revelar sentimentos e contradi&ccedil;&otilde;es que, hoje em dia, com frequ&ecirc;ncia, aparecem tamb&eacute;m em n&oacute;s, homens e mulheres deste tempo: capazes de amar muito... mas tamb&eacute;m de odiar (e muito!); capazes de sacrif&iacute;cios heroicos mas tamb&eacute;m de saber &ldquo;lavar as m&atilde;os&rdquo; no momento oportuno; capazes de grande fidelidade, mas tamb&eacute;m de grandes abandonos e trai&ccedil;&otilde;es&raquo;, sustentou o Papa na Pra&ccedil;a de S. Pedro.
&nbsp;

Antes da sua morte, Jesus entra em Jerusal&eacute;m com brados de alegria, conta a B&iacute;blia. O Papa afirma que estes eram as vozes &laquo;do filho perdoado, do leproso curado ou o balir da ovelha tresmalhada&raquo;, &laquo;o c&acirc;ntico do publicano e do impuro; &eacute; o grito da pessoa que vivia marginalizada pela sociedade&raquo;. Aclama&ccedil;&otilde;es de alegria que &laquo;aparecem inc&oacute;modas&raquo; para os que &laquo;reprimiram a sensibilidade face &agrave; ang&uacute;stia, ao sofrimento e a mis&eacute;ria&raquo;, acusa o Papa, que vai mais longe.
&nbsp;

Francisco defende que a voz que clama &laquo;Crucifica-o&raquo; mais n&atilde;o &eacute; que um &laquo;grito pilotado, constru&iacute;do, que se forma com o desprezo, a cal&uacute;nia e a emiss&atilde;o de falsos testemunhos&raquo;. Dito isto, acusa os que desejam &laquo;defender a sua posi&ccedil;&atilde;o, desacreditando especialmente quem n&atilde;o se sabe defender&raquo;. &laquo;Deste modo, silencia-se a festa do povo, destr&oacute;i-se a esperan&ccedil;a, matam-se os sonhos, suprime-se a alegria&raquo;, &laquo;binda-se o cora&ccedil;&atilde;o, resfria-se a caridade&raquo;, lamenta o Papa.

&nbsp;
Sobre aquela &eacute;poca, &eacute; muitas vezes argumentado que foram os fariseus, os doutores da lei da altura, quem manipulou e levou a que a multid&atilde;o pedisse a crucifica&ccedil;&atilde;o de Jesus. Por isso, estas palavras duras do Papa s&atilde;o dirigidas ao interior da Igreja, a todos os que n&atilde;o acolhem, n&atilde;o respondem, cr&iacute;ticos do pr&oacute;prio Papa, que ele afirmou serem pessoas com &laquo;autossufici&ecirc;ncia&raquo;, &laquo;orgulho e soberba&raquo;.
&nbsp;

Para isto, o Papa sugere um &laquo;ant&iacute;doto&raquo;: &laquo;olhar para a cruz de Cristo e deixar-se interpelar pelo seu &uacute;ltimo grito&raquo;. &laquo;Cristo morreu, gritando o seu amor por cada um de n&oacute;s: por jovens e idosos, santos e pecadores, amor pelos do seu tempo e pelos do nosso tempo. Na sua cruz, fomos salvos para que ningu&eacute;m apague a alegria do Evangelho; para que ningu&eacute;m, na pr&oacute;pria situa&ccedil;&atilde;o em que se encontra, permane&ccedil;a longe do olhar misericordioso do Pai&raquo;, afirma o Papa.
&nbsp;

Neste sentido, pede que cada um se interrogue sobre a forma como olha para Jesus no seu cora&ccedil;&atilde;o, e interpele as suas &laquo;prioridades, escolhas e a&ccedil;&otilde;es&raquo;.
&nbsp;
Papa pede aos jovens que &laquo;n&atilde;o fiquem calados&raquo;

Apesar das fortes palavras at&eacute; aqui, foi no final da Eucaristia que o Papa tocou a assembleia, em especial os jovens. Falando para eles, o Papa diz que alguns acham a sua alegria &laquo;motivo de fast&iacute;dio e irrita&ccedil;&atilde;o, porque um jovem alegre &eacute; dif&iacute;cil de manipular&raquo;.
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Com essa ideia, cita a passagem do Evangelho de Lucas, em que os fariseus pedem a Jesus que cale os seus disc&iacute;pulos. &laquo;Digo-vos que, se eles se calarem, gritar&atilde;o as pedras&raquo;, responde Jesus no Evangelho.
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Francisco, na homilia, diz que mandar calar os jovens &laquo;&eacute; uma tenta&ccedil;&atilde;o que se sempre existiu&raquo;, e defende que h&aacute; &laquo;muitas maneiras de tornar os jovens silenciosos e invis&iacute;veis&raquo;. &laquo;Muitas maneiras de os anestesiar e adormecer para que n&atilde;o fa&ccedil;am &ldquo;barulho&rdquo;, para que n&atilde;o se interroguem nem ponham em discuss&atilde;o&raquo;.
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Por isso, diz que &eacute; tempo de ouvir as palavras de Jesus &laquo;aos fariseus de ontem, de todos os tempos, e tamb&eacute;m de hoje&raquo; no Evangelho, e pede aos jovens que escolham &laquo;gritar&raquo;. &laquo;Queridos jovens, cabe a v&oacute;s a decis&atilde;o de gritar, cabe a v&oacute;s decidir-vos pelo Hossana do domingo para n&atilde;o cair no &laquo;crucifica-O&raquo; de sexta-feira... E cabe a v&oacute;s n&atilde;o ficar calados. Se os outros calam, se n&oacute;s, idosos e respons&aacute;veis (tantas vezes corruptos), silenciamos, se o mundo se cala e perde a alegria, pergunto-vos: v&oacute;s gritareis?&raquo;
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A quest&atilde;o de Francisco n&atilde;o ficou sem resposta. Entusiasmados, e rompendo o protocolo habitual, os jovens responderam um aud&iacute;vel &laquo;Sim&raquo; e aplaudiram o Papa e as palavras com as quais terminou a hom&iacute;lia.

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No final da Missa, o Papa recebeu as conclus&otilde;es da reuni&atilde;o pr&eacute;-sinodal que decorreu entre segunda-feira e s&aacute;bado em Roma, para preparar a assembleia do S&iacute;nodo dos Bispos marcada para outubro, no Vaticano, sobre o tema &laquo;Os jovens, a f&eacute; e o discernimento vocacional&raquo;.
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O jovem do Panam&aacute;, que falou em nome de todos os participantes, falou da &laquo;alegria&raquo; dos jovens pelo convite do Papa, para falar sobre a sua realidade, &laquo;sem distin&ccedil;&atilde;o de cultura ou cren&ccedil;as&raquo;, manifestando a esperan&ccedil;a de que &laquo;a Igreja continue a ouvir a voz da juventude&raquo;.


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Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Sun, 25 Mar 2018 16:24:00 +0100</pubDate>
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<title>Cardeais responsáveis pelo pré-sínodo fazem balanço positivo</title>
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<description><![CDATA[O Cardeal Lorenzo Baldisseri, secret&aacute;rio-geral do S&iacute;nodo dos Bispos, e o Cardeal Kevin Farrell, presidente do Dicast&eacute;rio dos Leigos, Fam&iacute;lia e Vida, foram as duas figuras mais importantes da hierarquia da Igreja que acompanharam todos os trabalhos do pr&eacute;-s&iacute;nodo, que decorreu toda esta semana no Col&eacute;gio Santa Maria Mater Ecclesiae, em Roma.


&Agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, e no final dos trabalhos que aprovaram o documento final entretanto publicado, o Cardeal Farrell fala de um momento &laquo;hist&oacute;rico&raquo; para a Igreja. &laquo;&Eacute; um momento hist&oacute;rico, e um documento muito bem conStru&iacute;do. &Eacute; a voz dos jovens&raquo;, refere o cardeal.
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Reconhecendo que este vai ser &laquo;um bom documento para se trabalhar&raquo;, avisa que &laquo;o que os jovens disseram est&aacute; aqui, e agora a Igreja tem de ouvir&raquo;. &laquo;A Igreja est&aacute; sempre dispon&iacute;vel para ouvir, e agora pode ouvir de forma concreta, em assuntos espec&iacute;ficos. Agora, a Igreja precisa de ouvir o que os jovens t&ecirc;m a dizer&raquo;, defende.
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Na apresenta&ccedil;&atilde;o do documento final, o Cardeal Baldisseri referiu que &laquo;s&atilde;o os jovens a abrir a porta da esperan&ccedil;a num momento de crise&raquo;, citando o Papa na sess&atilde;o de abertura. Em conversa com os jornalistas fora da apresenta&ccedil;&atilde;o do documento, refor&ccedil;ou que &eacute; &laquo;um documento muito belo, que exprime o que os jovens pensam da Igreja, deles pr&oacute;prios e do mundo&raquo;. E se esperava que os jovens pudessem trazer as suas opini&otilde;es e as suas vis&otilde;es do mundo, n&atilde;o esperava uma tamanha &laquo;autenticidade&raquo;. &laquo;A franqueza, a espontaneidade, e uma grande autenticidade, um testemunho. E as pessoas da Igreja devem ser testemunho daquilo em que creem, e a isso deve corresponder o facto, a autenticidade. A vontade de viver segundo os tr&acirc;mites da f&eacute;, os jovens pedem isso, e fizeram-no aqui&raquo;, refere.
&nbsp;

O Cardeal Baldisseri admite que &eacute; necess&aacute;ria uma adequa&ccedil;&atilde;o &laquo;da Pastoral Juvenil aos dias de hoje&raquo;, e que a Igreja est&aacute; preparada para responder. &laquo;Creio que a Igreja est&aacute;, como o S&iacute;nodo, preparada para fazer um esfor&ccedil;o grande para se renovar neste tema da pastoral. Reconhe&ccedil;o que n&atilde;o h&aacute; instrumentos para os jovens de hoje. Quer dizer, h&aacute;, mas deve haver uma renova&ccedil;&atilde;o&raquo;, pede o cardeal.
&nbsp;

Tal como ele, o Cardeal Farrell admite que &laquo;o Papa n&atilde;o teria convocado um pr&eacute;-s&iacute;nodo de jovens se n&atilde;o achasse que era necess&aacute;rio estar aberto &agrave; voz dos jovens&raquo;. Por isso, toda a Igreja ter&aacute; de estar atenta, porque o Papa deu esta visibilidade a todas as quest&otilde;es.
&nbsp;

Na verdade, diz o Cardeal Baldisseri, s&atilde;o os jovens &laquo;que amanh&atilde; v&atilde;o ser os protagonistas na sociedade e na Igreja&raquo;, e por isso deve haver investimento nestas mat&eacute;rias, numa linguagem que, tamb&eacute;m ela, tem de ser pr&oacute;pria. &laquo;Se falamos de Jesus devemos falar como os jovens falam de Jesus, e n&atilde;o com uma teologia erudita. Os jovens querem express&otilde;es vivas, e um acompanhamento na sua vida&raquo;, aponta o cardeal.
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Sobre o s&iacute;nodo dos bispos de outubro, a primeira novidade importante, revelada pelo Cardeal Baldisseri: &laquo;No S&iacute;nodo, seremos acompanhados por muitos jovens, seja em Roma, seja pelas redes sociais. Haver&aacute; uma presen&ccedil;a de jovens como especialistas. Queremos criar algo mais, &agrave; margem do S&iacute;nodo, mas ainda n&atilde;o sabemos como vamos fazer.&raquo; &laquo;Queremos uma presen&ccedil;a numerosa de jovens em Roma. Uma audi&ecirc;ncia mundial&raquo;, promete o cardeal Baldisseri.


Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Sat, 24 Mar 2018 23:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Jovens pedem uma Igreja «transparente, acolhedora, honesta e acessível»</title>
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<description><![CDATA[No final dos trabalhos da assembleia pr&eacute;-sinodal que acolheu em Roma mais de 300 jovens de todo o mundo para refletirem sobre a juventude, o documento final mostra um retrato global da juventude e das suas aspira&ccedil;&otilde;es, desejos e preocupa&ccedil;&otilde;es. O Papa Francisco tinha pedido que os jovens falassem sem filtro, sem vergonha, e este documento, &laquo;aprovado por unanimidade&raquo;, informou o Cardeal Lorenzo Baldisseri, respons&aacute;vel pelo evento, toca muitos dos aspetos da vida dos jovens em todo o mundo, embora deixe, de forma algo surpreendente, outros de fora.

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A reflex&atilde;o dos jovens, convertida neste documento final que foi hoje apresentado, foi dividida em tr&ecirc;s &aacute;reas: desafios e oportunidades dos jovens nos dias de hoje, f&eacute; e voca&ccedil;&atilde;o, discernimento e acompanhamento, e a a&ccedil;&atilde;o pastoral e formativa da Igreja.
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Em v&aacute;rios pontos, os jovens, que escreveram o documento na primeira pessoa, mostrando que tinha sido, de facto, um processo feito por eles em todas as fases, foram fazendo o retrato da Igreja que conhecem.
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Jovens pedem mais protagonismo e acompanhamento

Um dos aspetos mais falados durante toda a semana tem sido a necessidade de dar aos jovens maior protagonismo nas suas a&ccedil;&otilde;es, e o relat&oacute;rio dedica um ponto a esta quest&atilde;o. &laquo;A Igreja deve envolver os jovens nos seus processos de tomada de decis&atilde;o e oferecer-lhes mais pap&eacute;is de lideran&ccedil;a. Essas posi&ccedil;&otilde;es precisam de ser ao n&iacute;vel paroquial, diocesano, nacional e internacional, inclusive em comiss&otilde;es no Vaticano&raquo;, refere o documento. Segundo os jovens escreveram, eles est&atilde;o &laquo;prontos&raquo;. &laquo;Sentimos fortemente que estamos prontos para ser l&iacute;deres, que podemos crescer e ser ensinados pelos membros mais velhos da Igreja, por mulheres e homens religiosos e leigos&raquo;, referem, num dos que poder&aacute; ser dos desafios mais dif&iacute;ceis para a Igreja.
&nbsp;

Os jovens pedem &laquo;forma&ccedil;&otilde;es de lideran&ccedil;a para jovens l&iacute;deres&raquo;, e algumas das jovens presentes, na assembleia e nas redes sociais, reclamam mais lugares de lideran&ccedil;a para mulheres. &laquo;Algumas das jovens sentem que h&aacute; falta de modelos femininos de lideran&ccedil;a na Igreja e tamb&eacute;m desejam colocar os seus dons intelectuais e profissionais ao servi&ccedil;o da Igreja&raquo;, diz o relat&oacute;rio, que acrescenta que &laquo;tamb&eacute;m os seminaristas e religiosos devem ter uma capacidade ainda maior de acompanhar os jovens l&iacute;deres&raquo;.
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Outro dos aspetos mais significativos que tem sido falado neste pr&eacute;-sinodo &eacute; o acompanhamento. &Eacute; um dos maiores pontos de converg&ecirc;ncia, o que surpreendeu Briana Santiago, uma novi&ccedil;a americana que estuda em Roma, e que esteve a apresentar o documento final. &laquo;Sempre tive a imagem da maioria dos jovens como muito seguros de si pr&oacute;prios, a saberem o seu caminho, e fiquei surpreendida com a quantidade de gente, mesmo online, que disse que precisava de um acompanhamento da Igreja, de pastores e outras pessoas que os orientem e guiem&raquo;, disse &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; no final da apresenta&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;

Os jovens pedem, quase exigem, &laquo;companheiros na jornada&raquo;, &laquo;homens e mulheres fi&eacute;is que expressam a verdade e permitem que os jovens expressem a sua compreens&atilde;o da f&eacute; e da sua voca&ccedil;&atilde;o&raquo;.
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Pessoas que &laquo;evangelizem com a sua vida&raquo;, e n&atilde;o &ldquo;santos&rdquo;. &laquo;Essas pessoas n&atilde;o precisam de ser modelos de f&eacute; para imitar, mas sim testemunhos vivos. Essas pessoas devem evangelizar com a sua vida. Sejam eles rostos familiares no conforto de casa, colegas da comunidade local ou m&aacute;rtires que atestam a sua f&eacute; com as suas pr&oacute;prias vidas&raquo;, pedem.
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Os jovens sabem de quem precisam, e listam as caracter&iacute;sticas que esses &laquo;mentores&raquo; devem ter: ser &laquo;um crist&atilde;o fiel que se envolve com a Igreja e o mundo; algu&eacute;m que constantemente busca a santidade; um confidente que n&atilde;o julga; que escuta ativamente as necessidades dos jovens e responde na mesma linguagem; que ama profundamente e com consci&ecirc;ncia pr&oacute;pria; que reconhece seus limites e conhece as alegrias e tristezas da jornada espiritual&raquo;. Algu&eacute;m cuja &laquo;humanidade&raquo; permite &laquo;reconhecer os seus erros&raquo;. &laquo;&Agrave;s vezes, os mentores s&atilde;o colocados num pedestal e, quando caem, a devasta&ccedil;&atilde;o pode afetar a capacidade dos jovens de continuarem a envolver-se com a Igreja&raquo;, alertam no relat&oacute;rio.

Aborto, contrace&ccedil;&atilde;o, coabita&ccedil;&atilde;o, homossexualidade e casamento s&atilde;o pontos de disc&oacute;rdia

Uma das t&oacute;nicas que todos os jovens e respons&aacute;veis aqui em Roma t&ecirc;m colocado quando questionados sobre o andamento dos trabalhos &eacute; a capacidade de acolher as diferen&ccedil;as de pensamento de cada um. Isto &eacute; not&oacute;rio tamb&eacute;m no relat&oacute;rio final, onde, em assuntos mais pol&eacute;micos, &eacute; poss&iacute;vel perceber que as diferen&ccedil;as de opini&atilde;o eram grandes. No que toca a temas como contrace&ccedil;&atilde;o, aborto, homossexualidade ou coabita&ccedil;&atilde;o, o relat&oacute;rio refere que &laquo;h&aacute; grande desentendimento entre os jovens, dentro da Igreja e no resto do mundo&raquo;, sobre estes temas, mesmo entre aqueles que t&ecirc;m &laquo;mais conhecimento dos ensinamentos da Igreja&raquo;. &laquo;Como resultado disto, alguns podem querer que a Igreja mude os seus ensinamentos ou pelo menos permita acesso a uma maior compreens&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o sobre esses ensinamentos. Outros aceitam estes ensinamentos e veem neles uma fonte de alegria&raquo;, reconhecem os jovens no documento, que n&atilde;o adianta como os jovens gostariam que a Igreja abordasse estas quest&otilde;es, ou que tipo de altera&ccedil;&otilde;es poderia a disciplina ter.
&nbsp;

Noutros pontos em que a disc&oacute;rdia parece estar na ordem do dia, como a oposi&ccedil;&atilde;o entre tradicionalistas e progressistas, o relat&oacute;rio pede uma conviv&ecirc;ncia mais salutar que o que &eacute; observado muitas vezes nos confrontos virtuais que se v&atilde;o observando. &laquo;Alguns de n&oacute;s t&ecirc;m uma paix&atilde;o pelo &ldquo;fogo&rdquo; dos movimentos contempor&acirc;neos e carism&aacute;ticos que se concentram no Esp&iacute;rito Santo; outros s&atilde;o atra&iacute;dos para o sil&ecirc;ncio, a medita&ccedil;&atilde;o e as liturgias tradicionais reverenciais. Todas essas coisas s&atilde;o boas, porque ajudam-nos a rezar de maneiras diferentes&raquo;, reflete o documento.
&nbsp;

O relat&oacute;rio reconhece ainda que a rela&ccedil;&atilde;o dos jovens com o divino &eacute; &laquo;complicada&raquo;. &laquo;O Cristianismo &eacute; frequentemente visto como algo que pertenceu ao passado e o seu valor ou relev&acirc;ncia para as nossas vidas n&atilde;o &eacute; percet&iacute;vel. Enquanto isso, em certas comunidades, a prioridade &eacute; dada ao sagrado, j&aacute; que a vida quotidiana &eacute; estruturada em torno da religi&atilde;o&raquo;.


&nbsp;
Cr&iacute;ticas &agrave; falta de testemunho dos pastores e das comunidades

O Papa pediu que falassem sem vergonha, e os jovens falaram. Acusam a Igreja de, por causa dos esc&acirc;ndalos do passado e do presente, ter feito com que a religi&atilde;o n&atilde;o seja &laquo;o principal referencial quando os jovens procuram um sentido [para a sua vida, para a sua exist&ecirc;ncia]&raquo;, e apontam o dedo a muitas par&oacute;quias em todo o mundo, &laquo;que j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o lugares de encontro&raquo;, e onde a Igreja surge como &laquo;muito severa&raquo;, associada a um &laquo;excessivo moralismo&raquo;. &laquo;Precisamos de uma Igreja que seja acolhedora e misericordiosa, que valorize as suas ra&iacute;zes, o seu patrim&oacute;nio e que ame a todos, mesmo aqueles que n&atilde;o seguem os padr&otilde;es estabelecidos. Muitos daqueles que procuram uma vida de paz acabam por se dedicar a filosofias ou experi&ecirc;ncias alternativas&raquo;, lamentam os jovens.
&nbsp;

E &eacute; por isso que pedem uma Igreja que seja &laquo;comunidade transparente, acolhedora, honesta, convidativa, comunicativa, acess&iacute;vel, alegre e interativa&raquo;. &laquo;Hoje os jovens procuram uma Igreja verdadeira&raquo;, continuam os jovens no seu relat&oacute;rio, uma &laquo;Igreja cred&iacute;vel&raquo;, sem &laquo;medo de se permitir ser vista como vulner&aacute;vel&raquo;. &laquo;A Igreja deve ser sincera em admitir os seus erros passados e presentes, em dizer que &eacute; uma Igreja composta por pessoas que s&atilde;o capazes de erros e incompreens&otilde;es. (...) Se a Igreja agir assim, ent&atilde;o diferenciar-se-&aacute; de outras institui&ccedil;&otilde;es e autoridades das quais os jovens, na maior parte, j&aacute; desconfiam&raquo;, pode ler-se no ponto 11.
&nbsp;

No ponto 7, os jovens afirmam que o afastamento de muitos da Igreja tem que ver com a f&eacute; se ter tornado algo &laquo;particular&raquo; em vez de &laquo;comunit&aacute;rio&raquo;, e acusam as &laquo;experi&ecirc;ncias negativas&raquo; que os jovens v&atilde;o tendo um pouco por todo o mundo &laquo;dentro da Igreja&raquo;. &laquo;H&aacute; muitos jovens que se relacionam com Deus apenas num n&iacute;vel pessoal, que s&atilde;o &quot;espirituais, mas n&atilde;o religiosos&quot;, ou focados apenas num relacionamento com Jesus Cristo. Para alguns jovens, a Igreja desenvolveu uma cultura que se concentra fortemente no relacionamento dos seus membros com a institui&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o com a pessoa de Cristo. Outros jovens veem os l&iacute;deres religiosos como desligados e mais focados na gest&atilde;o do que na constru&ccedil;&atilde;o da comunidade, e outros ainda veem a Igreja como irrelevante&raquo;, refere o relat&oacute;rio.
&nbsp;

Uma cr&iacute;tica direcionada aos pa&iacute;ses desenvolvidos da Europa e Am&eacute;rica do Norte, como se v&ecirc; pelo par&aacute;grafo seguinte, onde h&aacute; um elogio das igrejas sul-americana, africana e asi&aacute;tica. &laquo;Para outros jovens, eles experimentam a Igreja como muito pr&oacute;xima deles, em lugares como a &Aacute;frica, a &Aacute;sia e a Am&eacute;rica Latina, bem como em diferentes movimentos globais; at&eacute; mesmo alguns jovens que n&atilde;o vivem o Evangelho sentem-se ligados &agrave; Igreja. Esse sentimento de perten&ccedil;a e de familiaridade sustenta esses jovens na sua jornada. Sem essa &acirc;ncora de apoio e perten&ccedil;a da comunidade, os jovens podem-se sentir isolados diante dos desafios&raquo;, avisam. Um aspeto que j&aacute; Tom&aacute;s Virtuoso, um dos portugueses que est&aacute; na assembleia, tinha referido &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, a meio dos trabalhos. &laquo;Faz muita impress&atilde;o a for&ccedil;a que a Am&eacute;rica Latina tem como uma Igreja que caminha em conjunto e coopera umas com as outras. Posso estar enganado, mas n&atilde;o sinto isso na Europa, essa dimens&atilde;o da Igreja europeia a caminhar junta. A certa altura, os tipos todos tiraram um livro a apontar o que estava l&aacute; escrito, e tinham todos o mesmo livro, mesmo sendo de pa&iacute;ses diferentes. &Eacute; uma Igreja que caminha em conjunto, n&atilde;o fica na sua capelinha&raquo;, notava na altura.


&nbsp;
Presen&ccedil;a essencial nos meios digitais

Falando da &laquo;dualidade&raquo; Bem/Mal que as novas tecnologias e o ambiente digital representam, o Documento Final da Assembleia pr&eacute;-sinodal pede &laquo;prud&ecirc;ncia&raquo; na sua utiliza&ccedil;&atilde;o, por causa dos riscos de &laquo;isolamento&raquo;, mas acrescenta que o impacto das redes sociais n&atilde;o pode ser desvalorizado. &laquo;Os ambientes digitais t&ecirc;m um grande potencial para unir, como nunca, pessoas em diferentes partes do mundo. A troca de informa&ccedil;&otilde;es, ideais, valores e interesses comuns &eacute; agora mais poss&iacute;vel. O acesso a ferramentas de aprendizagem online abriu oportunidades educacionais para jovens em &aacute;reas remotas e trouxe o conhecimento do mundo para as pontas dos dedos&raquo;, refere o relat&oacute;rio.
&nbsp;

Neste sentido, os jovens sugerem aos padres sinodais e a toda a Igreja &laquo;duas propostas concretas&raquo;. &laquo;Ao envolver-se num di&aacute;logo com os jovens, a Igreja deve aprofundar a sua compreens&atilde;o da tecnologia para nos ajudar a discernir sobre o seu uso. Al&eacute;m disso, a Igreja deveria ver a tecnologia - particularmente a internet - como um lugar f&eacute;rtil para a Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o&raquo;, dizem. E prop&otilde;em que &laquo;os resultados dessas reflex&otilde;es&raquo; sejam &laquo;formalizados num documento oficial da Igreja&raquo;. Depois, prop&otilde;em que a Igreja aborde &laquo;a crise generalizada da pornografia, incluindo os abusos infantis online, o cyberbullying e o impacto que isto causa &agrave; nossa Humanidade&raquo;.

&nbsp;
A terminar, os jovens pedem que a Igreja esteja nas &laquo;ruas, que &eacute; onde a maior parte das pessoas est&atilde;o&raquo;. &laquo;A Igreja deve tentar encontrar novas maneiras criativas de encontrar pessoas onde elas est&atilde;o confort&aacute;veis e onde socializem: bares, caf&eacute;s, parques, gin&aacute;sios, est&aacute;dios e quaisquer outros centros de cultura populares&raquo;, pedem os jovens. Al&eacute;m disso, pedem que esta iniciativa sinodal n&atilde;o termine aqui. &laquo;Ficamos emocionados por sermos levados a s&eacute;rio pela hierarquia da Igreja e sentimos que este di&aacute;logo entre a Igreja jovem e a Igreja velha &eacute; um processo de escuta vital e frut&iacute;fero. Seria uma pena se este di&aacute;logo n&atilde;o tivesse a oportunidade de continuar a crescer! Esta cultura de abertura &eacute; extremamente saud&aacute;vel para n&oacute;s&raquo;, frisaram os jovens.
&nbsp;

N&atilde;o h&aacute;, no documento, nenhuma refer&ecirc;ncia a um dos assuntos que foi muito falado nos grupos lingu&iacute;sticos, que &eacute; a catequese, muito criticada pelo seu formato desatualizado. Nem em rela&ccedil;&atilde;o a tem&aacute;ticas como a mutila&ccedil;&atilde;o genital ou a gravidez na adolesc&ecirc;ncia, entre quest&otilde;es muito afloradas pela rama, como o tr&aacute;fico humano ou a pastoral juvenil nos pa&iacute;ses em guerra.
&nbsp;

Este documento ser&aacute; entregue, Domingo de Ramos, ao Papa, durante a missa de Ramos, por um jovem do Panam&aacute;, pa&iacute;s que ir&aacute; acolher a pr&oacute;xima Jornada Mundial de Juventude, e vai ser uma das bases de trabalho para a elabora&ccedil;&atilde;o da Instrumentum Laboris que ir&aacute; orientar os trabalhos do S&iacute;nodo dos Bispos em outubro.
&nbsp;

Texto e fotos: Ricardo Perna

A FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; est&aacute; em Roma a acompanhar todos os momentos desta reuni&atilde;o pr&eacute;-sinodal do Papa com jovens de todo o mundo. Acompanhe tudo na sec&ccedil;&atilde;o especial do nosso site em http://familiacrista.paulus.pt/sinodo-dos-jovens.]]></description>
<pubDate>Sat, 24 Mar 2018 15:18:00 +0000</pubDate>
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<title>Ter filhos e irmãos promove competências de liderança</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/ter-filhos-e-irmaos-promove-competencias-de-lideranca</link>
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<description><![CDATA[Ser pai e m&atilde;e &eacute; uma vantagem para as empresas e n&atilde;o o contr&aacute;rio. &Eacute; o que indica uma investiga&ccedil;&atilde;o realizada por Cl&aacute;udia Dias, no &acirc;mbito do mestrado em Psicologia. O estudo conclui que &laquo;nas tr&ecirc;s empresas, os trabalhadores afirmam sentir enriquecimento fam&iacute;lia-trabalho&raquo;. Al&eacute;m disso, &laquo;sugere que o exerc&iacute;cio de uma parentalidade positiva est&aacute; associada a uma lideran&ccedil;a positiva&raquo;. Da&iacute; que Cl&aacute;udia Dias defenda a &laquo;vantagem de contratar pessoas que tenham filhos, especialmente para cargos de chefia&raquo;. Ao mesmo tempo, sugere-se &agrave;s empresas que invistam no enriquecimento fam&iacute;lia-trabalho e n&atilde;o apenas na concilia&ccedil;&atilde;o entre estes dois campos. Outro estudo foi feito sobre a import&acirc;ncia dos irm&atilde;os. Carolina Henriques concluiu que &laquo;quando a rela&ccedil;&atilde;o entre os irm&atilde;os &eacute; positiva o funcionamento&nbsp;de equipas &eacute; sempre potenciado e gera compet&ecirc;ncias fundamentais para gest&atilde;o de equipas&raquo;. Esta aluna conluiu tamb&eacute;m que &laquo;algu&eacute;m que se d&aacute; mal com os irm&atilde;os d&aacute;-se mal com a equipa, mas cumpre as tarefas&raquo;. Carolina explica que &laquo;quando a rela&ccedil;&aacute;o &eacute; boa ou m&aacute; afeta o desempenho do colaborador atrav&eacute;s do funcionamento das equipas.

Ambos os&nbsp;estudo foram&nbsp;realizados em tr&ecirc;s empresas, duas grandes e uma pequena e m&eacute;dia. foram realizadas sess&otilde;es de focus group, question&aacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias e um question&aacute;rio online.



Na mesa redonda sobre o tema &laquo;Ter filhos: vantagens organizacionais&raquo;, Isabel Marques, respons&aacute;vel de Recursos Humanos da EDP Distribui&ccedil;&atilde;o afirma que &laquo;obviamente ser pai ou m&atilde;e &eacute; uma oportunidade de crescimento&raquo;. Mas defende que &laquo;ser&aacute; redutor dizer apenas que eu devo poder recrutar algu&eacute;m porque teve uma experi&ecirc;ncia familiar diferente do outro&raquo;. Isabel Marques acredita que &laquo;existem muitas outras maneiras de adquirir estas compet&ecirc;ncias&raquo;. Pedro Ramos, da TAP, concorda. &laquo;Uma coisa &eacute; certa: gosto especialmente de p&ocirc;r isto de forma muito pragm&aacute;tica de que compet&ecirc;ncias &eacute; que os nossos l&iacute;deres t&ecirc;m de ter, se v&ecirc;m com a fam&iacute;lia ou n&atilde;o &eacute; secund&aacute;rio.&raquo; Pedro Ramos, que estudou as compet&ecirc;ncias de lideran&ccedil;a no seu doutoramento , reconhece que &laquo;nunca me passou pela cabe&ccedil;a que as compet&ecirc;ncias familiares podiam ter influ&ecirc;ncia no trabalho&raquo;. Desde que foi convidado para participar, diz ter estado mais atento aos gestores que admira e ver se eram pais e que tipo de pais.

Peter Villax, das Empresas Familiares, afirmou que &laquo;ter filhos &eacute; um dom, &eacute; uma riqueza absolutamente extraordin&aacute;ria&raquo; e &laquo;uma pessoa feliz &eacute; um bom gestor e sobretudo para ser um gestor justo&raquo;.



Empresas perdem dinheiro
Carlos Maio, da consultora Quasar, foi parceiro de investiga&ccedil;&atilde;o. &laquo;A imagem que tent&aacute;mos transmitir foi a vantagem de ter uma boa rela&ccedil;&atilde;o fam&iacute;lia empresa. Em vez de lhes explicar qual o enriquecimento fam&iacute;lia-trabalho, vou tentar explicar-lhes o que a empresa pode enriquecer&raquo;, afirmou. As conclus&otilde;es do estudo ajudaram a cimentar esta ideia. &laquo;Para nossa alegria, verificou-se que conseguimos dizer &agrave;s empresas: voc&ecirc;s est&atilde;o a perder dinheiro por n&atilde;o terem estas pol&iacute;ticas de integra&ccedil;&atilde;o familiar. E tem que ver com compet&ecirc;ncias. Se conseguirmos reter compet&ecirc;ncias melhor &eacute; para a empresa. Acab&aacute;mos por dizer &agrave;s empresas: &ldquo;T&ecirc;m compet&ecirc;ncias perdidas por voc&ecirc;s porque n&atilde;o investem na integra&ccedil;&atilde;o fam&iacute;lia trabalho.&rdquo;&raquo;

Todos estes participantes da mesa-redonda t&ecirc;m filhos e admitem que ganharam compet&ecirc;ncias como resili&ecirc;ncia, saber ouvir mais do que falar e gest&atilde;o de prioridades que utilizam nas suas fun&ccedil;&otilde;es de lideran&ccedil;as nas empresas em que trabalham. Mas negam que ser pai ou m&atilde;e seja mais valorizado do que o contr&aacute;rio. Todos dizem que contratam e procuram os melhores, sejam ou n&atilde;o pais.&nbsp;

Ter irm&atilde;os tamb&eacute;m &eacute; positivo
Carolina Henriques estudou se ter irm&atilde;os tamb&eacute;m tem vantagens organizacionais. O estudo &laquo;evidencia, por exemplo, que a rela&ccedil;&atilde;o positiva entre irm&atilde;os est&aacute; relacionada com um melhor desempenho das tarefas em equipa e com uma melhor rela&ccedil;&atilde;o com os colegas de equipa&raquo;. A aluna concluiu tamb&eacute;m que n&atilde;o &eacute; s&oacute; apoiar a natalidade, mas tamb&eacute;m no n&uacute;mero de irm&atilde;os. &laquo;N&atilde;o &eacute; s&oacute; dar possibilidade de ter filhos, mas que esses filhos tenham irm&atilde;os&raquo;, afirma.&nbsp;
&nbsp;

Reportagem e fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o


Ou&ccedil;a a entrevista &agrave;s duas alunas da Faculdade de Psicologia de Lisboa.
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<pubDate>Fri, 23 Mar 2018 16:40:00 +0000</pubDate>
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<title>Eutanásia: bispos franceses falam em «urgência da fraternidade»</title>
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<description><![CDATA[Os 118 bispos franceses reuniram-se em Lourdes, esta semana, e aprovaram um texto sobre a eutan&aacute;sia e o fim de vida. Intitulado &laquo;Fim de vida: sim &agrave; urg&ecirc;ncia da fraternidade&raquo;, este documento defende uma &laquo;reflex&atilde;o serena&raquo; em torno do fim da vida. Numa altura em que tamb&eacute;m em Fran&ccedil;a se discute a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia, os bispos franceses exprimem a sua compaix&atilde;o para os doentes e sa&uacute;dam os profissionais de sa&uacute;de que tentam dar-lhes qualidade de vida. No texto aprovado, a Igreja francesa critica a disparidade de acesso aos cuidados paliativos e a forma&ccedil;&atilde;o insuficiente dos cuidadores. &laquo;Estes cuidados n&atilde;o est&atilde;o suficientemente devolvidos e as possibilidades de cuidados do sofrimento sob todas estas formas n&atilde;o s&atilde;o ainda conhecidos. &Eacute; urgente combater esta ignor&acirc;ncia, fonte de medos que nunca s&atilde;o bons conselheiros.&raquo;



O documento lembra a par&aacute;bola do Bom Samaritano para: &laquo;apelamos aos nossos concidad&atilde;s e aos nossos parlamentares, a um sobressalto de consci&ecirc;ncia para que se edifique sempre mais em Fran&ccedil;a uma sociedade fraterna em que cuidemos individual e coletivamente uns dos outros&raquo;.

Os bispos franceses avan&ccedil;am seis raz&otilde;es para se oporem &agrave; legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia que &laquo;perturbaria a nossa sociedade&raquo;. No primeiro ponto, o episcopado lembra que em 2016 foi aprovada uma lei sobre fim de vida. &laquo;Mudar a lei manifestaria uma falta de respeito n&atilde;o apenas pelo trabalho legislativo j&aacute; alcan&ccedil;ado mas tamb&eacute;m pela paciente e progressiva implica&ccedil;&atilde;o dos cuidadores. A sua urg&ecirc;ncia &eacute; que lhes demos mais tempo.&raquo; Depois, os bispos questionam: &laquo;Forte da fraternidade que proclama, como poderia o Estado, sem se contradizer, promover a ajuda ao suic&iacute;dio ou a eutan&aacute;sia ao mesmo tempo que desenvolve os planos de luta contra o suic&iacute;dio? [&hellip;] O sinal enviado seria dram&aacute;tico para todos, em particular para as pessoas em grande fragilidade, frequentemente atormentadas por esta quest&atilde;o: &ldquo;N&atilde;o sou eu um peso para os meus pr&oacute;ximos e para a sociedade?&rdquo; [&hellip;] Este gesto fratricida revestir-se-ia na nossa consci&ecirc;ncia coletiva como uma quest&atilde;o sem resposta: &ldquo;Que fizeste do teu irm&atilde;o?&rdquo;&raquo;

Lembrando, os m&eacute;dicos, os bispos franceses falam em viola&ccedil;&atilde;o do c&oacute;digo deontol&oacute;gico e afirmam que &laquo;matar, mesmo pretendendo invocar a compaix&atilde;o, n&atilde;o &eacute; um ato de cuidado. &Eacute; urgente salvaguardar a voca&ccedil;&atilde;o da medicina&raquo;. O documento questiona tamb&eacute;m quem protegeria as pessoas mais vulner&aacute;veis e pede um &laquo;acompanhamento solid&aacute;rio&raquo; &laquo;mais atento&raquo; e n&atilde;o &laquo;um abandono prematuro ao sil&ecirc;ncio da morte&raquo;. &laquo;&Eacute; precisa uma fraternidade aut&ecirc;ntica que &eacute; urgente refor&ccedil;ar: ela &eacute; um la&ccedil;o vital da nossa sociedade&raquo;, defendem.

Contestando o argumento da autonomia da pr&oacute;pria pessoa poder escolher o seu destino, os bispos afirmam que &laquo;as nossas escolhas pessoais, queiramos ou n&atilde;o, t&ecirc;m uma dimens&atilde;o coletiva&raquo;. Assim, &laquo;se alguns escolhem desesperadamente o suic&iacute;dio, a sociedade tem todo o dever de prevenir este gesto traumatizante. Esta escolha n&atilde;o deve entrar na vida social por meio de uma coopera&ccedil;&atilde;o legal ao gesto suicida. Finalmente, na &uacute;ltima raz&atilde;o &eacute;tica, o documento questiona que institui&ccedil;&otilde;es fariam a eutan&aacute;sia e com que financiamento. &laquo;Seria o nosso sistema de sa&uacute;de a impor aos nossos cuidadores e aos nossos concidad&atilde;os uma culpabilidade angustiante, cada um podendo interrogar-se: &ldquo;N&atilde;o deveria eu pensar um dia em p&ocirc;r fim &agrave; minha vida?&rdquo; Esta quest&atilde;o ser&aacute; fonte de inevit&aacute;veis tens&otilde;es para os pacientes, os seus pr&oacute;ximos e cuidadores. N&atilde;o vemos nenhuma urg&ecirc;ncia.&raquo;



O debate sobre a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia est&aacute; a decorrer em Fran&ccedil;a. Em fevereiro, mais de um quarto dos deputados franceses pediram que tivesse in&iacute;cio essa discuss&atilde;o e lembraram que j&aacute; muitos doentes pedem para morrer e s&atilde;o atendidos nesses pedidos, mas ilegalmente. Emmanuel Macron, o presidente franc&ecirc;s, organizou um jantar com defensores da eutan&aacute;sia e l&iacute;deres religiosos para preparar a sua reflex&atilde;o sobre o fim de vida.

O documento pode ser lido aqui.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Fri, 23 Mar 2018 10:20:00 +0000</pubDate>
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<title>«Espero que o Documento final do Sínodo não apareça numa linguagem demasiado eclesiástica»</title>
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<description><![CDATA[A assembleia pr&eacute;-sinodal que re&uacute;ne mais de 300 jovens em Roma por estes dias est&aacute; a ser acompanhada por um staff de sacerdotes e leigos que facilitam o trabalho de reflex&atilde;o dos jovens. Entre eles est&aacute; Frei Fernando Ventura, um capuchinho portugu&ecirc;s que est&aacute; a acompanhar os trabalhos das assembleias gerais como tradutor.


O sacerdote n&atilde;o acompanha os trabalhos nos grupos lingu&iacute;sticos, que dispensam a presen&ccedil;a de um tradutor, mas tem falado com os participantes e descreve um momento importante para eles. &laquo;J&aacute; falei com v&aacute;rios membros de v&aacute;rios grupos, est&atilde;o content&iacute;ssimos de poderem cumprir o que o Papa pediu, de falarem sem filtros, de saberem que devem &ldquo;partilhar porque &eacute; importante que a vossa voz chegue aos bispos e ao S&iacute;nodo&rdquo;, dizia-lhes o Papa&raquo;, afirma &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
&nbsp;
Frei Fernando Ventura tem estado nos trabalhos de prepara&ccedil;&atilde;o do S&iacute;nodo, e inclusive desta assembleia e destaca dois aspetos que foram sempre muito vincados pelo Papa. O primeiro &eacute; &laquo;que fossem ouvidos todos os jovens, ele insistiu imenso nisso, quer ouvir os de dentro e os de fora, e est&atilde;o aqui jovens cat&oacute;licos, n&atilde;o cat&oacute;licos, agn&oacute;sticos, de outras sensibilidades religiosas, e esta nota ele bateu muito nela, e insistiu na falta de filtro&raquo;, disse.
&nbsp;
Depois, o Papa tamb&eacute;m insistiu na linguagem. &laquo;Falar terra a terra, o tu a tu. Ele teve de fazer cambalhotas de agenda para estar c&aacute; toda a manh&atilde; de segunda-feira, e n&atilde;o era poss&iacute;vel ficar mais. Os trabalhos atrasaram-se e ele ficou. A realidade do estilo de proximidade que o Papa quis ter com os jovens, diante deles e com eles, foi de uma abertura total e de uma descontra&ccedil;&atilde;o respeitosa, com toda a liberdade de cada um dizer aquilo que pensa, e &eacute; importante que se v&aacute; por aqui&raquo;, descreve este religioso.
&nbsp;
Um processo deste g&eacute;nero n&atilde;o &eacute; &uacute;nico, mas o facto de ser feito com jovens torna-o &uacute;nico na hist&oacute;ria, um &laquo;levar a sinodalidade &agrave; sua origem&raquo;. &laquo;N&atilde;o se pode falar de costas para o mundo, a partir do gabinete, tem de se falar a partir do r&eacute;s-do-ch&atilde;o da hist&oacute;ria, porque &eacute; a&iacute; que a hist&oacute;ria acontece, &eacute; a&iacute; que as alegrias acontecem, e &eacute; a&iacute; que os sofrimentos acontecem tamb&eacute;m e que se constr&oacute;i igreja, sem exclu&iacute;dos&raquo;, defende.
&nbsp;
At&eacute; porque, conforme o pr&oacute;prio Papa tem insistido, h&aacute; lugar para todos na Igreja. &laquo;Sem exclus&otilde;es, e o Papa tem insistido muito nisto, toda a gente tem o direito de ter vez e voz para partilhar o que pensa. A Igreja tem obriga&ccedil;&atilde;o moral e mission&aacute;ria de estar em di&aacute;logo com todos&raquo;, e esta express&atilde;o de sinodalidade demonstra essa vontade.
&nbsp;
&Eacute; por isso que tamb&eacute;m &eacute; importante, considera Frei Fernando Ventura, que o documento final que vai sari do S&iacute;nodo dos Bispos tenha uma linguagem acess&iacute;vel e seja fruto de um processo &laquo;transparente&raquo;. &laquo;Espero que o documento final apare&ccedil;a numa linguagem n&atilde;o demasiado herm&eacute;tica, eclesi&aacute;stica, e possa tocar os verdadeiros destinat&aacute;rios&raquo;, os jovens, conclui.

&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna

A FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; est&aacute; em Roma a acompanhar todos os momentos desta reuni&atilde;o pr&eacute;-sinodal do Papa com jovens de todo o mundo. Acompanhe tudo na sec&ccedil;&atilde;o especial do nosso site em http://familiacrista.paulus.pt/sinodo-dos-jovens.]]></description>
<pubDate>Fri, 23 Mar 2018 10:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Pré-Sínodo: Ateus em «diálogo» com crentes para criar «unidade»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/pre-sinodo-ateus-em-dialogo-com-crentes-para-criar-unidade</link>
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<description><![CDATA[No dia em que o documento final da assembleia pr&eacute;-sinodal dos jovens, que est&aacute; a acontecer em Roma, come&ccedil;ou a ser votado pelos jovens, alguns deles estiveram &agrave; conversa com os jornalistas na Sala de Imprensa da Santa S&eacute;.

&nbsp;
Sandro Bucher foi um dos jovens presentes. Apresentou-se como ateu, e reuniu as prefer&ecirc;ncias de grande parte dos jornalistas, que quiseram perceber como &eacute; que um ateu tinha vivido estes dias de assembleia pr&eacute;-sinodal. Admite que ficou &laquo;surpreendido&raquo; quando um elemento da Confer&ecirc;ncia Episcopal da Su&iacute;&ccedil;a o abordou com o convite. &laquo;Disse-me que o Papa queria convidar pessoas de outras religi&otilde;es, e pessoas sem f&eacute;, e fiquei contente por ser escolhido para representar essas pessoas&raquo;, revelou aos jornalistas. Filho de pai cat&oacute;lico e m&atilde;e protestante, a pouca pr&aacute;tica religiosa dos pais levou-o a perceber que &laquo;o ate&iacute;smo &eacute; o caminho certo para mim&raquo;. &laquo;N&atilde;o sou anti-igreja de forma alguma, estou &agrave; procura de di&aacute;logo justo e objetivo, e foi por isso que fui escolhido&raquo;, sustentou.
&nbsp;
Ainda pensou que o tentariam converter, confessa. &laquo;N&atilde;o... bom, talvez um pouco (risos), mas ningu&eacute;m tentou converter o outro. Foi mesmo sobre aceitar as cren&ccedil;as de cada um. N&atilde;o houve vergonha de falarmos sobre o que acreditamos&raquo;, disse.
&nbsp;
Sobre as reflex&otilde;es, explica que houve muitos momentos &laquo;provocadores&raquo;, sobre quest&otilde;es que tocam &laquo;os assuntos mais prementes da sociedade dos dias de hoje&raquo;. &laquo;Fiquei contente por perceber que, apesar de n&atilde;o ser crente, tenho as mesmas quest&otilde;es que a juventude que &eacute; crente, e as mesmas preocupa&ccedil;&otilde;es&raquo;, disse, acrescentando que &laquo;n&oacute;s, ateus, queremos fazer bem no mundo e ajudar as pessoas tamb&eacute;m, e queremos ter di&aacute;logo com os crentes, para podermos criar uma unidade&raquo;.
&nbsp;
Agora que tudo est&aacute; quase a terminar, revela que, mesmo n&atilde;o tendo colocado em causa aquilo em que acredita, mudou a sua opini&atilde;o sobre os jovens da Igreja. &laquo;N&atilde;o repensei as minhas cren&ccedil;as, mas melhorei claramente a minha opini&atilde;o sobre os jovens cat&oacute;licos como um todo e a Igreja. S&atilde;o mais abertos do que eu esperava, e as minhas quest&otilde;es s&atilde;o as deles&raquo;, afirma.


&nbsp;
Mais de dez mil coment&aacute;rios online integrados nos trabalhos
Os trabalhos tiveram a participa&ccedil;&atilde;o, para al&eacute;m dos mais de 350 membros presentes na assembleia, de mais de 15 mil jovens que, atrav&eacute;s das redes sociais, &laquo;falaram dos seus sonhos&raquo;. &laquo;A experi&ecirc;ncia de termos mais de 15 mil jovens a participar via redes sociais foi muito boa, porque os jovens sentiram-se protagonistas, e sentiu-se a gratid&atilde;o ao Santo Padre e &agrave; Igreja de abrir esta porta&raquo;, conta &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; Javier Ayala, um seminarista do Chile da congrega&ccedil;&atilde;o dos Legion&aacute;rios de Cristo.
&nbsp;
Os mais de 15 mil jovens acompanharam e participaram nos trabalhos. Produziram mais de dez mil coment&aacute;rios, que foram todos lidos e pensados, garante Javier. &laquo;Garanto-te, porque estive na equipa, que foram lidos os mais de 10 mil coment&aacute;rios que foram l&aacute; colocados [nos grupos de Facebook criados para o efeito]. Foi um grande trabalho de s&iacute;ntese, mas foram ouvidos e h&aacute; muitas linhas convergentes&raquo; com o que ia sendo falado pelos jovens nos grupos lingu&iacute;sticos.
&nbsp;
E para onde &eacute; que essas &laquo;linhas convergentes&raquo; apontam? &laquo;Desde logo, os jovens falam da fam&iacute;lia. Depois, pedem refer&ecirc;ncias, uma Igreja aberta e pr&oacute;xima, que os acompanhe. Eles querem ser acompanhados, e referiram-no claramente nas redes sociais. &ldquo;N&atilde;o queremos estar s&oacute;s, temos muitos desafios neste mundo que queremos abra&ccedil;ar, mas n&atilde;o o podemos fazer sozinhos&rdquo;, diziam alguns coment&aacute;rios. Alguns jovens dizem que n&atilde;o sabem onde v&atilde;o, e pedem refer&ecirc;ncias, e curiosamente dentro da Igreja, n&atilde;o s&oacute; no Papa e bispos, mas outros mais pr&oacute;ximos, humildes e abertos, que n&atilde;o apenas os sacerdotes e as religiosas&raquo;, refere este seminarista.
&nbsp;
Um acompanhamento pr&oacute;ximo que implica, reconhece, muita forma&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o de quem acompanha. &laquo;&Eacute; um desafio a formarmo-nos, a estarmos presentes de uma outra forma, a saber o que se passa nas redes sociais, no cinema, onde os jovens est&atilde;o. Claro que &eacute; um desafio de forma&ccedil;&atilde;o, e &eacute; a&iacute; que estamos&raquo;, reconhece. At&eacute; porque &laquo;muitos jovens pedem que se expliquem as coisas, sem medo&raquo;. &laquo;A primeira coisa &eacute; n&atilde;o ter medo de falar, estar preparado para isso, e escut&aacute;-los&raquo;.
&nbsp;
Afirma&ccedil;&atilde;o da doutrina social da Igreja
Leon Souza veio do Brasil para, na assembleia pr&eacute;-sinodal, representar a Caritas Internationalis. Leva na bagagem de volta &laquo;uma renova&ccedil;&atilde;o e uma esperan&ccedil;a por causa das diversas experi&ecirc;ncias juvenis com que convivemos&raquo; e destaca a import&acirc;ncia da &laquo;escuta&raquo; como uma das riquezas que retira dos trabalhos de grupo. &laquo;Uma Igreja que escute os jovens e reconhe&ccedil;a as experi&ecirc;ncias dos jovens em v&aacute;rios setores. O Pr&eacute;-S&iacute;nodo tem a presen&ccedil;a de jovens crist&atilde;os, n&atilde;o crist&atilde;os e n&atilde;o crentes, e ouvir as v&aacute;rias experi&ecirc;ncias juvenis &eacute; muito importante&raquo;, disse &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
&nbsp;
Para isso, refere que &laquo;&eacute; preciso dar voz &agrave;s experi&ecirc;ncias comunit&aacute;rias dos jovens, porque &eacute; onde vivem a realidade e onde querem transformar. Na C&aacute;ritas, ou nos seus coletivos sociais, &eacute; importante que os jovens procurem e se organizem&raquo;. Isto, no sentido de procurar a &laquo;forma&ccedil;&atilde;o integral dos jovens&raquo;. Saber como &eacute; que formamos os jovens para o seu pleno desenvolvimento, que contemple todas as dimens&otilde;es a partir da nossa f&eacute;. Como &eacute; que me coloco no mundo, na dimens&atilde;o social e pol&iacute;tica. Depois, a dimens&atilde;o do acompanhamento. N&atilde;o no sentido de tutela, mas algu&eacute;m que caminhe junto com os jovens&raquo;, sugere.
&nbsp;
Tudo isto e muito mais s&atilde;o coisas que n&atilde;o deixar&atilde;o de estar no Documento Final, j&aacute; conhecido em parte pelos jovens, que demonstraram todos muito cuidado em nada revelar. Leon garante que n&atilde;o houve &laquo;palavras proibidas de falar&raquo;. &laquo;Fal&aacute;mos de todas as realidades juvenis, e o documento final vai apontar a&iacute;. S&atilde;o temas que fal&aacute;mos e que v&atilde;o estar no documento final para que possamos aprofundar as realidades juvenis&raquo;.

&nbsp;
Os jovens estiveram nesta manh&atilde; a conhecer a proposta de Documento Final, e de tarde os pequenos grupos lingu&iacute;sticos ir&atilde;o debater altera&ccedil;&otilde;es ao Documento Final, que ser&aacute; finalizado amanh&atilde;, sexta-feira, e apresentado para vota&ccedil;&atilde;o no s&aacute;bado. &laquo;O documento est&aacute; a ser aprovado por todos os jovens, n&atilde;o apenas por um grupo, em assembleia plen&aacute;ria. N&atilde;o h&aacute; formas perfeitas, mas &eacute; dif&iacute;cil encontrar um meio mais perfeito. As propostas foram feitas por eles, as express&otilde;es s&atilde;o deles, as palavras, as respostas, a s&iacute;ntese est&aacute; a ser feita por eles. O documento que ir&aacute; ser publicado s&aacute;bado foi feito pelos jovens, desde a s&iacute;ntese inicial at&eacute; ao documento final&raquo;, assegura Javier Ayala.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna

A FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; est&aacute; em Roma a acompanhar todos os momentos desta reuni&atilde;o pr&eacute;-sinodal do Papa com jovens de todo o mundo. Acompanhe tudo na sec&ccedil;&atilde;o especial do nosso site em http://familiacrista.paulus.pt/sinodo-dos-jovens.]]></description>
<pubDate>Thu, 22 Mar 2018 17:23:00 +0000</pubDate>
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<title>Jovens portugueses fazem balanço positivo a meio do Pré-Sínodo</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/jovens-portugueses-fazem-balanco-positivo-a-meio-do-pre-sinodo</link>
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<description><![CDATA[Numa altura em que se est&atilde;o a concluir os trabalhos nos grupos lingu&iacute;sticos, a Fam&iacute;lia Crist&atilde; esteve com os tr&ecirc;s jovens portugueses que est&atilde;o a participar na assembleia pr&eacute;-sinodal que decorre esta semana em Roma. Durante estes quase tr&ecirc;s dias, estiveram em debate &laquo;profundo&raquo; e &laquo;enriquecedor&raquo;, nas suas palavras, para procurarem perceber o estado da Igreja jovem e a forma como podem ajudar a preparar o trabalho dos bispos que se ir&atilde;o reunir em outubro.

&nbsp;
At&eacute; agora, dizem, o balan&ccedil;o &eacute; muito positivo. &laquo;Como o Papa pediu para falarmos sem vergonha, as pessoas t&ecirc;m partilhado o que &eacute; bom e o que s&atilde;o as maiores dificuldades dos seus pa&iacute;ses. Somos muito diferentes, mas ao mesmo tempo os nossos problemas e as nossas realidades s&atilde;o muito semelhantes&raquo;, diz Joana Ser&ocirc;dio, que est&aacute; a representar os jovens portugueses, inserida num grupo lingu&iacute;stico de espanhol com brasileiros, argentinos, uma mo&ccedil;ambicana e uma pastora luterana, que tem &laquo;trazido muita riqueza n&atilde;o s&oacute; a n&iacute;vel pessoal mas para todo o grupo&raquo;, afirma.
&nbsp;
Rui Teixeira veio em representa&ccedil;&atilde;o dos escuteiros cat&oacute;licos de todo o mundo, e explica que o grupo de l&iacute;ngua inglesa onde ficou inserido lhe trouxe &laquo;muita diversidade&raquo;. &laquo;Tem sido muito interessante, porque para al&eacute;m de se falar dos t&oacute;picos que est&atilde;o nas 15 perguntas, 5 por cada parte da reflex&atilde;o, &agrave;s vezes complementamos com preocupa&ccedil;&otilde;es sobre para onde &eacute; que a Igreja deve ir, como &eacute; que se deve relacionar com os jovens, etc, sobretudo no t&oacute;pico do modus operandi na Igreja. Perguntas que n&atilde;o estavam ali, mas que deram discuss&otilde;es extremamente interessantes&raquo;, refere.
&nbsp;
Tom&aacute;s Virtuoso, que est&aacute; a representar o movimento internacional das Equipas de Jovens de Nossa Senhora, est&aacute; muito contente precisamente com a &laquo;profundidade das reflex&otilde;es&raquo;. &laquo;A grande honestidade de cada um p&ocirc;r ali aquilo que verdadeiramente achava sobre os problemas, com uma grande profundidade, com uma grande capacidade de ir ao fundo das quest&otilde;es, foi uma das coisas que me deixou muito contente, n&atilde;o havia banalidades. P&ocirc;r ali a sua vida, e por isso tem sido uma experi&ecirc;ncia extraordin&aacute;ria&raquo;, destaca este jovem.

&nbsp;
Propostas para o Papa est&atilde;o a ser elaboradas
O objetivo estes dias de reflex&atilde;o &eacute; o de produzir um documento que n&atilde;o apenas trace um retrato da juventude, mas tamb&eacute;m aponte caminhos aos bispos que ir&atilde;o estar reunidos em S&iacute;nodo.

Neste sentido, e embora sejam ainda propostas dos grupos, que podem n&atilde;o estar no documento final, foi poss&iacute;vel j&aacute; perceber que tipo de pedidos v&atilde;o ser feitos no documento final a entregar ao Papa. &laquo;No meu grupo, fal&aacute;mos de haver uma forma&ccedil;&atilde;o geral para todos os crist&atilde;os no sentido do acompanhamento dos jovens. Formar todos os crist&atilde;os para poderem acompanhar os jovens&raquo;, conta Joana Ser&ocirc;dio, que destacou a preocupa&ccedil;&atilde;o de muitos com a quest&atilde;o do acompanhamento dos jovens p&oacute;s-Crisma, tamb&eacute;m partilhada no grupo de Rui Teixeira. &laquo;Quase todas as realidades falaram muito da descontinuidade que existe ap&oacute;s o acompanhamento dos jovens at&eacute; ao Crisma. Falou-se do Crisma como uma graduation, e h&aacute; falta de respostas a n&iacute;vel diocesano para a juventude&raquo;, disse.
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No grupo do Tom&aacute;s, houve muitas cr&iacute;ticas ao modelo de catequese atual, fruto da experi&ecirc;ncia de muitos dos seus membros, tamb&eacute;m eles catequistas. &laquo;A grande maioria &eacute; catequista e criticou muito a forma como a catequese &eacute; dada, e o anacronismo dos manuais e formatos que se usam, que levam a uma pastoral sacramental que n&atilde;o se converte em pastoral juvenil. &Eacute; mais uma corrida aos sacramentos que uma proposta de vida para o jovem, que fa&ccedil;a sentido no seu todo&raquo;, conta.
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No seu grupo, uma das ideias mais presentes foi a de dar voz aos jovens, que muitas vezes s&atilde;o apenas &laquo;carne para canh&atilde;o&raquo;, uma ideia que Tom&aacute;s confessa que n&atilde;o tinha &laquo;tanta no&ccedil;&atilde;o&raquo;, mas que reconhece ser realidade tamb&eacute;m em Portugal. &laquo;Os da Am&eacute;rica Latina diziam com piada &ldquo;sempre que &eacute; preciso limpar as pratas da Igreja, chamam os jovens&rdquo;, mas depois ficam por a&iacute;. Repetiu-se muito que os jovens t&ecirc;m de estar nos lugares onde se decidem as coisas, e na maior parte dos conselhos paroquiais ou diocesanos normalmente n&atilde;o h&aacute; jovens, ou s&atilde;o muito poucos e n&atilde;o s&atilde;o representativos de toda a vida jovem&raquo;, disse.
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No grupo do Rui, falou-se da necessidade de tornar estes eventos de escuta dos jovens mais frequentes. &laquo;Seria bom que, daqui por um tempo, volt&aacute;ssemos a encontrar-nos para debater outros t&oacute;picos, porque a Igreja caminha desta forma sinodal, o Papa quer bastante isso, e &eacute; preciso que os jovens se mantenham num di&aacute;logo aut&ecirc;ntico e aberto entre eles&raquo;, defendeu.


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Amizades para a vida e exemplos de coopera&ccedil;&atilde;o
Todos os tr&ecirc;s portugueses concordam quando afirmam que est&atilde;o a fazer amizades para a vida. Desde logo, entre eles. &laquo;Em primeiro lugar, entre n&oacute;s, porque n&atilde;o nos conhec&iacute;amos&raquo;, diz o Rui, entre risos.
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Tom&aacute;s fala num novo &laquo;mapa mundo de amigos&raquo;, um novo registo de amigos sul-americanos que lhe despertaram a reflex&atilde;o e o recado para a Europa jovem. &laquo;Faz muita impress&atilde;o a for&ccedil;a que a Am&eacute;rica Latina tem como uma Igreja que caminha em conjunto e coopera umas com as outras. Posso estar enganado, mas n&atilde;o sinto isso na Europa, essa dimens&atilde;o da Igreja europeia a caminhar junta. Sei que h&aacute; uma confer&ecirc;ncia europeia, mas na Am&eacute;rica Latina h&aacute; a no&ccedil;&atilde;o de que os pa&iacute;ses caminharem um para cada lado &eacute; muito pior que caminharem em conjunto. A certa altura, os tipos todos tiraram um livro a apontar o que estava l&aacute; escrito, e tinham todos o mesmo livro, mesmo sendo de pa&iacute;ses diferentes. &Eacute; uma Igreja que caminha em conjunto, n&atilde;o fica na sua capelinha&raquo;, nota.
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Para a Joana, mais que criar amigos, quer criar &laquo;pontes&raquo;. &laquo;Pontes que me v&atilde;o permitir conhecer outras realidades e deixar que essas pessoas possam entrar na realidade portuguesa e os nossos jovens possam enriquecer com elas&raquo;, refere.
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As reflex&otilde;es dos grupos lingu&iacute;sticos dar&atilde;o agora lugar &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de um documento final, que dever&aacute; ser votado e aprovado por todos os participantes at&eacute; s&aacute;bado, altura em que ser&aacute; apresentado publicamente. O trabalho do pr&eacute;-s&iacute;nodo est&aacute; a meio, mas as reflex&otilde;es e as inquieta&ccedil;&otilde;es ainda agora estar&atilde;o a come&ccedil;ar na mente de cada um destes jovens.
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Texto e fotos: Ricardo Perna

A FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; est&aacute; em Roma a acompanhar todos os momentos desta reuni&atilde;o pr&eacute;-sinodal do Papa com jovens de todo o mundo. Acompanhe tudo na sec&ccedil;&atilde;o especial do nosso site em http://familiacrista.paulus.pt/sinodo-dos-jovens.]]></description>
<pubDate>Wed, 21 Mar 2018 13:53:00 +0000</pubDate>
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<title>Arte e Fé voltam a juntar-se na Bienal de Veneza</title>
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<description><![CDATA[O Vaticano apresentou o seu Pavilh&atilde;o para a Bienal de Arquitetura de Veneza, que ir&aacute; decorrer em maio pr&oacute;ximo. Depois de duas participa&ccedil;&otilde;es na Bienal de Arte, chega a vez da presen&ccedil;a na Bienal de Arquitetura. &laquo;No &uacute;ltimo s&eacute;culo, ocorreu um div&oacute;rcio horr&iacute;vel entre arte e f&eacute;. Sempre foram irm&atilde;s&raquo;, disse o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontif&iacute;cio&nbsp;para a Cultura, na confer&ecirc;ncia de imprensa que serviu para apresentar o pavilh&atilde;o da Santa S&eacute; no certame.

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Devido a essa separa&ccedil;&atilde;o, continuou o cardeal, &laquo;adapt&aacute;mo-nos ao horr&iacute;vel que se instalou nos novos bairros urbanos das periferias, com os seus esquemas agressivos de arquitetura, que criaram modestos edif&iacute;cios que est&atilde;o despidos de espiritualidade, beleza ou de encontro com as novas linguagens arquitet&oacute;nicas que entretanto estavam a ser criadas&raquo;, explicou.
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Foi por isso, para reencontrar a &laquo;sintonia&raquo; entre &laquo;o te&oacute;logo e o artista&raquo;, &nbsp;que a Santa S&eacute; fez este esfor&ccedil;o para levar a cabo este projeto. Um projeto que contar&aacute; com a presen&ccedil;a de um portugu&ecirc;s, Eduardo Souto Moura, um dos dez arquitetos convidados para elaborar uma das capelas.
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D. Carlos Azevedo, bispo portugu&ecirc;s que integra o Conselho Pontif&iacute;cio&nbsp;para a Cultura, falou em exclusivo &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; sobre esta participa&ccedil;&atilde;o da Santa S&eacute; na Bienal de Veneza, e sobre o facto de um dos dez arquitetos ser portugu&ecirc;s. &laquo;A escola de arquitetura de Portugal afirmou-se internacionalmente j&aacute; v&aacute;rias vezes, e portanto quando os comiss&aacute;rios de uma exposi&ccedil;&atilde;o de arquitetura olham para o panorama internacional, seria uma neglig&ecirc;ncia esquecer Portugal, e da&iacute; convidarem um arquiteto portugu&ecirc;s de nome internacional para estar presente&raquo;, afirmou.
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As capelas, em si, ser&atilde;o constru&iacute;das em tamanho real, e as pessoas poder&atilde;o entrar, refletir e experimentar a sensa&ccedil;&atilde;o do divino. &laquo;A exposi&ccedil;&atilde;o da Santa S&eacute; vai ser montada numa ilha, no meio de um espa&ccedil;o verde. Isso favorece o parar, porque &eacute; num bosque e isso ajuda as pessoas a percorrer os lugares. N&atilde;o h&aacute; concorr&ecirc;ncia de outras coisas, pelo que penso que ser&aacute; uma boa ocasi&atilde;o para o confronto do grande p&uacute;blico com a arquitetura contempor&acirc;nea para uma igreja&raquo;, afirmou.


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Mudar os &laquo;arqu&eacute;tipos&raquo; para &laquo;aceitar a express&atilde;o do contempor&acirc;neo&raquo;

&Eacute; h&aacute;bito ouvirmos muitas vezes que as refer&ecirc;ncias das pessoas no que diz respeito &agrave; arquitetura religiosa est&atilde;o radicadas no passado, nas grandes igrejas, nos grandes estilos que marcaram a hist&oacute;ria da Igreja. Mas D. Carlos Azevedo refere que &eacute; importante que todos percebam que a Igreja n&atilde;o tem estilos. &laquo;Alguns prendem-se pensando que o estilo barroco &eacute; que &eacute;, ou o neog&oacute;tico, mas a Igreja falou sempre a linguagem do contempor&acirc;neo, da &eacute;poca, e transmite sempre a &ldquo;Alegria do Evangelho&rdquo;, para usar a express&atilde;o do Papa Francisco. Transmite-o no tempo e na linguagem do contempor&acirc;neo&raquo;, referiu, acrescentando que &eacute; preciso &laquo;educar o gosto pelo contempor&acirc;neo&raquo;.
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Foi tamb&eacute;m por isso que a Santa S&eacute; embarcou nesta &laquo;aventura&raquo;, explica o prelado portugu&ecirc;s. &laquo;&Eacute; um investimento grande, do ponto de vista econ&oacute;mico, e felizmente Portugal tamb&eacute;m deu o seu contributo [a Sociedade Francisco Manuel dos Santos &eacute; uma das patrocinadoras do pavilh&atilde;o], mas &eacute; uma aventura pesada, porque todos sabem que, neste momento, o mecenato cultural est&aacute; muito dif&iacute;cil. Mas n&atilde;o deix&aacute;mos de marcar a qualidade que hoje se exige para a constru&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o lit&uacute;rgico. N&atilde;o pela pompa da constru&ccedil;&atilde;o, e dos gastos, que seriam um atentado &agrave;s necessidades gerais do mundo, mas sobretudo pela qualidade simples dos espa&ccedil;os, mas belos. Qualidade est&eacute;tica, apesar da simplicidade. Continua a ser necess&aacute;rio para o povo de Deus ter lugares belos para afirmar a sua f&eacute;, e encontrar tamb&eacute;m muitas vezes a coes&atilde;o que em bairros e em cidades n&atilde;o encontra&nbsp;em mais lado nenhum. Ter um espa&ccedil;o, um lugar de refer&ecirc;ncia que unifique as pessoas, porque n&atilde;o apela para interesses, mas para Deus, continua a ser fundamental para marcar as nossas cidades&raquo;, sustenta D. Carlos Azevedo.
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Espa&ccedil;os estes que, quando acolhidos pelas pessoas, proporcionam experi&ecirc;ncias de &laquo;sil&ecirc;ncio&raquo; e de &laquo;sair de si mesmo e encontrar-se com o outro&raquo;. &laquo;Quando as pessoas v&atilde;o a estes espa&ccedil;os e se desprendem e aprendem a linguagem do contempor&acirc;neo, come&ccedil;am a sentir-se bem e a sentir que esses espa&ccedil;os proporcionam sil&ecirc;ncio, sair de si mesmo e encontrarem-se com o outro. Estas experi&ecirc;ncias de sair de si e encontrar espa&ccedil;os diferentes, mas que s&atilde;o tocados pela beleza e por isso s&atilde;o capazes de ir ao centro da alma. Os espa&ccedil;os s&atilde;o uma linguagem, como a m&uacute;sica e as palavras&raquo;, conclui.
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Texto: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e maquetes do Conselho Pontif&iacute;cio para a Cultura
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<pubDate>Tue, 20 Mar 2018 23:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Pré-Sínodo: Jovens falam de tráfico humano, guerra e acompanhamento</title>
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<description><![CDATA[Numa altura em que os trabalhos nos grupos lingu&iacute;sticos da assembleia pr&eacute;-sinodal est&atilde;o na fase de reda&ccedil;&atilde;o dos contributos para o documento final, alguns dos participantes vieram at&eacute; &agrave; Sala de Imprensa da Santa S&eacute; para um encontro informal com os jornalistas. Uma oportunidade de conhecer mais em pormenor o sentir destes jovens que est&atilde;o em Roma para ajudar na prepara&ccedil;&atilde;o do S&iacute;nodo dos Bispos marcado para outubro.

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&Agrave; conversa com a Fam&iacute;lia Crist&atilde; esteve Tiniyiko Joan Ndaba, representante mundial da rede Talitha Kum, que se debru&ccedil;a sobre a problem&aacute;tica do tr&aacute;fico humano, um fen&oacute;meno global, &laquo;cujas maiores v&iacute;timas s&atilde;o os jovens&raquo;, explicou &agrave; nossa revista.
&nbsp;
Esta jovem ficou &laquo;muito entusiasmada&raquo; com as palavras do Papa Francisco no dia anterior, em que considerou como &laquo;crime&raquo; estes atos de abuso, principalmente porque deteta que alguns dos que o cometem dizem-se cat&oacute;licos. &laquo;O tr&aacute;fico humano &eacute; um crime escondido, mas quando Papa disse que era um crime, fiquei muito contente com o apoio dele. &Eacute; um crime que os crist&atilde;os tamb&eacute;m cometem, e isso &eacute; um problema, porque somos Igreja e dev&iacute;amos levar o amor de Deus, mas se exploramos as pessoas mostramos o contr&aacute;rio. Estou t&atilde;o contente que ele tenha falado nisso, porque me tocou o cora&ccedil;&atilde;o&raquo;, revelou, com um sorrriso.
&nbsp;
Tiniyiko revelou ainda que os trabalhos nos grupos lingu&iacute;sticos t&ecirc;m sido muito frut&iacute;feros, pois alguns dos jovens n&atilde;o se apercebiam da dimens&atilde;o do problema do tr&aacute;fico humano, um &laquo;crime contra a humanidade&raquo;. &laquo;Os jovens nos grupos sabiam que existia tr&aacute;fico humano, mas n&atilde;o sabiam o qu&atilde;o profundo era o problema. Ao partilhar, alguns diziam que o seu pa&iacute;s n&atilde;o tinha tr&aacute;fico humano, mas quando lhe perguntava se ele sabia onde tinha sido feita a t-shirt que estava a vestir, ele dizia que nunca tinha pensado dessa forma. H&aacute; muito a fazer para tornar as pessoas conscientes do problema&raquo;, afirma.
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Origin&aacute;rio do Iraque, Shaker Youhanan Zaytouna &eacute; um crist&atilde;o da igreja caldeia que entrou recentemente no semin&aacute;rio em Roma e est&aacute; fazer a licenciatura em Teologia. Para este jovem iraquiano, que deixou o Iraque h&aacute; alguns anos, n&atilde;o se pode em falar regressar os jovens ao Iraque. &laquo;Antes de mais, n&atilde;o h&aacute; seguran&ccedil;a, e o governo n&atilde;o nos pode pedir que regressemos, se n&atilde;o cria essas condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a. Depois, a quest&atilde;o do trabalho, que tamb&eacute;m n&atilde;o existe. Se eu n&atilde;o tenho trabalho para garantir a sobreviv&ecirc;ncia da minha fam&iacute;lia, n&atilde;o vou voltar, e isto s&atilde;o problemas que t&ecirc;m de ser resolvidos&raquo;, afirmou aos jornalistas. Uma solu&ccedil;&atilde;o que ter&aacute; de passar pela Igreja, e do seu trabalho diplom&aacute;tico, mas que vai muito para al&eacute;m dela. Shaker considera que o trabalho pastoral que era feito com os jovens no Iraque tinha muito valor, e que os jovens iraquianos se perdem na Europa porque lhes falta &laquo;acompanhamento&raquo;. &laquo;No Iraque, todos fal&aacute;vamos com o bispo, ele respondia-nos, e havia um grande acompanhamento dos jovens, e eles eram ativos. Aqui isso n&atilde;o acontece, e muitos afastam-se da Igreja&raquo;, lamenta.
&nbsp;
Este jovem seminarista considera que o trabalho pastoral que era desenvolvido com os jovens no Iraque tem um pr&eacute;-Daesh e um p&oacute;s-Daesh. &laquo;Antes da chegada do Daesh, tudo era mais f&aacute;cil. Est&aacute;vamos na rua at&eacute; muito tarde, e acompanh&aacute;vamos os jovens. Um padre podia sair de casa e ir com um jovem at&eacute; casa dele, e n&atilde;o havia problema, porque l&aacute; nunca tivemos problemas de pedofilia. Mas hoje, com a guerra, os pais n&atilde;o deixam os filhos sair, h&aacute; mais medo&raquo;, defende.

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Vinda da Pol&oacute;nia, Anna Kupiszewska est&aacute; &laquo;maravilhada&raquo; com tudo o que tem encontrado nestes dias, e sente-se &laquo;fortalecida&raquo; com os testemunhos que tem ouvido. &laquo;O testemunho deles &eacute; maravilhoso, &eacute; fant&aacute;stico que eles falem de como Deus opera na vida deles, em pa&iacute;ses onde n&atilde;o s&atilde;o a religi&atilde;o maiorit&aacute;ria e t&ecirc;m outros problemas&raquo;, diz. Um testemunho que pode servir de exemplo aos cat&oacute;licos que est&atilde;o na Europa. &laquo;Aqui temos representantes de todo o mundo, h&aacute; muitas diferen&ccedil;as, mas no fundo queremos as mesmas coisas, que &eacute; seguir Jesus. E acho que esta experi&ecirc;ncia podemos partilhar e dar-nos-&aacute; for&ccedil;a na nossa vida do dia-a-dia&raquo;, assegura.
&nbsp;
&laquo;No fim desta reuni&atilde;o, todos levar&atilde;o algo de novo para casa, e eu quero ouvir as experi&ecirc;ncias deles para perceber como &eacute; que o que ou&ccedil;o aqui me pode ser &uacute;til na Pol&oacute;nia, na nossa realidade&raquo;, acrescenta, enquanto explica que nos grupos &laquo;escutamo-nos uns aos outros, respondemos &agrave;s perguntas e depois debatemos muito, porque todos t&ecirc;m oportunidade de dizer algo, e discordar do que &eacute; dito&raquo;.
&nbsp;
No final, Anna quer assegurar aos respons&aacute;veis da Igreja que &laquo;os jovens est&atilde;o na Igreja, que somos e nos sentimos respons&aacute;veis por ela&raquo;. &laquo;N&atilde;o temos medo de fazer o que a Igreja nos pedir, e estou grata pela experi&ecirc;ncia de Igreja que tenho no meu pa&iacute;s&raquo;, conclui.
&nbsp;
Do M&eacute;xico chega Corina Mortola, de 25 anos, uma licenciada em Marketing que &eacute; tamb&eacute;m atriz de teatro musical. &Eacute; por isso com muito &agrave; vontade que vai respondendo &agrave;s v&aacute;rias perguntas que lhe v&atilde;o fazendo.
&Agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;, declarou que as partilhas est&atilde;o a ser &laquo;din&acirc;micas, ativas e de muita informa&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o&raquo;. &laquo;Todos os jovens est&atilde;o a partilhar o que vivemos nos nossos pa&iacute;ses, e as nossas inquieta&ccedil;&otilde;es&raquo;, diz, sorrindo. O que mais a tem surpreendido &eacute; a &laquo;caridade&raquo; que demonstram uns pelos outros.

Sobre a Igreja, espera que os bispos ganhem a for&ccedil;a dos jovens. &laquo;N&oacute;s estamos identificados como tendo muita for&ccedil;a, e &eacute; isso que esperamos passar aos bispos, a nossa for&ccedil;a e a nossa presen&ccedil;a&raquo;, da parte de todos os jovens que aceitam este &laquo;convite&raquo; de viver o caminho da Igreja. &laquo;A n&oacute;s fazem-nos um convite. O Papa pediu-nos que fal&aacute;ssemos sem filtros, mas tamb&eacute;m que soub&eacute;ssemos escutar, e ter uma escuta ativa. Ora se eu n&atilde;o gostar de algo, vou-me embora, mas se eu escutar muitas vezes, vou perceber que &agrave;s vezes n&atilde;o tenho raz&atilde;o e vou compreender&raquo;, e &eacute; esse o convite da Igreja.









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Texto e Fotos: Ricardo Perna


A FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; vai estar em Roma a acompanhar todos os momentos desta reuni&atilde;o pr&eacute;-sinodal do Papa com jovens de todo o mundo. Acompanhe tudo na sec&ccedil;&atilde;o especial do nosso site em http://familiacrista.paulus.pt/sinodo-dos-jovens.]]></description>
<pubDate>Tue, 20 Mar 2018 15:26:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa pediu a novos bispos para procurarem «trabalho, não honra» </title>
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<description><![CDATA[O Papa presidiu hoje &agrave; ordena&ccedil;&atilde;o episcopal de D. Jos&eacute; Avelino Bettencourt, prelado luso-canadiano, e de outros dois bispos, a quem pediu que fujam dos neg&oacute;cios, da pol&iacute;tica e da mundanidade.


&laquo;V&oacute;s, irm&atilde;os car&iacute;ssimos, eleito pelo Senhor, refleti que fostes escolhido entre os homens e para os homens fostes constitu&iacute;do nas coisas que dizem respeito a Deus. N&atilde;o para outras coisas, n&atilde;o para neg&oacute;cios, n&atilde;o para a mundanidade, n&atilde;o para a pol&iacute;tica&raquo;, sublinhou Francisco, na homilia da Missa a que presidiu na Bas&iacute;lica de S&atilde;o Pedro, no dia em que a Igreja Cat&oacute;lica celebra a solenidade lit&uacute;rgica de S&atilde;o Jos&eacute;, citado pela Ag&ecirc;ncia Ecclesia.

Al&eacute;m do prelado nascido nos A&ccedil;ores, novo n&uacute;ncio apost&oacute;lico (representante diplom&aacute;tico da Santa S&eacute;) na Arm&eacute;nia e na Ge&oacute;rgia, foram ordenados bispos D. Waldemar Stanislaw Sommertag, da Pol&oacute;nia, novo n&uacute;ncio na Nicar&aacute;gua; e D. Alfred Xuereb, de Malta, novo n&uacute;ncio na Coreia e Mong&oacute;lia. &laquo;Episcopado significa trabalho, n&atilde;o honra. Pois o Bispo, mais do que presidir, tem obriga&ccedil;&atilde;o de servir. Segundo o ensinamento do Mestre, o que &eacute; maior seja como o mais pequeno, e o que preside, como quem serve. Fujam da tenta&ccedil;&atilde;o de tornarem-se pr&iacute;ncipes&raquo;, pediu Francisco.

Francisco disse depois que &laquo;a primeira miss&atilde;o do bispo &eacute; a ora&ccedil;&atilde;o&raquo;, sublinhando que &laquo;um bispo que n&atilde;o reza n&atilde;o cumpre o seu dever, n&atilde;o corresponde &agrave; sua voca&ccedil;&atilde;o&raquo;.


A celebra&ccedil;&atilde;o na Bas&iacute;lica do Vaticano foi acompanhada por uma comitiva a&ccedil;oriana, com a presen&ccedil;a, entre outros, do vig&aacute;rio-geral da Diocese de Angra, C&oacute;nego H&eacute;lder Fonseca Mendes. Presentes estiveram tamb&eacute;m D. Ant&oacute;nio Marto, bispo de Leiria-F&aacute;tima, os padres Carlos Cabecinhas e V&iacute;tor Coutinho, reitor e vice-reitos do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, para al&eacute;m dos bispos e cardeais portugueses da C&uacute;ria Romana, o Cardeal Saraiva Martins, o Cardeal Monteiro de Castro e o bispo D. Carlos Azevedo.

O Papa, que seguiu de perto a homilia do Pontifical Romano para estas celebra&ccedil;&otilde;es, convidou os bispos a amar &laquo;com amor de pai e de irm&atilde;o&rdquo; todos os que Deus lhes confia, &laquo;antes de tudo os presb&iacute;teros&raquo;, seus colaboradores no minist&eacute;rio. &laquo;Proximidade aos presb&iacute;teros: por favor, que possam encontrar-se com o bispo no pr&oacute;prio dia ou, no m&aacute;ximo, no dia a seguir&raquo;, exemplificou.

O rito da ordena&ccedil;&atilde;o episcopal aconteceu depois da homilia, com a imposi&ccedil;&atilde;o das m&atilde;os, a entrega do anel, da mitra e do b&aacute;culo, este um &laquo;s&iacute;mbolo do m&uacute;nus de pastor&raquo;. D. Jos&eacute; Avelino Bettencourt, de 55 anos, era chefe de protocolo da Secretaria de Estado do Vaticano, desde 2012.

No final da Missa, os tr&ecirc;s novos bispos percorreram a Bas&iacute;lica de S&atilde;o Pedro para aben&ccedil;oar a assembleia. A ordena&ccedil;&atilde;o episcopal aconteceu no dia em que assinalam 5 anos do in&iacute;cio oficial do atual pontificado. O Papa atribuiu a D. Jos&eacute; Avelino Bettencourt, simbolicamente, a titularidade da antiga diocese de Cittanova, no territ&oacute;rio da Cro&aacute;cia.

Para ver mais fotos, percorra a galeria abaixo.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna (com ag&ecirc;ncias)
Fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Mon, 19 Mar 2018 22:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Jovens pedem ao Papa uma Igreja que acompanhe e dê testemunho</title>
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<description><![CDATA[Os jovens reunidos em assembleia com o Papa, em vista &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o do S&iacute;nodo dos bispos sobre os jovens, falaram hoje ao Papa Francisco sobre as preocupa&ccedil;&otilde;es da Igreja universal, assim vista pelos jovens. Um representante de cada continente discursou sobre o estado da Igreja e a sua experi&ecirc;ncia eclesial, deixando v&aacute;rios recados ao Papa e aos respons&aacute;veis da Igreja.

&nbsp;
Tendai Karombo, do Zimbabu&eacute;, representava os jovens africanos, e agradeceu ao Papa esta &laquo;plataforma&raquo; sinodal, que lhes d&aacute; &laquo;mais esperan&ccedil;a no que podemos esperar da sociedade e da Igreja&raquo;, referiu.

Esta jovem africana apontou as condi&ccedil;&otilde;es socioecon&oacute;micas que muitos jovens e as suas fam&iacute;lias encontram como raz&atilde;o para &laquo;migra&ccedil;&otilde;es, viol&ecirc;ncia pol&iacute;tica, mortes, materialismo, s&oacute; para citar algumas&raquo; das dificuldades que afetam as fam&iacute;lias. Criticou os pais que usam em demasia as redes sociais e &laquo;deixam de lado as crian&ccedil;as&raquo;, e pediu que a Igreja acompanhasse os jovens que fazem o Crisma e ficam &ldquo;abandonados&rdquo;. &laquo;Depois do crisma, faltam op&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o h&aacute; programas de continua&ccedil;&atilde;o da f&eacute; para os jovens, e muitas par&oacute;quias n&atilde;o d&atilde;o apoio aos grupos que v&atilde;o aparecendo&raquo;, apontou.
&nbsp;

Mais tarde, em conversa com a FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, Kendai explicou que o problema da poligamia no seu pa&iacute;s est&aacute; a desaparecer nos jovens, em virtude de muitos maus exemplos que v&ecirc;m dos seus pais. &laquo;Alguns n&atilde;o t&ecirc;m escolha, s&atilde;o confrontados com essa realidade nas suas fam&iacute;lias, do seu pai ter quatro ou cinco mulheres, e v&ecirc;m o sofrimento que isso lhes causa, e por isso est&atilde;o a abandonar essa pr&aacute;tica&raquo;, garante.
&nbsp;

Frente ao Papa, pediu tamb&eacute;m que o acompanhamento da Igreja no discernimento dos jovens fosse um &laquo;processo&raquo;, n&atilde;o um &laquo;evento isolado&raquo;. &laquo;Os membros da Igreja precisam de intervir na vida dos jovens, que vivem com esperan&ccedil;a de um futuro melhor, por muito que os desafios sejam grandes&raquo;, exortou.
&nbsp;

&laquo;H&aacute; um prov&eacute;rbio africano que diz que &eacute; preciso toda uma aldeia para educar uma crian&ccedil;a, e &eacute; isso que esperamos da sociedade e da Igreja, uma sociedade inclusiva, e uma Igreja que esteja pronta para se transformar. Esperamos que a Igreja esteja pronta para trabalhar nestes assuntos e aconselhar a sociedade em melhores alternativas&raquo;, concluiu.
&nbsp;
Preocupa&ccedil;&otilde;es de todo o mundo

Nicholas Lopez veio do Texas para representar toda a Am&eacute;rica. Por isso, e em honra da sua heran&ccedil;a, iniciou o seu discurso em espanhol, o que originou um sorriso da parte do Papa, tamb&eacute;m ele sul-americano. Depois, j&aacute; em ingl&ecirc;s, explicou ao Papa que, na Am&eacute;rica, &laquo;muitos jovens s&atilde;o c&eacute;ticos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; religi&atilde;o e desconfiam dos nossos l&iacute;deres religiosos&raquo;, e que isso os impede de aprofundarem a sua f&eacute;. A &laquo;procura do seu lugar no mundo&raquo; faz.se lidando com as frustra&ccedil;&otilde;es do dia a dia, atarefa que, dizia este jovem, ser&aacute; mais f&aacute;cil de fazer se a Igreja ajudar e estiver presente.
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Da &Aacute;sia veio Cao Huu Minh Tri, do Vietname, que falou ao Papa do problema da viol&ecirc;ncia entre os jovens, respons&aacute;vel por milhares de mortes naquele continente. &laquo;Por causa dos jogos e redes sociais, passam muito tempo no computador e n&atilde;o se relacionam, e depois a viol&ecirc;ncia &eacute; muito f&aacute;cil de se espalhar&raquo;, explicou &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; no intervalo dos trabalhos, afirmando que pediu ao Papa uma nova forma de comunicar a linguagem do Evangelho pois, &laquo;se os jovens compreenderem a mensagem que a Igreja est&aacute; a passar, eles aderem a ela. O problema &eacute; que muitos n&atilde;o compreendem o que se diz&raquo;, lamentou.

&nbsp;
A jovem da Oce&acirc;nia trazia a hist&oacute;ria mais complexa. Angela Markas &eacute; filha de imigrantes iraquianos, come&ccedil;ou logo por dizer que s&oacute; a realiza&ccedil;&atilde;o desta assembleia j&aacute; manda &laquo;uma mensagem importante para o mundo&raquo;. Angela refere que &laquo;os jovens sentem-se desligados da Igreja, seja por se sentirem afastados dos cl&eacute;rigos mais velhos, ou por n&atilde;o se sentirem ouvidos, ou acolhidos com amor. Precisam de um local onde se sintam seguros, bem-vindos e amados. S&oacute; depois podem olhar para si com paz no meio de um mundo com tanto ru&iacute;do&raquo;, disse ao Papa.
&nbsp;

Mais tarde, em declara&ccedil;&otilde;es aos jornalistas, considerou tamb&eacute;m que o problema da mensagem da Igreja n&atilde;o est&aacute; no seu conte&uacute;do. &laquo;A Igreja existe h&aacute; dois mil anos e sempre passou a sua mensagem. N&atilde;o &eacute; um problema de conte&uacute;do, mas sim o de encontrar novas formas de falar aos jovens, esta &eacute; uma cultura que precisa de estar ligada, e temos de abordar isto. Esta assembleia &eacute; uma &oacute;tima oportunidade para isso, porque a Igreja est&aacute; a ouvir&raquo;, afirmou &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, ainda em &ecirc;xtase pelo contacto direto com o Papa. &laquo;Eu nem acredito que beijei o Papa, e que lhe dei a m&atilde;o. Nem a vou lavar at&eacute; chegar a casa (risos)&raquo;, referiu, visivelmente emocionada e sensibilizada.
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Angela afirmou ainda que temos de abra&ccedil;ar os desafios que os jovens colocam &laquo;sem medo&raquo;, e espera que no documento final tamb&eacute;m se fale do papel das mulheres. &laquo;Precisamos de nos sentir importantes, e quero que todos os jovens se sintam importantes, principalmente as mulheres&raquo;, pediu.


&nbsp;
Texto e Fotos: Ricardo Perna


A FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; vai estar em Roma a acompanhar todos os momentos desta reuni&atilde;o pr&eacute;-sinodal do Papa com jovens de todo o mundo. Acompanhe tudo na sec&ccedil;&atilde;o especial do nosso site em http://familiacrista.paulus.pt/sinodo-dos-jovens.
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<pubDate>Mon, 19 Mar 2018 14:12:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa pede aos jovens que «façam sonhar os mais velhos»</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco deu in&iacute;cio hoje &agrave; assembleia pr&eacute;-sinodal que re&uacute;ne 340 participantes de todo o mundo com um discurso muito direcionado para os jovens que o ouviam atentamente, na sala e atrav&eacute;s das redes sociais. Ap&oacute;s o Cardeal Baldisseri, secret&aacute;rio-geral do s&iacute;nodo, ter anunciado que estavam inscritos 15 mil jovens para os trabalhos do dia nas redes sociais, o Papa come&ccedil;ou por saudar os &laquo;15.340 jovens&raquo; que estavam &agrave; sua frente. &laquo;E esperamos que amanh&atilde; sejam 21 mil&raquo;, brincou, para g&aacute;udio dos presentes, que aplaudiram fortemente.


A expetativa dos jovens em rela&ccedil;&atilde;o a este pr&eacute;-s&iacute;nodo foi aumentada ainda mais pelas palavras do Papa Francisco. Num discurso com muitas interven&ccedil;&otilde;es pessoais que n&atilde;o estavam previstas, o Papa exortou os jovens a fazerem ouvir-se. &laquo;N&atilde;o basta trocar algumas mensagens ou partilhar fotos simp&aacute;ticas. Os jovens t&ecirc;m de ser levados a s&eacute;rio!&raquo;, disse, na sua primeira interven&ccedil;&atilde;o, ap&oacute;s ter recebido no Pontif&iacute;cio Col&eacute;gio Internacional &lsquo;Mater Ecclesiae&rsquo;, em Roma.
&nbsp;

E por isso mesmo &ldquo;exigiu&rdquo; que os jovens falassem a partir &laquo;do cora&ccedil;&atilde;o&raquo;. &laquo;Falem com coragem, sem vergonha, essa fica &agrave; porta. O que sentirem digam, e se algu&eacute;m aqui se sentir ofendido h&aacute; de perdoar&raquo;, disse, entre risos.
&nbsp;

Mais a s&eacute;rio, o Papa agradeceu a presen&ccedil;a de todos e explicou que este contributo dos jovens &eacute; importante na prepara&ccedil;&atilde;o do s&iacute;nodo de outubro. &laquo;Precisamos de v&oacute;s para preparar o S&iacute;nodo, que reunir&aacute; os Bispos em outubro sobre o tema Juventude, f&eacute; e discernimento vocacional. Em muitos momentos da hist&oacute;ria da Igreja, bem como em in&uacute;meros epis&oacute;dios b&iacute;blicos, Deus quis falar atrav&eacute;s dos mais novos: penso, por exemplo, em Samuel, David e Daniel. Com as devidas diferen&ccedil;as, acredito que estes dias tamb&eacute;m fale atrav&eacute;s de voc&ecirc;s&raquo;, disse.
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O Papa afirmou que a Igreja convida os jovens, como Deus, a &laquo;compartilhar a sua vida&raquo; e a caminhar com a Igreja. E por isso afirma que o S&iacute;nodo ser&aacute; &laquo;um apelo&raquo; que &eacute; feito &agrave; Igreja para que redescubra um &laquo;dinamismo juvenil renovado&raquo;. O Papa leu alguns contributos de jovens que foram enviados pela internet e ficou &laquo;impressionado&raquo; com o pedido que os jovens faziam de acompanhamento por parte dos adultos. &laquo;Uma menina observou que os jovens n&atilde;o t&ecirc;m pontos de refer&ecirc;ncia e que ningu&eacute;m os encoraja a ativar os recursos que possuem. Ent&atilde;o, ao lado dos aspetos positivos do mundo juvenil, ela destacou os perigos, incluindo o &aacute;lcool, as drogas, a sexualidade vivida de modo consumista. E concluiu quase com um grito: &quot;Ajude o nosso mundo jovem que se est&aacute; a desmoronar cada vez enos.&quot; N&atilde;o sei se o mundo juvenil se vai desmoronar. Mas eu sinto que o choro dessa rapariga &eacute; sincero e requer aten&ccedil;&atilde;o&raquo;, disse, perante uma plateia atenta.

&nbsp;
A concluir, o Papa lan&ccedil;ou o apelo mais forte do seu discurso. Afirmando que a Igreja precisa de jovens &laquo;profetas&raquo;, reconheceu que os mais velhos t&ecirc;m alguma dificuldade em sonhar para avan&ccedil;ar. &laquo;Precisamos de jovens profetas. Fa&ccedil;am sonhar os mais velhos!&raquo;, exortou, de forma veemente.
&nbsp;

Francisco considera que a Igreja precisa de &laquo;arriscar&raquo;, e que os jovens devem correr esses riscos. &laquo;Devemos arriscar, porque o amor pode arriscar. Sem arriscar, um jovem envelhece, e a Igreja tamb&eacute;m envelhece&raquo;.
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O Papa pediu que os jovens saiam da l&oacute;gica do &laquo;sempre se fez assim&raquo;, para encontrarem novos caminhos com &laquo;criatividade&raquo;, e voltou a lembrar que vai levar a a s&eacute;rio as palavras que sa&iacute;rem desta reuni&atilde;o. &laquo;Voc&ecirc;s s&atilde;o os protagonistas e &eacute; importante que falem abertamente. Garanto que a vossa contribui&ccedil;&atilde;o ser&aacute; levada a s&eacute;rio&raquo;, concluiu.
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Texto e fotos: Ricardo Perna

A Fam&iacute;lia Crist&atilde; vai estar em Roma a acompanhar todos os momentos desta reuni&atilde;o pr&eacute;-sinodal do Papa com jovens de todo o mundo. Acompanhe tudo na sec&ccedil;&atilde;o especial do nosso site em http://familiacrista.paulus.pt/sinodo-dos-jovens.]]></description>
<pubDate>Mon, 19 Mar 2018 10:33:00 +0000</pubDate>
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<title>Homens pai e mãe</title>
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<description><![CDATA[S&atilde;o 57.242 as fam&iacute;lias monoparentais masculinas. Ou seja, pais que vivem sozinhos com os filhos. Jo&atilde;o Paulo Sacadura &eacute; um deles. H&aacute; 12 anos, a mulher morreu e ficou sozinho com os filhos g&eacute;meos de sete anos. &laquo;Sou aquela coisa que se pode chamar um pai e m&atilde;e ao mesmo tempo&raquo;, diz a rir. Maria Francisca, Cuca como lhe chama, tinha cancro no p&acirc;ncreas. Estes anos todos depois, o pai &eacute; um pai babado, muito babado. Os g&eacute;meos t&ecirc;m agora 19 anos, &laquo;um foi convidado para estudar Neuroci&ecirc;ncia em Londres e o outro est&aacute; a estudar Psicologia em Lisboa&raquo;. Jo&atilde;o Paulo diz ter &laquo;muita sorte de ter estes dois filhos que fizeram comigo esta aprendizagem do que &eacute; ser pai e m&atilde;e. Mas eu, por melhor pai que seja, nunca serei uma boa m&atilde;e&raquo;.



Lutou para que nada faltasse aos filhos. Sempre com apoios fundamentais. &laquo;Tive sorte porque fui sempre muito acompanhado pela minha fam&iacute;lia mais pr&oacute;xima e amigos. Tenho um grupo de casais, comunidade de vida crist&atilde;, CVX, e foi uma grande ajuda. Fui ouvindo umas dicas e ideias que fui aproveitando.&raquo; Por um lado, havia a quest&atilde;o psicol&oacute;gica e de luto. &laquo;N&atilde;o quis que eles estivessem na Missa do enterro. Fizemos uma Missa &agrave; parte com o padre todo vestido de branco e uma fotografia da m&atilde;e. Antes disso, foram &agrave; igreja despedir-se e o pai explicar &ldquo;est&aacute; aqui a m&atilde;e e vai ser sepultada&rdquo;.&raquo; Depois, ao longo dos anos, h&aacute; um ritual que faz parte do dia da m&atilde;e, &laquo;vamos p&ocirc;r umas flores no jazigo da fam&iacute;lia&raquo; e o pai ia &agrave; escola. Jo&atilde;o Paulo diz que foi tudo muito natural e v&ecirc; que os filhos tiveram desde cedo esse luto feito pela forma como falavam da m&atilde;e. &laquo;Eles costumam dizer que t&ecirc;m a M&atilde;e do C&eacute;u e a m&atilde;e no c&eacute;u. T&ecirc;m duas m&atilde;es a quem podem recorrer e tenho sentido sempre que eles t&ecirc;m esta ajuda e este apoio.&raquo; H&aacute; hist&oacute;rias divertidas que Jo&atilde;o Paulo conta a rir: &laquo;Fomos &agrave; Disneyland, em Paris, no ano seguinte, e fomos andar de montanhas-russas. A m&atilde;e odiava montanhas-russas. E eles diziam: &ldquo;&Oacute; pai, a m&atilde;e, se n&atilde;o tivesse morrido, morria agora. Morria duas vezes ao fazer estas montanhas-russas.&rdquo; Era bom ouvir isto. Era sinal que estava arrumado. Eles sentiam esta presen&ccedil;a n&atilde;o f&iacute;sica que l&aacute; estava.&raquo;

Ser pai e m&atilde;e implicou ter de adaptar a sua vida pessoal e profissional a estar sozinho com dois filhos que dependiam dele. &laquo;De repente, percebes que n&atilde;o h&aacute; mais ningu&eacute;m e tens de ser tu. Isso a &uacute;nica coisa que tira &eacute; tempo e dedica&ccedil;&atilde;o. Tens de aprender a fazer as coisas. Fartei-me de telefonar a amigas minhas a perguntar &ldquo;olha l&aacute;, tenho aqui estes ingredientes o que &eacute; que eu fa&ccedil;o com isto?&rdquo; E produtos para a m&aacute;quina: &ldquo;Oh m&atilde;e, a gente tem de p&ocirc;r sempre detergente para o calc&aacute;rio em todas as lavagens?&rdquo; A&iacute; &eacute;s tu que tens de pensar na comida, nas roupas, nas compras, nos trabalhos de casa, enquanto est&aacute;s a trabalhar e isso &eacute; uma tarefa e uma ocupa&ccedil;&atilde;o que te absorve muito. Senti essa press&atilde;o de ter de estar preocupado em muitas frentes.&raquo;

Rui Borges n&atilde;o tem esse apoio. Est&aacute; sozinho com o filho desde a separa&ccedil;&atilde;o h&aacute; seis anos. Nesta entrevista n&atilde;o quer expor o lado conjugal e materno. Por isso, n&atilde;o falamos da m&atilde;e. Rafael tinha quatro anos e tem agora dez. Est&aacute; connosco &agrave; conversa. &laquo;&Eacute; complicado porque &eacute; preciso muita dedica&ccedil;&atilde;o&raquo;, afirma o pai. O filho acrescenta, a sorrir, &laquo;e trabalho&raquo;. O dia come&ccedil;a pelas sete da manh&atilde; quando acordam. Preparam-se para a escola e para o trabalho. O percurso para o estabelecimento de ensino &eacute; curto e feito a p&eacute;, sozinho. Ao final do dia, duas vezes por semana, a crian&ccedil;a fica num centro de estudos e com a av&oacute;. Esta fam&iacute;lia tem o apoio da av&oacute; paterna, mas &laquo;&eacute; um apoio muito fr&aacute;gil e limitado porque tamb&eacute;m j&aacute; &eacute; idosa e precisa ela mais do nosso apoio do que propriamente ela dar apoio&raquo;.

Rui diz que n&atilde;o mudou muita coisa estar sozinho com o filho, porque &laquo;desde o primeiro dia do nascimento dele eu estive sempre muito presente&raquo;. A gest&atilde;o dom&eacute;stica n&atilde;o tem sido um problema. &laquo;Eu sempre fui muito aut&oacute;nomo. A lida da casa n&atilde;o me assusta, mas claro que a entreajuda de duas pessoas adultas &eacute; totalmente diferente&raquo;, acaba por admitir.

Mais dif&iacute;cil neste percurso de vida a dois est&aacute; a ser a pr&eacute;-adolesc&ecirc;ncia. &laquo;Recebe influ&ecirc;ncias de fora e torna-se mais complicado. &Agrave;s vezes, eu digo que n&atilde;o &eacute; assim e ele diz &ldquo;mas o outro faz&rdquo;.&raquo; &laquo;Tu tens regras muito diferentes dos outros meninos&raquo;, interrompe o mi&uacute;do. O pai explica: &laquo;Pois tenho, e depois h&aacute; outros meninos que se portam muito mal. E tu &eacute;s bem comportado e tens regras que o teu pai te ensinou.&raquo;

Rui &eacute; professor e a realidade que enfrenta todos os dias preocupa-o. &laquo;As coisas est&atilde;o muito complicadas, com a falta de respeito, falta de valores. As fam&iacute;lias provocam isso, muitas vezes, por neglig&ecirc;ncia, outras vezes porque n&atilde;o t&ecirc;m tempo&raquo;, afirma. Este pai diz que v&ecirc; isso em si mesmo: &laquo;Tamb&eacute;m saio de manh&atilde; e chego &agrave; noite. Mas tenho de dedicar a minha vida totalmente a esta tarefa de ser pai. Isso exige tempo e trabalho. Exige muita presen&ccedil;a.&raquo; Rui lamenta a falta de tempo: &laquo;Gostava de o acompanhar mais. Mas chego a casa, &eacute; fazer os trabalhos de casa, fazer o jantar e est&aacute; na hora de ir para a cama&hellip;&raquo; O filho corrobora e diz que &laquo;quase n&atilde;o brinco com o meu pai&raquo;. No final da conversa, pergunto ao Rafael se quer dizer algo sobre como &eacute; viver sozinho com o pai. &laquo;Gostava de ver a minha m&atilde;e e de estar mais tempo com a fam&iacute;lia&raquo;, diz. O pai responde &laquo;pois, quer ver a m&atilde;e&hellip; e temos de esperar pelas festas e f&eacute;rias para estar mais com a fam&iacute;lia&raquo;.



Segundo dados da Pordata, Base de Dados de Portugal Contempor&acirc;neo, 13,1% das fam&iacute;lias monoparentais s&atilde;o masculinas, com pais e filhos. O n&uacute;mero de fam&iacute;lias monoparentais tem vindo sempre a crescer. Em 1992, existiam 203.654. Em 2016, eram 436.375. Dessas, 57.242 eram pais a viver sozinhos com os seus filhos. Em 1992, apenas 29.618 agregados familiares eram assim. S&oacute;nia Vladimira Correia &eacute; doutorada em Sociologia e tem feito investiga&ccedil;&atilde;o neste campo. A sua tese de doutoramento foi sobre Concilia&ccedil;&atilde;o fam&iacute;lia-trabalho em fam&iacute;lias monoparentais. Uma abordagem comparativa de g&eacute;nero. &Agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, explica que os dados do Censos 2011 revelam &laquo;um&nbsp;aumento significativo do n&uacute;mero de fam&iacute;lias de pai s&oacute; com filhos com 18 e mais anos, o que pode representar um sinal de transforma&ccedil;&atilde;o na monoparentalidade masculina&raquo;. Por outro lado, &laquo;nas fam&iacute;lias monoparentais com filhos de todas as idades, verificamos um maior peso de pais s&oacute;s; nas fam&iacute;lias com filhos dos 25 e mais anos, a propor&ccedil;&atilde;o de pais s&oacute;s aumenta para 15%&raquo;. Por isso, a taxa de varia&ccedil;&atilde;o &eacute; &laquo;ligeiramente mais elevada (37%) do que as m&atilde;es s&oacute;s (34%)&raquo;.

Se os pais s&oacute;s com filhos t&ecirc;m aumentado, a sociedade aceita-os bem? Jo&atilde;o Paulo Sacadura diz ser olhado com curiosidade. &laquo;Diziam-me &ldquo;os teus filhos est&atilde;o com quem?&rdquo; &ldquo;Moram comigo obviamente. Ent&atilde;o morariam com quem?&rdquo; &ldquo;Vivem contigo? N&atilde;o entregaste aos av&oacute;s ou a uma tia?!&rdquo; Ainda n&atilde;o era natural pensar que ficariam com o pai.&raquo; Rui nunca sentiu ser olhado de forma diferente ou com curiosidade. No meio laboral, S&oacute;nia defende que entre os empregadores ainda &laquo;persiste a atitude resistente a uma masculinidade cuidadora&raquo;. Isso revela-se em comportamentos concretos como uma &laquo;maior dificuldade em reconhecer que o usufruto das licen&ccedil;as destinadas ao pai &eacute; um direito consagrado na lei&raquo;. Mesmo assim, a investigadora afirma que se &laquo;assiste &agrave; dissemina&ccedil;&atilde;o de uma masculinidade cada vez mais cuidadora&raquo; e isso &eacute; facilmente comprovado com &laquo;a maioria dos homens goza a licen&ccedil;a exclusiva do pai, n&atilde;o apenas os dias obrigat&oacute;rios, mas tamb&eacute;m os dias facultativos&raquo;.&nbsp;

Rui n&atilde;o tem d&uacute;vida em dizer, sorrindo at&eacute; com os olhos, que &laquo;o melhor de ser pai &eacute; a companhia do meu filho&raquo;. &laquo;N&atilde;o vou dizer, que nem m&aacute;rtir, que me anulei pela felicidade dos meus filhos. N&atilde;o fui nada um coitadinho. &Eacute; uma carga que n&atilde;o &eacute; dolorosa mas gratificante. Sou bafejado pela sorte e por Deus, nas pessoas que velam por mim e me v&atilde;o acompanhando&raquo;, afirma Jo&atilde;o Paulo. &nbsp;


Reportagem: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perda e D. R.
&nbsp;

Este &eacute; um excerto de uma reportagem que pode ler na &iacute;ntegra na FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de mar&ccedil;o de 2018.
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<pubDate>Mon, 19 Mar 2018 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Um Sínodo onde há «vontade genuína de ouvir os jovens»</title>
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<description><![CDATA[O terceiro dos representantes jovens &agrave; assembleia pr&eacute;-sinodal &eacute; Tom&aacute;s Virtuoso, que foi incumbido de representar nesta assembleia que ir&aacute; decorrer de amanh&atilde;, dia 19, at&eacute; dia 24 de mar&ccedil;o no Vaticano, as Equipas de Jovens de Nossa Senhora (EJNS). N&atilde;o vai em representa&ccedil;&atilde;o apenas de jovens portugueses, mas sim de jovens de todo o mundo.


Ao &laquo;grande peso de responsabilidade por ir representar as equipas de jovens de nossa senhora no mundo inteiro, de ser capaz de transmitir a opini&atilde;o que jovens t&atilde;o diferentes do mundo inteiro t&ecirc;m sobre estes temas&raquo;, junta a &laquo;dimens&atilde;o&raquo; pessoal de &laquo;oportunidade e privil&eacute;gio&raquo; de &laquo;estar no centro da Igreja no momento em que a Igreja para para ouvir os jovens, em que no fundo diz que quer que os jovens tenham uma voz mais clara que nunca&raquo;, declara, em conversa com a Fam&iacute;lia Crist&atilde; antes da sua partida para Roma.
&nbsp;
Nesta semana, que ter&aacute; o seu in&iacute;cio j&aacute; amanh&atilde;, segunda-feira, com uma assembleia geral dos cerca de 350 jovens de todo o mundo que ser&aacute; presidida pelo Papa Francisco e onde o Santo Padre ir&aacute; discursar e ouvir alguns testemunhos de jovens de viva voz, Tom&aacute;s Virtuoso espera tamb&eacute;m ouvir e partilhar ideias. &laquo;Espero uma discuss&atilde;o proveitosa e plural. Ter jovens de todos os continentes &eacute; uma grande diversidade e pluralidade, mas espero tamb&eacute;m um grande sentimento de unidade &agrave; volta do Papa, &agrave; volta da Igreja, daquilo que &eacute; o fundamental que nos une a todos&raquo;, diz.
&nbsp;
Tom&aacute;s destaca uma familiaridade com o Papa, que lhe traz uma emo&ccedil;&atilde;o especial por participar neste evento. &laquo;Eu tenho esta sensa&ccedil;&atilde;o do Papa como um pai, ou um av&ocirc;. Algu&eacute;m muito pr&oacute;ximo, quase como se ele fosse parte da fam&iacute;lia, pelo que &eacute; um sentimento de grande expetativa de poder estar com algu&eacute;m que &eacute; o l&iacute;der espiritual da nossa religi&atilde;o, mas, mais que isso, &eacute; um pai na f&eacute;, e poder estar ali com ele olhos nos olhos h&aacute;-de ser um momento muito emocionante, de voltar a renovar este compromisso de estarmos ao servi&ccedil;o do Papa&raquo;, afirma.
&nbsp;
O andamento dos trabalhos ser&aacute; num ritmo muito semelhante aos s&iacute;nodos dos bispos: Depois dos plen&aacute;rios iniciais, os jovens ser&atilde;o divididos por grupos lingu&iacute;sticos, a fim de poderem fazer um trabalho de reflex&atilde;o sobre os &laquo;desafios e oportunidades do mundo de hoje&raquo;, ao que se seguir&aacute; uma reflex&atilde;o sobre &laquo;f&eacute; e voca&ccedil;&atilde;o, discernimento e acompanhamento&raquo;, e finalmente a &laquo;a&ccedil;&atilde;o educativa e pastoral da Igreja&raquo;. Depois disto, as conclus&otilde;es ser&atilde;o apresentadas a um Grupo de Trabalho que ir&aacute; elaborar o documento final, que ser&aacute; depois aprovados por todos os grupos lingu&iacute;sticos e, no final, apresentado ao Papa e a toda a Igreja.
&nbsp;
No final, Tom&aacute;s acredita que o trabalho que far&atilde;o aqui ter&aacute; impacto no s&iacute;nodo dos bispos que acontecer&aacute; em Outubro. &laquo;Acredito que sim. H&aacute; uma vontade genu&iacute;na de ouvir os jovens e dar espa&ccedil;o para que eles contribuam para os caminhos que a Igreja vai tomando&raquo;, sustenta.
&nbsp;
Para al&eacute;m disso, destaca o facto de os jovens n&atilde;o estarem a ser deixados sozinhos neste processo sinodal, e de haver uma complementaridade entre os mais novos, os jovens, e os mais experientes, &laquo;a estrutura do Papa, cardeais e padres sinodais&raquo;. &laquo;H&aacute; uma coisa que n&atilde;o deixo de notar, e que &eacute; muito engra&ccedil;ada, que &eacute; o facto de neste mundo e em todo este percurso sinodal n&atilde;o houve aquela ideia de &ldquo;ok, agora vamos deixar os jovens fazer as coisas, em auto-gest&atilde;o&rdquo;, como se fossem os &uacute;nicos a perceber o que &eacute; que a juventude precisa. H&aacute; uma estrutura de pessoas que acompanha e d&aacute; esta dimens&atilde;o de n&atilde;o se fazer algo para os jovens em que se ignora o passado, a tradi&ccedil;&atilde;o, aqueles que t&ecirc;m mais experi&ecirc;ncia e mem&oacute;ria, e isso &eacute; algo que &eacute; uma grande miss&atilde;o. Dar espa&ccedil;o aos jovens n&atilde;o &eacute; anular a import&acirc;ncia que a mem&oacute;ria e o passado t&ecirc;m de ter tamb&eacute;m&raquo;, conclui.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Foto: Ag&ecirc;ncia Ecclesia
&nbsp;
A Fam&iacute;lia Crist&atilde; vai estar em Roma a acompanhar todos os momentos desta reuni&atilde;o pr&eacute;-sinodal do Papa com jovens de todo o mundo. Acompanhe tudo na se&ccedil;&atilde;o especial do nosso site em http://familiacrista.paulus.pt/sinodo-dos-jovens.]]></description>
<pubDate>Sun, 18 Mar 2018 20:18:00 +0000</pubDate>
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<title>Joana Serôdio: «Somos um país de jovens muito entusiasmados»</title>
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<description><![CDATA[Joana Ser&ocirc;dio foi a jovem escolhida para representar a Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) e os jovens portugueses.

&nbsp;
Membro da equipa nacional do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ), conhece a realidade juvenil do pa&iacute;s. &laquo;Somos um pa&iacute;s com jovens entusiasmados e com muita vontade de estar em Igreja. Mas ao mesmo tempo s&atilde;o jovens sedentos que lhe seja dada oportunidade de ter um papel mais ativo na Igreja, que a Igreja tenha uma maior abertura tamb&eacute;m&raquo;, declara &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; numa pequena conversa antes da partida para Roma, onde durante a pr&oacute;xima semana ir&aacute; estar com jovens de todo o mundo, reunidos pelo Papa para ajudar na prepara&ccedil;&atilde;o do S&iacute;nodo dos bispos que ir&aacute; decorrer em outubro.
&nbsp;
Nestes dias de trabalho que esperam os jovens, Joana vai &agrave; procura de ideias para ajudar a &laquo;cativar&raquo; os jovens portugueses. &laquo;Com o que os outros fazem nos outros pa&iacute;ses, espero trazer ferramentas para poder aplicar aqui, com metodologias e din&acirc;micas diferentes, formas diferentes de chegar aos jovens, que os cativem e os fa&ccedil;am querer estar envolvidos&raquo;, sustenta.
&nbsp;
Ao Papa diria, mesmo sem saber se lhe ir&aacute; poder dizer diretamente, que &laquo;pode contar&raquo; com os jovens portugueses. &laquo;Acho que lhe diria que pode contar connosco e que estamos do lado dele para continuar a construir este Reino&raquo;.
&nbsp;
Mesmo que a realidade portuguesa seja a de algum afastamento dos jovens portugueses da sua f&eacute;. &laquo;Tenho notado que h&aacute; algum afastamento dos jovens, que n&atilde;o querem saber da Igreja, porque n&atilde;o se identificam com as propostas que lhes s&atilde;o oferecidas, e h&aacute; tantas solicita&ccedil;&otilde;es hoje em dia... isso continua a ser uma preocupa&ccedil;&atilde;o, apesar de j&aacute; ter diminu&iacute;do um pouco esse afastamento&raquo;, defende.
&nbsp;
Uma preocupa&ccedil;&atilde;o que se resolve com o &laquo;acompanhamento&raquo; dos jovens. &laquo;O mais importante de tudo &eacute; o Papa mostrar que &eacute; necess&aacute;rio o acompanhamento, a liga&ccedil;&atilde;o entre todos os que estamos na Igreja, dos mais pequenos aos mais velhos. E os jovens de hoje ser&atilde;o os que ir&atilde;o acompanhar os jovens de manh&atilde;. Que n&atilde;o estejamos todos sectorizados, mas sejamos uma Igreja unida e acompanhada&raquo;, espera.
&nbsp;
Finalmente, e porque n&atilde;o &eacute; apenas em representa&ccedil;&atilde;o dos jovens portugueses que a Joana, mas tamb&eacute;m por gosto pessoal, a expetativa do encontro &laquo;saboroso e bonito&raquo; com o Papa Francisco. &laquo;Creio que ser&aacute; um misto de muitas emo&ccedil;&otilde;es. Para mim tem sido um entusiasmo por ir viver algo que ser&aacute; &uacute;nico, que n&atilde;o estava &agrave; espera que fosse poss&iacute;vel acontecer, e ao mesmo tempo a responsabilidade de ir representar o pa&iacute;s. Ouvir outras pessoas, saber como vivem a Igreja nos seus pa&iacute;ses e poder partilhar tamb&eacute;m a forma como eu vivo a Igreja, sobretudo partilhar este amor a Jesus Cristo, que faz com que tudo tenha muito mais sentido na minha vida&raquo;, conclui.
Texto: Ricardo Perna
Fotos: D.R.

A Fam&iacute;lia Crist&atilde; vai estar em Roma a acompanhar todos os momentos desta reuni&atilde;o pr&eacute;-sinodal do Papa com jovens de todo o mundo. Acompanhe tudo na se&ccedil;&atilde;o especial do nosso site em http://familiacrista.paulus.pt/sinodo-dos-jovens.]]></description>
<pubDate>Sat, 17 Mar 2018 02:21:00 +0000</pubDate>
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<title>Rui Teixeira quer falar ao Papa «como um filho fala ao pai»</title>
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<description><![CDATA[S&atilde;o tr&ecirc;s os jovens portugueses que estar&atilde;o em Roma durante a pr&oacute;xima semana para a assembleia pr&eacute;-sinodal com o Papa Francisco. Rui Teixeira &eacute; um dos escolhidos, e vai em representa&ccedil;&atilde;o da Confer&ecirc;ncia Internacional Cat&oacute;lica do Escutismo (CICE), que congrega grande parte das associa&ccedil;&otilde;es cat&oacute;licas ou com escuteiros cat&oacute;licos de todo o mundo.

&nbsp;
Este jovem de 30 anos &eacute; m&eacute;dico, e pertence ao agrupamento S. Paulo, da cidade de Set&uacute;bal. Fala de uma &laquo;honra&raquo; em ter sido escolhido, n&atilde;o s&oacute; pessoal, mas para o pr&oacute;prio Corpo Nacional de Escutas (CNE). &laquo;Para mim &eacute; uma honra, e penso que para o CNE tamb&eacute;m, termos algu&eacute;m que pode levar a for&ccedil;a e o exemplo do CNE enquanto rosto do escutismo. Acho que estamos na vanguarda do escutismo, e &eacute; um privil&eacute;gio&raquo;, considera.
&nbsp;
Esperam-no v&aacute;rios dias de reflex&atilde;o e partilha, mas principalmente de &laquo;escuta&raquo;. &laquo;O Papa fala disso, que &eacute; preciso escutar a todos, e ele quer colocar os jovens no centro, e &eacute; s&aacute;bio ouvir as opini&otilde;es e inquieta&ccedil;&otilde;es dos jovens. A principal expetativa ser&aacute; ouvir o que os jovens e os representantes dos jovens de outros movimentos e confer&ecirc;ncias episcopais t&ecirc;m a dizer, porque haver&aacute; uma grande diversidade de opini&otilde;es&raquo;, considera.
&nbsp;
Uma escuta que depois se converte em partilha, para que outros escutem tamb&eacute;m o que o escutismo cat&oacute;lico pode trazer &agrave; discuss&atilde;o pr&eacute;-sinodal. Rui Teixeira fala de um m&eacute;todo &laquo;&uacute;nico&raquo; que cativa milh&otilde;es de jovens em todo o mundo. &laquo;O nosso m&eacute;todo de abordar e trabalhar os jovens &eacute; &uacute;nico, um dos melhores, e temos de transmitir isso. N&atilde;o esquecer que somos o movimento que agrega mais jovens cat&oacute;licos no mundo, e que temos uma linguagem e m&eacute;todo pr&oacute;prio com os quais acompanhamos os jovens, e com bons resultados, quer do ponto de vista do desenvolvimento integral dos jovens, quer do ponto de vista do fomentar o di&aacute;logo entre os jovens com as v&aacute;rias realidades, e no escutismo tentamos incentivar este di&aacute;logo entre culturas, acho que &eacute; isso que podemos fazer. O escutismo est&aacute; na linha da frente em muitos destes aspetos que podem ser falados no pr&eacute;-s&iacute;nodo&raquo;, sustenta.
&nbsp;
Para al&eacute;m da representa&ccedil;&atilde;o oficial da CICE, h&aacute; um gosto pessoal deste jovem em participar numa reuni&atilde;o com o Papa, mesmo sem saber se ter&aacute; oportunidade de falar com ele. &laquo; N&atilde;o sabemos como ser&atilde;o as oportunidades, seremos 300 a 350 jovens. Teremos um ou dois momentos de conversa direta com o Papa, mas n&atilde;o sabemos quem falar&aacute;. Ele est&aacute; numa atitude de escuta, e ser&aacute; como um filho que fala ao pai, ser&aacute; nessa l&oacute;gica que nos iremos dirigir. Claro que se pudesse falar com ele de forma mais demorada teria mais assuntos&hellip; (risos)&raquo;, diz, de forma divertida.
&nbsp;
Para al&eacute;m das quest&otilde;es internas do escutismo cat&oacute;lico, que o Rui ir&aacute; levar &agrave; assembleia dos jovens ali reunidos, toda a &laquo;riqueza&raquo; das quest&otilde;es do di&aacute;logo inter-religioso e do ecumenismo podem tamb&eacute;m ser uma importante fonte de partilha. &laquo;Corro o risco de ter de representar o mundo escutista de outras confiss&otilde;es religiosas tamb&eacute;m, pois n&atilde;o sei como vai ser a representa&ccedil;&atilde;o desse mundo assim, mas posso ter de falar sobre isso. Para mim, o di&aacute;logo inter-religioso e o ecumenismo &eacute; uma das grandes riquezas do escutismo, uma das grandes apostas que dev&iacute;amos ter. A WOSM (Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Movimento Escutista) j&aacute; foi condecorada pelo trabalho que faz no di&aacute;logo inter-religioso, mas n&atilde;o sei at&eacute; que ponto a Santa S&eacute; sabe disso. Eu gostaria de passar isso, mas n&atilde;o sei como irei fazer isso, caso tenha oportunidade para o fazer&raquo;, espera este jovem.
&nbsp;
Texto e foto: Ricardo Perna
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A Fam&iacute;lia Crist&atilde; vai estar em Roma a acompanhar todos os momentos desta reuni&atilde;o pr&eacute;-sinodal do Papa com jovens de todo o mundo. Acompanhe tudo na se&ccedil;&atilde;o especial do nosso site em http://familiacrista.paulus.pt/sinodo-dos-jovens.]]></description>
<pubDate>Fri, 16 Mar 2018 14:55:00 +0000</pubDate>
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<title>Espero que «Sínodo mostre uma Igreja que não se acomoda»</title>
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<description><![CDATA[&nbsp;
Com 26 anos, &eacute; veterin&aacute;rio de forma&ccedil;&atilde;o, e pertence &agrave; par&oacute;quia da Charneca de Caparica, na diocese de Set&uacute;bal, na qual est&aacute; como membro de um grupo de jovens que presta servi&ccedil;o &agrave; par&oacute;quia no coro e em diversos outros momentos. Nasceu em Vila Real, e sempre teve uma educa&ccedil;&atilde;o crist&atilde; na fam&iacute;lia. &laquo;Lembro-me que os meus pais fizeram parte do coro da aldeia e eu ia com eles&raquo;, recorda. Hoje, &eacute; ele quem anima as eucaristias dos domingos de manh&atilde; na par&oacute;quia, entre outras atividades.


Enquanto crescia, tamb&eacute;m foi evoluindo a sua vis&atilde;o do que &eacute; a Igreja. &laquo;A minha vis&atilde;o foi mudando, mas o essencial manteve-se. Quando somos mais novos, temos sempre a ideia de Igreja como institui&ccedil;&atilde;o, com os seus organismos, o Papa, os bispos, os padres, e quando vamos amadurecendo e crescendo na f&eacute;, vamos percebendo que a Igreja somos todos n&oacute;s, porque formamos um s&oacute; corpo, como dizia S. Paulo&raquo;. Por isso, acrescenta, &laquo;todos temos a nossa quota-parte de responsabilidade na Igreja, n&atilde;o &eacute; exclusiva dos seus altos representantes, no nosso dia a dia temos de ser Igreja&raquo;.

Algo que &eacute; mais f&aacute;cil dizer do que fazer. &laquo;Isto devia-se refletir em tudo o que fa&ccedil;o no meu dia a dia, na minha casa, na escola, no trabalho, e &agrave;s vezes n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil explicar aos jovens, porque deve ser um caminho mais de atitude. A palavra &eacute; importante, mas as atitudes concretas valem mais&raquo;, considera este jovem.

A necessidade de atrair os jovens &agrave; Igreja j&aacute; est&aacute; presente na Igreja h&aacute; algum tempo, considera Pedro, que destaca os tr&ecirc;s &uacute;ltimos Papas nesse esfor&ccedil;o. &laquo;Se olharmos para a hist&oacute;ria da Igreja, a rela&ccedil;&atilde;o com os jovens evoluiu muito ao longo dos anos. H&aacute; um tentativa de chamar e cativar os jovens, mas os jovens tamb&eacute;m t&ecirc;m de se mostrar de cora&ccedil;&atilde;o aberto para serem interpelados&raquo;, sugere.

Neste sentido, a marca&ccedil;&atilde;o deste S&iacute;nodo foi algo que j&aacute; segue nesta continuidade da preocupa&ccedil;&atilde;o com os jovens. &laquo;A Igreja foi compreendendo que precisa de mudar, embora n&atilde;o a qualquer custo. Os fundamentos est&atilde;o l&aacute;, e n&atilde;o &eacute; por este movimento ou aquela cor pol&iacute;tica que a Igreja tem de flutuar em fun&ccedil;&atilde;o disso.&raquo;

Se colocado frente a frente com o Papa, Pedro Feliciano falar-lhe-ia de uma Igreja portuguesa cuja maior for&ccedil;a pode ser, ao mesmo tempo, a sua maior fraqueza. &laquo;O melhor que a Igreja tem &eacute; esta mensagem de Amor que Jesus nos trouxe, que nos diz que, para sermos completos, nos devemos dar aos outros. Ao mesmo tempo, a Igreja tem de trabalhar isto, porque sinto que &eacute; um problema com que se depara todos os dias. Existe um pouco esta cultura do ego, n&atilde;o s&oacute; nas pessoas, mas nos movimentos da Igreja, no sentido de cada grupo querer puxar para si. Esta din&acirc;mica &eacute; que a Igreja tem de trabalhar, porque pode ser o exemplo, a refer&ecirc;ncia, mas por outro lado enfrenta ela pr&oacute;pria este problema&raquo;, afirma Pedro.

Questionado sobre se o S&iacute;nodo ter&aacute; impacto a n&iacute;vel local, Pedro acha que sim, mas coloca a responsabilidade deste impacto na atitude de jovens e agentes pastorais ao n&iacute;vel local. &laquo;Ter&aacute; impacto real, mas depende de como as comunidades v&atilde;o responder e acolher o que sair de l&aacute;. Acho que pode ter impacto significativo, mas as pessoas t&ecirc;m de estar predispostas a isso, n&atilde;o basta que vejam isso nas not&iacute;cias&raquo;. At&eacute; porque, continua, &laquo;quando se fala de respostas ao n&iacute;vel local, primeiro t&ecirc;m de ser os respons&aacute;veis a interessar-se por este assunto. N&atilde;o podem dizer que isto &eacute; apenas para os jovens e ignorar, porque os jovens precisam de quem os auxilie, de quem lhes aponte caminhos&raquo;, avisa.

Gostava que do S&iacute;nodo sa&iacute;ssem &laquo;conclus&otilde;es&raquo;. &laquo;&Eacute; bom que a Igreja consiga encontrar caminhos mais eficazes para interpelar os jovens&raquo;, espera Pedro. At&eacute; porque, &agrave;s vezes, parece que &laquo;se acomoda um bocadinho&raquo;. &laquo;Muitas vezes sinto que, em certos projetos, se conta muito com os jovens que j&aacute; l&aacute; est&atilde;o, e se esquece que esses v&atilde;o deixar de ser jovens, e h&aacute; outros a quem &eacute; preciso falar. Gostava que o S&iacute;nodo mostrasse uma Igreja que n&atilde;o se acomoda, que vai ao encontro, de prefer&ecirc;ncia com formas eficazes de fazer as coisas, adaptada &agrave; realidade, mas sobretudo que n&atilde;o se acomode e v&aacute; ao encontro do que achar que s&atilde;o as necessidades dos jovens&raquo;, conclui.

Leia este testemunho na &iacute;ntegra na FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de mar&ccedil;o de 2018.

Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Fri, 16 Mar 2018 10:00:00 +0000</pubDate>
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<title>D. Manuel Linda quer atenção «às franjas que têm problemas de marginalidade»</title>
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<description><![CDATA[O novo bispo do Porto teve hoje o seu primeiro encontro com os jornalistas. Depois da sua nomea&ccedil;&atilde;o, D. Manuel Linda apareceu. Pretende ser um bispo do Porto &laquo;dialogante, afetivo e com otimismo&raquo;, e foi isso que transmitiu aos jornalistas.
&nbsp;

Uma das preocupa&ccedil;&otilde;es enunciadas &eacute; a luta contra a pobreza, nas &laquo;franjas que t&ecirc;m problemas de marginalidade&raquo;. &laquo;N&atilde;o &eacute; a estrutura religiosa que resolve isso de um momento para o outro, mas os padres, bispos e crist&atilde;os t&ecirc;m de estar na linha da frente da reinser&ccedil;&atilde;o na sociedade em plenitude daqueles que possivelmente se afastaram ou foram afastados&raquo;, pediu.
&nbsp;
Por isso, pede que as estruturas educativas da Igreja deem resposta tamb&eacute;m neste campo. &Eacute; preciso &laquo;minorar a pobreza com centros sociais e cantinas, e uma estrutura educativa que &eacute; important&iacute;ssima. N&atilde;o vai l&aacute; s&oacute; com dar a tigela da sopa, &eacute; todo um trabalho de personaliza&ccedil;&atilde;o de quem est&aacute; afastado&raquo;, defendeu.
&nbsp;
Diaconado permanente &eacute; para &laquo;valorizar&raquo;
O novo prelado n&atilde;o tem ainda data de tomada de posse, mas j&aacute; sabe algumas das suas prioridades. Questionado sobre a quest&atilde;o do diaconado permanente na sua diocese, foi claro ao afirmar que pretende &laquo;valorizar&raquo; essa quest&atilde;o que &laquo;vai afligir o cora&ccedil;&atilde;o do bispo&raquo;. &laquo;O diaconado permanente nesta fase &eacute; o parente pobre dos minist&eacute;rios ordenados. Eu acredito no diaconado, mas &eacute; preciso vermos que o diaconado esteve suspenso na Igreja pelo menos 1500 anos. Voltar a recuperar o dinamismo que &eacute; inerente ao diaconado vai levar o seu tempo, mas tudo farei, e a diocese do Porto tem muitos di&aacute;conos, para valorizar esses di&aacute;conos permanentes&raquo;, garantiu. O Porto tem cerca de uma centena de di&aacute;conos permanentes, e esta era uma quest&atilde;o querida j&aacute; pelo bispo anterior, D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos.
&nbsp;
Quanto &agrave; possibilidade do diaconado permanente feminino, D. Manuel Linda aprova &laquo;a 200%&raquo; a medida do Papa Francisco de criar a comiss&atilde;o de estudo, pois acha que &laquo;vale a pena aprofundar, porque na Igreja n&atilde;o h&aacute; quest&otilde;es tabu&raquo;, mas deixa o aviso: &laquo;N&atilde;o ser&aacute; uma coisa para aprofundar a partir de uma diocese, tem de ser a partir da Igreja universal enquanto tal, e o Papa j&aacute; nomeou uma comiss&atilde;o para continuar esse estudo, que j&aacute; vem de outros pontificados&raquo;, referiu.
&nbsp;
No final da confer&ecirc;ncia, pediu aos jornalistas que n&atilde;o dessem not&iacute;cias sem ouvir o lado da Igreja, e garantiu disponibilidade para &laquo;ajudar a entender&raquo; o que for necess&aacute;rio.
&nbsp;
Texto e foto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Thu, 15 Mar 2018 16:25:00 +0000</pubDate>
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<title>D. Manuel Linda é o novo bispo do Porto</title>
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<description><![CDATA[O vaticano anunciou hoje que D. Manuel Linda ser&aacute; o novo bispo do Porto. O prelado, que ocupava o cargo de Bispo das For&ccedil;as Armadas e Seguran&ccedil;a, substitui assim o falecido D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, que faleceu a 11 de setembro do ano passado.



Numa mensagem j&aacute; publicada no site da diocese do Porto, D. Manuel Linda fala de uma &laquo;surpresa t&atilde;o agrad&aacute;vel que nem sequer ousava esperar&raquo;. &laquo;A minha nomea&ccedil;&atilde;o para ir pastorear a Diocese do Porto, agora tornada p&uacute;blica, insere-se nestas felizes surpresas com que Deus tem urdido as teias da minha exist&ecirc;ncia&raquo;, escreve aos fi&eacute;is do Porto.

Agradecendo a &laquo;prova de confian&ccedil;a&raquo; do Papa Francisco, o novo bispo do Porto relembra a sua forma&ccedil;&atilde;o na diocese e fala para as fam&iacute;lias. &laquo;Cumprimento as fam&iacute;lias, sem qualquer d&uacute;vida, a c&eacute;lula b&aacute;sica da sociedade e, consequentemente, tamb&eacute;m da nossa Igreja. Apetecia-me parafrasear o Papa S&atilde;o Jo&atilde;o XXIII e dizer com a mesma bonomia: dai um beijo aos vossos filhos e dizei-lhes que &eacute; o novo bispo quem lho manda&raquo;, escreve.

O prelado afirma que quer ser &laquo;um &quot;mission&aacute;rio da miseric&oacute;rdia&quot;, um pastor com &quot;o cheiro das ovelhas&quot;, um pai dos Padres, um irm&atilde;o dos mais pobres e um fomentador do esp&iacute;rito ecum&eacute;nico e de di&aacute;logo. Procurarei reconduzir a Igreja a uma tal simplicidade evang&eacute;lica que a constitua referencial &eacute;tico para o mundo actual&raquo;.

Afirmando que &laquo;n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil substituir&raquo; D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos que, &laquo;com a sua proximidade e candura&raquo;, &laquo;foi chorado como um pai&raquo; pelos fi&eacute;is da diocese, D. Manuel Linda pede que o deixem inserir-se &laquo;nessa vinha do Senhor como assalariado acabado de contratar&raquo;, e afirma que o legado do seu antecessor ser&aacute; tomado &laquo;em boa conta&raquo;.

&Agrave;s For&ccedil;as Armadas, diocese que deixa, D. Manuel Linda afirma que &laquo;n&atilde;o se deixa sem dor o que se possuiu com amor&raquo;, citando Santo Agostinho. &laquo;Esta mudan&ccedil;a de actividade gera no meu interior uma extensa mancha de nostalgia e de saudade, j&aacute; que, os quatro anos passados no meio castrense criaram rela&ccedil;&otilde;es e enraizaram amizades que n&atilde;o se podem ignorar&raquo;, afirma na sua mensagem.

O prelado continuar&aacute; no Ordinariato Castrense como administrador apost&oacute;lico, a pedido do Papa Francisco, e exorta os militares a que se constituam como &laquo;uma das grandes reservas morais da Na&ccedil;&atilde;o&raquo;. &laquo;E&nbsp;que a sociedade se habitue a respeitar sempre mais quem a serve t&atilde;o denodadamente&raquo;, defende.

Os bispos auxiliares do Porto assinam uma nota conjunta de boas-vindas ao novo bispo. &laquo;Recebemo-lo como um dom de Deus chegado at&eacute; n&oacute;s pela m&atilde;o do zelo apost&oacute;lico de Sua Santidade, a quem significamos a nossa gratid&atilde;o&raquo;, afirmam os bispos. Ao novo bispo, afirmam &laquo;a sua disposi&ccedil;&atilde;o em colaborar, com lealdade e filial obedi&ecirc;ncia, com o Bispo agora chegado&raquo;, sem indicar ainda a data da tomada de posse do novo bispo, mas fazendo votos de um &laquo;fecundo e frutuoso Episcopado&raquo;.

Dados biogr&aacute;ficos
D. Manuel Linda nasceu em 1956, na freguesia de Paus, no concelho de Resende, diocese de Lamego. Estudou no Semin&aacute;rio Menor de Resende, no Semin&aacute;rio Maior de Lamego e no Instituto de Ci&ecirc;ncias Humanas e Teol&oacute;gicas, no Porto. Foi ordenado sacerdote em 10 de junho de 1981. Foi p&aacute;roco, assistente de v&aacute;rios movimentos, reitor do Semin&aacute;rio e capel&atilde;o. Tem v&aacute;rios cursos superiores: licenciatura em Humanidades, Teologia, Teologia com especializa&ccedil;&atilde;o em Teologia Moral e doutoramento tamb&eacute;m em Teologia &ndash; Especialidade de Teologia Moral.

Em 2009, tornou-se bispo auxiliar de Braga, de onde saiu, em 2013, para a diocese das For&ccedil;as Armadas e Seguran&ccedil;a, sucedendo a D. Janu&aacute;rio Torgal Ferreira. Na Confer&ecirc;ncia Episcopal &eacute; vogal da Comiss&atilde;o da Pastoral Social e da Mobilidade Humana.
Enquanto bispo das For&ccedil;as Armadas e da Seguran&ccedil;a, D. Manuel Linda foi condecorado, em fevereiro deste ano, pelo chefe do Estado-Maior-General das For&ccedil;as Armadas com a Medalha da Cruz de S&atilde;o Jorge. Esta condecora&ccedil;&atilde;o destina-se a galardoar quem revele &laquo;elevada compet&ecirc;ncia, extraordin&aacute;rio desempenho e relevantes qualidades pessoais&raquo;, contribuindo significativamente para &laquo;a efici&ecirc;ncia, prest&iacute;gio e cumprimento&raquo; da miss&atilde;o do Estado-Maior-General.

Socialmente, D. Manuel Linda tem tido v&aacute;rias interven&ccedil;&otilde;es em defesa da vida e de uma economia mais solid&aacute;ria. Ainda recentemente, num encontro com familiares de militares, defendeu &laquo;o respeito pela vida humana, em qualquer fase da sua exist&ecirc;ncia e para al&eacute;m de qualquer crit&eacute;rio utilitarista&raquo;. Numa altura em que se tem discutido a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia, D. Manuel Linda afirmou, de acordo com um comunicado do Ordinariato Castrense, que &laquo;a Igreja n&atilde;o seria fiel ao seu Fundador se menosprezasse a vida, se a n&atilde;o defendesse e promovesse, convictamente, desde a conce&ccedil;&atilde;o at&eacute; &agrave; morte natural&raquo;. Num encontro sobre o estudo da C&aacute;ritas sobre os jovens desafiou-os: &laquo;Fa&ccedil;am-se ouvir.&raquo; Na altura, alertou tamb&eacute;m para o &laquo;problema fort&iacute;ssimo de distribui&ccedil;&atilde;o da riqueza&raquo;.

Na mesma linha, na apresenta&ccedil;&atilde;o do DOCAT, sobre doutrina social da Igreja para jovens, o bispo da Defesa e da Seguran&ccedil;a defendeu que os crist&atilde;os devem saber falar duas l&iacute;nguas: &laquo;quem n&atilde;o falar a l&iacute;ngua da f&eacute; e dos comportamentos n&atilde;o se safa&raquo;. D. Manuel lembrou o sonho do Papa de fazer os jovens agirem e revolucionarem o mundo. &laquo;Eu tamb&eacute;m tenho um sonho: confio esse sonho &agrave; vossa a&ccedil;&atilde;o. Deus vos ajude&raquo;, pediu.

(Em atualiza&ccedil;&atilde;o)
&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o e Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Thu, 15 Mar 2018 11:00:00 +0000</pubDate>
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<title>«Cada Mãe é como Mecenas Social»</title>
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<description><![CDATA[A delega&ccedil;&atilde;o nacional do Instituto Internacional Familiaris Consortio divulgou em Portugal a Declara&ccedil;&atilde;o Mundial das M&atilde;es. Lu&iacute;sa Vasconcelos, a respons&aacute;vel, apresentou o documento que defende uma valoriza&ccedil;&atilde;o do papel da m&atilde;e e do tempo dedicado &agrave; fam&iacute;lia. A Women of the World Global Platform, que promoveu esta declara&ccedil;&atilde;o, &eacute; uma iniciativa da organiza&ccedil;&atilde;o espanhola Profissionais pela &Eacute;tica com a Atitude Mulher e Feminina Europa, e apoiada por entidades de todo o mundo.


Em Braga, na semana passada, Lu&iacute;sa Vasconcelos defendeu ser necess&aacute;rio refletir com urg&ecirc;ncia sobre o papel da m&atilde;e na sociedade atual. &laquo;Gostaria de salientar a import&acirc;ncia que o tema &ldquo;M&Atilde;E &rdquo;reveste numa &eacute;poca de hecatombe lingu&iacute;stica, de usos e costumes, em que s&atilde;o correntes as designa&ccedil;&otilde;es de &quot;progenitor A ou B, 1 ou 2&quot; a substituir a designa&ccedil;&atilde;o de Pai ou M&atilde;e ou, ainda, o caso dos filhos e seus descendente serem privados do direito de saber quais as suas origens gen&eacute;ticas e sociais, v&iacute;timas do fen&oacute;meno de tantas&rdquo; barrigas de aluguer&rdquo;, de m&atilde;es portadoras de filhos que n&atilde;o v&atilde;o conhecer nem criar&raquo;, afirmou.

A declara&ccedil;&atilde;o mundial das m&atilde;es apresenta seis pontos. O primeiro salienta: &laquo;As m&atilde;es s&atilde;o o cora&ccedil;&atilde;o e o sustento da fam&iacute;lia e da sociedade. As m&atilde;es d&atilde;o aos filhos cuidado, ternura, compreens&atilde;o e empatia de que a sociedade carece para progredir com Humanidade. O facto de dar a vida, sustentar e alimentar os filhos converte as m&atilde;es, em colabora&ccedil;&atilde;o com os pais, na for&ccedil;a e na sustenta&ccedil;&atilde;o da Humanidade. M&atilde;es e pais desempenham cada qual um papel fundamental na sociedade.&raquo; O segundo defende que &laquo;a sociedade precisa de fam&iacute;lias est&aacute;veis que permitam aos seus filhos crescer felizes e seguros de si pr&oacute;prios&raquo;. Lu&iacute;sa Vasconcelos defende que para isso &eacute; preciso que todos exijam &laquo;aos decisores pol&iacute;ticos e econ&oacute;micos que criem condi&ccedil;&otilde;es para o digno &rdquo;ambiente familiar est&aacute;vel&rdquo; e em que as M&atilde;es s&atilde;o figuras fulcrais&raquo;. O ponto seguinte continua este, afirmando que &laquo;a maternidade e a dedica&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia &eacute; uma das tarefas mais importantes e gratificantes para uma mulher e ben&eacute;fica para a sociedade. E sem d&uacute;vida muito desvalorizado no mundo de hoje. Ao ignorar ou desprezar a maternidade e a dedica&ccedil;&atilde;o da mulher &agrave; fam&iacute;lia dificulta-se a constru&ccedil;&atilde;o de sociedades sustent&aacute;veis&raquo;. Ao mesmo tempo, &laquo;a maternidade e a dedica&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia s&atilde;o um benef&iacute;cio para as pr&oacute;prias mulheres&raquo; porque fornecem &laquo;plenitude e realiza&ccedil;&atilde;o pessoal&raquo; e &laquo;proporcionam outras oportunidades de desenvolvimento humano e de aprendizagem de habilidades de lideran&ccedil;a, comunica&ccedil;&atilde;o e de gest&atilde;o&raquo;.


A Declara&ccedil;&atilde;o Mundial das M&atilde;es defende tamb&eacute;m que &laquo;as m&atilde;es e os filhos devem ser respeitados e considerados como membros importantes da sociedade&raquo; e que &laquo;a maternidade e a dedica&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia exigem e merecem reconhecimento social e pol&iacute;tico&raquo;. Da&iacute; que &laquo;a dedica&ccedil;&atilde;o exclusiva &agrave; fam&iacute;lia n&atilde;o pode continuar a ser ignorada e, ainda menos, ser considerada uma raz&atilde;o para condenar as m&atilde;es &agrave; morte social&raquo;.

A respons&aacute;vel pela delega&ccedil;&atilde;o nacional do Instituto Familiaris Consortio defende que as mulheres e m&atilde;es devem &laquo;ser proactivas na luta pelo reconhecimento social e pol&iacute;tico destes direitos fundamentais&raquo; e que &laquo;chegou o tempo de dizer &ldquo;Basta! &rdquo; a esta descrimina&ccedil;&atilde;o e desvaloriza&ccedil;&atilde;o social, cultural e econ&oacute;mica do papel das M&atilde;es na sociedade&raquo;. Lu&iacute;sa Vasconcelos afirma que &laquo;&eacute; tempo de a sociedade reconhecer o grande valor que cada M&atilde;e &eacute; como &ldquo; Mecenas Social&rdquo;, promotora de um futuro equilibrado, saud&aacute;vel e sustent&aacute;vel nesta &ldquo;Casa Comum&rdquo; que &eacute; a Terra&raquo;.

Pode ler a Declara&ccedil;&atilde;o aqui ou ver no v&iacute;deo em baixo.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Mon, 12 Mar 2018 12:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Fosso salarial entre sexos continua a aumentar</title>
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<description><![CDATA[O fosso salarial entre homens e mulheres cresceu em Portugal, entre 2011 e 2016, mais do que nos outros pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia. Os dados s&atilde;o do Eurostat. Esta diferen&ccedil;a nas remunera&ccedil;&otilde;es cresceu 4,6%, sendo, em 2016, 17,5%. Tamb&eacute;m a Comiss&atilde;o Europeia, no relat&oacute;rio do Pacote de inverno do Semestre Europeu, alerta para diferen&ccedil;as na empregabilidade. Neste &acirc;mbito, a diferen&ccedil;a entre homens e mulheres atingiu os 6,8%, em 2016, mesmo assim abaixo da m&eacute;dia europeia.



Outros dados deste relat&oacute;rio da Comiss&atilde;o europeia dizem respeito &agrave; sa&uacute;de. Portugal &eacute; um dos pa&iacute;ses com maior percentagem de desempregados entre os 15 e os 64 anos em risco de n&atilde;o terem acesso a cuidados m&eacute;dicos. O relat&oacute;rio Pacote de inverno do Semestre Europeu considera que houve &laquo;progressos limitados&raquo; no controlo das despesas de sa&uacute;de, que considera ainda um problema. S&oacute; os hospitais devem cerca de 1200 milh&otilde;es de euros. Pode ler-se no relat&oacute;rio que &laquo;os pagamentos em atraso continuam a aumentar, o que traduz as fragilidades dos mecanismos de controlo das contas e das pr&aacute;ticas de gest&atilde;o&raquo;. Para mudar a situa&ccedil;&atilde;o, a Comiss&atilde;o Europeia aconselha &laquo;uma or&ccedil;amenta&ccedil;&atilde;o rigorosa e equilibrada, controlos refor&ccedil;ados e a efetiva aplica&ccedil;&atilde;o da Lei dos Compromissos e dos Pagamentos em Atraso&raquo;. O relat&oacute;rio salienta tamb&eacute;m que &laquo;os custos elevados e crescentes do envelhecimento demogr&aacute;fico continuam a constituir um risco para a sustentabilidade or&ccedil;amental&raquo;, criando riscos para as contas, nomeadamente com os custos do financiamento das pens&otilde;es.

Em comunicado, o baston&aacute;rio da Ordem dos M&eacute;dicos afirma que &laquo;&eacute; lament&aacute;vel o nosso pa&iacute;s continuar a ser exemplo pelas piores raz&otilde;es&raquo;. Al&eacute;m disso, Miguel Guimar&atilde;es lamenta que se sucedam &laquo;as entidades que sublinham o constante subfinanciamento do Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de e o Governo insiste em ignorar os indicadores. O acesso &agrave; Sa&uacute;de est&aacute; hoje de tal forma fragilizado que n&atilde;o h&aacute; mais como fingir que &eacute; urgente encontrar uma solu&ccedil;&atilde;o&raquo;.



O relat&oacute;rio aponta Bulg&aacute;ria, Fran&ccedil;a, Alemanha, Irlanda, Pa&iacute;ses Baixos, Portugal, Espanha e Su&eacute;cia registando &laquo;desequil&iacute;brios econ&oacute;micos&raquo;. Mas &laquo;para a Bulg&aacute;ria, Fran&ccedil;a e Portugal trata-se de uma invers&atilde;o da escalada de desequil&iacute;brios excessivos do &uacute;ltimo ano&raquo;. Ou seja, apesar de continuar a haver desequil&iacute;brios, eles j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o excessivos. O Comiss&aacute;rio Pierre Moscovici, respons&aacute;vel pelos Assuntos Econ&oacute;micos e Financeiros, Fiscalidade e Uni&atilde;o Aduaneira, salientou que &laquo;gra&ccedil;as &agrave;s reformas em curso e &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica, estes desequil&iacute;brios est&atilde;o a ser corrigidos, tornando a Europa mais forte. Isto &eacute; uma boa not&iacute;cia! O n&uacute;mero de pa&iacute;ses abrangidos por este procedimento tem vindo a diminuir desde o in&iacute;cio da crise e hoje recompensamos os progressos realizados pela Bulg&aacute;ria, Fran&ccedil;a, Portugal e Eslov&eacute;nia com uma mudan&ccedil;a de categoria positiva&raquo;. Mesmo assim, este comiss&aacute;rio afirma que &laquo;s&atilde;o necess&aacute;rios mais esfor&ccedil;os em todos os pa&iacute;ses&raquo; e que &laquo;todos os governos devem esfor&ccedil;ar-se mais para combater a desigualdade, o desemprego e a precariedade laboral&raquo;.

Na &aacute;rea da educa&ccedil;&atilde;o, a an&aacute;lise n&atilde;o &eacute; ainda positiva. O relat&oacute;rio salienta que &laquo;o pa&iacute;s continua a estar entre os pa&iacute;ses da OCDE com as mais elevadas taxas de repeti&ccedil;&otilde;es de ano, o que reconhecidamente aumenta o risco de abandono escolar precoce e pesa significativamente nas despesas com a educa&ccedil;&atilde;o&raquo;. Ao mesmo tempo, o documento afirma que o n&iacute;vel geral de compet&ecirc;ncias da m&atilde;o de obra &eacute; dos mais baixos da Europa, e &laquo;cerca de 22% da m&atilde;o de obra portuguesa carece de compet&ecirc;ncias digitais (sobretudo porque as pessoas n&atilde;o utilizam regularmente a Internet), o que corresponde a cerca do dobro da m&eacute;dia da EU&raquo;.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Thu, 08 Mar 2018 10:30:00 +0000</pubDate>
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<title>Três jovens portugueses vão à assembleia pré-sínodo com o Papa</title>
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<description><![CDATA[Tr&ecirc;s jovens de Portugal v&atilde;o participar na reuni&atilde;o pr&eacute;-sinodal que, por indica&ccedil;&atilde;o do Papa Francisco, vai decorrer no Vaticano entre os dias 19 e 24 de mar&ccedil;o, com cerca de 300 participantes de todo o mundo.


Joana Ser&ocirc;dio, de 30 anos, da Diocese de Coimbra, vai representar a Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), indicada pelo Departamento Nacional da Pastoral Juvenil. Esta jovem &laquo;faz parte da equipa coordenadora dos Conv&iacute;vios Fraternos de Coimbra e tamb&eacute;m da equipa do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil. De um modo mais pessoal, integra uma CVX (Comunidade de Vida Crist&atilde;) e faz Exerc&iacute;cios Espirituais da Vida Corrente&raquo;, segundo se pode ler no pequeno curr&iacute;culo que a CEP enviou em comunicado.
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Para al&eacute;m da Joana, temos dois portugueses em representa&ccedil;&atilde;o de movimentos internacionais. A Confer&ecirc;ncia Internacional Cat&oacute;lica do Escutismo (CICE) escolheu como seu representante Rui Louren&ccedil;o Teixeira, m&eacute;dico, da Diocese de Set&uacute;bal. &laquo;Como dirigente tem elegido a educa&ccedil;&atilde;o para a paz como um dos seus lemas. Atualmente &eacute; formador de dirigentes e, para al&eacute;m do seu contributo a n&iacute;vel local, colabora nas equipas nacionais do Corpo Nacional de Escutas (CNE). Tem representado o CNE na CICE. &Eacute; tamb&eacute;m coordenador e animador de um grupo paroquial de jovens. M&eacute;dico de forma&ccedil;&atilde;o e docente universit&aacute;rio, est&aacute; dedicado ao ensino e &agrave; forma&ccedil;&atilde;o das novas gera&ccedil;&otilde;es em toda a sua extens&atilde;o e riqueza. Nos contextos onde vive, deseja reiterar a import&acirc;ncia da forma&ccedil;&atilde;o dos leigos para uma viv&ecirc;ncia aut&ecirc;ntica da proposta de Cristo na Igreja de hoje&raquo;, conforme informa a CEP em comunicado.
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Finalmente, Tom&aacute;s Virtuoso &eacute; o nome indicado pelo Secretariado Internacional das Equipas de Jovens de Nossa Senhora, para representar o movimnto a n&iacute;vel internacional. &laquo;Paroquiano de Carcavelos (Patriarcado de Lisboa), &eacute; membro das Equipas de Jovens de Nossa Senhora (EJNS) desde 2010, onde assumiu as mais diversas responsabilidades, tanto a n&iacute;vel local como a n&iacute;vel nacional. Atualmente, faz parte da equipa de organiza&ccedil;&atilde;o do Faith&#39;s Night Out e coordena a equipa de acolhimento a uma fam&iacute;lia de seis refugiados s&iacute;rios que as EJNS receberam em dezembro de 2016&raquo;, pode ler-se no comunicado.
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Em outubro de 2017, no final da audi&ecirc;ncia p&uacute;blica semanal do Papa, Francisco anunciou a realiza&ccedil;&atilde;o de um encontro com jovens de todo o mundo, crentes e n&atilde;o-crentes, para preparar a assembleia do S&iacute;nodo dos Bispos de 2018.
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&laquo;De 19 a 24 de mar&ccedil;o foi convocada, pela Secretaria-Geral do S&iacute;nodo dos Bispos, uma reuni&atilde;o pr&eacute;-sinodal para a qual foram convidados jovens de v&aacute;rias partes do mundo, tanto jovens cat&oacute;licos como jovens de outras confiss&otilde;es crist&atilde;s e outras religi&otilde;es, ou jovens n&atilde;o crentes&raquo;, referiu o Papa na Pra&ccedil;a de S&atilde;o&nbsp;Pedro.
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Esta iniciativa responde ao desejo anteriormente manifestado pelo Papa de envolver o maior n&uacute;mero poss&iacute;vel de jovens na prepara&ccedil;&atilde;o na pr&oacute;xima assembleia sinodal, marcada para outubro de 2018, tendo como tema &laquo;Os jovens, a f&eacute; e o discernimento vocacional&raquo;.
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H&aacute; dias, o Papa exprimiu o desejo que os jovens de todo o mundo estejam conectados durante esses dias de assembleia e possam dialogar atrav&eacute;s da internet e das redes sociais na reuni&atilde;o pr&eacute;-sinodal. O hashtag ser&aacute; #synod2018.
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Texto: Ricardo Perna (com Ag&ecirc;ncia Ecclesia)
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<pubDate>Wed, 07 Mar 2018 13:22:00 +0000</pubDate>
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<title>Padre evangeliza o mundo a partir de uma cadeira de rodas</title>
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<description><![CDATA[]]></description>
<pubDate>Tue, 06 Mar 2018 12:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Cuidados Paliativos: 13 recomendações ao mundo</title>
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<description><![CDATA[O Congresso Internacional de Cuidados Paliativos reuniu 390 especialistas de 38 pa&iacute;ses, em Roma, na semana passada. O encontro terminou com a publica&ccedil;&atilde;o de 13 recomenda&ccedil;&otilde;es para melhorar os cuidados paliativos no mundo inteiro. Estas recomenda&ccedil;&otilde;es fazem parte do livro branco para a defesa dos cuidados paliativos globais, elaborado pelo Pal-Life, Grupo de Trabalho Consultivo Internacional para a Difus&atilde;o e Desenvolvimento dos Cuidados Paliativos no mundo, constitu&iacute;do por especialistas do mundo inteiro. O documento pretende &laquo;apresentar as recomenda&ccedil;&otilde;es mais importantes para os diversos grupos de atores envolvidos no desenvolvimento dos cuidados paliativos a n&iacute;vel global&raquo;.



No documento agora divulgado e dispon&iacute;vel na internet, estima-se que &laquo;40 milh&otilde;es atualmente precisam de cuidados paliativos todos os anos&raquo;. Um n&uacute;mero que dever&aacute; aumentar por causa do envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o e a preval&ecirc;ncia de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas em todo o mundo.
Aos respons&aacute;veis pol&iacute;ticos, recomenda-se que reconhe&ccedil;am &laquo;o valor social e &eacute;tico dos cuidados paliativos&raquo; e que modifiquem as pol&iacute;ticas e estruturas por forma a &laquo;permitir o acesso universal aos cuidados paliativos a todos os doentes com doen&ccedil;as cr&oacute;nicas progressivas antes da morte&raquo;.

Trabalhadores na sa&uacute;de devem ter forma&ccedil;&atilde;o em cuidados paliativos
As universidades que formem trabalhadores na &aacute;rea da sa&uacute;de &laquo;(m&eacute;dicos, enfermeiros, farmac&ecirc;uticos, assistentes sociais, capel&otilde;es, etc.) devem incluir a forma&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica em cuidados paliativos&raquo; J&aacute; os farmac&ecirc;uticos s&atilde;o aconselhados a &laquo;trabalhar para proporcionar mecanismos eficientes para composi&ccedil;&atilde;o extempor&acirc;nea de formas de&nbsp; dosagem n&atilde;o standard e devem encontrar maneiras de as tornar dispon&iacute;veis e acess&iacute;veis para os doentes, especialmente quando n&atilde;o h&aacute; f&oacute;rmulas gen&eacute;ricas mais baratas dispon&iacute;veis no pa&iacute;s&raquo;. As associa&ccedil;&otilde;es e ordens profissionais devem &laquo;apoiar a defesa de pol&iacute;ticas regionais e globais&raquo;. &nbsp;

A morfina &eacute; eleita como &laquo;o primeiro f&aacute;rmaco para o tratamento da dor moderada ou severa do cancro e deve estar dispon&iacute;vel, especialmente a que se ingere por via oral de liberta&ccedil;&atilde;o imediata&raquo;. Aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social &eacute; pedido que participem na &laquo;cria&ccedil;&atilde;o de uma cultura de compreens&atilde;o acerca da doen&ccedil;a avan&ccedil;ada e do papel dos cuidados paliativos durante a doen&ccedil;a&raquo;. Entre as 13 recomenda&ccedil;&otilde;es, h&aacute; uma espec&iacute;fica para as institui&ccedil;&otilde;es religiosas e grupos espirituais. &laquo;Os l&iacute;deres e organiza&ccedil;&otilde;es religiosas devem advogar a inclus&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o espiritual nos cuidados paliativos a n&iacute;vel local, estatal e nacional. Igualmente h&atilde;o de garantir o alargamento e desenvolvimento de assistentes espirituais ou capel&otilde;es&raquo;, pode ler-se no documento.

Igualmente se recomenda que todos os hospitais e centros de sa&uacute;de garantam &laquo;acesso medicamentos b&aacute;sicos para os cuidados paliativos, em particular aos opi&aacute;ceos como a morfina, que faz parte da lista dos medicamentos essenciais da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de&raquo;.



Papa: &laquo;Fam&iacute;lia tem papel &uacute;nico&raquo;
O congresso internacional sobre cuidados paliativos decorreu em Roma, na semana passada sob o t&iacute;tulo &laquo;CUIDADOS PALIATIVOS: EM TODO O LADO &amp; POR TODOS. Cuidados paliativos em todas as regi&otilde;es. Cuidados paliativos em todas as religi&otilde;es ou cren&ccedil;as&raquo;. Na abertura dos trabalhos foi lida uma mensagem do Papa. Francisco enalteceu a import&acirc;ncia da fam&iacute;lia neste caminho: &laquo;Assume um papel &uacute;nico como local onde a solidariedade entre as gera&ccedil;&otilde;es se apresenta em si mesma como constitutiva na comunica&ccedil;&atilde;o da vida e onde a ajuda m&uacute;tua &eacute; experienciada mesmo em &eacute;pocas de sofrimento ou doen&ccedil;a. Precisamente por esta raz&atilde;o, nos &uacute;ltimos est&aacute;dios da vida, a rede familiar constitui ainda o elemento fundamental.&raquo; O Santo Padre pediu que se continuasse &laquo;a reflex&atilde;o e a divulga&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica dos cuidados paliativos&raquo;. &laquo;A complexidade e a delicadeza dos temas presentes nos cuidados paliativos requerem reflex&atilde;o cont&iacute;nua e a divulga&ccedil;&atilde;o da sua pr&aacute;tica para facilitar o acesso: uma tarefa na qual os crentes podem encontrar companheiros em muitas pessoas de boa vontade&raquo;, afirmou o Papa. A mensagem de Francisco foi lida pelo Mons. Renzo Pegoraro. O Papa lembrou que &laquo;o Papa Pio XII claramente legitimou, distinguindo-os [os cuidados paliativos] da eutan&aacute;sia, a administra&ccedil;&atilde;o de analg&eacute;sicos para aliviar dores insuport&aacute;veis que n&atilde;o s&atilde;o trat&aacute;veis de outra forma, mesmo se, na fase de morte iminente, eles podem causar um encurtamento da vida&raquo;. O Sumo Pont&iacute;fice alertou que &laquo;o crit&eacute;rio &eacute;tico n&atilde;o muda, mas o uso destes procedimentos requere sempre discernimento cuidadoso e grande prud&ecirc;ncia&raquo;. O Papa enalteceu a presen&ccedil;a, no congresso, de representantes de diferentes religi&otilde;es e culturas.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Mon, 05 Mar 2018 16:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Cinco anos depois, Bento XVI continua a «subir à montanha»</title>
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<description><![CDATA[No dia 27 de fevereiro de 2013, Bento XVI presidia &agrave; sua &uacute;ltima audi&ecirc;ncia geral. Numa Pra&ccedil;a de S. Pedro lotada de fi&eacute;is que se quiseram despedir do Santo Padre, Bento XVI afirmou que esta &laquo;inova&ccedil;&atilde;o&raquo; foi para o &laquo;bem da Igreja&raquo;.


&laquo;Dei este passo com plena consci&ecirc;ncia da sua gravidade e inova&ccedil;&atilde;o, mas com uma profunda serenidade de esp&iacute;rito&raquo;, explicou o Papa, em portugu&ecirc;s, perante mais de 150 mil pessoas reunidas na Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro, para a &uacute;ltima audi&ecirc;ncia p&uacute;blica do pontificado. A sua resigna&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi a primeira, mas &eacute; preciso recuar quase 600 anos at&eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o similar, com Greg&oacute;rio XII. Um dia depois, faz hoje cinco anos, resignaria oficialmente &agrave; c&aacute;tedra de S. Pedro.
&nbsp;
Dias antes da sa&iacute;da oficial, na ora&ccedil;&atilde;o do Angelus, deixava a certeza de que iria continuar a acompanhar a Igreja. &laquo;O Senhor chama-me a &ldquo;subir &agrave; montanha&rdquo;, a dedicar-me ainda mais &agrave; ora&ccedil;&atilde;o e &agrave; medita&ccedil;&atilde;o. Mas isto n&atilde;o significa abandonar a Igreja&raquo;, afirmou na altura.
&nbsp;
Hoje, depois dos 90 anos, Bento XVI assume o &laquo;lento decl&iacute;nio das for&ccedil;as f&iacute;sicas&raquo; e, a caminho dos 91 anos, diz estar a viver um momento de peregrina&ccedil;&atilde;o interior. &laquo;A esse respeito, posso dizer que, no lento decl&iacute;nio das for&ccedil;as f&iacute;sicas, estou interiormente em peregrina&ccedil;&atilde;o para Casa&raquo;, escreveu ao jornal italiano Corriere della Sera.
&nbsp;
&nbsp;A verdade &eacute; que poucos esperariam que o Papa em&eacute;rito, esta figura nova criada por Bento XVI e que Francisco assumiu como uma posi&ccedil;&atilde;o &laquo;institucional&raquo; e n&atilde;o &laquo;excecional&raquo;, durasse tanto tempo, j&aacute; que eram muitos os relatos da sua fraca sa&uacute;de e dificuldades f&iacute;sicas.
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Na altura, a reportagem da Fam&iacute;lia Crist&atilde; em Roma permitia conhecer algumas facetas menos conhecidas do agora Papa em&eacute;rito. &laquo;&Eacute; uma pessoa muito atenta, sens&iacute;vel, longe da imagem fria e distante que todos t&ecirc;m dele. &Eacute; o gentleman no ponto mais desenvolvido do conceito&raquo;, dizia-nos Mons. Jos&eacute; Avelino Bettencourt, chefe de protocolo da Santa S&eacute; que agora foi nomeado arcebispo e n&uacute;ncio apost&oacute;lico pelo Papa Francisco. &laquo;Cada palavra que ele diz tem um significado pr&oacute;prio, uma inten&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o diz nada sup&eacute;rfluo, ou por acaso. &Eacute; uma pessoa que traz um vasto mundo consigo, que consegue traduzir de uma forma acess&iacute;vel para todos. E isto tem a ver com aquela aten&ccedil;&atilde;o que ele tem no trato com as pessoas. Quando ele recebe algu&eacute;m, aquela pessoa &eacute; o centro do seu universo naquele momento. N&atilde;o est&aacute; com aten&ccedil;&atilde;o ao pr&oacute;ximo encontro, ou a outro assunto, mas sim &agrave; pessoa que tem &agrave; frente, e isso sempre me tocou muito&raquo;, revelava-nos o chefe de protocolo da altura, que tinha sido conduzido ao cargo pelo pr&oacute;prio Bento XVI.

&nbsp;
Uma figura que nem sempre foi bem compreendida pela comunica&ccedil;&atilde;o social e pelos fi&eacute;is. &laquo;Infelizmente, os media nunca captaram a verdadeira ess&ecirc;ncia de Bento XVI. A hist&oacute;ria vai olhar para Bento XVI de forma diferente daquela que n&oacute;s olh&aacute;mos. N&atilde;o me surpreende que daqui a 100 ou 200 anos os seus textos se encontrem nos pr&oacute;prios brevi&aacute;rios do clero. Ele tem coisas profund&iacute;ssimas, e penso que a &uacute;ltima linha n&atilde;o foi escrita ainda&raquo;, adivinhava na altura Mons. Bettencourt.
&nbsp;
Ali&aacute;s, mesmo os fi&eacute;is cat&oacute;licos desconfiaram a princ&iacute;pio desta figura alem&atilde;, e muitos s&oacute; se sentiram cativados depois de estarem mais pr&oacute;ximos, como sucedeu em Portugal, relatava na altura uma fam&iacute;lia de portugueses que estava na Pra&ccedil;a de S. Pedro no dia da resigna&ccedil;&atilde;o. &laquo;Estive c&aacute; no in&iacute;cio do pontificado e pareceu-me uma pessoa fria e distante&raquo;, dizia o Filipe, ao que a M&oacute;nica, sua esposa, acrescentaria de imediato &laquo;isso at&eacute; &agrave; visita em Portugal, porque a&iacute; mud&aacute;mos a nossa ideia e percebemos que &eacute; uma pessoa mais humana, mais simp&aacute;tica&raquo;.

O Cardeal Saraiva Martins falava, na altura da sua resigna&ccedil;&atilde;o, de um pont&iacute;fice &laquo;certo para o seu tempo&raquo;. &laquo;Deixa coisas muito positivas. Deve ser considerado uma continua&ccedil;&atilde;o do pontificado de Jo&atilde;o Paulo II. H&aacute; uma identidade absoluta entre os dois Papas&raquo;.
&nbsp;
De facto, depois da sua &ldquo;reforma&rdquo;, Bento XVI manteve uma postura discreta e muito pouco interventiva na esfera p&uacute;blica, mas n&atilde;o deixou de escrever ou de receber algumas visitas, como o caso do grupo de antigos alunos seus, que se reunia todos os anos com o Papa em&eacute;rito.
&nbsp;
A sua rela&ccedil;&atilde;o com Francisco foi sempre muito cordial, e Bento XVI afirmou sempre que a sua obedi&ecirc;ncia era inquestion&aacute;vel. Ali&aacute;s, ainda no ano passado, por ocasi&atilde;o da missa evocativa da morte do Cardeal Joachim Meisner, Bento XVI enviou uma pequena mensagem que foi lida na altura, na qual afirmava que &laquo;o Senhor n&atilde;o abandona a sua Igreja, mesmo se, &agrave;s vezes, a barca esteja quase repleta a ponto de so&ccedil;obrar&raquo;, uma ideia que foi vista na altura como uma cr&iacute;tica velada ao pontificado de Francisco, no&ccedil;&atilde;o que foi prontamente desmentida. Francisco, ali&aacute;s, continua a afirmar a &laquo;d&iacute;vida de gratid&atilde;o&raquo; da Igreja para com o seu antecessor.

N&atilde;o se sabe mais sobre o estado de sa&uacute;de do Papa em&eacute;rito do que a nota da Sala de Imprensa do Vaticano a negar not&iacute;cias de complica&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de que circulavam h&aacute; dias pela comunica&ccedil;&atilde;o social. Que a sa&uacute;de est&aacute; fr&aacute;gil, ficou claro logo na altura da ren&uacute;ncia, pelas suas pr&oacute;prias palavras, mas mais que isso n&atilde;o se sabe, e o facto &eacute; que j&aacute; passaram cinco anos.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Wed, 28 Feb 2018 15:30:00 +0000</pubDate>
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<title>Cáritas faz o retrato (preocupante) dos jovens em Portugal</title>
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<description><![CDATA[A C&aacute;ritas Portuguesa apresentou hoje o seu relat&oacute;rio &laquo;Os jovens na Europa precisam de um futuro&raquo;, um trabalho de conjunto feito com a C&aacute;ritas Europa. O relat&oacute;rio faz uma an&aacute;lise preocupante da situa&ccedil;&atilde;o dos jovens portugueses, presos em trabalhos prec&aacute;rios ou mal remunerados, impedidos de adquirir habita&ccedil;&atilde;o ou de preparar o seu futuro.


&laquo;Sal&aacute;rios baixos e condi&ccedil;&otilde;es de trabalho prec&aacute;rias; a educa&ccedil;&atilde;o desadequada ou de pouca qualidade&raquo; s&atilde;o os dois fatores determinantes apontados pela C&aacute;ritas como condicionantes na vida dos jovens portugueses. A C&aacute;ritas aponta ainda a &laquo;banaliza&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es de contratos irregulares e a falta de coordena&ccedil;&atilde;o entre os servi&ccedil;os p&uacute;blicos de emprego, as escolas e as universidades quanto &agrave; forma&ccedil;&atilde;o, oportunidades de emprego, orienta&ccedil;&atilde;o profissional e vocacional&raquo;, pode ler-se num comunicado enviado aos jornalistas.
&nbsp;

No relat&oacute;rio, pode ler-se como a taxa de abandono precoce da escola em Portugal, de 14,7%, &eacute; mais alta que a m&eacute;dia da Uni&atilde;o Europeia (UE), que se cifra nos 10,7%, e como a m&eacute;dia salarial para os trabalhadores jovens &eacute; de 621&euro;, muito pr&oacute;ximo dos 557&euro; do sal&aacute;rio m&iacute;nimo nacional, mesmo nos jovens com mais habilita&ccedil;&otilde;es. Um valor que est&aacute; cerca de 346,22&euro; mais baixa que a m&eacute;dia de sal&aacute;rios paga aos trabalhadores em Portugal entre os 35 e os 44 anos. &laquo;Estas estat&iacute;sticas podem ser explicadas pelas pol&iacute;ticas de resposta ao desemprego jovem levadas a cabo pelas autoridades p&uacute;blicas, na sequ&ecirc;ncia das recomenda&ccedil;&otilde;es das institui&ccedil;&otilde;es europeias e da &ldquo;Troika&rdquo;, desde o in&iacute;cio da crise, como os est&aacute;gios e outros programas que promovem a inser&ccedil;&atilde;o dos jovens no mercado de trabalho&raquo;, diz o relat&oacute;rio, que critica medidas que se fixaram na &laquo;preocupa&ccedil;&atilde;o em impedir que a taxa de desemprego continuasse a aumentar&raquo;, mas que provocaram que aumentasse o &laquo;trabalho tempor&aacute;rio&raquo; e os &laquo;empregos prec&aacute;rios&raquo;. &laquo;Estas medidas provocaram sal&aacute;rios mais baixos e um aumento da pobreza no trabalho&raquo;, acusa o relat&oacute;rio, que tem uma especial incid&ecirc;ncia nos jovens com defici&ecirc;ncia, pois afirma que &laquo;as escolas n&atilde;o est&atilde;o preparadas para receber, incluir e promover os estudantes com defici&ecirc;ncia nos processos de aprendizagem&raquo;, e que mesmo depois da escolaridade obrigat&oacute;ria h&aacute; uma &laquo;falta de servi&ccedil;os para encontrar um local adequado para estes jovens e para os integrar na sociedade&raquo;.

&nbsp;
A preocupa&ccedil;&atilde;o com os jovens estende-se a todos os n&iacute;veis do seu desenvolvimento e autonomia, j&aacute; que depois, com os baixos sal&aacute;rios e empregos prec&aacute;rios, v&ecirc;m as quest&otilde;es com a falta de habita&ccedil;&atilde;o e o abandono escolar precoce, al&eacute;m de uma &laquo;desilus&atilde;o&raquo; que prejudica a educa&ccedil;&atilde;o dos jovens. &laquo;Em Portugal, h&aacute; muitas pessoas que terminaram estudos superiores, mas que n&atilde;o conseguem encontrar e emprego correspondente &agrave;s suas habilita&ccedil;&otilde;es, ou que s&atilde;o consideradas com demasiadas qualifica&ccedil;&otilde;es para outros tipos de trabalho. Isto tamb&eacute;m contribui para que os jovens estudantes desistam dos seus estudos, pois n&atilde;o percebem quais as vantagens de uma educa&ccedil;&atilde;o de n&iacute;vel superior&raquo;, refere o relat&oacute;rio, antes de incidir sobre os &laquo;custos elevados da educa&ccedil;&atilde;o&raquo; no nosso pa&iacute;s, afirmando que &laquo;os esquemas de prote&ccedil;&atilde;o social n&atilde;o s&atilde;o suficientes para cobrir todas estas despesas&raquo;.
&nbsp;

Segundo a C&aacute;ritas, os direitos &agrave; habita&ccedil;&atilde;o, trabalho, educa&ccedil;&atilde;o, igualdade e n&atilde;o discrimina&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o social est&atilde;o colocados em causa, e demonstram algumas pol&iacute;ticas governativas que apontam como tendo um &laquo;impacto positivo, mas limitado&raquo;, como &eacute; o caso das creches a pre&ccedil;os razo&aacute;veis, que, sendo uma boa medida, tem uma oferta muito limitada, o que for&ccedil;a os pais a procurarem &laquo;servi&ccedil;os privados, que s&atilde;o muito dispendiosos, ou a deixar os filhos com amas, muitas vezes n&atilde;o certificadas e sem condi&ccedil;&otilde;es adequadas&raquo;, entre outros exemplos.
&nbsp;
Medidas para o futuro

&laquo;Promover n&iacute;veis salariais dignos, incluindo medidas para a cria&ccedil;&atilde;o de emprego e alargar a prote&ccedil;&atilde;o social em caso de desemprego; prevenir a precariedade laboral; conceder oportunidades iguais no acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e prosseguimento dos estudos. Facilitar a habita&ccedil;&atilde;o a pre&ccedil;os acess&iacute;veis, visando uma vida independente e desenvolver uma estrat&eacute;gia nacional para promover a participa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica dos jovens&raquo;, s&atilde;o as cinco recomenda&ccedil;&otilde;es apresentadas pelo estudo.

&nbsp;
Para cada uma destas medidas, a C&aacute;ritas explica as raz&otilde;es que est&atilde;o por tr&aacute;s e o apoio que a pr&oacute;pria Comiss&atilde;o Europeia poderia dar nos para implementar cada uma delas. Eug&eacute;nio Fonseca, presidente da C&aacute;ritas Portuguesa destaca que &laquo;&eacute; urgente que se olhe para os jovens a partir daquilo que eles representam hoje para a sociedade portuguesa e lembra que este relat&oacute;rio n&atilde;o &eacute; mais do que a ausculta&ccedil;&atilde;o da realidade que foi feita, em Portugal, pelas C&aacute;ritas diocesanas e por outras institui&ccedil;&otilde;es que a n&oacute;s que se associaram, ou seja, &eacute; preciso que todos, governantes e respons&aacute;veis pol&iacute;ticos estejam atentos aquilo que &eacute; a vida de todos os dias dos portugueses&raquo;, em declara&ccedil;&otilde;es reproduzidas pelo gabinete de comunica&ccedil;&atilde;o da C&aacute;ritas Portugal.
&nbsp;

Esta &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o que se repete ao n&iacute;vel europeu, refor&ccedil;a Jorge Nu&ntilde;o Mayer, secret&aacute;rio-geral da C&aacute;ritas Europa, que trouxe at&eacute; Lisboa o contexto europeu deste relat&oacute;rio e lembrou o imperativo de &laquo;todos, governantes, intervenientes pol&iacute;ticos, organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil e a Igreja, se juntarem para escutar os jovens, olharem a sua realidade e promover mudan&ccedil;as&raquo;, citado pelo mesmo gabinete.


Texto: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e iStockphoto
]]></description>
<pubDate>Tue, 27 Feb 2018 13:37:00 +0000</pubDate>
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<title>Síria: «Inferno» em Damasco</title>
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<description><![CDATA[A irm&atilde; Annie Demerjian, respons&aacute;vel pelo acompanhamento de projetos de ajuda humanit&aacute;ria da Funda&ccedil;&atilde;o AIS na S&iacute;ria, fala de dias de &laquo;inferno&raquo; para descrever o que se tem vivido na regi&atilde;o de Damasco. A situa&ccedil;&atilde;o &eacute; particularmente dif&iacute;cil na zona leste de Ghouta onde, nos &uacute;ltimos dias, ter&atilde;o perdido a vida mais de 250 pessoas. Nesse dia, a UNICEF divulgou uma folha em branco como comunicado escrevendo apenas: &laquo;Nenhuma palavra far&aacute; justi&ccedil;a &agrave;s crian&ccedil;as mortas, suas m&atilde;es, seus pais e seus entes queridos.&raquo;


Na ter&ccedil;a-feira, esta irm&atilde; e os seus alunos conseguiram salvar-se quando bombas atingiram uma zona do convento no Bairro de Bab Touma, na chamada &ldquo;cidade velha&rdquo;. &laquo;Choviam bombas. Eram tantos os feridos&hellip;&raquo;, diz numa mensagem enviada &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o AIS. A religiosa conta um cen&aacute;rio de confus&atilde;o com &laquo;pessoas a correr&raquo;. &laquo;Um morteiro caiu no telhado do Patriarcado, perto de n&oacute;s&raquo;, mas &laquo;felizmente n&atilde;o explodiu, pois, caso contr&aacute;rio, poder&iacute;amos ter morrido&raquo;.

Apesar da guerra e dos bombardeamentos, a Irm&atilde; Annie Demerjian afirma: &laquo;Temos de ir em frente. A vida &eacute; mais forte do que a morte. N&atilde;o sabemos quanto tempo esta viol&ecirc;ncia vai continuar, mas n&atilde;o pode durar para sempre. O Senhor tem sido bom para connosco. At&eacute; agora nenhuma religiosa da nossa congrega&ccedil;&atilde;o ficou ferida, mas muitas outras pessoas t&ecirc;m sofrido. Para n&oacute;s, o &uacute;nico caminho &eacute; a ora&ccedil;&atilde;o.&raquo;

A religiosa pede as ora&ccedil;&otilde;es dos crist&atilde;os do mundo inteiro para quee a guerra termine na S&iacute;ria. &laquo;Por favor, rezem por n&oacute;s. O &uacute;nico caminho &eacute; a ora&ccedil;&atilde;o.&raquo; Tamb&eacute;m na semana passada a irm&atilde; Myri, portuguesa a viver no Mosteiro de S&atilde;o Tiago Mutilado, em Qara, enviou uma mensagem &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o AIS dando conta de ataques contra bairros crist&atilde;os na capital da S&iacute;ria. A irm&atilde; da Congrega&ccedil;&atilde;o das Monjas da Unidade de Antioquia afirmava que &laquo;os jihadistas lan&ccedil;am roquetes, e bombardeamentos sobre os v&aacute;rios bairros&raquo;.

Este s&aacute;bado, a Funda&ccedil;&atilde;o AIS promove uma campanha internacional com o t&iacute;tulo &laquo;Combater a indiferen&ccedil;a&raquo;. O objetivo &eacute; lembrar os crist&atilde;os perseguidos. Ser&atilde;o iluminados de vermelho, cor do sangue e dos m&aacute;rtires, o Santu&aacute;rio do Cristo Rei, em Almada, o a Bas&iacute;lica dos Congregados, em Braga, Coliseu de Roma, a catedral maronita de Santo Elias, em Alepo, na S&iacute;ria, e a Igreja de S&atilde;o Paulo, em Mossul, no Iraque. A Funda&ccedil;&atilde;o AIS convida todos os crentes a unirem-se &agrave; jornada de ora&ccedil;&atilde;o.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: UNICEF/Zayat, Ricardo Perna e Funda&ccedil;&atilde;o AIS
]]></description>
<pubDate>Fri, 23 Feb 2018 15:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Quase 500 crianças vítimas de violência sexual apoiadas pela APAV</title>
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<description><![CDATA[A Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Apoio&nbsp;&agrave; V&iacute;tima apoiou 446 crian&ccedil;as e jovens v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia sexual entre 2016 e 2017. Os dados da Rede CARE foram divulgados hoje em comunicado. Este projeto teve in&iacute;cio precisamente h&aacute; dois anos.



Em 2016 e 2017, foram apoiados tamb&eacute;m 103 familiares e amigos e feitos 6141 atendimentos o que d&aacute; uma m&eacute;dia de 19 processos novos por m&ecirc;s. De acordo com os dados divulgados esta quinta-feira, quase 80% das v&iacute;timas s&atilde;o raparigas (79,1%) e 35,87% t&ecirc;m entre 14 e 17 anos e 30,04% entre 8 e 13.&nbsp; Dos acompanhamentos feitos percebeu-se que os agressores s&atilde;o sobretudo homens (92,5%) e 20% t&ecirc;m menos de 25 anos de idade. A viol&ecirc;ncia sexual contra estas crian&ccedil;as e jovens acontece sobretudo dentro da fam&iacute;lia com destaque para o pai ou a m&atilde;e.

A Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Apoio &agrave; V&iacute;tima refere que 63% destas situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia ocorrem de forma continuada e 821,2% foram investigadas e denunciadas. As restantes n&atilde;o o foram ou porque o denunciante n&atilde;o deu informa&ccedil;&otilde;es suficientes, ou o autor &eacute; inimput&aacute;vel devido &agrave; idade. Nestes casos, foram informadas as Comiss&otilde;es de Prote&ccedil;&atilde;o de Menores e/ou o Tribunal de Fam&iacute;lia e Menores.

Neste Dia Europeu da V&iacute;tima de Crime, a APAV apresenta uma nova campanha intitulada &laquo;Pode servir a qualquer pessoa&raquo;. A ideia &eacute; &laquo;alertar para o facto de todas as pessoas poderem ser, em algum momento das suas vidas, v&iacute;timas de crime&raquo;.



A APAV presta apoio psicol&oacute;gico, social e jur&iacute;dico atrav&eacute;s da Linha de Apoio &agrave; V&iacute;tima 116 006, Messenger do Facebook, Skype: apav_lav e atrav&eacute;s da rede nacional de Gabinetes de Apoio &agrave; V&iacute;tima.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Foto: APAV e Pixabay/Alexas_Fotos
]]></description>
<pubDate>Thu, 22 Feb 2018 09:30:00 +0000</pubDate>
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<title>Sábado pode doar medicamentos a quem precisa</title>
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<description><![CDATA[Este s&aacute;bado, dia 17 de fevereiro, vai acontecer a X Jornada de Recolha de Medicamento, organizada pelo Banco Farmac&ecirc;utico. Lu&iacute;s Manuel Mendon&ccedil;a, o presidente, explica que &laquo;cerca de 230 farm&aacute;cias aderiram, em todos os distritos de Portugal continental&raquo;. Pode ver a lista das farm&aacute;cias clicando aqui. A ideia &eacute; que as pessoas possam doar medicamentos a institui&ccedil;&otilde;es que mais precisam.



No s&aacute;bado, quando for &agrave; farm&aacute;cia, &laquo;ser&aacute; convidado a adquirir medicamentos para doar a uma institui&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica&raquo;. S&atilde;o medicamentos sem receita m&eacute;dica. Mas tamb&eacute;m outros produtos de sa&uacute;de que a institui&ccedil;&atilde;o possa precisar, desde &laquo;luvas, ligaduras, fraldas, desinfetantes, etc.&raquo;.

Cada farm&aacute;cia tem uma institui&ccedil;&atilde;o &laquo;alocada e tem uma lista dos medicamentos necess&aacute;rios a essa institui&ccedil;&atilde;o&raquo;. Os medicamentos doados s&atilde;o colocados numa caixa e entregues &agrave; institui&ccedil;&atilde;o benefici&aacute;ria. Saem diretamente de um local para o outro e o Banco Farmac&ecirc;utico fica com o registo dos medicamentos doados e entregues a quem precisa. Os farmac&ecirc;uticos aconselham a doa&ccedil;&atilde;o, mas quem recolhe os medicamentos s&atilde;o volunt&aacute;rios. &laquo;Fazemos um apelo ao voluntariado, principalmente em lisboa, porto, Pen&iacute;nsula de Set&uacute;bal, porque s&atilde;o zonas em que precisamos muito de volunt&aacute;rios e temos mais farm&aacute;cias&raquo;, pede Lu&iacute;s Manuel Mendon&ccedil;a. A recolha envolve cerca de 600 volunt&aacute;rios, em todo o pa&iacute;s.



Quem recebe os medicamentos? &laquo;S&atilde;o sobretudo IPSS (Institui&ccedil;&otilde;es Particulares de Solidariedade Social), mas h&aacute; tamb&eacute;m Santas Casas, algumas C&aacute;ritas. Apoiam idosos, crian&ccedil;as, sem-abrigo, doentes&raquo;, explica o presidente do Banco Farmac&ecirc;utico. Lu&iacute;s deixa &laquo;um agradecimento &agrave;s farm&aacute;cias e aos farmac&ecirc;uticos e outras pessoas que trabalham nas farm&aacute;cias, porque sem eles esta a&ccedil;&atilde;o n&atilde;o teria lugar&raquo;. Estas institui&ccedil;&otilde;es cedem o espa&ccedil;o e contribuem com doa&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria e, muitas vezes, medicamentos.

Lu&iacute;s Manuel Mendon&ccedil;a &eacute; farmac&ecirc;utico hospitalar. H&aacute; dez anos, numa viagem a It&aacute;lia conheceu o Banco Farmac&ecirc;utico daquele pa&iacute;s. &laquo;Achei interessant&iacute;ssimo o modelo e depois trouxe a ideia e falei com alguns amigos e colegas e pusemos m&atilde;os &agrave; obra. Nasceu o Banco farmac&ecirc;utico Portugal&raquo;, conta. Nestes dez anos, j&aacute; foram recolhidos e entregues a quem deles precisa 74 mil medicamentos e produtos de sa&uacute;de. Al&eacute;m de It&aacute;lia e Portugal, o Banco Farmac&ecirc;utico existe tamb&eacute;m em Espanha.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Foto: Banco Farmac&ecirc;utico Portugal
]]></description>
<pubDate>Thu, 15 Feb 2018 12:30:00 +0000</pubDate>
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<title>Acompanhar Jesus até à Páscoa em família</title>
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<description><![CDATA[Entra-se na casa da fam&iacute;lia Cavaco e percebe-se logo que ali vive uma fam&iacute;lia cat&oacute;lica e de f&eacute; vivida. H&aacute; imagens de santos, fotografias do batismo e da comunh&atilde;o dos filhos. &Eacute; com um sorriso que Cl&aacute;udia, 39 anos, e Pedro, 40, os pais, e Sim&atilde;o, 16 anos, Maria, 11 anos, e Teresa, de sete, nos recebem. Verdi, o c&atilde;o, aproxima-se para fazer o reconhecimento e mant&eacute;m-se por perto, sossegado, enquanto conversamos.



A Quaresma &eacute; um tempo especial para esta fam&iacute;lia e Cl&aacute;udia conta que na Quarta-Feira de Cinzas &laquo;vamos &agrave; Missa em fam&iacute;lia, tem a imposi&ccedil;&atilde;o das Cinzas e eles participam&raquo;. Al&eacute;m disso, cumpre-se o jejum e a abstin&ecirc;ncia que a Igreja prop&otilde;e. Os filhos tamb&eacute;m fazem &agrave; sua medida. &laquo;Sugerimos sempre que eles possam oferecer algo a Jesus. As meninas comem sempre uma goma a seguir &agrave; refei&ccedil;&atilde;o e, no ano passado, resolveram que n&atilde;o iriam comer, iriam oferecer essa goma a Jesus.&raquo; Sim&atilde;o explica que faz &laquo;mais mortifica&ccedil;&otilde;es, como o jejum e a abstin&ecirc;ncia e tento estar mais em ora&ccedil;&atilde;o durante o dia&raquo;. Que mortifica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o essas? &laquo;Por exemplo, apetecer-me comer algo e n&atilde;o comer ou comer alguma coisa de que gosto menos: n&atilde;o me apetece rezar o Ter&ccedil;o e rezo para evitar ficar preocupado porque n&atilde;o o fiz; estar com mais paci&ecirc;ncia com as minhas irm&atilde;s durante o dia ou estudar quando n&atilde;o me apetece.&raquo; E qual o sentido desses atos? O rapaz afirma que &laquo;&eacute; para fortalecer a vida crist&atilde; e vou sentindo que isso acontece&raquo;. J&aacute; a irm&atilde; do meio, Maria, fala em &laquo;pequenos atos de amor&raquo; como n&atilde;o comer as gomas, de que gosta muito. &laquo;N&atilde;o compro para fazer sacrif&iacute;cio. N&atilde;o me apetece estudar, mas vou ter um teste e preciso. Ter paci&ecirc;ncia com os colegas na escola e com a Teresinha.&raquo;

Numa Quaresma anterior, a fam&iacute;lia colocou no orat&oacute;rio um prato com cora&ccedil;&otilde;es de papel e um copo. &laquo;A inten&ccedil;&atilde;o &eacute; oferecerem qualquer coisa do dia a Jesus. &Eacute; um sacrif&iacute;cio, como faziam os pastorinhos. Essas coisas que n&atilde;o lhes apete&ccedil;a fazer mas que fa&ccedil;am p&otilde;em um cora&ccedil;&atilde;ozinho dentro do copo. No copo, est&atilde;o os pequenos atos de amor.&raquo;

Mas ser&aacute; que os filhos percebem que este &eacute; um tempo diferente? Cl&aacute;udia mostra como vai explicando: &laquo;Quaresma &eacute; um tempo de espera, em que pensamos um bocadinho: &ldquo;vamos aproximar-nos de Jesus e como vamos fazer?&rdquo; &ldquo;Na Quarta-Feira de Cinzas, vamos come&ccedil;ar um tempo que antecede a morte de Jesus e depois vem a alegria. Vamos tentar perceber como &eacute; que foi, como &eacute; que Jesus Se sentia.&rdquo;&raquo;


Com crian&ccedil;as mais pequenas, na casa de S&oacute;nia e Jo&atilde;o Miranda Santos, os dois filhos mais velhos brincam com uma pista de carros. Gaspar tem sete anos e Ant&oacute;nio tr&ecirc;s. Matias, de dois, e In&aacute;cio, de um ano, assistem &agrave; brincadeira. Os pais explicam que ter quatro filhos pequenos nunca os impediu de participar nas celebra&ccedil;&otilde;es da Quaresma e da Semana Santa. &laquo;Adaptamos &agrave; idade que v&atilde;o tendo. Mas sempre particip&aacute;mos na Via-Sacra, na Sexta-Feira Santa, e &eacute; sempre poss&iacute;vel&raquo;, conta a m&atilde;e.

O Tr&iacute;duo Pascal &eacute; vivido em fam&iacute;lia. &laquo;Participamos sempre nas celebra&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias dos dias. Eu sou enfermeira, e &eacute; sempre dif&iacute;cil gerir os meus hor&aacute;rios, mas tentamos ter sempre este tempo livre nesses tr&ecirc;s dias para a alegria fant&aacute;stica da P&aacute;scoa&raquo;, explica S&oacute;nia.

Na sala, o canto de ora&ccedil;&atilde;o, no centro, &eacute; enfeitado de acordo com os tempos lit&uacute;rgicos. &laquo;No ano passado, fizemos um cartaz com frases para o Gaspar que j&aacute; l&ecirc;, e uns s&iacute;mbolos para eles irem percebendo que &eacute; um tempo diferente. Foi tudo &agrave; volta das tr&ecirc;s ideias-chaves: rezar um bocadinho mais, estar mais dispon&iacute;vel para os outros, a esmola e o jejum&raquo;, explica a m&atilde;e. Este &uacute;ltimo aspeto foi trabalhado com as crian&ccedil;as. &laquo;Cada um deles escolheu uma coisa que, para eles, fosse importante. No ano passado, escolhemos algo relacionado com o alimento, para ser mais concreto. O Gaspar escolheu o prato preferido que n&atilde;o comeu durante a Quaresma. E n&oacute;s tamb&eacute;m. Foi discutido em fam&iacute;lia e foi uma coisa p&uacute;blica. E eles depois cobraram se cumpriam e se cumpr&iacute;amos&raquo;, diz S&oacute;nia a rir. Jo&atilde;o salienta que &laquo;nas quest&otilde;es de f&eacute; e ora&ccedil;&atilde;o, as propostas s&atilde;o sempre feitas para o n&iacute;vel do Gaspar. Depois cada um faz &agrave; sua maneira&raquo;. S&oacute;nia diz que tem sido &laquo;uma surpresa muito gira, porque v&atilde;o acompanhando mesmo. As coisas v&atilde;o fazendo sentido na cabecinha deles.&raquo;

Rezam o Ter&ccedil;o diariamente e, ao domingo, a cruz grande sai da garagem para a Via-Sacra em casa. &laquo;Pomos a cruz no ch&atilde;o com velas e, como vamos fazendo v&aacute;rias vezes, eles v&atilde;o ficando com isso guardado&raquo;, revela o pai.
&nbsp;
Pode ler a reportagem integral na edi&ccedil;&atilde;o da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de fevereiro.

Reportagem: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Wed, 14 Feb 2018 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Profissionais de saúde dizem não à eutanásia</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/profissionais-de-saude-dizem-nao-a-eutanasia</link>
<guid>https://familiacrista.paulus.pt:443/profissionais-de-saude-dizem-nao-a-eutanasia</guid>
<description><![CDATA[Cerca de 200 profissionais de sa&uacute;de subscreveram uma carta aberta pedindo aos deputados &laquo;a prote&ccedil;&atilde;o da vida humana consagrada na Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Portuguesa, na Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos do Homem e no C&oacute;digo Internacional de &Eacute;tica M&eacute;dica&raquo;. A missiva contra a eutan&aacute;sia foi entregue na 1.&ordf; Comiss&atilde;o Parlamentar de Assuntos&nbsp;Constitucionais,&nbsp;Direitos,&nbsp;Liberdades e Garantias pelo movimento c&iacute;vico Stop Eutan&aacute;sia. Entre os subscritores est&atilde;o m&eacute;dicos de cuidados paliativos, enfermeiros e outros profissionais de sa&uacute;de. Nomes como os m&eacute;dicos Germano de Sousa, Ant&oacute;nio Gentil Martins, Manuel Lu&iacute;s Capelas, Margarida Neto, Pedro Afonso e Teresa Tom&eacute; Ribeiro.&nbsp;



No texto, os subscritores falam da sua experi&ecirc;ncia, dizendo que &laquo;o desejo mais profundo de cada pessoa &eacute; viver, mesmo no meio das maiores dificuldades. O doente anseia por ajuda profissional especializada, afeto, consolo e acompanhamento&raquo;. Da&iacute; que defendam que &laquo;perante o doente grave e com doen&ccedil;a terminal, o nosso comportamento dever&aacute; ser, sempre, o do respeito integral pela sua vida e dignidade pessoal&raquo;. Os profissionais de sa&uacute;de consideram que devem ser oferecidas todas as terapias, recusando &laquo;obstina&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas que prolonguem artificialmente a sua vida&raquo;. Ao legislador pedem que lute &laquo;sejam valorizados esses meios e recursos de que atualmente o nosso Estado disp&otilde;e ao servi&ccedil;o dos doentes graves e terminais, para que a eutan&aacute;sia n&atilde;o tenha que ser proclamada como um &ldquo;direito&rdquo;&raquo;.

Quanto &agrave; eutan&aacute;sia, estes cerca de 200 profissionais de sa&uacute;de afirmam que introduz uma &laquo;cumplicidade altamente perversa na rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-doente que, por for&ccedil;a inderrog&aacute;vel do seu C&oacute;digo Deontol&oacute;gico e pela sua pr&oacute;pria identidade profissional, &eacute; sempre chamado a apoiar e defender o doente, tratar a sua dor, aliviar o seu sofrimento, e nunca dar-lhe a morte, nem sequer instado por quem quer que seja&raquo;. Acrescentam ainda que &laquo;a eutan&aacute;sia representa uma viola&ccedil;&atilde;o grave da &eacute;tica m&eacute;dica, sendo repetidamente condenada pela Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica Mundial. O m&eacute;dico que a pratique, nega-se a si mesmo e nega o essencial da sua arte, quebrando a ess&ecirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a entre m&eacute;dico e doente&raquo;. A missiva termina apelando para que &laquo;Portugal continue a ser um testemunho na prote&ccedil;&atilde;o da vida humana, tal como nos pede a Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Portuguesa, a Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos do Homem e o C&oacute;digo Internacional de &Eacute;tica M&eacute;dica&raquo;.

A entrega desta carta acontece numa altura em que o Bloco de Esquerda j&aacute; apresentou um projeto de lei para despenalizar a eutan&aacute;sia e o PS disse que far&aacute; o mesmo at&eacute; mar&ccedil;o, querendo que o debate se fa&ccedil;a at&eacute; ao ver&atilde;o.

O que diz a proposta do Bloco?
O Bloco de Esquerda prop&otilde;e que os profissionais de sa&uacute;de envolvidos na morte de um doente a seu pedido n&atilde;o sejam penalizados. De acordo com este projeto de lei, a eutan&aacute;sia s&oacute; pode ser pedida por &laquo;pessoa com les&atilde;o definitiva ou doen&ccedil;a incur&aacute;vel e fatal e em sofrimento duradouro e insuport&aacute;vel&raquo;, &laquo;maior, capaz de entender o sentido e o alcance do
pedido e consciente no momento da sua formula&ccedil;&atilde;o&raquo;.
O doente tem de reiterar o pedido de antecipa&ccedil;&atilde;o de morte cinco vezes. Primeiro ao m&eacute;dico respons&aacute;vel, que fica obrigado a informar o paciente do progn&oacute;stico, tratamentos e cuidados paliativos. Depois, o mesmo m&eacute;dico deve confirmar se o doente mant&eacute;m a vontade de pedir a eutan&aacute;sia. Se sim, deve ser inscrito no &quot;Boletim de Registos&quot;. A terceira verifica&ccedil;&atilde;o &eacute; feita por um m&eacute;dico especialista da doen&ccedil;a, que tem de confirmar se tem ou n&atilde;o cura. Se o profissional de sa&uacute;de concordar com a antecipa&ccedil;&atilde;o de morte, o paciente ter&aacute; de confirmar a sua vontade, que ser&aacute; registada de novo no tal &quot;Boletim de Registos&quot;.&nbsp; Se o m&eacute;dico especialista n&atilde;o concordar, o processo fica por aqui. Junto de um m&eacute;dico psiqui&aacute;trico, ter&aacute; de haver nova manifesta&ccedil;&atilde;o de vontade.
A data &eacute; marcada depois com o m&eacute;dico respons&aacute;vel que confirma, pela quinta vez, se o doente quer mesmo a eutan&aacute;sia. Se o doente ficar inconsciente, o processo para. S&oacute; continua quando estiver consciente ou se tiver manifestado inten&ccedil;&atilde;o de pedir eutan&aacute;sia no Testamento Vital. &Eacute; o paciente quem escolhe tomar sozinho os medicamentos que provocam a morte ou um profissional de sa&uacute;de (m&eacute;dico, enfermeiro ou psic&oacute;logo).
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Fri, 09 Feb 2018 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Patriarca define «alíneas operativas» para discernimento de recasados</title>
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<description><![CDATA[O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, publicou uma nota breve no s&iacute;tio web do Patriarcado sobre a &laquo;rece&ccedil;&atilde;o do cap&iacute;tulo VIII da exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica Amoris laetitia&raquo; (AL), onde pretende dar o &laquo;quadro geral da compreens&atilde;o crist&atilde; do matrim&oacute;nio e da fam&iacute;lia e oportunas indica&ccedil;&otilde;es sobre a respetiva forma&ccedil;&atilde;o e acompanhamento&raquo;, &agrave; semelhan&ccedil;a do que fez o Papa Francisco com a exorta&ccedil;&atilde;o.


Neste sentido, apresenta uma reflex&atilde;o baseada em excertos de tr&ecirc;s documentos - a AL, a correspond&ecirc;ncia entre os Bispos da Regi&atilde;o Pastoral de Buenos Aires e o Papa Francisco e as indica&ccedil;&otilde;es dadas aos sacerdotes da Diocese do Papa (Roma) pelo seu cardeal-vig&aacute;rio, e acrescenta algumas indica&ccedil;&otilde;es suas sobre o caminho a desenvolver nestas situa&ccedil;&otilde;es.

Depois de j&aacute; pelo menos tr&ecirc;s dioceses se terem pronunciado publicamente sobre a quest&atilde;o do apoio &agrave;s fam&iacute;lias em situa&ccedil;&atilde;o irregular, propondo caminhos de discernimento definidos para serem colocados em pr&aacute;tica nas suas dioceses, esta nota do Cardeal Patriarca vem no mesmo sentido, mas de uma forma bastante mais resumida, sem indica&ccedil;&atilde;o de um caminho de discernimento, ou a procura de uma justifica&ccedil;&atilde;o para as quest&otilde;es mais pol&eacute;micas, para al&eacute;m da cita&ccedil;&atilde;o dos documentos j&aacute; indicados.

No entanto, n&atilde;o deixa de estabelecer os mesmos caminhos definidos j&aacute; publicamente por Braga, Viseu e Aveiro, at&eacute; no aspeto do acesso dos recasados aos sacramentos, coisa sobre a qual D. Manuel Clemente j&aacute; se havia pronunciado em sentido contr&aacute;rio, logo ap&oacute;s a conclus&atilde;o do S&iacute;nodo e depois da publica&ccedil;&atilde;o da exorta&ccedil;&atilde;o do Papa. Depois disso, o Cardeal-Patriarca assumiu j&aacute; por diversas vezes que o caminho escolhido pelo Papa seria o caminho que ele iria escolher (ver not&iacute;cias relacionadas).

Nesta Nota, e depois de uma reflex&atilde;o apoiada na &laquo;Amoris laetitia, a correspond&ecirc;ncia entre os Bispos da Regi&atilde;o Pastoral de Buenos Aires e o Papa Francisco e as indica&ccedil;&otilde;es dadas aos sacerdotes da Diocese do Papa (Roma) pelo seu cardeal-vig&aacute;rio&raquo;, D. Manuel Clemente aponta algumas &laquo;al&iacute;neas operativas&raquo;. Desde logo, refere a necessidade de &laquo;acompanhar e integrar as pessoas na vida comunit&aacute;ria, na sequ&ecirc;ncia das exorta&ccedil;&otilde;es apost&oacute;licas p&oacute;s-sinodais Familiaris consortio, 84, Sacramentum caritatis, 29 e Amoris laetitia, 299 (cf. ap&ecirc;ndice)&raquo;. &Agrave; semelhan&ccedil;a dos outros documentos j&aacute; conhecidos de dioceses portuguesas, pede tamb&eacute;m que se atenda &agrave; &laquo;especificidade de cada caso&raquo; e que haja a &laquo;apresenta&ccedil;&atilde;o ao tribunal diocesano, quando haja d&uacute;vida sobre a validade do matrim&oacute;nio&raquo;.

Se o matrim&oacute;nio for v&aacute;lido, refere a import&acirc;ncia de, em primeiro lugar, se &laquo;propor a vida em contin&ecirc;ncia na nova situa&ccedil;&atilde;o&raquo;, e, depois disso, &laquo;atender &agrave;s circunst&acirc;ncias excecionais e &agrave; possibilidade sacramental, em conformidade com a exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica e os documentos acima citados&raquo;. Finalmente, pede que se continue com o discernimento, &laquo;adequando sempre mais a pr&aacute;tica ao ideal matrimonial crist&atilde;o e &agrave; maior coer&ecirc;ncia sacramental&raquo;.

A nota &eacute; o fruto da reuni&atilde;o de vig&aacute;rios de dia 6 de fevereiro, e termina com a cita&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s documentos papais, um de cada um dos &uacute;ltimos tr&ecirc;s Papas, que abordam a necessidade de integrar os casais em situa&ccedil;&atilde;o irregular dentro da Igreja.

&nbsp;
Texto e foto: Ricardo Perna


Not&iacute;cias relacionadas:


-&nbsp;Comunh&atilde;o dos recasados: &laquo;o que o Papa admitir, admitimos com ele&raquo;
-&nbsp;Recasados: &laquo;As decis&otilde;es s&atilde;o tomadas com o bispo&raquo; de cada diocese
- Arquidiocese de Braga define normas para discernimento de recasados
-&nbsp;Viseu e Aveiro juntam-se a Braga no acolhimento aos recasados





&nbsp;
]]></description>
<pubDate>Tue, 06 Feb 2018 17:56:00 +0000</pubDate>
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<title>Unicef lança apelo</title>
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<description><![CDATA[A Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Inf&acirc;ncia precisa de 3,6 mil milh&otilde;es de d&oacute;lares. Este &eacute; o valor necess&aacute;rio para dar assist&ecirc;ncia humanit&aacute;ria a 48 milh&otilde;es de crian&ccedil;as em 51 pa&iacute;ses este ano. Em comunicado, a Unicef revela que &laquo;84 por cento do total do montante do apelo se destina a crian&ccedil;as de pa&iacute;ses afetados pela viol&ecirc;ncia e conflito&raquo;. A maior parte do apelo &eacute; dirigido a crian&ccedil;as e fam&iacute;lias afetadas pelo conflito da S&iacute;ria, quase a entrar no oitavo ano.



Manuel Fontaine, Diretor de Programas de Emerg&ecirc;ncia, defende que &laquo;as crian&ccedil;as e os jovens n&atilde;o podem simplesmente ficar &agrave; espera que as guerras findem, com crises que amea&ccedil;am a uma escala catastr&oacute;fica a sua sobreviv&ecirc;ncia imediata e futura&raquo;. Este respons&aacute;vel afirma que os mais novos s&atilde;o os &laquo;mais vulner&aacute;veis ​​quando o conflito ou o desastre provocam o colapso dos servi&ccedil;os essenciais, como de sa&uacute;de, &aacute;gua e saneamento&raquo;. Da&iacute; o apelo: &laquo;A menos que a comunidade internacional tome medidas urgentes para proteger e prestar assist&ecirc;ncia vital a estas crian&ccedil;as, elas enfrentar&atilde;o um futuro cada vez mais sombrio.&raquo;

Segundo a Unicef, pa&iacute;ses com conflitos h&aacute; v&aacute;rios anos s&atilde;o os que precisam de mais ajuda. &Eacute; o caso da Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo, do Iraque, da Nig&eacute;ria, do Sud&atilde;o do Sul, da S&iacute;ria e do I&eacute;men. E a organiza&ccedil;&atilde;o lamenta que &laquo;as partes envolvidas nos conflitos&raquo; estejam &laquo;a mostrar um desrespeito flagrante pela vida das crian&ccedil;as&raquo;. Quase uma em cada quatro crian&ccedil;as vive num pa&iacute;s em guerra ou afetado por desastres.

Al&eacute;m dos ataques diretos, acontecem cada vez mais ataques a escolas, hospitais, etc. Cerca de 84% do valor que a Unicef pede destina-se ao trabalho &laquo;em pa&iacute;ses com crises humanit&aacute;rias provocadas pela viol&ecirc;ncia e conflito&raquo;.

A falta de &aacute;gua pot&aacute;vel &eacute; um problema grave que afeta muitos milh&otilde;es de pessoas e crian&ccedil;as. Manuel Fontaine conta que &laquo;117 milh&otilde;es de pessoas que vivem em emerg&ecirc;ncias n&atilde;o t&ecirc;m acesso a &aacute;gua pot&aacute;vel e em muitos pa&iacute;ses afetados por conflitos, mais crian&ccedil;as morrem de doen&ccedil;as causadas por &aacute;gua insalubre e saneamento deficiente do que pela viol&ecirc;ncia direta em si&raquo;. Sem &aacute;gua pot&aacute;vel, os pr&oacute;prios hospitais e centros de sa&uacute;de ficam incapacitados de tratar adequadamente as doen&ccedil;as. O Diretor de Programas de Emerg&ecirc;ncia explica que &laquo;a amea&ccedil;a &eacute; ainda maior &agrave; medida que milh&otilde;es de crian&ccedil;as enfrentam n&iacute;veis de subnutri&ccedil;&atilde;o potencialmente fatais, tornando-as mais suscet&iacute;veis a doen&ccedil;as transmitidas pela &aacute;gua como a c&oacute;lera, criando um ciclo vicioso de m&aacute; nutri&ccedil;&atilde;o e doen&ccedil;a&raquo;.

Ao lan&ccedil;ar este apelo de financiamento para 2018, a Unicef presta contas do apoio prestado nos primeiros dez meses do ano passado: &laquo;29,9 milh&otilde;es de pessoas receberam acesso a &aacute;gua pot&aacute;vel; 13,6 milh&otilde;es de crian&ccedil;as foram vacinadas contra o sarampo; 5,5 milh&otilde;es de crian&ccedil;as tiveram acesso a alguma forma de educa&ccedil;&atilde;o; 2,5 milh&otilde;es de crian&ccedil;as com subnutri&ccedil;&atilde;o aguda grave receberam tratamento; 2,8 milh&otilde;es de crian&ccedil;as tiveram acesso a apoio psicossocial&raquo;.

Este ano o objetivo &eacute; &laquo;fornecer a 35,7 milh&otilde;es de pessoas o acesso a &aacute;gua pot&aacute;vel; proporcionar a 8,9 milh&otilde;es de crian&ccedil;as educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica formal ou n&atilde;o formal; imunizar 10 milh&otilde;es de crian&ccedil;as contra o sarampo; fornecer apoio psicossocial a mais de 3,9 milh&otilde;es de crian&ccedil;as; tratar 4,2 milh&otilde;es de crian&ccedil;as com subnutri&ccedil;&atilde;o aguda grave&raquo;.

Quem quiser fazer um donativo, pode ir a esta p&aacute;gina da internet da Unicef Portugal, e escolher quanto quer dar e se quer faz&ecirc;-lo de forma peri&oacute;dica ou ocasional.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Tue, 30 Jan 2018 10:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Diocese de Aveiro explica «aprofundamento da doutrina» do novo documento</title>
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<description><![CDATA[A diocese de Aveiro publicou um documento de nome &laquo;ACOMPANHAR, DISCERNIR, INTEGRAR - Crit&eacute;rios de orienta&ccedil;&atilde;o pastoral para aplica&ccedil;&atilde;o do cap&iacute;tulo VIII da Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica Amoris Laetitia&raquo;, no qual procura contextualizar e uniformizar a aplica&ccedil;&atilde;o do cap&iacute;tulo VIII da Amoris Laetitia, a exorta&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-sinodal do Papa Francisco, explicando porque considera que o se trata de um &laquo;aprofundamento da doutrina&raquo;, e n&atilde;o uma rutura com a mesma.

&nbsp;
O documento &eacute; &laquo;instrumento e guia oficial, na Diocese de Aveiro, no complexo apostolado de integra&ccedil;&atilde;o eclesial de quantos, contra&iacute;do o Matrim&oacute;nio &agrave; face da Igreja e, mediante o div&oacute;rcio, instauraram nova uni&atilde;o, alimentando contudo leg&iacute;timos anseios de se virem a incorporar na pr&aacute;tica normal da vida crist&atilde;&raquo;, conforme explica a norma introdut&oacute;ria da autoria de D. Ant&oacute;nio Moiteiro, bispo da diocese.
&nbsp;

Na nota introdut&oacute;ria, pode ainda ler-se que &laquo;a possibilidade de acesso aos sacramentos da Confiss&atilde;o e da Eucaristia, sendo uma decis&atilde;o do foro interno que pertence a cada um (cf. AL 37), n&atilde;o pode ignorar que est&aacute; em causa uma realidade objetiva como &eacute; a indissolubilidade da alian&ccedil;a contra&iacute;da no sacramento do Matrim&oacute;nio&raquo;, e, por isso, o bispo indica que os processos de discernimento dever&atilde;o passar pelo &laquo;bispo diocesano, ou em quem ele confiar&raquo;.
&nbsp;

O documento descreve um processo muito semelhante ao proposto em Braga, com um discernimento que &laquo;reclama a caridade pastoral do sacerdote que acolhe o fiel, o escuta atentamente e lhe mostra o rosto materno da Igreja, na medida em que aceita a sua reta inten&ccedil;&atilde;o e o seu bom prop&oacute;sito em iluminar toda a vida com a luz do Evangelho e praticar a caridade&raquo;, e onde &laquo;o sacerdote deve aparecer como pastor e n&atilde;o como &ldquo;controlador da gra&ccedil;a&rdquo;, porque &ldquo;a Igreja n&atilde;o &eacute; uma alf&acirc;ndega, mas uma casa paterna onde h&aacute; lugar para todos com a sua vida fatigante&rdquo; (Evangelii Gaudium 47)&raquo;.

Aprofundamento da doutrina ou rutura?
Pedindo que o pastor acentue &laquo;o an&uacute;ncio fundamental, o kerygma, o an&uacute;ncio do amor e da ternura de Cristo, que estimule ou renove o encontro pessoal com Jesus Cristo vivo (cf. AL 58) e n&atilde;o o aspeto jur&iacute;dico ou moral da lei&raquo;, este documento n&atilde;o se furta &agrave; justifica&ccedil;&atilde;o que tanta pol&eacute;mica tem dado desde que saiu a exorta&ccedil;&atilde;o do Papa, e explica como &laquo;&eacute; que as diretivas consagradas no cap&iacute;tulo VIII da Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica Amoris laetitia e que integram o processo de discernimento pessoal e pastoral dos cat&oacute;licos divorciados e constitu&iacute;dos em nova uni&atilde;o com vista a serem admitidos aos sacramentos da Penit&ecirc;ncia e da Eucaristia e, porventura a outras atividades eclesiais, &eacute; um aprofundamento e n&atilde;o inova&ccedil;&atilde;o que vem proporcionar uma maior dimens&atilde;o equitativa &agrave; Disciplina Can&oacute;nica&raquo;.
&nbsp;
O documento da diocese de Aveiro come&ccedil;a ent&atilde;o por indicar que, &laquo;nas crises conjugais, nas quais a debilita&ccedil;&atilde;o da comunidade de vida e de amor degenerou em rutura e deu lugar a outra liga&ccedil;&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o, a imputa&ccedil;&atilde;o de responsabilidades diversifica-se numa variedade de graus de culpa, a ponto de cada caso ser um caso espec&iacute;fico&raquo;.

Por isso, o processo de discernimento que agora &eacute; sugerido &laquo;n&atilde;o for&ccedil;a o Direito Can&oacute;nico como inova&ccedil;&atilde;o ao mesmo, mas at&eacute; lhe garante uma equidade redundante em aprofundamento&raquo;. O c&acirc;none 204 estabelece que &laquo;o Povo de Deus &ldquo;subsiste na Igreja cat&oacute;lica governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunh&atilde;o com ele&rdquo;&raquo;, sob uma perspetiva &laquo;triforma de participa&ccedil;&atilde;o no m&uacute;nus de Cristo&raquo;. &laquo;Os que foram incorporados em Cristo pelo batismo e tal incorpora&ccedil;&atilde;o, por for&ccedil;a do Esp&iacute;rito, consistiu numa participa&ccedil;&atilde;o ontol&oacute;gica do m&uacute;nus sacerdotal, prof&eacute;tico e real de Cristo. Pela participa&ccedil;&atilde;o no m&uacute;nus sacerdotal, todos os fi&eacute;is crist&atilde;os recebem um sacerd&oacute;cio comum pelo qual participam na obla&ccedil;&atilde;o da Eucaristia, exercem-no na rece&ccedil;&atilde;o dos sacramentos, na ora&ccedil;&atilde;o e na a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as, com o testemunho de uma vida santa e caridade operante; pela participa&ccedil;&atilde;o na miss&atilde;o prof&eacute;tica, d&atilde;o testemunho da f&eacute;, exercem um apostolado pessoal n&atilde;o hier&aacute;rquico, difundem e defendem a doutrina da Igreja; pela participa&ccedil;&atilde;o no m&uacute;nus real, santificam as realidades terrestres &agrave; semelhan&ccedil;a de fermento na massa&raquo;, pode ler-se no documento, que cita a Lumen Gentium, nos seus pontos 10 a 12.
&nbsp;

Neste sentido, os fi&eacute;is cooperam &laquo;a seu modo&raquo; nessa voca&ccedil;&atilde;o. Por isso, diz o documento, &laquo;pela participa&ccedil;&atilde;o no m&uacute;nus sacerdotal, prof&eacute;tico e real de Cristo e pela voca&ccedil;&atilde;o da&iacute; consequente, os fi&eacute;is crist&atilde;os foram agraciados com uma dignidade espec&iacute;fica, donde flui nuclearmente um patrim&oacute;nio de obriga&ccedil;&otilde;es e direitos fundamentais daquela personalidade de serem &ldquo;filhos no Filho&rdquo;, enuncia um aforismo teol&oacute;gico corrente. S&atilde;o obriga&ccedil;&otilde;es e direitos que se configuram em objetos de justi&ccedil;a na Igreja e, por isso, urge classific&aacute;-los de fundamentais, inviol&aacute;veis e inaufer&iacute;veis&raquo;, justifica, citando um documento da associa&ccedil;&atilde;o de canonistas espanh&oacute;is, da autoria de A. P&eacute;rez Ramos.
&nbsp;

Deste direito h&aacute; apenas tr&ecirc;s situa&ccedil;&otilde;es que o podem suspender, embora nunca anular, diz o documento: &laquo;a heresia ou nega&ccedil;&atilde;o pertinaz, depois de recebido o batismo, de alguma verdade que se deve crer com f&eacute; divina e cat&oacute;lica; a apostasia ou rep&uacute;dio total da f&eacute; crist&atilde;; cisma, isto &eacute;, a recusa da sujei&ccedil;&atilde;o ao Sumo Pont&iacute;fice ou a comunh&atilde;o com os membros da Igreja que lhe est&atilde;o sujeitos&raquo;.

&nbsp;
A juntar a esta quest&atilde;o, os autores deste documento indicam o c&acirc;none 223 do C&oacute;digo de Direito Can&oacute;nico (CDC), que diz que &laquo;os fi&eacute;is t&ecirc;m o direito de receber dos sagrados pastores os aux&iacute;lios hauridos dos bens espirituais da Igreja, sobretudo da palavra de Deus e dos sacramentos&raquo;. &laquo;Ora os fi&eacute;is crist&atilde;os divorciados e em nova uni&atilde;o n&atilde;o perderam esse direito fundamental, nem ca&iacute;ram em heresia, apostasia ou cisma por que possam estar privados do exerc&iacute;cio do mesmo, encontrando-se embora numa situa&ccedil;&atilde;o de irregularidade can&oacute;nica&raquo;, indica o documento.
&nbsp;
Finalmente, acrescentam que &laquo;o CDC, ao descrever, no c. 529 &sect;1, as fun&ccedil;&otilde;es que integram o of&iacute;cio do p&aacute;roco, nomeia entre outras a de &ldquo;acompanhar, com particular dilig&ecirc;ncia, os paroquianos que padecem dificuldades especiais&rdquo;; torna-se praticamente un&acirc;nime a interpreta&ccedil;&atilde;o que, dentre os que se encontram nessas &ldquo;dificuldades especiais&rdquo;, se devem destacar as fam&iacute;lias em crise em virtude de terem rompido a unidade conjugal&raquo;, e citam aqui um documento do V Congresso Internacional de Direito Can&oacute;nico, que decorreu em Ottawa, no Canad&aacute;, em 1986.
&nbsp;
No final do documento, a diocese declara que aguarda &laquo;que o processo pessoal e pastoral proposto na Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica seja bem compreendido, assimilado e aprofundado para, na sua aplica&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o se desvirtuar por um rigorismo que o prive de ser resposta da miseric&oacute;rdia divina &agrave; fragilidade humana pecadora, ou por um laxismo que entorpe&ccedil;a e vulgarize o ser car&aacute;cter de ser verdadeira caminhada de convers&atilde;o da culpa para a reconcilia&ccedil;&atilde;o com a Igreja, Sacramento de Salva&ccedil;&atilde;o&raquo;.
&nbsp;
Texto e foto: Ricardo Perna

Artigos relacionados:

- Viseu e Aveiro juntam-se a Braga no acolhimento aos recasados
- Arquidiocese de Braga define normas para discernimento de recasados]]></description>
<pubDate>Mon, 29 Jan 2018 17:49:00 +0000</pubDate>
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<title>Viseu e Aveiro juntam-se a Braga no acolhimento aos recasados</title>
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<description><![CDATA[As dioceses de Aveiro e Viseu s&atilde;o as pr&oacute;ximas a adotar medidas de acolhimento e integra&ccedil;&atilde;o de fam&iacute;lias em situa&ccedil;&atilde;o irregular, abrindo a possibilidade de acesso aos sacramentos. Esta &eacute; uma decis&atilde;o que decorre da reflex&atilde;o levada a cabo pelos bispos do Centro, um grupo de prelados que se re&uacute;ne com regularidade, composto pelos bispos de Viseu, Aveiro, Leiria-F&aacute;tima, Guarda, Coimbra e Portalegre-Castelo Branco, durante o ano pastoral anterior, e que culminou na entrega de um documento de trabalho na Assembleia Plen&aacute;ria de novembro da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), e que serviu de inspira&ccedil;&atilde;o para o documento &laquo;Edificar a casa sobre a rocha&raquo; que a Arquidiocese de Braga j&aacute; apresentou.

&nbsp;
Este documento orientador partiu do trabalho j&aacute; feito pelos bispos argentinos, de Malta e da Alemanha, e levou a uma reda&ccedil;&atilde;o que foi depois apresentada ao conjunto dos bispos para ser aprovada. D. Il&iacute;dio Leandro, bispo de Viseu, e D. Ant&oacute;nio Moiteiro, bispo de Aveiro, confirmaram &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; a exist&ecirc;ncia do documento, e que o mesmo foi apresentado aos bispos em novembro. &laquo;O documento existe, os bispos do centro apresentaram-no na Assembleia Plen&aacute;ria da CEP de novembro, mas n&atilde;o foi assumido por todos. Foi proposto pelo presidente da confer&ecirc;ncia que cada bispo fizesse o seu caminho, e foi a partir da&iacute; que Braga come&ccedil;ou a preparar o documento que apresentou&raquo;, revela D. Il&iacute;dio Leandro, que adianta que &laquo;o documento foi trabalhado durante o ano pastoral passado, em encontros mensais que resultaram nesse documento&raquo;.
&nbsp;
No final dessa assembleia, D. Manuel Clemente foi questionado pela Fam&iacute;lia Crist&atilde; sobre o assunto, e explicou que &laquo;no que me diz respeito, o que est&aacute; na Amoris laetitia, lendo-a no seu todo e n&atilde;o apenas numa nota de rodap&eacute;, e o todo aponta para a pastoral do v&iacute;nculo, incluindo o di&aacute;logo com os bispos argentinos, &eacute; suficiente para mim e para a diocese que me est&aacute; acometida, n&atilde;o preciso de mais&raquo;, e n&atilde;o assumiu nenhuma posi&ccedil;&atilde;o de conjunto, apesar de, segundo o prelado de Viseu, ter sugerido que as dioceses trabalhassem no sentido deste documento dos bispos do Centro.
&nbsp;
Bispo de Viseu quer &laquo;procurar esses casos&raquo; e tomar a iniciativa do contacto
D. Il&iacute;dio Leandro, bispo de Viseu, j&aacute; havia abordado o assunto no Conselho Presbiteral de 8 de novembro do ano passado, definindo a cria&ccedil;&atilde;o de um &laquo;servi&ccedil;o de informa&ccedil;&atilde;o e aconselhamento em ordem a averiguar a exist&ecirc;ncia ou n&atilde;o de algum fundamento para introduzir a causa de nulidade do matrim&oacute;nio no tribunal eclesi&aacute;stico&raquo;, sem esquecer a proposta de um &laquo;itiner&aacute;rio de respons&aacute;vel discernimento pastoral aos que n&atilde;o conseguem obter a declara&ccedil;&atilde;o de nulidade&raquo;. Contactado pela Fam&iacute;lia Crist&atilde;, confirmou a cria&ccedil;&atilde;o deste servi&ccedil;o, e explicou que a entrada em funcionamento ser&aacute; logo ap&oacute;s as jornadas de forma&ccedil;&atilde;o do claro, marcadas para 8, 9 e 10 de fevereiro pr&oacute;ximos, que contar&atilde;o, no &uacute;ltimo dia, com a participa&ccedil;&atilde;o de casais de CPM, pastoral familiar e outros convidados pelos p&aacute;rocos para forma&ccedil;&atilde;o nesta mat&eacute;ria.
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A prioridade ser&aacute; n&atilde;o apenas receber quem se aproximar das equipas, mas ir ao encontro desses casos, e por isso ser&aacute; nomeada uma equipa de um sacerdote e dois casais em cada arciprestado, que responder&atilde;o depois a uma equipa diocesana. &laquo;Temos de estar atentos e procurar esses casos, entrar em contacto com eles. Muitas dessas pessoas, pelo h&aacute;bito eclesial que havia, afastaram-se um bocadinho, agora procuram a Igreja s&oacute; para batizar os seus filhos. Temos de proceder como papa diz, de irmos &agrave;s periferias. Para dar a conhecer a realidade do acolhimento de integra&ccedil;&atilde;o temos de ir ao encontro dessas pessoas&raquo;, explica D. Il&iacute;dio Leandro.
&nbsp;
O prelado fala de um processo de discernimento e avisa desde j&aacute; que nada est&aacute; garantido &agrave; partida. &laquo;Trata-se de um caminho de convers&atilde;o. N&atilde;o vamos passar por cima de situa&ccedil;&otilde;es em que haja injusti&ccedil;as com o casamento ou filhos anteriores. Quando as condi&ccedil;&otilde;es para essa tranquilidade sacramental se efetivar pode haver acesso, antes n&atilde;o&raquo;, explica.
&nbsp;
Uma tranquilidade que ter&aacute; de ser alcan&ccedil;ada ao n&iacute;vel da comunidade paroquial tamb&eacute;m. &laquo;&Eacute; preciso dar informa&ccedil;&atilde;o a toda a igreja diocesana para que n&atilde;o haja esc&acirc;ndalo. As pessoas n&atilde;o est&atilde;o recetivas a este acesso, e por isso precisamos de forma&ccedil;&atilde;o no acolhimento para que fa&ccedil;am uma convers&atilde;o do acolhimento&raquo;, diz, explicando que o prop&oacute;sito &eacute; levar a todos a miseric&oacute;rdia de Deus. &laquo;A Amoris laetitia prev&ecirc; miseric&oacute;rdia mesmo em situa&ccedil;&otilde;es em que a situa&ccedil;&atilde;o atual n&atilde;o se pode reverter, por causa de filhos de uma segunda uni&atilde;o. Perante Deus h&aacute; sempre lugar &agrave; miseric&oacute;rdia infinita&raquo;, considera, para depois acrescentar que n&atilde;o sente que se deva apostar na solu&ccedil;&atilde;o da coabita&ccedil;&atilde;o de irm&atilde;os na segunda uni&atilde;o, pois &laquo;o casamento &eacute; um sacramento e as rela&ccedil;&otilde;es sexuais s&atilde;o um bem. Por esse princ&iacute;pio n&atilde;o vou&raquo;, diz.


&nbsp;
Aveiro j&aacute; distribuiu documento orientador aos sacerdotes
Em Aveiro o documento &laquo;ACOMPANHAR, DISCERNIR, INTEGRAR - Crit&eacute;rios de orienta&ccedil;&atilde;o pastoral para aplica&ccedil;&atilde;o do cap&iacute;tulo VIII da Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica Amoris Laetitia&raquo; tem a data de 29 de novembro e foi j&aacute; entregue a todos os sacerdotes e abordado numa forma&ccedil;&atilde;o permanente do clero. &laquo;Aprovei o documento dos bispos do Centro. &Eacute; um decreto meu que pede que os sacerdotes, di&aacute;conos e o povo de Deus estude o documento e que fa&ccedil;amos a&ccedil;&otilde;es antes e depois, que pretende ajudar a fazer o discernimento a casais recasados&raquo;.
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Apesar do documento especificar que o caminho poder&aacute; chegar at&eacute; ao acesso aos sacramentos, D. Ant&oacute;nio Moiteiro prefere colocar a t&oacute;nica no caminho a fazer. &laquo;N&atilde;o quero dar &ecirc;nfase ao acesso aos sacramentos, quero que as pessoas vejam qual &eacute; a sua situa&ccedil;&atilde;o&raquo;, isto porque &laquo;o discernimento &eacute; pessoal e, no final, fica a consci&ecirc;ncia de cada pessoa&raquo;.
&nbsp;
O documento de Aveiro apresenta uma primeira parte de enquadramento e uma segunda parte que d&aacute; uma &laquo;justifica&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica&raquo; &agrave; quest&atilde;o, &laquo;de acordo com o Direito Can&oacute;nico&raquo;, faz quest&atilde;o de frisar o prelado. &laquo;N&atilde;o preciso de explicar mais nada, pois l&aacute; t&ecirc;m a justifica&ccedil;&atilde;o&raquo;, esclarece.
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Quanto ao processo, refor&ccedil;a que o mesmo deve ser feito por um sacerdote, mas sem especificar uma equipa para o efeito. &laquo;Este &eacute; um discernimento como outro qualquer. Se um sacerdote n&atilde;o &eacute; capaz de fazer o discernimento, mal est&aacute; a diocese&raquo;, diz. No entanto, explica que o documento &laquo;ajuda&raquo; todos os sacerdotes no &laquo;discernimento&raquo;. &laquo;Apresenta crit&eacute;rios de discernimento e ajuda a fazer, para uniformizar&raquo; a abordagem.
&nbsp;
A Fam&iacute;lia Crist&atilde; procurou saber junto das outras quatro dioceses do grupo que entregou o documento na Assembleia Plen&aacute;ria da CEP se ir&atilde;o proceder da mesma forma que estas duas, mas at&eacute; ao momento n&atilde;o foi poss&iacute;vel o contacto com nenhum dos bispos.
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Texto: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e Jo&atilde;o Lopes Cardoso


Artigos relacionados:

- Diocese de Aveiro explica &laquo;aprofundamento da doutrina&raquo; do novo documento
- Arquidiocese de Braga define normas para discernimento de recasados
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NOTA: artigo atualizado &agrave;s 18h02 com links para o artigo sobre o documento de Aveiro e indica&ccedil;&atilde;o de outra data na forma&ccedil;&atilde;o em Viseu.


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<pubDate>Mon, 29 Jan 2018 16:36:00 +0000</pubDate>
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<title>Pe. Tolentino Mendonça orienta retiro do Papa em Ariccia</title>
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<description><![CDATA[O Pe. Jos&eacute; Tolentino Mendon&ccedil;a foi o sacerdote escolhido para orientar as medita&ccedil;&otilde;es que v&atilde;o acompanhar os Exerc&iacute;cios Espirituais (EE) do Papa Francisco e dos colaboradores da C&uacute;ria Romana, com in&iacute;cio agendado para o primeiro domingo da Quaresma, a 18 de fevereiro, e conclus&atilde;o prevista para dia 23, em Ariccia, pr&oacute;ximo de Roma.

&nbsp;
&ldquo;Elogio da sede&rdquo; &eacute; o tema geral das reflex&otilde;es a propor pelo biblista portugu&ecirc;s, que, no esquema distribu&iacute;do pela Prefeitura da Casa Pontif&iacute;cia, &eacute; apresentado como &laquo;vice-reitor da Universidade Cat&oacute;lica de Lisboa&raquo; e &laquo;consultor do Pontif&iacute;cio Conselho da Cultura&raquo;, segundo not&iacute;cia no site do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC).
&nbsp;
O Papa e todos os participantes nos EE t&ecirc;m a sa&iacute;da prevista para as 16h00 de dia 18, seguindo-se uma viagem de cerca de 45 minutos at&eacute; &agrave; casa de Ariccia, perten&ccedil;a dos padres paulistas, onde o Papa Francisco tem realizado todos os EE de Quaresma desde que assumiu o pontificado.
&nbsp;
As dez medita&ccedil;&otilde;es, segundo o SNPC, t&ecirc;m temas como &laquo;Aprendizes do assombro&raquo;. &laquo;A ci&ecirc;ncia da sede&raquo;, &laquo;Percebi que estava com sede&raquo;, &laquo;Esta sede de nada&raquo;, &laquo;A sede de Jesus&raquo;, &laquo;As l&aacute;grimas contam uma sede&raquo;, &laquo;Beber da pr&oacute;pria sede&raquo;, &laquo;As formas do desejo&raquo;, &laquo;Escutar a sede das periferias&raquo; e &laquo;A bem-aventuran&ccedil;a da sede&raquo;.
&nbsp;
&laquo;De segunda a quinta-feira os Exerc&iacute;cios Espirituais come&ccedil;am com a concelebra&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica (7h30), continuando com o pequeno-almo&ccedil;o, medita&ccedil;&atilde;o, almo&ccedil;o, nova medita&ccedil;&atilde;o, V&eacute;speras, adora&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica e jantar&raquo;, pode ler-se no site do SNPC.
&nbsp;
No &uacute;ltimo dia, sexta-feira, ap&oacute;s a medita&ccedil;&atilde;o matutina, os participantes saem da Casa do Divino Mestre, de regresso ao Vaticano.
&nbsp;
As audi&ecirc;ncias do papa, incluindo a geral, realizada &agrave; quarta-feira, s&atilde;o habitualmente suspensas durante os Exerc&iacute;cios Espirituais.
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Texto: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e Wiki Commons
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<pubDate>Thu, 25 Jan 2018 12:56:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa ensina a acabar com as «fake news»</title>
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<description><![CDATA[A Santa S&eacute; divulgou hoje a mensagem do Papa Francisco para o 52&ordm; Dia Mundial das Comunica&ccedil;&otilde;es, subordinada ao tema das fake news. Nela, Francisco ensina como acabar com as fake news, uma tarefa a cargo de quem as produz, mas tamb&eacute;m de quem as l&ecirc; e propaga, e inclui uma ora&ccedil;&atilde;o que o Papa criou para o jornalista, adaptada da ora&ccedil;&atilde;o de S. Francisco de Assis.


&laquo;&quot;A verdade vos tornar&aacute; livres&rdquo; (Jo 8, 32). Fake news e jornalismo de paz&raquo; &eacute; o tema da mensagem deste ano, onde o Papa gostaria &laquo;de contribuir para o esfor&ccedil;o comum de prevenir a difus&atilde;o das not&iacute;cias falsas e para redescobrir o valor da profiss&atilde;o jornal&iacute;stica e a responsabilidade pessoal de cada um na comunica&ccedil;&atilde;o da verdade&raquo;.
&nbsp;
Sobre as not&iacute;cias falsas, Francisco diz que &laquo;tais not&iacute;cias s&atilde;o capciosas, no sentido que se mostram h&aacute;beis a capturar a aten&ccedil;&atilde;o dos destinat&aacute;rios, apoiando-se sobre estere&oacute;tipos e preconceitos generalizados no seio dum certo tecido social, explorando emo&ccedil;&otilde;es imediatas e f&aacute;ceis de suscitar como a ansiedade, o desprezo, a ira e a frustra&ccedil;&atilde;o&raquo;. Este tipo de not&iacute;cias s&atilde;o dif&iacute;ceis de desmascarar porque, diz o Papa, &laquo;em vez de haver um confronto sadio com outras fontes de informa&ccedil;&atilde;o (que poderia colocar positivamente em discuss&atilde;o os preconceitos e abrir para um di&aacute;logo construtivo), corre-se o risco de se tornar atores involunt&aacute;rios na difus&atilde;o de opini&otilde;es tendenciosas e infundadas&raquo;. &laquo;O drama da desinforma&ccedil;&atilde;o &eacute; o descr&eacute;dito do outro, a sua representa&ccedil;&atilde;o como inimigo, chegando-se a uma demoniza&ccedil;&atilde;o que pode fomentar conflitos. Deste modo, as not&iacute;cias falsas revelam a presen&ccedil;a de atitudes simultaneamente intolerantes e hipersens&iacute;veis, cujo &uacute;nico resultado &eacute; o risco de se dilatar a arrog&acirc;ncia e o &oacute;dio. &Eacute; a isto que leva, em &uacute;ltima an&aacute;lise, a falsidade&raquo;, pode ler-se no documento.
&nbsp;
A preocupa&ccedil;&atilde;o de Francisco est&aacute; no facto de estas not&iacute;cias poderem influenciar a opini&atilde;o p&uacute;blica de tal forma que &laquo;os pr&oacute;prios desmentidos categorizados dificilmente conseguem circunscrever os seus danos&raquo;. &Eacute; por isso que o Santo Padre defende que apenas a &laquo;procura&raquo; incessante da &laquo;verdade&raquo; poder&aacute; libertar os crist&atilde;os deste problema. &laquo;N&atilde;o se acaba jamais de procurar a verdade, porque algo de falso sempre se pode insinuar, mesmo ao dizer coisas verdadeiras. De facto, uma argumenta&ccedil;&atilde;o impec&aacute;vel pode basear-se em factos ineg&aacute;veis, mas, se for usada para ferir o outro e desacredit&aacute;-lo &agrave; vista alheia, por mais justa que apare&ccedil;a, n&atilde;o &eacute; habitada pela verdade. A partir dos frutos, podemos distinguir a verdade dos v&aacute;rios enunciados: se suscitam pol&eacute;mica, fomentam divis&otilde;es, infundem resigna&ccedil;&atilde;o ou se, em vez disso, levam a uma reflex&atilde;o consciente e madura, ao di&aacute;logo construtivo, a uma prof&iacute;cua atividade&raquo;.
&nbsp;
Pedidos de um &laquo;jornalismo de paz&raquo;
O Papa escreve que o &laquo;melhor ant&iacute;doto contra as falsidades n&atilde;o s&atilde;o as estrat&eacute;gias, mas as pessoas&raquo;. &laquo;Pessoas que, livres da ambi&ccedil;&atilde;o, est&atilde;o prontas a ouvir e, atrav&eacute;s da fadiga dum di&aacute;logo sincero, deixam emergir a verdade; pessoas que, atra&iacute;das pelo bem, se mostram respons&aacute;veis no uso da linguagem&raquo;, diz.
&nbsp;
Francisco coloca o &oacute;nus da responsabilidade das fake news n&atilde;o apenas em quem as produz, mas em quem as l&ecirc; e propaga, e por isso a sua mensagem tem, antes de mais, como destinat&aacute;rios, os consumidores de not&iacute;cias, que, com o seu pequeno filtro, partilham tudo sem aten&ccedil;&atilde;o. Mas n&atilde;o esquece aqueles que produzem as not&iacute;cias, e o seu trabalho contra as fake news, produzidas ou n&atilde;o por profissionais de comunica&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
E &eacute; aqui que entra a figura do jornalista, o &laquo;guardi&atilde;o das not&iacute;cias&raquo;. &laquo;No mundo atual, ele n&atilde;o desempenha apenas uma profiss&atilde;o, mas uma verdadeira e pr&oacute;pria miss&atilde;o. No meio do frenesim das not&iacute;cias e na voragem dos scoop, tem o dever de lembrar que, no centro da not&iacute;cia, n&atilde;o est&atilde;o a velocidade em comunic&aacute;-la nem o impacto sobre a audience, mas as pessoas. Informar &eacute; formar, &eacute; lidar com a vida das pessoas&raquo;, afirma o Papa.
&nbsp;
Neste sentido, pede &laquo;um jornalismo de paz, sem entender, com esta express&atilde;o, um jornalismo &ldquo;bonzinho&rdquo;, que negue a exist&ecirc;ncia de problemas graves e assuma tons mel&iacute;fluos&raquo;. &laquo;Pelo contr&aacute;rio, penso num jornalismo sem fingimentos, hostil &agrave;s falsidades, a slogans sensacionais e a declara&ccedil;&otilde;es bomb&aacute;sticas; um jornalismo feito por pessoas para as pessoas e considerado como servi&ccedil;o a todas as pessoas, especialmente &agrave;quelas &ndash; e no mundo, s&atilde;o a maioria &ndash; que n&atilde;o t&ecirc;m voz; um jornalismo que n&atilde;o se limite a queimar not&iacute;cias, mas se comprometa na busca das causas reais dos conflitos, para favorecer a sua compreens&atilde;o das ra&iacute;zes e a sua supera&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do aviamento de processos virtuosos; um jornalismo empenhado a indicar solu&ccedil;&otilde;es alternativas &agrave;s escalation do clamor e da viol&ecirc;ncia verbal&raquo;.
&nbsp;
A terminar, um subs&iacute;dio para todos os jornalistas crentes. &laquo;Inspirando-nos numa conhecida ora&ccedil;&atilde;o franciscana, poderemos dirigir-nos, &agrave; Verdade em pessoa&raquo;, atrav&eacute;s de uma ora&ccedil;&atilde;o que o Papa indica para todos os jornalistas e que a seguir reproduzimos.
&nbsp;

Senhor, fazei de n&oacute;s instrumentos da vossa paz.
Fazei-nos reconhecer o mal que se insinua em uma comunica&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o
cria comunh&atilde;o.
Tornai-nos capazes de tirar o veneno dos nossos ju&iacute;zos.
Ajudai-nos a falar dos outros como de irm&atilde;os e irm&atilde;s.
V&oacute;s sois fiel e digno de confian&ccedil;a;
fazei que as nossas palavras sejam sementes de bem para o mundo:
onde houver rumor, fazei que pratiquemos a escuta;
onde houver confus&atilde;o, fazei que inspiremos harmonia;
onde houver ambiguidade, fazei que levemos clareza;
onde houver exclus&atilde;o, fazei que levemos partilha;
onde houver sensacionalismo, fazei que usemos sobriedade;
onde houver superficialidade, fazei que ponhamos interrogativos
verdadeiros;
onde houver preconceitos, fazei que despertemos confian&ccedil;a;
onde houver agressividade, fazei que levemos respeito;
onde houver falsidade, fazei que levemos verdade.
Amen.

&nbsp;

Texto: Ricardo Perna
Foto: Lusa
]]></description>
<pubDate>Wed, 24 Jan 2018 12:48:00 +0000</pubDate>
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<title>Arquidiocese de Braga define normas para discernimento de recasados</title>
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<description><![CDATA[A arquidiocese de Braga elaborou uma proposta de &ldquo;processo de acompanhamento, discernimento e integra&ccedil;&atilde;o&rdquo; de pessoas divorciadas em nova uni&atilde;o civil. O objetivo &eacute; um orientar os pastores no tratamento das situa&ccedil;&otilde;es de divorciados recasados, assim como organizar e promover a&ccedil;&otilde;es de pastoral familiar.


&laquo;O presente documento procura apenas sublinhar resumidamente algumas orienta&ccedil;&otilde;es para esta renova&ccedil;&atilde;o pastoral, nomeadamente no que respeita &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o para o matrim&oacute;nio, ao acompanhamento de casais jovens e &agrave; integra&ccedil;&atilde;o eclesial dos divorciados que vivem em nova uni&atilde;o&raquo;, pode ler-se na introdu&ccedil;&atilde;o do documento &laquo;edificar a casa sobre a rocha&raquo;, que foi apresentado hoje aos jornalistas, mas j&aacute; estava a circular pelas m&atilde;os dos sacerdotes bracarenses desde o final do ano passado.
&nbsp;
No que diz respeito ao processo de discernimento para divorciados recasados, o documento da arquidiocese refere que a Exorta&ccedil;&atilde;o oferece, no ponto 18, &laquo;uma criteriologia para diferenciar as diversas situa&ccedil;&otilde;es e acompanhar as pessoas em ordem ao discernimento de cada caso e que aqui procuramos concretizar&raquo;.
Neste sentido, &eacute; estabelecido um per&iacute;odo de discernimento que dever&aacute; durar cerca de seis meses. Como exemplo, o documento indica que, se o processo se iniciasse em outubro-novembro, poderia estar conclu&iacute;do na Quinta-feira Santa, &laquo;um dia adequado para que aqueles cujo discernimento assim o ditasse poderem receber a comunh&atilde;o eucar&iacute;stica&raquo;, refere a Nota final.
&nbsp;
Como a cita&ccedil;&atilde;o acima indica, e j&aacute; tinha sido referido por D. Jorge Ortiga &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;, h&aacute; a possibilidade de, conclu&iacute;do o discernimento nesse sentido, os casais poderem aceder aos sacramentos, o ponto mais pol&eacute;mico da Amoris laetitia, a exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica que resultou dos dois S&iacute;nodos sobre a Fam&iacute;lia.
Mas para aqui chegar, o processo de discernimento n&atilde;o &eacute; simples. &laquo;H&aacute; que evitar dar a entender que se trata de uma &ldquo;autoriza&ccedil;&atilde;o&rdquo; geral para aceder aos sacramentos. De facto, trata-se de um processo de discernimento pessoal, no foro interno, acompanhado por um pastor com encontros regulares, que ajuda a distinguir adequadamente cada caso singular &agrave; luz do ensinamento da Igreja&raquo;, refere o documento no seu ponto 21.

&nbsp;
Este acompanhamento tem in&iacute;cio, claro, com uma tentativa de perceber se o v&iacute;nculo inicial &eacute; v&aacute;lido, e s&oacute; no caso de ter sido v&aacute;lido &eacute; que se iniciar&aacute; o processo de discernimento, que deve evitar &laquo;a ideia de r&aacute;pidas &ldquo;exce&ccedil;&otilde;es&rdquo;, privil&eacute;gios ou dupla moral da Igreja&raquo;. &laquo;Isto mostra que todo o verdadeiro processo de discernimento leva a uma convers&atilde;o e que &eacute; um trabalho s&eacute;rio da consci&ecirc;ncia&raquo;, referem os autores.
&nbsp;
Al&eacute;m disso, s&oacute; casais que estejam numa segunda uni&atilde;o h&aacute; pelo menos cinco anos poder&atilde;o iniciar o processo. &laquo;A estabilidade conjugal da nova uni&atilde;o e o bem dos filhos assumem particular relev&acirc;ncia entre os crit&eacute;rios que orientam o discernimento pessoal e pastoral relativamente &agrave; admiss&atilde;o &agrave; reconcilia&ccedil;&atilde;o e &agrave; comunh&atilde;o eucar&iacute;stica&raquo;, diz o ponto 30.
&nbsp;
Discernimento com ora&ccedil;&atilde;o e exame de consci&ecirc;ncia
Posto isto, e n&atilde;o havendo essa possibilidade, iniciar-se-&aacute; o processo de discernimento com o acompanhamento de um diretor espiritual que dever&aacute; &laquo;orientar o processo desde o in&iacute;cio e servir como referente de confronto para desbloquear processos internos pessoais de um dos elementos ou do casal&raquo;.
&nbsp;
Estes encontros servir&atilde;o para &laquo;ordenar as etapas e as dimens&otilde;es desse percurso para identificar onde e como Deus convida aquela pessoa concreta &agrave; convers&atilde;o e &agrave; vida&raquo;, n&atilde;o necessariamente &ldquo;apenas&rdquo; para decidir se comungam ou n&atilde;o. &laquo;Mais do que fixar-se num momento ou num evento determinado, o discernimento deve estar atento &agrave;s mo&ccedil;&otilde;es em curso no interior da pessoa, em todas as suas particularidades e no seu percurso hist&oacute;rico&raquo;, refere o documento.
&nbsp;
Por isso, tamb&eacute;m a maior integra&ccedil;&atilde;o da pessoa na comunidade crist&atilde;, onde at&eacute; a possibilidade de poder ser madrinha ou padrinho est&aacute; em cima da mesa, conforme for a avalia&ccedil;&atilde;o feita.
&nbsp;
Depois de alguns encontros quinzenais de ora&ccedil;&atilde;o (para os quais o documento sugere propostas de leituras e pontos de reflex&atilde;o) e exame de consci&ecirc;ncia, nomeadamente no que diz respeito &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o atual e da rela&ccedil;&atilde;o passada, em rela&ccedil;&atilde;o ao c&ocirc;njuge anterior ou aos filhos de qualquer uma das rela&ccedil;&otilde;es, este caminho levar&aacute; &agrave; tomada de decis&atilde;o final, que poder&aacute; ou n&atilde;o conduzir ao acesso aos sacramentos. &laquo;N&atilde;o se trata de fazer a minha vontade, mas a vontade de Deus. Podemos sempre enganar-nos, mas temos a obriga&ccedil;&atilde;o de p&ocirc;r todos os meios para reduzir ao m&aacute;ximo a margem de erro&raquo;, pode ler-se.
&nbsp;
Como exerc&iacute;cios finais do discernimento, o pastor deve sugerir que os casais vivam durante uma semana como se n&atilde;o fosse poss&iacute;vel o acesso aos sacramentos, tomando &laquo;consci&ecirc;ncia do que se vai sentindo, das mo&ccedil;&otilde;es espirituais, do que h&aacute; de paz ou inquieta&ccedil;&atilde;o&raquo;, e que invertam o processo na semana seguinte. Finalmente, sugerem a elabora&ccedil;&atilde;o de &laquo;uma lista, em duas colunas de pr&oacute;s e contras de aceder aos sacramentos&raquo;. &laquo;Compare-se. N&atilde;o interessa tanto a quantidade de fatores que est&atilde;o em cada coluna, mas o &ldquo;peso&rdquo; de cada um&raquo;.
&nbsp;
No final do processo, e em &laquo;verdadeira liberdade&raquo;, o casal deve tomar a decis&atilde;o de regressar aos sacramentos, de n&atilde;o regressar, ou de continuar o processo de discernimento. &laquo;Ao orientador espiritual n&atilde;o compete, propriamente, tomar a decis&atilde;o, mas, atrav&eacute;s do acompanhamento, assegurar que todo o processo decorreu como devia e reconhecer o papel da consci&ecirc;ncia das pessoas, j&aacute; que &ldquo;somos chamados a formar as consci&ecirc;ncias, n&atilde;o a pretender substitu&iacute;-las&rdquo; (AL 37). Se assim foi, deve tamb&eacute;m ele confirmar, por parte da Igreja, a decis&atilde;o tomada. E, deste modo, dar por terminado o processo de acompanhamento, discernimento e integra&ccedil;&atilde;o&raquo;, pode ler-se no ponto 11 do Anexo ao documento, onde se definem as quest&otilde;es pr&aacute;ticas do processo de discernimento.
&nbsp;
Se houver comunidades onde este acesso aos sacramentos possa ser ocasi&atilde;o de esc&acirc;ndalo, o documento prev&ecirc;, no seu n&uacute;mero 32, que &laquo;pode ser conveniente que um eventual acesso aos sacramentos se realize de modo reservado, sobretudo quando se prevejam situa&ccedil;&otilde;es de esc&acirc;ndalo ou de conflito&raquo;, mas avisa que os pastores devem trabalhar com as suas comunidades no sentido de &laquo;acompanhar e educar a comunidade para que cres&ccedil;a no esp&iacute;rito de compreens&atilde;o e de acolhimento, sem que isso implique criar confus&otilde;es no ensino da Igreja sobre o matrim&oacute;nio indissol&uacute;vel&raquo;.


&nbsp;
Pastoral Familiar com maior acompanhamento dos namorados e dos jovens casais
Para tudo isto, a arquidiocese de Braga prestar&aacute; apoio com uma equipa multidisciplinar, constitu&iacute;da por um especialista em Direito Can&oacute;nico, um psic&oacute;logo, um psiquiatra, uma m&eacute;dica de medicina geral e familiar, e tr&ecirc;s sacerdotes jesu&iacute;tas, que ir&atilde;o proporcionar o acompanhamento espiritual.
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Mas n&atilde;o &eacute; apenas nesta &aacute;rea que a arquidiocese de Braga aposta, segundo este documento. No que diz respeito &agrave; preven&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es de rutura, o documento estabelece que devem ser criados &laquo;grupos de namorados, atividades e encontros que pudessem ajudar a refletir e a viver uma verdadeira prepara&ccedil;&atilde;o, mesmo que a m&eacute;dio-longo prazo, para a vida matrimonial&raquo;, assim como dar &laquo;uma nova vitalidade&raquo; &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o imediata para o matrim&oacute;nio. &laquo;&Eacute; verdade que muito se tem feito neste &acirc;mbito ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas. Mas, cada vez mais nos tempos atuais em que a vida ganha ritmos alucinantes, &eacute; necess&aacute;rio uma cont&iacute;nua avalia&ccedil;&atilde;o e renova&ccedil;&atilde;o para uma prepara&ccedil;&atilde;o que se v&aacute; sempre ajustando &agrave;s necessidades de cada tempo&raquo;, indica o documento.
&nbsp;
Mas n&atilde;o ser&atilde;o apenas os noivos e namorados a merecer aten&ccedil;&atilde;o da Pastoral Familiar em Braga. Tamb&eacute;m os jovens casais devem ser apoiados, e o documento exorta a que se criem, a &laquo;n&iacute;vel arciprestal e diocesano&raquo;, &laquo;instrumentos de pastoral familiar&raquo; que apoiem de forma &laquo;efetiva e eficaz&raquo; os casais, e d&aacute; os exemplos que o Papa Francisco j&aacute; tinha referido na sua exorta&ccedil;&atilde;o, como &laquo;reuni&otilde;es de casais, retiros, confer&ecirc;ncias de especialistas sobre problem&aacute;ticas da vida conjugal e familiar, agentes pastorais preparados para falar com os casais acerca das suas dificuldades e aspira&ccedil;&otilde;es, consultas sobre diferentes situa&ccedil;&otilde;es familiares (depend&ecirc;ncias, infidelidade, viol&ecirc;ncia familiar), espa&ccedil;os de espiritualidade, escolas de forma&ccedil;&atilde;o para pais, etc&raquo;.
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Para al&eacute;m disso, o acompanhamento da parte de casais mais experientes &eacute; essencial. &laquo;A presen&ccedil;a e o di&aacute;logo com casais mais experientes pode ensinar a relativizar tais situa&ccedil;&otilde;es e superar muitas crises. Ajudar a que os esposos n&atilde;o se fechem, mas que reaprendam, com humildade, a comunicar e a perdoar-se mutuamente &eacute; um servi&ccedil;o essencial de qualquer pastoral familiar, mais ou menos formal&raquo;.
&nbsp;
O documento de Braga surge numa altura em que o Papa definiu como magist&eacute;rio o documento orientador que os bispos de Buenos Aires tinham redigido sobre o tema, e que segue nesta mesma linha.
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Texto: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e D.R.


Not&iacute;cias relacionadas:

- D. Jorge Ortiga abre a porta dos sacramentos aos recasados
- Papa declara como Magist&eacute;rio a possibilidade de recasados acederem aos sacramentos
- Recasados: &laquo;As decis&otilde;es s&atilde;o tomadas com o bispo&raquo; de cada diocese 
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<pubDate>Wed, 17 Jan 2018 16:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Marisa March: «Terra é o local de encontro com o Céu»</title>
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<description><![CDATA[Cosmologista na Universidade da Pensilv&acirc;nia, nos Estados Unidos da Am&eacute;rica, Marisa March investiga energia escura e a acelera&ccedil;&atilde;o do universo. No in&iacute;cio da entrevista, faz quest&atilde;o de se apresentar como &laquo;filha de Deus, batizada com tr&ecirc;s semanas, feliz&raquo;. Est&aacute; dado o mote para a conversa.
&nbsp;
&Eacute; poss&iacute;vel f&eacute; e ci&ecirc;ncia andarem de bra&ccedil;o dado?
Claro. [risos] Sim.
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Como?
Um amigo uma vez disse que ci&ecirc;ncia e f&eacute; est&atilde;o unidos na pessoa. E vejo que isso &eacute; verdade em mim mesma. Sou cat&oacute;lica e sou cientista. E vejo, na minha experi&ecirc;ncia, que nunca tive nenhum conflito.
Quando estudava F&iacute;sica na Universidade, vivia numa grande casa com oito estudantes. A minha universidade era muito secular, muito cient&iacute;fica e pesada. As pessoas perguntavam-me &laquo;&Eacute;s cientista e como podes ser cat&oacute;lica?&raquo;
Senti que tinha de responder a essas perguntas. Estudei muito Teologia e investiguei profundamente a nossa f&eacute;, olhava para o que acreditamos e porqu&ecirc;. Nunca senti um conflito entre ci&ecirc;ncia e f&eacute;. As pessoas &eacute; que viam um conflito! Quanto mais estudava a f&eacute; cat&oacute;lica mais percebia que era consistente e racional. N&atilde;o h&aacute; nada de estranho na nossa f&eacute;! H&aacute; grandes mist&eacute;rios, mas n&atilde;o h&aacute; conflitos.
A realidade &eacute; que Deus, que &eacute; o autor de todas as coisas, criou o universo e criou toda a espiritualidade. Por isso, se Deus &eacute; o autor das duas verdades, se Deus escreve o livro da natureza, o Universo e as estrelas, Deus tamb&eacute;m escreve a nossa vida espiritual e todas essas coisas&hellip; Nada se pode contradizer porque tudo vem de Deus.
&nbsp;
O Papa Francisco perguntou a um cientista da esta&ccedil;&atilde;o espacial internacional o que pensava sobre o lugar do homem no universo?&raquo; O que pensa a Marisa?
Essa &eacute; uma pergunta muito importante e sobre a qual penso muito. Apesar de haver muitas gal&aacute;xias e planetas, o que faz de n&oacute;s especiais e ao nosso lugar no universo &eacute; que Deus nos fez por amor e Deus nos mandou o seu &uacute;nico Filho para assumir a natureza humana e isso dignifica e valoriza a Humanidade. A Humanidade tem um lugar especial porque foi no nosso planeta que Deus Se fez homem e elevou a natureza humana dessa forma especial. Como filhos de Deus, podemos partilhar a vida eterna de Deus. E a Terra como local de encontro com o C&eacute;u. Isso torna-nos especiais.
&nbsp;
A Terra ocupa um lugar especial no universo? &Eacute; um ponto muito pequeno&hellip;
A grande pergunta que procuramos responder em biologia e f&iacute;sica &eacute;: existe vida noutros locais do universo? Porque o que torna a Terra especial &eacute; que temos vida e temos vida inteligente. Muitos cientistas dir&atilde;o &laquo;h&aacute; muitos planetas tal qual como a terra e &eacute; muito prov&aacute;vel que tenham vida&raquo;. Na verdade, neste momento, n&atilde;o temos ideia de como a vida come&ccedil;ou. A grande quest&atilde;o &eacute; se vai haver vida inteligente e se essa vida inteligente ter&aacute; c&eacute;lulas racionais como as nossas.
Se &eacute; te&oacute;logo, come&ccedil;ar&aacute; a fazer perguntas como: essa outra vida racional &eacute; imortal? Participou no Para&iacute;so? Partilha connosco a descend&ecirc;ncia de Ad&atilde;o e Eva? Tamb&eacute;m foi banida? Ter&aacute; havido l&aacute; encarna&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m? S&atilde;o quest&otilde;es teol&oacute;gicas muito interessantes para as quais n&atilde;o tenho respostas.
Mas mesmo que outros planetas tenham vida, o que nos torna especiais &eacute; a encarna&ccedil;&atilde;o de Jesus Cristo neste planeta e o facto de estarmos aqui e termos sido feitos &agrave; imagem e semelhan&ccedil;a de Deus.
Ele caminha connosco h&aacute; dois mil anos e est&aacute; presente connosco em todos os sacr&aacute;rios, em todas as igrejas e todas as Missas. O facto de estarmos aqui e de Ele estar presente aqui &eacute; o que torna a terra especial. N&atilde;o &eacute; uma quest&atilde;o f&iacute;sica, &eacute; sobrenatural. Mas n&oacute;s somos f&iacute;sicos e sobrenaturais.
&nbsp;
Como podemos descobrir Deus no universo?
Essa &eacute; uma pergunta dif&iacute;cil.
&nbsp;
Mas tentou responder durante o IV Encontro Nacional de Leigos, em Viseu&hellip;
Sim. [risos] H&aacute; diferentes formas de descobrir Deus no universo.
Primeiro, temos de ser claros: n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel usar provas f&iacute;sicas para provar a exist&ecirc;ncia de um Deus sobrenatural. N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel encontrar provas cient&iacute;ficas de que Deus existe. E tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel encontrar provas cient&iacute;ficas de que Deus n&atilde;o existe. Deus &eacute; f&eacute; e esp&iacute;rito, e f&iacute;sica &eacute; sobre coisas f&iacute;sicas.
Depois, tal como podemos olhar para uma fotografia e podemos aprender algo sobre o artista, ou sobre a natureza do autor... Do mesmo modo, podemos olhar para o universo, a sua beleza, a sua ordem e podemos ver algo do reflexo de Deus nisso. At&eacute; al&eacute;m disso&hellip; Quando v&ecirc; um p&ocirc;r-do-sol, as estrelas &agrave; noite, os filhos a brincar, sente algo no cora&ccedil;&atilde;o para l&aacute; do f&iacute;sico. O cora&ccedil;&atilde;o &eacute; elevado por algo al&eacute;m do que se v&ecirc;, deseja ardentemente algo que est&aacute; al&eacute;m de si pr&oacute;prio. Quando olhamos para o universo, esse anseio &eacute; motivado pela beleza do universo. Esse &eacute; um anseio por Deus, &eacute; a prontid&atilde;o de olhar al&eacute;m de n&oacute;s mesmos. Olhamos para o universo e pensamos: &laquo;Uau, este universo &eacute; gigantesco, est&aacute; cheio de todas estas estrelas e gal&aacute;xias. &Eacute; avassalador! Porque estamos aqui?&raquo; &Eacute; o universo que provoca estas quest&otilde;es: Quem sou eu? Qual &eacute; o objetivo da minha vida? Para onde vou? Porque estou aqui? E estas perguntas importantes t&ecirc;m a sua resposta em Deus.
&nbsp;
Pode ler a entrevista na &iacute;ntegra na edi&ccedil;&atilde;o de janeiro de 2018 da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;.
&nbsp;

Texto e fotos: Ant&oacute;nio Miguel Fonseca
]]></description>
<pubDate>Wed, 17 Jan 2018 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Unicef cuida de dois mil milhões de crianças</title>
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<description><![CDATA[A Unicef foi criada pela Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) em 1946 para apoiar as crian&ccedil;as europeias depois da II Guerra Mundial. Hoje, &eacute; um organismo permanente da ONU e atua em mais de 190 pa&iacute;ses, onde chega atrav&eacute;s de sete mil trabalhadores. As crian&ccedil;as est&atilde;o em risco em muitos pa&iacute;ses do mundo, seja por conflitos, desastres naturais ou persegui&ccedil;&otilde;es. S&oacute; na S&iacute;ria cerca de seis milh&otilde;es de crian&ccedil;as precisam de assist&ecirc;ncia.


Nuno Cris&oacute;stomo &eacute; portugu&ecirc;s e trabalha na Unicef desde 2001. &laquo;Eu comecei no final de setembro no centro de opera&ccedil;&otilde;es de emerg&ecirc;ncia dedicado a respostas de emerg&ecirc;ncia para o mundo da Unicef, 193 pa&iacute;ses e territ&oacute;rios. Cobre o mundo inteiro.&raquo; Um trabalho exigente, a cuidar de cerca de dois mil milh&otilde;es de crian&ccedil;as. &laquo;Estive 16 anos nesse centro de opera&ccedil;&otilde;es, em Nova Iorque, em que, pelo facto de trabalhar 24 horas por dia, estive em contacto com todo o mundo da Unicef&raquo;, conta, numa conversa telef&oacute;nica.

Em todo o mundo, segundo dados da Unicef, cerca de 124 milh&otilde;es de crian&ccedil;as e adolescentes n&atilde;o v&atilde;o &agrave; escola e dois em cada cinco abandonam a escola prim&aacute;ria sem aprender a ler, escrever ou fazer contas. Quase 250 milh&otilde;es de crian&ccedil;as vive em pa&iacute;ses e &aacute;reas afetadas por conflitos armados e milh&otilde;es sofrem por desastres naturais. A organiza&ccedil;&atilde;o diz que se nada for feito, at&eacute; 2030, 69 milh&otilde;es de crian&ccedil;as morrer&atilde;o antes dos cinco anos, a maioria nos pa&iacute;ses pobres.

Nuno j&aacute; esteve em mais de 70 pa&iacute;ses e, por isso, conhece bem a realidade mundial. &laquo;Estamos com 7 mil milh&otilde;es de pessoas no planeta, dos quais dois mil milh&otilde;es encaixam-se nesta defini&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;a. &Eacute; um problema demogr&aacute;fico. H&aacute; mais crian&ccedil;as no mundo do que nunca, o que &eacute; bom sinal, &eacute; sinal de que as crian&ccedil;as sobrevivem, continuam a desenvolver-se e os avan&ccedil;os da medicina e dos direitos da crian&ccedil;a&hellip;&raquo;, afirma. Outra coisa que mudou foram os desafios a enfrentar. &laquo;Neste s&eacute;culo xxi, tivemos tr&ecirc;s pandemias: em maio de 2009, a gripe su&iacute;na, que se iniciou no M&eacute;xico, seguida pela febre hemorr&aacute;gica &Eacute;bola, em 2014, principalmente na &Aacute;frica ocidental. E depois a pandemia do Zica, no final de 2015, que atingiu muito o Brasil com consequ&ecirc;ncias graves para as crian&ccedil;as, com a microcefalia que n&atilde;o tem cura.&raquo; As pandemias afetam especialmente as crian&ccedil;as e n&atilde;o escolhem fronteiras. Da&iacute; serem t&atilde;o devastadoras.


A Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo tem mais de dois milh&otilde;es de km2 e, se tem havido avan&ccedil;os grandes da &aacute;rea da sa&uacute;de que permitiram que o &Eacute;bola deste ano se ficasse apenas por seis casos, h&aacute; outras regi&otilde;es com problemas muito graves. &laquo;Este &eacute; um pa&iacute;s muito f&eacute;rtil, em que praticamente n&atilde;o h&aacute; fome. H&aacute; &eacute; m&aacute;-nutri&ccedil;&atilde;o em resultado de situa&ccedil;&otilde;es extremas&raquo;, conta. Recentemente esteve no noroeste do pa&iacute;s onde viu isso pessoalmente. &laquo;Foi o que vi: beb&eacute;s &oacute;rf&atilde;os de ambos os pais e que foram recolhidos pela Igreja cat&oacute;lica, pelas freiras e farmac&ecirc;uticos que trabalham nos hospitais distritais&raquo;, conta.

Leia o artigo na &iacute;ntegra na edi&ccedil;&atilde;o de janeiro de 2018.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Natacha Makwala e&nbsp; Unicef
&nbsp;
]]></description>
<pubDate>Fri, 12 Jan 2018 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>«As comunidades precisam de ver que os jovens existem» </title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/as-comunidades-precisam-de-ver-que-os-jovens-existem</link>
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<description><![CDATA[O Pe. Filipe Diniz &eacute; o novo diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ). Em ano de S&iacute;nodo dos Jovens, fala &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; sobre este desafio que agora tem, com a experi&ecirc;ncia j&aacute; adquirida de alguns anos a trabalhar com jovens na diocese de Coimbra.

&nbsp;
Como &eacute; que olha para este desafio que lhe colocaram?

Com um sentimento de humildade, de aceitar este desafio com humildade, como crist&atilde;o, como algu&eacute;m para quem esta n&atilde;o &eacute; uma realidade nova. Este desafio com os jovens transmite-nos sempre qualquer coisa, estamos sempre em novidade e isso exige muito da minha capacidade de estar sempre em novidade.

Assumir este organismo nacional em que o mais importante &eacute; o jovem tem v&aacute;rios desafios. O primeiro objetivo, e j&aacute; o comecei a fazer, &eacute; o contacto com cada realidade do nosso pa&iacute;s, com cada secretariado. Utilizamos m&eacute;todos de trabalho diferentes, somos diferentes, o nosso pa&iacute;s &eacute; belo por essa diferen&ccedil;a, e a partilha das diferentes realidades vai-nos levar a um novo estilo. Quero receber um bocadinho de cada e assim pensar num projeto futuro. Aquilo que nos une &eacute; o aspeto juvenil nesta Igreja de Jesus Cristo. Formas e m&eacute;todos diferentes, mas &eacute; isso.
&nbsp;

A sua experi&ecirc;ncia no Corpo Nacional de Escutas (CNE) mostra-lhe uma realidade juvenil que tem dificuldade em integrar-se na vida comunit&aacute;ria. Como &eacute; que se consegue manter a individualidade dos grupos e ao mesmo tempo conseguir integr&aacute;-los na din&acirc;mica pastoral das comunidades?

Eu n&atilde;o pinto essa realidade de uma forma t&atilde;o negra. &Eacute; preciso que a comunidade paroquial tenha a no&ccedil;&atilde;o do que &eacute; aquele movimento, seja ele qual for, a sua espiritualidade e carisma. Da parte dos movimentos, devem ter no&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s do seu carisma e espiritualidade, de que a Igreja n&atilde;o &eacute; uma &ldquo;comunidadezinha&rdquo;, ou o &ldquo;meu&rdquo; movimento, mas sim eu estar inserido na Igreja local, em contexto paroquial, em estreita liga&ccedil;&atilde;o com o p&aacute;roco ou a diocese. Eu acompanho o CNE como assistente regional e uma das minhas preocupa&ccedil;&otilde;es que vou sempre fazendo refer&ecirc;ncia aos chefes de agrupamento &eacute; que se envolvam, que n&atilde;o se instale o separatismo, mas que haja esp&iacute;rito de comunh&atilde;o e rela&ccedil;&atilde;o com o p&aacute;roco, que n&atilde;o sejam um movimento &agrave; parte, e pelo que vou ouvindo n&atilde;o vejo uma dist&acirc;ncia grande, vejo muita proximidade nas comunidades.
&nbsp;

Mas o escutismo, mesmo assim, tem uma base paroquial, o que facilita a integra&ccedil;&atilde;o. Muitos movimentos, pelo contr&aacute;rio, n&atilde;o t&ecirc;m e congregam jovens de v&aacute;rias par&oacute;quias. Como &eacute; que se trabalha com esses movimentos transversais a v&aacute;rias par&oacute;quias?

&Eacute; importante que os respons&aacute;veis dos movimentos tenham o discernimento de tornar claro nos jovens de que isto n&atilde;o &eacute; uma Igreja minha, e que o movimento &eacute; melhor que a par&oacute;quia. &Agrave;s vezes, as par&oacute;quias n&atilde;o oferecem caminhos, e o que se faz &eacute; levar os jovens todos para um movimento que ofere&ccedil;a possibilidades para os jovens. Mas isso &eacute; um risco, porque depois os movimentos t&ecirc;m de andar a cuidar dos seus, e vivemos t&atilde;o preocupado em criar dinamismos nos nossos movimentos que depois esquecemos o sentido paroquial. &Eacute; verdade que o contexto paroquial vai ter de mudar, e h&aacute; locais onde as par&oacute;quias j&aacute; n&atilde;o t&ecirc;m dinamismo. Os movimentos t&ecirc;m de ter esta capacidade de partilhar, de ir ao encontro dos p&aacute;rocos e dizer &ldquo;olhe, n&oacute;s somos o movimento X, temos estes jovens das suas comunidades&rdquo;, e dar-se a conhecer, em vez de ficar &agrave; espera que o padre, inserido em mil e uma coisas, venha saber coisas deste movimento. Tem de haver um bocadinho de parceria e rela&ccedil;&atilde;o entre os movimentos e as realidades paroquiais. Porque depois andamos todos preocupados que andamos a &ldquo;roubar&rdquo; jovens uns aos outros, e isso &eacute; muito mau.
&nbsp;

E os p&aacute;rocos, est&atilde;o dispon&iacute;veis para fazer esse caminho de acolhimento, ou levantam muitas resist&ecirc;ncias?

Sim, e isso &eacute; o mais dif&iacute;cil. N&oacute;s temos um conceito muito individualista da nossa comunidade. Dizemos &ldquo;os meus jovens, os meus catequisandos&rdquo;, e enquanto pensarmos isso, ficamos melindrados quando os &ldquo;nossos&ldquo; jovens v&atilde;o para este ou aquele movimento, mesmo que, na verdade, na comunidade n&atilde;o ofere&ccedil;amos nada para eles.

&Eacute; preciso abrir muito as perspetivas. Se n&atilde;o forem os grupos de jovens nas comunidades, estas daqui a uns anos ser&atilde;o um deserto. Mas temos de ter consci&ecirc;ncia que as comunidades do interior do pa&iacute;s t&ecirc;m cada vez menos jovens, porque eles saem e j&aacute; n&atilde;o voltam, e isto origina frustra&ccedil;&atilde;o e tristeza nos p&aacute;rocos. H&aacute; realidades em que os p&aacute;rocos colocam as m&atilde;os &agrave; cabe&ccedil;a, e h&aacute; muita desilus&atilde;o, muita frustra&ccedil;&atilde;o nos p&aacute;rocos mais velhos, que se entregaram &agrave;s comunidades e veem a realidade mudar imenso, sem que possam fazer nada. Isto obriga a um discernimento, e estes desentendimentos que existem n&atilde;o s&atilde;o nada bons.
&nbsp;

H&aacute; quem ache que esta gera&ccedil;&atilde;o de jovens est&aacute; afastada da Igreja e n&atilde;o volta, e outros que acham que eles apenas precisam da proposta certa e aderem&hellip; o que acha?

Bom, eu n&atilde;o tenho propriamente uma teoria acerca disso [risos]. Eu falo por mim. H&aacute; muitos jovens que, quando v&ecirc;m um padre num contexto diferente, de lazer, questionam: &laquo;mas este &eacute; padre?&raquo;, ou &laquo;tu vais a outras atividades com o Sr. padre?&raquo;

Para n&oacute;s, o rosto do padre ainda &eacute; uma refer&ecirc;ncia. Hoje em dia, temos leigos muito verdadeiros, e com um esp&iacute;rito de Igreja fant&aacute;stico, mas o padre ainda &eacute; a refer&ecirc;ncia e passa testemunho. Mesmo com os jovens, eles questionam e est&atilde;o recetivos. Na minha opini&atilde;o, precisamos &eacute; de uma Igreja, ou de rostos na Igreja com visibilidade que estejam mais fora, porque, do que vou sentindo e partilhando, se formos fazendo isto, muitos v&ecirc;m e ficam sensibilizados.

Mas ser&aacute; que se cuida do adro da Igreja? Ser&aacute; que o padre tem tempo para estar no adro da igreja, para falar com as fam&iacute;lias, de estar com elas? Quantas vezes &eacute; que eu me fa&ccedil;o de convidado para ir a casa de uma fam&iacute;lia? Ou quantas vezes &eacute; que eu acompanho os jovens numa festa, num evento, enquanto amigo de outros jovens? &Eacute; que apresentar o padre como um amigo vai levar a que cheguemos a outros jovens, seus amigos.
Temos de trabalhar ad intra, mas tamb&eacute;m ad extra, para que outros sintam o nosso testemunho.

&nbsp;
Uma das quest&otilde;es que levantava &eacute; o que &eacute; que as par&oacute;quias t&ecirc;m para oferecer aos jovens. No fim da catequese faz-se o Crisma e v&atilde;o embora, porque as par&oacute;quias n&atilde;o t&ecirc;m ofertas...

N&atilde;o existem muitas respostas. Temos o formato de grupo de jovens, por onde pode continuar, ou eventualmente outro movimento que haja, mas penso que esse deve ser um dos grandes objetos de reflex&atilde;o que a Igreja deve fazer, porque h&aacute; muito pouco para al&eacute;m do Crisma. Mesmo a perspetiva do sentido do processo de catequese, &eacute; um processo quase escolar, em que se chega ao final do percurso e &ldquo;toma l&aacute; o sacramento, est&aacute;s crismado&rdquo;. Isto est&aacute; errado, mas acontece. E muitos est&atilde;o cansados logo durante o tempo de catequese, e andam t&atilde;o obrigados que depois saem quando acaba. &Eacute; preciso que o jovem, depois de um processo de Crisma, chega ao final e diz &ldquo;Ok, eu sou crist&atilde;o, acredito em Deus, e quero fazer caminho&rdquo;. Teria de haver um bom grupo de jovens que o auxiliasse a fazer caminho, que as comunidades paroquiais criassem formas de os acompanhar e envolver, torn&aacute;-los mais participativos e participantes, assumir responsabilidades&hellip; h&aacute; tanta coisa que eles podem seguir, e eles continuam fechados no seu grupinho, sem visibilidade.

Os jovens t&ecirc;m de fazer mais, n&atilde;o para serem vistos, mas para serem testemunhas vivas diante das comunidades. As comunidades precisam de ver que os jovens existem, est&atilde;o l&aacute;, d&atilde;o nas vistas no bom sentido. Fazerem parte do grupo paroquial, fazer leituras&hellip; o que por vezes &eacute; dif&iacute;cil, em virtude do problema geracional, que dificulta. Aquele coro que sempre foram os mesmos, e depois vem l&aacute; aquele jovem cheio de coisas novas&hellip;
&nbsp;

Faria sentido que o Crisma deixasse de ser o ponto final no percurso catequ&eacute;tico, que fosse dado mais cedo, e assim o jovem percebesse que n&atilde;o acabava ali o seu percurso?

&Eacute; sempre complicado colocar o Crisma como uma parte da forma&ccedil;&atilde;o. Eu preferia que o Crisma fosse num momento em que o jovem, depois da sua caminhada ou num dado momento, numa etapa final em discernimento, at&eacute; poderia dizer que n&atilde;o se sente maduro para receber. O Crisma n&atilde;o devia fazer parte dos anos de catequese, devia ser quando o jovem e o seu catequista entendessem que ele estava preparado. Para mim &eacute; muito dif&iacute;cil dizer onde colocar, mas devia ser um momento em que seria uma forma&ccedil;&atilde;o &agrave; parte, onde poder&iacute;amos ter jovens com 13 ou 14 anos, e outros com 20 ou mais, porque chegaram ao final da sua etapa.
&nbsp;
Daqui a tr&ecirc;s anos, o que &eacute; que gostaria que a Pastoral Juvenil tivesse crescido?

&Eacute; uma boa pergunta [risos]. Confesso que ainda n&atilde;o pensei nisso, mas falando a mais longo prazo, gostava de ter um bom esp&iacute;rito e de ter uma boa equipa de respons&aacute;veis dos secretariados diocesanos de pastoral juvenil, em liga&ccedil;&atilde;o com o DNPJ. Isso &eacute; algo que me toca profundamente. Mais vale ter uma boa equipa, do que cada um trabalhar por si. Depois, tr&ecirc;s anos &eacute; muito pouco, e quando dermos por n&oacute;s j&aacute; l&aacute; estamos, e h&aacute; muito projeto que ter&aacute; de ser bem pensado, mas gostava que, depois deste trabalho em conjunto, possamos ter um subsidio qualquer que fosse lan&ccedil;ado para os jovens, criar parcerias com algumas entidades para podermos fazer um trabalho juntos, acho que isso &eacute; extremamente importante, e tornarmo-nos uma igreja mais viva e em comunh&atilde;o.
&nbsp;

Entrevista e fotos: Ricardo Perna
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Thu, 11 Jan 2018 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Eutanásia: Bélgica discute falta de consentimento de doente</title>
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<description><![CDATA[Uma mulher com dem&ecirc;ncia e doente de Parkinson foi alvo de eutan&aacute;sia, sem ter sido ouvida. O caso aconteceu na B&eacute;lgica e provocou uma demiss&atilde;o na Comiss&atilde;o federal de controlo da eutan&aacute;sia naquele pa&iacute;s.

A maioria dos membros deste organismo confirmou que se tratou de uma dupla viola&ccedil;&atilde;o da lei porque a pr&oacute;pria pessoa n&atilde;o pedia a eutan&aacute;sia nem tinha deixado expressa a sua inten&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m n&atilde;o foi ouvido um segundo m&eacute;dico, como exige a lei de 2002. A comiss&atilde;o teve um debate &laquo;longo e dif&iacute;cil&raquo;, diz Jacqueline Herremans, membro da comiss&atilde;o, em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; RTBF. Um dos seus membros demitiu-se.

&laquo;Homic&iacute;dio volunt&aacute;rio com premedita&ccedil;&atilde;o&raquo;

O problema era decidir se se tratava ou n&atilde;o de eutan&aacute;sia. &nbsp;Jacqueline, em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; RTL, afirma que &laquo;se &eacute; preciso qualific&aacute;-lo, eu utilizaria o termo homic&iacute;dio volunt&aacute;rio com premedita&ccedil;&atilde;o. Quando eu falo nesta infra&ccedil;&atilde;o, neste crime, tenho tamb&eacute;m na minha cabe&ccedil;a uma pequena luz que me diz&nbsp;: aten&ccedil;&atilde;o que este m&eacute;dico tinha perante si uma pessoa em sofrimento&raquo;. Assim, a comiss&atilde;o federal declarou ter-se tratado de uma &laquo;interrup&ccedil;&atilde;o involunt&aacute;ria de vida&raquo;. Para o caso ser enviado para investiga&ccedil;&atilde;o pela justi&ccedil;a, essa op&ccedil;&atilde;o teria de obter o apoio de dois ter&ccedil;os dos membros da comiss&atilde;o, o que n&atilde;o aconteceu. Dos 16 membros, seis n&atilde;o concordaram.

Caso &uacute;nico?
Um m&eacute;dico especialista e membro desta comiss&atilde;o afirma ter-se demitido porque &laquo;esta comiss&atilde;o n&atilde;o cumpriu o seu papel. Toma-se por um juiz. N&atilde;o zela pela aplica&ccedil;&atilde;o da lei da eutan&aacute;sia, viola-a&raquo;.&nbsp; O presidente da comiss&atilde;o, Wim Distelmans, diz que n&atilde;o se tratou de um caso de eutan&aacute;sia e, por isso, n&atilde;o foi pedido o consentimento do doente. Diz ter-se tratado de &laquo;uma seda&ccedil;&atilde;o terminal decidida por necessidade&raquo;. &laquo;Se o m&eacute;dico n&atilde;o tivesse registado a sua declara&ccedil;&atilde;o, a comiss&atilde;o nunca teria sabido de nada&raquo;, afirmou.
&nbsp;

O Instituto Europeu de Bio&eacute;tica questiona &laquo;quantos casos como este a comiss&atilde;o j&aacute; &quot;enterrou&quot;&raquo;. Este organismo de biot&eacute;tica pergunta igualmente &laquo;como se pode ter ainda confian&ccedil;a nos membros da Comiss&atilde;o que se colocam acima da lei e violam a confian&ccedil;a dos cidad&atilde;os e do legislador, sobretudo quando se trata de um ato de morte de uma pessoa doente e fragilizada?&raquo;.&nbsp;
&nbsp;

Texto&nbsp;: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Foto: PTFreeimages/Brian Hoskins
&nbsp;
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Mon, 08 Jan 2018 13:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Quase 386 mil bebés nascem hoje</title>
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<description><![CDATA[Em Portugal, o primeiro beb&eacute; do ano nos hospitais &eacute; alvo de muita aten&ccedil;&atilde;o. Mas, neste dia 1 de janeiro de 2018, dever&atilde;o nascer 213 beb&eacute;s neste pa&iacute;s. A estimativa &eacute; do World Data Lab que prev&ecirc; o nascimento de quase 386 mil crian&ccedil;as (385 793) neste dia. O pa&iacute;s com mais nascimentos dever&aacute; ser a &Iacute;ndia com quase 70 mil (69 070).



Mas a vida das crian&ccedil;as &eacute; muito diferente consoante o pa&iacute;s onde vive. Quem nasce em Portugal, em 2018, tem uma esperan&ccedil;a m&eacute;dia de vida de 82 anos. Quem nasce na Som&aacute;lia apenas 57.

Outra informa&ccedil;&atilde;o relevante divulgada pela UNICEF &eacute; o n&uacute;mero de crian&ccedil;as que morrem nas primeiras 24 horas. Em 2016, 2600 beb&eacute;s n&atilde;o chegaram ao segundo dia e quase dois milh&otilde;es n&atilde;o chegaram &agrave;s duas semanas de vida. Em todo o mundo, &laquo;2,6 milh&otilde;es de crian&ccedil;as morreram durante o primeiro m&ecirc;s ap&oacute;s o nascimento. Mais de 80 por cento destas mortes de rec&eacute;m-nascidos ocorreram devido a causas preven&iacute;veis ou trat&aacute;veis&raquo;, afirma a organiza&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;


Beatriz Imperatori, Diretora Executiva da UNICEF Portugal, afirma em comunicado que &laquo;a resolu&ccedil;&atilde;o de Ano Novo da UNICEF &eacute; ajudar todas as crian&ccedil;as a viverem mais do que uma hora, mais do que um dia, mais do que um m&ecirc;s &ndash; mais do que mera sobreviv&ecirc;ncia&raquo;. Esta respons&aacute;vel pediu &laquo;a todos os governos e aos nossos parceiros que se juntem a esta luta para salvar as vidas de milh&otilde;es de crian&ccedil;as&raquo;.
&nbsp;
A UNICEF prev&ecirc; lan&ccedil;ar em fevereiro, a campanha mundial Every Child Alive com o objetivo de fornecer servi&ccedil;os e cuidados de sa&uacute;de a todas as m&atilde;es e rec&eacute;m-nascidos. Nos planos est&aacute; o fornecimento de &aacute;gua limpa e eletricidade a unidades de sa&uacute;de, &laquo;a presen&ccedil;a de pessoal de sa&uacute;de qualificado durante o nascimento, a desinfe&ccedil;&atilde;o do cord&atilde;o umbilical, o aleitamento materno na primeira hora ap&oacute;s o nascimento e contato pele a pele entre a m&atilde;e e filho&raquo;.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: UNICEF
]]></description>
<pubDate>Mon, 01 Jan 2018 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>O ano de 2017 em imagens</title>
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<description><![CDATA[]]></description>
<pubDate>Thu, 28 Dec 2017 10:54:00 +0000</pubDate>
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<title>2017: «número de crianças sob ataque nunca foi tão elevado»</title>
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<description><![CDATA[&laquo;J&aacute; n&atilde;o existem lugares seguros para as crian&ccedil;as que s&atilde;o atacadas nas suas casas, escolas e recreios.&raquo; A frase &eacute; do Diretor de Programadas de Emerg&ecirc;ncia da UNICEF.


A organiza&ccedil;&atilde;o alerta que as crian&ccedil;as em zonas de conflito sofreram &laquo;ataques sem precedentes durante este ano&raquo;. A UNICEF acusa as partes envolvidas em conflitos de desrespeitarem &laquo;de forma extremamente grave a legisla&ccedil;&atilde;o internacional&raquo; que protege os mais vulner&aacute;veis. Manuel Fontaine afirma que &laquo;n&atilde;o podemos ficar indiferentes a estes ataques que acontecem ano ap&oacute;s ano. Tamanha brutalidade n&atilde;o pode ser vista como algo que passou a ser normal&raquo;. Iraque, S&iacute;ria, I&eacute;men, Nig&eacute;ria, Sud&atilde;o do Sul ou Mianmar&hellip; Nestes e noutros pa&iacute;ses com conflitos, as crian&ccedil;as t&ecirc;m sido usadas como &laquo;escudos humanos, mortas, mutiladas ou recrutadas para combater&raquo;, obrigadas a casar-se, s&atilde;o raptadas e tornadas escravas.

Os n&uacute;meros s&atilde;o impressionantes. De acordo com dados da UNICEF, nos primeiros nove meses de 2017, s&oacute; no Afeganist&atilde;o, foram mortas 700 crian&ccedil;as. &laquo;No I&eacute;men, pelo menos cinco mil crian&ccedil;as foram mortas ou ficaram feridas durante os cerca de mil de confrontos, segundo dados confirmados, mas estima-se que os n&uacute;meros reais sejam muito mais elevados. No total, cerca de 1,8 milh&otilde;es de crian&ccedil;as sofrem de m&aacute; nutri&ccedil;&atilde;o &ndash; destas, 385 mil est&atilde;o gravemente malnutridas e em risco de morrer se n&atilde;o forem tratadas com urg&ecirc;ncia.&raquo; Na Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo, na regi&atilde;o de Kasai, 850 mil crian&ccedil;as tiveram de abandonar as suas casas e escolas e centros de sa&uacute;de foram atacados. Cerca de 350 mil crian&ccedil;as sofrem de m&aacute;-nutri&ccedil;&atilde;o. Na Nig&eacute;ria e Camar&otilde;es, o Boko Haram ter&aacute; usado 135 crian&ccedil;as como bombistas suicidas.

No nordeste da Nig&eacute;ria e nos Camar&otilde;es, o Boko Haram usou pelo menos 135 crian&ccedil;as como bombistas suicidas, quase cinco vezes mais do que em 2016.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: &copy; UNICEF/UN073959/Clarke for UNOCHA
&nbsp;
]]></description>
<pubDate>Thu, 28 Dec 2017 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Quer ajudar neste Natal?</title>
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<description><![CDATA[Quer ajudar e n&atilde;o sabe como? Veja as nossas sugest&otilde;es. 
&nbsp;
]]></description>
<pubDate>Thu, 21 Dec 2017 12:10:00 +0000</pubDate>
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<title>Ministro da Defesa propõe «globalização como um bem»</title>
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<description><![CDATA[O Ministro da Defesa esteve recentemente no encontro dos pa&iacute;ses do Mediterr&acirc;neo. Em 2018,&nbsp;v&atilde;o discutir as migra&ccedil;&otilde;es. No regresso, em Lisboa, na apresenta&ccedil;&atilde;o de um livro com as atas de um semin&aacute;rio sobre &laquo;Paz e futuro da Humanidade&raquo;, deixou algumas pistas para reflex&atilde;o: &laquo;A press&atilde;o migrat&oacute;ria e de refugiados, em Lampedusa, convoca ou n&atilde;o uma quest&atilde;o de defesa? O financiamento dessas redes &eacute; ou n&atilde;o uma amea&ccedil;a &agrave; paz? As redes organizadas que promovem redes de tr&aacute;fego de pessoas e que podem cobrar at&eacute; 3 mil euros por pessoas?&raquo; Mas Azeredo Lopes n&atilde;o deixou as perguntas sem resposta e defendeu que &laquo;sim desde que n&atilde;o pensemos que a amea&ccedil;a passam a ser os migrantes. No dia em que pensarmos que a amea&ccedil;a s&atilde;o eles estamos a branquear os que beneficiam com as redes&raquo;.



O ministro levantou ainda outras quest&otilde;es &eacute;ticas. &laquo;Pobreza e fome podem ser promotoras de viol&ecirc;ncia. Mas h&aacute; estudos fascinantes que mostram que, por vezes, os conflitos s&atilde;o t&atilde;o mais violentos e cru&eacute;is quanto mais riqueza est&aacute; dispon&iacute;vel em determinado territ&oacute;rio.&raquo; Para responder a estas d&uacute;vidas e problemas &eacute;ticos, de seguran&ccedil;a e defesa, Azeredo Lopes prop&otilde;e que se olhe a globaliza&ccedil;&atilde;o como algo positivo e que &laquo;talvez devamos procurar resposta para estas ang&uacute;stias talvez na tal globaliza&ccedil;&atilde;o pensando que promover&iacute;amos a globaliza&ccedil;&atilde;o como um bem para terceiros&raquo;.&nbsp;

De uma coisa o ministro da Defesa tem a certeza: as for&ccedil;as armadas portuguesas t&ecirc;m nota m&aacute;xima na &eacute;tica e h&aacute; provas disso. &laquo;Como &eacute; importante podermos, olhos nos olhos, dizer a quem quer que seja que, em todas as miss&otilde;es em que participamos, nunca um militar portugu&ecirc;s foi acusado de qualquer conduta impr&oacute;pria ou de uma viola&ccedil;&atilde;o de leis &eacute;ticas. N&atilde;o h&aacute; coincid&ecirc;ncia nestas coisas. Devo notar a forma&ccedil;&atilde;o not&aacute;vel&raquo;, afirmou orgulhoso. Azeredo Lopes lembrou os casos de den&uacute;ncias de abusos sexuais que t&ecirc;m acontecido em situa&ccedil;&otilde;es de miss&otilde;es de paz internacionais. &laquo;&Eacute; bom que possamos dizer: nunca tivemos nenhum caso destes!&raquo;



A interven&ccedil;&atilde;o do ministro da Defesa aconteceu no edif&iacute;cio da Marinha Portuguesa, durante a apresenta&ccedil;&atilde;o do livro Paz e futuro da Humanidade, da PAULUS Editora, que inclui as atas de um semin&aacute;rio organizado por D. Manuel Linda, bispo das For&ccedil;as Armadas e da Seguran&ccedil;a, em maio de 2017. &nbsp;Depois deste debate sobre a paz e o futuro da Humanidade, D. Manuel Linda desafia todos a debater temas &eacute;ticos no &acirc;mbito da defesa e seguran&ccedil;a. &laquo;Se nos junt&aacute;ssemos e se nos sent&aacute;ssemos para refletir sobre temas t&atilde;o complexos e t&atilde;o dif&iacute;ceis. O Conc&iacute;lio Vaticano II falava da acelera&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria. Que tal juntarmo-nos para reflectir sobre o dom&iacute;nio &eacute;tico?&raquo; Est&aacute; dado o mote para o pr&oacute;ximo debate.

&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ant&oacute;nio Miguel Fonseca
]]></description>
<pubDate>Wed, 13 Dec 2017 17:30:00 +0000</pubDate>
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<title>Ideias para viver o Advento em família</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/ideias-para-viver-o-advento-em-familia</link>
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<description><![CDATA[Viver o Advento no essencial
Ana Moura &eacute; a coordenadora da catequese na par&oacute;quia de Corroios e m&atilde;e de tr&ecirc;s filhos com 7, 16 e 19 anos. Defende que &laquo;temos de deixar um bocadinho os gatafunhados e os acess&oacute;rios&raquo;. &Eacute; preciso &laquo;regressar &agrave; ess&ecirc;ncia e ao encontro com Jesus&raquo;. Um objetivo e uma aten&ccedil;&atilde;o constante que tem em casa. &laquo;&Agrave;s vezes, andamos a correr a preparar tantas coisas para o Natal e perde-se a magia do encontro. Em casa, habitualmente compramos as velinhas da C&aacute;ritas. Temos um altar montado o ano todo em casa, onde temos a Sagrada Fam&iacute;lia e onde fazemos os momentos de ora&ccedil;&atilde;o. Vamos acendendo as velas da coroa do Advento e na noite de Natal temos as quatro velas acesas.&raquo;


Ana desvaloriza o que faz neste tempo. Acredita que a const&acirc;ncia do ano todo &eacute; mais importante. &laquo;Se fazemos um percurso habitual durante o ano com idas &agrave; Missa, com ora&ccedil;&otilde;es, o Natal o que vem mudar? &Eacute; a liturgia que &eacute; diferente, leva-nos a uma reflex&atilde;o diferente, pensar nos outros que n&atilde;o t&ecirc;m.&raquo; Ent&atilde;o o que faz esta fam&iacute;lia durante todo o ano? Esta m&atilde;e explica, com a ajuda da filha Margarida. &laquo;Ora&ccedil;&atilde;o &agrave;s refei&ccedil;&otilde;es, que &eacute; a coisa mais simples. &Agrave;s vezes, basta um simples sinal da cruz e obrigado. Rezamos ao deitar, Pai Nosso, Ave-Maria. Tamb&eacute;m gostamos de ler uma hist&oacute;ria da B&iacute;blia, daqueles livros infantis.&raquo;

Rezar em fam&iacute;lia a espera
Sofia Goes &eacute; m&atilde;e de cinco filhos e defende que esta &eacute;poca do Advento pode ajudar a come&ccedil;ar uma caminhada de ora&ccedil;&atilde;o e vida espiritual em fam&iacute;lia. &laquo;Tudo &eacute; brilhante, luminoso, &eacute; o momento mais f&aacute;cil&raquo;, afirma. Em casa, tamb&eacute;m rezam &agrave;s refei&ccedil;&otilde;es, v&atilde;o juntos &agrave; Missa e participam na ora&ccedil;&atilde;o do Ter&ccedil;o em fam&iacute;lia na par&oacute;quia uma vez por m&ecirc;s. &laquo;&Eacute; um caminho que se vai multiplicando naturalmente, mas que parte sempre de uma viv&ecirc;ncia feliz em fam&iacute;lia. Por isso &eacute; que eu digo: trazer para a nossa normalidade este extraordin&aacute;rio mas que se quer normal. Normal n&atilde;o &eacute; banal.&raquo;


Sofia Goes faz parte da dire&ccedil;&atilde;o da associa&ccedil;&atilde;o de pais do Col&eacute;gio de S&atilde;o Jo&atilde;o de Brito e &eacute; uma das respons&aacute;veis pelo Caderno do Advento. Trata-se de um livrinho &laquo;feito por fam&iacute;lias para fam&iacute;lias&raquo; que acompanha todos os dias deste tempo lit&uacute;rgico. Os alunos do col&eacute;gio e de outros dois dos jesu&iacute;tas (Cernache e Santo Tirso) levam-no para casa na semana antes de come&ccedil;ar o Advento. Est&aacute; dispon&iacute;vel tamb&eacute;m para todos aqui.

&laquo;A reflex&atilde;o &eacute; para a fam&iacute;lia e queremos que escolham um momento do dia em que consigam estar todos juntos, leiam o texto e a reflex&atilde;o, e peguem na proposta de ora&ccedil;&atilde;o e rezem um pouco, partilhando o que pensam e o que sentem&raquo;, explica. O objetivo &eacute; &laquo;ajudar as fam&iacute;lias a preparem o Natal de forma mais consciente, pondo a fam&iacute;lia toda em caminho para conseguirem viver o Natal de uma maneira muito verdadeira e muito centrada na sua ess&ecirc;ncia. &Eacute; celebrar a presen&ccedil;a de um Deus que Se faz um de n&oacute;s&raquo;.

Aprender com a &Aacute;rvore de Jesse
Em casa dos Power, &eacute; tradi&ccedil;&atilde;o fazer a &Aacute;rvore de Jess&eacute;. A ideia &eacute; fazer uma &aacute;rvore com s&iacute;mbolos que retratam acontecimentos e personagens b&iacute;blicos desde Ad&atilde;o a Jo&atilde;o Batista. Pode ser a tradicional &aacute;rvore de Natal ou outra. As crian&ccedil;as v&atilde;o aprendendo a hist&oacute;ria da Igreja e dos antepassados ao longo do Advento e rezando com isso.


Para fazer a &Aacute;rvore de Jess&eacute; precisa de 28 imagens ilustrativas dos s&iacute;mbolos, arame ou fio para prender, tesoura, cartolina, cola e pl&aacute;stico autocolante para plastificar livros. Basta imprimir os s&iacute;mbolos, juntar a fam&iacute;lia e colori-los. Depois colem na cartolina e recortem. Plastifiquem e fa&ccedil;am um furo por onde passa o arame ou fio. Em cada dia do Advento, ponham um s&iacute;mbolo na &aacute;rvore e leiam pequenos textos alusivos. Podem fazer uma ora&ccedil;&atilde;o juntos. No blogue das Fam&iacute;lias de Can&aacute; tem mais informa&ccedil;&otilde;es.

Este &eacute; um excerto de um artigo publicado na FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de dezembro de 2017. 

Texto e fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Tue, 12 Dec 2017 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>A tolerância religiosa sobe ao palco em Almada</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/a-tolerancia-religiosa-sobe-ao-palco-almada</link>
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<description><![CDATA[O teatro Joaquim Benite, em Almada, leva &agrave; cena, a partir de amanh&atilde;, dia 9, a pe&ccedil;a Nathan, o S&aacute;bio, um poema narrativo de Gotthold Ephraim Lessing, autor alem&atilde;o do XVIII, que cruza as hist&oacute;rias de Nathan, um comerciante judeu com uma filha adotada, crist&atilde;, de nome Recha, um cavaleiro templ&aacute;rio de nome impronunci&aacute;vel e o rei Saladino, a &uacute;nica personagem que encontra correspond&ecirc;ncia na hist&oacute;ria real.



O elenco conta com as participa&ccedil;&otilde;es dos conhecidos Maria Rueff, Lu&iacute;s Vicente e Guilherme Filipe, para al&eacute;m de Andr&eacute; Gomes, Andr&eacute; Pardal, Jo&atilde;o Farraia, Jo&atilde;o Tempera, Leonor Alecrim e T&acirc;nia Guerreiro.
&nbsp;
A a&ccedil;&atilde;o &eacute; passada na Jerusal&eacute;m do s&eacute;c. XII, uma cidade marcada na altura pelas cruzadas, guerras santas entre mu&ccedil;ulmanos e crist&atilde;os. Uma pe&ccedil;a &laquo;de &eacute;poca&raquo; que deu particular prazer a Maria Rueff preparar. &laquo;Apeteceu-me muito trabalhar este lado de &eacute;poca, que me implica virar 180 grau do que costumo fazer&raquo;, afirmou &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;o no final do ensaio de imprensa da pe&ccedil;a.
&nbsp;
&laquo;Gostei muito do tema, &eacute; absolutamente atual e importante. Mostrar agora, sobretudo nestas intoler&acirc;ncias dos refugiados, do medo que h&aacute; de que v&ecirc;m infiltrados do isl&atilde;o. Faz todo o sentido caminharmos para alguma paz, tolerarmo-nos n&atilde;o no sentido de sermos mais que os outros, mas no sentido de nos aceitarmos com as diferen&ccedil;as, e tentarmos conviver com elas&raquo;, afirma a atriz, que desempenha o papel de Daia, a criada crist&atilde; de Nathan, que se v&ecirc; em conflito consigo pr&oacute;pria por ter uma crian&ccedil;a crist&atilde; numa casa de judeu, que ainda por cima n&atilde;o a educa em nenhuma das religi&otilde;es.

&nbsp;
O centro da pe&ccedil;a &eacute; a figura de Nathan, que Maria Rueff descreve como um &laquo;pacificador&raquo;. &laquo;H&aacute; outras vers&otilde;es da pe&ccedil;a em que ele &eacute; apresentado como o Messias, e Jesus tamb&eacute;m era judeu. Eu acho que este Nathan hoje podia ser o Papa Francisco, ou o Mandela, de outra forma, pois s&atilde;o figuras que apelam ao amor, fraterno, neste sentido de nos amarmos com as nossas diferen&ccedil;as, sendo o que somos, tentando que as diferen&ccedil;as dos outros se juntem &agrave;s nossas. Tarefa dif&iacute;cil numa &eacute;poca individualista, centrada em n&oacute;s mesmos&raquo;, lamenta.
&nbsp;
Completamente diferente de Nathan ou Daia &eacute; o cavaleiro templ&aacute;rio, que se encontra a viver numa cidade controlada por um mu&ccedil;ulmano, o rei Saladino. Impulsivo, reflete aquilo que muitas pessoas s&atilde;o hoje: cheiias de ideias pr&eacute;-concebidas, disparam argumentos em todas as dire&ccedil;&otilde;es, sem se preocuparem em pensar muito quando o fazem. Um papel que est&aacute; cargo de Andr&eacute; Pardal, que destaca o &laquo;cora&ccedil;&atilde;o muito perto da boca&raquo; da sua personagem. &laquo;No in&iacute;cio h&aacute; uma crise de valores e vai-se modificando. Ele traz muita coisa na cabe&ccedil;a, e nem a compreende, porque tem a disquete do que lhe foi imposto e ele n&atilde;o pensou. &Eacute; uma das figuras com as quais o p&uacute;blico se pode identificar, porque vai mudando e aprendendo&raquo;, explica.

&nbsp;
Apesar da pe&ccedil;a ser apresentada sobre o tema da toler&acirc;ncia, Andr&eacute; Pardal vai mais longe. &laquo;N&oacute;s falamos em toler&acirc;ncia, mas &eacute; mais aceita&ccedil;&atilde;o dos outros. O templ&aacute;rio come&ccedil;a no zero da aceita&ccedil;&atilde;o, e vai quebrando os dogmas do que lhe foi imposto. Esta pe&ccedil;a pretende mudar a forma como as pessoas pensam&raquo;, diz, acrescentando que gostaria que as pessoas &laquo;pensassem sobre esta quest&atilde;o da aceita&ccedil;&atilde;o&raquo;.
&nbsp;
Lu&iacute;s Vicente, o Nathan conciliador, que reflete, come&ccedil;a por dizer que &eacute; &laquo;o contr&aacute;rio de Trump&raquo;. &laquo;A personagem Nathan &eacute; ponderada, acredita nos altos valores da humanidade. S&atilde;o arqu&eacute;tipos que s&atilde;o criados para nos orientarmos nas nossas vidas. Eu prezo-os, mas vivemos tempos muito complicados, em que estas coisas s&atilde;o contaminadas. Hoje n&atilde;o encontramos pessoas como Nathan&raquo;, lamenta o ator.
&nbsp;
Para Rodrigo Francisco, o encenador, o importante &eacute; &laquo;que o p&uacute;blico possa refletir sobre aquilo que viu, desenvolver essa capacidade de pensar&raquo;. A sua cena favorita, explica-nos, &eacute; &laquo;aquela em que o templ&aacute;rio insulta o judeu de tudo, e ele responde-lhe &ldquo;vem, vamos l&aacute;, temos mesmo de ser amigos&rdquo;, porque &eacute; essa tentativa de ir ao encontro do que &eacute; diferente dele e conhec&ecirc;-lo&raquo;.
&nbsp;
A pe&ccedil;a esteve j&aacute; para ir &agrave; cena, mas o projeto n&atilde;o se concretizou. Mas este &eacute; um tipo prop&iacute;cio para este tema. &laquo;Todas as religi&otilde;es t&ecirc;m a mesma origem, que &eacute; o amor. Estamos sempre bombardeados pela atualidade, mas acho que conviver com este tipo de textos faz-nos dar passos atr&aacute;s para convivermos com o que &eacute; quotidiano e vivermos de uma forma mais clara, e o teatro d&aacute;-nos essa ferramenta&raquo;, considera.

&nbsp;
Os cen&aacute;rios, t&atilde;o simples e despidos, cumprem a fun&ccedil;&atilde;o de honrar o tipo de texto, um poema, n&atilde;o uma narrativa. &laquo;O cen&aacute;rio est&aacute; vazio porque isto &eacute; um poema, o que importa &eacute; que as ideias venham ao de cima. Criamos o ambiente nesta caixa preta que &eacute; o teatro, e tudo o que esteja l&aacute; que n&atilde;o seja necess&aacute;rio distrai&raquo;, explica.
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A pe&ccedil;a estreia amanh&atilde;, dia 9, e estar&aacute; em cena at&eacute; dia 17 de dezembro. De quarta a s&aacute;bado, &agrave;s 21h00, e domingos &agrave;s 16h, na sala principal do teatro. Depois, volta em janeiro, de 12 a 28, no mesmo local.

Nota: Na fotogaleria abaixo, poder&aacute; ver alguma das imagens captadas durante o ensaio para a imprensa, levado a cabo dois dias antes da estreia.
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Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Fri, 08 Dec 2017 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Marcelo diz que há «insuficiente sensibilização» sobre eutanásia</title>
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<description><![CDATA[O Presidente da Rep&uacute;blica afirma que h&aacute; &laquo;insuficiente sensibiliza&ccedil;&atilde;o de muitos portugueses&raquo; em rela&ccedil;&atilde;o ao tema da eutan&aacute;sia. Participando na abertura do &uacute;ltimo debate &laquo;Decidir sobre o final da vida&raquo; promovido pelo Conselho Nacional de &Eacute;tica para as Ci&ecirc;ncias da Vida, Marcelo Rebelo de Sousa pediu a participa&ccedil;&atilde;o e o empenho de todos na discuss&atilde;o sobre a eutan&aacute;sia.
&laquo;Decidir sobre o final da vida &eacute; uma mat&eacute;ria para o futuro e presente de todos n&oacute;s e uma sociedade mais humana e portanto mais solid&aacute;ria, sendo fundamental que todos convirjam nessa mat&eacute;ria&raquo;, defendeu. Lembrando experi&ecirc;ncias noutros pa&iacute;ses, Marcelo Rebelo de Sousa disse que s&atilde;o precisos a &laquo;perce&ccedil;&atilde;o do sentido coletivo e a sua proje&ccedil;&atilde;o em consensos amplamente partilhados&raquo;.


Mais uma vez, o Presidente da Rep&uacute;blica n&atilde;o disse qual a sua opini&atilde;o sobre a morte assistida, defendendo que &laquo;n&atilde;o pode nem deve condicionar a discuss&atilde;o&raquo;. Marcelo Rebelo de Sousa reserva &laquo;a sua interven&ccedil;&atilde;o para o momento em que se e quando a quest&atilde;o lhe for suscitada tiver de se pronunciar ou sobre o processo ou sobre a subst&acirc;ncia da discuss&atilde;o, sobre a perspetiva jur&iacute;dica ou &eacute;tico-comunit&aacute;ria&raquo;. O Chefe de Estado terminou dizendo que n&atilde;o nos devemos esquecer &laquo;que devemos aos outros o nosso empenho permanente no cuidar, mais do que isso: o nosso compromisso inequ&iacute;voco na salvaguarda do ser-se pessoa&raquo;.

Esta &uacute;ltima sess&atilde;o do ciclo de debates promovidos pelo Conselho Nacional de &Eacute;tica para as Ci&ecirc;ncias da Vida decorreu na Funda&ccedil;&atilde;o Champalimaud, depois de debates em v&aacute;rios pontos do continente e ilhas.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica/Miguel Figueiredo Lopes
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]]></description>
<pubDate>Tue, 05 Dec 2017 15:10:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa declara como Magistério a possibilidade de recasados acederem aos sacramentos</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco declarou que a carta que os bispos argentinos enviaram ao Papa com uma poss&iacute;vel interpreta&ccedil;&atilde;o e linhas de a&ccedil;&atilde;o sobre o cap&iacute;tulo VIII da Amoris laetitia e a resposta que escreveu aos bispos s&atilde;o &laquo;aut&ecirc;ntico Magist&eacute;rio&raquo; da Igreja, atrav&eacute;s da sua publica&ccedil;&atilde;o nos documentos da Acta Apostolica Sedis, uma esp&eacute;cie de Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica do Vaticano, onde s&atilde;o inscritos os Atos Oficiais da Santa S&eacute;.

&nbsp;
No documento publicado pela Santa S&eacute;, o cardeal Secret&aacute;rio de Estado, Pietro Parolin, escreve que &laquo;o Sumo Pont&iacute;fice declarou que os dois documentos acima [a carta dos bispos argentinos de Buenos Aires e a resposta do Papa] sejam promulgados atrav&eacute;s de publica&ccedil;&atilde;o no site do Vaticano e na Actis Apostolicae Sedis, como aut&ecirc;ntico Magist&eacute;rio&raquo;.
&nbsp;
Esta publica&ccedil;&atilde;o vem trazer mais for&ccedil;a aos documentos descritos, documentos esses cuja validade tem sido muito debatida desde que vieram a lume, em setembro de 2016. Nessa altura, os bispos de Buenos Aires enviaram uma carta ao Papa com um guia de interpreta&ccedil;&atilde;o e a&ccedil;&atilde;o sobre o cap&iacute;tulo VIII da Amoris laetitia, no qual estabeleciam que, &laquo;se algu&eacute;m chegar ao reconhecimento de que, em casos particulares, existem limita&ccedil;&otilde;es que diminuem a responsabilidade e a culpa, particularmente quando uma pessoa julga que cair&aacute; numa falha subsequente ao prejudicar os filhos da nova uni&atilde;o, a Amoris laetitia abre a possibilidade de acesso aos sacramentos da Reconcilia&ccedil;&atilde;o e da Eucaristia&raquo;, pode ler-se no documento dos bispos argentinos.
&nbsp;
A Resposta do Papa, oficial, confirmava esta abordagem.
&nbsp;

&laquo;O documento &eacute; muito bom e explica de forma completa o significado do cap&iacute;tulo VIII da Amoris laetitia. N&atilde;o h&aacute; outras interpreta&ccedil;&otilde;es. E estou certo que far&aacute; muito bem&raquo;, dizia o Papa na altura.


Por ser considerada uma resposta local a uma abordagem particular, muitos dos cr&iacute;ticos desta nova abordagem da quest&atilde;o do acesso aos sacramentos dos divorciados recasados consideravam que n&atilde;o se aplicava a toda a Igreja.
&nbsp;
Mas a situa&ccedil;&atilde;o muda ap&oacute;s esta publica&ccedil;&atilde;o, conforme a Fam&iacute;lia Crist&atilde; p&ocirc;de confirmar junto de um especialista em direito can&oacute;nico. O Papa Jo&atilde;o Paulo II incluiu, no c&acirc;none 750 do C&oacute;digo de Direito Can&oacute;nico, um artigo que diz que se deve &laquo;ainda firmemente aceitar e acreditar tamb&eacute;m em tudo o que &eacute; proposto de maneira definitiva pelo magist&eacute;rio da Igreja em mat&eacute;ria de f&eacute; e costumes, isto &eacute;, tudo o que se requer para conservar santamente e expor fielmente o dep&oacute;sito da f&eacute;; op&otilde;e-se, portanto, &agrave; doutrina da Igreja Cat&oacute;lica quem rejeitar tais proposi&ccedil;&otilde;es consideradas definitivas&raquo;.
&nbsp;
Esta disposi&ccedil;&atilde;o &eacute; refor&ccedil;ada pelo c&acirc;none 752, que diz que o &laquo;obs&eacute;quio religioso da intelig&ecirc;ncia e da vontade &agrave;quela doutrina que quer o Sumo Pont&iacute;fice quer o Col&eacute;gio dos Bispos enunciam ao exercerem o magist&eacute;rio aut&ecirc;ntico&raquo;, mesmo que, defende o C&oacute;digo, n&atilde;o seja proclamado com um &laquo;ato definitivo&raquo;.
&nbsp;
Assim sendo, confirmou a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, a Resposta do Papa deixa de ser uma abordagem local. Muita da correspond&ecirc;ncia do Papa e dos atos do Papa n&atilde;o fazem parte destes Atos, como por exemplo as entrevistas que d&aacute;, precisamente por n&atilde;o terem uma abrang&ecirc;ncia global, mas a sua coloca&ccedil;&atilde;o aqui, com a indica&ccedil;&atilde;o expressa de que &eacute; Magist&eacute;rio aut&ecirc;ntico, vem trazer esta vertente global a estas palavras.


&nbsp;
&laquo;Direito Can&oacute;nico &eacute; importante, mas n&atilde;o &eacute; tudo&raquo;
Muitos encontram nestas disposi&ccedil;&otilde;es uma contradi&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao Magist&eacute;rio mais antigo da Igreja que fala da indissolubilidade do matrim&oacute;nio, mas o Papa, com esta publica&ccedil;&atilde;o, parece indicar que n&atilde;o existe essa contradi&ccedil;&atilde;o, embora sem explicitar de que forma &eacute; poss&iacute;vel essa situa&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
Contactado pela Fam&iacute;lia Crist&atilde;, o Pe. Jorge Cunha, professor de Teologia da Universidade Cat&oacute;lica no Porto, come&ccedil;a por dizer que o tema &eacute; &laquo;muito sens&iacute;vel e de dif&iacute;cil explica&ccedil;&atilde;o&raquo;, mas diz que fica &laquo;muito satisfeito&raquo; com esta publica&ccedil;&atilde;o. &laquo;Na Amoris laetitia isto j&aacute; est&aacute; explicado. O Papa vem modificar a quest&atilde;o da moral da Igreja, e n&atilde;o h&aacute; contradi&ccedil;&atilde;o entre deixar as pessoas ir &agrave; comunh&atilde;o e a rutura que aconteceu&raquo;, explica, acrescentando que &laquo;este tema ser&aacute; objeto de debate entre os te&oacute;logos nos pr&oacute;ximos anos&raquo;. &laquo;O Papa move-se noutro mundo que &eacute; preciso estudar com muita arg&uacute;cia e cabe aos te&oacute;logos conseguirem refletir sobre isso&raquo;, reconhece.
&nbsp;
O Pe. Jorge Cunha explica que a Igreja n&atilde;o passou a aceitar as segundas uni&otilde;es ou o div&oacute;rcio, mas que, &laquo;ap&oacute;s um fracasso, pode haver um processo de convers&atilde;o&raquo;. &laquo;O Direito Can&oacute;nico &eacute; importante, mas n&atilde;o &eacute; tudo. A gra&ccedil;a divina tem preced&ecirc;ncia sobre ele&raquo;, e se houver um &laquo;processo pastoral que conclua que as pessoas est&atilde;o na gra&ccedil;a de Deus, a Igreja n&atilde;o tem o direito de as afastar dos sacramentos&raquo;, refere, voltando a refor&ccedil;ar que &eacute; um assunto que merece &laquo;debate e reflex&atilde;o&raquo; e que n&atilde;o tem uma explica&ccedil;&atilde;o &laquo;f&aacute;cil&raquo;.
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Texto: Ricardo Perna
Foto: Catholic Press Photo
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<pubDate>Mon, 04 Dec 2017 11:34:00 +0000</pubDate>
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<title>Jovens portugueses em palco com Gen Rosso</title>
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<description><![CDATA[A conhecida banda Gen Rosso est&aacute; a apresentar o musical Streetlight, em Portugal, este m&ecirc;s. Depois dos espet&aacute;culos com casa cheia em Braga e Viseu, esta semana &eacute; a vez de F&aacute;tima. Esta quarta-feira, dia 29 de novembro, o Centro Paulo VI acolhe o musical que integra 200 jovens do Col&eacute;gio S&atilde;o Miguel, do CEF e do Col&eacute;gio Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Maria. Desde segunda-feira que est&atilde;o em forma&ccedil;&atilde;o para participar no espet&aacute;culo. A organiza&ccedil;&atilde;o espera esgotar os mais de 2000 lugares.


Streetlight &eacute; o centro do projeto together4peace que pretende formar jovens para promover a paz e mostrar que juntos podem fazer deste um mundo melhor. Em Portugal, estiveram envolvidos alunos de v&aacute;rias escolas de Braga e Viseu e pessoas da Fazenda da Esperan&ccedil;a de Ma&ccedil;al do Ch&atilde;o, em Celorico da Beira, uma comunidade que acolhe e trata toxicodependentes. Os jovens s&atilde;o os protagonistas do espet&aacute;culo. No total, em Braga, Viseu e F&aacute;tima estiveram envolvidos cerca de 700 jovens.

A banda Gen Rosso j&aacute; esteve em Portugal outras vezes, mas esta &eacute; a primeira com este projeto. Eles t&ecirc;m forma&ccedil;&otilde;es de Hip Hop, dan&ccedil;a moderna, dan&ccedil;a latina, canto e instrumental. Depois participam ativamente no musical: no cen&aacute;rio, &nbsp;na constru&ccedil;&atilde;o c&eacute;nica e na ilumina&ccedil;&atilde;o, bem como na presen&ccedil;a em palco.
Ant&oacute;nio Oliveira diz &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; que, durante os workshops, os jovens trabalham tamb&eacute;m&nbsp; compet&ecirc;ncias sociais, sentimentos, autoestima. A ideia &eacute; sempre trabalhar em prol da paz e ajud&aacute;-los a &laquo;reagir de forma consciente contra toda a forma de viol&ecirc;ncia e a propor as suas atitudes alternativas para resolver os conflitos&raquo;.

Este projeto j&aacute; foi apresentado em v&aacute;rios pa&iacute;ses da Europa, &Aacute;sia, &Aacute;frica e Am&eacute;rica e em locais t&atilde;o diferentes como salas de espet&aacute;culos, escolas ou pris&otilde;es.

O musical conta a hist&oacute;ria ver&iacute;dica de Charles Moats, um afro-americano de Chicago, que foi assassinado, em 1969, &agrave; porta de casa, numa luta de gangues.

Gen Rosso &eacute; um grupo musical fundado em 1966, por jovens vivendo em Loppiano, uma localidade com pessoas de mais de 70 nacionalidades. Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares, deu-lhes como presente uma guitarra e um tambor vermelho. Foi o in&iacute;cio do Gen Rosso, juntando as iniciais de Nova Gera&ccedil;&atilde;o com o vermelho do tambor. A banda transmite, desde ent&atilde;o, valores como a paz, a justi&ccedil;a social, o amor e a solidariedade.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Gen Rosso
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]]></description>
<pubDate>Tue, 28 Nov 2017 10:00:00 +0000</pubDate>
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<title>França: «Há perigo de católicos serem percebidos como extraterrestres»</title>
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<description><![CDATA[Jean Mercier tem 53 anos e trabalha h&aacute; 20 no jornal crist&atilde;o semanal franc&ecirc;s La Vie. Publicou um livro sobre celibato dos padres, fazendo a defesa desta regra, e outro sobre a crise dos padres. Senhor bispo, o p&aacute;roco fugiu (originalmente Monseiur cur&eacute; fait sa crise) satiriza a fuga de um sacerdote &quot;enterrado&quot; em burocracias e farto de se sentir funcion&aacute;rio administrativo e de n&atilde;o ter tempo para rezar. Nesta entrevista &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, Jean Mercier fala sobre a Igreja em Fran&ccedil;a, a crise dos sacerdotes e as mudan&ccedil;as profundas que est&atilde;o a acontecer. O autor alerta para o fosso cada vez maior entre cat&oacute;licos e franceses de base, numa sociedade muito secularizada.
&nbsp;
Qual foi a sua inspira&ccedil;&atilde;o para este livro? 
Comecei a escrever os primeiros cap&iacute;tulos num dia de outono de 2011 quando voltava de uma Missa em que me apercebi de uma pequena disputa entre duas senhoras da par&oacute;quia&hellip; Era apenas para me divertir e brincar&hellip; Dei a ler a uma amiga que me aconselhou a continuar porque ela se tinha rido. Mas tinha de terminar um enorme trabalho sobre o celibato sacerdotal, que me ocupou seis anos da minha vida. Terminei esse livro C&eacute;libat des pr&ecirc;tres, la discipline de l&#39;Eglise doit elle changer? (Celibato dos padres, a regra da Igreja deve mudar?), em julho de 2014 e, no m&ecirc;s seguinte, escrevi a minha pequena f&aacute;bula. Em primeiro lugar, para me divertir. Era um jogo. De seguida, mudei muito o texto, sobretudo o final porque fui atingido por um cancro no final de 2014 e isso mudou o meu olhar sobre a vida e sobre Deus.

Os sacerdotes s&atilde;o homens e esquecem isso? Ou s&atilde;o os paroquianos muito exigentes e pedem que eles sejam como Deus?
Os padres s&atilde;o homens, de facto. Mas como se encontram num cargo &uacute;nico em que encarnam Cristo para os homens e as mulheres do nosso tempo, est&atilde;o sob uma enorme press&atilde;o de exemplaridade. Eles interiorizam o dever de ser perfeitos ou, pelo menos, assemelhar-se a Jesus, se &eacute; que isso &eacute; poss&iacute;vel. &Eacute; um sofrimento terr&iacute;vel. Por causa desta press&atilde;o, os padres (sobretudo os jovens) s&atilde;o tentados a cair no ativismo, a esquecer as suas necessidades de base (sono, descontra&ccedil;&atilde;o, alimenta&ccedil;&atilde;o, desporto). O risco &eacute;, a seguir, o esgotamento ou uma grave crise de identidade. Tudo isto &eacute; agravado pela pen&uacute;ria de padres em Fran&ccedil;a.
Do lado dos paroquianos, h&aacute; tamb&eacute;m uma responsabilidade porque nos torn&aacute;mos consumistas e esperamos muito dos nossos padres, nomeadamente um reconhecimento do que somos ou fazemos. Ora, isso &eacute; muito cansativo para um p&aacute;roco (ou um bispo) dar permanentemente reconhecimento, porque &eacute; preciso implicar-se afetivamente, estabelecer rela&ccedil;&otilde;es verdadeiras.



Benjamim Bucquoy &eacute; um exemplo dos padres de hoje, sem tempo para a sua miss&atilde;o, a ora&ccedil;&atilde;o, a salva&ccedil;&atilde;o das almas (como ele diz)?
Sim, ele est&aacute; absorvido pela gest&atilde;o, a manuten&ccedil;&atilde;o de um sistema paroquial que est&aacute; sem f&ocirc;lego, sobretudo fora das cidades. &Eacute; o sistema &ndash; nomeadamente baseado sobre a malha geogr&aacute;fica das par&oacute;quias &ndash; que est&aacute; a chegar ao seu fim, em Fran&ccedil;a, que &eacute; um pa&iacute;s muito grande, com poucos padres e poucos cat&oacute;licos verdadeiramente praticantes para fazer andar a m&aacute;quina, ainda que a procura do sagrado continue a ser forte, pelos cat&oacute;licos sociol&oacute;gicos que perderam o contacto com a Igreja e que j&aacute; n&atilde;o compreendem a sua coer&ecirc;ncia interna, mas que querem, apesar disso, casar-se diante do Senhor Prior ou batizar o seu beb&eacute;. Neste quadro, os padres s&atilde;o confrontados com quest&otilde;es cada vez mais personalizadas. H&aacute; 50 anos, todos os casamentos, batismos e funerais eram feitos da mesma maneira. Hoje em dia, o narcisismo, o consumismo e o individualismo dos nossos contempor&acirc;neos s&atilde;o t&atilde;o grandes que as pessoas querem que a Igreja se adapte aos seus desejos e aos seus caprichos. J&aacute; n&atilde;o est&atilde;o dispostos a receber a liturgia tal qual a Igreja a prev&ecirc;. Por exemplo, querem cantar a can&ccedil;&atilde;o preferida da sua m&atilde;e no funeral, mesmo se a m&uacute;sica nada tem que ver com Deus: e nesse caso o p&aacute;roco tem de dispensar muita energia a explicar-lhe que &laquo;N&atilde;o, a igreja n&atilde;o permite isso&raquo;, etc., etc. &Eacute; esgotante porque o padre est&aacute; permanentemente na situa&ccedil;&atilde;o de se justificar.
No fundo, os padres gastam uma energia importante nestas intera&ccedil;&otilde;es com um mundo que procura o sagrado, mas n&atilde;o for&ccedil;osamente Deus. Isso exige muita flexibilidade e amor e, talvez, os padres j&aacute; n&atilde;o possam mais e precisem de dizer STOP! Eles devem tamb&eacute;m ter jogo de cintura em situa&ccedil;&otilde;es complexas: pessoas que vivem uma rela&ccedil;&atilde;o amorosa sem casamento, os divorciados recasados &ndash; dar-lhes os sacramentos ou n&atilde;o? &Eacute; um quebra-cabe&ccedil;as!
Tudo isto refor&ccedil;a a impress&atilde;o, para os p&aacute;rocos, que s&atilde;o administradores ou distribuidores dos sacramentos, mas que passam ao lado do essencial, que &eacute; de permitir &agrave;s almas reencontrar Jesus Cristo. Porque, no fundo, o desejo de Deus &eacute; uma coisa complexa e exigente. Se os padres reencontrassem todas as manh&atilde;s uma nova pessoa que lhes pedisse: &laquo;Quero amar Deus, quero tornar-me um santo, ensine-me&raquo;, eles seriam mais felizes e n&atilde;o teriam nenhuma crise de identidade, acredite!

A Igreja em Fran&ccedil;a est&aacute; a mudar


Os bispos franceses estiveram reunidos em assembleia plen&aacute;ria em Lourdes para debater a forma&ccedil;&atilde;o dos padres. Houve alguma mudan&ccedil;a?
No futuro, &eacute; certo que as dioceses dever&atilde;o fechar cerca de 15 semin&aacute;rios onde j&aacute; n&atilde;o h&aacute; candidatos ao sacerd&oacute;cio. Isso vai obrigar os bispos da gera&ccedil;&atilde;o jovem a trabalhar juntos. Durante anos, um certo n&uacute;mero de bispos quiseram, por orgulho, trabalhar cada um por seu lado a formar padres segundo a sua pr&oacute;pria vis&atilde;o.
A outra tomada de consci&ecirc;ncia est&aacute; ligada &agrave; desafeta&ccedil;&atilde;o dos semin&aacute;rios diocesanos em proveito de outros lugares de forma&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o dependem das dioceses. Por exemplo, o semin&aacute;rio que acolhe mais candidatos ao sacerd&oacute;cio (uma centena) &eacute; o da Comunidade Saint Martin, na qual os jovens se formam para ser padres sem rela&ccedil;&atilde;o privilegiada com uma diocese, sabendo que ir&atilde;o de diocese em diocese, sempre em equipas de tr&ecirc;s para miss&otilde;es de curta dura&ccedil;&atilde;o. Este semin&aacute;rio atrai por causa da qualidade do ensino, mas tamb&eacute;m porque os futuros padres come&ccedil;am a &ldquo;projetar-se&rdquo; no futuro. &Eacute; muito importante psicologicamente. Pelo contr&aacute;rio, &eacute; dif&iacute;cil de se projetar no futuro de uma diocese (mesmo se &eacute; aquela em que se nasceu) se a diocese perde popula&ccedil;&atilde;o, tem problemas financeiros e se o bispo tem falta de carisma (&eacute; frequente).
A mim, parece-me que a estrutura da Igreja por divis&atilde;o das dioceses est&aacute; totalmente esclerosada e ultrapassada. Corresponde &agrave; expans&atilde;o territorial da Igreja nos tr&ecirc;s primeiros s&eacute;culos, com problemas de jurisdi&ccedil;&atilde;o. Mas, nos nossos dias, sobretudo com a internet, a nossa rela&ccedil;&atilde;o com o territ&oacute;rio e a geografia mudou completamente. J&aacute; n&atilde;o pertencemos a uma diocese, porque nos movemos: para o trabalho, os estudos. Eu, por exemplo, tenho 53 anos, mudei dez vezes de diocese ao longo da minha vida e o bispo do meu local de trabalho n&atilde;o &eacute; o mesmo do local onde habito. E o meu diretor espiritual depende de um terceiro bispo. &Eacute; preciso repensar tudo.
&nbsp;
Al&eacute;m dessas, que outras dificuldades tem a Igreja francesa?
Em Fran&ccedil;a, o fosso aumenta entre os cat&oacute;licos convictos, que t&ecirc;m muito a refletir sobre o que &eacute; o ser humano (um ser dotado de uma alma que recebe a sua vida de Deus como um dom e cuja liberdade &eacute; fazer a vontade de Deus), e os franceses de base (para quem a vida n&atilde;o &eacute; um dom, cada um faz o que quer, em plena autonomia). Chega-se a um di&aacute;logo de surdos completo, nomeadamente sobre quest&otilde;es de moral, porque a antropologia crist&atilde; n&atilde;o &eacute; compreendida. Isto aconteceu muito depressa, no espa&ccedil;o de uma dezena de anos. Vimo-lo, em 2013, na altura dos debates sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em que a posi&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica foi percebida pela sociedade como puramente reacion&aacute;ria e homof&oacute;bica, mesmo que os cat&oacute;licos tenham usado argumentos fundados sobre a raz&atilde;o (nomeadamente em torno do &ldquo;bem comum&rdquo; dos filhos por oposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s reivindica&ccedil;&otilde;es do l&oacute;bi LGBT). Vemo-lo ainda hoje com a quest&atilde;o da eutan&aacute;sia, em que a posi&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica n&atilde;o &eacute; compreendida. H&aacute; um perigo que, muito rapidamente, os cat&oacute;licos muito crentes sejam percebidos pela sociedade como extraterrestres, pessoas incompreens&iacute;veis que se arriscam a ser rejeitados como antissociais.

No romance, os bispos tamb&eacute;m est&atilde;o muito ocupados com burocracias e longe dos seus sacerdotes.
​A gera&ccedil;&atilde;o jovem de bispos est&aacute; decidida a mudar e a fazer esfor&ccedil;os porque est&aacute; &agrave; beira do precip&iacute;cio. As dioceses francesas s&atilde;o muito vastas do ponto de vista geogr&aacute;fico. At&eacute; agora prevaleceu a l&oacute;gica: &eacute; preciso cobrir todo o territ&oacute;rio da diocese. Mas isso tornou-se imposs&iacute;vel.
Um jovem bispo disse-me no outro dia: &laquo;Em cinco anos &ndash; isso &eacute; j&aacute; amanh&atilde;! &ndash; n&atilde;o terei mais do que 10 padres &ldquo;de p&eacute;&rdquo; na minha diocese. Quando digo &ldquo;de p&eacute;&rdquo; quero dizer s&oacute;lidos e em quem posso contar, porque tenho dezenas que s&atilde;o &ldquo;coxos&rdquo; (idosos, doentes, deprimidos, com problemas graves, etc&hellip;). Se disperso esses 10 padres para &ldquo;cobrir&rdquo; todo o territ&oacute;rio, estou certo que a metade deles estar&aacute; KO em menos de dois anos. A &uacute;nica solu&ccedil;&atilde;o &eacute; a de os p&ocirc;r em equipas de dois, em tr&ecirc;s locais nevr&aacute;lgicos da diocese. E &eacute; tudo.&raquo; Esta vis&atilde;o &eacute; realista e inteligente, mesmo se &eacute; cruel para aqueles que dever&atilde;o aceitar n&atilde;o ter padre &agrave; m&atilde;o. Teremos de nos deslocar, fazer esfor&ccedil;os suplementares para ir &agrave; Missa. &Eacute; pena que certos bispos n&atilde;o tenham tido a coragem de decidir mais cedo estas mudan&ccedil;as.
&nbsp;

Entrevista conduzida por Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: D. R. /ricardo Perna e PTFreeimages-optitech
&nbsp;
Not&iacute;cias relacionadas:
- Os nossos padres est&atilde;o em burnout?
- Burnout: &laquo;Os padres entram num mundo de trevas sem mais perspetiva&raquo; 
- Crise dos sacerdotes em debate ]]></description>
<pubDate>Fri, 24 Nov 2017 11:30:00 +0000</pubDate>
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<item>
<title>Recasados: «As decisões são tomadas com o bispo» de cada diocese</title>
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<guid>https://familiacrista.paulus.pt:443/recasados-as-decisoes-sao-tomadas-com-o-bispo-de-cada-diocese</guid>
<description><![CDATA[O presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), D. Manuel Clemente, disse hoje aos jornalistas que os casos de acesso dos divorciados recasados aos sacramentos devem ser tratados &laquo;com o bispo&raquo; de cada diocese.


Ao ser questionado, na confer&ecirc;ncia de imprensa de encerramento da 193&ordf; Assembleia Plen&aacute;ria dos Bispos, sobre o facto de algumas dioceses j&aacute; terem avan&ccedil;ado nessa quest&atilde;o, abrindo a porta ao acesso aos sacramentos em circunst&acirc;ncias espec&iacute;ficas, o presidente da CEP apenas adiantou que, &laquo;no que me diz respeito, o que est&aacute; na Amoris laetitia, lendo-a no seu todo e n&atilde;o apenas numa nota de rodap&eacute;, e o todo aponta para a pastoral do v&iacute;nculo, incluindo o di&aacute;logo com os bispos argentinos, &eacute; suficiente para mim e para a diocese que me est&aacute; acometida, n&atilde;o preciso de mais&raquo;, n&atilde;o assumindo uma posi&ccedil;&atilde;o enquanto presidente da CEP.
&nbsp;
D. Manuel Clemente admitiu, no entanto, que o pronunciamento do Papa Francisco nesta mat&eacute;ria vai no sentido de permitir esse acesso aos sacramentos, e apresentou a nota de rodap&eacute; colocada na exorta&ccedil;&atilde;o e o di&aacute;logo que teve com os bispos argentinos que, em setembro do ano passado, lhe enviaram uma proposta de a&ccedil;&atilde;o pastoral com base na exorta&ccedil;&atilde;o que contemplava o acesso dos divorciados recasados aos sacramentos, depois de um processo de discernimento. &laquo;O Papa admite que, esgotadas estas condi&ccedil;&otilde;es, nalguns casos, com discri&ccedil;&atilde;o e autoriza&ccedil;&atilde;o do bispo, se possa retomar alguma vida sacramental. As coisas est&atilde;o assim neste ponto, se somarmos a nota de rodap&eacute; da Amoris laetitia com o di&aacute;logo com os bispos. Mas n&atilde;o &eacute; uma coisa r&aacute;pida, imediata ou simples, &eacute; uma coisa s&eacute;ria&raquo;, refor&ccedil;ou.
&nbsp;
Neste sentido, D. Manuel Clemente explicou aos jornalistas que o discernimento &eacute; muito importante em todo este processo. &laquo;Nem todos os casos s&atilde;o iguais. H&aacute; casos em que a pessoa que manifesta vontade de recuperar a vida sacramental foi a pessoa abandonada no casamento anterior, e isso n&atilde;o &eacute; a mesma coisa que algu&eacute;m que se casou duas ou tr&ecirc;s vezes, ou se esqueceu das obriga&ccedil;&otilde;es para com os filhos, e agora quer vir como se nada se tivesse passado&raquo;, disse.
&nbsp;
&laquo;Milhares&raquo; de jovens portugueses responderam ao inqu&eacute;rito pedido pelo Papa
Um dos assuntos abordados pelos bispos durante a Assembleia Plen&aacute;ria foi o resultado do inqu&eacute;rito lan&ccedil;ado pelo Papa aos jovens e organiza&ccedil;&otilde;es juvenis da Igreja, na prepara&ccedil;&atilde;o para o S&iacute;nodo que ir&aacute; acontecer no pr&oacute;ximo ano. D. Manuel Clemente explicou que as respostas dos jovens mostram &laquo;um interesse muito acentuado pela fam&iacute;lia&raquo;. &laquo;Nas respostas que chegaram, este interesse por tudo o que diz respeito &agrave; vida familiar &eacute; muito forte, e isso requer da nossa parte uma aten&ccedil;&atilde;o refor&ccedil;ada a esta vertente da prepara&ccedil;&atilde;o para o matrim&oacute;nio&raquo;, refor&ccedil;ou o presidente da CEP.
&nbsp;
Para al&eacute;m disto, os jovens fazem, nas suas respostas, um &laquo;apelo forte&raquo; a um &laquo;acompanhamento mais pr&oacute;ximo, n&atilde;o s&oacute; da parte dos eclesi&aacute;sticos, como da comunidade crist&atilde;&raquo;.

&nbsp;
Homossexuais fora do caminho do sacerd&oacute;cio
Outro dos temas abordados na confer&ecirc;ncia de imprensa foi a proibi&ccedil;&atilde;o de homossexuais acederem ao minist&eacute;rio sacerdotal. D. Manuel Clemente explicou que &laquo;tem havido sucessivos documentos a desaconselhar, para n&atilde;o dizer proibir, um jovem que manifeste essa orienta&ccedil;&atilde;o homossexual, a ingressar num semin&aacute;rio. Seria muito melindroso, e n&atilde;o &eacute; aconselh&aacute;vel&raquo;, disse, em declara&ccedil;&otilde;es aos jornalistas.
&nbsp;
Questionado sobre se a tend&ecirc;ncia sexual seria base para definir um bom sacerdote, o presidente da CEP afirmou que &laquo;algu&eacute;m que tenha essa tend&ecirc;ncia homossexual n&atilde;o deve ser posta numa situa&ccedil;&atilde;o melindrosa&raquo;, e refor&ccedil;ou o que dizia sustentando que &laquo;em Cristo n&atilde;o h&aacute; nada de homossexual&raquo;. &laquo;N&atilde;o &eacute; conforme ao que seria se recebesse o sacramento da Ordem como sinal de Cristo, portanto n&atilde;o deve ir para o semin&aacute;rio&raquo;, rematou.
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Respeito e cuidado pela Cria&ccedil;&atilde;o &eacute; &laquo;obriga&ccedil;&atilde;o&raquo; do cat&oacute;lico
No discurso de abertura da Assembleia dos bispos, D. Manuel Clemente falou da preocupa&ccedil;&atilde;o do episcopado com as quest&otilde;es da seca e dos inc&ecirc;ndios. Questionado sobre se as par&oacute;quias estariam a fazer trabalho pastoral nesta mat&eacute;ria, o Cardeal-Patriarca de Lisboa assumiu que &laquo;h&aacute; muito trabalho a ser feito&raquo;.
&nbsp;
&laquo;Para quem &eacute; crente, cada criatura &eacute; um dom de Deus que tem de ser respeitado. Isto n&atilde;o &eacute; um sentimento exclusivo dos crist&atilde;os, mas dos crentes, olhamos como Cria&ccedil;&atilde;o, e &eacute; uma obriga&ccedil;&atilde;o religiosa cuidar da Cria&ccedil;&atilde;o. Que isto entre nas nossas catequeses, para que entre depois na pr&aacute;tica das nossas comunidades, &eacute; uma obriga&ccedil;&atilde;o&raquo;, defendeu.
&nbsp;
D. Manuel Clemente tem um passado ligado ao ambiente, em virtude de ter sido escuteiro, e referiu isto mesmo para explicar que &laquo;tenho sempre isto presente, a gastar menos &aacute;gua, a cuidar dos animais, at&eacute; porque o escuta protege as plantas e os animais&raquo;, e que esta &eacute; uma obriga&ccedil;&atilde;o &laquo;catequ&eacute;tica&raquo; de todos.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 16 Nov 2017 17:28:00 +0000</pubDate>
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<title>Há alimentos para preparar o inverno?</title>
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<description><![CDATA[A Dr.&ordf; Micaela Oliveira &eacute; m&eacute;dica interna de Medicina Geral e familiar do Centro de Sa&uacute;de de Anadia e a respons&aacute;vel pelo espa&ccedil;o Viver Melhor da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;. Este m&ecirc;s escreve sobre os alimentos para preparar o inverno.

&Eacute; preciso saber interpretar os sinais da natureza e escolher uma alimenta&ccedil;&atilde;o adequada para o inverno. Os alimentos da &eacute;poca t&ecirc;m tendencialmente um valor nutritivo mais rico e ainda possuem menos pesticidas.

Alimenta&ccedil;&atilde;o no inverno
O inverno &eacute; a &eacute;poca dos citrinos, das ma&ccedil;&atilde;s e peras, frutos com baixo valor cal&oacute;rico mas repletos de vitaminas e que ajudam a combater as infe&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias devido ao alto teor de vitamina C.

Tamb&eacute;m os vegetais como couve, grelos e nabi&ccedil;a t&ecirc;m nutrientes importantes para fortalecer o sistema imunit&aacute;rio e devem ser parte integrante de uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, em particular no inverno.

Quanto aos hidratos de carbono, deve preferir-se os de absor&ccedil;&atilde;o lenta, porque s&atilde;o processados de forma progressiva, ajudando o organismo a encontrar o seu equil&iacute;brio natural. Neste caso incluem-se os cereais (como o p&atilde;o, o arroz e a massa), os tub&eacute;rculos (como a batata) e as leguminosas (como o feij&atilde;o, o gr&atilde;o e as favas).

Estes alimentos s&atilde;o ricos em vitamina C, vitamina A e minerais, como o ferro, e ajudam, portanto, na defesa contra as infe&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias e estimulam a imunidade e a resist&ecirc;ncia f&iacute;sica.

Os frutos secos tamb&eacute;m devem ser mais consumidos, pois as nozes, as am&ecirc;ndoas e as avel&atilde;s constituem uma importante fonte de vitaminas e de magn&eacute;sio.

Os alimentos devem ser cozidos com pouca &aacute;gua ou a vapor, sem adi&ccedil;&atilde;o de gorduras. Como alternativa, podem ser estufados ou assados com pouca gordura e pouco sal. As ervas arom&aacute;ticas e as especiarias s&atilde;o excelentes alternativas para conferir um sabor mais ao gosto de cada pessoa.
&nbsp;
Conselhos para manter uma alimenta&ccedil;&atilde;o equilibrada
Prefira refei&ccedil;&otilde;es quentes e que confortem, tais como sopa de legumes, ingest&atilde;o de cereais integrais, que pelo seu elevado teor de fibras conferem saciedade, e bebidas quentes com leite como fonte de prote&iacute;nas e c&aacute;lcio ou ch&aacute;s, que al&eacute;m de aquecerem tamb&eacute;m hidratam e t&ecirc;m frequentemente antioxidantes que ajudam a proteger de doen&ccedil;as.

O texto completo pode ser lido na edi&ccedil;&atilde;o de novembro da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;. 
&nbsp;
Foto: PTFreeImages/Enri_Bi e Carlos Paes
]]></description>
<pubDate>Wed, 15 Nov 2017 10:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Quais as autarquias amigas das famílias?</title>
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<description><![CDATA[61 munic&iacute;pios foram considerados &ldquo;amigas das fam&iacute;lias&rdquo; em 2017. O galard&atilde;o Bandeira Verde &eacute; atribu&iacute;do pelo Observat&oacute;rio das Autarquias Familiarmente Respons&aacute;veis e destina-se a premiar autarquias &laquo;familiarmente respons&aacute;veis&raquo; e com &laquo;pr&aacute;ticas amigas das fam&iacute;lias.


Em comunicado, a Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa das Fam&iacute;lias Numerosas informa que, no ano passado, aderiram ao projeto 115 munic&iacute;pios e 61 s&atilde;o agora premiados. Os distritos com mais c&acirc;maras municipais galardoadas s&atilde;o Coimbra (10), Lisboa (9) e Santar&eacute;m (7). Esta &eacute; a primeira vez que Arganil, Figueira da Foz, Leiria, Palmela e Santo Tirso s&atilde;o premiadas.

Paula Santos, respons&aacute;vel pelo Observat&oacute;rio, afirma que se nota &laquo;um grande esfor&ccedil;o por parte dos munic&iacute;pios na cria&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es para captar e fixar as fam&iacute;lias, com medidas nalguns casos extraordin&aacute;rias&raquo;. O facto de em 115 apenas 61 serem premiadas leva Paula Santos a dizer que &laquo;o objetivo &eacute; que todas as autarquias adiram a este projeto, pois nota-se um efeito de cont&aacute;gio muito positivo em que as fam&iacute;lias s&atilde;o as grandes benefici&aacute;rias&raquo;.

Veja aqui quais s&atilde;o:


Que pol&iacute;ticas s&atilde;o avaliadas?
H&aacute; 12 &aacute;reas que s&atilde;o avaliadas desde o apoio &agrave; maternidade, paternidade e &agrave;s fam&iacute;lias com necessidades especiais, servi&ccedil;os b&aacute;sicos, educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o, habita&ccedil;&atilde;o e urbanismo, transportes, sa&uacute;de, medidas de concilia&ccedil;&atilde;o entre trabalho e fam&iacute;lia, entre outras. Alguns dos exemplos de pol&iacute;ticas amigas das fam&iacute;lias s&atilde;o &laquo;pagamento de creches e jardins de inf&acirc;ncia, comparticipa&ccedil;&atilde;o de consultas de oftalmologia, apoio &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o de &oacute;culos, bancos de medicamentos e comparticipa&ccedil;&atilde;o de medicamentos, oferta de vacina&ccedil;&atilde;o fora do PNV, cantinas sociais, hortas sociais, cantinas escolares abertas durante os per&iacute;odos de pausas escolares, cheque beb&eacute; e transportes escolares gratuitos at&eacute; ao 12.&ordm; ano&raquo;.

Desde 2009, a primeira edi&ccedil;&atilde;o, o Observat&oacute;rio tem premiado sempre sete autarquias que se mant&ecirc;m fi&eacute;is a pol&iacute;ticas amigas das fam&iacute;lias. S&atilde;o elas: Angra do Hero&iacute;smo, Cantanhede, Torres Novas, Torres Vedras, Vila de Rei, Vila Real de Santo Ant&oacute;nio e Vila Real.

As Bandeiras Verdes ser&atilde;o entregues em 29 de novembro, em Coimbra.
&nbsp;
O Observat&oacute;rio das Autarquias Familiarmente Respons&aacute;veis foi criado em 2008 pela Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Fam&iacute;lias Numerosas.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Tue, 14 Nov 2017 09:30:00 +0000</pubDate>
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<title>Bagão Félix: «Indiferença é a pior coisa numa sociedade»</title>
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<description><![CDATA[Ant&oacute;nio Bag&atilde;o F&eacute;lix &eacute; independente, embora j&aacute; tenha sido ministro em v&aacute;rios governos. Assumidamente cat&oacute;lico, falou &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; sobre a sua experi&ecirc;ncia e sobre os crentes na pol&iacute;tica.
&nbsp;

Ser cat&oacute;lico fornece uma forma diferente de olhar para os cargos pol&iacute;ticos?
&Eacute; evidente que me influencia. Do ponto de vista doutrin&aacute;rio, at&eacute; porque sou muito estudioso da Doutrina Social da Igreja, evidentemente que me influenciou bastante, sobretudo os princ&iacute;pios que se devem aplicar indiscutivelmente na vida p&uacute;blica, na vida c&iacute;vica, na vida pol&iacute;tica. Desde logo, em primeiro lugar, a prossecu&ccedil;&atilde;o constante do bem comum. A ideia do bem comum &eacute; muito intuitiva. Mas n&atilde;o se confunde sempre com o registo de maiorias democr&aacute;ticas. Para mim, o respeito integral pela vida, a quest&atilde;o do aborto ou das biotecnologias que ferem o princ&iacute;pio fundamental que &eacute; a dignidade e centralidade da pessoa podem at&eacute; ser votados. Pode haver um referendo que d&ecirc;: 99% das pessoas s&atilde;o favor&aacute;veis ao aborto. Continua a ser um n&atilde;o-bem comum.
Dignidade e centralidade da pessoa humana, prossecu&ccedil;&atilde;o do bem comum, destino universal dos bens e mais dois princ&iacute;pios: princ&iacute;pio da subsidiariedade e op&ccedil;&atilde;o preferencial pelos pobres. Eu prefiro dizer op&ccedil;&atilde;o preferencial pelos &uacute;ltimos, os que, depois de enunciar tudo, ficam no fim. Temos de fazer uma grande invers&atilde;o desta escala&hellip; Algumas vezes n&atilde;o tive estes princ&iacute;pios em conta, algumas vezes falhei. Mas sempre me influenciaram.
&nbsp;
A ideia geral, o senso comum, as pessoas na rua, o que dizem &eacute; que os pol&iacute;ticos s&atilde;o todos iguais, s&atilde;o todos corruptos. Os partidos t&ecirc;m contribu&iacute;do para isso?
Absolutamente de acordo, e est&aacute; a agravar-se. Devemos combater o elemento, para mim, mais degradante e perigoso da sociedade contempor&acirc;nea que &eacute; a indiferen&ccedil;a.
Posso estar a ser injusto, e estou a ser injusto certamente com pessoas com m&eacute;rito que continuam a existir na pol&iacute;tica. Mas, de um modo geral, as pessoas t&ecirc;m duas ou tr&ecirc;s perce&ccedil;&otilde;es que me parecem muito ajustadas. Em primeiro lugar, hoje isso &eacute; evidente, a de que as pessoas que est&atilde;o nos partidos nunca fizeram mais nada. Ora, quando n&atilde;o se faz mais nada sen&atilde;o pol&iacute;tica, mais tarde ou mais cedo erra-se na pol&iacute;tica. A vida faz-se de embates e &eacute; neles que aprendemos. Eu s&oacute; aprendi com os erros que cometi. Hoje, muita gente vai para a pol&iacute;tica sem qualquer prepara&ccedil;&atilde;o, vai para l&aacute; pelas &ldquo;jotas&rdquo; e companhia. H&aacute; muito arrivismo, h&aacute; muito oportunismo. H&aacute; mesmo pouca prepara&ccedil;&atilde;o de car&aacute;cter, em muitos casos. N&atilde;o quero generalizar.
Por outro lado, os partidos andam sempre num jogo floral de culpas e de responsabilidades.
Esta coisa de s&oacute; dizer mal dos outros cansa as pessoas, n&atilde;o &eacute; compensat&oacute;rio, &eacute; rid&iacute;culo mesmo, &agrave;s vezes.
A pol&iacute;tica &eacute; centr&iacute;fuga. Quando eu entrei para a pol&iacute;tica ela era centr&iacute;peta, era um &iacute;man. A pol&iacute;tica vai ficando reduzida a um downsizing n&atilde;o de compet&ecirc;ncias, mas de car&aacute;cter.

Nesse cen&aacute;rio, como &eacute; que os cat&oacute;licos e os crist&atilde;os devem agir? Cruzar os bra&ccedil;os e deixar esse mundo para os outros? Ou&hellip;
N&atilde;o, n&atilde;o. A indiferen&ccedil;a &eacute; a pior coisa numa sociedade, seja-se cat&oacute;lico, budista, ateu, mu&ccedil;ulmano, agn&oacute;stico&hellip; Para os crist&atilde;os, o compromisso tem de ser maior. O compromisso da palavra, do testemunho, do servi&ccedil;o, da exemplaridade. Podemos n&atilde;o ser santos, mas devemos ser exemplares. Os crist&atilde;os t&ecirc;m uma responsabilidade grande como Povo de Deus e seus principais representantes. E o Papa Francisco tem sido exemplar.
&nbsp;
Mas n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, parece que tudo est&aacute; contra. Um crist&atilde;o meter-se na pol&iacute;tica &eacute; como meter-se num mar revolto. &Eacute; lutar contra os ventos, n&atilde;o &eacute;?
&Eacute; isso mesmo. Eu acho que, hoje, ser crist&atilde;o &eacute; quase ser insurreto, &eacute; remar contra a mar&eacute;. &Eacute; um problema brutal. J&aacute; estive em debates em que um era apresentado como ateu, quase como um her&oacute;i, e eu era apresentado como cat&oacute;lico, s&oacute; me faltava ter uma coisa na testa de estar ali numa situa&ccedil;&atilde;o de capitis diminutio, capacidade diminu&iacute;da.
&Agrave;s vezes, n&oacute;s, cat&oacute;licos, tamb&eacute;m precisamos de ser apoiados pela hierarquia, pelos bispos e padres. Nestas causas que houve dever&iacute;amos ter sido mais apoiados. Os senhores bispos, &agrave;s vezes, s&atilde;o muito politicamente corretos, s&atilde;o muito religiosamente corretos. A pr&oacute;pria Igreja, nos seus membros, tem de dar exemplo.
&nbsp;
Como &eacute; que a Igreja pode fazer?
&Eacute; dif&iacute;cil, &eacute; cada vez mais apertado &ndash; os media, a opini&atilde;o p&uacute;blica e as redes sociais s&atilde;o bastante brutais e violentos, mesmo contra a ideia de ser cat&oacute;lico e de ser santo. Mas isso n&atilde;o nos deve fazer desanimar. Dei exemplos de meios que temos no dom&iacute;nio da palavra, dos meios, do testemunho.
&nbsp;

Entrevista conduzida por Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna

A vers&atilde;o mais longa desta entrevista pode ser lida na edi&ccedil;&atilde;o de novembro de 2017 da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;.]]></description>
<pubDate>Tue, 14 Nov 2017 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>D. Manuel Clemente pede igreja portuguesa ao «serviço do mundo»</title>
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<description><![CDATA[O presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), D. Manuel Clemente, declarou hoje que &laquo;&eacute; tempo de nos sentirmos parte consciente e respons&aacute;vel duma cria&ccedil;&atilde;o que h&aacute; de ser tomada como um todo e assim mesmo respeitada nos seus ritmos e sinais&raquo;. Durante o discurso de abertura da 193&ordf; Assembleia Plen&aacute;ria da CEP, que decorrer&aacute; em F&aacute;tima at&eacute; &agrave; pr&oacute;xima quinta-feira, o presidente da CEP elogiou a Igreja que, &laquo;com os seus pastores, organiza&ccedil;&otilde;es (par&oacute;quias, C&aacute;ritas, Miseric&oacute;rdias e outras) compartilharam penas e trabalhos e continuam a faz&ecirc;-lo, para a reconstru&ccedil;&atilde;o de vidas, habita&ccedil;&otilde;es e o mais que importa&raquo; depois dos inc&ecirc;ndios que devastaram o pa&iacute;s.

&nbsp;
A prop&oacute;sito destes, D. Manuel Clemente recordou a nota pastoral de mar&ccedil;o deste ano, na qual os bispos refor&ccedil;avam que &laquo;&eacute; fundamental que todos olhemos a natureza n&atilde;o como uma simples fonte de utilidade e rendimento econ&oacute;mico e por isso facilmente sujeita a explora&ccedil;&otilde;es de tal modo desordenadas que a destroem totalmente. At&eacute; mesmo por n&atilde;o nos ser poss&iacute;vel viver sem ela, h&aacute; que respeit&aacute;-la e valoriz&aacute;-la, na sua bondade, harmonia e equil&iacute;brio, como um dom que recebemos e um legado que devemos esfor&ccedil;ar-nos por transmitir &agrave;s gera&ccedil;&otilde;es futuras&raquo;. Neste sentido, o presidente da CEP afirmou que &eacute; preciso &laquo;rever profundamente a nossa rela&ccedil;&atilde;o com o meio ambiente, no sentido daquela &ldquo;ecologia integral&rdquo; a que o Papa Francisco dedicou a enc&iacute;clica Laudato si&rsquo;, de imprescind&iacute;vel rece&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica e pr&aacute;tica&raquo;.
&nbsp;
Da prote&ccedil;&atilde;o do ambiente para a prote&ccedil;&atilde;o da vida, D. Manuel Clemente fala de um &laquo;caminho claro e obrigat&oacute;rio&raquo; e sa&uacute;da todos &laquo;quantos d&atilde;o o seu melhor para defender e promover a vida em todas as suas fases, quer em institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas quer em iniciativas particulares, por motiva&ccedil;&otilde;es confessionais e humanit&aacute;rias&raquo;, acrescentando que a nota da CEP sobre a eutan&aacute;sia &laquo;coincide tamb&eacute;m com posi&ccedil;&otilde;es provindas da sociedade civil, de que destaco, pela especial representatividade, a de cinco sucessivos Baston&aacute;rios da Ordem dos M&eacute;dicos: &ldquo;A Eutan&aacute;sia, o Suic&iacute;dio assistido e a Distan&aacute;sia representam uma viola&ccedil;&atilde;o grave e inaceit&aacute;vel da &Eacute;tica M&eacute;dica (repetidamente condenados pela Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica Mundial). O M&eacute;dico que as pratique nega o essencial da sua profiss&atilde;o, tornando-se causa da maior inseguran&ccedil;a nos doentes e gerador de mortes evit&aacute;veis&rdquo;&raquo;.
&nbsp;
Pobres, semin&aacute;rios, jovens e Amoris laetitia na ordem de trabalhos
Para al&eacute;m destes temas fortes, est&atilde;o na agenda de trabalhos dos bispos uma reflex&atilde;o sobre a nova Ratio fundamentalis institutionis sacerdotalis (O Dom da Voca&ccedil;&atilde;o Presbiteral), da Congrega&ccedil;&atilde;o para o Clero, que permitir&aacute; uma regulamenta&ccedil;&atilde;o mais clara do que s&atilde;o as responsabilidades das confer&ecirc;ncias episcopais nesta mat&eacute;ria da forma&ccedil;&atilde;o dos sacerdotes, uma reflex&atilde;o sobre a prepara&ccedil;&atilde;o para o matrim&oacute;nio &agrave; luz da exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica Amoris laetitia, onde os bispos procurar&atilde;o trabalhar as &laquo;orienta&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o remota e pr&oacute;xima do matrim&oacute;nio&raquo;, informou D. Manuel Clemente, e a apresenta&ccedil;&atilde;o da s&iacute;ntese da CEP ao question&aacute;rio preparat&oacute;rio da pr&oacute;xima sess&atilde;o do S&iacute;nodo dos Bispos sobre &laquo;os jovens, a f&eacute; e o discernimento vocacional&raquo;.
&nbsp;
Finalmente, e sobre o Dia Mundial dos Pobres, que se celebra este ano pela primeira vez como um Dia Mundial de iniciativa pontif&iacute;cia, o presidente da CEP pede que se &laquo;acolha ativamente, nas nossas comunidades e na sociedade em geral, a mensagem que o Papa deixou para esse dia. &laquo;Qualquer destes pontos, sobre a natureza e a vida, sobre os pobres e o seu lugar priorit&aacute;rio no Evangelho e na evangeliza&ccedil;&atilde;o, deve ser parte integrante e refor&ccedil;ada nas nossas catequeses, doutrinais e pr&aacute;ticas. O mundo de hoje, f&iacute;sico, humano ou social, requer-nos na frente ativa e criativa duma ecologia verdadeiramente integral&raquo;, concluiu o prelado.


&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Mon, 13 Nov 2017 16:10:00 +0000</pubDate>
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<title>Renascer das Cinzas</title>
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<description><![CDATA[]]></description>
<pubDate>Fri, 10 Nov 2017 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>D. Jorge Ortiga abre a porta dos sacramentos aos recasados</title>
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<description><![CDATA[O Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, afirmou hoje &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; que a diocese se prepara para criar um grupo de apoio &agrave; fam&iacute;lia, que pode conduzir, &laquo;ap&oacute;s um per&iacute;odo de discernimento bem feito&raquo;, alguns casais em situa&ccedil;&atilde;o irregular at&eacute; ao &laquo;acesso aos sacramentos&raquo;, ou o acesso a serem padrinhos e madrinhas que at&eacute; hoje lhes era negado, ou dificultado.

&nbsp;
A Arquidiocese de Braga tinha anunciado na sua p&aacute;gina de internet a constitui&ccedil;&atilde;o de um grupo para acompanhamento dos crist&atilde;os divorciados recasados, &laquo;que poder&aacute; possibilitar o acesso aos sacramentos, de acordo com um processo de discernimento individual&raquo;, conforme se pode ler l&aacute;. Uma decis&atilde;o tomada ontem &laquo;por unanimidade&raquo;, refere o comunicado, no Conselho Presbiteral, e confirmada agora &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; por D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga.
&nbsp;
&laquo;O que pretendemos &eacute; estabelecer um grupo, ou um gabinete, ainda n&atilde;o sabemos bem, de apoio &agrave; fam&iacute;lia&raquo;, diz o prelado, que acrescenta que as fam&iacute;lias em situa&ccedil;&atilde;o irregular &laquo;tamb&eacute;m est&atilde;o contempladas, claro&raquo;.
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Este grupo que ir&aacute; acompanhar as fam&iacute;lias ser&aacute; composto por leigos e sacerdotes. &laquo;Para al&eacute;m de informar e aconselhar sobre processos de declara&ccedil;&atilde;o de nulidade do matrim&oacute;nio, a equipa ir&aacute; acompanhar cada caso, para que ap&oacute;s um processo de discernimento pessoal seja reavaliado o acesso aos sacramentos e a possibilidade de virem a ser padrinhos/madrinhas&raquo;, diz o comunicado da arquidiocese de Braga.
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D. Jorge Ortiga confirma que todas as situa&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o atendidas, e que o acesso aos sacramentos dos divorciados recasados &laquo;poder&aacute; ser poss&iacute;vel, depois de um discernimento, n&atilde;o ser&aacute; uma coisa imediata ou geral, certamente&raquo;. O Arcebispo de Braga considera que &laquo;um per&iacute;odo de dois anos&raquo; pode ser um bom tempo de discernimento para as fam&iacute;lias em situa&ccedil;&atilde;o irregular, e reafirma que apenas pretende seguir &laquo;as indica&ccedil;&otilde;es do Papa Francisco na Amoris laetitia, nomeadamente no cap&iacute;tulo VIII&raquo;. &laquo;O Papa fala em acompanhamento, discernimento e integra&ccedil;&atilde;o, e &eacute; esse caminho que vamos fazer, aqui n&atilde;o h&aacute; novidade nenhuma, &eacute; seguir o que o Papa pede&raquo;, refere, acrescentando que a indissolubilidade do matrim&oacute;nio &laquo;n&atilde;o tem a ver&raquo; com esta quest&atilde;o.
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O Conselho Presbiteral declarou que pretende &laquo;integrar a pessoa na comunidade crist&atilde;&raquo; ap&oacute;s um &laquo;verdadeiro processo de discernimento&raquo;, que conduzir&aacute; a &laquo;uma convers&atilde;o, um trabalho s&eacute;rio da consci&ecirc;ncia&raquo;. &laquo;H&aacute; que evitar dar a entender que se trata de uma &ldquo;autoriza&ccedil;&atilde;o&rdquo; geral para aceder aos sacramentos. De facto, trata-se de um processo de discernimento pessoal, no foro interno, acompanhado por um pastor com encontros regulares, que ajuda a distinguir adequadamente cada caso singular &agrave; luz do ensinamento da Igreja&raquo;, pode ler-se no documento intitulado &ldquo;Construir a Casa sobre a Rocha&rdquo;, que &laquo;ser&aacute; divulgado em breve&raquo;, informa a arquidiocese.

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O documento que ir&aacute; ser publicado pela arquidiocese fala ainda, na perspetiva da reformula&ccedil;&atilde;o da Pastoral Familiar na arquidiocese, da &laquo;import&acirc;ncia e responsabilidade da Pastoral Familiar na prepara&ccedil;&atilde;o matrimonial e no acompanhamento dos casais nos primeiros anos de vida conjugal&raquo;.
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Neste sentido, sugere a &laquo;realiza&ccedil;&atilde;o de reuni&otilde;es de casais, retiros, confer&ecirc;ncias de especialistas sobre problem&aacute;ticas da vida conjugal e familiar, espa&ccedil;os de espiritualidade, prepara&ccedil;&atilde;o de agentes pastorais para falar com os casais acerca das suas dificuldades e aspira&ccedil;&otilde;es, escolas de forma&ccedil;&atilde;o para pais, entre outras&raquo; medidas que poder&atilde;o ser colocadas em pr&aacute;tica para apoiar todas as fam&iacute;lias.
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O Arcebispo de Braga n&atilde;o sabe quando estar&aacute; pronto o gabinete. &laquo;Este &eacute; um caminho que j&aacute; estava a ser feito antes, e agora decidimos isto. Mas &eacute; como a vida, vamos discernindo, sabendo que o caminho vai ser longo&raquo;, conclui.
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Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Wed, 08 Nov 2017 19:13:00 +0000</pubDate>
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<title>Povo renascido das cinzas</title>
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<description><![CDATA[]]></description>
<pubDate>Wed, 08 Nov 2017 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Famílias numerosas: Orçamento penaliza famílias</title>
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<description><![CDATA[Fam&iacute;lias Numerosas dizem que Or&ccedil;amento do Estado &laquo;ignora dependentes e penaliza fortemente as fam&iacute;lias. A Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Fam&iacute;lias Numerosas (APFN) analisou o documento e conclui que &laquo;a fam&iacute;lia est&aacute; longe das prioridades estrat&eacute;gicas para o Pa&iacute;s&raquo;. A associa&ccedil;&atilde;o defende que &laquo;muitos dos erros que j&aacute; vinham do passado mant&ecirc;m-se ou agravam-se e medidas que poderiam ser louv&aacute;veis padecem do mesmo v&iacute;cio de n&atilde;o considerarem cada dependente (descendentes e ascendentes) para c&aacute;lculo dos impostos&raquo;. A APFN d&aacute; exemplos que comprovam esta ideia. &laquo;O m&iacute;nimo de exist&ecirc;ncia n&atilde;o tem em conta o n&uacute;mero de filhos&raquo;, pelo que casais com rendimento l&iacute;quido de 8900 euros com um ou dois filhos n&atilde;o ficam isentos e um agregado com apenas um sujeito passivo m&atilde;o paga imposto.


A associa&ccedil;&atilde;o diz tamb&eacute;m que nem as despesas de educa&ccedil;&atilde;o nem as de sa&uacute;de t&ecirc;m em conta o n&uacute;mero de filhos. Al&eacute;m disso, critica o fim da isen&ccedil;&atilde;o de IRS para os vales de educa&ccedil;&atilde;o.&nbsp; As fam&iacute;lias numerosas entende que n&atilde;o considerar o n&uacute;mero de pessoas num agregado familiar faz que o Or&ccedil;amento de Estado &laquo;cave um fosso de discrimina&ccedil;&atilde;o negativa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s fam&iacute;lias com filhos e agrava, em muitos casos, a sua situa&ccedil;&atilde;o de fragilidade&raquo;.

A APFN defende que &laquo;para haver equidade e justi&ccedil;a fiscal no IRS &eacute; necess&aacute;rio que seja corretamente avaliado o encargo com despesas essenciais que cada filho comporta&raquo;. Da&iacute; que proponha um mecanismo fiscal que pode ser ou a manuten&ccedil;&atilde;o do coeficiente familiar, tendo em conta dependentes e ascendentes dependentes; a &laquo;introdu&ccedil;&atilde;o de um valor m&iacute;nimo de exist&ecirc;ncia universal e igual para cada crian&ccedil;a/jovem que poder&aacute; ser igual ao valor m&eacute;dio anual das pens&otilde;es de alimentos e que dever&aacute; ser deduzido ao rendimento antes da aplica&ccedil;&atilde;o da taxa&raquo;; ou a &laquo;introdu&ccedil;&atilde;o de uma bonifica&ccedil;&atilde;o percentual na taxa por cada crian&ccedil;a/jovem&raquo;.

O Or&ccedil;amento do Estado para 2017 foi aprovado na generalidade na sexta-feira, dia 3 de novembro, e entra agora na fase de discuss&atilde;o na especialidade.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Foto: Ricardo Perna
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<pubDate>Tue, 07 Nov 2017 15:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Mais de 70 milhões de peregrinos no «Santuário global» de Fátima</title>
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<description><![CDATA[O Santu&aacute;rio de F&aacute;tima fez o balan&ccedil;o do per&iacute;odo de sete anos de prepara&ccedil;&atilde;o e celebra&ccedil;&atilde;o do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima, e explicou que passaram pelo Santu&aacute;rio &laquo;mais de 70 milh&otilde;es de peregrinos&raquo; entre outubro de 2010 e novembro de 2017, sendo que o ano de 2017 foi o que registou maior aflu&ecirc;ncia de peregrinos &agrave; Cova da Iria.


&laquo;O Santu&aacute;rio contabiliza apenas as pessoas em peregrina&ccedil;&atilde;o, sendo que muitos milhares de pessoas v&ecirc;m ao Santu&aacute;rio, fazem as suas devo&ccedil;&otilde;es e n&atilde;o participam em nenhuma celebra&ccedil;&atilde;o. Fizemos um c&aacute;lculo, que precisa ser ajustado, mas poder&atilde;o ser 40% de pessoas que passam aqui e n&atilde;o v&atilde;o a nenhuma celebra&ccedil;&atilde;o. Por isso, podemos falar com alguma seguran&ccedil;a de 70 milh&otilde;es de pessoas&raquo;, adiantou o Pe. V&iacute;tor Coutinho, vice-reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, citado pela Renascen&ccedil;a.
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&laquo;A variedade de proveni&ecirc;ncias de peregrinos que, a cada ano, acorrem a F&aacute;tima, comprova que este &eacute;, de facto um Santu&aacute;rio global&raquo;, disse o respons&aacute;vel, aludindo, em particular, ao &laquo;aumento significativo&raquo; de peregrinos estrangeiros.
&nbsp;
O vice-reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima anunciou tamb&eacute;m que a institui&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica distribuiu mais de 10 milh&otilde;es de euros em ajuda social e apoio &agrave; Igreja em Portugal, no ciclo de comemora&ccedil;&otilde;es do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es, entre 2010 e 2017.
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O Pe. V&iacute;tor Coutinho sublinhou, em confer&ecirc;ncia de imprensa, que o financiamento nestas duas &laquo;&aacute;reas espec&iacute;ficas&raquo; ascendeu a 5,2 milh&otilde;es de euros em apoios de car&aacute;ter social em Portugal e estrangeiro e a 4,8 milh&otilde;es de euros em ajudas &agrave; Igreja Cat&oacute;lica em Portugal, noticiou a Ag&ecirc;ncia Ecclesia.
&nbsp;
J&aacute; o Pe. Carlos Cabecinhas, reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, falou numa preocupa&ccedil;&atilde;o &laquo;constante&raquo; e sublinhou que &laquo;o Santu&aacute;rio aumentou e tem aumentado os apoios sociais, sobretudo no contexto da crise em que o pa&iacute;s entrou&raquo;.
&nbsp;
O Santu&aacute;rio de F&aacute;tima informou que os projetos e iniciativas do programa celebrativo tiveram um custo de 1 549 225 euros, a que se somaram despesas diretas com a visita papal de maio deste ano, num total de 560 425 euros.
&nbsp;
O Pe. V&iacute;tor Coutinho observou que &laquo;muitos destes projetos estiveram sujeitos a negocia&ccedil;&otilde;es&raquo; com artistas e autores, com &laquo;alguma confidencialidade&raquo; nos contratos espec&iacute;ficos.
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O vice-reitor do Santu&aacute;rio disse que houve a preocupa&ccedil;&atilde;o de medir a proporcionalidade entre o &laquo;custo da iniciativa&raquo; e o alcance esperado, procurando ainda &laquo;criar patrim&oacute;nio que permane&ccedil;a como heran&ccedil;a para as gera&ccedil;&otilde;es futuras&raquo;.
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A &laquo;rigorosa an&aacute;lise de custos&raquo; e respetivos benef&iacute;cios visava, acrescentou, responder &agrave;s &laquo;enormes expectativas&raquo; numa efem&eacute;ride que gerava interesse em milh&otilde;es de pessoas.
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Como exemplo, o respons&aacute;vel disse que o Santu&aacute;rio investiu 128 mil euros num espet&aacute;culo que foi oferecido a mais de 9 mil pessoas e que a sess&atilde;o de encerramento do Centen&aacute;rio teve um custo de 140 mil euros, tendo sido seguida em direto por 100 mil pessoas.
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No caso da visita do Papa Francisco, houve custos com infraestruturas que anteriormente foram assumidas pelo Estado, sobretudo &laquo;para servir os profissionais de Comunica&ccedil;&atilde;o Social&raquo;, que fizeram desta a viagem pontif&iacute;cia mais dispendiosa para o Santu&aacute;rio.
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Neste balan&ccedil;o n&atilde;o est&atilde;o inclu&iacute;das as interven&ccedil;&otilde;es de obras no novo altar e na Bas&iacute;lica de Nossa Senhora do Ros&aacute;rio de F&aacute;tima.
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O Pe. Carlos Cabecinhas real&ccedil;ou que estas s&atilde;o obras que n&atilde;o est&atilde;o &laquo;diretamente dependentes&raquo; do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es e que a op&ccedil;&atilde;o do Santu&aacute;rio tem sido &laquo;n&atilde;o divulgar os custos&raquo; dos investimentos, face &agrave; &laquo;indefini&ccedil;&atilde;o&raquo; que permanece em volta de &laquo;quest&otilde;es tribut&aacute;rias&raquo; ligadas &agrave; Concordata.
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O respons&aacute;vel apontou, para o futuro, a uma requalifica&ccedil;&atilde;o &laquo;mais profunda&raquo; do recinto de ora&ccedil;&atilde;o, para melhorar as condi&ccedil;&otilde;es de acolhimento dos peregrinos.
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Texto: Ricardo Perna (Com Ag&ecirc;ncia Ecclesia e R&aacute;dio Renascen&ccedil;a)
Fotos: Ricardo Perna
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Thu, 02 Nov 2017 16:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Comissão Justiça e Paz debate «Muros e Pontes»</title>
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<description><![CDATA[No pr&oacute;ximo dia 25 de novembro, a Comiss&atilde;o Nacional Justi&ccedil;a e Paz promove a sua confer&ecirc;ncia anual com o tema &laquo;Muros e Pontes: Europa, Migra&ccedil;&otilde;es e Di&aacute;logo de Culturas&raquo;. O encontro ser&aacute; no Centro Cultural Franciscano em Lisboa, das 10h &agrave;s 17h30.

A abertura da confer&ecirc;ncia est&aacute; a cargo de D. Manuel Clemente, faltando ainda confirmar se Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da Rep&uacute;blica estar&aacute; presente.
&nbsp;

Depois, Rui Marques, coordenador da PAR &ndash; Plataforma de Acolhimento de Refugiados &ndash; fala sobre &laquo;Europa, migra&ccedil;&otilde;es e di&aacute;logo de culturas&raquo;. Testemunhos de acolhimento de refugiados em Portugal ser&atilde;o dados por Joana Rigato e a Ir. Maria Manoel, das Escravas do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus. Durante a tarde haver&aacute; espa&ccedil;o ainda para o debate sobre as religi&otilde;es e a paz com Esther Muznick, Jos&eacute; Borges de pinho e o Sheik David Munir.

As inscri&ccedil;&otilde;es podem ser feitas pela internet aqui.]]></description>
<pubDate>Wed, 01 Nov 2017 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Patriarcado de Lisboa reza por chuva</title>
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<description><![CDATA[Mais de 87% do pa&iacute;s est&aacute; em seca severa e 7% em seca extrema. No distrito de Viseu, v&aacute;rios concelhos est&atilde;o a ser abastecidos por cami&otilde;es de &aacute;gua. &Eacute; neste contexto que o Patriarcado de Lisboa emitiu esta segunda-feira, dia 30 de outubro, uma nota com uma proposta de ora&ccedil;&atilde;o pela chuva.



No texto, divulgado na internet, D. Manuel Clemente lembra a &laquo;prolongada seca&raquo; que se vive no pa&iacute;s. O Cardeal-Patriarca afirma recorda tamb&eacute;m que &laquo;o Missal Romano inclui ora&ccedil;&otilde;es por necessidades de v&aacute;ria ordem, tamb&eacute;m no que &agrave; natureza se refere&raquo;. Nesta situa&ccedil;&atilde;o de atual seca severa, D. Manuel Clemente prop&otilde;e &laquo;aos irm&atilde;os sacerdotes do Patriarcado de Lisboa que, quando a Liturgia di&aacute;ria o permita, celebrem a Missa para Diversas Necessidades, com a prevista Ora&ccedil;&atilde;o Coleta: &ldquo;Deus do universo, em quem vivemos, nos movemos e existimos, concedei-nos a chuva necess&aacute;ria, para que, ajudados pelos bens da terra, aspiremos com mais confian&ccedil;a aos bens do C&eacute;u. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que &eacute; Deus convosco na unidade do Esp&iacute;rito Santo.&rdquo; Al&eacute;m disso, pode-se sempre juntar id&ecirc;ntica inten&ccedil;&atilde;o na Ora&ccedil;&atilde;o Universal.&raquo;

O Patriarca de Lisboa termina a nota defendendo que &laquo;com a ora&ccedil;&atilde;o insistente, mais coincidiremos com a vontade de Deus, que conta sempre com a nossa corresponsabilidade&raquo;.

J&aacute; nas celebra&ccedil;&otilde;es do 12 de outubro, no Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, na missa da noite, tinha sido inclu&iacute;da uma inten&ccedil;&atilde;o pedindo chuva: &laquo;Para que seja concedido ao nosso tempo a chuva t&atilde;o necess&aacute;ria aos nossos dias e ben&eacute;fica para a fecundidade da terra e a abund&acirc;ncia de colheitas.&raquo;

&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Foto: PTFreeimages/Constancia
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]]></description>
<pubDate>Mon, 30 Oct 2017 14:50:00 +0000</pubDate>
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<title>Halloween ou Dia de Todos os Santos?</title>
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<description><![CDATA[
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]]></description>
<pubDate>Mon, 30 Oct 2017 10:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Caminhada pela Vida 2017 estende-se a Aveiro e Porto</title>
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<description><![CDATA[No pr&oacute;ximo dia 4 de novembro, pelas 15h, realiza-se mais uma Caminhada pela Vida. Desta vez, n&atilde;o ser&aacute; apenas em Lisboa, mas tamb&eacute;m em Aveiro e Porto.



O tema da Caminhada pela Vida deste ano &eacute; &laquo;Sempre pela Vida&raquo; e a organiza&ccedil;&atilde;o informa que h&aacute; &laquo;especial enfoque no tema da eutan&aacute;sia&raquo;. &laquo;A discuss&atilde;o sobre a legaliza&ccedil;&atilde;o da morte a pedido torna urgente reafirmar publicamente que a Vida tem sempre valor e dignidade&raquo;, defendem em nota enviada &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;.

Em Aveiro, come&ccedil;a pelas 16h30 e a concentra&ccedil;&atilde;o ser&aacute; em frente ao Centro de Congressos, no Cais da Fonte Nova. No Porto, a concentra&ccedil;&atilde;o est&aacute; marcada para a S&eacute; do Porto. Em Lisboa, como habitualmente tem in&iacute;cio &agrave;s 15h, no Largo de Cam&otilde;es e o percurso termina no Largo de S&atilde;o Bento, junto &agrave; Assembleia da Rep&uacute;blica. A organiza&ccedil;&atilde;o estabelece como objetivos &laquo;testemunhar publicamente o valor da Vida Humana e da Fam&iacute;lia, demonstrar ao poder pol&iacute;tico o descontentamento de uma grande parte da popula&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s leis que atacam a Vida e a Fam&iacute;lia e consciencializar a sociedade para o valor da vida dos doentes, denunciando as consequ&ecirc;ncias tr&aacute;gicas da eutan&aacute;sia&raquo;.

A Caminhada pela Vida &eacute; uma iniciativa de grupos pr&oacute;-vida e realizou-se pela primeira vez aquando dos referendos sobre o aborto, em 1998 e em 2007. Depois aconteceu tamb&eacute;m entre 2012 e 2014 e no ano passado. Em 2016, terminou com o lan&ccedil;amento de uma peti&ccedil;&atilde;o contra a eutan&aacute;sia.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o]]></description>
<pubDate>Sun, 29 Oct 2017 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Crise dos sacerdotes em debate</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/crise-dos-sacerdotes-em-debate</link>
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<description><![CDATA[O livro Senhor Bispo, o p&aacute;roco fugiu serviu de pretexto a uma reflex&atilde;o sobre a vida dos padres e a crise por que tantos passam. A apresenta&ccedil;&atilde;o ficou a cargo dos cronistas Jo&atilde;o Miguel Tavares, leigo, e o Pe. Gon&ccedil;alo Portocarrero de Almada.



Jo&atilde;o Miguel Tavares, jornalista e cronista, lembra a sua experi&ecirc;ncia na diocese de Portalegre-Castelo Branco de onde &eacute; origin&aacute;rio. &laquo;A dimens&atilde;o humana do padre diocesano sempre me fascinou, porque, no contexto do meu contacto com dioceses do Alentejo, estamos a falar de uma vida dura. Tendem a ser pessoas profundamente isoladas e de terem a seu cargo um trabalho imenso de igrejas atr&aacute;s de igrejas e de andar centenas de quil&oacute;metros para acudir a todas aquelas pessoas.&raquo; Da&iacute; que o tema da obra o tenha &laquo;interessado bastante&raquo;: &laquo;um padre esmagado pela burocracia e que se tornou funcion&aacute;rio e nem sequer &eacute; de Deus, mas da par&oacute;quia&raquo;.
&nbsp;
&laquo;Um bom padre &eacute; um PT da alma&raquo;

Jo&atilde;o Miguel Tavares defende que hoje em dia, &laquo;os padres s&atilde;o mais precisos do que nunca e &eacute; por isso que temos de cuidar deles&raquo;. Nas sociedades em que &laquo;mat&aacute;mos Deus e ficou uma enorme cratera no seu lugar, as pessoas t&ecirc;m muitas ang&uacute;stias&raquo;. Na apresenta&ccedil;&atilde;o da obra, o jornalista fez uma analogia: &laquo;Um bom padre &eacute; um PT (Personal Trainer) da alma. Da mesma forma que um PT nos p&otilde;e a mexer m&uacute;sculos que nem damos por eles, um bom padre pode p&ocirc;r-nos a mexer m&uacute;sculos espirituais.&raquo; Se s&atilde;o mais precisos do que nunca tamb&eacute;m t&ecirc;m mais dificuldades. No final de ler o livro, Jo&atilde;o Miguel Tavares ficou com duas conclus&otilde;es: &laquo;Os crist&atilde;os t&ecirc;m de se preocupar com os seus padres que andam h&aacute; d&eacute;cadas a levar pancada.&raquo; A outra: &laquo;Os p&aacute;rocos deviam confessar-se mais &agrave;s suas comunidades: os seus erros, as suas ang&uacute;stias, as suas d&uacute;vidas. Os padres t&ecirc;m alguma dificuldade em confessar a sua humanidade.&raquo;
&nbsp;
Padres em busca da sua identidade

O outro apresentador da obra foi o Pe. Gon&ccedil;alo Portocarrero de Almada. Num tom divertido, confessou que &laquo;algumas vezes sinto algum medo porque penso que fui insensato e ter aceitado ser padre. Como &eacute; que &eacute; poss&iacute;vel conjugar algo t&atilde;o &uacute;nico e surpreendente com mat&eacute;ria t&atilde;o pobre. Eu tamb&eacute;m espirro! Sou uma pessoa que espirra! E tenho comich&atilde;o!&raquo;

O sacerdote diz que o papel dos padres est&aacute; dificultado porque tudo mudou. &laquo;O padre j&aacute; n&atilde;o &eacute; uma autoridade. Hoje em dia, ele diz que n&atilde;o se faz alguma coisa. &ldquo;N&atilde;o se faz!? N&atilde;o fa&ccedil;a ele! Eu fa&ccedil;o o que quiser!&rdquo; De maneira que se torna dif&iacute;cil encontrar qual o seu lugar. Padre quer dizer pai. N&atilde;o h&aacute; uma receita a priori que tenha uma receita exata&raquo;, defendeu. Mas o Pe. Gon&ccedil;alo diz que a ess&ecirc;ncia do que &eacute; ser padre &eacute; comum &agrave; de ser crist&atilde;o: &laquo;Deus conta connosco e quer que contemos com Ele. Deus conta connosco! E conta connosco e n&atilde;o &eacute; por eu ser bom porque n&atilde;o sou; n&atilde;o &eacute; por eu ser especial porque n&atilde;o sou.&raquo; Este papel que Deus quer dar e a colabora&ccedil;&atilde;o que pede &eacute; fundamental. &laquo;Todos n&oacute;s somos isto, somos chamados a ser os seus p&eacute;s, as suas m&atilde;os neste mundo onde falta tanto carinho.&raquo;


O sacerdote diz ter gostado de ler o livro e concorda com o p&aacute;roco Benjamim, personagem principal da obra: &eacute; bom fugir. &laquo;N&oacute;s, os padres, devemos fugir. N&atilde;o interessa que as pessoas gostem dele, mas que amem a Cristo. O padre que &eacute; vedeta &eacute; um mau padre. O padre tem de ser uma pessoa que leva a Cristo. O interessante do padre &eacute; que ele desapare&ccedil;a. Tenho um grande amor ao sacerd&oacute;cio, mas n&atilde;o gosto do clericalismo. O sacerd&oacute;cio crist&atilde;o n&atilde;o &eacute; p&ocirc;r o sacerdote no centro.&raquo;
&nbsp;

O Pe. Jos&eacute; Carlos Nunes, diretor-geral da PAULUS Editora, que distribui a obra da Multinova Livreiros, salientou que o livro Senhor Bispo, o p&aacute;roco fugiu pretende dar aos leitores &laquo;uma forma diferente de abordar a vida dos padres, do clero e dos leigos&raquo;.
&nbsp;

Senhor Bispo, o p&aacute;roco fugiu &eacute; um livro de Jean Mercier que trata as dificuldades por que passa um p&aacute;roco desanimado e afogado em atividades, reuni&otilde;es e sem tempo para a sua rela&ccedil;&atilde;o com Deus. O padre Benjamim est&aacute; em crise e acaba por fugir.&nbsp;
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Fri, 27 Oct 2017 13:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Três horas a pé para ter água?</title>
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<description><![CDATA[&laquo;Quanto tempo tens de andar para teres acesso a &aacute;gua?&raquo; Esta &eacute; a pergunta que motiva o projeto de crowfunding (angaria&ccedil;&atilde;o de fundos na internet) &laquo;&Aacute;gua &eacute; vida&raquo;. Helena Ferreira &eacute; leiga mission&aacute;ria na miss&atilde;o de Itoculo, em Mo&ccedil;ambique. A jovem chegou em janeiro e ficar&aacute; at&eacute; ao final do ano. Em entrevista &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, conta que a idea do projeto nasceu &laquo;exatamente pelo manifesto negativo das pessoas de Thamela nas suas queixas constantes de falta de &aacute;gua&raquo;.
Esta zona fica a cerca de 50 km de Itoculo-Sede. &laquo;Nos meses mais secos, como outubro, novembro e dezembro, mesmo os po&ccedil;os de fabrico caseiro deixam de ter &aacute;gua. Acontece o mesmo com&nbsp;outras cinco comunidades que comp&otilde;e a zona, sendo que apenas uma tem uma fonte de &aacute;gua relativamente perto.&raquo; A dificuldade do acesso &agrave; &aacute;gua &eacute;, por isso, evidente. &laquo;A realidade local &eacute; uma realidade muito triste isto porque ter de fazer tr&ecirc;s horas para chegar a uma fontan&aacute;ria para tirar &aacute;gua, esperar duas ou tr&ecirc;s horas pela nossa vez de tirar &aacute;gua e voltar a fazer tr&ecirc;s horas para chegar a casa, mas desta vez com os baldes carregados de &aacute;gua &eacute; uma ideia desconcertante para a realidade a que estava habituada&raquo;, lamenta Helena.
&nbsp;

A realidade interpelou-a e da&iacute; nasceu o projeto de angaria&ccedil;&atilde;o de fundos para construir uma estrutura que permita o acesso &agrave; &aacute;gua numa dessas comunidades com o objetivo de &laquo;melhorar a qualidade de vida das fam&iacute;lias, aproximando delas um bem t&atilde;o essencial como a &aacute;gua&raquo;. O objetivo &eacute; angariar 7 232 euros at&eacute; 5 de dezembro. Esta quinta-feira, dia 26 de outubro, j&aacute; tinha sido alcan&ccedil;ado 27% do valor. Na p&aacute;gina do projeto (ppl.com.pt/causas/agua-e-vida) &eacute; poss&iacute;vel fazer donativos e conhecer melhor a ideia. Os organizadores comprometem-se a construir duas fontan&aacute;rias se alcan&ccedil;arem o dobro do valor. Tamb&eacute;m a marcou que esta tarefa e este esfor&ccedil;o sejam feitos pelas mulheres e crian&ccedil;as. No v&iacute;deo que fez para a campanha, veem-se mulheres a tirar &aacute;gua e crian&ccedil;as a brincar e a carregar &aacute;gua.
&nbsp;




Helena Ferreira explica que a obra ser&aacute; controlada pela &laquo;equipa mission&aacute;ria de Itoculo, junto com a autoridade local e a empresa com a qual estabelecemos or&ccedil;amento&raquo;.

A jovem est&aacute; a gerir a biblioteca paroquial e explica que a miss&atilde;o desenvolveu &laquo;um esquema de apoio escolar&raquo; onde ela &eacute; &laquo;respons&aacute;vel pela matem&aacute;tica e ainda por aulas de leitura&raquo;. Nas tardes, ensina os meninos da escola prim&aacute;ria a ler. Al&eacute;m disso, trabalha &laquo;com os jovens da par&oacute;quia e com a comunica&ccedil;&atilde;o social&raquo;.

A miss&atilde;o de Itoculo, dos Mission&aacute;rios do Esp&iacute;rito Santo, nasceu em 2004. &Eacute; respons&aacute;vel por um lar de raparigas e outro de rapazes que frequentam a escola secund&aacute;ria, um jardim de inf&acirc;ncia, um centro de nutri&ccedil;&atilde;o que acompanha crian&ccedil;as desnutridas da regi&atilde;o, uma biblioteca e um centro de forma&ccedil;&atilde;o. A equipa &eacute; composta por tr&ecirc;s sacerdotes, quatro religiosas, um seminarista estagi&aacute;rio e uma volunt&aacute;ria.

De acordo com a Unicef, em 2017, h&aacute; 2,1 mil milh&otilde;es de pessoas sem acesso a &aacute;gua pot&aacute;vel em casa, 30% da popula&ccedil;&atilde;o mundial.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos e Video: Miss&atilde;o de Itoculo, Mission&aacute;rios do Esp&iacute;rito Santo
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]]></description>
<pubDate>Thu, 26 Oct 2017 11:20:00 +0100</pubDate>
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<title>Burnout: «Os padres entram num mundo de trevas sem mais perspetiva»</title>
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<description><![CDATA[D. Jos&eacute; Ornelas, bispo de Set&uacute;bal, fala &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; sobre o tema do burnout dos sacerdotes, e o que a diocese de Set&uacute;bal tem feito para prevenir isso. Mas tamb&eacute;m n&atilde;o deixa de apontar o dedo &agrave; responsabilidade de cada sacerdote, na gest&atilde;o do seu tempo e emo&ccedil;&otilde;es, e &agrave;s comunidades, que t&ecirc;m de apoiar e aliviar os seus sacerdotes.

&nbsp;
O burnout dos padres &eacute; uma tem&aacute;tica que o preocupa enquanto bispo?
Preocupa-me antes de mais a mim como bispo, mas tamb&eacute;m do ponto de vista dos nossos sacerdotes, ao servi&ccedil;o n&atilde;o s&oacute; das par&oacute;quias, mas das v&aacute;rias realidades que n&oacute;s temos. A Igreja onde vivemos hoje, e particularmente esta de Set&uacute;bal, &eacute; uma Igreja onde os padres e p&aacute;rocos sempre foram habituados a deitar uma grande aten&ccedil;&atilde;o ao mundo que os rodeia, sem serem em n&uacute;mero suficiente para responder &agrave;s necessidades, acumulando fun&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&oacute; na par&oacute;quia, mas tamb&eacute;m na dioceses, nas v&aacute;rias pastorais especializadas.

Muitas das nossas par&oacute;quias t&ecirc;m centros paroquiais, e quando pergunto quanto tempo dedicam, dizem-me 30, 40, 50 ou 60% do tempo. Isto requer tempo, compet&ecirc;ncia que &eacute; preciso adquirir, capacidade de gest&atilde;o de pessoas e recursos, conhecimento de legisla&ccedil;&atilde;o. O padre n&atilde;o est&aacute; sozinho, mas dirigir uma orquestra paroquial assim n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil.
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&Eacute; um excesso de tarefas que pode levar a um esgotamento?

Pode conduzir, mas n&atilde;o &eacute; apenas uma quest&atilde;o de quantidade de trabalho. &Eacute; a atitude com que cada um enfrenta estas tarefas, o ambiente e a entourage das pessoas que com ele colaboram, e o seu estado de esp&iacute;rito interior.
&nbsp;
E &eacute; a&iacute; que entra a atitude do sacerdote?

Exato. Quanto &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o do trabalho, eu prego a todos que ter pelo menos um dia de descanso por semana &eacute; de uma higiene fundamental. Gostaria de aplicar isso a mim, e raramente consigo, mas deveria ser, porque &eacute; necess&aacute;rio para pensar, recuperar energias. E acontece que o fim de semana &eacute; muito absorvente de energia e criatividade, e deixa um cansa&ccedil;o ao qual &eacute; preciso dar aten&ccedil;&atilde;o.

Eu digo-lhes &laquo;tirem um dia por semana, e se algu&eacute;m perguntar porqu&ecirc;, o bispo explica&raquo;. Alguns t&ecirc;m uma metodologia e conseguem faz&ecirc;-lo, mas outros n&atilde;o.
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E teme que isso os possa colocar em causa?

Isso &eacute; o que esse tipo de recupera&ccedil;&atilde;o pode prevenir. &Eacute; descansar fisicamente. Muitas das nossas atividades pastorais s&atilde;o &agrave; noite, e logo de manh&atilde; temos de estar ativos. O que mais cansa n&atilde;o &eacute; o trabalho, s&atilde;o os golpes que se apanham. A atitude emocional de um padre que de manh&atilde; faz um funeral, vai visitar uma pessoa que est&aacute; doente terminal, e ao mesmo tempo est&aacute; a preparar um batismo com um casal e tem de prestar aten&ccedil;&atilde;o aos encontros dos movimentos jovens, e ainda tem de gerir quest&otilde;es econ&oacute;micas aflitivas da par&oacute;quia, &eacute; uma mudan&ccedil;a constante de teatros de opera&ccedil;&otilde;es, que requer uma mudan&ccedil;a emocional muito grande. Se n&atilde;o houver no meio disto tudo um elemento integrador e avaliador disto tudo, e na vida do padre n&atilde;o pode ser outro que a sua identidade de padre e o seu relacionamento com Deus, as coisas tornam-se dif&iacute;ceis de gerir e o burnout &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o desse deserto interior que tantas vezes pode acontecer.

&nbsp;
&laquo;Quando o padre tem de dar metade do seu tempo ao centro paroquial, quem &eacute; que faz de p&aacute;roco?&raquo;
&nbsp;
Pode ser um fator de risco os sacerdotes diocesanos viverem sozinhos?

N&atilde;o tenho d&uacute;vida disso. Na Igreja n&atilde;o somos chamados a viver isolados. Por outro lado, se tirarmos essa identidade individual, n&atilde;o temos a voca&ccedil;&atilde;o. Mas na l&oacute;gica da f&eacute; crist&atilde;, o seguimento de Cristo faz-se sempre num encontro com a comunidade, que n&atilde;o tira a minha personaliza&ccedil;&atilde;o, a minha voca&ccedil;&atilde;o, nem me faz perder no meio da massa, porque tenho fun&ccedil;&otilde;es bem claras e n&atilde;o me posso desfazer delas. Na vida diocesana, e isto passa-se com o bispo e nas par&oacute;quias, o fato ministerial &eacute; muitas vezes entendido num sistema piramidal de gest&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o da Igreja. E isso o Conc&iacute;lio Vaticano II veio tentar mudar, mas nem sempre conseguimos faz&ecirc;-lo. H&aacute; que haver equil&iacute;brio estas coisas.
&nbsp;
Como &eacute; que equilibramos essas duas vertentes ent&atilde;o?

O que estamos a fazer nesta diocese, e est&aacute; a funcionar, &eacute; que os padres que t&ecirc;m uma din&acirc;mica comunit&aacute;ria dentro de uma vigararia, que os obriga a trabalhar em conjunto. Este &eacute; um dos fatores integradores desta din&acirc;mica de Igreja em conjunto. N&atilde;o me desresponsabiliza, antes torna-me mais seguro nas decis&otilde;es que tenho de tomar. E se estou inseguro, tenho mais dificuldades em me relacionar com os outros, e a tenta&ccedil;&atilde;o &eacute; isolar-me no meu mundo, que eu controlo, e onde ningu&eacute;m mete o nariz. &Eacute; um sinal de fragilidade.
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E &eacute; um risco...

Sim, porque vai centralizando tudo em si mesmo. Com o bispo tamb&eacute;m acontece isso, porque em dioceses como esta, mais pequenas, com pouca gente profissional dedicada aos servi&ccedil;os diocesanos, os padres e o bispo t&ecirc;m de assumir muito mais fun&ccedil;&otilde;es para al&eacute;m das muitas que j&aacute; fazem nas par&oacute;quias.

Os nossos padres s&atilde;o de uma entrega muito generosa, e sai-lhes do corpo em termos de cansa&ccedil;o e dedica&ccedil;&atilde;o. E &eacute; de louvar isso. Precisar&iacute;amos de ter algo mais, e temos de trabalhar cada vez mais, em termos de complementaridade, e de termos as nossas comunidades crist&atilde;s a funcionar cada vez com leigos preparados e capacitados a todos os n&iacute;veis, e articulados entre si. O exemplo dos centros paroquiais &eacute; bem claro. Quando o padre tem de dar metade do seu tempo ao centro paroquial, quem &eacute; que faz de p&aacute;roco?
&nbsp;
Porque depois os trabalhos que ficam para tr&aacute;s s&atilde;o eventualmente os mais importantes...

Que s&atilde;o a sua miss&atilde;o! N&atilde;o significa que os centros paroquiais n&atilde;o sejam sinais do Evangelho, mas a gest&atilde;o disto tudo temos de a pensar melhor, e temos de criar meios, tamb&eacute;m econ&oacute;micos. Temos de caminhar para uma maior implica&ccedil;&atilde;o dos leigos, porque sen&atilde;o corremos o risco de o padre se transformar noutro funcion&aacute;rio simplesmente de institui&ccedil;&otilde;es, e o bispo tamb&eacute;m.
&nbsp;
Como &eacute; que se evita esse burnout?

Eu considero-me um semeador, porque estou sempre a semear. N&atilde;o me encher de frustra&ccedil;&atilde;o pelo que n&atilde;o posso fazer, celebrar as pequenas realidades que se v&atilde;o construindo, sem esquecer o que fica por fazer. Isto significa, e &eacute; aqui que eu digo que n&atilde;o estamos a fazer o que podemos, que temos de sonhar ao longe, e n&atilde;o nos deixarmos consumir apenas pelas tarefas imediatas.

As maiores crises de burnout n&atilde;o acontecem nos grandes dramas, e os sobreviventes dos campos de concentra&ccedil;&atilde;o s&atilde;o prova disso. N&atilde;o &eacute; encontrar-me na minha pregui&ccedil;a, mas antes na rela&ccedil;&atilde;o com Deus.
&nbsp;
Por vezes &eacute; na brandura do dia a dia que as coisas pioram...

Muitas vezes &eacute; stressante sentir que dev&iacute;amos ter feito isto ou aquilo e que h&aacute; ainda muito para fazer.

&nbsp;
Como se lida com uma situa&ccedil;&atilde;o dessas de burnout?

Cada caso &eacute; um caso. A primeira coisa &eacute; aceitar a pessoa. Depois &eacute; estar pr&oacute;ximo, encontrar proximidade, o que n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, porque a tend&ecirc;ncia do isolamento &eacute; grande. Depois, aceitar a compet&ecirc;ncia e o contributo de gente especializada nisso. Todos precisamos de contributos s&eacute;rios. Tantas vezes eu dirigi pessoas para profissionais, porque sen&atilde;o a pessoa nunca mais se levanta. Todos sabemos que as depress&otilde;es podem acabar muito mal, e &eacute; o proporcionar e ter gente que seja capaz de dar uma ajuda especializada que &eacute; importante.
&nbsp;
Da sua experi&ecirc;ncia, como acabam esses casos mais graves?

Alguns casos acabaram tragicamente. Quando temos um cancro ou algo vis&iacute;vel, todos temos pena. Mas quando a ferida &eacute; do meu &iacute;ntimo, &eacute; mais dif&iacute;cil ser aceite pelo pr&oacute;prio e pelos outros. Mas felizes daqueles que conseguiram ter a for&ccedil;a para sair disso.

Os padres entram num mundo de trevas sem mais perspetiva. E que bonito &eacute; ver as pessoas sair disso. Querer refugiar-se apenas num espiritualismo para resolver esses problemas &eacute; um erro, mas fazer apenas uma terapia psicol&oacute;gica tamb&eacute;m n&atilde;o vai dar certo, porque n&atilde;o vai integrar a pessoa como ela &eacute;.
&nbsp;
Est&aacute; pessimista quanto a este assunto?

Apesar de constatar todas essas dificuldades, n&atilde;o sou nada pessimista. Encontrei e encontro gente felic&iacute;ssima com vida que t&ecirc;m, ocupada, cansativa, com uma entrega total mas que est&atilde;o a&iacute;, e isso &eacute; o sonho que todos queremos ter. N&atilde;o h&aacute; vidas perfeitas, mas existe gente que luta ao servi&ccedil;o do Evangelho, e isto de carregar o peso dos outros que &eacute; tantas vezes o que &eacute; a nossa miss&atilde;o, &eacute; por um lado um desgaste psicol&oacute;gico muito grande, porque se n&atilde;o formos emocionais n&atilde;o servimos para nada, mas por outro lado &eacute; acolher as alegrias com que as pessoas nos brindam, e isso &eacute; o que Deus faz connosco e nos ajuda a fazer com os outros.
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Entrevista e fotos: Ricardo Perna


Not&iacute;cias relacionadas:

- Os nossos padres est&atilde;o em burnout?
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<pubDate>Thu, 26 Oct 2017 10:04:00 +0100</pubDate>
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<title>Jovens universitários refletem Palavra e Fé</title>
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<description><![CDATA[Este s&aacute;bado, acontece o II Encontro dos N&uacute;cleos de Estudantes Cat&oacute;licos de Lisboa (NECTalks) com o tema &laquo;Da Palavra nasce a F&eacute;&raquo;. O encontro ter&aacute; lugar na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, a partir das 16 horas.


Em comunicado enviado &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, a organiza&ccedil;&atilde;o informa que oito oradores t&ecirc;m sete minutos para desafiar os estudantes universit&aacute;rios a dar testemunho. A artista pl&aacute;stica Filipa S&aacute;ragga &eacute; a primeira e falar&aacute; sobre &laquo;A Beleza da Palavra&raquo;. Depois, o escritor e editor Afonso Reis Cabral reflete sobre &laquo;A arte da Palavra&raquo;. Sor Madalena da Divina Miseric&oacute;rdia, uma irm&atilde; de clausura na ordem das Concepcionistas de Santa Beatriz da Silva e antiga educadora de inf&acirc;ncia e m&uacute;sica, tem como tema &laquo;O Sil&ecirc;ncio da Palavra&raquo;. Outros intervenientes s&atilde;o o estudante de Medicina Francisco Montellano, o fundador da associa&ccedil;&atilde;o Just a Change que reabilita casas de pessoas carenciadas, Louren&ccedil;o Brito, a fil&oacute;sofa Isabel Campos, o advogado Domingos Freire de Andrade e a enfermeira Matilde Salema. A tarde termina pelas 19h00, depois de uma mensagem do Presidente da Rep&uacute;blica.
&nbsp;
Neste momento, j&aacute; h&aacute; 22 n&uacute;cleos de estudantes cat&oacute;licos em Lisboa e a organiza&ccedil;&atilde;o das NECTalks defende que &laquo;continuam a crescer&raquo; muito devido &laquo;&agrave; exist&ecirc;ncia da Miss&atilde;o Pa&iacute;s e &agrave; onda de renova&ccedil;&atilde;o, motiva&ccedil;&atilde;o e vida por ela gerada&raquo;.
]]></description>
<pubDate>Tue, 24 Oct 2017 20:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Estamos perante uma ditadura» na Venezuela</title>
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<description><![CDATA[D. Raul Castillo &eacute; bispo de La Guaira, na Venezuela. Esteve em Portugal a convite da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre e falou com a FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; sobre a dif&iacute;cil situa&ccedil;&atilde;o que vive o pa&iacute;s, com a pobreza e a fome que toca a todos, at&eacute; aos religiosos.


Que tipo de revolu&ccedil;&atilde;o &eacute; aquela que est&aacute; a acontecer na Venezuela?

H&aacute; dezoito anos, o presidente Hugo Ch&aacute;vez ganhou as elei&ccedil;&otilde;es no meio de uma crise econ&oacute;mica que j&aacute; se vinha a sentir. E onde se sentia, poder&iacute;amos dizer, o abandono dos mais pobres; por causa da riqueza mal distribu&iacute;da, o presidente Ch&aacute;vez, ainda como candidato, prop&ocirc;s uma mudan&ccedil;a para procurar uma maior aten&ccedil;&atilde;o pelos pobres.
Em s&iacute;ntese, foi o prop&oacute;sito do governo de implementar um modelo comunista/socialista de forte centraliza&ccedil;&atilde;o, de forte controle do Estado, de isolamento internacional, que provocou uma grande crise econ&oacute;mica e social no pa&iacute;s.
&nbsp;
Um modelo que est&aacute; a conduzir a uma ditadura?

Ao perder as elei&ccedil;&otilde;es, e sem o apoio popular, o executivo absorveu os outros poderes e na pr&aacute;tica o que temos &eacute; uma ditadura, como denunci&aacute;mos [n&oacute;s] os bispos, em distintas ocasi&otilde;es.
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Como &eacute; poss&iacute;vel que o Governo se mantenha no poder? Como se explica, a quem est&aacute; de fora?

Como se explica? Explica-se porque t&ecirc;m as armas! Porque legitimamente foram eleitos, mas foram perdendo a legitimidade por tudo aquilo que tem acontecido. O povo pediu, e dever&iacute;amos ter tido, umas elei&ccedil;&otilde;es de governadores em 2016 que n&atilde;o aconteceram; deveria ter havido um referendo para ver se o presidente continuava ou n&atilde;o e suspenderam-no por manobras legais.

Temos muitos presos pol&iacute;ticos e n&atilde;o temos as condi&ccedil;&otilde;es suficientes para poder ouvir o povo e deixar que ele se possa expressar sobre que modelo pol&iacute;tico e social quer para a na&ccedil;&atilde;o.
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Tem medo de que a &uacute;nica solu&ccedil;&atilde;o que o povo consiga arranjar seja atrav&eacute;s das armas?

N&atilde;o acredito que se chegue a uma guerra civil, porque as armas est&atilde;o apenas de um lado, &eacute; isso que se v&ecirc; nestas manifesta&ccedil;&otilde;es. O povo sai &agrave;s ruas a protestar pacificamente e &eacute; reprimido pela parte militar, ou seja, pela pol&iacute;cia, atrav&eacute;s de uma press&atilde;o brutal.

&nbsp;
As dificuldades que o povo vive nas cidades e no interior s&atilde;o as mesmas?

Em todo o pa&iacute;s h&aacute; uma grande car&ecirc;ncia de alimentos e medicamentos. Existem situa&ccedil;&otilde;es diferentes: nas cidades podemos conseguir alimentos a um pre&ccedil;o mais alto, duas, tr&ecirc;s ou quatro vezes mais do que aquilo que custam, e nos campos n&atilde;o existem estes alimentos. Mas, depois, de alguma maneira, os agricultores podem fazer face a esta situa&ccedil;&atilde;o com alguns alimentos que cultivam nas suas hortas ou com a cria&ccedil;&atilde;o de algum animal, coisas que n&atilde;o acontecem nas cidades.

Sem d&uacute;vida que esta grande crise tem origem num modelo econ&oacute;mico que quer controlar todas as coisas, e muitas vezes quer controlar o pre&ccedil;o, atribuindo pre&ccedil;os inferiores ao custo de produ&ccedil;&atilde;o. Ao mesmo tempo, o governo tem favorecido uma economia de porto, atribuindo fundos para que se comprem determinados produtos de fora aos amigos do governo. Isto tem criado uma forte corrup&ccedil;&atilde;o que nos est&aacute; a prejudicar muit&iacute;ssimo.
&nbsp;
Pode descrever situa&ccedil;&otilde;es de car&ecirc;ncias maiores de pessoas com que se deparou nos &uacute;ltimos tempos?

Todos os dias, quando sa&iacute;mos &agrave; rua, deparamo-nos com pessoas a procurar algo para comer no lixo; pessoas que v&ecirc;m todos os dias &agrave;s nossas par&oacute;quias pedir algo, porque n&atilde;o comem h&aacute; dois ou tr&ecirc;s dias; doentes que n&atilde;o t&ecirc;m medicamentos.

Mas a pobreza n&atilde;o se v&ecirc; apenas entres os que est&atilde;o na rua. Apercebemo-nos dela tamb&eacute;m nos sacerdotes e nas religiosas. N&oacute;s sofremos as mesmas car&ecirc;ncias que os outros. Recentemente encontrei um sacerdote, vinha a chorar, pensei que tinha um problema mais grave e que lhe tinha acontecido alguma coisa, e ele disse-me &laquo;eu n&atilde;o como h&aacute; dois dias&raquo;. Levei-o para minha casa e disse-lhe &laquo;olha, tenho dois quilos de farinha, leva-os&raquo;. Quando a pobreza j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o os outros, quando os pobres somos n&oacute;s pr&oacute;prios, isso de alguma forma faz com que o nosso cora&ccedil;&atilde;o desfale&ccedil;a e ent&atilde;o apercebemo-nos de que n&atilde;o h&aacute; raz&otilde;es para buscar os pobres: os pobres somos n&oacute;s.
&nbsp;
Chegaram at&eacute; n&oacute;s alguns relatos de que o Governo est&aacute; a proibir a Igreja de ajudar. Isto &eacute; verdade?

No ano passado, a Igreja, a Confer&ecirc;ncia Episcopal, atrav&eacute;s da C&aacute;ritas Internacional, conseguiu receber alguns contentores com medicamentos para serem distribu&iacute;dos pelas diversas C&aacute;ritas. O Governo n&atilde;o autorizou que os contentores chegassem at&eacute; n&oacute;s, e ficaram mais de um ano nos portos. Depois, o governo confiscou-os, afirmando que ningu&eacute;m os tinha reclamado.
&nbsp;
Como faz ent&atilde;o a Igreja para levar para a frente os seus pequenos projetos de ajuda?

Atrav&eacute;s da solidariedade das pessoas. As pessoas partilham um pouco aquilo que t&ecirc;m, consegue-se comprar a pre&ccedil;os mais altos, porque agora, na Venezuela, dada a escassez de comida, o Governo tem alguns alimentos que n&atilde;o disponibiliza a todos, que os d&aacute; somente aos que est&atilde;o inscritos no seu partido.

A Igreja encontra pessoas que, apesar da pobreza, s&atilde;o capazes de partilhar, e aquilo que n&oacute;s temos dividimos. Aquilo que &eacute; mais belo neste momento &eacute; partilhar, pelo menos, o tempo. &Agrave;s vezes n&atilde;o temos nada para partilhar, mas &eacute; sempre poss&iacute;vel fazer algo pelos outros.

&nbsp;
E os religiosos que se mant&ecirc;m ali, apesar das dificuldades, s&atilde;o verdadeiros agentes de Cristo?

Certamente. A mim comove-me, sobretudo, alguns sacerdotes e religiosas anci&atilde;s a quem as superioras-gerais lhes dizem: &ldquo;venham-se embora porque est&atilde;o a passar fome&rdquo;, e elas dizem: &ldquo;queremos estar aqui, com o povo&rdquo;.

Um pai de fam&iacute;lia n&atilde;o pode abandonar os seus filhos para salvar-se a si pr&oacute;prio. Eu creio que &eacute; heroico da parte de algumas religiosas que est&atilde;o nos bairros mais pobres, porque de alguma forma sabem que a sua presen&ccedil;a a&iacute; ajuda a que o povo n&atilde;o perca a esperan&ccedil;a.

Pode ler toda a entrevista a D. Raul Castillo na edi&ccedil;&atilde;o de outubro da revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
&nbsp;
Entrevista: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e Diocese de La Guaira
]]></description>
<pubDate>Tue, 24 Oct 2017 10:26:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa solidário com vítimas dos incêndios em Portugal</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/papa-solidario-com-vitimas-dos-incendios-em-portugal</link>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco enviou hoje uma mensagem de solidariedade &agrave;s v&iacute;timas dos inc&ecirc;ndios que atingiram o territ&oacute;rio portugu&ecirc;s nos &uacute;ltimos dias, mostrando o seu pesar pelas &ldquo;dram&aacute;ticas consequ&ecirc;ncias&rdquo; desta trag&eacute;dia. A mensagem de pesar foi transmitida ao presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, D. Manuel Clemente, atrav&eacute;s do secret&aacute;rio de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin.


&laquo;Profundamente entristecido pelas dram&aacute;ticas consequ&ecirc;ncias dos inc&ecirc;ndios destes dias no centro-norte de Portugal, o Santo Padre assegura sufr&aacute;gios pelo eterno descanso dos falecidos e eleva preces ao Senhor, pedindo que console os atingidos pela trag&eacute;dia nos seus afetos e nos seus bens&raquo;, refere o texto.

O Papa deixa votos de que a f&eacute; inspire &laquo;sentimentos de esperan&ccedil;a e solidariedade para superar a adversidade&raquo; e sa&uacute;da os esfor&ccedil;os das institui&ccedil;&otilde;es e pessoas de boa vontade que, &laquo;nestes momentos dif&iacute;ceis&raquo;, procuram prestar &laquo;uma ajuda eficaz com esp&iacute;rito generoso e fraterno&raquo;.

Francisco pede ainda aos bispos das v&aacute;rias dioceses envolvidas na &laquo;trag&eacute;dia&raquo; que transmitam os seus &laquo;sentidos p&ecirc;sames&raquo; aos familiares dos defuntos e expressem aos feridos e desalojados a &laquo;sua solicitude e unidade espiritual&raquo;, concluindo a mensagem com a sua b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica.

Cardeal-Patriarca de Lisboa diz que trag&eacute;dia devia ter sido evitada
O patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, considerou ontem que a trag&eacute;dia dos fogos, que causou 41 mortos, segundo o balan&ccedil;o mais recente, era evit&aacute;vel. Questionado pela Renascen&ccedil;a e Ecclesia &agrave; margem de uma confer&ecirc;ncia na Universidade Cat&oacute;lica, o cardeal relembrou a exist&ecirc;ncia de relat&oacute;rios que j&aacute; apontavam falhas na forma como se lidou com os inc&ecirc;ndios de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande, em Junho, e diz que &laquo;certamente era poss&iacute;vel&raquo; evitar uma repeti&ccedil;&atilde;o daquele acontecimento.

Para D. Manuel Clemente, esta trag&eacute;dia era &laquo;previs&iacute;vel porque os relat&oacute;rios est&atilde;o a&iacute;. Os peritos j&aacute; se pronunciaram, as autoridades do Estado, a come&ccedil;ar pelo Presidente da Rep&uacute;blica, tamb&eacute;m&raquo;.

&laquo;Se se tivesse avan&ccedil;ado mais na preven&ccedil;&atilde;o, se se tivesse mantido mais presente os sistemas de protec&ccedil;&atilde;o e alerta, se se tivesse avan&ccedil;ado mais atempadamente em termos de Protec&ccedil;&atilde;o Civil, se as matas, ou pelo menos o que circunda os casais e as habita&ccedil;&otilde;es, tivesse sido mais cuidado, enfim, isto n&atilde;o aconteceria, mas j&aacute; estamos a chorar sobre leite derramado. &Eacute; preciso &eacute; evitar que ele se derrame&raquo;, considerou.

O patriarca de Lisboa recordou que as institui&ccedil;&otilde;es da Igreja Cat&oacute;lica est&atilde;o j&aacute; no terreno desde Pedr&oacute;g&atilde;o Grande para auxiliar as v&iacute;timas, um trabalho que vai continuar. &laquo;No que diz respeito a recursos materiais, as C&aacute;ritas diocesanas, sobretudo, desde o primeiro momento, desde Pedr&oacute;g&atilde;o, t&ecirc;m redobrado a sua ac&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m a C&aacute;ritas Portuguesa e outras organiza&ccedil;&otilde;es da Igreja, as miseric&oacute;rdias tamb&eacute;m e outras institui&ccedil;&otilde;es.&raquo;

&laquo;Mas eu quero ressaltar muito especialmente o apoio que as par&oacute;quias &ndash; porque s&atilde;o a realidade local da Igreja e das dioceses &ndash;, os seus p&aacute;rocos e os seus crist&atilde;os mais comprometidos e atentos, t&ecirc;m dado &agrave;s corpora&ccedil;&otilde;es, porque s&atilde;o pessoas entre pessoas, familiares, tantos deles, de v&iacute;timas, ou de pessoas que foram prejudicadas, e isto mant&eacute;m-se&raquo;, concluiu.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna (com Ag&ecirc;ncia Ecclesia e Renascen&ccedil;a)
Foto: Paulo Cunha | Lusa
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<pubDate>Wed, 18 Oct 2017 14:05:00 +0100</pubDate>
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<title>Jornadas Nacionais do Turismo vão até Bragança</title>
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<description><![CDATA[As III Jornadas Nacionais do Turismo acontecem em Bragan&ccedil;a nos dias 27 e 28 de outubro. O tema &eacute; &laquo;Turismo e Sustentabilidade &ndash; Economia, Sociedade e Ambiente&raquo;, a prop&oacute;sito deste ser o Ano Internacional do Turismo Sustent&aacute;vel para o Desenvolvimento.



Em nota enviada &agrave;s reda&ccedil;&otilde;es, a organiza&ccedil;&atilde;o informa que se pretende &laquo;refletir sobre a a&ccedil;&atilde;o tur&iacute;stica como oportunidade de desenvolvimento econ&oacute;mico, coeso, de todo o territ&oacute;rio nacional; reconhecer a cultura local como um ativo singular para a atividade tur&iacute;stica e a promo&ccedil;&atilde;o das comunidades regionais; incentivar o desenvolvimento local, particularmente do interior, por via da atividade tur&iacute;stica, mediante a promo&ccedil;&atilde;o das atividades regionais e a fixa&ccedil;&atilde;o das pessoas; promover o respeito pelo ambiente em toda a atividade tur&iacute;stica, perspetivando ainda um aut&ecirc;ntico turismo ecol&oacute;gico&raquo;. Da&iacute; que tenha sido escolhido como local Bragan&ccedil;a.

Olhando para o programa, no primeiro dia, a abertura est&aacute; a cargo de D. Manuel Neto Quintas (Comiss&atilde;o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana), D. Jos&eacute; Cordeiro (Bispo de Bragan&ccedil;a-Miranda), Pe. Carlos Godinho (diretor da Obra Nacional da pastoral do Turismo) e da secret&aacute;ria de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho. Ser&aacute; ela a respons&aacute;vel por uma confer&ecirc;ncia sobre o tema das jornadas. Ainda durante a manh&atilde;, haver&aacute; tempo para olhar para a economia com o antigo ministro do Desenvolvimento Regional Miguel Poiares Maduro e Nuno Fazenda, do Turismo de Portugal.

Depois um olhar para o turismo religioso, no interior e o ambiente. No s&aacute;bado, durante a manh&atilde; h&aacute; Missa na Bas&iacute;lica de Santo Cristo em Outeiro, seguida de uma visita guiada ao patrim&oacute;nio religioso de Bragan&ccedil;a.

A organiza&ccedil;&atilde;o est&aacute; a cargo da Obra Nacional da Pastoral do Turismo, organismo da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, e do Servi&ccedil;o de Pastoral do Turismo da Diocese de Bragan&ccedil;a-Miranda. As inscri&ccedil;&otilde;es podem ser feitas na p&aacute;gina www.ptbm.pt at&eacute; ao dia 24 de outubro e custam 15 euros.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Diocese de Bragan&ccedil;a - Miranda
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<pubDate>Wed, 18 Oct 2017 10:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Os nossos padres estão em burnout?</title>
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<description><![CDATA[&laquo;Fui percebendo que estava a dar cabo de mim. Estava num beco sem sa&iacute;da e n&atilde;o conseguia sair.&raquo; A revela&ccedil;&atilde;o, dura, aparece ao fim de longos minutos de conversa com o Pe. Hor&aacute;cio. O nome &eacute; fict&iacute;cio, porque n&atilde;o quer colocar em causa a Igreja ou a sua comunidade, mas a situa&ccedil;&atilde;o que viveu foi bem real. Este sacerdote portugu&ecirc;s faz parte de uma estat&iacute;stica invis&iacute;vel de padres que entram em cansa&ccedil;o extremo, ansiedade ou depress&atilde;o, ou em burnout, utilizando um termo mais em voga nos dias de hoje, noutras profiss&otilde;es.


Os sintomas do burnout podem ser v&aacute;rios. &laquo;A ins&oacute;nia, a ansiedade, a somatiza&ccedil;&atilde;o, que &eacute; a express&atilde;o no corpo de sofrimento psicol&oacute;gico, dores de cabe&ccedil;a, tens&atilde;o alta, gastrite, queda de cabelo, podem estar a esconder um humor deprimido e ansioso&raquo;, explica-nos Margarida Neto, psiquiatra na Casa do Telhal, que tem acompanhado v&aacute;rios casos semelhantes ao longo dos anos. &laquo;Quando n&atilde;o cuidamos do descanso, das horas de dormir, e n&atilde;o sabemos dizer &ldquo;n&atilde;o&rdquo;, entramos facilmente numa situa&ccedil;&atilde;o de burnout, de cansa&ccedil;o extremo, e h&aacute; que saber parar&raquo;, refere a psiquiatra.

No caso do Pe. Hor&aacute;cio, o escape foi o &aacute;lcool. As palavras s&atilde;o escolhidas com crit&eacute;rio, intercaladas por momentos de pausa, enquanto as m&atilde;os mexem num len&ccedil;o de papel j&aacute; muito amachucado. N&atilde;o h&aacute; receio de falar, mas h&aacute; uma pausa reflexiva antes de qualquer partilha. O pior j&aacute; passou, mas isso n&atilde;o significa que n&atilde;o tenha deixado marcas. &laquo;Ao longo da nossa vida julgamos que conseguimos resolver tudo&hellip; que temos for&ccedil;a para aguentar tudo sozinhos&hellip; Naturalmente h&aacute; pessoas mais extrovertidas que explodem e disparam, mas h&aacute; outras, como &eacute; o meu caso, que engolem tudo, s&atilde;o mais reservadas. No meio das nossas responsabilidades pastorais h&aacute; muitas tens&otilde;es, neste ou naquele grupo, com esta ou aquela pessoa&hellip; o peso da responsabilidade da anima&ccedil;&atilde;o de uma comunidade ou institui&ccedil;&atilde;o. Procuramos rodear-nos dos colaboradores adequados, mas a grande responsabilidade &eacute; sempre do sacerdote. Uma responsabilidade de alguma maneira isolada, e isso durante muitos anos fica c&aacute; dentro acumulado e a pessoa vai-se isolando, n&atilde;o conversa com os colegas ou com algu&eacute;m de confian&ccedil;a, e isso leva a uma certa tend&ecirc;ncia a refugiar-se, neste caso, no &aacute;lcool. Isso depois torna-se&hellip; uma montanha-russa, vai aumentando, e isso faz-nos ficar mais cansados, mais deprimidos, entramos dentro de um ciclo vicioso&hellip;&raquo;, l&aacute; vai dizendo, enquanto explica que teve de sair da sua par&oacute;quia e de abandonar os servi&ccedil;os que prestava.

H&aacute; um ano e meio que est&aacute; s&oacute;brio, mas antes disso foram cinco anos de dificuldades. &laquo;Quando j&aacute; n&atilde;o somos capazes de corresponder aos compromissos que temos, a desmarcar coisas, a dizer sempre que estava doente, sem for&ccedil;as, a n&atilde;o dormir bem. Estava numa par&oacute;quia, estive v&aacute;rios anos em par&oacute;quias como p&aacute;roco, e depois tive de deixar a par&oacute;quia porque j&aacute; n&atilde;o aguentava. Eu ficava muitas vezes doente e tinha de desmarcar compromissos, pedir a um colega que me substitu&iacute;sse neste ou naquele servi&ccedil;o&raquo;, conta o sacerdote. Quando percebeu que precisava de ajuda recorreu a uns amigos m&eacute;dicos que o orientaram para a cura.

Na Casa de Sa&uacute;de do Telhal, Margarida Neto recebe v&aacute;rios destes casos, de sacerdotes que, por uma ou outra raz&atilde;o, se encontram em estados depressivos, de ansiedade ou alcoolismo. Apesar de todos estarmos sujeitos a que nos suceda algo do g&eacute;nero, a psiquiatra aponta fatores de risco que est&atilde;o inerentes &agrave; figura do sacerdote. &laquo;Acho normal que os padres com a vida que t&ecirc;m, poucos, assoberbados de trabalho, com generosa dificuldade em dizer que n&atilde;o, que se cansem, durmam mal, est&atilde;o sozinhos&hellip; N&atilde;o saber dizer &ldquo;n&atilde;o&rdquo; &eacute; um fator de risco, mas h&aacute; outro, que &eacute; o facto de os padres diocesanos viverem sozinhos, ou em comunidades muito pequenas, que t&ecirc;m mais dificuldade na partilha. O Papa percebeu isso muito bem, e disse que, por raz&otilde;es de sa&uacute;de mental, preferia viver na Casa de Santa Marta para ver pessoas, rir com pessoas. Os padres diocesanos podem n&atilde;o ter esta din&acirc;mica, e isto &eacute; um fator de risco&raquo;, alerta.

O Pe. Hor&aacute;cio comenta, no final da entrevista, que, mesmo que n&atilde;o sejam a maioria, h&aacute; &laquo;mais casos do que aqueles que se pensa&raquo;. Mas apesar dos problemas parecerem imposs&iacute;veis de resolver, &eacute; importante referir que h&aacute; uma nota de esperan&ccedil;a para todos. &laquo;Eu n&atilde;o estou preocupada, s&atilde;o problemas que se revertem&raquo;, diz Margarida Neto, e o Pe. Hor&aacute;cio concorda. &laquo;&Eacute; preciso que a pessoa pe&ccedil;a ajuda e se deixe ajudar, esse &eacute; um passo fundamental. O resto depois consegue-se fazer, com serenidade e com calma, mas &eacute; sobretudo isso, deixar-se ajudar e pedir ajuda&raquo;, explica.
&nbsp;
Leia a reportagem completa na edi&ccedil;&atilde;o de outubro de 2017 da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;. 
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e Shutterstock
]]></description>
<pubDate>Tue, 17 Oct 2017 23:54:00 +0100</pubDate>
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<title>Incêndios: «Teremos de nos indignar», diz D. Jorge Ortiga</title>
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<description><![CDATA[O arcebispo de Braga diz que os portugueses t&ecirc;m direito &agrave; indigna&ccedil;&atilde;o por causa dos inc&ecirc;ndios. Em entrevista &agrave; TSF, D. Jorge Ortiga afirmou: &laquo;Teremos que nos indignar, sem d&uacute;vida nenhuma, e exigir que tudo isto suscite respostas bem concretas, de modo a que n&atilde;o fiquemos pelas palavras, pelos discursos e para que algo de novo possa acontecer.&raquo;



O arcebispo de Braga defendeu que o Governo deve assumir responsabilidades e afirmou que &laquo;o que est&aacute; para tr&aacute;s est&aacute; para tr&aacute;s. Tiremos conclus&otilde;es, mas projetemos o futuro em termos de uma responsabilidade, que &eacute; de todos &ndash; e quem nos governa tem de assumir, em primeiro lugar, essa responsabilidade&raquo;.

Em entrevista a partir de Braga, D. Jorge Ortiga diz que a trag&eacute;dia dos inc&ecirc;ndios nos &laquo;obriga a parar, a tomar consci&ecirc;ncia da realidade e, sobretudo, a agir. Temos de nos comprometer nesta a&ccedil;&atilde;o, todos n&oacute;s&raquo;.


Al&eacute;m disso, o arcebispo chama a aten&ccedil;&atilde;o para os interesses que podem estar a ganhar com os fogos. &laquo;Pode acontecer que, com os inc&ecirc;ndios, algu&eacute;m esteja a enriquecer. Por isso, &eacute; necess&aacute;rio denunciar essa situa&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o permitir que sejam favorecidos os interesses de particulares.&raquo; Para os incendi&aacute;rios, pede &laquo;uma m&atilde;o firme&raquo;, defendendo que &eacute; &laquo;preciso corrigir aqueles que erram e procurar reintegr&aacute;-los na sociedade&raquo;.

J&aacute; no domingo, dia 15 de outubro, D. Jorge Ortiga tinha escrito no Twitter: &laquo;Basta de discursos e de boas inten&ccedil;&otilde;es! &Eacute; preciso apurar responsabilidades e agir.&raquo;
&nbsp;


Portugal est&aacute; a arder! Basta de discursos e boas inten&ccedil;&otilde;es! &Eacute; imperioso apurar responsabilidades e agir. #PrayForPortugal #Inc&ecirc;ndios #Braga pic.twitter.com/zCtmJh7B2p


&mdash; D. Jorge Ortiga (@djorgeortiga) 15 de outubro de 2017

Pobreza vai aumentar
 A C&aacute;ritas Portuguesa afirma que os inc&ecirc;ndios v&atilde;o aumentar a pobreza. Num comunicado enviado &agrave;s reda&ccedil;&otilde;es, Eug&eacute;nio da Fonseca afirma que &laquo;estes horr&iacute;veis e criminosos inc&ecirc;ndios &ndash; que tamb&eacute;m est&atilde;o a ocorrer noutras regi&otilde;es do mundo ir&atilde;o contribuir &ndash; a curto, m&eacute;dio e longo prazo - para o crescimento da pobreza&raquo;. A afirma&ccedil;&atilde;o est&aacute; inclu&iacute;da na mensagem a prop&oacute;sito do dia internacional da erradica&ccedil;&atilde;o da pobreza.

Protestos marcados para Pal&aacute;cio de Bel&eacute;m
Est&aacute; a ser convocada pelo facebook uma manifesta&ccedil;&atilde;o em frente ao Pal&aacute;cio de Bel&eacute;m, pelas 19h30. Com o nome &laquo;Chega de ina&ccedil;&atilde;o&raquo;, o promotor Paulo Gorj&atilde;o quer &quot;fazer sentir com a nossa presen&ccedil;a a repulsa pelo que est&aacute; a ocorrer e disso dar conta ao Presidente. Chega de inac&ccedil;&atilde;o&raquo;. Para o mesmo local e para a mesma hora est&aacute; marcada tamb&eacute;m o protesto &laquo;V&atilde;o de f&eacute;rias &ndash; Protesto Civil e apartid&aacute;rio&raquo;. No texto do evento pode ler-se: &laquo;&ldquo;V&atilde;o de f&eacute;rias&rdquo; - PROTESTO Civil e apartid&aacute;rio contra a incompet&ecirc;ncia e desresponsabiliza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica&raquo;. A iniciativa &eacute; marcada por seis pessoas. Estes s&atilde;o alguns dos protestos criados na rede social.



Estes protestos junto ao pal&aacute;cio de Bel&eacute;m, resid&ecirc;ncia oficial do Presidente da Rep&uacute;blica, acontecem numa altura em que se espera que o Presidente da Rep&uacute;blica fale sobre os inc&ecirc;ndios. Marcelo Rebelo de Sousa, numa nota colocada na p&aacute;gina da Presid&ecirc;ncia, &laquo;reafirma urg&ecirc;ncia de agir&raquo;. O presidente prometeu que falaria ao pa&iacute;s depois da &laquo;r&aacute;pida estabiliza&ccedil;&atilde;o dos fogos e o balan&ccedil;o da trag&eacute;dia&raquo;. Al&eacute;m disso, informou que iria visitar as principais &aacute;reas ardidas. Marcelo Rebelo de Sousa reafirmou tamb&eacute;m o apelo &laquo;a uma mudan&ccedil;a de ponto de vista, traduzida em atos e n&atilde;o em palavras. O que acabou de suceder s&oacute; d&aacute; raz&atilde;o acrescida &agrave; sua interven&ccedil;&atilde;o de s&aacute;bado passado&raquo;.

Presidente da Rep&uacute;blica vai falar ao pa&iacute;s
O Presidente da Rep&uacute;blica disse que falaria depois do primeiro-ministro e Ant&oacute;nio Costa falou ao in&iacute;cio da noite de segunda-feira, dia 16, ao pa&iacute;s. De gravata preta, defendeu que &laquo;n&atilde;o &eacute; tempo de demiss&otilde;es, mas de solu&ccedil;&otilde;es&raquo;. Da&iacute; que tenha convocado um Conselho de Ministros para este s&aacute;bado com o objetivo de &laquo;traduzir em reformas efetivas&raquo; as recomenda&ccedil;&otilde;es que foram feitas pelo relat&oacute;rio da Comiss&atilde;o T&eacute;cnica Independente ao inc&ecirc;ndio de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande.

Por todo o pa&iacute;s est&atilde;o a surgir protestos. Eis alguns:
- Quarta-feira, dia 18, &agrave;s 21h00, na Pra&ccedil;a Rodrigues Lobo, em Leiria, &laquo;Todos Juntos Pela Refloresta&ccedil;&atilde;o Do pinhal De Leiria&raquo;, .
- Sexta-feira, dia 20, 18h, Avenida Central, Braga, &laquo;Inc&ecirc;ndios, at&eacute; quando? Concentra&ccedil;&atilde;o em Braga&raquo;.
- S&aacute;bado, dia 21, 18h, Assembleia da Rep&uacute;blica ou nas sedes de concelho, &laquo;Basta! Por um Futuro Sustent&aacute;vel!&raquo;

Os inc&ecirc;ndios deste fim de semana por todo o pa&iacute;s provocaram, pelo menos, 36 mortos, sete desaparecidos e 62 feridos, dos quais 15 graves. H&aacute; quatro meses, inc&ecirc;ndios em Pedr&oacute;g&atilde;o Grande fizeram, pelo menos, 64 mortos e mais de 250 feridos.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: H&eacute;lio Madeiras (Bombeiros Volunt&aacute;rios de Vieira de Leiria)/ Ricardo Perna e Miguel Figueiredo Lopes (Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica)
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<pubDate>Tue, 17 Oct 2017 10:20:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa envia mensagem aos peregrinos em Fátima</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco associou-se &agrave; Peregrina&ccedil;&atilde;o Anivers&aacute;ria de outubro no Santu&aacute;rio de F&aacute;tima com uma mensagem v&iacute;deo que foi passada nos ecr&atilde;s gigantes espalhados pelo Santu&aacute;rio. O Papa esteve em maio no nosso pa&iacute;s e n&atilde;o quis deixar de estar presente de alguma forma agora que se encerram as comemora&ccedil;&otilde;es do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es de Nossa senhora de F&aacute;tima aqui, na Cova de Iria.


O Papa disse aos peregrinos que &laquo;trago ainda no meu cora&ccedil;&atilde;o a mem&oacute;ria da viagem e as b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os que a Virgem me quis dar e &agrave; Igreja nesse dia&raquo;, e exortou-os a nunca se esquecerem de Maria, que &eacute; &laquo;m&atilde;e&raquo;. &laquo;Ide em frente e nunca vos afasteis da M&atilde;e. Como uma crian&ccedil;a que est&aacute; junto a sua m&atilde;e e se sente segura, assim tamb&eacute;m n&oacute;s ao lado da Virgem nos sentimos muito seguros. Ela &eacute; a nossa garantia&raquo;, afirmou.
Depois, e para g&aacute;udio de todos os peregrinos, puxou de um Ros&aacute;rio que tinha no bolso e pediu que &laquo;nunca deixeis o Ros&aacute;rio. Rezai o Ros&aacute;rio, como ela pediu&raquo;, a que todos os peregrinos responderam com uma enorme salva de palmas.
&nbsp;
Foi o final perfeito para uma peregrina&ccedil;&atilde;o que juntou dezenas de milhares de peregrinos ontem, para a Prociss&atilde;o das Velas, e hoje, na eucaristia de encerramento da peregrina&ccedil;&atilde;o. Mesmo sendo dia de semana, os peregrinos praticamente esgotaram o espa&ccedil;o dispon&iacute;vel no recinto do Santu&aacute;rio, vindos de 45 pa&iacute;ses, para al&eacute;m de Portugal. O n&uacute;mero de sacerdotes foi o mais elevado de sempre em perergrina&ccedil;&otilde;es anivers&aacute;rias, com 1070 sacerdotes a concelebrar juntamente com 36 bispos, n&atilde;o s&oacute; portugueses, mas de outros pa&iacute;ses que estavam a acompanhar peregrina&ccedil;&otilde;es.

&nbsp;
D. Ant&oacute;nio Marto pede que ningu&eacute;m passe &laquo;indiferente ao mal&raquo; e ao que ele provoca
Na homilia da eucaristia que encerrou a peregrina&ccedil;&atilde;o, D. Ant&oacute;nio Marto falou da novidade de F&aacute;tima, mesmo passados 100 anos dos acontecimentos na Cova de Iria. Afirmando que Maria sabe que, &laquo;se Deus &eacute; grande, tamb&eacute;m n&oacute;s somos grandes&raquo;, o bispo de Leiria-F&aacute;tima afirmou que &laquo;nesta &eacute;poca em que estamos a viver uma certa indiferen&ccedil;a religiosa, uma esp&eacute;cie de eclipse, ocultamento cultural de Deus, Maria convida-nos hoje a descobrir o gosto e o encanto de Deus e da sua beleza, a proclamar como Deus &eacute; grande&raquo;.
&nbsp;
O prelado portugu&ecirc;s defendeu que a &laquo;grande prioridade para o futuro da f&eacute; crist&atilde;&raquo; &eacute; &laquo;tornar Deus presente, pr&oacute;ximo e &iacute;ntimo ao cora&ccedil;&atilde;o humano&raquo;. Nesse sentido, defendeu que &laquo;a miseric&oacute;rdia de Deus &eacute; mais poderosa que a for&ccedil;a do mal&raquo;, e personificou este mal que afeta a sociedade. &laquo;N&atilde;o se pode passar indiferente ao mal (...). H&aacute; que reparar o que ele estraga, reconstruir o que ele destr&oacute;i nos cora&ccedil;&otilde;es e nas rela&ccedil;&otilde;es com Deus, com os outros, com a sociedade e entre os povos&raquo;, pediu.
&nbsp;
A concluir, citou o Papa Paulo VI que, h&aacute; 50 anos, fez aqui um apelo &laquo;aos homens de todo o mundo&raquo;, um apelo &laquo;atual, hoje que persistem as tens&otilde;es entre as grandes pot&ecirc;ncias, continuam os conflitos configurando uma &ldquo;terceira guerra mundial em epis&oacute;dios&raquo;, alastra o terrorismo e a amea&ccedil;a nuclear &eacute; t&atilde;o aguda como ent&atilde;o&raquo;. Na altura, o Papa Paulo VI pediu que os homens n&atilde;o pensassem em &laquo;projetos de destrui&ccedil;&atilde;o e de morte&raquo;, mas se ocupassem de &laquo;projetos de conforto comum e de colabora&ccedil;&atilde;o solid&aacute;ria&raquo;, e que se aproximassem uns dos outros com &laquo;inten&ccedil;&otilde;es de construir um mundo novo&raquo;.

Uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o dos doentes muito sentida
Na habitual b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o dos doentes, D. Ant&oacute;nio emocionou-se ao falar para aqueles que sofrem com a doen&ccedil;a. &laquo;Muitas vezes me comovi porque me senti fortalecido pelo testemunho de uma f&eacute; vivida no sofrimento, porque me senti amparado pela ora&ccedil;&atilde;o e entrega de vida de tantos e tantos. Muitas vezes me senti interrogado porque &eacute; que aquele sofrimento calhou &agrave;quele ou &agrave;quela e n&atilde;o a mim&raquo;, confidenciou o prelado.
&nbsp;
O bispo de Leiria-F&aacute;tima disse que j&aacute; v&aacute;rias vezes queria ter &laquo;agradecido&raquo; aos doentes o quanto &laquo;sustentais a igreja&raquo;, mas que n&atilde;o o fez porque &laquo;faltavam-me as palavras&raquo;. Mas hoje deixou uma palavra de &laquo;gratid&atilde;o&raquo; e outra de &laquo;encorajamento&raquo;, para todos os que se sentem s&oacute;s na sua doen&ccedil;a.
&nbsp;
O bispo de Leiria-F&aacute;tima afirmou que &laquo;a maior esperan&ccedil;a de F&aacute;tima&raquo; &eacute; saber que &laquo;o cora&ccedil;&atilde;o imaculado da M&atilde;e n&atilde;o deixa que o sofrimento e a solid&atilde;o sejam vividas como abandono&raquo;. Palavras muito sentidas, seguidas de um sil&ecirc;ncio emocionado, antes de prosseguir a pedir &laquo;ao Senhor que a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o que ele deu ao mundo h&aacute; 100 anos na vis&atilde;o do milagre do sol, des&ccedil;a hoje sobre o teu corpo [de cada um dos doentes], cora&ccedil;&atilde;o, mente e alma, e te infunda a paz e a fortaleza que ele prometeu&raquo;.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Fri, 13 Oct 2017 13:33:00 +0100</pubDate>
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<title>Em Fátima, reza-se pela paz e pela chuva</title>
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<description><![CDATA[Dezenas de milhares de peregrinos estiveram esta quinta-feira, dia 12, em F&aacute;tima, no in&iacute;cio das comemora&ccedil;&otilde;es da Peregrina&ccedil;&atilde;o Anivers&aacute;ria de outubro, que encerra o Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima. D. Ant&oacute;nio Marto, bispo de Leiria-F&aacute;tima, acolheu os peregrinos no final do dia com uma sauda&ccedil;&atilde;o &laquo;cheia de afeto e rica de emo&ccedil;&atilde;o&raquo;, sublinhando a import&acirc;ncia do &laquo;sil&ecirc;ncio&raquo; e do &laquo;clima de ora&ccedil;&atilde;o&raquo; no Santu&aacute;rio, onde os peregrinos respeitam o &laquo;sentido misterioso da sacralidade do lugar&raquo;.

&nbsp;
O bispo de Leiria-F&aacute;tima exortou os crist&atilde;os a um &laquo;s&eacute;rio exame de consci&ecirc;ncia&raquo; da viv&ecirc;ncia crist&atilde; de cada um, enquanto evocava os &laquo;dramas e sofrimentos do mundo inteiro&raquo;, que exigem respostas de &laquo;amor fraterno e solid&aacute;rio, sem distin&ccedil;&otilde;es nem discrimina&ccedil;&otilde;es&raquo;.
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&Agrave; noite, e depois da recita&ccedil;&atilde;o do Ter&ccedil;o e da tradicional Prociss&atilde;o das Velas, D. Ant&oacute;nio Marto presidiu &agrave; Eucaristia. Na homilia, voltou a refor&ccedil;ar o apelo pela paz, recordando a &laquo;ora&ccedil;&atilde;o do Ros&aacute;rio&raquo; que invoca &laquo;o dom da paz para o mundo&raquo;. &laquo;Aos tr&ecirc;s pastorinhos L&uacute;cia, Jacinta e Francisco [Maria] recomendou com insist&ecirc;ncia que se recitasse o ros&aacute;rio todos os dias, para obter o fim da guerra e alcan&ccedil;ar a paz&raquo;, disse o prelado.
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Num texto completamente dedicado ao Ros&aacute;rio, D. Ant&oacute;nio Marto afirmou que a &laquo;a imagem tradicional da Senhora do Ros&aacute;rio representa Maria com um bra&ccedil;o a amparar o Menino Jesus e com o outro apresenta a coroa do ros&aacute;rio a S&atilde;o Domingos&raquo;. &laquo;Esta iconografia &eacute; muito significativa: mostra que o Ros&aacute;rio &eacute; um meio oferecido pela Virgem para contemplar Jesus e, meditando a sua vida, am&aacute;-l&#39;O e segui-l&#39;O sempre fielmente&raquo;, disse.
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Os problemas da seca e das altas temperaturas que continuam a atingir Portugal, com repercuss&otilde;es nos inc&ecirc;ndios, foram tamb&eacute;m lembrados na Ora&ccedil;&atilde;o Universal. &laquo;Para que seja concedido ao nosso tempo a chuva t&atilde;o necess&aacute;ria aos nossos dias e ben&eacute;fica para a fecundidade da terra e a abund&acirc;ncia de colheitas&raquo;, assim se rezou no Santu&aacute;rio pela chegada da chuva.
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No final da Missa, um dos pontos altos do encerramento do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es. Um espet&aacute;culo de v&iacute;deomapping, uma produ&ccedil;&atilde;o audiovisual, evocou &laquo;a evolu&ccedil;&atilde;o deste lugar ao longo dos &uacute;ltimos cem anos, reconstruindo os fundamentos hist&oacute;ricos e espirituais mais importantes relacionados com as apari&ccedil;&otilde;es da Virgem Maria na Cova da Iria&raquo;, conforme informou a Sala de Imprensa do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima.
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Reitor quer &laquo;abrir um novo cap&iacute;tulo na vida do Santu&aacute;rio&raquo;

Ainda de tarde, o reitor do Santu&aacute;rio o Pe. Carlos Cabecinhas, juntou a maestrina Joana Carneiro e o compositor James McMillan para apresentar o concerto realizado pela Orquestra e pelo Coro Gulbenkian, dirigidos por Joana Carneiro, outro dos pontos altos deste encerramento. A maestrina falou aos jornalistas do &laquo;privil&eacute;gio&raquo; de participar no encerramento do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es com um concerto centrado na &laquo;express&atilde;o contempor&acirc;nea da espiritualidade da humanidade&raquo;, o que considerou como um &laquo;sinal muito importante&raquo;, disse citada pela Ag&ecirc;ncia Ecclesia.
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MacMillan manifestou, por sua vez, o &laquo;prazer&raquo; de estar ligado a este projeto, que classificou como um dos &laquo;mais entusiasmantes&raquo; da sua vida.

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O Pe. Carlos Cabecinhas afirmou que a op&ccedil;&atilde;o por pe&ccedil;as mais eruditas para fechar as comemora&ccedil;&otilde;es se justificada porque &laquo;F&aacute;tima quer chegar a todos&raquo;. &laquo;Queremos ser englobantes na forma como nos dirigimos aos peregrinos de F&aacute;tima, que s&atilde;o muito heterog&eacute;neos nos seus gostos&raquo;, explicou.

No final da apresenta&ccedil;&atilde;o, disse aos jornalistas que &laquo;a grande mensagem &eacute; que n&atilde;o estamos a falar de um final, mas de um come&ccedil;o&raquo;, quando questionado sobre a forma como o Santu&aacute;rio estava a encarar o encerramento das comemora&ccedil;&otilde;es do Centen&aacute;rio, e expressou o desejo de &laquo;abrir um novo cap&iacute;tulo na vida do Santu&aacute;rio&raquo;.
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Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Fri, 13 Oct 2017 00:22:00 +0100</pubDate>
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<title>AIS: perseguição dos cristãos é mais grave</title>
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<description><![CDATA[&Eacute; hoje divulgado o mais recente relat&oacute;rio sobre a persegui&ccedil;&atilde;o aos crist&atilde;os no mundo da AIS &ndash; Funda&ccedil;&atilde;o Pontif&iacute;cia Ajuda &agrave; Igreja que Sofre. O documento intitulado Perseguidos e Esquecidos?, revela que a situa&ccedil;&atilde;o piorou e h&aacute; o risco de erradica&ccedil;&atilde;o dos crist&atilde;os de alguns pa&iacute;ses. &laquo;A investiga&ccedil;&atilde;o revelou provas de persegui&ccedil;&atilde;o muito grave aos crist&atilde;os em termos de viola&ccedil;&otilde;es de direitos fundamentais: viol&ecirc;ncia, incluindo viola&ccedil;&atilde;o, deten&ccedil;&atilde;o ilegal, julgamento injusto, impedimento de encontro religioso e de express&atilde;o (religiosa) pac&iacute;fica&raquo; pode ler-se no documento.

O relat&oacute;rio revela que o cristianismo &eacute; &laquo;a comunidade religiosa mais oprimida do mundo, mas tamb&eacute;m que em muitos casos o genoc&iacute;dio e outros crimes contra a Humanidade significam agora que a Igreja em pa&iacute;ses e regi&otilde;es fundamentais enfrenta a possibilidade da extin&ccedil;&atilde;o iminente&raquo;. A funda&ccedil;&atilde;o pontif&iacute;cia defende que &laquo;cabe aos nossos governos usarem a sua influ&ecirc;ncia para defender as minorias, em especial os crist&atilde;os. Estes j&aacute; n&atilde;o devem ser sacrificados no altar da conveni&ecirc;ncia estrat&eacute;gica e da vantagem econ&oacute;mica&raquo;.

A AIS afirma que se tem tratado de genoc&iacute;dio na S&iacute;ria e no Iraque e lamenta a falta de a&ccedil;&atilde;o dos Estados. &laquo;Os governos do Ocidente e a ONU n&atilde;o conseguiram oferecer aos crist&atilde;os, em pa&iacute;ses como o Iraque e a S&iacute;ria, a ajuda de emerg&ecirc;ncia de que precisavam quando o genoc&iacute;dio come&ccedil;ou. Se as organiza&ccedil;&otilde;es crist&atilde;s e outras institui&ccedil;&otilde;es n&atilde;o tivessem colmatado essa lacuna, a presen&ccedil;a crist&atilde; j&aacute; podia ter desaparecido do Iraque e de outras regi&otilde;es do M&eacute;dio Oriente.&raquo;

Por exemplo, no Iraque, &laquo;o &ecirc;xodo dos Crist&atilde;os &eacute; t&atilde;o grave que uma das Igrejas mais antigas do mundo est&aacute; em vias de desaparecer no prazo de tr&ecirc;s anos, a n&atilde;o ser que haja mudan&ccedil;as dr&aacute;sticas para melhor&raquo;. O mesmo est&aacute; em risco de acontecer na S&iacute;ria. Da&iacute; que a organiza&ccedil;&atilde;o defenda que a principal esperan&ccedil;a &eacute; &laquo;a derrota do Daesh e de outros islamitas nos principais redutos do M&eacute;dio Oriente&raquo;.

Mas a viol&ecirc;ncia e a persegui&ccedil;&atilde;o por parte do Estado tamb&eacute;m t&ecirc;m aumentado em pa&iacute;ses como a Coreia do Norte ou a China. No relat&oacute;rio pode ler-se que, na China, &laquo;o aumento da hostilidade para com as comunidades religiosas, acusadas de resistirem ao controlo governamental, resultou na remo&ccedil;&atilde;o cada vez mais generalizada de cruzes das igrejas e na destrui&ccedil;&atilde;o de edif&iacute;cios religiosos&raquo;. Na Coreia do Norte, &laquo;as &ldquo;atrocidades inqualific&aacute;veis&rdquo; contra os crist&atilde;os incluem fazer passar fome &agrave; for&ccedil;a, aborto e relatos de fi&eacute;is pendurados em cruzes sobre o fogo ou esmagados por um rolo compressor&raquo;.


O relat&oacute;rio Perseguidos e Esquecidos? refere-se ao per&iacute;odo entre agosto de 2015 e julho de 2017 e analisa 13 pa&iacute;ses. Ser&aacute; apresentado publicamente, em Lisboa, por D. Nuno Br&aacute;s, &agrave;s 17h00.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: AIS
]]></description>
<pubDate>Thu, 12 Oct 2017 15:00:00 +0100</pubDate>
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<title>IV Encontro de leigos debate esperança</title>
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<description><![CDATA[Viseu vai acolher o IV Encontro Nacional de Leigos, organizado pela Confer&ecirc;ncia Nacional do Apostolado dos Leigos (CNAL), no dia 18 de novembro. O tema ser&aacute; &laquo;Este &eacute; o tempo para esperar contra toda a esperan&ccedil;a, para trabalhar pela justi&ccedil;a e pela paz, para amar as pessoas, para am&aacute;-las uma a uma&raquo;.
&nbsp;
O programa j&aacute; est&aacute; dispon&iacute;vel na p&aacute;gina da CNAL. Na parte da manh&atilde;, haver&aacute; dois pain&eacute;is internacionais, na Expocenter. No primeiro, com o tema &laquo;A esperan&ccedil;a que trazemos em n&oacute;s&raquo;, falar&atilde;o Marisa Cristina March e Paolo Galardi. Ela &eacute; cosmologista na Universidade da Pensilv&acirc;nia, nos Estados Unidos da Am&eacute;rica, e faz investiga&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da energia escura, procurando compreender a acelera&ccedil;&atilde;o do universo. Faz parte do Instituto de Pensamento Cat&oacute;lico, sendo diretora de um projeto para ci&ecirc;ncia e teologia. Paolo Galardi vem de Rome e &eacute; padre, artista e conselheiro espiritual do ateli&ecirc; de teologia do Centro Aletti &ndash; Instituto Pontif&iacute;cio Oriental em Roma.
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No segundo painel internacional, o tema &eacute; &laquo;O trabalho pela justi&ccedil;a e pela paz&raquo; e interv&eacute;m Fran&ccedil;ois Huguenin, historiador e ensa&iacute;sta franc&ecirc;s sobre &laquo;Ser crist&atilde;o na pol&iacute;tica, num mundo que j&aacute; n&atilde;o o &eacute; mais&raquo;. Frankie Gikandi, de Nairobi, fala sobre &laquo;A responsabilidade pela justi&ccedil;a- &ldquo;O combate contra a pobreza em &Aacute;frica&rdquo;&raquo;. Ela &eacute; educadora e diretora do Kimlea Technical Center que d&aacute; forma&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica a raparigas. O terceiro orador &eacute; Carlos Palma Lema, uruguaio a viver no Porto. Ele falar&aacute; sobre &laquo;A responsabilidade pela paz- &ldquo;A educa&ccedil;&atilde;o para a fraternidade e para a paz&rdquo;&raquo;. Carlos &eacute; coordenador mundial do Living Peace International, projeto de educa&ccedil;&atilde;o para a paz.
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Depois do almo&ccedil;o haver&aacute; 12 ateli&ecirc;s, espalhados pela cidade, sobre F&eacute; e sentido para a vida, Espiritualidade, Territ&oacute;rio, Fam&iacute;lia, Trabalho e Cidadania. O encontro termina com Missa &agrave;s 19h, na S&eacute; de Viseu.
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Este ano, o programa do IV Encontro Nacional de Leigos come&ccedil;a mais cedo com um Festival de Cinema nos dias 19 e 26 de outubro e 2, 9 e 16 de novembro. Os filmes s&atilde;o 0 Homem que Viu o Infinito, Os Olhos de Andr&eacute;, Terra Prometida, O Her&oacute;i de Hacksaw Ridge e Dos Homens e dos Deuses. Todos podem ser vistos gratuitamente pelas 21h, no Pal&aacute;cio do Gelo, em Viseu, com um per&iacute;odo de debate.
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O IV Encontro Nacional dos Leigos inclui tamb&eacute;m um programa para jovens dos 15 aos 35 anos com um concerto com Samuel &Uacute;ria, m&uacute;sico crist&atilde;o. O espet&aacute;culo ser&aacute; na Aula Magna do Instituto Polit&eacute;cnico de Viseu, pelas 21h.
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As inscri&ccedil;&otilde;es j&aacute; podem ser feitas aqui. Quem tiver mais de 23 anos paga 10 euros, entre os 16 e os 23 anos paga 7,50 euros e menores de 16 n&atilde;o pagam. Pode ter mais informa&ccedil;&otilde;es aqui.
Os Encontros Nacionais de Leigos realizam-se desde 2013 e j&aacute; aconteceram em Coimbra, Porto e &Eacute;vora.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Thu, 12 Oct 2017 11:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Proteção Civil promove ação de sensibilização A TERRA TREME</title>
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<description><![CDATA[A &ldquo;Terra Treme&rdquo; esta sexta-feira, 13, &agrave;s 10:13, em Portugal, durante uma a&ccedil;&atilde;o se sensibiliza&ccedil;&atilde;o promovida pela Autoridade Nacional da Prote&ccedil;&atilde;o Civil (ANPC).
A iniciativa surge no &acirc;mbito das comemora&ccedil;&otilde;es do Dia Internacional para a Redu&ccedil;&atilde;o de Cat&aacute;strofes institu&iacute;do pela Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU).
De acordo com a informa&ccedil;&atilde;o disponibilizada pela ANPC, a iniciativa visa capacitar a popula&ccedil;&atilde;o para saber como agir antes, durante e depois de um sismo.

O exerc&iacute;cio consiste na execu&ccedil;&atilde;o de 3 gestos considerados como de autoprote&ccedil;&atilde;o e que podem fazer a diferen&ccedil;a no caso da ocorr&ecirc;ncia de um sismo: BAIXAR &ndash; PROTEGER &ndash; AGUARDAR.
No pr&oacute;ximo dia 13 de manh&atilde;, ao longo de um minuto, os participantes, de forma individual ou coletiva (fam&iacute;lias, escolas, empresas, institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, privadas ou associativas), executam as medidas de seguran&ccedil;a aconselhadas, a partir do local onde se encontrarem.
Para inscri&ccedil;&atilde;o e obten&ccedil;&atilde;o de mais informa&ccedil;&otilde;es sobre o exerc&iacute;cio, a ANPC criou o site www.aterratreme.pt.
Texto: Rita Bruno]]></description>
<pubDate>Wed, 11 Oct 2017 17:03:00 +0100</pubDate>
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<title>Na Ucrânia, «a única esperança está na oração»</title>
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<description><![CDATA[D. Mieczyslaw Mokrzycki, Arcebispo de Lviv, Ucr&acirc;nia, esteve em F&aacute;tima a convite da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre. O seu pa&iacute;s sofre com uma guerra civil h&aacute; anos, e o arcebispo confia que a ora&ccedil;&atilde;o do Ter&ccedil;o e a Mensagem de Nossa Senhora de F&aacute;tima, cujo centen&aacute;rio das apari&ccedil;&otilde;es encerra esta semana, podem ajudar o seu povo. Isso e a press&atilde;o internacional contra a R&uacute;ssia, que poderia e deveria ser mais efetiva da parte dos pol&iacute;tico e do pr&oacute;prio Vaticano, segundo afirma o prelado nesta entrevista.

&nbsp;
Qual &eacute; o significado da Mensagem de F&aacute;tima no contexto da Ucr&acirc;nia?
Quando a Mensagem de F&aacute;tima aqui se revelou h&aacute; j&aacute; 100 anos, chamou o mundo todo &agrave; ora&ccedil;&atilde;o, &agrave; penit&ecirc;ncia e &agrave; convers&atilde;o. Porque, como se sabe, as pessoas nem sempre seguem os Mandamentos de Deus, afastam-se de Deus, e para o mundo pode vir um perigo como o do comunismo. Este pode destruir a Igreja, pode destruir a comunidade. E sabemos que estes Pa&iacute;ses, sobretudo na Europa, se podem converter e voltar-se para Deus com a ora&ccedil;&atilde;o. Com a ora&ccedil;&atilde;o do Ter&ccedil;o, podemos dizer que se salvaram deste grande desastre do comunismo. Por exemplo, na Pol&oacute;nia, o comunismo era mais recente e arruinou a vida da Igreja e da humanidade. Ao contr&aacute;rio, a R&uacute;ssia e todas as suas rep&uacute;blicas foram iludidas e tiveram que viver submetidas a este grande Partido Comunista que destruiu a religi&atilde;o, as igrejas e ainda, podemos dizer, destruiu tamb&eacute;m espiritualmente o homem.
A mensagem de Nossa Senhora de F&aacute;tima, para n&oacute;s ucranianos, &eacute; ainda hoje atual. N. Sra. pede-nos a for&ccedil;a da mudan&ccedil;a e da nossa convers&atilde;o, e sobretudo a ora&ccedil;&atilde;o pela convers&atilde;o da R&uacute;ssia. Neste Pa&iacute;s (em Portugal), a santa M&atilde;e de Deus tamb&eacute;m pediu para que se rezasse pela convers&atilde;o da R&uacute;ssia. Podemos dizer que a R&uacute;ssia &eacute; uma nascente deste mal pelo qual muitos Pa&iacute;ses, precisamente por causa daquele Pa&iacute;s, tanto sofreram.
&nbsp;
Nossa Senhora fala de paz, mas nem todos escutam&hellip;
Sabemos que cada homem tem a sua liberdade. Muitos ligam &agrave; voz de Deus e &agrave; voz da M&atilde;e. Mas apesar de tudo isso, muitos outros s&atilde;o indiferentes, e, porque se encontram bem neste mundo, n&atilde;o querem nem se abrem &agrave;s necessidades dos outros. Esperamos que Nossa Senhora e tamb&eacute;m a for&ccedil;a das ora&ccedil;&otilde;es de todo o mundo possam mudar o seu pensamento.
&nbsp;
Que import&acirc;ncia pode ter a Mensagem de F&aacute;tima nos destinos da Ucr&acirc;nia em guerra?
Nossa Senhora de F&aacute;tima afirmou que podemos alcan&ccedil;ar a paz atrav&eacute;s da ora&ccedil;&atilde;o, da nossa convers&atilde;o e que podemos rezar tamb&eacute;m pela convers&atilde;o da R&uacute;ssia. E na Ucr&acirc;nia vemos, porque n&atilde;o h&aacute; paz, que o problema &eacute; mesmo a R&uacute;ssia, que continua a fazer guerra ao nosso Pa&iacute;s e que at&eacute; anexou uma parte do nosso Pa&iacute;s, a Crimeia, e quer ainda destruir e abusar da independ&ecirc;ncia do nosso Pa&iacute;s, atrav&eacute;s da guerra na regi&atilde;o de Donetsk, no leste.

&nbsp;
Pensa que, com muita ora&ccedil;&atilde;o, a R&uacute;ssia acabar&aacute; por se converter?
Eu acredito e espero que, atrav&eacute;s das ora&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o s&oacute; na R&uacute;ssia mas em toda a Igreja, sobretudo aqui em F&aacute;tima, que junta aqui tanta gente, possa existir a for&ccedil;a para terminar com a guerra no nosso pa&iacute;s.
&nbsp;
Como est&aacute; a vida no pa&iacute;s?
A guerra n&atilde;o trouxe nem paz nem tranquilidade, e trouxe a morte de tantas pessoas, destrui&ccedil;&otilde;es, deporta&ccedil;&otilde;es, e ainda emigra&ccedil;&otilde;es de muitas pessoas. As pessoas d&atilde;o-se conta de que a nossa for&ccedil;a vem apenas da ora&ccedil;&atilde;o. Somente com a ajuda de Deus e com a sua b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o podemos ganhar realmente a paz e vencer o mal.
&nbsp;
Est&aacute; a ser mais dif&iacute;cil as pessoas viverem a sua f&eacute; na Ucr&acirc;nia por causa da guerra?
A Ucr&acirc;nia &eacute; praticamente toda crente, e crist&atilde;, com muitos ortodoxos. S&atilde;o 14 milh&otilde;es de cat&oacute;licos, dos quais um milh&atilde;o e meio s&atilde;o latinos, e hoje temos plena liberdade de professar a nossa f&eacute; e de ir &agrave; igreja. Mas h&aacute; ainda muita gente indiferente; e devemos tentar levar muito mais gente &agrave; Igreja e &agrave; ora&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
Acredita que Nossa Senhora sofre por causa dos seus filhos na Ucr&acirc;nia?
Nossa Senhora pediu que nos convertamos, que mudemos o nosso comportamento, que n&atilde;o ofendamos mais o seu Filho que sofre quando n&oacute;s n&atilde;o somos fi&eacute;is, quando n&atilde;o observamos os mandamentos. Como M&atilde;e, tem no cora&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m todo o povo ucraniano. E espera que tamb&eacute;m neste Pa&iacute;s t&atilde;o crist&atilde;o possa reinar a paz, a bondade e a tranquilidade.
&nbsp;
As pessoas mant&ecirc;m a sua f&eacute; ou, com o passar dos anos, &agrave; medida que a guerra persiste, perdem a sua f&eacute; em Deus?
Durante esta guerra h&aacute; muita gente que cada vez mais se aproxima da Igreja, porque com as pol&iacute;ticas e a diplomacia n&atilde;o se conseguem resultados. Ent&atilde;o, a &uacute;nica esperan&ccedil;a est&aacute; na ora&ccedil;&atilde;o. Observamos cada vez mais pessoas nas igrejas, seja ortodoxas, seja nas da Igreja Cat&oacute;lica. As pessoas finalmente descobriram que a esperan&ccedil;a e a mudan&ccedil;a s&oacute; se alcan&ccedil;am com a ajuda divina.
&nbsp;
Pensa que os bispos poderiam ser mediadores importantes para alcan&ccedil;ar uma plataforma de paz neste conflito?
N&oacute;s podemos falar, e falamos, com os pol&iacute;ticos da Ucr&acirc;nia, e quando nos encontramos com outras personalidades da Europa, falamos deste problema e pedimos que intervenham atrav&eacute;s do mundo internacional. Pedimos que n&atilde;o sejamos esquecidos porque tamb&eacute;m a Ucr&acirc;nia tem direito a ser um Pa&iacute;s independente, de ter as suas fronteiras est&aacute;veis, e de viver em plena dignidade na paz.
&nbsp;
Sentem-se marginalizados pela comunidade internacional?
Infelizmente, podemos dizer assim: nem no l&rsquo;Osservatore Romano se fala disto; no entanto, o Papa assegura-nos, quando o encontramos, que se lembra de n&oacute;s nas suas ora&ccedil;&otilde;es. Mas queremos mais, at&eacute; mesmo da Santa S&eacute;. Queremos que, de vez em quando, dirija um apelo em favor da paz na Ucr&acirc;nia. Recebemos uma ajuda humanit&aacute;ria, mas queremos estar mais presentes no mundo da pol&iacute;tica, e at&eacute; mesmo no Vaticano.
&nbsp;
Entrevista e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Mon, 09 Oct 2017 15:48:00 +0100</pubDate>
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<title>Santarém: D. José Traquina é o novo bispo</title>
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<description><![CDATA[J&aacute; foi nomeado o novo bispo de Santar&eacute;m, o sucessor de D. Manuel Pelino que renunciou por idade. D. Jos&eacute; Traquina, at&eacute; aqui bispo auxiliar da diocese de Lisboa, toma posse no dia 26 de novembro, pelas 16h00, segundo avan&ccedil;a a Ag&ecirc;ncia Ecclesia.


Meios tradicionais s&atilde;o &laquo;insuficientes&raquo;
D. Jos&eacute; Traquina j&aacute; se dirigiu aos diocesanos de Santar&eacute;m. Numa mensagem publicada na p&aacute;gina de internet da diocese, o novo bispo salienta que &laquo;num tempo com tantas mudan&ccedil;as socioculturais em toda a Europa, os meios tradicionais para a transmiss&atilde;o da F&eacute;, em fam&iacute;lia, s&atilde;o insuficientes&raquo;. Da&iacute; que seja &laquo;necess&aacute;rio propor o Evangelho com testemunho e criatividade pastoral&raquo;. D. Jos&eacute; Traquina defende que &laquo;na sequ&ecirc;ncia do caminho percorrido&raquo; agora ser&aacute; discernido o caminho a seguir, &laquo;em comunh&atilde;o com o Papa e com as outras Igrejas Diocesanas, particularmente as que s&atilde;o do nosso pa&iacute;s&raquo;. Por duas vezes, o novo bispo de Santar&eacute;m se refere &agrave; &laquo;necess&aacute;ria aten&ccedil;&atilde;o aos pastores presb&iacute;teros&raquo;. Al&eacute;m deles, D. Jos&eacute; quer dedicar-se especialmente &laquo;&agrave; pastoral vocacional, os jovens, os casais novos, as fam&iacute;lias, os pobres e os que andam mais afastados ou indiferentes, desconhecendo que s&atilde;o muito amados por Deus&raquo;.

Na sua &uacute;ltima carta pastoral, no in&iacute;cio de julho, ainda antes do pedido de ren&uacute;ncia, D. Manuel Pelino j&aacute; dizia aguardar &laquo;um novo timoneiro para presidir ao povo de Deus desta diocese de Santar&eacute;m&raquo;, e estabelecia como prioridades para o tempo que faltava a aplica&ccedil;&atilde;o da Amoris Laetitia, uma exorta&ccedil;&atilde;o que &laquo;abre caminhos novos e temos alguns crit&eacute;rios para dar passos seguros nesta &aacute;rea&raquo;, o S&iacute;nodo dos jovens e a carta pastoral da CEP sobre a renova&ccedil;&atilde;o da catequese, uma &aacute;rea pr&oacute;xima do bispo, por ter sido durante alguns anos o presidente da Comiss&atilde;o Episcopal da Educa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde; e Doutrina da F&eacute;.


Cardeal-patriarca agradece trabalho no Patriarcado
D. Manuel Clemente tamb&eacute;m emitiu uma nota dando conta dando &laquo;os parab&eacute;ns &agrave; Diocese de Santar&eacute;m, t&atilde;o pr&oacute;xima de n&oacute;s pela geografia, a hist&oacute;ria e a atualidade eclesial&raquo;. O cardeal-patriarca de Lisboa est&aacute; certo que D. Jos&eacute; Traquina &laquo;saber&aacute; corresponder inteiramente &agrave;s necessidades e expetativas dos seus novos diocesanos&raquo;. Agradece-lhe o trabalho no Patriarcado de Lisboa, onde diz ter sido e ser &laquo;um aut&ecirc;ntico sacramento de Cristo Pastor no meio do seu povo&raquo;.

D. Jos&eacute; Traquina nasceu em 21 de janeiro de 1954, na freguesia de &Eacute;vora de Alcoba&ccedil;a, no concelho de Alcoba&ccedil;a. Foi ordenado di&aacute;cono, em 1984, e presb&iacute;tero, em 1985. Foi p&aacute;roco em v&aacute;rias par&oacute;quias, sobretudo na zona do Oeste, e ordenado bispo auxiliar do Patriarcado de Lisboa em 1 de junho de 2014. Tem licenciatura em Teologia e a frequ&ecirc;ncia completa do Mestrado em Teologia Pastoral.


Not&iacute;cias relacionadas:
Portugal vai ter novos bispos

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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o/Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna/Patriarcado de Lisboa
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<pubDate>Sat, 07 Oct 2017 12:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Portugal vai ter novos bispos</title>
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<description><![CDATA[Com a morte de D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, bispo do Porto, e a resigna&ccedil;&atilde;o for&ccedil;ada por motivos de sa&uacute;de de D. Il&iacute;dio Leandro, bispo de Viseu, aumenta para seis o n&uacute;mero de dioceses portuguesas que v&atilde;o mudar de bispo diocesano nos pr&oacute;ximos meses. Das 21 dioceses portuguesas, quase um ter&ccedil;o vai mudar de bispo, ou mais, se considerarmos a tradi&ccedil;&atilde;o de algumas acolherem como residenciais bispos que j&aacute; eram residenciais noutras dioceses.


Uma an&aacute;lise das diferentes faixas et&aacute;rias que comp&otilde;em o episcopado portugu&ecirc;s mostra que &eacute; um episcopado envelhecido, numa fase de renova&ccedil;&atilde;o. Dos 28 bispos residenciais e auxiliares, apenas seis t&ecirc;m menos de 60 anos. Do resto, 12 t&ecirc;m entre 60 e 69 anos (D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos faria parte deste grupo, com 69 anos), enquanto dez t&ecirc;m mais de 70 anos. Neste grupo dos mais velhos est&atilde;o tamb&eacute;m concentrados boa parte dos bispos residenciais.
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S&atilde;o seis as dioceses onde ser&aacute; preciso mexer nos pr&oacute;ximos meses. No Porto faleceu D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos e em Viseu D. Il&iacute;dio Leandro renunciou por motivos de sa&uacute;de. Porque atingiram o limite de idade, renunciaram ao cargo D. Manuel Pelino Domingues, de Santar&eacute;m, D. Ant&oacute;nio Carrilho, do Funchal, D. Jos&eacute; Alves, de &Eacute;vora, e D. Am&acirc;ndio Tom&aacute;s, de Vila Real, que completa 75 anos em abril de 2018, embora este &uacute;ltimo possa permanecer mais tempo na diocese, se o Papa Francisco assim o desejar. Apesar de ter completado 75 anos em abril deste ano, o Papa Francisco pediu a D. Ant&oacute;nio Carrilho que se mantivesse por mais um ano &agrave; frente da diocese, pelo que a sucess&atilde;o no Funchal pode ser das &uacute;ltimas a ser decididas. A situa&ccedil;&atilde;o em &Eacute;vora &eacute; diferente: depois de j&aacute; ter completado um ano a mais &agrave; frente da diocese, o Papa Francisco pediu a D. Jos&eacute; Alves que permanecesse &laquo;mais algum tempo&raquo;, sem especificar.
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O bispo mais novo &eacute; D. Jos&eacute; Cordeiro, bispo diocesano de Bragan&ccedil;a-Miranda, e um dos candidatos a trocar de diocese nesta onda de nomea&ccedil;&otilde;es que a&iacute; vem. Com apenas 50 anos, &eacute; acompanhado no grupo dos mais novos por D. Virg&iacute;lio Antunes, bispo de Coimbra e antigo reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, que tem 56 anos. Do outro lado, e excluindo os que j&aacute; pediram resigna&ccedil;&atilde;o, D. Am&acirc;ndio Tom&aacute;s, de Vila Real, com 74, e D. Jorge Ortiga, de Braga, com 73, s&atilde;o os bispos diocesanos mais velhos.
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Os nomes em cima da mesa
No que diz respeito &agrave;s dioceses, &eacute; muito prov&aacute;vel que os lugares de Bispo do Porto e de Arcebispo de &Eacute;vora sejam ocupados por bispos residenciais ou auxiliares de outras dioceses, considerando o tamanho e o desafio pastoral do Porto e a import&acirc;ncia da Arquidiocese de &Eacute;vora.
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Quanto a nomea&ccedil;&otilde;es, Lamego ou Bragan&ccedil;a-Miranda poder&atilde;o perder o seu bispo para o Porto, enquanto D. Francisco Senra Coelho &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o que tem sido falada para &Eacute;vora, considerando o seu historial na diocese. Mas h&aacute; ainda D. Manuel Linda, bispo das For&ccedil;as Armadas, que est&aacute; apenas h&aacute; quatro anos no cargo, mas que pode ser desviado para alguma das dioceses j&aacute; enunciadas.
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Para Funchal, Santar&eacute;m e Viseu &eacute; menos prov&aacute;vel que passem bispos diocesanos, e a Fam&iacute;lia Crist&atilde; sabe que os auxiliares de Lisboa est&atilde;o a ser considerados para Santar&eacute;m e Funchal. No entanto, &eacute; poss&iacute;vel que alguns sacerdotes ou c&oacute;negos, nomeadamente do Patriarcado de Lisboa, possam ser escolhidos para qualquer uma das dioceses.

Dos sacerdotes que poder&atilde;o assumir dioceses, ressalta o nome do C&oacute;nego Isidro, do Patriarcado de Lisboa, e do Pe. Duarte da Cunha, a terminar o seu mandato como secret&aacute;rio-geral do Conselho das Confer&ecirc;ncias Episcopais da Europa, um sacerdote que goza de bastante prest&iacute;gio internacional e que poder&aacute; estar de regresso a Portugal pela via do episcopado.


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&ldquo;Dan&ccedil;a das cadeiras&rdquo; pode obrigar a mexidas noutras dioceses
Dos atuais bispos, D. Jo&atilde;o Marcos e D. Jo&atilde;o Lavrador tomaram posse de Beja e Angra, respetivamente, h&aacute; um ano, D. Jos&eacute; Ornelas de Set&uacute;bal h&aacute; dois e D. Ant&oacute;nio Moiteiro Ramos de Aveiro h&aacute; tr&ecirc;s anos, pelo que ser&aacute; pouco expect&aacute;vel que possam mudar j&aacute; de diocese, embora as vagas deixadas em aberto de forma inesperada no Porto e em Viseu por bispos que ainda teriam muitos anos de episcopado possam tamb&eacute;m obrigar a mexidas inesperadas. D. Jos&eacute; Ornelas chegou a ser falado aquando do processo de nomea&ccedil;&atilde;o do Cardeal-Patriarca de Lisboa, pelo que &eacute; sempre um nome a considerar, mesmo que o pouco tempo em Set&uacute;bal indique que a&iacute; deva permanecer, segundo a Fam&iacute;lia Crist&atilde; p&ocirc;de apurar junto de fontes eclesiais.

&Eacute; tamb&eacute;m importante dizer que, se algum dos bispos auxiliares for chamado para assumir uma diocese, ser&aacute; tamb&eacute;m iniciada nessa diocese o processo de nomea&ccedil;&atilde;o de outro bispo auxiliar, para colmatar a falta desse. Neste momento, Braga, Porto e Lisboa s&atilde;o as &uacute;nicas dioceses que t&ecirc;m bispos auxiliares.
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Os desafios pastorais das dioceses
&Eacute;vora &eacute; uma das arquidioceses mais antigas, datando do ano 303 d.C. N&atilde;o sendo uma das mais medi&aacute;ticas dioceses, em virtude de estar no interior e de sofrer do problema da desertifica&ccedil;&atilde;o da sua popula&ccedil;&atilde;o, o arcebispo de &Eacute;vora &eacute; uma figura de prest&iacute;gio e a diocese representa um imenso desafio pastoral, considerando a reduzida popula&ccedil;&atilde;o e a prolifera&ccedil;&atilde;o de pequenas comunidades isoladas, com popula&ccedil;&atilde;o reduzida e envelhecida.
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A diocese do Porto, por outro lado, &eacute; um desafio bem mais medi&aacute;tico. Os seus &uacute;ltimos bispos, D. Manuel Clemente, hoje Cardeal-Patriarca de Lisboa, e D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, que faleceu recentemente, eram dois dos bispos mais bem cotados no episcopado portugu&ecirc;s e na sociedade civil, e o Porto, que &eacute; diocese desde o S&eacute;c. VI, &eacute; uma das dioceses mais importantes do pa&iacute;s.
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Viseu &eacute; uma diocese que passou por um processo sinodal conduzido por D. Il&iacute;dio Leandro e que tem um caminho e um programa definido, al&eacute;m do novo bispo poder contar com algum apoio da parte do Em&eacute;rito, que deseja manter-se na diocese, embora apenas como p&aacute;roco.
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O Funchal &eacute; uma diocese com caracter&iacute;sticas muito pr&oacute;prias, em virtude de ser um arquip&eacute;lago, e um desafio pastoral grande, principalmente considerando as quest&otilde;es da emigra&ccedil;&atilde;o e retorno de muitos emigrantes, vindos nomeadamente da Venezuela, para al&eacute;m das quest&otilde;es pastorais da pr&oacute;pria ilha.


Em Santar&eacute;m a diocese enfrenta alguns problemas de &iacute;ndole pastoral, com alguns dos sacerdotes contra o rumo que D. Manuel Pelino estava a dar &agrave; diocese. Na sua &uacute;ltima carta pastoral, no in&iacute;cio de julho, ainda antes do seu pedido de ren&uacute;ncia, o prelado j&aacute; falava que aguardava &laquo;um novo timoneiro para presidir ao povo de Deus desta diocese de Santar&eacute;m&raquo;, e estabelecia como prioridades para o tempo que faltava a aplica&ccedil;&atilde;o da Amoris Laetitia, uma exorta&ccedil;&atilde;o que &laquo;abre caminhos novos e temos alguns crit&eacute;rios para dar passos seguros nesta &aacute;rea&raquo;, o S&iacute;nodo dos jovens e a carta pastoral da CEP sobre a renova&ccedil;&atilde;o da catequese, uma &aacute;rea pr&oacute;xima do bispo, por ter sido durante alguns anos o presidente da Comiss&atilde;o Episcopal da Educa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde; e Doutrina da F&eacute;.
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Considerando as idades do resto do episcopado, ser&aacute; de esperar que possam ser escolhidos para bispos, residenciais ou auxiliares, sacerdotes mais novos. Caso contr&aacute;rio, em breve a Igreja em Portugal ter&aacute; de passar por um processo semelhante, com muitos bispos a renunciarem no mesmo per&iacute;odo. Um problema para o Papa resolver.

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Texto: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna, Jo&atilde;o Lopes Cardoso e Patriarcado de Lisboa
Infografia: Infogram
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<pubDate>Wed, 04 Oct 2017 11:51:00 +0100</pubDate>
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<title>Santuário de Fátima recebe relíquia de João Paulo II</title>
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<description><![CDATA[O santu&aacute;rio de F&aacute;tima vai acolher, nos dias 21 e 22 de outubro, uma rel&iacute;quia de S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II, por ocasi&atilde;o da sua mem&oacute;ria lit&uacute;rgica que &eacute; assinalada neste dia.


&laquo;A aceita&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a desta rel&iacute;quia em F&aacute;tima deve-se essencialmente &agrave; liga&ccedil;&atilde;o profunda existente entre S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II e F&aacute;tima, que o Santu&aacute;rio procura tamb&eacute;m sublinhar neste ano do Centen&aacute;rio&raquo;, sublinha um comunicado do Santu&aacute;rio enviado &agrave;s reda&ccedil;&otilde;es. Jo&atilde;o Paulo II foi o papa que mais vezes visitou F&aacute;tima, tr&ecirc;s vezes no total.
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Assim, no s&aacute;bado, dia 21, far-se-&aacute; o acolhimento da rel&iacute;quia na Capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es e a ora&ccedil;&atilde;o do ter&ccedil;o. &laquo;Ap&oacute;s esta celebra&ccedil;&atilde;o, a rel&iacute;quia estar&aacute; exposta na Capela da Ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus, no piso inferior da Bas&iacute;lica da Sant&iacute;ssima Trindade, &agrave; venera&ccedil;&atilde;o dos fi&eacute;is. No dia seguinte a venera&ccedil;&atilde;o ocorrer&aacute; no mesmo local ao longo do dia. Pelas 18h30 tem lugar o acolhimento da rel&iacute;quia na Bas&iacute;lica de Nossa Senhora do Ros&aacute;rio, para a celebra&ccedil;&atilde;o da Missa votiva de S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II&raquo;, explica o Santu&aacute;rio na sua nota.
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S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II esteve ligado, desde a sua inf&acirc;ncia, a Nossa Senhora. Quando foi nomeado bispo, escolheu para as suas armas episcopais, a letra M junto &agrave; cruz e o lema Totus Tuus (Todo Teu), como sinal de total entrega a Maria. E com frequ&ecirc;ncia o ent&atilde;o bispo e cardeal de Crac&oacute;via era visto no Santu&aacute;rio da Virgem Negra de Czestochowa, ajoelhado aos p&eacute;s da Rainha da Pol&oacute;nia. Esta devo&ccedil;&atilde;o ficou mais forte e direcionada &agrave; Virgem de F&aacute;tima depois do atentado sobre a sua vida, que quase o matou, a 13 de maio de 1981.
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&laquo;No ano seguinte ao atentado, veio a F&aacute;tima agradecer esta especial prote&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Vi em tudo o que foi sucedendo &minus; n&atilde;o me canso de o repetir &minus; uma especial prote&ccedil;&atilde;o materna de Nossa Senhora. E por coincid&ecirc;ncia &minus; e n&atilde;o h&aacute; meras coincid&ecirc;ncias nos des&iacute;gnios da Provid&ecirc;ncia divina &minus; vi tamb&eacute;m um apelo e, qui&ccedil;&aacute; uma chamada de aten&ccedil;&atilde;o para a mensagem que daqui partiu&rdquo;&raquo;, disse, na altura, citado pela nota do Santu&aacute;rio.
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Texto: Ricardo Perna (com Santu&aacute;rio de F&aacute;tima)
Foto: Santu&aacute;rio de F&aacute;tima
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<pubDate>Wed, 04 Oct 2017 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Esta política não é para cristãos?</title>
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<description><![CDATA[A rela&ccedil;&atilde;o entre a Igreja e a pol&iacute;tica nem sempre parece muito clara. Ser&aacute; que os crist&atilde;os devem envolver-se na pol&iacute;tica? A Igreja defende que sim: deve haver separa&ccedil;&atilde;o entre Estado e Igreja, mas os crist&atilde;os devem empenhar-se da defesa do bem comum em todas as &aacute;reas.

O Conc&iacute;lio Vaticano II, na Constitui&ccedil;&atilde;o Pastoral Gaudium et spes sobre a Igreja no mundo atual, afirma que &laquo;todos os crist&atilde;os devem tomar consci&ecirc;ncia do papel particular e pr&oacute;prio que lhes cabe na comunidade pol&iacute;tica&raquo;. Assim, &laquo;s&atilde;o chamados a dar o exemplo, cultivando o sentido de responsabilidade e dedica&ccedil;&atilde;o ao bem comum; mostrar&atilde;o, assim, pelos factos, como se pode harmonizar a autoridade com a liberdade, a iniciativa pessoal com a solidariedade e as exig&ecirc;ncias de todo o corpo social, as vantagens da unidade com as diversidades fecundas&raquo; (Gaudium et Spes, n.&ordm; 75).

Pol&iacute;tica como caridade?
O Papa Paulo VI dizia mesmo que a pol&iacute;tica &eacute; a forma mais perfeita de caridade. Em 2002, a Congrega&ccedil;&atilde;o para a Doutrina da F&eacute;, sob a lideran&ccedil;a de Joseph Ratzinger, publicou uma Nota doutrinal sobre algumas quest&otilde;es relativas &agrave; participa&ccedil;&atilde;o e comportamento dos cat&oacute;licos na vida pol&iacute;tica.&nbsp; A&iacute; se afirma que &laquo;os fi&eacute;is leigos n&atilde;o podem de maneira nenhuma abdicar de participar na &ldquo;pol&iacute;tica&rdquo;, ou seja, na mult&iacute;plice e variada a&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica, social, legislativa, administrativa e cultural, destinada a promover de forma org&acirc;nica e institucional o bem comum&raquo;. Jo&atilde;o Paulo II, muitas vezes, desafiou e exortou os pol&iacute;ticos crist&atilde;os a oporem-se a leis que fossem ou sejam um &laquo;atentado &agrave; vida humana&raquo;. Diz a nota pastoral da Congrega&ccedil;&atilde;o para a Doutrina da F&eacute; que &laquo;vale a impossibilidade de participar em campanhas de opini&atilde;o em favor de semelhantes leis, n&atilde;o sendo a ningu&eacute;m consentido apoi&aacute;-las com o pr&oacute;prio voto&raquo;.

Foi S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II quem declarou Santo Tom&aacute;s More padroeiro dos governantes e dos pol&iacute;ticos. Este santo dizia que &laquo;o homem n&atilde;o pode ser separado de Deus, nem a pol&iacute;tica da moral&raquo;. Chegou a ocupar cargos importantes em Inglaterra, mas morreu m&aacute;rtir por se recusar a reconhecer o div&oacute;rcio de Henrique VIII e a ideia de uma igreja liderada pelo rei e n&atilde;o pelo Papa de Roma.

O bem comum acima de partidos
A Igreja defende que &laquo;perante exig&ecirc;ncias &eacute;ticas fundamentais e irrenunci&aacute;veis, os crentes t&ecirc;m, efetivamente, de saber que est&aacute; em jogo a ess&ecirc;ncia da ordem moral, que diz respeito ao bem integral da pessoa&raquo;. Na carta enc&iacute;clica Deus Caritas est, o Papa Bento XVI afirma que a a&ccedil;&atilde;o crist&atilde; &laquo;deve ser independente de partidos e de ideologias&raquo;, porque &eacute; &laquo;atualiza&ccedil;&atilde;o aqui e agora daquele amor de que o Homem tem sempre necessidade&raquo; (n.&ordm; 31b).

O atual Papa tem falado bastante sobre este tema. Na Evangelii gaudium, Francisco defende que &laquo;a pol&iacute;tica, t&atilde;o denegrida, &eacute; uma sublime voca&ccedil;&atilde;o, &eacute; uma das formas mais preciosas da caridade, porque busca o bem comum&raquo; (n.&ordm; 205). No pref&aacute;cio do DOCAT, pediu aos jovens &laquo;Ide tamb&eacute;m para a pol&iacute;tica e lutai pela justi&ccedil;a e pela dignidade humana, sobretudo dos mais pobres.&raquo;
Tamb&eacute;m num encontro com crian&ccedil;as e jovens de movimentos jesu&iacute;tas, o Papa Francisco defendeu que &laquo;envolver-se na pol&iacute;tica &eacute; uma obriga&ccedil;&atilde;o para um crist&atilde;o&raquo;, e que n&atilde;o se deve fazer como Pilatos e lavar as m&atilde;os. Francisco admite dificuldades para os crist&atilde;os que se envolvem na pol&iacute;tica. &laquo;Dir-me-&atilde;o: n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil. Mas tamb&eacute;m n&atilde;o o &eacute; tornar-se padre. A pol&iacute;tica &eacute; demasiado suja, mas &eacute; suja porque os crist&atilde;os n&atilde;o se implicaram com o esp&iacute;rito evang&eacute;lico. &Eacute; f&aacute;cil atirar culpas... mas eu, que fa&ccedil;o? Trabalhar para o bem comum &eacute; dever de crist&atilde;o.&raquo;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Imagem: Nuno Almeida
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<pubDate>Thu, 28 Sep 2017 12:00:00 +0100</pubDate>
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<title>250 milhões para reconstruir o Iraque cristão</title>
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<description><![CDATA[&laquo;O regresso &agrave;s ra&iacute;zes&raquo; &eacute; o t&iacute;tulo do ambicioso projeto de 250 milh&otilde;es de d&oacute;lares da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre (AIS) que ser&aacute; apresentado hoje, em Roma, pelo presidente do organismo, o Cardeal Mauro Piacenza, na Universidade Pontif&iacute;cia Lateranense. O projeto visa a reconstru&ccedil;&atilde;o das aldeias e povoados crist&atilde;os destru&iacute;dos ou parcialmente danificados durante a ocupa&ccedil;&atilde;o da chamada Plan&iacute;cie de N&iacute;nive pelos jihadistas do autoproclamado Estado Isl&acirc;mico.

&nbsp;
Catarina Martins, presidente da Funda&ccedil;&atilde;o AIS em Portugal, j&aacute; tinha referido &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; que este seria uma esp&eacute;cie de Plano Marshall, numa refer&ecirc;ncia ao plano de reconstru&ccedil;&atilde;o da Europa depois da II Guerra Mundial. &laquo;Neste momento estamos com uma esp&eacute;cie de Plano Marshall para a reconstru&ccedil;&atilde;o do Iraque. Pegar nas fam&iacute;lias que em 2014 fugiram de suas casas e foram para Ankawa e Erbil, e ajud&aacute;-las a regressar aos seus locais de origem, maioritariamente fam&iacute;lias crist&atilde;s&raquo;, explicava Catrina Martins nessa entrevista.
&nbsp;
S&atilde;o 250 milh&otilde;es de d&oacute;lares que ir&atilde;o ser colocados &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o para a reconstru&ccedil;&atilde;o de mais de 12 mil casas que ficaram queimadas, completamente ou parcialmente destru&iacute;das, num total de cerca de 95 mil pessoas afetadas, estima a organiza&ccedil;&atilde;o. Para al&eacute;m das casas, h&aacute; as estruturas ligadas diretamente &agrave; Igreja. Entre templos, conventos, salas paroquiais, semin&aacute;rios e jardins-de-inf&acirc;ncia, por exemplo, foram j&aacute; identificados 363 edif&iacute;cios que necessitam de interven&ccedil;&atilde;o urgente. J&aacute; em mar&ccedil;o t&iacute;nhamos dado conta dos trabalhos de levantamento de necessidades que apontavam para este elevado n&uacute;mero de casas destru&iacute;das.
&nbsp;
O plano de reconstru&ccedil;&atilde;o &eacute; um esfor&ccedil;o conjunto entre as v&aacute;rias confiss&otilde;es crist&atilde;s da regi&atilde;o. Para a concretiza&ccedil;&atilde;o deste projeto, foi criado um Comit&eacute; para a Reconstru&ccedil;&atilde;o da Plan&iacute;cie de N&iacute;nive, que engloba, al&eacute;m da Funda&ccedil;&atilde;o AIS, representantes de todas as igrejas iraquianas, t&eacute;cnicos de engenharia, arquitetos e gestores.
&nbsp;
O plano procura dar resposta aos milhares de crist&atilde;os deslocados que demonstraram vontade em regressar &agrave;s suas casas. O relat&oacute;rio do projeto enviado &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; explica que num primeiro inqu&eacute;rito feito em novembro de 2016 apenas 3,28% da popula&ccedil;&atilde;o afetada queria regressar a casa, numa altura em que a situa&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o era fr&aacute;gil e ainda havia combates a decorrer. Depois, em fevereiro deste ano, um novo inqu&eacute;rito mostrou que 41% da popula&ccedil;&atilde;o mostrava vontade de regressar, uma vez que a situa&ccedil;&atilde;o estava mais calma. &laquo;A Funda&ccedil;&atilde;o AIS espera que este n&uacute;mero aumente nos pr&oacute;ximos meses &agrave; medida que as fam&iacute;lias vejam os trabalhos de reconstru&ccedil;&atilde;o que j&aacute; est&atilde;o a ter lugar&raquo;, refere o mesmo relat&oacute;rio.
&nbsp;
A organiza&ccedil;&atilde;o enviou um comunicado onde informa que a confer&ecirc;ncia de hoje permitir&aacute; fazer &laquo;uma avalia&ccedil;&atilde;o dos enormes desafios que a comunidade crist&atilde; enfrenta na regi&atilde;o, n&atilde;o s&oacute; no que diz respeito ao projeto de reconstru&ccedil;&atilde;o de casas particulares, edif&iacute;cios da Igreja e infraestruturas, mas tamb&eacute;m das quest&otilde;es relacionadas com a seguran&ccedil;a das popula&ccedil;&otilde;es, desminagem de vias de acesso e de localidades que estiveram ocupadas pelos jihadistas&raquo;, e acrescentam que o Papa Francisco &laquo;tem acompanhado diretamente este enorme esfor&ccedil;o humanit&aacute;rio, que &eacute; o resultado da generosidade dos benfeitores da Funda&ccedil;&atilde;o AIS para com estas popula&ccedil;&otilde;es&raquo;.
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Texto: Ricardo Perna
Fotos: Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre
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<pubDate>Thu, 28 Sep 2017 10:38:00 +0100</pubDate>
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<title>Autárquicas: Respostas para (quase) todas as perguntas</title>
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<description><![CDATA[Sabe quanto custam as elei&ccedil;&otilde;es aut&aacute;rquicas? Quem pode votar acompanhado? E que documentos precisa levar para a assembleia de voto? Damos-lhe as respostas para algumas das perguntas mais comuns.


&ndash; Quanto custam as elei&ccedil;&otilde;es?

De acordo com uma not&iacute;cia do Di&aacute;rio de Not&iacute;cias, que teve acesso a documenta&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Administra&ccedil;&atilde;o Interna, sair&atilde;o dos cofres do Estado 45,9 milh&otilde;es de euros. Deste valor 38,4 milh&otilde;es de euros s&atilde;o para financiar as candidaturas e 7,5 milh&otilde;es para custos operacionais.
&nbsp;
&ndash; Como se processa o financiamento p&uacute;blico das campanhas?

A lei de financiamento de partidos pol&iacute;ticos e campanhas eleitorais prev&ecirc;, no artigo 29.&ordm; que os partidos pol&iacute;ticos ou grupos de cidad&atilde;os tenham direito a uma subven&ccedil;&atilde;o do Estado para a cobertura das despesas da campanha eleitoral. No caso das elei&ccedil;&otilde;es aut&aacute;rquicas, &laquo;t&ecirc;m direito &agrave; subven&ccedil;&atilde;o prevista neste artigo os partidos, coliga&ccedil;&otilde;es e grupos de cidad&atilde;os eleitores que concorram simultaneamente aos dois &oacute;rg&atilde;os do munic&iacute;pio e obtenham representa&ccedil;&atilde;o de pelo menos um elemento diretamente eleito ou, no m&iacute;nimo, 2% dos votos em cada sufr&aacute;gio&raquo;. O valor depende do n&uacute;mero de eleitores.

&ndash; Quem pode votar acompanhado?

S&oacute; pode votar acompanhado quem tenha uma doen&ccedil;a ou defici&ecirc;ncia f&iacute;sica not&oacute;ria que a impossibilite de votar sozinha. S&atilde;o acompanhadas por um cidad&atilde;o eleitor que escolhem e que fica obrigado a guardar sigilo. Se a mesa de voto entender que n&atilde;o &eacute; not&oacute;ria a doen&ccedil;a ou defici&ecirc;ncia f&iacute;sica pode exigir atestado comprovativo. Tem de ser emitido pelo m&eacute;dico de autoridade sanit&aacute;ria do munic&iacute;pio. Nessa situa&ccedil;&atilde;o, os eleitores devem ir aos centros de sa&uacute;de que, nesse dia, est&atilde;o abertos das 8h &agrave;s 19horas.

&ndash; E votar antecipadamente, &eacute; poss&iacute;vel? Como fazer?

O voto antecipado &eacute; poss&iacute;vel para quem por motivos profissionais, de estudo, internamento hospitalar ou pris&atilde;o n&atilde;o se possa deslocar &agrave; assembleia de voto no dia das elei&ccedil;&otilde;es aut&aacute;rquicas. Os estudantes e profissionais t&ecirc;m de ir at&eacute; 26 de setembro &agrave; C&acirc;mara Municipal e levar o cart&atilde;o de cidad&atilde;o, ficha ou cart&atilde;o de eleitor e um documento comprovativo do impedimento. Depois vota no local, diante do Presidente de C&acirc;mara. Os votos s&atilde;o colocados em envelopes lacrados e enviados para a Assembleia de voto do eleitor. J&aacute; os presos e doentes internados t&ecirc;m de apresentar um requerimento ao presidente da C&acirc;mara at&eacute; 11 de setembro.

&ndash; Que documentos preciso levar?

O eleitor deve apresentar o Bilhete de Identidade ou Cart&atilde;o de Cidad&atilde;o e indicar o n.&ordm; de eleitor e o seu nome. Se n&atilde;o tiver o documento pode ser identificado por outros dois eleitores sob compromisso de honra ou se for reconhecido de forma un&acirc;nime pelos membros da mesa de voto.
&nbsp;
&ndash; Perdi o cart&atilde;o de eleitor e n&atilde;o sei o n&uacute;mero. E agora?

Pode ir &agrave; p&aacute;gina de internet em www.recenseamento.mai.gov.pt para saber o seu n&uacute;mero. Pode faz&ecirc;-lo por SMS, escrevendo RE n.&ordm; identifica&ccedil;&atilde;o civil data de nascimento (anom&ecirc;sdia) ou na sua Junta de Freguesia que dever&aacute; estar aberta no dia da elei&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
&ndash; A que horas posso votar?
As assembleias de voto est&atilde;o abertas das 8h00 &agrave;s 19h00.

&ndash; Tenho 17 anos. Posso recensear-me?

Desde h&aacute; algum tempo, os cidad&atilde;os nacionais que tenham 17 anos e tenham cart&atilde;o de cidad&atilde;o s&atilde;o automaticamente inscritos no recenseamento eleitoral a t&iacute;tulo provis&oacute;rio na freguesia da morada (art.&ordm; 3.&ordm; e art.&ordm; 34.&ordm;, n.&ordm; 1 da Lei do RE). Os cidad&atilde;os estrangeiros podem voluntariamente recensear-se eleitoralmente aos 17 anos de idade (art.&ordm;s 2.&ordm; e 4.&ordm; da LEOAL e art.&ordm; 3.&ordm; n.&ordm; 2 e art.&ordm; 27.&ordm;, n&ordm;s 1 e 3 da Lei do RE). Podem votar se completarem os 18 anos at&eacute; ao dia das elei&ccedil;&otilde;es.

&ndash; Como sei o meu local de vota&ccedil;&atilde;o?
Pode obter essa informa&ccedil;&atilde;o, na semana anterior ao ato eleitoral:
na Junta de Freguesia;
na C&acirc;mara Municipal;
atrav&eacute;s da Internet (https://www.recenseamento.mai.gov.pt); ou
por SMS (escreva a seguinte msg: RE &lt;espa&ccedil;o&gt; n.&ordm; de Identifica&ccedil;&atilde;o civil sem check.digito &lt;espa&ccedil;o&gt; data de nascimento AAAAMMDD exemplo: RE 1444880 19531007 e marque 3838), nos 15 dias anteriores ao dia da elei&ccedil;&atilde;o ou referendo.

&ndash; Tenho de votar para C&acirc;mara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleia de freguesia?

Se n&atilde;o pretender votar para alguns dos &oacute;rg&atilde;os, deve informar a mesa e n&atilde;o recebe boletim de voto nesse &oacute;rg&atilde;o. Fica registado na ata como absten&ccedil;&atilde;o.

&ndash; O que &eacute; um voto nulo?

O voto nulo &eacute; aquele que tenha uma cruz em mais do que um quadrado ou em que n&atilde;o fique claro qual o assinalado. Tamb&eacute;m s&atilde;o considerados votos nulos os em candidaturas rejeitadas ou que tenham desistido, os boletins com cortes, desenhos, rasuras ou palavras escritas ou o voto antecipado que n&atilde;o chegue nas condi&ccedil;&otilde;es previstas na lei.
&nbsp;
&ndash; O que &eacute; um voto em branco?

Como a pr&oacute;pria express&atilde;o diz, &eacute; um boletim em branco, sem qualquer sinal em qualquer quadrado.

&ndash; Os votos em branco e os votos nulos influenciam os resultados eleitorais?

Embora ainda haja muitas pessoas que achem que sim, a verdade &eacute; que n&atilde;o contam por serem inv&aacute;lidos.
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;

Informa&ccedil;&atilde;o recolhida por Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o

Imagem: PTFreeimages/Bob Smith
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<pubDate>Tue, 26 Sep 2017 12:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Faleceu D. Manuel Martins, o «bispo vermelho»</title>
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<description><![CDATA[D. Manuel Martins, primeiro bispo de Set&uacute;bal, faleceu hoje aos 90 anos de idade, anunciou a diocese sadina. &laquo;Deus acaba de chamar a si o primeiro Bispo da nossa Diocese de Set&uacute;bal, D. Manuel Martins. Faleceu hoje, &agrave;s 14h05, acompanhado dos seus familiares e ap&oacute;s receber a Santa Un&ccedil;&atilde;o&raquo;, informa a Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, citando uma nota da diocese.


Conhecido como &quot;bispo vermelho&quot;, nunca deixou que o apelido o impedisse de seguir o seu trabalho. O seu bi&oacute;grafo, Ant&oacute;nio Sousa Duarte, conta ao jornal Observador que o vermelho, para ele, significava algo de diferente. &laquo;Ele dizia-me: &quot;se &eacute; verdade que eu sou o bispo vermelho &eacute; porque tenho as m&atilde;os manchadas de sangue dos que sofrem, daqueles que eu tento ajudar&rdquo;&raquo;, contou o autor ao jornal.

O prelado faleceu na Maia, Diocese do Porto, em casa de familiares.

D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga, reagiu &agrave; not&iacute;cia com uma mensagem publicada atrav&eacute;s da sua conta na rede social Twitter: &laquo;D. Manuel Martins, descanse em paz. Os pobres e os trabalhadores t&ecirc;m um intercessor no c&eacute;u&raquo;.

O porta-voz da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), padre Manuel Barbosa, lembrou a &laquo;profunda humanidade&raquo; do bispo em&eacute;rito de Set&uacute;bal, D. Manuel Martins, que morreu hoje, aos 90 anos de idade. &laquo;A profunda humanidade, a aten&ccedil;&atilde;o permanente &agrave;s pessoas, a intransigente defesa dos direitos humanos e dos valores evang&eacute;licos, a extrema dedica&ccedil;&atilde;o &agrave;s gentes de Set&uacute;bal durante os seus 23 anos como Pastor da Diocese, os servi&ccedil;os que prestou a toda a Igreja em Portugal permanecem entre n&oacute;s como intenso testemunho da sua fecunda vida de Pastor&raquo;, refere o secret&aacute;rio da CEP em comunicado enviado &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA.

O padre Manuel Barbosa manifesta a &laquo;comunh&atilde;o de ora&ccedil;&atilde;o amiga para com D. Manuel e a solidariedade para com os seus familiares&raquo;.

O presidente da Rep&uacute;blica, Marcelo Rebelo de Sousa, recorda um homem &laquo;sempre atento &agrave; luta pela liberdade&raquo;. &laquo;O senhor Dom Manuel Martins, representou, para a Igreja Portuguesa, a proje&ccedil;&atilde;o da linhagem do senhor Dom Ant&oacute;nio Ferreira Gomes no mundo do trabalho, em &aacute;reas sociais particularmente complexas, sempre atento &agrave; luta pela liberdade contra a opress&atilde;o e pela igualdade contra a injusti&ccedil;a. Em homenagem ao princ&iacute;pio da dignidade da pessoa&raquo;, escreve Marcelo Rebelo de Sousa, numa mensagem divulgada pela Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica.

Uma vida de entrega &agrave; miss&atilde;o
D. Manuel Martins foi o primeiro bispo nomeado para a ent&atilde;o rec&eacute;m-criada Diocese de Set&uacute;bal, onde iniciou o seu minist&eacute;rio episcopal no dia 26 de outubro de 1975.

O falecido bispo nasceu a 20 de janeiro de 1927, em Le&ccedil;a do Balio, concelho de Matosinhos; foi ordenado sacerdote em 1951, ap&oacute;s a forma&ccedil;&atilde;o nos semin&aacute;rios do Porto, seguindo-se a frequ&ecirc;ncia do curso de Direito Can&oacute;nico na Universidade Gregoriana, em Roma.

P&aacute;roco da Cedofeita, no Porto, entre 1960 e 1969, D. Manuel Martins foi nomeado vig&aacute;rio-geral da diocese nortenha em 1969, antes de seguir para Set&uacute;bal.

D. Manuel Martins foi presidente da Comiss&atilde;o Episcopal da A&ccedil;&atilde;o Social e Caritativa, bem como da Comiss&atilde;o Episcopal das Migra&ccedil;&otilde;es e Turismo, na Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa; foi ainda presidente da Sec&ccedil;&atilde;o Portuguesa da Pax Christi e da Funda&ccedil;&atilde;o SPES.

No dia 23 de abril de 1998, o Papa Jo&atilde;o Paulo II aceitou o seu pedido de resigna&ccedil;&atilde;o ao cargo de bispo de Set&uacute;bal.

O bispo em&eacute;rito foi agraciado com a gr&atilde;-cruz da Ordem de Cristo, durante as comemora&ccedil;&otilde;es do 10 de junho de 2007, em Set&uacute;bal, e com o galard&atilde;o dos Direitos Humanos da Assembleia da Rep&uacute;blica, a 10 de dezembro de 2008.

Em maio de 2015, D. Manuel Martins foi condecorado com a medalha da Ordem de Timor-Leste, pelo papel que teve na restaura&ccedil;&atilde;o da independ&ecirc;ncia deste pa&iacute;s.

Em mar&ccedil;o deste ano, o presidente da Rep&uacute;blica Portuguesa saudou o percurso de vida de D. Manuel Martins, bispo em&eacute;rito de Set&uacute;bal, que completou 90 anos a 20 de janeiro.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna (com Ag&ecirc;ncia Ecclesia e Observador)
Foto: Diocese de Set&uacute;bal
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<pubDate>Sun, 24 Sep 2017 18:22:00 +0100</pubDate>
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<title>Autárquicas 2017: Sabe quanto ganha o seu autarca?</title>
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<description><![CDATA[Quando se aproximam as elei&ccedil;&otilde;es, h&aacute; sempre quem diga que come&ccedil;ou a &quot;corrida pelo tacho&quot;. Mas sabe, realmente, quanto ganham os presidentes de Junta e de C&acirc;mara? Isso est&aacute; definido e &eacute; p&uacute;blico, embora muitas pessoas desconhe&ccedil;am e n&atilde;o saibam onde procurar a informa&ccedil;&atilde;o. O pagamento &eacute; definido tendo por base o n&uacute;mero de eleitores do territ&oacute;rio em causa e o modo como o autarca exerce as fun&ccedil;&otilde;es (exclusividade ou n&atilde;o). O valor da remunera&ccedil;&atilde;o &eacute; uma percentagem do vencimento do Presidente da Rep&uacute;blica (&euro; 7630,33 sem redu&ccedil;&atilde;o de 5% exigida pela lei para os cargos pol&iacute;ticos).


Quase 90% dos presidentes de Junta n&atilde;o recebem ordenado
Das 3091 Juntas de Freguesia, s&oacute; 412 t&ecirc;m um n&uacute;mero de eleitores que determina que o presidente deve ser pago. A remunera&ccedil;&atilde;o depende do n&uacute;mero de eleitores. Aqui, e na imagem ao lado, pode ver o que a Dire&ccedil;&atilde;o-Geral das Autarquias Locais define para todos os casos, em fun&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de eleitores &agrave; data das &uacute;ltimas elei&ccedil;&otilde;es gerais aut&aacute;rquicas. O art.&ordm; 27.&ordm;, n.os 1 e 2 da Lei n.&ordm; 169/99, de 18 de setembro, e o art.&ordm; 10.&ordm; da Lei n.&ordm; 11/96 definem que as freguesias com mais de 10 mil eleitores ou as que tenham mais de sete mil mas 100 km2 de &aacute;rea, podem ter um presidente de Junta a exercer o mandato a tempo inteiro e a ser pago por isso. Recebe, em exclusividade &euro; 1678,67. No total, s&atilde;o 224 as que se encontram nesta situa&ccedil;&atilde;o. O Or&ccedil;amento do Estado paga remunera&ccedil;&atilde;o, despesas de representa&ccedil;&atilde;o nos 12 meses do ano, Seguran&ccedil;a Social e subs&iacute;dio de refei&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
J&aacute; 188 freguesias t&ecirc;m presidentes em regime de tempo parcial. Estes recebem metade da remunera&ccedil;&atilde;o de tempo inteiro.
&nbsp;


E os autarcas de munic&iacute;pios?
Os presidentes de C&acirc;mara de Lisboa e do Porto, em exclusividade, recebem recebem 55% do vencimento do Presidente da Rep&uacute;blica. Ou seja, &euro; 3986,85&nbsp; de remunera&ccedil;&atilde;o mensal e subs&iacute;dio de f&eacute;rias e de Natal e &euro; 1222,07&nbsp; em despesas de representa&ccedil;&atilde;o 12 meses por ano. Nas outras C&acirc;maras Municipais depende do n&uacute;mero de eleitores. Se tiver 40 mil ou mais eleitores, o presidente de C&acirc;mara em exclusividade ganha &euro; 3624,41&nbsp; (14 meses) + &euro; 1110,97&nbsp; (de despesas de representa&ccedil;&atilde;o). Se n&atilde;o exercer em exclusividade recebe metade desses valores.

Munic&iacute;pios com n&uacute;mero de eleitores entre os 10 e os 40 mil pagam aos autarcas &euro; 3261,97&nbsp; (14 meses) e &euro; 999,88&nbsp; (12 meses de despesas de representa&ccedil;&atilde;o). Os restantes munic&iacute;pios pagam &euro; 2899,53&nbsp; de remunera&ccedil;&atilde;o e &euro; 888,78&nbsp; de despesas de representa&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
Os vereadores podem ganhar entre &euro; 3189,48&nbsp; + &euro; 651,77&nbsp; em Lisboa e Porto, e &euro; 2319,62&nbsp; + &euro; 474,02&nbsp; nos munic&iacute;pios mais pequenos. Pode conferir todas as situa&ccedil;&otilde;es previstas no documento da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral das Autarquias Locais dispon&iacute;vel aqui e na imagem em baixo. &nbsp;
&nbsp;
Nas Assembleias Municipais, h&aacute; tamb&eacute;m direito a receber senhas de presen&ccedil;a. O valor corresponde a uma percentagem do vencimento do presidente de C&acirc;mara em regime de exclusividade. Os vereadores e outros membros recebem 2%, o presidente da Assembleia Municipal 3% e os secret&aacute;rios da Assembleia Municipal 2,5%.

Nas freguesias, a remunera&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; calculada em fun&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de eleitores. Se tiver 20 mil ou mais eleitores, um presidente de Junta, em exclusividade, recebe &euro; 1907,58 + &euro; 555,49 (despesas de representa&ccedil;&atilde;o). J&aacute; as que t&ecirc;m menos de cinco mil eleitores pagam a um presidente em regime de exclusividade &euro; 1220,85 &euro; + &euro; 355,52. Al&eacute;m disso, os membros da Assembleia de Freguesia recebem senhas de presen&ccedil;a por cada reuni&atilde;o em que participam.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Imagem: FreeimagesPT/StarLight
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<pubDate>Thu, 21 Sep 2017 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Bispo de Viseu resigna por motivos de saúde</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco aceitou esta quarta-feira a resigna&ccedil;&atilde;o do bispo de Viseu, por motivos de sa&uacute;de. A not&iacute;cia avan&ccedil;ada pela R&aacute;dio Renascen&ccedil;a indica que ap&oacute;s ter sido sido submetido a uma cirurgia &agrave; tir&oacute;ide no final do m&ecirc;s de Julho D. Il&iacute;dio Leandro renovou o pedido de resigna&ccedil;&atilde;o que j&aacute; tinha feito anteriormente.


Em declara&ccedil;&otilde;es exclusivas &agrave; Renascen&ccedil;a, D. Il&iacute;dio explica que o seu estado de sa&uacute;de come&ccedil;ou a agravar-se h&aacute; sete anos quando sofreu um AVC, &laquo;que foi sendo progressivo nas consequ&ecirc;ncias&raquo;. &laquo;Dado o meu estado de sa&uacute;de pedi a resigna&ccedil;&atilde;o h&aacute; tr&ecirc;s anos. N&atilde;o foi aceite na altura, mas agora renovei, porque sobretudo a n&iacute;vel de mem&oacute;ria e de capacidades que s&atilde;o necess&aacute;rias para conduzir a diocese, sinto-me com grandes dificuldades para levar a cabo a minha miss&atilde;o&raquo;, afirmou.

As not&iacute;cias do seu estado de sa&uacute;de d&eacute;bil j&aacute; come&ccedil;avam a ser conhecidas, uma vez que tamb&eacute;m estava prevista a sua presen&ccedil;a no encerramento dos trabalhos do XXXI Encontro da Pastoral Social que decorre at&eacute; amanh&atilde;, quinta-feira, em F&aacute;tima.

O bispo espera vir a ser substitu&iacute;do at&eacute; Junho de 2018, o mais tardar, mas gostaria que fosse mais cedo. &laquo;Por isso pedi a resigna&ccedil;&atilde;o, que agora foi aceite, e estou &agrave; espera que o processo da minha substitui&ccedil;&atilde;o v&aacute; at&eacute; ao fim para, brevemente, assim espero, seja indicado o meu sucessor. &Eacute; poss&iacute;vel que seja at&eacute; ao fim do ano pastoral, isto &eacute;, em Junho, O meu desejo &eacute; que fosse at&eacute; ao final do ano civil, porque sinto que a diocese ganharia com a minha substitui&ccedil;&atilde;o mais breve.&raquo;

O pedido de resigna&ccedil;&atilde;o foi aceite mas o Bispo de Viseu garante que vai continuar a estar ligado de forma profunda a diocese. &laquo;Enquanto Deus quiser continuo, e continuo para ser uma ajuda. Por isso ao Papa disse que gostaria de continuar como p&aacute;roco, deixando de ser o bispo da diocese. Quero continuar a servir a Igreja e a sociedade enquanto puder&raquo;.

D. Il&iacute;dio Leandro foi ordenado bispo a 23 de Julho de 2006, depois de ter sido nomeado por Bento XVI como sucessor de D. Ant&oacute;nio Marto na Diocese de Viseu.

O bispo de Viseu promoveu a partir de 2010 um S&iacute;nodo Diocesano, cujas conclus&otilde;es foram apresentadas em 2016 como &ldquo;a base para os planos pastorais dos pr&oacute;ximos 10 anos&rdquo;.

D. Il&iacute;dio Leandro nasceu a 4 de dezembro de 1950, em Rio de Mel, Distrito e Diocese de Viseu; terminados os estudos em Filosofia e Teologia, no Semin&aacute;rio Maior de Viseu, recebeu a ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal a 25 de dezembro de 1973, na Catedral de Viseu.

Na Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, D. Il&iacute;dio Leandro &eacute; atualmente vogal da Comiss&atilde;o Episcopal do Laicado e Fam&iacute;lia.
&nbsp;
Texto: R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e Ag&ecirc;ncia Ecclesia
Foto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Wed, 20 Sep 2017 14:16:00 +0100</pubDate>
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<title>Mudar de sexo aos 16 anos?</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/mudar-de-sexo-aos-16-anos</link>
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<description><![CDATA[Um jovem de 16 anos pode mudar de sexo e nome no registo civil sem qualquer relat&oacute;rio m&eacute;dico? Se as propostas forem aprovadas, sim. Os deputados da Assembleia da Rep&uacute;blica discutiram ao in&iacute;cio da tarde uma proposta de lei do Governo e dois projetos de resolu&ccedil;&atilde;o do Bloco de Esquerda e do PAN sobre &laquo;autodetermina&ccedil;&atilde;o da identidade de g&eacute;nero&raquo;. (Se clicar em cima de cada um ter&aacute; os textos das propostas.) Em comum as tr&ecirc;s propostas estabelecem que pessoas com 16 anos ou mais possam pedir a mudan&ccedil;a de sexo e de nome no registo civil. At&eacute; agora era preciso um relat&oacute;rio m&eacute;dico e s&oacute; era permitido a maiores de idade.



Al&eacute;m disso, a proposta de lei do Governo pro&iacute;be cirurgias ou interven&ccedil;&otilde;es medicamentosas para determinar o sexo a rec&eacute;m-nascidos e crian&ccedil;as que n&atilde;o tenham nascido com sexo definido. A ser aprovada, estas crian&ccedil;as podem escolher o sexo aos 16 anos, se j&aacute; souberem com qual se identificam.

Eduardo Cabrita, ministro-adjunto do primeiro-ministro, afirma que se trata de &laquo;direitos humanos&raquo; e &laquo;do direito &agrave; felicidade de cidad&atilde;os que est&atilde;o entre n&oacute;s&raquo;. O ministro defendeu que a proposta de lei do Governo &laquo;salvaguarda o direito a que se separe a identifica&ccedil;&atilde;o com g&eacute;nero que possa n&atilde;o coincidir com a realidade biol&oacute;gica origin&aacute;ria, respeitando o processo de desenvolvimento da personalidade e consci&ecirc;ncia de g&eacute;nero, estabelece que no ensino b&aacute;sico nenhuma crian&ccedil;a pode ser discriminada por ser identificada por uma forma diferente do registo civil&raquo;.

&laquo;N&atilde;o vota nem bebe mas pode mudar de sexo?&raquo;, questionam PSD e CDS
PSD e CDS criticaram fortemente os projetos e a proposta de lei. V&acirc;nia Dias da Silva, do CDS, defendeu que &laquo;a quest&atilde;o n&atilde;o se resolve tomando a parte pelo todo&raquo;. A deputada pediu modera&ccedil;&atilde;o e deixou algumas quest&otilde;es: &laquo;Acham mesmo, entendem mesmo, que um menor tem capacidade de mudar de nome e de sexo de forma praticamente irrevers&iacute;vel? Um menor que n&atilde;o pode beber, que n&atilde;o pode fumar, que n&atilde;o pode votar, que n&atilde;o pode conduzir, tem maturidade para decidir isto para toda a vida? O que dir&atilde;o quando um qualquer criminoso quiser mudar de sexo e de nome e basta ir ao registo civil faz&ecirc;-lo?&raquo;


Pelo PSD, &Acirc;ngela Guerra defendeu que &eacute; preciso &laquo;que haja uma prova cient&iacute;fica, cred&iacute;vel&raquo; para a mudan&ccedil;a de sexo no registo civil. A deputada social-democrata considerou &laquo;rid&iacute;culo que os filhos possam processar judicialmente os seus pais, como prop&otilde;e o Bloco de Esquerda&raquo;. &Acirc;ngela Guerra questiona: &laquo;Os senhores acham que n&atilde;o podem beber, mas acham justo que os seus pais possam ser confrontados com um processo judicial por causa de uma decis&atilde;o que tem influ&ecirc;ncia em toda a sua vida?!&raquo; O projeto de lei do Bloco prev&ecirc; no artigo 5.&ordm; que &laquo;em caso de recusa dos representantes legais em efetuar o requerimento aludido no artigo seguinte, o/a menor, representado nos termos do n.&ordm; 2 do artigo 1881.&ordm; do C&oacute;digo Civil, pode intentar a&ccedil;&atilde;o judicial, no &acirc;mbito do qual o tribunal dever&aacute; decidir atendendo aos princ&iacute;pios de autonomia progressiva e do superior interesse da crian&ccedil;a constantes da Conven&ccedil;&atilde;o sobre os Direitos da Crian&ccedil;a&raquo;.

Sandra Cunha, do Bloco de Esquerda, diz que est&aacute; em causa o &laquo;direito &agrave; autodetermina&ccedil;&atilde;o de g&eacute;nero como direito humano fundamental&raquo;. Para esta deputada &eacute; preciso deixar de considerar esta quest&atilde;o como um problema m&eacute;dico. &laquo;Esta patologiza&ccedil;&atilde;o &eacute; promotora de estigmatiza&ccedil;&atilde;o cruel e desnecess&aacute;ria&raquo;, afirmou. Por isso, o Bloco defende que a pr&oacute;pria pessoa &eacute; que sabe qual o seu sexo e &laquo;etiquetar como doen&ccedil;a &eacute; uma crueldade incompreens&iacute;vel&raquo;.

Andr&eacute; Silva, do PAN, lamenta que atualmente seja &laquo;um m&eacute;dico a decidir se a pessoa &eacute; mais homem ou mais mulher&raquo; e defende que &eacute; preciso &laquo;garantir que &eacute; uma decis&atilde;o individual&raquo; e &laquo;distinguir a esfera cl&iacute;nica da legal&raquo;.

&Agrave; esquerda, pelo Partido Ecologista Os Verdes, Helo&iacute;sa Apol&oacute;nia afirmou que o partido votar&aacute; favoravelmente todas as iniciativas. Mas o PCP foi mais reservado. Rita Rato afirmou que &eacute; preciso, em sede de trabalhos na comiss&atilde;o, &laquo;ouvir pessoas trans, intersexo e especialistas&raquo;.

As propostas n&atilde;o foram votadas ainda, mas poder&atilde;o descer a comiss&atilde;o de especialidade sem vota&ccedil;&atilde;o, por acordo entre as bancadas proponentes. O ministro Eduardo Cabrita apelou mesmo &laquo;a todos na especialidade para que encontrem aquilo que &eacute; a s&iacute;ntese do debate sobre este tema: mais um passo no respeito dos direitos humanos&raquo;.

O Conselho Nacional de &Eacute;tica para as Ci&ecirc;ncias da Vida (CNECV) emitiu um parecer a proposta do Governo e alertou para a &laquo;remiss&atilde;o do ato de identifica&ccedil;&atilde;o pessoal no registo civil para um exerc&iacute;cio simples de vontade individual, desconsiderando a sua natureza p&uacute;blica com as consequ&ecirc;ncias da&iacute; advenientes, em termos de certeza e de seguran&ccedil;a jur&iacute;dicas&raquo;. Al&eacute;m disso, o CNECV&nbsp; questiona a &laquo;atribui&ccedil;&atilde;o aos menores de 16 anos da possibilidade de acesso universal a autodetermina&ccedil;&atilde;o de g&eacute;nero, como simples express&atilde;o de vontade individual aut&oacute;noma, sem acautelar ponderadamente quest&otilde;es associadas ao seu pr&oacute;prio
processo de matura&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento neurops&iacute;quico&raquo;. Outras das d&uacute;vidas levantadas diz respeito a considerar &laquo;&ldquo;reconhecimento da identidade e/ou express&atilde;o de g&eacute;nero&rdquo; como &ldquo;livre autodetermina&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero&rdquo;, autonomizando esse conceito do conceito de sexo, e a essa interpreta&ccedil;&atilde;o atribuindo, sem sustenta&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dico-constitucional suficiente, valor de &quot;direito humano fundamental&quot;&raquo;.
&nbsp;


Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Tue, 19 Sep 2017 16:30:00 +0100</pubDate>
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<title>Autárquicas 2017: Quem elegemos?</title>
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<description><![CDATA[1 de outubro &eacute; o dia em que os portugueses s&atilde;o chamados a votar para as elei&ccedil;&otilde;es aut&aacute;rquicas. Mas muitas pessoas ainda se questionam sobre que &oacute;rg&atilde;os s&atilde;o eleitos, quantos boletins de voto h&aacute;, que fazem os eleitos, etc. Damos aqui algumas respostas.
Nestas elei&ccedil;&otilde;es est&atilde;o em causa:

&ndash; &Oacute;rg&atilde;os executivos &ndash; a c&acirc;mara municipal e a junta de freguesia com compet&ecirc;ncias de propor e executar decis&otilde;es e indica&ccedil;&otilde;es dos &oacute;rg&atilde;os deliberativos;
&nbsp;

&ndash; &Oacute;rg&atilde;os deliberativos &ndash; a assembleia municipal e a assembleia de freguesia, que aprovam ou rejeitam as propostas do executivo e podem apresentar propostas, dependendo a sua aprova&ccedil;&atilde;o da conjuga&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de mandatos atribu&iacute;do a cada partido.



Quando for votar, ser-lhe-&atilde;o dados tr&ecirc;s boletins de voto, como mostram as imagens usadas para divulga&ccedil;&atilde;o p&uacute;blicas em elei&ccedil;&otilde;es antigas: C&acirc;mara Municipal (verde),

Assembleia Municipal (amarelo)

e Assembleia de Freguesia (branco).

Cada boletim de voto tem o s&iacute;mbolo do &oacute;rg&atilde;o a eleger.


Os mandatos t&ecirc;m dura&ccedil;&atilde;o de quatro anos at&eacute; ao limite de tr&ecirc;s consecutivos para presidentes de C&acirc;maras Municipais e de Juntas de Freguesia.
&nbsp;
Como s&atilde;o eleitos os autarcas?
Nestas elei&ccedil;&otilde;es aut&aacute;rquicas de 2017, est&atilde;o em jogo 2074 mandatos em c&acirc;maras municipais, 6461 nas Assembleias Municipais e 27 026 em juntas de freguesia.

&ndash; C&acirc;mara Municipal &ndash; O presidente &eacute; o cabe&ccedil;a de lista, o n.&ordm; 1 da lista mais votada. Os vereadores variam entre 5 e 17, dependendo do n&uacute;mero de eleitores do munic&iacute;pio. A t&iacute;tulo de exemplo, em Lisboa s&atilde;o 16 e no Porto 12. O presidente de C&acirc;mara escolhe, entre os vereadores, o vice-presidente que o substitui quando &eacute; necess&aacute;rio.

&ndash;&nbsp;Assembleia Municipal &ndash; Este &oacute;rg&atilde;o &eacute; constitu&iacute;do pelos membros eleitos e pelos presidentes de junta.

&ndash; Assembleia de Freguesia &ndash; N&uacute;mero de membros:

.19 quando o n&uacute;mero de eleitores for superior a 20 000,

. 13 quando for igual ou inferior a 20 000 e superior a 5 000,

. 9 quando for igual ou inferior a 5 000 e superior a 1 000,

. 7 quando for igual ou inferior a 1 000.


Nas freguesias com mais de 30 000, h&aacute; mais um membro por cada 10 000 eleitores para al&eacute;m dos 30 000, tendo de dar sempre &iacute;mpar.

&ndash;&nbsp;Junta de Freguesia &ndash; O presidente de Junta &eacute; o cabe&ccedil;a de lista da mais votada para a Assembleia de Freguesia. Os restantes membros do executivo s&atilde;o eleitos pela Assembleia de Freguesia, de entre os seus membros. &Eacute; um &oacute;rg&atilde;o executivo constitu&iacute;do por um n&uacute;mero de membros entre os 2 e os 6 vogais. Re&uacute;nem obrigatoriamente uma vez por m&ecirc;s.

&nbsp;
Como se distribuem os mandatos?
Os votos s&atilde;o convertidos em mandatos usando o m&eacute;todo de Hondt, de representa&ccedil;&atilde;o proporcional e que na pr&aacute;tica mant&eacute;m a proporcionalidade entre o n&uacute;mero de eleitos por cada candidatura e o n&uacute;mero de eleitores que votaram nessa mesma candidatura.
&nbsp;
O m&eacute;todo de Hondt &eacute; o mais usado no mundo, mas a sua principal desvantagem &eacute; favorecer os partidos maiores. Portugal tem uma altera&ccedil;&atilde;o ao m&eacute;todo que prev&ecirc; que no &uacute;ltimo mandato a atribuir, se se verificar igualdade do quociente em duas listas diferentes, seja atribu&iacute;do ao partido com menor n&uacute;mero de votos. Na pr&aacute;tica divide-se sucessivamente o n&uacute;mero de votos que cada candidatura obteve pelos divisores (1, 2, 3, 4, 5, etc.) e atribuem-se os mandatos por ordem decrescente aos quocientes mais altos que resultarem das divis&otilde;es. Acaba quando acabarem os votos ou mandatos.

&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
&nbsp;



&nbsp;
]]></description>
<pubDate>Mon, 18 Sep 2017 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>A «Igreja é tão pobre como os pobres que vivem à sua volta»</title>
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<description><![CDATA[Presente em 140 pa&iacute;ses no mundo, a Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre (Funda&ccedil;&atilde;o AIS) esteve estes dias em F&aacute;tima a celebrar o seu 70&ordm; anivers&aacute;rio e os 50 anos da consagra&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o a Nossa Senhora de F&aacute;tima. Catarina Martins, presidente da Funda&ccedil;&atilde;o AIS, falou &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; sobre estes dias e sobre a efem&eacute;ride que assinalam.


Que balan&ccedil;o podemos fazer destes dias?
Para a AIS estes dias foram muito importantes, porque reunimos aqui um grupo de amigos e benfeitores de todo o mundo. Estamos aqui em F&aacute;tima para agradecer a Nossa Senhora o facto de nos ter protegido estes anos, ajudado a sermos fi&eacute;is &agrave; nossa miss&atilde;o, que &eacute; estarmos juntos dos crist&atilde;os que mais sofrem. Estarmos aqui &eacute; um agradecimento e um reconhecimento da import&acirc;ncia de Nossa Senhora de F&aacute;tima no nosso trabalho.
&nbsp;
N&atilde;o foi uma escolha inocente o local para a celebra&ccedil;&atilde;o dos vossos 70 anos?
De forma alguma (risos). Quando o nosso fundador, no final dos anos 60, descobriu a Mensagem de F&aacute;tima, descobriu que est&aacute;vamos ligados. Nossa Senhora deixou esta mensagem de ora&ccedil;&atilde;o pela convers&atilde;o da R&uacute;ssia, de ora&ccedil;&atilde;o pela paz, e n&oacute;s j&aacute; o faz&iacute;amos antes de conhecermos a mensagem. Quando ele a conheceu, percebeu que a mensagem era tamb&eacute;m para n&oacute;s, para ajudar nesta convers&atilde;o dos povos, de rezar diariamente pela paz. Ele esteve c&aacute; em 1967 para consagrar a institui&ccedil;&atilde;o, e por isso o local ideal para celebrar os 70 anos da institui&ccedil;&atilde;o, os 50 da consagra&ccedil;&atilde;o e o centen&aacute;rio das apari&ccedil;&otilde;es era mesmo aqui em F&aacute;tima, para juntos agradecermos e pedirmos para conseguirmos manter-nos fi&eacute;is a esta miss&atilde;o, porque cada vez mais a nossa a&ccedil;&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria no mundo.
&nbsp;
A Igreja continua a sofrer?
A Igreja sofre, e cada vez mais. Temos repetidamente falado que os crist&atilde;os s&atilde;o a comunidade mais perseguida no mundo, e est&atilde;o a sofrer muito. Seja em pa&iacute;ses em que a pobreza &eacute; muito grande e a Igreja tem de estar pr&oacute;ximo aos pobres para os ajudar e n&atilde;o tem forma de ter os apoios necess&aacute;rios, ou em situa&ccedil;&otilde;es de guerra, &eacute; necess&aacute;ria uma institui&ccedil;&atilde;o como a nossa, e outras, que est&atilde;o no terreno a ajudar estas comunidades a permanecer nos seus pa&iacute;ses. Esta igreja que sofre &eacute; cada vez maior no mundo, cada vez h&aacute; mais pessoas a pedir-nos ajuda, s&atilde;o cada vez mais os pedidos que nos chegam.
&nbsp;
E t&ecirc;m conseguido dar resposta a todos os pedidos?
Infelizmente n&atilde;o. O ano passado apoi&aacute;mos 6 mil projetos em todo o mundo com quase 100 milh&otilde;es de euros, mas houve quase 2 mil que ficaram por apoiar, porque n&atilde;o temos fundos.
H&aacute; 70 anos, a ideia era ajudar os refugiados da Alemanha, p&oacute;s II Guerra Mundial. Hoje vivemos uma crise migrat&oacute;ria como nunca tivemos na hist&oacute;ria, os pedidos s&atilde;o muitos e queremos estar presente junto destas pessoas. S&atilde;o pedidos aos quais n&atilde;o podemos deixar de responder, que n&atilde;o podemos adiar. Quando nos pedem leite, comida, n&atilde;o &eacute; para daqui a uns dias, &eacute; para hoje que as pessoas t&ecirc;m de comer ou receber medicamentos.
Quando pensamos nos milhares de refugiados da Rep&uacute;blica Centro-Africana, ou da Nig&eacute;ria... n&atilde;o podemos deixar para amanh&atilde; este tipo de ajuda. Alguns pedidos v&atilde;o ficando adiados, porque quando temos de escolher entre salvar vidas humanas ou reconstruir uma casa ou comprar um meio de transporte, e escolhemos salvar vidas. Os pedidos s&atilde;o cada vez mais, mas temos f&eacute; que os nossos benfeitores, que t&ecirc;m sido muito generosos, v&atilde;o continuar a ajudar-nos a apoiar esta Igreja que sofre.


Grande parte do vosso trabalho &eacute; nos pa&iacute;ses de origem, para evitar a migra&ccedil;&atilde;o...
Sim, &eacute; isso. Neste momento estamos com uma esp&eacute;cie de Plano Marshall para a reconstru&ccedil;&atilde;o do Iraque. Pegar nas fam&iacute;lias que em 2014 fugiram de suas casas e foram para Ankawa e Erbil, e ajud&aacute;-las a regressar aos seus locais de origem, maioritariamente fam&iacute;lias crist&atilde;s. J&aacute; reconstru&iacute;mos 45 casas, mas o trabalho &eacute; imenso, porque as casas ficaram todas destru&iacute;das ou queimadas. Estamos a fazer um esfor&ccedil;o para que as fam&iacute;lias com crian&ccedil;as estejam alojadas at&eacute; final deste m&ecirc;s, para que as crian&ccedil;as n&atilde;o percam o in&iacute;cio do ano escolar, e depois tentar recuperar as outras para as fam&iacute;lias que queiram regressar.
O nosso trabalho n&atilde;o &eacute; na Europa, mas nos pa&iacute;ses de origem dos refugiados. Temos de reconstruir as casas, continuar a aliment&aacute;-los, porque as taxas de desemprego s&atilde;o muito altas, principalmente para os crist&atilde;os, que t&ecirc;m maior dificuldade porque no seu BI t&ecirc;m a religi&atilde;o a que pertencem.
Infelizmente, no caso do Iraque e da S&iacute;ria, h&aacute; muitas organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais que sa&iacute;ram, e poucas organiza&ccedil;&otilde;es est&atilde;o no terreno a ajudar...
&nbsp;
Como em outras situa&ccedil;&otilde;es, &eacute; sempre a Igreja que acaba por ficar...
A Igreja fica e precisa de ficar e ajudar os que lhe batem &agrave; porta, independentemente da sua religi&atilde;o, e tamb&eacute;m aqui se veem as diferen&ccedil;as para as outras religi&otilde;es.
&nbsp;
Foi por isso que trouxeram pessoas de todo o mundo para dar testemunho?
N&atilde;o fazia sentido estarmos aqui se n&atilde;o tiv&eacute;ssemos os nossos parceiros no terreno, porque sem estes parceiros, a AIS n&atilde;o faria sentido. N&atilde;o pod&iacute;amos deixar de assinalar estas datas sem ter estas pessoas dos 5 continentes para nos darem um testemunho de viva voz.
&Eacute; essencial ouvirmos como &eacute; hoje ser crist&atilde;o nestes pa&iacute;ses. Nem todos v&ecirc;m de pa&iacute;ses onde os crist&atilde;os s&atilde;o perseguidos, mas de s&iacute;tios onde sofrem com a pobreza, e &eacute; importante que se sintam ligados a estas pessoas.
O mais extraordin&aacute;rio nestes testemunhos &eacute; mostrar que esta Igreja &eacute; tao pobre como os pobres que vivem &agrave; sua volta. Estes padres e estas irm&atilde;s podem vir para a Europa, mas escolhem ficar l&aacute; com o seu povo, com as suas dificuldades. E &eacute; extraordin&aacute;rio ver estes her&oacute;is da Igreja que est&atilde;o aqui connosco.


&nbsp;
Entrevista: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e D.R.
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Thu, 14 Sep 2017 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Cardeal Piacenza denuncia «tremendo ataque ao matrimónio»</title>
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<description><![CDATA[O Presidente da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre e Penitenci&aacute;rio-mor da Santa S&eacute;, Cardeal Mauro Piacenza, presidiu hoje &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o que encerrou a peregrina&ccedil;&atilde;o anivers&aacute;ria de Setembro em F&aacute;tima, e denunciou aquilo que entende ser um &laquo;ataque do maligno&raquo; ao matrim&oacute;nio em &laquo;todo o mundo&raquo;. &laquo;O dem&oacute;nio, na sua anti-cria&ccedil;&atilde;o, quer destruir o homem afogando-o na cultura da morte. E, n&atilde;o contente com isto, satan&aacute;s quer tamb&eacute;m destruir &ldquo;o lugar&rdquo; em que a vida vibra, se comunica e se educa: a fam&iacute;lia&raquo;, afirmou na homilia que proferiu na esplanada do Santu&aacute;rio.

&nbsp;
O penitenci&aacute;rio-mor da Santa S&eacute; sustentou que Maria nos &laquo;convida&raquo; &agrave; atitude &laquo;prof&eacute;tica&raquo; de fazer como Jesus disse. &laquo;Ao repetir-nos &laquo;fazei o que Ele vos disser&raquo;, Maria convida-nos a sermos profetas. Convida-nos, n&atilde;o s&oacute; a repetirmos as palavras do Senhor, numa atitude de obedi&ecirc;ncia humilde &agrave; divina Revela&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m a permitirmos que o Esp&iacute;rito Santo plasme a nossa mente e o nosso cora&ccedil;&atilde;o, e que a gra&ccedil;a santificante sustenha as nossas obras, de modo a que toda a nossa exist&ecirc;ncia seja &ldquo;prof&eacute;tica&rdquo;, um an&uacute;ncio de Cristo, da sua presen&ccedil;a, da salva&ccedil;&atilde;o que Ele nos traz; exatamente como em Can&aacute;&raquo;, afirmou.
&nbsp;
O Cardeal Piacenza acusou ainda a &laquo;velha e cansada Europa&raquo; de n&atilde;o acolher a Revela&ccedil;&atilde;o de Deus. &laquo;Devemos reconhecer que hoje, na velha e cansada Europa, ser autenticamente fi&eacute;is e crentes, e acolher a divina Revela&ccedil;&atilde;o na sua integralidade, se tornou uma atitude contracorrente; sob certo ponto de vista, at&eacute; mesmo uma atitude escarnecida&raquo;, disse o cardeal, que acrescentou que faz&ecirc;-lo se torna assim uma &laquo;atitude prof&eacute;tica&raquo;.
&nbsp;
&Eacute; neste sentido que, a partir do epis&oacute;dio das bodas de Can&aacute;, o presidente da FAIS exortou a todos para que &laquo;n&atilde;o acabe o &ldquo;bom vinho&rdquo; da nossa f&eacute;&raquo;. &laquo;Para que o &ldquo;bom vinho&rdquo; da nossa f&eacute; n&atilde;o se veja aguado pela nossa constante mundaniza&ccedil;&atilde;o, pelo ceder &agrave;s tenta&ccedil;&otilde;es do mundo e &agrave; ditadura do &ldquo;pensamento &uacute;nico&rdquo; que &eacute; difundido com todos os meios, e que, incessantemente, procura &ldquo;reduzir o mist&eacute;rio&rdquo;&raquo;.
&nbsp;
Segundo o cardeal, esta &eacute; uma atitude que, &laquo;um dia, o mundo h&aacute;-de agradecer &agrave; Igreja&raquo;, ao considerar que, defendendo a fam&iacute;lia, se defende a civiliza&ccedil;&atilde;o. &laquo;Cumprir a vontade de Deus, discernir os sinais dos tempos, significa, para n&oacute;s, hoje, aqui em F&aacute;tima, resistir! Resistir com a for&ccedil;a da f&eacute; e da caridade!
&nbsp;
A celebra&ccedil;&atilde;o em F&aacute;tima ficou ainda marcada pela presen&ccedil;a numerosa de peregrinos da Rep&uacute;blica Checa, que vieram numa peregrina&ccedil;&atilde;o nacional ao santu&aacute;rio. No final, o Cardeal Dominik Duka, presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal da Rep&uacute;blica Checa, entregou uma imagem do menino Jesus de Praga e recebeu uma imagem da Virgem Peregrina de F&aacute;tima que vai fazer uma peregrina&ccedil;&atilde;o nacional pelo pa&iacute;s.

&nbsp;
&laquo;A hist&oacute;ria das apari&ccedil;&otilde;es de Nossa Senhora est&aacute; ligada &agrave; hist&oacute;ria da nossa p&aacute;tria e da nossa Igreja na Bo&eacute;mia, Mor&aacute;via e Sil&eacute;sia. Estamos aqui reunidos,&nbsp; pela segunda vez, para a peregrina&ccedil;&atilde;o nacional de agradecimento. Na primeira peregrina&ccedil;&atilde;o, aqui, demos gra&ccedil;as pela liberdade reconquistada e, hoje, damos gra&ccedil;as pela nova gera&ccedil;&atilde;o, que cresceu nesta liberdade: uma gera&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o conheceu a pris&atilde;o nazi, a pris&atilde;o comunista, o ultraje, a perda da liberdade, a persegui&ccedil;&atilde;o pelo exerc&iacute;cio da f&eacute; religiosa&raquo;, referiu o cardeal.]]></description>
<pubDate>Wed, 13 Sep 2017 13:29:00 +0100</pubDate>
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<title>ADAV-Leiria promove formações sobre vida e aborto</title>
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<description><![CDATA[A ADAV-Leiria (Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa e Apoio da Vida) promove no pr&oacute;ximo dia 23 de setembro duas forma&ccedil;&otilde;es sobre maternidade, vida e aborto. Na parte da manh&atilde; o tema &eacute; &laquo;Maternidades: solit&aacute;rias, esquecidas, agredidas&raquo; e conta com interven&ccedil;&otilde;es sobre as tend&ecirc;ncias demogr&aacute;ficas em Portugal e a interven&ccedil;&atilde;o materno-infantil da ADAV em Portugal.



Na primeira parte, Francisco Vilhena da Cunha, da Federa&ccedil;&atilde;o Portuguesa pela Vida e da Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Fam&iacute;lias Numerosas, tra&ccedil;a o perfil demogr&aacute;fico do pa&iacute;s e as tend&ecirc;ncias para o futuro. Na segunda parte, respons&aacute;veis da ADAV-Coimbra, ADAV-Aveiro e ADAV-Leiria partilham experi&ecirc;ncias sobre o trabalho realizado. Liliana Valente, secret&aacute;ria da ADAV-Leiria, explica que &laquo;cada organiza&ccedil;&atilde;o atua sempre de acordo com o seu contexto&raquo;. Da&iacute; que esta seja a oportunidade para &laquo;dialogar a aprender uns com os outros, trocar experi&ecirc;ncias e dar a conhecer o nosso trabalho&raquo;.
&nbsp;
No final, ser&aacute; distribu&iacute;do o Manual de Bio&eacute;tica para Jovens. Liliana Verde explica que se trata de uma tradu&ccedil;&atilde;o do livro elaborado pela Fondation J&eacute;r&ocirc;me Lejeune, agora atualizado &laquo;para abordar tamb&eacute;m a ideologia de g&eacute;nero&raquo;. A secret&aacute;ria da ADAV-Leiria afirma que &eacute; uma obra &laquo;transversal porque fala de muitos temas: aborto, eutan&aacute;sia, mas tamb&eacute;m o transplante de &oacute;rg&atilde;os. &Eacute; muito interessante ler sobre isso&raquo;.


Apoiar quem aborta
Durante a tarde, com o t&iacute;tulo &laquo;Estar Atento, Acolher, Intervir&raquo;, haver&aacute; um momento sobre a Vinha de Raquel, que apoia mulheres que tenham feito abortos. Liliana Verde explica que a ADAV tem apoiado sobretudo mulheres gr&aacute;vidas, mas &laquo;cremos que temos de olhar tamb&eacute;m e ser generosos com as que sofrem por aborto&raquo;. &laquo;Em Leiria, n&atilde;o h&aacute; nada e queremos divulgar. Vai-nos surgindo uma ou outra pessoa que sofre com isso e n&atilde;o temos forma de acompanhar&raquo;, conta.
&nbsp;
Sendo a ADAV aconfessional e a Vinha de Raquel cat&oacute;lica, esta respons&aacute;vel admite que pode ser uma organiza&ccedil;&atilde;o para onde encaminhar quem abortou e pede ajuda. Liliana afirma que &laquo;as pessoas precisam de paz e quem faz um aborto n&atilde;o tem paz&raquo;. A psic&oacute;loga e respons&aacute;vel pela Vinha de Raquel, Maria Jos&eacute; Vila&ccedil;a, falar&aacute; sobre &laquo;Como e porque sofre quem faz um aborto? O que &eacute; a s&iacute;ndrome p&oacute;s-aborto? Como ultrapassar a perda de um aborto?&raquo;. De seguida, Theresa Carvalho, da Plataforma Pensar &amp; Debater, analisa &laquo;a efic&aacute;cia das associa&ccedil;&otilde;es na interven&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica&raquo;.
&nbsp;
At&eacute; 15 se setembro, a inscri&ccedil;&atilde;o nas duas forma&ccedil;&otilde;es &eacute; gratuita e pode ser feita para o correio eletr&oacute;nico adav.leiria.formar@gmail.com ou pelo telem&oacute;vel 963 051&nbsp;000.

A ADAV-Leiria foi criada h&aacute; dez anos para &laquo;apoiar a mulher gr&aacute;vida e fam&iacute;lias em dificuldades&raquo;, presta apoio social, psicol&oacute;gico e faz tamb&eacute;m encaminhamento m&eacute;dico e jur&iacute;dico. Nos &uacute;ltimos anos tem desenvolvido tamb&eacute;m forma&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea da educa&ccedil;&atilde;o e da vida, abertas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o em geral. Liliana Verde explica que a associa&ccedil;&atilde;o de defesa da vida tem &laquo;tido v&aacute;rias forma&ccedil;&otilde;es que v&atilde;o ao encontro do que os nossos utentes nos solicitam e tamb&eacute;m do que a nossa sociedade vai solicitando&raquo;. Da&iacute; que neste momento, esteja j&aacute; tamb&eacute;m prevista uma forma&ccedil;&atilde;o sobre &laquo;O comportamento humano face ao sofrimento e &agrave; morte&raquo;, para o dia 2 de dezembro de 2017, com a presen&ccedil;a de uma psic&oacute;loga cl&iacute;nica, uma m&eacute;dica e um juiz.

Em 2016, a organiza&ccedil;&atilde;o teve 44 novos atendimentos e foram realizados 462 de acompanhamento e 50 visitas domicili&aacute;rias.

&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Tue, 12 Sep 2017 09:30:00 +0100</pubDate>
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<title>Mulher desiste de eutanásia após encontro com Papa</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/mulher-desiste-de-eutanasia-apos-encontro-com-papa</link>
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<description><![CDATA[Uma mulher colombiana desistiu de ser submetida a eutan&aacute;sia depois de se ter encontrado com o Papa Francisco. A not&iacute;cia foi divulgada pela esta&ccedil;&atilde;o norte-americana de televis&atilde;o CNN espa&ntilde;ol. Consuelo del Socorro C&oacute;rdoba foi alvo de um ataque com &aacute;cido em 2001. Desde ent&atilde;o j&aacute; foi submetida a 87 opera&ccedil;&otilde;es e sofre de toxoplasmose. No dia 9, encontrou-se com o Papa Francisco na Nunciatura Apost&oacute;lica em Bogot&aacute;. &laquo;Eu era a primeira na fila e a primeira que o saudou. Abra&ccedil;ou-me, entreguei-lhe um presente. Estou feliz, disse-lhe que ia fazer eutan&aacute;sia, que me ajudaria, e ele disse-me que n&atilde;o, que n&atilde;o ia fazer isso. Disse-me que eu era muito corajosa e muito linda.&raquo;

Em baixo, tem o&nbsp; link para a entrevista que Consuelo deu &agrave; CNN em espanhol. O v&iacute;deo tem imagens que podem perturbar algumas pessoas.
&nbsp;


Unas palabras que le hicieron pasar de la muerte a la vida https://t.co/EvlFS1tzKP
&mdash; CNN en Espa&ntilde;ol (@CNNEE) 11 de setembro de 2017


Ao Papa entregou algumas ofertas: &laquo;ofereci-lhe o meu cora&ccedil;&atilde;o e comprei-lhe uma coisa bonita com um cora&ccedil;&atilde;o lindo e todos estes documentos, a carta de eutan&aacute;sia, tudo para que leve com ele para Roma.&raquo;
&nbsp;

Consuelo diz que o encontro a &laquo;mudou totalmente&raquo; e que &laquo;agora, sim, quero viver e preciso que o mundo inteiro o saiba&raquo;. Ainda precisa de muito dinheiro para terminar os tratamentos de que necessita e passa por muitas dificuldades, mas nada que a leve a desistir. &laquo;Gra&ccedil;as a Deus p&ocirc;de dar-se este milagre que eu pudesse estar c&aacute;&raquo;, afirma, emocionada. A eutan&aacute;sia estava marcada para 29 de setembro. &laquo;Tenho aqui a carta. Aqui em Teusaquillo, o doutor Gustavo Qui&ntilde;ones ia aplicar-me uma inje&ccedil;&atilde;o, mas j&aacute; n&atilde;o o vou fazer&raquo;, conta, decidida. Consuelo olha agora para o futuro: &laquo;Quero sonhar com muitas coisas porque j&aacute; n&atilde;o vou morrer&raquo;.
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O estado de sa&uacute;de desta mulher &eacute; muito fr&aacute;gil. Al&eacute;m das 87 cirurgias que j&aacute; fez, precisa de fazer ainda mais seis e s&oacute; ingere l&iacute;quidos.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o

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]]></description>
<pubDate>Mon, 11 Sep 2017 12:10:00 +0100</pubDate>
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<title>Faleceu o bispo do Porto</title>
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<description><![CDATA[As ex&eacute;quias solenes de D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos celebram-se no dia 13 de setembro, quarta-feira, pelas 15h00, na Catedral do Porto. A informa&ccedil;&atilde;o foi avan&ccedil;ada pela pr&oacute;pria diocese. Numa nota divulgada na p&aacute;gina de internet, informa-se que &laquo;o corpo do Senhor D. Ant&oacute;nio estar&aacute; em C&acirc;mara ardente a partir das 17h00 de hoje [segunda-feira, dia 11 de setembro]. Os fi&eacute;is que quiserem prestar a sua homenagem poder&atilde;o faz&ecirc;-lo entre as 9h00 e as 24h00.

A C&acirc;mara Municipal do Porto decretou tr&ecirc;s dias de luto por causa da morte.

O bispo do Porto, D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, faleceu nesta segunda-feira de manh&atilde;. A not&iacute;cia foi avan&ccedil;ada pela Ag&ecirc;ncia Ecclesia. Este s&aacute;bado participou, com a diocese do Porto, na peregrina&ccedil;&atilde;o ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima. A R&aacute;dio Renascen&ccedil;a, citando fonte da diocese, afirma ter-se tratado de um &laquo;ataque card&iacute;aco fulminante&raquo;.




D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos tinha 69 anos e era bispo do Porto desde 2014.

Nasceu em Tendais, Cinf&atilde;es, em 29 de agosto de 1948, tendo sido ordenado em dezembro de 1972. A ordena&ccedil;&atilde;o episcopal aconteceu em mar&ccedil;o de 2005, com o t&iacute;tulo de Meinedo -&nbsp;&nbsp;S&eacute; de Lamego. Foi bispo auxiliar de Braga e bispo de Aveiro.
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&laquo;Bel&iacute;ssima imagem de Cristo Bom Pastor&raquo;
D. Manuel Clemente a quem substituiu na diocese do Porto quis prestar a sua &laquo;profunda homenagem&raquo; a D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos. &Agrave; Ag&ecirc;ncia Ecclesia disse que &laquo;ele foi entre todos n&oacute;s, em Portugal, entre todos n&oacute;s que o conhecemos e que tanto ganhamos com a sua conviv&ecirc;ncia e com a sua a&ccedil;&atilde;o, uma bel&iacute;ssima imagem do que &eacute; Cristo Bom Pastor que continua presente na Igreja e na sociedade em geral&raquo;. O cardeal-patriarca salienta a &laquo;sabedoria&raquo;, &laquo;proximidade&raquo; e o &laquo;enorme cora&ccedil;&atilde;o&raquo; que tinha. Consternado, D. Manuel Clemente foi surpreendido pela not&iacute;cia e deixa uma &laquo;palavra de esperan&ccedil;a e de certeza de que Deus o recompensar&aacute; de tantos trabalhos&raquo;.

&laquo;Tristeza e consterna&ccedil;&atilde;o&raquo;
&Agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;, o porta-voz da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) expressa &laquo;tristeza e consterna&ccedil;&atilde;o pela morte do D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, n&atilde;o s&oacute; em nome pessoa, mas em nome da CEP, e reconhecer em a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as o que ele foi, um homem e um pastor humilde, pr&oacute;ximo das pessoas n&atilde;o s&oacute; no seu trabalho na diocese como tamb&eacute;m nos v&aacute;rios servi&ccedil;os que assumiu na CEP&raquo;. Atualmente D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos era presidente da Comiss&atilde;o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana. O Pe. Manuel Barbosa afirma: &laquo;Estamos em comunh&atilde;o de ora&ccedil;&atilde;o com ele. &Eacute; uma perda muito grande para a diocese e para a igreja em Portugal. O Papa nomeou-o para uma das maiores dioceses do pa&iacute;s porque viu nele capacidades, e por isso &eacute; uma perda.&raquo;


&laquo;Incans&aacute;vel pastor&raquo;
D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos foi escuteiro e manteve sempre grande proximidade ao movimento. O Pe. Lu&iacute;s Marinho, assistente nacional do CNE (Corpo Nacional de Escutas), disse &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; estar &laquo;profundamente consternado pela partida para o eterno acampamento t&atilde;o inesperada deste incans&aacute;vel pastor&raquo; a quem agradece. O sacerdote recorda a forma como &laquo;se gastou, consumiu a vida em cuidados pela Igreja e por cada pessoa que encontrava, de quem guardava o rosto e o nome, construindo uma hist&oacute;ria de rela&ccedil;&otilde;es que sempre nos levava a reconhecermo-nos fam&iacute;lia e amigos&raquo;. O assistente nacional dos escuteiros afirma que &laquo;o escutismo, que praticou ainda no semin&aacute;rio, marcou o seu estilo de viver&raquo; e que sempre &laquo;cuidou incansavelmente do CNE e dos seus dirigentes e acarinhou a nossa presen&ccedil;a em todos os lugares da Igreja&raquo;. Pessoalmente e &laquo;como amigo&raquo;, mostra-se triste por &laquo;ver, aparentemente, uma hist&oacute;ria interrompida t&atilde;o precocemente&raquo;. Mas confia que &laquo;a sua vida &eacute; semente lan&ccedil;ada &agrave; terra&hellip; dar&aacute; fruto abundante&raquo;.

Participa&ccedil;&atilde;o &laquo;luminosa&raquo; na Comiss&atilde;o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana
O Pe. Jos&eacute; Manuel Pereira de Almeida, secret&aacute;rio da Comiss&atilde;o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana (CEPSMH), estava &laquo;absolutamente surpreendido&raquo; com o falecimento do bispo do Porto, e afirmou que toda a comiss&atilde;o ficou &laquo;sem palavras&raquo;. &laquo;Era um bispo particularamente atento &agrave;s quest&otilde;es desta comiss&atilde;o, mesmo tendo-me confessado que nunca as tinha aprofundado muito antes da sua nomea&ccedil;&atilde;o, uma vez que tinhas outras pessoas nas dioceses onde estava que se ocupavam desses temas&raquo;, revelou o sacerdote.
Esta &laquo;novidade&raquo; no trabalho de D. Ant&oacute;nio, que tinha sido nomeado para o cargo ainda este ano, estava a ser encarada por ele com &laquo;muito empenho, como fazia com tudo na vida&raquo;, diz o Pe. Jos&eacute; Manuel, que acrescentou &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; que &laquo;tudo estava pensado para come&ccedil;ar bem&raquo; na comiss&atilde;o.
De 19 a 21 de setembro decorre o XXXI Encontro da Pastoral Social. &laquo;Ele estava a planear estar todos os dias do encontro, para poder estar com as pessoas, como ele fazia sempre, ia ser um orgulho para n&oacute;s&raquo;, refere o secret&aacute;rio da CEPSMH, que adianta que os trabalhos do encontro ir&atilde;o prosseguir da forma como estavam planeados, e v&atilde;o procurar &laquo;fazer mem&oacute;ria da sua pessoa&raquo;.

Apesar da CEPSMH ter outros bispos na sua composi&ccedil;&atilde;o, a mesma ficar&aacute; apenas a cargo do secret&aacute;rio at&eacute; que seja nomeado um novo presidente j&aacute; na pr&oacute;xima assembeia plen&aacute;ria da CEP, marcada para novembro.

&laquo;O bispo da Bondade&raquo;
O diretor da revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Pe. Francisco Rebelo, foi um colaborador pr&oacute;ximo de D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos. &laquo;A morte de D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos deixa um vazio no cora&ccedil;&atilde;o de todos os que o conheceram de perto. Conhecido por ter uma mem&oacute;ria brilhante, recordava o nome daqueles com quem se cruzava, transparecendo proximidade, aten&ccedil;&atilde;o, dedica&ccedil;&atilde;o e, sem pressas a todos dispensava o seu tempo, repetindo continuamente que &quot;temos de ser gratos&quot; para com todos os que s&atilde;o generosos para com a Igreja&raquo;, referiu o Pe. Francisco Rebelo.
O diretor da revista sustenta que &laquo;generosidade foi a nota dominante perante os desafios que se lhe apresentavam&raquo;.

Marcelo lembra &laquo;homem bom&raquo;
O Presidente da Rep&uacute;blica tamb&eacute;m enviou mensagem de condol&ecirc;ncias &agrave; fam&iacute;lia e a &laquo;toda a Igreja portuguesa&raquo;. Marcelo Rebelo de Sousa lembra evoca a mem&oacute;ria de &laquo;um homem bom, de uma integridade plena, em comunh&atilde;o de vida com os valores crist&atilde;os&raquo;.

Primeiro-ministro com &laquo;enorme tristeza&raquo;
Ant&oacute;nio Costa tamb&eacute;m j&aacute; reagiu &agrave; morte do bispo do Porto, atrav&eacute;s das redes sociais. Na sua conta de Twitter, fala de &laquo;uma refer&ecirc;ncia inspiradora que transcende a diocese do Porto&raquo;. &laquo;Portugal perde um homem bom que eu apreciava escutar&raquo;, refere.

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&Eacute; com enorme tristeza e profundo pesar que lamento a morte do Bispo do Porto, D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos. 1/2
&mdash; Ant&oacute;nio Costa (@antoniocostapm) 11 de setembro de 2017

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Uma refer&ecirc;ncia inspiradora que transcende a diocese do Porto. Portugal perde um homem bom que eu apreciava escutar. 2/2
&mdash; Ant&oacute;nio Costa (@antoniocostapm) 11 de setembro de 2017

Em abril de 2015, D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos deu uma entrevista &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;, que pode ver aqui.
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Em atualiza&ccedil;&atilde;o
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o e Ricardo Perna
Foto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Mon, 11 Sep 2017 10:45:00 +0100</pubDate>
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<title>JubJovem junta 3 mil jovens em Fátima</title>
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<description><![CDATA[O Santu&aacute;rio de F&aacute;tima vai promover, a 9 e 10 de setembro, o Jubileu dos Jovens, &laquo;para celebrar o acontecimento e descobrir na mensagem de F&aacute;tima uma proposta de espiritualidade para os jovens do s&eacute;c. XXI&raquo;, informou o Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, que adiantou &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; que est&atilde;o mais de 3.000 jovens inscritos, mas que mais &laquo;poder&atilde;o aparecer por iniciativa pr&oacute;pria sem se inscreverem&raquo;. Para al&eacute;m dos grupos provenientes de todas as dioceses, o Santu&aacute;rio informou ainda que est&atilde;o inscritos &laquo;jovens de Espanha, Nicar&aacute;gua e Singapura, que se inscreveram de forma isolada e v&ecirc;m participar&raquo; no evento.

&nbsp;
A iniciativa JubJovem &eacute; desenvolvida em parceria com o Departamento Nacional da Pastoral Juvenil e envolve todos os secretariados diocesanos da pastoral juvenil e movimentos de juventude cat&oacute;licos, no &acirc;mbito da celebra&ccedil;&atilde;o do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es, subordinado ao tema &ldquo;O segredo da paz, o caminho do cora&ccedil;&atilde;o&rdquo;.
&nbsp;
O Pe. Jos&eacute; Nuno, respons&aacute;vel do Departamento da Pastoral dos jovens do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, refere &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; que &laquo;a ideia deste jubileu &eacute; destacar na Mensagem de F&aacute;tima os elementos que ela prop&otilde;e que s&atilde;o elementos importantes para uma espiritualidade dos jovens crist&atilde;os&raquo;. &laquo;O primeiro objetivo &eacute; obrigar a esta procura de apresentar a Mensagem de F&aacute;tima com uma linguagem intelig&iacute;vel para os jovens de hoje, para que eles possam beber da mensagem a espiritualidade. A par disto, &eacute; tamb&eacute;m a oportunidade para mostrar o rosto jovem de F&aacute;tima, e a oportunidade de oferecer aos jovens a experi&ecirc;ncia de que em F&aacute;tima t&ecirc;m o seu lugar e que F&aacute;tima tem algo para lhes oferecer&raquo;, refere o sacerdote.
&nbsp;
Um dos pontos altos da iniciativa ser&aacute; o concerto de Ant&oacute;nio Zambujo e Miguel Ara&uacute;jo, que compuseram temas &laquo;in&eacute;ditos sobre a paz&raquo;, segundo informou o Santu&aacute;rio, que ir&atilde;o ser tocados na noite de vig&iacute;lia de 9 para 10, no Festival da Paz. &laquo;Quer um quer outro alinharam de uma maneira empenhad&iacute;ssima num projeto de um concerto que n&atilde;o tem a ver com os outros concertos. Estamos convictos de que isto vai ajudar a configurar a perce&ccedil;&atilde;o que se tem de F&aacute;tima. Aqueles que apreciam os cantores olhar&atilde;o para F&aacute;tima com outros olhos, com mais aten&ccedil;&atilde;o&raquo;, espera o Pe. Jos&eacute; Nuno.
&nbsp;
Mas n&atilde;o &eacute; apenas o concerto que ir&aacute; encher estes dois dias. O programa oficial inicia &agrave;s 17h de s&aacute;bado, dia 9, na Capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es. &Agrave;s 18h, na Bas&iacute;lica da Sant&iacute;ssima Trindade, haver&aacute; um primeiro encontro com todos para refletir sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre Maria e a paz, com a Ir. Maria &Acirc;ngela Coelho, ASM., ex-postuladora da Causa de Canoniza&ccedil;&atilde;o de Francisco e Jacinta.
&nbsp;
A noite ser&aacute; de direta. &laquo;Come&ccedil;a pelas 21.30h, com o Ros&aacute;rio e a Prociss&atilde;o de velas. Depois ser&aacute; o Festival da Paz, que trar&aacute; a F&aacute;tima Ant&oacute;nio Zambujo e Miguel Ara&uacute;jo. A madrugada, ap&oacute;s uma experi&ecirc;ncia forte de sil&ecirc;ncio em caminho, para chegar &agrave; paz de cora&ccedil;&atilde;o, concluir&aacute;, na Bas&iacute;lica da Sant&iacute;ssima Trindade, com novo encontro sobre a paz como dom e compromisso. O nascer do sol concluir&aacute; a direta&raquo;, informou o Santu&aacute;rio em comunicado.
&nbsp;
&Agrave;s 10h de Domingo, os participantes reunir-se-&atilde;o no recinto de ora&ccedil;&atilde;o do Santu&aacute;rio &laquo;para participar no ter&ccedil;o, na missa, no rito de envio do jubileu e na prociss&atilde;o do adeus, que culminar&aacute; o JubJovem&raquo;. A missa ser&aacute; presidida por D. Ant&oacute;nio Marto, bispo de Leiria-F&aacute;tima.

A organiza&ccedil;&atilde;o sublinha que &laquo;esta peregrina&ccedil;&atilde;o juvenil quer oferecer a cada participante a oportunidade de descobrir algo do segredo de si mesmo que ainda n&atilde;o conhece, e que s&oacute; Deus lhe pode dizer, para alcan&ccedil;ar a paz consigo mesmo e com todos &agrave; sua volta, na casa comum que partilhamos, o planeta&raquo;, lembrando que &laquo;para a&iacute; chegar s&oacute; h&aacute; um caminho, o caminho do cora&ccedil;&atilde;o&raquo;.



(informa&ccedil;&atilde;o atualizada &agrave;s 18h39 com a indica&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o internacional no evento e atualiza&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de participantes, e atualizada dia 6 com a indica&ccedil;&atilde;o de quem preside &agrave; missa)
Texto: Ricardo Perna
Foto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Tue, 05 Sep 2017 12:17:00 +0100</pubDate>
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<title>Francisco e Bartolomeu pedem «consenso global» para mudanças climáticas</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco e o Patriarca Ecum&eacute;nico Bartolomeu uniram-se para escrever a mensagem para o Dia de Ora&ccedil;&atilde;o pela Cria&ccedil;&atilde;o, institu&iacute;do em 2015. Os dois l&iacute;deres religiosos afirmam que &laquo;o nosso relacionamento com a natureza j&aacute; n&atilde;o &eacute; para a sustentar, mas para a subjugar a fim de alimentar as nossas estruturas&raquo;.


Da&iacute; que o Papa e o Patriarca deixem dois apelos. Toda a Humanidade deve &laquo;trabalhar por um desenvolvimento sustent&aacute;vel e integral&raquo;. Aos respons&aacute;veis sociais, econ&oacute;micos, pol&iacute;ticos ou culturais, &laquo;dirigimos um apelo urgente a prestar responsavelmente ouvidos ao grito da terra e a cuidar das necessidades de quem est&aacute; marginalizado, mas sobretudo a responder &agrave; s&uacute;plica de tanta gente e apoiar o consenso global para que seja sanada a cria&ccedil;&atilde;o ferida&raquo;. Francisco e Bartolomeu afirmam: &laquo;Estamos convencidos de que n&atilde;o poder&aacute; haver uma solu&ccedil;&atilde;o genu&iacute;na e duradoura para o desafio da crise ecol&oacute;gica e das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, sem uma resposta concertada e coletiva, sem uma responsabilidade compartilhada e capaz de prestar contas do seu agir, sem dar prioridade &agrave; solidariedade e ao servi&ccedil;o.&raquo; Este apelo &eacute; tanto mais importante quando o presidente dos Estados Unidos da Am&eacute;rica retirou o pa&iacute;s do Acordo de Paris para travar o aquecimento global. Donald Trump n&atilde;o acredita nas altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas. Quando esteve com o Papa, em maio, Francisco ofereceu-lhe uma c&oacute;pia da Enc&iacute;clica Laudato Si, precisamente sobre o ambiente.

Homens deixaram de ser &laquo;cooperadores de Deus&raquo;
Na mensagem defende-se que &laquo;a terra foi-nos confiada como dom sublime e como heran&ccedil;a, cuja responsabilidade todos compartilhamos at&eacute; que, &ldquo;no fim&rdquo;, todas as coisas no c&eacute;u e na terra sejam restauradas em Cristo&raquo;. Mas os homens t&ecirc;m tratado a natureza de forma diferente e j&aacute; n&atilde;o como &laquo;cooperadores de Deus&raquo;. O Papa Francisco e o Patriarca Bartolomeu afirmam que &laquo;a nossa tend&ecirc;ncia a romper os delicados e equilibrados ecossistemas do mundo, o desejo insaci&aacute;vel de manipular e controlar os limitados recursos do planeta, a avidez de retirar do mercado lucros ilimitados: tudo isto nos alienou do des&iacute;gnio original da cria&ccedil;&atilde;o&raquo;. Passamos a encarar a natureza como &laquo;posse privada&raquo;. Da&iacute; que o planeta se deteriore. Os dois l&iacute;deres religiosos salientam como consequ&ecirc;ncias as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas que atingem &laquo;aqueles que vivem pobremente em cada &acirc;ngulo do globo&raquo;.

O Papa Francisco e o Patriarca Ecum&eacute;nico Bartolomeu convidam todos a rezar, neste 1 de setembro, pela cria&ccedil;&atilde;o.


Bispos portugueses lembram impacto dos inc&ecirc;ndios
Os bispos portugueses quiseram associar-se tamb&eacute;m a este dia de ora&ccedil;&atilde;o pelo cuidado com a cria&ccedil;&atilde;o. A Comiss&atilde;o Episcopal de Pastoral Social e Mobilidade Humana tornou p&uacute;blica uma nota em que salienta o impacto dos inc&ecirc;ndios e da seca em Portugal. &laquo;Num ano de t&atilde;o grande seca seria desnecess&aacute;rio falar das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas. S&atilde;o evidentes. Os impactos negativos sobre as popula&ccedil;&otilde;es atingidas pelos inc&ecirc;ndios t&ecirc;m sido enormes: a morte de tantas pessoas, a perda de habita&ccedil;&otilde;es permanentes, o desaparecimento de postos de trabalho (em zonas onde j&aacute; n&atilde;o abundam), a morte de animais e a destrui&ccedil;&atilde;o de pastos&hellip;&raquo;

Em abril, a Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa publicou a nota pastoral Cuidar da casa comum, prevenir e evitar os inc&ecirc;ndios. Agora, a Comiss&atilde;o Episcopal de Pastoral Social e Mobilidade Humana convida todos a &laquo;dar gra&ccedil;as a Deus pela Cria&ccedil;&atilde;o e a pedir ao Criador a convers&atilde;o do cora&ccedil;&atilde;o daqueles que se consideram donos e senhores do mundo em que vivemos&raquo;. Os bispos pedem &laquo;que nunca mais sejam esquecidos os milh&otilde;es de pessoas, nossas irm&atilde;s e irm&atilde;os que, em tantas zonas do planeta, sofrem de fome, de doen&ccedil;as e de mis&eacute;ria devido &agrave; m&aacute; distribui&ccedil;&atilde;o dos bens da Cria&ccedil;&atilde;o que Deus destinou a todos&raquo;.

Crist&atilde;os unidos pela cria&ccedil;&atilde;o
Tamb&eacute;m o Conselho das Confer&ecirc;ncias Episcopais da Europa, a Confer&ecirc;ncia das Igrejas Europeias (que re&uacute;ne 114 Igrejas Ortodoxas, Protestantes, Anglicanas e Cat&oacute;licas Antigas) e a ECEN (Rede Crist&atilde; Europeia para o Ambiente) elaboraram uma mensagem conjunta. No comunicado, estas organiza&ccedil;&otilde;es convidam a um &laquo;Tempo para a cria&ccedil;&atilde;o: Tempo para ora&ccedil;&otilde;es pelo mundo e ambiente&raquo; entre os dias 1 e 4 de setembro. &laquo;Celebraremos o Tempo para a Cria&ccedil;&atilde;o juntos, dentro das pr&oacute;prias tradi&ccedil;&otilde;es lit&uacute;rgicas e sustentados pela comum f&eacute; crist&atilde; em Deus Criador. Apelamos a que cada um no seu ambiente de vida a ofere&ccedil;a ora&ccedil;&otilde;es e s&uacute;plicas pelo dom da Cria&ccedil;&atilde;o&raquo;, pedem.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o&nbsp;
]]></description>
<pubDate>Fri, 01 Sep 2017 10:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Hoje é o dia de rezar pela Criação</title>
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<description><![CDATA[No dia em que o Papa instituiu a Ora&ccedil;&atilde;o pelo Cuidado da Cria&ccedil;&atilde;o, fomos procurar qual perceber a import&acirc;ncia desta celebra&ccedil;&atilde;o.


O Pe. Lu&iacute;s Marinho &eacute; o Assistente Nacional do Corpo Nacional de Escutas (CNE), escutismo cat&oacute;lico portugu&ecirc;s.
Os escuteiros s&atilde;o das associa&ccedil;&otilde;es que mais trabalham estas quest&otilde;es da natureza e de Deus em conjunto. Ainda h&aacute; pouco, no seu Acampamento Nacional, mais de 21 mil escuteiros estiveram a refletir e a trabalhar sobre a tem&aacute;tica do futuro sustent&aacute;vel, e na import&acirc;ncia de cuidar da Casa Comum que o Papa Francisco fala na sua enc&iacute;clica Laudato Si.
&nbsp;
Para este sacerdote, o apelo que o Papa Francisco faz na sua enc&iacute;clica e que se celebra neste dia de hoje vem lembrar-nos que &laquo;a vida &eacute; feita de &ldquo;cuidado&rdquo;, o contr&aacute;rio de &ldquo;indiferen&ccedil;a&rdquo; ou &ldquo;distra&ccedil;&atilde;o&rdquo;&raquo; e que &laquo;a ora&ccedil;&atilde;o &eacute; uma forma de &ldquo;cuidar&rdquo; da cria&ccedil;&atilde;o, porque a &ldquo;crise ecol&oacute;gica&rdquo; requer uma &ldquo;profunda convers&atilde;o espiritual&rdquo; que nasce de dentro, do encontro com a pessoa de Jesus Cristo&raquo;.
&nbsp;
Neste sentido, sa&uacute;da a escolha do dia de hoje para a celebra&ccedil;&atilde;o desta data. &laquo;No nosso contexto, o dia 1 de setembro acontece para muitos no fim das f&eacute;rias e in&iacute;cio dum novo ano. &Eacute;, portanto, um tempo de passagem onde &eacute; poss&iacute;vel recordar quantos lugares onde o encontro com a Cria&ccedil;&atilde;o foi mais demorado e pormo-nos decididamente em marcha para novos modos de cuidarmos do imenso patrim&oacute;nio que Deus confiou ao nosso cuidado&raquo;, defende o Pe. Lu&iacute;s Marinho.
&nbsp;
O cuidado da natureza &eacute;, todos sabemos, uma responsabilidade de &laquo;cada um de n&oacute;s&raquo;. Mas a verdade &eacute; que muitos se desresponsabilizam da sua tarefa. &laquo;N&oacute;s somos parte da Cria&ccedil;&atilde;o. Estamos todos dependentes deste &ldquo;fio de vida&rdquo; que nos liga e nos sustem&raquo;, sustenta. &Eacute; por isso que &laquo;uma das linhas mais desafiantes da enc&iacute;clica Laudato Si &eacute; ligar o &ldquo;grito da terra&rdquo; e o &ldquo;grito dos pobres&rdquo;, a dimens&atilde;o social e ecol&oacute;gica da crise em que vivemos&raquo;, afirma, acrescentando que &laquo;cuidar do sentido da pr&oacute;pria vida, cuidar das rela&ccedil;&otilde;es pessoais, cuidar do lugar onde se habita, cuidar da economia e da pol&iacute;tica, cuidar dum rio ou duma floresta &eacute; sempre cuidar da Cria&ccedil;&atilde;o&raquo;, explica.


O papel do escutismo 
Este &eacute; um trabalho que encontra um eco constante no escutismo. &laquo;Quem passa por aqui [pelo escutismo] aprende na pr&aacute;tica a &ldquo;cuidar da cria&ccedil;&atilde;o&rdquo;&raquo;, resume o Pe. Luis Marinho. &laquo;O escuteiro aprende desde o in&iacute;cio a praticar a &ldquo;boa a&ccedil;&atilde;o&rdquo; di&aacute;ria e, sobretudo nos acampamentos, experimenta um estilo de vida em &ldquo;sobriedade&rdquo; (viver com pouco recursos) e em comunh&atilde;o com a Cria&ccedil;&atilde;o&raquo;, diz.
&nbsp;
Mas n&atilde;o &eacute; apenas a&iacute; que o escuteiro pode e deve servir de exemplo aos outros. &laquo;N&atilde;o &eacute; raro ver tamb&eacute;m escuteiros que participam ativamente nos partidos pol&iacute;ticos e nas mais diversas associa&ccedil;&otilde;es, levando assim o sonho de &ldquo;um mundo melhor&rdquo; a outras paragens&raquo;, conta. At&eacute; por o cuidar da Casa Comum n&atilde;o se resume a proteger as &aacute;rvores ou n&atilde;o deitar lixo para o ch&atilde;o.
&nbsp;
A participa&ccedil;&atilde;o no escutismo n&atilde;o implica diretamente um maior cuidado pela Cria&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o precisas &laquo;propostas variadas e com sentido&raquo; para que os jovens se possam identificar e caminhar neste sentido. &laquo;Temos de contar sempre com a liberdade de cada um, h&aacute; processos internos de amadurecimento da f&eacute; que acontecem ao ritmo de cada elemento&raquo;, indica.
&nbsp;
E isso serve tamb&eacute;m para as comunidades que s&atilde;o influenciadas pelos exemplos dos escuteiros e de todos quantos se preocupam com o cuidado da Casa Comum. &laquo;A mudan&ccedil;a de comportamentos e de pol&iacute;ticas n&atilde;o se faz pela for&ccedil;a das armas ou de slogans apelativos, mas pela mudan&ccedil;a de mentalidades e comportamentos. E esta mudan&ccedil;a &eacute; obra de Deus em n&oacute;s&raquo;, considera o Pe. Lu&iacute;s.


Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Fri, 01 Sep 2017 08:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Missa em Mossul: «Este lugar deu mártires à Igreja»</title>
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<description><![CDATA[No passado dia 9 de agosto, foi celebrada Eucaristia em Mossul, no Iraque, um m&ecirc;s depois de a cidade ser libertada pelo autoproclamado Estado Isl&acirc;mico. Os sacerdotes presentes dizem tratar-se da primeira Missa celebrada na cidade nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos.

O Pe. Luis Montes &eacute; sacerdote do Instituto do Verbo Encarnado e h&aacute; mais de 20 anos que &eacute; mission&aacute;rio no M&eacute;dio Oriente. No facebook dos &ldquo;Amigos de Irak&rdquo; foi divulgado um v&iacute;deo em que conta como tudo aconteceu.
&nbsp;




&laquo;O cume desta peregrina&ccedil;&atilde;o foi poder celebrar a Eucaristia numa das capelas dos monges do Mosteiro de S&atilde;o Jorge: o altar totalmente despojado dos seus m&aacute;rmores, todas as paredes da capela em muito mau estado&raquo;, conta. Celebrar naquele lugar foi muito marcante para este sacerdote e quem o acompanhava. &laquo;Tem imensa for&ccedil;a. Estar ali, nesse lugar atacado por ser um lugar crist&atilde;o, tinha tanta for&ccedil;a como o mist&eacute;rio da contempla&ccedil;&atilde;o da cruz que se renova na Santa Missa. Foi muito providencial que esse dia fosse dia de Santa Edith Stein&hellip; nesse lugar que seguramente deu m&aacute;rtires &agrave; Igreja, onde crist&atilde;os foram encarcerados, torturados&hellip; poder celebrar a Missa de uma m&aacute;rtir foi um grande presente de Deus.&raquo; No seu testemunho neste v&iacute;deo, o Pe. Luis Montes recorda que ofereceu a Eucaristia pela Europa, pedindo que desperte para a persegui&ccedil;&atilde;o aos crist&atilde;os. Depois, um dos &laquo;sacerdotes disse que acreditava ser a primeira missa celebrada em Mossul nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos. Foi um presente que Deus nos deu&raquo;.

&laquo;Muito impressionante&raquo; e &laquo;doloroso&raquo; ver &laquo;lugares santos profanados&raquo;
Al&eacute;m do testemunho do padre, &eacute; poss&iacute;vel ver tamb&eacute;m imagens v&iacute;deo e fotografias dos locais visitados em Mossul: Mosteiro de S&atilde;o Jorge e Igreja Virgem Maria. &laquo;A visita ao Mosteiro de S&atilde;o Jorge, em Mossul, foi muito impressionante ao ver os danos que o Estado Isl&acirc;mico realizou neste lugar santo. N&atilde;o foi t&atilde;o danificado como a Igreja Virgem Maria que j&aacute; n&atilde;o se pode reconstruir. Mas o Mosteiro tem danos muito grandes. Escombros por todos os lados, paredes pintadas, a gruta da Virgem Maria destru&iacute;da, a imagem da Virgem Maria decapitada&hellip; As cruzes das paredes e muros foram tamb&eacute;m esmagadas para que n&atilde;o fique rasto de nada que seja crist&atilde;o nem Jesus Cristo.&raquo; O sacerdote esteve tamb&eacute;m numa parte do edif&iacute;cio usado como c&aacute;rcere. &laquo;Tinham nomes crist&atilde;os e supomos que tenham sido usadas como pris&otilde;es. E os crist&atilde;os deixaram ali os seus nomes escritos como testemunho&raquo;, conta. Na Igreja Virgem Maria s&atilde;o vis&iacute;veis os estragos. As paredes praticamente desapareceram, assim como todas as imagens religiosas.


O Pe. Luis Montes diz ter sido &laquo;doloroso&raquo; ver &laquo;lugares santos profanados&raquo;. Mas ao mesmo tempo sente orgulho pelo trabalho que faz e pelo povo que sofre esta persegui&ccedil;&atilde;o. &laquo;Se h&aacute; dor por ver estes ataques t&atilde;o injustos, por outro lado, existe o lind&iacute;ssimo orgulho de saber que estamos a servir um povo perseguido.&raquo;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Thu, 31 Aug 2017 14:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Mais de 4 mil euros doados à Alzheimer Portugal</title>
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<description><![CDATA[A venda do noteCDbook Que me falte tudo, do Pe. Jo&atilde;o Paulo Vaz, rendeu mais de quatro mil euros &agrave; Associa&ccedil;&atilde;o Alzheimer Portugal. A Delega&ccedil;&atilde;o Centro tornou p&uacute;blico o agradecimento ao cantautor e ao s&oacute;cio-gerente da empresa parceira, &laquo;pelo ato generoso e de solidariedade demonstrada com a entrega de donativo de 4040 &euro;, resultante da venda do noteCdbook da autoria do Pe Jo&atilde;o Paulo Vaz&raquo;. Numa mensagem de facebook, Isabel Pinto Gon&ccedil;alves, presidente da Delega&ccedil;&atilde;o Centro da Alzheimer Portugal, agradeceu igualmente a todos os que compraram o CD.

A Delega&ccedil;&atilde;o Centro da Associa&ccedil;&atilde;o Alzheimer Portugal presta alguns cuidados aos doentes e fam&iacute;lias, nomeadamente apoio psicol&oacute;gico, apoio social, servi&ccedil;os de fisioterapia e estimula&ccedil;&atilde;o cognitiva ao domic&iacute;lio. Nas instala&ccedil;&otilde;es, localizadas em Pombal, h&aacute; ainda terapia ocupacional, hidroterapia ou sess&otilde;es de Snoezelen (estimula&ccedil;&atilde;o sensorial com luz, som, cores, texturas e aromas). Outro dos apoios prestados &eacute; a exist&ecirc;ncia de uma bolsa de auxiliares de a&ccedil;&atilde;o direta.

Projeto inovador e solid&aacute;rio
O Pe. Jo&atilde;o Paulo Vaz lan&ccedil;ou o noteCDbook e anunciou logo que 25% do resultado das vendas reverteria para a associa&ccedil;&atilde;o Alzheimer Portugal. O sacerdote &eacute; p&aacute;roco de Pombal, na diocese de Coimbra.
&nbsp;
Que me falte tudo tem 14 temas cantados e um instrumental. Na altura, o sacerdote explicou que as m&uacute;sicas se orientam &laquo;para a autovalida&ccedil;&atilde;o da pessoa humana, a capacidade de amar essencial &agrave; vida, a rela&ccedil;&atilde;o com os outros, a rela&ccedil;&atilde;o com Deus, o sentido da santidade e da perfei&ccedil;&atilde;o&raquo;.

Desde 1987, que o Pe. Jo&atilde;o Paulo Vaz se dedica &agrave; m&uacute;sica como escritor e compositor. &laquo;Relembro sempre algo que eu disse, quando iniciei a minha vida pastoral, ainda antes de ser ordenado, e respondendo a algu&eacute;m: &quot;N&atilde;o vivo para a m&uacute;sica, mas tamb&eacute;m n&atilde;o vivo sem ela&quot;. Seria como arrancar de mim uma parte, uma linguagem muito importante. Vivo-o como algo estrutural em mim.&raquo; Fazendo parte de si &eacute; tamb&eacute;m algo para p&ocirc;r a render. O sacerdote da diocese de Coimbra diz que assume a m&uacute;sica como miss&atilde;o: &laquo;Pela m&uacute;sica e com as minhas m&uacute;sicas, eu realizo, na Igreja e no mundo, a minha miss&atilde;o de evangelizar e colaborar na santifica&ccedil;&atilde;o do mundo. Isto assumi para a minha vida e a m&uacute;sica est&aacute; ao servi&ccedil;o.&raquo;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o

Not&iacute;cias relacionadas:
- Pe. Jo&atilde;o Paulo Vaz lan&ccedil;a projeto inovador]]></description>
<pubDate>Mon, 28 Aug 2017 11:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Recolha de material escolar para crianças pobres</title>
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<description><![CDATA[No fim de semana de 2 e 3 de setembro, haver&aacute; recolha de material escolar para distribuir por crian&ccedil;as de fam&iacute;lias com dificuldades. A iniciativa &eacute; do&nbsp;Instituto de Apoio &agrave; Crian&ccedil;a, a&nbsp;associa&ccedil;&atilde;o Karingana wa Karingana&nbsp;e a&nbsp;C&aacute;ritas Portuguesa. &Eacute; a quarta vez que esta campanha a n&iacute;vel nacional acontece em todo o pa&iacute;s.

Em comunicado, o Instituto de Apoio &agrave; Crian&ccedil;a (IAC) informa que Manuela Eanes &eacute; a embaixadora da campanha. A presidente honor&aacute;ria do IAC quer &laquo;sensibilizar cada um de n&oacute;s para a necessidade de&nbsp;efetivar&nbsp;este direito fundamental &ndash; o Direito &agrave; Educa&ccedil;&atilde;o, na certeza de que ir&aacute; contribuir para que mais crian&ccedil;as sintam mais alegria, mais bem-estar e mais dignidade, no in&iacute;cio deste ano escolar &ndash; a educa&ccedil;&atilde;o &eacute; o motor de desenvolvimento das sociedades - &nbsp;educar &eacute; um ato de amor.

A recolha de material escolar ser&aacute; feita nos hipermercados do grupo SONAE (lojas Continente). Os bens angariados ser&atilde;o distribu&iacute;dos a crian&ccedil;as de fam&iacute;lias com dificuldades apoiadas pela C&aacute;ritas Portuguesa. Ser&atilde;o volunt&aacute;rios desta organiza&ccedil;&atilde;o a distribuir o material escolar.
]]></description>
<pubDate>Fri, 25 Aug 2017 10:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«As pessoas dizem-me que vou deixar um lugar difícil de ocupar»</title>
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<description><![CDATA[Com o in&iacute;cio da Confer&ecirc;ncia Mundial do Escutismo hoje, no Azerbeij&atilde;o, termina o mandato de tr&ecirc;s anos do portugu&ecirc;s Jo&atilde;o Armando Gon&ccedil;alves &agrave; frente dos destinos da maior organiza&ccedil;&atilde;o mundial de juventude, quase com 50 milh&otilde;es de membros. Numa entrevista conjunta entre Fam&iacute;lia Crist&atilde; e Flor de Lis, aquele que &eacute; considerado o &quot;chefe mundial&quot; dos escuteiros faz um balan&ccedil;o positivo de uma &quot;aventura&quot; que o levou a conhecer realidades t&atilde;o distintas e que, ao mesmo tempo, s&atilde;o t&atilde;o pr&oacute;ximas por via desta &quot;fraternidade&quot; que Baden-Powell criou h&aacute; mais de 100 anos e que hoje se mant&eacute;m ativa e a influenciar jovens em todo o mundo.

&nbsp;
Tr&ecirc;s anos depois... uma grande aventura?
(Risos) Sim, enorme. Foi uma aventura muito intensa, mas as aventuras s&atilde;o mesmo assim. Foi bom.
&nbsp;
Que balan&ccedil;o &eacute; poss&iacute;vel fazer?
Eu costumo dizer que sou sempre um bocadinho suspeito, mas do que vou ouvindo das pessoas que me v&atilde;o abordando, mesmo daquelas insuspeitas, que por vezes s&atilde;o um bocado mais cr&iacute;ticas, o balan&ccedil;o &eacute; muito positivo. O contributo que o Comit&eacute; deu nestes &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos foi importante para a organiza&ccedil;&atilde;o. O primeiro de todos &eacute; pouco palp&aacute;vel, mas &eacute; um feeling. H&aacute; tr&ecirc;s anos t&iacute;nhamos de facto um movimento bastante mais fragmentado em termos de regi&otilde;es, e penso que hoje h&aacute; um sentimento comum muito maior, um orgulho de pertencer a esta fam&iacute;lia grande, e isto &eacute; reconhecido por todos, quer pelos volunt&aacute;rios, quer pelos profissionais.
Do que &eacute; a nossa vis&atilde;o da imagem que as associa&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m do que &eacute; o nosso trabalho, penso que se fez caminho. N&atilde;o tanto no n&uacute;mero de escuteiros que temos, que gostar&iacute;amos que fosse maior, mas noutras coisas. N&atilde;o &eacute; apenas chegar aos 100 milh&otilde;es, &eacute; mais do ponto de vista do refor&ccedil;o enquanto movimento educativo, dos valores. Nisso houve caminho feito. Depois a n&iacute;vel mais pr&aacute;tico houve o concretizar de uma s&eacute;rie de projetos, e a n&iacute;vel do Comit&eacute; houve um salto qualitativo muito grande, pois houve a preocupa&ccedil;&atilde;o de melhorar a forma como trabalhamos internamente, de melhorar a govern&acirc;ncia. As pessoas dizem-me que vou deixar um lugar dif&iacute;cil de ocupar, pelo que fui fazendo, e fico satisfeito.

Melhorou a no&ccedil;&atilde;o que a sociedade tem do trabalho que fazemos?
Sim, de duas maneiras: por um lado, come&ccedil;&aacute;mos a dar muito mais &ecirc;nfase &agrave;s hist&oacute;rias que v&atilde;o acontecendo nos pa&iacute;ses e nas bases, do que os escuteiros est&atilde;o a fazer nas suas comunidades. Antes &eacute;ramos mais institucionais, e agora a ideia &eacute; abandonar isso e mostrar na realidade o que os escuteiros fazem no campo. Por outro lado, do ponto de vista dos parceiros, o trabalho s&oacute; agora vai come&ccedil;ar, at&eacute; porque o perfil do novo secret&aacute;rio geral permite isso. O nosso posicionamento enquanto organiza&ccedil;&atilde;o juvenil ao n&iacute;vel mundial vai claramente crescer. Onde vai ser muito vis&iacute;vel &eacute; no nosso envolvimento nos Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel, onde queremos de facto envolver-nos de forma organizada enquanto maior associa&ccedil;&atilde;o juvenil do mundo. E vamos receber de um dador 2,5 milh&otilde;es de d&oacute;lares nos pr&oacute;ximos dez anos s&oacute; para projetos sobre isto, que envolvam escuteiros, o que vai ajudar bastante nesta inten&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
No in&iacute;cioo do mandato, havia a vontade de conhecer a realidade de todo o mundo. Como &eacute; que foi essa viagem?
Foi o aspeto mais rico do meu mandato. Enquanto membro do Comit&eacute; apenas, j&aacute; tinha tido um vislumbre dessa realidade, mas enquanto Presidente aumentaram as visitas aos pa&iacute;ses, &agrave;s atividades como esta [a entrevista aconteceu durante o Acanac]. Refor&ccedil;ou uma ideia que eu j&aacute; tinha, entre as diferen&ccedil;as e as semelhan&ccedil;as do escutismo em todo o mundo. H&aacute; um conjunto de coisas que s&atilde;o comuns onde quer que vamos, nos valores fundamentais, ou sinais exteriores, como o len&ccedil;o, que mostra que pertencemos a uma fraternidade. A palavra de BP v&ecirc;-se ainda hoje, n&atilde;o era conversa. Mas depois a capacidade adaptativa do movimento onde quer que ele se insere &eacute; o mais fascinante. Irmos &agrave; Costa do Marfim e ver os programas que oferecemos aos mi&uacute;dos para cultivarem as suas pr&oacute;prias hortas e fazerem dinheiro com isso e darem de comer &agrave; fam&iacute;lia, que &eacute; t&atilde;o diferente dos projetos nos Estados Unidos ou aqui em Portugal. E essa capacidade adaptativa &eacute; o que tem feito com que o movimento tenha tido tanto sucesso ao longo dos &uacute;ltimos 100 anos, e &eacute; algo com que devemos manter. Conseguir encontrar escuteiros em qualquer parte do mundo com os quais eu partilho coisas sem nunca os ter visto &eacute; o mais incr&iacute;vel.

&nbsp;
E aquele &ldquo;mito&rdquo; que, encontrando um escuteiro em qualquer parte, h&aacute; uma liga&ccedil;&atilde;o imediata, &eacute; real?
&Eacute; imediato, &eacute; daquelas coisas que n&atilde;o se explica, h&aacute; uma esp&eacute;cie de maneira de pensar comum, e n&atilde;o se consegue explicar bem como &eacute; que surge essa identifica&ccedil;&atilde;o, &eacute; uma coisa quase intuitiva, como se nos conhec&ecirc;ssemos h&aacute; muito tempo... &eacute; muito engra&ccedil;ado.
&nbsp;
O Presidente do Comit&eacute; Mundial continua a ser aquela figura desconhecida e distante, ou isso mudou?
Acho que isso vai variando com o perfil da pessoa que ocupa a posi&ccedil;&atilde;o. Eu gosto muito do contacto direto com as pessoas. N&atilde;o quer dizer que seja f&aacute;cil, pelo meu feitio, mas, ao longo deste tempo, aproximei-me das pessoas e dei-me a conhecer. Uma coisa importante para mim foi passar a ideia que ser presidente do Comit&eacute; Mundial &eacute; um servi&ccedil;o igual ao de qualquer dirigente no seu agrupamento. Tentei muito passar esta ideia, de ser um dirigente como os outros, ao servi&ccedil;o, e aproximei-me muito. Fui a s&iacute;tios onde o Presidente do Comit&eacute; nunca tinha ido, e, se queres que te diga, acho que o perfil e os genes portugueses ajudaram nisso. Lembro-me de estar em &Aacute;frica algumas vezes e as pessoas dizerem que eu era africano, e esta proximidade &eacute; muito nossa, e isso ajudou a tornar o cargo de presidente menos estratosf&eacute;rico e mais pr&oacute;ximo das pessoas. Tive milhares de contactos durante este tempo, de pessoas a pedirem v&iacute;deos para o grupo que faz anos...
&nbsp;
De grupos locais?
Sim, sim. Lembro-me que o primeiro contacto foi no dia em que me fizeste esta mesma entrevista, no in&iacute;cio do mandato, de uma chefe de Argentina que me vinha pedir para fazer um v&iacute;deo pequenino, porque o grupo dela fazia n&atilde;o sei quantos anos, e nesse dia gravei esse v&iacute;deo tamb&eacute;m, e a partir da&iacute; foi sempre assim. N&atilde;o conseguia ter grandes contactos pelo Facebook, mas sempre me esforcei por responder a todos, para que as pessoas percebessem que h&aacute; uma estrutura mundial, um presidente...
&nbsp;
Quando pensamos em crises, como os refugiados, um terremoto, ou os inc&ecirc;ndios aqui em Pedr&oacute;g&atilde;o, conseguimos perceber que h&aacute; sempre escuteiros a ajudar... &eacute; um orgulho?
&Eacute; um enorme orgulho ver o esp&iacute;rito com que as pessoas fazem isso e o reconhecimento que lhe &eacute; dado. Mas uma das coisas que gosto especialmente &eacute; o esp&iacute;rito com que fazem isso n&atilde;o para dar nas vistas, mas de forma discreta, sem se p&ocirc;r em bicos dos p&eacute;s. E &eacute; uma das maiores li&ccedil;&otilde;es que damos a todas as outras pessoas envolvidas nestes desastres: o nosso n&iacute;vel de organiza&ccedil;&atilde;o e mobiliza&ccedil;&atilde;o, a disciplina com que o fazemos, e depois fazer o que tem de ser feito, de forma discreta, &eacute; mesmo um enorme orgulho que eu sinto, e vamos recebendo rea&ccedil;&otilde;es de pessoas de fora que reconhecem o trabalho que fazemos. O Be Prepared &eacute; isto, atuar quando as coisas acontecem. E cada vez teremos de estar mais preparados para isto. Com estas coisas das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, &eacute; de facto um fen&oacute;meno para o qual teremos de estar mais bem preparados. Quando h&aacute; tempos falava com o presidente da regi&atilde;o asi&aacute;tica, ele dizia-me que uma das coisas que afetava o normal funcionamento do escutismo naquela zona eram as cat&aacute;strofes que sucediam com cada vez maior regularidade, o que fazia com que os programas educativos que se iam oferecendo se focassem mais nisso, por ser algo em que os escuteiros estavam sempre a participar. Infelizmente, vamos ter de estar bem mais preparados para o futuro.
&nbsp;
O que &eacute; que ficou por fazer, ou podia ter sido feito de forma diferente?
Ficou muita coisa por fazer, por isso &eacute; que tenho a sensa&ccedil;&atilde;o que gostava de ficar mais um tempo (risos). Gostava de podermos apresentar hoje n&uacute;meros de efetivo maiores. Temos registados 40 milh&otilde;es, mas fizemos uns estudos e teremos cerca de 50 milh&otilde;es de escuteiros em todo o mundo, porque alguns n&atilde;o est&atilde;o registados. Gostava que o reconhecimento do movimento fosse ainda maior, que pud&eacute;ssemos ser players mais ativos na senda internacional. Mas mesmo assim, olhando para o nosso caminho e para o nosso plano trienal, estamos satisfeitos, porque h&aacute; progresso feito.
Os eventos mundiais que tivemos foram excelentes, estamos a oferecer eventos de qualidade ao n&iacute;vel mundial.

&nbsp;
E agora? Terminado o mandato, o que &eacute; que o Jo&atilde;o Armando vai fazer?
Para j&aacute;, um grande descanso (risos). Depois, n&atilde;o tenho planos. Quero continuar ligado ao escutismo, mas n&atilde;o sei. Tenciono estar ao dispor, porque a paix&atilde;o pelo escutismo n&atilde;o morre. Quem acredita verdadeiramente nisto, como &eacute; o meu caso, n&atilde;o diz que j&aacute; n&atilde;o quer saber disto para nada.
&nbsp;
V&ecirc;s-te de novo como chefe de unidade na Figueira da Foz, ou noutro agrupamento?
Acho dif&iacute;cil. De vez em quando penso se ainda consigo ser chefe de cl&atilde;, mas j&aacute; n&atilde;o sei se tenho energia. &Eacute; que esse &eacute; um compromisso permanente, que do ponto de vista do empenho n&atilde;o &eacute; diferente daquilo que fui enquanto presidente do Comit&eacute; Mundial, e portanto esse tipo de compromisso permanente n&atilde;o sei se consigo. Mas partilhar o que fui aprendendo com os outros, e se puder ajudar os mais novos em algumas coisas que v&atilde;o acontecendo, terei imenso gosto e acho que &eacute; uma obriga&ccedil;&atilde;o, at&eacute; pelo apoio que recebi do CNE desde a primeira hora.
&nbsp;
Entrevista: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna, Nuno Perestrelo | Flor de Lis
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<pubDate>Mon, 14 Aug 2017 13:19:00 +0100</pubDate>
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<title>Marcelo foi à abertura do maior ACANAC de sempre</title>
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<description><![CDATA[Idanha-a-Nova volta a receber o Acampamento Nacional do Corpo Nacional de Escutas. Cerca de 22 mil escuteiros est&atilde;o reunidos no Monte Trigo durante uma semana sob o lema do cuidado da Casa Comum, naquela que &eacute; a maior atividade de sempre do hist&oacute;ria da associa&ccedil;&atilde;o.


O dia da abertura foi abrilhantado pela presen&ccedil;a do Presidente da Rep&uacute;blica, Marcelo Rebelo de Sousa. Inicialmente prevista para durar apenas duas horas durante a tarde, Marcelo mudou de planos e fez quest&atilde;o de passear por todo o campo a distribuir sorrisos, abra&ccedil;os, beijos... e selfies. Os milhares de jovens que travavam a marcha do presidente pelo campo n&atilde;o demoveram Marcelo Rebelo de Sousa, que n&atilde;o se negou a uma foto ou a um contacto. No final da visita, sentou-se com os guias das patrulhas de exploradores do Agrupamento 452 de Vila Nova de Anha e 787 de Vitorino de Pi&atilde;es e jantou com eles do jantar que eles tinham estado a confecionar.

&Agrave; noite, um longo espet&aacute;culo recordou a todos os presentes a necessidade de cuidar da Casa Comum, como pede o Papa Francisco, dando o mote para o que se ir&aacute; passar nos pr&oacute;ximos dias de atividade, onde, atrav&eacute;s de jogos, din&acirc;micas e outras atividades, os escuteiros ter&atilde;o possibilidade de crescer mais na consci&ecirc;ncia ecol&oacute;gica que o Papa pede.

Durante a abertura, o chefe de acampamento, Manuel Augusto, descreveu o Acanac como um &ldquo;desafio&rdquo;, esperando que ele fosse &ldquo;um contributo para o crescimento pessoal e para a felicidade de cada escuteiro&rdquo;. Por outro lado, Ivo Faria, chefe nacional e de campo pediu a todos os participantes que refletissem durante esta semana nas mais variadas formas de &ldquo;abra&ccedil;ar o futuro&rdquo;. Juntos e em un&iacute;ssono, declararam aberto o Acanac.


Em discurso, seguiu-se Jo&atilde;o Armando Gon&ccedil;alves, presidente do Comit&eacute; Mundial de Escutismo, que nos fez refletir um pouco sobre a grande fam&iacute;lia escutista da qual fazemos parte e tamb&eacute;m, falando do imagin&aacute;rio, sobre o que &eacute; o futuro. &ldquo;Nesta altura em que estamos aqui reunidos, h&aacute; milhares de pessoas como n&oacute;s que est&atilde;o a fazer exatamente aquilo que voc&ecirc;s est&atilde;o a fazer aqui. S&atilde;o pessoas que fazem parte da vossa fam&iacute;lia, que tem mais de 40 milh&otilde;es de pessoas. Homens e mulheres, de todas as ra&ccedil;as, culturas, religi&otilde;es. E essa &eacute; a fam&iacute;lia que voc&ecirc;s devem ter muito orgulho em pertencer. Escolheram para este acampamento o tema &ldquo;Abra&ccedil;a o Futuro&rdquo;, e o futuro somos n&oacute;s que o fazemos. Gostava de vos pedir que, durante estes 8 dias, falassem muito com as pessoas, olhassem as pessoas nos olhos e come&ccedil;assem tamb&eacute;m a construir o futuro que todos n&oacute;s queremos&rdquo;, afirmou convictamente, gerando fortes aplausos na plateia.

Depois dele, tamb&eacute;m o secret&aacute;rio da estado da Juventude e do Desporto, Jo&atilde;o Paulo Rebelo, e o secret&aacute;rio de Estado da Educa&ccedil;&atilde;o e antigo escuteiro, Jo&atilde;o Costa, tomaram da palavra. No final, o mais que aguardado Marcelo falou do orgulho de ver aqui tantos escuteiros e pediu que &laquo;nunca se esquecessem&raquo; desta experi&ecirc;ncia. &laquo;Prometam-me que nunca mais se v&atilde;o esquecer deste acampamento. O maior Acampamento de Portugal. Desde sempre. Como Presidente da Rep&uacute;blica de Portugal, falando em nome de todas as portuguesas e portugueses, n&oacute;s agradecemos ao CNE, a voc&ecirc;s, aquilo que t&ecirc;m dado a Portugal e ao movimento escutista mundial&rdquo;, concluiu, para j&uacute;bilo de todos os presentes.






&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e Jo&atilde;o Brochado
]]></description>
<pubDate>Tue, 01 Aug 2017 16:15:00 +0100</pubDate>
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<title>Gestos que transformam vidas</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/gestos-que-transformam-vidas</link>
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<description><![CDATA[Quando Jesus Cristo pegou em 72 dos seus seguidores e os enviou, aos pares, &agrave;s cidades vizinhas para lhes falarem d&rsquo;Ele, iniciou um movimento mission&aacute;rio que at&eacute; hoje tem conhecido v&aacute;rias facetas.


H&aacute; cerca de 30 anos, come&ccedil;aram a surgir em Portugal grupos que se chamavam de voluntariado mission&aacute;rio (VM), ou Ad Gentes. &laquo;S&atilde;o volunt&aacute;rios que levam tamb&eacute;m a miss&atilde;o de evangelizar, al&eacute;m dos projetos t&eacute;cnicos que tenham a seu cargo&raquo; no terreno de miss&atilde;o, explica-nos Catarina Ant&oacute;nio, respons&aacute;vel pela plataforma de Voluntariado Mission&aacute;rio da Funda&ccedil;&atilde;o F&eacute; e Coopera&ccedil;&atilde;o (FEC), a ONGD (Organiza&ccedil;&atilde;o N&atilde;o-Governamental para o Desenvolvimento) da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), que congrega 61 entidades de VM espalhadas por todas dioceses, incluindo ilhas.
&nbsp;

A grande maioria das centenas de jovens que todos os anos participam em a&ccedil;&otilde;es de voluntariado Ad Gentes parte em miss&otilde;es de curta dura&ccedil;&atilde;o, normalmente durante as f&eacute;rias de ver&atilde;o da faculdade. Entre duas semanas a seis meses, os projetos visam colmatar necessidades de projetos maiores, ou cumprir uma fun&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica. Este &eacute; um cuidado que acontece cada vez mais, para garantir que os projetos s&atilde;o mesmo de desenvolvimento, e n&atilde;o de assistencialismo, como se via acontecer por vezes. &laquo;A realidade tem vindo a mudar. No plano de forma&ccedil;&atilde;o da FEC, batalhamos muito nessa quest&atilde;o: os volunt&aacute;rios n&atilde;o v&atilde;o mudar a realidade, v&atilde;o contribuir para o que j&aacute; est&aacute; a ser feito, e acho que isso tem mudado ao longo dos anos&raquo;, considera Catarina Ant&oacute;nio.
&nbsp;

Foi precisamente isso que Sofia Baptista, de 26 anos, foi fazer &agrave; Bol&iacute;via h&aacute; dois anos, integrada num projeto de curta dura&ccedil;&atilde;o. Esteve um m&ecirc;s em Santa Cruz de la Sierra a trabalhar com crian&ccedil;as, jovens e idosos, e foi uma experi&ecirc;ncia que lhe mudou a vida. &laquo;Foram dias e semanas carregados de emo&ccedil;&otilde;es e hist&oacute;rias bem intensas. Momentos em que o cora&ccedil;&atilde;o ficava bem apertado por lidar com realidades e situa&ccedil;&otilde;es t&atilde;o duras. Foi a&iacute; que aprendi que s&oacute; o facto de estar presente ali e naquele momento &eacute; o suficiente para que todas aquelas vidas com que me cruzei ficassem um pouco melhores&raquo;, conta-nos a uma dist&acirc;ncia que lhe permite perceber como tudo aconteceu, deixando-se ainda tocar pelas hist&oacute;rias que recorda.


&Eacute; para sentir estas emo&ccedil;&otilde;es que a In&ecirc;s Sousa, uma enfermeira de 22 anos, se prepara para partir para Angola, para o Zango, nos arredores de Luanda. &laquo;Nunca questionei muito a raz&atilde;o de ir em miss&atilde;o, foi algo que sempre me atraiu, uma esp&eacute;cie de bichinho latente&raquo;, diz, enquanto se confessa motivada para &laquo;fazer a diferen&ccedil;a, na medida do poss&iacute;vel&raquo;.

N&atilde;o h&aacute; receios antes da partida, a n&atilde;o ser o receio de &laquo;n&atilde;o querer voltar&raquo;. &laquo;Quanto ao resto, penso que me irei adaptar. O ser humano tem como grande caracter&iacute;stica a capacidade de resili&ecirc;ncia e adapta&ccedil;&atilde;o. Basta ir de cora&ccedil;&atilde;o e mente abertos e sem medo de arrega&ccedil;ar as mangas&raquo;, afirma, esperan&ccedil;osa.
&nbsp;

Muitas vezes, as perce&ccedil;&otilde;es de quem est&aacute; para partir colidem de forma muito dura e dif&iacute;cil com a realidade do terreno. Por isso, e tamb&eacute;m para garantir a apropriada forma&ccedil;&atilde;o &laquo;t&eacute;cnica, humana e espiritual&raquo;, a FEC proporciona aos volunt&aacute;rios uma forma&ccedil;&atilde;o geral durante um ano, que &eacute; depois complementada por forma&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas dentro de cada organiza&ccedil;&atilde;o.

Catarina Ant&oacute;nio explica que &laquo;todos os volunt&aacute;rios t&ecirc;m forma&ccedil;&atilde;o, mesmo os que v&atilde;o em curta dura&ccedil;&atilde;o, mesmo por 15 dias&raquo;.
Esta forma&ccedil;&atilde;o incide tamb&eacute;m numa quest&atilde;o que seria, &agrave; partida, das mais tranquilas, como &eacute; a vida comunit&aacute;ria dos volunt&aacute;rios que partem, mas que no final se revela das mais dif&iacute;ceis de gerir por quem est&aacute; em miss&atilde;o no terreno.


In&ecirc;s Sousa est&aacute; agora a completar o percurso de forma&ccedil;&atilde;o e concorda que esta foi essencial na sua prepara&ccedil;&atilde;o. &laquo;As forma&ccedil;&otilde;es, quer as locais, dadas pelo grupo, quer as forma&ccedil;&otilde;es nacionais dadas pela FEC, permitiram desconstruir muitas ideias pr&eacute;-concebidas e perceber o nosso papel como volunt&aacute;rios: ningu&eacute;m nos pede para ir, n&oacute;s &eacute; que vamos porque queremos. Ent&atilde;o, n&atilde;o nos podemos esquecer que a comunidade para onde vamos tem uma organiza&ccedil;&atilde;o e cultura pr&oacute;prias, cujas forma&ccedil;&otilde;es foram importantes para o conhecimento m&iacute;nimo das mesmas e, assim, n&atilde;o &eacute; nosso direito impor valores, ideias, comportamentos pelos quais n&oacute;s nos regemos neste cantinho &agrave; beira-mar plantado.&raquo;

Uma certeza parece ser a de que ir em miss&atilde;o transforma vidas. &laquo;&ldquo;Eu n&atilde;o sou a mesma pessoa&rdquo; &eacute; a frase que mais ouvimos. Podemos pensar que estas miss&otilde;es curtas n&atilde;o t&ecirc;m impacto, mas t&ecirc;m. Os choques culturais e espirituais s&atilde;o muito grandes, e as pessoas v&ecirc;m mudadas. Poder ver pessoas que n&atilde;o t&ecirc;m &aacute;gua, ou comida, faz com que os volunt&aacute;rios voltem mais dispon&iacute;veis, mais abertos, mais perto das pessoas&raquo;, e esses ensinamentos s&atilde;o depois passados para a vida &ldquo;normal&rdquo; que retomam.
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Para os interessados em partir, &eacute; s&oacute; clicar em www.fecongd.org e n&atilde;o pensarem que basta fazer as malas e arrancar. &laquo;A primeira coisa &eacute; que n&atilde;o pensem que v&atilde;o partir amanh&atilde;. &Eacute; necess&aacute;ria forma&ccedil;&atilde;o, e para isso podem ao nosso site e ver a lista de 61 organiza&ccedil;&otilde;es cat&oacute;licas ou ligadas &agrave; Igreja e contactar a mais pr&oacute;xima. Ou se precisarem podem entrar em contacto connosco e n&oacute;s ajudamos a encaminhar&raquo;, promete a Catarina.

Pode ler toda a reportagem na edi&ccedil;&atilde;o de julho-agosto da revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: D.R. e Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Mon, 17 Jul 2017 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Fotógrafos unem-se para apoiar os bombeiros</title>
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<description><![CDATA[O fot&oacute;grafo da Lusa Ant&oacute;nio Cotrim reuniu mais de 200 fot&oacute;grafos profissionais para uma iniciativa solid&aacute;ria de apoio aos bombeiros de Castanheira de Pera, uma das corpora&ccedil;&otilde;es mais fustigadas pelos inc&ecirc;ndios do m&ecirc;s passado, e que inclusive perdeu um dos seus bombeiros no combate &agrave;s chamas.


&laquo;Uma Imagem Solid&aacute;ria&raquo; &eacute; o nome da exposi&ccedil;&atilde;o que re&uacute;ne, nos dias 19 e 20 de julho, todas as imagens cedidas pelos fot&oacute;grafos no Museu da Funda&ccedil;&atilde;o Portuguesa das Comunica&ccedil;&otilde;es, em Lisboa. O objetivo da exposi&ccedil;&atilde;o &eacute; que os visitantes possam levar para casa uma das fotos da exposi&ccedil;&atilde;o, a troco de um donativo de, no m&iacute;nimo, 20&euro;. Todas as receitas resultantes dos donativos ser&atilde;o entregues aos bombeiros de Castanheira de Pera.
&nbsp;
&laquo;Ser&aacute; um evento aberto ao p&uacute;blico, que por um valor m&iacute;nimo de 20 euros poder&aacute; levar para casa uma fotografia&raquo;, explicou &agrave; Lusa o fotojornalista Ant&oacute;nio Cotrim, mentor da iniciativa. &laquo;[A iniciativa serve para] demonstrar que os fotojornalistas n&atilde;o s&atilde;o sanguessugas e abutres &agrave; volta das desgra&ccedil;as. Temos sentimentos, preocupamo-nos com a sociedade e queremos dizer que estamos c&aacute;&raquo;, referiu Ant&oacute;nio Cotrim.

Apesar do objetivo inicial ser juntar registos de fotojornalistas, a onda de solidariedade que surgiu fez com que a organiza&ccedil;&atilde;o permitisse a participa&ccedil;&atilde;o de outros fot&oacute;grafos profissionais. A Colorfoto associou-se &agrave; iniciativa com apoio na impress&atilde;o das fotos, a Evento Gourmet vai garantir o catering durante a exposi&ccedil;&atilde;o e a Funda&ccedil;&atilde;o Portuguesa das Comunica&ccedil;&otilde;es cedeu o espa&ccedil;o.
&nbsp;
O fot&oacute;grafo da Lusa disse, em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Renascen&ccedil;a, que nunca tinha visto nada como aquele inc&ecirc;ndio. &laquo;Ao servi&ccedil;o da Lusa somos enviados para todos os cantos do mundo. J&aacute; vi coisas muito m&aacute;s, mas como aquilo, nunca vi&raquo;, refere, acrescentando que &laquo;andamos [os fotojornalistas] no terreno, compreendemos o que eles sentem, porque n&oacute;s tamb&eacute;m sentimos. &Eacute; uma forma de dizer &ldquo;contem connosco&rdquo;&raquo;.
&nbsp;
As fotos estar&atilde;o penduradas, como numa floresta, e as pessoas, com donativos a partir dos 20&euro;, levar&atilde;o a foto que escolherem. Pode encontrar abaixo a localiza&ccedil;&atilde;o da Funda&ccedil;&atilde;o das Comunica&ccedil;&otilde;es.

 &nbsp;

Texto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Fri, 14 Jul 2017 15:54:00 +0100</pubDate>
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<title>«É importante propor aos cristãos» este tipo de santidade</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco publicou o motu proprio Maiorem hac dilectionem, no qual estabelece uma quarta via para o reconhecimento da santidade de algu&eacute;m pela Igreja. A &quot;oferta da vida&quot; &eacute; a quarta via para os processos de canoniza&ccedil;&atilde;o, juntando-se ao mart&iacute;rio, ao exerc&iacute;cio das &quot;virtudes her&oacute;icas&quot; e &agrave; canoniza&ccedil;&atilde;o &quot;equipolente&quot; (por decis&atilde;o expl&iacute;cita do Papa).


Os processos de canoniza&ccedil;&atilde;o que se incluem na categoria da &quot;oferta da vida&quot; seguem as normas dos casos das virtudes heroicas, come&ccedil;ando primeiro na fase diocesana, com a recolha de documenta&ccedil;&atilde;o relativa ao candidato, a que se segue a fase romana, onde os processos s&atilde;o avaliados na Congrega&ccedil;&atilde;o para as Causas dos Santos, de acordo com a legisla&ccedil;&atilde;o da Santa S&eacute; e as altera&ccedil;&otilde;es introduzidas pelo Papa Francisco e publicadas no dia 3 de mar&ccedil;o de 2016. Este tipo de via para a santidade requer na mesma a atribui&ccedil;&atilde;o de milagres por intercess&atilde;o do vener&aacute;vel para a beatifica&ccedil;&atilde;o e canoniza&ccedil;&atilde;o.

Desta forma, explica o arcebispo secret&aacute;rio do dicast&eacute;rio Marcello Bartolucci em declara&ccedil;&otilde;es ao Osservatore Romano, o Papa abriu uma &laquo;quarta via&raquo;, porque as precedentes n&atilde;o pareciam &laquo;suficientes para interpretar todos os poss&iacute;veis casos de santidade canoniz&aacute;vel&raquo;, tornando &laquo;merecedores de beatifica&ccedil;&atilde;o aqueles servos de Deus que, inspirados pelo exemplo de Cristo, tenham livre e deliberadamente oferecido e imolado a pr&oacute;pria vida pelos irm&atilde;os num ato supremo de caridade&raquo;.

O Pe. Miguel de Salis Amaral, autor do livro Concidad&atilde;os dos Santos e membros da fam&iacute;lia de Deus, considera que esta nova via &eacute; &laquo;de grande interesse&raquo;. &laquo;Apresenta casos de pessoas que, n&atilde;o tendo morrido em casos de persegui&ccedil;&atilde;o religiosa, ofereceram a sua vida para ajudar os outros porque viram neles a Cristo necessitado de ajuda. Uma ajuda que os levou a dar a vida, mesmo que &agrave;s vezes n&atilde;o tivessem um comportamento pessoal de enorme virtude&raquo;, refere o sacerdote.

O sacerdote considera que o Ano da Miseric&oacute;rdia foi &laquo;determinante&raquo; para esta decis&atilde;o do Papa. &laquo;O Papa ter&aacute; visto que &eacute; importante propor aos crist&atilde;os exemplos de santidade deste tipo, em que a miseric&oacute;rdia se torna mais patente, visto que se chega a oferecer a vida. Isso &eacute; uma palavra de encorajamento para fazer o mesmo na nossa vida, quando seja necess&aacute;rio, e para nos dedicarmos aos outros mais em geral, mesmo quando temos consci&ecirc;ncia de n&atilde;o ser t&atilde;o santos&raquo;, considera, acrescentando que estamos a falar de &laquo;pessoas que deram a vida pelos outros, e morreram efetivamente, tendo dado a vida por dedica&ccedil;&atilde;o e amor crist&atilde;o aos outros. Gente corrente que tomou uma decis&atilde;o heroica de dar a vida por um filho que ia nascer, por defender um filho da amea&ccedil;a da droga, ou do que seja. M&eacute;dicos, enfermeiras, religiosos e religiosas, que se expuseram ao cont&aacute;gio de doen&ccedil;as perigosas - das quais depois morreram - porque preferiram assistir medicamente aqueles doentes em vez de fugir ou pedir a outros que o fizessem&raquo;.

A Igreja tem assistido a um aumento exponencial do n&uacute;mero de santos elevados ao altar nos &uacute;ltimos s&eacute;culos. Esta nova via poder&aacute; conduzir a um aumento ainda maior, e question&aacute;mos o Pe. Miguel de Salis sobre se corremos um maior risco de banaliza&ccedil;&atilde;o da santidade. &laquo;Acho que n&atilde;o, pois o Papa pede que a oferta da vida esteja ligada &agrave; morte, efetivamente verificada. A diferen&ccedil;a entre o m&aacute;rtir e o crist&atilde;o que oferece a vida &eacute; que o m&aacute;rtir d&aacute; a vida por Cristo mas &eacute; morto por algu&eacute;m que persegue os crist&atilde;os, e quem a oferece por Cristo n&atilde;o &eacute; morto por um perseguidor dos crist&atilde;os. Os dois d&atilde;o a vida, os dois morrem, mas um foi perseguido por odio &agrave; f&eacute; crist&atilde; e o outro n&atilde;o&raquo;, explica o sacerdote portugu&ecirc;s.

Uma consequ&ecirc;ncia ou mudan&ccedil;a que esta nova via pode trazer &eacute; no auemnto do n&uacute;mero de leigos que poder&atilde;o subir aos altares. &laquo;Estou convencido de que &eacute; muito poss&iacute;vel que haja mais leigos [a serem canonizados], mas tamb&eacute;m haver&aacute; mais padres, mais religiosos e religiosas, mais bispos, que poder&atilde;o ser apresentados como exemplos de oferta generosa da vida por Cristo&raquo;, diz.

&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e Arquivo PAULUS
]]></description>
<pubDate>Fri, 14 Jul 2017 12:16:00 +0100</pubDate>
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<title>«Bíblia é livro extremamente perigoso», diz o Papa</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/papa-biblia-e-livro-extremamente-perigoso</link>
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<description><![CDATA[O Papa desafia os jovens a ler a B&iacute;blia que diz ser o seu &laquo;inestim&aacute;vel tesouro&raquo;. No pref&aacute;cio &agrave; B&Iacute;BLIA JOVEM YOUCAT, Francisco confessa que a sua est&aacute; muito velhinha e usada, mas recusa outra. &laquo;Viu as minhas alegrias, foi banhada pelas minhas l&aacute;grimas: &eacute; o meu inestim&aacute;vel tesouro. Vivo dela e por nada no mundo me desfa&ccedil;o dela.&raquo;

Hoje, ter uma B&iacute;blia pode ser t&atilde;o perigoso como ter armas, diz o Papa. &laquo;A B&iacute;blia &eacute; um livro extremamente perigoso, de tal forma que em certos pa&iacute;ses quem possui uma B&iacute;blia &eacute; tratado como se escondesse granadas no arm&aacute;rio!&raquo;, afirma. Francisco afirma que n&atilde;o se trata apenas de uma obra-prima liter&aacute;ria ou de antigas e belas hist&oacute;rias, mas &laquo;com a Palavra de Deus, a luz veio ao mundo e nunca mais se apagou&raquo;. Da&iacute; que incentive os jovens a n&atilde;o p&ocirc;r a B&iacute;blia numa prateleira a ganhar p&oacute;, pelo contr&aacute;rio. Ela deve ser usada &laquo;para ser levada na m&atilde;o, para ser lida frequentemente, a cada dia, quer sozinho, quer acompanhado&raquo;.
&nbsp;
As tr&ecirc;s sugest&otilde;es do Papa:


	&laquo;De facto, voc&ecirc;s praticam desporto em grupo, v&atilde;o ao centro comercial acompanhados; porque n&atilde;o ler juntos, em grupos de dois, tr&ecirc;s ou quatro, a B&iacute;blia?&raquo;
	&laquo;Talvez ao ar livre, imersos na natureza, no bosque, &agrave; beira-mar, de noite &agrave; luz das velas... fariam uma experi&ecirc;ncia forte e envolvente. Ou talvez tenham medo de parecer rid&iacute;culos diante dos outros?&raquo;
	&laquo;A Palavra de Deus n&atilde;o pode ser lida com &ldquo;uma vista de olhos&rdquo;! Antes, perguntem-se: &laquo;O que diz este texto ao meu cora&ccedil;&atilde;o? Deus fala-me atrav&eacute;s desta palavra? &Eacute; poss&iacute;vel que suscite anseios, a minha sede profunda? O que devo fazer?&raquo;&nbsp;


&nbsp;
O Papa chega mesmo a confidenciar como reza com a sua velhinha B&iacute;blia. L&ecirc; e fica a deixar-se olhar por Deus. &laquo;N&atilde;o sou eu que olho para Ele, mas &eacute; Ele que olha para mim: Deus est&aacute; realmente ali, presente. Assim que me deixo observar por Ele e escuto &ndash; e n&atilde;o &eacute; um certo sentimentalismo &ndash;, percebo no mais profundo do meu ser aquilo que o Senhor me diz.&raquo;

Por se sentir &laquo;filho pr&oacute;ximo do seu pai&raquo;, o Papa Francisco desafia os jovens a fazerem a mesma experi&ecirc;ncia e a lerem a B&iacute;blia.
B&Iacute;BLIA JOVEM YOUCAT j&aacute; se encontra dispon&iacute;vel em Portugal. A obra faz parte da cole&ccedil;&atilde;o YOUCAT e foi preparada, durante tr&ecirc;s anos, por uma equipa de biblistas, doutores em Sagradas Escrituras, membros da Comiss&atilde;o Teol&oacute;gica Internacional da Santa S&eacute; e professores do Pontif&iacute;cio Instituto B&iacute;blico de Roma.A acompanhar os livros b&iacute;blicos h&aacute; uma breve introdu&ccedil;&atilde;o, frases de grandes santos e pensadores da Humanidade e ilustra&ccedil;&otilde;es.

&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Wed, 12 Jul 2017 16:00:00 +0100</pubDate>
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<title>O que não dizer aos filhos sobre trabalho</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/o-que-nao-dizer-aos-filhos-sobre-trabalho</link>
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<description><![CDATA[&laquo;Porque vais trabalhar, m&atilde;e?&raquo; &laquo;Pap&aacute;, tens de ir trabalhar? Porqu&ecirc;?&raquo; Levante a m&atilde;o o pai ou m&atilde;e que nunca teve de responder a estas perguntas. Mas h&aacute; maneiras mais corretas do que outras de ajudar os filhos a perceber por que raz&atilde;o os pais trabalham fora de casa.


Patricia Debeljuh &eacute; professora universit&aacute;ria, investigadora e diretora do Centro de Concilia&ccedil;&atilde;o Fam&iacute;lia e Empresa, na Argentina. Ela defende que &eacute; preciso explicar bem. Patricia diz que isto n&atilde;o &eacute; um ponto menor, mas muito importante na educa&ccedil;&atilde;o deles.


&laquo;Quando escuto, pelo mundo, pap&aacute;s ou mam&atilde;s dizendo aos seus filhos que lhes dedicam pouco tempo, e a explica&ccedil;&atilde;o que lhes d&atilde;o, tenham a idade que tiverem, &eacute; &ldquo;o pap&aacute; e a mam&atilde; saem para trabalhar para que voc&ecirc;s possam ter estas sapatilhas&rdquo; ou &ldquo;para que tu possas estudar no col&eacute;gio bilingue ou trilingue&rdquo; ou que &ldquo;a mam&atilde; sai para trabalhar para que este ano possamos ir de f&eacute;rias &agrave; Disney&rdquo;. &Eacute; a pior explica&ccedil;&atilde;o que podem dar aos seus filhos, porque v&atilde;o associar que a aus&ecirc;ncia da m&atilde;e ou do pai est&aacute; diretamente relacionada com dinheiro. A compensa&ccedil;&atilde;o por perder a mam&atilde; ou o pap&aacute; &eacute; a viagem &agrave; Disney, o col&eacute;gio&hellip; e os pais, quase sem se darem conta, est&atilde;o a educar um consumista. Porqu&ecirc;? Porque esse filho vai pedir cada vez mais. Passa-se o mesmo com as viagens. Que fazem os pap&aacute;s ou mam&atilde;s que por causa do seu trabalho viagem? Trazem presentes com a ideia de suprimir&hellip; os filhos v&atilde;o associando que o trabalho &eacute; o que lhes d&aacute; o que querem. E acabam por manipular, porque claro n&atilde;o se conformam. Aten&ccedil;&atilde;o: no fundo, n&atilde;o lhes est&atilde;o a explicar a verdadeira motiva&ccedil;&atilde;o para sair de casa para trabalhar.&raquo;

&nbsp;
Porque trabalhamos?

Ent&atilde;o que se deve dizer? Na verdade porque sa&iacute;mos de casa e deixamos os filhos nas escolas e creches? Se nunca pensou muito nisso, &eacute; altura de olhar e refletir. Patricia Debeljuh d&aacute; uma ajuda. Ela diz que h&aacute; tr&ecirc;s motiva&ccedil;&otilde;es: extr&iacute;nseca, intr&iacute;nseca e transcendente.
&nbsp;

A motiva&ccedil;&atilde;o extr&iacute;nseca &laquo;est&aacute; relacionada com tudo o que nos vem do trabalho: o sal&aacute;rio, a remunera&ccedil;&atilde;o&raquo;. Mas esta motiva&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; suficiente. &laquo;Se fizer um estudo mundial com uma s&oacute; pergunta estou certa de que teria uma unanimidade nas respostas. &ldquo;Senhor, senhora, gostaria de ganhar mais dinheiro?&rdquo; Todos responderiam que sim. Toda a gente quer mais. A primeira motiva&ccedil;&atilde;o &eacute; extr&iacute;nseca, mas &eacute; insuficiente porque nunca estaremos satisfeitos com o que recebemos.&raquo;
&nbsp;

A motiva&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca est&aacute; relacionada com o que nos motiva interiormente. &laquo;Quando algu&eacute;m trabalha desfruta muito do seu trabalho, aprende muito e quando deixa de aprender muda de trabalho. &Eacute; necess&aacute;ria a motiva&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca, porque &eacute; feio e triste quando o trabalho n&atilde;o te motiva, n&atilde;o te desafia. Aborreces-te&nbsp; e por mais que te paguem queres ir-te embora.&raquo;
&nbsp;

A terceira motiva&ccedil;&atilde;o &eacute; a transcendente e Patricia diz que &eacute; inesgot&aacute;vel, porque &laquo;faz refer&ecirc;ncia ao impacto que o meu trabalho tem nos outros, come&ccedil;ando pela pr&oacute;pria fam&iacute;lia&raquo;.



Que dizer aos filhos?

Assim, Patricia defende que deve ser explicado aos filhos que os pais trabalham pelo bem que fazem a outras pessoas, come&ccedil;ando por eles.


&laquo;Se se consegue explicar aos filhos esse bem que se consegue fazer aos outros pelo trabalho, eles podem entender, de acordo com as idades, que a mam&atilde; esteja menos tempo em casa. Podem estar orgulhos&iacute;ssimos de que a sua mam&atilde; esteja a trabalhar.&raquo; 


Patricia d&aacute; um exemplo a que assistiu na Argentina. &laquo;H&aacute; uma certa rivalidade entre as mam&atilde;s que trabalham fora e as que n&atilde;o trabalham fora. Nos anivers&aacute;rios dos filhos, as mam&atilde;s que n&atilde;o trabalham fora trazem um bolo superdecorado, em que pensaram durante tr&ecirc;s dias e a mam&atilde; que trabalha fora foi &agrave; pastelaria da esquina e comprou o mais bonito que encontrou e veio &agrave; festinha. H&aacute; uma competi&ccedil;&atilde;o de bolos!&raquo;, diz rindo. Mas esta investigadora, com forma&ccedil;&atilde;o em filosofia, afirma que &laquo;os meninos tamb&eacute;m percebem e j&aacute; ouvi mais do que uma crian&ccedil;a feliz porque a sua m&atilde;e est&aacute; a mudar o mundo. A m&atilde;e conseguiu explicar-lhe a motiva&ccedil;&atilde;o extr&iacute;nseca e ele percebe que n&atilde;o esteja sempre com ele&raquo;. Patricia sublinha que estas motiva&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m se adequam &agrave;s m&atilde;es que est&atilde;o em casa com os filhos e aos pais. As motiva&ccedil;&otilde;es podem ser as mesmas e tamb&eacute;m &laquo;muda o mundo a mam&atilde; que est&aacute; em casa&raquo;. Fazer o bem aos outros tanto faz o m&eacute;dico que pode ajudar os doentes a ficarem melhores, como o padeiro que faz o p&atilde;o para alimentar as pessoas, ou o senhor que varre o ch&atilde;o para manter as ruas limpas. Da&iacute; que esta motiva&ccedil;&atilde;o seja para todos.

Mas deixa um conselho &agrave;s m&atilde;es:

&laquo;As mulheres querem ser boas em tudo: a melhor m&atilde;e, a melhor profissional, a melhor esposa, a melhor filha, a melhor nora e, al&eacute;m disso, estar sempre bem arranjadas, ter as m&atilde;os arranjadas, ir ao gin&aacute;sio! Colapsamos! N&atilde;o existem supermulheres. Fazemos o que podemos!&raquo;

&nbsp;

Reportagem: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Foto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o e FreeimagesPT
]]></description>
<pubDate>Fri, 07 Jul 2017 10:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Recorde: Mais de 128 milhões de euros doados à Fundação AIS</title>
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<description><![CDATA[Em 2016, mais de 128 milh&otilde;es de euros foram arrecadados em todo o mundo para a Funda&ccedil;&atilde;o AIS &ndash; Ajuda &agrave; Igreja que Sofre. &Eacute; um recorde. Foram apoiados mais de 5300 projetos em 148 pa&iacute;ses. O valor que pessoas de todo o mundo doaram &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o AIS subiu em 2016. Em Portugal, aconteceu o mesmo. Os portugueses doaram mais de 3 milh&otilde;es de euros, o valor mais alto de sempre.


Olhando para os projetos que a organiza&ccedil;&atilde;o tem pelo mundo, 27,5% s&atilde;o em &Aacute;frica, e 22,6% no M&eacute;dio Oriente. Em comunicado, a organiza&ccedil;&atilde;o revela que esta ajuda tem sido &laquo;absolutamente crucial em algumas zonas do globo onde os Crist&atilde;os t&ecirc;m estado a ser particularmente atingidos por guerras, viol&ecirc;ncia e terrorismo&raquo; e d&aacute; o exemplo do Iraque onde &laquo;quase 50% da ajuda que chega aos Crist&atilde;os &eacute; fornecida atrav&eacute;s da Funda&ccedil;&atilde;o AIS (Ajuda &agrave; Igreja que Sofre)&raquo;.
&nbsp;

A Funda&ccedil;&atilde;o AIS tem ajudado a sobreviver &laquo;43 mil sacerdotes em &Aacute;frica e na &Aacute;sia, assim como quase 11 mil seminaristas em todo o mundo&raquo;. De acordo com dados fornecidos pela organiza&ccedil;&atilde;o, &laquo;1 em cada 11 seminaristas no mundo &eacute; apoiado diretamente atrav&eacute;s da Funda&ccedil;&atilde;o AIS&raquo; e 11 mil religiosas tamb&eacute;m s&atilde;o apoiadas.

Em 2016, com a Campanha da Miseric&oacute;rdia, pedida pelo Papa Francisco, foram lan&ccedil;ados projetos no L&iacute;bano, na Col&ocirc;mbia, na Rep&uacute;blica Centro-Africana e na &Iacute;ndia. No total, foram &laquo;apoiados 1222 projetos de constru&ccedil;&atilde;o e foram entregues 765 meios de transportes a sacerdotes e religiosas, especialmente em &Aacute;frica e na &Aacute;sia&raquo;.

Os projetos de constru&ccedil;&atilde;o referem-se a semin&aacute;rios, capelas, igrejas ou catedrais destru&iacute;dos total ou parcialmente por causa da guerra, atos terroristas ou cat&aacute;strofes naturais.
&nbsp;
A Funda&ccedil;&atilde;o AIS foi fundada em 1947 e &eacute; uma organiza&ccedil;&atilde;o dependente da Santa S&eacute;.
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&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Funda&ccedil;&atilde;o AIS
&nbsp;
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Thu, 29 Jun 2017 13:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Aborto abordado no 7.º ano</title>
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<description><![CDATA[Seis meses depois de terminada a discuss&atilde;o p&uacute;blica, j&aacute; saiu o Referencial de Educa&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de. As quest&otilde;es mais pol&eacute;micas diziam respeito &agrave; sexualidade. Depois da peti&ccedil;&atilde;o que juntou mais de 9 mil assinaturas, o Governo recuou e remeteu a quest&atilde;o do aborto para o 7.&ordm; ano. Na vers&atilde;o inicial do documento, &laquo;distinguir intrrup&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria da gravidez de interrup&ccedil;&atilde;o involunt&aacute;ria da gravidez&raquo; estava previsto para o 5.&ordm; ano o que gerou fortes cr&iacute;ticas de alguns setores.



A vers&atilde;o inicial do documento, previa, no ensino secund&aacute;rio, &laquo;respeitar as diferentes op&ccedil;&otilde;es individuais face &agrave; sexualidade nomeadamente a abstin&ecirc;ncia&raquo;. Ora, essa refer&ecirc;ncia &agrave; abstin&ecirc;ncia e ao respeito por essa &laquo;op&ccedil;&atilde;o individual&raquo; desapareceu. Esse era um dos pontos que Cristina S&aacute; Carvalho elogiava na reportagem que a FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; fez sobre a forma como a sexualidade &eacute; ensinada e deve ser ensinada nas escolas. A respons&aacute;vel do Secretariado Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde; e autora de v&aacute;rios livros sobre o tema, via &laquo;um progresso importante&raquo; no referencial que &laquo;obriga as escolas a trabalhar de forma mais positiva&raquo;. A professora elogiava tamb&eacute;m que, pela primeira vez, um documento do Minist&eacute;rio de Educa&ccedil;&atilde;o falasse de abstin&ecirc;ncia. Agora j&aacute; n&atilde;o fala. Pode comparar as suas vers&otilde;es. A vers&atilde;o final &eacute; esta e que esteve em discuss&atilde;o p&uacute;blica em dezembro &eacute; esta.

A pol&eacute;mica estalou em dezembro de 2016, quando o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o submeteu a discuss&atilde;o p&uacute;blica o Referencial de Educa&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de. O documento, preparado pela Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Sa&uacute;de e pela Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Educa&ccedil;&atilde;o, aborda a sa&uacute;de mental e preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia, educa&ccedil;&atilde;o alimentar, atividade f&iacute;sica, comportamentos aditivos e depend&ecirc;ncias e afetos e educa&ccedil;&atilde;o para a sexualidade. As quest&otilde;es mais pol&eacute;micas foram: &laquo;desenvolver uma atitude positiva em rela&ccedil;&atilde;o ao prazer e &agrave; sexualidade&raquo; na educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar e no 1.&ordm; e 2.&ordm; ciclos do ensino b&aacute;sico (dos tr&ecirc;s aos 12 anos) e no 2.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico (5.&ordm; e 6.&ordm; ano), distinguir &laquo;Interrup&ccedil;&atilde;o Volunt&aacute;ria da Gravidez de Interrup&ccedil;&atilde;o Involunt&aacute;ria da Gravidez&raquo;.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o

Not&iacute;cias relacionadas:
- Educa&ccedil;&atilde;o sexual ou para o amor?]]></description>
<pubDate>Wed, 28 Jun 2017 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Ordem dos Psicólogos acusada de impor ideologia de género</title>
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<description><![CDATA[Uma peti&ccedil;&atilde;o acusa a Ordem dos Psic&oacute;logos Portugueses de tentar impor a ideologia de g&eacute;nero a estes profissionais. Em causa est&atilde;o as orienta&ccedil;&otilde;es para interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica junto de pessoas LGB (L&eacute;sbicas, Gays e Bissexuais) e Trans (Transsexuais). A peti&ccedil;&atilde;o foi lan&ccedil;ada pelo Centro de Recursos Pessoa Fam&iacute;lia e Sociedade.




No texto, dispon&iacute;vel aqui, pode ler-se que &laquo;este n&atilde;o &eacute; um documento cient&iacute;fico: &eacute; um programa ideol&oacute;gico, desprovido de refer&ecirc;ncias cient&iacute;ficas e recheado de generaliza&ccedil;&otilde;es e opini&otilde;es, sustentadas por uma s&oacute; vis&atilde;o dos temas&raquo; e que &laquo;o seu &acirc;mbito vai al&eacute;m do exerc&iacute;cio da pr&aacute;tica cl&iacute;nica e estende-se a qualquer situa&ccedil;&atilde;o em que o psic&oacute;logo possa direta ou indiretamente afetar a popula&ccedil;&atilde;o LGBT&raquo;. Al&eacute;m disso, a peti&ccedil;&atilde;o acusa as orienta&ccedil;&otilde;es de indicarem &laquo;que s&oacute; h&aacute; uma forma de lidar com estas pessoas: for&ccedil;&aacute;-las a aceitar que o desconforto criado &eacute; resultado do preconceito social. A solu&ccedil;&atilde;o, de acordo com a OPP, &eacute; apenas assumir a sua identidade LGBT e combater o preconceito&raquo;.

Ordem dos Psic&oacute;logos critica categoriza&ccedil;&atilde;o homem/mulher
A FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; foi ler o Guia Orientador da Interven&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica Com Pessoas L&eacute;sbicas, Gays, Bissexuais e Trans (LGBT) da Ordem dos Psic&oacute;logos. O texto segue o que se considera ser a ideologia de g&eacute;nero ao distinguir sexo (que diz &laquo;ser atribu&iacute;do na altura do nascimento&raquo;) de g&eacute;nero (que diz ser &laquo;uma constru&ccedil;&atilde;o social decorrente das expectativas criadas em torno da perten&ccedil;a sexual&raquo;). Al&eacute;m disso, afirma-se que &laquo;a categoriza&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos assente em dois polos socialmente caracterizados como opostos &ndash; o masculino e o feminino &ndash; restringe a possibilidade de express&atilde;o das m&uacute;ltiplas identidades de g&eacute;nero que a diversidade sexual comporta&raquo;.

&laquo;Tentativas de mudan&ccedil;a da orienta&ccedil;&atilde;o sexual s&atilde;o eticamente reprov&aacute;veis&raquo;
As orienta&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m em conta quem pede apoio psicol&oacute;gico por sentir atra&ccedil;&atilde;o por pessoas do mesmo sexo e n&atilde;o o desejar. O documento salienta que os &laquo;pedidos de ajuda a psic&oacute;logas/os cl&iacute;nicas/os, que incluem a mudan&ccedil;a da orienta&ccedil;&atilde;o sexual&raquo; podem ser originados por estas pessoas &laquo;internalizarem o preconceito&raquo;. Perante esses pedidos de ajuda, &laquo;a interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica dever&aacute; ser afirmativa das orienta&ccedil;&otilde;es LGB, ajudando os/as clientes a consolidar a sua autoestima e a lidar com o preconceito&raquo;.

Nas guidelines propriamente ditas, a n.&ordm;2 afirma que os psic&oacute;logos &laquo;consideram que as atra&ccedil;&otilde;es, sentimentos e comportamentos dirigidos a pessoas do mesmo sexo s&atilde;o express&otilde;es da diversidade da sexualidade humana, que as orienta&ccedil;&otilde;es LGB n&atilde;o s&atilde;o doen&ccedil;as mentais e que as tentativas de mudan&ccedil;a da orienta&ccedil;&atilde;o sexual s&atilde;o eticamente reprov&aacute;veis&raquo;. Os psic&oacute;logos que tenham &laquo;preconceitos&raquo; ou &laquo;fatores pessoais que possam estar subjacentes a estes preconceitos (e.g., g&eacute;nero, orienta&ccedil;&atilde;o sexual, religi&atilde;o)&raquo; devem encaminhar esta popula&ccedil;&atilde;o para outros profissionais.

Documento tem refer&ecirc;ncia clara ao catolicismo
Na guideline 10 relativa &agrave; popula&ccedil;&atilde;o LGB, fala-se da religi&atilde;o e espiritualidade e da Igreja Cat&oacute;lica: &laquo;Ainda que alguns sistemas religiosos sejam relativamente neutros acerca da orienta&ccedil;&atilde;o sexual, em Portugal, a tradi&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica tem historicamente tido um peso relevante n&atilde;o s&oacute; na vis&atilde;o sobre a homossexualidade e bissexualidade (incluindo as pr&oacute;prias convic&ccedil;&otilde;es religiosas e espirituais das/os psic&oacute;logas/os), como na vida das pessoas LGB - em particular das que se identificam como Cat&oacute;licas - e nas suas dificuldades de integra&ccedil;&atilde;o das suas identidades conflituantes.&raquo;

J&aacute; nas guidelines para a interven&ccedil;&atilde;o dos psic&oacute;logos nas pessoas transsexuais, prev&ecirc;-se que os psic&oacute;logos &laquo;devem compreender que o g&eacute;nero &eacute; um construto n&atilde;o-bin&aacute;rio, que permite uma multiplicidade e uma plasticidade de identidades, e que estas podem n&atilde;o ser consistentes com o sexo atribu&iacute;do &agrave; nascen&ccedil;a&raquo;. Da&iacute; que estes profissionais devam, de acordo com estas orienta&ccedil;&otilde;es, aceitar &laquo;a diversidade de identidades de g&eacute;nero&raquo; &laquo;em todas as suas &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o&raquo;. Vai ainda mais longe afirmando que &laquo;o binarismo de g&eacute;nero, i.e., a categoriza&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos assente em dois polos socialmente caracterizados como opostos &ndash; o masculino e o feminino &ndash; restringe a possibilidade de express&atilde;o das m&uacute;ltiplas identidades de g&eacute;nero que a diversidade sexual comporta&raquo;.&nbsp;

Peti&ccedil;&atilde;o pede suspens&atilde;o da discuss&atilde;o p&uacute;blica
A peti&ccedil;&atilde;o lan&ccedil;ada agora pede ao baston&aacute;rio da Ordem dos Psic&oacute;logos Portugueses para suspender a discuss&atilde;o p&uacute;blica prevista at&eacute; 28 de junho, por considerar que &laquo;o tempo colocado &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o para a consulta p&uacute;blica &eacute; insuficiente para que se possa promover um amplo debate cient&iacute;fico, numa &aacute;rea onde a pr&oacute;pria ci&ecirc;ncia est&aacute; longe de ser consensual&raquo;. No texto enviado ao baston&aacute;rio, deixam-se algumas perguntas: &laquo;Devemos considerar que o sexo &eacute; atribu&iacute;do &agrave; nascen&ccedil;a? Se sim, qual &eacute; a base cient&iacute;fica dessa afirma&ccedil;&atilde;o?&raquo;; &laquo;Deve qualquer pessoa que tenha atra&ccedil;&atilde;o pelo mesmo sexo, e n&atilde;o se sinta confort&aacute;vel com isso, obrigatoriamente atribuir o seu desconforto ao preconceito social? O psic&oacute;logo fica restringido a encorajar a pessoa a assumir publicamente a sua orienta&ccedil;&atilde;o?&raquo;; &laquo;Que consequ&ecirc;ncia prev&ecirc; a OPP tirar da alus&atilde;o &agrave; Igreja Cat&oacute;lica? Quer a OPP dizer que a vis&atilde;o da sexualidade do cristianismo &ndash; e de outras religi&otilde;es &ndash; n&atilde;o &eacute; harmoniz&aacute;vel com uma abordagem cient&iacute;fica do comportamento humano?&raquo;; &laquo;O simples facto de ser necess&aacute;rio orienta&ccedil;&otilde;es para lidar com uma determinada popula&ccedil;&atilde;o, coloca essa popula&ccedil;&atilde;o num grupo especial, com necessidades especiais. Ser&aacute; isso consistente com a despatologiza&ccedil;&atilde;o da orienta&ccedil;&atilde;o sexual LGBT que a OPP defende? Qual &eacute; a base cient&iacute;fica para manter esta incongru&ecirc;ncia?&raquo;.

As guidelines da Ordem dos Psic&oacute;logos foram elaboradas com a colabora&ccedil;&atilde;o de organiza&ccedil;&otilde;es ligadas a associa&ccedil;&otilde;es LGBT e Trans.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
&nbsp;Not&iacute;cias relacionadas:
- Maria Jos&eacute; Vila&ccedil;a alvo de inqu&eacute;rito por delcara&ccedil;&otilde;es &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; 
- Rapaz ou rapariga: uma escolha?]]></description>
<pubDate>Fri, 23 Jun 2017 17:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Cuca Roseta canta no próprio casamento</title>
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<description><![CDATA[A fadista Cuca Roseta casou-se pela Igreja no passado dia 3 de junho e tornou agora p&uacute;blico o v&iacute;deo do momento em que canta uma nova vers&atilde;o da Ave Maria de Schubert.
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No seu blogue, com o t&iacute;tulo Sim, cantei no meu casamento E Partilho este momento convosco!, a fadista revela que pensou &laquo;muito se havia de cantar ou n&atilde;o&raquo;. Estava dividida: &laquo;Por um lado, tinha muita vontade, por outro tinha medo porque sabia que neste dia ia-me emocionar mais do que em qualquer outro!&raquo; Cuca come&ccedil;ou por apenas ouvir a m&uacute;sica. Mas no momento decidiu o que sentia que devia fazer: &laquo;Pensei que se tinha cantado em mais de mil casamentos n&atilde;o faria sentido n&atilde;o cantar no meu, at&eacute; porque era uma forma de agradecer este dia a Nossa Senhora&raquo;, afirma. Diz que esse momento a &laquo;marcou para sempre&raquo; porque &laquo;n&atilde;o h&aacute; melhor palco do que este, com maior emo&ccedil;&atilde;o e felicidade&raquo;. Cuca diz tamb&eacute;m achar &laquo;que nunca se voltar&aacute; a repetir esta sensa&ccedil;&atilde;o de partilha e alegria em forma de prece&raquo;. A vers&atilde;o que cantou da Ave Maria de Schubert era em portugu&ecirc;s, latim e ingl&ecirc;s.

Em janeiro, a fadista partilhou com os leitores da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; a sua rela&ccedil;&atilde;o com Nossa Senhora de F&aacute;tima. Cuca Roseta dizia: &laquo;Sempre rezei a Nossa Senhora, acho que sem d&uacute;vida &eacute; atrav&eacute;s dela que chegamos at&eacute; Deus, ela &eacute; a nossa m&atilde;e, que cuida, que protege, que olha por n&oacute;s e que tem um amor incondicional, mesmo que n&oacute;s n&atilde;o o retribuamos sempre, como qualquer m&atilde;e que ama o seu filho acima de tudo e que est&aacute; sempre l&aacute; para amparar na queda.
Quando fui m&atilde;e da Benedita senti a presen&ccedil;a de Nossa Senhora na hora do nascimento.&raquo;

Cuca Roseta j&aacute; fez 21 peregrina&ccedil;&otilde;es a F&aacute;tima, al&eacute;m de retiros, encontros e visitas com a fam&iacute;lia. &laquo;Ter feito parte de tantos grupos cat&oacute;licos ajudou-me em certas alturas da vida a perceber o imprescind&iacute;vel que era para mim dar resposta a esta f&eacute;. Fiz parte das equipas de jovens de Nossa Senhora, Alian&ccedil;a de Amor em Schoenstatt, Comunh&atilde;o e Liberta&ccedil;&atilde;o, coro dos Salesianos... Muitos foram os grupos que me ajudavam a manter a luz da f&eacute; acesa&raquo;, afirmou na altura.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Foto: Alfredo Matos
V&iacute;deo: Cuca Roseta
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Not&iacute;cias relacionadas:
F&aacute;tima por... Cuca Roseta

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]]></description>
<pubDate>Fri, 23 Jun 2017 09:00:00 +0100</pubDate>
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<item>
<title>Caminho de Emaús no ar há 500 programas</title>
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<description><![CDATA[Vai para o ar, esta semana, a emiss&atilde;o 500 do Caminho de Ema&uacute;s, o programa de r&aacute;dio da PAULUS Editora.
O convidado deste programa &ldquo;especial&rdquo; &eacute; Monsenhor V&iacute;tor Feytor Pinto, que fala sobre sexualidade humana e palavra vivida. O espa&ccedil;o de opini&atilde;o est&aacute; ao cuidado, esta semana, do C&oacute;nego Ant&oacute;nio Rego e a medita&ccedil;&atilde;o das leituras do domingo &eacute; da responsabilidade do Pe. Jos&eacute; Carlos Nunes.

Em comunicado, a PAULUS Editora salienta que &laquo;o programa 500 marca o aproximar da celebra&ccedil;&atilde;o do 10.&ordm; anivers&aacute;rio, que acontecer&aacute; no in&iacute;cio de dezembro, com o arranque do novo ano lit&uacute;rgico. Um marco importante para este pequeno projeto que pretende ir deixando, semanalmente, sementes de esperan&ccedil;a na vida de tantos quantos o escutam atrav&eacute;s das mais de 30 r&aacute;dios que emitem o Caminho de Ema&uacute;s&raquo;.
&nbsp;

O Pe. Jos&eacute; Carlos Nunes, diretor-geral, afirma que &laquo;estar a celebrar 500 programas do Caminho de Ema&uacute;s, com tanta aceita&ccedil;&atilde;o por parte de dezenas de r&aacute;dios e milhares de ouvintes, &eacute; para n&oacute;s um motivo de j&uacute;bilo e &acirc;nimo para a continua&ccedil;&atilde;o deste projeto&raquo;.
&nbsp;

O sacerdote paulista refor&ccedil;a ainda que &laquo;s&atilde;o transmitidos valores que nos humanizam e que a PAULUS procura veicular em todos os seus meios, imprensa, r&aacute;dio, televis&atilde;o e mundo digital&raquo;. O Pe. Jos&eacute; Carlos Nunes agradece a todos os ouvintes, &agrave;s r&aacute;dios que o difundem e tamb&eacute;m a todos os que ao longo destas 500 emiss&otilde;es t&ecirc;m produzido e participado na sua realiza&ccedil;&atilde;o, &laquo;pela sua grande dedica&ccedil;&atilde;o e at&eacute; um sentido de miss&atilde;o que &eacute; louv&aacute;vel&raquo;, referiu.
&nbsp;

O Caminho de Ema&uacute;s &eacute; uma presen&ccedil;a semanal nas ondas da r&aacute;dio e &eacute; emitido em mais de 30 emissoras em Portugal e no estrangeiro. Na internet, pode ser escutado em qualquer momento em www.paulus.pt/radio.
]]></description>
<pubDate>Fri, 23 Jun 2017 07:00:00 +0100</pubDate>
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<item>
<title>Incêndios: Igreja promove peditório nacional a 2 de julho</title>
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<description><![CDATA[A Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) anunciou hoje que as dioceses cat&oacute;licas v&atilde;o promover um pedit&oacute;rio nacional, a 2 de julho, para ajudar as v&iacute;timas dos inc&ecirc;ndios que atingiram o pa&iacute;s nos &uacute;ltimos dias.


&laquo;Pedimos a todas as comunidades crist&atilde;s, e a quem deseje associar-se, que al&eacute;m de outras iniciativas solid&aacute;rias dediquem a ora&ccedil;&atilde;o, o sufr&aacute;gio e o ofert&oacute;rio do primeiro domingo de julho a esta finalidade&raquo;, refere uma nota divulgada ao in&iacute;cio da tarde pelo porta-voz do episcopado, padre Manuel Barbosa. O montante recolhido vai ser enviado para a C&aacute;ritas Portuguesa, &laquo;a fim de ser encaminhado, com brevidade, para aqueles que necessitam&raquo;.

A C&aacute;ritas j&aacute; tinha avan&ccedil;ado com a abertura de uma conta solid&aacute;ria - &#39;C&aacute;ritas com Portugal abra&ccedil;a v&iacute;timas dos inc&ecirc;ndios&#39; - (PT50 0035 0001 00200000 730 54), na Caixa Geral de Dep&oacute;sitos.

Os bispos cat&oacute;licos manifestam o seu &laquo;reconhecimento e apoio&raquo; aos bombeiros, &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es de socorro e aos &laquo;numerosos&raquo; volunt&aacute;rios que est&atilde;o no terreno e desenvolvem &laquo;todos os esfor&ccedil;os para salvar vidas, minorar danos e evitar a perda de pessoas e bens&raquo;, mesmo &agrave; custa de &laquo;riscos pessoais&raquo;.

O fogo que come&ccedil;ou este s&aacute;bado numa &aacute;rea florestal em Escalos Fundeiros, em Pedr&oacute;g&atilde;o Grande (Distrito de Leiria, Diocese de Coimbra), e se alastrou aos munic&iacute;pios vizinhos de Castanheira de P&ecirc;ra e Figueir&oacute; dos Vinhos, provocou at&eacute; ao momento 64 mortos; h&aacute; tamb&eacute;m mais de 160 feridos a registar e 150 fam&iacute;lias desalojadas. &laquo;N&oacute;s, os bispos portugueses, acompanhamos com dor, preocupa&ccedil;&atilde;o solid&aacute;ria e ora&ccedil;&atilde;o a dram&aacute;tica situa&ccedil;&atilde;o dos inc&ecirc;ndios, que provocaram numerosas v&iacute;timas e que est&atilde;o a causar enorme devasta&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s&raquo;, refere a nota da CEP.

Os bispos cat&oacute;licos deixam uma palavra de proximidade com a &laquo;dor dos que choram os seus familiares e amigos que perderam a vida, pedindo a Deus que os acolha junto de si&raquo;. &laquo;Neste momento, em cada uma das nossas Igrejas diocesanas, sentimo-nos pr&oacute;ximos e comprometidos com a situa&ccedil;&atilde;o dram&aacute;tica dos que sofrem&raquo;, observam os membros da CEP.

A nota sublinha a participa&ccedil;&atilde;o das comunidades crist&atilde;s, das C&aacute;ritas diocesanas, da C&aacute;ritas Portuguesa e de outras institui&ccedil;&otilde;es eclesiais nos esfor&ccedil;os de &laquo;acudir &agrave;s v&iacute;timas, providenciar meios de primeira necessidade e colaborar no ressurgir da esperan&ccedil;a, da solidariedade e do alento para reconstruir a vida, o alento e o futuro&raquo;.

A Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa tinha denunciado a 27 abril o &laquo;flagelo&raquo; dos inc&ecirc;ndios e pedia a toda a sociedade que se mobilize para contrariar uma &laquo;chaga&raquo; de &laquo;propor&ccedil;&otilde;es quase incontrol&aacute;veis&raquo;. Na nota pastoral &lsquo;Cuidar da casa comum &ndash; prevenir e evitar os inc&ecirc;ndios&rsquo;, o episcopado cat&oacute;lico defendeu que Portugal &laquo;tem sido de tal modo assolado por inc&ecirc;ndios que estes se tornaram um aut&ecirc;ntico flagelo com propor&ccedil;&otilde;es quase incontrol&aacute;veis&raquo;.

Hoje, a CEP refor&ccedil;ou a necessidade de &laquo;medidas mais preventivas, concretas e concertadas&raquo; sobre uma &laquo;calamidade&raquo; que atinge Portugal &laquo;todos os anos&raquo;. O organismo episcopal est&aacute; reunido em F&aacute;tima para as suas jornadas anuais de estudo e reflex&atilde;o, em Assembleia Plen&aacute;ria Extraordin&aacute;ria.

Texto: Ag&ecirc;ncia Ecclesia
Foto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Wed, 21 Jun 2017 15:26:00 +0100</pubDate>
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<title>Ana Rita Gil: «Há uma infantilização dos fluxos migratórios»</title>
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<description><![CDATA[O Alto-Comissariado das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para os Refugiados actualizou os dados de 2016. No ano passado, houve 65,6 milh&otilde;es de pessoas deslocadas internamente ou refugiadas. &Agrave; Uni&atilde;o Europeia (UE) chegam poucos. &Eacute; a opini&atilde;o de Ana Rita Gil, respons&aacute;vel pelo desenvolvimento da c&aacute;tedra Direito das Crian&ccedil;as na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, e investigadora nesta &aacute;rea, que salienta que os dois milh&otilde;es de refugiados &laquo;mas se compararmos com a popula&ccedil;&atilde;o mundial n&atilde;o s&atilde;o n&uacute;meros assim t&atilde;o grandes. Em boa realidade &eacute; uma &iacute;nfima propor&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o mundial e uma &iacute;nfima propor&ccedil;&atilde;o dos refugiados ao n&iacute;vel mundial&raquo;. Ali&aacute;s, s&oacute; a Turquia tem tr&ecirc;s milh&otilde;es de refugiados.



Esta investigadora e assessora do Tribunal Constitucional participou recentemente num col&oacute;quio sobre crian&ccedil;as desaparecidas organizado pelo Instituto de Apoio &agrave; Crian&ccedil;a. Ana Rita Gil afirma que &laquo;se tem verificado uma infantiliza&ccedil;&atilde;o dos fluxos migrat&oacute;rios. Em 2016, deu-se um ponto de viragem em que eram metade dos migrantes e refugiados&raquo;. Sendo que crian&ccedil;as s&atilde;o todas as pessoas com menos de 18 anos. Das que chegaram &agrave; Uni&atilde;o Europeia e foram registadas, a maioria s&atilde;o rapazes com idades em m&eacute;dia de 15/16 anos. Muitas dessas crian&ccedil;as n&atilde;o chegam a ser registadas. Umas morrem na viagem e outras desaparecem. &laquo;Estamos a assistir a uma m&eacute;dia de duas crian&ccedil;as por dia mortas. &Eacute; esmagador&raquo;, admite.

Quanto aos desaparecimentos, Ana Rita Gil afirma que apenas se pode ter uma estimativa. O valor estimado &eacute; de 9 mil, mas pode ser muito superior porque este n&uacute;mero refere-se apenas &agrave;s que foram registadas pelas autoridades. Desaparecem e para onde v&atilde;o? Que lhes acontece? A respons&aacute;vel pela c&aacute;tedra Direito das Crian&ccedil;as explica que as causas mais otimistas &laquo;reportam que as crian&ccedil;as v&ecirc;m j&aacute; com um destino concreto em vista que lhes &eacute; vendido pelos traficantes: compram uma passagem para a Su&eacute;cia, n&atilde;o compram uma passagem para a Uni&atilde;o Europeia. Obviamente que se s&atilde;o colocadas em Espanha v&atilde;o tentar chegar &agrave; Su&eacute;cia. Dizem os estudos que a maior parte destes desaparecimentos se deve &agrave;s crian&ccedil;as procurarem outros pa&iacute;ses na Uni&atilde;o Europeia que elas prefiram&raquo;. As raz&otilde;es mais pessimistas apontam para &laquo;o seu envolvimento em redes de tr&aacute;fico e obviamente que as crian&ccedil;as mais pequenas s&atilde;o v&iacute;timas mais f&aacute;ceis&raquo;. &nbsp;

Ana Rita Gil &eacute; muito cr&iacute;tica da forma como a UE tem tratado os refugiados. Esta investigadora afirma que a Uni&atilde;o tem a legisla&ccedil;&atilde;o mais garantista do mundo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; protec&ccedil;&atilde;o destas pessoas, mas na pr&aacute;tica n&atilde;o a aplica. Ana Rita Gil defende que as crian&ccedil;as refugiadas ou migrantes que chegam &agrave; EU devem ter tratamento privilegiado no atendimento e ser imediatamente reagrupadas aos familiares e n&atilde;o terem de esperar, &agrave;s vezes, em locais de deten&ccedil;&atilde;o meses por uma resposta. Outra quest&atilde;o &eacute; a demora nos processos de verifica&ccedil;&atilde;o da idade. &laquo;Quando chegam &agrave;s fronteiras, os pol&iacute;cias, os agentes de fronteira, devem olhar e ver primeiro uma crian&ccedil;a. &Eacute; crian&ccedil;a tem de ter tratamento especial. Depois vai verificar-se a idade, ver se tem familiares, documentos, etc. Mas primeiro &eacute; uma crian&ccedil;a.&raquo; A Portugal tamb&eacute;m t&ecirc;m chegado crian&ccedil;as sozinhas. S&oacute; em 2015 foram 54.
&nbsp;

Reportagem: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: UNICEF
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]]></description>
<pubDate>Tue, 20 Jun 2017 19:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Pedrógão Grande: «Dor sem medida»</title>
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<description><![CDATA[Portugal est&aacute; de luto nacional at&eacute; ter&ccedil;a-feira. O Decreto do Governo foi promulgado pelo Presidente da Rep&uacute;blica que fez uma declara&ccedil;&atilde;o. Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que &laquo;a nossa dor neste momento n&atilde;o tem medida, como n&atilde;o tem medida a nossa solidariedade para com os familiares das v&iacute;timas de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande&raquo;. O Presidente da Rep&uacute;blica cancelou a agenda para estes dias, mas deixou a informa&ccedil;&atilde;o de que estar&aacute; com as popula&ccedil;&otilde;es atingidas nos pr&oacute;ximos dias. Marcelo Rebelo de Sousa diz que agora &eacute; &laquo;hora de combate, mas de realojamento, de reconstru&ccedil;&atilde;o, de garantia social e humana&raquo;. Reconhece que h&aacute; &laquo;sentimentos e interroga&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o podem deixar de nos angustiar&raquo;, mas pediu que todos os esfor&ccedil;os se concentrem na &laquo;vontade no essencial que &eacute; prosseguir&raquo;.


&nbsp;

No domingo, na ora&ccedil;&atilde;o do Angelus, o Papa Francisco rezou pelas v&iacute;timas do inc&ecirc;ndio. &laquo;Exprimo a minha proximidade ao caro povo portugu&ecirc;s pelo inc&ecirc;ndio devastador que est&aacute; a destruir o bosque em redor de Pedr&oacute;g&atilde;o Grande causando numerosas v&iacute;timas mortais e feridos. Rezemos em sil&ecirc;ncio.&raquo;
&nbsp;

Como ajudar?

Agora &eacute; altura de ajudar as popula&ccedil;&otilde;es. Al&eacute;m dos mortos h&aacute; muitas pessoas sem casa, culturas agr&iacute;colas e bens de subsist&ecirc;ncia. H&aacute; tamb&eacute;m os bombeiros que continuam a combates os inc&ecirc;ndios que teimam em manter-se na regi&atilde;o.
V&aacute;rias empresas e organiza&ccedil;&otilde;es j&aacute; doaram dinheiro e muitos bens alimentares est&atilde;o a chegar a Pedr&oacute;g&atilde;o Grande, Figueir&oacute; dos Vinhos e Castanheira de P&ecirc;ra. O Santu&aacute;rio de F&aacute;tima vai contribuir &laquo;materialmente&raquo; mas ainda n&atilde;o disse como se concretizar&aacute;.

A C&aacute;ritas &eacute; uma das organiza&ccedil;&otilde;es no terreno. A C&aacute;ritas Diocesana de Leiria-F&aacute;tima enviou para Pedrog&atilde;o Grande 1500 pe&ccedil;as de roupa (toalhas, len&ccedil;&otilde;is, roupa e cal&ccedil;ado). Ser&atilde;o tamb&eacute;m doados 10 mil euros. A C&aacute;ritas Portuguesa, nacional, doou 200 mil euros, a de Coimbra 100 mil e a de Viana do Castelo 5 mil. Al&eacute;m destes donativos, a C&aacute;ritas Portuguesa abriu uma conta solid&aacute;ria&nbsp; com o IBAN PT50 0035 0001 00200000 730 54.

Outra forma de ajudar &eacute; atrav&eacute;s da ora&ccedil;&atilde;o. A funda&ccedil;&atilde;o AIS - Ajuda &agrave; Igreja que Sofre lan&ccedil;ou um convite para ora&ccedil;&atilde;o com inten&ccedil;&atilde;o especial pelas v&iacute;timas deste inc&ecirc;ndio em 23 de junho, dia em que haver&aacute; tamb&eacute;m uma Missa.
&nbsp;

Fotos: Freeimages/Irina Pankratova e Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica
]]></description>
<pubDate>Mon, 19 Jun 2017 16:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Christine está em casa três anos depois</title>
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<description><![CDATA[Lembra-se de Pascale Warda, em entrevista &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, ter falado de uma menina crist&atilde; que tinha sido raptada dos bra&ccedil;os da m&atilde;e no Iraque pelo Daesh? Durante tr&ecirc;s anos ningu&eacute;m soube nada da menina. Agora foi devolvida &agrave; fam&iacute;lia.
A informa&ccedil;&atilde;o foi avan&ccedil;ada pela Funda&ccedil;&atilde;o AIS &ndash; Ajuda &agrave; Igreja que Sofre. Em comunicado, a organiza&ccedil;&atilde;o revela que Aida, a m&atilde;e de 46 anos, reencontrou a filha na semana passada.

&laquo;Ver a minha filha &eacute; um milagre&raquo;, disse Aida que revela: &laquo;fiquei assustada ao v&ecirc;-la, porque ela mudou muito e n&atilde;o a reconheci&raquo;. M&atilde;e e filha foram separadas quando a fam&iacute;lia fugia Qaraqosh.
&nbsp;
Que aconteceu?
De acordo com a informa&ccedil;&atilde;o da Funda&ccedil;&atilde;o AIS, a crian&ccedil;a foi encontrada &laquo;completamente perdida, sozinha e em l&aacute;grimas, junto a uma mesquita em Mossul em agosto desse ano de 2014. Uma fam&iacute;lia mu&ccedil;ulmana acolheu-a e tratou dela at&eacute; agora&raquo;.
&nbsp;
Quase tr&ecirc;s anos depois, quando Mossul foi libertada, muitas pessoas fugiram e a fam&iacute;lia que acolhia a menina conseguiu devolv&ecirc;-la aos pais e irm&atilde;os. Algu&eacute;m telefonou ao irm&atilde;o mais velho pedindo que fossem buscar a menina num lugar em Erbil. E era mesmo verdade.
&nbsp;
No campo de refugiados Ashti, na cidade de Erbil, no norte do Iraque, onde a fam&iacute;lia de Aida est&aacute;, a festa fez-se com c&acirc;nticos e dan&ccedil;as.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: ACN
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Recorde a entrevista com Pascale Warda, onde fala de Christine e das atrocidades cometidas pelo Daesh]]></description>
<pubDate>Wed, 14 Jun 2017 16:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Queremos oceanos de plástico?</title>
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<description><![CDATA[Todos os anos v&atilde;o parar aos oceanos entre 5 e 13 milh&otilde;es de toneladas de pl&aacute;sticos. &Eacute; a conclus&atilde;o de um estudo da revista Science que recolheu dados de 192 pa&iacute;ses costeiros. O problema &eacute; t&atilde;o grave que a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas lan&ccedil;ou uma campanha para reduzir o pl&aacute;stico nos oceanos. Segundo a ONU, 80% do lixo no mar &eacute; pl&aacute;stico e causa preju&iacute;zos nos ecossistemas marinhos.


Este &eacute; um tema muito importante para Ana P&ecirc;go. Ela &eacute; bi&oacute;loga marinha e a criadora da p&aacute;gina facebook Plasticus maritimus. &laquo;Vou muito &agrave; praia no inverno e via muitas coisas que as pessoas n&atilde;o viam e eu queria que vissem. Como ia acompanhando outras p&aacute;ginas sobre alertas de objetos, em setembro de 2015, comecei a colecionar e, em dezembro 2015, criei a p&aacute;gina no facebook para mostrar aos meus amigos e foi-se alargando&raquo;. E o que faz Ana? Ana apanha pl&aacute;stico nas praias na zona de Cascais onde mora. Com ele constr&oacute;i objetos e faz exposi&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas juntando pe&ccedil;as por tamanhos, formas ou cores. O primeiro projeto surgiu em 2014 com uma instala&ccedil;&atilde;o de uma baleia feita com lixo encontrado na praia. A Balaena Plasticus &eacute; um esqueleto de baleia-de-barbas com 10 metros de comprimento, constru&iacute;do com 250 pe&ccedil;as de pl&aacute;stico branco (garraf&otilde;es, esferovite, etc).



Ana diz n&atilde;o ser artista pl&aacute;stica. &laquo;N&atilde;o sei se &eacute; arte ou deixa de ser, e h&aacute; sempre o risco de acharem o lixo bonito. Mas acho que depois de perceberem o que &eacute; tem sempre algum impacto.&raquo;

Tem feito forma&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o ambiental em escolas e para fam&iacute;lias. &laquo;Preocupa-me a falta de informa&ccedil;&atilde;o das pessoas. A minha necessidade disto &eacute; precisamente para tentar educa-las e inform&aacute;-las porque n&atilde;o t&ecirc;m consci&ecirc;ncia nenhuma.&raquo; Com a informa&ccedil;&atilde;o quer mudar mentalidades e comportamentos. E atira alguns erros que at&eacute; s&atilde;o cometidos por boas causas.

1.&ordm; largada de bal&otilde;es - &laquo;Agora at&eacute; fazem largadas de bal&otilde;es noturnas que al&eacute;m do latex e das cordas, ainda t&ecirc;m uns led l&aacute; dentro. Onde &eacute; que v&atilde;o parar os bal&otilde;es? N&atilde;o ficam no c&eacute;u para sempre!&raquo;

2.&ordm; lixo na sanita &ndash; &laquo;Os cotonetes s&atilde;o o segundo item de lixo marinho encontrado nas praias portuguesas segundo a Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Lixo Marinho. O primeiro s&atilde;o as beatas de cigarro. As pessoas deitam os cotonetes na sanita e v&atilde;o parar ao mar&hellip;&raquo;

3.&ordm; beatas de cigarro no ch&atilde;o &ndash; &laquo;As beatas acabam, com a chuva ou a lavagem das ruas, por ir para as sarjetas e da&iacute; para o mar.&raquo;
&nbsp;
Que fazer?
As Na&ccedil;&otilde;es Unidas sugerem aos governos dos pa&iacute;ses que apliquem medidas para reduzir o pl&aacute;stico atrav&eacute;s da mudan&ccedil;a de h&aacute;bitos e redu&ccedil;&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o de embalagens por parte das empresas. O objetivo para 2020 &eacute; que sejam at&eacute; l&aacute; eliminadas os micropl&aacute;sticos de cosm&eacute;ticos e as embalagens descart&aacute;veis.

A ONU estima que se se mantiver o ritmo de consumo de garrafas, sacos e copos de pl&aacute;stico, em 2050 haver&aacute; mais pl&aacute;stico do que peixes em peso no mar e 99% das aves marinhas ter&atilde;o consumido peda&ccedil;os deste material.

Ana gosta muito de fazer sess&otilde;es com crian&ccedil;as, mas acha &laquo;important&iacute;ssimo&raquo; falar com os pais &laquo;porque s&atilde;o eles que tomam as decis&otilde;es e quem faz as compras&raquo;. Assim, alerta sempre para as coisas que s&atilde;o de pl&aacute;stico e descart&aacute;veis. &laquo;Se nos recusarmos a usar estes descart&aacute;veis como garrafas de &aacute;gua &ndash; e h&aacute; quem use uma por dia &ndash;, palhinhas, embrulhar os lanches em pel&iacute;cula aderente, comprar bolachinhas em pacotes embaladas individualmente j&aacute; &eacute; muita coisa.&raquo; A bi&oacute;loga marinha n&atilde;o &eacute; totalmente contra o pl&aacute;stico e n&atilde;o o aboliu de casa. &laquo;Temos de aprender a gerir os res&iacute;duos do pl&aacute;stico. Compro embalagens grandes, deixei de comprar pacotes de manteiga de pl&aacute;stico. Nas compras, n&atilde;o compro coisas em embalagens e levo os meus sacos de casa.&raquo; Mas h&aacute; ainda outras mudan&ccedil;as: n&atilde;o bebe cerveja em copo de pl&aacute;stico e n&atilde;o mexe o caf&eacute; com palhinha de pl&aacute;stico. &laquo;Usamos durante tr&ecirc;s segundos e deitamos fora e &eacute; um material que vai durar para sempre e n&atilde;o &eacute; recicl&aacute;vel.&raquo; Esta sua op&ccedil;&atilde;o j&aacute; a meteu em situa&ccedil;&otilde;es estranhas como estar a mexer o caf&eacute; com um garfo de metal. &laquo;As pessoas ficam a olhar, mas &agrave;s vezes, &eacute; tamb&eacute;m provocat&oacute;rio.&raquo;

Todos conhecemos os 3 R&rsquo;s: reduzir, reutilizar e reciclar. Ana P&ecirc;go diz que agora s&atilde;o mais e o primeiro &eacute; mesmo recusar. &laquo;Podemos e devemos dizer &ldquo;N&atilde;o, obrigado, n&atilde;o quero palhinha. N&atilde;o, obrigado, n&atilde;o quero copo de pl&aacute;stico.
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&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Plasticus Maritimus
]]></description>
<pubDate>Thu, 08 Jun 2017 11:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa comovido com «o mar de luz» de «um milhão de velas acesas»</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco enviou uma mensagem a D Manuel Clemente, presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, recordando a sua visita a Portugal e agradecendo o &laquo;cuidado pastoral e espiritual com que as diversas dioceses se prepararam e est&atilde;o a viver o centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima&raquo;, que trouxe &laquo;pessoas sem conta&raquo; para &laquo;&rdquo;ver&rdquo; a M&atilde;e do C&eacute;u&raquo;.

&nbsp;
Francisco recorda que viu um &laquo;povo ordeiro e entusiasta&raquo; nos trajetos que fez entre a base de Monte Real e o Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, &laquo;crente e sem respeitos humanos&raquo;, uma express&atilde;o estranha para n&oacute;s, mas que tem maior express&atilde;o no Brasil, onde se entende que o pecado do respeito humano &eacute; o &laquo;cada vez mais comum pecado de se ter vergonha de assumir a posi&ccedil;&atilde;o de crist&atilde;o, sobretudo de cat&oacute;lico, nos meios em que se vive&raquo;, explica o Pe. Paulo Ricardo, conhecido sacerdote brasileiro. O Papa pretendia exacerbar a forma como os cat&oacute;licos portugueses mostraram a sua f&eacute; e devo&ccedil;&atilde;o perante toda a sociedade n&atilde;o crente, sem receios.
&nbsp;
O momento mais comovente da visita, afirma o Papa nesta pequena mensagem, foi &laquo;a solidez da f&eacute;, a ind&oacute;mita esperan&ccedil;a e a ardente caridade que anima o caminho humano e crist&atilde;o daquele povo santo fiel de Deus&raquo;.
&nbsp;
O Santo Padre destacou &laquo;o sil&ecirc;ncio de um milh&atilde;o de peregrinos unidos ao meu sil&ecirc;ncio orante, o mar de luz feito por um milh&atilde;o de velas acesas na noite de vig&iacute;lia, a ova&ccedil;&atilde;o elevada por dois milh&otilde;es de m&atilde;os aos novos Santos Francisco e Jacinta e o acenar de len&ccedil;os brancos &agrave; Branca Senhora por um milh&atilde;o de cora&ccedil;&otilde;es felizes: M&atilde;e, nunca Vos esqueceremos!&raquo;.
&nbsp;
A terminar, Francisco afirma que continuar&aacute; a rezar pela Igreja de Portugal, para que &laquo;continue a caminhar com perseveran&ccedil;a e coragem, testemunhando a todos o amor misericordioso do Pai do C&eacute;u&raquo;, e pediu, como sempre, a ora&ccedil;&atilde;o de todos os cat&oacute;licos pelo Papa, que, &laquo;de cora&ccedil;&atilde;o&raquo;, aben&ccedil;oa o povo portugu&ecirc;s.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Foto: Arlindo Homem
]]></description>
<pubDate>Wed, 07 Jun 2017 12:06:00 +0100</pubDate>
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<title>Estudo mundial: Sociedade desvaloriza tempo em família</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/estudo-mundial-sociedade-desvaloriza-tempo-em-familia</link>
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<description><![CDATA[As mulheres portuguesas trabalham em casa mais seis horas por semana em m&eacute;dia do que os homens. &Eacute; uma das conclus&otilde;es do Global Home Index sobre o nosso pa&iacute;s. As mulheres trabalham, em m&eacute;dia, em casa, 18 horas por semana e os homens 13. &Eacute; a diferen&ccedil;a entre sexos mais baixa a n&iacute;vel internacional. Mas 90% acha que a sociedade valoriza menos o trabalho em casa do que o profissional e 80% afirma mesmo que a vida profissional dificulta dar aten&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria &agrave; fam&iacute;lia e &agrave; casa.


Globalmente, as mulheres dedicam entre 14 e 26 horas, por semana, ao lar, enquanto os homens dedicam entre 6 e 16 horas. Uma esmagadora maioria, 76% considera que a sociedade valoriza mais o sucesso profissional do que a fam&iacute;lia. Apesar de mais de 80% de homens e mulheres considerarem importante o trabalho em casa e 60% considerarem que ajuda as desenvolver compet&ecirc;ncias de outras &aacute;reas, apenas 20% partilham tarefas com os outros membros da fam&iacute;lia. Tamb&eacute;m muito poucos se formam nas tarefas dom&eacute;sticas.

Valorizar o trabalho dom&eacute;stico
O estudo preliminar foi apresentado esta sexta-feira, em Lisboa. Patricia Debeljuh, a respons&aacute;vel, afirma que &laquo;o trabalho dom&eacute;stico &eacute; como o ar: quando falta o ar &eacute; que damos conta que existe. O mesmo se passa em casa. Quando falta algo, pode ser no frigor&iacute;fico, ou o lixo que n&atilde;o foi tirado, algu&eacute;m d&aacute; conta. Quanto tudo funciona, parece normal que assim seja&raquo;.

A investigadora sublinha a import&acirc;ncia da fam&iacute;lia e do lar para as pessoas e para a sociedade: &laquo;Somos primeiro do que temos. O verdadeiro valor est&aacute; no que somos. Aos meus alunos, grandes empres&aacute;rios, digo: &ldquo;No fim da vida, ningu&eacute;m diz que gostaria de ter passado mais tempo no escrit&oacute;rio. Todos dizem que gostariam de ter estado mais tempo com as pessoas de que gostam.&rdquo; N&atilde;o pensemos nisso no &uacute;ltimo dia da vida, mas fa&ccedil;amos algo antes.&raquo;

Portugueses fazem refei&ccedil;&otilde;es em fam&iacute;lia
Francisco Vilhena da Cunha, vice-presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Fam&iacute;lias Numerosas, apresentou os dados nacionais. Houve 865 respostas, 70% de mulheres. Mais de 90% dos inquiridos considera que a vida em fam&iacute;lia desenvolve compet&ecirc;ncias &uacute;teis para outras vertentes da vida. Quanto &agrave;s atividades em fam&iacute;lia feitas em casa, 90% faz as refei&ccedil;&otilde;es em fam&iacute;lia, mas as mulheres cozinham mais do que os homens.


Na distribui&ccedil;&atilde;o de tarefas, as mulheres est&atilde;o mais envolvidas na arruma&ccedil;&atilde;o, limpeza, organiza&ccedil;&atilde;o e compras e os homens na manuten&ccedil;&atilde;o da casa. A percentagem de fam&iacute;lias com distribui&ccedil;&atilde;o de tarefas &eacute; muito superior ao global do estudo. Em Portugal, 65% distribui pelos membros o que h&aacute; para fazer.

Todos se queixam da falta de tempo
A investiga&ccedil;&atilde;o partiu de entrevistas a 50 especialistas de v&aacute;rias &aacute;reas e de 37 pa&iacute;ses. Todos diziam que lhes faltava tempo. &laquo;Quer&iacute;amos fazer pensar as pessoas. Falta-nos tempo na sociedade de hoje at&eacute; para pensar. Vivemos numa sociedade em que o ritmo de vida nos leva a nem sequer pensar para onde vamos&raquo;, afirma Patricia.

O estudo agora apresentado &eacute; preliminar porque tem 20 pa&iacute;ses. Mas neste momento ainda &eacute; poss&iacute;vel responder na internet e j&aacute; h&aacute; respostas de 100 pa&iacute;ses. O objetivo era perceber o que fazem as pessoas em casa e como percebem o tempo que dedicam ao seu lar. &laquo;As tarefas de casa s&atilde;o invis&iacute;veis, n&atilde;o entram nas contas p&uacute;blicas de nenhum pa&iacute;s e s&atilde;o pouco valorizadas&raquo;, defende a investigadora. Assim, outro dos objetivos era &laquo;a revaloriza&ccedil;&atilde;o social do trabalho dom&eacute;stico&raquo;, atrav&eacute;s de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas mais amigas das fam&iacute;lias.


Estudo ainda em aberto
O Global Home Index conta com o apoio das Na&ccedil;&otilde;es Unidas e foi levado a cabo pela Home Renaissance Foundation do Reino Unido, Centro Walmart Concilia&ccedil;&atilde;o Fam&iacute;lia e Empresa do IAE Business School da Argentina e Centro Cultura, Trabalho e Cuidado do INALDE Business School da Col&ocirc;mbia.

Em Portugal, o estudo tem como parceiros a BeFamily e a Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Fam&iacute;lias Numerosas e foi apresentado pela Plataforma Pensar &amp; Debater. O question&aacute;rio foi tamb&eacute;m distribu&iacute;do em tr&ecirc;s col&eacute;gios. Os inquiridos tinham pessoas a cargo, quer crian&ccedil;as quer idosos. Gra&ccedil;a Var&atilde;o, da BeFamily, defendeu que este estudo &laquo;exige uma mudan&ccedil;a de mentalidade e fazer a apologia do cuidado&raquo;.

Patricia Debeljuh &eacute; professora, investigadora e diretora do Centro de Concilia&ccedil;&atilde;o Fam&iacute;lia e Empresa, na Argentina. Desde maio que tem andado pelo mundo a apresentar o estudo nos v&aacute;rios pa&iacute;ses que participaram.

Se quiser participar, basta clicar aqui. Para ter acesso ao estudo preliminar na totalidade, pode clicar aqui.
&nbsp;

Reportagem e fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Fri, 02 Jun 2017 15:20:00 +0100</pubDate>
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<title>Feira do Livro de Lisboa já abriu e está maior</title>
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<description><![CDATA[Se gosta de ler, h&aacute; muito que anseia pela Feira do Livro e ate j&aacute; deve ter uma lista de compras. Pois, a Feira do Livro de Lisboa j&aacute; abriu. &Eacute; a 87.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o e a que tem mais pavilh&otilde;es, mais editoras, mais restaurantes e mais espa&ccedil;o. No total, participam 122 editoras e h&aacute; 286 pavilh&otilde;es.



Este dia da Crian&ccedil;a foi de festa na Feira do Livro de Lisboa. O dia de inaugura&ccedil;&atilde;o coincidiu com o da crian&ccedil;a e foram muitas as atividades para os mais pequenos. Mas at&eacute; 18 de junho, h&aacute; muito para fazer no Parque Eduardo VII e uma aten&ccedil;&atilde;o redobrada &agrave;s fam&iacute;lias. H&aacute; um frald&aacute;rio na entrada sul da feira, &aacute;reas para alimenta&ccedil;&atilde;o dos beb&eacute;s e muda-fraldas.

Al&eacute;m dos livros, sess&otilde;es de apresenta&ccedil;&atilde;o e de aut&oacute;grafos e debates, h&aacute; oficinas, sess&otilde;es de m&uacute;sica, showcooking e muitas outras atividades. Pode consultar a agenda di&aacute;ria clicando aqui.

O espa&ccedil;o de restaura&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m cresceu, com mais op&ccedil;&otilde;es vegetarianas.

Na Feira do Livro tamb&eacute;m pode ser solid&aacute;rio. Pode trazer livros e do&aacute;-los &agrave; biblioteca do Banco de Bens Doados.

Al&eacute;m dos descontos habituais, de segunda a quinta-feira, h&aacute; a Hora H, entre as 22h00 e as 23h00, com livros com mais de 18 meses com descontos no m&iacute;nimo de 50%.

A APEL (Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Editores e Livreiros) estima gastar este ano 900 mil euros. A Feira estar&aacute; aberta durante a semana das 12h30 &agrave;s 23h00. &Agrave;s sextas-feiras, das 12h30 &agrave;s 00h00, s&aacute;bados das 11h00 &agrave;s 00h00, e domingos e feriados, das 11h00 &agrave;s 23h00.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ant&oacute;nio Miguel Fonseca
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<pubDate>Thu, 01 Jun 2017 20:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Qualquer pessoa pode ser vítima de tráfico»</title>
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<description><![CDATA[Cl&aacute;udia Pedra trabalhou na Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional para as Migra&ccedil;&otilde;es e tem desenvolvido investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica sobre tr&aacute;fico humano na Associa&ccedil;&atilde;o de Estudos Estrat&eacute;gicos e Internacionais (NSIS &ndash;Network of Strategic and International Studies). Nesta entrevista, tra&ccedil;a um cen&aacute;rio preocupante da situa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as traficadas em todo o mundo, com n&uacute;meros que fazem pensar.


A quest&atilde;o das crian&ccedil;as &eacute; um dos aspetos mais dram&aacute;ticos da quest&atilde;o dos refugiados?
Sim, sem d&uacute;vida. Acho que um dos maiores problemas tem que ver com o facto de muitas destas crian&ccedil;as virem desacompanhadas. As fam&iacute;lias n&atilde;o t&ecirc;m dinheiro para conseguir custear a viagem de toda a fam&iacute;lia, por isso muitas preferem tentar salvar as crian&ccedil;as e elas v&ecirc;m sozinhas. Chegam numa situa&ccedil;&atilde;o de grande vulnerabilidade, e uma crian&ccedil;a que n&atilde;o venha acompanhada de um adulto &eacute; facilmente apanhada numa rede de tr&aacute;fico humano.
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Como &eacute; que as crian&ccedil;as chegam aos campos e depois se &ldquo;perdem&rdquo;?
Infelizmente, acontece em todos os pa&iacute;ses do mundo crian&ccedil;as que desaparecem depois de entrarem no sistema e serem registadas, o que nunca deveria acontecer. Muitos campos de refugiados, em especial com este avultado fluxo migrat&oacute;rio no Mediterr&acirc;neo, foram criados de improviso, e n&atilde;o tiveram tempo de ser criados com as devidas condi&ccedil;&otilde;es, e as redes criminosas infiltraram-se nos campos.
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Para onde &eacute; que estas crian&ccedil;as s&atilde;o desviadas?
Para todo o lado. As crian&ccedil;as s&atilde;o usadas para v&aacute;rios fins, dependendo da idade e robustez f&iacute;sica. As crian&ccedil;as mais pequenas s&atilde;o maioritariamente utilizadas para ado&ccedil;&atilde;o ilegal. &Eacute; importante mencionar que nem sempre os pais adotivos sabem que esta crian&ccedil;a &eacute; v&iacute;tima de tr&aacute;fico, porque recebem tudo a partir de uma empresa aparentemente legal, com todos os documentos da crian&ccedil;a. Crian&ccedil;as um pouco mais velhas s&atilde;o colocadas em explora&ccedil;&atilde;o sexual, pornografia ou prostitui&ccedil;&atilde;o, e em trabalho escravo. Em servid&atilde;o dom&eacute;stica, por exemplo, as pessoas est&atilde;o presas numa casa e est&atilde;o ao servi&ccedil;o do dono da casa todo o dia sem poderem sair.


De quem &eacute; a culpa de tudo isto?
Eu acho que h&aacute; v&aacute;rios problemas. Um deles &eacute; a falta de preven&ccedil;&atilde;o, e isto &eacute; um fator que n&atilde;o &eacute; menor. Todas as pessoas que trabalham sobre migra&ccedil;&otilde;es poderiam ter previsto isto. N&atilde;o era novidade que este fluxo migrat&oacute;rio iria acontecer. Por outro lado, precis&aacute;vamos de trabalhar muito mais a parte de conseguir capturar as redes de crime organizado. Se eu j&aacute; sei que h&aacute; redes de tr&aacute;fico e contrabando, eu sei que elas v&atilde;o atuar nestes locais, aproveitando o caos e a falta de organiza&ccedil;&atilde;o e de seguran&ccedil;a. Faltam as Parcerias, a Prote&ccedil;&atilde;o, a Preven&ccedil;&atilde;o e a Puni&ccedil;&atilde;o, os quatro P&rsquo;s do tr&aacute;fico.
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&Eacute; uma guerra &eacute; imposs&iacute;vel de vencer?
N&atilde;o &eacute; imposs&iacute;vel, mas precisa de um trabalho muito mais consolidado. Para j&aacute;, porque &eacute; um fen&oacute;meno mundial, transnacional, precisava de um apoio concertado entre Estados e, dentro dos Estados, de todos os setores.
E h&aacute; bons exemplos disso. Em Portugal e em mais de 50 pa&iacute;ses j&aacute; aplic&aacute;mos de forma piloto um projeto chamado &ldquo;Comunidades ativas contra o tr&aacute;fico&rdquo;, que parte de uma premissa muito simples, mas eficaz: Se houver uma comunidade local onde todas as pessoas est&atilde;o informadas sobre o tr&aacute;fico, e todas as entidades locais relevantes est&atilde;o formadas, esta comunidade torna-se hostil em rela&ccedil;&atilde;o aos traficantes.
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Em Portugal, esta realidade existe?
Fizemos um projeto-piloto em duas comunidades, Pontinha &ndash; Fam&otilde;es e S&atilde;o Teot&oacute;nio, e o que vimos &eacute; que houve diminui&ccedil;&atilde;o. As escolas s&atilde;o um meio agregador important&iacute;ssimo, porque ao formarmos os professores e os alunos h&aacute; um efeito de cont&aacute;gio atrav&eacute;s dos pais e amigos. Mas foi apenas um piloto, precisava de ser mais sistematizado, e era algo que poder&iacute;amos replicar.
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E vamos replicar?
Estamos &agrave; procura de financiamento, mas o Estado portugu&ecirc;s n&atilde;o considera o tr&aacute;fico como uma quest&atilde;o priorit&aacute;ria, a verdade &eacute; essa. Tem um plano nacional, com certeza, h&aacute; muitas melhorias em rela&ccedil;&atilde;o a 2007, mas ainda h&aacute; muito a fazer, porque n&atilde;o h&aacute; recursos suficientes.

H&aacute; crian&ccedil;as a serem vendidas e crian&ccedil;as a serem importadas para c&aacute; nessas redes?
Sim, temos as duas situa&ccedil;&otilde;es no nosso pa&iacute;s. Nas entrevistas que fizemos, cada pessoa identificou pelo menos mais tr&ecirc;s pessoas em situa&ccedil;&atilde;o semelhante. Nas estat&iacute;sticas internacionais &eacute; a mesma coisa. S&atilde;o milh&otilde;es de crian&ccedil;as que est&atilde;o a ser traficadas, &eacute; uma realidade assustadora.
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Como podemos detetar estas situa&ccedil;&otilde;es?
S&atilde;o muitas vezes subtilezas que nos podem fazer suspeitar. Um dos casos mais famosos do SEF foi detetado porque os inspetores iam almo&ccedil;ar e ouviram uma prostituta perguntar ao proxeneta se podia ir &agrave; casa de banho, o que &eacute; invulgar at&eacute; nesta &aacute;rea de trabalho. Eu posso estar no meu trabalho e notar que o meu colega vive por cima do trabalho, que entregou os documentos ao patr&atilde;o e ele n&atilde;o os devolveu&hellip; Eu posso ver os ind&iacute;cios no meu dia a dia, se souber o que procurar.
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E o que podemos e devemos fazer, sem colocar em causa a nossa seguran&ccedil;a e a dessas crian&ccedil;as?
Nunca se fala com o traficante. O que devemos fazer &eacute; contactar a Pol&iacute;cia Judici&aacute;ria, nomeadamente a Unidade de Combate ao Terrorismo. Se n&atilde;o houver acesso a ela, podem tentar a GNR ou a PSP.
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E como podemos evitar sermos n&oacute;s v&iacute;timas?
Qualquer pessoa pode ser v&iacute;tima de tr&aacute;fico. Se eu receber uma proposta de emprego para ir para a Holanda, devo ir &agrave; embaixada da Holanda, fazer uma investiga&ccedil;&atilde;o sobre a empresa e ver se aparece referenciada com casos de ilegalidade, falar para os recursos humanos da empresa no pa&iacute;s a ver se est&atilde;o mesmo a fazer recrutamento.
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E muitas vezes o risco vem de pessoas conhecidas&hellip;
Existe uma estrat&eacute;gia, que s&atilde;o os loverboys, em que as pessoas se aproximam, iniciam uma rela&ccedil;&atilde;o durante seis meses, um ano, e s&oacute; depois a pessoa vai para explora&ccedil;&atilde;o. &Eacute; preciso estar atento aos ind&iacute;cios, como o facto de a outra pessoa n&atilde;o ter familiares ou amigos, ou uma hist&oacute;ria com falhas.
Nas redes sociais, os traficantes chegam a usar crian&ccedil;as para aliciar outras crian&ccedil;as ao computador. Estes traficantes chegam a for&ccedil;ar rapazes e raparigas a telefonar para os seus pa&iacute;ses de origem, mandando dinheiro e tudo, dizendo que tudo est&aacute; bem e que eles podem enviar as suas irm&atilde;s para irem ter com eles. &Eacute; assustador, e as pessoas t&ecirc;m de saber que isto existe. Um portugu&ecirc;s pode ser v&iacute;tima de tr&aacute;fico.
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Entrevista conduzida por Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e UNICEF
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Leia a entrevista na &iacute;ntegra na FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de junho de 2017.]]></description>
<pubDate>Thu, 01 Jun 2017 10:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Mais de 50 crianças refugiadas desapareceram</title>
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<description><![CDATA[Milhares de crian&ccedil;as refugiadas chegam &agrave; Europa sozinhas. Muitas desaparecem depois de chegar. Um problema que tamb&eacute;m acontece em Portugal. Manuela Eanes, agora presidente honor&aacute;ria do Instituto de Apoio &agrave; Crian&ccedil;a, em declara&ccedil;&otilde;es aos jornalistas afirmou que continuamos &laquo;a ter crian&ccedil;as refugiadas sozinhas desaparecidas, somos um pa&iacute;s pequeno e h&aacute; &agrave; volta de 50&raquo;. Na Uni&atilde;o Europeia, a Europol apontava para cerca de 10 mil e a UNICEF para 13 mil. Este foi um dos temas da X Confer&ecirc;ncia Crian&ccedil;as Desaparecidas, organizada pelo Instituto de Apoio &agrave; Crian&ccedil;a.


Em Portugal, de acordo com dados do jornal P&uacute;blico, em 2014, desapareceram 13 menores da Casa de Acolhimento para Crian&ccedil;as Refugiadas, do Conselho Portugu&ecirc;s para os Refugiados. No ano seguinte, 2015, foram 29 e, em 2016, ter&atilde;o desaparecido 15 menores. As crian&ccedil;as acolhidas podem sair livremente das instala&ccedil;&otilde;es. Quando desaparecem, &eacute; comunicado ao Servi&ccedil;o de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e Tribunal de Menores.

Crian&ccedil;as desaparecidas ficam em risco
Mas o que acontece &agrave;s crian&ccedil;as que chegam &agrave; uni&atilde;o Europeia sozinhas e desaparecem? O cen&aacute;rio foi tra&ccedil;ado por v&aacute;rios intervenientes. Manuela Eanes defende que &laquo;neste momento, as crian&ccedil;as migrantes e refugiadas n&atilde;o acompanhadas representam uma das grandes trag&eacute;dias em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s crian&ccedil;as desaparecidas. Algumas dessas crian&ccedil;as t&ecirc;m apenas quatro anos de idade. Teme-se que sejam alvo de tr&aacute;fico, tr&aacute;fico de droga e de &oacute;rg&atilde;os, mendicidade, explora&ccedil;&atilde;o sexual e laboral...&raquo; A Ministra da Justi&ccedil;a, falando tamb&eacute;m em nome do primeiro-ministro, reconhece que &laquo;muitas destas crian&ccedil;as desaparecem e desaparecem sem rasto&raquo;. Francisca Van Dunem afirmou que &laquo;na Uni&atilde;o Europeia se estima que as crian&ccedil;as desaparecidas das institui&ccedil;&otilde;es que as acolhem ronde os 60%&raquo;.


Joana Marques Vidal, a Procuradora-Geral da Rep&uacute;blica, afirma que &laquo;essa realidade existe e h&aacute; alguns dados mas est&atilde;o dispersos por diversas entidades. As crian&ccedil;as refugiadas est&atilde;o registadas nas for&ccedil;as policiais, no SEF e no Minist&eacute;rio da Administra&ccedil;&atilde;o Interna&raquo;. Joana Marques Vidal n&atilde;o quis dar n&uacute;meros e afirmou que nem sempre est&atilde;o atos criminosos na origem do desaparecimento destas crian&ccedil;as. Quando assim &eacute;, &laquo;h&aacute; casos que quando s&atilde;o denunciados enquanto crimes, s&atilde;o investigados. At&eacute; porque h&aacute; crimes de tr&aacute;fico de seres humanos, redes de prostitui&ccedil;&atilde;o ilegal, redes de tr&aacute;fico de droga. H&aacute; aqui um problema que tem muitas faces, muitas formas e muitas perspetivas de abordagens.&raquo;


Muitas crian&ccedil;as fogem para outro pa&iacute;s
Tamb&eacute;m a ministra da Justi&ccedil;a salienta que muitas vezes os jovens fogem por raz&otilde;es n&atilde;o criminosas. &laquo;A raz&atilde;o mais apontada &eacute; o pa&iacute;s de destino n&atilde;o ser o pa&iacute;s de acolhimento, mas outro onde podem ter fam&iacute;lia ou amigos. Pode haver tamb&eacute;m falta de vontade no processo, &agrave;s vezes, moroso de verifica&ccedil;&atilde;o da idade ou problemas com os vistos&raquo;, defende. Seja como for, quando desaparecem ficam em risco e todos concordam com isso. Da&iacute; que Francisca Van Dunem afirme que &laquo;&eacute; a demonstra&ccedil;&atilde;o clara de que temos de melhorar o acolhimento a estas crian&ccedil;as&raquo;. A ministra afirmou que recentemente, Portugal, recebeu &laquo;crian&ccedil;as afeg&atilde;s que estavam em campos de refugiados na Gr&eacute;cia e o trabalho articulado permitiu um exemplo do modo como as crian&ccedil;as refugiadas podem ser recebidas em Portugal&raquo;.

Reportagem e fotografias: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Tue, 30 May 2017 21:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa defende que pastores devem saber quando dizer «adeus»</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco disse hoje no Vaticano que todos os respons&aacute;veis da Igreja Cat&oacute;lica devem estar preparados para dizer adeus e partir para novas miss&otilde;es, quando isso lhes for pedido.


&laquo;Rezemos pelos pastores, pelos nossos pastores, pelos p&aacute;rocos, pelos bispos, pelo Papa, para que a sua vida seja uma vida sem ced&ecirc;ncias, uma vida em caminho e uma vida em que eles n&atilde;o pensem estar no centro da hist&oacute;ria e assim aprendam a despedir-se&raquo;, referiu, na homilia da Missa a que presidiu esta manh&atilde; na capela da Casa Santa Marta.

A interven&ccedil;&atilde;o partiu de um epis&oacute;dio da vida do ap&oacute;stolo S&atilde;o Paulo (s&eacute;c. I), que deixou a Igreja de &Eacute;feso, que tinha fundado, e partiu para uma nova miss&atilde;o. &laquo;Todos os pastores t&ecirc;m de dizer adeus. Chega um momento em que o Senhor nos diz: vai para outro lugar, vai para ali, vem para c&aacute;, vem a mim. E um dos passos que deve fazer um pastor &eacute; tamb&eacute;m preparar-se para despedir-se bem&raquo;, sustentou Francisco.

O Papa pediu que todos os que exercem cargos de responsabilidade na Igreja Cat&oacute;lica tenham o &laquo;cora&ccedil;&atilde;o aberto &agrave; voz de Deus&raquo;, como &laquo;um servo&raquo;. Nesta linha, citou as &laquo;tr&ecirc;s atitudes&raquo; do ap&oacute;stolo Paulo quando convocou uma esp&eacute;cie de conselho presbiteral em &Eacute;feso para se despedir. Primeiro, ele afirma que nunca desistiu: &laquo;N&atilde;o &eacute; um ato de vaidade&raquo;, &laquo;porque ele diz que &eacute; o pior dos pecadores, sabe disso e di-lo&raquo;, mas simplesmente &laquo;narra a hist&oacute;ria&raquo;. E &laquo;uma das coisas que dar&aacute; tanta paz ao pastor quando se despede - explicou o Papa - &eacute; recordar-se que nunca deixou de ser um pastor &iacute;ntegro&raquo;, sabendo &laquo;que n&atilde;o guiou a Igreja cedendo a interesses. N&atilde;o abdicou dos seus valores&raquo;. &laquo;&Eacute; preciso coragem para isso&raquo;.

A segunda aitude do ap&oacute;stolo que deve ser seguida por todos os religiosos &eacute; a de obedecer ao Esp&iacute;rito, sem saber o que o espera. Paulo &laquo;guiava a Igreja sem ceder a interesses; Agora, o Esp&iacute;rito pede-lhe que se ponha a caminho, sem saber o que ir&aacute; acontecer. E ele continua, porque sabe que n&atilde;o tem nada seu, n&atilde;o fez do seu rebanho uma apropria&ccedil;&atilde;o indevida. Serviu. &quot;Agora Deus quer que eu me v&aacute; embora? Vou sem saber o que me ir&aacute; acontecer. Sei apenas - o Esp&iacute;rito tinha-lhe revelado isso - que o Esp&iacute;rito Santo me avisa, de cidade em cidade, que me aguardam cadeias e tribula&ccedil;&otilde;es&quot;. Isto ele sabia-o. N&atilde;o vou para a reforma. Vou servir a Igreja para outro lugar. Sempre com o cora&ccedil;&atilde;o aberto &agrave; voz de Deus: Deixo que seja assim, e verei o que o Senhor me pede. E aquele pastor liberto de interesses pr&oacute;prios &eacute; um pastor em caminho&raquo;, referiu o Papa na sua medita&ccedil;&atilde;o quotidiana.

Finalmente, a terceira atitude &eacute; a do pastor n&atilde;o se apropria do seu rebanho. Paulo diz: &laquo;Mas por t&iacute;tulo nenhum eu dou valor &agrave; vida&raquo;. Ele n&atilde;o &eacute; &laquo;o centro da hist&oacute;ria, da grande hist&oacute;ria ou da pequena hist&oacute;ria&raquo;, n&atilde;o &eacute; o centro, &eacute; &laquo;um servo&raquo;. Francisco cita um ditado popular: &laquo;Como vivemos, assim morremos; como vivemos, assim nos despedimos.&raquo; E Paulo despede-se com uma &laquo;liberdade sem interesses&raquo; e em caminho. &laquo;Assim se despede um pastor&raquo;, sustentou o Papa.

Texto: Ricardo Perna (Com Ag&ecirc;ncia Ecclesia e R&aacute;dio Vaticano)
Foto: Lusa
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<pubDate>Tue, 30 May 2017 15:22:00 +0100</pubDate>
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<title>O dia em que Nossa Senhora mostrou a Ascensão a Jacinta</title>
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<description><![CDATA[Tinham passado quatro dias desde os acontecimentos da Cova da Iria, e era quinta-feira da Ascens&atilde;o, dia de preceito. &Agrave; Missa das 8 horas, a Missa das Almas, iam as m&atilde;es de fam&iacute;lia com os seus filhos, as mulheres do campo que depois regressavam aos seus lares para tratar da casa e do almo&ccedil;o.
Nesse dia, 17 de maio, Jacinta e a sua m&atilde;e foram &agrave; Missa e fizeram juntas o caminho de regresso a Aljustrel, onde viviam. A m&atilde;e deixou a pequena Jacinta a brincar e foi tratar da casa, mas algum tempo depois, ao procurar por ela, n&atilde;o a encontrou em lado nenhum. &laquo;A m&atilde;e procura por ela junto dos vizinhos, mas ningu&eacute;m a tinha visto, procuraram nos po&ccedil;os, e n&atilde;o se sabia dela. Jacinta tinha sete anos, e n&atilde;o era habitual desaparecer assim&raquo;, conta-nos o Pe. Rui Marto, p&aacute;roco da Igreja Matriz de F&aacute;tima, uma igreja situada na localidade de F&aacute;tima, a cerca de 3 km do santu&aacute;rio.

A afli&ccedil;&atilde;o da m&atilde;e transformou-se em ansiedade com o fim da Missa das 11 horas e o regresso de alguns vizinhos que tinham ido a essa celebra&ccedil;&atilde;o. Ao avist&aacute;-los, percebeu que, &agrave; frente de todos, vinha a sua Jacinta, de sete anos, sozinha. &laquo;A m&atilde;e pergunta-lhe: &ldquo;Jacinta, onde andaste? And&aacute;mos toda a manh&atilde; &agrave; tua procura&rdquo;, e Jacinta responde: &ldquo;M&atilde;e, fui &agrave; Missa.&rdquo; &ldquo;Foste &agrave; Missa?&rdquo;, pergunta a m&atilde;e espantada. Jacinta j&aacute; tinha ido &agrave; Missa, mas em Aljustrel sentiu-se de novo atra&iacute;da pela igreja, n&atilde;o sabemos como nem porqu&ecirc;. &ldquo;J&aacute; fomos &agrave; Missa esta manh&atilde;&hellip; estiveste l&aacute; a distrair toda a gente&rdquo;, diz a m&atilde;e. &ldquo;N&atilde;o estive n&atilde;o, m&atilde;e. A mulherzinha da Cova da Iria veio ter comigo e ensinou-me a rezar &agrave; Ascens&atilde;o&rdquo;, e esta &eacute; a apari&ccedil;&atilde;o&raquo;, conta o Pe. Rui Marto.


Esta &eacute; uma hist&oacute;ria ver&iacute;dica, confirmada por testemunhos diretos de vizinhos e pelo Pe. Manuel Marques Ferreira, que, na Documenta&ccedil;&atilde;o Cr&iacute;tica de F&aacute;tima, diz que &laquo;a Senhora lhe apareceu [a Jacinta] mais tr&ecirc;s vezes: uma no dia da Ascens&atilde;o do Senhor, na igreja, durante a Missa, e que lhe ensinou a rezar as contas; outra vez, &agrave; noite, sobre o al&ccedil;ap&atilde;o do s&oacute;t&atilde;o, estando a fam&iacute;lia a dormir; e mais uma, debaixo (ou salvo erro em cima) de uma mesa, sem nada lhe dizer, at&eacute; que ela, Jacinta, disse para a m&atilde;e: Olhe... n&atilde;o v&ecirc; a Senhora, que l&aacute; vi em cima, ali debaixo?!... Olhe!!! Como a pr&oacute;pria m&atilde;e me declarou&raquo;, pode ler-se nos documentos de F&aacute;tima.

Rezar a Ascens&atilde;o?
&laquo;Nossa Senhora introduziu a Jacinta na liturgia celeste, porque trata-se da Ascens&atilde;o, a subida de Jesus ressuscitado ao C&eacute;u. &Eacute; um sinal de esperan&ccedil;a, e &agrave; Jacinta foi dado compreender que no corpo do Cristo glorioso que sobe ao C&eacute;u est&aacute; toda a Humanidade redimida, salva, e isto &eacute; motivo de grande esperan&ccedil;a para o mundo.&raquo;

Rezar a Ascens&atilde;o n&atilde;o foi, portanto, uma formula&ccedil;&atilde;o de uma ora&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-concebida, diz o Pe. Rui Marto. &laquo;Para a Jacinta, rezar n&atilde;o s&atilde;o s&oacute; as contas, rezar &eacute; contemplar, ver, saborear dessa presen&ccedil;a de Deus. N&atilde;o estamos a falar de uma f&oacute;rmula de uma ora&ccedil;&atilde;o, mas antes uma contempla&ccedil;&atilde;o deste mist&eacute;rio de Jesus que sobe ao C&eacute;u e leva em si a Humanidade redimida&raquo;, explica o sacerdote.


Assim como esta apari&ccedil;&atilde;o, pouco se conhece das curtas vidas de Jacinta e de Francisco. &laquo;Jacinta tem uma fun&ccedil;&atilde;o e uma miss&atilde;o muito particular dentro do contexto da mensagem de F&aacute;tima. Ela &eacute; aquela que, depois da primeira apari&ccedil;&atilde;o, chega a Aljustrel e diz &agrave; m&atilde;e: &ldquo;M&atilde;e, vi Nossa Senhora&rdquo;, quando ela e os primos tinham combinado n&atilde;o dizer nada a ningu&eacute;m. A Jacinta &eacute; que tem esta apari&ccedil;&atilde;o, e &eacute; quem morre sozinha no D. Estef&acirc;nia. Tem uma miss&atilde;o muito particular no contexto daquilo que Nossa Senhora pediu. A miss&atilde;o &eacute; no amor, na caridade, a Jacinta &eacute; aquela que ama o Santo Padre, que ama a Igreja e os pobres. E o seu cora&ccedil;&atilde;o est&aacute; virado para a&iacute;&raquo;, diz o Pe. Rui, que acrescenta que esta &eacute; uma apari&ccedil;&atilde;o importante no caminho da Jacinta porque, &laquo;depois desta apari&ccedil;&atilde;o do Dia da Ascens&atilde;o, h&aacute; testemunhos que contam que a Jacinta se tornou mais recatada, s&oacute; respondia sim ou n&atilde;o, deixava as respostas para a L&uacute;cia, e dizem que foi precisamente desde esse dia, porque ela era muito extrovertida&raquo;.

Neste dia contempla Jesus ressuscitado a caminho do C&eacute;u. &laquo;O estudo espiritual e de certo modo exeg&eacute;tico desta apari&ccedil;&atilde;o e do contexto e do mist&eacute;rio da Ascens&atilde;o revela-se extraordin&aacute;rio no contexto da mensagem. Mais que todos os aspetos, este &eacute; um lugar central de boa not&iacute;cia. Jesus morre, d&aacute; a vida, mas entrega-nos ao Pai. E ter acontecido esta mensagem durante a Eucaristia &eacute; sinal de que o Jesus ressuscitado &eacute; o Jesus da Eucaristia, que a tempo nos entregar&aacute; a todos ao Pai. A comunh&atilde;o e a Eucaristia propriamente est&atilde;o no centro de toda a mensagem. Corpo de Cristo, comunidade reunida&raquo;, declara o p&aacute;roco de F&aacute;tima.

&nbsp;
Texto e fotografias: Ricardo Perna
&nbsp;

Excerto de uma reportagem publicada na edi&ccedil;&atilde;o de abril da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;.
]]></description>
<pubDate>Thu, 25 May 2017 20:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Há «um esforço organizado para eliminar o Cristianismo do Médio Oriente»</title>
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<description><![CDATA[Helma Adde &eacute; uma professora norte-americana de descend&ecirc;ncia s&iacute;ria que decidiu partir, num ver&atilde;o, ao encontro da realidade dos crist&atilde;os perseguidos na S&iacute;ria e no Iraque. O resultado &eacute; um filme, Our Last Stand, em que Helma mostra as dificuldades reais por que passam os crist&atilde;os. A pel&iacute;cula j&aacute; foi exibida nos EUA e a v&aacute;rios respons&aacute;veis europeus, alguns dos quais ficaram &laquo;em l&aacute;grimas&raquo; depois de verem o filme.

&nbsp;
O que podemos ver neste filme?
Em Our Last Stand, eu, uma professora de Nova Iorque, passo o ver&atilde;o em viagem pelo Iraque e a S&iacute;ria para ajudar a aumentar a consciencializa&ccedil;&atilde;o sobre a situa&ccedil;&atilde;o das comunidades crist&atilde;s amea&ccedil;adas pela guerra civil e pelo ISIS [autoproclamado Estado Isl&acirc;mico]. A minha viagem leva-me de campos de refugiados que lutam para cuidar dos crist&atilde;os deslocados que fugiram do ISIS no norte do Iraque, &agrave;s mil&iacute;cias que ajudam a defender e retomar aldeias na cidade natal da minha fam&iacute;lia em Qamishli, no norte da S&iacute;ria. A minha viagem revela tanto hist&oacute;rias de partir o cora&ccedil;&atilde;o como hist&oacute;rias inspiradoras de dor, desespero, persegui&ccedil;&atilde;o, coragem e esperan&ccedil;a.

O que a levou a fazer este filme?
Eu sou uma americana ass&iacute;ria, nascida e criada nos EUA, criada por pais crist&atilde;os ass&iacute;rios que emigraram do M&eacute;dio Oriente na d&eacute;cada de 70, fugindo da guerra civil no L&iacute;bano e da injusti&ccedil;a e discrimina&ccedil;&atilde;o na S&iacute;ria. Os meus antepassados viviam no Sudeste da Turquia, at&eacute; que os turcos otomanos os atacaram e cometeram um genoc&iacute;dio que matou quase um milh&atilde;o e os dispersou para fora das suas terras de origem. Por isso, a persegui&ccedil;&atilde;o religiosa que ouvimos nas not&iacute;cias e vemos nas redes sociais n&atilde;o &eacute; nova para o nosso povo. A diferen&ccedil;a &eacute; que, agora, muitos de n&oacute;s vivemos no Ocidente e temos a sorte de ter muitos recursos &agrave; nossa disposi&ccedil;&atilde;o.
Eu tinha de fazer tudo o que podia para quebrar este ciclo de genoc&iacute;dio. Antes de fazer este filme, eu estava envolvida no ativismo a n&iacute;vel local, ajudando a organizar protestos, com&iacute;cios e escrevendo cartas aos nossos congressistas. Mas nunca me pareceu suficiente, e assim que surgiu a oportunidade de fazer este filme, eu soube que tinha de estar envolvida.

O que encontrou no terreno foi muito diferente do que via nas not&iacute;cias?
Bem, dificilmente vemos muita coisa nos notici&aacute;rios, para come&ccedil;ar. Mas eu tinha ouvido muitas hist&oacute;rias de paroquianos da minha igreja que t&ecirc;m fam&iacute;lia no M&eacute;dio Oriente, e j&aacute; sabia no que me estava a meter.
Mas ningu&eacute;m pode estar preparado para ver aquele n&iacute;vel de sofrimento ao vivo. Al&eacute;m disso, quando eu estava l&aacute;, percebi que o nosso povo, os crist&atilde;os do M&eacute;dio Oriente, confiam nas nossas igrejas, tanto no Iraque como na di&aacute;spora, para ajudar a apoiar os nossos deslocados internos. Os nossos crist&atilde;os n&atilde;o se sentem seguros nos campos da ONU, devido &agrave; radicaliza&ccedil;&atilde;o e discrimina&ccedil;&atilde;o feita por outros refugiados n&atilde;o crist&atilde;os, por isso v&atilde;o &agrave;s igrejas pedir ref&uacute;gio. Essencialmente, eles est&atilde;o a ser discriminados indiretamente por essas ag&ecirc;ncias que se recusam a reconhecer a verdade sobre a situa&ccedil;&atilde;o.

Contatou com v&aacute;rias pessoas e recolheu muitos testemunhos. Quais foram os testemunhos que mais a impressionaram e de que ainda se lembra?
Al&eacute;m das s&uacute;plicas que ouvimos de pessoas que est&atilde;o desesperadas por ajuda, havia um tema comum entre muitas das pessoas com quem convers&aacute;mos. Muitos deles queriam saber se as pessoas no Ocidente sabiam que havia crist&atilde;os no M&eacute;dio Oriente, e se eles sabiam da persegui&ccedil;&atilde;o atual. Como &eacute; que deixaram isto acontecer? Como &eacute; que ningu&eacute;m est&aacute; a falar por eles? Eles queriam que soub&eacute;ssemos que eles n&atilde;o t&ecirc;m ningu&eacute;m que os defenda no M&eacute;dio Oriente. Os seus vizinhos abandonaram-nos, e sem a ajuda do Oeste, eles est&atilde;o condenados.


Existe, de fato, uma persegui&ccedil;&atilde;o organizada e dirigida aos crist&atilde;os? E os mu&ccedil;ulmanos que s&atilde;o apanhados no meio, s&atilde;o danos colaterais?
O que est&aacute; a acontecer aos crist&atilde;os em todo o M&eacute;dio Oriente &eacute; um genoc&iacute;dio, n&atilde;o s&atilde;o casos de viol&ecirc;ncia contra indiv&iacute;duos, mas um esfor&ccedil;o organizado para limpar o Cristianismo do M&eacute;dio Oriente, onde teve a sua origem h&aacute; mais de 2000 anos. No Iraque e na S&iacute;ria, os crist&atilde;os s&atilde;o alvo por causa da sua religi&atilde;o, as igrejas foram bombardeadas, o clero foi raptado e morto, muitos j&aacute; foram for&ccedil;ados a deslocar-se internamente ou fugiram para o Oeste, o que &eacute; uma pena porque s&atilde;o os povos ind&iacute;genas destas terras, n&atilde;o s&atilde;o convidados. Mas os nossos l&iacute;deres religiosos, bem como l&iacute;deres culturais e pol&iacute;ticos, t&ecirc;m pedido ajuda internacional para que possamos incentivar o nosso povo a permanecer nas suas terras ancestrais leg&iacute;timas, sob pena de arriscarmos perder as nossas antigas tradi&ccedil;&otilde;es e enfrentar a extin&ccedil;&atilde;o. Sem dizer que, sem crist&atilde;os no M&eacute;dio Oriente, abrimos a porta &agrave; polariza&ccedil;&atilde;o completa no Oriente e no Ocidente, que s&oacute; criar&atilde;o novas divis&otilde;es e maior radicaliza&ccedil;&atilde;o e alimentam a disc&oacute;rdia que j&aacute; vimos espalhada por todo o mundo.

De onde vem a ajuda humanit&aacute;ria?
Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; ajuda humanit&aacute;ria, grande parte &eacute; fornecida pelas nossas pr&oacute;prias igrejas, que n&atilde;o discriminam com base na religi&atilde;o. Eles ajudam todos.
&nbsp;
Como &eacute; que as pessoas na S&iacute;ria acham que este conflito pode acabar? Qual seria a solu&ccedil;&atilde;o ideal?
As pessoas na S&iacute;ria est&atilde;o despeda&ccedil;adas, embora eu tenha notado que muitos crist&atilde;os ainda pare&ccedil;am leais ao regime. Muitos deles admitirem que o regime pode n&atilde;o ser perfeito, mas temem que a substitui&ccedil;&atilde;o de um governo secular por um religioso provoque uma discrimina&ccedil;&atilde;o ainda mais severa contra os crist&atilde;os do que a que est&aacute; a acontecer atualmente e traga uma completa elimina&ccedil;&atilde;o do Cristianismo na zona. Ao longo dos &uacute;ltimos anos, os crist&atilde;os deixaram lugares na S&iacute;ria como Raqqa, Deyr-al-Zor e Hasaka e fugiram para &aacute;reas controladas pelo regime porque se v&atilde;o para &aacute;reas controladas por Al-Nusra, ISIS ou outros extremistas, n&atilde;o est&atilde;o seguros.


E alguma vez os crist&atilde;os poder&atilde;o viver em paz?
Eles t&ecirc;m muito medo do que vir&aacute; a seguir. Eles querem ser vistos como seres humanos iguais, que lhes sejam dados direitos humanos b&aacute;sicos, e que n&atilde;o sejam vistos apenas pela sua identidade religiosa. Na S&iacute;ria, os crist&atilde;os querem ser inclu&iacute;dos nas negocia&ccedil;&otilde;es de paz. Eles precisam de um governo forte que trate todos igualmente. No Iraque, ficou claro que os crist&atilde;os precisam de um ref&uacute;gio internacionalmente reconhecido e protegido, a ser estabelecido nas suas terras nativas, na regi&atilde;o das Plan&iacute;cies de N&iacute;nive, no norte do Iraque. &Eacute; a &uacute;nica maneira de eles viverem em paz e permanecerem na sua terra natal, mantendo as suas antigas tradi&ccedil;&otilde;es. Mas ambas as comunidades, os crist&atilde;os caldeus ass&iacute;rios caldeus da S&iacute;ria e do Iraque, precisam de n&oacute;s para sermos as suas vozes e advogarmos em seu nome para que eles possam obter a ajuda humanit&aacute;ria adequada no curto prazo e a seguran&ccedil;a restaurada nas suas terras no longo prazo.

Como foi o acolhimento do filme na Am&eacute;rica, na comunidade crist&atilde; e fora dessa comunidade?
At&eacute; agora, tivemos v&aacute;rias exibi&ccedil;&otilde;es em grandes cidades em todos os Estados Unidos, incluindo Los Angeles, Nova Iorque e Washington D.C. Exibimos tamb&eacute;m o filme ao Partido da Liberdade Religiosa no parlamento brit&acirc;nico, ao parlamento sueco em Estocolmo, em Bruxelas, na Uni&atilde;o Europeia, e em Haia, na Holanda. Esperamos que, ao ver este filme, possamos inspirar os nossos decisores a tomar decis&otilde;es que melhor servir&atilde;o os nossos crist&atilde;os perseguidos.

As pessoas ficaram sens&iacute;veis a essa quest&atilde;o depois do filme?
&Eacute; verdadeiramente surpreendente como muitos n&atilde;o orientais conhecem t&atilde;o pouco sobre os seus irm&atilde;os crist&atilde;os do M&eacute;dio Oriente. N&oacute;s vimos membros do parlamento em l&aacute;grimas ap&oacute;s verem o filme. Muitas vezes ouvimos pessoas dizerem que nem sabiam que ainda havia crist&atilde;os a viver no M&eacute;dio Oriente. Por isso, acho que o filme trouxe muita consci&ecirc;ncia para as pessoas aqui no Ocidente. Concentr&aacute;mo-nos no p&uacute;blico n&atilde;o m&eacute;dio oriental especificamente por esta raz&atilde;o. Muitas das comunidades que veem o filme v&ecirc;m ter connosco depois para saber como podem ajudar os perseguidos. Acreditamos que os efeitos deste filme ser&atilde;o de grande alcance, trazendo consci&ecirc;ncia e tamb&eacute;m incentivando a defesa em favor dessas comunidades que sofrem. Para o p&uacute;blico do M&eacute;dio Oriente, acho que o filme lhes trouxe alguma esperan&ccedil;a num tempo de desespero e tristeza.
&nbsp;
Portugal pode vir a receber este filme?
Tivemos a oportunidade de exibir o filme em v&aacute;rios lugares na Europa. Ficar&iacute;amos felizes em exibir o filme para outras audi&ecirc;ncias na Europa, contando que haja organiza&ccedil;&otilde;es interessadas em patrocinar e hospedar o evento. Se houver interessados, podem contactar-nos atrav&eacute;s do no site em www.Ourlaststandfilm.com ou enviem um e-mail para info@ourlaststandfilm.com


Estando longe, o que podemos n&oacute;s, crist&atilde;os e n&atilde;o crist&atilde;os, fazer por eles?
Em primeiro lugar, precisamos reunir as nossas congrega&ccedil;&otilde;es para rezar pelos nossos irm&atilde;os e irm&atilde;s perseguidos no M&eacute;dio Oriente. Este &eacute; o primeiro passo para nos solidarizarmos com eles. Eu tamb&eacute;m acho que as comunidades crist&atilde;s na di&aacute;spora devem chegar a outras congrega&ccedil;&otilde;es locais do M&eacute;dio Oriente e iniciar rela&ccedil;&otilde;es com eles. Dessa forma, eles podem participar nos seus eventos de advocacia e consciencializa&ccedil;&atilde;o. Muitas vezes, estas comunidades crist&atilde;s s&atilde;o muito pequenas e, quando protestam ou se re&uacute;nem, n&atilde;o recebem muita aten&ccedil;&atilde;o por causa do seu n&uacute;mero reduzido. Portanto, apoiar os seus eventos e esfor&ccedil;os ajudaria a tornar as suas vozes mais fortes e trazer mais aten&ccedil;&atilde;o para estas quest&otilde;es que est&atilde;o a defender. Al&eacute;m disso, todos n&oacute;s podemos falar com o nosso governo nacional. Estas pessoas s&atilde;o eleitas para nos representar, por isso &eacute; nosso dever certificar-se de que eles sabem quais as quest&otilde;es que s&atilde;o importantes para n&oacute;s. &Agrave;s vezes, um simples telefonema ou carta pode chamar a aten&ccedil;&atilde;o para uma quest&atilde;o que um governante n&atilde;o tinha ainda percebido, simplesmente porque ningu&eacute;m lhe tinha chamado &agrave; aten&ccedil;&atilde;o para isso. Por &uacute;ltimo, acolher uma exibi&ccedil;&atilde;o do nosso filme &eacute; tamb&eacute;m uma &oacute;tima maneira de agir e educar a sua comunidade sobre a situa&ccedil;&atilde;o desses crist&atilde;os perseguidos.
&nbsp;
Entrevista: Ricardo Perna
Fotos: D.R.
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<pubDate>Thu, 25 May 2017 15:20:00 +0100</pubDate>
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<title>Idosos têm «estilo de vida menos saudável»</title>
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<description><![CDATA[&Eacute; apresentado esta tarde, em Lisboa, um estudo sobre a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o idosa portuguesa. Em comunicado, o projeto sa&uacute;de.come deixa algumas das conclus&otilde;es: &laquo;maior propens&atilde;o para doen&ccedil;as cr&oacute;nicas, sedentarismo, maus h&aacute;bitos alimentares, baixo consumo de &aacute;gua, maior consumo de tabaco e &aacute;lcool, menor literacia&raquo;.




Helena Canh&atilde;o liderou a equipa da Unidade EpiDoC &ndash; Epidemiologia em Doen&ccedil;as Cr&oacute;nicas, do CEDOC &ndash; Centro de Estudos em Doen&ccedil;as Cr&oacute;nicas. A investigadora afirma que &laquo;a popula&ccedil;&atilde;o idosa apresenta v&aacute;rios comportamentos que revelam um estilo de vida menos saud&aacute;vel: &eacute; tendencialmente a camada da popula&ccedil;&atilde;o mais sedent&aacute;ria e revela maus h&aacute;bitos alimentares, tab&aacute;gicos e de consumo de &aacute;lcool&raquo;.

Para ajudar a combater estes problemas, o projeto construiu um manual com um programa de 12 semanas. Viver com Sa&uacute;de depois dos 60 anos &eacute; um livro que promove estilos de vida saud&aacute;veis. Helena Canh&atilde;o afirma que &laquo;&eacute; uma ferramenta essencial para combater esta realidade e ajudar os seniores portugueses a conseguirem, de forma econ&oacute;mica e sustent&aacute;vel, um estilo de vida mais saud&aacute;vel&raquo;.

Do livro n&atilde;o constam apenas receitas. H&aacute; tamb&eacute;m &laquo;dicas de nutri&ccedil;&atilde;o, cozinha, exerc&iacute;cios simples para fazer em casa, exerc&iacute;cios de mem&oacute;ria, est&iacute;mulo aos sentidos (vis&atilde;o, audi&ccedil;&atilde;o) e informa&ccedil;&otilde;es &uacute;teis relativas a 12 temas de especial interesse para esta faixa da popula&ccedil;&atilde;o: seguran&ccedil;a, polimedica&ccedil;&atilde;o, preven&ccedil;&atilde;o de quedas e fraturas, sexualidade&raquo;. O manual teve o apoio e colabora&ccedil;&atilde;o de especialistas de v&aacute;rias &aacute;reas. O sex&oacute;logo J&uacute;lio Machado Vaz, o oftalmologista Joaquim Murta, o ex-presidente do Infarmed Henrique Luz Rodrigues, Pedro Gra&ccedil;a do Programa Nacional para a Promo&ccedil;&atilde;o da Alimenta&ccedil;&atilde;o Saud&aacute;vel e a neurologista e especialista do sono foram alguns dos que colaboraram na obra que ser&aacute; distribu&iacute;da gratuitamente.
O projeto sa&uacute;de.come analisa, desde 2011, as necessidades da popula&ccedil;&atilde;o idosa.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Foto: Freeimages/Bruno Schievano
&nbsp;
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<pubDate>Thu, 25 May 2017 11:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Imigração é o oxigénio para país não asfixiar»</title>
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<description><![CDATA[Foi apresentado esta tarde a investiga&ccedil;&atilde;o &laquo;Migra&ccedil;&otilde;es e sustentabilidade demogr&aacute;fica: um estudo sobre o impacto das migra&ccedil;&otilde;es na sociedade e economia portuguesas&raquo;. No Sal&atilde;o Nobre da Universidade de Lisboa, os coordenadores do estudo explicaram como fizeram previs&otilde;es at&eacute; 2060 das migra&ccedil;&otilde;es de substitui&ccedil;&atilde;o. Uma das principais conclus&otilde;es &eacute; que Portugal precisa de mais imigrantes e que menos emigrantes abandonem o pa&iacute;s.



Maria Jo&atilde;o Valente Rosa, coordenadora dos estudos de demografia da Funda&ccedil;&atilde;o Francisco Manuel dos Santos, defendeu que &laquo;a incerteza &eacute; uma das palavras-chave deste estudo&raquo;. Contudo, encontra algumas certezas: &laquo;vamos continuar a envelhecer enquanto pa&iacute;s e tamb&eacute;m estamos cada vez maqis dependentes das migra&ccedil;&otilde;es para ter dinamismo social e econ&oacute;mico&raquo;. Por isso, esta investigadora defende que &laquo;a imigra&ccedil;&atilde;o representa uma grande parte do oxig&eacute;nio para o nosso pa&iacute;s n&atilde;o asfixiar&raquo;.
&nbsp;

A investiga&ccedil;&atilde;o tra&ccedil;ou cen&aacute;rios de 2015-2060 para a demografia, a economia e prote&ccedil;&atilde;o social. Daniela Craveiro apresentou as conclus&otilde;es. &laquo;Num cen&aacute;rio sem migra&ccedil;&otilde;es prevemos a diminui&ccedil;&atilde;o do volume total de popula&ccedil;&atilde;o dos 10,4 milh&otilde;es atuais para os 7,8 milh&otilde;es em 2060 e a popula&ccedil;&atilde;o idosa que agora j&aacute; &eacute; cerca de 20% da popula&ccedil;&atilde;o, passaria a quase 40%&raquo;, explica. S&oacute; tendo em conta os cen&aacute;rios demogr&aacute;ficos apresentados neste estudo, seriam precisos nestes 45 anos mais de dois milh&otilde;es de pessoas a entrar em Portugal do que a sair para manter a popula&ccedil;&atilde;o atual; quase tr&ecirc;s milh&otilde;es e meio para manter popula&ccedil;&atilde;o ativa atual e mais de 27 milh&otilde;es para manter o n&iacute;vel de envelhecimento atual.

&Eacute; preciso tomar medidas
Jaime Gama, presidente da Funda&ccedil;&atilde;o Francisco Manuel dos Santos, salientou que o estudo &eacute; &laquo;um apelo: um apelo a que se debate; um apelo a que se introduza um modelo de m&eacute;dio e longo prazo e que se tomem medidas&raquo;. O estudo prev&ecirc; que sem migra&ccedil;&otilde;es j&aacute; em 2020 haver&aacute; falta de recursos humanos para responder &agrave;s exig&ecirc;ncias do mercado de trabalho e essa falta &eacute; para todos os tipos de qualifica&ccedil;&otilde;es. Simultaneamente, outra das conclus&otilde;es &eacute; que os imigrantes permitem responder &agrave; falta de recursos humanos no pa&iacute;s, tem impacto positivo nas contas do sistema de pens&otilde;es de velhice da seguran&ccedil;a social e ajudam a que o pa&iacute;s n&atilde;o fique t&atilde;o envelhecido.


Na apresenta&ccedil;&atilde;o das conclus&otilde;es, o coordenador do estudo, Jo&atilde;o Peixoto explicou melhor o conceito de migra&ccedil;&otilde;es de substitui&ccedil;&atilde;o: quantos imigrantes ser&atilde;o necess&aacute;rios para o equil&iacute;brio populacional tendo em conta que a popula&ccedil;&atilde;o envelhece e o &iacute;ndice de fertilidade n&atilde;o chega para repor as gera&ccedil;&otilde;es? O investigador afirma que &laquo;se Portugal mantivesse a crise migrat&oacute;ria recente de mais pessoas a sair do que de gente a entrer caminhar&iacute;amos para o abismo n&atilde;o a m&eacute;dio prazo, mas a curto&raquo;.
&nbsp;




&nbsp;

Reportagem e fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Mon, 22 May 2017 17:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Presidente da República calado sobre eutanásia</title>
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<description><![CDATA[O Conselho Nacional de &Eacute;tica e Ci&ecirc;ncias da Vida est&aacute; a organizar um ciclo de debates intitulado &laquo;Decidir sobre o final da Vida&raquo;. A sess&atilde;o inaugural contou com a presen&ccedil;a do Presidente da Rep&uacute;blica. Mas desengane-se quem pensava que Marcelo Rebelo de Sousa exporia a sua opini&atilde;o sobre o assunto.



O Presidente da Rep&uacute;blica afirmou, aos jornalistas, que n&atilde;o vai &laquo;tomar nenhuma posi&ccedil;&atilde;o at&eacute; final do processo, qualquer que ele seja&raquo;. &laquo;S&oacute; tomarei uma posi&ccedil;&atilde;o se tiver que tomar em termos constitucionais, se chegar a Bel&eacute;m um diploma ou mais do que um diploma para promulgar&raquo;, disse.



Neste primeiro debate, participaram o fil&oacute;sofo Jos&eacute; Gil, o m&eacute;dico e especialista em bio&eacute;tica Walter Osswald, a antiga ministra da sa&uacute;de Maria de Bel&eacute;m e o m&eacute;dico Sobrinho Sim&otilde;es. Jos&eacute; Gil fez uma interven&ccedil;&atilde;o sobre os princ&iacute;pios em causa nesta quest&atilde;o do final de vida e da eutan&aacute;sia, defendendo a autonomia.

Eutan&aacute;sia por solid&atilde;o?
Walter Osswald mostrou-se contra a eutan&aacute;sia e salientou os problemas de se pensar a eutan&aacute;sia como estando relacionado com o direito de autonomia. &laquo;Se a autonomia &eacute; um valor em absoluto n&atilde;o podemos limitar a doentes terminais. Ou seja, qualquer adulto consciente pode pedir a eutan&aacute;sia e esse pedido deve ser aceite.&raquo; O especialista em bio&eacute;tica chamou a aten&ccedil;&atilde;o que nos pa&iacute;ses onde a eutan&aacute;sia foi legalizada &laquo;a dor n&atilde;o &eacute; usada como raz&atilde;o para o pedido&raquo;, mas o medo de ficar dependente, perder capacidades, ficar s&oacute;. Walter Osswald defendeu que se a eutan&aacute;sia for aprovada haver&aacute; &laquo;aumento progressivo dos casos de eutan&aacute;sia por causa da identifica&ccedil;&atilde;o entre o que &eacute; legal e moral&raquo;, &laquo;alargamento da morte medicamente provocada a menores deficientes, rec&eacute;m-nascidos com problemas graves de sa&uacute;de&raquo;, divis&atilde;o da classe m&eacute;dica entre os que fazem e os objectores de consci&ecirc;ncia&raquo;. Este m&eacute;dico afirma que &laquo;uma lei que ajudasse a legalizar o suic&iacute;dio assistido ou eutan&aacute;sia n&atilde;o responde a uma necessidade social, invoca de forma desmesurada a autonomia e teria consequ&ecirc;ncias muito gravosas&raquo;. O m&eacute;dico, que j&aacute; recebeu o Pr&eacute;mio &Aacute;rvore da Vida falou apenas de raz&otilde;es &eacute;ticas e nunca abordou quest&otilde;es religiosas.

Antiga ministra prop&otilde;e seda&ccedil;&atilde;o profunda 
Maria de Bel&eacute;m esteve, como deputada, na origem da legisla&ccedil;&atilde;o sobre diretivas antecipadas de vontade, mais conhecidas como testamento vital. Na sua interven&ccedil;&atilde;o, sublinhou que, pelas suas convic&ccedil;&otilde;es religiosas, &laquo;n&atilde;o se oporia &agrave; eutan&aacute;sia&raquo; uma vez que acredita que Deus criou o homem para que ele seja um ser aut&oacute;nomo. A antiga ministra da sa&uacute;de defendeu que &eacute; preciso di&aacute;logo social e pol&iacute;tico sobre esta quest&atilde;o da eutan&aacute;sia para se conseguir encontrar um denominador comum. Maria de Bel&eacute;m encontra alguns problemas existentes que poderiam justificar medidas de escolha de fim de vida: &laquo;muitas pessoas e fam&iacute;lias sentem o abandono&raquo;, &laquo;os cuidados paliativos ainda est&atilde;o longe de chegar a todos&raquo;, &laquo;a ideia de que os idosos e doentes s&atilde;o um peso para a sociedade&raquo;. Mesmo assim, esta antiga deputada afirma: &laquo;Parecer-me-ia que seria mais adequado disponibilizar a seda&ccedil;&atilde;o profunda at&eacute; &agrave; morte a quem o solicitasse.&raquo; Maria de Bel&eacute;m defende que o lugar certo para discutir a eutan&aacute;sia &eacute; a Assembleia da Rep&uacute;blica, mas defende que &laquo;seria aconselh&aacute;vel que se inscrevesse nos programas eleitorais&raquo;.

&laquo;Sou a favor, mas n&atilde;o farei&raquo;
Sobrinho Sim&otilde;es aceita e concorda com a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia, tanto que subscreveu a peti&ccedil;&atilde;o. O m&eacute;dico e investigador admite que &laquo;h&aacute; riscos que existem&raquo;, mas defende que &laquo;h&aacute; todo o direito a que as pessoas possam reclamar o suic&iacute;dio assistido ou a eutan&aacute;sia&raquo;. Apesar da posi&ccedil;&atilde;o a favor, Sobrinho Sim&otilde;es rejeita a pr&aacute;tica: &laquo;Se avan&ccedil;ar, eu serei objector de consci&ecirc;ncia. Eu acho que as pessoas t&ecirc;m direito, mas eu n&atilde;o vou fazer. E terei aqui problemas de como &eacute; que vamos fazer isto&raquo;, afirma.
O m&eacute;dico afirma mesmo que na neonatologia j&aacute; se pratica a eutan&aacute;sia. &laquo;Quando nasce uma crian&ccedil;a sem c&eacute;rebro, ela tem vida biol&oacute;gica. Os m&eacute;dicos discutem com os pais e os pais consentem que se fa&ccedil;a eutan&aacute;sia. O mesmo quando h&aacute; hemorragias ou perda de massa cerebral.&raquo; Sobrinho Sim&otilde;es lamenta que a forma&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;dicos n&atilde;o os prepare para encarar a &laquo;morte como parte da vida&raquo;.

O ciclo de debates &laquo;Decidir sobre o final da vida&raquo; continuar&aacute; at&eacute; dezembro e passar&aacute; pelas cidades do Porto, Braga, Vila Real, Aveiro, Covilh&atilde;, &Eacute;vora, Set&uacute;bal, Coimbra, Funchal, Ponta Delgada. Terminar&aacute; em Lisboa em 5 de dezembro.
&nbsp;

Reportagem e fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Mon, 22 May 2017 12:30:00 +0100</pubDate>
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<title>Profissionais “invisíveis” são essenciais à sociedade</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/profissionais-invisiveis-sao-essenciais-a-sociedade</link>
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<description><![CDATA[Entramos na zona dos servi&ccedil;os da Servilusa &ndash; Ag&ecirc;ncias Funer&aacute;rias e damos logo conta do trabalho que se faz por aqui. Num armaz&eacute;m enorme, muitas urnas est&atilde;o dispostas sobre grandes prateleiras. Dois ou tr&ecirc;s homens trabalham numa, colocada &agrave; altura deles. O espa&ccedil;o &eacute; amplo e arejado. N&atilde;o h&aacute; cheiros nauseabundos, nem cheira sequer a medicamentos ou a hospital.

Catarina Vardasta chega sorridente. &Eacute; a &uacute;nica tanatopractora da empresa. Mas o que &eacute; a tanatopraxia? Ela explica que &laquo;&eacute; a conserva&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria dos corpos&raquo;, ou seja, &laquo;retiramos os l&iacute;quidos que os corpos t&ecirc;m e injetamos um l&iacute;quido que cont&eacute;m formol e que vai fazer a conserva&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria do corpo&raquo;. O tema parece m&oacute;rbido, mas esta mulher mant&eacute;m sempre o ar jovial e alegre. Para ela, este trabalho &eacute; t&atilde;o natural que fala dele &agrave; mesa com a fam&iacute;lia ou com os amigos.

Catarina lutou e esperou quatro anos at&eacute; poder tornar-se tanatopractora. Trabalhava no call center e uma colega tinha mudado de fun&ccedil;&atilde;o para a cave do edif&iacute;cio. &laquo;Fiquei curiosa com o que ela vinha fazer. Vinha c&aacute; espreitar sem ningu&eacute;m saber, escondidita.&raquo; A colega regressou ao call center e surgiu a oportunidade por que esperava. &laquo;Sempre que havia alguma oportunidade, eu pedia. Eu acho que era tamb&eacute;m pela minha maquilhagem. Gosto de saltos altos e deviam achar que este trabalho n&atilde;o era para mim. Eu dizia sempre: &ldquo;Deixem-me mostrar do que sou capaz.&rdquo;&raquo; Tanto teimou e insistiu que um dia conseguiu.

Tanatopraxia: conservar e cuidar dos mortos
H&aacute; dois anos que Catarina faz este trabalho. A conversa continua na sala de tanatopraxia. A sala &eacute; ampla, luminosa e limpa. Tem tr&ecirc;s &ldquo;macas&rdquo; met&aacute;licas, &aacute;gua e m&aacute;quinas para introduzir l&iacute;quidos nos corpos. Ao lado est&aacute; um carrinho met&aacute;lico com pin&ccedil;as, tesouras e bisturis. Catarina explica que a conserva&ccedil;&atilde;o &eacute; apenas tempor&aacute;ria. &laquo;O corpo n&atilde;o vai durar para sempre conservado. Mas no funeral n&atilde;o vai libertar cheiros, n&atilde;o vai ter mau aspeto, n&atilde;o vai libertar odores. E isso &eacute; o mais importante para as pessoas. Aquando da &uacute;ltima despedida, &eacute; aquela imagem que fica. Se ficar uma imagem de uma pessoa que parece que est&aacute; quase a dormir, isso &eacute; muito importante.&raquo; Mas como &eacute; feito o trabalho no concreto? &laquo;A primeira coisa que eu fa&ccedil;o &eacute; a higieniza&ccedil;&atilde;o do corpo: lavo o corpo e a cabe&ccedil;a, os orif&iacute;cios. Depois, fa&ccedil;o a tanatopraxia e no final lavo a cabe&ccedil;a com champ&ocirc;, seco-o e penteio-o. &Agrave;s vezes, pedem penteados com rolos, at&eacute; j&aacute; pediram para pintar o cabelo, fazer as sobrancelhas, o bu&ccedil;o, pintar as unhas, cortar.&raquo;


Do &ldquo;uniforme&rdquo; de trabalho fazem parte a m&aacute;scara, as luvas, uma bata com prote&ccedil;&atilde;o para l&iacute;quidos e a touca. Usa tamb&eacute;m galochas. Nada que elimine o seu ar feminino e cuidado, presente nos pequenos toques cor-de-rosa nas galochas e nas leggings. &Eacute; profissional e garante que faz o seu trabalho com gosto. &laquo;O prazer que eu tenho &eacute; de pensar que o familiar vai ver uma coisa completamente diferente daquilo que viu quando foi ao hospital reconhecer o corpo. Quando vai reconhecer o corpo, este est&aacute; muitas vezes de boca aberta, olhos abertos, a verter l&iacute;quidos, com maus cheiros. Com aquela imagem de terror, n&atilde;o &eacute;? E depois do tratamento est&aacute; um corpo sereno, como se estivesse a dormir. O que me faz gostar disto &eacute; que o trabalho que eu fa&ccedil;o aqui reflete-se na fam&iacute;lia.&raquo;

Limpar escrit&oacute;rios e ser bem tratada
Virg&iacute;nia &eacute; de origem cabo-verdiana. Trabalha fazendo limpezas em escrit&oacute;rios em dois turnos. Das 6h00 &agrave;s 9h00 e das 19h00 &agrave;s 21h30. Pelo meio ainda tem outro trabalho. Aceita falar, mas tem medo de tirar fotografias. Diz que &laquo;a empresa est&aacute; sempre em cima de n&oacute;s e nunca se sabe o que pode acontecer&raquo;. No caso desta mulher, o seu trabalho &eacute; feito com os funcion&aacute;rios nas empresas. &laquo;Tem sempre l&aacute; algu&eacute;m. H&aacute; sempre gente a entrar e &agrave; noite ficam sempre l&aacute; pessoas&raquo;, conta.
Virg&iacute;nia diz ser bem tratada e valorizada por quem est&aacute; no espa&ccedil;o que ela limpa e cuida. &laquo;N&atilde;o tenho raz&atilde;o de queixa. As pessoas dizem &ldquo;bom dia&rdquo; e cumprimentam-nos&raquo;, explica.



Faz-tudo ou assistente operacional
Chegamos ao Mercado de S&atilde;o Jo&atilde;o da Talha pelas 14h30, debaixo de um sol t&oacute;rrido. Um funcion&aacute;rio da junta de freguesia abre-nos o port&atilde;o. &laquo;&Eacute; para a D. Maria, n&atilde;o &eacute;?&raquo; Maria Elisa Conduto &eacute; assistente operacional, um nome pomposo para dizer que &eacute; &ldquo;faz-tudo&rdquo;.

Encontramo-la agarrada a um &ldquo;assoprador&rdquo;, uma m&aacute;quina que sopra os detritos deixados no ch&atilde;o do mercado para serem depois apanhados. &laquo;Fa&ccedil;o v&aacute;rias coisas ao longo do dia. Tanto posso cantinar, como regar, como juntar mato, como juntar relva, como limpar sarjetas ou lavar ruas&raquo;, explica. Antes desta nova categoria era cantoneira, varria as ruas e limpava sarjetas. Foi assim durante cerca de dez anos. Em tudo o que faz, p&otilde;e o seu empenho. &laquo;Penso em fazer o melhor que posso&raquo;, afirma.

Maria Elisa &eacute; uma mulher de voz grossa, sem medo de arrega&ccedil;ar as mangas e tamb&eacute;m n&atilde;o tem &ldquo;papas na l&iacute;ngua&rdquo;. Diz o que tem a dizer e ouve o que, &agrave;s vezes, n&atilde;o gostaria de ouvir. Uma das suas lutas tem a ver com os excrementos deixados pelos donos dos c&atilde;es. &laquo;Se forem ver, aquilo mete-se por todo o lado quando andamos a apanhar o lixo e a varrer. Quando se corta a relva, sai disparado e entra mesmo para dentro das viseiras&raquo;, conta. Por isso, quando v&ecirc; &agrave; sua frente algu&eacute;m a n&atilde;o apanhar, informa que h&aacute; sacos disponibilizados pela junta de freguesia. &laquo;Eu aviso as pessoas e ainda me dizem: &ldquo;A senhora que apanhe. &Eacute; o seu trabalho.&rdquo;&raquo; As respostas tortas que ouve e os cumprimentos que n&atilde;o lhe devolvem magoam-na. &laquo;As pessoas n&atilde;o dizem &ldquo;bom dia&rdquo;. Acham que n&oacute;s somos umas pessoas diferentes, que n&atilde;o somos civilizados como as outras pessoas&raquo;, conta, revoltada.

Como Catarina, Maria Elisa e Virg&iacute;nia, h&aacute; milhares de trabalhadores que n&atilde;o vemos, at&eacute; mesmo quando nos cruzamos com eles. Muitas vezes s&oacute; damos conta de que existem quando algo falha. Mas talvez fosse bom, no m&iacute;nimo, dizer &ldquo;bom dia&rdquo; ou &ldquo;obrigado&rdquo;.

Reportagem: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotografias: Ricardo Perna

Esta reportagem pode ser lida na &iacute;ntegra na FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de maio de 2017.
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<pubDate>Fri, 19 May 2017 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>300 000 crianças refugiadas e migrantes estão sozinhas</title>
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<description><![CDATA[O n&uacute;mero de crian&ccedil;as refugiadas e migrantes sozinhas &eacute; cinco vezes superior ao de 2010. Os dados s&atilde;o da UNICEF que apela aos l&iacute;deres mundiais para proteger as crian&ccedil;as atrav&eacute;s de uma agenda de seis pontos. Segundo o relat&oacute;rio &laquo;Uma crian&ccedil;a &eacute; uma crian&ccedil;a: Proteger as crian&ccedil;as em movimento contra a viol&ecirc;ncia, abusos e explora&ccedil;&atilde;o&raquo;, em 2015-2016, pelo menos 300 000 crian&ccedil;as n&atilde;o acompanhadas e separadas foram registadas em cerca de 80 pa&iacute;ses. Em 2010-2011, eram 66 000.


O documento apresenta uma vis&atilde;o global sobre as crian&ccedil;as refugiadas e migrantes. N&atilde;o mostra apenas os n&uacute;meros, mas as motiva&ccedil;&otilde;es e os testemunhos. Mary, uma rapariga de 17 anos, da Nig&eacute;ria, viajou pela L&iacute;bia para chegar a It&aacute;lia. Estas s&atilde;o as suas palavras sobre o que aconteceu com o traficante: &laquo;Tudo o que (ele) disse, que ser&iacute;amos bem tratados e que estar&iacute;amos em seguran&ccedil;a, n&atilde;o aconteceu. Era mentira. Ele dizia que se n&atilde;o dormisse com ele, n&atilde;o me trazia para a Europa. E violou-me.&raquo; Mary ficou tr&ecirc;s meses na L&iacute;bia &agrave;s m&atilde;os deste homem.

Ainamo, de 16 anos, foi for&ccedil;ado a trabalhar numa quinta na L&iacute;bia durante dois meses com o irm&atilde;o g&eacute;meo, para pagar aos traficantes. &laquo;Se tentasses fugir, disparavam sobre ti e morrias. Se parasses de trabalhar, espancavam-te&hellip; Uma vez, estava s&oacute; a descansar cinco minutos, e um homem bateu-me com uma cana. Depois do trabalho, trancavam-nos.&raquo;
Outro dos testemunhos pode ser visto em v&iacute;deo da UNICEF:
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&nbsp;




UNICEF pede a&ccedil;&atilde;o dos G7
Justin Forsyth, Diretor Executivo Adjunto da UNICEF, afirma que &laquo;apenas uma crian&ccedil;a que se desloca sozinha &eacute; demasiado, mas o n&uacute;mero de crian&ccedil;as que o fazem atualmente &eacute; assustador &ndash; e n&oacute;s adultos n&atilde;o estamos a proteg&ecirc;-las&raquo;. O respons&aacute;vel explica que &laquo;contrabandistas e traficantes sem escr&uacute;pulos est&atilde;o a explorar a sua vulnerabilidade em proveito pr&oacute;prio, ajudando as crian&ccedil;as a atravessar fronteiras, apenas para as venderem para escravatura e prostitui&ccedil;&atilde;o for&ccedil;adas. &Eacute; inadmiss&iacute;vel que n&atilde;o estejamos a defend&ecirc;-las devidamente destes predadores&raquo;.
&nbsp;
O relat&oacute;rio revela que 100 000 crian&ccedil;as n&atilde;o acompanhadas foram intercetadas na fronteira entre os EUA e o M&eacute;xico e 160 000 pediram asilo na Europa. De todas as crian&ccedil;as que chegaram a It&aacute;lia por mar em 2016, 92% estavam sozinhas. No mundo inteiro, 28% das v&iacute;timas de tr&aacute;fico s&atilde;o crian&ccedil;as, estando a maior percentagem nas regi&otilde;es da &Aacute;frica Subsariana e da Am&eacute;rica Central e Cara&iacute;bas.

&nbsp;

O que &eacute; a agenda para a a&ccedil;&atilde;o?
Este relat&oacute;rio e estes testemunhos servem como press&atilde;o sobre os G7 que se re&uacute;nem em It&aacute;lia na pr&oacute;xima semana. A UNICEF quer que se comprometa com a agenda para a a&ccedil;&atilde;o. Esta agenda proposta pela organiza&ccedil;&atilde;o inclui:
&laquo;1. Proteger as crian&ccedil;as refugiadas e migrantes da explora&ccedil;&atilde;o e da viol&ecirc;ncia, em especial as crian&ccedil;as n&atilde;o acompanhadas;
2. Acabar com a deten&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as requerentes do estatuto de refugiada ou migrante
3. Manter as fam&iacute;lias juntas como a melhor forma de proteger as crian&ccedil;as e de lhes atribuir um estatuto legal;
4. Manter a aprendizagem de todas as crian&ccedil;as refugiadas e migrantes e assegurar-lhes acesso a servi&ccedil;os de sa&uacute;de e outros de qualidade;
5. Pressionar para que sejam tomadas medidas para combater as causas subjacentes aos movimentos de refugiados e migrantes em larga escala;
6. Promover medidas para combater a xenofobia, a discrimina&ccedil;&atilde;o e a marginaliza&ccedil;&atilde;o em pa&iacute;ses de tr&acirc;nsito ou de destino.&raquo;
&nbsp;
&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: UNICEF
&nbsp;Not&iacute;cias relacionadas:
- Entrevista com respons&aacute;vel pela Rede Mundial da Vida Consagrada Contra o Tr&aacute;fico de Pessoas]]></description>
<pubDate>Thu, 18 May 2017 11:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Alepo consagrada a Nossa Senhora de Fátima</title>
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<description><![CDATA[A emo&ccedil;&atilde;o tomou conta de muitos em Alepo em13 de maio. No dia em que se assinalaram os 100 anos da primeira apari&ccedil;&atilde;o de Nossa Senhora aos tr&ecirc;s pastorinhos em F&aacute;tima e no dia em que o Papa Francisco canonizou Francisco e Jacinta, aquela cidade S&iacute;ria, devastada pela guerra, foi consagrada a Nossa Senhora de F&aacute;tima.



Centenas de pessoas participaram no dia 13 de maio, numa prociss&atilde;o pelas ruas do bairro crist&atilde;o de al-Azizie. No facebook da catedral, pode ler-se: &laquo;Muitos de n&oacute;s chor&aacute;mos porque depois de seis anos fomos capazes de organizar a prociss&atilde;o pelas ruas de Alepo sem medo de m&iacute;sseis. Com emo&ccedil;&atilde;o, damos as boas-vindas &agrave; Virgem de F&aacute;tima a Alepo e com a esperan&ccedil;a que a Virgem Maria reze pela paz de todos na S&iacute;ria.&raquo;
&nbsp;

&nbsp;

A Missa foi celebrada na Catedral de S&atilde;o Francisco de Assis, tamb&eacute;m conhecida por Igreja Latina dos Franciscanos. De acordo com a Catholic News Agency, presidiu o Pe. Ibrahim Alsabagh. Nas imagens v&iacute;deo da par&oacute;quia, podem ver-se tamb&eacute;m alguns bispos e muitos sacerdotes e religiosas. O c&acirc;ntico &laquo;Ave Maria&raquo; foi cantado e &eacute; perfeitamente aud&iacute;vel no v&iacute;deo. A imagem enviada pelo Santu&aacute;rio de F&aacute;tima para Alepo esteve presente e foi transportada pelas ruas depois da Eucaristia. Muitas centenas de pessoas acompanharam a prociss&atilde;o. Veem-se tamb&eacute;m escuteiros e bandas de m&uacute;sica.


Crist&atilde;os na S&iacute;ria rezam pela paz

Na conta de facebook &ldquo;SOS Crist&atilde;os na S&iacute;ria&rdquo; diz-se que a igreja &laquo;estava cheia de f&eacute; e muitos choraram porque h&aacute; muitos anos que n&atilde;o se fazia uma prociss&atilde;o com a imagem de Nossa Senhora de F&aacute;tima&raquo;. Nessa p&aacute;gina pode ler-se: &laquo;Deixem-nos dar gra&ccedil;as a Deus por este dia celestial que pudemos experienciar e entregar os crist&atilde;os de Alepo &agrave; nossa Aben&ccedil;oada M&atilde;e. Possa ela, a Rainha da Paz, que deu ao mundo o Pr&iacute;ncipe da Paz, garantir-nos a paz t&atilde;o desejada para o M&eacute;dio Oriente e o mundo inteiro.&raquo;
A consagra&ccedil;&atilde;o de Alepo fez parte das atividades de centen&aacute;rio das apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima. A imagem de Nossa Senhora de F&aacute;tima foi benzida por D. Ant&oacute;nio Marto, bispo de Leiria-F&aacute;tima, na peregrina&ccedil;&atilde;o de 13 de outubro de 2016 e enviada para Alepo depois.
A cidade de Alepo tem sido fustigada pela guerra. Ainda em abril, um ataque a uma coluna de ve&iacute;culos civis que abandonavam a regi&atilde;o foi atacado, tendo morrido quase 100 pessoas, mais de 60 eram crian&ccedil;as.

&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o com Catholic News Agency
Fotos: Par&oacute;quia de S&atilde;o Francisco de Assis, Alepo


]]></description>
<pubDate>Thu, 18 May 2017 09:30:00 +0100</pubDate>
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<title>Aulas ao ar livre inspiram alunos e professores</title>
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<description><![CDATA[Ainda antes de passar o port&atilde;o da Escola B&aacute;sica da Parede, concelho de Cascais, j&aacute; se ouvem as crian&ccedil;as a brincar. Chovisca, mas o recreio est&aacute; cheio de mi&uacute;dos a correr e a brincar no p&aacute;tio em frente ao edif&iacute;cio da escola. O ch&atilde;o &eacute; em terra e est&aacute; rodeado de grandes &aacute;rvores.


Os anfitri&otilde;es s&atilde;o os professores Ana Meireles e Rodrigo Gomes. Ana foi quem no ano passado prop&ocirc;s que a escola participasse no Dia de Aulas ao Ar Livre lan&ccedil;ado por uma marca de detergentes para a roupa. A iniciativa mobilizou 400 escolas e cerca de 40 mil alunos. Este ano ser&aacute; a 18 de maio. O Dia de Aulas ao Ar Livre nasceu no Reino Unido para incentivar as escolas de Londres a ensinar ao ar livre. Em Portugal, a ideia surgiu com o lan&ccedil;amento de um estudo que a Skip fez. Concluiu-se que o tempo m&eacute;dio de brincadeira no exterior &eacute; de 63 minutos. Estes dados podem surpreender, mas se fizermos contas ao tempo que as crian&ccedil;as passam nas creches, infant&aacute;rios, escolas e ATL, percebem-se rapidamente.

Aprende-se na praia
Na Escola da Parede, as atividades no exterior n&atilde;o s&atilde;o uma exce&ccedil;&atilde;o. Mas j&aacute; l&aacute; vamos. No Dia de Aulas ao Ar Livre de 2016, 50 alunos das duas turmas do 1.&ordm; ano foram at&eacute; &agrave; praia a p&eacute;. &laquo;Tivemos atividades desde leitura, fizemos algumas coisas de matem&aacute;tica e fizemos recolha de materiais como paus, pedras, conchas para usar na Ludobiblioteca&raquo;, explica Ana, com naturalidade. O dia de sol proporcionou uma manh&atilde; bem passada na praia. Mas n&atilde;o se tratou de passeio. O objetivo foi &laquo;manter o trabalho curricular, mas no exterior&raquo;. Da&iacute; que a professora explique que &laquo;com as pedrinhas fizemos contagens; explor&aacute;mos a areia molhada para escrever com os dedos e moldando letras, para desenhar e molhar&raquo;. Na mar&eacute; vazia, exploraram as pocinhas de &aacute;gua. &laquo;Vimos carac&oacute;is-do-mar e estrelas-do-mar&raquo;, lembra, acrescentando a rir que houve quem molhasse os p&eacute;s e &laquo;alguns ainda mais&raquo;.


A manh&atilde; foi passada na praia e a tarde no exterior da escola. Em grupos, tornaram-se exploradores por um dia. &laquo;Tinham de encontrar bichinhos e foram ver as plantas, levantar vasos e procurar. Foi muito giro. Nos dias seguintes andavam a levantar tudo &agrave; procura de bichinhos&raquo;, conta Ana a sorrir.

Vanda Vilela &eacute; artista pl&aacute;stica e trabalha no servi&ccedil;o educativo dos jardins da Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian h&aacute; dez anos. Com Catarina Pereira e Leonor P&ecirc;go, dinamiza o curso &laquo;Aula no jardim &ndash; ensinar a aprender com a natureza&raquo;. A forma&ccedil;&atilde;o para professores de 1.&ordm; e 2.&ordm; ciclos esgotou. Vanda explica que &laquo;as atividades que propomos aos professores t&ecirc;m como ponto de partida uma meta curricular espec&iacute;fica, ou da Matem&aacute;tica ou das Ci&ecirc;ncias, do Estudo do Meio, da Hist&oacute;ria ou da Geografia para eles perceberem que usando a meta curricular podem fazer a aula no exterior&raquo;.



Mas o que aprenderam os professores e outros inscritos? A construir s&oacute;lidos geom&eacute;tricos com varas de salgueiro e corda, a fazer c&aacute;lculos matem&aacute;ticos para descobrir a idade e altura das &aacute;rvores, a explorar a fauna existente no jardim e os diferentes estados f&iacute;sicos da &aacute;gua, a usar os sentidos para identificar objetos relacionados com os descobrimentos portugueses e a construir textos criativos usando sequ&ecirc;ncias de palavras.



Como fazer?
Pode parecer complicado, mas Vanda Vilela explica com uma simplicidade que desmonta qualquer preconceito que possa existir.


	N&atilde;o fazer das sa&iacute;das uma coisa excecional, mas habitual.
	Ser realista e simplificar. &laquo;As sa&iacute;das n&atilde;o t&ecirc;m de ser longas, n&atilde;o t&ecirc;m de ser a uma praia ou a um jardim muito longe. Podem ser no recinto da escola, no bairro, na rua.&raquo;
	Trazer a rua para a sala e &laquo;vamos sair e recolher folhas ca&iacute;das, as mais diferentes que conseguirem encontrar, chegam &agrave; sala e v&atilde;o p&ocirc;-las na mesa de natureza e tentar identific&aacute;-las&raquo;.
	Fazer sa&iacute;das com tarefas. &laquo;Durante a semana h&aacute; um dia em que saem. Hoje vou reparar nas &aacute;rvores da minha rua e tentar identific&aacute;-las: t&ecirc;m um tronco largo, &eacute; inverno e as folhas est&atilde;o caducas, vou medir o seu per&iacute;metro. O per&iacute;metro ajuda-me a saber a idade da &aacute;rvore e a&iacute; entra a matem&aacute;tica. Levam fita m&eacute;trica, medem e fazem os c&aacute;lculos.&raquo;


Percebe-se que o tema apaixona Vanda, assim como a natureza e o ar livre. As sugest&otilde;es de atividades saem ligadas umas &agrave;s outras como elos de uma mesma corrente. A sua opini&atilde;o e experi&ecirc;ncia dizem-lhe que todas as mat&eacute;rias se podem trabalhar na rua.

Reportagem: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ana Meireles, Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o, Catarina Dias Pereira
&nbsp;

Reportagem na &iacute;ntegra pode ser lida na FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de maio de 2017
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<pubDate>Wed, 17 May 2017 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>13 de maio: Carmelo de Coimbra vive alegria dupla</title>
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<description><![CDATA[13 de maio, 7h45. Encaminhamo-nos para o Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra. No caminho, cruzamo-nos com dezenas de rapazes e raparigas que acabam a noite de Queima das Fitas e regressam a casa. Muitos de copo de cerveja na m&atilde;o.
Na rua de Santa Teresa, o ambiente &eacute; mais calmo. A porta da igreja do Carmelo abre-se para deixar entrar os que querem participar na celebra&ccedil;&atilde;o da Eucaristia, como todos os dias, &agrave;s 8h00.


A celebra&ccedil;&atilde;o da Eucaristia &eacute; simples, como todos os dias. Difere apenas a presen&ccedil;a do superior dos carmelitas descal&ccedil;os, Pe. Pedro Louren&ccedil;o Ferreira, e um motivo de festa para esta comunidade. A prioresa, Irm&atilde; Ana Sofia, explicar&aacute; mais tarde: &laquo;Este &eacute; um dia muito especial. Temos muitos motivos para estar felizes e agradecer a Deus. No Carmelo de Santa Teresa estes dias 13 de maio e 13 de outubro s&atilde;o sempre dias muito especiais. Tivemos a gra&ccedil;a de partilhar estes dias com a Ir. L&uacute;cia por muitos anos. Era sempre uma grande alegria. E este ano, junta-se tamb&eacute;m o motivo de a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as a Deus da alegria da canoniza&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos, a alegria da presen&ccedil;a do Santo Padre e outro motivo de a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as na nossa comunidade que &eacute; a profiss&atilde;o simples que deu hoje o sim a Deus como os pastorinhos h&aacute; 100 anos.&raquo;


A Ir. Marina de Jesus e do Cora&ccedil;&atilde;o Imaculado compromete-se com a pobreza, castidade e obedi&ecirc;ncia durante um ano. S&atilde;o os primeiros votos, depois de alguns anos no Carmelo. A jovem tem o nome da Ir. L&uacute;cia: &laquo;de Jesus e do Cora&ccedil;&atilde;o Imaculado&raquo;. A Ir. Ana Sofia diz que h&aacute; &laquo;acasos que n&atilde;o s&atilde;o bem acasos&raquo;.

Esta comunidade de vida contemplativa tem mantido aten&ccedil;&atilde;o ao que se passa em F&aacute;tima, a cerca de 100 km. Nestes dias de grandes festas, a Ir. Ana Sofia conta que seguiram tudo pela internet. &laquo;Come&ccedil;&aacute;mos assim que o avi&atilde;o do papa chegou a Portugal. Acompanh&aacute;mos tudo at&eacute; &agrave; chegada &agrave; Capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es. Fizemos uma pequena pausa para ir rezar e jantar. Volt&aacute;mos &agrave; noite para a prociss&atilde;o das velas e o ter&ccedil;o&raquo;, revela. Nestes dias, a rotina habitual do Carmelo muda bastante, mas &laquo;&eacute; muito bonito e significativo e &eacute; muito especial&raquo;. Um acompanhamento em ora&ccedil;&atilde;o e comunh&atilde;o. A prioresa diz que &laquo;&eacute; um motivo grande que nos une em Igreja e que mos une ao representante de Cristo na terra e a muitos milhares de portugueses. &Eacute; uma forma de estarmos l&aacute; presentes&raquo;.

Carmelitas contagiadas por Ir. L&uacute;cia
A Ir. L&uacute;cia viveu no Carmelo de Santa Teresa durante 57 anos, at&eacute; &agrave; sua morte em 2005. Muitas das irm&atilde;s que ainda l&aacute; est&atilde;o conheceram-na e ouviram contar muitas hist&oacute;rias daqueles anos das apari&ccedil;&otilde;es e depois. Assistir &agrave; canoniza&ccedil;&atilde;o do Francisco e da Jacinta &eacute; uma grande alegria. &laquo;A Ir. L&uacute;cia trabalhou muito na fase diocesana no processo. P&ocirc;de testemunhar como ningu&eacute;m as virtudes heroicas dos primos. N&oacute;s acab&aacute;mos por ser um bocadinho contagiados por este carinho e este amor e admira&ccedil;&atilde;o que ela nutria pelos seus primos&raquo;, afirma a Ir. Ana Sofia. E se a mais velha dos tr&ecirc;s pastorinhos estivesse viva? &laquo;Estaria exultante de alegria. Esteve connosco em 2000 quando foi a beatifica&ccedil;&atilde;o e foi uma alegria imensa. Hoje &eacute; ainda uma alegria maior porque &aacute; a confirma&ccedil;&atilde;o. &Eacute; a Igreja que diz que viveram como santos. &eacute; motivo de a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as e de alegria.&raquo;

O processo diocesano da Ir. L&uacute;cia ficou fechado em fevereiro deste ano. As irm&atilde;s do Carmelo trabalharam muito nele e est&atilde;o confiantes. &laquo;N&atilde;o temos d&uacute;vidas nenhumas de que ela foi uma pessoa muito especial e que viveu de uma forma muito fiel a Deus. O que podemos testemunhar e o que vimos &eacute; que o sim dela dado h&aacute; 100 anos foi o mesmo que ela viveu todos os dias da vida dela, at&eacute; ao &uacute;ltimo suspiro: &ldquo;Sim, quero oferecer-me a Deus; Sim, quero sofrer pela convers&atilde;o dos pecadores.&rdquo; &Eacute; isso que nos d&aacute; grande convic&ccedil;&atilde;o da santidade da Ir. L&uacute;cia. Foi uma pessoa completamente entregue a Jesus e a Nossa Senhora.&raquo; Agora o processo est&aacute; em Roma e as irm&atilde;s esperam &laquo;que tudo se conclua esta fase e que as virtudes heroicas sejam aprovadas&raquo;.
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Reportagem e fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Mon, 15 May 2017 12:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa marcado pelo «silêncio orante dos peregrinos»</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco regressou ao Vaticano, mas n&atilde;o esqueceu os momentos vividos no Santu&aacute;rio de F&aacute;tima. Na Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro, no domingo, agradeceu a todos os que o acompanharam e salientou o &laquo;rio&raquo; de ora&ccedil;&atilde;o que &laquo;corre h&aacute; 100 anos&raquo; em F&aacute;tima. Francisco elogiou o &laquo;sil&ecirc;ncio orante de todos os peregrinos&raquo; que acompanharam a sua ora&ccedil;&atilde;o diante da imagem de Nossa Senhora de F&aacute;tima na Capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es &agrave; chegada, no dia 12. O Papa disse que se criou &laquo;um clima de recolhimento e contemplativo, no qual se viveram v&aacute;rios momentos de ora&ccedil;&atilde;o&raquo;.



J&aacute; durante o voo papal, o Santo Padre respondeu a perguntas de jornalistas que acompanharam a viagem a Portugal e revelou de que falou com Nossa Senhora durante esses momentos de sil&ecirc;ncio. &laquo;S&oacute; diante da Virgem, me lembrei que num dia 13 de maio recebi uma chamada telef&oacute;nica do N&uacute;ncio, h&aacute; 25 anos. Falei com a Virgem um pouco disto, pedi-lhe perd&atilde;o pelos meus erros, tamb&eacute;m por um pouco de mau gosto na escolha de pessoas&raquo;, disse, terminando a rir.

Problemas de &laquo;perten&ccedil;a&raquo; 
Questionado sobre o distanciamento de cat&oacute;licos face a posi&ccedil;&otilde;es da Igreja em temas da vida e da fam&iacute;lia, o Papa disse que isso mostra que falta uma &laquo;total perten&ccedil;a&raquo;. &laquo;A consci&ecirc;ncia cat&oacute;lica n&atilde;o &eacute;, &agrave;s vezes, uma consci&ecirc;ncia de perten&ccedil;a total a Igreja, por tr&aacute;s disto n&atilde;o h&aacute; uma catequese variada, uma catequese humana&raquo;, lamentou. Francisco reconhece que falta aos cat&oacute;licos &laquo;forma&ccedil;&atilde;o&raquo;, mais di&aacute;logo com a cultura e uma catequese &laquo;s&eacute;ria&raquo;.



Em Portugal, est&aacute; em debate a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia. O Papa considerou que se trata de &laquo;um problema pol&iacute;tico&raquo;, mas reconheceu que a Igreja Cat&oacute;lica precisa de promover um &laquo;trabalho de catequese, de consciencializa&ccedil;&atilde;o, de di&aacute;logo, de valores humanos&raquo;.

O Sumo Pont&iacute;fice disse mesmo que h&aacute; pessoas &laquo;muito cat&oacute;licas mas que s&atilde;o anticlericais&raquo;. E por isso, deixa um aviso aos sacerdotes: &laquo;Fujam do clericalismo, porque o clericalismo afasta as pessoas. Fujam do clericalismo, e acrescento: &eacute; uma peste da Igreja.&raquo;

Pedofilia: Papa admite atrasos
Questionado sobre a demiss&atilde;o de Marie Collins da Comiss&atilde;o Pontif&iacute;cia para a Tutela de Menores da Santa S&eacute;, o Papa afirmou: &laquo;Nunca assinei um indulto&raquo; depois de esgotados todos os recursos, admitiu que &laquo;h&aacute; muitos casos atrasados &ndash; porque se amontoavam ali&raquo;. Francisco chegou mesmo a dar um n&uacute;mero: 2 mil processos esperam uma decis&atilde;o. De qualquer forma, o Papa acha que n&atilde;o tem sido tempo perdido. &laquo;Neste per&iacute;odo, foi preciso fazer a legisla&ccedil;&atilde;o, o que deviam fazer os bispos diocesanos, hoje em quase todas as dioceses h&aacute; um protocolo para estes casos, &eacute; um grande avan&ccedil;o&raquo;, defendeu.



Encontro com Trump: &laquo;procurar portas entreabertas&raquo;
Dia 24 de maio, o Papa tem agendado um encontro com o presidente dos Estados Unidos da Am&eacute;rica. Francisco afirma querer ouvir o que Donald Trump tem para dizer. &laquo;Eu nunca fa&ccedil;o um ju&iacute;zo sobre uma pessoa sem a ouvir. Penso que n&atilde;o o devo fazer&raquo;, afirmou sobre o encontro. Dizendo que cada um dir&aacute; o que pensa, o Papa defendeu que a &laquo;paz &eacute; artesanal, faz-se todos os dias&raquo; e por isso &eacute; preciso &laquo;procurar as portas que, pelo menos, est&atilde;o um bocadinho entreabertas, entrar, falar sobre as coisas em comum e avan&ccedil;ar, passo a passo&raquo;.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o com Oct&aacute;vio Carmo/Ag&ecirc;ncia ECCLESIA
Fotos: Lusa e Arlingo Homem/Ag&ecirc;ncia ECCLESIA
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<pubDate>Sun, 14 May 2017 13:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Muitas centenas de pessoas despediram-se do Papa</title>
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<description><![CDATA[As bermas e passeios das ruas na zona de Monte Real encheram-se de pessoas para ver e se despedir do Papa Francisco.
Rute Pinho veio ver o Papa Francisco &agrave; Base A&eacute;rea de Monte Real. Trouxe a m&atilde;e e os tr&ecirc;s filhos. &laquo;Vim de Leiria e quis vir ver o Papa e desafiei a minha m&atilde;e&raquo;, conta.


Ao lado, Cesaltina foi das primeiras a chegar. Queria ficar o mais perto poss&iacute;vel e conseguiu. Estava mesmo junto &agrave; entrada da &aacute;rea militar. &laquo;Cheguei &agrave;s 10h30. N&atilde;o almocei, s&oacute; tomei o pequeno-almo&ccedil;o&raquo;, conta. Cesaltina &eacute; da Vieira, perto de Monte Real e confessa que &laquo;adoro o Papa e ontem estive atr&aacute;s da Capela da Base. Estive l&aacute; seis horas e ainda consegui ver um bocadinho da cabe&ccedil;a dele. Foi emocionante.&raquo;



Ao lado de Cesaltina est&aacute; Lurdes Guerra. Tamb&eacute;m ela est&aacute; l&aacute; desde cedo. &laquo;Fa&ccedil;o de boba para animar a malta e vou dizendo umas piadas e maluqueiras&raquo;, diz. Veio da Marinha Grande para ver o Papa partir para o Vaticano.

Na sexta-feira, Lurdes ficou a ver pela televis&atilde;o. &Eacute; da Marinha Grande e este s&aacute;bado decidiu vir ao encontro do Papa. &laquo;Estou com esperan&ccedil;a que ele venha de papam&oacute;vel para a gente o ver. Era um grande desejo que tinha de ver o Papa&raquo;, confessa. Um desejo partilhado por muitos. Por todo o lado correm v&aacute;rias vers&otilde;es. Inicialmente, a pr&oacute;pria diocese e Santu&aacute;rio de F&aacute;tima falaram na possibilidade de o Papa fazer a viagem entre a sa&iacute;da da autoestrada e a Base A&eacute;rea em carro aberto. Lurdes &ldquo;pica&rdquo; Francisco para falar. Ele veio de Lisboa de prop&oacute;sito para ver o Papa. &laquo;Agora est&aacute; aqui e logo vai para o Marqu&ecirc;s comemorar&raquo;, diz Lurdes a brincar. Mas Francisco responde de imediato e com um sorriso: &laquo;&Eacute; melhor n&atilde;o falar disso que eu sou le&atilde;o de clube e de signo.&raquo;
Francisco Santos tamb&eacute;m gostaria que o Papa passasse junto de si de papam&oacute;vel. Desde as 9h30 que est&aacute; junto &agrave; entrada da Base A&eacute;rea. &laquo;N&atilde;o podia perder esta oportunidade porque &eacute; uma oportunidade &uacute;nica. Foi uma vontade muito grande que eu tinha.&raquo; E se o Papa vier num carro fechado? &laquo;Vale sempre a pena ter vindo, mesmo que n&atilde;o o veja&raquo;, responde.

Afinal, o Papa veio de carro fechado, mas de vidro aberto saudou os populares que o esperaram durante muitas horas. Houve quem atirasse p&eacute;talas de rosa, e muitos acenaram com len&ccedil;os brancos. &laquo;Viva o Papa&raquo; e aplausos ouviu-se &agrave; passagem do carro. Dentro da Base, despediu-se do Presidente da Rep&uacute;blica e Primeiro-Ministro. Abandonou Portugal depois da hora prevista, deixando muitos com pena de n&atilde;o o terem visto no papam&oacute;vel.
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Reportagem e fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Sat, 13 May 2017 19:30:00 +0100</pubDate>
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<title>«Nossa Senhora é quem melhor me leva a Jesus»</title>
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<description><![CDATA[

Encontramos Manuel Arriaga no meio da multid&atilde;o, no santu&aacute;rio, ainda antes da chegada do Papa. Veio com o grupo de peregrinos da Associa&ccedil;&atilde;o Vale de Ac&oacute;r. &laquo;J&aacute; &eacute; o vig&eacute;simo ano que venho a F&aacute;tima&raquo;, come&ccedil;a por nos dizer. Peregrina h&aacute; 20 anos consecutivos e faz-lhe sentido vir com este grupo, pois &laquo;&eacute; um grupo onde eu sinto muito a presen&ccedil;a de Jesus, muito a presen&ccedil;a de Deus diretamente nas pessoas, em cada conversa, em cada gesto, em cada sorriso&raquo;, justifica.

A convers&atilde;o

A hist&oacute;ria de Manuel &eacute; uma hist&oacute;ria de convers&atilde;o. Embora &laquo;nunca tenha deixado de ser cat&oacute;lico&raquo;, &laquo;faltava muito&raquo;. Por&eacute;m, houve um momento de viragem, em que percebeu que a vida n&atilde;o podia ser encarada apenas de forma leve, l&uacute;dica e material e n&atilde;o podia &laquo;ser outra coisa sen&atilde;o peregrinar, peregrinar para Deus, para Jesus, para o c&eacute;u&raquo;. Uma convers&atilde;o vivida a dois tempos, de dois acontecimentos. O primeiro, relacionado com a sua vida pessoal e o segundo, com a sua vida espiritual.

O primeiro sinal chegou quando se tornou pai: &laquo;Quando eu passei a ser pai, percebi duas coisas importantes: primeiro, um pai, e Deus &eacute; pai, perdoa tudo aos seus filhos. E depois percebi, pelo facto de ser pai que a vida deixou de ser uma brincadeira e passou a ser uma miss&atilde;o.&raquo;

O segundo momento surgiu, inicialmente, pouco convicto, numa peregrina&ccedil;&atilde;o a Medjugorje. Manuel n&atilde;o era muito mariano, reconhece; n&atilde;o tinha, inclusivamente, &laquo;muita pachorra para estas coisas de Nossa Senhora.&raquo; Foi o que transmitiu a um casal amigo que insistiu para que fizesse aquela experi&ecirc;ncia de peregrina&ccedil;&atilde;o com eles. Mas Nossa Senhora trocou-lhe as voltas e chamou-o atrav&eacute;s de uma criancinha. &laquo;Um dia eu estava &agrave; espera dos meus filhos, eram ac&oacute;litos e eles estavam a desparamentar-se e aparece uma miudinha e d&aacute;-me um santinho. E eu perguntei: o que &eacute; isto? Olhei para a imagem [era Nossa Senhora], quando perguntei &agrave; rapariga ela j&aacute; l&aacute; n&atilde;o estava, tinha desaparecido, e eu achei: aquilo foi um sinal. E fui a Medjugorje. E converti-me a Nossa Senhora&raquo;, recorda.
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A mensagem

Hoje, Manuel Arriaga tem a certeza das suas duas grandes dimens&otilde;es, a da m&atilde;e de todos e que, como m&atilde;e de todos, escuta os pedidos dos seus filhos e lhes d&aacute; tudo e a da m&atilde;e de Jesus &laquo;que n&atilde;o s&oacute; intercede por n&oacute;s a Jesus, como nos leva [a Ele]&raquo;. &laquo;Nossa Senhora &eacute; quem melhor me leva a Jesus&raquo;, garante. E este peregrino s&oacute; v&ecirc; sentido para a vida na vontade de caminhar para ele, por isso, a M&atilde;e &eacute; uma aliada que, ainda assim, tardou em reconhecer. &laquo;&Eacute; o testemunho da estupidez humana. Eu tive que fazer 4000 km quando tinha aqui F&aacute;tima, que &eacute; um local extraordin&aacute;rio&raquo;, assume.

Diz o ditado que &laquo;mais vale tarde do que nunca&raquo; e Manuel recuperou, em devo&ccedil;&atilde;o e conhecimento, o tempo perdido. Este peregrino conhece a mensagem de F&aacute;tima, que continua atual e necess&aacute;ria &laquo;para este mundo&raquo; e isso &eacute; o que acaba por distinguir este altar dos outros. &laquo;F&aacute;tima &eacute; um altar de Nossa Senhora e qualquer altar de Nossa Senhora &eacute; bom. Para mim, a quest&atilde;o de F&aacute;tima &eacute; que tem uma mensagem para o mundo, para este mundo em que n&oacute;s vivemos. Esta mensagem &eacute; muito para os tempos de hoje, n&oacute;s estamos a viver um per&iacute;odo terr&iacute;vel, e F&aacute;tima representa exatamente o rezar para voltarmos outra vez a Deus&raquo;, considera.
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Os Papas

Com 20 anos de caminhada peregrina, Manuel esteve com os tr&ecirc;s &uacute;ltimos Papas em F&aacute;tima e, embora tenha um carinho especial por Bento XVI, considera que o protagonismo destas visitas &eacute; do Papa e n&atilde;o deste ou daquele em espec&iacute;fico. &laquo;Isto &eacute; o Papa, n&atilde;o &eacute; este Papa. E ser o Papa, para mim, &eacute; a Igreja reconhecer este s&iacute;tio e estas apari&ccedil;&otilde;es e reconhecer F&aacute;tima como algo que &eacute; muito importante.&raquo; Com uma vis&atilde;o virada para a Igreja, tamb&eacute;m n&atilde;o inflama a imagina&ccedil;&atilde;o ao pensar na mensagem trazida por Francisco. &laquo;A mensagem do Papa n&atilde;o pode ser muito diferente daquela que tem de ser.&raquo; E tamb&eacute;m n&atilde;o se esquece de valorizar o papel que todos, para al&eacute;m do Papa, t&ecirc;m na viv&ecirc;ncia da mesma. &laquo;Somos filhos de Deus e, como tal, temos muita responsabilidade. N&oacute;s crist&atilde;os, temos que estar muito empenhados na cristianiza&ccedil;&atilde;o do mundo, na paz do mundo.&raquo;
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Peregrinar a vida
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E tem uma convic&ccedil;&atilde;o segura: um crist&atilde;o, se n&atilde;o o &eacute;, dever&aacute; caminhar para ser um peregrino. &laquo;N&oacute;s temos que nos convencer que estamos aqui, a vida &eacute; uma coisa extraordin&aacute;ria, mas tem um objetivo, caminhar at&eacute; Jesus.&raquo;
E o que &eacute; um peregrino? Manuel de Arriaga explica sem grandes elabora&ccedil;&otilde;es, come&ccedil;ando por aquilo que n&atilde;o &eacute;. &laquo;O peregrino n&atilde;o &eacute; aquele que anda. O peregrino &eacute; aquele que reza o seu caminho&raquo;, sozinho com Deus, mas tamb&eacute;m em Igreja.

Reportagem: Rita Bruno
Fotos: Rita Bruno, Ricardo Perna
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<pubDate>Sat, 13 May 2017 16:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa veio canonizar pastorinhos e confiar os fiéis à «Mãe»</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco esteve esta manh&atilde; no santu&aacute;rio de F&aacute;tima para presidir &agrave; canoniza&ccedil;&atilde;o dos beatos Francisco e Jacinta Marto, dois dos pastorinhos de F&aacute;tima. Foram centenas de milhares de pessoas as que encheram por completo o recinto do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima e as ruas circundantes, acorrendo em massa ao convite para estar com o Papa e celebrar o Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima.

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Muitas passaram a noite ao relento, no recinto do Santu&aacute;rio, e outras madrugaram para ter uma hip&oacute;tese de entrar.
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A primeira explos&atilde;o de alegria estava marcada para os ritos da canoniza&ccedil;&atilde;o, primeiro momento da celebra&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que o Papa n&atilde;o entrou pelo recinto em Papam&oacute;vel. O bispo de Leiria-F&aacute;tima, D. Ant&oacute;nio Marto, pediu ao Papa que inscrevesse os dois pastorinhos no &laquo;cat&aacute;logo dos santos&raquo;. O Papa confirmou o pedido. &laquo;Em honra da Sant&iacute;ssima Trindade, para exalta&ccedil;&atilde;o da f&eacute; cat&oacute;lica e incremento da vida crist&atilde;, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Ap&oacute;stolos Pedro e Paulo e Nossa, depois de termos longamente refletido, implorado v&aacute;rias vezes o aux&iacute;lio divino e ouvido o parecer de muitos Irm&atilde;os nossos no Episcopado, declaramos e definimos como Santos os Beatos Francisco Marto e Jacinta Marto e inscrevemo-los no Cat&aacute;logo dos Santos, estabelecendo que, em toda a Igreja, sejam devotamente honrados entre os Santos. Em nome do Pai e do Filho e do Esp&iacute;rito Santo&raquo;, declarou o Papa.
&nbsp;

Ap&oacute;s o rito da canoniza&ccedil;&atilde;o, seguiu-se a eucaristia. Na homilia, o Papa agradeceu a companhia de todos quantos o acompanham na ora&ccedil;&atilde;o, e afirmou que, sob o &laquo;manto&raquo; de Nossa Senhora, os seus filhos &laquo;n&atilde;o se perdem; dos seus bra&ccedil;os, vir&aacute; a esperan&ccedil;a e a paz que necessitam e que suplico para todos os meus irm&atilde;os no Batismo e em humanidade, de modo especial para os doentes e pessoas com defici&ecirc;ncia, os presos e desempregados, os pobres e abandonados&raquo;.
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Como vem sendo habitual nos discursos do Papa, o apelo &agrave; a&ccedil;&atilde;o esteve tamb&eacute;m presente, atrav&eacute;s da exig&ecirc;ncia do &laquo;cumprimento dos nossos deveres de estado&raquo;, conforme indicou a Ir. L&uacute;cia, uma refer&ecirc;ncia &agrave; vidente que acabou por &ldquo;ficar de lado&rdquo; em todas as comemora&ccedil;&otilde;es de hoje. Francisco afirmou aos fi&eacute;is que, em F&aacute;tima, o C&eacute;u &laquo;desencadeia uma verdadeira mobiliza&ccedil;&atilde;o geral contra esta indiferen&ccedil;a que nos gela o cora&ccedil;&atilde;o e agrava a miopia do olhar&raquo;. Por isso, pediu a todos que n&atilde;o sejam uma &laquo;esperan&ccedil;a abortada&raquo;. &laquo;A vida s&oacute; pode sobreviver gra&ccedil;as &agrave; generosidade de outra vida&raquo;, defendeu.

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Francisco avisou que a &laquo;M&atilde;e&raquo; n&atilde;o tinha vindo para ser vista por todos, antes para adverter &laquo;para o risco do Inferno onde leva a vida (...) sem Deus e profanando Deus nas suas criaturas&raquo;, numa refer&ecirc;ncia subtil &agrave;s quest&otilde;es da vida t&atilde;o presentes no seu discurso e na agenda pol&iacute;tica em Portugal, com as quest&otilde;es do aborto e da eutan&aacute;sia.
&nbsp;
Durante o ofert&oacute;rio, a fam&iacute;lia de Lucas, o rapaz miraculado que permitiu a canoniza&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos, integrou o cortejo. O jovem e a sua irm&atilde; tiveram direito a um abra&ccedil;o sentido e caloroso do Papa, que deixou algumas palavras ao jovem.

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Outros dos momentos marcantes da celebra&ccedil;&atilde;o foi a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o dos doentes. Francisco n&atilde;o levou a cust&oacute;dia do Sant&iacute;ssimo, mas fez quest&atilde;o de benzer todos os doentes com ela, em v&aacute;rios locais da colunata onde se encontravam. Aos doentes, fez quest&atilde;o de frisar que a sua vida &laquo;&eacute; um dom&raquo;, e que a presen&ccedil;a de &laquo;Jesus escondido&raquo;, uma express&atilde;o dos pastorinhos, &laquo;nas chagas dos nossos irm&atilde;os e irm&atilde;s doentes e atribulados&raquo; &eacute; t&atilde;o real como a presen&ccedil;a de Jesus escondido &laquo;na Eucaristia&raquo;.
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O Papa pediu aos doentes que digam a Nossa Senhora e aos Pastorinhos &laquo;que vos quereis oferecer a Deus de todo o cora&ccedil;&atilde;o&raquo;. &laquo;N&atilde;o vos considereis apenas recetores de solidariedade caritativa, mas senti-vos inseridos a pleno t&iacute;tulo na vida e miss&atilde;o da Igreja&raquo;. Neste sentido, Francisco exortou os doentes a n&atilde;o terem &laquo;vergonha de ser um tesouro precioso da Igreja&raquo;.

Papa emocionado no adeus &agrave; Virgem&nbsp;
No final da eucaristia, D. Ant&oacute;nio Marto agradeceu o facto de o Papa ter trazido aos portugueses &laquo;dois novos santos, Francisco e Jacinta, duas crian&ccedil;as, dois pequenitos, t&atilde;o queridos ao povo portugu&ecirc;s&raquo;, e a sua presen&ccedil;a neste dia. &laquo;Como poder&iacute;amos n&oacute;s celebrar este centen&aacute;rio sem a presen&ccedil;a do Papa, se o afeto a ele e a ora&ccedil;&atilde;o por ele fazem parte da mensagem que garante o amparo da M&atilde;e da Igreja &agrave; Igreja peregrina no meio das persegui&ccedil;&otilde;es e ao seu Pastor universal?&raquo;, questionou.
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No final, e em nome do Papa, dirigiu-se &agrave;s muitas crian&ccedil;as presentes no Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, e desafiou-as serem &laquo;sempre meninos e meninas alegres e felizes, como Francisco e Jacinta&raquo;, arrancando sorrisos do Papa, que de seguida o saudou com um forte abra&ccedil;o, a ele e &agrave; Ir. &Acirc;ngela Coelho, postuladora da causa da canoniza&ccedil;&atilde;o dos Pastorinhos.
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A prociss&atilde;o do Adeus marcou o final das celebra&ccedil;&otilde;es. O Papa Francisco, munido de um len&ccedil;o, acenou &agrave; Virgem do seu lugar, enquanto o andor abandonava o altar e se dirigia &agrave; capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es. O povo correspondeu ao gesto e inundou o recinto de len&ccedil;os brancos, enquanto cantavam c&acirc;nticos em honra de Maria. Um momento emocionante e inesquec&iacute;vel, de um santu&aacute;rio cheio a transbordar, que n&atilde;o deixou ningu&eacute;m indiferente.



Reportagem: Ricardo Perna
Fotos: Arlindo Homem, Jo&atilde;o Fernandes e Ricardo Perna
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<pubDate>Sat, 13 May 2017 15:40:00 +0100</pubDate>
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<title>Manto de Maria inspira estola do Papa</title>
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<description><![CDATA[O santu&aacute;rio de F&aacute;tima mandou produzir uma estola inspirada no manto de Maria para ser usada por Francisco na sua visita a Portugal na ora&ccedil;&atilde;o diante da Imagem de Nossa Senhora de F&aacute;tima.&nbsp;

O projeto foi coordenado pelo respons&aacute;vel pelas celebra&ccedil;&otilde;es lit&uacute;rgicas da visita do Papa ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, P. Joaquim Ganh&atilde;o, e o programa iconogr&aacute;fico &eacute; da responsabilidade de Marco Daniel Duarte, diretor do Museu da Institui&ccedil;&atilde;o, avan&ccedil;ou o santu&aacute;rio. A estola foi desenhada por Maria Joana Delgado, membro do Servi&ccedil;o de Ambiente e Constru&ccedil;&otilde;es do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, mede 150 cm de comprimento por 15 cm de largura.

&Agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, o pe. Alberto Gomes, respons&aacute;vel pelo atelier que executou a pe&ccedil;a, Ars Sacra, Oficina de Paramentos de Lisboa, acrescenta que &laquo;nos extremos, faz o canto do manto de Nossa Senhora, com a volutas que est&atilde;o no manto e depois tem tamb&eacute;m as estrelas que cobrem o manto com uma pequena pedra que quer ter ali caracter&iacute;sticas daquilo que &eacute; o manto de Nossa Senhora para identificar esta estola tamb&eacute;m com o local onde ela foi usada e onde ser&aacute; usada tamb&eacute;m no futuro e em circunst&acirc;ncias especiais de acordo com aquilo que o santu&aacute;rio decidir.&raquo;
O respons&aacute;vel pela execu&ccedil;&atilde;o da pe&ccedil;a assume a &laquo;responsabilidade&raquo; de fazer um paramento para ser utilizado pelo Papa, mas ressalva a &laquo;honra e o reconhecimento do trabalho que vamos fazendo.&raquo;
Texto:&nbsp;Rita Bruno
Fotos:&nbsp;Rita Bruno, Lusa
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<pubDate>Sat, 13 May 2017 09:05:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa passa a 200 metros, mas eles veem pela televisão</title>
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<description><![CDATA[No lar de idosos da Pr&oacute;-Real, em Monte Real, chegamos &agrave; hora de jantar. S&atilde;o 18h30 e os utentes j&aacute; est&atilde;o todos sentados &agrave; mesa. Deixaram a televis&atilde;o para a refei&ccedil;&atilde;o. Ao fundo, o televisor mostra o Papa Francisco em F&aacute;tima. Est&aacute; na Capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es.

Os idosos seguiram com interesse a chegada do Papa pela televis&atilde;o. Francisco que tanto fala de periferias tem aqui um bom exemplo disso. Estes idosos est&atilde;o muito perto da Base A&eacute;rea de Monte Real onde o Papa aterrou esta sexta-feira e a menos de 200 metros de uma estrada por onde passa de carro no s&aacute;bado, quando regressar de carro &agrave; Base A&eacute;rea para a viagem para o Vaticano.


Uma das funcion&aacute;rias do lar faz-nos sinal para falar com Elisa. E percebe-se logo porqu&ecirc;. &laquo;Tenho estado a acompanhar tudo. Esteve aqui t&atilde;o pertinho e eu sem capacidade para l&aacute; ir e est&atilde;o em F&aacute;tima milhares de pessoas...&raquo;, diz com pena. Elisa de Jesus Oliveira &eacute; baixinha, de sorriso f&aacute;cil e rosto bonito, quase sem rugas. Ningu&eacute;m diria que tem 91 anos. &laquo;A f&eacute; &eacute; a maior coisa que temos na vida. &Eacute; o que nos move&raquo;, afirma. Elisa e as amigas viram tudo pela televis&atilde;o e assim ser&aacute; at&eacute; que Francisco deixe Portugal, apesar de passar quase &agrave; porta do lar. &laquo;N&atilde;o vou espreitar nem saud&aacute;-lo ali &agrave; rotunda porque ando de andarilho e n&atilde;o posso ir l&aacute; fora&raquo;, explica.
&nbsp;

Na mesma mesa est&aacute; Lu&iacute;sa Maria Rem&eacute;dios. Conhece bem a Base A&eacute;rea. O marido trabalhou l&aacute; muitos anos. Agora, Lu&iacute;sa j&aacute; est&aacute; vi&uacute;va. Mas gostou muito de ver o Papa. &laquo;Ele sente-se feliz. E eu estou a gostar de ver. S&atilde;o momentos especiais. Gostava de o ver pessoalmente, mas &eacute; imposs&iacute;vel&raquo;, diz com um sorriso t&iacute;mido.
&nbsp;
Maria Lopes Jorge tem 12 filhos e vai fazer 85 anos. Tamb&eacute;m ela acompanhou o Papa em Monte Real e em F&aacute;tima, com as amigas, pela televis&atilde;o. &laquo;Ele veio ali onde eu casei. Casei na Capelinha da Base A&eacute;rea em 1954&raquo;, recorda. Maria reviu os espa&ccedil;os que conhecia bem. Tamb&eacute;m o seu marido l&aacute; trabalhou e uma das filhas seguiu os passos do pai. &laquo;Foi bonito ver o Papa que n&atilde;o conhec&iacute;amos e ver tanta gente. A minha filha tamb&eacute;m l&aacute; trabalha e estava l&aacute; com a filha&raquo;, conta. Quando perguntamos se vai &agrave; rotunda, a menos de 200 metros, ver o Papa passar de carro, Maria n&atilde;o hesita. &laquo;Eu se conseguir vou. Quem conseguir ir, vai&raquo;, afirma convicta.



Noutra mesa, a convic&ccedil;&atilde;o &eacute; menor. Duas senhoras dizem que &eacute; complicado ir porque precisariam de algu&eacute;m que as acompanhasse e t&ecirc;m dificuldade em andar. O mais certo &eacute; ficarem a ver pela televis&atilde;o novamente.
Mas nem todos acham gra&ccedil;a ou t&ecirc;m interesse no Papa. Um homem queixa-se: &laquo;Que rem&eacute;dio que vi o Papa. N&atilde;o dava outra coisa na televis&atilde;o.&raquo;
&nbsp;
Depois do jantar, v&atilde;o para os quartos. &laquo;Quem quiser pode ficar aqui a ver televis&atilde;o. Ningu&eacute;m pro&iacute;be, mas temos dificuldades em andar sem ajuda&raquo;, explica Elisa. Por isso, ningu&eacute;m acompanhou a prociss&atilde;o das velas.
&nbsp;
O lar de idosos pertence &agrave; Pr&oacute;-Real, Associa&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento da Freguesia de Monte Real. Tem tamb&eacute;m Centro de Dia e apoio domicili&aacute;rio.
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Reportagem e fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Sat, 13 May 2017 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Cardeal Parolin quer «travar o avanço do mal» no mundo</title>
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<description><![CDATA[O secret&aacute;rio de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, recordou hoje em F&aacute;tima milh&otilde;es de pessoas que vivem em situa&ccedil;&otilde;es de conflito e os &laquo;deslocados&raquo; de guerra que &laquo;morrem tragicamente&raquo;, cuja hist&oacute;ria os convida a construir a paz.


&laquo;Com frequ&ecirc;ncia somos surpreendidos por imagens de morte, pela dor de inocentes que imploram ajuda e consola&ccedil;&atilde;o, pelo luto de quem chora uma pessoa querida por causa do &oacute;dio e da viol&ecirc;ncia, surpreendidos pelo drama dos deslocados que fogem da guerra ou dos migrantes que morrem tragicamente&raquo;, declarou o cardeal Pietro Parolin, na homilia da Missa vespertina da peregrina&ccedil;&atilde;o internacional anivers&aacute;ria do 13 de maio, citando o Papa Francisco.
&nbsp;
J&aacute; ap&oacute;s o Papa se ter deslocado para a Casa de Nossa Senhora do Carmo, onde vai passar a noite, o secret&aacute;rio de Estado do Vaticano pediu aos peregrinos reunidos no Santu&aacute;rio de F&aacute;tima que se disponibilizem para ser instrumentos de Jesus, &laquo;para que Ele possa continuar a habitar no meio dos homens&raquo;.
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Para este respons&aacute;vel, a convers&atilde;o, a ora&ccedil;&atilde;o reparadora e a consagra&ccedil;&atilde;o, apesar de parecerem &laquo;meios aparentemente in&uacute;teis&raquo;, s&atilde;o caminhos para &laquo;intervir a favor da paz&raquo;. &laquo;Ofere&ccedil;amos-Lhe as nossas m&atilde;os, para acariciar os pequeninos e os pobres; os nossos p&eacute;s, para ir ao encontro dos irm&atilde;os; os nossos bra&ccedil;os, para sustentar quem &eacute; fraco e trabalhar na vinha do Senhor; a nossa mente, para pensar e fazer projetos &agrave; luz do Evangelho; e sobretudo o nosso cora&ccedil;&atilde;o, para amar e tomar decis&otilde;es de acordo com a vontade de Deus&raquo;, disse D. Pietro Parolin.
&nbsp;
No Santu&aacute;rio que &laquo;guarda a mem&oacute;ria das Apari&ccedil;&otilde;es de Nossa Senhora aos tr&ecirc;s Pastorinhos&raquo;, o cardeal italiano pediu &laquo;perseveran&ccedil;a&raquo; na consagra&ccedil;&atilde;o ao Imaculado Cora&ccedil;&atilde;o de Maria, respondendo ao apelo de F&aacute;tima. &laquo;E se, n&atilde;o obstante a ora&ccedil;&atilde;o, as guerras persistirem? Ainda que n&atilde;o se veja resultados imediatos, perseveremos na ora&ccedil;&atilde;o; esta nunca &eacute; in&uacute;til&raquo;, observou.
&nbsp;
A ora&ccedil;&atilde;o, lembrou o respons&aacute;vel, &eacute; um investimento que o ser humano p&otilde;e nas m&atilde;os de Deus, &laquo;que Ele coloca a render&raquo; segundo um tempo &laquo;muito diferente do nosso&raquo;. Como uma &laquo;m&atilde;e preocupada com as tribula&ccedil;&otilde;es dos filhos&raquo;, Nossa Senhora apareceu em F&aacute;tima trazendo uma &laquo;mensagem de consola&ccedil;&atilde;o e esperan&ccedil;a para a humanidade em guerra e para a Igreja sofredora&raquo; e convidando &agrave; confian&ccedil;a.


&laquo;No fim, vencer&atilde;o o amor e a paz, porque a miseric&oacute;rdia de Deus &eacute; mais forte que o poder do mal. O que parece imposs&iacute;vel aos homens, &eacute; poss&iacute;vel a Deus&raquo;, assinalou D. Pietro Parolin recordando palavras da Apari&ccedil;&atilde;o de julho de 1917.
&nbsp;
Este &laquo;convite&raquo; para &laquo;travar o avan&ccedil;o do mal ter&aacute; sucesso se cada um fizer o poss&iacute;vel por n&atilde;o espalhar o mal. O Cardeal Pietro Parolin cita Eloy Bueno De La Fuente para explicar que, como Jesus, que acolheu todo o mal que lhe deram, e optou por n&atilde;o o entregar a ningu&eacute;m, tamb&eacute;m cada um dos crist&atilde;os deve &laquo;travar o avan&ccedil;o do mal&raquo;. &laquo;Isto s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel pagando um pre&ccedil;o&raquo;, assumindo o crist&atilde;o o mal que lhe calhou, &laquo;libertando os outros do avan&ccedil;o do mal&raquo;.
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A cerim&oacute;nia concluiu-se j&aacute; depois da meia-noite, com a chuva a fazer-se sentir sobre os peregrinos, muitos dos quais v&atilde;o pernoitar na esplanada do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima.
&nbsp;
O programa da primeira peregrina&ccedil;&atilde;o internacional do centen&aacute;rio das apari&ccedil;&otilde;es prossegue este s&aacute;bado, com a Missa presidida pelo Papa Francisco, &agrave;s 10h00, que se inicia com o rito de canoniza&ccedil;&atilde;o de Francisco e Jacinta Marto, os dois mais jovens dos tr&ecirc;s videntes de F&aacute;tima.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna (com Ag&ecirc;ncia Ecclesia)
Fotos: Arlindo Homem e Ricardo Perna
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<pubDate>Sat, 13 May 2017 01:28:00 +0100</pubDate>
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<title>Peregrinos espalham alegria em Fátima</title>
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<description><![CDATA[Um grupo de peregrinos de Paris devotos de Santa Rita de C&aacute;ssia veio em &laquo;peregrina&ccedil;&atilde;o&raquo; a F&aacute;tima, pela primeira vez, este ano. E cantou e dan&ccedil;ou a sua f&eacute; &agrave; passagem de Francisco no Papam&oacute;vel.

V&iacute;nhamos da rotunda dos pastorinhos, e o som da sua alegria parou-nos, mas antes de n&oacute;s muitos outros peregrinos, sem qualquer liga&ccedil;&atilde;o ao grupo franc&ecirc;s de Santa Rita (de C&aacute;ssia), contagiados por aquela alegria. &laquo;N&atilde;o sabemos de onde s&atilde;o&raquo;, disseram-nos ao terminar de dan&ccedil;ar, n&atilde;o os conheciam. Sabiam apenas que falavam franc&ecirc;s.

&laquo;Viemos de Paris&raquo;, informaram-nos, em &laquo;peregrina&ccedil;&atilde;o&raquo;.
Quisemos saber o que pensavam do Papa Francisco e a resposta saiu pronta e curta pela voz de Annie Claude: &laquo;&eacute; uma gra&ccedil;a de Deus&raquo;. A estreante em F&aacute;tima acrescentou que Francisco &eacute; um Papa que &laquo;fala para o s&eacute;culo XXI&raquo;, cheio de &laquo;sabedoria, do&ccedil;ura, compreens&atilde;o do mundo atual&raquo;. E de paz, interrompeu S&iacute;lvio. &laquo;Ele tenta que reine a paz no mundo&raquo;, &agrave; semelhan&ccedil;a da mensagem de F&aacute;tima. Para este peregrino, hoje, tal como antes, o mundo est&aacute; corrompido e precisa de verdade e Maria deixou uma mensagem de &laquo;f&eacute;, de esperan&ccedil;a, de verdade, de amor, e a sua mensagem &eacute; uma mensagem de que o mundo tem verdadeira necessidade&raquo;, assegurou-nos S&iacute;lvio.

Da ainda recente experi&ecirc;ncia em F&aacute;tima, estes peregrinos destacaram &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; o acolhimento familiar, a do&ccedil;ura das gentes, a paz. Talvez por isso, e por outras caracter&iacute;sticas especiais, n&atilde;o tenha sido por acaso que Portugal foi escolhido para passar a mensagem de Maria atrav&eacute;s da Europa, como nos deu a entender S&iacute;lvio. &laquo;Portugal foi certamente escolhido para receber Maria&raquo;, acredita, porque Portugal tem algo de especial, &laquo;os portugueses t&ecirc;m um esp&iacute;rito de fam&iacute;lia&raquo; e &laquo;s&atilde;o muito crentes&raquo; acrescentou Ana. &laquo;O seu apelo deixou aos portugueses tr&ecirc;s dimens&otilde;es: trabalho, f&eacute; e fam&iacute;lia e os portugueses transmitem a sua mensagem ao mundo inteiro, &agrave; Europa&raquo;, conclu&iacute;ram.
&nbsp;

Annie, S&iacute;lvio e o seu grupo seguiram depois viagem na certeza de que o encontro connosco, onde se encontrava uma jornalista com o mesmo nome da sua santa de devo&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o foi por acaso.

Reportagem e fotos: Rita Bruno
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<pubDate>Fri, 12 May 2017 23:50:00 +0100</pubDate>
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<title>«Peregrinos com Maria... Qual Maria?», questiona o Papa</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco rezou o ros&aacute;rio na Capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es, no Santu&aacute;rio de F&aacute;tima. Aos peregrinos, o Sumo Pont&iacute;fice deixou algumas quest&otilde;es: &laquo;Peregrinos com Maria... Qual Maria? Uma &ldquo;Mestra de vida espiritual&rdquo;, a primeira que seguiu Cristo pelo caminho &ldquo;estreito&rdquo; da cruz dando-nos o exemplo, ou ent&atilde;o uma Senhora &quot;inating&iacute;vel&quot; e, consequentemente, inimit&aacute;vel? A &quot;Bendita por ter acreditado&quot; (cf. Lc 1,42.45) sempre e em todas as circunst&acirc;ncias nas palavras divinas, ou ent&atilde;o uma &quot;Santinha&quot; a quem se recorre para obter favores a baixo pre&ccedil;o?&raquo; Francisco continuou, tentando clarificar quem &eacute; Maria. &laquo;A Virgem Maria do Evangelho venerada pela Igreja orante, ou uma esbo&ccedil;ada por sensibilidades subjetivas que a veem segurando o bra&ccedil;o justiceiro de Deus pronto a castigar: uma Maria melhor do que Cristo, visto como Juiz impiedoso; mais misericordiosa que o Cordeiro imolado por n&oacute;s?&raquo;, perguntou.



A resposta a estas perguntas deu-a logo de seguida afirmando que &laquo;grande injusti&ccedil;a fazemos a Deus e &agrave; sua gra&ccedil;a&raquo; ao dizer que Deus pune os pecados, em vez de dizer tamb&eacute;m que &laquo;s&atilde;o perdoados pela sua miseric&oacute;rdia&raquo;. O Papa refor&ccedil;ou esta mensagem de que &laquo;o julgamento de Deus ser&aacute; sempre feito &agrave; luz da sua miseric&oacute;rdia&raquo;. Da&iacute; que Francisco afirme: &laquo;Ponhamos de lado qualquer forma de medo e temor, porque n&atilde;o se coaduna em quem &eacute; amado.&raquo;

O Papa pede que com Maria &laquo;possamos ser sinal e sacramento da miseric&oacute;rdia de Deus que perdoa sempre, perdoa tudo&raquo;. O Sumo Pont&iacute;fice falou de Nossa Senhora como quem pega &laquo;me ao colo&raquo;, &laquo;cobre com o seu manto e me ponha junto do vosso Cora&ccedil;&atilde;o&raquo;.

Um mar de gente acompanhou a alocu&ccedil;&atilde;o do Papa depois da b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o das velas. Seguiu-se a ora&ccedil;&atilde;o do ros&aacute;rio. O Papa esteve sempre na Capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es, de frente para Nossa Senhora. Abandonou o recinto antes da Missa.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Lusa
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]]></description>
<pubDate>Fri, 12 May 2017 22:20:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa: No silêncio pela Paz</title>
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<description><![CDATA[E depois de tanta espera, o aguardado encontro. Milhares de pessoas lotaram j&aacute; hoje o recinto do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima para acolherem o Papa Francisco na sua primeira visita a Portugal.


Depois de um contacto mais &iacute;ntimo e pr&oacute;ximo com os familiares dos militares e funcion&aacute;rios da base de Monte Real, com muitas crian&ccedil;as e pessoas doentes que foram saudadas pessoalmente pelo Papa, Francisco recebeu o seu primeiro banho de multid&atilde;o ao entrar na cidade de F&aacute;tima. Se ao sair do est&aacute;dio eram poucas as pessoas que o esperavam, a partir da rotunda Sul da cidade o mar de gente foi engrossando at&eacute; &agrave; entrada do Papa no recinto de ora&ccedil;&atilde;o do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima.
&nbsp;
Uma festa ruidosa que se acalmou assim que teve in&iacute;cio a ora&ccedil;&atilde;o. O Papa Francisco rezou pela paz, na sua primeira interven&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica em F&aacute;tima, junto da imagem venerada na Capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es, ao p&eacute; da qual depositou um ramo de flores. &laquo;Peregrino da Paz que neste lugar anuncias, louvo a Cristo, nossa paz, e para o mundo pe&ccedil;o a conc&oacute;rdia entre todos os povos&raquo;, disse, em portugu&ecirc;s.

&nbsp;
Ap&oacute;s ter rezado em sil&ecirc;ncio durante cerca de oito minutos, num gesto que a multid&atilde;o acompanhou de uma forma que impressionou todos, o Papa dirigiu-se &agrave; &laquo;Senhora da veste branca&raquo;, no local onde h&aacute; cem anos mostrou &laquo;os des&iacute;gnios da miseric&oacute;rdia do nosso Deus&raquo;, e apresentou-se como &laquo;bispo vestido de branco&raquo;. &laquo;Seremos, na alegria do Evangelho, a Igreja vestida de branco, da alvura branqueada no sangue do Cordeiro derramado ainda em todas as guerras que destroem o mundo em que vivemos&raquo;, recitou.
&nbsp;
A ora&ccedil;&atilde;o apresentou na Cova da Iria as causas da paz e as &laquo;dores da fam&iacute;lia humana&raquo;.
&nbsp;
O Papa recordou o exemplo dos &laquo;bem-aventurados Francisco e Jacinta&raquo;, os pastorinhos que vai canonizar a 13 de maio, e de todos os que se entregam &agrave; mensagem do Evangelho. &laquo;Percorreremos, assim, todas as rotas, seremos peregrinos de todos os caminhos, derrubaremos todos os muros e venceremos todas as fronteiras, saindo em dire&ccedil;&atilde;o a todas as periferias, a&iacute; revelando a justi&ccedil;a e a paz de Deus&raquo;, acrescentou.

&nbsp;
A ora&ccedil;&atilde;o concluiu-se com uma consagra&ccedil;&atilde;o do Papa &agrave; &laquo;Virgem do Ros&aacute;rio de F&aacute;tima&raquo;, antes de venerar a imagem da Capelinha e ali depositar a Rosa de Ouro, como forma de homenagem. Francisco esteve em ora&ccedil;&atilde;o silenciosa durante mais alguns minutos. Ao sair, perdeu alguns minutos a saudar as crian&ccedil;as que se juntaram para o receber na Capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es, e regressou em apoteose durante o percurso at&eacute; &agrave; Casa de Nossa Senhora do Carmo, onde ir&aacute; descansar, jantar e preparar-se para as celebra&ccedil;&otilde;es da noite.
&nbsp;
Reportagem: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e Lusa
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<pubDate>Fri, 12 May 2017 21:23:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa recebido em Monte Real com entusiasmo</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco aterrou na Base A&eacute;rea N.&ordm;5 de Monte Real e foi aplaudido entusiasticamente pelas centenas de familiares de militares e trabalhadores da Base A&eacute;rea de Monte Real.


&Agrave; espera de Francisco estavam tamb&eacute;m o Presidente da Rep&uacute;blica, o Primeiro-Ministro e o Presidente da Assembleia da Rep&uacute;blica. Do clero marcaram presen&ccedil;a D. Manuel Clemente, D. Manuel Linda (Bispo das For&ccedil;as Armadas), o reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, entre outros. O n&uacute;ncio apost&oacute;lico foi ao avi&atilde;o da Alitalia saudar o Papa antes que Francisco descesse pela escadaria.



Depois de tocados os hinos do Vaticano e de Portugal, o Papa manteve um encontro com Marcelo Rebelo de Sousa. De seguida, o Papa esteve com algumas crian&ccedil;as doentes e que s&atilde;o filhos de militares. Francisco foi rezar &agrave; Capela da Base A&eacute;rea, &agrave; Nossa Senhora do Ar, padroeira da For&ccedil;a A&eacute;rea. Foram-lhe oferecidos dois quadros.

O Papa esteve sempre sorridente e foi tocando nas pessoas que se esticavam para o cumprimentar. Na Base A&eacute;rea, o Papa deslocou-se de carro el&eacute;ctrico e aben&ccedil;oou e beijou alguns beb&eacute;s e outras crian&ccedil;as.

Na Base A&eacute;rea de Monte Real estiveram cerca de mil pessoas, que saudaram o Papa na cerca de 1h20 em que esteve no local.
&nbsp;

Reportagem: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Fri, 12 May 2017 18:10:00 +0100</pubDate>
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<title>Monte Real prepara-se para saudar o Papa  </title>
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<description><![CDATA[Encontramos St&eacute;lia Pedrosa na primeira rotunda que o Papa Francisco ver&aacute; em Monte Real. Uma grande faixa branca tem escrito &laquo;Monte Real sa&uacute;da o Papa Francisco&raquo;. De cada lado uma pomba branca. St&eacute;lia tem os dedos feridos da agulha. &laquo;Por causa do vento temos de cozer a faixa a estes ferros, mas o tecido &eacute; rijo&raquo;, explica. 

A decora&ccedil;&atilde;o das rotundas at&eacute; &agrave; Base A&eacute;rea ser&aacute; feita com flores de pl&aacute;stico de v&aacute;rias cores. St&eacute;lia conta que &laquo;grupos da catequese de par&oacute;quias aqui &agrave; volta v&atilde;o concentrar-se para quando o Papa passar de carro&raquo;.



Na rotunda junto &agrave; Base A&eacute;rea N.&ordm;5 &eacute; Carlos Coelho quem orienta os trabalhos. Os tr&ecirc;s homens s&atilde;o membros do Conselho Econ&oacute;mico e Social da par&oacute;quia de Monte Real. Prendem flores vermelhas e brancas para decorar o espa&ccedil;o. Conversamos enquanto vai prendendo as flores. &laquo;Amanh&atilde; esta divis&oacute;ria do corredor central de acesso &agrave; Base estar&aacute; com um tapete de flores, se o tempo deixar&raquo;, diz Carlos, enquanto olha o c&eacute;u. Carlos sorri enquanto explica que enfeitar os locais por onde o Papa vai passar &laquo;&eacute; um s&iacute;mbolo de receber e darmos-lhe um bocado de est&iacute;mulo e mostrar a nossa amizade e carinho que temos por ele&raquo;.



Quando Francisco por aqui passar ter&aacute; tamb&eacute;m uma faixa dizendo &laquo;O Povo desta terra sa&uacute;da-o e reza consigo&raquo;. Carlos diz que os crentes querem &laquo;mostrar gratid&atilde;o, carinho e f&eacute;&raquo; e acrescenta: &laquo;Ele pede sempre para rezarmos por ele e n&oacute;s temos obriga&ccedil;&atilde;o de fazer isso e tornar o mundo um pouco melhor&raquo;.&nbsp;
Muito perto est&aacute; Sofia Costa. Esta jovem &eacute; dona de uma loja de eventos e vai oferecer um ter&ccedil;o com bal&otilde;es brancos e prateados. A ideia &eacute; lan&ccedil;&aacute;-los quando o Papa passar de carro. Por agora, ela e dois colegas montam uma tenda para vender pipocas e &aacute;gua.
&nbsp;

Reportagem e fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Fri, 12 May 2017 12:15:00 +0100</pubDate>
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<title>«Esta é uma visita diferente das outras»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/esta-e-uma-visita-diferente-das-outras</link>
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<description><![CDATA[O presidente da Rep&uacute;blica recebeu esta manh&atilde; na casa de Nossa Senhora das Dores, um grupo de peregrinos, militares e ciclistas, que partiram de Roma no dia 26 e chegaram esta manh&atilde; a F&aacute;tima.

Na cerim&oacute;nia esteve tamb&eacute;m presente o bispo de Leiria-F&aacute;tima, D. Ant&oacute;nio Marto, que se congratulou com a iniciativa e a chegada dos militares peregrinos.
Ap&oacute;s uma troca de palavras com os peregrinos, Marcelo Rebelo de Sousa justificou o ato com o simbolismo da iniciativa, &laquo;uma iniciativa dos militares, apoiada pelo bispo das for&ccedil;as armadas e, ao mesmo tempo, cobrindo v&aacute;rios ramos das for&ccedil;as armadas.&raquo;

Aos jornalistas, o presidente da Rep&uacute;blica refor&ccedil;ou a sua ideia de que este &eacute; um dia importante para Portugal e para os portugueses e de que esta &eacute; uma visita diferente das outras, porque agrega &laquo;muitas realidades somadas&raquo;. &laquo;&Eacute; a primeira visita do Papa Francisco a Portugal; segundo lugar, coincide com o centen&aacute;rio das apari&ccedil;&otilde;es; terceiro lugar, coincide com dois novos santos portugueses, quarto lugar, acontece que todos os Papas s&atilde;o especiais, mas o Papa Francisco traz consigo uma proje&ccedil;&atilde;o para al&eacute;m do povo cat&oacute;lico, e uma proje&ccedil;&atilde;o universal num momento dif&iacute;cil da humanidade&raquo;, justificou o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa reconheceu que sente uma especial proximidade com o Papa atual, porque ele representa, para a sua gera&ccedil;&atilde;o o Conc&iacute;lio &laquo;Vaticano II&raquo;, numa perspetiva abrangente, &laquo;que n&atilde;o &eacute; concentrada na Europa, &eacute; de fora da Europa, sobre a Europa, mais virada para os novos mundos e a n&oacute;s, portugueses, isto tamb&eacute;m diz muito&raquo;, assegurou, aludindo &agrave;s in&uacute;meras comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo inteiro.

Questionado sobre a mensagem a reter desta visita papal, o presidente da Rep&uacute;blica considerou que &eacute; a paz, representada pelo Papa, pela mensagem de F&aacute;tima, pela vida dos pastorinhos e pelo Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es.
Sobre a canoniza&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos e o lugar de Portugal na Hist&oacute;ria da Igreja, uma vez que ser&aacute; a primeira vez que duas crian&ccedil;as ser&atilde;o canonizadas, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que representa uma realidade nova, mas que a Igreja tamb&eacute;m &eacute; feita disso mesmo de mudan&ccedil;a, uma mudan&ccedil;a por transforma&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s do trabalho de cada Papa, e n&atilde;o por revolu&ccedil;&atilde;o.
Reportagem e Fotos:&nbsp;Rita Bruno
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<pubDate>Fri, 12 May 2017 11:58:00 +0100</pubDate>
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<title>Peregrinar «com os olhos dos outros»</title>
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<description><![CDATA[Um grupo de peregrinos que veio do Sabugal trazia com eles um peregrino especial. O Carlos &eacute; cego, mas garante que conseguiu &quot;ver&quot; o caminho todo, pois trazia &laquo;35 pares de olhos&raquo; a ver por ele.


Fazer a cobertura jornal&iacute;stica de um evento como o 13 de maio em F&aacute;tima implica uma boa dose de trabalho na procura das hist&oacute;rias mais bonitas para contar, mas tamb&eacute;m alguma sorte.
&nbsp;
Estar no s&iacute;tio certo &agrave; hora certa permite encontrar as mais bonitas hist&oacute;rias, como foi o caso da hist&oacute;ria de Carlos Correia, cego, que se encontrava a chegar &agrave; Capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es depois de uma caminhada de seis dias desde o Sabugal. Enquanto todo o grupo se cumprimentava de forma emotiva, uma das senhoras agarrou-me pelo bra&ccedil;o e disse-me &laquo;desculpe l&aacute;, mas o senhor em de vir conhecer este homem e tirar-lhe uma fotografia. &Eacute; cego e veio desde o Sabugal at&eacute; aqui!&raquo;.
&nbsp;
N&atilde;o a contrariei, e valeu a pena. O Carlos &eacute; invisual desde 2009, mas j&aacute; h&aacute; muitos anos que a vista o tra&iacute;a. &Eacute; a primeira vez que vem a F&aacute;tima a p&eacute;, e resolveu cumprir esta Promessa como forma de agradecer a Nossa Senhora tudo o que tem feito por ele na sua vida. &laquo;Eu fiz uma promessa a Nossa Senhora de F&aacute;tima, porque em Fran&ccedil;a estava com muita dificuldade em arranjar a cidadania francesa. Pedi ajuda e consegui ter os pap&eacute;is. Mas a vida nunca foi muito f&aacute;cil para mim, e pedi sempre ajuda a Nossa Senhora, e sempre a tive&raquo;.
&nbsp;
Uma ajuda para a sua vida, mas n&atilde;o para voltar a ver. &laquo;Nunca pedi para ver, porque quando nasci Nosso Senhor disse-me &ldquo;vais ser cego, por isso desenrasca-te e v&ecirc; com os olhos dos outros&rdquo;, e tenho aqui 35 pares de olhos comigo&raquo;, diz, sorrindo.
&nbsp;
Enquanto fal&aacute;vamos, s&atilde;o muitos os que, dentro do grupo, o v&ecirc;m cumprimentar. A todos retribui com um sorriso. Pede que lhe mostrem um dos estandartes que o grupo fez, porque queria &ldquo;ver&rdquo; como era. No seu caso, v&ecirc; com as m&atilde;os, e sorri enquanto percorre cada canto do estandarte e o estuda.


O caminho foi dif&iacute;cil, &laquo;tenho muitas borregas no p&eacute;&raquo;. &laquo;S&atilde;o dois milh&otilde;es e 700 mil quil&oacute;metros (risos)... a dist&acirc;ncia depende da que quisermos p&ocirc;r. Isto &eacute; a f&eacute;, &agrave;s vezes uma pessoa est&aacute; em baixo, outras est&aacute; em cima&raquo;, considera, divertido.
&nbsp;
Apesar de ser invisual, Carlos consegue &laquo;imaginar&raquo; como &eacute; o caminho. &laquo;Eu n&atilde;o vejo, mas imagino como &eacute;. Sei como &eacute; feita a natureza, e quando vinha a chegar aqui j&aacute; sabia como era o terreno e as curvas que os carros fazem&raquo;, diz.
&nbsp;
Carlos veio sempre guiado por dois companheiros, o Z&eacute; e o Manuel, com uma corda colocada no seu pulso e no pulso do seu guia, para se orientar. Da primeira vez que veio a F&aacute;tima, em 1977, veio de carro, mas percebeu que este era um lugar especial. &laquo;Senti que aqui havia um t&uacute;nel enorme, uma for&ccedil;a que vai para cima&raquo;, diz. Uma for&ccedil;a que se transformou em carinho desta vez. &laquo;Quando est&aacute;vamos a rezar o Ter&ccedil;o pela primeira vez, no in&iacute;cio da caminhada, disse a Nossa Senhora &ldquo;tu &eacute;s pureza, luz, vida e &eacute;s a for&ccedil;a da humanidade&rdquo;. Senti como que um afago na minha cabe&ccedil;a, como se uma m&atilde;o me acariciasse o cabelo, e garanto que n&atilde;o estou a inventar, que n&atilde;o brinco com estas coisas&raquo;, diz, convicto.

&nbsp;
Este peregrino vai esperar pelo Papa com todo o seu grupo, e espera do Santo Padre palavras &laquo;boas&raquo;. &laquo;Espero que ele diga coisa boas para a humanidade, para todos, precisamos porque agora &eacute; um mundo muito brutal, violento&raquo;, sustenta.
&nbsp;
Para Nossa Senhora, menos palavras, mas mais sentidas. &laquo;Para mim, vou dizer obrigado por me ter ajudado at&eacute; aqui. Na verdade, pe&ccedil;o sempre mais para os outros que pe&ccedil;o para mim&raquo;.
&nbsp;
Reportagem e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 11 May 2017 22:18:00 +0100</pubDate>
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<title>«Nem dormimos bem. É um privilégio.»</title>
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<description><![CDATA[Mais de 200 crian&ccedil;as cantar&atilde;o para o Papa Francisco, na Base A&eacute;rea de Monte Real. Os nervos e o entusiasmo s&atilde;o muitos. A FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; assistiu ao ensaio geral e conversou com algumas.




No Col&eacute;gio de Nossa Senhora de F&aacute;tima, quase t&atilde;o antigo como as apari&ccedil;&otilde;es &ndash; tem quase 93 anos &ndash;, o ambiente &eacute; familiar e de muita festa. Cheg&aacute;mos meia hora antes do ensaio geral. Ocasi&atilde;o para conversar com algumas das crian&ccedil;as que far&atilde;o parte do grupo que sexta-feira ter&aacute; o &laquo;privil&eacute;gio&raquo; de estar perto do Papa. A palavra est&aacute; entre aspas porque &eacute; a mais usada por todos: alunos, professores e a diretora.
&nbsp;

Os alunos que v&atilde;o at&eacute; Monte Real s&atilde;o do primeiro ciclo e alguns ac&oacute;litos e delegados de turma. A ideia foi estarem presentes as crian&ccedil;as com as idades dos Pastorinhos de F&aacute;tima.

Francisco &eacute; do 4.&ordm; ano e esteve a preparar-se e j&aacute; sabe o que dizer se o Papa vier ter com ele. &laquo;Eu dizia que gosto muito de o receber, que venha c&aacute; rezar pelos pobres e que venha canonizar os pastorinhos.&raquo; J&aacute; Carolina diz que &laquo;muita gente quer ver o papa porque &eacute; muito importante. O Papa enche o cora&ccedil;&atilde;o de todos com amor&raquo;. Vasco acrescenta que &laquo;ele &eacute; o chefe da igreja&raquo; e Francisco sublinha &laquo;com i mai&uacute;scula, porque somos todos os baptizados&raquo;. Carolina tamb&eacute;m sente o peso do privil&eacute;gio. Afinal &laquo;muitos queriam ir&raquo;. Veja aqui o que disseram:
&nbsp;



A emo&ccedil;&atilde;o tem sido muita e Patr&iacute;cia confessa: &laquo;Ontem fui dormir &agrave;s 21h e s&oacute; adormeci depois das 23h. Estava a cantar.&raquo; Francisco diz que at&eacute; a dormir canta. J&aacute; pediram aos av&oacute;s e pais para verem tudo em direto pela televis&atilde;o.



Mas a prepara&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem sido apenas nos ensaios. Todos sabem quem foi Francisco e Jacinta. Leram um livro sobre os Pastorinhos e t&ecirc;m os seus preferidos. &laquo;Eu gosto muito do Francisco porque ajudava os pobres. Ele ia muito &agrave; igreja rezar e falar com Jesus e Maria&raquo;, afirma Francisco que elogia a coragem da Jacinta. Vasco tamb&eacute;m prefere o pastorinho porque &laquo;gostava muito dos animais&raquo;. Patr&iacute;cia e Carolina preferem Jacinta por ser &laquo;corajosa e muito querida&raquo;.



Os ensaios intensificaram-se nesta &uacute;ltima semana e todos os dias t&ecirc;m cantado as m&uacute;sicas que cantar&atilde;o ao Papa. S&atilde;o quatro, uma delas foi composta pelo professor Pedro Castelhano. Chama-se &laquo;Receber-te&raquo; e o refr&atilde;o diz: &laquo;Receber-te &eacute; receber a luz/a luz que ilumina o mundo inteiro./ Receber-te &eacute; receber Jesus/a luz que ilumina a minha vida.&raquo;
&nbsp;



Nos ensaios, o gin&aacute;sio enche-se de crian&ccedil;as sentadas no ch&atilde;o. Os professores v&atilde;o ajudando a acalmar e a manter a ordem. Pedro Castelhano ensaia e pede que cantem com alegria. Basta essa palavra e a m&uacute;sica sai diferente. Al&eacute;m da m&uacute;sica original do professor Pedro, cantar&atilde;o tamb&eacute;m &laquo;Cora&ccedil;&atilde;o bonito&raquo; e o &laquo;Hino ao Papa&raquo;, do Pe. Cartageno. Esta sexta-feira, estar&atilde;o de p&eacute;, ao ar livre (rezando para n&atilde;o chover) e ser&atilde;o os primeiros a estar perto do Papa Francisco em Portugal. &laquo;Com alegria&raquo;, repetir&atilde;o sorridentes os professores Alexandre, Pedro e Ana Rita, que os est&atilde;o a ensaiar.

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Reportagem e fotografias: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Thu, 11 May 2017 18:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Pastorinhos, salvem este menino, que é uma criança como vocês»</title>
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<description><![CDATA[A fam&iacute;lia da crian&ccedil;a miraculada, que permitiu a canoniza&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos, esteve hoje na sala de imprensa do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima para contar a hist&oacute;ria do milagre que aconteceu em mar&ccedil;o de 2013.


Conforme j&aacute; adiantado em not&iacute;cias anteriores, a crian&ccedil;a, Lucas, de cinco anos, estava a brincar com a irm&atilde; Eduarda e caiu da janela de uma altura de 6,5 metros. Desta queda resultou um traumatismo craniano muito grave, com perda de tecido cerebral.
&nbsp;
&laquo;Foi assistido na nossa cidade, em Juranda, e dada a gravidade do seu quadro cl&iacute;nico, foi transferido para o hospital de Campo Mour&atilde;o, no Paran&aacute;. O percurso demorou quase uma hora. Chegou em coma muito grave. Teve duas paragens card&iacute;acas e foi operado de urg&ecirc;ncia. Os m&eacute;dicos diziam que tinha poucas probabilidades de sobreviver&raquo;, contou o pai, Jo&atilde;o Batista, que estava ladeado pela sua esposa, Lucila Yurie, e a Ir. &Acirc;ngela Coelho, postuladora da Causa da Canoniza&ccedil;&atilde;o de Francisco e Jacinta Marto.
&nbsp;
Confrontados com um progn&oacute;stico t&atilde;o reservado, os pais rezaram e ligaram de imediato para as irm&atilde;s carmelitas de Campo Mour&atilde;o, para que rezassem pelo seu filho. &laquo;A irm&atilde; que recebeu o telefonema n&atilde;o passou o recado para a comunidade. Estavam na hora do sil&ecirc;ncio e ela pensou: &ldquo;O menino vai morrer. Vou rezar pela fam&iacute;lia&rdquo;&raquo;, contou Jo&atilde;o Batista.
&nbsp;
O pai explica que o filho continuou a piorar nos dias seguintes, mas que n&atilde;o desistiram da ora&ccedil;&atilde;o. &laquo;No dia 7 [de mar&ccedil;o] volt&aacute;mos a telefonar ao Carmelo. Nesse dia, a irm&atilde; transmitiu o recado &agrave; comunidade. Uma irm&atilde; correu para as rel&iacute;quias dos Beatos Francisco e Jacinta, que estavam junto do Sacr&aacute;rio e sentiu esse impulso de ora&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Pastorinhos, salvem este menino, que &eacute; uma crian&ccedil;a como voc&ecirc;s&rdquo;. Conseguiu convencer toda a comunidade a rezar apenas com a intercess&atilde;o dos Pastorinhos&raquo;, lembra o pai durante o seu testemunho.
&nbsp;
A fam&iacute;lia rezou tamb&eacute;m aos pastorinhos e, dois dias depois, a crian&ccedil;a acordou. &laquo;Come&ccedil;ou a falar, perguntado pela sua irm&atilde;zinha. No dia 11 saiu da UTI e dia 15 teve alta&raquo;, disse aos jornalistas.
&nbsp;
Por duas vezes o pai parou de ler o seu discurso, emocionado. Quando contou como ele tinha acordado, e quando relembrou todos quantos tinham rezado pela crian&ccedil;a. &laquo;N&atilde;o podemos deixar de agradecer a todos aqueles que rezaram pelo Lucas. Damos gra&ccedil;as a Deus pela cura do Lucas e sabemos com toda a f&eacute; do nosso cora&ccedil;&atilde;o, que foi obtido este milagre pelos Pastorinhos Francisco e Jacinta. Sentimos uma imensa alegria por ser este o milagre que os leva &agrave; canoniza&ccedil;&atilde;o, mas sobretudo sentimos a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o da amizade destas duas crian&ccedil;as, que ajudaram o nosso menino e agora ajudam a nossa fam&iacute;lia&raquo;, referiu.
&nbsp;
Postuladora &laquo;comovida&raquo; por ver &laquo;duas crian&ccedil;as a cuidar de uma&raquo;
A Ir. &Acirc;ngela explicou aos jornalistas que tomaram conhecimento do caso no final de junho de 2013, e que decidiram esperar algum tempo, aconselhados pela Congrega&ccedil;&atilde;o para a Causa dos Santos, antes de dar in&iacute;cio ao processo, &laquo;para garantir a durabilidade da cura e para garantir que n&atilde;o surgia nenhum sintoma previsto dada a parte do tecido cerebral que falta e assim se verifica&raquo;. A religiosa portuguesa lembrou n&atilde;o s&oacute; os pastorinhos, mas diz que tamb&eacute;m a Ir. L&uacute;cia &eacute; lembrada neste processo. &laquo;O Lucas cai e &eacute; uma comunidade de carmelitas que vai rezar pedindo a intercess&atilde;o dos beatos Francisco e Jacinta. Este menino, quando acorda, pergunta de imediato pela irm&atilde; Eduarda. Como n&atilde;o pensar, nestes dados que vamos tendo do processo, na presen&ccedil;a de outra carmelita, a Ir. L&uacute;cia&raquo;, questiona.
&nbsp;
Mas o maior destaque para a canoniza&ccedil;&atilde;o vai mesmo para o facto de o milagre que permite a canoniza&ccedil;&atilde;o ter sido realizado sobre uma crian&ccedil;a. &laquo;Ficamos comovidos por saber que s&atilde;o duas crian&ccedil;as que cuidam de uma crian&ccedil;a atrav&eacute;s da f&eacute; de toda uma comunidade de carmelitas que encoraja toda a fam&iacute;lia, que j&aacute; rezava a Nossa senhora de F&aacute;tima, a rezar aos beatos Francisco e Jacinta Marto&raquo;, afirma.
&nbsp;
A concluir o testemunho, a Ir. &Acirc;ngela refere mais um aspeto do processo que &laquo;nos mostra que em tudo isto &eacute; Deus quem conduz a hist&oacute;ria&raquo;. &laquo;Fiquei a saber h&aacute; pouco tempo que o Jo&atilde;o e a Lucila casaram no dia 20 de fevereiro de 2004, o dia da festa dos beatos Francisco e Jacinta Marto. Sentimo-nos muito agradecidos e comovidos pela intercess&atilde;o dos beatos Francisco e Jacinta, em breve santos, por tudo o que protegeram esta crian&ccedil;a e protegem todas as nossas inten&ccedil;&otilde;es naquilo que forem as nossas necessidades&raquo;, concluiu.

&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 11 May 2017 15:52:00 +0100</pubDate>
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<title>Os Papas e Fátima</title>
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<description><![CDATA[A Igreja come&ccedil;ou por rejeitar os relatos das crian&ccedil;as sobre as apari&ccedil;&otilde;es, mas acabou por se render aos pedidos insistentes do povo crente que ia relatando gra&ccedil;as. Tr&ecirc;s Papas visitaram F&aacute;tima. Fazemos uma viagem ao passado para ver o que disseram.

Olhando retrospetivamente para o &laquo;acontecimento F&aacute;tima&raquo; e a sua rela&ccedil;&atilde;o com a Igreja, encontramos logo a figura do Papa Paulo VI. Isto ficou a dever-se a dois fatores: &agrave; b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o e oferta da &laquo;rosa de ouro&raquo; ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima em 1965, e &agrave; sua vista ao Santu&aacute;rio aquando dos 50 anos das apari&ccedil;&otilde;es, sendo o primeiro Papa a visitar aquele Santu&aacute;rio.

A Igreja e a paz no mundo
A rosa de ouro &eacute; um sinal de particular benevol&ecirc;ncia ou em reconhecimento e recompensa de assinalados servi&ccedil;os prestados &agrave; Igreja ou a bem da sociedade. O Papa paulo VI aben&ccedil;ou-a, mas n&atilde;o a entregou pessoalmente. No discurso de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o, disse que a oferta era o testemunho do paternal afeto que Roma (e em especial o Papa) mantinha pela &laquo;nobre Na&ccedil;&atilde;o&raquo; Portuguesa; &laquo;&eacute; penhor da Nossa devo&ccedil;&atilde;o que temos ao insigne Santu&aacute;rio, onde foi levantado &agrave; M&atilde;e de Deus um seu altar&raquo;, afirmou. Paulo VI acrescentou que &laquo;a rosa &eacute; a p&uacute;rpura dos canteiros e esta &eacute; o s&iacute;mbolo da penit&ecirc;ncia. Vindo a Virgem a F&aacute;tima para recordar ao mundo a mensagem evang&eacute;lica da penit&ecirc;ncia e da ora&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o por ele t&atilde;o esquecida, deveis ser v&oacute;s, amados filhos, a dar o exemplo no cumprimento desta mensagem&raquo;.
&nbsp;
Quando foi anunciada a visita do Papa Paulo VI a Portugal, foi apresentada como &laquo;peregrina&ccedil;&atilde;o para honrar Maria Sant&iacute;ssima e invocar a sua intercess&atilde;o em favor da paz da Igreja e do mundo&raquo;. E, de facto, foi isso que se viu na homilia do dia 13 de maio de 1967. O Papa come&ccedil;a por apresentar duas inten&ccedil;&otilde;es: &laquo;A primeira inten&ccedil;&atilde;o &eacute; a Igreja: a Igreja una, santa, cat&oacute;lica e apost&oacute;lica. Queremos rezar, como dissemos, pela sua paz interior&raquo;. A segunda &laquo;&eacute; o mundo, a paz do mundo&raquo;. Para estas duas inten&ccedil;&otilde;es faz duas preces: &laquo;Queremos pedir a Maria uma Igreja viva, uma Igreja verdadeira, uma Igreja unida, uma Igreja santa&raquo; e &laquo;a paz, dom que s&oacute; Deus pode dar&raquo;.
&nbsp;
Jo&atilde;o Paulo II, o Papa de F&aacute;tima
Depois temos a figura de Jo&atilde;o Paulo II, um Papa com F&aacute;tima no cora&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s o atentado, que ocorreu na Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro, em 13 de maio de 1981, no per&iacute;odo de convalescen&ccedil;a, pediu que lhe lessem toda a documenta&ccedil;&atilde;o sobre F&aacute;tima. Foi ent&atilde;o a&iacute; que estabeleceu a liga&ccedil;&atilde;o entre F&aacute;tima e o seu atentado afirmando: &laquo;Uma m&atilde;o disparou. Mas outra m&atilde;o guiou a bala.&raquo;
Um ano depois, visita o Santu&aacute;rio de F&aacute;tima. Na homilia de 13 de maio de 1982, percebemos que a visita do Papa era uma visita de louvor e de a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as:
&nbsp;


&laquo;Estas datas encontraram-se entre si de tal maneira, que me pareceu reconhecer nisso um chamamento especial para vir aqui. E eis que hoje aqui estou. Vim para agradecer &agrave; Divina Provid&ecirc;ncia, neste lugar, que a M&atilde;e de Deus parece ter escolhido de modo t&atilde;o particular.&raquo;


&nbsp;
Anos mais tarde, em 13 de maio de 2000, novamente regressado a F&aacute;tima, para uma ocasi&atilde;o especial &ndash; a beatifica&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos de F&aacute;tima &ndash;, Jo&atilde;o Paulo II faz um retrato dos dois pastorinhos relacionando-os com a mensagem de F&aacute;tima. Depois faz uma leitura da mensagem de F&aacute;tima e da sua rela&ccedil;&atilde;o com o mundo.
&nbsp;


&laquo;A mensagem de F&aacute;tima &eacute; um apelo &agrave; convers&atilde;o, alertando a humanidade para n&atilde;o fazer o jogo do &ldquo;drag&atilde;o&rdquo; que, com a &ldquo;cauda, arrastou um ter&ccedil;o das estrelas do C&eacute;u e lan&ccedil;ou-as sobre a terra&rdquo; (Ap 12,4). A meta &uacute;ltima do homem &eacute; o C&eacute;u, sua verdadeira casa onde o Pai celeste, no seu amor misericordioso, por todos espera.&raquo; E diz tamb&eacute;m: &laquo;Na sua solicitude materna, a Sant&iacute;ssima Virgem veio aqui, a F&aacute;tima, pedir aos homens para &ldquo;n&atilde;o ofenderem mais a Deus Nosso Senhor, que j&aacute; est&aacute; muito ofendido&rdquo;. &Eacute; a dor de m&atilde;e que a faz falar; est&aacute; em jogo a sorte de seus filhos. Por isso, dizia aos pastorinhos: &ldquo;Rezai, rezai muito e fazei sacrif&iacute;cios pelos pecadores, que v&atilde;o muitas almas para o inferno por n&atilde;o haver quem se sacrifique e pe&ccedil;a por elas&rdquo;.&raquo;


&nbsp;
Pelas vezes que veio a F&aacute;tima e pelo cruzamento que o &laquo;acontecimento F&aacute;tima&raquo; teve no seu pontificado, Jo&atilde;o Paulo II ficou conhecido por ser o Papa de F&aacute;tima. N&atilde;o obstante tudo isto &eacute; necess&aacute;rio ter em conta que o lema episcopal de Jo&atilde;o Paulo II era &laquo;Totus Tuus&raquo;, express&atilde;o mariana de S&atilde;o Lu&iacute;s Maria Grignion de Montfort.

Bento XVI: &laquo;Vim a F&aacute;tima rezar&raquo;
Chegamos agora a Bento XVI. Joseph Ratzinger foi o Prefeito da Congrega&ccedil;&atilde;o para a Doutrina da F&eacute; de 1981 a 2005. Por isso, estava bem ciente do que era F&aacute;tima e que import&acirc;ncia tinha para a Igreja. &Eacute; bela a forma como Bento XVI, na sua homilia no dia 13 de maio de 2010, fala:
&nbsp;


&laquo;Irm&atilde;s e irm&atilde;os muito amados, tamb&eacute;m eu vim como peregrino a F&aacute;tima, a esta &laquo;casa&raquo; que Maria escolheu para nos falar nos tempos modernos. Vim a F&aacute;tima para rejubilar com a presen&ccedil;a de Maria e sua materna prote&ccedil;&atilde;o. Vim a F&aacute;tima, porque hoje converge para aqui a Igreja peregrina, querida pelo seu Filho como instrumento de evangeliza&ccedil;&atilde;o e sacramento de salva&ccedil;&atilde;o. Vim a F&aacute;tima para rezar, com Maria e tantos peregrinos, pela nossa humanidade acabrunhada por mis&eacute;rias e sofrimentos.&raquo;


&nbsp;
&Eacute; interessante notar que o Papa fez refer&ecirc;ncia ao centen&aacute;rio que iria ter lugar sete anos depois: &laquo;Mais sete anos e voltareis aqui para celebrar o centen&aacute;rio da primeira visita feita pela Senhora &ldquo;vinda do C&eacute;u&rdquo;, como Mestra que introduz os pequenos videntes no conhecimento &iacute;ntimo do Amor Trinit&aacute;rio e os leva a saborear o pr&oacute;prio Deus como o mais belo da exist&ecirc;ncia humana.&raquo; Termina a homilia reiterando que o &laquo;acontecimento F&aacute;tima&raquo; ainda n&atilde;o est&aacute; terminado.
&nbsp;


&laquo;Iludir-se-ia quem pensasse que a miss&atilde;o prof&eacute;tica de F&aacute;tima esteja conclu&iacute;da. Aqui revive aquele des&iacute;gnio de Deus que interpela a humanidade desde os seus prim&oacute;rdios: &ldquo;Onde est&aacute; Abel, teu irm&atilde;o? [&hellip;] A voz do sangue do teu irm&atilde;o clama da terra at&eacute; Mim&rdquo; (GN 4, 9). O homem p&ocirc;de espoletar um ciclo de morte e terror, mas n&atilde;o consegue interromp&ecirc;-lo&hellip; Na Sagrada Escritura, &eacute; frequente aparecer Deus &agrave; procura de justos para salvar a cidade humana e o mesmo faz aqui, em F&aacute;tima, quando Nossa Senhora pergunta: &ldquo;Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de repara&ccedil;&atilde;o pelos pecados com que Ele mesmo &eacute; ofendido e de s&uacute;plica pela convers&atilde;o dos pecadores?&rdquo;&raquo;


&nbsp;
Nestes 100 anos das apari&ccedil;&otilde;es de Nossa Senhora aos tr&ecirc;s pastorinhos em F&aacute;tima tr&ecirc;s Papas visitaram o Santu&aacute;rio. Francisco ser&aacute; o quarto.
&nbsp;

Texto: Alexandre Jardim com Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotografias: CPP
&nbsp;
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<pubDate>Thu, 11 May 2017 11:45:00 +0100</pubDate>
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<title>Postulação lança medalha comemorativa da canonização dos pastorinhos</title>
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<description><![CDATA[A postula&ccedil;&atilde;o da causa da canoniza&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos Jacinta e Francisco, liderada pela Ir. &Acirc;ngela Coelho, lan&ccedil;ou uma medalha comemorativa da canoniza&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos.
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A FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; mostra em primeira m&atilde;o as imagens da medalha que ir&aacute; ser entregue ao Papa Francisco, &agrave; fam&iacute;lia da crian&ccedil;a miraculada, aos familiares da Jacinta e do Francisco e a todos os que intervieram no processo que conduziu &agrave; canoniza&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos, que ir&aacute; acontecer este s&aacute;bado, segundo informou a postula&ccedil;&atilde;o &agrave; nossa revista.
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&laquo;&Eacute; uma medalha circular, de formato simples, expressando a simplicidade austera que marcou as vidas de Francisco e Jacinta Marto&raquo;, segundo se pode ler na mem&oacute;ria descritiva da medalha. Na frente da medalha podemos ver as figuras de Francisco e Jacinta que aparecem sublinhadas por formas circulares conc&ecirc;ntricas a desenhar a luz das apari&ccedil;&otilde;es na qual experimentaram a presen&ccedil;a de Deus. No meio, &laquo;emerge a centralidade de uma cruz, evidenciando como Cristo se tornou o centro da vida dos Pastorinhos de F&aacute;tima, tamb&eacute;m chamados de &ldquo;candeias que Deus acendeu&rdquo;&raquo;, acrescenta o documento.

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No verso da medalha, o ter&ccedil;o incrustado &laquo;evoca o apelo insistente da Senhora do Ros&aacute;rio quando, na Cova da Iria que o Papa Francisco visita no &acirc;mbito do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es, pede esta ora&ccedil;&atilde;o para que o mundo alcance a paz&raquo;, pode ler-se.
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Santu&aacute;rio oferece est&aacute;tua de alabastro ao Papa
O Santu&aacute;rio de F&aacute;tima informou tamb&eacute;m no dia de ontem que ir&aacute; proceder &agrave; oferta de uma pe&ccedil;a em alabastro intitulada &ldquo;Promessa&rdquo;, representando Nossa Senhora de bra&ccedil;os abertos, envolvendo os Tr&ecirc;s Pastorinhos na luz que irradia.
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A pe&ccedil;a &eacute; da autoria da escultora L&iacute;gia Rodrigues. A escolha do material, explica a autora, teve em considera&ccedil;&atilde;o a ambi&ecirc;ncia de luz descrita pela Irm&atilde; L&uacute;cia nas suas Mem&oacute;rias: &laquo;Era necess&aacute;rio um material que deixasse passar a luz, sugerindo a iman&ecirc;ncia, qual transpar&ecirc;ncia de Maria, como no caso do alabastro&raquo;, afirmou, em declara&ccedil;&otilde;es reproduzidas pela sala de imprensa do Santu&aacute;rio.
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Na imagem, Nossa Senhora apresenta o Seu Imaculado Cora&ccedil;&atilde;o na m&atilde;o direita e o ter&ccedil;o na m&atilde;o esquerda.
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L&uacute;cia, Francisco e Jacinta est&atilde;o representados de joelhos, com as m&atilde;os postas em sinal de ora&ccedil;&atilde;o, &ldquo;como a resposta afirmativa que deram ao convite de Maria&rdquo;. Na imagem, L&uacute;cia dialoga com Nossa Senhora.


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Texto: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e Santu&aacute;rio de F&aacute;tima
]]></description>
<pubDate>Thu, 11 May 2017 11:04:00 +0100</pubDate>
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<title>Recorde de confessores para o 13 de maio</title>
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<description><![CDATA[Sabendo que o sacramento da Reconcilia&ccedil;&atilde;o &eacute; uma das vertentes mais procuradas pelos peregrinos, o Santu&aacute;rio de F&aacute;tima vai estender os hor&aacute;rios de confiss&otilde;es durante as celebra&ccedil;&otilde;es do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima, bem como duplicar o n&uacute;mero de confessores dispon&iacute;veis, que passar&atilde;o de 20 para 40.


Estes confessores v&ecirc;m de todos os continentes do mundo, inclusive da Oce&acirc;nia, e foram todos volunt&aacute;rios que contactaram o Santu&aacute;rio no sentido de poderem prestar esse servi&ccedil;o. &laquo;Os sacerdotes que ir&atilde;o confessar inscreveram-se todos, n&atilde;o foram recrutados&raquo;, referiu o Santu&aacute;rio de F&aacute;tima &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;.
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Ser&aacute; a primeira vez que o Santu&aacute;rio vai contar com um n&uacute;mero t&atilde;o elevado de confessores, &laquo;um recorde&raquo;, nas palavras do Santu&aacute;rio, e das poucas vezes em que ser&aacute; poss&iacute;vel contar com confessores nas sete l&iacute;nguas oficiais do Santu&aacute;rio: portugu&ecirc;s, ingl&ecirc;s, italiano, espanhol, franc&ecirc;s, polaco e alem&atilde;o. &laquo;&Eacute; pouco habitual conseguirmos ter sacerdotes a confessar em todas as l&iacute;nguas&raquo;, mas desta vez ser&aacute; poss&iacute;vel.
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Mais alargados ser&atilde;o tamb&eacute;m os hor&aacute;rios de confiss&otilde;es do Santu&aacute;rio. As confiss&otilde;es s&atilde;o todas na Capela da Reconcilia&ccedil;&atilde;o, no piso inferior da Bas&iacute;lica da Sant&iacute;ssima Trindade, e no dia 12 estar&atilde;o a funcionar com confessores desde as 7h30 &agrave;s 00h. No s&aacute;bado, dia 13, haver&aacute; confessores das 6h &agrave;s 8h da manh&atilde;, e das 14h &agrave;s 19h30 da parte da tarde. &Eacute; expect&aacute;vel uma enorme aflu&ecirc;ncia de peregrinos, e o Santu&aacute;rio rev&ecirc; assim tentar diminuir os tempos de espera de quem deseja reconciliar-se com Deus.

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O Santu&aacute;rio informou ainda que de maio a outubro ser&atilde;o duplicados os confessores. Para al&eacute;m de ser ano de centen&aacute;rio, o facto de o Santo Padre ter concedido indulg&ecirc;ncia plen&aacute;ria a todos os peregrinos que passem na Porta Santa do Jubileu poder&aacute; aumentar o n&uacute;mero de confiss&otilde;es, que habitualmente j&aacute; &eacute; elevado.

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Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Wed, 10 May 2017 20:03:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa envia mensagem ao povo português</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco enviou hoje uma videomensagem para todos os portugueses, no &acirc;mbito da visita que ir&aacute; fazer ao nosso pa&iacute;s nos pr&oacute;ximos dias 12 e 13 de maio em que espera &laquo;partilhar&raquo; com todos o &laquo;Evangelho da Paz e da Esperan&ccedil;a&raquo;.


Francisco sa&uacute;da os portugueses e come&ccedil;a por pedir desculpa por apenas visitar o Santu&aacute;rio, quando tantos o queriam &laquo;tamb&eacute;m nas vossas casas e comunidades, nas vossas aldeias e cidades&raquo;. &laquo;O convite chegou-me. Escusado ser&aacute; dizer que gostaria de o aceitar, mas n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel&raquo;, disse, agradecendo a &laquo;compreens&atilde;o&raquo; de todas as autoridades com a &laquo;decis&atilde;o de circunscrever a visita aos momentos pr&oacute;prios da peregrina&ccedil;&atilde;o no Santu&aacute;rio de F&aacute;tima&raquo;.
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Num v&iacute;deo de pouco mais de quatro minutos, Francisco afirma que vem a F&aacute;tima oferecer o &laquo;bouquet das mais lindas flores que Jesus confiou aos meus cuidados, ou seja, os irm&atilde;os e irm&atilde;s do mundo inteiro, resgatados pelo seu sangue, sem excluir ningu&eacute;m&raquo;. O Santo Padre pede que os fi&eacute;is estejam com ele em &laquo;uni&atilde;o f&iacute;sica e espiritual&raquo;, &laquo;formando um s&oacute; corpo e uma s&oacute; alma, entregando-nos todos a Nossa Senhora, pedindo-lhe para segredar a cada um &ldquo;o meu Imaculado Cora&ccedil;&atilde;o ser&aacute; o teu ref&uacute;gio, o caminho que te conduzir&aacute; a Deus&rdquo;&raquo;.
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Ainda na mensagem, o Papa diz estar feliz por os portugueses se estarem a preparar com &laquo;intensa ora&ccedil;&atilde;o&raquo;. Francisco diz que a ora&ccedil;&atilde;o &laquo;alarga o nosso cora&ccedil;&atilde;o e prepara-o para receber os dons de Deus&raquo;.
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O Papa termina a mensagem pedindo que rezem por ele, um &laquo;pecador entre pecadores&raquo;, um &laquo;homem de l&aacute;bios impuros que habita no meio de um povo de l&aacute;bios impuros&raquo;. &laquo;A ora&ccedil;&atilde;o ilumina os meus olhos, para saber olhar os outros como Deus os v&ecirc;, para amar os outros como Ele os ama&raquo;, conclui.
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Texto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Wed, 10 May 2017 18:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Conhece a História de Fátima?</title>
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<description><![CDATA[A Hist&oacute;ria de F&aacute;tima e destes 100 anos pode contar-se de v&aacute;rias maneiras. Aqui escolhemos algumas datas marcantes deste centen&aacute;rio.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Wed, 10 May 2017 15:30:00 +0100</pubDate>
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<title>«Até o sofá vai estar ocupado»</title>
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<description><![CDATA[Em F&aacute;tima, vivem, de acordo com o Censos de 2011, 11 539 pessoas, 3 993 fam&iacute;lias. Pessoas que, por estes dias, veem a cidade encher-se de peregrinos, agentes da GNR e muitos outros trabalhadores e visitantes. Mas como vivem estes dias os habitantes de sempre de F&aacute;tima?


Paula Pereira vive em F&aacute;tima e trabalha em Leiria. A sua casa fica a dez minutos a p&eacute; do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima. At&eacute; agora, n&atilde;o tem tido problemas em circular de carro e ir trabalhar. Fala com grande alegria e diz que a sua vida &laquo;n&atilde;o se perturbou muito&raquo; com o dispositivo policial refor&ccedil;ado nem com o aumento dos peregrinos. Paula diz que s&atilde;o &laquo;dias especiais&raquo;. A sua preocupa&ccedil;&atilde;o sobre desloca&ccedil;&otilde;es para o trabalho no dia 12 ficaram resolvidas com a toler&acirc;ncia de ponto dada pelo Governo.
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Oferece a casa a amigos e familiares
Habitualmente, Paula vive sozinha. Mas no final da semana vai ter a casa cheia. &laquo;Vai ser um porto de abrigo. Quem n&atilde;o fica c&aacute; pode vir sempre beber um ch&aacute;&raquo;, conta a rir. Diz viver &laquo;dias de alegria e expectativa&raquo;. A casa enche-se de amigos e familiares. &laquo;Vou ceder os meus quartos. As pessoas v&atilde;o ficar e ter plena liberdade. Combin&aacute;mos eu fazer o jantar, pequeno-almo&ccedil;o e almo&ccedil;o&raquo;, explica. Mas desengane-se quem pensa que se trata de um servi&ccedil;o de hotel ou pens&atilde;o. Aqui &eacute; tudo servi&ccedil;o e acolhimento. &laquo;Vamos aproveitar para estar juntos, para fazer ponto de encontro. Tento que se sintam acolhidos em minha casa&raquo;, diz.

Quando perguntamos quantos s&atilde;o, a resposta sai com uma gargalhada: &laquo;Agora s&atilde;o para a&iacute; uns dez e outros j&aacute; disseram que v&atilde;o passar para tomar ch&aacute;&raquo;, como quem diz que podem ser mais. &laquo;At&eacute; o sof&aacute; vai estar ocupado. Vou dormir num colchonete.&raquo;
Apesar de ter a casa cheia, Paula diz que vai tentar estar nas cerim&oacute;nias. &laquo;N&atilde;o penso em entrar no Santu&aacute;rio. Espero sair &agrave; rua. Mas tamb&eacute;m com muita tranquilidade: se n&atilde;o conseguir, fico em casa a ver pela televis&atilde;o e podemos abrir a porta da varanda e vemos o Santu&aacute;rio&raquo;, revela, com sinceridade.


A trabalhar dia 12
C&acirc;ndida Mendes &eacute; m&eacute;dica no Centro de Sa&uacute;de de F&aacute;tima. At&eacute; agora o seu dia a dia n&atilde;o foi perturbado pela aproxima&ccedil;&atilde;o da data festiva. &laquo;A &uacute;nica coisa que perturbou um bocadinho foi porque nos tiraram o parque de estacionamento para a Prote&ccedil;&atilde;o Civil. Ficamos com 15 lugares e somos 30&raquo;, afirma. Por isso, ainda n&atilde;o sabe como fazer, quando no dia 12 for trabalhar. &laquo;Estou a tentar organizar-me. N&atilde;o sei se vou deixar o carro num desses parques fora ou como vou fazer.&raquo;

Apesar da toler&acirc;ncia de ponto, esta m&eacute;dica de fam&iacute;lia vai trabalhar. &laquo;J&aacute; tinha consultas marcadas e os doentes querem vir &agrave; consulta, mesmo tendo de vir a p&eacute;&raquo;, explica. Al&eacute;m disso, foi pedido ao Centro de Sa&uacute;de que estivesse dispon&iacute;vel para receber peregrinos. Na sexta-feira, 30 pessoas estar&atilde;o a trabalhar. S&atilde;o administrativos, m&eacute;dicos e enfermeiros. &laquo;Vamos estar a trabalhar dentro do normal. Estamos dispon&iacute;veis tamb&eacute;m para os peregrinos. Nos dias 13 e 14 costumamos estar fechados, mas foi-nos pedido que estivesse um elemento de cada equipa: administrativo, m&eacute;dico e enfermeiro&raquo;, explica.

C&acirc;ndida &eacute; cat&oacute;lica e admite que gostaria de estar a ver as cerim&oacute;nias. &laquo;Se conseguir ainda vou &agrave; sala de espera ver na televis&atilde;o um bocadinho&raquo;, confessa.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Wed, 10 May 2017 11:45:00 +0100</pubDate>
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<title>«Irei como peregrino a Fátima»</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco falou hoje, na audi&ecirc;ncia-geral, da peregrina&ccedil;&atilde;o a F&aacute;tima. Aos peregrinos de l&iacute;ngua portuguesa, disse: &laquo;Irei como peregrino a F&aacute;tima, para confiar a Nossa Senhora as sortes temporais e eternas da humanidade e suplicar sobre os seus caminhos as b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os do C&eacute;u&raquo;. Como tem sido h&aacute;bito, Francisco pediu que os crentes se unam a ele em ora&ccedil;&atilde;o. &laquo;Pe&ccedil;o a todos que me acompanhem, como peregrinos da esperan&ccedil;a e da paz: as vossas m&atilde;os em prece continuem a sustentar as minhas&raquo;, apelou.


Antes, o Santo Padre tinha refletido sobre &laquo;Maria, M&atilde;e da Esperan&ccedil;a&raquo;. O Papa defendeu que Maria &laquo;n&atilde;o &eacute; uma mulher que se deprima face &agrave;s incertezas da vida; nem &eacute; uma mulher que proteste e se lamente contra a sorte que muitas vezes se lhe apresenta hostil. Pelo contr&aacute;rio, &eacute; uma mulher que aceita a vida como vem, com os seus dias felizes mas tamb&eacute;m com as suas trag&eacute;dias&raquo;. Francisco lembra que, mesmo na crucifix&atilde;o de Jesus, &laquo;Maria est&aacute; ao p&eacute; da cruz, como estar&aacute; sempre que for preciso manter uma candeia acesa na noite escura&raquo;. Do mesmo modo, aconteceu no Pentecostes, diz o Papa, &laquo;como M&atilde;e da Esperan&ccedil;a no meio daquela comunidade de disc&iacute;pulos t&atilde;o fr&aacute;geis&raquo;. O Santo Padre conclui dizendo que &laquo;Maria ensina-nos a esperar, quando tudo parece sem sentido.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Wed, 10 May 2017 11:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Jacinta na Estrela: a menina que «tocou a eternidade»</title>
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<description><![CDATA[A dias da canoniza&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos de F&aacute;tima, a FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; foi ao encontro de um dos segredos cada vez menos secretos de Lisboa. Na Estrela, ao lado do jardim e de frente para a Bas&iacute;lica, fica o Mosteiro do Imaculado Cora&ccedil;&atilde;o de Maria, das Irm&atilde;s Clarissas, um antigo orfanato para crian&ccedil;as gerido pela Madre Godinho, onde Jacinta Marto passou 12 dias antes de ser transferida para o hospital D. Estef&acirc;nia, onde viria a falecer.


No dia 21 de janeiro de 1920, este orfanato recebe a sua mais ilustre crian&ccedil;a. Jacinta Marto, a pedido dos pais e do seu m&eacute;dico, vem para Lisboa para ser internada no hospital D. Estef&acirc;nia, para se tentar a cura da broncopneumonia que a afetava, mas n&atilde;o foi admitida de imediato no hospital. &laquo;Enquanto ela n&atilde;o tivesse vaga no hospital, foi preciso encontrar uma casa que a pudesse acolher em Lisboa, para que depois o transporte para o hospital fosse mais r&aacute;pido&raquo;, explica-nos a Ir. Rita de Assis, a clarissa que nos recebe para a visita aos espa&ccedil;os onde Jacinta Marto esteve.
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O objetivo do C&oacute;nego Formig&atilde;o, o sacerdote que acompanhava Jacinta, era acolh&ecirc;-la numa fam&iacute;lia amiga de Lisboa, para que ficasse mais bem acompanhada, mas tal n&atilde;o foi poss&iacute;vel, &laquo;penso que por dois motivos: o facto de a doen&ccedil;a ser contagiosa e o facto de as apari&ccedil;&otilde;es ainda serem um ponto de interroga&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o era f&aacute;cil estar a acolher uma vidente que n&atilde;o era aceite pela Igreja&raquo;, explica-nos a Ir. Rita enquanto nos sentamos na sala onde Jacinta vinha admirar o jardim da Estrela.
&nbsp;
Segundo a pr&oacute;pria menina, os 12 dias aqui passados foram &laquo;os 12 dias em que mais sofreu, n&atilde;o s&oacute; dores f&iacute;sicas da doen&ccedil;a, mas o sofrimento causado pela solid&atilde;o, o afastamento de F&aacute;tima, da fam&iacute;lia, dos primos&raquo;. Mas no meio do sofrimento havia a &laquo;consola&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a da M&atilde;e, que manteve o seu compromisso de acompanhar os pastorinhos&raquo;.
&nbsp;
Da parte da Madre Godinho, a religiosa que geria o orfanato com mais irm&atilde;s da Ordem Terceira Franciscana, nunca houve d&uacute;vidas de que Jacinta fosse vidente. &laquo;A Madre Godinho acreditou sempre que ela era vidente de F&aacute;tima&raquo;. Principalmente quando falava com uma menina de 9 anos que lhe dava tantos e bons conselhos. &laquo;&rdquo;Seja amiga do sil&ecirc;ncio, da santa pobreza&rdquo;, e a Madre Godinho, impressionada com a sabedoria de uma crian&ccedil;a t&atilde;o pequena, perguntava-lhe como &eacute; que ela sabia tantas coisas. A Jacinta, com simplicidade, dizia que &ldquo;foi Nossa Senhora quem mas revelou&rdquo;&raquo;, e isso aumentava a certeza, at&eacute; porque aqui, diz a Ir. Rita, &laquo;a Jacinta tocou a eternidade e o C&eacute;u, como em F&aacute;tima, e isso levou &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o da sua vida. &ldquo;Se as pessoas soubessem o que &eacute; a eternidade, mudariam de vida&rdquo;, dizia &agrave; Madre Godinho&raquo;.

&nbsp;
At&eacute; que, um dia, a Madre Godinho foi surpreendida por uma revela&ccedil;&atilde;o inesperada. &laquo;Num dos dias, quando a Madre apareceu para a visitar e se foi sentar numa cadeira, a Jacinta impede-a e diz &ldquo;N&atilde;o se sente a&iacute;, que foi a&iacute; que Nossa Senhora esteve sentada&rdquo;. A partir desta refer&ecirc;ncia da Jacinta, a Madre Godinho percebeu que Nossa Senhora a acompanhava ainda aqui em Lisboa&raquo;, conta a Ir. Rita de Assis.
&nbsp;
Foram poucos os dias que Jacinta passou na Estrela, mas frutuosos. &laquo;Ela era uma crian&ccedil;a que falava pouco, mas teve uma rela&ccedil;&atilde;o muito pr&oacute;xima e familiar com a Madre Godinho. O facto de estar numa casa com sacr&aacute;rio era uma alegria, e passava muitas horas ali na grade [ao lado do quarto da Jacinta, uma janela com grades permite olhar para dentro da capela do mosteiro] a olhar para Jesus Eucaristia, a assistir &agrave; Eucaristia e a receber a comunh&atilde;o das m&atilde;os do sacerdote&raquo;, conta a religiosa.



Espa&ccedil;o de peregrina&ccedil;&atilde;o, gra&ccedil;as e milagres
Percebendo que este era um espa&ccedil;o importante de ser preservado, as Irm&atilde;s Clarissas, ao fundarem o mosteiro, mantiveram o quarto da Jacinta e o espa&ccedil;o adjacente, com a janela que dava para o interior da sua capela, como estavam na altura da Jacinta l&aacute; ter estado. Para al&eacute;m disso, arrumaram num arm&aacute;rio algumas das rel&iacute;quias da futura santa, como um fato, um ter&ccedil;o e as cartas que a Madre Godinho trocou com os pais e as autoridades eclesi&aacute;sticas de F&aacute;tima, entre outros objetos.
&nbsp;
Apesar de serem uma ordem contemplativa, abrem as portas a todos os peregrinos que desejem visitar ou rezar no quarto da Jacinta. &laquo;Para n&oacute;s, acolher as pessoas de fora &eacute; uma gra&ccedil;a. Uma irm&atilde; Clarissa &eacute; uma mulher contemplativa, de ora&ccedil;&atilde;o, e a ora&ccedil;&atilde;o leva-nos automaticamente ao acolhimento daqueles que batem &agrave; porta, e por isso ora&ccedil;&atilde;o e acolhimento n&atilde;o est&atilde;o desligados&raquo;, sustenta a Ir. Rita.


Mesmo que isso signifique abrir a porta... todos os dias. &laquo;Diariamente as pessoas batem-nos &agrave; porta. Os grupos organizados v&ecirc;m mais do estrangeiro. Os portugueses v&ecirc;m sozinhos, porque passam por aqui, batem &agrave; porta e pedem a alguma irm&atilde; para os acompanhar. Principalmente neste ano do Centen&aacute;rio, os portugueses est&atilde;o mais despertos para a Mensagem e para revisitar todos os locais que foram tocados pelo C&eacute;u e pelas vidas dos pastorinhos&raquo;, conta.
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Visitas que impressionam pelos relatos de gra&ccedil;as e milagres. &laquo;Os grupos estrangeiros v&ecirc;m com uma f&eacute; imensa, de que este &eacute; um lugar de gra&ccedil;a, e que aqui obter&atilde;o as gra&ccedil;as que pedirem. &Eacute; impressionante ver as convers&otilde;es e os pequenos milagres que Deus vai operando atrav&eacute;s da f&eacute; daqueles que se confiam no quarto da Jacinta, ou nas ora&ccedil;&otilde;es que pedem &agrave;s Irm&atilde;s&raquo;, confessa esta irm&atilde; Clarissa, que adianta que &laquo;as pessoas pedem gra&ccedil;as e depois v&ecirc;m dizer-nos que elas foram concedidas&raquo;. &laquo;Uns escrevem-nos cartas, e temos estrangeiros que voltam no ano seguinte noutra peregrina&ccedil;&atilde;o, j&aacute; com a fam&iacute;lia, s&oacute; para agradecer&raquo;, relata.

Percorra a galeria de fotos para conhecer melhor este espa&ccedil;o das Irm&atilde;s Clarissas em Lisboa.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Tue, 09 May 2017 16:00:00 +0100</pubDate>
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<item>
<title>«Como o Sol bailou ao meio-dia em Fátima»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/como-o-sol-bailou-ao-meio-dia-em-fatima</link>
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<description><![CDATA[COISAS ESPANTOSAS!
As apari&ccedil;&otilde;es da Virgem
Em que consistiu o sinal do C&eacute;u
Muitos milhares de pessoas afirmam ter-se produzido um milagre
A guerra e a paz

&nbsp;

NOTA: Este texto &eacute; uma c&oacute;pia fiel do artigo publicado pelo jornal O S&eacute;culo, no dia 15 de outubro de 1917. Trata-se do testemunho do enviado especial Avelino de Almeida da &uacute;ltima apari&ccedil;&atilde;o de Nossa Senhora. Foi reproduzido na &iacute;ntegra na edi&ccedil;&atilde;o da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de maio de 1967, respeitando-se a acentua&ccedil;&atilde;o, v&iacute;rgulas e mesmo a grafia mais brasileira do que portuguesa de certos voc&aacute;bulos. Avelino de Almeida fez-se acompanhar pelo fot&oacute;grafo Judah Ruah, que durante o chamado &laquo;Milagre do Sol&raquo; se focou apenas nas pessoas que olhavam o c&eacute;u. Da&iacute; n&atilde;o existirem fotografias do Sol. Apresentamos aqui apenas o excerto relativo ao local e hora do chamado &quot;milagre do Sol&quot;.
&nbsp;
Ourem, 13 de Outubro
[&hellip;] O ponto da charneca de Fatima, onde se disse que a Virgem aparecera aos pastorinhos do lugarejo de Aljustrel, &eacute; dominado numa enorme extens&atilde;o pela estrada que corre para Leiria, e ao longo da qual se postaram os ve&iacute;culos que l&aacute; conduziram os peregrinos e os mirones. Mais de cem automoveis alguem contou e ma&iacute;s de cem bicicletas, e seria imposs&iacute;vel contar os diversos carros que atravancam a estrada, um deles o auto-omnibus de Torres Novas, dentro do qual se irmanavam pessoas de todas as condi&ccedil;&otilde;es sociais.
Mas o grosso dos romeiros, milhares de criaturas, que foram de muitas legoas ao redor e a que se juntaram fieis idos de varias prov&iacute;ncias, alentejanos e algarvios, minhotos e beir&otilde;es, congregam-se em torno da pequenina azinheira que, no dizer dos pastorinhos, a vis&atilde;o escolhera para seu pedestal e que podia considerar-se como que o centro de um amplo circulo em cujo rebordo outros espectadores e outros devotos se acomodam. Visto da estrada, o conjunto &eacute; simplesmente fantastico. Os prudentes camponios, abarrancados sob os chapeus enormes, acompanham, muitos d&#39;eles, o desbaste dos parcos farneis com o conduto espiritual dos hinos sacros e das dezenas do rosario. N&atilde;o ha quem tema enterrar os p&eacute;s na argila empapada para ter a dita de ver de perto a azinheira sobre a qual ergueram um tosco portico em que bamboleiam duas lanternas... Alternam-se os grupos que cantam os louvores da Virgem, e uma lebre espavorida que galga matagal em f&oacute;ra, apenas desvia as aten&ccedil;&otilde;es de meia duzia de zagaletes que a alcan&ccedil;am e a prostram &aacute; cacetada...
E os pastorinhos? Lucia, de 10 anos, a vidente, e os seus pequenos companheiros, Francisco, de 9, e Jacinta, de 7, ainda n&atilde;o chegaram. A sua presen&ccedil;a assinala-se talvez meia hora antes da indicada como sendo a da apari&ccedil;&atilde;o. Conduzem as rapariguinhas, coroadas de capelas de fl&ocirc;res, ao sitio em que se levanta o portico. A chuva cae incessantemente mas ninguem desespera. Carros com retardatarios chegam &aacute; estrada. Grupos de fieis ajoelham na lama e a Lucia pede-lhes, ordena que fechem os chapeus. Transmite-se a ordem, que &eacute; obedecida de pronto, sem a minima relutancia. Ha gente, muita gente, como que em extase; gente comovida, em cujos l&aacute;bios secos a prece paralisou; gente pasmada, com as m&atilde;os postas e os olhos borbulhantes; gente que parece sentir, tocar o sobrenatural... A crian&ccedil;a afirma que a Senhora lhe falou mais uma vez, e o ceu, ainda caliginoso, come&ccedil;a, de subito, a clarear no alto; a chuva p&aacute;ra e presente-se que o sol vai inundar de luz a paisagem que a manh&atilde; invernosa tornou ainda mais triste...
A hora antiga &eacute; a que regula para esta multid&atilde;o, que calculos desapaixonados de pessoas cultas e de todo o ponto alheias &aacute;s influencias m&iacute;sticas computam em trinta ou quarenta mil creaturas... A manifesta&ccedil;&atilde;o miraculosa, o sinal vis&iacute;vel anunciado est&aacute; prestes a produzir-se &ndash; asseguram muitos romeiros... E assiste-se ent&atilde;o a um espectaculo unico e inacreditavel para quem n&atilde;o foi testemunha d&#39;ele. Do cimo da estrada, onde se aglomeram os carros e se conservam muitas centenas de pessoas, a quem escasseou valor para se meter &aacute; terra barrenta, v&ecirc;-se toda a imensa multid&atilde;o voltar-se para o sol, que se mostra liberto de nuvens, no zenit. O astro lembra uma placa de prata fosca e &eacute; poss&iacute;vel fitar-lhe o disco sem o minimo esfor&ccedil;o. N&atilde;o queima, n&atilde;o cega. Dir-se-hia estar-se realizando um eclipse. Mas eis que um alarido colossal se levanta e aos espectadores que se encontram mais perto se ouve gritar:
&ndash; Milagre, milagre! Maravilha, maravilha!
Aos olhos deslumbrados d&#39;aquele povo, cuja atitude nos transporta aos tempos b&iacute;blicos e que, palido de assombro, com a cabe&ccedil;a descoberta, encara o azul, o sol tremeu, o sol teve nunca vistos movimentos bruscos f&oacute;ra de todas as leis cosmicas &ndash; o sol &laquo;bailou&raquo;, segundo a tipica express&atilde;o dos camponezes... Empoleirado nos estribos do auto-omnibus de Torres Novas, um anci&atilde;o cuja estatura e cuja fisionomia, ao mesmo tempo doce e energica, lembram as de Paul D&eacute;roul&egrave;de, recita, voltado para o sol, em voz clamorosa, de principio a fim, o Credo. Pergunto quem &eacute; e dizem-me ser o sr. Jo&atilde;o Maria Amado de Mello Ramalho da Cunha Vasconcellos. Vejo-o depois dirigir-se aos que o rodeiam e que se conservaram de chapeu na cabe&ccedil;a, suplicando-lhes, veementemente, que se descubram em face de t&atilde;o extraordinaria demonstra&ccedil;&atilde;o da existencia de Deus. Cenas identicas repetem-se n&#39;outros pontos e uma senhora clama, banhada em aflitivo pranto e quasi n&#39;uma sufocac&atilde;o:
&ndash; Que lastima! Ainda ha homens que se n&atilde;o descobrem deante de t&atilde;o estupendo milagre!
E, a seguir, perguntam uns aos outros se viram e o que viram. O maior numero confessa que viu a tremura, o bailado do sol; outros, porem, declaram ter visto o rosto risonho da propria Virgem, juram que o sol girou sobre si mesmo como uma roda de fogo de artificio, que ele baixou quasi a ponto de queimar a terra com os seus raios... Ha quem diga que o viu mudar sucessivamente de c&ocirc;r...
&nbsp;

*



S&atilde;o perto de quinze horas.
O ceu est&aacute; varrido de nuvens e o sol segue o seu curso com o esplendor habitual que ninguem se atreve a encarar de frente. E os pastorinhos? Lucia, a que fala com a Virgem, anuncia, com ademanes teatraes, ao colo de um homem, que a transporta de grupo em grupo, que a guerra termin&aacute;ra e que os nossos soldados iam regressar... Semelhante nova, todavia, n&atilde;o aumenta o jubilo de quem a escuta. O sinal celeste foi tudo. Ha uma intensa curiosidade em v&ecirc;r as rapariguinhas com suas grinaldas de rosas, ha quem procure oscular as m&atilde;os das &laquo;santinhas&raquo;, uma das quais, a Jacinta, est&aacute; mais para desmaiar do que para dan&ccedil;as, mas aquilo por que todos anciavam &ndash; o sinal do ceu &ndash; bastou, a satisfazel-os, a radical-os na sua f&eacute; de carvoeiro. Vendedores ambulantes oferecem os retratos das crian&ccedil;as em bilhetes postaes e em outros bilhetes que representam um soldado do Corpo Expedicionario Portuguez &laquo;pensando no auxilio da sua protetora para salva&ccedil;&atilde;o da Patria&raquo; e at&eacute; uma imagem da Virgem como sendo a figura da vis&atilde;o... Bom negocio foi esse decerto, mais centavos entraram na algibeira dos vendedores e no tronco das esmolas para os pastorinhos do que nas m&atilde;os estendidas e abertas dos leprosos e dos cegos que, acotovelando-se com os romeiros, atiravam aos ares seus gritos lancinantes...
O dispersar faz-se rapidamente, sem dificuldades, sem sombra de desordem, sem que fosse mister que o regulasse qualquer patrulha de guarda. Os peregrinos que mais depressa se retiram, correndo estrada f&oacute;ra, s&atilde;o os que primeiro chegaram, a p&eacute; e descal&ccedil;os com os sapatos &aacute; cabe&ccedil;a ou dependurados nos varapaus. V&atilde;o, com a alma em lausperene, levar a boa nova ao logarejos que n&atilde;o se despovoaram de todo. E os padres? Alguns compareceram no local, sorridentes, enfileirando mais com os espectadores curiosos do que com os romeiros avidos de favores celestiaes. Talvez um ou outro n&atilde;o lograsse dissimular a satisfa&ccedil;&atilde;o que no semblante dos triunfadores tantas vezes se traduz... Resta que os competentes digam de sua justi&ccedil;a sobre o macabro bailado do sol que hoje, em Fatima, fez explodir hossanas dos peitos dos fieis e deixou naturalmente impressionados &ndash; ao que me asseguram sujeitos fidedignos &ndash; os livres pensadores e outras pessoas sem preocupa&ccedil;&otilde;es de natureza religiosa que acorreram &aacute; j&aacute; agora celebrada charneca.

AVELINO DE ALMEIDA
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<pubDate>Tue, 09 May 2017 11:30:00 +0100</pubDate>
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<title>Santuário apresenta imagens oficiais dos pastorinhos</title>
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<description><![CDATA[O Santu&aacute;rio de F&aacute;tima apresentou hoje as imagens oficiais dos pastorinhos Jacinta e Francisco, que ser&atilde;o canonizados pelo Papa Francisco no pr&oacute;ximo dia 13 de maio.


Da autoria da pintora leiriense S&iacute;lvia Patr&iacute;cio, as imagens n&atilde;o s&atilde;o uma representa&ccedil;&atilde;o pura das fotografias utilizadas na beatifica&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos, segundo explicou o Pe. Carlos Cabecinhas, reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima. &laquo;As imagens pretendem transmitir tra&ccedil;os da santidade dos pastorinhos. Quer&iacute;amos que as imagens fossem capazes de transmitir as atitudes deles e a rela&ccedil;&atilde;o com Deus que os dois futuros santos viveram, da&iacute; a necessidade de fazermos imagens oficiais que destacassem os tra&ccedil;os de santidade da Jacinta e do Francisco&raquo;, explicou.
&nbsp;
As imagens v&atilde;o ser colocadas na fachada da Bas&iacute;lica de Nossa Senhora do Ros&aacute;rio de F&aacute;tima, &agrave; semelhan&ccedil;a do que aconteceu com as imagens da beatifica&ccedil;&atilde;o, em 2000. &laquo;A coloca&ccedil;&atilde;o na fachada da bas&iacute;lica vai permitir que todos os peregrinos vejam, de todo o recinto, as imagens dos dois novos santos&raquo;, afirmou o Pe. Cabecinhas.
&nbsp;
Tamb&eacute;m presente na apresenta&ccedil;&atilde;o, a Ir. &Acirc;ngela Coelho, postuladora da causa da canoniza&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos, disse aos jornalistas que &laquo;quis que os retratos n&atilde;o se afastassem da ef&iacute;gie que o povo de Deus reconhece&raquo;, e que essa foi a raz&atilde;o pela qual a pintora se baseou na famosa fotografia tirada em Aljustrel poucos dias antes do 13 de outubro de 1917.
&nbsp;
A postuladora explicou que a simbologia colocada nos quadros pretendia descrever a rela&ccedil;&atilde;o destas figuras com a hist&oacute;ria. Desde logo, destacou o ter&ccedil;o e a candeia, que pertencia aos videntes. &laquo;A candeia torna-se express&atilde;o da frase de S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II que disse que os pastorinhos eram &ldquo;candeias que Deus acendeu&rdquo;. Depois, cada uma delas reflete a rela&ccedil;&atilde;o especial que cada um tinha com os astros. A Jacinta gostava mais da &ldquo;candeia&rdquo; de Nossa Senhora, a Lua; Francisco mostrava especial predile&ccedil;&atilde;o pela &ldquo;candeia&rdquo; de Nosso Senhor, o Sol&raquo;, disse a religiosa portuguesa.

&nbsp;
A aur&eacute;ola &eacute; um dos objetos mais simb&oacute;licos das imagens. A pintora S&iacute;lvia Patr&iacute;cio, que falou do &laquo;grande desafio&raquo; que foi esta obra, explicou que a prioridade era &laquo;a personalidade dos pastorinhos&raquo;. &laquo;Queria que eles estivessem em destaque, n&atilde;o os s&iacute;mbolos&raquo;. O maior desafio da pintora foi &laquo;que o olhar refletisse aquilo por que eles passaram&raquo;. &laquo;Quero que as pessoas sintam algo quando olharem para os seus olhos, que comunicassem uma mensagem para cada um&raquo;, afirmou a pintora.
&nbsp;
Os quadros foram pintados em tela sobre madeira com tinta a &oacute;leo e acr&iacute;lico. S&iacute;lvia Patr&iacute;cio explicou que a cabe&ccedil;a da Jacinta foi aprovada a 13 de mar&ccedil;o, mas que n&atilde;o tem no&ccedil;&atilde;o de quanto tempo demorou a executar a obra.
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As telas que ser&atilde;o colocadas na fachada medem 11 metros por 3 de largura e dever&atilde;o ficar at&eacute; ao 13 de outubro, segundo explicou o reitor. &laquo;As telas ser&atilde;o um elemento provis&oacute;rio, mas ficar&atilde;o pelo menos at&eacute; outubro para recordar este acontecimento feliz da canoniza&ccedil;&atilde;o dos dois mais novos santos n&atilde;o m&aacute;rtires&raquo; da igreja, disse aos jornalistas.
&nbsp;
A disposi&ccedil;&atilde;o das telas n&atilde;o ser&aacute; a mesma da foto original, revelou a Ir. &Acirc;ngela Coelho. &laquo;A Jacinta foi colocada em primeiro lugar porque foi ela a primeira anunciadora das Apari&ccedil;&otilde;es&raquo;, disse. Para al&eacute;m das telas a colocar na Bas&iacute;lica, foi tamb&eacute;m produzida uma pagela que junta os dois quadros numa s&oacute; imagem, pagela essa que ser&aacute; distribu&iacute;da a todos os presentes no dia 13 de maio.

&nbsp;
Texto e fotos: RIcardo Perna
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Mon, 08 May 2017 17:38:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa assume-se «bispo vestido de branco»</title>
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<description><![CDATA[O Vaticano tornou p&uacute;blico o ritual que o Papa Francisco seguir&aacute; na peregrina&ccedil;&atilde;o a F&aacute;tima. Falando sempre em portugu&ecirc;s, o Papa assume-se como &laquo;bispo vestido de branco&raquo;, usando a express&atilde;o que a Ir. L&uacute;cia atribuiu a Nossa Senhora.



&Agrave; chegada, no dia 12, Francisco rezar&aacute; na Capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es. O Papa come&ccedil;a dizendo: &laquo;Salve Rainha, bem-aventurada Virgem de F&aacute;tima, Senhora do Cora&ccedil;&atilde;o Imaculado, qual ref&uacute;gio e caminho que conduz at&eacute; Deus!&raquo; Francisco diz-se &laquo;Peregrino da Luz&raquo;, peregrino da Paz&raquo; e &laquo;peregrino da esperan&ccedil;a&raquo; e pede: &laquo;quero-me profeta e mensageiro para a todos lavar os p&eacute;s, na mesma mesa que nos une&raquo;.

O documento divulgado pelo Vaticano inclui tamb&eacute;m a ora&ccedil;&atilde;o do ros&aacute;rio, em que o Papa participar&aacute; no dia 12 &agrave; noite, e a Missa com o rito de canoniza&ccedil;&atilde;o dos beatos Francisco Marto e Jacinta Marto.

Esta parte da canoniza&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a com o bispo de Leiria-F&aacute;tima, acompanhado pela Postuladora a pedir a canoniza&ccedil;&atilde;o: &laquo;Santo Padre, pede a Santa Madre Igreja que Vossa Santidade inscreva os Beatos Francisco Marto e Jacinta Marto no Cat&aacute;logo dos Santos e, como tais, sejam invocados por todos os crist&atilde;os.&raquo;

De seguida, o bispo apresenta uma biografia dos dois pastorinhos. Segue-se a litania dos santos. A f&oacute;rmula da canoniza&ccedil;&atilde;o formaliza o ato:


&laquo;Em honra da Sant&iacute;ssima Trindade, para exalta&ccedil;&atilde;o da f&eacute; cat&oacute;lica e incremento da vida crist&atilde;, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Ap&oacute;stolos Pedro e Paulo e Nossa, depois de termos longamente refletido, implorado v&aacute;rias vezes o aux&iacute;lio divino e ouvido o parecer de muitos Irm&atilde;os nossos no Episcopado, declaramos e definimos como Santos os Beatos Francisco Marto e Jacinta Marto e inscrevemo-los no Cat&aacute;logo dos Santos, estabelecendo que, em toda a Igreja, sejam devotamente honrados entre os Santos. Em nome do Pai e do Filho e do Esp&iacute;rito Santo.&raquo;




Segue-se a incensa&ccedil;&atilde;o das rel&iacute;quias que foram levadas no in&iacute;cio da celebra&ccedil;&atilde;o ao altar pela Postuladora da Causa, Ir. &Acirc;ngela Coelho, e Pedro Valinho, assessor da Postula&ccedil;&atilde;o.

Esta segunda-feira, o Papa Francisco recebeu uma delega&ccedil;&atilde;o do Pont&iacute;ficio Col&eacute;gio Portugu&ecirc;s de Roma. No discurso, Francisco disse que &laquo;o encontro [dos pastorinhos] com a Virgem foi para eles uma experi&ecirc;ncia de gra&ccedil;a que os fez enamorar-se de jesus. Como muito boa e terna mestra, Maria introduz os pequenos videntes no conhecimento &iacute;ntimo do amor trinit&aacute;rio e consegue que eles saboreiem Deus como a realidade mais bela da exist&ecirc;ncia humana&raquo;.

&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Mon, 08 May 2017 12:20:00 +0100</pubDate>
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<title>Que é o segredo de Fátima?</title>
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<description><![CDATA[As apari&ccedil;&otilde;es de Nossa Senhora em F&aacute;tima, no ano de 1917, aos tr&ecirc;s pastorinhos Francisco, Jacinta e L&uacute;cia suscitaram, &agrave; &eacute;poca, grandes multid&otilde;es a acorrer ao local. A &laquo;Senhora mais branca do que o Sol&raquo; revelou aos pastorinhos um segredo, dividido em tr&ecirc;s partes. Sabemos quanta import&acirc;ncia tem um segredo nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais. Imaginemos quanta import&acirc;ncia ter&aacute; se esse segredo tiver uma abrang&ecirc;ncia global, como foi o caso do de F&aacute;tima. Por&eacute;m, se atentarmos &agrave; hist&oacute;ria da Mariologia no s&eacute;culo XX, conseguimos ver que o &laquo;fen&oacute;meno F&aacute;tima&raquo; s&oacute; ganha grande import&acirc;ncia com S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II, quando v&ecirc; retratada nele pr&oacute;prio uma parte do segredo de F&aacute;tima.



No livro Segredo de F&aacute;tima, Stefano de Fiores, professor de Mariologia na Pontif&iacute;cia Universidade Gregoriana e na Pontif&iacute;cia Faculdade Teol&oacute;gica Marianum, defende que a revela&ccedil;&atilde;o do segredo de F&aacute;tima aos pastorinhos ocorreu no dia 13 de julho de 1917, sendo composto de tr&ecirc;s partes: a primeira parte do segredo cont&eacute;m a vis&atilde;o do inferno.
&nbsp;
1.&ordf; parte: vis&atilde;o do inferno


&laquo;Vistes o inferno &ndash; explicou Maria Sant&iacute;ssima aos pastorinhos &ndash; para onde v&atilde;o as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devo&ccedil;&atilde;o a Meu Cora&ccedil;&atilde;o Imaculado. Se fizerem o que eu vos disser, salvar-se-&atilde;o muitas almas e ter&atilde;o paz.&raquo;


Por estas palavras percebemos que Deus e Nossa Senhora est&atilde;o interessados na salva&ccedil;&atilde;o dos homens mediante a devo&ccedil;&atilde;o ao Imaculado Cora&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
2.&ordf; parte do segredo: consagra&ccedil;&atilde;o da R&uacute;ssia
Na segunda parte do segredo, o assunto torna-se mais hist&oacute;rico e pol&iacute;tico. Nossa Senhora prev&ecirc; fome, guerra, as persegui&ccedil;&otilde;es &agrave; Igreja e ao Papa. Fala da R&uacute;ssia dizendo que &laquo;espalhar&aacute; os seus erros pelo mundo&raquo; e aniquilar&aacute; &laquo;muitas na&ccedil;&otilde;es&raquo;. Para que isto n&atilde;o aconte&ccedil;a, Nossa Senhora afirma que: &laquo;O Santo Padre consagrar-me-&aacute; a R&uacute;ssia, que se converter&aacute;, e ser&aacute; concedido ao mundo algum tempo de paz.&raquo; Por conseguinte, com alguns adiamentos, a consagra&ccedil;&atilde;o da R&uacute;ssia pedida por Nossa Senhora s&oacute; aconteceu por meio de S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II, em 25 de mar&ccedil;o de 1984.
&nbsp;
3.&ordf; parte: o futuro apocal&iacute;ptico
A terceira parte do segredo &eacute; aquela que oferece mais dif&iacute;cil interpreta&ccedil;&atilde;o. Ela pode distinguir-se em duas cenas: o anjo vingador e a mulher luminosa; e o sangue dos m&aacute;rtires. Nesta segunda cena &eacute; apresentada uma cidade em ru&iacute;nas, uma estrada semeada de cad&aacute;veres e uma montanha escarpada encimada por uma grande cruz. L&aacute; em cima s&atilde;o assassinados o bispo vestido de branco e outros bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas, homens e mulheres leigos. Debaixo da cruz dois anjos regam as almas com o sangue dos m&aacute;rtires. O bispo vestido de branco &eacute; tido como sendo o Papa Jo&atilde;o Paulo II que sofreu um atentado em 13 de maio de 1981. &Eacute; verdade que o Papa n&atilde;o morreu com os tiros, e ele pr&oacute;prio explica isso pela interven&ccedil;&atilde;o de Maria que neutralizou as balas intencionalmente mortais. Este atentado ao Papa Jo&atilde;o Paulo II originou uma reviravolta na Mariologia em rela&ccedil;&atilde;o a F&aacute;tima.
&nbsp;
O segredo &eacute; passado?
O que Nossa Senhora revelou aos pastorinhos &eacute; relevante hoje, porque o que ela lhes disse teve repercuss&otilde;es hist&oacute;ricas quer antes quer durante e quer depois da apari&ccedil;&atilde;o. Segundo Stefano de Fiores na obra citada anteriormente, para a Irm&atilde; L&uacute;cia, vidente de F&aacute;tima, n&atilde;o h&aacute; d&uacute;vidas de que &laquo;a alma da mensagem de F&aacute;tima est&aacute; na venera&ccedil;&atilde;o do Imaculado Cora&ccedil;&atilde;o de Maria&raquo; O que Deus quis transmitir por meio de Maria tem como finalidade a salva&ccedil;&atilde;o do homem. O Papa Jo&atilde;o Paulo II dizia, em 15 de maio de 1991:


&laquo;O chamamento &agrave; convers&atilde;o, &agrave; penit&ecirc;ncia e &agrave; ora&ccedil;&atilde;o &eacute; uma verdade fundamental do Evagnelho. Confirma-o a Igreja. Por isso, a mensagem de F&aacute;tima tem a sua aprova&ccedil;&atilde;o. &Agrave; volta deste facto desenvolveu-se, no nosso s&eacute;culo, a experi&ecirc;ncia de F&aacute;tima a partir da Igreja, ligada a uma particular enterga ao Cora&ccedil;&atilde;o da M&atilde;e do Redentor.&raquo;


Texto: Alexandre Jardim
Fotografias: Ricardo Perna
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]]></description>
<pubDate>Mon, 08 May 2017 11:30:00 +0100</pubDate>
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<title>Viver o tempo dos filhos</title>
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<description><![CDATA[Hoje falamos de m&atilde;es! E de filhos! De atividades exigentes e de disponibilidade! De amor e dedica&ccedil;&atilde;o! Nada disto &eacute; um exclusivo das m&atilde;es, mas hoje o dia delas: m&atilde;es que se desdobram, e ao seu tempo, com o objetivo de criar pessoas completas. A palavra de ordem &eacute; abdicar, conjugada no verbo amar.
&nbsp;
Levar, trazer, esperar, assistir a provas, a concertos, a torneios, a jogos. Viver uma agenda que n&atilde;o &eacute; a sua. Por vezes, fazer tudo isto em dobro. Fazer do tempo dos filhos o seu, at&eacute; que o tempo lhes devolva as suas horas. Sem arrependimentos.
Maria Jos&eacute; Peres &eacute; m&atilde;e de duas meninas, atletas e escuteiras. N&atilde;o &eacute; exclusivamente sua a tarefa de acompanhar as filhas, mas acaba por faz&ecirc;-lo com maior regularidade. Atualmente as filhas praticam basquete, mas j&aacute; passaram pela patinagem, nata&ccedil;&atilde;o, gin&aacute;stica, entre outras. T&ecirc;m idades diferentes e est&atilde;o em escal&otilde;es diferentes, com treinos, que duram 1h30m em hor&aacute;rios distintos. J&aacute; era assim nos outros desportos, como na patinagem, em que os treinos tinham a mesma dura&ccedil;&atilde;o e eram um depois do outro. Maria Jos&eacute; costumava levar trabalho com ela, para as cerca de 3 horas em que ficava &agrave; espera das filhas.
Desde que as filhas optaram pelo basquete, consegue conjugar o treino de uma delas com a sua pr&oacute;pria atividade, de treinadora desta modalidade. Mais exigente &eacute; o facto de o basquete ter a vertente de competi&ccedil;&atilde;o, com jogos e torneios aos fins de semana. E faltam ainda as atividades dos escuteiros. &laquo;&Eacute; claro que isto absorve-nos muito e tanto eu como o meu marido, temos que nos desfazer para tentar conciliar as atividades&raquo;, explica, mas sem peso negativo.
&nbsp;
Abdicar para formar

&laquo;Mais do que um sacrif&iacute;cio, &eacute; um prazer, porque estamos a proporcionar-lhes experi&ecirc;ncias ricas, que ficam para a vida.&raquo; Esta m&atilde;e e o marido acreditam que o desporto, particularmente o basquete, e os escuteiros &laquo;s&atilde;o duas atividades fundamentais para combater esta in&eacute;rcia e esta desvaloriza&ccedil;&atilde;o das coisas.&raquo; Por isso, &laquo;faz das tripas cora&ccedil;&atilde;o&raquo; para o que for preciso fazer, porque acredita que este esfor&ccedil;o contribui para os valores que quer incutir &agrave;s filhas. &laquo;O desporto coletivo, na minha opini&atilde;o, desenvolve nos mi&uacute;dos o esp&iacute;rito de grupo, a camaradagem, mas desenvolve acima de tudo, conceitos como a responsabilidade, a assiduidade, a organiza&ccedil;&atilde;o do tempo. Porque no desporto n&oacute;s temos hor&aacute;rios a cumprir, podemos inclusive perder o jogo se n&atilde;o cumprirmos determinado hor&aacute;rio&raquo;, esclarece. Por isso, embora a situa&ccedil;&atilde;o seja exigente e se veja atualmente na fase de motorista, Maria Jos&eacute; afirma que o que sente &eacute; um cansa&ccedil;o &laquo;agrad&aacute;vel&raquo; este de &laquo;ver as filhas crescerem&raquo;. Porque ser m&atilde;e foi uma escolha sua e implica sempre abdicar de alguma coisa. Todas as m&atilde;es abdicam. &laquo;Ser m&atilde;e &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o de vida. Deixa-se de fazer muita coisa, agora l&aacute; est&aacute;, n&atilde;o &eacute; certamente com arrependimento. Deixa-se de fazer muita coisa por ser m&atilde;e, n&atilde;o &eacute; [s&oacute;] por ser m&atilde;e de um desportista.&raquo;
&nbsp;
As exig&ecirc;ncias
&nbsp;
Contudo, o desporto, como outras atividades de competi&ccedil;&atilde;o ou exibi&ccedil;&atilde;o, traz uma exig&ecirc;ncia acrescida, a da aus&ecirc;ncia. &laquo;H&aacute; festas de anos, h&aacute; casamentos em que v&atilde;o todos menos a atleta, porque tem jogo, ou a atleta sai mais cedo ou tem que vir mais tarde. E a fam&iacute;lia tem que perceber que isso faz parte do pacote. N&atilde;o se pode pedir a um atleta que d&ecirc; o m&aacute;ximo nos treinos, que seja ex&iacute;mio e que lute por um lugar na equipa se depois no jogo o privam de ir jogar. &Eacute; que se ele investe a semana toda, a maneira de ser recompensado, &eacute; jogar. E se ele por si s&oacute;, est&aacute; a negar esse jogo, ent&atilde;o vai questionar-se: &ldquo;ent&atilde;o para que &eacute; que eu vou treinar? Para que &eacute; que eu estou a lutar?&rdquo; E vai deixar de querer ser cada vez melhor. E vai deixar de ser persistente, perseverante, ass&iacute;duo, pontual. Vai desleixar-se na constru&ccedil;&atilde;o dos valores&raquo;, alerta.
&nbsp;
A consci&ecirc;ncia

Rita, filha desta treinadora, tem 12 anos, e escolheu o basquete no in&iacute;cio deste ano letivo. Queria conhecer pessoas novas e aprender com os outros e teve de refinar as suas capacidades de organiza&ccedil;&atilde;o. Embora at&eacute; agora n&atilde;o tenha sido muito complicado gerir o tempo, esta atleta reconhece que este &eacute; um desporto mais exigente. Para al&eacute;m dos treinos, que &laquo;ocupam um bocado de tempo &agrave; minha semana&raquo;, &laquo;os jogos ocupam normalmente quase uma manh&atilde; inteira de domingo ou uma tarde inteira de s&aacute;bado&raquo;, o que faz com que &laquo;mais na &eacute;poca de testes, costuma ficar um bocado mais apertado, porque com escuteiros e basquete fica-se sem tempo para estudar.&raquo;
Rita tem no&ccedil;&atilde;o que este acompanhamento implica que a m&atilde;e, e tamb&eacute;m o pai, tenham de abdicar das suas coisas, embora nem sempre pense nisso. &laquo;Normalmente quando quero muito ir a uma coisa, penso apenas que era o que eu queria. N&atilde;o costumo pensar que se calhar a eles n&atilde;o lhes dava tanto jeito, mas sim, tenho consci&ecirc;ncia que para eu fazer as minhas coisas eles t&ecirc;m de deixar de fazer as deles.&raquo; E &eacute; por isso que nos diz que valoriza o acompanhamento que lhe d&atilde;o.
&nbsp;
Presen&ccedil;a e mem&oacute;rias

&Eacute; isto que Ana Penteado tamb&eacute;m espera que as duas filhas, de 8 e 6 anos, levem da inf&acirc;ncia para a idade adulta, esta certeza da presen&ccedil;a e do acompanhamento dos pais, que lhes permita &laquo;uma inf&acirc;ncia preenchida e completa no &acirc;mbito familiar&hellip; o ser capaz de criar a imagem de uma fam&iacute;lia presente, de uma fam&iacute;lia interessada e focada na atividade delas.&raquo; Esse ser&aacute; o seu sentimento de miss&atilde;o cumprida.
A agenda de Ana e do marido Eduardo est&aacute; constru&iacute;da em fun&ccedil;&atilde;o das atividades das filhas e reparte-se, para al&eacute;m da escola, em ingl&ecirc;s, nata&ccedil;&atilde;o, escuteiros, uma vez por semana e aulas de m&uacute;sica do Conservat&oacute;rio, tr&ecirc;s vezes por semana, com a dura&ccedil;&atilde;o de cerca de 2h30. Para al&eacute;m dos trabalhos de casa de ingl&ecirc;s, dos acampamentos, das atividades extra dos escuteiros, do estudo di&aacute;rio necess&aacute;rio do instrumento e dos concertos.
&nbsp;
Gerir o tempo

Embora ambos os pais sejam igualmente presentes, cabe a Ana a grande fatia desta gest&atilde;o di&aacute;ria. &laquo;Em termos de hor&aacute;rios de trabalho obriga-me a ser muito mais eficiente durante o dia, porque sei que aquela hora tenho obrigatoriamente que sair. N&atilde;o h&aacute; gin&aacute;sio, n&atilde;o h&aacute; assim sa&iacute;das. A vida est&aacute; de tal forma orientada para elas que tudo o que seja para al&eacute;m, n&atilde;o &eacute; que seja inexistente, mas &eacute; muito mais limitado, e quando existe, se calhar usufruo muito mais e tamb&eacute;m estou muito mais focada nessas coisas. As sa&iacute;das com os amigos, acabamos por j&aacute; ter amigos em comum das atividades em que elas est&atilde;o. Vamos criando amizades dessas atividades.&raquo;
Mas, mais uma vez, a m&atilde;e diz que o faz sem peso negativo. &laquo;Elas tamb&eacute;m h&atilde;o de crescer, h&atilde;o de ter os seus pr&oacute;prios interesses e eu depois tamb&eacute;m voltarei a ter mais tempo para mim. N&atilde;o vejo isso como uma coisa negativa, fa&ccedil;o com imenso gosto e acho que faz todo o sentido no percurso de uma fam&iacute;lia e no percurso de educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as. E tenho gosto de poder participar com elas e de estar com elas. Abdico de outras coisas, mas abdico com imenso prazer.&raquo;
&nbsp;
Viver o tempo

Esta m&atilde;e decidiu, inclusivamente, usar parte do tempo que ainda tem como seu para aprender m&uacute;sica e conseguir, assim, acompanhar as filhas no seu estudo di&aacute;rio de instrumento. &laquo;Eu sempre quis aprender piano, nunca tive aulas de m&uacute;sica. Inscrevi-me j&aacute; h&aacute; 3 anos, quando a Madalena come&ccedil;ou as aulas de piano. E foi muito gira a din&acirc;mica, porque eu estava a um n&iacute;vel t&atilde;o b&aacute;sico como elas; elas acharam gra&ccedil;a &agrave; mam&atilde; tamb&eacute;m estar na posi&ccedil;&atilde;o de aluna. Ajuda muito tamb&eacute;m na din&acirc;mica de estudo em casa, porque quando nos sentamos a estudar eu toco as minhas pautas, elas t&ecirc;m as suas pautas. E s&atilde;o coisas que para elas t&ecirc;m imensa gra&ccedil;a, motiva-as, para mim d&atilde;o-me bastante gozo e permite-nos ter tamb&eacute;m uma rotina em fam&iacute;lia, n&atilde;o estar cada um para seu lado nas suas coisas.&raquo;
&nbsp;
Ensinar a valorizar

Ana d&aacute; o seu tempo sem arrependimentos, mas tenta que as filhas percebam e valorizem esta realidade que vivem. &laquo;Eu tamb&eacute;m fa&ccedil;o alguma quest&atilde;o de lhes dizer: ok, a mam&atilde; est&aacute; aqui, mas eu para estar aqui tive que sair mais cedo do trabalho, por isso, quando voc&ecirc;s se deitarem eu tenho que ir trabalhar. Agora est&aacute;s tu a fazer o trabalho de casa e eu tamb&eacute;m estou a trabalhar&hellip;para perceberem que o tempo da m&atilde;e n&atilde;o &eacute; ilimitado&hellip; que t&ecirc;m que valorizar o tempo que estamos com elas e perceber que estou a abdicar de outras coisas para elas, e fa&ccedil;o-o com gosto, mas que existe outro mundo para al&eacute;m delas.&raquo;
&nbsp;
Ver para al&eacute;m de
&nbsp;
Este estar, este acompanhar, vai ser o que vai permitir &agrave;s filhas crescer com mem&oacute;rias habitadas pelos pais. E todas estas atividades e este abdicar de si t&ecirc;m um prop&oacute;sito importante para Ana e o marido. &laquo;Aquilo que tentamos dar s&atilde;o todas as ferramentas poss&iacute;veis para elas mais tarde serem aut&oacute;nomas, sabendo que tem uma rede por baixo e essa rede ser&aacute; a fam&iacute;lia. Incentivamos muito a iniciativa e a capacidade de aprenderem a trabalhar em equipa, aprender a trabalhar para um bem comum&raquo; e que muitas vezes &laquo;s&atilde;o coisas que as vezes n&atilde;o se conseguem ensinar apenas no seio familiar&raquo;, conclui esta m&atilde;e. Mas &eacute; nele que tudo come&ccedil;a.

&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Texto:&nbsp;Rita Bruno
Fotos:&nbsp;Rita Bruno, Freeimages
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<pubDate>Sun, 07 May 2017 16:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa Francisco: filho querido de Maria</title>
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<description><![CDATA[Que o Papa Francisco &eacute; devoto de Nossa Senhora &eacute; sabido. Assim que foi eleito Papa foi &agrave; Bas&iacute;lica de Santa Maria Maior. Conta-se que sempre que parte em viagem vai confiar a viagem e levar flores a Nossa Senhora. Durante as viagens h&aacute; visitas ou etapas marianas.



A sua maior devo&ccedil;&atilde;o &eacute; &agrave; Virgem, sobretudo a Nossa Senhora Desatadora dos N&oacute;s, que conheceu durante o tempo em que esteve a estudar na Alemanha.
&nbsp;
&laquo;Portugal &eacute; privilegiado&raquo;
Mas e que rela&ccedil;&atilde;o tem Francisco com Nossa Senhora de F&aacute;tima? Na entrevista &agrave; R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e publicada no livro Conversas em Altos Voos, Francisco afirmou: &laquo;A Virgem &eacute; m&atilde;e, &eacute; muito m&atilde;e, e a sua presen&ccedil;a acompanha o povo de Deus. Por isso, gostaria de ir a Portugal, que &eacute; privilegiado.&raquo; Na altura ainda n&atilde;o se sabia que viria.

&Agrave; pergunta como os fi&eacute;is se podem preparar para seguir os pedidos de Nossa Senhora, o Papa responde: &laquo;O que a Virgem pede sempre &eacute; que rezemos, que cuidemos da fam&iacute;lia e dos mandamentos. N&atilde;o pede coisas estranhas. Pede que rezemos pelos que andam desorientados, pelos que se dizem pecadores &ndash; todos o somos, eu sou o primeiro. Mas a Virgem pede e h&aacute; que se preparar atrav&eacute;s desses pedidos da Virgem, atrav&eacute;s dessas mensagens t&atilde;o maternais, t&atilde;o maternais... e manifestando-se &agrave;s crian&ccedil;as. &Eacute; curioso, ela procura sempre almas muito simples, n&atilde;o &eacute;? Muito simples.&raquo;

Bergoglio e a imagem peregrina
No livro, Papa Francisco e F&aacute;tima conta-se que como bispo de Buenos Aires, Bergoglio acolheu duas vezes a imagem peregrina de Nossa Senhora de F&aacute;tima. A primeira vez foi em 1992. No seu primeiro Angelus, em 17 de mar&ccedil;o, na Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro, contou um epis&oacute;dio sobre miseric&oacute;rdia passado nessa &eacute;poca. &laquo;Lembro-me que tinha sido feito bispo h&aacute; pouco, quando, no ano de 1992, chegou a Buenos Aires a imagem de Nossa Senhora de F&aacute;tima e se organizou uma grande Missa para os doentes. Eu estive a confessar durante aquela Missa. E, quase no fim da Missa, levantei-me porque tinha de ir administrar o Crisma. Veio ter comigo uma mulher idosa, humilde, muito humilde, com mais de oitenta anos. Olhei para ela e disse-lhe: &ldquo;Av&oacute; &ndash; na nossa regi&atilde;o &eacute; costume tratar os idosos assim: por av&oacute; &ndash;, quer confessar-se?&rdquo;
&ldquo;Sim&rdquo;, respondeu-me. &ldquo;Mas&hellip; n&atilde;o tem pecados!&rdquo;
E ela disse-me: &ldquo;Todos temos pecados... Decerto o Senhor n&atilde;o os perdoa...&rdquo;
&ldquo;O Senhor perdoa tudo&rdquo;, retorquiu-me segura.
&ldquo;E como &eacute; que a senhora o sabe?&rdquo;
&ldquo;Se o Senhor n&atilde;o perdoasse tudo, o mundo n&atilde;o existiria.&rdquo; Senti uma vontade enorme de lhe perguntar: &ldquo;Diga-me, senhora! Estudou na [universidade] Gregoriana?&rdquo; Efetivamente, aquela &eacute; a sabedoria que d&aacute; o Esp&iacute;rito Santo: a sabedoria interior rumo &agrave; miseric&oacute;rdia de Deus. N&atilde;o esque&ccedil;amos esta verdade: Deus nunca Se cansa de nos perdoar, nunca!&raquo;


&laquo;Bem-vinda a vossa casa!&raquo;
Em 1998, a imagem peregrina de F&aacute;tima voltou a cruzar-se com Jorge Mario Bergoglio. Em 19 de abril ele e outros membros do clero da arquidiocese de Buenos Aires e da diocese de Avellaneda e muitos fi&eacute;is acolheram a imagem. Houve prociss&atilde;o e depois Eucaristia. O livro cita a homilia proferida pelo atual Papa, muito centrada no acolhimento. &laquo;Sede bem-vinda a vossa casa!&raquo;, foi a express&atilde;o mais repetida. No fim, pediu aos fi&eacute;is que repetissem com ele a seguinte ora&ccedil;&atilde;o:

&laquo;M&atilde;e querida, sede bem-vinda &agrave; vossa casa!
Ensinai-nos que Jesus est&aacute; vivo,
para que O sintamos vivo no meio de n&oacute;s.
Ensinai-nos a linguagem da ternura.
Bem-vinda sejais, &oacute; M&atilde;e!
Olhai para a minha fam&iacute;lia,
v&oacute;s bem sabeis do que tem necessidade.
Olhai para a nossa povoa&ccedil;&atilde;o,
v&oacute;s bem sabeis onde tendes de ir.
Olhai para o meu cora&ccedil;&atilde;o,
v&oacute;s o conheceis melhor do que eu.
Sede bem-vinda!
Ensinai-me que Jesus est&aacute; vivo,
que eu nunca pense
que Ele est&aacute; morto para mim.
&Oacute; M&atilde;e, dai-me for&ccedil;as.
Dai-me ternura para ajudar os outros.
Dai-me a paz do cora&ccedil;&atilde;o.
Sede bem-vinda &agrave; vossa casa! Amen.&raquo;
&nbsp;
Pontificado consagrado a Nossa Senhora de F&aacute;tima
Depois de ser eleito Papa, o pontificado foi consagrado a Nossa Senhora de F&aacute;tima, no Santu&aacute;rio. O momento fez parte da peregrina&ccedil;&atilde;o internacional de 12 e 13 de maio de 2013. O pedido tinha sido feito duas vezes por Francisco a D. Jos&eacute; Policarpo. No mesmo ano, em 13 de outubro, na Jornada Mariana, na Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro, em Roma, o Papa celebrou a Eucaristia com a presen&ccedil;a da Imagem Peregrina de F&aacute;tima, consagrando o seu pontificado e a Igreja novamente a Nossa Senhora.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Sun, 07 May 2017 12:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Nossa Senhora na nossa História - seis alianças</title>
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<description><![CDATA[Enquanto Povo e Cultura, importa mergulhar nas nossas ra&iacute;zes e a&iacute; nos encontramos com a nossa Hist&oacute;ria e com a nossa identidade. Podemos contar a Hist&oacute;ria de Portugal a partir das suas seis Alian&ccedil;as com Nossa Senhora.

Primeira alian&ccedil;a: D. Afonso Henriques e o Mosteiro de Alcoba&ccedil;a.
Tal designa&ccedil;&atilde;o envolvia j&aacute; a ideia da consagra&ccedil;&atilde;o de Portugal a Nossa Senhora pelo rec&eacute;m-nascido Portugal.
D. Afonso Henriques (1109-1185) recebeu com o sangue e bebeu com o leite materno a devo&ccedil;&atilde;o a Nossa Senhora. Um documento proveniente do Mosteiro de Alcoba&ccedil;a faz constar que &laquo;El-Rei D. Afonso Henriques, logo, desde menino, foi posto debaixo do amparo da Bem-Aventurada M&atilde;e de Deus, Senhora nossa, por cuja intercess&atilde;o alcan&ccedil;ou a sa&uacute;de das pernas&raquo;.

Reza, de facto a velha Cr&oacute;nica dos Senhores Reis de Portugal, que D. Afonso Henriques nasceu tolhido das pernas e que esse defeito se reportou humanamente incur&aacute;vel. De facto, &laquo;quando ele tinha cinco anos, apareceu Nossa Senhora a Egas Moniz e ordenou-lhe que fizesse escava&ccedil;&otilde;es em determinado lugar, onde estava soterrada uma imagem sua e uma igreja que outrora tinham come&ccedil;ado a construir em sua honra. Mandou, que orasse ali e colocasse o menino sobre o Altar, prometeu que ele ficaria curado e recomendou que o fizesse guardar cuidadosamente, porque seu Filho que, por ele, destruir os inimigos da f&eacute;&raquo;.

Ainda antes de o rei de Le&atilde;o reconhecer solenemente a D. Afonso Henriques o t&iacute;tulo de rei de Portugal, o nosso monarca consagrou o seu Reino &agrave; Virgem Maria, desde Logo considerada Padroeira de Portugal: &laquo;Desejando agora de ter tamb&eacute;m por advogada diante de Deus a Bem-aventurada Virgem, de consentimento de meus vassalos, os quais por seu esfor&ccedil;o sem ajuda nem socorro estranho me colocaram no trono real, ordeno que eu, meu reino, minha gente, meus sucessores fiquemos debaixo da tutela e prote&ccedil;&atilde;o, defens&atilde;o e amparo da Bem-aventurada Virgem Maria... Portanto, a v&oacute;s Virgem M&atilde;e do meu Senhor Jesus Cristo..., eu, humildemente servo vosso, D. Afonso, rei de Portugal, vos pe&ccedil;o que defendais meu reino dos Mouros, inimigos da Cruz de vosso Filho e conserveis minha coroa livre de sujei&ccedil;&atilde;o estranha e corroboreis no trono real fi&eacute;is servos da minha gera&ccedil;&atilde;o.&raquo; (In Hist&oacute;ria do Culto de Nossa Senhora em Portugal, A. Pimentel)

Os monumentos erigidos no pa&iacute;s, em honra da M&atilde;e de Deus, desde a Independ&ecirc;ncia da Na&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o eco desta consagra&ccedil;&atilde;o:
&ndash; Santa Maria de Alcoba&ccedil;a &eacute; fruto de um voto de D. Afonso Henriques quando planeava a dif&iacute;cil conquista de Santar&eacute;m.
&ndash; Santa Maria de Alc&aacute;&ccedil;ova, edificada em Santar&eacute;m sete anos ap&oacute;s a tomada desta cidade, recorda a fa&ccedil;anha da conquista de Santar&eacute;m, assumindo-se como a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as a Nossa Senhora.
&ndash; Nossa Senhora dos M&aacute;rtires, D. Afonso Henriques eleva um templo em mem&oacute;ria de Nossa Senhora dos M&aacute;rtires, em tributo de gratid&atilde;o &agrave; Virgem Sant&iacute;ssima, pelo aux&iacute;lio prestado no combate travado nas proximidades de Sacav&eacute;m, dias depois do cerco de Lisboa (cf. Duarte Nunes, Cr&oacute;nica d &#39;El Rei Afonso Henriques, A. Pimentel, 14-15, Lisboa, 1899). Dedica&ccedil;&atilde;o da Catedral de Lisboa.
&nbsp;
Segunda Alian&ccedil;a: D. Jo&atilde;o I, D. Nuno &Aacute;lvares Pereira e o Mosteiro da Batalha.
O magn&iacute;fico monumento da Batalha foi constru&iacute;do por D. Jo&atilde;o I (1385-1433), em cumprimento de um voto, que ele pr&oacute;prio havia feito, na manh&atilde; de 14 de agosto de 1385, aquando da famosa batalha que daria a Portugal uma das vit&oacute;rias mais brilhantes da sua Hist&oacute;ria. O monumento foi erigido em louvor de Nossa Senhora da Batalha ou da Vit&oacute;ria.

D. Jo&atilde;o I, com toda a fam&iacute;lia, era devoto da padroeira. A sua promessa, por ocasi&atilde;o da Batalha de Aljubarrota, consistiu em ir a p&eacute;, como peregrino, &agrave; Senhora da Oliveira, em Guimar&atilde;es, e levantar o monumento da batalha. Sabemos que na hora decisiva da famosa batalha, o Mestre de Avis apregoava: &laquo;Em nome de Deus e da Virgem Maria, cujo dia de manh&atilde; &eacute;, sejamos todos fortes!&raquo; Os soldados, no pr&oacute;prio dia do combate, jejuaram em honra de Maria (Vig&iacute;lia da Assun&ccedil;&atilde;o) e mostravam-se alegres e confiantes, em virtude de tudo esperarem da Virgem Santa Maria.


Por todo o Portugal, nomeadamente por todo o povo de Lisboa, enquanto o nosso ex&eacute;rcito se batia em campo de batalha, se cantava, em todas as Igrejas, a &quot;Salve Rainha&quot; e se faziam e prometiam prociss&otilde;es, em honra da carinhosa Padroeira de Portugal.

Com o autor do Santu&aacute;rio Mariano, julga-se, pelo menos poss&iacute;vel, que todas as catedrais de Portugal foram dedicadas, no reinado de D. Jo&atilde;o I, a Nossa Senhora da Assun&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m em mem&oacute;ria da gloriosa vit&oacute;ria de Aljubarrota e pela influ&ecirc;ncia do Condest&aacute;vel D. Nuno &Aacute;lvares Pereira (1360-1431). H&aacute; tamb&eacute;m quem defenda que as catedrais de Portugal foram consagradas, desde o tempo de D. Afonso Henriques, quando dedicava as mesquitas ao rito crist&atilde;o, tratava-as sempre com o t&iacute;tulo de Nossa Senhora da Assun&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
Terceira Alian&ccedil;a: D. Manuel e as Descobertas, Nossa Senhora de Bel&eacute;m e o Mosteiro dos Jer&oacute;nimos.
Os primeiros navios de que conhecemos os nomes pertencem ao reinado de D. Dinis e chamavam-se Nossa Senhora, Santa Maria e Deus de Portugal.
A grandiosa obra dos Jer&oacute;nimos &eacute; fruto de um voto de El-Rei D. Manuel I (1495-1521) e constitui um maravilhoso c&acirc;ntico de a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as a Nossa Senhora, pelo &ecirc;xito magn&iacute;fico dos nossos empreendimentos mar&iacute;timos.


A grande gesta portuguesa, nos mares, foi a descoberta do caminho mar&iacute;timo para a &Iacute;ndia. Santa Maria de Bel&eacute;m e os Jer&oacute;nimos s&atilde;o a realiza&ccedil;&atilde;o da promessa da alian&ccedil;a verdadeiramente assumida entre a P&aacute;tria e Nossa Senhora, Padroeira de Portugal.
&nbsp;
Quarta Alian&ccedil;a: D. Jo&atilde;o IV e a Restaura&ccedil;&atilde;o &ndash; Santu&aacute;rio de Vila Vi&ccedil;osa.
No dia 19 de mar&ccedil;o de 1604, nasceu, em Vila Vi&ccedil;osa, o 8.&ordm; Duque de Bragan&ccedil;a. Era a festa de S&atilde;o Jos&eacute;. Nasceu na vila que guarda o Santu&aacute;rio de Nossa Senhora da Concei&ccedil;&atilde;o.


No dia 1 de dezembro de 1640, antes que se consumassem aos 60 anos dos Filipes em Portugal, era D. Jo&atilde;o, o 8.&ordm; Duque de Bragan&ccedil;a, solenemente aclamado rei de Portugal.
D. Jo&atilde;o IV, o Restaurador, entrou em Lisboa no dia 6 de dezembro e, no dia 8, assistiu, pela primeira vez, na Capela Real, &agrave; festa da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o. Pregou, nesse dia, Frei Jo&atilde;o de S&atilde;o Bernardino.

D. Jo&atilde;o IV repetiu o gesto da primeira alian&ccedil;a, realizada por D. Afonso Henriques, escolhendo, com os seus vassalos, a Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o para Padroeira Nacional:
&laquo;Estando ora junto em Cortes com os Tr&ecirc;s Estados do Reino, lhes fiz propor a obriga&ccedil;&atilde;o que t&iacute;nhamos de renovar e continuar esta promessa e venerar com muito particular affecto e solemnidade a Festa da sua lmmaculada Concei&ccedil;&atilde;o &ndash; e nellas, com parecer de todos, assent&aacute;mos de tomar por Padroeira de nossos Reinos, e Senhorios a Sant&iacute;ssima Virgem, Nossa Senhora da Concei&ccedil;&atilde;o, na forma dos Breves do Santo Padre Urbano VIIL obrigando-me a haver confirma&ccedil;&atilde;o da Santa S&eacute; Apost&oacute;lica.&raquo; (ln Provis&atilde;o de 25 de mar&ccedil;o de 1646)
&nbsp;
Quinta Alian&ccedil;a: A Real Ordem de Nossa Senhora da Concei&ccedil;&atilde;o: O Santu&aacute;rio do Sameiro.
Num ambiente de nostalgia e interroga&ccedil;&otilde;es face ao futuro da Coroa Portuguesa, D. Jo&atilde;o VI instituiu no Brasil, Rio de Janeiro, a Real Ordem de Nossa Senhora da Concei&ccedil;&atilde;o, ainda hoje existente, a fim de homenagear a Padroeira Nacional por Portugal ter sobrevivido como na&ccedil;&atilde;o independente, apesar das guerras napole&oacute;nicas.


Em plenas dificuldades do s&eacute;c. XIX, pelas quais a Igreja questionou a Modernidade, cf. Pio IX, Enc&iacute;clica Quanta Cura e Syllabus, (08/12/1864-10.&ordm; anivers&aacute;rio da defini&ccedil;&atilde;o dogm&aacute;tica da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o), foi proclamado em 8 de dezembro de 1854 o Dogma da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o. Decorridos tr&ecirc;s anos e dois meses sobre a proclama&ccedil;&atilde;o dogm&aacute;tica, Nossa Senhora aparece, em Lourdes, declarando-se, ela mesma, Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o.

Nos tempos dif&iacute;ceis do Liberalismo, o povo portugu&ecirc;s renovou, 17 anos ap&oacute;s as apari&ccedil;&otilde;es de Lourdes, o seu voto de fidelidade a Nossa Senhora da Concei&ccedil;&atilde;o, colocando espontaneamente no alto do monte do Sameiro, em Braga, a primeira pedra daquele que viria a ser o grande santu&aacute;rio do norte de Portugal, Nossa Senhora da Concei&ccedil;&atilde;o do Monte Sameiro. Talvez desta renovada alian&ccedil;a feita pelo rei do Brasil e pelo povo de Portugal tenha brotado a gesta da evangeliza&ccedil;&atilde;o portuguesa ad gentes, no Ultramar Africano Portugu&ecirc;s, desde os finais do s&eacute;c. XIX e por grande parte do s&eacute;c. XIX.

&nbsp;Sexta Alian&ccedil;a: F&aacute;tima, a resposta do C&eacute;u &agrave;s Alian&ccedil;as de Portugal com Maria.
No turbulento ano de 1917, em plena Primeira Guerra Mundial, Nossa Senhora veio fazer uma alian&ccedil;a com a Terra de Santa Maria e o seu povo. Eis a resposta do C&eacute;u &agrave;s constantes alian&ccedil;as do Povo portugu&ecirc;s com a sua padroeira. A essa alian&ccedil;a compete da parte de Portugal proclamar a mensagem de penit&ecirc;ncia e ora&ccedil;&atilde;o e, da parte de Nossa Senhora, concretizar o triunfo do seu Imaculado Cora&ccedil;&atilde;o, no dom da paz para o mundo: &laquo;Portugal, convoco-te para a Miss&atilde;o&raquo;, foi o desafio de Jo&atilde;o Paulo II (1978-2005), dirigido a Portugal, em 1991, para que em esp&iacute;rito de Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o concretizemos a alian&ccedil;a que Nossa Senhora estabeleceu com os portugueses, em F&aacute;tima.

&laquo;Quem &eacute; esta, que avan&ccedil;a como a aurora, formosa como a Lua, brilhante como o Sol, terr&iacute;vel como o ex&eacute;rcito em ordem de batalha?&raquo; &Eacute; a Rainha de Portugal! &Eacute; o Modelo e o Segredo da Alma Portuguesa! &Eacute; a presen&ccedil;a e a esperan&ccedil;a permanente desde o ber&ccedil;o de Portugal! &Eacute; o Pres&eacute;pio, onde Portugal aprendeu a renascer das cinzas e das ru&iacute;nas.
&nbsp;
Texto de Pe. Francisco Senra Coelho, atual bispo auxiliar de Braga

Este texto foi publicado na edi&ccedil;&atilde;o da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de maio de 2013.]]></description>
<pubDate>Sat, 06 May 2017 11:30:00 +0100</pubDate>
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<title>Bélgica: «Estamos mais perto da eutanásia a pedido»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/belgica-estamos-mais-perto-da-eutanasia-a-pedido</link>
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<description><![CDATA[Na B&eacute;lgica, a eutan&aacute;sia &eacute; legal h&aacute; 15 anos. Carine Brochier, do Instituto Europeu de Bi&eacute;tica, estuda o fen&oacute;meno na Europa. Em entrevista &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, defende que h&aacute; banaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia e que se caminha para a &laquo;eutan&aacute;sia a pedido&raquo;.

&nbsp;
&ndash; O que est&aacute; em causa, em termos &eacute;ticos, com a eutan&aacute;sia?
&ndash; &Eacute; preciso s&atilde;o esquecer que a eutan&aacute;sia &eacute; uma forma de eugenismo social [m&eacute;todos de aperfei&ccedil;oamento da ra&ccedil;a humana atrav&eacute;s de t&eacute;cnicas de sele&ccedil;&atilde;o artificial- Infopedia]. Mas numa forma muito dissimulada, porque nos dizem que &eacute; a pessoa ela pr&oacute;pria que pede a algu&eacute;m que lhe provoque a morte.
N&atilde;o nos enganemos. Em que ambiente social vivem os doentes? As suas dores s&atilde;o tidas em conta&nbsp;? A sua fam&iacute;lia est&aacute; com eles ou deixa-os na sua solid&atilde;o? O fim da vida e o acompanhamento dos doentes &eacute; assunto de cada um. Se nos demitimos porque estamos &laquo;muito ocupados&raquo;, n&oacute;s deixamos os mais fr&aacute;geis cair na armadilha de pedir a morte. Os mais fortes, aqueles que est&atilde;o de boa sa&uacute;de, decidem por omiss&atilde;o eliminar os mais fr&aacute;geis. Uma sociedade que n&atilde;o se mobiliza pelos mais fr&aacute;geis mas autoriza o seu pedido de morrer &eacute; uma sociedade eugenista. Para contrariar isto, temos de descobrir em conjunto uma &eacute;tica da vulnerabilidade. A vida &eacute; fr&aacute;gil, ela &eacute; precisa, ela permanece inestim&aacute;vel at&eacute; ao &uacute;ltimo olhar da pessoa que nos acompanha.
&nbsp;
Lei &laquo;aproxima-nos mais da eutan&aacute;sia a pedido&raquo;
&ndash; Na B&eacute;lgica, a legaliza&ccedil;&atilde;o de eutan&aacute;sia j&aacute; fez quinze anos. Qual a situa&ccedil;&atilde;o? Houve banaliza&ccedil;&atilde;o?
&ndash; Em 14 anos de exist&ecirc;ncia, houve 12.726 eutan&aacute;sias oficiais. &Eacute; muito interpelante porque, originalmente, a eutan&aacute;sia n&atilde;o deveria praticar-se sen&atilde;o a t&iacute;tulo excecional, nas condi&ccedil;&otilde;es muito restritivas que o legislador estabeleceu. Mas com a pr&aacute;tica, verificamos que os termos utilizados pela lei permitem uma interpreta&ccedil;&atilde;o mais vasta. A Comiss&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o reconhece e sublinha que o sofrimento &eacute; uma no&ccedil;&atilde;o eminentemente pessoal e torna o paciente &uacute;nico juiz da sua intensidade e de determinar se, a seus olhos, ela &eacute; ou n&atilde;o suport&aacute;vel.Contatamos hoje em dia a que ponto n&atilde;o conseguimos controlar as &laquo;condi&ccedil;&otilde;es estritas&raquo; de aplica&ccedil;&atilde;o da lei. &Eacute; tamb&eacute;m isto que explica que os pedidos outrora julgados como n&atilde;o podendo em algum caso ser aceites sejam hoje aceites pela Comiss&atilde;o encarregue do controlo da lei como tamb&eacute;m por um bom n&uacute;mero de m&eacute;dicos e da maioria dos cidad&atilde;os belgas.
Numa palavra, o que pode e deve ser denunciar com for&ccedil;a &eacute; a banaliza&ccedil;&atilde;o do ato da eutan&aacute;sia. Esta lei, que cont&eacute;m em si mesma o g&eacute;rmen da deriva por utilizar qualificativos vagos ou subjetivos, aproxima-nos cada vez mais da eutan&aacute;sia a pedido. N&atilde;o se diz tantas vezes que a oferta &eacute; criada pela procura?
&nbsp;
&ndash; Porque fala em eutan&aacute;sias legais? H&aacute; eutan&aacute;sias ilegais?
&ndash; A eutan&aacute;sia clandestina mant&eacute;m-se e aumentou. Com efeito, os m&eacute;dicos que as praticam autorizam-se certas irregularidades, porque gra&ccedil;as &agrave; lei, n&atilde;o ser&atilde;o incomodados. Tornaram-se laxistas. Isto indica a que ponto um trabalho de mentalidade &eacute; urgente&nbsp;: se o paciente n&atilde;o se inscreve no quadro legal, alguns m&eacute;dicos aventuram-se a pratic&aacute;-la apesar de tudo. Mais inquietante ainda, delegam o ato de eutan&aacute;sia &agrave;s enfermeiras. Na lei, est&aacute; muito claro que &eacute; o m&eacute;dico quem deve injetar o cocktail letal. A Comiss&atilde;o Eutan&aacute;sia exerce o seu controlo unicamente a posteriori.&nbsp;

&laquo;A mentalidade eutan&aacute;sica &eacute; real&raquo;
&ndash; Isso j&aacute; se v&ecirc; na eutan&aacute;sia a pessoas com problemas mentais?
&ndash; Com efeito, em dois anos, 124 pessoas sofrendo de &laquo;problemas mentais e de comportamento&raquo; (depress&atilde;o, Alzheimer, dem&ecirc;ncia, etc.) foram eutanasiadas. Isto significa que, apesar das suas faculdades mentais alteradas, os m&eacute;dicos aceitam o seu pedido. Associa&ccedil;&otilde;es de psiquiatras belgas e mundiais mobilizaram-se contra. Porqu&ecirc;? Porque as pessoas com doen&ccedil;as mentais e de comportamento n&atilde;o estavam em fase terminal, longe disso. No Instituto Europeu de Bio&eacute;tica, recebemos testemunhos de cuidadores explicando como a fam&iacute;lia, talvez esgotada, vem pedir a eutan&aacute;sia para algu&eacute;m que ficou dependente. Isso sai fora do quadro legal. N&oacute;s ouvimos regularmente rea&ccedil;&otilde;es de m&eacute;dicos que n&atilde;o se portam bem. Ouvimos as equipas de cuidadores exprimir o seu mal-estar quando n&atilde;o querem praticar a eutan&aacute;sia mas cedem &agrave; press&atilde;o. E mesmo, ousar hoje em dia dizer que a eutan&aacute;sia &eacute; uma m&aacute; resposta a uma boa pergunta &eacute; muito mal visto. Sim, a mentalidade eutan&aacute;sica &eacute; real.
&nbsp;
&ndash; H&aacute; j&aacute; estudos sobre as pessoas que pedem eutan&aacute;sia?
&ndash; Els Van Wijngaarden&nbsp;publicou uma tese de doutoramento da Universidade de Utrecht. Ela acompanhou v&aacute;rias pessoas idosas pedindo eutan&aacute;sia e relatou escrupulosamente o que elas exprimiam. Percebe-se que n&atilde;o &eacute; for&ccedil;osamente a solid&atilde;o dos idosos que provoca o pedido de morrer, mas sobretudo o modo como viveram a sua vida, tendo-a controlada, materialmente confort&aacute;vel, n&atilde;o querendo depender de ningu&eacute;m. Vendo os seus corpos e capacidades a diminuir, &eacute; inconceb&iacute;vel mudar o modo de funcionar. Fecham-se sobre si mesmos, recusam ajuda, rejeitam as fam&iacute;lias e de apreciar as pequenas alegrias, n&atilde;o compreendendo que, mesmo dependentes e fr&aacute;geis, trazem um outro sentido &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es com os seus pr&oacute;ximos. O que me parece novo nesta tese &eacute; que as pessoas idosas n&atilde;o querem entrar em rela&ccedil;&atilde;o com os seus pr&oacute;ximos. Faz verdadeiramente pensar numa forma de autismo. E, nos Pa&iacute;ses Baixos e B&eacute;lgica, o autismo entra na categoria de doen&ccedil;as para os quais aceitam provocar a morte dos seus pacientes.&nbsp;

&laquo;Eutan&aacute;sia &eacute; uma forma de demiss&atilde;o&raquo;
&ndash;&nbsp; O Instituto Europeu de Bio&eacute;tica est&aacute; preocupado com a discuss&atilde;o da legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia em Portugal?
&ndash; O nosso instituto segue de perto o que se passa em Portugal. &Eacute; importante que os portugueses compreendam que os pa&iacute;ses que j&aacute; &ldquo;ca&iacute;ram&rdquo; sob a lei da eutan&aacute;sia n&atilde;o se portaram bem. A qualidade dos cuidados e o acompanhamento das pessoas fragilizadas pela idade ou pela doen&ccedil;a deterioram-se depois da introdu&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia. A sua banaliza&ccedil;&atilde;o obscurece enormemente a nossa responsabilidade social de tomar conta das pessoas que nos s&atilde;o pr&oacute;ximas. A eutan&aacute;sia &eacute; uma forma de demiss&atilde;o: ela descompromete-nos n&atilde;o s&oacute; da &ldquo;especializa&ccedil;&atilde;o&rdquo; para aligeirar as dores f&iacute;sicas, mas encurrala-nos num individualismo que nos faz perder os momentos &uacute;nicos e verdadeiros do fim de vida nos nossos familiares e pr&oacute;ximos. A morte &eacute; um ato para viver em conjunto se poss&iacute;vel e de modo natural.O exemplo da B&eacute;lgica e dos Pa&iacute;ses Baixos deve ajudar os outros pa&iacute;ses, e tamb&eacute;m Portugal, a resistir.
E n&oacute;s estamos ao lado de associa&ccedil;&otilde;es em Portugal que se t&ecirc;m mobilizado para informar os cidad&atilde;os de Portugal.
&nbsp;

&ndash; Porque a eutan&aacute;sia est&aacute; presente no discurso p&uacute;blico como uma quest&atilde;o de dignidade. Em Portugal &eacute; assim. E nos outros pa&iacute;ses europeus?
&ndash; Se apresentamos a eutan&aacute;sia como a forma digna de morrer &eacute; uma mensagem e uma manipula&ccedil;&atilde;o que conv&eacute;m denunciar. Primeiro: uma pessoa n&atilde;o &eacute; nunca indigna, mesmo se ela est&aacute; incontinente, demente, doente, deficiente. Nunca! A dignidade &eacute; um conceito ontol&oacute;gico. A dignidade existe desde o in&iacute;cio da vida como beb&eacute; e at&eacute; ao &uacute;ltimo f&ocirc;lego de todo o ser humano. A dignidade n&atilde;o diminui nem aumenta segundo o estado do corpo ou do psiquismo. Este &eacute; um primeiro ponto.
Segundo&nbsp;: Mais ainda, se dizemos &laquo;uma morte digna&raquo;, o que quer isso dizer? Uma morte que eu controlo&nbsp;? Sim, &eacute; dif&iacute;cil de se deixar cuidar e se entregar nas m&atilde;os dos cuidadores e familiares. O beb&eacute; &eacute; digno e ortanto completamente livre nas nossas m&atilde;os. Ele, que &eacute; min&uacute;sculo&hellip; Isso coloca a quest&atilde;o do olhar que n&oacute;s temos sobre a pessoa doente ou em fim de vida.A dignidade humana &eacute; aquilo que nos liga. Sentimo-lo bem uma vez que n&atilde;o partilhamos esta &laquo;dignidade&raquo; com os animais&hellip; Provocar a morte de uma pessoa amputa a nossa dignidade humana a todos. &Eacute; isso que n&oacute;s queremos?
&nbsp;
&ndash; Algumas pessoas de Portugal procuram a eutan&aacute;sia na B&eacute;lgica e na Su&iacute;&ccedil;a. &Eacute; um com&eacute;rcio? Quais s&atilde;o os valores envolvidos?
&ndash; N&atilde;o creio que seja um com&eacute;rcio. Um portugu&ecirc;s que vem &agrave; B&eacute;lgica tem poucas hip&oacute;teses de se eutanasiar. Mas pode ser que um dia esse fen&oacute;meno toque tamb&eacute;m a B&eacute;lgica. Um m&eacute;dico que pratica eutan&aacute;sia numa estrutura hospitalar em Bruxelas dizia a esse respeito ter recebido em consulta v&aacute;rios franceses, com bagagem de m&atilde;o pedindo a eutan&aacute;sia na B&eacute;lgica. Ainda n&atilde;o estamos no turismo da eutan&aacute;sia, mas &eacute; preciso permanecer vigilante.
Na Su&iacute;&ccedil;a, sim, s&atilde;o as associa&ccedil;&otilde;es que organizam o suic&iacute;dio dos estrangeiros. Sim, h&aacute; quantias de dinheiro em jogo. &Eacute; sim d&uacute;vida uma pr&aacute;tica muito pouco recomend&aacute;vel. Como as atividades da M&aacute;fia.
&nbsp;

Entrevista conduzida por Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Fri, 05 May 2017 17:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Ainda se pagam promessas de joelhos?</title>
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<description><![CDATA[Com o aproximar do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima, cresce o n&uacute;mero de peregrinos que se deslocam ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima a p&eacute;, assim como o n&uacute;mero daqueles que, chegando a p&eacute; ou de carro, percorrem a j&aacute; famosa passadeira branca de joelhos at&eacute; &agrave; Capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es, onde circundam o espa&ccedil;o ainda de joelhos.

&nbsp;
Se em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; peregrina&ccedil;&atilde;o a p&eacute; ao Santu&aacute;rio n&atilde;o h&aacute; grande pol&eacute;mica, a penit&ecirc;ncia de percorrer de joelhos todo aquele percurso at&eacute; &agrave; Capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es &eacute; uma pr&aacute;tica exaltada por alguns e incompreendida por outros, que t&ecirc;m dificuldade em compreender a raz&atilde;o de tanto sofrimento.
&nbsp;
Esta pr&aacute;tica surge pouco tempo depois das Apari&ccedil;&otilde;es de 1917, mas n&atilde;o a pedido de Nossa Senhora. &Eacute; L&uacute;cia quem, ainda jovem e com as suas irm&atilde;s, decide fazer uma Promessa a Nossa Senhora, pedindo pela sua devo&ccedil;&atilde;o que iria a F&aacute;tima de joelhos se a sua m&atilde;e melhorasse do problema de sa&uacute;de de que padecia. A m&atilde;e melhorou, e ela l&aacute; foi com as suas irm&atilde;s. &laquo;Eu tinha prometido &agrave; Sant&iacute;ssima Virgem, se Ela me concedesse o que eu Ihe pedia, ir a&iacute;, durante nove dias seguidos, acompanhada de minhas irm&atilde;s, rezar o Ros&aacute;rio e ir, de joelhos, desde o cimo da estrada at&eacute; ao p&eacute; da carrasqueira; e, no &uacute;ltimo dia, levar 9 crian&ccedil;as pobres e dar-lhes, no fim, um jantar. Fomos, pois, cumprir a minha promessa, acompanhadas de minha m&atilde;e que dizia:
&ndash; Que coisa! Nossa Senhora curou-me e eu parece que ainda n&atilde;o acredito! N&atilde;o sei como isto &eacute;!&raquo;, podemos ler nas Mem&oacute;rias da Ir. L&uacute;cia.
&nbsp;
Depois desta data, muitas foram as pessoas que passaram a pedir gra&ccedil;as e milagres a Nossa Senhora oferecendo em parte o mesmo tipo de sacrif&iacute;cio de L&uacute;cia: ir de joelhos at&eacute; &agrave; capelinha, j&aacute; que s&atilde;o muito menos os registos de quem escolha dar de comer aos pobres, como ela tamb&eacute;m fez na sua promessa.

&nbsp;
O ato implica um sacrif&iacute;cio corporal bastante evidente e doloroso, mas isso n&atilde;o parece impedir as pessoas de percorrerem aquele caminho. A Ir. &Acirc;ngela Coelho, postuladora da causa da canoniza&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos, explica &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; que aqueles gestos n&atilde;o fazem parte do que a Virgem pediu aos pastorinhos. &laquo;Obviamente que n&atilde;o &eacute; o que Deus nos pede. Deus pede uma rela&ccedil;&atilde;o de intimidade e convers&atilde;o com Ele, e partir daqui viver em favor dos outros, mas n&atilde;o estamos todos no mesmo n&iacute;vel da compreens&atilde;o do mist&eacute;rio de Deus&raquo;, afirma a religiosa portuguesa, que acredita que as coisas &laquo;j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o como antigamente&raquo;.
&nbsp;
Apesar disso, a Ir. &Acirc;ngela n&atilde;o critica aqueles que escolhem fazer esse ato. &laquo;N&atilde;o sabemos o que se passa no cora&ccedil;&atilde;o daquelas pessoas, n&atilde;o sei a afli&ccedil;&atilde;o, a ang&uacute;stia, o sofrimento por que passavam quando resolveram olhar para Nossa Senhora, pedir ajuda e prometer este g&eacute;nero de coisas. N&atilde;o sei o que se passa no cora&ccedil;&atilde;o de cada peregrino. As pessoas, nas suas afli&ccedil;&otilde;es, recorrem a Nossa Senhora e aos pastorinhos, e o que se passa entre essa alma e Deus &eacute; com eles&raquo;, defende.
&nbsp;
&laquo;Porqu&ecirc; sacrif&iacute;cio?&raquo;, perguntou uma reportagem do Sol h&aacute; um ano no santu&aacute;rio. &laquo;Porque a Senhora tamb&eacute;m me ajuda cada vez que lhe pe&ccedil;o. Por isso o meu sacrif&iacute;cio &eacute; uma forma de agradecimento e de retribui&ccedil;&atilde;o. E este ano foi muito duro!&raquo;, afirma Rosa ao jornal portugu&ecirc;s.
&nbsp;
A Ir. &Acirc;ngela d&aacute; o testemunho pessoal neste caso. &laquo;Eu tenho uma tia com 90 e tal anos, que fez isso [peregrinar de joelhos] ainda n&atilde;o havia a passadeira, fez em terra batida. Ela fez, e n&atilde;o valia a pena convenc&ecirc;-la do contr&aacute;rio. Eu perguntei porqu&ecirc; e ela disse &ldquo;filha, &eacute; a minha f&eacute; com Deus&rdquo;. E isto tenho que respeitar, e fui aprendendo a respeitar&raquo;, declara a religiosa.
&nbsp;

O Santu&aacute;rio construiu, h&aacute; uns anos, uma passadeira branca em m&aacute;rmore, que marca o caminho dos peregrinos at&eacute; &agrave; Capelinha. Embora muitos argumentem que &eacute; uma forma de incentivar estas pr&aacute;ticas, a Ir. &Acirc;ngela explica que &eacute; precisamente o contr&aacute;rio. &laquo;N&atilde;o foi o Santu&aacute;rio que p&ocirc;s passadeira para as pessoas fazerem aquilo, que fique claro, &eacute; o contr&aacute;rio. Se o Santu&aacute;rio tirar aquela passadeira branca, os peregrinos fazem-no no alcatr&atilde;o, n&atilde;o tenham d&uacute;vidas. O objetivo da passadeira foi precisamente facilitar a penit&ecirc;ncia dos que j&aacute; est&atilde;o em penit&ecirc;ncia, nada mais&raquo;, afirma. Para al&eacute;m disso, &laquo;obviamente que deve ser feito um trabalho de catequese, forma&ccedil;&atilde;o, e vai sendo feito. Se algu&eacute;m me pergunta, eu vou explicando qual &eacute; o sentido do sofrimento e da penit&ecirc;ncia. Se n&atilde;o me perguntam, nunca condeno&raquo;, sustenta.
&nbsp;
Entregar o sofrimento do dia-a-dia a Deus, n&atilde;o acrescentar mais sofrimento
E qual &eacute; o sentido do sofrimento e da penit&ecirc;ncia que Nossa Senhora pedia aos pastorinhos? &laquo;Deus n&atilde;o quer o sofrimento, ponto. Ali&aacute;s, Deus vem aliviar o sofrimento humano e fazer-se companheiro do sofrimento humano. O que Deus vem sublinhar, quer atrav&eacute;s do anjo, quer atrav&eacute;s de Nossa Senhora, &eacute; eu conseguir dar, por minha vontade, um sentido ao meu sofrimento. N&atilde;o tanto um porqu&ecirc;, mas o que &eacute; que eu posso fazer com esta circunst&acirc;ncia que me est&aacute; a acontecer, que a vida me traz&raquo;, diz a Ir. &Acirc;ngela.
&nbsp;
Esta &eacute; uma faceta que nem sempre &eacute; bem compreendida pelos devotos de F&aacute;tima. Ali&aacute;s, nem os pastorinhos o compreenderam no in&iacute;cio, porque come&ccedil;aram a fazer sacrif&iacute;cios extras em honra de Nossa Senhora. &laquo;Mais importante que os sacrif&iacute;cios que eles quiseram fazer, e que Nossa Senhora teve de lhes pedir que parassem, porque eles n&atilde;o tinham no&ccedil;&atilde;o que se estavam a prejudicar na sua sa&uacute;de, era que, nas circunst&acirc;ncias que a vida lhes trazia, nos interrogat&oacute;rios, nas incompreens&otilde;es da fam&iacute;lia, viverem como Cristo viveu os seus sofrimentos: com muita paci&ecirc;ncia, com muito amor, e sabendo que estava a fazer a vontade do Pai e que a hist&oacute;ria da salva&ccedil;&atilde;o estava a ocorrer&raquo;, explica.
&nbsp;
A ideia &eacute;, diz a religiosa, &laquo;entender que, nos meus sofrimentos, eu sou chamado a viver e a ter os mesmos sentimentos que Cristo tinha quando teve os seus sofrimentos&raquo;, e n&atilde;o adicionar sofrimentos para al&eacute;m daqueles que j&aacute; nos sucedem no nosso dia a dia.
&nbsp;
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Fri, 05 May 2017 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Fomos ver o Papa passar e acenar-lhe»</title>
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<description><![CDATA[S&atilde;o irm&atilde;os e alguns c&ocirc;njuges da fam&iacute;lia Fel&iacute;cia Domingues. A mais velha, Maria, tem 87 anos. A mais nova, Zulmira, 66. Cresceram na Ortigosa, uma aldeia a sete quil&oacute;metros de Monte Real.



Todos se lembram bem do dia 13 de maio de 1967 quando o Papa Paulo VI chegou a Portugal para visitar o Santu&aacute;rio de F&aacute;tima. Maria e Herm&iacute;nia viviam j&aacute; em Monte Real. Maria tinha mesmo uma pens&atilde;o para acolher quem vinha fazer termas em Monte Real. &laquo;Paulo VI aterrou em Monte Real e ia de carro em prociss&atilde;o por a&iacute; afora. As crian&ccedil;as todas vestidas de branco. Em Monte Real, eram as meninas e meninos das escolas de Amor, Carvide e Monte Real. Juntaram-se todos e fizeram alas de um lado e de outro da estrada desde o campo at&eacute; Monte Real&raquo;, recorda.

Paulo VI fez o percurso de cerca de 40 km de carro, atravessando aldeias e a cidade de Leiria. Sempre rodeado por um mar de gente. M&aacute;rio Domingues lembra-se bem do que viu: &laquo;&Agrave; beira da estrada estava tudo cheio de pessoal! Nem sei o que aquilo parecia. N&atilde;o se rompia com gente.&raquo;

As pessoas mobilizaram-se para ir ver passar o Papa. &laquo;N&oacute;s fomos para o adro da Igreja&raquo;, dizem em un&iacute;ssono Zulmira, M&aacute;rio e J&uacute;lia. O irm&atilde;o tinha 33 anos. Zulmira tinha apenas 16: &laquo;Assent&aacute;mo-nos no adro da igreja para ver passar o Papa e lhe acenar com a m&atilde;o. Soubemos atrav&eacute;s do r&aacute;dio.&raquo; M&aacute;rio acrescenta que, na par&oacute;quia, &laquo;o padre avisava que passava o Papa ali &agrave;s tantas horas&raquo;.



Manuel, marido de Rosa, e natural das V&aacute;rzeas, estava na altura &laquo;em Torres Novas na tropa&raquo;. Conta que a maior parte dos colegas foi mobilizado para F&aacute;tima para garantir a seguran&ccedil;a. &laquo;Eu n&atilde;o fazia servi&ccedil;o de capacete e pude vir para casa com dois colegas que estavam mobilizados para o Ultramar. Viemos a p&eacute;. Quem &eacute; que nos dava boleia naquela altura?! V&iacute;nhamos para casa e foi na altura em que o Papa passou. Era lusco-fusco e ele vinha de regresso &agrave; Base, num carro aberto em p&eacute;. Muita gente de um lado e do outro.&raquo;

Em 1967, nos 50 anos das apari&ccedil;&otilde;es, nenhum foi a F&aacute;tima. Mas lembram-se de ir a p&eacute; desde pequeninos. Em casa, eram nove filhos e rezavam o ter&ccedil;o a Nossa Senhora de F&aacute;tima &agrave; noite junto da lareira.

Maria, a mais velha dos irm&atilde;os, conta a primeira vez que se lembra de ter ido a F&aacute;tima: &laquo;Era muito pequenininha. Levavam-me pela m&atilde;o que eu j&aacute; n&atilde;o queria andar, que me do&iacute;am as pernas. E a minha m&atilde;e e a Ti&rsquo;Ermelinda, coitadinha: &ldquo;V&aacute;, mais um bocadito, mais um bocadito.&rdquo; L&aacute; cheguei. Deitaram-me em cima de umas pedras em cima de um xaile. Depois fomos ao p&eacute; de Nossa Senhora e l&aacute; estivemos. Para c&aacute;, os homens come&ccedil;aram a mostrar quem tinha a perna mais grossa e partiram o barril da &aacute;gua. Fizeram uma grande festa, porque foi a &aacute;gua e n&atilde;o o quarto do vinho.&raquo; Ri-se enquanto conta o epis&oacute;dio que ficou bem marcado na mem&oacute;ria.

Todos j&aacute; tinham ido a F&aacute;tima em 1967. M&aacute;rio recorda que &laquo;a primeira vez ainda havia aquelas pedras todas de volta da azinheira. Dormi entre uma pedra e outra. Fazia de cabeceira uma pedra e era todo o povo assim. Dorm&iacute;amos l&aacute; no ch&atilde;o ao frio&raquo;. Zulmira acrescenta que &laquo;&iacute;amos em p&eacute;, em grupos e dorm&iacute;amos l&aacute; de noite&raquo;. As condi&ccedil;&otilde;es das peregrina&ccedil;&otilde;es eram muito diferentes das de hoje. Rosa conta: &laquo;Lembro-me de ir uma vez e no caminho s&oacute; se podia p&atilde;o e &aacute;gua. Tinha-se fome comia-se p&atilde;o. Tinha-se fome bebia-se &aacute;gua. N&atilde;o havia mais nada e j&aacute; era bom. Caminhos, com silvas, tojos e tudo.&raquo;

Desde ent&atilde;o todos j&aacute; foram a F&aacute;tima muitas outras vezes. Nos &uacute;ltimos anos, de carro, que as pernas e a idade n&atilde;o d&atilde;o para mais.

Depois de Paulo VI, tamb&eacute;m aterrou em Monte Real Jo&atilde;o Paulo II, em 1991, mas seguiu de helic&oacute;ptero para F&aacute;tima. Os dois rezaram na Capela da Base A&eacute;rea, como far&aacute; tamb&eacute;m o Papa Francisco.

Reportagem e fotografias: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o e CPP
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<pubDate>Thu, 04 May 2017 12:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa de carro em Monte Real</title>
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<description><![CDATA[H&aacute; muito tempo que os rumores corriam na regi&atilde;o, mas agora est&aacute; confirmado: o Papa Francisco far&aacute; um percurso de carro no dia 13, no regresso &agrave; Base A&eacute;rea de Monte Real. Os p&aacute;rocos das aldeias &agrave; volta de Monte Real h&aacute; muito que dizem aos crentes que talvez pudessem ver o Papa. Sabe-se agora como.



O percurso ser&aacute; entre a sa&iacute;da da A17 e a Base A&eacute;rea de Monte Real, sem entrar na vila de Monte Real. S&atilde;o cerca de 5 km que podem ser feitos de carro aberto se houver muitas pessoas para saudar o Papa, diz a diocese de Leiria-F&aacute;tima.
&nbsp;


&nbsp;

A diocese convida os fi&eacute;is para se mobilizarem para saudar o Papa nesse percurso e tamb&eacute;m antes, do Santu&aacute;rio &agrave; Rotunda Norte, em F&aacute;tima, no mesmo dia.
&nbsp;
Outra oportunidade para saudar o Sumo Pont&iacute;fice &eacute; &agrave; chegada a F&aacute;tima, dia 12, entre o Est&aacute;dio Municipal de F&aacute;tima e o Santu&aacute;rio (cerca de 4 km).

O regresso de F&aacute;tima &agrave; Base A&eacute;rea de Monte Real esteve sempre em aberto, uma vez que a organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o dizia nada a esse respeito, ao contr&aacute;rio da ida para F&aacute;tima que desde o in&iacute;cio se sabia ser feita de helic&oacute;ptero.

A diocese de Leiria-F&aacute;tima diz agora que o Papa regressar&aacute; a Monte Real pela autoestrada, num carro fechado. A partir da sa&iacute;da 3 da A17, nas V&aacute;rzeas, dependendo da aflu&ecirc;ncia de pessoas, o percurso poder&aacute; ser feito em viatura aberta.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Thu, 04 May 2017 09:30:00 +0100</pubDate>
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<title>Quinta do escuteiro de Leiria abre portas gratuitamente</title>
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<description><![CDATA[H&aacute; muito tempo que esgotaram todos os hot&eacute;is, pens&otilde;es e at&eacute; alojamentos particulares na regi&atilde;o de Leiria e mais longe. Os pre&ccedil;os subiram e houve quem se aproveitasse. Mas h&aacute; tamb&eacute;m quem ofere&ccedil;a espa&ccedil;o para pernoitar o que neste caso significa acampar.

A Junta Regional de Leiria do Corpo Nacional de Escutas (CNE) disponibiliza o Centro Escutista &ldquo;Quinta do Escuteiro&rdquo;, na Batalha, para quem quiser acampar nas noites de 11 a 13 de maio. Numa mensagem, o chefe regional, Pedro Ascenso, diz que a &laquo;estada &eacute; gratuita para peregrinos a F&aacute;tima (escuteiros e n&atilde;o escuteiros)&raquo;. Quem quiser pode dar algum valor para apoiar os custos, mas n&atilde;o &eacute; obrigat&oacute;rio.

&nbsp;

A Quinta do Escuteiro fica a cerca de 20 km do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima. E a C&acirc;mara Municipal da Batalha tem transportes para F&aacute;tima.
&nbsp;
Quem quiser ficar no centro escutista deve comunicar a inten&ccedil;&atilde;o por email para peregrinos.leiria@escutismo.pt e dar a indica&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de pessoas.
&nbsp;
]]></description>
<pubDate>Wed, 03 May 2017 21:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa Francisco no cinema</title>
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<description><![CDATA[Quem vai ao cinema &agrave; espera de um retrato do Papa Francisco fica dececionado. N&atilde;o &eacute; disso que trata Francisco &ndash; O Papa do Povo. &Eacute; a hist&oacute;ria deste homem que chegou a sucessor de S&atilde;o Pedro. &Eacute; uma obra novelada, baseada em factos e pessoas reais, que acompanha a vida de Jorge Bergoglio at&eacute; &agrave; elei&ccedil;&atilde;o como Sumo Pont&iacute;fice.


Vemo-lo jovem, enamorado, para depois descobrir-se chamado a ser sacerdote. Mas o destaque &eacute; dado, sobretudo, &agrave; vida e &agrave;s dificuldades humanas, relacionais e de lideran&ccedil;a durante a ditadura militar, quando era provincial dos jesu&iacute;tas na Argentina.
&Eacute; um filme que nos mostra um Pe. Bergoglio pr&oacute;ximo dos pobres e das pessoas, atento e simples. Vive nessa &eacute;poca uma grande luta interior. Por um lado, desanimado e dececionado com a posi&ccedil;&atilde;o de alguns cl&eacute;rigos e da hierarquia da Igreja, coniventes com a ditadura, e, por outro lado, tentando mediar e ajudar quem &eacute; perseguido, torturado ou morto.

O argumento n&atilde;o esquece nem evita a pol&eacute;mica sobre os dois jesu&iacute;tas a quem ter&aacute; tirado a prote&ccedil;&atilde;o especial por se recusarem a abandonar as comunidades crist&atilde;s pobres na periferia de Buenos Aires. Alguns setores da sociedade argentina acusam o Pe. Jorge Bergoglio de ser conivente com a ditadura e de ter denunciado os padres jesu&iacute;tas Orlando Yorio e Francisco Jalics. Os dois foram presos e torturados. A vers&atilde;o do Papa &eacute; a que consta do filme. A pel&iacute;cula teve antestreia no Vaticano.


N&atilde;o se trata de um filme eclesial, mas biogr&aacute;fico. Chocam as imagens relativas &agrave; ditadura militar que dominou a Argentina de 1976 a 1983. Choca o que se v&ecirc; e o que fica subentendido. Aos crentes chocar&aacute; ver padres serem mortos, a Igreja pr&oacute;xima dos pobres a ser atacada e torturada, ao mesmo tempo que a Igreja hier&aacute;rquica se refugia nos altos cargos e privil&eacute;gios. Sabemos que em muitas situa&ccedil;&otilde;es isso acontece, mas v&ecirc;-lo assim na sala escura do cinema gela o sangue e envergonha.

Notas finais para destacar a devo&ccedil;&atilde;o de Bergoglio a Nossa Senhora Desatadora dos N&oacute;s, que o acompanha desde os estudos de Teologia na Alemanha, e para elogiar o desempenho de Rodrigo de la Sena. O ator que representa o jovem sacerdote consegue transmitir bem os dramas interiores por que ter&aacute; passado o Pe. Jorge Bergoglio.
&nbsp;



Ficha t&eacute;cnica:
T&iacute;tulo original:&nbsp;Chiamatemi Francesco - Il Papa della gente
Realizador:&nbsp;Daniele Luchetti
Argumento: Mart&iacute;n Salinas e Daniele Luchetti
G&eacute;nero: Drama
Pa&iacute;s: It&aacute;lia
Dura&ccedil;&atilde;o: 98 min.
Ano: 2015
Data de estreia: 4 de maio]]></description>
<pubDate>Wed, 03 May 2017 16:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Fátima revela História do mundo </title>
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<description><![CDATA[A Hist&oacute;ria do mundo est&aacute; intimamente ligada a F&aacute;tima. Esta ideia, defendida por especialistas e te&oacute;logos, est&aacute; apoiada na ideia de que as apari&ccedil;&otilde;es de Nossa Senhora na Cova de Iria trouxeram profecias e revela&ccedil;&otilde;es que deram credibilidade &agrave;s apari&ccedil;&otilde;es. No entanto, n&atilde;o &eacute; essa a mensagem principal das apari&ccedil;&otilde;es, e foi a pr&oacute;pria Ir. L&uacute;cia quem o disse nas notas que escreveu antes da sua morte.


Estamos em 1917 e o mundo vive o drama da Primeira Guerra Mundial. As tropas do eixo germano-h&uacute;ngaro avan&ccedil;am e provocam baixas pesadas junto dos Aliados. Em Roma, no Vaticano, o Papa Bento XV pede, em 5 de maio, a ora&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as e das pessoas simples, e determina que, a partir de 1 de junho, se juntaria &agrave; Ladainha de Nossa Senhora a invoca&ccedil;&atilde;o Rainha da Paz. Em Portugal, num pequeno lugar chamado Cova da Iria, estamos em 13 de maio e tr&ecirc;s crian&ccedil;as passeiam o seu rebanho no meio das oliveiras. Francisco, Jacinta e L&uacute;cia veem &laquo;uma Senhora mais brilhante que o Sol&raquo;, que lhes pede para rezarem muito pela salva&ccedil;&atilde;o dos homens. Nos meses seguintes, continua a aparecer e revela as v&aacute;rias partes de um segredo. &laquo;A Mensagem de F&aacute;tima faz parte de uma revela&ccedil;&atilde;o particular, uma revela&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o junta nada &agrave; pr&oacute;pria revela&ccedil;&atilde;o entendida no sentido teol&oacute;gico, que terminou com o contributo do &uacute;ltimo Ap&oacute;stolo, que recebeu oralmente e depois passou para os evangelhos. N&atilde;o acrescenta, mas visa facilitar a compreens&atilde;o dos acontecimentos hist&oacute;ricos que v&atilde;o decorrendo&raquo;, explica-nos o Pe. Luciano Cristina, do Servi&ccedil;o de Estudos e Difus&atilde;o do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima.
&nbsp;
Previs&otilde;es ou profecias?
Apesar de n&atilde;o terem sido conhecidas de imediato, as revela&ccedil;&otilde;es feitas pela Senhora aos pastorinhos t&ecirc;m o cond&atilde;o de prever, de forma prof&eacute;tica, os acontecimentos negativos que se passaram no mundo nas d&eacute;cadas seguintes. &laquo;Em 1917, d&atilde;o-se as apari&ccedil;&otilde;es, e &eacute; o ano do momento decisivo da Primeira Guerra Mundial, quando a R&uacute;ssia sai da guerra, os Estados Unidos da Am&eacute;rica entram e a guerra muda. Esse &eacute; o an&uacute;ncio que &eacute; feito no imediato, que a guerra vai acabar em breve, e esse &eacute; um momento decisivo porque ningu&eacute;m sabia, nessa altura, que isto iria acontecer&raquo;, muito menos tr&ecirc;s crian&ccedil;as do interior de Portugal, diz Jo&atilde;o C&eacute;sar das Neves, autor do livro O S&eacute;culo de F&aacute;tima, que acrescenta mais duas datas importantes. &laquo;Em 1941, ano chave da Segunda Guerra Mundial, Pio XII faz a consagra&ccedil;&atilde;o da R&uacute;ssia ao Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Maria. H&aacute; uma realiza&ccedil;&atilde;o dos pedidos da Senhora e &eacute; nesse momento que a guerra muda, com a batalha do Midway, etc. Depois, em 1984, quando o Papa faz a consagra&ccedil;&atilde;o da R&uacute;ssia e de todo o mundo, em comunh&atilde;o com todos os bispos, ao Imaculado Cora&ccedil;&atilde;o de Maria, &eacute; dias antes de Mikhail Gorbachev ser eleito presidente do Partido Comunista na Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica e dar in&iacute;cio ao processo que vai culminar com a queda do Muro de Berlim. &Eacute; muito curioso que estes tr&ecirc;s momentos centrais da hist&oacute;ria de F&aacute;tima sejam tr&ecirc;s momentos centrais da hist&oacute;ria do s&eacute;c.XX&raquo;, defende o autor.
&nbsp;
Estes momentos acabam por n&atilde;o ser todos prof&eacute;ticos, j&aacute; que muitos s&atilde;o tornados p&uacute;blicos depois de terem acontecido, mas isso n&atilde;o diminui o valor das revela&ccedil;&otilde;es, segundo Jo&atilde;o C&eacute;sar das Neves. &laquo;Foram revelados mais tarde, mas ningu&eacute;m duvida que foram ditos em 1917&raquo;, defende. Este autor considera que &laquo;esta &eacute; uma apari&ccedil;&atilde;o extremamente envolvida na Hist&oacute;ria&raquo;, j&aacute; que &laquo;Nossa Senhora falou de coisas em 1917 que iriam fazer manchetes dos jornais anos mais tarde&raquo;. O facto de se ter conhecido o teor das conversas entre Nossa Senhora e os pastorinhos torna estas apari&ccedil;&otilde;es marianas excecionais. &laquo;Aconteceu em F&aacute;tima o que n&atilde;o acontece noutras apari&ccedil;&otilde;es marianas, que foi o ficarmos a saber o que Nossa Senhora disse. Em Lourdes, por exemplo, Bernardette nunca chegou a contar o que lhe tinha sido dito e morreu com o segredo. Aqui &eacute; poss&iacute;vel fazer a compara&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica com as profecias, e isso &eacute; muito interessante&raquo;, afirma Jo&atilde;o C&eacute;sar das Neves.
&nbsp;
Papas deram credibilidade &agrave;s apari&ccedil;&otilde;es
Parte da import&acirc;ncia das apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima prende-se com a credibilidade que desde cedo a hierarquia da Igreja, ao mais alto n&iacute;vel, lhe concedeu, mesmo antes de se conhecer o decreto diocesano que confirma a veracidade das apari&ccedil;&otilde;es, que surge depois de um processo de inquiri&ccedil;&atilde;o dos v&aacute;rios intervenientes no processo. &laquo;Desde Bento XV at&eacute; Bento XVI, houve oito Papas que estiveram em contacto com a mensagem e a hist&oacute;ria de F&aacute;tima, e at&eacute; agora o Papa Francisco se mostrou j&aacute; conhecedor desta mensagem. Pio XI tem elementos de liga&ccedil;&atilde;o com F&aacute;tima muito importantes. Em janeiro de 1929, antes de sair o decreto diocesano que confirmava o car&aacute;cter verdadeiro das apari&ccedil;&otilde;es, o Papa entregou aos alunos do col&eacute;gio portugu&ecirc;s em Roma uma estampa com uma novena a Nossa Senhora de F&aacute;tima. &quot;Dou-vos duas, uma para ficar convosco, outra para enviarem &agrave;s vossas fam&iacute;lias&quot;, e no final desse ano benzeu uma imagem de Nossa Senhora de F&aacute;tima, id&ecirc;ntica &agrave; que estava no santu&aacute;rio, oferecida pelo mesmo escultor. Isto s&atilde;o sinais pequenos, mas muito importantes&raquo;, considera o Pe. Luciano Cristina, que explica ainda que o Papa Pio XII foi ordenado bispo precisamente no dia 13 de maio de 1917, e que por isso era considerado o Papa de F&aacute;tima. Foi, ali&aacute;s, consciente dessa coincid&ecirc;ncia de datas que, no ano em que celebrou 25 anos de episcopado, consagrou o mundo ao Imaculado Cora&ccedil;&atilde;o de Maria, numa radiomensagem em portugu&ecirc;s. A vontade dos papas de cumprir os desejos de Nossa Senhora d&aacute; a estas apari&ccedil;&otilde;es &laquo;maior credibilidade&raquo;, considera o sacerdote.
&nbsp;

O papel de L&uacute;cia
Na opini&atilde;o de C&eacute;sar das Neves, outro aspeto que contribuiu muito para a credibiliza&ccedil;&atilde;o das apari&ccedil;&otilde;es foi a escolha da vidente. &laquo;Nenhuma das apari&ccedil;&otilde;es tem o grau de influ&ecirc;ncia e detalhe de F&aacute;tima, que se deve muito &agrave; personalidade escolhida por Nossa Senhora. L&uacute;cia de Jesus &eacute; uma vidente particularmente anormal. Viveu quase 100 anos, foi sempre de uma fidelidade e de um realismo e bom senso not&aacute;vel, nunca se deixou incensar por nada, sempre teve um cuidado enorme em diferenciar &quot;o que &eacute; que Nossa Senhora me disse&quot; e &quot;aquilo que eu penso sobre o assunto&quot;, explica. Apesar da for&ccedil;a das profecias, que s&atilde;o verific&aacute;veis na Hist&oacute;ria do mundo, &eacute; preciso compreender que as apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima tinham outro objetivo, sublinhado pela Ir. L&uacute;cia numas notas que foram publicadas ap&oacute;s a sua morte.

&laquo;Quando a Ir. L&uacute;cia faleceu, a sua superiora publicou umas notas que ela tinha deixado nas quais descreve que est&atilde;o todos preocupados com os segredos que foram escondidos e escreve: &quot;Porque &eacute; que n&atilde;o ligam ao essencial que est&aacute; divulgado desde maio e junho de 1917?&quot; Portanto, o que interessa n&atilde;o s&atilde;o os detalhes, s&atilde;o as a&ccedil;&otilde;es para que se possa atingir a Paz. Estamos a falar de emenda de vida, ora&ccedil;&atilde;o, rezar o ter&ccedil;o todos os dias, isto s&atilde;o as coisas centrais e estavam reveladas desde o in&iacute;cio&raquo;, diz o professor. Foi neste sentido que, mesmo sabendo que as profecias de F&aacute;tima foram todas reveladas, como confirmou o Card. Ratzinger na sua nota teol&oacute;gica, o Papa Bento XVI afirmou, na sua visita a Portugal, que a vit&oacute;ria do Imaculado Cora&ccedil;&atilde;o de Maria ainda n&atilde;o tinha chegado.

Convers&atilde;o &eacute; central
&laquo;H&aacute; evidentes cumprimentos da profecia, tendo em conta os acontecimentos do mundo. E a&iacute; o Cora&ccedil;&atilde;o Imaculado de Maria triunfou. Mas esse triunfo n&atilde;o &eacute; definitivo, e para n&oacute;s coloca-se outra vez o mesmo tipo de dramas e exig&ecirc;ncias que se colocavam nessa altura. Continua a ser verdade o termos de rezar o ter&ccedil;o todos os dias, sacrificarmo-nos pelos pecadores, e sobretudo colocarmos no centro da nossa vida o Imaculado Cora&ccedil;&atilde;o de Maria, que &eacute;, junto com o Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus, a forma como as apari&ccedil;&otilde;es se t&ecirc;m dado nos &uacute;ltimos tempos&raquo;, diz o professor, que considera que esta vit&oacute;ria vai acontecendo no dia a dia. &laquo;O Cora&ccedil;&atilde;o Imaculado de Maria vai triunfando sempre que algu&eacute;m se converter. O aspeto concreto dos segredos &eacute; acess&oacute;rio, o fundamental &eacute; o pedido de convers&atilde;o e mudan&ccedil;a de atitude&raquo;, avisa.
&nbsp;
Apesar de todas estas &quot;provas&quot;, nem todos reconhecem a validade das apari&ccedil;&otilde;es e nem todos se converteram. Jo&atilde;o C&eacute;sar das Neves lembra: &laquo;Nossa Senhora disse nas apari&ccedil;&otilde;es de outubro uma coisa que nunca disse antes: &quot;N&atilde;o ofendam mais o meu Filho, que j&aacute; est&aacute; muito ofendido.&quot; O &quot;castigo&quot; que vem n&atilde;o &eacute; imposto por Deus, &eacute; imposto pelas nossas a&ccedil;&otilde;es. Se as pessoas tivessem feito o que foi pedido, a Segunda Guerra Mundial n&atilde;o teria acontecido.&raquo; &Eacute; por acreditar nisto que o autor considera que s&oacute; na &laquo;vida eterna&raquo;, haver&aacute; o triunfo do Cora&ccedil;&atilde;o Imaculado de Maria. &laquo;O Cora&ccedil;&atilde;o Imaculado de Maria triunfa cada vez que uma pessoa faz o que Nossa Senhora pediu. O triunfo total e completo s&oacute; acontecer&aacute; na vida eterna, porque antes sabemos que &eacute; imposs&iacute;vel, porque o pecado vai sempre acontecer&raquo;, conclui.
&nbsp;

Texto e fotos: Ricardo Perna
Texto publicado na FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de maio de 2013.]]></description>
<pubDate>Wed, 03 May 2017 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>O significado profundo das revelações de Fátima</title>
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<description><![CDATA[Este texto foi escrito pelo beato Tiago Alberione (1884-1971) e publicado na edi&ccedil;&atilde;o de maio de 1967 da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, dedicada aos 50 anos das Apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima. Alberione foi o fundador da Fam&iacute;lia Paulista e o Vaticano considera-o &laquo;um dos mais carism&aacute;ticos ap&oacute;stolos do S&eacute;culo XX&raquo;. S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II assinou o decreto reconhecendo as virtudes heroicas de Tiago Alberione em 25 de junho de 1996. Ao texto original apenas se aplicou o acordo ortogr&aacute;fico e as regras do nosso livro de estilo.

A REVELA&Ccedil;&Atilde;O VEM DE DEUS, e foi feita no per&iacute;odo de tempo que decorreu desde a promessa do Redentor at&eacute; &agrave; morte do &uacute;ltimo Ap&oacute;stolo, S. Jo&atilde;o Evangelista. &Eacute; divina; &eacute; de certeza absoluta; est&aacute; depositada na Igreja, e por ela &eacute; interpretada e proposta a todos os homens: todos os homens t&ecirc;m obriga&ccedil;&atilde;o de crer nela.

As revela&ccedil;&otilde;es s&atilde;o, pelo contr&aacute;rio, manifesta&ccedil;&otilde;es privadas. S&atilde;o feitas a pessoas privadas, para vantagem sua ou de outros, e podem contribuir indiretamente para o bem de toda a Igreja. Por exemplo, as manifesta&ccedil;&otilde;es do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus a Santa Maria Margarida Alacoque, as manifesta&ccedil;&otilde;es da Virgem Imaculada a Santa Bernardette, em Lourdes. Agora, temos a revela&ccedil;&atilde;o do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Maria aos tr&ecirc;s pastorinhos de F&aacute;tima: Francisco, L&uacute;cia e Jacinta.
J&aacute; se deram no ano de 1917; e este ano passa o 50.&ordm; anivers&aacute;rio, que &eacute; celebrado com cerim&oacute;nias especiais.

Revela&ccedil;&otilde;es privadas
As revela&ccedil;&otilde;es privadas, quando s&atilde;o certas, devem ser cridas por aqueles aos quais foram feitas e por aqueles aos quais s&atilde;o dirigidas e para os quais foram feitas. Podem ser acreditadas por outros, desde que haja argumentos e provas certas do facto hist&oacute;rico. H&aacute;, na verdade, obriga&ccedil;&atilde;o de crer quando consta moralmente que houve revela&ccedil;&atilde;o de Deus, por dever de obedi&ecirc;ncia &agrave; autoridade divina. Isto verifica-se, por exemplo, quando h&aacute; milagres.

&Eacute; claro que toda a revela&ccedil;&atilde;o privada verdadeira deve estar de acordo com a doutrina da Igreja; e geralmente &eacute; feita a pessoas humildes e piedosas, traz vantagens espirituais ao menos a quem a recebe.
A manifesta&ccedil;&atilde;o de F&aacute;tima tem, em primeiro lugar, o timbre e o car&aacute;cter sagrado da realidade. Toda a revela&ccedil;&atilde;o privada verdadeira deve refletir em qualquer medida, mesmo pequena, os sinais bem claros, certos e sobrenaturais da revela&ccedil;&atilde;o divina: dirige-se &agrave;s almas simples, inocentes, virtuosas; convida a abandonar o pecado, chama &agrave; penit&ecirc;ncia, para estabelecer o reino de Jesus Cristo e de Deus e levar as almas a Deus e &agrave; salva&ccedil;&atilde;o eterna. Maria Sant&iacute;ssima, nas diversas apari&ccedil;&otilde;es, disse: &laquo;Quereis oferecer-vos ao Senhor, estais prontos a fazer sacrif&iacute;cios e a aceitar de boa vontade todos os sacrif&iacute;cios que Ele quiser mandar-vos em repara&ccedil;&atilde;o de tantos pecados com os quais &eacute; ofendida a sua divina Majestade, para alcan&ccedil;ar a convers&atilde;o dos pecadores e em repara&ccedil;&atilde;o das blasf&eacute;mias e de todas as ofensas feitas ao Cora&ccedil;&atilde;o Imaculado de Maria?&raquo;
L&uacute;cia respondeu por todos: &ndash; Sim, queremos!

Numa das apari&ccedil;&otilde;es, Nossa Senhora mostrou por alguns momentos o Inferno aos tr&ecirc;s videntes, e depois disse: &laquo;Vistes o Inferno onde v&atilde;o cair as almas dos pobres pecadores. Para os salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devo&ccedil;&atilde;o ao meu Cora&ccedil;&atilde;o Imaculado. Se se fizer o que vos disser, muitas almas se salvar&atilde;o, e haver&aacute; paz. A guerra atual est&aacute; para acabar (1914-1918); mas se n&atilde;o cessam de ofender Nosso Senhor, n&atilde;o passar&aacute; muito tempo, no pr&oacute;ximo pontificado (de Pio XI) come&ccedil;ar&aacute; outra muito pior... Para o impedir, virei pedir a consagra&ccedil;&atilde;o do mundo ao meu Cora&ccedil;&atilde;o e a Comunh&atilde;o reparadora nos primeiros s&aacute;bados do m&ecirc;s. Se atenderem os meus pedidos, a R&uacute;ssia converter-se-&aacute; e haver&aacute; paz. Sen&atilde;o, uma propaganda &iacute;mpia difundir&aacute; no mundo os seus erros, suscitando guerras e persegui&ccedil;&otilde;es &agrave; Igreja... Finalmente, o meu Cora&ccedil;&atilde;o triunfar&aacute;.&raquo;
Jacinta, morta pouco depois das Apari&ccedil;&otilde;es, pedia que se dissesse a toda a gente: &laquo;Deus concede as Suas gra&ccedil;as por meio do Cora&ccedil;&atilde;o Imaculado de Maria; e quer que se pe&ccedil;a a paz ao seu Cora&ccedil;&atilde;o Imaculado.&raquo;

A atualidade da mensagem
As manifesta&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima cont&ecirc;m ensinamentos de alto valor atual.
Foi em 1917, quando a primeira guerra mundial estava perto da sua fase conclusiva. A Humanidade recolhia os frutos da sua apostasia de Deus e do seu Cristo. Ningu&eacute;m, no fundo, era vencedor; nem mesmo os que cantavam vit&oacute;ria. O mundo ensanguentado jazia debaixo de mont&otilde;es de mis&eacute;rias morais e materiais, &oacute;dios profundos como que g&eacute;rmenes de pr&oacute;ximos conflitos.
Hoje o horizonte est&aacute; de novo coberto de densas nuvens, e a Humanidade vive numa &acirc;nsia cont&iacute;nua temendo o desencadear de tempestades ainda mais furiosas.

Quem nos salvar&aacute;? Todos os meios humanos, pequenos e grandes, se devem usar; mas ao mesmo tempo &eacute; necess&aacute;rio pedir a interven&ccedil;&atilde;o divina. No fundo de todos os acontecimentos h&aacute; sempre um movente e um problema moral-religioso, que ultrapassa os factos e os c&aacute;lculos humanos. O reino de Cristo matura ao longo dos s&eacute;culos. E &eacute; Maria que o prepara, como a m&atilde;e precede e apresenta o seu filho. Invoquemos Maria, supliquemos o seu Cora&ccedil;&atilde;o Imaculado para que tenha compaix&atilde;o de tantos seus filhos, de toda a humanidade. A for&ccedil;a n&atilde;o est&aacute; toda nas armas: &laquo;O meu Cora&ccedil;&atilde;o Imaculado triunfar&aacute;, mas por amor; o &oacute;dio n&atilde;o edifica.&raquo;

O ensinamento de F&aacute;tima &eacute; sempre atual: o caminho da paz e o regresso a Cristo por Maria; a penit&ecirc;ncia, a ora&ccedil;&atilde;o, a orienta&ccedil;&atilde;o na obedi&ecirc;ncia ao Vig&aacute;rio de Cristo.
A consci&ecirc;ncia sofre uma enfermidade que se espalhou a quase todas as manifesta&ccedil;&otilde;es da vida moderna: a exterioriza&ccedil;&atilde;o, que significa ignorar a profundidade. O homem est&aacute; doente de &laquo;aus&ecirc;ncia de Deus&raquo;. Procurando sempre e s&oacute; a novidade, o homem projeta-se para fora de si mesmo. Interessa-se por todos os problemas humanos, esquecendo o conceito fundamental da vida, perdendo de vista os cumes espirituais, para os quais a alma tende numa &acirc;nsia de conquista.
A luz nova, a orienta&ccedil;&atilde;o, o grande dom de Deus e do seu Cristo vir&atilde;o de Maria: de Maria vir&atilde;o como da sua cont&iacute;nua e pr&oacute;pria Miss&atilde;o.
&nbsp;
Tiago Alberione
]]></description>
<pubDate>Tue, 02 May 2017 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Fátima e a chamada à conversão</title>
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<description><![CDATA[Qual a mensagem de F&aacute;tima? O Mons. Feytor Pinto explica o que Nossa Senhora quis dizer aos pastorinhos.



Foi a partir de meados do s&eacute;culo XVIII que a Humanidade, sobretudo com o nascer de algumas ideologias, se afastou dos valores do Evangelho e p&ocirc;s em quest&atilde;o a f&eacute; crist&atilde;. Depois, da revolu&ccedil;&atilde;o francesa, a Europa mergulhou no racionalismo, considerando o ser humano capaz de resolver sozinho todos os seus problemas. Mais tarde, em meados do s&eacute;culo XIX, o marxismo fez passar a ideia de que a religi&atilde;o &eacute; o &oacute;pio do povo e por isso devia ser abandonada. Finalmente, o existencialismo nos primeiros anos do s&eacute;culo XX reduziu o essencial ao mais f&aacute;cil, considerando a liberdade como um valor absoluto, dispensando totalmente a rela&ccedil;&atilde;o com Deus. Todo este caminho hist&oacute;rico da comunidade humana conduziu ao desprezo pelo transcendente e pelos grandes valores crist&atilde;os, que deveriam suportar a rela&ccedil;&atilde;o com Deus e com todos os seres humanos.

Maria visita Europa 
&Eacute; dentro deste ambiente, esvaziado de sobrenatural, dominado pelo agnosticismo e at&eacute; pelo ate&iacute;smo, que os c&eacute;us se abrem e Maria vem por v&aacute;rias vezes visitar a Terra, na Europa. Nossa Senhora apareceu em Lourdes, a Bernardette Soubirous, junto &agrave; gruta de Massabielle, dizendo: &laquo;Eu sou a Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o.&raquo; Apareceu depois em F&aacute;tima, a tr&ecirc;s pastorinhos, L&uacute;cia, Francisco e Jacinta, que a consideraram: &laquo;A senhora mais brilhante que o sol.&raquo; Entre 1858 e 1917, a mensagem de Maria, em Lourdes ou em F&aacute;tima, tem como tra&ccedil;os comuns a necessidade da penit&ecirc;ncia e da ora&ccedil;&atilde;o, f&oacute;rmulas propostas por Maria para a recristianiza&ccedil;&atilde;o da Humanidade. H&aacute;, por&eacute;m, uma diferen&ccedil;a: enquanto em Lourdes se afirma a intercess&atilde;o de Maria, para a cura dos doentes, em F&aacute;tima o essencial &eacute; a renova&ccedil;&atilde;o profunda da Igreja atrav&eacute;s da convers&atilde;o dos pecadores.
&nbsp;
A revela&ccedil;&atilde;o de Deus nas apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima tem dois tempos diferentes, que se completam, numa harmonia extraordin&aacute;ria. Em 1916, o Anjo da Paz vem encontrar-se com os pastorinhos por tr&ecirc;s vezes, em Aljustrel, preparando-os para a visita de Nossa Senhora e dando-lhes mesmo a Primeira Comunh&atilde;o. Quem visita, em F&aacute;tima, a Loca do Cabe&ccedil;o tem oportunidade de maravilhar-se com o ambiente simples que rodeia a est&aacute;tua do Anjo, a transmitir aos pastorinhos o mist&eacute;rio da Eucaristia.&nbsp;

Os pastorinhos veem Nossa Senhora
O segundo tempo das apari&ccedil;&otilde;es acontece na Cova da Iria, quando Nossa Senhora aparece sobre os ramos de uma azinheira. Foi entre maio e outubro que, por seis vezes, Nossa Senhora se revelou aos pastorinhos de F&aacute;tima. S&atilde;o momentos de uma espiritualidade intensa, s&oacute; poss&iacute;vel pelo ambiente crist&atilde;o que os pequeninos vivem nas suas casas. Maria pede-lhes muita ora&ccedil;&atilde;o pela convers&atilde;o dos pecadores. A nota dominante &eacute; de natureza espiritual, a convers&atilde;o, a mudan&ccedil;a de vida, a fuga do pecado, o encontro com Jesus por meio de Maria. Tudo isto se faz pela penit&ecirc;ncia e ora&ccedil;&atilde;o. A ora&ccedil;&atilde;o que Nossa Senhora pede &eacute; a reza frequente do Ros&aacute;rio, manancial de gra&ccedil;a para o conhecimento dos mist&eacute;rios crist&atilde;os e interpela&ccedil;&atilde;o repetida a Nossa Senhora, para que interceda pelo Mundo junto de seu Filho. Nos pedidos de Maria aos pastorinhos est&aacute; tamb&eacute;m presente a promo&ccedil;&atilde;o da paz, a convers&atilde;o da R&uacute;ssia (s&iacute;mbolo do ate&iacute;smo), a ora&ccedil;&atilde;o pelo Papa (express&atilde;o de amor &agrave; Igreja) e finalmente a convers&atilde;o da Humanidade.

A mensagem de F&aacute;tima n&atilde;o se esgota no di&aacute;logo de Nossa Senhora com os pastorinhos. L&uacute;cia, depois de estar em Pontevedra no convento das Doroteias e, mais tarde, no convento das carmelitas em Coimbra, continuou a receber mensagens de Maria. Todas elas continham o pedido da convers&atilde;o dos pecadores. No centro da mensagem de F&aacute;tima est&aacute;, ent&atilde;o, a convers&atilde;o pessoal e a convers&atilde;o coletiva. &Eacute; fundamental que as pessoas, em pecado, se reencontrem com Deus. Mas &eacute; tamb&eacute;m essencial que as diversas comunidades crist&atilde;s se renovem profundamente, para melhor responder &agrave; nova evangeliza&ccedil;&atilde;o. Para a convers&atilde;o pessoal, o Santu&aacute;rio de F&aacute;tima tem sempre a disponibilidade de acolher os pecadores e lhes oferecer o sacramento da Reconcilia&ccedil;&atilde;o.

Perd&atilde;o e convers&atilde;o
O Papa Francisco, na proximidade da vinda a F&aacute;tima, fala deste grande sacramento do perd&atilde;o, dizendo que ele &eacute; um lugar de conv&iacute;vio entre dois pecadores em que um deles, por mandato de Deus, pode perdoar os pecados. O Papa diz tamb&eacute;m que a Reconcilia&ccedil;&atilde;o &eacute; um tempo maravilhoso da miseric&oacute;rdia infinita de Deus. Afirma, finalmente, que o sacramento do perd&atilde;o &eacute; tamb&eacute;m um lugar de evangeliza&ccedil;&atilde;o, de an&uacute;ncio de Jesus Cristo. No Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, tem-se consci&ecirc;ncia da import&acirc;ncia da convers&atilde;o dos pecadores, como o pedido mais belo feito por Maria.

N&atilde;o pode a convers&atilde;o, por&eacute;m, ter apenas uma dimens&atilde;o pessoal. As comunidades crist&atilde;s t&ecirc;m tamb&eacute;m de converter-se, renovando-se profundamente no tr&iacute;plice minist&eacute;rio, prof&eacute;tico, sacerdotal e real. Por isso, o Santu&aacute;rio de F&aacute;tima abre as portas &agrave; renova&ccedil;&atilde;o profunda da Igreja, forma extraordin&aacute;ria da convers&atilde;o pedida por Maria. Esta renova&ccedil;&atilde;o consegue-se atrav&eacute;s de oportunidades de estudo sobre a Sagrada Escritura, sobre a liturgia, sobre os movimentos laicais, sobre o dinamismo sociocaritativo das comunidades crist&atilde;s. Tudo isto &eacute; um sinal da convers&atilde;o da pr&oacute;pria Igreja na mais profunda renova&ccedil;&atilde;o. F&aacute;tima &eacute; lugar de peregrina&ccedil;&atilde;o, mas &eacute; sobretudo lugar de convers&atilde;o, de aprofundamento da f&eacute; e de compromisso crist&atilde;o na vida de todos os dias. Poder&aacute; ent&atilde;o dizer-se que o essencial da mensagem de F&aacute;tima &eacute; mesmo a chamada &agrave; convers&atilde;o.&nbsp;


Mons. Feytor Pinto, p&aacute;roco do Campo Grande, em Lisboa
Fotos: Ricardo Perna e CPP
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<pubDate>Mon, 01 May 2017 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Fátima» é o novo filme de João Canijo</title>
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<description><![CDATA[A proposta de cinema para esta semana surge na antec&acirc;mara das comemora&ccedil;&otilde;es do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima como um filme/document&aacute;rio sobre uma das mais duras peregrina&ccedil;&otilde;es que todos os anos acontece at&eacute; ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima.


De Vinhais a F&aacute;tima s&atilde;o mais de 400 kms, percorridos em 9 dias pelas peregrinas, mulheres, em condi&ccedil;&otilde;es de chuva e sol que transformam o caminho num desafio de supera&ccedil;&atilde;o pessoal e transforma&ccedil;&atilde;o interior.

No filme, s&atilde;o 11 as mulheres que se fazem &agrave; estrada, apoiadas por um carro de apoio que serve tamb&eacute;m de dormit&oacute;rio para a maioria dos dias. O registo do filme &eacute; muito documental, e a prepara&ccedil;&atilde;o das atrizes foi meticulosa ao ponto de algumas terem feito a peregrina&ccedil;&atilde;o antes das filmagens como forma de melhor se prepararem para o filme, e de todas terem estado muito tempo a conviver com as mulheres da aldeia de Vinhais, de onde saem as peregrinas.

Uma das grandes mais-valias do filme &eacute; a autenticidade. O que vemos s&atilde;o mulheres reais, em conflitos interiores com elas pr&oacute;prias, que derramam na dificuldade de viver num grupo de peregrinas com personalidades tao d&iacute;spares. Muitas das cenas que se veem no filme n&atilde;o foram encenadas ou preparadas, mas antes aproveitadas a partir de querelas e discuss&otilde;es que se foram colocando durante as grava&ccedil;&otilde;es, como era inten&ccedil;&atilde;o do realizador.

Pode parecer, ao primeiro olhar, que aquela &eacute; uma peregrina&ccedil;&atilde;o que pouco tem de busca espiritual, mas lentamente vamo-nos apercebendo que cada mulher carrega consigo a sua cruz, as suas dificuldades, e que opera em si pr&oacute;pria uma transforma&ccedil;&atilde;o, fruto do caminho, dos conselhos das companheiras, ou mesmo das discuss&otilde;es que surgem entre todas.

Rita Blanco assume a lideran&ccedil;a do grupo de peregrinas e est&aacute; excelente no seu papel de &ldquo;mandona&rdquo;, enquanto a peregrina mais experiente que conduz o grupo, mas todas as outras atrizes d&atilde;o for&ccedil;a e testemunho da dureza do caminho, mesmo considerando que muitas n&atilde;o ser&atilde;o cat&oacute;licas.

No fim, com a chegada a F&aacute;tima, vemos que tudo passa, e s&oacute; fica a f&eacute;. E isso entusiasma e emociona qualquer um que veja o filme. Uma sugest&atilde;o boa para preparar estas comemora&ccedil;&otilde;es que agora vao come&ccedil;ar em for&ccedil;a.
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Texto: Ricardo Perna

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<pubDate>Fri, 28 Apr 2017 09:09:00 +0100</pubDate>
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<title>Bispos satisfeitos com possibilidade de tolerância de ponto</title>
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<description><![CDATA[D. Manuel Clemente, presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) e Cardeal Patriarca de Lisboa, falou hoje sobre a possibilidade de o governo conceder toler&acirc;ncia de ponto no dia 12 de maio, no &acirc;mbito da visita do Papa Francisco a Portugal.


O prelado mostra-se satisfeito com essa possibilidade. &laquo;Se isto interessa a grande n&uacute;mero dos portugueses, faz sentido a toler&acirc;ncia de ponto. Se t&atilde;o grande parte da popula&ccedil;&atilde;o, mesmo para al&eacute;m dos horizontes da cren&ccedil;a, olha com tanto interesse para a visita do Papa, &eacute; normal que o governo olhe para esse interesse&raquo;, referiu aos jornalistas na confer&ecirc;ncia de imprensa conclusiva da Assembleia Plen&aacute;ria da CEP.

Quanto a alguma contesta&ccedil;&atilde;o que se seguiu ao anuncio desta possibilidade, inclusive de deputados do partido do governo, D. Manuel foi claro. &laquo;O Estado &eacute; um &oacute;rg&atilde;o que deve estar ao servi&ccedil;o do bem comum. N&atilde;o inventa a sociedade, serve-a. A decis&atilde;o &eacute; do governo e n&atilde;o foi pedida por n&oacute;s&raquo;, confirmou.
&nbsp;
Sobre se esta decis&atilde;o poder&aacute; trazer ainda mais gente &agrave; Cova da Iria, D. Manuel n&atilde;o quis fazer uma correla&ccedil;&atilde;o direta. &laquo;N&atilde;o creio que a toler&acirc;ncia de ponto leve &agrave; vinda de mais gente a F&aacute;tima, porque h&aacute; outras formas de assistir &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio que venham todas, mas t&ecirc;m mais disponibilidade para seguir atrav&eacute;s de outros meios&raquo;, disse.
&nbsp;
Bispos t&ecirc;m de &laquo;aprofundar pensamento&raquo; para &laquo;acompanharem o discernimento&raquo;
Um dos pontos da ordem de trabalho da Assembleia Plen&aacute;ria foi a continua&ccedil;&atilde;o da reflex&atilde;o sobre a exorta&ccedil;&atilde;o do Papa Amoris Laetitia. Nesta assembleia foi refletido o &laquo;acompanhamento e discernimento pessoal e pastoral sob as orienta&ccedil;&otilde;es do bispo da diocese&raquo;, pode ler-se no comunicado final.
&nbsp;
Sobre esta mat&eacute;ria, D. Manuel adiantou que os bispos precisam de &laquo;aprofundar o pensamento, porque somos n&oacute;s que temos de acompanhar esse discernimento&raquo;. Quanto &agrave;s decis&otilde;es que ser&atilde;o tomadas por cada bispo na sua diocese, D. Manuel disse que a responsabilidade de cada acompanhamento &eacute; do bispo local da diocese, e n&atilde;o se quis comprometer com posi&ccedil;&otilde;es conjuntas, mas sempre foi adiantando que &laquo;cada bispo n&atilde;o divergir&aacute; tanto um do outro se o caminho de forma&ccedil;&atilde;o for feito em conjunto&raquo;. Nas Jornadas Pastorais do Episcopado de junho a reflex&atilde;o continuar&aacute;, desta vez sobre a &laquo;forma&ccedil;&atilde;o da consci&ecirc;ncia e discernimento&raquo;.
&nbsp;
&laquo;Que o testemunho ativo do Papa nos entusiasme a n&oacute;s&raquo;
Sobre a visita do Papa, n&atilde;o havia grande novidades a adiantar pelos bispos. D. Manuel Clemente n&atilde;o acredita em surpresas de &uacute;ltima hora, at&eacute; porque o &laquo;tempo est&aacute; muito preenchido, n&atilde;o vai ter muita oportunidade para fazer mais que o que est&aacute; programado&raquo;.
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O presidente da CEP espera que esta visita fa&ccedil;a os fi&eacute;is ficarem mais pr&oacute;ximos do &laquo;testemunho daquelas duas crian&ccedil;as h&aacute; 100 anos que a Igreja respeita tanto que at&eacute; as canoniza&raquo;, e que permita &laquo;que nos unamos mais ao Papa nesta sua vontade de ser um rosto concreto, sugestivo e eficaz do que &eacute; a miseric&oacute;rdia neste mundo&raquo;. &laquo;Esta frente &eacute; a frente de Deus, como os pastorinhos o compreenderam h&aacute; 100 anos&raquo;, defendeu.
&nbsp;
Ainda nesta mat&eacute;ria, os bispos publicaram uma Nota Pastoral sobre a canoniza&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos Jacinta e Francisco, onde enaltecem a vida dos pastorinhos, que &laquo;convida &agrave; docilidade ao Esp&iacute;rito Santo do Senhor ressuscitado, ao cuidado sol&iacute;cito da humanidade e ao compromisso fiel com o rosto misericordioso de Deus&raquo;. &laquo;Somos convidados a olhar para o exemplo de vida destas crian&ccedil;as, cientes da semente de f&eacute;, esperan&ccedil;a e amor que eles semeiam na hist&oacute;ria humana&raquo;, pode ler-se na Nota dos bispos.
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&Eacute;poca de inc&ecirc;ndios preocupa
Os bispos portugueses emitiram uma nota pastoral sobre &laquo;cuidar da casa comum &ndash; prevenir e evitar os inc&ecirc;ndios&raquo;, onde apela a uma maior consciencializa&ccedil;&atilde;o de todos nesta mat&eacute;ria. &laquo;Parece que estamos habituados aos inc&ecirc;ndios, entramos na &eacute;poca de inc&ecirc;ndios como na &eacute;poca balnear, e n&atilde;o pode ser&raquo;, afirmou veementemente o presidente da CEP.
&nbsp;
Afirmando que &laquo;as comunidades crist&atilde;s est&atilde;o espalhadas pelo territ&oacute;rio e sentem a preocupa&ccedil;&atilde;o que toda a popula&ccedil;&atilde;o sente&raquo;, o prelado afirmou que &laquo;n&atilde;o nos podemos acomodar&raquo; com a &laquo;perda grav&iacute;ssima do nosso patrim&oacute;nio&raquo;. Pedindo aos p&aacute;rocos que &laquo;fa&ccedil;am pedagogia&raquo; sobre esta mat&eacute;ria, D. Manuel Clemente defende que &laquo;as comunidades t&ecirc;m de entrar nisto aberta e decisivamente&raquo;.
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Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 27 Apr 2017 15:43:00 +0100</pubDate>
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<title>Santuário mostra as alfaias para a visita do Papa</title>
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<description><![CDATA[O Santu&aacute;rio de F&aacute;tima promoveu hoje uma visita t&eacute;cnica ao presbit&eacute;rio da esplanada do Santu&aacute;rio, onde o Papa Francisco ir&aacute; presidir no dia 13 de maio. A visita serviu para os jornalistas conhecerem o espa&ccedil;o, que, apesar de estar em funcionamento h&aacute; um ano, s&oacute; h&aacute; poucos meses ficou finalizado.


Juntamente com a visita, o Santu&aacute;rio revelou algumas das alfaias, objetos lit&uacute;rgicos, que o Papa ir&aacute; utilizar na celebra&ccedil;&atilde;o do dia 13, nomeadamente o c&aacute;lice e a p&iacute;xide, a cust&oacute;dia para a ben&ccedil;&atilde;o dos doentes e a cruz que ir&aacute; ficar no altar. Nenhum dos objetos &eacute; novo, segundo informou o Pe. Joaquim Ganh&atilde;o, coordenador da comiss&atilde;o de liturgia da visita do Papa. &laquo;O Santu&aacute;rio n&atilde;o encomendou nada em particular para a visita do Papa, iremos utilizar o que j&aacute; usamos regularmente&raquo;, revelou aos jornalistas.

O c&aacute;lice e a p&iacute;xide ser&atilde;o os mesmos que foram utilizados na visita de Bento XVI e que s&atilde;o habitualmente utilizados nas peregrina&ccedil;&otilde;es anivers&aacute;rias, feitos a partir de mais de 7 mil objetos de ouro que foram doados em 1968 &laquo;pelos doentes de Portugal&raquo;.

A cust&oacute;dia foi uma doa&ccedil;&atilde;o recente do movimento eclesial Adora&ccedil;&atilde;o Noturna Espanhola, para assinalar os 25 anos de peregrina&ccedil;&otilde;es deste grupo ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima. A autora da pe&ccedil;a &eacute; Maria Joana Delgado, a consultora do Servi&ccedil;o de Ambiente e Constru&ccedil;&otilde;es do Santuario de F&aacute;tima.

Finalmente, a cruz que estar&aacute; no altar &eacute; a cruz que foi pelo doada pelo Padre Pio em 1959. &laquo;Segundo os seus bi&oacute;grafos, o Padre Pio, gravemente doente aquando da visita da Virgem Peregrina &agrave; sua comunidade, atribuiu a Nossa Senhora de F&aacute;tima a gra&ccedil;a da sua cura&raquo;, informa o Santu&aacute;rio numa nota distribu&iacute;da aos jornalistas.

Pode ver todas as alfaias na fotogaleria em baixo.

N&uacute;meros e estat&iacute;sticas
No que diz respeito aos paramentos, o Santu&aacute;rio informou que o Papa trar&aacute; os seus paramentos. O mesmo devem fazer todos os sacerdotes e di&aacute;conos que ir&atilde;o concelebrar, pois o Santu&aacute;rio apenas garante os paramentos dos bispos e cardeais. &laquo;At&eacute; agora j&aacute; est&atilde;o inscritos 1100 concelebrantes&raquo;, informou o Pe. Joaquim, que adiantou que no altar estar&atilde;o cerca de 140 pessoas. &laquo;No altar teremos 73 bispos, oito cardeais, 20 pessoas leigas ligadas ao s&eacute;quito papal, mais os ac&oacute;litos&raquo;.

Para a comunh&atilde;o est&atilde;o preparados 400 ministros extraordin&aacute;rios, entre sacerdotes, di&aacute;conos e leigos. A grande maioria sair&aacute; diretamente da capela da sagrada fam&iacute;lia para o recinto logo durante o ofert&oacute;rio. &laquo;O objetivo &eacute; tornar a celebra&ccedil;&atilde;o fluida, para n&atilde;o ser muito longa&raquo;, referiu o sacerdote.

J&aacute; se sabia que a canoniza&ccedil;&atilde;o seria em l&iacute;ngua portuguesa, mas o Santu&aacute;rio adiantou hoje que o resto da celebra&ccedil;&atilde;o ser&aacute; toda em portugu&ecirc;s, com exce&ccedil;&atilde;o da Ora&ccedil;&atilde;o Universal, que ser&aacute; em diversas l&iacute;nguas, incluindo o &aacute;rabe.

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Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 27 Apr 2017 13:20:00 +0100</pubDate>
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<title>Fátima é «porta salvadora» que apela à conversão</title>
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<description><![CDATA[Na mensagem que abre os trabalhos da 191&ordf; Assembleia Plen&aacute;ria da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), &oacute;rg&atilde;o que re&uacute;ne todos os bispos portugueses, D. Manuel Clemente, presidente da CEP, falou de F&aacute;tima, do centen&aacute;rio e da dificuldade de falar em termos &laquo;veicul&aacute;veis pelos media&raquo;. &laquo;Admito nem sempre ser f&aacute;cil &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o social entender realmente o que est&aacute; em jogo nas vicissitudes eclesiais ad intra e ad extra; ou faltar da nossa parte a elucida&ccedil;&atilde;o clara disso mesmo, em termos veicul&aacute;veis pelos media&raquo;, referiu D. Manuel Clemente, na mensagem lida no in&iacute;cio dos trabalhos.

&nbsp;
Foi esta mesma dificuldade que, diz D. Manuel, ter&aacute; sido sentida h&aacute; 100 anos pelas tr&ecirc;s crian&ccedil;as que apareceram a falar &agrave; sociedade de &laquo;prioridades&raquo; bem diferentes das que se viviam na altura. &laquo;Num ambiente sociopol&iacute;tico t&atilde;o agitado, em pleno conflito mundial, com dificuldades grandes para o decurso normal da vida da Igreja aqu&eacute;m e al&eacute;m-fronteiras, aparecerem tr&ecirc;s crian&ccedil;as numa serra rec&ocirc;ndita, a dizerem o que diziam, insistentemente diziam, e basicamente consistia em apelar &agrave; convers&atilde;o, em mudar de vida, em corresponder aos apelos da M&atilde;e de Cristo, para s&oacute; assim chegar a paz, para s&oacute; assim a garantir no futuro &ndash; concordemos que n&atilde;o podia ser maior o contraste &ldquo;medi&aacute;tico&rdquo; e o confronto das expetativas comuns&raquo;, referiu o prelado.
&nbsp;
Mas estes pedidos que os pastorinhos deixaram foram-se tornando &laquo;pastoral, como conte&uacute;do e pr&aacute;tica marcantes&raquo;, uma &laquo;marca de fundo&raquo; que &laquo;acabou por tocar muita gente e moldar muita coisa, bem mais do que parece&raquo;. &laquo;Muita gente foi percebendo, tamb&eacute;m a partir de F&aacute;tima, que os grandes desastres humanit&aacute;rios e pessoais t&ecirc;m raiz mais profunda e consequ&ecirc;ncia mais duradoura do que aquilo que imediatamente parece&raquo;, sustentou.
&nbsp;
Por isso, D. Manuel tra&ccedil;a um paralelismo entre as vis&otilde;es dos pastorinhos do Inferno e as imagens que &laquo;n&atilde;o s&atilde;o assim t&atilde;o diferentes das que os media hoje nos transmitem, a crian&ccedil;as e adultos, de repetidas destrui&ccedil;&otilde;es e carnificinas por esse mundo al&eacute;m&raquo; para afirmar que, se fizermos como os pastorinhos, que passaram desse Inferno para o &laquo;Cora&ccedil;&atilde;o de Maria, que a gra&ccedil;a divina tornou imaculado&raquo;, e depois para a &laquo;estrada &iacute;ngreme que nos leva &agrave; Cruz&raquo;, chegaremos tamb&eacute;m &agrave; &laquo;salva&ccedil;&atilde;o&raquo;. &laquo;Estes tr&ecirc;s momentos sucessivos do &ldquo;segredo&rdquo; retomam um aut&ecirc;ntico itiner&aacute;rio crist&atilde;o. Constituem absolutamente uma mensagem de esperan&ccedil;a&raquo;, disse na sua mensagem.
&nbsp;
Sobre a import&acirc;ncia do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima no momento que a Igreja hoje vive, D. Manuel referiu que &laquo;abriu-se em F&aacute;tima uma &ldquo;porta salvadora&rdquo;, pela qual, ainda que estreita, se acede &agrave; Fonte que finalmente sacia&raquo;. &laquo;O mais importante de F&aacute;tima &eacute; o constante caudal de convers&otilde;es que daqui corre&raquo;, considera.
&nbsp;
Os bispos v&atilde;o estar reunidos em F&aacute;tima at&eacute; dia 27 de abril, numa Assembleia Plen&aacute;ria com elei&ccedil;&otilde;es para a presid&ecirc;ncia e as dire&ccedil;&otilde;es das comiss&otilde;es do organismo cat&oacute;lico, no tri&eacute;nio 2017-2020. A 191.&ordf; Assembleia Plen&aacute;ria da CEP vai ainda debater uma carta pastoral sobre a Catequese, uma nota sobre os inc&ecirc;ndios e a pastoral nas pris&otilde;es, al&eacute;m de prosseguir a reflex&atilde;o sobre a Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica &lsquo;Amoris laetitia&rsquo;, do Papa Francisco, sobre a Fam&iacute;lia.
&nbsp;
Em cima da mesa est&aacute; ainda a celebra&ccedil;&atilde;o do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es e a visita do Papa em F&aacute;tima, a 12 e 13 de maio.

&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Mon, 24 Apr 2017 16:15:00 +0100</pubDate>
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<title>Conhece o milagre que permitiu canonizar os pastorinhos?</title>
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<description><![CDATA[J&aacute; s&atilde;o conhecidos mais pormenores sobre o milagre que permitiu a canoniza&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos de F&aacute;tima. Apesar das indica&ccedil;&otilde;es dadas na altura do an&uacute;ncio da canoniza&ccedil;&atilde;o pelo bispo de Leiria, de que n&atilde;o poderia dar informa&ccedil;&otilde;es sobre a cura, o jornal italiano Avvenire a a R&aacute;dio Vaticano adiantaram hoje mais pormenores sobre o caso.

&nbsp;
Sem nunca revelar o local ou a identidade da crian&ccedil;a, os relatos indicam que a crian&ccedil;a de seis anos brincava com a sua irm&atilde; em casa do seu av&ocirc; quando caiu pela janela de uma altura de sete metros para a cal&ccedil;ada, na rua. Foi trazido para o hospital &laquo;sofrendo um grave traumatismo cr&acirc;nio-encef&aacute;lico, com a perda de material encef&aacute;lico&raquo;, indica o artigo.
&nbsp;
Levada para o hospital em coma e operada, os progn&oacute;sticos foram terr&iacute;veis, e os m&eacute;dicos indicaram aos pais que, na melhor das hip&oacute;teses, a crian&ccedil;a, &laquo;caso sobrevivesse, viveria em estado vegetativo ou, no m&aacute;ximo, com graves defici&ecirc;ncias cognitivas&raquo;, escreve a R&aacute;dio Vaticano. &laquo;Milagrosamente, ap&oacute;s tr&ecirc;s dias, a crian&ccedil;a recebeu alta, n&atilde;o sendo constatado qualquer dano neurol&oacute;gico ou cognitivo&raquo;, pode ler-se na revista Avvenire.
&nbsp;
No momento do incidente, enquanto levantava a crian&ccedil;a do ch&atilde;o, o pai invocou a intercess&atilde;o de Nossa Senhora de F&aacute;tima e dos dois pequenos beatos, e, nessa mesma noite, os familiares e uma comunidade de irm&atilde;s de clausura rezaram com insist&ecirc;ncia, pedindo a intercess&atilde;o dos pastorinhos de F&aacute;tima, e ter&aacute; sido essa ora&ccedil;&atilde;o, juntamente com a admira&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;dicos sobre a recupera&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida, que levou a fam&iacute;lia a reconhecer uma interven&ccedil;&atilde;o milagrosa e a indicar o caso &agrave; postula&ccedil;&atilde;o.

A equipa m&eacute;dica que observou a crian&ccedil;a n&atilde;o encontrou explica&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica para esta cura, e o caso foi entregue &agrave; comiss&atilde;o m&eacute;dica indicada pelo Vaticano que, no in&iacute;cio do m&ecirc;s de fevereiro deste ano, confirmou tratar-se de uma cura milagrosa, passando o processo para a comiss&atilde;o teol&oacute;gica, e por &uacute;ltimo para o Papa Francisco, que deu a aprova&ccedil;&atilde;o final do milagre a 23 de mar&ccedil;o &uacute;ltimo.
&nbsp;
Pais e crian&ccedil;a v&atilde;o dar testemunho em F&aacute;tima
O Santu&aacute;rio informou tamb&eacute;m hoje que a crian&ccedil;a e os pais estar&atilde;o presentes na canoniza&ccedil;&atilde;o em F&aacute;tima, e que ir&atilde;o dar o seu testemunho &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o social. &laquo;No dia 11 de maio, a crian&ccedil;a miraculada e a fam&iacute;lia v&atilde;o fazer uma declara&ccedil;&atilde;o em F&aacute;tima sobre o milagre, estando dispon&iacute;veis para falar com a Comunica&ccedil;&atilde;o Social, assistindo, no dia 13, &agrave; canoniza&ccedil;&atilde;o dos dois Pastorinhos&raquo;, indica a sala de imprensa do Santu&aacute;rio.
&nbsp;
At&eacute; l&aacute;, &laquo;a fam&iacute;lia n&atilde;o vai dar entrevistas nem fazer declara&ccedil;&otilde;es, por pretender que o seu testemunho seja feito no Santu&aacute;rio de F&aacute;tima&raquo;.
&nbsp;
A identidade da crian&ccedil;a, por ser menor, e pormenores exatos da cura &laquo;est&atilde;o sob reserva&raquo;.

A R&aacute;dio Renascen&ccedil;a cita a Lusa e noticia que o arcebispo de Olinda e Recife se mostrou satisfeito por ter sido uma crian&ccedil;a da arquidiocese brasileira a viabilizar o processo de canoniza&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos de F&aacute;tima. &laquo;Fiquei surpreso, fiquei contente e feliz que Recife tenha dado essa contribui&ccedil;&atilde;o. Todos aqui ficaram muito satisfeitos e felizes que esse facto tenha sido levado em conta. N&atilde;o conhe&ccedil;o a crian&ccedil;a, mas pretendo entrar em contacto para conhec&ecirc;-la&raquo;, afirmou Ant&ocirc;nio Saburido.

Texto: Ricardo Perna
Fotos: D.R.
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<pubDate>Fri, 21 Apr 2017 17:36:00 +0100</pubDate>
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<title>Pastorinhos canonizados em Fátima a 13 de maio</title>
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<description><![CDATA[O Papa confirmou hoje que a canoniza&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto ocorrer&aacute; durante a visita do Papa Francisco, por ocasi&atilde;o das comemora&ccedil;&otilde;es do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima.


O an&uacute;ncio aconteceu durante a reuni&atilde;o do Consist&oacute;rio em Roma, e foi confirmado pela Ir. &Acirc;ngela Coelho. &laquo;Sim, o Papa acabou de anunciar que a canoniza&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos ser&aacute; em F&aacute;tima no 13 de maio. Estou muito feliz&raquo;, declarou a postuladora da causa da canoniza&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos, que esteve a assistir ao Consist&oacute;rio em Roma e revela como tudo aconteceu.
&nbsp;
&laquo;O an&uacute;ncio foi feito em latim. Os nossos pastorinhos foram os primeiros nomes da lista, pois &eacute; a &uacute;nica data diferente das outras, e v&atilde;o acontecer em primeiro lugar. O Cardeal Angelo Amato fez depois uma descri&ccedil;&atilde;o da vida dos pastorinhos, e foi assim&raquo;, conta, emocionada.
&nbsp;
A religiosa portuguesa explica que sente uma &laquo;enorme alegria&raquo; com este an&uacute;ncio. &laquo;&Eacute; uma maneira muito bonita de coroar as celebra&ccedil;&otilde;es do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es em F&aacute;tima&raquo;, afirma.

A not&iacute;cia tamb&eacute;m j&aacute; foi confirmada pelo Santu&aacute;rio de F&aacute;tima na p&aacute;gina oficial da visita do Papa a Portugal. &laquo;Francisco e Jacinta Marto v&atilde;o ser canonizados no Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, a 13 de maio, durante a Missa da primeira Peregrina&ccedil;&atilde;o Internacional Anivers&aacute;ria do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es, presidida pelo Papa Francisco&raquo;, pode ler-se, juntamente com as rea&ccedil;&otilde;es de D. Ant&oacute;nio Marto, bispo de Leiria-F&aacute;tima, que afirmou que &laquo;o Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es atinge todo o seu esplendor&raquo;, com esta not&iacute;cia da canoniza&ccedil;&atilde;o. &laquo;[Um grande dom] Para todos aqueles que reconhecem nos Pastorinhos um exemplo luminoso de um caminho de santidade que, atrav&eacute;s do Imaculado Cora&ccedil;&atilde;o de Maria, nos conduz at&eacute; Deus&raquo;, acrescentou.
&nbsp;

D. Ant&oacute;nio Marto agradece &laquo;ao Papa Francisco que, como Pastor universal da Igreja, nos concedeu t&atilde;o benevolamente a gra&ccedil;a da festa da canoniza&ccedil;&atilde;o em F&aacute;tima sob a sua presid&ecirc;ncia. Estamos certos de que Francisco e Jacinta n&atilde;o deixar&atilde;o de lhe manifestar a sua gratid&atilde;o e a eles associamos as nossas ora&ccedil;&otilde;es de reconhecimento&raquo;.

Tamb&eacute;m o reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, o Pe. Carlos Cabecinhas, se mostrou satisfeito com estas not&iacute;cias e expressou uma &laquo;profunda gratid&atilde;o&raquo;. &laquo;Gratid&atilde;o a Deus, que nos concede a gra&ccedil;a de novos santos como modelos e intercessores; mas gratid&atilde;o igualmente ao Santo Padre, que tomou a decis&atilde;o de fazer a canoniza&ccedil;&atilde;o neste lugar&raquo;, afirmou.
&nbsp;

O presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa e Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, tamb&eacute;m j&aacute; reagiu &agrave;s not&iacute;cias atrav&eacute;s da rede social Twitter.

&Eacute; com muita alegria que recebemos a not&iacute;cia da canoniza&ccedil;&atilde;o de Francisco e Jacinta na sua terra! #pastorinhos
&mdash; D. Manuel Clemente (@patriarcalisboa) April 20, 2017

&nbsp;

Mais viva fica ainda a celeste not&iacute;cia que a&iacute; mesmo nos transmitiram do c&eacute;u! #pastorinhos
&mdash; D. Manuel Clemente (@patriarcalisboa) April 20, 2017

Not&iacute;cia atualizada &agrave;s 10h05 com as rea&ccedil;&otilde;es de D. Ant&oacute;nio Marto, do Pe. Carlos Cabecinhas e de D. Manuel Clemente.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 20 Apr 2017 09:50:00 +0100</pubDate>
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<title>Conhece bem Francisco e Jacinta?</title>
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<description><![CDATA[Os pastorinhos Jacinta e Francisco, canonizados em 13 de maio em F&aacute;tima, tornaram-se os santos n&atilde;o-m&aacute;rtires mais jovens da Igreja. Mas quem eram estas tr&ecirc;s crian&ccedil;as e o que tinham de especial?

Em 1917, Jacinta tinha sete anos, Francisco nove e L&uacute;cia dez. Jacinta e Francisco eram irm&atilde;os e os dois primos de L&uacute;cia. Nunca tinham ido &agrave; escola e n&atilde;o sabem ler nem escrever. Depois das apari&ccedil;&otilde;es do anjo, em maio de 1917, aparece-lhes Nossa Senhora.
As apari&ccedil;&otilde;es s&atilde;o conhecidas, mas quem eram estas crian&ccedil;as? Sobretudo Jacinta e Francisco que v&atilde;o ser canonizadas?
&nbsp;
Jacinta era extrovertida e brincalhona. Foi ela quem contou &agrave; m&atilde;e que Nossa Senhora lhes tinha aparecido, quando todos tinham combinado guardar segredo. Em agosto de 1917, os tr&ecirc;s primos s&atilde;o levados para a pris&atilde;o concelhia de Our&eacute;m. S&atilde;o amea&ccedil;ados durante dois dias e duas noites. H&aacute; relatos de que rezam o ter&ccedil;o na pris&atilde;o e convidam os outros presos. L&uacute;cia chega mesmo a contar: &laquo;Havia entre os presos, um que tocava harm&oacute;nio (harm&oacute;nica). Come&ccedil;aram ent&atilde;o, para distrair-nos, a tocar e a cantar. Perguntaram-nos se n&atilde;o sab&iacute;amos bailar. Dissemos que sab&iacute;amos o fandango e o vira. A Jacinta foi ent&atilde;o o par dum pobre ladr&atilde;o que, vendo-a t&atilde;o pequenina, terminou por bailar com ela ao colo!&raquo;
&nbsp;
Jacinta fazia tudo pela convers&atilde;o dos pecadores
Nas apari&ccedil;&otilde;es, Jacinta ficou muito impressionada pela vis&atilde;o do inferno. Foi por isso que come&ccedil;ou a fazer sacrif&iacute;cios pela convers&atilde;o dos pecadores. Os tr&ecirc;s pastorinhos faziam muitos: esfregava urtigas nas m&atilde;os, n&atilde;o bebiam &aacute;gua e fruta nos dias quentes e davam a sua merenda.
&nbsp;
A mais nova dos tr&ecirc;s primos teve v&aacute;rias vis&otilde;es pessoais. L&uacute;cia recorda na terceira Mem&oacute;ria: &laquo;Um dia, fomos passar a sesta para junto do po&ccedil;o de meus pais. A Jacinta sentou-se nas lajes do po&ccedil;o; o Francisco, comigo, foi procurar o mel silvestre nas silvas dum silvado que a&iacute; havia. Passado um pouco de tempo, a Jacinta chama por mim: &ldquo;N&atilde;o viste o Santo Padre?&rdquo; &ldquo;N&atilde;o!&rdquo; &ldquo;N&atilde;o sei como foi! Eu vi o Santo Padre em uma casa muito grande, de joelhos, diante de uma mesa, com as m&atilde;os na cara, a chorar. Fora da casa estava muita gente e uns atiravam-lhe pedras, outros rogavam-lhe pragas e diziam-lhe muitas palavras feias. Coitadinho do Santo Padre! Temos que rezar muito por ele!&rdquo;&raquo;. Em outra ocasi&atilde;o, na Lapa do Cabe&ccedil;o: &laquo;Chegados a&iacute;, prostr&aacute;mo-nos por terra, a rezar as ora&ccedil;&otilde;es do Anjo. Passado algum tempo, a Jacinta ergue-se e chama por mim: &ldquo;N&atilde;o v&ecirc;s tanta estrada, tantos caminhos e campos cheios de gente, a chorar com fome, e n&atilde;o tem nada para comer? E o Santo Padre em uma Igreja, diante do Imaculado Cora&ccedil;&atilde;o de Maria, a rezar? E tanta gente a rezar com ele?&rdquo;&raquo;
&nbsp;
Francisco e a paix&atilde;o por &laquo;Jesus Escondido&raquo;
Francisco era mais introvertido do que a irm&atilde;. Gostava de tocar p&iacute;faro e era um apaixonado pelo &laquo;Jesus Escondido&raquo; na H&oacute;stia consagrada. &laquo;Quero consolar Nosso Senhor que sofre com tantos pecados&raquo;, dizia. L&uacute;cia conta que um dia lhe perguntou: &laquo;Do que gostas mais? De consolar Nosso Senhor ou de converter os pecadores para que n&atilde;o v&atilde;o para o Inferno?&raquo; Francisco respondeu: &laquo;Se tivesse de escolher, preferia consolar Nosso Senhor. N&atilde;o te lembras de como Nossa Senhora estava triste quando nos pediu que n&atilde;o se ofendesse mais Nosso Senhor que j&aacute; estava demasiado ofendido? Quero consolar Nosso Senhor; mas gostaria tamb&eacute;m de converter os pecadores para que n&atilde;o O ofendam mais.&raquo;

A doen&ccedil;a que matou os irm&atilde;os
Nossa Senhora tinha dito aos pastorinhos que levaria Jacinta e Francisco para o C&eacute;u. A pneum&oacute;nica ou &ldquo;espanhola&rdquo; mata muitos portugueses. Os pais e irm&atilde;os de L&uacute;cia iam tratar dos doentes. Na casa de Francisco e Jacinta ficam todos doentes. Francisco morre, em 14 de abril de 1919, com onze anos.
&nbsp;
L&uacute;cia escreve que &laquo;Francisco sofria com uma paci&ecirc;ncia heroica sem nunca deixar escapar um gemido, nem a mais leve queixa. (&hellip;) Um dia Jacinta mandou-me chamar e disse-me: &ldquo;Nossa Senhora veio-nos ver e diz que vem buscar o Francisco muito breve para o C&eacute;u. E a mim perguntou-me se queria ainda converter mais pecadores. Disse-lhe que sim. Disse-me que ia para um hospital, que l&aacute; sofreria muito&rdquo;&raquo;.

Jacinta, muito fraca, sofre de tuberculose &oacute;ssea e &eacute; levada para Lisboa, onde morre, no Hospital Dona Estef&acirc;nia, em 20 de Fevereiro de 1920, com dez anos. Conta-se que, tal como Francisco, sofre sem se queixar, at&eacute; mesmo a cirurgia sem anestesia a que foi submetida.

Em 12 de Setembro de 1935, os restos morais de Jacinta s&atilde;o trasladados do cemit&eacute;rio de Vila Nova de Our&eacute;m para o de F&aacute;tima. &Eacute; nessa altura que o bispo de Leiria manda L&uacute;cia escrever tudo o que se recorda.

Hist&oacute;ria do processo de beatifica&ccedil;&atilde;o e canoniza&ccedil;&atilde;o
Em 3 de junho de 1922, o bispo de Leiria abre o processo can&oacute;nico sobre os acontecimentos de F&aacute;tima. A primeira visita de um Papa acontece em 1967. Paulo VI aterra em Monte Real e desloca-se a F&aacute;tima para os 50 anos das apari&ccedil;&otilde;es. Pede a paz para o mundo e a unidade da Igreja. Em 13 de maio de 1981, o Papa Jo&atilde;o Paulo II sofre um atentado e pede para ler a terceira parte do segredo de F&aacute;tima. Em sinal de gratid&atilde;o por ter sobrevivido, Jo&atilde;o Paulo II peregrina pela primeira vez a F&aacute;tima. No discurso &agrave; chegada afirmou: &laquo;Vi em tudo o que se foi sucedendo &ndash; n&atilde;o me canso de o repetir &ndash; uma especial prote&ccedil;&atilde;o materna de Nossa Senhora. E pela coincid&ecirc;ncia &ndash; e n&atilde;o h&aacute; meras coincid&ecirc;ncias nos des&iacute;gnios da Provid&ecirc;ncia divina &ndash; vi tamb&eacute;m um apelo e, qui&ccedil;&aacute;, uma chamada &agrave; aten&ccedil;&atilde;o para a mensagem que daqui partiu, h&aacute; sessenta e cinco anos, por interm&eacute;dio de tr&ecirc;s crian&ccedil;as, filhas de gente humilde do campo, os pastorinhos de F&aacute;tima, como s&atilde;o conhecidos universalmente.&raquo;&nbsp;

Em 13 de maio de 1989, o Papa assina o decreto de heroicidade das virtudes de Francisco e Jacinta. Os dois irm&atilde;os tornam-se vener&aacute;veis. &Eacute; a primeira vez que tal acontece com crian&ccedil;as n&atilde;o-m&aacute;rtires. Em 1996, promulga o decreto sobre o milagre da cura de Em&iacute;lia Santos, obtido atrav&eacute;s da intercess&atilde;o de Francisco e Jacinta. &Eacute; na terceira peregrina&ccedil;&atilde;o a F&aacute;tima que Jo&atilde;o Paulo II beatifica Jacinta e Francisco. O Papa apresenta-os como &laquo;duas candeias que Deus acendeu para iluminar a humanidade nas suas horas sombrias e inquietas&raquo;. &nbsp;

L&uacute;cia amiga de Jo&atilde;o Paulo II
L&uacute;cia morre em 13 de fevereiro de 2005, no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra. O Papa, que se tinha encontrado com ela em Portugal, enviou uma mensagem: &laquo;Lembro com emo&ccedil;&atilde;o os v&aacute;rios encontros que tive com ela e os v&iacute;nculos de amizade espiritual que ao longo do tempo foram-se intensificando. Sempre me senti amparado pela oferta quotidiana da sua ora&ccedil;&atilde;o, especialmente nos duros momentos de prova&ccedil;&atilde;o e de sofrimento. Que o Senhor a recompense amplamente pelo grande e escondido servi&ccedil;o que prestou &agrave; Igreja. Apraz-me pensar que para acolher a Irm&atilde; L&uacute;cia, na sua piedosa passagem desta terra para o C&eacute;u, tenha sido precisamente Aquela que ela viu em F&aacute;tima, j&aacute; faz tantos anos.&raquo;

Foi j&aacute; Bento XVI quem dispensou, em 2008, os cinco anos de espera para a abertura da causa da beatifica&ccedil;&atilde;o da L&uacute;cia. A fase diocesana do processo foi encerrada em 13 de fevereiro deste ano e em 23 de mar&ccedil;o, o Papa Francisco aprova o decreto que aprova a canoniza&ccedil;&atilde;o de Francisco e Jacinta Marto.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Thu, 20 Apr 2017 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Amoris Laetitia é um «documento orientador de um estilo pastoral»</title>
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<description><![CDATA[Um ano depois da publica&ccedil;&atilde;o da Amoris Laetitia, a exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica p&oacute;s-sinodal sobre a fam&iacute;lia, o Pe. Duarte da Cunha, secret&aacute;rio do Conselho das Confer&ecirc;ncias Episcopais da Europa (CCEE) e especialista em assuntos da pastoral da fam&iacute;lia, considera que este documento &eacute; &laquo;apenas uma etapa neste caminho que continua e que tem como pretens&atilde;o acompanhar as fam&iacute;lias, discernir e enfrentar o objetivo de compreender o que &eacute; que Deus nos pede para fazer&raquo;. &laquo;A certa altura do S&iacute;nodo, houve um pedido ao Papa para que escrevesse um documento conclusivo de todos os debates doutrinais que estavam em jogo, mas n&atilde;o era esse o objetivo do Papa Francisco, e por isso fez um documento orientador de um estilo pastoral&raquo;, considera o sacerdote portugu&ecirc;s.


Antes do lan&ccedil;amento da sua nova obra, Pensar e decidir em Fam&iacute;lia, onde faz uma leitura da exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica do Papa, o Pe. Duarte esteve &agrave; conversa com a Fam&iacute;lia Crist&atilde; sobre a exorta&ccedil;&atilde;o que deixou &laquo;muita gente assustada&raquo;. &laquo;Quando fa&ccedil;o o balan&ccedil;o, n&atilde;o posso dizer que est&aacute; a ser f&aacute;cil. At&eacute; pode estar a correr bem, mas h&aacute; coisas que n&atilde;o s&atilde;o claras como abordar, para al&eacute;m at&eacute; das famosas dubia dos quatro cardeais, h&aacute; pessoas com d&uacute;vidas concretas relacionadas com o cap&iacute;tulo VIII&raquo;, refere o sacerdote.
Apesar disto, ressalta do documento a vontade do Papa &laquo;em dizer que n&atilde;o estejam t&atilde;o preocupados com grandes discuss&otilde;es intelectuais, mas arrisquem a aproximar-se das pessoas&raquo;. &laquo;Mesmo que n&atilde;o tenham a certeza do que precisa de ser feito, &eacute; preciso amar essas pessoas&raquo;, diz o Pe. Duarte.
&nbsp;
Da extensa exorta&ccedil;&atilde;o, o Pe. Duarte da Cunha retira duas palavras, que resumem o tal estilo pastoral do documento. &laquo;Acompanhamento e discernimento: acompanhar noivos, casais novos, casais em crise, com situa&ccedil;&otilde;es, dif&iacute;ceis, a educa&ccedil;&atilde;o dos filhos&hellip; estar com, ajudar, pensar, incentivar, corrigir e ter uma proposta. Um acompanhamento que serve para iluminar, como Jesus no caminho de Ema&uacute;s, que n&atilde;o se limita a caminhar com eles, mas explica-lhes as leituras; e um discernimento que implique um pensar, um decidir, ver a realidade em todos os seus fatores, e um pensar que seja em ordem a uma compreens&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o&raquo;, explica o sacerdote.
&nbsp;
Um discernimento que, muitas vezes, &eacute; mal-entendido. &laquo;Muitos confundem o discernimento com um &ldquo;estive a pensar e acho que&hellip;&rdquo;, e n&atilde;o &eacute; nada disso. O problema do discernimento na cultura atual &eacute; que &eacute; contracultura. Implica parar, escutar e olhar, e isso na sociedade acelerada em que vivemos n&atilde;o &eacute; imediato. &Eacute; preciso uma educa&ccedil;&atilde;o ao discernimento, uma atitude que procura escutar e pensar nas dificuldades, das fam&iacute;lias e das pessoas individuais.
Depois &eacute; preciso distinguir o que &eacute; o discernimento das pessoas sobre a sua pr&oacute;pria vida e o que &eacute; o discernimento dos pastores sobre aquilo que devem ensinar e explicar &agrave;s pessoas. Eu posso ajudar uma pessoa a discernir, mas tenho de fazer um discernimento sobre as coisas que lhe posso propor e as que n&atilde;o posso. E a Amoris Laetitia diz que o discernimento deve ser de acordo com aquilo que a Igreja ensina, com a vontade do bispo. O discernimento &eacute; uma tentativa de procurar compreender como &eacute; que esta situa&ccedil;&atilde;o &eacute; iluminada pela Palavra de Deus, pela doutrina da Igreja&raquo;, avisa o secret&aacute;rio da CCEE.
&nbsp;
Uma &ldquo;novidade&rdquo; da exorta&ccedil;&atilde;o que foi esquecida nos s&iacute;nodos&hellip; o Amor
E &eacute; por isso que considera que, apesar de uma maior abertura para receber pessoas em situa&ccedil;&otilde;es irregulares ou at&eacute; de situa&ccedil;&otilde;es complicadas como a poligamia em &Aacute;frica, este caminho n&atilde;o poder&aacute; ir at&eacute; aos sacramentos. &laquo;&Eacute; importante n&atilde;o mudar nada da doutrina, mas acompanhar muito, estar perto, arranjar solu&ccedil;&otilde;es para que as pessoas n&atilde;o sejam discriminadas, podem fazer leituras, estar na igreja, serem padrinhos de batismo, abriria a tudo isso sem dificuldade, sem nunca deixar de dizer que n&atilde;o &eacute; a mesma coisa que um casamento v&aacute;lido. O acesso &agrave; comunh&atilde;o e &agrave; confiss&atilde;o implica reconhecer que a pessoa que vive maritalmente est&aacute; casada com a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de Deus, e como para os batizados estar casado com a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de Deus significa o sacramento, como &eacute; que posso dizer, quando h&aacute; um v&iacute;nculo de um primeiro sacramento, que h&aacute; um v&iacute;nculo com outra pessoa, e que aqui n&atilde;o h&aacute; uma situa&ccedil;&atilde;o de adult&eacute;rio?&raquo;, questiona o sacerdote.
&nbsp;
Muito do debate que se vem tendo sobre a exorta&ccedil;&atilde;o sobrevaloriza o cap&iacute;tulo VIII em detrimento do resto do documento, principalmente do cap&iacute;tulo IV, que, diz o Pe. Duarte, foi uma novidade em rela&ccedil;&atilde;o aos s&iacute;nodos. &laquo;A exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica tem uma coisa que n&atilde;o se nota muito, mas &eacute; importante. Nos dois s&iacute;nodos, ningu&eacute;m falou no Amor. N&atilde;o se percebeu o que &eacute; o amor crist&atilde;o envolvido numa fam&iacute;lia. E o Papa introduziu o cap&iacute;tulo IV na exorta&ccedil;&atilde;o, dizendo &ldquo;isto n&atilde;o foi tratado, mas &eacute; um tema essencial&rdquo;. Ele explica a viv&ecirc;ncia do Amor dentro de uma fam&iacute;lia como um grande desafio&raquo;, sustenta.
&nbsp;
Sem conhecer &laquo;o impacto futuro da Amoris Laetitia na hist&oacute;ria da Igreja&raquo;, o Pe. Duarte da Cunha sempre vai adiantando que a hip&oacute;tese de cisma, que muitos colocam &eacute; &laquo;exagerada&raquo;. &laquo;Continua a haver tens&otilde;es, e na pr&oacute;xima semana haver&aacute; um pol&eacute;mico congresso em Roma sobre estes temas, mas dizer que haver&aacute; um cisma &eacute; exagerado. Eu n&atilde;o vejo os bispos em ambiente de cisma, vejo-os chateados uns com os outros, mas hoje &eacute; por causa deste tema, ontem era por causa de outro. N&atilde;o deixam de se falar, discutem, mas os s&iacute;nodos e conc&iacute;lios na hist&oacute;ria da Igreja foram sempre assim&raquo;, considera.
&nbsp;
Para este sacerdote, &laquo;h&aacute; pessoas que n&atilde;o est&atilde;o de acordo&raquo;, e por isso &eacute; preciso enfrentar os problemas com realismo, a fidelidade &agrave; Tradi&ccedil;&atilde;o, mas sem ficar estagnado. Tem de haver um desenvolvimento que n&atilde;o seja inven&ccedil;&atilde;o, mas continuidade&raquo;, defende.
&nbsp;
At&eacute; porque, conclui o secret&aacute;rio da CCEE, &laquo;o que &eacute; preciso &eacute; debater e discutir, e depois encontrar a luz do Esp&iacute;rito Santo para andar para a frente, e muitas vezes ceder, e dizer que prefiro estar com a Igreja do que estar s&oacute; comigo. Se for preciso mudar de opini&atilde;o, eu mudo, porque o que quero &eacute; estar com a Igreja&raquo;.

&nbsp;
Um livro com &laquo;dimens&atilde;o pastoral fort&iacute;ssima de apoio &agrave;s fam&iacute;lias&raquo;
No lan&ccedil;amento da obra que aconteceu ontem na Igreja do Campo Grande, estiveram presentes Mons. Feytor Pinto, p&aacute;roco do Campo Grande, e T&oacute; e Z&eacute; Mouta Soares, casal das Equipas de Nossa Senhora. Mons. Feytor Pinto agradeceu a presen&ccedil;a do Pe. Duarte e o ter decidido lan&ccedil;ar o livro na sua par&oacute;quia e destacou a &laquo;s&iacute;ntese fant&aacute;stica que o Pe. Duarte fez&raquo;. &laquo;&Eacute; um livro de uma riqueza muito grande, com uma dimens&atilde;o pastoral fort&iacute;ssima no apoio &agrave;s fam&iacute;lias&raquo;, considerou.
&nbsp;
J&aacute; o casal convidado enalteceu &laquo;tudo o que o Mons. Duarte da Cunha tem feito pelos nossos casais e pela Igreja&raquo; e desejou que &laquo;a sua verdadeira pastoral fa&ccedil;a ver o Evangelho e introduzir os homens na intimidade de Deus, como seus filhos&raquo;.
&nbsp;
Tomando a palavra, o Pe. Duarte agradeceu a presen&ccedil;a de todos e explicou que &laquo;antes de se fazer seja o que for, devemos olhar para Deus&raquo;. &laquo;S&oacute; depois de conhecermos o que Deus nos pede &eacute; que podemos olhar para a realidade&raquo;, afirmou.
Segundo ele, n&atilde;o se pode falar de um Evangelho da Fam&iacute;lia, porque &laquo;a fam&iacute;lia crist&atilde; &eacute; uma express&atilde;o do Evangelho, &eacute; o an&uacute;ncio do Evangelho na sociedade&raquo;.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Wed, 19 Apr 2017 15:10:00 +0100</pubDate>
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<title>Portugal é campeão de divórcios na Europa</title>
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<description><![CDATA[Os n&uacute;meros n&atilde;o enganam, mas podem ser lidos de v&aacute;rias maneiras. No final do ano passado, a PORDATA &ndash; Base de Dados do Portugal Contempor&acirc;neo da Funda&ccedil;&atilde;o Francisco Manuel dos Santos &ndash; publicou um relat&oacute;rio sobre Portugal na Europa. Os dados relativos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o causaram perplexidade: 3.&ordm; pa&iacute;s com mais idosos a viver sozinhos, 5.&ordm; com mais nascimentos fora do casamento e 1.&ordm; em div&oacute;rcios. Em 2013, por cada 100 casamentos registados houve 70,4 div&oacute;rcios.

Sofia Marinho &eacute; investigadora do Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais da Universidade de Lisboa. Esta doutorada afirma que &laquo;estes dados s&atilde;o enganadores&raquo; e explica porqu&ecirc;: &laquo;Se o n&uacute;mero de casamentos est&aacute; a diminuir em Portugal, esse r&aacute;cio ainda &eacute; mais enganador e menor. Em m&eacute;dia, dizem os dados do Instituto Nacional de Estat&iacute;stica, os casamentos duram 15 anos.&raquo; Esta soci&oacute;loga da fam&iacute;lia afirma que o melhor indicador para analisar a realidade do div&oacute;rcio &eacute; a taxa bruta de divorcialidade &ndash; o n&uacute;mero de div&oacute;rcios em cada 1000 habitantes.

Olhando para os dados (ver gr&aacute;fico), percebe-se que &laquo;desde 2001/2002, Portugal ultrapassa a m&eacute;dia europeia e tem-se mantido desde ent&atilde;o acima da mesma. Ao mesmo tempo que isto acontece tamb&eacute;m diminui o n&uacute;mero de casamentos.&raquo; Comparando com os pa&iacute;ses europeus, Portugal &eacute; o que tem menos casamentos e o 6.&ordm; com mais div&oacute;rcios.

A realidade portuguesa tem-se transformado, e Sofia Marinho afirma que o aumento dos div&oacute;rcios est&aacute; relacionado com uma valoriza&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es conjugais. Parece contradit&oacute;rio, mas n&atilde;o &eacute;. &laquo;Tem que ver com os valores e as atitudes face ao casamento, e esta mudan&ccedil;a de valores em que o casamento n&atilde;o &eacute; olhado tanto como uma institui&ccedil;&atilde;o para toda a vida, mas como uma rela&ccedil;&atilde;o que pode ser para toda a vida na condi&ccedil;&atilde;o de que seja gratificante para os dois c&ocirc;njuges face &agrave;s expectativas de cada um.&raquo; Esta mudan&ccedil;a de valores explica tamb&eacute;m que os casamentos diminuam, mas a uni&atilde;o de facto aumente.

Ana Leandro &eacute; a autora do blogue Di&aacute;rio de uma divorciada. &laquo;Escrevi sobre o div&oacute;rcio porque senti necessidade de escrever uma cr&oacute;nica e um desabafo&raquo;, explica. A partilha das suas cr&oacute;nicas na internet coincidiu com o aumento de div&oacute;rcios. A sua vida profissional tomou um rumo diferente. &laquo;Comecei a ter muitas visitas de pessoas que se identificavam com o que eu escrevia, comentavam e, &agrave;s vezes, geravam-se ali discuss&otilde;es. Pensei fazer o F&oacute;rum Div&oacute;rcio&raquo;, conta. A funcionar na p&aacute;gina de internet sosdivorcio.pt, abriu em 2010. &laquo;Ali se discutiram muitos problemas relacionados com o div&oacute;rcio, p&oacute;s-div&oacute;rcio, crises na rela&ccedil;&atilde;o. Na altura estava a terminar o curso de Ci&ecirc;ncias Sociais e comecei a interessar-me muito por esta vertente profissional, porque n&atilde;o h&aacute; nada feito nesta &aacute;rea ou muito pouco.&raquo;


Esta empreendedora percebeu que gostava mesmo de trabalhar na &aacute;rea e hoje em dia faz media&ccedil;&atilde;o familiar e aconselhamento a casais. O sistema de media&ccedil;&atilde;o familiar existe desde 2007. Ana Leandro explica que &eacute; &laquo;um instrumento que permite que as duas partes possam chegar a um acordo sem o recurso ao tribunal&raquo;. Marido e mulher podem recorrer diretamente a este sistema ou ser enviados pelo tribunal. Mas quando n&atilde;o se conseguem entender, o mediador tenta conseguir um acordo. De acordo com o Sistema de Media&ccedil;&atilde;o Familiar, habitualmente esse acordo consegue-se em dois meses.

Al&eacute;m da media&ccedil;&atilde;o, Ana Leandro continua com o sosdivorcio.pt e com a p&aacute;gina de facebook com o mesmo nome. No acompanhamento de casais, pretende alertar para as consequ&ecirc;ncias do div&oacute;rcio. &laquo;Quando se divorciam, as pessoas tendem a ver apenas a parte boa e, muitas vezes, um div&oacute;rcio pode ser positivo. As pessoas n&atilde;o s&atilde;o obrigadas a viver uma vida de sacrif&iacute;cio e de infelicidade ao lado de algu&eacute;m que as maltrata ou que por algum motivo n&atilde;o d&aacute; para viverem juntas. Mas tamb&eacute;m h&aacute; muitas pessoas que se divorciam a pensar que assim arranjam solu&ccedil;&atilde;o para todos os problemas e n&atilde;o &eacute; bem assim.&raquo;

Este &eacute; um excerto de uma reportagem que pode ler na FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; DE abril de 2017.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos:&nbsp;Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o e istock 
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<pubDate>Tue, 18 Apr 2017 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Jacinta» estreia nos cinemas</title>
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<description><![CDATA[Estreia hoje o filme Jacinta, produzido pela Coral Europa para a TVI. A pel&iacute;cula conta a hist&oacute;ria de Jacinta Marto, a mais nova dos pastorinhos de F&aacute;tima.

Realizado por Jorge Paix&atilde;o da Costa, o filme tem a participa&ccedil;&atilde;o de Dalila Carmo, Ant&oacute;nio Pedro Cerdeira, Rita Salema e Paula Lobo Antunes. No papel de Jacinta est&aacute; Matilde Serr&atilde;o, de nove anos. &nbsp;

Em entrevista ao Jornal das 8, a menina disse que &laquo;conhecia a hist&oacute;ria de F&aacute;tima, mas n&atilde;o com estes pormenores todos&raquo;. Durante as grava&ccedil;&otilde;es afirma ter gostado mais das cenas com as ovelhas. Marcaram-na alguns aspetos da hist&oacute;ria que teve de representar. &laquo;Tive de estar a passar alguns sacrif&iacute;cios que eles fizeram e percebi o que eles sofreram: n&atilde;o comer, serem presos, as amea&ccedil;as porque n&atilde;o acreditavam neles. Mas eles n&atilde;o iam ter uma maturidade para inventar essa hist&oacute;ria.&raquo;
O filme aborda n&atilde;o tanto as apari&ccedil;&otilde;es de Nossa Senhora em F&aacute;tima, mas o impacto que tiveram na vida dos tr&ecirc;s primos, sobretudo de Jacinta.
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A estreia nos cinemas &eacute; esta quinta-feira, dia 13 de abril. Daqui a um m&ecirc;s pode ser visto em formato de miniss&eacute;rie na TVI. Veja aqui algumas imagens do filme:
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<pubDate>Thu, 13 Apr 2017 12:30:00 +0100</pubDate>
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<title>Fernando Santos: «A oração é a força que vence a dúvida»</title>
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<description><![CDATA[O selecionador nacional de Portugal agradeceu publicamente a vit&oacute;ria do Euro 2016 a Deus e a Nossa Senhora. Tornou-se a&iacute; mais evidente aos olhos do mundo inteiro que Fernando Santos &eacute; um homem de f&eacute;. &Agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; fala do seu reencontro com Deus e do modo como vive a f&eacute;.
&nbsp;
&ndash; Como vive a Quaresma e a P&aacute;scoa? O que faz neste tempo?
&ndash; O que &eacute; normal um crist&atilde;o fazer. Este &eacute; um tempo muito importante, porque &eacute; de renova&ccedil;&atilde;o interior. Estamos a preparar-nos para a morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo. &Eacute; um momento muito de convers&atilde;o interior, de pensar e tentar essa procura de sermos melhores e cada vez estarmos mais perto daquilo que dizemos, quer no Credo, quer quando dizemos que o mais importante &eacute; amar a Deus acima de todas as coisas e aos irm&atilde;os como a n&oacute;s mesmos.
O caminho da Quaresma para mim &eacute; muito mais um caminho de convers&atilde;o interior, neste sentido de me ir modificando cada vez mais.
&nbsp;
&ndash; Disse que uma conversa para si n&atilde;o era uma confiss&atilde;o e acabou por se confessar. &Eacute; algo que tem peso para si? E a ora&ccedil;&atilde;o?
&ndash; A ora&ccedil;&atilde;o &eacute; a for&ccedil;a que vence a d&uacute;vida. Obviamente que todos os sacramentos s&atilde;o importantes para mim, e o sacramento da Confiss&atilde;o tamb&eacute;m. Se me perguntar se me confesso com essa regularidade, &eacute; verdade que n&atilde;o. Talvez seja um dos meus caminhos a percorrer. Confesso-me naturalmente v&aacute;rias vezes, mas n&atilde;o tenho uma pr&aacute;tica mensal.
Estou convencido que tenho o pecado da presun&ccedil;&atilde;o de que tenho uma rela&ccedil;&atilde;o com Deus que me permite falar com Ele todos os dias e em qualquer momento. Talvez esta presun&ccedil;&atilde;o, &agrave;s vezes, me leve a n&atilde;o ser t&atilde;o ass&iacute;duo &agrave; confiss&atilde;o como devia ser.

&ndash; &Eacute; uma rela&ccedil;&atilde;o de intimidade. Reza com f&oacute;rmulas, com o cora&ccedil;&atilde;o?
&ndash; Rezo essencialmente com o cora&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o tenho muitas f&oacute;rmulas. De manh&atilde;, invoco o Esp&iacute;rito Santo. &Agrave; noite, rezo as ora&ccedil;&otilde;es que v&ecirc;m desde pequeno.
O Pai Nosso e a Ave-Maria s&atilde;o as ora&ccedil;&otilde;es de elei&ccedil;&atilde;o, e o Gl&oacute;ria tamb&eacute;m. S&atilde;o muito importantes para mim e fa&ccedil;o-as muitas vezes durante o dia, porque me tocam muito. Depois &eacute; o que me vem &agrave; cabe&ccedil;a, &eacute; mais uma conversa pessoal. Eu acho que conversar com Deus &eacute; rezar.

 &laquo;Sinto obriga&ccedil;&atilde;o moral de chamar outros&raquo;
&ndash; J&aacute; disse que a miss&atilde;o da sua vida &eacute; evangelizar e que o faz atrav&eacute;s do testemunho. Sente que o faz enquanto treinador e selecionador de futebol?
&ndash; Sempre o fiz no meu trabalho. Acho que isso faz parte da viv&ecirc;ncia crist&atilde;.
&Agrave;s vezes, os crist&atilde;os e cat&oacute;licos, e eu tamb&eacute;m, corremos esse risco que &eacute; o de nos darmos por satisfeitos por: &laquo;Conhecemos Deus, porreiro.&raquo;; &laquo;Vou &agrave; Eucaristia todos os domingos e o meu trabalho est&aacute; feito.&raquo; E eu acho que isso &eacute; curto. Tenho muito isto porque eu fui chamado ao reencontro, porque algu&eacute;m de quem Deus se serviu me chamou. Se &eacute; assim, eu sinto quase esta obriga&ccedil;&atilde;o moral de chamar outros. &Eacute; por isso que sinto esta miss&atilde;o de evangelizar.
&nbsp;
&ndash; Com o Euro, falou-se muito do impacto que a sua f&eacute; teria nos jogadores. O Ricardo Quaresma batizou-se. Vemos jogadores fazerem o sinal da cruz ao entrar em campo. &Eacute; supersti&ccedil;&atilde;o ou h&aacute; f&eacute;?
&ndash; Sempre fizeram. &Eacute; uma postura. Tamb&eacute;m n&atilde;o se pode cair no erro de pensar que tudo isso &eacute; s&oacute; fezada ou supersti&ccedil;&atilde;o. Em muitos casos &eacute; convic&ccedil;&atilde;o.
Eu benzo-me e n&atilde;o &eacute; por fezada ou por supersti&ccedil;&atilde;o. &Eacute; aquilo que eu fa&ccedil;o quando vou trabalhar de manh&atilde;, ou quando me levanto e ofere&ccedil;o o meu dia. Se vou trabalhar naquele momento, ofere&ccedil;o aquele trabalho a Deus e acho que muitos jogadores o far&atilde;o. Outros casos ser&aacute; pura fezada ou supersti&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
&ndash; Vai acompanhar a peregrina&ccedil;&atilde;o do Papa a F&aacute;tima?
&ndash; Eu vou com alguma regularidade ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima. Gosto de falar com a M&atilde;e e gosto muito do sil&ecirc;ncio de F&aacute;tima. Uma das coisas que mais me apaixona em Maria &eacute; o seu sil&ecirc;ncio. E F&aacute;tima, para mim, tem muito que ver com o sil&ecirc;ncio, esta aceita&ccedil;&atilde;o de Maria. Aquelas palavras dela &laquo;fa&ccedil;a-se em mim de acordo com a vossa palavra&raquo; ressoam-me sempre aqui. Esta aceita&ccedil;&atilde;o e este sil&ecirc;ncio &eacute; algo que me marca muito.
Por isso, com alguma frequ&ecirc;ncia vou ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima. H&aacute; ali uma presen&ccedil;a muito forte, muito constante. Mas tenho este problema que &eacute;: fora do sil&ecirc;ncio tenho muita dificuldade em estar em F&aacute;tima.
Penso um bocadinho: agora sou selecionador nacional em F&aacute;tima e, de repente, num momento de ora&ccedil;&atilde;o, come&ccedil;am a pedir-me e a tirar-me fotografias... Por isso, Deus me h&aacute; de dar o recado &laquo;vais ou n&atilde;o vais&raquo;. Por um lado, quero ir; por outro, retraio-me um bocadinho.
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Este &eacute; um excerto de uma reportagem que pode ler na FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de abril de 2017.
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&nbsp;Entrevista conduzida por Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos de Ricardo Perna
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<pubDate>Tue, 11 Apr 2017 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Conheça tradições da Semana Santa</title>
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<description><![CDATA[Se quer aliar a viv&ecirc;ncia espiritual da Semana Santa a uns dias de f&eacute;rias em fam&iacute;lia, damos-lhe algumas sugest&otilde;es.

Braga
As festividades j&aacute; come&ccedil;aram e toda a agenda pode ser vista aqui. A Semana Santa de Braga inclui um vasto programa cultural, religioso e popular. H&aacute; algumas pr&aacute;ticas &uacute;nicas no mundo por causa do Rito Bracarense. Destaque para o cortejo b&iacute;blico &laquo;V&oacute;s sereis o meu povo&raquo;, mais conhecido por Prociss&atilde;o de Nossa Senhora da &laquo;Burrinha&raquo; em 12 de abril, pelas 21h30. Nele &eacute; poss&iacute;vel acompanhar a Hist&oacute;ria da Igreja, desde o chamamento de Abra&atilde;o at&eacute; &agrave; inf&acirc;ncia de Jesus, incluindo a sua fuga para o Egito com Jos&eacute; e Maria. Uma burra mirandesa transporta a imagem de Maria com Jesus ao colo. Outros pontos altos da Semana Santa de Braga s&atilde;o a prociss&atilde;o do Senhor Ecce Homo e, na sexta-feira, a celebra&ccedil;&atilde;o da morte do Senhor e a prociss&atilde;o do enterro do Senhor. A vig&iacute;lia pascal na S&eacute; de Braga come&ccedil;ar&aacute; &agrave;s 21:00.


Valen&ccedil;a
A&nbsp;P&aacute;scoa em Valen&ccedil;a tem uma tradi&ccedil;&atilde;o &uacute;nica, a do Lan&ccedil;o da Cruz. Trata-se de uma tradi&ccedil;&atilde;o que une a Galiza e o Minho e acontece na segunda-feira depois da P&aacute;scoa. Ao final da tarde, depois da visita pascal, &agrave; freguesia de Cristelo-C&ocirc;vo, o p&aacute;roco, paramentado e com uma cruz ornamentada, entra num barco e vai dar a cruz a beijar aos paroquianos do outro lado do rio, &agrave; Galiza. Nesse per&iacute;odo os pescadores minhotos lan&ccedil;am as redes benzidas ao rio. O peixe que sair &eacute; entregue ao padre, que entretanto regressa no barco a Portugal com o p&aacute;roco de Sobrado-Torron (Tui, Galiza). &Eacute; ent&atilde;o dada a beijar a cruz aos peregrinos do lado portugu&ecirc;s. Toda a cerim&oacute;nia &eacute; acompanhada por barcos minhotos e galegos no rio. Gaitas de foles, concertinas, castanholas, bombos e tambores fazem a festa.

&Oacute;bidos
No Oeste, em &Oacute;bidos tamb&eacute;m h&aacute; uma forte tradi&ccedil;&atilde;o de festejos de Semana Santa. A prociss&atilde;o dos Passos j&aacute; se faz h&aacute; 400 anos. Quinta-feira Santa pode assistir ao recital La Piet&agrave; com Daniel Oliveira no cravo e a soprano Ana Patr&iacute;cia Figueiredo. Na Sexta-feira Santa, a prociss&atilde;o do Enterro do Senhor percorre a vila &agrave; luz de archotes num momento de introspe&ccedil;&atilde;o. A Vig&iacute;lia Pascal, na Igreja de S&atilde;o Pedro est&aacute; marcada para as 22:00. Pode ter mais informa&ccedil;&otilde;es aqui.


Entre-os-Rios e Torr&atilde;o
Com mais de 300 anos, a Semana Santa enfeita as margens dos rios T&acirc;mega e Douro com velas. A electricidade &eacute; cortada para a prociss&atilde;o do Senhor dos Passos. As &laquo;Endoen&ccedil;as de Entre-os-Rios&raquo; (Penafiel e Marco de Canaveses) est&atilde;o inscritas no Invent&aacute;rio do Patrim&oacute;nio Cultural Imaterial desde 17 de julho de 2015. A&iacute; pode ler-se que &laquo;as &ldquo;Endoen&ccedil;as&rdquo; abrangem a celebra&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica que tem lugar na noite de quinta-feira santa, ou quinta-feira de Endoen&ccedil;as, mas tamb&eacute;m, na conce&ccedil;&atilde;o e na linguagem comuns, todo o complexo cerimonial da Semana Santa. Quinta-feira de Endoen&ccedil;as, com a Prociss&atilde;o do Senhor dos Passos e serm&atilde;o &ldquo;do Encontro&rdquo;, &eacute; assim naturalmente complementado pela sexta-feira da Paix&atilde;o, em que nova prociss&atilde;o, do Senhor Morto, faz o percurso inverso ao da noite anterior, para regressar &agrave; matriz onde decorrer&aacute; a &ldquo;aleluia&rdquo;, no s&aacute;bado seguinte&raquo;.
&nbsp;

Idanha-a-nova
No distrito de Castelo Branco, Idanha-a-Nova tamb&eacute;m tem uma tradi&ccedil;&atilde;o secular e rica de viv&ecirc;ncia da Semana Santa. Na Quarta-feira Santa, em Segura e Alcafozes &eacute; colhido alecrim e posto no lajedo da Igreja da Miseric&oacute;rdia. Na Quinta-feira Santa h&aacute; o Pedit&oacute;rio e a Ceia dos Doze e a cerim&oacute;nia do Lava-P&eacute;s. Monsanto, Penha Garcia e Monfortinho s&atilde;o alguns dos locais com tradi&ccedil;&otilde;es como a representa&ccedil;&atilde;o c&eacute;nica da Via-Sacra ou os Santos Passos. As manifesta&ccedil;&otilde;es populares e eclesiais da Quaresma e Semana Santa s&atilde;o no concelho chamadas de &laquo;Mist&eacute;rios da P&aacute;scoa&raquo;. A C&acirc;mara Municipal de Idanha-a-Nova vai apresentar &agrave; UNESCO o pedido de inscri&ccedil;&atilde;o nas melhores pr&aacute;ticas de salvaguarda do patrim&oacute;nio cultural imaterial. O pedido conta com o apoio do Governo. Pode ver mais informa&ccedil;&otilde;es sobre a agenda desta ano aqui.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o e Alexandre Jardim
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<pubDate>Mon, 10 Apr 2017 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Dois... é uma família</title>
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<description><![CDATA[Estreou esta semana nas salas de cinema portuguesas o filme franc&ecirc;s &ldquo;Dois... &eacute; uma fam&iacute;lia&rdquo;. Antes de mais, conv&eacute;m explicar que o t&iacute;tulo original em nada se assemelha a este, sendo que este pode at&eacute; induzir o espetador em erro sobre o tipo de filme que vai ver.


&ldquo;Demain tout commence&rdquo; &eacute; o t&iacute;tulo original do filme de Hugo G&eacute;lin, produtor do filme &ldquo;A Gaiola Dourada&rdquo;, que retratava o quotidiano da comunidade portuguesa em Fran&ccedil;a, e retrata a hist&oacute;ria de Samuel e Gloria, uma beb&eacute; deixada nos bra&ccedil;os do pai Samuel pela m&atilde;e, que se vai embora sem mais nenhuma explica&ccedil;&atilde;o.

Samuel parte para Londres a procura de Kristin, a m&atilde;e, mas n&atilde;o a encontra, e a&iacute; come&ccedil;a a aventura de uma caminhada a dois, pai e filha.

O filme n&atilde;o &eacute; sobre uma luta de cust&oacute;dia, ou sobre a beleza da fam&iacute;lia monoparental, como o t&iacute;tulo em portugu&ecirc;s pode deixar a entender. Antes, &eacute; sobre o grande desejo do pai Samuel: proporcionar &agrave; sua filha a possibilidade de viver a vida que sempre sonhou.

Omar Sy, conhecido pelo seu papel em &ldquo;Amigos Improv&aacute;veis&rdquo;, personifica de forma excecional a figura do pai desastrado, mas que n&atilde;o olha a meios para a felicidade da filha, numa interpreta&ccedil;&atilde;o comovente, da qual n&atilde;o se pode desligar a estreante Gloria Colston. A vida de ambos, no quotidiano, no pr&oacute;prio trabalho do pai Samuel, &eacute; uma constante aventura, o que leva ao desenvolvimento de uma rela&ccedil;&atilde;o comovente entre pai e filha, mas ao mesmo tempo divertida e leve.

O filme est&aacute; bem realizado, no sentido em que tem um final inesperado, pouco previs&iacute;vel ao longo da pel&iacute;cula o que s&oacute; demonstra a qualidade da realiza&ccedil;&atilde;o. S&oacute; foi pena a fraca escolha do t&iacute;tulo em portugu&ecirc;s, que pode levar algumas pessoas a, depois de verem o trailer, descartar esta excelente hist&oacute;ria. Se est&atilde;o nesse grupo, acreditem: vale a pena dar uma oportunidade a este &ldquo;Demain tout commence&rdquo; (amanh&atilde;, tudo come&ccedil;a, na sua tradu&ccedil;&atilde;o literal).
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: NOS Audiovisuais
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<pubDate>Sat, 08 Apr 2017 10:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Este é um lugar seguro porque Fátima é um lugar de paz»</title>
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<description><![CDATA[As entidades envolvidas na prepara&ccedil;&atilde;o da visita do Papa ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima promoveram hoje uma confer&ecirc;ncia de imprensa com o intuito de informar sobre o andamento da prepara&ccedil;&atilde;o para a visita do Santu&aacute;rio e de tranquilizar todas as quest&otilde;es relacionadas com a seguran&ccedil;a do evento.


Da parte do Santu&aacute;rio, a grande preocupa&ccedil;&atilde;o do Pe. Carlos Cabecinhas, o reitor, foi a de refor&ccedil;ar que F&aacute;tima &laquo;&eacute; um espa&ccedil;o seguro&raquo;. &laquo;Quando a atualidade nos mostra tanta inseguran&ccedil;a, &eacute; importante sublinhar que F&aacute;tima &eacute; um lugar seguro. Tudo o que est&aacute; ao nosso alcance foi feito e a nossa convic&ccedil;&atilde;o &eacute; de que este &eacute; um lugar seguro, porque F&aacute;tima &eacute; um lugar de paz&raquo;, referiu o sacerdote.
&nbsp;
Sobre a visita, o Pe. Carlos Cabecinhas refor&ccedil;ou o convite para que todos venham estar com o Papa, mesmo que n&atilde;o consigam entrar no recinto de ora&ccedil;&atilde;o, at&eacute; porque, disse, &laquo;fazer a festa com o Papa n&atilde;o &eacute; s&oacute; entrar no recinto&raquo;. Neste sentido, informou que o Papa far&aacute; dois percursos em papam&oacute;vel aberto para saudar todas as pessoas. &laquo;Na chegada, na tarde do dia 12, todos os que desejarem s&atilde;o convidados a saudar o Papa, num gesto de acolhimento festivo, no percurso do Est&aacute;dio Municipal ao santu&aacute;rio. Do mesmo modo, no in&iacute;cio da tarde do dia 13, todos os que o desejarem ter&atilde;o oportunidade de se despedir do Papa&raquo; que atravessar&aacute; em ve&iacute;culo aberto o percurso pela avenida principal do Santu&aacute;rio at&eacute; &agrave; Rotunda Norte.
&nbsp;
Bolsas de estacionamento fora de F&aacute;tima e ecr&atilde;s gigantes
Para todos os peregrinos que n&atilde;o conseguirem entrar no recinto, o munic&iacute;pio de Our&eacute;m e o Santu&aacute;rio de F&aacute;tima est&atilde;o a preparar a coloca&ccedil;&atilde;o de ecr&atilde;s gigantes. Para al&eacute;m dos j&aacute; anunciados pelo Santu&aacute;rio, Paulo Fonseca, presidente da C&acirc;mara de Our&eacute;m, anunciou hoje que haver&aacute; quatro ecr&atilde;s gigantes colocados em locais fora do recinto &laquo;para aliviar a press&atilde;o nas entradas do Santu&aacute;rio&raquo;. &laquo;Haver&aacute; quatro ecr&atilde;s gigantes fora do recinto do santu&aacute;rio: na Av. Jos&eacute; Alves Correia da Silva, um de cada lado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; bas&iacute;lica, outro na Pra&ccedil;a pe. Condor e outro na rua Francisco Marto, para aproveitar a largura da rua e permitir que muitos milhares de pessoas possam estar ali a assistir&raquo;, disse.
&nbsp;

O presidente da C&acirc;mara de Our&eacute;m estima que &laquo;um milh&atilde;o de pessoas&raquo; venha &agrave; Cova de Iria para o 12 e 13 de maio, e &laquo;que oito milh&otilde;es de pessoas visitem o santu&aacute;rio durante este ano&raquo;. &Agrave; luz destes n&uacute;meros, e do esperado aumento de peregrinos, v&atilde;o ser criadas 20 bolsas de estacionamento para viaturas ligeiras fora de F&aacute;tima, em Our&eacute;m e noutros concelhos lim&iacute;trofes, para permitir que os parques na Cova de Iria alberguem mais autocarros.
&nbsp;
Para essas bolsas, Paulo Fonseca avan&ccedil;ou que ser&aacute; criado um sistema de transfers gratuitos com 75 autocarros para todos os peregrinos, de e para o Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, para permitir operacionalizar e agilizar as entradas na cidade. &laquo;H&aacute; um mapa que divide a regi&atilde;o em 4 cores e cada bolsa com um n&uacute;mero adequado, com senhas que ser&atilde;o distribu&iacute;das a todos os peregrinos, para usarem no regresso. As bolsas permitem receber muitas viaturas, cerca de 18 mil lugares de estacionamento, e ser&atilde;o patrulhadas pelas for&ccedil;as de seguran&ccedil;a&raquo;, disse Paulo Fonseca, que, no entanto, refor&ccedil;ou a necessidade de &laquo;n&atilde;o deixarem objetos de valor &agrave; mostra dentro das viaturas&raquo;.
&nbsp;
Ainda em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; circula&ccedil;&atilde;o, as entidades presentes reafirmaram a necessidade de todos os agentes econ&oacute;micos de F&aacute;tima pedirem acredita&ccedil;&atilde;o para as suas viaturas ou de fornecedores, sob pena de, nos dias 12 e 13, a circula&ccedil;&atilde;o das mesmas n&atilde;o ser poss&iacute;vel.
&nbsp;
Para as pessoas com mobilidade reduzida, est&aacute; a ser criado um parque espec&iacute;fico para esses peregrinos, que tamb&eacute;m devem acreditar a sua viatura para o poderem usar, no parque 12, junto ao centro pastoral Paulo VI.
&nbsp;
Gabinete de apoio ao peregrino e acampamentos de peregrinos
Para poderem responder &laquo;&agrave;s mil perguntas que um visitante ter&aacute; e necessitar&aacute; de apoio&raquo;, o munic&iacute;pio de Our&eacute;m criou um gabinete de apoio, cujos contatos foram hoje divulgados, e que servir&aacute; para fazer face a situa&ccedil;&otilde;es inesperadas. O gabinete estar&aacute; montado no posto de informa&ccedil;&atilde;o tur&iacute;stica de F&aacute;tima, mas poder&aacute; ser contactado tamb&eacute;m por mail - fatima2017@cm.ourem.pt - ou pelo telefone 249 070 303.
&nbsp;
Sobre as &laquo;contas da festa&raquo;, o presidente da c&acirc;mara de Our&eacute;m explicou que a verba de cinco milh&otilde;es que tem sido avan&ccedil;ada pela comunica&ccedil;&atilde;o social n&atilde;o corresponde &agrave; verdade. &laquo;Esse &eacute; o m&aacute;ximo de apoio que o governo ir&aacute; conceder, a todas as entidades envolvidas, n&atilde;o &eacute; uma verba para a c&acirc;mara. A C&acirc;mara de Our&eacute;m apresentou um pedido de apoio de um milh&atilde;o de euros ao governo, e esta manh&atilde; o ministro adjunto Eduardo Cabrita garantiu-me, verbalmente, o apoio do governo para esse valor&raquo;, revelou.


Sobre os peregrinos que por norma acampam nas zonas do santu&aacute;rio, o Major Bruno Marques, da GNR, informou que est&aacute; a ser criado um espa&ccedil;o de acampamento fora do recinto do santu&aacute;rio, e que &laquo;apenas a&iacute;&raquo; ser&aacute; permitido acampar. Quanto aos peregrinos que desejem pernoitar no recinto do santu&aacute;rio, o Pe Carlos Cabecinhas informou que ir&atilde;o ser acompanhados o melhor poss&iacute;vel, mas aproveitou para avisar que durante toda a noite haver&aacute; uma vig&iacute;lia de ora&ccedil;&atilde;o a decorrer no recinto. &laquo;Aos que ficam no recinto, &eacute; feito o desafio de continuarem em ora&ccedil;&atilde;o. O recinto ser&aacute; um espa&ccedil;o de ora&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o um parque de campismo&raquo;, refor&ccedil;ou.

&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Fri, 07 Apr 2017 13:15:00 +0100</pubDate>
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<title>«Na China muitas famílias têm a imagem de N. Sr.ª de Fátima em casa»</title>
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<description><![CDATA[Santiago n&atilde;o &eacute; o seu nome verdadeiro. Ele &eacute; um di&aacute;cono da Igreja clandestina da China, e por isso nem o seu nome verdadeiro, nem a sua cara podem ser mostrados, sob pena de que, ao regressar ao seu pa&iacute;s, seja preso, torturado, ou desapare&ccedil;a num qualquer calabou&ccedil;o de uma pris&atilde;o chinesa. H&aacute; 3 anos, esteve connosco, ainda seminarista, mas agora, j&aacute; ordenado di&aacute;cono, volta para contar a dif&iacute;cil situa&ccedil;&atilde;o dos cat&oacute;licos chineses que, apesar das dificuldades, continuam com uma f&eacute; tremenda e uma devo&ccedil;&atilde;o forte a Nossa Senhora de F&aacute;tima.

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Terminou a sua forma&ccedil;&atilde;o em Espanha e regressou &agrave; China. Foi tranquilo o regresso?

Sim, n&atilde;o tive nenhum problema. Ao longo dos anos sempre tive muito cuidado em n&atilde;o falar muito publicamente. Tive de ir vestido &agrave; civil mas, assim que cheguei, comecei a ajudar em algumas par&oacute;quias.
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E foi logo ordenado di&aacute;cono?

Quando cheguei fui para uma par&oacute;quia ajudar nas atividades de ver&atilde;o, e pouco tempo depois fui ordenado di&aacute;cono em segredo, em agosto de 2014. Como o meu bispo est&aacute; em pris&atilde;o domicili&aacute;ria, n&atilde;o pode ordenar com liberdade e em p&uacute;blico, e a ordena&ccedil;&atilde;o foi em segredo. A minha fam&iacute;lia n&atilde;o p&ocirc;de participar, porque ningu&eacute;m podia saber que naqueles dias iriam ocorrer ordena&ccedil;&otilde;es. Estiveram alguns seminaristas presentes, uns sacerdotes, o meu bispo e eu. Foi uma ordena&ccedil;&atilde;o muito simples.
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E isso deixou-o triste?

Nada disso. S&oacute; senti alegria por estar a ser ordenado di&aacute;cono. Foi um passo muito importante, porque j&aacute; esperava h&aacute; muito tempo que surgisse esta possibilidade de me entregar. &Eacute; algo importante para o servi&ccedil;o &agrave; Igreja e pela salva&ccedil;&atilde;o das almas.
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Deu-lhe novas for&ccedil;as?

Sim. No mesmo dia em que fui ordenado di&aacute;cono, senti-me uma pessoa nova, com uma for&ccedil;a nova, quase total, porque j&aacute; sou de Cristo, perten&ccedil;o a Cristo. Pela ordena&ccedil;&atilde;o diaconal, pertencemos a Cristo para servirmos aos outros.
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Notou muitas diferen&ccedil;as nos crist&atilde;os?

Eles estavam na mesma. A situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o mudou, e isso dava-me mais for&ccedil;a para os servir. Vejo que na Europa os leigos t&ecirc;m todo o acesso aos sacramentos, &agrave; Missa de domingo, e na China n&atilde;o. Via a necessidade e a sede dos fi&eacute;is, e isso dava-me muita for&ccedil;a. Continuava a ver muita f&eacute; em todos os crist&atilde;os. Os problemas eram os mesmos, porque o regime quer controlar todas as religi&otilde;es, sobretudo a Igreja Cat&oacute;lica, e quer obrigar a que os sacerdotes e bispos sejam da igreja oficial. N&atilde;o h&aacute; acesso &agrave;s missas, n&atilde;o h&aacute; muitos sacerdotes que os possam acolher e acompanhar, e por isso h&aacute; grande necessidade dos fi&eacute;is terem sacerdotes que cuidem deles e os acompanhem.
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O n&uacute;mero de crist&atilde;os da Igreja clandestina est&aacute; a crescer?

Creio que sim. &Agrave; medida que as comunidades e os sacerdotes compreendem a import&acirc;ncia da evangeliza&ccedil;&atilde;o, falam de Deus aos outros e eles aderem. Por isso, os sacerdotes pedem aos fi&eacute;is que anunciem o nome de Cristo aos outros. A percentagem &eacute; dif&iacute;cil de calcular, porque n&atilde;o h&aacute; n&uacute;meros oficiais, mas sinto que est&aacute; a crescer.
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O filme Sil&ecirc;ncio, de Scorsese, fala da persegui&ccedil;&atilde;o aos crist&atilde;os japoneses no s&eacute;culo XVI, mas poderia ser acerca dos crist&atilde;os chineses do s&eacute;culo XXI?

Nunca vi o filme, mas sei que fala da persegui&ccedil;&atilde;o aos crist&atilde;os. A cultura japonesa n&atilde;o &eacute; igual &agrave; chinesa, mas no fundo, pelo que ouvi, o filme quer transmitir a energia e a for&ccedil;a da f&eacute; como ajuda aos fi&eacute;is. Este esp&iacute;rito de viverem firmes na f&eacute; &eacute; o mesmo que animava os crist&atilde;os do Jap&atilde;o e que anima os crist&atilde;os chineses hoje.
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Sente essa for&ccedil;a nos crist&atilde;os da China?

Sim, porque a f&eacute; &eacute; a mesma. A situa&ccedil;&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil, mas &eacute; a f&eacute; que nos sust&eacute;m. Quando falo com os meus pais, eles contam-me que, nos meus tempos de inf&acirc;ncia, a situa&ccedil;&atilde;o era muito mais complicada. A minha m&atilde;e dizia-me sempre que era a f&eacute; que lhe dava mais for&ccedil;as, porque a f&eacute; dava-nos a energia para vivermos o dia a dia.

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A China est&aacute; quase fechada ao exterior. Como &eacute; que os crist&atilde;os se mant&ecirc;m em contacto com Roma, ou com as not&iacute;cias de Roma e as palavras do Papa?

N&atilde;o recebemos quase not&iacute;cias nenhumas. Quase todas as p&aacute;ginas de outros pa&iacute;ses est&atilde;o bloqueadas, mas na do Vaticano podemos entrar. O problema &eacute; que as partes que est&atilde;o traduzidas em chin&ecirc;s s&atilde;o muito poucas, e sabemos muito pouco sobre o que vem de l&aacute;. Para muitos chineses, o mundo &eacute; muito desconhecido. Se nunca sa&iacute;ram do pa&iacute;s, n&atilde;o conhecem o mundo, porque n&atilde;o h&aacute; internet e as not&iacute;cias que se difundem no pa&iacute;s s&atilde;o manipuladas para servir alguns interesses. Tal como a China &eacute; uma realidade muito desconhecida para as pessoas de fora, o resto do mundo &eacute; desconhecido para os chineses.

Isto &eacute; uma a&ccedil;&atilde;o do governo, para fazer com que as pessoas n&atilde;o conhe&ccedil;am outro mundo, para que pensem que o mundo chin&ecirc;s &eacute; o &uacute;nico que existe e nada mais se faz diferente.
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Como &eacute; ent&atilde;o feito o trabalho de evangeliza&ccedil;&atilde;o?

O mais f&aacute;cil e eficaz &eacute; evangelizar as pessoas mais pr&oacute;ximas, fam&iacute;lia e amigos. A eles, falamos de Cristo e da f&eacute;, que &eacute; a base da nossa vida. Muitas vezes tamb&eacute;m se evangeliza com o testemunho de vida, porque os que n&atilde;o conhecem a Igreja, podem ver este testemunho e esta figura de Cristo nos crist&atilde;os, e quando falam com eles percebem que eles tamb&eacute;m t&ecirc;m esta sede de conhecer um Deus que lhes pode mudar a vida.
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Uma evangeliza&ccedil;&atilde;o muito baseada na B&iacute;blia e nas origens de tudo?

Sim, porque a B&iacute;blia &eacute; a base da nossa f&eacute;, e muitas vezes, falando dela, permite-nos perceber o sentido que tem na nossa vida. Na China, muitos n&atilde;o creem em nada. N&atilde;o &eacute; culpa deles, porque nunca tiveram ocis&atilde;o de conhecer a religi&atilde;o. A base que nos pode ajudar muito para evangelizar na China &eacute; a B&iacute;blia. O facto de n&atilde;o haver liberdade tamb&eacute;m pode ser um obst&aacute;culo para fazer com que as pessoas n&atilde;o queiram aderir.
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Mas referiu j&aacute; que, apesar disso, o n&uacute;mero de cat&oacute;licos continua a aumentar&hellip; A f&eacute; &eacute; mais forte que os obst&aacute;culos?

Sim, claro. No fundo, &eacute; o Senhor que est&aacute; atuar, &eacute; o Esp&iacute;rito Santo que nos ilumina, e a for&ccedil;a divina &eacute; t&atilde;o potente que pode entrar na vida e no cora&ccedil;&atilde;o das pessoas que ainda n&atilde;o conhecem a Deus.
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&laquo;Na China muitas fam&iacute;lias t&ecirc;m a imagem de Nossa Senhora de F&aacute;tima em suas casas&raquo;
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H&aacute; umas semanas circulou um v&iacute;deo com peregrinos chineses que se aproximavam do Papa, numa audi&ecirc;ncia geral de quarta-feira, cheios de f&eacute;, com uma imagem de Nossa Senhora de F&aacute;tima nas m&atilde;os. H&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o dos fi&eacute;is chineses com Nossa Senhora de F&aacute;tima?

Sim. Desde pequeno, os meus pais ensinaram-me a rezar o Ros&aacute;rio e, no final, uma ora&ccedil;&atilde;o especialmente dirigida &agrave; Virgem de F&aacute;tima. Temos can&ccedil;&otilde;es dirigidas a ela, porque a figura da M&atilde;e &eacute; muito importante. Na Igreja perseguida h&aacute; muitas dificuldades humanas, mas sabendo que temos uma m&atilde;e t&atilde;o boa, t&atilde;o potente, que pede e intercede por n&oacute;s e nos pode apoiar. Na China temos muito presente a Virgem de F&aacute;tima nas nossas ora&ccedil;&otilde;es.
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Este &eacute; tamb&eacute;m um ano especial para v&oacute;s, por causa do centen&aacute;rio?

Sim, sim, a data ser&aacute; celebrada tamb&eacute;m na China. Este &eacute; um acontecimento para a Igreja universal, porque a mensagem que nos transmitiram &eacute; muito importante e atual para o mundo de hoje. N&atilde;o vamos poder vir peregrinar nem estar com o Papa, mas a ora&ccedil;&atilde;o que fazemos recorda este acontecimento muito importante.
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Gostaria que os peregrinos de F&aacute;tima rezassem pelos crist&atilde;os da China?

Como a Igreja &eacute; universal, somos todos irm&atilde;os e as pessoas daqui [de Portugal] compartem da nossa dor. Podemos sentir a unidade na f&eacute; de outros cat&oacute;licos e outros irm&atilde;os que sabem que n&atilde;o podemos viver como eles a festa do centen&aacute;rio de F&aacute;tima.
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E tamb&eacute;m os pastorinhos s&atilde;o figuras conhecidas na igreja perseguida na China?

Sim, s&atilde;o figuras muito queridas, porque sabemos que as tr&ecirc;s crian&ccedil;as s&atilde;o os videntes da Virgem. N&atilde;o conhecemos muito da sua vida, mas as imagens deles s&atilde;o muito importantes para n&oacute;s, porque foram eles que viram a Virgem, e isso &eacute; uma figura que nos ajuda a aprofundar a nossa f&eacute;.
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E h&aacute; figuras de Nossa Senhora de F&aacute;tima nas casas dos crist&atilde;os chineses?

Sim, na China muitas fam&iacute;lias t&ecirc;m a imagem de Nossa Senhora em suas casas. N&atilde;o &eacute; uma imagem que precise de estar escondida. Nos tempos dos meus pais isso n&atilde;o seria poss&iacute;vel, mas hoje &eacute; poss&iacute;vel.
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Como se vive com duas igrejas cat&oacute;licas no mesmo pa&iacute;s?

Desde que o Governo criou a Igreja oficial, come&ccedil;ou a obrigar os sacerdotes e bispos a serem da Igreja oficial, e criou uma distin&ccedil;&atilde;o. Uns quiseram ser da Igreja oficial, e seguir ao Governo e n&atilde;o ao Papa, e os outros, por causa da persegui&ccedil;&atilde;o, foram-se escondendo e t&ecirc;m de viver de uma forma muito distinta. E a diferen&ccedil;a come&ccedil;a a notar-se. Quando um bispo &eacute; nomeado pelo Governo, a sua diocese torna-se uma diocese oficial, e o bispo pode exercer o seu minist&eacute;rio. Se o bispo n&atilde;o quer seguir a igreja oficial, o governo nomeia outro bispo para a igreja oficial.
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E o que acontece com esse bispo?

Durante algum tempo, nestas dioceses havia dois bispos, um da igreja oficial, outro da clandestina. Mesmo a diocese fica com outro nome, para se dividir as duas correntes. Os bispos que n&atilde;o se submetem ao regime vivem a sua f&eacute; escondida, mas muitas vezes s&atilde;o presos, torturados, e desaparecem depois de serem levados pela pol&iacute;cia. O mesmo acontece com sacerdotes. Com os leigos, o que sucede &eacute; uma estrat&eacute;gia de medo, pois s&atilde;o presos alguns dias e depois voltam a casa, principalmente fi&eacute;is que prestem servi&ccedil;os mais vis&iacute;veis nas dioceses.

H&aacute; sacerdotes que s&atilde;o torturados para que adiram &agrave; igreja oficial, e h&aacute; menos de dois anos um sacerdote foi t&atilde;o torturado que ficou com doen&ccedil;a mental, e deixou de ser ele pr&oacute;prio, por causa da tortura.
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E as pessoas que s&atilde;o torturadas resistem?

Nunca conheci nenhum que tivesse recusado a sua f&eacute; e mudado de Igreja depois de tortura. Mas sei de bispos e sacerdotes que aderiram &agrave; Igreja do Estado por causa da tortura. H&aacute; um bispo que foi padre da Igreja clandestina e esteve mais de dez anos preso, at&eacute; que decidiu mudar para a igreja oficial. Hoje, &eacute; bispo de uma diocese oficial e o bispo dessa diocese, que faz parte da igreja clandestina, est&aacute; desaparecido.
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E o que implica aderir &agrave; Igreja do Estado?

A principal mensagem &eacute; estar em comunh&atilde;o com o Papa ou n&atilde;o. Desde que o governo criou a Igreja, sempre a chamou &ldquo;a Igreja da China&rdquo;, aut&oacute;noma e independente de Roma. Mas n&oacute;s queremos fazer parte da Igreja que est&aacute; no Vaticano, e &eacute; por isso que n&atilde;o podemos fazer parte da outra Igreja. &Eacute; o governo que nomeia os bispos, porque o Papa n&atilde;o tem direito, e &eacute; assim que funcionam.

Nos &uacute;ltimos anos, o Papa tem tentado negociar com o regime chin&ecirc;s a resolu&ccedil;&atilde;o deste problema, mas para mim isso n&atilde;o ser&aacute; f&aacute;cil. Negociar com um regime totalit&aacute;rio que se comporta desta maneira, t&atilde;o radical, vai ser dif&iacute;cil. N&atilde;o podes falar de direitos humanos, liberdade religiosa, e um pa&iacute;s com um regime t&atilde;o fechado em si mesmo, que decide tudo, o di&aacute;logo &eacute; muito dif&iacute;cil. No fim do Ano da Miseric&oacute;rdia, houve muitas entrevistas que diziam que o Papa iria fazer algo com a Igreja na China, mas n&atilde;o se decidiu nada, porque h&aacute; coisas t&atilde;o dif&iacute;ceis com as quais n&atilde;o se pode negociar.
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N&atilde;o ser&aacute; nunca poss&iacute;vel essa comunh&atilde;o?

Se a Igreja est&aacute; debaixo do controle do comunismo, n&atilde;o se pode. Os princ&iacute;pios do Estado s&atilde;o contr&aacute;rios aos direitos humanos, portanto pouco se pode fazer enquanto a realidade for essa. Mas confiamos em Deus, e Ele est&aacute; a atuar, segundo a sua vontade, e por isso sabemos que o mais importante &eacute; viver a f&eacute; em Verdade, e ajudar os fi&eacute;is a viver a f&eacute; e, logo, a ajudar os outros que n&atilde;o conheceram a Cristo. N&atilde;o podemos falar de uma maneira p&uacute;blica ou livre, mas no fundo Deus est&aacute; a atuar por n&oacute;s e connosco.
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Texto e fotos: Ricardo Perna


Recorde aqui a primeira entrevista de Santiago &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;, quando era apenas um seminarista:
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]]></description>
<pubDate>Tue, 04 Apr 2017 11:59:00 +0100</pubDate>
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<title>Já entregou o IRS? Pode doar 0,5%</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/ja-entregou-o-irs-pode-doar-0-5</link>
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<description><![CDATA[Desde s&aacute;bado que j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel entregar a declara&ccedil;&atilde;o de IRS. Este ano h&aacute; um s&oacute; prazo: de 1 de abril a 31 maio de maio. E este prazo vale para todos os contribuintes: trabalhadores dependentes, independentes, pensionistas ou pessoas com rendimentos prediais.

Comum a todos &eacute; a possibilidade de &quot;doar&quot; 0,5% do IRS a uma institui&ccedil;&atilde;o. A lista de quase 3500 institui&ccedil;&otilde;es est&aacute; dispon&iacute;vel no site das Finan&ccedil;as e a FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; disponibiliza-a aqui. Quem quiser, basta inscrever na folha de rosto da Modelo 3, no quadro n&uacute;mero 11, qual a institui&ccedil;&atilde;o a que pretende doar o imposto. Na pr&aacute;tica isso n&atilde;o implica nenhum custo para os contribuintes, uma vez que se trata de imposto que j&aacute; pagou.



Da lista fazem parte, pela primeira vez este ano, organiza&ccedil;&otilde;es ligadas &agrave; cultura. Mas h&aacute; associa&ccedil;&otilde;es de doentes, de desenvolvimento, centros comunit&aacute;rios e sociais paroquiais, bandas filarm&oacute;nicas, C&aacute;ritas, Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre, entre muitas outras.

N&atilde;o se esque&ccedil;a que pode tamb&eacute;m doar o IVA que pagou em servi&ccedil;os de restaura&ccedil;&atilde;o e hotelaria, oficinas e cabeleireiros. Mas neste caso sai-lhe do bolso e n&atilde;o do Estado.

Ao entregar as declara&ccedil;&otilde;es de IRS de 2015, em 2016, os portugueses doaram mais de 16,6 milh&otilde;es de euros a 2944 entidades. Mais de 558 mil fam&iacute;lias doaram IRS ou IVA. O valor era 1,3 milh&otilde;es de euros superior ao que tinha acontecido em 2015.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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]]></description>
<pubDate>Mon, 03 Apr 2017 16:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Quase 12 mil casas danificadas pelo Daesh no Iraque</title>
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<description><![CDATA[A revela&ccedil;&atilde;o &eacute; de um estudo realizado pela Funda&ccedil;&atilde;o AIS junto de refugiados iraquianos: quase 12 mil casas foram danificadas e cerca de 700 completamente destru&iacute;das nas aldeias crist&atilde;s na Plan&iacute;cie de N&iacute;nive, no Iraque, pelo auto-proclamado Estado isl&acirc;mico.



A Funda&ccedil;&atilde;o fez uma estimativa dos custos de reconstru&ccedil;&atilde;o das casas na Plan&iacute;cie de Nin&iacute;ve e concluiu que s&atilde;o precisos mais de 186 milh&otilde;es de euros.

De acordo com um comunicado da Ajuda &agrave; Igreja que Sofre, a maioria dos refugiados disse que &laquo;as suas propriedades foram saquedas&raquo; e &laquo;22% garantiram que as suas casas foram mesmo destru&iacute;das&raquo;.
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Ser&atilde;o cerca de 90 mil os crist&atilde;os da Plan&iacute;cie de N&iacute;nive que vivem em Erbil, no chamado Curdist&atilde;o Iraquiano. Foram expulsos da regi&atilde;o e fugiram. A Funda&ccedil;&atilde;o AIS prev&ecirc; que cerca de 12 mil fam&iacute;lias dependam da ajuda humanit&aacute;ria fornecida fornecida por esta institui&ccedil;&atilde;o para sobreviver. A Funda&ccedil;&atilde;o j&aacute; terminou a avalia&ccedil;&atilde;o dos preju&iacute;zos e prev&ecirc; colaborar na reconstru&ccedil;&atilde;o de aldeias da Pl&aacute;n&iacute;cie de N&iacute;nive, por forma a que estas pessoas possam voltar a casa.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Funda&ccedil;&atilde;o &agrave; Igreja que Sofre
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Fri, 31 Mar 2017 13:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa: «A família é o “sim” do Deus Amor»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/papa-a-familia-o-sim-do-deus-amor</link>
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<description><![CDATA[O Vaticano publicou hoje a carta do Papa Francisco que anuncia a data do pr&oacute;ximo encontro Mundial das Fam&iacute;lias, que se realizar&aacute; de 21 a 26 de agosto de 2018 em Dublin, capital da Irlanda.


&laquo;Desejo agora iniciar os preparativos e congratulo-me por confirmar que se realizar&aacute; de 21 a 26 de Agosto de 2018, sobre o tema &quot;O Evangelho da Fam&iacute;lia: alegria pelo mundo&quot;. Na verdade, desejo que as fam&iacute;lias tenham um modo de aprofundar a sua reflex&atilde;o e a partilha do conte&uacute;do da Exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica p&oacute;s-sinodal Amoris Laetitia&raquo;, pode ler-se no documento.
&nbsp;
O Papa questiona se &laquo;a fam&iacute;lia continua a ser uma boa not&iacute;cia para o mundo de hoje&raquo;, e responde afirmativamente. &laquo;Estou certo de que a resposta &eacute; sim! E este &quot;sim&quot; est&aacute; firmemente baseado no plano de Deus. O amor de Deus &eacute; o Seu &quot;sim&quot; a toda a cria&ccedil;&atilde;o e no cora&ccedil;&atilde;o deste &uacute;ltimo est&aacute; o homem. &Eacute; o &quot;sim&quot; de Deus &agrave; uni&atilde;o entre homem e mulher, em abertura e servi&ccedil;o &agrave; vida em todas as suas fases; &Eacute; o &quot;sim&quot; de Deus e o Seu compromisso com uma humanidade que muitas vezes &eacute; ferida, maltratada e dominada pela falta de amor. A fam&iacute;lia, portanto, &eacute; o &quot;sim&quot; do Deus Amor. S&oacute; a partir do amor pode a fam&iacute;lia manifestar, espalhar e regenerar o amor de Deus no mundo. Sem amor, n&atilde;o podemos viver como filhos de Deus, como casais, pais e irm&atilde;os&raquo;, escreve o Papa.
&nbsp;
Francisco afirma que &laquo;muitas fam&iacute;lias crist&atilde;s s&atilde;o um lugar de miseric&oacute;rdia e testemunhas de miseric&oacute;rdia, e mais ainda depois do Jubileu extraordin&aacute;rio&raquo;, e pede que o encontro em Dublin ofere&ccedil;a &laquo;sinais concretos disso&raquo;.
&nbsp;
Afirmando que sonha &laquo;com uma Igreja em sa&iacute;da, n&atilde;o uma Igreja autorreferencial, uma Igreja que n&atilde;o passe longe das feridas do homem, uma Igreja misericordiosa&raquo;, o Papa escreve ao Cardeal Farrell defendendo que &laquo;todos n&oacute;s, fam&iacute;lias e pastores, precisamos de renovada humildade que cria o desejo de nos formarmos, educarmos e sermos educados, ajudarmos e sermos ajudados, acompanharmos, discernirmos e integrarmos todos os homens de boa vontade&raquo;, e por isso pede que &laquo;toda a Igreja&raquo; tenha em conta &laquo;estas indica&ccedil;&otilde;es na prepara&ccedil;&atilde;o pastoral do pr&oacute;ximo Encontro Mundial&raquo;.
&nbsp;
O Vaticano n&atilde;o disponibilizou uma tradu&ccedil;&atilde;o oficial em portugu&ecirc;s da carta publicada na sala de imprensa do Vaticano, mas pode ler uma tradu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o oficial em portugu&ecirc;s aqui.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Foto: Lusa
]]></description>
<pubDate>Thu, 30 Mar 2017 12:45:00 +0100</pubDate>
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</item>
<item>
<title>Mais de um milhão de crianças em risco de morrer por fome</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/mais-de-um-milhao-de-criancas-em-risco-de-morrer-por-fome</link>
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<description><![CDATA[A UNICEF lan&ccedil;ou um apelo urgente de quase 255 milh&otilde;es de d&oacute;lares para o nordeste da Nig&eacute;ria, Som&aacute;lia, Sud&atilde;o do Sul e I&eacute;men. A regi&atilde;o vive em seca e conflitos armados.
&nbsp;
Neste momento, a organiza&ccedil;&atilde;o estima que cerca de 22 milh&otilde;es de crian&ccedil;as estejam com fome, doentes, deslocadas e sem escola nestes quatro pa&iacute;ses e quase 1,4 milh&otilde;es em risco iminente de morrer por m&aacute; nutri&ccedil;&atilde;o aguda severa.
&nbsp;
Manuel Fontaine, Diretor de Programas de Emerg&ecirc;ncia da UNICEF afirma que &laquo;as crian&ccedil;as n&atilde;o podem esperar por mais uma declara&ccedil;&atilde;o de &ldquo;fome&rdquo; para que tomemos medidas&raquo;. Este respons&aacute;vel explica por que raz&atilde;o a espera pode significar que a ajuda chegue muito tarde. &laquo;Aprendemos com a Som&aacute;lia em 2011 que quando a fome foi anunciada um n&uacute;mero imenso de crian&ccedil;as j&aacute; tinha morrido. Isso n&atilde;o pode voltar a acontecer&raquo;, alerta.
&nbsp;
A ajuda financeira servir&aacute; para fornecer comida, &aacute;gua e servi&ccedil;os de sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
O Diretor de Programas de Emerg&ecirc;ncia da UNICEF afirma que &laquo;&agrave; medida que a viol&ecirc;ncia, a fome e a sede obrigam as pessoas a movimentar-se no interior dos seus pa&iacute;ses e al&eacute;m-fronteiras, as taxas de m&aacute; nutri&ccedil;&atilde;o v&atilde;o continuar a aumentar n&atilde;o apenas nestes quatro pa&iacute;ses, mas tamb&eacute;m na regi&atilde;o da bacia do Lago Chade e do Grande Corno de &Aacute;frica&raquo;. Fontaine deixa um alerta: &laquo;Se as ag&ecirc;ncias humanit&aacute;rias n&atilde;o tiverem o acesso e os recursos de que precisam para chegar aos mais vulner&aacute;veis, v&atilde;o perder-se muitas vidas.&raquo; Para sensibilizar a comunidade internacional, a UNICEF lan&ccedil;ou um v&iacute;deo que pode ver em baixo.
&nbsp;

&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos e video: UNICEF
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<pubDate>Tue, 28 Mar 2017 11:30:00 +0100</pubDate>
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<title>Descoberto manuscrito do português que inspirou o filme «Silêncio»</title>
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<description><![CDATA[A Universidade de Coimbra (UC) anunciou a descoberta, nos seus arquivos da Biblioteca Geral, de uma carta da autoria do Pe. Cristov&atilde;o Ferreira, escrita em 1618 pela m&atilde;o do pr&oacute;prio sacerdote portugu&ecirc;s, numa altura em que os crist&atilde;os j&aacute; estavam a ser perseguidos.

&nbsp;
A descoberta foi anunciada num v&iacute;deo publicado na sua p&aacute;gina, em que Ant&oacute;nio Maia do Amaral, diretor-adjunto da Biblioteca Geral da UC, explica que, &laquo;enquanto no filme os jesu&iacute;tas foram &agrave; procura de Crist&oacute;v&atilde;o Ferreira, tamb&eacute;m aqui na Universidade de Coimbra and&aacute;mos &agrave; procura dele&raquo;. &laquo;Infelizmente n&atilde;o o fizemos na documenta&ccedil;&atilde;o do col&eacute;gio jesu&iacute;ta, que se dispersou com a extin&ccedil;&atilde;o do col&eacute;gio, mas nos fundos ricos da Biblioteca Geral. Encontr&aacute;mos uma carta do Crist&oacute;v&atilde;o Ferreira, que &eacute;, perante o percurso poss&iacute;vel da vida dele, pois embora se trate de uma pessoa que renegou a f&eacute; crist&atilde;, &eacute; tamb&eacute;m um m&aacute;rtir, uma rel&iacute;quia. Esta carta &eacute; um documento muito raro, escrito no Jap&atilde;o e enviado para a Europa&raquo;, explica Ant&oacute;nio Maia do Amaral.
&nbsp;
O Pe. Cristov&atilde;o Ferreira escreveu esta carta 15 anos antes de cometer apostasia. O documento em causa &eacute; uma &acirc;nua, um relat&oacute;rio &laquo;do que faziam os jesu&iacute;tas das miss&otilde;es no estrangeiro&raquo;, &laquo;Os factos que s&atilde;o contados s&atilde;o hist&oacute;rias de persegui&ccedil;&atilde;o, de convers&atilde;o, dos movimentos dos mission&aacute;rios limitados dentro do Jap&atilde;o. Esta carta termina com a passagem de um primeiro mission&aacute;rio para a ilha de Hokkaido, uma ilha que ainda n&atilde;o tinha missiona&ccedil;&atilde;o, e onde &eacute; dito que &eacute; bem acolhido. A carta &eacute; tamb&eacute;m muito esperan&ccedil;osa no fim das persegui&ccedil;&otilde;es e no sucesso da missiona&ccedil;&atilde;o japonesa&raquo;, explica o diretor adjunto da Biblioteca Geral.
&nbsp;
Recorde-se que o Pe. Cristov&atilde;o Ferreira foi, durante muitos anos da persegui&ccedil;&atilde;o aos crist&atilde;os no Jap&atilde;o, o fiel deposit&aacute;rio dos registos dos mission&aacute;rios e mais tarde superior provincial da Ordem no Jap&atilde;o. O seu crime de apostasia foi, mais tarde, colocado em causa, e h&aacute; d&uacute;vidas sobre se ter&aacute; voltado com a palavra atr&aacute;s, sendo que alguns historiadores referem que ter&aacute; afirmado a sua f&eacute; e morrido como m&aacute;rtir.

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Texto: Ricardo Perna
Fotos: Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra
]]></description>
<pubDate>Mon, 27 Mar 2017 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Diocese de Leiria-Fátima lança apoio a grávidas</title>
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<description><![CDATA[Leiria vai ter um Servi&ccedil;o de Apoio &agrave; Maternidade em Dificuldade (SAMD). Este servi&ccedil;o da C&aacute;ritas Diocesana de Leiria-F&aacute;tima foi apresentado hoje. O objetivo &eacute; evitar abortos por raz&otilde;es econ&oacute;micas.



O Pe. Jorge Guarda, Diretor do Departamento da Pastoral Social da Diocese, explica que o SAMD &laquo;nasceu a partir de um estudo da Dr.&ordf; &Eacute;lia Santiago, m&eacute;dica obstetra do Hospital de Santo And&eacute;, em Leiria, no ano de 2012, relativo aos anos de 2010 e 2011&raquo;. O inqu&eacute;rito telef&oacute;nico a mulheres que realizaram abortos no hospital (372 em 2010 e 406 em 2011) concluiu que &laquo;algumas mulheres gr&aacute;vidas decidiram abortar por necessidade e n&atilde;o por op&ccedil;&atilde;o: n&atilde;o tinham condi&ccedil;&otilde;es de ter aquele filho&raquo;, &laquo;optavam pela IVG [Interrup&ccedil;&atilde;o Volunt&aacute;ria da Gravidez] por raz&otilde;es decorrentes da sua situa&ccedil;&atilde;o familiar e de graves car&ecirc;ncias de ordem socioecon&oacute;mica e laboral&raquo;.

Fam&iacute;lias ser&atilde;o acompanhadas at&eacute; aos tr&ecirc;s anos do beb&eacute;

Mariana Vaz Lu&iacute;s &eacute; a respons&aacute;vel pelo Servi&ccedil;o de Apoio &agrave; Maternidade em Dificuldade. A coordenadora explica que pretende ser &laquo;um aux&iacute;lio efectivo &agrave; vida proporcionando meios e estrat&eacute;gias para o seguimento da gravidez&raquo;. Na pr&aacute;tica, folhetos e cartazes do SAMD ser&atilde;o distribu&iacute;dos em centros de sa&uacute;de e hospital. As mulheres podem tamb&eacute;m dirigir-se directamente ao servi&ccedil;o por mail ou telefone. O acompanhamento e apoio dado &eacute; visto caso a caso consoante as necessidades. &laquo;Acompanharemos at&eacute; aos tr&ecirc;s anos da crian&ccedil;a no m&aacute;ximo, as mulheres durante a gravidez, apoio na procura de emprego para a m&atilde;e, busca de creche para a crian&ccedil;a&raquo;, explica Mariana Vaz Lu&iacute;s. Est&atilde;o previstas visitas domicili&aacute;rias e articula&ccedil;&atilde;o com servi&ccedil;os da pr&oacute;pria C&aacute;ritas e de outras institui&ccedil;&otilde;es da regi&atilde;o, como autarquias, Miseric&oacute;rdia e IPSS. O projeto ser&aacute; financiado com recurso ao mecenato, &agrave; ren&uacute;ncia quaresmal do ano passado e de um fundo espec&iacute;fico criado para isso.



Bispo lan&ccedil;ou a iniciativa

D. Ant&oacute;nio Marto mostrou-se muito feliz com o lan&ccedil;amento da iniciativa que nasceu no Ano da Miseric&oacute;rdia. &laquo;Se queremos ser eficazes naquilo que fazemos temos de trabalhar em rede. Hoje &eacute; a sociedade civil que &eacute; desafiada a comprometer-se&raquo;, afirmou.

Na apresenta&ccedil;&atilde;o do SAMD estiveram representantes das C&acirc;maras Municipais de Leiria e Batalha, tendo manifestado apoio material e institucional ao projeto. C&iacute;ntia Silva, da Batalha, disse mesmo que &laquo;hoje em dia &eacute; dif&iacute;cil imaginarmos que muitas mulheres se veem for&ccedil;adas a fazer uma IVG por raz&otilde;es econ&oacute;micas, mas os servi&ccedil;os em parceria conseguem ultrapassar os problemas&raquo;.
Presente esteve tamb&eacute;m Liliana Verde, da ADAV, Associa&ccedil;&atilde;o de Defesa e Apoio da Vida, que desafiou este novo servi&ccedil;o a n&atilde;o apenas &laquo;reproduzir o que a ADAV j&aacute; faz&raquo;, mas a um trabalho conjunto. Na resposta, D. Ant&oacute;nio Marto pediu: &laquo;N&atilde;o olhemos uns para os outros como concorrentes, mas como irm&atilde;os que trabalham na mesma vinha, para darmos as m&atilde;os.&raquo;


SAMD confiado aos pastorinhos
Recordando a promulga&ccedil;&atilde;o do milagre necess&aacute;rio para a canoniza&ccedil;&atilde;o de Jacinta e Francisco, o bispo de Leiria-F&aacute;tima revelou: &laquo;N&atilde;o posso falar de pormenores, mas trata-se de uma crian&ccedil;a de oito anos. A cura foi reconhecida por unanimidade sem explica&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.&raquo; D. Ant&oacute;nio Marto sublinhou que &laquo;&eacute; interessante como duas crian&ccedil;as que v&atilde;o ser santas cuidam de uma crian&ccedil;a&raquo;. Por isso, confiou o Servi&ccedil;o de Apoio &agrave; Maternidade em Dificuldade aos Pastorinhos e a Nossa Senhora de F&aacute;tima.

O SAMD &eacute; gratuito e funciona das 9h30 &agrave;s 12h30 e das 14h30 &agrave;s 17h30. Quem quiser pode contact&aacute;-lo atrav&eacute;s do telefone 968&nbsp;804&nbsp;845 ou o endere&ccedil;o eletr&oacute;nico samd.caritas.leiria@outlook.com.
&nbsp;
&nbsp;
Reportagem e fotografias: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Fri, 24 Mar 2017 14:30:00 +0000</pubDate>
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<title>Canonização é «feliz coincidência» com centenário</title>
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<description><![CDATA[A Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) congratula-se com a aprova&ccedil;&atilde;o da not&iacute;cia da canoniza&ccedil;&atilde;o dos Beatos Jacinta e Francisco Marto. Numa nota, o porta-voz da CEP diz que se trata &laquo;de uma feliz coincid&ecirc;ncia com a celebra&ccedil;&atilde;o do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es de Nossa Senhora do Ros&aacute;rio aos pastorinhos em F&aacute;tima&raquo;.

Para j&aacute;, o Pe. Manuel Barbosa diz aguardar &laquo;com serena expectativa a marca&ccedil;&atilde;o da data e local para a respetiva celebra&ccedil;&atilde;o, na qual Jacinta e Francisco ser&atilde;o propostos como modelo de santidade para toda a Igreja&raquo;.
&nbsp;

&Agrave; R&aacute;dio Renascen&ccedil;a, D. Manuel Clemente disse estar &laquo;muito feliz&raquo; e salientou que &laquo;o milagre aprovado &eacute; dado com um sinal que a Igreja nos d&aacute; de que estas crian&ccedil;as e o que aconteceu com elas e a maneira como aderiram ao que lhes foi dito &eacute; vinculativo para todos n&oacute;s&raquo;. Independentemente de a canoniza&ccedil;&atilde;o acontecer a 13 de maio, o Cardeal-Patriarca de Lisboa salienta que &laquo;o mais importante est&aacute; feito&raquo;.
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<pubDate>Thu, 23 Mar 2017 16:45:00 +0000</pubDate>
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<title>Pastorinhos serão «os mais jovens santos da história da Igreja»</title>
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<description><![CDATA[O bispo de Leiria-F&aacute;tima, D. Ant&oacute;nio Marto, declarou hoje &laquo;a enorme satisfa&ccedil;&atilde;o&raquo; pela not&iacute;cia de canoniza&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos que o Vaticano hoje anunciou. &laquo;N&atilde;o foi surpresa, pois tinha esperan&ccedil;a de que durante o ano de centen&aacute;rio tiv&eacute;ssemos a canoniza&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos. Mas fui apanhado de surpresa pois n&atilde;o esperava que fosse t&atilde;o r&aacute;pida&raquo;, disse o bispo de Leiria-F&aacute;tima, em declara&ccedil;&otilde;es aos jornalistas hoje na Casa Episcopal, em Leiria.

&nbsp;
Afirmando que &laquo;F&aacute;tima &eacute; universal, mas os pastorinhos s&atilde;o de c&aacute;, pelo que &eacute; alegria da diocese&raquo;, o prelado confirmou que a data da canoniza&ccedil;&atilde;o depende apenas do Papa. &laquo;Falta a etapa decisiva, que compete ao Papa, que &eacute; escolher a data e o local da canoniza&ccedil;&atilde;o. Aguardamos o consist&oacute;rio em que o Papa comunica isso aos cardeais&raquo;, que est&aacute; marcado para dia 20 de abril.
&nbsp;

O bispo de Leiria-F&aacute;tima afirmou que este &eacute; um &laquo;momento de alegria para todo o povo cat&oacute;lico de Portugal com a not&iacute;cia de uma canoniza&ccedil;&atilde;o de duas crian&ccedil;as que j&aacute; s&atilde;o consideradas santas universalmente&raquo;. &laquo;Por tr&aacute;s de tudo est&aacute; uma m&atilde;o providencial, pois o centen&aacute;rio n&atilde;o estaria completo sem a canoniza&ccedil;&atilde;o&raquo;, disse.
&nbsp;

Muito contente est&aacute; tamb&eacute;m a postuladora da causa da canoniza&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos, a Ir. &Acirc;ngela Coelho. &laquo;Partilho da alegria da Igreja em Portugal e de toda a Igreja espalhada pelo mundo, ao saber da aprova&ccedil;&atilde;o do decreto pelo Papa Francisco, e sublinho que s&atilde;o os mais jovens santos na hist&oacute;ria da Igreja que n&atilde;o s&atilde;o m&aacute;rtires&raquo;, sublinhou a religiosa portuguesa.
&nbsp;

Sobre a cura, pouco se sabe e pouco disseram, por impedimento oficial. &laquo;N&atilde;o podemos dizer muita coisa sobre o assunto, mas sabemos do Brasil e &eacute; uma crian&ccedil;a, mas n&atilde;o podemos dizer mais nada, porque os regulamentos do Vaticano n&atilde;o permitem. Foi a cura de uma doen&ccedil;a que teve lugar em 2013, e o processo teve de esperar para garantir que a cura era real&raquo;, disse a Ir. &Acirc;ngela.
&nbsp;
Santu&aacute;rio de F&aacute;tima &laquo;preparado para todas as eventualidades&raquo;

O reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, Pe. Carlos Cabecinhas, est&aacute; tamb&eacute;m muito satisfeito. &laquo;Esta n&atilde;o &eacute; apenas uma boa not&iacute;cia, &eacute; uma das mais aguardadas not&iacute;cias na celebra&ccedil;&atilde;o do centen&aacute;rio das apari&ccedil;&otilde;es&raquo;, disse, acrescentando que &laquo;&eacute; particularmente relevante porque vem sublinhar uma mensagem que mant&eacute;m toda a atualidade pela via da canoniza&ccedil;&atilde;o&raquo;.
&nbsp;

Questionado sobre se ser&atilde;o precisas outras medidas na prepara&ccedil;&atilde;o para o 12 e 13 de maio, o Pe. Carlos Cabecinhas afirmou que &laquo;o Santu&aacute;rio est&aacute; preparado para todas as eventualidades, e conseguir&aacute; responder a tudo o que vier&raquo;. &laquo;No caso de a canoniza&ccedil;&atilde;o ser a 13 de maio, estaremos preparados, e mesmo que n&atilde;o seja, n&atilde;o iremos deixar de celebrar esse facto&raquo;, disse aos jornalistas.

&nbsp;
D. Ant&oacute;nio Marto n&atilde;o quis anunciar nenhuma prefer&ecirc;ncia quanto &agrave; data ou local da canoniza&ccedil;&atilde;o. &laquo;N&atilde;o posso dizer a minha prefer&ecirc;ncia, ou isso pode ser tomado como uma declara&ccedil;&atilde;o. De qualquer das formas, F&aacute;tima e Roma s&atilde;o duas capitais espirituais universais, por conseguinte se for F&aacute;tima muito bem, se for Roma muito bem&raquo;, disse.
&nbsp;

Em fevereiro, foi conclu&iacute;da a fase cient&iacute;fica do milagre, conforme tinha sido noticiado na altura, e a parte teol&oacute;gica foi muito r&aacute;pida. &laquo;N&oacute;s j&aacute; t&iacute;nhamos a documenta&ccedil;&atilde;o preparada para todas as etapas, e assim que soubemos da conclus&atilde;o dessa etapa, introduzi toda a documenta&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria. E digo-vos que na Congrega&ccedil;&atilde;o para a Causa dos Santos trabalha-se muito&raquo;, assegurou a Ir. &Acirc;ngela.
&nbsp;

Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Thu, 23 Mar 2017 16:02:00 +0000</pubDate>
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<title>Saraiva Martins: «Oxalá canonização seja em Fátima»</title>
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<description><![CDATA[O Cardeal Jos&eacute; Saraiva Martins diz que a canoniza&ccedil;&atilde;o de Jacinta e Francisco &laquo;&eacute; importante para Portugal e para o mundo&raquo;. O antigo Prefeito da Congrega&ccedil;&atilde;o para a Causa dos Santos duvida que a canoniza&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos aconte&ccedil;a em F&aacute;tima. &laquo;Por princ&iacute;pio as canoniza&ccedil;&otilde;es s&atilde;o em Roma e as beatifica&ccedil;&otilde;es &eacute; que s&atilde;o nas Igrejas locais. Por isso, a norma &eacute; que s&atilde;o feitas em Roma, mas o papa pode escolher F&aacute;tima e canonizar na Igreja local&raquo;, afirma o cardeal em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;.

Pouco prov&aacute;vel, mas n&atilde;o imposs&iacute;vel. O Cardeal Saraiva Martins defende que tudo depende da vontade do Papa Francisco: &laquo;Se ele definir pode ser feita em F&aacute;tima. Oxal&aacute; seja assim, porque &eacute; uma coisa muito importante para F&aacute;tima e para o mundo&raquo;.

O antigo Prefeito da Congrega&ccedil;&atilde;o para a Causa dos Santos deu in&iacute;cio ao processo de beatifica&ccedil;&atilde;o da Ir. L&uacute;cia quando estava no cargo, mas &eacute; cauteloso quanto &agrave; possibilidade dela ser declarada vener&aacute;vel ainda este ano. &laquo;Acho que ainda n&atilde;o&raquo;, afirmou.
O Cardeal Saraiva Martins disse ainda que acompanhar&aacute; o Papa Francisco na peregrina&ccedil;&atilde;o ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, nos dias 12 e 13 de maio.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Thu, 23 Mar 2017 16:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa aprova milagre de pastorinhos</title>
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<description><![CDATA[O Vaticano informou que o Papa Francisco aprovou &laquo;o milagre, atribu&iacute;do &agrave; intercess&atilde;o do Beato Francisco Marto, nascido em 11 de junho de 1908 e morto em 4 de abril de 1919, e da Beata Jacinta Marto, nascida em 11 de mar&ccedil;o de 1910 e morta em 20 de fevereiro de 1920&raquo;. A promulga&ccedil;&atilde;o do decreto foi autorizada pelo Papa durante um encontro com o Prefeito da Congrega&ccedil;&atilde;o para a Causa dos Santos.


Esta &eacute; a confirma&ccedil;&atilde;o oficial que faltava para a canoniza&ccedil;&atilde;o dos Pastorinhos de F&aacute;tima. Em fevereiro, a informa&ccedil;&atilde;o foi avan&ccedil;ada durante uma missa na igreja de Santo Ant&oacute;nio dos Portugueses no per&iacute;odo final da Eucaristia. Nessa altura adiantou-se que o caso &laquo;teria sido o de uma crian&ccedil;a brasileira&raquo;, sem outros pormenores. A mesma fonte refere que &laquo;ficou &quot;no ar&quot; a sensa&ccedil;&atilde;o de que poderia ser a 12 e 13 de Maio, ou ao menos ao longo deste ano&raquo;, referia o jornal diocesano de Set&uacute;bal.

A FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; vai continuar a acompanhar esta not&iacute;cia.


Not&iacute;cias relacionadas:
- Vaticano aprova milagre para canoniza&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos de F&aacute;tima ]]></description>
<pubDate>Thu, 23 Mar 2017 12:20:00 +0000</pubDate>
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<title>Visita do Papa terá tradução em língua gestual portuguesa</title>
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<description><![CDATA[O Santu&aacute;rio de F&aacute;tima anunciou hoje que as transmiss&otilde;es da visita do Papa ter&atilde;o &laquo;pela primeira vez&raquo; tradu&ccedil;&atilde;o em l&iacute;ngua gestual portuguesa, tanto nos ecr&atilde;s espalhados pelo recinto do santu&aacute;rio, como no sinal de transmiss&atilde;o televisiva. &laquo;&Eacute; um sinal de respeito pela dignidade de todos que no santu&aacute;rio procuramos cumprir&raquo;, anunciou Carmo Rodeia, porta-voz do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima no final dos trabalhos da I Jornadas de Comunica&ccedil;&atilde;o Social do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima.


Esta foi uma das novidades lan&ccedil;adas no final dos trabalhos, juntamente com a informa&ccedil;&atilde;o de que, &agrave; data de hoje, est&atilde;o j&aacute; acreditados 550 grupos de peregrinos internacionais, o que correspondem a &laquo;mais de 80 mil peregrinos&raquo; que vir&atilde;o de fora do pa&iacute;s para se juntar aos fi&eacute;is portugueses na celebra&ccedil;&atilde;o do centen&aacute;rio das apari&ccedil;&otilde;es.
&nbsp;
Outra das informa&ccedil;&otilde;es &eacute; de que o santu&aacute;rio espera &laquo;cerca de 3 mil profissionais de comunica&ccedil;&atilde;o social&raquo;, segundo Carmo Rodeia. Um n&uacute;mero superior ao da visita de Bento XVI, na qual estiveram acreditados 2.500 profissionais. &laquo;&Eacute; um n&uacute;mero muito bom, considerando o desinvestimento das reda&ccedil;&otilde;es e a realidade&raquo;, considerou a porta-voz, que anunciou que haver&aacute; dois espa&ccedil;os que poder&atilde;o acolher cerca de 460 jornalistas redatores, entre imprensa nacional e internacional.
&nbsp;
Finalmente, o Santu&aacute;rio de F&aacute;tima anunciou tamb&eacute;m que as diferentes celebra&ccedil;&otilde;es ter&atilde;o transmiss&atilde;o em streaming, via internet, na p&aacute;gina online da visita em papa2017.fatima.pt, e &laquo;estaremos ligados a v&aacute;rios santu&aacute;rios do mundo, como Lourdes, Aparecida e Guadalupe, entre outros locais mais pequenos&raquo;.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Wed, 22 Mar 2017 17:55:00 +0000</pubDate>
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<item>
<title>Fátima é «a denúncia mais forte do pecado no mundo»</title>
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<description><![CDATA[Decorrem hoje, em F&aacute;tima, as I Jornadas de Comunica&ccedil;&atilde;o Social do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, no Centro Pastoral Paulo VI. As jornadas surgem no contexto do centen&aacute;rio das apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima, na prepara&ccedil;&atilde;o da visita do Papa, mas resultam de um desejo de h&aacute; algum tempo. &laquo;A rela&ccedil;&atilde;o de F&aacute;tima com os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social n&atilde;o &eacute; recente, e celebrar 100 anos &eacute; tamb&eacute;m celebrar esta rela&ccedil;&atilde;o. Desde o in&iacute;cio, os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social tornaram-se presen&ccedil;a habitual em F&aacute;tima e tornaram-se testemunho informativo que nos permite hoje escrever a hist&oacute;ria de F&aacute;tima&raquo;, disse o reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, o Pe. Carlos Cabecinhas.


D. Ant&oacute;nio Marto foi o primeiro orador da manh&atilde;, e trouxe uma interven&ccedil;&atilde;o sobre a atualidade da Mensagem de F&aacute;tima nos dias de hoje. Apesar de, &laquo;&agrave; primeira vista, nada ter de especial, porque foi uma mensagem confiada a crian&ccedil;as pobres e analfabetas, uma mensagem adaptada ao seu mundo simples de h&aacute; 100 anos&raquo;, o bispo de Leiria-F&aacute;tima considera que &laquo;o seu alcance &eacute; mundial, situa-se no centro das preocupa&ccedil;&otilde;es mundiais do s&eacute;culo XX&raquo;.
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D. Ant&oacute;nio Marto apontou tr&ecirc;s grandes chaves hermen&ecirc;uticas de leitura da Mensagem de F&aacute;tima. Sobre o contexto hist&oacute;rico, o prelado afirmou que, &laquo;numa leitura teol&oacute;gica, a guerra mundial torna presente e evidente um concentrado do Mal, um s&iacute;mbolo real da globaliza&ccedil;&atilde;o do pecado experimentado pela primeira vez a n&iacute;vel planet&aacute;rio&raquo;. Por isso, defendeu tamb&eacute;m que &laquo;a Mensagem de F&aacute;tima &eacute; a den&uacute;ncia mais forte e impressionante do pecado no mundo, depois dos Evangelhos, que convida a Igreja e todo o mundo a um exame de consci&ecirc;ncia sobre os caminhos que estavam a percorrer&raquo;, uma vez que a sociedade aceitou e justificou &laquo;a normalidade do Mal&raquo;.
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Sobre o que D. Ant&oacute;nio Marto define como a &laquo;nuvem de miseric&oacute;rdia&raquo; que &eacute; Maria, &laquo;reflete-se na mensagem um paradoxo: o extremo e misterioso contraste entre a grande hist&oacute;ria das na&ccedil;&otilde;es e dos seus conflitos e a hist&oacute;ria dos humildes e dos pequenos, dos pobres que est&atilde;o na periferia do mundo, que foi para quem Maria falou&raquo;. &laquo;Estes pequenos, pobres e sem poder s&atilde;o chamados a intervir da periferia para a luta pela Paz. &Eacute; o poder da ora&ccedil;&atilde;o do justo para a repara&ccedil;&atilde;o, a convers&atilde;o e o pr&oacute;prio sacrif&iacute;cio pelos outros&raquo;, sustentou o bispo de Leiria-F&aacute;tima.
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Nossa Senhora &laquo;procura colaboradores&raquo; para o trabalho de convers&atilde;o dos pecadores a Deus, e &laquo;essa &eacute; a primeira pergunta que faz aos pastorinhos&raquo;. Por isso, diz, &laquo;o principal protagonista das apari&ccedil;&otilde;es &eacute; Deus, e n&atilde;o Nossa Senhora&raquo;.
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Neste sentido, D. Ant&oacute;nio Marto define como terceira chave de leitura a esperan&ccedil;a no triunfo do amor e da paz. &laquo;Gra&ccedil;a e miseric&oacute;rdia s&atilde;o as &uacute;ltimas palavras da &uacute;ltima apari&ccedil;&atilde;o de Nossa Senhora a L&uacute;cia em Tui, em 1929. S&atilde;o a s&iacute;ntese da mensagem de F&aacute;tima e da revela&ccedil;&atilde;o de Deus compassivo&raquo;, afirmou, acrescentando que a &uacute;ltima vis&atilde;o relatada por L&uacute;cia, de uma Senhora que vai desaparecendo o horizonte aben&ccedil;oando o mundo, &laquo;concorda com a &uacute;ltima passagem do Evangelho de Lucas&raquo;, que relata a Ascens&atilde;o de Jesus e refere que Jesus aben&ccedil;oa o mundo, e que mostra que &laquo;a miseric&oacute;rdia de Deus continua a aben&ccedil;oar o mundo&raquo;.


&laquo;F&aacute;tima sugere um modo de vida crente&raquo;
O Pe. Carlos Cabecinhas abordou os eixos teol&oacute;gicos da Mensagem de F&aacute;tima falando da rela&ccedil;&atilde;o de F&aacute;tima com a Igreja para defender que &laquo;a Mensagem de F&aacute;tima permite conjugar dimens&atilde;o m&iacute;stica com vertente prof&eacute;tica de den&uacute;ncia do mal que est&aacute; presente na mensagem de F&aacute;tima&raquo;. &laquo;F&aacute;tima &eacute; m&iacute;stica e &eacute; profecia e ambas as vertentes se concretizam numa espiritualidade de vida crente que F&aacute;tima oferece hoje &agrave; Igreja e aos crist&atilde;os&raquo;, referiu o reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima.
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Referindo que as &laquo;apari&ccedil;&otilde;es marianas s&atilde;o olhadas com desconfian&ccedil;a por alguns setores da Igreja por nos distra&iacute;rem do que &eacute; fundamental&raquo;, o Pe. Carlos Cabecinhas diz que &laquo;em rela&ccedil;&atilde;o a F&aacute;tima isso &eacute; um grave preconceito&raquo;. A Mensagem conduz ao que &eacute; essencial na vida crist&atilde;: no centro est&aacute; o evangelho da Trindade, e &eacute; isso que aparece no centro das apari&ccedil;&otilde;es&raquo;, argumentou.
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No centro da espiritualidade de F&aacute;tima aparece o &laquo;desafio ao testemunho&raquo; na &laquo;experi&ecirc;ncia de Igreja&raquo;. &laquo;Quando falamos de Igreja, pensamos no Papa, mas isso &eacute; redutor. A primeira experi&ecirc;ncia que fazemos de Igreja &eacute; a comunidade que se re&uacute;ne para celebrar a sua f&eacute;, e &eacute; isso que os peregrinos fazem aqui em F&aacute;tima, animados pelo esp&iacute;rito de Deus&raquo;, diz o sacerdote, acrescentando que muitas &laquo;pessoas que t&ecirc;m pouco v&iacute;nculo com a vida crist&atilde; encontram no santu&aacute;rio o &uacute;nico momento de experi&ecirc;ncia de Igreja&raquo;, o que levanta tamb&eacute;m um grande desafio, segundo o reitor. &laquo;O desafio &eacute; levar quem vem a este santu&aacute;rio a fazer experi&ecirc;ncia de igreja reunida, que leve a que a pessoa possa querer manter essa rela&ccedil;&atilde;o nas suas comunidades. Mas nada disto &eacute; autom&aacute;tico, e o que pretendemos &eacute; que a qualidade das celebra&ccedil;&otilde;es deve ser de tal forma que reforce esse la&ccedil;o das pessoas &agrave; experi&ecirc;ncia eclesial&raquo;.


F&aacute;tima tamb&eacute;m n&atilde;o pode ser entendida sem ter em conta a dimens&atilde;o penitencial no santu&aacute;rio, muito presente na peregrina&ccedil;&atilde;o. &laquo;Toda a peregrina&ccedil;&atilde;o aut&ecirc;ntica &eacute; caminho de convers&atilde;o. Peregrinar &eacute; sair do seu espa&ccedil;o de conforto, para ir a um outro lugar, mas o que define a peregrina&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; simplesmente ir a um lugar diferente, mas sim ir a um lugar diferente para regressar transformado, e essa dimens&atilde;o est&aacute; profundamente inscrita no ADN de F&aacute;tima&raquo;, defendeu o Pe. Carlos Cabecinhas.
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T&atilde;o forte como essa dimens&atilde;o &eacute; a caridade para com os doentes. &laquo;A aten&ccedil;&atilde;o aos doentes teve sempre lugar especial em F&aacute;tima, e desde que L&uacute;cia pediu a Nossa Senhora que curasse alguns doentes, foi sempre em crescendo o n&uacute;mero de pedidos de intercess&atilde;o e o n&uacute;mero de doentes que se deslocam a F&aacute;tima para apresentar os seus motivos de sofrimento. &Eacute; escola de caridade e de servi&ccedil;o aos irm&atilde;os&raquo;, afirmou.
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A manh&atilde; terminou com a interven&ccedil;&atilde;o de Marco Daniel Duarte, diretor do Centro de Estudos e Difus&atilde;o do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, que falou aos participantes sobre as fontes usadas para o estudo de F&aacute;tima.
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Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Wed, 22 Mar 2017 12:31:00 +0000</pubDate>
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<title>«O Papa, falando para todos, toca em cada um pessoalmente»</title>
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<description><![CDATA[O Pe. Valdir de Castro, superior-geral da Sociedade S&atilde;o Paulo, esteve em Portugal para a assembleia regional da regi&atilde;o Portugal-Angola, que definiu o projeto apost&oacute;lico da congrega&ccedil;&atilde;o em Portugal para os pr&oacute;ximos tr&ecirc;s anos. O sacerdote brasileiro falou com a FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; sobre os desafios que a congrega&ccedil;&atilde;o enfrenta em Portugal e ainda sobre os desafios que a evangeliza&ccedil;&atilde;o pela comunica&ccedil;&atilde;o enfrenta neste mundo &laquo;veloz&raquo;, dando como exemplo o Papa Francisco.
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Na carta que enviou &agrave; assembleia regional da regi&atilde;o Portugal-Angola dos paulistas, fala da necessidade de construir uma casa em Angola, reavaliar a comunidade de Braga&hellip; esperamos novidades em breve?
O governo regional tem de pensar na casa de Braga para lhe dar uma finalidade paulista, um sentido paulista que pode ser vocacional, de forma&ccedil;&atilde;o, ou mais virado para o apostolado. N&atilde;o faz sentido uma comunidade nossa que n&atilde;o tenha algo espec&iacute;fico ligado &agrave; nossa vida de miss&atilde;o. Em rela&ccedil;&atilde;o a Angola, estamos muito contentes por a regi&atilde;o de Portugal ter tido essa coragem de ir para Angola e come&ccedil;ar ali o nosso trabalho, levar a evangeliza&ccedil;&atilde;o &agrave; luz do nosso carisma, e n&oacute;s queremos dar todo o apoio &agrave; regi&atilde;o para que possamos desenvolver-nos ali conforme esperamos. J&aacute; estamos presentes na cidade de Benguela e queremos ver se podemos potenciar mais essa presen&ccedil;a, seja em n&uacute;mero de pessoas ou material e publica&ccedil;&otilde;es, para que a nossa presen&ccedil;a seja cada vez mais forte na Igreja e na sociedade de Angola.
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&Eacute; um investimento diferente de Portugal, considerando as limita&ccedil;&otilde;es de v&aacute;rias ordens?
Claro, come&ccedil;ando pelas condi&ccedil;&otilde;es sociais e pol&iacute;ticas. Cada pa&iacute;s tem as suas qualidades e os seus problemas. Angola tem os seus, e ali parece-me que o desafio &eacute; grande, principalmente devido &agrave; pobreza, devido &agrave; dificuldade de acesso &agrave; cultura, aos livros. Evidentemente que o nosso apostolado n&atilde;o se resume a publica&ccedil;&otilde;es. A presen&ccedil;a dos paulistas, colaborando na catedral de Benguela, ajudando a Igreja a caminhar e a tomar mais consci&ecirc;ncia da import&acirc;ncia da comunica&ccedil;&atilde;o ao servi&ccedil;o da evangeliza&ccedil;&atilde;o, &eacute; tamb&eacute;m muito importante.
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As quest&otilde;es da comunica&ccedil;&atilde;o e da liberdade de informa&ccedil;&atilde;o &eacute; sempre uma &aacute;rea sens&iacute;vel&hellip;
N&atilde;o conhe&ccedil;o bem a situa&ccedil;&atilde;o de Angola. O que vamos fazer &eacute; responder &agrave;s necessidades da Igreja e da sociedade, escutando a Confer&ecirc;ncia Episcopal, n&atilde;o vamos chegar l&aacute; e dizer que somos contra alguma coisa. Estamos l&aacute; para anunciar o Evangelho, explicitamente Jesus Cristo, mas tamb&eacute;m trabalhar para que a sociedade angolana possa melhorar cada vez mais nas rela&ccedil;&otilde;es humanas, buscando a justi&ccedil;a, a paz, a fraternidade e solidariedade. S&atilde;o estes os valores crist&atilde;os em que acreditamos e que, por meio do nosso apostolado, buscamos difundir e ajudar a construir na sociedade.
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Na sua carta fala tamb&eacute;m na necessidade de trabalhar com outras realidades editoriais. &Eacute; uma necessidade inevit&aacute;vel?
Hoje n&atilde;o podemos ser uma ilha. Temos uma identidade, somos a PAULUS, temos uma marca que nos identifica, mas n&atilde;o &eacute; por isso que temos de caminhar sozinhos, temos de procurar colabora&ccedil;&otilde;es com outras editoras. No Brasil, fizemos algumas coedi&ccedil;&otilde;es com editoras luteranas de livros na &aacute;rea ecum&eacute;nica, ou parcerias com outras editoras cat&oacute;licas. Acho que Portugal tem de procurar caminhar sem perder a identidade, mas onde for poss&iacute;vel procurar essas parcerias para estarmos cada vez mais dentro de realidades onde por vezes n&atilde;o estamos.
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E h&aacute; sensibilidade &ldquo;do outro lado&rdquo; para essas parcerias?
Temos de ter a coragem de procurar essas parcerias. O nosso cap&iacute;tulo geral dizia que n&oacute;s, paulistas, queremos chegar aos n&atilde;o crentes e aos que vivem longe da Igreja no seu &iacute;ntimo e geograficamente de uma par&oacute;quia. Via numa estat&iacute;stica que, em Portugal, h&aacute; 10% de n&atilde;o crentes. Como chegar a estas pessoas, com uma mensagem? Mesmo que n&atilde;o seja a mensagem da doutrina cat&oacute;lica, como fazer chegar os valores crist&atilde;os de que tanto precisamos? A solidariedade, a fraternidade, a paz&hellip; A nova editora, Multinova, pode ser uma estrat&eacute;gia para chegar a essas pessoas, mas eu acho que devemos chegar l&aacute; mesmo com a marca PAULUS.
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Como podemos chegar a essas pessoas?
Com di&aacute;logo e mensagens que s&atilde;o comuns a todo o mundo, de foco humano.
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Pontificado do Papa Francisco tem &laquo;credibilidade&raquo;
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Vivemos num tempo em que estamos assoberbados de informa&ccedil;&atilde;o, principalmente com a internet, e temos sido confrontados com as fake news, o p&oacute;s-verdade, sites de not&iacute;cias falsas&hellip; esta realidade preocupa-o?
Eu acredito que, se temos convic&ccedil;&atilde;o em alguns valores e nos mantemos fi&eacute;is a eles, e apresentamos &agrave;s pessoas a nossa coer&ecirc;ncia com esses valores, &eacute; preciso um trabalho de formiga, mas vamos conquistando as pessoas. Sabemos que hoje, na internet, n&atilde;o somos n&oacute;s que escolhemos as pessoas, s&atilde;o elas que nos escolhem a n&oacute;s. &Eacute; preciso ir em busca das pessoas e criar esse p&uacute;blico em nosso redor, de confian&ccedil;a. Onde n&atilde;o h&aacute; confian&ccedil;a, n&atilde;o h&aacute; seguidores. As pessoas at&eacute; podem ir l&aacute;, mas quando come&ccedil;am a perceber que ali n&atilde;o h&aacute; verdade, que n&atilde;o leva a nada, at&eacute; podem seguir, mas com curiosidade, sem convic&ccedil;&atilde;o. Isso preocupa-nos, assim como no passado nos preocupava a televis&atilde;o e a r&aacute;dio. O Pe. Alberione sempre se preocupou com a imprensa, com tantas publica&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o eram cat&oacute;licas que desviam as pessoas da igreja... o problema j&aacute; existia no passado, hoje talvez tenha mais intensidade, mas sempre existiu.
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&Eacute; um problema que tem afetado o pontificado do Papa? Ele tem sido muito criticado, com cartazes, not&iacute;cias...
N&atilde;o acho que tenha afetado o pontificado. Sabe, essas coisas v&ecirc;m e desaparecem. Os cartazes que apareceram numa noite em Roma j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o motivo de conversa, porque a pessoa do Papa tem credibilidade. Ele &eacute; t&atilde;o coerente que as pessoas come&ccedil;am a achar que os que s&atilde;o contra o Papa s&atilde;o loucos. Ele fala de valores que todas as pessoas procuram viver, que a sociedade est&aacute; a precisar. Claro que ningu&eacute;m no mundo agrada a toda a gente, e o Papa tamb&eacute;m n&atilde;o, porque tem uma express&atilde;o mundial. Mas essas coisas que surgem assim, querendo o mal, destruir a pessoa, podem causar algum barulho durante uns dias, mas o Papa continua firme na sua convic&ccedil;&atilde;o do Evangelho, na reforma da Igreja, uma Igreja em sa&iacute;da, n&atilde;o tem como desviar disto...


&Eacute; um Papa para quem a comunica&ccedil;&atilde;o tem um papel muito importante...
O Papa &eacute; um grande comunicador. Parece que &eacute; um comunicador de massa, mas n&atilde;o &eacute;, &eacute; um comunicador pessoa a pessoa. Claro que quando os meios de comunica&ccedil;&atilde;o transmitem, parece de massa. O comunicador de massa fala para todos, mas parece que n&atilde;o est&aacute; a falar para ningu&eacute;m em especial. O Papa, falando para todos, toca a cada um pessoalmente. E faz isso especialmente quando toca literalmente a cada um, quando os cumprimenta. Eu vi isso na nossa casa em Ariccia, quando foi fazer os Exerc&iacute;cios Espirituais. Cumprimentou toda a gente, dos padres ao porteiro e &agrave; cozinheira, &eacute; uma pessoa que d&aacute; import&acirc;ncia a todos.
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E isso &eacute; tamb&eacute;m evangelizar?
O Evangelho &eacute; isso mesmo, &eacute; a pr&aacute;tica, n&atilde;o &eacute; ficar na teoria. Podemos publicar textos bel&iacute;ssimos do Evangelho, mas o que chama a aten&ccedil;&atilde;o &eacute; o Evangelho vivido. Quando ele convida os pobres para comer no Vaticano, quando constr&oacute;i os chuveiros para os sem-abrigo, tantos gestos de aten&ccedil;&atilde;o que ele d&aacute; a cada pessoa, que &eacute; digna porque &eacute; ser humano, n&atilde;o pelo cargo ou pelo dinheiro que tem. Ele est&aacute; a ajudar o mundo a ver o valor de cada pessoa, e tudo isso nasce do Evangelho.
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Entrevista e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Wed, 22 Mar 2017 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa quer jovens com «fidelidade criativa» na Igreja</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco publicou hoje a sua mensagem para as Jornadas Mundiais de Juventude, este ano dedicadas ao tema da f&eacute; de Maria, quando disse no Magnificat &laquo;O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas&raquo;.


Este primeiro itiner&aacute;rio de reflex&atilde;o visa colocar os jovens na prepara&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;xima Jornada Mundial da Juventude, em 2019, no Panam&aacute;, passando pelo S&iacute;nodo dos Bispos, marcado para 2018, que se ir&aacute; deter sobre o tema da juventude. &laquo;Em outubro de 2018, a Igreja celebrar&aacute; o S&iacute;nodo dos Bispos sobre o tema: Os jovens, a f&eacute; e o discernimento vocacional. Interrogar-nos-emos sobre o modo como v&oacute;s, jovens, viveis a experi&ecirc;ncia da f&eacute; no meio dos desafios do nosso tempo. Desejo que haja uma grande sintonia entre o percurso para a JMJ do Panam&aacute; e o caminho sinodal&raquo;, diz o Papa na sua mensagem hoje publicada pela Sala de Imprensa do Vaticano.
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O Papa Francisco retoma o conceito do &laquo;jovem-sof&aacute;&raquo; que criou na Jornada Mundial de Juventude de Crac&oacute;via, no ano passado, para explicar que Maria &laquo;n&atilde;o Se fecha em casa, n&atilde;o Se deixa paralisar pelo medo ou o orgulho&raquo;. &laquo;Maria n&atilde;o &eacute; daquelas pessoas que, para estar bem, precisam dum bom sof&aacute; onde ficar c&oacute;modas e seguras. N&atilde;o &eacute; uma jovem-sof&aacute;!&raquo;, refere.
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O c&acirc;ntico com que Maria responde a sua prima Isabel, ela que era uma &laquo;jovem cheia de f&eacute;, consciente dos seus limites, mas confiante na miseric&oacute;rdia divina&raquo;, deve servir de exemplo aos jovens que procuram o seu caminho de f&eacute;. &laquo;A f&eacute; &eacute; o cora&ccedil;&atilde;o de toda a hist&oacute;ria de Maria. O seu c&acirc;ntico ajuda-nos a compreender a miseric&oacute;rdia do Senhor como motor da hist&oacute;ria, tanto a hist&oacute;ria pessoal de cada um de n&oacute;s como a da humanidade inteira&raquo;, diz o Papa.
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At&eacute; porque, &laquo;quando Deus toca o cora&ccedil;&atilde;o dum jovem, duma jovem, estes tornam-se capazes de a&ccedil;&otilde;es verdadeiramente grandiosas&raquo;. Esta &eacute; a convic&ccedil;&atilde;o do Papa Francisco, mesmo quando aparentemente o jovem possa desconfiar do seu pr&oacute;prio potencial. &laquo;Dir-me-eis: &ldquo;Mas, padre, eu sou muito limitado, sou pecador; que posso fazer?&rdquo; Quando o Senhor nos chama, n&atilde;o Se det&eacute;m naquilo que somos ou no que fizemos. Pelo contr&aacute;rio, no momento em que nos chama, Ele est&aacute; a ver tudo aquilo que poderemos fazer, todo o amor que somos capazes de desencadear&raquo;.


&nbsp;
Ligar &agrave; hist&oacute;ria sem ficar presos a tradicionalismos
O convite para que, &laquo;como a jovem Maria&raquo;, os jovens possam fazer com que a sua vida &laquo;se torne instrumento para melhorar o mundo&raquo; tem de ser ligado com um conhecimento da hist&oacute;ria de cada pessoa e da pr&oacute;pria Igreja. &laquo;Ser jovem n&atilde;o significa estar desconectado do passado. A nossa hist&oacute;ria pessoal insere-se numa longa esteira, no caminho comunit&aacute;rio dos s&eacute;culos que nos precederam. Como Maria, pertencemos a um povo. E a hist&oacute;ria da Igreja ensina-nos que, mesmo quando ela tem de atravessar mares borrascosos, a m&atilde;o de Deus guia-a, f&aacute;-la superar momentos dif&iacute;ceis. A verdadeira experi&ecirc;ncia de Igreja n&atilde;o &eacute; como um flashmob em que se marca um encontro, faz-se uma representa&ccedil;&atilde;o e depois cada um continua pelo seu caminho. A Igreja traz consigo uma longa tradi&ccedil;&atilde;o, que se transmite de gera&ccedil;&atilde;o em gera&ccedil;&atilde;o, enriquecendo-se ao mesmo tempo com a experi&ecirc;ncia de cada indiv&iacute;duo. Tamb&eacute;m a vossa hist&oacute;ria encontra o seu lugar dentro da hist&oacute;ria da Igreja&raquo;, diz o Papa.
&nbsp;
O Papa n&atilde;o quer que os jovens sejam tradicionalistas, e refere-o com veem&ecirc;ncia, advertindo que &laquo;seria um mal e n&atilde;o beneficiaria ningu&eacute;m cultivar uma mem&oacute;ria paralisante, que levasse a fazer sempre as mesmas coisas da mesma maneira&raquo;. &laquo;&Eacute; um dom do c&eacute;u poder ver que muitos de v&oacute;s, com as vossas d&uacute;vidas, sonhos e perguntas, vos opondes &agrave;queles que dizem que as coisas n&atilde;o podem ser diferentes&raquo;, afirmou.
&nbsp;
No entanto, para &laquo;descobrir o fio condutor do amor de Deus que une toda a nossa exist&ecirc;ncia&raquo;, o Papa diz que &laquo;&eacute; fundamental&raquo; que os jovens se unam &laquo;&agrave; tradi&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica e &agrave; ora&ccedil;&atilde;o daqueles que vos precederam&raquo;. &laquo;Da&iacute; a import&acirc;ncia de conhecer bem a B&iacute;blia, a Palavra de Deus, de a ler diariamente confrontando a vossa vida com ela, lendo os acontecimentos di&aacute;rios &agrave; luz daquilo que o Senhor vos diz nas Sagradas Escrituras&raquo;, refere na sua mensagem.

&nbsp;
Para que os jovens se possam lan&ccedil;ar com &laquo;fidelidade criativa na constru&ccedil;&atilde;o dos tempos novos&raquo;, o Papa pede que, &laquo;ao mesmo tempo&raquo; que abrem &laquo;as asas ao vento&raquo;, os jovens descubram as suas &laquo;ra&iacute;zes&raquo; e o &laquo;testemunho das pessoas&raquo; que os precederam. &laquo;Para construir um futuro que tenha sentido, &eacute; preciso conhecer os acontecimentos passados e tomar posi&ccedil;&atilde;o sobre eles. V&oacute;s, jovens, tendes a for&ccedil;a; os idosos t&ecirc;m a mem&oacute;ria e a sabedoria. Como Maria com Isabel, ponde os vossos olhos nos idosos, nos vossos av&oacute;s. Dir-vos-&atilde;o coisas que apaixonar&atilde;o a vossa mente e comover&atilde;o o vosso cora&ccedil;&atilde;o.
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No final da mensagem, totalmente dedicada aos jovens e a Maria, o Papa pede que n&atilde;o se esque&ccedil;am de dois acontecimentos marianos &laquo;importantes&raquo; neste ano. &laquo;Convido-vos a recordar dois anivers&aacute;rios importantes em 2017: os trezentos anos do achado da imagem de Nossa Senhora Aparecida, no Brasil; e o centen&aacute;rio das apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima, em Portugal, onde, com a ajuda de Deus, irei em peregrina&ccedil;&atilde;o no pr&oacute;ximo m&ecirc;s de maio&raquo;, conclui o Santo Padre.

&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: Confer&ecirc;ncia Episcopal da Pol&oacute;nia, Bruno Moreira
]]></description>
<pubDate>Tue, 21 Mar 2017 16:38:00 +0000</pubDate>
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<title>Cardeal Patriarca apresentou novo livro de D. João Marcos</title>
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<description><![CDATA[O bispo de Beja, D. Jo&atilde;o Marcos, lan&ccedil;ou com a PAULUS Editora a obra &laquo;A Beleza da Virgem Maria&raquo;, na sequ&ecirc;ncia do livro &laquo;Imagens da F&eacute;&raquo;, tamb&eacute;m da mesma editora. Este livro cont&eacute;m 12 catequeses marianas ilustradas com obras de D. Jo&atilde;o Marcos, algumas das muitas que existem espalhadas pelo pa&iacute;s e foi apresentada na igreja da Brandoa, no Patriarcado de Lisboa.

&nbsp;
A apresentar a obra esteve o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, que &laquo;agradeceu&raquo; o risco que a PAULUS Editora toma sempre que &laquo;edita estas obras em livro&raquo;. &laquo;D. Jo&atilde;o mostra-nos que o evangelho de Jesus Cristo n&atilde;o existe sem o envolvimento mariano. Ela aparece como que &ldquo;a nova terra onde nasce a nova humanidade&rdquo;, como dizem os padres de igreja&raquo;, come&ccedil;ou por dizer D. Manuel Clemente na sua apresenta&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
Maria &eacute; a &laquo;beleza que nos atesta a beleza essencial da unidade de Cristo. E &eacute; por isso que ela sempre tocou tanto &agrave;s sucessivas gera&ccedil;&otilde;es de crist&atilde;os&raquo;, diz o prelado.
Afirmando que a teoria de que a &laquo;Igreja &eacute; feminina&raquo; &eacute; algo que tem sido real&ccedil;ado pela igreja moderna, no seguimento do que defendiam as comunidades originais, D. Manuel Clemente refere como Paulo VI, no Conc&iacute;lio Vaticano II, faz surgir a ideia de Maria como m&atilde;e da Igreja &laquo;no sentido de que, sendo a Igreja o Corpo de Cristo, ela continua a ser gerada pela m&atilde;e de Jesus&raquo;. &laquo;Esta &eacute; uma realidade t&atilde;o forte que nos faz perceber o que somos como igreja no mundo: lugar onde o corpo de Deus continua a ser gerado. Maria tem uma beleza ofuscante e por isso encontra maneiras simples de se apresentar, como aos pastorinhos, ou n&atilde;o ter&iacute;amos capacidade para a receber ou compreender completamente&raquo;, defende o Cardeal Patriarca de Lisboa.
&nbsp;
A terminar, D. Manuel Clemente referiu que, &laquo;quando olhamos para Maria, percebemos o que devemos ser todos nesta uni&atilde;o com Jesus Cristo&raquo;, e por isso &laquo;estas catequeses que est&atilde;o neste livro far&atilde;o bem a quem as ler e rezar, contribuir&atilde;o muito no sentido mariol&oacute;gico da vida crist&atilde;, para quem as aproveitar&raquo;.


D. Jo&atilde;o Marcos apresentou a sua obra lendo uma das catequeses, dedicada &agrave; beleza da Virgem Maria. Come&ccedil;ando por referir n&atilde;o ter feito &laquo;estas catequeses para serem lidas por muita gente&raquo;, afirmou estar muito satisfeito por poderem ser &uacute;teis a mais gente. O prelado afirma que &laquo;a beleza de Maria &eacute; uma arma terr&iacute;vel entregue &agrave; Igreja, n&atilde;o apenas para dissuadir e seduzir, mas para combater o bom combate e derrotar os inimigos&raquo;, diz D. Jo&atilde;o Marcos no in&iacute;cio da sua catequese.

O prelado de Beja afirma que &laquo;desde sempre a Igreja viu em Maria a mais bela das criaturas&raquo;, e que &laquo;quem se torna amigo da Virgem Maria e se deixa contagiar pela sua beleza encontra a melhor prote&ccedil;&atilde;o contra as ciladas do inimigo&raquo;. Por isso, sugere que os crist&atilde;os, como Maria, &laquo;se deixem revestir com as vestes da salva&ccedil;&atilde;o e com o manto da justi&ccedil;a de Deus&raquo;. &laquo;Como ela, aceitemos tamb&eacute;m e aprendamos a usar essas duas asas para n&atilde;o sermos vencidos pelo inimigo&raquo;, concluiu.

O livro est&aacute; &agrave; venda em todas as livrarias PAULUS, em paulus.pt e em livrarias espalhadas pelo pa&iacute;s.

&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna 
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Tue, 21 Mar 2017 10:32:00 +0000</pubDate>
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<title>Santuário de Fátima divulga programa oficial da visita do Papa</title>
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<description><![CDATA[O Santu&aacute;rio de F&aacute;tima informou hoje, em comunicado, que o Vaticano oficializou o programa do Papa Francisco nos pr&oacute;ximos dias 12 e 13 de maio a F&aacute;tima no &acirc;mbito das celebra&ccedil;&otilde;es do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es, no qual se destaca a sua participa&ccedil;&atilde;o na Prociss&atilde;o das Velas, encontros com o presidente da rep&uacute;blica, o primeiro-ministro e os bispos portugueses.

&nbsp;
&laquo;O Santo Padre vem a Portugal na condi&ccedil;&atilde;o de peregrino, e do programa constam essencialmente momentos de ora&ccedil;&atilde;o&raquo;, informa o Santu&aacute;rio de F&aacute;tima na sua p&aacute;gina de internet. &laquo;Os &uacute;nicos encontros agendados ser&atilde;o com o Presidente da Republica, Marcelo Rebelo de Sousa, &agrave; chegada &agrave; Base A&eacute;rea de Monte Real; um encontro breve com o Primeiro-ministro, Ant&oacute;nio Costa, na manh&atilde; de dia 13 e um almo&ccedil;o com os bispos de Portugal na Casa de Retiros de Nossa Senhora do Carmo, onde ficar&aacute; alojado&raquo;, informou o santu&aacute;rio em comunicado.
&nbsp;
A chegada do Papa Francisco &agrave; Base A&eacute;rea de Monte Real est&aacute; prevista para as 16h20 da tarde de dia 12. Ap&oacute;s a cerim&oacute;nia de boas vindas e o encontro com Marcelo Rebelo de Sousa, far&aacute; uma visita &agrave; Capela de Nossa Senhora do Ar, ainda dentro da base, onde tamb&eacute;m Paulo VI e Jo&atilde;o Paulo II rezaram.
&nbsp;
&laquo;A chegada ao Est&aacute;dio Municipal de F&aacute;tima est&aacute; prevista uma hora depois, e a desloca&ccedil;&atilde;o at&eacute; &agrave; Cova da Iria far-se-&aacute; em Papam&oacute;vel pelas ruas de F&aacute;tima&raquo;, informa o santu&aacute;rio. Chegado ao Santu&aacute;rio, o Santo Padre far&aacute; uma ora&ccedil;&atilde;o na Capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es, que servira para dar in&iacute;cio &agrave; Peregrina&ccedil;&atilde;o Anivers&aacute;ria do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es. Pelas 21h30, Francisco far&aacute; a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o das velas que antecede a recita&ccedil;&atilde;o do ros&aacute;rio na Capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es e a&iacute; far&aacute; uma sauda&ccedil;&atilde;o aos peregrinos, sendo que se seguir&aacute; a tradicional Prociss&atilde;o das Velas e a eucaristia, que n&atilde;o ser&aacute; presidida pelo Papa, &agrave; semelhan&ccedil;a do que j&aacute; tinha acontecido durante a visita do Papa Bento XVI em 2010.
&nbsp;
Para a manh&atilde; de dia 13 est&aacute; reservado um pequeno encontro com o primeiro-ministro Ant&oacute;nio Costa, pelas 09h10, seguida de uma visita privada aos t&uacute;mulos dos Pastorinhos na Bas&iacute;lica de Nossa Senhora do Ros&aacute;rio. &laquo;Pelas 10h00 o Papa vai presidir &agrave; Santa Missa no Recinto de Ora&ccedil;&atilde;o onde far&aacute; a tradicional b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o dos doentes. Findas as celebra&ccedil;&otilde;es, Francisco almo&ccedil;ar&aacute; com os bispos de Portugal na Casa de Retiros de Nossa Senhora do Carmo, antes de partir para Monte Real onde embarcar&aacute; no avi&atilde;o da TAP para Roma&raquo; pelas 15h00, pode ler-se no comunicado enviado &agrave;s reda&ccedil;&otilde;es.
&nbsp;
Francisco ser&aacute; o quarto chefe da Igreja Cat&oacute;lica a visitar F&aacute;tima depois de Paulo VI (1967), Jo&atilde;o Paulo II (1982, 1991 e 2000) e Bento XVI (2010).
&nbsp;
Programa detalhado:
&nbsp;
Sexta-feira, 12 de Maio de 2017
14:00 - Partida do Aeroporto de Roma/Fiumicino para Monte Real
16:20 - Chegada &agrave; Base A&eacute;rea de Monte Real, e Cerim&oacute;nia de Boas-Vindas
16:35 - Encontro privado com o Presidente da Rep&uacute;blica na Base A&eacute;rea de Monte Real
16:55 - Visita &agrave; Capela da Base A&eacute;rea
17:15 - Desloca&ccedil;&atilde;o em helic&oacute;ptero para o Est&aacute;dio de F&aacute;tima
17:35 - Chegada ao Est&aacute;dio de F&aacute;tima e desloca&ccedil;&atilde;o para o Santu&aacute;rio em viatura aberta
18:15 - Visita &agrave; Capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es - Ora&ccedil;&atilde;o do Santo Padre
21:30 - Ben&ccedil;&atilde;o das Velas na Capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es - Sauda&ccedil;&atilde;o do Santo Padre e Recita&ccedil;&atilde;o do Ros&aacute;rio
&nbsp;
S&aacute;bado, 13 de Maio de 2017
09:10 - Encontro com o Primeiro-Ministro
09:40 - Visita &agrave; Bas&iacute;lica de Nossa Senhora do Ros&aacute;rio de F&aacute;tima
10:00 &ndash; Santa Missa no Recinto do Santu&aacute;rio presidida pelo Papa - Homilia do Santo Padre e Sauda&ccedil;&atilde;o do Santo Padre aos doentes
12:30 - Almo&ccedil;o com os Bispos de Portugal na Casa &ldquo;N&ordf; Sr.&ordf; do Carmo&rdquo;
14:45 - Cerim&oacute;nia de Despedida na Base A&eacute;rea de Monte Real
15:00 - Partida de avi&atilde;o da Base A&eacute;rea de Monte Real para Roma
19:05 - Chegada ao Aeroporto de Roma/Ciampino
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Foto: D.R.
]]></description>
<pubDate>Mon, 20 Mar 2017 11:31:00 +0000</pubDate>
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<title>Pais ausentes na distância, presentes no amor</title>
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<description><![CDATA[Celebra-se a 19 deste m&ecirc;s o Dia do Pai e resolvemos lembrar aqueles que, por motivos profissionais, n&atilde;o podem estar junto dos seus filhos nesta data. E em outras!

Pais ausentes, quando a medida de aus&ecirc;ncia &eacute; calculada em milhas ou quil&oacute;metros. Pais presentes, quando a medida de presen&ccedil;a &eacute; calculada em amor e afeto. Como &eacute; viver a vida em duas escalas?

Um pai presente que tem de se ausentar por motivos profissionais debate-se com as saudades da fam&iacute;lia, dos filhos, com a ang&uacute;stia de perder momentos do seu desenvolvimento, com o desejo de uma maior concilia&ccedil;&atilde;o trabalho-fam&iacute;lia, com os esfor&ccedil;os para que a sua aus&ecirc;ncia seja apenas f&iacute;sica e com o objetivo de transformar todos os seus momentos com os filhos em tempo de qualidade.
O peso da aus&ecirc;ncia sente-se logo na palavra. Ausente significa &laquo;que n&atilde;o est&aacute; presente&raquo;, mas tamb&eacute;m &laquo;afastado, distra&iacute;do&raquo;. Associar pai e ausente na mesma frase ganha o peso do segundo significado. Mas os pais, hoje, querem-se (para si) e exigem-se (de si), pais presentes.

Que o diga Jo&atilde;o (sem apelido para resguardar a fam&iacute;lia), um pai muitas vezes fisicamente ausente por for&ccedil;a da sua atividade profissional, que resolveu denominar-se O Pai Ausente num blogue que criou, o que gerou estranheza nos amigos e colegas. &laquo;O nome do teu blogue &eacute; um bocado forte de mais, porque na realidade tu n&atilde;o &eacute;s ausente&raquo;, disseram-lhe.
Jo&atilde;o sabia o que estava a fazer, foi uma esp&eacute;cie de marketing pelo choque. Piloto de profiss&atilde;o h&aacute; nove anos, este pai de um menino de dois anos e meio ausenta-se regularmente, por per&iacute;odos de tempo vari&aacute;veis: uma semana, duas, um m&ecirc;s, dois. Jo&atilde;o lida com a palavra ausente em termos pr&aacute;ticos. &Eacute; &laquo;uma aus&ecirc;ncia de trabalho, n&atilde;o uma aus&ecirc;ncia na fam&iacute;lia&raquo;, clarifica.
Uma aus&ecirc;ncia que n&atilde;o consegue sequer ser planeada, na maioria das vezes. O regime em que funciona a sua empresa dita que a qualquer momento o piloto tenha de se apresentar no aeroporto, para se ausentar por v&aacute;rios dias. &laquo;Isso cria muito a inc&oacute;gnita na nossa vida, vivemos um bocado no stand-by, com o telem&oacute;vel no bolso, prestes a tocar.&raquo; E quando toca, o filho j&aacute; sabe que o &laquo;pai vai para o avi&atilde;o trabalhar&raquo;. At&eacute; ao seu regresso.

Enquanto o pai trabalha longe, m&atilde;e e filho organizam-se perto, criam din&acirc;micas e rotinas &agrave;s quais Jo&atilde;o tem de se adaptar de cada vez que est&aacute; de volta. &laquo;Para mim, n&atilde;o &eacute; de todo muito f&aacute;cil, porque [eles] est&atilde;o habituadas &agrave;s suas rotinas e, quando chego, &agrave;s vezes acabo por ser o elemento estranho ali no meio.&raquo;
Jo&atilde;o sabe que a sua chegada j&aacute; comporta altera&ccedil;&otilde;es e faz os poss&iacute;veis por ser ele a adaptar-se aos ritmos j&aacute; vividos em casa, devagar, com carinho. &laquo;Tem de haver aquela fase de cativar um bocadinho e dar aqueles rebu&ccedil;adinhos para quebrar a saudade, compensar o tempo que estive fora, o afeto que n&atilde;o lhe consegui dar e o carinho e depois, a seguir, ter hip&oacute;tese de conseguir contribuir para a educa&ccedil;&atilde;o dele de uma forma mais s&eacute;ria. N&atilde;o &eacute; que n&atilde;o o fa&ccedil;a conforme chego, de uma maneira mais suave&raquo;, explica.

Jo&atilde;o procura tamb&eacute;m aliviar a carga da esposa e, mais uma vez, compensar em partilha o tempo que esteve ausente. &laquo;&Eacute; aquele membro que chega &agrave; fam&iacute;lia com as malas e ok, agora o mi&uacute;do j&aacute; est&aacute; a largar as fraldas, esta semana comeu muitas vezes carne tem de comer peixe, tenho de por a roupa a lavar e dar uma limpeza &agrave; casa. Entre amigos brincamos, ligamos uns aos outros conforme chegamos de uma opera&ccedil;&atilde;o e: ent&atilde;o, quantas m&aacute;quinas de roupa j&aacute; fizeste esta semana? Muitos de n&oacute;s temos filhos pequeninos e gerimos muito a nossa vida assim. Chegamos a casa, temos de nos adaptar, acudir aos pequenos fogos que possam existir.&raquo;

Porque enquanto est&aacute; fora Jo&atilde;o n&atilde;o pode participar das rotinas que exijam a sua presen&ccedil;a f&iacute;sica. Mas faz-se presente em outras&hellip; que n&atilde;o lhe matam a saudade, at&eacute; a alimentam. No bom sentido! Aquele que n&atilde;o o deixa cair no esquecimento.
As tecnologias e as redes sociais d&atilde;o uma ajuda. &laquo;A maneira que temos de colmatar isso &eacute; atrav&eacute;s do Skype, do Messenger. &Eacute; aquele momento em que ele chega da escola, ali na altura de jantar falamos um bocadinho. &Eacute; a maneira que eu tenho de colmatar a saudade e ao mesmo tempo de ele se manter a par do que eu estou a fazer.&raquo; &Eacute; o que Vanessa Martins Cerqueira chama de &laquo;no&ccedil;&atilde;o de representa&ccedil;&atilde;o&raquo; que as tecnologias e as redes sociais ajudam a manter. &laquo;As redes sociais facilitam neste sentido. Permitem que a representa&ccedil;&atilde;o mental da pessoa exista ou se mantenha e que as crian&ccedil;as continuem a considerar o pai que se ausenta como estando presente na vida deles e querendo saber.&raquo;
As tecnologias ajudam, mas n&atilde;o substituem. &laquo;S&atilde;o fatores de aproxima&ccedil;&atilde;o; ajudam, mas fisicamente a pessoa n&atilde;o participa&raquo;, continua a psic&oacute;loga. E &agrave;s vezes &eacute; precisa, como quando por exemplo, quem fica sofre algum acidente que o limita, como j&aacute; aconteceu &agrave; fam&iacute;lia de Jo&atilde;o.

Al&eacute;m disso, um certo sentimento de perda &eacute; sempre algo com que este pai tem de lidar. &laquo;Sinto que acabo por perder&hellip; os primeiros passos, estar presente nisso, ajud&aacute;-lo, incentiv&aacute;-lo ao seu desenvolvimento cognitivo&hellip;&raquo; Mas Jo&atilde;o corre atr&aacute;s: &laquo;A luta &eacute; sempre, quando estou em casa tentar compensar e tentar dar mais ferramentas e m&eacute;todo para ele conseguir evoluir. Mas sim, sem duvida alguma, embora tenhamos internet, n&atilde;o &eacute; a mesma coisa quando estamos presentes. Isso ainda n&atilde;o nos permite compensar ou sentir recompensados da minha aus&ecirc;ncia&raquo;, confessa.

A saudade tamb&eacute;m agu&ccedil;a o engenho e, embora haja coisas que se perdem, os pais que est&atilde;o temporadas longe aprendem a fazer do menos mais. &laquo;Por cada vez que estou em casa, fa&ccedil;o por ter momentos com ele, em que ele n&atilde;o vai a escola e &eacute; capaz de passar tr&ecirc;s dias comigo e vamos passear. Para ele ter momentos comigo. Estando ausente, sou capaz, por exemplo, de numa semana conseguir estar mais tempo com o meu filho do que os meus amigos est&atilde;o num m&ecirc;s.&raquo;

Vanessa Martins Cerqueira diz que este aspeto pode prender-se, em parte, com o fator &ldquo;valoriza&ccedil;&atilde;o&rdquo; do tempo. &laquo;Estes pais que se ausentam d&atilde;o uma grande valoriza&ccedil;&atilde;o e se calhar aprendem a gerir o tempo de uma forma mais eficaz, o tal tempo de qualidade.&raquo;
Porque a qualquer momento o telefone pode tocar&hellip; no exato momento em que Jo&atilde;o estava a entrar no ritmo das rotinas.
&nbsp;

Texto: Rita Bruno
Fotos: Rita Bruno e D.R.

Excerto de um artigo publicado na edi&ccedil;&atilde;o da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de mar&ccedil;o de 2017.
]]></description>
<pubDate>Sun, 19 Mar 2017 08:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Sociedade de São Paulo elege novos conselheiros</title>
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<description><![CDATA[Terminou hoje, quinta-feira, a assembleia regional de Portugal-Angola da Sociedade de S&atilde;o Paulo com a elei&ccedil;&atilde;o dos conselheiros Pe. Francisco Rebelo e Pe. Jos&eacute; Bento Duarte para auxiliarem o trabalho do novo superior regional, o Pe. Manoel Quinta, que agora inicia fun&ccedil;&otilde;es para um mandato de tr&ecirc;s anos.

&nbsp;
Presente na assembleia esteve tamb&eacute;m o Pe. Valdir de Castro, superior geral dos paulistas, que se deslocou a Portugal para participar nos trabalhos da assembleia.
&nbsp;
No final dos trabalhos, o Pe. Manoel Quinta mostrou-se muito satisfeito pela forma como tinham decorrido. &laquo;Foi uma assembleia muito boa, de onde sa&iacute;ram os objetivos para os pr&oacute;ximos tr&ecirc;s anos, assim como as linhas operacionais&raquo;, declarou &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
&nbsp;
Segundo o novo superior, o maior desafio que a regi&atilde;o de Portugal-Angola enfrenta &eacute; precisamente &laquo;a realidade de Angola&raquo;. &laquo;Existe uma car&ecirc;ncia muito grande da nossa presen&ccedil;a no pa&iacute;s, e h&aacute; uma grande expetativa dos bispos em rela&ccedil;&atilde;o ao trabalho que podemos fazer l&aacute;. &Eacute; uma na&ccedil;&atilde;o que vive com muitas dificuldades, nem sequer h&aacute; tipografias, ou muitas vezes papel&raquo;, afirmou o Pe. Manoel Quinta.
&nbsp;
Sobre a realidade portuguesa, o sacerdote brasileiro insiste no desafio de chegar &agrave;s &laquo;periferias existenciais&raquo;. &laquo;Temos de chegar aos agn&oacute;sticos, aos jovens, aos universit&aacute;rios, e falarmos do Evangelho de forma apetec&iacute;vel para essas pessoas, apresentar numa linguagem agrad&aacute;vel a Verdade&raquo;, disse, defendendo que, hoje, &laquo;&eacute; dif&iacute;cil falar da Verdade, porque toda a gente tem opini&atilde;o, mesmo que sejam disparatadas, e &eacute; preciso desmascarar aquilo que &eacute; ideol&oacute;gico, em todas as vertentes&raquo;, sustentou.
&nbsp;
Para al&eacute;m disso, o Pe. Manoel Quinta considera que &laquo;devemos [os paulistas] fazer incurs&otilde;es no mundo digital noutros meios para al&eacute;m dos que j&aacute; temos, como as redes sociais, estarmos mais presentes&raquo;, concluiu.

Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Thu, 16 Mar 2017 18:00:00 +0000</pubDate>
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<item>
<title>Germano de Sousa: «Leis sobre eutanásia são egoístas»</title>
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<description><![CDATA[Germano de Sousa afirma que a eutan&aacute;sia &eacute; um tema cultural, mas n&atilde;o s&oacute;. &laquo;H&aacute; uma cultura e uma cultura do ego&iacute;smo. Leis sobre eutan&aacute;sia s&atilde;o leis ego&iacute;stas. &Eacute; algu&eacute;m que n&atilde;o quer sofrer nem ver sofrer&raquo;, afirma.

O antigo baston&aacute;rio da Ordem dos M&eacute;dicos critica fortemente os deputados que apresentam propostas para legalizar a eutan&aacute;sia: &laquo;Estes senhores deputados do BE, PS e alguns do PSD &eacute; gente que na realidade &eacute; gente fr&aacute;gil, que tem medo de encarar o sofrimento dos outros e n&oacute;s m&eacute;dicos fomos ensinados a encarar o sofrimento dos outros. Hoje &eacute; poss&iacute;vel tirar o sofrimento &agrave;s pessoas. As pessoas s&atilde;o acompanhadas sem dor e o sofrimento psicol&oacute;gico tamb&eacute;m &eacute; minorado.&raquo;
&nbsp;

No encontro do movimento c&iacute;vico STOP Eutan&aacute;sia, que decorreu esta quinta-feira, em Lisboa, Germano de Sousa manifestou-se contra a eutan&aacute;sia, o suic&iacute;dio assistido e a distan&aacute;sia &laquo;n&atilde;o por raz&otilde;es religiosas ou teol&oacute;gicas, mas &eacute;ticas&raquo;. O m&eacute;dico explica porqu&ecirc;: &laquo;Nos nossos princ&iacute;pios m&eacute;dicos e deontol&oacute;gicos h&aacute; um que &eacute; n&atilde;o infligir mal a ningu&eacute;m&hellip; Temos o dever &eacute;tico e n&atilde;o podemos administrar, prescrever a morte a ningu&eacute;m mesmo com o princ&iacute;pio da compaix&atilde;o&raquo;.
&nbsp;

Germano de Sousa lembra um caso que se passou h&aacute; muitos anos quando ainda era interno: &laquo;Havia uma senhora tetrapl&eacute;gica e cada vez que via um m&eacute;dico dizia: &ldquo;Mate-me por favor.&rdquo; Foram passando uns meses e ela um dia chamou-me e disse-me: &ldquo;n&atilde;o quero que me mate.&rdquo; Ent&atilde;o porqu&ecirc;? &laquo;Porque a minha filha est&aacute; gr&aacute;vida e quero ver a minha neta nascer.&rdquo; Os pedidos de eutan&aacute;sia s&atilde;o pedidos de aux&iacute;lio. E nem sempre sabemos responder.&raquo;

&laquo;O meu dia a dia &eacute; ter pessoas que querem morrer e depois j&aacute; n&atilde;o querem&raquo;

Ana Sofia Santos &eacute; enfermeira na unidade de Cuidados Paliativos do Hospital da Luz h&aacute; nove anos. Concorda que h&aacute; ego&iacute;smo em falar de eutan&aacute;sia e evitar a morte e o sofrimento. &laquo;Falar e tocar em assuntos menos agrad&aacute;veis n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil. N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil receber um doente que me diz que quer morrer e n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil eu sentar-me &agrave; beira dessa pessoa e perguntar o que se passa com ele. Tenho de ser capaz de ouvir e conseguir encontrar solu&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil eu sair do quarto e ir falar com toda a envolv&ecirc;ncia dessa pessoa. N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil ouvir dizer: &ldquo;N&atilde;o consigo aguentar mais ver o meu marido assim.&rdquo; O meu dia a dia &eacute; ter pessoas que querem morrer e depois j&aacute; n&atilde;o querem.&raquo;
&nbsp;

Quando algu&eacute;m chega &agrave; unidade e pede a eutan&aacute;sia o que faz? A enfermeira explica que o priorit&aacute;rio &eacute; acabar com a dor f&iacute;sica. Depois &laquo;tentar compreender o que est&aacute; na base desse pedido. Ent&atilde;o o que &eacute; que se passa? Muitas vezes n&atilde;o tem dor f&iacute;sica. Que meio envolvente temos? Que situa&ccedil;&atilde;o existe? Muitas das vezes o que vem por tr&aacute;s &eacute; &ldquo;eu preciso de ajuda, preciso que me escutem e que me ajudem a viver da melhor forma poss&iacute;vel&rdquo;.



&laquo;Nunca pensei na eutan&aacute;sia&raquo;

Fernando Costa tem 61 anos e dois filhos. Em 2015, adormeceu ao volante e teve um acidente grave. Esteve &agrave;s portas da morte v&aacute;rias vezes, coma induzido, colostomia e quase um ano em dois hospitais. &laquo;Nunca pensei na eutan&aacute;sia, nem mesmo nos dias maus&raquo;, afirma. Este doente defende que a eutan&aacute;sia n&atilde;o deve ser legalizada para os doentes que pensem de outra forma. Na sua situa&ccedil;&atilde;o t&atilde;o fr&aacute;gil, afirma que &laquo;os amigos e a fam&iacute;lia foram essenciais. Acho que quem est&aacute; nos hospitais e n&atilde;o sente esta aproxima&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia&hellip; Eu ia-me abaixo se n&atilde;o tivesse a aproxima&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia&raquo;.

300 euros por eutan&aacute;sia

Germano de Sousa assume-se contra um referendo neste tipo de assuntos, mas preferia que n&atilde;o houvesse uma aprova&ccedil;&atilde;o no Parlamento. &laquo;Comparo esses senhores deputados ao Dr. Salazar: tamb&eacute;m n&atilde;o querem consultar o povo. O PS n&atilde;o tem o direito de fazer aprovar uma lei porque n&atilde;o disse ao que ia quando foi a elei&ccedil;&otilde;es. &Eacute; a democracia fugitiva. O BE o mesmo. Mas, pelo menos, se n&atilde;o o fizeram e constou dos programas respetivos, fa&ccedil;am um referendo. Preferia que isto nem sequer fosse posto nem num referendo nem na Assembleia. A quest&atilde;o aqui &eacute; civilizacional&raquo;, defende. O antigo baston&aacute;rio questiona: &laquo;Qual &eacute; o meu dever se uma pessoa se quiser atirar da ponte? Impedi-lo. N&atilde;o &eacute; como m&eacute;dico, &eacute; como cidad&atilde;o. Pessoas com depress&atilde;o simples, como &eacute; que algu&eacute;m pode aceitar que possam ser eutanasiadas? Que mundo &eacute; este que estamos a criar? A solidariedade acabou neste S&eacute;culo XXI.&raquo;
&nbsp;

Germano de Sousa n&atilde;o aceita que um m&eacute;dico possa matar ou ajudar a morrer e lamenta que haja colegas seus a aceitar faz&ecirc;-lo: &laquo;H&aacute; quase uma puls&atilde;o e uma cultura da morte. Sabem quanto ganha um m&eacute;dico por eutan&aacute;sia? 330 euros! Um m&eacute;dico que fa&ccedil;a tr&ecirc;s eutan&aacute;sias por m&ecirc;s s&atilde;o quase 1000 euros, n&atilde;o est&aacute; mal.&raquo; Se a lei vier a ser aprovada espera que a Ordem dos M&eacute;dicos publique a lista dos m&eacute;dicos que fazem eutan&aacute;sia e afirma que &laquo;nunca aceitaria ser doente de um m&eacute;dico que estivesse dispon&iacute;vel a matar e gostaria de saber que m&eacute;dico &eacute; que gostaria de estar na lista dos m&eacute;dicos &ldquo;eutanasi&oacute;logos&rdquo;&raquo;.

Estado pode reconhecer que certas pessoas n&atilde;o merecem viver?

Francisco Mendes Correia analisou os dois projetos de lei do Bloco de Esquerda e do PAN que prop&otilde;em legalizar a eutan&aacute;sia. O advogado afirma que em comum as propostas t&ecirc;m a &laquo;fundamenta&ccedil;&atilde;o no direito de autonomia e autodetermina&ccedil;&atilde;o segundo a qual cada um &eacute; o melhor &aacute;rbitro e juiz para determinar se a sua vida merece ser vivida&raquo;.
&nbsp;

Para Francisco Mendes Correia, h&aacute; uma contradi&ccedil;&atilde;o: &laquo;Se o universo de titulares deveria ser todas as pessoas que podem exercer a autodetermina&ccedil;&atilde;o, os autores destes projetos est&atilde;o a dizer que a eutan&aacute;sia &eacute; um direito constitucional escondido e que estamos a esclarecer, mas por outro lado est&atilde;o a destin&aacute;-lo a um s&oacute; leque de pessoas&raquo;. O advogado vai mais longe e afirma que &laquo;reconhecer o direito &agrave; morte &eacute; dizer que aquela vida j&aacute; n&atilde;o merece ser vivida, &eacute; dizer juridicamente que aquela pessoa n&atilde;o merece viver. O Estado reconhece que h&aacute; certas pessoas que j&aacute; n&atilde;o merecem viver. &Eacute; o limite da ditadura&raquo;.

Os riscos de deslizamento da eutan&aacute;sia

Francisco Vilhena da Cunha &eacute; membro consultivo do Movimento C&iacute;vico STOP Eutan&aacute;sia e apresentou a realidade da eutan&aacute;sia e do suic&iacute;dio assistido no mundo. Na Holanda, Francisco Vilhena da Cunha explica que &laquo;a eutan&aacute;sia triplicou desde que a lei est&aacute; plenamente em vigor. H&aacute; um aumento da incid&ecirc;ncia da eutan&aacute;sia no total de mortes. A eutan&aacute;sia e o suic&iacute;dio assistido est&atilde;o a avan&ccedil;ar nas causas de morte&raquo;. Al&eacute;m disso, o engenheiro aeroespacial afirma que h&aacute; casos noticiados de &laquo;pessoas eutanasiadas sem consentimento expresso ou por doen&ccedil;as psiqui&aacute;tricas. Em 2015, 165 pessoas foram eutanasiadas por este motivo. Na B&eacute;lgica, Francisco Vilhena da Cunha alertou para um aumento de cinco vezes em 10 anos.
&nbsp;


STOP Eutan&aacute;sia lan&ccedil;a 10 ideias solid&aacute;rias

No final do encontro, Gra&ccedil;a Var&atilde;o, do movimento c&iacute;vico apresentou 10 ideias solid&aacute;rias para empenhar todos no encontro e no aux&iacute;lio dos outros. S&atilde;o eles:
1 &ndash; D&ecirc; e receba not&iacute;cias.
2 &ndash; Visite uma pessoa doente.
3 &ndash; Escute. Olhe, escute.
4 - N&atilde;o esconda a verdade.
5 - Nunca deixe de considerar cada pessoa na sua plena dignidade.
6 - Atreva-se a misturar gera&ccedil;&otilde;es.
7 - Viva os rituais do luto.
8 - Lembre-se dos que partiram.
9 - Apoie os cuidadores.
10 - Torne-se volunt&aacute;rio num servi&ccedil;o de cuidados paliativos.
&nbsp;
Reportagem e fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Thu, 16 Mar 2017 16:40:00 +0000</pubDate>
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<title>Marcelo Rebelo de Sousa: «O meu estilo gosta muito do Papa Francisco»</title>
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<description><![CDATA[O Presidente da Rep&uacute;blica, Marcelo Rebelo de Sousa, elogiou ontem o &laquo;estilo&raquo; do Papa Francisco, que considera muito pr&oacute;ximo do seu.


O presidente falava no lan&ccedil;amento do livro &laquo;Conversas em altos voos&raquo;, da autoria da jornalista vaticanista Aura Miguel, obra da PAULUS Editora que conta com um pref&aacute;cio de Marcelo Rebelo de Sousa, raz&atilde;o pela qual apareceu de surpresa no lan&ccedil;amento. &laquo;Agrade&ccedil;o &agrave; Aura Miguel como cat&oacute;lico, como portugu&ecirc;s e como Presidente da Rep&uacute;blica, por esta ordem&raquo;, referiu o presidente nas breves palavras que dedicou &agrave; autora e &agrave; assembleia que encheu a sala no El Corte Ingl&eacute;s, em Lisboa.
&nbsp;
Revelando que &laquo;o Papa preferido da Aura &eacute; Jo&atilde;o Paulo II, e Bento XVI o que estar&aacute; mais pr&oacute;ximo do seu estilo&raquo;, Marcelo elogiou a &laquo;humildade crist&atilde; da autora&raquo; e o &laquo;m&eacute;rito&raquo; que o livro tem de retratar um Papa com o qual a autora n&atilde;o se identifica tanto. &laquo;Com este livro, ela mostra que o nosso Papa &eacute; o Papa de cada momento, e por isso ficamos muito gratos&raquo;, referiu, revelando ainda que &laquo;o meu estilo gosta muito do Papa Francisco&raquo;.
&nbsp;
Na apresenta&ccedil;&atilde;o do livro esteve tamb&eacute;m Leonor Beleza, convidada para apresentar a obra. A antiga ministra e presidente da Funda&ccedil;&atilde;o Champalimaud elogiou a obra, que &eacute; o relato da entrevista que a jornalista teve com o Papa e a descri&ccedil;&atilde;o de todos os momentos que levaram a essa entrevista, referindo que &laquo;o contexto que &eacute; agora revelado valoriza muito o livro&raquo;. &laquo;D&aacute; a conhecer a pr&oacute;pria Aura de uma forma que n&atilde;o &eacute; habitual nos jornalistas. &Eacute; um relato intenso das d&uacute;vidas, dos constrangimentos, da surpresa, da dificuldade em aguentar o segredo, e a satisfa&ccedil;&atilde;o de conseguir uma coisa &uacute;nica, ainda por cima com o Papa&raquo;, afirmou.


Sobre o conte&uacute;do, Leonor Beleza referiu que &eacute; &laquo;percet&iacute;vel a distin&ccedil;&atilde;o com que o Papa trata a Aura, a R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e tamb&eacute;m a n&oacute;s&raquo;, argumentando que &laquo;toda a entrevista &eacute;um convite ao risco, &agrave; Igreja em sa&iacute;da&raquo;. &laquo;Aprecio muito o desafio aos jovens, principalmente para que se envolvam na vida pol&iacute;tica. Como n&oacute;s precisamos disso&raquo;, sustentou.
&nbsp;
A presidente da Funda&ccedil;&atilde;o Champalimaud considerou que este Papa &laquo;veio para nos questionar, a n&oacute;s e aos nossos caminhos&raquo;.
&nbsp;
Aura Miguel e o &laquo;turbilh&atilde;o&raquo; que &eacute; o Papa Francisco
A autora estava &laquo;muito grata&raquo; a toda a gente. &laquo;Queria agradecer a paci&ecirc;ncia da PAULUS e do Pe. Jos&eacute; Carlos Nunes em aguardar pela sa&iacute;da da obra, e queria agradecer &agrave; R&aacute;dio Renascen&ccedil;a pela clara op&ccedil;&atilde;o de acompanhar o Papa na sua linha editorial&raquo;, disse.

Aura Miguel acompanha os Papas h&aacute; mais de 30 anos, mas refere que nada a preparou para esta realidade. &laquo;O Papa Francisco &eacute; um turbilh&atilde;o, e &agrave;s vezes dou por mim a desejar que ele v&aacute; para retiro, para eu poder descansar e trabalhar noutras coisas&raquo;, brincou. &laquo;O livro fala deste turbilh&atilde;o em que fui apanhada pelo Papa Francisco, que vale muito pelo seu lado humano, que o leva a querer abra&ccedil;ar todos quantos est&atilde;o ao seu redor&raquo;, disse Aura Miguel.
&nbsp;
No final, cantaram-se os parab&eacute;ns &agrave; autora, que fazia anos nesse mesmo dia, e teve lugar a habitual sess&atilde;o de aut&oacute;grafos, muito concorrida, j&aacute; que &eacute; uma figura querida de todos quantos se habituaram a acompanhar os seus relatos de Roma e de v&aacute;rios pontos do mundo atrav&eacute;s das ondas da r&aacute;dio.

Em baixo pode ver as melhores fotos do evento.
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Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 16 Mar 2017 12:19:00 +0000</pubDate>
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<title>Crianças na Síria nunca sofreram tanto</title>
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<description><![CDATA[A UNICEF diz que &laquo;o sofrimento das crian&ccedil;as da S&iacute;ria nunca foi t&atilde;o grande&raquo;. No relat&oacute;rio Hitting rock bottom &ndash; How 2016 became the worst year for Syria&rsquo;s children (Bater no fundo &ndash; como 2016 se tornou o pior ano para as crian&ccedil;as da S&iacute;ria), a organiza&ccedil;&atilde;o revela que &laquo;as viola&ccedil;&otilde;es graves dos direitos das crian&ccedil;as na S&iacute;ria atingiram em 2016 o n&uacute;mero mais elevado de que h&aacute; registo&raquo;. A guerra no pa&iacute;s chega ao fim do seu sexto ano consecutivo e a UNICEF afirma que 2016 foi o ano com mais mortes de crian&ccedil;as. Pelo menos 652 morreram, um aumento de 20% em rela&ccedil;&atilde;o a 2015. Destas, &laquo;255 foram mortas numa escola ou nas suas imedia&ccedil;&otilde;es&raquo;.


Al&eacute;m destes dados, A organiza&ccedil;&atilde;o revela que mais de 850 crian&ccedil;as &laquo;foram recrutadas para combater no conflito, mais do dobro do das que foram recrutadas em 2015&raquo;. O recrutamento &eacute; inclusive para execu&ccedil;&otilde;es &laquo;como bombistas suicidas ou guardas prisionais&raquo;.
&nbsp;
Geert Cappelaere, Diretor Regional da UNICEF para o M&eacute;dio Oriente e Norte de &Aacute;frica, afirma que &laquo;o n&iacute;vel de sofrimento n&atilde;o tem precedentes&raquo; e que &laquo;milh&otilde;es de crian&ccedil;as na S&iacute;ria est&atilde;o permanentemente sob a amea&ccedil;a de ataques, as suas vidas est&atilde;o totalmente viradas do avesso&raquo;.
&nbsp;
A UNICEF revela que 280.000 crian&ccedil;as est&atilde;o sob cerco e praticamente sem acesso a ajuda humanit&aacute;ria. Desde o in&iacute;cio da guerra, h&aacute; seis anos, que perto de 6 milh&otilde;es de crian&ccedil;as precisam de assist&ecirc;ncia humanit&aacute;ria.

Zade Dirani, Embaixador de Boa Vontade da UNICEF Norte de &Aacute;frica e M&eacute;dio Oriente, doou uma m&uacute;sica &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o. Hearbeat (O bater do cora&ccedil;&atilde;o) &eacute; interpretada por Ansam, uma rapariga s&iacute;ria cega de dez anos. O videoclip foi gravado numa cidade da S&iacute;ria arrasada pela guerra. Nas imagens veem-se crian&ccedil;as deslocadas que recebem apoio psicol&oacute;gico da UNICEF.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Wed, 15 Mar 2017 12:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Crianças institucionalizadas ganham amigos para a vida</title>
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<description><![CDATA[Alguma vez pensou que as crian&ccedil;as acolhidas em institui&ccedil;&otilde;es n&atilde;o sabem o que &eacute; uma fam&iacute;lia, nunca foram &agrave;s compras ao supermercado e n&atilde;o sabem o que &eacute; tempo sem fazer nada? O projeto Amigos p&rsquo;ra Vida pretende dar apoio concreto e relacional a estas crian&ccedil;as.
&nbsp;

Sofia Marques e o marido tornaram-se amigos de duas meninas que estavam numa institui&ccedil;&atilde;o de acolhimento. Iam levando as irm&atilde;s para passeios ou fins de semana em sua casa. Quando voltaram para casa da m&atilde;e, o contacto manteve-se. &laquo;Uns meses depois convidou-nos para sermos padrinhos de batismo delas.&raquo;

Os quatro filhos do casal nasceram e sempre conviveram bem com as meninas. &laquo;Quando nasceram, elas j&aacute; existiram e &eacute; como se fossem irm&atilde;s mais velhas. N&atilde;o houve necessidade de se adaptarem a uma crian&ccedil;a que vem de fora. Sempre tivemos a casa preparada para todos. Quando tivemos o terceiro filho &eacute; que tivemos de trocar de carro&raquo;, conta a rir.

Projeto tem sido um sucesso
A hist&oacute;ria de S&oacute;nia e Sara serviu de inspira&ccedil;&atilde;o ao projeto Amigos p&rsquo;ra Vida. Joana Seabra Gomes, Joana Sim&otilde;es Correia e Sofia Marques s&atilde;o as respons&aacute;veis pela ideia que tem como suporte a Candeia. A associa&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou, em 1991, por dinamizar campos de f&eacute;rias para crian&ccedil;as institucionalizadas e, atualmente, desenvolve atividades durante todo o ano.

Com os Amigos p&rsquo;ra Vida, Joana Seabra Gomes explica que &laquo;a ideia &eacute; trazer &agrave;s fam&iacute;lias a oportunidade de conhecer estas crian&ccedil;as e criar rela&ccedil;&otilde;es de amizade, mas numa perspetiva duradoura, para a vida e de acordo com a necessidade da crian&ccedil;a&raquo;. O projeto nasceu h&aacute; cerca de um ano. J&aacute; se inscreveram 88 fam&iacute;lias, participam 16 institui&ccedil;&otilde;es e h&aacute; 39 crian&ccedil;as sinalizadas, das quais 22 t&ecirc;m rela&ccedil;&otilde;es de amizade com 20 fam&iacute;lias volunt&aacute;rias.

Fam&iacute;lia biol&oacute;gica d&aacute; autoriza&ccedil;&atilde;o
Teresa &eacute; m&atilde;e de uma menina com Amigos p&rsquo;ra Vida. Os seus nomes s&atilde;o outros, mas a hist&oacute;ria &eacute; esta. A menina foi institucionalizada quando ainda era beb&eacute; e &laquo;n&atilde;o tinha no&ccedil;&atilde;o do que era uma fam&iacute;lia&raquo;. Durante algum tempo n&atilde;o p&ocirc;de ter sequer ter visitas dos pais.
Na institui&ccedil;&atilde;o &laquo;consideraram que estava em risco psicol&oacute;gico e precisava de ter a no&ccedil;&atilde;o do que era uma fam&iacute;lia. Perguntaram-me se eu concordava com os Amigos p&rsquo;ra Vida e concordei&raquo;, recorda Teresa. Depois de Lu&iacute;sa voltar para casa, a m&atilde;e concordou que os amigos se continuassem a encontrar. &laquo;N&atilde;o queria que ela ficasse com a sensa&ccedil;&atilde;o de perder aquela fam&iacute;lia. &Eacute; bom para ela e ela gosta muito&raquo;, afirma.
A ajuda concreta tamb&eacute;m tem sido &uacute;til. &laquo;Nas f&eacute;rias de Natal, os irm&atilde;os estiveram num centro de estudo, mas os volunt&aacute;rios n&atilde;o podiam ocupar-se dela. A fam&iacute;lia amiga ofereceu-se para ficar com a Lu&iacute;sa e tem estado l&aacute;.&raquo;

Tudo &eacute; poss&iacute;vel
Mas que ajudas s&atilde;o poss&iacute;veis nos Amigos p&rsquo;ra Vida? Joana Seabra Gomes diz que pode ser um apoio &laquo;tipicamente de fim de semana, em que estes amigos funcionam como complemento &agrave; vida da crian&ccedil;a e indiretamente &agrave; fam&iacute;lia biol&oacute;gica&raquo;. Outro tipo de apoio destina-se &agrave;s crian&ccedil;as com perspetiva de ficarem nas institui&ccedil;&otilde;es at&eacute; &agrave; idade adulta. &laquo;T&ecirc;m pouca rede social e o que queremos &eacute; que tenham mais esta rede para terem um s&iacute;tio para ir almo&ccedil;ar ao domingo, ou algu&eacute;m que os aconselhe num primeiro emprego.&raquo; Ou que eventualmente venham a ser integradas na fam&iacute;lia.
Joana Sim&otilde;es Correia tem quatro filhos. A sua fam&iacute;lia tornou-se amiga de uma menina h&aacute; um ano. A vida em fam&iacute;lia &eacute; essencial para crian&ccedil;as que sempre tenham vivido em institui&ccedil;&otilde;es, como era praticamente o caso da amiga desta fam&iacute;lia. &laquo;&Eacute; importante: &ldquo;Agora vamos &agrave;s compras&rdquo;, porque nas institui&ccedil;&otilde;es as crian&ccedil;as n&atilde;o v&atilde;o &agrave;s compras, as coisas aparecem feitas. &ldquo;Agora vamos programar o que vamos fazer.&rdquo; &ldquo;Posso escolher o que vou fazer? N&atilde;o tenho um plano de atividades?&rdquo; &ldquo;Podes fazer o que quiseres e podes andar pela casa toda, n&atilde;o tens de estar na sala A, B ou C.&rdquo; Essas experi&ecirc;ncias s&atilde;o muito importantes. Poder ver como se vive em fam&iacute;lia. Ver que os membros da fam&iacute;lia, &agrave;s vezes, discutem, zangam-se, e como &eacute; que resolve isso.&raquo;

Pode ler a reportagem completa na FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de fevereiro de 2017.

Reportagem: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: D.R. e Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Wed, 15 Mar 2017 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Fátima: ASAE lança Operação centenário</title>
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<description><![CDATA[A visita do Papa Francisco a F&aacute;tima j&aacute; est&aacute; a fazer mexer muitas organiza&ccedil;&otilde;es e pessoas. Nem a ASAE (Autoridade de Seguran&ccedil;a Alimentar e Econ&oacute;mica) passa ao lado desse acontecimento e come&ccedil;ou no final do ano passado a Opera&ccedil;&atilde;o Centen&aacute;rio. A visita do Papa levar&aacute; muitos peregrinos ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima e j&aacute; h&aacute; quem se aproveite disso inflacionando pre&ccedil;os e prestando servi&ccedil;os sem algumas condi&ccedil;&otilde;es.


A primeira fase de fiscaliza&ccedil;&atilde;o da ASAE terminou no final de fevereiro e foram fiscalizados 200 operadores econ&oacute;micos. Seis viram a sua atividade suspensa &laquo;por falta de requisitos das cozinhas, copas e zonas de fabrico dos estabelecimentos de restaura&ccedil;&atilde;o e bebidas&raquo;. Al&eacute;m disso, foram instaurados 44 processos de contraordena&ccedil;&atilde;o. As principais infra&ccedil;&otilde;es detetadas foram &laquo;o incumprimento dos requisitos gerais e espec&iacute;ficos de higiene, a falta de implementa&ccedil;&atilde;o do sistema HACCP, a falta de inspe&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica &agrave; instala&ccedil;&atilde;o de g&aacute;s, a falta de mera comunica&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via, a oferta de servi&ccedil;os de alojamento tur&iacute;stico sem t&iacute;tulo v&aacute;lido, entre outras&raquo;, afirma o comunicado enviado &agrave;s reda&ccedil;&otilde;es pela ASAE.

A ASAE revela que pretende verificar o &laquo;cumprimento dos requisitos obrigat&oacute;rios dos estabelecimentos de restaura&ccedil;&atilde;o e bebidas, empreendimentos tur&iacute;sticos e alojamento local, localizados na cidade de F&aacute;tima e arredores, bem como nas proximidades dos caminhos percorridos pelos peregrinos&raquo;. A fiscaliza&ccedil;&atilde;o continuar&aacute;.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Foto: Freeimages/Robert Owen-Wahl
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]]></description>
<pubDate>Mon, 13 Mar 2017 15:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Educação sexual ou para o amor?</title>
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<description><![CDATA[Educa&ccedil;&atilde;o sexual, educa&ccedil;&atilde;o para a sexualidade ou educa&ccedil;&atilde;o para o amor? As express&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o neutras e mostram diferentes perspetivas sobre o que devem ser os conte&uacute;dos e a forma de educar sobre sexualidade.

&nbsp;
Que diz a lei? Que quer o Governo?
A Lei n.&ordm; 60/2009 estabelece o regime da educa&ccedil;&atilde;o sexual em meio escolar e j&aacute; prev&ecirc; que as crian&ccedil;as do 5.&ordm; e 6.&ordm; ano sejam informadas sobre &laquo;taxas de gravidez e aborto em Portugal&raquo;, m&eacute;todos contracetivos, &laquo;consequ&ecirc;ncias f&iacute;sicas, psicol&oacute;gicas e sociais da maternidade e da paternidade, de gravidez na adolesc&ecirc;ncia e do aborto&raquo;. Obriga igualmente a que haja, pelo menos, seis horas de educa&ccedil;&atilde;o sexual na antiga escola prim&aacute;ria e at&eacute; ao 6.&ordm; ano (dos seis/sete anos aos 11/12 anos) e 12 no ensino secund&aacute;rio.
O Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o disse &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; estar &laquo;a preparar uma estrat&eacute;gia de Educa&ccedil;&atilde;o para a Cidadania, em coopera&ccedil;&atilde;o entre as secretarias de Estado da Educa&ccedil;&atilde;o e da Cidadania e Igualdade, que visa permitir que esta e outras &aacute;reas possam ser efetivamente trabalhadas&raquo;.
&nbsp;
Como fazem as escolas?
Sexta-feira &agrave; tarde, na Escola EB 2/3 Rainha Santa Isabel, na Carreira, perto de Leiria. Somos recebidos por Albertina Carreira e Lu&iacute;s Noivo. Ela &eacute; professora de Educa&ccedil;&atilde;o Moral e Religiosa Cat&oacute;lica (EMRC), ele coordenador do Departamento de Matem&aacute;tica e Ci&ecirc;ncia. A educa&ccedil;&atilde;o sexual &eacute; dada nas aulas de Ci&ecirc;ncias, de EMRC, Projeto de Educa&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de e com apoio da psic&oacute;loga. Lu&iacute;s Noivo explica tamb&eacute;m que h&aacute; um espa&ccedil;o para atendimento aos alunos, assegurado por duas professoras da &aacute;rea das ci&ecirc;ncias e que nas aulas de ci&ecirc;ncias tamb&eacute;m falam de afetos.
A escola tem cerca de 500 alunos, do 5.&ordm; ao 9.&ordm; ano. Albertina Carreira &eacute; professora da esmagadora maioria dos jovens, j&aacute; que 95% t&ecirc;m Religi&atilde;o Moral. Trabalha, desde o 5.&ordm; ano, temas de educa&ccedil;&atilde;o sexual. Se nesse ano trata as diferen&ccedil;as entre sexos, os temas mudam consoante as idades. No 8.&ordm; ano, surge a educa&ccedil;&atilde;o sexual e contracetivos.
E falam de abstin&ecirc;ncia? Lu&iacute;s diz que fazem uma &laquo;abordagem muito geral&raquo; e Albertina conta: &laquo;&ldquo;&Eacute; privar-me de algo que me d&aacute; prazer?&rdquo; Falo de abstin&ecirc;ncia, mas &eacute; muito dif&iacute;cil e os pr&oacute;prios pais acham que &eacute; melhor prevenir e tomar a p&iacute;lula ou o preservativo&hellip;&raquo;
&nbsp;
Escolas cat&oacute;licas com projetos pr&oacute;prios
A Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa das Escolas Cat&oacute;licas (APEC) editou em 2012, em portugu&ecirc;s, o livro Para teres &ecirc;xito na tua vida sentimental e sexual, de Jean Beno&icirc;t Casterman. O Pe. Jos&eacute; Fernandes, psic&oacute;logo e membro da dire&ccedil;&atilde;o da APEC na altura, explica: &laquo;A ideia foi: Que mundo queremos? Que antropologias est&atilde;o a ser impostas, e muito bem financiadas, e qual &eacute; a nossa proposta antropol&oacute;gica? Este &eacute; um guia que pode ajudar &agrave; reflex&atilde;o antropol&oacute;gica com os destinat&aacute;rios&raquo;.

O psic&oacute;logo tem agora outro projeto: &laquo;Estou a preparar 100 temas audiovisuais para a net para ajudar quem precisa de tal instrumento. O que interessa n&atilde;o &eacute; dar receitas, &eacute; refletir para decidir. Agora, pode decidir por impulso ou por reflex&atilde;o. Quero despertar a tal reflex&atilde;o para tomar decis&otilde;es em vista do amor.&raquo;
Cristina S&aacute; Carvalho &eacute; professora universit&aacute;ria e autora de Guia para educadores &ndash; Educa&ccedil;&atilde;o da Sexualidade (para ser usado por professores, catequistas ou outros educadores) e Conversa com os Filhos sobre Sexualidade (para pais), do Secretariado Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde; e que teve o apoio dos bispos. Qual a vis&atilde;o subjacente? &laquo;A educa&ccedil;&atilde;o para o amor &eacute; uma vis&atilde;o abrangente que parte do princ&iacute;pio, essencial na vis&atilde;o crist&atilde; da educa&ccedil;&atilde;o e da pessoa, a que n&oacute;s chamamos a educa&ccedil;&atilde;o integral em que todas as dimens&otilde;es da pessoa s&atilde;o consideradas e depois todas s&atilde;o articuladas e projetadas na metodologia pedag&oacute;gica a partir do princ&iacute;pio de que a voca&ccedil;&atilde;o do ser humano &eacute; para o amor.&raquo;
Mas a Igreja concorda com educa&ccedil;&atilde;o sexual nas escolas? Esta respons&aacute;vel do Secretariado Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde; explica que sim e lembra que &laquo;a Congrega&ccedil;&atilde;o para a Educa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde;, nos seus documentos, sempre referiu que a educa&ccedil;&atilde;o afetiva, para o amor, para a sexualidade era essencial&raquo;. Mas a Igreja tamb&eacute;m defende que &laquo;tem o seu espa&ccedil;o natural na fam&iacute;lia&raquo;.
&nbsp;

&nbsp;
Reportagem: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna
&nbsp;
Este &eacute; um excerto de uma reportagem que pode ler na FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; DE mar&ccedil;o de 2017.]]></description>
<pubDate>Sun, 12 Mar 2017 09:00:00 +0000</pubDate>
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<item>
<title>Papa Francisco é «aurora de um tempo novo»</title>
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<description><![CDATA[O Pe. Ant&oacute;nio Cartageno entregou ao Papa Francisco, no final do Congresso de M&uacute;sica Sacra, no in&iacute;cio de mar&ccedil;o, a partitura do hino que comp&ocirc;s em sua homenagem. A informa&ccedil;&atilde;o foi avan&ccedil;ada em comunicado pela PAULUS Editora. O Hino ao Papa Francisco tem letra de Lu&iacute;s Paulino Pereira, m&eacute;dico, e m&uacute;sica do Pe. Ant&oacute;nio Cartageno. O tema foi composto na P&aacute;scoa do ano passado com o objetivo de homenagear o Papa Francisco. Na altura j&aacute; se falava da possibilidade de Francisco participar nas comemora&ccedil;&otilde;es do centen&aacute;rio das apari&ccedil;&otilde;es de Nossa Senhora de F&aacute;tima.


O refr&atilde;o enaltece o Papa como &laquo;a aurora de um tempo novo&raquo; e diz &laquo;a for&ccedil;a da tua voz &eacute; esperan&ccedil;a do teu povo&raquo;.

O hino faz parte do livro-CD Com Maria, editado pela PAULUS Editora, que ser&aacute; apresentado este domingo. Na S&eacute; de Lisboa, &agrave;s 16h00, ser&aacute; poss&iacute;vel ouvir o Coro do Carmo de Beja e o Coro da Catedral de Lisboa. Estar&atilde;o presentes o maestro Pe. Ant&oacute;nio Cartageno e o C&oacute;n. Lu&iacute;s Manuel Pereira da Silva, p&aacute;roco da S&eacute; Patriarcal de Lisboa.
Ou&ccedil;a aqui um excerto do hino ao Papa Francisco.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Fri, 10 Mar 2017 14:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa quer «continuar a meditar» sobre ordenação de homens casados</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco referiu, numa entrevista concedida ao jornal alem&atilde;o Die Zeit, que a Igreja deve aprofundar mais a possibilidade de conceder a ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal aos viri probati, homens casados, uma express&atilde;o que surge na primeira ep&iacute;stola de Clemente aos Cor&iacute;ntios, um dos documentos crist&atilde;os mais antigos fora dos textos b&iacute;blicos e que o Conc&iacute;lio Vaticano II recuperou. &laquo;&Eacute; preciso continuar a meditar se os viri probati s&atilde;o uma possibilidade. Devemos pensar em que tarefas podem assumir, por exemplo, nas comunidades mais remotas&raquo;, referiu o Papa na entrevista, citado pelo s&iacute;tio Web Religion et Libertad.
&nbsp;
Ao mesmo tempo que assinalava a quest&atilde;o da possibilidade de ordenar homens casados, o Papa rejeitava a possibilidade do celibato opcional, deixando claro que &laquo;n&atilde;o &eacute; solu&ccedil;&atilde;o&raquo;.
&nbsp;
Atualmente, a Igreja Cat&oacute;lica de rito latino admite homens casados ao primeiro grau do sacramento da Ordem (diaconado, sacerd&oacute;cio, episcopado). Este tema j&aacute; havia sido tratado na Fam&iacute;lia Crist&atilde; em junho do ano passado, e, nessa altura, dois bispos portugueses, D. Il&iacute;dio Leandro e D. Nuno Br&aacute;s, assumiram que essa possibilidade em nada contrariava a doutrina. &laquo;Isto n&atilde;o &eacute; contra a f&eacute; nem contra a doutrina, pelo que nada obsta contra essa possibilidade. Seria uma evolu&ccedil;&atilde;o do pensamento da Igreja, que n&atilde;o colidia com nenhum dogma ou verdade fundamental, seria uma norma pr&aacute;tica que respondia &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es concretas existentes atualmente&raquo;, defendeu na altura D. Il&iacute;dio Leandro, bispo de Viseu e membro da Comiss&atilde;o Episcopal das Voca&ccedil;&otilde;es e Minist&eacute;rios. J&aacute; o bispo auxiliar de Lisboa, D. Nuno Br&aacute;s, diz que &laquo;a possibilidade de ordena&ccedil;&atilde;o de homens casados, desde que tenham sido casados antes, &eacute; outra quest&atilde;o&raquo;. &laquo;Em termos dogm&aacute;ticos, n&atilde;o &eacute; incompat&iacute;vel, e a prova &eacute; que existem casos onde acontece&raquo;, reconheceu.
&nbsp;
Pode recordar aqui toda a argumenta&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel e contra a quest&atilde;o da ordena&ccedil;&atilde;o de homens casados e da institui&ccedil;&atilde;o do celibato opcional no artigo elaborado pela nossa revista.
&nbsp;
Em 2005, durante o S&iacute;nodo dos Bispos, a assembleia sinodal considerou que os viri probati (&ldquo;homens testados&rdquo; &ndash; express&atilde;o que designa homens de confian&ccedil;a casados, de comprovada f&eacute; e virtude) n&atilde;o s&atilde;o solu&ccedil;&atilde;o para a crise vocacional.
&nbsp;
Juventude &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o para a crise de voca&ccedil;&otilde;es
Estas quest&otilde;es surgiram na entrevista na sequ&ecirc;ncia da conversa sobre a falta de voca&ccedil;&otilde;es. O Papa admitiu que a quebra do n&uacute;mero de candidatos ao sacerd&oacute;cio &eacute; um &laquo;enorme problema&raquo; para a Igreja Cat&oacute;lica e defendeu que &eacute; necess&aacute;rio &laquo;trabalhar com os jovens que procuram orienta&ccedil;&atilde;o&raquo;, tema que vai estar no centro do pr&oacute;ximo S&iacute;nodo dos Bispos, em 2018, noticia a Ag&ecirc;ncia Ecclesia.
&nbsp;
&laquo;Muitas par&oacute;quias est&atilde;o nas m&atilde;os de mulheres dedicadas que nos domingos conduzem as ora&ccedil;&otilde;es. &Eacute; um problema a falta de voca&ccedil;&otilde;es. &Eacute; um problema que a Igreja deve resolver&raquo;, assinalou. O Papa lamenta ainda que alguns jovens n&atilde;o sejam sacerdotes &ldquo;por voca&ccedil;&atilde;o&rdquo;, o que tem trazido problemas &agrave; Igreja.
&nbsp;
Sobre a possibilidade de ordena&ccedil;&atilde;o diaconal das mulheres, Francisco garantiu que est&aacute; a &laquo;explorar o tema, n&atilde;o a abrir uma porta&raquo;. &laquo;O tempo dir&aacute; o que a comiss&atilde;o ir&aacute; apurar&raquo;, referiu.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 09 Mar 2017 17:02:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa invoca «proteção do Altíssimo» sobre portugueses</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco enviou a Marcelo Rebelo de Sousa uma carta de agradecimento pelas felicita&ccedil;&otilde;es enviadas pelos seus 80 anos, em dezembro do ano passado.



Numa nota divulgada na p&aacute;gina de internet da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, pode ler-se o conte&uacute;do dessa mensagem. O Papa Francisco agradece &laquo;as felicita&ccedil;&otilde;es e votos formulados, em nome pessoal e dessa dileta Na&ccedil;&atilde;o&raquo;.

O Santo Padre retribui &laquo;as cordiais sauda&ccedil;&otilde;es&raquo; e invoca &laquo;a prote&ccedil;&atilde;o do Alt&iacute;ssimo sobre todo o Povo Portugu&ecirc;s e quantos o servem e honram na realiza&ccedil;&atilde;o dos nobres destinos que lhe cabem na Hist&oacute;ria, propiciando a pac&iacute;fica conviv&ecirc;ncia dos povos e uma acrescida prosperidade nacional&raquo;. Francisco visitar&aacute; F&aacute;tima em peregrina&ccedil;&atilde;o em maio e &eacute; com Nossa Senhora que termina a missiva: &laquo;Assim Deus os aben&ccedil;oe e Nossa Senhora de F&aacute;tima os guarde.&raquo;

H&aacute; um ano, Marcelo Rebelo de Sousa encontrou-se com o Papa Francisco no Vaticano. O encontro voltar&aacute; a repetir-se em maio. No dia 12, o Sumo Pont&iacute;fice chega a Portugal para uma visita de menos de 24 horas a F&aacute;tima por ocasi&atilde;o do centen&aacute;rio das apari&ccedil;&otilde;es de Nossa Senhora.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o

Not&iacute;cias relacionadas:
- O Papa do &laquo;fim do mundo&raquo; faz 80 anos
- Santu&aacute;rio apresenta lema da visita do Papa a F&aacute;tima
- Vaticano (tamb&eacute;m) confirma vinda do Papa a Portugal 
- Papa vai &laquo;concentrar-se na celebra&ccedil;&atilde;o do centen&aacute;rio de F&aacute;tima&raquo; ]]></description>
<pubDate>Wed, 08 Mar 2017 15:30:00 +0000</pubDate>
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<title>Qual o papel da mulher na Igreja?</title>
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<description><![CDATA[A B&iacute;blia conta que, quando Jesus morreu, os seus &uacute;ltimos momentos foram acompanhados por um grupo de mulheres que O seguiu. Entre elas, Maria, sua m&atilde;e, e Maria Madalena, uma companheira fiel declarada ap&oacute;stola pelo Papa Francisco no ano passado, decis&atilde;o justificada com o &laquo;atual contexto eclesial, que exige uma reflex&atilde;o mais profunda sobre a dignidade da mulher&raquo;.


Este contexto tem sido criado pelo Papa, em virtude da necessidade de valorizar a presen&ccedil;a da mulher na Igreja, tantas vezes esquecida. &laquo;H&aacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o no discurso oficial da Igreja em tudo o que &eacute; ensinado desde o Vaticano II para c&aacute; na dignifica&ccedil;&atilde;o em geral da mulher. N&atilde;o apenas promo&ccedil;&atilde;o exterior, mas promo&ccedil;&atilde;o a partir do Evangelho e do que s&atilde;o os valores profundamente crist&atilde;os e evang&eacute;licos. O problema depois est&aacute; na pr&aacute;tica. H&aacute; disparidade na forma como a Igreja tem aplicado, ou n&atilde;o, por exemplo no contexto africano, esta dignifica&ccedil;&atilde;o da mulher. Deveria, da parte dos pastores, haver muito mais empenho em de facto faz&ecirc;-las aceder a diversas inst&acirc;ncias de gest&atilde;o e governa&ccedil;&atilde;o da Igreja, que deveriam ter mais presen&ccedil;a feminina&raquo;, considera o Pe. Luciano Ferreira, mission&aacute;rio vicentino h&aacute; muitos anos em &Aacute;frica.

Em Mo&ccedil;ambique, diz este mission&aacute;rio, as comunidades &laquo;s&atilde;o sustentadas, orientadas e animadas pela enorme doa&ccedil;&atilde;o que as mulheres p&otilde;em nos minist&eacute;rios que elas podem realizar&raquo;. &Eacute; por isso que considera que poderia ser necess&aacute;rio um papel de maior destaque hier&aacute;rquico, j&aacute; que na pr&aacute;tica isso j&aacute; acontece em muitas comunidades. &laquo;Tudo o que &eacute; uma emancipa&ccedil;&atilde;o genu&iacute;na, humanamente equilibrada e profundamente evang&eacute;lica, em rela&ccedil;&atilde;o ao conjunto da sociedade, onde o homem continua a esmagar a mulher de muitas maneiras, seria bom. A mulher, em grande parte, &eacute; escrava, objeto, aquilo que n&atilde;o deveria ser. At&eacute; dentro da Igreja h&aacute; muita masculiniza&ccedil;&atilde;o e muito caminho a andar&raquo;, defende o sacerdote.

No princ&iacute;pio do Cristianismo, as primeiras comunidades crist&atilde;s estavam a cargo de mulheres. Priscila, L&iacute;dia ou Febe s&atilde;o alguns exemplos de mulheres que auxiliaram na organiza&ccedil;&atilde;o das comunidades e a elas presidiram, embora n&atilde;o haja indica&ccedil;&atilde;o de que tenham presidido &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o de missas. &laquo;Sobre a ordena&ccedil;&atilde;o das mulheres, a &uacute;ltima palavra, clara, &eacute; a de S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II, e ela permanece&raquo;, afirmou o Papa Francisco na sua viagem &agrave; Su&eacute;cia, para os 500 anos da Reforma Protestante, arrumando essa quest&atilde;o.

Para o Papa, a solu&ccedil;&atilde;o poder&aacute; passar pelo regresso do diaconado feminino, uma figura que existia nos tempos da Igreja primitiva, e para isso criou uma comiss&atilde;o para estudar o assunto, situa&ccedil;&atilde;o que o Pe. Luciano Ferreira n&atilde;o descarta. &laquo;Do meu ponto de vista, n&atilde;o vejo que pudesse ser contra a doutrina, porque &agrave; diaconisa nunca se poria o problema de exercer um minist&eacute;rio do tipo de presb&iacute;tero, que preside &agrave; Eucaristia, unge os doentes e confessa os pecadores, tudo coisas ligadas ao minist&eacute;rio dos Ap&oacute;stolos. Isso n&atilde;o foi pedido a Maria nem a nenhuma das grandes mulheres do princ&iacute;pio, que s&atilde;o conhecidas e evocadas. Na linha de um diaconado que n&atilde;o &eacute; para realizar as fun&ccedil;&otilde;es do presb&iacute;tero, ligadas ao altar, &agrave; liturgia e ao canto, mas que deveria ser muito mais como capacidade de poder rentabilizar a evangeliza&ccedil;&atilde;o, organizando e orientando a comunidade, com uma sensibilidade muito maior para os pobres, como o Papa pede, a&iacute; sim, poderia fazer sentido&raquo;, considera.

A Ir. Ausenda Pacheco, das Franciscanas Mission&aacute;rias de Nossa Senhora das Gra&ccedil;as, tem 83 anos e 66 de vida religiosa, passada entre Portugal, Mo&ccedil;ambique e a &Aacute;frica do Sul. Considera que &laquo;as mulheres poderiam ter um cargo eclesi&aacute;stico id&ecirc;ntico ao do di&aacute;cono permanente&raquo;, mas diz que tal n&atilde;o ser&aacute; f&aacute;cil. &laquo;Acho que n&atilde;o estamos preparados para que a mulher assuma esse papel. H&aacute; uma falta de sensibilidade da parte dos p&aacute;rocos para isso. As mulheres s&atilde;o tratadas pelos sacerdotes de forma mais r&iacute;spida do que os homens, e isso v&ecirc;-se. N&oacute;s precisamos de est&iacute;mulo, e a Igreja precisa de dar est&iacute;mulo, os p&aacute;rocos precisam de dar est&iacute;mulo, somos pessoas&raquo;, afirma.

Se a mulher j&aacute; desempenha uma tarefa essencial na vida das comunidades, sem precisar desses t&iacute;tulos, os mesmos apenas se poderiam considerar se, diz o Pe. Luciano, &laquo;o diaconado desse maior visibilidade &agrave; mulher, para ser ouvida em determinados momentos de decis&atilde;o, orienta&ccedil;&atilde;o e discernimento&raquo;. &laquo;Poderia ser uma hip&oacute;tese, mas tamb&eacute;m se poder&aacute; desenvolver essa maior aten&ccedil;&atilde;o nos &oacute;rg&atilde;os principais da par&oacute;quia e da diocese, sensibilizando os pastores, a hierarquia. Se elas j&aacute; fazem parte efetivamente, de forma espont&acirc;nea e participando nos &oacute;rg&atilde;os onde j&aacute; est&aacute; prevista a sua participa&ccedil;&atilde;o, deveria prestar-se-lhes a aten&ccedil;&atilde;o que seria normal, independentemente de ser masculino ou feminino, e isso era uma forma de a Igreja contribuir para a verdadeira emancipa&ccedil;&atilde;o da mulher e para o que &eacute; a igualdade fundamental com que Jesus trata a mulher, dando-lhe at&eacute; alguma prioridade&raquo;, argumenta.


Esta &eacute; precisamente a posi&ccedil;&atilde;o de Sandra Costa Saldanha, mulher e diretora do Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja (SNBCI), um organismo da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa. &laquo;&Eacute; muito importante que se pense sobre o papel da mulher, numa perspetiva de termos presen&ccedil;as mais qualificadas a trabalhar nas estruturas da Igreja sob o ponto de vista profissional, sob o ponto de vista das suas compet&ecirc;ncias. A Igreja portuguesa, nos &uacute;ltimos anos, tem claramente apostado nessa procura de profissionais certos e adequados, onde a mulher tem necessariamente um papel&raquo;, refere esta diretora.

O Pe. Luciano acrescenta aquela que seria, no seu entender, a grande vantagem de uma maior presen&ccedil;a feminina na Igreja. &laquo;Seria uma Igreja mais rica, e de certa maneira resolveria uma necessidade mais b&aacute;sica que a Igreja sempre tem proclamado: a mulher &eacute; um ser fr&aacute;gil pelo qual a Igreja deve dar tudo, n&atilde;o apenas por compaix&atilde;o, mas porque aquele olhar de Jesus, aquela forma de atuar&raquo;, trazendo as mulheres para perto de si e dando-lhes a import&acirc;ncia que merecem, &laquo;deve ser a da Igreja&raquo;.

Pode ler todo o artigo na edi&ccedil;&atilde;o de mar&ccedil;o da sua revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;.

Texto e fotos: Ricardo Perna


Not&iacute;cias relacionadas:
- &laquo;A mulher &eacute; um ser fr&aacute;gil pelo que a Igreja deve dar tudo&raquo;

&nbsp;
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<pubDate>Wed, 08 Mar 2017 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Metade dos noivos que casam pela Igreja não faz preparação para o matrimónio</title>
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<description><![CDATA[A Federa&ccedil;&atilde;o dos Centros de Prepara&ccedil;&atilde;o para o Matrim&oacute;nio (CPM), organismo da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) encarregue da prepara&ccedil;&atilde;o para o matrim&oacute;nio em Portugal, divulgou os dados referentes ao ano pastoral de 2015/2016, que mostram que menos de metade dos casais que se casa pela Igreja em Portugal faz uma prepara&ccedil;&atilde;o oficial.

&nbsp;
Segundo a Federa&ccedil;&atilde;o, foram 3481 os casais que frequentaram as forma&ccedil;&otilde;es nos 132 centros ativos em todo o pa&iacute;s. Em Portugal, e segundo dados da PORDATA, o n&uacute;mero de casamentos cat&oacute;licos em 2015 foi de 11.512, o que significa que menos de metade dos casais frequentaram estas forma&ccedil;&otilde;es. &laquo;Temos consci&ecirc;ncia desta realidade e queremos apresentar propostas &agrave; comunidade&raquo;, diz Joaquim Valente, que, com a mulher Din&aacute;, foram eleitos para liderar a Federa&ccedil;&atilde;o dos CPM em novembro.
&nbsp;
Apesar de ir dizendo que existem algumas congrega&ccedil;&otilde;es e movimentos com equipas de prepara&ccedil;&atilde;o para o matrim&oacute;nio, reconhece que o n&uacute;mero ser&aacute; &laquo;pouco maior&raquo; que este, e acusa os p&aacute;rocos de n&atilde;o estarem sens&iacute;veis para esta tem&aacute;tica. &laquo;N&oacute;s n&atilde;o temos culturalmente assumido que temos de nos preparar para um projeto de vida. Hoje &eacute;-se pai, m&atilde;e ou casal sem prepara&ccedil;&atilde;o. Depois, os nossos l&iacute;deres espirituais n&atilde;o t&ecirc;m essa sensibilidade. N&atilde;o h&aacute; prepara&ccedil;&atilde;o para o batismo, para o matrim&oacute;nio, e por a&iacute; fora. Precisamos que os sacerdotes que recebem os noivos para come&ccedil;ar a preparar a documenta&ccedil;&atilde;o do casamento estejam sens&iacute;veis para esta quest&atilde;o, e n&atilde;o temos isso&raquo;, lamenta o respons&aacute;vel pela Federa&ccedil;&atilde;o.

Joaquim Valente n&atilde;o percebe como &eacute; que &laquo;&eacute; esta a rede que a Igreja em Portugal apadrinha&raquo;, mas que depois &laquo;n&atilde;o apresenta&raquo; na pr&aacute;tica, mas acredita que isso est&aacute; a mudar. &laquo;Tem sido um trabalho que temos estado a fazer junto da Comiss&atilde;o Episcopal do Laicado e Fam&iacute;lia, e estou convencido que as coisas est&atilde;o diferentes, o ano de 2016 trouxe muita coisa que est&aacute; a provocar mudan&ccedil;a, e acreditamos que este caminho que o CPM est&aacute; a propor &agrave; Igreja vai dar os seus frutos&raquo;, considera.
&nbsp;
At&eacute; porque, diz este leigo, &laquo;quando os p&aacute;rocos fazem uma primeira assist&ecirc;ncia de uma equipa de CPM e percebem o valor que tem para a caminhada daqueles noivos, reconhecem que &eacute; uma grande ajuda, tanto para os casais que d&atilde;o a forma&ccedil;&atilde;o como para os noivos&raquo;.


&nbsp;
&laquo;N&atilde;o podemos ter uma boa pastoral familiar se n&atilde;o tivermos uma boa prepara&ccedil;&atilde;o para o matrim&oacute;nio&raquo;
Durante muito tempo, tem sido pr&aacute;tica generalizada a prepara&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida e superficial para o matrim&oacute;nio. Geralmente o CPM tem lugar num fim-de-semana, ou em uma ou duas reuni&otilde;es &agrave; noite. &ldquo;Os noivos n&atilde;o querem mais&rdquo; &eacute; a raz&atilde;o que habitualmente se ouve. Mas algo est&aacute; a mudar, segundo Joaquim Valente. &laquo;A prepara&ccedil;&atilde;o deve come&ccedil;ar o mais antecipadamente poss&iacute;vel. Dizemos em tom de piada que marquem o CPM quando marcam a quinta para o copo de &aacute;gua&raquo;, considera, antes de explicar que a proposta da Federa&ccedil;&atilde;o, em termos ideais, &eacute; mesmo a de espa&ccedil;ar e de come&ccedil;ar &laquo;um ano antes, com seis reuni&otilde;es espalhadas&raquo;. &laquo;&Eacute; assumido pela generalidade dos centros esta pr&aacute;tica, mas h&aacute; centros onde temos de atender &agrave; sua especificidade. Em Lisboa temos v&aacute;rias realidades: par&oacute;quias muito viradas para jovens universit&aacute;rios, que ter&atilde;o dificuldades numa forma&ccedil;&atilde;o com tanto tempo, embora &agrave;s vezes sejamos surpreendidos&raquo;.
&nbsp;
Na verdade, explica Joaquim Valente, &laquo;o CPM n&atilde;o imp&otilde;e prazos&raquo;. &laquo;Imp&otilde;e que seja num espa&ccedil;o de tempo que permita a reflex&atilde;o e di&aacute;logo entre os noivos e o amadurecimento das tem&aacute;ticas no seu projeto de vida em casal. Uma grande percentagem dos centros faz isto, mas h&aacute; alguns que fazem s&oacute; num fim-de-semana porque n&atilde;o h&aacute; tempo de fazer como deve ser, e n&atilde;o &eacute; por a&iacute; que queremos apontar, queremos uma caminhada de amadurecimento e reflex&atilde;o&raquo;, refere.
&nbsp;
Esta prepara&ccedil;&atilde;o pode fazer recuar nas inten&ccedil;&otilde;es alguns dos noivos que aparecem para se casar pela Igreja, mas o respons&aacute;vel pela Federa&ccedil;&atilde;o do CPM n&atilde;o acredita que assim seja. &laquo;Se os padres, ao acolherem os noivos, fizerem propostas claras e convictas, percebendo as dificuldades que possam ter, porque nem todos est&atilde;o em casa &agrave; sexta-feira ou ao s&aacute;bado, penso que esta proposta do CPM vai ser bem acolhida&raquo;, considera.
Uma das raz&otilde;es para pensarem isto tem a ver com o feedback que v&atilde;o recebendo de quem faz este percurso. &laquo;O feedback dos noivos &eacute; &ldquo;Ah, eu n&atilde;o sabia que isto era assim&rdquo;, &ldquo;vale mesmo a pena&rdquo;, &ldquo;que pena terminar agora&rdquo;. O problema &eacute; quando temos p&aacute;rocos a falar do CPM sem nunca terem tido uma experi&ecirc;ncia de CPM, sem nunca terem acompanhado uma equipa CPM e ver o que essa equipa pode dar aos noivos e o que esses noivos podem ser para a comunidade&raquo;, avisa.
&nbsp;
A solu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o passa por &laquo;obrigar&raquo; &agrave; frequ&ecirc;ncia do CPM, mas Joaquim Valente sempre vai dizendo que se &laquo;&eacute; importante aprender o c&oacute;digo da estrada antes de tirar a carta&raquo;, ent&atilde;o que tamb&eacute;m &eacute; importante a prepara&ccedil;&atilde;o para este &laquo;projeto de vida&raquo; que &eacute; o matrim&oacute;nio.
Cerca de um ano depois da publica&ccedil;&atilde;o da exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica Amoris Laetitia, Joaquim Valente considera que esta veio &laquo;espica&ccedil;ar&raquo;, e que &eacute; preciso &laquo;estar dispon&iacute;vel para p&ocirc;r em pr&aacute;tica muita da coisa que ali est&aacute;&raquo;, numa aposta clara na pastoral familiar, &agrave; qual o CPM se associa por iner&ecirc;ncia. &laquo;N&atilde;o podemos ter uma boa pastoral familiar se n&atilde;o tivermos uma boa prepara&ccedil;&atilde;o para o matrim&oacute;nio. N&oacute;s sentimos o peso dessa responsabilidade, e sabemos que, se este trabalho for bem feito, tudo o resto ser&aacute; diferente, e iremos ter uma sociedade diferente&raquo;, considera.
&nbsp;
Neste sentido, a proposta do CPM quer passar por integrar os noivos nas comunidades durante o tempo de prepara&ccedil;&atilde;o. &laquo;O CPM v&ecirc; toda esta prepara&ccedil;&atilde;o no sentido de os casais poderem dar e receber na sua comunidade, sendo uma mais-valia para ela. Quando fazemos o acolhimento dos noivos para o CPM, e continuamos a acompanhar nos primeiros tempos de vida de casados, queremos acompanhar para eles se integrarem na comunidade, e fazemos quest&atilde;o de os apresentar num &acirc;mbito de uma pastoral familiar que os acolhe e os valoriza&raquo;, sustenta.
&nbsp;
Uma &laquo;proposta de caminhada&raquo;, mais do que uma &laquo;chave para o sucesso&raquo;, que &eacute; algo que, diz Joaquim Valente, os jovens procuram. &laquo;Os jovens aparecem-nos muito a pedir este tipo de forma&ccedil;&atilde;o. A sociedade est&aacute; carente de quem lhes fale destas coisas e desta grandeza que &eacute; o sacramento do matrim&oacute;nio vivido num amor de doa&ccedil;&atilde;o, de comunh&atilde;o, de respeito pelo outro. Isto n&atilde;o &eacute; utopia, mas temos de trabalhar nisso. Hoje as pessoas procuram essa caminhada, porque a proposta que fazemos &eacute; de crescimento, de irem amadurecendo, dialogando, construindo&raquo;, conclui.
&nbsp;
Por isso, o trabalho desta nova equipa &agrave; frente da Federa&ccedil;&atilde;o passar&aacute; por &laquo;esticar o CPM &agrave;s dioceses onde ainda n&atilde;o chega e sensibilizar os p&aacute;rocos para a sua import&acirc;ncia&raquo;. &laquo;Queremos arrancar rapidamente nas dioceses que querem e ainda n&atilde;o conseguiram. O mais poss&iacute;vel, fazermos pontes com outros movimentos para que possamos, antes e depois, entregar os casais novos e eles se sintam acolhidos noutras din&acirc;micas de pastoral familiar. E antes, que o CPM n&atilde;o seja apenas um bilhete de comboio, mas venham com uma predisposi&ccedil;&atilde;o para a caminhada&raquo;, pede.
&nbsp;

Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Fri, 03 Mar 2017 10:01:00 +0000</pubDate>
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<title>Carnaval em Portugal</title>
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<description><![CDATA[Chegados mais uma vez a esta altura, surgem os t&iacute;picos cortejos de Carnaval. Um pouco por todo o Pa&iacute;s, as pessoas saem &agrave; rua para festejar e mostrar os trajes ou que a sua trupe &eacute; a mais bela.

Existem muitos carnavais no nosso pa&iacute;s. Acompanhe-nos nesta pequena viagem por alguns deles, percebendo a sua hist&oacute;ria e aquilo que os caracteriza:
&nbsp;
Torres Vedras, Lisboa

N&atilde;o &eacute; exagerado afirmar que, quando se fala de Carnaval, vem-nos logo &agrave; mente o de Torres Vedras. Segundo alguns estudos &eacute; considerado um dos mais antigos de Portugal, havendo relatos da sua exist&ecirc;ncia j&aacute; no S&eacute;culo XIX. Segundo a tradi&ccedil;&atilde;o, todos os anos s&atilde;o nomeados o Rei e a Rainha do Carnaval, que muito contribuem para o sucesso da festa. O Carnaval de Torres Vedras &eacute; conhecido pelas Matrafonas: homens mascarados de mulheres. No decurso do desfile, vemos os carros aleg&oacute;ricos que s&atilde;o acompanhados por outras figuras t&iacute;picas: os Cabe&ccedil;udos, ou seja, fatos carnavalescos aos quais foi adicionado um elemento bem t&iacute;pico &ndash; uma cabe&ccedil;a gigantesca. Finalmente, realce para as Marias Cachuchas, mulheres que se disfar&ccedil;am de homem e que funcionam como contraponto &agrave;s Matrafonas.
&nbsp;

Funchal, Madeira

O Carnaval &eacute; vivido na capital madeirense um pouco por toda a cidade, com eventos organizados em hot&eacute;is, caf&eacute;s ou restaurantes. Isto porque o Carnaval na Madeira, ao contr&aacute;rio do que se costuma dizer, n&atilde;o s&atilde;o tr&ecirc;s mas quatro dias. Tudo come&ccedil;a no s&aacute;bado antes do Carnaval, com o cortejo aleg&oacute;rico, que conta com milhares de figurantes. A festa culmina na ter&ccedil;a-feira, com o chamado cortejo Trapalh&atilde;o. Este &eacute; o mais concorrido e mais popular. Cada pessoa mascara-se como quer e vai desfilar. S&atilde;o aos milhares as figuras sat&iacute;ricas que se veem nesse cortejo. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; gastronomia, temos as famosas malassadas e os sonhos, com mel de cana-de-a&ccedil;&uacute;car, que fazem as del&iacute;cias de quem as prova.
&nbsp;

Alcoba&ccedil;a, Leiria

Al&eacute;m de ser mormente conhecida pela exist&ecirc;ncia do mosteiro medieval, Alcoba&ccedil;a tamb&eacute;m se destaca pelo Carnaval que dura cinco dias. &Eacute; conhecido por ser o &laquo;mais brasileiro de Portugal&raquo;, porque os eventos s&atilde;o organizados em fun&ccedil;&atilde;o da tradi&ccedil;&atilde;o brasileira que se quer reproduzir. Por conseguinte, a raz&atilde;o pela qual s&atilde;o cinco dias de Carnaval est&aacute; enraizada no facto de l&aacute; existir uma grande escola de samba que refor&ccedil;a o ambiente tropical que invade e enche de cor e alegria esta vila portuguesa.
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Loures, Lisboa

O Carnaval de Loures &eacute; considerado o maior da &aacute;rea metropolitana de Lisboa. A data oficial do primeiro festejo &eacute; de 1934. Atualmente este Carnaval conta com cerca de 1200 figurantes e 15 carros aleg&oacute;ricos. Do cartaz consta o famoso Baile Trapalh&atilde;o, o Enterro do Rei do Carnaval (momento mais tradicional e sat&iacute;rico do Carnaval em Loures), anima&ccedil;&atilde;o noturna, entre outras atividades durante os cinco dias de festa. O Carnaval de Loures tem o maior grupo de carnaval organizado do pa&iacute;s, as &laquo;Mastron&ccedil;as do Moulin Rouge&raquo;. Este grupo &eacute; constitu&iacute;do apenas por homens, com idades compreendidas entre os tr&ecirc;s e os setenta anos, que anualmente se vestem de mulher. O grupo tem mais de 30 anos de exist&ecirc;ncia.
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Sesimbra, Set&uacute;bal

O Carnaval de Sesimbra caracteriza-se pela participa&ccedil;&atilde;o de seis escolas de samba e dois grupos recreativos. Com cerca de 1300 elementos, o cortejo percorre cerca de um quil&oacute;metro junto ao mar, e &eacute; garantia de muita cor, m&uacute;sica e anima&ccedil;&atilde;o pelas ruas da vila. Sesimbra vive o Carnaval de forma intensa. N&atilde;o s&oacute; pelos milhares de visitantes que se deslocam ao concelho para assistir aos desfiles, mas tamb&eacute;m porque toda a comunidade est&aacute; empenhada em fazer desta altura do ano um momento-chave no calend&aacute;rio dos grandes eventos nacionais.
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Podence, Bragan&ccedil;a

O Carnaval de Podence &eacute; conhecido como &laquo;Entrudo Chocalheiro&raquo;, em que os caretos animam a pequena aldeia transmontana de Podence. As origens desta tradi&ccedil;&atilde;o perdem-se no tempo, mas remontar&atilde;o &agrave; &eacute;poca pr&eacute;-romana, sendo partilhada por outros locais em Tr&aacute;s-os-Montes e na vizinha Espanha.
Os homens vestem trajes coloridos, com franjas de l&atilde; de cores vivas (quase sempre amarelo, verde e vermelho) que cobrem todo o corpo. As m&aacute;scaras s&atilde;o tradicionalmente feitas de metal, podendo tamb&eacute;m ser de couro ou madeira e de cores vivas e nariz pontiagudo. Nos dias de Carnaval, os Caretos circulam pelas ruas da aldeia, normalmente em grupos, em busca de raparigas para chocalhar. O chocalhar consiste numa dan&ccedil;a em que o careto agarra a rapariga e abana a anca, batendo nesta com os chocalhos que traz &agrave; cintura. Os homens que n&atilde;o se mascaram abrem as adegas para matar a sede aos caretos.
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Lazarim, Viseu

Segundo alguns relatos, este Carnaval era j&aacute; celebrado em 1879. &Eacute; considerado um dos mais genu&iacute;nos a Norte, dado carregar consigo tradi&ccedil;&otilde;es ancestrais. S&atilde;o utilizadas m&aacute;scaras carrancudas, feitas manualmente por artes&atilde;os da aldeia, utilizadas por jovens, tanto do sexo masculino (os caretos), como do sexo feminino (as senhorinhas). Um dos momentos altos deste Carnaval &eacute; a leitura dos testamentos dos compadres e das comadres na pra&ccedil;a da aldeia. A grande folia tem in&iacute;cio no domingo e s&oacute; termina na ter&ccedil;a-feira.
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<pubDate>Fri, 24 Feb 2017 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Felicidade a um click de distância?</title>
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<description><![CDATA[A funcionar h&aacute; 16 meses em Portugal, mas com uma experi&ecirc;ncia de dez anos na Alemanha, o s&iacute;tio web Dates Cat&oacute;licos prop&otilde;e-se encontrar a cara-metade de cada cat&oacute;lico que se inscreve. A ferramenta orienta e cruza os dados dos utilizadores para fazer um encontro t&atilde;o pr&oacute;ximo da perfei&ccedil;&atilde;o quanto poss&iacute;vel. E j&aacute; conseguiu pelo menos dois casamentos.
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&laquo;A comunidade para quem procura a sua cara-metade e quer partilhar f&eacute; e valores.&raquo; &Eacute; a primeira frase que lemos ao entrar no portal datescatolicos.org, uma plataforma de encontros online como tantas outras que existem espalhadas por todo o mundo, mas com uma singularidade que a distingue. &laquo;Nos nossos termos e condi&ccedil;&otilde;es, um dos requisitos &eacute; ser cat&oacute;lico ou desejar a curto prazo entrar na Igreja Cat&oacute;lica, outro &eacute; estar em condi&ccedil;&otilde;es de casar&raquo;, refere Ant&oacute;nio Pimenta de Brito, um dos fundadores do s&iacute;tio. A outra fundadora &eacute; a esposa, Marta Pimenta de Brito, psic&oacute;loga, que explica que, apesar da especificidade no acolhimento dos membros, isso n&atilde;o significa menor diversidade. &laquo;Temos quatro mil membros ativos, mas diferentes tipos de cat&oacute;licos: uns muito envolvidos nas par&oacute;quias e movimentos; os que v&atilde;o &agrave; Missa todas as semanas; os que s&oacute; v&atilde;o &agrave; Missa em dias de casamento ou funeral; e os que nos censos dizem que s&atilde;o cat&oacute;licos mas que n&atilde;o v&atilde;o sequer &agrave; Missa&raquo;, explica, para argumentar o porqu&ecirc; de o matching (o encontro de dois perfis aparentemente id&ecirc;nticos) nem sempre resultar &agrave; primeira.

A inscri&ccedil;&atilde;o no s&iacute;tio web &eacute; gratuita. Somos levados por uma bateria de quest&otilde;es que visam construir o nosso perfil na plataforma, perfil esse que depois ser&aacute; cruzado com o de todos os outros membros &agrave; procura da pessoa certa, ou, pelo menos, com as respostas certas. Se pretendermos visualizar as fotos dos membros ou iniciar contactos, h&aacute; um pagamento: 24 &euro; por uma perman&ecirc;ncia de tr&ecirc;s meses na plataforma, 60 &euro; pela anuidade.

O casal fundador do s&iacute;tio web diz que j&aacute; recebeu relatos de mais de 50 rela&ccedil;&otilde;es iniciadas na plataforma, e pelo menos dois casamentos, um j&aacute; realizado, outro agendado. O caso de maior sucesso at&eacute; hoje &eacute;, obviamente, o do casamento da Mafalda e do Lu&iacute;s, ela a viver em Coimbra e ele no Algarve, uma rela&ccedil;&atilde;o que &laquo;apenas aconteceu porque se encontraram na plataforma&raquo;, assegura Marta. &laquo;No Dates, troc&aacute;mos pedido de amizade nos &uacute;ltimos dias de mar&ccedil;o, ainda semana de P&aacute;scoa e Ressurrei&ccedil;&atilde;o. Decidimos, por convic&ccedil;&atilde;o, que dever&iacute;amos ser prudentes no conhecimento, tendo sido, por isso, uma experi&ecirc;ncia muito positiva para a nossa rela&ccedil;&atilde;o. Tendo iniciado amizade por mensagem durante o primeiro m&ecirc;s, por voz no segundo e pessoalmente no terceiro, exatamente no fim de semana de feriado muito importante do Corpo de Deus. Passado um m&ecirc;s, exatamente, fizemos o C.P.M. &ndash; Curso de Prepara&ccedil;&atilde;o para Matrim&oacute;nio, de noivos, necess&aacute;rio para o casamento na Igreja, pois, dada a nossa maturidade e por isso tamb&eacute;m alguma experi&ecirc;ncia de vida, com 50 e 45 anos decidimos casar no dia 1 de outubro, data de seis meses de namoro.&raquo;

Neste Dia dos Namorados, se ainda n&atilde;o encontrou a sua cara-metade, sente-se &agrave; frente do computador e preencha o seu question&aacute;rio. Quem sabe n&atilde;o encontra a pessoa perfeita para si?

Excerto da reportagem publicada na edi&ccedil;&atilde;o de fevereiro da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de 2017.&nbsp;
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Texto e foto: Ricardo Perna
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Not&iacute;cias relacionadas:
- Um site de encontros para cat&oacute;licos?]]></description>
<pubDate>Tue, 14 Feb 2017 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Andrea Bocelli: «Era agnóstico por preguiça»</title>
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<description><![CDATA[De um teatro a outro, de um continente a outro, Andrea Bocelli &ndash; na semana em que come&ccedil;aram as filmagens de A m&uacute;sica do sil&ecirc;ncio, filme sobre a sua vida em que aparece muito rapidamente tal como &eacute; na realidade (num cameo, em italiano) &ndash; encontrou uma pausa para responder &agrave;s nossas perguntas.
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Quando era jovem, definia-se agn&oacute;stico. O que &eacute; que lembra daquele per&iacute;odo da sua vida e porqu&ecirc; aquela escolha?
Na minha jovem suposi&ccedil;&atilde;o, preocupara-me com a complexidade de entender a f&eacute; atrav&eacute;s da raz&atilde;o, e cheguei &agrave; conclus&atilde;o que acreditar ou n&atilde;o era um quesito demasiado grande, muito dif&iacute;cil para poder ser compreendido por uma mente humana. Definindo-me agn&oacute;stico, na pr&aacute;tica lavava sobre isso as minhas m&atilde;os, escondendo-me por detr&aacute;s de um termo que, na minha ingenuidade e presun&ccedil;&atilde;o de ent&atilde;o, considero fascinante e denso de significado. A minha fam&iacute;lia tinha-me transmitido aqueles princ&iacute;pios morais que me levavam a ter uma vida bastante respeitosa para com o pr&oacute;ximo e genericamente orientada para o bem. Mas considerava erradamente que poderiam ser suficientes para viver uma vida serena.
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Quando e como entra na sua vida o dom da f&eacute;?
Algumas perguntas existenciais, com a idade adulta, voltaram de novo, inquietadoras... At&eacute; porque, objetivamente, sem a f&eacute; &eacute; dif&iacute;cil dar um sentido &agrave; vida. Sem a f&eacute;, a nossa passagem sobre a Terra &eacute; uma trag&eacute;dia anunciada que, no melhor dos casos, acaba na velhice, na doen&ccedil;a e na morte. Ent&atilde;o iniciei uma investiga&ccedil;&atilde;o, mesmo espasm&oacute;dica, que no final, gra&ccedil;as a Deus, deu bons frutos. Apercebi-me que, na base de qualquer escolha nossa, estamos perante um cruzamento que leva para dire&ccedil;&otilde;es opostas: uma encaminha-se para o bem; outra para o mal. Conceber uma vida na convic&ccedil;&atilde;o de que seja o acaso a comand&aacute;-la &eacute; pouco conveniente, mas tamb&eacute;m pouco l&oacute;gico, pouco acertado. Este &eacute; um racioc&iacute;nio elementar que nos leva a ir pela estrada certa, no primeiro e mais fundamental cruzamento, do crer ou do n&atilde;o crer. Eu escolhi o caminho que me parecia mais l&oacute;gico, aquele que a minha intelig&ecirc;ncia, por muito limitada, individuava como percurso sem alternativas.
&nbsp;
Faz parte da comunidade Novos Horizontes. Como entrou em contacto com esta realidade e com a sua fundadora, Chiara Amirante?
Primeiro, alguns amigos meus falaram-me desta comunidade. A seguir encontrei-me casualmente com Chiara, j&aacute; h&aacute; muitos anos, em Forte dei Marmi. E ap&oacute;s cinco minutos tive a n&iacute;tida sensa&ccedil;&atilde;o de que nos conhec&iacute;amos desde sempre: floresceu instantaneamente uma poderosa amizade, que perdura. Conversando com ela, logo desde o in&iacute;cio, compreendi que a sua vida era um percurso extraordin&aacute;rio.
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Ap&oacute;s este encontro tornou-se Cavaleiro da luz. Que significado tem?
Traduz-se em estar constantemente &agrave; procura da verdade, sermos apoiantes da verdade. Num certo sentido, sempre percebi esta for&ccedil;a: a minha &eacute; uma escolha antiga, que poderia resumir na vontade de me encontrar na parte do bem. A experi&ecirc;ncia de Cavaleiro da luz deu-me sem d&uacute;vida maior consciencializa&ccedil;&atilde;o.

&nbsp;H&aacute; j&aacute; algum tempo disse que procura &laquo;colocar Deus &agrave; frente do seu eu&raquo;. Como consegue ter este compromisso quotidiano num mundo como o do espet&aacute;culo, feito com frequ&ecirc;ncia de luzes e de apar&ecirc;ncias?
A vaidade, nas suas m&uacute;ltiplas manifesta&ccedil;&otilde;es e implica&ccedil;&otilde;es (a arrog&acirc;ncia, a soberba, o orgulho, as prevarica&ccedil;&otilde;es), &eacute; um verdadeiro flagelo para o Homem e persegue-nos continuamente. &Eacute; um v&iacute;rus presente em todas as literaturas e em toda a cultura do mundo, e naturalmente prolifera no mundo do espet&aacute;culo, &acirc;mbito claramente em risco. A vaidade &eacute; a verdadeira causa das guerras, dos abusos, uma esp&eacute;cie de doen&ccedil;a &agrave; qual ningu&eacute;m est&aacute; imune. &Eacute; o orgulho, atrav&eacute;s do qual o Homem cr&ecirc; perceber o pr&oacute;prio poder ser superior aos outros. De facto, todos os sofrimentos sociais e os conflitos encontram a for&ccedil;a enfurecedora nesta louca presun&ccedil;&atilde;o. Para nos libertarmos, &eacute; necess&aacute;rio ser vigilantes, controlar o pr&oacute;prio orgulho, prestar sempre aten&ccedil;&atilde;o a como se vivem as rela&ccedil;&otilde;es com o pr&oacute;ximo, para combater continuamente este v&iacute;rus que nos atinge.
&nbsp;
Encontrou o Papa Francisco: que sentimentos suscitam em si a obra e a personalidade dele?
&Eacute; uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o para o mundo. Nutro por ele uma sincera e profunda devo&ccedil;&atilde;o. O Papa Francisco &eacute; um homem de Deus, fonte de esperan&ccedil;a e de inspira&ccedil;&atilde;o para todos n&oacute;s.

Entrevista conduzida por Igor Traboni para Credere
Fotos: Lusa

Leia mais da entrevista na edi&ccedil;&atilde;o de fevereiro da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de 2017.
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<pubDate>Mon, 13 Feb 2017 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Mais de 150 mil abortos em 10 anos</title>
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<description><![CDATA[Os dados oficiais sobre o aborto s&atilde;o publicados em relat&oacute;rios anuais pela Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Sa&uacute;de (DGS) e est&atilde;o dispon&iacute;veis na p&aacute;gina de internet do Programa Nacionald e Medicina Reprodutiva. Saem com muito atraso e o mais recente &eacute; de 2015. Nesse ano, houve 16.454 abortos, das quais 15.873 por vontade da mulher.


Nas conclus&otilde;es do relat&oacute;rio pode ler-se que &laquo;se mant&eacute;m a tend&ecirc;ncia decrescente do n&uacute;mero de IG [interrup&ccedil;&otilde;es de gravidez] realizadas por op&ccedil;&atilde;o da mulher nas primeiras 10 semanas de gravidez&raquo;. Comparando os dados de 2015 com os do ano anterior houve &laquo;uma diminui&ccedil;&atilde;o de 1,9%&raquo;.

Os abortos em 2015 s&atilde;o substancialmente inferiores aos primeiros anos de despenaliza&ccedil;&atilde;o (ver gr&aacute;fico). Mas estes dados podem n&atilde;o ser totalmente fidedignos uma vez que a Inspe&ccedil;&atilde;o-Geral das Atividades de Sa&uacute;de encontrou discrep&acirc;ncias em 2011. &laquo;Detetou-se que o n&uacute;mero de IVG [interrup&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria da gravidez] constantes no relat&oacute;rio da DGS relativo a 2010 n&atilde;o &eacute;, na maioria das situa&ccedil;&otilde;es, coincidente com o n&uacute;mero facultado pelas entidades inspecionadas, resultando, no c&ocirc;mputo das 18 institui&ccedil;&otilde;es referenciadas, um acr&eacute;scimo de 254 IVG&raquo;, pode ler-se no relat&oacute;rio de atividades. A FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; contactou a Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Sa&uacute;de para obter respostas a estas quest&otilde;es e uma an&aacute;lise aos dados do aborto, mas n&atilde;o houve disponibilidade para prestar esclarecimentos.
Mais de 60% das mulheres que abortam t&ecirc;m entre 24 e 34 anos e s&atilde;o predominantemente desempregadas. Relativamente a abortos anteriores, 70% nunca fez nenhum. Quase 1300 mulheres declararam ter feito anteriormente dois ou mais. A esmagadora maioria dos abortos &eacute; feita no Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de, 71,28%. J&aacute; no privado, a Cl&iacute;nica dos Arcos &eacute; o local com mais interven&ccedil;&otilde;es.

Quanto custa o aborto?
Dez anos depois, ainda se sabe ao certo quanto custa ao Estado fazer um aborto. Os &uacute;nicos dados dispon&iacute;veis constam de uma resposta enviada pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de &agrave; bancada parlamentar do CDS, em 2012. At&eacute; esse ano, o Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de tinha gasto quase 45 milh&otilde;es de euros, aproximadamente 700 euros por aborto. O custo depende sempre se se trata de uma interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica ou medicamentosa, se implica internamento, por exemplo. Mas estes s&atilde;o apenas os custos na &aacute;rea da sa&uacute;de, ficando de fora os da Seguran&ccedil;a Social.

A portaria n.&ordm;234/2015 de agosto de 2015, estipula que cada interrup&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria da gravidez medicamentosa at&eacute; &agrave;s 10 semanas custa 283,10. J&aacute; se for cir&uacute;rgica custa 368,61. Estes valores englobam tamb&eacute;m a consulta pr&eacute;via, mas n&atilde;o o internamento quando seja necess&aacute;rio.

Excerto da reportagem publicada na edi&ccedil;&atilde;o de fevereiro da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de 2017.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
oto: Lusa

Not&iacute;cias relacionadas:
- &laquo;Senti que n&atilde;o era capaz de ter o beb&eacute;&raquo;
- Os protagonistas do referendo
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]]></description>
<pubDate>Sat, 11 Feb 2017 15:00:00 +0000</pubDate>
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<item>
<title>Os protagonistas do referendo</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/os-protagonistas-do-referendo</link>
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<description><![CDATA[H&aacute; dez anos, Ant&oacute;nio Pinheiro Torres deu a cara pelo N&atilde;o no referendo &agrave; despenaliza&ccedil;&atilde;o do aborto at&eacute; &agrave;s 10 semanas e defende que, desde a&iacute;, tem havido uma &laquo;desvaloriza&ccedil;&atilde;o do valor da vida humana&raquo;. Falando dos n&uacute;meros, explica porque considera que n&atilde;o tem havido uma diminui&ccedil;&atilde;o dos abortos: &laquo;O aborto n&atilde;o se mede nos n&uacute;meros brutos, mas pela propor&ccedil;&atilde;o dos abortos legais sobre o total de gravidezes. E a&iacute; vemos que a percentagem dos abortos legais continua a ser 1/5 do total das gravidezes. Isto &eacute; uma constante, n&atilde;o h&aacute; diminui&ccedil;&atilde;o.&raquo;

Salientando que &laquo;um s&oacute; aborto seria suficiente para preocupar&raquo;, Ant&oacute;nio Pinheiro Torres mostra-se inquieto com as repeti&ccedil;&otilde;es. Em 2015, 29,89% dos abortos eram de mulheres que j&aacute; tinham feito outros e 1,9% j&aacute; tinham realizado um nesse mesmo ano. Pinheiro Torres diz que &laquo;s&atilde;o sinais preocupantes.&raquo;
O vice-presidente da Federa&ccedil;&atilde;o Portuguesa pela Vida n&atilde;o tem d&uacute;vidas em afirmar que &laquo;o aborto &eacute; usado como m&eacute;todo contracetivo&raquo;. Para Pinheiro Torres, isso &eacute; fruto da &laquo;mentalidade introduzida pela pr&oacute;pria lei&raquo; e &laquo;passou-se a mensagem que &eacute; uma esp&eacute;cie de menstrua&ccedil;&atilde;o especial, e que n&atilde;o existe nada e n&atilde;o se est&aacute; a destruir a vida de uma crian&ccedil;a&raquo;.

Manuela Tavares &eacute; um dos rostos da luta pela despenaliza&ccedil;&atilde;o do aborto em Portugal h&aacute; mais de 30 anos. Ligada &agrave; UMAR (Uni&atilde;o Mulheres Alternativa e Resposta), defende que &laquo;este processo tem de ser acompanhado pela melhoria do planeamento familiar&raquo;. A ativista sublinha que a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; muito melhor do que antes da lei, mas admite que &laquo;ainda h&aacute; muitas insufici&ecirc;ncias a esse n&iacute;vel&raquo;. Haver mulheres que abortam v&aacute;rias vezes &eacute; um problema. Manuela Tavares explica que &laquo;&agrave;s vezes diz-se que &eacute; descuido das mulheres, mas tamb&eacute;m h&aacute; falhas e a p&iacute;lula n&atilde;o &eacute; 100% eficaz&raquo;.

O que se pode fazer para reduzir estes n&uacute;meros? O vice-presidente da Federa&ccedil;&atilde;o Portuguesa pela Vida defende que n&atilde;o est&aacute; a ser aplicado o que a lei previa. &laquo;A mulher &eacute; acolhida na sua manifesta vontade de realizar um aborto e toda a consulta &eacute; orientada no sentido de lhe proporcionar que o fa&ccedil;a e n&atilde;o lhe s&atilde;o propostas alternativas, E isso &eacute; um falhan&ccedil;o total. Nunca seria uma boa lei, mas aplicada desta forma &eacute; uma cat&aacute;strofe&raquo;, diz.


J&aacute; Manuela Tavares afirma sem hesita&ccedil;&otilde;es: &laquo;Quando uma mulher decide que vai abortar, n&atilde;o o vai fazer como quem bebe um copo de &aacute;gua. Sei de apoios que existem, mas s&atilde;o pontuais e n&atilde;o resolvem os problemas de fundo da vida das pessoas.&raquo; Esta defensora dos direitos das mulheres defende que n&atilde;o houve liberaliza&ccedil;&atilde;o do aborto. &laquo;N&atilde;o obriga nenhuma mulher a abortar e as fam&iacute;lias que acham que nunca utilizar&atilde;o a lei n&atilde;o o fazem. O que a lei permite &eacute; que as fam&iacute;lias que n&atilde;o t&ecirc;m essas conce&ccedil;&otilde;es o possam fazer em seguran&ccedil;a e sem causar danos na sa&uacute;de sexual e reprodutiva&raquo;, afirma.

&Eacute; preciso mudar a lei?
Para Ant&oacute;nio Pinheiro Torres, &eacute; preciso continuar a defender a vida. Em 2015, uma iniciativa legislativa de cidad&atilde;os levou &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o de algumas altera&ccedil;&otilde;es. A mais pol&eacute;mica previa a cria&ccedil;&atilde;o de uma taxa moderadora. &laquo;Uma mulher que fa&ccedil;a um aborto legal tem direito de 15 a 30 dias de licen&ccedil;a, paga a 100%. Por outro lado, o ato &eacute; completamente gratuito. Para n&atilde;o falar nas gr&aacute;vidas dos A&ccedil;ores que pretendem abortar e a quem &eacute; oferecido transporte e alojamento em Lisboa. T&iacute;nhamos a inten&ccedil;&atilde;o de acabar com este regime de privil&eacute;gio e de pr&eacute;mio&raquo;, explica Ant&oacute;nio Pinheiro Torres. A atual maioria parlamentar revogou todas as altera&ccedil;&otilde;es. Agora o dirigente diz que n&atilde;o tem sentido fazer mais propostas.

Manuela Tavares diz que mais importante do que mudar a lei &eacute; &laquo;melhorar os servi&ccedil;os de sa&uacute;de&raquo; e aplicar &laquo;a educa&ccedil;&atilde;o sexual nas escolas&raquo;. A ativista olha para estes 10 anos como o culminar de &laquo;uma luta de 30 anos, de avan&ccedil;os e de recuos&raquo;. Manuela Tavares est&aacute; satisfeita porque &laquo;deixaram de existir mulheres a morrer por aborto clandestino e hoje as mulheres podem ir ao Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de com alguma seguran&ccedil;a interromper a gravidez&raquo;.
A activista n&atilde;o tem d&uacute;vidas: &laquo;Que &eacute; preciso melhorar &eacute;, mas a liberdade de as mulheres sentirem que n&atilde;o est&atilde;o a fazer um crime, que n&atilde;o precisam de se esconder e poderem faz&ecirc;-lo em seguran&ccedil;a &eacute; um passo gigantesco.&raquo;
Ant&oacute;nio Pinheiro Torres v&ecirc; nestes 10 anos &laquo;a obra de bem&raquo; de muitas organiza&ccedil;&otilde;es que apoiam mulheres antes e depois do aborto. &laquo;Isso &eacute; uma beleza, para n&oacute;s o referendo continuou e n&oacute;s ganhamo-lo todos os dias desta maneira&raquo;, refor&ccedil;a com um sorriso.

Excerto da reportagem publicada na edi&ccedil;&atilde;o de fevereiro da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de 2017.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o/Lusa

Not&iacute;cias relacionadas:
- Mais de 150 mil abortos em 10 anos
- &laquo;Senti que n&atilde;o era capaz de ter o beb&eacute;&raquo;
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]]></description>
<pubDate>Sat, 11 Feb 2017 11:00:00 +0000</pubDate>
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<title>«Senti que não era capaz de ter o bebé»</title>
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<guid>https://familiacrista.paulus.pt:443/senti-que-nao-era-capaz-de-ter-o-bebe</guid>
<description><![CDATA[
Marta &eacute; uma jovem, igual a tantas outras de 23 anos. Fez dois abortos, um antes da despenaliza&ccedil;&atilde;o e outro depois. Contou-nos a sua hist&oacute;ria, protegendo a identidade. Este &eacute; o seu testemunho em discurso direto:

Tinha 19 anos e estava num relacionamento de cinco anos. N&atilde;o era uma rela&ccedil;&atilde;o muito saud&aacute;vel. Comecei com dores de barriga, tipo menstrua&ccedil;&atilde;o. Nunca suspeitei at&eacute; que a m&eacute;dica p&ocirc;s a hip&oacute;tese de estar gr&aacute;vida. A altura n&atilde;o podia ter sido pior. O meu av&ocirc; morreu no mesmo dia. Nessa altura estava gr&aacute;vida de seis semanas. O meu namorado disse logo: &laquo;Sabes o que tens de fazer.&raquo;

Fui ao hospital de Santa Maria &agrave; consulta da IVG, como eles dizem. A enfermeira foi simp&aacute;tica e ajudou-me a preencher um question&aacute;rio sobre a situa&ccedil;&atilde;o socioecon&oacute;mica e familiar. Estava a viver sozinha, sem sustento pr&oacute;prio. Senti que n&atilde;o era capaz de ter o beb&eacute;. N&atilde;o havia outra maneira, senti muita press&atilde;o do meu namorado. N&atilde;o via outra op&ccedil;&atilde;o. Eu estava bastante afastada da Igreja e da minha fam&iacute;lia. N&atilde;o estive com nenhum psic&oacute;logo nem ningu&eacute;m me falou de apoios. Foi tudo muito r&aacute;pido porque j&aacute; estava de oito semanas. Agora pensando nisso gostava de ter descoberto que estava gr&aacute;vida mais tarde&hellip;

Fiz a ecografia e a m&eacute;dica disse-me: &laquo;Sabe que est&aacute; de oito semanas?&raquo; Foi rude, mas nem me lembro se vi a ecografia. Vim para casa pensar durante tr&ecirc;s dias. N&atilde;o me lembro de nada desses dias. Na altura estava com uma depress&atilde;o que foi diagnosticada s&oacute; mais tarde.
Passados esses dias, a enfermeira mandou-me sentar na marquesa. O m&eacute;dico apareceu logo de seguida, deu-me um comprimido para tomar e outro para tomar dali a x horas e que aquilo ia doer. Era como se fosse um per&iacute;odo normal. Tive de chamar uma amiga para me ajudar. N&atilde;o conseguia estar sozinha. Tive dores fortes, s&atilde;o contra&ccedil;&otilde;es, e hemorragias grandes. Sozinha era bem poss&iacute;vel que tivesse desmaiado.
Agora tenho uma ideia mais amadurecida do que na altura e sei que se tivesse falado com alguns familiares e amigos tudo teria sido diferente e poderia ter avan&ccedil;ado&hellip;

Durante algum tempo enterrei o assunto. Foi como se n&atilde;o tivesse acontecido nada. Foi como um anest&eacute;sico em todo o assunto. Eu n&atilde;o tocava no assunto e ningu&eacute;m &agrave; minha volta tocava no assunto. S&oacute; quando comecei a ir a um grupo de jovens &eacute; que tudo veio &agrave; tona. Foi um choque. N&atilde;o me conseguia perdoar. J&aacute; me tinha confessado e mesmo assim era uma coisa que me pesava e que me magoava.
N&atilde;o era s&oacute; pelas quest&otilde;es religiosas. Desde pequenina andei com a minha m&atilde;e a recolher assinaturas contra o aborto. Os valores da vida eram intr&iacute;nsecos a mim e tinha no&ccedil;&atilde;o de que toda a vida tem valor e &eacute; digna. Eu que defendo isso&hellip; aquilo era uma rutura em mim mesma. Estava a ser muito dif&iacute;cil lidar com isso, apesar de eu ter tentado durante quatro anos apagar uma parte de mim n&atilde;o quer dizer que n&atilde;o fa&ccedil;a parte de mim. Quando veio tudo &agrave; tona foi um momento muito dif&iacute;cil. [voz embarga-se e sorri]

Com o retiro da Vinha de Raquel consegui olhar com outra perspetiva e experimentar a miseric&oacute;rdia de Deus. Estar num ambiente em que a pessoa saber que n&atilde;o vai ser julgada e que a &uacute;nica coisa que a espera &eacute; aceita&ccedil;&atilde;o e perd&atilde;o torna tudo muito diferente. Na Vinha de Raquel o objetivo &eacute; ajudar a sarar esta ferida e tem um ambiente muito pr&oacute;prio e prop&iacute;cio.

Estou em processo de pacifica&ccedil;&atilde;o. Est&aacute; muito melhor, mas em processo. Lembro-me com mais carinho do dia em que descobri que estava gr&aacute;vida. &Eacute; um bocadinho dif&iacute;cil dizer&hellip; s&atilde;o dois&hellip; filhas ou filhos.
O primeiro aborto que fiz tinha 16 anos. O comprimido era exatamente o mesmo. &Eacute; o que me lembro: o comprimido era igualzinho. &Eacute; a coisa de que melhor me recordo. Nessa altura estive mais tempo em casa, porque era mais mi&uacute;da e o meu pai n&atilde;o queria que ningu&eacute;m soubesse.

Quando fui fazer o segundo n&atilde;o pensei no primeiro. J&aacute; tinham passado tr&ecirc;s anos e j&aacute; estava afastada da Igreja h&aacute; muito tempo. Tinha adormecido os valores que tinha. N&atilde;o sei bem explicar. &Eacute; como se fechasse a minha vida num ba&uacute; a sete chaves e &ldquo;fica a&iacute; quietinho&rdquo;.
Eu estava muito perdida. N&atilde;o o queria fazer, mas n&atilde;o tinha nada a dizer porque tinha s&oacute; 16 anos. O meu namorado fez uma cena horr&iacute;vel e o meu pai disse que o melhor a fazer era abortar, o que para mim foi um choque porque ia contra tudo aquilo que ele me tinha ensinado e todos os valores que a minha fam&iacute;lia tinha. Tentei confessar-me, mas apanhei o padre desprevenido e n&atilde;o reagiu da melhor maneira. Aquilo assustou-se e acabou por levar a um afastamento. Acabei por esconder mem&oacute;rias e quando fui fazer o segundo quase nem pensei no primeiro, porque estava bastante enterrado.
Quando voltou tudo, voltou tamb&eacute;m este primeiro. Foi um embate jeitoso.

Excerto da reportagem publicada na edi&ccedil;&atilde;o de fevereiro da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de 2017.

Not&iacute;cias relacionadas:
- Mais de 150 mil abortos em 10 anos
- Os protagonistas do referendo
- Vinhas de Raquel apoia mulheres que fizeram abortos
&nbsp;
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<pubDate>Sat, 11 Feb 2017 01:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Federação pela Vida marca encontro sobre aborto</title>
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<description><![CDATA[Este s&aacute;bado passam dez anos do referendo que conduziu &agrave; despenaliza&ccedil;&atilde;o do aborto em Portugal at&eacute; &agrave;s dez semanas de gravidez. A federa&ccedil;&atilde;o Portuguesa pela Vida marca um encontro a partir das 11h, na Associa&ccedil;&atilde;o Comercial de Lisboa, na Rua das Portas de Santo Ant&atilde;o, em Lisboa.

Ant&oacute;nio Pinheiro Torres diz que a inten&ccedil;&atilde;o &eacute; mostrar o trabalho e a &laquo;obra de bem&raquo; que nasceu com o referendo e a luta contra a despenaliza&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m mostrar como os piores receios se vieram a confirmar.

O encontro, com o t&iacute;tulo &laquo;O outro &eacute; importante para mim&raquo;, abre com uma interven&ccedil;&atilde;o de Ant&oacute;nio Pinheiro Torres, vice-presidente da Federa&ccedil;&atilde;o. A seguir, Francisco Vilhena da Cunha, do gabinete de estudos, apresenta dados sobre a realidade atual. O encontro aberto ter&aacute; tamb&eacute;m uma mesa redonda com partilha de experi&ecirc;ncias de associa&ccedil;&otilde;es de defesa da vida de todo o pa&iacute;s. Depois de um tempo dedicado &agrave;s perspetivas de futuro, Isilda Pegado, presidente da Federa&ccedil;&atilde;o Portuguesa pela Vida, encerra o encontro.
&nbsp;
Pode ouvir aqui a entrevista a Ant&oacute;nio Pinheiro Torres.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Fri, 10 Feb 2017 20:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Dossiê: 10 anos de despenalização do aborto</title>
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<description><![CDATA[
11 fevereiro de 2007 foi o dia do referendo sobre a despenaliza&ccedil;&atilde;o do aborto at&eacute; &agrave;s 10 semanas por op&ccedil;&atilde;o da mulher. Venceu o Sim e desde ent&atilde;o e at&eacute; ao final de 2015, j&aacute; foram feitos 151 220 abortos ao abrigo da lei.

&laquo;Um passo gigantesco&raquo; ou &laquo;uma cat&aacute;strofe&raquo;? E como vive quem fez um aborto? A FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; foi &agrave; procura de respostas e preparou um dossi&ecirc;:

- Os protagonistas do referendo - Ant&oacute;nio Pinheiro Torres e Manuela Tavares deram a cara e o corpo na luta pelo N&atilde;o e pelo Sim &agrave; despenaliza&ccedil;&atilde;o do aborto at&eacute; &agrave;s 10 semanas, em 2007. Em 2017, falam sobre essa batalha e fazem o balan&ccedil;o destes anos.

- &laquo;Senti que n&atilde;o era capaz de ter o beb&eacute;&raquo; - Marta tem 23 anos e j&aacute; fez dois abortos: um aos 16, ilegalmente, e outro aos 19, dentro da lei e no Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de. Contou a sua hist&oacute;ria &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;: &laquo;Quando fui fazer o segundo n&atilde;o pensei no primeiro. J&aacute; tinham passado tr&ecirc;s anos e j&aacute; estava afastada da Igreja h&aacute; muito tempo. Tinha adormecido os valores que tinha. N&atilde;o sei bem explicar. &Eacute; como se fechasse a minha vida num ba&uacute; a sete chaves e &ldquo;fica a&iacute; quietinho&rdquo;. Eu estava muito perdida.&raquo;

- Mais de 150 mil abortos em 10 anos - Desde 2007, j&aacute; houve 151.220 abortos at&eacute; &agrave;s 10 semanas por op&ccedil;&atilde;o da mulher. Em 2015, cerca de 30% das mulheres que fizeram aborto j&aacute; tinham feito outros anteriormente.]]></description>
<pubDate>Fri, 10 Feb 2017 15:50:00 +0000</pubDate>
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<title>Santuário apresenta lema da visita do Papa a Fátima</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/santuario-apresenta-lema-da-visita-do-papa-a-fatima</link>
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<description><![CDATA[O Santu&aacute;rio de F&aacute;tima apresentou hoje o tema e a imagem oficial do cartaz para a visita do Papa Francisco a F&aacute;tima na celebra&ccedil;&atilde;o do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es.


&laquo;O lema desta visita &eacute; &ldquo;Com Maria, peregrino na esperan&ccedil;a e na Paz&rdquo;&raquo;, anunciou o Pe. Carlos Cabecinhas, reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, que foi tamb&eacute;m nomeado coordenador geral da visita. &laquo;O Papa vir&aacute; em peregrina&ccedil;&atilde;o ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, para rezar com os peregrinos que o acompanham aqui e pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social. &Eacute; por vontade expressa do Papa que assim acontece. O Papa vem para rezar em F&aacute;tima, com os portugueses, neste santu&aacute;rio que &eacute; o cora&ccedil;&atilde;o espiritual de Portugal, como disse o Papa Bento XVI&raquo;, acrescentou o Pe. Cabecinhas.
&nbsp;
Segundo o coordenador da visita, a escolha do tema da Paz para o lema permite ligar o pontificado de Francisco &agrave; mensagem de F&aacute;tima. &laquo;A Paz liga-nos ao Papa, ao seu pontificado e tamb&eacute;m &agrave; Mensagem de F&aacute;tima, da&iacute; esta conjuga&ccedil;&atilde;o&raquo;, referiu.


Num documento entregue aos jornalistas, Francisco Provid&ecirc;ncia, designer autor do logotipo hoje apresentado, refere que pretendia &laquo;que o coração (em vez da cruz), pudesse caraterizar mais o amor misericordioso do Pai do que o sofrimento redentor do Filho&raquo;, e por isso o Ter&ccedil;o aparece envolto numa forma de cora&ccedil;&atilde;o, que tamb&eacute;m se liga ao Cora&ccedil;&atilde;o Imaculado de Maria. &laquo;Pesquisou-se, para isso, um desenho de &ldquo;cora&ccedil;&atilde;o&rdquo; que se pudesse vincular mais ao vazio recetor de Maria, do que à inflama&ccedil;&atilde;o passional que muitas vezes simboliza, propondo, por isso, a constru&ccedil;&atilde;o geom&eacute;trica da figura em dupla elipse sim&eacute;trica e convergente&raquo;, refere o autor nessa nota.
&nbsp;
Aos jornalistas, o Pe. Cabecinhas referiu que esta visita papal &laquo;pretende ser a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as para o dom que &eacute; F&aacute;tima para a igreja e para o mundo, no centen&aacute;rio&raquo;.&nbsp; &laquo;Permitir&aacute; ouvir a voz prof&eacute;tica do Papa, e a expetativa &eacute; de que sejam muitos a vir a F&aacute;tima para o ver e rezar com ele&raquo;, afirmou. Quanto ao programa, e apesar das not&iacute;cias que foram avan&ccedil;adas hoje, nada se confirma at&eacute; ao momento. &laquo;O programa oficial ser&aacute; divulgado apenas dois meses antes da visita, antes disso n&atilde;o se sabe nada&raquo;, referiu.
&nbsp;
Sobre os peregrinos, o Santu&aacute;rio afirma que &laquo;n&atilde;o sabe&raquo; quantos estar&atilde;o, mas garante que todos ser&atilde;o bem acolhidos. &laquo;Haver&aacute; lugar para todos, para participar de algum modo na celebra&ccedil;&atilde;o, mesmo que n&atilde;o estejam no recinto&raquo;, disse, referindo que ir&atilde;o ser colocados v&aacute;rios ecr&atilde;s gigantes por tr&aacute;s da Bas&iacute;lica da Sant&iacute;ssima Trindade e na Avenida que cruza F&aacute;tima.
&nbsp;
Sobre a especula&ccedil;&atilde;o que tem havido com o alojamento em F&aacute;tima, com quartos a serem alugados por milhares de euros, o Pe. Cabecinhas reconheceu a exist&ecirc;ncia de alguma &laquo;especula&ccedil;&atilde;o excessiva&raquo; e demonstra preocupa&ccedil;&atilde;o com a situa&ccedil;&atilde;o. &laquo;Preocupa-nos a especula&ccedil;&atilde;o &agrave; volta dos alojamentos com a vinda do Papa. N&atilde;o &eacute; praticado de forma geral, mas h&aacute; uma ou outra situa&ccedil;&atilde;o de especula&ccedil;&atilde;o excessiva. O santu&aacute;rio optou por, nas suas casas de acolhimento, que s&atilde;o limitadas, n&atilde;o fazer qualquer atualiza&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;o. Mais do que isso n&atilde;o me parece que possamos fazer&raquo;, sustentou.


Texto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Fri, 10 Feb 2017 12:18:00 +0000</pubDate>
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<title>São traficadas 1,2 milhões de crianças por ano</title>
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<description><![CDATA[Este dia 8 de fevereiro &eacute; o Dia Mundial de Ora&ccedil;&atilde;o e Reflex&atilde;o contra o Tr&aacute;fico de Pessoas. Este ano, o slogan &eacute; &laquo;S&atilde;o crian&ccedil;as! N&atilde;o escravos!&raquo;. Pode ver aqu&iacute; o v&iacute;deo deste dia.



Talitha Kum, rede mundial da vida consagrada que luta contra o tr&aacute;fico de pessoas, coordena a prepara&ccedil;&atilde;o do evento e em 2017 quer manter a &laquo;ora&ccedil;&atilde;o&raquo; e a &laquo;reflex&atilde;o&raquo;, mas mostrando de forma espec&iacute;fica a realidade do tr&aacute;fico de crian&ccedil;as.

No site da jornada, podem ler-se alguns testemunhos de crian&ccedil;as. A hist&oacute;ria de Lalani &eacute; contada pelas religiosas cat&oacute;licas australianas contra o tr&aacute;fico humano. A rapariga de 16 anos estudava em Melbourne. At&eacute; que os pais a levaram para umas f&eacute;rias no pa&iacute;s de origem.
&nbsp;


&laquo;Quando chegaram, Lalani descobriu que estavam em curso os preparativos para o casamento dela. N&atilde;o queria casar-se, mas sentia que n&atilde;o tinha outa escolha sen&atilde;o acatar. Os colegas de escola alertaram-na, atrav&eacute;s do facebook, para que os casamentos for&ccedil;ados s&atilde;o uma forma de escravatura e que s&atilde;o ilegais na Austr&aacute;lia. Eles deram-lhe uma p&aacute;gina web que a podia ajudar. Conseguiu novos documentos australianos e um bilhete para o regresso. Lalani n&atilde;o voltou a viver com a sua fam&iacute;lia.&raquo;
&nbsp;


&nbsp;Do Burkina Faso chega a hist&oacute;ria de Joyce, 16 anos:
&nbsp;


&laquo;Era origin&aacute;ria de uma aldeia da Nig&eacute;ria. &Oacute;rf&atilde; de pai e m&atilde;e. A sua av&oacute; tomava conta dela, tinha um pequeno neg&oacute;cio e tinha dificuldades em mand&aacute;-la &agrave; escola. Joyce s&oacute; estudou at&eacute; ao final da escola prim&aacute;ria, depois fazia os trabalhos dom&eacute;sticos e ajudava a av&oacute;. Um dia, uma senhora prometeu-lhe um trabalho num restaurante em Burkina Faso. Com ele, a rapariga poderia ajudar e cuidar da av&oacute; e de si mesma. Decidiu embarcar nesta aventura sem informar a av&oacute;. Depois de uma viagem perigosa e sem documentos, foi colocada numa casa com outras raparigas. Uma noite, a mulher deu-lhe roupa extravagante, mandou-a segui-la para a rua da prostitui&ccedil;&atilde;o. Joyce recusou, lutou e n&atilde;o quis comer. Acabou por ceder. Quando se revoltava, agrediam-na. Dois meses depois, decidiu fugir deste inferno.&raquo;
&nbsp;


Estas s&atilde;o duas das hist&oacute;rias de crian&ccedil;as v&iacute;timas de tr&aacute;fico. A UNICEF estima que haja 1,2 milh&otilde;es de crian&ccedil;as traficadas por ano.

O Dia Mundial de Ora&ccedil;&atilde;o e Reflex&atilde;o contra o Tr&aacute;fico de Pessoas aconteceu pela primeira vez em 2015, a pedido do Papa Francisco. Na altura, disse: &laquo;Encorajo quantos est&atilde;o comprometidos a ajudar homens, mulheres e crian&ccedil;as escravizados, explorados, abusados como instrumentos de trabalho ou de prazer e muitas vezes torturados e mutilados. Fa&ccedil;o votos por que todos os que t&ecirc;m responsabilidades de governo se comprometam com determina&ccedil;&atilde;o a remover as causas desta chaga vergonhosa, uma chaga indigna da sociedade civil. Cada &nbsp;um de n&oacute;s se &nbsp;sinta comprometido a ser voz &nbsp;destes nossos irm&atilde;os e irm&atilde;s,&nbsp;humilhados na sua dignidade.&raquo;

Na p&aacute;gina web, est&atilde;o dispon&iacute;veis materiais para serem utilizados em sess&otilde;es de esclarecimento e/ou de ora&ccedil;&atilde;o.

Not&iacute;cias relacionadas:
- Euro e Jogos Ol&iacute;mpicos: explora&ccedil;&atilde;o sexual, n&atilde;o obrigado!

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Imagem: Talitha Kum
]]></description>
<pubDate>Wed, 08 Feb 2017 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Quaresma: Papa afirma que «o outro é um dom»</title>
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<description><![CDATA[Foi conhecida hoje a mensagem do Papa Francisco para o tempo da Quaresma, que come&ccedil;a a 1 de mar&ccedil;o. A reflex&atilde;o para os crist&atilde;os det&eacute;m-se em tr&ecirc;s pontos essenciais: &laquo;o outro &eacute; um dom&raquo;, &laquo;a Palavra &eacute; um dom&raquo; e &laquo;o pecado cega-nos&raquo;.


O Papa Francisco det&eacute;m-se na Par&aacute;bola do homem rico e de L&aacute;zaro e d&aacute;-nos tr&ecirc;s pontos em que podemos encontrar o mote para a viv&ecirc;ncia deste tempo:
O primeiro &eacute;: &laquo;O Outro &eacute; um dom.&raquo; Aqui o Papa afirma que a figura de L&aacute;zaro &laquo;ensina-nos que o outro &eacute; um dom&raquo;, na medida em que a &laquo;justa rela&ccedil;&atilde;o com as pessoas consiste em reconhecer com gratid&atilde;o o seu valor&raquo;. E acrescenta: &laquo;O primeiro convite que nos faz esta par&aacute;bola &eacute; o de abrir a porta do nosso cora&ccedil;&atilde;o ao outro, porque cada pessoa &eacute; um dom, seja o nosso vizinho seja o pobre desconhecido. A Quaresma &eacute; um tempo prop&iacute;cio para abrir a porta a cada necessitado e nele reconhecer o rosto de Cristo.&raquo;

O segundo ponto tem como t&iacute;tulo: &laquo;O pecado cega-nos.&raquo; O Papa come&ccedil;a por afirmar que &laquo;a par&aacute;bola p&otilde;e em evid&ecirc;ncia, sem piedade, as contradi&ccedil;&otilde;es em que se encontra o rico&raquo;. A riqueza do homem rico era excessiva e havia a necessidade de ser revelada aos outros atrav&eacute;s de lautos banquetes. Logo aqui est&aacute; presente a corrup&ccedil;&atilde;o do pecado que se apresenta em tr&ecirc;s momentos sucessivos: &laquo;o amor ao dinheiro, a vaidade e a soberba&raquo;. Faz ainda refer&ecirc;ncia ao Ap&oacute;stolo Paulo quando este afirma que &laquo;a raiz de todos os males &eacute; a gan&acirc;ncia do dinheiro&raquo;. O Papa termina este ponto afirmando que, olhando para o homem rico &laquo;compreende-se por que motivo o Evangelho &eacute; t&atilde;o claro ao condenar o amor ao dinheiro: &ldquo;Ningu&eacute;m pode servir a dois senhores: ou n&atilde;o gostar&aacute; de um deles e estimar&aacute; o outro, ou se dedicar&aacute; a um e desprezar&aacute; o outro. N&atilde;o podeis servir a Deus e ao dinheiro.&rdquo;&raquo;

Para terminar, com o t&iacute;tulo &laquo;a palavra &eacute; um dom&raquo;, o Papa Francisco aborda a liturgia da Quarta-feira de cinzas, afirmando que esta nos convida &laquo;a viver uma experi&ecirc;ncia semelhante &agrave; que faz de forma t&atilde;o dram&aacute;tica o rico. Quando imp&otilde;e as cinzas sobre a cabe&ccedil;a, o sacerdote repete estas palavras: &ldquo;Lembra-te, homem, que &eacute;s p&oacute; da terra e &agrave; terra h&aacute;s de voltar&rdquo;. De facto, tanto o rico como o pobre morrem, e a parte principal da par&aacute;bola desenrola-se no al&eacute;m.&raquo; O Papa chega &agrave; conclus&atilde;o de que o erro do homem rico foi &laquo;n&atilde;o escutar a Palavra de Deus; isto levou-o a deixar de amar a Deus e, consequentemente, a desprezar o pr&oacute;ximo. A Palavra de Deus &eacute; uma for&ccedil;a viva, capaz de suscitar a convers&atilde;o no cora&ccedil;&atilde;o dos homens e de orientar de novo a pessoa para Deus. Fechar o cora&ccedil;&atilde;o ao dom de Deus que fala tem como consequ&ecirc;ncia fechar o cora&ccedil;&atilde;o ao dom do irm&atilde;o.&raquo;

O Papa Francisco conclui exortando todos os crist&atilde;os a uma renova&ccedil;&atilde;o fundamentada &laquo;no encontro com Cristo vivo na sua Palavra, nos Sacramentos e no pr&oacute;ximo&raquo;. O Santo Padre pede o aux&iacute;lio do Esp&iacute;rito Santo para que todos os crist&atilde;os realizem &laquo;um verdadeiro caminho de convers&atilde;o, para redescobrir o dom da Palavra de Deus, ser purificados do pecado que nos cega e servir Cristo presente nos irm&atilde;os necessitados&raquo;.

Pode ler a mensagem do Papa Francisco na &iacute;ntegra aqui.
]]></description>
<pubDate>Tue, 07 Feb 2017 17:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Boas práticas na Internet</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/boas-praticas-na-internet</link>
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<description><![CDATA[Dos cerca de 7,5 mil milh&otilde;es de habitantes no planeta, metade utilizou a internet no &uacute;ltimo m&ecirc;s. Importa saber como viver neste mundo, at&eacute; porque os riscos s&atilde;o t&atilde;o reais quanto os benef&iacute;cios. Veja aqui alguns cuidados a ter:
&nbsp;
Fotos
Evite colocar fotos suas ou dos seus filhos em tronco nu, biqu&iacute;ni ou qualquer pose que possa atrair predadores sexuais ou ped&oacute;filos.
Evite colocar fotos que permitam perceber os h&aacute;bitos dos vossos filhos, ou a vossa morada.
N&atilde;o coloquem fotos em que a crian&ccedil;a esteja em destaque ou isolada na imagem, para n&atilde;o facilitar a tarefa de quem usa essas imagens para roubos de identidade. Colocar fotos vossas com os vossos filhos, ou em grupo tamb&eacute;m &eacute; aceit&aacute;vel.
&nbsp;
Dados pessoais
Tenha aten&ccedil;&atilde;o a todos os e-mails em que lhe pe&ccedil;am dados pessoais ou in&iacute;cio de sess&atilde;o em sites que n&atilde;o reconhe&ccedil;a. Os bancos nunca pedem os n&uacute;meros do cart&atilde;o matriz, e nenhuma institui&ccedil;&atilde;o o far&aacute; a partir de sites que n&atilde;o sejam os da institui&ccedil;&atilde;o. Tenha aten&ccedil;&atilde;o antes de carregar seja onde for, e n&atilde;o abra e-mails se n&atilde;o conhecer o destinat&aacute;rio, mesmo que indiquem que ganhou um grande pr&eacute;mio em dinheiro ou que algu&eacute;m est&aacute; em dificuldades e precisa da sua ajuda. &Eacute; normalmente um esquema para instalar programas no seu computador que permitem roubar dados e informa&ccedil;&otilde;es.
&nbsp;
Password
A utiliza&ccedil;&atilde;o de passwords dif&iacute;ceis de descobrir &eacute; muito importante. &Eacute; verdade que torna mais dif&iacute;cil que o pr&oacute;prio utilizador a decore, mas &eacute; importante que tenha esse cuidado. Utilize n&uacute;meros, s&iacute;mbolos e letras se poss&iacute;vel, e mude-a com alguma regularidade, para prevenir que seja descoberta e utilizada. Acima de tudo, n&atilde;o armazene as suas passwords em nenhum documento em formato digital, no seu computador ou telem&oacute;vel.
&nbsp;
Redes sociais
Nunca diga, partilhe ou goste de nada nas redes sociais que n&atilde;o dissesse, partilhasse ou gostasse na vida real. Atualize as defini&ccedil;&otilde;es de privacidade das suas publica&ccedil;&otilde;es para serem vistas apenas por amigos (se n&atilde;o o souber fazer, pe&ccedil;a a um familiar ou amigo que ajude), e evite publicar fotos ou v&iacute;deos que denigram a sua imagem ou dos seus amigos, para que no futuro n&atilde;o sejam prejudicados.
&nbsp;
Pais conversem com os filhos
A comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; a forma mais eficaz de prevenir situa&ccedil;&otilde;es perigosas. Se o vosso filho estiver &agrave; vontade para vos contar tudo sobre a sua vida, ir&aacute; certamente sentir-se tranquilo para vos falar de novas amizades online. Lembrem-se que proibir sem raz&atilde;o e de forma radical o acesso &agrave; internet s&oacute; vai fazer com que o fruto seja mais apetecido, e hoje em dia h&aacute; v&aacute;rias formas de os jovens acederem &agrave; internet sem supervis&atilde;o dos pais.

&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Foto: Freeimages/Lotus Head

Excerto de artigo publicado na FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de janeiro de 2017.
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<pubDate>Tue, 07 Feb 2017 10:00:00 +0000</pubDate>
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<title>«Pessoas traficadas passam por torturas desumanizantes»</title>
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<description><![CDATA[Gabriela Bottoni &eacute; mission&aacute;ria comboniana e h&aacute; dois anos que coordena a Rede Internacional da Vida Consagrada Comprometida contra o Tr&aacute;fico de Pessoas (Talitha Kum). Esteve em Portugal para um semin&aacute;rio e deu uma entrevista exclusiva &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;.
&nbsp;
&ndash; O que &eacute; o tr&aacute;fico de pessoas?
&ndash; &Eacute; a mercantiliza&ccedil;&atilde;o da vida, as pessoas tornam-se objetos de lucro de pessoas que n&atilde;o t&ecirc;m escr&uacute;pulos e acontece a partir de tr&ecirc;s elementos: um ato, um meio e uma finalidade. Os atos podem ser recrutar, transportar, alojar. Os meios podem ser a fraude, o engano, o rapto, o abuso de autoridade. O que eu acho que o muito importante &eacute; que a finalidade &eacute; a explora&ccedil;&atilde;o. A explora&ccedil;&atilde;o que pode acontecer para a explora&ccedil;&atilde;o sexual, que &eacute; muito mais do que a prostitui&ccedil;&atilde;o, &eacute; a explora&ccedil;&atilde;o laboral em diferentes &aacute;reas e setores da economia, servid&atilde;o dom&eacute;stica, tr&aacute;fico de &oacute;rg&atilde;os, pode ser a mendic&acirc;ncia &ndash; pessoas que s&atilde;o exploradas para pedir esmolas &ndash; e h&aacute; o tr&aacute;fico para fins criminosos como os meninos soldados ou mulheres e homens obrigados a transporte de droga sob amea&ccedil;a, ou o casamento for&ccedil;ado. Temos tamb&eacute;m alguns casos de mulheres traficadas para serem usadas como barrigas de aluguer. Dessa pequena listagem de formas de explora&ccedil;&atilde;o d&aacute; para perceber que o tr&aacute;fico de pessoas &eacute; muito amplo e as formas de explorar o corpo e a vida s&atilde;o muitas. No final o que conta &eacute; o dinheiro que a explora&ccedil;&atilde;o da vida pode produzir. Continuamos tendo uma percentagem maior de mulheres e meninas.

&ndash; Qual &eacute; o trabalho concreto da rede internacional?
&ndash; O tr&aacute;fico de pessoas &eacute; uma realidade altamente complexa. Em alguns casos, tamb&eacute;m nos deparamos com a&ccedil;&otilde;es de organismos criminosos que, atrav&eacute;s da corrup&ccedil;&atilde;o, t&ecirc;m uma grande capacidade de penetra&ccedil;&atilde;o nos organismos que deveriam, pelo contr&aacute;rio, combater as organiza&ccedil;&otilde;es criminosas. A nossa a&ccedil;&atilde;o &eacute; principalmente de prevenir, sensibilizar, ajudar as pessoas a abrir os olhos e ver que a realidade do tr&aacute;fico muitas vezes acontece ao nosso lado e n&atilde;o conseguimos ver.
Ainda agora aqui em Portugal no final do semin&aacute;rio algu&eacute;m dizia: &laquo;Puxa vida, mas tem aquela menina que pede esmola na frente da Igreja. Tem algo de esquisito porque tem sempre algu&eacute;m controlando essa menina.&raquo; As pessoas percebem que acontece mais pr&oacute;ximo do que pensamos.
O segundo trabalho &eacute; colocar em rede quem j&aacute; vem trabalhando nessa &aacute;rea e n&atilde;o deixar essas pessoas sozinhas, seja quem trabalha no atendimento direto &agrave;s v&iacute;timas seja quem trabalha na preven&ccedil;&atilde;o, porque atrav&eacute;s da preven&ccedil;&atilde;o entramos em contacto com os casos reais do tr&aacute;fico. &Eacute; um crime que precisa de juntar as for&ccedil;as de toda a sociedade, todas as for&ccedil;as de boa vontade.

&ndash; Como fica uma pessoa que foi ou &eacute; v&iacute;tima de explora&ccedil;&atilde;o?
&ndash; O problema do tr&aacute;fico &eacute; que cada realidade &eacute; diferente. As pessoas que passaram pela experi&ecirc;ncia do tr&aacute;fico passaram por torturas desumanizantes. S&atilde;o feridas profundas que magoam e deixam rasto para a vida. Em alguns casos &eacute; muito dif&iacute;cil. Vamos pensar na servid&atilde;o dom&eacute;stica. Essas pessoas s&atilde;o invis&iacute;veis, est&atilde;o dentro das casas das pessoas, &eacute; muito dif&iacute;cil de as encontrar. H&aacute; pessoas que se encontram em posi&ccedil;&otilde;es privilegiadas, por exemplo, na sa&uacute;de: quando chegam mulheres que sofreram viol&ecirc;ncia sexual ou f&iacute;sica, tentar entender o contexto de onde isso aconteceu. Ou grupos que trabalham com mulheres prostitu&iacute;das ou exploradas sexualmente, aproximarmo-nos mais para perceber qual foi o caminho. Pessoas que trabalham com migrantes tamb&eacute;m, porque muitas das pessoas v&ecirc;m exploradas durante a viagem ou quando chegam. S&atilde;o exploradas no trabalho e na prostitui&ccedil;&atilde;o, mas eu vejo &laquo;migrante&raquo;.

&ndash; Uma das coisas de que se fala, e a UNICEF vem denunciando, &eacute; que, na Europa, h&aacute; crian&ccedil;as refugiadas obrigadas a prostituir-se, a roubar, etc. Tem experi&ecirc;ncia disto?
&ndash; Isso &eacute; real. Algumas irm&atilde;s est&atilde;o no desembarque acolhendo as pessoas. T&ecirc;m trabalho nas ruas, porque muitas pessoas s&atilde;o aliciadas e recrutadas para explora&ccedil;&atilde;o sexual, quando n&atilde;o desaparecem para outros cantos. Mas eu vou dizer a verdade: a quest&atilde;o &eacute; t&atilde;o complexa e s&atilde;o muitos os migrantes que est&atilde;o chegando que mais do que uma irm&atilde; que trabalha na Sic&iacute;lia diz: &laquo;Vemos as meninas que s&atilde;o levadas diante dos nossos olhos e temos uma grande impot&ecirc;ncia.&raquo; Devia haver um maior compromisso do Governo italiano e dos outros para garantir uma vida de dignidade a essas pessoas.

&ndash; Participou num semin&aacute;rio aqui em Portugal. A realidade espantou-a?
&ndash; Fiquei n&atilde;o tanto espantada, mas impressionada em ver o espanto das pessoas que participaram que n&atilde;o esperavam que o tr&aacute;fico de pessoas existisse aqui. &Eacute; um sinal que chama a aten&ccedil;&atilde;o e convida a sociedade civil portuguesa a querer e a pedir mais informa&ccedil;&otilde;es. Como o Papa Francisco diz, o tr&aacute;fico de pessoas &eacute; um crime contra a humanidade. N&atilde;o &eacute; um crime que afeta s&oacute; aqueles que est&atilde;o longe de n&oacute;s. &Eacute; um crime que afeta toda a humanidade. Todos somos feridos e atingidos.

&ndash; A que sinais &eacute; que as pessoas comuns devem estar atentas para poder detetar casos de tr&aacute;fico? As tais antenas?
&ndash; Por exemplo, aquilo que deveria envolver mais as pessoas aqui em Portugal &eacute; desconfiar de propostas de trabalho que oferecem muitas coisas. Pesquisar se aquele trabalho tem garantias de verdade. Ter cuidado tamb&eacute;m com os meios de comunica&ccedil;&otilde;es sociais. Os pais terem cuidado com os contactos e alertar os filhos para que pessoas desconhecidas podem entrar no chat, no facebook, podem querer marcar encontros. Avisar os filhos para n&atilde;o irem sozinhos, para que possam proteger-se. N&atilde;o &eacute; criar medo e cortar todos os espa&ccedil;os relacionais, mas oferecer garantias de seguran&ccedil;a, sobretudo de crian&ccedil;as e adolescentes.

&ndash; O que a tem marcado mais neste trabalho?
&ndash; Na &uacute;ltima viagem que fiz &agrave; rede de Talitha Kum nas Filipinas, visit&aacute;mos um centro de crian&ccedil;as v&iacute;timas de tr&aacute;fico para fins de explora&ccedil;&atilde;o sexual, sobretudo o cibersexo. &Eacute; explora&ccedil;&atilde;o que acontece em frente a uma c&acirc;mara, que pode acontecer num quartinho e ao lado de casa, &eacute; muito f&aacute;cil de se realizar e &eacute; seguro para os traficantes.
As crian&ccedil;as s&atilde;o chamadas a exibir-se frente a uma c&acirc;mara de computador e a ouvir o que dizem do outro lado, pagando. A explora&ccedil;&atilde;o &eacute; muito real. &Eacute; muito dif&iacute;cil de ser identificado. Mas pode ser e estas meninas foram resgatadas. A crian&ccedil;a mais pequena tinha dois anos e tinha sido resgatada com pouco mais de um ano de idade. Ela tinha sido explorada sexualmente via streaming, mas n&atilde;o significa que seja virtual. A explora&ccedil;&atilde;o &eacute; real. Isso marcou-me muito. Marcou-me muito porque n&oacute;s como humanos dev&iacute;amos cuidar das crian&ccedil;as, cuidar dos outros. N&oacute;s, entre os animais, somos aqueles que n&atilde;o conseguimos ser aut&oacute;nomos logo depois de nascer. Precisamos de desenvolver essa atitude diante das criancinhas para proteger a vida, para que haja um futuro, e aquilo que me marcou muito foi mesmo isso. Como &eacute; poss&iacute;vel?! Temos de parar para tomar consci&ecirc;ncia e para mudar, transformar aquilo que est&aacute; a destruir-nos.
A nossa sociedade criou-nos a ilus&atilde;o de que com o dinheiro podemos tudo e que o bem-estar se tornou o centro das nossas rela&ccedil;&otilde;es e aquilo que manda, digamos assim. Temos de resgatar outros valores que s&atilde;o os valores das rela&ccedil;&otilde;es humanas, os valores da alteridade, da amizade, construir confian&ccedil;a entre pessoas, esse apoio que &eacute; aquilo que nos faz sentir vivos e d&aacute; sentido &agrave; nossa vida. Talvez seja a melhor forma de combater o tr&aacute;fico, porque os traficantes conseguem entrar nesses sonhos de consumo, nesse desejo/gan&acirc;ncia do dinheiro e do prazer que de facto nos tornam uma sociedade de escravos.

&nbsp;
Entrevista conduzida por Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o

Not&iacute;cias relacionadas:
- Euro e Ol&iacute;mpicos: explora&ccedil;&atilde;o sexual, n&atilde;o obrigado! 
- S&atilde;o traficadas 1,2 milh&otilde;es de crian&ccedil;as por ano 
- Crian&ccedil;as refugiadas abusadas na Europa
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<pubDate>Tue, 07 Feb 2017 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Estreia do documentário «Este é o Meu Corpo»</title>
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<description><![CDATA[Assinala-se hoje &nbsp;o Dia Internacional da Toler&acirc;ncia Zero &agrave; Mutila&ccedil;&atilde;o Genital Feminina (MGF). As irm&atilde;s In&ecirc;s e Daniela Leit&atilde;o chamam a aten&ccedil;&atilde;o para esta realidade com a estreia, esta noite, na RTP &Aacute;frica, de um document&aacute;rio que aborda o tema, &laquo;Este &eacute; o Meu Corpo&raquo;.

&laquo;Eu n&atilde;o sabia que este segredo era t&atilde;o tr&aacute;gico, e t&atilde;o grave, e t&atilde;o menosprezado, ou pelo menos, silenciado, desta forma&raquo;, come&ccedil;a In&ecirc;s Leit&atilde;o, a argumentista do document&aacute;rio &laquo;Este &eacute; o Meu Corpo&raquo;, com realiza&ccedil;&atilde;o de Daniela Leit&atilde;o.
A ideia para desenvolver um novo trabalho nesta &aacute;rea surgiu a partir do momento em que se deu conta de que estas v&iacute;timas vivem entre n&oacute;s, s&atilde;o &laquo;mulheres que sofreram mutila&ccedil;&atilde;o genital em pequenas e s&atilde;o hoje membros da nossa comunidade&raquo;, mulheres de 35, 40 anos, que sofrem em sil&ecirc;ncio num corpo que lhes foi &ldquo;roubado&rdquo;.

Os n&uacute;meros
A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de estima que mais de 200 milh&otilde;es de crian&ccedil;as e mulheres j&aacute; foram submetidas &agrave; pr&aacute;tica da mutila&ccedil;&atilde;o genital feminina em cerca de 50 pa&iacute;ses e cerca de 3 milh&otilde;es de meninas anualmente est&atilde;o em risco de o serem.
O facto de Portugal ser pa&iacute;s de resid&ecirc;ncia de comunidades provenientes de alguns pa&iacute;ses onde a pr&aacute;tica &eacute; recorrente (sendo a comunidade mais expressiva a da Guin&eacute;-Bissau), coloca-nos no radar dos &laquo;pa&iacute;ses de risco&raquo;. Um estudo de preval&ecirc;ncia realizado a n&iacute;vel nacional (Mutila&ccedil;&atilde;o Genital Feminina: preval&ecirc;ncias, din&acirc;micas socioculturais e recomenda&ccedil;&otilde;es para a sua elimina&ccedil;&atilde;o) aponta para a possibilidade de existirem mais de 6500 mulheres (valor estimado) com mais de 15 anos a viver em Portugal submetidas &agrave; pr&aacute;tica e a possibilidade de haver 1830 meninas com menos de 15 anos que poder&atilde;o vir a sofrer de MGF.

Uma pr&aacute;tica secreta e ilegal
Em nome de todas elas, e porque elas n&atilde;o falar&atilde;o &ndash; &laquo;nem umas com as outras, porque &eacute; segredo&raquo;, explica a argumentista do document&aacute;rio &ndash;, In&ecirc;s e Daniela procuram dar a conhecer o tema das suas mais variadas perspetivas. Chegaram a v&iacute;timas, t&eacute;cnicos, m&eacute;dicos, magistrados, secret&aacute;rias de Estado, jornalistas (que deram o pontap&eacute; de sa&iacute;da h&aacute; v&aacute;rios anos para se come&ccedil;ar a falar deste tema), respons&aacute;veis de organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais, ativistas e at&eacute; im&atilde;s &ndash; &laquo;uma vit&oacute;ria e tanto&raquo;, diz orgulhosa &ndash;, com o objetivo de uma transversalidade que garanta a promo&ccedil;&atilde;o do debate e o conhecimento p&uacute;blico deste tema, algo que In&ecirc;s considera n&atilde;o ter acontecido ainda &laquo;profundamente&raquo;. &laquo;Acho que as pessoas n&atilde;o est&atilde;o despertas para este fen&oacute;meno. N&atilde;o est&aacute;s consciente de que ao teu lado vive uma mulher com este segredo, porque ela nunca falar&aacute;.&raquo;
O secretismo em que se vive este ritual foi uma das dificuldades no document&aacute;rio. As irm&atilde;s n&atilde;o conseguiram confirmar se a pr&aacute;tica &eacute; realizada em Portugal, embora In&ecirc;s acredite que sim, &laquo;que &eacute; feita na clandestinidade, talvez n&atilde;o em grande n&uacute;mero, porque est&aacute; criminalizada&raquo;. A lei portuguesa criminaliza, num artigo aut&oacute;nomo (o 144.&ordm;-A do C&oacute;digo Penal), a mutila&ccedil;&atilde;o genital feminina, com uma pena de dois a dez anos para quem praticar esses atos e uma pena de at&eacute; tr&ecirc;s anos, para quem se envolver em atos preparat&oacute;rios.

Os testemunhos
Tamb&eacute;m n&atilde;o foi f&aacute;cil obter testemunhos com autoriza&ccedil;&atilde;o de grava&ccedil;&atilde;o. Mas In&ecirc;s falou com muitas mulheres. E ouviu hist&oacute;rias que, n&atilde;o estando no document&aacute;rio, lhe est&atilde;o gravadas na mem&oacute;ria e na cara, com &laquo;um estalo&raquo;. Como a da mulher que &laquo;sofreu tr&ecirc;s vezes&raquo;, come&ccedil;a a contar. &laquo;Sofreu quando foi mutilada. Ela sofreu mais tarde quando foi de f&eacute;rias e avisou a fam&iacute;lia toda que ela e o marido n&atilde;o queriam que a filha beb&eacute; fosse mutilada, mas algu&eacute;m levou a crian&ccedil;a [quando os pais se ausentaram por algum tempo] e ela foi mutilada. E aquilo para ela foi uma dor profunda, porque ela tamb&eacute;m reviveu o que tinha passado e viu na sua pr&oacute;pria filha o que lhe tinham feito a ela. J&aacute; tendo ela a viv&ecirc;ncia da Europa, j&aacute; percebia que aquilo era um direito e que aquilo que lhe tinham feito era uma coisa atroz. Ela sofreu uma terceira vez, porque agora que a menina tem 15, 16 anos, ela vai ter de contar, porque tem no&ccedil;&atilde;o de que ela tem de ser vigiada, ir ao ginecologista, ter apoio m&eacute;dico.&raquo;
A mutila&ccedil;&atilde;o genital feminina deixa quase sempre sequelas: infe&ccedil;&otilde;es, fissuras, problemas urol&oacute;gicos, dor, partos complicados, etc. E traumas!
Traumas que In&ecirc;s come&ccedil;ou a saber ler &agrave; medida que foi ouvindo os relatos. &laquo;As pessoas trazem isto na cara. Quando elas falam, e elas falam muito devagar, com alguma dificuldade no portugu&ecirc;s, tu vais percebendo a profundidade da dor. Se fores um bocadinho mais sens&iacute;vel, vais perceber que aquilo &eacute; profundo, n&atilde;o &eacute; a brincar.&raquo;

Apostar na preven&ccedil;&atilde;o
In&ecirc;s diz-nos que &eacute; por isso que acredita muito no trabalho &laquo;de terreno&raquo;, de institui&ccedil;&otilde;es e organiza&ccedil;&otilde;es que trabalham junto destas comunidades e que s&atilde;o em grande parte constitu&iacute;das por membros destas comunidades. &Eacute; por isso que considera essencial trabalhar com estas mulheres que passaram por estas experi&ecirc;ncias, esclarecendo-as e dando-lhes ferramentas para que se tornem testemunhas e ativistas, isto &eacute;, donas da sua pr&oacute;pria luta. Na sua opini&atilde;o, a educa&ccedil;&atilde;o tem um papel importante e as escolas podem ajudar a funcionar ao n&iacute;vel da preven&ccedil;&atilde;o, por isso, o seu desejo &eacute; que este tema possa ser introduzido na escola &laquo;com todo o cuidado que &eacute; preciso porque estamos perante crian&ccedil;as e jovens&raquo;.
Da investiga&ccedil;&atilde;o que fez para o document&aacute;rio, a argumentista revela-se esperan&ccedil;osa com tudo aquilo que j&aacute; foi alcan&ccedil;ado, embora Portugal esteja no patamar do &laquo;mais ou menos&raquo;, comparativamente a outros pa&iacute;ses, muito trabalho j&aacute; foi feito. &laquo;N&oacute;s trabalh&aacute;mos na &aacute;rea da sa&uacute;de, do SEF, da forma&ccedil;&atilde;o de magistrados, da criminaliza&ccedil;&atilde;o, do asilo&raquo;, falta trabalhar mais na &aacute;rea da preven&ccedil;&atilde;o.
Texto: Rita Bruno
Fotos: D.R / Rita Bruno
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<pubDate>Mon, 06 Feb 2017 10:25:00 +0000</pubDate>
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<title>Vaticano aprova milagre para canonização dos pastorinhos de Fátima</title>
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<description><![CDATA[O Jornal Not&iacute;cias de Set&uacute;bal acaba de anunciar que foi aprovado o milagre que permitir&aacute; a canoniza&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos de F&aacute;tima, Jacinta e Francisco. N&atilde;o h&aacute; ainda confirma&ccedil;&atilde;o oficial do milagre nem confirma&ccedil;&atilde;o de que a canoniza&ccedil;&atilde;o aconte&ccedil;a no dia 13 de maio, em F&aacute;tima, na visita do Papa Francisco e durante as comemora&ccedil;&otilde;es dos 100 anos das Apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima, mas essa &eacute; uma possibilidade forte.


A Fam&iacute;lia Crist&atilde; sabe que a informa&ccedil;&atilde;o foi dada hoje de tarde em Roma, durante a missa na igreja de Santo Ant&oacute;nio dos Portugueses no per&iacute;odo final da Eucaristia, onde se adiantou que o caso &laquo;teria sido o de uma crian&ccedil;a brasileira&raquo;, sem outros pormenores. A mesma fonte refere que &laquo;ficou &quot;no ar&quot; a sensa&ccedil;&atilde;o de que poderia ser a 12 e 13 de Maio, ou ao menos ao longo deste ano&raquo;, refere o jornal diocesano de Set&uacute;bal.

Contactada pela FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, a Ir. &Acirc;ngela Coelho, postuladora da causa da canoniza&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos Jacinta e Francisco, n&atilde;o confirmou esta informa&ccedil;&atilde;o. &laquo;Neste momento, n&atilde;o tenho nenhuma declara&ccedil;&atilde;o a fazer nem h&aacute; nenhuma informa&ccedil;&atilde;o a dar. Quando houver informa&ccedil;&atilde;o oficial a dar, ela ser&aacute; dada pelo Bispo de Leiria ou por mim, por mais ningu&eacute;m&raquo;, referiu &agrave; nossa revista.

Da parte do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima tamb&eacute;m ningu&eacute;m confirma esta informa&ccedil;&atilde;o. O Pe. Vitor Coutinho, vice-reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, afirmou que algu&eacute;m &laquo;falou antes do tempo&raquo;. &laquo;O processo de canoniza&ccedil;&atilde;o passa por v&aacute;rias fases. Ter passado mais uma fase n&atilde;o significa que esteja terminado. At&eacute; terem sido percorridas todas as fases n&atilde;o h&aacute; certezas&raquo;, referiu, confirmando que, &laquo;provavelmente&raquo;, o processo ter&aacute; passado a fase m&eacute;dica de aprova&ccedil;&atilde;o do milagre, mas que n&atilde;o implica a sua aprova&ccedil;&atilde;o final, j&aacute; que h&aacute; outras fases pelas quais o milagre precisa de passar, nomeadamente a aprova&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica do mesmo.

A Fam&iacute;lia Crist&atilde; vai continuar a acompanhar a situa&ccedil;&atilde;o.

(Not&iacute;cia atualizada &agrave;s 10h39 de dia 06/02 com as declara&ccedil;&otilde;es da Ir. &Acirc;ngela Coelho e do Pe. V&iacute;tor Coutinho)
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Mon, 06 Feb 2017 00:01:00 +0000</pubDate>
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<title>Ausência de Deus permite o aparecimento do medo do terrorismo</title>
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<description><![CDATA[O arcebispo de Lahore, no Paquist&atilde;o, D. Sebastian Shaw, defende que a aus&ecirc;ncia de Deus permite o aparecimento do medo que o terrorismo instala nas pessoas. &laquo;As pessoas vivem em medo, porque n&atilde;o conhecem Deus, Cristo ou o Catecismo. Quando uma pessoa acredita num poder sobrenatural, para al&eacute;m de n&oacute;s, num Criador, temos esperan&ccedil;a de que esse Criador nos vai ajudar. Mas se as pessoas n&atilde;o reconhecem a religi&atilde;o, o medo vem e as pessoas n&atilde;o t&ecirc;m nenhum pilar a que se agarrar, e sentem medo. As pessoas n&atilde;o v&atilde;o &agrave; Igreja e portanto n&atilde;o sabem quem as pode proteger&raquo;, sustenta o prelado.


O Paquist&atilde;o foi alvo de atentados terroristas que vitimaram dezenas de pessoas. H&aacute; dois anos, uma igreja cat&oacute;lica e uma anglicana foram alvos de bombistas suicidas, e na igreja cat&oacute;lica o drama s&oacute; n&atilde;o foi maior porque um dos jovens escolhidos para fazer de seguran&ccedil;a impediu o bombista suicida de entrar na igreja, uma atitude que pagou com a pr&oacute;pria vida. &laquo;Este jovem, Akash, atirou-se ao homem e deitou-o ao ch&atilde;o. Quando o bombista suicida pressionou o bot&atilde;o, ele morreu tamb&eacute;m, mas salvou a vida dos 1500 que estavam dentro da igreja&raquo;, recorda D. Sebastian, que conta ainda como, no ano passado, dezenas de pessoas morreram num parque urbano em Youhannabad. &laquo;No dia 27 de mar&ccedil;o, dia de P&aacute;scoa, todos est&aacute;vamos a celebrar a P&aacute;scoa, muito felizes. Mas estes terroristas sabiam que as igrejas estavam bem protegidos, e sabiam que muitos crist&atilde;os iriam para este parque, porque estava sempre aberto para a popula&ccedil;&atilde;o mais pobre. Escolheram esse parque e um bombista suicida entrou e fez-se explodir, matando 80 pessoas e fazendo 40 feridos. Mas um parque &eacute; um parque, e n&atilde;o havia apenas crist&atilde;os ali, tamb&eacute;m mu&ccedil;ulmanos&raquo;, conta.

O momento est&aacute; bem presente na sua mem&oacute;ria. &laquo;Eram 18h35 e eu estava em casa a fazer zapping das not&iacute;cias internacionais e vi a not&iacute;cia na televis&atilde;o. Fiquei muito preocupado e telefonei logo a muitas pessoas a tentar perceber o que se tinha passado&raquo;, diz.

Depois dos atentados, a popula&ccedil;&atilde;o crist&atilde; vive em medo, mas sem renunciar &agrave; sua f&eacute;. &laquo;Sim, houve muito medo. Mas tent&aacute;mos sempre encorajar as pessoas a aparecerem. Eu dizia muitas vezes que Deus tinha um plano especial para elas, e por isso &eacute; que elas tinham nascido no Paquist&atilde;o e n&atilde;o na Am&eacute;rica ou noutro s&iacute;tio. N&atilde;o sabemos, mas Deus pode ter um plano de nos tornar mediadores da paz, um exemplo para o mundo. Podemos ser uma pequena minoria, mas somos uma presen&ccedil;a que ilumina a sociedade&raquo;, garantiu o arcebispo paquistan&ecirc;s.
&nbsp;
Depois do atentado no parque, D. Sebastian Shaw conta como visitou os hospitais onde estavam os feridos, para confortar n&atilde;o s&oacute; os crist&atilde;os, como os mu&ccedil;ulmanos. &laquo;No dia seguinte, fui visitar tr&ecirc;s hospitais e, ao chegar, o m&eacute;dico chefe pensou que eu iria apenas visitar os crist&atilde;os, mas eu disse que estava ali para todas as v&iacute;timas. Crist&atilde;os ou mu&ccedil;ulmanos, todos s&atilde;o v&iacute;timas, e eu estou aqui para toda a gente&raquo;, lembrou. O di&aacute;logo, ali&aacute;s, tem sido uma das armas para um Paquist&atilde;o mais tolerante. &laquo;Desenvolvemos o di&aacute;logo inter-religioso e acho que, atrav&eacute;s desse di&aacute;logo, as pessoas sentiram-se encorajadas a viver no Paquist&atilde;o, a rezar pelo Paquist&atilde;o e a trabalhar pelo desenvolvimento do pa&iacute;s. Se n&atilde;o tivermos di&aacute;logo, n&atilde;o h&aacute; nenhuma solu&ccedil;&atilde;o, porque os mu&ccedil;ulmanos v&atilde;o pensar coisas erradas sobre os crist&atilde;os, e os crist&atilde;os v&atilde;o pensar errado sobre os mu&ccedil;ulmanos, e n&atilde;o h&aacute; solu&ccedil;&atilde;o, porque viveremos sempre s&oacute; vendo o nosso lado. Mas se falarmos, vemos que h&aacute; muitos pontos em comum e assim poderemos construir uma sociedade harmoniosa para n&oacute;s e para as gera&ccedil;&otilde;es que vir&atilde;o&raquo;, considera o prelado.
&nbsp;
Utiliza&ccedil;&atilde;o abusiva de Lei da Blasf&eacute;mia preocupa
D. Sebastian Shaw critica a forma como alguns mu&ccedil;ulmanos utilizam a Lei da Blasf&eacute;mia que existe no pa&iacute;s. &laquo;As pessoas acusam, tornam-se ju&iacute;zes e carrascos, e a pol&iacute;cia s&oacute; surge depois&raquo;, conta &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
&nbsp;
Os crist&atilde;os s&atilde;o uma minoria no pa&iacute;s e enfrentam v&aacute;rios desafios, entre os quais esta lei que pune severamente quem blasfemar. &laquo;Esta m&aacute; utiliza&ccedil;&atilde;o acontece como no caso de um casal que foi queimado vivo em 2014 por ter alegadamente profanado o Cor&atilde;o. Eram um casal de crist&atilde;os muito pobres que trabalhava numa f&aacute;brica de tijolos. Parece que estavam a limpar a casa e a queimar alguns pap&eacute;is e algu&eacute;m disse que estavam a queimar o Cor&atilde;o. O problema era que estas pessoas tinham um problema de d&iacute;vidas com o senhorio da casa, que arranjou esta desculpa e, sem qualquer justifica&ccedil;&atilde;o, as pessoas foram ao im&atilde; que tornou o caso p&uacute;blico e legitimou a a&ccedil;&atilde;o popular. Uma multid&atilde;o juntou-se, foi a casa deles, bateu-lhes tanto que eles desmaiaram, e depois meteram-nos nos fornos em que eram feitos os tijolos. Eram 4 ou 5 mil pessoas e nenhuma teve a consci&ecirc;ncia de investigar, saber se era verdade... s&oacute; depois da sua morte &eacute; que se investigou e se percebeu que eles eram inocentes. Foi muito cruel&hellip;&raquo;, recorda.
&nbsp;
Para procurar acabar com isto, o arcebispo tem trabalhado junto do governo para parar esta m&aacute; utiliza&ccedil;&atilde;o. &laquo;Estamos em contacto com o governo para que crie uma lei que impe&ccedil;a a m&aacute; utiliza&ccedil;&atilde;o da Lei da Blasf&eacute;mia. Sabemos que o governo est&aacute; a fazer algumas leis e a sensibilizar as pessoas. Espero que no futuro as leis sejam melhores para que haja investiga&ccedil;&atilde;o antes da condena&ccedil;&atilde;o&raquo;, defende D. Sebastian Shaw.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Fri, 03 Feb 2017 11:30:00 +0000</pubDate>
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<title>Acolhimento familiar ainda é reduzido</title>
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<description><![CDATA[O acolhimento de crian&ccedil;as em fam&iacute;lias tem n&uacute;meros muito reduzidos no nosso pa&iacute;s quando comparado com o acolhimento institucional e com as pr&aacute;ticas adotadas noutros pa&iacute;ses europeus. Porqu&ecirc;? Que desafios representa para as fam&iacute;lias, crian&ccedil;as e institui&ccedil;&otilde;es?

O acolhimento familiar &eacute; uma das medidas poss&iacute;veis de prote&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as, tempor&aacute;ria, e que permite que, havendo necessidade de as retirar do meio natural por situa&ccedil;&atilde;o de perigo, elas possam usufruir de um ambiente de contexto familiar, que ajude ao seu crescimento e desenvolvimento.
De acordo com o &uacute;ltimo relat&oacute;rio Casa (2015), das 8600 crian&ccedil;as acolhidas pelo sistema, apenas 303 se encontram em acolhimento familiar (cerca de 3,5%) e as restantes, em acolhimento institucional.

Portugal em contracorrente
Este retrato tem levado a cr&iacute;ticas relativamente &agrave;s pr&aacute;ticas do nosso pa&iacute;s, que se encontram em &ldquo;contracorrente&rdquo; com v&aacute;rios pa&iacute;ses europeus, com um maior n&uacute;mero de crian&ccedil;as em situa&ccedil;&atilde;o de acolhimento familiar e menor em institucional. &laquo;Efetivamente, Portugal est&aacute; ao contr&aacute;rio dos restantes pa&iacute;ses da Europa, porque n&oacute;s temos um peso muito maior&raquo; de crian&ccedil;as em acolhimento institucional, explica Sandra Alves, diretora do Departamento de Desenvolvimento Social e Programas da Seguran&ccedil;a Social, ressalvando, no entanto, que &laquo;tamb&eacute;m n&atilde;o se pode entrar numa l&oacute;gica de diabolizar o acolhimento institucional&raquo;. &laquo;Todas as medidas de prote&ccedil;&atilde;o s&atilde;o necess&aacute;rias&raquo;, garante, e &laquo;pode haver muito bom acolhimento institucional e n&oacute;s temos bons exemplos disso&raquo;.
Ainda assim, Sandra Alves n&atilde;o nega que o acolhimento familiar est&aacute; pouco desenvolvido e que esta &eacute; uma medida com muito caminho a ser percorrido. Ao n&iacute;vel da lei j&aacute; se deram passos. Aguarda-se a regulamenta&ccedil;&atilde;o.

Altera&ccedil;&atilde;o &agrave; lei
&laquo;O acolhimento familiar come&ccedil;ou por ser regulamentado em 1992 como uma resposta de a&ccedil;&atilde;o social e quando surge a Lei 147/99 de 1 de setembro, de prote&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e jovens em perigo, o acolhimento familiar vem consagrado no art.&ordm; 35, como medida de promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o&raquo;, esclarece Ana Perdig&atilde;o, jurista do Instituto de Apoio &agrave; Crian&ccedil;a, que, n&atilde;o intervindo nestes processos, presta servi&ccedil;o de esclarecimento jur&iacute;dico. Quer isto dizer que, aquando desta altera&ccedil;&atilde;o, as fam&iacute;lias alargadas deixaram de poder ser fam&iacute;lias de acolhimento e foram enquadradas noutro tipo de apoio. &laquo;Esta lei &eacute; depois alvo de uma profunda altera&ccedil;&atilde;o feita pela Lei 142/2015, 8 setembro&raquo;, da qual se destaca o facto de a lei reconhecer o acolhimento familiar como medida preferencial para crian&ccedil;as dos zero aos seis anos.

Mundos de Vida
Em Portugal, a Mundos de Vida tem promovido (distritos de Braga e Porto) a medida de acolhimento familiar, com um trabalho de divulga&ccedil;&atilde;o, recrutamento, forma&ccedil;&atilde;o e acompanhamento de fam&iacute;lias de acolhimento e crian&ccedil;as acolhidas. &laquo;O objetivo &eacute; o de encontrar uma nova gera&ccedil;&atilde;o de fam&iacute;lias de acolhimento&raquo;, explica Celina Cl&aacute;udio, diretora t&eacute;cnica do servi&ccedil;o de Fam&iacute;lia da associa&ccedil;&atilde;o.
O caminho, esse, tem-se feito lentamente e com algumas dificuldades, mas mostrando que &laquo;&eacute; poss&iacute;vel&raquo; fazer crescer o n&uacute;mero de fam&iacute;lias, ressalva a t&eacute;cnica.
As dificuldades prendem-se, em primeiro lugar, com o desconhecimento. Embora exista desde 1992, a medida &laquo;n&atilde;o &eacute; muito conhecida&raquo; pela sociedade em geral, refere Celina Cl&aacute;udio, e o n&uacute;mero de fam&iacute;lias dispon&iacute;veis ainda &eacute; baixo.
Este desconhecimento leva a outro desafio, o do esclarecimento. N&atilde;o raras vezes confunde-se o acolhimento familiar com a ado&ccedil;&atilde;o, o que &eacute; incorreto. As fam&iacute;lias candidatas ao acolhimento familiar n&atilde;o podem, sequer, ser candidatas &agrave; ado&ccedil;&atilde;o. O acolhimento familiar &eacute; uma medida tempor&aacute;ria; o objetivo principal &eacute; que as crian&ccedil;as voltem ao seu meio natural ou que sejam encaminhadas para outro projeto de vida.


Reportagem: Rita Bruno
&nbsp;

Leia a vers&atilde;o completa na revista FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de janeiro.

Not&iacute;cias relacionadas: 
- Mundos de Vida promove acohimento familiar
- Vantagens e desafios do acolhimento familiar]]></description>
<pubDate>Thu, 02 Feb 2017 11:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Eutanásia: partidos concordam que é preciso debate amplo</title>
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<description><![CDATA[Do debate da peti&ccedil;&atilde;o sobre a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia saiu hoje apenas um ponto em comum entre todos os partidos: &eacute; preciso um debate amplo e profundo porque se trata de um tema complexo. De resto, h&aacute; os partidos com posi&ccedil;&otilde;es claras a favor, como o Bloco de Esquerda e o PAN, e os que est&atilde;o contra como o CDS. PSD e PS dar&atilde;o liberdade de voto aos deputados e o PCP n&atilde;o definiu ainda uma posi&ccedil;&atilde;o.


BE e PAN: Eutan&aacute;sia &eacute; quest&atilde;o de direitos humanos
No debate desta quarta-feira, Jos&eacute; Manuel Pureza, deputado do Bloco de Esquerda, defendeu que se trata de uma &laquo;quest&atilde;o de direitos fundamentais saber se a vida &eacute; um direito ou uma obriga&ccedil;&atilde;o: se somos obrigados pela lei a suportar um caminho de dor e sofrimento f&iacute;sico, um fim de vida que desrespeita os padr&otilde;es que escolhemos para nos conduzir&raquo;. Para este parlamentar, impedir a eutan&aacute;sia &eacute; uma &laquo;imposi&ccedil;&atilde;o totalit&aacute;ria&raquo; e, por isso, legaliz&aacute;-la &eacute; &laquo;ampliar o campo das liberdades pessoais&raquo;. O Bloco de Esquerda vai apresentar um projeto de lei para legalizar a eutan&aacute;sia. Jos&eacute; Manuel Pureza diz que &laquo;n&atilde;o temos pressa, mas n&atilde;o contem connosco para que a discuss&atilde;o se eternize. O nosso compromisso ser&aacute; a oportuna apresenta&ccedil;&atilde;o de um projeto de lei que despenaliza a morte assistida porque estamos do lado direito&raquo;.


Tamb&eacute;m o PAN vai apresentar um projeto de lei no mesmo sentido. Andr&eacute; Silva subiu ao p&uacute;lpito para dizer que o debate sobre eutan&aacute;sia &eacute; um &laquo;debate sobre direitos humanos e debate sobre como se morre. Pior do que morrer pode ser o modo como se morre. O sofrimento &eacute; uma falta de sentido&raquo;. O deputado defendeu que se trata de dar autonomia e liberdade. &laquo;Num Estado de direito deve ser permitido, a cada um de n&oacute;s, conformar a nossa vida de acordo com as nossas pr&oacute;prias convic&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o devendo ser condicionados por terceiros. O Estado est&aacute; a ditar &agrave;s pessoas o modo como as pessoas devem viver a sua vida.&raquo;

CDS &eacute; &uacute;nico contra
O &uacute;nico partido assumidamente contra a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia &eacute; o CDS. Isabel Galri&ccedil;a Neto defendeu tamb&eacute;m um &laquo;debate alargado a toda a sociedade portuguesa&raquo;. Defendendo que &laquo;n&atilde;o &eacute; um debate confessional&raquo;, a deputada diz que se trata de discutir &laquo;valores que queremos na sociedade moderna&raquo;. Isabel Galri&ccedil;a Neto defendeu que &eacute; preciso clarifica&ccedil;&atilde;o e que &laquo;numa mat&eacute;ria de vida ou de morte como esta n&atilde;o s&atilde;o permitidos eufemismos. N&atilde;o se trata de uma morte assistida ou direito a morrer. Trata-se do direito de ser morto por outra pessoa&raquo;. A deputada chamou a aten&ccedil;&atilde;o para o que tem acontecido em outros pa&iacute;ses onde a eutan&aacute;sia &eacute; legal. &laquo;Permite que sejam mortas milhares de pessoas por ano com doen&ccedil;a mental, pessoas cansadas de viver, pessoas que n&atilde;o pediram para morrer. Defendemos uma sociedade moderna que defende a vida.&raquo;


PSD e PS d&atilde;o liberdade de voto
Isabel Moreira, pessoalmente a favor da legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia, subiu ao p&uacute;lpito para defender a posi&ccedil;&atilde;o do PS. &laquo;O grupo parlamentar do PS n&atilde;o tem uma opini&atilde;o definida sobre a mat&eacute;ria. Somos deputados livres no momento em que formos chamados a votar algum projeto de lei&raquo;, explicou. Isabel Moreira recusou uma ideia de referendo, defendendo que &laquo;o local para esta escolha &eacute; esta casa porque estamos no campo dos direitos fundamentais&raquo;.
Tamb&eacute;m o PSD vai dar liberdade de voto aos seus deputados. Carlos Abreu Amorim, deputado social-democrata pediu um debate &laquo;sem sectarismos&raquo; e &laquo;abstra&iacute;da de querelas partid&aacute;rias&raquo;. Abreu Amorim defendeu que se trata &laquo;de uma mat&eacute;ria que atravessa os partidos, sem olhar a op&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, nem religiosas. Em Portugal, h&aacute; cat&oacute;licos que assinaram a peti&ccedil;&atilde;o em favor da eutan&aacute;sia, como ateus e agn&oacute;sticos que assinaram a outra&raquo;. O deputado social-democrata lembrou que o grupo parlamentar organiza um col&oacute;quio no pr&oacute;ximo dia 9 sobre o tema. &laquo;Ouviremos diferentes opini&otilde;es, ouviremos especialistas para permitir alcan&ccedil;ar uma posi&ccedil;&atilde;o bem alicer&ccedil;ada.&raquo;

PCP n&atilde;o quer banaliza&ccedil;&atilde;o
O PCP ainda n&atilde;o definiu uma posi&ccedil;&atilde;o. O deputado Ant&oacute;nio Filipe diz que &eacute; preciso &laquo;de que se pretende aprofundado e s&eacute;rio e realizado na base da toler&acirc;ncia com as diversas convic&ccedil;&otilde;es&raquo;. Assumindo que se trata de um tema muito complexo, o deputado comunista disse que o debate &laquo;n&atilde;o pode ser uma guerra de trincheiras&raquo; porque &laquo;estamos a falar de algo t&atilde;o importante como a vida humana. N&atilde;o &eacute; um debate de religiosos contra ateus, n&atilde;o &eacute; um debate de juristas contra m&eacute;dicos&raquo;. Ant&oacute;nio Filipe tra&ccedil;ou algumas certezas que os comunistas t&ecirc;m sobre este assunto: &laquo;n&atilde;o consideramos a eutan&aacute;sia como suced&acirc;neo dos cuidados paliativos. Nada pode substituir uma resposta eficaz em mat&eacute;ria de cuidados paliativos que ainda n&atilde;o existe&raquo;. Outra &ldquo;linha vermelha&rdquo; diz respeito a utilizar a eutan&aacute;sia como forma de reduzir custos do Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de. &laquo;Um terceiro ponto &eacute; que n&atilde;o apoiamos os modelos de outros pa&iacute;ses como modelos inquestion&aacute;veis. Not&iacute;cias da Holanda s&atilde;o perturbadoras de uma deriva conducente &agrave; banaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia&raquo;.
&nbsp;Este foi o primeiro debate parlamentar sobre a eutan&aacute;sia. Nos pr&oacute;ximos meses haver&aacute; mais, com o debate sobre os projectos do Bloco de Esquerda e do PAN e a iniciativa do CDS sobre medidas para melhorar o fim de vida.


Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna

Not&iacute;cias relacionadas:
CDS quer melhorar fim de vida
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]]></description>
<pubDate>Wed, 01 Feb 2017 20:30:00 +0000</pubDate>
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<title>CDS quer melhorar fim de vida</title>
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<description><![CDATA[No per&iacute;odo de declara&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, a deputada do CDS Isabel Galri&ccedil;a Neto anunciou que o partido apresentar&aacute; propostas para melhorar os cuidados paliativos. &laquo;O conjunto de medidas que vamos apresentar &eacute; pela dignidade em fim de vida: em n&atilde;o ter tratamentos f&uacute;teis, a possibilidade de n&atilde;o estar amarrado, densificar, relevar estes direitos dos doentes n&atilde;o &eacute; coisa pouca&raquo;, defendeu a m&eacute;dica de cuidados paliativos.

Entre outras medidas, o CDS vai propor que &laquo;essa pessoa tem direito a receber informa&ccedil;&atilde;o detalhada sobre a natureza da sua doen&ccedil;a, sobre o progn&oacute;stico e sobre os cen&aacute;rios cl&iacute;nicos e tratamentos dispon&iacute;veis; a participar ativamente no plano terap&ecirc;utico, explicitando as medidas (incluindo as de suporte artificial das fun&ccedil;&otilde;es vitais) que deseja e n&atilde;o deseja receber, podendo recusar tratamentos&raquo; e tamb&eacute;m &laquo;o uso adequado de f&aacute;rmacos e s&oacute; excecionalmente a ser imobilizado com conten&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica (...) que tem direito a n&atilde;o ser alvo de obstina&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica, a n&atilde;o receber tratamentos f&uacute;teis, que agravem ou prolonguem o sofrimento.&raquo;

A deputada foi acusada por deputados do Bloco de Esquerda, PS e PCP de querer confundir cuidados paliativos e eutan&aacute;sia. Mois&eacute;s Ferreira, parlamentar bloquistas, afirmou que: &laquo;Estamos dispon&iacute;veis para discutir os dois assuntos, mas n&atilde;o estamos dispon&iacute;veis para misturar os dois assuntos: eutan&aacute;sia e cuidados paliativos. Defendemos a dignidade da pessoa que pede a morte assistida e defendemos a melhoria dos cuidados paliativos. Quer confundir as quest&otilde;es ou aceita discutir a morte assistida?&raquo; A deputada Lu&iacute;sa Salgueiro afinou pelo mesmo diapas&atilde;o, acusando Isabel Galri&ccedil;a Neto de &laquo;prestar um mau servi&ccedil;o ao pa&iacute;s&raquo; por misturar os dois temas. &Agrave;s cr&iacute;ticas e acusa&ccedil;&otilde;es, a deputada centrista defendeu que a bancada do CDS &eacute; &laquo;contra a eutan&aacute;sia&raquo;, mas que &laquo;o debate deve ser aprofundado na sociedade. estamos dispon&iacute;veis para o debate e n&atilde;o o tememos&raquo;.
Apesar das cr&iacute;ticas &agrave; interven&ccedil;&atilde;o de Isabel Galri&ccedil;a Neto, PS, Bloco de Esquerda e PCP mostraram-se dispon&iacute;veis para discutir a proposta que venha a ser apresenta e defenderam que &eacute; preciso melhorar os meios dos cuidados paliativos.

J&aacute; o PSD lembrou que dar&aacute; liberdade de voto aos seus deputados. Carlos Abreu Amorim afirmou que &laquo;este n&atilde;o &eacute; debate entre modernidade e retr&oacute;grados, como lhes queiram chamar. N&atilde;o julgamos, ao contr&aacute;rio do que aqui foi dito, que os dois problemas s&atilde;o separados. O debate &eacute; um debate que deve ser amplo, aberto, livre e &eacute; esse q o PSD ir&aacute; fazer&raquo;.


Manifestantes contra eutan&aacute;sia
Antes, ainda durante a manh&atilde;, um grupo de manifestantes juntou-se em frente &agrave; Assembleia da Rep&uacute;blica. O protesto foi organizado pelo Movimento C&iacute;vico STOP eutan&aacute;sia. Jos&eacute; Ribeiro e Castro, antigo presidente do CDS e antigo deputado centrista, esteve presente e disse estar convencido de que &laquo;o Tribunal constitucional n&atilde;o deixar&aacute; passar uma lei que contraria a Constitui&ccedil;&atilde;o&raquo;. Ribeiro e Castro disse duvidar &laquo;que o Presidente da Rep&uacute;blica promulgue ou que o Tribunal Constitucional aceite. Admito um referendo se houvesse a proposta absurda de remover da Constitui&ccedil;&atilde;o o facto de a vida ser inviol&aacute;vel, ou diminuir a no&ccedil;&atilde;o da defesa da vida, a&iacute; sim seria preciso uma ratifica&ccedil;&atilde;o por referendo, porque seria grav&iacute;ssimo&raquo;.&nbsp;Tal como est&aacute;, Ribeiro e Castro &eacute; contra qualquer referendo.
Dizendo estar presente como cidad&atilde;o, Ribeiro e Castro defendeu que &laquo;&eacute; uma porta que se abre, mas que n&atilde;o se sabe como se fecha, porque vai piorar sempre, como vemos na B&eacute;lgica e na Holanda. Encontramos corrup&ccedil;&atilde;o nos profissionais de sa&uacute;de, como encontramos em todas as profiss&otilde;es, e esta lei poderia ser uma amea&ccedil;a terr&iacute;vel contra os mais d&eacute;beis.&raquo;&nbsp;
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o e Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna
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]]></description>
<pubDate>Wed, 01 Feb 2017 16:30:00 +0000</pubDate>
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<title>Vai começar o debate sobre eutanásia</title>
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<description><![CDATA[O debate sobre legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia vai come&ccedil;ar na Assembleia da Rep&uacute;blica. Esta tarde, a peti&ccedil;&atilde;o que solicita a &laquo;despenaliza&ccedil;&atilde;o da morte assistida&raquo; promovida pelo Movimento C&iacute;vico Direito a Morrer com Dignidade &eacute; discutida. Antes, c&aacute; fora, no Largo de S&atilde;o Bento, o Movimento C&iacute;vico STOP Eutan&aacute;sia marcou uma manifesta&ccedil;&atilde;o para as 12h30.

Marta Roque, do movimento c&iacute;vico, afirma que o objectivo &laquo;&eacute; manifestar-nos e dizer Stop eutan&aacute;sia. Hoje &eacute; o in&iacute;cio da discuss&atilde;o e como achamos que falta um grande debate sobre o tema da eutan&aacute;sia a n&iacute;vel nacional, porque as pessoas n&atilde;o t&ecirc;m um conhecimento do que est&aacute; em causa, porque h&aacute; alternativas de sa&uacute;de para doen&ccedil;as que parecem incur&aacute;veis&raquo;. Esta respons&aacute;vel defende que &laquo;o povo &eacute; soberano e tem direito a manifestar a sua opini&atilde;o. Temos capacidade de participa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica. Temos direito a n&atilde;o concordar. &Eacute; hora de almo&ccedil;o, h&aacute; sempre uma oportunidade de irem &agrave; manifesta&ccedil;&atilde;o, poderem dar a sua opini&atilde;o e n&atilde;o ficaram parados&raquo;.

STOP Eutan&aacute;sia quer debate amplo
Marta Roque afirma que &laquo;os partidos que querem apoiar a despenaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia querem fazer isto no Parlamento&raquo;. Apesar de n&atilde;o defender um referendo, o movimento c&iacute;vico acha que deve haver mais debate e pede o mesmo respeito e aten&ccedil;&atilde;o do Parlamento &agrave; peti&ccedil;&atilde;o a favor da vida. &laquo;Teve o dobro das assinaturas e estamos para ver a forma como &eacute; tratada.&raquo;

O Movimento C&iacute;vico STOP Eutan&aacute;sia &eacute; composto por pessoas de v&aacute;rias &aacute;reas e conta entre os seus membros com nomes como o do antigo presidente da C&acirc;mara Municipal de Sintra e dirigente do PSD, Fernando Seara, Margarida Neto, m&eacute;dica psiquiatra ou Jos&eacute; Ribeiro e Castro, antigo deputado e presidente do CDS. Tem apoio da associa&ccedil;&atilde;o Alliance VITTA, de Fran&ccedil;a, e do Instituto Europeu de Bio&eacute;tica, da B&eacute;lgica. &laquo;Na B&eacute;lgica, a lei j&aacute; existe desde 2002 e &eacute; assustador. Em 2014, alargou-se para crian&ccedil;as maiores de 12 anos. Na Holanda, aplicam a deficientes, a pessoas com perturba&ccedil;&atilde;o ou depress&atilde;o. N&atilde;o h&aacute; limites praticamente. N&atilde;o h&aacute; limite de idade, por exemplo e fazem a beb&eacute;s&raquo;, afirma Marta Roque. Os relatos das associa&ccedil;&otilde;es europeias fazem esta respons&aacute;vel do movimento STOP Eutan&aacute;sia temer o que possa vir a acontecer por c&aacute;:&nbsp; &laquo;Quando aqui dizem que a lei vai ter limites e n&atilde;o se vai extrapolar para outras situa&ccedil;&otilde;es, isso n&atilde;o &eacute; verdade. N&atilde;o foi assim nas outras leis e n&atilde;o &eacute; isso que acontece nos outros pa&iacute;ses. Tem que haver um debate. Estas coisas devem ser ditas e n&atilde;o ter medo de dizer tudo o que acontece com estas leis.&raquo;

Bloco de Esquerda e PAN avan&ccedil;am, mas n&atilde;o j&aacute;
No ano passado, Jo&atilde;o Ribeiro Santos, o primeiro subscritor da peti&ccedil;&atilde;o a favor da legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia explicava &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; que &laquo;o objetivo &eacute; evitar sofrimento&raquo; aos doentes terminais. O m&eacute;dico n&atilde;o v&ecirc; nenhum problema deontol&oacute;gico em ajudar doentes a morrer e diz que &laquo;a Assembleia da Rep&uacute;blica &eacute; soberana e independente. Estamos a falar de direitos constitucionais e fundamentais que n&atilde;o s&atilde;o referend&aacute;veis&raquo;. Na peti&ccedil;&atilde;o, os promotores consideram a morte assistida &laquo;um ato compassivo e de benefic&ecirc;ncia&raquo;. As peti&ccedil;&otilde;es entregues na Assembleia da Rep&uacute;blica n&atilde;o s&atilde;o votadas. O que acontece &eacute; que se alguma bancada parlamentar de algum partido apresentar uma proposta sobre o mesmo assunto pode ser discutida no mesmo dia e essa sim ser votada. Para j&aacute; Bloco de Esquerda e PAN j&aacute; manifestaram inten&ccedil;&atilde;o de apresentar projetos de lei para legalizar a eutan&aacute;sia em Portugal. Mas as iniciativas legislativas ainda n&atilde;o foram entregues. Na pr&oacute;xima quinta-feira, o PSD querem promover debate um col&oacute;quio sobre a eutan&aacute;sia e o suic&iacute;dio assistido.

Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado sobre a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia ter&ccedil;a-feira. &laquo;O Presidente da Rep&uacute;blica quer &eacute; que haja um debate amplo, o mais participado poss&iacute;vel, com iniciativas populares, como peti&ccedil;&otilde;es, com a iniciativa de partidos e de cidad&atilde;os e de grupos de cidad&atilde;os, portanto isto significa que n&atilde;o ir&aacute; intervir t&atilde;o depressa sobre esta mat&eacute;ria&raquo;, afirmou em declara&ccedil;&otilde;es aos jornalistas.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Wed, 01 Feb 2017 10:30:00 +0000</pubDate>
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<title>«O escutismo é uma das soluções para que a sociedade possa crescer»</title>
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<description><![CDATA[Ivo Oliveira &eacute; o novo chefe nacional do Corpo Nacional de Escutas (CNE), a maior associa&ccedil;&atilde;o juvenil do pa&iacute;s, com mais de 70 mil membros. &Agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;, fala da f&oacute;rmula &ldquo;secreta&rdquo; que atraiu e continua hoje a atrair os jovens ao escutismo, da import&acirc;ncia do voluntariado dos seus membros, da possibilidade dos agrupamentos auxiliarem na integra&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as refugiadas na sociedade e lan&ccedil;a pistas sobre o que os pr&oacute;ximos tempos poder&atilde;o trazer para a associa&ccedil;&atilde;o, at&eacute; em vista do Acampamento Nacional, que este ver&atilde;o vai juntar mais de 20 mil escuteiros em Idanha-a-Nova.

&nbsp;
Vivemos numa sociedade que abra&ccedil;a o escutismo, ou ainda o exclui por ser diferente?
Acho que vivemos numa sociedade que de uma forma geral nos acolhe e nos abra&ccedil;a, cria espa&ccedil;o e nos ajuda a podermos desenvolver as nossas atividades. &Eacute; &oacute;bvio que gost&aacute;vamos de ter mais, porque somos ambiciosos, e gost&aacute;vamos que a sociedade estivesse cada vez mais dispon&iacute;vel para acolher os projetos dos nossos mi&uacute;dos, que s&atilde;o projetos arrojados e onde a resposta mais imediata e f&aacute;cil &eacute; sempre &ldquo;isso n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel&rdquo;.
&nbsp;
Mas o escutismo pode ser a solu&ccedil;&atilde;o para uma sociedade melhor?
Tenho a certeza absoluta que o escutismo &eacute; uma das solu&ccedil;&otilde;es para que a sociedade possa crescer com membros cada vez mais empenhados, com causas, com vontade de construir e unir, que conseguem transformar e fazer crescer a nossa sociedade.
&nbsp;
Hoje os jovens veem-se a bra&ccedil;os com muitas situa&ccedil;&otilde;es familiares duras, como lares desfeitos pelo div&oacute;rcio, novas constitui&ccedil;&otilde;es familiares&hellip; como &eacute; que o escutismo pode ajudar?
Nestes novos desafios que a fam&iacute;lia e a sociedade atravessam, o escutismo pode desempenhar um papel t&atilde;o mais importante quanto os nossos escuteiros, afetados por essas quest&otilde;es, encontrarem nos outros escuteiros rapazes e raparigas que os acolhem como irm&atilde;os e os ajudam a atravessar momentos que s&atilde;o dif&iacute;ceis de viver. Por outro lado, o escutismo tem o cond&atilde;o de ajudar os jovens a acreditar que &eacute; poss&iacute;vel irmos transformando. N&atilde;o vai ser muito f&aacute;cil transformar o que est&aacute; a acontecer com os meus tios ou pais, mas o que esperamos que os jovens construam em si &eacute; um trabalho de longo prazo, que colher&aacute; frutos quando eles j&aacute; nem s&atilde;o escuteiros.
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Muitos profissionais da psicologia recomendam o escutismo como terapia. Voc&ecirc;s s&atilde;o, de facto, a solu&ccedil;&atilde;o?
Dev&iacute;amos ser, mas o sermos implica partir de um pressuposto que n&atilde;o temos e que temos de trabalhar, que &eacute; a capacidade dos adultos volunt&aacute;rios que trabalham no escutismo estarem preparados para lidar com estas situa&ccedil;&otilde;es que os jovens trazem. Uma das preocupa&ccedil;&otilde;es que temos &agrave; cabe&ccedil;a &eacute; ter forma&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel para os nossos dirigentes saberem lidar com estas situa&ccedil;&otilde;es no concreto, e conseguir sensibilizar os agentes de sa&uacute;de para que quer eles quer os pais fa&ccedil;am chegar aos agrupamentos a indica&ccedil;&atilde;o de que este jovem tem este ou aquele contexto, para que o acolhimento desse jovem seja o melhor poss&iacute;vel.
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H&aacute; quem retrate os jovens como pregui&ccedil;osos, n&atilde;o brincam na rua, n&atilde;o saem&hellip; e depois, h&aacute; o escutismo, onde eles dormem no ch&atilde;o, em condi&ccedil;&otilde;es nada ideais, passando frio e chuva, mas querendo sempre voltar. &Eacute; magia?
&Eacute; uma magia com um segredo: eles fazem aquilo porque gostam e porque querem ser eles a fazer aquilo. N&atilde;o h&aacute; maior motiva&ccedil;&atilde;o para um jovem que sentir que est&aacute; a ser dono e senhor do que est&aacute; a fazer, e isso implica do jovem uma entrega diferente do que estar em casa com todas as comodidades. Ele escolhe deixar isso de lado e deixar-se levar por um caminho que me custa mais, mas que no final do dia o deixa mais feliz.
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E &eacute; essa a f&oacute;rmula &ldquo;secreta&rdquo; que vai continuar a cativar os jovens?
Ao longo destes mais de 100 anos de escutismo a n&iacute;vel mundial, est&aacute; provado que duas coisas m&aacute;gicas acontecem: conseguimos garantir que o jovem se desenvolve porque &eacute; ele o agente do seu pr&oacute;prio desenvolvimento, que interage com os outros jovens e vive ambi&ccedil;&otilde;es, desafios, escolhas e responsabilidades; e temos o apoio de adultos que n&atilde;o se colocam numa posi&ccedil;&atilde;o de serem eles que mandam os jovens fazer, antes est&atilde;o ao dispor do jovem para o ajudar a concretizar os seus sonhos num ambiente seguro, onde podemos cometer erros, onde vamos fazer coisas que n&atilde;o correm todas bem, e onde chegamos ao final e conseguimos aprender com estes erros, que nos ajudam a melhorar e a fazer as coisas bem.

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A base do CNE &eacute; profundamente volunt&aacute;ria, o que levanta problemas, mas traz vantagens &uacute;nicas. O futuro passa por a&iacute;, ou pela profissionaliza&ccedil;&atilde;o, como outras associa&ccedil;&otilde;es?
A marca do voluntariado no trabalho com os jovens ser&aacute; algo que continuaremos a ter. N&oacute;s temos cerca de 14 mil volunt&aacute;rios adultos nos escuteiros e n&atilde;o sei se chega a 100 o total de funcion&aacute;rios profissionais pagos, na maioria dos casos a desempenhar trabalho de suporte administrativo, financeiro e de organiza&ccedil;&atilde;o para os volunt&aacute;rios. O escutismo que se vive em Portugal &eacute; muito orientado para a inclus&atilde;o no sentido de termos todo o tipo de jovens, de todas as faixas sociais no escutismo. Os valores de quotiza&ccedil;&otilde;es que temos e que ajudam a financiar uma parte importante da nossa atividade, comparada com outras atividades l&uacute;dicas, como a dan&ccedil;a e outros desportos, s&atilde;o muito baixos, na maioria generalizada dos casos o escuteiro despende menos por ano do que aquilo que gastaria por m&ecirc;s numa dessas atividades, pelo que seria muito dif&iacute;cil de implementar.
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O CNE tem sofrido alguns golpes com casos de abusos, e est&aacute; a reformular o sistema de forma&ccedil;&atilde;o de adultos. &Eacute; um aspeto que a forma&ccedil;&atilde;o vai passar a considerar?
Esse &eacute; um aspeto fulcral. Queremos que o escutismo seja cada vez mais um ambiente seguro para que os nossos jovens se sintam plenamente confort&aacute;veis e possam realizar as suas atividades sem haver o perigo que afete a sua integridade f&iacute;sica e moral. H&aacute; poucas semanas prepar&aacute;mos um documento sobre estes temas, e a forma&ccedil;&atilde;o que estamos a promover ir&aacute; incluir esta tem&aacute;tica. Mais do que isso, estamos neste momento a ponderar a melhor forma para pormos de p&eacute; uma linha &eacute;tica que permita de forma muito mais eficaz ajudar a identificar eventuais situa&ccedil;&otilde;es de risco e atuar perante essas situa&ccedil;&otilde;es, com a ajuda de uma comiss&atilde;o externa de especialistas. O nosso movimento n&atilde;o &eacute; alheio a algumas situa&ccedil;&otilde;es que v&atilde;o surgindo, pelo que temos de ter a certeza que os mecanismos que temos s&atilde;o o mais eficazes poss&iacute;veis para serem detratores dessas situa&ccedil;&otilde;es, por um lado, e por outro o mais &aacute;geis e colaborativos com as autoridades quando acontece.
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O que felizmente n&atilde;o tem sido muitas vezes, para uma organiza&ccedil;&atilde;o t&atilde;o vasta e com tantos adultos&hellip;
O escutismo n&atilde;o &eacute; um ambiente de risco, &eacute; verdade, mas basta que tenhamos um caso e j&aacute; &eacute; um caso a mais.
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Estas situa&ccedil;&otilde;es diminu&iacute;ram a confian&ccedil;a dos pais no CNE?
A confian&ccedil;a que temos dos pais, sociedade e fam&iacute;lias n&atilde;o sa&iacute;ram afetadas precisamente pela velocidade e agilidade com que fomos conseguindo atuar e agir.
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O CNE sente a mesma dificuldade da Igreja em ligar os jovens &agrave; f&eacute;?
Sentimos, mas de uma forma diferente em rela&ccedil;&atilde;o ao que a hierarquia da Igreja vai sentindo. Por causa da forma e da ess&ecirc;ncia com que trabalhamos &ndash; o contacto com a natureza, a vida em pequenos grupos, o aprender fazendo -, estamos numa posi&ccedil;&atilde;o de conseguirmos chegar aos jovens que &agrave;s vezes se encontram mais afastados da Igreja, que n&atilde;o t&ecirc;m frequ&ecirc;ncia regular da catequese ou celebra&ccedil;&otilde;es ou um testemunho t&atilde;o vivenciado da pr&aacute;tica crist&atilde;. A forma mais simples como vivemos a nossa f&eacute;, que n&atilde;o est&aacute; fundado em celebra&ccedil;&otilde;es mais formais, &eacute; um instrumento importante e vital para tentarmos garantir que o jovem se vai interessando por esta aproxima&ccedil;&atilde;o, por este encontro com Cristo.
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Encaram a possibilidade de permitir a entrada de escuteiros sem cren&ccedil;a, ou de realizarem promessas para ateus, como j&aacute; fizeram outras associa&ccedil;&otilde;es escutistas noutros pa&iacute;ses?
Acho que o CNE, enquanto movimento da Igreja e de pendor evangelizador como deveria ser, poder&aacute; ser um meio para atrairmos jovens e os ajudarmos a encontrar o seu caminho, que pode ser dentro da Igreja Cat&oacute;lica ou n&atilde;o. Mas antes de come&ccedil;armos a pensar em abrir o CNE, que &eacute; um movimento da Igreja, a jovens que n&atilde;o s&atilde;o manifestamente cat&oacute;licos e professam outras religi&otilde;es, temos de ter a certeza de termos condi&ccedil;&otilde;es, a n&iacute;vel dos dirigentes e dos nossos assistentes, os p&aacute;rocos, que estejam preparados para lidar com estas realidades.
Podemos at&eacute; imaginar jovens refugiados que venham parar ao nosso pa&iacute;s. As fam&iacute;lias t&ecirc;m dificuldade em integrar-se na nossa comunidade e o escutismo pode desempenhar um papel importante em tentar acolher e trazer os jovens para as comunidades onde est&atilde;o inseridos e mostrar-lhes que h&aacute; um Cristo que os quer acolher tamb&eacute;m.
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Mesmo que tenham outra religi&atilde;o?
Isso implica da nossa parte um respeito pelos rapazes e raparigas que professam outra religi&atilde;o. E a&iacute; temos dificuldade, porque quer em termos de prepara&ccedil;&atilde;o, quer em termos do carisma que temos, que &eacute; o que acho que devemos manter. A jovens que n&atilde;o tenham interesse pela religi&atilde;o, poder&iacute;amos ajud&aacute;-los a encontrar um caminho que os leve a Cristo, mas, se n&atilde;o for isto, vejo o resto com imensa dificuldade. &Eacute; preciso refor&ccedil;ar a comunh&atilde;o com os assistentes [padres que apoiam os agrupamentos, normalmente os p&aacute;rocos], porque de regi&atilde;o para regi&atilde;o vai-se sentindo a aus&ecirc;ncia do assistente.
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Como resolver a quest&atilde;o da falta de assistentes?
De duas formas. Com a diminui&ccedil;&atilde;o de efetivo em alguns agrupamentos, pode dar-se o caso de come&ccedil;armos a pensar em congregar mais do que um agrupamento para que se possa p&ocirc;r em funcionamento o sistema de patrulhas num novo agrupamento. Por outro lado, ter adultos leigos que possam ajudar o assistente no seu trabalho pastoral, como hoje j&aacute; acontece na catequese. Creio que vamos ter condi&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o para substituir, mas para auxiliar o trabalho dos p&aacute;rocos.

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A exorta&ccedil;&atilde;o do Papa sobre a fam&iacute;lia aborda a quest&atilde;o dos divorciados recasados, situa&ccedil;&atilde;o que tamb&eacute;m afeta o CNE. Como &eacute; que viu esta exorta&ccedil;&atilde;o e que altera&ccedil;&otilde;es poder&atilde;o surgir no CNE?
Enquanto membros desta igreja que caminha e procura integrar, acolher e aceitar, o escutismo &eacute; feito com base em adultos que t&ecirc;m de ser testemunho. Na minha opini&atilde;o, n&atilde;o vamos ter condi&ccedil;&otilde;es de ter uma regra que r&iacute;gida. Cada caso de um lar que se desfaz tem uma hist&oacute;ria, e cada uma &eacute; diferente. N&atilde;o h&aacute; outra forma de conviver com esta situa&ccedil;&atilde;o do que faz&ecirc;-lo em di&aacute;logo estreito com o assistente local, que &eacute; quem provavelmente conhece melhor o cora&ccedil;&atilde;o daquele dirigente, e o que est&aacute; por tr&aacute;s daquela hist&oacute;ria. N&atilde;o teremos uma regra global de aplica&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica, mas vamos olhar para os casos um a um, percebendo junto do assistente qual &eacute; o acolhimento que ele acha que aquela situa&ccedil;&atilde;o tem.
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Mas h&aacute; regi&otilde;es que simplesmente pro&iacute;bem o acesso &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de adultos em situa&ccedil;&atilde;o irregular. Isso vai mudar no sentido de poder haver casos que sim e outros n&atilde;o, consoante o discernimento?
Eu diria que sim. Este &eacute; um tema que &eacute; muitas vezes refletido pelos assistentes e procuram-se encontrar pontes para uma aplica&ccedil;&atilde;o mais ou menos consistente dos crit&eacute;rios de an&aacute;lise. Isto n&atilde;o significa que possam assegurar que todas as regi&otilde;es, n&uacute;cleos ou agrupamentos usem os mesmos crit&eacute;rios, porque cada caso &eacute; um caso, e a posi&ccedil;&atilde;o do assistente &eacute; importante.
O pior que poderia acontecer era come&ccedil;armos a impor aos nossos assistentes adultos pessoas com as quais ele n&atilde;o se sente confort&aacute;vel em entregar-lhe jovens. &Eacute; preciso entender que trabalhamos com jovens que nos s&atilde;o confiados em primeiro lugar pelos seus pais, mas em segundo lugar pelos nossos assistentes. N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel ignorar esta realidade, e embora &agrave;s vezes gost&aacute;ssemos de ter uma solu&ccedil;&atilde;o diferente daquela que conhecemos, &eacute; importante perceber que, em &uacute;ltima an&aacute;lise, n&oacute;s trabalhamos com os jovens que nos s&atilde;o confiados. E temos de compreender que quem nos confia os jovens tem de confiar em n&oacute;s.
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O Acampamento Nacional &eacute; a festa maior do CNE e acontece este ano. Para quem nunca foi, escuteiro ou n&atilde;o, o que &eacute; o ACANAC?
O ACANAC &eacute; a atividade rainha do escutismo portugu&ecirc;s do CNE por duas raz&otilde;es: porque &eacute; um acampamento, com uma dura&ccedil;&atilde;o maior que o t&iacute;pico acampamento de se&ccedil;&atilde;o; depois, porque permite aos jovens o contacto com escuteiros de todo o pa&iacute;s, incluindo ilhas e at&eacute; Macau ou Su&iacute;&ccedil;a, locais onde temos agrupamentos do CNE. A probabilidade forte de ir acampar para um s&iacute;tio onde vou fazer amigos que n&atilde;o conhecia e onde vou viver experi&ecirc;ncias que tipicamente n&atilde;o est&atilde;o t&atilde;o dispon&iacute;veis no meu agrupamento &eacute; muito importante.

O que diferencia essa atividade de um qualquer festival de Ver&atilde;o?
Diferencia-se de um festival de ver&atilde;o porque &eacute; uma atividade escutista, e isso implica que haja um projeto, um trabalho, uma prepara&ccedil;&atilde;o, um conjunto de esfor&ccedil;os que os mi&uacute;dos tenham de fazer de crescimento, desenvolvimento e prepara&ccedil;&atilde;o muito para al&eacute;m de encontrarem os meios financeiros para se inscreverem e irem, o que s&oacute; por si j&aacute; &eacute; pedag&oacute;gico. Vive-se uma magia que os mi&uacute;dos n&atilde;o esquecem. Mesmo passados muitos anos, recordam refei&ccedil;&otilde;es, atividades, e amigos que n&atilde;o se perdem.

&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: Gon&ccedil;alo Vieira | Flor de Lis, Jo&atilde;o Matos | Flor de Lis
&nbsp;
NOTA: a entrevista foi feita antes do assalto &agrave; sede nacional do CNE, raz&atilde;o pela qual esse assunto n&atilde;o &eacute; referido na entrevista.]]></description>
<pubDate>Mon, 30 Jan 2017 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Holocausto: 4 portugueses são Justos entre as Nações</title>
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<description><![CDATA[&laquo;Justos entre as Na&ccedil;&otilde;es&raquo; &eacute; o t&iacute;tulo oficial dado pelo Yad Vashem, Memorial do Holocausto, em nome do Estado de Israel, a n&atilde;o-judeus que tenham arriscado a vida para salvar judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Na lista, constantemente atualizada,&nbsp; na p&aacute;gina do Yad Vashem, por nacionalidades surgem tr&ecirc;s portugueses como &laquo;Justos entre as Na&ccedil;&otilde;es&raquo;: Aristides de Sousa Mendes, n.&ordm; 264, declarado Justo em 1966; Carlos Sampaio Garrido, n.&ordm; 11758, Justo em 2010 e Joaquim Carreira, n.&ordm; 12893, Justo em 2014. J&aacute; Joseph (Jos&eacute;) Brito-Mendes aparece fora desta lista por ter sido declarado &laquo;Justo entre as Na&ccedil;&otilde;es&raquo;, em 2004, em conjunto com a esposa Marie-Louise, de origem francesa.

Mas quem s&atilde;o os Justos portugueses?

Aristides de Sousa Mendes &eacute; o mais conhecido dos quatro. Foi c&ocirc;nsul-geral em Bord&eacute;us, Fran&ccedil;a e desrespeitou a ordem do Governo portugu&ecirc;s de proibir a emiss&atilde;o de vistos ou documentos que permitissem atravessar territ&oacute;rio nacional. De acordo com informa&ccedil;&atilde;o do Memorial do Holocausto, cerca de 30 mil refugiados, incluindo 10 mil judeus juntaram-se &agrave;s portas do consulado de Bord&eacute;us. Sousa Mendes, com dois dos seus filhos e a ajuda de alguns judeus, tratou dos documentos. Durante tr&ecirc;s dias e tr&ecirc;s noites, trabalhou sem descanso at&eacute; desmaiar de exaust&atilde;o ao terminar. O Governo portugu&ecirc;s foi avisado das suas a&ccedil;&otilde;es e mandou-o regressar de imediato. Escoltado por dois homens do regime, ao passar pelo consulado portugu&ecirc;s em Bayonne encontrou centenas de pessoas retidas. Sousa Mendes mandou o c&ocirc;nsul emitir vistos e ele mesmo colou os selos escrevendo &agrave; m&atilde;o: &laquo;O Governo de Portugal pede ao Governo de Espanha encarecidamente que autorize o portador deste documento a autorizar Espanha livremente. O portador deste documento &eacute; um refugiado do conflito na Europa e a caminho de Portugal.&raquo; Al&eacute;m disso, escoltou pessoalmente os refugiados at&eacute; &agrave; fronteira espanhola. Os seus atos acabaram por ter consequ&ecirc;ncias graves, tendo sido demitido e ficou impossibilitado de sustentar os 14 filhos.
&nbsp;


Na p&aacute;gina dedicada do Yad Vashem, cita-se o c&ocirc;nsul portugu&ecirc;s: &laquo;Se centenas de judeus est&atilde;o a sofrer por causa de um crist&atilde;o [Hitler], seguramente um crist&atilde;o pode sofrer por tantos judeus.&raquo;



Aristides Sousa Mendes morreu na pobreza em 1954. Foi reconhecido Justo entre as na&ccedil;&otilde;es em outubro de 1966.
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Joseph e Marie-Louise Brito-Mendes viviam em Saint-Ouen, Fran&ccedil;a. Jos&eacute; era portugu&ecirc;s e tinha chegado a Paris nos anos 1920. Trabalhava na constru&ccedil;&atilde;o civil e era casado com Marie-Louise, francesa. A biografia deles no Yad Vashem diz que eram vizinhos e amigos da fam&iacute;lia Berkovic, polacos fugidos do antissemitismo. A filha C&eacute;cile cresceu com Jacques, o filho do casal luso-franc&ecirc;s. O pai da menina foi preso e morto em 1941, e a m&atilde;e confiou-a ao casal Brito-Mendes, que a criou como filha. A m&atilde;e foi tamb&eacute;m presa e morta. Em 1943, a casa da fam&iacute;lia luso-francesa foi revistada pela pol&iacute;cia em busca de judeus escondidos. C&eacute;cile n&atilde;o estava em casa, mas o casal acabou por enviar as duas crian&ccedil;as para uma aldeia. Depois da guerra, Jos&eacute; e Marie-Claire quiseram adotar a menina, mas um tio, regressado dos campos de concentra&ccedil;&atilde;o, ganhou a luta em tribunal e ficou com ela. Joseph e Marie-Louise Brito-Mendes foram reconhecidos Justos entre as Na&ccedil;&otilde;es em janeiro de 2004.

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Carlos Garrido Sampaio foi embaixador de Portugal na Hungria entre 1939 e 1944. De acordo com as informa&ccedil;&otilde;es do Yad Vashem, num telegrama que enviou para o Governo portugu&ecirc;s, descrevia a persegui&ccedil;&atilde;o de judeus na Hungria e os decretos antissemitas como tendo a inten&ccedil;&atilde;o de &laquo;humilhar, roubar e perseguir&raquo;. Por causa dos bombardeamentos aliados, o embaixador mudou a resid&ecirc;ncia e a embaixada para Galgagy&ouml;rk, a 60 km de Budapeste. Hospedou dezenas de cidad&atilde;os h&uacute;ngaros, muitos deles judeus, entre os quais a secret&aacute;ria judia Magda Gabor e a fam&iacute;lia. Em abril de 1944, Salazar mandou regressar o embaixador. Mas apenas cinco dias depois, a pol&iacute;cia h&uacute;ngara invadiu a sua casa. O testemunho de Annette Gabor Lantos pode ser lido na p&aacute;gina do Yad Vashem dedicada ao embaixador portugu&ecirc;s: &laquo;Quando o embaixador viu que estavam a levar Magda, p&ocirc;s o p&eacute; na porta e n&atilde;o os deixou sair.&raquo; Apesar da resist&ecirc;ncia, foram presos tanto o embaixador como as pessoas que ele protegia. Depois de levados para Budapeste, Garrido Sampaio continuou a defender a liberta&ccedil;&atilde;o dos seus &laquo;convidados&raquo; at&eacute; conseguir. Apresentou queixa ao Governo h&uacute;ngaro, exigindo investiga&ccedil;&otilde;es e um pedido de desculpas. Acabou sendo declarado persona non grata. Carlos Garrido Sampaio foi reconhecido Justo entre as Na&ccedil;&otilde;es em 2 de fevereiro de 2010.

&nbsp;

Entre os Justos entre as Na&ccedil;&otilde;es portugueses h&aacute; tamb&eacute;m um padre: Joaquim Carreira, que foi vice-reitor e reitor do Col&eacute;gio Pontif&iacute;cio Portugu&ecirc;s de Roma. Ant&oacute;nio Marujo, jornalista, investigou a sua hist&oacute;ria e contribuiu para o reconhecimento. A pesquisa come&ccedil;ou no jornal P&uacute;blico e prolongou-se para a publica&ccedil;&atilde;o do livro A lista do padre Carreira. Ant&oacute;nio Marujo explica que o padre da diocese de Leiria foi reitor interino e reitor do Col&eacute;gio Portugu&ecirc;s durante a Segunda Guerra. &laquo;Em setembro de 1943, Roma &eacute; ocupada pelas tropas nazis e a persegui&ccedil;&atilde;o a todos os opositores ao nazismo foi bastante endurecida. &Eacute; na altura em que v&aacute;rias dezenas de pessoas procuram ref&uacute;gio no Col&eacute;gio Portugu&ecirc;s de Roma, cerca de 50 pessoas.&raquo; Entre os refugiados estava uma fam&iacute;lia de judeus: Elio, o seu pai Roberto e o tio Isacco. O jornalista encontrou e falou com o rapaz. &laquo;Em 2012, chega finalmente uma resposta de algu&eacute;m que me dava uma pista de familiares dessas pessoas. Falei com a senhora e ela diz &ldquo;esse senhor est&aacute; vivo, &eacute; meu tio e o contacto &eacute; este&rdquo;. Imediatamente liguei, falei com o senhor, e ele disse: &ldquo;Eu fui salvo pelo padre Carreira.&rdquo;&raquo;

O n&uacute;mero de pessoas salvas pelo Pe. Carreira &eacute; uma inc&oacute;gnita e Ant&oacute;nio Marujo fala em mais de 100. &laquo;Ele contou a uma senhora que um dia pegou num grupo de largas dezenas de pessoas, eventualmente mais de 100, mulheres e crian&ccedil;as, e leva-o para a Igreja de Santo Ant&oacute;nio dos Portugueses. Divide o grupo em tr&ecirc;s e leva-os para tr&ecirc;s casas religiosas. Somando tudo, poderemos chegar &agrave;s 100 e tal, duzentas pessoas que ele ter&aacute; salvado.&raquo;
&nbsp;


O jornalista conta que o &ldquo;padre-aviador&rdquo;, como era conhecido, disse &laquo;uma frase que justifica o que fez:
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&ldquo;Concedi asilo e hospitalidade no Col&eacute;gio a pessoas perseguidas com base em leis injustas e desumanas.&rdquo; O Pe. Carreira teve a convic&ccedil;&atilde;o profunda que tinha de desobedecer a esse tipo de leis.&raquo;
&nbsp;


O Pe. Joaquim Carreira foi reconhecido como Justo entre as Na&ccedil;&otilde;es em setembro de 2014.

O que &eacute; preciso para ser considerado Justo entre as Na&ccedil;&otilde;es?
De acordo com o Yad Vashem, as condi&ccedil;&otilde;es as condi&ccedil;&otilde;es para receber o t&iacute;tulo de Justo entre as Na&ccedil;&otilde;es s&atilde;o: &laquo;envolvimento ativo no salvamento de um ou mais judeus da amea&ccedil;a de deporta&ccedil;&atilde;o para campos de concentra&ccedil;&atilde;o ou morte; risco para a vida, liberdade ou posi&ccedil;&atilde;o do salvador; motiva&ccedil;&atilde;o inicial ser ajudar judeus perseguidos, isto &eacute;, sem pagamento ou outra recompensa; a exist&ecirc;ncia de testemunho de quem foi ajudado ou documenta&ccedil;&atilde;o inequ&iacute;voca estabelecendo a natureza do salvamento e as suas circunst&acirc;ncias.&raquo;As pessoas reconhecidas como &ldquo;Justos entre as Na&ccedil;&otilde;es&rdquo; recebem uma medalha e um certificado de honra. Al&eacute;m disso, os seus nomes s&atilde;o inscritos no Muro de Honra no Jardim dos Justos do Yad Vashem em Jerusal&eacute;m.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Yad Vashem e Ant&oacute;nio Miguel Fonseca
]]></description>
<pubDate>Fri, 27 Jan 2017 01:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Sede nacional do CNE assaltada</title>
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<description><![CDATA[A sede da Junta Central do CNE - Corpo Nacional de Escutas, em Lisboa, foi assaltada esta noite. O assalto foi confirmado &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; pelo Comando Metropolitano de Lisboa da PSP e pelo Gabinete de Comunica&ccedil;&atilde;o do CNE. Os preju&iacute;zos est&atilde;o a ser calculados.


O assalto ter&aacute; acontecido durante a noite e foi detectado esta manh&atilde;. &laquo;Confirmo que a pol&iacute;cia foi ao local e registou a participa&ccedil;&atilde;o e que os suspeitos teriam entrado nas instala&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s do arrombamento da porta&raquo;, disse &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; o respons&aacute;vel pelas rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas do Comando Metropolitano da PSP.

Para j&aacute;, o CNE confirma o assalto e pouco mais. &laquo;Soub&eacute;mos quando os primeiros funcion&aacute;rios chegaram. N&atilde;o sabemos de nada em termos de preju&iacute;zos com exatid&atilde;o, vamos agora avaliar&raquo;, revela uma fonte do Gabinete de Imprensa do CNE. Al&eacute;m da porta arrombada, a mesma fonte diz n&atilde;o ter havido outros estragos.


A sede da Junta Central, &oacute;rg&atilde;o nacional do CNE, fica na Rua D. Lu&iacute;s I, em Lisboa.&nbsp; O CNE &eacute; a maior associa&ccedil;&atilde;o de juventude em Portugal, com mais de 71 mil escuteiros.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Tue, 24 Jan 2017 16:40:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa quer reconstruir hospitais católicos de Aleppo</title>
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<description><![CDATA[A cidade de Aleppo recebeu uma visita de Mons. Giampietro Dal Toso, um membro do Dicast&eacute;rio para o Servi&ccedil;o do Desenvolvimento Humano Integral, em representa&ccedil;&atilde;o da Santa S&eacute;, com o intuito de perceber as condi&ccedil;&otilde;es da cidade depois da assinatura do cessar-fogo. Foi a primeira visita depois das tr&eacute;guas, e o sacerdote foi acompanhado do Cardeal Mario Zenari, N&uacute;ncio Apost&oacute;lico na S&iacute;ria, e de Mons. Thomas Habib, diretor da nunciatura.


A delega&ccedil;&atilde;o encontrou-se com a comunidade crist&atilde; e os seus pastores, que expressaram a sua &laquo;gratid&atilde;o ao Papa pela constante preocupa&ccedil;&atilde;o com a sua amada S&iacute;ria&raquo;.
&nbsp;
O Pe. Dal Toso visitou institui&ccedil;&otilde;es de caridade, alguns campos de refugiados e inaugurou um centro de assist&ecirc;ncia da C&aacute;ritas no bairro de Hanano. As visitas serviram para &laquo;verificar as condi&ccedil;&otilde;es de algumas estruturas hospitalares cat&oacute;licas, &agrave; luz de um futuro projeto de reconstru&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o dessas unidades hospitalares&raquo;, informa a Sala de Imprensa da Santa S&eacute; em comunicado.
&nbsp;
Esta visita serviu ainda para o di&aacute;logo ecum&eacute;nico e inter-religioso, tendo a delega&ccedil;&atilde;o do Vaticano participado numa celebra&ccedil;&atilde;o ecum&eacute;nica organizada por ocasi&atilde;o da Semana de Ora&ccedil;&atilde;o pela Unidade dos Crist&atilde;os e promovido um encontro com representantes da comunidade isl&acirc;mica, durante a qual se &laquo;enfatizou a responsabilidade das religi&otilde;es para a educa&ccedil;&atilde;o na paz e reconcilia&ccedil;&atilde;o&raquo;, pode ler-se no comunicado.
&nbsp;
Durante a visita, as autoridades civis e religiosas &laquo;prestaram homenagem&raquo; &agrave; delega&ccedil;&atilde;o, expressando especial gratid&atilde;o pelo gesto do Santo Padre para elevar &agrave; &laquo;dignidade de Cardeal o representante papal no pa&iacute;s&raquo;, reconhecendo nisso a &laquo;proximidade especial do Papa &agrave; popula&ccedil;&atilde;o martirizada da S&iacute;ria&raquo;.
&nbsp;
Dos encontros com os organismos da caridade cat&oacute;lica, sobressaiu &laquo;a import&acirc;ncia da assist&ecirc;ncia fornecida por eles em benef&iacute;cio de toda a popula&ccedil;&atilde;o s&iacute;ria&raquo;. &laquo;Com o apoio da Igreja universal, e atrav&eacute;s do apoio generoso da comunidade internacional, esta ajuda pode intensificar-se no futuro para fazer face &agrave;s crescentes necessidades das pessoas&raquo;, das quais a delega&ccedil;&atilde;o destacou como &laquo;urg&ecirc;ncias imediatas&raquo; as que dizem respeito a &laquo;necessidades alimentares, incluindo alimentos, vestu&aacute;rio, educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de e habita&ccedil;&atilde;o&raquo;, concluiu o comunicado.

&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: Ajuda &agrave; Igreja que Sofre / &copy; UNICEF/Zayat
&nbsp;

(not&iacute;cia corrigida &agrave;s 09h41 de dia 25/01 com a indica&ccedil;&atilde;o de que o Pe. Giampietro Dal Toso inaugurou o centro de assist&ecirc;ncia hospitalar no bairro de Hanano)
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<pubDate>Tue, 24 Jan 2017 13:14:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa pede que jornalistas procurem a «boa notícia»</title>
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<description><![CDATA[Hoje, dia 24 de janeiro, em que a igreja faz mem&oacute;ria de S&atilde;o Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, a Sala de Imprensa da Santa S&eacute; publicou a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais, que este ano se celebra a 28 de Maio de 2017.

&nbsp;
A mensagem deste ano tem como tema &ldquo;Comunicar esperan&ccedil;a e confian&ccedil;a, no nosso tempo&rdquo;. O Papa come&ccedil;a por chamar a aten&ccedil;&atilde;o para a necessidade de trabalhar em prol de uma comunica&ccedil;&atilde;o construtiva &laquo;que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro por meio da qual se possa aprender a olhar, com convicta confian&ccedil;a, a realidade.&raquo;
&nbsp;
&Eacute; necess&aacute;rio, afirma ainda o Papa, &laquo;romper o c&iacute;rculo vicioso da ang&uacute;stia e deter a espiral do medo, resultante do h&aacute;bito de se fixar a aten&ccedil;&atilde;o nas &ldquo;not&iacute;cias m&aacute;s&rdquo; (guerras, terrorismo, esc&acirc;ndalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas).&raquo;
&nbsp;
Desta forma, o Santo Padre quer dar o seu contributo &laquo;para a busca dum estilo comunicador aberto e criativo&raquo; que permita inspirar uma abordagem positiva e respons&aacute;vel &agrave;quelas pessoas a quem se comunica a not&iacute;cia. Dito de outra forma, o Papa Francisco quer oferecer aos homens e &agrave;s mulheres do nosso tempo &laquo;relatos permeados pela l&oacute;gica da &ldquo;boa not&iacute;cia&rdquo;.&raquo;
&nbsp;
Este tema da esperan&ccedil;a tem sido tratado ao longo das audi&ecirc;ncias de quarta-feira, onde, na audi&ecirc;ncia do dia 11 deste m&ecirc;s, o Papa afirmou que &laquo;esperar &eacute; uma necessidade prim&aacute;ria do homem: esperar no futuro, acreditar na vida.&raquo; &nbsp;
&nbsp;
Francisco considera que, para os crist&atilde;os, &laquo;&ldquo;os &oacute;culos&rdquo; adequados para decifrar a realidade s&oacute; podem ser os da boa not&iacute;cia: partir da Boa Not&iacute;cia por excel&ecirc;ncia, ou seja, o &ldquo;Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus&rdquo;&raquo; (Mc 1, 1). Por&eacute;m, esta &laquo;Boa Not&iacute;cia&raquo; que &eacute; &laquo;o pr&oacute;prio Jesus&raquo;, n&atilde;o &eacute; dita ser boa por n&atilde;o se encontrar nela sentimento, mas &laquo;porque o pr&oacute;prio sofrimento &eacute; vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do seu amor ao Pai e &agrave; humanidade.&raquo; Para introduzir os seus disc&iacute;pulos nesta mentalidade evang&eacute;lica, Jesus falava em par&aacute;bolas e em met&aacute;foras, n&atilde;o que fosse um meio mais fraco para comunicar, mas porque permitia &agrave; pessoa &laquo;o &ldquo;espa&ccedil;o&rdquo; de liberdade para a acolher e aplicar tamb&eacute;m a si mesmo&raquo;.
&nbsp;
Quase a terminar a mensagem, o Papa Francisco chama a aten&ccedil;&atilde;o para a &laquo;for&ccedil;a do Esp&iacute;rito Santo no quadro da Ascens&atilde;o: &laquo;Atrav&eacute;s &ldquo;da for&ccedil;a do Esp&iacute;rito Santo&rdquo;, podemos ser &ldquo;testemunhas&rdquo; e comunicadores duma humanidade nova, redimida, &ldquo;at&eacute; aos confins da terra&rdquo;&raquo; (cf. At 1, 7-8). Refor&ccedil;a ainda que &laquo;a confian&ccedil;a na semente do Reino de Deus e na l&oacute;gica da P&aacute;scoa n&atilde;o pode deixar de moldar tamb&eacute;m o nosso modo de comunicar&raquo; e que &laquo;o fio com que se tece esta hist&oacute;ria sagrada &eacute; a esperan&ccedil;a, e o seu tecedor s&oacute; pode ser o Esp&iacute;rito Consolador&raquo;.
&nbsp;
O Papa termina a sua mensagem, exortando, todos os fi&eacute;is a &laquo;alimentar a esperan&ccedil;a&raquo;, atrav&eacute;s da leitura da &laquo;Boa Not&iacute;cia&raquo; que &eacute; o Evangelho e que foi &laquo;&rdquo;reimpresso&rdquo; em tantas edi&ccedil;&otilde;es nas vidas dos Santos, homens e mulheres que se tornaram &iacute;cones do amor de Deus.&raquo;]]></description>
<pubDate>Tue, 24 Jan 2017 12:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Mais de 187 mil crianças sírias refugiadas sem escola</title>
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<description><![CDATA[Mais de 187 mil crian&ccedil;as s&iacute;rias em idade escolar refugiadas no L&iacute;bano n&atilde;o v&atilde;o &agrave; escola. Neste pa&iacute;s, uma em cada quatro pessoas &eacute; refugiada e metade dos refugiados s&atilde;o crian&ccedil;as. Cerca de metade trabalha na agricultura, f&aacute;bricas, na constru&ccedil;&atilde;o civil ou na rua. As informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o da UNICEF e levaram &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de um document&aacute;rio interativo sobre a vida das crian&ccedil;as s&iacute;rias refugiadas no L&iacute;bano.


#ImagineaSchool (imagine uma escola) tem os testemunhos de 19 crian&ccedil;as sobre o que vivem. O t&iacute;tulo &eacute; da autoria de duas crian&ccedil;as, Assia de 10 anos, e Dyana de 13, que nunca foram &agrave; escola.


&laquo;Imagino que uma escola seja um espa&ccedil;o muito bonito, com desenhos de raparigas e rapazes nas paredes&raquo;, disse Dyana. No document&aacute;rio, pode ver e ouvir-se Jomaa de 14 anos. O rapaz fugiu da S&iacute;ria com os sete irm&atilde;os h&aacute; quatro anos. Trabalha para ajudar a fam&iacute;lia. Ganha dois d&oacute;lares americanos por 12 horas de trabalho. A sua escola na S&iacute;ria foi destru&iacute;da por bombardeamentos. &laquo;Esqueci como escrever e ler.&raquo;

Mohamad tem 15 anos e trabalha para sustentar a fam&iacute;lia: &laquo;Canso-me muito. Trabalho das 8h &agrave;s 16h. Tenho saudades de ser feliz. Detestava &aacute;rabe e matem&aacute;tica, mas talvez fosse diferente se pudesse voltar a estudar.&raquo;

Sara, de 15, abandonou a escola para tomar conta dos seis irm&atilde;os, mas n&atilde;o baixou os bra&ccedil;os. &laquo;Como n&atilde;o estou a estudar nem a ir &agrave; escola, fiz download de 1 APP de l&iacute;nguas em ingl&ecirc;s, franc&ecirc;s e &aacute;rabe. Fa&ccedil;o isto para n&atilde;o desistir.&raquo;

A hist&oacute;ria de Ali &eacute; semelhante. Tem 13 anos. Na S&iacute;ria, viu dois colegas serem mortos por uma bomba no recreio da escola. Fugiu h&aacute; cinco anos. &laquo;Eu lia e escrevia muito bem na S&iacute;ria, mas agora esqueci tudo. Agora estou a aprender outra vez.&raquo;


&nbsp;
A UNICEF lan&ccedil;a o document&aacute;rio no in&iacute;cio do f&oacute;rum de Hels&iacute;nquia sobre a situa&ccedil;&atilde;o humanit&aacute;ria na S&iacute;ria que decorre at&eacute; dia 24. Mais de 150 mil crian&ccedil;as s&iacute;rias refugiadas frequentam escolas p&uacute;blicas no L&iacute;bano com o apoio da organiza&ccedil;&atilde;o e do Governo do L&iacute;bano.
&nbsp;

O document&aacute;rio interativo foi filmado no L&iacute;bano em 2016, produzido pela UNICEF e por uma equipa da Vignette Interactive. As fotografias s&atilde;o do vencedor da World Press Photo, Alessio Romenzi.

&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: UNICEF/Romenzi

Not&iacute;cias relacionadas:
- UNICEF: &eacute; urgente proteger crian&ccedil;as refugiadas sozinhas 
- Crian&ccedil;as e gr&aacute;vidas morrem no Mediterr&acirc;neo

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]]></description>
<pubDate>Mon, 23 Jan 2017 11:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Paulistas têm novo superior regional</title>
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<description><![CDATA[O&nbsp;Pe. Manoel da Concei&ccedil;&atilde;o Quinta &eacute; o novo Superior da regi&atilde;o Portugal-Angola da Sociedade S&atilde;o Paulo. A nomea&ccedil;&atilde;o foi feita na semana passada, pelo Superior Geral dos Paulistas, Pe. Valdir Jos&eacute; De Castro.

O novo Superior Regional tem 65 anos e nasceu em S&atilde;o Paulo, no Brasil. Entrou na congrega&ccedil;&atilde;o em janeiro de 1964 e foi ordenado presb&iacute;tero em 2 de julho de 1980, no Rio de Janeiro, pelo Papa Jo&atilde;o Paulo II, aquando da sua primeira visita apost&oacute;lica a territ&oacute;rio brasileiro. O Pe. Manoel da Concei&ccedil;&atilde;o Quinta &eacute; licenciado em Teologia Dogm&aacute;tica e foi Diretor Editorial, Diretor Geral do Apostolado e p&aacute;roco. Foi tamb&eacute;m Superior Provincial do Brasil entre 1996 e 2004, e fundou a FAPCOM, Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunica&ccedil;&atilde;o. Agora era vig&aacute;rio paroquial e coordenador da pastoral da Comunica&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o episcopal S&eacute; - S&atilde;o Paulo.
&nbsp;
Ainda n&atilde;o &eacute; conhecida a data de in&iacute;cio de mandato de Superior da regi&atilde;o Portugal-Angola, mas tal dever&aacute; acontecer nos pr&oacute;ximos tr&ecirc;s meses, no primeiro dia da assembleia regional. O Pe. Manuel Quinta substitui o Pe. Jos&eacute; Carlos Nunes, que ocupou o cargo durante dois mandatos consecutivos.
]]></description>
<pubDate>Mon, 23 Jan 2017 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Descobrir o plano de Deus para o amor humano</title>
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<description><![CDATA[Vai realizar-se em Portugal pela primeira vez um F&oacute;rum Wahou. Trata-se de um encontro sobre Teologia do Corpo para &laquo;descobrir o bel&iacute;ssimo significado do corpo e da sexualidade no plano de Deus&raquo;.


Chama-se Teologia do Corpo &agrave;s 129 catequeses de S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II de quarta-feira, de 1979 a 1984 sobre o amor humano. F&oacute;rum Wahou &eacute; um fim de semana para descobrir o plano de Deus sobre o amor humano, &agrave; luz da Teologia do Corpo segundo o Santo Jo&atilde;o Paulo II. O encontro ser&aacute; nos dias 4 e 5 de fevereiro, no Semin&aacute;rio de Nossa Senhora de F&aacute;tima em Alfragide. Maria Jos&eacute; Vila&ccedil;a, da organiza&ccedil;&atilde;o, afirma &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; que o encontro n&atilde;o &eacute; s&oacute; apenas para casais. &laquo;&Eacute; para todos. Todos somos um corpo e ele com ele expressamos o dom da nossa vida aos outros.&raquo;

As 3 etapas do fim de semana s&atilde;o: &laquo;an&uacute;ncio em que ser&atilde;o abordados os fundamentos da Teologia do Corpo; convers&atilde;o, com tempos de partilha e de ora&ccedil;&atilde;o para acolhimento pessoal; e testemunho com ateliers pr&aacute;ticos para aprender como transmitir a boa nova&raquo;.

No encontro, procurar-se-&aacute; responder &agrave;s perguntas: &laquo;Porque fomos criados homem e mulher? Qual o significado da diferen&ccedil;a? Qual o significado do meu corpo? Qual o sentido da minha vida?&raquo; Os oradores ser&atilde;o o Pe. Jos&eacute; Sobreiro, o Pe. Miguel Pereira, M.&ordf; Jos&eacute; Vila&ccedil;a, Vanessa Machado e o casal Bruno e Sofia de Jesus.

O Forum Wahou tem origem em Fran&ccedil;a. O primeiro realizou-se em 2013 com o apoio do Conselho Pontif&iacute;cio para a Fam&iacute;lia. At&eacute; final de 2015, j&aacute; tinham participado nestes encontros em Fran&ccedil;a mais de 2 500 pessoas.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Thu, 19 Jan 2017 17:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Televisão cristã arranca em fevereiro</title>
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<description><![CDATA[A Angelus TV inicia emiss&otilde;es na segunda quinzena de fevereiro. Sandra Dias &eacute; a diretora do canal e falou com a FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;. &laquo;O canal ser&aacute; gratuito e far&aacute; parte do programa b&aacute;sico. Neste momento, est&aacute; confirmada com Nos e Meo. Estamos em negocia&ccedil;&otilde;es com Vodafone. No nosso site, estar&aacute; a emiss&atilde;o&raquo;, explica.

Com o slogan &laquo;Angelus TV &ndash; Uma janela de esperan&ccedil;a&raquo;, este novo canal pretende, segundo Sandra Dias, &laquo;mostrar uma viv&ecirc;ncia de f&eacute; alegre, mesmo consciente das dificuldades que todos vivemos e que Deus me ajuda e com ele seremos vencedores&raquo;.

A diretora diz que trabalham, neste momento, no projeto 20 pessoas, mas h&aacute; a hip&oacute;tese de contratar mais. &laquo;Uma das minhas grandes alegrias &eacute; que todas as pessoas integradas na equipa estavam &agrave; procura de emprego e isso alegra-me: saber que estamos todos juntos nesta finalidade de querermos levar algo bom e alegre ao mundo &ndash; um cat&oacute;lico alegre e firme na f&eacute;&raquo;, explica. Todos os programas s&atilde;o produzidos em portugal e apresentados por portugueses. S&oacute; os desenhos e filmes s&atilde;o dobrados.

Programa&ccedil;&atilde;o para toda a fam&iacute;lia
Sandra revela que a Angelus TV ter&aacute; uma &laquo;programa&ccedil;&atilde;o familiar, para todas as faixas et&aacute;rias&raquo;. Al&eacute;m de not&iacute;cias &agrave;s 9h, 13h e 19h30, haver&aacute; transmiss&atilde;o di&aacute;ria da missa das 11h e do ter&ccedil;o das 21h30 do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima. Do Papa, ser&atilde;o transmitidas as catequeses das quartas-feiras e o Angelus aos domingos.
A programa&ccedil;&atilde;o prev&ecirc; tamb&eacute;m cinema aos s&aacute;bados e domingos &agrave; tarde e &agrave; quarta-feira &agrave; noite. Os mais pequeninos n&atilde;o foram esquecidos e a diretora do canal afirma que haver&aacute; &laquo;desenhos animados por volta das 18h, dentro da &iacute;ndole cat&oacute;lica, muito diferentes do que vemos habitualmente.&raquo;

Sandra Dias mostra um pouco da grelha de programa&ccedil;&atilde;o. &laquo;Outros programas ser&atilde;o Caminhada com Maria com o Pe. D&aacute;rio Pedroso, um programa de catequese com o Pe. Jorge Guarda. Haver&aacute; tamb&eacute;m Igreja da atualidade para informar as pessoas da posi&ccedil;&atilde;o da Igreja sobe os temas atuais. Esse programa ter&aacute; sempre o Pe. Jos&eacute; Lu&iacute;s Borga como convidado fixo e outros, dependendo dos temas. Temos tamb&eacute;m o Para a Vida que pretende visitar as par&oacute;quias e conhecer o trabalho que &eacute; feito. O Caminhos pela minha terra de turismo religioso mostra a Hist&oacute;ria de Portugal, da Igreja e do catolicismo em Portugal. Teremos tamb&eacute;m um programa com a Ir. &Acirc;ngela Coelho para apresentar a mensagem de F&aacute;tima nas suas v&aacute;rias vertentes.&raquo;

Projeto arranca com apoio de mecenato
Sandra Dias tem 45 anos, &eacute; jornalista e tem experi&ecirc;ncia em r&aacute;dio e televis&atilde;o. Nasceu em Joanesburgo, &eacute; casada e m&atilde;e de quatro filhos. Diz que &laquo;o canal foi nascendo aos pouquinhos de um gosto que eu tinha de fazer televis&atilde;o&raquo;. Depois de oito anos &agrave; frente do canal de televis&atilde;o Can&ccedil;&atilde;o Nova, Sandra decidiu sair. Mas o &ldquo;bichinho&rdquo; da televis&atilde;o continuou e havia &laquo;o desejo de fazer algo mais concreto pela nossa Igreja em Portugal&raquo;. Os amigos foram estimulando e apoiando at&eacute; que esta ideia se tornou num projeto a s&eacute;rio. &laquo;Foi crescendo at&eacute; que tinha de haver uma decis&atilde;o e ou se punha em pr&aacute;tica o trabalho de tr&ecirc;s anos ou se guardava na gaveta. Conseguimos viabilidade econ&oacute;mica para o arranque com particulares, tudo com ajuda de mecenato s&oacute; pelo gosto de fazer avan&ccedil;ar o projeto&raquo;, explica ao telefone a partir de F&aacute;tima, onde s&atilde;o os est&uacute;dios. O canal tem financiamento assegurado at&eacute; ao final do ano e a diretora diz que &laquo;j&aacute; h&aacute; comerciais na rua para angaria&ccedil;&atilde;o de publicidade&raquo;.

Sandra Dias olha para este novo projeto como um sonho. &laquo;H&aacute; dias em que paro para pensar se &eacute; real. Foi algo que sonhei e nunca pensei que o pudesse realizar. Talvez outra pessoa, mas n&atilde;o eu. Encaro como um grande desafio mas tamb&eacute;m com um grande sentido de responsabilidade. &Eacute; o ver realizar-se eu pr&oacute;pria essa confian&ccedil;a, fazendo a vontade de Deus e trabalhando para a evangeliza&ccedil;&atilde;o&raquo;, afirma.

&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Angelus TV
&nbsp;
]]></description>
<pubDate>Thu, 19 Jan 2017 14:00:00 +0000</pubDate>
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<title>O inquietante «Silêncio» de Martin Scorsese</title>
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<description><![CDATA[Quando imaginamos Hollywood e perspetivamos um filme que pode ser &ldquo;o filme da carreira&rdquo; de um dos mais conceituados realizadores americanos, estaremos sempre muito longe de o imaginar como &eacute; este Sil&ecirc;ncio, que estreia hoje nas salas portuguesas.


Vinte e seis anos depois de ler pela primeira vez o romance de Shuzaku Endo, chega aos ecr&atilde;s esta adapta&ccedil;&atilde;o cinematogr&aacute;fica que conta a hist&oacute;ria de dois sacerdotes portugueses jesu&iacute;tas, o Pe. Rodrigues (Andrew Garfiled) e o Pe. Garrupe (Adam Driver), que, ao receberem not&iacute;cia de que o seu mentor, o Pe. Cristov&atilde;o Ferreira (Liam Neeson), teria apostatizado (iremos ouvir muitas vezes este termo estranho durante o filme) durante a sua miss&atilde;o no Jap&atilde;o, partem para o pa&iacute;s do sol nascente &agrave; procura dele.
&nbsp;
O filme de Scorsese &eacute; brilhante, mas corre o risco de ser um dos mais subvalorizados filmes do ano. N&atilde;o ganhou nos BAFTA, e poucos o apontam como favorito aos &Oacute;scares, apesar de o timing de Scorsese ter apontado a estreia do filme a pensar nisso mesmo. &Eacute; que este &eacute; um filme mais para crentes que n&atilde;o-crentes. Enquanto A Miss&atilde;o ou A Paix&atilde;o de Cristo eram obras &eacute;picas, com bandas sonoras e/ou efeitos visuais que tocavam os crentes e agradavam a n&atilde;o-crentes, este &eacute; um filme completamente despido de adere&ccedil;os, cujo &uacute;nico objetivo &eacute; conduzir o espetador &agrave; reflex&atilde;o e introspe&ccedil;&atilde;o sobre a sua pr&oacute;pria vida e a sua atitude perante a f&eacute;. Os n&atilde;o-crentes poder&atilde;o sentir-se tocados pela miseric&oacute;rdia e pelo amor com que os kirishtan (como os japoneses crist&atilde;os se chamavam a eles pr&oacute;prios) tratavam os mission&aacute;rios, mas as inquieta&ccedil;&otilde;es que o filme levanta ser&atilde;o ainda maiores para um n&atilde;o-crente.
&nbsp;
Quem conhece os Exerc&iacute;cios Espirituais de Santo In&aacute;cio, t&iacute;picos dos jesu&iacute;tas, sabe que a forma de reflex&atilde;o &eacute; a ora&ccedil;&atilde;o de composi&ccedil;&atilde;o do lugar, ou seja, somos convidados a refletir nas passagens b&iacute;blicas que lemos colocando-nos l&aacute;, no local. Este filme faz o mesmo convite. N&atilde;o h&aacute; banda sonora, a n&atilde;o ser o som das pr&oacute;prias personagens ou do ambiente, e isso obriga-nos &agrave; tal ora&ccedil;&atilde;o de composi&ccedil;&atilde;o vendo o lugar, pois coloca-nos l&aacute;, na a&ccedil;&atilde;o. Em mais do que um momento, o sil&ecirc;ncio torna-se a grande arma do realizador para manter preso o espetador numa inquieta&ccedil;&atilde;o constante, sem as distra&ccedil;&otilde;es que uma banda sonora como a de Ennio Morricone poderia trazer.

&nbsp;
O sil&ecirc;ncio &eacute; um apoio do realizador tamb&eacute;m na rela&ccedil;&atilde;o do Pe. Rodrigues com Deus. Ele n&atilde;o O escuta, e sente-se perdido, mas descobre mais tarde que Deus Lhe fala, apenas n&atilde;o da forma como ele esperava. Tamb&eacute;m aqui o filme toca aos crentes, pois tantas vezes esperamos ouvir de Deus a solu&ccedil;&atilde;o para os nossos problemas que nos esquecemos que Ele nos aponta caminhos nos outros, n&atilde;o nos d&aacute; as respostas que temos de ser n&oacute;s a encontrar. O mesmo n&atilde;o sucede nos kirishtan, que amam a Deus mesmo nada conhecendo sobre a f&eacute;. &laquo;Eu amo a Deus. Ser&aacute; isso o mesmo que ter f&eacute;?&raquo;, questiona o personagem Mokochi ao Pe. Rodrigues antes de partir para o mart&iacute;rio.
&nbsp;
Este &eacute; um filme onde n&atilde;o h&aacute; propriamente um her&oacute;i e um vil&atilde;o. O Pe. Cristov&atilde;o Ferreira, o aparente vil&atilde;o porque renunciou &agrave; sua f&eacute;, &eacute; na verdade algu&eacute;m muito torturado pela d&uacute;vida entre renunciar publicamente &agrave; f&eacute; ou provocar a tortura e o sofrimento dos crist&atilde;os japoneses a quem tinha sido mandado pregar uma mensagem de amor. O aparente her&oacute;i, o Pe. Rodrigues, vai ver-se perante a decis&atilde;o de cometer ele pr&oacute;prio apostasia, sob coa&ccedil;&atilde;o de ver outros crist&atilde;os a serem torturados na fossa.


O filme &eacute; altamente simb&oacute;lico, com especial relevo para a figura brilhante de Kichijiro, o guia dos dois sacerdotes at&eacute; ao Jap&atilde;o, um homem torturado pelo seu passado e que se v&ecirc; v&aacute;rias vezes confrontado com o drama do pecado e do perd&atilde;o. Um retrato que &eacute; quase nosso, de quem &eacute; crente, que se pode colocar naquele papel e questionar-se sobre todas as vezes em que renuncia &agrave; sua f&eacute; e &eacute;, na mesma, acolhido depois na miseric&oacute;rdia de Deus.
&nbsp;
&Eacute; tamb&eacute;m curiosa a &ldquo;presen&ccedil;a&ldquo; portuguesa no filme. N&atilde;o s&oacute; na figura dos sacerdotes, mas nos termos utilizados. &laquo;Deusu&raquo;, &laquo;Para&iacute;so&raquo;, &laquo;confiss&atilde;o&raquo;, &laquo;Padre&raquo;, s&atilde;o termos muito utilizados durante o filme, e demonstram a heran&ccedil;a portuguesa no Cristianismo do Jap&atilde;o que ainda hoje &eacute; presente, e que muito contribuiu naquela altura para o cimentar da f&eacute; naquele pa&iacute;s.
&nbsp;
Finalmente, mas n&atilde;o menos importante, impressiona a for&ccedil;a da f&eacute; daqueles kirishtan do Jap&atilde;o, que contraria a fraca f&eacute; dos crist&atilde;os de hoje. Sem sacerdotes, apoiavam-se no jiisama, uma esp&eacute;cie de ministro da Palavra, que batizava e mantinha a f&eacute; viva, e obrigam-nos &agrave; mem&oacute;ria dos crist&atilde;os perseguidos de hoje.
&nbsp;
O simb&oacute;lico adquire import&acirc;ncia extrema no filme, e por isso este ser&aacute; daqueles filmes que se poder&atilde;o ver muitas vezes e mesmo assim encontrar algo de novo. Uma adequa&ccedil;&atilde;o ao pr&oacute;prio Cristianismo, tamb&eacute;m ele muito simb&oacute;lico para todos os crentes.


Este &eacute; um filme tamb&eacute;m sobre o mart&iacute;rio, apresentado da forma mais crua e dura poss&iacute;vel, sem a espetacularidade de Mel Gibson, que nos aproxima da a&ccedil;&atilde;o e do sofrimento e nos provoca a n&oacute;s pr&oacute;prios uma identifica&ccedil;&atilde;o com aqueles crist&atilde;os que incomoda e faz sofrer. N&atilde;o h&aacute; grandes momentos &eacute;picos no Sil&ecirc;ncio, mas em todo o filme somos colocados l&aacute;, a viver o que eles viveram, de uma forma magistral e soberbamente conseguida atrav&eacute;s da realiza&ccedil;&atilde;o e da fotografia do filme.
&nbsp;
Sil&ecirc;ncio &eacute; uma obra-prima, mas coloca tantas quest&otilde;es e d&aacute; t&atilde;o poucas respostas que ningu&eacute;m ir&aacute; sair daquela sala satisfeito com o que viu, de t&atilde;o inquieto vai estar o seu esp&iacute;rito. Mas isso n&atilde;o &eacute; uma coisa m&aacute;&hellip;
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: Kerry Brown e NOS Audiovisuais
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Thu, 19 Jan 2017 11:44:00 +0000</pubDate>
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<title>URSS: «Literatura sobre Fátima dava direito a prisão»</title>
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<description><![CDATA[A cara e a voz de Jos&eacute; Milhazes s&atilde;o bem conhecidas. Ele viveu 38 anos na R&uacute;ssia, de onde regressou recentemente. &Eacute; jornalista, formado e apaixonado por Hist&oacute;ria. Publicou recentemente um livro sobre A Mensagem de F&aacute;tima na R&uacute;ssia. &Agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; explica como a mensagem de F&aacute;tima chegou &agrave; R&uacute;ssia e como foi recebida.

&ndash; Em 1917, h&aacute; duas coincid&ecirc;ncias hist&oacute;ricas: as apari&ccedil;&otilde;es de Nossa Senhora em F&aacute;tima, em maio, e a revolu&ccedil;&atilde;o bolchevique na R&uacute;ssia, em outubro. Como &eacute; que a mensagem de F&aacute;tima chegou &agrave; R&uacute;ssia?
&ndash; Existia uma cortina de ferro bastante fechada que separava as duas partes da Europa. Era extremamente dif&iacute;cil a chegada da mensagem de F&aacute;tima &agrave; R&uacute;ssia, principalmente a parte que dizia respeito &agrave; R&uacute;ssia. Atravessava de forma muito dif&iacute;cil, mas atravessava. Era como aqueles riachos que v&atilde;o abrindo caminho por meio das pedras, ultrapassando obst&aacute;culos. Parecem muito pequeninos, mas v&atilde;o deixando rasto. E foi isso que aconteceu com a entrada da mensagem de F&aacute;tima na R&uacute;ssia. Entrava das formas mais diversas, n&atilde;o s&oacute; devido ao trabalho que a Igreja Cat&oacute;lica ia tentando desenvolver num Estado que tinha como religi&atilde;o oficial o ate&iacute;smo e onde a religi&atilde;o era perseguida. Mas tamb&eacute;m atrav&eacute;s de cat&oacute;licos que levavam essa mensagem aos lugares mais inesperados.
No livro, cito um trecho de O Arquip&eacute;lago de Gulag, de Alexandre Soljenitzin, em que ele fala do Ros&aacute;rio no campo de concentra&ccedil;&atilde;o. Como &eacute; que ele l&aacute; chega? H&aacute; tamb&eacute;m o caso daqueles padres que foram julgados e condenados por tentarem formar as pessoas sobre a mensagem de F&aacute;tima. A literatura sobre F&aacute;tima era proibida na Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica e dava direito a pris&atilde;o.

&ndash; Al&eacute;m de o regime comunista ser contra qualquer religi&atilde;o, havia uma avers&atilde;o especial por a mensagem de F&aacute;tima ter esta componente contra o comunismo?
&ndash; Sim. Os poucos sovi&eacute;ticos que podiam visitar Portugal estavam proibidos de visitar F&aacute;tima, o que significa que se sabia da mensagem de F&aacute;tima. Evitava-se e proibia-se a passagem dessa mensagem dentro do pa&iacute;s.
Alguns dos dissidentes sovi&eacute;ticos, mesmo ligados &agrave; Igreja Ortodoxa, utilizavam a mensagem de F&aacute;tima no combate contra o regime comunista. Recordo uma mensagem enviada ao povo portugu&ecirc;s por um padre e um te&oacute;logo ortodoxo, em 1975, em que pediam que o povo portugu&ecirc;s n&atilde;o permitisse a transforma&ccedil;&atilde;o da Cova da Iria em mais uma Pra&ccedil;a Vermelha.

&ndash; Consegue perceber-se quando &eacute; que a mensagem come&ccedil;ou a chegar? Ter&aacute; sido antes da d&eacute;cada de 70?
&ndash; Eu penso que a seguir &agrave; Segunda Guerra Mundial. Entre a imigra&ccedil;&atilde;o russa, o fen&oacute;meno de F&aacute;tima come&ccedil;a a discutir-se ainda antes, mas no chamado bloco comunista come&ccedil;ou a chegar logo ap&oacute;s a guerra.
Um marco fundamental &eacute; a elei&ccedil;&atilde;o do Papa Jo&atilde;o Paulo II. Como relato no livro, baseando-me em documentos, isso provocou p&acirc;nico na dire&ccedil;&atilde;o sovi&eacute;tica, porque era de origem eslava e de um pa&iacute;s comunista. O Papa Jo&atilde;o Paulo II tinha um particular amor por F&aacute;tima e contribuiu muito para o fim do mundo comunista.
Depois h&aacute; outra figura determinante &eacute; a do Pe. Kondor, um h&uacute;ngaro emigrado que muito fez, nomeadamente atrav&eacute;s da tradu&ccedil;&atilde;o de obras para h&uacute;ngaro, polaco e at&eacute; russo, e do envio clandestino para o bloco sovi&eacute;tico. Esse tipo de trabalho fazia com que a mensagem de F&aacute;tima penetrasse atrav&eacute;s da cortina de ferro.

&ndash; Como funcionava esse envio clandestino?
&ndash; H&aacute; o facto de levarem uma imagem de Nossa Senhora de F&aacute;tima escondida para a Pra&ccedil;a Vermelha. Ou o caso da consagra&ccedil;&atilde;o da R&uacute;ssia a Nossa Senhora e que &eacute; um dos momentos mais curiosos.

&ndash; Pode contar-nos um pouco disso? Aconteceu em 1984, n&atilde;o foi?
&ndash; Sim, um bispo [Pavol Hnilica] vai clandestinamente &agrave; R&uacute;ssia e faz a consagra&ccedil;&atilde;o da R&uacute;ssia a Nossa Senhora de F&aacute;tima numa das igrejas principais do Kremlin de Moscovo, que &eacute; um dos maiores s&iacute;mbolos da R&uacute;ssia. E f&aacute;-lo de uma forma muito curiosa, porque a ora&ccedil;&atilde;o de consagra&ccedil;&atilde;o estava escondida dentro do jornal Pravda, o &oacute;rg&atilde;o do Partido Comunista da Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica.

&ndash; A mensagem de F&aacute;tima falava da consagra&ccedil;&atilde;o da R&uacute;ssia e do fim do regime comunista. Pode dizer-se que esta mensagem se concretizou?
&ndash; N&oacute;s, historiadores, apoiamo-nos em factos. Ainda o comunismo estava a alargar-se e aparece algu&eacute;m a dizer: &laquo;Isto &eacute; para acabar.&raquo; A mensagem de F&aacute;tima era muito concreta e que se realizou. Coincid&ecirc;ncia ou n&atilde;o, isso j&aacute; &eacute; uma quest&atilde;o de f&eacute;. &Eacute; certo que ela aparece num momento em que poucos acreditavam que a Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica iria durar t&atilde;o pouco tempo e cair t&atilde;o rapidamente. E foi o que aconteceu. Isto &eacute; um facto. Tudo o resto, cada um toma a sua posi&ccedil;&atilde;o perante estes factos.

&ndash; Fal&aacute;mos um pouco da hist&oacute;ria, e no presente, como est&aacute;? A mensagem de F&aacute;tima &eacute; conhecida? &Eacute; difundida livremente?
&ndash; &Eacute; difundida. Em praticamente todas as igrejas cat&oacute;licas que existem na R&uacute;ssia e nas da antiga Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica h&aacute; imagens de F&aacute;tima.
Claro que hoje se conhece mais sobre a mensagem de F&aacute;tima. Mas a literatura e a informa&ccedil;&atilde;o que chegam s&atilde;o poucas. As pessoas, at&eacute; sacerdotes ortodoxos, fazem grande confus&atilde;o. Dizem que F&aacute;tima &eacute; um mosteiro de freiras onde estava Nossa Senhora de Kazan. N&atilde;o sabem o que &eacute; a Cova da Iria, por exemplo. J&aacute; para n&atilde;o falar de russos que chegam a Portugal e perguntam: &laquo;Onde fica a terra da senhora velhinha que prev&ecirc; o futuro da Humanidade?&raquo; Quando chegam a F&aacute;tima ficam muito surpreendidos como &eacute; que numa aldeiazinha de Portugal se falou da R&uacute;ssia e da forma como se falou. Ou seja, h&aacute; muita confus&atilde;o devida principalmente &agrave; extrema falta de informa&ccedil;&atilde;o ou informa&ccedil;&atilde;o deturpada.
N&oacute;s vamos ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima e n&atilde;o temos qualquer informa&ccedil;&atilde;o em russo. Temos em polaco, ingl&ecirc;s, numa s&eacute;rie de l&iacute;nguas e n&atilde;o tem em russo.

Pode ler toda a entrevista na edi&ccedil;&atilde;o de janeiro da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;.

Entrevista conduzida por Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna
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]]></description>
<pubDate>Wed, 18 Jan 2017 10:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Guerra da água perto do fim em Damasco</title>
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<description><![CDATA[Depois de algumas semanas com pouco ou nenhum abastecimento de &aacute;gua, parece estar a chegar ao fim mais um problema para os habitantes de Damasco. Chegam-nos relatos de hoje que falam de uma ofensiva militar na regi&atilde;o de Wadi Barada para eliminar o que resta das tropas de um bra&ccedil;o da Al-Nusra, frente jihadista que n&atilde;o assinou o cessar-fogo e que estava a controlar a regi&atilde;o, tudo para garantir o normal abastecimento de &aacute;gua na cidade.
&nbsp;

Segundo a esta&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias Aljazeera, o governo s&iacute;rio conseguiu negociar h&aacute; tr&ecirc;s dias um acordo com os rebeldes que controlam a &aacute;rea de Wadi Barada, onde est&atilde;o as instala&ccedil;&otilde;es da esta&ccedil;&atilde;o de tratamento de &aacute;guas de Ain al-Fijah, mas s&oacute; hoje ser&aacute; eventualmente assegurado controle do local. H&aacute; algumas semanas, segundo relatos que nos chegam do terreno pela voz da Ir. Myri, uma religiosa portuguesa a viver em Damasco, por altura do Natal, &laquo;fizeram explodir a nascente e a seguir despejaram uma cisterna de gas&oacute;leo na &aacute;gua&raquo; que abastece a cidade de Damasco, afetando 5,5 milh&otilde;es de pessoas, a maioria j&aacute; a viver em condi&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis. &laquo;As primeiras pessoas afetadas, envenenadas das primeiras casas que receberam a &aacute;gua, foram ao hospital e o hospital, dando-se conta, avisou o governo, que agiu imediatamente cortando a &aacute;gua e avisando toda a popula&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da companhia telef&oacute;nica por mensagens ou mesmo telefonando. Houve mortos, mas poucos, por causa da r&aacute;pida rea&ccedil;&atilde;o para avisar toda a gente&raquo;, conta a religiosa.
&nbsp;
Depois desta situa&ccedil;&atilde;o, &laquo;as pessoas viveram cerca de 2 semanas a comprar &aacute;gua engarrafada para beber e a restante recebendo-a atrav&eacute;s de cami&atilde;o cisterna, mas entretanto o governo reparou e mudou as canaliza&ccedil;&otilde;es que receberam o gas&oacute;leo, inclusive das casas afetadas, desviou a &aacute;gua da nascente afetada para os esgotos e abriu a &aacute;gua da outra nascente que &eacute; menos abundante e de menor qualidade... mas ao menos vai-se vivendo&raquo;, relata a Ir. Myri.
&nbsp;
N&atilde;o &eacute; clara a autoria dos bombardeamentos &agrave; nascente em Wadi Barada. Apesar dos relatos das for&ccedil;as governamentais irem no sentido de justificar a ofensiva com o facto de os rebeldes terem envenenado a &aacute;gua, existem relatos contr&aacute;rios que indicam que o bombardeamento foi a estrat&eacute;gia que o presidente s&iacute;rio encontrou para for&ccedil;ar os rebeldes a abandonarem o local. Apesar de existirem v&iacute;deos a mostrar o bombardeamento, n&atilde;o h&aacute; forma de saber quando foram feitos ou de quem s&atilde;o aqueles rockets que explodiram. Algumas fontes argumentam que n&atilde;o poderiam ter sido os rebeldes a destruir a sua &uacute;nica vantagem na regi&atilde;o, que era a nascente, mas outras fontes argumentam que o bombardeamento ter&aacute; ocorrido depois dos rebeldes terem envenenado a &aacute;gua, como resposta a avan&ccedil;os do ex&eacute;rcito s&iacute;rio sobre outras &aacute;reas.

Independentemente das culpas, a verdade &eacute; que, apesar do cessar-fogo, a situa&ccedil;&atilde;o em Damasco continua muito dif&iacute;cil, principalmente com a chegada do Inverno e do frio. &laquo;Tem havido grandes cortes de eletricidade, e como &eacute; um inverno frio n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil&raquo;, relata a Ir. Myri, que aponta o problema da falta de combust&iacute;vel como uma agravante nestes dias. &laquo;A escassez&nbsp;de combust&iacute;vel para os carros &eacute; tamb&eacute;m uma dura realidade num pa&iacute;s produtor de g&aacute;s e petr&oacute;leo. &Eacute; preciso ter sempre uma reserva porque muitas vezes n&atilde;o se encontra nas bombas. Uma vez que viajei vi uma fila enorme para uma bomba junto &agrave; autoestrada. As mat&eacute;rias-primas existem, mas as estruturas de fabrica&ccedil;&atilde;o&nbsp;e distribui&ccedil;&atilde;o volta e meia s&atilde;o bombardeadas&raquo;, relata esta religiosa &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;.

Sobre isto, as Na&ccedil;&otilde;es Unidas pronunciaram-se pela voz de Jan Egeland, chefe da miss&atilde;o humanit&aacute;ria da ONU na S&iacute;ria, que avisou que &laquo;cortar o acesso &agrave; &aacute;gua &eacute; um crime de guerra, porque s&atilde;o os civis os mais afetados&raquo;, ao mesmo tempo que informava n&atilde;o ser poss&iacute;vel ainda determinar de quem tinha sido a culpa em toda esta situa&ccedil;&atilde;o, confrontado que tem sido com tanta informa&ccedil;&atilde;o e contra-informa&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;

&quot;To sabotage and to deny water is a war crime&quot; - @NRC_Egeland on Damascus, #Syria water crisis: https://t.co/jcYFHX4K6U pic.twitter.com/sT3smMV827
&mdash; UN Geneva (@UNGeneva) January 6, 2017

Sem eletricidade, g&aacute;s ou combust&iacute;vel, o frio torna-se imposs&iacute;vel de combater. &laquo;O mazout [combust&iacute;vel] que utilizam nas caldeiras a petr&oacute;leo j&aacute; n&atilde;o &eacute; t&atilde;o barato nem abundante como no passado, altura em que o governo ajudava monetariamente as fam&iacute;lias para o terem suficiente para se aquecer no inverno. E as pessoas estavam habituadas aquecer-se bem&raquo;, lamenta.
&nbsp;

Na regi&atilde;o do Qalamun, onde se encontra o mosteiro da Ir. Myri, a vida &eacute; &laquo;menos m&aacute;&raquo;, uma vez que &laquo;h&aacute; mais seguran&ccedil;a, pois o ex&eacute;rcito tem reconquistado terreno aos rebeldes&raquo;, mas os relatos que as equipas de volunt&aacute;rios do mosteiro trazem do terreno s&atilde;o bem piores, segundo conta esta religiosa. &laquo;Disseram-me que se encontram pessoas a dormir em edif&iacute;cios sem portas nem janelas e &agrave;s vezes em manga curta por n&atilde;o terem outra coisa para vestir. Os refugiados que n&atilde;o t&ecirc;m nada nunca poderiam sobreviver sem ajuda alimentar humanit&aacute;ria, um dos trabalhos da nossa equipa &eacute; precisamente descobri-los e ajud&aacute;-los&raquo;, conta, isto numa regi&atilde;o que regista para os pr&oacute;ximos dias temperaturas m&iacute;nimas de 3&ordm;C. &laquo;Vi pessoas, que t&ecirc;m a sorte de trabalhar, ganharem unicamente para dar de comer a si e aos seus filhos, nem sequer podiam arranjar colch&otilde;es ou coberturas para dormir&raquo;, denuncia.
&nbsp;
Mhardeh em perigo
&nbsp;
A juntar &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de Damasco, uma das maiores vilas crist&atilde;s da S&iacute;ria, Mhardeh, tem sido alvo de ataques terroristas nos &uacute;ltimos dias, &agrave; medida que as for&ccedil;as rebeldes ligadas &agrave; Al-Qaeda se v&atilde;o juntando no terreno e bombardeando posi&ccedil;&otilde;es na cidade. A Sana, ag&ecirc;ncia de not&iacute;cias s&iacute;ria, confirma que foram disparados rockets sobre a cidade, n&atilde;o provocando mortos, mas sim destrui&ccedil;&atilde;o de patrim&oacute;nio.
A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental SOS Crist&atilde;os Oriente divulgou imagens dos ataques que alegadamente ocorreram durante uma a&ccedil;&atilde;o de entrega de cobertores e outros materiais da organiza&ccedil;&atilde;o, com os feridos a serem deslocados para os hospitais mais pr&oacute;ximos. A organiza&ccedil;&atilde;o diz que &laquo;ca&iacute;ram 7 rockets em 1 hora&raquo;.
&nbsp;
&nbsp;

Lors de la donation &agrave; #Mhardeh ce sont 7 roquettes tomb&eacute;es sur la ville en 1 heure. Bilan 1 mort et une dizaine de bless&eacute;s. #Hama #Syrie pic.twitter.com/SZ5ir5nRgf
&mdash; SOS Chr&eacute;tiens Orient (@SOSCdOrient) January 15, 2017
 &nbsp;
A Ir. Myri relata que a situa&ccedil;&atilde;o na cidade n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, pelos relatos que vai recebendo. &laquo;N&atilde;o h&aacute; combust&iacute;vel nem eletricidade, a vida n&atilde;o est&aacute; nada f&aacute;cil l&aacute;&hellip;&raquo;
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: &copy; Unicef/Muhannad Al- Asadi
&nbsp;
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Tue, 17 Jan 2017 16:26:00 +0000</pubDate>
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<title>Sair, Ver e Chamar: como o Papa quer chegar aos jovens</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco escreveu aos jovens de todo o mundo, apresentando o S&iacute;nodo de 2018, para pedir-lhes que construam uma &laquo;nova terra&raquo;, rejeitando a &laquo;cultura do descart&aacute;vel&raquo; e a &laquo;globaliza&ccedil;&atilde;o da indiferen&ccedil;a&raquo;. &laquo;Qual &eacute; para n&oacute;s hoje esta nova terra, a n&atilde;o ser uma sociedade mais justa e fraterna, &agrave; qual v&oacute;s aspirais profundamente e que desejais construir at&eacute; &agrave;s periferias do mundo?&raquo;, refere o documento, divulgado hoje pela sala de imprensa da Santa S&eacute;.

&nbsp;
Francisco recorda que em outubro de 2018 se vai celebrar o S&iacute;nodo dos Bispos sobre o tema &lsquo;Os jovens, a f&eacute; e o discernimento vocacional&rsquo;. &laquo;Eu quis que v&oacute;s estiv&eacute;sseis no centro da aten&ccedil;&atilde;o, porque vos trago no cora&ccedil;&atilde;o&raquo;, explica.
&nbsp;
O Papa desafia os mais novos a &laquo;sair&raquo; em dire&ccedil;&atilde;o ao futuro e a &laquo;ouvir a voz de Deus&raquo;, sublinhando que, para muitos, a sa&iacute;da implica tamb&eacute;m a fuga da &laquo;injusti&ccedil;a e da guerra&raquo;. &laquo;Muitos est&atilde;o submetidos &agrave; chantagem da viol&ecirc;ncia e s&atilde;o for&ccedil;ados a fugir da sua terra natal&raquo;, lamenta.
&nbsp;
Tamb&eacute;m hoje ficou a ser conhecido o documento preparat&oacute;rio enviado a todas as confer&ecirc;ncias episcopais e movimentos sobre o pr&oacute;ximo s&iacute;nodo de 2018, com o an&uacute;ncio da realiza&ccedil;&atilde;o de um inqu&eacute;rito online dirigido &agrave;s novas gera&ccedil;&otilde;es. &Agrave; semelhan&ccedil;a do s&iacute;nodo sobre a fam&iacute;lia, o Papa vai querer ouvir todos os interessados, neste caso os jovens, para al&eacute;m das estruturas da Igreja, que receberam j&aacute; hoje a sua base de reflex&atilde;o. &laquo;Est&aacute; prevista uma consulta a todos os jovens, atrav&eacute;s da internet, com um question&aacute;rio sobre as suas expectativas e a sua vida&raquo;, adianta o documento, disponibilizado pela sala de imprensa da Santa S&eacute;.

A publica&ccedil;&atilde;o deste texto d&aacute; in&iacute;cio a um processo de consulta que levar&aacute; &agrave; reda&ccedil;&atilde;o do instrumento de trabalho para a assembleia sinodal. O texto publicado hoje, chamado &lsquo;lineamenta&rsquo;, inclui j&aacute; um question&aacute;rio pr&oacute;prio, com 30 perguntas sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre jovens, Igreja e sociedade; o acompanhamento espiritual e vocacional dos mais novos, por parte dos respons&aacute;veis cat&oacute;licos; a pastoral juvenil vocacional; e um conjunto de quest&otilde;es espec&iacute;ficas para os v&aacute;rios continentes.
&nbsp;
O documento preparat&oacute;rio prop&otilde;e uma reflex&atilde;o em tr&ecirc;s partes, come&ccedil;ando pelas din&acirc;micas sociais e culturais antes de passar &agrave; abordagem do &ldquo;discernimento&rdquo;, como instrumento que a Igreja oferece aos mais novos para a descoberta da sua voca&ccedil;&atilde;o. Em terceiro lugar, s&atilde;o colocados em relevo os elementos fundamentais da pastoral juvenil vocacional.
&nbsp;
Neste documento, dirigido &agrave;s estruturas da Igreja, o Papa estabelece tr&ecirc;s prioridades para quem lida com jovens no contexto eclesial. &laquo;Sair&raquo;, &laquo;Ver&raquo; e &laquo;Chamar&raquo;. &laquo;Sair, abandonando as atitudes r&iacute;gidas que tornam menos cred&iacute;vel a proclama&ccedil;&atilde;o da alegria do Evangelho&raquo;, ver, com um &laquo;verdadeiro olhar de discernimento, que n&atilde;o quer tomar posse da consci&ecirc;ncia de outrem nem predeterminar o caminho da gra&ccedil;a de Deus&raquo;, e que come&ccedil;a &laquo;por deixar de lado as suas pr&oacute;prias conce&ccedil;&otilde;es mentais&raquo;, e &laquo;chamar&raquo;, &laquo;fazer perguntas que n&atilde;o t&ecirc;m respostas prontas. Deste modo, e n&atilde;o nos limitando a respeitar passivamente as normas, as pessoas s&atilde;o impelidas a embarcar numa viagem e a encontrar a alegria do Evangelho&raquo;, afirma o documento.

&nbsp;
Texto: Ricardo Perna (com Ag&ecirc;ncia Ecclesia)
Foto: Confer&ecirc;ncia Episcopal da Pol&oacute;nia
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]]></description>
<pubDate>Fri, 13 Jan 2017 17:45:00 +0000</pubDate>
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<title>Mais um passo para a beatificação da Irmã Lúcia</title>
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<description><![CDATA[A fase diocesana do processo de canoniza&ccedil;&atilde;o da Irm&atilde; L&uacute;cia de Jesus (1907-2005), uma das tr&ecirc;s videntes de F&aacute;tima, chegou ao fim, passando agora para a compet&ecirc;ncia direta da Santa S&eacute; e do Papa. O an&uacute;ncio foi feito hoje em comunicado pela diocese de Coimbra, diocese onde foi aberto o processo.


A nota da diocese informa que a sess&atilde;o solene de clausura do Inqu&eacute;rito Diocesano do Processo de Beatifica&ccedil;&atilde;o e Canoniza&ccedil;&atilde;o da Serva de Deus L&uacute;cia de Jesus se realiza a 13 de fevereiro, no Carmelo de Santa Teresa de Coimbra. &laquo;O referido Inqu&eacute;rito Diocesano re&uacute;ne todos os escritos da Irm&atilde; L&uacute;cia, os depoimentos das (60) testemunhas ouvidas acerca da fama de santidade e das virtudes heroicas&raquo; da j&aacute; declarada Serva de Deus.
&nbsp;
Estes documentos seguem agora para Roma, que ir&aacute; determinar, com base no estudo dos mesmos, se a Ir. L&uacute;cia pode ser declarada vener&aacute;vel e dar in&iacute;cio &agrave; fase seguinte, de verifica&ccedil;&atilde;o de milagres que poder&atilde;o elevar a religiosa do Carmelo aos altares.
&nbsp;
Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Sala de Imprensa do Santu&aacute;rio o reitor, Pe. Carlos Cabecinhas , diz que recebeu a not&iacute;cia com &laquo;muita alegria&raquo; e que esta alegria &laquo;responsabiliza o Santu&aacute;rio e os seus peregrinos naquela que &eacute; a sua tarefa primordial, a ora&ccedil;&atilde;o&raquo;, e por isso deixa um desafio a todos os peregrinos de F&aacute;tima. &laquo;O desafio que deixo a todos &eacute;&nbsp; que rezem para que o processo chegue ao seu termo o mais depressa poss&iacute;vel&raquo;, disse o reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, afirmando que &laquo;todos temos consci&ecirc;ncia da import&acirc;ncia da Irm&atilde; L&uacute;cia, a vidente que viveu mais anos;&nbsp; a sua fama de santidade e aquilo que se espera &eacute; que possamos apoiar com a nossa ora&ccedil;&atilde;o um processo complexo mas que estamos certos ter&aacute; bom acolhimento&raquo;.
&nbsp;
A Ir. &Acirc;ngela Coelho, vice-postuladora da causa da canoniza&ccedil;&atilde;o da Ir. L&uacute;cia, afirmou que o processo demorou alguns anos por &laquo;causa da quantidade de documentos deixados e a necessidade de os trabalhar bem&raquo;. &laquo;Cada p&aacute;gina que a Ir. L&uacute;cia escreveu teve de ser minuciosamente analisada, e estamos a falar de um universo de 10 mil cartas que conseguimos recolher e de um di&aacute;rio com 2000 p&aacute;ginas para al&eacute;m de outros textos mais pessoais&raquo;, afirmou a Ir. &Acirc;ngela Coelho ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, ela que &eacute; tamb&eacute;m postuladora da causa de canoniza&ccedil;&atilde;o dos pastorinhos Beatos Jacinta e Francisco Marto. &laquo;Estou, por isso, muito feliz com a conclus&atilde;o desta etapa&raquo;, salientou frisando que &laquo;a fama de santidade e fama de sinais na Ir. L&uacute;cia s&atilde;o muito consistentes&raquo;.
&nbsp;
Nesta fase diocesana trabalharam a tempo inteiro cerca de tr&ecirc;s dezenas de pessoas, 18 delas te&oacute;logos&nbsp; e 8 elementos na Comiss&atilde;o hist&oacute;rica.
&nbsp;
Conclu&iacute;da a fase diocesana do processo de beatifica&ccedil;&atilde;o, vai ser elaborada a &lsquo;positio&rsquo;, um comp&ecirc;ndio dos relatos e estudos realizados pela comiss&atilde;o jur&iacute;dica, por um relator nomeado pela Congrega&ccedil;&atilde;o para a Causa dos Santos (Santa S&eacute;).
&nbsp;
A Sess&atilde;o de Clausura, aberta &agrave; participa&ccedil;&atilde;o dos fi&eacute;is, que se realiza no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra, no pr&oacute;ximo dia 13, come&ccedil;a &agrave;s 17h00 com a sess&atilde;o de clausura, seguindo-se uma Missa de a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as. &Agrave; noite, pelas 21h30, ter&aacute; lugar o concerto &ldquo;O meu caminho&rdquo;, com o Coro Sinf&oacute;nico Lisboa Cantata, o Coro Infantil do Conservat&oacute;rio Regional de Coimbra&nbsp; e a Orquestra Cl&aacute;ssica do Centro, na S&eacute; Nova de Coimbra.
&nbsp;

Texto: Ricardo Perna (com Santu&aacute;rio de F&aacute;tima)
Foto: Santuario de F&aacute;tima
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<pubDate>Fri, 13 Jan 2017 15:35:00 +0000</pubDate>
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<title>CCB recebeu antestreia do novo filme de Scorsese</title>
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<description><![CDATA[Ontem foi noite de antestreia em Portugal para o mais recente filme de Martin Scorsese, Sil&ecirc;ncio. No Grande Audit&oacute;rio do CCB, cerca de 1400 convidados puderam assistir em primeira m&atilde;o &agrave; antestreia da adapta&ccedil;&atilde;o ao cinema do romance de Shuzaku Endo que conta a hist&oacute;ria de dois sacerdotes portugueses que, no tempo da persegui&ccedil;&atilde;o aos crist&atilde;os no Jap&atilde;o, partem para terras nip&oacute;nicas &agrave; procura de um outro sacerdote portugu&ecirc;s que teria alegadamente cometido apostasia, ou seja, ren&uacute;ncia da sua f&eacute;.


O presidente da Rep&uacute;blica, Marcelo Rebelo de Sousa, foi o convidado de honra, mas muitas outras figuras se juntaram para assistir &agrave; antestreia.

No final, a express&atilde;o geral era de contentamento, mas tamb&eacute;m de inquieta&ccedil;&atilde;o e de desafio. O filme &laquo;&eacute; um desafio que se faz em rela&ccedil;&atilde;o aos crentes para verem a forma como vivem a sua f&eacute;, e para os n&atilde;o-crentes a compreens&atilde;o do que &eacute; a f&eacute; dos crentes&raquo;, disse Marcelo Rebelo de Sousa &agrave; sa&iacute;da da sala. J&aacute; o n&uacute;ncio apost&oacute;lico em Portugal, D. Rino Passigato, considera que &laquo;&eacute; um filme para ver com intelig&ecirc;ncia, porque as almas simples podem ser escandalizadas&raquo;. &laquo;O di&aacute;logo entre civiliza&ccedil;&otilde;es &eacute; sempre dif&iacute;cil, quando assume um aspeto religioso, filos&oacute;fico, &eacute; complicado harmonizar as partes quando s&atilde;o t&atilde;o convencidas da sua pr&oacute;pria verdade&raquo;, afirmou.


A quest&atilde;o da inquieta&ccedil;&atilde;o foi levantada pelo Pe. Jos&eacute; Fraz&atilde;o, provincial dos jesu&iacute;tas em Portugal. &laquo;Tem a grande virtude de deixar o espetador inquieto, reflexivo, no meu caso em sil&ecirc;ncio, porque retrata dramas aculturais existenciais e de f&eacute; que s&atilde;o em si mesmos complexos&raquo;, referiu o sacerdote &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;.
&nbsp;
O sacerdote jesu&iacute;ta acha &laquo;muito interessante que o filme ajude a baixar a dimens&atilde;o triunfalista com que a pr&oacute;pria descri&ccedil;&atilde;o do mart&iacute;rio &eacute; apresentada&raquo;. &laquo;O mart&iacute;rio tem algo de identifica&ccedil;&atilde;o com o pr&oacute;prio Cristo, mas &eacute; verdade que tem uma descri&ccedil;&atilde;o muito apolog&eacute;tica e triunfalista. Este lado baixa esse triunfalismo e p&otilde;e o testemunho da f&eacute; num registo muito mais verdadeiro, porque p&otilde;e tamb&eacute;m o drama, a dificuldade, a luta&raquo;, considera o Pe. Jos&eacute; Fraz&atilde;o.
&nbsp;
Rui Marques, da Plataforma de Apoio aos Refugiados, tamb&eacute;m esteve presente na antestreia e afirmou que este &eacute; um filme &laquo;que precisa de ser digerido&raquo;. &laquo;&Eacute; um grande filme, que nos deixa pistas de reflex&atilde;o importantes. Todo o dilema &eacute;tico da apostasia, e at&eacute; da apostasia como forma de amor, &eacute; evidentemente uma grande perplexidade que deixa a quem &eacute; crente.&raquo;
&nbsp;
Vendo o filme, torna-se inevit&aacute;vel n&atilde;o fazer a compara&ccedil;&atilde;o com o drama dos crist&atilde;os perseguidos na Igreja de hoje. Rui Marques concorda e salienta que &laquo;a coragem extraordin&aacute;ria daqueles que s&atilde;o fi&eacute;is &agrave; sua f&eacute; at&eacute; ao ultimo momento &eacute; algo de profundamente tocante&raquo;, acrescentando que &eacute; preciso &laquo;respeitar&raquo; aqueles que decidem renunciar &agrave; sua f&eacute; de forma p&uacute;blica, porque podem n&atilde;o pensar assim no seu interior. &laquo;Este filme ensina-nos a ter um outro olhar, n&atilde;o glorificando os m&aacute;rtires, mas tamb&eacute;m vendo que aqueles que aparentemente n&atilde;o resistem, no seu interior continuam a amar tanto a Deus como aqueles que resistem at&eacute; ao fim&raquo;, afirma.

&nbsp;
O filme, que j&aacute; estreou nos Estados Unidos da Am&eacute;rica e est&aacute; a receber muito boas cr&iacute;ticas por parte da comunidade cinematogr&aacute;fica e da pr&oacute;pria Igreja, estreia em todas as salas portuguesas na pr&oacute;xima quinta-feira, dia 19.
&nbsp;
Juntamente com o filme estava patente uma exposi&ccedil;&atilde;o de desenhos de um sacerdote jesu&iacute;ta portugu&ecirc;s, o Pe. Nuno Branco, e de Kumi Matsukawaque, convidados para &ldquo;ilustrar&rdquo; o trailer do filme. Enquanto Kumi Matsukawa desenhou as cenas que representam elementos ocidentais, o Pe. Nuno Branco &eacute; o autor das ilustra&ccedil;&otilde;es que representam cenas orientais. &nbsp;O conjunto de imagens apresentadas &ndash; e que tentam de certa forma recriar, numa sinopse simples, a hist&oacute;ria do film e&ndash; &eacute; uma sele&ccedil;&atilde;o do trabalho destes artistas, que pode ser visto de forma integral no trailer &ldquo;ilustrado&rdquo;.

Estas ilustra&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o, depois, expostas ao p&uacute;blico na FNAC do Chiado (a partir de 17 de janeiro) e na FNAC Santa Catarina (a partir de 25 de janeiro), acompanhadas de um pequeno debate.
&nbsp;

Texto e fotos: Ricardo Perna


Not&iacute;cias relacionadas:

- Sil&ecirc;ncio, a nova obra-prima de Scorsese
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<pubDate>Fri, 13 Jan 2017 08:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Infertilidade: ja há uma solução natural</title>
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<description><![CDATA[Jordina Fabr&eacute;s e Venancio Carri&oacute;n sempre quiseram ter filhos. Desde o namoro que sonhavam com o dia em que estariam &laquo;rodeados de quatro ou cinco filhos&raquo;. O casal espanhol conta, em entrevista &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, que &laquo;t&iacute;nhamos tido quase quatro anos de namoro e lev&aacute;vamos sete anos casados sem filhos&raquo;. Os m&eacute;dicos n&atilde;o encontravam problemas.

O casal vivia com dor, amargura, mas tamb&eacute;m &laquo;impot&ecirc;ncia, raiva, des&acirc;nimo, sentimento de culpa, injusti&ccedil;a&raquo;. Estar aberto &agrave; vida, confiar em Deus, mas m&ecirc;s ap&oacute;s m&ecirc;s n&atilde;o surgir uma gravidez foi duro. Jordina e Venancio explicam que &laquo;num ambiente crist&atilde;o, estamos rodeados de casais com filhos e n&oacute;s pertencemos aos 5 ou 10% que n&atilde;o podem ter filhos. Viv&iacute;amos com muita dor, sofrimento, incompreens&atilde;o e amargura.&raquo;

Dor e sofrimento que se converteu em felicidade com a gravidez de Marc em 2016. Quando fal&aacute;mos, ainda n&atilde;o tinha nascido. &laquo;Estamos gr&aacute;vidos gra&ccedil;as a Deus.&raquo;
O casal tem mestrado em Pastoral Familiar e foi numa das aulas de m&eacute;todos naturais que ouviu falar em NaProTECHNOLOGY. Em 2011, n&atilde;o encontraram nenhum m&eacute;dico que, em Espanha, a praticasse. S&oacute; em 2014, Jordina conseguiu chegar &agrave; m&eacute;dica M.&ordf; Victoria Mena, em Sarago&ccedil;a.

Na primeira consulta, notaram logo diferen&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o aos m&eacute;dicos a que tinham recorrido. O casal descobriu que a sua infertilidade se devia &agrave; &laquo;intoler&acirc;ncia ao gl&uacute;ten de Venancio e aos baixos n&iacute;veis de progesterona de Jordina, o que impedia a nidifica&ccedil;&atilde;o&raquo;.

NaProTECHNOLOGY &eacute; uma marca registada que se pode traduzir por tecnologia de procria&ccedil;&atilde;o natural. &Eacute; uma abordagem cient&iacute;fica para resolver problemas reprodutivos do casal e ginecol&oacute;gicos da mulher. Foi desenvolvida pelo m&eacute;dico e investigador Thomas Hilgers que h&aacute; mais de 30 anos investiga o ciclo menstrual e a fertilidade da mulher. Ele &eacute; diretor do Instituto Papa Paulo VI para o Estudo da Reprodu&ccedil;&atilde;o Humana e do Centro Nacional para a Sa&uacute;de das Mulheres em Omaha, Nebraska, Estados Unidos da Am&eacute;rica.

Hilgers &eacute; ginecologista-obstetra e todos os m&eacute;dicos em forma&ccedil;&atilde;o em NaProTECHNOLOGY t&ecirc;m aulas com ele. Foi o que aconteceu com M.&ordf; Victoria Mena. Em entrevista &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, a m&eacute;dica espanhola explica que fez &laquo;o programa duplo de forma&ccedil;&atilde;o com o m&eacute;dico especialista em NaProTECHNOLOGY e instrutora do m&eacute;todo Creighton, em 2013, com o Dr. Thomas Hilgers&raquo;. Afirma que a sua conce&ccedil;&atilde;o da Medicina &laquo;mudou completamente, comecei a converter-me verdadeiramente em m&eacute;dica, comecei a entender a superficialidade das abordagens que se fazem habitualmente aos casos complexos&raquo;.

Mas afinal o que &eacute; esta forma diferente de fazer medicina? &laquo;Literalmente, NaProTECHNOLOGY &eacute; &quot;tecnologia da procria&ccedil;&atilde;o natural&quot;. Quer dizer, medicina genu&iacute;na que se encarrega de diagnosticar e tratar as altera&ccedil;&otilde;es subjacentes &agrave; fertilidade feminina para tentar restaur&aacute;-la e que a gravidez ocorra como fruto de uma rela&ccedil;&atilde;o conjugal normal.&raquo; M.&ordf; Victoria Mena explica que se baseia &laquo;no reconhecimento do ciclo f&eacute;rtil da mulher que esta realiza com o m&eacute;todo Creighton&raquo;. Al&eacute;m disso, s&atilde;o feitos estudos &agrave; medida de cada paciente e &laquo;investigam-se exaustivamente as causas da infertilidade, tanto m&eacute;dicas como cir&uacute;rgicas&raquo;.

Esta m&eacute;dica tem acompanhado cerca de 50 casais, alguns portugueses. M.&ordf; Victoria Mena sublinha que &laquo;o primeiro princ&iacute;pio de NaPro &eacute; respeitar a verdade do amor humano expresso pelo magist&eacute;rio da Igreja em documentos importantes como a Humane vitae, a Evangelium vitae ou a Donum vitae. Quer dizer, fazer uma medicina fiel &agrave; verdade. Isso implica n&atilde;o causar dano nem &agrave;s pessoas, nem aos filhos por nascer, nem &agrave; rela&ccedil;&atilde;o dos esposos. Respeita-se completamente, nos estudos e tratamentos, a dignidade de pessoa dos pacientes e dos beb&eacute;s n&atilde;o nascidos.&raquo;

Marc trouxe aos pais Jordina e Venancio a descoberta de uma miss&atilde;o: &laquo;Percebemos que pass&aacute;mos por sete anos de sofrimento para encontrar a NaProTECHNOLOGY. Temos, como casal, uma miss&atilde;o muito grande, vamos fazer o poss&iacute;vel para que todo o mundo a conhe&ccedil;a.&raquo; Por sentirem este apelo t&atilde;o forte, arrega&ccedil;aram as mangas e, ainda durante a gravidez, criaram uma p&aacute;gina de internet.

Em Espanha, h&aacute; tr&ecirc;s m&eacute;dicos formados em NaProTECHNOLOGY. Em Portugal, duas m&eacute;dicas de medicina geral e familiar est&atilde;o em forma&ccedil;&atilde;o. Uma delas &eacute; Tatiana Santiago, atualmente instrutora do Creighton model fertility system. Ela afirma que &laquo;n&atilde;o se pode dizer que h&aacute; Napro em Portugal&raquo;, porque &laquo;n&atilde;o temos m&eacute;dicos certificados nem uma estrutura segura&raquo;. A m&eacute;dica explica que &laquo;em abril, come&ccedil;a a segunda fase da forma&ccedil;&atilde;o. Mesmo depois n&atilde;o vou estar apta a 100%. Vou estar sob supervis&atilde;o durante seis meses.&raquo; Da&iacute; que, por agora, falar de NaProTECHNOLOGY em Portugal &eacute; precoce. Tatiana diz ser &laquo;um projeto pessoal de cada uma&raquo;, mas &laquo;se no futuro conseguirmos ter um projeto em conjunto, claro que sim.&raquo;

Excerto de uma reportagem publicada na FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de janeiro de 2017.

&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o, e D.R.]]></description>
<pubDate>Wed, 11 Jan 2017 10:00:00 +0000</pubDate>
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<title>«Silêncio», a nova obra-prima de Scorsese</title>
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<description><![CDATA[Estreia esta semana o novo filme de Martin Scorsese. Sil&ecirc;ncio &eacute; a adapta&ccedil;&atilde;o ao cinema do romance de Shusaku Endo com o mesmo nome. Conta a hist&oacute;ria de dois padres jesu&iacute;tas portugueses que partem para o Jap&atilde;o &agrave; busca do Pe. Crist&oacute;v&atilde;o Ferreira, que teria renunciado &agrave; sua f&eacute;. Baseado em factos hist&oacute;ricos, mas centrada numa hist&oacute;ria que n&atilde;o representa a verdadeira hist&oacute;ria da evangeliza&ccedil;&atilde;o do Jap&atilde;o.

&nbsp;
Na altura do Xogunato, no s&eacute;culo XVII, os jesu&iacute;tas s&atilde;o expulsos do pa&iacute;s. A expuls&atilde;o em 1639 &eacute; pac&iacute;fica, mas o problema foi quando os governantes japoneses se aperceberam de que muitos sacerdotes jesu&iacute;tas tinham ficado no pa&iacute;s, operando os seus trabalhos mission&aacute;rios na clandestinidade. Um deles era o Pe. Crist&oacute;v&atilde;o Ferreira. &laquo;O Pe. Crist&oacute;v&atilde;o Ferreira foi um dos que quis ficar quando os jesu&iacute;tas foram expulsos. Ele foi o &uacute;ltimo provincial da regi&atilde;o, sucedendo ao Pe. Sebasti&atilde;o Vieira. Uma das coisas importantes que o Pe. Ferreira fazia era a escolha dos vinhos para celebrarem Eucaristia, e n&atilde;o sabemos se n&atilde;o ter&aacute; sido isso que o denunciou, porque o vinho n&atilde;o fazia parte da cultura gastron&oacute;mica do pa&iacute;s&raquo;, conta o Pe. Ant&oacute;nio J&uacute;lio.
&nbsp;
Capturado pelas autoridades, o Pe. Ferreira foi sujeito a tortura para que renunciasse &agrave; sua f&eacute;, assim como muitos outros sacerdotes nessa altura. &laquo;&Eacute; preciso compreender que o tipo de tortura foi inventado especificamente para obrigar os crist&atilde;os a renunciar &agrave; f&eacute;. Era a fossa. Eles eram presos pelos p&eacute;s, abria-se um buraco na terra, a cabe&ccedil;a era l&aacute; enfiada e eles ficavam pendurados de cabe&ccedil;a para baixo. Para piorar, atavam o corpo de maneira a que o sangue n&atilde;o flu&iacute;sse todo de imediato para a cabe&ccedil;a, fazendo com que o sofrimento fosse prolongado. Podiam estar tr&ecirc;s a cinco dias nisto, e perdiam completamente o ju&iacute;zo porque estavam sujeitos a uma press&atilde;o e dor fort&iacute;ssimas.&raquo; Foi neste contexto que o Pe. Ferreira renunciou &agrave; sua f&eacute;, mas a verdade &eacute; que foi dos poucos sacerdotes torturados que o fizeram. &laquo;&Eacute; importante perceber que estamos a contar a hist&oacute;ria de um grupo de cinco ou seis sacerdotes jesu&iacute;tas que, sendo torturados, abjuraram, num contexto de 205 que morreram m&aacute;rtires e que n&atilde;o abjuraram, os conhecidos m&aacute;rtires de Nagas&aacute;qui&raquo;, refor&ccedil;a o Pe. Ant&oacute;nio J&uacute;lio.

&nbsp;
O filme aborda esta quest&atilde;o, sob o ponto de vista de dois jesu&iacute;tas portugueses, que nunca existiram, que partem para o Jap&atilde;o &agrave; procura do seu mentor. &laquo;O Pe. Crist&oacute;v&atilde;o Ferreira &eacute; real, mas os companheiros que o tentam resgatar s&atilde;o ficcionados, com base nas personagens que, de facto, tentaram ir resgat&aacute;-lo. Houve tr&ecirc;s tentativas para o fazerem, com sacerdotes que n&atilde;o s&atilde;o portugueses. As personagens do filme s&atilde;o inspiradas na figura do Marcelo Mastrilli. S&atilde;o embaixadas terr&iacute;veis, porque eles s&atilde;o presos e mortos assim que chegam ao Jap&atilde;o. Acho estranho que o autor do romance tenha atribu&iacute;do nomes portugueses a esses sacerdotes, mas n&atilde;o sei explicar porqu&ecirc;.&raquo;
&nbsp;
A 29 de novembro, o filme teve antestreia perante uma plateia de 400 sacerdotes jesu&iacute;tas. No meio de todos os sacerdotes estava um portugu&ecirc;s, o Pe Ant&oacute;nio Ary. &laquo;O filme &eacute; muito intenso, a hist&oacute;ria tem muita for&ccedil;a e &eacute; dif&iacute;cil deixar indiferente... embora tamb&eacute;m provoque sentimentos contradit&oacute;rios. Por um lado, a admira&ccedil;&atilde;o e compaix&atilde;o diante de uma experi&ecirc;ncia de f&eacute; t&atilde;o radical, como a vivida pelos crist&atilde;os do Jap&atilde;o, durante os tempos de persegui&ccedil;&atilde;o... Mas o centro do filme &eacute; a f&eacute; posta &agrave; prova at&eacute; ao limite, o &quot;sil&ecirc;ncio&quot; de Deus e a fragilidade humana na resposta&raquo;, disse &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, depois de assistir &agrave; antestreia.
&nbsp;
Pensando no facto de a hist&oacute;ria se centrar numa personagem que renunciou &agrave; sua f&eacute;, poder-se-ia pensar que seria um filme de cr&iacute;tica, mas tal n&atilde;o sucede, segundo o Pe. Ant&oacute;nio Ary. &laquo;N&atilde;o diria cr&iacute;tica... sim, um &quot;outro lado&quot;, menos ou nada &quot;glorioso&quot;, mas por isso tamb&eacute;m menos conhecido. N&atilde;o se escrevem livros, n&atilde;o se celebram missas, n&atilde;o se recordam nomes de quem diante da persegui&ccedil;&atilde;o e da tortura n&atilde;o encontrou a for&ccedil;a para permanecer firme... mas qual &eacute; o crist&atilde;o que pode dizer que &quot;aguentaria&quot;?&raquo;, questiona.
&nbsp;
O Pe. Ant&oacute;nio J&uacute;lio d&aacute; uma achega hist&oacute;rica para enfatizar esta mesma quest&atilde;o. &laquo;Estes pedidos para serem soltos, em troca da apostasia, n&atilde;o dizem muito de uma perda de f&eacute;, diz &eacute; que as pessoas sujeitas a uma tortura t&atilde;o forte e dolorosa perdem o discernimento&raquo;, acredita, referindo que a pr&oacute;pria vida do Pe. Crist&oacute;v&atilde;o depois disso &eacute; reveladora de um sentimento de arrependimento pelo gesto. N&atilde;o h&aacute; muitos registos, mas h&aacute; alguns mitos. &laquo;Sobre ele, h&aacute; muitos testemunhos posteriores que s&atilde;o contradit&oacute;rios, sobretudo de mercadores. Esteve muitos anos em Nagas&aacute;qui, e para o obrigarem a fazer uma vida japonesa arranjaram-lhe uma mulher. Mas tudo &eacute; duvidoso, porque os mercadores que se encontravam com ele diziam que lhe tinha sido imposta aquela mulher&raquo;, afirma.


Sobre o final da sua d&uacute;vida h&aacute; ainda mais d&uacute;vidas. &laquo;O fim do Pe. Ferreira tem v&aacute;rias narrativas e acho que nunca se saber&aacute; qual a verdadeira. Temos testemunhos em segunda m&atilde;o dos holandeses, que dizem que ele se manteve assim at&eacute; ao final da vida, e h&aacute; os testemunhos dos mercadores espanh&oacute;is e portugueses, que continuaram a ter contacto com ele e que dizem que, no final, ele se arrependeu dessa declara&ccedil;&atilde;o de apostasia e que as autoridades japonesas, sabedoras disso, o vieram buscar e acabou por morrer da mesma forma, na fossa&raquo;, diz o historiador jesu&iacute;ta.
&nbsp;
Mais informa&ccedil;&otilde;es sobre a hist&oacute;ria do Pe. Ferreira e do pr&oacute;prio filme podem ser lidas na edi&ccedil;&atilde;o de janeiro da revista FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: NOS Audiovisuais
&nbsp;

Not&iacute;cias relacionadas:

- CCB recebeu antestreia do novo filme de Scorsese
]]></description>
<pubDate>Tue, 10 Jan 2017 11:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Musical «Partimos. Vamos. Somos»</title>
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<description><![CDATA[Depois do sucesso da primeira edi&ccedil;&atilde;o, com seis sess&otilde;es completamente esgotadas, o musical que celebra os 300 anos do Patriarcado de Lisboa, &laquo;Partimos. Vamos. Somos.&raquo;, est&aacute; de volta esta semana para mais cinco sess&otilde;es, entre os dias 12 e 15.


O espet&aacute;culo, encenado por Matilde Trocado, com textos do Pe. Hugo Gon&ccedil;alves, faz uma retrospetiva hist&oacute;rica daquilo que foi a historia do Patriarcado ainda antes da sua eleva&ccedil;&atilde;o ao estado de Patriarcado at&eacute; aos dias de hoje. &laquo;Faz-nos bem compreender o que &eacute; a nossa hist&oacute;ria&raquo;, referia a encenadora Matilde Trocado &agrave; Ag&ecirc;ncia Ecclesia na antevis&atilde;o dos espet&aacute;culos de novembro, ela que tem sido respons&aacute;vel por alguns dos principais musicais religiosos dos &uacute;ltimos tempos, como Wojtyla, Calcut&aacute;, Godspell e O Quadro, entre outras obras.

O elenco integra jovens de toda a diocese de Lisboa que tamb&eacute;m vivem &laquo;experi&ecirc;ncias de miss&atilde;o&raquo; nas suas vidas. O Pe. Hugo Gonçalves, autor do texto, referiu, em declarações à Renascença, que muitos dos participantes ficaram surpreendidos &laquo;não só com as personagens que já são conhecidas da história&raquo; mas também porque &laquo;muitos deles já fizeram experiências missionárias nas suas universidades e paróquias, e de certa maneira reveem-se ali, em algumas coisas que estão a acontecer em palco&raquo;.

&laquo;Na experi&ecirc;ncia da miss&atilde;o &eacute; que descobrimos quem somos, quem somos chamados a ser&raquo;, afirmou o sacerdote &agrave; Ecclesia na altura da estreia do espet&aacute;culo que pretende desafiar os jovens &agrave; miss&atilde;o.

As sess&otilde;es s&atilde;o &agrave;s 21h30 nos dias 12, 13 e 14, sendo que s&aacute;bado, dia 14, haver&aacute; uma primeira sess&atilde;o &agrave;s 18h15. No domingo, dia 15, &uacute;ltimo dia de exibi&ccedil;&otilde;es, a sess&atilde;o &eacute; &agrave;s 16h30. Os bilhetes podem ser adquiridos na Ticketline, lojas FNAC ou WORTEN.
&nbsp;
&nbsp;
Ficha T&eacute;cnica
T&iacute;tulo: Partimos. Somos. Vamos.
Encena&ccedil;&atilde;o: Matilde Trocado
Classifica&ccedil;&atilde;o: Maiores de 6 anos
&nbsp;
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: Patriarcado de Lisboa
]]></description>
<pubDate>Mon, 09 Jan 2017 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>«A mulher é um ser frágil pelo qual a Igreja deve dar tudo»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/a-mulher-e-um-ser-fragil-pelo-qual-a-igreja-deve-dar-tudo</link>
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<description><![CDATA[O Pe. Luciano Ferreira &eacute; mission&aacute;rio vicentino e um homem com grande experi&ecirc;ncia no trabalho mission&aacute;rio em &Aacute;frica e na Europa. Reconhece a necessidade da Igreja dar mais import&acirc;ncia &agrave; mulher no reconhecimento do importante papel que ela j&aacute; hoje desempenha dentro das estruturas da Igreja.

&nbsp;
Como &eacute; que a Igreja olha para a mulher?
O ensinamento da Igreja em termos do matrim&oacute;nio e da fam&iacute;lia, no que tem a ver com a mulher, mostra uma preocupa&ccedil;&atilde;o, principalmente no discurso oficial da Igreja desde o Conc&iacute;lio Vaticano II para c&aacute;, na dignifica&ccedil;&atilde;o em geral da mulher. N&atilde;o apenas promo&ccedil;&atilde;o exterior, mas promo&ccedil;&atilde;o a partir do Evangelho e do que s&atilde;o os valores profundamente crist&atilde;os e evang&eacute;licos.
&nbsp;
Mas &eacute; isso que acontece na Igreja?
O problema depois est&aacute; na pr&aacute;tica. H&aacute; disparidade na forma como a Igreja tem aplicado, ou n&atilde;o, por exemplo no contexto africano, esta dignifica&ccedil;&atilde;o da mulher. Esta dignifica&ccedil;&atilde;o pode ser aplicada em geral, como no II s&iacute;nodo africano, que disse que educar uma mulher &eacute; educar um povo, por causa da influ&ecirc;ncia que a mulher tem no desenvolvimento das popula&ccedil;&otilde;es. Outra coisa &eacute; a n&iacute;vel interno da Igreja, e sabemos que, na realidade, na maior parte das comunidades, a sua vitalidade &eacute; sustentada, orientada e animada pela enorme doa&ccedil;&atilde;o que as mulheres p&otilde;em nos minist&eacute;rios que elas podem realizar. Deveria haver, da parte dos pastores, muito mais empenho em faz&ecirc;-las aceder a diversas inst&acirc;ncias de gest&atilde;o e governa&ccedil;&atilde;o da igreja, que deveriam ter mais presen&ccedil;a feminina.
&nbsp;
E onde poderia haver essa presen&ccedil;a?
Nos conselhos econ&oacute;micos, em certas comiss&otilde;es que preparassem as confer&ecirc;ncias dos bispos, nos direitos humanos, justi&ccedil;a e paz, na educa&ccedil;&atilde;o da mulher. Tudo o que &eacute; uma emancipa&ccedil;&atilde;o genu&iacute;na, humanamente equilibrada e profundamente evang&eacute;lica, em rela&ccedil;&atilde;o ao conjunto da sociedade, onde o homem continua a esmaga-la de muitas maneiras. A mulher, em grande parte, &eacute; escrava, objeto, aquilo que n&atilde;o deveria ser. At&eacute; dentro da Igreja, h&aacute; muita masculiniza&ccedil;&atilde;o, e muito caminho a andar.
&nbsp;
Parece-lhe que a quest&atilde;o do diaconado feminino pode ser uma solu&ccedil;&atilde;o para criar essa figura que d&ecirc; mais suporte &agrave; mulher?
Penso que o Papa faz um esfor&ccedil;o para ir ao encontro das demandas e das expetativas para ver que passos se podem dar a n&iacute;vel de dar mais responsabilidades hier&aacute;rquicas, de se voltar a um envolvimento mais pleno, regressando a modelos que existiram at&eacute; &agrave; Idade M&eacute;dia, da mulher dentro da Igreja. Como ele tamb&eacute;m tem explicado, n&atilde;o &eacute; pela sua ascens&atilde;o aos minist&eacute;rios do presbiterado, porque Maria teve um papel de relevo e n&atilde;o se p&ocirc;s esse problema.
Mas essa tradi&ccedil;&atilde;o antiga, que fez com que a mulher fosse diaconisa ao estilo do tempo, &eacute; uma possibilidade. A figura do di&aacute;cono evoluiu, e agora h&aacute; que ir ao encontro das demandas. Os di&aacute;conos chegaram a ser mais importantes que os presb&iacute;teros, em torno do bispo e da influ&ecirc;ncia na Igreja logo no princ&iacute;pio, no encargo com a diaconia. A diaconia &eacute; tudo o que tem a ver com a caridade, servi&ccedil;o aos pobres, gest&atilde;o econ&oacute;mica, etc, e at&eacute; que ponto essa figura pode ser &uacute;til e importante hoje para a mulher, dando-lhe um acesso a essa ordena&ccedil;&atilde;o no diaconado. Ali &eacute; duvidoso se se chegou ao que &eacute; uma imposi&ccedil;&atilde;o das m&atilde;os e uma forma de ordena&ccedil;&atilde;o que depois foi evoluindo e se concretizou mais &agrave; frente naqueles primeiros s&eacute;culos.

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Essa &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o?
Se vai solucionar a sede que algum movimento feminista dentro da igreja manifesta de maior responsabiliza&ccedil;&atilde;o, ou a resolu&ccedil;&atilde;o de alguns problemas de falta de ministros, n&atilde;o creio. Na minha experi&ecirc;ncia em Mo&ccedil;ambique, a mulher tem tido um papel preponderante na subsist&ecirc;ncia da Igreja. Durante a guerra e o per&iacute;odo marxista, foi o pulm&atilde;o que aguentou o fogo do Evangelho, aquilo que &eacute; principal na Igreja, evangeliza&ccedil;&atilde;o, celebra&ccedil;&otilde;es, visita aos doentes e todas as formas de criar presente o Cristo, mas sempre como leigas comprometidas, fi&eacute;is em Cristo, na Legi&atilde;o de maria, nos movimentos vicentinos, nas v&aacute;rias formas de participa&ccedil;&atilde;o nas comunidades, nas par&oacute;quias. Irradiam no seu meio, de forma espont&acirc;nea e simples, o Evangelho. Orden&aacute;-las ou faz&ecirc;-las participar num processo de diaconisas, mesmo que seja muito inseridas no seu povo, n&atilde;o sei se teria vantagem, porque por tend&ecirc;ncia as pessoas responsabilizadas na igreja, mesmo em Portugal, tendem a achar-se mini padres, ou mini di&aacute;conos, aproximando-se do altar e falando de cima dos amb&otilde;es, e isso &eacute; um equ&iacute;voco, &eacute; uma clericaliza&ccedil;&atilde;o in&uacute;til.
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Mas a mulher, com todo esse trabalho, acaba por ser ignorada nos &oacute;rg&atilde;os de decis&atilde;o, muito masculina&hellip;
Se o diaconado desse maior visibilidade &agrave; mulher, para ser ouvida em determinados momentos de decis&atilde;o, orienta&ccedil;&atilde;o e discernimento, poderia ser uma vantagem, mas tamb&eacute;m se poder&aacute; desenvolver essa maior aten&ccedil;&atilde;o nos &oacute;rg&atilde;os principais da par&oacute;quia e da diocese, sensibilizando os pastores, a hierarquia. Se elas j&aacute; fazem parte efetivamente, de forma espont&acirc;nea e participando nos &oacute;rg&atilde;os onde j&aacute; est&aacute; prevista a sua participa&ccedil;&atilde;o, deveria prestar-se a aten&ccedil;&atilde;o que seria normal, independentemente de ser masculino ou feminino, e isso era uma forma da Igreja contribuir para a verdadeira emancipa&ccedil;&atilde;o da mulher e para o que &eacute; a igualdade fundamental com que Jesus trata a mulher, dando-lhe at&eacute; alguma prioridade.
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Tamb&eacute;m &eacute; por isso que o Papa tem falado nisto, e que at&eacute; indicou Maria Madalena como ap&oacute;stola?
Penso que sim. E logo a abertura da ultima carta da Miseric&oacute;rdia, apanha ali a m&iacute;sera, a mulher entregue aos caprichos de quem manda na hierarquia que se deixa conduzir friamente pela lei e pelo &ldquo;podemos&rdquo; e &ldquo;devemos&rdquo;, apanha a criatura feminina t&atilde;o fragilizada e muda a sua situa&ccedil;&atilde;o.
No contexto africano, os que s&atilde;o ordenados padres e bispos t&ecirc;m uma tenta&ccedil;&atilde;o horr&iacute;vel de mandar.
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Poder&iacute;amos ter a possibilidade de ter ordenar mulheres diaconisas, equiparadas a um di&aacute;cono permanente?
Do meu ponto de vista n&atilde;o vejo que pudesse ser contra a doutrina, porque o di&aacute;cono e a diaconisa nunca se poria o problema de exercerem um minist&eacute;rio do tipo de presb&iacute;tero, que preside &agrave; eucaristia, unge os doentes e confessa os pecadores, tudo coisas ligadas ao minist&eacute;rio dos ap&oacute;stolos. Isso n&atilde;o foi pedido a Maria nem a nenhuma das grandes mulheres do princ&iacute;pio, que s&atilde;o conhecidas e evocadas.
Na linha de um diaconado que n&atilde;o &eacute; para realizar as fun&ccedil;&otilde;es que o presb&iacute;tero n&atilde;o pode, ligadas ao altar, &agrave; liturgia e ao canto, mas que deveria ser muito mais como capacidade de poder rentabilizar a evangeliza&ccedil;&atilde;o, organizando e orientando a comunidade, com uma sensibilidade muito maior para os pobres, como o Papa pede.
&nbsp;
Uma igreja com uma voz da mulher mais incisiva seria mais rica?
Seria mais rica, e de certa maneira resolveria uma necessidade mais b&aacute;sica que a Igreja sempre tem proclamado: a mulher &eacute; um ser fr&aacute;gil pelo qual a Igreja deve dar tudo, n&atilde;o apenas por compaix&atilde;o, mas porque aquele olhar de Jesus, aquela forma de atuar, deve ser a da Igreja. Agora, na maior parte destes pa&iacute;ses, a Igreja n&atilde;o pode fazer sozinha e de forma paternalista, sem se apoiar nos respons&aacute;veis locais e nacionais, porque ela n&atilde;o resolve tudo sozinha.
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Seria mais dif&iacute;cil aceitar uma mudan&ccedil;a no estatuto da mulher nas periferias, ou nos pa&iacute;ses mais desenvolvidos?
Eu penso que, culturalmente falando, seria mais dif&iacute;cil para os pa&iacute;ses da periferia aceitar isso. O caminho de aceitar e envolver num crescimento e dignifica&ccedil;&atilde;o da mulher que lhe d&ecirc; uma participa&ccedil;&atilde;o de n&iacute;vel igualit&aacute;rio, fraternal, sem favores, &eacute; mais dif&iacute;cil para eles. Penso que seria mais f&aacute;cil na Europa, se bem que muito do nosso povo teria de ser trabalhado. Da parte dos pastores, seria preciso um grande trabalho com a comunidade para os sensibilizar para isso, para al&eacute;m de formar os pr&oacute;prios pastores.
Algumas comunidades vivem numa ilus&atilde;o, porque veem as suas pequenas igrejas cheias e n&atilde;o fazem mais. H&aacute; uma grande volta que &eacute; preciso dar na leg&iacute;tima emancipa&ccedil;&atilde;o da mulher. J&aacute; temos as palavras, as ideias e os conceitos, falta torna-la pr&aacute;tica, sem cair nos extremos das ideologias de g&eacute;nero e outras coisas.
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Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Sun, 01 Jan 2017 10:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Agenda para a paz é central para Guterres</title>
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<description><![CDATA[Ant&oacute;nio Guterres assume o cargo de secret&aacute;rio-geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas com o novo ano de 2017. Quando fez o juramento, em 12 de dezembro, destacou os problemas atuais que mais o preocupam: &laquo;o crime organizado que aumentou com a globaliza&ccedil;&atilde;o&raquo;, o tr&aacute;fico humano &laquo;e os votantes pelo Mundo, que recusam e dizem n&atilde;o aos referendos, desrespeitam os governantes&raquo;. O antigo primeiro-ministro portugu&ecirc;s sublinhou que &laquo;o medo est&aacute; a guiar as decis&otilde;es de muitos pelo mundo&raquo;, mas deixou a garantia de que a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas n&atilde;o esquecer&aacute; os seus valores. &laquo;&Eacute; altura de as Na&ccedil;&otilde;es Unidas reconhecerem as suas limita&ccedil;&otilde;es e reformarem a sua a&ccedil;&atilde;o. A Organiza&ccedil;&atilde;o nasceu da guerra, e hoje temos que estar aqui pela paz.&raquo;


S&iacute;ria no topo das preocupa&ccedil;&otilde;es
Inicia fun&ccedil;&otilde;es no dia mundial da paz e num momento em que h&aacute; v&aacute;rios conflitos em todo o mundo. Em entrevista &agrave; televis&atilde;o SIC, Ant&oacute;nio Guterres destacou a situa&ccedil;&atilde;o que se vive na S&iacute;ria. Usou palavras fortes dizendo que se est&aacute; perante &laquo;um cancro &agrave; escala global&raquo;. O novo secret&aacute;rio-geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas explica: &laquo;N&atilde;o &eacute; s&oacute; o sofrimento do povo s&iacute;rio &ndash; esse &eacute; absolutamente horrendo &ndash;, &eacute; o impacto extremamente negativo para a estabilidade regional que o conflito tem no desencadear de rea&ccedil;&otilde;es de agressividade e rea&ccedil;&otilde;es violentas. Tudo isto se transformou numa amea&ccedil;a global que neste momento deveria fazer os principais atores com influ&ecirc;ncia no conflito compreender que o que t&ecirc;m a ganhar ou perder no pr&oacute;prio conflito &eacute; hoje menos do que t&ecirc;m a perder de certeza em rela&ccedil;&atilde;o a esta evolu&ccedil;&atilde;o que descrevi.&raquo;

As rela&ccedil;&otilde;es com a nova administra&ccedil;&atilde;o norte-americana podem ser complicadas nomeadamente nas quest&otilde;es relacionadas com altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e rela&ccedil;&otilde;es entre os Estados Unidos da Am&eacute;rica e R&uacute;ssia. Na entrevista &agrave; SIC, Guterres disse esperar ter uma boa rela&ccedil;&atilde;o com o novo presidente norte-americano. &laquo;Seguramente terei o maior interesse em visitar Trump logo que isso seja poss&iacute;vel. H&aacute; uma quest&atilde;o decisiva: estabelecer um di&aacute;logo construtivo com a nova administra&ccedil;&atilde;o americana e trabalhar com ela de uma forma positiva. Tudo farei para que assim aconte&ccedil;a&raquo;, garantiu.



Guterres quer alian&ccedil;a global de direitos humanos
Quando recebeu o Pr&eacute;mio Direitos Humanos da Assembleia da Rep&uacute;blica, no dia 22 de dezembro, em Lisboa, o antigo primeiro-ministro disse que &laquo;a agenda dos direitos humanos est&aacute; em regress&atilde;o&raquo; e defendeu que h&aacute; &laquo;situa&ccedil;&otilde;es gritantes, com crimes de guerra que se multiplicam, com sofrimento indescrit&iacute;vel, viola&ccedil;&atilde;o de direitos humanos em toda a parte do mundo e at&eacute; viola&ccedil;&otilde;es do direito internacional dos refugiados&raquo;. O antigo alto-comiss&aacute;rio das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para os refugiados defendeu que &laquo;&eacute; preciso fazer uma alian&ccedil;a &agrave; escala global, repondo a agenda dos direitos humanos e restabelecer a prote&ccedil;&atilde;o dos refugiados&raquo;. Perante o Presidente da Rep&uacute;blica e o primeiro-ministro, Ant&oacute;nio Guterres afirmou que Portugal pode dinamizar iniciativas nesse sentido e elogiou a forma como o pa&iacute;s tem acolhido refugiados.


Ant&oacute;nio Guterres, nasceu em 30 de abril de 1949, em Lisboa. Formou-se no Instituto Superior T&eacute;cnico com m&eacute;dia de 19 valores. Cat&oacute;lico assumido, tem em V&iacute;tor Mel&iacute;cias o confessor e amigo de toda a vida. &Eacute; abertamente contra o aborto. Um homem dedicado &agrave;s causas sociais, ficou conhecido por sempre ser defensor da via do di&aacute;logo, o que irritou muito os seus colegas de partido. Em 1991, fez parte da equipa fundadora do Conselho Portugu&ecirc;s para os Refugiados. Ainda hoje mant&eacute;m liga&ccedil;&atilde;o com a institui&ccedil;&atilde;o, que visita frequentemente e a quem doou o valor dos 25 mil euros do Pr&eacute;mio Direitos Humanos 2016 da Assembleia da Rep&uacute;blica.

Foi primeiro-ministro de Portugal at&eacute; 2001, altura em que se demitiu depois de uma derrota nas elei&ccedil;&otilde;es aut&aacute;rquicas. Durante os seus mandatos, empenhou-se fortemente nos contactos internacionais para resolver a crise de Timor-Leste. Tamb&eacute;m foi durante a Presid&ecirc;ncia Portuguesa da Uni&atilde;o Europeia que foi aprovada a chamada &quot;Agenda de Lisboa&quot;. Politicamente, foi tamb&eacute;m presidente da Internacional Socialista. Depois de deixar de ser chefe do governo, tornou-se Alto-Comiss&aacute;rio das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para os Refugiados em 15 de junho de 2005.&nbsp;

A ONU foi criada depois da Segunda Guerra Mundial, em 1945, quando 51 Estados se juntaram para criar o documento fundacional. O objetivo era o di&aacute;logo internacional para evitar nova guerra. Atualmente, s&atilde;o 193 os Estados membros.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica/Miguel Figueiredo Lopes e ACNUR

Not&iacute;cias relacionadas:
&ndash; Ant&oacute;nio Guterres na ONU
&ndash; O desafio de Guterres
&ndash; Guterres quer alian&ccedil;a global pelos direitos humanos
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<pubDate>Sun, 01 Jan 2017 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Igreja: o essencial de 2016 em 5 minutos</title>
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<description><![CDATA[]]></description>
<pubDate>Fri, 30 Dec 2016 16:19:00 +0000</pubDate>
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<title>Comunhão aos recasados depende «da forma como levem a sua vida»</title>
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<description><![CDATA[A publica&ccedil;&atilde;o da exorta&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-apost&oacute;lica Amoris Laetitia veio lan&ccedil;ar o debate sobre a eventualidade dos divorciados recasados poderem aceder aos sacramentos que at&eacute; ali lhe eram negados, e o Cardeal Mauro Piacenza, penitenci&aacute;rio-mor do Papa, falou &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; sobre o assunto na altura em que fez tamb&eacute;m o balan&ccedil;o do Ano da Miseric&oacute;rdia.


O Papa fala num discernimento at&eacute; &laquo;&agrave; mais plena integra&ccedil;&atilde;o na vida da Igreja&raquo;, e refere, numa nota de rodap&eacute; no ponto 305, que, &laquo;em certos casos, poderia haver tamb&eacute;m a ajuda dos sacramentos. Por isso, aos sacerdotes, lembro que o confession&aacute;rio n&atilde;o deve ser uma c&acirc;mara de tortura, mas o lugar da miseric&oacute;rdia do Senhor. E de igual modo assinalo que a Eucaristia n&atilde;o &eacute; um pr&eacute;mio para os perfeitos, mas um rem&eacute;dio generoso e um alimento para os fracos&raquo;.
&nbsp;
Esta ideia trouxe v&aacute;rias vozes discordantes, que v&atilde;o acusando o Papa de contrariar o ensinamento da Igreja. Quatro cardeais emitiram recentemente um pedido de esclarecimento a este ponto da exorta&ccedil;&atilde;o, ao qual o Papa n&atilde;o respondeu. A publica&ccedil;&atilde;o deste pedido de esclarecimento incendiou ainda mais o debate, mas h&aacute; tamb&eacute;m vozes em sintonia com o Papa, como &eacute; o caso do Cardeal Mauro Piacenza, penitenci&aacute;rio-mor da Santa S&eacute;, que &eacute; o respons&aacute;vel por aplicar o perd&atilde;o reservado ao Papa nos pecados cujo perd&atilde;o lhe est&aacute; reservado.
Este respons&aacute;vel do Vaticano afirma que Francisco n&atilde;o &eacute; &laquo;um confusionista&raquo;. &laquo;O Papa j&aacute; disse v&aacute;rias vezes que a doutrina da Igreja permanece tal como est&aacute;&raquo;, afirmou o cardeal.
&nbsp;
Discernimento pode levar &agrave; comunh&atilde;o
Mas o facto &eacute; que se parece abrir a porta a uma maior integra&ccedil;&atilde;o dos divorciados recasados, o que o Cardeal Piacenza n&atilde;o nega. &laquo;Devemos procurar por todos os modos fazer o melhor poss&iacute;vel para integrar as pessoas na Igreja. Se tenho pessoas em situa&ccedil;&atilde;o objetivamente grave, ent&atilde;o devo procurar de toda a maneira, ainda que n&atilde;o possam fazer a comunh&atilde;o eucar&iacute;stica, fazer com que nunca se sintam discriminadas ou exclu&iacute;das da vitalidade da Igreja. Podem fazer parte de associa&ccedil;&otilde;es eclesi&aacute;sticas, conselhos paroquiais, etc. Na experi&ecirc;ncia de confiss&atilde;o que tenho, j&aacute; passaram pelas minhas m&atilde;os pessoas a quem tive de negar a absolvi&ccedil;&atilde;o, mas eu nunca encontrei ningu&eacute;m que n&atilde;o me tivesse agradecido o que fiz depois de lhe explicar&raquo;, explica.
&nbsp;
A ideia da comunh&atilde;o como um apoio no caminho e n&atilde;o um pr&eacute;mio para quem caminha bem &eacute; origin&aacute;ria da enc&iacute;clica Evangelii Gaudium, mas ganhou ainda mais for&ccedil;a depois desta exorta&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que na altura n&atilde;o se pensava ter as ramifica&ccedil;&otilde;es que agora est&atilde;o a ser sugeridas. O Cardeal Piacenza afirma que &laquo;&eacute; preciso estudar as situa&ccedil;&otilde;es, porque tudo depende de como se empenham a viver conforme a disciplina sacramental&raquo;. O discernimento caso a caso sugerido pelo Papa leva a que haja uma &laquo;grada&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es que &eacute; preciso analisar&raquo;, defende o cardeal. Ali&aacute;s, o pr&oacute;prio Papa afirma, na exorta&ccedil;&atilde;o, que &laquo;&eacute; poss&iacute;vel que uma pessoa, no meio de uma situa&ccedil;&atilde;o objetiva de pecado &ndash; mas subjetivamente n&atilde;o seja culp&aacute;vel ou n&atilde;o o seja plenamente &ndash;, possa viver na gra&ccedil;a de Deus, possa amar e possa tamb&eacute;m crescer na vida de gra&ccedil;a e de caridade, recebendo para isso a ajuda da Igreja&raquo;, uma ajuda que pode vir dos sacramentos, acrescenta na tal pol&eacute;mica nota de rodap&eacute;.
&nbsp;

H&aacute; ainda algumas d&uacute;vidas no ar sobre como permitir este acesso aos sacramentos sem ferir a doutrina da indissolubilidade do matrim&oacute;nio, ou a regra de que a comunh&atilde;o &eacute; permitida apenas a quem est&aacute; em &ldquo;estado de gra&ccedil;a&rdquo;, ou seja, sem pecado. Mas o Papa refere tamb&eacute;m que, ao contr&aacute;rio do que se pensava at&eacute; aqui, algumas das pessoas que vivem em situa&ccedil;&atilde;o irregular podem n&atilde;o estar em pecado mortal, devido a condicionantes que o caminho de discernimento poder&aacute; mostrar e fazer compreender. &laquo;Uma pessoa, mesmo conhecendo bem a norma, pode ter grande dificuldade em compreender &ldquo;os valores inerentes &agrave; norma&rdquo; ou pode encontrar-se em condi&ccedil;&otilde;es concretas que n&atilde;o lhe permitem agir de maneira diferente e tomar outras decis&otilde;es sem uma nova culpa&raquo;, diz o Papa no ponto 302.

Esta diminui&ccedil;&atilde;o da culpa e, logo, da gravidade do pecado, poder&aacute; ser a porta que se abre para alguns casos de pessoas em situa&ccedil;&otilde;es irregulares, e o cardeal Piacenza defende que, &laquo;dependendo de como levem a sua vida&raquo;, o acesso aos sacramentos &laquo;pode acontecer&raquo;, reconhecendo at&eacute; que poder&aacute; ser aconselh&aacute;vel que, &laquo;se a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; conhecida e ele se quer redimir, pode ir a outra igreja onde n&atilde;o o conhe&ccedil;am para receber a comunh&atilde;o, para evitar algum esc&acirc;ndalo ou que as pessoas pensem que mudou a disciplina da Igreja&raquo;.
&nbsp;
Uma mat&eacute;ria que continuar&aacute; a fazer correr muita tinta, j&aacute; que o Papa continua a defender que n&atilde;o ir&aacute; indicar uma regra geral para todos. &laquo;Eu poderia dizer &quot;sim&quot; e&hellip; ponto final. Mas seria uma resposta demasiado pequena&raquo;, disse aos jornalistas depois da sua visita &agrave; ilha de Lesbos, logo ap&oacute;s a publica&ccedil;&atilde;o da exorta&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Wed, 28 Dec 2016 13:42:00 +0000</pubDate>
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<title>Sabe aproveitar as sobras de refeições?</title>
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<description><![CDATA[O Comissariado Municipal de Combate ao Desperd&iacute;cio Alimentar da C&acirc;mara Municipal de Lisboa lan&ccedil;ou dois livros digitais de receitas saud&aacute;veis e sem desperd&iacute;cio. Neles pode aprender a utilizar as sobras de alimentos para fazer novas refei&ccedil;&otilde;es. Sobrou peru ou bacalhau do Natal? Fa&ccedil;a quiche ou lasanha com sobras de carne ou rolo de bacalhau com broa no forno. Para n&atilde;o o deixar de &aacute;gua na boca e sem receita, pode ver em baixo como fazer o rolo de bacalhau.

Al&eacute;m dos livros digitais, h&aacute; uma aplica&ccedil;&atilde;o gratuita para telem&oacute;veis que se chama Receitas Sem Desperd&iacute;cio e que j&aacute; est&aacute; dispon&iacute;vel para android. Fica com acesso total aos livros eletr&oacute;nicos.
Os livros intitulados 4S&rsquo;s da Alimenta&ccedil;&atilde;o &ndash; Ideias para Garantir a Sustentabilidade Alimentar e Cozinhar sem desperdi&ccedil;ar &ndash; jovens e fam&iacute;lias resultam de parcerias com a DECO, a Junta de Freguesia de Santa Clara e a Trivalor. O primeiro foi desenvolvido por uma equipa de nutricionistas e chefes de cozinha e d&aacute; conselhos para garantir a sustentabilidade alimentar, promovendo uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel e sem desperd&iacute;cio. J&aacute; o outro apresenta as melhores receitas da 2.&ordf; edi&ccedil;&atilde;o do Green Chef, concurso dirigido aos jovens &ndash; no &acirc;mbito da DECOjovem &ndash;&nbsp; e das melhores receitas do projeto Chef no Bairro com fam&iacute;lias benefici&aacute;rias de apoio alimentar na Junta de Freguesia de Santa Clara.
A apresenta&ccedil;&atilde;o dos ebooks decorreu no Pavilh&atilde;o do Gin&aacute;sio da Escola B&aacute;sica 2/3&nbsp; Pintor Almada Negreiros, em Lisboa e teve at&eacute; um momento de culin&aacute;ria ao vivo com os chefs da Trivalor e os alunos do agrupamento de escolas.
&nbsp;
&nbsp;Clique para ver a receita de rolo de bacalhau com broa no forno:]]></description>
<pubDate>Mon, 26 Dec 2016 10:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Guterres quer aliança global pelos direitos humanos</title>
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<description><![CDATA[Ant&oacute;nio Guterres recebeu o Pr&eacute;mio Direitos Humanos da Assembleia da Rep&uacute;blica. No discurso, o antigo Alto-Comiss&aacute;rio das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para os Refugiados defendeu que &laquo;a agenda dos direitos humanos est&aacute; em regress&atilde;o&raquo;. Ant&oacute;nio Guterres lembra os crimes de guerra e sobretudo &laquo;viola&ccedil;&otilde;es do direito internacional dos refugiados&raquo;. Durante o seu mandato, o antigo respons&aacute;vel disse que o regime internacional dos refugiados era respeitado. Mas a situa&ccedil;&atilde;o mudou no final do ano passado e neste ano de 2016. Guterres lembrou o envio for&ccedil;ado de refugiados para os seus pa&iacute;ses e lamentou &laquo;a situa&ccedil;&atilde;o dram&aacute;tica na S&iacute;ria em que os refugiados n&atilde;o conseguem sair do pa&iacute;s, nem sequer t&ecirc;m o direito a serem refugiados&raquo;.


Por entender que se vivem tempos dram&aacute;ticos, o novo Secret&aacute;rio-Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas defende que &laquo;&eacute; essencial fazer uma alian&ccedil;a &agrave; escala global, repondo a agenda dos direitos humanos e restabelecer a prote&ccedil;&atilde;o dos refugiados. Portugal est&aacute; bem colocado para se colocar no centro da mobiliza&ccedil;&atilde;o dessa alian&ccedil;a&raquo;. Ant&oacute;nio Guterres elogia o modo como Portugal tem acolhido refugiados: &laquo;tem sido exemplo importante face &agrave; incapacidade da Europa cumprir o direito internacional e vir em ajuda das pessoas em situa&ccedil;&atilde;o dram&aacute;tica&raquo;.

Da&iacute; que o antigo primeiro-ministro entenda que o pa&iacute;s &laquo;tem autoridade moral para procurar mobilizar um conjunto alargado de Estados para que a agenda dos direitos humanos a progredir&raquo;. Para o fazer, Ant&oacute;nio Guterres considera serem essenciais duas condi&ccedil;&otilde;es. Por um lado reconhecer os direitos econ&oacute;micos, sociais e culturais como direitos humanos. Por outro lado, &laquo;a garantia de que se promovem os direitos humanos como valores em si pr&oacute;prios e n&atilde;o como instrumentos pol&iacute;ticos que desacreditam a autenticidade da luta pelos direitos humanos&raquo;.

A escolha de Ant&oacute;nio Guterres como vencedor do Pr&eacute;mio Direitos Humanos da Assembleia da Rep&uacute;blica foi feita ainda antes da elei&ccedil;&atilde;o como Secret&aacute;rio-Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas e por unanimidade. Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da Rep&uacute;blica, diz que &laquo;todos percebemos o sentido de urg&ecirc;ncia da candidatura a secret&aacute;rio-geral. Era &oacute;bvio que Guterres era o homem certo, no lugar certo, no momento certo&raquo;.
Na cerim&oacute;nia de entrega, estiveram presentes o Presidente da Rep&uacute;blica, o primeiro-ministro e v&aacute;rios membros do Governo. O galardoado doou os 25 mil euros que recebeu ao Conselho Portugu&ecirc;s para os Refugiados, organiza&ccedil;&atilde;o de que foi cofundador.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Imagem: ARTV
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&nbsp;]]></description>
<pubDate>Fri, 23 Dec 2016 13:10:00 +0000</pubDate>
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<title>Da Síria a Portugal, do Inferno ao Céu</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/da-siria-a-portugal-do-inferno-ao-ceu</link>
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<description><![CDATA[Em 12 meses, percorreram 6.541 km. De carro, autocarro, barco, a p&eacute; e de avi&atilde;o, usaram tudo o que tinham &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o para fugirem da guerra. Deixaram filhos, irm&atilde;s e amigos, e foi a f&eacute; em Deus que as ajudou a chegar at&eacute; &agrave; par&oacute;quia de Santa Isabel, em Lisboa, onde foram acolhidas.

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A hist&oacute;ria impressionante da Terez, da Gina e da Jizel, sobreviventes da guerra na S&iacute;ria, &eacute; contada na igreja de Santa Isabel, em Lisboa, a par&oacute;quia que acolheu estas tr&ecirc;s sobreviventes. Nascidas e criadas em Damasco, na S&iacute;ria, estas tr&ecirc;s refugiadas s&atilde;o av&oacute;, m&atilde;e e filha, e foram obrigadas a fugir do pa&iacute;s por causa da guerra.

Dos bombardeamentos em Damasco, recordam a vez em que explodiu um autocarro escolar cheio de amigos de Jizel, que s&oacute; n&atilde;o estava l&aacute; dentro porque moravam perto da escola e a m&atilde;e Gina ia busca-la. &laquo;A minha filha habituou-se a conviver com a morte, o sangue e os bombardeamentos todos os dias&raquo;, conta Gina, enquanto Jizel brinca com um livro ao seu lado.

O sentimento de medo era uma constante nas tr&ecirc;s. &laquo;Mesmo quando dorm&iacute;amos n&atilde;o consegu&iacute;amos descansar, porque o medo estava sempre presente. Nas alturas de maior frio t&iacute;nhamos de dormir com as janelas abertas, pois diziam que era melhor, caso a casa fosse atingida por bombardeamentos. Nos &uacute;ltimos tempos, vest&iacute;amos o pijama para dormir, mas sempre alerta para sair de casa. T&iacute;nhamos as malas feitas, os passaportes e outros documentos perto das malas, caso tiv&eacute;ssemos de sair a correr&raquo;, conta Gina, ao que Terez acrescenta que estavam sempre em clima de &laquo;ansiedade&raquo;.

Estas cat&oacute;licas, uma minoria dentro da minoria crist&atilde; do pa&iacute;s, decidiram fugir do pa&iacute;s quando um dia, estando em casa de outra das filhas de Terez, irm&atilde; de Gina, souberam que a aldeia ao lado tinha sido massacrada. Come&ccedil;aram a fugir e s&oacute; pararam em Lisboa, 12 meses depois.
Quando fugiu, Gina deixou um filho para tr&aacute;s e s&oacute; conseguiu trazer Jizel. Deixaram a casa, todos os pertences e o resto da fam&iacute;lia. Tudo porque tinham medo de morrer.
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A fuga da S&iacute;ria
De Damasco ao L&iacute;bano foram de autocarro, mas as fronteiras estavam fechadas e tiveram de ficar tr&ecirc;s dias dentro do autocarro, at&eacute; as deixarem entrar. Para a Turquia, apanharam um barco de carga que transportava autom&oacute;veis e que ia repleto de refugiados. A vida no pa&iacute;s n&atilde;o se revelou mais f&aacute;cil. &laquo;Na Turquia h&aacute; uma grande explora&ccedil;&atilde;o do trabalho dos refugiados. Trabalhei como massagista, mas n&atilde;o me pagavam, e passei para um restaurante, onde trabalhava 12 horas por dia e recebia 20 liras (menos de 6 euros). N&atilde;o podia deixar que a Gina trabalhasse, porque se a soubessem que a Jizel ficava sozinha em casa durante o dia, facilmente nos assaltavam ou faziam algo pior &agrave; menina&raquo;, conta Terez.

Foram ajudados pela igreja cat&oacute;lica local, que n&atilde;o vivia tempos f&aacute;ceis. &laquo;A situa&ccedil;&atilde;o dos crist&atilde;os na S&iacute;ria est&aacute; melhor que na Turquia. Mesmo durante a guerra, era pior serem crist&atilde;os na Turquia que na S&iacute;ria. A Igreja n&atilde;o podia tocar o sino, n&atilde;o podiam haver sinais exteriores da f&eacute; nas ruas, e estavam sempre a perguntar-nos se &eacute;ramos aramaicas ou n&atilde;o, foram tempos dif&iacute;ceis&raquo;, recorda Terez.

Entretanto, tomaram a decis&atilde;o de vir para a Europa. &laquo;Fomos falar com os contrabandistas para nos levarem nos barcos. Pediram-nos 600 d&oacute;lares por cada uma, e n&atilde;o t&iacute;nhamos dinheiro nenhum. O Pe. Henry, da nossa par&oacute;quia na Turquia, arranjou-nos 300 d&oacute;lares. Conseguimos negociar com os contrabandistas as nossas passagens por 1000 d&oacute;lares as tr&ecirc;s, mas ainda faltava muito dinheiro&raquo;, conta Gina.

Os amigos deram uma ajuda, mas o grande aux&iacute;lio veio depois de muita ora&ccedil;&atilde;o. &laquo;Est&aacute;vamos desesperadas. Um dia, agarrei na fotografia da Virgem e comecei a rezar muito. Nessa altura, comecei a transpirar muito e senti que algu&eacute;m rezava ao meu lado. No dia seguinte, pedi ajuda num dos grupos de facebook de refugiados crist&atilde;os de que fa&ccedil;o parte. Um eg&iacute;pcio copta ouviu a minha hist&oacute;ria e disse que queria ajudar. Disse que o dinheiro n&atilde;o era dele, era de Deus, e por isso o dava, e assim conseguimos juntar todo o dinheiro para as nossas passagens&raquo;, recorda Gina.

A viagem
Partiram para Esmirna, de onde deveriam apanhar o barco para a ilha de Lesbos. Os contrabandistas colocaram na &aacute;gua um barco que deveria levar menos de 30 pessoas, mas que carregava mais de 65. &laquo;Entr&aacute;mos no barco e apenas consegu&iacute;amos ter a cabe&ccedil;a de fora. Est&aacute;vamos uns por cima dos outros, e mal consegu&iacute;amos respirar. Coloquei a Gina e a Jizel por cima de mim, e eu apenas tinha a minha cabe&ccedil;a de fora. Quando est&aacute;vamos para sair, a pol&iacute;cia turca apareceu e tentou furar o barco. Uma pessoa meteu a m&atilde;o e o pau pontiagudo ficou espetado naquela m&atilde;o e n&atilde;o atingiu o barco. Entretanto, repar&aacute;mos que os contrabandistas se tinham ido embora, e n&atilde;o tinha ficado ningu&eacute;m para conduzir o barco&raquo;, conta Terez, visivelmente alterada, como se estivesse a viver tudo de novo.

A viagem durou 3h30, e foi auxiliada por um grupo de ativistas com quem Terez tinha contacto via SMS. At&eacute; que perderam a rede. &laquo;Um barco da pol&iacute;cia turca continuou a perseguir-nos para nos furar o barco e n&atilde;o nos deixar seguir viagem, e o condutor queria abrandar, mas eu gritei para ele acelerar ao m&aacute;ximo, at&eacute; conseguirmos chegar a &aacute;guas internacionais, pois foi isso que o grupo de ativistas me disse. Havia quem dissesse que dev&iacute;amos voltar para tr&aacute;s, por causa das crian&ccedil;as, mas n&atilde;o sab&iacute;amos se depois nos iam salvar ou deixar ali no meio do mar. Mesmo que a ideia fosse apenas assustar, a verdade &eacute; que se fossemos ao fundo ali, eles n&atilde;o teriam capacidade de salvar toda a gente. Havia beb&eacute;s, e eles n&atilde;o iriam sobreviver dentro de &aacute;gua, havia muitas crian&ccedil;as&hellip;&raquo;, conta Terez.

Quando chegaram a &aacute;guas internacionais, acabou-se a gasolina e o barco come&ccedil;ou a deixar entrar &aacute;gua. &laquo;A &aacute;gua ia subindo, e todos come&ccedil;aram a gritar e a tirar peso do barco. No meio da confus&atilde;o, mand&aacute;mos para a &aacute;gua a mala que tinha todos os nossos passaportes e documentos. Nem pens&aacute;mos nisso, s&oacute; nos quer&iacute;amos salvar&raquo;, recorda Gina.
Quando j&aacute; estavam sem solu&ccedil;&atilde;o, sem terra &agrave; vista de nenhum lado, apareceu um barco da pol&iacute;cia grega que, avisado pelo grupo de ativistas, foi ao encontro deles. &laquo;Fomos todos salvos, gra&ccedil;as ao grupo de ativistas&raquo;, conta Terez, que ri de incredulidade, recordando aquilo por que elas passaram.

Chegadas ao campo de refugiados, o medo n&atilde;o desapareceu. Eram as &uacute;nicas mulheres cat&oacute;licas no campo, e n&atilde;o tinham nenhum homem que as protegesse, pelo que eram alvos f&aacute;ceis. Foram identificadas pela C&aacute;ritas e alojadas num hotel em Atenas para fam&iacute;lias fragilizadas com filhos deficientes ou outros problemas, e dali foram realojadas em Portugal.
O pa&iacute;s n&atilde;o estava nos seus planos, mas ao fim de uns tempos, acabaram por perceber que era a melhor op&ccedil;&atilde;o, conta Terez, a matriarca. &laquo;Para mim, o importante era que fosse um bom povo. O resto, depois, resolvia-se. Ningu&eacute;m sabia como iam correr as coisas, por isso mais valia vir para quem &eacute; simp&aacute;tico e n&atilde;o tem preconceitos, como &eacute; o caso do povo portugu&ecirc;s&raquo;, lembra-se de pensar na altura.

Quando ficou definido que viriam para Portugal, Gina descobriu F&aacute;tima. &laquo;Quando comecei a ler coisas sobre Nossa Senhora de F&aacute;tima, percebi que era um sinal de que este era um bom pa&iacute;s para n&oacute;s. Eu nasci a 13 de maio, e a nossa viagem foi marcada para dia 13 de setembro. Encarei como um sinal e fic&aacute;mos mais descansadas&raquo;, diz.
A f&eacute; foi, ali&aacute;s, pilar nesta aventura. &laquo;A nossa f&eacute; nunca foi abalada. Foi por causa da nossa f&eacute; que conseguimos atravessar o mar e chegar at&eacute; aqui. Podemos perder tudo, mas nunca a f&eacute;&raquo;, diz Terez, com seguran&ccedil;a.

Pode ler toda a hist&oacute;ria destas sobreviventes da guerra na S&iacute;ria na edi&ccedil;&atilde;o de dezembro da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; j&aacute; &agrave; venda em quiosques e livrarias por todo o pa&iacute;s.
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Texto: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e D.R.
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<pubDate>Fri, 23 Dec 2016 09:57:00 +0000</pubDate>
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<title>Rezar com crianças: Tão natural como a sede de Deus</title>
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<description><![CDATA[Na casa da fam&iacute;lia Power, ora&ccedil;&atilde;o rima com naturalidade. Teresa e Niall s&atilde;o pais de sete filhos, &laquo;seis vivem connosco e um j&aacute; est&aacute; no c&eacute;u, t&ecirc;m entre 4 e 18 anos&raquo;. A m&atilde;e explica que nunca ensinou nenhum a rezar. &laquo;Aprende-se ao colo, olhando para o pai e a m&atilde;e a rezar, imitando-nos.&raquo; Foram aprendendo, rezando com os pais, &laquo;enquanto mamavam ou brincavam&raquo;.



A seguir ao jantar, a fam&iacute;lia junta-se para rezar de forma mais formal. Teresa sorri ao explicar como fazem. &laquo;A ora&ccedil;&atilde;o de uma fam&iacute;lia n&atilde;o &eacute; como a ora&ccedil;&atilde;o num convento, n&atilde;o &eacute;? Temos sempre momentos de alegria, de dan&ccedil;a, m&uacute;sicas com gestos. Depois a leitura da Palavra da Missa di&aacute;ria. E recontamos a hist&oacute;ria de modo a que os mais pequeninos possam entender.&raquo; Seguem-se as inten&ccedil;&otilde;es e o ter&ccedil;o. No total, cerca de 20 a 30 minutos. Uma dica: todos devem ter um papel ativo e todos t&ecirc;m o direito de falar sem serem interrompidos.


S&atilde;o dez da manh&atilde; quando chegamos ao Centro Comunit&aacute;rio Paroquial de Rio de Mouro, no concelho de Sintra. Na sala Rainha Santa Isabel, crian&ccedil;as de quatro anos est&atilde;o sentadas no ch&atilde;o, em roda e com pernas &ldquo;&agrave; chin&ecirc;s&rdquo;. Rosa Santos, a educadora, vai perguntando &agrave;s crian&ccedil;as: &laquo;O que fazem quando est&atilde;o aborrecidos ou zangados?&raquo; David responde: &laquo;Vou para ao p&eacute; do Jesus. Falo com o Jesus.&raquo; Outra crian&ccedil;a continua: &laquo;Fechamos os olhos quando estamos zangados.&raquo; Apontam para o cantinho onde est&aacute; o menino Jesus. E seguem as explica&ccedil;&otilde;es: fecham os olhos &laquo;porque ficamos mais perto de Jesus, porque n&atilde;o h&aacute; barulhos&raquo; e &laquo;tem de se falar baixo&raquo;. &laquo;E o que dizem ao Jesus?&raquo; Alia avan&ccedil;a: &laquo;Jesus, ajuda-me a ser amiga.&raquo; Sami conta que &laquo;o Gabi n&atilde;o me deixava jogar e eu fiquei triste, e fui falar com o Jesus. Fechei os olhos e pedi para me ajudar.&raquo; Junta as m&atilde;os para mostrar como fez.
Na sala, h&aacute; um espa&ccedil;o especial: o cantinho de ora&ccedil;&atilde;o ou &ldquo;do Jesus&rdquo;, como lhe chamam as crian&ccedil;as. Sobre uma mesa baixa, repousa o menino Jesus, uma Nossa Senhora e flores. A toalha &eacute; colorida com pinturas das m&atilde;os das crian&ccedil;as. No Advento, ganha novas cores e uma din&acirc;mica pr&oacute;pria.

No Patriarcado de Lisboa, o projeto Despertar da F&eacute; acompanha o despertar religioso das crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar. Neste centro comunit&aacute;rio, a partir dos tr&ecirc;s anos as crian&ccedil;as come&ccedil;am a ouvir falar de Jesus. As educadoras participam nas forma&ccedil;&otilde;es e aplicam o projeto, mas tamb&eacute;m t&ecirc;m iniciativas pr&oacute;prias.

L&iacute;dia Leal &eacute; a coordenadora pedag&oacute;gica. Pergunto se faz sentido falar de Jesus a crian&ccedil;as de tr&ecirc;s anos. A resposta sai disparada: &laquo;Claro que faz sentido! Vemos que eles v&atilde;o ao cantinho de ora&ccedil;&atilde;o e veem a m&atilde;e e o pai do Jesus e Jesus. &ldquo;&Eacute; como se fosse eu beb&eacute;, o meu pai e a minha m&atilde;e.&rdquo; V&atilde;o l&aacute;, fazem uma festinha, d&atilde;o beijinhos.&raquo;

A Ir. Maria Jos&eacute; Bruno, coordenadora do Despertar da F&eacute; do Patriarcado de Lisboa, explica que o Esp&iacute;rito Santo &laquo;chega antes de quem educa e de qualquer a&ccedil;&atilde;o ao cora&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a e, por isso, nos surpreende o modo como muitas crian&ccedil;as reagem. O crist&atilde;o adulto &eacute; chamado a acompanhar.&raquo; Ou seja, rezar com elas &eacute; reconhecer que t&ecirc;m em si mesmas a capacidade de desejar Deus e de um encontro ou rela&ccedil;&atilde;o com Ele.

A Ir. Maria Jos&eacute; explica que &laquo;antes dos tr&ecirc;s anos o que se proporciona &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o afetiva, o ambiente&raquo;. Isso pode ser conseguido criando um ritual: &laquo;Apagar todas as luzes e deixar que a luz da vela seja a luz que alumia, para a qual olhamos uns segundos, deixando-nos concentrar por ela, trazendo-a para o nosso cora&ccedil;&atilde;o. O c&acirc;ntico que se repete diante da luz, as palavras de louvor, de interioridade, de peti&ccedil;&atilde;o...&raquo;, sugere.

Por estes testemunhos j&aacute; se percebeu que n&atilde;o h&aacute; idade para come&ccedil;ar a rezar com crian&ccedil;as. E ir &agrave; Missa? Teresa Power sempre levou os filhos. Esta m&atilde;e sublinha que estar na Missa com crian&ccedil;as exige que &laquo;sacerdotes e paroquianos aceitem o ru&iacute;do das crian&ccedil;as. Uma crian&ccedil;a n&atilde;o se pode comportar como um adulto, temos de aceitar que se mexa.&raquo; J&aacute; os pais devem fazer do centro o Senhor e n&atilde;o os filhos.

H&aacute; estrat&eacute;gias que os Power utilizam para manter os mais pequenos integrados na celebra&ccedil;&atilde;o ou na ora&ccedil;&atilde;o. &laquo;Eles gostam de levar um caderninho para desenhar na Missa, l&aacute;pis de cor, canetas, etc. Em casa, quando rezamos o ter&ccedil;o, os mais pequenos perguntam se podem desenhar os mist&eacute;rios. N&oacute;s passamos as contas e, se s&atilde;o os mist&eacute;rios da alegria, eles v&atilde;o desenhando os anjinhos. Ficam calmos e concentrados no mist&eacute;rio de Deus.&raquo;

Os pais queixam-se sempre de dias muito atarefados. Mas a desculpa de n&atilde;o ter tempo n&atilde;o convence Teresa. &laquo;Ningu&eacute;m pergunta se tem tempo para comer ou tomar banho, pois n&atilde;o?&raquo;
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotografias: Ricardo Perna/Fam&iacute;lia Power/Obra Social Paulo VI
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Excerto de uma reportagem publicada na edi&ccedil;&atilde;o da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de dezembro de 2016.

Ou&ccedil;a aqui os meninos do Centro Comunit&aacute;rio e Paroquial de Rio de Mouro cantar uma m&uacute;sica para pedir o P&atilde;o por Deus:
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<pubDate>Wed, 21 Dec 2016 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>O Papa do «fim do mundo» faz 80 anos</title>
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<description><![CDATA[Passam hoje 80 anos sobre o nascimento de Jorge Mario Bergoglio, hoje mais conhecido em todo o mundo por Papa Francisco. Aquele que &eacute; o primeiro Papa sul-americano quebrou uma hegemonia de Papas europeus que j&aacute; durava h&aacute; mais de 1200 anos, mais precisamente desde o ano 741, altura em que Greg&oacute;rio III, natural da S&iacute;ria, deixou a c&aacute;tedra de Pedro que tinha assumido dez anos antes.
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Nasceu em Buenos Aires, na Argentina, no dia 17 de Dezembro de 1936, filho de emigrantes piemonteses: o seu pai M&aacute;rio trabalhava como contabilista no caminho de ferro; e a sua m&atilde;e Regina Sivori ocupava-se da casa e da educa&ccedil;&atilde;o dos cinco filhos.
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Francisco &eacute; um defensor ac&eacute;rrimo da vida, dos pobres, e da Igreja, que considera como m&atilde;e dos seus fi&eacute;is. Mais que criar grandes correntes teol&oacute;gicas de pensamento, Francisco fala para as massas, e aposta nos pequenos momentos de conv&iacute;vio e reflex&atilde;o e nos pequenos gestos para fazer a diferen&ccedil;a. Foi por isso que saudou toda a Pra&ccedil;a de S. Pedro, na noite da sua elei&ccedil;&atilde;o, com um &ldquo;Boa Noite&rdquo;, uma express&atilde;o t&atilde;o simples quanto inesperada, que mostrou que est&aacute;vamos perante uma pessoa diferente das outras.
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Desde essa altura, as missas di&aacute;rias em Santa Marta para os funcion&aacute;rios e alguns convidados do Vaticano, o gesto de responder a cartas e apelos com um telefonema inesperado, pagar pessoalmente a conta do seu hotel j&aacute; como Papa, residir em Santa Marta junto de outros funcion&aacute;rios do Vaticano ou viajar com os bispos e cardeais no autocarro em vez de usar transporte pr&oacute;prio t&ecirc;m sido interpretados como gestos de quem pretende mudar a face da Igreja no s&eacute;culo XXI, e exemplos a seguir por toda a Igreja.
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No entanto, estes gestos s&atilde;o uma surpresa apenas para quem n&atilde;o conhecia o Pe. Bergoglio, ordenado em Buenos Aires a 13 de dezembro de 1969 depois de se ter licenciado em Qu&iacute;mica e de ter feito todo o noviciado da Companhia de Jesus. Depois de ser mestre de novi&ccedil;os em San Miguel, assume o cargo de provincial dos jesu&iacute;tas da Argentina no dia 31 de Julho de 1973, apenas quatro anos depois da sua ordena&ccedil;&atilde;o e meses ap&oacute;s a sua profiss&atilde;o perp&eacute;tua.

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Anos mais tarde, o cardeal Antonio Quarracino convidou-o a ser o seu estreito colaborador em Buenos Aires. Assim, a 20 de Maio de 1992 Jo&atilde;o Paulo II nomeou-o bispo titular de Auca e auxiliar de Buenos Aires. No dia 27 de Junho recebeu na catedral a ordena&ccedil;&atilde;o episcopal precisamente do cardeal. Como lema, escolheu Miserando atque eligendo (o mesmo lema que manteve como Papa) e no seu bras&atilde;o inseriu o cristograma IHS, s&iacute;mbolo da Companhia de Jesus.
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Mesmo como bispo, mantinha o h&aacute;bito de viver num apartamento e de cozinhar as suas pr&oacute;prias refei&ccedil;&otilde;es. &laquo;O meu povo &eacute; pobre e eu sou um deles&raquo;, disse v&aacute;rias vezes para explicar essa escolha. Tamb&eacute;m pedia aos seus sacerdotes que acolhessem todos e que usassem de miseric&oacute;rdia, gestos que trouxe para o papado e que tanto t&ecirc;m sido apreciados por todo o mundo cat&oacute;lico e n&atilde;o cat&oacute;lico.

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A import&acirc;ncia da comunica&ccedil;&atilde;o e indefini&ccedil;&atilde;o quanto ao futuro do Papa
Logo a seguir &agrave; ordena&ccedil;&atilde;o, d&aacute; uma pequena entrevista a um jornal paroquial, h&aacute;bito que tem mantido ainda como Papa. Nunca, na hist&oacute;ria da Igreja, um Papa deu tantas entrevistas e se exp&ocirc;s tanto ao mundo como Francisco tem feito. Sem receio de dizer o que pensa, Francisco vai apelando a uma mudan&ccedil;a de atitude do mundo para com os pobres, os mais carenciados, como j&aacute; o vinha a fazer na sua arquidiocese de Buenos Aires.
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O impacto de Francisco mesmo fora da Igreja foi tanto que no ano da sua elei&ccedil;&atilde;o a revista Time o elegeu como figura do ano. Os n&uacute;meros de visitantes a Roma t&ecirc;m aumentado exponencialmente durante estes &uacute;ltimos anos, e as redes sociais t&ecirc;m projetado ainda mais a imagem do Papa. Francisco compreende a import&acirc;ncia desses are&oacute;pagos e grava v&iacute;deos com as suas inten&ccedil;&otilde;es do m&ecirc;s, envia diariamente mensagens atrav&eacute;s da sua conta no Twitter, que tem mais de 22 milh&otilde;es de seguidores, o que o torna o l&iacute;der mundial mais seguido nas redes sociais.
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Em 2013, este filho de um contabilista &eacute; eleito Papa. Pelos bastidores, falava-se que j&aacute; em 2005, ano da elei&ccedil;&atilde;o de Bento XVI, a escolha ficou entre estes dois nomes, mas que Bergoglio tinha rejeitado a hip&oacute;tese de ser Papa, dando lugar a Ratzinger, algu&eacute;m que ele, ainda hoje, considera como exemplo e mentor. Verdade ou n&atilde;o, o facto &eacute; que quando assomou &agrave; janela da Bas&iacute;lica de S. Pedro, poucos foram os que reconheceram a figura de Bergoglio, e at&eacute; as centenas de jornalistas e comentadores que acompanhavam o momento se mostraram espantados por verem assomar &agrave; janela a figura de Bergolio, de 76 anos, quanto todos esperavam um Papa mais novo para suceder a Bento XVI.

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Francisco tem vindo a avisar que pode n&atilde;o cumprir o seu papado at&eacute; ao fim, seguindo as pisadas de Bento XVI, que tamb&eacute;m renunciou. A sa&uacute;de n&atilde;o o tem ajudado, j&aacute; que a ci&aacute;tica tem dificultado algumas das suas visitas mais longas, mas Francisco mant&eacute;m um ritmo de viagens e visitas pastorais assinal&aacute;veis para um homem que perfaz hoje 80 anos. Foram j&aacute; 17 viagens apost&oacute;licas fora de It&aacute;lia, e mais tantas dentro do pa&iacute;s, em apenas tr&ecirc;s anos, um ritmo bem pr&oacute;ximo do de Jo&atilde;o Paulo II, com uma diferen&ccedil;a de idades bem maior.

Saltam &agrave; mem&oacute;ria as idas a Lampedusa e a Lesbos, epicentros da crise de refugiados, e a vontade j&aacute; declarada de ir &agrave; S&iacute;ria, que s&oacute; n&atilde;o se tornar&aacute; real se for mesmo imposs&iacute;vel, mas tamb&eacute;m a visita a uma favela no Rio de janeiro, na Jornada Mundial da Juventude, a Auschwitz, que visitou sozinho para que &laquo;o Senhor me d&ecirc; a gra&ccedil;a de chorar&raquo;, ou aquele toque de m&atilde;o no Muro das Lamenta&ccedil;&otilde;es da Terra Santa.
Foi o primeiro Papa a discursar perante o Congresso dos Estados Unidos, e visitou Cuba, onde esteve com Fidel Castro, entre tantas outras visitas, dentro e fora de It&aacute;lia, onde visitou hospitais e esteve com pobres e chefes de estado da mesma forma e com o mesmo empenho.


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Pol&eacute;micas
N&atilde;o &eacute; s&oacute; enquanto Papa que Francisco tem sido colocado em causa pelas posi&ccedil;&otilde;es sobre assuntos mais sens&iacute;veis dentro da Igreja. J&aacute; como arcebispo de Buenos Aires a pol&eacute;mica o acompanhava. Desde acusa&ccedil;&otilde;es de ter apoiado a ditadura militar na Argentina, que nunca foram para a frente, at&eacute; criar frentes de choque com a presidente e o presidente Kirchner, a quem se op&ocirc;s em quest&otilde;es como as uni&otilde;es civis de pessoas do mesmo sexo e a atribui&ccedil;&atilde;o de penas mais leves para quem comete aborto, Francisco era encarado, na altura, como a principal for&ccedil;a de oposi&ccedil;&atilde;o ao governo, apesar de n&atilde;o estar em nenhum partido pol&iacute;tico.
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Como Papa, as palavras duras que por vezes diz sobre os sacerdotes e a postura de alguns cat&oacute;licos t&ecirc;m-lhe granjeado poucos elogios dentro de setores mais conservadores da Igreja, mas um efeito de atra&ccedil;&atilde;o nos cat&oacute;licos mais liberais e em n&atilde;o-crentes, que se aproximam da Igreja ou pelo menos se identificam com a figura deste Papa simp&aacute;tico, acolhedor e promotor de consensos.
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A m&atilde;o de ferro com que governava a arquidiocese de Buenos Aires passou para o Vaticano, e Francisco tem operado muitas altera&ccedil;&otilde;es dentro da C&uacute;ria Romana, tornando-a mais leve na sua estrutura e mais capaz de responder &agrave;s necessidades do resto da Igreja. Foram criados Dicast&eacute;rios novos, concentrando v&aacute;rios servi&ccedil;os, o conselho dos cardeais aprovou novos regulamentos financeiros, medidas para proteger os menores contra os casos de pedofilia, entre outras a&ccedil;&otilde;es que visam modernizar a Igreja e adapt&aacute;-la aos tempos de hoje.
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A vida em caminho sinodal, a escutar as pessoas
Francisco parece voraz no seu papel de pastor. Como arcebispo de Buenos Aires &mdash; diocese com mais de tr&ecirc;s milh&otilde;es de habitantes &mdash; pensou num projeto mission&aacute;rio centrado na comunh&atilde;o e na evangeliza&ccedil;&atilde;o, com quatro finalidades principais: comunidades abertas e fraternas; protagonismo de um laicado consciente; evangeliza&ccedil;&atilde;o destinada a cada habitante da cidade; assist&ecirc;ncia aos pobres e aos enfermos.
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O seu objetivo era re-evangelizar Buenos Aires, &laquo;tendo em considera&ccedil;&atilde;o os seus habitantes, o modo como ela &eacute; e a sua hist&oacute;ria&raquo;. Convidou sacerdotes e leigos a trabalharem juntos. Em Setembro de 2009 lan&ccedil;ou uma campanha de solidariedade a n&iacute;vel nacional, em vista do bicenten&aacute;rio da independ&ecirc;ncia do pa&iacute;s: duzentas obras de caridade a realizar at&eacute; 2016. E, em chave continental, alimenta fortes esperan&ccedil;as, no sulco da mensagem da Confer&ecirc;ncia de Aparecida, de 2007, chegando a defini-la &laquo;a Evangelii nuntiandi da Am&eacute;rica Latina&raquo;.
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Como Papa, marcou uma caminhada sinodal sobre a Fam&iacute;lia que teve uma participa&ccedil;&atilde;o tal de toda a Igreja que surpreendeu toda a gente. Com a realiza&ccedil;&atilde;o de dois s&iacute;nodos, separados por um ano, permitiu um maior aprofundamento sobre as tem&aacute;ticas da fam&iacute;lia, mas n&atilde;o evitou a pol&eacute;mica no final, quando tentou abrir mais a Igreja ao acolhimento de todas as pessoas, inclusive &agrave;s que est&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o irregular, algo que ainda est&aacute; por definir e explicar, mesmo que j&aacute; tenham passado mais de oito meses depois da exorta&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-sinodal Amoris Laetitia, um dos livros religiosos mais vendidos em Portugal este ano.


Depois veio a Miseric&oacute;rdia, um ano que foi rotulado de total sucesso, com mais de 16 milh&otilde;es de pessoas a dirigirem-se a Roma para celebrarem com o Papa o tema da Miseric&oacute;rdia, e muitos milh&otilde;es espalhados pelo mundo em caminhada para as Portas Santas da Miseric&oacute;rdia, espalhadas por todo o mundo, e o j&aacute; anunciado S&iacute;nodo sobre os Jovens para 2018, um dos temas que, juntamente com a Fam&iacute;lia, &eacute; mais sens&iacute;vel para a Igreja e que Francisco quer abordar de frente.
&nbsp;
Pelo meio, esteve um Ano da Vida Consagrada que, &ldquo;enfiado&rdquo; entre os s&iacute;nodos da fam&iacute;lia e o Ano da Miseric&oacute;rdia, acabou por ter menos destaque dentro da vida da Igreja.
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At&eacute; que chegamos ao dia do seu 80&ordm; anivers&aacute;rio. O Vaticano criou um e-mail especial para que possa dar os parab&eacute;ns ao Santo Padre &ndash; papafrancisco80@vatican.va, e as redes sociais v&atilde;o encher-se de memes, imagens, sauda&ccedil;&otilde;es, a que o Vaticano ede que associem a hashtag #pontifex80, garantindo assim que todas as mensagens podem ser facilmente recolhidas e entregues ao Santo Padre. Ningu&eacute;m esquece o Papa, e muitos ser&atilde;o os que, neste dia, rezar&atilde;o por ele, o &uacute;nico presente que o Papa pede a todos com quem se encontra.

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Texto: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna, Tenan, ECDQ, Lusa, Colegio Salesiano Don Bosco de Ramos Mej&iacute;a
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<pubDate>Sat, 17 Dec 2016 09:30:00 +0000</pubDate>
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<title>Stock-off desiste de vender colchões abençoados</title>
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<description><![CDATA[A empresa stock-off j&aacute; n&atilde;o tem &agrave; venda, no seu site, colch&otilde;es aben&ccedil;oados. A empresa decidiu retirar o item de venda depois da reportagem da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;.

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Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; nossa revista por telefone, a empresa afirmou que n&atilde;o tinha &laquo;conhecimento de que n&atilde;o era poss&iacute;vel fazer a venda de artigos benzidos&raquo;. &laquo;Tent&aacute;mos contactar o mosteiro de Singeverga, e estamos a aguardar uma reuni&atilde;o para verificar se junto da par&oacute;quia havia a possibilidade de tratarmos dessa situa&ccedil;&atilde;o, de os colch&otilde;es serem benzidos, mas at&eacute; agora n&atilde;o tivemos qualquer tipo de contacto&raquo;, disse a empresa, quando questionado pela FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;.
&nbsp;
Mesmo sem contacto, decidiram avan&ccedil;ar para a venda online do produto, h&aacute; j&aacute; &laquo;algum tempo&raquo;. &laquo;A administra&ccedil;&atilde;o achou por bem colocar na mesma o artigo online, para verificarmos a rea&ccedil;&atilde;o dos consumidores, at&eacute; porque colocamos que parte do valor reverte a favor da par&oacute;quia, mas ainda n&atilde;o fizemos qualquer venda de colch&otilde;es benzidos&raquo;, assegurou fonte da empresa.
&nbsp;
A hist&oacute;ria, recorde-se, era simples: a empresa propunha-se vender colch&otilde;es que seriam aben&ccedil;oados em missas campais, na zona de Santo Tirso, e depois entreg&aacute;-los aos clientes, garantindo que 10% da venda revertia a favor da Igreja Cat&oacute;lica.
&nbsp;
A situa&ccedil;&atilde;o podia consistir num crime de burla, j&aacute; que a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de colch&otilde;es &eacute; proibida pela Igreja Cat&oacute;lica, assim como o aceitar dinheiro como pagamento por b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os, o que levou a diocese do Porto e de Braga a lamentarem a situa&ccedil;&atilde;o e a amea&ccedil;arem com processos legais se a empresa avan&ccedil;asse com a venda deste produto, raz&atilde;o pela qual a empresa garantiu &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; que iria retirar o objeto de imediato do seu cat&aacute;logo online. &laquo;Se as dioceses do Porto e Braga consideram que estamos a prejudicar a imagem da Igreja, iremos retirar o artigo de venda&raquo;, disseram.
&nbsp;
Reafirmando que colocaram o item &agrave; venda &laquo;com toda a boa inten&ccedil;&atilde;o, para doarmos o dinheiro e ajudarmos as par&oacute;quias&raquo;, a empresa refere que, como n&atilde;o chegaram a fazer nenhuma venda, &laquo;n&atilde;o engan&aacute;mos ningu&eacute;m&raquo;, e que portanto estar&atilde;o a salvo de a&ccedil;&otilde;es legais, embora reconhe&ccedil;am que esta situa&ccedil;&atilde;o os &laquo;possa prejudicar um bocadinho&raquo;.
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Texto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Fri, 16 Dec 2016 14:48:00 +0000</pubDate>
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<title>Vaticano (também) confirma vinda do Papa a Portugal</title>
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<description><![CDATA[Hoje foi a vez do Vaticano confirmar a vinda do Papa Francisco a F&aacute;tima para celebrar o centen&aacute;rio das apari&ccedil;&otilde;es. Numa nota enviada &agrave; Ag&ecirc;ncia Ecclesia pela Nunciatura Apost&oacute;lica em Portugal, o Vaticano anuncia que Francisco vir&aacute; &laquo;em peregrina&ccedil;&atilde;o&raquo;, raz&atilde;o pela qual vir&aacute; apenas a F&aacute;tima e n&atilde;o visitar&aacute; o resto do pa&iacute;s como Chefe de Estado.


&laquo;Por ocasi&atilde;o do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es da Bem-Aventura Virgem Maria na Cova da Iria, e acolhendo o convite do presidente da rep&uacute;blica e dos bispos portugueses, Sua Santidade o Papa Francisco ir&aacute; em peregrina&ccedil;&atilde;o ao Santu&aacute;rio de Nossa Senhora de F&aacute;tima de 12 a 13 de maio de 2017&quot;, refere a nota da Santa S&eacute;, que n&atilde;o adianta ainda pormenores do programa da visita, que estar&aacute; a ser ultimado.

Ap&oacute;s este an&uacute;ncio oficial, D. Ant&oacute;nio Marto, bispo de Leiria-F&aacute;tima, reagiu a este an&uacute;ncio oficial da visita do Santo Padre. Numa mensagem v&iacute;deo difundida nas redes sociais, o bispo de Leiria-F&aacute;tima exprimiu &laquo;o j&uacute;bilo e o regozijo que este an&uacute;ncio oficial do Santo Padre e da sua peregrina&ccedil;&atilde;o a F&aacute;tima traz a todo o povo portugu&ecirc;s e a toda a Igreja em Portugal&raquo;, expressando satisfa&ccedil;&atilde;o por ver Francisco &laquo;se querer fazer peregrino entre os peregrinos ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima&raquo;.

D. Ant&oacute;nio Marto refere que &laquo;quando o Papa peregrina, como pastor universal, &eacute; toda a Igreja que peregrina com ele, e por isso fala de uma responsabilidade &laquo;que pesa&raquo; sobre os respons&aacute;veis pelo Santu&aacute;rio de F&aacute;tima. &laquo;N&atilde;o se trata apenas de acolher o Santo Padre como peregrino, como pastor universal, mas tamb&eacute;m de acolher a mensagem que ele nos traz e de procurar viver esta peregrina&ccedil;&atilde;o como uma gra&ccedil;a em ordem &agrave; renova&ccedil;&atilde;o da f&eacute; e tamb&eacute;m &agrave; evangeliza&ccedil;&atilde;o do nosso mundo&raquo;, observa o bispo de Leiria-F&aacute;tima.

O bispo de Leiria-F&aacute;tima disse ainda &agrave; Ag&ecirc;ncia Ecclesia que espera que a visita n&atilde;o se reduza a uma &laquo;emo&ccedil;&atilde;o intensa e passageira&raquo;. &laquo;Desejamos que este evento seja sobretudo uma experi&ecirc;ncia significativa para a Igreja em Portugal, em correspond&ecirc;ncia aos apelos do Papa Francisco, na dimens&atilde;o mission&aacute;ria de Igreja em sa&iacute;da e de miseric&oacute;rdia&raquo;, declarou.

O Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, pela voz do seu reitor, o Pe. Carlos Cabecinhas, tamb&eacute;m mostrou a &laquo;alegria&raquo; do santu&aacute;rio em receber o Santo Padre. &laquo;T&iacute;nhamos, &eacute; verdade, j&aacute; a confirma&ccedil;&atilde;o de que o Papa estaria presente, confirma&ccedil;&atilde;o dada ao nosso bispo, senhor D. Ant&oacute;nio Marto, em audi&ecirc;ncia privada, agora temos a confirma&ccedil;&atilde;o das datas&raquo;, referiu num v&iacute;deo publicado pelo Santu&aacute;rio na sua p&aacute;gina nas redes sociais.


O reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima real&ccedil;a que esta viagem &eacute; &laquo;motivo de alegria&raquo; para a institui&ccedil;&atilde;o. &laquo;Sabemos que esses dias ser&atilde;o de uma peregrina&ccedil;&atilde;o marcada por esta festividade, que por um lado faz jus ao Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es e, por outro lado, assinala a presen&ccedil;a do Papa no meio de n&oacute;s e de um Papa t&atilde;o amado, como &eacute; o Papa Francisco&raquo;, precisa o respons&aacute;vel.

O Pe.Carlos Cabecinhas fala tamb&eacute;m da &laquo;grande responsabilidade&raquo; e da necessidade de todos se prepararem &laquo;convenientemente&raquo; para a visita pontif&iacute;cia. &laquo;Gostaria de dizer que, para o Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, a prepara&ccedil;&atilde;o mais importante &eacute; aquela que se faz atrav&eacute;s da ora&ccedil;&atilde;o&raquo;, sustenta, sublinhando que a Cova da Iria &laquo;&eacute; um lugar onde se reza sempre pelo Papa&raquo;.

Carta Pastoral sobre o centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es publicada hoje 
No dia em que o Vaticano confirma a vinda do Papa a Portugal, os bispos tornam p&uacute;blica a Carta Pastoral &laquo;F&aacute;tima, sinal de esperan&ccedil;a para o nosso tempo&raquo;. No documento, enviado &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, os bispos portugueses destacam um acontecimento que &laquo;teve um papel decisivo&raquo; no refor&ccedil;o do &laquo;sentido crist&atilde;o&raquo; das comunidades no pa&iacute;s e em todo o mundo.

&laquo;Ao longo de todos estes cem anos, a peregrina&ccedil;&atilde;o a F&aacute;tima revitalizou a f&eacute; de muitos crentes cansados, suscitou a convers&atilde;o de muitos cora&ccedil;&otilde;es endurecidos, reafirmou a perten&ccedil;a eclesial de muitos batizados desorientados, tornou poss&iacute;vel que muitos indiferentes redescobrissem o Evangelho, suscitou uma religiosidade que plasmou a vida de grande parte do nosso povo&raquo;, pode ler-se no documento da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP).

O episcopado portugu&ecirc;s real&ccedil;a uma &laquo;mensagem&raquo; que surgiu &laquo;profundamente vinculada aos dramas e trag&eacute;dias da hist&oacute;ria do s&eacute;culo XX&raquo; e que &laquo;conserva ainda a mesma for&ccedil;a e exig&ecirc;ncia para os crentes do nosso tempo&raquo;. &laquo;A mensagem da Senhora de F&aacute;tima agita as nossas consci&ecirc;ncias para que reconhe&ccedil;amos a tarefa desta hora hist&oacute;rica: a tarefa de n&atilde;o nos deixarmos cair na indiferen&ccedil;a diante de tanto sofrimento; de respeitarmos a mem&oacute;ria de tantas v&iacute;timas inocentes; de n&atilde;o deixarmos que o nosso cora&ccedil;&atilde;o se torne insens&iacute;vel ao mal tantas vezes banalizado&raquo;, frisa a carta da CEP.

A vinda do Papa Francisco a F&aacute;tima, por ocasi&atilde;o da comemora&ccedil;&atilde;o do centen&aacute;rio, entre os dias 12 e 13 de maio de 2017, tamb&eacute;m &eacute; abordada nesta carta pastoral. Os bispos portugueses sublinham a liga&ccedil;&atilde;o que v&aacute;rios Papas sempre tiveram com o santu&aacute;rio mariano da Cova da Iria, desde Paulo VI a Jo&atilde;o Paulo II, passando por Bento XVI. &laquo;E agora esperamos pelo Papa Francisco para a celebra&ccedil;&atilde;o do centen&aacute;rio. Mas tamb&eacute;m ele j&aacute; consagrou o mundo ao Cora&ccedil;&atilde;o Imaculado de Maria&raquo;, lembra o episcopado portugu&ecirc;s.
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Texto e fotos: Ricardo Perna (com Ag&ecirc;ncia Ecclesia)
]]></description>
<pubDate>Fri, 16 Dec 2016 13:02:00 +0000</pubDate>
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<title>Dioceses do Porto e Braga condenam venda de colchões abençoados</title>
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<description><![CDATA[Ap&oacute;s a not&iacute;cia da Fam&iacute;lia Crist&atilde; que denunciava a venda de colch&otilde;es aben&ccedil;oados na internet, a Diocese do Porto, que tem a jurisdi&ccedil;&atilde;o pastoral sobre a maior parte da zona de Santo Tirso, j&aacute; reagiu &agrave; not&iacute;cia afirmando que essa venda &laquo;&eacute; falsa&raquo;. Algu&eacute;m est&aacute; a querer iludir as pessoas em erro, porque n&atilde;o se benzem colch&otilde;es. &Eacute; mentira&raquo;, assegura fonte oficial da diocese &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;.

&nbsp;
A empresa Stock-off tem &agrave; venda no seu site colch&otilde;es que dizem ser vendidos j&aacute; aben&ccedil;oados. &laquo;&Eacute; a primeira vez que estamos a ouvir falar disso na diocese&raquo;, assegura a fonte, que acrescenta que &laquo;iludir as pessoas &eacute; um erro grave, desonesto e &eacute; mesmo crime&raquo;, afirmando que &laquo;nenhum padre da diocese revelou contactos no sentido se lhe terem pedido essa b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
A empresa afirma que ir&aacute; entregar 10% das vendas &agrave; Igreja Cat&oacute;lica, o que, assegura a diocese do Porto, &eacute; mentira. &laquo;N&oacute;s n&atilde;o queremos dinheiro desonesto, e n&atilde;o h&aacute; autoriza&ccedil;&atilde;o do bispo para aceitar qualquer tipo de acordo nesse sentido por parte de nenhum sacerdote ou par&oacute;quia da diocese&raquo;. Esta fonte refere ainda que &laquo;nem sequer h&aacute; missas campais para b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de objetos religiosos na diocese, e mesmo que houvesse colch&otilde;es n&atilde;o podem ser aben&ccedil;oados&raquo;.
&nbsp;
D. Jorge Ortiga &laquo;de boca aberta&raquo; com a not&iacute;cia
A empresa afirma que opera na zona de Santo Tirso, pelo que, como h&aacute; cinco par&oacute;quias que pertencem &agrave; diocese de Braga, a FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; contactou D. Jorge Ortiga, para averiguar se a diocese de Braga tinha conhecimento da situa&ccedil;&atilde;o. &laquo;Fico de boca aberta com o que me conta&raquo;, referiu em declara&ccedil;&otilde;es. &laquo;N&atilde;o tenho conhecimento de nada, mas essa empresa n&atilde;o conseguir&aacute; aben&ccedil;oar os colch&otilde;es aqui na diocese de Braga&raquo;, assegurou o prelado.
&nbsp;
Tal como no Porto, D. Jorge Ortiga refere que, do que conhece dos seus padres, &laquo;ningu&eacute;m faz missas campais nem aceitar&aacute; aben&ccedil;oar esses objetos&raquo;. O Arcebispo de Braga afirma que estes casos &laquo;colocam o bom nome da Igreja em causa, porque conhe&ccedil;o os sacerdotes e n&atilde;o vejo nenhum deles a aceitar dinheiro de objetos aben&ccedil;oados, a n&atilde;o ser que sejam enganados&raquo;.
&nbsp;
D. Jorge Ortiga espera que &laquo;n&atilde;o se chegue a concretizar&raquo; nenhuma venda, &laquo;ou terei de ver com o bispo do Porto a possibilidade de tomarmos medidas legais&raquo;.

A FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; tentou contactar a empresa Stock-off, mas at&eacute; ao momento n&atilde;o foi poss&iacute;vel obter nenhuma declara&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
Pode ler toda a hist&oacute;ria que deu origem a estas declara&ccedil;&otilde;es aqui.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Foto: Photoduet - Freepik.com
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]]></description>
<pubDate>Thu, 15 Dec 2016 16:02:00 +0000</pubDate>
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<item>
<title>Presidência da República confirma vinda do Papa a Fátima</title>
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<description><![CDATA[A Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica confirmou hoje, atrav&eacute;s de uma nota oficial no seu s&iacute;tio Web, a vinda do Papa Francisco a Portugal a 12 e 13 de maio, por ocasi&atilde;o do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima. &laquo;Na sequ&ecirc;ncia do convite feito por Sua Excel&ecirc;ncia o Senhor Presidente da Rep&uacute;blica aquando da sua desloca&ccedil;&atilde;o &agrave; Santa S&eacute;, a primeira realizada ao estrangeiro depois da Tomada de Posse, Sua Santidade o Papa Francisco vir&aacute; em peregrina&ccedil;&atilde;o ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima nos dias 12 e 13 de maio de 2017, assinalando assim o centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es na Cova da Iria&raquo;, pode ler-se no documento.

&nbsp;
A confirma&ccedil;&atilde;o da visita por parte da presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica Portuguesa pode indiciar que est&aacute; para breve a divulga&ccedil;&atilde;o do programa da visita, h&aacute; muito aguardado por toda a gente.
&nbsp;
Esta &eacute; a primeira vez que uma entidade oficial confirma a vinda do Papa ao nosso pa&iacute;s, dias depois de D. Manuel Clemente ter afirmado &agrave; Ag&ecirc;ncia Ecclesia que o Papa viria apenas a F&aacute;tima. &laquo;Eu quero ir a F&aacute;tima, s&oacute; a F&aacute;tima, ver a Senhora&raquo;, disse o Papa Francisco a D. Manuel Clemente, quando este se deslocou ao Vaticano para o &uacute;ltimo consist&oacute;rio.
&nbsp;
Na altura, D. Manuel Clemente disse ainda que o Vaticano est&aacute; a planear a viagem do Papa sem passar por Lisboa, mas prevendo que o Papa chegue a Portugal atrav&eacute;s da base a&eacute;rea de Monte Real, em Leiria. &laquo;Ouvi falar disso como combina&ccedil;&atilde;o&raquo;, disse D. Manuel Clemente, adiantando que &laquo;se o Papa n&atilde;o vier a Lisboa, vai Lisboa a F&aacute;tima&raquo;.
&nbsp;
Todos os pormenores da visita do Papa ao nosso pa&iacute;s t&ecirc;m vindo a ser revelados de forma informal, pelo pr&oacute;prio Papa, que afirmou a uma religiosa portuguesa que viria a 12, e j&aacute; tinha afirmado a uma jornalista portuguesa que estaria no dia 13, cumprindo o desejo j&aacute; formulado antes aos bispos portugueses aquando da sua visita ad limina ao Vaticano.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Foto: CPP
]]></description>
<pubDate>Thu, 15 Dec 2016 14:31:00 +0000</pubDate>
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<item>
<title>Colchões abençoados à venda na internet</title>
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<description><![CDATA[Uma empresa online est&aacute; a vender um modelo de colch&atilde;o que indica estar aben&ccedil;oado com &aacute;gua benta. No site Stock-off.com, &eacute; poss&iacute;vel encontrar o an&uacute;ncio abaixo, em que um colch&atilde;o, que custava 2.000&euro;, est&aacute; &agrave; venda por 290&euro;.


A venda de objetos religiosos benzidos &eacute; proibida pelo Direito Can&oacute;nico e pode impedir o sacerdote que a pratique de exercer o seu minist&eacute;rio, j&aacute; que se insere no pecado de simonia, &laquo;a compra e venda de realidades espirituais ou anexas &agrave;s espirituais por um pre&ccedil;o temporal&raquo;, conforme define o c&oacute;digo de direito can&oacute;nico.
&nbsp;
A FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, fazendo-se passar por cliente, contactou a empresa atrav&eacute;s do seu sistema de atendimento online, a fim de verificar a situa&ccedil;&atilde;o. Em resposta, o operador indicou que a empresa se situava na zona da par&oacute;quia de Santo Tirso (diocese do Porto), que iria procurar mais informa&ccedil;&otilde;es sobre a par&oacute;quia que procederia &agrave; b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o e que depois entraria em contacto telef&oacute;nico.

Dois dias depois, por telefone, a assistente indicava &agrave; nossa reportagem que o colch&atilde;o seria benzido pelo p&aacute;roco de Santo Tirso, cujo nome referiu n&atilde;o poder adiantar &laquo;porque tinha pedido anonimato&raquo;, segundo disse.
&nbsp;
Seguindo esta indica&ccedil;&atilde;o, e continuando a fazer-se passar por um cliente interessado na aquisi&ccedil;&atilde;o do colch&atilde;o, a FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; contactou o p&aacute;roco de Santo Tirso, que reagiu com muita surpresa &agrave; nossa quest&atilde;o e disse &laquo;desconhecer de todo&raquo; qualquer protocolo com a par&oacute;quia no sentido de benzer colch&otilde;es vendidos pela loja online.
&nbsp;
Nesse momento, volt&aacute;mos a contactar a empresa, enquanto clientes, para procurar esclarecer o assunto, e a&iacute; a resposta j&aacute; foi diferente. &laquo;Quando recebermos a sua encomenda, iremos com o colch&atilde;o a uma daquelas missas campais onde aben&ccedil;oam tudo em conjunto e depois fazemos a entrega do colch&atilde;o aben&ccedil;oado&raquo;, assegurando que &laquo;iremos informar-nos da pr&oacute;xima missa campal aqui perto ou mais longe, e depois o valor que reverter do colch&atilde;o iremos entregar a essa par&oacute;quia&raquo;, referiu a assistente via telefone.
&nbsp;
Neste segundo telefonema, a operadora informou-nos de que n&atilde;o h&aacute; ainda nenhum protocolo com nenhuma par&oacute;quia, pois ainda n&atilde;o tinha sido vendido nenhum colch&atilde;o, mas assegurou que o procedimento &eacute; perfeitamente leg&iacute;timo. &laquo;Numa missa campal, sendo uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o geral, qualquer tipo de objeto poder&aacute; ser benzido. A parte da doa&ccedil;&atilde;o iremos informar a Igreja que temos este artigo, que foi benzido numa missa campal em que foram benzidos v&aacute;rios objetos, e acaba por ser uma doa&ccedil;&atilde;o. Penso que algum dinheiro que possa ajudar os mais desfavorecidos n&atilde;o ir&aacute; ser recusado&raquo;, informou a empresa.
&nbsp;
No entanto, esta &eacute; uma afirma&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o &eacute; verdadeira. Antes de mais, porque, segundo o Ritual Romano, os &uacute;nicos objetos que se podem aben&ccedil;oar nesses momentos s&atilde;o &laquo;objetos que se destinam a exercitar a piedade e a devo&ccedil;&atilde;o&raquo;, como &laquo;medalhas, pequenas cruzes, imagens religiosas que n&atilde;o se exp&otilde;em em lugares sagrados, escapul&aacute;rios, ter&ccedil;os e objetos semelhantes que se usam nas pr&aacute;ticas de exerc&iacute;cios de piedade&raquo;. Em lugar algum se refere a possibilidade de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de colch&otilde;es.
&nbsp;
Depois, mesmo que fosse poss&iacute;vel a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o desse objeto, nenhuma par&oacute;quia poderia, em consci&ecirc;ncia, aceitar o dinheiro proveniente daquela venda, j&aacute; que o sacerdote que o aceitasse estaria a incorrer em simonia.
Questionada sobre o que aconteceria se a par&oacute;quia recusasse a doa&ccedil;&atilde;o, a empresa referiu, pela voz da sua assistente, &laquo;acho que n&atilde;o ir&atilde;o recusar uma doa&ccedil;&atilde;o. Como nunca obtivemos vendas deste produto, ainda n&atilde;o sabemos se a par&oacute;quia vai recusar ou n&atilde;o, mas se o dinheiro &eacute; doado, e principalmente na altura do Natal, com fam&iacute;lias para ajudar, penso que n&atilde;o iriam recusar&raquo;, considerou ao telefone.


Segundo fontes legais contactadas pela FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, a venda deste produto pode fazer a empresa incorrer em dois crimes legais, para al&eacute;m dos problemas teol&oacute;gicos j&aacute; explicados acima. Um seria o artigo 187 do C&oacute;digo Penal (CP), de ofensa a organismo, servi&ccedil;o ou pessoa coletiva, j&aacute; que, refere a mesma fonte, &laquo;a Stock-off vende o colch&atilde;o com a indica&ccedil;&atilde;o de que uma percentagem ser&aacute; entregue &agrave; institui&ccedil;&atilde;o Igreja. O colch&atilde;o, sendo benzido, pressup&otilde;e que a igreja aceita esta venda, o que &eacute; consubstanciado pela indica&ccedil;&atilde;o de uma entrega &agrave; igreja de uma percentagem, tudo como se a mesma fizesse parte do trato comercial. Assim a Stock-off est&aacute; a reputar como verdadeiro e propalar factos inver&iacute;dicos, ainda que de forma subtil, capaz de ofender a credibilidade e prest&iacute;gio da institui&ccedil;&atilde;o&raquo;.
&nbsp;
Por outro lado, coloca-se tamb&eacute;m a hip&oacute;tese do crime de burla, previsto no artigo 217 do mesmo CP. &laquo;A Stock-off pretende obter para si ou terceiro (se for plataforma de venda de terceiros) enriquecimento (produto da venda) por meio de erro ou engano sobre factos que astuciosamente provocou&raquo;.
&nbsp;
O an&uacute;ncio est&aacute; dispon&iacute;vel atrav&eacute;s deste link.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Mon, 12 Dec 2016 16:20:00 +0000</pubDate>
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<title>O desafio de Guterres</title>
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<description><![CDATA[Ant&oacute;nio Guterres, ex-primeiro-ministro de Portugal, foi escolhido pela Assembleia-Geral da ONU para o cargo de secret&aacute;rio-geral da organiza&ccedil;&atilde;o. A partir de 1 de janeiro de 2017, o antigo alto-comiss&aacute;rio das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para os Refugiados enfrentar&aacute; uma das tarefas mais dif&iacute;ceis da diplomacia internacional: fazer a paz entre inimigos que muitas vezes n&atilde;o a querem.
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A ONU &eacute; a joia que coroa todos os sonhos pacifistas do fim da Segunda Guerra Mundial. Durante tr&ecirc;s ou quatro anos &ndash; n&atilde;o mais &ndash; houve a ilus&atilde;o de que o Mundo podia mesmo transformar-se num lugar totalmente diferente, em que o Direito e a Justi&ccedil;a se iriam sobrepor &agrave; for&ccedil;a nas rela&ccedil;&otilde;es entre estados, e entre estes e os seus cidad&atilde;os.

A Guerra Fria veio diluir esses sonhos, mas algo deles ficou &ndash; e n&atilde;o foi pouco. Antes da cria&ccedil;&atilde;o da ONU e do aparecimento dos conv&eacute;nios internacionais que lhe d&atilde;o raz&atilde;o de ser, era habitual que os estados resolvessem os seus conflitos atrav&eacute;s de guerras de agress&atilde;o e anexa&ccedil;&atilde;o. Depois do aparecimento das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, essas situa&ccedil;&otilde;es tornaram-se muito mais raras e, quando aconteceram, foram quase sempre contrariadas pela comunidade internacional, como aconteceu em 1990, quando o Iraque ocupou o Kuwait.

O rosto das Na&ccedil;&otilde;es Unidas &eacute; o seu secret&aacute;rio-geral, mas isso n&atilde;o faz dele um homem poderoso. &Eacute; isso que temos de ter sempre presente agora que um portugu&ecirc;s vai ocupar esse cargo. Ant&oacute;nio Guterres tem plena consci&ecirc;ncia disso, ou n&atilde;o tivesse ele passado dez anos &agrave; frente do Alto-Comissariado da ONU para os Refugiados, um dos cargos internacionais onde a despropor&ccedil;&atilde;o entre aquilo que &eacute; necess&aacute;rio fazer e aquilo que &eacute; poss&iacute;vel fazer &eacute; maior.
No seu discurso ap&oacute;s a elei&ccedil;&atilde;o pela Assembleia-Geral, em 13 de outubro, Guterres disse que o seu trabalho passar&aacute; essencialmente por ser um mediador, um facilitador, um construtor de pontes. Nada mais verdadeiro.

O secret&aacute;rio-geral pode apontar e denunciar, mas tem de ter sempre presente que nada disso resolve os problemas, porque ele n&atilde;o tem meios para obrigar seja quem for a fazer aquilo que ele quer. Esse papel s&oacute; pode ser desempenhado pelos estados-membros da ONU e, especialmente, pelo Conselho de Seguran&ccedil;a, porque &eacute; a&iacute; que est&aacute; o poder de determinar san&ccedil;&otilde;es ou mesmo interven&ccedil;&otilde;es militares.

Dado que cada um dos pa&iacute;ses que s&atilde;o membros permanentes do conselho (EUA, R&uacute;ssia, China, Gr&atilde;-Bretanha e Fran&ccedil;a) tem poder de veto sobre todas essas decis&otilde;es, decorre da&iacute; que nada pode ser feito sem consensos alargados. Obt&ecirc;-los &eacute; a principal tarefa do secret&aacute;rio-geral, e a&iacute; restam poucas d&uacute;vidas de que Ant&oacute;nio Guterres est&aacute; muito bem equipado para a cumprir. Basta lembrar que um dos principais argumentos pol&iacute;ticos que o levaram &agrave; chefia do executivo portugu&ecirc;s entre 1995 e 2002 foi a sua aposta no di&aacute;logo como ferramenta fundamental da governa&ccedil;&atilde;o.

Ser uma &ldquo;picareta falante&rdquo;, como foi apelidado em Portugal, nos anos 90, est&aacute; muito longe de ser mau quando se &eacute; secret&aacute;rio-geral da ONU. Manter um di&aacute;logo &eacute;, muitas vezes, a &uacute;nica coisa que se consegue fazer quando se est&aacute; nesse cargo &ndash; e, em certas ocasi&otilde;es, j&aacute; uma proeza digna de Nobel de Paz. Conseguir que algo de concreto saia desse di&aacute;logo &eacute; muito mais dif&iacute;cil.

Veja-se o caso da guerra na S&iacute;ria, que Guterres j&aacute; elegeu como a sua primeira prioridade. As Na&ccedil;&otilde;es Unidas t&ecirc;m sido relegadas para um papel secund&aacute;rio nas negocia&ccedil;&otilde;es para p&ocirc;r fim ao conflito, mas a verdade &eacute; que nem os EUA, nem a R&uacute;ssia, apesar de j&aacute; terem acordado v&aacute;rios cessar-fogos bilateralmente, conseguiram (ou quiseram) que os combates parassem.

Esta &eacute; uma das tend&ecirc;ncias preocupantes que Ant&oacute;nio Guterres ter&aacute; de combater nos pr&oacute;ximos cinco anos: a desvaloriza&ccedil;&atilde;o do papel da ONU e o regresso da pol&iacute;tica de poder entre as grandes pot&ecirc;ncias, que tende a colocar de lado os Direitos Humanos e a resolu&ccedil;&atilde;o equilibrada dos conflitos internacionais.

A reapari&ccedil;&atilde;o da Guerra Fria entre Estados Unidos e R&uacute;ssia, que agora se centra na S&iacute;ria, mas que pode surgir rapidamente em locais como a Ucr&acirc;nia e outras partes da Europa de Leste, &eacute; outro dos principais desafios que o novo secret&aacute;rio-geral ter&aacute; de enfrentar. Outro &eacute; o terrorismo de inspira&ccedil;&atilde;o isl&acirc;mica e as respostas mais ou menos musculadas a esse fen&oacute;meno que, por vezes, tendem a criar problemas mais graves do que aquele que lhes deu origem.

Em qualquer uma dessas situa&ccedil;&otilde;es, Ant&oacute;nio Guterres tem uma tarefa essencial pela frente: colocar os direitos e a dignidade humana no centro de todas as solu&ccedil;&otilde;es e convencer quem tem poder para mandar calar as armas que a dec&ecirc;ncia &eacute; boa para todos, seja agora, no ano que vem ou daqui a cem anos.

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Texto: Rolando Santos

Excerto de um artigo publicado na edi&ccedil;&atilde;o de outubro de 2016 da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;

Artigos relacionados:
Ant&oacute;nio Guterres na ONU
http://familiacrista.paulus.pt/antonio-guterres-na-onu
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<pubDate>Mon, 12 Dec 2016 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Patriarca quer «católicos a sério» no mundo</title>
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<description><![CDATA[O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, assinou ontem a Constitui&ccedil;&atilde;o Sinodal de Lisboa, o documento de trabalho que resultou da assembleia sinodal que esteve reunida na passada semana. O momento aconteceu no final da celebra&ccedil;&atilde;o onde foram ordenados o Pe. Fredy Moreno, sacerdote paulista, e cinco di&aacute;conos.
O documento foi posteriormente entregue a alguns sacerdotes e a toda a comunidade presente no Mosteiro dos Jer&oacute;nimos, em Lisboa.

S&atilde;o 70 pontos que refletem o pensar de milhares de pessoas do Patriarcado sobre a sua diocese. &laquo;O que l&aacute; est&aacute; &eacute; o fruto desta reflex&atilde;o, que diz que as comunidades crist&atilde;s, a come&ccedil;ar pela comunidade das fam&iacute;lias crist&atilde;s, mas as par&oacute;quias, institutos, movimentos, &eacute; uma rede t&atilde;o densa de crist&atilde;os a quem pedimos que re&uacute;nam para fora. Que percebam que o significado que o Evangelho d&aacute; &agrave;s suas vidas tem de ser oferecido, porque algu&eacute;m lhes ofereceu a eles&raquo;, referiu aos jornalistas no final da celebra&ccedil;&atilde;o.
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D. Manuel Clemente afirma que esta mensagem &eacute; para quem quer &laquo;levar a s&eacute;rio&raquo; a sua condi&ccedil;&atilde;o de cat&oacute;lico. &laquo;Os sacerdotes e toda a comunidade crist&atilde; s&atilde;o chamados a estar com todas as pessoas, s&atilde;o 2,5 milh&otilde;es de pessoas e n&atilde;o podem ser 300 sacerdotes sozinhos a fazer esse trabalho. Quem est&aacute; nas empresas, nas escolas, nos hospitais, que queira ser cat&oacute;lico a s&eacute;rio, est&aacute; na primeira linha para mostrar aos outros, com simplicidade, mas com generosidade, aquilo que lhe d&aacute; esperan&ccedil;a&raquo;.
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Esta fase, a da &laquo;rece&ccedil;&atilde;o&raquo; do documento, ser&aacute; a que poder&aacute; demorar mais. O Cardeal-Patriarca de Lisboa espera que seja mais r&aacute;pida que a do &uacute;ltimo s&iacute;nodo, que aconteceu h&aacute; quase 400 anos. &laquo;Temos inst&acirc;ncias de reflex&atilde;o que temos de ativar e melhorar, quer nas par&oacute;quias, quer na diocese. Na diocese &eacute; o Conselho Pastoral, onde est&atilde;o representantes de todas as realidades religiosas da diocese; depois o Conselho Presbiteral. Mas tamb&eacute;m nas par&oacute;quias &eacute; preciso ativar os Conselhos Paroquiais, com representantes de todos os movimentos da par&oacute;quia. O que propus foi que, ciclicamente todos os anos, peguemos no texto e vejamos, par&oacute;quia a par&oacute;quia, comunidade a comunidade: &ldquo;isto avan&ccedil;ou? N&atilde;o avan&ccedil;ou porqu&ecirc;? Esta op&ccedil;&atilde;o andou para a frente? O que falta?&rdquo; Fazendo isto ciclicamente, estaremos mais presentes na realidade&raquo;, defendeu.
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Um documento cr&iacute;tico da realidade
O documento distribu&iacute;do e que agora ser&aacute; alvo de rece&ccedil;&atilde;o em toda a diocese est&aacute; dividido em 70 pontos, nos quais se faz um retrato da realidade, apontando as fraquezas existentes.
No ponto 15, refere-se a &laquo;descoordena&ccedil;&atilde;o pastoral e multiplica&ccedil;&atilde;o de propostas que tendem a dispersar esfor&ccedil;os e recursos; organiza&ccedil;&atilde;o territorial das par&oacute;quias nem sempre ajustada &agrave;s necessidades das comunidades; tend&ecirc;ncia para privilegiar o particular e o imediato em detrimento de uma pastoral de conjunto e de continuidade&raquo;, enquanto que, no ponto seguinte, se aponta &laquo;os v&aacute;rios encargos&raquo; com que os sacerdotes &laquo;est&atilde;o sobrecarregados&raquo;, apelando-se &agrave; necessidade de &laquo;crescer na capacidade de gerar uma maior din&acirc;mica de corresponsabilidade com os leigos&raquo;.
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Os participantes no s&iacute;nodo diocesano apontam ainda os &laquo;sintomas de desencontro entre os desejos sinceros de forma&ccedil;&atilde;o e as propostas formativas disponibilizadas&raquo;, defendendo que &laquo;&agrave;s comunidade crist&atilde;s cabe a tarefa de proporcionar ambientes motivadores, acolhedores e fraternos que promovam o acompanhamento espiritual e a forma&ccedil;&atilde;o crist&atilde; dos fi&eacute;is leigos (...), atendendo aos seus hor&aacute;rios laborais e &agrave; vida familiar&raquo;, conforme se l&ecirc; no ponto 18.
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O documento aponta ainda a &laquo;insuficiente participa&ccedil;&atilde;o dos crist&atilde;os cat&oacute;licos noutros dom&iacute;nios da vida social e pol&iacute;tica&raquo;, e o &laquo;longo caminho&raquo; que ainda falta &agrave;s fam&iacute;lias da diocese percorrerem para serem &laquo;verdadeiras igrejas dom&eacute;sticas&raquo;.

Passos para o futuro pensados, mas poucas indica&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas
Depois de retratar a realidade que &eacute; necess&aacute;ria mudar, a Constitui&ccedil;&atilde;o Sinodal de Lisboa aponta alguns caminhos, embora n&atilde;o determine a&ccedil;&otilde;es muito concretas. Definindo &laquo;oito crit&eacute;rios de discernimento e a&ccedil;&atilde;o eclesial&raquo;, rejeitam &laquo;o c&oacute;modo crit&eacute;rio pastoral do &ldquo;fez-se sempre assim&rdquo;&raquo;. &laquo;Com efeito, nem sempre os crist&atilde;os t&ecirc;m sabido vencer a in&eacute;rcia e a ac&eacute;dia pastoral&raquo;, pode ler-se no ponto 33.
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No sentido de &laquo;fazer da palavra de Deus o lugar onde nasce a f&eacute;&raquo;, o s&iacute;nodo sugere que as comunidades promovam &laquo;a leitura orante da Escritura e a forma&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica&raquo;, dando um especial destaque &agrave; import&acirc;ncia da homilia, que &eacute;, &laquo;para muitos crist&atilde;os&raquo;, &laquo;o momento evangelizador por excel&ecirc;ncia&raquo;. &laquo;Requer-se prepara&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o improvisa&ccedil;&atilde;o; que interpele a vida da comunidade crist&atilde; e conduza ao mist&eacute;rio que se celebra&raquo;.
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O ponto 39 apela &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de &laquo;um verdadeiro acolhimento&raquo; de todas as pessoas da comunidade, enquanto que no ponto seguinte encontramos a &laquo;prioridade&raquo; que deve ser a &laquo;organiza&ccedil;&atilde;o do catecumenado de jovens e adultos&raquo;, a &laquo;organiza&ccedil;&atilde;o da catequese das crian&ccedil;as, seguindo um modelo catecumenal com envolvimento familiar&raquo;, que &laquo;abram &agrave; dimens&atilde;o experiencial e comunit&aacute;ria da vida crist&atilde;&raquo;.
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Para isto, consideram os participantes do s&iacute;nodo no ponto 43, &eacute; preciso &laquo;apostar na forma&ccedil;&atilde;o de comunicadores capazes de utilizar linguagens ajustadas aos desafios da comunica&ccedil;&atilde;o neste tempo e, ainda, investira numa melhor articula&ccedil;&atilde;o de meios, de modo a potenciar a comunica&ccedil;&atilde;o da Igreja e na Igreja&raquo;.

No que diz respeito &agrave; forma&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica das comunidades, aos sacerdotes &eacute; pedido que criem &laquo;momentos que disponham &agrave; escuta de Deus&raquo;. Considerando que os &laquo;sacerdotes, consagrados e leigos&raquo; precisam de um &laquo;maior acompanhamento&raquo;, &laquo;valorizam-se, neste contexto, a descoberta da voca&ccedil;&atilde;o &agrave; santidade, no horizonte da pr&oacute;pria f&eacute; como voca&ccedil;&atilde;o; a inicia&ccedil;&atilde;o &agrave; ora&ccedil;&atilde;o pessoal e comunit&aacute;ria; leitura e medita&ccedil;&atilde;o da Palavra de Deus; o envolvimento em grupos de ora&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o em movimentos e novas comunidades; a viv&ecirc;ncia dos sacramentos da Reconcilia&ccedil;&atilde;o e da Eucaristia, bem como a adora&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica; a participa&ccedil;&atilde;o em retiros, exerc&iacute;cios espirituais, peregrina&ccedil;&otilde;es e outras dimens&otilde;es e pr&aacute;ticas de cultivo da vida espiritual&raquo;, conforme se l&ecirc; no ponto 48.
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A assembleia sinodal, que partiu das reflex&otilde;es feitas por milhares de pessoas espalhadas pelo Patriarcado de Lisboa, pede que se convidem os pais das crian&ccedil;as que v&atilde;o ser batizadas ou receber a Primeira Comunh&atilde;o que aprofundem &laquo;o significado lit&uacute;rgico e espiritual destes sacramentos, a celebr&aacute;-los na comunidade crist&atilde; e a integrar-se na mesma&raquo;.
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Fala-se ainda de criar, nas institui&ccedil;&otilde;es sociais da Igreja, &laquo;espa&ccedil;os de acolhimento, escuta e reflex&atilde;o&raquo; e uma &laquo;maior preocupa&ccedil;&atilde;o com as necessidades espirituais das pessoas&raquo;, de &laquo;cuidar (...) da sua identidade crist&atilde; e da forma&ccedil;&atilde;o dos seus principais agentes&raquo;, dando-lhes a conhecer os &laquo;princ&iacute;pios da f&eacute; crist&atilde; e da Doutrina Social da Igreja&raquo;.
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Os participantes do s&iacute;nodo querem tamb&eacute;m &laquo;formar grupos de crentes que releiam a vida pessoal e comunit&aacute;ria &agrave; luz do Evangelho&raquo; e transformar &laquo;os espa&ccedil;os eclesiais habituais, tornando-os mais fraternos e acolhedores, partilhar os recursos com par&oacute;quias pr&oacute;ximas e dinamizar uma pastoral de conjunto&raquo;, olhando sempre para a &laquo;colabora&ccedil;&atilde;o entre os diversos minist&eacute;rios e inst&acirc;ncias eclesiais&raquo;. Esta ser&aacute; uma tarefas mais dif&iacute;ceis, considerando a dificuldade que algumas comunidades e pastores t&ecirc;m em trabalhar em conjunto, saindo da &ldquo;sua quinta&rdquo;.
&nbsp;
Por isso, no final da celebra&ccedil;&atilde;o, D. Manuel afirmou que &laquo;as sete op&ccedil;&otilde;es com que termina a Constitui&ccedil;&atilde;o s&atilde;o a op&ccedil;&atilde;o de Deus, e por isso &eacute; a correspond&ecirc;ncia nossa &agrave; vontade de Deus. Acolhamos com o cora&ccedil;&atilde;o o que &eacute; o fruto de uma caminhada sinodal de dois anos e meio. At&eacute; aqui foi bom, a partir daqui, com Maria, ser&aacute; ainda melhor&raquo;, defendeu.
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Texto: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e Patriarcado de Lisboa
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<pubDate>Fri, 09 Dec 2016 10:24:00 +0000</pubDate>
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<title>Cardeal-Patriarca pede uma «sociedade paliativa»</title>
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<description><![CDATA[O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, afirmou hoje que &laquo;a eutan&aacute;sia n&atilde;o elimina apenas a dor, elimina a vida, e a vida &eacute; um direito inviol&aacute;vel pela nossa Constitui&ccedil;&atilde;o&raquo;, tecendo duras cr&iacute;ticas a quem deseja uma &laquo;legaliza&ccedil;&atilde;o abusiva&raquo;, referindo que &laquo;algumas sociedades europeias come&ccedil;am a descartar situa&ccedil;&otilde;es e depois n&atilde;o se sabe&raquo; onde se vai parar.

&nbsp;
&laquo;O problema das gravidezes n&atilde;o apoiadas: aborto; o problema das doen&ccedil;as incur&aacute;veis, sem perspetivas: eutan&aacute;sia. Qualquer dia, quem &eacute; que fica? Se come&ccedil;amos a cortar, qualquer dia ficamos muito poucos. Aquilo que acontece na Holanda, na B&eacute;lgica, onde se liberalizou a eutan&aacute;sia e se dizia que era s&oacute; para casos gravosos, vai-se alargando tanto que a certa altura a pessoas sente-se desacompanhada porque os filhos sa&iacute;ram de casa, e d&aacute; eutan&aacute;sia. Aparece uma doen&ccedil;a que at&eacute; pode nem ser t&atilde;o grave, mas a pessoa desanima, vai a eutan&aacute;sia, mesmo que seja na adolesc&ecirc;ncia. Se abrimos esta porta, como &eacute; que ficamos?&raquo;, questionou, em declara&ccedil;&otilde;es aos jornalistas, proferidas no final da eucaristia que serviu de encerramento ao S&iacute;nodo Diocesano e de ordena&ccedil;&atilde;o de um sacerdote paulista e de cinco novos di&aacute;conos.
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Para D. Manuel Clemente, a solu&ccedil;&atilde;o para essas situa&ccedil;&otilde;es passa por acompanhar quem est&aacute; em dificuldades. &laquo;S&atilde;o muitos os testemunhos de crist&atilde;os e de outras pessoas de que quando h&aacute; companhia, presen&ccedil;a, esses problemas vivem-se de outra maneira, e as pessoas querem continuar. Isto &eacute; muito mais importante que, quando temos um problema pela frente, come&ccedil;armos a descartar&raquo;, sustentou.
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Por isso, sugere que a sociedade se torne &laquo;paliativa&raquo;, estendendo &laquo;um manto protetor aos que sofrem momentos dif&iacute;ceis e a ro&ccedil;ar o desespero&raquo;. &laquo;Tornemo-nos tamb&eacute;m n&oacute;s numa &ldquo;sociedade paliativa&rdquo;, que corresponda com mais proximidade e maiores cuidados a qualquer dor que surja, a cada pessoa que sofra. De contr&aacute;rio avan&ccedil;aria a morte, que nem se h&aacute; de pedir nem jamais se h&aacute; de dar a ningu&eacute;m. Entreabrir-lhe a mais pequena brecha seria rapidamente escancarar-lhe a porta larga das mais graves consequ&ecirc;ncias &ndash; como j&aacute; se sofrem nas sociedades que o fizeram&raquo;, referiu o Cardeal-Patriarca na hom&iacute;lia.
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Referindo que a Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa j&aacute; emitiu uma Nota Pastoral com a posi&ccedil;&atilde;o dos bispos, D. Manuel a leitura do documento, mas deixou claro que a solu&ccedil;&atilde;o &eacute; &laquo;acompanhar&raquo;, n&atilde;o &laquo;descartar&raquo;. &laquo;Quando houver problemas, resolvem-se com mais companhia e mais presen&ccedil;a, n&atilde;o se resolvem deixando a pessoa morrer com o seu problema. A Constitui&ccedil;&atilde;o diz que o direito &agrave; vida &eacute; inviol&aacute;vel, ent&atilde;o vamos tornar este direito uma pr&aacute;tica&raquo;, pediu.
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Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 08 Dec 2016 21:33:00 +0000</pubDate>
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<title>Violência contra idosos aumenta</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/violencia-contra-idosos-aumenta</link>
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<description><![CDATA[Quase mil idosos foram v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia no ano passado. O n&uacute;mero de casos tem vindo a aumentar. Os agressores s&atilde;o sobretudo filhos ou c&ocirc;njuges. Raramente as v&iacute;timas apresentam queixa.


Laura vivia na sua casa com a filha e a neta divorciada e frequentava um centro de dia. Os sinais de que algo estranho se passava come&ccedil;aram a ser not&oacute;rios para quem lidava com ela na institui&ccedil;&atilde;o. Os bra&ccedil;os tinham umas marcas estranhas. Deu umas desculpas, a vergonha impedia-a de dizer a verdade: quando ficava sozinha em casa, filha e neta amarravam Laura a uma cadeira. De bra&ccedil;os e pernas atadas, chegou a ficar noites e fins de semana inteiros sem poder comer ou ir &agrave; casa de banho. S&oacute; admitiu tudo quando as t&eacute;cnicas da Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Apoio &agrave; V&iacute;tima (APAV) a visitaram no centro de dia, depois de um telefonema da institui&ccedil;&atilde;o.

A psic&oacute;loga cl&iacute;nica Lu&iacute;sa Waldherr lembra-se bem do caso, que exigiu a&ccedil;&atilde;o imediata da GNR e comunica&ccedil;&atilde;o ao tribunal. Neste caso, e ao contr&aacute;rio do que &eacute; habitual, a idosa manteve a hist&oacute;ria at&eacute; ao fim. &laquo;A pessoa idosa, por ser mais vulner&aacute;vel, tem mais medo. Se tivermos a capacidade, a paci&ecirc;ncia e o tempo de explicar os seus direitos, as alternativas, os modos que h&aacute; para resolver aquela quest&atilde;o, baixamos o n&iacute;vel do medo e ela come&ccedil;a a perceber o que existe, j&aacute; n&atilde;o &eacute; o desconhecido&raquo;, explica Lu&iacute;sa.

No relat&oacute;rio anual de 2015, a APAV dava conta de um aumento da viol&ecirc;ncia contra idosos. Em 2013, registaram-se 774 casos; em 2014, 852; e no ano passado 977. O que d&aacute; uma m&eacute;dia de 2,7 idosos v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia por dia, mais de 18 por semana&hellip; Entre 2013 e 2015, a associa&ccedil;&atilde;o registou 2603 v&iacute;timas idosas de crime e de viol&ecirc;ncia. Em 37,9% dos casos os agressores eram filhos e em 28,2%, o c&ocirc;njuge. Apenas 30,7% apresentam queixa.


A linha de apoio &agrave; v&iacute;tima 116 006, da APAV, funciona nos dias &uacute;teis, das 10h00 &agrave;s 19h00. Lu&iacute;sa Waldherr explica que quando a viol&ecirc;ncia &eacute; perpetrada por filhos e netos &eacute;, habitualmente, viol&ecirc;ncia financeira e psicol&oacute;gica. Trocando por mi&uacute;dos: a pens&atilde;o passa a ser gerida pelo filho ou neto, acesso indevido &agrave; reforma, exig&ecirc;ncia de dinheiro sob coa&ccedil;&atilde;o. A psic&oacute;loga cl&iacute;nica exemplifica: &laquo;&ldquo;Ou me d&aacute;s ou eu bato-te, ou eu parto isto tudo.&rdquo;&raquo;

Com os familiares, cede-se mais e queixa-se menos. Lu&iacute;sa explica que &laquo;quando o idoso &eacute; chamado, muitas vezes, desvaloriza e diz: &ldquo;Ah sim, mas foi s&oacute; uma vez. Ele at&eacute; &eacute; bom rapaz. Tem l&aacute; o seu feitio.&rdquo; &ldquo;&Agrave;s vezes est&aacute; mal-humorado, mas &eacute; bom homem. Tem umas complica&ccedil;&otilde;es l&aacute; no trabalho.&rdquo; H&aacute; casos em que at&eacute; negam a situa&ccedil;&atilde;o.&raquo; Quando os agressores s&atilde;o os filhos, o sentimento de culpa dificulta muito a apresenta&ccedil;&atilde;o de queixa.

Mas esta coordenadora do Gabinete de Apoio &agrave; V&iacute;tima fala tamb&eacute;m de viol&ecirc;ncia em lares. &laquo;Nem sempre os cuidadores t&ecirc;m forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica. T&ecirc;m falta de toler&acirc;ncia e de paci&ecirc;ncia. Muito facilmente gritam, chamam nomes. Tamb&eacute;m h&aacute; casos do uso indevido de medica&ccedil;&atilde;o para manter os idosos calmos, ou melhor, sedados.&raquo; Acontece tamb&eacute;m coa&ccedil;&atilde;o financeira, quando se sugere que se o idoso doar a sua casa ou os seus bens consegue mais rapidamente vaga no lar.

A associa&ccedil;&atilde;o Mulheres S&eacute;c. XXI, de Leiria, dinamiza a Linha Nacional de Apoio &agrave; V&iacute;tima Idosa de Viol&ecirc;ncia Dom&eacute;stica (800 210 340). Al&eacute;m da linha telef&oacute;nica, a associa&ccedil;&atilde;o tem um gabinete de apoio psicol&oacute;gico.

Catarina Louro, t&eacute;cnica de apoio &agrave; v&iacute;tima e soci&oacute;loga, explica que a confidencialidade &eacute; muito importante. &laquo;Este fen&oacute;meno &eacute; muito particular. Porque as pessoas agressoras s&atilde;o cuidadoras e estamos a falar de v&iacute;timas com mais de 65 anos e, muitas vezes, n&atilde;o querem assumir que est&atilde;o a ser v&iacute;timas de quem cuidaram.&raquo;

A linha d&aacute; dicas para os idosos se protegerem de agress&otilde;es. &laquo;Quando percebe que est&aacute; num momento de tens&atilde;o, afastar-se das cozinhas porque as cozinhas t&ecirc;m demasiados objetos que num momento de discuss&atilde;o podem ser fatais. Ter o telem&oacute;vel num bolso para poder fazer uma chamada rapidamente. Ter os documentos sempre junto de si para o caso de terem de sair de casa.&raquo;
Desde janeiro de 2016, o projeto j&aacute; sinalizou 63 casos, 44 diretamente atrav&eacute;s da linha. Telefonam sobretudo pessoas pr&oacute;ximas, familiares, amigos ou vizinhos. Mas tamb&eacute;m as v&iacute;timas, a grande maioria mulheres. &laquo;O que temos mais s&atilde;o agress&otilde;es psicol&oacute;gicas e neglig&ecirc;ncia. Agress&otilde;es psicol&oacute;gicas s&atilde;o 35% e dentro destas falamos tamb&eacute;m da explora&ccedil;&atilde;o financeira. Existe, muitas vezes, a tentativa de ficar com a reforma ou at&eacute; de roubos&raquo;, explica Catarina. Os casos de neglig&ecirc;ncia (32,5%) normalmente s&atilde;o denunciados pelos vizinhos que acham que os idosos n&atilde;o t&ecirc;m assegurados os cuidados b&aacute;sicos. Quanto aos maus-tratos f&iacute;sicos, representam 20% das queixas, s&atilde;o sobretudo casos de viol&ecirc;ncia de maridos contra esposas, mas tamb&eacute;m de filhos contra m&atilde;es.

Catarina afirma e repete que cada caso &eacute; um caso. Esta t&eacute;cnica de apoio &agrave; v&iacute;tima diz que o que mais tem chocado toda a equipa s&atilde;o as agress&otilde;es sexuais de filhos contra m&atilde;es. &laquo;Para chegar a&iacute;, j&aacute; se passou pelas agress&otilde;es psicol&oacute;gicas e f&iacute;sicas&hellip; S&atilde;o as mais dif&iacute;ceis de chegar, porque &eacute; muito dif&iacute;cil as m&atilde;es assumirem que s&atilde;o v&iacute;timas de viol&ecirc;ncias sexuais dos filhos&raquo;, conta. T&ecirc;m acompanhado alguns casos de consuma&ccedil;&atilde;o e outros de inten&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m h&aacute; quem tente matar: &laquo;tentativas de asfixia, apontar uma arma &agrave;s m&atilde;es, incendiar uma casa com a m&atilde;e l&aacute; dentro.&raquo;

Para evitar a viol&ecirc;ncia contra idosos &eacute; preciso que a comunidade esteja atenta e intervenha. Catarina Louro alerta que &laquo;nas crian&ccedil;as, &eacute; tudo muito giro e toda a gente quer mudar as fraldas. Com os idosos n&atilde;o &eacute; assim. S&atilde;o tratados como pesos, quer pela fam&iacute;lia, quer pela comunidade.&raquo; Da&iacute; que a associa&ccedil;&atilde;o tenha projetos e a&ccedil;&otilde;es de sensibiliza&ccedil;&atilde;o na comunidade.

Lu&iacute;sa Waldherr, da APAV, lembra o caso de uma idosa, num bairro em que todos se conheciam. &laquo;A senhora da padaria, o senhor do caf&eacute; e o senhor do minimercado juntaram-se e vieram falar connosco para saber o que podiam fazer. Quando se diz que hoje em dia n&atilde;o h&aacute; valores, ainda h&aacute; muito boa gente tamb&eacute;m.&raquo;

&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Cartazes APAV e Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
&nbsp;

Excerto de uma reportagem publicada na edi&ccedil;&atilde;o da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de dezembro de 2016.
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<pubDate>Wed, 07 Dec 2016 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Pe. João Paulo Vaz lança projeto inovador</title>
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<description><![CDATA[O Pe. Jo&atilde;o Paulo Vaz tem um novo trabalho. Em entrevista &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, o cantor e autor diz que &laquo;este &eacute; um trabalho diferente dos cinco anteriores. Embora, musicalmente, n&atilde;o ande longe da linha que sempre me caracterizou, o conceito deste CD &eacute; novo. Quis unir os sons, a mensagem e a imagem e lan&ccedil;ar um conceito novo a que chamei &quot;noteCDbook&quot;. Basicamente, &eacute; um livro, tipo notebook, composto pelas letras das m&uacute;sicas, pequenos textos de reflex&atilde;o a partir das letras, frases soltas espalhadas pelas p&aacute;ginas e espa&ccedil;os em branco&raquo;.

Com o t&iacute;tulo &laquo;Que me falte tudo&hellip;&raquo; este novo trabalho convida cada um a complet&aacute;-lo. O Pe. Jo&atilde;o Paulo Vaz explica que &laquo;no momento em que cada um lhe toca e consigo o leva, passou a ser &uacute;nico no mundo, porque cada um encontrar&aacute;, no meio das letras e dos pequenos textos, o espa&ccedil;o para escrever e o completar com os seus pr&oacute;prios pensamentos e apontamentos. Nele poder&aacute; encontrar e deixar tanto de si mesmo. Cada um passar&aacute; a ser o real autor deste projeto, porque o completar&aacute; com as suas viv&ecirc;ncias, as suas consequ&ecirc;ncias, as suas palavras, as suas ora&ccedil;&otilde;es, os seus sil&ecirc;ncios, os seus sorrisos, o seu legado interior ao mundo&raquo;.

O &quot;noteCDbook&quot; tem 14 temas cantados e um instrumental. &laquo;Oito m&uacute;sicas foram escritas em Taiz&eacute;, numa das &uacute;ltimas peregrina&ccedil;&otilde;es que a&iacute; fiz; quatro foram tiradas do &quot;ba&uacute;&quot;, m&uacute;sicas que h&aacute; muito tinha escrito e que se enquadravam muito bem neste projeto; e tr&ecirc;s outras escritas h&aacute; pouco tempo, em contexto de algumas rela&ccedil;&otilde;es vitalizantes&raquo;, explica o autor. Sem um tema comum, o Pe. Jo&atilde;o Paulo Vaz explica que as m&uacute;sicas se orientam &laquo;para a autovalida&ccedil;&atilde;o da pessoa humana, a capacidade de amar essencial &agrave; vida, a rela&ccedil;&atilde;o com os outros, a rela&ccedil;&atilde;o com Deus, o sentido da santidade e da perfei&ccedil;&atilde;o&raquo;.
&nbsp;
Desde 1987, que o Pe. Jo&atilde;o Paulo Vaz se dedica &agrave; m&uacute;sica como escritor e compositor. Publica trabalhos e faz concertos desde 2003. A m&uacute;sica tem um papel essencial na sua vida. &laquo;Vivo tudo isto como parte de mim. Relembro sempre algo que eu disse, quando iniciei a minha vida pastoral, ainda antes de ser ordenado, e respondendo a algu&eacute;m: &quot;N&atilde;o vivo para a m&uacute;sica, mas tamb&eacute;m n&atilde;o vivo sem ela&quot;. Seria como arrancar de mim uma parte, uma linguagem muito importante. Vivo-o como algo estrutural em mim.&raquo; Fazendo parte de si &eacute; tamb&eacute;m algo para p&ocirc;r a render. O sacerdote da diocese de Coimbra diz que assume a m&uacute;sica como miss&atilde;o: &laquo;Pela m&uacute;sica e com as minhas m&uacute;sicas, eu realizo, na Igreja e no mundo, a minha miss&atilde;o de evangelizar e colaborar na santifica&ccedil;&atilde;o do mundo. Isto assumi para a minha vida e a m&uacute;sica est&aacute; ao servi&ccedil;o.&raquo;

Atualmente, o Pe. Jo&atilde;o Paulo Vaz &eacute; p&aacute;roco de Pombal. &laquo;Os meus paroquianos sabem que eu canto e que fa&ccedil;o concertos. Nestes anos, fiz, na Par&oacute;quia, alguns concertos e a rea&ccedil;&atilde;o e feedbacks s&atilde;o muito positivos.&raquo; Mas n&atilde;o se pense que nas celebra&ccedil;&otilde;es est&aacute; sempre de viola ao peito a cantar. &laquo;Nas Eucaristias, por norma, n&atilde;o o fa&ccedil;o, exceto nalgum dia mais especial e sempre nalgum momento preparado para isso. Fa&ccedil;o-o mais em momentos de ora&ccedil;&atilde;o, vig&iacute;lias, encontros.&raquo;
O &quot;noteCDbook&quot; foi apresentado num concerto este domingo em Coimbra e 25% do resultado das vendas reverte para a Alzheimer Portugal.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o

Ou&ccedil;a aqui o tema Que me falte tudo...:
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<pubDate>Tue, 06 Dec 2016 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Ivo Oliveira é o novo Chefe Nacional do CNE</title>
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<description><![CDATA[Ivo Faria de Oliveira &eacute; o novo chefe nacional do Corpo Nacional de Escutas (CNE). A vota&ccedil;&atilde;o decorreu ontem e a lista liderada pelo antigo chefe regional de Braga reuniu 55,79% dos votos, contra 39, 13% recolhidos pela lista liderada por Pedro Duarte Silva.

&nbsp;
A taxa de absten&ccedil;&atilde;o, &agrave; semelhan&ccedil;a de atos eleitorais passados, revelou uma absten&ccedil;&atilde;o a rondar os 50%.
&nbsp;
Em comunicado enviado &agrave;s reda&ccedil;&otilde;es, o Chefe Nacional eleito agradeceu a todos os participantes no ato eleitoral, aos mandat&aacute;rios e apoiantes da sua Lista, e tamb&eacute;m deixou uma palavra aos mais jovens. &laquo;Aos lobitos, exploradores/mo&ccedil;os, pioneiros/marinheiros, caminheiros/companheiros, dizer-vos que &eacute; por v&oacute;s que caminhamos, todos os dias. N&atilde;o esquecemos que, o que queremos, &eacute; ajudar a dar resposta &agrave; pergunta &quot;que crian&ccedil;as e jovens queremos para o futuro&quot;.&raquo;
&nbsp;
Nem sempre o CNE tem duas listas a concorrer &agrave; lideran&ccedil;a. Ivo Oliveira deixou uma palavra de &laquo;agradecimento&raquo; &agrave; Lista concorrente. &laquo;&Agrave; Equipa Todos (Lista B), um agradecimento especial pelas ideias e contributos que deixaram e que ser&atilde;o enriquecimento para o nosso caminho&raquo;, pode ler-se no comunicado.
&nbsp;
Ivo Faria de Oliveira dirigiu ainda uma palavra &laquo;aos dirigentes, a todos n&oacute;s, vamos caminhar juntos, unidos por la&ccedil;os de partilha dos mesmos ideais. Que Deus nos ajude. Que Maria, In&aacute;cio de Loyola e Isabel de Portugal sejam nossos companheiros de caminho!&raquo;
&nbsp;
A sufr&aacute;gio foi ainda uma lista &uacute;nica para o Conselho Fiscal e Jurisdicional Nacional, tendo sido eleita com o apoio da maioria dos votantes.
&nbsp;
Ivo Oliveira tem 42 anos, &eacute; dirigente da regi&atilde;o de Braga e ser&aacute; o respons&aacute;vel pela maior associa&ccedil;&atilde;o juvenil do pa&iacute;s durante os pr&oacute;ximos tr&ecirc;s anos. A tomada de posse dever&aacute; acontecer no in&iacute;cio de janeiro.


&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Mon, 05 Dec 2016 02:00:00 +0000</pubDate>
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<title>E se oferecer solidaridade?</title>
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<description><![CDATA[Nesta &eacute;poca, porque n&atilde;o oferecer a algu&eacute;m um gesto solid&aacute;rio? D&aacute; um presente e d&aacute; a outra pessoa a possibilidade de ajudar algu&eacute;m ou alguma institui&ccedil;&atilde;o. A FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; juntou algumas sugest&otilde;es para si.

Quando pensamos em Natal, pensamos no nascimento de Jesus, nos doces e nos presentes abertos na noite de Consoada ou na manh&atilde; do dia de Natal. H&aacute; quem compre todas as prendas, aqueles que, mais prendados, fazem o que oferecem aos outros e ainda quem ofere&ccedil;a presentes solid&aacute;rios. Quem recebe n&atilde;o recebe algo concreto, mas a alegria de ter oferecido algo a algu&eacute;m ou a uma institui&ccedil;&atilde;o.

A Funda&ccedil;&atilde;o Evangeliza&ccedil;&atilde;o e Culturas tem, h&aacute; alguns anos, os &quot;Presentes Solid&aacute;rios&quot;. Os presentes v&atilde;o ao encontro das necessidades consideradas priorit&aacute;rias pelas comunidades desfavorecidas. Em 2015, conseguiu oferecer 2152 presentes a institui&ccedil;&otilde;es e comunidades de pa&iacute;ses lus&oacute;fonos e Iraque. Desde botijas de g&aacute;s a refugiados em Erbil, Iraque, at&eacute; material escolar em Mo&ccedil;ambique, passando por muitas outras coisas. Desde a cria&ccedil;&atilde;o da campanha em 2006, j&aacute; foram distribu&iacute;dos 29 mil presentes solid&aacute;rios. A ideia &eacute; simples. No s&iacute;tio www.presentessolidarios.pt, est&atilde;o dispon&iacute;veis os v&aacute;rios presentes. Pode ver cada um, escolher, pagar e depois recebe em casa um postal para entregar a quem quer oferecer o presente solid&aacute;rio. Pode enviar diretamente para a morada ou imprimir. Este ano, pode escolher, por exemplo, uma maleta de parto para Angola, mesa posta para Guin&eacute;-Bissau, quadro e giz para Mo&ccedil;ambique, refei&ccedil;&otilde;es para crian&ccedil;as de Cabo Verde ou material escolar e chinelos para Timor-Leste. A campanha tem tamb&eacute;m presentes para Iraque, S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe, Brasil e Portugal.
&nbsp;
A ADDHU, associa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-governamental do desenvolvimento que trabalha no Qu&eacute;nia e no Nepal, permite oferecer &ldquo;D&aacute;divas de Esperan&ccedil;a&rdquo;. Na pr&aacute;tica, podem oferecer-se por 25 ou menos desde certificados de nascimento, livros de hist&oacute;rias, redes mosquiteiras, vacinas, kit de higiene oral ou pensos higi&eacute;nicos, sapatos, kit banho, leite, cobertores. No cat&aacute;logo, pode escolher o que quer oferecer. Se pretender oferecer a sua d&aacute;diva a algu&eacute;m pode indicar e o certificado vir&aacute; nesse nome.


Crian&ccedil;as
As crian&ccedil;as est&atilde;o desprotegidas em muitos locais do mundo. H&aacute; v&aacute;rias organiza&ccedil;&otilde;es que permitem o apadrinhamento de crian&ccedil;as, sobretudo de pa&iacute;ses africanos e asi&aacute;ticos. A Helpo &eacute; uma organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-governamental para o desenvolvimento. Os programas de apadrinhamento dispon&iacute;veis come&ccedil;am a partir de 13 euros por m&ecirc;s. Mas tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel fazer uma &uacute;nica contribui&ccedil;&atilde;o no Apadrinhamento Futuro Maior de 30 euros. Na Helpo, o dinheiro n&atilde;o vai apenas para a crian&ccedil;a, mas para a comunidade e escola. As crian&ccedil;as continuam a viver com os pais, mas garante-se que tem acesso &agrave; escola, comida e cuidados m&eacute;dicos. Mo&ccedil;ambique e S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe.
A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-governamental para o desenvolvimento Um pequeno gesto tamb&eacute;m tem programas de apadrinhamento de crian&ccedil;as de Mo&ccedil;ambique entre os 100 e 200 euros anuais. O apoio destina-se a alimenta&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o. As crian&ccedil;as est&atilde;o em escolas ou miss&otilde;es. Pode fazer tamb&eacute;m um donativo pontual. H&aacute; mais informa&ccedil;&otilde;es aqui.
Estes projetos mant&ecirc;m os padrinhos informados e incentivam a comunica&ccedil;&atilde;o entre padrinhos e afilhados.
&nbsp;
Animais
Se gosta de animais ou conhece algu&eacute;m que seja um grande defensor dos animais ou da natureza, pode ser uma op&ccedil;&atilde;o oferecer o apadrinhamento de um animal. No Jardim Zool&oacute;gico de Lisboa, &eacute; poss&iacute;vel apadrinhar golfinhos, girafas, le&otilde;es, rinocerontes e muitos outros animais. O Kit mais barato custa 60 euros e &eacute; anual. O Zoo d&aacute; alguns benef&iacute;cios em troca. Mais informa&ccedil;&otilde;es aqui.

Outra hip&oacute;tese ainda dentro dos animais selvagens &eacute; a Quercus. A partir de 25 euros pode apadrinhar mochos, corujas ou morcegos. Se quiser e puder dar mais, com 100 euros &eacute; poss&iacute;vel apadrinhar &aacute;guia-real, cegonha preta, gar&ccedil;a imperial, abutre negro e gato bravo. Os animais est&atilde;o em centros de recupera&ccedil;&atilde;o onde s&atilde;o tratados at&eacute; serem devolvidos &agrave; natureza. O padrinho recebe um certificado de apadrinhamento, informa&ccedil;&atilde;o sobre como o &ldquo;afilhado&rdquo; est&aacute; a recuperar, uma fotografia do animal e pode assistir &agrave; liberta&ccedil;&atilde;o, quando chegar a altura.

Mas tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel apadrinhar c&atilde;es e gatos. Na Uni&atilde;o Zo&oacute;fila, &eacute; poss&iacute;vel ajudar a pagar as despesas que a associa&ccedil;&atilde;o tem com o acolhimento de animais abandonados. Apadrinhar c&atilde;es custa 13 euros por m&ecirc;s e gatos 8 euros.
&nbsp;
Bens solid&aacute;rios 
A institui&ccedil;&atilde;o particular de solidariedade social Mundos de Vida dedica-se ao apoio &agrave; inf&acirc;ncia e aos idosos. Tem tamb&eacute;m a Casa das Andorinhas (centro de acolhimento tempor&aacute;rio para crian&ccedil;as em risco) e a Casa do Alto (um lar de crian&ccedil;as e jovens em&nbsp;risco). Nestas duas casas vivem 22 crian&ccedil;as. Al&eacute;m disso, a institui&ccedil;&atilde;o tem um servi&ccedil;o de acolhimento familiar chamado Procuram-se Abra&ccedil;os que envolve 50 crian&ccedil;as em dez concelhos de Braga e do Porto. Para apoiar esta institui&ccedil;&atilde;o, pode ajudar com um donativo a partir de 5 euros, comprando livros ou apoiando projetos espec&iacute;ficos. Neste momento, tem a cria&ccedil;&atilde;o de um jardim de plantas arom&aacute;ticas para as crian&ccedil;as ou m&uacute;sica e boccia para idosos.

Outra hip&oacute;tese &eacute; ajudar a concretizar sonhos de crian&ccedil;as com doen&ccedil;as graves. Pode comprar um voucher para colaborar na realiza&ccedil;&atilde;o do sonho de uma crian&ccedil;a. A partir de 5 euros j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel participar. Recebe depois em casa um voucher f&iacute;sico para poder entregar e informa&ccedil;&atilde;o sobre se o desejo foi realizado e qual o impacto na crian&ccedil;a. Mais informa&ccedil;&atilde;o em aqui.

Os Leigos para o Desenvolvimento, organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-governamental de coopera&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento, tem campanha de Natal de venda de pres&eacute;pios. Este ano, s&atilde;o feitos em corti&ccedil;a pelo artes&atilde;o Alberto Castro, do Porto. Um est&aacute; em cima de um batoque de corti&ccedil;a e o outro est&aacute; dentro de uma lata de conserva aberta. As estrelas brilham no escuro. Cada um custa 10 euros e podem ser encomendados por mail para marianamatos@leigos.org ou pelo 21 757 42 78. Os fundos apoiam os projetos em Angola, Mo&ccedil;ambique, Portugal e S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe.

&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Fri, 02 Dec 2016 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>«O herói de Hacksaw Ridge»</title>
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<description><![CDATA[Mel Gibson volta a sentar-se na cadeira de realizador para nos trazer mais uma obra-prima da S&eacute;tima Arte. Acompanhamos a hist&oacute;ria ver&iacute;dica (uma tend&ecirc;ncia de Mel Gibson enquanto realizador) do soldado Desmond Doss, crist&atilde;o adventista do S&eacute;timo Dia, que parte para a Segunda Guerra Mundial como o primeiro soldado objetor de consci&ecirc;ncia.



Desmond queria servir o seu pa&iacute;s, mas sem pegar numa arma, como socorrista de combate. &laquo;Quando tantos tentam destruir este mundo, n&atilde;o me parece mal que eu queira trazer algum peda&ccedil;o de bem para o mundo&raquo;, diria no tribunal marcial que lhe permitiu partir para a guerra sem arma.
&nbsp;

Andrew Garfield (O Fant&aacute;stico Homem Aranha) aparece de forma muito competente no papel de um jovem proveniente de uma fam&iacute;lia destruturada pelo peso que a Primeira Guerra Mundial teve no pai Tom Doss (Hugo Weaving), que combateu e l&aacute; perdeu tr&ecirc;s dos seus melhores amigos.

&nbsp;

Confrontado com o dilema de cumprir o mandamento de Deus &laquo;N&atilde;o matar&aacute;s&raquo; &agrave; letra e a vontade de servir o seu pa&iacute;s numa guerra que tamb&eacute;m sente como sua, Desmond parte e &eacute; tratado com desconfian&ccedil;a e viol&ecirc;ncia pelos seus superiores e companheiros de quartel, durante a forma&ccedil;&atilde;o.

A for&ccedil;a das suas convic&ccedil;&otilde;es granjeia-lhe o respeito dos colegas e superiores, mesmo perante todas as dificuldades, e no terreno de batalha ainda mais, quando Desmond consegue, sozinho, salvar 75 companheiros feridos nos combates pela tomada de Hacksaw Ridge, um ponto de entrada das tropas americanas para Okinawa, no Jap&atilde;o.

Apesar de a hist&oacute;ria ser conhecida, o enredo prende o espectador at&eacute; ao &uacute;ltimo minuto, e Mel Gibson consegue, mais uma vez, transportar uma hist&oacute;ria de f&eacute; para o grande ecr&atilde;, num registo que entusiasmar&aacute; crentes e n&atilde;o-crentes.


&nbsp;
Ficha t&eacute;cnica:
T&iacute;tulo original: Hacksaw Ridge
Realizador: Mel Gibson
G&eacute;nero: Drama
Classifica&ccedil;&atilde;o: M/16
Pa&iacute;s: EUA
Ano: 2016
Dura&ccedil;&atilde;o: 131 min.

Texto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Thu, 01 Dec 2016 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Sínodo de Lisboa: o «sonho missionário de chegar a todos» começa hoje</title>
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<description><![CDATA[O Patriarcado de Lisboa publicou a segunda vers&atilde;o do documento de trabalho do S&iacute;nodo Diocesano, cuja assembleia conclusiva vai decorrer desde hoje, 30 de novembro, a 4 de dezembro, no Centro Diocesano de Espiritualidade, no Turcifal, Torres Vedras.

&laquo;A caminhada sinodal parece apontar alguns caminhos de renova&ccedil;&atilde;o eclesial que se centram nas seguintes op&ccedil;&otilde;es fundamentais - mission&aacute;ria e evangelizadora; comunit&aacute;ria; inici&aacute;tica; familiar e vocacional - cujas a&ccedil;&otilde;es de concretiza&ccedil;&atilde;o apenas se apontam como pistas de ulterior reflex&atilde;o&raquo;, explica o documento, dispon&iacute;vel na internet, citado pela Ag&ecirc;ncia Ecclesia.
&nbsp;
O S&iacute;nodo de Lisboa tem como lema &lsquo;O sonho mission&aacute;rio de chegar a todos&rsquo;; a segunda vers&atilde;o do documento de trabalho e recolhe contributos &laquo;procura sistematizar&raquo; a reflex&atilde;o diocesana, feita desde setembro de 2014.
&nbsp;
Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Renascen&ccedil;a, D. Manuel Clemente, Cardeal-Patriarca de Lisboa, afirmou que &laquo;esta caminhada come&ccedil;ou h&aacute; dois anos e tal e vai prolongar-se, porque depois &eacute; preciso que as comunidades crist&atilde;s recebam esse decreto sinodal, o fa&ccedil;am seu e o apliquem&raquo;.
&nbsp;
A assembleia vai ser composta por 137 participantes, entre leigos, cl&eacute;rigos e religiosos, que v&atilde;o analisar o documento de trabalho, que resultou da reflex&atilde;o que teve com base a Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica &#39;A Alegria do Evangelho&#39;, do Papa Francisco, entre 30 de novembro e 4 de dezembro.
&nbsp;
O documento de trabalho que foi entregue aos membros do s&iacute;nodo este domingo est&aacute; dividido em tr&ecirc;s &aacute;reas tem&aacute;ticas e come&ccedil;a por &laquo;escutar o mundo&raquo;, que hoje se mostra &laquo;crescentemente heterog&eacute;neo e complexo&raquo;, e a &laquo;olhar a Igreja&raquo;, para as suas pr&aacute;ticas e estruturas, formas de presen&ccedil;a e linguagens, para os &laquo;seus limites e potencialidades&raquo;.
&nbsp;
No mundo atual foram encontrados &laquo;not&aacute;veis sinais de esperan&ccedil;a&raquo; mas tamb&eacute;m &laquo;sinais de alerta&raquo; como &laquo;o crescente individualismo&raquo; com efeitos em diversos dom&iacute;nios da vida: &laquo;Eros&atilde;o da no&ccedil;&atilde;o de bem comum; desconfian&ccedil;a face a institui&ccedil;&otilde;es e indiv&iacute;duos; desequilibrada procura de bem-estar; competitividade social e econ&oacute;mica&raquo;.
&nbsp;
Quanto ao olhar sobre si mesma, a Igreja Cat&oacute;lica em Lisboa encontra &laquo;v&aacute;rias express&otilde;es&raquo; de &lsquo;crise de compromisso comunit&aacute;rio&rsquo; e problemas na pr&oacute;pria organiza&ccedil;&atilde;o e a&ccedil;&atilde;o eclesiais, como &laquo;descoordena&ccedil;&atilde;o pastoral e multiplica&ccedil;&atilde;o de propostas&raquo;; &laquo;tend&ecirc;ncia para privilegiar o particular e o imediato; resist&ecirc;ncia em sair de rotinas; v&aacute;rias lacunas de forma&ccedil;&atilde;o entre os agentes pastorais.&raquo;
&nbsp;
No segundo ponto, sobre &lsquo;crit&eacute;rios para a a&ccedil;&atilde;o eclesial&rsquo;, s&atilde;o apresentados oito crit&eacute;rios de discernimento e a&ccedil;&atilde;o eclesiais a partir da exorta&ccedil;&atilde;o do Papa Francisco &lsquo;Evangelii Gaudium&rsquo;, das indica&ccedil;&otilde;es do cardeal-patriarca D. Manuel Clemente e dos contributos dos que prepararam o s&iacute;nodo: &laquo;Tempo; unidade; realidade; totalidade; autenticidade; inclus&atilde;o; familiar; qualidade e beleza.&raquo;
&nbsp;
O &uacute;ltimo tema do documento de trabalho reflete sobre a convers&atilde;o pastoral e mission&aacute;ria da Igreja que implica, por exemplo, uma &laquo;maior dedica&ccedil;&atilde;o e compet&ecirc;ncia dos seus agentes pastorais&raquo;.

&nbsp;
O S&iacute;nodo acontece no contexto dos 300 anos da qualifica&ccedil;&atilde;o patriarcal da diocese e ap&oacute;s 376 anos (1640) da realiza&ccedil;&atilde;o do &uacute;ltimo S&iacute;nodo Diocesano em Lisboa.
&nbsp;
Terminada a Assembleia Sinodal, &laquo;o Cardeal Patriarca de Lisboa vai elaborar um documento que apresentar&aacute; as linhas orientadoras para a a&ccedil;&atilde;o pastoral da Igreja de Lisboa para os pr&oacute;ximos anos&raquo;.
&nbsp;
Segundo a Renascen&ccedil;a, a apresenta&ccedil;&atilde;o oficial deste documento, que marcar&aacute; o encerramento do S&iacute;nodo Diocesano, realiza-se no dia 8 de Dezembro, &agrave;s 15h30, durante a celebra&ccedil;&atilde;o solenidade da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o, no Mosteiro dos Jer&oacute;nimos, em Lisboa, numa celebra&ccedil;&atilde;o com ordena&ccedil;&otilde;es diaconais.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Wed, 30 Nov 2016 12:04:00 +0000</pubDate>
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<title>Fotojornalista da Família Cristã recebe menção honrosa</title>
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<description><![CDATA[O fotojornalista da Fam&iacute;lia Crist&atilde;, Ricardo Perna, recebeu, durante o fim de semana, uma men&ccedil;&atilde;o honrosa num concurso de fotografia promovido pelo Santu&aacute;rio de F&aacute;tima (&ldquo;Fotografia do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es&rdquo;).

O trabalho, uma fotografia panor&acirc;mica da bas&iacute;lica, foi referenciado pela sua &laquo;not&aacute;vel qualidade&raquo;, informou o santu&aacute;rio, na categoria de &ldquo;paisagem&rdquo;, juntamente com o de outros tr&ecirc;s autores. O pr&eacute;mio desta categoria foi atribu&iacute;do a Jos&eacute; Guimar&atilde;es.
A concurso estiveram tamb&eacute;m outras categorias: &ldquo;Retrato humano&rdquo;, &ldquo;Espiritualidade e mensagem: pr&aacute;ticas e ritualidade&rdquo; e &ldquo;Fotonarrativa&rdquo;.
O pr&eacute;mio &ldquo;Fotografia do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es&rdquo; foi atribu&iacute;do &rdquo; ex-aequo por Rui Duarte Silva, de Mindelo, e Javier Arcenillas, de Madrid.

&Agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;, o fotojornalista disse estar &laquo;muito honrado e satisfeito&raquo;. &laquo;Fotografar F&aacute;tima &eacute; um desafio sempre novo, por causa das emo&ccedil;&otilde;es que podemos sempre presenciar, e por causa do efeito emocional que tem nas pessoas que veem essas fotografias. Ver o meu trabalho reconhecido pelo Santu&aacute;rio &eacute; um incentivo a continuar a procurar novos olhares sobre F&aacute;tima, principalmente no ano do seu centen&aacute;rio&raquo;.
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<pubDate>Mon, 28 Nov 2016 12:33:00 +0000</pubDate>
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<title>Governo tomou posse há um ano</title>
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<description><![CDATA[26 de novembro de 2016 marca um ano da tomada de posse do Governo PS com um acordo de incid&ecirc;ncia parlamentar com PCP, Bloco de Esquerda e Os Verdes. Nas elei&ccedil;&otilde;es legislativas de 4 de outubro, PSD e CDS conseguiram 36,86% dos votos e 102 deputados (com os do PSD A&ccedil;ores e Madeira). Venceram as elei&ccedil;&otilde;es sem maioria. Como foi este ano? Veja alguns dos acontecimentos que marcam este tempo de Governo do PS com apoio da esquerda parlamentar.


Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Foto: Lusa/Ant&oacute;nio Cortim
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<pubDate>Sat, 26 Nov 2016 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Atividades para viver o Advento em família </title>
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<description><![CDATA[Advento e Natal s&atilde;o tempos especiais para os crist&atilde;os. A prepara&ccedil;&atilde;o para o Natal come&ccedil;a no primeiro domingo do Advento. Se tem o desejo de viver melhor estes momentos, e acaba por deixar passar o tempo e quando d&aacute; conta j&aacute; estamos nos reis, damos aqui uma ajuda. Junt&aacute;mos algumas propostas de atividades para fazer em fam&iacute;lia.
&nbsp;



Calend&aacute;rio do Advento
Se tem filhos, pode fazer um calend&aacute;rio do Advento diferente e trocar os doces ou chocolates por atividades para fazer em fam&iacute;lia. Tenha em aten&ccedil;&atilde;o que o Advento n&atilde;o tem apenas 24 dias, como se costuma ver nos calend&aacute;rios habitualmente. Se quiser fazer um com o tempo todo do Advento deve contar desde o primeiro domingo do Advento que este ano &eacute; em 27 de novembro e ir at&eacute; 24 de dezembro.

Sugest&otilde;es de atividades:
- visitar um doente;
- telefonar a um av&ocirc; ou outro familiar que vive longe;
- desenhar ou pintar um desenho relativo ao Advento;
- fazer bolachas para oferecer no Natal;
- ler hist&oacute;rias do Advento: visita de Maria a Isabel, Sonho de Jos&eacute;, Jo&atilde;o Batista, etc.;
- fazer um desenho para oferecer a um amigo;
- fazer um teatro em fam&iacute;lia;
- ser&atilde;o de can&ccedil;&otilde;es de Natal;
- dizerem uns aos outros que se amam;
- fazer postais de Natal;
- fazer um enfeite para a &aacute;rvore;
- rezar pelos meninos sem fam&iacute;lia;
- rezar pelo Papa;
- Agradecer pelo bom que tenho ou pelas coisas boas que acontecem.

Se tiver jeito para trabalhos manuais, pode construir o seu pr&oacute;prio calend&aacute;rio do Advento. Reutilize materiais: as partes de cart&atilde;o de dentro dos rolos de papel higi&eacute;nico ou de cozinha, fitas, e linhas e fitas de festas de anos ou de roupas velhas, restos de papel de embrulho, etc. Depois &eacute; s&oacute; escolher o que fazer.




Palhas para o ber&ccedil;o
Pode tamb&eacute;m fazer a &ldquo;cama&rdquo; de palhinhas para o Menino Jesus ficar quentinho quando nascer no dia 25 de dezembro. Como fazer? Cada palhinha equivale a uma boa a&ccedil;&atilde;o. Todos os membros da fam&iacute;lia, e n&atilde;o apenas os mais pequenos, partilham que boas a&ccedil;&otilde;es fizeram durante o dia. Assim, v&atilde;o preparando-se para receber Jesus.
&nbsp;
Fazer o pres&eacute;pio
Outra sugest&atilde;o &eacute; fazerem o pres&eacute;pio juntos em fam&iacute;lia, deixando o Menino Jesus para o dia 25. Pode usar as figuras que tiver em casa ou se tiver crian&ccedil;as, aproveite e ponha-as a pintar as figuras do pres&eacute;pio. Pode fazer um para ficar no quarto delas. O livro de Actividades de Natal, por exemplo, tem figuras do pres&eacute;pio que podem ser destacadas ou cortadas e pintadas.
&nbsp;

&nbsp;&Aacute;rvore de Jess&eacute;

Uma sugest&atilde;o retirada do s&iacute;tio das Fam&iacute;lias de Can&aacute; &eacute; fazer a &aacute;rvore de Jess&eacute;. Mas o que &eacute; isso? Trata-se de &quot;cristianizar&quot; a &aacute;rvore de Natal com s&iacute;mbolos que retratam acontecimentos b&iacute;blicos, desde Ad&atilde;o a Jo&atilde;o Batista. Os s&iacute;mbolos s&atilde;o, para dizer apenas alguns, a pomba, arca de No&eacute;, ma&ccedil;&atilde;, c&eacute;u estrelado, carneiro que Abra&atilde;o sacrificou, etc.
&nbsp;
Precisa de:
. &Aacute;rvore de Natal;
. 28 imagens ilustrativas dos s&iacute;mbolos da &Aacute;rvore de Jess&eacute;;
. Peda&ccedil;os de arame ou de fio;
. Tesoura;
. Cartolina;
. Cola;
. Pl&aacute;stico autocolante para plastificar livros.
Come&ccedil;ar por imprimir ou desenhar os s&iacute;mbolos, depois juntar a fam&iacute;lia e colori-los. Colar numa cartolina grossa e recortar com a forma que desejar. De seguida, plastificar e fazer um furo em cada cart&atilde;o, por onde passa o arame ou fio. Em cada dia do Advento, p&ocirc;r um s&iacute;mbolo na &aacute;rvore.
Aqui encontra pequenos textos que podem ser lidos na coloca&ccedil;&atilde;o de cada s&iacute;mbolo. Se houver v&aacute;rias crian&ccedil;as, podem procurar o s&iacute;mbolo do dia e ler o texto &agrave; vez.

&nbsp;
Caminhadas de Advento

H&aacute; tamb&eacute;m dioceses com propostas de caminhadas para este tempo que podem ser feitas em fam&iacute;lia. A diocese de Viana do Castelo, por exemplo, tem &laquo;Um pres&eacute;pio com rosto&raquo;. O roteiro prop&otilde;e a aproxima&ccedil;&atilde;o do &laquo;cora&ccedil;&atilde;o ao pres&eacute;pio&raquo; onde cada um &eacute; chamado a &laquo;reconhecer o rosto da sua pr&oacute;pria fam&iacute;lia&raquo;.

J&aacute; a Diocese do Porto prop&otilde;e a Caminhada do Advento &laquo;com Maria e Jos&eacute;, sonhar a alegria do Natal&raquo;. A ideia &eacute; uma caminhada baseada na ideia de sonhar &laquo;&ldquo;a fam&iacute;lia&rdquo; e &ldquo;em fam&iacute;lia&rdquo; a alegria do Natal&raquo;. Simbolicamente, uma &aacute;rvore &eacute; decorara com os sonhos que a fam&iacute;lia tem para si mesma ou que as comunidades eclesiais tenham par a sua identidade familiar e renova&ccedil;&atilde;o pastoral. Em fam&iacute;lia, &eacute; sugerido fazer um caminho de ora&ccedil;&atilde;o de um mist&eacute;rio do ros&aacute;rio por semana.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Fri, 25 Nov 2016 20:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Um Natal mais aberto ao outro, mesmo que seja não-crente</title>
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<description><![CDATA[Assun&ccedil;&atilde;o Cristas esteve ontem na capela do centro comercial das Amoreiras, em Lisboa, para defender que &laquo;o Natal, a festa que o consumismo nos [aos crist&atilde;os] roubou&raquo;, &eacute; uma oportunidade de &laquo;marcarmos encontro connosco pr&oacute;prios e abrirmos o nosso cora&ccedil;&atilde;o para encontrarmos outros que at&eacute; nem esper&aacute;vamos ver ali&raquo;.

A presidente do CDS falava na apresenta&ccedil;&atilde;o da obra &laquo;Advento e Natal e para crentes e n&atilde;o-crentes&raquo;, a obra de Isabel Figueiredo e Jorge Reis-S&aacute;, editada pela PAULUS Editora no seguimento de outras duas obras de sucesso, a &laquo;Via Sacra para crentes e n&atilde;o-crentes&raquo; e o &laquo;Ros&aacute;rio para crentes e n&atilde;o-crentes&raquo;.
&nbsp;
Esta deputada da assembleia da rep&uacute;blica, cat&oacute;lica empenhada e m&atilde;e de 4 filhos, afirma que o livro &laquo;n&atilde;o &eacute; grande, mas &eacute; profundo&raquo;. &laquo;Emocionei-me com o livro, o que n&atilde;o &eacute; normal em mim, pela forma como a parte dos n&atilde;o-crentes, que n&atilde;o &eacute; previs&iacute;vel, tem muitos pontos de contacto com o texto dirigido aos crentes&raquo;, afirmou Assun&ccedil;&atilde;o Cristas.
&nbsp;
A obra &eacute; uma passagem de todos os momentos que comp&otilde;em o Advento e o Natal, at&eacute; &agrave; altura do Batismo de Jesus, com textos para crentes e outros para n&atilde;o-crentes. &laquo;Gostei muito que o livro n&atilde;o tivesse acabado no nascimento de Jesus, porque quando falamos de Natal muitas vezes acabamos no nascimento de Jesus, mas aqui h&aacute; um antes, um durante e um depois, o que &eacute; muito interessante&raquo;, disse, acrescentando que &laquo;tem de ser lido j&aacute;, antes do Natal&raquo;.
&nbsp;
A obra foi escrita por dos autores ao mesmo tempo, que n&atilde;o se conheciam nem sabiam o que o outro estava a escrever. &laquo;Fiquei agora a saber que os autores n&atilde;o se conheciam&hellip; mas &eacute; interessante como, mesmo assim, os textos se interligam&raquo;, considerou.
&nbsp;
Os autores estavam muitos agradecidos &agrave; editora e a Assun&ccedil;&atilde;o Cristas. &laquo;&Eacute; muito estranho ter uma pessoa que, de facto, leu o livro, a falar sobre ele. N&atilde;o que eu n&atilde;o o queira vender, mas &eacute; estranho ouvir uma pessoa falar sobre um livro que escrevi&raquo;, come&ccedil;ou por brincar Jorge Reis-S&aacute;, que elogiou a companheira de escrita, Isabel Figueiredo, &laquo;por ter colocado o seu nome num livro e com algu&eacute;m que n&atilde;o conhecia&raquo;. &laquo;O facto de ningu&eacute;m saber quem escreveu o qu&ecirc; agrada-me&raquo;, confessou.
&nbsp;
J&aacute; Isabel Figueiredo agradeceu as &laquo;palavras&raquo; de Assun&ccedil;&atilde;o Cristas e revelou que, &laquo;quando escrevemos algo, revelamos uma parte da nossa alma&raquo;, e que foi isso que pretendeu fazer com este livro.

Assun&ccedil;&atilde;o Cristas concluiu, afirmando que &laquo;este pode ser o livro que nos faz ter uma viv&ecirc;ncia mais profunda neste Natal, porque para al&eacute;m de nos fazer refletir, impele-nos &agrave; a&ccedil;&atilde;o, no concreto&raquo;.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Thu, 24 Nov 2016 13:11:00 +0000</pubDate>
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<title>Na Síria, «ser cristão é sinal de martírio»</title>
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<description><![CDATA[A Ir. Guadalupe, religiosa argentina da congrega&ccedil;&atilde;o do Verbo Encarnado, tem estado em miss&atilde;o na S&iacute;ria, em Aleppo, e acusa os terroristas isl&acirc;micos de terem um &laquo;plano&raquo; para &laquo;acabar com a minoria crist&atilde; que incomoda&raquo; nos pa&iacute;ses que pretendem vir a ser governados por fundamentalistas isl&acirc;micos.

A religiosa esteve em Portugal para dar o seu testemunho sobre a situa&ccedil;&atilde;o que se vive na S&iacute;ria, mais propriamente em Aleppo, onde est&aacute; desde janeiro de 2011, a convite da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre, e falou &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; sobre a realidade do terreno.
&nbsp;
Numa cidade onde viviam 500 mil crist&atilde;os e agora vivem &laquo;cerca de 20 a 25 mil, n&atilde;o mais&raquo;, como nos conta, a f&eacute; tem sido a t&aacute;bua de salva&ccedil;&atilde;o de quem l&aacute; ficou e ainda resiste com vida. &laquo;Eles n&atilde;o questionam Deus por causa disto. N&atilde;o &eacute; que n&atilde;o se queixem, claro, porque a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; terr&iacute;vel, mas n&atilde;o questionam Deus. Isto s&oacute; se entende pela f&eacute;. Fazem quest&otilde;es, t&ecirc;m queixas, mas sempre terminam a dizer &ldquo;Deus sabe porque permite isto, &eacute; o melhor para n&oacute;s, est&aacute;vamos a necessitar desta purifica&ccedil;&atilde;o da sua f&eacute;&rdquo;. As pessoas sabem que, apesar de terem perdido tudo materialmente, ganharam muito espiritualmente, e isto v&ecirc;-se no seu dia-a-dia. Tive uma senhora que me disse &ldquo;estes &uacute;ltimos anos foram os mais felizes da minha vida&rdquo;. Como pode dizer-te isto uma senhora que vive em ambiente de guerra, que tinha uma empresa, que perdeu a fam&iacute;lia? Ganhou f&eacute;, passou a viver uma vida mais de gra&ccedil;a, com participa&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria na santa missa, e isso d&aacute;-te uma alegria que mais nada te pode dar&raquo;, sustenta.
&nbsp;
&Eacute; por isso que usa, com orgulho, uma cruz tatuada no seu pulso direito. &laquo;&Eacute; a cruz eg&iacute;pcia copta, a marca dos crist&atilde;os. No Egipto, os pais levam os filhos, ainda pequenos, aos mosteiros e s&atilde;o os monges que tatuam a cruz. Para nos distinguirmos como crist&atilde;os, para sermos s&iacute;mbolo da igreja perseguida, como sempre foram os crist&atilde;os naqueles pa&iacute;ses. E somos muitas vezes identificados como tal, porque as pessoas olham para o bra&ccedil;o a ver se sabem com quem est&atilde;o a falar. Isto d&aacute; muita for&ccedil;a aos crist&atilde;os&raquo;, refor&ccedil;a.
&nbsp;
Um gesto de coragem, quando muitos pensariam em esconder-se. &laquo;Exatamente (risos), mas ningu&eacute;m o esconde! A identidade do crist&atilde;o &eacute; muito clara, e o crist&atilde;o di-lo a toda a gente&raquo;. Mesmo que isso implique a morte. &laquo;As m&atilde;es que levam os filhos para receberem esta marca est&atilde;o a prepar&aacute;-los para o mart&iacute;rio. Isto para n&oacute;s parece estranho, mas para eles &eacute; o normal, &eacute; a mostra suprema de Amor, dar a vida por algu&eacute;m, como Jesus nos disse. Se nos pedissem que d&eacute;ssemos a vida por algu&eacute;m, e diss&eacute;ssemos que n&atilde;o, ent&atilde;o n&atilde;o seria Amor. Amo tanto Jesus Cristo que daria a minha vida por Ele. Ser crist&atilde;o &eacute; sinal e pode implicar o mart&iacute;rio, a prova suprema de amor&raquo;, avisa a Ir. Guadalupe.
&nbsp;
Presidente s&iacute;rio n&atilde;o deve ser deposto
Esta religiosa viveu todo o conflito s&iacute;rio na primeira pessoa. &laquo;Cheguei a Aleppo em janeiro de 2011, meses antes de come&ccedil;ar o conflito. A guerra veio de um dia para o outro, e n&oacute;s, em Aleppo, n&atilde;o o esper&aacute;vamos. Quando come&ccedil;aram as manifesta&ccedil;&otilde;es que a comunica&ccedil;&atilde;o social dizia serem de s&iacute;rios, j&aacute; sab&iacute;amos que n&atilde;o eram s&iacute;rios, eram grupos armados que vinham de fora do pa&iacute;s. De um dia para o outro, pass&aacute;mos a ouvir bombas a cair, balas a entrar pelas janelas, e esta &ldquo;m&uacute;sica de fundo&rdquo; j&aacute; faz parte das nossas vidas h&aacute; anos&raquo;, relata a irm&atilde;, que acusa a comunidade internacional de distorcer a verdade dos factos para justificar a sua entrada na S&iacute;ria. &laquo;N&atilde;o existe oposi&ccedil;&atilde;o interna ao presidente s&iacute;rio, isso &eacute; uma mentira inventada pelo ocidente, pelos que vieram fazer a guerra. Precisavam de uma desculpa, e a desculpa ideal foi dizer &ldquo;vejam como vive esta gente oprimida pelo presidente, temos de as libertar&rdquo;. Mas a discuss&atilde;o nunca foi pelo povo. O povo ia votando e dizia sim ao seu presidente&raquo;, afirma a irm&atilde;.
&nbsp;
Mas como &eacute; poss&iacute;vel dizer sim a um presidente ditador? &laquo;&Eacute; dif&iacute;cil de entender isto, porque s&atilde;o regimes opressores, onde n&atilde;o existe liberdade de express&atilde;o completa, mas as pessoas preferem-no, porque sabem que ou &eacute; isso ou o fundamentalismo isl&acirc;mico. Entre os dois, &eacute; f&aacute;cil escolher&hellip;&raquo;, justifica a religiosa. &Eacute; por isso que acha que &laquo;seria um grave erro tentar depor o presidente s&iacute;rio, porque isso iria mergulhar o pa&iacute;s no caos, como aconteceu no Iraque&raquo;, defende.
&nbsp;
Para al&eacute;m desta &ldquo;ideia&rdquo; de opress&atilde;o, existe muito a ideia de que estas pessoas vivam mal na S&iacute;ria, um conceito errado que j&aacute; tinha sido desmistificado pela Ir. Myri, uma monja portuguesa que est&aacute; em Damasco, numa entrevista &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;. &laquo;&Eacute; preciso perceber que as pessoas viviam, de facto, muito bem. H&aacute; uma ideia errada aqui na Europa de que os refugiados s&atilde;o pessoas que vivam sem nada, muito pobres, e que vieram melhorar a vida na Europa. Nada disso! Eram pessoas que vivam muito bem, que tinham tudo na S&iacute;ria&raquo;, sustenta a Ir. Guadalupe.

&nbsp;
Confian&ccedil;a na canoniza&ccedil;&atilde;o destes m&aacute;rtires por causa da f&eacute;
Esta religiosa acredita que os crist&atilde;os da S&iacute;ria &laquo;ser&atilde;o canonizados&raquo;, &agrave; semelhan&ccedil;a do que j&aacute; fez a Igreja Copta Ortodoxa, que canonizou 20 crist&atilde;os e 1 mu&ccedil;ulmano por causa do seu mart&iacute;rio. &laquo;Isso suceder&aacute; no futuro com a Igreja Cat&oacute;lica. Mas acho que devemos aproveitar os m&aacute;rtires j&aacute;, e n&atilde;o apenas quando estiverem numa pagela. H&aacute; m&aacute;rtires todos os dias e s&atilde;o os m&aacute;rtires do nosso tempo, somos contempor&acirc;neos com estes m&aacute;rtires, e podemos aproveitar os seus m&eacute;ritos&raquo;, diz.
&nbsp;
At&eacute; porque, acredita, &laquo;tanto sangue derramado n&atilde;o &eacute; em v&atilde;o&raquo;. &laquo;Podemos rezar por eles, e receber os seus m&eacute;ritos se estamos unidos com eles na ora&ccedil;&atilde;o. Isto est&aacute; a mudar a vida a muita gente no Ocidente. Gente que escuta o testemunho que damos e que deixa o pecado, volta &agrave; vida de gra&ccedil;a, deixa os v&iacute;cios. Muit&iacute;ssimos. Todas as vezes que damos um testemunho, h&aacute; pessoas que nos deixam mensagens a dizer isso mesmo&raquo;, argumenta.
&nbsp;
H&aacute; quem defenda que estes conflitos provam que Deus n&atilde;o existe, por permitir tanto sofrimento, mas para a Ir. Guadalupe &eacute; exatamente ao contr&aacute;rio. &laquo;Deus n&atilde;o pede esta viol&ecirc;ncia, mas consegue retirar dali algum Bem, tem esta habilidade, de retirar o Bem mesmo de um Mal t&atilde;o grande quanto este&raquo;, explica.
Um respeito verdadeiro e extremo pela liberdade humana. &laquo;Deus respeita verdadeiramente a liberdade humana. Isto n&atilde;o s&atilde;o palavras v&atilde;s. Ele criou-nos livres, e por isso a culpa de tudo isto n&atilde;o &eacute; de Deus, mas sim dos homens&raquo;, acredita.
&nbsp;
Aos crist&atilde;os portugueses, pede duas coisas: ora&ccedil;&atilde;o e ajuda na difus&atilde;o da mensagem sobre o que &laquo;de verdade&raquo; se passa no pa&iacute;s. &laquo;Os portugueses podem ajudar com a ora&ccedil;&atilde;o, em primeiro lugar. E difundindo o que de verdade se est&aacute; a passar, porque h&aacute; um grande problema de ignor&acirc;ncia e desinforma&ccedil;&atilde;o, e a opini&atilde;o p&uacute;blica na europa poderia pressionar as organiza&ccedil;&otilde;es internacionais para que ponham os meios eficazes no terreno para acabar com isto&raquo;, afirmou.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna

&nbsp;
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Wed, 23 Nov 2016 12:34:00 +0000</pubDate>
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<title>Dress a Girl: costurar autoestima e carinho</title>
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<description><![CDATA[Costurar vestidos para meninas abaixo do limiar de pobreza &eacute; o que faz o projeto Dress a Girl Around The World. Mundialmente j&aacute; foram costurados quase 600 mil vestidos para meninas de 81 pa&iacute;ses. H&aacute; menos de um ano a funcionar em Portugal, quase 363 j&aacute; foram entregues e h&aacute; 200 prontos a ser enviados, atrav&eacute;s de organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais que trabalham em &Aacute;frica.


Quem costura, comove-se ao ouvir as hist&oacute;rias das entregas dos vestidos. Vanessa Campos, a embaixadora do projeto em Portugal conta &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;: &laquo;As meninas adoram. Dizem que os vestidos parecem ir com um pacote de alegria, que as meninas vestem, n&atilde;o param de sorrir e n&atilde;o querem tir&aacute;-los. Outros dizem que os nossos vestidos s&atilde;o muito alegres e que as meninas ficam encantadas. A nossa preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; fazer vestidos com tecidos novos. &Eacute; o primeiro vestido novo que essas meninas recebem na vida e, muitas vezes, ser&aacute; o primeiro e &uacute;nico.&raquo;

Al&eacute;m dos vestidos, as meninas recebem dentro de cada bolso umas cuecas. Vanessa explica que &laquo;n&atilde;o faz sentido mandar um vestido se elas n&atilde;o t&ecirc;m cuequinhas. Elas amam! Muitas nunca viram uma cuequinha na vida&raquo;. A embaixadora do Dress a Girl Around The World &ndash; Portugal conta que &laquo;a &uacute;ltima entrega foi em S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe e a carinha das meninas quando viram as cuecas &eacute; fant&aacute;stica. Pela express&atilde;o, elas n&atilde;o sabiam para que servia aquilo&raquo;.

O Nascimento em Portugal
Vanessa trabalhou no mercado financeiro durante 23 anos. Tem dupla nacionalidade, brasileira e portuguesa. Morou nos Estados Unidos e foi l&aacute; que conheceu o projeto Dress a Girl Around The World. &laquo;Comecei a fazer os vestidos com uma amiga quando morava nos Estados Unidos. Depois de ver uma menina vestindo um vestido feito pelas nossas pr&oacute;prias m&atilde;os n&atilde;o conseguimos mais parar&raquo;, conta Vanessa em entrevista &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;. A ideia &eacute; que as volunt&aacute;rias fa&ccedil;am vestidos para meninas &laquo;que vivem em pa&iacute;ses abaixo do &iacute;ndice de pobreza mundial, que vivem em condi&ccedil;&otilde;es realmente muito prec&aacute;rias. Com os vestidos, levamos prote&ccedil;&atilde;o, dignidade, melhoria na autoestima, um pouquinho de alegria e esperan&ccedil;a&raquo;.

Quando voltou a Portugal, Vanessa quis dar continuidade ao projeto. &laquo;Logo que cheguei tive muita dificuldade em encontrar tecidos de algod&atilde;o que n&atilde;o fossem caros. Entrava nas lojas de tecidos, explicava o projeto na esperan&ccedil;a de conseguir dicas de onde eu encontraria tecidos baratos. Estava bem desanimada, achando que n&atilde;o conseguiria viabilizar o projeto&raquo;, explica. Tudo mudou quando conheceu Alexandra Egreja, na loja/ateli&ecirc; The Craft Company, em Cascais. A primeira conversa entre as duas terminou com a decis&atilde;o de usar o espa&ccedil;o para juntar costureiras volunt&aacute;rias. &laquo;No primeiro encontro, 19 de julho de 2016, vieram mais de 25 senhoras. Foi um sucesso!&raquo; &nbsp;

De materiais doados e boa vontade se faz um vestido
A confe&ccedil;&atilde;o &eacute; feita com materiais doados. Cada kit tem tecido j&aacute; cortado para um vestido, tecido para o bolso e forro, fita ou manga e a etiqueta. Assim, quando as volunt&aacute;rias chegam &eacute; &ldquo;s&oacute;&rdquo; costurar o vestido.


Vanessa alerta para a import&acirc;ncia da etiqueta. &laquo;A etiqueta tem uma fun&ccedil;&atilde;o especial, &eacute; costurada em cada vestido em lugar vis&iacute;vel e, &quot;estatisticamente&quot; falando, os pastores das igrejas locais dizem que houve redu&ccedil;&atilde;o no &iacute;ndice de viol&ecirc;ncia sexual contra as meninas. Eles acreditam que os &quot;predadores&quot; acham que as meninas s&atilde;o protegidas por uma ONG e se afastam delas, para evitar exposi&ccedil;&atilde;o.&raquo; Um efeito colateral que &eacute; mais uma vantagem do projeto, acredita Vanessa.

Atualmente, as volunt&aacute;rias do Dress a Girl re&uacute;nem-se em Cascais quinzenalmente. H&aacute; senhoras mais velhas e raparigas mais novas. Vanessa garante que o clima &eacute; muito bom e alegre. &laquo;A energia do grupo &eacute; incr&iacute;vel, uma amiga de fora que nos visitou recentemente disse que em determinado momento percebeu que est&aacute;vamos todas a costurar num sil&ecirc;ncio inacredit&aacute;vel&raquo;.&nbsp;

Quem quiser juntar-se e estiver longe de Cascais, pode levar um kit da loja e costurar em casa. Pode tamb&eacute;m fazer vestidos com os tecidos que tiver e enviar por correio. Vanessa diz que t&ecirc;m recebido muitos vestidos prontos. Para costurar &eacute; preciso ter apenas conhecimentos b&aacute;sicos de costura, at&eacute; porque o modelo de vestido &eacute; simples. Se quer juntar-se ao projeto, mas n&atilde;o sabe costurar, pode doar tecidos, linhas, fitas de vi&eacute;s ou cuecas.&nbsp;O tecido devem ser em algod&atilde;o, &laquo;n&atilde;o pode ser transparente&raquo; para proteger os corpos das meninas, &laquo;n&atilde;o pode ser muito claro&raquo; para n&atilde;o se sujar e &laquo;n&atilde;o pode ser muito fino&raquo; para resistir mais tempo. Pode obter mais informa&ccedil;&otilde;es sobre o projeto em Portugal em: https://www.facebook.com/dressagirlaroundtheworldportugal/.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Dress a Girl Around the World - Portugal
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<pubDate>Tue, 22 Nov 2016 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa institui Dia Mundial dos Pobres</title>
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<description><![CDATA[Foi publicada hoje a Carta Apost&oacute;lica &laquo;Misericordia et misera&raquo;, com a qual o Papa Francisco pretende encerrar o Ano Santo da Miseric&oacute;rdia. Francisco institui o Dia Mundial dos Pobres, confere de forma definitiva a todos os sacerdotes a possibilidade de perdoarem o aborto e alarga no tempo a miss&atilde;o dos Mission&aacute;rios da Miseric&oacute;rdia, entre outras medidas e pedidos.

Ontem, na cerim&oacute;nia em que encerrou a Porta Santa da Bas&iacute;lica de S. Pedro, o Papa j&aacute; havia assinado o documento e entregue uma c&oacute;pia a dois arcebispos (de Manila e Edimburgo); a um di&aacute;cono permanente, com a sua fam&iacute;lia; a duas religiosas, do M&eacute;xico e Coreia do Sul; a uma fam&iacute;lia, com pais, filhos e av&oacute;s; a dois jovens noivos; a dois mission&aacute;rios da miseric&oacute;rdia; a duas catequistas; e a pessoas com defici&ecirc;ncia e doentes, procurando, assim, demonstrar como este &eacute; um documento para toda a Igreja.
&nbsp;
A Carta foi hoje apresentada no Vaticano por D. Rino Fisichella, presidente do Conselho Pontif&iacute;cio para a Promo&ccedil;&atilde;o da Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o, e traz um conjunto de novidades relacionadas com a tem&aacute;tica da miseric&oacute;rdia. Francisco tinha permitido que, durante o Ano da Miseric&oacute;rdia, todos os sacerdotes pudessem perdoar o pecado do aborto. Agora, alarga essa faculdade em definitivo. &laquo;Para que nenhum obst&aacute;culo exista entre o pedido de reconcilia&ccedil;&atilde;o e o perd&atilde;o de Deus, concedo a partir de agora a todos os sacerdotes, em virtude do seu minist&eacute;rio, a faculdade de absolver a todas as pessoas que incorreram no pecado do aborto. Aquilo que eu concedera de forma limitada ao per&iacute;odo jubilar fica agora alargado no tempo, n&atilde;o obstante qualquer disposi&ccedil;&atilde;o em contr&aacute;rio&raquo;, escreve o Papa Francisco no ponto 12 da Carta.
&nbsp;
O Santo Padre justifica esta decis&atilde;o, reafirmando que &laquo;o aborto &eacute; um grave pecado, porque p&otilde;e fim a uma vida inocente&raquo;, mas acreditando que &laquo;n&atilde;o existe algum pecado que a miseric&oacute;rdia de Deus n&atilde;o possa alcan&ccedil;ar e destruir, quando encontra um cora&ccedil;&atilde;o arrependido que pede para se reconciliar com o Pai&raquo;.
&nbsp;
Outra das novidades nesta Carta apost&oacute;lica &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o do Dia Mundial dos Pobres, a ser celebrado no XXXIII Domingo do Tempo Comum, o &uacute;ltimo antes do Domingo de Cristo-Rei, que encerra o ano lit&uacute;rgico. &laquo;Ser&aacute; um Dia que vai ajudar as comunidades e cada batizado a refletir como a pobreza est&aacute; no &acirc;mago do Evangelho e tomar consci&ecirc;ncia de que n&atilde;o poder&aacute; haver justi&ccedil;a nem paz social enquanto L&aacute;zaro jazer &agrave; porta da nossa casa&raquo;, pode ler-se no n&uacute;mero 21 da Carta. O Papa sugere ainda que este dia deve constituir &laquo;uma forma genu&iacute;na de nova evangeliza&ccedil;&atilde;o, procurando renovar o rosto da Igreja na sua perene a&ccedil;&atilde;o de convers&atilde;o pastoral para ser testemunha da miseric&oacute;rdia&raquo;.
&nbsp;
O Papa decidiu ainda, fruto da &laquo;experi&ecirc;ncia de gra&ccedil;a que a Igreja viveu&raquo;, estender a miss&atilde;o dos Mission&aacute;rios da Miseric&oacute;rdia, sacerdotes que t&ecirc;m a capacidade de perdoar os pecados que estavam reservados ao Papa, para al&eacute;m do ano jubilar. Com este gesto, Francisco procura tamb&eacute;m diluir a import&acirc;ncia da c&aacute;tedra de Roma, em mais um gesto para que o Papa seja primus inter pares, o primeiro entre os seus pares, e n&atilde;o um chefe da Igreja, colocado num patamar superior. &laquo;Este minist&eacute;rio extraordin&aacute;rio n&atilde;o termina com o encerramento da Porta Santa. De facto, desejo que permane&ccedil;a ainda, at&eacute; novas ordens, como sinal concreto de que a gra&ccedil;a do Jubileu continua a ser viva e eficaz nas v&aacute;rias partes do mundo.
&nbsp;
Mais um passo na unidade com Fraternidade S&atilde;o Pio X
Apesar de se encontrar fora da comunh&atilde;o da Igreja, o Papa tinha concedido, numa tentativa de procurar a unidade, a faculdade de absolver dos pecados a todos os sacerdotes da Fraternidade de S&atilde;o Pio X, decis&atilde;o essa que agora &eacute; alargada at&eacute; indica&ccedil;&atilde;o em contr&aacute;rio. &laquo;Para o bem pastoral destes fi&eacute;is e confiando na boa vontade dos seus sacerdotes para que se possa recuperar, com a ajuda de Deus, a plena comunh&atilde;o na Igreja Cat&oacute;lica, estabele&ccedil;o por minha pr&oacute;pria decis&atilde;o de estender esta faculdade para al&eacute;m do per&iacute;odo jubilar, at&eacute; novas disposi&ccedil;&otilde;es sobre o assunto, a fim de que a ningu&eacute;m falte jamais o sinal sacramental da reconcilia&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do perd&atilde;o da Igreja&raquo;, diz o Papa no ponto 12.
&nbsp;
Sobre o matrim&oacute;nio e a miseric&oacute;rdia, o Papa Francisco fala na necessidade de dar uma &laquo;uma palavra de for&ccedil;a consoladora &agrave;s nossas fam&iacute;lias&raquo;. &laquo;A gra&ccedil;a do sacramento do Matrim&oacute;nio n&atilde;o s&oacute; fortalece a fam&iacute;lia, para que seja o lugar privilegiado onde se vive a miseric&oacute;rdia, mas tamb&eacute;m compromete a comunidade crist&atilde; e toda a atividade pastoral para p&ocirc;r em realce o grande valor propositivo da fam&iacute;lia&raquo;, diz o Papa. Neste sentido, o Papa pede, em particular aos sacerdotes, &laquo;um discernimento espiritual atento, profundo e clarividente, para que toda a pessoa, sem exce&ccedil;&atilde;o, em qualquer situa&ccedil;&atilde;o que viva, possa sentir-se concretamente acolhida por Deus, participar ativamente na vida da comunidade e estar inserida naquele Povo de Deus&raquo;.
&nbsp;
Sacerdotes devem preparar-se bem para o seu minist&eacute;rio
O Papa dedica muitas linhas desta Carta aos sacerdotes. Logo no in&iacute;cio, fala-lhes na necessidade de prepararem bem as hom&iacute;lias para as missas. &laquo;Qu&atilde;o grande import&acirc;ncia adquire a homilia, (&hellip;) para fazer vibrar o cora&ccedil;&atilde;o dos crentes perante a grandeza da miseric&oacute;rdia! Recomendo vivamente a prepara&ccedil;&atilde;o da homilia e o cuidado na sua proclama&ccedil;&atilde;o. Ser&aacute; tanto mais frutuosa quanto mais o sacerdote tiver experimentado em si mesmo a bondade misericordiosa do Senhor&raquo;, escreve, acrescentando que &laquo;a homilia, como tamb&eacute;m a catequese, precisam de ser sempre sustentadas por este cora&ccedil;&atilde;o pulsante da vida crist&atilde;&raquo;.

Sobre a reconcilia&ccedil;&atilde;o, o Papa tamb&eacute;m avisa para que os sacerdotes possam preparar bem &laquo;o momento em que sentimos o abra&ccedil;o do Pai, que vem ao nosso encontro para nos restituir a gra&ccedil;a de voltarmos a ser seus filhos&raquo;. &laquo;Agrade&ccedil;o-vos vivamente pelo vosso servi&ccedil;o e pe&ccedil;o-vos para serdes acolhedores com todos, testemunhas da ternura paterna n&atilde;o obstante a gravidade do pecado, sol&iacute;citos em ajudar a refletir sobre o mal cometido, claros ao apresentar os princ&iacute;pios morais, dispon&iacute;veis para acompanhar os fi&eacute;is no caminho penitencial respeitando com paci&ecirc;ncia o seu passo, clarividentes no discernimento de cada um dos casos, generosos na concess&atilde;o do perd&atilde;o de Deus. Como Jesus, perante a ad&uacute;ltera, optou por permanecer em sil&ecirc;ncio para a salvar da condena&ccedil;&atilde;o &agrave; morte, assim tamb&eacute;m o sacerdote no confession&aacute;rio seja magn&acirc;nimo de cora&ccedil;&atilde;o, ciente de que cada penitente lhe recorda a sua pr&oacute;pria condi&ccedil;&atilde;o pessoal: pecador mas ministro da miseric&oacute;rdia&raquo;.

Para o Papa, &laquo;nada que um pecador arrependido coloque diante da miseric&oacute;rdia de Deus pode ficar sem o abra&ccedil;o do seu perd&atilde;o. &Eacute; por este motivo que nenhum de n&oacute;s pode p&ocirc;r condi&ccedil;&otilde;es &agrave; miseric&oacute;rdia; esta permanece sempre um ato de gratuidade do Pai celeste, um amor incondicional e n&atilde;o merecido&raquo;.
&nbsp;
Mas as palavras n&atilde;o s&atilde;o apenas para os sacerdotes. &laquo;As nossas comunidades abram-se para alcan&ccedil;ar a todas as pessoas que vivem no seu territ&oacute;rio, para que chegue a todas a car&iacute;cia de Deus atrav&eacute;s do testemunho dos crentes&raquo;, diz o Papa, que pede &agrave;s pessoas que deem &laquo;um novo rosto &agrave;s obras de miseric&oacute;rdia que conhecemos desde sempre&raquo;, afirmando que &laquo;&eacute; a hora de dar espa&ccedil;o &agrave; imagina&ccedil;&atilde;o a prop&oacute;sito da miseric&oacute;rdia para dar vida a muitas obras novas, fruto da gra&ccedil;a&raquo;.
&nbsp;
Esta Carta, que estar&aacute; dispon&iacute;vel para venda em todas as livrarias PAULUS a partir de quarta-feira, d&aacute; o mote para a viv&ecirc;ncia do Ano da Miseric&oacute;rdia para al&eacute;m do encerramento das Portas santas, um pouco por todo o mundo.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: vatican.va
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<pubDate>Mon, 21 Nov 2016 12:00:00 +0000</pubDate>
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<title>«O melhor do Ano da Misericórdia é a intimidade com Deus»</title>
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<description><![CDATA[O Cardeal Mauro Piacenza &eacute; o Penitenci&aacute;rio-Mor do Papa, o homem que transmite a Miseric&oacute;rdia do Papa aos fi&eacute;is, pelo perd&atilde;o dos pecados reservados ao Santo Padre. Em entrevista exclusiva &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;, este colaborador pr&oacute;ximo de Francisco e especialista em quest&otilde;es da Miseric&oacute;rdia, faz um balan&ccedil;o do Ano da Miseric&oacute;rdia que termina hoje, aponta caminhos de futuro e fala sobre at&eacute; onde pode chegar a miseric&oacute;rdia.

&nbsp;
Que balan&ccedil;o se pode fazer deste Ano da Miseric&oacute;rdia?

Podemos fazer um balan&ccedil;o encorajador e vivo. Foi um ano que fez resson&acirc;ncia entre os fi&eacute;is e no mundo inteiro. Tornou-se interessante a n&iacute;vel pastoral e apost&oacute;lico. Foi um acontecimento bastante forte nas igrejas particulares, locais, e tamb&eacute;m com uma presen&ccedil;a not&aacute;vel em Roma. Todos os n&uacute;meros s&atilde;o demonstrativos de um movimento interior que se gerou.
&nbsp;
Foram mais de 16 milh&otilde;es de peregrinos em Roma, fora todos os que passaram por Portas Santas em todo o mundo. Foi um sucesso?

No contexto contempor&acirc;neo, pode chamar-se sucesso. Dizem-me que nas bas&iacute;licas vaticanas notaram um incremento de peregrinos que se confessam. Eu costumo ir confessar &agrave;s quartas-feiras de tarde, vejo muitos peregrinos que celebraram de manh&atilde; [com o Papa, na audi&ecirc;ncia geral] e que depois de almo&ccedil;o se juntam na fila para o confession&aacute;rio.
&nbsp;
As pessoas compreenderam o que &eacute; a Miseric&oacute;rdia?

Sim, aprenderam algumas coisas. O que pode ser uma miss&atilde;o do nosso Jubileu &eacute; a de esclarecer bem os termos, porque quem est&aacute; preparado sabe bem o que &eacute; a Miseric&oacute;rdia, atrav&eacute;s da B&iacute;blia, na vida dos santos, mas na opini&atilde;o p&uacute;blica h&aacute; um pouco de ignor&acirc;ncia quando falam e misturam os termos Miseric&oacute;rdia, Justi&ccedil;a e Verdade, porque chegam a dizer que h&aacute; uma reviravolta na Igreja, porque s&oacute; se falava de pecado e Inferno, e agora s&oacute; h&aacute; evid&ecirc;ncia de carinho, gra&ccedil;a, perd&atilde;o, miseric&oacute;rdia, e &eacute; um contraste exagerado. A Igreja sempre teve uma prega&ccedil;&atilde;o intensa sobre a Miseric&oacute;rdia. Pensemos na frequ&ecirc;ncia que houve nos confession&aacute;rios, que antigamente era muito mais not&aacute;vel que agora.
&nbsp;

Mas isso por vezes provoca confus&atilde;o nas pessoas. Um assassino em s&eacute;rie e uma pessoa justa toda a vida t&ecirc;m o mesmo lugar junto de Deus, contando que se arrependam&hellip;

Pode provocar confus&atilde;o, mas deve-se compreender o seguinte: a infinita miseric&oacute;rdia de Deus n&atilde;o significa aus&ecirc;ncia de justi&ccedil;a.

Devemos tamb&eacute;m pensar sobre o epis&oacute;dio da ad&uacute;ltera. Creio que n&atilde;o existe nenhum pecado que n&atilde;o seja perdo&aacute;vel. O &uacute;nico pecado que n&atilde;o se perdoa &eacute; n&atilde;o confiar em Deus, limitar a sua Miseric&oacute;rdia. Por cada pecado que seja perdoado, exige-se a humildade de dizer &laquo;aqui errei&raquo; e a for&ccedil;a de dizer &laquo;n&atilde;o quero mais repetir&raquo;. Sabemos que a fragilidade humana nos pode levar a cair noutras circunst&acirc;ncias, mas quando Jesus diz &agrave; ad&uacute;ltera &laquo;vai e n&atilde;o peques mais&raquo;, n&atilde;o podemos ficar parados na palavra &laquo;Vai&raquo;, porque o resto &eacute; a verdadeira Miseric&oacute;rdia.
&nbsp;

Uma pequena provoca&ccedil;&atilde;o: se eu sou um pecador inveterado e me arrependo no &uacute;ltimo momento, ou se sou uma pessoa virtuosa toda a vida, tenho lugar no C&eacute;u. Porque deverei levar uma vida segundo o que a Igreja me diz?

Esta &eacute; uma pergunta que me fazem algumas vezes. Se eu ando fora da observ&acirc;ncia, porque estou fora da F&eacute;, &eacute; uma coisa, e tenho de me empenhar como homem em procurar a Verdade. Mas se o que fa&ccedil;o &eacute; excluir a exist&ecirc;ncia de Deus, estou a excluir a Miseric&oacute;rdia divina. Tenho de saber que pequei porque quis pecar, fechei as portas &agrave; gra&ccedil;a de Deus, e depois considerei a vida crist&atilde; como um peso, e isso &eacute; muito errado. A vida crist&atilde; &eacute; sempre um Sim e n&atilde;o um N&atilde;o, &eacute; uma consequ&ecirc;ncia do grande sim ao Amor de Deus, que me d&aacute; de tudo. &Eacute; verdade que h&aacute; muitos N&atilde;os na vida, mas eu agarro-me a um grande Sim que &eacute; muito mais feliz e alegre que todos os outros N&atilde;os.
&nbsp;
Um dos objetivos do Ano era colocar a confiss&atilde;o no centro de tudo. Pensa que as pessoas compreenderam melhor a import&acirc;ncia da confiss&atilde;o?

At&eacute; certo ponto, sim. Os padres compreenderam bastante bem a prioridade a dar ao sacramento da penit&ecirc;ncia, porque o Santo Padre acentuou muito esta prioridade. N&atilde;o &eacute; que j&aacute; n&atilde;o acreditassem nisso, s&oacute; que muitos j&aacute; tinham feitos planos pastorais muito r&iacute;gidos, como por exemplo ter hor&aacute;rios fixos de atendimento nas igrejas. Agora sente-se mais a necessidade de ser menos r&iacute;gido, sem deixar de ter um hor&aacute;rio indicativo, para que os fi&eacute;is saibam.

Recebi um bispo de uma diocese da Am&eacute;rica Latina que, referindo-se a um santu&aacute;rio mariano que t&ecirc;m &ndash; &eacute; sempre Nossa Senhora que atrai &ndash; disse que tinha mandado p&ocirc;r alguns confession&aacute;rios no exterior do santu&aacute;rio, que ficavam abertos at&eacute; &agrave; meia-noite para confiss&otilde;es. Estavam fora, na pra&ccedil;a, e tinham sempre gente para confessar at&eacute; essa hora. &Eacute; um exemplo da arte inventiva que certos bispos encontraram.
&nbsp;
Teve eco do trabalho dos Mission&aacute;rios da Miseric&oacute;rdia, que foram enviados pelo Papa para absolver os pecados reservados ao Papa?

S&atilde;o menos de quantos poderiam ser, se n&atilde;o tivesse sido limitado o n&uacute;mero a indicar por cada diocese. Mas pedimos que fossem os bispos diocesanos a indicar estas pessoas, atendendo &agrave; disponibilidade de cada um no seu trabalho pastoral. Do que sei, porque n&atilde;o tive ecos de todo o mundo, isto funcionou, porque nos fez ter as portas escancaradas, para irmos ao encontro de todas as situa&ccedil;&otilde;es. Espero que tenham despertado naqueles a quem foram enviados a vontade de regressarem para junto de Deus.

&nbsp;
H&aacute; muita gente que n&atilde;o percebe porque &eacute; que h&aacute; pecados cuja absolvi&ccedil;&atilde;o est&aacute; reservada ao Papa&hellip;

&Eacute; uma quest&atilde;o de fazer compreender a gravidade. N&atilde;o &eacute; a quest&atilde;o do aborto, que neste ano todos os sacerdotes podem absolver, ou noutros anos todos os que tenham essa autoriza&ccedil;&atilde;o do bispo.
&nbsp;
Porque &eacute; que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel a um p&aacute;roco absolver o aborto?

Pode ser, depende do bispo. Quando fui ordenado sacerdote, em 1969, tive logo da parte do bispo a faculdade de perdoar os pecados do aborto. Mas conv&eacute;m dar o sentido da gravidade. Dou-lhe um exemplo: a profana&ccedil;&atilde;o das sagradas esp&eacute;cies. Se eu compreendo que, se chego ao ponto de profanar as sagradas esp&eacute;cies e o confessor tem de vir relatar este caso &agrave; Santa S&eacute;, acabo por interiorizar a gravidade da situa&ccedil;&atilde;o. Um sacerdote que viola o sigilo sacramental, a absolvi&ccedil;&atilde;o de um c&uacute;mplice em mat&eacute;ria sexual ou durante a confiss&atilde;o, remetendo estas quest&otilde;es, d&aacute;-se conta da gravidade das coisas que anda a fazer e ajudamos as pessoas a ficarem afastadas destes atos.
&nbsp;

Na confiss&atilde;o muita gente n&atilde;o entende porque &eacute; que se tem de confessar a um homem e n&atilde;o diretamente a Deus. Qual &eacute; o papel do confessor?

O confessor &eacute; um canal. Todos podemos falar diretamente com Deus, e espero que todos o fa&ccedil;amos, mas em rela&ccedil;&atilde;o a quest&otilde;es graves, nunca se tem a certeza de sermos absolvidos. Ficamos sempre com remorsos, nunca se ouviu &ldquo;eu te absolvo&rdquo;. J&aacute; no Antigo Testamento, Deus escolhia intermedi&aacute;rios, a n&iacute;vel humano, para transmitir a Sua vontade. Isso n&atilde;o retira que Deus n&atilde;o possa agir diretamente, h&aacute; sempre exce&ccedil;&otilde;es. Mas Deus insiste em falar atrav&eacute;s de intermedi&aacute;rios para comprovar a nossa f&eacute;. Se Deus falasse de modo sempre direto, n&atilde;o haveria nenhum m&eacute;rito na nossa f&eacute;.

Por isso Jesus disse aos ap&oacute;stolos &laquo;recebei o Esp&iacute;rito Santo. Aqueles a quem perdoaram os pecados ser&atilde;o perdoados, e a quem o retiverdes, ser&atilde;o retidos&raquo;. N&atilde;o h&aacute; como agir fora desta l&oacute;gica, desta media&ccedil;&atilde;o que, repito, &eacute; ordin&aacute;ria, n&atilde;o &eacute; absoluta. Se a pessoa n&atilde;o tem possibilidade de se ir confessar, Deus &eacute; sempre bom e misericordioso.
&nbsp;
Nesta media&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m s&atilde;o importantes os conselhos que se d&atilde;o?

O sacerdote compreende a pessoa, e, se for um bom sacerdote, deve sentir a alegria e saber entregar essa alegria &agrave;s almas. O padre sente a condi&ccedil;&atilde;o da pessoa e, na base disto, pode encorajar, dar uma m&atilde;o e ajudar a superar situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis.
&nbsp;
Receber, acolher, integrar, s&atilde;o palavras fortes neste Ano. A Igreja saber acolher todas as pessoas, sem discriminar os pecados?
Como t&aacute;bua de salva&ccedil;&atilde;o, sem d&uacute;vida.
&nbsp;
Mas como pr&aacute;tica quotidiana?

Bom, pelos defeitos dos homens, isso pode ser um aspeto negativo, mas &eacute; pr&oacute;prio da vida pastoral o facto de acompanhar, de discernir, de pegar na m&atilde;o, faz parte da miss&atilde;o educativa da Igreja. Toda a homil&eacute;tica da Igreja, e toda a a&ccedil;&atilde;o pastoral de qualquer sacerdote, conduz a um toque de fam&iacute;lia. Pode acontecer que lhe fechem a porta na cara, mas deve fazer todo o poss&iacute;vel para que aquela porta se abra. E aqui est&aacute; a arte do pastor de se dar bem com todos, e de estar bem com todos, como representante da Igreja.

Educando os sacerdotes e os pr&oacute;prios leigos, todos devem mostrar este rosto da Igreja.
&nbsp;
O que &eacute; que as pessoas devem levar deste Ano da Miseric&oacute;rdia?

A melhor coisa que as pessoas podem levar consigo deste Ano da Miseric&oacute;rdia &eacute; a intimidade com Deus, saberem que o Senhor est&aacute; connosco e que disse &ldquo;Eu estou convosco&rdquo;, e que nunca, nunca, estar&atilde;o sozinhos, seja em que situa&ccedil;&atilde;o for.
&nbsp;

Entrevista e Fotos: Ricardo Perna


Excerto de uma reportagem publicada na edi&ccedil;&atilde;o da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de novembro 2016.
]]></description>
<pubDate>Sun, 20 Nov 2016 11:06:00 +0000</pubDate>
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<title>Diocese de Lisboa vive YOUCAT Day</title>
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<description><![CDATA[Aproximadamente dois mil jovens encontram-se reunidos hoje em Lisboa, no encontro diocesano da catequese. No seguimento do lan&ccedil;amento da obra DOCAT nas Jornadas Mundiais da Juventude, o departamento diocesano da catequese, em parceria com a Paulus Editora (respons&aacute;vel pela publica&ccedil;&atilde;o da obra em Portugal) decidiu criar o YOUCAT Day e concentrar a reflex&atilde;o deste ano nos temas da Doutrina Social da Igreja.


&Agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;, o respons&aacute;vel do departamento do secretariado diocesano da catequese, Pe. Tiago Neto, explica que o objetivo deste dia &eacute; o de &laquo;que seja um dia festivo, de encontro para os adolescentes de toda a diocese de Lisboa. Ach&aacute;mos que seria interessante juntarmos um encontro de adolescentes e dar-lhe esta tem&aacute;tica de rela&ccedil;&atilde;o com a catequese e com os conte&uacute;dos daquilo que s&atilde;o as verdades da f&eacute;&raquo;.

Partindo dos ensinamentos do documento da Igreja, os respons&aacute;veis pretenderam criar uma din&acirc;mica que leve os jovens a identificar e a interiorizar os ensinamentos doutrinais na sua vida de todos os dias. Os crist&atilde;os s&atilde;o chamados a viver os valores da Doutrina Social da Igreja, em &laquo;todas as idades&raquo;, assegura o respons&aacute;vel da diocese, acrescentando que &eacute; importante que os jovens percebam o seu papel ativo nessa mat&eacute;ria, j&aacute; que podem, &laquo;atrav&eacute;s de pequenos gestos, atitudes, marcar a diferen&ccedil;a&raquo; e que &eacute; &laquo;fundamental criar la&ccedil;os entre a f&eacute; e a vida&raquo; e que eles consigam fazer a ponte entre &laquo;o que &eacute; acreditar e o que &eacute; viver e estes dias (e temas) ajudam a isso&raquo;, continua o Pe. Tiago Neto.

Provenientes de 80 par&oacute;quias da diocese, de todas as vigararias, e divididos em dez grupos, por dez igrejas, estes jovens experimentam, atrav&eacute;s do testemunho de v&aacute;rios especialistas, nas v&aacute;rias &aacute;reas, os temas da Doutrina Social da Igreja.

Durante a manh&atilde; tiveram catequeses e esta tarde encontram-se a desenvolver atividades que coloquem em pr&aacute;tica o que ouviram, numa abordagem diferente da habitual. &laquo;Procur&aacute;mos aqui na zona da baixa de Lisboa encontrar espa&ccedil;os e propostas que tivessem que ver com a &aacute;rea social e com aquilo que &eacute; a interven&ccedil;&atilde;o na sociedade. Temos participa&ccedil;&atilde;o em atividades numa loja social, em limpeza urbana, v&atilde;o ter uma visita ao quartel da GNR (tema da paz), apresenta&ccedil;&atilde;o de iniciativas, como o trabalho da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia de Lisboa, qual &eacute; o trabalho social das juntas de freguesia aqui na zona. A ideia &eacute; que eles tenham um tempo que, ou fazendo, ou refletindo isso os leve a agir na pr&aacute;tica em alguma iniciativa&raquo;, afirma o Pe. Tiago Neto.

Este &eacute; um encontro que &laquo;procura ser formativo, os jovens encontram-se num grande ambiente com milhares de adolescentes da idade deles; viver os conte&uacute;dos da f&eacute; e os conte&uacute;dos que s&atilde;o propostos na catequese assim desta forma &eacute; que faz a diferen&ccedil;a. Estes dias aparecem com a novidade de trabalhar os conte&uacute;dos da f&eacute; de uma forma nova e essa forma nova tem que ver com o facto de trabalharem noutros lugares e com outros jovens da idade deles e estarem agregados com um objetivo&raquo;.

O Pe. Jos&eacute; Andr&eacute; Ferreira, representante da Paulus Editora, acrescenta que o objetivo deste encontro (e da publica&ccedil;&atilde;o da obra), aparece como resposta ao pedido do Santo Padre. &laquo;O Papa, no pref&aacute;cio do DOCAT diz que n&atilde;o espera que os jovens o leiam debaixo de uma &aacute;rvore e que fa&ccedil;am confer&ecirc;ncias sobre o DOCAT. Ele diz: &quot;este &eacute; o meu sonho, que haja uma gera&ccedil;&atilde;o inteira &nbsp;de jovens que seja uma doutrina social em movimento&quot; e a Paulus tem esse objetivo: um livro nunca est&aacute; terminado at&eacute; que o leitor o leia e tire as suas conclus&otilde;es. Portanto, &eacute; bom que os jovens sintam a import&acirc;ncia de ter este instrumento nas m&atilde;os e tamb&eacute;m de se associarem ao sonho do Papa. Queremos que o maior n&uacute;mero de jovens se sintam animados a sonhar com o Papa e a fazerem parte desta gera&ccedil;&atilde;o de jovens que seja uma doutrina social em movimento para que o livro fa&ccedil;a sentido e seja conclu&iacute;do com a viv&ecirc;ncia de cada jovem.&raquo;

Texto e fotos: Rita Bruno

Artigos relacionados:
&laquo;Um crist&atilde;o que n&atilde;o seja revolucion&aacute;rio, n&atilde;o &eacute; crist&atilde;o&raquo; 
&laquo;Os projetos YOUCAT nasceram da vontade dos jovens&raquo; 
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]]></description>
<pubDate>Sat, 19 Nov 2016 16:30:00 +0000</pubDate>
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<title>Estreia hoje o musical «Partimos. Vamos. Somos.»</title>
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<description><![CDATA[A sess&atilde;o de estreia do musical dos 300 anos do Patriarcado de Lisboa j&aacute; est&aacute; esgotada e as restantes tamb&eacute;m est&atilde;o quase. De 18 a 21 de novembro ser&aacute; poss&iacute;vel ver no palco do Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa, a hist&oacute;ria do Patriarcado.


O Pe. Hugo Gon&ccedil;alves, autor do texto, diz &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; que &laquo;um dos objetivos era mostrar os motivos que motivaram a classifica&ccedil;&atilde;o de Patriarcado e que faz de Lisboa uma cidade &iacute;mpar&raquo;. Em palco pode assistir-se a um espet&aacute;culo que mostra a hist&oacute;ria, as descobertas, a expans&atilde;o das fronteiras e da f&eacute;. Mas o presente e o futuro tamb&eacute;m est&atilde;o em cena. &laquo;Essa heran&ccedil;a constitui o nosso ADN como miss&atilde;o e Lisboa &eacute; uma cidade que continua a enviar muitos para a miss&atilde;o em muitos pontos da Europa e ocidente mas tamb&eacute;m para outros continentes&raquo;, explica o Pe. Hugo Gon&ccedil;alves.

Lisboa &eacute; apresentada como &ldquo;Cidade-Miss&atilde;o&rdquo;, num musical com jovens da cidade como atores. &laquo;Uma das preocupa&ccedil;&otilde;es foi, juntamente com os profissionais, termos tamb&eacute;m jovens da nossa diocese, jovens identificados com esta causa&raquo;, afirma o autor. Muitos jovens inscreveram-se para o dia de audi&ccedil;&otilde;es, &laquo;muitos com experi&ecirc;ncia em par&oacute;quias, ou experi&ecirc;ncias de miss&atilde;o c&aacute;&raquo;.
A equipa do musical tem muitos profissionais, mas &laquo;grande parte do elenco &eacute; composto por jovens da diocese de Lisboa&raquo;, explica o Pe. Hugo Gon&ccedil;alves.

O musical pode ser visto no dia 19, &agrave;s 18h15 e &agrave;s 21h30; dia 20, &agrave;s 16h30 e &agrave;s 21h30; e dia 21, &agrave;s 21h30.
E no futuro, poder&aacute; haver outros musicais do Patriarcado de Lisboa? O Pe. Hugo Gon&ccedil;alves n&atilde;o se compromete mas afirma que &laquo;&eacute; uma experi&ecirc;ncia muito rica, e tamb&eacute;m ela de miss&atilde;o&raquo;.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Patriarcado de Lisboa
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<pubDate>Fri, 18 Nov 2016 14:00:00 +0000</pubDate>
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<title>APFN diz que «Governo não está motivado» para ajudar as famílias</title>
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<description><![CDATA[A presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa das Fam&iacute;lias Numerosas (APFN), Rita Mendes Correia, afirma que o Or&ccedil;amento do Estado para 2017 &laquo;n&atilde;o &eacute; amigo das fam&iacute;lias&raquo;, muito menos das numerosas. &laquo;Parece que o Governo ainda n&atilde;o percebeu a necessidade de incentivar a natalidade, para que este problema deixe de existir no nosso pa&iacute;s, e esta penaliza&ccedil;&atilde;o &agrave;s fam&iacute;lias numerosas agrava muito a situa&ccedil;&atilde;o&raquo;, considerou a presidente da APFN esta manh&atilde;, durante a apresenta&ccedil;&atilde;o do estudo sobre as tarifas de &aacute;gua que, em Portugal, penalizam as fam&iacute;lias com mais filhos.

&nbsp;
Rita Mendes Correia defende que &laquo;&eacute; incongruente dizerem que a taxa de natalidade est&aacute; baixa e depois n&atilde;o darem condi&ccedil;&otilde;es que aumente&raquo;. &laquo;Os pol&iacute;ticos querem impor a sua forma de crescimento e isso n&atilde;o tem resultado&raquo;, considerou, em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;, acrescentando que &laquo;sabemos que as fam&iacute;lias querem ter mais filhos, portanto h&aacute; espa&ccedil;o para crescermos, temos &eacute; de criar as condi&ccedil;&otilde;es&raquo;.
&nbsp;
Munic&iacute;pios discriminam fam&iacute;lias numerosas
A respons&aacute;vel pela APFN afirmou tamb&eacute;m que os munic&iacute;pios &laquo;olham pouco para as fam&iacute;lias&raquo;, nomeadamente na quest&atilde;o da &aacute;gua, onde o estudo promovido pela associa&ccedil;&atilde;o mostrou que em muitos munic&iacute;pios as fam&iacute;lias com mais pessoas no agregado, filhos ou av&oacute;s, s&atilde;o mais prejudicados que as outras fam&iacute;lias, defendendo que o Governo &laquo;podia dar uma ajuda&raquo; na sensibiliza&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
Comparativamente, a APFN mostra munic&iacute;pios como, por exemplo, o Crato, onde um agregado de 1 pessoa paga 46&euro; de &aacute;gua ao ano e um agregado de 5 pessoas, que deveria pagar 230&euro; (46&euro; x 5), paga na verdade 351&euro;, enquanto que um agregado de 7 pessoas, que deveria pagar 322&euro; (46&euro; x 7), paga, na verdade, 706&euro;, mais do dobro do que deveria pagar.
&nbsp;
Situa&ccedil;&otilde;es como esta repetem-se porque os escal&otilde;es de custo de &aacute;gua penalizam as casas que gastam mais, sem procurar saber quantas pessoas comp&otilde;em o agregado. &laquo;N&atilde;o estamos a pedir &aacute;gua mais barata para a fam&iacute;lia numerosa, estamos a pedir que paguemos o mesmo. Cada pessoa vale uma, e per capita &eacute; que temos de avaliar a quest&atilde;o. Isto &eacute; que era a politica desejada n&atilde;o s&oacute; para a &aacute;gua, mas para todas as quest&otilde;es no nosso pa&iacute;s&raquo;, defende Rita Mendes Correia.
&nbsp;
Al&eacute;m das tarifas sociais, que apoiam fam&iacute;lias com rendimentos mais baixos, a APFN recomenda que os munic&iacute;pios criem tarifas familiares que tenham em conta a quantidade de pessoas em cada agregado. Dos 308 munic&iacute;pios existentes no pa&iacute;s, apenas 45% adotaram esta tarifa, e mesmo em alguns desses casos a tarifa familiar n&atilde;o responde &agrave;s necessidades das fam&iacute;lias numerosas. Os pre&ccedil;os s&atilde;o sempre definidos pelos munic&iacute;pios, pois cada um tem uma realidade diferente no que diz respeito aos custos log&iacute;sticos do abastecimento de &aacute;gua.

&nbsp;
Estas diferen&ccedil;as nos valores fazem com que, segundo o estudo da APFN, uma fam&iacute;lia de cinco pessoas em Oliveira de Azem&eacute;is pague anualmente 131&euro; de &aacute;gua e uma fam&iacute;lia tamb&eacute;m de cinco pessoas, mas a viver em S&atilde;o Jo&atilde;o da Madeira, dentro do mesmo concelho de Aveiro, pague anualmente um valor de 431&euro;. &laquo;Falamos de uma coisa que devia ser b&aacute;sica, e devia ter em conta que uma fam&iacute;lia numerosa n&atilde;o pode ser prejudicada por ser fam&iacute;lia numerosa&raquo;, exige a presidente da APFN.
&nbsp;
Presentes na apresenta&ccedil;&atilde;o do estudo estavam respons&aacute;veis da Ersar, a entidade reguladora da &aacute;gua a n&iacute;vel nacional, que se afirmaram &laquo;interessados&raquo; em acabar com estas discrimina&ccedil;&otilde;es, mesmo que apenas possam &laquo;fazer recomenda&ccedil;&otilde;es aos munic&iacute;pios&raquo;. &laquo;Viemos aqui hoje tirar ensinamentos para uma situa&ccedil;&atilde;o social mais justa, que &eacute; o que procuramos&raquo;, referiu o administrador da Ersar presente na apresenta&ccedil;&atilde;o, dirigindo-se &agrave; APFN.

&nbsp;
Texto e Fotos: Ricardo Perna
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Thu, 17 Nov 2016 17:54:00 +0000</pubDate>
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<title>«Eu recebi pessoas que traziam a morte nos seus rostos»</title>
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<description><![CDATA[O arcebispo de Erbil, no Iraque, D. Bashar Warda, est&aacute; em Portugal para a apresenta&ccedil;&atilde;o do relat&oacute;rio sobre a Liberdade Religiosa que a Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre (AIS) promove hoje, na Sociedade de Geografia, em Lisboa. O prelado tem acolhido na sua diocese milhares de fam&iacute;lias iraquianas deslocadas, que fugiram da cidade de Mossul e das plan&iacute;cies de N&iacute;nive e agora aguardam pelo fim da guerra para regressarem &agrave;s suas terras, e falou em entrevista &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; sobre como tem sido dif&iacute;cil chegar a toda a gente.


&nbsp;
Como tem sido lidar com tantos deslocados dentro do Iraque?

Primeiro foi muito dif&iacute;cil, desafiador, porque havia muito a quest&atilde;o &laquo;Porqu&ecirc; a mim, Deus?&raquo; Termos, num espa&ccedil;o de 24 horas, 13 mil fam&iacute;lias a fugir na nossa dire&ccedil;&atilde;o &eacute; aterrador e faz-nos questionar muito. Mas eu digo sempre que foi um ato de f&eacute; acolh&ecirc;-los, estar l&aacute;, trabalhar com o que temos e ao fim do dia poder pensar &laquo;fiz tudo o que pude&raquo;. Os milagres acontecem, e sim, as dificuldades di&aacute;rias e as necessidades das pessoas &ndash; &aacute;gua, leite, comida &ndash; e tantas que n&atilde;o paravam de chegar...

Tiv&eacute;mos de abrir 26 campos de refugiados, 11 escolas p&uacute;blicas, centros, tendas... mais tarde come&ccedil;&aacute;mos a instalar caravanas e aloj&aacute;mos algumas pessoas em apartamentos alugados. O Governo, n&atilde;o podendo ajudar financeiramente, deixou-nos &agrave; vontade para fazermos tudo o que consegu&iacute;ssemos com os apoios que come&ccedil;avam a chegar. Com a ajuda de v&aacute;rios parceiros, como a Funda&ccedil;&atilde;o AIS, os Cavaleiros de Colombo, a Confer&ecirc;ncia Episcopal de It&aacute;lia, entre outros, hoje s&oacute; temos um grande campo, com 1.200 fam&iacute;lias, em bom estado, e temos 1.200 casas alugadas pela Igreja, e ajudamos outros que t&ecirc;m algum dinheiro a alugar as suas casas tamb&eacute;m. Distribu&iacute;mos 12 mil pacotes de ajuda alimentar, estamos a ajudar 3.000 doentes cr&oacute;nicos que v&ecirc;m receber medicamentos mensalmente de gra&ccedil;a, j&aacute; para n&atilde;o falar do apoio pastoral, que existe desde o primeiro dia.

&Eacute; o trabalho de Deus, porque Ele trabalha atrav&eacute;s de mim e de outros. Hoje posso dizer que, por causa da ajuda que recebemos, ainda temos fam&iacute;lias crist&atilde;s no Iraque. Sem esta ajuda, teria sido imposs&iacute;vel que elas tivessem permanecido l&aacute;.
&nbsp;
Ainda recebem muitos deslocados?

De Mossul e das plan&iacute;cies de N&iacute;nive, o &ecirc;xodo parou, porque todos os crist&atilde;os sa&iacute;ram de l&aacute;. Mas come&ccedil;&aacute;mos a receber pessoas de outras &aacute;reas mais longe, porque temos boas condi&ccedil;&otilde;es para as receber. Todas as crian&ccedil;as est&atilde;o na escola, com boas notas.
Tamb&eacute;m recebemos fam&iacute;lias da Turquia e do L&iacute;bano, mas s&atilde;o uma minoria.
&nbsp;
Com tantas condi&ccedil;&otilde;es, elas alguma vez querer&atilde;o regressar?

Estou a tentar proteger e manter com dignidade as fam&iacute;lias de crist&atilde;os que restam no Iraque. N&atilde;o estou a tentar criar um Erbil que substitua as comunidades anteriores. O que pretend&iacute;amos era trabalhar em conjunto e convencer estas fam&iacute;lias a ficarem no pa&iacute;s, e a n&atilde;o irem embora para a Europa. Tentamos que a espera n&atilde;o lhes traga sofrimento, respondendo &agrave;s suas necessidades materiais at&eacute; que seja tempo de voltarem para as suas terras. As pessoas j&aacute; foram &agrave;s suas vilas, e falam de 30% de destrui&ccedil;&atilde;o total, todas as igrejas foram destru&iacute;das e as outras 70% das casas est&atilde;o danificadas ou precisam de repara&ccedil;&atilde;o... h&aacute; muitas necessidades, mas eu n&atilde;o quero que eles fiquem em Erbil, mas que regressem a suas casas quando houver condi&ccedil;&otilde;es. Aqui &eacute; apenas para os aliviar temporariamente e manter as fam&iacute;lias por perto, para evitar que tomem a decis&atilde;o de emigrar.
&nbsp;
E est&aacute; a ter sucesso?

Com a ajuda de Deus e de outros, sim. N&oacute;s acolhemos 13 mil fam&iacute;lias e hoje temos ainda 10 mil fam&iacute;lias. H&aacute; muito trabalho a ser feito, temos pena pelas fam&iacute;lias que partiram, mas foi uma decis&atilde;o sua. Sabemos que h&aacute; muitas raz&otilde;es para partirem e nenhuma para ficar, mas tentamos trabalhar isso com elas. Temos fam&iacute;lias que at&eacute; poderiam sair, t&ecirc;m dinheiro para isso, mas que escolhem ficar connosco, &agrave; espera de poder regressar &agrave;s suas aldeias. Isso tamb&eacute;m nos d&aacute; motiva&ccedil;&atilde;o para continuar.
&nbsp;
Quem parte para fora do pa&iacute;s nunca mais regressa, mas quem a&iacute; fica mais facilmente regressa a casa?

&Eacute; exatamente isso. N&atilde;o queremos que passem a fronteira porque dificilmente voltam. Quem parte &eacute; porque tem algum apoio l&aacute; fora, mas temos casos de fam&iacute;lias que partiram, n&atilde;o receberam nenhuma ajuda, naufragaram a passar o mar para a Europa, e tiveram de regressar.

H&aacute; pouco tempo recebi duas fam&iacute;lias que regressaram depois de terem perdido tudo, inclusive os seus passaportes. Foram for&ccedil;ados a ir at&eacute; &agrave; fronteira sem nada, e felizmente conseguiram ter ajuda da embaixada iraquiana para regressarem ao pa&iacute;s. Mas h&aacute; muitos que s&atilde;o enganados pelos contrabandistas: uma fam&iacute;lia que foi, perdeu tudo, teve de regressar e perdeu um filho nesta viagem, que est&aacute; desaparecido. &Eacute; aterrador, os contrabandistas n&atilde;o foram parados, &eacute; um neg&oacute;cio que se aproveita de pessoas que n&atilde;o t&ecirc;m outra escolha e as deixa sem nada.


&nbsp;
Tem ideia de quando ser&aacute; poss&iacute;vel regressar a Mossul?

Muitas pessoas j&aacute; foram ver as aldeias, mas ainda aguardamos que Mossul seja completamente libertado do Daesh e se organize de novo a cidade politicamente. Para as pessoas de Mossul o regresso dever&aacute; demorar mais tempo que para os habitantes das plan&iacute;cies de N&iacute;nive, onde vive uma maioria de crist&atilde;os. Para a&iacute; devem seguir assim que Mossul esteja seguro e comecem os esfor&ccedil;os de reconstru&ccedil;&atilde;o. Acho que no ver&atilde;o de 2017 iremos come&ccedil;ar a ver as fam&iacute;lias a regressar, at&eacute; porque nesta altura j&aacute; iniciaram os anos escolares e as crian&ccedil;as j&aacute; est&atilde;o na escola.
&nbsp;
Como se dever&aacute; reconstruir a sociedade em Mossul?

Acho que uma das li&ccedil;&otilde;es que as pessoas aprenderam, espero, &eacute; que temos de trabalhar em conjunto. Chega de disputas xiitas-sunitas. Respeito, prote&ccedil;&atilde;o dos direitos de todos &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o. O governo sabe bem os receios das minorias, porque sabe que nos sentimos tra&iacute;dos.

A comunidade mu&ccedil;ulmana tamb&eacute;m sofreu com o Daesh, mas o verdadeiro genoc&iacute;dio foi cometido para com as minorias. Eu recebi pessoas que traziam a Morte nas suas caras, n&atilde;o tinham nada, e n&atilde;o sabiam nada sobre o futuro. Diria que, pelo que tenho ouvido, os pol&iacute;ticos j&aacute; perceberam que o caminho anterior n&atilde;o tinha servido, e que as coisas precisam de mudar.

Mossul &eacute; um desafio pol&iacute;tico para o novo Iraque, p&oacute;s 2003. Se aprendermos com os erros do passado e ser virmos solu&ccedil;&otilde;es pac&iacute;ficas, poderemos ter aqui um futuro para todo o Iraque. Porque, e Deus assim o impe&ccedil;a, se assim n&atilde;o for, tudo ficar&aacute; muito pior.
&nbsp;
Como &eacute; que pode ainda ficar pior?

Se a guerra n&atilde;o continuar, as pessoas v&atilde;o emigrar em massa, e as minorias ir&atilde;o mesmo desaparecer, porque as pessoas ficar&atilde;o fartas de esperar.
&nbsp;

Os crist&atilde;os e os yazidis sentem-se abandonados pela comunidade internacional, que nunca chegou a verdadeiramente atuar sobre as suspeitas de genoc&iacute;dio?

Os crist&atilde;os dir-lhe-&atilde;o que os pol&iacute;ticos n&atilde;o fizeram nada pelos crist&atilde;os. Fomos visitados por muitos grupos internacionais de pol&iacute;ticos, mas nada aconteceu. Presidentes, ministros, pol&iacute;ticos visitavam, mas nada acontecia, e quando diz&iacute;amos que &iacute;amos ter a visita de algu&eacute;m, a rea&ccedil;&atilde;o era sempre a mesma: &laquo;Eles v&ecirc;m pelas fotos, pelas suas campanhas, n&atilde;o &eacute; para o nosso bem.&raquo; Todo o trabalho foi feito pela Igreja, n&atilde;o pelos pol&iacute;ticos.
&nbsp;

A Igreja enfrenta muitas cr&iacute;ticas aqui na Europa. Mas a verdade &eacute; que, no que toca a crises humanit&aacute;rias, se n&atilde;o fosse a Igreja, um mundo seria um lugar bem pior...

A Igreja &eacute; a voz das pessoas perseguidas. Quem &eacute; que, agora, fala pelos perseguidos? Quem &eacute; que tomou a seu cargo o apoio dos pobres? Quem fala de cuidados de sa&uacute;de? A f&eacute; n&atilde;o &eacute; apenas rezar e estar na igreja, &eacute; tomar o que temos na igreja para o mundo exterior, e tentar espalhar esta Boa Nova. A Igreja &eacute; incapaz de resolver o mal que existe no mundo, mas est&aacute; l&aacute; com as pessoas, n&atilde;o as abandona. N&oacute;s n&atilde;o podemos combater o Daesh, mas podemos acompanhar as suas v&iacute;timas. N&atilde;o podemos combater os terroristas, mas podemos ser uma voz para as pessoas que est&atilde;o a sofrer com isto.

E, ao mesmo tempo, quando estamos com os pobres e necessitados, com os perseguidos pela sua f&eacute;, permitimos que Deus penetre mais no cora&ccedil;&atilde;o das pessoas e coloque quest&otilde;es. &laquo;Aquelas pessoas s&atilde;o perseguidas por terem Cristo nas suas vidas, mas o que &eacute; isto de ter Cristo nas suas vidas? Porque &eacute; que elas s&atilde;o perseguidas e mant&ecirc;m a sua f&eacute;?&raquo; Estas d&uacute;vidas s&atilde;o o testemunho que os perseguidos podem levar at&eacute; &agrave;s pessoas na Europa que est&atilde;o a abandonar a sua f&eacute;.


&nbsp;
Como acabar com o Daesh?

Para um bispo como eu, falar em guerra &eacute; algo de complicado. Mas quando estamos a falar de um grupo destes, que recusa qualquer tipo de di&aacute;logo e comete todos estes crimes, para mim &eacute; um cancro. E temos de acabar com o cancro, sabendo que &eacute; um processo doloroso, mas inevit&aacute;vel.

Mas isto exige tamb&eacute;m um pacote de reconcilia&ccedil;&atilde;o, que tem de evitar que isto volte a acontecer.
&nbsp;
E porque &eacute; que n&atilde;o se acaba com isto?

N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, &eacute; muito complicado, porque este &eacute; um neg&oacute;cio do Mal. Podemos ver pessoas que vivem em tendas, que est&atilde;o deslocadas h&aacute; 13 meses de suas casas, das suas terras, das suas vidas, e elas dir-lhe-&atilde;o isso. Sem falar nas que foram massacradas.
&nbsp;

Acredita que a pressa em impor regimes democr&aacute;ticos n&atilde;o faz sentido, e que o povo &eacute; que deve escolher esse caminho, de forma calma?

H&aacute; dois pontos de vista. Uns dizem que, no fim do dia, temos de ser um pa&iacute;s democr&aacute;tico como os outros e ponto final, e temos de nos apressar, n&atilde;o interessa as consequ&ecirc;ncias.

Mas eu diria que a democracia n&atilde;o &eacute; apenas eleger este ou aquele, &eacute; uma cultura, e a cultura come&ccedil;a de se ensinar aos quatro anos, na escola. Muitos destes pa&iacute;ses ainda t&ecirc;m a mentalidade de bedu&iacute;no, o Estado e as institui&ccedil;&otilde;es s&atilde;o uma fachada, porque na verdade o que h&aacute; &eacute; lealdade &agrave; tribo, &agrave; fam&iacute;lia, e eles ajudam-se uns aos outros nas tribos. Como &eacute; que se imp&otilde;e nesta mentalidade a democracia, que, nos pa&iacute;ses que agora a querem impor, demorou 300 ou 400 anos a impor-se, pa&iacute;ses que t&ecirc;m o Cristianismo, o Evangelho, Filosofia, grandes escolas e universidades. Eles aprenderam a faze-lo num per&iacute;odo dif&iacute;cil, com muitas mortes. Trazer tudo isto para uma mentalidade de bedu&iacute;nos? Bom, boa sorte...

No Iraque, em 1980, &eacute;ramos um dos pa&iacute;ses com uma educa&ccedil;&atilde;o muito boa, agora somos um dos piores. Como &eacute; que vamos ensinar democracia a estas pessoas?

N&atilde;o quero com isto justificar a ditadura, porque eu tamb&eacute;m vivia l&aacute; na altura em que tinha de ter muito cuidado com o que dizia, porque as minhas palavras iam chegar ao governo, e eu podia ser castigado. Mas &eacute; uma cultura, e isto leva tempo. Acho que foi preciso for&ccedil;ar uma mudan&ccedil;a, mas a mudan&ccedil;a foi feita de forma muito r&aacute;pida e sem conhecerem bem a cultura. Hoje as pessoas diriam, &laquo;sim, j&aacute; sabemos como fazer&raquo;, mas &eacute; tarde demais. Espero que os outros pa&iacute;ses que ainda est&atilde;o a passar pela transforma&ccedil;&atilde;o aprendam com o nosso exemplo e n&atilde;o apressem as coisas.
&nbsp;
A coliga&ccedil;&atilde;o est&aacute; a ajudar a combater o Daesh. Preocupa-o a elei&ccedil;&atilde;o de Donald Trump?

Sempre disse que os americanos s&atilde;o respons&aacute;veis moralmente pelo que aconteceu no Iraque. H&aacute; uma responsabilidade moral que os americanos t&ecirc;m de assumir, e t&ecirc;m de terminar o trabalho, &eacute; muito tarde para dizer se foi bom ou mau, o que me preocupa &eacute; o meu pa&iacute;s, as minhas pessoas, e eles s&atilde;o respons&aacute;veis. Espero que possam trabalhar com todas as pessoas, inclusive aquelas com quem n&atilde;o concordam, para trazer a paz e a mudan&ccedil;a. Como &eacute; que trazemos a mudan&ccedil;a se n&atilde;o houver um ambiente de paz e estabilidade para o di&aacute;logo? Se o fizerem &agrave; for&ccedil;a, ficam com outra guerra.
&nbsp;

Ouvimos muitas hist&oacute;rias de como a f&eacute; ajuda, mas tamb&eacute;m falou dos sentimentos de d&uacute;vida das pessoas. Como &eacute; que foi gerir estes sentimentos contradit&oacute;rios?

Estando presente l&aacute;, com as pessoas. &Eacute; bom fazer perguntas, mas n&atilde;o demais. Se passarmos os dias a perguntar porqu&ecirc;, algu&eacute;m nos vai dizer &laquo;para de meditar e faz qualquer coisa por n&oacute;s&raquo;. Acredito em colocar quest&otilde;es, mas confiar que algo de bom vai acontecer. Eu j&aacute; vi milagres, porque j&aacute; adormeci com d&uacute;vidas, quest&otilde;es e crises, e acordei com emails, telefonemas e grupos a chegar com ajuda para as crises que eu tinha. Estar l&aacute;, pronto para o que surgir, confiar que Deus ir&aacute; agir, porque mesmo quando as pessoas nos perguntavam &laquo;porqu&ecirc; n&oacute;s?&raquo;, n&oacute;s respond&iacute;amos que Deus estava a caminhar com eles, e que deixarem-nos ajud&aacute;-los era a nossa maneira de servir a Deus. Quando est&aacute;s l&aacute;, n&atilde;o perdes muito tempo a pensar, porque n&atilde;o tens tempo, as pessoas precisam de ti, e se confiares em Deus, ver&aacute;s que Ele far&aacute; com que tudo o que precisas aconte&ccedil;a.
&nbsp;

Texto: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e Funda&ccedil;&atilde;o AIS
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<pubDate>Thu, 17 Nov 2016 14:04:00 +0000</pubDate>
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<title>Mª José Vilaça alvo de inquérito por declarações à Família Cristã</title>
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<description><![CDATA[Declara&ccedil;&otilde;es da psic&oacute;loga Maria Jos&eacute; Vila&ccedil;a geraram pol&eacute;mica e Ordem dos Psic&oacute;logos decidiu comunicar os factos ao Conselho Jurisdicional para inqu&eacute;rito.
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Num artigo sobre ideologia de g&eacute;nero, a psic&oacute;loga Maria Jos&eacute; Vila&ccedil;a defendeu que para acolher e aceitar um filho homossexual, os pais n&atilde;o precisam de aceitar a homossexualidade: &laquo;&ldquo;Eu aceito o meu filho, amo-o se calhar at&eacute; mais, porque sei que ele vive de uma forma que eu sei que n&atilde;o &eacute; natural e que o faz sofrer.&rdquo; &Eacute; como ter um filho toxicodependente, n&atilde;o vou dizer que &eacute; bom.&raquo;

Durante o fim de semana, v&aacute;rios blogues ligados &agrave; comunidade LGBT (dezanove.pt e escrevergay.com) criticaram a psic&oacute;loga e pediram explica&ccedil;&otilde;es &agrave; Ordem dos Psic&oacute;logos.

Esta segunda-feira, tamb&eacute;m os homossexuais cat&oacute;licos reagiram a toda esta pol&eacute;mica. No blogue Rumos Novos, Pedro Leote diz: &laquo;N&atilde;o concordando com parte do conte&uacute;do e achando infeliz o exemplo encontrado, notamos o apelo ao acolhimento e amor dos pais por qualquer filho ou filha que seja homossexual, ainda que n&atilde;o concordando estes com essa mesma orienta&ccedil;&atilde;o sexual. Parece-nos ser este o caminho a seguir: amar e acolher genuinamente.&raquo; O autor do texto, lamenta ainda a pressa em &laquo;rotular de homof&oacute;bica toda a pessoa que discorda de n&oacute;s, que tem uma opini&atilde;o diversa sobre a homossexualidade, mesmo que n&atilde;o incite ao &oacute;dio contra quem quer que seja&raquo;.
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Na sua p&aacute;gina do facebook, Maria Jos&eacute; Vila&ccedil;a esclareceu o sentido do que disse: &laquo;O que disse &eacute; que perante um filho que tem um comportamento com o qual os pais n&atilde;o concordam, devem na mesma acolh&ecirc;-lo e am&aacute;-lo. A toxicodepend&ecirc;ncia &eacute; apenas exemplo de comportamento que por vezes leva os pais a rejeitar o filho. N&atilde;o &eacute; uma compara&ccedil;&atilde;o sobre a homossexualidade mas sobre a atitude diante dela.&raquo;

Mesmo assim, a Ordem dos Psic&oacute;logos (OPP) decidiu abrir um inqu&eacute;rito. Em comunicado, a dire&ccedil;&atilde;o diz que &laquo;n&atilde;o se rev&ecirc; nas afirma&ccedil;&otilde;es proferidas e adianta que estas n&atilde;o representam a opini&atilde;o da OPP&raquo;. Defende ainda que &laquo;estas declara&ccedil;&otilde;es n&atilde;o apresentam qualquer tipo de base cient&iacute;fica e que considera que estas apenas contrariam a defesa dos direitos humanos, da evolu&ccedil;&atilde;o e equil&iacute;brio social&raquo;. Por considerar de &laquo;extrema gravidade&raquo; as declara&ccedil;&otilde;es foi feita uma participa&ccedil;&atilde;o ao Conselho Jurisdicional.


Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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Artigos relacionados:
Rapaz ou rapariga: uma escolha?
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<pubDate>Mon, 14 Nov 2016 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Rapaz ou rapariga: uma escolha?</title>
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<description><![CDATA[&laquo;J&aacute; sabem se &eacute; menino ou menina?&raquo;, &eacute; a pergunta mais ouvida por casais &agrave; espera de beb&eacute;. O enxoval, o nome e o quarto do beb&eacute; s&atilde;o preparados a partir da&iacute;. Mais tarde, come&ccedil;ar&atilde;o as perguntas sobre as diferen&ccedil;as entre meninas e meninos. Agora imagine que n&atilde;o respondia ou que dizia: &laquo;Teres pipi n&atilde;o significa que sejas menina. Podes decidir mais tarde.&raquo;

Diogo Costa Gon&ccedil;alves &eacute; professor auxiliar da Faculdade de Direito de Lisboa. Em 2003, foi consultor da Confer&ecirc;ncia Episcopal para uma carta pastoral sobre a ideologia de g&eacute;nero. &Agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; faz quest&atilde;o de dizer que o termo n&atilde;o significa igualdade de direitos entre homens e mulheres. Ent&atilde;o o que &eacute;? Diogo Costa Gon&ccedil;alves explica tratar-se de uma estrutura de pensamento antropol&oacute;gica cuja caracter&iacute;stica fundamental &eacute; &laquo;entender a masculinidade e a feminilidade como produtos puramente culturais, sendo absolutamente indiferente a realidade genital ou cromossom&aacute;tica com que as pessoas nascem; defende que a identidade sexual &eacute; produzida por um contexto cultural patriarcal e machista que visa subjugar a mulher&raquo;. Ou seja, ningu&eacute;m nasce homem ou mulher, torna-se homem ou mulher pela educa&ccedil;&atilde;o e pela cultura. Assim, o objetivo da ideologia de g&eacute;nero &eacute; ter uma sociedade sem sexos.

Para isso, desde os primeiros anos &eacute; preciso promover a troca de pap&eacute;is e eliminar as diferen&ccedil;as de comportamento entre meninas e meninos. Maria Jos&eacute; Vila&ccedil;a &eacute; psic&oacute;loga e afirma que nesta ideologia &laquo;tudo aquilo que eu sou passa a ser determinado pela minha prefer&ecirc;ncia sexual e n&atilde;o pelo meu corpo. H&aacute; uma esp&eacute;cie de divis&atilde;o entre aquilo que eu sou e aquilo que o meu corpo &eacute;.&raquo;

Em Portugal, Diogo Costa Gon&ccedil;alves explica que o primeiro passo da ideologia de g&eacute;nero foi dado na lei do div&oacute;rcio sem culpa. Ou melhor, numa das ep&iacute;grafes do registo civil. &laquo;O que era &ldquo;poder paternal&rdquo; passou a chamar-se &ldquo;poder parental&rdquo;. Foi uma manipula&ccedil;&atilde;o de linguagem importante porque o termo &ldquo;paternidade&rdquo; est&aacute; muito relacionado com a gera&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica. Era preciso desconstruir socialmente a figura do pai e da m&atilde;e.&raquo;

&laquo;Ideologia de g&eacute;nero j&aacute; est&aacute; nas escolas&raquo;
A Comunidade de Madrid aprovou a Lei contra a LBGTfobia que obriga a integrar a realidade homossexual, bissexual, transexual, transg&eacute;nero e intersexual nos conte&uacute;dos escolares transversais de todas as escolas madrilenas, p&uacute;blicas e privadas.

Diogo Costa Gon&ccedil;alves tem sete filhos e diz que isso j&aacute; est&aacute; a acontecer em Portugal. &laquo;A ideologia de g&eacute;nero est&aacute; c&aacute;. Os programas de educa&ccedil;&atilde;o sexual s&atilde;o em bom rigor de ideologia de g&eacute;nero em todos os graus de ensino. Promove-se a confus&atilde;o da identidade sexual. Isto &eacute;, tenho de descobrir se sou mesmo heterossexual ou n&atilde;o e diz-se que a fam&iacute;lia &eacute; uma constru&ccedil;&atilde;o cultural t&atilde;o v&aacute;lida como qualquer outra rela&ccedil;&atilde;o.&raquo;

Maria Jos&eacute; Vila&ccedil;a concorda e fala da sua experi&ecirc;ncia: &laquo;Hoje, nas escolas, falo com mi&uacute;dos de 16 ou 17 anos que n&atilde;o tiveram uma namorada e a primeira ideia que t&ecirc;m &eacute;: &ldquo;Ser&aacute; que eu sou homossexual ou bissexual?&rdquo; J&aacute; n&atilde;o lhes passa pela cabe&ccedil;a serem heterossexuais.&raquo;

Escolas de Madrid ensinam ideologia de g&eacute;nero
Manuel Mart&iacute;nez-Sell&eacute;s &eacute; m&eacute;dico cardiologista em Madrid. V&ecirc; a aprova&ccedil;&atilde;o da lei LGBT &laquo;com enorme preocupa&ccedil;&atilde;o&raquo;. Como investigador, afirma que &laquo;a ideologia de g&eacute;nero est&aacute; em total contradi&ccedil;&atilde;o com o conhecimento da ci&ecirc;ncia sobre a biologia e a realidade f&iacute;sica. Infelizmente, esta ideologia j&aacute; est&aacute; a transformar escolas em f&aacute;bricas de crian&ccedil;as sem sexo.&raquo;

Arantzazu Perez Grande &eacute; professora prim&aacute;ria: ensina l&iacute;ngua e matem&aacute;tica a crian&ccedil;as de seis anos. Cat&oacute;lica, n&atilde;o se pode recusar a aplicar a lei, porque &laquo;podemos ser v&iacute;timas de san&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas ou at&eacute;, no meu caso, perder o emprego, porque sou funcion&aacute;ria p&uacute;blica&raquo;. Esta professora &eacute; m&atilde;e de tr&ecirc;s crian&ccedil;as. &laquo;Claro que me preocupa, porque quero poder dar aos meus filhos a educa&ccedil;&atilde;o e as cren&ccedil;as que eu tenho. N&atilde;o quero que o Estado lhes diga o que t&ecirc;m de pensar ou no que t&ecirc;m de acreditar.&raquo;

Manuel Mart&iacute;nez-Sell&eacute;s e Maria Jos&eacute; Vila&ccedil;a acrescentam que nos Estados Unidos da Am&eacute;rica o Col&eacute;gio de Pediatria publicou um documento intitulado A ideologia de g&eacute;nero prejudica as crian&ccedil;as. Nesse documento, os pediatras norte-americanos defendem que &laquo;a sexualidade humana &eacute; uma caracter&iacute;stica biol&oacute;gica bin&aacute;ria objetiva&rdquo; e que &ldquo;ningu&eacute;m nasce com um g&eacute;nero, todos nascemos com um sexo&rdquo;.

Mulheres e homens s&atilde;o diferentes?
H&aacute; investiga&ccedil;&otilde;es que comprovam isto mesmo. Independentemente das diferen&ccedil;as culturais, sociais e econ&oacute;micas, homens e mulheres s&atilde;o diferentes. Richard A. Lippa, da Universidade da Calif&oacute;rnia, fez uma investiga&ccedil;&atilde;o sobre prefer&ecirc;ncias profissionais, com 200 mil entrevistas a pessoas de 53 pa&iacute;ses da Europa, Am&eacute;rica, &Aacute;frica e &Aacute;sia. O investigador concluiu que os homens tendem para trabalhos mais t&eacute;cnicos, enquanto as mulheres preferem as ocupa&ccedil;&otilde;es sociais. Acontece em todos os pa&iacute;ses e continentes. Tamb&eacute;m o professor Simon Baron-Cohen, do Trinity College da Universidade de Cambridge, autor de Sex differences in human neonatal social perception, constatou que os beb&eacute;s meninos, com apenas horas de vida, se fixam mais em objetos mec&acirc;nicos e as beb&eacute;s meninas d&atilde;o mais aten&ccedil;&atilde;o a rostos humanos.

Dicas para os pais
Que podem os pais fazer? Diogo Costa Gon&ccedil;alves diz que &laquo;&eacute; preciso criar esp&iacute;rito cr&iacute;tico nos educadores. Nenhum dos nossos pais se sentou connosco a explicar porque &eacute; que o casamento &eacute; entre um homem e uma mulher. Era dado mais do que adquirido. Neste momento, vou ter de fazer isso com os meus filhos.&raquo;

Al&eacute;m disso, socialmente Maria Jos&eacute; Vila&ccedil;a defende que &eacute; preciso &laquo;tentar n&atilde;o ser influenciado do ponto de vista sentimental, moral e ideol&oacute;gico&raquo;. Mas, ao mesmo tempo, como acolher os homossexuais? A psic&oacute;loga acompanha fam&iacute;lias e pais e salienta que para aceitar o filho n&atilde;o &eacute; preciso aceitar a homossexualidade. &laquo;&rdquo;Eu aceito o meu filho, amo-o se calhar at&eacute; mais, porque sei que ele vive de uma forma que eu sei que n&atilde;o &eacute; natural e que o faz sofrer.&rdquo; &Eacute; como ter um filho toxicodependente, n&atilde;o vou dizer que &eacute; bom.&raquo;
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&nbsp;Texto: Cl&aacute;udia sebasti&atilde;o
Fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o e Ant&oacute;nio Miguel Fonseca


Excerto de uma reportagem publicada na edi&ccedil;&atilde;o da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de novembro 2016

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]]></description>
<pubDate>Sun, 13 Nov 2016 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Comunhão dos recasados: «o que o Papa admitir, admitimos com ele»</title>
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<description><![CDATA[O presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) e Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, disse hoje aos jornalistas que, no que diz respeito &agrave; integra&ccedil;&atilde;o dos divorciados recasados nas comunidades, est&atilde;o dispostos a todos os cen&aacute;rios, inclusive a comunh&atilde;o e a confiss&atilde;o, desde que sejam indicados pelo Papa. &laquo;Este &eacute; um caminho que estamos a fazer com abertura e disponibilidade em rela&ccedil;&atilde;o ao Papa. O que o Papa admitir, admitimos com ele&raquo;, referiu aos jornalistas na confer&ecirc;ncia de imprensa de encerramento da 190&ordf; Assembleia Plen&aacute;ria da CEP.

&nbsp;
Quando saiu a exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica Amoris Laetitia, D. Manuel Clemente tinha afirmado que a mesma n&atilde;o inclu&iacute;a a possibilidade de acesso aos sacramentos dos divorciados recasados, embora admitisse uma integra&ccedil;&atilde;o mais plena noutras &aacute;reas. &laquo;O sacramento n&atilde;o pode contrariar outro sacramento, e se h&aacute; uma uni&atilde;o sacramental, n&atilde;o pode participar na comunh&atilde;o&raquo;, defendia o presidente da CEP na altura da publica&ccedil;&atilde;o da exorta&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
No entanto, recentes pronunciamentos do Papa sobre esta mat&eacute;ria, em que admite a admiss&atilde;o aos sacramentos depois de um caminho de discernimento bem feito, mudaram a forma como os bispos olham para a exorta&ccedil;&atilde;o. &laquo;O Papa tem-se pronunciado sobre a quest&atilde;o da integra&ccedil;&atilde;o, e vamos ver at&eacute; onde &eacute; que isto nos pode levar. Estamos dispon&iacute;veis para o acompanhar nesse percurso&raquo;, disse, sem nunca se comprometer com uma posi&ccedil;&atilde;o individual sobre a mat&eacute;ria.
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Inclusive, o Cardeal-Patriarca referiu que &laquo;nos servi&ccedil;os centrais em Roma se estudar&aacute; esta quest&atilde;o e de l&aacute; vir&atilde;o indica&ccedil;&otilde;es mais concretas&raquo;, at&eacute; porque, afirma, h&aacute; &laquo;exclus&otilde;es que podem e devem ser revistas, mas anda n&atilde;o explicitou quais&raquo;.
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Os bispos convidaram o cardeal Lluis Mart&iacute;nez Sistach, arcebispo em&eacute;rito de Barcelona, para lhes falar sobre a exorta&ccedil;&atilde;o, particularmente sobre o cap&iacute;tulo VII, onde refletiram sobre as &laquo;circunst&acirc;cias atenuantes&raquo; que podem levar ao acesso aos sacramentos. &laquo;Discernimento implica n&atilde;o tomar todos os casos por iguais, e em alguns casos pode ser poss&iacute;vel isentar da responsabilidade pessoal&raquo;, disse D. Manuel Clemente aos jornalistas.
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Ontem, o Cardeal Sistach tinha afirmado o mesmo em entrevista &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;. &laquo;Se houver alguma circunst&acirc;ncia atenuante, pode ser que uma circunst&acirc;ncia objetiva grave, moralmente falando, n&atilde;o corresponda uma culpabilidade do mesmo grau. Julgo que se trata de fazer um discernimento com o sacerdote, no foro interno, para ver, diante de Deus, qual &eacute; a sua situa&ccedil;&atilde;o e a possibilidade de ter uma maior integra&ccedil;&atilde;o na comunidade crist&atilde;, que, em alguns casos, se tiver circunst&acirc;ncias de facto atenuantes, podem inclusive chegar aos sacramentos&raquo;, afirmou o cardeal.
&nbsp;
Responsabilidade do cargo vai infuenciar medidas de Donald Trump
Questionado sobre o resultado das elei&ccedil;&otilde;es nos EUA, que deram a vit&oacute;ria a Donald Trump, D. Manuel Clemente sugere aos jornalistas que estejam &laquo;atentos&raquo; aos pronunciamentos dos bispos americanos. &laquo;Estarei muito atento para saber como os bispos dos EUA se posicionam, porque &eacute; um episcopado muito rico, variado, com gente que pensa, trabalha, e estaremos atentos, essa ser&aacute; uma boa refer&ecirc;ncia&raquo;.
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Se em mat&eacute;rias de vida, Donald Trump se tem pronunciado a favor da posi&ccedil;&atilde;o da Igreja, na quest&atilde;o dos migrantes as coisas est&atilde;o, aparentemente, em lugares opostos, mas D. Manuel n&atilde;o acha que a realidade v&aacute; ser igual &agrave;s declara&ccedil;&otilde;es. &laquo;Quando se chega a determinados lugares, o que se disse antes tem de ser corrigido pela pr&aacute;tica&raquo;, numa refer&ecirc;ncia &agrave;s quest&otilde;es dos migrantes, assunto sobre o qual Donald Trump tem expressados posi&ccedil;&otilde;es antag&oacute;nicas daquelas defendidas pela Igreja Cat&oacute;lica.

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Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Thu, 10 Nov 2016 16:09:00 +0000</pubDate>
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<item>
<title>Cardeal Sistach: acesso dos recasados aos sacramentos é «possível»</title>
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<description><![CDATA[O Cardeal Llu&iacute;s Mart&iacute;nez Sistach, arcebispo em&eacute;rito de Barcelona, esteve a participar nos trabalhos da 190&ordf; Assembleia Plen&aacute;ria da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, para ajudar os bispos portugueses a refletir sobre a exorta&ccedil;&atilde;o do Papa, Amoris Laetitia.


O cardeal referiu, em entrevista exclusiva com a Fam&iacute;lia Crist&atilde; &agrave; margem do lan&ccedil;amento da obra &laquo;A pastoral das grandes cidades&raquo;, da PAULUS Editora, que os bispos portugueses &laquo;conhecem bem a exorta&ccedil;&atilde;o, e est&atilde;o interessados em aplicar toda a exorta&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o apenas o cap&iacute;tulo VIII, como bons pastores que s&atilde;o&raquo;.
&nbsp;
Sobre a exorta&ccedil;&atilde;o, o Cardeal Llu&iacute;s Mart&iacute;nez Sistach &eacute; claro ao considerar que a grande novidade &eacute; a &laquo;integra&ccedil;&atilde;o&raquo;. &laquo;Integrar todos os crist&atilde;os na comunidade crist&atilde;, e integrar mais, na medida do poss&iacute;vel, os nossos irm&atilde;os divorciados recasados. Esta &eacute; a finalidade da exorta&ccedil;&atilde;o, que os crist&atilde;os sejam mais crist&atilde;os, mais igreja&raquo;, disse.
&nbsp;
O tipo de integra&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel vai depender sempre do &laquo;discernimento&raquo; que as pessoas ou casais fa&ccedil;am, em conjunto com o sacerdote e em &laquo;ora&ccedil;&atilde;o diante de Deus&raquo;. &laquo;Para chegar a esta integra&ccedil;&atilde;o maior h&aacute; que fazer um discernimento, com um sacerdote, em consci&ecirc;ncia, com sinceridade e autenticidade, porque para a Igreja a consci&ecirc;ncia &eacute; muito importante, e este documento do Papa abre um caminho de revalorizar a consci&ecirc;ncia pessoal na vida crist&atilde;, que estava esquecida&raquo;, refere, adiantando que &laquo;temos de formar consci&ecirc;ncias, n&atilde;o substituir consci&ecirc;ncias&raquo;.
&nbsp;
O arcebispo em&eacute;rito de Barcelona considera que a integra&ccedil;&atilde;o, dependente do caminho de discernimento que seja feito, pode levar at&eacute; aos sacramentos. &laquo;Se houver alguma circunst&acirc;ncia atenuante, pode ser que uma circunst&acirc;ncia objetiva grave, moralmente falando, n&atilde;o corresponda uma culpabilidade do mesmo grau. Julgo que se trata de fazer um discernimento com o sacerdote, no foro interno, para ver, diante de Deus, qual &eacute; a sua situa&ccedil;&atilde;o e a possibilidade de ter uma maior integra&ccedil;&atilde;o na comunidade crist&atilde;, que, em alguns casos, se tiver circunst&acirc;ncias de facto atenuantes, podem inclusive chegar aos sacramentos&raquo;, defende, de forma clara.
&nbsp;
Este discernimento pode levar a que situa&ccedil;&otilde;es aparentemente iguais sejam tratadas de forma diferente, o que pode levantar quest&otilde;es. &laquo;Temos de amadurecer cada vez mais as coisas. E a pastoral diz respeito a cada pessoa, a cada matrim&oacute;nio. H&aacute; f&oacute;rmulas e normas, mas cada pessoa &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o distinta, e h&aacute; que dar resposta crist&atilde;, de f&eacute; e de salva&ccedil;&atilde;o a cada pessoa e a cada matrim&oacute;nio. Pode suceder, nesta e noutras &aacute;reas, que o pastor que conhece objetivamente e subjetivamente a situa&ccedil;&atilde;o de uma pessoa ou casal, d&ecirc; uma resposta distinta a outra pessoa ou casal que, aparentemente, partilhem a mesma situa&ccedil;&atilde;o, mas que subjetivamente n&atilde;o &eacute; a mesma&raquo;, sustenta.
&nbsp;
&Agrave;s vozes que se t&ecirc;m levantado contra a possibilidade de acolhimento total ou parcial dos recasados e de outras pessoas em situa&ccedil;&atilde;o irregular nas comunidades, o Cardeal Sistach diz que o &laquo;documento n&atilde;o muda a doutrina, aplica uma doutrina moral tradicional na Igreja, que est&aacute; no Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica a uma realidade que &eacute; a dos matrim&oacute;nios fr&aacute;geis, que fracassaram e de onde surgiu uma nova uni&atilde;o&raquo;. &laquo;Diria que &eacute; um documento do Papa, do Magist&eacute;rio, que deve ser bem acolhido e ter uma aplica&ccedil;&atilde;o num campo pastoral onde antes n&atilde;o se aplicava. As mudan&ccedil;as custam, mas se est&atilde;o fundamentados na doutrina, s&atilde;o o que a Igreja diz&raquo;, avisa.
&nbsp;
Prepara&ccedil;&atilde;o &eacute; a &uacute;nica forma de evitar todos os problemas
Apesar de relevar a import&acirc;ncia do cap&iacute;tulo VIII da exorta&ccedil;&atilde;o no sentido de acolher todos, para o cardeal Sistach a &uacute;nica forma de acabar com esses problemas come&ccedil;a bem mais cedo. &laquo;Temos de procurar que os matrim&oacute;nios se realizem com uma boa prepara&ccedil;&atilde;o, que os filhos sejam felizes, pois s&oacute; assim resolveremos os problemas que h&aacute; na pastoral dos matrim&oacute;nios em dificuldades&raquo;, considera.
&nbsp;
O arcebispo espanhol n&atilde;o sabe se a exorta&ccedil;&atilde;o chegou a todas as pessoas, mas acha que esse &eacute; um imperativo. &laquo;N&atilde;o sei se chegou, mas tem de chegar. E &eacute; importante que o documento seja inculturado na realidade local antes de ser implementado, porque, se n&atilde;o o fizermos, dificilmente se aplica&raquo;, afirma.

&nbsp;
Preparar matrim&oacute;nios para toda a vida come&ccedil;a, segundo o prelado, no exemplo que temos dos nossos pais. &laquo;A boa prepara&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a em pequenos, pois os filhos t&ecirc;m de encontrar uma boa express&atilde;o do que &eacute; o matrim&oacute;nio nos seus pais, do que &eacute; o amor conjugal, o perd&atilde;o, o compromisso, a paci&ecirc;ncia, a entrega, o amor aut&ecirc;ntico, porque se n&atilde;o o saborearem em pequenos, n&atilde;o o poder&atilde;o aplicar depois&raquo;, considera.
&laquo;Depois&raquo;, refere, deve &laquo;intensificar-se a forma&ccedil;&atilde;o sobre esses mesmos valores, porque, se isto n&atilde;o existir, &agrave; primeira dificuldade o matrim&oacute;nio quebra. A&iacute;, cabe a cada diocese perceber como chegar aos seus jovens&raquo;, diz.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Entrevista e fotos: Ant&oacute;nio Miguel Fonseca
]]></description>
<pubDate>Wed, 09 Nov 2016 16:21:00 +0000</pubDate>
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<title>«Pastoral Familiar não tem conseguido apoiar casais»</title>
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<description><![CDATA[Manuel e Celina Marques s&atilde;o o casal presidente da Pastoral Familiar nacional. Est&atilde;o casados h&aacute; mais de 50 anos e sabem bem a import&acirc;ncia do acompanhamento dos casais. Manuel admite que esta &eacute; uma das preocupa&ccedil;&otilde;es para o mandato que agora come&ccedil;am. &laquo;&Eacute; important&iacute;ssimo, porque todos n&oacute;s vamos para o casamento com uma ideia dele ou dela que depois n&atilde;o corresponde &agrave; realidade. H&aacute; desajustes, h&aacute; desconsolos, h&aacute; desconformidades. E se n&atilde;o tivermos um grupo de casais amigos com quem possamos partilhar e falar dos problemas, das nossas dificuldades e das nossas desilus&otilde;es, entramos numa espiral de sofrimento, de dor.&raquo;

Manuel sabe do que fala. Experimentou na pele esta espiral &laquo;durante alguns anos&raquo;. Por isso, o respons&aacute;vel da Pastoral Familiar refor&ccedil;a que tudo se resolve e atenua quando &laquo;temos ao nosso lado algu&eacute;m, uma equipa que nos possa ajudar a rezar, a perdoar, a compreender&raquo;.

Se todos defendem que &eacute; preciso apoiar os casais, por que raz&atilde;o isso ainda n&atilde;o acontece? Manuel Marques admite que &laquo;as estruturas da Pastoral Familiar n&atilde;o t&ecirc;m sabido ou n&atilde;o t&ecirc;m conseguido agarrar isso&raquo;. &Eacute; um sector pastoral relativamente recente e faltam estruturas e pessoas formadas. Manuel e Celina foram respons&aacute;veis pela Pastoral Familiar da diocese do Porto. A&iacute; foi feito um caminho. Os casais que contra&iacute;ram matrim&oacute;nio nos cinco anos anteriores foram chamados a um encontro com o bispo. &laquo;Este ano, 110 casais estiveram presentes para receber uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o do bispo. Foram-lhes dados uns pontos para discuss&atilde;o a partir de reflex&atilde;o do Pe. Vasco Pinto Magalh&atilde;es: &ldquo;Matrim&oacute;nio: riqueza ou um risco?&rdquo;&raquo;, explica, admitindo que &laquo;ainda s&atilde;o coisas incipientes&raquo;.

Para a Pastoral Familiar nacional, o casal presidente n&atilde;o tem uma proposta concreta. O grande desafio &eacute; &laquo;chamar os casais novos&raquo;, &laquo;ir ter com eles, dar-lhes oportunidade de refletir sobre gest&atilde;o familiar, sa&uacute;de, problemas dentro do casal, comunica&ccedil;&otilde;es&hellip; H&aacute; tantas mat&eacute;rias que, sem terem o cariz eclesial, podem ser um espa&ccedil;o de acolhimento e de forma&ccedil;&atilde;o.&raquo;

Localmente, v&atilde;o nascendo alguns projetos. Na diocese de Lisboa, por exemplo, a C&aacute;ritas e a Pastoral da Fam&iacute;lia avan&ccedil;aram com um projeto chamado &laquo;Fam&iacute;lias comVida&raquo;. A ideia &eacute; criar uma rede de centros que apoiem as fam&iacute;lias em v&aacute;rias quest&otilde;es, sempre segundo os crit&eacute;rios crist&atilde;os. Para j&aacute;, arranca com forma&ccedil;&atilde;o de animadores. H&aacute; par&oacute;quias tamb&eacute;m com grupos informais de casais. Por todo o pa&iacute;s, h&aacute; Equipas de Nossa Senhora, centros de forma&ccedil;&atilde;o Cenofa, grupos de Amor e Verdade, Ele e Ela ou Encontro Matrimonial. Mas ainda &eacute; preciso que a Pastoral Familiar esteja em miss&atilde;o, como pede o Papa, e v&aacute; ao encontro dos casais.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Excerto de uma reportagem publicada na edi&ccedil;&atilde;o da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de novembro de 2016.

Artigos relacionados:
Casamento: Como fazer o amor crescer? 
&laquo;Tratar da vida conjugal &eacute; j&aacute; evangeliza&ccedil;&atilde;o&raquo; 
Dez ideias do Papa para a fam&iacute;lia]]></description>
<pubDate>Wed, 09 Nov 2016 11:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Bispos contentes por ter Papa nas Procissão das Velas</title>
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<description><![CDATA[Os bispos portugueses ficaram muito satisfeitos pelas not&iacute;cias de ontem, com o an&uacute;ncio que o Papa Francisco fez a uma religiosa portuguesa, a Ir. J&uacute;lia Bacelar Gon&ccedil;alves, de que iria estar em F&aacute;tima dia 12 de maio, na Prociss&atilde;o das Velas.


Uma not&iacute;cia que, mesmo sem confirma&ccedil;&atilde;o oficial, os bispos j&aacute; esperavam. &laquo;N&oacute;s j&aacute; est&aacute;vamos muito esperan&ccedil;ados nisso, porque o secret&aacute;rio de estado do Vaticano esteve aqui a 12 e 13 de outubro, teve ocasi&atilde;o de ver a prociss&atilde;o das velas, o clima, e t&iacute;nhamos a certeza de que ele iria passar isso ao Papa&raquo;, afirmou D. Manuel Clemente, presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), aos jornalistas presentes hoje no lan&ccedil;amento do livro &laquo;A Pastoral das grandes cidades&raquo;, da PAULUS Editora. O prelado acrescentou que o Papa &laquo;deve estar cheio de interesse de participar na nossa vig&iacute;lia&raquo;, e que ter&aacute; sido essa a raz&atilde;o que o ter&aacute; levado a considerar a hip&oacute;tese de vir dia 12 para Portugal.

D. Manuel Clemente afirma-se contente por estar afastada a ideia &laquo;de ele vir diretamente para Monte Real, como fez Paulo VI&raquo;. &laquo;Felizmente, n&atilde;o ser&aacute; assim, mas n&atilde;o temos ainda confirma&ccedil;&atilde;o oficial&raquo;, adiantou aos jornalistas. Sobre a possibilidade de Francisco viajar para Lisboa e de estar algum tempo na capital, o tamb&eacute;m Cardeal-Patriarca de Lisboa desejava poder dar &laquo;uma rece&ccedil;&atilde;o calorosa&raquo; ao Papa em Lisboa, mas n&atilde;o tem &laquo;nenhuma confirma&ccedil;&atilde;o oficial sobre se ele ir&aacute; ou n&atilde;o, ou se teremos tempo para preparar algo com ele&raquo;. &laquo;Soubemos ontem pelos media que ele vinha dia 12, mas n&atilde;o temos mais nada&raquo;, reafirmou.

Questionado sobre se j&aacute; sabia quando haveria uma comunica&ccedil;&atilde;o oficial do Vaticano, D. Manuel Clemente referiu, em tom de brincadeira, &laquo;se fosse hoje era melhor que amanh&atilde;&raquo;.

Recorde-se que o Papa disse &agrave; Ir. J&uacute;lia &laquo;dia 12, &agrave; noite... vemo-nos l&aacute;&raquo;, acrescentando esta possibilidade ao que j&aacute; tinha dito no voo papal, quandoreferir que dia 13 estaria certamente em F&aacute;tima. Assim, resta saber se voa diretamente para F&aacute;tima, ou se vir&aacute; por Lisboa, abrindo a possibildaid de tamb&eacute;m a capital do pa&iacute;s poder receber o Santo Padre nesta sua visita por ocasi&atilde;o do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
Som: Ant&oacute;nio Miguel Fonseca
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<pubDate>Tue, 08 Nov 2016 16:53:00 +0000</pubDate>
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<title>Casamento: Como fazer o amor crescer?</title>
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<description><![CDATA[As hist&oacute;rias de encantar terminam com um casamento e &laquo;foram felizes para sempre&hellip;&raquo;. Mas na vida concreta &eacute; normal vacilar, ter medo e duvidar de que seja mesmo para sempre. A FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; foi &agrave; procura de apoios para os casais.



Conhe&ccedil;a aqui alguns pontos de apoio:

Ela e Ele &ndash; The Marriage Course Portugal
Nasceu no &acirc;mbito dos percursos ALPHA e pretende ajudar os casais a construir um casamento saud&aacute;vel e duradouro. &Eacute; aberto a casais com uma rela&ccedil;&atilde;o est&aacute;vel. Baseado em princ&iacute;pios crist&atilde;os, est&aacute; aberto a todos, crentes e n&atilde;o-crentes.
Ao longo de oito ser&otilde;es, cada casal pode dialogar, em privacidade e ambiente rom&acirc;ntico &ndash; &agrave; luz de velas &ndash;, sobre temas da sua rela&ccedil;&atilde;o: a comunica&ccedil;&atilde;o conjugal, a raz&atilde;o dos conflitos, a rela&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia do outro, as ofensas e o perd&atilde;o.
Contactos: contacto@alphaportugal.com
https://www.facebook.com/marriagecourseportugal/
&nbsp;

Equipas de Nossa Senhora
As Equipas de Nossa Senhora pretendem ajudar os casais a viver o matrim&oacute;nio testemunhando o casamento crist&atilde;o no mundo. Partindo da vontade de viver o matrim&oacute;nio e aprofundar a f&eacute;, os casais re&uacute;nem-se em equipas com apoio espiritual de um sacerdote. Em reuni&otilde;es mensais, rezam, partilham e estudam um tema. Utilizam a ora&ccedil;&atilde;o conjugal e familiar, o di&aacute;logo conjugal mensal sob o olhar de Deus, a reuni&atilde;o mensal de equipa, a regra de vida pessoal e o retiro espiritual anual. Em Portugal, existem h&aacute; 50 anos.
Contactos: http://www.ens.pt/; 216 097 677/ 925 826 364
&nbsp;

Cenofa
O Cenofa, Centro de Orienta&ccedil;&atilde;o Familiar, promove cursos sobre v&aacute;rios temas ligados &agrave; fam&iacute;lia, defendendo que s&oacute; uma viv&ecirc;ncia em casal saud&aacute;vel permite educar filhos felizes. Nas forma&ccedil;&otilde;es n&atilde;o se tratam situa&ccedil;&otilde;es pessoais, mas casos-tipo apresentados. Al&eacute;m dos cursos sobre educa&ccedil;&atilde;o dos filhos, h&aacute; tamb&eacute;m forma&ccedil;&otilde;es sobre a viv&ecirc;ncia em casal, gest&atilde;o de crises, aconselhamento familiar e finan&ccedil;as pessoais.
Contactos:www.cenofa.pt;geral@cenofa.pt
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Encontro Matrimonial
&Eacute; um movimento mundial com 50 anos e est&aacute; em cerca de 90 pa&iacute;ses. Em Portugal, existe desde 1982. Este movimento pretende aprofundar a rela&ccedil;&atilde;o dos casais atrav&eacute;s do di&aacute;logo e de uma comunidade de apoio permanente. Est&aacute; aberto a casais n&atilde;o cat&oacute;licos.
A participa&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a com um fim de semana, FDS, de experi&ecirc;ncia de conhecimento de si mesmo e do outro. Tr&ecirc;s casais e um sacerdote testemunham experi&ecirc;ncias de vida em 14 temas. H&aacute; tempo para di&aacute;logo em casal e partilha em grupo. Depois do FDS, h&aacute; encontros de comunidade peri&oacute;dicos que aprofundam os temas.
Contactos:www.encontromatrimonialdeportugal.com; encontromatrimonialdeportugal@gmail.com


Amor e Verdade
&Eacute; um projeto de forma&ccedil;&atilde;o e acompanhamento dos casais na sua rela&ccedil;&atilde;o conjugal e familiar, designadamente com os filhos. Nasceu na Comunidade Emanuel e o seu fundamento espiritual &eacute; a certeza de que Jesus &eacute; o Deus-connosco, presente e atento aos problemas e &agrave;s alegrias da vida. Prop&otilde;e-se que o casal e a fam&iacute;lia sejam fontes de felicidade para os c&ocirc;njuges e irradia&ccedil;&atilde;o do amor de Deus no mundo.
Em ciclos de tr&ecirc;s encontros, normalmente um por m&ecirc;s, &eacute; apresentado um tema. H&aacute; tempo de di&aacute;logo em casal e em grupo e tempo de ora&ccedil;&atilde;o pessoal e de casal.
Contacto: amorverdadeportugal@gmail.com


&nbsp;Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o



Excerto de uma reportagem publicada na edi&ccedil;&atilde;o da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de novembro de 2016.

Artigos relacionados:
&laquo;Pastoral Familiar n&atilde;o tem conseguido apoiar casais&raquo; 
&laquo;Tratar da vida conjugal &eacute; j&aacute; evangeliza&ccedil;&atilde;o&raquo;
Dez ideias do Papa para a fam&iacute;lia
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<pubDate>Tue, 08 Nov 2016 10:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa diz que estará em Fátima para a Procissão das Velas</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco anunciou hoje a uma religiosa portuguesa que se encontrou com ele em audi&ecirc;ncia que estar&aacute; em Portugal dia 12 &agrave; noite, quando se realiza a tradicional Prociss&atilde;o das Velas.


A informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem confirma&ccedil;&atilde;o oficial da parte do Vaticano, mas foi partilhada pela Ir. J&uacute;lia Bacelar Gon&ccedil;alves nas redes sociais. Em conversa posterior com a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, a religiosa confirmou o que tinha escrito nas redes sociais e explicou como tudo aconteceu.
&nbsp;
&laquo;Estou a participar na assembleia da RENATE (Religious in Europe Networking Against Trafficking and exploitation), e nesse &acirc;mbito fomos hoje recebidos em audi&ecirc;ncia privada pelo Papa Francisco na Sala Clementina. Fez-nos um discurso encorajador, porque este &eacute; um tema que lhe &eacute; muito caro e doloroso. No final, cumprimentou-nos uma a uma, e quando falei com ele, entreguei-lhe uma bandeira de Portugal dizendo-lhe que ela significa o amor do povo portugu&ecirc;s e a esperan&ccedil;a de o ver em F&aacute;tima no dia 13 de Maio. Ele apertou as minhas m&atilde;os e disse: &quot;Vou dia 12 &agrave; noite... vemo-nos l&aacute;&quot;, e olhou para o secret&aacute;rio, que acenou com a cabe&ccedil;a a confirmar&raquo;, conta a Ir. J&uacute;lia Gon&ccedil;alves, feliz por ter obtido esta resposta. &laquo;Algumas das irm&atilde;s que estavam comigo disseram que ao ouvir o nome de F&aacute;tima, o seu rosto iluminou-se... sei que isto vale o que vale, mas foi o que me disse hoje&raquo;, contou a religiosa &agrave; nossa revista.

Apesar de n&atilde;o haver confirma&ccedil;&atilde;o oficial da parte do Vaticano, n&atilde;o &eacute; a primeira vez que o Papa faz an&uacute;ncios deste g&eacute;nero de forma mais informal.

D. Ant&oacute;nio Marto, bispo de Leiria-F&aacute;tima, tinha deixado esse convite ao Cardeal Parolin, secret&aacute;rio de estado do Vaticano, na peregrina&ccedil;&atilde;o anivers&aacute;ria de outubro, mas ainda n&atilde;o tinha chegado confirma&ccedil;&atilde;o oficial da parte do Vaticano. Agora, a espera por essa confirma&ccedil;&atilde;o oficial mant&eacute;m-se, mas a esperan&ccedil;a dos fi&eacute;is em ter o Papa com eles na Prociss&atilde;o das Velas aumenta.


&nbsp;
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Mon, 07 Nov 2016 20:08:00 +0000</pubDate>
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<title>Cardeal-Patriarca: recusar eutanásia é «questão humanitária e de bem geral»</title>
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<description><![CDATA[Na abertura da 190&ordf; Assembleia Plen&aacute;ria da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), D. Manuel Clemente, presidente da CEP e Cardeal Patriarca de Lisboa, criticou quem quer reduzir quest&otilde;es globais como a ideologia de g&eacute;nero e a eutan&aacute;sia a quest&otilde;es &laquo;do campo religioso estrito&raquo;.


H&aacute; dias, o Papa Francisco falava sobre a necessidade da sociedade se defender de &laquo;coloniza&ccedil;&otilde;es ideol&oacute;gicas&raquo; como a ideologia de g&eacute;nero, e o presidente da CEP quer que os bispos redobrem &laquo;os esfor&ccedil;os para consciencializar a todos sobre o que est&aacute; em causa&raquo; neste tema e no da eutan&aacute;sia.
&nbsp;
Sobre a eutan&aacute;sia, D. Manuel Clemente comprova a abrang&ecirc;ncia do tema citando o Papa Francisco, os &uacute;ltimos cinco baston&aacute;rios da Ordem dos M&eacute;dicos, que assinaram uma declara&ccedil;&atilde;o conjunta na qual referem a &laquo;viola&ccedil;&atilde;o grave e inaceit&aacute;vel da &Eacute;tica M&eacute;dica (repetidamente condenadas pela Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica Mundial)&raquo; e a pr&oacute;pria CEP, afirmando &laquo;a import&acirc;ncia de um vasto trabalho de esclarecimento para o qual queremos dar o nosso contributo. No Ano Jubilar da Miseric&oacute;rdia, recordamos que esta nos leva a ajudar a viver at&eacute; ao fim. N&atilde;o a matar ou a ajudar a morrer&raquo;.
&nbsp;
Recados internos
Para esta assembleia, que durar&aacute; at&eacute; quinta-feira, D. Manuel Clemente real&ccedil;ou a reflex&atilde;o que ir&atilde;o fazer sobre o Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima, que culminar&aacute; com a publica&ccedil;&atilde;o de uma carta pastoral sobre o evento no final da reuni&atilde;o magna dos bispos portugueses. &laquo;A Carta Pastoral que aprontaremos nestes dias tanto relembra o que aconteceu ent&atilde;o e a Mensagem que os Pastorinhos transmitiram, como refor&ccedil;ar&aacute; nos cat&oacute;licos portugueses e al&eacute;m deles a prem&ecirc;ncia da convers&atilde;o evang&eacute;lica em prol dum mundo que, sendo mais para Deus, ser&aacute; mais de todos e para todos&raquo;, referiu no seu discurso de abertura, perante os bispos e a comunica&ccedil;&atilde;o social.
&nbsp;
O in&iacute;cio do discurso do presidente da CEP foi mais virado para o interior da pr&oacute;pria assembleia, com o refor&ccedil;o da ideia de que os trabalhos da confer&ecirc;ncia episcopal &laquo;s&atilde;o da maior relev&acirc;ncia para n&oacute;s e para as igrejas particulares que servimos&raquo;. &laquo;Na verdade, vivendo a Igreja basicamente como comunh&atilde;o universal em torno do Sucessor de Pedro e como comunh&atilde;o local em torno do Bispo diocesano, as atuais circunst&acirc;ncias sociais e medi&aacute;ticas exigem uma partilha de reflex&otilde;es e esfor&ccedil;os coincidente com a intercomunica&ccedil;&atilde;o generalizada&raquo;, pediu o Cardeal-Patriarca de Lisboa.


&nbsp;
Neste &acirc;mbito da necessidade de trabalho em conjunto poder&aacute; estar precisamente o ponto referente &agrave; reflex&atilde;o sobre a exorta&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-sinodal do Papa, A Alegria do Amor, na ordem de trabalhos para estes dias. &laquo;Refletiremos sobre a exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica Amoris Laetitia e o melhor modo de a receber e aplicar entre n&oacute;s, a bem do matrim&oacute;nio e da fam&iacute;lia. Neste ponto contaremos com a preciosa contribui&ccedil;&atilde;o do Cardeal Llu&iacute;s Mart&iacute;nez Sistach, arcebispo em&eacute;rito de Barcelona, reputado pastor e canonista&raquo;, informou D. Manuel Clemente. Noutros pa&iacute;ses, as confer&ecirc;ncias episcopais refletiram e adotaram estrat&eacute;gias comuns nas diferentes dioceses do mesmo pa&iacute;s, como foi o caso da Argentina, que elaborou um documento de boas pr&aacute;ticas a ser entregue a todos os sacerdotes do pa&iacute;s.
&nbsp;
Para al&eacute;m destes pontos, os bispos ir&atilde;o ainda abordar, disse D. Manuel Clemente, &laquo;o documento sobre a catequese, em cuja prepara&ccedil;&atilde;o intervieram as v&aacute;rias estruturas diocesanas relacionadas, no sentido de a redescobrir sempre mais como &ldquo;alegria do encontro com Jesus Cristo&rdquo;&raquo;, &laquo;a pastoral das comunica&ccedil;&otilde;es sociais no &acirc;mbito nacional&raquo; e &laquo;a apresenta&ccedil;&atilde;o da nova equipa reitoral da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa&raquo;, entre outros. &laquo;Ser&atilde;o, portanto, dias plenos de interesse e compromisso, ao servi&ccedil;o da Igreja e do pa&iacute;s&raquo;, concluiu o presidente da CEP.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Mon, 07 Nov 2016 16:19:00 +0000</pubDate>
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<title>Crianças e grávidas morrem no mediterrâneo</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/criancas-e-gravidas-morrem-no-mediterraneo</link>
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<description><![CDATA[Uma mulher de 31 anos sobreviveu ao naufr&aacute;gio da &uacute;ltima quarta-feira ao largo da costa da L&iacute;bia. Mas perdeu dois filhos, de dois e de 13 anos, e um irm&atilde;o de 21. No mar morreram 240 pessoas, entre as quais crian&ccedil;as e mulheres gr&aacute;vidas.

A UNICEF relata o testemunho de Helena Rodriguez, ginecologista e mediadora cultural em Lampedusa, para onde foram levados os sobreviventes. Esta respons&aacute;vel diz que &laquo;a trag&eacute;dia deixou esta mulher em estado de choque profundo depois de ter assistido ao afogamento dos filhos e do irm&atilde;o sem poder fazer nada para os salvar&raquo;. Pagou 2400 d&oacute;lares aos contrabandistas pela travessia da L&iacute;bia para It&aacute;lia. &laquo;Quando ela e outras pessoas viram a embarca&ccedil;&atilde;o sem o m&iacute;nimo de condi&ccedil;&otilde;es para se fazer ao mar, n&atilde;o queriam entrar porque tiveram medo. Mas os contrabandistas come&ccedil;aram a disparar contra eles e obrigaram-nos a embarcar, e foi por isso que tantas pessoas morreram a apenas 12 km da costa da L&iacute;bia&raquo;, explica Helena Rodriguez.

A ginecologista conta que os sobreviventes chegaram em muito m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es, alguns em coma e outros com queimaduras graves. Outras duas mulheres tamb&eacute;m perderam os filhos no mar.

A UNICEF alerta que 2016 pode ser o ano com mais v&iacute;timas mortais no mar. At&eacute; agora, j&aacute; morreram mais de 4200 refugiados e migrantes no mediterr&acirc;neo. Este ano chegaram a It&aacute;lia 160 mil pessoas.

&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Fri, 04 Nov 2016 13:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Drama de freiras violadas chega ao cinema</title>
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<description><![CDATA[Estreia esta quinta-feira o filme Agnus Dei - As Inocentes. O filme retrata um acontecimento ver&iacute;dico na Pol&oacute;nia, em 1945: a viola&ccedil;&atilde;o de freiras de um convento por soldados sovi&eacute;ticos.



Madeleine Pauliac, a m&eacute;dica real que deu origem &agrave; personagem, verificou que 25 freiras tinham sido violadas no convento. Algumas 40 vezes seguidas. Cinco ficaram gr&aacute;vidas e 20 morreram.

No filme, a hist&oacute;ria come&ccedil;a com Mathilde, jovem m&eacute;dica da Cruz Vermelha francesa, n&atilde;o-crente, que est&aacute; a ajudar sobreviventes da guerra. Acaba por acompanhar uma jovem freira que lhe pede aux&iacute;lio. Ao chegar ao convento, descobre v&aacute;rias religiosas gr&aacute;vidas em resultado da viola&ccedil;&atilde;o de soldados sovi&eacute;ticos. Elas tentam conciliar estes acontecimentos terr&iacute;veis com a f&eacute;.

O filme &eacute; realizado por Anne Fontaine e distribu&iacute;do pela films4you. No distrito de Lisboa, pode ser visto no Cinema da Villa, Cinemas NOS Amoreiras, UCI Cinemas - El Corte Ingl&eacute;s e Cinemas NOS Oeiras Parque. No distrito do Porto, h&aacute; sess&otilde;es nos Cinemas NOS Dolce Vita Porto e UCI Arr&aacute;bida 20.
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<pubDate>Thu, 03 Nov 2016 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Fernando Santos apresentou «Rosário para crentes e não-crentes»</title>
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<description><![CDATA[O selecionador nacional de futebol, Fernando Santos, esteve ontem na Bas&iacute;lica dos M&aacute;rtires, em Lisboa, para apresentar a nova obra da PAULUS Editora, &ldquo;Ros&aacute;rio para crentes e n&atilde;o-crentes&rdquo;, da autoria de Jos&eacute; Lu&iacute;s Nunes Martins e Paulo Pereira da Silva, com fotografias de Francisco Pereira Gomes.


O selecionador confessou que n&atilde;o percebia como &eacute; que o livro conseguiria chegar a crentes e n&atilde;o-crentes, at&eacute; que deu uma primeira leitura. &laquo;Assim que lhe dei uma passagem r&aacute;pida, percebi logo que os autores fazem uma viagem sobre o conhecimento de todos os momentos da vida de Jesus, e fazem-no em modo de ora&ccedil;&atilde;o. Nos quatro mist&eacute;rios h&aacute; uma caminhada desde a conce&ccedil;&atilde;o at&eacute; &agrave; morte, ressurrei&ccedil;&atilde;o e assun&ccedil;&atilde;o de Jesus&raquo;, disse o selecionador.
&nbsp;
Fernando Santos come&ccedil;ou por &laquo;agradecer a Deus por haver homens e mulheres que n&atilde;o se escondem, e nos conseguem interrogar, seguindo o apelo que Deus nos faz no Evangelho, que vamos e evangelizemos&raquo;. &laquo;Isto &eacute;, na realidade, uma forma fant&aacute;stica de evangelizar. Com este testemunho e esta forma de saber estar como crentes, escrevendo para n&atilde;o-crentes tamb&eacute;m, &eacute; uma excelente forma de evangeliza&ccedil;&atilde;o&raquo;, elogiou.
&nbsp;
A Bas&iacute;lica dos M&aacute;rtires encheu para ouvir Fernando Santos, um adepto do Ros&aacute;rio, que lhe permite rezar &laquo;tr&ecirc;s das principais ora&ccedil;&otilde;es: o Pai Nosso, que Jesus nos ensinou; a Av&eacute; Maria, que &eacute; louvar a m&atilde;e, e que melhor altura esta para sair, porque no pr&oacute;ximo ano celebraremos o centen&aacute;rio das apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima; e a pequenina ora&ccedil;&atilde;o que tanto me diz a mim de dar gl&oacute;ria &agrave; Sant&iacute;ssima Trindade, ao Pai, ao Filho e ao Esp&iacute;rito Santo, um dos mist&eacute;rios que durante anos me manteve afastado&raquo;.


O selecionador nacional de futebol elogiou tamb&eacute;m o facto de o livro &laquo;questionar&raquo; e &laquo;levantar interroga&ccedil;&otilde;es&raquo;. &laquo;Ao longo deste livro os autores fazem um caminho de ora&ccedil;&atilde;o e ao mesmo tempo de interroga&ccedil;&atilde;o, para crentes e n&atilde;o crentes. Aqueles que n&atilde;o creem sequer, que n&atilde;o est&atilde;o nesta, se conseguirmos que eles leiam este livro e meditem o que &eacute; dito pelos autores, v&atilde;o encontrar raz&otilde;es para acreditar que Cristo est&aacute; vivo. Os autores conseguem isto de uma forma muito simples, mas interpelam de uma forma muito forte&raquo;, disse.
&nbsp;
Aos que o escutavam, Fernando Santos aconselhou a compra do livro n&atilde;o s&oacute; para lerem, mas principalmente para o levarem aos outros. &laquo;Aconselho a que leiam, mas que comprem para os vossos amigos, porque temos todos de sair para a rua. &Eacute; um convite que eles nos fa&ccedil;am que n&atilde;o fiquemos s&oacute; dentro de nossa casa, porque temos de ir at&eacute; &agrave; grande fam&iacute;lia dos batizados. Se ficarmos s&oacute; por aqui, n&atilde;o estamos a conseguir ir l&aacute;. E por isso dou gra&ccedil;as a Deus por ter iluminado os autores a fazerem-nos esta interroga&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua de que &eacute; preciso evangelizar. &Eacute; preciso ir ao encontro dos nossos irm&atilde;os, que n&atilde;o acreditam como n&oacute;s&raquo;, defendeu.
&nbsp;
Foi por isso que, ao terminar, perguntou se os presentes eram capazes de &laquo;agir em conformidade com o Credo em que acreditamos&raquo;. &laquo;Eles agiram, &eacute; bom que a gente pense se somos capazes de agir tamb&eacute;m&raquo;, concluiu.
&nbsp;
O livro &ldquo;Ros&aacute;rio para crentes e n&atilde;o-crentes&rdquo; medita nos 20 mist&eacute;rios do Ros&aacute;rio com um olhar diferenciado para crentes e para n&atilde;o-crentes. Acompanhando Cristo atrav&eacute;s do olhar da sua m&atilde;e, os autores apresentam 40 reflex&otilde;es breves, mas desafiadoras a um olhar mais profundo sobre a nossa vida.&nbsp;&laquo;Um caminho profundo, pessoal e &iacute;ntimo em busca do sentido do Amor&raquo;, refere a PAULUS Editora.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Wed, 26 Oct 2016 16:42:00 +0100</pubDate>
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<title>As Obras de Misericórdia Corporais na primeira pessoa</title>
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<description><![CDATA[A Igreja Cat&oacute;lica define como Obras de Miseric&oacute;rdia as &laquo;a&ccedil;&otilde;es caridosas pelas quais vamos em ajuda do nosso pr&oacute;ximo, nas suas necessidades corporais e espirituais&raquo;. Estes atos de miseric&oacute;rdia para com o pr&oacute;ximo s&atilde;o um dever de todos os crist&atilde;os, e de todas as pessoas de boa vontade, mesmo n&atilde;o crentes, pois n&atilde;o s&atilde;o a&ccedil;&otilde;es de devo&ccedil;&atilde;o, na maioria dos casos.



Durante o Ano da Miseric&oacute;rdia, que agora est&aacute; a chegar ao fim, a Fam&iacute;lia Crist&atilde; correu o pa&iacute;s &agrave; procura de pessoas que levassem a cabo as Obras de Miseric&oacute;rdia na sua vida. De prop&oacute;sito, n&atilde;o procur&aacute;mos sacerdotes ou irm&atilde;s, mas sim pessoas leigas, que comprovassem este mesmo princ&iacute;pio e pudessem servir de inspira&ccedil;&atilde;o a todos os crist&atilde;os, que assim perdem a desculpa de &ldquo;eles s&atilde;o religiosos, t&ecirc;m tempo para isso&rdquo;.

Seja no exerc&iacute;cio da sua profiss&atilde;o, seja no decurso de a&ccedil;&otilde;es de voluntariado, ou na rela&ccedil;&atilde;o dentro da sua pr&oacute;pria fam&iacute;lia, todos temos oportunidade de levar a cabo estas Obras de Miseric&oacute;rdia.

Neste artigo, damos a conhecer sete exemplos de leigos que levam a cabo as Obras de Miseric&oacute;rdia Corporais, institu&iacute;das quase todas por Jesus no Evangelho de Mateus (a &uacute;ltima, sepultar os mortos, vem do Livro de Tobias, do Antigo Testamento). Podem conhecer toda a hist&oacute;ria clicando nos links para cada um dos artigos sobre uma determinada Obra de Miseric&oacute;rdia.
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Dar de comer a quem tem fome &eacute; a primeira Obra de Miseric&oacute;rdia na lista, at&eacute; porque h&aacute; poucas mais b&aacute;sicas que comer e beber. Respirar, talvez, mas isso ainda &eacute; de borla e n&atilde;o aflige muita gente. Mas comer, e beber, infelizmente n&atilde;o &eacute; para todos.
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Vamos ao encontro de Marta Antunes, 37 anos, assistente social de profiss&atilde;o, que dedica todo o seu tempo livre no Apoio Fraterno da par&oacute;quia da Charneca de Caparica, diocese de Set&uacute;bal, onde h&aacute; um ano ajuda na distribui&ccedil;&atilde;o de cabazes de comida a cerca de 100 fam&iacute;lias. &laquo;Ontem [a entrevista foi feita no in&iacute;cio de dezembro] fomos visitar dois sem-abrigo que vieram de Lisboa para este lado do rio morar num barrac&atilde;o sem quaisquer condi&ccedil;&otilde;es. Mexe muito connosco olhar nos olhos das pessoas e n&atilde;o precisarmos que elas digam muito, porque nos apercebemos logo da sua situa&ccedil;&atilde;o. Fomos logo fazer um cabaz de emerg&ecirc;ncia, para lhes dar alguns alimentos que permitisse que eles se aguentassem at&eacute; &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o mensal do avio&raquo;, conta.
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Estes agentes da miseric&oacute;rdia agem n&atilde;o por eles, mas por Deus, embora as recompensas, essas, fiquem para quem pratica a miseric&oacute;rdia. &laquo;Sinto que &eacute; por Deus que fa&ccedil;o isto. Enquanto volunt&aacute;ria, &eacute; dessa forma que penso e trabalho diariamente. Esta &eacute; das obras de miseric&oacute;rdia mais elementares e talvez, pode ser pretens&atilde;o minha, aquela que mais bem-estar e conforto me proporciona tamb&eacute;m a mim&raquo;, confessa esta leiga.
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Mas como s&oacute; nem s&oacute; de p&atilde;o vive o homem, dar de beber a quem tem sede &eacute; t&atilde;o importante como o ato de comer. Por isso, Fernando Esp&iacute;rito Santo dedicou-se de alma e cora&ccedil;&atilde;o ao projeto &Aacute;gua e Instru&ccedil;&atilde;o que levou a cabo em Mo&ccedil;ambique, em 2007, quando l&aacute; esteve ao servi&ccedil;o de uma ONG dos jesu&iacute;tas de It&aacute;lia. &laquo;A &aacute;gua &eacute; um bem prim&aacute;rio, essencial &agrave; vida. Quando algu&eacute;m precisa de &aacute;gua e tem de caminhar quil&oacute;metros para a recolher, ou recorre a um po&ccedil;o de &aacute;gua impr&oacute;pria, &eacute; porque essa pessoa est&aacute; desesperada&raquo;, conta Fernando, que se recorda de como as pessoas reagiam &agrave; constru&ccedil;&atilde;o dos po&ccedil;os. &laquo;Durante as obras havia sempre muitas pessoas presentes, muitas crian&ccedil;as a acompanhar os acontecimentos. Sempre que era necess&aacute;ria ajuda das popula&ccedil;&otilde;es havia muita disponibilidade para as tarefas. Quando jorrava &aacute;gua pela primeira vez, havia sempre c&acirc;nticos de alegria&raquo;, recorda com saudade.
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Fernando n&atilde;o sabe dizer se era um agente da Miseric&oacute;rdia de Deus, &laquo;mas em todos os projetos em que estive envolvido tentava sempre implementar muitas a&ccedil;&otilde;es, partilhar a &aacute;gua, muitas vezes sem tempo para levantar a cabe&ccedil;a, sempre confiando que Ele &eacute; que guiava os acontecimentos, e que garantia que o bem maior estava a ser conseguido&raquo;, confessa.
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Embora comer e beber sejam atos essenciais &agrave; vida do homem, garantir a sua dignidade &eacute; tamb&eacute;m algo de muito importante. Como tal, vestir os nus foi algo que sempre esteve no pensamento da &ldquo;jovem&rdquo; S&iacute;lvia Catarino, que, aos 81 anos, est&aacute; todas as semanas na par&oacute;quia de S. Tom&aacute;s de Aquino, em Lisboa, para acudir a quem l&aacute; aparece s&oacute; com a roupa que tem no corpo. &laquo;&Agrave;s vezes estou na cama, muito aconchegada, e dou por mim a pensar &ldquo;Meu Deus, h&aacute; tanta gente que est&aacute; na rua, sem nada para os cobrir&rdquo;. &Eacute; por isso que a quest&atilde;o da roupa sempre foi das principais para mim&raquo;, confessa esta volunt&aacute;ria, enquanto conversamos na sala de trabalho entregue ao grupo das confer&ecirc;ncias vicentinas, onde S&iacute;lvia faz voluntariado desde que o grupo foi criado em 2009.
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S&iacute;lvia agradece a Deus a oportunidade de ajudar quem precisa. &laquo;Digo &ldquo;Pai, obrigado porque me apareceu esta pessoa para ajudar&rdquo;. Tanto recebo que tenho essa preocupa&ccedil;&atilde;o de dar uma parte. Fico contente e dou gra&ccedil;as a Deus por ter 81 anos e ainda tenho sa&uacute;de para andar por aqui&raquo;, afirma.


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Peregrinos, doentes, presos e mortos: todos merecem a Miseric&oacute;rdia de Deus
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A Obra seguinte nada tem a ver com estas. Dar pousada aos peregrinos &eacute; uma obra tornada realidade pela Fernanda e a sua fam&iacute;lia que, h&aacute; 15 anos, acolhem peregrinos do Caminho de Santiago em sua casa, em Vitorino de Pi&atilde;es. Chegados de uma longa jornada, os peregrinos tomam banho, comem, descansam e partilham o dia. &laquo;A partilha &eacute; a parte mais importante. Aqui somos uma fam&iacute;lia, nem que seja s&oacute; por uma noite&raquo;, explica, enquanto estamos sentados no alpendre do anexo que construiu nas traseiras da sua casa para acolher os peregrinos.

Quando perguntamos se se sentem agentes da miseric&oacute;rdia de Deus, Fernanda conta um epis&oacute;dio curioso. &laquo;Eu devia ter sete ou oito anos quando vi pela primeira vez um peregrino de Santiago. Era um verdadeiro peregrino, com roupa velha e o cajado aos ombros com um farnel na ponta. Pensei: &ldquo;Onde &eacute; que este homem vai assim, sozinho, a meio da noite?&rdquo;, e tive pena dele. Acho que esse foi o primeiro sinal que Deus me deu desta miss&atilde;o&raquo;, diz.
Tudo isto por amor a Deus. &laquo;O que nos une &eacute; o amor, e &eacute; o que eu digo muito aos peregrinos, muitos deles sem f&eacute; ou de outra religi&atilde;o. Isso &eacute; o mais importante, e se amarmos o outro, estamos a louvar a Deus&raquo;, diz.
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Mas h&aacute; aqueles que n&atilde;o caminham, antes ficam em casa por estarem doentes. Visitar os doentes torna-se tamb&eacute;m um importante Obra de Miseric&oacute;rdia, levada a cabo por Rui Franco, da par&oacute;quia de Santa Isabel, em Lisboa. Quando ficou reformado, resolveu fazer algo mais pelo pr&oacute;ximo. &laquo;Estava reformado, e precisava de me ocupar, e como toda a vida tive esta preocupa&ccedil;&atilde;o com o pr&oacute;ximo, assumi este [compromisso]&raquo;, conta. &laquo;Sinto que sou agente da miseric&oacute;rdia de Deus, porque a alegria com que eles me recebem, e o que partilham comigo, hoje sobretudo a Ana, faz de mim um elo de apoio muito grande para ultrapassarem as dificuldades. Ela mesma diz que desde que os visito que &eacute; um ar novo que vai ali a casa, assim como o ministro da comunh&atilde;o que lhes vai levar a comunh&atilde;o, que passou a fazer parte da vida deles&raquo;, explica o Rui, que leva a cabo esta obra de miseric&oacute;rdia por uma quest&atilde;o de voca&ccedil;&atilde;o. &laquo;Deve haver um esfor&ccedil;o de praticar todas as obras de miseric&oacute;rdia, mas praticamos com mais intensidade aquelas com as quais sentimos mais voca&ccedil;&atilde;o&raquo;, afirma.
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Mas nem s&oacute; os doentes precisam de visitadores. Tamb&eacute;m &eacute; preciso visitar os presos, tarefa &agrave; qual se dedica Armando Toscano, que n&atilde;o se sente um agente da miseric&oacute;rdia de Deus, mas sim um ve&iacute;culo dessa mesma miseric&oacute;rdia. &laquo;N&atilde;o me sinto agente, mas sei uma coisa: quando come&ccedil;o a falar sobre um texto b&iacute;blico, as palavras v&ecirc;m-me sem eu ter necessidade de pensar nelas. Sou antes um ve&iacute;culo da miseric&oacute;rdia de Deus, mas um ve&iacute;culo muito fraco, sem as quatro rodas e o motor avariado&raquo;, conta, entre risos.
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S&atilde;o j&aacute; anos dedicados aos presos, com hist&oacute;rias que tocam quem torna viva esta obra de Miseric&oacute;rdia. &laquo;A parte que deslumbra mais quem visita os reclusos &eacute; que a presen&ccedil;a de Deus &eacute; muito real ali&raquo;, sustenta. E tamb&eacute;m aqui, como noutras obras de miseric&oacute;rdia, se recebe muito mais do que se d&aacute;. &laquo;O que se ganha na pr&aacute;tica de uma qualquer obra de miseric&oacute;rdia &eacute; uma perce&ccedil;&atilde;o muito viva e concreta do que &eacute; o amor de Deus na nossa vida, porque recebemos mais do que damos&raquo;, confirma.


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A &uacute;ltima Obra de Miseric&oacute;rdia corporal &eacute; a &uacute;nica que n&atilde;o permite um contacto f&iacute;sico entre quem a pratica e quem a recebe. Por isso, enterrar os mortos assume uma peculiaridade pr&oacute;pria, principalmente quando se acompanham pessoas que n&atilde;o t&ecirc;m ningu&eacute;m nesta terra que os queira acompanhar.
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&Eacute; essa a tarefa de Ant&oacute;nio Balc&atilde;o dos Reis, de 77 anos. &laquo;Eu aderi a esta obra de miseric&oacute;rdia porque a todos n&oacute;s j&aacute; aconteceu estar na rua e ver uma carreta a passar sem ningu&eacute;m atr&aacute;s, &agrave;s vezes sem uma flor sequer. Isto mexe connosco, e a mim tocou-me. Quando me reformei, colocaram-me esta quest&atilde;o, e eu disse que tamb&eacute;m queria ir. Se eu sentia isso, era l&oacute;gico tentar impedir que essa situa&ccedil;&atilde;o se reproduzisse&raquo;, conta-nos.
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Outras pessoas, conta, t&ecirc;m motiva&ccedil;&otilde;es diferentes. &laquo;Alguns n&atilde;o conseguiram enterrar os seus familiares, pois o corpo s&oacute; foi descoberto anos mais tarde, outros j&aacute; enterraram filhos e sentem-se realizados acompanhando estes que ningu&eacute;m quer&hellip; as motiva&ccedil;&otilde;es dependem de cada um, e as recompensas que cada um retira de fazer esta obra de miseric&oacute;rdia s&atilde;o tamb&eacute;m muito pessoais&raquo;, explica.
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Sente-se um agente da miseric&oacute;rdia de Deus, embora o t&iacute;tulo o &ldquo;assuste&rdquo; um pouco. &laquo;Bom, quando p&otilde;e as coisas dessa forma fica mais estranho&hellip; (risos), mas sim, sinto que levo a miseric&oacute;rdia de Deus, pois tenho o desejo de, com este gesto, a colocar em a&ccedil;&otilde;es concretas&raquo;, defende.
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Sete Obras de Miseric&oacute;rdia, tornadas reais por sete pessoas no quotidiano do seu dia a dia.
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Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Wed, 26 Oct 2016 12:21:00 +0100</pubDate>
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<title>Portugal é campeão dos divórcios</title>
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<description><![CDATA[Saiu recentemente o Retrato de Portugal na Europa &ndash; 2016 da Funda&ccedil;&atilde;o Francisco Manuel dos Santos. Conhe&ccedil;a os dados relativos &agrave; fam&iacute;lia.
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Div&oacute;rcio

Portugal ocupa o 1.&ordm; lugar na Uni&atilde;o Europeia (UE) a 28: Em cada 100 casamentos, 70 acabam em div&oacute;rcio.
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Idosos sozinhos

O nosso pa&iacute;s ocupa o 3.&ordm; lugar em fam&iacute;lias unipessoais idosas, ou seja, idosos que vivem sozinhos. Na m&eacute;dia da Uni&atilde;o Europeia a 28, a percentagem &eacute; de 40,3%. Em Portugal, &eacute; de 52,8%. Mais idosos sozinhos s&oacute; em Cro&aacute;cia e Malta.


Beb&eacute;s

Portugal &eacute; o 5.&ordm; pa&iacute;s da Uni&atilde;o Europeia com mais nascimentos fora do casamento. Quase metade das crian&ccedil;as nascidas (49,3%) est&atilde;o fora do casamento.
Portugal ocupa o 1.&ordm; lugar de primeiros filhos entre os 25 e os 29 anos das m&atilde;es. 65,8% em Portugal, contra 54,5 da m&eacute;dia da Uni&atilde;o Europeia a 28. Por c&aacute; a idade m&eacute;dia para ter um filho &eacute; 30,7 enquanto a m&eacute;dia da EU &eacute; 30,4. J&aacute; o n&uacute;mero m&eacute;dio de filhos por mulher fica-se pelos 1,23. A m&eacute;dia da EU &eacute; 1,58.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o

Not&iacute;cias relacionadas:
- As crian&ccedil;as e o div&oacute;rcio: Uma ou duas casas? 

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]]></description>
<pubDate>Wed, 26 Oct 2016 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Fátima apresenta Terço Oficial do Santuário de Fátima</title>
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<description><![CDATA[O reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima apresentou hoje o &lsquo;Ter&ccedil;o Oficial do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima&rsquo;, afirmando que este meio para a ora&ccedil;&atilde;o &eacute; o &laquo;mais expressivo atributo&raquo; de quem peregrina &agrave; Cova da Iria. &laquo;O ter&ccedil;o &eacute; o mais expressivo atributo do peregrino de Nossa Senhora de F&aacute;tima&raquo;, disse o Pe. Carlos Cabecinhas na apresenta&ccedil;&atilde;o do &lsquo;Ter&ccedil;o Oficial do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima&rsquo;.

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Criado em 2010 a partir de um concurso do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, o &lsquo;Ter&ccedil;o Oficial&rsquo; &eacute; da autoria Casa Leit&atilde;o &amp; Irm&atilde;o, Antigos Joalheiros da Coroa.
&nbsp;
A vers&atilde;o deste ter&ccedil;o em metais preciosos foi oferecida ao Papa Bento XVI, no dia 12 de maio de 2010, ao Papa Francisco no dia 12 de outubro de 2013 e &eacute; tamb&eacute;m este ter&ccedil;o, na vers&atilde;o cristal rocha, que est&aacute; na imagem da Capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es e na Imagem Peregrina, desde a visita que fez &agrave;s dioceses de Portugal.
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O reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima disse que a partir de agora o &lsquo;ter&ccedil;o Oficial do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima&rsquo; est&aacute; acess&iacute;vel &agrave; generalidade dos peregrinos numa vers&atilde;o que, n&atilde;o sendo de metais preciosos, &laquo;apresenta grande qualidade&raquo;.
&nbsp;
Segundo o santu&aacute;rio, &laquo;trata-se de uma pe&ccedil;a exclusiva, concebida pela firma Leit&atilde;o &amp; Irm&atilde;o, Antigos Joalheiros da Coroa com a assessoria t&eacute;cnica do Santu&aacute;rio, composta por contas azuis, dispostas sobre um fio de ouro e intercaladas por esferas douradas, sendo a conta da salve-rainha assinalada com o monograma do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima e com a preciosa coroa da Imagem de Nossa Senhora de F&aacute;tima. A medalha, por seu turno, mostra a escultura do Anjo, da Loca do Cabe&ccedil;o e a escultura da Virgem de F&aacute;tima, venerada na Capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es. A cruz, que remata o conjunto, evoca a Cruz Alta do recinto de ora&ccedil;&atilde;o do Santu&aacute;rio da Cova da Iria&raquo;, pode ler-se no s&iacute;tio Web do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima.
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O conjunto das contas do ter&ccedil;o &eacute; rematado com a Cruz Alta do recinto de ora&ccedil;&atilde;o do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima.

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O Pe. Carlos Cabecinhas explicou ainda que, &laquo;em 1917, a Virgem Maria apareceu a tr&ecirc;s crian&ccedil;as na Cova da Iria, identificando-se como a Senhora do Ros&aacute;rio e pedindo que se rezasse o ter&ccedil;o todos os dias. O ter&ccedil;o &eacute;, assim, desde os prim&oacute;rdios da vida do Santu&aacute;rio, o mais expressivo atributo do peregrino de Nossa Senhora de F&aacute;tima. Quisemos, por isso, que o Ter&ccedil;o Oficial do Santu&aacute;rio estivesse &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o dos peregrinos nesta data t&atilde;o significativa do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es&raquo;, disse.
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O &lsquo;Ter&ccedil;o Oficial do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima&rsquo; est&aacute; dispon&iacute;vel nas lojas do santu&aacute;rio e tem um custo de 13 euros.
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Texto: Ricardo Perna (com Ag&ecirc;ncia Ecclesia e Santu&aacute;rio de F&aacute;tima)
Fotos: Santu&aacute;rio de F&aacute;tima
]]></description>
<pubDate>Tue, 25 Oct 2016 16:21:00 +0100</pubDate>
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<title>Surdos são cantores e atores</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/surdos-sao-cantores-e-surdos</link>
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<description><![CDATA[Surdos que cantam e s&atilde;o atores? Sim, &eacute; poss&iacute;vel e acontece em Portugal. A FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; d&aacute; a conhecer projetos de inclus&atilde;o, acesso e acolhimento na arte.


Ant&oacute;nio Cabral, Patr&iacute;cia do Carmo, Cl&aacute;udia Dias Veiga e D&eacute;bora Carmo s&atilde;o surdos e cantores. Se estranha, saiba que os surdos n&atilde;o s&atilde;o mudos. Eles falam e cantam em l&iacute;ngua gestual portuguesa, oficialmente reconhecida. Os quatro fazem parte do coro M&atilde;os que Cantam.
Conversamos antes do ensaio com a ajuda da int&eacute;rprete de l&iacute;ngua gestual Sofia Figueiredo. S&eacute;rgio Peixoto &eacute; ouvinte e diretor art&iacute;stico e maestro deste projeto. H&aacute; seis anos foi desafiado para criar um coro de surdos com alunos da licenciatura e mestrado em L&iacute;ngua Gestual Portuguesa do Instituto de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa. O projeto &eacute; &uacute;nico na Europa.


Trabalhar com um coro de surdos tem sido um desafio. O maestro explica que utilizam &laquo;a l&iacute;ngua gestual associada a v&aacute;rios conceitos musicais como polifonia, musicalidade&raquo;. Mas como se faz isso na pr&aacute;tica? Patr&iacute;cia explica que tudo come&ccedil;a com a escolha da m&uacute;sica. &laquo;Depois fazemos a leitura e adapta&ccedil;&atilde;o para l&iacute;ngua gestual portuguesa, passamos a escrito quais s&atilde;o os gestos. Fazemo-la de forma art&iacute;stica. Os gestos v&atilde;o sendo adaptados consoante a letra.&raquo;

Surdos &quot;ouvem&quot; m&uacute;sica com o corpo
Nos ensaios do coro, determina-se quem faz solos, quando &eacute; coro, ou quando cantam partes diferentes da m&uacute;sica ao mesmo tempo. A FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; assistiu a uma parte do ensaio. O maestro, de frente, liga o tablet e ouvem-se os primeiros acordes do tema Eu Sei de Sara Tavares. Quando a voz da cantora come&ccedil;a, iniciam-se os gestos de forma harmoniosa, numa esp&eacute;cie de dan&ccedil;a emotiva. Cantam realmente com as m&atilde;os. H&atilde;o de cantar ainda o fado Com que Voz de Am&aacute;lia Rodrigues, o primeiro traduzido para l&iacute;ngua gestual portuguesa.



Ser surdo n&atilde;o impede a frui&ccedil;&atilde;o musical. D&eacute;bora explica que os surdos sentem de forma diferente porque &laquo;est&aacute; ligado ao visual, &agrave;s nossas m&atilde;os, e tamb&eacute;m &agrave; vibra&ccedil;&atilde;o. N&oacute;s, surdos, ouvintes, cegos, temos a m&uacute;sica dentro de n&oacute;s. S&oacute; que de formas diferentes.&raquo; &laquo;A m&uacute;sica &eacute; para todos&raquo;, sublinha Ant&oacute;nio. &Eacute; essa inclus&atilde;o que querem promover e espalhar pelo mundo.

Ser surdo tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; barreira para viver a arte. Rafaela Cota Silva &eacute; int&eacute;rprete de l&iacute;ngua gestual portuguesa e atriz do elenco do Teatro Corpus. O grupo nasceu em 2013 depois de uma forma&ccedil;&atilde;o para alunos da licenciatura em L&iacute;ngua Gestual Portuguesa, na Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o de Coimbra. Josette Bushel-Mingo, diretora art&iacute;stica do Tyst Teater, e a atriz surda Mette Marqvardsen mostraram o Tyst Teater ou Teatro Silencioso. Rafaela explica que se trata de &laquo;um teatro profissional que trabalha com surdos e ouvintes atrav&eacute;s da l&iacute;ngua gestual. Desde 1977 que faz parte do Teatro Nacional Sueco. Al&eacute;m das suas produ&ccedil;&otilde;es e tourn&eacute;es, tamb&eacute;m faz trabalho educativo e juvenil a n&iacute;vel internacional.&raquo;


O Teatro Corpus integra surdos e ouvintes que dominam a l&iacute;ngua gestual portuguesa. As pe&ccedil;as t&ecirc;m por base a cultura e a identidade surda. Rafaela explica que &laquo;as vit&oacute;rias, as ang&uacute;stias, as lutas, as conquistas, o quotidiano, tudo o que faz da comunidade surda uma comunidade extremamente rica sobe ao palco e contribui para a promo&ccedil;&atilde;o da acessibilidade cultural neste dom&iacute;nio&raquo;.
Excerto de uma reportagem publicada na edi&ccedil;&atilde;o da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de outubro 2016.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna e D. R.
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Not&iacute;cias relacionadas:
Surdos na &laquo;periferia&raquo; da Igreja? 
]]></description>
<pubDate>Tue, 25 Oct 2016 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Pe. Gabriel foi o instrumento que Deus escolheu para nos abrir os olhos»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/pe-gabriel-foi-o-instrumento-que-deus-escolheu-para-nos-abrir-os-olhos</link>
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<description><![CDATA[O Pe. Duarte Sousa Lara, o mais conhecido exorcista portugu&ecirc;s, esteve em Cascais no passado s&aacute;bado para apresentar o &uacute;ltimo livro do Pe. Gabriel Amorth, &laquo;Seremos julgados pelo amor&raquo;, escrito pouco tempo antes da sua morte, em coautoria com o sacerdote paulista Pe. Stefano Stimamiglio.


Falando de uma pessoa &laquo;muito querida&raquo; para ele, o Pe. Sousa Lara assume que tem uma &laquo;grande d&iacute;vida de gratid&atilde;o para com o Pe. Amorth&raquo;, assim como toda a Igreja. &laquo;Muito mudou gra&ccedil;as ao Pe. Amorth, e o bom &eacute; que hoje as pessoas est&atilde;o mais sens&iacute;veis a estas quest&otilde;es. Em It&aacute;lia as coisas mudaram muito, em Portugal est&atilde;o a mudar a pouco e pouco e no Brasil tamb&eacute;m. Temos de agradecer a Deus os livros que ele nos deu, que deram frutos para al&eacute;m de apenas esclarecer as pessoas. Pe. Gabriel foi o instrumento que Deus escolheu para nos abrir os olhos&raquo;, referiu o sacerdote portugu&ecirc;s.
&nbsp;
Reconhecendo que, apesar de &laquo;muito &uacute;teis&raquo;, os livros sobre exorcismos &laquo;t&ecirc;m riscos&raquo;, o Pe. Sousa Lara considera que este &eacute; um livro importante. &laquo;Sobre este livro, gostei muito do t&iacute;tulo. O subt&iacute;tulo &eacute; tamb&eacute;m importante [&laquo;o dem&oacute;nio nada pode contra a miseric&oacute;rdia de Deus&raquo;], porque h&aacute; dois extremos na sociedade: h&aacute; quem negue a exist&ecirc;ncia do dem&oacute;nio, e h&aacute; quem lhe confira uma capacidade de interferir na vida do Homem que tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; real. Ele gosta quando usamos uma destas duas op&ccedil;&otilde;es, mas nenhuma delas est&aacute; correta&raquo;, adverte este exorcista. &laquo;N&atilde;o faz sentido termos medo do dem&oacute;nio, porque n&atilde;o passa de um anjo que se revoltou contra Deus, n&atilde;o &eacute; Deus. H&aacute; um abismo entre os dois&raquo;, disse aos presentes.
&nbsp;
O Pe. Sousa Lara Deus afirma que muitos colocam em causa Deus porque pensam que ele causa o Mal que h&aacute; no mundo, mas que essa &eacute; uma ideia incorreta. &laquo;Deus permite, o Mal, n&atilde;o o causa. Pelo contr&aacute;rio, Deus &eacute; capaz de reciclar o Mal e de l&aacute; retirar algum Bem&raquo;, disse o Pe. Sousa Lara, apontando como exemplo perfeito Jesus Cristo, que morreu pelas m&atilde;os dos homens, mas da qual saiu um enorme testemunho para todos os crist&atilde;os.
&nbsp;
Ainda sobre o livro, que re&uacute;ne algumas das ideias que o Pe. Amorth foi publicando noutras obras ao longo da sua vida, o Pe. Sousa Lara reconhece alguma &laquo;maturidade&raquo; na escrita e nas ideias. &laquo;&Eacute; uma obra de maturidade, porque o Pe. Amorth aborda todos os temas dos livros anteriores e outros, &eacute; muito claro no que diz, &eacute; relativamente sucinto e em algumas posi&ccedil;&otilde;es houve uma certa evolu&ccedil;&atilde;o que veio com o tempo e a experi&ecirc;ncia&raquo;, considera o sacerdote.
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Este exorcista portugu&ecirc;s gosta desta abordagem mais &laquo;orientada para o C&eacute;u&raquo;. &laquo;Nos outros trata do dem&oacute;nio e do Mal, e mais nada. Aqui orienta para o C&eacute;u, d&aacute; uma moldura, um contexto mais animador, porque nos p&otilde;e a pensar que estamos a caminho do c&eacute;u&raquo;, conclui.
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Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Sun, 23 Oct 2016 22:36:00 +0100</pubDate>
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<title>Voltou o cheiro da terra aos legumes</title>
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<description><![CDATA[Alguma vez saiu de manh&atilde; para o campo, cultivou os seus legumes, apanhou-os e comeu-os muito satisfeito? &Eacute; prov&aacute;vel que n&atilde;o, se for mais novo. Mas, nesse caso, j&aacute; ter&aacute; ouvido dizer dos seus pais ou av&oacute;s v&aacute;rias cr&iacute;ticas aos produtos que p&otilde;e na mesa, vindos das prateleiras dos hipermercados. As pessoas v&atilde;o &agrave; procura do melhor pre&ccedil;o, ignorando por vezes que isso nem sempre significa melhor qualidade, principalmente quando falamos de legumes e fruta.
Os &uacute;ltimos tempos t&ecirc;m mostrado uma mudan&ccedil;a no h&aacute;bito de muitos portugueses, que compram os seus legumes e frutas em mercados ou diretamente aos produtores.



Criado h&aacute; dez anos, o PROVE &eacute; uma plataforma que permite aos pequenos agricultores constitu&iacute;rem n&uacute;cleos de distribui&ccedil;&atilde;o que todas as semanas fazem cabazes de alimentos que entregam diretamente ao consumidor final, sem intermedi&aacute;rios. O que come&ccedil;ou com dois n&uacute;cleos de produtores em Sesimbra a entregarem 30 cabazes tem hoje 87 n&uacute;cleos em todo o pa&iacute;s, com 132 produtores envolvidos, que entregam todas as semanas uma m&eacute;dia de 7000 cabazes, com um volume de neg&oacute;cio superior a 2,6 milh&otilde;es de euros/ano, segundo o s&iacute;tio Web do projeto.

&laquo;Fazemos isto h&aacute; sete anos&raquo;, conta-nos Ana Marques, uma agricultora da Moita, enquanto conversamos nas instala&ccedil;&otilde;es da Junta de Freguesia da Arrentela, um dos locais de distribui&ccedil;&atilde;o desta produtora. &laquo;Trabalho com algumas frutarias quando existe excesso de produ&ccedil;&atilde;o, mas o foco &eacute; a entrega direta ao consumidor. Iniciei na Moita, o nosso local de produ&ccedil;&atilde;o, e fomos crescendo&raquo;, conta, enquanto ao lado um dos seus funcion&aacute;rios vai entregando cabazes &agrave;s pessoas que chegam para levantar as suas encomendas. V&atilde;o no cabaz dois pimentos, dois alhos franceses, um molho de r&uacute;cula, uma alface roxa, seis ou sete batatas, uma couve portuguesa, um pequeno saco de uvas, seis ou sete peras e um molho de espinafres. &laquo;Nunca fiz as contas certas, mas tenho a sensa&ccedil;&atilde;o que pagaria mais por isto num supermercado&raquo;, diz-nos Vanda Soares, cliente de Ana h&aacute; quatro anos.

Os produtos s&atilde;o cultivados em modo de produ&ccedil;&atilde;o integrada, com muito pouca utiliza&ccedil;&atilde;o de qu&iacute;micos, e foram apanhados no pr&oacute;prio dia ou no dia anterior. &Eacute; por isso que nem sempre &eacute; poss&iacute;vel saber o que vem no cabaz. &laquo;J&aacute; dei por mim a ter de inventar coisas para cozinhar, o que tamb&eacute;m nos leva a provar coisas diferentes&raquo;, diz Vanda Soares. Ana Marques explica-nos que &laquo;os clientes podem assinalar alguns produtos que n&atilde;o queiram receber&raquo;, mas que o cabaz &eacute; definido pelo que &laquo;a terra nos d&aacute;&raquo;, variando todas as semanas.

Para quem n&atilde;o tem disponibilidade para ir levantar os produtos hort&iacute;colas aos pontos de entrega do PROVE, existem empresas que entregam, gratuitamente, os legumes e a fruta em casa. &Eacute; o caso da Quinta do Arneiro, perto de Mafra, que vende produtos de agricultura biol&oacute;gica, um tipo de agricultura que n&atilde;o tem quaisquer adi&ccedil;&atilde;o de qu&iacute;micos ou OGM (Organismos Geneticamente Modificados).

Para al&eacute;m dos oito hectares de agricultura biol&oacute;gica, tem ainda mais 20 com produ&ccedil;&atilde;o de pera em massa, para as grandes superf&iacute;cies. &laquo;Se pudesse, j&aacute; tinha todos os hectares em produ&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica. Com a pera, nunca sabemos a que pre&ccedil;o vamos vender, quando nos pagam, porque temos enorme press&atilde;o sobre os pre&ccedil;os. Os revendedores aproveitam-se do facto de ser um produto fresco, que precisa de ser escoado, porque sabem que &eacute; o nosso ponto fraco. &Eacute; uma press&atilde;o doentia&raquo;, lamenta Lu&iacute;sa, que tamb&eacute;m por isso preferiu deitar m&atilde;os a todo o processo. &laquo;Quer&iacute;amos ficar com todo o dinheiro da venda, e por isso come&ccedil;&aacute;mos a fazer os cabazes, e assim os produtos que chegam a casa do cliente n&atilde;o t&ecirc;m nada a ver com os produtos que v&atilde;o para as prateleiras dos supermercados. Os nossos produtos s&atilde;o apanhados e no dia seguinte est&atilde;o em casa do consumidor&raquo;, explica, acrescentando que h&aacute; produtos que compram a outros produtores de agricultura biol&oacute;gica para compor o cabaz, mas garante que &laquo;n&atilde;o pressionamos os pre&ccedil;os, pagamos o que &eacute; justo&raquo;.

Tamb&eacute;m na zona de Lisboa, Jean Rocha iniciou h&aacute; dois anos o projeto A Tua Quinta. &laquo;Sou eu que fa&ccedil;o as compras para a minha casa, e venho de uma aldeia onde tudo o que vem da terra cheirava bem. Mas quando ia ao supermercado via que os legumes n&atilde;o tinham o mesmo cheiro. E por isso quis voltar ao conceito da aldeia, aos cheiros dos legumes e frutas&raquo;, refere este distribuidor. Ao contr&aacute;rio dos outros dois projetos, Jean Rocha compra tudo a pequenos produtores, e entrega em casa. N&atilde;o tem loja f&iacute;sica. &laquo;As pessoas hoje em dia t&ecirc;m muito tempo ocupado e n&atilde;o querem perder tempo nas compras. N&oacute;s substitu&iacute;mo-las nessa tarefa e diferenciamo-nos pela qualidade dos produtos&raquo;, afirma, adiantando que j&aacute; possuem cerca de 100 clientes regulares. Tamb&eacute;m aqui os pre&ccedil;os s&atilde;o similares aos das grandes superf&iacute;cies.

A op&ccedil;&atilde;o por comer mais saud&aacute;vel depende apenas dos clientes. Por vezes, a pequena diferen&ccedil;a no pre&ccedil;o n&atilde;o justifica comer alimentos cheios de qu&iacute;micos e sem o sabor tradicional da nossa terra. Outras vezes, a distra&ccedil;&atilde;o ou a comodidade levam mesmo a que se gaste mais dinheiro com produtos que t&ecirc;m menor qualidade. No final de tudo, o que importa s&atilde;o as op&ccedil;&otilde;es de quem faz as compras.

Pode ler a reportagem completa na edi&ccedil;&atilde;o de outubro da sua revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
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Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 20 Oct 2016 15:50:00 +0100</pubDate>
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<title>Ensino doméstico católico: Aprender com Deus</title>
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<description><![CDATA[De acordo com os dados enviados pelo Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, no ano letivo 2015/2016 estavam inscritos em ensino dom&eacute;stico 743 alunos. A esmagadora maioria frequentava o 1.&ordm; ciclo, antiga prim&aacute;ria. Este n&uacute;mero revela um crescimento espantoso, tendo em conta que em 2009/2010 eram apenas 82.
Na casa dos Mendes, em F&aacute;tima, h&aacute; sete anos que os filhos (sete) aprendem em casa. Fernanda, a m&atilde;e, explica: &laquo;A Filomena fez sete anos de ensino dom&eacute;stico at&eacute; ao 9.&ordm;. A Teresa terminou agora o 8.&ordm;, o Jo&atilde;o est&aacute; no 6.&ordm;, a Maria no 5.&ordm;, o Armandinho est&aacute; no 3.&ordm;, a Jacinta come&ccedil;a agora o 1.&ordm; e a Clara tem quatro anos.&raquo; A filha mais velha deixou o ensino dom&eacute;stico e est&aacute; agora na escola para fazer o secund&aacute;rio. &laquo;Prefiro que encontrem alguma coisa menos amistosa enquanto est&atilde;o em casa para poderem conversar e desabafar do que quando estejam numa cidade diferente na universidade&raquo;, explica Fernanda.

O que &eacute; o ensino dom&eacute;stico?
Em Portugal, o ensino dom&eacute;stico &eacute; permitido at&eacute; ao 12.&ordm; ano. A matr&iacute;cula &eacute; feita na escola da zona de resid&ecirc;ncia e tem de haver um adulto respons&aacute;vel com pelo menos mais um grau de ensino do que o frequentado pela crian&ccedil;a. Estes alunos t&ecirc;m de fazer os exames nacionais e provas de equival&ecirc;ncia &agrave; frequ&ecirc;ncia no final de cada ciclo. Nas l&iacute;nguas h&aacute; provas orais.

Os filhos de Fernanda s&atilde;o &oacute;timos alunos, e as notas variam entre o 4 e o 5. Mas o ensino que fazem em casa &eacute; cat&oacute;lico. &laquo;Em casa podemos e devemos falar de tudo, mas olhar pelo prisma cat&oacute;lico, libertador. Vemos a hist&oacute;ria &agrave; luz da f&eacute;, a matem&aacute;tica &agrave; luz da f&eacute;. &Eacute; muito normal no meio de uma aula estarmos a discutir coisas da f&eacute; porque &eacute; a nossa vida.&raquo; Isso n&atilde;o implica esconder a realidade. Fernanda chegou a ser acusada de querer p&ocirc;r os filhos numa redoma. Pelo contr&aacute;rio, diz Fernanda. &laquo;Para estar no mundo temos de conhecer tudo e &eacute; isso que tento fazer com os meus filhos: mostrar tudo para que eles possam escolher.&raquo; Isso implica investir amor e tempo.



Sociabilidade &eacute; falsa quest&atilde;o, dizem pais
Sendo hoteleiros, a liberdade de hor&aacute;rios &eacute; uma mais-valia. As filhas mais velhas j&aacute; viajaram durante v&aacute;rias semanas pela Europa com fam&iacute;lias amigas. Experi&ecirc;ncias imposs&iacute;veis de concretizar se estivessem no ensino regular. Al&eacute;m disso, os sete filhos t&ecirc;m atividades fora de casa: ballet, gin&aacute;stica acrob&aacute;tica, coro, catequese e o pr&oacute;prio hotel, onde t&ecirc;m papel ativo (cantam e convivem com os h&oacute;spedes). A casa tamb&eacute;m est&aacute; sempre cheia de amigos.

Helena Atalaia vive em Sesimbra e pratica ensino dom&eacute;stico pr&eacute;-escolar com as filhas mais novas: In&ecirc;s de seis anos e Leonor de tr&ecirc;s. Enquanto conversamos com a m&atilde;e, as meninas pintam com o pai. &Eacute; ele o respons&aacute;vel pela parte art&iacute;stica.
Tiago e Helena t&ecirc;m tr&ecirc;s filhos. Bernardo, de 14 anos, esteve e est&aacute; na escola. In&ecirc;s frequentou a creche, mas o nascimento de Leonor mudou os planos da fam&iacute;lia. Helena tirou uma licen&ccedil;a de maternidade prolongada e ouviu falar de ensino dom&eacute;stico. Primeiro, estranhou e depois come&ccedil;ou a pesquisar. &laquo;Dei com blogues e s&iacute;tios de internet com estudos geracionais que mostravam &oacute;timos resultados. &Agrave; medida que ia aprofundando, comecei a perceber que era uma modalidade de ensino que nos atra&iacute;a a todos enquanto fam&iacute;lia.&raquo;

Para j&aacute;, oficialmente, nenhuma das filhas est&aacute; em ensino dom&eacute;stico. Os pais decidiram n&atilde;o inscrever In&ecirc;s na escola. Mas em casa tem tempos mais formais de aprendizagem de 1.&ordm; ano. A m&atilde;e organizou um calend&aacute;rio. In&ecirc;s espreita as imagens e vai adivinhando: &laquo;Aqui s&atilde;o aulas, aqui &eacute; missa, aqui &eacute; ballet, aqui &eacute; o qu&ecirc;?&raquo; A m&atilde;e responde &laquo;ateli&ecirc;s&raquo;.

Criar comunidade
Helena foi a promotora do projeto PONTES do ensino dom&eacute;stico cat&oacute;lico que cria uma rede de apoio, e onde se partilham f&eacute; e conhecimentos. &laquo;Existe o ateli&ecirc; de teatro, ingl&ecirc;s, piano, leitura, ci&ecirc;ncia, arte e o clube santana, que &eacute; espec&iacute;fico para falarmos e fazer atividades sobre alguns santos&raquo;, explica Helena.
Em casa dos Atalaia, o dia come&ccedil;a e termina com ora&ccedil;&atilde;o. H&aacute; Missa semanal, catequese e escuteiros. Mas o contacto com Deus n&atilde;o se restringe a isso. &laquo;Quando existe uma dificuldade, algo para agradecer, quando estou a aprender alguma coisa que me est&aacute; a dar um grande entusiasmo, seja o que for, tudo isso s&atilde;o ocasi&otilde;es para agradecer ou para pedir&raquo;, explica esta m&atilde;e, acrescentando que a ideia &eacute; ter Deus presente ao longo do dia.

Helena n&atilde;o fica fechada em casa com as filhas e aproveita todos os recursos: &laquo;av&oacute;s, tios, amigos, vizinhos, bibliotecas municipais, todos os servi&ccedil;os que possam fomentar uma aprendizagem estruturada&raquo;.
A professora do ensino superior quer deixar bem vincadas duas ideias: &eacute; preciso discernir bem se o ensino dom&eacute;stico se enquadra na fam&iacute;lia e perceber que a qualquer momento a crian&ccedil;a pode ir para a escola.

M&atilde;es assumem a educa&ccedil;&atilde;o dos filhos
Foram m&atilde;es como Helena que &Aacute;lvaro Ribeiro conheceu quando fez investiga&ccedil;&atilde;o de doutoramento na Universidade do Minho sobre ensino dom&eacute;stico. H&aacute; oito anos que estuda o tema e acompanhou cerca de 100 fam&iacute;lias.
No ensino dom&eacute;stico religioso, &Aacute;lvaro Ribeiro diz que os pais se veem perante o confronto entre os seus valores e o que &eacute; ensinado nas escolas. O investigador acrescenta que &laquo;as m&atilde;es aproveitam o tempo em casa para educar os filhos, catequizar, ensinar segundo a sua narrativa&raquo;.
&Aacute;lvaro fala sempre de m&atilde;es porque s&atilde;o quase sempre elas a encarregar-se do ensino dom&eacute;stico, seja religioso ou n&atilde;o. &laquo;S&atilde;o m&atilde;es sobretudo com ensinos superiores, a maioria licenciadas e j&aacute; h&aacute; casos de p&oacute;s-doutoramento. Sabem o que est&atilde;o a fazer e leem muito.&raquo;

Durante a investiga&ccedil;&atilde;o, &Aacute;lvaro Ribeiro percebeu que em Portugal &laquo;os alunos ensinados em casa tamb&eacute;m tendem a ter notas mais altas&raquo;. E porque h&aacute; cada vez mais crian&ccedil;as em ensino dom&eacute;stico? O investigador &Aacute;lvaro Ribeiro fala em &laquo;diferentes maneiras de ver o mundo, e de conceber a exist&ecirc;ncia humana&raquo;.

Para as fam&iacute;lias Mendes e Atalaia essa exist&ecirc;ncia humana est&aacute; impregnada de Deus. Tiago Atalaia diz que o ensino dom&eacute;stico ajudou &laquo;a ter uma coes&atilde;o familiar mais forte&raquo;. Fernanda Mendes acredita que &laquo;mais do que uma escola de conhecimentos, tem sido uma escola de vida&raquo; onde &laquo;crescemos muito na f&eacute; juntos, os meus filhos ganharam a liberdade de me ensinarem algumas coisas e aprendemos muito a respeitar-nos&raquo;.

Excerto de reportagem publicada na edi&ccedil;&atilde;o de outubro da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna/Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o/Fam&iacute;lia Mendes

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<pubDate>Tue, 18 Oct 2016 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Arranca campanha contra desperdício alimentar</title>
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<description><![CDATA[&laquo;Vai Onde Sobra, Leva Onde Faz Falta&raquo; &eacute; o t&iacute;tulo de uma campanha do Comissariado de Combate ao Desperd&iacute;cio Alimentar de Lisboa. O objetivo &eacute; atrair mais volunt&aacute;rios e cobrir todo o territ&oacute;rio da C&acirc;mara da capital com recolha e distribui&ccedil;&atilde;o de alimentos. A campanha de publicidade pretende tamb&eacute;m alertar as fam&iacute;lias portuguesas para boas pr&aacute;ticas alimentares e o combate ao desperd&iacute;cio.



Ana Moura, Cl&aacute;udia Vieira, Eder, J&uacute;lio Isidro, Louren&ccedil;o Ortig&atilde;o e Vitorino de Almeida s&atilde;o os rostos da campanha que conta com o apoio do Governo, da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia de Lisboa e com o Alto Patroc&iacute;nio da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica.
Jo&atilde;o Gon&ccedil;alves Pereira, comiss&aacute;rio municipal, quer que Lisboa seja &laquo;o primeiro munic&iacute;pio do mundo a combater o desperd&iacute;cio alimentar de forma consistente e integrada a n&iacute;vel de cidade&raquo;.
&nbsp;
Atualmente, o Comissariado Municipal j&aacute; &eacute; respons&aacute;vel pela distribui&ccedil;&atilde;o de mais de dois milh&otilde;es de refei&ccedil;&otilde;es a duas mil fam&iacute;lias na cidade de Lisboa. Este organismo da C&acirc;mara Municipal de Lisboa integra institui&ccedil;&otilde;es de apoio aos desfavorecidos e sem-abrigo.
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<pubDate>Sat, 15 Oct 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>DOCAT: Mariana Alvim e D. Manuel Linda pedem “revolução do amor”</title>
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<description><![CDATA[&laquo;&Eacute; bom parar um bocadinho e pensar. Temos de abrandar, h&aacute; que passar tranquilidade. Gosto muito da express&atilde;o &ldquo;revolu&ccedil;&atilde;o do amor&rdquo; que &eacute; preciso fazer.&raquo; Mariana Alvim admite que n&atilde;o conhecia o projeto DOCAT. Ao ser convidada para apresentar a obra, a locutora da RFM foi ler e diz que &laquo;est&atilde;o aqui imensas perguntas e perguntas que nos colocamos a n&oacute;s pr&oacute;prios&raquo;. Mariana Alvim afirma que os jovens hoje t&ecirc;m muitas distra&ccedil;&otilde;es que nem sempre permitem a reflex&atilde;o.


A locutora da RFM salientou a import&acirc;ncia da fam&iacute;lia para come&ccedil;ar essa revolu&ccedil;&atilde;o. &laquo;Passamos a palavra aos nossos filhos. Eles ter&atilde;o amigos. Um milh&atilde;o de jovens n&atilde;o &eacute; nada&raquo;, defendeu rindo. Mariana Alvim afirmou ainda que o livro n&atilde;o tem um autor long&iacute;nquo. &laquo;Somos todos autores, &eacute; a nossa leitura do Evangelho.&raquo;

D. Manuel Linda, bispo da Defesa e Seguran&ccedil;a, defendeu que os crist&atilde;os devem saber falar duas l&iacute;nguas: &laquo;quem n&atilde;o falar a l&iacute;ngua da f&eacute; e dos comportamentos n&atilde;o se safa&raquo;. O bispo lembrou como nasceu a doutrina social da Igreja no s&eacute;culo XIX quando a Igreja deixa de falar apenas de quest&otilde;es de f&eacute; para falar tamb&eacute;m de direitos humanos, do sal&aacute;rio dos trabalhadores, etc. &laquo;O Papa Jo&atilde;o Paulo II, j&aacute; muito velhinho, pediu para uma comiss&atilde;o fazer uma s&iacute;ntese destes documentos. Essa comiss&atilde;o apresentou em 2004 o comp&ecirc;ndio da doutrina social da Igreja. Foi publicado em 2005 e tem mais de 800 p&aacute;ginas. E s&oacute; tem texto. Para voc&ecirc;s jovens que hoje t&ecirc;m outras linguagens, isso n&atilde;o vos serve de nada. Uma comiss&atilde;o internacional com extrema habilidade no campo da linguagem conseguiu pegar naquela linguagem e p&ocirc;-la aqui no DOCAT&raquo;, elogiou D. Manuel Linda. O bispo da Defesa e Seguran&ccedil;a lembrou o sonho do Papa de fazer os jovens agirem e revolucionarem o mundo. &laquo;Eu tamb&eacute;m tenho um sonho: confio esse sonho &agrave; vossa a&ccedil;&atilde;o. Deus vos ajude&raquo;, pediu D. Manuel Linda aos jovens presentes.


O sunset de apresenta&ccedil;&atilde;o do DOCAT juntou mais de uma centena de pessoas no espa&ccedil;o da Marinha Portuguesa, junto ao rio Tejo, em Lisboa. A m&uacute;sica do DJ Ant&oacute;nio Mendes, da RFM, foi um atrativo para os jovens presentes. Isa foi uma delas. Diz ter arrastado o irm&atilde;o e o pai. &laquo;Quando vi o cartaz percebi que era um momento muito importante e que tinha de vir&raquo;, afirmou. A rapariga j&aacute; tem o livro e come&ccedil;ou a ler. Quem tamb&eacute;m j&aacute; conhece a obra &eacute; Rita Matias. Esta jovem, da diocese de Set&uacute;bal, esteve nas Jornadas Mundiais da Juventude, na Pol&oacute;nia, onde o Papa divulgou o DOCAT. &laquo;J&aacute; comecei a ler e gosto muito. Responde a muitas quest&otilde;es importantes e j&aacute; falei dele aos meus amigos.&raquo;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 13 Oct 2016 21:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Diocese de Alepo vai receber imagem de Nossa Senhora de Fátima</title>
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<description><![CDATA[O Santu&aacute;rio de F&aacute;tima vai doar uma r&eacute;plica da imagem de Nossa Senhora do Ros&aacute;rio de F&aacute;tima &agrave; diocese de Alepo, na S&iacute;ria. O desejo de receber uma visita da Imagem Peregrina &eacute; j&aacute; antigo, mas a situa&ccedil;&atilde;o de guerra nunca permitiu que essa visita fosse uma realidade.


Em 2014, o Santu&aacute;rio de F&aacute;tima tinha mesmo informado que a Imagem Peregrina se iria deslocar ao pa&iacute;s, mas as condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a n&atilde;o permitiram tornar real essa inten&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
No Jubileu mariano da semana passada, o arcebispo maronita de Alepo, D. Joseph Tobji, voltou a abordar o reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, Pe. Carlos Cabecinhas, com esse desejo de receber a Imagem de Nossa Senhora do Ros&aacute;rio de F&aacute;tima, pelo que o Santu&aacute;rio resolveu doar uma imagem de Nossa Senhora do Ros&aacute;rio de F&aacute;tima &agrave; diocese de Alepo, que l&aacute; permanecer&aacute;.
&nbsp;
A imagem foi benzida na celebra&ccedil;&atilde;o de hoje da Peregrina&ccedil;&atilde;o anivers&aacute;ria de outubro por D. Ant&oacute;nio Marto, bispo de Leiria-F&aacute;tima. N&atilde;o h&aacute; informa&ccedil;&atilde;o de quando a imagem poder&aacute; chegar aos crist&atilde;os de Alepo, mas o Santu&aacute;rio informou que o envio ser&aacute; feito atrav&eacute;s das nunciaturas, as embaixadas da Santa S&eacute;, que procurar&atilde;o fazer chegar a imagem hoje benzida at&eacute; &agrave; diocese de Alepo, uma das mais fustigadas pelo conflito que h&aacute; anos tem destru&iacute;do a S&iacute;ria e o seu povo, obrigando a fuga de muitos do pa&iacute;s, colocando em causa principalmente a comunidade crist&atilde; no pa&iacute;s, que tem sido alvo de persegui&ccedil;&otilde;es por parte do Daesh.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Thu, 13 Oct 2016 14:26:00 +0100</pubDate>
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<title>Bispo de Leiria quer «acender as velas» com o Papa em Fátima</title>
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<description><![CDATA[O bispo de Leiria-F&aacute;tima, D. Ant&oacute;nio Marto, refor&ccedil;ou hoje a inten&ccedil;&atilde;o de contar com o Papa Francisco na prociss&atilde;o das velas do pr&oacute;ximo ano em F&aacute;tima. Numa altura em que se desconhece o programa da visita do Papa, que apenas confirmou querer estar na celebra&ccedil;&atilde;o de dia 13, D. Ant&oacute;nio Marto aproveitou o final da eucaristia presidida pelo cardeal secret&aacute;rio de estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, para lhe pedir que fizesse chegar ao Santo Padre o pedido de estar com os peregrinos no dia 12 tamb&eacute;m.


&nbsp;
Referindo-se a momentos que se vivem na noite de dia 12, como a prociss&atilde;o das velas e a recita&ccedil;&atilde;o dos mist&eacute;rios do Ros&aacute;rio, o bispo de Leiria-F&aacute;tima convidou o Papa a estar com os peregrinos para com eles viver esses momentos. &laquo;Pe&ccedil;o-lhe que leve o nosso afeto e que lhe diga que em maio do pr&oacute;ximo ano o queremos acolher aqui de bra&ccedil;os abertos, com todo o j&uacute;bilo, para acender aqui com ele as velas da nossa f&eacute;, rezar os mist&eacute;rios de Cristo, citando o Ros&aacute;rio, e cantar o Magnificat da miseric&oacute;rdia, tema do seu pontificado&raquo;, disse o prelado de Leiria-F&aacute;tima, secundado por uma longa salva de palmas da parte dos 80 mil peregrinos que encheram o recinto.
&nbsp;
Ontem, na confer&ecirc;ncia de imprensa, o Cardeal Pietro Parolin tinha dito que iria passar ao Papa a &laquo;experi&ecirc;ncia que iria viver nestes dias no Santu&aacute;rio&raquo;, mas que desconhecia se esse relato iria ter algum efeito na elabora&ccedil;&atilde;o do programa da visita do Papa ao nosso pa&iacute;s. Hoje, D. Ant&oacute;nio Marto aproveitou as despedidas para lan&ccedil;ar este apelo discreto para que o Papa pudesse estar num dos momentos mais emblem&aacute;ticos das peregrina&ccedil;&otilde;es, a Prociss&atilde;o de Velas.


&nbsp;
Maria, exemplo nos momentos de &laquo;d&uacute;vida&raquo;
Na hom&iacute;lia da missa conclusiva da peregrina&ccedil;&atilde;o, o secret&aacute;rio de Estado do Vaticano desafiou os peregrinos de F&aacute;tima a imitar a atitude da Virgem Maria nos momentos de &laquo;d&uacute;vida&raquo; e de &laquo;dor&raquo; na sua vida. &laquo;Para muitos de n&oacute;s, estes s&atilde;o momentos mais do que justificados em que o &ldquo;cora&ccedil;&atilde;o&rdquo; se comprime, se fecha, se aniquila, rompe qualquer comunica&ccedil;&atilde;o com tudo e com todos; mas n&atilde;o sucedeu assim com Maria&raquo;, declarou o cardeal Pietro Parolin.
&nbsp;
Perante milhares de peregrinos reunidos na Cova da Iria, o l&iacute;der da diplomacia da Santa S&eacute; apresentou a Virgem Maria como algu&eacute;m que &laquo;sabe estar ao p&eacute; da Cruz&raquo; e, por isso mesmo, tem uma &laquo;miss&atilde;o materna&raquo; na Igreja.
&nbsp;
O prelado pediu aos peregrinos presentes em F&aacute;tima que todos saibam ser &laquo;construtores pacientes duma Igreja que anuncia o Evangelho n&atilde;o obstante as contradi&ccedil;&otilde;es e os lados obscuros da vida&raquo;.
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Texto e fotos: Ricardo Perna (com Ag&ecirc;ncia Ecclesia)
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<pubDate>Thu, 13 Oct 2016 13:50:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa vai «concentrar-se na celebração do centenário de Fátima»</title>
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<description><![CDATA[O Secret&aacute;rio de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, n&atilde;o avan&ccedil;a com o programa oficial da visita do Santo Padre a Portugal no pr&oacute;ximo ano, mas indica que este deve ser anunciado &laquo;em breve&raquo;.


&laquo;N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel saber quando teremos os pormenores, mas deve ser em breve, porque uma visita destas requer uma prepara&ccedil;&atilde;o adequada, apesar de F&aacute;tima estar habituada a receber Papas. N&atilde;o deve tardar muito&raquo;, indicou o Cardeal Parolin, que n&atilde;o adianta mais pormenores. &laquo;N&atilde;o sou profeta, e isso impede-me de responder &agrave; sua pergunta, que j&aacute; muitos me fizeram em todos os encontros que tive at&eacute; aqui. Vejo que h&aacute; um grande desejo que o Papa venha&raquo;, afirmou aos jornalistas.
&nbsp;
A raz&atilde;o pela qual o Papa vem a Portugal, segundo o secret&aacute;rio de Estado do Vaticano, &eacute; &laquo;o centen&aacute;rio das apari&ccedil;&otilde;es&raquo;. &laquo;O Papa quer concentrar-se nesta celebra&ccedil;&atilde;o, nos peregrinos que v&ecirc;m e na mensagem de F&aacute;tima, que est&aacute; muito presente no seu minist&eacute;rio&raquo;, revela, no que poder&aacute; ser um indicador de que a visita se poder&aacute; cingir ao santu&aacute;rio de F&aacute;tima.
&nbsp;
O prelado est&aacute; em Portugal para presidir &agrave; peregrina&ccedil;&atilde;o anivers&aacute;ria de outubro, a &uacute;ltima antes da celebra&ccedil;&atilde;o do centen&aacute;rio das apari&ccedil;&otilde;es, marcada para o pr&oacute;ximo dia 13 de maio, que ser&aacute;, ao que tudo indica, presidida pelo Papa Francisco. &Eacute; a primeira vez que o prelado est&aacute; em Portugal, mas nem por isso desconhece F&aacute;tima. &laquo;Queria expressar a minha alegria por estar em F&aacute;tima pela primeira vez, num santu&aacute;rio que sempre me foi muito querido e &eacute; um ponto de refer&ecirc;ncia na minha espiritualidade mariana&raquo;, disse aos jornalistas em confer&ecirc;ncia de imprensa.
&nbsp;
Questionado sobre se o Papa tem alguma preocupa&ccedil;&atilde;o particular com Portugal ou a igreja portuguesa, o Cardeal Parolin refere que n&atilde;o h&aacute; preocupa&ccedil;&otilde;es particulares. &laquo;Direi que o Papa se preocupa com Portugal o mesmo que com toda a Igreja: que seja uma Igreja em sa&iacute;da, que evangeliza, que sabe anunciar o Evangelho e a certeza do Evangelho, com gestos, porque os gestos impressionam as pessoas&raquo;, referiu.



A &laquo;gratid&atilde;o&raquo; dos peregrinos a Maria
Depois da confer&ecirc;ncia de imprensa, o Cardeal Parolin dirigiu-se &agrave; Capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es para a tradicional sauda&ccedil;&atilde;o aos peregrinos, que marca o in&iacute;cio da peregrina&ccedil;&atilde;o anivers&aacute;ria. O prelado disse que todos os peregrinos devem entrar no &laquo;santu&aacute;rio do cora&ccedil;&atilde;o&raquo; com uma palavra, &laquo;gratid&atilde;o&raquo;. &laquo;Quem entra cheio de gratid&atilde;o nos cora&ccedil;&otilde;es da M&atilde;e, da Igreja, de Cristo, n&atilde;o pode deixar de ficar maravilhado, vendo neles um modo de viver diverso daquele do mundo&raquo;, disse.


O secret&aacute;rio de Estado do Vaticano afirmou que o mundo dos que descobrem a &laquo;M&atilde;e&raquo; &eacute; contr&aacute;rio ao mundo de hoje. &laquo;Enquanto o mundo vive seguindo a lei do mais forte e se deixa tragicamente encantar pela mentira, aqueles cora&ccedil;&otilde;es vivem a lei da mansid&atilde;o e da reconcilia&ccedil;&atilde;o, transbordantes de beleza, verdade e paz. O mundo faz da corrup&ccedil;&atilde;o o segredo duma vida bem-sucedida, ao passo que aqueles cora&ccedil;&otilde;es refulgem com a justi&ccedil;a e a fraternidade que jorram do cora&ccedil;&atilde;o da Sant&iacute;ssima Trindade&raquo;, afirmou aos peregrinos que encheram a Capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es.
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A noite ficar&aacute; marcada pela Prociss&atilde;o das Velas e pela celebra&ccedil;&atilde;o da missa, que ser&aacute; presidida pelo Cardeal Parolin.

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Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Wed, 12 Oct 2016 19:13:00 +0100</pubDate>
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<title>Surdos na «periferia» da Igreja?</title>
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<description><![CDATA[Se ouve, dificilmente perceber&aacute; a dificuldade que um surdo tem em participar numa Eucaristia. Nas celebra&ccedil;&otilde;es nas igrejas, h&aacute; m&uacute;sica, leituras e prega&ccedil;&atilde;o. Quem n&atilde;o ouve e n&atilde;o tem interpreta&ccedil;&atilde;o em l&iacute;ngua gestual portuguesa fica privado de celebrar. Mas h&aacute; exce&ccedil;&otilde;es. Desde 2013 que, na Bas&iacute;lica da Sant&iacute;ssima Trindade, no Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, todos os domingos, &agrave;s 15h00, a missa &eacute; interpretada em l&iacute;ngua gestual portuguesa.

Joana Conde e Sousa faz parte da equipa de int&eacute;rpretes e explica que tudo come&ccedil;ou com uma experi&ecirc;ncia piloto na S&eacute; de Leiria. &laquo;A comunidade surda local era muito ativa. Os pr&oacute;prios surdos podiam fazer leituras em l&iacute;ngua gestual. N&oacute;s, os int&eacute;rpretes, faz&iacute;amos a leitura oral. Quem estava no amb&atilde;o era a pessoa surda.&raquo;

No Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, h&aacute; dois int&eacute;rpretes na missa, ao contr&aacute;rio do que acontece habitualmente. &laquo;N&oacute;s quer&iacute;amos que os surdos percebessem que n&atilde;o era sempre a mesma pessoa a falar. Um int&eacute;rprete faz o que vem do presidente e dos leitores e o outro todas as respostas da assembleia. Isso fez com que as pessoas surdas percebessem que a assembleia fazia algo naquele momento. Agora participam mais e respondem em l&iacute;ngua gestual&raquo;, explica Joana.


O projeto come&ccedil;ou com seis int&eacute;rpretes e tem agora 12. Em maio, aconteceu a peregrina&ccedil;&atilde;o nacional de surdos. &laquo;T&iacute;nhamos um n&uacute;mero reduzido de 150 pessoas inscritas. Na missa cont&aacute;mos 350 vis&iacute;veis. Foi um momento muito alto porque o trabalho deu frutos. Percebeu-se que esta mensagem n&atilde;o &eacute; apenas para a comunidade local, mas para a comunidade surda nacional.&raquo; Joana emociona-se ao &quot;pintar&quot; o que via do altar nesse dia: &laquo;havia centenas de pessoas a responder e a cantar em l&iacute;ngua gestual, foi muito bonito&raquo;. A int&eacute;rprete explica que as associa&ccedil;&otilde;es de surdos t&ecirc;m pedido um espa&ccedil;o para poder estar nas cerim&oacute;nias com o Papa em maio de 2017. &laquo;&Eacute; muito bom porque a comunidade surda j&aacute; percebeu que o Santu&aacute;rio os acolhe.&raquo;

O exemplo do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima tem espantado peregrinos de outros pa&iacute;ses. &laquo;H&aacute; muitos que v&ecirc;m ter connosco a perguntar se &eacute; mesmo um servi&ccedil;o do Santu&aacute;rio, porque querem fazer o mesmo nos seus pa&iacute;ses&raquo;, conta Joana.


Os surdos est&atilde;o sedentos. A dificuldade de comunica&ccedil;&atilde;o fez com que fossem ou ficassem afastados de Deus. A int&eacute;rprete explica que &laquo;foi uma comunidade sempre privada de informa&ccedil;&atilde;o. Muitos fizeram o crisma, mas nem sabem o que os sacramentos significam. Nunca chegou at&eacute; eles&raquo;. Na experi&ecirc;ncia na S&eacute; de Leiria, houve catequeses para surdos. O tempo era sempre largamente ultrapassado. As perguntas eram mais do que muitas. No Santu&aacute;rio de F&aacute;tima n&atilde;o h&aacute; catequeses, mas no dia da peregrina&ccedil;&atilde;o houve forma&ccedil;&atilde;o sobre a mensagem de F&aacute;tima e tempo para perguntas. &laquo;A quest&atilde;o da confiss&atilde;o este ano foi um dos temas muito falados. &quot;H&aacute; padres surdos? Pode haver? Como posso fazer uma confiss&atilde;o se preciso de um interlocutor? E se &eacute; um momento meu n&atilde;o faz sentido ter um int&eacute;rprete. Se n&atilde;o me posso confessar, faz sentido comungar?&rdquo;&raquo;, recorda Joana.

Interpretar n&atilde;o &eacute; apenas traduzir do portugu&ecirc;s para a l&iacute;ngua gestual portuguesa. Para transformar o Pai Nosso em gestos, houve forma&ccedil;&atilde;o sobre o significado de cada parte e contactos com &laquo;alguns l&iacute;deres da comunidade surda&raquo; e pessoas com conhecimentos profundos de religi&atilde;o e l&iacute;ngua gestual. &laquo;Est&aacute; &ldquo;homologado&rdquo; pela comunidade surda&raquo;, afirma a int&eacute;rprete. O pr&oacute;ximo desafio &eacute; fazer o mesmo com o Credo.

Joana, que &eacute; tamb&eacute;m professora do curso de L&iacute;ngua Gestual Portuguesa na Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o de Coimbra, n&atilde;o conhece padres que saibam l&iacute;ngua gestual portuguesa. Mas h&aacute; quem tenha conhecimentos b&aacute;sicos. Salienta o exemplo do vice-reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, V&iacute;tor Coutinho. &laquo;No dia da peregrina&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou a missa em l&iacute;ngua gestual. &Eacute; um gesto muito bonito e de acolhimento&raquo;, elogia a int&eacute;rprete.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o

Excerto de uma reportagem publicada na edi&ccedil;&atilde;o da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de outubro 2016.

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<pubDate>Wed, 12 Oct 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>50 mil escuteiros peregrinam a Fátima</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco fez quest&atilde;o de estar presente na peregrina&ccedil;&atilde;o nacional que o Corpo Nacional de Escutas (CNE) promoveu este fim-de-semana a F&aacute;tima, que juntou cerca de 50 mil escuteiros, aos que se juntaram pais e amigos, provenientes de mais de 500 agrupamentos de todo o pa&iacute;s, ilhas inclu&iacute;das. O Santo Padre enviou uma mensagem na qual pedia a todos os escuteiros que, &laquo;com f&eacute; e aud&aacute;cia, percorram sempre o caminho da santifica&ccedil;&atilde;o, seguindo os ensinamentos do Evangelho, e deem testemunho cont&iacute;nuo de vida crist&atilde; produzindo abundantes frutos de generoso servi&ccedil;o ao pr&oacute;ximo, de paz e bem&raquo;.



A missa de encerramento, onde estiveram cerca de 100 mil pessoas, segundo informa&ccedil;&otilde;es do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, foi presidida por D. Joaquim Mendes, membro da Comiss&atilde;o Episcopal do Laicado e Fam&iacute;lia e bispo auxiliar de Lisboa, que exortou os agrupamentos a serem &laquo;o&aacute;sis de miseric&oacute;rdia&raquo; nas suas comunidades. &laquo;Pe&ccedil;amos ao Senhor que os Agrupamentos do CNE sejam espa&ccedil;os de acolhimento, abertos a todos, onde acontece o encontro, a integra&ccedil;&atilde;o, a experi&ecirc;ncia de fraternidade. Que os Agrupamentos do CNE sejam espa&ccedil;os onde as crian&ccedil;as, adolescentes, jovens e adultos possam encontrar um &ldquo;o&aacute;sis de miseric&oacute;rdia&rdquo;&raquo;, disse o prelado na hom&iacute;lia.

D. Joaquim Mendes n&atilde;o deixou de referir a necessidade da &laquo;dimens&atilde;o comunit&aacute;ria&raquo; para os escuteiros, local onde este &laquo;encontra a sua mais perfeita realiza&ccedil;&atilde;o na Igreja, n&atilde;o de forma abstrata, mas na comunh&atilde;o com as par&oacute;quias e comunidades religiosas&raquo;. Recordando as palavras do Papa Francisco aos escuteiros italianos, que pedia que os agrupamentos se integrassem na pastoral local e n&atilde;o perdessem o contacto com a par&oacute;quia, D. Joaquim Mendes utilizou-as em jeito de aviso e apelo aos escuteiros portugueses. &laquo;Trata-se de concretizar o &ldquo;somos um&rdquo;, o lema que vos guiou at&eacute; aqui, de experimentar a beleza da comunh&atilde;o e da unidade, que &eacute; a pr&oacute;pria identidade de Igreja, do nosso ser povo em caminho&raquo;, afirmou.

O bispo auxiliar de Lisboa agradeceu a disponibilidade dos dirigentes do CNE e o &laquo;apoio que o CNE oferece &agrave; miss&atilde;o das fam&iacute;lias na educa&ccedil;&atilde;o das suas crian&ccedil;as, adolescentes e jovens, que acreditam na generosidade e sabedoria do m&eacute;todo escutista, baseado nos grandes valores humanos, no contacto com a natureza, na religi&atilde;o e na f&eacute; em Deus; um m&eacute;todo que educa para a liberdade na responsabilidade&raquo;. Para al&eacute;m disso, deixou tamb&eacute;m uma palavra dirigida aos muitos pais de escuteiros presentes no santu&aacute;rio para &laquo;agradecer a confian&ccedil;a das fam&iacute;lias no CNE que &eacute; tamb&eacute;m a confian&ccedil;a da Igreja, que &eacute; o habitat natural do CNE, a sua casa&raquo;.

A concluir, D. Joaquim Mendes pediu que o CNE prossiga &laquo;com renovada esperan&ccedil;a o seu caminho, nos &ldquo;trilhos da miseric&oacute;rdia&rdquo;&raquo;. &laquo;Caminhar pelos &ldquo;trilhos da miseric&oacute;rdia&rdquo; &eacute; assumir a miseric&oacute;rdia como estilo de vida, sonhar que podemos mudar as coisas, que podemos contribuir para tornar este mundo um pouco melhor do que o encontramos&raquo;, disse.
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Mensagem de F&aacute;tima tem &laquo;muito a ver com a Miseric&oacute;rdia&raquo;
A peregrina&ccedil;&atilde;o teve in&iacute;cio ontem, s&aacute;bado, com todos os escuteiros a caminharem at&eacute; F&aacute;tima, provenientes de v&aacute;rios pontos de acesso a F&aacute;tima, caminhos previamente definidos pela regi&atilde;o de Leiria do CNE, que identificou acessos seguros a F&aacute;tima para peregrinos a p&eacute;, que n&atilde;o passam pelas estradas principais.

Chegados a F&aacute;tima, os escuteiros eram chamados &agrave; ora&ccedil;&atilde;o na Capelinha das Apari&ccedil;&otilde;es, um momento especial para todos, dos mais novos aos mais velhos, que foi cumprido com o sil&ecirc;ncio que &eacute; habitual na Capelinha.
&nbsp;
De tarde, os escuteiros viveram v&aacute;rias din&acirc;micas sobre o centen&aacute;rio das apari&ccedil;&otilde;es e o Ano da Miseric&oacute;rdia, e tiveram a oportunidade de conhecer algumas das congrega&ccedil;&otilde;es religiosas que t&ecirc;m casa em F&aacute;tima e abriram as portas para os receber.
&Agrave; noite, a prociss&atilde;o das velas foi o ponto alto, com os milhares de escuteiros presentes a encherem o recinto para a ora&ccedil;&atilde;o do ter&ccedil;o e a prociss&atilde;o com o andor de Nossa Senhora.

Norberto Correia, chefe nacional do CNE, faz uma avalia&ccedil;&atilde;o muito positiva do evento. &laquo;Foi uma festa do encontro de escuteiros, festa do abra&ccedil;o que demos uns aos outros e de tomarmos consci&ecirc;ncia da for&ccedil;a que somos quando nos unimos e somos um. Fa&ccedil;o uma avalia&ccedil;&atilde;o muito positiva, pois conseguimos incutir no cora&ccedil;&atilde;o de cada escuteiro o valor de uma peregrina&ccedil;&atilde;o, que &eacute; a caminhada por excel&ecirc;ncia. Os escuteiros saem daqui mais ricos e com melhores diretrizes para a sua vida&raquo;, disse o chefe nacional em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; no final da peregrina&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
O chefe nacional do CNE refere que as expetativas foram ultrapassadas, com mais de 50 mil escuteiros presentes na missa de hoje. &laquo;As expetativas eram de 50% do efetivo, e se juntarmos pais e amigos, o n&uacute;mero foi ainda muito superior&raquo;, sustenta. Na hom&iacute;lia, D. Joaquim Mendes tinha referido o apelo do Papa a que os agrupamentos se integrassem na vida paroquial, mas Norberto Correia adianta que essa realidade j&aacute; sucede no CNE. &laquo;&Eacute; um apelo que j&aacute; teve resposta, assistimos a muitas pessoas das par&oacute;quias que vieram acompanhar os seus escuteiros. &Eacute; sinal que os agrupamentos est&atilde;o a desempenhar corretamente a sua miss&atilde;o na comunidade onde se inserem e est&atilde;o a corresponder &agrave; vontade do Papa Francisco. Vieram amigos, familiares e vizinhos e isso &eacute; sinal claro da influ&ecirc;ncia que o escutismo tem na sua par&oacute;quia&raquo;, referiu.
&nbsp;
A coincid&ecirc;ncia de poder antecipar o centen&aacute;rio das apari&ccedil;&otilde;es e o Ano da Miseric&oacute;rdia no mesmo evento n&atilde;o foi inocente. &laquo;Estarmos a celebrar por antecipa&ccedil;&atilde;o serve para prepararmos a celebra&ccedil;&atilde;o do centen&aacute;rio, e ao mesmo tempo permite celebrar o Jubileu da Miseric&oacute;rdia. S&atilde;o duas efem&eacute;rides que se complementam. A Mensagem de F&aacute;tima tem muito a ver com a miseric&oacute;rdia que devemos absorver nas nossas vidas e praticar uns com os outros&raquo;, afirmou.



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Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Sun, 09 Oct 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Recasados: «Sentimo-nos rejeitados»</title>
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<description><![CDATA[Tem-se falado muito que &eacute; preciso apoiar e acolher os casais recasados, ou seja, unidos depois do div&oacute;rcio de um deles ou dos dois. Era o caso de Paulo Alves e Maria Jos&eacute; Costa. Agora j&aacute; foi decretada a nulidade do primeiro matrim&oacute;nio de Paulo. Casaram recentemente pela Igreja, mas n&atilde;o esquecem o sofrimento por que passaram. &Eacute; o seu testemunho que conhecemos nesta entrevista.
&nbsp;


Fam&iacute;lia Crist&atilde; &ndash; Quando se conheceram como era a vossa viv&ecirc;ncia em Igreja e na f&eacute;?
Paulo Alves &ndash; Eu estava no agrupamento dos escuteiros no Carregado e participava na Eucaristia e t&iacute;nhamos as nossas atividades. Conhecemo-nos no agrupamento.
Maria Jos&eacute; Costa &ndash; Eu era caminheira. Tinha frequ&ecirc;ncia ass&iacute;dua &agrave; Eucaristia e as atividades dos escuteiros que estavam sempre ligadas &agrave; Igreja.
&nbsp;
- Paulo, na altura eras divorciado. Como viveste a separa&ccedil;&atilde;o?
Paulo &ndash; Foi um momento muito complicado porque n&atilde;o estava &agrave; espera. Quando casei, pensei que era para toda a vida. O momento da separa&ccedil;&atilde;o e do div&oacute;rcio foi um momento com muita dor. Eu n&atilde;o aceitei muito bem a situa&ccedil;&atilde;o. Senti-me um bocado perdido. Tinha uma educa&ccedil;&atilde;o muito cat&oacute;lica, muito r&iacute;gida, e o div&oacute;rcio era visto mal. Estive tr&ecirc;s anos sem estar com a minha fam&iacute;lia. N&atilde;o ia a batizados, a casamentos. Tinha vergonha da situa&ccedil;&atilde;o. Recordo-me que, &agrave;s vezes, ia a caminho do trabalho e dizia: &laquo;Quem me dera ter aqui um acidente e que morresse para acabar este sofrimento&hellip;&raquo;
&nbsp;
- Conheceram-se, apaixonaram-se, decidiram ir viver juntos e depois, como foi? Que consequ&ecirc;ncias concretas tiveram?
Maria Jos&eacute; &ndash; Eu nunca pensei no impacto que a nossa rela&ccedil;&atilde;o teria na nossa viv&ecirc;ncia dentro da Igreja. Quando decidimos ir viver juntos, o mundo desabou. Foi quando me apercebi que, a partir daquele momento, havia uma s&eacute;rie de coisas que me seriam vedadas por parte da Igreja. Eu, na altura, estava a fazer o curso de prepara&ccedil;&atilde;o para chefe e fui informada de que j&aacute; n&atilde;o poderia ser investida por causa disso. Ao fim de 14 anos de viv&ecirc;ncia escutista, para mim foi um choque. Como &eacute; que no dia antes eu era um bom exemplo e no dia a seguir deixei de ser um bom exemplo para os jovens?!&nbsp;
&nbsp;

- Como viveram esses afastamentos? N&atilde;o foi s&oacute; dos escuteiros ou foi?
Paulo &ndash; Tamb&eacute;m existiu uma revolta nossa para com a Igreja. Eu senti-me culpado com o div&oacute;rcio e com o relacionamento com a Z&eacute;zinha&hellip; como se fosse a pior pessoa do mundo. N&atilde;o senti um acolhimento da Igreja. Isso revoltou-me. O nosso p&aacute;roco nunca teve uma palavra para connosco. Sentimos que fomos postos de parte e isso custava-nos imenso. Senti-me como um grande pecador. Eu podia continuar nos escuteiros porque eu era investido, era chefe, mas a Z&eacute;zinha n&atilde;o podia. Que sentido &eacute; que faria para n&oacute;s? Decidimos afastar-nos. E da parte da par&oacute;quia tamb&eacute;m n&atilde;o sentimos acolhimento. Sentimo-nos um bocado perdidos e and&aacute;mos um pouco a vaguear.
Maria Jos&eacute; &ndash; A primeira vez que fui &agrave; missa foi um grande choque: a quest&atilde;o de &laquo;agora n&atilde;o me posso confessar, n&atilde;o posso comungar&raquo;. H&aacute; uma s&eacute;rie de coisas que nos foram vedadas, n&atilde;o &eacute;? &Eacute; o direito can&oacute;nico. Mas viv&ecirc;-las &eacute; um grande sofrimento.
&nbsp;
- Sentiram-se rejeitados, mas continuaram a ir &agrave; missa ou afastaram-se?
Maria Jos&eacute; &ndash; Tamb&eacute;m nos afast&aacute;mos da Igreja. Sentimo-nos rejeitados, revoltados e fechamo-nos mais sobre n&oacute;s pr&oacute;prios. Eu nunca deixei de me sentir filha de Deus. Deixei foi de me sentir filha da Igreja. Deus sempre foi meu Pai. Deixei de sentir a Igreja como minha m&atilde;e. Senti que da parte da Igreja n&atilde;o era aceite nem acolhida.

- Quando se deu o regresso e o acolhimento? O que foi a pedra de toque?
Maria Jos&eacute; &ndash; Tivemos a sorte de, numa festa, conhecer um padre que, ao partilharmos com ele a nossa situa&ccedil;&atilde;o, nos quis conhecer melhor. Depois convidou-nos para ir para a par&oacute;quia dele, uma vez que n&atilde;o nos sent&iacute;amos bem na nossa.

- Passaram a participar ativamente nessa par&oacute;quia? O que faziam?
Paulo &ndash; Sim, &eacute;ramos catequistas, faz&iacute;amos parte do conselho pastoral e d&aacute;vamos apoio ao que era necess&aacute;rio.
Maria Jos&eacute; &ndash; Eu tamb&eacute;m fazia anima&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica nas celebra&ccedil;&otilde;es.
&nbsp;
- Isso foi importante para v&oacute;s? Porqu&ecirc;?
Paulo &ndash; Foi muito importante. Sentimo-nos acolhidos. Deix&aacute;mos de ser os indesejados para sermos desejados. Sentimo-nos amados e come&ccedil;&aacute;mos a sentir-nos amados pela Igreja tamb&eacute;m atrav&eacute;s dele. N&atilde;o se preocupou com a quest&atilde;o de sermos recasados, mas com tamb&eacute;m sermos filhos de Deus.
Maria Jos&eacute; &ndash; Ter essas atividades, a mim ajudou-me a sentir &laquo;O.K., h&aacute; aqui uma s&eacute;rie de coisas que eu n&atilde;o posso fazer, mas tamb&eacute;m h&aacute; uma s&eacute;rie de coisas que posso fazer, em que posso ser &uacute;til, em que posso p&ocirc;r a render os dons que Deus me deu.

- Paulo, a decis&atilde;o de avan&ccedil;ar com o pedido de nulidade foi f&aacute;cil? Demoraste alguns anos a avan&ccedil;ar. Porqu&ecirc;?
Paulo &ndash; O processo de nulidade foi um processo muito longo, n&atilde;o tanto pelo processo em si, mas por causa de mim. Eu fui ao tribunal eclesi&aacute;stico para iniciar o processo h&aacute; mais ou menos dez anos. O in&iacute;cio era com um inqu&eacute;rito, com umas perguntas. Achei muito dif&iacute;ceis e n&atilde;o consegui responder.
O papel ficou encostado e o processo esteve parado nas minhas m&atilde;os oito anos. Na nossa par&oacute;quia, com a nossa participa&ccedil;&atilde;o crescemos muito, come&ccedil;amos a ter mais paz. O p&aacute;roco que nos acolheu come&ccedil;ou a dizer: &laquo;Quando &eacute; que come&ccedil;as a tratar do processo de nulidade?&raquo; E eu dizia-lhe: &laquo;&Eacute; t&atilde;o dif&iacute;cil&hellip;&raquo; Ele foi insistindo, insistindo e um dia disse-me: &laquo;Vamos combinar um dia e eu vou-te ajudar a responder ao inqu&eacute;rito.&raquo; E assim foi. Tamb&eacute;m foi importante eu reviver o momento. Entretanto o processo foi encaminhado para o tribunal h&aacute; cerca de dois anos.

- Quanto tempo demorou at&eacute; haver uma decis&atilde;o?
Paulo &ndash; Cerca de dois anos. Pareceu-nos muito longo, mas eu estive oito anos com um papel l&aacute; em casa e queria que o tribunal respondesse num prazo mais curto&hellip; Parecia uma eternidade.

- Maria Jos&eacute;, a nulidade foi confirmada e agora est&atilde;o a preparar o vosso matrim&oacute;nio. O que anseiam mais?
Maria Jos&eacute; &ndash; Cas&aacute;mos h&aacute; quase dez anos pelo civil, mas este casamento tem um significado muito especial. Eu sinto-me em paz com Deus, mas este passo vai ser muito importante para me sentir em paz com a Igreja. Apesar de j&aacute; nos sentirmos mais acolhidos e j&aacute; prestarmos v&aacute;rios servi&ccedil;os na Igreja, continuamos a ser uns crist&atilde;os, n&atilde;o digo de segunda, mas continuamos a n&atilde;o ser uns crist&atilde;os plenos. Agora, passado 15 anos ir comungar outra vez&hellip; sinto-me como se fosse fazer a primeira comunh&atilde;o. &Eacute; uma coisa que tem mexido muito comigo. Vai ser muito especial.
Paulo &ndash; Eu sinto-me um pouco como o filho pr&oacute;digo que volta a casa e que o pai o recebe e d&aacute;-lhe um abra&ccedil;o. &Eacute; sentir este amor profundo e pleno. N&atilde;o &eacute; que Deus esteja chateado comigo, porque Ele ama-me tanto. Mas &eacute; eu sentir-me perdoado. N&atilde;o &eacute; que Ele n&atilde;o me perdoe, mas esta dificuldade de eu Lhe perdoar&hellip;

- O Papa e os bispos dizem que &eacute; preciso acolher os recasados. O que falta para isso acontecer na pr&aacute;tica?
Paulo &ndash; Tem de haver acolhimento da parte da Igreja, e a Igreja n&atilde;o s&atilde;o s&oacute; os padres. Falta pensar e preparar uma estrutura para acolher as pessoas. Se as pessoas soubessem que os recasados sofrem, pensavam &laquo;ser&aacute; que n&atilde;o se pode acolh&ecirc;-los&raquo;, ajudar as pessoas a passar este momento dif&iacute;cil.
Maria Jos&eacute; &ndash; N&atilde;o h&aacute; solu&ccedil;&otilde;es m&aacute;gicas. Cada comunidade tem de discernir as melhores op&ccedil;&otilde;es. Mas tamb&eacute;m faltam coisas antes de se chegar a essa situa&ccedil;&atilde;o.

- No acompanhamento dos casais?
Maria Jos&eacute; - Antes do matrim&oacute;nio e depois.
Paulo &ndash; Se eu tivesse preparado o meu primeiro casamento como deve ser, se calhar n&atilde;o tinha casado, tinha percebido que n&atilde;o estava preparado para casar. E depois do casamento tamb&eacute;m n&atilde;o houve um acompanhamento da Igreja. E isto ainda se passa hoje em dia.
O Curso de Prepara&ccedil;&atilde;o para o Matrim&oacute;nio (CPM) s&atilde;o sess&otilde;es, meia d&uacute;zia de horas. E quando as pessoas chegam ao CPM j&aacute; est&atilde;o decididas. Deve come&ccedil;ar-se mais cedo, nas catequeses, nos jovens.
Maria Jos&eacute; &ndash; Temos conhecimento de par&oacute;quias que t&ecirc;m grupos de acompanhamento de casais de namorados. O caminho come&ccedil;a logo a&iacute;. Quando fazem o discernimento do casamento j&aacute; &eacute; muito mais refletido, rezado. E mesmo ap&oacute;s o matrim&oacute;nio deve haver algum acompanhamento.

- Olhando para a vossa hist&oacute;ria e para estes anos que passaram, como se veem como fam&iacute;lia?
Paulo &ndash; A nossa fam&iacute;lia &eacute; um pouco especial. N&oacute;s temos tr&ecirc;s filhos. Decidimos adot&aacute;-los, ou melhor, eles adotaram-nos como pais h&aacute; quatro anos. Tem sido um renascer de fam&iacute;lia. Vivemos alguns anos apenas os dois e, de repente, pass&aacute;mos a cinco. Acredito e sinto que somos uma fam&iacute;lia muito feliz. Com uma alegria l&aacute; em casa. Com tr&ecirc;s filhos &eacute; uma alegria de manh&atilde; &agrave; noite.
Maria Jos&eacute; &ndash; Acabamos por ser uma fam&iacute;lia como as outras. Somos uma fam&iacute;lia onde reina muito o amor e isso acaba por ser o ele mais forte do que o la&ccedil;o biol&oacute;gico.
&nbsp;
Pode ver a entrevista em v&iacute;deo:

&nbsp;

&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotografias: Ricardo Perna
V&iacute;deo: Paulo Paiva
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<pubDate>Fri, 07 Oct 2016 10:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa marca Sínodo dedicado aos jovens</title>
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<description><![CDATA[A Sala de Imprensa do Vaticano anunciou hoje que o tema do pr&oacute;ximo S&iacute;nodo, a realizar em outubro de 2018, ser&aacute; &laquo;Os jovens, a f&eacute; e o discernimento vocacional&raquo;. Conforme a Fam&iacute;lia Crist&atilde; j&aacute; havia noticiado h&aacute; meses, o Papa Francisco escolheu um tema que servir&aacute; de sequ&ecirc;ncia &agrave; exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica Amoris Laetitia.


&laquo;O tema, express&atilde;o da preocupa&ccedil;&atilde;o pastoral da Igreja para com os jovens, est&aacute; na continuidade dos resultados das recentes assembleias sinodais sobre a fam&iacute;lia e do conte&uacute;do da exorta&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-sinodal Amoris Laetitia. Destina-se a acompanhar os jovens no seu caminho de crescimento, para que, atrav&eacute;s de um processo de discernimento, possam descobrir o seu projeto de vida e realiz&aacute;-lo com alegria, abrindo-se ao encontro com Deus e com os homens, e participando ativamente na edifica&ccedil;&atilde;o da Igreja e da sociedade&raquo;, pode ler-se no comunicado da Santa S&eacute; publicado hoje.
&nbsp;
J&aacute; em julho, a Fam&iacute;lia Crist&atilde; tinha noticiado que, no final do consist&oacute;rio de junho, o Papa Francisco tinha consulado o col&eacute;gio de cardeais sobre os poss&iacute;veis temas a abordar num pr&oacute;ximo s&iacute;nodo, e a juventude foi um dos temas fortes que surgiram. O Vaticano explica que o Papa Francisco escolheu o tema tamb&eacute;m depois de consultar as Confer&ecirc;ncias Episcopais, as Igrejas Orientais Cat&oacute;licas e a Uni&atilde;o dos Superiores Gerais, tendo em considera&ccedil;&atilde;o as sugest&otilde;es dos participantes na &uacute;ltima assembleia sinodal e o parecer do XIV Conselho Ordin&aacute;rio do S&iacute;nodo dos Bispos.
&nbsp;
Com base nessas fontes, o Pe. Eduardo Novo, diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil, tinha adiantado o qu&atilde;o &laquo;importante&raquo; seria um s&iacute;nodo dedicado &agrave; juventude. &laquo;Faz sentido um s&iacute;nodo sobre a juventude, porque urge repensar toda a din&acirc;mica da igreja, principalmente sobre a juventude. O S&iacute;nodo permitiria fazer um convite e usar a metodologia de Ema&uacute;s, em que Jesus n&atilde;o refila, n&atilde;o julga, mas se p&otilde;e a caminhar com eles, e penso que o S&iacute;nodo poderia ter essa imagem, se fosse para avan&ccedil;ar com este tema&raquo;, dizia na altura o diretor do DNPJ. Este foi o cen&aacute;rio que hoje a Sala de Imprensa confirmou a todo o mundo, e que ir&aacute; come&ccedil;ar a ser preparado no final deste ano dedicado &agrave; miseric&oacute;rdia.
&nbsp;
A assembleia de 2018 segue-se aos dois encontros mundiais de bispos que em 2014 e 2015 debateram os temas da fam&iacute;lia e do matrim&oacute;nio, conclu&iacute;das na exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica p&oacute;s-sinodal &lsquo;A Alegria do Amor&rsquo;. Desconhecem-se ainda os modos de prepara&ccedil;&atilde;o para o S&iacute;nodo, mas tendo em conta que est&aacute; marcado apenas para 2018, prev&ecirc;-se que haja de novo uma grande &ecirc;nfase na participa&ccedil;&atilde;o dos fi&eacute;is de todo o mundo nos documentos de trabalho em prepara&ccedil;&atilde;o para o S&iacute;nodo, muito especialmente da parte dos jovens e dos movimentos juvenis.

&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: Confer&ecirc;ncia Episcopal da Pol&oacute;nia
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<pubDate>Thu, 06 Oct 2016 12:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Música e Mariana Alvim na apresentação do DOCAT</title>
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<description><![CDATA[O DOCAT, vers&atilde;o da Doutrina Social da Igreja para jovens, ser&aacute; apresentado num sunset em Lisboa. Em comunicado, a PAULUS Editora anuncia que a animadora da RFM, Mariana Alvim, apresentar&aacute; a obra no fim de tarde de 13 de outubro, pelas 19h00. Nas instala&ccedil;&otilde;es da Marinha Portuguesa, na Ribeira das Naus, em Lisboa, haver&aacute; tamb&eacute;m m&uacute;sica com o DJ Ant&oacute;nio Mendes, da RFM. D. Manuel Linda, bispo das For&ccedil;as Armadas e Seguran&ccedil;a estar&aacute; presente.

&nbsp;
O Pe. Jos&eacute; Andr&eacute; Ferreira, respons&aacute;vel pelo projeto, explica que &laquo;a inten&ccedil;&atilde;o da PAULUS Editora foi fazer um lan&ccedil;amento que mexa com a sociedade&raquo;. Com o Sunset, a ideia &eacute; &laquo;atrair os jovens &agrave; obra e interpel&aacute;-los a agir&raquo;.
&nbsp;
No pref&aacute;cio da obra, o Papa Francisco diz que &laquo;um crist&atilde;o que n&atilde;o seja revolucion&aacute;rio neste tempo, n&atilde;o &eacute; crist&atilde;o.&raquo; O Pe. Jos&eacute; Andr&eacute; Ferreira afirma que &laquo;por revolu&ccedil;&atilde;o devemos entender ir &agrave; raiz do Evangelho e agir de acordo com esses princ&iacute;pios&raquo;.
&nbsp;
Para isso, &eacute; preciso que os crist&atilde;os conhe&ccedil;am a Doutrina Social da Igreja. &laquo;H&aacute; um grande desconhecimento e abrange leigos, religiosos e at&eacute; hierarquia. O DOCAT vai permitir a todos, e n&atilde;o s&oacute; aos jovens, perceber quais os temas que a Doutrina Social da Igreja aborda e permite ampliar conhecimentos&raquo;, afirma o Pe. Jos&eacute; Andr&eacute; Ferreira.
&nbsp;
DOCAT aborda a Doutrina Social da Igreja numa linguagem jovem, acess&iacute;vel e din&acirc;mica. Est&aacute; dividido por temas: fam&iacute;lia, trabalho, vida econ&oacute;mica, pol&iacute;tica, comunidade internacional, paz, prote&ccedil;&atilde;o do meio ambiente.
&nbsp;
O Papa Francisco, no pref&aacute;cio da obra, tra&ccedil;a o seu objetivo: &laquo;Eu espero que um milh&atilde;o de jovens, mais ainda, que uma gera&ccedil;&atilde;o inteira seja, para os seus contempor&acirc;neos, uma doutrina social em movimento.&raquo;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 06 Oct 2016 11:00:00 +0100</pubDate>
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<title>António Guterres na ONU</title>
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<description><![CDATA[Ao in&iacute;cio da tarde, o nome de Ant&oacute;nio Guterres ser&aacute; apresentado para nova vota&ccedil;&atilde;o para secret&aacute;rio-geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. A sexta vota&ccedil;&atilde;o informal aconteceu na quarta-feira, dia 5 de outubro. Agora os membros do Conselho de Seguran&ccedil;a reunir-se-&atilde;o de novo. Todos esperam que seja eleito logo &agrave; primeira depois de 13 votos a favor e zero votos contra na vota&ccedil;&atilde;o informal. Fica a faltar ainda a vota&ccedil;&atilde;o dos membros da Assembleia Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas ainda sem data marcada.


&nbsp;

Nunca aconteceu que o candidato proposto pelo Conselho de Seguran&ccedil;a tenha sido chumbado pela Assembleia Geral e por isso trata-se de uma formalidade necess&aacute;ria, mas que n&atilde;o dever&aacute; alterar o resultado final: Ant&oacute;nio Guterres est&aacute; &agrave; beira de se tornar secret&aacute;rio-geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas.
&nbsp;

O Presidente da Rep&uacute;blica j&aacute; disse que se trata de &laquo;uma excelente not&iacute;cia para Portugal&raquo;. Numa nota divulgada no s&iacute;tio da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, Marcelo Rebelo de Sousa afirma ter recebido a not&iacute;cia &laquo;do acordo no Conselho de Seguran&ccedil;a para propor Ant&oacute;nio Guterres&raquo; com &laquo;grande alegria e emo&ccedil;&atilde;o&raquo;. Al&eacute;m de ser uma boa not&iacute;cia para o pa&iacute;s, o Presidente da Rep&uacute;blica salienta que &laquo;&eacute; uma excelente not&iacute;cia para as Na&ccedil;&otilde;es Unidas, porque &eacute; o melhor candidato para o cargo&raquo;. Ainda h&aacute; duas semanas Marcelo Rebelo de Sousa esteve nas Na&ccedil;&otilde;es Unidas apoiando a candidatura de Ant&oacute;nio Guterres. Agora diz ser &laquo;uma vit&oacute;ria da compet&ecirc;ncia e da transpar&ecirc;ncia e &eacute; tamb&eacute;m uma vit&oacute;ria de um consenso nacional.&raquo;
&nbsp;

Mas quem &eacute; Ant&oacute;nio Guterres?
Nasceu em 30 de abril de 1949, em Lisboa. Formou-se no Instituto Superior T&eacute;cnico com m&eacute;dia de 19 valores. Cat&oacute;lico assumido, tem em V&iacute;tor Mel&iacute;cias o confessor e amigo de toda a vida. &Eacute; abertamente contra o aborto. Um homem dedicado &agrave;s causas sociais, ficou conhecido por sempre ser defensor da via do di&aacute;logo, o que irritou muito os seus colegas de partido. Em 1991, faz parte da equipa fundadora do Conselho Portugu&ecirc;s para os Refugiados. Ainda hoje mant&eacute;m liga&ccedil;&atilde;o com a institui&ccedil;&atilde;o, que visita frequentemente.
&nbsp;

Foi primeiro-ministro de Portugal at&eacute; 2001, altura em que se demitiu depois de uma derrota nas elei&ccedil;&otilde;es aut&aacute;rquicas. Durante o mandato, com a Assembleia da Rep&uacute;blica dividida 115-115 deputados, foi o respons&aacute;vel por conseguir aprovar um or&ccedil;amento do Estado que ficou conhecido como &quot;Or&ccedil;amento limiano&quot;, gra&ccedil;as ao acordo com o deputado do CDS Daniel Campelo. Durante os seus mandatos como primeiro-ministro, empenhou-se fortemente nos contactos internacionais para resolver a crise de Timor-Leste. Tamb&eacute;m foi durante a Presid&ecirc;ncia Portuguesa da Uni&atilde;o Europeia que foi aprovada a chamada &quot;Agenda de Lisboa&quot;. Politicamente, foi tamb&eacute;m presidente da Internacional Socialista.
&nbsp;

Depois de deixar de ser chefe do governo, tornou-se Alto Comiss&aacute;rio das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para os Refugiados em 15 de junho de 2005.&nbsp; Na altura, tra&ccedil;ou as atitudes com que enfrentava o desafio: &laquo;Convic&ccedil;&atilde;o porque eu acredito verdadeiramente nos valores deste escrit&oacute;rio e quero esfor&ccedil;ar-me para faz&ecirc;-los prevalecer em todo o mundo. Humildade porque eu tenho muito a aprender e dependerei de todos voc&ecirc;s para isso. Entusiasmo porque eu n&atilde;o poderia escolher uma causa mais nobre para lutar.&raquo; Enfrentou a maior vaga de refugiados da hist&oacute;ria. H&aacute; quem o acuse de n&atilde;o ter respondido &agrave; crise como devia.

Deixou o cargo no final do ano passado. Agora espera-o o desafio de liderar a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. A ONU foi criada depois da Segunda Guerra Mundial, em 1945, quando 51 Estados se juntaram para criar o documento fundacional. O objetivo era o di&aacute;logo internacional para evitar nova guerra. Atualmente, s&atilde;o 193 os Estados membros.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: ONU e Lusa/Tiago Petinga
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<pubDate>Thu, 06 Oct 2016 10:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Condenar métodos artificiais é «cair no erro da casuística»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/condenar-metodos-artificiais-e-cair-no-erro-da-casuistica</link>
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<description><![CDATA[O novo diretor da Pontif&iacute;cia Academia para a Vida e do Instituto Jo&atilde;o Paulo II de Estudos sobre o Matrim&oacute;nio e a Fam&iacute;lia, D. Vincenzo Paglia, assume que estes institutos precisam de encontrar &laquo;novas formas de responder aos desafios colocados pela exorta&ccedil;&atilde;o do Papa, Amoris laetitia&raquo;, evitando que estes organismos caiam na &laquo;casu&iacute;stica&raquo;, perdendo de vista a &laquo;vis&atilde;o geral&raquo; que permite &laquo;dar ju&iacute;zo sobre as situa&ccedil;&otilde;es particulares&raquo;.


&nbsp;
Nesta conversa exclusiva com a Fam&iacute;lia Crist&atilde; sobre este novo desafio que o Papa Francisco lhe lan&ccedil;ou, D. Vincenzo Paglia referiu a necessidade de ultrapassar as &laquo;fronteiras&raquo; e dialogar com &laquo;todos&raquo;, crentes e n&atilde;o crentes. &laquo;As fronteiras s&atilde;o as quest&otilde;es mais delicadas relativas aos temas da vida humana e da sua rela&ccedil;&atilde;o com o matrim&oacute;nio e a fam&iacute;lia, como o come&ccedil;o da vida, a manipula&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica, o genoma, o fim da vida, o acesso a medicamentos em todo o mundo. Deve haver um di&aacute;logo profundo, que envolva cientistas, fil&oacute;sofos, te&oacute;logos, soci&oacute;logos, pol&iacute;ticos. Os temas decisivos para a vida humana n&atilde;o pertencem aos cat&oacute;licos, aos n&atilde;o-crentes ou aos bi&oacute;logos: pertencem &agrave; humanidade&raquo;, referiu o prelado.
&nbsp;
Depois de quatro anos &agrave; frente do conselho Pontif&iacute;cio para a Fam&iacute;lia, e com a fus&atilde;o deste Conselho com outros no novo Dicast&eacute;rio para Leigos, Fam&iacute;lia e Vida, o Papa Francisco pediu-lhe que pegasse nestes dois organismos, que estar&atilde;o ao servi&ccedil;o do novo Dicast&eacute;rio. &laquo;A Academia para a Vida &eacute; uma institui&ccedil;&atilde;o que pretende oferecer um servi&ccedil;o de reflex&atilde;o sobre os grandes temas acerca da Vida. Nasceu com Jo&atilde;o Paulo II, depois continuou com o Papa Bento e agora com o papa Francisco encontra-se num momento de recome&ccedil;o, em vista de uma mais atenta, mais audaz reflex&atilde;o sobre as grandes fronteiras da vida em toda a sua amplitude. Quanto ao Instituto Jo&atilde;o Paulo II, o Papa pede que esteja ligado &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, para mostrar que a investiga&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica, pastoral, n&atilde;o pode existir separada das quest&otilde;es concretas da psiquiatria, da f&iacute;sica, da psicologia, das pesquisas biotecnol&oacute;gicas, a fim de oferecer um contributo de apoio &agrave; mensagem da Amoris laetitia&raquo;, explicou D. Paglia.
&nbsp;
Escolha dos m&eacute;todos &eacute; &laquo;debate do passado&raquo;
Nos &uacute;ltimos anos, o Instituto Jo&atilde;o Paulo II tem mantido uma posi&ccedil;&atilde;o muito rigorosa no que diz respeito &agrave;s quest&otilde;es sempre pol&eacute;micas do planeamento familiar. O testemunho de um casal no S&iacute;nodo sobre a Fam&iacute;lia que afirmava pertencer a uma comunidade que mantinha uma abertura &agrave; vida, utilizando m&eacute;todos artificiais de regula&ccedil;&atilde;o da natalidade, leva a que D. Paglia considere ser tempo de deixar de lado &laquo;quest&otilde;es de pormenor&raquo;, como a escolha dos m&eacute;todos de planeamento familiar. &laquo;Esses s&atilde;o debates do passado. A carta do Papa &eacute; muito clara no que pede ao Instituto e a mim. Pede uma compreens&atilde;o mais profunda, mais larga, mais evang&eacute;lica da miss&atilde;o da fam&iacute;lia no mundo&raquo;, diz.

D. Paglia n&atilde;o quer &laquo;renegar o passado&raquo;, nem deixar de repetir &laquo;a indispensabilidade da abertura &agrave; vida&raquo;, mas quando questionado sobre a possibilidade de um casal utilizar m&eacute;todos artificiais para executar a paternidade respons&aacute;vel de que o Papa fala, refere que &laquo;h&aacute; uma perspetiva geral, e depois cada um tem reger-se pela sua pr&oacute;pria consci&ecirc;ncia e responsabilidade perante Deus&raquo;. &laquo;Existe um grande des&iacute;gnio que &eacute; muito mais amplo que o pormenor dos m&eacute;todos ou da formula&ccedil;&atilde;o. H&aacute; o risco de nos perdermos na casu&iacute;stica, se apenas abordarmos os pormenores, e deixarmos de lado o mais importante. Se n&atilde;o recuperarmos a vis&atilde;o geral, n&atilde;o seremos capazes de dar um ju&iacute;zo sobre as situa&ccedil;&otilde;es particulares&raquo;, avisa o prelado.

Para cumprir este des&iacute;gnio, &eacute; necess&aacute;rio &laquo;uma nova prega&ccedil;&atilde;o, uma nova reflex&atilde;o&raquo;. &laquo;Temos de voltar a oferecer o entusiasmo aos jovens, fazer compreender que a Amoris Laetitia tem dois cap&iacute;tulos centrais que devem ser descobertos: o IV e o V. O IV fala de amor, n&atilde;o de um amor rom&acirc;ntico, que fecha, que se limita aos sentimentos, mas um Amor que &eacute; hist&oacute;ria, que une, sabe perdoar, esperar, entusiasmar, e o outro, o V, com o tema da gera&ccedil;&atilde;o, que &eacute; um tema onde existe hoje um risco de que o individualismo familiar se sobreponha &agrave; responsabilidade da gera&ccedil;&atilde;o de filhos. &Eacute; por isto que se pode dizer que, em resumo, o problema est&aacute; entre o primado do Eu e o primado do N&oacute;s. E este &eacute; um desafio epocal dentro da fam&iacute;lia e, como tal, de toda a sociedade. Eu ou N&oacute;s, o interesse individual ou o bem comum?&raquo;, questiona.
&nbsp;
O abismo antropol&oacute;gico do inquinamento humano
Para o novo respons&aacute;vel por estes organismos pontif&iacute;cios, vivemos um tempo de mudan&ccedil;a epocal, com tr&ecirc;s grandes perigos que afetam a humanidade. &laquo;Toc&aacute;mos com a m&atilde;o o risco da destrui&ccedil;&atilde;o do planeta com o nuclear, a destrui&ccedil;&atilde;o do ambiente com o inquinamento do ambiente e a ecologia, e hoje enfrentamos um terceiro grande risco: o inquinamento humano atrav&eacute;s da manipula&ccedil;&atilde;o e destrui&ccedil;&atilde;o que atingem toda a humanidade&raquo;, em quest&otilde;es como o aborto, a eutan&aacute;sia, a manipula&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica, entre outras. Uma queda no abismo que s&oacute; poder&aacute; ser evitada com uma nova &laquo;alian&ccedil;a&raquo;. &laquo;Se tivesse de recorrer a uma imagem b&iacute;blica, temos o mesmo risco do dil&uacute;vio universal. Toda a terra se ir&aacute; submergir. Precisamos duma arca em que entrem todos os representantes para estabelecer uma nova alian&ccedil;a. Creio que isto &eacute; o que vai ser decisivo&raquo;, afirma.

O novo presidente da Pontif&iacute;cia Academia para a Vida aponta o exemplo ir&oacute;nico de um &laquo;rapaz que n&atilde;o &eacute; considerado maduro para votar num partido ser considerado maduro para poder decidir sobre a sua pr&oacute;pria vida&raquo;. &laquo;&Eacute; uma contradi&ccedil;&atilde;o que mostra o grande perigo desta vis&atilde;o, um retrocesso triste em compara&ccedil;&atilde;o com o sonho de uma humanidade solid&aacute;ria&raquo;, diz, avisando que est&aacute; em jogo a &laquo;dignidade da vida humana, destru&iacute;da por estes curto-circuitos que se v&atilde;o introduzindo na sociedade&raquo;. &laquo;Muitas vezes aproveitam-se da compaix&atilde;o superficial de um caso limite para legitimar a elabora&ccedil;&atilde;o de leis muito perigosas&raquo;. &laquo;&Eacute; por isso que estou convencido que qualquer percurso legislativo tem de ser acompanhado de uma grade reflex&atilde;o sobre estas tem&aacute;ticas&raquo;, conclui.
&nbsp;
Texto e Fotos: Ricardo Perna
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Fri, 30 Sep 2016 15:33:00 +0100</pubDate>
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<title>Leituras encenadas de textos bíblicos na Batalha</title>
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<description><![CDATA[O Mosteiro da Batalha acolhe o projeto E o Esp&iacute;rito voltar&aacute; a Deus, leituras encenadas de grandes textos de espiritualidade crist&atilde;. Frei Joaquim Carreira das Neves, D. Ant&oacute;nio Marto, Ant&oacute;nio Marujo e Lu&iacute;s Miguel Cintra escolheram textos que consideraram centrais na sua f&eacute; e na forma de ver o mundo.

O te&oacute;logo e biblista Carreira das Neves optou pelo Hino ao Amor da 1.&ordf; Ep&iacute;stola de S. Paulo aos Cor&iacute;ntios. O bispo de Leiria-F&aacute;tima escolheu as Obras de Miseric&oacute;rdia de S. Mateus. O jornalista Ant&oacute;nio Marujo, o C&acirc;ntico dos C&acirc;nticos e as Bem-Aventuran&ccedil;as (de S. Lucas e S. Mateus) e Lu&iacute;s Miguel Cintra escolheu o texto do Eclesiastes (vers&atilde;o de Dami&atilde;o de G&oacute;is), por sugest&atilde;o de Tolentino de Mendon&ccedil;a. O diretor do Mosteiro, Joaquim Ruivo, optou pelo Apocalipse, de S. Jo&atilde;o. Estes textos s&atilde;o apresentados por Lu&iacute;s Miguel Cintra e grupos de teatro da regi&atilde;o.

As leituras encenadas decorrem nas Capelas Imperfeitas, do Mosteiro da Batalha 30 de setembro, 8, 15 e 22 de outubro, pelas 21h00. A entrada &eacute; gratuita.
&nbsp;

Veja aqui a programa&ccedil;&atilde;o:
30 de setembro &ndash; Pedro Oliveira e O Nariz &ndash; 1.&ordf; Carta de S. Paulo aos Cor&iacute;ntios
8 de outubro &ndash; Tobias Monteiro e Kind of Black Box &ndash; O Apocalipse
15 de outubro &ndash; Fr&eacute;d&eacute;ric da Cruz e Leirena Teatro &ndash; As Bem-Aventuran&ccedil;as
22 de outubro &ndash; Lu&iacute;s Miguel Cintra &ndash; Eclesiastes (Vers&atilde;o de Dami&atilde;o de G&oacute;is)

&nbsp;Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Fri, 30 Sep 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Alepo: «pior que matadouro»</title>
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<description><![CDATA[O Secret&aacute;rio-Geral da ONU denunciou os ataques contra hospitais em Alepo. Ban Ki-Moon usou imagens fortes: &laquo;Imaginem um matadouro. Isto &eacute; pior. At&eacute; um matadouro &eacute; mais humano. Hospitais, cl&iacute;nicas, ambul&acirc;ncias e pessoal m&eacute;dico em Alepo est&atilde;o a ser atacados sem pausas.&raquo;

Na reuni&atilde;o do Conselho de Seguran&ccedil;a, Ban Ki-Moon defendeu que quem faz estes ataques na S&iacute;ria &laquo;sabe o que est&aacute; a fazer&raquo; e que se trata de &laquo;crimes de guerra&raquo;. O secret&aacute;rio-geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas lembra que, de acordo com os dados de uma Organiza&ccedil;&atilde;o N&atilde;o-Governamental, 95% do pessoal m&eacute;dico de Alepo fugiu, foi preso ou morto. Ban Ki-Moon apelou a uma a&ccedil;&atilde;o do Conselho de Seguran&ccedil;a: &laquo;A lei internacional &eacute; clara: profissionais, instala&ccedil;&otilde;es e transportes m&eacute;dicos devem ser protegidos. Os feridos e doentes &ndash; civis e combatentes &ndash; devem ser salvos. Os ataques contra hospitais s&atilde;o crimes de guerra.&raquo;
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A situa&ccedil;&atilde;o em Alepo agrava-se a cada dia que passa. A UNICEF, ag&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para as Crian&ccedil;as, diz que, desde sexta-feira, j&aacute; morreram pelo menos 96 crian&ccedil;as e 223 ficaram feridas. O diretor executivo adjunto da UNICEF, Justin Forsyth, n&atilde;o mede as palavras: &laquo;As crian&ccedil;as de Alepo est&atilde;o presas num verdadeiro pesadelo&raquo; e acrescenta que &laquo;n&atilde;o h&aacute; palavras para descrever o sofrimento por que est&atilde;o a passar&raquo;.
&nbsp;
Na parte oriental da cidade s&oacute; h&aacute; 30 m&eacute;dicos e muito poucos equipamentos e medicamentos. Os feridos n&atilde;o param de aumentar. Os relatos que chegam &agrave; UNICEF s&atilde;o aterradores: as crian&ccedil;as com poucas hip&oacute;teses de sobreviv&ecirc;ncia s&atilde;o deixadas para tr&aacute;s. Justin Forsyth afirma que &laquo;nada pode justificar tais ataques contra crian&ccedil;as e tamanho desrespeito pela vida humana. O sofrimento &ndash; e o choque que provocam nas crian&ccedil;as &ndash; &eacute; indiscutivelmente o pior a que alguma vez assistimos&raquo;.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Foto: &copy; UNICEF/UN029871/Al-Issa
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<pubDate>Thu, 29 Sep 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa propõe comunicação de «esperança e confiança»</title>
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<description><![CDATA[A Sala de Imprensa da Santa S&eacute; anunciou hoje que o Dia Mundial das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais em 2017 vai ter como tema &#39;Comunicar esperan&ccedil;a e confian&ccedil;a no nosso tempo&#39;. &laquo;O tema do pr&oacute;ximo Dia Mundial das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais &eacute; um convite a contar a hist&oacute;ria do mundo e as hist&oacute;rias dos homens e mulheres segundo a l&oacute;gica da &lsquo;boa not&iacute;cia&rsquo; que nos lembra que Deus nunca renuncia a ser Pai, em qualquer situa&ccedil;&atilde;o e com cada ser humano&raquo;, explicam os respons&aacute;veis da Secretaria da Comunica&ccedil;&atilde;o da Santa S&eacute;, no comunicado que acompanha a divulga&ccedil;&atilde;o do lema escolhido pelo Papa.

A 51&ordf; Jornada Mundial das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais, celebrada desde 1966 no domingo anterior &agrave; festa do Pentecostes, tem como inspira&ccedil;&atilde;o uma passagem do livro b&iacute;blico do profeta Isa&iacute;as: &ldquo;N&atilde;o tenhas medo, que Eu estou contigo&rdquo; (Is 43,5). O novo organismo respons&aacute;vel pelos media no Vaticano alerta para o risco de um adormecimento da consci&ecirc;ncia por causa da &laquo;dist&acirc;ncia f&iacute;sica&raquo; de profissionais, l&iacute;deres de opini&atilde;o e meios de comunica&ccedil;&atilde;o face aos &laquo;lugares da pobreza&raquo;. &laquo;Anestesiar a consci&ecirc;ncia ou deixar-se levar pelo desespero s&atilde;o duas poss&iacute;veis doen&ccedil;as &agrave;s quais pode levar o atual sistema de comunica&ccedil;&atilde;o&raquo;, pode ler-se.

O comunicado da Secretaria para a Comunica&ccedil;&atilde;o assinala que existe uma &laquo;ignor&acirc;ncia da complexidade dos dramas&raquo; humanos, criticando que transforma o desespero de homens e mulheres em &laquo;espet&aacute;culo&raquo;.

O padre Am&eacute;rico Aguiar, diretor do Secretariado Nacional das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais, em Portugal, disse &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA que o tema escolhido para 2017 &laquo;est&aacute; profundamente enraizado numa express&atilde;o utilizado pelo Papa Francisco aquando dos infelizes acontecimentos em torno da ilha de Lesbos e da visita papal ocorrida: o perigo da globaliza&ccedil;&atilde;o da indiferen&ccedil;a&raquo;. &laquo;Estamos a ficar imunes ao sofrimento do outro, do pr&oacute;ximo. Francisco dizia que ia chorar os que j&aacute; ningu&eacute;m chora&raquo;, precisou.

Para este respons&aacute;vel, &eacute; preciso perder o &laquo;medo&raquo; de dar &laquo;boas not&iacute;cias&raquo;, hist&oacute;rias &laquo;do mundo, dos homens e das mulheres, das suas alegrias e tristezas, l&aacute;grimas e sorrisos&raquo;.
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Texto: Ag&ecirc;ncia Ecclesia
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<pubDate>Thu, 29 Sep 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Vive ao contrário?</title>
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<description><![CDATA[Terminadas as f&eacute;rias e o tempo mais dedicado &agrave; fam&iacute;lia, muitos pais andam atarefados e a correr do trabalho para casa e vice-versa. Chega a casa tarde e a m&aacute;s horas e j&aacute; depois de apanhar as crian&ccedil;as em casa dos av&oacute;s com jantar e banho tomado? Se j&aacute; sentiu que vive ao contr&aacute;rio e, mesmo assim, n&atilde;o consegue mudar as prioridades da sua vida, tem mesmo de ler este texto.

Crian&ccedil;as que adormecem &agrave; meia-noite e se levantam &agrave;s 7 da manh&atilde;&hellip; Teresa Paiva, neurologista, fica de cabelos em p&eacute;. Desde a d&eacute;cada de 80 acompanha pessoas com perturba&ccedil;&otilde;es de sono. Se os pais s&oacute; chegam a casa &agrave;s 22h00, as crian&ccedil;as n&atilde;o podem deitar-se mais cedo. &Eacute; normal que queiram brincar e estar com os pais.

Para Teresa Paiva, a mudan&ccedil;a tem de come&ccedil;ar nos adultos. &laquo;A gente tem de come&ccedil;ar por convencer os pais a chegarem a casa mais cedo&raquo;, atira de forma r&aacute;pida para de seguida admitir que nem sempre &eacute; f&aacute;cil. &laquo;Eu tamb&eacute;m percebo, um pai que tem de chegar a casa mais cedo e, no trabalho, come&ccedil;am a dizer: &ldquo;N&atilde;o pode sair porque arrisca o emprego.&rdquo; Claro que tem de sair mais tarde.&raquo; Teresa Paiva insiste que &eacute; preciso mudar isso e d&aacute; raz&otilde;es cient&iacute;ficas. &laquo;Toda a gente sabe que o spend de aten&ccedil;&atilde;o &eacute; uma hora. Ningu&eacute;m consegue fazer mais do que uma hora, &eacute; quanto devem durar as aulas&raquo;, explica. A neurologista diz mesmo que a efic&aacute;cia do trabalho n&atilde;o melhora com mais horas de trabalho. &laquo;De acordo com as estat&iacute;sticas da OCDE de 2015, Portugal &eacute; o 4.&ordm; pa&iacute;s do mundo com mais horas de trabalho por semana e &eacute; o 6.&ordm; pa&iacute;s do mundo a ter pior produtividade dessas mesmas horas de trabalho. Alguma coisa n&atilde;o est&aacute; bem. Essas empresas est&atilde;o a esquecer-se que t&ecirc;m responsabilidade social. N&atilde;o podem ganhar dinheiro num pa&iacute;s em que est&aacute; toda a gente doente.&raquo;



Sociedade portuguesa caminha para o abismo?
Percebe-se que este &eacute; um tema que mexe muito com esta mulher, que todos os dias v&ecirc; consequ&ecirc;ncias na vida e na sa&uacute;de das pessoas. &laquo;A sociedade portuguesa tem de pensar para onde &eacute; que vai e escusa de caminhar para o abismo&raquo;, diz Teresa Paiva. A neurologista mostra a lista de doentes para a tarde em que falamos. Ainda faltam alguns e j&aacute; s&atilde;o 18h00. Diz que trabalha muito mas que &eacute; preciso ter regras. &laquo;A coisa mais est&uacute;pida que se pode fazer &eacute; implementar regras anti-humanas ou esclavagistas&raquo;, afirma. Mas de que fala? &laquo;Por exemplo, as pessoas serem controladas pelo que fazem nos computadores. Isso &eacute; uma tortura. Uma pessoa que &eacute; controlada se o telefone toca mais do que cinco vezes e n&atilde;o atende; Uma pessoa que &eacute; controlada pelas vezes que mexe o rato; Uma pessoa que &eacute; controlada se j&aacute; teve tempo para dar uma resposta e n&atilde;o deu, come&ccedil;a a receber mensagens no computador a dizer que j&aacute; passaram n&atilde;o sei quantos minutos&hellip; Se isto n&atilde;o &eacute; esclavagismo, &eacute; uma coisa muito parecida.&raquo;

Se os trabalhadores passam horas a mais no trabalho, o que dizer das crian&ccedil;as? &laquo;Acho inacredit&aacute;vel que as crian&ccedil;as entrem na escola ou na creche &agrave;s 08h00 da manh&atilde; e saiam &agrave;s 18h ou 19h00. Est&atilde;o na escola 10, 11 ou 12 horas. Trabalham mais de 40 horas por semana, que &eacute; o m&aacute;ximo recomendado para um adulto. S&atilde;o barbaridades que se est&atilde;o a fazer &agrave;s crian&ccedil;as e &agrave;s pessoas.&raquo; Teresa Paiva diz que tudo isto se paga em termos econ&oacute;micos e de sa&uacute;de, agora e no futuro. Por isso, defende que &eacute; preciso mudar. &laquo;H&aacute; que pensar que esta estrat&eacute;gia vai dar disparates sociais com que n&oacute;s nos vamos confrontar. E &eacute; completamente assustador&raquo;, reflete.

Catarina Mestre, psic&oacute;loga, acompanha as crian&ccedil;as mais pequenas na consulta do sono. Percebe e v&ecirc; todos os dias as dificuldades que t&ecirc;m em desligar-se do que &eacute; exterior e olharem para si pr&oacute;prias. &laquo;Os mi&uacute;dos nascem com televis&otilde;es, tablets, computadores, telem&oacute;veis na m&atilde;o. N&atilde;o sabem estar sozinhos. N&atilde;o sabem estar quietos sem estar a receber est&iacute;mulos externos constantemente&raquo;, afirma. Para ajudar a mudar isso, Catarina faz t&eacute;cnicas de relaxamento com crian&ccedil;as e pais onde ambos aprendem a &laquo;olhar para dentro&raquo;.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Wed, 28 Sep 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Passar a Porta que anima na Fé</title>
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<description><![CDATA[Um dos pontos altos do Ano da Miseric&oacute;rdia &eacute; a possibilidade que o Papa d&aacute; a todos de receberem Indulg&ecirc;ncia Plen&aacute;ria passando numa das muitas Portas Santas existentes em todo o mundo. A tradi&ccedil;&atilde;o de passar a Porta Santa para receber a indulg&ecirc;ncia plen&aacute;ria remonta a 1423, ano em que o Papa Martinho V abriu, pela primeira vez na hist&oacute;ria, um ano jubilar atrav&eacute;s de uma Porta Santa na Bas&iacute;lica de S&atilde;o Jo&atilde;o de Latr&atilde;o.



Durante o seu Jubileu, os catequistas foram convidados a fazer o seu percurso de reflex&atilde;o e prepara&ccedil;&atilde;o com vista &agrave; passagem da Porta Santa. A Fam&iacute;lia Crist&atilde; acompanhou um grupo de 14 catequistas que vieram da par&oacute;quia da Charneca de Caparica, na diocese de Set&uacute;bal, no seu caminho at&eacute; ao t&uacute;mulo de S. Pedro, ponto de chegada do percurso definido pela organiza&ccedil;&atilde;o para os fi&eacute;is passarem pela Porta Santa da Bas&iacute;lica de S. Pedro.

O percurso come&ccedil;ava do outro lado da estrada da Via da Concilia&ccedil;&atilde;o, a avenida larga que vai dar &agrave; Pra&ccedil;a de S. Pedro, e o objetivo do grupo era chegar cedo, a fim de evitarem as filas que durante o dia se foram acumulando, j&aacute; que s&aacute;bado era o dia escolhido para que os milhares de catequistas em Roma pudessem transpor a Porta Santa. Mais informa&ccedil;&otilde;es que isto n&atilde;o havia. &laquo;Bom, chegamos l&aacute; e vemos. Na pior das hip&oacute;teses, caminhamos a rezar o Ter&ccedil;o, e tudo fica bem&raquo;, diziam enquanto se encaminhavam para l&aacute;.
Na fila antes da partida do grupo, o sil&ecirc;ncio come&ccedil;ava a instalar-se. Enquanto uns pesquisavam as inten&ccedil;&otilde;es do Papa para o m&ecirc;s de setembro no telem&oacute;vel, outros olhavam e suspiravam para a fila de grupos que parecia n&atilde;o andar. Havia algo no ar, n&atilde;o nervosismo, mas uma ansiedade boa pela partida at&eacute; &agrave; Porta Santa.

Chegada a sua vez, o grupo recebeu uma cruz que deveria encabe&ccedil;ar a sua caminhada e uma sugest&atilde;o de medita&ccedil;&atilde;o e reflex&atilde;o na caminhada at&eacute; &agrave; Bas&iacute;lica de S. Pedro, onde iriam transpor a porta. Combinaram entre todos que cada um carregaria a cruz uma parte do caminho, para que todos tivessem oportunidade de a levar.

Quando atravessaram a estrada, o sil&ecirc;ncio foi o primeiro gesto do grupo. Rezado o salmo 122, um c&acirc;ntico de alegria por irem &laquo;para a Casa do Senhor&raquo;, o caminho at&eacute; &agrave; Igreja de Nossa Senhora de Transpontina foi feito em ora&ccedil;&atilde;o pelo grupo que ia em peregrina&ccedil;&atilde;o e por todos os que, por v&aacute;rias raz&otilde;es, n&atilde;o os puderam acompanhar, conforme sugeria o panfleto. Depois da paragem, a subida &agrave; Pra&ccedil;a de S. Pedro foi feita com c&acirc;nticos de louvor a Deus, enquanto se rezava pelo grupo e pelas inten&ccedil;&otilde;es do Papa para o m&ecirc;s de setembro.



A entrada para a Bas&iacute;lica era feita por um raio-x dedicado aos peregrinos que iam &agrave; Porta Santa, com acesso mais r&aacute;pido que as filas normais de entrada. Depois de passarem, voltou o sil&ecirc;ncio. Aproximava-se a Porta Santa, e era fortalecida a ora&ccedil;&atilde;o no grupo. Ao entrar, um momento de espera em sil&ecirc;ncio preparava para a passagem da Porta Santa.

O grupo j&aacute; tinha visitado a Bas&iacute;lica de S. Pedro, pelo que a surpresa pelo que l&aacute; encontraram n&atilde;o foi maior que a emo&ccedil;&atilde;o de passar a Porta Santa. &laquo;Passar a porta foi uma emo&ccedil;&atilde;o muito grande&raquo;, diz F&aacute;tima Lopes, uma das catequistas, ao que Ana Horta replica que sentiu &laquo;arrepios, que n&atilde;o eram de frio&raquo;. &laquo;Senti o Esp&iacute;rito Santo a descer sobre mim, a dar-me for&ccedil;a para combater as minhas fragilidades&raquo;, acrescenta.

Na reflex&atilde;o que fizeram &agrave; entrada, o Papa Francisco escrevia que &laquo;todos aqueles que entram na Porta da Miseric&oacute;rdia podem experimentar o amor de Deus que consola, perdoa e d&aacute; esperan&ccedil;a&raquo;. Teresa Costa afirma que &laquo;algo se passou no mais &iacute;ntimo da minha alma, algo t&atilde;o forte que teve de transbordar em l&aacute;grimas&raquo;, referia-nos no final.

Essa foi uma emo&ccedil;&atilde;o partilhada por quase todos os elementos do grupo. Dentro da Bas&iacute;lica de S. Pedro, a &uacute;ltima caminhada foi feita pelo centro da nave, em dire&ccedil;&atilde;o ao t&uacute;mulo de S. Pedro. As l&aacute;grimas escorriam pelos rostos enquanto se rezava o Credo e cantavam &laquo;Esp&iacute;rito, Esp&iacute;rito, que desce como fogo, vem como em Pentecostes e enche-me de novo&raquo;.



Momentos que culminaram o que chamaram de uma caminhada de &laquo;fam&iacute;lia&raquo;. &laquo;Sentimos uma uni&atilde;o em fam&iacute;lia muito grande&raquo;, diziam todas. Mafalda Trabulo, a mais nova do grupo, explicava que o que a tinha impressionado mais o &laquo;sil&ecirc;ncio&raquo; que ela pr&oacute;pria, a mais animada de todos, tinha conseguido fazer. &laquo;O sil&ecirc;ncio foi muito forte, foi uma reflex&atilde;o intensa. Passar a Porta Santa deu-me for&ccedil;a, muita for&ccedil;a para encarar a minha caminhada&raquo;, dizia.

De rostos lavados de l&aacute;grimas de alegria, o grupo olhou uma &uacute;ltima vez para o vitral do Esp&iacute;rito Santo, um elemento do imponente altar de Bernini que encima a Bas&iacute;lica, e saiu para o sol que acolhia todos os peregrinos que sa&iacute;am, rejuvenescidos pela passagem da Porta que anima na f&eacute;.


&nbsp;
Texto e Fotos: Ricardo Perna (enviado da Fam&iacute;lia crist&atilde; a Roma para o Jubileu dos Catequistas)
]]></description>
<pubDate>Mon, 26 Sep 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa pede que catequistas «transmitam com a vida a mensagem que passam na catequese»</title>
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<description><![CDATA[Com uma Pra&ccedil;a de S. Pedro quase cheia de catequistas (apenas estes tinham acesso ao recinto nesta manh&atilde;), o Papa Francisco encerrou as comemora&ccedil;&otilde;es do Jubileu dos Catequistas com uma missa.



Foram tr&ecirc;s dias em que os catequistas puderam refletir sobre a miseric&oacute;rdia, peregrinar &agrave; Porta Santa e ouvir testemunhos da universalidade do minist&eacute;rio de catequista, para al&eacute;m de poderem escutar, ao vivo, as palavras do Papa Francisco, que lhes dirigiu uma mensagem de &acirc;nimo. &laquo;Neste Jubileu dos Catequistas, pede-se-nos para n&atilde;o nos cansarmos de colocar em primeiro lugar o an&uacute;ncio principal da f&eacute;: o Senhor ressuscitou. N&atilde;o h&aacute; conte&uacute;dos mais importantes, nada &eacute; mais firme e atual. Cada conte&uacute;do da f&eacute; torna-se perfeito, se se mantiver ligado a este centro, se for permeado pelo an&uacute;ncio pascal; mas se, pelo contr&aacute;rio, se isolar, perde sentido e for&ccedil;a&raquo;, disse o Papa na sua homilia.
&nbsp;
Explicando que &laquo;o Senhor n&atilde;o &eacute; uma ideia, mas uma Pessoa viva&raquo;, Francisco afirmou que a mensagem de Deus se comunica &laquo;atrav&eacute;s do testemunho simples e verdadeiro, da escuta e acolhimento, da alegria que se irradia&raquo;. &laquo;N&atilde;o se fala bem de Jesus, quando nos mostramos tristes; nem se transmite a beleza de Deus limitando-nos a fazer bonitos serm&otilde;es. O Deus da esperan&ccedil;a anuncia-Se vivendo no dia-a-dia o Evangelho da caridade, sem medo de o testemunhar inclusive com novas formas de an&uacute;ncio&raquo;, sustentou.
&nbsp;
&Eacute; procurando esta alegria que o Papa critica duramente os que se deixam afetar pela &laquo;mundanidade&raquo;, que apenas veem as apar&ecirc;ncias e n&atilde;o se apercebem do outro, como o rico do evangelho do dia, que nunca percebeu que tinha &agrave;s suas portas um pobre a precisar de aten&ccedil;&atilde;o, L&aacute;zaro. Francisco afirma que pessoas assim &laquo;assumem muitas vezes comportamento &ldquo;estr&aacute;bicos&rdquo;&raquo;: &laquo;olha com rever&ecirc;ncia as pessoas famosas, de alto n&iacute;vel, admiradas pelo mundo, e afasta o olhar dos in&uacute;meros L&aacute;zaros de hoje, dos pobres e dos doentes, que s&atilde;o os prediletos do Senhor&raquo;.


&nbsp;
Afirmando que esta mundanidade &eacute; &laquo;como um &ldquo;buraco negro&rdquo; que engole o bem, que apaga o amor, que absorve tudo no pr&oacute;prio eu&raquo;, o Santo Padre diz que &laquo;quem vive para si mesmo, n&atilde;o faz a hist&oacute;ria&raquo;. &laquo;Como servidores da palavra de Jesus, somos chamados a n&atilde;o ostentar apar&ecirc;ncia, nem procurar gl&oacute;ria; n&atilde;o podemos sequer ser tristes ou lastimosos. N&atilde;o sejamos profetas da desgra&ccedil;a, que se comprazem em lobrigar perigos ou desvios; n&atilde;o sejamos pessoas que vivem entrincheiradas nos seus ambientes, proferindo ju&iacute;zos amargos sobre a sociedade, sobre a Igreja, sobre tudo e todos, poluindo o mundo de negatividade. O ceticismo lamentoso n&atilde;o se coaduna a quem vive familiarizado com a Palavra de Deus&raquo;, defendeu.
&nbsp;
Para o Papa, &laquo;quem anuncia a esperan&ccedil;a de Jesus &eacute; portador de alegria e v&ecirc; longe, tem pela frente horizontes, e n&atilde;o um muro que o impede de ver&raquo;, e &eacute; a esses que diz que &laquo;o tempo gasto a socorrer os outros &eacute; tempo dado a Jesus, &eacute; amor que permanece: &eacute; o nosso tesouro no c&eacute;u, que nos asseguramos aqui na terra&raquo;.

&nbsp;
Um desafio a ser seguido
Com mais de 700 catequistas portugueses presentes no Jubileu, eram muitas as bandeiras de Portugal hoje, na Pra&ccedil;a de S. Pedro. A emo&ccedil;&atilde;o de ver o Papa estava bem vis&iacute;vel na face de Esmeralda, catequistas de adultos na diocese de Braga. Em cima de uma cadeira, acenou com alegria ao Papa quando este passou no papam&oacute;vel no final da celebra&ccedil;&atilde;o, a saudar todos os peregrinos. Integrada num grupo de 44 catequistas da diocese, estava &laquo;sem palavras&raquo; no final da celebra&ccedil;&atilde;o. &laquo;Foi tudo muito emocionante. N&atilde;o &eacute; a primeira vez em Roma, mas vir c&aacute; viver o Jubileu tem sido muito rico. Este Papa cativa, &eacute; muito pr&oacute;ximo, e temos de levar esta mensagem para as catequeses&raquo;, diz, visivelmente emocionada.
&nbsp;
Confirmando que &laquo;&eacute; muito dif&iacute;cil mudar as nossas vidas para viver conforme o que o Papa pede&raquo;, Esmeralda vinha &laquo;cheia&raquo; dos testemunhos no dia anterior. &laquo;Sentimo-nos muito pequeninos ali, a ouvir aqueles testemunhos de tanta gente. Estou muito emocionada, pronto&raquo;, diz, e despede-se com um sorriso, enquanto os outros catequistas do grupo saudavam ao longe a &ldquo;entrevistada&rdquo;.


&nbsp;
De Santa Marta de Corroios, na diocese de Set&uacute;bal, vieram 12 catequistas. Iam de mochilas &agrave;s costas, bandeira portuguesa &agrave; vista, e muita satisfa&ccedil;&atilde;o no cora&ccedil;&atilde;o. &laquo;Foi a primeira vez para muitos, e foi muito emocionante&raquo;, dizia uma das catequistas, que destacava a passagem da Porta Santa como um dos pontos altos. &laquo;Caminhei n&atilde;o por mim, mas pelos meus defuntos, para quem pedi a Indulg&ecirc;ncia Plen&aacute;ria&raquo;. &laquo;A Indulg&ecirc;ncia &eacute; um comboio expresso para ajudar a chegar ao c&eacute;u, sempre nos disse o nosso prior&raquo;, atira outra das catequistas, antes de seguirem viagem para fora da Pra&ccedil;a de S. Pedro.
&nbsp;
Texto e Fotos: Ricardo Perna (enviado da Fam&iacute;lia crist&atilde; a Roma para o Jubileu dos Catequistas)
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<pubDate>Sun, 25 Sep 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>700 catequistas portugueses em Roma para o Jubileu</title>
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<description><![CDATA[O Jubileu dos catequistas atraiu milhares de catequistas a Roma para as celebra&ccedil;&otilde;es com o Papa e a passagem da Porta Santa na Bas&iacute;lica de S. Pedro em Roma.



De Portugal vieram 700 catequistas, provenientes de todas as dioceses, um n&uacute;mero que deixa &laquo;surpreendido&raquo; D. Nuno Br&aacute;s, bispo auxiliar de Lisboa e membro da Comiss&atilde;o Episcopal da Educa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde; e Doutrina da F&eacute; (CEECDF). &laquo;&Eacute; um numero muito positivo, que mostra a import&acirc;ncia dos catequistas na vida crist&atilde; do pa&iacute;s&raquo;, refere. D. Manuel Pelino, bispo de Santar&eacute;m e presidente da mesma comiss&atilde;o episcopal, n&atilde;o est&aacute; &laquo;satisfeito nem surpreendido&raquo;. &laquo;A viagem &eacute; dispendiosa, n&atilde;o houve movimenta&ccedil;&atilde;o nas dioceses, em algumas, como na minha veio s&oacute; o representante diocesano, sen&atilde;o ter&iacute;amos sido muito mais...o n&uacute;mero &eacute; bom, mas podia ser melhor&raquo;, assegura o prelado.
&nbsp;
Sexta-feira &agrave; noite, no final de uma catequese sobre a Miseric&oacute;rdia proferida por Mons. Ant&oacute;nio Ferreira da Costa, respons&aacute;vel da sec&ccedil;&atilde;o portuguesa do correio do Papa, tendo por base o quadro de Caravaggio &laquo;A voca&ccedil;&atilde;o de Mateus&raquo;, D. Manuel Pelino falou &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; sobre o que os catequistas devem levar destes dias em Roma. &laquo;Devem levar o sentido do que &eacute; essencial no Evangelho, e a imagem verdadeira de Deus que devem transmitir. Penso que hoje a catequese j&aacute; tem pessoas competentes, mas &agrave;s vezes ainda se anuncia um Deus que est&aacute; sempre &agrave; procura da nossa falha para nos castigar, e esta imagem da Miseric&oacute;rdia, do amor aos mais fr&aacute;geis, &eacute; uma imagem que deve estar no testemunho do catequista e na prega&ccedil;&atilde;o da Igreja&raquo;, afirma o presidente da CEECDF.


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Para D. Nuno Br&aacute;s, estes catequistas presentes em Roma levar&atilde;o para casa algo de muito &laquo;enriquecedor&raquo;. &laquo;Em primeiro lugar, um jubileu vivido em Roma, a cidade do Jubileu por excel&ecirc;ncia, &eacute; sempre diferente do jubileu vivido mais perto de casa; depois, o contacto com o Papa, o sucessor de Pedro, e o contacto com esta universalidade da Igreja. Perceber que somos milhares de catequistas em Portugal, mas milh&otilde;es espalhados por todo o mundo, a transmitirem os mesmos ensinamentos, &eacute; algo de muito enriquecedor de se perceber&raquo;, afirma o bispo lisboeta.
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Mudar a imagem que temos de Deus
O primeiro evento do Jubileu foi esta catequese sobre a Miseric&oacute;rdia, proferida em v&aacute;rias l&iacute;nguas em igreja espalhadas pela cidade de Roma. Na Igreja de S&atilde;o Lu&iacute;s dos Franceses, cerca de 300 catequistas de l&iacute;ngua portuguesa escutaram Mons. Ferreira desejar que &laquo;este Jubileu sirva para mudar a imagem que temos de Deus&raquo;. A partir da imagem de Mateus no quadro de Caravaggio, Mons. Ferreira dissertou sobre os sentimentos deste pecador, que se v&ecirc; chamado por Deus para a miss&atilde;o de evangelizar, apesar dos seus pecados e limita&ccedil;&otilde;es, e equiparou a sua situa&ccedil;&atilde;o &agrave; dos catequistas, enquanto fi&eacute;is que s&atilde;o chamados a este minist&eacute;rio, mesmo com as suas fahas e limita&ccedil;&otilde;es.
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Explicando que Mateus &eacute; &laquo;o &uacute;nico dos evangelistas que usa a palavra Igreja no sentido universal que lhe damos hoje&raquo;, Mons. Ferreira explicou que &laquo;Deus n&atilde;o quer que se perca ningu&eacute;m&raquo;, pois enviou o seu filho para todos. &laquo;Que este Jubileu ajude a nossa mente e o nosso cora&ccedil;&atilde;o a moldar-se segundo este estilo de empenho que deus assumiu a favor de cada um de n&oacute;s, para, deste modo, a nossa vida se transformar num compromisso de miseric&oacute;rdia para com todos&raquo;, concluiu, perante o olhar aprovador de todos os catequistas ali presentes.
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Hoje, s&aacute;bado, os catequistas s&atilde;o convidados a passar a Porta Santa para receberem as indulg&ecirc;ncias plen&aacute;rias previstas para este Ano da Miseric&oacute;rdia, a dedicarem parte do dia &agrave; Adora&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica em algumas das igrejas de Roma e a escutarem testemunhos de outros catequistas na Bas&iacute;lica de S. Paulo Fora de Muros, onde se juntar&atilde;o todos os catequistas que vieram at&eacute; Roma.

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Texto e Fotos: Ricardo Perna (enviado da Fam&iacute;lia crist&atilde; a Roma para o Jubileu dos Catequistas)
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<pubDate>Sat, 24 Sep 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«A cultura da morte está aí»</title>
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<description><![CDATA[Manuel Mart&iacute;nez-Sell&eacute;s, autor do livro E Deus fez-Se c&eacute;lula, afirma que h&aacute; v&aacute;rias amea&ccedil;as &agrave; vida, desde o aborto &agrave; eutan&aacute;sia. Na confer&ecirc;ncia de lan&ccedil;amento da obra, esta sexta-feira, em Lisboa, o cardiologista disse que &laquo;a cultura da morte est&aacute; a&iacute;&raquo; e justifica a afirma&ccedil;&atilde;o: &laquo;Na Europa, uma em cada quatro gravidezes acaba em aborto. H&aacute; pa&iacute;ses em que uma em cada duas mulheres vai abortar. Como &eacute; que &eacute; poss&iacute;vel? H&aacute; muitas mulheres enganadas.&raquo;



O m&eacute;dico explica que muitas mulheres ingoram &laquo;que o cora&ccedil;&atilde;o do beb&eacute; j&aacute; bate, que n&atilde;o &eacute; apenas um monte de c&eacute;lulas, que muitas destas mulheres sofrem psiquicamente com o aborto&raquo;. Para Manuel Mart&iacute;nez-Sell&eacute;s, &eacute; preciso dar informa&ccedil;&atilde;o &agrave;s m&atilde;es, definir a vida como algo positivo e um dom, rezar por quem est&aacute; a ponderar fazer um aborto. Mas mais importante &eacute; &laquo;falar com as mulheres e apoi&aacute;-las&raquo;.

O m&eacute;dico defende que &laquo;o aborto &eacute; um crime, &eacute; um assassinato. E em Espanha, passou de um crime a um direito&raquo;. Manuel Mart&iacute;nez-Sell&eacute;s chama a aten&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m para os abortos que muitos desconhecem: os que resultam das t&eacute;cnicas de procria&ccedil;&atilde;o medicamente assistida. &laquo;Toda a fertiliza&ccedil;&atilde;o in vitro implica aborto eug&eacute;nico, escolhem-se os mais fortes os que t&ecirc;m mais hip&oacute;teses de sucesso. Os outros matam-se, congelam-se (um ter&ccedil;o morre nesse processo) ou v&atilde;o para investiga&ccedil;&atilde;o&raquo;, explica. Mas h&aacute; quem fale em aborto p&oacute;s-nascimento. Manuel Mart&iacute;nez-Sell&eacute;s fala de investigadores que questionam: &laquo;Porque &eacute; que n&atilde;o havemos de matar beb&eacute;s at&eacute; aos dois anos? Quando li o artigo pensava que os autores diziam isto para provocar. Mas eles defendiam mesmo essa posi&ccedil;&atilde;o. &Eacute; para ver onde estamos a chegar. Na B&eacute;lgica, j&aacute; foi aprovada a lei que permite a eutan&aacute;sia infantil. A cultura da morte est&aacute; a&iacute;.&raquo;

O livro E Deus fez-Se c&eacute;lula parte da constata&ccedil;&atilde;o de que &laquo;Deus quando Se encarnou, encarnou numa c&eacute;lula. A humildade de Nosso Senhor &eacute; tanta que Se transforma na forma mais fr&aacute;gil da vida humana&raquo;. Isto obriga &agrave; defesa de toda a vida desde a fecunda&ccedil;&atilde;o, in&iacute;cio da vida. &laquo;A primeira implica&ccedil;&atilde;o &eacute; o enorme amor que Deus nos tem. Isto tem uma implica&ccedil;&atilde;o direta que &eacute; o enorme respeito que se deve ter pela vida humana. Todos os homens s&atilde;o homens desde o momento da fecunda&ccedil;&atilde;o. Qualquer embri&atilde;o merece o m&aacute;ximo respeito&raquo;, defende o autor. Manuel Mart&iacute;nez-Sell&eacute;s lembra que, em 2011, o Tribunal Europeu de Justi&ccedil;a determinou que o in&iacute;cio da vida humana &eacute; o momento da fecunda&ccedil;&atilde;o.

A apresenta&ccedil;&atilde;o do livro ficou a cargo de Ant&oacute;nio Pinheiro Torres que diz ter lido &laquo;o livro de um f&ocirc;lego&raquo;. Com entusiasmo, salienta que a obra &eacute; necess&aacute;ria por ser &laquo;um argument&aacute;rio&raquo; que quem defende a vida pode e deve ter &agrave; m&atilde;o. Al&eacute;m disso, o vice-presidente da Federa&ccedil;&atilde;o Portuguesa pela Vida afirma que &eacute; um bom meio de informar e formar os jovens, numa altura em que os ataques &agrave; vida continuam a acontecer. &laquo;Temos uma lei do aborto que data de 2007 e temos18 mil abortos por ano, uma em cada cinco gravidezes em Portugal termina em aborto.&raquo;



Para a luta em defesa da vida, Ant&oacute;nio Pinheiro Torres convoca todos: &laquo;A quest&atilde;o da dignidade humana era uma fronteira que ningu&eacute;m punha em causa mesmo n&atilde;o sendo religioso. Mas hoje em dia estas fronteiras recuaram para a fronteira das Igrejas. &Eacute; verdade que esta batalha n&atilde;o &eacute; uma batalha religiosa, mas n&atilde;o se faz se os cat&oacute;licos l&aacute; n&atilde;o estiverem.&raquo;

Dina Matos Ferreira, professora universit&aacute;ria, salienta que &laquo;o autor &eacute; um homem de f&eacute; e &eacute; por ser homem de f&eacute; que escreveu este livro&raquo;. A&nbsp;amiga do autor leu a obra e conclui que &laquo;se Deus Se quis fazer homem, fazendo-Se c&eacute;lula, o embri&atilde;o n&atilde;o &eacute; um ser humano em pot&ecirc;ncia&raquo;.

O diretor editorial da PAULUS Editora salienta que E Deus fez-Se c&eacute;lula &laquo;de dimens&atilde;o &eacute; pequenino mas profundo e belo&raquo;. O Pe. Jos&eacute; Carlos Nunes afirma que Manuel Mart&iacute;nez-Sell&eacute;s &laquo;pretendeu tratar do tema da origem da vida numa perspetiva de f&eacute;, mas tamb&eacute;m cient&iacute;fica&raquo;.

Manuel Mat&iacute;nez-Sell&eacute;s &eacute; casado e tem sete filhos. &Eacute; m&eacute;dico cardiologista, professor universit&aacute;rio, presidente da sec&ccedil;&atilde;o de Cardiologia Geri&aacute;trica da Sociedade Espanhola de Cardiologia e vice-presidente do Comit&eacute; de &Eacute;tica do Hospital Universit&aacute;rio Gregorio Mara&ntilde;on. Recebeu v&aacute;rios pr&eacute;mios nas &aacute;reas de cardiologia e bio&eacute;tica. O autor &eacute; Doutor em Medicina e Cirurgia, Mestre em Desenho e Estat&iacute;stica em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de e Especialista Universit&aacute;rio em Pastoral Familiar.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotografias: Ant&oacute;nio Miguel Fonseca
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<pubDate>Fri, 23 Sep 2016 23:00:00 +0100</pubDate>
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<title>O «visionário» que alertou para a luta contra o Mal</title>
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<description><![CDATA[Aos 91 anos de idade, o sacerdote paulista Gabrielle Amorth, um dos exorcistas mais conhecidos do mundo, faleceu, deixando atr&aacute;s de si um legado enorme na &aacute;rea da luta contra o Diabo e o Mal. 
O Pe. Duarte Sousa Lara, sacerdote portugu&ecirc;s da diocese de Lamego, foi &laquo;protegido&raquo; do Pe. Amorth e durante dez anos teve a &laquo;sorte&raquo; de privar com ele e de aprender o seu of&iacute;cio, passado de &laquo;mestre para aprendiz&raquo;.

&laquo;Este &eacute; um minist&eacute;rio que passa de mestre para aprendiz, n&atilde;o &eacute; algo que se aprende com umas forma&ccedil;&otilde;es&raquo;, explica-nos o sacerdote portugu&ecirc;s, que, ao saber da morte do seu mestre, teve sentimentos divididos. &laquo;Por um lado, alguma alegria, porque ele foi um lutador at&eacute; ao fim, por outro lado triste, porque era um amigo&raquo;, diz o Pe. Sousa Lara &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;. &laquo;Quando um beb&eacute; nasce, todos nos alegramos, mas ele vem a chorar, porque deixa o conforto da barriga da m&atilde;e. Quando uma pessoa morre, todos choramos, menos a pr&oacute;pria pessoa, se for para perto de Deus. Ele, se ainda n&atilde;o est&aacute; l&aacute;, l&aacute; chegar&aacute;&raquo;, acrescenta.
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O legado do Pe. Amorth na &aacute;rea da espiritualidade &eacute; muito maior que as obras que publicou. &laquo;Quando ele come&ccedil;ou o seu minist&eacute;rio, havia em It&aacute;lia 30 exorcistas. Hoje, s&oacute; no pa&iacute;s, s&atilde;o 300. Tudo mudou por causa dele. Mesmo com alguns atritos, os bispos foram mudando&raquo; a sua perce&ccedil;&atilde;o sobre o Diabo e a sua presen&ccedil;a entre n&oacute;s, afirma. O Pe. Sousa Lara destaca tr&ecirc;s aspetos na personalidade do Pe. Amorth que muito contribu&iacute;ram para a obra que foi fazendo. &laquo;Ele era muito corajoso, porque falava sobre tudo; era did&aacute;tico, sabia explicar o que estava a dizer e as pessoas compreendiam; e tinha uma forma&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica muito forte, o que o tornava muito seguro de tudo o que dizia&raquo;, considera o sacerdote portugu&ecirc;s.
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Quando assumiu a tarefa de auxiliar o Pe. Candido Amantini, percebeu que &laquo;teria muito trabalho, e tratou logo de come&ccedil;ar a formar exorcistas&raquo;. &laquo;Era um vision&aacute;rio que percebeu que as pessoas estavam a ficar abandonadas a elas pr&oacute;prias, e isso indignou-o, f&ecirc;-lo mexer-se e agitar as &aacute;guas&raquo;, relembra o Pe. Sousa Lara. &laquo;Ele ajudou muita gente, o povo estima-o muito por isso. E n&atilde;o apenas as pessoas que ele ajudou diretamente. Gra&ccedil;as aos seus escritos, s&atilde;o muitos os que hoje podem desempenhar o seu papel. Se n&atilde;o fosse ele, eu n&atilde;o seria exorcista, e os cerca de 200 casos que eu j&aacute; ajudei at&eacute; hoje n&atilde;o eram resolvidos. &Eacute; um bem que se multiplica&raquo;, explica o presb&iacute;tero.
&nbsp;
Referindo que &laquo;deu o melhor dele at&eacute; ao fim&raquo;, o Pe. Sousa Lara recorda o &uacute;ltimo encontro h&aacute; dois anos, no congresso de exorcistas que aconteceu em Roma. &laquo;H&aacute; dois anos ele j&aacute; estava muito debilitado, mas veio falar aos exorcistas na mesma. Foi muito comovente, animou-nos a rezar, insistiu na import&acirc;ncia do Ros&aacute;rio e em termos f&eacute; de qualidade, n&atilde;o de quantidade&raquo;. Tamb&eacute;m lembra o seu bom humor, &laquo;at&eacute; durante os exorcismos, onde por vezes gozava com o Dem&oacute;nio&raquo;, mas acima de tudo a sua intelig&ecirc;ncia e a sua dedica&ccedil;&atilde;o. &laquo;Ele atendia quatro casos por manh&atilde;, naquela altura, e se havia alguma pessoa que cancelava ou se atrasava, ele tirava o ter&ccedil;o do bolso e rez&aacute;vamos. Nunca est&aacute;vamos parados&raquo;, graceja.
&nbsp;
As ora&ccedil;&otilde;es no final dos exorcismos acabavam sempre com uma refer&ecirc;ncia ao Beato Alberione, ele que era um sacerdote paulista. &laquo;&Eacute; justo diz&ecirc;-lo, porque muitos desconhecem, mas a sua identifica&ccedil;&atilde;o com o Beato Alberione era muito grande. Ali&aacute;s, o seu minist&eacute;rio paulista esteve sempre vis&iacute;vel nos muitos livros e textos que escrevia, pois nunca deixou de evangelizar pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o&raquo;. Como este &uacute;ltimo, que ir&aacute; ser lan&ccedil;ado em Portugal pela PAULUS Editora no final do pr&oacute;ximo m&ecirc;s. &laquo;Ainda s&oacute; o li na diagonal, mas gostei muito do que vi&raquo;, confidencia o Pe. Sousa Lara, que ir&aacute; apresentar a obra. &laquo;&Eacute; o seu &uacute;ltimo legado&raquo;, conclui.
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Texto e fotografia: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Wed, 21 Sep 2016 11:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Quer cortar no açúcar? Veja como!</title>
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<description><![CDATA[O Programa Nacional para a Promo&ccedil;&atilde;o da Alimenta&ccedil;&atilde;o Saud&aacute;vel (PNPAS) publicou, este m&ecirc;s, um documento de trabalho intitulado Redu&ccedil;&atilde;o do Consumo de A&ccedil;&uacute;car em Portugal: Evid&ecirc;ncia que Justifica A&ccedil;&atilde;o. O consumo de a&ccedil;&uacute;car est&aacute; relacionado com in&uacute;meras doen&ccedil;as, desde &ldquo;simples&rdquo; c&aacute;ries, a obesidade, doen&ccedil;as cardiovasculares, diabetes tipo 2 e outras doen&ccedil;as cr&oacute;nicas.&nbsp; Se ficou com vontade de mudar algo a&iacute; em casa, damos-lhe algumas sugest&otilde;es para diminuir o consumo de a&ccedil;&uacute;car:

- Acabe com os sumos e refrigerantes

&laquo;O h&aacute;bito faz o monge.&raquo; Se vir que n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil cortar de uma vez, v&aacute; diluindo cada vez em maior quantidade de &aacute;gua. O paladar adapta-se. Outra coisa que ajuda &eacute; n&atilde;o comprar nem ter em casa sumos e refrigerantes. Veja aqui a compara&ccedil;&atilde;o entre os v&aacute;rios sumos e a quantidade de a&ccedil;&uacute;car e fibras feita pelo blogue Nutrimento...
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- Poupe dinheiro

Se os adultos de casa precisarem de um incentivo, fa&ccedil;a contas. Fica muito mais barato beber &aacute;gua da torneira (devidamente controlada e da rede p&uacute;blica) do que comprar sumos. Poupa na carteira e no ambiente. J&aacute; reparou na quantidade de embalagens que se utilizam? Junte o dinheiro que poupar e v&aacute; colocando num mealheiro. Estabele&ccedil;a um destino a dar a esse dinheiro. Inclua os mi&uacute;dos, se os tiver.

&nbsp;
&nbsp;
- Fa&ccedil;a sumo em casa com fruta. 
Com fruta natural e sem juntar a&ccedil;&uacute;car. Siga a sugest&atilde;o do blogue Nutrimento, do PNPAS.
&nbsp; 
&nbsp;
- Utilize figos, ameixas e alperces secos 
Estes frutos secos s&atilde;o uma boa alternativa &agrave;s bolchas e outros snacks salgados e a&ccedil;&uacute;carados &agrave; venda.S&atilde;o ricos em fibra, pobres em gordura e com baixo teor de sal.


- Utilize t&acirc;maras, batata doce ou banana para doces
H&aacute; muitos blogues com sugest&otilde;es, como este da nutricionista Andreia Revez com receitas doces sem a&ccedil;&uacute;car para beb&eacute;s e gra&uacute;dos.

&nbsp;
Cada portugu&ecirc;s consome em m&eacute;dia 94 gramas de a&ccedil;&uacute;car por dia, bem acima do valor aconselhado pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de. O documento do PNPAS aconselha a aposta no consumo de &aacute;gua atrav&eacute;s reabilita&ccedil;&atilde;o de bebedouros p&uacute;blicos e escolares. O desincentivo do consumo de refrigerantes e outras bebidas a&ccedil;ucaradas poderia ser feito atrav&eacute;s de um imposto especial sobre este tipo de produtos. &Eacute; uma solu&ccedil;&atilde;o j&aacute; em pr&aacute;tica no M&eacute;xico, Hungria, Noruega, Finl&acirc;ndia, Fran&ccedil;a e Inglaterra.


Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Freeimages/Mokra/MichaelLorenzo/MeeLinWoon/JavierRamirez/MarkWebb
]]></description>
<pubDate>Wed, 21 Sep 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Quando a Porta Santa vai até às pessoas</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/quando-e-a-porta-santa-que-vai-ate-as-pessoas</link>
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<description><![CDATA[Para muitos, as Ilhas Salom&atilde;o, s&atilde;o apenas um ex&oacute;tico destino de f&eacute;rias. Para os seus habitantes, apesar das &aacute;guas cristalinas, das in&uacute;meras ilhas de areia fina e vegeta&ccedil;&atilde;o tropical, as coisas n&atilde;o s&atilde;o assim t&atilde;o f&aacute;ceis. A come&ccedil;ar pelo isolamento em que vivem. Para o Bispo Capelli, n&atilde;o h&aacute;, por&eacute;m, problema que n&atilde;o tenha solu&ccedil;&atilde;o&hellip;



Apesar da imagem magn&iacute;fica que transpira em cada fotografia, a vida nas Ilhas Salom&atilde;o n&atilde;o &eacute; nenhum mar de rosas. Pobreza, isolamento, fortes abalos s&iacute;smicos, al&eacute;m da diversidade cultural e lingu&iacute;stica&hellip; tudo ajuda a transformar este pa&iacute;s num lugar especial. Ao todo, na Diocese de Gizo, h&aacute; mais de 40 ilhas espalhadas por 300 quil&oacute;metros, onde se fala mais de uma dezena de dialectos. Um verdadeiro quebra-cabe&ccedil;as. Como chegar a todas estas pessoas?

Ainda agora, por causa do Ano Santo da Miseric&oacute;rdia, foi necess&aacute;rio puxar pela imagina&ccedil;&atilde;o para que todos pudessem experimentar o sentimento de perd&atilde;o e reconcilia&ccedil;&atilde;o que se vive para quem atravessa a Porta Santa. Mas como faz&ecirc;-lo, quando a maioria da popula&ccedil;&atilde;o vive isolada em ilhas remotas do arquip&eacute;lago e n&atilde;o consegue deslocar-se at&eacute; &agrave; Catedral? A solu&ccedil;&atilde;o foi f&aacute;cil: construindo uma porta itinerante que pudesse ser levada num pequeno barco. E assim tem sido. Gra&ccedil;as &agrave; energia de Luciano Capelli e &agrave; coragem de um punhado de crist&atilde;os mais empenhados, l&aacute; se arranjou um barco de madeira, com um pequeno motor, para levar a Porta Santa a todos os habitantes das Ilhas Salom&atilde;o.



Reconcilia&ccedil;&atilde;o e perd&atilde;o
Um porta simples, com dois metros de altura, feita de madeira castanha clara, transportada num barco tamb&eacute;m ele de madeira, humilde, como os dos pescadores. Mas todas as vilas recebem a Porta Santa com uma cerim&oacute;nia especial, com flores, dan&ccedil;as, animais, costumes tradicionais... sem faltarem os guerreiros, com as suas faces pintadas e vestindo fatos feitos de flores secas, numa &laquo;atmosfera solene que transparecia em todos os momentos. Apesar da festa, os fi&eacute;is estavam sempre conscientes da solenidade do momento&raquo;, garantiu o bispo salesiano.

A chegada da Porta Santa tem sido uma oportunidade, tamb&eacute;m, para a Igreja levar uma proposta de reconcilia&ccedil;&atilde;o e perd&atilde;o &agrave;s comunidades mais isoladas. &ldquo;Estamos em lugares remotos&rdquo;, afirma D. Luciano. &ldquo;Aqui n&atilde;o h&aacute; tribunais, nem ju&iacute;zes ou advogados&hellip;&rdquo;, explica. Por isso, a chegada da Porta Santa a cada uma destas ilhas tem representado, tamb&eacute;m, um sentimento de partilha, de inclus&atilde;o. De perten&ccedil;a &agrave; mesma comunidade.

A Funda&ccedil;&atilde;o AIS tem ajudado, desde h&aacute; anos, a igreja nas Ilhas Salm&atilde;o e, em particular, a diocese de D. Luciano Capelli. Apesar dos seus 60 anos, nada parece demover este prelado. A Porta Santa foi um bom exemplo de como &eacute; poss&iacute;vel fintar as dificuldades que a natureza coloca ao trabalho pastoral. Se as pessoas n&atilde;o podiam deslocar-se at&eacute; &agrave; Catedral, levou-se a Porta Santa at&eacute; elas. Mas as viagens de barco s&atilde;o muito demoradas. Como ultrapassar isso? De avi&atilde;o claro! Bom, bem vistas as coisas, um avi&atilde;o seria impratic&aacute;vel. N&atilde;o haveria dinheiro para ele nem pistas onde pudesse aterrar.

E foi assim que se chegou a um min&uacute;sculo avi&atilde;o. O ultraligeiro da diocese &eacute; agora o meio de transporte preferido de D. Luciano Capelli. A necessidade agu&ccedil;a o engenho. Neste caso, tem ajudado a aproximar pessoas e a fazer comunidade entre os habitantes das Ilhas Salom&atilde;o. E quando se escuta, ao longe, o ronronar da h&eacute;lice do ultraligeiro, j&aacute; se sabe que &ldquo;o senhor bispo&rdquo; est&aacute; a chegar para mais uma visita&hellip;

&nbsp;
Texto: Ricardo Perna (com Funda&ccedil;&atilde;o AIS)
Fotos: Funda&ccedil;&atilde;o AIS
]]></description>
<pubDate>Tue, 20 Sep 2016 23:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Faleceu o «exorcista mais famoso do mundo»</title>
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<description><![CDATA[Faleceu na passada sexta-feira, com 91 anos de idade, o Pe. Gabriele Amorth, sacerdote paulista e exorcista da diocese de Roma. O &ldquo;mais famoso exorcista do mundo&rdquo;, como era conhecido, faleceu ap&oacute;s v&aacute;rias semanas com complica&ccedil;&otilde;es pulmonares.


&nbsp;
Ordenado sacerdote em 1951, desempenhou v&aacute;rios cargos dentro da sociedade paulista, desde formador de novi&ccedil;os a animador de jovens e delegado da prov&iacute;ncia italiana dos paulistas. Al&eacute;m de exercer este minist&eacute;rio na Igreja, o Pe. Amorth foi tamb&eacute;m jornalista e escritor. Colaborava com diversos &oacute;rg&atilde;os de comunica&ccedil;&atilde;o social, entre os quais a revista Famiglia Cristiana, a cong&eacute;nere italiana da nossa revista.
&nbsp;
Mas o minist&eacute;rio que o tornou conhecido em todo o mundo apenas se iniciou na d&eacute;cada de 80, em 1985. &laquo;Era uma audi&ecirc;ncia privada com o Cardeal [Poletti]&raquo;, recorda nos seus escritos, &laquo;e o seu discurso era de preocupa&ccedil;&atilde;o para com o estado de sa&uacute;de do Pe. Candido Amantini, exorcista passionista na Scala Santa que eu conhecia bem, e da necessidade de encontrar algu&eacute;m que o pudesse ajudar. De seguida, tirou uma folha e come&ccedil;ou a escrever a minha nomea&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria&hellip;&raquo;, contava o sacerdote.


&nbsp;
Em 1990, fundou a Associa&ccedil;&atilde;o Internacional dos Exorcistas, da qual foi presidente honor&aacute;rio, para &laquo;criar momentos de partilha e interc&acirc;mbio entre os sacerdotes que exercem esse minist&eacute;rio precioso na Igreja&raquo;, informa a Sociedade de S&atilde;o Paulo italiana em comunicado. Foi O Pe. Duarte Sousa Lara, o mais conhecido exorcista portugu&ecirc;s, foi um dos alunos do Pe. Amorth. Este sacerdote da diocese de Lamego acompanhou de perto o Pe. Amorth durante mais de uma d&eacute;cada, em Roma, e foi com ele que aprendeu e come&ccedil;ou este servi&ccedil;o &agrave; Igreja em Portugal.
&nbsp;
Foi autor de in&uacute;meros livros de sucesso, alguns deles traduzidos para portugu&ecirc;s pela PAULUS Editora: Exorcistas e Psiquiatras, Mais fortes que o mal e Novos relatos de um exorcista.
&nbsp;

Texto: Ricardo Perna (com PAULUS Editora)
Fotos: Sociedade S&atilde;o Paulo
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Tue, 20 Sep 2016 12:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Fertilização in vitro: «fábrica de filhos» e de aborto</title>
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<description><![CDATA[Manuel Mart&iacute;nez-Sell&eacute;s &eacute; m&eacute;dico cardiologista, em Espanha, e o autor de um livro intitulado E Deus fez-Se c&eacute;lula, que ser&aacute; apresentado esta semana em Portugal. O investigador afirma que &laquo;do ponto de vista cient&iacute;fico a vida dos seres humanos come&ccedil;a com a fecunda&ccedil;&atilde;o&raquo;. Tanto &eacute; assim que &laquo;est&aacute; legalmente estabelecido desde outubro de 2011 pelo Tribunal de Justi&ccedil;a Europeu&raquo;. Da&iacute; que Manuel Mart&iacute;nez-Sell&eacute;s diga que &laquo;n&atilde;o s&atilde;o aceit&aacute;veis t&eacute;cnicas que impliquem a destrui&ccedil;&atilde;o de embri&otilde;es humanos, como &eacute; o caso da fertiliza&ccedil;&atilde;o in vitro&raquo;.



E porqu&ecirc;? O investigador afirma que esta t&eacute;cnica de reprodu&ccedil;&atilde;o medicamente assistida &laquo;permite, tipo f&aacute;brica, produzir filhos para os pais que n&atilde;o podem t&ecirc;-los&raquo;. Manuel Mart&iacute;nez-Sell&eacute;s explica que &laquo;os laborat&oacute;rios de fertiliza&ccedil;&atilde;o in vitro &ldquo;fabricam&rdquo; rotineiramente v&aacute;rios embri&otilde;es por ciclo e, em seguida, selecionam os &ldquo;melhores&rdquo; para os implantar na m&atilde;e, os seus irm&atilde;os &ldquo;piores&rdquo; ou s&atilde;o mortos (aborto eug&eacute;nico), ou congelados (no processo de congelamento cerca de um ter&ccedil;o morre) ou s&atilde;o usados em investiga&ccedil;&atilde;o&raquo;.

Uma das quest&otilde;es mais pol&eacute;micas relativas &agrave; moral sexual da Igreja tem que ver com a contrace&ccedil;&atilde;o. Como m&eacute;dico e investigador, Manuel Martin&eacute;z-Sell&eacute;s salienta que &eacute; preciso distinguir contrace&ccedil;&atilde;o &laquo;de m&eacute;todos abortivos por anti-implantat&oacute;rios como o dispositivo intrauterino (DIU) ou a chamada p&iacute;lula do dia seguinte (Levonorgestrel) que apresentam um agravante &eacute;tico &ldquo;extra&rdquo;&raquo;. Nestes casos, j&aacute; h&aacute; &oacute;vulo fecundado e portanto vida que estes m&eacute;todos impedem que continue com a implanta&ccedil;&atilde;o no &uacute;tero.

Muitas cat&oacute;licas usam o DIU e casais recorrem a fertiliza&ccedil;&atilde;o in vitro. Manuel Mart&iacute;nez-Sell&eacute;s j&aacute; foi confrontado. &laquo;J&aacute; me aconteceu v&aacute;rias vezes dar confer&ecirc;ncias sobre estes temas e vir no fim um casal cat&oacute;lico, bem intencionado, que tinha usado a fertiliza&ccedil;&atilde;o in vitro sem saber o que implicava e a destrui&ccedil;&atilde;o de embri&otilde;es que lhe &eacute; inerente.&raquo;

O m&eacute;dico acusa as cl&iacute;nicas privadas, onde muitas vezes estas fertiliza&ccedil;&otilde;es s&atilde;o feitas, de procurarem mais o lucro do que informar. &laquo;No momento de dar informa&ccedil;&atilde;o &eacute; habitual que a rela&ccedil;&atilde;o direta da fertiliza&ccedil;&atilde;o in vitro com o aborto se oculte&raquo;, afirma.

De acordo com dados do registo dos embri&otilde;es criopreservados do Conselho Nacional de Procria&ccedil;&atilde;o Medicamente Assistida portugu&ecirc;s (CNPMA), a que a ag&ecirc;ncia Lusa teve acesso e divulgou na semana passada, h&aacute; 20 875 embri&otilde;es criopreservados. A mesma not&iacute;cia dava conta da doa&ccedil;&atilde;o de 44 embri&otilde;es a outros casais e da descongela&ccedil;&atilde;o e morte de 331. De acordo com a lei portuguesa, os embri&otilde;es que n&atilde;o forem transferidos devem ser criopreservados. Os benefici&aacute;rios comprometem-se a utiliz&aacute;-los no prazo m&aacute;ximo de tr&ecirc;s anos.

A ci&ecirc;ncia tem evolu&iacute;do muit&iacute;ssimo e nesta &aacute;rea da gen&eacute;tica tamb&eacute;m. Mas nem todas as evolu&ccedil;&otilde;es e descobertas v&atilde;o no sentido positivo e de defesa da vida. Manuel Mart&iacute;nez-Sell&eacute;s diz que &laquo;h&aacute; quem defenda que se possam matar crian&ccedil;as at&eacute; aos dois anos, mesmo que n&atilde;o tenham nenhuma doen&ccedil;a!&raquo; O m&eacute;dico defende que avan&ccedil;os cient&iacute;ficos como &laquo;a manipula&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica podem ser muito &uacute;teis quando aplicados a plantas ou animais, mas tamb&eacute;m podem ser perigosos e inaceit&aacute;veis se se pretendem aplicar no homem&raquo;.

Numa Europa envelhecida, Manuel Mart&iacute;nez-Sell&eacute;s pede pol&iacute;ticas de promo&ccedil;&atilde;o da natalidade urgentes. Aos casais crist&atilde;os pede: &laquo;Devemos ser generosos e lembrar que um filho &eacute; um dom, um bem. &Eacute; preciso justificar por que motivo n&atilde;o queremos um bem. O marido e a mulher est&atilde;o chamados a procriar, deve haver raz&otilde;es para n&atilde;o procriar, e n&atilde;o para procriar.&raquo;

Manuel Mart&iacute;nez-Sell&eacute;s d&acute;Oliveira Soares &eacute; m&eacute;dico cardiologista em Espanha. Nas suas atividades na pastoral familiar confrontou-se com &laquo;o frequente desconhecimento que havia de diversos aspetos da origem da vida tanto duma perspetiva de doutrina crist&atilde; como do ponto de vista cient&iacute;fico&raquo;. Al&eacute;m disso, havia a no&ccedil;&atilde;o de que as vis&otilde;es da f&eacute; e da ci&ecirc;ncia podiam ser contradit&oacute;rias. &laquo;No meu dia a dia como m&eacute;dico e investigador cient&iacute;fico, comprovo que o estudo da cria&ccedil;&atilde;o, da vida, do homem permite descobrir uma beleza que nos pode aproximar de Nosso Senhor&raquo;, afirma. Da&iacute; &agrave; vontade de partilhar esta vis&atilde;o e conhecimentos foi um pequeno passo. O livro E Deus fez-Se c&eacute;lula foi publicado em Espanha e agora editado pela PAULUS Editora em Portugal.

A obra ser&aacute; apresentada publicamente 23 de setembro, pelas 21h00, no audit&oacute;rio da Igreja do Cristo Rei, da Portela, em Lisboa. O autor proferir&aacute; uma confer&ecirc;ncia e o livro ser&aacute; apresentado por Ant&oacute;nio Pinheiro Torres, da Federa&ccedil;&atilde;o Portuguesa pela Vida, e Dina Matos Ferreira, professora universit&aacute;ria e autora da nota introdut&oacute;ria da edi&ccedil;&atilde;o portuguesa.

Manuel Mat&iacute;nez-Sell&eacute;s &eacute; casado e tem sete filhos. &Eacute; m&eacute;dico cardiologista, professor universit&aacute;rio, presidente da sec&ccedil;&atilde;o de Cardiologia Geri&aacute;trica da Sociedade Espanhola de Cardiologia e vice-presidente do Comit&eacute; de &Eacute;tica do Hospital Universit&aacute;rio Gregorio Mara&ntilde;on. J&aacute; recebeu in&uacute;meros pr&eacute;mios nas &aacute;reas de cardiologia e bio&eacute;tica. O autor &eacute; Doutor em Medicina e Cirurgia, Mestre em Desenho e Estat&iacute;stica em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de e Especialista Universit&aacute;rio em Pastoral Familiar.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Tue, 20 Sep 2016 10:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Agir para «restituir à terra a beleza de que Deus a dotou»</title>
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<description><![CDATA[D. Jorge Ortiga, presidente da Comiss&atilde;o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, encerrou hoje o XXX Encontro Nacional da Pastoral Social, que juntou cerca de 300 agentes da pasoral social em F&aacute;tima com um apelo &agrave; a&ccedil;&atilde;o.



Depois da ultima confer&ecirc;ncia, proferida por Thomas Stelzer, embaixador da &Aacute;ustria em Portugal e antigo secret&aacute;rio-geral adjunto das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, que tra&ccedil;ou um quadro negro do panorama atual mundial, afirmando que, &laquo;pela primeira vez na hist&oacute;ria do mundo, a pr&oacute;xima gera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o vai ter uma vida melhor que a nossa, porque n&oacute;s estamos a gastar todos os recursos que seriam deles&raquo;, o arcebispo de Braga afirmou que espera que este Ano da Miseric&oacute;rdia seja um &laquo;alerta para um estilo novo de agir nas comunidades e nas pessoas&raquo;. &laquo;Os crist&atilde;os conscientes e as comunidades crist&atilde;s deveriam crescer ao ritmo das exig&ecirc;ncias da miseric&oacute;rdia vivida no espiritual. A sociedade doente encontraria uma nova alma se a Igreja, nos crentes, lhes oferecesse este testemunho&raquo;, disse aos participantes no seu discurso.
&nbsp;
O Encontro esteve a discutir a enc&iacute;clica do Papa Laudato Si, no &acirc;mbito do Ano da Miseric&oacute;rdia, sobre o cuidado da casa comum. Nos diferentes pain&eacute;is de oradores, foram debatidos temas como o cuidar do outro, os novos estilos de vida propostos pelo Papa e as Obras de Miseric&oacute;rdia. &laquo;Cuidar do criado pode ser uma d&eacute;cima quinta, e d&eacute;cima sexta, Obra de Miseric&oacute;rdia, mas queria v&ecirc;-la como uma s&iacute;ntese que, vivida, nos assegura que todas as outras 14 est&atilde;o cumpridas&raquo;, disse o arcebispo de Braga, no encerramento dos trabalhos.
&nbsp;
Uma das conclus&otilde;es que D. Jorge Ortiga destaca destes tr&ecirc;s dias de encontro &eacute; a necessidade de &laquo;restituir &agrave; terra a beleza de que Deus a dotou&raquo;. &laquo;A Igreja ter&aacute; de colocar na sua miss&atilde;o este compromisso. Existem muitos pecados, mas este &eacute; dos mais graves. E este trabalho de respeito pela natureza deve entrar nos programas da catequese, nos esquemas das hom&iacute;lias, nos itiner&aacute;rios pedag&oacute;gicos das reuni&otilde;es dos grupos&raquo;, defendeu.
&nbsp;
Depois, &eacute; preciso defender a ecologia humana &laquo;no sentido rigoroso da Palavra&raquo;. A Igreja &eacute; &laquo;um corpo a agir em diversos locais e com carismas diferentes, mas obcecados pelo bem comum de todos. Isto anima e d&aacute; coragem, pois verificamos que somos muitos nesta batalha pela dignidade humana&raquo;, considerou.
&nbsp;
Neste sentido, D. Jorge Ortiga elogiou a cria&ccedil;&atilde;o, pelo Papa, do Dicast&eacute;rio para o Servi&ccedil;o do Desenvolvimento Humano Integral, e, apesar de este organismo apenas entrar em fun&ccedil;&otilde;es efetivas a partir de dia 1 de janeiro do pr&oacute;ximo ano, sugeriu que a pastoral social da igreja portuguesa tomasse j&aacute; como suas as orienta&ccedil;&otilde;es que foram indicadas para este organismo, para &laquo;darmos um alento especial &agrave; promo&ccedil;&atilde;o humana integral atrav&eacute;s da diversidade de cada um, mas no valor maior da unidade entre todos&raquo;. &laquo;Teremos de ultrapassar vis&otilde;es restritivas do nosso agir e mostrar que vale mais este testemunho colegial que muitas iniciativas isoladas e perdidas em contextos que s&oacute; dispersam energias&raquo;, concluiu, pedindo que &laquo;n&atilde;o permitamos que esta semana tenha sido apenas um conjunto de belas afirma&ccedil;&otilde;es&raquo;. &laquo;S&oacute; o agir em unidade nos interessa&raquo;, avisou.
&nbsp;
Texto e Fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Thu, 15 Sep 2016 15:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Refugiados: Portugal esgota capacidade de acolhimento</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/refugiados-portugal-esgota-capacidade-de-acolhimento</link>
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<description><![CDATA[No final de outubro pode j&aacute; n&atilde;o haver alojamentos para acolher refugiados. A Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) prev&ecirc; que dentro de um m&ecirc;s a capacidade esteja esgotada.



&Agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, Rui Marques explica que &laquo;a PAR tem cerca de 700 lugares dispon&iacute;veis que se esgotam no fim de outubro com o ritmo de chegadas de refugiados que temos&raquo;. O respons&aacute;vel pela Plataforma diz ter esperan&ccedil;a que at&eacute; l&aacute; mais ofertas surjam. A campanha para sensibilizar institui&ccedil;&otilde;es que possam disponibilizar espa&ccedil;os de acolhimento para refugiados continua.
Rui Marques deixa um desafio especial &agrave;s par&oacute;quias e institui&ccedil;&otilde;es religiosas: &laquo;O Papa vem a F&aacute;tima. Ele pediu, e deu o exemplo, que cada par&oacute;quia acolhesse uma fam&iacute;lia de refugiados. Se algum presente ele gostaria de receber em Portugal certamente seria este.&raquo;

Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, &agrave; margem do XXX Encontro Nacional da Pastoral Social, D. Jorge Ortiga reconheceu a falta de empenho das par&oacute;quias no acolhimento de refugiados. O presidente da Comiss&atilde;o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana defende que &laquo;ainda n&atilde;o foi devidamente apresentado inclusivamente aos padres e aos p&aacute;rocos&raquo;. D. Jorge Ortiga considera &laquo;urgente trazer novamente isto para a nossa agenda e fazer surgir reflex&atilde;o e ver isto como um programa a que temos de responder&raquo;. Admitindo que h&aacute; medos que podem dificultar o acolhimento de refugiados, o bispo pede &agrave;s par&oacute;quias e institui&ccedil;&otilde;es &laquo;que n&atilde;o tenham medo, que entendam que &eacute; um dever acolher os refugiados&raquo;.

Durante o encontro, o Padre Jos&eacute; Manuel Pereira de Almeida, secret&aacute;rio da Comiss&atilde;o Episcopal da Pastoral e Mobilidade Humana, desafiou as institui&ccedil;&otilde;es da Igreja a disponibilizar espa&ccedil;os. &Agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, o p&aacute;roco de Santa Isabel, em Lisboa, contou a experi&ecirc;ncia da sua pr&oacute;pria par&oacute;quia. &laquo;Recebemos esta semana uma fam&iacute;lia de refugiados. Chegaram no dia 13 de setembro e estamos muito felizes. Pode trazer muita alegria pela partilha e pelo acolhimento.&raquo;

As institui&ccedil;&otilde;es interessadas podem inscrever-se no s&iacute;tio na internet da PAR. Rui Marques explica que &laquo;uma institui&ccedil;&atilde;o anfitri&atilde; se disponibiliza para cuidar do alojamento e integra&ccedil;&atilde;o de uma fam&iacute;lia&raquo;. Na pr&aacute;tica, isso inclui uma casa e apoio &agrave; integra&ccedil;&atilde;o na escola, no servi&ccedil;o nacional de sa&uacute;de, no mercado de trabalho. As institui&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m apoio do Estado e de fundos europeus.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o e Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Thu, 15 Sep 2016 15:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Presidente elogia papel das instituições sociais da Igreja</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/pastoral-social-e-garante-da-estabilidade-do-pais</link>
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<description><![CDATA[O presidente da Rep&uacute;blica tinha previsto abrir os trabalhos do XXX Encontro da Pastoral Social, mas uma altera&ccedil;&atilde;o de agenda de &uacute;ltima hora impossibilitou Marcelo Rebelo de Sousa de estar presente em F&aacute;tima, onde cerca de 300 pessoas discutem a enc&iacute;clica do Papa, Laudato Si, no &acirc;mbito do Ano da Miseric&oacute;rdia.
&nbsp;


Para colmatar a sua aus&ecirc;ncia, o presidente portugu&ecirc;s enviou um v&iacute;deo no qual afirma que a Doutrina Social da Igreja (DSI) esteve na g&eacute;nese da Constitui&ccedil;&atilde;o Portuguesa, &laquo;nomeadamente na quest&atilde;o da dignidade humana&raquo;. Neste sentido, Marcelo chamou a aten&ccedil;&atilde;o &laquo;para a import&acirc;ncia da pastoral social num per&iacute;odo que se qualifica como sa&iacute;da da crise&raquo;. &laquo;Se durante a crise foi importante, seria ilus&oacute;rio pensar que a preocupa&ccedil;&atilde;o se esbate na sa&iacute;da da crise, porque a sa&iacute;da n&atilde;o ser&aacute; igual para todos&raquo;, avisa.

O presidente da Rep&uacute;blica considerou que os pr&oacute;ximos tempos, que se esperam de sa&iacute;da da crise, levantam &laquo;desafios&raquo; que ser&atilde;o &laquo;discutidos por v&oacute;s em v&aacute;rios dom&iacute;nios, onde se continuar&aacute; a sentir uma necessidade de aplica&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios doutrin&aacute;rios da DSI a esta sociedade&raquo;. Neste sentido, reservou uma &laquo;palavra especial&raquo; &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es ligadas &agrave; Igreja Cat&oacute;lica que, no terreno, &laquo;garantiram que a crise fosse um pouco menos dura do que poderia ter sido, e que ir&atilde;o garantir que a sa&iacute;da &eacute; melhor para os milh&otilde;es de portugueses que est&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria&raquo;. &laquo;O Presidente da Rep&uacute;blica acompanha as vossas preocupa&ccedil;&otilde;es e reflex&otilde;es, est&aacute; atento ao contributo e agradece-o em nome de Portugal&raquo;, concluiu.
&nbsp;
Bispos falam de inova&ccedil;&atilde;o na a&ccedil;&atilde;o social
A abertura dos trabalhos ficou a cargo de D. Manuel Clemente, Cardeal-Patriarca de Lisboa, e D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga e presidente da Comiss&atilde;o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana.



D. Manuel Clemente elogiou a escolha do tema para este encontro, e destacou o n&uacute;mero 111 da enc&iacute;clica para falar de alguns dos pedidos do Papa Francisco. &laquo;Vivemos muito do expediente, do que a necessidade imediata imp&otilde;e, mas precisamos de uma cultura que d&ecirc; uma vis&atilde;o global da humanidade&raquo;, come&ccedil;ou por dizer o Cardeal-Patriarca, adiantando que &eacute; tamb&eacute;m importante ter um &laquo;olhar mais profundo e humanizador, em vez de uma t&eacute;cnica&raquo; fria e sem olhar &agrave; pessoa. Isto s&oacute; ser&aacute; poss&iacute;vel, argumenta, se olharmos para o &laquo;sistema&raquo; em que estamos inseridos de uma forma positiva, &laquo;um sentido do conjunto, em que cada coisa funciona no corpo em que se integra, e n&oacute;s somos quem mais responsabilidades tem nisso&raquo;.
&nbsp;
D. Jorge Ortiga come&ccedil;ou por dizer que a necessidade de &laquo;novidade&raquo; que todos temos de procurar deve-os levar a encontrar &laquo;esquemas&raquo; diferentes na a&ccedil;&atilde;o social. Apesar de considerar que &laquo;n&atilde;o h&aacute; cuidado na vida dos crist&atilde;os e das comunidades&raquo; pelas obras de miseric&oacute;rdia espirituais, o arcebispo de Braga considera que &eacute; importante olhar para esta nova obra de miseric&oacute;rdia sugerida pelo Papa, do cuidado pela natureza. &laquo;Se pensarmos, compreendemos esta nova obra de miseric&oacute;rdia. Quando trabalhamos diariamente para esta casa comum, estamos a viver a express&atilde;o m&aacute;xima da miseric&oacute;rdia do Senhor, e a contemplar a obra m&aacute;xima que Deus criou para todos&raquo;, afirmou.
&nbsp;
O presidente da Comiss&atilde;o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana acha que o &laquo;tema pode trazer novidade &agrave; nossa a&ccedil;&atilde;o social, &agrave;s vezes parada&raquo;. &laquo;Ao olharmos para a ecologia como casa comum, iremos descobrir caminhos novos e permitir que a a&ccedil;&atilde;o social os percorra&raquo;.
&nbsp;
Apesar de reconhecer que &laquo;h&aacute; muitos interesses instalados&raquo;, o prelado bracarense defende que &laquo;a igreja tem de ser sinal de contradi&ccedil;&atilde;o, e dizer que a casa de todos tem de ter capacidade para acolher todos&raquo;. &laquo;Que a Laudato Si traga novo esp&iacute;rito &agrave;s nossas comunidades&raquo;, pediu, a concluir a sua interven&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
Os trabalhos prosseguiram com Francisco Ferreira, da ONG Zero, a fazer uma apresenta&ccedil;&atilde;o sobre o estado do clima do mundo e o que t&ecirc;m sido as negocia&ccedil;&otilde;es com vista a um ambiente melhor, e uma apresenta&ccedil;&atilde;o, por parte da Comiss&atilde;o Episcopal da Pastoral Social, da enc&iacute;clica Laudato Si.
&nbsp;
Texto e Fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Tue, 13 Sep 2016 18:08:00 +0100</pubDate>
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<title>Das ruínas das Torres Gémeas surge uma mensagem de reconciliação</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/das-ruinas-das-torres-gemeas-surge-uma-mensagem-de-reconciliacao</link>
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<description><![CDATA[H&aacute; 15 anos, dois avi&otilde;es fizeram colapsar as Torres G&eacute;meas, em Nova Iorque. Mais de 3 mil pessoas morreram quando as torres ca&iacute;ram sobre si, deixando um rasto de destrui&ccedil;&atilde;o e morte que at&eacute; hoje impressiona os que visitam o memorial criado para homenagear os mortos. &Eacute; precisamente nesse memorial que se encontra uma das pe&ccedil;as mais extraordin&aacute;rias encontradas nos escombros pelos bombeiros que fizeram o rescaldo das opera&ccedil;&otilde;es nos meses que se seguiram ao 11 de setembro.


&nbsp;
Joel Meyerowitz &eacute; um fot&oacute;grafo que acompanhou, durante nove meses, todos os trabalhos feitos pelas equipas que operavam nas duas torres. Em mar&ccedil;o de 2002, enquanto fotografa, um bombeiro chama-o e entrega-lhe aquilo que afirmava ser mais um artefacto encontrado nos escombros da torre sul. Joel verificou que era uma B&iacute;blia que, com o calor, se tinha fundido com um peda&ccedil;o de metal do edif&iacute;cio. &laquo;Este peda&ccedil;o de uma B&iacute;blia queimada e coberta de poeira, fundida com o metal, veio das m&atilde;os de um bombeiro que sabia que eu era um dos guardi&atilde;es das mem&oacute;rias daquele espa&ccedil;o&raquo;, disse Joel Meyerowitz, em declara&ccedil;&otilde;es citadas pelo New York Times.
&nbsp;

Mas se o objeto em si era j&aacute; extraordin&aacute;rio e digno de exposi&ccedil;&atilde;o, a maior surpresa deste fot&oacute;grafo veio quando, limpando o p&oacute;, se apercebeu da p&aacute;gina em que a B&iacute;blia tinha ficado gravada no ferro. &laquo;Ouvistes o que foi dito: &ldquo;olho por olho, dente por dente!&rdquo; Eu, por&eacute;m, digo-vos: n&atilde;o vos vingueis de quem vos fez mal. Pelo contr&aacute;rio: se algu&eacute;m te bater na face direita, oferece-lhe tamb&eacute;m a esquerda!&raquo;, podia ler-se no cap&iacute;tulo dedicado &agrave; justi&ccedil;a e &agrave; retalia&ccedil;&atilde;o. &laquo;De todas as p&aacute;ginas em que se podia ter fundido, foi not&aacute;vel que tivesse sido nesta&raquo;, referiu o fot&oacute;grafo.
&nbsp;

Palavras proferidas por Jesus, h&aacute; dois mil anos, mas que ecoaram no cora&ccedil;&atilde;o daquele fot&oacute;grafo. &laquo;O meu espanto ao ver a p&aacute;gina em que tinha ficado aberta a B&iacute;blia foi enorme e fez-me perceber que a mensagem b&iacute;blica sobrevive &agrave; passagem do tempo, e que, em cada era, a devemos interpretar &agrave; luz do tempo, conforme a ocasi&atilde;o assim o exigir&raquo;, referiu Joel.
&nbsp;

Tantas palavras, tantos cap&iacute;tulos nos quais poderia ter ficado aquela B&iacute;blia fundida no metal. Mas foram as palavras de Jesus no Serm&atilde;o da Montanha, no cap&iacute;tulo 5 do Evangelho de Mateus, que ficaram expostas para quem quisesse ler e compreender a mensagem.

O artefacto, recolhido em 2002, foi entregue em 2010 &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o 9/11 e pode hoje ser visto no Museu Nacional do 11 de setembro, em Nova Iorque.
&nbsp;

texto: Ricardo Perna
foto: DR


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]]></description>
<pubDate>Mon, 12 Sep 2016 18:22:00 +0100</pubDate>
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<title>O seu filho dorme bem?</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/o-seu-filho-dorme-bem</link>
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<description><![CDATA[Os estudos mais recentes acerca do sono de crian&ccedil;as e adolescentes apontam para resultados preocupantes: mais de 50% dos estudantes t&ecirc;m sonol&ecirc;ncia excessiva durante o dia e mais de 80% n&atilde;o dormem oito horas. Mas afinal o que se passa com o sono das crian&ccedil;as?


&nbsp;

Teresa Paiva, Helena Rebelo Pinto e Teresa Rebelo Pinto &ndash; do CENC, Centro de Eletroencefalografia e Neurofisiologia Cl&iacute;nica Dr.&ordf; Teresa Paiva &ndash; criaram o projeto SonoEscolas, em 2010, para educar e prevenir. Fizeram centenas de sess&otilde;es em escolas de todo o pa&iacute;s e estudaram o sono dos alunos. Helena Rebelo Pinto, psic&oacute;loga e professora catedr&aacute;tica de Psicologia na Universidade Cat&oacute;lica, explica que &laquo;permitiram construir alguns instrumentos para avaliar caracter&iacute;sticas do sono das crian&ccedil;as e adolescentes. Ao mesmo tempo, constru&iacute;mos um modelo te&oacute;rico de enquadramento. Agora estamos preparados para publicar material pedag&oacute;gico que sirva de apoio aos professores&raquo;.
&nbsp;

Nos contactos com docentes havia queixas recorrentes: os alunos tinham muito sono durante o dia, especialmente nas aulas da manh&atilde; e desvalorizavam a import&acirc;ncia de dormir. Havia tamb&eacute;m mais h&aacute;bitos. &laquo;A maior parte utilizava tecnologias &agrave; noite ou deitava-se muito tarde ou tinha ins&oacute;nia ou problemas de sono que n&atilde;o estavam tratados nem identificados&raquo;, explica a psic&oacute;loga Teresa Rebelo Pinto.



Ao consult&oacute;rio da neurologista Teresa Paiva, chegam cada vez mais crian&ccedil;as e jovens com perturba&ccedil;&otilde;es de sono. Alguns t&ecirc;m poucos meses de vida. O trabalho &eacute; multidisciplinar, com ajuda da psicologia e envolve as fam&iacute;lias. Come&ccedil;a-se sempre por ver se h&aacute; doen&ccedil;a org&acirc;nica ou psicol&oacute;gica. &laquo;A grande diferen&ccedil;a &eacute; que, quando &eacute; psicol&oacute;gico ou comportamental, fica resolvido com passear ao colo, levar para a rua, embalar no carro, meter na cama, etc.&raquo; Mas h&aacute; doen&ccedil;as org&acirc;nicas. &laquo;Muitas crian&ccedil;as t&ecirc;m apneias do sono e outras n&atilde;o dormem porque t&ecirc;m refluxo esof&aacute;gico, determinadas alergias ou doen&ccedil;as graves. Todas as doen&ccedil;as do desenvolvimento ou doen&ccedil;as gen&eacute;ticas d&atilde;o geralmente altera&ccedil;&otilde;es grav&iacute;ssimas do sono.&raquo; Al&eacute;m disso, h&aacute; os terrores noturnos, o sonambulismo, o fazer xixi na cama, ranger dos dentes e ins&oacute;nias. &laquo;Uma crian&ccedil;a que desenvolve uma ins&oacute;nia na idade jovem vai ter maior risco de ter ins&oacute;nia mais tarde e de ser um adulto com maior risco de depress&atilde;o e de incapacidade de gerir os seus assuntos e tomar decis&otilde;es.&raquo;

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Da parte org&acirc;nica trata Teresa Paiva, da parte psicol&oacute;gica, Catarina Mestre. &laquo;As consultas que eu fa&ccedil;o est&atilde;o muito ligadas aos medos das crian&ccedil;as, &agrave;s ansiedades, al&eacute;m das disrup&ccedil;&otilde;es dos hor&aacute;rios familiares&raquo;, explica a psic&oacute;loga. Para lidar com os medos, h&aacute; t&eacute;cnicas de relaxamento para &laquo;ajudar as crian&ccedil;as a autocontrolar-se, sem estar sempre a solicitar a presen&ccedil;a dos pais&raquo;. Al&eacute;m desse, h&aacute; outros objetivos. &laquo;Televis&otilde;es, Ipads, computadores, telem&oacute;veis&hellip; os mi&uacute;dos parece que nascem com isso na m&atilde;o. Eles n&atilde;o sabem estar sozinhos ou quietos sem estar a receber est&iacute;mulos externos constantemente&raquo;, constata. O relaxamento &laquo;ensina a olhar para dentro, a tomar aten&ccedil;&atilde;o ao corpo, a prestar aten&ccedil;&atilde;o aos sentimentos, &agrave;s sensa&ccedil;&otilde;es&raquo;.

H&aacute;bitos que criam doen&ccedil;as

Podem os maus h&aacute;bitos comportamentais provocar doen&ccedil;as do sono? Teresa Paiva admite que sim. &laquo;Dormir pouco em idade jovem &eacute; como se estivesse a agredir um c&eacute;rebro, que vai evoluir agredido.&raquo; Dormir tarde faz os rel&oacute;gios biol&oacute;gicos deslizar. Esta m&eacute;dica lembra uma crian&ccedil;a de tr&ecirc;s anos que se deita &agrave;s 23h00. &laquo;Quando tiver quatro ou cinco anos vai para a cama &agrave; meia-noite. Quando tiver seis ou sete vai para a cama &agrave; uma e quando chegar ao fim da adolesc&ecirc;ncia vai para a cama &agrave;s seis ou sete. Temos casos assim, de se deitar &agrave;s nove da manh&atilde;!&raquo; Resolver estes &ldquo;atrasos de fase&rdquo; &eacute; dif&iacute;cil, demora e n&atilde;o h&aacute; garantias de sucesso.


A neurologista trabalha na &aacute;rea do sono desde 1983 e continua a aprender e estudar. &laquo;Fiz um exame europeu para sonologista europeu com sessenta e sete anos de idade. Sou considerada uma av&oacute; do sono europeia. Sou a sleep grandmother.&raquo; Quanto mais experi&ecirc;ncia tem, mais se convence que cada caso &eacute; um caso e que o sono &eacute; essencial para a sa&uacute;de. &laquo;O sono p&otilde;e em equil&iacute;brio todas as partes do corpo, desde o c&eacute;rebro que &eacute; considerado um dos maiores beneficiados. Se n&atilde;o dormirmos bem, come&ccedil;amos a ter mais faltas de mem&oacute;ria, acidentes; temos o risco de ter mais doen&ccedil;as de origem central como a depress&atilde;o ou a ins&oacute;nia; e temos um risco importante de altera&ccedil;&otilde;es de humor.&raquo; Teresa Paiva explica que o sono controla v&aacute;rios metabolismos. &laquo;A priva&ccedil;&atilde;o de sono aumenta o risco de diabetes, aumenta o risco cardiovascular, de hipertens&atilde;o arterial, de arritmias card&iacute;acas, de AVC.&raquo; Mas h&aacute; mais: a priva&ccedil;&atilde;o de sono pode prejudicar o crescimento, o equil&iacute;brio imunol&oacute;gico e &laquo;aumenta o risco de determinados tipos de cancro, como o da mama, do &uacute;tero, da pr&oacute;stata&raquo;.



Teresa Rebelo Pinto, psic&oacute;loga, acompanha adolescentes no CENC. Problemas principais: sono a menos, grande varia&ccedil;&atilde;o de hor&aacute;rios e falta de rotinas. &laquo;Em 2012, fizemos um estudo com jovens dos doze aos dezoito anos, e, nos dias de semana, 85% dos alunos dormia menos de oito horas. 85%! E esses h&aacute;bitos agravam-se com a idade e agrava-se a diferen&ccedil;a entre semana e fim de semana.&raquo;

Dormir pouco e mal tem consequ&ecirc;ncias tamb&eacute;m no rendimento escolar. &laquo;Nos adolescentes, o insucesso escolar nas mat&eacute;rias abstratas ou a falta de criatividade est&atilde;o muito associados &agrave; priva&ccedil;&atilde;o ou a perturba&ccedil;&otilde;es de sono.&raquo;

Quais s&atilde;o os sinais de alerta?


Como mudar maus h&aacute;bitos?

Se acha que pode haver uma perturba&ccedil;&atilde;o, recorra a um m&eacute;dico especialista do sono. Se s&atilde;o ainda &ldquo;apenas&rdquo; maus h&aacute;bitos, comece por afastar as atividades estimulantes da hora de dormir. &laquo;As tecnologias s&atilde;o estimulantes, quer seja pela luz, que &eacute; o principal sincronizador do nosso ritmo sono-vig&iacute;lia, quer porque estimulam do ponto de vista cognitivo ou emocional&raquo;, explica Teresa Rebelo Pinto. Para dormir &eacute; preciso serenar, acalmar e &ldquo;desligar&rdquo;, mas tamb&eacute;m sentir-se seguro. &laquo;O que d&aacute; seguran&ccedil;a? A rotina, os hor&aacute;rios, saber quando as coisas est&atilde;o a desligar, saber que n&atilde;o estamos ali no quarto, mas no quarto ao lado&raquo;, afirma a psic&oacute;loga.
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Com os jovens a palavra-chave &eacute; responsabilizar. &laquo;A primeira coisa que os adolescentes perguntam &eacute;: &ldquo;Nunca mais posso sair &agrave; noite com os meus amigos?&rdquo; O que se faz &eacute; ensinar a autorregula&ccedil;&atilde;o. Em vez de sa&iacute;rem quinta-feira, sexta e s&aacute;bado at&eacute; &agrave;s tantas, escolhem um dia e definem uma hora para voltar. No dia seguinte, n&atilde;o dormem at&eacute; &agrave;s seis da tarde.&raquo;

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Reportagem publicada na FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de setembro de 2016.

Texto e fotografias: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o, Isa Pinto e FreeImages
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<pubDate>Fri, 09 Sep 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Os projetos YOUCAT nasceram da vontade dos jovens»</title>
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<description><![CDATA[Foi lan&ccedil;ado na Jornada Mundial da Juventude de Crac&oacute;via o DOCAT, o &uacute;ltimo livro a juntar-se &agrave; cole&ccedil;&atilde;o YOUCAT, que resume a Doutrina Social da Igreja em v&aacute;rias perguntas e respostas, num formato mais acess&iacute;vel para os jovens, apan&aacute;gio de toda a cole&ccedil;&atilde;o YOUCAT. A PAULUS Editora volta a ser a editora deste novo livro da cole&ccedil;&atilde;o, e o Pe. Jos&eacute; Andr&eacute; Ferreira foi o representante da editora na equipa que preparou a obra.


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O que &eacute; o projeto DOCAT?
Poder&iacute;amos afirmar que o DOCAT &eacute; um pequeno e atrativo comp&ecirc;ndio da Doutrina Social da Igreja. Uma vasta introdu&ccedil;&atilde;o que permite um primeiro contacto com os temas fundamentais da Doutrina Social. A Doutrina Social da Igreja congrega os ensinamentos dos Papas sobre tudo aquilo que implica a presen&ccedil;a do homem na sociedade e no mundo, &eacute; como que o fermento para transformar a sociedade com a for&ccedil;a do Evangelho. O DOCAT &eacute; compreens&iacute;vel a partir desta mesma vontade, isto &eacute;, a de possibilitar um discernimento, que tenha como base o Evangelho, para a orienta&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o das consci&ecirc;ncias. No entanto, o DOCAT n&atilde;o tem a simples pretens&atilde;o de ser uma s&iacute;ntese dos temas da Doutrina Social, pretende levar os seus leitores a agir. &ldquo;Como agir?&rdquo;, o subt&iacute;tulo desta obra, &eacute; a pergunta que motiva este projeto, da&iacute; surge o nome DOCAT. DOCAT remete-nos para o verbo ingl&ecirc;s &ldquo;to do&rdquo;, que pode ser traduzido por &ldquo;fazer&rdquo;.
&nbsp;
Porqu&ecirc; a Doutrina Social da Igreja para os jovens?
&Eacute; curioso perceber que todos os projetos da marca YOUCAT nasceram da vontade dos jovens em aprofundar as raz&otilde;es da sua f&eacute;. O DOCAT surge da mesma vontade. Em 2011, nas Jornadas Mundiais da Juventude, que se realizaram em Madrid, o papa Bento XVI ofereceu a todos os peregrinos o YOUCAT. Um grupo de jovens dos Estados Unidos da Am&eacute;rica, depois de receber este presente pessoal do Papa, escreveram &agrave; &ldquo;Funda&ccedil;&atilde;o Youcat&rdquo;, dizendo que agora conheciam a sua f&eacute;, mas n&atilde;o sabiam o que fazer! Eles pr&oacute;prios sugeriam o DOCAT. A partir desta ideia, a funda&ccedil;&atilde;o reuniu estudantes e jovens de todo o mundo e juntos come&ccedil;aram a estudar a Doutrina Social da Igreja, sob a dire&ccedil;&atilde;o do Cardeal Christoph Sch&ouml;nborn e do Cardeal Reinhard Marx.
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Os jovens n&atilde;o conhecem a Doutrina Social da Igreja? De que forma poder&aacute; este documento ajudar a compreend&ecirc;-la?
Custa-me generalizar e afirmar de forma perent&oacute;ria que os jovens n&atilde;o conhecem os ensinamentos da Doutrina Social da Igreja. Eventualmente a maioria dos jovens crist&atilde;os age de acordo com os princ&iacute;pios da Doutrina Social da Igreja e n&atilde;o sabe que pertence a esse Corpus doutrinal. No entanto, at&eacute; pela ideia que inspirou a feitura do DOCAT, percebemos que os ensinamentos da Doutrina Social n&atilde;o est&atilde;o pr&oacute;ximos dos mais jovens. N&atilde;o creio que haja dificuldades em compreender os ensinamentos da Doutrina Social da Igreja. Estou convencido, no entanto, que existe uma dist&acirc;ncia consider&aacute;vel entre o corpo doutrinal da Doutrina Social e a maioria das pessoas, e consequentemente dos jovens. Esta dist&acirc;ncia &eacute; compreens&iacute;vel porque o Comp&ecirc;ndio da Doutrina Social, organizado em 2004, pelo Pontif&iacute;cio Conselho Justi&ccedil;a e Paz, que re&uacute;ne de forma sistem&aacute;tica o conte&uacute;do da Doutrina Social da Igreja produzido at&eacute; aquela ocasi&atilde;o, desde a Enc&iacute;clica Rerum Novarum de Le&atilde;o XIII, promulgada em 1891, &eacute; uma obra muito densa e volumosa, que n&atilde;o convida &agrave; leitura. Pela sua linguagem e layout din&acirc;mico, em perguntas e respostas, ao estilo das hiperliga&ccedil;&otilde;es do mundo digital, o DOCAT tem a mais valia de conseguir, de forma atrativa, aproximar os jovens aos princ&iacute;pios da Doutrina Social da Igreja, convidando-os a agir consequentemente.
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Como &eacute; que os jovens podem e devem, de forma pr&aacute;tica, utilizar este livro?
O DOCAT n&atilde;o &eacute;, de longe, um projeto meramente te&oacute;rico. Desde o seu t&iacute;tulo, o DOCAT convida os jovens, e todos os leitores, a agirem. Dividido em 12 cap&iacute;tulos, num total de 328 perguntas e respostas, que abordam temas como o amor humano, a fam&iacute;lia, o trabalho, a dignidade da pessoa, a economia, a pol&iacute;tica ou ambiente, o leitor desta obra ser&aacute; interpelado a interagir na sociedade usando os princ&iacute;pios da Doutrina Social da Igreja, apresentados no DOCAT. O DOCAT n&atilde;o reflete sobre um conjunto de teorias ou sobre uma realidade que nos &eacute; alheia, &eacute; o simples convite a agir segundo os princ&iacute;pios do Evangelho no mundo em que vivemos.
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O Papa deixou uma mensagem forte sobre este livro. &Eacute; uma aposta forte de Francisco?
O DOCAT, embora seja um projeto de jovens para os jovens, foi revisto e aprovado pela Congrega&ccedil;&atilde;o para a Doutrina da F&eacute; e pelo Conselho Pontif&iacute;cio para a Promo&ccedil;&atilde;o da Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o, e apresentado ao Papa pelo Cardeal M&uuml;ller. O Papa escreveu o pref&aacute;cio desta obra, confiando aos jovens um enorme desafio, confiando-lhes o seu sonho. O Papa Francisco deseja, escreveu no pref&aacute;cio, &laquo;que um milh&atilde;o de jovens, mais ainda, que uma gera&ccedil;&atilde;o inteira, seja, para os seus contempor&acirc;neos, uma Doutrina Social em movimento.&raquo; O Papa n&atilde;o quer que os jovens se organizem em simples grupos de estudos, embora isso seja bom. O Papa deseja que os jovens atuem no mundo motivados pela for&ccedil;a do Evangelho.
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Quais s&atilde;o os pontos da Doutrina Social da Igreja que hoje mais fazem sentido na sociedade?
A Doutrina Social da Igreja &eacute; essencial &agrave; sociedade e ao mundo hoje, a come&ccedil;ar pelos seus princ&iacute;pios: a dignidade da pessoa, o bem comum, a subsidiariedade e a solidariedade. No entanto, estou convencido que o primordial &eacute; que tenhamos jovens que sejam incapazes de passar diante das necessidades da humanidade, que s&atilde;o in&uacute;meras, sem agirem. No pref&aacute;cio, o Papa Francisco afirma que &laquo;se hoje um crist&atilde;o passa ao lado da necessidade dos mais pobres dos pobres, na realidade n&atilde;o &eacute; crist&atilde;o!&raquo; O ponto essencial da Doutrina Social da Igreja &eacute; motivar os homens a transformar o mundo.
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Como &eacute; que a PAULUS Editora est&aacute; a pensar dinamizar e apresentar o DOCAT no nosso pa&iacute;s?
Para al&eacute;m dos eventos em que ser&aacute; apresentada a edi&ccedil;&atilde;o portuguesa do DOCAT, desde j&aacute;, juntamente com o Departamento da Catequese do Patriarcado de Lisboa, est&aacute; a ser organizado o YOUCAT Day Lisboa 2016, que este ano ser&aacute; centrado nos temas do DOCAT. Um dia em que os jovens ter&atilde;o a possibilidade de contactar de forma direta e mais profunda com os temas do DOCAT. Espera-se que esta iniciativa seja depois extens&iacute;vel a outras dioceses do nosso pa&iacute;s.

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Texto e fotos: Ricardo Perna



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]]></description>
<pubDate>Thu, 08 Sep 2016 16:55:00 +0100</pubDate>
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<title>Paralímpicos: medalhas que chocalham e outras curiosidades</title>
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<description><![CDATA[H&aacute; algumas curiosidades e muitas diferen&ccedil;as nestes Jogos Paral&iacute;mpicos. Quer saber quais?


Pela primeira vez, as medalhas fazem sons diferentes consoante sejam de ouro, prata ou bronze. Entre as duas esferas que comp&otilde;em a medalha, foram introduzidas esferas. Assim, a medalha de ouro faz um som mais forte, a de prata mais fraco e a de bronze ainda mais fraco. Os deficientes visuais conseguem identificar as medalhas facilmente.

No Rio de Janeiro, os atletas participam em provas de 23 modalidades. Duas s&atilde;o novidade em Jogos Paral&iacute;mpicos: canoagem e triatlo.


S&oacute; h&aacute; dois desportos exclusivos dos Jogos Paral&iacute;mpicos: boccia e goalball. O boccia &eacute; modalidade paral&iacute;mpica desde 1984 e &eacute; muito praticado por atletas portadores de paralisia cerebral. &Eacute; um jogo de interior em que s&atilde;o arremessadas bolas de couro com o objetivo de as colocar o mais perto poss&iacute;vel de uma bola branca chamada de jack ou bola alvo. Pode jogar-se em pares, sozinho ou em equipa. Alguns jogadores usam apenas a cabe&ccedil;a ou boca para lan&ccedil;ar a bola.


&nbsp;


J&aacute; o goalball foi criado exclusivamente para pessoas com defici&ecirc;ncia visual. Pratica-se num gin&aacute;sio e o terreno de jogo tem as mesmas dimens&otilde;es do de voleibol. Durante 14 minutos as equipas de tr&ecirc;s jogadores tentam marcar golos na baliza do advers&aacute;rio. A bola faz um som que possibilita aos jogadores detetar a sua localiza&ccedil;&atilde;o. Por isso, n&atilde;o pode haver barulho durante o jogo.




Os Estados Unidos da Am&eacute;rica s&atilde;o o pa&iacute;s com mais medalhas em Jogos Paral&iacute;mpicos: 2067. Segue-se a Gr&atilde;-Bretanha que j&aacute; ganhou 1642 medalhas desde que h&aacute; Jogos Paral&iacute;mpicos.
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o

Fotos: Rio2016
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<pubDate>Thu, 08 Sep 2016 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Paraplégica por opção</title>
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<description><![CDATA[M&oacute;nica Santos recusou abortar e ficou parapl&eacute;gica. Em 2001, come&ccedil;ou a sentir falta de movimentos nas pernas. Foi nessa altura que descobriu que estava gr&aacute;vida de quatro semanas.
Em entrevista &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, a esgrimista brasileira explica como tudo aconteceu. &laquo;Tive um hemangioma medular [que pressiona a medula e impede os movimentos] durante a minha gesta&ccedil;&atilde;o. A orienta&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica era para que fizesse a cirurgia o quanto antes, pois poderia n&atilde;o sobreviver ou ficar tetrapl&eacute;gica.&raquo; Voltar a andar s&oacute; com a opera&ccedil;&atilde;o e um aborto.
Em entrevista &agrave; revista Donna, o marido de M&oacute;nica, &Acirc;ngelo, admite que teve grande dificuldade em aceitar a decis&atilde;o da mulher. Ele e o pai dela tentaram convenc&ecirc;-la. &Acirc;ngelo conta que &laquo;a verdade &eacute; que n&atilde;o se tinha certeza de nada, se ela poderia engravidar de novo depois ou a gravidade das sequelas. Ela decidiu ficar com o que tinha: a beb&eacute; na barriga.&raquo;




&laquo;A b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de Deus&raquo;
Consciente dos riscos para a sua pr&oacute;pria sa&uacute;de e vida, M&oacute;nica conta, em entrevista &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; que decidiu &laquo;realizar o sonho de ser m&atilde;e, e ter minha linda filha Paolla, no qual foi o que me deu for&ccedil;as, a n&atilde;o perder a vontade de viver, ao contr&aacute;rio, lutei pelos meus objetivos&raquo;.
Apenas 28 dias depois do nascimento da filha, foi submetida a uma cirurgia, sem saber se voltaria a ver a beb&eacute;. &laquo;Nessa &eacute;poca j&aacute; n&atilde;o caminhava mais, mas na cirurgia ainda poderia piorar, os riscos eram grandes, mas Deus me aben&ccedil;oou&raquo;, conta M&oacute;nica Santos &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;. A b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de que fala esta mulher resume-se nisto: &laquo;A cirurgia correu bem e eu fiquei apenas parapl&eacute;gica. Devido &agrave;s poucas chances que eu tinha isso &eacute; muito bom.&raquo;

M&oacute;nica diz-se &ldquo;cadeirante&rdquo; por op&ccedil;&atilde;o. Entre abortar, ser operada e voltar a andar ou ter a filha escolheu ter Paolla e assumir o risco de ficar numa cadeira de rodas.
&nbsp;

O sonho dos Jogos Paral&iacute;mpicos
Antes da gravidez, M&oacute;nica praticava futebol duas vezes por semana. A vida mudou, mas tr&ecirc;s anos depois procurou alternativas desportivas. &laquo;Comecei a participar de uma equipa de basquetebol, depois experimentei tiro desportivo, kart, vela adaptada, v&aacute;rios desportes at&eacute; conhecer a esgrima atrav&eacute;s de um amigo&raquo;, explica. Atualmente treina cinco dias por semana e conduz 240 km para os treinos. &laquo;Minha vida est&aacute; dividida entre treinos, competi&ccedil;&atilde;o e fam&iacute;lia&raquo;, conta M&oacute;nica.No ano passado, M&oacute;nica Santos conquistou a medalha de Ouro na arma Florete e Bronze na arma Espada no Campeonato Regional da Am&eacute;rica. Foi tretracampe&atilde; brasileira e a &uacute;nica mulher a conquistar dois ouros internacionais na esgrima paral&iacute;mpica.
Nos Jogos Paral&iacute;mpicos, sonha com uma medalha, mas realisticamente a meta &laquo;&eacute; classificar-me para o quadro de 8, quem sabe chegar as semifinais&raquo;.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: M&oacute;nica Santos
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Thu, 08 Sep 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Quem são os portugueses nos Jogos Paralímpicos?</title>
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<description><![CDATA[No dia 26 de agosto, ficou fechada a lista da Miss&atilde;o Portuguesa aos Jogos do Rio de Janeiro. Com a exclus&atilde;o da R&uacute;ssia, Portugal participa com 37 atletas.

Estes s&atilde;o os participantes:
&nbsp;
Atletismo (17)
- Ana Filipe
- Carina Paim
- Carolina Duarte
- Cristiano Pereira
- &Eacute;rica Gomes
- Gabriel Macchi
- Gra&ccedil;a Fernandes
- H&eacute;lder Mestre
- In&ecirc;s Fernandes
- Jorge Pina
- Lenine Cunha
- Lu&iacute;s Gon&ccedil;alves
- Manuel Mendes
- M&aacute;rio Trindade
- Miguel Monteiro
- Nuno Alves
- Odete Fi&uacute;za

Ciclismo (2)
- Telmo Pin&atilde;o
- Lu&iacute;s Costa (conhe&ccedil;a-o neste produzido pelo Comit&eacute; Paral&iacute;mpico Portugu&ecirc;s)
&nbsp;

&nbsp;

Boccia (10)
- Ab&iacute;lio Valente
- Ant&oacute;nio Marques
- Armando Costa
- Carla Oliveira
- Cristina Gon&ccedil;alves
- Domingos Vieira
- Fernando Ferreira
- Jos&eacute; Macedo
- M&aacute;rio Peixoto
- Pedro da Clara

Equita&ccedil;&atilde;o (1)
- Ana Mota Veiga

&nbsp;
Judo
- Miguel Vieira
&nbsp;
Nata&ccedil;&atilde;o
- David Carreira
- David Grachat
- Joana Calado
- Nelson Lopes
- Simone Fragoso
&nbsp;
Tiro
- Adelino Rocha
&nbsp;
A FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; conheceu Ana Mota Veiga (equita&ccedil;&atilde;o) e Nuno Alves (atletismo). Saiba aqui mais sobre eles nesta reportagem &laquo;Paral&iacute;mpicos: quando a defici&ecirc;ncia n&atilde;o interessa nada&raquo;.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna/Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
V&iacute;deo: Comit&eacute; Paral&iacute;mpico Portugu&ecirc;s
&nbsp;
]]></description>
<pubDate>Wed, 07 Sep 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<item>
<title>«Fátima é altar e cátedra do mundo»</title>
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<description><![CDATA[O Cardeal Saraiva Martins &eacute; o enviado do Papa ao Congresso Mariol&oacute;gico Internacional, que tem in&iacute;cio amanh&atilde;, dia 6 de setembro, em F&aacute;tima. O congresso &eacute; mais um passo na prepara&ccedil;&atilde;o do centen&aacute;rio das apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima, que ocorre em maio do pr&oacute;ximo ano, tudo indica com a presen&ccedil;a do Papa Francisco no nosso territ&oacute;rio.



O que espera deste congresso mariol&oacute;gico em F&aacute;tima?
Espero uma coisa extraordin&aacute;ria, o in&iacute;cio de uma prepara&ccedil;&atilde;o aut&ecirc;ntica e profunda para o centen&aacute;rio que viveremos no ano que vem. &Eacute; o melhor modo de preparar a opini&atilde;o p&uacute;blica, a come&ccedil;ar pelos te&oacute;logos e cientistas, para uma data que tem uma dimens&atilde;o mundial. O Centen&aacute;rio de F&aacute;tima vai ser celebrado n&atilde;o s&oacute; pelos portugueses, mas por todo o mundo. F&aacute;tima tem uma dimens&atilde;o mundial, &eacute; o altar do mundo.
&nbsp;
Por isso &eacute; que o Papa autorizou o tema centrado no centen&aacute;rio das apari&ccedil;&otilde;es?
Sem duvida, tem uma import&acirc;ncia extraordin&aacute;ria no panorama teol&oacute;gico, devocional e religioso do mundo. Mas a respeito deste &ldquo;altar do mundo&rdquo;, eu geralmente acrescento que &eacute; a c&aacute;tedra do mundo.
&nbsp;
Porqu&ecirc;?
Porque Nossa Senhora, em F&aacute;tima, serviu-se das apari&ccedil;&otilde;es para ensinar aos pastorinhos e, por meio deles, a toda a humanidade, os princ&iacute;pios fundamentais do Evangelho. A Mensagem de F&aacute;tima &eacute; a ess&ecirc;ncia da mensagem evang&eacute;lica. Altar e c&aacute;tedra do mundo.
&nbsp;
&Eacute; por isso que tanto se continua a falar de Maria? Falta aprofundar a import&acirc;ncia da m&atilde;e no catolicismo?
&Eacute; preciso aprofundar cada vez mais o lugar de Maria na hist&oacute;ria da salva&ccedil;&atilde;o. A sua fun&ccedil;&atilde;o, como m&atilde;e de Deus, da Igreja e nossa m&atilde;e. Ela &eacute; nossa m&atilde;e, e como m&atilde;e, &eacute; ela quem educa os seus filhos a seguir o Evangelho e a viv&ecirc;-lo em concreto na vida de cada dia. Por isso &eacute; que &eacute; c&aacute;tedra do Evangelho.
&nbsp;
O Papa Francisco nomeou-o seu representante neste congresso. O que &eacute; que ele lhe disse que esperava deste congresso?
Ele enviou-me uma carta muito longa sobre isso. No fundo, ele espera que seja a primeira etapa de uma prepara&ccedil;&atilde;o aut&ecirc;ntica, profunda, real e atual para o centen&aacute;rio. Preparar a opini&atilde;o p&uacute;blica e aprofundar a mensagem de F&aacute;tima para preparar os crist&atilde;os de hoje para celebrarem o centen&aacute;rio das apari&ccedil;&otilde;es. A finalidade &eacute; sempre o centen&aacute;rio, mas n&atilde;o devemos esquecer nunca que este &eacute; o 24&ordm; congresso sobre F&aacute;tima, e quem promove esses congressos &eacute; a pontif&iacute;cia academia mariana internacional, com sede em Roma, em colabora&ccedil;&atilde;o com o Santu&aacute;rio de F&aacute;tima. O pensamento do Papa &eacute; muito claro, que &eacute; o pensamento de todos n&oacute;s: aprofundar para viver mais profundamente a mensagem de F&aacute;tima.


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Este ser&aacute; o &uacute;nico santu&aacute;rio que, nos seus 50 e 100 anos, recebe o congresso. Prova da import&acirc;ncia deste santu&aacute;rio?
&Eacute; evidente que F&aacute;tima tem uma import&acirc;ncia especial, &uacute;nica, que n&atilde;o t&ecirc;m outros santu&aacute;rios. A import&acirc;ncia de F&aacute;tima deriva da import&acirc;ncia da Mensagem, que &eacute;, antes de mais, um apelo &agrave; f&eacute;. Num mundo em que a f&eacute; est&aacute; a desaparecer, em que os ateus aumentam, &eacute; um apelo ao mundo de hoje para viver a f&eacute; que os crist&atilde;os professam, n&atilde;o s&oacute; teoricamente, mas concreta, vivida, existencial. Em segundo lugar, &eacute; tamb&eacute;m um apelo &agrave; convers&atilde;o, a uma maior aproxima&ccedil;&atilde;o do crist&atilde;o com Cristo, para que possa dizer que &ldquo;&eacute; Cristo que vive em mim&rdquo;. Terceiro ponto, &eacute; um apelo &agrave; paz. Vivemos num clima de guerra, talvez pior que as outras duas guerras mundiais. Falta-nos harmonia de uns com os outros, independentemente da religi&atilde;o, cultura ou nacionalidade. Viver juntos como irm&atilde;os, e o homem nunca precisou tanto da paz como hoje. Depois, o &uacute;ltimo aspeto &eacute; o apelo &agrave; esperan&ccedil;a. O homem que n&atilde;o vive de esperan&ccedil;a &eacute; um homem morto, e n&atilde;o &eacute; crist&atilde;o. Muitas vezes separamos o humano do crist&atilde;o, e isso &eacute; um tremendo disparate. Os valores humanos s&atilde;o crist&atilde;os, porque o cristianismo &eacute; essencialmente humano. Isto &eacute; uma s&iacute;ntese da Mensagem de F&aacute;tima, que o Papa quer que seja posta em relevo, para que os crentes vivam mais profundamente esta realidade que Nossa Senhora recordou aos tr&ecirc;s pastorinhos e, por meio deles, a toda a humanidade.
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O Papa quer que as pessoas se preparem em condi&ccedil;&otilde;es para o centen&aacute;rio, e acaba por criar mais motiva&ccedil;&atilde;o com a sua vinda a Portugal. Como &eacute; que as pessoas se podem preparar para esta visita?
Vivendo e aprofundando a Mensagem de F&aacute;tima. Muitas vezes fala-se da mensagem de forma te&oacute;rica, mas se perguntamos &ldquo;j&aacute; leu?&rdquo;, poucos o fizeram. Viver n&atilde;o &eacute; s&oacute; falar, mas para celebrar dignamente, o &uacute;nico meio &eacute; aprofundar o que diz Nossa Senhora &eacute; ver se, na minha vida concreta do dia a dia, tenho em conta ou n&atilde;o o que Nossa Senhora disse. Esta &eacute; a ideia principal.
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O que &eacute; que o Papa gostaria de encontrar em Portugal?
Pessoas que realmente estejam convencidas, que acreditem na Mensagem de F&aacute;tima, na sua urg&ecirc;ncia, e a manifestem. Porque vivemos a f&eacute; como membros de uma comunidade universal, e por isso devo falar com os meus irm&atilde;os sobre ela. Isso &eacute; o que o Papa espera como fruto maior do Centen&aacute;rio. Conhecer, celebrar e viver este conte&uacute;do da Mensagem de F&aacute;tima em cada dia. Por isso tamb&eacute;m estamos no Ano da Miseric&oacute;rdia.
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O Papa Francisco &eacute; claramente um Papa que d&aacute; muita import&acirc;ncia &agrave; M&atilde;e. Este tamb&eacute;m ser&aacute; um centen&aacute;rio muito especial para ele...
Certamente que sim. O Papa foi sempre muito devoto da Nossa Senhora de F&aacute;tima, em Buenos Aires. Ele conhece bem a Mensagem de F&aacute;tima, viveu-a como arcebispo de Buenos Aires, continua a viv&ecirc;-la como sucessor de Pedro, e certamente que para ele este centen&aacute;rio &eacute; um dom de Deus para toda a Cristandade.
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Texto e Fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Mon, 05 Sep 2016 00:13:00 +0100</pubDate>
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<title>Teresa de Calcutá é «exemplo perfeito» da Misericórdia</title>
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<description><![CDATA[O Cardeal Saraiva Martins, perfeito em&eacute;rito da Congrega&ccedil;&atilde;o para a Causa dos Santos, vai ser um espetador atento da canoniza&ccedil;&atilde;o de Madre Teresa de Calcut&aacute;, marcada para este domingo, em Roma, onde s&atilde;o esperadas mais de um milh&atilde;o de pessoas para assistir &agrave;s cerim&oacute;nias.


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O prelado foi o respons&aacute;vel pelo in&iacute;cio do processo de canoniza&ccedil;&atilde;o, e foi ainda na sua presid&ecirc;ncia da Congrega&ccedil;&atilde;o para as Causas dos Santos que Madre Teresa foi beatificada. &laquo;Fui eu quem levou a causa de beatifica&ccedil;&atilde;o at&eacute; ao fim. Conheci muito bem Teresa de Calcut&aacute;, falei muitas vezes com ela, e ela convidou-me a ir ao mosteiro dela duas vezes. Era uma verdadeira santa, uma pessoa simples, humilde, trabalhava s&oacute; a pensar no Evangelho, no bem dos irm&atilde;os, por isso fico muito contente que seja canonizada durante o Ano da Miseric&oacute;rdia&raquo;, referiu &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
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O Cardeal Saraiva Martins fala de uma pessoa que &eacute; &laquo;o exemplo perfeito, humanamente falando, de como temos de ser misericordiosos com os irm&atilde;os&raquo;. &laquo;O modelo perfeito da miseric&oacute;rdia e do amor, porque a miseric&oacute;rdia &eacute; a demonstra&ccedil;&atilde;o concreta do amor&raquo;, refor&ccedil;a.
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Apesar de Madre Teresa ter muitos seguidores e devotos em todo o mundo, isso n&atilde;o significa que todos os que a admiram sejam tamb&eacute;m eles agentes de miseric&oacute;rdia. &laquo;As pessoas compreendem o que Madre Teresa fazia, podem &eacute; n&atilde;o saber viv&ecirc;-la. Posso compreender uma coisa, mas n&atilde;o a viver. Os crist&atilde;os t&ecirc;m de saber o que &eacute; a Miseric&oacute;rdia, o problema &eacute; viver o que sabes que &eacute; a miseric&oacute;rdia, ajudar os teus irm&atilde;os, independentemente da origem, religi&atilde;o ou posi&ccedil;&atilde;o social. Deves amar todos os teus irm&atilde;os, com as suas diferen&ccedil;as, porque sen&atilde;o n&atilde;o amas a Deus&raquo;, avisou o cardeal portugu&ecirc;s.
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Uma mensagem que pode ser &laquo;refor&ccedil;ada&raquo; com a canoniza&ccedil;&atilde;o de domingo. &laquo;Estou certo que a canoniza&ccedil;&atilde;o de Teresa de Calcut&aacute; &eacute; um grande dom que Deus d&aacute; &agrave; Igreja, num contexto espec&iacute;fico de miseric&oacute;rdia e de amor&raquo;, acredita o cardeal Saraiva Martins, que est&aacute; convicto que ela e o Papa Francisco teriam sido &laquo;bons amigos, como ela o foi de Jo&atilde;o Paulo II&raquo;.
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Programa da canoniza&ccedil;&atilde;o
Para a prepara&ccedil;&atilde;o espiritual da canoniza&ccedil;&atilde;o, as Mission&aacute;rias da Caridade organizam em Roma uma s&eacute;rie de encontros e celebra&ccedil;&otilde;es.
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A partir da quinta-feira, 1 de setembro, e at&eacute; ao dia 7, a Universidade da LUMSA acolher&aacute; a &laquo;exposi&ccedil;&atilde;o da vida, o esp&iacute;rito e a mensagem de madre Teresa&raquo;.
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Hoje, 2 de setembro, &agrave; noite, a partir das 20h30 at&eacute; as 22h00, est&aacute; prevista uma vig&iacute;lia de ora&ccedil;&atilde;o com adora&ccedil;&atilde;o solene, presidida pelo Card. Agostino Vallini, na Bas&iacute;lica de S&atilde;o Jo&atilde;o de Latr&atilde;o.
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No s&aacute;bado, 3 de setembro, pela manh&atilde;, na Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro, acontecer&aacute; uma catequese do Santo Padre. De tarde, na Bas&iacute;lica de Santo Andre della Valle, &agrave;s 17h00, haver&aacute; uma ora&ccedil;&atilde;o e medita&ccedil;&atilde;o musical em honra da beata Teresa de Calcut&aacute; &ndash; Mother &ndash; composta por Marcello Bronzetti. Depois ser&aacute; poss&iacute;vel venerar as rel&iacute;quias e celebrar Eucaristia &agrave;s 19h00.
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Domingo, 4 de setembro, &eacute; o dia da canoniza&ccedil;&atilde;o, &agrave;s 10h00 na Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro, que ser&aacute; seguido pelo Angelus do Santo Padre.
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No dia seguinte, 5 de setembro, ser&aacute; a Eucaristia de a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as presidida pelo secret&aacute;rio de Estado, o Card. Pietro Parolin, na Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro. Pela tarde, as rel&iacute;quias poder&atilde;o ser veneradas na Bas&iacute;lica de S&atilde;o Jo&atilde;o de Latr&atilde;o. E, nesse mesmo lugar, poder&atilde;o ser veneradas durante todo o dia 6 de setembro.
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Por fim, nos dias 7 e 8 de setembro, as rel&iacute;quias poder&atilde;o ser veneradas na Igreja de S&atilde;o Greg&oacute;rio Magno al Celio. Tamb&eacute;m ser&aacute; poss&iacute;vel visitar o quarto de madre Teresa no Convento de S&atilde;o Greg&oacute;rio.
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Texto e Foto: Ricardo Perna

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Pode assistir &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o em direto atrav&eacute;s deste link do youtube, no domingo de manh&atilde;.

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<pubDate>Thu, 01 Sep 2016 21:18:00 +0100</pubDate>
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<title>Paralímpicos: quando a deficiência não interessa nada</title>
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<description><![CDATA[&Agrave; chegada ao Centro H&iacute;pico da Costa de Estoril, v&ecirc;-se logo o local onde Ana Mota Veiga treina, fazendo c&iacute;rculos com o cavalo. O treinador Hugo Serrenho vai dando indica&ccedil;&otilde;es. Quem a v&ecirc; em cima do animal n&atilde;o adivinha qualquer defici&ecirc;ncia. Ana Mota Veiga nasceu com paralisia cerebral. Usa muletas para se apoiar. Mas, no Centro H&iacute;pico, move-se sem elas, deixando-as encostadas junto &agrave;s cavalari&ccedil;as. Nota-se que est&aacute; em casa. &laquo;Tenho algumas limita&ccedil;&otilde;es, mas as coisas acabam por se adaptar e faz-se tudo na mesma&raquo;, diz com um sorriso. Ali&aacute;s, o sorriso h&aacute; de marcar toda a conversa.
Ana tem 42 anos e trabalha como audiologista nos servi&ccedil;os m&eacute;dicos da TAP. A rela&ccedil;&atilde;o com os cavalos come&ccedil;ou muito cedo. &laquo;O m&eacute;dico aconselhou a fazer hipnoterapia quando era muito pequenina, quase desde beb&eacute;. Primeiro comecei na Serra da Estrela com um cavalo que a minha m&atilde;e comprou. Depois comecei a montar com v&aacute;rios cavalos em aulas. E fui tendo v&aacute;rios. O &uacute;ltimo morreu no ano passado.&raquo;
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A estreia nos paral&iacute;mpicos

Ana &eacute; uma estreante nos Jogos Paral&iacute;mpicos, na modalidade paradressage. &laquo;&Eacute; dressage adaptada para pessoas com algum tipo mobilidade reduzida. Basicamente &eacute; fazer um percurso previamente delineado que o cavalo tem de desenhar: se &eacute; um c&iacute;rculo de 10 metros, &eacute; de 10. Se for de 9, j&aacute; h&aacute; uma penaliza&ccedil;&atilde;o. Tem de parar exatamente no s&iacute;tio x, com a devida atitude. Tudo o que sair mal feito tira pontos. &Eacute; muito complicado.&raquo; Cavalo e cavaleira s&atilde;o uma equipa. Quando o seu cavalo morreu, Ana ficou a zero nos rankings, como mandam as regras. A um ano dos Jogos, Ana achou que j&aacute; n&atilde;o conseguiria o apuramento. Mas Convicto, o seu novo cavalo, acabou por surpreender. &laquo;Tem de haver harmonia entre os dois. N&atilde;o se treina, ganha-se.&raquo; Mas como se ganha harmonia com um cavalo? Ana Mota Veiga explica, como se fosse f&aacute;cil: &laquo;&Eacute; tratar dele, passar tempo com ele, deixar que ele nos conhe&ccedil;a.&raquo; A cavaleira fala enquanto faz festas ao cavalo. Fala-lhe como a uma crian&ccedil;a. O treino acabou por agora.

Ana e Convicto treinam s&aacute;bados, domingos e feriados. Apurar-se para os Jogos Paral&iacute;mpicos n&atilde;o foi f&aacute;cil. &laquo;O apuramento foi muito dif&iacute;cil, foi at&eacute; &agrave; &uacute;ltima. Tem de se fazer provas a n&iacute;vel internacional. Como c&aacute; em Portugal n&atilde;o h&aacute; provas de paradresssage implica ir l&aacute; fora faz&ecirc;-las, o que implica que em termos econ&oacute;micos &eacute; mesmo muito complicado.&raquo; Ana Mota Veiga explica que uma prova &laquo;contando muito por baixo nunca se faz por menos de 5 mil euros com desloca&ccedil;&atilde;o do cavalo, gasolina e estadia das pessoas&raquo;.
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Trabalho &aacute;rduo compensa

Em abril, Ana soube que iria aos Jogos Paral&iacute;mpicos. &Eacute; a quarta vez que Portugal est&aacute; representado na equita&ccedil;&atilde;o. Para a cavaleira, &laquo;foi uma sensa&ccedil;&atilde;o magn&iacute;fica. Eu at&eacute; pensava que j&aacute; n&atilde;o ia. Mas foi muito bom porque &eacute; o trabalho de mais de quatro anos. Eu tentei ir a Londres e n&atilde;o consegui. Dei tudo por tudo, mas foi puxado. Ir foi uma grande recompensa&raquo;.

A viagem do Convicto at&eacute; ao Brasil ser&aacute; longa e implica uma grande log&iacute;stica. &laquo;Vai at&eacute; &agrave; B&eacute;lgica de atrelado. Depois vai de avi&atilde;o, s&atilde;o 12 horas.&raquo; No mesmo voo viajam todos os cavalos europeus que participam nos Jogos. Ana teme pela sa&uacute;de e recupera&ccedil;&atilde;o do animal. O plano de recupera&ccedil;&atilde;o est&aacute; definido: &laquo;deix&aacute;-lo descansar, ter cuidado para se hidratar bem, beber muita &aacute;gua, andar a passo, para se recuperar bem.&raquo;

Ana tem um sorriso contagiante. Em todos estes projetos conta com o apoio da fam&iacute;lia. A m&atilde;e costuma acompanh&aacute;-la nas provas para &laquo;prepara&ccedil;&atilde;o e apoio psicol&oacute;gico&raquo;. Ana tem a sua vida organizada e trabalha. Nasceu na Serra da Estrela, onde viveu at&eacute; ao 10.&ordm; ano de escolaridade. Seguiu-se uma passagem pela Guarda, o curso em Coimbra e o trabalho em Mirandela, antes de se mudar para Lisboa. A paix&atilde;o pelos cavalos &eacute; uma constante na sua vida, um apoio psicol&oacute;gico e f&iacute;sico. &laquo;Se n&atilde;o tivesse os cavalos, acho que me perdia completamente. Eu n&atilde;o sei ficar em casa ao fim de semana sem cavalos, n&atilde;o d&aacute;.&raquo;
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O fim da carreira?

Ao contr&aacute;rio de Ana Mota Veiga, Nuno Alves j&aacute; esteve em quatro Jogos Paral&iacute;mpicos. &Eacute; cego total e participa nas provas de atletismo de 1500 e 5000 metros. &laquo;J&aacute; estive em nove campeonatos da Europa e nove do mundo. Talvez seja o fim da minha carreira. Ainda estou a analisar a quest&atilde;o.&raquo; J&aacute; l&aacute; vamos, a essa reflex&atilde;o.

Encontramo-nos no &aacute;trio do edif&iacute;cio onde Nuno trabalha, em Lisboa. Dou-lhe o bra&ccedil;o at&eacute; ao caf&eacute; onde conversamos. Quem nos v&ecirc; pode ter dificuldade em acreditar que ele corre e muito. Tanto que j&aacute; ganhou v&aacute;rias medalhas em campeonatos mundiais e europeus de atletismo.

Nuno nasceu numa aldeia junto ao Ger&ecirc;s, onde viveu at&eacute; aos 18 anos. &laquo;Uma suposta brincadeira com uma arma de fogo&raquo; tirou-lhe a vis&atilde;o. Teve de se mudar para Lisboa e tudo mudou. &laquo;Tinha o objetivo concreto de me manter na minha aldeia, Tour&eacute;m, metida j&aacute; na Galiza. Queria ficar por l&aacute; e dedicar-me &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de gado que &eacute; o que eu gosto, do contacto com a natureza.&raquo;
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Salvo pelo atletismo

Hoje considera-se bem adaptado. Constituiu fam&iacute;lia, tem um filho com cinco anos e trabalha. Quando vivia na sua aldeia no Ger&ecirc;s, Nuno jogava futebol, trabalhava na agricultura e tomava conta de rebanhos. Uma vida fisicamente muito ativa. A vida em Lisboa era mais &laquo;mon&oacute;tona&raquo; e precisava de &laquo;algo que libertasse adrenalina&raquo;. Depois de experimentar v&aacute;rios desportos, acabou por se dedicar ao atletismo. A competi&ccedil;&atilde;o chegou depois. &laquo;Comecei por conhecer alguns atletas que j&aacute; tinham ido aos Jogos de Atlanta e Barcelona. Devagarinho vi ali um bichinho. Eles trabalhavam todos os dias e eu comecei a treinar tamb&eacute;m todos os dias. N&atilde;o sabia se ia ser atleta paral&iacute;mpico, mas queria sempre melhorar mais.&raquo;

Mas como treina e compete algu&eacute;m que n&atilde;o v&ecirc;? Nuno tem um atleta guia, que corre ao seu lado e, por isso, tem de ter a mesma prepara&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica. &laquo;O primeiro desafio &eacute; correr lado a lado, passada certa, podemos levar uma correia a ligar m&atilde;o a m&atilde;o, mas na pr&aacute;tica &eacute; para sentir um pouco mais de confian&ccedil;a. A coordena&ccedil;&atilde;o est&aacute; na passada e nos bra&ccedil;os, porque vamos a correr em conjunto. &Eacute; uma coordena&ccedil;&atilde;o perfeita que n&atilde;o tem necessidade de nos tocarmos. Basta a informa&ccedil;&atilde;o de boca de &ldquo;degrau&rdquo;, &ldquo;curva&rdquo;.&raquo; Treina duas vezes por dia, numa m&eacute;dia de 120-130 km por semana e tem dois atletas guias.

Na sua vida, o atletismo foi essencial. &laquo;Juntei-me a um grupo, uma esp&eacute;cie de sociedade que &eacute; a dos atletas e a&iacute; passei a ter um conv&iacute;vio com outro tipo de pessoas e senti que a correr sou mais um no meio deles. No in&iacute;cio, foi muito importante sentir que a correr era mais um, e n&atilde;o era a pessoa com a bengala de quem as pessoas se desviam como se tivesse sarna.&raquo;
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O problema das medalhas

Dos Jogos Paral&iacute;mpicos, os atletas portugueses t&ecirc;m trazido muitas medalhas. Desde 1984, Portugal j&aacute; conquistou 88 medalhas: 25 de ouro, 30 de prata e 33 de bronze. Mas t&ecirc;m vindo a diminuir: em 2004, foram 12 e em 2012, apenas tr&ecirc;s. Nuno encontra algumas explica&ccedil;&otilde;es. Por um lado, h&aacute; mais pa&iacute;ses a competir. Se, em 1984, eram 54, em 2012, 164. Por outro lado, &laquo;a partir de 2004 os pa&iacute;ses profissionalizaram os seus atletas e come&ccedil;aram a ter resultados diferentes. N&oacute;s continu&aacute;mos a trabalhar da mesma maneira&raquo;. Trabalhar, treinar e competir significa n&atilde;o ter tempo para recuperar nem descansar. H&aacute; bolsas para os atletas, mas a de valor mais elevado &eacute; de 518&euro;. &laquo;N&atilde;o d&aacute; para os atletas serem profissionais. N&atilde;o h&aacute; possibilidade de uma pessoa estar tranquilamente a fazer treinos quando n&atilde;o h&aacute; dinheiro para chegar ao fim do m&ecirc;s. O que significa que os que trabalham t&ecirc;m de trabalhar e treinar.&raquo;

Para Nuno isso nem &eacute; o mais dif&iacute;cil. O seu grande apoio &eacute; a fam&iacute;lia, mas pesa-lhe o tempo que lhes &ldquo;rouba&rdquo;. &laquo;Eu sei que eles s&atilde;o quem paga a maior fatura. Temos muita dificuldade em marcar f&eacute;rias, porque eu tenho de treinar e tenho provas na altura das f&eacute;rias.&raquo; No resto do ano s&atilde;o as provas aos fins de semana, com desloca&ccedil;&otilde;es para longe, chegadas a casa tarde e acordar cedo para treinar. &laquo;At&eacute; agora acho que vale a pena. Depois dos jogos vou reavaliar se continuo com a carreira.&raquo;

Hist&oacute;ria dos jogos paral&iacute;mpicos

Em 1948, Sir Ludwig Guttmann organizou na Inglaterra uma competi&ccedil;&atilde;o entre veteranos da Segunda Guerra Mundial com les&atilde;o na espinal medula. O movimento internacional nasceu quatro anos depois, quando se juntaram participantes da Holanda. Em 1960, foram organizados, pela primeira vez, jogos ao estilo ol&iacute;mpico para atletas com defici&ecirc;ncia, em Roma. Atualmente, os Jogos Paral&iacute;mpicos s&atilde;o eventos desportivos que ocorrem depois dos Jogos Ol&iacute;mpicos, nos mesmos locais. Participam atletas com defici&ecirc;ncia motora, visual, paralisia cerebral e defici&ecirc;ncia intelectual.

Clique no ficheiro de som para ouvir Nuno Alves falar sobre os &quot;erros&quot; da estrat&eacute;gia portuguesa no desporto paral&iacute;mpico.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o e Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 01 Sep 2016 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>A Santa dos pobres sobe aos altares</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/a-santa-das-sarjetas-sobe-aos-altares</link>
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<description><![CDATA[&Eacute; poss&iacute;vel que n&atilde;o haja pessoa no mundo que n&atilde;o conhe&ccedil;a ou nunca tenha ouvido falar de madre Teresa de Calcut&aacute;. Qualquer pa&iacute;s onde haja algu&eacute;m a fazer o bem tem a refer&ecirc;ncia desta santa nascida na Maced&oacute;nia.



Conhecida pela sua dedica&ccedil;&atilde;o aos mais pobres e necessitados, a sua canoniza&ccedil;&atilde;o acontece precisamente no Ano da Miseric&oacute;rdia, uma coincid&ecirc;ncia feliz que o Papa Francisco n&atilde;o deixar&aacute; certamente de apontar no dia 4, na Eucaristia a que presidir&aacute; e que elevar&aacute; esta pobre e fr&aacute;gil mulher ao mais alto lugar dos altares da Igreja.

&laquo;Acho que se a madre Teresa fosse viva, era uma das pessoas que rivalizava, no bom sentido, com o Papa Francisco. Os gestos do Papa s&atilde;o id&ecirc;nticos aos dela, a forma de ver o mundo &eacute; muito parecida. Mesmo nos afetos, quando o Papa d&aacute; uma festa a uma crian&ccedil;a, a um deficiente, &eacute; algo dele, natural, n&atilde;o h&aacute; marketing. E a madre Teresa era exatamente igual, e gestos de ambos t&ecirc;m muito peso junto das pessoas&raquo;, conta-nos Lu&iacute;s Santos, jornalista da Ag&ecirc;ncia Ecclesia que escreveu um livro sobre madre Teresa de Calcut&aacute;, O Sorriso da Caridade, e conhece bem a vida desta mulher, que n&atilde;o teve uma vida f&aacute;cil, mesmo dentro da Igreja. &laquo;Surpreendeu-me na altura [da investiga&ccedil;&atilde;o e reda&ccedil;&atilde;o do livro] o facto de nem toda a Igreja aceitar os projetos sociais que ela apresentava. Esta mulher que viajou pelo mundo inteiro e s&oacute; via pobres e necessitados, quando chegava junto a alguns bispos, nem todos a aceitavam&raquo;, conta o jornalista.



Esta &eacute; uma canoniza&ccedil;&atilde;o que vai levar uma multid&atilde;o imensa a Roma e &agrave; Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro, mesmo que j&aacute; tenham passado quase 20 anos da sua morte. &laquo;Se colocarmos a imagem dela num quiz ou nas redes sociais, as pessoas identificam-na. J&aacute; morreu h&aacute; umas d&eacute;cadas, mas a sua obra perdura e ela continua a ser muito recordada, como comprova o papel que a sua congrega&ccedil;&atilde;o ainda vai desempenhando&raquo;, diz Lu&iacute;s Santos.

Esta feliz coincid&ecirc;ncia com o Ano da Miseric&oacute;rdia n&atilde;o passa tamb&eacute;m despercebida a ningu&eacute;m. &laquo;Acho que ela cumpriu todas as obras de miseric&oacute;rdia. E principalmente cumpriu-as fazendo. H&aacute; dias pensava que neste Ano da Miseric&oacute;rdia temos uma certa bulimia de discursos e palavra e uma anorexia de a&ccedil;&otilde;es. H&aacute; peritos em confer&ecirc;ncias e palavras, mas que n&atilde;o tornam pr&aacute;ticas essas palavras, e a vida das pessoas n&atilde;o se altera. N&atilde;o foi isso que o Papa Francisco pediu, ele quer obras, e j&aacute; mostrou ele pr&oacute;prio isso, com algumas visitas que faz e que quase n&atilde;o s&atilde;o faladas. Com a madre Teresa era igual, ela falava muito menos e atuava muito mais. Ela n&atilde;o tem grandes discursos, tem palavras simples, que tocam porque s&atilde;o acompanhadas pela pr&aacute;tica das suas a&ccedil;&otilde;es. Ela &eacute; o exemplo da pr&aacute;xis crist&atilde;&raquo;, considera o autor do livro sobre a vida da que agora ser&aacute; santa.
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Programa das celebra&ccedil;&otilde;es
Para a prepara&ccedil;&atilde;o espiritual da canoniza&ccedil;&atilde;o, as Mission&aacute;rias da Caridade organizam em Roma uma s&eacute;rie de encontros e celebra&ccedil;&otilde;es.
&nbsp;
A partir da quinta-feira, 1 de setembro, e at&eacute; ao dia 7, a Universidade da LUMSA acolher&aacute; a &laquo;exposi&ccedil;&atilde;o da vida, o esp&iacute;rito e a mensagem de madre Teresa&raquo;.

Na sexta-feira, 2 de setembro, pela manh&atilde;, celebrar-se-&aacute; a santa Missa em v&aacute;rios idiomas na Bas&iacute;lica de Santa Anast&aacute;sia no Palatino. Depois de cada Missa haver&aacute; oportunidade de venerar as rel&iacute;quias da beata Teresa de Calcut&aacute; e ser&aacute; poss&iacute;vel confessar-se. Pela tarde, os peregrinos poder&atilde;o escolher entre passar pela Porta Santa ou ver a exposi&ccedil;&atilde;o.
&Agrave; noite, a partir das 20h30 at&eacute; as 22h00, est&aacute; prevista uma vig&iacute;lia de ora&ccedil;&atilde;o com adora&ccedil;&atilde;o solene, presidida pelo Card. Agostino Vallini, na Bas&iacute;lica de S&atilde;o Jo&atilde;o de Latr&atilde;o.

No s&aacute;bado, 3 de setembro, pela manh&atilde;, na Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro, acontecer&aacute; uma catequese do Santo Padre. De tarde, na Bas&iacute;lica de Santo Andre della Valle, &agrave;s 17h00, haver&aacute; uma ora&ccedil;&atilde;o e medita&ccedil;&atilde;o musical em honra da beata Teresa de Calcut&aacute; &ndash; Mother &ndash; composta por Marcello Bronzetti. Depois ser&aacute; poss&iacute;vel venerar as rel&iacute;quias e celebrar Eucaristia &agrave;s 19h00.

Domingo, 4 de setembro, &eacute; o dia da canoniza&ccedil;&atilde;o, &agrave;s 10h00 na Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro, que ser&aacute; seguido pelo Angelus do Santo Padre.

No dia seguinte, 5 de setembro, ser&aacute; a Eucaristia de a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as presidida pelo secret&aacute;rio de Estado, o Card. Pietro Parolin, na Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro. Pela tarde, as rel&iacute;quias poder&atilde;o ser veneradas na Bas&iacute;lica de S&atilde;o Jo&atilde;o de Latr&atilde;o. E, nesse mesmo lugar, poder&atilde;o ser veneradas durante todo o dia 6 de setembro.

Por fim, nos dias 7 e 8 de setembro, as rel&iacute;quias poder&atilde;o ser veneradas na Igreja de S&atilde;o Greg&oacute;rio Magno al Celio. Tamb&eacute;m ser&aacute; poss&iacute;vel visitar o quarto de madre Teresa no Convento de S&atilde;o Greg&oacute;rio.

* Este artigo &eacute; um excerto do artigo que saiu na edi&ccedil;&atilde;o de setembro da revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;, j&aacute; nas bancas.

Texto: Ricardo Perna
Foto: iStock
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<pubDate>Wed, 31 Aug 2016 14:19:00 +0100</pubDate>
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<title>Sismo: Papa comovido com cenário de destruição em Itália</title>
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<description><![CDATA[O Papa mostrou-se hoje comovido perante o cen&aacute;rio de destrui&ccedil;&atilde;o provocado pelo sismo que esta madrugada atingiu a regi&atilde;o central da It&aacute;lia, com v&aacute;rias v&iacute;timas mortais, incluindo crian&ccedil;as. &laquo;Ouvir o presidente da C&acirc;mara de Amatrice dizer que a cidade j&aacute; n&atilde;o existe e saber que entre os mortos tamb&eacute;m h&aacute; crian&ccedil;as comove-me muito, verdadeiramente&raquo;, disse Francisco, perante milhares de pessoas reunidas na Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro para a audi&ecirc;ncia geral.



O pont&iacute;fice argentino deixou de lado a catequese que tinha preparado para este encontro semanal com peregrinos e visitantes de v&aacute;rios pa&iacute;ses, convidando os presentes a rezar com ele o ter&ccedil;o pelas v&iacute;timas. &laquo;Perante a not&iacute;cia do terramoto que atingiu o centro da It&aacute;lia, devastando regi&otilde;es inteiras e deixando mortos e feridos, n&atilde;o posso deixar de exprimir a minha grande dor e a minha proximidade a todas as pessoas presentes nos lugares atingidos pelos abalos, a todas as pessoas que perderam os seus entes queridos e aos que ainda se sentem abaladas pelo medo e pelo terror&raquo;, declarou.

A regi&atilde;o central da It&aacute;lia foi atingida esta madrugada por um sismo de 6,2 na escala de Richter, que provocou um n&uacute;mero ainda indeterminado de desaparecidos e mortos, al&eacute;m de elevados danos materiais. O terramoto ocorreu &agrave;s 03h36 locais (02h36 em Lisboa), a sudeste de N&oacute;rcia, cidade da prov&iacute;ncia de Per&uacute;gia, na regi&atilde;o da Umbria, seguindo-se r&eacute;plicas nesta zona e na regi&atilde;o de L&aacute;cio, nas proximidades de Roma.

Pelo menos 38 pessoas morreram, segundo o balan&ccedil;o oficial feito esta manh&atilde; pela Prote&ccedil;&atilde;o Civil, que at&eacute; aqui se tinha recusado a avan&ccedil;ar com n&uacute;meros. As autoridades avisam contudo que o n&uacute;mero de mortos dever&aacute; subir. H&aacute; ainda mais de uma centena de pessoas desaparecidas. O epicentro do sismo foi a dois quil&oacute;metros da localidade de Accumoli, na regi&atilde;o de Rieti, tendo afetado especialmente tr&ecirc;s localidades na zona: Accumoli, Amatrice e Pescara del Tronto. Do sismo j&aacute; resultaram mais de 100 r&eacute;plicas, mais de metade com magnitude superior a 2, sentidas um pouco por todo o pa&iacute;s. A mais forte sentiu-se na capital do pa&iacute;s, Roma.

A Confer&ecirc;ncia Episcopal Italiana anunciou, em comunicado enviado &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, que vai enviar um milh&atilde;o de euros, como primeira ajuda de emerg&ecirc;ncia para as regi&otilde;es atingidas, e promover uma coleta nacional nas comunidades cat&oacute;licas do pa&iacute;s a 18 de setembro.

O Papa dirigiu-se a &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es de Accumoli, Amatrice, nas dioceses de Rieti, Ascoli Piceno e nas regi&otilde;es do L&aacute;cio, da Umbria e das Marcas, para lhes assegurar a sua ora&ccedil;&atilde;o por elas. &laquo;Estou certo da car&iacute;cia e do abra&ccedil;o de toda a Igreja, que neste momento deseja envolver-vos com o seu amor materno, tamb&eacute;m com o nosso abra&ccedil;o, aqui, na Pra&ccedil;a&raquo;, prosseguiu.

Francisco quis agradecer ainda a todos os volunt&aacute;rios e membros da Prote&ccedil;&atilde;o Civil que est&atilde;o a socorrer estas popula&ccedil;&otilde;es. &laquo;Pe&ccedil;o-vos que vos unais a mim na ora&ccedil;&atilde;o, para que o Senhor Jesus, que se comoveu sempre diante da dor humana, console estes cora&ccedil;&otilde;es entristecidos e lhes d&ecirc; o dom da paz, pela intercess&atilde;o da Bem-aventurada Virgem Maria. Deixemo-nos comover com Jesus&raquo;, concluiu, antes de dar in&iacute;cio &agrave; recita&ccedil;&atilde;o do ter&ccedil;o.

O momento de ora&ccedil;&atilde;o prolongou-se durante mais de 20 minutos. O Papa recorreu tamb&eacute;m &agrave; rede social Twitter para deixar uma mensagem de condol&ecirc;ncias: &laquo;Exprimo a minha grande dor e a minha proximidade a todas as pessoas presentes nos lugares atingidos pelo terramoto&raquo;.
&nbsp;
Foto: CPP
Texto: Reda&ccedil;&atilde;o (com Ag&ecirc;ncia Ecclesia e Observador)
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<pubDate>Wed, 24 Aug 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Os «tempos heroicos» dos religiosos na Síria</title>
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<description><![CDATA[A Ir. Agn&eacute;s Mariam de La Croix, superiora da comunidade do mosteiro de S. Tiago Mutilado, em Damasco, deu uma entrevista &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; para relatar os horrores que a popula&ccedil;&atilde;o s&iacute;ria est&aacute; a passar com a guerra, e os cuidados que estas monjas t&ecirc;m tido no sentido de cuidar deles e minimizar o sofrimento. Deix&aacute;mos os relatos das dificuldades por que passam para este artigo, para que se pudesse compreender a magnitude do que se est&aacute; a passar no pa&iacute;s.



Elas vivem dentro do mosteiro, em Damasco, e j&aacute; foram v&aacute;rias vezes amea&ccedil;adas de morte, de tal forma que a superiora foi obrigada a sair do mosteiro e ir viver para outra cidade. Desloca-se l&aacute; apenas quando &eacute; necess&aacute;rio dar apoio em a&ccedil;&otilde;es no terreno juntamente com a ONG que criaram para apoiar os cidad&atilde;os s&iacute;rios que se veem deslocados de suas casas por causa da guerra.
&laquo;N&oacute;s estamos instaladas na S&iacute;ria desde h&aacute; vinte anos, viemos para a S&iacute;ria por amor a Cristo. Estamos junto da popula&ccedil;&atilde;o civil, e com certeza partilhamos as suas dificuldades, os perigos que eles correm. Pass&aacute;mos por momentos extremamente dif&iacute;ceis, eu tive de sair com a minha assistente por causa de amea&ccedil;as feitas contra a minha pessoa. A comunidade foi quase agredida primeiro por rebeldes s&iacute;rios e depois por terroristas que n&atilde;o eram s&iacute;rios, mas que invadiram a vila. Durante meses a comunidade n&atilde;o p&ocirc;de movimentar-se fora dos muros e foram obrigadas a permanecer num ref&uacute;gio de menos de 20 metros quadrados, uma comunidade de 15 pessoas&raquo;, conta esta monja.

Apesar das prova&ccedil;&otilde;es, os testemunho que a Ir. Agn&eacute;s relata s&atilde;o de &laquo;hero&iacute;smo&raquo;. &laquo;Ou&ccedil;o o testemunho dos irm&atilde;os e das irm&atilde;s, s&atilde;o testemunhos de tempos heroicos, de tempos de catacumbas, de perigo iminente: v&aacute;rias vezes tiveram que fazer as suas malas para partir. No entanto, a cada vez, o seu desejo de ficar sobre a brecha, l&aacute; onde o Senhor os instalou para continuar o seu testemunho silencioso, o seu testemunho espiritual e o seu combate em esp&iacute;rito, foi mais forte, e a cada vez eles de novo desfizeram as suas bagagens para poder ficar&raquo;, sustenta.

A sua posi&ccedil;&atilde;o no terreno e a sua dedica&ccedil;&atilde;o &agrave; miss&atilde;o granjearam a admira&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es locais, pelo que a comunidade foi chamada para ser mediadora num conflito local entre os deslocados de guerra que tinham sido empurrados para acampamentos de refugiados no L&iacute;bano [Damasco fica perto da fronteira da S&iacute;ria com o L&iacute;bano] e o Estado, na procura de uma repatria&ccedil;&atilde;o dos deslocados e o fim dos conflitos naquele local. &laquo;Isto levou muito tempo, mas como houve um conflito durante o qual as tendas desses refugiados come&ccedil;aram a arder, a situa&ccedil;&atilde;o tornou-se insustent&aacute;vel e fui ent&atilde;o chamada para os resgatar. Fui at&eacute; l&aacute; para verificar a situa&ccedil;&atilde;o e pedi &agrave;s autoridades locais para abrir um caminho para que esses refugiados deixem o campo e sejam postos ao abrigo dos fogos, dos tiros, entre o ex&eacute;rcito liban&ecirc;s e os terroristas do estado isl&acirc;mico. Isto foi feito, mas n&atilde;o era suficiente porque n&atilde;o se podia ficar numa regi&atilde;o completamente des&eacute;rtica, onde n&atilde;o havia nem &aacute;gua, nem eletricidade, nem p&atilde;o, nem absolutamente nada&raquo;, conta.

A hist&oacute;ria &eacute; grande, e o espa&ccedil;o dos artigos supostamente curto, mas n&atilde;o se podem deixar de contar estas hist&oacute;rias, pelo que o relato continua na primeira pessoa. &laquo;Cerca de 24h depois pude acompanh&aacute;-los, numa caravana de 2500 pessoas com crian&ccedil;as, mulheres, com as suas camionetas, os seus autom&oacute;veis. Era uma caravana de quase tr&ecirc;s quil&oacute;metros de comprimento. Eu tive que os acompanhar em primeiro lugar a um acampamento improvisado que estabelecemos com a ajuda de volunt&aacute;rios locais. Lancei um apelo &agrave;s ONG locais que responderam e prestaram a sua ajuda. Mas houve um problema com os terroristas que se tinham infiltrado no meio dos refugiados: eles tentaram queimar pneus para cortar a estrada e desafiar o ex&eacute;rcito liban&ecirc;s.

Havia um grande perigo de que a popula&ccedil;&atilde;o local se revoltasse contra os refugiados, no entanto eles n&atilde;o tinham nada a ver com isso. As autoridades locais disseram-nos que n&atilde;o pod&iacute;amos ficar l&aacute;: ou eles deviam entrar na S&iacute;ria ou voltar ao seu campo que estava a arder. Ent&atilde;o todas estas fam&iacute;lias decidiram entrar na S&iacute;ria e foi assim que n&oacute;s os acompanh&aacute;mos durante 4 dias e 4 noites, uma verdadeira aventura pois eles n&atilde;o tinham documentos. N&atilde;o t&iacute;nhamos a permiss&atilde;o nem dos libaneses nem dos s&iacute;rios, nem para poder movimentar-se, nem para poder viajar, poder entrar na S&iacute;ria&raquo;, relata.

As dificuldades foram ultrapassadas por causa do &laquo;res&iacute;duo de bondade&raquo; que habita em todos, e os refugiados foram bem recebidos e regressaram &agrave;s suas vilas, &laquo;onde s&atilde;o um fator de coes&atilde;o&raquo; importante para manter a paz.
Marcas de uma guerra que continua a matar inocentes, enquanto nada se faz para verdadeiramente acabar com o problema.

&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: Congrega&ccedil;&atilde;o das Monjas da Unidade de Antioquia


Artigos relacionados:
&laquo;N&atilde;o faz sentido os refugiados irem para a Europa, muitas vezes &eacute; um suic&iacute;dio&raquo; ]]></description>
<pubDate>Tue, 23 Aug 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Não faz sentido os refugiados irem para a Europa, muitas vezes é um suicídio»</title>
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<description><![CDATA[A Ir. Agn&eacute;s Mariam de La Croix &eacute; superiora da comunidade de S. Tiago Mutilado da congrega&ccedil;&atilde;o das Monjas da Unidade de Antioquia, uma comunidade de 15 monjas que vivem em Damasco, na S&iacute;ria, no centro de uma guerra civil que dura h&aacute; anos e j&aacute; levou a vida de centenas de milhares de pessoas. Fala na primeira pessoa sobre as dificuldades que passam, e que ela sentiu na pele, tendo sido obrigada a abandonar o mosteiro para seguran&ccedil;a do resto da comunidade. Uma religiosa que fala do que v&ecirc;, num retrato nem sempre igual ao que nos chega por outros meios, numa longa entrevista exclusiva &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; feita por correio eletr&oacute;nico a partir de Damasco, que vale a pena ler.



Como est&aacute; a situa&ccedil;&atilde;o atual em Damasco?
Damasco atualmente est&aacute; mais estabilizada do que no passado. J&aacute; n&atilde;o h&aacute; muitos bombardeamentos indiscriminados sobre a popula&ccedil;&atilde;o civil, devido a negocia&ccedil;&otilde;es entre o Minist&eacute;rio da Reconcilia&ccedil;&atilde;o e as fa&ccedil;&otilde;es da oposi&ccedil;&atilde;o moderada. Isto d&aacute; bons frutos e ainda para mais as zonas conflituosas a que se chama a Ghuta (a Ghuta este e a Ghuta oeste) est&atilde;o totalmente cercadas.&nbsp;

Consegue confirmar que o Daesh est&aacute; a ser travado e a ficar mais fraco, conforme os relatos que nos v&atilde;o chegando?
N&atilde;o temos os dados militares e diplom&aacute;ticos nem somos peritas. Vivemos com as pessoas e estamos tamb&eacute;m no terreno, &agrave;s vezes em lugares de muito dificil acesso, como na semana passada em que visitei Aleppo e depois toda a regi&atilde;o de Homs, Hama, logo ao lado de Idleb, em zonas lim&iacute;trofes &agrave; presen&ccedil;a do Daesh ou da Jabhat al Nousra.
Sabemos que o Daesh perdeu terreno, mas o que n&oacute;s constatamos &eacute; que ele obt&eacute;m ainda muito apoio em armas, em meios de financiamento e em ajuda de intelig&ecirc;ncia para poder manobrar no interior da S&iacute;ria e continuar a fazer muito mal, a estender o reino da morte e da destrui&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
A ajuda internacional n&atilde;o est&aacute; a funcionar?
N&oacute;s esperamos que os dirigentes do mundo tenham sabedoria e convertam o seu cora&ccedil;&atilde;o, para n&atilde;o mais utilizarem meios t&atilde;o b&aacute;rbaros para desestabilizar a regi&atilde;o e conseguir redesenhar as fronteiras, com grande preju&iacute;zo das popula&ccedil;&otilde;es inocentes que v&atilde;o perder tudo. E o que se est&aacute; a perder na S&iacute;ria &eacute; este pluralismo que era uma verdadeira mensagem para o mundo, quer seja religioso, &eacute;tico ou mesmo pol&iacute;tico, que &eacute; de vivermos juntos em paz, em harmonia, sem discrimina&ccedil;&atilde;o e sem &oacute;dio de esp&eacute;cie nenhuma. Isto estamos a perd&ecirc;-lo, pois o que faz o Daesh &eacute; proclamar guerras religiosas e discrimina&ccedil;&otilde;es que fazem com que muitas pessoas se refugiem na sua identidade religiosa para fazer frente a tais agress&otilde;es. E sobretudo os que est&atilde;o verdadeiramente a perder nas zonas do ISIS s&atilde;o as minorias crist&atilde;s, que infelizmente est&atilde;o a abandonar as suas terras ancestrais, onde desde h&aacute; s&eacute;culos eles tinham elaborado uma das mais brilhantes culturas, a cultura crist&atilde; mesopot&acirc;mica, que remonta ao 1&ordm; s&eacute;culo do cristianismo.
&nbsp;
Quais s&atilde;o as necessidades da popula&ccedil;&atilde;o que est&atilde;o a apoiar?
Toda a ajuda &eacute; necess&aacute;ria e bem-vinda. N&oacute;s podemos receber e pedimos leite para as crian&ccedil;as porque as ONGs n&atilde;o trazem leite para b&eacute;b&eacute;s porque querem que a as m&atilde;es lhes d&ecirc;em do seu leite, mas infelizmente as m&atilde;es s&iacute;rias perderam o seu leite. Temos necessidade de fraldas para adultos, porque como eu disse h&aacute; um grande n&uacute;mero de pessoas deficientes e sobretudo tetrapl&eacute;gicos que disso t&ecirc;m necessidade. Precisamos de ajuda alimentar porque &eacute; o que h&aacute; de mais b&aacute;sico, pois h&aacute; sempre novos refugiados que chegam, novos deslocados que precisam de uma ajuda urgente. E concerteza medicamentos cr&oacute;nicos. Mas isto &eacute; a ajuda a que se chama a ajuda de urg&ecirc;ncia, mas agora, se realmente se quiser ajudar &eacute; em projetos de desenvolvimento, suscitar trabalho, empregos.
Estamos a trabalhar com organiza&ccedil;&otilde;es internacionais e ag&ecirc;ncias das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para criar quintas modelo, ateli&ecirc;s de costura, de velas, para criar artesanato. Uma campanha seria bem-vinda, sobretudo em cada pa&iacute;s ao n&iacute;vel do governo, do minist&eacute;rio dos neg&oacute;cios estrangeiros, h&aacute; sempre algum dinheiro para ajudar no exterior do pa&iacute;s. N&oacute;s somos j&aacute; ajudados pelo minist&eacute;rio dos negocios estrangeiros holand&ecirc;s que &eacute; realmente generoso e que nos permitiu ter 2 hospitais m&oacute;veis completamente equipados assim como mais de 20 000 por&ccedil;&otilde;es alimentares para as cidades de Alepo, Idlib e Hassake. Ent&atilde;o todo o minist&eacute;rio dos neg&oacute;cios estrangeiros que quiser juntar-se a este esfor&ccedil;o seria bem recebido.



Est&atilde;o a &laquo;demonizar&raquo; Bashar Al-Assad

Apesar da amea&ccedil;a do ISIS, muitos relatos mostram que Bashar Al-Assad tamb&eacute;m est&aacute; a matar muitos s&iacute;rios e tentar permanecer no poder por tanto tempo quanto poss&iacute;vel com viol&ecirc;ncia desnecess&aacute;ria para com os cidad&atilde;os. Qual &eacute; a sua opini&atilde;o sobre as a&ccedil;&otilde;es do presidente Assad?
Acho que &eacute; uma descri&ccedil;&atilde;o esteriotipada de uma opera&ccedil;&atilde;o de demoniza&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o h&aacute; um respons&aacute;vel pol&iacute;tico que pode infligir ao seu povo um tal tratamento e permanecer no lugar... A realidade &eacute; que hoje, e n&oacute;s devemos diz&ecirc;-lo, toda a popula&ccedil;&atilde;o procura que o ex&eacute;rcito a proteja. Ora o ex&eacute;rcito... &eacute; o ex&eacute;rcito s&iacute;rio...! E o presidente, &eacute; o presidente s&iacute;rio. &Eacute; ele que &eacute; leg&iacute;timo, &eacute; ele que &eacute; reconhecido pelas Na&ccedil;&otilde;es Unidas, o seu embaixador tem assento nas Na&ccedil;&otilde;es Unidas e fala em nome do povo s&iacute;rio. A verdadeira realidade &eacute; que h&aacute; respons&aacute;veis neste mundo que querem destabilizar a S&iacute;ria e para destabilizar a S&iacute;ria &eacute; preciso destabilizar o governo da S&iacute;ria. Querer destronar um presidente &eacute; equivalente a decapitar um pa&iacute;s e decapitar um pa&iacute;s &eacute; infligir &agrave; popula&ccedil;&atilde;o sofrimentos muito maiores que a viol&ecirc;ncia que pode ser feita por um partido ou por dirigentes, porque esta viol&ecirc;ncia &eacute; limitada: s&atilde;o alguns milhares de pessoas que s&atilde;o (e supondo que &eacute; verdade...) objeto de viol&ecirc;ncia, de sequestros e de condutas agressivas. Mas quando se decapita um Estado, s&atilde;o milh&otilde;es de pessoas, e como o vemos na S&iacute;ria.
Ali&aacute;s, antes dos acontecimentos, ditador ou n&atilde;o ditador, a S&iacute;ria era o pa&iacute;s &aacute;rabe mais pr&oacute;spero. N&oacute;s vivemos aqui 20 anos, havia ent&atilde;o uma estabilidade, uma seguran&ccedil;a enorme no bom sentido, quer dizer que se podia viajar &agrave;s 3 da manh&atilde; e nunca tivemos nenhum incidente, n&atilde;o havia o banditismo, n&atilde;o havia criminalidade... agora que uma minoria se aproveite... pergunto-me... aquele que n&atilde;o tem nada &ldquo;em sua casa&rdquo;, que lance a primeira pedra. N&oacute;s n&atilde;o entramos em detalhes pol&iacute;ticos, sen&atilde;o n&atilde;o far&iacute;amos mais nada: se come&ccedil;amos a olhar &agrave; lupa o que faz cada um dos dirigentes pelo mundo fora...
&nbsp;
As for&ccedil;as Internacionais devem remover Bashar Al-Assad do poder, como fizeram no L&iacute;bano ou Iraque?
Quer dizer... eu acho que esta quest&atilde;o n&atilde;o se devia colocar, porque se se continua a considerar que o que se passou no Iraque era uma coisa boa, eu n&atilde;o posso dizer nada!... &Eacute; como se n&atilde;o se quer ver... Apesar de tudo o que Saddam Hussein era, para n&oacute;s o que aconteceu no Iraque foi um crime odioso que destabilizou um dos maiores pa&iacute;ses do mundo &aacute;rabe e at&eacute; agora fizeram dele um estado desacreditado, falido, que dividiu o pa&iacute;s e que criou desgra&ccedil;as sem nome. N&atilde;o &eacute; certamente uma refer&ecirc;ncia... E o L&iacute;bano tamb&eacute;m n&atilde;o... agora compreendemos melhor... eu sou libanesa. Vivendo na S&iacute;ria compreende-se melhor o que se passou no L&iacute;bano, n&oacute;s n&atilde;o sab&iacute;amos... era este intervencionismo nefasto: &eacute; surdo, um intervencionismo em surdina e um crime contra a humanidade e a Hist&oacute;ria n&atilde;o perdoar&aacute;... N&oacute;s pedimos com firmeza, porque somos testemunhas do que sofre a popula&ccedil;&atilde;o.

Qual deve ser o papel da ONU ou da comunidade internacional?
Infelizmente, e segundo a nossa experi&ecirc;ncia, estas Na&ccedil;&otilde;es Unidas s&atilde;o muito fracas, s&atilde;o dirigidas por algumas na&ccedil;&otilde;es superpoderosas que ditam a sua vontade e manipulam a aplica&ccedil;&atilde;o dessas leis internacionais a seu belo prazer e as infrac&ccedil;&otilde;es a essas leis internacionais levam &agrave;s trag&eacute;dias sem nome das quais n&oacute;s somos testemunhas. &Eacute; por isso que n&oacute;s verdadeiramente reclamamos, esperamos, um refor&ccedil;o da autoridade das Na&ccedil;&otilde;es Unidas de maneira que haja esta liberdade de fazer frente aos interesses das superpot&ecirc;ncias que orientam a cena internacional para os seus pr&oacute;prios interesses, sem olharem aos interesses das popula&ccedil;&otilde;es em causa.



Os s&iacute;rios &laquo;guardaram a sua f&eacute;, essa f&eacute; cresceu e eles tornaram-se exemplos&raquo; 

Ainda h&aacute; muitas pessoas que fogem da S&iacute;ria para tentarem chegar &agrave; Europa?
Sim, sim, mas n&atilde;o nos deixemos iludir, para n&oacute;s &eacute; um cen&aacute;rio muito bem orquestrado e vemos que n&atilde;o &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o que v&aacute; ajudar nem os s&iacute;rios nem os europeus.

Como &eacute; que pode acabar?
Ele pode n&atilde;o terminar se do lado da Europa continuam a intrometer-se nos assuntos da S&iacute;ria, a fechar os olhos sobre o fluxo de armas e de terroristas que v&ecirc;m de todo o lado para destabilizar a regi&atilde;o, que se continue a considerar as familias dos terroristas como sendo refugiados e gente que precisa de ser ajudada, ent&atilde;o o que n&oacute;s vemos &eacute; a transmigra&ccedil;&atilde;o do terrorismo a pretexto de fluxo de refugiados e a prova podemos v&ecirc;-la em Paris, na Alemanha, na Europa um pouco em todo o lado. &Eacute; verdadeiramente o transbordo do terrorismo.
&nbsp;
Teme que seja o fim dos crist&atilde;os no Oriente M&eacute;dio, onde o cristianismo tem estado durante tantos s&eacute;culos?
Claro! N&atilde;o &eacute; que eu o tema, est&aacute; a acontecer! N&oacute;s temiamo-lo antes, dizia-se que era a conspira&ccedil;&atilde;o, a teoria da conspira&ccedil;&atilde;o, mas o que &eacute; pior &eacute; que o que acontece &eacute; muito maior que a teoria da conspira&ccedil;&atilde;o, &eacute; ainda mais grave, mais tr&aacute;gico e mais terrivel que todas as teorias &agrave;s quais se possa ter pensado durante anos. Que o Senhor perdoe aos que desenvolvem tais planos!
&nbsp;
Voc&ecirc; falou com algumas das pessoas que fugiram para a Europa? Eles v&ecirc;m aqui &agrave; procura de um novo come&ccedil;o na vida, para ficar, ou apenas esperar tempos mais pac&iacute;ficos na S&iacute;ria, no Iraque ou L&iacute;bano, para regressarem ao seu pa&iacute;s?
A situa&ccedil;&atilde;o no Oriente tornou-se t&atilde;o insustent&aacute;vel e t&atilde;o ca&oacute;tica que poucos pensam voltar. &Eacute; um bilhete de ida simples, sem volta, e isso &eacute; contr&aacute;rio &agrave; realidade porque n&oacute;s estamos convencidos que h&aacute; suficiente lugar na S&iacute;ria, e de lugar seguro, para abrigar toda essa gente. N&atilde;o faz sentido os refugiados irem para a Europa, muitas vezes &eacute; um suic&iacute;dio. &Eacute; por isso que n&oacute;s somos contra a emigra&ccedil;&atilde;o para a Europa. N&oacute;s tentamos trabalhar para que os s&iacute;rios n&atilde;o deixem o seu pa&iacute;s e para que os s&iacute;rios que deixaram o seu pa&iacute;s voltem ao seu pa&iacute;s. Os que ficaram podem pensar em melhorar a sua situa&ccedil;&atilde;o enquanto os que sa&iacute;ram encontram-se diante de uma s&eacute;rie de dificuldades que ser&atilde;o cada vez mais duras porque &eacute; um problema de integra&ccedil;&atilde;o e os exemplos em Fran&ccedil;a, na B&eacute;lgica ou na Alemanha n&atilde;o s&atilde;o verdadeiramente tranquilizadores: fazem-se guetos... na Autr&aacute;lia por exemplo, h&aacute; s&iacute;tios onde a pol&iacute;cia n&atilde;o pode entrar, &eacute; um verdadeiro... um mundo &agrave; parte, constru&iacute;do depressa demais. &Eacute; por isso que n&oacute;s preferimos evitar um outro confronto de civiliza&ccedil;&otilde;es na Europa e em todo o mundo ocidental, e por isso pedimos que esses deslocados sejam orientados para os pa&iacute;ses &aacute;rabes ou ent&atilde;o voltem ao seu pr&oacute;prio pa&iacute;s.
&nbsp;
A f&eacute; dos crist&atilde;os, yazidis ou mu&ccedil;ulmanos que viram os seus familiares e amigos serem mortos alegadamente em nome de Deus foi enfraquecida pela guerra?
N&atilde;o vimos pessoas que escaparam de dramas e trag&eacute;dias perder a f&eacute;, completamente ao contr&aacute;rio. Eu acho que o sofrimento, a dor, dessas pessoas abre o seu cora&ccedil;&atilde;o para uma rela&ccedil;&atilde;o mais directa ao Espirito Santo. H&aacute; realmente exemplos de hero&iacute;smo, por exemplo no perd&atilde;o. Vi um pai, cujo filho &uacute;nico foi raptado e depois trouxeram-no de volta cortado em bocados num saco de pl&aacute;stico, o seu filho &uacute;nico!!
Eu conhe&ccedil;o este homem e tenho a fotografia do seu filho cortado em bocados, guardo-a comigo, e ele diz-me: &ldquo;Perdoemo-nos uns aos outros para que a S&iacute;ria viva, como eu perdoei. Eu perdoo &agrave;queles que me infligiram esta dor incompar&aacute;vel e sem raz&atilde;o nenhuma porque o meu filho n&atilde;o fazia pol&iacute;tica, ele era um estudante, ia &agrave; universidade, porque &eacute; que o raptaram, porque &eacute; que o cortaram em bocados? O que &eacute; que eu fiz, que &eacute; que n&oacute;s fizemos? &ldquo; Portanto, n&atilde;o h&aacute; nenhuma raz&atilde;o v&aacute;lida e no entanto essas pessoas est&atilde;o na paz e elas perdoaram. Ent&atilde;o n&atilde;o posso dizer que eles perderam a f&eacute;, pelo contr&aacute;rio, eles guardaram a sua f&eacute;, essa f&eacute; cresceu e eles tornaram-se exemplos: eu chamo-os justos, verdadeiros exemplos.
A costa litoral s&iacute;ria, que &eacute; de maioria alau&iacute;ta, grupo religioso que foi massacrado pelos sunitas desde o in&iacute;cio da guerra, de quem as mulheres foram violadas, arrastadas nuas nas ruas... foram atos que poderiam sublevar estas popula&ccedil;&otilde;es e levar a uma guerra civil. Mas quando vemos essas popula&ccedil;&otilde;es do litoral receberem centenas, milhares de refugiados sunitas e de todas as regi&otilde;es da S&iacute;ria sem um &uacute;nico incidente, uma s&oacute; bofetada de um alau&iacute;ta a um sunita, n&oacute;s vemos que este povo tem qualquer coisa de completamente exemplar e era bom que muitos outros povos o tomem como exemplo.

A f&eacute; &eacute; a verdadeira motiva&ccedil;&atilde;o desta guerra?
Nem pensar, a f&eacute; n&atilde;o pode ser nunca uma motiva&ccedil;&atilde;o de guerra. &Eacute; uma maneira de esconder o verdadeiro motivo da guerra, que &eacute; politico e estrat&eacute;gico: &nbsp;&eacute; uma guerra de mentira, uma guerra criminosa. Ela maquilha-se um dia com slogans de democracia, um outro dia com slogans de religi&atilde;o mas na realidade &eacute; uma guerra de pilhagem e criminalidade e a Hist&oacute;ria, cedo ou tarde, far&aacute; justi&ccedil;a aos que inventaram este g&eacute;nero.
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Esta &eacute; uma guerra acontecendo muito longe de n&oacute;s. Como podem os crist&atilde;os de Portugal ajudar-vos?
Portugal &eacute; para n&oacute;s uma grande refer&ecirc;ncia espiritual, em primeiro lugar pela sua Hist&oacute;ria - e a sua Hist&oacute;ria santa: a Hist&oacute;ria dos seus Reis, a Hist&oacute;ria das promessas que foram feitas, das consagra&ccedil;&otilde;es que foram feitas. Enquanto pa&iacute;s, &eacute; um pa&iacute;s de forte compromisso crist&atilde;o hist&oacute;rico e &eacute; por isso que Portugal foi coroado de ser o lugar das revela&ccedil;&otilde;es de Nossa Senhora de F&aacute;tima, que disse palavras profundas que nos preparam para estes momentos de crime generalizado.
Portanto, para n&oacute;s, os crist&atilde;os de Portugal podem: em primeiro lugar, guardar a sua f&eacute;, e a Virgem disse que Portugal nunca perderia a f&eacute;, por isso para n&oacute;s guardar a sua f&eacute; &eacute; j&aacute; um grande apoio; 2&ordm; rezar por n&oacute;s, permanecer em contacto connosco; e finalmente fazer uma cadeia de solidariedade connosco e depois uma cadeia de boa informa&ccedil;&atilde;o sobre n&oacute;s, porque mesmo se se anda a dizer que os crist&atilde;os v&atilde;o partir do Oriente, mesmo se n&atilde;o restam sen&atilde;o alguns crist&atilde;os, o cristianismo ainda est&aacute; no Oriente. E como no &iacute;nicio havia 12 ap&oacute;stolos, que verdadeiramente conquistaram o mundo, estes poucos, mesmo se n&oacute;s n&atilde;o f&ocirc;ssemos sen&atilde;o 12 (somos muito mais, gra&ccedil;as a Deus), mas se fossemos reduzidos somente a 12 crist&atilde;os, eh bem, n&atilde;o &eacute; por isso que devemos baixar os bra&ccedil;os: n&oacute;s devemos conquistar esta regi&atilde;o com as armas de Cristo, conquist&aacute;-la com o Amor e para o Amor.

Entrevista: Ricardo Perna
Fotos: Congrega&ccedil;&atilde;o das Monjas da Unidade de Antioquia
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Artigos relacionados:
Os &laquo;tempos heroicos&raquo; dos religiosos na S&iacute;ria
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<pubDate>Mon, 22 Aug 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Todas as religiões têm espaço no Rio</title>
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<description><![CDATA[Mais de 10 mil atletas vivem por estes dias na Vila Ol&iacute;mpica. &Agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m um Centro Interreligioso. A organiza&ccedil;&atilde;o do centro ficou a cargo do Arcebispado do Rio de Janeiro. O cardeal D. Orani Tempesta disse que &laquo;&eacute; muito bom ver o Rio de Janeiro como um povo acolhedor, onde as religi&otilde;es se entendem&raquo;.


Neste espa&ccedil;o, h&aacute; uma sala para cada religi&atilde;o: cristianismo, juda&iacute;smo, budismo, hindu&iacute;smo e islamismo (com uma sala s&oacute; para mulheres). Al&eacute;m disso, um espa&ccedil;o misto acolhe o servi&ccedil;o de aconselhamento e h&aacute; um espa&ccedil;o para conviv&ecirc;ncia.

O Pe. Leandro Lenin, respons&aacute;vel pelo centro, sublinha que &laquo;o atleta precisa ter com quem se alegrar na hora da vit&oacute;ria, mas tamb&eacute;m precisa do ombro amigo na hora que perceber que alguma coisa n&atilde;o foi bem. E igualmente precisam de um espa&ccedil;o para a pr&aacute;tica de sua f&eacute;&raquo;. O sacerdote quer que o espa&ccedil;o n&atilde;o seja &laquo;apenas um ponto de apoio. &Eacute; tamb&eacute;m um ponto de encontro, de assist&ecirc;ncia e aux&iacute;lio&raquo;.
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Outro aspeto interessante de di&aacute;logo interreligioso nestes Jogos Ol&iacute;mpicos do Rio tem que ver com o acolhomento dos volunt&aacute;rios. A Arquidiocese do Rio de Janeiro convidou outras religi&otilde;es a apoiar o projeto &laquo;Meu Lugar no Rio&raquo; -&nbsp;plataforma que permite que moradores recebam volunt&aacute;rios em &nbsp;casa. &laquo;Como os Jogos Ol&iacute;mpicos s&atilde;o um evento laico e desportivo, &eacute; interessante que diversas religi&otilde;es abram as portas de suas casas tamb&eacute;m para os volunt&aacute;rios&raquo;, disse D. Orani.

O centro interreligioso funciona desde 24 de julho at&eacute; 21 de Setembro, das 7h &agrave;s 22h.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Daniel Ramalho/Rio 2016

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]]></description>
<pubDate>Thu, 11 Aug 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Refugiados participam nos Jogos do Rio</title>
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<description><![CDATA[Pela primeira vez, haver&aacute; uma Equipa Ol&iacute;mpica de Atletas Refugiados nos Jogos Ol&iacute;mpicos do Rio de Janeiro. S&atilde;o dez refugiados de quatro pa&iacute;ses diferentes. Em comum t&ecirc;m terem sido obrigados a abandonar os seus pa&iacute;ses por cuasa da guerra ou persegui&ccedil;&atilde;o.
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Quem s&atilde;o?

Dois s&atilde;o nadadores s&iacute;rios, dois judocas da Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo e seis corredores de &Aacute;frica (um et&iacute;ope e cinco do Sud&atilde;o do Sul):



Rami Anis, 25 anos, da S&iacute;ria participar&aacute; na prova de nata&ccedil;&atilde;o, 100 metros borboleta &ndash; masculino. Come&ccedil;ou a praticar nata&ccedil;&atilde;o em Alepo quando tinha 14 anos. &laquo;A nata&ccedil;&atilde;o &eacute; a minha vida. A piscina &eacute; o meu lugar&raquo;, diz Rami num v&iacute;deo divulgado pelo ACNUR (Alto-Comissariado da ONU para Refugiados). Quando os bombardeamentos se tornaram mais frequentes, a fam&iacute;lia enviou-o para Istambul para viver com irm&atilde;o mais velho. Um dia, decidiu entrar num bote insufl&aacute;vel em direc&ccedil;&atilde;o &agrave; Gr&eacute;cia. Finalmente, chegou &agrave; cidade belga de Gante, onde treina nove vezes por semana. &laquo;Com a energia que tenho, estou certo de que poderei alcan&ccedil;ar os melhores resultados. Ser&aacute; uma sensa&ccedil;&atilde;o maravilhosa poder ser parte dos Jogos Ol&iacute;mpicos.&raquo;&nbsp;

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Yusra Mardini, da S&iacute;ria, participa na prova de nata&ccedil;&atilde;o, 200 metros livres e vive na Alemanha. &Eacute; a mais nova da equipa: tem apenas 18 anos. A sua hist&oacute;ria de vida &eacute; incr&iacute;vel. Quando o barco em que se encontrava com outros 20 passageiros come&ccedil;ou a meter &aacute;gua, perto da costa da Turquia, Yusra Mardini lan&ccedil;ou-se &agrave; &aacute;gua com a irm&atilde; Sarah. As duas nadaram, puxando a embarca&ccedil;&atilde;o at&eacute; &agrave; Gr&eacute;cia. Yusra conta que &laquo;havia gente que n&atilde;o sabia nadar&raquo;. Da ilha de Lesbos, foi at&eacute; ao norte da Europa com outros requerentes de asilo, recorrendo at&eacute; a traficantes de pessoas. Chegou &agrave; Alemanha em Setembro de 2015. A sua meta para os Jogos Ol&iacute;mpicos est&aacute; estabelecida: &laquo;Quero representar todos os refugiados porque quero demostrar a todo o mundo que, depois da dor, depois da tempestade, chega a calma. Quero Servir-lhes de inspira&ccedil;&atilde;o.&raquo;&nbsp;

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James Nyang Chiengjiek &eacute; do Sud&atilde;o do Sul e vive no Qu&eacute;nia. Participa na prova de atletismo, 400 metros. James tem 28 anos e aos 13 teve de abandonar o seu pa&iacute;s para evitar ser menino-soldado. Refugiu-se na vizinha Qu&eacute;nia. Foi l&aacute; que come&ccedil;ou a treinar com um grupo de homens mais velhos. &laquo;Foi a&iacute; que me dei conta de que poderia triunfar como corredor. Se Deus te deu um talento, deves utiliz&aacute;-lo&raquo;, diz em declara&ccedil;&otilde;es ao ACNUR. No princ&iacute;pio corria descal&ccedil;o ou com sapatos de outros rapazes. Participando nos Jogos do Rio, James quer &laquo;ajudar outros, especialmente os refugiados&raquo;.&nbsp;
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Yiech Pur Biel &eacute; do Sud&atilde;o do Sul e tamb&eacute;m vive no Qu&eacute;nia. Correr&aacute; os 800 metros de atletismo e tem 21 anos. Fugiu em 2005 do seu pa&iacute;s. No campo de refugiados do norte do Qu&eacute;nia come&ccedil;ou a jogar futebol, mas depressa descobriu o gosto pelo atletismo. &laquo;No acampamento de refugiados n&atilde;o h&aacute; meios nem instala&ccedil;&otilde;es, nem sequer temos sapatos. N&atilde;o h&aacute; gin&aacute;sio.&raquo; Mas Yiech n&atilde;o desanima: &laquo;Fa&ccedil;o-o pelo meu pa&iacute;s, Sud&atilde;o do Sul, porque n&oacute;s, a gente jovem, somos quem pode mudar a situa&ccedil;&atilde;o. Fa&ccedil;o-o tamb&eacute;m pelos meus pais, para mudar a sua vida.&raquo;&nbsp;
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Rose Nathike Lokonyen tamb&eacute;m &eacute; do Sud&atilde;o do Sul e vive no Qu&eacute;nia. Participa na prova feminina dos 800 metros de atletismo. Tem 23 anos e s&oacute; come&ccedil;ou a correr depois de ter fugido do seu pa&iacute;s aos dez anos. Foi num acampamento de refugiados que participou numa prova de 10 km. Agora participar&aacute; nos Jogos Ol&iacute;mpicos do Rio. &laquo;Representarei o meu povo no Rio e talvez, se conseguir alcan&ccedil;ar o meu objectivo, possa organizar uma corrida para promover a paz e unir as pessoas.&raquo;&nbsp;



Anjelina Nada Lohalith tem 21 anos. Aos seis teve de abandonar a sua casa e os pais no Sud&atilde;o do Sul por causa da guerra. Nunca mais os viu nem falou com eles. Vive no Qu&eacute;nia e correr&aacute; os 1500 metros. Soube ser boa a correr quando ganhou uma competi&ccedil;&atilde;o escolar no campo de refugiados onde vive no norte do Qu&eacute;nia. Acabou seleccionada para um campo de treino especial. Luta para ter um bom resultado no rio de Janeiro e ganhar dinheiro. &laquo;Quando tens dinheiro, &eacute; quando a tua vida pode mudar.&raquo;


Paulo Amotun Lokoro, do Sud&atilde;o do Sul, corre os 1500 metros. Tem 24 anos e vive no Qu&eacute;nia. No seu pa&iacute;s era pastor, agora faz parte da equipa de refugiados que treina parto de Nairobi. &laquo;Antes de vir para aqui, nem tinha sapatos para treinar. Agora temos treinado para alcan&ccedil;ar um bom n&iacute;vel. Funcionamos perfeitamente como atletas.&raquo;
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Yonas Kinde &eacute; da Eti&oacute;pia e vive no Luxemburgo. Participa na maratona. Yonas tem 36 anos e &eacute; taxista. Sobre a vida no seu pa&iacute;s diz que &laquo;&eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil, para mim &eacute; imposs&iacute;vel viver l&aacute;, &eacute; muito perigoso&raquo;.&nbsp;
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Yolande Bukasa Mabika, da Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo, &eacute; judoca e vive no Brasil. Quando era apenas uma menina foi separada dos pais por causa dos combates e acabou vivendo num centro para crian&ccedil;as deslocadas. Foi a&iacute; que descobriu o judo: &laquo;Deu-me um cora&ccedil;&atilde;o mais forte. Vi-me separada da minha fam&iacute;lia e chorei muit&iacute;ssimo.&raquo; Em 2013, participou no Campeonato Mundial de Judo. Como habitualmente, o treinador ficou com o seu passaporte e n&atilde;o lhe dava comida. Farta dos maus-tratos, Yolande fugiu do hotel e pediu ajuda. Agora &eacute; refugiada no Brasil.&nbsp;
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Popole Misenga tamb&eacute;m &eacute; judoca da Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo. A sua hist&oacute;ria &eacute; id&ecirc;ntica &agrave; de Yolande. Aos nove anos fugiu de casa e descobriu o judo num centro para crian&ccedil;as deslocadas. &laquo;Uma crian&ccedil;a precisa de uma fam&iacute;lia que lhe diga o que deve fazer, mas eu n&atilde;o a tinha. O judo ajudou-me a ter serenidade, disciplina e compromido.&raquo; Como Yolande, era fechado numa gaiola pelo treinador se perdia alguma competi&ccedil;&atilde;o e tinha acesso limitado a comida. No Campeonato do Mundo de 2013, no Rio de Janeiro, fugiu e pediu asilo.&nbsp;
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&laquo;Mensagem de esperan&ccedil;a&raquo; para todos os refugiados
Estes atletas &laquo;tiveram as suas carreiras desportivas interrompidas ap&oacute;s serem for&ccedil;ados a abandonar os seus pa&iacute;ses devido &agrave; viol&ecirc;ncia e &agrave; persegui&ccedil;&atilde;o&raquo;. Em comunicado, o Alto-Comiss&aacute;rio da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, afirmou que &laquo;agora, estes atletas refugiados de alto n&iacute;vel finalmente ter&atilde;o a oportunidade de seguir os seus sonhos. A participa&ccedil;&atilde;o deles nas Olimp&iacute;adas &eacute; o resultado da coragem e perseveran&ccedil;a de todos os refugiados que se esfor&ccedil;am para superar as diferen&ccedil;as e construir um futuro melhor para eles e para suas fam&iacute;lias&raquo;.

O ACNUR salienta que a equipa de refugiados &laquo;envia uma forte mensagem de apoio e esperan&ccedil;a para os refugiados de todo o mundo. Esta iniciativa chega no momento em que, mais do que nunca, milhares de pessoas t&ecirc;m sido for&ccedil;adas a deixar as suas casas por motivos de conflitos armados, viola&ccedil;&atilde;o de direitos humanos ou persegui&ccedil;&atilde;o&raquo;.
Estes atletas refugiados v&atilde;o competir em nome do Comit&eacute; Ol&iacute;mpico Internacional, sob a bandeira ol&iacute;mpica.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: ACNUR
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Fri, 05 Aug 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Atividades de férias para miúdos e graúdos</title>
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<description><![CDATA[H&aacute; quem diga que o tempo livre causa mais stresse do que o tempo ocupado. Isto porque atualmente, com t&atilde;o pouco tempo, n&atilde;o se sabe bem o que fazer quando de facto h&aacute; tempo livre! Alguns pensam que organizar o tempo livre torna as coisas menos espont&acirc;neas e menos divertidas. Nada mais errado! Uma boa organiza&ccedil;&atilde;o ajuda a criar todas as condi&ccedil;&otilde;es para tornar o tempo livre ainda melhor!
Neste artigo, apresentamos v&aacute;rias propostas para brincar! Isso mesmo, brincar com os seus filhos, sobrinhos, irm&atilde;os, pais, av&oacute;s, netos, primos, amigos, etc., etc.!



1. Lan&ccedil;ar um papagaio ao vento
Para arranjar um papagaio, pode construir um ou ent&atilde;o comprar. Depois, v&aacute; at&eacute; um lugar aberto, sem &aacute;rvores, pr&eacute;dios altos, cabos de telefone ou eletricidade. Quem sabe um campo de futebol ou a praia, por exemplo. Idealmente, o lan&ccedil;amento deve ser feito por mais do que uma pessoa. Uma segura no papagaio para o lan&ccedil;ar ao ar, e outra, mais distante, o &ldquo;guia&rdquo;, segura na linha (podem ser uma ou duas, dependendo do papagaio). No caso de ter duas linhas, o controlo do voo do papagaio &eacute; maior. Quem segura o papagaio lan&ccedil;a-o ao ar. Se estiver vento, levantar&aacute; voo facilmente. Se estiver pouco vento, ent&atilde;o, o que segura o papagaio deve correr e lan&ccedil;&aacute;-lo em movimento.
Nota: O papagaio atinge grandes velocidades e cai a pique. Conv&eacute;m que quem lan&ccedil;a o papagaio ao ar se afaste rapidamente da &aacute;rea.



2. Piquenique no parque
Um dia de piquenique come&ccedil;a logo com a prepara&ccedil;&atilde;o, com a ajuda de toda a fam&iacute;lia. Podem ser umas simples sandu&iacute;ches de fiambre, queijo, alface e tomate, ou um prato mais elaborado, desde que haja modo de o conservar (quente ou frio). O churrasco s&oacute; &eacute; permitido nos parques autorizados e em espa&ccedil;os pr&oacute;prios. &Eacute; bom tamb&eacute;m levar uma arca para que a comida e a bebida fiquem sempre frescas. Chegados ao local, basta limpar o espa&ccedil;o, p&ocirc;r no ch&atilde;o a toalha, uma esteira ou uma manta, servir a comida, rezar, comer e beber. Depois do piquenique, a tarde pode ser passada com uma boa sesta debaixo de uma sombra, ou fazendo alguns jogos como os sugeridos no n&uacute;mero 04. E porque n&atilde;o cantar ou tocar viola?
Nota: No final do piquenique &eacute; poss&iacute;vel que haja bastante lixo. N&atilde;o deixe ficar nada para tr&aacute;s!



3. Passear ao ar livre
Sair de casa ainda o sol se levanta, mochila &agrave;s costas e caminho tra&ccedil;ado. Assim pode come&ccedil;ar um passeio ao ar livre. Se for de bicicleta, n&atilde;o se esque&ccedil;a do capacete, cotoveleiras e joelheiras. Se n&atilde;o houver ciclovia, deve andar encostado &agrave; berma q.b. e bem sinalizado. No caso de caminhadas, na estrada, ande de frente para o tr&acirc;nsito e planeie o trajeto em casa antes de partir. Quanto menos estrada houver, melhor. Desde antigos percursos de caminho de ferro at&eacute; novos caminhos, mais seguros, estabelecidos pelas c&acirc;maras municipais, &eacute; uma quest&atilde;o de pesquisar. No s&iacute;tio Web www.caminhadas.web.pt pode descobrir muitos caminhos e algumas dicas interessantes.
Nota: Pelo caminho pode observar a fauna e a flora, mas n&atilde;o deixe que a curiosidade prejudique o habitat natural dos animais e das plantas.



4. Jogar e brincar em casa
Em pleno ver&atilde;o, por vezes h&aacute; dias em que o sol fica atr&aacute;s das nuvens. Porque n&atilde;o fazer os jogos cl&aacute;ssicos? As damas ou, para os mais estrategas, o xadrez. Tem o antigo Jogo da Gl&oacute;ria? Ou um baralho de cartas para ensinar os seus filhos a jogar ao Peixinho ou ao Keims (ou Queime-se!), &agrave; Sueca ou &agrave; Bisca. O Jogo do Stop &eacute; sempre divertido com pa&iacute;ses, cidades, marcas, nomes pr&oacute;prios, objetos, animais, santos, profiss&otilde;es. Ou ent&atilde;o o Jogo da M&iacute;mica sobre filmes: em equipas de dois, o advers&aacute;rio escolhe um filme ou uma s&eacute;rie ou personalidades (tem de ser do conhecimento de todos) e, depois, apenas com gestos e sem palavras, o mimo tem de gesticular para que o companheiro de equipa adivinhe. Ganha quem acertar mais vezes. Se preferir, pode tamb&eacute;m jogar com desenhos (&eacute; necess&aacute;rio papel e caneta/l&aacute;pis).



5. Jogar e brincar na praia
Ir &agrave; praia durante o ver&atilde;o &eacute; quase um preceito religioso. E pode fazer-se muita coisa na praia para al&eacute;m de apanhar um bom banho de sol de barriga para o ar (o que tamb&eacute;m &eacute; muito bom, desde que n&atilde;o seja nas horas de maior exposi&ccedil;&atilde;o solar). H&aacute; um mundo de possibilidades por causa da areia que a praia tem: um concurso de constru&ccedil;&otilde;es na areia, que pode ter os mais variados temas: uma sereia, um carro de F&oacute;rmula 1, um castelo; desenhos na areia, ou um jogo do galo gigante! Ensine os seus filhos a fazer bolas de areia, ou a criar um t&uacute;nel. Depois, n&atilde;o h&aacute; melhor espa&ccedil;o para fazer desporto com um campo de improviso. Se for para jogar com raquetes, faz-se um campo de t&eacute;nis, se for para jogar &agrave; bola, um campo de futebol. Al&eacute;m disso, com a areia &eacute; sempre uma divers&atilde;o enterrar algu&eacute;m at&eacute; ao pesco&ccedil;o!



6. Uma tarde na cozinha
A arte da culin&aacute;ria est&aacute; cada vez mais na moda. Vamos fazer caramelos? Coloque uma panela com 1 litro de &aacute;gua ao lume, junte 1 colher de sopa de tomilho, uma colher de ch&aacute; de canela, uma casca de lim&atilde;o, sal e deixe ferver. Deite na panela o conte&uacute;do de uma ta&ccedil;a j&aacute; preparada com 1 kg de a&ccedil;&uacute;car com sumo de um lim&atilde;o e 1 colher de sopa de mel. Sem mexer, deixe tudo em lume m&eacute;dio. Quando estiver com cor escura e a borbulhar, retire do lume e verta para uma forma untada com manteiga. Com uma esp&aacute;tula, divida o preparado em pequenos quadrados. Cuidado para n&atilde;o se queimar e para n&atilde;o deixar arrefecer muito, pois rapidamente fica s&oacute;lido. Finalmente, deite sobre os quadradinhos a&ccedil;&uacute;car em p&oacute; e, se quiser, coloque cada quadradinho num peda&ccedil;o de papel vegetal para mais tarde saborear.



7. Um dia com os animais
N&atilde;o h&aacute; nada como estar com animais. No per&iacute;odo do ver&atilde;o (e n&atilde;o s&oacute;), h&aacute; v&aacute;rios lugares em Portugal que vale a pena visitar e que s&atilde;o gratuitos ou t&ecirc;m pre&ccedil;os acess&iacute;veis. Desde os cerca de 100 canis municipais que s&atilde;o sensibilizadores at&eacute; outros parques mais did&aacute;ticos. Aqui, sugerimos a t&iacute;tulo de exemplo em todo o pa&iacute;s: o Jardim Zool&oacute;gico e a Quinta Pedag&oacute;gica dos Olivais, em Lisboa; o Zoo da Maia ou o Zoo de Lagos; o Badoca Park, entre Santiago do Cac&eacute;m e Sines; o Zoo Marine do Algarve; o Aqu&aacute;rio Vasco da Gama ou o Ocean&aacute;rio, em Lisboa; o Fluvi&aacute;rio de Mora, no Alentejo; o Parque de Natureza Noudar, perto de Barrancos, Alentejo; a Tapada Nacional do Convento de Mafra; o Estu&aacute;rio do Sado, onde pode ver golfinhos. E, por fim, os passeios de barco com guia da natureza na Ria Formosa.



8. Ler um livro e contar hist&oacute;rias
Saber contar hist&oacute;rias &eacute; uma arte. E um bom livro de contos ajuda bastante. Recomendamos para ler &agrave;s crian&ccedil;as alguns dos melhores cl&aacute;ssicos de sempre. Antes de mais, o Romance da raposa, as perip&eacute;cias da matreira salta-pocinhas, do portugu&ecirc;s Aquilino Ribeiro. Depois, as F&aacute;bulas de Esopo, os Contos de Hans Christian Anderson ou dos irm&atilde;os Grimm. Outros recorda-os da televis&atilde;o, mas s&atilde;o tamb&eacute;m grandes livros: As Aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain; de Lewis Carroll, Alice no Pa&iacute;s das Maravilhas e Peter Pan, de James Barrie. Por fim, um cl&aacute;ssico m&aacute;gico &eacute; O principezinho. Em todos eles, a cada frase, a cada palavra, h&aacute; que dar o tom e a entoa&ccedil;&atilde;o certas. Vestir as personagens e mergulhar na hist&oacute;ria. O alcance e impacto nas crian&ccedil;as &eacute; sempre inesperado e para elas ser&aacute; sempre inesquec&iacute;vel.



9. Um teatro de fantoches
Uma meia velha, dois grandes bot&otilde;es, um pouco de tecido, uma agulha e alguma linha e pode criar um fantoche bem engra&ccedil;ado de olhos esbugalhados e cabelo espetado. Fa&ccedil;a quatro destes bonecos e j&aacute; tem personagens para um teatro de improviso. Pode criar homens de bigode e mulheres com grandes cabelos, ou outras personagens, dependendo da sua imagina&ccedil;&atilde;o e per&iacute;cia. Para criar o teatro pode usar um caixote de papel&atilde;o e, fazendo um buraco, decorado com papel de embrulho e de alum&iacute;nio, est&aacute; criado um pequeno palco. Ponha o caixote em cima de umas cadeiras tapadas com um cobertor, projete a luz para o pequeno palco com um candeeiro, et voil&aacute; &ndash; est&aacute; pronta a sala de espet&aacute;culo. A partir dos contos e hist&oacute;rias sugeridas na atividade 8, pode encontrar bons argumentos para a pr&oacute;xima encena&ccedil;&atilde;o.



10. Minigolfe
Em Portugal, o minigolfe &eacute; popular. No s&iacute;tio Web www.minigolfe.pt tem 108 campos de norte a sul de Portugal. O aluguer do campo pode ir de custo zero, como &eacute; o caso do Est&aacute;dio do Jamor, onde se pode alugar um taco e uma bola durante uma hora sem custo, at&eacute; 1 &euro; por hora, ou valores mais altos. As regras do jogo s&atilde;o muito semelhantes ao golfe. Em cada pista, o jogador deve respeitar a posi&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da de bola. Depois, colocar a bola no buraco com o m&iacute;nimo de tacadas poss&iacute;vel. Cada tacada vale um ponto, e em cada pista s&oacute; pode dar no m&aacute;ximo seis tacadas at&eacute; atingir o buraco. Cada jogo tem 18 pistas e no final ganha quem tiver menos pontos.
Notas: Com crian&ccedil;as, respeitar as regras do jogo &eacute; muito importante. N&atilde;o podem dar pontap&eacute;s nas bolas, nem os tacos s&atilde;o para bater nos irm&atilde;os!



11. Acampar
Num fim de semana, ou durante as suas f&eacute;rias, agarre numa tenda e leve os mi&uacute;dos a passar uma noite ou duas debaixo das estrelas. Leve um fog&atilde;o port&aacute;til e cozinhe com eles, deixando-os mexer o tacho ou adicionar os ingredientes. Depois do jantar, sentem-se junto a uma fogueira e partilhem hist&oacute;rias de terror. Se a noite permitir, deitem-se no ch&atilde;o e olhem para as estrelas, contemplando a beleza da Cria&ccedil;&atilde;o. Os mi&uacute;dos v&atilde;o adorar a experi&ecirc;ncia e v&atilde;o crescer em responsabilidade, mesmo sem se aperceberem. Se a noite estiver quente, os mais aventureiros podem mesmo dormir ao p&eacute; da fogueira, ao relento. Pode acampar numa propriedade sua ou de algu&eacute;m conhecido, ou recorrer a um dos muitos parques de campismo existentes no pa&iacute;s. No final, n&atilde;o se esque&ccedil;a de deixar tudo melhor do que encontrou.



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Texto: Paulo Paiva


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<pubDate>Mon, 01 Aug 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Filarmónicas: «Somos o conservatório do povo»</title>
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<description><![CDATA[S&atilde;o 800 em todo o pa&iacute;s. N&atilde;o se sabe bem quantas pessoas est&atilde;o envolvidas: os n&uacute;meros variam entre os 40 e os 70 mil m&uacute;sicos. Mas a verdade &eacute; que por todo o pa&iacute;s h&aacute; bandas filarm&oacute;nicas. Fomos conhecer duas: uma numa aldeia dos arredores de Leiria e outra na cidade de Lisboa.


A Sociedade Filarm&oacute;nica do Senhor dos Aflitos do Soutocico, perto de Leiria, est&aacute; a comemorar os seus 70 anos e d&aacute; m&uacute;sica com fartura. Tem a banda filarm&oacute;nica, a miniorquestra e uma escola de m&uacute;sica. A banda tem 56 elementos. S&eacute;rgio Ferreira, presidente da dire&ccedil;&atilde;o, explica que &laquo;a miniorquestra serve para integrar os mais pequenos na filarm&oacute;nica. &Eacute; como se fosse uma classe de conjunto.&raquo;

Rui Santos tem 14 anos, toca trompa e &eacute; o elemento mais novo da banda filarm&oacute;nica. Entrou h&aacute; cerca de quatro anos na escola de m&uacute;sica. Na banda, est&aacute; h&aacute; um. &laquo;Estou a gostar. &Eacute; sinal que me chamaram e eu sinto-me muito bem.&raquo; O jovem s&oacute; tem aulas de m&uacute;sica na Sociedade Filarm&oacute;nica. Mas h&aacute; colegas que est&atilde;o no ensino articulado de m&uacute;sica e outros frequentam o Conservat&oacute;rio. No dia da festa de anivers&aacute;rio, dois elementos da banda faltaram ao concerto. &laquo;Est&atilde;o a prestar provas para o Conservat&oacute;rio. J&aacute; atingimos n&iacute;veis muito bons. H&aacute; dois ou tr&ecirc;s casos de m&uacute;sicos profissionais&raquo;, explica S&eacute;rgio Ferreira.

A festa de anivers&aacute;rio junta familiares, amigos e antigos executantes num almo&ccedil;o seguido de concerto. O ambiente &eacute; descontra&iacute;do e familiar. &laquo;As bandas filarm&oacute;nicas s&atilde;o os conservat&oacute;rios do povo, ensinamos m&uacute;sica de forma praticamente gratuita. Mas ensinamos valores e n&atilde;o s&oacute; m&uacute;sica. Eles saem daqui com forma&ccedil;&atilde;o musical, de esp&iacute;rito de exig&ecirc;ncia, solidariedade, esp&iacute;rito de grupo.&raquo; O presidente emociona-se ao falar. N&atilde;o sabe tocar nenhum instrumento. Nem ele nem nenhum dos membros da dire&ccedil;&atilde;o. Mas vivem intensamente o esp&iacute;rito.

Na festa dos 70 anos n&atilde;o faltou a homenagem ao elemento h&aacute; mais tempo na dire&ccedil;&atilde;o. Ant&oacute;nia Faustino Vieira faz parte da equipa &agrave; frente da Sociedade Filarm&oacute;nica h&aacute; 37 anos. &laquo;Na altura, a filarm&oacute;nica esteve parada um ano por causa da emigra&ccedil;&atilde;o. Foram ter comigo a minha casa e pediram-me a mim e a uma prima para tentar voltar a ter a banda.&raquo; Ant&oacute;nia e a prima foram convidar mi&uacute;dos para a escola de m&uacute;sica. &laquo;Conseguimos 25 e &iacute;amos aos recreios dar-lhes rebu&ccedil;ados e chocolates para n&atilde;o desistirem. Depois vieram e gostaram muito.&raquo;

Quase 40 anos depois, Ant&oacute;nia ainda faz parte da Sociedade. Quatro dos seis filhos passaram pela filarm&oacute;nica. Muita coisa mudou, t&ecirc;m agora casa de ensaio e mais instrumentos. Um balan&ccedil;o? &laquo;Sinto-me orgulhosa. Os pais fizeram o favor de confiar em mim e na minha prima. Foi giro. Tivemos concertos muito giros. A filarm&oacute;nica &eacute; uma esp&eacute;cie de filho. Eu vivo muito isto.&raquo;
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Mais a sul fica Marvila, na zona oriental do concelho de Lisboa. A sede da Associa&ccedil;&atilde;o Cultural e Social (ACULMA) fica num r&eacute;s do ch&atilde;o e cave de um edif&iacute;cio de habita&ccedil;&atilde;o. Est&aacute; rodeada de pr&eacute;dios com v&aacute;rios andares. Em frente, a escola EB 2,3. L&aacute; dentro, o ambiente &eacute; muito familiar. F&aacute;tima Duarte &eacute; a presidente da ACULMA. &laquo;Vim para a associa&ccedil;&atilde;o quando a minha filha veio para a m&uacute;sica, h&aacute; 12 anos. Agora a mais nova est&aacute; no rancho folcl&oacute;rico e na banda e j&aacute; consegui meter o meu marido no rancho.&raquo; Mais tarde h&aacute; de confidenciar que gostaria de aprender a tocar cavaquinho para ir para o rancho tamb&eacute;m.

A Banda Filarm&oacute;nica da ACULMA tem 46/47 elementos. O n&uacute;mero varia porque h&aacute; sempre algu&eacute;m que n&atilde;o pode estar presente nos servi&ccedil;os. O mais novo tem apenas oito anos e o mais velho pouco mais de cinquenta. &laquo;A m&eacute;dia de idades andar&aacute; pelos 20. H&aacute; muitos mi&uacute;dos entre os 15 e os 20. Temos uns que s&atilde;o militares e pertencem a bandas militares. O maestro &eacute; elemento da banda da PSP.&raquo;

F&aacute;tima passa a palavra a Fernando Mota, professor da escola de m&uacute;sica e maestro desde 2011. &laquo;Quero alimentar o trabalho deles, mostrar o que fazem dentro de quatro paredes. &Eacute; como um pintor. Se tiver um que pinte um quadro muito bonito, mas o deixar debaixo da cama e ningu&eacute;m o vir&hellip;&raquo;

Na escola de m&uacute;sica &ndash; que funciona todos os dias das 18 &agrave;s 21 horas, h&aacute; madeiras, percuss&atilde;o e metais. Fernando Mota explica que os mi&uacute;dos aparecem porque &laquo;v&atilde;o ouvindo falar, ou pelos escuteiros, por curiosidade ou por uma paixoneta&raquo;. Na banda, o ambiente &eacute; muito familiar e o maestro diz mesmo que j&aacute; viu &laquo;muitos casamentos&raquo;. H&aacute; mais de 20 anos que d&aacute; aulas na ACULMA e tem uma rela&ccedil;&atilde;o especial com os alunos. &laquo;Vi-os crescer. &Eacute; uma liga&ccedil;&atilde;o muito especial. Vai ser duro um dia.&raquo; Emociona-se e n&atilde;o diz o que fica subentendido: vai ser duro ir embora um dia. F&aacute;tima continua e sabe do que fala: &laquo;Os m&uacute;sicos gostam muito dele e os mi&uacute;dos falam mais depressa com ele do que com os pais.&raquo; O professor completa o ciclo. &laquo;Os pais tamb&eacute;m v&ecirc;m falar comigo para saber dos filhos.&raquo; H&aacute; um acompanhamento das crian&ccedil;as e jovens muito para l&aacute; da m&uacute;sica, como explica F&aacute;tima. &laquo;Sempre que notamos que algum mi&uacute;do est&aacute; em baixo, tentamos ajudar no que pudermos.&raquo;

Fernando Mota irrita-se quando pergunto acerca da qualidade das bandas filarm&oacute;nicas. O tom de resposta &eacute; ir&oacute;nico e certeiro. &laquo;Dizer que as bandas fazem m&uacute;sica fraca &eacute; o mesmo que tratar mal as escolas prim&aacute;rias. Se n&atilde;o fossem as filarm&oacute;nicas, os mi&uacute;dos n&atilde;o aprendiam a andar. Quando v&atilde;o para o Conservat&oacute;rio e escolas superiores de m&uacute;sica, j&aacute; v&atilde;o a saber a andar e correr.&raquo; E d&aacute; v&aacute;rios exemplos de m&uacute;sicos portugueses que d&atilde;o cartas dentro e fora do pa&iacute;s e que &laquo;nasceram nas filarm&oacute;nicas&raquo;. Atualmente h&aacute; alunos seus de Marvila no Conservat&oacute;rio e na Escola Superior de M&uacute;sica.

O papel das bandas filarm&oacute;nicas na constru&ccedil;&atilde;o da identidade musical e profissional dos jovens foi j&aacute; estudado academicamente. A investiga&ccedil;&atilde;o partiu da constata&ccedil;&atilde;o da realidade. Muitos jovens m&uacute;sicos candidatos ao curso de Professores do Ensino B&aacute;sico, Variante de Educa&ccedil;&atilde;o Musical, da Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o do Porto tinham forma&ccedil;&atilde;o musical em bandas filarm&oacute;nicas. Um contacto que se mantinha ao longo do curso e depois.
Essa realidade levou o Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia da M&uacute;sica e Educa&ccedil;&atilde;o Musical a questionar se haveria influ&ecirc;ncia na vida dos jovens. A investiga&ccedil;&atilde;o foi publicada em livro, com coordena&ccedil;&atilde;o de Gra&ccedil;a Mota, a presidente do centro. Concluiu-se que &laquo;as bandas t&ecirc;m uma maneira pr&oacute;pria de estar musicalmente, os seus report&oacute;rios, os seus conv&iacute;vios representam algo muito caracter&iacute;stico na cultura musical&raquo;. Al&eacute;m da m&uacute;sica, existe &laquo;uma coes&atilde;o social, uma perten&ccedil;a a alguma coisa&raquo;. E isso acaba por ser determinante para estar e pertencer numa filarm&oacute;nica. Outra das conclus&otilde;es &eacute; que estes m&uacute;sicos das bandas procuram sempre ser melhores.
Tanto S&eacute;rgio Ferreira como F&aacute;tima Duarte salientam o papel das bandas na forma&ccedil;&atilde;o musical de crian&ccedil;as que, de outra forma, n&atilde;o teriam acesso a ela. Para sobreviver, fazem espet&aacute;culos, prociss&otilde;es e organizam outras atividades.

O esp&iacute;rito de sacrif&iacute;cio e de &ldquo;amor &agrave; camisola&rdquo; &eacute; uma evid&ecirc;ncia, at&eacute; porque as bandas filarm&oacute;nicas amadoras vivem sobretudo da &laquo;carolice&raquo;. S&eacute;rgio e F&aacute;tima repetem: &laquo;Somos uma fam&iacute;lia.&raquo; &nbsp;
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o, Ant&oacute;nio Miguel Fonseca e ACULMA

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Reportagem publicada na &iacute;ntegra na edi&ccedil;&atilde;o de julho/agosto de 2016 da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;
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<pubDate>Fri, 29 Jul 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Terminadas as catequeses da JMJ, venha o Papa</title>
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<description><![CDATA[A meio da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), cresce a expetativa para o encontro dos jovens com o Papa. Apesar de alguns momentos em conjunto, s&oacute; a partir de hoje &eacute; que o Papa Francisco se dedica inteiramente &agrave; JMJ, depois de um dia emocionante, em que visitou Auschwitz e p&ocirc;de rezar em sil&ecirc;ncio perto do muro onde foram executados milhares de judeus e na cela de S. Maximiliano Kolbe, que ali morreu de fome.

Da parte dos jovens, terminaram hoje tamb&eacute;m as catequeses matinais com os bispos de todo o mundo, e sente-se a alegria e a comunh&atilde;o de todos, &agrave; medida que se aproxima a noite da vig&iacute;lia com o Papa, amanh&atilde;, s&aacute;bado, e a missa conclusiva no domingo, onde s&atilde;o esperados dois milh&otilde;es de pessoas. Bruno Moreira, um dos peregrinos do grupo de 90 que partiram da diocese de Set&uacute;bal, diz &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; que &laquo;as jornadas t&ecirc;m sido bastante positivas pela forma entusiasta com que jovens de todo o mundo est&atilde;o a fazer encontro com Jesus e entre os jovens&raquo;. Este jovem, que j&aacute; esteve na JMJ de Madrid, conta que participou nas catequeses na par&oacute;quia que os acolhe, Santa Edviges. &laquo;Foram muito positivas, ainda ontem estivemos com o bispo auxiliar de Lisboa, D. Joaquim Mendes, que nos falou de miseric&oacute;rdia e reconcilia&ccedil;&atilde;o, e no dia anterior com um bispo brasileiro&raquo;.
&nbsp;
Para al&eacute;m das catequeses, a par&oacute;quia tem &laquo;sempre padres a atender de confiss&atilde;o e a anima&ccedil;&atilde;o pela comunidade shalom tem cativado todos&raquo;, conta Bruno Moreira.
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Esgotado este primeiro momento, seguem-se as celebra&ccedil;&otilde;es com o Papa. &laquo;A alegria de poder fazer encontro e festa com o Papa Francisco entusiasma todos os jovens&raquo;, diz Bruno. Mas o que esperam eles ouvir de Francisco? &laquo;H&aacute; a expetativa das palavras assertivas e diretivas para os mais jovens, enquadradas no quotidiano e nas situa&ccedil;&otilde;es familiares, e uma chamada de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia como pilar da sociedade, e no meu entender todas as voca&ccedil;&otilde;es de especial consagra&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m&raquo;, diz.

&nbsp;
O grupo, esse, partilha do entusiasmo do Bruno. &laquo;O grupo de Set&uacute;bal tem aproximadamente 90 pessoas e est&aacute; animado com todas as viv&ecirc;ncias. Estando junto ao centro da cidade, &eacute; f&aacute;cil perceber e envolvermo-nos nas m&uacute;ltiplas atividades propostas e temo-lo feito da melhor forma&raquo;, garante.
&nbsp;
O dia de hoje, sexta-feira, ficar&aacute; conclu&iacute;do com a Via-Sacra, que o Papa acompanhar&aacute; juntamente com os jovens. Amanh&atilde;, s&aacute;bado, as centenas de milhares de jovens que inundaram a cidade de Crac&oacute;via partem para o Campus Miseric&oacute;rdia, a doze quil&oacute;metros da cidade, onde ter&aacute; lugar a vig&iacute;lia no s&aacute;bado e domingo a Missa de encerramento. A maioria dos jovens dever&aacute; passar a noite ao relento no espa&ccedil;o, e nem a chuva, que tem sido presen&ccedil;a frequente, os dever&aacute; demover. Na JMJ de Madrid, o aeroporto de Cuatro Vientos foi fustigado por uma tempestade mesmo na altura da adora&ccedil;&atilde;o e ningu&eacute;m, incluindo o Papa Em&eacute;rito Bento XVI, arredou p&eacute;. Em Crac&oacute;via n&atilde;o dever&aacute; ser diferente.

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Texto: Ricardo Perna
Fotos: Bruno Moreira e Manuel Matias
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<pubDate>Fri, 29 Jul 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Sínodo sobre a juventude seria «boa ideia»</title>
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<description><![CDATA[No dia em que os cerca de 7 mil participantes portugueses nas Jornadas Mundiais da Juventude se juntam para a Lusofesta, o Pe. Eduardo Novo, diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ), afirma que um s&iacute;nodo sobre a juventude seria uma &laquo;boa ideia&raquo;, e refere que uma metodologia semelhante &laquo;&agrave; que Jesus usou para com os disc&iacute;pulos de Ema&uacute;s&raquo; poderia funcionar muito bem.

&laquo;Faz sentido um s&iacute;nodo sobre a juventude, porque urge repensar toda a din&acirc;mica da igreja, principalmente sobre a juventude. O S&iacute;nodo permitiria fazer um convite e usar a metodologia de Ema&uacute;s, em que Jesus n&atilde;o refila, n&atilde;o julga, mas se p&otilde;e a caminhar com eles, e penso que o S&iacute;nodo poderia ter essa imagem, se fosse para avan&ccedil;ar com este tema&raquo;, diz o diretor do DNPJ.
&nbsp;
H&aacute; umas semanas, a Fam&iacute;lia Crist&atilde; noticiou que o Papa estava j&aacute; a preparar um pr&oacute;ximo s&iacute;nodo, e que uma das tem&aacute;ticas sugeridas pelos cardeais ouvidos pelo Papa foi precisamente esta da juventude. N&atilde;o sabendo ainda se estas jornadas podem ajudar o Papa nessa decis&atilde;o sobre o tema do pr&oacute;ximo s&iacute;nodo, o Pe. Eduardo refere que, a ser verdade, &laquo;o S&iacute;nodo ajudar-nos-ia a, bebendo da cultura, perceber como transmitir Deus hoje, como partilhar Deus hoje aos jovens&raquo;.
&nbsp;
As Jornadas Mundiais de Crac&oacute;via tiveram in&iacute;cio ontem com a eucaristia presidida pelo arcebispo de Crac&oacute;via que deu as boas-vindas &agrave;s centenas de milhares de jovens que ali se encontravam. &laquo;Voc&ecirc;s trazem muitas experi&ecirc;ncias, t&ecirc;m muitos desejos, falam muitas l&iacute;nguas. Mas partir de hoje n&oacute;s vamos conversar no idioma do Evangelho. &Eacute; uma l&iacute;ngua de amor. &Eacute; uma l&iacute;ngua de fraternidade, solidariedade e paz&raquo;, declarou.
&nbsp;
O cardeal de Crac&oacute;via deu as boas-vindas &agrave; &laquo;cidade de Karol Wojtyla&raquo;, S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II, que ali foi arcebispo antes da elei&ccedil;&atilde;o pontif&iacute;cia. &laquo;Bem-vindos &agrave; cidade onde de modo muito especial podemos experimentar o mist&eacute;rio e o dom da Divina Miseric&oacute;rdia&raquo;, acrescentou.
&nbsp;
Hoje tiveram in&iacute;cio as catequeses dos bispos, e tem lugar a festa portuguesa, abrilhantada pela presen&ccedil;a da fadista Cuca Roseta, cat&oacute;lica convicta, que vai estar com os jovens que se v&atilde;o juntar na cidade de Crac&oacute;via.]]></description>
<pubDate>Wed, 27 Jul 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Avós: «Voltar à meninice»</title>
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<description><![CDATA[Maria Dulce e Fernando, J&uacute;lia e M&aacute;rio. Est&atilde;o separados por mais de 100 quil&oacute;metros. Uns vivem nos arredores da capital, os outros numa aldeia. Uns est&atilde;o na casa dos 50 anos de idade, os outros &agrave; volta dos 80. Mas as diferen&ccedil;as s&atilde;o apenas exteriores. Fal&aacute;mos com ambos os casais sobre os netos e, no segundo caso, tamb&eacute;m bisnetos. Todos transbordam felicidade e amor. Nos gestos e na forma como falam, tornam-se meninos outra vez.


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Maria Dulce e Fernando iluminam-se quando falam dos netos. Margarida e Vicente fazem as alegrias dos av&oacute;s, que tentam ajudar no que podem. &laquo;Com o nascimento deles mudou tudo, &eacute; outra vida&raquo;, diz Fernando. E estes av&oacute;s est&atilde;o muito presentes na vida dos netos. O Vicente, de 14 meses, fica com a av&oacute; at&eacute; ela ir trabalhar. O mesmo j&aacute; tinha acontecido com a irm&atilde;. &laquo;Eu entro no trabalho &agrave;s 15 horas e saio &agrave;s 23 horas. D&aacute; para conciliar, mas tenho de ter ajuda das outras &ldquo;bisas&rdquo;.&raquo;


Av&oacute;s portugueses s&atilde;o dos que mais cuidam dos netos
Vicente e Margarida n&atilde;o s&atilde;o caso &uacute;nico. H&aacute; muitas crian&ccedil;as que ficam com os av&oacute;s at&eacute; aos tr&ecirc;s anos, altura em que entram no jardim de inf&acirc;ncia. O estudo A presta&ccedil;&atilde;o de cuidados pelos av&oacute;s na Europa, publicado pela Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, revela que os av&oacute;s portugueses s&atilde;o dos europeus que mais cuidam dos netos a tempo inteiro. Um ter&ccedil;o das crian&ccedil;as portuguesas &eacute; criada pelos av&oacute;s. Contribui para isso a elevada percentagem de m&atilde;es com filhos at&eacute; seis anos que trabalham a tempo inteiro.
&Eacute; o que acontece com a m&atilde;e do Vicente e da Margarida. Mas os av&oacute;s tamb&eacute;m ainda trabalham e a tempo inteiro. Maria Dulce e Fernando t&ecirc;m 56 e 59 anos, respetivamente. A reforma ainda vem bem longe. Ela trabalha num hospital, ele em transportes. Da&iacute; que o dia seja um &laquo;corre-corre&raquo;, como diz a av&oacute;. &laquo;Levanto-me cedo para ter tudo preparadinho para quando ele chega, &agrave;s 9 horas, comer. Ainda na sexta-feira fui ao parque com ele dar uma voltita, porque j&aacute; tinha a comida pronta. Foi dar-lha, p&ocirc;-lo a dormir e ir-me embora trabalhar.&raquo; Mas Maria Dulce n&atilde;o trocava esta correria por mais sossego. &laquo;&Eacute; muito importante este apoio que lhes damos. Para eles e para n&oacute;s, principalmente para n&oacute;s. Gostamos muito.&raquo; Emociona-se quando conta o quanto lhe custou Margarida ir para a escola, depois de tamb&eacute;m ter ficado em casa com os av&oacute;s.

Esta l&oacute;gica de solidariedade tem por tr&aacute;s uma outra l&oacute;gica: a do amor. Esta proximidade di&aacute;ria cria &laquo;uma rela&ccedil;&atilde;o especial&raquo;, diz a av&oacute;. Maria Dulce reconhece que &laquo;os pais dizem que n&oacute;s os estragamos com mimos a mais, que os deixamos fazer tudo. Agora temos mais paci&ecirc;ncia.&raquo; A conversa vai tendo Vicente e Margarida em pano de fundo. As crian&ccedil;as andam pela casa a brincar. O av&ocirc; Fernando diz que com os netos ganhou uma nova vida. &laquo;Foi voltar &agrave; meninice. Sempre pensei que gostava de ter um rapazito. Assim que nasceu o Vicente &eacute; o &ldquo;ai-Jesus&rdquo; para poder brincar e jogar &agrave; bola. S&atilde;o brincadeiras normais. Andar no carrinho, empurr&aacute;-lo.&raquo;



Ser bisav&ocirc; &eacute; diferente de ser av&ocirc;?
M&aacute;rio e J&uacute;lia est&atilde;o casados h&aacute; quase 58 anos. Uma vida longa em conjunto e que deu frutos. T&ecirc;m cinco filhos, nove netos e tr&ecirc;s bisnetos. A mais pequenina ainda est&aacute; na barriga da m&atilde;e. Deve nascer em setembro ou outubro. A alegria com que falam e vivem &eacute; contagiante. Toda a vida viveram dos trabalhos no campo. M&aacute;rio trabalhou tamb&eacute;m numa f&aacute;brica.

Os trabalhos n&atilde;o diminu&iacute;ram nem o tempo livre cresceu quando os netos nasceram. J&uacute;lia lamenta n&atilde;o ter podido acompanh&aacute;-los mais. &laquo;Eu n&atilde;o fui capaz de ajudar a criar os meus netos. A gente amanhava muito.&raquo; Tornam-se meninos quando falam dos bisnetos e descrevem as suas conquistas e aventuras. O av&ocirc; M&aacute;rio diz que &laquo;adora mais os bisnetos do que adorava os netos&raquo; e J&uacute;lia explica &laquo;os netos j&aacute; est&atilde;o grandes e os pequeninos gostam de miminhos. Aperta-se-nos o cora&ccedil;&atilde;o porque n&atilde;o somos capazes.&raquo; Estar com os bisnetos e cuidar deles &laquo;&eacute; uma alegria&raquo;, dizem ao mesmo tempo.

M&aacute;rio tem 82 anos, J&uacute;lia 77. Agora os dias continuam a ser passados nos cuidados com os terrenos que cultivam. Mas dividem-se tamb&eacute;m nas visitas aos bisnetos, que est&atilde;o por perto. &laquo;Amanh&atilde; vou l&aacute; ver o mais pequenino&raquo;, diz a av&oacute; J&uacute;lia. O av&ocirc; M&aacute;rio diz que tamb&eacute;m planeia uma visita esta semana. Afinal, j&aacute; n&atilde;o o veem h&aacute; quase uma semana e o cora&ccedil;&atilde;o n&atilde;o aguenta de saudades.

Leia a reportagem completa na FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; DE JULHO/AGOSTO DE 2016.

Texto e fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Tue, 26 Jul 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Um cristão que não seja revolucionário, não é cristão»</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco diz que &laquo;com a for&ccedil;a do Evangelho, podemos mudar realmente o mundo&raquo;. As palavras do Papa surgem no pref&aacute;cio do DOCAT, o mais recente t&iacute;tulo da cole&ccedil;&atilde;o YOUCAT. A apresenta&ccedil;&atilde;o aconteceu nas Jornadas Mundiais da Juventude, na Pol&oacute;nia

O DOCAT &eacute; uma tradu&ccedil;&atilde;o popular da Doutrina Social da Igreja Cat&oacute;lica, tal como foi desenvolvida em importantes documentos desde Le&atilde;o XIII. O livro estar&aacute; dispon&iacute;vel em mais de 30 l&iacute;nguas e conta tamb&eacute;m com uma APP que transmite a Doutrina Social da Igreja de uma forma divertida. O Papa Francisco vai oferecer o DOCAT a todos os peregrinos da Jornada Mundial da Juventude. Um gesto que &eacute; o ponto de partida para uma campanha juvenil &agrave; escala global intitulada &laquo;Faz parte do sonho do Papa.&raquo;



O sonho do Papa &eacute; que esta mudan&ccedil;a aconte&ccedil;a pelas m&atilde;os dos jovens. &laquo;Eu espero que um milh&atilde;o de jovens, mais ainda, que uma gera&ccedil;&atilde;o inteira seja, para os seus contempor&acirc;neos, uma doutrina social em movimento&raquo;, diz o Santo Padre. Para Francisco, &laquo;o mundo s&oacute; mudar&aacute; quando homens com Jesus se entregarem por ele, com Ele forem para as periferias e para o meio da mis&eacute;ria&raquo;. O Papa Francisco desafia todos os jovens a irem para a pol&iacute;tica e a lutar pela justi&ccedil;a e pela dignidade humana, sobretudo dos mais pobres. &laquo;Um crist&atilde;o que n&atilde;o seja revolucion&aacute;rio neste tempo, n&atilde;o &eacute; crist&atilde;o&raquo;, diz o Santo Padre.

Um sonho em que os jovens ser&atilde;o a Doutrina Social em a&ccedil;&atilde;o. &laquo;Ponde-vos, portanto, v&oacute;s mesmos em movimento. Se muitos colaborarem nesta a&ccedil;&atilde;o comum, ent&atilde;o as coisas ir&atilde;o melhorar neste mundo e os homens poder&atilde;o sentir que o Esp&iacute;rito de Deus age atrav&eacute;s de v&oacute;s&raquo;, desafia o Santo Padre.

A edi&ccedil;&atilde;o portuguesa do DOCAT estar&aacute; dispon&iacute;vel a partir de setembro em www.paulus.pt, nas PAULUS Livrarias e nas melhores livrarias nacionais.
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V&iacute;deo em portugu&ecirc;s:


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<pubDate>Tue, 26 Jul 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Venezuela: A um passo do abismo</title>
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<description><![CDATA[O povo venezuelano vive a maior crise econ&oacute;mica de que h&aacute; mem&oacute;ria. Enormes erros de governa&ccedil;&atilde;o, somados &agrave; conjuntura internacional desfavor&aacute;vel, j&aacute; n&atilde;o permitem ao pa&iacute;s escapar &agrave; pen&uacute;ria. A situa&ccedil;&atilde;o demorar&aacute; muitos anos, sen&atilde;o d&eacute;cadas, a ser corrigida &ndash; mas ainda poder&aacute; ficar muito pior. Basta que a crise pol&iacute;tica n&atilde;o seja resolvida nos pr&oacute;ximos meses.


Imagine que vive num pa&iacute;s onde as prateleiras das lojas est&atilde;o quase vazias e onde o pouco que h&aacute; s&oacute; pode ser comprado depois de passar horas em filas. Imagine que, nesse mesmo pa&iacute;s, n&atilde;o h&aacute; medicamentos essenciais &agrave; vida de muitos doentes e os hospitais n&atilde;o t&ecirc;m sab&atilde;o, nem luvas cir&uacute;rgicas &ndash; e muito menos antibi&oacute;ticos. Imagine ainda que a falta de eletricidade &eacute; t&atilde;o grande que a maior parte das casas ficam &agrave;s escuras durante grande parte do dia e os funcion&aacute;rios p&uacute;blicos s&oacute; trabalham dois dias por semana, para se poupar energia. Para os venezuelanos, nada disto precisa de ser imaginado. &Eacute; o seu dia a dia h&aacute; j&aacute; muito tempo, e a tend&ecirc;ncia &eacute; para que piore.

Durante muitas d&eacute;cadas, a Venezuela foi um dos poucos exemplos na Am&eacute;rica Latina &ndash; sen&atilde;o mesmo o &uacute;nico &ndash; de um estado democr&aacute;tico funcional, onde as For&ccedil;as Armadas se subordinavam ao poder pol&iacute;tico, e onde a evolu&ccedil;&atilde;o da economia parecia prometer um futuro risonho. Contudo, debaixo dessa aparente regularidade, a chaga da desigualdade social foi crescendo e provocando um descontentamento cada vez maior entre a popula&ccedil;&atilde;o mais desfavorecida, descontentamento esse agravado pela falta de vontade das elites em atacar o problema.

Num pa&iacute;s onde n&atilde;o h&aacute; justi&ccedil;a social, &eacute; inevit&aacute;vel que se crie um antagonismo entre classes que, mais tarde ou mais cedo, resultar&aacute; em convuls&otilde;es pol&iacute;ticas, ou mesmo em revolu&ccedil;&atilde;o. Foi isso o que se passou na Venezuela em 1992, quando Hugo Ch&aacute;vez liderou um golpe de Estado que, n&atilde;o obstante o seu fracasso, abriu o caminho para que ele chegasse &agrave; presid&ecirc;ncia sete anos depois, atrav&eacute;s do voto. Como todos os populistas, Ch&aacute;vez tinha uma ret&oacute;rica inflamada, mas ningu&eacute;m o pode acusar de ser um l&iacute;der s&oacute; de palavras. Para ele, a solu&ccedil;&atilde;o para a Venezuela era a instaura&ccedil;&atilde;o de um novo regime pol&iacute;tico assente em princ&iacute;pios socialistas e marxistas, mas com uma especificidade local. A sua grande bandeira era o combate &agrave; pobreza e &agrave;s desigualdades sociais, e foi o cumprimento de muitas das suas promessas nessa &aacute;rea que lhe deu o apoio firme de pelo menos metade do eleitorado at&eacute; &agrave; sua morte.

Em 1999, quase metade dos venezuelanos viviam na pobreza; em 2013, quando Ch&aacute;vez morreu, esse n&uacute;mero tinha sido reduzido para menos de um ter&ccedil;o. As &ldquo;miss&otilde;es&rdquo; do novo regime levaram alimentos, sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, &aacute;gua, eletricidade e saneamento a milh&otilde;es de pessoas que at&eacute; a&iacute; estavam exclu&iacute;das, ou quase, desses bens essenciais.
O problema &eacute; que tudo isso era pago quase exclusivamente com as receitas do petr&oacute;leo, de que a Venezuela &eacute; um dos principais produtores mundiais. Nos primeiros anos do s&eacute;culo, os pre&ccedil;os estavam muito altos, o que significa que o dinheiro entrava a rodos nos cofres p&uacute;blicos. Ch&aacute;vez p&ocirc;de assim pagar o seu ambicioso programa de reformas econ&oacute;micas e sociais, e ainda ajudar o regime comunista cubano e outros governos de esquerda da Am&eacute;rica do Sul.

Esse afluxo enorme de riqueza deveria ter sido aproveitado para criar uma economia mais diversificada e menos dependente do petr&oacute;leo, mas para que isso acontecesse era necess&aacute;rio que houvesse colabora&ccedil;&atilde;o entre o governo e a iniciativa privada. O que aconteceu, na realidade, foi exatamente o oposto disso.

Fi&eacute;is ao seu ide&aacute;rio marxista, Ch&aacute;vez e os seus colaboradores demonizaram os empres&aacute;rios e a iniciativa privada, e estes pagaram-lhes na mesma moeda. O governo escalou o confronto com expropria&ccedil;&otilde;es e deten&ccedil;&otilde;es arbitr&aacute;rias, um fen&oacute;meno que foi alastrando nos &uacute;ltimos anos, de tal forma que, atualmente, os principais l&iacute;deres da oposi&ccedil;&atilde;o venezuelana est&atilde;o na cadeia.


Nos &uacute;ltimos anos de governo de Ch&aacute;vez j&aacute; era bem vis&iacute;vel que o seu modelo de desenvolvimento econ&oacute;mico e social estava a empurrar o pa&iacute;s para um beco sem sa&iacute;da, mas o controlo apertado da m&aacute;quina estatal, o carisma do presidente e o largo apoio de que este desfrutava entre os mais pobres permitiram-lhe manter-se no poder, n&atilde;o obstante a enorme contesta&ccedil;&atilde;o de que era alvo.

Com a morte de Ch&aacute;vez, em 2013, e a ascens&atilde;o de Nicolas Maduro &agrave; presid&ecirc;ncia, a Venezuela entrou numa espiral descendente que provavelmente culminar&aacute; numa grande explos&atilde;o social e pol&iacute;tica. A carga explosiva, como vimos, est&aacute; colocada h&aacute; muito tempo, mas o detonador &eacute; o pre&ccedil;o do petr&oacute;leo, que caiu para menos de metade daquele que se registava no in&iacute;cio de 2014.

Como o pa&iacute;s produz muito pouco daquilo que consome, a popula&ccedil;&atilde;o j&aacute; est&aacute; a viver numa &ldquo;economia de guerra&rdquo;, com racionamento, mercado negro e tudo o que de mau isso implica.
Nesta situa&ccedil;&atilde;o de emerg&ecirc;ncia nacional, em que o pr&oacute;prio funcionamento das institui&ccedil;&otilde;es e da sociedade est&aacute; amea&ccedil;ado, o bom senso ditaria que governo e oposi&ccedil;&atilde;o se entendessem, mas o que est&aacute; a acontecer &eacute; exatamente o oposto. Depois de a oposi&ccedil;&atilde;o ter ganhado as &uacute;ltimas elei&ccedil;&otilde;es para a Assembleia Nacional, Nicolas Maduro apressou-se a anunciar que este &oacute;rg&atilde;o &laquo;desaparecer&aacute; em breve&raquo;.
Em suma: uma enorme trag&eacute;dia est&aacute; &agrave; porta.
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Os portugueses

A comunidade portuguesa na Venezuela &eacute; muito numerosa (cerca de meio milh&atilde;o de pessoas) e tem um papel importante na economia do pa&iacute;s, uma vez que a sua principal atividade &eacute; o com&eacute;rcio de produtos alimentares.
Isto significa que os imigrantes portugueses e os seus descendentes t&ecirc;m sido muito afetados pelas dificuldades no abastecimento e pelos controlos de pre&ccedil;os que visam combater essas falhas &agrave; custa da rentabilidade da atividade privada. Al&eacute;m disso, t&ecirc;m sido tamb&eacute;m v&iacute;timas da criminalidade, que &eacute; uma das mais altas do Mundo.
Perante este cen&aacute;rio, n&atilde;o &eacute; de admirar que se fale cada vez mais da possibilidade de haver um &ecirc;xodo em dire&ccedil;&atilde;o a Portugal, algo que j&aacute; aconteceu no in&iacute;cio dos anos 90, quando a Venezuela viveu a sua &uacute;ltima grande crise.


Texto publicado integralmente na revista Fam&iacute;lia Crist&atilde; de julho/agosto 2016.

Texto: Rolando Santos
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<pubDate>Fri, 22 Jul 2016 14:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Barrigas de aluguer debatidas no parlamento</title>
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<description><![CDATA[A Assembleia da Rep&uacute;blica discutiu esta quarta-feira a reaprecia&ccedil;&atilde;o do diploma sobre a gesta&ccedil;&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o para mulheres que por motivos de doen&ccedil;a n&atilde;o possam ser m&atilde;es. O PSD pediu o adiamento da vota&ccedil;&atilde;o do novo projeto do Bloco de Esquerda, prevista para o final da tarde.


A deputada social-democrata &Acirc;ngela Guerra defendeu que &laquo;a pondera&ccedil;&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o deve poder ser feita, abrindo o debate a toda a sociedade portuguesa&raquo;. A deputada social-democrata lembrou que, esta semana, deu entrada no Parlamento uma peti&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica pedindo um referendo e um debate alargado sobre a gesta&ccedil;&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o. A posi&ccedil;&atilde;o oficial do PSD &eacute; contra as barrigas de aluguer, mas, em maio, 24 deputados sociais-democratas votaram favoravelmente. Foram eles quem permitiu a aprova&ccedil;&atilde;o. Se for votado o projeto tal qual est&aacute;, pode haver diferen&ccedil;a no voto deles.
&nbsp;
A vota&ccedil;&atilde;o do projeto bloquista consta do gui&atilde;o de vota&ccedil;&otilde;es e &eacute; mesmo o primeiro ponto. Mois&eacute;s Ferreira, deputado do BE, diz que o novo projeto de lei &eacute; um &laquo;diploma refor&ccedil;ado nos direitos da crian&ccedil;a, refor&ccedil;ados nos direitos da gestante, na estabilidade contratual, nas disposi&ccedil;&otilde;es contratuais. Clarifica-se a necessidade de um contrato escrito onde devem contar o que fazer em caso de malforma&ccedil;&atilde;o do feto&raquo;. O parlamentar garante que as preocupa&ccedil;&otilde;es e os alertas do Presidente da Rep&uacute;blica foram ouvidos e que o Bloco de Esquerda melhorou a proposta. &laquo;Respondemos &agrave;s quest&otilde;es suscitadas. &Eacute; um bom diploma e &eacute; um diploma necess&aacute;rio&raquo;, concluiu.
&nbsp;
Isabel Moreira, deputada socialista, apoiou o diploma bloquista defendendo que &eacute; preciso retirar uma &laquo;barreira jur&iacute;dica a projetos pessoais de felicidade&raquo; de mulheres que por doen&ccedil;a n&atilde;o podem gerar filhos. O Partido Ecologista Os Verdes mostrou-se dispon&iacute;vel para aprovar o projecto, defendendo que n&atilde;o se pode adiar mais a discuss&atilde;o.

J&aacute; o CDS, pela voz de Isabel Galri&ccedil;a Neto, sublinhou a necessidade de um &laquo;debate alargado para l&aacute; das paredes do parlamento&raquo;. A deputada centrista lamenta que se avance &laquo;com ligeireza&raquo; em projetos &laquo;de experiencialismo&raquo;. &laquo;Para n&oacute;s o &uacute;tero de uma mulher n&atilde;o &eacute; uma incubadora e n&atilde;o pode ser instrumentalizado&raquo;, salientou. Quanto ao projecto de lei do Bloco de Esquerda, Isabel Galri&ccedil;a Neto lamentou que n&atilde;o tenha sido debatido com profundidade e tempo. A deputada defendeu que &laquo;as d&uacute;vidas e reservas que foram apresentadas aquando do veto presidencial continuam a n&atilde;o ser atendidas&raquo;. &laquo;N&atilde;o ser&aacute; a exist&ecirc;ncia de um contrato escrito que assegura os direitos das crian&ccedil;as e n&atilde;o &eacute; a aus&ecirc;ncia de um pagamento que torna este processo moral e aceit&aacute;vel e que defende os direitos das crian&ccedil;as.&raquo;
&nbsp;
O PCP continua a ser contra a gesta&ccedil;&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o. A deputada Paula Santos diz que &laquo;h&aacute; quest&otilde;es que continuam a n&atilde;o ter a devida pondera&ccedil;&atilde;o&raquo;. A comunista defende que &laquo;as propostas agora apresentadas s&atilde;o insuficientes e at&eacute; com resultado indeterminado. Quando o contrato &eacute; quebrado, quem fica respons&aacute;vel pela crian&ccedil;a? E quando &eacute; quebrado pela gestante que se nega a entregar o beb&eacute;?&raquo;. Paula Santos salientou ainda que &laquo;n&atilde;o se afasta por completo a instrumentaliza&ccedil;&atilde;o do corpo humano. Suportar uma gravidez durante 9 meses faz tecer rela&ccedil;&otilde;es profundas. Seria errado entender que nada tivesse ocorrido&raquo;.
&nbsp;
Recorde-se que o diploma sobre gesta&ccedil;&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o foi aprovado em 13 de maio deste ano com os votos do PS, Bloco de Esquerda, Os Verdes, PAN e 24 deputados do PSD. PCP, PSD e CDS votaram contra. Em junho, Marcelo Rebelo de Sousa vetou o diploma, pedindo que fossem atendidas as recomenda&ccedil;&otilde;es do Conselho para a &Eacute;tica e Ci&ecirc;ncias da Vida.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Foto: Freeimages/Chris Greene
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]]></description>
<pubDate>Wed, 20 Jul 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Barrigas de aluguer aprovadas outra vez. PSD ajudou</title>
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<description><![CDATA[O projeto de lei do Bloco de Esquerda sobre gesta&ccedil;&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o foi aprovado esta tarde no Parlamento.


Votaram favoravelmente, al&eacute;m do PS, Bloco de Esquerda, PAN e Verdes, 20 deputados do PSD. Contra votaram os grupos parlamentares do PSD, CDS, PCP e dois deputados do PS. Oito deputados do PSD abstiveram-se. Entre eles, Pedro Passos Coelho e Carlos Abreu Amorim que tinham votado favoralmente no &uacute;ltimo dia 13 de maio.

Esta manh&atilde;, durante o debate da reaprecia&ccedil;&atilde;o parlamentar da gesta&ccedil;&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o decorrente do veto do Presidente da Rep&uacute;blica, o PSD pediu o adiamento da vota&ccedil;&atilde;o do novo projecto do Bloco de Esquerda, prevista para o final da tarde. Mas o requerimento do PSD foi chumbado por pouco: votaram contra 108 deputados, 107 a favor.

A deputada &Acirc;ngela Guerra, do PSD, defendeu que &laquo;a pondera&ccedil;&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o deve poder ser feita, abrindo o debate a toda a sociedade portuguesa&raquo;. A deputada social-democrata lembrou que, esta semana, deu entrada no Parlamento uma peti&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica pedindo um referendo e um debate alargado sobre a gesta&ccedil;&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o. A posi&ccedil;&atilde;o oficial do PSD &eacute; contra as barrigas de aluguer, mas, em maio, 24 deputados sociais-democratas votaram favoravelmente. Foram eles quem permitiu a aprova&ccedil;&atilde;o.

A vota&ccedil;&atilde;o do projeto bloquista consta do gui&atilde;o de vota&ccedil;&otilde;es e &eacute; mesmo o primeiro ponto. Mois&eacute;s Ferreira, deputado do BE, diz que o novo projeto de lei &eacute; um &laquo;diploma refor&ccedil;ado nos direitos da crian&ccedil;a, refor&ccedil;ados nos direitos da gestante, na estabilidade contratual, nas disposi&ccedil;&otilde;es contratuais. Clarifica-se a necessidade de um contrato escrito onde devem contar o que fazer em caso de malforma&ccedil;&atilde;o do feto&raquo;. O parlamentar garante que as preocupa&ccedil;&otilde;es e os alertas do Presidente da Rep&uacute;blica foram ouvidos e que o Bloco de Esquerda melhorou a proposta. &laquo;Respondemos &agrave;s quest&otilde;es suscitadas. &Eacute; um bom diploma e &eacute; um diploma necess&aacute;rio&raquo;, concluiu.

Isabel Moreira, deputada socialista, apoiou o diploma bloquista defendendo que &eacute; preciso retirar uma &laquo;barreira jur&iacute;dica a projetos pessoais de felicidade&raquo; de mulheres que por doen&ccedil;a n&atilde;o podem gerar filhos. O Partido Ecologista Os Verdes mostrou-se dispon&iacute;vel para aprovar o projecto, defendendo que n&atilde;o se pode adiar mais a discuss&atilde;o.

J&aacute; o CDS, pela voz de Isabel Galri&ccedil;a Neto, sublinhou a necessidade de um &laquo;debate alargado para l&aacute; das paredes do parlamento&raquo;. A deputada centrista lamenta que se avance &laquo;com ligeireza&raquo; em projetos &laquo;de experiencialismo&raquo;. &laquo;Para n&oacute;s o &uacute;tero de uma mulher n&atilde;o &eacute; uma incubadora e n&atilde;o pode ser instrumentalizado&raquo;, salientou. Quanto ao projecto de lei do Bloco de Esquerda, Isabel Galri&ccedil;a Neto lamentou que n&atilde;o tenha sido debatido com profundidade e tempo. A deputada defendeu que &laquo;as d&uacute;vidas e reservas que foram apresentadas aquando do veto presidencial continuam a n&atilde;o ser atendidas&raquo;. &laquo;N&atilde;o ser&aacute; a exist&ecirc;ncia de um contrato escrito que assegura os direitos das crian&ccedil;as e n&atilde;o &eacute; a aus&ecirc;ncia de um pagamento que torna este processo moral e aceit&aacute;vel e que defende os direitos das crian&ccedil;as.&raquo;

O PCP continua a ser contra a gesta&ccedil;&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o. A deputada Paula Santos diz que &laquo;h&aacute; quest&otilde;es que continuam a n&atilde;o ter a devida pondera&ccedil;&atilde;o&raquo;. A comunista defende que &laquo;as propostas agora apresentadas s&atilde;o insuficientes e at&eacute; com resultado indeterminado. Quando o contrato &eacute; quebrado, quem fica respons&aacute;vel pela crian&ccedil;a? E quando &eacute; quebrado pela gestante que se nega a entregar o beb&eacute;?&raquo;. Paula Santos salientou ainda que &laquo;n&atilde;o se afasta por completo a instrumentaliza&ccedil;&atilde;o do corpo humano. Suportar uma gravidez durante 9 meses faz tecer rela&ccedil;&otilde;es profundas. Seria errado entender que nada tivesse ocorrido&raquo;.

Recorde-se que o diploma sobre gesta&ccedil;&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o foi aprovado em 13 de maio deste ano com os votos do PS, Bloco de Esquerda, Os Verdes, PAN e 24 deputados do PSD. PCP, PSD e CDS votaram contra. Em junho, Marcelo Rebelo de Sousa vetou o diploma.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Foto: Freeimages/Chris Greene
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<pubDate>Wed, 20 Jul 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Cuba: Igreja vive numa liberdade controlada</title>
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<description><![CDATA[D. Senra Coelho esteve recentemente em Cuba, onde participou na reuni&atilde;o do Organismo Mundial do Movimento dos Cursilhos de Cristandade com o Comit&eacute; Executivo (de que &eacute; assistente espiritual) e os organismos da Europa, Pac&iacute;fico-Asi&aacute;tico, latino-Americano, Norte-Americano-Cara&iacute;bas. &Agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; falou sobre o modo como se vive a f&eacute; naquele pa&iacute;s.


FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; - Foi a primeira vez que foi a Cuba? Como encontrou o pa&iacute;s?
D. Senra Coelho - N&atilde;o, esta &eacute; a segunda vez. Estive em Cuba, pela primeira vez, em 1998, logo ap&oacute;s a visita de S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II, que muito marcou aquela ilha e teve como intuito reiniciar o Movimento dos Cursilhos de Cristandade (MCC).
Encontrei uma Igreja mais aberta, com mais espa&ccedil;o de liberdade, apesar de esta ser controlada e restrita em alguns aspetos: tem que se obter um visto espec&iacute;fico para atividades religiosas, que &eacute; quatro vezes mais caro, diferente do visto tur&iacute;stico. Cuba est&aacute; numa situa&ccedil;&atilde;o de &ldquo;liberdade musculada&rdquo;; mais desenvolvida, apesar das linhas da pol&iacute;tica interna permanecerem substancialmente as mesmas: partido &uacute;nico, poder muito vincado dos militares, pol&iacute;cia de Seguran&ccedil;a do Estado muito atenta e controladora. A sociedade ainda n&atilde;o &eacute; de consumo e sente-se um grande vazio ideol&oacute;gico. Os bens de primeira necessidade s&atilde;o racionados e existe mercado paralelo. H&aacute; duas moedas: a tur&iacute;stica, cujo pre&ccedil;o &eacute; reconvert&iacute;vel entre o d&oacute;lar e o euro, e o peso cubano que n&atilde;o &eacute; reconvert&iacute;vel a nenhuma moeda estrangeira.



FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; - A f&eacute; e os acontecimentos religiosos s&atilde;o expressos livremente?
D. Senra Coelho - Em certa medida sim. Dentro dos templos h&aacute; liberdade, embora os sacerdotes e mission&aacute;rios fa&ccedil;am constantes refer&ecirc;ncias &agrave; presen&ccedil;a atenta da Pol&iacute;cia de Seguran&ccedil;a do Estado durante o tempo das homilias e prega&ccedil;&otilde;es.
As manifesta&ccedil;&otilde;es externas (prociss&otilde;es, missas campais, etc.) carecem de autoriza&ccedil;&atilde;o do poder pol&iacute;tico, que normalmente autoriza, mas tamb&eacute;m, em alguns casos, nega.
O povo cubano tem especial devo&ccedil;&atilde;o a Nossa Senhora do Cobre, em honra da qual se realiza uma grande romaria, que congrega muitos milhares de devotos, num misto de tradi&ccedil;&atilde;o cultural, religiosidade popular e f&eacute; esclarecida. Este acontecimento tem exigido &agrave;s autoridades cubanas um tratamento prudente de liberdade religiosa, de um povo que continua a batizar 70% dos seus filhos.
H&aacute; uma luta contra a Igreja a n&iacute;vel cultural: ensino obrigat&oacute;rio exclusivamente p&uacute;blico do marxismo, ao qual a Igreja n&atilde;o tem acesso. N&atilde;o existe uma estrutura significativa ao n&iacute;vel da comunica&ccedil;&atilde;o social da Igreja nem escrita nem falada. N&atilde;o s&atilde;o permitidas nem a Universidade Cat&oacute;lica nem Escolas Cat&oacute;licas, somente a catequese ensinada no interior dos templos em concorr&ecirc;ncia com atividades desportivas e culturais, promovidas &agrave; mesma hora n&atilde;o inocentemente. Vive-se em Cuba um grande vazio ideol&oacute;gico pela atual crise da filosofia marxista, por&eacute;m, o materialismo manifesta-se muito vivo na sociedade, sobretudo nos setores mais jovens.

FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; - A visita do Papa Francisco mudou alguma coisa?
D. Senra Coelho - Tive a alegria de constatar que, depois da visita de S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II, de Bento XVI e mais recentemente do Papa Francisco, j&aacute; se realizaram, em Cuba, mais de cem cursilhos.&nbsp;
A visita de Jo&atilde;o Paulo II foi um marco hist&oacute;rico, pol&iacute;tico e social na Cuba p&oacute;s-revolu&ccedil;&atilde;o encabe&ccedil;ada por Fidel Castro. Houve grandes mudan&ccedil;as nas rela&ccedil;&otilde;es Igreja/ Estado. A partir desta visita passou a celebrar-se o Natal como feriado nacional; reiniciaram os cursilhos (mais de cem para homens e mulheres) sobretudo na diocese de Cienfuegos e com a ajuda dos sacerdotes da Companhia de Jesus.
Com a visita de Bento XVI, o qual muito impressionou a personalidade de Fidel Castro, a Sexta-Feira Santa passou a ser feriado nacional.
A presen&ccedil;a do Papa Francisco consolidou as rela&ccedil;&otilde;es da Igreja com o Estado cubano e o seu encontro com Cirilo, Patriarca de Moscovo e toda a R&uacute;ssia, fez de Cuba um local simb&oacute;lico e incontorn&aacute;vel na hist&oacute;ria do ecumenismo.

FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; &ndash; Como est&aacute; o catolicismo em Cuba?
D. Senra Coelho &ndash; Cuba tem onze milh&otilde;es de habitantes, onze dioceses agrupadas em tr&ecirc;s prov&iacute;ncias eclesi&aacute;sticas e apenas com um Semin&aacute;rio Maior de Filosofia e Teologia com quarenta alunos. O n&uacute;mero de presb&iacute;teros ronda somente os 280. A vida religiosa feminina est&aacute; presente e &eacute; muito importante na sua rela&ccedil;&atilde;o com as fam&iacute;lias e no apoio socio-caritativo. A Igreja n&atilde;o pode exercer atividade socio-caritativa atrav&eacute;s da C&aacute;ritas e das Confer&ecirc;ncias Vicentinas sem autoriza&ccedil;&atilde;o do Estado, que &eacute; muito restrito neste setor. Em muitas situa&ccedil;&otilde;es, a Igreja n&atilde;o pode distribuir alimentos e medicamentos para evitar o seu proselitismo e n&atilde;o colocar em causa a efic&aacute;cia das pol&iacute;ticas cubanas.

FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; - Nota-se alguma mudan&ccedil;a econ&oacute;mica e social com a altera&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es com os EUA?
D. Senra Coelho - Ainda n&atilde;o se notam altera&ccedil;&otilde;es significativas nem dignas de registo, mas muita esperan&ccedil;a que o fim do embargo e o desenvolvimento tur&iacute;stico entre os EUA e Cuba venha trazer uma grande onda de progresso e de liberdade, atrav&eacute;s da revitaliza&ccedil;&atilde;o da constru&ccedil;&atilde;o civil com a cria&ccedil;&atilde;o de novos hot&eacute;is, vias rodovi&aacute;rias modernas e promo&ccedil;&atilde;o de centros comerciais para servir os turistas. Ouve-se, na opini&atilde;o p&uacute;blica em geral, o desejo que se concretizem as promessas de Obama de trazer turistas americanos para Cuba e construir uma grande f&aacute;brica de tratores e uma urgente moderniza&ccedil;&atilde;o e revitaliza&ccedil;&atilde;o da agricultura, que est&aacute; num lament&aacute;vel estado de estagna&ccedil;&atilde;o. A constru&ccedil;&atilde;o de hot&eacute;is e vias de comunica&ccedil;&atilde;o criar&aacute; novos empregos bem como a manuten&ccedil;&atilde;o dos diversos servi&ccedil;os tur&iacute;sticos.
&nbsp;

Entrevista: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Mon, 18 Jul 2016 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Barrigas de aluguer: petição para referendo já está no parlamento</title>
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<description><![CDATA[J&aacute; deu entrada na Assembleia da Rep&uacute;blica a peti&ccedil;&atilde;o por um Referendo de Iniciativa Parlamentar e Discuss&atilde;o P&uacute;blica sobre a Gesta&ccedil;&atilde;o de Substitui&ccedil;&atilde;o.&nbsp;


A peti&ccedil;&atilde;o com mais de 4200 assinaturas deu entrada esta segunda-feira, dia 18 de julho. A reaprecia&ccedil;&atilde;o do diploma da maternidade de substitui&ccedil;&atilde;o, vetado pelo Presidente da rep&uacute;blica est&aacute; agendada para dia 20 de julho, quarta-feira. Nesse dia, ser&aacute; votado o novo texto proposto pelo Bloco de Esquerda.

Os promotores da peti&ccedil;&atilde;o agora entregue esperam que &laquo;a vota&ccedil;&atilde;o marcada para a pr&oacute;xima quarta-feira, dia 20 de julho de 2016, seja adiada e a nova vers&atilde;o do diploma apenas discutida depois de considerados os argumentos constantes da peti&ccedil;&atilde;o&raquo;.

Tamb&eacute;m a Federa&ccedil;&atilde;o Portuguesa pela Vida criticou que o novo texto, do Bloco de Esquerda, considerando que as altera&ccedil;&otilde;es &laquo;pouco mais s&atilde;o do que cosm&eacute;tica: os problemas de fundo mant&eacute;m-se&raquo;. A Federa&ccedil;&atilde;o diz ser &laquo;chocante a aus&ecirc;ncia de debate e, sobretudo, de informa&ccedil;&atilde;o ao povo num tema t&atilde;o profundamente fracturante como este&raquo;. Num comunicado enviado &agrave;s reda&ccedil;&otilde;es, esta organiza&ccedil;&atilde;o pedia o adiamento da reaprecia&ccedil;&atilde;o da lei para permitir debate p&uacute;blico.

Recorde-se que, no in&iacute;cio de junho, Marcelo Rebelo de Sousa vetou o diploma sobre gesta&ccedil;&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o. No texto enviado ao Presidente da Assembleia da Rep&uacute;blica, o presidente alerta que o decreto &laquo;n&atilde;o acolhe as condi&ccedil;&otilde;es cumulativas formuladas pelo Conselho Nacional de &Eacute;tica e para as Ci&ecirc;ncias da Vida, como claramente explicita a declara&ccedil;&atilde;o de voto de vencido do Grupo Parlamentar do Partido Comunista Portugu&ecirc;s&raquo;.

O projeto de lei que prev&ecirc; a maternidade de substitui&ccedil;&atilde;o em Portugal foi aprovado com os votos favor&aacute;veis de PS, Bloco de Esquerda, PEV, o deputado do PAN e 24 deputados do PSD. A posi&ccedil;&atilde;o oficial de PSD e CDS foi de voto contra, mas n&atilde;o chegou para impedir a aprova&ccedil;&atilde;o do projeto do Bloco de Esquerda, uma vez que foi dada liberdade de voto. Pedro Passos Coelho, Paula Teixeira da Cruz, Duarte Marques, Teresa Leal Coelho e Carlos Abreu Amorim foram alguns dos sociais-democratas que votaram favoravelmente o projeto de lei do Bloco de Esquerda. Al&eacute;m do PSD e do CDS, votaram contra os deputados do PCP e dois do PS. Numa reportagem alargada, a Fam&iacute;lia Crist&atilde; procurou ouvir os pr&oacute;s e contras desta decis&atilde;o pol&eacute;mica. Pode l&ecirc;-la aqui.

&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Mon, 18 Jul 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Escuteiros debatem exortação do Papa sobre a Família</title>
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<description><![CDATA[O Espa&ccedil;o 34, nos Servi&ccedil;os Centrais do Corpo Nacional de Escutas (CNE) em Lisboa, recebeu ontem uma sess&atilde;o sobre a exorta&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-sinodal do Papa Francisco, Amoris Laetitia, e a sua rela&ccedil;&atilde;o com o Escutismo. O orador convidado foi Juan Ambrosio, dirigente do CNE e docente na Faculdade de Teologia da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa (UCP).


Na sua interven&ccedil;&atilde;o inicial, Juan Ambrosio destacou a import&acirc;ncia desta iniciativa do CNE. &laquo;&Eacute; importante que os documentos papais sejam bem rececionados, e este ainda n&atilde;o o foi, porque parece que h&aacute; receio de falar sobre ele&raquo;, disse perante a plateia de dirigentes que acompanhava a sess&atilde;o na sala e atrav&eacute;s das redes sociais, via streaming.
O docente da UCP elogiou a &laquo;caminhada sinodal&raquo; de que este documento era o corol&aacute;rio. &laquo;A caminhada em conjunto &eacute; mais de acordo com a vontade de Deus, pois ficamos mais pr&oacute;ximos de entender essa vontade se a procurarmos de forma sinodal&raquo;, afirmou. Reconhecendo que esta proposta do Papa pode colocar em causa a &ldquo;vis&atilde;o &uacute;nica&rdquo; da Igreja, Juan Ambrosio relembrou que &laquo;n&atilde;o h&aacute; apenas uma forma de Cristianismo&raquo;. &laquo;O Conc&iacute;lio de Jerusal&eacute;m, de que o Papa fala na sua exorta&ccedil;&atilde;o, validou duas vis&otilde;es, a de Pedro e a de Paulo, sobre quem poderia pertencer e chamar-se crist&atilde;o. Portanto, pode haver v&aacute;rios caminhos dentro da Igreja. O Papa est&aacute; consciente da sua miss&atilde;o, de unidade, e por isso n&atilde;o colocar em causa essa miss&atilde;o, embora a estique at&eacute; ao limite&raquo;, sustentou o professor universit&aacute;rio, dirigente h&aacute; mais de 30 anos no CNE.
Fazendo uma retrospetiva dos &uacute;ltimos tempos de Francisco, Juan Ambrosio estabeleceu uma rela&ccedil;&atilde;o com os documentos de Francisco e a tem&aacute;tica da Miseric&oacute;rdia. &laquo;A rela&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia (s&iacute;nodo) com a constru&ccedil;&atilde;o do mundo (Laudato Si) s&oacute; pode acontecer se houver miseric&oacute;rdia (Ano da Miseric&oacute;rdia). Francisco pensou isto muito bem&raquo;.
&nbsp;
D&uacute;vidas sobre miss&atilde;o dos dirigentes e situa&ccedil;&otilde;es ditas irregulares
A sess&atilde;o implicava tamb&eacute;m a possibilidade dos moderadores e da plateia, na sala ou pela internet, colocarem quest&otilde;es e d&uacute;vidas sobre o documento e a sua rela&ccedil;&atilde;o com o escutismo. Um dos temas que mais afeta a juventude &eacute; a quest&atilde;o do matrim&oacute;nio, e da falta de compromisso. Questionado sobre isso, Juan Ambrosio afirma que seria interessante que o pr&oacute;prio sistema de progresso permitisse apresentar a voca&ccedil;&atilde;o do matrim&oacute;nio aos mi&uacute;dos desde tenra idade, e que os dirigentes pudessem ser &laquo;exemplos de verdadeiro amor&raquo; nas suas fam&iacute;lias. &laquo;A fam&iacute;lia n&atilde;o pode cumprir a sua tarefa de educa&ccedil;&atilde;o dos filhos sozinha, precisa de parceiros, e o CNE deve ser um desses parceiros&raquo;, referiu.
Quanto ao cap&iacute;tulo VIII da exorta&ccedil;&atilde;o, sobre as pessoas em situa&ccedil;&otilde;es ditas irregulares, Juan Ambrosio foi questionado sobre at&eacute; que ponto &eacute; que essas pessoas poderiam ser convidadas para exercerem fun&ccedil;&otilde;es no CNE, feito o devido caminho de discernimento individual de que o Papa fala na exorta&ccedil;&atilde;o. &laquo;A chave &eacute; integrar, mesmo nos dirigentes que estejam situa&ccedil;&atilde;o dita irregular&raquo;. Juan Ambrosio prop&otilde;e a realiza&ccedil;&atilde;o de um caminho de discernimento com vista a uma integra&ccedil;&atilde;o, mas avisa que a disponibilidade para caminhar tem de ser m&uacute;tua. &laquo;Eu n&atilde;o posso querer um caminho de integra&ccedil;&atilde;o nas minhas condi&ccedil;&otilde;es. Tem de ser um caminho de integra&ccedil;&atilde;o na comunidade, que tem os seus requisitos e as suas condi&ccedil;&otilde;es, e as pessoas t&ecirc;m de entender isso&raquo;, avisou.
&nbsp;
CNE rejeita candidatos &ldquo;irregulares&rdquo;, mas panorama pode mudar
Nos &uacute;ltimos anos, e desde que em 2002 foi tomada uma posi&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica sobre o assunto que exclu&iacute;a automaticamente do movimento todos os dirigentes ou candidatos a dirigente em situa&ccedil;&otilde;es ditas irregulares, a Fam&iacute;lia Crist&atilde; sabe que o CNE tem pautado a sua pol&iacute;tica de adultos pela pr&aacute;tica de excluir candidatos a dirigente que cheguem &agrave; forma&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o dita irregular, mantendo no movimento os dirigentes que se divorciam. Uma pr&aacute;tica que poder&aacute; estar a acabar com esta exorta&ccedil;&atilde;o.
Em entrevista &agrave; revista Flor de Lis, o Pe. Lu&iacute;s Marinho, assistente nacional do CNE, refere que &laquo;esta exorta&ccedil;&atilde;o traz um novo contributo para o discernimento das situa&ccedil;&otilde;es chamadas irregulares&raquo;. &laquo;As orienta&ccedil;&otilde;es do Papa s&atilde;o para levar muito a s&eacute;rio no sentido de &ldquo;discernir quais as diferentes formas de exclus&atilde;o atualmente praticadas em &acirc;mbito lit&uacute;rgico, pastoral, educativo e institucional possam ser superadas&rdquo;, conforme ele refere no ponto 299&raquo;.
&Eacute; neste sentido de discernir para integrar que Juan Ambrosio falava tamb&eacute;m ontem, na confer&ecirc;ncia, tendo at&eacute; &ldquo;oferecido&rdquo; os seus servi&ccedil;os e os do assistente nacional do CNE no sentido de ajudar as pessoas a perceberem o caminho que precisa de ser feito neste campo, para que, por um lado, n&atilde;o sejam exclu&iacute;das injustamente, mas por outro percebam que as regras da Igreja existem e devem ser obedecidas. &laquo;Alguns queriam que o Papa fizesse um documento em que dissesse que mudava tudo, outros queriam que o Papa fizesse um documento onde dizia que estava tudo bem, e que nada mudava. Ele optou por algo diferente: colocar o &ecirc;nfase no discernimento e na consci&ecirc;ncia de cada pessoa, com a ajuda e o acompanhamento da comunidade. Isto &eacute; novo, coloca imensas quest&otilde;es e dificuldades, mas &eacute; o caminho que o Papa aponta&raquo;, defendeu.


CNE deve ajudar Igreja a caminhar
Algumas pessoas t&ecirc;m vindo a colocar em causa a validade desta exorta&ccedil;&atilde;o papal como magist&eacute;rio da Igreja, ou seja, como indica&ccedil;&atilde;o clara de que o caminho &eacute; por aqui, afirmando que este documento &eacute; uma mera opini&atilde;o do Papa, principalmente no que diz respeito &agrave; quest&atilde;o das pessoas em situa&ccedil;&otilde;es ditas irregulares. &laquo;Sejamos claros: o texto &eacute; magist&eacute;rio. Este e o anterior, a Evangelii Gaudium, que &eacute; citado v&aacute;rias vezes. E mesmo as notas de rodap&eacute; s&atilde;o importantes, pois em qualquer trabalho as notas de rodap&eacute; servem para confirmar e aprofundar o que &eacute; dito no texto. Se eu tenho um bispo ou um cardeal que numa confer&ecirc;ncia vem dizer que as palavras do Papa n&atilde;o s&atilde;o para levar a s&eacute;rio, isso &eacute; que &eacute; uma opini&atilde;o. O que o Papa diz nestes documentos &eacute; magist&eacute;rio&raquo;, refor&ccedil;ou.
Alguns dos participantes na confer&ecirc;ncia partilharam hist&oacute;rias e queixas de n&atilde;o serem integrados por estarem em situa&ccedil;&atilde;o dita irregular, e saiu mais uma vez refor&ccedil;ada a ideia de que o CNE deve integrar todos, dentro das regras que a Igreja e o movimento definem. &laquo;O CNE &eacute; um movimento da Igreja, e deve reger-se pelas regras que ela define, que atualmente s&atilde;o estas. Mas tamb&eacute;m porque &eacute; movimento da Igreja, e um grande movimento, tem a obriga&ccedil;&atilde;o de chegar junto da Igreja e fazer caminho com ela, questionando-a sobre a possibilidade que se abre com este documento, percebendo se h&aacute; ou n&atilde;o novas formas de fazer as coisas, e eu acho sinceramente que existem alternativas. Vivemos tempos hist&oacute;ricos, de mudan&ccedil;a epocal, e &eacute; importante que o CNE tenha uma palavra a dizer sobre isso&raquo;, concluiu o orador.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: Gon&ccedil;alo Vieira | Flor de Lis
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<pubDate>Thu, 14 Jul 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Divorciados recasados poderão contar com «a ajuda dos sacramentos»</title>
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<description><![CDATA[O Cardeal Sch&ouml;nnborn, arcebispo de Viena, concedeu uma extensa entrevista &agrave; revista Civilt&agrave; Cattolica e ao Pe. Antonio Spadaro, publicada hoje, na qual afirmou que as pessoas em situa&ccedil;&atilde;o ditas irregulares poder&atilde;o ter acesso aos sacramentos como &laquo;ajuda&raquo; no caminho de discernimento que estejam a fazer.


Num excerto da entrevista publicado pelo jornal italiano Corriere della Sera ainda durante o dia de ontem, o arcebispo de Viena, conhecido por defender uma maior abertura da Igreja aos divorciados recasados, considera que este documento do Papa &eacute; Magist&eacute;rio da Igreja, ao contr&aacute;rio do que alguns respons&aacute;veis eclesi&aacute;sticos t&ecirc;m vindo a afirmar. &laquo;&Eacute; evidente que se trata de um ato do magist&eacute;rio!&raquo;, afirmou, para de seguida defender que &eacute; &laquo;um documento pontif&iacute;cio de grande qualidade, de uma aut&ecirc;ntica li&ccedil;&atilde;o de sagrada doutrina, que nos leva &agrave; atualidade da Palavra de Deus&raquo;.

Uma das quest&otilde;es mais medi&aacute;ticas na exorta&ccedil;&atilde;o &eacute; precisamente a que se refere ao acesso aos sacramentos por parte de pessoas em situa&ccedil;&otilde;es ditas irregulares, uma cataloga&ccedil;&atilde;o que o Papa desconstr&oacute;i, segundo o Cardeal Sch&ouml;nnborn. &laquo;Ele supera as categorias &ldquo;regular&rdquo; e &ldquo;irregular&rdquo;. (&hellip;) Andamos todos sujeitos ao pecado e todos precisamos da miseric&oacute;rdia. (&hellip;) Francisco n&atilde;o nega que haja situa&ccedil;&otilde;es regulares ou irregulares, mas vai mais al&eacute;m desta perspetiva para p&ocirc;r em pr&aacute;tica o Evangelho: &ldquo;quem de v&oacute;s nunca pecou que atire a primeira pedra&rdquo;&raquo;.

A diferen&ccedil;a para o passado estar&aacute;, pergunta Spadaro, no n&atilde;o limitar de uma regra geral? &laquo;No plano da pr&aacute;tica, perante situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis e fam&iacute;lias feridas, o Santo Padre escreveu que s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel um novo encorajamento a um respons&aacute;vel discernimento pessoal e pastoral dos casos particulares, que deveria reconhecer que, &ldquo;porque o grau de responsabilidade n&atilde;o &eacute; igual em todos os casos, as consequ&ecirc;ncias ou os efeitos de uma norma n&atilde;o devem necessariamente ser sempre os mesmos&rdquo;&raquo;, afirma o prelado.

Este &eacute; um dos pontos que n&atilde;o &eacute; novo nos pontificados. Jo&atilde;o Paulo II e Bento XVI falavam ambos numa diferencia&ccedil;&atilde;o da culpa, apesar de todos estarem em pecado objetiva. Uma culpa subjetiva que podia, em algumas situa&ccedil;&otilde;es como no caso dos c&ocirc;njuges que s&atilde;o abandonados e impedidos de manter esse matrim&oacute;nio, n&atilde;o existir. &laquo;Cada um destes casos, portanto, constitui o objeto de uma validade moral diferenciada. Abria pois a porta a uma compreens&atilde;o mais ampla passando pelo discernimento das diferentes situa&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o s&atilde;o objetivamente id&ecirc;nticas, e gra&ccedil;as &agrave; considera&ccedil;&atilde;o do foro interno&raquo;, afirma o cardeal.

Esta compreens&atilde;o seria sempre individualizada, e o pr&oacute;prio Cardeal Sch&ouml;nnborn afirma isso na entrevista, rejeitando o &laquo;invent&aacute;rio&raquo; que o Pe. Spadaro lhe pedia. Com o invent&aacute;rio &laquo;o risco &eacute; o de cair na casu&iacute;stica abstrata e, o que &eacute; mais grave ainda, criarmos &mdash; at&eacute; mesmo com uma norma de exce&ccedil;&atilde;o &mdash; um direito de receber a Eucaristia em situa&ccedil;&atilde;o objetiva de pecado. Aqui parece-me que o Papa nos p&otilde;e perante a obriga&ccedil;&atilde;o, por amor da verdade, de discernir os casos singulares em foro interno como em foro externo&raquo;, sendo que, nos casos em que o discernimento da consci&ecirc;ncia, no foro interno, ilibar dessa culpa subjetiva, a pessoa pode receber a &laquo;ajuda dos sacramentos&raquo;, tal como o Papa afirma na famosa nota de rodap&eacute; em que cita o ponto 47 da Evangelii Gaudium, que refere que o sacramento da Eurcaristia &laquo;n&atilde;o &eacute; um pr&eacute;mio para os perfeitos, mas um rem&eacute;dio generoso e um alimento para os fracos&raquo;.

Finalmente, o cardeal Sch&ouml;nnborn n&atilde;o considera que estas ideias retirem for&ccedil;a &agrave; doutrina da Igreja. &laquo;Francisco percebe a doutrina como um hoje da Palavra de Deus, Verbo encarnado na nossa hist&oacute;ria, e comunica-a escutando as perguntas que se lhe p&otilde;em no caminho. Recusa ao contr&aacute;rio o olhar de rigidez sobre enunciados abstratos, separados do objeto que vive testemunhando-o no encontro com o Senhor que muda a vida. O olhar abstrato de tipo doutrinal domestica alguns enunciados para impor a sua generaliza&ccedil;&atilde;o a uma &eacute;lite, esquecendo que fecha os olhos perante o pr&oacute;ximo e nos torna cegos at&eacute; perante Deus, como disse Bento XVI na Deus caritas est&raquo;, diz ainda o prelado neste excerto.

&nbsp;
Texto e Fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Thu, 14 Jul 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>D. Nuno Brás nomeado membro da Secretaria para a Comunicação da Santa Sé</title>
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<description><![CDATA[O bispo auxiliar de Lisboa, D. Nuno Br&aacute;s, foi nomeado pelo Papa Francisco como membro da Secretaria para a Comunica&ccedil;&atilde;o da Santa S&eacute;. De acordo com informa&ccedil;&otilde;es avan&ccedil;adas hoje pela sala de imprensa da Santa S&eacute;, D. Nuno Br&aacute;s passa a integrar aquele organismo a par de outros representantes cat&oacute;licos, de v&aacute;rios pa&iacute;ses e continentes.



O novo Dicast&eacute;rio da C&uacute;ria Romana, que foi criado pelo Papa Francisco em 27 de junho de 2015 e tem como objetivo &laquo;reestruturar inteiramente, por meio de um processo de reorganiza&ccedil;&atilde;o e de incorpora&ccedil;&atilde;o, &laquo;todas as realidades que, de v&aacute;rios modos, at&eacute; hoje se ocuparam da comunica&ccedil;&atilde;o&raquo;, para &quot;responder cada vez melhor &agrave;s exig&ecirc;ncias da miss&atilde;o da Igreja&rdquo;&raquo;, refere o site do Vaticano, citando a Carta Apost&oacute;lica em forma de Motu Pr&oacute;prio &lsquo;O atual contexto comunicativo&rsquo; com que foi criado este dicast&eacute;rio.

D. Nuno Br&aacute;s da Silva Martins, de 53 anos, foi ordenado bispo auxiliar de Lisboa a 20 de novembro de 2011 e integra atualmente a Comiss&atilde;o Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais, da Igreja Cat&oacute;lica em Portugal. Doutorado em Teologia Fundamental pela Universidade Pontif&iacute;cia Gregoriana (Roma), o prelado &eacute; tamb&eacute;m autor da tese &ldquo;Cristo comunicador perfeito&rdquo; e de v&aacute;rias obras que recorrem &agrave; teologia como forma de refletir sobre o fen&oacute;meno da comunica&ccedil;&atilde;o na sociedade atual. Formou-se ainda em Comunica&ccedil;&atilde;o Social, &nbsp;tamb&eacute;m pela Pontif&iacute;cia Universidade Gregoriana, e &eacute; colaborador, h&aacute; v&aacute;rios anos, do jornal &quot;Voz da Verdade&quot;, do Patriarcado de Lisboa.

A Secretaria para a Comunica&ccedil;&atilde;o da Santa S&eacute;, criada em 2015 pelo Papa Francisco, &eacute; presidida pelo atual diretor do Centro Televisivo Vaticano, o monsenhor Dario Vigan&ograve;. Segundo o servi&ccedil;o informativo do Vaticano, passam tamb&eacute;m a integrar aquele organismo, entre outros respons&aacute;veis cat&oacute;licos, o cardeal Bechara Boutros Ra&iuml;, patriarca maronita do L&iacute;bano; D. Leonardo Sandri, prefeito da Congrega&ccedil;&atilde;o para as Igrejas Orientais; e D. Beniamino Stella, prefeito da Congrega&ccedil;&atilde;o para o Clero.

Ainda v&aacute;rios leigos, como Kim Daniels, consultora da Confer&ecirc;ncia Episcopal dos Estados Unidos da Am&eacute;rica para a Comiss&atilde;o ad hoc sobre a liberdade religiosa; Markus Sch&auml;chter, professor de &eacute;tica nos mass media e na sociedade, na Faculdade de Filosofia de S. I. de Munique (Alemanha); e Leticia Sober&oacute;n Mainero, psic&oacute;loga e especialista de comunica&ccedil;&atilde;o, j&aacute; consultora do Conselho Pontif&iacute;cio das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais (M&eacute;xico e Espanha).

&nbsp;
Texto: Ricardo Perna (com Ag&ecirc;ncia Ecclesia e Patriarcado de Lisboa)
Foto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Wed, 13 Jul 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Fernando Santos: «Quero agradecer a Deus Pai»</title>
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<description><![CDATA[Portugal &eacute; campe&atilde;o europeu de futebol. As primeiras palavras de Fernando Santos foram para agradecer a Deus.


O selecionador portugu&ecirc;s leu uma carta que tinha escrito h&aacute; quatro semanas no seu quarto, depois do empate com a &Aacute;ustria. De acordo com a R&aacute;dio Renascen&ccedil;a, este foi o discurso que leu perante centenas de jornalistas do mundo inteiro:
&nbsp;


&laquo;Em primeiro lugar e acima de tudo, quero agradecer a Deus Pai por este momento e tudo aquilo da minha vida. Deixar uma palavra especial ao presidente, Dr. Fernando Gomes, pela confian&ccedil;a que sempre depositou em mim. N&atilde;o esque&ccedil;o que comecei com um castigo de oito jogos pendentes.

A toda a dire&ccedil;&atilde;o e a todos os que viveram comigo estes meses. Aos jogadores, dizer mais uma vez que tenho um enorme orgulho em ter sido o seu treinador. A estes e aqueles que aqui n&atilde;o puderam estar presentes. Tamb&eacute;m &eacute; deles esta vit&oacute;ria. O meu desejo pessoal &eacute; ir para casa. Poder dar um beijo do tamanho do mundo &agrave; minha m&atilde;e, &agrave; minha mulher, aos meus filhos, ao meu neto, ao meu genro e &agrave; minha nora e ao meu pai, que junto de Deus est&aacute; certamente a celebrar.

A todos os amigos, muitos deles meus irm&atilde;os, um abra&ccedil;o muito apertado pelo apoio mas principalmente pela amizade. Por &uacute;ltimo, mas em primeiro, ir falar com o meu maior amigo e sua m&atilde;e. Dedicar-Lhe esta conquista e agradecer-Lhe por ter sido convocado e por me conceder o dom da sabedoria, perseveran&ccedil;a e humildade para guiar esta equipa e Ele a ter iluminado e guiado. Espero e desejo que seja para gl&oacute;ria do Seu nome.&raquo;
&nbsp;


Em novembro de 2015, Fernando Santos participou num ciclo de conversas sobre Deus, organizado pela Pastoral da Cultura. Na altura, disse: &laquo;sempre falei com Deus ao longo da minha vida&raquo;. O selecionador nacional afirmou ainda que &laquo;ser cat&oacute;lico &eacute; uma exig&ecirc;ncia muito forte&raquo;.

Viveu numa fam&iacute;lia cat&oacute;lica, mas sem uma f&eacute; que movesse montanhas. Acabou por se afastar da Igreja por causa de um desentendimento na catequese. Foi com a prepara&ccedil;&atilde;o para o Crisma da filha que as inquieta&ccedil;&otilde;es de f&eacute; voltaram. De acordo com o testemunho que deu na altura, na Capela do Rato, em Lisboa, acabou por fazer o Cursilho de Cristandade no que diz ter sido um &laquo;momento determinante&raquo; da sua vida, depois de ter sido despedido. O que viveu no encontro marcou-o para sempre: &laquo;Percebi que Cristo est&aacute; vivo em cada um de n&oacute;s.&raquo;



A sele&ccedil;&atilde;o nacional chega a Lisboa pelas 12h15, desta segunda-feira. Segue-se a rece&ccedil;&atilde;o no Pal&aacute;cio de Bel&eacute;m, onde o Presidente da Rep&uacute;blica vai condecorar os 23 jogadores com o grau de comendador da Ordem do M&eacute;rito.
Depois das cerim&oacute;nias no Pal&aacute;cio de Bel&eacute;m, a comitiva portuguesa percorre as ruas de Lisboa at&eacute; &agrave; Alameda Dom Afonso Henriques para festejar com os adeptos.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ian Langsdon/Lusa e Federa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Futebol
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<pubDate>Mon, 11 Jul 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>500 anos da beatificação da Rainha do povo</title>
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<description><![CDATA[Celebram-se este ano os 500 anos da beatifica&ccedil;&atilde;o da rainha Santa Isabel de Portugal. Isabel de Arag&atilde;o de seu nome, viveu entre 1270 e 1336, e faleceu a 4 de julho, dia em que se comemora a sua mem&oacute;ria lit&uacute;rgica. Casada com D. Dinis, foi uma das mais extraordin&aacute;rias rainhas da Hist&oacute;ria portuguesa, em grande parte pelo exemplo de dedica&ccedil;&atilde;o ao pr&oacute;ximo em vida e pelo rasto de devo&ccedil;&atilde;o que nem 500 anos conseguem apagar.


&laquo;O impacto que a a&ccedil;&atilde;o dela e a sua vida teve sobre as pessoas que com ela conviveram e que depois da sua morte logo de imediato come&ccedil;aram a prestar-lhe culto - porque ela morreu com fama de santidade - foi de tal forma profundo que manteve uma venera&ccedil;&atilde;o muito viva e acesa junto dos portugueses, sobretudo dos mais simples, pois ela manifestou sempre as suas preocupa&ccedil;&otilde;es com o mais carenciados, os mais desprezados por todos, fosse por condi&ccedil;&atilde;o social, fosse por doen&ccedil;a&raquo;, diz Ant&oacute;nio Rebelo, presidente da Confraria da Rainha Santa Isabel, que est&aacute; atualmente encarregada de manter e promover o culto e a devo&ccedil;&atilde;o &agrave; Rainha Santa. Sendo natural do Reino de Castela, &eacute; em Coimbra que passa os &uacute;ltimos anos da sua vida e &eacute; nessa cidade que morre e que deixa uma fama de santidade que leva as pessoas a rezarem pela sua intercess&atilde;o a Deus, de tal forma que, em 1516, o Papa Le&atilde;o X a beatifica e autoriza o culto &agrave; Rainha Santa em toda a diocese de Coimbra.

A rainha Santa Isabel n&atilde;o era uma simples rainha, figura subalterna do rei que se limitava a uma figura de corpo presente ou a apari&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas com gestos grandiosos. &laquo;M&atilde;e de fam&iacute;lia, rainha, princesa, infanta, colocada na alta roda da pol&iacute;tica diplom&aacute;tica, mas mesmo assim, porque era extraordinariamente culta, foi excecional. Isso tinha raiz na sua humanidade&raquo;, conta-nos o Pe. Pedro Miranda, vig&aacute;rio-geral da diocese de Coimbra, que explica que parte da sua educa&ccedil;&atilde;o e dos seus valores lhe vieram da sua av&oacute;, Santa Isabel da Hungria, uma mulher tamb&eacute;m ela muito dedicada aos mais pobres.

Ali&aacute;s, a quest&atilde;o da proximidade do povo em vida foi o que fez que, ap&oacute;s a sua morte, a fama de santidade tenha crescido ainda mais. &laquo;Sendo rainha e podendo ficar enclausurada no seu castelo, ela agia de forma oposta, descia dos seus aposentos e ia ao encontro dos mais necessitados, de quem ela cuidava com as suas pr&oacute;prias m&atilde;os&raquo;, argumenta o presidente da confraria.

O Pe. Pedro Miranda explica que n&atilde;o h&aacute; &laquo;nada mais democr&aacute;tico na Igreja que os santos&raquo;. &laquo;&Eacute; o povo que os reconhece, tem aquele sexto sentido. Se 600 ou 700 anos depois ainda se mant&eacute;m, deve-se &agrave; mem&oacute;ria do povo crist&atilde;o e o reconhecimento que as elites tamb&eacute;m foram fazendo. N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida que, na altura em que claramente se decidiu a beatifica&ccedil;&atilde;o e a canoniza&ccedil;&atilde;o, o povo imp&ocirc;s, quer &agrave; dinastia lusa quer &agrave; dinastia filipina, &agrave;s elites e &agrave;s hierarquias civis e religiosas o reconhecimento da santidade de Isabel de Portugal&raquo;, explica o sacerdote.

O ponto alto das comemora&ccedil;&otilde;es destes 500 anos, e o mais esperado por todos os devotos da Rainha Santa, &eacute; a exposi&ccedil;&atilde;o da m&atilde;o incorrupta &agrave; venera&ccedil;&atilde;o dos fi&eacute;is, at&eacute; dia 13 de julho. &laquo;Teremos tamb&eacute;m o t&uacute;mulo aberto, com exposi&ccedil;&atilde;o da m&atilde;o direita da Rainha Santa &agrave; venera&ccedil;&atilde;o dos fi&eacute;is, porque a m&atilde;o direita da Rainha Santa simboliza toda a bondade, carinho e amor que ela foi dispensando ao longo da vida, &agrave;s crian&ccedil;as, aos doentes, leprosos, aos idosos, a mesma m&atilde;o direita que escrevia cartas a pacificar os familiares desavindos e os monarcas dos povos ib&eacute;ricos. &Eacute; na m&atilde;o direita que temos o maior s&iacute;mbolo do seu amor e que nela se reflete a miseric&oacute;rdia de Deus.&raquo;

D. Virg&iacute;lio Antunes, bispo de Coimbra, afirma que &laquo;a santidade n&atilde;o tem prazo de validade&raquo; e que por isso o exemplo da Rainha Santa se mant&eacute;m v&aacute;lido nos dias de hoje. &laquo;Santa Isabel de Portugal poderia ter-se centrado nas intrigas quotidianas da corte, poderia ter-se fechado na procura do seu bem-estar pessoal, poderia ter desfrutado das possibilidades que o seu estatuto social lhe conferia. Mas ardia um fogo no seu cora&ccedil;&atilde;o, de tal modo que, movida pela f&eacute; e pelo desejo de ser fiel ao Esp&iacute;rito Santo recebido no batismo, quis, livremente, renunciar a tudo por causa de um amor maior&raquo;, conclui o prelado.
&nbsp;
Pode ler mais sobre os 500 anos da Rainha do Povo e sobre o milagre da incorruptibilidade do seu corpo na edi&ccedil;&atilde;o de julho-agosto da revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;.

Texto e Fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 07 Jul 2016 15:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Monjas sírias recuperam ossos de santo num mosteiro destruído pelo Daesh</title>
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<description><![CDATA[Em agosto do ano passado, o autoproclamado estado isl&acirc;mico conquistou as cidades de Palmyra e Homs, na S&iacute;ria, dando in&iacute;cio &agrave; destrui&ccedil;&atilde;o e pilhagem dos monumentos crist&atilde;os nas cidades. Na cidade de Homs, um dos mosteiros mais conhecidos era o de S. Elian de Homs, um santo do s&eacute;culo III, m&aacute;rtir de f&eacute; que se recusou a renunciar &agrave; sua f&eacute; e foi morto por romanos.
As imagens mostravam a destrui&ccedil;&atilde;o dos edif&iacute;cios, e chegaram relatos da profana&ccedil;&atilde;o do t&uacute;mulo do santo, que todos achavam estar perdido.



No passado m&ecirc;s de abril, com a reconquista por parte do ex&eacute;rcito s&iacute;rio da cidade de Homs, um jornalista da AFP entrou em contacto com a madre superiora do mosteiro de S. Tiago Mutilado, em Damasco, para lhe dizer que os restos do m&aacute;rtir tinham sido descobertos. Ela, ent&atilde;o, agiu rapidamente para salvar os restos e para devolv&ecirc;-los &agrave; comunidade s&iacute;rio-cat&oacute;lica, e agora conta como tudo aconteceu.

&laquo;Al Qaryatain foi libertada no terceiro dia de abril. No quinto um jornalista da AFP chamou-me. Disse-me que tinha encontrado os restos de Santo Elain no mosteiro dedicado a seu nome em Al Qaryatain. Ele garantiu-me que tinha contactado o Pe. Jacques Mourad, superior do mosteiro que estava em Roma, e que ele confirmou que os ossos eram do Santo Elian&raquo;, confirmou a madre superiora num relato publicado online.

Quando uma &aacute;rea &eacute; libertado na S&iacute;ria, antes de tudo, o ex&eacute;rcito s&iacute;rio vem e remove as minas. Depois, infelizmente, as pessoas v&ecirc;m para pilhar a &aacute;rea. &laquo;Percebi que tinha que agir rapidamente. Pedi a um membro da nossa comunidade para ir para Al Qaryatain o mais rapidamente poss&iacute;vel para recolher os restos do santo&raquo;, conta a Madre Agnes-Mariam.
Um elemento da comunidade do mosteiro de Damasco dirigiu-se ent&atilde;o a Homs para tentar identificar os restos mortais do santo. &laquo;Antes de sair olhei para algumas fotos online dos restos de Santo Elian. Quando l&aacute; cheguei, tive dificuldade para me orientar, porque nunca tinha visitado o s&iacute;tio antes. Entrei pela primeira vez na igreja, mas n&atilde;o encontrei nada. Ent&atilde;o fui para outra sala, onde encontrei cerca de 30 bombas de g&aacute;s artesanais. As pessoas que me estavam a ajudar avisaram-me para n&atilde;o entrar e ter muito cuidado&raquo;, lembra.

A frustra&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o poder detetar as rel&iacute;quias do santo terminaram duas salas depois. &laquo;Continuei &agrave; procura e encontrei um outro lugar, que estava cheio de ossos descobertos, mas n&atilde;o do nosso santo. Depois de um tempo, algu&eacute;m gritou e disse que tinha encontrado os ossos. Tinham sido espalhados em torno de uma enorme pedra com inscri&ccedil;&otilde;es sobre ele - exatamente como na imagem da internet. Eu n&atilde;o imaginava que os restos iriam estar sobre uma pilha de escombros, pois pensei que estariam numa sala ou local espec&iacute;fico&raquo;, pode ler-se no relato.

Aparentemente, os terroristas empilharam diferentes t&uacute;mulos uns por cima dos outros. Todas as pessoas mantinham dist&acirc;ncia, por respeito para com o santo. &laquo;Ent&atilde;o, comecei a colocar os ossos, um por um, na caixa que as irm&atilde;s do nosso mosteiro me deram. Peguei em tudo o que pude encontrar ao redor do t&uacute;mulo. Notei tamb&eacute;m uma diferen&ccedil;a na terra em que eu estava a cavar, mais escura e suave. Presumo que teria sido ali que a carne se teria decomposto. Recolhemos rapidamente os restos mortais e dirigimo-nos para a aldeia vizinha de Sadad&raquo;, conta este colaborador do mosteiro, escolhido para a importante tarefa de recolher os restos mortais do santo.

Chegados ao mosteiro de S. Tiago Mutilado, em Damasco, seguiu-se a tarefa de confirmar que eram de facto os restos mortais de Santo Elian. A biografia do santo ajudou a perceber a forma como tinha morrido. Perseguido por pregar o nome de Cristo, o seu pai, respons&aacute;vel do governo romano da altura, torturou o seu filho, pregando-lhe pregos na cabe&ccedil;a e em v&aacute;rias partes do corpo. St Elian sobreviveu &agrave; tortura e conseguiu arrastar-se at&eacute; uma gruta, onde entregou a vida ao Senhor, segundo reza a biografia.

&laquo;Mais tarde naquela noite, por volta da meia-noite, todos nos reunimos para rezar em torno dos restos do santo. Olhei para a caveira, mas n&atilde;o conseguia perceber se tinha ou n&atilde;o buracos. Na manh&atilde; seguinte, antes de devolver as rel&iacute;quias aos representantes da Igreja Cat&oacute;lica S&iacute;ria, quis ver os ossos de novo e olhar para a caveira... E fiquei realmente comovido quando vi um buraco perfeito na cabe&ccedil;a do santo&raquo;, conta este membro da comunidade do mosteiro s&iacute;rio.


As rel&iacute;quias est&atilde;o agora a salvo, num momento de grande regozijo para a igreja s&iacute;ria, segundo os relatos que chegaram do terreno &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;. Ao s&iacute;tio web Catholic News Service, o Pe. Jacques Mourad, sacerdote que foi raptado pelo Daesh e libertado em outubro do ano passado, mostrou-se muito contente com a recupera&ccedil;&atilde;o dos ossos de Santo Elian. &laquo;O facto das rel&iacute;quias n&atilde;o estarem perdidas &eacute; para mm um grande sinal: o santo n&atilde;o queria deixar o mosteiro ou a Terra Santa&raquo;, acrescentando que &laquo;a vida a e gra&ccedil;a renascer&atilde;o &agrave; volta da mem&oacute;ria dos santos. Ser&aacute; uma grande gra&ccedil;a para toda a Igreja&raquo;.
&nbsp;

Texto: Ricardo Perna
Fotos: Monjas de S. Tiago Mutilado, Damasco
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<pubDate>Wed, 06 Jul 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«A educação não pode estar entregue a mercenários»</title>
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<description><![CDATA[O presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Escolas Cat&oacute;licas, o Pe. Querubim Silva, &eacute; muito cr&iacute;tico na quest&atilde;o dos contratos de associa&ccedil;&atilde;o. Acusa o governo de querer monopolizar a educa&ccedil;&atilde;o e de ler com &laquo;estrabismo volunt&aacute;rio&raquo; a Constitui&ccedil;&atilde;o.


&nbsp;
Porque &eacute; que o Estado deve continuar a financiar contratos de associa&ccedil;&atilde;o em zonas onde a escola p&uacute;blica existe?
Primeiro h&aacute; que distinguir que um servi&ccedil;o p&uacute;blico n&atilde;o &eacute; a mesma coisa que um servi&ccedil;o estatal, pelo que dizer escola p&uacute;blica e privada &eacute; um erro. H&aacute; escolas estatais e escolas privadas. Algumas das escolas privadas integram o sistema p&uacute;blico de educa&ccedil;&atilde;o, como &eacute; o caso das que t&ecirc;m contrato de associa&ccedil;&atilde;o e outros tipos de contrato.
Quanto &agrave; redund&acirc;ncia de que fala o Governo e os arruaceiros que se est&atilde;o a servir da educa&ccedil;&atilde;o em vez de estarem a servir a educa&ccedil;&atilde;o, eu estive no Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o (CNE) em 2006, quando foi pedido pela Assembleia da Rep&uacute;blica um grande debate nacional sobre educa&ccedil;&atilde;o. Desse debate resultou um relat&oacute;rio entregue em janeiro de 2007. O Relat&oacute;rio do CNE aconselhava a fazer o estudo dos recurso existentes para os aproveitar. Em vez disso, nasceu a Parque Escolar, que delapidou milhares de milh&otilde;es de euros do er&aacute;rio p&uacute;blico, dos nossos impostos. A inten&ccedil;&atilde;o foi invadir todo o espa&ccedil;o f&iacute;sico do ensino para dispensar qualquer outra iniciativa que n&atilde;o estatal.
&nbsp;
Mas nessa altura porque &eacute; que n&atilde;o se falou disto?
Porque se acreditou que as coisas n&atilde;o mudariam. Mas em 2010 as coisas vieram ao de cima. Por isso &eacute; que continuamos a pedir que se prestem contas p&uacute;blicas sobre os alugueres que o Estado paga de renda &agrave; Parque Escolar pelas escolas que mandou construir, e as derrapagens que a Parque Escolar teve por toda a parte.
&nbsp;
Quantos s&atilde;o os col&eacute;gios cat&oacute;licos com contratos de associa&ccedil;&atilde;o?
Das 140 escolas cat&oacute;licas, apenas 27 t&ecirc;m contrato de associa&ccedil;&atilde;o, com um total de 15 246 alunos, embora algumas destas tenham outras formas de contrato ou propinas. O total &eacute; de 19 572 alunos e 1559 professores.
&nbsp;
S&atilde;o 27 escolas num universo das 79 em todo o pa&iacute;s&hellip; &eacute; que &agrave;s vezes parece que todos os col&eacute;gios s&atilde;o da Igreja.
Mas &eacute; essa propor&ccedil;&atilde;o apenas. Sabe, h&aacute; for&ccedil;as interessadas em semear a confus&atilde;o para criar o conflito.
&nbsp;
&Eacute; uma guerra ideol&oacute;gica?
Para mim, &eacute; essencialmente uma guerra ideol&oacute;gica e o que temos encontrado nos di&aacute;logos e encontros com os v&aacute;rios grupos parlamentares, comiss&otilde;es e grupos de deputados s&atilde;o pessoas que n&atilde;o t&ecirc;m a m&iacute;nima dificuldade em afirmar isso. N&atilde;o h&aacute; volta a dar, eles querem extinguir os contratos de associa&ccedil;&atilde;o. O objetivo &eacute; reduzir a liberdade de escolha apenas para quem tem dinheiro. Passaremos a ter apenas col&eacute;gios privados de elite.
&nbsp;
Desses 27 col&eacute;gios, quantos &eacute; que funcionam apenas com o dinheiro que o Estado d&aacute;?
N&atilde;o sei ao certo, mas s&atilde;o a maioria destes 27.
&nbsp;
Quantos &eacute; que correm o risco de fechar?
No meu entender, todos. Mesmo os que t&ecirc;m outros alunos para al&eacute;m dos que est&atilde;o em contrato de associa&ccedil;&atilde;o, o impacto com despedimentos ser&aacute; tanto que todos fechar&atilde;o.
&nbsp;
Pode haver col&eacute;gios que, fechando, fa&ccedil;am com que as escolas estatais n&atilde;o consigam receber todos esses alunos?
Se n&oacute;s tivermos a coragem de dizer &laquo;a partir de 1 de setembro n&atilde;o h&aacute; col&eacute;gios com contrato de associa&ccedil;&atilde;o&raquo;, em vez de 383 turmas que o Governo pretende cortar, vai ter de absorver 1500, e as escolas estatais n&atilde;o t&ecirc;m essa possibilidade.
Grande parte dos nossos alunos n&atilde;o v&ecirc;m desta zona. Temos aqui muitos alunos cujas escolas estatais das suas &aacute;reas os rejeitaram e enviaram para c&aacute;. N&atilde;o &eacute; segredo para ningu&eacute;m que duas escolas estatais da cidade de Aveiro t&ecirc;m sido seletivas nos alunos que recebem. Notas dos alunos, qualifica&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica dos pais e por a&iacute; fora.
&nbsp;
Mas essa liberdade de escolha agora &eacute; um privil&eacute;gio de poucos&hellip;
Pois, mas o Governo tem reconhecer aquilo que &eacute; a verdade dos factos: a turma no ensino com contrato de associa&ccedil;&atilde;o fica muito mais barata do que na escola estatal, e nunca tiveram coragem de atirar c&aacute; para fora as contas, mesmo quando o Tribunal de Contas provou isso. E quando deitam fazem uma certa batota, porque misturam as contas do primeiro ciclo, que &eacute; muito mais barato, com os ciclos seguintes. Como nunca d&atilde;o estes n&uacute;meros, passa a ideia de que estamos a &ldquo;chular&rdquo; o Estado.
&nbsp;
O pr&oacute;prio Estado fez agora contas afirmando que &eacute; muito mais barato passar estes alunos para a escola estatal. S&atilde;o contas bem feitas?
Eles aqui tamb&eacute;m n&atilde;o pagam renda, portanto aqui tamb&eacute;m s&oacute; pagam os professores e auxiliares, n&atilde;o me pagam o funcionamento completo das escolas. N&oacute;s temos de fazer angaria&ccedil;&otilde;es de fundos e muitas restri&ccedil;&otilde;es para podermos subsistir com aquilo que eles nos d&atilde;o.
&nbsp;
Mas estas contas ent&atilde;o est&atilde;o erradas?
Sim, n&atilde;o s&atilde;o aut&ecirc;nticas, s&atilde;o uma falsidade, uma fal&aacute;cia.
&nbsp;
Alguns col&eacute;gios com contrato de associa&ccedil;&atilde;o est&atilde;o ligados a esquemas de alegada corrup&ccedil;&atilde;o e aproveitamento de dinheiros p&uacute;blicos. Teme que os col&eacute;gios cat&oacute;licos estejam a ser postos no mesmo saco?
&Eacute; evidente que uma c&eacute;lebre reportagem televisiva da Ana Leal lan&ccedil;ou uma nuvem de fumo sobre a opini&atilde;o p&uacute;blica a este respeito. Se h&aacute; irregularidades que se investiguem. As nossas contas s&atilde;o submetidas &agrave; fiscaliza&ccedil;&atilde;o dos respons&aacute;veis governamentais. Se eles quiserem encontrar a corrup&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m forma de o fazer. Eu tenho inspe&ccedil;&otilde;es aqui com alguma regularidade. Mas esse &eacute; o interesse desta senhora secret&aacute;ria de estado e do governo. N&oacute;s estamos a sofrer uma r&eacute;plica do tremor de terra que foi a decis&atilde;o do governo S&oacute;crates de suspender os contratos que estavam em exerc&iacute;cio a 31 de dezembro e fazer vigorar uma adenda at&eacute; 31 de agosto, e eu tinha contrato at&eacute; 31 de agosto. Esta prepot&ecirc;ncia governamental de unilateralmente e sem raz&otilde;es plaus&iacute;veis, que est&atilde;o enunciadas nos contratos, suspender contratos e enunciar outros ou fazer adendas, &eacute; uma arbitrariedade fora do comum e n&atilde;o cabe na cabe&ccedil;a de ningu&eacute;m.
&nbsp;
Este direito de escolha deveria, ent&atilde;o fazer aumentar o n&uacute;mero de contratos de associa&ccedil;&atilde;o assinados&hellip;
Naturalmente que sim. O ministro da educa&ccedil;&atilde;o Mar&ccedil;al Grilo, em determinada altura, disse em p&uacute;blico: &ldquo;se num determinado local eu tiver uma escola p&uacute;blica que n&atilde;o tem qualidade e uma escola privada (com contrato de associa&ccedil;&atilde;o) que tem qualidade, eu fecho a escola estatal e deixo ficar a privada a funcionar. Os custos s&atilde;o menores, portanto s&oacute; n&atilde;o v&ecirc; quem quer ver. Por tr&aacute;s de tudo isto, est&aacute; um corporativismo ferrenho sindical que faz arrua&ccedil;a em toda a parte.
&nbsp;
A FENPROF?
Sim, em especial o ministro-sombra da Educa&ccedil;&atilde;o que &eacute; o senhor M&aacute;rio Nogueira, digo-o sem qualquer problema, porque todos sabem que &eacute; assim.
&nbsp;
Mas os professores dos col&eacute;gios tamb&eacute;m s&atilde;o sindicalizados. O sindicato n&atilde;o olha por eles?
Alguns s&atilde;o. E sabem o que &eacute; que lhes responderam, quando foram ao sindicato dizer que estavam em risco de perder o emprego? &laquo;Governem-se, isto quem quer estar sossegado no seu local de trabalho depois tem de aguentar com as consequ&ecirc;ncias&hellip;&raquo; Isto foi dito pelo sindicato e pelo Partido Comunista. A verdade &eacute; que h&aacute; portugueses de primeira e portugueses de segunda. Isto &eacute; uma estatiza&ccedil;&atilde;o de toda a vida civil. O servi&ccedil;o p&uacute;blico n&atilde;o &eacute; a mesma coisa que o servi&ccedil;o estatal. A sociedade n&atilde;o &eacute; o Estado, a sociedade &eacute; pr&eacute;via ao Estado, o Estado &eacute; um servi&ccedil;o &agrave; sociedade. N&atilde;o &eacute; uma manipula&ccedil;&atilde;o da sociedade, nem uma invas&atilde;o da sociedade, que &eacute; o que est&aacute; a acontecer e vai acontecer a seguir &agrave;s respostas sociais e outras coisas. Est&aacute; na mira a Igreja Cat&oacute;lica, apesar de os nossos bispos n&atilde;o se pronunciarem muito ou em voz alta. Querem tutelar todos os sectores que perpetuem esta forma de poder. Os grupos, quando chegam ao poder e quanto menos leg&iacute;tima for a forma como l&aacute; chegaram, mais facilmente s&atilde;o habilidosos para encontrar maneiras para se perpetuarem no poder. Isto caminha para uma Venezuela a passos largos, no meu entender.
&nbsp;
&Eacute; altura de voltar a falar do cheque ensino?
Eu n&atilde;o lhe chamaria isso. O Governo n&atilde;o quer financiar escolas, ent&atilde;o financie as fam&iacute;lias em p&eacute; de igualdade, para a escola estatal ou privada. Financie-as consoante a sua capita&ccedil;&atilde;o e permita que eles escolham o lugar onde querem p&ocirc;r os filhos. Claro que isto vai desmantelar o centralismo sindical de coloca&ccedil;&atilde;o de professores, e isso &eacute; que n&atilde;o interessa. Por outro lado, e gostava de frisar isto, h&aacute; um estrabismo volunt&aacute;rio da leitura que se faz da Constitui&ccedil;&atilde;o. L&ecirc;-se a Constitui&ccedil;&atilde;o de 1976, que fala do privado como supletivo na educa&ccedil;&atilde;o, o que explicaria a quest&atilde;o da duplica&ccedil;&atilde;o da oferta. Mas em 1982 foi feita uma revis&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o, e o supletivo desapareceu de l&aacute;.

E o Estado acompanha estes col&eacute;gios?
Sim, claro, n&oacute;s temos de responder ao Estado pelos curr&iacute;culos que lecionamos. Sabe quem &eacute; que n&atilde;o confia nas escolas estatais para esse trabalho? &Eacute; a senhora secret&aacute;ria de Estado, que tem os filhos dela no Col&eacute;gio Alem&atilde;o. E perguntando-se-lhe porqu&ecirc;, ela diz que tem um curr&iacute;culo internacional. Significa que a escola estatal portuguesa, que ela tutela, n&atilde;o &eacute; de confian&ccedil;a para ela, n&atilde;o lhe garante para os filhos dela a possibilidade de um dia mais tarde darem o salto para fora do pa&iacute;s. E, se n&atilde;o me engano, o col&eacute;gio onde ela tem os filhos tem contrato de associa&ccedil;&atilde;o com o estado alem&atilde;o. Porventura ela nem paga no col&eacute;gio alem&atilde;o, mas tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; o estado portugu&ecirc;s a pagar. V&ecirc; como s&atilde;o estas coisas?
&nbsp;
Qual &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o para este caso?
Para j&aacute;, a revoga&ccedil;&atilde;o imediata do despacho, que permitisse o cumprimento dos contratos plurianuais que est&atilde;o assinados. Depois, fazer com que este per&iacute;odo de dois anos fosse um tempo de verdadeiro di&aacute;logo na procura de solu&ccedil;&otilde;es. Desmistificando a hist&oacute;ria das capacidades de absor&ccedil;&atilde;o, os custos, pondo as coisas a claro em rela&ccedil;&atilde;o a isso. E, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, respeitando os direitos, liberdades e garantias que est&atilde;o considerados na Constitui&ccedil;&atilde;o. Um deles &eacute; a liberdade de aprender e ensinar, com a obrigatoriedade de o Estado acompanhar as fam&iacute;lias e apoiar a sua capacidade de escolha.
Neste rumo que estamos a tomar, o objetivo &eacute; livrar-se de inc&oacute;modos da Igreja Cat&oacute;lica, reduzir a possibilidade de escolha apenas para quem tem dinheiro para escolher e formatar a educa&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o tenho d&uacute;vidas de que s&atilde;o estes os objetivos.

E acredita num desfecho diferente?
Eu acredito sempre no bom senso do povo portugu&ecirc;s.
&nbsp;
H&aacute; quem diga que o pr&oacute;prio PS pouco pode fazer, ref&eacute;m que est&aacute; dos acordos que fez&hellip;
Pois, mas isso &eacute; o PS que tem de resolver. Quem quer o poder a todo o custo tem de aguentar as consequ&ecirc;ncias, e das duas uma: ou &eacute; capaz de se afirmar com verticalidade e sacudir aquilo que s&atilde;o os tais agentes de cativeiro, e retoma identidade pr&oacute;pria, ou sujeita-se a levar o pa&iacute;s &agrave; cat&aacute;strofe e aguenta as consequ&ecirc;ncias.


&nbsp;
O Estado tamb&eacute;m tem acenado com a possibilidade de compen&hellip;
Isso &eacute; uma fal&aacute;cia! Eu vou despedir professores para contratar educadores de inf&acirc;ncia, onde &eacute; que est&aacute; o benef&iacute;cio? Tenho aqui o jardim de inf&acirc;ncia p&uacute;blico, ou centro social e paroquial, vou buscar as crian&ccedil;as onde? &Eacute; para nos p&ocirc;r todos &agrave; guerra? Isto n&atilde;o vai ser f&aacute;cil, mas eles tamb&eacute;m n&atilde;o v&atilde;o sair airosos desta situa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o tenha d&uacute;vidas, porque n&atilde;o vamos desarmar. E quando digo n&oacute;s, digo funcion&aacute;rios, pais de alunos, o pr&oacute;prio com&eacute;rcio local que fica afetado&hellip;
&nbsp;
Mas voc&ecirc;s s&atilde;o poucos&hellip;
N&oacute;s n&atilde;o desarmamos, porque estamos convictos daquilo que defendemos: uma educa&ccedil;&atilde;o integral, um sistema misto, regulamentado pelo Estado. S&atilde;o muitos os pa&iacute;ses que t&ecirc;m escolas municipais, independentes, confessionais&hellip; h&aacute; essa diversidade, e muitas delas sustentadas pelo Estado. Isso &eacute; que &eacute; dar voz e corpo &agrave; sociedade civil. N&oacute;s &eacute; que vivemos com um sistema pombalino que nunca foi ultrapassado. Esta tradi&ccedil;&atilde;o de centralismo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; educa&ccedil;&atilde;o vem de longe.
&nbsp;
Mesmo que agora consigam reverter, depois era preciso que n&atilde;o mudassem tudo no mandato seguinte&hellip;
A educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode estar entregue a mercen&aacute;rios, que mudam tudo conforme mudam os mercen&aacute;rios. A educa&ccedil;&atilde;o &eacute; a garantia de futuro do pa&iacute;s, a primeira. Acho que haveria toda a vantagem em que isto n&atilde;o fosse vivido como uma pedra de arremesso pol&iacute;tico, mas sim como um servi&ccedil;o ao futuro. A educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; para os professores ou para os funcion&aacute;rios. Eles s&atilde;o servidores da educa&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o dos alunos.


Entrevista: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e Col&eacute;gio do Calv&atilde;o
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<pubDate>Tue, 05 Jul 2016 15:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Euro e Olímpicos: exploração sexual, não obrigado!</title>
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<description><![CDATA[O Euro 2016 de Fran&ccedil;a est&aacute; a&iacute; e os Jogos Ol&iacute;mpicos s&atilde;o em agosto no Rio de Janeiro. S&atilde;o eventos desportivos que movimentam muitos milh&otilde;es de euros e d&oacute;lares e milh&otilde;es de pessoas, algumas contra a sua vontade.



&laquo;Organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil atestam um aumento da explora&ccedil;&atilde;o sexual, durante os Jogos Ol&iacute;mp&iacute;cos: 30% na Alemanha, em 2006, e 40% na &Aacute;frica do Sul, em 2010. E ap&oacute;s o mundial de futebol de 2014, a Secretaria de Direitos Humanos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica do Brasil divulgou os dados do Disque 100, Departamento de Ouvidoria Nacional para os Direitos Humanos, no per&iacute;odo da copa do mundo de 2014, evidenciando um crescimento de 41,2% em compara&ccedil;&atilde;o com o mesmo per&iacute;odo do ano anterior.&raquo; A Ir. Eurides Alves de Oliveira &eacute; coordenadora da &laquo;Um Grito pela Vida&raquo;, rede brasileira da vida consagrada contra o tr&aacute;fico de pessoas.

A Irm&atilde; do Imaculado Cora&ccedil;&atilde;o de Maria afirma que &laquo;lamentavelmente o tr&aacute;fico de pessoas vem, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, e particularmente nos &uacute;ltimos anos, tornando-se um problema de dimens&otilde;es cada vez maiores, a ponto de ser denominado como a &ldquo;escravid&atilde;o contempor&acirc;nea&rdquo;. A preocupa&ccedil;&atilde;o do crescimento desta pr&aacute;tica criminosa durante os eventos dos jogos ol&iacute;mpicos insere-se na din&acirc;mica dos grande fluxos, movimentos de pessoas e da necessidade de realizar em curtos prazos obras de infraestruturas ou na gan&acirc;ncia de quem quer lucrar sem se preocupar com a dimens&atilde;o &eacute;tica das rela&ccedil;&otilde;es humanas&raquo;. O Brasil ser visto como um pa&iacute;s acolhedor, alegre e belo n&atilde;o ajuda, pois &eacute; uma &laquo;imagem carrega contradi&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas de explora&ccedil;&atilde;o e estere&oacute;tipos culturais de discrimina&ccedil;&atilde;o e viol&ecirc;ncia de g&eacute;nero, relacionados &agrave;s mulheres como objetos sexuais e de consumo&raquo;.

Da&iacute; que o Brasil seja conhecido como destino que, mesmo em tempos sem eventos desportivos, atrai pelas ofertas sexuais. A Ir. Eurides conta que &laquo;um relat&oacute;rio de 2015 divulgou que os sites associados &agrave; pornografia e que promovem o Brasil como um lugar de destino de turismo sexual aumentou 3350 unidades em dois anos. No Estado do Rio de Janeiro continua alarmante a situa&ccedil;&atilde;o de explora&ccedil;&atilde;o sexual de crian&ccedil;as e adolescentes&raquo;. S&oacute; nos quatro primeiros meses de 2016, houve 77 den&uacute;ncias de abuso e 97 de explora&ccedil;&atilde;o sexual. Quantos n&atilde;o ter&atilde;o ficado por denunciar?


&nbsp;
Se &eacute; assim habitualmente, mais ser&aacute; em eventos que trazem mais pessoas e mais turistas. S&atilde;o dados que impelem &agrave; a&ccedil;&atilde;o. Da&iacute; que tenha sido lan&ccedil;ada uma campanha mundial para alertar para a explora&ccedil;&atilde;o sexual e o tr&aacute;fico de pessoas associados a grandes eventos desportivos. &laquo;Jogue a Favor da Vida&raquo; pretende alertar para o &laquo;um fluxo enorme de pessoas, em particular adolescentes e jovens de fam&iacute;lias de baixa renda que acabam sendo aliciadas para a prostitui&ccedil;&atilde;o e/ou sendo envolvidas em esquemas de grupos criminosos que vivem do com&eacute;rcio sexual e usam viol&ecirc;ncia, amea&ccedil;as e outros artif&iacute;cios, para as traficarem para o mercado sexual e/ou explora&ccedil;&atilde;o laboral dentro ou fora do pa&iacute;s&raquo;.


Escravos no nosso tempo
Al&eacute;m da explora&ccedil;&atilde;o sexual, h&aacute; tamb&eacute;m outro lado, o do tr&aacute;fico para trabalho escravo. A Ir. Eurides diz que &laquo;foram m&uacute;ltiplas as den&uacute;ncias de trabalho escravo para a constru&ccedil;&atilde;o das infraestruturas para a Copa do Mundo na &Aacute;frica do Sul (2010) e no Qatar (2012)&raquo;. Tamb&eacute;m nas constru&ccedil;&otilde;es para os Jogos Ol&iacute;mpicos do Rio houve casos detectados: &laquo;o Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Trabalho retirou onze trabalhadores do Projeto Ilha Pura que estavam em situa&ccedil;&atilde;o comparada &agrave; de trabalho escravo.&raquo;



Mas porque acontece o tr&aacute;fico de pessoas? E porque passa despercebido? A Ir. Gabriella Bottani &eacute; coordenadora da Talitha Kum, rede mundial da vida consagrada contra o tr&aacute;fico de pessoas. A mission&aacute;ria comboniana explica que &laquo;o tr&aacute;fico de pessoas &eacute; um grande neg&oacute;cio e lucrativo, principalmente na sua modalidade de explora&ccedil;&atilde;o sexual. Um mercado il&iacute;cito que mobilita milh&otilde;es de d&oacute;lares em cada ano. Muito deste dinheiro, uma vez &ldquo;lavado&rdquo; sustenta os mercados financeiros&raquo;. Torna-se dif&iacute;cil mostrar que h&aacute; explora&ccedil;&atilde;o quando &laquo;at&eacute; as pessoas que sofrem as consequ&ecirc;ncias da explora&ccedil;&atilde;o, muitas vezes n&atilde;o conseguem enxergar a sua triste realidade, pois tem mais valor o perfume, ou o sapato de marca que conseguem adquirir, n&atilde;o importa o pre&ccedil;o que t&ecirc;m que pagar. Muitas pessoas, sobretudo em situa&ccedil;&atilde;o de explora&ccedil;&atilde;o sexual encontram-se em situa&ccedil;&atilde;o de escravid&atilde;o por d&iacute;vida&raquo;.

No outro lado da equa&ccedil;&atilde;o est&atilde;o as causas deste problema como a pobreza, a busca por melhores oportunidades de trabalho, necessidade de sustentar a fam&iacute;lia ou motivos ambientais (secas ou inunda&ccedil;&otilde;es). Tudo isto leva, muitas vezes, as pessoas a procurar melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida. H&aacute; tamb&eacute;m quem queira conhecer outras culturas, casar-se com um estrangeiro, ou livrar-se de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, abuso sexual. Desejos v&aacute;lidos, mas que s&atilde;o muitas vezes aproveitados pelos traficantes. &laquo;Aproveitam-se daquilo que &eacute; o bem mais precioso das pessoas,&nbsp; a sua capacidade de sonhar, de querer mais, de ir mais longe. A pessoa entra exatamente nos espa&ccedil;os onde os sonhos ainda s&atilde;o negados, onde restam poucas ou nenhuma alternativa, com uma promessa que parece uma oportunidade &uacute;nica. Um vez frustrada esta expectativa a pessoa por medo, vergonha ou at&eacute; por n&atilde;o saber identificar que foi v&iacute;tima, prefere o sil&ecirc;ncio e assim o crime continua algo oculto.&raquo;

Para a Ir. Gabriella, &laquo;muitos dos traficantes ou gestores das redes do tr&aacute;fico de pessoas s&atilde;o as autoridades que deviam proteger e evitar estes crimes, o que faz as pessoas terem medo e n&atilde;o confiarem em fazer as den&uacute;ncias&raquo;. Por outro lado, &laquo;tamb&eacute;m a impunidade e o pouco rigor na aplica&ccedil;&atilde;o das leis contribuem para a subnotifica&ccedil;&atilde;o dos casos de explora&ccedil;&atilde;o sexual e tr&aacute;fico de pessoas&raquo;. Quando se somam fatores culturais que legitimam a procura por servi&ccedil;os sexuais e culpabilizam as v&iacute;timas tudo piora.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Talitha Kum
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<pubDate>Tue, 05 Jul 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa Francisco está a preparar um novo Sínodo</title>
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<description><![CDATA[Depois de uma caminhada sinodal como a Igreja nunca tinha feito, com uma consulta real a todo o mundo cat&oacute;lico e a realiza&ccedil;&atilde;o de dois s&iacute;nodos dos bispos com um ano de diferen&ccedil;a sobre o mesmo tema, a Fam&iacute;lia, o Papa Francisco n&atilde;o quer perder tempo e j&aacute; est&aacute; a preparar a realiza&ccedil;&atilde;o de um novo s&iacute;nodo.


Este enf&acirc;se na sinodalidade recebeu elogios de quase todos os participantes nos dois &uacute;ltimos s&iacute;nodos sobre a fam&iacute;lia, e Francisco quer tornar real este seu desejo de uma igreja sinodal, expresso em v&aacute;rias das suas interven&ccedil;&otilde;es, em que afirmou que &laquo;uma igreja sinodal &eacute; uma igreja em escuta&raquo; e que &laquo;s&oacute; na medida em que estes [s&iacute;nodos] permanecerem ligados &agrave; base e partirem do povo &eacute; que pode come&ccedil;ar a formar uma igreja sinodal&raquo;.

Coerente com esta medida, Francisco come&ccedil;ou por escutar o setor da Igreja mais perto de si: os cardeais. Segundo fontes pr&oacute;ximas ao Vaticano revelaram &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;, no &uacute;ltimo consist&oacute;rio de cardeais, realizado no final do m&ecirc;s de junho, os cardeais foram convidados a ficar cerca de duas horas depois do fim do consist&oacute;rio para, com Francisco, debaterem ideias sobre o tema para o pr&oacute;ximo s&iacute;nodo.

Em cima da mesa, sabe a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, ficaram tr&ecirc;s temas principais: a fam&iacute;lia, a juventude e a paz no mundo. A Fam&iacute;lia &eacute; um tema muito querido pelo Papa, e foram v&aacute;rias as vozes que fizeram saber ao Papa que, embora muito debatido e aprofundado na anterior caminhada sinodal, este era um tema que merecia mais reflex&atilde;o da Igreja universal. A juventude &eacute; tamb&eacute;m um tema forte, j&aacute; que &eacute; nas bases que a Igreja perde grande parte dos seus fi&eacute;is. N&atilde;o h&aacute; linguagem para os jovens, e muitas vezes a oferta pastoral n&atilde;o vai ao encontro dos desejos e anseios de quem procura um caminho e uma voca&ccedil;&atilde;o, pelo que &eacute; uma forte possibilidade, incentivada pelos excelentes resultados que t&ecirc;m tido as Jornadas Mundiais da Juventude, que congregam sempre centenas de milhares de jovens ao lado do Papa.

Finalmente, a paz no mundo &eacute; algo que tem preocupado muito o pr&oacute;prio Papa. Sendo um tema cada vez mais na ordem do dia, principalmente por causa das amea&ccedil;as terroristas que assolam os pa&iacute;ses em guerra do M&eacute;dio Oriente e alguns pa&iacute;ses europeus, n&atilde;o seria de descartar que Francisco quisesse ouvir a Igreja sobre esta mat&eacute;ria, ela que sofre tanto com a persegui&ccedil;&atilde;o.



N&atilde;o h&aacute; ainda nenhuma indica&ccedil;&atilde;o temporal para a realiza&ccedil;&atilde;o do novo s&iacute;nodo, ou se h&aacute; o Papa n&atilde;o a adiantou aos cardeais. Sendo pouco prov&aacute;vel que se venha a saber alguma coisa durante o Ano da Miseric&oacute;rdia, para n&atilde;o distrair deste assunto que &eacute; t&atilde;o caro ao Papa, poder&aacute; ser esta uma das novidades ap&oacute;s este ano que est&aacute; a ser vivido em toda a Igreja. Tendo em conta a idade de Francisco e as suas condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas, &eacute; poss&iacute;vel que haja novidades muito em breve.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Foto: Catholic Press Photo
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<pubDate>Mon, 04 Jul 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Igreja ainda não acolhe bem deficiência intelectual</title>
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<description><![CDATA[&laquo;A senhora devia evitar trazer o seu filho para estes s&iacute;tios, n&atilde;o acha?&raquo; Que m&atilde;e gostaria de ouvir isto acerca do seu filho, enquanto espera pelo caf&eacute; numa fila num hipermercado? &Eacute; f&aacute;cil imaginar que nenhuma, menos ainda quando se &eacute; m&atilde;e de um filho com defici&ecirc;ncia intelectual, mas esta &eacute; a realidade que ainda hoje, em pleno s&eacute;c. xxi, alguns pais t&ecirc;m de escutar.


&laquo;H&aacute; 40 anos, as pessoas assumiam que tinham preconceitos, e hoje as pessoas envergonham-se de assumir, mas o preconceito tem express&atilde;o a partir dos gestos e atitudes. N&atilde;o &eacute; que tenha desaparecido, mas tornou-se menos not&oacute;rio de forma expl&iacute;cita&raquo;, explica Olga Grilo, respons&aacute;vel nacional pelo movimento F&eacute; e Luz, que h&aacute; 45 anos acompanha fam&iacute;lias com filhos com defici&ecirc;ncia intelectual. &laquo;Tudo come&ccedil;ou em 1971 porque um casal tentou levar os seus filhos com defici&ecirc;ncia a uma peregrina&ccedil;&atilde;o a Lourdes e foram impedidos de participar. N&atilde;o encontraram alojamento, n&atilde;o foram acolhidos, e todo o ambiente foi muito hostil para com eles, porque todos antecipavam que aqueles filhos seriam um problema e ningu&eacute;m queria lidar com isso&raquo;, conta-nos.

A experi&ecirc;ncia foi t&atilde;o traum&aacute;tica que o casal foi conversar com Marie-H&eacute;l&egrave;ne Mathieu, que trabalhava no Servi&ccedil;o Pastoral a Pessoas com Defici&ecirc;ncia em Fran&ccedil;a e estava muito sens&iacute;vel a estas quest&otilde;es. O problema chegou tamb&eacute;m aos ouvidos de Jean Vanier, um canadiano respons&aacute;vel pela cria&ccedil;&atilde;o das comunidades crist&atilde;s A Arca.
Juntos, resolveram fazer o impens&aacute;vel: juntar centenas de pessoas com defici&ecirc;ncia, suas fam&iacute;lias e amigos, e peregrinar at&eacute; Lourdes. &laquo;Em Fran&ccedil;a reinou o p&acirc;nico. A Igreja Cat&oacute;lica n&atilde;o estava preparada, muito menos o santu&aacute;rio, e convocaram-se todas as for&ccedil;as policiais que havia para estarem alerta naqueles dias, porque a previs&atilde;o era quase apocal&iacute;ptica&raquo;, recorda Olga Grilo. Mas o resultado final foi bem diferente. &laquo;Com todas as incapacidades pr&oacute;prias da pessoa com defici&ecirc;ncia, vieram tamb&eacute;m a alegria, a simplicidade e a vontade de criar rela&ccedil;&atilde;o e festa, sobretudo. Essa peregrina&ccedil;&atilde;o foi muito marcante para muitas fam&iacute;lias, e criou-lhes a esperan&ccedil;a de que alguma coisa poderia mudar dali para a frente.&raquo;

Algumas dessas fam&iacute;lias eram portugueses e trouxeram o movimento para o nosso pa&iacute;s. H&aacute; 40 anos, surgiam as primeiras comunidades de um movimento que procura ser um espa&ccedil;o de &laquo;reflex&atilde;o&raquo;, &laquo;ora&ccedil;&atilde;o&raquo;, &laquo;partilha&raquo; e &laquo;festa, o momento mais aguardado pelos nossos amigos especiais&raquo;, diz, entre risos. Se, na altura em que surgiu o movimento, o preconceito era real e vis&iacute;vel, a realidade atual &eacute; que, deixando de ser vis&iacute;vel, continua a ser real em muitas par&oacute;quias e igrejas. &laquo;Hoje ningu&eacute;m &eacute; proibido de ir &agrave; Eucaristia, mas as pessoas sentem-se mal e desconfort&aacute;veis pelos olhares, que revelam um preconceito n&atilde;o assumido, da parte das outras pessoas, e acabam por se sentir mal e n&atilde;o ir. Antes, as pessoas eram aconselhadas a n&atilde;o ir, hoje n&atilde;o s&atilde;o de viva voz, mas tamb&eacute;m n&atilde;o conseguem tomar parte nas atividades da par&oacute;quia&raquo;, critica Olga Grilo.


Um problema sentido por D&aacute;lia Lopes na primeira pessoa. &laquo;Senti muita dificuldade em que a Igreja aceitasse o meu filho. Se estamos numa Missa e o menino bate palmas, surgem coment&aacute;rios depreciativos de &ldquo;ah, um menino t&atilde;o grande a bater palmas quando o padre est&aacute; a ler o Evangelho&rdquo;. Claro que a m&atilde;e n&atilde;o o deixa fazer isso, e depois deixa &eacute; de ir &agrave; Missa para n&atilde;o ouvir estas coisas, e vai &agrave; Missa nos encontros do F&eacute; e Luz&raquo;, desabafa D&aacute;lia, m&atilde;e do Jo&atilde;o, que tem uma doen&ccedil;a dentro do espectro do autismo e est&aacute; hoje com 23 anos.

O problema n&atilde;o se limita aos fi&eacute;is, mas tamb&eacute;m a alguns sacerdotes. &laquo;Quando o Jo&atilde;o cresceu e j&aacute; ia &agrave; Missa, quis comungar, mas o padre da minha par&oacute;quia estava renitente em aceit&aacute;-lo na catequese. At&eacute; que em Arroios, onde estava a comunidade F&eacute; e Luz a que eu pertencia, j&aacute; havia uma catequista e o padre n&atilde;o se importava que ele estivesse na catequese. Mas eu morava nas Paivas, na Amora, e era muito longe para ir de um lado para o outro. Falei de novo com o meu p&aacute;roco e disse-lhe que em Lisboa o aceitariam, e ele l&aacute; o aceitou. Mas quando chegou o momento da comunh&atilde;o, ele n&atilde;o lhe queria dar o sacramento. Tive de falar algumas vezes com ele, e ele l&aacute; acedeu, mas teve de haver alguma press&atilde;o da minha parte&raquo;, lamenta. Atualmente, o Jo&atilde;o j&aacute; vai &agrave; Eucaristia e j&aacute; poucos estranham alguma atitude mais &ldquo;fora do normal&rdquo; ou os &laquo;abra&ccedil;os e beijinhos que d&aacute; a todas as pessoas na igreja no momento da paz&raquo;, brinca D&aacute;lia. 
Mas esta &eacute; uma press&atilde;o que muitos pais podem n&atilde;o conseguir fazer, optando simplesmente por excluir o filho da participa&ccedil;&atilde;o na Eucaristia. &laquo;Se n&oacute;s perguntarmos a um sacerdote se tem na sua par&oacute;quia pessoas com defici&ecirc;ncia intelectual, &eacute; prov&aacute;vel que digam que n&atilde;o t&ecirc;m. E depois come&ccedil;amos a procurar e descobrimos que h&aacute;, mas n&atilde;o aparecem nas celebra&ccedil;&otilde;es, est&atilde;o escondidos&raquo;, diz Olga Grilo.
Uma tend&ecirc;ncia que o movimento F&eacute; e Luz tem procurado esbater. &laquo;Quando o Jo&atilde;o nasceu, questionei-me muito e ganhei alguma revolta. Foi uma irm&atilde; que me falou no F&eacute; e Luz, e em boa hora o fez. Grande parte de revolta foi-se embora, porque em F&eacute; e Luz eu vi que o meu filho era aceite. Com as suas birras, que ele era um terrorista que nem lhe passa pela cabe&ccedil;a, mas era aceite. O que senti &eacute; que o aceitaram com os momentos de alegrias e de birra, e n&atilde;o houve nenhuma m&atilde;e ou elementos do movimento a apontarem o dedo, a dizerem que ele era malcriado, que eu n&atilde;o o sabia ensinar, que &eacute; o que se v&ecirc; por a&iacute;&raquo;, defende D&aacute;lia Lopes.

Muito amor e alegria &eacute; o que se sente nos encontros do F&eacute; e Luz, a julgar pelas palavras da Teresa Rom&atilde;o, tamb&eacute;m ela uma &ldquo;menina especial&rdquo;. &laquo;Estou desde o in&iacute;cio no grupo de &Eacute;vora. Vou &agrave; Missa e gosto muito de acolitar. J&aacute; fa&ccedil;o h&aacute; algum tempo, mas &agrave;s vezes ainda me engano&raquo;, diz a rir. Mais importante ainda &eacute; o que sente por participar nos encontros. &laquo;Se n&atilde;o fosse o F&eacute; e Luz, eu n&atilde;o era nada. Eles t&ecirc;m sido uma ajuda muito grande, t&ecirc;m-me ajudado muito, principalmente os amigos jovens, porque quando tenho problemas, eles v&ecirc;m ajudar-me, quando estou triste eles v&ecirc;m ajudar-me, e eu tamb&eacute;m os ajudo a eles&raquo;, conta a Teresa.
E como &eacute; que podem ser os pr&oacute;ximos 40 anos do movimento? &laquo;N&atilde;o ter medo de dar visibilidade &agrave;s pessoas com defici&ecirc;ncia intelectual. Esporadicamente, vemos uma pessoa a passear com o seu filho com defici&ecirc;ncia, e menos ainda na Eucaristia. A Igreja deveria facilitar essa presen&ccedil;a das pessoas, por exemplo atrav&eacute;s da catequese. S&atilde;o raras as par&oacute;quias que t&ecirc;m um catequista capacitado com indica&ccedil;&otilde;es para dar catequese a pessoas com defici&ecirc;ncia intelectual&raquo;, diz a respons&aacute;vel nacional do F&eacute; e Luz.


Olga Grilo sugere ainda que na cria&ccedil;&atilde;o de redes paroquiais entre os diversos movimentos, o F&eacute; e Luz n&atilde;o seja esquecido. &laquo;N&atilde;o acontece intencionalmente, mas porque estas pessoas n&atilde;o est&atilde;o t&atilde;o capacitadas, h&aacute; tend&ecirc;ncia para n&atilde;o atribuir grandes responsabilidades &agrave; comunidade F&eacute; e Luz, o que pode fazer sentido, mas depois n&atilde;o se atribui mais nada. &Eacute; preciso rever o que se pode pedir &agrave;s pessoas, porque sen&atilde;o continuamos sem pedir nada &agrave;s pessoas com defici&ecirc;ncia intelectual, nem &agrave;s suas fam&iacute;lias, porque elas s&atilde;o capazes apenas de fazer &ldquo;estas&rdquo; coisas, mas nem essas elas fazem, porque n&atilde;o h&aacute; oportunidade disso.&raquo;
Desafios lan&ccedil;ados a todos os fi&eacute;is, e uma porta que est&aacute; aberta para todos os pais que t&ecirc;m filhos com defici&ecirc;ncia intelectual, e para todos os que desejem descobrir este &laquo;tesouro escondido&raquo; que &eacute; participar nos encontros F&eacute; e Luz, pois nem s&oacute; de pessoas com defici&ecirc;ncia intelectual e seus pais &eacute; feito este movimento. &laquo;O que faz os amigos ficarem nas comunidades &eacute; a experi&ecirc;ncia de descobrir, desafiados por uma pessoa com defici&ecirc;ncia intelectual que n&atilde;o tem o registo que a sociedade nos encaminha a ter da efici&ecirc;ncia, da efic&aacute;cia, da intelig&ecirc;ncia, do bonito, que somos impelidos a ter outro tipo de registo, mais simples, e que o que importa &eacute; ser capaz de criar uma rela&ccedil;&atilde;o verdadeira, baseada numa ternura rec&iacute;proca, que n&atilde;o &eacute; comum encontrar nas rela&ccedil;&otilde;es mais casuais que vamos tendo.&raquo;


Texto: Ricardo Perna
Fotos: Movimento F&eacute; e Luz e Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Fri, 01 Jul 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Ser Sacramento da Presença entre refugiados</title>
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<description><![CDATA[H&aacute; umas semanas, demos a conhecer um grupo de cinco volunt&aacute;rias portuguesas que iam partir para a Jord&acirc;nia. A miss&atilde;o era trabalhar com refugiados em Am&atilde;, em colabora&ccedil;&atilde;o com a C&aacute;ritas da Jord&acirc;nia. J&aacute; regressaram a Portugal e Ana Rita Sousa conta-nos como foi esta experi&ecirc;ncia.



Fam&iacute;lia Crist&atilde; &ndash; Quando fal&aacute;mos antes da viagem, s&oacute; sabiam que iam trabalhar com a C&aacute;ritas da Jord&acirc;nia, mas n&atilde;o o que iam fazer. Como correu esta experi&ecirc;ncia de voluntariado?
Ana Rita Sousa &ndash; N&oacute;s s&oacute; sab&iacute;amos o que &iacute;amos fazer no dia anterior. Na primeira semana, estivemos na cantina social da C&aacute;ritas, o que foi bom porque &eacute; uma equipa estupenda. Para mim, este foi o primeiro impacto com o M&eacute;dio Oriente e com esta cultura. A coisa interessante &eacute; que quando estamos a fazer coisas muito pr&aacute;ticas como arranjar frangos, esfregar o ch&atilde;o vemos que &eacute; tudo muito diferente e &eacute; uma experi&ecirc;ncia de incultura&ccedil;&atilde;o.
Eu ia &agrave; espera de uma Jord&acirc;nia onde toda a gente falava ingl&ecirc;s, mas n&atilde;o &eacute; bem assim. A barreira lingu&iacute;stica &eacute; muito forte. S&oacute; os mais jovens e alguns sabem ingl&ecirc;s. Refugiados s&iacute;rios ou iraquianos simplesmente falavam &aacute;rabe e nada mais. At&eacute; a linguagem corporal e gestual n&atilde;o era a mesma. Aprendemos a dizer habibi, al&eacute;m disto o t&iacute;pico &laquo;vai buscar o esfreg&atilde;o&raquo;, &laquo;passa a panela&raquo; era tudo em &aacute;rabe.
A cantina social nasceu em novembro, dezembro do ano passado, no ano da miseric&oacute;rdia por isso se chama Restaurant of Mercy (Restaurante da Miseric&oacute;rdia). Faz&iacute;amos uma m&eacute;dia de 300 refei&ccedil;&otilde;es por dia. H&aacute; uma zona para refei&ccedil;&otilde;es para 70 pessoas. Vem quem entender que necessita, as portas est&atilde;o abertas a todos. Em regra s&atilde;o mu&ccedil;ulmanos que vencem a barreira de ir a uma institui&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica com a fotografia do Papa logo &agrave; porta.




Fam&iacute;lia Crist&atilde; &ndash; Estiveram na Jord&acirc;nia, com popula&ccedil;&atilde;o maioritariamente mu&ccedil;ulmana na altura do Ramad&atilde;o. Como foi trabalhar num s&iacute;tio que faz refei&ccedil;&otilde;es durante esta altura de jejum?
Ana Rita Sousa &ndash; O restaurante em norma prepara e serve almo&ccedil;os. Neste m&ecirc;s s&oacute; servimos jantares. N&oacute;s com&iacute;amos &agrave;s escondidas porque &eacute; mal visto.
Prepar&aacute;mos as 70 refei&ccedil;&otilde;es servidas ali. E depois faz&iacute;amos uma s&eacute;rie de refei&ccedil;&otilde;es para a quebra do jejum que eram servidas nas escolas: arroz e muito frango, porque era a &uacute;nica altura do dia em que comiam.
&nbsp;

Fam&iacute;lia Crist&atilde; &ndash; Tamb&eacute;m estiveram num centro m&eacute;dico da C&aacute;ritas. Foi l&aacute; que puderam participar numa sess&atilde;o de acompanhamento psicol&oacute;gico a refugiados iraquianos com depress&atilde;o?
Ana Rita Sousa &ndash; Sim&hellip; A vida l&aacute; n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil. Os crist&atilde;os s&atilde;o cada vez menos. Os iraquianos diziam: &laquo;O Daesh p&ocirc;s-nos fora de casa, querem limpar os crist&atilde;os para fora daqui para deixar os territ&oacute;rios s&oacute; para mu&ccedil;ulmanos.&raquo; Os crist&atilde;os identificam-se com uma cruz tatuada na m&atilde;o, com um ter&ccedil;o ao pesco&ccedil;o&hellip; Estas pessoas n&atilde;o t&ecirc;m terra, n&atilde;o t&ecirc;m p&aacute;tria e n&atilde;o sei at&eacute; que ponto est&atilde;o integradas numa comunidade eclesial que ajude, porque a f&eacute; &eacute; um grande suporte.


&nbsp;
Fam&iacute;lia Crist&atilde; &ndash; Todas t&ecirc;m forma&ccedil;&atilde;o superior, duas s&atilde;o juristas e tr&ecirc;s ligadas &agrave; sa&uacute;de. Como foi lavar ch&atilde;o, esfregar panelas e pratos, arranjar frangos?

Ana Rita Sousa &ndash; T&iacute;nhamos pilhas de loi&ccedil;a para lavar &agrave; m&atilde;o que vinha da distribui&ccedil;&atilde;o no exterior e arranj&aacute;mos muitos muitos frangos. Eu tinha posto na minha cabe&ccedil;a o trabalho mais simples que pudesse fazer. E pensei que podia ser lavar casas de banho. E pensei: &laquo;Ana Rita, est&aacute;s preparada? Se n&atilde;o estiveres mais vale n&atilde;o partir!&raquo; No primeiro dia, estivemos a aprender um bocadinho como eram as coisas e o lugar das coisas. No segundo dia, por gestos puseram-me o esfreg&atilde;o e o detergente na m&atilde;o e mandaram-me lavar a casa de banho. Senti que encontrei a minha voca&ccedil;&atilde;o. Foi como uma confirma&ccedil;&atilde;o do alto. Era este o caminho que eu queria.
&nbsp;

Fam&iacute;lia Crist&atilde; &ndash; Esta experi&ecirc;ncia mudou alguma coisa na forma como v&ecirc; os refugiados?

Ana Rita Sousa &shy;&ndash; A ideia de que os refugiados s&atilde;o uns coitadinhos, que s&atilde;o uns pobrezinhos n&atilde;o &eacute; verdadeira. S&atilde;o irm&atilde;os ao nosso n&iacute;vel. S&atilde;o pessoas que, &agrave;s vezes, at&eacute; tinham &oacute;ptimas condi&ccedil;&otilde;es de vida. Numa partilha ouvia-se muito isto &laquo;nem sonhar posso porque j&aacute; nem sonhar sei&raquo;. Era ver pessoas com escolaridade, outras com burcas. N&atilde;o pensava ver tantas burcas.


Fam&iacute;lia Crist&atilde; &ndash; Como comunicavam?

Ana Rita Sousa &ndash; O nosso di&aacute;logo era pelo olhar, pelo sorriso. No fundo, o nosso trabalho foi ao servi&ccedil;o dos refugiados. Cada perna de frango, cada coxa, cada prato lavado era para eles. Estendemos m&atilde;os, fizemos gestos. A l&iacute;ngua foi mesmo uma barreira.

Um s&iacute;rio dizia que s&oacute; o facto de estarmos ali, de termos usado as nossas f&eacute;rias, o dinheiro que t&iacute;nhamos e n&atilde;o t&iacute;nhamos, era mostrar-lhes que n&atilde;o est&atilde;o esquecidos. Espero que a nossa viagem tenha falado por si, no &quot;Sacramento da Presen&ccedil;a&quot;. Cri&aacute;mos grandes amizades e muitas pontes e trazemos muitos desafios.

Fam&iacute;lia Crist&atilde; &ndash; Como t&ecirc;m sido estes dias depois do regresso?

Ana Rita Sousa &ndash; Todas sentimos que esta aventura deveria continuar. &Eacute; qualquer coisa que queremos continuar a viver por estas pessoas. Voltei com a alma cheia. A sensa&ccedil;&atilde;o de estar estoirada ao fim do dia, estar atenta a cada coisa, olhar com este olhar de amor. Pessoalmente trago alguns desafios, pensar se &eacute; poss&iacute;vel trazer alguns s&iacute;rios para Portugal, pondo as duas C&aacute;ritas a conversar e a partilhar experi&ecirc;ncias. Trago alguns projetos para aprofundar a cultura &aacute;rabe. A quest&atilde;o da l&iacute;ngua deu-me uma enorme vontade de aprender &aacute;rabe. Gostaria de ser uma pequen&iacute;ssima ponte entre o Ocidente e o Oriente.


Entrevista conduzida por Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o, Volunt&aacute;rias/Dividir o Bem pelas Aldeias e C&aacute;ritas Jord&acirc;nia
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<pubDate>Thu, 30 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Prémio Norte-Sul distingue «pedagogia do exemplo»</title>
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<description><![CDATA[Lora Pappa e o ex-presidente de Mo&ccedil;ambique, Joaquim Chissano, receberam o Pr&eacute;mio Norte-Sul 2015, do Conselho da Europa.
Lora Pappa foi consultora do Alto Comissariado das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para os Refugiados. Esta grega fundou a organiza&ccedil;&atilde;o METAdrasi, cuja a&ccedil;&atilde;o principal tem sido proteger refugiados e migrantes, especialmente menores e crian&ccedil;as desacompanhadas. Tem mais de 280 int&eacute;rpretes e mediadores culturais. Disp&otilde;e igualmente de equipas de acompanhamento de crian&ccedil;as refugiadas e migrantes que chegam sozinhas &agrave; Gr&eacute;cia. Essas equipas transportam-nas em seguran&ccedil;a para instala&ccedil;&otilde;es apropriadas para menores. J&aacute; foram apoiadas mais de 3650 crian&ccedil;as.


&nbsp;
Na cerim&oacute;nia, Lora Pappa agradeceu a &laquo;todas as pessoas ativas na METAdrasi, mulheres e homens que sem o saber s&atilde;o guardi&otilde;es dos Direitos Humanos. Agrade&ccedil;o-lhes do fundo do cora&ccedil;&atilde;o, porque tornaram poss&iacute;vel o que parecia imposs&iacute;vel: acompanhar crian&ccedil;as que est&atilde;o detidas em centros de deten&ccedil;&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es lament&aacute;veis&raquo;. Esta ativista admite que se trata &laquo;de uma corrida contrarrel&oacute;gio para criar estruturas de acolhimento para que estas crian&ccedil;as, mais de 1500, n&atilde;o fiquem expostas a redes de passadores e de traficantes&raquo;.



Refor&ccedil;ando o profissionalismo com que trabalham os int&eacute;rpretes e mediadores da ONG, Lora Pappa diz fazer-lhes muitas vezes a quest&atilde;o: &laquo;Como &eacute; que se pode n&atilde;o abra&ccedil;ar um pai e uma m&atilde;e que identificam o corpo morto do seu filho e que t&ecirc;m de o enterrar em solo estranho? A energia do desespero e a energia da esperan&ccedil;a movem o ser humano.&raquo;

J&aacute; o antigo presidente Joaquim Chissano &eacute; distinguido pelo seu contributo em favor da paz no continente africano, nomeadamente como enviado e negociador das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. O ex-Chefe de Estado de Mo&ccedil;ambique diz ter aprendido que &laquo;nem sempre o di&aacute;logo leva a bons frutos&raquo; e que &eacute; preciso chegar a um resultado &laquo;em que n&atilde;o haja vencedores nem vencidos, mas todos sejam vencedores&raquo;. Joaquim Chissano falou das diferen&ccedil;as econ&oacute;micas e sociais entre o norte e o sul do planeta sublinhando que &laquo;os conflitos e imigra&ccedil;&atilde;o s&atilde;o consequ&ecirc;ncia destes desequil&iacute;brios que j&aacute; amea&ccedil;am estabilidade de institui&ccedil;&otilde;es internacionais como a Uni&atilde;o Europeia&raquo;.



O Pr&eacute;mio Norte-Sul do Conselho da Europa foi entregue, pela primeira vez, por Marcelo Rebelo de Sousa. O Presidente da Rep&uacute;blica salientou o papel de Lora Pappa na defesa dos refugiados, salientando que &laquo;o problema dos refugiados interpela o norte&nbsp; e o sul do mundo inteiro e exige de todos n&oacute;s uma ades&atilde;o plena aos valores que representam a matriz do Conselho da Europa&raquo;. Joaquim Chissano foi caracterizado por Marcelo Rebelo de Sousa como &laquo;percursor do multipartidarismo&raquo; cujo &laquo;magist&eacute;rio estendeu-se a tantas outras latitudes e longitudes&raquo;. O Presidente da Rep&uacute;blica salientou o &laquo;exemplo de coragem na defesa da dignidade da pessoa humana e da democracia&raquo; dos dois galardoados. Marcelo Rebelo de Sousa disse que &laquo;&eacute; atrav&eacute;s da pedagogia do exemplo que devemos criar cidadania entre os povos&raquo;.

O Pr&eacute;mio Norte-Sul, do Conselho da Europa, distingue anualmente duas personalidades, uma do Norte e outra do Sul, que promovam os Direitos Humanos, a pluralidade democr&aacute;tica e o desenvolvimento do di&aacute;logo intercultural e refor&ccedil;o da solidariedade entre o norte e o sul do planeta.
&nbsp;
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o

Fotos: ARTV, METAdrasi
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<pubDate>Thu, 30 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Paulistas e Patriarcado em festa com novos sacerdotes</title>
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<description><![CDATA[A Sociedade S&atilde;o Paulo viveu uma grande festa este domingo com a ordena&ccedil;&atilde;o de um novo sacerdote da congrega&ccedil;&atilde;o, algo que j&aacute; n&atilde;o acontecia h&aacute; 14 anos na congrega&ccedil;&atilde;o em Portugal. Jos&eacute; Andr&eacute; Ferreira foi ordenado presb&iacute;tero na Igreja de Santa Maria de Bel&eacute;m, Mosteiro dos Jer&oacute;nimos, em Lisboa, juntamente com mais sete sacerdotes diocesanos que ficar&atilde;o ao servi&ccedil;o desta diocese.


Presidiu &agrave;s ordena&ccedil;&otilde;es D. Manuel Clemente, Cardeal-Patriarca de Lisboa, que na homilia destacou que &laquo;na vida de um padre n&atilde;o h&aacute; lugar para recortes ou demoras, no cora&ccedil;&atilde;o ou na agenda&raquo;. D. Manuel Clemente exortou os novos sacerdotes a que, &laquo;pelo modo definitivo de viver, pela decis&atilde;o sem retorno que tomais, pela miseric&oacute;rdia a preencher-vos os dias, anunciareis a vinda de Cristo &agrave; Jerusal&eacute;m do mundo, a P&aacute;scoa de Cristo a quantos a esperam, o Reino de Deus finalmente aqui&raquo;. Lembrou o Cardeal-Patriarca que este &eacute; o &laquo;&uacute;nico programa&raquo; da Igreja: &laquo;Anunciar a vinda de Jesus a cada pessoa e fam&iacute;lia, a cada dimens&atilde;o da vida social ou cultural. Faz&ecirc;-lo como sempre importa, empolgados pelo &ldquo;sonho mission&aacute;rio de chegar a todos&rdquo;, na variedade quantitativa e qualitativa das atuais circunst&acirc;ncias.&raquo;&nbsp;

O Pe. Jos&eacute; Carlos Nunes, superior regional dos Paulistas em Portugal, manifestou uma grande alegria por esta ordena&ccedil;&atilde;o, um acontecimento que &eacute; uma festa para a Sociedade S&atilde;o Paulo, para a Fam&iacute;lia Paulista, mas tamb&eacute;m para toda a Igreja. &laquo;A voca&ccedil;&atilde;o &eacute; sempre um dom de Deus&raquo; e a ordena&ccedil;&atilde;o de um novo sacerdote &laquo;quer dizer que Deus nos continua a aben&ccedil;oar com novas voca&ccedil;&otilde;es&raquo;, referiu o Pe. Jos&eacute; Carlos Nunes. Para o superior regional dos Paulistas em Portugal, a ordena&ccedil;&atilde;o de um novo sacerdote &laquo;quer dizer que h&aacute; jovens que continuam a ficar fascinados e a interessar-se pelo carisma paulista&raquo;, motivo que enche a congrega&ccedil;&atilde;o de alegria, pois &laquo;percebemos que os jovens continuam a querer dedicar a sua vida atrav&eacute;s do minist&eacute;rio sacerdotal, mas com um carisma muito espec&iacute;fico como &eacute; o nosso, com a comunica&ccedil;&atilde;o&raquo;.
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A fotogaleria das ordena&ccedil;&otilde;es pode ser vista aqui.]]></description>
<pubDate>Mon, 27 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Amoris Laetitia apresentada na ONU</title>
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<description><![CDATA[O presidente do Conselho Pontif&iacute;cio para a Fam&iacute;lia, D. Vincenzo Paglia, esteve ontem nas Na&ccedil;&otilde;es Unidas para apresentar a exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica do Papa Amoris Laetitia. Num evento que contou com a presen&ccedil;a do observador permanente do Vaticano nas Na&ccedil;&otilde;es Unidas, foi discutida a fam&iacute;lia como for&ccedil;a vital na sociedade, e exposta a exorta&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-sinodal do Papa Francisco, em paralelismo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (ODS), definidos pelas Na&ccedil;&otilde;es Unidas ap&oacute;s o final da campanha dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil&eacute;nio.


Falando do documento que tinha j&aacute; resumido em algumas palavras na sua interven&ccedil;&atilde;o, D. Vincenzo Paglia afirmou que a exorta&ccedil;&atilde;o &laquo;coloca a fam&iacute;lia no cruzamento de um novo desenvolvimento no nosso planeta&raquo;. &laquo;A cria&ccedil;&atilde;o e os seus infinitos recursos foram confiados &agrave; alian&ccedil;a do homem e da mulher, que s&atilde;o chamados para a parceria frut&iacute;fera que conhecemos como &quot;fam&iacute;lia&quot; e que &eacute; baseado no amor apaixonado e respons&aacute;vel que eles t&ecirc;m um para com o outro, como pessoas que s&atilde;o capazes de aceitar e respeitar-se mutuamente na diversidade que lhes d&aacute; as suas identidades separadas&raquo;, disse o presidente do Conselho Pontif&iacute;cio para a Fam&iacute;lia.

O prelado italiano adiantou tamb&eacute;m que todos os estudos, passados e atuais, demonstram que quando &laquo;a fam&iacute;lia &eacute; apoiada e valorizada, os &iacute;ndices de qualidade de vida, desenvolvimento social e econ&oacute;mico, a transmiss&atilde;o de valores, a preven&ccedil;&atilde;o do crime e a injusti&ccedil;a&raquo; melhoram significativamente.

Por isso, considera que &laquo;o documento papal pode dialogar eficazmente com os dezassete ODS das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para 2015-2030&raquo;. &laquo;Se queremos um mundo de maior justi&ccedil;a e paz, que cresce no cuidado dos recursos naturais e do ambiente, em iniciativas para os segmentos mais pobres das popula&ccedil;&otilde;es, em coexist&ecirc;ncia pac&iacute;fica e mais solid&aacute;ria, as nossas institui&ccedil;&otilde;es culturais, econ&oacute;micas, pol&iacute;ticas e religiosas devem trabalhar em conjunto para que a fonte original de rela&ccedil;&otilde;es &ndash; a fam&iacute;lia - seja reconhecida como tal e seja apoiada&raquo;, disse aos presentes.
&nbsp;
Afirmando que &laquo;o sonho&raquo; pelo qual se fundaram as Na&ccedil;&otilde;es Unidas foi o de permitir que todos os povos pudessem unir-se como uma s&oacute; fam&iacute;lia, um sonho presente &laquo;no &acirc;mago de toda a humanidade, D. Vincenzo Paglia concluiu que, com esta exorta&ccedil;&atilde;o, o Papa Francisco &laquo;forneceu mais uma telha para o mosaico que ir&aacute; realizar este sonho de todos os povos da terra, cada uma com a sua pr&oacute;pria identidade, de se tornarem uma fam&iacute;lia e viver em paz&raquo;.
&nbsp;
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Foto: Conselho Pontif&iacute;cio para a Fam&iacute;lia
]]></description>
<pubDate>Fri, 24 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa condena «genocídio» na Arménia</title>
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<description><![CDATA[O Papa evocou hoje no Pal&aacute;cio Presidencial de Erevan o centen&aacute;rio do &lsquo;Metz Yeghern&rsquo;, o &laquo;grande mal&raquo; que atingiu a Arm&eacute;nia h&aacute; 100 anos, recordando um &laquo;genoc&iacute;dio&raquo; que causou a morte de &laquo;uma multid&atilde;o enorme&raquo; de pessoas. &laquo;Aquela trag&eacute;dia marcou o in&iacute;cio, infelizmente, do triste elenco das imensas cat&aacute;strofes do s&eacute;culo passado, tornadas poss&iacute;veis por aberrantes motiva&ccedil;&otilde;es raciais, ideol&oacute;gicas ou religiosas, que ofuscaram a mente dos verdugos at&eacute; ao ponto de se prefixarem o intuito de aniquilar povos inteiros&raquo;, sustentou Francisco, ap&oacute;s um encontro com o presidente Serzh Sargsyan.



Entre os anos de 1915 e 1916 centenas de milhares de arm&eacute;nios e outras minorias crist&atilde;s foram perseguidas pelo Imp&eacute;rio Otomano, mas a Turquia recusa as acusa&ccedil;&otilde;es de &ldquo;genoc&iacute;dio&rdquo; e n&atilde;o admite o n&uacute;mero de v&iacute;timas que tem sido relatado. Perante membros do corpo diplom&aacute;tico e representantes do mundo da cultura, o Papa elogiou o povo arm&eacute;nio, &laquo;que testemunhou corajosamente a sua f&eacute;, que sofreu muito mas voltou sempre a renascer&raquo;.

Usando a palavra &laquo;genoc&iacute;dio&raquo;, que n&atilde;o estava no discurso oficial, mas foi utilizada num momento de improviso, Francisco prestou &laquo;homenagem&raquo; ao povo arm&eacute;nio, que, &laquo;iluminado pela luz do Evangelho, mesmo nos momentos mais tr&aacute;gicos da sua hist&oacute;ria, sempre encontrou na Cruz e na Ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo a for&ccedil;a para se levantar de novo e retomar o caminho com dignidade&raquo;.

A interven&ccedil;&atilde;o deixou votos de que todos saibam tirar das &laquo;experi&ecirc;ncias tr&aacute;gicas&raquo; do s&eacute;culo XX &laquo;a li&ccedil;&atilde;o de agir, com responsabilidade e sabedoria, para evitar os perigos de recair em tais horrores&raquo;. Francisco desafiou depois os l&iacute;deres religiosos a &laquo;unir for&ccedil;as&raquo; para &laquo;isolar&raquo; quem quer usar a f&eacute; para &laquo;levar a cabo projetos de guerra, opress&atilde;o e persegui&ccedil;&atilde;o violenta&raquo;. &laquo;Hoje, nalguns lugares, particularmente os crist&atilde;os &ndash; como e talvez mais do que na &eacute;poca dos primeiros m&aacute;rtires &ndash; s&atilde;o discriminados e perseguidos pelo simples facto de professarem a sua f&eacute;&raquo;, advertiu.

O segundo discurso da viagem &agrave; Arm&eacute;nia, que se prolonga at&eacute; domingo, assinalou depois o 25.&ordm; anivers&aacute;rio da independ&ecirc;ncia do pa&iacute;s, marcado pela sua &ldquo;identidade crist&atilde;&raquo;. &laquo;Deus aben&ccedil;oe e proteja a Arm&eacute;nia, terra iluminada pela f&eacute;, pela coragem dos m&aacute;rtires, pela esperan&ccedil;a mais forte do que toda a dor&raquo;, concluiu. Ap&oacute;s o encontro, Francisco seguiu para o Pal&aacute;cio Apost&oacute;lico de Etchmiadzin, para um encontro privado com o patriarca da Igreja Apost&oacute;lica Arm&eacute;nia, o &ldquo;catholicos&rdquo; Karekin II. O Papa leva como presente um quadro em mosaico com a Virgem Maria e o Menino Jesus, adiantou o Vaticano.

Francisco estar&aacute; at&eacute; dia 26 na Arm&eacute;nia e ir&aacute; ainda celebrar uma missa p&uacute;blica, encontrar-se com os bispos arm&eacute;nios e visitar o local onde se pensa, segundo a B&iacute;blia, ter pousado a Arca de No&eacute;, antes de regressar a Roma e ao Vaticano.

Texto: Ag&ecirc;ncia Ecclesia
Foto: Catholic Press Photo
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]]></description>
<pubDate>Fri, 24 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Ex-ministra do Iraque: «ONU parece minimizar sofrimento dos cristãos»</title>
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<description><![CDATA[A antiga ministra do Iraque, Pascale Warda, critica o reconhecimento do genoc&iacute;dio apenas contra yazidis pela Comiss&atilde;o Internacional Independente de Inqu&eacute;rito sobre a S&iacute;ria.


&nbsp;
&laquo;As Na&ccedil;&otilde;es Unidas parecem minimizar o sofrimento dos crist&atilde;os tentando n&atilde;o reconhecer o genoc&iacute;dio como fazem com os yazidis. N&oacute;s, os crist&atilde;os, temos de reagir e exigir os direitos do nosso povo, que foi o primeiro alvo&raquo;, explica em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;. Foi isso mesmo que a levou a escrever j&aacute; ao Conselho de Direitos Humanos das Na&ccedil;&otilde;es Unidas.
&nbsp;
A antiga ministra do Iraque defende que o genoc&iacute;dio contra crist&atilde;os acontece desde 1915 e que &laquo;estas atrocidades s&atilde;o condenadas ao sil&ecirc;ncio e este sil&ecirc;ncio deu a possibilidade de repetir o genoc&iacute;dio e n&atilde;o de acabar com ele. Por isso, a preven&ccedil;&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel responsabilizando os autores&raquo;. Por tudo isso, Pascale Warda afirma que &laquo;a ONU tem o dever moral de reconhecer estes crimes contra a humanidade, e os crimes contra os crist&atilde;os e yazidis s&atilde;o genoc&iacute;dio cont&iacute;nuo desde 2014. Foi isso mesmo que pedi a este Conselho dos Direitos Humanos das Na&ccedil;&otilde;es Unidas ainda ontem&raquo;.
&nbsp;
Pascale Warda acaba de chegar a Erbil, no Iraque. N&atilde;o fica surpreendida com a not&iacute;cia do reconhecimento. Tem denunciado os crimes e a persegui&ccedil;&atilde;o &agrave;s minorias pelo autoproclamado Estado Isl&acirc;mico em confer&ecirc;ncias, palestras e entrevistas por todo o mundo. &laquo;O reconhecimento de genoc&iacute;dio contra os crist&atilde;os &eacute; um passo importante, n&atilde;o apenas para levar os criminosos &agrave; justi&ccedil;a e aqueles que os ajudaram e para dar a possibilidade &agrave;s v&iacute;timas de ter os seus direitos nos pa&iacute;ses onde est&atilde;o indefesos. &Eacute; mais importante para prevenir este tipo de genoc&iacute;dios e p&ocirc;r-lhe um fim.&raquo;

&nbsp;

Ainda recentemente, Pascale Warda, ex-ministra do Iraque e ativista dos direitos humanos, esteve em Portugal e denunciou em entrevista &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; os crimes contra crist&atilde;os e outras minorias no Iraque: &laquo;Na organiza&ccedil;&atilde;o Hammurabi Direitos Humanos regist&aacute;mos mais de 100 casos de crist&atilde;s e yazidis. Ouvimos hist&oacute;rias de viol&ecirc;ncia sexual... piores do que selvagens. N&atilde;o consegui continuar a escrever o que ouvia da boca de meninas de 12, 20 ou 10 anos que contavam coisas terr&iacute;veis. Dei-lhe o papel e disse: &ldquo;&Eacute;s mais corajosa do que eu. Escreve.&rdquo; Documentei tudo, publiquei e exigi ao governo que fizesse algo. Mas at&eacute; agora ainda ningu&eacute;m fez nada. As mulheres v&ecirc;m quase nuas, mortas de fome, de calor, de sede. &Eacute; verdadeiramente uma hist&oacute;ria negra a que se passa neste momento com as mulheres que est&atilde;o &agrave;s m&atilde;os do Daesh.&raquo;
&nbsp;
Na semana passada, a Comiss&atilde;o Internacional Independente de Inqu&eacute;rito sobre a S&iacute;ria, das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, concluiu que a minoria yazidi &eacute; alvo de genoc&iacute;dio por parte do autoproclamado Estado Isl&acirc;mico (ISIS). O relat&oacute;rio Eles v&ecirc;m para destruir: os crimes do ISIS contra os yazidis apresentado revela que em, pelo menos, cinco prov&iacute;ncias da S&iacute;ria, meninas e mulheres s&atilde;o oferecidas e vendidas em mercados de escravos. As que tentam fugir s&atilde;o espancadas e, em alguns casos, alvo de viola&ccedil;&otilde;es coletivas. O documento refere ainda transfer&ecirc;ncias e convers&atilde;o religiosas for&ccedil;adas. O mandato desta Comiss&atilde;o &eacute; apenas para viola&ccedil;&otilde;es contra yazidis em territ&oacute;rio da S&iacute;ria.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o

Fotos: Ricardo Perda e UNICEF
]]></description>
<pubDate>Thu, 23 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Combater a pobreza ensinando “a pescar”</title>
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<description><![CDATA[Quando o pa&iacute;s mais sofreu com a crise econ&oacute;mica e o desemprego, era normal os sacerdotes verem os paroquianos perderem o emprego e passarem por dificuldades. &laquo;Comecei a sentir nos meus paroquianos, sobretudo nos colaboradores mais diretos, as necessidades grandes que tinham. Ficaram sem emprego, alguns casais com filhos. Uma das coisas que me custava mais ver eram as carrinhas que &agrave; sexta-feira traziam os trabalhadores e que os vinham buscar de novo ao domingo &agrave; noite, faz doer o cora&ccedil;&atilde;o.&raquo; Foi neste contexto que o Pe. Samuel Guedes, p&aacute;roco de tr&ecirc;s par&oacute;quias em Pa&ccedil;os de Ferreira, decidiu p&ocirc;r m&atilde;os &agrave; obra e ajudar quem tinha ficado sem emprego.



Se assim pensou, melhor executou. Pegando na experi&ecirc;ncia adquirida dos trabalhadores de uma esta&ccedil;&atilde;o de lactic&iacute;nios que o Estado tinha fechado, o Pe. Samuel pediu-lhes que lhe ensinassem os seus segredos e assim formou uma empresa social que produz queijos gourmet para mais de 100 lojas em todo o pa&iacute;s e j&aacute; planeia a internacionaliza&ccedil;&atilde;o. Aos queijos, e por necessidade log&iacute;stica, juntaram-se doces, compotas e bolachas conventuais, receitas criadas em exclusivo para o projeto, a que deu o nome de Paladares Paroquiais.

O projeto come&ccedil;ou em for&ccedil;a no Natal de 2012 com o apoio de fundos comunit&aacute;rios e j&aacute; emprega nove pessoas de forma direta. &laquo;Os pobres n&atilde;o s&atilde;o apenas os que est&atilde;o &agrave; porta da igreja a pedir. Esses socorremos no momento, damos comida, esmola, mas eles foram pobres toda a sua vida e t&ecirc;m outras facilidades para sobreviver. Temos de os ajudar, claro, mas a pobreza envergonhada, de pessoas que ficaram sem emprego e que v&atilde;o perder a casa, que n&atilde;o t&ecirc;m dinheiro para os medicamentos, &eacute; muito complicada de gerir, descobrir e ajudar, mantendo o sigilo e a dignidade. E acho que a subsidiodepend&ecirc;ncia, de estarmos a criar pedit&oacute;rios e ofert&oacute;rios para socorrer &agrave;s necessidades, n&atilde;o &eacute; solu&ccedil;&atilde;o. A solu&ccedil;&atilde;o &eacute; a velha m&aacute;xima de &ldquo;precisas de peixe, n&oacute;s ensinamos-te a pescar&rdquo;. Mais do que pensar num neg&oacute;cio para dar dinheiro, &eacute; olharmos para isto como a promo&ccedil;&atilde;o de um bem comum, e mais do que isso, que isto tenha tamb&eacute;m um significado para a comunidade na pastoral sociocaritativa&raquo;, defende o Pe. Samuel, para quem &eacute; tempo de as par&oacute;quias olharem para estes projetos de empresas sociais at&eacute; como forma de financiar a pastoral.


&laquo;A conjuntura econ&oacute;mica &eacute; dif&iacute;cil e as par&oacute;quias t&ecirc;m dificuldade em arranjar dinheiro para as suas atividades pastorais. Se as pessoas n&atilde;o t&ecirc;m dinheiro, n&atilde;o d&atilde;o. Tamb&eacute;m me parece que o pedit&oacute;rio j&aacute; foi ch&atilde;o que deu uvas. Mesmo na parte pastoral, n&oacute;s temos de come&ccedil;ar a pensar em estruturas econ&oacute;micas que proporcionem a sustentabilidade das nossas atividades, porque os ofert&oacute;rios das missas est&atilde;o mais baixos, os rendimentos dos emolumentos (casamentos, batizados) s&atilde;o poucos, e temos de pensar nisso&raquo;, avisa quem acha que &laquo;a pastoral precisa de ser bem feita&raquo;, e isso significa &laquo;gastar dinheiro&raquo;. &laquo;Temos de ser bons no que fazemos, e isso custa dinheiro&raquo;, defende.

Para al&eacute;m deste bra&ccedil;o de produ&ccedil;&atilde;o gourmet, o Pe. Samuel juntou as tr&ecirc;s cozinhas das IPSS que geria e criou um servi&ccedil;o de catering que alimenta n&atilde;o s&oacute; essas IPSS como mais outras duas da regi&atilde;o, para al&eacute;m de todas as escolas de ensino b&aacute;sico da zona e ainda uma cantina social para pessoas carenciadas, identificadas pela autarquia. No total, mais de 1000 refei&ccedil;&otilde;es por dia saem dali. &laquo;Juntar tudo permitiu-me ter margem negocial para conseguir melhores pre&ccedil;os, e poup&aacute;mos em equipamentos tamb&eacute;m&raquo;, refere o Pe. Samuel, para quem a autossustentabilidade &eacute; um imperativo, conseguido tamb&eacute;m atrav&eacute;s da otimiza&ccedil;&atilde;o dos recursos. &laquo;Da produ&ccedil;&atilde;o dos queijos obtemos um soro que &eacute; poluente, mas &eacute; prote&iacute;na que pode alimentar porcos, e por isso cri&aacute;mos uma suinicultura, cuja carne alimenta as nossas cozinhas. Para al&eacute;m disso, t&iacute;nhamos terrenos a monte que come&ccedil;&aacute;mos a cultivar com legumes para as nossas cozinhas. J&aacute; l&aacute; temos tr&ecirc;s pessoas em regime de contrato de inser&ccedil;&atilde;o, uma parceria que fazemos com o centro de emprego da zona, e se conseguirmos que aquele projeto seja autossustent&aacute;vel faremos contratos com eles tamb&eacute;m&raquo;, explica. Ali&aacute;s, tem sido o centro de emprego da zona o principal fornecedor de m&atilde;o de obra. &laquo;Os pr&oacute;prios governantes ficam espantados, mas 95% dos meus 60 funcion&aacute;rios vieram do centro de emprego&raquo;, congratula-se.

Alguns poder&atilde;o pensar que este tipo de empresas s&oacute; se aguenta por via de muito voluntariado de pessoas que d&atilde;o do seu tempo para que os custos e o projeto funcione. Mas &eacute; um erro pensar assim. &laquo;A empresa funciona como qualquer outra e &eacute; sustent&aacute;vel por si mesma. Os ordenados s&atilde;o os que a lei indica, as horas extraordin&aacute;rias s&atilde;o pagas, estamos a fazer o pagamento dos investimentos que foram feitos, pagamos os nossos impostos ao Estado, e o ano passado j&aacute; l&aacute; deix&aacute;mos uma boa maquia&raquo;, afirma o sacerdote, retirando quaisquer d&uacute;vidas sobre essa quest&atilde;o. O que h&aacute;, tamb&eacute;m, &eacute; uma grande paix&atilde;o pelo projeto. &laquo;&Eacute; uma das coisas que me d&aacute; gosto sentir, &eacute; que os pr&oacute;prios trabalhadores olham para o projeto social como a menina dos olhos deles, porque no fundo foi a sua salva&ccedil;&atilde;o. Eu disse-lhes que eles podiam comprar os produtos a pre&ccedil;o de revenda, mas eles n&atilde;o quiseram, porque &eacute; a forma de eles colaborarem&raquo;, diz o Pe. Samuel.


O selo social da empresa tem sido um chamariz para a comunica&ccedil;&atilde;o social, que tem dado muita visibilidade ao projeto, mas tamb&eacute;m para parceiros e clientes, que sabem que todas as receitas obtidas pela atividade ser&atilde;o aplicadas de volta na comunidade, atrav&eacute;s das IPSS e na contrata&ccedil;&atilde;o de mais gente.

O Pe. Samuel considera que este projeto faz ainda mais sentido neste ano, que o Papa Francisco pediu que fosse dedicado &agrave; Miseric&oacute;rdia. &laquo;Dar emprego &eacute; dar de comer, e n&atilde;o imaginam o que foi a alegria de podermos, este Natal, pegar nos envelopes e entregar aos empregados as horas extraordin&aacute;rias e os subs&iacute;dios de Natal a pessoas felizes, realizadas. Numa entrevista que me fizeram, perguntaram-me o que gostava que o Menino Jesus me trouxesse, e eu disse que queria que Ele me desse muito dinheiro, para que eu pudesse dar emprego a todos os que me batem &agrave; porta. Fico sempre com o cora&ccedil;&atilde;o partido quando n&atilde;o consigo solu&ccedil;&atilde;o. Ainda h&aacute; 15 dias t&iacute;nhamos uma empregada sem a qual nos pod&iacute;amos remediar. Estava no projeto, mas n&atilde;o era poss&iacute;vel inseri-la no or&ccedil;amento, e n&atilde;o ficou&hellip; fui para casa, n&atilde;o dormi, e no dia a seguir liguei ao meu gestor e disse-lhe &ldquo;vira isso do avesso, mas ela n&atilde;o vai embora, tem de ficar&rdquo;&raquo;, recorda.

Esta necessidade de chegar a todos contrabalan&ccedil;a com a necessidade de manter a sustentabilidade do projeto. Um equil&iacute;brio necess&aacute;rio, apesar de nem sempre f&aacute;cil de fazer. &laquo;O entusiasmo da caridade n&atilde;o nos pode permitir estragar o que cri&aacute;mos e perder todos os que j&aacute; salv&aacute;mos. &Eacute; um risco, mas aqui h&aacute; muita ren&uacute;ncia de muita gente para que isto seja poss&iacute;vel. O primeiro a renunciar serei eu, mas h&aacute; aqui muitas pessoas que renunciaram, que v&ecirc;m ajudar para que eu possa dar o m&iacute;nimo ao outro. Este projeto deu-me muitos amigos competentes e com uma capacidade enorme de ci&ecirc;ncia, tecnologia e gest&atilde;o que v&ecirc;m falar comigo e ajudar-me, sem pedir nada por isso&raquo;, sustenta.

Mas estes apoios n&atilde;o impedem que o projeto s&oacute; funcione neste local, por via destes conhecimentos pessoais do Pe. Samuel ou de outros. &laquo;&Eacute; poss&iacute;vel encontrar, noutros locais, pessoas igualmente boas, e pode haver projetos igualmente v&aacute;lidos. H&aacute; muitas par&oacute;quias que t&ecirc;m meios de sustentabilidade muito interessantes. H&aacute; par&oacute;quias que t&ecirc;m resid&ecirc;ncias, mas somos t&atilde;o poucos agora. Porque essas resid&ecirc;ncias paroquiais n&atilde;o podem ser utilizadas para um bom turismo de habita&ccedil;&atilde;o, para a rentabilidade da pastoral, por exemplo?&raquo;

Em www.paladaresparoquiais.net todos podem conhecer uma empresa social, criada para combater a pobreza, que emprega cada vez mais pessoas e permite que o futuro de algumas fam&iacute;lias seja mais risonho. E tamb&eacute;m permite a encomenda de uns queijos gourmet de fazer crescer &aacute;gua na boca. Palavra de jornalista que teve a sorte de os provar durante a reportagem&hellip;


Texto e fotos: Ricardo Perna
(artigo publicado na edi&ccedil;&atilde;o de mar&ccedil;o da revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;)
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]]></description>
<pubDate>Wed, 22 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Comissão da ONU reconhece genocídio contra yazidis</title>
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<description><![CDATA[A Comiss&atilde;o Internacional Independente de Inqu&eacute;rito sobre a S&iacute;ria, das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, conclui que a minoria yazidi &eacute; alvo de genoc&iacute;dio por parte do autoproclamado Estado Isl&acirc;mico (ISIS). O relat&oacute;rio Eles v&ecirc;m para destruir: os crimes do ISIS contra os yazidis revela que em, pelo menos, cinco prov&iacute;ncias da S&iacute;ria, meninas e mulheres s&atilde;o oferecidas e vendidas em mercados de escravos. As que tentam fugir s&atilde;o espancadas e, em alguns casos, alvo de viola&ccedil;&otilde;es coletivas. O documento refere ainda transfer&ecirc;ncias e convers&atilde;o religiosas for&ccedil;adas.



Paulo S&eacute;rgio Pinheiro &eacute; brasileiro e apresentou o relat&oacute;rio em Genebra. &laquo;O genoc&iacute;dio ocorreu e est&aacute; em curso&raquo;, disse na ocasi&atilde;o.



A Comiss&atilde;o Internacional entrevistou sobreviventes, l&iacute;deres religiosos, contrabandistas, ativistas, advogados, pessoal m&eacute;dico e jornalistas. Conclus&atilde;o: o Daesh est&aacute; a cometer genoc&iacute;dio contra a minoria yazidi.

Este relat&oacute;rio, agora divulgado, diz que &laquo;o ISIS tem procurado apagar os yazidis atrav&eacute;s de assassinatos, escravid&atilde;o sexual, escravid&atilde;o, tortura e tratamentos desumanos e degradantes, transfer&ecirc;ncia for&ccedil;ada, causando s&eacute;rios danos f&iacute;sicos e mentais e imposi&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es de vida que provocam uma morte lenta&raquo;.

Mas ainda h&aacute; mais atrocidades reveladas. S&atilde;o impostas &laquo;destinadas a evitar que as crian&ccedil;as yazidis nas&ccedil;am, incluindo a convers&atilde;o for&ccedil;ada de adultos; a separa&ccedil;&atilde;o de homens e mulheres yazidis e o trauma mental; e a transfer&ecirc;ncia de crian&ccedil;as yazidis de suas fam&iacute;lias, tornando-as combatentes do ISIL, separando-as das cren&ccedil;as e pr&aacute;ticas da sua pr&oacute;pria comunidade religiosa&raquo;.

A Comiss&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas apelou ao Conselho de Seguran&ccedil;a para levar &laquo;urgentemente&raquo; a situa&ccedil;&atilde;o na S&iacute;ria ao Tribunal Penal Internacional, salientando que n&atilde;o pode haver impunidade.

O mandato desta Comiss&atilde;o &eacute; apenas para viola&ccedil;&otilde;es contra yazidis em territ&oacute;rio da S&iacute;ria. Ainda recentemente, Pascale Warda, ex-ministra do Iraque e ativista dos direitos humanos, denunciou em entrevista &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; os crimes contra crist&atilde;os e outras minorias no Iraque. &laquo;As Na&ccedil;&otilde;es Unidas devem reconhecer o genoc&iacute;dio! Devem! &Eacute; o seu dever! Se n&atilde;o reconhecem o genoc&iacute;dio no Iraque com crist&atilde;os e yazidis tamb&eacute;m est&atilde;o a participar nesse genoc&iacute;dio. Para mim &eacute; imperdo&aacute;vel. S&atilde;o crimes continuados e que &eacute; preciso que o mundo entenda e veja o que se passa.&raquo;
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: ONU e UNICEF
]]></description>
<pubDate>Tue, 21 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Número de refugiados bate recordes</title>
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<description><![CDATA[Mais de 65 milh&otilde;es de pessoas tiveram de abandonar as suas casas por causa de guerras ou persegui&ccedil;&otilde;es, em 2015. Se fossem um pa&iacute;s, seriam a 21.&ordf; maior na&ccedil;&atilde;o do mundo.



Um relat&oacute;rio divulgado pelo Alto-Comissariado para os Refugiados revela que o n&uacute;mero de refugiados &eacute; o mais alto desde que este organismo faz contagens. Intitulado Global Trends, o documento revela que a cada minuto do ano passado, 24 pessoas foram for&ccedil;adas a fugir. &Eacute; um n&uacute;mero quatro vezes superior ao verificado h&aacute; uma d&eacute;cada. Em 2015, houve 65,3 milh&otilde;es de pessoas tiveram de abandonar as suas casas, quase 6 milh&otilde;es a mais do que em 2014.
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Filippo Grandi, Alto-Comiss&aacute;rio para os Refugiados, alerta para que &laquo;no mar, um n&uacute;mero assustador de refugiados e migrantes morrem em cada ano; em terra, as pessoas que fogem da guerra encontram os caminhos bloqueados por fronteiras fechadas. Fechar fronteiras n&atilde;o resolve o problema&raquo;.
O Alto-Comissariado lan&ccedil;ou uma peti&ccedil;&atilde;o pedindo aos governos que assegurem educa&ccedil;&atilde;o para todas as crian&ccedil;as refugiadas, que cada fam&iacute;lia refugiada tenha um local seguro para viver e possa trabalhar ou formar-se para poder dar um contributo positivo na comunidade. Mais de 60 personalidades de todo o mundo associaram-se &agrave; campanha e &agrave; peti&ccedil;&atilde;o.
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Em Portugal, Rui Marques, respons&aacute;vel da Plataforma de Apoio aos Refugiados, revela que com o programa PAR FAM&Iacute;LIAS &laquo;j&aacute; acolhemos 28 fam&iacute;lias, que corresponde a 125 pessoas, das quais 66 s&atilde;o crian&ccedil;as&raquo;. Na semana que agora se inicia, est&aacute; prevista a chegada de mais 13 fam&iacute;lias. Rui Marques explica que &laquo;na sua maioria estes refugiados prov&ecirc;m da S&iacute;ria, via Turquia/Gr&eacute;cia e est&atilde;o localizados em v&aacute;rias comunidades espalhadas pelo pa&iacute;s&raquo;.
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Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos e v&iacute;deos: ACNUR
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Mon, 20 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Crianças refugiadas abusadas na Europa</title>
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<description><![CDATA[Diariamente h&aacute; crian&ccedil;as alvo de explora&ccedil;&atilde;o sexual, viol&ecirc;ncia, e trabalhos for&ccedil;ados nos campos de refugiados no Norte de Fran&ccedil;a. &Eacute; o que revela um relat&oacute;rio da UNICEF Fran&ccedil;a e UNICEF Reino Unido.



Foram observadas 60 crian&ccedil;as com idades entre os 11 e os 17 anos, que viviam em sete campos ao longo da costa do Canal da Mancha. Em Nem s&atilde;s nem salvas, elas tra&ccedil;am um quadro de abusos constantes. A viol&ecirc;ncia sexual &eacute; uma amea&ccedil;a permanente, incluindo at&eacute; troca de servi&ccedil;os sexuais para passar para o Reino Unido. Os testemunhos das crian&ccedil;as referem prostitui&ccedil;&atilde;o for&ccedil;ada, viola&ccedil;&otilde;es e atividades criminais como roubos.
&nbsp;
Os testemunhos das crian&ccedil;as tra&ccedil;am um quadro de abuso e trag&eacute;dia com casos de profunda escravatura e atividades criminais for&ccedil;adas. A viol&ecirc;ncia sexual &eacute; uma amea&ccedil;a constante, incluindo at&eacute; troca de servi&ccedil;os sexuais em troca da passagem para o Reino Unido.
&nbsp;
Os traficantes cobram entre 4 e 5 mil libras para atravessar o Canal da Mancha. O diretor executivo da UNICEF no Reino Unido exige a&ccedil;&atilde;o ao governo. &laquo;O primeiro-ministro diz que as crian&ccedil;as desacompanhadas devem ser levadas para o Reino Unido se tiverem fam&iacute;lia c&aacute;, mas isso tem acontecido muito devagar. Estes campos n&atilde;o s&atilde;o lugares para crian&ccedil;as. Sabemos que, pelo menos, 157 crian&ccedil;as em Calais t&ecirc;m direito legal a estar com as suas fam&iacute;lias no Reino Unido.&raquo;
&nbsp;
O relat&oacute;rio estima que at&eacute; mar&ccedil;o de 2016 tenham chegado 500 crian&ccedil;as desacompanhadas a estes sete campos de refugiados. Nos primeiros meses deste ano, 4760 crian&ccedil;as atravessaram do Norte de &Aacute;frica para It&aacute;lia. Dessas 94% estavam sozinhas.
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&nbsp;Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: UNICEF
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]]></description>
<pubDate>Fri, 17 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Movimentos e bispos devem ser complementares</title>
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<description><![CDATA[A Congrega&ccedil;&atilde;o para a Doutrina da F&eacute; tornou p&uacute;blica a carta Iuvenescit Ecclesia, sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre os dons hier&aacute;rquicos e carism&aacute;ticos para a vida e miss&atilde;o da Igreja. Na pr&aacute;tica, o documento aborda os novos movimentos e agrega&ccedil;&otilde;es eclesiais. Iuvenescit Ecclesia, uma igreja que se renova, salienta que deve existir &laquo;harmoniosa, conex&atilde;o e complementaridade&raquo; entre os v&aacute;rios carismas e entre hierarquia e movimentos.



A carta defende que estes movimentos &laquo;constituem uma grande fonte de renova&ccedil;&atilde;o para a Igreja&raquo; e que s&atilde;o &laquo;realidades fortemente din&acirc;micas, capazes de suscitar particular atra&ccedil;&atilde;o pelo Evangelho e de sugerir uma proposta de vida crist&atilde; tendencialmente global que abarca todos os aspetos da exist&ecirc;ncia humana&raquo;.
&nbsp;
O documento explica a diferen&ccedil;a entre &laquo;dons hier&aacute;rquicos e carism&aacute;ticos&raquo;, salientando que &laquo;t&ecirc;m a mesma origem e o mesmo prop&oacute;sito&raquo;: s&atilde;o dons de Deus para a edifica&ccedil;&atilde;o da Igreja. Uns e outros s&atilde;o essenciais. &laquo;&Eacute; poss&iacute;vel reconhecer uma converg&ecirc;ncia do Magist&eacute;rio eclesial recente sobre a coessencialidade entre os dons hier&aacute;rquicos e carism&aacute;ticos. A sua contraposi&ccedil;&atilde;o, bem como a sua justaposi&ccedil;&atilde;o, seria sintoma de uma errada ou insuficiente compreens&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo na vida e na miss&atilde;o da Igreja.&raquo;
&nbsp;
A carta aos bispos salienta que os pastores devem discernir e reconhecer a autenticidade dos carismas destes movimentos, at&eacute; para alertar os fi&eacute;is no caso de n&atilde;o serem cred&iacute;veis. O documento define alguns crit&eacute;rios para esse discernimento acerca dos novos movimentos ou agrega&ccedil;&otilde;es eclesiais: primado da voca&ccedil;&atilde;o de cada crist&atilde;o &agrave; santidade; empenho na difus&atilde;o mission&aacute;ria do Evangelho; confiss&atilde;o da f&eacute; cat&oacute;lica; testemunho de uma comunh&atilde;o ativa com toda a Igreja, e com a sua hierarquia; reconhecimento e estima da complementaridade rec&iacute;proca de outras realidades carism&aacute;ticas na Igreja; aceita&ccedil;&atilde;o dos momentos de prova no discernimento dos carismas; presen&ccedil;a de frutos espirituais, tais como caridade, alegria, humanidade e paz; dimens&atilde;o social da evangeliza&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
A Congrega&ccedil;&atilde;o para a Doutrina da F&eacute; sublinha que &laquo;a pr&aacute;tica da boa rela&ccedil;&atilde;o entre os v&aacute;rios dons na Igreja exige uma inser&ccedil;&atilde;o ativa das realidades carism&aacute;ticas na vida pastoral das Igrejas particulares&raquo;. Ou seja, as agrega&ccedil;&otilde;es devem &laquo;reconhecer a autoridade dos pastores da Igreja&raquo; e estes devem &laquo;acolher cordialmente o que o Esp&iacute;rito suscita no seio da comunh&atilde;o eclesial, tendo-o em conta na a&ccedil;&atilde;o pastoral e valorizando o seu contributo como uma aut&ecirc;ntica riqueza para o bem de todos&raquo;.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Wed, 15 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Brexit? Falta pouco para o referendo</title>
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<description><![CDATA[A 23 de junho, os brit&acirc;nicos ser&atilde;o chamados &agrave;s urnas para decidir se o seu pa&iacute;s permanece ou n&atilde;o na Uni&atilde;o Europeia (UE). Mesmo que o &ldquo;sim&rdquo; ganhe, os apoiantes da UE n&atilde;o ter&atilde;o grandes motivos para festejar. &Eacute; que na Gr&atilde;-Bretanha, como em muitos outros pa&iacute;ses membros, cresce de dia para dia a convic&ccedil;&atilde;o de que a Uni&atilde;o serve cada vez menos os interesses dos europeus.


&nbsp;
A Gr&atilde;-Bretanha s&oacute; entrou naquilo que ent&atilde;o se designava como Comunidade Econ&oacute;mica Europeia (CEE) em 1973, 16 anos depois de esta ter sido fundada pela Fran&ccedil;a, Alemanha Ocidental, It&aacute;lia, B&eacute;lgica, Holanda e Luxemburgo. Apesar de n&atilde;o ser um dos estados fundadores, a Gr&atilde;-Bretanha deu um enorme contributo para o projeto pela a&ccedil;&atilde;o de Winston Churchill, o homem que liderou o governo de Londres nos anos terr&iacute;veis da Segunda Guerra Mundial.
&nbsp;
Para Churchill e para a grande maioria dos brit&acirc;nicos do seu tempo, a Gr&atilde;-Bretanha, apesar de geograficamente fazer parte da Europa, era uma realidade pol&iacute;tica e cultural completamente aut&oacute;noma. Para eles &ndash; e para muitos brit&acirc;nicos de 2016 ainda &eacute; assim &ndash;, a Europa estava para l&aacute; do Canal da Mancha. As suas leis, usos, costumes e formas de governo nada tinham que ver com o que se passava no continente. Al&eacute;m disso, o seu imp&eacute;rio &ndash; entretanto desmantelado &ndash; dava-lhe um poder e uma autonomia que em muito extravasavam o que a Europa lhes podia dar.
&nbsp;
O pedido de ades&atilde;o da Gr&atilde;-Bretanha &agrave; CEE, em 1961, &eacute;, em grande medida, um reconhecimento de que, com o fim do imp&eacute;rio, ela, afinal, precisava dos outros pa&iacute;ses europeus e dos seus mercados. Este pragmatismo entrou em choque com a posi&ccedil;&atilde;o mais ideol&oacute;gica assumida pelos estados fundadores, que viam no projeto da CEE/UE um instrumento crucial para assegurar a paz e a estabilidade na Europa.
&nbsp;
Nos &uacute;ltimos 30 anos, esse fosso de inten&ccedil;&otilde;es e aspira&ccedil;&otilde;es, que sempre existiu, tem-se alargado. Desde os governos da senhora Thatcher (1979-1990), a Gr&atilde;-Bretanha foi assumindo um distanciamento cada vez maior face aos projetos integracionistas do eixo franco-alem&atilde;o e da Comiss&atilde;o Europeia, em Bruxelas.
&nbsp;
Os governos de Londres, independentemente da sua cor pol&iacute;tica, t&ecirc;m-se preocupado em tirar todos os benef&iacute;cios poss&iacute;veis da exist&ecirc;ncia de um Mercado &Uacute;nico, ao mesmo tempo que procuraram reduzir ao m&iacute;nimo as contribui&ccedil;&otilde;es brit&acirc;nicas para o or&ccedil;amento europeu.
&nbsp;
Dentro desta estrat&eacute;gia, os executivos brit&acirc;nicos t&ecirc;m assumido uma postura de reclama&ccedil;&atilde;o e negocia&ccedil;&atilde;o constante face aos seus parceiros europeus, sempre com a amea&ccedil;a latente, ou mesmo expl&iacute;cita, de que poder&atilde;o &ldquo;bater com a porta&rdquo; a qualquer instante.
&nbsp;
O que se passou nos &uacute;ltimos anos &eacute; apenas mais um cap&iacute;tulo nesse longo processo, sendo que a posi&ccedil;&atilde;o do governo de David Cameron se tornou mais extremada devido &agrave; pr&oacute;pria situa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica interna brit&acirc;nica. Com um n&uacute;mero cada vez maior de deputados do seu pr&oacute;prio Partido Conservador a exigir a sa&iacute;da da UE, e com o Partido da Independ&ecirc;ncia do Reino Unido (UKIP) a conseguir importantes ganhos eleitorais com base numa oposi&ccedil;&atilde;o total &agrave; perman&ecirc;ncia do pa&iacute;s na Uni&atilde;o, David Cameron viu-se for&ccedil;ado a convocar o referendo, n&atilde;o sem antes ter extorquido importantes concess&otilde;es aos outros Estados-membros.
&nbsp;
Gra&ccedil;as a estas, Cameron sente-se agora capaz de recomendar ao eleitorado que vote a favor da perman&ecirc;ncia do Reino Unido na UE, mas n&atilde;o &eacute; certo que este lhe d&ecirc; ouvidos.
&nbsp;
A verdade &eacute; que, na Gr&atilde;-Bretanha, tal como em muitos outros pa&iacute;ses da UE, cresce cada vez mais a convic&ccedil;&atilde;o de que ela j&aacute; n&atilde;o tem em aten&ccedil;&atilde;o os interesses de todos os Estados-membros, mas que responde apenas aos comandos de um pequeno diret&oacute;rio, sem legitimidade democr&aacute;tica, que &eacute; controlado pela Alemanha, ou at&eacute; por algo muito mais difuso &ndash; os mercados.
&nbsp;
A continuar neste caminho, a Uni&atilde;o aproxima-se do abismo. Mesmo que os brit&acirc;nicos digam a 23 de junho que n&atilde;o querem sair dela, mais tarde ou mais cedo outro momento haver&aacute;, nesse ou noutro pa&iacute;s, em que algu&eacute;m dir&aacute; &laquo;N&atilde;o&raquo;.
E esse dia ser&aacute; o princ&iacute;pio do fim da Uni&atilde;o Europeia como a conhecemos.

&nbsp;
Texto: Rolando Santos
]]></description>
<pubDate>Tue, 14 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Passar a Porta Santa com crianças</title>
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<description><![CDATA[Se para os adultos j&aacute; &eacute; dif&iacute;cil perceber o que &eacute; uma Porta Santa e o que significa pass&aacute;-la, imagine-se para as crian&ccedil;as. Se &eacute; pai, av&ocirc;, padrinho e tem esta dificuldade saiba que j&aacute; h&aacute; uma solu&ccedil;&atilde;o. Para ajudar, a diocese de Leiria-F&aacute;tima lan&ccedil;ou um desdobr&aacute;vel que apresenta uma proposta para a passagem da Porta Santa com as crian&ccedil;as.


No &laquo;Guia para passares a Porta Santa&raquo;, h&aacute; um percurso com quatro pontos &laquo;sinais da miseric&oacute;rdia de Deus&raquo;: Batismo, Reconcilia&ccedil;&atilde;o, encontro com Maria e a Eucaristia e ora&ccedil;&atilde;o a &ldquo;Jesus escondido&rdquo; (como Francisco chamava ao Sant&iacute;ssimo Sacramento no sacr&aacute;rio).
&nbsp;
O Servi&ccedil;o Diocesano de Catequese desafia os grupos de catequese a &laquo;viverem este Ano Santo com uma peregrina&ccedil;&atilde;o &agrave; S&eacute; de Leiria com a entrada pela Porta Santa&raquo;.
&nbsp;
Os desdobr&aacute;veis est&atilde;o dispon&iacute;veis na S&eacute; de Leiria e podem ser enviados aos grupos que pretendem peregrinar at&eacute; l&aacute;.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Sat, 11 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Quer ajudar crianças a ter férias?</title>
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<description><![CDATA[&nbsp;A C&aacute;ritas Diocesana de Leiria-F&aacute;tima lan&ccedil;ou a campanha &laquo;Apadrinhe umas f&eacute;rias felizes&raquo;. O objetivo &eacute; ajudar a pagar as despesas dos dez dias de f&eacute;rias de crian&ccedil;as desfavorecidas na Col&oacute;nia de F&eacute;rias.


Na informa&ccedil;&atilde;o que lan&ccedil;a a campanha, a C&aacute;ritas diz que as crian&ccedil;as &laquo;chegam &agrave; nossa Col&oacute;nia de f&eacute;rias com uma enorme vontade de brincar e de serem felizes! E s&atilde;o aqueles dez dias na praia que fazem com que se esque&ccedil;am das dificuldades financeiras que a fam&iacute;lia enfrenta diariamente&raquo;.

De acordo com informa&ccedil;&atilde;o da C&aacute;ritas, 240 crian&ccedil;as e 50 adolescentes est&atilde;o inscritas para estes dias diferentes. Mas muitas t&ecirc;m dificuldade em pagar o valor que ronda os 140 euros, o que leva a organiza&ccedil;&atilde;o a suportar a totalidade das despesas de muitas crian&ccedil;as. Os 50 monitores s&atilde;o volunt&aacute;rios, mas h&aacute; outras despesas como a alimenta&ccedil;&atilde;o. As fam&iacute;lias pagam consoante o escal&atilde;o de abono de fam&iacute;lia, entre os 35 e os 80 euros.

Da&iacute; que a C&aacute;ritas diocesana pe&ccedil;a ajuda a &laquo;todos os cidad&atilde;os de boa vontade&raquo; para pagar os 30 euros do valor da inscri&ccedil;&atilde;o. No ano passado, uma campanha id&ecirc;ntica conseguiu ajuda para 93 utentes das col&oacute;nias.

Se quiser mais informa&ccedil;&otilde;es, basta ir a http://www.coloniacaritas.org/ferias-felizes/.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Fri, 10 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Lançada petição para referendo sobre barrigas de aluguer</title>
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<description><![CDATA[Os promotores do &laquo;Manifesto por um Verdadeiro Debate P&uacute;blico sobre a Lei da PMA e Gesta&ccedil;&atilde;o de Substitui&ccedil;&atilde;o&raquo; lan&ccedil;aram uma peti&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica para um referendo sobre as barrigas de aluguer. O grupo quer que a Assembleia da Rep&uacute;blica &laquo;utilize os meios &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o para a promo&ccedil;&atilde;o de uma verdadeira e alargada discuss&atilde;o p&uacute;blica sobre o tema&raquo;.


Em comunicado, os promotores do manifesto sa&uacute;dam o veto de Marcelo Rebelo de Sousa, que vai ao encontro do que defendiam. Agora, acreditam que &eacute; a oportunidade para fazer um referendo.

Quem pode promover um referendo?
Os referendos s&atilde;o convocados pelo Presidente da Rep&uacute;blica, depois de aprovados pela Assembleia da rep&uacute;blica. Quem pode ter a iniciativa de promover ou pedir um referendo s&atilde;o os deputados, os grupos parlamentares, o governo ou os cidad&atilde;os eleitores. Neste &uacute;ltimo caso, s&atilde;o necess&aacute;rias 75 mil assinaturas.

Este grupo lamenta &laquo;a aprova&ccedil;&atilde;o do alargamento do &acirc;mbito dos benefici&aacute;rios das t&eacute;cnicas de PMA, tendo em conta as graves implica&ccedil;&otilde;es sociais e &eacute;ticas que adv&ecirc;m deste diploma e a aus&ecirc;ncia de um debate p&uacute;blico aprofundado sobre o tema&raquo;. Os jovens estudantes e trabalhadores lembram os alertas do presidente e esperam &laquo;que a Assembleia da Rep&uacute;blica atue de forma a melhor defender o superior interesse da crian&ccedil;a&raquo;.

O Presidente da Rep&uacute;blica vetou na ter&ccedil;a-feira &agrave; noite o diploma sobre as barrigas de aluguer por n&atilde;o incluir as recomenda&ccedil;&otilde;es do Conselho Nacional de &Eacute;tica e para as Ci&ecirc;ncias da Vida. Marcelo Rebelo de Sousa promulgou, com avisos, o alargamento das t&eacute;cnicas de procria&ccedil;&atilde;o medicamente assistidas a mulheres solteiras, homossexuais ou vi&uacute;vas.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Foto: Ricardo Perna
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]]></description>
<pubDate>Thu, 09 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Banda Missio tem novo CD</title>
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<description><![CDATA[A Banda Missio lan&ccedil;ou um novo CD. O concerto de apresenta&ccedil;&atilde;o decorreu esta semana em Famalic&atilde;o. O Sonho de Deus tem 13 m&uacute;sicas e &eacute; o segundo CD desta banda ligada &agrave; Fam&iacute;lia Comboniana.


&nbsp;

Em comunicado, a banda diz que este trabalho tem uma tem&aacute;tica &laquo;sobretudo mission&aacute;ria&raquo; e o ouvinte &laquo;&eacute; interpelado a assumir‐se como construtor do projeto de humanidade que Deus sonhou na Cria&ccedil;&atilde;o&raquo;.
&nbsp;
A Banda Missio &eacute; um projeto Pop/Rock de m&uacute;sica crist&atilde; nascido em 2009. Tem atuado em encontros de pastoral juvenil e festivais de m&uacute;sica crist&atilde;. O primeiro CD ConTigo foi lan&ccedil;ado em 2014.
&nbsp;
O grupo come&ccedil;ou sob o impulso do Pe. Leonel Claro, respons&aacute;vel pelo Centro Vocacional Juvenil dos Mission&aacute;rios Combonianos e agora de partida em miss&atilde;o para o Chade.

Em baixo pode conhecer o tema que d&aacute; t&iacute;tulo a este CD.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Edi&ccedil;&otilde;es Salesianas


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]]></description>
<pubDate>Thu, 09 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Quem é esta iraquiana?</title>
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<description><![CDATA[Pascale Warda &eacute; uma mulher forte e determinada. Encontramo-nos para uma entrevista em Lisboa. Preparamos tudo para uma conversa que acaba por se prolongar por uma hora. Muito ficou por perguntar. Pascale &eacute; ativista no verdadeiro sentido da palavra. Empenhada, convicta, algu&eacute;m que vive apaixonadamente o que a rodeia e, neste caso, os problemas das minorias e mulheres perseguidas no Iraque.
&nbsp;

Fam&iacute;lia perseguida
Pascale Warda &eacute; iraquiana, cat&oacute;lica caldeia e conhece as persegui&ccedil;&otilde;es aos crist&atilde;os praticamente desde que nasceu. Na entrevista &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, conta que tinha apenas quatro anos quando a sua aldeia foi queimada. &laquo;A minha aldeia foi destru&iacute;da completamente quatro vezes. O meu pai reconstruiu-a de todas as vezes. A minha casa foi a &uacute;nica na aldeia durante alguns anos, porque o meu pai resistia e dizia: &ldquo;N&atilde;o posso perder a terra dos nossos antepassados. Se abandonarmos a igreja, v&atilde;o ench&ecirc;-la de animais. Como vamos deixar a igreja?&rdquo;&raquo; Mas a sua fam&iacute;lia foi tamb&eacute;m perseguida pessoalmente. O pai foi preso e torturado quando Pascale tinha nove anos. &laquo;Saiu da pris&atilde;o seis meses depois. N&atilde;o tinha unhas, tinham sido arrancadas, e ele tinha sido muito torturado.&raquo;

Na escola, a menina foi sendo pressionada para se inscrever no partido no poder at&eacute; que abandonou a escola e acabou por ir estudar para Fran&ccedil;a. Cursou Filosofia e Teologia. Mais tarde haveria de mudar de &aacute;rea e seguir Direitos Humanos, na Universidade Cat&oacute;lica de Lyon. Mas antes disso, novo grande susto.


A vida em Fran&ccedil;a
Em 1988, um bombardeamento qu&iacute;mico atinge a aldeia onde a sua fam&iacute;lia vivia. Pascale, &agrave; dist&acirc;ncia e pela televis&atilde;o, procura-a. &laquo;Eu procurava no Ir&atilde;o, na Turquia, na S&iacute;ria, para ver se tinham sa&iacute;do por alguma fronteira. Um dia, o meu irm&atilde;o liga &agrave; minha irm&atilde; que vivia em Bagdade e diz &ldquo;eles est&atilde;o vivos e na Turquia&rdquo;.&raquo; Sem qualquer indica&ccedil;&atilde;o concreta sobre o local onde se encontravam, Pascale apanha o avi&atilde;o, trata de todas as burocracias e consegue, finalmente, dez minutos com a fam&iacute;lia.

Depois de muitas lutas e da interven&ccedil;&atilde;o de Danielle Miterrand conseguiu reunir a fam&iacute;lia em Fran&ccedil;a. Para ajudar, a jovem deixa os estudos e arranja dois trabalhos. Quando volta a estudar segue a &aacute;rea dos direitos humanos.

O amor ao Iraque
Cheia de pressa de regressar ao Iraque &laquo;que ama&raquo; faz dois anos de estudos num s&oacute; e regressa. Encontra l&aacute; o homem que vir&aacute; a ser seu marido e casa-se. Torna-se respons&aacute;vel de uma organiza&ccedil;&atilde;o de mulheres ass&iacute;rias. Chega a ministra dos deslocados e refugiados. &laquo;Fui alvo de atentados cinco vezes. Ca&iacute;ram bombas na minha cadeira no escrit&oacute;rio. Se l&aacute; estivesse teria morrido.&raquo; Um dos atentados marcou-a muito. &laquo;Quatro dos meus guardas costas foram mortos. Eu n&atilde;o estava com eles. Iam a minha casa buscar-me, pensaram que eu estaria com eles no carro. Os quatro foram martirizados&hellip;&raquo; A voz treme e os olhos brilham quando fala deste epis&oacute;dio.



Escolheu viver onde a quiseram matar
Ainda hoje se sente insegura em Bagdade, onde apesar de tudo escolheu viver. &laquo;Estamos mesmo sob prote&ccedil;&atilde;o de Deus. Lembro-me de quando me tentaram matar em Bagdade. Quando havia e ainda h&aacute; explos&otilde;es e ataques cont&iacute;nuos.&raquo; Tem duas filhas que vivem e estudam em Fran&ccedil;a.

Em 2005, Pascale e o marido, William, fundam a Hammurabi. Esta organiza&ccedil;&atilde;o dos direitos do homem apoia minorias, deslocados e todos os que precisam de ajuda no Iraque. No &acirc;mbito deste trabalho tem acolhido e ouvido mulheres crist&atilde;s e yazidis resgatadas ao Daesh. Comove-se quando conta as hist&oacute;rias que ouviu da boca de mulheres e meninas violadas e escravizadas. D&atilde;o-lhe for&ccedil;a para exigir justi&ccedil;a e lutar.



&nbsp;

Quando defendeu, em Washington, perante membros do Congresso o genoc&iacute;dio, algu&eacute;m lhe disse: &laquo;Genoc&iacute;dio &eacute; uma palavra pol&iacute;tica. N&atilde;o pode dizer isso.&raquo; Pascale Warda perdeu a paci&ecirc;ncia: &laquo;Gritei e disse: &ldquo;&Eacute; pol&iacute;tico e econ&oacute;mico para si, que est&aacute; sentado atr&aacute;s desta mesa! Mas &eacute; no nosso corpo que se passa, na nossa sociedade, na nossa vida. Voc&ecirc;s fecham os ouvidos! Todos!&raquo;

&nbsp;Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna, HHRO.org e Zinda Magazine
&nbsp;
]]></description>
<pubDate>Tue, 07 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Marcelo veta barrigas de aluguer</title>
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<description><![CDATA[Marcelo Rebelo de Sousa devolveu ao Parlamento o diploma sobre gesta&ccedil;&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o. No texto enviado ao Presidente da Assembleia da Rep&uacute;blica, o presidente alerta que &laquo;o decreto enviado para promulga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o acolhe as condi&ccedil;&otilde;es cumulativas formuladas pelo Conselho Nacional de &Eacute;tica e para as Ci&ecirc;ncias da Vida, como claramente explicita a declara&ccedil;&atilde;o de voto de vencido do Grupo Parlamentar do Partido Comunista Portugu&ecirc;s&raquo;.



Marcelo Rebelo de Sousa afirma que o veto n&atilde;o tem que ver com &laquo;convic&ccedil;&otilde;es ou posi&ccedil;&otilde;es pessoais do titular do &oacute;rg&atilde;o Presidente da Rep&uacute;blica&raquo;, mas &uacute;nica e simplesmente com os pareceres do Conselho Nacional de &Eacute;tica e para as Ci&ecirc;ncias da Vida dos &uacute;ltimos quatro anos.

O &uacute;ltimo, sobre o projecto do Bloco de Esquerda que acabou por ser aprovado, defende que &laquo;n&atilde;o est&atilde;o salvaguardados os direitos da crian&ccedil;a a nascer e da mulher gestante, nem &eacute; feito o enquadramento adequado do contrato de gesta&ccedil;&atilde;o&raquo;.

O que diz o Conselho Nacional de &Eacute;tica?
O Conselho considerou ainda que faltava &laquo;informa&ccedil;&atilde;o ao casal benefici&aacute;rio e &agrave; gestante de substitui&ccedil;&atilde;o sobre o significado e consequ&ecirc;ncias da influ&ecirc;ncia da gestante no desenvolvimento embrion&aacute;rio e fetal; os termos da revoga&ccedil;&atilde;o do consentimento, e as suas consequ&ecirc;ncias; a previs&atilde;o de disposi&ccedil;&otilde;es contratuais para o caso da ocorr&ecirc;ncia de malforma&ccedil;&otilde;es ou doen&ccedil;as fetais e de eventual interrup&ccedil;&atilde;o da gravidez; a decis&atilde;o sobre quaisquer intercorr&ecirc;ncias de sa&uacute;de ocorridas na gesta&ccedil;&atilde;o, quer a n&iacute;vel fetal, quer a n&iacute;vel materno; a n&atilde;o imposi&ccedil;&atilde;o de restri&ccedil;&otilde;es de comportamentos &agrave; gestante de substitui&ccedil;&atilde;o&raquo;.

Marcelo Rebelo de Sousa cita tamb&eacute;m uma resolu&ccedil;&atilde;o do Parlamento Europeu de 2015 que condena &laquo;a gesta&ccedil;&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o e defendeu a sua proibi&ccedil;&atilde;o&raquo;.

Por tudo isto, o Presidente da Rep&uacute;blica devolve o diploma &agrave; Assembleia da Rep&uacute;blica para pondera&ccedil;&atilde;o &laquo;se quer acolher as condi&ccedil;&otilde;es preconizadas pelo Conselho Nacional de &Eacute;tica e para as Ci&ecirc;ncias da Vida, agora n&atilde;o consagradas ou mesmo afastadas&raquo;.

E agora?
Agora a Assembleia da Rep&uacute;blica pode voltar a aprovar o documento tal qual est&aacute; e isso obriga o Presidente a promulgar. Mas os deputados tamb&eacute;m podem acolher as preocupa&ccedil;&otilde;es de Marcelo e introduzir algumas altera&ccedil;&otilde;es.
Recorde-se que o projecto de lei do Bloco de Esquerda foi aprovado com os votos favor&aacute;veis do PS, Partido Ecologista Os Verdes e Bloco de Esquerda. Al&eacute;m disso, 24 deputados do PSD ajudaram a aprovar o texto. Votaram contra os deputados do PCP, PSD e CDS.
&nbsp;
Altera&ccedil;&otilde;es a PMA passam
J&aacute; quanto ao alargamento das t&eacute;cnicas de procria&ccedil;&atilde;o medicamente assistida a mulheres solteiras, vi&uacute;vas ou homossexuais, o Presidente da Rep&uacute;blica promulgou o diploma, mas alerta para a falta de protec&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as. Marcelo Rebelo de Sousa cita novamente os pareceres do Conselho Nacional de &Eacute;tica e para as Ci&ecirc;ncias da Vida que n&atilde;o se op&ocirc;s ao novo regime, mas pediu um &laquo;acompanhamento prudencial da aplica&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es legislativas&raquo;.

O Presidente da Rep&uacute;blica diz que &laquo;n&atilde;o deixa de suscitar perplexidade, num regime que se pretende inovador e aberto, a manuten&ccedil;&atilde;o do anonimato, que impede o conhecimento da paternidade, quando v&aacute;rios Estados europeus n&atilde;o s&oacute; o admitem, como j&aacute; reverteram anteriores regimes de anonimato. E outros Estados adotam duplo sistema, com poss&iacute;vel autoriza&ccedil;&atilde;o de identifica&ccedil;&atilde;o&raquo;. Apesar das d&uacute;vidas, Marcelo promulgou o diploma, esperando que as recomenda&ccedil;&otilde;es sejam ouvidas na aplica&ccedil;&atilde;o do novo regime jur&iacute;dico.


Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Foto: Miguel Figueiredo Lopes/Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica
]]></description>
<pubDate>Tue, 07 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Livro contra a eutanásia junta médicos</title>
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<description><![CDATA[Foi apresentado publicamente o livro Contra a Eutan&aacute;sia, do m&eacute;dico franc&ecirc;s Lucien Isra&euml;l. No lan&ccedil;amento estiveram os m&eacute;dicos Gentil Martins e Germano de Sousa. Lu&iacute;s Paulino Pereira assina o pref&aacute;cio e apresentou a obra na Feira do Livro de Lisboa. O m&eacute;dico defende que a obra &laquo;&eacute; um verdadeiro apelo &agrave; vida de um indiv&iacute;duo que se diz agn&oacute;stico. E de que forma faz um apelo &agrave; vida? Primeiro citando as verdadeiras maravilhas da medicina. Depois, tudo aquilo que &eacute; preciso fazer para preservar a vida&raquo;.
&nbsp;



Este m&eacute;dico concorda com a tese de Lucien Isra&euml;l, exposta na obra. &laquo;No livro, ele diz que para preservar a vida &eacute; preciso educa&ccedil;&atilde;o para valores e investir e repensar o problema da fam&iacute;lia.&raquo; Lu&iacute;s Paulino Pereira afirma que o m&eacute;dico franc&ecirc;s defende que &laquo;os m&eacute;dicos deviam ser escolhidos pelas suas qualidades morais. Devia ser bonito entre n&oacute;s. Temos cada vez mais licenciados em medicina e cada vez temos menos m&eacute;dicos&raquo;.

&nbsp;

No lan&ccedil;amento da obra, estiveram presentes dezenas de pessoas, entre as quais os m&eacute;dicos Gentil Martins e Germano de Sousa. O cirurgi&atilde;o pl&aacute;stico e pedi&aacute;trico afirma: &laquo;A nossa Constitui&ccedil;&atilde;o diz no Art. 44.&ordm; que a vida humana &eacute; inviol&aacute;vel. Eu julguei que inviol&aacute;vel &eacute; algo que n&atilde;o &eacute; alter&aacute;vel, em portugu&ecirc;s. Se a Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Portuguesa diz que a vida humana &eacute; inviol&aacute;vel como &eacute; que depois podem aprovar a eutan&aacute;sia?&raquo; Gentil Martins sublinha que a &laquo;Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica Mundial fez uma declara&ccedil;&atilde;o em 2013 repudiando a atitude dos m&eacute;dicos holandeses e considerando anti&eacute;tica qualquer atitude de eutan&aacute;sia por parte de um m&eacute;dico&raquo;.
&nbsp;


&nbsp;

Gentil Martins &eacute; cat&oacute;lico, Germano de Sousa n&atilde;o. O antigo baston&aacute;rio da Ordem dos M&eacute;dicos considera errado colocar o debate sobre a legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia apenas na esfera do religioso. &laquo;Sou contra a eutan&aacute;sia. N&atilde;o me movem quest&otilde;es religiosas. Movem-me quest&otilde;es de &eacute;tica e deontologia.&raquo; E quais s&atilde;o essas raz&otilde;es para um n&atilde;o-crente? &laquo;A import&acirc;ncia da vida &eacute; de tal modo fundamental e estrutural de uma sociedade que aceitar a eutan&aacute;sia contribui para a desestrutura&ccedil;&atilde;o da sociedade como a conhecemos.&raquo; Germano de Sousa sublinha ainda que aceitar a eutan&aacute;sia &laquo;&eacute; destruir as bases da nossa profiss&atilde;o de m&eacute;dicos&raquo;. O argumento de proporcionar uma morte digna a quem pede para morrer n&atilde;o convence este antigo baston&aacute;rio dos m&eacute;dicos. &laquo;N&atilde;o h&aacute; piedade que justifique matar uma pessoa. Hoje em dia h&aacute; cuidados paliativos e seria prefer&iacute;vel que todas as pessoas que falam disto fizessem tudo para exigir os cuidados paliativos. S&oacute; h&aacute; 30% e devia haver 100%.&raquo;
&nbsp;

O livro Contra a eutan&aacute;sia, de Lucien Isra&euml;l, marca o relan&ccedil;amento da Multinova, que h&aacute; uma d&eacute;cada n&atilde;o publicava qualquer obra. Lucien Isra&euml;l foi um grande m&eacute;dico e professor de medicina na &aacute;rea de oncologia e pneumologista.

Veja mais fotos na nossa fotogaleria.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos e v&iacute;deo: Ant&oacute;nio Miguel Fonseca
]]></description>
<pubDate>Mon, 06 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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</item>
<item>
<title>Luís Paulino Pereira: «Eutanásia é questão política»</title>
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<description><![CDATA[A quest&atilde;o da legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia &eacute; pol&iacute;tica e n&atilde;o social ou humana. Quem o defende &eacute; Lu&iacute;s Paulino Pereira, m&eacute;dico de medicina geral e familiar em Lisboa. Este profissional de sa&uacute;de assina o pref&aacute;cio da obra do franc&ecirc;s Lucien Isra&euml;l Contra a eutan&aacute;sia, agora editada em Portugal.

&nbsp;

&laquo;Isto &eacute; uma quest&atilde;o pol&iacute;tica e se olharmos para o livro est&aacute; l&aacute; bem escarrapachado de onde &eacute; que isto parte. Ser&aacute; que as pessoas olham para a eutan&aacute;sia como um problema importante ou &eacute; esta sociedade carregada de falta de valores que imp&otilde;e isto &agrave;s pessoas?&raquo; A resposta d&aacute;-a ele pr&oacute;prio, com a sua experi&ecirc;ncia no centro de sa&uacute;de. &laquo;Tenho dois mil utentes e h&aacute; idosos, s&oacute;s, acamados. Nunca ningu&eacute;m tocou essa quest&atilde;o. &Eacute; prova evidente que n&atilde;o &eacute; um problema sentido pelas pessoas.&raquo;
Lu&iacute;s Paulino Pereira ouve outras preocupa&ccedil;&otilde;es: com a solid&atilde;o, os rendimentos ou a fam&iacute;lia. &laquo;Entre n&oacute;s um idoso &eacute; um peso e eu tenho sido abordado por v&aacute;rias pessoas nesse sentido: &ldquo;Sr. Doutor, o que &eacute; que eu estou c&aacute; a fazer? Mais valia que Deus me levasse!&rdquo; Mas nunca fui abordado para ajudar algu&eacute;m a morrer.&raquo;



Este m&eacute;dico de medicina geral e familiar concorda com a perspetiva do autor franc&ecirc;s de que o problema est&aacute; na falta de valores na sociedade em que vivemos. Lu&iacute;s Paulino Pereira lamenta que entre os m&eacute;dicos isto tamb&eacute;m aconte&ccedil;a: &laquo;No livro d&aacute;-se o exemplo triste de um senhor que fazia seis eutan&aacute;sias por dia. Para um individuo destes, tudo &eacute; poss&iacute;vel. Se me perguntar se em Portugal h&aacute; algu&eacute;m dispon&iacute;vel para isso, &eacute; capaz de haver. N&atilde;o vou dizer que n&atilde;o.&raquo;

O livro Contra a Eutan&aacute;sia &eacute; escrito em estilo de entrevista com Lucien Isr&auml;el, um n&atilde;o crente e homem da ci&ecirc;ncia. Este franc&ecirc;s foi m&eacute;dico e professor universit&aacute;rio de Pneumologia e Oncologia. Deu aulas em Fran&ccedil;a, Estados Unidos da Am&eacute;rica, Canad&aacute; e Jap&atilde;o. Fez parte tamb&eacute;m de v&aacute;rias organiza&ccedil;&otilde;es da &aacute;rea da oncologia e da investiga&ccedil;&atilde;o, chegando mesmo a fundar o Laborat&oacute;rio de Oncologia Celular e Molecular Humana, em Paris. Foi membro da Academia de Ci&ecirc;ncias de Nova Iorque.

Em Portugal, a obra &eacute; editada pela Multinova. O lan&ccedil;amento acontecer&aacute; no domingo, dia 5 de junho, &agrave;s 18h, na Feira do Livro de Lisboa.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o e Ant&oacute;nio Miguel Fonseca
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<pubDate>Fri, 03 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Amoris Laetitia dá «oportunidades para inculturarmos a fé»</title>
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<description><![CDATA[Os bispos africanos est&atilde;o muitos satisfeitos com a mais recente exorta&ccedil;&atilde;o do Papa Francisco. D. Vincenzo Paglia, presidente do Conselho Pontif&iacute;cio para a Fam&iacute;lia, esteve em Abuja, a capital da Nig&eacute;ria, a discutir com os bispos desse pa&iacute;s a exorta&ccedil;&atilde;o &ldquo;Amoris Laetitia&rdquo;, em particular o seu ponto 3, onde o Papa Francisco defende que &laquo;na Igreja &eacute; necess&aacute;ria uma unidade de doutrina e de pr&aacute;tica, mas isto n&atilde;o impede que existam diversas formas de interpretar alguns aspetos da doutrina, ou algumas consequ&ecirc;ncias que decorrem dela. [&hellip;] Al&eacute;m disso, em cada pa&iacute;s ou regi&atilde;o, &eacute; poss&iacute;vel buscar solu&ccedil;&otilde;es mais inculturadas, atentas &agrave;s tradi&ccedil;&otilde;es e aos desafios locais. De facto, &laquo;as culturas s&atilde;o muito diversas entre elas e cada princ&iacute;pio geral (&hellip;), se quiser ser observado e aplicado, precisa de ser inculturado&raquo;, pode ler-se no ponto 3.


Sobre esta mat&eacute;ria, o arcebispo de Freetown, na Serra Leoa, D. Charles Tamba reconhece que &laquo;ficou na d&uacute;vida&raquo; quando leu o documento pela primeira vez. &laquo;Fiquei a pensar se n&atilde;o estar&iacute;amos a seguir por uma estrada de relativismo e de falta de &eacute;tica&raquo;, declarou ao s&iacute;tio web do Conselho Pontif&iacute;cio para a Fam&iacute;lia. &laquo;Depois, ao ler com mais aten&ccedil;&atilde;o, percebi que o que nos fala &eacute; de irmos mais ao fundo da miss&atilde;o que Cristo nos confiou e de nos deixarmos guiar pelo Esp&iacute;rito Santo&raquo;.

&Eacute; que, diz o prelado, esta autonomia local n&atilde;o significa decis&otilde;es tomadas de forma isolada. &laquo;Quando uma igreja local prop&otilde;e uma solu&ccedil;&atilde;o para um problema no matrim&oacute;nio, discute-se o assunto com os outros da mesma confer&ecirc;ncia episcopal, que tamb&eacute;m conhecem a realidade, n&atilde;o &eacute; algo que se fa&ccedil;a isoladamente. Por isso, n&atilde;o h&aacute; risco de relativismo moral. Para al&eacute;m disso, h&aacute; uma hierarquia de verdades na Igreja que &eacute; intoc&aacute;vel, e essas eu n&atilde;o posso dizer que ensino de maneira diferente na minha par&oacute;quia&raquo;, diz D. Charles Tamba.
Para este bispo, a grande vantagem &eacute; a possibilidade de &laquo;adapta&ccedil;&atilde;o&raquo; das quest&otilde;es pastorais. &laquo;N&oacute;s, bispos africanos, sempre pedimos a oportunidade de inculturar a f&eacute;. E acho que o Esp&iacute;rito guiou o Papa Francisco para que nos permitisse sermos criativos no processo de incultura&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o apenas na tradu&ccedil;&atilde;o de hinos, mas tamb&eacute;m noutras quest&otilde;es pastorais, podermos ser mais criativos, sempre num di&aacute;logo com as outras igrejas&raquo;, referiu.

D. Ignatius Kagaima, presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal da Nig&eacute;ria, tamb&eacute;m esteve no encontro e refere que esta exorta&ccedil;&atilde;o &eacute; um &laquo;texto inspirador&raquo;. &laquo;H&aacute; muitos assuntos que nos dizem respeito, e com este livro como manual nas nossas m&atilde;os, n&atilde;o podemos errar&raquo;, diz.
&nbsp;
O prelado nigeriano considera que as &laquo;ra&iacute;zes culturais&raquo; das fam&iacute;lias africanas est&atilde;o a &laquo;sofrer eros&atilde;o com a globaliza&ccedil;&atilde;o e a influ&ecirc;ncia do Ocidente&raquo;, e destaca a poligamia como uma dos principais problemas que t&ecirc;m de enfrentar. &laquo;Vivemos lado a lado com mu&ccedil;ulmanos, que t&ecirc;m 3 ou 4 mulheres, e isso influencia os crist&atilde;os, que tamb&eacute;m v&atilde;o viver em uni&atilde;o polig&acirc;mica, e isso &eacute; um problema. Tentamos abrir as portas a todos, porque o Papa nos pede, e esperamos que, atrav&eacute;s da catequese e da aproxima&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, eles se possam reaproximar&raquo;, refere o bispo.
&nbsp;
D. Tamba Charles, por seu lado, destaca o problema do acompanhamentos dos casais nos primeiros anos de matrim&oacute;nio, assunto que tamb&eacute;m vem referido na exorta&ccedil;&atilde;o. &laquo;Quando um sacerdote se ordena, n&atilde;o o &ldquo;atiramos&rdquo; logo para uma par&oacute;quia, pomo-lo sobre a orienta&ccedil;&atilde;o de um sacerdote mais experiente. Um jovem advogado tamb&eacute;m aprende com um mais experiente quando termina o seu curso. E &eacute; isto que a Igreja quer que fa&ccedil;amos: acompanhar os casais jovens nos primeiros anos da sua vida matrimonial. Talvez com a ajuda daqueles cujos casamentos tiveram sucesso e podem ser modelos para esses jovens&raquo;, referiu.


D. Vincenzo Paglia lan&ccedil;a quest&otilde;es para reflex&atilde;o local
Na sua interven&ccedil;&atilde;o perante os bispos nigerianos, D. Vincenzo Paglia, no entanto, foi mais longe. &laquo;As amea&ccedil;as &agrave; fam&iacute;lia hoje na &Aacute;frica s&atilde;o muitas: a dissolu&ccedil;&atilde;o da moral, atentados &agrave; unidade do casamento; o afrouxamento dos la&ccedil;os entre os membros da fam&iacute;lia; a prolifera&ccedil;&atilde;o de uni&otilde;es de facto, mas tamb&eacute;m a pobreza, o desemprego crescente que n&atilde;o permite aos pais assumirem adequadamente as suas responsabilidades. Qual &eacute; a via nigeriana, africana para responder a tais decisivas quest&otilde;es?&raquo;, perguntou.

O respons&aacute;vel do Vaticano pela &aacute;rea da fam&iacute;lia refere que a &laquo;sociedade africana atravessa um tempo de profunda e r&aacute;pida transforma&ccedil;&atilde;o&raquo;, e por isso lan&ccedil;a mais perguntas: &laquo;Permanece aberto o tema da considera&ccedil;&atilde;o da mulher na sociedade africana, da viol&ecirc;ncia e da opress&atilde;o nos seus confrontos. Em termos pastorais nos perguntamos: como ajudar os nossos homens para serem bons maridos, pais melhores? Como apoiar os homens africanos a assumir plenamente as responsabilidades derivadas do cuidado da fam&iacute;lia? Como ajudar os pais a encontrar um caminho para a educa&ccedil;&atilde;o e amadurecimento dos seus filhos num contexto de modernidade e globaliza&ccedil;&atilde;o onde os desafios s&atilde;o muitos e novos comparados ao mundo fechado de apenas vinte anos atr&aacute;s?&raquo;, perguntou aos bispos.
Quest&otilde;es que os bispos ouviram e refletiram, sem apontar ainda caminhos de resolu&ccedil;&atilde;o.

A visita de D. Vincenzo Paglia, segundo o s&iacute;tio Web family.va, concluiu-se com uma ida a um campo de refugiados perto da capital Abuja, onde o prelado, acompanhado pelo cardeal Onayekan e os l&iacute;deres da comunidade isl&acirc;mica, entregou, em nome do Papa Francisco, uma primeira parcela de ajuda humanit&aacute;ria a um grande grupo de fam&iacute;lias de refugiados que fugiram de &aacute;reas onde o terrorismo &eacute; galopante.



&nbsp;
Texto: Ricardo Perna (com family.va)
Fotos: family.va
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<pubDate>Thu, 02 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Voluntários portugueses apoiam refugiados</title>
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<description><![CDATA[Final de mar&ccedil;o: do Porto partem tr&ecirc;s enfermeiros e um engenheiro ambiental. V&atilde;o ter uma semana de f&eacute;rias. Destino: ilha de Lesbos, na Gr&eacute;cia. A ilha &eacute; tur&iacute;stica, mas nos &uacute;ltimos anos tem ficado conhecida por outros motivos. &Eacute; o local da Uni&atilde;o Europeia mais perto da Turquia. S&oacute; no ano passado, 500 mil refugiados fizeram a viagem de barco. E essa &eacute; a raz&atilde;o que leva este grupo at&eacute; l&aacute;.



&laquo;Senti a chamada interior a fazer algo diferente, sempre neste sentido de me entregar mais ao outro, e era sempre esta quest&atilde;o dos refugiados.&raquo; Karina Oliveira sugeriu uma miss&atilde;o a Isabel Ferreira, presidente da associa&ccedil;&atilde;o Passo Positivo, organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-governamental do Porto. O desafio foi aceite. A ideia inclu&iacute;a &laquo;trabalhar no campo de refugiados de Moria, que faz o registo dos refugiados na ilha&raquo;, explica Karina. Al&eacute;m disso, uma parte do trabalho seria ambiental.

Pedro Teiga, doutorado em Engenharia do Ambiente, trabalha especialmente a quest&atilde;o dos rios e da &aacute;gua. Em Lesbos, o grupo arranjou um barco que trouxe refugiados at&eacute; &agrave; ilha. Agora, &laquo;j&aacute; est&aacute; a funcionar para recolher coletes e fazer limpeza das praias. S&atilde;o resultados que v&atilde;o dar frutos a longo prazo.&raquo;





Mas o projeto inicial mudou quando a Uni&atilde;o Europeia decidiu repatriar os refugiados para a Turquia. Ao chegar, os volunt&aacute;rios encontraram o campo de Moria fechado e controlado por militares. Da&iacute; que a decis&atilde;o tenha sido ir para onde eram precisos. A escolha recaiu no porto de Atenas onde est&atilde;o &ldquo;acampadas&rdquo; cinco a seis mil pessoas.

As marcas que ficam
Pedro tem experi&ecirc;ncia de miss&atilde;o. Aprendeu que o contacto olhos nos olhos &eacute; essencial. &laquo;Deu para perceber de uma forma bastante grave a desumaniza&ccedil;&atilde;o que n&oacute;s Europa temos. Poder&iacute;amos ser n&oacute;s, um qualquer de n&oacute;s a estar nessa situa&ccedil;&atilde;o.&raquo;

Isabel Ferreira liderou a miss&atilde;o na Gr&eacute;cia. Em 2010, esteve no Haiti depois do terramoto. Ter experi&ecirc;ncias anteriores n&atilde;o torna o cora&ccedil;&atilde;o mais frio ou intoc&aacute;vel. Isabel sentiu-se &laquo;ir abaixo&raquo; no porto de Atenas. Havia v&aacute;rios autocarros para levar os refugiados para campos. Tudo pac&iacute;fico at&eacute; que &laquo;chega o tal autocarro azul-beb&eacute;. A ideia era separar as fam&iacute;lias e dar melhores condi&ccedil;&otilde;es &agrave;s mulheres e beb&eacute;s, levando-as para campos mais pr&oacute;ximos do hospital.&raquo; Geraram-se v&aacute;rias discuss&otilde;es. &laquo;Aquele autocarro esteve meia hora no local e foi embora vazio. Ningu&eacute;m quis entrar. As fam&iacute;lias mantiveram-se unidas.&raquo;



No final da miss&atilde;o, a equipa regressou a Lesbos de ferry. Tinha come&ccedil;ado a deporta&ccedil;&atilde;o e viajavam com eles 30 a 40 refugiados acompanhados por uma dezena de pol&iacute;cias. Rui Silva viu algo que ficou gravado em si. &laquo;Quando passei, vi um refugiado, na casa dos 20 anos, numa casa de banho, virado para a parede com as m&atilde;os nos olhos e dois pol&iacute;cias consternados. Ele devia estar a pensar que tinha sobrevivido a uma viagem muito dura e perigosa. Agora estava a ser tratado como um criminoso e mandado de volta para a Turquia&hellip;&raquo;

Cinco mulheres rumo &agrave; Jord&acirc;nia
A mesma vontade de partir e de ajudar tem um grupo de cinco mulheres que neste m&ecirc;s de junho est&atilde;o a trabalhar como volunt&aacute;rias na Jord&acirc;nia. Ana Rita, Ana Cristina, In&ecirc;s, Catarina e Sofia est&atilde;o em Am&atilde;.


Ana Rita Sousa, jurista, lan&ccedil;ou o desafio para a miss&atilde;o. No inverno, as imagens de refugiados sem meios para se aquecer comoveram-na. Lan&ccedil;ou a ideia no Facebook e logo surgiram quatro volunt&aacute;rias. Em comum t&ecirc;m a vontade de ajudar e o sentimento de impot&ecirc;ncia perante &laquo;t&atilde;o grande sofrimento&raquo;, como explica Ana Cristina Figueiredo. D

Ana Cristina conhece muito bem a Jord&acirc;nia: &laquo;Um em cada tr&ecirc;s habitantes &eacute; refugiado. H&aacute; refugiados da Palestina, h&aacute; v&aacute;rias gera&ccedil;&otilde;es, e alguns de conflitos mais recentes, como Iraque e S&iacute;ria.&raquo;

Dinheiro ao servi&ccedil;o da miss&atilde;o
Tal como com o grupo da associa&ccedil;&atilde;o Passo Positivo, tamb&eacute;m aqui as despesas s&atilde;o todas por conta das volunt&aacute;rias. Em tudo isto, a f&eacute; e a confian&ccedil;a em Deus t&ecirc;m um papel fundamental. Catarina Soares sublinha: &laquo;Une-nos o facto de sermos crentes, ajuda vermos estas pessoas como irm&atilde;os, filhos do mesmo Pai.&raquo; Mesmo que a grande maioria seja mu&ccedil;ulmana. &laquo;&Eacute; mesmo a isso que Deus nos chama: a um amor maior, que n&atilde;o ama na facilidade, mas aquela pessoa com quem eu tenho de dar um passo para que o amor seja real e que o amor seja de Deus.&raquo;

Leia a vers&atilde;o integral desta reportagem na edi&ccedil;&atilde;o da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; de junho

&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotografias: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o e Passo Positivo
]]></description>
<pubDate>Wed, 01 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Se as Nações Unidas não reconhecem o genocídio, participam nele»</title>
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<description><![CDATA[Pascale Warda foi ministra das Migra&ccedil;&otilde;es e Refugiados do Iraque. &Eacute; cat&oacute;lica caldeia e ativista dos direitos humanos. Mulher corajosa, &eacute; atualmente a voz das minorias perseguidas no Iraque. Na entrevista &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;, fala sem rodeios da situa&ccedil;&atilde;o de selvajaria e terror que se vive no pa&iacute;s.


&nbsp;
Como &eacute; a situa&ccedil;&atilde;o dos crist&atilde;os no Iraque?
A situa&ccedil;&atilde;o dos crist&atilde;os &eacute; como a de todos os iraquianos. Mas de uma forma especial, os crist&atilde;os e as outras minorias, como os yazidis, est&atilde;o deslocados desde 2014. Vivem at&eacute; agora em tendas, em grandes campos, em caravanas especiais para eles, em casas coletivas. &Eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o verdadeiramente prec&aacute;ria que p&otilde;e em causa a sua dignidade. Eu digo desde o primeiro dia, e ainda n&atilde;o mudei de opini&atilde;o, que a melhor solu&ccedil;&atilde;o &eacute; ter for&ccedil;as internacionais que assegurem a seguran&ccedil;a desta regi&atilde;o, e sobretudo das minorias.
&nbsp;
Estes problemas agravaram-se com o autodenominado Estado Isl&acirc;mico?
Absolutamente. Foi o Estado Isl&acirc;mico que criou este problema. &Eacute; verdade que j&aacute; t&iacute;nhamos um problema anterior e, por isso, o Estado Isl&acirc;mico foi livre de entrar. Agora temos o perigo de deixar os idosos, as crian&ccedil;as, as mulheres nas suas casas &agrave;s m&atilde;os dos criminosos do Daesh. Em Mossul, o ex&eacute;rcito abandonou totalmente os crist&atilde;os e outras minorias. Na plan&iacute;cie de N&iacute;nive, protegida pelos combatentes curdos, eles disseram: &laquo;N&atilde;o temos nada a fazer aqui.&raquo; E foram-se embora antes de o Daesh chegar. Mulheres e crian&ccedil;as ficaram &agrave; espera que o Daesh os viesse matar. Entrevistei mulheres e meninas crist&atilde;s que foram violadas sexualmente e h&aacute; ainda um n&uacute;mero de cativas em Mossul, com yazidis e outras.

Pode contar-nos algumas dessas hist&oacute;rias que ouviu?
Na organiza&ccedil;&atilde;o Hammurabi Direitos Humanos regist&aacute;mos mais de 100 casos de crist&atilde;s e yazidis. Ouvimos hist&oacute;rias de viol&ecirc;ncia sexual... piores do que selvagens. N&atilde;o consegui continuar a escrever o que ouvia da boca de meninas de 12, 20 ou 10 anos que contavam coisas terr&iacute;veis. Dei-lhe o papel e disse: &laquo;&Eacute;s mais corajosa do que eu. Escreve.&raquo; Documentei tudo, publiquei e exigi ao governo que fizesse algo. Mas at&eacute; agora ainda ningu&eacute;m fez nada. As mulheres v&ecirc;m quase nuas, mortas de fome, de calor, de sede. &Eacute; verdadeiramente uma hist&oacute;ria negra a que se passa neste momento com as mulheres que est&atilde;o &agrave;s m&atilde;os do Daesh.
&nbsp;
&Eacute; por isso que defende que as Na&ccedil;&otilde;es Unidas reconhe&ccedil;am o genoc&iacute;dio?
Devem! Devem! &Eacute; o seu dever! Se n&atilde;o reconhecem o genoc&iacute;dio no Iraque com crist&atilde;os e yazidis tamb&eacute;m est&atilde;o a participar nesse genoc&iacute;dio. Para mim &eacute; imperdo&aacute;vel. S&atilde;o crimes continuados e que &eacute; preciso que o mundo entenda e veja o que se passa.

Reconhecer o genoc&iacute;dio &eacute; o dever n&uacute;mero um, a meu ver, das Na&ccedil;&otilde;es Unidas agora! Que querem ent&atilde;o que seja genoc&iacute;dio? Quando h&aacute; minorias destru&iacute;das, violadas, mortas, raptadas.

Christine, de tr&ecirc;s anos, arrancada do peito da sua m&atilde;e quando mamava. &Eacute; incr&iacute;vel, &eacute; inumano ver que a m&atilde;e continua a procurar a seu beb&eacute; at&eacute; agora. Ela perguntou: &laquo;A minha beb&eacute;?&raquo; Apontaram-lhe uma arma e disseram-lhe: &laquo;Se dizes mais uma vez &ldquo;A minha beb&eacute;?&rdquo; matamos-te.&raquo; N&atilde;o sabemos onde est&aacute; a pequena Christine. O que fizeram de uma beb&eacute; de tr&ecirc;s anos?

&Eacute; o qu&ecirc; o genoc&iacute;dio? Se n&atilde;o temos o nosso patrim&oacute;nio! Em Mossul, pela primeira vez em dois mil anos, as portas das igrejas est&atilde;o fechadas. As igrejas est&atilde;o destru&iacute;das de uma forma selvagem. O que querem que seja genoc&iacute;dio? Encontrei uma mulher caldeia cat&oacute;lica, ainda n&atilde;o tinha 30 anos, com tr&ecirc;s crian&ccedil;as. Ela sofreu atos desumanos. Contou-me que oito homens, um depois do outro, na mesma hora, ao mesmo tempo, a violaram de formas inimagin&aacute;veis. Ela estava completamente destru&iacute;da. Depois de ser libertada, planeou queimar a cara. &laquo;Pus petr&oacute;leo na cara para queimar o rosto e n&atilde;o ser bonita.&raquo; S&atilde;o experi&ecirc;ncias infernais as que ouvimos.
&nbsp;
Quais s&atilde;o as consequ&ecirc;ncias da declara&ccedil;&atilde;o de genoc&iacute;dio? Falou de for&ccedil;as internacionais. Seriam a solu&ccedil;&atilde;o?
&Eacute; reconhecer a maldade e a hist&oacute;ria negra em que estamos no s&eacute;c. XXI. Depois, &eacute; reconhecer o direito destas pessoas que foram v&iacute;timas e de gritar que &eacute; crime. &Eacute; preciso procurar e julgar os criminosos. H&aacute; v&iacute;timas que devem ser ressarcidas moralmente e materialmente. Este reconhecimento contribui para apresentar os criminosos que cometeram os crimes, e os que est&atilde;o por tr&aacute;s dos crimes, perante as inst&acirc;ncias internacionais. &Eacute; muito importante para n&oacute;s.
&nbsp;
&nbsp;
O que gostaria de dizer a um crist&atilde;o portugu&ecirc;s ou europeu? As hist&oacute;rias que nos conta parecem t&atilde;o distantes&hellip;
Na nossa f&eacute; crist&atilde;, nada nem ningu&eacute;m est&aacute; longe. Estamos todos perto. Somos um. A geografia nunca atrapalhou a f&eacute; crist&atilde;. A indiferen&ccedil;a seria verdadeiramente matar o cora&ccedil;&atilde;o da mensagem de Cristo, porque Cristo disse e mostrou que o outro &laquo;sou Eu&raquo;. Para mim, e para os crist&atilde;os, essa palavra n&atilde;o pode ser mais um livro numa biblioteca. &Eacute; o c&oacute;digo da nossa vida.

Espero e rezo que voc&ecirc;s possam partilhar a paz que t&ecirc;m na vossa ora&ccedil;&atilde;o. Para n&oacute;s &eacute; uma arma eficaz: &eacute; uma uni&atilde;o de ora&ccedil;&atilde;o. &Eacute; a confian&ccedil;a em Deus que promove a mudan&ccedil;a de cora&ccedil;&atilde;o.

H&aacute; outra coisa que podeis dar: a vossa solidariedade. Como cidad&atilde;os respons&aacute;veis, pe&ccedil;am aos vossos pol&iacute;ticos que fa&ccedil;am pol&iacute;tica respons&aacute;vel. Quer dizer, junto das institui&ccedil;&otilde;es, junto da Uni&atilde;o Europeia, exijam que socorram esses pa&iacute;ses. Se quiserem dar-nos o vosso saber-fazer, n&oacute;s damos petr&oacute;leo. N&atilde;o o podemos beber. Voc&ecirc;s dar&atilde;o outra coisa, a tecnologia, o conhecimento, uma sociedade democratizada.
&nbsp;
Veja aqui o v&iacute;deo da entrevista:



Leia a entrevista mais alargada na edi&ccedil;&atilde;o de junho da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;.
&nbsp;&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Wed, 01 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«A oração humilde alcança misericórdia»</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco dedicou a sua audi&ecirc;ncia geral desta quarta-feira &agrave; interpreta&ccedil;&atilde;o da par&aacute;bola do fariseu e do publicano. Um reza &laquo;a si mesmo&raquo;, numa a&ccedil;&atilde;o ego&iacute;sta e vazia, enquanto o outro, humildemente, invoca piedade por saber-se pecador. &laquo;N&atilde;o basta, portanto, que nos perguntemos quanto rezamos. Devemos tamb&eacute;m questionar-nos sobre como rezamos, ou melhor, como est&aacute; o nosso cora&ccedil;&atilde;o&raquo;, afirmou o Papa, para lan&ccedil;ar de seguida uma pergunta: &laquo;Eu pergunto: &eacute; poss&iacute;vel rezar com arrog&acirc;ncia? N&atilde;o! &Eacute; poss&iacute;vel rezar com hipocrisia? N&atilde;o! Devemos rezar diante de Deus como n&oacute;s somos!&raquo;, disse Francisco.


&nbsp;
Francisco disse aos fi&eacute;is que encheram a Pra&ccedil;a de S. Pedro que, &laquo;apresentando-se de &ldquo;m&atilde;os vazias&rdquo;, com o cora&ccedil;&atilde;o desnudado e reconhecendo-se pecador, o publicano mostra-nos a todos a condi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para receber o perd&atilde;o do Senhor&raquo;. &laquo;A humildade &eacute; a condi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para sermos exaltados pelo Senhor, de modo a experimentar a miseric&oacute;rdia que vem preencher o nosso vazio. Se a ora&ccedil;&atilde;o do soberbo n&atilde;o chega ao cora&ccedil;&atilde;o de Deus, a humildade do miser&aacute;vel abre-o de par em par&raquo;, afirmou o Santo Padre, que acrescentou uma &laquo;fraqueza&raquo; de Deus &laquo;pelos humildes&raquo;. &laquo;Diante de um cora&ccedil;&atilde;o humilde, Deus abre o Seu cora&ccedil;&atilde;o totalmente&raquo;.
&nbsp;
Um dos elementos essenciais &agrave; ora&ccedil;&atilde;o &eacute; a paz interior, algo cada vez mais dif&iacute;cil de se alcan&ccedil;ar num mundo tomado pelo frenesim que, com frequ&ecirc;ncia, nos confunde. &laquo;&Eacute; preciso aprender a reencontrar o caminho ao nosso cora&ccedil;&atilde;o, recuperar o valor da intimidade e do sil&ecirc;ncio, porque &eacute; ali que Deus nos encontra e nos fala&raquo;, advertiu o Papa.
&nbsp;
O fariseu foi ao templo seguro de si, mas n&atilde;o percebe que esqueceu o caminho do seu cora&ccedil;&atilde;o. O publicano, por sua vez, apresenta-se no templo com humildade e arrependimento e reza: &laquo;Oh Deus, tende piedade de mim, pecador&raquo;. &laquo;Nada mais&raquo;, enfatizou o Papa. &laquo;Que bela ora&ccedil;&atilde;o! Digamos tr&ecirc;s vezes, todos juntos: &ldquo;Oh Deus, tende piedade de mim, pecador&rdquo;&raquo;.
&nbsp;
Nas sauda&ccedil;&otilde;es finais, o Papa referiu-se diretamente aos peregrinos portugueses ali presentes. &laquo;A todos recordo que a ora&ccedil;&atilde;o abre a porta da nossa vida a Deus. Ele ensina-nos a sair de n&oacute;s mesmos para ir ao encontro dos outros que vivem na prova&ccedil;&atilde;o, levando-lhes consola&ccedil;&atilde;o, luz e esperan&ccedil;a. Sobre v&oacute;s e vossas fam&iacute;lias, des&ccedil;a a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o do Senhor&raquo;.

Texto: Ricardo Perna
Foto: Catholic Press Photo
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<pubDate>Wed, 01 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Celibato dos padres: sim ou não, eis a questão</title>
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<description><![CDATA[Desde o in&iacute;cio da Hist&oacute;ria da Igreja que o celibato dos religiosos tem sido disciplina aceite, embora criticada. O facto de ser disciplina e n&atilde;o doutrina abre a porta &agrave; reflex&atilde;o sobre a real necessidade do voto de celibato na ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal. O tema &eacute; pol&eacute;mico, e as opini&otilde;es dividem-se.
&nbsp;

&laquo;Porque &eacute; que os padres n&atilde;o se podem casar?&raquo; Esta &eacute; uma interroga&ccedil;&atilde;o t&atilde;o velha quanto a exist&ecirc;ncia dos pr&oacute;prios padres. Durante os primeiros tempos do Cristianismo, muitas comunidades eram lideradas por homens casados, a quem era pedido que fossem &laquo;irrepreens&iacute;veis, esposos de uma &uacute;nica mulher, e seus filhos deveriam ter f&eacute; e n&atilde;o ser acusados de maus costumes ou desobedi&ecirc;ncia&raquo;, conforme diz S&atilde;o Paulo a Tito na carta que lhe escreveu. Sabemos ainda pela B&iacute;blia que Pedro tinha uma sogra, e s&eacute;culos mais tarde surgiram relatos de uma filha. E seria de imaginar que muitos dos que seguiram Jesus, por terem sido chamados em idade mais avan&ccedil;ada, j&aacute; tivessem fam&iacute;lia constitu&iacute;da. No entanto, a B&iacute;blia tamb&eacute;m n&atilde;o refere, em qualquer lugar, que essas fam&iacute;lias acompanharam os Ap&oacute;stolos. &laquo;Se Pedro tivesse levado a esposa para Roma, se vivessem como marido e mulher, numa fam&iacute;lia muito crist&atilde;, como &eacute; que a tradi&ccedil;&atilde;o ia esquecer o nome da esposa de Pedro? E o mesmo para os outros Ap&oacute;stolos&raquo;, questiona D. Nuno Br&aacute;s, bispo auxiliar de Lisboa e membro da Comiss&atilde;o Episcopal da Educa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde; e Doutrina da F&eacute;.

Apesar de a disciplina ser antiga e de remontar aos tempos de Jesus Cristo, tamb&eacute;m Ele celibat&aacute;rio, o facto &eacute; que ao longo da Hist&oacute;ria da Igreja muitos t&ecirc;m pedido para que esta se altere, e muitos a t&ecirc;m defendido com unhas e dentes. Mais recentemente, um congresso do Movimento pelo Celibato Opcional (MOCEOP), uma organiza&ccedil;&atilde;o espanhola que congrega muitos sacerdotes que pediram dispensa do voto de celibato e casaram, voltou a insistir nesta quest&atilde;o.

Lu&iacute;s Salgueiro, presidente da Fraternitas, uma organiza&ccedil;&atilde;o que, em Portugal, congrega sacerdotes que pediram dispensa, esteve presente no congresso e explica que o que se pretende &eacute; um &laquo;amadurecimento&raquo; das comunidades e uma &laquo;abertura da Igreja a novas realidades, fruto dos sinais dos tempos&raquo;. &laquo;A disciplina que existe deve ser tomada na sua devida considera&ccedil;&atilde;o. &Eacute; um elemento importante, mas n&atilde;o &eacute; fundamental, porque se a disciplina n&atilde;o ajudar a que o n&uacute;cleo evang&eacute;lico seja conhecido, a disciplina torna-se obst&aacute;culo, mais uma barreira do que uma ponte&raquo;, diz este respons&aacute;vel, tamb&eacute;m ele um sacerdote que pediu a dispensa do voto de celibato e se casou, mantendo no entanto uma vida comunit&aacute;ria e de participa&ccedil;&atilde;o na par&oacute;quia.

D. Nuno Br&aacute;s discorda e aponta outros motivos para justificar esta nova tentativa de altera&ccedil;&atilde;o da disciplina do celibato. O prelado fala de uma &laquo;hipervaloriza&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o sexual na nossa vida&raquo;. &laquo;A publicidade, a m&uacute;sica, os filmes, as not&iacute;cias, tudo hipervaloriza a dimens&atilde;o sexual. O que &eacute; perigoso, porque se est&aacute; a hipervalorizar uma dimens&atilde;o que, sendo importante e essencial, n&atilde;o &eacute; tudo. N&oacute;s reduzimos tudo na vida &agrave; economia e ao sexo. Assim como parece imposs&iacute;vel que pessoas ofere&ccedil;am parte da sua vida voluntariamente sem ganhar nada, h&aacute; quem ache imposs&iacute;vel uma pessoa ser celibat&aacute;ria, porque &ldquo;&eacute; imposs&iacute;vel resistir&rdquo; a esta dimens&atilde;o sexual. Mas &eacute; importante percebermos que assim como h&aacute; gente que faz verdadeiro voluntariado, tamb&eacute;m h&aacute; quem faz verdadeiro celibato&raquo;, explica, acrescentando que &laquo;lamenta&raquo; que alguns antigos sacerdotes que pediram a dispensa tenham estes &laquo;motivos de batalha&raquo;, que caracteriza como &laquo;autojustifica&ccedil;&otilde;es pessoais de pessoas que foram ordenadas e que a um dado momento pediram a dispensa do celibato&raquo;.

Lu&iacute;s Salgueiro, no entanto, diz n&atilde;o pretender nenhuma batalha. &laquo;Eu n&atilde;o me sinto do lado de l&aacute;, eu sou Igreja como tantos outros homens e mulheres na mesma situa&ccedil;&atilde;o, e &eacute; uma reflex&atilde;o nossa, que s&oacute; se faz com caminho e abertura ao mesmo Evangelho, com um respeito muito grande pela doutrina ortodoxa da Igreja Cat&oacute;lica, e pela aten&ccedil;&atilde;o concreta aos sinais concretos dos tempos, para da&iacute; retirar consequ&ecirc;ncias. N&atilde;o &eacute; olharmos para os sinais dos tempos e dizermos que os tempos est&atilde;o errados, n&atilde;o &eacute; o tempo que est&aacute; errado, mas o Evangelho que n&atilde;o tem a adequada concretiza&ccedil;&atilde;o por v&aacute;rios obst&aacute;culos&raquo;, argumenta.
Em Espanha, h&aacute; casos de sacerdotes que, com o conhecimento e a anu&ecirc;ncia do bispo da sua diocese, se uniram com mulheres e mantiveram o minist&eacute;rio sacerdotal. Um exemplo &eacute; Julio Pinillos, da arquidiocese de Madrid. &laquo;Estou casado com Deus, com a minha mulher e com a minha comunidade. E procuro ser-lhes fiel cada dia. Quando celebro a Eucaristia, celebro a alegria do Evangelho com um povo que cr&ecirc; nele&raquo;, afirmou este sacerdote numa entrevista ao jornal espanhol El Mundo.

Em paralelo com esta quest&atilde;o, tamb&eacute;m tem sido levantada a possibilidade da ordena&ccedil;&atilde;o de homens casados, como j&aacute; existiu antes na hist&oacute;ria da Igreja. &laquo;Isto n&atilde;o &eacute; contra a f&eacute; nem contra a doutrina, pelo que nada obsta contra essa possibilidade. Seria uma evolu&ccedil;&atilde;o do pensamento da Igreja, que n&atilde;o colidia com nenhum dogma ou verdade fundamental, seria uma norma pr&aacute;tica que respondia &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es concretas existentes atualmente&raquo;, defende D. Il&iacute;dio Leandro, bispo de Viseu e membro da Comiss&atilde;o Episcopal das Voca&ccedil;&otilde;es e Minist&eacute;rios, que acrescenta n&atilde;o ser tamb&eacute;m contra o regresso de sacerdotes que pediram dispensa do voto de celibato, se fosse esse o &laquo;entendimento da Igreja ap&oacute;s uma reflex&atilde;o profunda sobre o assunto&raquo;, embora adiante que, nesta altura, &laquo;a proposta do celibato opcional &eacute; um processo que n&atilde;o est&aacute; ainda muito clarificado na Igreja do Ocidente&raquo;. O caminho de consenso &eacute; o &uacute;nico caminho poss&iacute;vel para o prelado, que n&atilde;o concorda que o assunto seja &laquo;motivo de divis&atilde;o&raquo;. &laquo;Todas as decis&otilde;es sobre os padres casados dependem das conclus&otilde;es da Igreja na sua orienta&ccedil;&atilde;o superior e com uma reflex&atilde;o que, embora se tenha vindo a fazer h&aacute; algum tempo, n&atilde;o encontrou ainda a forma e o momento apropriado para a sua implementa&ccedil;&atilde;o&raquo;, diz.

Lu&iacute;s Salgueiro defende o regresso dos sacerdotes que, tendo pedido a dispensa, se sintam em condi&ccedil;&otilde;es para abra&ccedil;ar ambos os minist&eacute;rios para dar resposta a comunidades que estejam sem apoio direto de um sacerdote. &laquo;O que &eacute; melhor para todos: um presb&iacute;tero celibat&aacute;rio andar a correr para celebrar seis missas num fim de semana e chegar completamente estafado, ou uma situa&ccedil;&atilde;o em que um di&aacute;cono permanente faz a celebra&ccedil;&atilde;o com uma serenidade maior, que acompanha mais a comunidade? Eu vejo isso com bons olhos&raquo;, diz, defendendo que se esses di&aacute;conos, que s&atilde;o homens casados, fossem ordenados sacerdotes, as comunidades ficariam bem mais &laquo;acompanhadas&raquo;.

D. Il&iacute;dio tamb&eacute;m considera que os &laquo;primeiros passos&raquo; seriam em &laquo;determinados locais, determinadas comunidades&raquo;, onde a falta de um sacerdote fosse mais evidente. &laquo;A n&iacute;vel da doutrina, nada obsta que um leigo numa determinada zona presida a celebra&ccedil;&otilde;es da palavra, desde que tenha uma vida recomendada. Nada obsta tamb&eacute;m que esse homem possa ser ordenado sacerdote para responder a essa car&ecirc;ncia de homens ordenados na regulamenta&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica atual. Penso que esses passos poderiam vir muito em breve, porque a Igreja, mesmo a n&iacute;vel dos Papa e de outras inst&acirc;ncias, vai fazendo o seu caminho, observando e interrogando-se sobre como responder a essas comunidades que n&atilde;o t&ecirc;m o sacerdote para a celebra&ccedil;&atilde;o da Eucaristia, para a administra&ccedil;&atilde;o dos sacramentos, e alguma resposta tem de ser dada. E esse &eacute; um pequeno passo que faltar&aacute; dar, o da ordena&ccedil;&atilde;o de homens casados&raquo;, prev&ecirc; o prelado.

D. Nuno Br&aacute;s n&atilde;o acredita que esta seja a resposta para essas comunidades, e d&aacute; como exemplo outras confiss&otilde;es crist&atilde;s, como os anglicanos e luteranos, onde &eacute; permitido a homens casados serem ordenados presb&iacute;teros. &laquo;A quest&atilde;o de permitir a ordena&ccedil;&atilde;o de homens casados n&atilde;o &eacute; solu&ccedil;&atilde;o para a falta de voca&ccedil;&otilde;es. Olhamos para os anglicanos e os luteranos e n&atilde;o &eacute; por causa disso que as comunidades anglicanas e luteranas est&atilde;o mais vivas e n&atilde;o h&aacute; falta de ministros. Essa n&atilde;o &eacute; a quest&atilde;o, a quest&atilde;o passa por revalorizar o celibato, revalorizar aquilo que &eacute; a escuta da vontade de Deus&raquo;, afirma. Apesar disso, o bispo auxiliar de Lisboa tamb&eacute;m n&atilde;o v&ecirc; incompatibilidades com a ordena&ccedil;&atilde;o de homens casados, apesar de achar que a disciplina, por vir do pr&oacute;prio Jesus, n&atilde;o pode &laquo;simplesmente desaparecer&raquo;. &laquo;Existe uma tradi&ccedil;&atilde;o ininterrupta que vem de Jesus Cristo, n&atilde;o &eacute; simplesmente uma coisa definida pelos homens, que relaciona o minist&eacute;rio apost&oacute;lico e o celibato&raquo;, argumenta.

Em todos os casos, esta seria uma vertente a aplicar apenas a sacerdotes diocesanos. &laquo;Os religiosos t&ecirc;m um carisma de vida comunit&aacute;ria e, per se, isso tem um valor muito grande, porque h&aacute; um apoio. A vida comunit&aacute;ria tem os seus desafios, mas &eacute; por a&iacute; que se faz o caminho mais aut&ecirc;ntico do Evangelho&raquo;, considera Lu&iacute;s Salgueiro. Mas mesmo no caso dos sacerdotes diocesanos, isso implicaria uma gest&atilde;o de vida sacerdotal e familiar que colocaria restri&ccedil;&otilde;es &agrave; miss&atilde;o. &laquo;Penso que fazia sentido criar duas classes de sacerdotes, duas maneiras de estar e de servir, tendo em conta o Evangelho. Os carismas que o Esp&iacute;rito Santo concede &agrave;s pessoas s&atilde;o para isso, para colocar ao servi&ccedil;o. O celibato &eacute; um dom, mas o matrim&oacute;nio tamb&eacute;m, n&atilde;o casa quem n&atilde;o serve para o celibato e n&atilde;o vai para o celibato quem n&atilde;o tem perfil para casar. N&atilde;o pode ser colocado desta forma, porque podem as duas conviver&raquo;, defende o presidente da Fraternitas.

Com todas estas quest&otilde;es em aberto, &eacute; importante relembrar que Bento XVI criou uma estrutura can&oacute;nica que permite acolher sacerdotes anglicanos casados e com fam&iacute;lia, que mant&ecirc;m a sua fam&iacute;lia e o minist&eacute;rio de sacerdotes, agora cat&oacute;licos. Isto vem relan&ccedil;ar a quest&atilde;o da possibilidade de homens casados serem ordenados presb&iacute;teros, mesmo dentro da Igreja Cat&oacute;lica, mas n&atilde;o abre mais a porta ao regresso ao minist&eacute;rio daqueles que pediram a dispensa do voto de celibato, uma realidade que se dever&aacute; manter inalterada nos pr&oacute;ximos tempos.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e Catholic Press Photo
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<pubDate>Wed, 01 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Enterrar os mortos</title>
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<description><![CDATA[Os funerais s&atilde;o sempre alturas tristes. Quando uma pessoa parte, deixa na Terra um corpo que precisa de ser enterrado, segundo ritos que remontam aos prim&oacute;rdios da humanidade. &Eacute; costume que essa despedida do corpo seja acompanhada por amigos, familiares e conhecidos. Em alguns casos, no entanto, isso n&atilde;o acontece, e n&atilde;o h&aacute; ningu&eacute;m para acompanhar o corpo com o sacerdote. &Eacute; nessas alturas que surgem grupos como a Irmandade de S&atilde;o Roque, que tem uma equipa de volunt&aacute;rios e irm&atilde;os que se dedicam a acompanhar &agrave; &uacute;ltima morada aqueles que n&atilde;o t&ecirc;m ningu&eacute;m. H&aacute; muitos anos que a Santa Casa de Miseric&oacute;rdia assegurava este servi&ccedil;o, por via de uma irm&atilde;, mas h&aacute; cerca de cinco anos a Irmandade assumiu este projeto a 100%.

Uma dessas pessoas que acompanha os corpos at&eacute; &agrave; sua &uacute;ltima morada &eacute; Ant&oacute;nio Balc&atilde;o dos Reis, de 77 anos. &laquo;Eu aderi a esta obra de miseric&oacute;rdia porque a todos n&oacute;s j&aacute; aconteceu estar na rua e ver uma carreta a passar sem ningu&eacute;m atr&aacute;s, &agrave;s vezes sem uma flor sequer. Isto mexe connosco, e a mim tocou-me. Quando me reformei, colocaram-me esta quest&atilde;o, e eu disse que tamb&eacute;m queria ir. Se eu sentia isso, era l&oacute;gico tentar impedir que essa situa&ccedil;&atilde;o se reproduzisse&raquo;, conta-nos. Outras pessoas, conta, t&ecirc;m motiva&ccedil;&otilde;es diferentes. &laquo;Alguns n&atilde;o conseguiram enterrar os seus familiares, pois o corpo s&oacute; foi descoberto anos mais tarde, outros j&aacute; enterraram filhos e sentem-se realizados acompanhando estes que ningu&eacute;m quer&hellip; as motiva&ccedil;&otilde;es dependem de cada um, e as recompensas que cada um retira de fazer esta obra de miseric&oacute;rdia s&atilde;o tamb&eacute;m muito pessoais&raquo;, explica.

Ant&oacute;nio ainda se lembra do primeiro funeral que acompanhou e recorda-o com a voz embargada pela emo&ccedil;&atilde;o. &laquo;Lembro-me muito bem do primeiro funeral a que fui. Foi um dos que mais me impressionou. Foi um funeral em que n&atilde;o estava previsto aparecer ningu&eacute;m, e n&oacute;s fomos. Mas &agrave; &uacute;ltima da hora vimos aparecer um pequeno grupo de trabalhadores das obras. O falecido era um imigrante, penso que da Ucr&acirc;nia, que tinha estado nas obras durante pouco tempo, adoecido e falecido. Os colegas de trabalho acompanharam no hospital, mas depois desapareceram, e achou-se que ele iria enterrar sozinho.

Mas no dia eles apareceram e juntaram-se a n&oacute;s. Eram cerca de uma d&uacute;zia. Homens rudes, de trabalho, que fizeram um acompanhamento impec&aacute;vel, com uma dignidade, um respeito, desde a entrada do cemit&eacute;rio at&eacute; &agrave; cova. &Eacute; imposs&iacute;vel n&atilde;o fazer a compara&ccedil;&atilde;o com alguns funerais onde todos conversam e contam anedotas. Mas eles n&atilde;o, foram exemplares na maneira como o fizeram. E isto ficou-me marcado, porque n&atilde;o era o que eu estava &agrave; espera&raquo;, recorda.

A m&eacute;dia de pessoas que v&atilde;o a enterrar sem ningu&eacute;m para os acompanhar em Lisboa &eacute; de cerca de uma por semana. Pode haver semanas sem enterros, mas depois semanas onde h&aacute; v&aacute;rios por dia, isto porque os corpos s&oacute; s&atilde;o libertados depois de processos administrativos longos, ou mesmo casos de tribunal.

Os volunt&aacute;rios n&atilde;o conhecem a hist&oacute;ria daqueles que v&atilde;o enterrar. Sendo que a maioria s&atilde;o idosos que foram abandonados em lares ou morreram sozinhos em casa, sem ningu&eacute;m, h&aacute; tamb&eacute;m um n&uacute;mero significativo, embora n&atilde;o t&atilde;o elevado como se poderia pensar, de sem-abrigo. Mas o que impressiona mais s&atilde;o os nados-mortos. &laquo;A maioria das pessoas s&atilde;o idosas, mas tamb&eacute;m h&aacute; jovens, crian&ccedil;as e nados-mortos. Sem-abrigo s&atilde;o cerca de 30%, n&atilde;o mais do que isso. Nados-mortos come&ccedil;a a haver alguma percentagem, e &eacute; muito doloroso. O nado-morto pode ser entregue pelo hospital, ou porque os pais n&atilde;o t&ecirc;m disponibilidade para o funeral, e preferem n&atilde;o acompanhar para n&atilde;o serem chamados &agrave; responsabilidade (&agrave;s vezes at&eacute; acompanham de longe no cemit&eacute;rio). J&aacute; mais do que uma vez ficamos com a sensa&ccedil;&atilde;o de que os pais andam por ali, no funeral. N&atilde;o se aproximam, mas est&atilde;o&hellip; e isto &eacute; doloroso de se saber&raquo;, refere.

A Irmandade &eacute; avisada sempre que h&aacute; um funeral de algu&eacute;m que n&atilde;o tem quem o acompanhe, e destaca sempre um ou dois irm&atilde;os. &laquo;&Eacute; um funeral como outro qualquer. N&oacute;s somos avisados, a Irmandade tem 15 irm&atilde;os e volunt&aacute;rios que contacta, normalmente gente reformada, j&aacute; que a hora dos funerais &eacute; durante o hor&aacute;rio de trabalho. Os irm&atilde;os apresentam-se no cemit&eacute;rio para o funeral marcado e levamos um pequeno ramo de flores.

Esperamos &agrave; entrada, s&atilde;o feitas as formalidades da parte do cemit&eacute;rio e acompanhamos o cortejo at&eacute; &agrave; capela, onde se faz a encomenda&ccedil;&atilde;o do corpo. Antigamente era perto da cova, mas por causa das condi&ccedil;&otilde;es climat&eacute;ricas, vai passar a fazer-se na capela, para ser mais digno. &Eacute; uma encomenda&ccedil;&atilde;o curta, e o corpo segue para a zona onde ser&aacute; enterrado, onde teremos um pequeno momento de ora&ccedil;&atilde;o. Depois regressamos a p&eacute; ou com o carro funer&aacute;rio&raquo;, relata Ant&oacute;nio dos Reis.

Qualquer pessoa pode ser volunt&aacute;ria na Irmandade, e prestar este servi&ccedil;o, desde que tenha disponibilidade de tempo. &laquo;N&atilde;o h&aacute; requisitos especiais, fazemos aqui alguma forma&ccedil;&atilde;o, o que &eacute; preciso &eacute; ter sentimento pelo que se est&aacute; a fazer&raquo;, diz.
Sente-se um agente da miseric&oacute;rdia de Deus, embora o t&iacute;tulo o &ldquo;assuste&rdquo; um pouco. &laquo;Bom, quando p&otilde;e as coisas dessa forma fica mais estranho&hellip; (risos), mas sim, sinto que levo a miseric&oacute;rdia de Deus, pois tenho o desejo de, com este gesto, a colocar em a&ccedil;&otilde;es concretas&raquo;, defende.

Mas a&ccedil;&otilde;es concretas para com algu&eacute;m que j&aacute; morreu? &laquo;Temos uma forma&ccedil;&atilde;o crist&atilde;, e essa forma&ccedil;&atilde;o crist&atilde; leva-nos a dizer que a vida na Terra &eacute; uma passagem, n&atilde;o &eacute; um fim. Ali acabou a vida terrena, mas continua a ter o nosso respeito. A Igreja Cat&oacute;lica &eacute; muito clara no respeito pelo corpo, mas tamb&eacute;m pelo falecido, que &eacute; muito mais do que aquele corpo&raquo;, afirma.

Quando est&aacute; no cemit&eacute;rio, Ant&oacute;nio pensa em pouca coisa. &laquo;Cada um tem a sua motiva&ccedil;&atilde;o, e a sua forma de viver o momento. Eu n&atilde;o tenho grandes rea&ccedil;&otilde;es. &Eacute; imposs&iacute;vel n&atilde;o se pensar que mais cedo ou mais tarde l&aacute; estarei eu, e pensar na hist&oacute;ria que estar&aacute; por tr&aacute;s desta pessoa que n&atilde;o tem ningu&eacute;m com ele. Estamos ali a acompanhar um irm&atilde;o e os sentimentos que se t&ecirc;m s&atilde;o id&ecirc;nticos a qualquer outro funeral. Este irm&atilde;o j&aacute; fez a sua caminhada terrena, e rezo para que seja bem acolhido pelo Pai&raquo;, conta.

NOTA: Artigo publicado na edi&ccedil;&atilde;o de junho da revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;.

Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Wed, 01 Jun 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Carta por pontos entra em vigor</title>
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<description><![CDATA[Sabia que agora a carta de condu&ccedil;&atilde;o funciona por pontos? A carta por pontos entra em vigor no dia 1 de junho. Os condutores n&atilde;o precisam de fazer nada para &quot;entrar&quot; no novo sistema e n&atilde;o &eacute; precisa uma nova carta.

Como funciona?
O novo sistema prev&ecirc; que cada condutor tenha 12 pontos. &Eacute; o ponto de partida para esta esp&eacute;cie de jogo. Os pontos podem ser perdidos em caso de contraordena&ccedil;&otilde;es ou ganhos se elas n&atilde;o forem cometidas. Para ver quantos pontos tem, o condutor precisa de se registar no Portal das Contraordena&ccedil;&otilde;es: https://portalcontraordenacoes.ansr.pt/. As infra&ccedil;&otilde;es cometidas at&eacute; 1 de junho de 2016 n&atilde;o contam para os pontos. S&atilde;o &quot;castigadas&quot; de acordo com o regime que vigora at&eacute; essa data.

Veja aqui mais em concreto quantos pontos podem ser perdidos por tipo de infra&ccedil;&atilde;o:



O condutor que cometa infra&ccedil;&otilde;es vai perdendo pontos. Quando fica com apenas cinco come&ccedil;a a ser obrigado a frequentar uma a&ccedil;&atilde;o de forma&ccedil;&atilde;o. Se faltar perde a carta.




J&aacute; os condutores sem contraordena&ccedil;&otilde;es ganham pontos. Mas, se os maus podem perder os 12, os bons no m&aacute;ximo podem ganhar 15.


&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o

Infografia: Autoridade Nacional de Seguran&ccedil;a Rodovi&aacute;ria
Fotografia: Freeimages/MathewGreene
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<pubDate>Tue, 31 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Santo Sudário «foi a primeira selfie» da história</title>
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<description><![CDATA[O pretendente ao trono Emanuele Filiberto de Sab&oacute;ia, pr&iacute;ncipe de Veneza, esteve em Portugal por ocasi&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o da medalha &ldquo;Pro Sindonologia &ndash; Umberto II de Sab&oacute;ia, Rei de It&aacute;lia&rdquo;, uma distin&ccedil;&atilde;o que visa premiar todos os que, por via da sua devo&ccedil;&atilde;o ou dos estudos acad&eacute;micos, demonstrem interesse pela quest&atilde;o do Santo Sud&aacute;rio, o tecido que ter&aacute; envolvido Jesus depois da sua morte. O tecido foi perten&ccedil;a da casa de Sab&oacute;ia durante s&eacute;culos, tendo sido entregue ao Vaticano no s&eacute;culo passado.



Emanuele aproveitou a vinda a Portugal para visitar F&aacute;tima, local de grande devo&ccedil;&atilde;o para o seu av&ocirc;, o Rei Umberto II, que esteve muitos anos exilado em Portugal e n&atilde;o faltava a uma peregrina&ccedil;&atilde;o. Em conversa com a Fam&iacute;lia Crist&atilde;, falou da import&acirc;ncia de se estudar o Santo Sud&aacute;rio, das pol&eacute;micas que o envolvem e da sua rela&ccedil;&atilde;o com o nosso pa&iacute;s e com F&aacute;tima.

Como &eacute; que v&ecirc; a cria&ccedil;&atilde;o desta medalha que premeia estudos e devo&ccedil;&otilde;es sobre o Santo Sud&aacute;rio?
&Eacute; uma boa coisa, pois refere-se &agrave; Fam&iacute;lia que foi propriet&aacute;ria e herdeira da Sindone por mais de seis s&eacute;culos (sendo adquirida pelos Duques de Saboia no ano de 1453); esta medalha quer premiar os estudos cr&iacute;ticos que se fazem sobre este &ldquo;Sud&aacute;rio&rdquo;, estudos que obrigam os cientistas a ser rigorosos e imparciais; Tamb&eacute;m quer premiar as pessoas que propagam a devo&ccedil;&atilde;o ao Culto da Sindone que inclui ora&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias e festa a 4 de Maio, conferida pelos Papas. A Sindonologia &eacute; o nome dado ao estudo desta rel&iacute;quia insigne, que muitas vezes &eacute; erradamente referida como Sud&aacute;rio, termo que vem do franc&ecirc;s e que quer dizer pano de rosto. Devia-se dizer Sindone ou Mortalha.
&nbsp;
Enquanto devoto, qual a import&acirc;ncia que d&aacute; ao Santo Sud&aacute;rio para a Igreja e para os fi&eacute;is?
A imagem que est&aacute; representada na Sindone n&atilde;o corresponde a nenhuma das possibilidades de atualizar pinturas e &eacute;, sem d&uacute;vida, uma impress&atilde;o efetuada por descolora&ccedil;&atilde;o de fibras resultante de uma explos&atilde;o radioativa ou uma for&ccedil;a semelhante. Quando a equipa de cientistas da NASA e da STURP quiseram ver se a Sindone era uma pintura, bastou o fot&oacute;grafo Barry Schwartz iluminar o pano por detr&aacute;s com uma luz natural e em vez de aparecerem tra&ccedil;os das tintas ou pinceladas, a imagem desapareceu totalmente. N&atilde;o restam d&uacute;vidas de que n&atilde;o &eacute; pintada nem feita com nenhum processo art&iacute;stico.


&nbsp;
Mas houve v&aacute;rios restauros que dificultam a data&ccedil;&atilde;o da mesma...
Eu sei que efetivamente a Sindone foi restaurada v&aacute;rias vezes e seria interessante concluir outros estudos para tentar chegar a uma resposta que provavelmente a ci&ecirc;ncia atual n&atilde;o pode demonstrar. A devo&ccedil;&atilde;o para com uma rel&iacute;quia n&atilde;o significa que considera esta como verdadeira, mas considera os &ldquo;atos&rdquo; que foram atribu&iacute;dos &agrave; pessoa que viveu, digamos assim, a Paix&atilde;o de Cristo. &Eacute; um s&iacute;mbolo ao qual se de dar uma justa coloca&ccedil;&atilde;o, s&iacute;mbolo que Papas, Cardeais, Bispos e Reis veneravam e ainda veneram com uma devo&ccedil;&atilde;o que era antigamente reservada e privada, e que &eacute; hoje p&uacute;blica e mundial. A fam&iacute;lia Saboia quis partilhar esta rel&iacute;quia com o Mundo.
Desde que meu av&oacute; o Rei Umberto II de It&aacute;lia doou o Sud&aacute;rio ao Papa por testamento, tornou-se o artefacto arqueol&oacute;gico mais estudado de todo o Mundo.
&nbsp;
Acha que &eacute; de facto o verdadeiro Sud&aacute;rio, e que &eacute; o verdadeiro rosto de Jesus que ali se pode ver?
Ningu&eacute;m pode hoje dizer que ali foi enrolado o Corpo do Nosso Senhor Jesus, mas pode dizer-se que temos a necessidade de investigar mais, com o desenvolvimento da ci&ecirc;ncia; no que se refere ao rosto de Jesus, este &eacute; parecido, para n&atilde;o dizer igual, aos rostos de &iacute;cones mais antigos com marcas distintas.
As manchas de l&iacute;quidos e tipo de sangue correspondem ao Sud&aacute;rio ou Pano de rosto de Oviedo, Espanha. N&atilde;o tem uma etiqueta a dizer que era de Jesus, mas podemos dizer que foi a primeira &quot;selfie&quot;.
&nbsp;
Mas as pol&eacute;micas t&ecirc;m sido muitas ao longo dos anos&hellip;
Quanto &agrave; pol&eacute;mica, estendeu-se ao estudo de Carbono 014 feito em 1988, que deu resultados que colocam o pano nos tempos medievais, mas lembramos que o Sud&aacute;rio foi recortado e depois o tecido substitu&iacute;do e reparado com t&eacute;cnicas semelhantes e sujeito a v&aacute;rias pr&aacute;ticas envolvendo velas de incenso em ritos lit&uacute;rgicos, para al&eacute;m do fabrico de c&oacute;pias. Como revelou um estudo do uso da rel&iacute;quia pela Casa de Saboia feito pelo perito em rel&iacute;quias do Gabinete dos Patronos dos Museus do Vaticano em Portugal, Carlos Evaristo, membro da nossa Ordem, em 2012 foram revelados pela primeira vez factos que at&eacute; ent&atilde;o eram s&oacute; conhecidos pela Casa de Saboia. Tendo sido manipulado desta forma, ao longo dos s&eacute;culos ficou comprovado que s&oacute; podia dar uma data&ccedil;&atilde;o errada.&nbsp; Anteriormente, os estudos mostraram que o tecido &eacute; da &eacute;poca de Cristo e por isso hoje o texto de 1988 j&aacute; n&atilde;o &eacute; mais considerado fiel para a maioria dos estudiosos.
&nbsp;
H&aacute; um significado especial pela visita a Portugal, onde a Sua fam&iacute;lia esteve em tempos exilada?
Eu sou muito ligado a Portugal por v&aacute;rias raz&otilde;es: pelo facto de ter vivido algum tempo aqui, pelo facto de a primeira Rainha de Portugal e a pen&uacute;ltima terem vindo da minha fam&iacute;lia, e por sermos primos da Casa Real de Bragan&ccedil;a. Para al&eacute;m disso, o meu antepassado Rei Carlo Alberto faleceu no Porto, e o meu Av&ocirc; Umberto II aqui viveu longos anos cheios de nostalgia de It&aacute;lia. A minha vinda a Portugal &eacute; tamb&eacute;m privada, neste momento, para relembrar os antigos la&ccedil;os&nbsp;desta Terra com a minha fam&iacute;lia, para uma devo&ccedil;&atilde;o a Nossa Senhora de F&aacute;tima e para andar pelos caminhos que meu av&ocirc; percorreu.


&nbsp;
Texto e Fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Fri, 27 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Cuidar dos bebés é investir na humanidade»</title>
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<description><![CDATA[O come&ccedil;o da vida &eacute; um document&aacute;rio sobre a import&acirc;ncia do ambiente para o desenvolvimento emocional, social e cognitivo das crian&ccedil;as. Com o apoio da UNICEF, tem participa&ccedil;&otilde;es da supermodelo Gisele B&uuml;ndchen e do Pr&eacute;mio Nobel de Economia James Heckman. O document&aacute;rio foi realizado por Estela Renner e ser&aacute; tornado p&uacute;blico no dia 1 de junho. Mas deixamos-lhe aqui um pouco para agu&ccedil;ar o apetite:

&nbsp;


&nbsp;

James Heckman defende, no document&aacute;rio, que &laquo;cuidar devidamente dos nossos beb&eacute;s &eacute; o melhor investimento que pode ser feito na humanidade&raquo;.

O filme tem em conta os avan&ccedil;os na &aacute;rea das neuroci&ecirc;ncias. Pia Britto, da UNICEF, diz que &laquo;o desenvolvimento efetivo na primeira inf&acirc;ncia acontece quando as crian&ccedil;as se sentem cuidadas, acarinhadas, protegidas e amadas. Quando as crian&ccedil;as recebem todos estes elementos-chave nos primeiros anos de vida, t&ecirc;m melhores possibilidades de se desenvolverem integralmente&raquo;.

O document&aacute;rio tem 90 minutos e foi gravado em v&aacute;rios pa&iacute;ses: Argentina, Brasil, Canad&aacute;, China, Fran&ccedil;a, It&aacute;lia, Qu&eacute;nia e Estados Unidos da Am&eacute;rica. Mostrando diferentes experi&ecirc;ncias culturais, h&aacute; uma nota comum a todos os pais e m&atilde;es: o amor aos seus filhos.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Fri, 27 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Uma oração pela Paz que vai unir as crianças sírias a crianças de todo o mundo</title>
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<description><![CDATA[O pr&oacute;ximo Dia Internacional da Crian&ccedil;a ser&aacute; assinalado, na S&iacute;ria, com um conjunto vasto de prociss&otilde;es pela paz em que estar&atilde;o reunidas as v&aacute;rias igrejas crist&atilde;s deste pa&iacute;s em guerra desde h&aacute; cinco anos. Assim, no dia 1 de Junho, as Igrejas Cat&oacute;lica e Ortodoxa da S&iacute;ria v&atilde;o estar unidas em ora&ccedil;&atilde;o e as crian&ccedil;as crist&atilde;s de muitas vilas e cidades v&atilde;o juntar-se e para rezar pela paz, estando previstas para j&aacute; iniciativas nas cidades de Damasco, Alepo, Homs, Tartus e Marmarita.


&nbsp;
Esta iniciativa in&eacute;dita, que tem o apoio de todos os patriarcas da S&iacute;ria, pretende ser replicada tamb&eacute;m em todo o mundo, ultrapassando as fronteiras deste pa&iacute;s, numa grande ora&ccedil;&atilde;o pela paz lembrando as crian&ccedil;as que s&atilde;o, seguramente, das principais v&iacute;timas da guerra. &laquo;As crian&ccedil;as do nosso pa&iacute;s, S&iacute;ria, s&atilde;o os pequenos irm&atilde;os e irm&atilde;s no sofrimento do Menino Jesus. H&aacute; mais de cinco anos que t&ecirc;m sido arrastados para uma guerra cruel, feridos, traumatizados ou mesmo mortos&raquo;, escrevem os Patriarcas s&iacute;rios numa carta conjunta que pretende dar a conhecer esta iniciativa.
&nbsp;
O objetivo &eacute; mobilizar as crian&ccedil;as em todo o mundo, nas escolas, par&oacute;quias e movimentos, numa enorme ora&ccedil;&atilde;o em favor da paz e tendo presente o sofrimento dos filhos da S&iacute;ria causado por estes anos de conflito armado. O bispo de Lakatia, D. Antoine Chbeir, declarou &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre (AIS) que espera que &laquo;este seja o in&iacute;cio de uma ora&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o termine mais, para que outras crian&ccedil;as em redor do mundo sigam tamb&eacute;m o exemplo das crian&ccedil;as da S&iacute;ria&raquo;.
&nbsp;
Nesta jornada de ora&ccedil;&atilde;o pela paz na S&iacute;ria, dia 1 de Junho, a Funda&ccedil;&atilde;o AIS, convida as crian&ccedil;as de todas as escolas, par&oacute;quias e movimentos de Portugal a aderirem a esta campanha. &laquo;Convidamos todas as crian&ccedil;as Portuguesas, nas escolas, nas par&oacute;quias ou em fam&iacute;lia, a oferecerem um gesto concreto pela paz na S&iacute;ria&raquo;, afirma a organiza&ccedil;&atilde;o em comunicado, no qual indicam algumas ideias que podem ser feitas pelos interessados em participar nesta iniciativa: &laquo;reze o ter&ccedil;o, fa&ccedil;a um cartaz com mensagens para os meninos da S&iacute;ria ou desenhe a pomba com o ramo de oliveira e a bandeira de Portugal, fa&ccedil;a uma corrida pela Paz. Pode tirar uma foto com os alunos a rezar ou escrevam a palavra &ldquo;PAZ&rdquo; juntando todas as crian&ccedil;as da turma. Pode gravar um v&iacute;deo com uma can&ccedil;&atilde;o alusiva &agrave; paz ou qualquer outra atividade que possa sensibilizar as crian&ccedil;as para a import&acirc;ncia deste tema&raquo;, pode ler-se.
&nbsp;
A Funda&ccedil;&atilde;o AIS pede ainda que quem fa&ccedil;a estas atividades as grave, para que a mensagem chegue at&eacute; &agrave; S&iacute;ria. &laquo;Pedimos que nos indique o nome da sua escola, grupo, par&oacute;quia, fam&iacute;lia e partilhe tudo atrav&eacute;s da nossa p&aacute;gina em facebook.com/fundacaoais ou que envie um email para apoio@fundacao-ais.pt&raquo;.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: Funda&ccedil;&atilde;o AIS
]]></description>
<pubDate>Fri, 27 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Defesa da Escola espera 25 mil em Lisboa</title>
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<description><![CDATA[Os pais, professores e alunos das escolas particulares e cooperativas com contratos de associa&ccedil;&atilde;o est&atilde;o a mobilizar-se para a manifesta&ccedil;&atilde;o de domingo em Lisboa, contra os cortes anunciados pelo Governo. Manuel Bento, l&iacute;der do movimento Defesa da Escola, diz esperar &laquo;25 mil pessoas&raquo; no protesto que come&ccedil;ar&aacute; &agrave;s 15h e parte da Avenida 24 de julho em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; Assembleia da Rep&uacute;blica. &laquo;As fam&iacute;lias v&atilde;o deslocar-se de autocarro e de carro pr&oacute;prio, mas de Braga parte &agrave;s 7h32 o &ldquo;Comboio da liberdade&rdquo;, com faixas e bandeiras amarelas. Chega a Santa Apol&oacute;nia &agrave;s 12h30.&raquo; Antes disso, sexta-feira, dia 27 de maio, est&atilde;o previstas vig&iacute;lias nas escolas.



O Governo continua a manter que n&atilde;o ser&atilde;o financiadas turmas em in&iacute;cio de ciclo (5.&ordm;, 7.&ordm; e 10.&ordm; anos) em 39 escolas e j&aacute; divulgou o estudo que esteve na base da decis&atilde;o pol&iacute;tica. A&iacute; se refere, por exemplo, que o Col&eacute;gio Liceal Santa Maria de Lamas, em Santa Maria da Feira, tem 14 escolas p&uacute;blicas a menos de 10 km de dist&acirc;ncia, quase todas com baixa ocupa&ccedil;&atilde;o. Em Coimbra, 15 escolas p&uacute;blicas est&atilde;o a menos dessa dist&acirc;ncia de outras com contrato de associa&ccedil;&atilde;o como o Col&eacute;gio S. Jos&eacute; ou o Col&eacute;gio de S. Teot&oacute;nio

Manuel Bento ri-se quando se lhe pergunta como leu o estudo. O respons&aacute;vel do movimento Defesa da Escola afirma que &laquo;possui muitos erros e &eacute; prim&aacute;rio. Apenas se baseia na dist&acirc;ncia das escolas entre si e nas turmas. Tem em conta a dist&acirc;ncia do Googlemaps com erros abissais. Em alguns casos diz que s&atilde;o 9 km e s&atilde;o 17&raquo;. Manuel Bento d&aacute; um exemplo de erro: &laquo;Paulo VI em Gondomar s&oacute; tem contratos de associa&ccedil;&atilde;o no ensino secund&aacute;rio e das 27 escolas que referem estar na proximidade, 18 s&oacute; t&ecirc;m b&aacute;sico. Assim se percebe a quantidade de erros.&raquo;

Mas este respons&aacute;vel critica tamb&eacute;m que n&atilde;o se tenham em conta as redes de transporte p&uacute;blico e se fa&ccedil;a an&aacute;lise local. &laquo;Temos apenas a vis&atilde;o macrosc&oacute;pica do sistema educativo. E o estudo tem de ser fino, ao pormenor, escola a escola. A validade desse estudo &eacute; quase nula. Por isso at&eacute; me d&aacute; vontade de rir. Foi feito &agrave; pressa para validar uma decis&atilde;o pol&iacute;tica&raquo;, sublinha Manuel Bento. Este porta-voz acredita que ainda &eacute; poss&iacute;vel convencer o Governo a dar um passo atr&aacute;s. Esta quinta-feira, 26 de maio, pelas 17h, o movimento ser&aacute; recebido pelo Presidente da Rep&uacute;blica.

Esta quarta-feira professores e funcion&aacute;rios de escolas com contratos de associa&ccedil;&atilde;o entregaram no Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o 2500 cartas. As missivas foram escritas pelos professores, contestando os cortes nestes estabelecimentos de ensino particular e cooperativo j&aacute; anunciados pelo Governo.
&nbsp;
O estudo do Governo
Entretanto, o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o j&aacute; divulgou o estudo que esteve na base dos cortes aos col&eacute;gios de ensino particular e cooperativo com contrato de associa&ccedil;&atilde;o. Pode ser consultado na &iacute;ntegra aqui. A Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Estat&iacute;sticas da Educa&ccedil;&atilde;o e da Ci&ecirc;ncia analisou cada estabelecimento com contrato de associa&ccedil;&atilde;o e as escolas p&uacute;blicas num raio de 10 km. A ideia foi perceber se teriam capacidade de absorver os alunos provenientes das escolas com apoio. A an&aacute;lise foi feita com base no Googlemaps e, de acordo com o Governo, complementada com reuni&otilde;es com directores das escolas.
&nbsp;
Cen&aacute;rio atual
Atualmente h&aacute; 79 escolas com contratos de associa&ccedil;&atilde;o. Nelas estudam 44&nbsp;361 alunos, em 1743 turmas. O minist&eacute;rio de Brand&atilde;o Rodrigues defende que os cortes nos contratos de financiamento trazem poupan&ccedil;as de 966 mil de euros aos cofres do Estado.

Os contratos de associa&ccedil;&atilde;o com estabelecimentos de ensino particular e cooperativo come&ccedil;aram na d&eacute;cada de 1980, com o objetivo de garantir que todas as crian&ccedil;as e jovens tinham acesso &agrave; escola. Como em algumas zonas do pa&iacute;s n&atilde;o havia oferta p&uacute;blica, o direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o era assegurado pelos estabelecimentos n&atilde;o p&uacute;blicos (privados ou cooperativas). Com o tempo, os governos foram investindo na rede escolar p&uacute;blica, acabando por construir escolas na &aacute;rea de implanta&ccedil;&atilde;o das escolas particulares e cooperativas.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Wed, 25 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«O Evangelho da Família, alegria para o mundo» é o tema do próximo Encontro Mundial das Famílias</title>
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<description><![CDATA[Foi apresentado hoje no Vaticano o tema para o pr&oacute;ximo Encontro Mundial das Fam&iacute;lias, que ter&aacute; lugar em Dublin, na Irlanda, de 22 a 26 de agosto de 2018. &laquo;O Evangelho da fam&iacute;lia, alegria para o mundo&raquo; foi o tema escolhido pelo Papa para o evento que se espera congregue milhares de fam&iacute;lias.


&laquo;Em Mil&atilde;o estiveram 8 mil, em Filad&eacute;lfia estiveram 10 mil, pelo que esperamos que possam estar entre 10 a 15 mil fam&iacute;lias em Dublin para o congresso&raquo;, referiu D. Vincenzo Paglia, presidente do Conselho Pontif&iacute;cio para a Fam&iacute;lia na confer&ecirc;ncia de imprensa que serviu para apresentar o evento. A segunda parte do Encontro, com a festa das fam&iacute;lias e a missa de domingo, ter&aacute; muito mais gente, principalmente se contar com a presen&ccedil;a do Papa Francisco, que ainda n&atilde;o pode ser confirmada. &laquo;O Papa tem o desejo de estar presente, mas sabemos que o seu programa &eacute; sempre cheio, e muito pode mudar durante este per&iacute;odo. A prepara&ccedil;&atilde;o vai avan&ccedil;ar, e a nossa esperan&ccedil;a &eacute; de que o Papa possa estar, mas &eacute; muito cedo para saber&raquo;, referiu o arcebispo de Dublin, D. Diarmuid Martin.
&nbsp;
D. Vincenzo Paglia referiu aos jornalistas que a exorta&ccedil;&atilde;o ser&aacute; a &laquo;carta&raquo; do encontro. &laquo;Este &eacute; o primeiro encontro desde o s&iacute;nodo, do qual resultou esta exorta&ccedil;&atilde;o. O tempo que nos resta at&eacute; ao encontro ser&aacute; utilizado para aprofundarmos, a n&iacute;vel local, o significado desta exorta&ccedil;&atilde;o&raquo;. Referindo que a exorta&ccedil;&atilde;o pede um &laquo;aprofundamento&raquo; da pastoral familiar, D. Vincenzo Paglia vai mais longe. &laquo;&Eacute; mais que isso: pede um novo modo de viver a Igreja, um novo modo de perceber que o amor faz feliz o povo de Deus, a Igreja e a sociedade&raquo;. Por isso, est&aacute; confiante que, apesar do &laquo;momento delicado de transi&ccedil;&atilde;o&raquo; que se vive na Irlanda, &laquo;os crist&atilde;os irlandeses podem ajudar n&atilde;o s&oacute; a Irlanda, mas a Europa e o mundo a reencontrarem a energia e a for&ccedil;a mission&aacute;ria atrav&eacute;s da descoberta da voca&ccedil;&atilde;o e da miss&atilde;o da fam&iacute;lia&raquo;, afirmou.
&nbsp;
O prelado italiano quer dar continuidade ao processo sinodal &laquo;&uacute;nico no g&eacute;nero&raquo; levou &agrave; exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica &lsquo;Amoris Laetitia&rsquo;. &laquo;O p&oacute;s-s&iacute;nodo deve adquirir uma maior qualidade sinodal&raquo; e acentuar, nos pr&oacute;ximos meses, a &laquo;sinodalidade que est&aacute; no cora&ccedil;&atilde;o da exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica&raquo;. &laquo;N&atilde;o &eacute; s&oacute; uma prepara&ccedil;&atilde;o exterior&raquo;, mas um verdadeiro &laquo;processo eclesial&raquo;, que deve abranger todos.
&nbsp;
Irlanda vai renovar pastoral com base na exorta&ccedil;&atilde;o
O Arcebispo Martin concordou e refor&ccedil;ou esse compromisso. &laquo;A Irlanda tem uma cultura familiar positiva, e o programa de catequese da igreja irlandesa sobre o matrim&oacute;nio e a fam&iacute;lia est&aacute; a sofrer uma transforma&ccedil;&atilde;o radical, em fun&ccedil;&atilde;o da Amoris Laetitia&raquo;, disse aos jornalistas, acrescentando a &laquo;esperan&ccedil;a&raquo; de que o Encontro &laquo;seja uma etapa decisiva para a aplica&ccedil;&atilde;o dos frutos do s&iacute;nodo e da exorta&ccedil;&atilde;o&raquo;.&nbsp; Nesse sentido, a Irlanda est&aacute; j&aacute; em transforma&ccedil;&atilde;o pastoral. &laquo;&Eacute; preciso renovar a catequese das crian&ccedil;as, a prepara&ccedil;&atilde;o para o matrim&oacute;nio, a nossa presen&ccedil;a na sociedade. Encontro fam&iacute;lias que enfrentam muitas dificuldades&raquo;, referiu, adiantando que nem sempre a Igreja tem a resposta certa para a fam&iacute;lia. &laquo;A transmiss&atilde;o da f&eacute; crist&atilde; depende da fam&iacute;lia, e h&aacute; que apoiar a fam&iacute;lia neste ponto. Quando vou a uma livraria e vejo um livro sobre catequese, est&atilde;o preparados com uma linguagem como se fosse para a escola, n&atilde;o para a fam&iacute;lia, e &eacute; isto que &eacute; preciso mudar&raquo;, exemplificou.
&nbsp;
Questionado pelos jornalistas sobre como tinha sido a rece&ccedil;&atilde;o da exorta&ccedil;&atilde;o na Irlanda, D. Martin assegurou que tinha sido &laquo;muito bem recebida&raquo;, apesar das pol&eacute;micas. &laquo;Dizer que foi bem recebida n&atilde;o significa dizer que n&atilde;o tenha gerado controv&eacute;rsia nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social. Mas &eacute; um dos primeiros documentos pontif&iacute;cios que posso dar &agrave; minha irm&atilde; para ler, e que se consegue ler de uma ponta &agrave; outra&raquo;, referiu em tom de brincadeira.
&nbsp;
O arcebispo de Dublin n&atilde;o se mostrou preocupado com a mobiliza&ccedil;&atilde;o das pessoas. &laquo;H&aacute; dias tive um concerto de Bruce Springsteen ao p&eacute; da minha casa, com muita gente. Fazer manifesta&ccedil;&otilde;es grandes n&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil, a quest&atilde;o &eacute; como criar uma estrutura que fundamente a fam&iacute;lia e torne os filhos orgulhosos dessa fam&iacute;lia, esse &eacute; o desafio&raquo;, referiu.

Uma das quest&otilde;es levantadas foi a hip&oacute;tese do Papa, a deslocar-se ao encontro, poder visitar a Irlanda do Norte. O arcebispo de Dublin disse que &laquo;&eacute; desejo do episcopado irland&ecirc;s&raquo; que essa visita ocorra, mas &laquo;sem programa&raquo; n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel avan&ccedil;ar mais. &laquo;Uma visita do Papa l&aacute; seria muito bom, at&eacute; porque essa visita esteve prevista na &uacute;ltima desloca&ccedil;&atilde;o do Papa mas n&atilde;o se realizou por raz&otilde;es de seguran&ccedil;a. Mas um encontro pol&iacute;tico, ecum&eacute;nico e com a comunidade cat&oacute;lica seria bom, porque o Papa tem este carisma de fazer gestos de reconcilia&ccedil;&atilde;o. E sei que quando se come&ccedil;ar a falar na viagem o Papa surpreender&aacute; tudo com um gesto de concilia&ccedil;&atilde;o&raquo;, concluiu.
&nbsp;
Cronologia das sedes e temas anteriores do Encontro Mundial das Fam&iacute;lias:
&nbsp;
1994: Roma, It&aacute;lia &ndash; S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II
&quot;Fam&iacute;lia: Cora&ccedil;&atilde;o da civiliza&ccedil;&atilde;o do amor&rdquo;
&nbsp;
1997: Rio de Janeiro, Brasil &ndash; S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II
&ldquo;Fam&iacute;lia, dom e compromisso, esperan&ccedil;a da Humanidade&rdquo;
&nbsp;
2000: Roma, It&aacute;lia &ndash; Ano Santo Jubilar &ndash; S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II
&ldquo;Os filhos, primavera da fam&iacute;lia e da sociedade&rdquo;
&nbsp;
2003: Manila, Filipinas &ndash; S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II (atrav&eacute;s de videoconfer&ecirc;ncia)
&ldquo;Fam&iacute;lia crist&atilde;: uma boa nova para o terceiro mil&eacute;nio&rdquo;
&nbsp;
2006: Valencia, Espanha &ndash; Bento XVI
&ldquo;Transmiss&atilde;o da f&eacute; na fam&iacute;lia&rdquo;
&nbsp;
2009: Cidade do M&eacute;xico, M&eacute;xico &ndash; Bento XVI (atrav&eacute;s de videoconfer&ecirc;ncia)
&ldquo;A fam&iacute;lia, formadora dos valores humanos e crist&atilde;os&rdquo;
&nbsp;
2012: Mil&atilde;o, It&aacute;lia &ndash; Bento XVI
&ldquo;A Fam&iacute;lia &ndash; trabalho e festa&rdquo;
&nbsp;
2015: Filad&eacute;lfia, Estados Unidos &ndash; Papa Francisco
&ldquo;O amor &eacute; a nossa miss&atilde;o, a fam&iacute;lia plenamente viva&rdquo;.

Texto: Ricardo Perna (com Ag&ecirc;ncia Ecclesia)
Foto: Mary Shovlain
]]></description>
<pubDate>Tue, 24 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<item>
<title>Manifesto pede veto do Presidente</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/manifesto-pede-veto-do-presidente</link>
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<description><![CDATA[Um grupo de jovens estudantes e trabalhadores do Porto pede ao Presidente da Rep&uacute;blica que vete as leis que alargam a procria&ccedil;&atilde;o medicamente assistida e permitem a gesta&ccedil;&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o.

&nbsp;
Afonso Espregueira explica que este grupo de amigos resolver meter m&atilde;os &agrave; obra e lan&ccedil;ar um manifesto. &laquo;Achamos que n&atilde;o houve esclarecimentos, o debate foi muito restringido ao Parlamento e estes assuntos exigem uma ampla discuss&atilde;o na sociedade.&raquo;
&nbsp;
Este grupo de jovens entende que &laquo;as altera&ccedil;&otilde;es propostas constituem mudan&ccedil;as profundas no esp&iacute;rito da lei e t&ecirc;m graves implica&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas, jur&iacute;dicas, m&eacute;dicas e psicol&oacute;gicas. Como tal, &eacute; necess&aacute;rio um debate democr&aacute;tico, p&uacute;blico e aprofundado, para esclarecer os portugueses e ouvir a sua opini&atilde;o&raquo;. Um referendo &eacute; uma hip&oacute;tese.
&nbsp;
O &laquo;Manifesto por um verdadeiro debate p&uacute;blico sobre a lei da procria&ccedil;&atilde;o medicamente assistida e gesta&ccedil;&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o&raquo; dirige-se a Marcelo Rebelo de Sousa, a quem pede que vete os diplomas. Afonso Espregueira sublinha que &laquo;ainda no fim de semana ele disse que &eacute; preciso haver debates e temos confian&ccedil;a que ele ouvir&aacute; as nossas preocupa&ccedil;&otilde;es.&raquo;
&nbsp;
O manifesto foi enviado quinta-feira, dia 19 de maio, para o Pal&aacute;cio de Bel&eacute;m, com mais de 1400 assinaturas. Ser&atilde;o agora enviados mails aos deputados informando desta iniciativa e a divulga&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica continua.

Presidente da Rep&uacute;blica pode vetar?

Depois de receber os diplomas da Assembleia da Rep&uacute;blica, o Presidente pode fazer v&aacute;rias coisas:


	pedir ao Tribunal Constitucional a fiscaliza&ccedil;&atilde;o preventiva. Tem oito dias para o fazer e o tribunal 25 para analisar o pedido. Se o diploma for considerado inconstitucional, n&atilde;o pode haver promulga&ccedil;&atilde;o e &eacute; devolvido ao Parlamento;
	veto pol&iacute;tico - pode devolder o diploma sem promulga&ccedil;&atilde;o ao &oacute;rg&atilde;o que o aprovou com uma mensagem. Tem 20 dias para o fazer, a contar da entrada na Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica. Este tipo de veto pode ser ultrapassado se, no caso a Assembleia da Rep&uacute;blica, voltar a aprovar o documento;
	em qualquer momento, o Presidente da Rep&uacute;blica pode pedir ao Tribunal Constitucional a fiscaliza&ccedil;&atilde;o sucessiva;
	promulgar pura e simplesmente. Cavaco Silva, por exemplo, quando tinha oposi&ccedil;&atilde;o a alguma lei chegou a promulgar, enviando mensagem &agrave; Assembleia da Rep&uacute;blica.



O texto da Comiss&atilde;o de Sa&uacute;de aprovado na sexta-feira, 13 de maio, permite que mulheres solteiras, vi&uacute;vas ou em casamentos homossexuais possam recorrer a t&eacute;cnicas de procria&ccedil;&atilde;o medicamente assistidas. J&aacute; o projeto de lei do Bloco de Esquerda torna legal as barrigas de aluguer para os casos de mulheres com aus&ecirc;ncia de &uacute;tero ou doen&ccedil;as que impe&ccedil;am de forma irrevers&iacute;vel uma gravidez. No momento da vota&ccedil;&atilde;o, os deputados do PSD foram essenciais para viablizar a gesta&ccedil;&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o, uma vez que o PCP votou contra.

&nbsp;
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Foto: Miguel Figueiredo Lopes/Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica
]]></description>
<pubDate>Fri, 20 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Bispos moçambicanos clamam: «Basta de guerra!»</title>
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<description><![CDATA[Os bispos mo&ccedil;ambicanos divulgaram uma nota pastoral, assinada pelo seu presidente, D. Francisco Chimoio, na qual pedem a paz para o seu pa&iacute;s, rejeitando as acusa&ccedil;&otilde;es de quem, &laquo;irresponsavelmente&raquo;, os tenta ligar a algum partido. &laquo;N&atilde;o estamos nem a favor da Frelimo, nem da Renamo, nem de outro partido, mas a favor do povo, sobretudo dos pobres, que s&atilde;o os que mais sofrem com essa guerra absurda&raquo;, referem os bispos da Confer&ecirc;ncia Episcopal de Mo&ccedil;ambique (CEM) na sua nota.
Os prelados reiteram a sua &laquo;disponibilidade&raquo; para apoiar na procura do &laquo;caminho da paz&raquo; em conjunto com as for&ccedil;as pol&iacute;ticas.


&nbsp;
Os bispos da CEM acreditam muito no poder do di&aacute;logo, e pedem que se &laquo;calem as armas&raquo;. &laquo;O Pa&iacute;s est&aacute; semiparalisado: n&atilde;o h&aacute; investimentos, os pa&iacute;ses apoiantes retiram o apoio, o turismo est&aacute; a enfraquecer cada dia mais, as pessoas n&atilde;o podem viajar em seguran&ccedil;a, 36 mil crian&ccedil;as e jovens est&atilde;o sem estudar, mais de 11 mil mo&ccedil;ambicanos est&atilde;o refugiados no vizinho Malawi, a economia d&aacute; mostras de colapso &hellip; Onde queremos chegar?&raquo;, questionam.
&nbsp;
Andrea Riccardi, fundador da Comunidade de Sant&rsquo;Eg&iacute;dio, que mediou os acordos de paz em 1992, tamb&eacute;m se afirma &laquo;preocupado&raquo; com a situa&ccedil;&atilde;o. Em Lisboa para uma confer&ecirc;ncia sobre o Papa Francisco, este respons&aacute;vel disse &agrave; Ag&ecirc;ncia Ecclesia considera, no entanto, que, &laquo;se se encontrou solu&ccedil;&atilde;o para a guerra civil, vai ser encontrada solu&ccedil;&atilde;o para esta tens&atilde;o&raquo;. Solu&ccedil;&atilde;o que poder&aacute; passar pela concretiza&ccedil;&atilde;o desses Acordos de Roma, segundo os bispos. &laquo;Em nome de Deus pedimos: trabalhemos todos pela paz, a come&ccedil;ar pelas autoridades do Governo e dos partidos pol&iacute;ticos&raquo;, dizem os bispos.
&nbsp;
Neste sentido, o comunicado dos bispos convoca uma ora&ccedil;&atilde;o pela paz para o pr&oacute;ximo dia 22 de maio, domingo, em todo o pa&iacute;s, informando ainda que toda a coleta das missas ser&aacute; direcionada para a C&aacute;ritas mo&ccedil;ambicana, que est&aacute; a acompanhar as necessidades dos mo&ccedil;ambicanos que est&atilde;o nos campos de refugiados de Kapise, no Malawi.


&nbsp;
A Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre associou-se ao pedido dos bispos mo&ccedil;ambicanos e promove uma jornada de ora&ccedil;&atilde;o pela paz em Lisboa, na igreja de S. Tom&aacute;s de Aquino, pelas 18h45, e convida todos os crist&atilde;os a &laquo;rezarem pela paz em Mo&ccedil;ambique&raquo; nesse dia, &laquo;independentemente de onde estiverem&raquo;.


&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e Funda&ccedil;&atilde;o AIS
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<pubDate>Fri, 20 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Refugiados: Portuguesas partem para Jordânia</title>
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<description><![CDATA[S&atilde;o cinco e v&atilde;o partir dentro de duas semanas para a Jord&acirc;nia. Catarina Soares, Sofia Chaves, In&ecirc;s Correia, Ana Cristina Figueiredo e Ana Rita Sousa usar&atilde;o semanas de f&eacute;rias para trabalhar com refugiados.


&nbsp;

A ideia partiu de Ana Rita Sousa. &laquo;Come&ccedil;ou com o &ldquo;Dividir o bem pelas aldeias&rdquo;, uma iniciativa que come&ccedil;ou em junho do ano passado quando come&ccedil;aram a chegar mais estas imagens e esta realidade dos refugiados. Come&ccedil;ou com esta l&oacute;gica das quotas por pensar que parecia que o Governo estava a dividir o mal pelas aldeias&raquo;. Mas esta jurista pensou que &laquo;estas pessoas n&atilde;o s&atilde;o um mal, s&atilde;o um verdadeiro bem para n&oacute;s europeus que j&aacute; n&atilde;o sabemos o que &eacute; uma guerra, habituados a bem-estar&raquo;. Quando, no inverno, come&ccedil;aram a chegar imagens de refugiados a atravessar a neve, Ana Rita comoveu-se. &laquo;Era uma sensa&ccedil;&atilde;o de impot&ecirc;ncia, um muro quase intranspon&iacute;vel. Ent&atilde;o pensei: o que temos para dar? As nossas f&eacute;rias &eacute; o que temos para dar. Podemos dar as nossas pernas e os nossos bra&ccedil;os.&raquo; Lan&ccedil;ou o desafio no Facebook e em fevereiro eram cinco prontas a partir.
&nbsp;
Depois de contactos com alguns pa&iacute;ses surgiu a decis&atilde;o de ir para a Jord&acirc;nia. Quase a partir, s&oacute; sabem que a base ser&aacute; em Am&atilde;, e trabalhar&atilde;o com a C&aacute;ritas do pa&iacute;s. Veja aqui algumas imagens do trabalho que a organiza&ccedil;&atilde;o faz.

&nbsp;



&nbsp;

A Jord&acirc;nia tem fronteiras terrestres com a S&iacute;ria e com a Palestina e 95% da popula&ccedil;&atilde;o &eacute; mu&ccedil;ulmana. Apenas 5% s&atilde;o crist&atilde;os. O pa&iacute;s tem recebido muitos refugiados ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas.

Todas as despesas ter&atilde;o de ser suportadas pelas pr&oacute;prias, que desenvolveram uma campanha de recolha de fundos. Est&atilde;o a vender rifas, bolos. Tudo serve, porque o dinheiro n&atilde;o existe. &laquo;A primeira coisa em que pensei foi: eu n&atilde;o tenho dinheiro. Parecia-me um obst&aacute;culo demasiado pequeno para uma coisa que est&aacute; no cora&ccedil;&atilde;o de todas.&raquo; Ana Rita diz acreditar que o dinheiro chegar&aacute;. &laquo;Este dinheiro para n&oacute;s s&oacute; significa servi&ccedil;o. Acreditamos num milagre, porque os milagres existem.&raquo; Quem quiser ajudar pode contribuir para o IBAN: PT50003603979910492310784.
&nbsp;
Na edi&ccedil;&atilde;o de junho da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; pode conhecer melhor este grupo de volunt&aacute;rias e saber como correu a miss&atilde;o da Passo Positivo na Gr&eacute;cia.

Texto e foto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Fri, 20 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Veja aqui sugestões para o fim de semana!</title>
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<description><![CDATA[Temos propostas para este fim de semana em v&aacute;rios locais do pa&iacute;s. Teatro, museus, hora do conto para os mais pequenos ou Baile de Candeeiros. Se est&aacute; curioso n&atilde;o pode deixar de ver as nossas propostas. Come&ccedil;amos por uma sess&atilde;o de cinema.

Cinema: o filme &laquo;A can&ccedil;&atilde;o do mar&raquo; estreou esta semana e foi nomeado para &Oacute;scar de melhor filme de anima&ccedil;&atilde;o. Para mi&uacute;dos e gra&uacute;dos. Aqui fica um aperitivo:



LISBOA
O dia internacional dos Museus &eacute; 18 de maio, mas na Gulbenkian, em Lisboa, estende-se pelo fim de semana.
No s&aacute;bado, dia 21, h&aacute; uma visita orientada &laquo;Do Museu ao CAM: Viagens entre cole&ccedil;&otilde;es&raquo;. Prev&ecirc;-se que dure 1h30 e o ponto de encontro &eacute; no Museu Calouste Gulbenkian. Visitas &agrave;s 11h, 12, e 14h30. Para maiores de 16 anos.
&Agrave;s 16h00 e 17h00 h&aacute; teatro &laquo;Troupe de liceu&raquo; pelo Grupo de Teatro da Escola Secund&aacute;ria Rainha Dona Leonor.
No domingo, &laquo;Um museu no Jardim e um jardim no Museu&raquo; &eacute; o t&iacute;tulo de uma visita orientada com in&iacute;cio no Museu Calouste Gulbenkian, com in&iacute;cio &agrave;s 11h45.

Museu Calouste Gulbenkian, Lisboa
&nbsp;
PENELA

Feira Medieval com o tema &laquo;Ao tempo de El-rey D. Dinis, nos idos das Maias&raquo;. Durante todo o fim de semana &eacute; ver exposi&ccedil;&otilde;es, jogar ou dan&ccedil;ar e comer e beber como na &eacute;poca. Toda a agenda pode ser consultada aqui.

21 e 22 de maio, durante todo o dia
&nbsp;
ESTREMOZ
Este fim de semana, h&aacute; uma feira medieval dedicada &agrave; Rainha Santa Isabel, que morreu no dia 04 de julho de 1336, em Estremoz, no distrito de &Eacute;vora.

O &laquo;Festival da Rainha - III Feira Medieval de Estremoz&raquo; acontece no centro hist&oacute;rico da cidade e inclui desfiles, espet&aacute;culos musicais e de dan&ccedil;a, demonstra&ccedil;&otilde;es de falcoaria e torneios de armas a p&eacute; e a cavalo.

21 e 22 de maio, durante todo o dia

COIMBRA

Ant&oacute;nio Guterres estar&aacute; em Coimbra este fim de semana. No domingo recebe o grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Coimbra. S&aacute;bado d&aacute; uma confer&ecirc;ncia sobre &laquo;A situa&ccedil;&atilde;o internacional e os movimentos for&ccedil;ados de popula&ccedil;&atilde;o&raquo;. A entrada &eacute; livre.

S&aacute;bado, dia 21, 17h
&nbsp;

CASCAIS
Junto &agrave; Muralha do Forte da Cidadela, pode ver na rua e de forma gratuita o Baile dos Candeeiros. &Eacute; um espet&aacute;culo de &laquo;candeeiros humanizados, prontos a habitar e a iluminar as ruas do Bairro dos Museu. Depois de uma dan&ccedil;a a v&aacute;rios p&eacute;s, os personagens v&atilde;o iluminar e deambular pela rota que une os museus e jardins deste centro hist&oacute;rico.&raquo;

Muralha do Forte de Cidadela - Av. Rei Humberto II de It&aacute;lia
S&aacute;bado, dia 21 de maio, 21h30 - 22h15
&nbsp;

PORTO

Hora do conto seguido de uma atividade de express&atilde;o pl&aacute;stica, escrita ou dram&aacute;tica. Para crian&ccedil;as com mais de 3 anos. Gratuito.

Biblioteca P&uacute;blica Municipal do Porto
R. D. Jo&atilde;o IV
S&aacute;bado, dia 21 de maio, &agrave;s 15h30
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<pubDate>Thu, 19 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Barrigas aluguer aprovadas com «pressa e ligeireza»</title>
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<description><![CDATA[O porta-voz da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) manifesta &laquo;total desacordo&raquo; perante as aprova&ccedil;&otilde;es da gesta&ccedil;&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o e do alargamento das t&eacute;cnicas de procria&ccedil;&atilde;o medicamente assistidas a mulheres sozinhas ou homossexuais. Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;, O Pe. Manuel Barbosa sublinha que h&aacute; preocupa&ccedil;&otilde;es refor&ccedil;adas &laquo;face &agrave;s atuais circunst&acirc;ncias em que se aprovam leis essenciais sobre a vida humana, com demasiada pressa e ligeireza sem o ponderado debate na sociedade civil&raquo;.



&nbsp;
Compreendendo o sofrimento causado com as doen&ccedil;as que impedem a gravidez, o porta-voz da CEP diz que ele &laquo;n&atilde;o se resolve com as solu&ccedil;&otilde;es anunciadas nas v&aacute;rias propostas ou aprova&ccedil;&otilde;es, mas com mais vida, mais proximidade, mais solidariedade, mais amor, enfim, com plena sensibilidade pela vida humana a defender no seu todo, desde o seu nascimento at&eacute; &agrave; morte natural&raquo;. Remetendo para as posi&ccedil;&otilde;es j&aacute; tomadas pela Assembleia Plen&aacute;ria da Confer&ecirc;ncia Episcopal, o Pe. Manuel Barbosa reafirma: &laquo;o que passa a ser legal n&atilde;o &eacute; totalmente conforme com as exig&ecirc;ncias morais do cristianismo e mesmo da &eacute;tica natural&raquo;.

Sexta-feira, dia 13 de maio, a Assembleia da Rep&uacute;blica aprovou o projeto de lei do Bloco de Esquerda que prev&ecirc; a gesta&ccedil;&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o para mulheres sem &uacute;tero ou com doen&ccedil;as que impedem a gravidez. Foi tamb&eacute;m aprovado o alargamento das t&eacute;cnicas de Procria&ccedil;&atilde;o Medicamente assistida a mulheres sozinhas ou homossexuais. Ambos os projetos foram aprovados com apoio de deputados do PSD.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Sun, 15 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<item>
<title>Sem planos para o fim de semana? </title>
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<description><![CDATA[Domingo &eacute; o Dia Internacional da Fam&iacute;lia. Aproveite bem o fim de semana e o dia com a sua! Comemore com o docinho que recomendamos no final!

PORTO
Este s&aacute;bado, em Serralves, pode conhecer a fauna e flora do Parque. A participa&ccedil;&atilde;o na Bioblitz Serralves 2016 &eacute; gratuita.
Os participantes participar&atilde;o na inventaria&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies.


Parque Serralves, Porto
14 de Maio de 2016 - das 9h &agrave;s 19h



COIMBRA
No Teatro da Cerca de S&atilde;o Bernardo, pode acompanhar o espet&aacute;culo &laquo;Costurar cantigas e hist&oacute;rias da nossa mem&oacute;ria &ndash; Taleguinho&raquo;. Trata-se de um projeto musical para crian&ccedil;as, com Catarina Moura e Lu&iacute;s Pedro Madeira. Nele h&aacute; contacto com com a m&uacute;sica tradicional. &laquo;Atrav&eacute;s de hist&oacute;rias cantadas, as crian&ccedil;as t&ecirc;m a oportunidade de escutar, num alinhamento recheado de temas tradicionais, can&ccedil;&otilde;es, hist&oacute;rias, lengalengas, do aqui e do agora, contadas e cantadas.&raquo;


Teatro da Cerca de S&atilde;o Bernardo, Coimbra
14 de Maio de 2016 - 11h00



LISBOA
Em Lisboa, pode visitar at&eacute; 1 de julho, a exposi&ccedil;&atilde;o &ldquo;Ascens&atilde;o&rdquo; na igreja de S&atilde;o Crist&oacute;v&atilde;o, na Mouraria. O escultor Rui Chafes foi galardoado com o Pr&eacute;mio Pessoa e apresenta obras feitas especificamente para esta igreja.


Igreja de S&atilde;o Crist&oacute;v&atilde;o, na Mouraria
At&eacute; 1 de julho &ndash; das 10h &agrave;s 18h



LISBOA
A partir das 15h, deste s&aacute;bado, 14, come&ccedil;a a Caminhada pela Vida. Come&ccedil;a no Largo Cam&otilde;es e vai at&eacute; &agrave; Assembleia da Rep&uacute;blica. Estar&aacute; presente Jaime Mayor Oreja, presidente da Federa&ccedil;&atilde;o Europeia &laquo;One of Us&raquo;.Tamb&eacute;m o Papa Francisco enviou uma mensagem &agrave; Caminhada atrav&eacute;s do arcebispo Angelo Becciu. &laquo;O Papa Francisco compraz-se com os sentimentos que lhe fez presente em nome das pessoas e movimentos que organizam a &quot;Caminha pela Vida em Portugal&quot; prevista para o pr&oacute;ximo dia 14 de Maio com o intuito de &quot;testemunhar a alegria do dom da vida e a beleza da fam&iacute;lia&quot;, a fim de se construir uma sociedade mais acolhedora, justa e fraterna.&raquo;

Largo Cam&otilde;es at&eacute; &agrave; Assembleia da Rep&uacute;blica
14 de Maio de 2016 - 15h00



Se o tempo n&atilde;o convidar a passeios na rua, aproveite e fa&ccedil;a uma sobremesa com a sua fam&iacute;lia. Este &eacute; docinha e saud&aacute;vel!

Panquecas de aveia:
Para massa
170grs de flocos de aveia integral
1 Colher sopa sementes linha&ccedil;a
250ml de leite de vaca, vegetal &agrave; escolha ou &aacute;gua
1 colher de sopa de farinha de alfarroba

Misture num processador de alimentos a aveia e a linha&ccedil;a e triture at&eacute; ter uma farinha.
Junte a farinha de alfarroba.
Junte o leite e misture.
Depois &eacute; s&oacute; ir pondo numa frigideira antiaderente e deixar cozer por tr&ecirc;s minutos.
&Eacute; s&oacute; virar e est&aacute; pronto! Por cima pode p&ocirc;r o que quiser: fruta, frutos secos, chocolate, iogurte, mel...&nbsp;

Receita do blogue Madebychoices
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Fri, 13 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<item>
<title>Barrigas aluguer: «vergonhoso e politicamente escandaloso»</title>
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<description><![CDATA[Isilda Pegado n&atilde;o &eacute; meiga nas palavras quando fala da aprova&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o e das altera&ccedil;&otilde;es que permitem que mulheres solteiras ou homossexuais recorram a procria&ccedil;&atilde;o medicamente assistida.



&laquo;&Eacute; vergonhoso e politicamente escandaloso, porque s&oacute; o Bloco de Esquerda tinha as barrigas de aluguer no seu programa eleitoral. O PS disse que n&atilde;o apresentaria nada que n&atilde;o estivesse no seu programa eleitoral e faltou &agrave; promessa.&raquo; Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;, a antiga deputada social-democrata diz que &laquo;&eacute; lament&aacute;vel que o PSD tenha tido 24 deputados que votaram a favor, torna-se um partido de fa&ccedil;&atilde;o&raquo;.

A presidente da Federa&ccedil;&atilde;o Portuguesa pela Vida defende que &laquo;tudo isto foi feito nas costas dos eleitores&raquo;. Isilda Pegado chama a aten&ccedil;&atilde;o para os problemas que podem ser criados no futuro: &laquo;vem agora a lei dizer que h&aacute; seres humanos filhos de um s&oacute; progenitor. Estamos a cavar para o futuro uma sociedade que parte de uma engenharia social que ningu&eacute;m conhece e que pode ser geradora de grandes conflitos.&raquo;

Salientando que o projeto de lei agora aprovado ainda ir&aacute; ao Presidente da Rep&uacute;blica, a presidente da federa&ccedil;&atilde;o salienta acreditar que &laquo;esta &eacute; uma lei inconstitucional&raquo;.

Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s barrigas de aluguer, esta advogada salienta que &laquo;num caso em que uma mulher n&atilde;o pode ter filhos e pede &agrave; irm&atilde; para ser gestante, a irm&atilde; cria la&ccedil;os com aquela crian&ccedil;a durante nove meses. como &eacute; se a gesta&ccedil;&atilde;o gerar uma crian&ccedil;a deficiente? Quem decide um aborto?&raquo;

As altera&ccedil;&otilde;es &agrave; procria&ccedil;&atilde;o medicamente assistida e o projeto de lei do Bloco de Esquerda sobre gesta&ccedil;&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o foram aprovados esta sexta-feira no parlamento, com ajuda de deputados do PSD.

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Fri, 13 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<item>
<title>30 mil peregrinos a pé a caminho de Fátima</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/30-mil-peregrinos-a-pe-a-caminho-de-fatima</link>
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<description><![CDATA[&Agrave; medida que se aproxima a hora da t&atilde;o desejada Prociss&atilde;o das Velas, s&atilde;o milhares os peregrinos que est&atilde;o a chegar ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima. Nesta tarde de quinta-feira havia cerca de 8000 peregrinos, vindos de 164 grupos organizados de Portugal e de mais 30 outros pa&iacute;ses de todos os continentes do mundo, inscritos no Santu&aacute;rio, mas o Movimento da Mensagem de F&aacute;tima, que presta apoio aos peregrinos que chegam a p&eacute;, estima que cerca de 30 mil pessoas j&aacute; tenham chegado ou estejam a chegar ao Santu&aacute;rio. Um n&uacute;mero ao qual se ir&atilde;o juntar centenas de milhares vindos de carro ou outros transportes, j&aacute; que a CP anunciou tamb&eacute;m um refor&ccedil;o dos comboios nestes dias.


Na cara dos peregrinos que chegam ao recinto do Santu&aacute;rio v&ecirc;em-se muitas l&aacute;grimas. Caem as mochilas ao ch&atilde;o, e os abra&ccedil;os sucedem-se, acompanhados de l&aacute;grimas sinceras, que misturam a alegria da chegada com a dureza do caminho, este ano mais prejudicado pela chuva que acompanhou todos estes peregrinos, e que hoje lhes deu algumas tr&eacute;guas, mesmo a tempo de poderem rezar e agradecer a Maria o caminho percorrido.

De noite, a Prociss&atilde;o das Velas concentrar&aacute; todas as aten&ccedil;&otilde;es, mesmo que depois disso ainda se celebre eucaristia, presidida pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente. Seguem-se vig&iacute;lias toda a noite at&eacute; ao dia seguinte, em que se celebrar&aacute; o dia da mem&oacute;ria lit&uacute;rgica da Virgem de F&aacute;tima, que, 99 anos antes, apareceu aos tr&ecirc;s pastorinhos.
&nbsp;
Escuteiros no apoio aos peregrinos
Os escuteiros do CNE, assim como outras organiza&ccedil;&otilde;es, est&atilde;o mais uma vez na estrada no apoio aos peregrinos que se deslocam a p&eacute; para F&aacute;tima. Ao longo do caminho, s&atilde;o v&aacute;rios os agrupamentos que montaram pontos de apoio que servem caf&eacute; e ch&aacute;, pequenos lanches, mas tamb&eacute;m fazem massagens, lavagem de p&eacute;s e tratamento de entorses, distens&otilde;es, entre outras maleitas. &Eacute; sempre com um sorriso nos l&aacute;bios que os escuteiros abrem as portas dos espa&ccedil;os aos peregrinos. Uns visivelmente abatidos, outros mais descansados, mas todos com uma simpatia sem par. O objetivo &eacute; o mesmo, e a possibilidade de descanso abre-lhes sempre o sorriso.

A Fam&iacute;lia Crist&atilde; esteve no posto de socorro que o agrupamento 65, de Torres Novas, montou na aldeia da Chancelaria, e pudemos testemunhar o al&iacute;vio que surge quando as m&atilde;os dos volunt&aacute;rios tocam nos p&eacute;s doridos. &laquo;Uma das senhoras que passou disse que me queria cortar as m&atilde;os para as levar com ela&raquo;, graceja Maria In&ecirc;s, uma pioneira (escuteiros dos 14 aos 17 anos) que estava esta manh&atilde; ao servi&ccedil;o.


Mesmo sem as m&atilde;os da Maria, os peregrinos saem com for&ccedil;a redobrada, fruto do servi&ccedil;o que lhes &eacute; prestado pelos escuteiros que encontram pelo caminho. E isso &eacute; meio caminho andado para o sucesso da sua caminhada.

Para al&eacute;m deste apoio no caminho, o CNE tem tamb&eacute;m uma equipa de 30 volunt&aacute;rios, vindos de 13 agrupamentos diferentes de seis regi&otilde;es do pa&iacute;s, que apoia dentro do Santu&aacute;rio as a&ccedil;&otilde;es dos Servitas. Desde trabalho no posto de socorros do santu&aacute;rio, at&eacute; prestar informa&ccedil;&otilde;es aos peregrinos mais perdidos, passando por controlo de multid&atilde;o e primeiros-socorros durante as cerim&oacute;nias oficiais, estes escuteiros est&atilde;o dispon&iacute;veis para todo o tipo de a&ccedil;&otilde;es.

Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 12 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«O Papa Francisco não se compreende sem Fátima»</title>
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<description><![CDATA[O bispo de Leiria-F&aacute;tima referiu hoje aos jornalistas que est&aacute; muito confiante na visita do Papa Francisco a Portugal. &laquo;F&aacute;tima n&atilde;o se compreende sem o Papa, e o Papa Francisco n&atilde;o se compreende sem F&aacute;tima&raquo;, disse D. Ant&oacute;nio Marto, acrescentando que as refer&ecirc;ncias do Papa a F&aacute;tima na &uacute;ltima audi&ecirc;ncia geral n&atilde;o foram &laquo;coincid&ecirc;ncia&raquo;. &laquo;A &uacute;ltima refer&ecirc;ncia do Papa a F&aacute;tima n&atilde;o foi por acaso, foi um registo de algu&eacute;m que sabe do que fala, que conhece a realidade. S&atilde;o pequenos sinais que ele vai deixando para dizer que vem&raquo;, acredita o prelado.


Antes desta pequena conversa com os jornalistas, durante a cerim&oacute;nia de inaugura&ccedil;&atilde;o do Rel&oacute;gio do Centen&aacute;rio, que marca os dias que faltam para a celebra&ccedil;&atilde;o do Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es, D. Manuel Clemente j&aacute; tinha afirmado aos jornalistas que &laquo;abrir o ano do centen&aacute;rio &eacute; uma responsabilidade&raquo;. &laquo;F&aacute;tima &eacute; um grande mist&eacute;rio onde a hist&oacute;ria portuguesa se tem projetado e onde o futuro se prepara. &Eacute; dif&iacute;cil entrar numa igreja em todo o mundo onde n&atilde;o esteja uma imagem de Nossa Senhora de F&aacute;tima, e isto vincula-nos ao mist&eacute;rio&raquo;, considera o presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP).


&nbsp;
O bispo de Leiria-F&aacute;tima tinha aproveitado tamb&eacute;m esta confer&ecirc;ncia de imprensa para saudar a forma efusiva como as comunidades de todo o pa&iacute;s receberam a visita da Imagem Peregrina, que regressa ao Santu&aacute;rio amanh&atilde;, dia 13, onde ser&aacute; recebida pelo Cardeal-Patriarca. &laquo;A peregrina&ccedil;&atilde;o teve a finalidade espec&iacute;fica de envolver todo o povo cat&oacute;lico na celebra&ccedil;&atilde;o do Centen&aacute;rio, para que n&atilde;o fosse apenas feito aqui, em c&iacute;rculo fechado. Foi um acontecimento envolvente: as multid&otilde;es sa&iacute;ram &agrave; rua, acolheram a imagem com alegria, carinho e emo&ccedil;&atilde;o, sabendo que era o s&iacute;mbolo da m&atilde;e que visita os filhos nos lugares onde moram e trabalham&raquo;, disse o prelado de Leiria-F&aacute;tima.
&nbsp;
Preocupa&ccedil;&atilde;o com seguran&ccedil;a dos peregrinos a p&eacute;
O reitor do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, Pe. Carlos Cabecinhas, foi questionado sobre a quest&atilde;o da seguran&ccedil;a dos peregrinos que se deslocam a p&eacute; para o santu&aacute;rio. Refor&ccedil;ando que o santu&aacute;rio &laquo;n&atilde;o tem nem pode ter qualquer a&ccedil;&atilde;o no espa&ccedil;o dos munic&iacute;pios&raquo;, o reitor disse que o santu&aacute;rio tem &laquo;trabalhado com todos os munic&iacute;pios e outras entidades interessadas em criar melhores condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a para os peregrinos, com rotas alternativas &agrave;s estradas principais ou com a cria&ccedil;&atilde;o de tro&ccedil;os de seguran&ccedil;a&raquo; nas principais vias utilizadas pelos peregrinos.
&nbsp;
Quanto &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es para acolher os cerca de 30 mil peregrinos que vem a p&eacute; para F&aacute;tima, o Pe. Carlos Cabecinhas considera que s&atilde;o &laquo;a resposta poss&iacute;vel, n&atilde;o a ideal&raquo;, mas adianta que a ideal n&atilde;o faria sentido ter &laquo;para funcionar apenas uma vez por ano&raquo;, em virtude dos custos. &laquo;Damos resposta eficaz &agrave; esmagadora maioria dos peregrinos que chegam aqui todos os anos, mesmo em condi&ccedil;&otilde;es adversas&raquo;, considerou.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 12 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Cardeal Patriarca «gostou» da abertura ao diálogo de António Costa sobre contratos de associação</title>
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<description><![CDATA[O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, gostou de ouvir &laquo;a maneira serena&raquo; como o primeiro-ministro Ant&oacute;nio Costa abordou a quest&atilde;o dos contratos de associa&ccedil;&atilde;o do Estado com col&eacute;gios &laquo;n&atilde;o estatais&raquo; e se &laquo;predisp&ocirc;s ao di&aacute;logo&raquo;. &laquo;O servi&ccedil;o p&uacute;blico tamb&eacute;m &eacute; prestado por entidades que n&atilde;o s&atilde;o do Estado, por isso prefiro usar o termo escolas n&atilde;o estatais&raquo;, disse D. Manuel Clemente, presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) em F&aacute;tima, durante a confer&ecirc;ncia de imprensa de apresenta&ccedil;&atilde;o da Peregrina&ccedil;&atilde;o Anivers&aacute;ria de maio.


&nbsp;
O primeiro-ministro tinha dito, numa entrevista &agrave; SIC, que o governo iria analisar &laquo;caso a caso&raquo; todas as situa&ccedil;&otilde;es particulares dos col&eacute;gios com contrato de associa&ccedil;&atilde;o, o que deixou o Cardeal Patriarca satisfeito, at&eacute; porque toda a situa&ccedil;&atilde;o levantada por esta inten&ccedil;&atilde;o do Estado terminar com os contratos de associa&ccedil;&atilde;o o deixa preocupado. &laquo;Claro que nos preocupa pelas raz&otilde;es que s&atilde;o p&uacute;blicas: &eacute; muita gente, professores, alunos e funcion&aacute;rios, que &eacute; afetada, e tamb&eacute;m as regi&otilde;es que s&atilde;o afetadas por essas escolas, como t&ecirc;m referido muitos dos munic&iacute;pios que se t&ecirc;m pronunciado sobre o assunto&raquo;, defendeu o prelado.
&nbsp;
Este acalmar do extremar de posi&ccedil;&otilde;es pode ser visto como uma &laquo;oportunidade&raquo;, para D. Manuel Clemente. &laquo;Pode ser ocasi&atilde;o para repensar uma quest&atilde;o maior que esta: o pr&oacute;prio direito &agrave; liberdade de ensino. O Papa &eacute; clar&iacute;ssimo sobre o direito e responsabilidade dos pais na escolha do tipo de ensino, e o Estado deve ser subsidi&aacute;rio disso. Tendo em conta a for&ccedil;a das palavras do Papa junto das for&ccedil;as pol&iacute;ticas, esta pode ser uma ocasi&atilde;o para falarmos nisso&raquo;, concluiu.

Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 12 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>A Visitação de Maria a Isabel continuou com os pastorinhos</title>
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<description><![CDATA[Depois de uma prociss&atilde;o das velas participada por 180 mil peregrinos, segundo dados do Santu&aacute;rio, que n&atilde;o encheram completamente o recinto do Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, D. Manuel Clemente, Cardeal-Patriarca de Lisboa e presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), presidiu &agrave; eucaristia que encerrou este primeiro dia de celebra&ccedil;&otilde;es marianas no Santu&aacute;rio de F&aacute;tima.



Citando a leitura do Evangelho, que relatava a visita&ccedil;&atilde;o de Maria a Isabel, D. Manuel Clemente falou neste ato de visitar, que teve o seu primeiro epis&oacute;dio com Maria, mas que continuou mais tarde com Jesus e ao longo da hist&oacute;ria, at&eacute; &agrave; visita&ccedil;&atilde;o de Maria aos pastorinhos. &laquo;Quem recebe Maria torna-se visitador por sua vez, continuando o movimento salvador. Assim o perceberam e cumpriram os Pastorinhos de F&aacute;tima&raquo;, refletiu o presidente da CEP na sua hom&iacute;lia.
&nbsp;
Referindo que todos os que se deslocam a F&aacute;tima cumprem a visita&ccedil;&atilde;o de Nossa Senhora a Isabel &laquo;na dupla condi&ccedil;&atilde;o de as imitardes a ambas&raquo;, D. Manuel Clemente apelou a os peregrinos levem este ato de visita&ccedil;&atilde;o para as suas terras. &laquo;Voltareis com Ela e com Ele, para continuar a Visita&ccedil;&atilde;o junto dos vossos familiares, vizinhos e companheiros de terra, trabalho e conviv&ecirc;ncia: para que tenham vida, na sua fonte inesgot&aacute;vel, que &eacute; o pr&oacute;prio Deus&raquo;, disse, na hom&iacute;lia.
&nbsp;
D. Manuel falou ainda da estima e admira&ccedil;&atilde;o pelos peregrinos, &laquo;pela coragem de sair de casa e fazer-se &agrave; estrada, persistindo, rezando e ansiando por chegar aqui, como finalmente estais&raquo;. &laquo;Como Maria a caminho da casa de Isabel, fostes transportados por sentimentos de solidariedade e compaix&atilde;o, nas inten&ccedil;&otilde;es que traz&iacute;eis e mantendes. Por algum familiar ou amigo, que espera sa&uacute;de, trabalho ou paz. Por motivos coincidentes, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; paz no mundo e a tudo o que a contraria ou demora&raquo;, afirmou.


A concluir, o presidente da CEP pediu que &laquo;argumentemos agora com a nossa correspond&ecirc;ncia&raquo;, &laquo;para que a obra continue, na Visita&ccedil;&atilde;o que faremos&raquo;. &laquo;N&atilde;o foi f&aacute;cil o caminho da jovem Maria, de Nazar&eacute; &agrave; montanha da Judeia. N&atilde;o foi f&aacute;cil o caminho dos Pastorinhos, que chegaram at&eacute; ao &acirc;mago sofredor do mundo. N&atilde;o ser&aacute; f&aacute;cil para n&oacute;s, transformados em &ldquo;Visita&ccedil;&atilde;o&rdquo; tamb&eacute;m. Mas &eacute; este o caminho de Cristo, da sua P&aacute;scoa e da sua M&atilde;e. Assim o sabemos - e n&atilde;o queremos outro&raquo;, desafiou.
&nbsp;
A noite prosseguir&aacute; com vig&iacute;lias de ora&ccedil;&atilde;o e celebra&ccedil;&otilde;es at&eacute; &agrave; manh&atilde;, altura em que ser&aacute; celebrada eucaristia presidida de novo por D. Manuel Clemente.

(atualizado &agrave;s 00h04 com o n&uacute;mero exato de peregrinos dado pelo Santu&aacute;rio)

Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 12 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Dilemas morais: Barrigas de aluguer</title>
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<description><![CDATA[O tema &eacute; pol&eacute;mico e particularmente sens&iacute;vel, mexe com valores e princ&iacute;pios &eacute;ticos e morais, mas tamb&eacute;m com o lado emocional e humano das pessoas.
Barrigas de aluguer, maternidade de substitui&ccedil;&atilde;o, gesta&ccedil;&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o s&atilde;o termos designados para expressar quase a mesma coisa, a exist&ecirc;ncia de uma mulher que vive uma gravidez de um feto que entregar&aacute; a terceiros aquando do nascimento.
&nbsp;


Eurico Jos&eacute; Reis, juiz-desembargador e presidente do Conselho Nacional de Procria&ccedil;&atilde;o Medicamente Assistida (CNPMA), esclarece que para as propostas que t&ecirc;m estado em cima da mesa e que motivaram o parecer que o Conselho expressou na &uacute;ltima legislatura &ndash; e acreditando que a ideia do Conselho se manter&aacute; relativamente ao &uacute;ltimo documento &ndash; o termo correto &eacute; gesta&ccedil;&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o.
&laquo;Neste caso concreto, o que acontece &eacute; que h&aacute; uma mulher que de forma ben&eacute;vola e altru&iacute;sta quer ajudar outra mulher a ser m&atilde;e e portanto cede o &uacute;tero para que a&iacute; seja feita a gesta&ccedil;&atilde;o do feto, que n&atilde;o &eacute; dela e para o qual n&atilde;o h&aacute; qualquer comparticipa&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica sua.&raquo;

Embora reconhecendo a dor causada pela impossibilidade de gerar filhos em resultado de uma condi&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica como a referida, e ainda que na base estejam motivos altru&iacute;stas, a possibilidade de recorrer a uma outra mulher para levar adiante a gravidez de um casal n&atilde;o se afigura como uma hip&oacute;tese considerando os documentos do Magist&eacute;rio da Igreja (Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica, Donum Vitae e Dignitas Personae, para nomear alguns), seja porque encaram os filhos &laquo;como uma d&iacute;vida e n&atilde;o uma d&aacute;diva&raquo;, &laquo;porque provocam a dissocia&ccedil;&atilde;o dos progenitores pela interven&ccedil;&atilde;o de uma pessoa estranha ao casal&raquo; (Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica, 2378, 2376), ou porque n&atilde;o alia a procria&ccedil;&atilde;o &agrave; uni&atilde;o do casal.

A posi&ccedil;&atilde;o da Igreja foi sempre &laquo;muito cautelosa e muito prudente no que diz respeito a avan&ccedil;os neste prop&oacute;sito&raquo;, explica o Pe. Jos&eacute; Manuel Almeida, m&eacute;dico e coordenador da Pastoral da Sa&uacute;de. O sacerdote revela-se &agrave; vontade para assumir a cr&iacute;tica que &eacute; feita &agrave; Igreja de que esta posi&ccedil;&atilde;o &ldquo;contra&rdquo;, no que a estes temas diz respeito, &eacute; tomada &laquo;&agrave;s vezes sem grandes argumentos, &eacute; verdade, a n&atilde;o ser o de que pode ser um terreno escorregadio&raquo; que &laquo;gera muitos conflitos &agrave; volta&raquo;, at&eacute; porque geralmente a pr&aacute;tica vem mostrar e &laquo;dar raz&atilde;o a que esses avan&ccedil;os tecnicamente poss&iacute;veis n&atilde;o eram t&atilde;o humanamente realizadores&raquo;. Para justificar este &uacute;ltimo aspeto, cita o artigo de Pedro Vaz Patto O Retrocesso que d&aacute; conta de v&aacute;rias iniciativas contra esta pr&aacute;tica em pa&iacute;ses que a t&ecirc;m h&aacute; mais tempo.

Por sua vez, o presidente do CNPMA n&atilde;o rejeita a ideia de que se podem levantar problemas &eacute;ticos &agrave; proposta e, por isso mesmo, entende que nenhuma posi&ccedil;&atilde;o perante o tema deve ser &laquo;demonizada&raquo;. N&atilde;o rejeita sequer que efetivamente se possa considerar que nela h&aacute; valores n&atilde;o atendidos, mas entende que, perante um dilema humano, se deu primazia &agrave;queles que se consideraram mais importantes. &laquo;Perante este conflito de natureza &eacute;tica, moral, ponderados os v&aacute;rios valores que est&atilde;o em cima da mesa, o Conselho achou que sopesados os v&aacute;rios princ&iacute;pios e valores &eacute;ticos em cima da mesa, embora reconhecendo que h&aacute; valores &eacute;ticos que n&atilde;o ir&atilde;o ser atendidos, aqueles que s&atilde;o atendidos s&atilde;o mais importantes e d&atilde;o uma solu&ccedil;&atilde;o eticamente v&aacute;lida&raquo; a um dos &laquo;desejos mais profundos do ser humano&raquo;, a &laquo;parentalidade&raquo;, defende Eurico Jos&eacute; Reis.

Sobre este ponto, a posi&ccedil;&atilde;o da Igreja &eacute; muitas vezes apontada como sendo fria e insens&iacute;vel ao sofrimento causado pela impossibilidade de ter filhos, n&atilde;o abrindo de maneira nenhuma a porta a esta possibilidade. O coordenador da Pastoral da Sa&uacute;de entende que possa parecer isso, mas cr&ecirc; que &laquo;temos, como Igreja, uma grande sensibilidade &agrave; dor dos outros&raquo; e explica que ao n&iacute;vel da pastoral familiar h&aacute; possibilidade de fazer um acompanhamento que tenha em conta esse sofrimento e que ajude os casais a reconciliar-se, aceitando os erros da natureza, porque &laquo;somos administradores fi&eacute;is da cria&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o donos da cria&ccedil;&atilde;o&raquo;.

Partem daqui muitas das raz&otilde;es invocadas para a desconfian&ccedil;a relativamente a uma proposta de gesta&ccedil;&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o, mesmo que com princ&iacute;pios altru&iacute;stas: a utiliza&ccedil;&atilde;o de um corpo &laquo;por encomenda de terceiros&raquo; e a sua consequente &laquo;mercantiliza&ccedil;&atilde;o, mesmo que n&atilde;o seja com dinheiro&raquo;; a dignidade do dom que &eacute; a vida da crian&ccedil;a que &laquo;aparece sempre como um direito&raquo;; a rela&ccedil;&atilde;o que se estabelece entre a gestante e o feto, &laquo;que n&atilde;o &eacute; s&oacute; de sangue e nutrientes&raquo;, mas &laquo;afetiva e pessoal&raquo; num per&iacute;odo de nove meses que culmina no corte abrupto da rela&ccedil;&atilde;o; o conceito de m&atilde;e, que era &laquo;quem dava &agrave; luz; sabia-se sempre quem era, agora at&eacute; esse v&iacute;nculo se perde&raquo;, foram algumas das quest&otilde;es levantadas pelo Pe. Jos&eacute; Manuel Almeida que justificam o ponto de vista de rejei&ccedil;&atilde;o da Igreja, pelos conflitos que geram.

Alguns dos conflitos invocados pelas vozes contra a maternidade de substitui&ccedil;&atilde;o atravessam a proposta do CNPMA, mas, como referido por Eurico Jos&eacute; Reis, o peso que se lhes deu foi outro e &laquo;a for&ccedil;a moral&raquo; e a &laquo;validade &eacute;tica&raquo; de atender &agrave; situa&ccedil;&atilde;o das mulheres em quest&atilde;o prevaleceu.

Uma das ressalvas feitas pelo Conselho foi a de que a gestante dever&aacute; ser uma mulher que j&aacute; tenha filhos seus, por dois motivos que culminam num s&oacute;: saber com o maior detalhe poss&iacute;vel, aquilo a que se prop&otilde;e. Em primeiro lugar, uma mulher que j&aacute; tenha sido m&atilde;e, j&aacute; passou por uma gravidez e tem no&ccedil;&atilde;o das muitas altera&ccedil;&otilde;es que ela provoca durante o tempo que dura. Em segundo lugar, porque tendo tido filhos seus e tendo j&aacute; estabelecido la&ccedil;os com eles, &laquo;n&atilde;o ter&aacute; tanta necessidade de manter uma liga&ccedil;&atilde;o com aquela de que est&aacute; a fazer a gesta&ccedil;&atilde;o&raquo;.

Reportagem originalmente publicada na Fam&iacute;lia Crist&atilde; de fevereiro 2016

Texto: Rita Bruno
Fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 12 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa associa-se ao 13 de maio em Fátima</title>
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<description><![CDATA[O Papa Francisco associou-se hoje no Vaticano &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o do 13 de maio, na Cova da Iria, e recordou a devo&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II por Nossa Senhora de F&aacute;tima. &laquo;Esta sexta-feira celebra-se a mem&oacute;ria lit&uacute;rgica da Bem-aventurada Maria Virgem de F&aacute;tima. Nesta apari&ccedil;&atilde;o, Maria convida-nos mais uma vez &agrave; ora&ccedil;&atilde;o, &agrave; penit&ecirc;ncia e &agrave; convers&atilde;o&raquo;, disse, perante milhares de pessoas reunidas na Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro para a audi&ecirc;ncia p&uacute;blica semanal.

Francisco evocou alguns dos conte&uacute;dos centrais das apari&ccedil;&otilde;es aos tr&ecirc;s videntes, os Beatos Francisco e Jacinta e a irm&atilde; L&uacute;cia, que tiveram lugar na Cova da Iria entre maio e outubro de 1917. &laquo;[A Virgem Maria] pede-nos para n&atilde;o ofendermos mais a Deus; adverte toda a humanidade sobre a necessidade de abandonar-se a Deus, fonte de amor e de miseric&oacute;rdia&raquo;, assinalou.

Na sauda&ccedil;&atilde;o aos peregrinos polacos presentes no Vaticano, o Papa lembrou a figura de S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II (1920-2005), &laquo;grande devoto de Nossa Senhora de F&aacute;tima&raquo;. &laquo;Coloquemo-nos em atenta escuta da M&atilde;e de Deus e supliquemos a paz para o mundo&raquo;, apelou Francisco.

A Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa e o presidente da Rep&uacute;blica, Marcelo Rebelo de Sousa, entregaram convites formais ao Papa argentino para que este visite Portugal em 2017, por ocasi&atilde;o da celebra&ccedil;&atilde;o do centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es. Francisco j&aacute; manifestou a sua inten&ccedil;&atilde;o de estar em F&aacute;tima na peregrina&ccedil;&atilde;o internacional do 13 de maio do pr&oacute;ximo ano, vontade que foi transmitida aos bispos cat&oacute;licos de Portugal em setembro de 2015, no in&iacute;cio da visita &#39;ad Limina&#39;.

Francisco ser&aacute; o quarto Papa a visitar Portugal, depois de Paulo VI em (13 de maio de 1967), Jo&atilde;o Paulo II (12 a 15 de maio de 1982; 10 a 13 de maio de 1991; 12 e 13 de maio de 2000) e Bento XVI (11 a 14 de maio de 2010).

Texto: Ag&ecirc;ncia Ecclesia
Foto: Arquivo Ag&ecirc;ncia Ecclesia
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<pubDate>Wed, 11 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Comunicar faz parte do Ser da Igreja»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/comunicar-faz-parte-do-ser-da-igreja</link>
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<description><![CDATA[No m&ecirc;s em que se celebra o 50.&ordm; Dia Mundial das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais, fomos ao encontro do superior-geral dos Paulistas, Pe. Valdir de Castro, para perceber que balan&ccedil;o &eacute; poss&iacute;vel destes 50 anos de mensagens dedicadas aos agentes da comunica&ccedil;&atilde;o e, na verdade, a toda a sociedade. O Pe. Valdir &eacute; brasileiro, jornalista, e brevemente doutor em Comunica&ccedil;&atilde;o. Olha para a comunica&ccedil;&atilde;o como fator essencial das sociedades de hoje e de amanh&atilde;, e considera que a grande mais-valia destas mensagens anuais publicadas pelo Papa &eacute; a sua adequa&ccedil;&atilde;o &agrave; sociedade do tempo em que foram publicadas.


&nbsp;
Celebramos os 50 anos de mensagens do Dia Mundial das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais. Que balan&ccedil;o &eacute; que se pode fazer?
E celebramos precisamente, dentro do Jubileu da Miseric&oacute;rdia, com uma mensagem dedicada &agrave; Miseric&oacute;rdia. &Eacute; muito importante para a Igreja, porque comunicar faz parte do Ser da Igreja. Evangelizar &eacute; comunicar. N&atilde;o somente com palavras, com o an&uacute;ncio do que Jesus disse ou o conte&uacute;do do Evangelho, mas a miss&atilde;o da Igreja &eacute; comunicar com a a&ccedil;&atilde;o concreta dos seus membros a favor das pessoas necessitadas, do homem e da mulher de hoje, da crian&ccedil;a, do anci&atilde;o, daqueles que precisam de receber do Evangelho a for&ccedil;a que precisam para caminhar. O Dia das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais nasceu do Vaticano II, e desde ent&atilde;o a Igreja recorda a import&acirc;ncia da comunica&ccedil;&atilde;o, sempre tendo presente um tema atual que diz respeito &agrave; &eacute;poca em que vivemos.
&nbsp;
Houve uma aproxima&ccedil;&atilde;o da Igreja aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social?
Sim. Tanto das mensagens como no pr&oacute;prio discurso que a Igreja faz da comunica&ccedil;&atilde;o, temos visto um grande progresso. No princ&iacute;pio, a Igreja via os meios de comunica&ccedil;&atilde;o de forma isolada. A r&aacute;dio, a televis&atilde;o, o cinema. At&eacute; que a Igreja come&ccedil;ou a acompanhar a evolu&ccedil;&atilde;o dos tempos e se apercebeu de que a comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; somente um conjunto de meios t&eacute;cnicos, mas &eacute; uma cultura. A grande atualiza&ccedil;&atilde;o da Igreja em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o deu-se mais ou menos no in&iacute;cio dos anos 90, com Jo&atilde;o Paulo II, quando ele passou a falar da cultura da comunica&ccedil;&atilde;o. Esta n&atilde;o &eacute; apenas um conjunto de meios t&eacute;cnicos, mas &eacute; um ambiente que influencia o modo de ser e agir do ser humano e, ao mesmo tempo, o ser humano cria novas formas de rela&ccedil;&otilde;es influenciado por esses meios.
&nbsp;
De todas as que j&aacute; foram publicadas, destaca alguma mensagem, pela sua import&acirc;ncia particular na hist&oacute;ria da Igreja ou dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social?
Se olharmos para todos os temas destes 50 anos, vemos uma s&eacute;rie de temas que respondiam ao ano em que eram publicados. Por exemplo, a solidariedade, o progresso, a fam&iacute;lia, a juventude, a internet. Gostei muito do texto do Papa Bento XVI de 2011 sobre Palavra e Sil&ecirc;ncio. Aquele tema foi muito importante, porque falar da comunica&ccedil;&atilde;o do ponto de vista do sil&ecirc;ncio &eacute; algo que o ser humano precisa de ouvir atualmente. Sem sil&ecirc;ncio, se n&atilde;o refletirmos e pararmos, a qualidade da comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o melhora. Comunicar &eacute; expressarmo-nos, mas &eacute; tamb&eacute;m ouvir, fazer sil&ecirc;ncio no sentido de ouvir o outro e escutar. Se o ser humano n&atilde;o escuta, n&atilde;o sabe o que dizer. E o Papa ajudou, com esse discurso, a pensar na qualidade da comunica&ccedil;&atilde;o, que depende tamb&eacute;m da escuta e do sil&ecirc;ncio que fazemos para depois sabermos o que dizer.
Outro tema que me chamou a aten&ccedil;&atilde;o foi o do ano passado, em que o Papa falava dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o como ambiente privilegiado do encontro. O tema do encontro &eacute; muito recorrente no Papa Francisco, que aqui recordou que a comunica&ccedil;&atilde;o desempenha um papel importante. Vivemos numa &eacute;poca em que o encontro &eacute; primordial, se queremos mais paz, mais justi&ccedil;a e mais vida para as pessoas. &Eacute; um tema que marcou e que, mesmo sendo do ano passado, &eacute; muito atual.
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Estas mensagens conseguem ajudar os crist&atilde;os a refletir sobre a comunica&ccedil;&atilde;o?
Do ponto de vista da inten&ccedil;&atilde;o do Santo Padre, evidentemente que sim. &Eacute; imposs&iacute;vel uma mensagem abranger todos os temas de um determinado tempo na hist&oacute;ria, mas eu acho que os temas t&ecirc;m respondido &agrave;s necessidades do seu tempo. Este ano &eacute; a miseric&oacute;rdia, e esse &eacute; um tema muito atual, principalmente se olharmos para os conflitos que existem no mundo, at&eacute; no campo da religi&atilde;o. H&aacute; religi&otilde;es que lutam entre si quando Deus, que &eacute; &uacute;nico, &eacute; misericordioso, pelo que acho que os temas t&ecirc;m respondido &agrave;s exig&ecirc;ncias da &eacute;poca. Mas depende de n&oacute;s, como Igreja, pegar nestas mensagens e refletir, em grupo ou pessoalmente, e divulga-las. Tem de haver um eco, que depende de n&oacute;s, membros da Igreja.
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As pessoas compreendem que estas mensagens s&atilde;o tamb&eacute;m para elas?
Penso que as pr&oacute;prias mensagens, mesmo quando s&atilde;o particularizadas, atingem sempre toda a nossa realidade e as diversas camadas sociais e estados de vida. Quando falamos de crian&ccedil;as, ou juventude ou idosos, isso s&atilde;o assuntos que nos interessam a todos n&oacute;s. &Eacute; importante que n&oacute;s, como Igreja, abramos espa&ccedil;os para refletir sobre estas mensagens. N&atilde;o basta o Papa publicar e n&oacute;s lermos uma not&iacute;cia. As dioceses, par&oacute;quias e movimentos t&ecirc;m de dar continuidade a esta reflex&atilde;o, de modo que atinja todos e todos possam usufruir ainda mais profundamente do conte&uacute;do da mensagem do Papa.
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Alguma sugest&atilde;o concreta de fazer com que esta mensagem chegue a mais gente?
H&aacute; tantos meios atualmente. Desde os mais tradicionais &agrave;s redes sociais, um terreno muito f&eacute;rtil de possibilidades para divulga&ccedil;&atilde;o destas mensagens. Com tudo isto, n&atilde;o somente com os meios t&eacute;cnicos, mas atrav&eacute;s do encontro das pessoas nas comunidades. Sabemos que h&aacute; grupos de jovens, de casais, v&aacute;rios movimentos de Igreja que fazem as suas reuni&otilde;es peri&oacute;dicas. A Igreja tem muitos espa&ccedil;os que podem ser usados para refletir estas mensagens. Outro elemento importante que ajuda a este trabalho &eacute; ter na par&oacute;quia uma pastoral da comunica&ccedil;&atilde;o, que n&atilde;o &eacute; uma equipa que trata do som da igreja. &Eacute; aquela equipa que ajuda a pensar a comunica&ccedil;&atilde;o da Igreja e a pensar a comunica&ccedil;&atilde;o na sociedade. Acho que se a pastoral da comunica&ccedil;&atilde;o se organizar, pode ser uma grande animadora no sentido de aprofundar os conte&uacute;dos dessas mensagens anuais.
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De que forma esta mensagem influenciou o trabalho dos padres paulistas ao longo destes 50 anos?
Essas mensagens anuais valorizam os pr&oacute;prios meios de comunica&ccedil;&atilde;o social, logo, a nossa miss&atilde;o. N&oacute;s, os Paulistas, que temos a miss&atilde;o de evangelizar com a comunica&ccedil;&atilde;o, vemos estes temas como motivadores para levarmos em frente a nossa miss&atilde;o. Para n&oacute;s, a comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; um ap&ecirc;ndice, mas a nossa motiva&ccedil;&atilde;o. E as mensagens motivam-nos no sentido de as divulgar nos nossos meios. Em muitos pa&iacute;ses criamos espa&ccedil;os para debates sobre o tema, divulgamos nas redes sociais, e evidentemente os temas ajudam-nos a levar em frente a nossa miss&atilde;o, valorizando o ambiente que o Homem constr&oacute;i com as tecnologias que temos &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o. Transformar a comunica&ccedil;&atilde;o em algo mais humano e crist&atilde;o &eacute; sempre o objetivo.
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O que esperar para os pr&oacute;ximos 50 anos de mensagens nesta &aacute;rea das comunica&ccedil;&otilde;es sociais?
&Eacute; dif&iacute;cil imaginar, mas o que podemos dizer &eacute; que a comunica&ccedil;&atilde;o, assim como &eacute; importante hoje, ser&aacute; muito mais importante amanh&atilde;, porque faz parte do ser humano. Quando a qualidade da comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; boa, a vida vai bem. Quando a comunica&ccedil;&atilde;o entra em crise, entra em crise o mundo das rela&ccedil;&otilde;es do ser humano e as coisas n&atilde;o v&atilde;o bem. Os Papas que vir&atilde;o ir&atilde;o procurar temas atuais e chamar a aten&ccedil;&atilde;o dos crist&atilde;os e da sociedade para eles, no contexto da comunica&ccedil;&atilde;o. Acho que na Igreja cresce cada vez mais a consci&ecirc;ncia da import&acirc;ncia desses meios e isso n&atilde;o vai terminar, vai crescer sempre mais, e espero que cres&ccedil;a em quantidade de meios, mas tamb&eacute;m em qualidade. Internamente dentro da Igreja e da Igreja para com a sociedade, que a Igreja possa crescer nesse sentido nos pr&oacute;ximos anos.




Entrevista: Ricardo Perna e Ir. Darlei Zanon
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<pubDate>Sun, 08 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Dez ideias do Papa para a família</title>
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<description><![CDATA[H&aacute; um m&ecirc;s atr&aacute;s, Francisco publicava a exorta&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-sinodal que serviu de conclus&atilde;o ao trabalho que toda a Igreja fez cerca de dois anos, que teve como pontos altos os dois s&iacute;nodos dos bispos em Roma. &laquo;A Alegria do Amor&raquo;, assim lhe chamou Francisco, pretende refletir sobre a Fam&iacute;lia e o papel fundamental que esta institui&ccedil;&atilde;o tem na sociedade e na pr&oacute;pria Igreja. Um m&ecirc;s passado sobre a publica&ccedil;&atilde;o, destacamos dez ideias, conselhos ou vis&otilde;es do Papa sobre a Fam&iacute;lia, que se encontram espalhadas pelos diferentes cap&iacute;tulos da exorta&ccedil;&atilde;o, que originou muitas rea&ccedil;&otilde;es em todo o mundo.


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Miss&atilde;o educativa dos pais
No ponto 17 o Papa escreve que &laquo;os pais t&ecirc;m o dever de cumprir, com seriedade, a sua miss&atilde;o educativa, como ensinam frequentemente os s&aacute;bios da B&iacute;blia (cf. Pr 3, 11-12; 6, 20-22; 13, 1; 22, 15; 23, 13-14; 29, 17). Os filhos s&atilde;o chamados a receber e praticar o mandamento &ldquo;honra o teu pai e a tua m&atilde;e&rdquo; (Ex 20, 12), querendo o verbo &ldquo;honrar&rdquo; indicar o cumprimento das obriga&ccedil;&otilde;es familiares e sociais em toda a sua plenitude, sem os transcurar com desculpas religiosas (cf. Mc 7, 11-13). Com efeito, &ldquo;o que honra o pai alcan&ccedil;a o perd&atilde;o dos pecados, e quem honra a sua m&atilde;e &eacute; semelhante ao que acumula tesouros&rdquo; (Sir 3, 3-4). Uma miss&atilde;o na qual todos os pais se podem e devem empenhar.
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O an&uacute;ncio do matrim&oacute;nio
No ponto 36 surge uma das principais cr&iacute;ticas &agrave; pastoral familiar em todo o documento. &laquo;Ao mesmo tempo devemos ser humildes e realistas, para reconhecer que &agrave;s vezes a nossa maneira de apresentar as convic&ccedil;&otilde;es crist&atilde;s e a forma como tratamos as pessoas ajudaram a provocar aquilo de que hoje nos lamentamos, pelo que nos conv&eacute;m uma salutar rea&ccedil;&atilde;o de autocr&iacute;tica. Al&eacute;m disso, muitas vezes apresent&aacute;mos de tal maneira o matrim&oacute;nio que o seu fim unitivo, o convite a crescer no amor e o ideal de ajuda m&uacute;tua ficaram ofuscados por uma &ecirc;nfase quase exclusiva no dever da procria&ccedil;&atilde;o&raquo;, pode ler-se no documento.
Francisco p&otilde;e o dedo na ferida. &laquo;Tamb&eacute;m n&atilde;o fizemos um bom acompanhamento dos jovens casais nos seus primeiros anos, com propostas adaptadas aos seus hor&aacute;rios, &agrave;s suas linguagens, &agrave;s suas preocupa&ccedil;&otilde;es mais concretas. Outras vezes, apresent&aacute;mos um ideal teol&oacute;gico do matrim&oacute;nio demasiado abstrato, constru&iacute;do quase artificialmente, distante da situa&ccedil;&atilde;o concreta e das possibilidades efetivas das fam&iacute;lias tais como s&atilde;o. Esta excessiva idealiza&ccedil;&atilde;o, sobretudo quando n&atilde;o despert&aacute;mos a confian&ccedil;a na gra&ccedil;a, n&atilde;o fez com que o matrim&oacute;nio fosse mais desej&aacute;vel e atraente; muito pelo contr&aacute;rio&raquo;, afirma o Santo Padre.
&nbsp;
Import&acirc;ncia do Sacramento do Matrim&oacute;nio
No ponto 72, que pertence ao cap&iacute;tulo III da exorta&ccedil;&atilde;o, pode ler-se que &laquo;o sacramento do matrim&oacute;nio n&atilde;o &eacute; uma conven&ccedil;&atilde;o social, um rito vazio ou o mero sinal externo dum compromisso. O sacramento &eacute; um dom para a santifica&ccedil;&atilde;o e a salva&ccedil;&atilde;o dos esposos, porque &ldquo;a sua perten&ccedil;a rec&iacute;proca &eacute; a representa&ccedil;&atilde;o real, atrav&eacute;s do sinal sacramental, da mesma rela&ccedil;&atilde;o de Cristo com a Igreja. Os esposos s&atilde;o, portanto, para a Igreja a lembran&ccedil;a permanente daquilo que aconteceu na cruz; s&atilde;o um para o outro, e para os filhos, testemunhas da salva&ccedil;&atilde;o, da qual o sacramento os faz participar&rdquo;. O matrim&oacute;nio &eacute; uma voca&ccedil;&atilde;o, sendo uma resposta &agrave; chamada espec&iacute;fica para viver o amor conjugal como sinal imperfeito do amor entre Cristo e a Igreja. Por isso, a decis&atilde;o de se casar e formar uma fam&iacute;lia deve ser fruto dum discernimento vocacional&raquo;, aconselha o Papa.


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A dimens&atilde;o er&oacute;tica do amor
N&atilde;o sendo um assunto novo nos textos da Igreja, n&atilde;o deixa de ser interessante a forma como Francisco coloca a t&oacute;nica na import&acirc;ncia do erotismo para o aprofundamento da rela&ccedil;&atilde;o conjugal. O ponto 152 diz que &laquo;n&atilde;o podemos, de maneira alguma, entender a dimens&atilde;o er&oacute;tica do amor como um mal permitido ou como um peso toler&aacute;vel para o bem da fam&iacute;lia, mas como dom de Deus que embeleza o encontro dos esposos. Tratando-se de uma paix&atilde;o sublimada pelo amor que admira a dignidade do outro, torna-se uma &ldquo;afirma&ccedil;&atilde;o amorosa plena e cristalina&rdquo;, mostrando-nos de que maravilhas &eacute; capaz o cora&ccedil;&atilde;o humano, e assim, por um momento, &ldquo;sente-se que a exist&ecirc;ncia humana foi um sucesso&rdquo;&raquo;.
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O pedido feito a cada gr&aacute;vida
No ponto 171, o Papa fala diretamente a cada mulher que esteja &agrave; espera de um filho. &laquo;A cada mulher gr&aacute;vida, quero pedir-lhe afetuosamente: Cuida da tua alegria, que nada te tire a alegria interior da maternidade. Aquela crian&ccedil;a merece a tua alegria. N&atilde;o permitas que os medos, as preocupa&ccedil;&otilde;es, os coment&aacute;rios alheios ou os problemas apaguem esta felicidade de ser instrumento de Deus para trazer uma nova vida ao mundo. Ocupa-te daquilo que &eacute; preciso fazer ou preparar, mas sem obsess&otilde;es, e louva como Maria: &laquo;A minha alma glorifica o Senhor e o meu esp&iacute;rito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque p&ocirc;s os olhos na humildade da sua serva&raquo; (Lc 1, 46-48). Vive, com sereno entusiasmo, no meio dos teus inc&oacute;modos e pede ao Senhor que guarde a tua alegria para poderes transmiti-la ao teu filho&raquo;.
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Forma&ccedil;&atilde;o dos sacerdotes para acompanharem as fam&iacute;lias
&Eacute; no ponto 203 que o Papa fala sobre a import&acirc;ncia de ter sacerdotes bem formados para acompanharem as fam&iacute;lias. Uma forma&ccedil;&atilde;o que deve integrar a fam&iacute;lia do seminarista e a pr&oacute;pria comunidade, onde o seminarista deve ser integrado. &laquo;Os seminaristas deveriam ter acesso a uma forma&ccedil;&atilde;o interdisciplinar mais ampla sobre namoro e matrim&oacute;nio, n&atilde;o se limitando &agrave; doutrina. Al&eacute;m disso, a forma&ccedil;&atilde;o nem sempre lhes permite desenvolver o seu mundo psicoafectivo. Alguns carregam, na sua vida, a experi&ecirc;ncia da sua pr&oacute;pria fam&iacute;lia ferida, com a aus&ecirc;ncia de pais e instabilidade emocional. &Eacute; preciso garantir um amadurecimento, durante a forma&ccedil;&atilde;o, para que os futuros ministros possuam o equil&iacute;brio ps&iacute;quico que a sua miss&atilde;o lhes exige. Os la&ccedil;os familiares s&atilde;o fundamentais para fortificar a autoestima sadia dos seminaristas. Por isso, &eacute; importante que as fam&iacute;lias acompanhem todo o processo do Semin&aacute;rio e do sacerd&oacute;cio, pois ajudam a revigor&aacute;-lo de forma realista. Neste sentido, &eacute; salutar a combina&ccedil;&atilde;o de tempos de vida no Semin&aacute;rio com outros de vida em par&oacute;quias, que permitam tomar maior contacto com a realidade concreta das fam&iacute;lias. De facto, ao longo da sua vida pastoral, o sacerdote encontra-se sobretudo com fam&iacute;lias. &ldquo;A presen&ccedil;a dos leigos e das fam&iacute;lias, particularmente a presen&ccedil;a feminina, na forma&ccedil;&atilde;o sacerdotal, favorece o apre&ccedil;o pela variedade e complementaridade das diferentes voca&ccedil;&otilde;es na Igreja&rdquo;&raquo;.
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Os primeiros tempos ap&oacute;s o matrim&oacute;nio
O Papa Francisco considera essenciais os primeiros anos de conviv&ecirc;ncia matrimonial para preparar o futuro, que hoje em dia implica 40, 50 anos de conviv&ecirc;ncia, ao contr&aacute;rio de tempos passados. No ponto 226, ele que &laquo;aos casais jovens, deve-se animar tamb&eacute;m a criar os seus pr&oacute;prios h&aacute;bitos, que proporcionem uma salutar sensa&ccedil;&atilde;o de estabilidade e prote&ccedil;&atilde;o e que se constroem com uma s&eacute;rie de rituais di&aacute;rios compartilhados. &Eacute; bom dar-se sempre um beijo pela manh&atilde;, benzer-se todas as noites, esperar pelo outro e receb&ecirc;-lo &agrave; chegada, terem alguma sa&iacute;da juntos, compartilharem as tarefas dom&eacute;sticas. Ao mesmo tempo, por&eacute;m, &eacute; bom vencer a rotina com a festa, n&atilde;o perder a capacidade de celebrar em fam&iacute;lia, alegrar-se e festejar as experi&ecirc;ncias belas. Precisam de compartilhar a surpresa pelos dons de Deus e alimentar, juntos, o entusiasmo pela vida. Quando se sabe celebrar, esta capacidade renova a energia do amor, liberta-o da monotonia e enche de cor e esperan&ccedil;a os h&aacute;bitos di&aacute;rios&raquo;.


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A Fam&iacute;lia como escola de valores
J&aacute; dentro do cap&iacute;tulo VII, quando fala da educa&ccedil;&atilde;o dos filhos, Francisco insiste na import&acirc;ncia da fam&iacute;lia como primeira educadora. No ponto 274 pode ler-se que &laquo;a fam&iacute;lia &eacute; a primeira escola dos valores humanos, onde se aprende o bom uso da liberdade. H&aacute; inclina&ccedil;&otilde;es maturadas na inf&acirc;ncia, que impregnam o &iacute;ntimo duma pessoa e permanecem toda a vida como uma inclina&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel a um valor ou como uma rejei&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea de certos comportamentos. Muitas pessoas atuam a vida inteira duma determinada forma, porque consideram v&aacute;lida tal forma de agir, que assimilaram desde a inf&acirc;ncia, como que por osmose: &ldquo;Fui ensinado assim&rdquo;; &ldquo;isto &eacute; o que me inculcaram&rdquo;. No &acirc;mbito familiar, pode-se aprender tamb&eacute;m a discernir, criticamente, as mensagens dos v&aacute;rios meios de comunica&ccedil;&atilde;o. Muitas vezes, infelizmente, alguns programas televisivos ou algumas formas de publicidade incidem negativamente e enfraquecem valores recebidos na vida familiar&raquo;.
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A aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas feridas
Voltando &agrave;s ondas mais cr&iacute;ticas, Francisco escreve contra os pastores que s&oacute; olham &agrave;s leis, e n&atilde;o &agrave; pessoa. No ponto 305, diz que &laquo;um pastor n&atilde;o se pode sentir satisfeito apenas aplicando leis morais &agrave;queles que vivem em situa&ccedil;&otilde;es &ldquo;irregulares&rdquo;, como se fossem pedras que se atiram contra a vida das pessoas. &Eacute; o caso dos cora&ccedil;&otilde;es fechados, que muitas vezes se escondem at&eacute; por detr&aacute;s dos ensinamentos da Igreja &ldquo;para se sentar na c&aacute;tedra de Mois&eacute;s e julgar, &agrave;s vezes com superioridade e superficialidade, os casos dif&iacute;ceis e as fam&iacute;lias feridas&rdquo;. Na mesma linha se pronunciou a Comiss&atilde;o Teol&oacute;gica Internacional: &ldquo;A lei natural n&atilde;o pode ser apresentada como um conjunto j&aacute; constitu&iacute;do de regras que se imp&otilde;em a priori ao sujeito moral, mas &eacute; uma fonte de inspira&ccedil;&atilde;o objetiva para o seu processo, eminentemente pessoal, de tomada de decis&atilde;o.&rdquo; Por causa dos condicionalismos ou dos fatores atenuantes, &eacute; poss&iacute;vel que uma pessoa, no meio de uma situa&ccedil;&atilde;o objetiva de pecado &ndash; mas subjetivamente n&atilde;o seja culp&aacute;vel ou n&atilde;o o seja plenamente &ndash;, possa viver na gra&ccedil;a de Deus, possa amar e possa tamb&eacute;m crescer na vida de gra&ccedil;a e de caridade, recebendo para isso a ajuda da Igreja. O discernimento deve ajudar a encontrar os caminhos poss&iacute;veis de resposta a Deus e de crescimento no meio dos limites. Por pensar que tudo seja branco ou preto, &agrave;s vezes fechamos o caminho da gra&ccedil;a e do crescimento e desencorajamos percursos de santifica&ccedil;&atilde;o que d&atilde;o gl&oacute;ria a Deus. Lembremo-nos de que &ldquo;um pequeno passo, no meio de grandes limita&ccedil;&otilde;es humanas, pode ser mais agrad&aacute;vel a Deus do que a vida externamente correta de quem transcorre os seus dias sem enfrentar s&eacute;rias dificuldades&rdquo;. A pastoral concreta dos ministros e das comunidades n&atilde;o pode deixar de incorporar esta realidade&raquo;.
&nbsp;
A ora&ccedil;&atilde;o em fam&iacute;lia
Finalmente, a import&acirc;ncia da ora&ccedil;&atilde;o em fam&iacute;lia no ponto 318. &laquo;A ora&ccedil;&atilde;o em fam&iacute;lia &eacute; um meio privilegiado para exprimir e refor&ccedil;ar esta f&eacute; pascal. Podem encontrar-se alguns minutos cada dia para estar unidos na presen&ccedil;a do Senhor vivo, dizer-Lhe as coisas que os preocupam, rezar pelas necessidades familiares, orar por algu&eacute;m que est&aacute; a atravessar um momento dif&iacute;cil, pedir-Lhe ajuda para amar, dar-Lhe gra&ccedil;as pela vida e as coisas boas, suplicar &agrave; Virgem que os proteja com o seu manto de M&atilde;e. Com palavras simples, este momento de ora&ccedil;&atilde;o pode fazer muito bem &agrave; fam&iacute;lia. As v&aacute;rias express&otilde;es da piedade popular s&atilde;o um tesouro de espiritualidade para muitas fam&iacute;lias. O caminho comunit&aacute;rio de ora&ccedil;&atilde;o atinge o seu ponto culminante ao participarem juntos na Eucaristia, sobretudo no contexto do descanso dominical. Jesus bate &agrave; porta da fam&iacute;lia para partilhar com ela a Ceia Eucar&iacute;stica (cf. Ap 3,20). Aqui, os esposos podem voltar incessantemente a selar a alian&ccedil;a pascal que os uniu e reflete a Alian&ccedil;a que Deus selou com a humanidade na Cruz. A Eucaristia &eacute; o sacramento da Nova Alian&ccedil;a, em que se atualiza a a&ccedil;&atilde;o redentora de Cristo (cf. Lc 22,20). Constatamos, assim, os la&ccedil;os &iacute;ntimos que existem entre a vida conjugal e a Eucaristia. O alimento da Eucaristia &eacute; for&ccedil;a e est&iacute;mulo para viver cada dia a alian&ccedil;a matrimonial como &ldquo;igreja dom&eacute;stica&rdquo;&raquo;.
&nbsp;
Ficam estas ideias, conselhos e cr&iacute;ticas, mas h&aacute; muito mais por descobrir neste documento extenso, mas acess&iacute;vel, do Papa Francisco.

Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Sun, 08 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Patriarca defende «justo financiamento» de escolas não estatais</title>
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<description><![CDATA[O Cardeal-Patriarca de Lisboa defende que o Estado deve atribuir &agrave;s escolas n&atilde;o estatais &laquo;o justo financiamento que merecem, parit&aacute;rio com o que o mesmo Estado presta &agrave;s que diretamente cria&raquo;.
&nbsp;



Na homilia da Eucaristia da Festa da Vida e da Fam&iacute;lia, da diocese de Lisboa, D. Manuel Clemente abordou o tema dos cortes que o Governo quer fazer nos contratos de associa&ccedil;&atilde;o. O Cardeal-Patriarca diz que &laquo;h&aacute; a&iacute; uma pol&eacute;mica acerca da escola que o Estado organiza diretamente e daquela que &eacute; concretiza&ccedil;&atilde;o e criatividade de muitas fam&iacute;lias para educarem os seus filhos&raquo;.

Falando de improviso, D. Manuel defendeu que &laquo;tudo isto tem de ser devidamente contemplado, quer nas escolas do Estado que &eacute; a escola de todos n&oacute;s, quer na escola organizada pelas fam&iacute;lias&raquo;. O Cardeal-Patriarca remeteu para o texto escrito, onde afirma que &laquo;esses pais s&atilde;o t&atilde;o contribuintes como os outros e tamb&eacute;m financiam as escolas estatais. E estas &uacute;ltimas &ndash; que s&atilde;o de n&oacute;s todos &ndash; dever&atilde;o atender ao que os pais pretendem para os seus filhos, em termos de valores a transmitir.&raquo;


Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotografia e v&iacute;deo: Ant&oacute;nio Miguel Fonseca
]]></description>
<pubDate>Sun, 08 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>D. Manuel Clemente: «Família é escola de comunhão»</title>
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<description><![CDATA[D. Manuel Clemente v&ecirc; na fam&iacute;lia uma escola: de &laquo;comunh&atilde;o e de &laquo;solidariedade&raquo;. &nbsp;O Cardeal-Patriarca sublinha: &laquo;a aprendizagem da vida de casal e da vida de fam&iacute;lia faz-se na pr&oacute;pria fam&iacute;lia, onde os filhos veem os pais a amar-se, a cuidar dos mais velhos. &Eacute; a aprendizagem de como viver uns para os outros.&raquo;



Durante a Festa da Vida e da Fam&iacute;lia da diocese de Lisboa, na Casa do Gaiato, foram apresentados dois livros do Papa Francisco sobre a fam&iacute;lia: a exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica Amoris Laetitia e A fam&iacute;lia gera o mundo que re&uacute;ne as suas catequeses sobre a fam&iacute;lia. Na apresenta&ccedil;&atilde;o, D. Manuel Clemente, que participou no S&iacute;nodo da Fam&iacute;lia, afirmou que &laquo;a inten&ccedil;&atilde;o do Papa foi refor&ccedil;ar a fam&iacute;lia para que seja escola de aprendizagem onde verdadeiramente se suba at&eacute; Deus, participando da vida de Deus que &eacute; comunh&atilde;o, a come&ccedil;ar pela fam&iacute;lia. Este &eacute; que &eacute; o arco da nossa exist&ecirc;ncia em fam&iacute;lia&raquo;.


J&aacute; na homilia, D. Manuel Clemente concretizou que a fam&iacute;lia &eacute; essencial para &laquo;combater o individualismo&raquo;. E deu um exemplo: &laquo;muitas vezes, vamos a uma casa ou a um restaurante, e vemos l&aacute; v&aacute;rias pessoas sentadas. Mas cada uma n&atilde;o est&aacute; l&aacute;, mas est&aacute;, pelos seus dispositivos, onde quer estar. Temos de combater o individualismo. A fam&iacute;lia &eacute; uma escola de solidariedade.&raquo;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotografias: Ant&oacute;nio Miguel Fonseca
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<pubDate>Sun, 08 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«O Papa pode fazer muito mas tem que estar muito atento»</title>
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<description><![CDATA[&laquo;Avareza&raquo; &eacute; o t&iacute;tulo de um dos livros mais pol&eacute;micos em It&aacute;lia e no Vaticano. A obra resulta de uma investiga&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica levada a cabo por Emiliano Fittipaldi, um jornalista de investiga&ccedil;&atilde;o que se ocupa da &aacute;rea do &laquo;poder&raquo;. Atrav&eacute;s de diferentes fontes, Fittipaldi teve acesso a documentos confidenciais do Vaticano que podem configurar situa&ccedil;&otilde;es de corrup&ccedil;&atilde;o e m&aacute; gest&atilde;o de fundos. O autor &ndash; a aguardar senten&ccedil;a no processo interposto contra si pelo Vaticano &ndash; esteve em Portugal a promover o seu livro. Embora aponte o dedo &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es investigadas e descritas no seu livro, o jornalista n&atilde;o toma o todo pela parte e reconhece que o problema n&atilde;o est&aacute; na institui&ccedil;&atilde;o Igreja, &laquo;que faz o bem a muitas pessoas&raquo;, ou sequer em todo o Vaticano, mas em pessoas concretas que se aproveitaram de situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas para enriquecerem ou terem tratamento que n&atilde;o &eacute; coincidente com os valores do Evangelho.


&nbsp;
Quando se fala do dinheiro no Vaticano, estamos a falar de riqueza a n&iacute;vel de propriedade ou de muito dinheiro l&iacute;quido?
Falamos de ambos os aspetos. Por exemplo, o Banco Vaticano regula 5 ou 6 mil milh&otilde;es de Euros, mas estas somas n&atilde;o s&atilde;o do Vaticano. S&atilde;o de clientes do Vaticano. Mas tamb&eacute;m h&aacute; somas muito altas que est&atilde;o conservadas na banca vaticana e na APSA (Administra&ccedil;&atilde;o do Patrim&oacute;nio da S&eacute; Apost&oacute;lica) que &eacute; a Administra&ccedil;&atilde;o que tutela todos os bens com valor financeiro, e que conta com mais de mil milh&otilde;es de Euros. Depois h&aacute; valores imobili&aacute;rios que s&atilde;o as casas, os pal&aacute;cios, que o Vaticano tem em Londres, em Paris, na Su&iacute;&ccedil;a que valem, segundo a avalia&ccedil;&atilde;o dos comiss&aacute;rios, 4 mil milh&otilde;es de Euros.
&nbsp;
Durante esta investiga&ccedil;&atilde;o que dados &eacute; que mais o surpreenderam ou chocaram?
Os dados que mais me chocaram s&atilde;o acerca do uso dos dinheiros que o Vaticano recebe dos fi&eacute;is cat&oacute;licos de todo o mundo. Por exemplo, o &oacute;bolo de S&atilde;o Pedro &eacute; uma esmola que os fi&eacute;is do mundo fazem diretamente ao Santo Padre, que anda &agrave; volta de 70, 80 milh&otilde;es de euros por ano. Eu pensava que estas somas no final do ano passassem a zero, porque teriam sido gastos em favor dos pobres. Pelo contr&aacute;rio, percebi que estes dinheiros, quase 400 milh&otilde;es de Euros, s&atilde;o geridos pela Secretaria Vaticana, e s&atilde;o investidos nos mercados internacionais.
Quando estes dinheiros s&atilde;o usados n&atilde;o &eacute; em favor dos pobres, quase nunca, mas sim gastos pelas necessidades dos dicast&eacute;rios romanos e dos Cardeais. Este dado n&atilde;o foi desmentido pelo Vaticano. O Papa Francisco disse aos seus colaboradores, que este problema deveria ser mudado. Mas at&eacute; agora ainda n&atilde;o foi mudado.
&nbsp;
Porque &eacute; que ainda n&atilde;o mudou?
Porque o sistema econ&oacute;mico do Vaticano rege-se com estes dinheiros. Sem estes dinheiros, o Vaticano tinha que mudar completamente. Tinha que ser muito mais pobre. Sem estes dinheiros das ofertas p&uacute;blicas, teria de ser realmente uma Igreja pobre e para os pobres, como quer o Papa Francisco. &Eacute; preciso muito tempo para mudar um sistema econ&oacute;mico que dura desde h&aacute; 30, 40 anos. Dou outro exemplo acerca do Banco Vaticano: Lembra-se que o Papa Francisco disse &laquo;basta&raquo;; &laquo;h&aacute; demasiados esc&acirc;ndalos&raquo;. Mas algu&eacute;m disse: tenhamo-lo aberto, porque com os ganhos deste Banco podemos ajudar as dioceses no Terceiro Mundo, os mais pobres, e foi por isso que o Banco do Vaticano ficou aberto. Nos &uacute;ltimos 2 anos o banco ganhou 100 milh&otilde;es de Euros. Eu pensava que estes dinheiros fossem gastos com os pobres, as crian&ccedil;as, mas pelo contr&aacute;rio, sobre estes 100 milh&otilde;es, est&aacute; escrito nos balan&ccedil;os p&uacute;blicos do IOR, s&oacute; 17 mil euros foram para as miss&otilde;es no estrangeiro.
&nbsp;
Mas temos de facto ao n&iacute;vel da Igreja mundial uma institui&ccedil;&atilde;o que &eacute; das que disponibiliza mais dinheiro para ajudar as necessidades: hospitais, miseric&oacute;rdias, obras&hellip;
Exato. Deve-se diferenciar a Igreja mundial que, em minha opini&atilde;o, &eacute; na sua maior parte uma Igreja santa, que faz o bem &agrave;s pessoas. Conhe&ccedil;o muitos padres em It&aacute;lia que ajudam os mais fracos. Fazem-no com pobreza. Com recursos muito pequenos, porque um sacerdote na It&aacute;lia ganha s&oacute; 900&euro; por m&ecirc;s &ndash; demasiado pouco! Fazem-no com a ajuda dos fi&eacute;is.
Depois, h&aacute; as grandes organiza&ccedil;&otilde;es como o Vaticano ou a Confer&ecirc;ncia Episcopal Italiana, a CEI, como v&oacute;s tendes aqui em Portugal a CEP, que t&ecirc;m custos de estrutura muito altos.
E h&aacute; dirigentes, cardeais, monsenhores, etc., com uma vida de luxo. Administram propriedades, por exemplo, t&ecirc;m em It&aacute;lia televis&otilde;es, r&aacute;dio, jornais que custam muito e estes dinheiros s&atilde;o ofertas dos fi&eacute;is. Nestes dias circula uma publicidade na televis&atilde;o em It&aacute;lia que diz: &ldquo;d&aacute;-nos este imposto porque fazemos o bem aos mais pobres&rdquo;. Mas na realidade, de cada 100&euro;, 80&euro; v&atilde;o para a estrutura econ&oacute;mica da CEI para pagar os estip&ecirc;ndios dos sacerdotes, para as necessidades econ&oacute;micas das dioceses, para os cursos de catequese, para os tribunais eclesi&aacute;sticos, e somente 20&euro; acabam em favor dos pobres ou dos Pa&iacute;ses do Terceiro Mundo. E isto n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel.
&nbsp;
O pecado capital que d&aacute; t&iacute;tulo a esta obra, a avareza, &eacute; dirigido ao Vaticano, ou mancha todo o trabalho da Igreja?
&Eacute; uma cr&iacute;tica direta a algumas pessoas no Vaticano, e n&atilde;o a toda a Igreja. Penso que um investigador jornal&iacute;stico deve ter objetivos muito precisos e nunca generalizar. No meu livro falo apenas de algumas pessoas e de alguns sistemas econ&oacute;micos corruptos que devem ser mudados. E que o Papa Francisco est&aacute; a procurar mudar. S&oacute; que no Vaticano o Papa Francisco tem muitos mais inimigos do que poder&iacute;amos pensar, ou que a propaganda do Vaticano nos fez acreditar durante estes tr&ecirc;s anos. A resist&ecirc;ncia dos cardeais que querem continuar a ter um poder pol&iacute;tico e econ&oacute;mico importante s&atilde;o muito, muito fortes. Portanto, a reforma &eacute; uma coisa que custa a fazer.
&nbsp;
Qual tem sido o papel dos Papas nestas situa&ccedil;&otilde;es? Sabem, t&ecirc;m acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, t&ecirc;m limita&ccedil;&otilde;es para conseguir mud&aacute;-las?
Penso que o per&iacute;odo mais obscuro das finan&ccedil;as vaticanas foi com Jo&atilde;o Paulo II. O Cardeal Marcinkus [o entrevistado refere cardeal, mas na verdade Marcinkus foi apenas arcebispo]&nbsp; assumiu opera&ccedil;&otilde;es ilegais sobretudo durante o papado de Jo&atilde;o Paulo II. Creio que o Papa que governou durante 30 anos n&atilde;o podia n&atilde;o saber! Bento XVI, que nunca foi um Papa muito amado e era muito reservado, muito conservador, em minha opini&atilde;o fez um &oacute;timo trabalho deste ponto de vista. Porque o &ldquo;grupo polaco&rdquo; que de algum modo governou a Igreja durante aqueles anos, deixou-se cair numa s&eacute;rie de esc&acirc;ndalos muito graves. Bento XVI foi o primeiro que procurou come&ccedil;ar a fazer a limpeza.
O Papa Francisco est&aacute; &agrave; procura de continuar os trabalhos de transpar&ecirc;ncia iniciados por Bento XVI. N&atilde;o t&atilde;o velozmente, como o Vaticano se queixa e como muitos jornais que gostam do Papa Francisco nos contam. Tudo vai com muita lentid&atilde;o, &agrave; medida que se abarca o sistema econ&oacute;mico do Vaticano e se v&ecirc; que &eacute; um sistema muito complexo, e que para mudar s&atilde;o precisos muitos anos.&nbsp;
&nbsp;
Esta situa&ccedil;&atilde;o de corrup&ccedil;&atilde;o e de esc&acirc;ndalos que refere &eacute; um problema de pessoas que se encontram dentro da Igreja ou da pr&oacute;pria estrutura?
Ambas. Quanto &agrave; estrutura, est&aacute; baseada no dinheiro. Muito dinheiro. Onde h&aacute; muito dinheiro, &eacute; mais f&aacute;cil que aconte&ccedil;a a corrup&ccedil;&atilde;o. &Eacute; uma coisa normal. Portanto, em minha opini&atilde;o a Igreja Cat&oacute;lica deve ter menos dinheiro e n&atilde;o deveria agir nem racionalizar-se como uma mercadoria.
Se depois h&aacute; cardeais como Bertone que faz pagar a reestrutura&ccedil;&atilde;o do seu apartamento utilizando dinheiros destinados a crian&ccedil;as doentes, ou se h&aacute; cardeais que utilizam dinheiros com amigos para construir bo&eacute;mios retiros no campo perto de Roma, ou outros como Pell, o cardeal australiano, pr&oacute;ximo ao Papa Francisco, que gasta centenas de milhares de euros para uso pessoal, isto &eacute; um problema de corrup&ccedil;&atilde;o ou de imoralidade individual.
Se mudar o sistema, deixa de haver muito dinheiro, e quando j&aacute; n&atilde;o houver muito dinheiro, tamb&eacute;m haver&aacute; menos corrup&ccedil;&atilde;o.
&nbsp;
Esta quest&atilde;o passa sobretudo pelo Papa? O Papa &eacute; que vai conseguir resolver este problema ou onde se encontra uma solu&ccedil;&atilde;o para este tipo de situa&ccedil;&otilde;es?
Penso que o Papa possa fazer alguma coisa, mas nem o Papa tem a magia de mudar tudo e depressa. O Vaticano &eacute; uma monarquia e, neste sentido, o Papa pode fazer muito. Mas tem que estar muito atento, porque se faz uma mudan&ccedil;a muito radical, os seus inimigos aumentam em demasia.
O Papa n&atilde;o pode governar a Igreja sozinho. N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel. Ent&atilde;o ele procura fazer pequenas mudan&ccedil;as, mas at&eacute; mesmo estas pequenas mudan&ccedil;as encontram muita oposi&ccedil;&atilde;o interna.
Portanto, eu penso que n&atilde;o ser&aacute; este pontificado a concluir esta reforma. S&atilde;o precisos muitos anos, muita paci&ecirc;ncia, mas &eacute; importante que a opini&atilde;o p&uacute;blica conhe&ccedil;a estas informa&ccedil;&otilde;es e fa&ccedil;a press&atilde;o sobre o Vaticano, conhecendo estas informa&ccedil;&otilde;es, para mudar as coisas.
Se o Vaticano, quando sai um livro como este, n&atilde;o p&otilde;e um processo aos cardeais, mas aos jornalistas, em minha opini&atilde;o &eacute; uma ocasi&atilde;o perdida em favor desta reforma. E tamb&eacute;m &eacute; uma ocasi&atilde;o perdida para este Papa.
N&atilde;o digo que Bertone ou outros cardeais sejam chamados a tribunal, mas afirmo que o que escrevo &eacute; verdade, e nunca foi desmentido. Eu n&atilde;o esperava solidariedade do Papa, mas pelo menos que n&atilde;o me pusesse um processo (risos).
&nbsp;
Acha que a quest&atilde;o recente com a auditoria da Price Waterhouse Coopers (PWC) &eacute; tamb&eacute;m &laquo;uma oportunidade perdida&raquo;?
&Eacute; uma quest&atilde;o t&eacute;cnica, mas muito significativa, que permite perceber que hoje o Vaticano est&aacute; no caos. Caos total. Que para mim &eacute; positivo, porque s&oacute; do caos nasce um sistema melhor. O cardeal George Pell fez um contrato com PWC de 3 milh&otilde;es de euros. &Eacute; um contrato muito forte.
O conselheiro oficial de Pell &eacute; um banqueiro malt&ecirc;s, o Presidente da PWC em It&aacute;lia &eacute; malt&ecirc;s. E a algu&eacute;m no Vaticano n&atilde;o agrada esta falta de transpar&ecirc;ncia no contrato. E sobretudo n&atilde;o quer que George Pell tenha um poder assim t&atilde;o grande. Este &eacute; o motivo porque houve lutas e o motivo pelo qual o Papa Francisco disse que este contrato n&atilde;o lhe agrada, e que t&ecirc;m de mudar.
&nbsp;
Mas n&atilde;o acredita que a auditoria vai continuar e vai chegar a resultados?
N&atilde;o sei... n&atilde;o sei. Por agora, pelo que vejo, n&atilde;o estou muito otimista. Dou um exemplo: o Banco do Vaticano. Os homens do Papa Francisco disseram que tudo mudou, que fecharam contas laicas que n&atilde;o podiam estar dentro do banco: empreendedores, mafiosos. Pode ter acontecido haverem fechado estas contas, mas eu escrevo que 100 contas ainda se encontram abertas, como contas legais. Mas sobretudo aqueles que foram expulsos e foram enviados para a Alemanha, ou para para&iacute;sos fiscais, Panam&aacute; e outros, os nomes n&atilde;o foram dados &agrave; Pol&iacute;cia italiana, ou Portuguesa ou de outro pa&iacute;s.
N&atilde;o foram feitas as coisas com transpar&ecirc;ncia.
&nbsp;
H&aacute; pouco referiu que n&atilde;o estava &agrave; espera de apoio por parte do Vaticano pela publica&ccedil;&atilde;o do livro, mas houve pessoas dentro da estrutura da Igreja que se congratularam ou apoiaram?
Houve algumas pessoas que me ajudaram a fazer este livro, pessoas corajosas que queriam que estes documentos se tornassem p&uacute;blicos. Por muitos motivos: motivos morais, para obter maior transpar&ecirc;ncia, motivos pessoais porque &agrave;s vezes as fontes t&ecirc;m tamb&eacute;m motivos pessoais para te entregar os documentos. Mas a solidariedade maior n&atilde;o me veio de dentro do Vaticano ap&oacute;s a publica&ccedil;&atilde;o do livro, mas dos padres da rua, dos padres que vivem na pobreza. Chegaram-me muitas mensagens pelo facebook de apre&ccedil;o pelo trabalho, a pedir que fizesse um trabalho sobre o bem que se faz na Igreja; &laquo;n&oacute;s n&atilde;o somos como o Vaticano&raquo;, diziam-me &ndash; e &eacute; verdade! &laquo;Continua a trabalhar como at&eacute; aqui, continua a contar a corrup&ccedil;&atilde;o porque contar a corrup&ccedil;&atilde;o &eacute; o primeiro passo para a destruir e para a vencer&raquo;. Claro que isto me deu muito prazer.
&nbsp;
entrevista Rita Bruno
fotografia Ricardo Perna
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<pubDate>Sat, 07 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Ser sal da Terra - III Encontro Nacional de Leigos</title>
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<description><![CDATA[Organizado pela Confer&ecirc;ncia Nacional do Apostolado dos Leigos, &laquo;Nada nos &eacute; indiferente entre a Terra e o C&eacute;u&raquo;, foi o tema do III Encontro Nacional de Leigos que contou com a presen&ccedil;a de centenas de leigos, a t&iacute;tulo individual ou atrav&eacute;s dos v&aacute;rios movimentos laicais.&nbsp;No sentido de descentralizar os ambientes destes tipo de eventos, a organiza&ccedil;&atilde;o escolheu a cidade de &Eacute;vora para reunir um painel valioso de convidados nacionais e estrangeiros que deram a conhecer as suas experi&ecirc;ncias enquanto leigos no mundo dos nossos dias.&nbsp;Na Igreja de S&atilde;o Francisco, o primeiro painel do dia apresentou tr&ecirc;s convidados internacionais, tr&ecirc;s vidas, tr&ecirc;s experi&ecirc;ncias diferentes, tr&ecirc;s olhares sobre o mundo, tr&ecirc;s modos de ser leigo hoje.


Primeiro Lu&iacute;s Ventura Fern&aacute;ndez, espanhol, leigo mission&aacute;rio da Consolata, deu a conhecer a sua vis&atilde;o sobre o clamor dos povos ind&iacute;genas, atrav&eacute;s da sua experi&ecirc;ncia na Amaz&oacute;nia onde esteve nove anos em miss&atilde;o. Para Luis Fern&aacute;ndez, este &eacute; o tempo para ouvir o clamor da Terra e o clamor dos Povos. Citando Patr&iacute;cia, uma ind&iacute;gena, afirmou que &laquo;a natureza &eacute; parte de n&oacute;s e n&oacute;s somos parte da natureza.&raquo; Mas a avidez dos interesses econ&oacute;micos t&ecirc;m prejudicado este lugar maravilhoso. Fern&aacute;ndez falou ent&atilde;o sobre os diversos problemas como as extra&ccedil;&otilde;es de petr&oacute;leo abruptas, as devasta&ccedil;&otilde;es da fauna e as mudan&ccedil;as de solo para terras de cultivo industrial de cana-de-a&ccedil;&uacute;car ou soja, as expuls&otilde;es direta ou indiretamente dos povos que habitam naquela regi&atilde;o que abarca cerca de oito pa&iacute;ses.


Ora, tudo isto contribui para seja necess&aacute;rio uma a&ccedil;&atilde;o que interrompa e mude o rumo das coisas. Por isso, apontou caminhos de a&ccedil;&atilde;o como a capacidade de dialogar para encontrar solu&ccedil;&otilde;es conjuntas; as mudan&ccedil;as de pequenos h&aacute;bitos do quotidiano e do estilo de vida a n&iacute;vel pessoal, familiar e comunit&aacute;rio; na &laquo;convers&atilde;o ecol&oacute;gica&raquo; olhando a Terra como &laquo;irm&atilde; e companheira&raquo; no &laquo;projeto criador de Deus&raquo;; no pensar um outro &laquo;modelo de desenvolvimento e de rela&ccedil;&otilde;es sociais&raquo; com &laquo;honestidade&raquo;; e por fim, para os leigos, para assumirem o seu papel social, a sua voca&ccedil;&atilde;o de ser &laquo;sal no mundo&raquo;, de agir no mundo onde os problemas existem e causam danos a todos, pois, como afirmou: &laquo;o sal apenas salga dentro da panela e n&atilde;o fora&raquo;.

Ser leigo &eacute; ser ap&oacute;stolo da verdade
O segundo olhar da manh&atilde; foi de Pascale Warda&nbsp;sobre os irm&atilde;os perseguidos no Iraque onde foi ministra da Imigra&ccedil;&atilde;o e do Refugiados durante o governo interino ap&oacute;s a destitui&ccedil;&atilde;o de Saddam Hussein.
Pascale Warda afirmou, sem complexos e numa transpar&ecirc;ncia admir&aacute;vel, que o problema &eacute; cultural. Para a ativista, a &laquo;maioria mu&ccedil;ulmana ao impor as leis da sua &laquo;sharia&raquo;, praticadas &agrave; letra h&aacute;&nbsp;mais de 1400 anos, contribuiu para aprofundar a distancia entre os seus contempor&acirc;neos e as suas sociedades&raquo;. De tal modo que o subdesenvolvimento se acentuou a todos os n&iacute;veis econ&oacute;mico, social, politico, tecnol&oacute;gico. Ent&atilde;o, a infelicidade produzida por esta situa&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria resulta no apontar de culpas a todos os que n&atilde;o partilham da mesma f&eacute; e da mesma cultura &laquo;incluindo os seus compatriotas!&raquo;


Num grito de revolta pelo genoc&iacute;dio dos crist&atilde;os Pascale Warde afirmou com veem&ecirc;ncia que &laquo;nunca nos devemos calar face &agrave;s injusti&ccedil;as!&raquo;&nbsp;- apelando&nbsp;ent&atilde;o a uma mudan&ccedil;a real, a um renovado sentido de justi&ccedil;a que crie mudan&ccedil;as para uma economia ao servi&ccedil;o dos povos, em que a&nbsp;verdade esteja ligada &agrave; dignidade humana.&nbsp;Para Pascale, os leigos &laquo;s&atilde;o os ap&oacute;stolos da verdade e t&ecirc;m de levar a verdade aos outros&raquo; e, para isso, &laquo;o clero e os leigos devem estar ao servi&ccedil;o da humanidade, numa atitude de respeito pelo homem e com Deus no centro&raquo; acrescentou.


A verdadeira pobreza de Nova Iorque
Num registo diferente, mais testemunhal, mas igualmente tocante, Joseph Campo diretor h&aacute; mais de 20 anos da Casa de S&atilde;o Francisco que acolhe jovens sem-abrigo,&nbsp;falou sobre a sua experi&ecirc;ncia de f&eacute;&nbsp;contando a sua vida de convers&atilde;o.&nbsp;Sobretudo, como Deus o levou de uma vida de sucesso, boa e confort&aacute;vel em Long Island, para o bairro problem&aacute;tico de Brooklyn em&nbsp;Nova Iorque.
&laquo;Ser pobre em Nova Iorque&raquo;, explicou Joseph, &laquo;n&atilde;o &eacute; n&atilde;o ter que comer&raquo;. De facto, &laquo;podemos ficar surpreendidos por muitos dos nova iorquinos, todos os dias, darem esmola aos pobres pedintes.&raquo; Esclareceu ent&atilde;o sobre qual &eacute; a verdadeira pobreza em Nova Iorque: &laquo;as pessoas est&atilde;o famintas de contacto humano. Mesmo se h&aacute; 8 milh&otilde;es de pessoas a cidade na cidade de Nova Iorque, uma pessoa pode sentir-se muito s&oacute;, isolada do resto do mundo&raquo;. O seu trabalho, a sua vida, consiste ent&atilde;o&nbsp;em ser uma presen&ccedil;a de f&eacute; na vida das pessoas capaz de dar sentido &agrave; vida: &laquo;toda a gente anda em busca de sentido, anda em busca de Deus mesmo sem O conhecer, toda a gente quer sentir que &eacute; amada.&raquo;


Querendo ser capaz de como um pai, proporcionar aos seus jovens um caminho seguro e com futuro, foi feliz ao conhecer um jovem estudante de cinema que lhe abriu os horizontes. Este jovem era muito bom no trabalho de&nbsp;cinema e Joseph&nbsp;convidou-o&nbsp;a fazer parte da Casa. Depois,&nbsp;conseguiu por todos a trabalhar em cinema&nbsp;criando assim a Grassroots films, uma companhia de cinema que j&aacute; realizou tr&ecirc;s filmes de grande sucesso.
Devido a esta companhia de cinema, Joseph Campo est&aacute; feliz por ela j&aacute; ter possibilitado que hoje muitos dos seus jovens tenham&nbsp;emprego, casa pr&oacute;pria, e fam&iacute;lia com muitos filhos que, carinhosamente, &laquo;me chamam av&ocirc;&raquo;, disse.
Quando questionado sobre a taxa de sucesso da sua miss&atilde;o, Joseph Campo confessou que era reduzida &laquo;talvez, 3 ou 5 em 100, talvez&hellip;&raquo; mas baseando-se em Madre Teresa de Calcut&aacute; disse: &laquo;bastaria apenas um para saber que vale a pena&raquo;.

O Encontrou continuou pela tarde, com os pain&eacute;is de convidados nacionais dedicados aos Workshops que abrangeram uma multiplicidade de tem&aacute;ticas pertinentes da atualidade: o entendimento do ser-humano hoje, a fam&iacute;lia, o ambiente, a economia e as quest&otilde;es sociais, a cultura, o sagrado e a espiritualidade, o perd&atilde;o e a reconcilia&ccedil;&atilde;o, as periferias humanas e sociais.
&nbsp;

texto Paulo Paiva
fotografia Ant&oacute;nio Fonseca
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<pubDate>Sat, 07 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Crianças especiais - O amor descomplica tudo</title>
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<description><![CDATA[Ana Rebelo e Rosa Amado s&atilde;o m&atilde;es. Uma tem tr&ecirc;s filhos, a outra, quatro. Une-as a for&ccedil;a e a determina&ccedil;&atilde;o, o amor pelos filhos e o olhar positivo perante a vida. T&ecirc;m filhos diferentes e provam que isso n&atilde;o &eacute; sin&oacute;nimo de se ser coitadinho.


&nbsp;

Comecemos por Ana, 42 anos, &eacute; diretora-geral de uma empresa e m&atilde;e de tr&ecirc;s filhos: Maria, Tom&aacute;s e Matilde. H&aacute; 16 anos que &eacute; mais conhecida por &laquo;a m&atilde;e da Maria&raquo;. &Agrave;s 27 semanas de gravidez, a beb&eacute; parou de crescer. Mas s&oacute; quase no final da gravidez os pais perceberam que &laquo;a Maria tinha uma cromossomopatia &uacute;nica em todo o mundo. Analisaram-se os &oacute;rg&atilde;os vitais e descobriu-se que tinha um cora&ccedil;&atilde;o esquerdo hipopl&aacute;sico [esse lado do &oacute;rg&atilde;o era mais pequeno e o cora&ccedil;&atilde;o trabalhava de forma insuficiente]. A previs&atilde;o de tempo de vida eram 48 horas.&raquo; Ao parto, seguiu-se o desespero e o conflito emocional. Ana foi aconselhada a n&atilde;o se apegar &agrave; filha. Afinal, sobreviveria apenas algumas horas. Por isso, n&atilde;o a deixaram ver, ouvir, nem sentir a beb&eacute;. No blogue amaedamaria.com, Ana conta que &laquo;queria v&ecirc;-la e senti-la, mas n&atilde;o a queria ver para logo a perder&raquo;. Acabou por vencer as dores e caminhou sozinha at&eacute; aos cuidados intensivos. Pegou na filha ao colo e decidiu: &laquo;Mesmo correndo o risco de ser apenas por umas horas, eu queria estar ali e criar aquele &ldquo;la&ccedil;o perigoso&rdquo;.&raquo;
&nbsp;

Agora com a filha sorridente ao lado, Ana lembra como o primeiro ano foi dif&iacute;cil. A beb&eacute; submeteu-se a uma opera&ccedil;&atilde;o ao cora&ccedil;&atilde;o e ao est&ocirc;mago, e p&ocirc;s uma sonda para ser alimentada. Quando finalmente foi para casa, a m&atilde;e descobriu que tinha um tumor num olho. Foi operada mais uma vez, fez a inoclus&atilde;o do olho direito e esteve entre a vida e a morte por complica&ccedil;&otilde;es card&iacute;acas. Ainda fez v&aacute;rios ciclos de quimioterapia e s&oacute; come&ccedil;ou a estabilizar com um ano e meio. Ana conta tudo como se se tratasse de uma maratona. E foi. &laquo;Foi uma vida de 48 horas que rebentou todas as estat&iacute;sticas e essas previs&otilde;es de vida de que ia durar pouco, para uma vida que agora j&aacute; tem 16 anos. As estat&iacute;sticas com a Maria n&atilde;o contam. Ela nasceu para fazer estat&iacute;stica&raquo;, diz sorrindo orgulhosa.

H&aacute; alguns meses, Ana criou o blogue amaedamaria.com para ativar a inclus&atilde;o de crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia e lan&ccedil;ou uma peti&ccedil;&atilde;o para criar o Dia da Inclus&atilde;o, que j&aacute; foi entregue na Assembleia da Rep&uacute;blica. &laquo;Se na integra&ccedil;&atilde;o a pessoa com defici&ecirc;ncia tem de ir atr&aacute;s e adaptar-se &agrave; sociedade, na inclus&atilde;o tem de ir a pessoa e tem de vir a sociedade tamb&eacute;m. Passa por uma adapta&ccedil;&atilde;o de ambas as partes, e o esfor&ccedil;o n&atilde;o passa s&oacute; pela pessoa deficiente.&raquo;

&laquo;Vai tudo correr bem&raquo;
Rosa Amado tem 32 anos, &eacute; descomplicada e tem sentido de humor. &Eacute; m&atilde;e de quatro filhos. A mais velha, a T&acirc;nia, com 20 anos, entrou na fam&iacute;lia h&aacute; mais de dois anos. &laquo;Nasceu mais do cora&ccedil;&atilde;o do que da barriga. Conheci-a numa altura em que fazia voluntariado em campos de f&eacute;rias com crian&ccedil;as que estavam em institui&ccedil;&otilde;es.&raquo; Com T&acirc;nia, a rela&ccedil;&atilde;o era diferente. Foram mantendo contacto e h&aacute; mais de dois anos, ela e o marido descobriram que a rapariga precisava de apoio e acolheram-na na fam&iacute;lia.

O Z&eacute; Maria &eacute; o segundo filho. Aos tr&ecirc;s meses de gravidez, perceberam que havia uma altera&ccedil;&atilde;o e que &laquo;tinha a prega da nuca alterada&raquo;. A Trissomia 21 faz com que o menino tenha um cromossoma a mais: tem tr&ecirc;s 21, em vez dos dois normais. &laquo;O Z&eacute; Maria provavelmente vai ter um atraso no desenvolvimento, um atraso cognitivo, propens&atilde;o para ter mais doen&ccedil;as.&raquo; Rosa conhece as probabilidades, mas n&atilde;o quer viver os &ldquo;ses&rdquo;, s&oacute; a vida concreta.

Esta m&atilde;e n&atilde;o sente peso por ter um filho com Trissomia 21. Pelo contr&aacute;rio. &laquo;&Eacute; uma alegria enorme para n&oacute;s t&ecirc;-lo, como &eacute; uma alegria enorme ter os outros filhos. &Eacute; uma crian&ccedil;a normal&iacute;ssima&raquo;, afirma com naturalidade.


Quando pergunto a Rosa Amado se j&aacute; lhe falaram no Z&eacute; Maria como &laquo;coitadinho&raquo;, diz que &laquo;as pessoas s&atilde;o naturalmente curiosas e olham mais para ele do que olham para os outros filhos&raquo;. Na fam&iacute;lia da Maria ningu&eacute;m aceita que se diga que ela &eacute; &laquo;coitadinha&raquo;. A m&atilde;e, Ana Rebelo, admite ficar com os cabelos em p&eacute;. &laquo;N&atilde;o se pode chamar coitadinho a uma for&ccedil;a da natureza.&raquo;

Leia o artigo completo na edi&ccedil;&atilde;o impressa.
&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna e fam&iacute;lia Amado
]]></description>
<pubDate>Fri, 06 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Bem-vindo ao nosso novo site!</title>
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<description><![CDATA[Neste 50.&ordm; Dia das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais, a Fam&iacute;lia Crist&atilde; apresenta uma nova casa na internet. Um novo rosto, com novas ferramentas. O Pe. Jos&eacute; Carlos Nunes, diretor editorial da PAULUS Editora, explica: &laquo;Apost&aacute;mos muito na beleza gr&aacute;fica. Por isso, h&aacute; muitas imagens. Ao mesmo tempo, um&nbsp;layout clean. Para n&oacute;s, beleza &eacute; um princ&iacute;pio de evangeliza&ccedil;&atilde;o e sin&oacute;nimo de simplicidade.&raquo;&nbsp;

O novo site da internet tem v&iacute;deos, sons e fotoreportagens. A ideia &eacute; ser complementar ao que &eacute; publicado na revista em papel. &laquo;O novo s&iacute;tio n&atilde;o &eacute; uma vitrina da revista impressa. Tem mais conte&uacute;dos que n&atilde;o podem estar na revista, fazendo que a Fam&iacute;lia Crist&atilde; seja uma presen&ccedil;a constante na vida das pessoas e n&atilde;o apenas com a revista mensal&raquo;, afirma o diretor editorial da PAULUS Editora.

Veja aqui o nosso v&iacute;deo para o 50.&ordm; Dia das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais:

Haver&aacute; mais textos de opini&atilde;o e uma aposta na linguagem digital. &laquo;N&atilde;o s&atilde;o textos extensos, mas apelativos e que v&atilde;o ao encontro da vida corrida das pessoas e com pouco tempo para a leitura. Ficam bem informadas ao ler os nossos artigos&raquo;, diz o Pe. Jos&eacute; Carlos Nunes.

O Papa Francisco diz querer uma &laquo;Igreja de portas abertas&raquo;. N&oacute;s estaremos aqui de portas abertas nesta nossa nova casa que &eacute; tamb&eacute;m sua!

Seja muito bem-vindo!]]></description>
<pubDate>Fri, 06 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>UNICEF: é urgente proteger crianças refugiadas sozinhas</title>
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<description><![CDATA[A UNICEF apela a medidas urgentes para proteger as crian&ccedil;as desacompanhadas refugiadas e migrantes na Europa. A organiza&ccedil;&atilde;o considera que est&atilde;o em grave risco de abuso, tr&aacute;fico e explora&ccedil;&atilde;o. S&oacute; no ano passado eram cerca de 95 000. Citando dados da Interpol, a UNICEF mostra as raz&otilde;es para os receios: uma em cada nove crian&ccedil;as sem acompanhantes acaba por desaparecer, mas os n&uacute;meros podem ser bastante superiores.



Crian&ccedil;as esperam quase um ano
A UNICEF pede aos estados-membros que acelerem as decis&otilde;es envolvendo crian&ccedil;as, para no m&aacute;ximo 90 dias. Atualmente, e de acordo com a organiza&ccedil;&atilde;o, esperam cerca de 11 meses entre o registo e a transfer&ecirc;ncia para um pa&iacute;s que os aceite.

Marie Pierre Poirer, Coordenadora especial da UNICEF para a crise dos refugiados e migrantes na Europa, sublinha que &laquo;as crian&ccedil;as desacompanhadas est&atilde;o a cair entre as brechas. Muitas simplesmente fogem dos centros de rece&ccedil;&atilde;o para se juntar &agrave; fam&iacute;lia alargada enquanto esperam, ou&nbsp; porque n&atilde;o foram ouvidas verdadeiramente para determinar o que ser&aacute; melhor para elas, ou os seus direitos n&atilde;o lhes foram explicados&raquo;.
&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Foto: UNICEF
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<pubDate>Fri, 06 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>A «geringonça» ainda funciona?</title>
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<description><![CDATA[Seis meses ap&oacute;s uma das mais &ldquo;animadas&rdquo; elei&ccedil;&otilde;es da hist&oacute;ria da democracia portuguesa, o Partido Socialista (PS) continua no poder. Para surpresa de alguns, regozijo de outros e desilus&atilde;o de outros tantos, a alian&ccedil;a de poder PS-PCP-BE que viabilizou o novo governo formado a partir das elei&ccedil;&otilde;es de outubro passado continua a conseguir manter-se est&aacute;vel, com uma governa&ccedil;&atilde;o levada a cabo pelo Partido Socialista, liderado por Ant&oacute;nio Costa.


Passado este tempo, importa olhar para tr&aacute;s e perceber o que mudou. Desde logo, Ant&oacute;nio Costa fez quest&atilde;o de dizer que tudo seria diferente. E, de facto, muita coisa mudou. O PS fez quest&atilde;o de alterar uma s&eacute;rie de legisla&ccedil;&atilde;o que a coliga&ccedil;&atilde;o PSD-CDS tinha aprovado aquando no poder, em &aacute;reas muito fraturantes, como &eacute; o caso da ado&ccedil;&atilde;o por casais do mesmo sexo e as taxas moderadoras para quem faz um aborto. Um claro sinal de rutura com o passado e de uma aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave;s pol&iacute;ticas mais radicais dos partidos de esquerda, consequ&ecirc;ncias do acordo de governa&ccedil;&atilde;o conseguido para viabiliza&ccedil;&atilde;o do governo PS.
No caso da educa&ccedil;&atilde;o, o fim abrupto dos exames do 4.&ordm; ano n&atilde;o foi t&atilde;o pac&iacute;fico. Apesar de aconselhado a n&atilde;o mexer na estrutura de exames a meio do ano escolar, o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o ignorou os avisos e deixou bem claro que &laquo;quem governa somos n&oacute;s&raquo;, como disse o ministro da Educa&ccedil;&atilde;o Tiago Brand&atilde;o Rodrigues, em resposta aos avisos do Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o. A substitui&ccedil;&atilde;o dos exames n&atilde;o correu como esperado, e o processo foi alterado a meio pela introdu&ccedil;&atilde;o de provas de aferi&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;rias, a decidir por cada escola.

O novo governo acusou a coliga&ccedil;&atilde;o anterior de esconder resultados para justificar a &ldquo;sa&iacute;da limpa&rdquo; da austeridade, e tem feito um esfor&ccedil;o para revogar algumas das principais medidas que PSD e CDS tinham aprovado em tempos de austeridade: desapareceu a sobretaxa de IRS, aumentou o sal&aacute;rio m&iacute;nimo nacional para 530 &euro; durante o ano de 2016, com a promessa de chegar aos 600 &euro; at&eacute; 2019, foram repostos os feriados civis e religiosos, houve uma descida do IVA na restaura&ccedil;&atilde;o, entre outras.

Estas medidas, do agrado da grande maioria dos cidad&atilde;os, implicam uma despesa nos cofres de Estado, seja por via direta, seja por via indireta, pelo dinheiro de impostos que n&atilde;o entra nos cofres. Por isso, o governo PS tomou outras medidas, que n&atilde;o chamou de austeridade, mas que atingem diretamente os consumidores: aumentou o ISP, o imposto sobre os combust&iacute;veis, aumentou o imposto sobre o tabaco e o imposto sobre ve&iacute;culos. Medidas que afetam diretamente o consumo e que valeram algumas cr&iacute;ticas a Ant&oacute;nio Costa, principalmente depois de o primeiro-ministro ter afirmado que bastava as pessoas n&atilde;o fumarem ou andarem de transportes p&uacute;blicos para n&atilde;o serem afetadas pelos impostos. Um conselho que, a ser cumprido, impediria o pr&oacute;prio Estado de arrecadar o dinheiro de que necessita, e que lhe custou at&eacute; v&aacute;rias semanas de s&aacute;tira nas redes sociais, com o tema de &laquo;Os Conselhos do Costa&raquo;. A comunica&ccedil;&atilde;o tem sido, ali&aacute;s, um dos principais calcanhares de Aquiles de Ant&oacute;nio Costa, desde os tempos em que referiu que os refugiados eram bem-vindos para trabalharem a limpar as nossas matas, ainda durante a campanha eleitoral.

Muitos s&atilde;o os que se questionam sobre como far&aacute; o Estado para encaixar todo o dinheiro que deixou de receber com os impostos que desapareceram ou diminu&iacute;ram. Essa quest&atilde;o e a estabilidade da coliga&ccedil;&atilde;o de esquerda s&atilde;o as grandes inc&oacute;gnitas pol&iacute;ticas em Portugal, situa&ccedil;&otilde;es cujas respostas apenas ser&atilde;o dadas com o passar do tempo, e principalmente a aprova&ccedil;&atilde;o das contas do Estado e respetivos or&ccedil;amentos para os pr&oacute;ximos anos.
Em termos de contas p&uacute;blicas ainda, o governo PS decidiu reverter a privatiza&ccedil;&atilde;o da TAP, garantindo, mesmo que a troco de coimas, que mantinha 51% da companhia, e conseguiu parar os processos de privatiza&ccedil;&atilde;o das empresas de transportes p&uacute;blicos de Lisboa e do Porto, empresas que acumulam preju&iacute;zos e que, &agrave; data, n&atilde;o t&ecirc;m ainda planos de restrutura&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o financeira.

Uma das principais &ldquo;pedras no sapato&rdquo; deste novo governo foi a venda do BANIF, envolta em pol&eacute;mica. Foi o PS quem decidiu a venda, a custos muito baixos, e ainda com dinheiro a sair do bolso dos contribuintes, mas ter&aacute; sido o PSD quem tudo preparou desta forma, alegam os socialistas, que acusam Pedro Passos Coelho de ter &ldquo;empurrado com a barriga&rdquo; muitas das situa&ccedil;&otilde;es negativas do pa&iacute;s para justificar a sa&iacute;da limpa da austeridade, incluindo a venda do BANIF.
No que diz respeito &agrave; fam&iacute;lia e &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da mesma, o PS teve a&ccedil;&otilde;es algo contradit&oacute;rias: se, por um lado, retirou as taxas moderadoras de quem faz o aborto e pouco fez para alterar o quadro de acompanhamento dessas pessoas, antes e depois do aborto, retirou o quociente familiar no c&aacute;lculo do IRS e voltou a introduzir as dedu&ccedil;&otilde;es por descendente e ascendente, cujos valores foram atualizados. Para al&eacute;m disso, aumentou o abono de fam&iacute;lia para os escal&otilde;es mais baixos, assim como subiu as pens&otilde;es mais baixas e o valor de refer&ecirc;ncia do Complemente Solid&aacute;rio para Idosos, que passou de 409 &euro; por m&ecirc;s para 418 &euro;.
Para as empresas, o IRC mant&eacute;m-se nos 21% e o PS quer encurtar o prazo que o Estado d&aacute; &agrave;s empresas para reportarem preju&iacute;zos fiscais em anos posteriores de 12 anos para 5 anos apenas.

No que diz respeito &agrave; habita&ccedil;&atilde;o, o novo governo determinou que &laquo;s&atilde;o proibidas todas as vendas de casas de morada de fam&iacute;lia em processo de execu&ccedil;&atilde;o fiscal, independentemente do valor da d&iacute;vida fiscal ou da d&iacute;vida &agrave; seguran&ccedil;a social&raquo;, conforme se podia ler no projeto da coliga&ccedil;&atilde;o de esquerda. Ficam fora desta determina&ccedil;&atilde;o os im&oacute;veis com valor superior a 574 mil euros, para evitar fraudes. Para al&eacute;m disso, limitou os aumentos dos impostos decorrentes da reavalia&ccedil;&atilde;o do im&oacute;vel e tamb&eacute;m n&atilde;o permitiu aumentos excessivos de rendas em lojas consideradas hist&oacute;ricas pelas autarquias, nem em casas habitadas por cidad&atilde;os com mais de 65 anos, criando um regime de transi&ccedil;&atilde;o para as novas rendas de mais dez anos, que apenas terminar&aacute; em 2017, o que originou grandes cr&iacute;ticas por parte dos propriet&aacute;rios de edif&iacute;cios hist&oacute;ricos.

Em termos internacionais, esta coliga&ccedil;&atilde;o tem conseguido escapar, at&eacute; &agrave; data, a cortes no rating que poderiam trazer instabilidade. Apesar dos leil&otilde;es de d&iacute;vida nem sempre terem tido valores muito baixos, a verdade &eacute; que a estabilidade tem existido, com alguns avisos da parte da troika, que continua a fazer visitas regulares ao nossos pa&iacute;s e se mostra c&eacute;tica sobre o rumo de recupera&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica que Ant&oacute;nio Costa se prop&otilde;e fazer.

Uma das medidas mais populares, e que ainda n&atilde;o tem definido o impacto que ter&aacute; nas contas p&uacute;blicas, foi a redu&ccedil;&atilde;o das 40 para as 35 horas semanais de trabalho para a fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Alguns sectores j&aacute; avaliaram em muitos milhares de euros o custo que esta medida ter&aacute; em termos de pessoal, mas n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel perceber o alcance or&ccedil;amental da mesma at&eacute; que ela entre em vigor. A entrada em vigor &eacute; que n&atilde;o est&aacute; bem claro quando ser&aacute;: se Ant&oacute;nio Costa se compromete com o dia 1 de julho, M&aacute;rio Centeno, ministro das Finan&ccedil;as, j&aacute; afirmou que s&oacute; o far&atilde;o quando a medida tiver impacto or&ccedil;amental neutro.

Positivo ou negativo, &eacute; um balan&ccedil;o que deixamos para os leitores fazerem. Mas o facto &eacute; que a &laquo;geringon&ccedil;a&raquo; (como os cr&iacute;ticos a apelidaram) se tem conseguido manter em funcionamento. O impacto destes al&iacute;vios de carga fiscal e a capacidade dos novos impostos e da estimula&ccedil;&atilde;o da economia gerarem rendimentos suficientes para colmatar esse impacto &eacute; a principal d&uacute;vida sobre a cabe&ccedil;a da coliga&ccedil;&atilde;o e do governo socialista para o resto do mandato.

Texto: Ricardo Perna
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<pubDate>Mon, 02 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Um tumulto brasileiro</title>
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<description><![CDATA[O Brasil vive uma enorme crise &ndash; pol&iacute;tica, econ&oacute;mica e moral. A crise pol&iacute;tica, tudo indica, ser&aacute; resolvida com o afastamento da presidente Dilma Rousseff do seu cargo. Muito mais dif&iacute;cil ser&aacute; resolver as outras duas crises, que foram causa da primeira. A combina&ccedil;&atilde;o de quatro anos de quebra econ&oacute;mica acentuada com o maior esc&acirc;ndalo de corrup&ccedil;&atilde;o na hist&oacute;ria do Brasil &eacute; uma aut&ecirc;ntica cat&aacute;strofe para o pa&iacute;s.



&ldquo;Sins&rdquo; e &ldquo;n&atilde;os&rdquo; gritados a plenos pulm&otilde;es. Muitos insultos e muitos louvores. Tudo isto e muito mais se ouviu na C&acirc;mara dos Deputados do Congresso do Brasil na tarde e noite de domingo, 17 de abril de 2016. Nesse dia, mais de dois ter&ccedil;os dos representantes do povo brasileiro votaram a favor de uma proposta que inicia o processo de destitui&ccedil;&atilde;o da Presidente da Rep&uacute;blica, Dilma Rousseff.

De acordo com os seus advers&aacute;rios, Dilma &eacute; culpada do crime de responsabilidade, o que na pr&aacute;tica quer dizer que ter&aacute; manipulado as contas p&uacute;blicas do pa&iacute;s e aprovado despesas sem autoriza&ccedil;&atilde;o do Congresso, de modo a obter vantagens eleitorais na elei&ccedil;&atilde;o presidencial de 2014. Os brasileiros designam essas pr&aacute;ticas de &laquo;pedaladas fiscais&raquo; e, como a presidente diz, t&ecirc;m sido pr&aacute;tica comum dos diferentes governos do Brasil, sem que algu&eacute;m alguma vez tenha sido destitu&iacute;do por causa disso. Todavia, o Congresso prepara-se para julgar Dilma Rousseff por esses alegados crimes, e tudo indica que ir&aacute; mesmo destitu&iacute;-la, se bem que o processo ainda esteja a meses do fim.

Perante isto, surge a quest&atilde;o: Porque &eacute; que os representantes do povo brasileiro, muitos dos quais apoiavam Dilma e o seu governo at&eacute; h&aacute; poucas semanas, se decidiram a afast&aacute;-la do cargo para que foi democraticamente eleita h&aacute; apenas um ano e meio? A resposta n&atilde;o se pode resumir num s&oacute; fator, mas h&aacute; tr&ecirc;s que s&atilde;o indiscutivelmente cruciais: a enorme crise econ&oacute;mica que o pa&iacute;s atravessa; o gigantesco esc&acirc;ndalo de corrup&ccedil;&atilde;o que envolve grande parte da classe pol&iacute;tica, conhecido como Opera&ccedil;&atilde;o Lava Jato; e a enorme polariza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e social do eleitorado, que fez com que a oposi&ccedil;&atilde;o, sentindo a debilidade de Dilma e do seu Partido dos Trabalhadores (PT), se lan&ccedil;asse ao ataque assim que sentiu que havia possibilidades de recuperar aquilo que tinha perdido nas urnas.

Falando do aspeto econ&oacute;mico, n&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida de que os governos de Dilma Rousseff t&ecirc;m sido manifestamente incapazes de guiar o pa&iacute;s na boa dire&ccedil;&atilde;o. Raras vezes se viu, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, uma invers&atilde;o t&atilde;o r&aacute;pida de cen&aacute;rio e expectativas num pa&iacute;s como aquela que se deu no Brasil desde 2012. At&eacute; ao ano anterior, viveu-se uma fase de grande euforia, com crescimentos elevados e sucessivos do Produto Interno Bruto. Esse crescimento acelerado da riqueza nacional permitiu que os governos do PT (Lula da Silva, primeiro, e Dilma, depois) lan&ccedil;assem um enorme conjunto de apoios sociais, que tiraram dezenas de milh&otilde;es de pessoas da pobreza. Essas reformas foram quase universalmente louvadas, tanto mais que foram acompanhadas de pol&iacute;ticas econ&oacute;micas prudentes, que deixaram as contas p&uacute;blicas brasileiras em estado saud&aacute;vel.



Os problemas come&ccedil;aram depois da grande crise mundial de 2008-2009, quando os pre&ccedil;os das principais exporta&ccedil;&otilde;es brasileiras (bens alimentares e min&eacute;rios, em especial) ca&iacute;ram abruptamente. Nessa altura, o governo n&atilde;o fez os ajustes necess&aacute;rios em termos de pol&iacute;tica econ&oacute;mica e fiscal, e em alguns casos at&eacute; agravou os efeitos da crise com medidas protecionistas e restritivas. Assim, passou-se de um crescimento econ&oacute;mico de 7,5% em 2010 para uma retra&ccedil;&atilde;o de -3% no ano passado, sendo que para 2016 se prev&ecirc; um n&uacute;mero ainda pior. Isto significa que a taxa de desemprego praticamente duplicou em apenas dois anos, estando agora muito perto dos 10%.

Tudo isto criou uma enorme insatisfa&ccedil;&atilde;o popular, especialmente nas grandes cidades. Essa insatisfa&ccedil;&atilde;o foi redobrada quando rebentou o esc&acirc;ndalo da Opera&ccedil;&atilde;o Lava Jato. Gra&ccedil;as a den&uacute;ncias e &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o de alguns r&eacute;us com a Justi&ccedil;a a troco de penas mais leves, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal come&ccedil;ou a desenrolar um imenso novelo de corrup&ccedil;&atilde;o envolvendo a empresa petrol&iacute;fera p&uacute;blica Petrobras, os maiores grupos de constru&ccedil;&atilde;o civil do pa&iacute;s e grande parte da classe pol&iacute;tica brasileira.

O esquema consistia na atribui&ccedil;&atilde;o de contratos de constru&ccedil;&atilde;o da Petrobras, no valor de muitos milhares de milh&otilde;es de euros, a troco de subornos pagos pelos empreiteiros aos diretores da empresa e, tamb&eacute;m, a pol&iacute;ticos. Dado que o PT tem estado no poder desde 2003, esse partido &eacute; um dos mais atingidos pelas alega&ccedil;&otilde;es de corrup&ccedil;&atilde;o e h&aacute; fortes suspeitas de que os seus cofres ter&atilde;o beneficiado diretamente do dinheiro da Lava Jato. No entanto, h&aacute; membros de quase todos os partidos envolvidos no esc&acirc;ndalo, de tal modo que grande parte dos deputados que votou &ldquo;sim&rdquo; ao pedido de destitui&ccedil;&atilde;o de Dilma Rousseff est&aacute; sob investiga&ccedil;&atilde;o.

A presidente, at&eacute; agora, n&atilde;o foi acusada de ter cometido qualquer ilegalidade no &acirc;mbito do processo Lava Jato, mas o mesmo j&aacute; n&atilde;o acontece com o seu antecessor, Lula da Silva, cuja deten&ccedil;&atilde;o at&eacute; j&aacute; foi pedida pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico no &acirc;mbito de um outro processo. Dilma ligou o seu destino ao de Lula ao nome&aacute;-lo para o governo, em mar&ccedil;o de 2016, numa tentativa clara de lhe dar a imunidade necess&aacute;ria para ele escapar a uma deten&ccedil;&atilde;o que se antevinha iminente. Essa nomea&ccedil;&atilde;o foi bloqueada pelo Supremo Tribunal Federal, mas a presidente ficou marcada com um ferrete de que dificilmente se livrar&aacute;: o de que tentou travar o funcionamento da Justi&ccedil;a.

O epis&oacute;dio da nomea&ccedil;&atilde;o de Lula da Silva para o governo &eacute; bem ilustrativo do terceiro fator que apont&aacute;mos para a detona&ccedil;&atilde;o da crise brasileira &ndash; a imensa polariza&ccedil;&atilde;o em que o pa&iacute;s vive. Atualmente, milh&otilde;es de brasileiros est&atilde;o divididos em dois campos entrincheirados. De um lado, os apoiantes de Dilma e Lula, chamados de &laquo;petralhas&raquo; (ladr&otilde;es do PT) pelos seus advers&aacute;rios; do outro, os &laquo;coxinhas&raquo; que querem ver Dilma impugnada, e que s&atilde;o acusados pelos esquerdistas de serem conservadores reacion&aacute;rios, ou at&eacute; apoiantes da antiga ditadura militar que governou o Brasil at&eacute; 1985.

Esta divis&atilde;o pol&iacute;tica espelha em grande medida uma divis&atilde;o social: &eacute; ineg&aacute;vel que os defensores do afastamento de Dilma s&atilde;o predominantemente brancos de classe m&eacute;dia ou alta; por contraste, os defensores da presidente encontram-se mais nas camadas desfavorecidas da popula&ccedil;&atilde;o, onde a pele tende a ser mais escura. O Brasil ainda n&atilde;o &eacute; para todos, e, enquanto assim for, a crise est&aacute; sempre ao virar da esquina.
&nbsp;

Texto: Rolando Santos
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<pubDate>Mon, 02 May 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Visitar os presos</title>
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<description><![CDATA[Fechados em celas com outros reclusos, a vida dentro das pris&otilde;es nem sempre permite a esperan&ccedil;a num futuro diferente do passado que os conduziu ali. Mas a presen&ccedil;a de visitadores que, em nome de Deus, cumprem esta obra de miseric&oacute;rdia permite aos reclusos um tempo de paz e partilha de ideias e sentimentos, al&eacute;m da possibilidade de olharem com mais esperan&ccedil;a para o futuro.

&nbsp;
&Eacute; f&aacute;cil fazer a liga&ccedil;&atilde;o Pris&atilde;o &ndash; Mal. Quando pensamos em reclusos, pensamos em criminosos, gente que prejudicou a sociedade de que faz parte, de uma forma ou de outra, e que est&aacute; a pagar na pris&atilde;o pelos crimes que cometeu. Afastado da sociedade que prejudicou, est&aacute; &ldquo;no lugar dele&rdquo;. S&atilde;o pensamentos comuns. No entanto, a Igreja e os seus fi&eacute;is t&ecirc;m uma ideia de miseric&oacute;rdia, herdada de Jesus Cristo, que determina que a miseric&oacute;rdia de Deus n&atilde;o acaba e &eacute; para todos. Mesmo para os criminosos, assassinos e corruptos.

Neste sentido, uma das obras de miseric&oacute;rdia que &eacute; sugerida aos crist&atilde;os &eacute; a da visita aos presos. Querendo seguir este prop&oacute;sito, a Confer&ecirc;ncia de S&atilde;o Vicente de Paulo tem grupos de volunt&aacute;rios que h&aacute; mais de 40 anos se deslocam ao Estabelecimento Prisional de Lisboa para visitar, rezar e refletir com reclusos. O Armando &eacute; um deles. H&aacute; cerca de 14 anos, um membro das confer&ecirc;ncias foi &agrave; sua par&oacute;quia desafiar quem quisesse, e ele aceitou o repto e n&atilde;o mais parou at&eacute; hoje. &laquo;Ainda me lembro do primeiro contacto. Fomos recebidos por uma educadora que estava encarregada do voluntariado e que nos deu uma forma&ccedil;&atilde;o simples. Lembro-me que ela, a certa altura, perguntou se est&aacute;vamos preocupados com a entrada num mundo novo. Lembro-me de sorrir, olhar para ela e dizer: &ldquo;Pare&ccedil;o-lhe preocupado com isso?&rdquo; E a verdade &eacute; que nunca tive qualquer problema l&aacute; dentro. Mesmo quando algum recluso se exalta, s&atilde;o os outros reclusos que os acalmam e resolvem a situa&ccedil;&atilde;o, vindo em nossa defesa&raquo;, conta.

Nas suas visitas, Armando come&ccedil;a sempre com uma mensagem. &laquo;Digo-lhes que aproveitem a &uacute;nica coisa que t&ecirc;m, o tempo, que significa uma escolha para o bem ou para o mal. Na pris&atilde;o h&aacute; uma escola de crime que eles podem frequentar se quiserem. Mas se eles quiserem recuperar os valores que lhes deem solidez quando sa&iacute;rem de l&aacute;, tenham condi&ccedil;&otilde;es para enfrentar os desafios da vida de uma forma diferente, se quiserem optar por esse caminho, estamos l&aacute; para os ajudar&raquo;, refere Armando.
Neste momento, este volunt&aacute;rio visita sozinho uma ala de condenados com uma rotatividade grande nas participa&ccedil;&otilde;es. &laquo;Tenho muito menos penetra&ccedil;&atilde;o, porque os problemas humanos s&atilde;o muito complicados. Eles t&ecirc;m passados sociais e criminosos que lhes bloqueiam a participa&ccedil;&atilde;o numa reuni&atilde;o desta natureza. Mas nem que fosse por apenas uma pessoa, valeria a pena&raquo;, diz, ele que tem, por norma, tr&ecirc;s a cinco pessoas todas as ter&ccedil;as-feiras de tarde, altura em que s&atilde;o feitas as visitas.

&laquo;Nos encontros estamos abertos &agrave;s necessidades que eles t&ecirc;m, porque as reuni&otilde;es s&atilde;o para eles. Quando n&atilde;o existe nada de especial, o que costumo fazer &eacute; usar os textos do domingo anterior para fazer um coment&aacute;rio ou um pequeno debate ou esclarecimento, procurando real&ccedil;ar o conte&uacute;do positivo para a vida deles e para os prop&oacute;sitos que devem adquirir para a consolida&ccedil;&atilde;o dos seus prop&oacute;sitos de vida&raquo;, conta Armando. Este tipo de din&acirc;micas &eacute; o que eles preferem. &laquo;Periodicamente, pergunto-lhes se querem outro tipo de reuni&atilde;o, e eles dizem que &eacute; isto que lhes faz falta. H&aacute; uns mais interventivos que outros, mas h&aacute; sempre quem fale, e muitas vezes as opini&otilde;es que eles d&atilde;o levam-nos para outros problemas da vida e da organiza&ccedil;&atilde;o da sociedade, relacionados com a pobreza, a fam&iacute;lia, tudo o que constituiu o passado deles e os levou ali&raquo;, partilha.

Para al&eacute;m dos encontros, estas visitas auxiliam os reclusos a colmatar necessidades b&aacute;sicas, principalmente de comunica&ccedil;&atilde;o e roupa. &laquo;Quando visitamos, procuramos ver as necessidades deles e colmat&aacute;-las. O mais trivial s&atilde;o um envelope e selos, porque n&atilde;o t&ecirc;m visitas da fam&iacute;lia, e alguns deles nem t&ecirc;m fam&iacute;lia no pa&iacute;s. Tamb&eacute;m proporcionamos a possibilidade de telefonarem &agrave; fam&iacute;lia, e temos um roupeiro que lhes d&aacute; algumas roupas que eles precisam. S&atilde;o cerca de 1400 reclusos, e muitos entram apenas com a roupa que t&ecirc;m no corpo, e precisam de agasalhos durante o tempo frio&raquo;, diz.

Armando n&atilde;o se sente um agente da miseric&oacute;rdia de Deus, mas sim um ve&iacute;culo dessa mesma miseric&oacute;rdia. &laquo;N&atilde;o me sinto agente, mas sei uma coisa: quando come&ccedil;o a falar sobre um texto b&iacute;blico, as palavras v&ecirc;m-me sem eu ter necessidade de pensar nelas. Sou antes um ve&iacute;culo da miseric&oacute;rdia de Deus, mas um ve&iacute;culo muito fraco, sem as quatro rodas e o motor avariado&raquo;, conta, entre risos.

Em virtude de n&atilde;o haver uma estrutura de acompanhamento dos reclusos depois de sa&iacute;rem em liberdade, Armando n&atilde;o sabe bem o que acontece com os reclusos que acompanha, o que lamenta. No entanto, e com tantos anos de servi&ccedil;o, n&atilde;o deixa de conhecer algumas hist&oacute;rias de sucesso. &laquo;Tivemos um caso de um recluso que fez uma caminhada dentro da pris&atilde;o muito forte e que quando saiu convidou uma das visitadoras para que fosse madrinha de casamento. Ele esteve em F&aacute;tima durante muito tempo, a trabalhar para uma casa de terceira idade, e depois foi para Angola e perdemos-lhe o rasto&raquo;, lembra, recordando o caso de um outro recluso, este brasileiro. &laquo;Ele ia &agrave;s reuni&otilde;es e um dia que est&aacute;vamos a refletir sobre o salmo &ldquo;se Deus est&aacute; comigo, de quem hei de ter medo?&rdquo;, aquilo tocou-lhe t&atilde;o profundamente que ele at&eacute; teve o desabafo: &ldquo;Quando voltar para o Brasil, &eacute; o que vou anunciar.&rdquo;&raquo;

Hist&oacute;rias que tocam quem torna viva esta obra de Miseric&oacute;rdia. &laquo;A parte que deslumbra mais quem visita os reclusos &eacute; que a presen&ccedil;a de Deus &eacute; muito real ali&raquo;, sustenta. E tamb&eacute;m aqui, como noutras obras de miseric&oacute;rdia, se recebe muito mais do que se d&aacute;. &laquo;O que se ganha na pr&aacute;tica de uma qualquer obra de miseric&oacute;rdia &eacute; uma perce&ccedil;&atilde;o muito viva e concreta do que &eacute; o amor de Deus na nossa vida, porque recebemos mais do que damos&raquo;, confirma.

Os reclusos, esses, ganham essencialmente uma possibilidade de di&aacute;logo em paz, longe das rotinas perigosas do dia-a-dia prisional. &laquo;A grande vantagem &eacute; terem com quem possam falar. Para eles isso &eacute; muito importante, ter algu&eacute;m com quem sair daquele v&iacute;cio de cumplicidades e receios internos para uma forma simples, f&aacute;cil, tranquila de estar, onde possam estar mais pr&oacute;ximos de ser eles pr&oacute;prios. Essa &eacute; a grande vantagem das nossas visitas&raquo; e desta obra de miseric&oacute;rdia, conclui.

NOTA: Artigo publicado na edi&ccedil;&atilde;o de maio da revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
&nbsp;
Texto: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e D.R.
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<pubDate>Sun, 01 May 2016 10:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Tratar da vida conjugal é já evangelização»</title>
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<description><![CDATA[Existem muitos movimentos cat&oacute;licos em Fran&ccedil;a e no mundo franc&oacute;fono envolvidos na pastoral familiar. Entre eles, a Amour &amp; V&eacute;rit&eacute;, que depende da Comunidade Emanuel. Acolhimento, grupos de reflex&atilde;o, retiros nos santu&aacute;rios, forma&ccedil;&atilde;o em m&eacute;todos naturais de controle de natalidade s&atilde;o organizados para acompanhar os casais, noivos, os jovens, mas tamb&eacute;m pessoas em uni&atilde;o de facto: muitas categorias de pessoas que agora s&atilde;o aguardadas.



Especialista em direito can&ocirc;nico, o Pe. C&eacute;dric Burgun &eacute; tamb&eacute;m membro do Amour &amp; V&eacute;rit&eacute; h&aacute; v&aacute;rios anos, em Paris. Ele explica que a prepara&ccedil;&atilde;o do matrim&oacute;nio e o acompanhamento das fam&iacute;lias s&atilde;o muito importantes neste per&iacute;odo. De acordo com ele, primeiro devemos combinar a vida conjugal com a f&eacute;. Al&eacute;m disso, o testemunho &eacute; fundamental para n&atilde;o apresentar uma vis&atilde;o desta vida muito idealizada e desconectada da realidade. A entrevista foi dada ao s&iacute;tio Web do Conselho Pontif&iacute;cio para a Fam&iacute;lia.
&nbsp;
Qual &eacute; o objetivo do Amour&amp;V&eacute;rit&eacute;?
N&oacute;s do Movimento Amour&amp;V&eacute;rit&eacute; (Amor e Verdade, em portugu&ecirc;s) insistimos muito sobre o testemunho. N&atilde;o podemos dar apenas um conte&uacute;do intelectual aos casais que acolhemos, devemos tamb&eacute;m ensinar aos nossos casais de animadores a partilhar e a testemunhar o que vivem. Como foi afirmado numa das Assembleias sinodais sobre a fam&iacute;lia, a apresenta&ccedil;&atilde;o da vida matrimonial n&atilde;o deve ser idealizada, lenitiva, te&oacute;rica e ausente da realidade. Procuramos, ainda, unir vida matrimonial e f&eacute;. Na verdade, em muitos casos existe uma vis&atilde;o dicot&oacute;mica da vida de f&eacute; e da vida matrimonial, e uma vive sem ser influenciada pela outra. Tamb&eacute;m procuramos reavivar os m&eacute;todos naturais transformando-os num caminho de f&eacute; e num caminho de luta, de dificuldades, de discernimento. Mas o ser dif&iacute;cil n&atilde;o significa que seja irrealiz&aacute;vel.
&nbsp;
Quais s&atilde;o os vossos setores de interven&ccedil;&atilde;o?
A Amour&amp;V&eacute;rit&eacute; organiza a prepara&ccedil;&atilde;o para o matrim&oacute;nio, cuida do acompanhamento dos noivos. Existe tamb&eacute;m um ramo que orienta os casais em dificuldades, depois fazemos ainda propostas para os casais que esperam ter filhos, um problema crescente. Existe ainda um ramo para os m&eacute;todos naturais que n&atilde;o s&oacute; aprofunda o conhecimento de tais m&eacute;todos, mas oferece tamb&eacute;m forma&ccedil;&otilde;es aos nossos casais comunit&aacute;rios para lhes permitir serem divulgadores destes m&eacute;todos. Em Fran&ccedil;a existe mesmo um deficit em termos de conhecimento e de n&uacute;mero de instrutores para outros casais. E acolhemos al&eacute;m disso casais bastante afastados da f&eacute; mas que, por motivos ecol&oacute;gicos, medicinais, etc. n&atilde;o querem enfrentar uma contrace&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica ou qu&iacute;mica e, por conseguinte, se dirigem aos m&eacute;todos naturais.
Ora, de facto, s&oacute; a Igreja oferece uma forma&ccedil;&atilde;o sobre este tema, sobretudo em Fran&ccedil;a. A Amour&amp;V&eacute;rit&eacute; prop&otilde;e tamb&eacute;m uma reflex&atilde;o acerca dos adolescentes, com vista a acompanh&aacute;-los quando entram na idade adulta e antecipar o que Jo&atilde;o Paulo II, na &quot;Familiaris Consortio&quot;, chamava forma&ccedil;&atilde;o a longo prazo para o matrim&oacute;nio. Por fim, h&aacute; retiros organizados para casais que j&aacute; contam com dez anos de matrim&oacute;nio e que procuram renovar o seu pr&oacute;prio sacramento e a sua vida matrimonial.
&nbsp;
Pode-nos falar de outra iniciativa em que ande empenhado j&aacute; h&aacute; alguns anos...
Al&eacute;m da prepara&ccedil;&atilde;o matrimonial, existe a Escola de vida matrimonial, que se dirige n&atilde;o a jovens que t&ecirc;m inicialmente um projeto de vida de matrim&oacute;nio, mas a jovens em uni&otilde;es de facto, pessoas que vivem muitas vezes bastante afastados da Igreja que se interrogam sobre o matrim&oacute;nio e n&atilde;o sabem como responder a isso. N&atilde;o necessitam de uma prepara&ccedil;&atilde;o matrimonial mas de um discernimento: casar-nos-emos?
&nbsp;
Que perfis t&ecirc;m os casais que recebeis, nestas duas forma&ccedil;&otilde;es?
S&atilde;o muito poucos os cat&oacute;licos com um &oacute;timo conhecimento da f&eacute;, porque nem sequer 10 por cento da gera&ccedil;&atilde;o que atualmente se casa hoje em Fran&ccedil;a seguiu cursos de catecismo, ainda que batizados. Mas quer sejam cat&oacute;licos ou n&atilde;o, andam marcados por esperan&ccedil;as e sofrimentos id&ecirc;nticos aos de todos os outros da sua gera&ccedil;&atilde;o. Na ordem da esperan&ccedil;a, todos os jovens que acolhemos hoje t&ecirc;m, apesar de tudo, o desejo de ter uma vida matrimonial est&aacute;vel e que funcione.
Tem-se a impress&atilde;o de que os jovens sejam contr&aacute;rios ao discurso eclesial sobre a vida matrimonial, a contrace&ccedil;&atilde;o, etc. N&atilde;o s&atilde;o contra, mas s&oacute; ignoram. Querem conhecer o discurso da Igreja. Vejo nisto uma oportunidade formid&aacute;vel de evangeliza&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s da porta de ingresso da vida matrimonial, porque, de facto, n&atilde;o h&aacute; outra institui&ccedil;&atilde;o que forne&ccedil;a esta forma&ccedil;&atilde;o &agrave; vida familiar. No que respeita aos sofrimentos, os jovens s&atilde;o atingidos pelas mesmas dificuldades afetivas dos seus coet&acirc;neos. Chegam &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o com todo este passivo afetivo marcado por uma forma de pesantez e de feridas. &Eacute; um dado novo, que necessita de uma forma&ccedil;&atilde;o dos acompanhantes, uma vez mais com a finalidade de haver um discurso n&atilde;o idealizado, mas que parta da realidade da vida das pessoas.
&nbsp;
Como melhorar a pastoral familiar? &nbsp;
Foi o S&iacute;nodo sobre a fam&iacute;lia a observar que a forma&ccedil;&atilde;o ainda &eacute; hoje marcada por uma forma de idealiza&ccedil;&atilde;o. A pastoral familiar n&atilde;o era necessariamente uma grande urg&ecirc;ncia na nova evangeliza&ccedil;&atilde;o, mas foi isto que at&eacute; o pr&oacute;prio Papa pediu. Estamos perante uma forma de convers&atilde;o eclesial porque da vida conjugal and&aacute;mos a fazer uma forma de pastoral conexa com todas as outras ao mesmo tempo que a vida conjugal, para a maioria dos nossos crist&atilde;os, est&aacute; no centro da sua vida de f&eacute;. Voltando ao tema dos m&eacute;todos naturais, existem, a falar verdade, ainda alguns lugares de forma&ccedil;&atilde;o em que existe um conte&uacute;do muito reduzido sobre este tema, ainda que um discurso em campo afetivo e sexual n&atilde;o deva ser improvisado.
Desde h&aacute; dez anos que estou empenhado na prepara&ccedil;&atilde;o de matrim&oacute;nios e vejo que h&aacute; uma forma de evolu&ccedil;&atilde;o: as esperan&ccedil;as existem sempre, mas h&aacute; novas dificuldades e crescentes acerca da imprecis&atilde;o relativa &agrave; diferen&ccedil;a entre homem-mulher, provavelmente por causa dos debates da sociedade. Os debates s&atilde;o mais tensos. Existe ainda a quest&atilde;o do matrim&oacute;nio tardio: embora tendo no fundo do cora&ccedil;&atilde;o a esperan&ccedil;a de um matrim&oacute;nio duradouro, os noivos e os conviventes temem sempre mais casar-se porque veem exemplos numerosos de casais que falharam.
&nbsp;
Como pode a pastoral familiar contribuir para a evangeliza&ccedil;&atilde;o?
O primeiro tra&ccedil;o de Deus na Natureza n&atilde;o &eacute; a Revela&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s dos profetas, mas a vida conjugal, no Livro do G&eacute;nesis. Tratar da vida conjugal &eacute; j&aacute; evangeliza&ccedil;&atilde;o, ainda que n&atilde;o seja expl&iacute;cita a citar o nome de Cristo. N&atilde;o se deve fazer, desde o in&iacute;cio, uma dicotomia entre a vida conjugal e a evangeliza&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita de Cristo. Por outro lado, a evangeliza&ccedil;&atilde;o faz-se tamb&eacute;m atrav&eacute;s do acolhimento fraterno. Este &eacute; o ponto forte da Escola de vida conjugal que acolhe conviventes aos quais, demasiadas vezes, foi dito, desde os in&iacute;cios, como uma forma de ju&iacute;zo negativo &quot;n&atilde;o estais ainda casados&quot;. A EVC (Escola de Vida Conjugal) ainda n&atilde;o &eacute; uma prepara&ccedil;&atilde;o para o matrim&oacute;nio mas um acolhimento, em si mesmo j&aacute; evangelizador, por parte da comunidade crist&atilde; para ajudar na vida conjugal.&nbsp;]]></description>
<pubDate>Fri, 29 Apr 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>A Esperança de Ana: Dar um sentido à dor</title>
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<description><![CDATA[Arrancou no primeiro trimestre deste ano o primeiro retiro do projeto portugu&ecirc;s A Esperan&ccedil;a de Ana, cujo objetivo &eacute; ajudar casais com problemas de fertilidade ou que tenham perdido filhos durante a gravidez ou nos primeiros momentos ou dias de vida a lidar com um luto que nem sempre sentem ser reconhecido.

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Da dor e do luto tamb&eacute;m se pode reconstruir a esperan&ccedil;a, e das l&aacute;grimas e da perda tamb&eacute;m se pode acalmar o cora&ccedil;&atilde;o. Mesmo que muitas vezes tenha de ser o pr&oacute;prio a encontrar a solu&ccedil;&atilde;o.

Foi o que pensaram a Ana Mansoa, 33 anos, enfermeira, e o marido Diogo, 30 anos, gestor de marketing, quando idealizaram o projeto A Esperan&ccedil;a de Ana. &laquo;A ideia surge depois de um caminho de dor. Eu e a Ana perdemos dois filhos em 2013 e sentimos falta do passo a seguir. O que &eacute; que podemos fazer com esta dor que nos aconteceu?&raquo; Procuraram ajuda, mas n&atilde;o encontraram uma &laquo;resposta estruturada&raquo;, explica Ana.

Uma dor quase ileg&iacute;tima
O que lhes faltou em espa&ccedil;o de partilha sobrou-lhes em sil&ecirc;ncio. &laquo;&Eacute; quase como um luto escondido. &Eacute; uma dor que &eacute; tida quase como ileg&iacute;tima. &Eacute; um filho que as outras pessoas n&atilde;o chegaram a conhecer, houve uma barriga que cresceu, mas n&atilde;o houve uma consequ&ecirc;ncia disso. Portanto, muitas das vezes estas dores s&atilde;o vividas em sil&ecirc;ncio&raquo;, recorda a enfermeira.

Mas n&atilde;o s&oacute;. A express&atilde;o &laquo;cora&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o v&ecirc;, cora&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o sente&raquo; &eacute; experimentada, atrav&eacute;s dos outros, pelos dois cora&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o precisam de olhos para sentir, os dos pais. E que passam a acumular duas dores, a da perda e a da falta de reconhecimento. &laquo;&Agrave;s vezes, choca algumas pessoas quando nos referimos a estes dois beb&eacute;s que perdemos como nossos filhos. Para a maioria das pessoas n&oacute;s tivemos dois abortos, n&atilde;o tivemos dois filhos&raquo;, lamenta Ana.

Maria Jos&eacute; Vila&ccedil;a, uma das psic&oacute;logas orientadoras dos retiros d&rsquo;A Esperan&ccedil;a de Ana, explica que nem todas as pessoas reconhecem numa gravidez uma vida, nem a possibilidade de os pais, &agrave;quela altura, j&aacute; estarem profundamente ligados aos filhos. O seu luto &eacute;, por isso, semelhante em tudo a qualquer outro luto &laquo;com a agravante que n&atilde;o t&ecirc;m a possibilidade de o expressar da forma como normalmente se expressa. Esse luto n&atilde;o tem forma de expressar, n&atilde;o tem acolhimento.&raquo; E isto &laquo;agrava a dor&raquo;, garante a psic&oacute;loga.

&laquo;Uma dor acutilante&raquo;
Ana Paula, 30 anos, enfermeira numa unidade de neonatologia, e o marido Jo&atilde;o, 32 anos, motorista de autocarros, descrevem isto mesmo. &laquo;Cas&aacute;mos em 2011 e um ano e tal depois &eacute; que surgiu o nosso primeiro filho e foi uma alegria imensa que n&atilde;o se consegue explicar; isto foi em final de 2012 e foi tamb&eacute;m no final de 2012 que o nosso beb&eacute; morreu. Na altura procur&aacute;mos v&aacute;rios apoios e batemos a algumas portas, mas n&atilde;o encontr&aacute;mos propriamente a assist&ecirc;ncia que desejar&iacute;amos ter&raquo;, afirma Ana Paula. E a ajuda que desejavam era a de encontrar um lugar onde pudessem expressar a sua dor, sentindo-se acolhidos.

&Agrave; semelhan&ccedil;a do casal promotor do projeto, encontraram um caminho silencioso e solit&aacute;rio. &laquo;S&oacute; dizer que temos outro filho al&eacute;m do Matias [um filho nascido entretanto] n&atilde;o &eacute; muito bem aceite, acham logo que vivemos de forma patol&oacute;gica o nosso luto ou que ainda estamos perturbados com a perda. N&atilde;o &eacute; muito bem aceite at&eacute; quando &eacute; puxado como tema de conversa ou se falo no meu beb&eacute; como algo real, as pessoas ficam de algum modo, n&atilde;o sei se &ldquo;feridas&rdquo;, mas ficam um bocadinho desconfort&aacute;veis&raquo;, assegura Ana Paula.

Cat&oacute;licos praticantes, pertencentes &agrave;s Equipas de Nossa Senhora, encontraram algum apoio no seio do grupo e junto do conselheiro espiritual, mas continuava a faltar uma viv&ecirc;ncia estruturada em comunidade e em Igreja.

&Agrave; falta de bra&ccedil;os que acolhessem a sua dor, Ana Paula e Jo&atilde;o tentaram resolver o seu luto, fazer o seu caminho. E achavam at&eacute; que tinham conseguido, at&eacute; se terem deparado com a possibilidade de &laquo;remexerem na ferida&raquo; durante o retiro d&rsquo;A Esperan&ccedil;a de Ana. Nessa altura, perceberam que a &laquo;dor acutilante&raquo;, como lhe chama Ana Paula, continuava l&aacute;, que ainda n&atilde;o estava transformada, ainda n&atilde;o tinha sentido.

&Eacute; poss&iacute;vel dar um sentido &agrave; dor? Os respons&aacute;veis do projeto acreditam que, pelo menos, &eacute; poss&iacute;vel transform&aacute;-la numa &laquo;experi&ecirc;ncia de esperan&ccedil;a e de fecundidade&raquo;, explica Ana Mansoa.

De l&aacute;grimas nos olhos...
Talvez assim se explique &laquo;um fim de semana de l&aacute;grimas nos olhos&raquo;, descreve o Pe. Jorge Anselmo, que acompanhou os casais. &laquo;Dois dias de muita escuta, de muito acolhimento, de muita compaix&atilde;o, de ser rosto de Igreja que acolhe esta dor. V&aacute;rios destes casais, sen&atilde;o todos, sentiam esta necessidade. S&atilde;o crist&atilde;os, participam mais ou menos ativamente nas suas par&oacute;quias e precisavam de viver isto em Igreja, na comunidade crist&atilde; e alguns ainda n&atilde;o tinham sentido que, em Igreja, podiam partilhar tudo isto, podiam ser acolhidos em toda esta dor que t&ecirc;m vivido.&raquo;

Durante o fim de semana s&atilde;o trabalhadas todas as fases do luto, a culpa &ndash; &laquo;porque as pr&oacute;prias m&atilde;es &agrave;s vezes sentem &ldquo;o meu corpo n&atilde;o foi capaz de reter o beb&eacute;&rdquo;&raquo;, continua a psic&oacute;loga &ndash;, as zangas. &laquo;Muitas vezes, as pessoas v&ecirc;m zangadas com algu&eacute;m&hellip; que orientou mal, que diagnosticou errado, ou at&eacute; mesmo com Deus; porqu&ecirc; isto a mim?&raquo;

E no final, a transforma&ccedil;&atilde;o deu-se, a avaliar pelo balan&ccedil;o dos diferentes participantes.

Jorge Anselmo diz que, &agrave; semelhan&ccedil;a do rosto de Ana, m&atilde;e de Samuel (figura b&iacute;blica que inspirou o nome do projeto), o rosto destes casais estava mudado no &uacute;ltimo dia do retiro. &laquo;A tristeza, a sombra, o peso com que entraram tinha-se dilu&iacute;do aos poucos e no domingo havia mesmo rostos que transmitiam alegria e muita paz.&raquo;

Foi assim para o casal Ana Paula e Jo&atilde;o. &laquo;O que acho que aconteceu com os v&aacute;rios casais &eacute; que esta dor acutilante se transforma num amor e numa dor de saudade um bocadinho diferente daquela com que cheg&aacute;mos ao primeiro dia. E &eacute; muito importante dar um sentido &agrave; nossa dor e &agrave;quela perda, porque sen&atilde;o n&oacute;s n&atilde;o conseguimos reaprender a viver com a aus&ecirc;ncia de um filho&raquo;, descreve Ana Paula.

O objetivo do casal Ana e Diogo foi cumprido com estes casais. Por isso, esperam poder chegar a mais gente ainda este ano, com mais um ou dois retiros, mas tamb&eacute;m com acompanhamento posterior de casais e com momentos de ora&ccedil;&atilde;o, para que, como em Ana, depois do choro (por n&atilde;o conseguir ter filhos) saiam daquele espa&ccedil;o e &laquo;n&atilde;o haja mais tristeza nos seus rostos&raquo;.


Leia o artigo completo na edi&ccedil;&atilde;o impressa.
&nbsp;

Texto: Rita Bruno
Fotos: Ant&oacute;nio Miguel Fonseca e Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Wed, 20 Apr 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>China: Uma crise que ameaça o mundo</title>
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<description><![CDATA[A China enfrenta um dos maiores desafios dos &uacute;ltimos 40 anos &ndash; t&atilde;o grande que talvez s&oacute; possa ser comparado &agrave; pr&oacute;pria abertura &agrave; economia de mercado iniciada nos anos 80. A economia chinesa est&aacute; a arrefecer, mas esse nem &eacute; o principal medo. Pior, muito pior, &eacute; o que est&aacute; escondido nos balan&ccedil;os dos bancos. Do que ali estiver, o Mundo n&atilde;o deixar&aacute; de sofrer consequ&ecirc;ncias.

&nbsp;
Cidades inteiras constru&iacute;das de raiz gra&ccedil;as ao financiamento banc&aacute;rio, mas com poucos ou nenhuns habitantes. Empr&eacute;stimos gigantescos concedidos a &ldquo;amigos&rdquo; do Partido Comunista Chin&ecirc;s que nunca s&atilde;o pagos. Cr&eacute;dito malparado que nunca chega a ver a luz do dia, porque os padr&otilde;es de contabilidade s&atilde;o extremamente &ldquo;criativos&rdquo;.
Estes s&atilde;o apenas alguns exemplos do muito que se passa na China que est&aacute; a deixar os respons&aacute;veis econ&oacute;micos e financeiros mundiais extremamente preocupados.
A raz&atilde;o de tudo isto explica-se facilmente: a obsess&atilde;o do governo em manter altas taxas de crescimento e cria&ccedil;&atilde;o de emprego, de modo a que o pa&iacute;s tenha estabilidade social e pol&iacute;tica e o regime comunista n&atilde;o seja posto em causa.

Para as autoridades de Pequim, qualquer crescimento da riqueza nacional que fique abaixo dos 7% ao ano &eacute; considerado preocupante, porque isso significa que n&atilde;o haver&aacute; empregos suficientes nas cidades para a grande massa de trabalhadores que, todos os anos, abandona os campos em busca de uma vida melhor.
Sem uma situa&ccedil;&atilde;o de pleno emprego, ou algo perto disso, e sem a rede de prote&ccedil;&atilde;o social que existe nos pa&iacute;ses mais desenvolvidos, a China corre s&eacute;rios riscos de entrar num per&iacute;odo de agita&ccedil;&atilde;o com consequ&ecirc;ncias imprevis&iacute;veis.

Antes da grande crise financeira de 2008, a enorme capacidade exportadora do pa&iacute;s garantia a infus&atilde;o de capital necess&aacute;ria para que o motor econ&oacute;mico da China continuasse a trabalhar em alta rota&ccedil;&atilde;o. Com a crise, a procura externa para os produtos industriais chineses sofreu uma quebra e o governo viu-se for&ccedil;ado a abrir as torneiras do cr&eacute;dito para manter o crescimento econ&oacute;mico nos n&iacute;veis desejados.
Como o n&iacute;vel de endividamento p&uacute;blico e privado nessa altura n&atilde;o era muito elevado, n&atilde;o se esperava que essa pol&iacute;tica tivesse consequ&ecirc;ncias negativas. O problema foi que a crise mundial se revelou muito mais grave e prolongada do que se pensava inicialmente, o que levou a uma acumula&ccedil;&atilde;o de d&iacute;vida gigantesca: no final de 2015, correspondia a 240% do Produto Interno Bruto, ou seja, quase duas vezes e meia mais do que aquilo que o pa&iacute;s produz num ano inteiro.

Quase toda esta d&iacute;vida &eacute; interna, o que facilita muito a tarefa do governo em geri-la, mas, ao mesmo tempo, cria obst&aacute;culos &agrave; sua redu&ccedil;&atilde;o devido aos interesses e poderes envolvidos. Ao longo dos anos, houve muito cr&eacute;dito que foi concedido em fun&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios pol&iacute;ticos, ou at&eacute; por pura corrup&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o bem conhecidos os casos de empr&eacute;stimos dados por ordem expressa do Partido, que, sabia-se &agrave; partida, nunca seriam pagos.
Muitos dos casos de cr&eacute;dito malparado envolvem empresas p&uacute;blicas (devedoras) e bancos tamb&eacute;m p&uacute;blicos (credores), o que significa que, em grande medida, o problema se circunscreve ao pr&oacute;prio Estado, o que &eacute; um claro incentivo para que as d&iacute;vidas sejam atiradas para &ldquo;debaixo do tapete&rdquo;.

Mesmo assim, tal como est&atilde;o as coisas, mais tarde ou mais cedo uma de duas coisas ter&aacute; de acontecer: ou os devedores come&ccedil;am a amortizar o que devem, ou os bancos ser&atilde;o obrigados a classificar esses empr&eacute;stimos como incobr&aacute;veis, o que lhes trar&aacute; grandes preju&iacute;zos.

Este cen&aacute;rio &eacute; muito perigoso porque a China, sob a lideran&ccedil;a do presidente Xi Jinping, est&aacute; a encetar uma reconfigura&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica extremamente complexa que exige que o seu sistema banc&aacute;rio esteja em boa forma.
Ciente de que a procura externa n&atilde;o pode continuar a impulsionar o crescimento do pa&iacute;s &ndash; com crise mundial ou sem ela &ndash;, o Partido Comunista decidiu que o consumo interno ter&aacute; de assumir um peso muito maior na produ&ccedil;&atilde;o de riqueza.

Dado que os sal&aacute;rios s&atilde;o ainda muito baixos em quase todo o pa&iacute;s, o cr&eacute;dito particular tem um papel muito importante nesse processo. Ora, se a banca estiver a bra&ccedil;os com preju&iacute;zos elevados causados pelo cr&eacute;dito malparado no sector empresarial, &eacute; f&aacute;cil perceber que dificilmente haver&aacute; a disponibilidade necess&aacute;ria para emprestar dinheiro &agrave;s fam&iacute;lias para que estas comprem casas, carros e eletrodom&eacute;sticos.
Assim, a curto prazo, a China poder&aacute; estar a bra&ccedil;os com uma dupla retra&ccedil;&atilde;o: a da procura externa, atrav&eacute;s das suas exporta&ccedil;&otilde;es, e da procura interna, devida &agrave; necessidade de os bancos limparem os seus balan&ccedil;os e de as empresas pagarem o que devem. &nbsp;

Mas em que &eacute; que tudo isto afeta o resto do mundo, perguntar&aacute; o comum dos mortais? A resposta &eacute; simples: afeta em muito. Durante mais de 2500 anos, a Grande Muralha da China protegeu o Imp&eacute;rio do Meio das amea&ccedil;as externas, mas tamb&eacute;m fez o inverso. Apesar de ser a mais rica e desenvolvida civiliza&ccedil;&atilde;o do planeta, o contacto da China com o resto do mundo era muito limitado &ndash; e era-o por op&ccedil;&atilde;o dos seus governantes, que entendiam ter pouco ou nada a ganhar com essas trocas, dado o avan&ccedil;o de que os chineses usufru&iacute;am sobre os outros povos. Essa pol&iacute;tica teve consequ&ecirc;ncias funestas para o pa&iacute;s, com o Ocidente a assumir a primazia mundial a partir do s&eacute;c. xvi e a releg&aacute;-lo para uma posi&ccedil;&atilde;o de humilhante subalternidade que s&oacute; terminou ap&oacute;s a Segunda Guerra Mundial.

Mesmo assim, os primeiros 30 anos da Rep&uacute;blica Popular da China estiveram repletos de enormes fracassos, especialmente ao n&iacute;vel econ&oacute;mico. S&oacute; com a subida do poder de Deng Xiaoping, em 1978, &eacute; que a China encetou o caminho da liberaliza&ccedil;&atilde;o e abertura econ&oacute;mica que lhe poderia dar o estatuto condizente com a sua posi&ccedil;&atilde;o de pa&iacute;s mais populoso do Mundo.
Isso significou que, pela primeira vez na sua hist&oacute;ria, a China come&ccedil;ou a integrar-se nos fluxos comerciais e financeiros mundiais. Essa integra&ccedil;&atilde;o ainda n&atilde;o &eacute; total, dado o peso enorme que o Estado tem na economia e os muitos limites que h&aacute; &agrave; presen&ccedil;a estrangeira no pa&iacute;s, mas ela est&aacute; a avan&ccedil;ar a um ritmo acelerado &ndash; basta ver os vultuosos investimentos chineses em Portugal nos &uacute;ltimos anos.
Tudo isto quer dizer que, se a China entrar numa crise econ&oacute;mica e financeira causada pelos seus problemas de endividamento, ningu&eacute;m ficar&aacute; imune. No s&eacute;c. xxi, j&aacute; n&atilde;o h&aacute; nenhuma Grande Muralha que proteja o resto do mundo do que se passa no pa&iacute;s mais populoso do planeta.

&nbsp;

Texto: Rolando Santos
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<pubDate>Wed, 20 Apr 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Em busca da escola do séc. XXI</title>
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<description><![CDATA[Quase 200 km separam os agrupamentos de escolas de Carcavelos e de Santiago do Cac&eacute;m. Mas est&atilde;o ambos a viver uma &ldquo;revolu&ccedil;&atilde;o&rdquo; em passos pequeninos. Pontos em comum: o telem&oacute;vel &eacute; usado como ferramenta de aprendizagem e n&atilde;o h&aacute; reten&ccedil;&otilde;es dentro de cada ciclo.



O diretor do Agrupamento de Santiago do Cac&eacute;m explica que ter mais do que tr&ecirc;s negativas n&atilde;o &eacute; sin&oacute;nimo de chumbo. S&oacute; se as notas forem mesmo muito baixas. Em Carcavelos, a regra &eacute; a de que ningu&eacute;m chumba at&eacute; ao 9.&ordm; ano. O diretor, Adelino Calado, explica que &laquo;o aluno acompanha o seu grupo de turma, estamos atentos com atividades complementares e, ao mesmo tempo, aproveitando a motiva&ccedil;&atilde;o e as capacidades que o aluno demonstre&raquo;. Quem tiver muitas negativas vai para uma turma flex&iacute;vel, com o apoio de v&aacute;rios professores. J&aacute; em Santiago do Cac&eacute;m, o projeto &laquo;Classe Mais&raquo; junta alunos com notas id&ecirc;nticas durante seis semanas numa turma especial. Tanto podem ser os alunos de 5 ou os de 2. Manuel Mour&atilde;o defende que &laquo;&eacute; uma resposta para o sucesso de todos os alunos&raquo;.

Joaquim Azevedo &eacute; doutorado em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o e conselheiro do Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o. Admite que ainda temos &laquo;o modelo escolar do s&eacute;c. XVIII&raquo; e que &eacute; preciso alter&aacute;-lo profundamente, &laquo;sob pena de as escolas se transformarem em parqueamentos juvenis imensos, sem interesse para os jovens e para o acesso &agrave; cultura&raquo;. O professor universit&aacute;rio defende que &laquo;o trabalho escolar tem de ser drasticamente reorganizado, quanto a grupos-turma, a hor&aacute;rios, a equipas de professores, a &ldquo;disciplinas&rdquo;; tem de se instalar uma maior capacidade de as escolas perceberem, localmente, qual &eacute; o melhor servi&ccedil;o que t&ecirc;m de prestar &agrave; comunidade&raquo;. Al&eacute;m disso, sublinha a necessidade de os professores se focarem em &laquo;melhorar as aprendizagens de todos os alunos, e n&atilde;o apenas em &ldquo;debitar ensino&rdquo;&raquo; e de as escolas terem mais autonomia.
Foi isso que Manuel Mour&atilde;o quis. &Eacute; diretor do Agrupamento de Escolas de Santiago do Cac&eacute;m, no distrito de Set&uacute;bal, desde 2013. Atrav&eacute;s de um contrato de autonomia conseguiu ter disciplinas semestrais no 3.&ordm; ciclo: Ci&ecirc;ncias F&iacute;sico-Qu&iacute;micas, Ci&ecirc;ncias da Natureza, Hist&oacute;ria e Geografia.

O mundo mudou muito, e muito rapidamente. O professor universit&aacute;rio Joaquim Azevedo sublinha que as novas tecnologias transformaram a forma como as crian&ccedil;as e jovens vivem e tamb&eacute;m como aprendem e estudam. No Agrupamento de Escolas de Santiago do Cac&eacute;m, as novas tecnologias s&atilde;o usadas nas aulas. Para j&aacute;, isso come&ccedil;ar&aacute; a ser feito com as chamadas &laquo;Salas de Aula do Futuro&raquo; (SAF). &Eacute; projeto que come&ccedil;ou na B&eacute;lgica, com uso de com novas tecnologias para p&ocirc;r os alunos a investigar sob orienta&ccedil;&atilde;o do professor. Portugal &eacute; j&aacute; o pa&iacute;s europeu com mais salas a funcionar. S&atilde;o 6 e h&aacute; 24 a ser preparadas. Dessas, 6 s&atilde;o em Santiago do Cac&eacute;m. Manuel Mour&atilde;o quer t&ecirc;-las todas a funcionar no final do ano letivo 2017/2018.

Mostra-nos a que j&aacute; est&aacute; pronta na biblioteca da escola b&aacute;sica. &laquo;Cada uma custa cerca de 20 mil euros e tem de ter dois quadros interativos, uma mesa interativa, equipamento de laborat&oacute;rio, um quadro normal, cadeiras e mesas desloc&aacute;veis para poderem funcionar individualmente ou em grupo.&raquo; Al&eacute;m disso, pode ter computadores, usar os tablets e port&aacute;teis da escola ou os equipamentos dos pr&oacute;prios alunos. Mas o objetivo &eacute; tornar todas as salas de aula das escolas mais interativas, deslocando equipamentos e usando rede wi-fi.

A Escola Secund&aacute;ria de Carcavelos, no concelho de Cascais, n&atilde;o tem contrato de autonomia e o diretor, Adelino Calado, diz que n&atilde;o precisa. Aqui n&atilde;o h&aacute; testes, nem aulas nas tardes de quarta e sexta-feira, nem trabalhos para casa. &laquo;O que fazemos est&aacute; na lei. Porque n&atilde;o se faz? As pessoas t&ecirc;m medo da inspe&ccedil;&atilde;o e de mexer na tradi&ccedil;&atilde;o.&raquo;

De barba grisalha e sorriso f&aacute;cil, o diretor explica as mudan&ccedil;as que decidiu introduzir quando, em 2003, ganhou as elei&ccedil;&otilde;es. Na altura, a escola era bem diferente. Havia &laquo;muita droga e muita confus&atilde;o&raquo;. Os problemas de comportamento aconteciam sobretudo na sexta-feira &agrave; tarde e com alunos retidos. Conclus&atilde;o: acabaram as aulas nessa tarde e os chumbos. Mas a dire&ccedil;&atilde;o da escola descobriu tamb&eacute;m outros desafios: &laquo;Os alunos n&atilde;o eram aut&oacute;nomos, eram pouco empenhados.&raquo; A mudan&ccedil;a passou por responsabilizar os alunos. &laquo;N&atilde;o h&aacute; toques de campainha. S&atilde;o os alunos quem vai buscar o livro de ponto. S&atilde;o respons&aacute;veis por n&atilde;o desaparecer, n&atilde;o haver rasuras ou folhas perdidas. Quando os professores faltam, ficam sozinhos na sala.&raquo;

Dar autonomia e responsabilidade &eacute; um dos lemas desta escola. Os alunos s&atilde;o respons&aacute;veis por chegar a horas, por usar o telem&oacute;vel na sala de aula, por fazer trabalho aut&oacute;nomo em casa e s&atilde;o tidos em conta nas decis&otilde;es.

Quanto &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o, h&aacute; apenas um teste em cada per&iacute;odo feito no mesmo dia por todas as turmas de cada ano. Adelino Calado explica: &laquo;N&oacute;s avaliamos as aprendizagens e isto faz uma diferen&ccedil;a enorme. Os alunos trabalham um conte&uacute;do e o que fazemos &eacute; perceber se aprenderam ou se n&atilde;o aprenderam.&raquo;

A escola passou de 400 alunos para quase 2000. Neste momento, &laquo;n&atilde;o cabe nem mais um&raquo;, e s&atilde;o muitos os pedidos para entrar. A escola oferece tr&ecirc;s cursos profissionais: turismo, multim&eacute;dia e gest&atilde;o desportiva. Outro atrativo &eacute; o maior centro de atividades n&aacute;uticas do pa&iacute;s. O espa&ccedil;o &eacute; propriedade da escola e permite forma&ccedil;&atilde;o em vela, canoagem, surf e windsurf.

Os diretores Adelino Calado e Manuel Mour&atilde;o come&ccedil;aram a dar aulas na d&eacute;cada de 70. Um formado em Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, o outro, em Hist&oacute;ria. Ambos defendem que a mudan&ccedil;a no ensino tem de come&ccedil;ar pela sala de aula. &laquo;O aluno tem de investigar, orientado pelo professor. N&atilde;o podemos continuar com um professor a falar e os alunos de bra&ccedil;os cruzados&raquo;, afirma Manuel Mour&atilde;o. Adelino Calado concorda e constata que &laquo;os professores d&atilde;o aulas como na Idade M&eacute;dia e j&aacute; estamos no s&eacute;c. XXI. Ainda n&atilde;o est&atilde;o dispostos a deixar de ser os transmissores do conhecimento e passar a ser os orientadores. Enquanto n&atilde;o conseguirmos dar este salto dificilmente podemos mudar o ensino.&raquo;


No mundo, h&aacute; dois modelos que entusiasmam os investigadores: o finland&ecirc;s e o dos col&eacute;gios jesu&iacute;tas da Catalunha. Na Finl&acirc;ndia, os alunos trabalham e investigam v&aacute;rias mat&eacute;rias em torno de projetos, sob orienta&ccedil;&atilde;o de professores. Joaquim Azevedo acredita que na Catalunha est&aacute; a acontecer &laquo;uma &ldquo;revolu&ccedil;&atilde;o&rdquo; que todo o mundo ir&aacute; seguir dentro de alguns anos, a come&ccedil;ar pela participa&ccedil;&atilde;o dos alunos&raquo;. Estes col&eacute;gios jesu&iacute;tas juntam alunos de duas ou tr&ecirc;s turmas para trabalho de projeto durante 60 % do tempo letivo. Na pr&aacute;tica, est&atilde;o na sala de aula cerca de 75 estudantes com 2 ou 3 professores a explorar, investigar e discutir temas com grupos e din&acirc;micas diferentes. Alguns conceitos de Matem&aacute;tica, disciplinas de M&uacute;sica ou de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica continuam a ser trabalhados da forma tradicional.

Joaquim Azevedo sublinha que &eacute; preciso pensar a educa&ccedil;&atilde;o para l&aacute; do ensino. &laquo;A educa&ccedil;&atilde;o em valores e para valores assume atualmente uma enorme urg&ecirc;ncia. &Eacute; preciso desenvolver as m&uacute;ltiplas intelig&ecirc;ncias dos alunos, incluindo a intelig&ecirc;ncia espiritual. As neuroci&ecirc;ncias permitem hoje reorientar a educa&ccedil;&atilde;o escolar, que tarda em &quot;dar a volta&quot;.&raquo; Muitas escolas, um pouco por todo o pa&iacute;s, est&atilde;o a experimentar alternativas. No entanto, Manuel Mour&atilde;o lamenta que tenhamos &laquo;um sistema educativo a seis velocidades. Cada escola est&aacute; por si a procurar coisas.&raquo; Tamb&eacute;m o investigador Joaquim Azevedo constata que as escolas funcionam &laquo;muito desconectadas entre si&raquo;, e mesmo assim &laquo;fazem um caminho pioneiro de abrir as fronteiras proibidas ou dificilmente alcan&ccedil;&aacute;veis&raquo;. A escola do futuro &eacute; j&aacute; presente em algumas escolas, mas a &ldquo;revolu&ccedil;&atilde;o&rdquo; &eacute; feita de passos lentos e pequeninos.
&nbsp;

Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna e Jo&atilde;o Matos (Flor de Lis)
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<pubDate>Fri, 15 Apr 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Ocupar o tempo livremente</title>
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<description><![CDATA[Nas semanas que antecedem as f&eacute;rias de ver&atilde;o dos mais novos, alguns pais iniciam as contas de subtrair de tr&ecirc;s meses dos mi&uacute;dos aos seus 22 dias, na melhor das hip&oacute;teses. Como ocupar as crian&ccedil;as? E como garantir que se sentem realmente de f&eacute;rias? Mesmo para os que, por algum motivo, n&atilde;o podem gozar f&eacute;rias fora, h&aacute; gestos que podem ajudar!

Encontrar, no tempo de f&eacute;rias e atrav&eacute;s da brincadeira, maneiras de distanciar e quebrar as rotinas dos mais novos relativamente ao tempo escolar &eacute; &laquo;absolutamente essencial&raquo; para o desenvolvimento das crian&ccedil;as, explica-nos Alberto N&iacute;dio, investigador do Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Estudos da Crian&ccedil;a, da Universidade do Minho.

A viv&ecirc;ncia de um tempo totalmente livre, programado pela crian&ccedil;a e vivido no grupo de pares ganha uma dimens&atilde;o ainda mais relevante no per&iacute;odo de f&eacute;rias, j&aacute; que no restante tempo as crian&ccedil;as t&ecirc;m, em grande parte, tempos ocupados e tempos livres ocupados com atividades programadas pelos adultos.
A prepara&ccedil;&atilde;o para quebrar rotinas nas f&eacute;rias pode ser trabalhada ao longo do ano e ajudar a que, mesmo n&atilde;o saindo do espa&ccedil;o habitual por muito tempo, as f&eacute;rias possam saber a tal.

Encontros de crian&ccedil;as

Promover a cria&ccedil;&atilde;o de redes de vizinhan&ccedil;a ou proximidade, refor&ccedil;ar o conv&iacute;vio grupal dos mais novos, privilegiar o ar livre, conseguir encontrar espa&ccedil;os e tempos que permitam &agrave;s crian&ccedil;as poderem brincar umas com as outras s&atilde;o aspetos que podem ajudar, independentemente do n&uacute;mero de dias que os pais possam gozar ou dos recursos financeiros que possam despender.

Se tudo isto parece demasiado simples, &agrave; primeira vista, n&atilde;o deixa de exigir, por&eacute;m, algum grau de consci&ecirc;ncia da parte dos adultos, obrigar a uma organiza&ccedil;&atilde;o e apresentar alguns constrangimentos. &laquo;Mas faz-se&raquo;, afian&ccedil;a o especialista em Sociologia da Inf&acirc;ncia.

Um aspeto a ter em aten&ccedil;&atilde;o, ainda durante o ano, &eacute; a import&acirc;ncia das rela&ccedil;&otilde;es informais e autogeridas entre as crian&ccedil;as, um aspeto que deve ser tido em aten&ccedil;&atilde;o, de acordo com Alberto N&iacute;dio.
Estes encontros podem ser facilitados por uma rede de vizinhan&ccedil;a ou de proximidade que nem sempre &eacute; f&aacute;cil de estabelecer, principalmente para os pais que vivem em cidades mais impessoais, mas que &eacute; &laquo;meio caminho andado para que a crian&ccedil;a consiga desenvolver um conjunto de atividades, porque a&iacute;, sim, j&aacute; vai ser poss&iacute;vel juntar o grupo, j&aacute; vai ser poss&iacute;vel constituir equipas alargadas, partilharem a sua cultura l&uacute;dica... esse ser&aacute; o cen&aacute;rio ideal.&raquo;

E o esp&iacute;rito de ajuda entre fam&iacute;lias &eacute; necess&aacute;rio para que se possam garantir espa&ccedil;os livres e informais de brincadeira. &laquo;A fam&iacute;lia aqui tem de dar esse contributo, de programar e organizar as coisas, como organiza a vida das crian&ccedil;as ao longo do ano. &Eacute; um trabalho da fam&iacute;lia criar esses la&ccedil;os e esses momentos para que as crian&ccedil;as tamb&eacute;m os criem entre si e depois a partir da&iacute; facilitarem os espa&ccedil;os, revezarem-se entre si&raquo;, exemplifica.

Espa&ccedil;os de liberdade

E os espa&ccedil;os s&atilde;o tamb&eacute;m, na opini&atilde;o de Alberto N&iacute;dio, uma quest&atilde;o importante das f&eacute;rias, devendo ser privilegiados, sempre que poss&iacute;vel, espa&ccedil;os e brincadeiras ao ar livre dos quais as crian&ccedil;as se possam apropriar. Um quintal, um largo de aldeia, uma praceta citadina que n&atilde;o tenha tr&acirc;nsito, um espa&ccedil;o verde dentro de algum bloco de uma urbaniza&ccedil;&atilde;o, um parque s&atilde;o algumas das hip&oacute;teses avan&ccedil;adas pelo investigador da Universidade do Minho, ainda que tamb&eacute;m nestes exemplos existam &quot;mas&quot;. &laquo;Em boa verdade, as crian&ccedil;as n&atilde;o deixam de ter essa dificuldade. &Eacute; que os espa&ccedil;os para poderem brincar foram assaltados por parques de estacionamento e por equipamentos que est&atilde;o ao servi&ccedil;o de quase tudo menos das crian&ccedil;as&raquo;, lamenta.

Ao proporcionar o contacto com outras crian&ccedil;as h&aacute; que ter em conta, para al&eacute;m do espa&ccedil;o, o tempo e a programa&ccedil;&atilde;o das brincadeiras, dando a palavra aos mais novos, &laquo;porque sen&atilde;o deixa de ser um tempo das crian&ccedil;as e passa a ser um tempo dos adultos para as crian&ccedil;as. As crian&ccedil;as t&ecirc;m culturas pr&oacute;prias, dentro das suas culturas pr&oacute;prias t&ecirc;m as suas culturas l&uacute;dicas, talvez a express&atilde;o maior das culturas infantis. N&oacute;s temos de abrir espa&ccedil;o para que elas possam existir e s&oacute; existem quando elas est&atilde;o entre elas.&raquo;

A &ecirc;nfase dada &agrave; import&acirc;ncia das brincadeiras entre pares no per&iacute;odo veranil n&atilde;o exclui a participa&ccedil;&atilde;o dos pais durante este per&iacute;odo. &laquo;Sociologia da fam&iacute;lia que se preze tem de defender essa necessidade imperiosa de que a c&eacute;lula familiar esteja junta e uma coisa n&atilde;o tem necessariamente de prejudicar a outra.&raquo;
Alberto N&iacute;dio considera que s&atilde;o de privilegiar, nesta &eacute;poca, as atividades ao ar livre, at&eacute; com &laquo;alguma intensidade, porque ajuda as crian&ccedil;as a crescer&raquo;. Olhando para as atividades dentro de portas com os pais, como um &laquo;remedeio, porque n&atilde;o reclamam da crian&ccedil;a o ritual de juntar o grupo, de constituir equipa&raquo;, o investigador entende que, nesse caso, devem ser privilegiados os interesses da crian&ccedil;a.

Num dos cap&iacute;tulos da sua tese de doutoramento Jogos, Brinquedos e Brincadeiras &ndash; Trajetos Intergeracionais, Alberto N&iacute;dio faz refer&ecirc;ncia &agrave;s teorias que comprovam os benef&iacute;cios dos tempos ocupados livremente pelas crian&ccedil;as no seu desenvolvimento, na sua autonomia e na sua autoafirma&ccedil;&atilde;o, a par de uma diminui&ccedil;&atilde;o da sua express&atilde;o na vida dos mais novos.

Por isso, em tempo de f&eacute;rias, mais do que a preocupa&ccedil;&atilde;o por n&atilde;o poder dar umas f&eacute;rias de sonho &agrave;s crian&ccedil;as, os pais podem tentar encontrar meios para que estas usufruam de uma boa parte de tempo ocupado livremente entre pares, sem excluir atividades que ocupem os seus tempos livres na companhia dos pais.

Texto: Rita Bruno
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<pubDate>Thu, 14 Apr 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Matrimónio é ponto central da «Alegria do Amor»</title>
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<description><![CDATA[&nbsp;Foi publicada hoje a Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica P&oacute;s-sinodal A Alegria do Amor. O Papa Francisco elabora, em 325 pontos, aquilo que &eacute; a sua vis&atilde;o sobre a fam&iacute;lia e as suas diversas &aacute;reas, contando, e muito, com os contributos dos relat&oacute;rios finais dos s&iacute;nodos dos bispos de 2014 e 2015 e com os contributos de alguns bispos do mundo inteiro, um h&aacute;bito que tem sido recorrente nas suas mensagens, mostrando o consenso que existe entre a vis&atilde;o papal e da Igreja espalhada pelo mundo inteiro.


&nbsp;
O documento, com data de 19 de mar&ccedil;o, Dia do Pai, era esperado com alguma ansiedade por todo o mundo cat&oacute;lico, embora por diferentes raz&otilde;es. O Papa faz um aut&ecirc;ntico tratado sobre a fam&iacute;lia, as raz&otilde;es da sua exist&ecirc;ncia, a for&ccedil;a que possui na constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade de futuro, e a forma como a fam&iacute;lia e os seus membros devem ser, por um lado, espa&ccedil;o e agentes de evangeliza&ccedil;&atilde;o, e por outro acolhidos sem limites na miseric&oacute;rdia de Deus, deixando o aviso dirigido claramente aos pastores e agentes pastorais que nem sempre &eacute; poss&iacute;vel levar a cabo o ideal de vida proposto por Deus. &laquo;Tamb&eacute;m nos custa deixar espa&ccedil;o &agrave; consci&ecirc;ncia dos fi&eacute;is, que muitas vezes respondem o melhor que podem ao Evangelho no meio dos seus limites e s&atilde;o capazes de realizar o seu pr&oacute;prio discernimento perante situa&ccedil;&otilde;es onde se rompem todos os esquemas. Somos chamados a formar as consci&ecirc;ncias, n&atilde;o a pretender substitu&iacute;-las&raquo;, come&ccedil;a por avisar o Papa no ponto 36.
&nbsp;
Import&acirc;ncia do an&uacute;ncio &ldquo;positivo&rdquo; do matrim&oacute;nio
Grande parte do documento &eacute; dedicado ao matrim&oacute;nio, como seria de esperar. N&atilde;o s&oacute; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es irregulares, o ponto mais medi&aacute;tico, mas sobretudo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; forma como a fam&iacute;lia crist&atilde; deve conduzir a sua vida, n&atilde;o por causa de normativos jur&iacute;dicos, mas porque essa conduta a conduzir&aacute; &agrave; plenitude do amor de Deus e &agrave; felicidade. &laquo;Esta exorta&ccedil;&atilde;o adquire um significado especial no contexto deste Ano Jubilar da Miseric&oacute;rdia, em primeiro lugar, porque a vejo como uma proposta para as fam&iacute;lias crist&atilde;s, que as estimule a apreciar os dons do matrim&oacute;nio e da fam&iacute;lia e a manter um amor forte e cheio de valores como a generosidade, o compromisso, a fidelidade e a paci&ecirc;ncia; em segundo lugar, porque se prop&otilde;e encorajar todos a serem sinais de miseric&oacute;rdia e proximidade para a vida familiar, onde esta n&atilde;o se realize perfeitamente ou n&atilde;o se desenrole em paz e alegria&raquo;, pode ler-se logo no ponto 5.
&nbsp;
Sobre o matrim&oacute;nio, o Papa inicia a sua exposi&ccedil;&atilde;o com uma postura muito cr&iacute;tica ao que tem sido o trabalho da Igreja em promover este sacramento. &laquo;Muitas vezes, apresent&aacute;mos de tal maneira o matrim&oacute;nio que o seu fim unitivo, o convite a crescer no amor e o ideal de ajuda m&uacute;tua ficaram ofuscados por uma &ecirc;nfase quase exclusiva no dever da procria&ccedil;&atilde;o&raquo;, critica o Papa no ponto 36.
O Papa considera que &laquo;precisamos de encontrar as palavras, as motiva&ccedil;&otilde;es e os testemunhos que nos ajudem a tocar as cordas mais &iacute;ntimas dos jovens, onde s&atilde;o mais capazes de generosidade, de compromisso, de amor e at&eacute; mesmo de hero&iacute;smo, para os convidar a aceitar, com entusiasmo e coragem, o desafio do matrim&oacute;nio&raquo;, como se pode ler no ponto 40.
&nbsp;
Defendendo que &laquo;o sacramento do matrim&oacute;nio n&atilde;o &eacute; uma conven&ccedil;&atilde;o social, um rito vazio ou o mero sinal externo de um compromisso&raquo;, mas sim &laquo;um dom para a santifica&ccedil;&atilde;o e a salva&ccedil;&atilde;o dos esposos&raquo;, Francisco defende que a &laquo;decis&atilde;o de se casar e formar uma fam&iacute;lia deve ser fruto de um discernimento vocacional&raquo;.
&nbsp;
O documento fala tamb&eacute;m da import&acirc;ncia do erotismo na rela&ccedil;&atilde;o conjugal, enquanto &laquo;aut&ecirc;ntica dignidade do dom&raquo;, uma &aacute;rea que n&atilde;o se pode &laquo;menosprezar&raquo;. &laquo;N&atilde;o podemos, de maneira alguma, entender a dimens&atilde;o er&oacute;tica do amor como um mal permitido ou como um peso toler&aacute;vel para o bem da fam&iacute;lia, mas como dom de Deus que embeleza o encontro dos esposos&raquo;, diz no ponto 152.
&nbsp;
A exorta&ccedil;&atilde;o continua para al&eacute;m destas mat&eacute;rias, responsabilizando os pais e a comunidade paroquial pela educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as na f&eacute;, com exemplos e testemunhos, e d&aacute; v&aacute;rias ideias sobre o que deve ser a educa&ccedil;&atilde;o dos filhos, a import&acirc;ncia dos castigos, da ora&ccedil;&atilde;o, do exemplo dos pais, terminando a afirmar que &laquo;nenhuma fam&iacute;lia &eacute; uma realidade perfeita e confecionada de uma vez para sempre, mas requer um progressivo amadurecimento da sua capacidade de amar&raquo;. &laquo;Avancemos, fam&iacute;lias; continuemos a caminhar! Aquilo que se nos promete &eacute; sempre mais. N&atilde;o percamos a esperan&ccedil;a por causa dos nossos limites, mas tamb&eacute;m n&atilde;o renunciemos a procurar a plenitude de amor e comunh&atilde;o que nos foi prometida&raquo;, conclui o ponto 325.

Texto: Ricardo Perna
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<pubDate>Fri, 08 Apr 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa deixa tudo nas mãos dos pastores e do discernimento</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/papa-deixa-tudo-nas-maos-dos-pastores-e-do-discernimento</link>
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<description><![CDATA[A Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica P&oacute;s-sinodal&nbsp;A Alegria do Amor, publicada hoje pelo Papa Francisco elabora, em 325 pontos, aquilo que &eacute; a sua vis&atilde;o sobre a fam&iacute;lia e as suas diversas &aacute;reas. Sobre as situa&ccedil;&otilde;es irregulares, que aborda particularmente no cap&iacute;tulo 8, a quest&atilde;o pela qual muitos ansiavam, o Papa acaba por deixar tudo nas m&atilde;os dos pastores e do discernimento caso a caso. Nunca referindo explicitamente que est&aacute; negado o acesso aos sacramentos, o Papa tamb&eacute;m nunca refere que o mesmo ser&aacute; disponibilizado para todos, mas deixa pistas sobre aquilo que deve ser a a&ccedil;&atilde;o dos pastores. &laquo;O caminho da Igreja &eacute; o de n&atilde;o condenar eternamente ningu&eacute;m&raquo;, come&ccedil;a por dizer no ponto 296.




O Papa explica que &laquo;&eacute; compreens&iacute;vel que se n&atilde;o devia esperar do s&iacute;nodo ou desta exorta&ccedil;&atilde;o uma nova normativa geral de tipo can&oacute;nico, aplic&aacute;vel a todos os casos. &Eacute; poss&iacute;vel apenas um novo encorajamento a um respons&aacute;vel discernimento pessoal e pastoral dos casos particulares, que deveria reconhecer: uma vez que &ldquo;o grau de responsabilidade n&atilde;o &eacute; igual em todos os casos&rdquo;, as consequ&ecirc;ncias ou efeitos de uma norma n&atilde;o devem necessariamente ser sempre os mesmos.&raquo; Este ponto 300 tem uma adenda importante, onde o Papa acrescenta que &laquo;tamb&eacute;m n&atilde;o devem ser sempre os mesmos [as consequ&ecirc;ncias ou efeitos] na aplica&ccedil;&atilde;o da disciplina sacramental, dado que o discernimento pode reconhecer que, numa situa&ccedil;&atilde;o particular, n&atilde;o h&aacute; culpa grave. Neste caso, aplica-se o que afirmei noutro documento: A Eucaristia, embora constitua a plenitude da vida sacramental, n&atilde;o &eacute; um pr&eacute;mio para os perfeitos, mas um rem&eacute;dio generoso e um alimento para os fracos.&raquo; (Cf.&nbsp;Evangelii gaudium)

Estas considera&ccedil;&otilde;es podem ser vistas como uma porta que se abre para a integra&ccedil;&atilde;o plena em alguns casos, espec&iacute;ficos, desde que bem acompanhados pelos pastores e por um discernimento bem feito, mas nunca poder&atilde;o ser vistos como regra geral, como o Papa faz quest&atilde;o de frisar tamb&eacute;m no ponto 300. &laquo;Para que isto aconte&ccedil;a, devem garantir-se as necess&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es de humildade, privacidade, amor &agrave; Igreja e &agrave; sua doutrina, na busca sincera da vontade de Deus e no desejo de chegar a uma resposta mais perfeita &agrave; mesma. Estas atitudes s&atilde;o fundamentais para evitar o grave risco de mensagens equivocadas, como a ideia de que algum sacerdote pode conceder rapidamente &ldquo;exce&ccedil;&otilde;es&rdquo;, ou de que h&aacute; pessoas que podem obter privil&eacute;gios sacramentais em troca de favores&raquo;, indica.

Estas indica&ccedil;&otilde;es acabam por ajudar tamb&eacute;m os fi&eacute;is a perceberem como proceder se, em situa&ccedil;&atilde;o irregular, pretendem na mesma esta aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave; Igreja e &agrave; vida comunit&aacute;ria. O Papa sugere, no ponto 312, que os fi&eacute;is se aproximem &laquo;com confian&ccedil;a para falar com os seus pastores ou com leigos que vivem entregues ao Senhor&raquo;. Por outro lado, convida &laquo;os pastores a escutar, com carinho e serenidade, com o desejo sincero de entrar no cora&ccedil;&atilde;o do drama das pessoas e compreender o seu ponto de vista, para as ajudar a viver melhor e a reconhecer o seu lugar na Igreja&raquo;.

O Papa volta a ser muito cr&iacute;tico quando afirma que &laquo;um pastor n&atilde;o se pode sentir satisfeito apenas aplicando leis morais &agrave;queles que vivem em situa&ccedil;&otilde;es &ldquo;irregulares&rdquo;, como se fossem pedras que se atiram contra a vida das pessoas&raquo;. &laquo;&Eacute; poss&iacute;vel que uma pessoa, no meio de uma situa&ccedil;&atilde;o objetiva de pecado &ndash; mas subjetivamente n&atilde;o seja culp&aacute;vel ou n&atilde;o o seja plenamente &ndash;, possa viver na gra&ccedil;a de Deus, possa amar e possa tamb&eacute;m crescer na vida de gra&ccedil;a e de caridade, recebendo para isso a ajuda da Igreja (inclusive nos sacramentos, conforme indica em nota de rodap&eacute;).&nbsp;

O Papa adivinha que esta pastoral caso a caso gere alguma resist&ecirc;ncia por parte de alguns sectores da Igreja, e por isso aproveita para acrescentar no ponto 308 que &laquo;compreendo aqueles que preferem uma pastoral mais r&iacute;gida, que n&atilde;o d&ecirc; lugar a confus&atilde;o alguma; mas creio sinceramente que Jesus Cristo quer uma Igreja atenta ao bem que o Esp&iacute;rito derrama no meio da fragilidade: uma M&atilde;e que, ao mesmo tempo que expressa claramente a sua doutrina objetiva, &ldquo;n&atilde;o renuncia ao bem poss&iacute;vel, ainda que corra o risco de se sujar com a lama da estrada&rdquo;&raquo;.

Texto e Fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Fri, 08 Apr 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Experiência» de padres casados é «útil» para o Papa</title>
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<description><![CDATA[Na sua exorta&ccedil;&atilde;o &ldquo;A Alegria do Amor&rdquo;, o Papa Francisco aborda a necessidade dos sacerdotes se prepararem bem para o acompanhamento das fam&iacute;lias das suas comunidades. O Papa refere que &laquo;os esposos agradecem que os pastores lhes ofere&ccedil;am motiva&ccedil;&otilde;es para uma aposta corajosa num amor forte, s&oacute;lido, duradouro, capaz de enfrentar todos os imprevistos que lhes surjam&raquo;, mas adianta que &laquo;h&aacute; necessidade duma &ldquo;forma&ccedil;&atilde;o mais adequada dos presb&iacute;teros, di&aacute;conos, religiosos e religiosas, catequistas e restantes agentes pastorais&rdquo;&raquo;.



Durante os S&iacute;nodos, tinha sido levantada esta quest&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o dos sacerdotes, defendendo os participantes na altura que era necess&aacute;rio que as mulheres pudessem tomar parte na forma&ccedil;&atilde;o do sacerdotes. Na exorta&ccedil;&atilde;o, Francisco acrescenta um dado novo, o exemplo dos padres casados das igrejas orientais: &laquo; Nas respostas &agrave;s consulta&ccedil;&otilde;es promovidas em todo o mundo, ressaltou-se que os ministros ordenados carecem, habitualmente, de forma&ccedil;&atilde;o adequada para tratar dos complexos problemas atuais das fam&iacute;lias; para isso, pode ser &uacute;til tamb&eacute;m a experi&ecirc;ncia da longa tradi&ccedil;&atilde;o oriental dos sacerdotes casados&raquo;, pode ler-se no ponto 202.

Esta &eacute; uma novidade, na senda de algumas conversas e movimenta&ccedil;&otilde;es que se t&ecirc;m promovido na igreja na europa, que apontam para a possibilidade da ordena&ccedil;&atilde;o de homens casados. D. Il&iacute;dio Leandro, bispo de Viseu, j&aacute; se tinha mostrado favor&aacute;vel a essa situa&ccedil;&atilde;o, e estas palavras do Papa chegam numa altura em que o assunto tem sido debatido de forma especial.

Mas n&atilde;o &eacute; apenas por a&iacute; que o Papa pretende mudar a forma&ccedil;&atilde;o dos sacerdotes. No ponto 203, diz que &laquo;os seminaristas deveriam ter acesso a uma forma&ccedil;&atilde;o interdisciplinar mais ampla sobre namoro e matrim&oacute;nio, n&atilde;o se limitando &agrave; doutrina&raquo;, principalmente porque &laquo;alguns carregam, na sua vida, a experi&ecirc;ncia da sua pr&oacute;pria fam&iacute;lia ferida, com a aus&ecirc;ncia de pais e instabilidade emocional&raquo;.

Em virtude destas realidades, o Papa escreve que &laquo;&eacute; preciso garantir um amadurecimento, durante a forma&ccedil;&atilde;o, para que os futuros ministros possuam o equil&iacute;brio ps&iacute;quico que a sua miss&atilde;o lhes exige. Os la&ccedil;os familiares s&atilde;o fundamentais para fortificar a autoestima sadia dos seminaristas&raquo;, refor&ccedil;a.

Neste sentido, Francisco pede que &laquo;as fam&iacute;lias acompanhem todo o processo do Semin&aacute;rio e do sacerd&oacute;cio, pois ajudam a revigor&aacute;-lo de forma realista&raquo;. &laquo;Neste sentido, &eacute; salutar a combina&ccedil;&atilde;o de tempos de vida no Semin&aacute;rio com outros de vida em par&oacute;quias, que permitam tomar maior contacto com a realidade concreta das fam&iacute;lias. De facto, ao longo da sua vida pastoral, o sacerdote encontra-se sobretudo com fam&iacute;lias&raquo;, pode ler-se ainda no ponto 203.

Texto e Foto: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Fri, 08 Apr 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Há muitos eufemismos, mas eutanásia é matar»</title>
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<description><![CDATA[
&nbsp;
No final de mais uma assembleia plen&aacute;ria dos bispos portugueses, D. Manuel Clemente, presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), referiu que n&atilde;o podemos &laquo;eliminar do nosso horizonte o que faz parte da vida, que &eacute; tamb&eacute;m o sofrimento e e as limita&ccedil;&otilde;es&raquo;. &laquo;N&atilde;o podemos colocar essas limita&ccedil;&otilde;es em zonas de sombra, descart&aacute;veis, temos de apoiar solidariamente essas vidas&raquo;, defendeu, em declara&ccedil;&otilde;es aos jornalistas.
&nbsp;
D. Manuel Clemente sustentou que &laquo;a discuss&atilde;o da eutan&aacute;sia &eacute; semelhante &agrave; do aborto&raquo;. &laquo;Se come&ccedil;amos a fazer cortes em termos de coer&ecirc;ncia, chegamos a situa&ccedil;&otilde;es muito complexas&raquo;, avisou. Admitindo que este assunto pode mesmo vir a ser legislado - &laquo;eu j&aacute; admito quase tudo hoje em dia&raquo;, referiu, de forma ir&oacute;nica &ndash; o presidente da CEP afirmou que sabe qual &eacute; a sua &laquo;frente de combate&raquo; e que dela &laquo;n&atilde;o saio&raquo;. &laquo;N&oacute;s c&aacute; estaremos como sociedade para retomar a quest&atilde;o e resolv&ecirc;-la melhor a seguir. Nenhuma solu&ccedil;&atilde;o referendada ou legislada fechar&aacute; a quest&atilde;o. Vamos esclarecer melhor a n&oacute;s e aos outros, mas n&atilde;o vamos desistir&raquo;, disse.
&nbsp;
Os bispos portugueses querem que o Estado, &laquo;que tem os recursos de todos n&oacute;s para usar, trabalhe para resolver&raquo; a quest&atilde;o do pouco acesso a cuidados paliativos que existe na sociedade. &laquo;Cuidar, n&atilde;o descartar. Hoje s&atilde;o os outros, amanh&atilde; podemos ser n&oacute;s&raquo;, sustentou.
&nbsp;
Quest&atilde;o dos refugiados n&atilde;o pode cair na &laquo;poeirada opaca&raquo;
Questionado sobre a import&acirc;ncia da visita de Francisco e do Patriarca de Constantinopla &agrave; ilha de Lesbos, que mais est&aacute; a ser afetada pela chegada de refugiados, o presidente da CEP diz que &laquo;vai ter muito impacto&raquo;, e relembra a ida do Papa Francisco &agrave; ilha de Lampedusa em 2013. &laquo;&Eacute; muito importante n&atilde;o deixar a quest&atilde;o fugir da agenda, sabemos como foi importante a quest&atilde;o de Lampedusa&raquo;, disse.
&nbsp;
D. Manuel Clemente avisou que a catadupa &laquo;de acontecimentos medi&aacute;ticos n&atilde;o pode desviar o foco&raquo; desta quest&atilde;o. &laquo;Quando os acontecimentos v&ecirc;m em catadupa, ficamos num certo atordoamento onde nada se define, a poeirada &eacute; t&atilde;o opaca que se perde o foco, e manter na agenda &eacute; muito importante&raquo;, considera.
&nbsp;
Processos breve de nulidade j&aacute; est&atilde;o em funcionamento
Os bispos portugueses aproveitaram esta assembleia para refletir e procurar uma forma de atua&ccedil;&atilde;o &laquo;conjunta&raquo; no que diz respeito aos processos breves de nulidade matrimonial, que est&atilde;o ao cargo dos bispos. &laquo;&Eacute; bom que os bispos portugueses conjuguem a sua a&ccedil;&atilde;o, porque somos 20 dioceses e as pessoas hoje em dia mudam muito de diocese para diocese&raquo;, disse D. Manuel, que explicou que &laquo;n&atilde;o &eacute; muito vulgar que apare&ccedil;am pedidos de verifica&ccedil;&atilde;o da validade do v&iacute;nculo sacramental, corroborado pelas duas partes... n&atilde;o &eacute; assim tao f&aacute;cil&raquo;, disse.
Apesar disso, os processos breves j&aacute; est&atilde;o a decorrer nas dioceses. Quem permite o acesso aos mesmos s&atilde;o os funcion&aacute;rios do tribunal, que, ao avaliarem o caso, podem considerar que deve passar diretamente para o bispo diocesano, &laquo;ou o vig&aacute;rio que atue em nome dele&raquo;, conforme explicou o presidente da CEP.
&nbsp;
Exorta&ccedil;&atilde;o vai p&ocirc;r t&oacute;nica na prepara&ccedil;&atilde;o para o matrim&oacute;nio
Amanh&atilde; sai a t&atilde;o esperada exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica p&oacute;s-sinodal, &laquo;A Alegria do Amor&raquo;. N&atilde;o sabendo ainda o que ela ir&aacute; conter - &laquo;s&oacute; amanh&atilde; &eacute; que a vou poder ler&raquo; - D. Manuel antev&ecirc; uma forte aposta na &laquo;prepara&ccedil;&atilde;o para o matrim&oacute;nio cat&oacute;lico&raquo;. &laquo;Em muitas das nossas sociedades, havia uma coincid&ecirc;ncia entre matrim&oacute;nio formal e cat&oacute;lico. N&oacute;s n&atilde;o vivemos numa sociedade com essa coincid&ecirc;ncia. O que &eacute; o casamento n&atilde;o corresponde &agrave; conce&ccedil;&atilde;o crist&atilde; do matrim&oacute;nio e da fam&iacute;lia, e por isso temos de preparar as pessoas nesse sentido&raquo;.
&nbsp;
Neste sentido, D. Manuel Clemente pede &laquo;mais exig&ecirc;ncia, mais defini&ccedil;&atilde;o das coisas&raquo;. &laquo;Esse &eacute; o grande desafio&raquo;, defendeu.
&nbsp;
Sobre o que se esperar relativamente aos divorciados recasados, D. Manuel Clemente n&atilde;o fechou a porta a algumas altera&ccedil;&otilde;es, conforme j&aacute; tinha defendido em entrevista &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; antes do S&iacute;nodo. &laquo;Uma coisa &eacute; a afirma&ccedil;&atilde;o gen&eacute;rica, outra coisa &eacute; a verifica&ccedil;&atilde;o caso a caso de responsabilidade, de culpa, da situa&ccedil;&atilde;o de cada um. Vamos ver o que vem da exorta&ccedil;&atilde;o, e como &eacute; que este ajustamento entre o que &eacute; uma afirma&ccedil;&atilde;o global e o caso a caso pode funcionar da mesma maneira&raquo;, afirmou.
&nbsp;
Texto e Fotos: Ricardo Perna]]></description>
<pubDate>Thu, 07 Apr 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<item>
<title>Bispos querem Igreja como «família de famílias»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/bispos-querem-igreja-como-familia-de-familias</link>
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<description><![CDATA[A 189&ordf; assembleia plen&aacute;ria da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa iniciou hoje com o discurso de abertura feito pelo seu presidente, D. Manuel Clemente, cardeal patriarca de Lisboa. Com o prop&oacute;sito de analisar o Motu Proprio&nbsp;Mitis Iudex Dominus Iesus, nomeadamente &laquo;o papel do Bispos diocesanos nas causas matrimoniais&raquo;, D. Manuel Clemente explicou que este seria uma &laquo;perspetiva&ccedil;&atilde;o e um crit&eacute;rio imprescind&iacute;veis para a a&ccedil;&atilde;o pastoral no seu conjunto, para que cada comunidade se torne &ldquo;fam&iacute;lia de fam&iacute;lias&rdquo; - e est&iacute;mulo para a sociedade no mesmo sentido&raquo;.

O presidente da CEP anunciou ainda que os bispos ir&atilde;o refletir mais sobre a quest&atilde;o da eutan&aacute;sia, mesmo ap&oacute;s a publica&ccedil;&atilde;o da Nota Pastoral &laquo;Eutan&aacute;sia: o que est&aacute; em jogo? Contributos para um di&aacute;logo sereno e humanizador&raquo;, publicada pelo Conselho Permanente da CEP a 8 de mar&ccedil;o. &laquo;N&atilde;o nos alheamos do sofrimento de muitos e da falta de resposta que ainda encontra, por car&ecirc;ncias de v&aacute;rias ordem, que podem e devem ser colmatadas&raquo;, disse D. Manuel Clemente, para em seguida defender, citando a nota, que &laquo;n&atilde;o se elimina o sofrimento com a morte: com a morte elimina-se a vida da pessoa que sofre. O sofrimento pode ser eliminado ou debelado com os cuidados paliativos, n&atilde;o com a morte&raquo;.


O presidente da CEP refor&ccedil;ou o aviso de que a &laquo;hipot&eacute;tica&raquo; legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia acarreta o &laquo;o s&eacute;rio risco de que a morte passe a ser encarada como resposta a essas situa&ccedil;&otilde;es, j&aacute; que a solu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o passaria por um esfor&ccedil;o solid&aacute;rio de combate &agrave; doen&ccedil;a e ao sofrimento, mas pela supress&atilde;o da vida da pessoa doente e sofredora, pretensamente diminu&iacute;da na sua dignidade&raquo;, conforme j&aacute; tinham afirmado na Nota Pastoral.

Esta reuni&atilde;o dos bispos, que durar&aacute; at&eacute; quinta-feira, vai ainda refletir sobre o Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima enquanto &laquo;fator de reencontro e expans&atilde;o do que o sentimento &ldquo;cat&oacute;lico&rdquo; de grande parte do nosso povo pode oferecer &agrave; sociedade em geral&raquo;, disse D. Manuel no seu discurso. &laquo;Na verdade, a Mensagem de F&aacute;tima traz-nos um &ldquo;C&eacute;u&rdquo; preocupado com a &ldquo;Terra&rdquo;, e assim mesmo expresso no que a M&atilde;e de Cristo diz aos pastorinhos e nos diz a n&oacute;s: construir a paz pela convers&atilde;o das vidas, adorando a Deus e fazendo o bem&raquo;, afirmou perante todos os bispos.&nbsp;

Terrorismo e fundamentalismo existem porque sociedade n&atilde;o &eacute; t&atilde;o &laquo;solid&aacute;ria&raquo; como poderia
Num &uacute;ltimo ponto do seu discurso, D. Manuel Clemente falou sobre a P&aacute;scoa e a &laquo;oportuna&raquo; alegria e luz que ela trouxe &agrave; &laquo;sociedade e &agrave; cultura&raquo;, que se encontra perante &laquo;tantos desafios&raquo;. &laquo;N&atilde;o est&aacute; superada a &ldquo;crise&rdquo; financeira do final da d&eacute;cada anterior (...); n&atilde;o se integraram devidamente na nossa sociedade e valores civilizacionais b&aacute;sicos muitas pessoas provenientes de outras partes do mundo, criando-se com um duvidoso &ldquo;multiculturalismo&rdquo; aut&ecirc;nticas bolsas de m&uacute;tua exclus&atilde;o, prop&iacute;cias a atitudes de grande viol&ecirc;ncia; n&atilde;o se encontrou ainda uma solu&ccedil;&atilde;o capaz para o surto incomum de migrantes e refugiados que procuram no nosso Continente as condi&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de vida (...); os fundamentalismos, o terrorismo ou a inseguran&ccedil;a interligam-se num fundo comum de desconhecimento e at&eacute; rejei&ccedil;&atilde;o dos outros, quando ter&iacute;amos todas as possibilidades materiais e medi&aacute;ticas para estarmos realmente pr&oacute;ximos e ser muito mais solid&aacute;rios&raquo;, defendeu D. Manuel Clemente.

Neste sentido, o presidente da CEP recordou que o Papa Francisco tem tentado recentrar &laquo;a Igreja nas periferias em que ela pr&oacute;pria come&ccedil;ou (periferia do sistema sociocultural da altura)&raquo;, principalmente na sua &uacute;ltima enc&iacute;clica, Laudato Si, onde &laquo;prop&otilde;e uma resposta integrada e harm&oacute;nica para a diversa problem&aacute;tica que nos afeta como humanidade, n&atilde;o deixando o mundo f&iacute;sico entregue &agrave; manipula&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, o mundo sociopol&iacute;tico ao jogo dos interesses mais ou menos confessados de grupos e pa&iacute;ses, ou os valores reduzidos ao desejo de cada um&raquo;.

Com a aplica&ccedil;&atilde;o do conceito de ecologia integral, D. Manuel refor&ccedil;a, citando o Papa, que &laquo;n&atilde;o h&aacute; duas crises separadas: uma ambiental e outra social; mas uma &uacute;nica e complexa crise socioambiental. As diretrizes para a solu&ccedil;&atilde;o requerem uma abordagem integral para combater a pobreza, devolver a dignidade aos exclu&iacute;dos e, simultaneamente, cuidar da natureza&raquo;.]]></description>
<pubDate>Mon, 04 Apr 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<item>
<title>Bispos portugueses defendem igreja como «família de famílias»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/bispos-portugueses-defendem-igreja-como-familia-de-familias</link>
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<description><![CDATA[A 189&ordf; assembleia plen&aacute;ria da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa iniciou hoje com o discurso de abertura feito pelo seu presidente, D. Manuel Clemente, cardeal patriarca de Lisboa. Com o prop&oacute;sito de analisar o Motu Proprio Mitis Iudex Dominus Iesus, nomeadamente &laquo;o papel do Bispos diocesanos nas causas matrimoniais&raquo;, D. Manuel Clemente explicou que este seria uma &laquo;perspetiva&ccedil;&atilde;o e um crit&eacute;rio imprescind&iacute;veis para a a&ccedil;&atilde;o pastoral no seu conjunto, para que cada comunidade se torne &ldquo;fam&iacute;lia de fam&iacute;lias&rdquo; - e est&iacute;mulo para a sociedade no mesmo sentido&raquo;.
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O presidente da CEP anunciou ainda que os bispos ir&atilde;o refletir mais sobre a quest&atilde;o da eutan&aacute;sia, mesmo ap&oacute;s a publica&ccedil;&atilde;o da Nota Pastoral &laquo;Eutan&aacute;sia: o que est&aacute; em jogo? Contributos para um di&aacute;logo sereno e humanizador&raquo;, publicada pelo Conselho Permanente da CEP a 8 de mar&ccedil;o. &laquo;N&atilde;o nos alheamos do sofrimento de muitos e da falta de resposta que ainda encontra, por car&ecirc;ncias de v&aacute;rias ordem, que podem e devem ser colmatadas&raquo;, disse D. Manuel Clemente, para em seguida defender, citando a nota, que &laquo;n&atilde;o se elimina o sofrimento com a morte: com a morte elimina-se a vida da pessoa que sofre. O sofrimento pode ser eliminado ou debelado com os cuidados paliativos, n&atilde;o com a morte&raquo;.


O presidente da CEP refor&ccedil;ou o aviso de que a &laquo;hipot&eacute;tica&raquo; legaliza&ccedil;&atilde;o da eutan&aacute;sia acarreta o &laquo;o s&eacute;rio risco de que a morte passe a ser encarada como resposta a essas situa&ccedil;&otilde;es, j&aacute; que a solu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o passaria por um esfor&ccedil;o solid&aacute;rio de combate &agrave; doen&ccedil;a e ao sofrimento, mas pela supress&atilde;o da vida da pessoa doente e sofredora, pretensamente diminu&iacute;da na sua dignidade&raquo;, conforme j&aacute; tinham afirmado na Nota Pastoral.
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Esta reuni&atilde;o dos bispos, que durar&aacute; at&eacute; quinta-feira, vai ainda refletir sobre o Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es de F&aacute;tima enquanto &laquo;fator de reencontro e expans&atilde;o do que o sentimento &ldquo;cat&oacute;lico&rdquo; de grande parte do nosso povo pode oferecer &agrave; sociedade em geral&raquo;, disse D. Manuel no seu discurso. &laquo;Na verdade, a Mensagem de F&aacute;tima traz-nos um &ldquo;C&eacute;u&rdquo; preocupado com a &ldquo;Terra&rdquo;, e assim mesmo expresso no que a M&atilde;e de Cristo diz aos pastorinhos e nos diz a n&oacute;s: construir a paz pela convers&atilde;o das vidas, adorando a Deus e fazendo o bem&raquo;, afirmou perante todos os bispos.
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Terrorismo e fundamentalismo existem porque sociedade n&atilde;o &eacute; t&atilde;o &laquo;solid&aacute;ria&raquo; como poderia
Num &uacute;ltimo ponto do seu discurso, D. Manuel Clemente falou sobre a P&aacute;scoa e a &laquo;oportuna&raquo; alegria e luz que ela trouxe &agrave; &laquo;sociedade e &agrave; cultura&raquo;, que se encontra perante &laquo;tantos desafios&raquo;. &laquo;N&atilde;o est&aacute; superada a &ldquo;crise&rdquo; financeira do final da d&eacute;cada anterior (...); n&atilde;o se integraram devidamente na nossa sociedade e valores civilizacionais b&aacute;sicos muitas pessoas provenientes de outras partes do mundo, criando-se com um duvidoso &ldquo;multiculturalismo&rdquo; aut&ecirc;nticas bolsas de m&uacute;tua exclus&atilde;o, prop&iacute;cias a atitudes de grande viol&ecirc;ncia; n&atilde;o se encontrou ainda uma solu&ccedil;&atilde;o capaz para o surto incomum de migrantes e refugiados que procuram no nosso Continente as condi&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de vida (...); os fundamentalismos, o terrorismo ou a inseguran&ccedil;a interligam-se num fundo comum de desconhecimento e at&eacute; rejei&ccedil;&atilde;o dos outros, quando ter&iacute;amos todas as possibilidades materiais e medi&aacute;ticas para estarmos realmente pr&oacute;ximos e ser muito mais solid&aacute;rios&raquo;, defendeu D. Manuel Clemente.
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Neste sentido, o presidente da CEP recordou que o Papa Francisco tem tentado recentrar &laquo;a Igreja nas periferias em que ela pr&oacute;pria come&ccedil;ou (periferia do sistema sociocultural da altura)&raquo;, principalmente na sua &uacute;ltima enc&iacute;clica, Laudato Si, onde &laquo;prop&otilde;e uma resposta integrada e harm&oacute;nica para a diversa problem&aacute;tica que nos afeta como humanidade, n&atilde;o deixando o mundo f&iacute;sico entregue &agrave; manipula&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, o mundo sociopol&iacute;tico ao jogo dos interesses mais ou menos confessados de grupos e pa&iacute;ses, ou os valores reduzidos ao desejo de cada um&raquo;.
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Com a aplica&ccedil;&atilde;o do conceito de ecologia integral, D. Manuel refor&ccedil;a, citando o Papa, que &laquo;n&atilde;o h&aacute; duas crises separadas: uma ambiental e outra social; mas uma &uacute;nica e complexa crise socioambiental. As diretrizes para a solu&ccedil;&atilde;o requerem uma abordagem integral para combater a pobreza, devolver a dignidade aos exclu&iacute;dos e, simultaneamente, cuidar da natureza&raquo;.]]></description>
<pubDate>Mon, 04 Apr 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<item>
<title>Pais separados: Ajudar os nossos filhos</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/pais-separados-ajudar-os-nossos-filhos</link>
<guid>https://familiacrista.paulus.pt:443/pais-separados-ajudar-os-nossos-filhos</guid>
<description><![CDATA[&nbsp;

Quando um casal se separa, os filhos sofrem mudan&ccedil;as radicais, come&ccedil;am a ter grandes dificuldades e medo de perderem as refer&ecirc;ncias afetivas. Para os acompanhar nestes momentos dif&iacute;ceis, os pais, unidos, devem ser claros e respons&aacute;veis.


&laquo;Como todos os dias, levantou-se, vestiu-se e saiu de casa. Foi at&eacute; &agrave; esta&ccedil;&atilde;o e quando veio o comboio, lan&ccedil;ou-se para a linha. Tinha apenas 15 anos. O impacto do div&oacute;rcio dos pais n&atilde;o lhe deixou outra sa&iacute;da, e aos bombeiros s&oacute; restou recolher um pobre corpo sem vida. Mas os familiares n&atilde;o deixam de se interrogar sobre as causas. Parecem andar todas &agrave; volta da separa&ccedil;&atilde;o dos pais.&raquo;

Nem sempre a hist&oacute;ria &eacute; dram&aacute;tica como esta de Marcos &ndash; nome fict&iacute;cio &ndash;, de que um jornal di&aacute;rio falou a 8 de janeiro de 2011. Mas, certamente, para os filhos, pequenos ou grandes, a separa&ccedil;&atilde;o e o div&oacute;rcio dos pais &eacute; sempre fonte de sofrimento.

Sinais de alarme
Umas vezes, se a crian&ccedil;a ainda &eacute; pequena, manifestam-se as birras; outras vezes, quem paga s&atilde;o as notas na escola; outras vezes ainda, o afastamento da companhia dos amigos e um s&uacute;bito mutismo. Os sinais de que algo n&atilde;o est&aacute; bem s&atilde;o muito diversos. S&atilde;o campainhas de alarme importantes que, apesar das dificuldades da separa&ccedil;&atilde;o, os pais devem reconhecer, para ajudarem os filhos a atravessar este momento muito delicado.

&laquo;Paulo tem oito anos&raquo;, conta Antonello Vanni, professor e escritor, no livro Figli nella tempesta (San Paolo, 224 pp.), referindo a confiss&atilde;o de uma professora durante um encontro com pais. &laquo;Se bem que j&aacute; seja grande, quando chega &agrave; escola chora, agarra-se &agrave; m&atilde;e e n&atilde;o quer entrar. Desde h&aacute; algumas semanas que a sua professora notou que o rapaz manifesta comportamentos anormais: tem dificuldades de concentra&ccedil;&atilde;o, isola-se, empurra os colegas quando desce as escadas e algumas vezes chegou a recusar o prato com a refei&ccedil;&atilde;o. A professora conversa com a m&atilde;e, que desabafa e, em l&aacute;grimas, conta que &ldquo;como se separaram, o pai de Paolo desapareceu deixando-a sozinha com aquele filho e uma menina de tr&ecirc;s anos. S&oacute; se faz ver ou ouvir apenas para discutir.&quot;&raquo;

Tempestade dentro de casa
&Eacute; a &quot;tempestade&quot; que se faz sentir dentro de casa. Primeiro, foram apenas alguns avisos sobre o horizonte, depois a certeza de que algo ia mal e que a situa&ccedil;&atilde;o estava a mudar: as discuss&otilde;es mais frequentes entre pai e m&atilde;e, o falar em voz alta, as exig&ecirc;ncias da vida quotidiana que se descuram. &laquo;Porque &eacute; que o pai se foi embora? Quem me explica o que aconteceu?&raquo; &laquo;Vejo a m&atilde;e a chorar escondida, porqu&ecirc;?&raquo; &laquo;E agora quem &eacute; que me leva aos treinos?&raquo; A seguir aparecem, frequent&iacute;ssimos, os sentimentos de culpa, como se tudo dependesse de um erro delas.

S&atilde;o algumas rea&ccedil;&otilde;es dos &quot;filhos da separa&ccedil;&atilde;o&quot;. &laquo;Nestas situa&ccedil;&otilde;es, os filhos ficam no meio de tudo e sofrem, muitas vezes atribuindo-se a culpa das discuss&otilde;es dos adultos&raquo;, explica Costanza Marzotto, psic&oacute;loga, mediadora familiar e professora na Faculdade de Psicologia da Universidade Cat&oacute;lica de Mil&atilde;o. &laquo;Os filhos s&atilde;o sempre &quot;contra&quot; a separa&ccedil;&atilde;o dos pais, a menos que os dois adultos n&atilde;o sejam demasiado conflituosos. Neste caso, com a separa&ccedil;&atilde;o &ldquo;respiram um pouco&rdquo;, mas v&atilde;o ao encontro de um sofrimento bem maior, com risco de patologia, se, ap&oacute;s a separa&ccedil;&atilde;o, os dois pais continuam a discutir continuamente.&raquo;

Filhos precisam de afeto dos pais
&laquo;Devemos lembrar&raquo;, refor&ccedil;a Antonello Vanni, &laquo;que com o div&oacute;rcio se deixa de ser marido e mulher, mas n&atilde;o se cessa de ser pai e m&atilde;e de filhos que precisam de todo o afeto poss&iacute;vel tanto de um como de outro.&raquo; Afeto, precisamente... A professora e psic&oacute;loga, com as suas colaboradoras, h&aacute; j&aacute; dez anos que dirige na Universidade Cat&oacute;lica de Mil&atilde;o os &quot;Grupos de palavra para filhos de pais separados&quot; e tem bem presente qual &eacute; o maior sofrimento: &laquo;Os filhos sofrem sobretudo por terem perdido a facilidade de aceder a um dos pais; deve ter-se uma aten&ccedil;&atilde;o especial ao modo como s&atilde;o colocados os menores, pelo facto de n&atilde;o verem o pai quando &eacute; preciso, nem de poderem brincar com os dois; em suma, &ldquo;andam de j&aacute; para j&oacute;&rdquo;.&raquo;


&nbsp;


&nbsp;
por Maria Teresa Antognazza
Em colabora&ccedil;&atilde;o com Costanza Marzotto, psic&oacute;loga, mediadora familiar e docente na Faculdade de Psicologia da Universidade Cat&oacute;lica de Mil&atilde;o
Ilustra&ccedil;&atilde;o: ISTOCK
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<pubDate>Sat, 02 Apr 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Visitar os doentes</title>
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<description><![CDATA[Passa das 15 horas quando entramos em casa do Joaquim e da Ana. Ela recebe-nos &agrave; porta de sorriso rasgado, bem vestida, pronta para acolher o Rui, o volunt&aacute;rio que h&aacute; tr&ecirc;s anos se desloca todas as semanas para visitar o Joaquim. Quando chegamos &agrave; sala, a rece&ccedil;&atilde;o &eacute; muito calorosa e demoramos algum tempo a perceber que, ali, algo n&atilde;o est&aacute; bem. O Joaquim est&aacute; l&uacute;cido, reconhece o Rui, trocamos dois dedos de conversa, mas ao final de algum tempo fica silencioso, de olhar pregado nas tr&ecirc;s pessoas que ali conversam, com um sorriso complacente.


A doen&ccedil;a de Alzheimer, em estado j&aacute; avan&ccedil;ado, n&atilde;o lhe permite mais intera&ccedil;&atilde;o do que aquela, a n&atilde;o ser que estejamos a falar de futebol. &laquo;Vemos o mesmo jogo vezes sem fim. Para ele &eacute; sempre novo, porque n&atilde;o se lembra que j&aacute; o vimos&raquo;, conta o Rui, antes de irmos a casa do Joaquim e da Ana.

Rui Franco faz parte da par&oacute;quia de Santa Isabel, em Lisboa, e quando ficou reformado resolveu fazer algo mais pelo pr&oacute;ximo. &laquo;Estava reformado, e precisava de me ocupar, e como toda a vida tive esta preocupa&ccedil;&atilde;o com o pr&oacute;ximo, assumi [este compromisso]. Falei com o Pe. Jos&eacute; Manuel Pereira de Almeida e ele sugeriu que entrasse para o Mais Pr&oacute;ximo, que &eacute; um projeto de combate &agrave; solid&atilde;o dos idosos, e eu entrei. Atribu&iacute;ram-me este senhor para eu acompanhar, o Joaquim. O projeto &eacute; para pessoas idosas, n&atilde;o doentes, mas neste caso ele estava sozinho e doente, e aceitei o desafio&raquo;, explica.

Sozinho, embora bem acompanhado, j&aacute; que a esposa nunca sai do seu lado. Tamb&eacute;m por isso ela se tornou objeto da aten&ccedil;&atilde;o do Rui. &laquo;Ao longo desta experi&ecirc;ncia com ele acabei por perceber a necessidade de acompanhar tamb&eacute;m o cuidador, a mulher, cuja doen&ccedil;a acaba por ser o isolamento e a solid&atilde;o, porque se dedica completamente ao marido&raquo;, conta.

Este n&atilde;o &eacute; um trabalho que, &agrave; partida, pare&ccedil;a revestido de grande dificuldade ou hero&iacute;smo. Mas a sua import&acirc;ncia vai bem mais fundo que essa apar&ecirc;ncia de simples visita. &laquo;Sinto que sou agente da miseric&oacute;rdia de Deus, porque a alegria com que eles me recebem, e o que partilham comigo, hoje sobretudo a Ana, faz de mim um elo de apoio muito grande para ultrapassarem as dificuldades.

Ela mesma diz que desde que os visito que &eacute; um ar novo que vai ali a casa, assim como o ministro da comunh&atilde;o que lhes vai levar a comunh&atilde;o, que passou a fazer parte da vida deles&raquo;, explica o Rui, que leva a cabo esta obra de miseric&oacute;rdia por uma quest&atilde;o de voca&ccedil;&atilde;o. &laquo;Deve haver um esfor&ccedil;o de praticar todas as obras de miseric&oacute;rdia, mas praticamos com mais intensidade aquelas com as quais sentimos mais voca&ccedil;&atilde;o. Cada um tem a sua voca&ccedil;&atilde;o, os seus dons, que tem de p&ocirc;r ao servi&ccedil;o dos outros, e sinto-me pr&oacute;ximo dos idosos, seja porque me encaminho para l&aacute;, seja por sempre ter tido um certo jeito e apet&ecirc;ncia para os idosos&raquo;, afirma.

Este apoio permite que os doentes &laquo;levem a vida com maior positivismo, e isso tem sido algo que tenho procurado sempre trabalhar com eles&raquo;, diz Rui Franco, at&eacute; porque &laquo;eles n&atilde;o t&ecirc;m ningu&eacute;m com quem desabafar, e n&oacute;s somos esse apoio&raquo;.
Estas visitas semanais criaram uma empatia de tal forma forte entre o visitador e os doentes que j&aacute; s&atilde;o &laquo;parte da fam&iacute;lia&raquo;. &laquo;Telefono-lhes muitas vezes para saber como correram as consultas do m&eacute;dico, ou se est&aacute; a passar por alguma crise&hellip; sei que ele est&aacute; na fase final da sua vida, mas pensar que vai partir custa-me muito, porque desenvolvemos uma rela&ccedil;&atilde;o muito pr&oacute;xima&raquo;, explica.

Nos primeiros tempos das visitas, a doen&ccedil;a n&atilde;o estava t&atilde;o pronunciada. &laquo;Fal&aacute;vamos muito. Ele era m&eacute;dico, e contava-me muitas hist&oacute;rias. Quando come&ccedil;&aacute;mos a criar maior empatia, foi quando ele se come&ccedil;ou a fechar, e isso foi dif&iacute;cil de gerir&raquo;, recorda este volunt&aacute;rio. Agora vai alternando fases melhores com fases piores, &agrave;s vezes violentas, tanto f&iacute;sica como psicologicamente. O que torna as visitas de Rui, por vezes, uma aparente perda de tempo. &laquo;&Agrave;s vezes custa vir, porque penso que vou estar ali duas horas calado, a ver um jogo de futebol que j&aacute; vi 20 vezes, mas depois o custo compensa pela alegria dele quando me v&ecirc; chegar&raquo;, revela.

H&aacute; uns dois anos, conta de forma ainda emocionada, o Joaquim confessou-lhe ci&uacute;mes da mulher. &laquo;Um epis&oacute;dio que achei imensa gra&ccedil;a foi uma conversa que tivemos em que ele demonstrava um ci&uacute;me enorme pela mulher. Uma pessoa com 88 anos e que ainda se chateava quando a mulher sa&iacute;a de casa. Dizia que ela ia encontrar-se com outro, e achei uma ternura uma pessoa de 88 anos demonstrar esse ci&uacute;me caridoso. Achei maravilhoso, e contei-lhe quando ela veio. Vieram-lhe as l&aacute;grimas aos olhos, e viver estes epis&oacute;dios para mim, eu estou aqui a contar-lhe isto e a comover-me, s&atilde;o coisas que marcam muito&raquo;, diz. Mesmo que, atualmente, ele pouco interaja seja com quem for. &laquo;Os dias mais duros s&atilde;o aqueles em que chegava a casa e n&atilde;o via nenhuma resposta. Mas &eacute; um filho de Deus que est&aacute; ali, que precisa do nosso carinho, assim como a acompanhante, que precisa tamb&eacute;m da visita&raquo;, sustenta.

Rui diz que, &laquo;em termos espirituais&raquo;, a visita aos doentes &eacute; algo de essencial. &laquo;Quem decide fazer esta obra de miseric&oacute;rdia ganha v&aacute;rias coisas. Desde logo uma realiza&ccedil;&atilde;o pessoal, porque &eacute; muito gratificante sentir que respondemos a um apelo de Deus e que tentamos p&ocirc;r em pr&aacute;tica o Evangelho. Mas tentar corresponder ao apelo que Deus nos faz, que nunca correspondemos plenamente, mas sentimos que dentro das nossas possibilidades conseguimos responder a isso, e praticar os mandamentos, as obras de miseric&oacute;rdia... &eacute; para isso que c&aacute; andamos, porque isto me aproxima a mim muito de Deus.

O simples facto de rezar por eles todos os dias, de os ter nas minhas preocupa&ccedil;&otilde;es, telefonar para saber se passou bem a noite&hellip; Dentro deste Ano da Miseric&oacute;rdia torna-se ainda mais importante, sobretudo quando sentimos e vemos resultados palp&aacute;veis, que podem ser um simples sorriso, &eacute; extremamente gratificante e &eacute; muito importante&raquo;, defende.

Visitar os enfermos n&atilde;o &eacute; t&atilde;o f&aacute;cil como dar de comida ou bebida, ou sequer distribuir roupa. Requer uma entrega prolongada e cont&iacute;nua no tempo a uma ou algumas pessoas. Um dos muitos desafios deste Ano da Miseric&oacute;rdia, que se espera poder ser mantido mesmo depois do ano terminar. Porque doentes a precisar de uma visita e de um conforto haver&aacute; sempre.

NOTA: Artigo publicado na edi&ccedil;&atilde;o de abril da revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Fri, 01 Apr 2016 10:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Ir à fala sobre a contemplação</title>
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<description><![CDATA[O dom da contempla&ccedil;&atilde;o que o Senhor d&aacute; aos melhores dos seus amigos &eacute; o dom para se viver em profundidade a consagra&ccedil;&atilde;o ao Senhor. J&aacute; quase no fim do Ano da Vida Consagrada, a Santa S&eacute; fez aparecer o Contemplai &ndash; Aos consagrados e &agrave;s consagradas sobre os sinais da Beleza (PAULUS Editora, 2016), dirigido aos consagrados de especial modo na vida religiosa. Trata-se de deitar um olhar com profundidade para toda uma vida de amor a Jesus, a fim de &laquo;redescobrir que somos deposit&aacute;rios de um bem que humaniza, que ajuda a levar uma vida nova&raquo; (Evangelii gaudium, n.&ordm; 264) e que &eacute; o amor que Jesus nos tem. &laquo;Nem h&aacute; nada de melhor para transmitir aos outros&raquo; (ibidem) que o amor de Jesus!



Quando em todas as coisas come&ccedil;armos a &ldquo;ver&rdquo; o Deus vivo e verdadeiro, a&iacute; j&aacute; estamos bem dentro do mar da contempla&ccedil;&atilde;o. Desta forma, completamente banhados pelo amor de Deus, entramos num horizonte nunca alcan&ccedil;ado e nunca totalmente experimentado; e ent&atilde;o &eacute; quando a nossa vida inteira &eacute; verdadeiramente uma confessio Trinitatis &ndash; um perene &ldquo;louvor &agrave; gl&oacute;ria&rdquo; da Sant&iacute;ssima Trindade (Santa Isabel, carmelita de Dijon).

Sugiro que se tome o Contemplai como um coment&aacute;rio bem apropriado ao livro b&iacute;blico do C&acirc;ntico dos C&acirc;nticos, que sempre foi o encanto de todos os contemplativos, mas que n&atilde;o deixa de ser dif&iacute;cil de ser espiritualmente lido com o devido proveito. Desta vez, foi ideia feliz da Congrega&ccedil;&atilde;o para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apost&oacute;lica vir &agrave; fala sobre a vida espiritual dos religiosos/as, seguindo as pegadas do C&acirc;ntico.
&laquo;Este &eacute; o dinamismo que atravessa o C&acirc;ntico dos C&acirc;nticos (em hebraico sˇ&icirc;r hasˇsˇ&icirc;r&icirc;m), livro de tal modo superlativo que foi definido o &ldquo;santo dos santos&rdquo; do Antigo Testamento. &Eacute; o primeiro dos cinco r&oacute;tulos (meghill&ocirc;t) que para os judeus t&ecirc;m uma especial relev&acirc;ncia lit&uacute;rgica: &eacute; lido durante a celebra&ccedil;&atilde;o da P&aacute;scoa. Este c&acirc;ntico sublime celebra a Beleza e a for&ccedil;a atrativa do amor entre um homem e uma mulher, que germina dentro de uma hist&oacute;ria feita de desejo, de procura, de encontro, que se faz &ecirc;xodo atravessando caminhos e pra&ccedil;as (Ct 3,2) e que acende no mundo o fogo do amor de Deus.

Se o amor humano &eacute; considerado no livro como uma chama divina (Ct 8,6: sˇalhebety&acirc;), chama de Ya&macr;h, &eacute; porque o caminho mais sublime (1Cor 12,31) &eacute; a realidade sem a qual o homem nada &eacute; (1Cor 13,2), mas &eacute; o que mais aproxima a criatura de Deus: o amor &eacute; resson&acirc;ncia e fruto da pr&oacute;pria natureza de Deus. A criatura que ama humaniza-se, mas ao mesmo tempo tamb&eacute;m experimenta o in&iacute;cio de um processo de diviniza&ccedil;&atilde;o (dei&eacute;sis) porque Deus &eacute; amor (1Jo 4,10.16). A criatura que ama chega &agrave; plenitude e &agrave; paz, chega ao sˇalom, que &eacute; um porto de comunh&atilde;o, como para os esposos do C&acirc;ntico este sˇalom est&aacute; no Nome, ou na lei (Sˇ &ucirc;lamm&icirc;t).

O C&acirc;ntico foi interpretado de modo literal, como celebra&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a do amor humano entre uma mulher e um homem, mas tamb&eacute;m de modo aleg&oacute;rico, como na grande tradi&ccedil;&atilde;o judaico-crist&atilde;, para falar da rela&ccedil;&atilde;o Deus-Israel, Cristo-Igreja. O livro, por&eacute;m, encontra o seu fulcro na din&acirc;mica esponsal do amor e &ndash; a modo de par&aacute;bola que ajuda a transferir-nos para outro lugar onde se fala a linguagem viva dos enamorados que cura a solid&atilde;o, o fechamento sobre si mesmo e o ego&iacute;smo &ndash; reconduz-nos ao nosso presente, sugerindo-nos que a vida n&atilde;o procede por imposi&ccedil;&atilde;o de ordens ou de obriga&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o procede por regras mas em for&ccedil;a de um &ecirc;xtase, de um encanto, de um rapto que nos leva para fora de n&oacute;s, nos p&otilde;e em caminho e l&ecirc; a hist&oacute;ria em chave de comunh&atilde;o, relacional e ag&aacute;pica.

Este amor de natureza esponsal que integra todos os sentidos e inspira os passos do caminho, pode ser vivido pela criatura humana n&atilde;o apenas nos confrontos de um outro ser humano, mas tamb&eacute;m de Deus. &Eacute; o que acontece a quem se consagra a Deus no horizonte sapiencial e na atmosfera fecunda dos conselhos do Evangelho, que servem para proclamar o primado da rela&ccedil;&atilde;o com Ele. Por isso, o C&acirc;ntico &eacute; um farol que ilumina os consagrados.

O C&acirc;ntico, definido c&acirc;ntico de m&iacute;stica unitiva, pode tamb&eacute;m ser lido como itiner&aacute;rio do cora&ccedil;&atilde;o para Deus, como peregrina&ccedil;&atilde;o existencial para o encontro com Deus feito carne que ama de forma nupcial. Ele pode ser lido como uma sinfonia de amor esponsal que compreende a inquieta&ccedil;&atilde;o da procura do amado (d&ocirc;d), a prepara&ccedil;&atilde;o para o encontro que sacia o cora&ccedil;&atilde;o e o demorar na degusta&ccedil;&atilde;o da elei&ccedil;&atilde;o e da m&uacute;tua perten&ccedil;a.
&Agrave; luz do C&acirc;ntico, a vida consagrada parece uma voca&ccedil;&atilde;o ao amor que tem sede do Deus vivo (Sl 42,3; 63,2), que acende no mundo a procura de um Deus escondido (1Cr 16,11; Sl 105,4; Is 55,6; Am 5,6; Sf 2,3) e que o encontra nos rostos dos irm&atilde;os (Mt 25,40). &Eacute; ali que Deus encontra espa&ccedil;o para p&ocirc;r a sua tenda (Ap 21,3); na ora&ccedil;&atilde;o ou ent&atilde;o na profundidade do cora&ccedil;&atilde;o onde Deus gosta de estar (Gl 2,20).

Homens e mulheres consagradas movem-se para Cristo para encontrar as suas palavras que s&atilde;o Esp&iacute;rito e vida (Jo 6,63), tentando encontr&aacute;-l&rsquo;O em lugares sagrados, mas tamb&eacute;m pelos caminhos e nas pra&ccedil;as (Ct 3,2), destinados a fazer do encontro pessoal com o seu amor uma paix&atilde;o que interv&eacute;m na hist&oacute;ria.&raquo; (Contemplai, n.&ordm; 2)

Em conclus&atilde;o, agora se a partir das exorta&ccedil;&otilde;es do Contemplai se tomar a decis&atilde;o de se ir ler o C&acirc;ntico diretamente na B&iacute;blia, a vida espiritual dos que o fizerem ganhar&aacute; uma mais profunda dimens&atilde;o.

Texto: Pe. M&aacute;rio Santos, ssp
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Fri, 01 Apr 2016 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Sílvia Cardoso, o «tufão» de Deus</title>
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<description><![CDATA[

Nunca sabemos como seria a nossa vida se certos acontecimentos n&atilde;o tivessem tido lugar. Podemos imaginar, e muitas vezes fazemo-lo pensando como seria diferente... ou n&atilde;o.&nbsp;No caso de S&iacute;lvia Cardoso, uma &laquo;benem&eacute;rita social e ap&oacute;stola da caridade&raquo;, conforme a descreve o Pe. &Acirc;ngelo Alves, vice-postulador da causa da canoniza&ccedil;&atilde;o da portuguesa, dificilmente a sua vida poderia ter tomado outro rumo, mesmo se n&atilde;o lhe tivesse acontecido a desgra&ccedil;a da morte precoce do noivo em 1913. &laquo;A sua educa&ccedil;&atilde;o familiar era muito cat&oacute;lica, e o seu noivo estava a regressar a Portugal para dar um novo impulso ao hospital em Pa&ccedil;os de Ferreira, pelo que, mesmo casando, a sua vida n&atilde;o teria sido muito diferente&raquo;, acredita o sacerdote. Apesar da morte do noivo, S&iacute;lvia Cardoso n&atilde;o deixou cair a ideia do hospital em Pa&ccedil;os de Ferreira. O hospital abriu portas em 1919, a 14 de mar&ccedil;o. N&atilde;o contente, deixa tudo entregue a colaboradores de confian&ccedil;a e parte, qual romeira itinerante, &agrave; procura de cuidar de todos quantos precisavam de apoio, f&iacute;sico ou espiritual. &laquo;A sua profiss&atilde;o era fazer o bem. P&ocirc;s os seus bens &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o das obras que ia fundando, ia &agrave;s feiras fazer pedit&oacute;rios, todos a conheciam&raquo;, diz o Pe. &Acirc;ngelo.

Do outro lado do Atl&acirc;ntico, o testemunho de uma sobrinha, Margarida Lencastre, confirma, via Skype, o que nos foram contando na terra. &laquo;Eu acompanhava-a &agrave;s feiras, quando ela ia fazer o pedit&oacute;rio para as crian&ccedil;as da creche, e acompanhei-a tamb&eacute;m nos retiros da Gandra&raquo;, conta.

A vantagem de termos uma figura vener&aacute;vel da Igreja Cat&oacute;lica t&atilde;o recente &eacute; a de podermos contar com o testemunho direto de quem com ela conviveu. Tendo falecido em 1950, muitos dos seus sobrinhos, j&aacute; que n&atilde;o teve filhos, s&atilde;o ainda vivos. &laquo;Era uma tia extremos&iacute;ssima, acompanhava sempre os eventos da fam&iacute;lia, presencialmente ou enviando sempre um postal&raquo;, conta a sobrinha, que atualmente vive no Brasil, mas que na altura a acompanhava nos retiros que S&iacute;lvia organizava para leigos na casa da Gandra, de onde o Pe. &Acirc;ngelo tamb&eacute;m conhecia o seu nome. &laquo;Eu estava em Roma na altura, mas conhecia-a de nome, pela obra. No seu funeral, onde estiveram presentes imensas pessoas, de perto e de longe, foram muitas as pessoas que pediram a eleva&ccedil;&atilde;o aos altares da D. S&iacute;lvia. Diziam-me: &ldquo;Se esta n&atilde;o &eacute; santa, ningu&eacute;m vai para o c&eacute;u&rdquo;, e foi por isso que se deu in&iacute;cio ao processo can&oacute;nico&raquo;, conta.

Margarida Lencastre recorda tamb&eacute;m a vida de &laquo;uma verdadeira santa&raquo;. &laquo;Sent&iacute;amos isso nela, ia muitas vezes rezar sozinha para a capela a meio da noite, era uma pessoa muito profunda, e foi uma pioneira sempre presente nas obras da par&oacute;quia&raquo;, conta a sobrinha, que a considera uma precursora do Conc&iacute;lio Vaticano II, que teve in&iacute;cio uns anos depois da sua morte.

Apesar de algumas tentativas de se juntar a uma ordem religiosa, acabou por nunca o fazer, preferindo os votos privados de consagra&ccedil;&atilde;o a Deus como leiga. Foi nessa condi&ccedil;&atilde;o que auxiliou muitas dioceses, a pedido dos seus bispos, na organiza&ccedil;&atilde;o de retiros, como em Lisboa ou em &Eacute;vora, e de casas de apoio a crian&ccedil;as e fam&iacute;lias, como no Porto e em Vila Real, para al&eacute;m de todo o trabalho que j&aacute; tinha levado a cabo em Pa&ccedil;os de Ferreira, e que passou n&atilde;o s&oacute; pelo hospital como tamb&eacute;m por uma casa de apoio a crian&ccedil;as e uma casa de retiros. O seu feitio meio irasc&iacute;vel levou-a a alguns dissabores, que nunca colocaram em causa a sua f&eacute; ou a sua vontade de querer cuidar de todos. Finalizado um projeto, partia de imediato para outros.

Traslada&ccedil;&atilde;o visa dar notoriedade a S&iacute;lvia Cardoso e &agrave; causa da canoniza&ccedil;&atilde;o
Aquela que se poder&aacute; tornar na mais recente santa portuguesa, por ter sido a que morreu mais recentemente, viu assim iniciar-se, anos depois da sua morte, o processo de recolha de testemunhos que procurassem atestar da sua fama de santidade. Um processo diocesano coordenado por um not&aacute;rio que ainda nem era padre e que estava longe de adivinhar que, anos mais tarde, viria ter &agrave; terra de D. S&iacute;lvia.

O Pe. Samuel Guedes, vig&aacute;rio de Pa&ccedil;os de Ferreira, compilou e organizou as &laquo;5 mil p&aacute;ginas do processo que foi enviado para Roma&raquo;, e dois anos mais tarde foi colocado como sacerdote em Pa&ccedil;os de Ferreira. O padre explicou &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; que o pedido para a Santa S&eacute; para a traslada&ccedil;&atilde;o do corpo tem fortes raz&otilde;es pastorais. &laquo;Ela era uma ap&oacute;stola da miseric&oacute;rdia, pelo que n&atilde;o havia melhor momento pastoral para fazermos a traslada&ccedil;&atilde;o dos restos mortais do jazigo familiar para a igreja paroquial, onde D. S&iacute;lvia foi batizada e crismada que o Domingo da Miseric&oacute;rdia, dentro do Ano da Miseric&oacute;rdia, que se este ano se celebra a 3 de abril.&raquo;

O objetivo da traslada&ccedil;&atilde;o &eacute; o de &laquo;facilitar o acesso aos fi&eacute;is&raquo; que pretendam venerar S&iacute;lvia Cardoso, para que as ora&ccedil;&otilde;es de gra&ccedil;as que fa&ccedil;am possam tamb&eacute;m contribuir para a sua beatifica&ccedil;&atilde;o. &laquo;Existe uma ora&ccedil;&atilde;o que j&aacute; foi feita para todos os que desejam pedir gra&ccedil;as por intercess&atilde;o da S&iacute;lvia Cardoso. A ora&ccedil;&atilde;o &eacute; sempre feita neste sentido, porque a gra&ccedil;a que for concedida pode tamb&eacute;m ser o milagre que leve &agrave; eleva&ccedil;&atilde;o de S&iacute;lvia Cardoso aos altares&raquo;, explica.

Importante seria tamb&eacute;m, na opini&atilde;o do Pe. Samuel, continuar o seu legado. &laquo;Gostava que fosse criado um centro de espiritualidade S&iacute;lvia Cardoso, onde poder&iacute;amos dar continuidade aos retiros que ela fazia com os leigos, organizar col&oacute;quios, etc., tendo-a a ela como patrona&raquo;, refere o sacerdote, que tamb&eacute;m j&aacute; abordou o diretor da faculdade de teologia para que pudessem sugerir o seu nome quando algu&eacute;m procurasse um tema para trabalho. &laquo;Podemos e devemos promover a parte cultural, que &eacute; dar a conhecer a figura da D. S&iacute;lvia Cardoso, e se houvesse intelectuais que se interessassem em estudar a sua espiritualidade, encontrariam por certo muito material interessante&raquo;, refere.

Reportagem: Ricardo Perna



Mas S&iacute;lvia Cardoso n&atilde;o &eacute; de todo desconhecida, e ao escrit&oacute;rio do vice-postulador t&ecirc;m chegado muitos relatos de gra&ccedil;as. &laquo;N&atilde;o h&aacute; uma t&oacute;nica especial nas gra&ccedil;as que t&ecirc;m sido comunicadas, temos de tudo, desde a convers&atilde;o de pessoas, a liberta&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis, aux&iacute;lio em quest&otilde;es de emprego, v&aacute;rias situa&ccedil;&otilde;es de vida&raquo;, nenhuma at&eacute; agora que servisse de milagre para a beatifica&ccedil;&atilde;o. Mas o Pe. &Acirc;ngelo sabe que as pessoas n&atilde;o desanimam. &laquo;Se ela foi t&atilde;o misericordiosa na terra, certamente que o h&aacute; de ser no c&eacute;u, e &eacute; esse o fundamento de muitos dos fi&eacute;is que a ela recorrem&raquo;, diz o sacerdote, para quem &eacute; importante que haja, tamb&eacute;m hoje, santos que as pessoas possam conhecer. &laquo;A Igreja n&atilde;o tem outra miss&atilde;o sen&atilde;o a de transmitir a santidade de Cristo aos fi&eacute;is para que tamb&eacute;m eles sejam santos. Esta santidade &eacute; necess&aacute;ria que se prove como existente em todos os tempos. Temos santos nos primeiros tempos da Igreja e na Idade M&eacute;dia, e precisamos de santos hoje tamb&eacute;m, para que as pessoas saibam que h&aacute; santos na nossa vida, para estimularem a santifica&ccedil;&atilde;o dos fi&eacute;is. Esta &eacute; a raz&atilde;o pela qual a Igreja, de vez em quando, prop&otilde;e como modelos e intercessores aqueles que se distinguem como bom exemplo&raquo;, explica.

No caso de S&iacute;lvia Cardoso, que n&atilde;o foi &laquo;propriamente uma inovadora, n&atilde;o criou um novo carisma na Igreja&raquo;, tem uma caracter&iacute;stica, a &laquo;voca&ccedil;&atilde;o itinerante&raquo;, como as &laquo;obras mendicantes da Idade M&eacute;dia, que corriam todas as terras para aliviar os necessitados e despertar para a vida crist&atilde;&raquo;, que pode garantir a universalidade do seu exemplo de vida.

S&iacute;lvia Cardoso experimentava uma &laquo;espiritualidade vitimal, tinha o voto de v&iacute;tima penitencial&raquo;, e teve tamb&eacute;m os seus momentos m&iacute;sticos. &laquo;Nos seus escritos encontramos os sinais evidentes de que atingiu o grau de ora&ccedil;&atilde;o unitiva e m&iacute;stica. N&atilde;o h&aacute; relatos de fen&oacute;menos m&iacute;sticos extraordin&aacute;rios, mas a uni&atilde;o m&iacute;stica tem algo de novo, que &eacute; o amor de Deus em obra&raquo;. Para o aprofundamento da sua f&eacute;, muito ter&aacute; contribu&iacute;do a presen&ccedil;a em F&aacute;tima no dia do Milagre do Sol e a conviv&ecirc;ncia com os pastorinhos de F&aacute;tima, com quem privou.

O furac&atilde;o que era a sua vida conheceu um fim tr&aacute;gico aos 68 anos, quando um cancro no est&ocirc;mago lhe levou a vida. Agora, a possibilidade de eleva&ccedil;&atilde;o aos altares vem dar ao seu testemunho de vida uma for&ccedil;a maior. Para isso, &eacute; preciso que os fi&eacute;is rezem pela sua intercess&atilde;o, a fim de que as suas gra&ccedil;as se tornem a raz&atilde;o da sua beatifica&ccedil;&atilde;o e, mais tarde, eventual canoniza&ccedil;&atilde;o.]]></description>
<pubDate>Sun, 20 Mar 2016 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>A Grande Guerra Islâmica</title>
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<description><![CDATA[A S&iacute;ria est&aacute; a ser dilacerada por v&aacute;rias guerras. A primeira, e mais &oacute;bvia, &eacute; aquela que se trava pelo controlo do pa&iacute;s, entre o governo e os rebeldes, mas h&aacute; outras mais importantes a longo prazo. Uma delas envolve o Ir&atilde;o e a Ar&aacute;bia Saudita, que lutam pela primazia no mundo isl&acirc;mico; outra, diretamente relacionada com esta, &eacute; a guerra milenar que op&otilde;e xiitas a sunitas.
&nbsp;
A guerra civil na S&iacute;ria come&ccedil;ou em 2011, com uma revolta popular contra a ditadura do Partido Baath, que dominava o pa&iacute;s h&aacute; mais de 50 anos. De in&iacute;cio, a rebeli&atilde;o parecia genuinamente nacional, atravessando quase todas as divis&otilde;es &eacute;tnicas e religiosas, mas foi preciso pouco tempo para se perceber que essa imagem era ilus&oacute;ria.

No final de 2012, j&aacute; era not&oacute;rio que o conflito se tinha tornado claramente sect&aacute;rio: de um lado os xiitas (entre os quais est&atilde;o os alau&iacute;tas, a minoria a que pertence o presidente Bashar Al-Assad), que apoiavam o governo; do outro, os sunitas, que procuravam derrub&aacute;-lo.

Foi neste contexto que a guerra civil na S&iacute;ria se internacionalizou. O governo de Assad, que h&aacute; d&eacute;cadas era apoiado pelo Ir&atilde;o xiita, continuou a ter esse apoio, e mais refor&ccedil;ado. Atualmente, boa parte do poderio militar do regime assenta na a&ccedil;&atilde;o dos conselheiros militares iranianos e dos milicianos do Hezbollah, o partido xiita liban&ecirc;s que &eacute; suportado pelo Ir&atilde;o, que combatem ao lado das for&ccedil;as governamentais.

Do outro lado, os in&uacute;meros grupos rebeldes sunitas s&atilde;o apoiados, em maior ou menor grau, pelas monarquias &aacute;rabes, das quais a mais importante &eacute; a Ar&aacute;bia Saudita. Essas monarquias partilham a mesma vers&atilde;o estrita do islamismo sunita, o wahhabismo, que inspirou duas organiza&ccedil;&otilde;es extremistas que tamb&eacute;m participam na guerra civil s&iacute;ria: o Estado Isl&acirc;mico e a Al-Qaeda.

O fundamentalismo isl&acirc;mico wahhabita surgiu nos confins da Pen&iacute;nsula Ar&aacute;bica no s&eacute;c. xviii e caracteriza-se pela sua intoler&acirc;ncia face a todas as outras cren&ccedil;as religiosas, incluindo mesmo as que fazem parte do islamismo. Os wahhabitas mais extremistas reservam um especial desprezo para os xiitas, que s&atilde;o o mais importante ramo minorit&aacute;rio do Isl&atilde;o, com 10 a 20% de todos os crentes. Os xiitas s&atilde;o maiorit&aacute;rios em apenas quatro pa&iacute;ses do mundo: Ir&atilde;o, Iraque, Bahrain e Azerbaij&atilde;o.

A ascens&atilde;o do sunismo wahhabita e da fam&iacute;lia Saud est&atilde;o absolutamente interligadas, mas s&oacute; nos &uacute;ltimos 35 anos &eacute; que a casa real exportou essa ideologia religiosa para todo mundo isl&acirc;mico, e n&atilde;o s&oacute;. Essa decis&atilde;o foi a resposta saudita a tr&ecirc;s acontecimentos do ano de 1979: a Revolu&ccedil;&atilde;o Iraniana, a invas&atilde;o do Afeganist&atilde;o pela Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica e a tomada da Grande Mesquita de Meca, o lugar mais santo do Isl&atilde;o, por um grupo de extremistas sunitas que queriam derrubar a fam&iacute;lia real, e que s&oacute; foram derrotados ao fim de duas semanas de combates ferozes.

Esses tr&ecirc;s acontecimentos convenceram os Saud de que o seu dom&iacute;nio do pa&iacute;s estava em s&eacute;rio risco e que a sua resposta teria de passar pelo refor&ccedil;o da sua legitimidade religiosa, enquanto guardi&atilde;es da pureza da religi&atilde;o mu&ccedil;ulmana e dos lugares santos de Meca e Medina.

Por isso, internamente, o governo tratou de impor &agrave; popula&ccedil;&atilde;o uma vers&atilde;o cada vez mais estrita do fundamentalismo wahhabita, ao mesmo tempo que, externamente, tratou de a exportar atrav&eacute;s do financiamento de grupos e entidades religiosas.
O que aconteceu nas d&eacute;cadas seguintes &eacute; bem conhecido: os cl&eacute;rigos wahhabitas mais extremistas propagandearam uma vis&atilde;o cada vez mais extremista e violenta da sua f&eacute;, e muitas vezes organizaram grupos armados para a levar &agrave; pr&aacute;tica. Os seus principais inimigos eram os ocidentais, os judeus e, principalmente, os xiitas, que s&atilde;o, de longe, o grupo mais numeroso das suas v&iacute;timas.

Esta dissemina&ccedil;&atilde;o do fundamentalismo sunita procurou contrabalan&ccedil;ar a expans&atilde;o do fundamentalismo xiita lan&ccedil;ada pelo Ir&atilde;o, sob o comando do ayatollah Khomeini. Tal como o wahhabismo, a vers&atilde;o do islamismo proposta pelo l&iacute;der iraniano acentuava a necessidade do regresso &agrave; pureza inicial dos ensinamentos de Maom&eacute;, mas depois divergia em dois aspetos fundamentais: onde os wahhabitas apelavam &agrave; guerra contra os xiitas, por estes serem ap&oacute;statas, Khomeini e os seus seguidores defendiam a uni&atilde;o das duas fa&ccedil;&otilde;es; onde os sunitas aceitavam a subordina&ccedil;&atilde;o do poder religioso ao poder pol&iacute;tico, os xiitas iranianos punham o poder religioso &agrave; frente do poder pol&iacute;tico. No Ir&atilde;o, o ayatollah Khomeini era o L&iacute;der Supremo, cujo poder ultrapassava o do pr&oacute;prio Presidente da Rep&uacute;blica, e assim continua a ser com os seus sucessores.

Como &eacute; f&aacute;cil de calcular, isto era inaceit&aacute;vel para a fam&iacute;lia real saudita. A doutrina de Khomeini n&atilde;o s&oacute; implicava a destrui&ccedil;&atilde;o do seu governo como a de todos os outros da regi&atilde;o, uma vez que nenhum deles tinha uma lideran&ccedil;a religiosa.

Para os sauditas, havia ainda uma amea&ccedil;a interna a ter em considera&ccedil;&atilde;o: dentro das suas fronteiras, existe uma minoria xiita significativa, e muito discriminada, que ainda por cima habita as principais zonas produtoras de petr&oacute;leo do pa&iacute;s. O medo de uma potencial agita&ccedil;&atilde;o dessa minoria, incitada pelo Ir&atilde;o, &eacute; um fator sempre presente nas rela&ccedil;&otilde;es entre os dois pa&iacute;ses.

A juntar a tudo isto temos ainda a diverg&ecirc;ncia na rela&ccedil;&atilde;o com os Estados Unidos. Apesar de a grande maioria da opini&atilde;o p&uacute;blica &aacute;rabe ser hostil aos EUA, devido ao seu apoio a Israel, a Ar&aacute;bia Saudita mant&eacute;m uma alian&ccedil;a antiga e forte com os norte-americanos. J&aacute; o Ir&atilde;o revolucion&aacute;rio adotou uma posi&ccedil;&atilde;o exatamente oposta, uma vez que o governo de Washington era o grande sustent&aacute;culo do anterior regime, liderado pelo X&aacute; Reza Pahlavi.

Para o ayatollah Khomeini, os Estados Unidos eram o &ldquo;Grande Sat&atilde;&rdquo; e, por isso, o seu governo combateu os interesses norte-americanos em todo o mundo, recorrendo mesmo ao terrorismo. O sequestro, pouco depois da Revolu&ccedil;&atilde;o Isl&acirc;mica, de dezenas de diplomatas norte-americanos que trabalhavam na embaixada dos EUA em Teer&atilde;o foi um dos acontecimentos mais humilhantes da hist&oacute;ria norte-americana das &uacute;ltimas d&eacute;cadas e deu enorme prest&iacute;gio a Khomeini e ao novo regime em grande parte do mundo &aacute;rabe.

Como &eacute; f&aacute;cil de calcular, a compara&ccedil;&atilde;o com o Ir&atilde;o, nessa altura, n&atilde;o beneficiou a monarquia saudita, acusada por muitos de ser um mero fantoche dos interesses petrol&iacute;feros norte-americanos.

De ent&atilde;o para c&aacute;, o fulgor do regime iraniano desvaneceu-se, mas a rivalidade entre a Ar&aacute;bia Saudita e o Ir&atilde;o permaneceu, porque a realidade geoestrat&eacute;gica assim o imp&otilde;e. S&atilde;o dois pa&iacute;ses grandes em territ&oacute;rio, popula&ccedil;&atilde;o e recursos petrol&iacute;feros, mas que est&atilde;o divididos pela religi&atilde;o e pelo tipo de regime pol&iacute;tico que t&ecirc;m. S&atilde;o rivais naturais na luta pela lideran&ccedil;a do mundo isl&acirc;mico, e isso dificilmente mudar&aacute;.

&nbsp;
&nbsp;Texto: Rolando Santos
&nbsp;]]></description>
<pubDate>Sun, 20 Mar 2016 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Crianças e argumentação: A “torto e a direito”</title>
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<description><![CDATA[O bra&ccedil;o de ferro entre as crian&ccedil;as, que se querem afirmar, e os pais, que se querem fazer obedecer, resulta, muitas vezes, numa troca de galhardetes que os pais chamam de &laquo;respostas tortas&raquo; e os filhos de &laquo;um direito a falar&raquo;. Onde ficam os limites entre estas duas perspetivas? Quando devem preocupar? Como lidar com elas? A FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; falou com um psic&oacute;logo para tentar responder a estas quest&otilde;es.


&nbsp;
Em meados do m&ecirc;s de junho, as campainhas das escolas soar&atilde;o para o per&iacute;odo de f&eacute;rias dos mais novos. O cen&aacute;rio &eacute; o de um para&iacute;so para a fam&iacute;lia: mais tempo juntos e todos juntos, disponibilidade para brincadeiras, atividades ao ar livre, maior descontra&ccedil;&atilde;o. A conviv&ecirc;ncia mais chegada e demorada pode, no entanto, significar igualmente mais tempo de conv&iacute;vio com um aumento da probabilidade de &ldquo;choque&rdquo; entre mi&uacute;dos e gra&uacute;dos.

Os pais come&ccedil;am a fazer contas de cabe&ccedil;a ao n&uacute;mero de vezes com que s&atilde;o confrontados com desafios &agrave; sua autoridade, acompanhados de uma voz em protesto, num tom &ldquo;refil&atilde;o&rdquo; ao mesmo tempo que os filhos gravam a frase &laquo;mas n&atilde;o posso falar?&raquo; em resposta a um &laquo;n&atilde;o me respondas!&raquo;

Na opini&atilde;o do psic&oacute;logo Bruno Lu&iacute;s Rodrigues, do Instituto de Psicologia e Pedagogia Infantil, h&aacute; aspetos a ter em conta para alcan&ccedil;ar um equil&iacute;brio: o desenvolvimento da crian&ccedil;a ou jovem, a autoridade dos pais, o exemplo e a comunica&ccedil;&atilde;o. Antes de entrarem em p&acirc;nico com a perspetiva de terem entre m&atilde;os uma crian&ccedil;a ou um adolescente que est&aacute; prestes a tornar-se um delinquente, os pais devem lembrar-se que os filhos n&atilde;o interiorizam as regras todas de uma vez e s&atilde;o seres em desenvolvimento.

Respostas menos polidas s&atilde;o transversais a todas as idades e, em princ&iacute;pio, n&atilde;o representam um comportamento anormal. &laquo;&Eacute; natural que existam alguns comportamentos de oposi&ccedil;&atilde;o, algumas frases que os pais n&atilde;o gostam, que n&atilde;o encaixam no que os pais consideram o correto&raquo;, considera o psic&oacute;logo, dando como exemplo &laquo;o questionar das regras, o n&atilde;o conformismo quando o pai manda fazer uma coisa, o dizer que n&atilde;o, &ldquo;n&atilde;o &eacute; assim, n&atilde;o quero fazer isto, n&atilde;o tens raz&atilde;o&rdquo;. Isto &eacute; o perfeitamente comum.&raquo;

Embora os pais sejam o foco da maioria das respostas tortas, uma vez que s&atilde;o quem det&eacute;m autoridade e dita as regras, podem ultrapassar j&aacute; o trauma do poss&iacute;vel sentimento de rejei&ccedil;&atilde;o, porque os ataques n&atilde;o s&atilde;o pessoais. &laquo;A dificuldade est&aacute; na crian&ccedil;a e &eacute; isso que tenho de ajudar a trabalhar.&raquo; Argumentar faz parte do processo de afirma&ccedil;&atilde;o da personalidade e &eacute; uma ferramenta &uacute;til para termos pessoas que defendem os seus pontos de vista, os seus direitos e n&atilde;o se acomodam. &laquo;&Eacute; muit&iacute;ssimo importante que os pais ajudem um filho a argumentar, a perceber que quando ele tem uma ideia &eacute; bom que a defenda, &eacute; bom que tente explicar a sua opini&atilde;o, mas de uma forma correta.&raquo;

O papel dos pais, considera Bruno Rodrigues, &eacute; ir orientando e ensinando a distinguir o certo do errado, o correto do incorreto, a argumenta&ccedil;&atilde;o do desrespeito, a assertividade da agressividade. &laquo;&Eacute; bom que eu possa expressar a minha agressividade, a minha zanga, os meus comportamentos de oposi&ccedil;&atilde;o, mas depois tamb&eacute;m cabe aos pais ajudar o filho a perceber o que &eacute; que &eacute; ajustado e o que n&atilde;o &eacute;.&raquo;

Quem decide o que que &eacute; ajustado s&atilde;o os pais, tentando encontrar um equil&iacute;brio entre a democracia e a autoridade. Os pais devem aceitar esta &uacute;ltima, ainda que possa ser cansativo e trazer alguns sentimentos de culpa. &laquo;Os pais t&ecirc;m de assumir o controlo desde cedo. Na gera&ccedil;&atilde;o dos meus pais, o &ldquo;n&atilde;o&rdquo; imperava e ai de quem questionasse o poder. Hoje em dia verifica-se o oposto. &Eacute; n&atilde;o porque o pai e a m&atilde;e mandam. Este &eacute; um poder que os pais t&ecirc;m de aceitar. &Eacute; mais dif&iacute;cil para um pai dizer que n&atilde;o e ganhar a luta. D&aacute; mais trabalho. Mas esse tamb&eacute;m &eacute; o nosso papel, o nosso dever.&raquo;





Compreens&atilde;o e consequ&ecirc;ncias t&ecirc;m de caminhar lado a lado, e este reconhecimento dos pais de que n&atilde;o s&atilde;o infal&iacute;veis n&atilde;o deve, por&eacute;m, acontecer como recompensa de um mau comportamento ou de um desrespeito. &laquo;N&atilde;o &eacute; bom que uma crian&ccedil;a ou um adolescente que teve um comportamento incorreto possa vir a ser recompensado por esse comportamento. Quando um filho errou, &eacute; important&iacute;ssimo salient&aacute;-lo&raquo;, explicando como &eacute; que a crian&ccedil;a ou jovem poderia ter reagido, de que forma poderia ter dito as coisas, refor&ccedil;ando que a atitude n&atilde;o foi correta e dando a entender que numa pr&oacute;xima vez dever&aacute; adotar a postura adequada, a fim de ser compreendido e fazer valer o seu ponto de vista, diz-nos o psic&oacute;logo.

E como saber que o comportamento est&aacute; a passar para l&aacute; dos limites do expect&aacute;vel? Como saber que a atitude &ldquo;refilona&rdquo; pode estar a tornar-se num problema de comportamento mais s&eacute;rio?
&laquo;Muitas vezes quando existe uma intensidade galopante, diferente do que sempre foi aquele jovem ou aquela crian&ccedil;a, &eacute; sinal de preocupa&ccedil;&atilde;o. Se antigamente ocorria uma resposta de vez em quando e agora ocorre com muita frequ&ecirc;ncia, se calhar temos de estar um pouco atentos ao que se poder&aacute; passar com este jovem, com esta crian&ccedil;a. Quando a intensidade &eacute; maior e se prolonga alguns meses e preciso ter aten&ccedil;&atilde;o&raquo;, alerta o psic&oacute;logo, ressalvando no entanto que a maioria dos comportamentos de oposi&ccedil;&atilde;o tem picos e fases. Assim haja paci&ecirc;ncia! &laquo;Ultrapassa-se muito pela paci&ecirc;ncia, pela consci&ecirc;ncia de que isto vai ser ultrapassado, pela coer&ecirc;ncia e pelo estabelecimento de regras e limites.&raquo;
L&aacute; diz o ditado&hellip; n&atilde;o h&aacute; mal que sempre dure nem bem que nunca acabe.

Texto: Rita Bruno

Fotos: Rita Bruno e pt.freeimages.com
&nbsp;


&nbsp;
]]></description>
<pubDate>Sun, 20 Mar 2016 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Projeto Família: Ajudar e capacitar</title>
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<description><![CDATA[O Projeto Fam&iacute;lia procura ajudar fam&iacute;lias em risco de perderem os seus filhos por causa de maus tratos ou neglig&ecirc;ncia. S&atilde;o a &uacute;ltima esperan&ccedil;a para manterem a fam&iacute;lia unida.

A fam&iacute;lia &eacute; geralmente aceite como &laquo;a c&eacute;lula base&raquo; da sociedade, aquela que dever&aacute; contribuir para o desenvolvimento de cidad&atilde;os capazes e felizes, o lugar de afetos por excel&ecirc;ncia.
&Eacute; a teoria. Na pr&aacute;tica, nem todas as fam&iacute;lias nascem dotadas da capacidade de se constituir como o porto seguro, o colo, o abra&ccedil;o, a f&aacute;brica de sonhos ou o espelho que devolve sorrisos.
O que fazer?

Uma das solu&ccedil;&otilde;es pode envolver a retirada tempor&aacute;ria ou definitiva de crian&ccedil;as das situa&ccedil;&otilde;es de risco e de perigo, uma medida encarada como de &uacute;ltimo recurso, pela viol&ecirc;ncia que provoca n&atilde;o s&oacute; sobre as crian&ccedil;as, mas tamb&eacute;m sobre as fam&iacute;lias.
Ainda assim, Portugal tem cerca de 8 mil crian&ccedil;as institucionalizadas (um n&uacute;mero muito superior ao de outros pa&iacute;ses europeus), a maior parte das quais &agrave; espera que se decida definitivamente o seu futuro, um futuro que muitas vezes demora muito a chegar e vai deixando marcas f&iacute;sicas, psicol&oacute;gicas e emocionais.

Uma outra solu&ccedil;&atilde;o passa por acreditar que o que n&atilde;o nasce connosco se pode aprender e que as fam&iacute;lias que muitas vezes exp&otilde;em as suas crian&ccedil;as a riscos e at&eacute; a perigos por n&atilde;o serem capazes de mais e melhor, podem ser ajudadas.
&Eacute; essa a premissa do Projeto Fam&iacute;lia (PF), do Movimento de Defesa da Vida (MDV), acreditar na fam&iacute;lia e na sua capacidade e garantir que antes de ponderar outras solu&ccedil;&otilde;es se lhe deu oportunidade de aprender a desempenhar a sua miss&atilde;o, de ir al&eacute;m do que ainda n&atilde;o tem para o que &eacute; capaz de vir a dar.
&laquo;A perspetiva &eacute; evitar a retirada desnecess&aacute;ria das crian&ccedil;as, e quando se diz desnecess&aacute;ria, n&atilde;o quer dizer que as crian&ccedil;as n&atilde;o isso estejam efetivamente em risco. O que acontece &eacute; que n&atilde;o se fez nenhum investimento em termos do funcionamento da fam&iacute;lia de modo a evitar a perman&ecirc;ncia desse risco&raquo;, come&ccedil;a por explicar a respons&aacute;vel do projeto em Portugal, Gra&ccedil;a Mira Delgado.

Raquel Gon&ccedil;alves, supervisora dos assistentes familiares (t&eacute;cnicos) do PF acrescenta que se houvesse mais recursos dispon&iacute;veis para um acompanhamento destas fam&iacute;lias talvez se conseguissem diminuir essas situa&ccedil;&otilde;es de risco antes de ser necess&aacute;ria uma medida dr&aacute;stica. &laquo;As fam&iacute;lias t&ecirc;m potencialidades, recursos e conseguem identificar os seus problemas e conseguem criar solu&ccedil;&otilde;es para os resolver. Se houvesse mais t&eacute;cnicos com um trabalho assim pr&oacute;ximo das fam&iacute;lias, muitas situa&ccedil;&otilde;es conseguiriam ser colmatadas e se calhar n&atilde;o chegar&iacute;amos a situa&ccedil;&otilde;es de perigo t&atilde;o eminente, conseguir&iacute;amos trabalhar mais na preven&ccedil;&atilde;o.&raquo;

E como &eacute; que o projeto pode fazer a diferen&ccedil;a e trabalhar nesta &aacute;rea? Atrav&eacute;s de uma metodologia muito espec&iacute;fica, trazida dos EUA em 1996 e com &laquo;resultados avaliados muito positivos&raquo;, de acordo com a respons&aacute;vel.
O m&eacute;todo estabelece uma interven&ccedil;&atilde;o de um ano, que come&ccedil;a com seis semanas intensivas de trabalho junto das fam&iacute;lias em crise, com disponibilidade de 24h/dia, 7 dias por semana, seguidas de acompanhamentos peri&oacute;dicos de um, tr&ecirc;s, seis e doze meses.

Cada t&eacute;cnico acompanha, durante a interven&ccedil;&atilde;o de seis semanas, apenas duas fam&iacute;lias de cada vez (desde o in&iacute;cio do projeto O PF recebeu sinaliza&ccedil;&atilde;o de 1277 fam&iacute;lias, 2797 crian&ccedil;as). Este facto causou e continua a causar alguma estranheza, nomeadamente do ponto de vista de potenciais financiadores do projeto. &laquo;Cada t&eacute;cnico est&aacute; a trabalhar seis semanas de uma forma intensiva com duas fam&iacute;lias de cada vez. &Eacute; evidente que isto envolve alguns custos&raquo;, explica Gra&ccedil;a Mira Delgado, esclarecendo de seguida que esses custos se diluem ao considerar-se o ano de interven&ccedil;&atilde;o, revelando-se menores que os de uma institucionaliza&ccedil;&atilde;o no final desse prazo.

Ainda assim, o valor do PF tem vindo a ser reconhecido e desde 2006 que a Seguran&ccedil;a Social tem ajudado a financi&aacute;-lo de forma permanente atrav&eacute;s de um acordo at&iacute;pico.
&laquo;Uma das grandes vantagens deste tipo de projetos &eacute; que n&atilde;o estamos a trabalhar s&oacute; com aquela crian&ccedil;a, estamos a trabalhar com o irm&atilde;o, o primo, a crian&ccedil;a que h&aacute; de vir e, por isso, estamos a trabalhar um todo e a prevenir problemas n&atilde;o s&oacute; das crian&ccedil;as e jovens, como dos pais&raquo;, acrescenta Carmelita Dinis, diretora t&eacute;cnica, embora n&atilde;o existam dados concretos sobre a situa&ccedil;&atilde;o atual das fam&iacute;lias e das crian&ccedil;as ajudadas desde o in&iacute;cio.

As seis semanas intensivas s&atilde;o o per&iacute;odo para &laquo;atuar na crise&raquo; e permitem que se consigam trabalhar compet&ecirc;ncias e estabelecer objetivos numa rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a e sem gerar depend&ecirc;ncia. &laquo;S&atilde;o normalmente fam&iacute;lias muito fragilizadas por perceberem que a forma como funcionam pode n&atilde;o garantir que os filhos permane&ccedil;am na fam&iacute;lia, e por isso, este t&eacute;cnico dispon&iacute;vel 24h acaba por ser um grande parceiro e aliado. As seis semanas s&atilde;o o tempo ideal para uma rela&ccedil;&atilde;o de proximidade mas que tamb&eacute;m n&atilde;o se torne numa rela&ccedil;&atilde;o dependente&raquo;, esclarece a psic&oacute;loga.



Mas &eacute; precisamente esta proximidade e disponibilidade para trabalhar &laquo;com a fam&iacute;lia e n&atilde;o por ela&raquo;, como explica Raquel Gon&ccedil;alves, que permite tra&ccedil;ar um retrato diferente do que as outras entidades como Comiss&otilde;es de Prote&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as, equipas de Seguran&ccedil;a Social ou tribunais, t&ecirc;m.
&laquo;As entidades recorrem a n&oacute;s para terem uma vis&atilde;o mais global e ao mesmo tempo mais focalizada, porque estamos mais tempo com as fam&iacute;lias, conseguimos dar um panorama mais real, &eacute; como se tivessem um diagn&oacute;stico mais completo da situa&ccedil;&atilde;o. Sabemos que as comiss&otilde;es n&atilde;o conseguem fazer tantas visitas domicili&aacute;rias como gostariam, t&ecirc;m a vis&atilde;o da fam&iacute;lia num atendimento, n&oacute;s damos depois a outra vis&atilde;o&raquo;, continua.
&laquo;Este projeto tem uma abordagem completamente diferente, toda a interven&ccedil;&atilde;o &eacute; em casa da fam&iacute;lia, n&atilde;o h&aacute; trabalho de gabinete e &eacute; feita aliando-se o t&eacute;cnico &agrave; fam&iacute;lia. N&atilde;o &eacute; algu&eacute;m que vai dar instru&ccedil;&otilde;es a fam&iacute;lia daquilo que ela deve fazer, &eacute; algu&eacute;m que vai ajudar a fam&iacute;lia a refletir sobre si, sobre a maneira como os seus filhos vivenciam a din&acirc;mica familiar, essa que os p&otilde;e em risco, e a partir da&iacute; sentem necessidade de mudar&raquo; assegura Gra&ccedil;a Mira Delgado.

A ideia &eacute; refor&ccedil;ada por Raquel Gon&ccedil;alves: &laquo;a fam&iacute;lia &eacute; o ator principal e ela pr&oacute;pria consegue em conjunto com o t&eacute;cnico delinear estrat&eacute;gias. &Eacute; como se as pessoas se apoderassem e acreditassem que elas pr&oacute;prias t&ecirc;m esta capacidade de produzir mudan&ccedil;as.&raquo;
&Eacute; esta mudan&ccedil;a ativa de atitude que acaba muitas vezes por fazer alterar a vis&atilde;o das autoridades de prote&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as sobre uma eventual retirada das crian&ccedil;as &agrave;s fam&iacute;lias.
Damos o exemplo da In&ecirc;s (nome fict&iacute;cio), para quem o PF foi a luz ao fundo do t&uacute;nel numa hist&oacute;ria de vida marcada por dificuldades e problemas. Quando chegou em novembro ao MDV &laquo;estava com uma situa&ccedil;&atilde;o bastante complicada. Tenho 3 crian&ccedil;as menores, duas delas est&atilde;o institucionalizadas num lar. Naquela altura previa-se que eles fossem para ado&ccedil;&atilde;o. Eu sou uma m&atilde;e solteira, estou sozinha com eles e para que isso n&atilde;o acontecesse, tive que recorrer a todos os meios que tinha na altura&raquo;.

Acompanhada pela &laquo;dra. Leonor&raquo;, uma das t&eacute;cnicas do MDV, In&ecirc;s fez de tudo para reverter a situa&ccedil;&atilde;o. Da emin&ecirc;ncia de ficar sem dois dos filhos, passou para uma situa&ccedil;&atilde;o em que estes j&aacute; v&ecirc;m regularmente a casa e prev&ecirc;-se que em breve regressem definitivamente. &nbsp;&laquo;Eu dei-me a conhecer &agrave; dra. Leonor de uma maneira que n&atilde;o dei &agrave;s outras t&eacute;cnicas que estavam a acompanhar. Tamb&eacute;m foi bom irmos conversando sobre as coisas em que eu mais me sentia fragilizada e das outras com que eu me dava melhor. Foi sempre uma ajuda e estando l&aacute; e vendo realmente a mulher e, principalmente, a m&atilde;e que eu sou, isso foi bastante bom aos olhos das outras t&eacute;cnicas.&raquo;
A t&eacute;cnica, por sua vez, explica-nos que no per&iacute;odo intensivo &laquo;foi poss&iacute;vel tra&ccedil;ar uma s&eacute;rie de objetivos, em conjunto &iacute;amos pensando aquilo que podia ser bom e o que &eacute; que devia acontecer para que os meninos pudessem voltar a casa, desde coisas mais pr&aacute;ticas como tratar do pedido do Rendimento Social de Inser&ccedil;&atilde;o, at&eacute; quest&otilde;es como pensar como lidar com os meninos, como fazer nas visitas. No fim da interven&ccedil;&atilde;o intensiva reunimos outra vez com os t&eacute;cnicos das outras entidades para avaliar como tinha corrido e realmente as coisas alteraram-se, sobretudo tamb&eacute;m a perspetiva dos outros t&eacute;cnicos alterou-se, a forma positiva como tinha decorrido tudo.&raquo;

Para quem se encontre numa situa&ccedil;&atilde;o semelhante &agrave; da In&ecirc;s, o PF pode ser um gr&atilde;o de esperan&ccedil;a, mas tamb&eacute;m &eacute; preciso querer. &laquo;A In&ecirc;s &eacute; mesmo um exemplo de uma pessoa que n&atilde;o cruzou os bra&ccedil;os, n&atilde;o desistiu e procurou ajuda, mesmo quando parecia que as coisas n&atilde;o iam correr bem. Desde o in&iacute;cio deste processo foi sempre ela que pediu ajuda. Grande parte das interven&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m correm bem porque a fam&iacute;lia se empenha&raquo;, acredita Leonor Silva.
Assim haja quem acredite.

Rita Bruno
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<pubDate>Sat, 19 Mar 2016 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Voluntária em Lesbos: «Quero ser uma gota de esperança»</title>
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<description><![CDATA[Isabel, Karina, Rui e Pedro s&atilde;o quatro volunt&aacute;rios portugueses. No final do m&ecirc;s partem rumo &agrave; ilha de Lesbos, na Gr&eacute;cia, para ajudar no acolhimento aos refugiados que chegam &agrave; Europa.

Karina Oliveira &eacute; enfermeira e a ideia de partir para ajudar refugiados surgiu no final do ano passado. &laquo;Senti a chamada interior a fazer algo diferente, sempre neste sentido de me entregar mais ao outro e era sempre esta quest&atilde;o dos refugiados.&raquo; Da ilha de Lesbos, na Gr&eacute;cia, chegavam apelos por profissionais de sa&uacute;de. S&oacute; no ano passado, chegaram 500 mil pessoas a Lesbos. At&eacute; fevereiro deste ano, eram j&aacute; 40 mil.

A oportunidade de avan&ccedil;ar acabou por surgir com a Passo Positivo, organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental (ONG) do Porto. No dia 28 de mar&ccedil;o, partem tr&ecirc;s enfermeiros e um engenheiro ambiental. &laquo;Vamos trabalhar no campo de refugiados de Moria que faz o registo dos refugiados na ilha. S&oacute; depois &eacute; que podem ir para Atenas. E vamos estar tamb&eacute;m em Skala, a praia onde chegam de barco da Turquia&raquo;, explica Karina. Trabalhar&atilde;o em parceria com a&nbsp;Lighthouse relief. &laquo;Vamos estar nos cuidados de sa&uacute;de e tamb&eacute;m reciclagem de materiais, limpeza de praias.&raquo;

Os quatro volunt&aacute;rios tiraram f&eacute;rias e as despesas s&atilde;o pagas por eles. A angaria&ccedil;&atilde;o de fundos a decorrer &eacute; para apoiar localmente no que for necess&aacute;rio. N&atilde;o levam materiais de Portugal, aconselhados pelas institui&ccedil;&otilde;es locais.

&Agrave; medida que se aproxima o dia da partida, Karina ganha maior consci&ecirc;ncia que est&aacute; mesmo quase a&iacute; o dia de arrega&ccedil;ar as mangas. &laquo;Sinto-me muito cheia de energia e o dia 28 nunca mais chega!&raquo; A ONG n&atilde;o est&aacute; ligada &agrave; Igreja, mas para esta jovem crist&atilde; o sentimento geral &eacute; de grande abandono e confian&ccedil;a. &laquo;Sinto-me muito confiada. &Eacute; realmente um projeto de Deus. Vou com uma ONG, como profissional de sa&uacute;de. Faz todo o sentido. Tenho consci&ecirc;ncia que &eacute; uma gota de &aacute;gua, mas sinto-me chamada a ser uma gota de esperan&ccedil;a. &Eacute; ser chamada a vir, a estar e a servir&raquo;, afirma. Karina admite ter no&ccedil;&atilde;o que vai &laquo;trabalhar muito e muitas horas&raquo;, mas isso n&atilde;o a assusta nada. &laquo;V&atilde;o ser f&eacute;rias bem vividas, de descanso em Deus, de sentir que a vida pode ser partilhada. &Eacute; colocar-me na pele do outro e estar muito mais sens&iacute;vel.&raquo;

Quem quiser ajudar, pode contribuir para o IBAN: PT50 0033 0000 4540 2514 6180 5. Pode tamb&eacute;m ter mais informa&ccedil;&otilde;es em&nbsp;http://passo-positivo.pt/.
Texto:&nbsp;Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
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<pubDate>Fri, 18 Mar 2016 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Papa condena «ato criminoso, vil e incompreensível»</title>
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<description><![CDATA[O Papa manifestou hoje no Vaticano a sua consterna&ccedil;&atilde;o pelo atentado terrorista do &uacute;ltimo domingo em Lahore, no Paquist&atilde;o, que causou 65 mortos e 300 feridos, na sua maioria mulheres e crian&ccedil;as crist&atilde;s.



O Papa manifestou hoje no Vaticano a sua consterna&ccedil;&atilde;o pelo atentado terrorista do &uacute;ltimo domingo em Lahore, no Paquist&atilde;o, que causou 65 mortos e 300 feridos, na sua maioria mulheres e crian&ccedil;as crist&atilde;s. &laquo;Quero manifestar a minha proximidade a todos quantos foram atingidos por este ato criminoso, vil e incompreens&iacute;vel, e convido-vos a rezar pelas v&iacute;timas e seus entes queridos&raquo;, disse Francisco aos peregrinos que encheram a Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro para a ora&ccedil;&atilde;o Regina Coeli, que substitui o Angelus at&eacute; ao Pentecostes.
&nbsp;
O atentado no Paquist&atilde;o, que envolveu um bombista suicida, aconteceu este domingo pelas 19h00 locais (15h00 de Lisboa) junto a um parque infantil de Lahore. Segundo o relato das autoridades, o local estava cheio de fam&iacute;lias crist&atilde;s que ali festejavam a P&aacute;scoa, depois do governo paquistan&ecirc;s ter reconhecido pela primeira vez este dia como feriado para a comunidade crist&atilde;.
&nbsp;
O atentado ocorreu na tarde de domingo no parque Gulshan Iqbal, pr&oacute;ximo de um parque infantil, cheio de fam&iacute;lias que ali se encontravam. O ataque foi reivindicado pelo Jamaat al Ahrar, cis&atilde;o do principal grupo rebelde do Paquist&atilde;o, o Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP). &laquo;Reivindicamos a responsabilidade por este ataque contra os crist&atilde;os que celebravam a P&aacute;scoa&raquo;, disse o porta-voz do grupo extremista, Ehansullah Ehsan, ao di&aacute;rio paquistan&ecirc;s The Express Tribune.
&nbsp;
Na sua interven&ccedil;&atilde;o depois da Regina Coeli, enviada &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, o Papa argentino apelou &agrave;s for&ccedil;as civis e sociais do Paquist&atilde;o para que &laquo;se empenhem a favor da seguran&ccedil;a e da serenidade das popula&ccedil;&otilde;es e, em particular, de todas as minorias religiosas mais vulner&aacute;veis&raquo;. &laquo;A viol&ecirc;ncia e o &oacute;dio homicida conduzem apenas &agrave; dor e &agrave; destrui&ccedil;&atilde;o: o respeito e a fraternidade s&atilde;o a &uacute;nica via para a paz&raquo;, refor&ccedil;ou Francisco, expressando o seu desejo para que &laquo;a P&aacute;scoa suscite em todos&raquo; o rep&uacute;dio pela &laquo;viol&ecirc;ncia que semeia o terror e a morte&raquo;. E deste modo se possa construir &laquo;o amor, a justi&ccedil;a e a reconcilia&ccedil;&atilde;o&raquo;, complementou.
&nbsp;
O Papa exortou ainda todos os crist&atilde;os a &laquo;viverem na alegria e na serenidade esta semana que prolonga a alegria da Ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo&raquo;.
&nbsp;
O n&uacute;mero de mortos no ataque subiu hoje para 72, entre eles 18 mulheres e 17 crian&ccedil;as, enquanto o de feridos aumentou para 359, 20 deles em estado grave. O primeiro-ministro do Paquist&atilde;o, Nawaz Sharif, viajou hoje de manh&atilde; para Lahore, tendo-se j&aacute; reunido com as autoridades locais e visitado v&aacute;rios hospitais onde sem encontram v&aacute;rias v&iacute;timas do atentado.]]></description>
<pubDate>Sat, 12 Mar 2016 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>'Entrevista' a São João de Ávila</title>
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<description><![CDATA[A prop&oacute;sito do novo livro Escritos Sacerdotais de S&atilde;o Jo&atilde;o de &Aacute;vila, publicado pela PAULUS Editora, trazemos aqui uma &ldquo;entrevista&rdquo; onde se procura conhecer melhor este Doutor da Igreja a partir dos escritos que constam nesta obra agora editada.
&nbsp;

&nbsp;
Mestre Jo&atilde;o de &Aacute;vila, agora V. Rev. &eacute; Doutor da Igreja...
Assim o quis desde agosto de 2011, por sua bondade, o Papa em&eacute;rito Bento XVI (na Introdu&ccedil;&atilde;o do volume).
&nbsp;
Ao lado de S&atilde;o Jo&atilde;o da Cruz e de Santa Teresa de &Aacute;vila...
Conhe&ccedil;o-os bem a esses dois. Privei com eles. Foi muito o que aprendi deles: ser um padre humilde, pobre, abnegado, orante e evangelizador. S&oacute; se pode evangelizar com esta postura.
&nbsp;
J&aacute; o atual Papa Francisco deve gostar muito de si por aquele seu gesto de, na festa da sua Missa Nova, al&eacute;m de sentar 12 pobres &agrave; sua mesa, se ter despojado de tudo e oferecer todo o dinheiro aos pobres...
A minha &eacute;poca do p&oacute;s-Conc&iacute;lio de Trento coincide com a &eacute;poca dele, do p&oacute;s-Vaticano II. Francisco, gra&ccedil;as a Deus, n&atilde;o quis deixar esquecida esta veia, a dos pobres, t&atilde;o querida pelo Vaticano II e que este Conc&iacute;lio n&atilde;o p&ocirc;de desenvolver convenientemente. Foi por isso que se lembrou de repescar o documento do &ldquo;Pacto das Catacumbas&rdquo; cujos 40 bispos seus proponentes se comprometiam pessoalmente a construir uma Igreja &ldquo;pobre e servidora&rdquo;, e que &eacute; a &uacute;nica maneira de ela perdurar at&eacute; ao fim do mundo como significativa. Caso contr&aacute;rio, toda a gente far&aacute; pouco dela, como j&aacute; acontece.
&nbsp;
Diga-nos quem &eacute; Aquele que o amou e que o amou crucificado, como V. Rev.?
Esse &eacute; Jesus, por quem um dia levei uma primeira bofetada que me foi dada por um padre buleiro, vendedor de bulas, por o povo ter desertado da sua prega&ccedil;&atilde;o adinheirada para se vir recolher sob o p&uacute;lpito onde eu ensinava a doutrina crist&atilde; com toda a humildade e em esp&iacute;rito de pobreza. Essa bofetada recebia-a desse pregador na pra&ccedil;a p&uacute;blica, mas eu por gra&ccedil;a divina logo ali me ajoelhei e lhe ofereci a outra, como manda Nosso Senhor no Evangelho.
&nbsp;
V. Rev. tamb&eacute;m falou muito do mist&eacute;rio de Cristo em Audi, filia e noutros escritos...
Quando escrevi aos peda&ccedil;os essas folhas, tinha feito uma experi&ecirc;ncia de humilde disc&iacute;pulo de Cristo na cadeia que a Inquisi&ccedil;&atilde;o me imp&ocirc;s. Lembro-lhe que tamb&eacute;m o meu atual companheiro celeste S&atilde;o Jo&atilde;o da Cruz escreveu as suas melhores p&aacute;ginas m&iacute;sticas depois de uma experi&ecirc;ncia igual &agrave; minha na cadeia de Toledo, que seus irm&atilde;os frades lhe infligiram pondo-o a banhar os p&eacute;s nas &aacute;guas do vosso Tejo. Acusaram-me com m&aacute;-f&eacute; de muitas coisas. Mas eu calei-me com tudo. Ao fim de um ano, a Inquisi&ccedil;&atilde;o abriu-me as portas da pris&atilde;o. Foi a&iacute; que mais aprendi, muito mais do que em Salamanca, nem tem compara&ccedil;&atilde;o. Depois disto, escrevi certas p&aacute;ginas que alguns amigos meus (ou inimigos, n&atilde;o sei) publicaram sem a minha autoriza&ccedil;&atilde;o. Disseram-me que esse livro fez muito bem a muitas almas.
&nbsp;
E que nos diz do facto de certo dia um famoso pregador dominicano ter afirmado, depois de o ouvir: &laquo;Acabei de ouvir o pr&oacute;prio S&atilde;o Paulo a comentar-se a si mesmo&raquo;?
Esta gl&oacute;ria deve toda dirigir-se a S&atilde;o Paulo. Ele, sim, foi o maior amigo de Cristo na Terra. Dizem por a&iacute; que eu sou o melhor comentador de S&atilde;o Paulo em toda a hist&oacute;ria da Igreja. Mas se nos lembrarmos de S&atilde;o Jo&atilde;o Cris&oacute;stomo, agora tamb&eacute;m ele meu companheiro na academia celeste, esta minha gl&oacute;ria &eacute; irris&oacute;ria. No meu tempo, tive que me ocupar bastante a estudar S&atilde;o Paulo, porque na Igreja estava a impor-se um &ldquo;herege&rdquo; que muito falava da sola fides, enganando muita gente por redondamente desconhecer o grande Doutor dos Gentios. Sabe a quem me refiro, ao frei Martinho Lutero... Foi por sua causa que me agarrei aos escritos paulinos e me dediquei a ser, eu tamb&eacute;m, &ldquo;ap&oacute;stolo&rdquo;... mas da Andaluzia. N&atilde;o deu para mais. Eu at&eacute; queria embarcar para as &Iacute;ndias, mas n&atilde;o me deixaram. As cidades e aldeias do sul de Espanha foram as minhas &Iacute;ndias.
&nbsp;
Tamb&eacute;m nos consta que entre os seus &ldquo;conversados&rdquo; figura Jo&atilde;o de Deus, o portugu&ecirc;s de Montemor-o-Novo, Francisco de Borja, homem nobre e casado que V. Rev. converteu, e que V. Rev. tamb&eacute;m passou pela &ldquo;tenta&ccedil;&atilde;o&rdquo; de ser jesu&iacute;ta...
Nesses exemplos s&oacute; se deve admirar a for&ccedil;a da Palavra de Deus que eu me ocupava de administrar a quem passava pelas minhas m&atilde;os. Lembro-me bem do bilhete que o vosso S&atilde;o Jo&atilde;o de Deus, do qual me apiedava pela sua grande pobreza mas que admirava pela sua grande humildade, uma vez me enviou para falar comigo. O pobrezinho ficou junto da cruz que estava &agrave; entrada da vila e mandou-me este recado: &laquo;Digam ao grande Mestre, ao meu grande padre, que aqui est&aacute; aquele grande pecador Jo&atilde;o de Deus, que, se ele der licen&ccedil;a, o ir&aacute; visitar.&raquo; Poderia eu recusar-lhe a audi&ecirc;ncia?
E no que se refere ao meu pensamento de vir a ser jesu&iacute;ta, &eacute; verdade que recebi cartas de muita estima do meu glorioso companheiro In&aacute;cio de Loiola. Mas a vontade de Deus foi outra. E assim, fui um Mestre andaluz muito feliz. Porventura, livrei a Andaluzia do luteranismo.

Texto: Pe. M&aacute;rio Santos, SSP
]]></description>
<pubDate>Thu, 10 Mar 2016 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Como explicar o mal às crianças</title>
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<description><![CDATA[Crimes, guerras, terrorismo e viol&ecirc;ncia fazem parte do mundo que as crian&ccedil;as t&ecirc;m para descobrir. O confronto entre um mundo seguro e protetor e o mundo real pode traduzir-se em d&uacute;vidas e medos. E as quest&otilde;es come&ccedil;am a surgir em catadupa. Como podem os educadores responder &agrave;s crian&ccedil;as? Como coloc&aacute;-las perante o inevit&aacute;vel sem que isso as deixe paralisadas?

O Homem e o mundo s&atilde;o feitos de contrastes, entre bem e mal, certo e errado, paz e guerra, extremismo e toler&acirc;ncia, e, ainda que se tentasse, seria quase imposs&iacute;vel tentar privar os mais novos desta dicotomia. Mas &eacute; isto o mesmo que dizer que os mi&uacute;dos devem estar expostos a todas as viol&ecirc;ncias?



Nos &uacute;ltimos meses, a Hist&oacute;ria da humanidade tem-se constru&iacute;do tamb&eacute;m com atos particularmente dif&iacute;ceis de assimilar: pessoas assassinadas por uma opini&atilde;o expressada, pessoas perseguidas pela religi&atilde;o que professam, meninas raptadas, maltratadas e mortas, cujo &quot;crime&quot; foi irem &agrave; escola, crian&ccedil;as, muitas crian&ccedil;as assassinadas e algumas utilizadas como bombas.

Nem sempre &eacute; f&aacute;cil perceber onde fica a fronteira entre o contacto desej&aacute;vel com a realidade e a informa&ccedil;&atilde;o em excesso, entre o que &eacute; essencial e o que &eacute; &quot;sensacionalista&quot;, entre o que &eacute; necess&aacute;rio e dispens&aacute;vel.

Essa gest&atilde;o deve, em primeiro lugar, &laquo;ser feita pelos educadores&raquo;, come&ccedil;a por dizer Bento S&eacute;rio, psic&oacute;logo.
E h&aacute; aspetos a ter em conta. A exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia deve ter &laquo;alguns filtros&raquo;. &laquo;H&aacute; coisas que n&oacute;s podemos, se as crian&ccedil;as s&atilde;o muito pequeninas, ter cuidado... naquilo que se vai mostrar, naquilo que se vai dizer.&raquo; O que n&atilde;o &eacute; o mesmo que dizer afastar a crian&ccedil;a da realidade ou mant&ecirc;-la numa &laquo;paz podre&raquo;, continua o psic&oacute;logo. At&eacute; porque em algum momento a crian&ccedil;a poder&aacute; ser confrontada com a viol&ecirc;ncia, possivelmente sem o enquadramento desej&aacute;vel por parte de um adulto. &laquo;A paz que a ignor&acirc;ncia traz pode ser rapidamente abalada quando a informa&ccedil;&atilde;o chega de forma inadequada&raquo;, por exemplo, atrav&eacute;s de outras crian&ccedil;as e sem a devida contextualiza&ccedil;&atilde;o.
A opini&atilde;o &eacute; partilhada por Maria da Concei&ccedil;&atilde;o Moita, educadora de inf&acirc;ncia que, numa entrevista por correio eletr&oacute;nico, explicou que, consoante a fase de desenvolvimento da crian&ccedil;a, poder&aacute; n&atilde;o fazer sentido expor as crian&ccedil;as a determinadas imagens. &laquo;N&atilde;o faz sentido que vejam telejornais (e mesmo outros programas...) quando n&atilde;o t&ecirc;m capacidade de distanciamento cr&iacute;tico, quando ainda n&atilde;o t&ecirc;m possibilidade de entender o conte&uacute;do da not&iacute;cia e s&oacute; veem imagens que lhes sugerem qualquer coisa que as perturba.&raquo;
A educadora entende tamb&eacute;m que, quando j&aacute; conseguem compreender o que se lhes apresenta, os educadores devem acompanhar as crian&ccedil;as em mat&eacute;ria de viol&ecirc;ncia. &laquo;N&atilde;o s&oacute; lhes d&aacute; seguran&ccedil;a como pode ser uma ajuda fundamental no entendimento do que se est&aacute; a ver/ouvir e na constru&ccedil;&atilde;o de um sentido cr&iacute;tico que n&atilde;o deixe as crian&ccedil;as &quot;desamparadas&quot; perante uma situa&ccedil;&atilde;o que pode ser para elas muito agressiva e chocante. Conhe&ccedil;o fam&iacute;lias em que todos veem o telejornal em conjunto, o que propicia o coment&aacute;rio partilhado e emerg&ecirc;ncia de perguntas. O abandono das crian&ccedil;as diante de um televisor &eacute; que me parece muito negativo&raquo;, continua.
Nas explica&ccedil;&otilde;es dadas pelos educadores, Bento S&eacute;rio considera que h&aacute; tamb&eacute;m outros fatores a que os adultos devem dar aten&ccedil;&atilde;o, nomeadamente ao que a crian&ccedil;a j&aacute; sabe sobre o tema, &laquo;porque provavelmente ela j&aacute; ouviu qualquer coisa e s&oacute; quando n&oacute;s perguntamos &agrave; crian&ccedil;a o que &eacute; que ela sabe sobre isso &eacute; que n&oacute;s ficamos a perceber qual o tipo de resposta que temos de lhes dar, sem ter de estar a dar demasiada informa&ccedil;&atilde;o e a contribuir para que ela se baralhe ainda mais quando se calhar ela apenas queria saber uma coisa simples&raquo;. Igualmente importante, em idades mais jovens, &eacute; simplificar a linguagem. &laquo;Se n&oacute;s n&atilde;o simplificarmos, provavelmente a seguir a esta quest&atilde;o vir&aacute; outra. Temos de saber responder de forma clara para garantir que a resposta que lhe damos a satisfaz por completo&raquo;, afian&ccedil;a o psic&oacute;logo. Para al&eacute;m disso, &laquo;n&atilde;o vou deixar a crian&ccedil;a a pensar sobre o assunto, pois ela n&atilde;o tem capacidade de abstra&ccedil;&atilde;o&raquo; para poder &laquo;refletir&raquo; sobre a quest&atilde;o.
De acordo com cada momento, a crian&ccedil;a, &agrave; medida que se vai desenvolvendo, vai pedindo explica&ccedil;&otilde;es mais elaboradas sobre os temas, e Maria da Concei&ccedil;&atilde;o Moita recorre a um exemplo pr&aacute;tico. &laquo;Ningu&eacute;m janta uma vez por todas. As crian&ccedil;as v&atilde;o aprendendo a Hist&oacute;ria, v&atilde;o aprendendo a contextualizar, v&atilde;o vendo as rela&ccedil;&otilde;es humanas de forma mais complexa. &Eacute; toda uma aprendizagem. Que tamb&eacute;m se faz ao longo da vida&raquo;, conclui.

Bento S&eacute;rio considera que, por vezes, pode acontecer que as crian&ccedil;as fiquem um pouco assustadas quando s&atilde;o confrontadas com o lado escuro da realidade, mas que &laquo;h&aacute; sempre formas de desconstruir algo que n&atilde;o &eacute; bom. N&atilde;o nos podemos esquecer de que estamos a trabalhar com crian&ccedil;as e &agrave;s vezes demora a que elas consigam entender ou aceitar aquela explica&ccedil;&atilde;o de uma forma mais leve, n&atilde;o t&atilde;o assustadora.&raquo;
Ainda assim, &eacute; poss&iacute;vel chegar a um meio-termo entre o medo e a seguran&ccedil;a, entre uma viv&ecirc;ncia descontra&iacute;da e alguns cuidados a ter. Ao explicar &agrave; crian&ccedil;a epis&oacute;dios violentos, o adulto pode n&atilde;o s&oacute; ajudar a crian&ccedil;a a aperceber-se e proteger-se dos perigos, mas tamb&eacute;m a percecionar, para cada aspeto negativo, um positivo.
No fim da hist&oacute;ria, o que &eacute; importante &eacute; que a crian&ccedil;a perceba que &laquo;n&atilde;o est&aacute; sozinha&raquo;, defendem os dois especialistas, e que tenha sempre presente que &laquo;o Amor nos acompanha&raquo;, conclui Maria Concei&ccedil;&atilde;o Moita.

&nbsp;

​Rita Bruno
]]></description>
<pubDate>Sun, 06 Mar 2016 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Dar pousada aos peregrinos</title>
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<description><![CDATA[Santiago de Compostela tem sido, h&aacute; s&eacute;culos, ponto de peregrina&ccedil;&atilde;o de milh&otilde;es de fi&eacute;is, e nos &uacute;ltimos anos tem crescido o interesse por este destino, quer entre os crentes cat&oacute;licos, quer entre pessoas de outras religi&otilde;es ou mesmo n&atilde;o-crentes, que aproveitam a vertente meditativa do Caminho para se encontrarem a eles mesmos ou simplesmente para apreciarem a vista.



Desde sempre, os peregrinos eram vistos como pessoas carenciadas que se faziam ao caminho, a quem era preciso dar pousada. E foi nessa condi&ccedil;&atilde;o que Margarida, a primeira peregrina com quem Fernanda falou, se apresentou. &laquo;Tinha corrido toda a aldeia e ningu&eacute;m lhe dava guarida. Encontrou-me a mim e ao meu pai a virmos da horta e pediu, desesperada, que a deix&aacute;ssemos dormir em qualquer canto da nossa casa. N&atilde;o pedia comida nem banho, apenas um local para descansar, e eu tive tanta pena dela que liguei ao Jacinto, ao meu marido, a explicar-lhe a situa&ccedil;&atilde;o e decidimos acolh&ecirc;-la. A partir da&iacute;, nunca mais pararam de chegar&raquo;, brinca a Fernanda, respons&aacute;vel pelo &ldquo;abastecimento de miseric&oacute;rdia&rdquo; que todos os peregrinos que fazem o Caminho Portugu&ecirc;s pelo interior recebem em Vitorino de Pi&atilde;es. Sensivelmente a meio caminho entre os albergues de Tamel e de Ponte de Lima, esta senhora e a sua fam&iacute;lia, o marido Jacinto e a filha Mariana, t&ecirc;m h&aacute; cerca de 15 anos as portas abertas para receber peregrinos que percorrem o Caminho de Santiago.

Chegados de uma longa jornada, tomam banho, comem, descansam e partilham o dia. &laquo;A partilha &eacute; a parte mais importante. Aqui somos uma fam&iacute;lia, nem que seja s&oacute; por uma noite&raquo;, explica, enquanto estamos sentados no alpendre do anexo que construiu nas traseiras da sua casa para acolher os peregrinos. Isto depois de anos a deix&aacute;-los dormir dentro da pr&oacute;pria casa, situa&ccedil;&atilde;o que agora s&oacute; acontece quando s&atilde;o muitos. &laquo;H&aacute; uns tempos eram tantos que um casal que vinha em lua de mel teve de se contentar com um colch&atilde;o na cozinha, coitados&raquo;, conta.

Antes da conversa, tinha chegado um casal de peregrinos da Coreia do Sul. A Fernanda n&atilde;o estava, mas o port&atilde;o nunca est&aacute; fechado. Eles entraram, tiraram as botas, procuraram o anexo e foram tomar banho. J&aacute; estavam a pendurar a roupa lavada no estendal quando a Fernanda chegou e lhes ofereceu um ch&aacute; quente. Esta disponibilidade estende-se a todos os peregrinos que lhe pedem abrigo, muitos sem possibilidade sequer de lhes pagar por isso. &laquo;N&atilde;o pedimos nada, mas &eacute; verdade que vivemos de doa&ccedil;&otilde;es, sen&atilde;o era imposs&iacute;vel conseguir acolher tanta gente&raquo;, diz, acrescentando que lhe parte o cora&ccedil;&atilde;o ter de mandar alguns peregrinos embora por falta de espa&ccedil;o.


Muitas vezes voltam atr&aacute;s com a sua decis&atilde;o, porque a vontade de acolher &eacute; maior do que as dificuldades log&iacute;sticas. &laquo;Uma vez apareceu aqui um espanhol, j&aacute; de noite, a pedir acolhimento, mas est&aacute;vamos cheios, todas as camas ocupadas. Mandei-o embora, porque n&atilde;o o pod&iacute;amos receber, e ele retomou o caminho. Chovia imenso, e n&atilde;o fiquei sossegado. Quando a Fernanda chegou, falei-lhe sobre ele e fiquei arrependido. Pedi-lhe que fosse de carro &agrave; procura dele, e ela encontrou-o &agrave; beira da estrada a caminhar, e trouxe-o de volta para aqui. H&aacute; sempre lugar para mais um quando s&atilde;o verdadeiros peregrinos&raquo;, conta o Jacinto.

Quando perguntamos se se sentem agentes da miseric&oacute;rdia de Deus, Fernanda conta um epis&oacute;dio curioso. &laquo;Eu devia ter sete ou oito anos quando vi pela primeira vez um peregrino de Santiago. Era um verdadeiro peregrino, com roupa velha e o cajado aos ombros com um farnel na ponta. Pensei: &ldquo;Onde &eacute; que este homem vai assim, sozinho, a meio da noite?&rdquo;, e tive pena dele. Acho que esse foi o primeiro sinal que Deus me deu desta miss&atilde;o&raquo;, diz.

Desde a primeira peregrina que nunca este casal se questionou sobre a miss&atilde;o, mesmo que alguns achem que s&atilde;o loucos. &laquo;Nunca fal&aacute;mos sobre isto, nunca refletimos, fomos recebendo quem chegava e pronto, agora fazemos isto todos os dias&raquo;, diz a Fernanda. O ano passado, entre abril e outubro, tiveram peregrinos todos os dias em sua casa, e apenas num dia tiveram um peregrino, chegando a haver dias com quase 30. &laquo;Montamos uma tenda na rua, dormem no alpendre, na nossa sala, na cozinha... onde calha&raquo;, brinca.

H&aacute; cerca de um ano, um acidente com &aacute;gua quente queimou-lhe de forma grave o rosto. Foi a pedra de toque que precisava para deixar o emprego e se dedicar em exclusivo a esta miss&atilde;o de acolher peregrinos. &laquo;Os meus olhos sa&iacute;ram ilesos, e senti que era um sinal, e como o meu trabalho tamb&eacute;m n&atilde;o era muito certo [foi carteira durante muitos anos], resolvi n&atilde;o voltar a trabalhar e agora o meu trabalho &eacute; estar aqui, &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o dos peregrinos. Fa&ccedil;o as camas, lavo a roupa, cozinho almo&ccedil;os, jantares, trato de bolhas, dou carinho, converso muito... fa&ccedil;o tudo, menos o pequeno-almo&ccedil;o&raquo;, brinca, a olhar para o marido. &laquo;H&aacute; muito tempo que o pequeno-almo&ccedil;o est&aacute; &agrave; minha responsabilidade. Vou levar a nossa filha ao autocarro &agrave;s 7h30 e volto para lhes preparar o pequeno-almo&ccedil;o, antes de partirem para o Caminho&raquo;, diz o Jacinto.

Tudo isto por amor a Deus. &laquo;O que nos une &eacute; o amor, e &eacute; o que eu digo muito aos peregrinos, muitos deles sem f&eacute; ou de outra religi&atilde;o. Isso &eacute; o mais importante, e se amarmos o outro, estamos a louvar a Deus&raquo;, diz, antes de contar outra hist&oacute;ria. &laquo;Uma vez passou por aqui uma rapariga nova. Vinha exausta, tinha feito muitos quil&oacute;metros naquele dia. Explicou que vinha num caminho de discernimento pessoal, mas a carga de quil&oacute;metros que fazia mais parecia um caminho de penit&ecirc;ncia. Queria entrar para o convento, mas os pais n&atilde;o queriam, e ent&atilde;o tinha partido para o Caminho &agrave; procura de respostas, mas como que a querer provar a ela pr&oacute;pria que conseguia fazer isto. Cerca de um ano depois, recebemos uma carta dela a dizer que tinha entrado no convento, foi muito bonito&raquo;, lembra.

O caminho at&eacute; Santiago &eacute; duro, mas a miseric&oacute;rdia de quem acolhe os peregrinos torna a jornada menos cansativa e mais rica, uma verdadeira experi&ecirc;ncia de vida.

NOTA: O artigo foi publicado na edi&ccedil;&atilde;o de mar&ccedil;o da revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Tue, 01 Mar 2016 10:00:00 +0000</pubDate>
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<title>«O monstro que aqui agia cresceu ainda mais»</title>
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<description><![CDATA[

A Ir. Myri, uma monja portuguesa a viver na S&iacute;ria, n&atilde;o se mostrou surpreendida pelos atentados em Paris. Bastante cr&iacute;tica da atua&ccedil;&atilde;o da comunidade internacional, esta religiosa critica o governo franc&ecirc;s e a comunidade internacional por quererem agora vir combater os grupos terroristas que, segundo ela, foram financiados pelos mesmos pa&iacute;ses que agora pretendem vir combater o Daesh. Em entrevista &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;, A Ir. Myri pede uma solu&ccedil;&atilde;o pac&iacute;fica para o problema, avisando que mais armas na regi&atilde;o s&oacute; v&atilde;o fazer aumentar a viol&ecirc;ncia e o sofrimento do povo s&iacute;rio. Esta monja considera que a solu&ccedil;&atilde;o estar&aacute; apenas numa a&ccedil;&atilde;o concertada com as autoridades do pa&iacute;s, que a comunidade internacional anda a tentar derrubar h&aacute; alguns anos e a quem n&atilde;o reconhece direito de soberania.

J&aacute; quando tinha estado em Portugal, a Ir. Myri tinha defendido que o governo s&iacute;rio fazia mais bem do que mal. &laquo;&Eacute; verdade que havia uma certa..., mas as pessoas viviam muito bem. Os hospitais eram gratuitos, a educa&ccedil;&atilde;o era gratuita. Havia senhas de alimenta&ccedil;&atilde;o, o governo ajudava imenso a popula&ccedil;&atilde;o. Agora &eacute; o caos...&raquo;, relatava na altura a religiosa. Uma entrevista de quem est&aacute; do lado de quem sofre todos os dias com um terrorismo que n&atilde;o ajudou a criar, um ponto de vista que vale a pena conhecer.

Como &eacute; que receberam a not&iacute;cia dos atentados?
J&aacute; tem&iacute;amos que, mais cedo ou mais tarde, isso aconteceria de alguma forma nalgum pa&iacute;s da Europa Ocidental. Colhem o que tanto semearam sem discernimento! Somos como as virgens insensatas do Evangelho que n&atilde;o guardaram o &oacute;leo para o momento em que era preciso ter a lampada acesa! Jesus tamb&eacute;m nos advertiu que aqueles que no seu tempo morreram sob a torre de Silo&eacute; ou mortos por Pilatos n&atilde;o eram mais pecadores que os outros, e que se n&atilde;o nos convertessemos, morreriamos todos da mesma forma. A mensagem deixada em F&aacute;tima alerta-nos exatamente para o mesmo.

Mas a culpa &eacute; francesa, ou dos pa&iacute;ses europeus?
Todos os pa&iacute;ses, incluindo as principais pot&ecirc;ncias, est&atilde;o obrigados a respeitar as leis internacionais e as leis humanit&aacute;rias internacionais. &Eacute; muito grave viol&aacute;-las mesmo quando os seus muito poderosos meios de comunica&ccedil;&atilde;o o ocultam e mostram que, pelo contr&aacute;rio, estes pa&iacute;ses poderosos fazem o bem e desejam o melhor para os outros pa&iacute;ses. Na realidade &eacute; pelos seus frutos que n&oacute;s os reconhecemos. Eles v&ecirc;m at&eacute; esta regi&atilde;o, falam e d&atilde;o conselhos a toda a gente. Mas eles s&atilde;o a causa da destrui&ccedil;&atilde;o da nossa regi&atilde;o e dos milh&otilde;es de mortos que isso gera desde h&aacute; anos. Eles p&otilde;em o fogo (o fogo do terrorismo, da rebeli&atilde;o, do islamismo, do radicalismo) e, em seguida, acusam os outros, at&eacute; mesmo as v&iacute;timas desses terroristas, e depois apresentam-se como sendo os &uacute;nicos que podem apagar este mesmo fogo, para acabar com o terrorismo, que ajudaram a implantar-se e a prosperar.

Qual foi a resposta dos s&iacute;rios no terreno &agrave;s not&iacute;cias dos atentados em Paris?
As pessoas aqui talvez tivessem ouvido falar, mas n&atilde;o lhes disse muito, veem-no com indiferen&ccedil;a. O que l&aacute; aconteceu acontece em maior escala aqui num s&oacute; dia e todos os dias,&nbsp;desde h&aacute; 5 anos. &laquo;Agora falam tanto de Paris, mas ningu&eacute;m se lembrou de falar de n&oacute;s&raquo;. Os que me disseram isto tinham as l&aacute;grimas nos olhos dizendo que ainda ontem diante da sua casa em Damasco tinham testemunhado o espet&aacute;culo de destrui&ccedil;&atilde;o (os autom&oacute;veis, os apartamentos...) e quatro vizinhos bem conhecidos mortos, assim como uns quantos alunos feridos (que precisam de opera&ccedil;&otilde;es e uma das san&ccedil;&otilde;es impostas ao pa&iacute;s &eacute; precisamente sobre os medicamentos) da escola que os filhos frequentariam se l&aacute; estivessem ainda a viver...

O presidente franc&ecirc;s j&aacute; mandou bombardear algumas posi&ccedil;&otilde;es do Daesh na S&iacute;ria, e est&atilde;o a preparar-se para fazer guerra. Qual &eacute; o vosso sentimento nesta altura?
S&atilde;o os pr&oacute;prios habitantes que nos dizem &laquo;Mas eles j&aacute; c&aacute; est&atilde;o a fazer a guerra h&aacute; muito tempo! O assunto n&atilde;o &eacute; novo...&raquo; &eacute; isto o que as pessoas pensam. Se n&atilde;o voltam atr&aacute;s, a uma solu&ccedil;&atilde;o sensata, arriscam-se a levar todo o seu povo a acarretar com um conflito mundial que n&atilde;o parece vir a ser coisa pequena.

J&aacute; est&atilde;o a&iacute; h&aacute; muito tempo a fazer guerra? E ningu&eacute;m falou sobre isso?
N&oacute;s testemunh&aacute;mos v&aacute;rias vezes a realidade dram&aacute;tica da situa&ccedil;&atilde;o aqui. Desde o in&iacute;cio o terrorismo atingiu a popula&ccedil;&atilde;o sem miseric&oacute;rdia. Um dia, no in&iacute;cio de dezembro de 2011, a nossa Superiora contou mais de 100 pessoas assassinadas sem raz&atilde;o em Homs, mas ningu&eacute;m acreditou em n&oacute;s. Pelo contr&aacute;rio, ridicularizaram-nos e criticaram-nos. Agora &eacute; tarde demais. O monstro que aqui agia cresceu ainda mais. Infiltrou-se em muitos pa&iacute;ses, como a micose. Ser&aacute; preciso destruir muito antes de o erradicar. Por causa da sua indiferen&ccedil;a e dos seus interesses m&iacute;opes, os l&iacute;deres dos pa&iacute;ses ocidentais foram mordidos pela serpente que contribuiram a elevar.

E qual &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o?
Para quem ainda n&atilde;o percebeu, isto &eacute; uma guerra em primeiro lugar espiritual e combate-se com armas espirituais. Depois, deixar de alimentar os grupos terroristas em armas, dinheiro, comprando o petr&oacute;leo, treino, cuidados de sa&uacute;de... de onde lhes v&ecirc;m as armas mais poderosas que parecem ter agora? Uma decis&atilde;o internacional podia acabar com o assunto em pouco tempo. Mas trazer mais armas para a regi&atilde;o vai provavelmente gerar mais viol&ecirc;ncia e mais guerra, um baril de p&oacute;lvora pronto a explodir... a n&atilde;o ser que colaborem com as autoridades do pa&iacute;s para uma ac&ccedil;&atilde;o coordenada, e n&atilde;o contra essas autoridades.

&nbsp;​
&nbsp;

Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Tue, 01 Mar 2016 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Burnt - À procura de uma estrela</title>
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<description><![CDATA[No seguimento da moda televisiva dos concursos de culin&aacute;ria, uma das sugest&otilde;es de filme para este m&ecirc;s de dezembro &eacute; Burnt, a hist&oacute;ria do chef Adam Jones, uma das mais brilhantes mentes do mundo da culin&aacute;ria, que desaparece sem deixar rasto e reaparece, tr&ecirc;s anos depois, para tentar chegar ao topo dos topos: liderar um restaurante de tr&ecirc;s estrelas Michelin. Adam Jones (Bradley Cooper) &eacute; arrogante, convencido, autorit&aacute;rio e intimidante... um chef, dizem eles. Mas esta sua postura conduziu-o uma vez ao fracasso e promete dificultar-lhe novamente a ambi&ccedil;&atilde;o.


Apesar de recrutar uma equipa competente, e de ter todos os conhecimentos, as coisas n&atilde;o parecem f&aacute;ceis de conseguir, e o passado amea&ccedil;a voltar para assombrar o chef, que n&atilde;o se consegue ligar humanamente &agrave; sua equipa, obcecado que est&aacute; com a perfei&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para assegurar as tr&ecirc;s estrelas. Apesar das participa&ccedil;&otilde;es de Emma Thompson, Uma Thurman e Sienna Miller, o filme recai todo sobre os ombros de Bradley Cooper, que assume o papel com um vigor j&aacute; habitual nas suas personagens. No entanto, o enredo &eacute; fraco e pouco dado a grandes &ecirc;xtases culin&aacute;rios. Apesar de vermos passar pela nossa frente pratos sem fim, nunca temos aquela adrenalina que os concursos de culin&aacute;ria televisivos transmitem, e que tem sido o ingrediente secreto para tanto sucesso.

A cozinha &eacute; o local sagrado, e onde decorre a maioria das cenas, mas n&atilde;o deixa de ser interessante o pormenor de assistirmos &agrave;s compras dos ingredientes em mercados pr&oacute;prios ou pequenos comerciantes, uma mensagem clara sobre o local onde se encontram sempre os melhores ingredientes. No fim de tudo, a mensagem &eacute; simples de perceber, e a terceira estrela est&aacute; bem ao alcance de Adam Jones. Mas depende apenas dele dar o passo necess&aacute;rio.

Ficha t&eacute;cnica: 

T&iacute;tulo original: Burnt
Realizador: John Wells
G&eacute;nero: Drama, Com&eacute;dia
Classifica&ccedil;&atilde;o: M/12
Pa&iacute;s: EUA
Ano: 2015
Dura&ccedil;&atilde;o: 101 min]]></description>
<pubDate>Fri, 12 Feb 2016 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Depois da Família, a Misericórdia</title>
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<description><![CDATA[Depois de dedicar dois anos &agrave; tem&aacute;tica da Fam&iacute;lia, que conclu&iacute;ram com um s&iacute;nodo que apelou ao acolhimento de todos pela Igreja, o Papa Francisco decreta um Ano Santo dedicado &agrave; Miseric&oacute;rdia. Uma consequ&ecirc;ncia l&oacute;gica para quem, durante este tempo em que muito se falou da import&acirc;ncia de a Igreja acolher todas as fam&iacute;lias no seu seio, independentemente da sua situa&ccedil;&atilde;o, e de ter uma linguagem positiva que fosse inclusiva, n&atilde;o exclusiva, sempre apelou a um acolhimento geral. &laquo;Desejo que o Jubileu seja uma experi&ecirc;ncia viva da proximidade do Pai, como se quis&eacute;ssemos sentir pessoalmente a sua ternura, para que a f&eacute; de cada crente se revigore e assim o testemunho se torne cada vez mais eficaz&raquo;, dizia o Papa numa mensagem para o Ano da Miseric&oacute;rdia, publicada a 1 de setembro.

A celebra&ccedil;&atilde;o do Jubileu cat&oacute;lico tem origem no Jubileu hebraico, onde a cada 50 anos, durante um ano, chamado ano sab&aacute;tico, eram libertos escravos, as d&iacute;vidas eram perdoadas e as terras deixavam de ser cultivadas, entre outras coisas. Estas comemora&ccedil;&otilde;es s&atilde;o referenciadas na B&iacute;blia, nomeadamente no Lev&iacute;tico (Lv 25,8). Na tradi&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica, o Jubileu tem tamb&eacute;m a dura&ccedil;&atilde;o de um ano, mas com um sentido mais espiritual, consistindo no perd&atilde;o dos pecados dos fi&eacute;is que cumprem certas disposi&ccedil;&otilde;es eclesiais estabelecidas pelo Vaticano (Indulg&ecirc;ncias).

&laquo;Para viver e obter a indulg&ecirc;ncia, os fi&eacute;is s&atilde;o chamados a realizar uma breve peregrina&ccedil;&atilde;o rumo &agrave; Porta Santa, aberta em cada catedral ou nas igrejas estabelecidas pelo bispo diocesano, e nas quatro bas&iacute;licas papais em Roma, como sinal do profundo desejo de verdadeira convers&atilde;o. Estabele&ccedil;o igualmente que se possa obter a indulg&ecirc;ncia nos santu&aacute;rios onde se abrir a Porta da Miseric&oacute;rdia e nas igrejas que tradicionalmente s&atilde;o identificadas como jubilares. &Eacute; importante que este momento esteja unido, em primeiro lugar, ao sacramento da Reconcilia&ccedil;&atilde;o e &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o da santa Eucaristia com uma reflex&atilde;o sobre a miseric&oacute;rdia. Ser&aacute; necess&aacute;rio acompanhar estas celebra&ccedil;&otilde;es com a profiss&atilde;o de f&eacute; e com a ora&ccedil;&atilde;o por mim e pelas inten&ccedil;&otilde;es que trago no cora&ccedil;&atilde;o para o bem da Igreja e do mundo inteiro&raquo;, explica o Papa na sua carta.

Em termos pr&aacute;ticos, um dos desejos do Papa, para al&eacute;m de permitir que todas as pessoas recebam a indulg&ecirc;ncia via Porta Santa, &eacute; que mais pessoas se aproximem do sacramento da Reconcilia&ccedil;&atilde;o. Como tal, instituiu 1000 sacerdotes da miseric&oacute;rdia, que se ir&atilde;o distribuir por todo o mundo. Estes sacerdotes ter&atilde;o a possibilidade, durante este Ano Santo, de perdoar pecados que at&eacute; aqui apenas estavam reservados ao Papa, e fazem-no na condi&ccedil;&atilde;o de enviados especiais do Sumo Pont&iacute;fice. Na pr&aacute;tica, ser&atilde;o poucos os pecados que ir&atilde;o perdoar &agrave;s pessoas, j&aacute; que os pecados cuja absolvi&ccedil;&atilde;o est&aacute; reservada ao Papa s&atilde;o reduzidos e muito espec&iacute;ficos, mas a medida simb&oacute;lica de ter um enviado especial do Papa Francisco em cada diocese tem um significado mais abrangente que isso. Por outro lado, todas as igrejas s&atilde;o sensibilizadas a alargarem os hor&aacute;rios e a disponibilidade dos sacerdotes para a confiss&atilde;o, para al&eacute;m do pedido de Francisco de que as igrejas estejam mais horas de portas abertas, para poderem acolher quem se pretende dirigir at&eacute; l&aacute;.

Perd&atilde;o do aborto generalizado a todos os sacerdotes

Outra das medidas mais significativas que Francisco ir&aacute; implementar neste Ano da Miseric&oacute;rdia &eacute; precisamente a possibilidade de todos os sacerdotes poderem absolver mulheres que tenham cometido abortos e todas as pessoas que tenham auxiliado no processo. Este pecado d&aacute; direito a excomunh&atilde;o imediata da Igreja, chamada&nbsp;latae sententiae, e a revoga&ccedil;&atilde;o da excomunh&atilde;o est&aacute; destinada apenas ao bispo local ou a algum sacerdote por ele designado. No entanto, e apenas durante o Ano da Miseric&oacute;rdia, essa faculdade foi concedida pelo Papa a todos os sacerdotes. &laquo;O perd&atilde;o de Deus n&atilde;o pode ser negado a quem quer que esteja arrependido, sobretudo quando com cora&ccedil;&atilde;o sincero se aproxima do sacramento da Confiss&atilde;o para obter a reconcilia&ccedil;&atilde;o com o Pai. Tamb&eacute;m por este motivo, n&atilde;o obstante qualquer disposi&ccedil;&atilde;o em contr&aacute;rio, decidi conceder a todos os sacerdotes para o Ano Jubilar a faculdade de absolver do pecado de aborto quantos o cometeram e, arrependidos de cora&ccedil;&atilde;o, pedirem que lhes seja perdoado&raquo;, referiu Francisco no mesmo documento.

Em Roma, haver&aacute; a abertura da Porta Santa da Bas&iacute;lica de S&atilde;o Pedro, e os fi&eacute;is s&atilde;o encorajados a passar por ela depois de um percurso de penit&ecirc;ncia, confiss&atilde;o e arrependimento. Neste sentido, a Santa S&eacute; sugere alguns itiner&aacute;rios pelas diferentes igrejas de Roma, onde estar&atilde;o sacerdotes a confessar e onde se poder&atilde;o preparar melhor para essa entrada que concede a indulg&ecirc;ncia.

&laquo;O percurso principal, proposto especialmente para aqueles que v&ecirc;m de longe para viver o Jubileu em Roma, ser&aacute; certamente aquele que conduz &agrave; Bas&iacute;lica de S&atilde;o Pedro. Entre o Castelo de Sant&#39;Angelo e a Bas&iacute;lica Vaticana, ser&aacute; preparado um percurso especial atrav&eacute;s do qual os peregrinos percorrem a p&eacute; a Via da Concilia&ccedil;&atilde;o para entrarem na Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro e assim passarem pela Porta Santa, permanecendo em ora&ccedil;&atilde;o e recolhimento espiritual.

Antes de chegar a esta parte final da peregrina&ccedil;&atilde;o, os peregrinos s&atilde;o convidados a parar numa das tr&ecirc;s igrejas que ser&atilde;o o verdadeiro ponto de partida deste itiner&aacute;rio: San Giovanni Battista dei Fiorentini (S&atilde;o Jo&atilde;o Batista dos Florentinos), San Salvatore in Lauro (S&atilde;o Salvador em Lauro) e Santa Maria in Vallicella (ou Igreja Nova).

Situadas logo na outra margem do Tibre, estas tr&ecirc;s igrejas oferecem diariamente, durante todo o Ano Santo, acolhimento espiritual aos peregrinos, tendo sacerdotes dispon&iacute;veis para as confiss&otilde;es (em v&aacute;rias l&iacute;nguas) e tamb&eacute;m adora&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica cont&iacute;nua. Por vezes referidas tamb&eacute;m como &quot;jubilares&quot;, estas igrejas s&atilde;o de facto o ponto de partida privilegiado para a peregrina&ccedil;&atilde;o &agrave; Porta Santa de S&atilde;o Pedro, pois permitem peregrinar com a justa disposi&ccedil;&atilde;o do cora&ccedil;&atilde;o e do esp&iacute;rito, ou seja, depois da celebra&ccedil;&atilde;o do sacramento da Reconcilia&ccedil;&atilde;o e de ter contemplado, por momentos, o rosto misericordioso de Deus&raquo;, pode ler-se no s&iacute;tio Web da organiza&ccedil;&atilde;o deste Ano Santo.

Em Portugal, algumas dioceses, como Lamego e Vila Real, tamb&eacute;m j&aacute; confirmaram &agrave; FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde; que ir&atilde;o ter itiner&aacute;rios para os fi&eacute;is percorrerem at&eacute; chegarem &agrave;s portas santas. Todas as dioceses ter&atilde;o, no m&iacute;nimo, uma porta santa aberta nas catedrais, mas algumas, como Lisboa, Leiria, Bragan&ccedil;a-Miranda, Algarve e Lamego, indicaram-nos que est&atilde;o a preparar a abertura de mais portas jubilares noutros pontos da diocese, para permitirem que mais gente tenha acesso &agrave;s indulg&ecirc;ncias. Para al&eacute;m disso, ir&atilde;o preparar gui&otilde;es de apoio com passos, textos e ora&ccedil;&otilde;es para os peregrinos se prepararem antes de passarem a Porta Santa. Nesse sentido, a PAULUS Editora vai publicar a &ldquo;cole&ccedil;&atilde;o oficial&rdquo; do Ano da Miseric&oacute;rdia, um conjunto de livros com o objetivo de ajudar os fi&eacute;is a viverem melhor este ano.

Se o s&iacute;nodo deu a t&oacute;nica do acolhimento, este Jubileu da Miseric&oacute;rdia &eacute; o &ldquo;toque de caixa&rdquo; para que toda a Igreja, entre religiosos e leigos, assuma como essencial esta vertente do Cristianismo, a que Jesus Cristo deu tanta import&acirc;ncia, seja outra vez a marca principal da a&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica no mundo.

As Obras de Miseric&oacute;rdia

A Igreja Cat&oacute;lica define dois tipos de obras de miseric&oacute;rdia, a&ccedil;&otilde;es e gestos concretos do amor de Deus no pr&oacute;ximo, que todo e qualquer cat&oacute;lico deve fazer: as obras de miseric&oacute;rdia corporais e as espirituais.

As sete obras de miseric&oacute;rdia corporais:

1. Dar de comer a quem tem fome
2. Dar de beber a quem tem sede
3. Vestir os nus
4. Dar pousada aos peregrinos
5. Visitar os enfermos
6. Visitar os presos
7. Enterrar os mortos.

As sete obras de miseric&oacute;rdia espirituais:

1. Dar bons conselhos
2. Ensinar os ignorantes
3. Corrigir os que erram
4. Consolar os tristes
5. Perdoar as inj&uacute;rias
6. Suportar com paci&ecirc;ncia as fraquezas do nosso pr&oacute;ximo
7. Rezar a Deus por vivos e defuntos.
Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Fri, 12 Feb 2016 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Patriarca pede «clarificação» dos acordos  à esquerda</title>
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<description><![CDATA[D. Manuel Clemente, Presidente da CEP, pede que os partidos &agrave; esquerda exliquem bem os acordos que pretendem fazer.

Os bispos portugueses pedem que a situa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica que o pa&iacute;s vive se resolva &laquo;sem excessiva crispa&ccedil;&atilde;o sociopol&iacute;tica, geradora de inseguran&ccedil;a e desmotiva&ccedil;&atilde;o&raquo;. D. Manuel Clemente, presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP), pediu uma &laquo;clarifica&ccedil;&atilde;o&raquo; dos acordos de esquerda que motivaram a queda do governo PSD/CDS, que ainda n&atilde;o aconteceu, na sua opini&atilde;o pessoal. &laquo;Quero ver a clarifica&ccedil;&atilde;o do que h&aacute;, porque h&aacute; coisas que n&atilde;o sabemos ainda, porque n&atilde;o foram bem explicadas&raquo;, disse o Cardeal-Patriarca, acrescentando que &laquo;s&oacute; depois disso saberemos como avan&ccedil;ar&raquo;. O presidente da CEP falava em F&aacute;tima, na confer&ecirc;ncia de imprensa conclusiva da 188&ordf; assembleia plen&aacute;ria da CEP.

Os bispos n&atilde;o est&atilde;o preocupados com um governo de esquerda ou de direita, mas sim com o cumprimento do &laquo;quadro constitucional&raquo;. &laquo;Fazemos apelo a que, estando num pa&iacute;s democr&aacute;tico, tudo funcione dentro do quadro constitucional em vigor&raquo;, disse o presidente da CEP. No entanto, consideram que &eacute; poss&iacute;vel chegar a um excesso de crispa&ccedil;&atilde;o, pelo que pedem serenidade e di&aacute;logo. &laquo;A crispa&ccedil;&atilde;o faz parte do processo, porque as pessoas levam a peito o que acreditam, mas seria excessivo se no confronto de ideias se passasse a outro tipo de conflitos, e &eacute; isso que queremos evitar&raquo;, dizem os bispos, que acrescentam que &laquo;quem est&aacute; muito convicto de uma determinada posi&ccedil;&atilde;o pode perder de vista o conjunto das posi&ccedil;&otilde;es e aquilo que &eacute; uma vis&atilde;o mais global dos problemas&raquo;.

N&atilde;o fazendo cr&iacute;ticas diretas ao PS ou aos acordos de esquerda, D. Manuel l&aacute; foi dizendo que &laquo;em risco est&atilde;o todos os princ&iacute;pios&raquo;, quando questionado se um governo com apoio do Bloco de Esquerda poderia ser prejudicial &agrave; Igreja, tendo em conta as suas posi&ccedil;&otilde;es j&aacute; conhecidas em mat&eacute;rias como o aborto, a ado&ccedil;&atilde;o por casais do mesmo sexo, entre outras. &laquo;N&oacute;s estamos c&aacute; para garantir que n&atilde;o sejam postos em causa&raquo;, afirmou. Questionado sobre a conviv&ecirc;ncia com a extrema-esquerda no poder, D. Manuel foi claro a defender a legitimidade do voto dos eleitores. &laquo;Os de extrema-esquerda s&atilde;o cidad&atilde;os como os outros. Foram votados para a assembleia, e &eacute; da&iacute; que saem os governos. Quanto ao resto, estaremos c&aacute; para expor a nossa opini&atilde;o&raquo;, refor&ccedil;ou.

No comunicado final, os bispos &laquo;apelam &agrave; cultura de di&aacute;logo e de encontro no respeito rec&iacute;proco, &agrave; informa&ccedil;&atilde;o verdadeira e transparente, &agrave; sobreposi&ccedil;&atilde;o dos interesses nacionais acima dos particulares, &agrave; dignifica&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica, aos consensos nas quest&otilde;es fundamentais, &agrave; reconcilia&ccedil;&atilde;o e &agrave; paz na diversidade, em que todos os cidad&atilde;os se sintam respons&aacute;veis&raquo;.

Refugiados s&atilde;o problema &laquo;da humanidade&raquo;
Outro dos assuntos que esteve em an&aacute;lise na assembleia plen&aacute;ria foi a quest&atilde;o dos refugiados. Os bispos &laquo;continuam em sintonia com os reiterados apelos do Papa Francisco e reafirmam o dever do acolhimento em nome das ra&iacute;zes humanas e crist&atilde;s da Europa&raquo;. Neste contexto, &laquo;sa&uacute;dam as institui&ccedil;&otilde;es portuguesas que est&atilde;o desde j&aacute; preparadas para esta miss&atilde;o e congratulam-se pelas iniciativas da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR-‑Fam&iacute;lias), na qual se encontram muitas institui&ccedil;&otilde;es da Igreja&raquo;.

A principal preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; a ajuda efetiva aos refugiados, e nesse &acirc;mbito os bispos mostram-se preocupados com o &laquo;atraso na recoloca&ccedil;&atilde;o dos 160 mil refugiados e recomendam &agrave;s autoridades europeias e nacionais a maior celeridade na concretiza&ccedil;&atilde;o deste processo&raquo;, adiantando tamb&eacute;m que ser&aacute; canalizado para o programa PAR-Linha da Frente&quot; todos os fundos angariados pela opera&ccedil;&atilde;o &quot;Dez milh&otilde;es de Estrelas - um gesto pela Paz&quot; deste ano.

Questionado se estes atrasos poderiam distrair as aten&ccedil;&otilde;es do problema dos refugiados, o presidente da CEP n&atilde;o se mostrou preocupado com essa possibilidade. &laquo;O excesso medi&aacute;tico pode distrair uns problemas com outros. E como recebemos muita informa&ccedil;&atilde;o todos os dias, algumas coisas podem retirar a import&acirc;ncia de outras. Mas da nossa parte n&atilde;o haver&aacute; qualquer esquecimento, e vejo muita gente motivada para isso&raquo;, disse D. Manuel Clemente, para quem os &laquo;refugiados s&atilde;o assunto da humanidade, n&atilde;o da Igreja apenas&raquo;.

Os bispos falaram ainda sobre o Ano da Miseric&oacute;rdia, que se inicia no pr&oacute;ximo dia 8 de dezembro, e partilharam &laquo;iniciativas e sugest&otilde;es&raquo; para uma melhor viv&ecirc;ncia do Ano Santo. &laquo;Entre outros elementos, procurar-se-&aacute; uma maior aten&ccedil;&atilde;o na celebra&ccedil;&atilde;o do sacramento da Reconcilia&ccedil;&atilde;o, na peregrina&ccedil;&atilde;o sobretudo &agrave; Catedral, na valoriza&ccedil;&atilde;o da partilha e solidariedade, nas pr&aacute;ticas das obras de miseric&oacute;rdia e nas catequeses sobre a miseric&oacute;rdia nos tempos fortes da liturgia&raquo;, referiram os bispos no seu comunicado final.]]></description>
<pubDate>Wed, 10 Feb 2016 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Acordo de Paris: Um bom princípio… não vinculativo</title>
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<description><![CDATA[P&ocirc;r 195 pa&iacute;ses de acordo sobre alguma coisa &ndash; seja ela qual for &ndash; &eacute; uma tarefa cicl&oacute;pica. Felizmente para o Mundo, um tal acordo foi alcan&ccedil;ado em Paris, em dezembro, na Confer&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre as Altera&ccedil;&otilde;es Clim&aacute;ticas. O problema &eacute; que, mesmo excedendo as expectativas, ele pode n&atilde;o ser suficiente. Mesmo que seja cumprido.
&nbsp;

&nbsp;
H&aacute; mais de 40 anos que os cientistas sabem que a Humanidade est&aacute; a provocar o aquecimento da temperatura ambiente do planeta.
H&aacute; pelo menos 23 que existe um consenso sobre as causas, a amplitude e os riscos desse aquecimento.
De ent&atilde;o para c&aacute;, tornou-se claro que o aquecimento global n&atilde;o &eacute; s&oacute; um espectro a temer no futuro mas tamb&eacute;m uma realidade que j&aacute; sofremos no presente.

H&aacute; pa&iacute;ses a perder territ&oacute;rio por causa da subida do n&iacute;vel do mar provocada pelo aquecimento global; h&aacute; esp&eacute;cies animais e vegetais a desaparecer; h&aacute; tempestades mais frequentes e mais destrutivas.
A causa de tudo isto &eacute; bem conhecida: a acumula&ccedil;&atilde;o na atmosfera dos gases causadores do chamado &ldquo;efeito de estufa&rdquo;, especialmente o di&oacute;xido de carbono. Esses gases resultam principalmente da queima de combust&iacute;veis f&oacute;sseis &ndash; carv&atilde;o, petr&oacute;leo, g&aacute;s &ndash;, mas tamb&eacute;m das atividades agr&iacute;colas e pecu&aacute;rias. O gado bovino, por exemplo, &eacute; um grande emissor de metano.
A acumula&ccedil;&atilde;o desses gases impede que o calor do sol refletido pelo planeta saia para fora da atmosfera, o que gera o tal &ldquo;efeito de estufa&rdquo; causador do aquecimento e de outras altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas.
Assim sendo, a solu&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; clara: reduzir, ou mesmo eliminar, a emiss&atilde;o dos gases nocivos. O problema &eacute; que a queima de combust&iacute;veis f&oacute;sseis &eacute; a principal fonte de energia das ind&uacute;strias e dos nossos meios de transporte. O mundo est&aacute; literalmente viciado nesses combust&iacute;veis.

As fontes de energia alternativas, como o sol, o vento e as mar&eacute;s, ainda est&atilde;o longe de ter os baixos custos e a flexibilidade de produ&ccedil;&atilde;o e consumo que os combust&iacute;veis f&oacute;sseis nos oferecem.
&Eacute; por isso que s&oacute; um grande acordo global poder&aacute; travar as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas. A quest&atilde;o tem uma tal dimens&atilde;o e gravidade que nenhum pa&iacute;s, ou grupo de pa&iacute;ses, isolado poderia alguma vez resolv&ecirc;-lo.
Por isso, em 1992, na Cimeira da Terra do Rio de Janeiro, houve um primeiro entendimento sobre a necessidade de estabilizar as emiss&otilde;es de gases causadores do aquecimento global. Esse objetivo era manifestamente insuficiente, pelo que em 1997, em Quioto, no Jap&atilde;o, foi assinado um protocolo que previa a redu&ccedil;&atilde;o dessas emiss&otilde;es. O tratado foi considerado um grande passo em frente na altura, mas depressa se percebeu que iria ficar muito aqu&eacute;m das expectativas: os Estados Unidos, o maior poluidor mundial, n&atilde;o ratificaram o documento e os pa&iacute;ses em desenvolvimento mais poluidores (China e &Iacute;ndia, especialmente) n&atilde;o tinham obriga&ccedil;&otilde;es vinculativas em termos de corte das emiss&otilde;es.

Depois de Quioto houve repetidas tentativas de obter o tal acordo global que pudesse evitar a cat&aacute;strofe. Todas fracassaram.
A raz&atilde;o para tal &eacute; f&aacute;cil de explicar: a competi&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica. Os pa&iacute;ses mais pobres recusavam-se a aceitar limita&ccedil;&otilde;es substanciais &agrave;s suas emiss&otilde;es de carbono porque entendiam que isso travava o seu desenvolvimento econ&oacute;mico de forma injusta, uma vez que os pa&iacute;ses mais ricos tinham atingido esse estatuto precisamente porque tinham beneficiado da aus&ecirc;ncia de quaisquer limites durante s&eacute;culos. Por seu lado, os pa&iacute;ses mais ricos recusavam-se a aceitar a concorr&ecirc;ncia desigual das ind&uacute;strias do Terceiro Mundo que n&atilde;o estariam sujeitas a regulamenta&ccedil;&otilde;es ambientais onerosas.
Foi preciso esperar at&eacute; dezembro de 2015, em Paris, para que este bloqueio fosse ultrapassado e se chegasse a um entendimento que pode &ndash; e friso a palavra &ldquo;pode&rdquo; &ndash; realizar a esperan&ccedil;a de que o Mundo vai evitar o pior.
O acordo n&atilde;o inclui limites expl&iacute;citos e quantificados &agrave;s emiss&otilde;es de gases nocivos, mas prev&ecirc; que o aumento da temperatura m&eacute;dia do planeta fique &ldquo;bem abaixo dos 2 graus Celsius&rdquo; relativamente &agrave;quela que existia antes do aparecimento da ind&uacute;stria. Isto, na pr&aacute;tica, quer dizer que os pa&iacute;ses signat&aacute;rios v&atilde;o tentar que o aumento da temperatura n&atilde;o v&aacute; al&eacute;m de 1,5 graus, que &eacute; o limite considerado aceit&aacute;vel pelos pa&iacute;ses mais vulner&aacute;veis &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas.

Para que esse objetivo seja alcan&ccedil;ado, s&oacute; h&aacute; um caminho: acabar com as emiss&otilde;es de carbono at&eacute; 2050, uma meta considerada muito ambiciosa face ao que aos estados fizeram at&eacute; agora e ao que se comprometeram a fazer at&eacute; 2030. Neste momento, se nada for alterado, nem a meta dos 2 graus Celsius ser&aacute; cumprida, o que significa que o Mundo enfrentar&aacute; consequ&ecirc;ncias ambientais catastr&oacute;ficas nas d&eacute;cadas seguintes.
Para que qualquer acordo deste tipo tenha sucesso, os pa&iacute;ses em vias de desenvolvimento t&ecirc;m de ter uma participa&ccedil;&atilde;o muito maior do que aquela que se verificou at&eacute; agora. O acordo de Paris tenta alcan&ccedil;ar isso atrav&eacute;s do financiamento dos pa&iacute;ses mais desenvolvidos &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de energias limpas no Terceiro Mundo e &agrave; mitiga&ccedil;&atilde;o dos efeitos das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas (100 mil milh&otilde;es de d&oacute;lares por ano at&eacute; 2025, e mais depois dessa data).
Al&eacute;m disso, o acordo ainda prev&ecirc; que haja uma diferencia&ccedil;&atilde;o entre os pa&iacute;ses ricos e os pa&iacute;ses em desenvolvimento no que diz respeito aos esfor&ccedil;os para a redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es, cabendo aos estados mais desenvolvidos assumir a lideran&ccedil;a nessa tarefa.

O grande &ldquo;sen&atilde;o&rdquo; do acordo de Paris &eacute; a inexist&ecirc;ncia de uma cl&aacute;usula vinculativa. Isto significa que os estados signat&aacute;rios do documento n&atilde;o est&atilde;o legalmente obrigados a cumprir o que l&aacute; est&aacute; escrito.
Os cr&iacute;ticos do documento dizem que isto torna muito duvidosa a sua aplica&ccedil;&atilde;o; os seus defensores garantem que esta era a &uacute;nica maneira de conseguir a ades&atilde;o de todos os pa&iacute;ses, e especialmente dos Estados Unidos, cujo abandono do protocolo de Quioto se revelou t&atilde;o desastroso.

&Eacute; por isto que mesmo os mais entusi&aacute;sticos apoiantes do novo tratado reconhecem que ele &eacute; apenas um ponto de partida. Se a atual boa-f&eacute; se mantiver e os estados cumprirem aquilo foi ali determinado, o mundo entrar&aacute; numa nova fase da sua hist&oacute;ria. N&atilde;o s&oacute; o perigo das piores altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas ser&aacute; afastado como tamb&eacute;m se entrar&aacute; numa nova fase do desenvolvimento econ&oacute;mico mundial, assente em formas de energia renov&aacute;vel e limpa que muito contribuir&atilde;o para melhorar a vida na Terra.
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Texto: Rolando Santos
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<pubDate>Wed, 10 Feb 2016 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Parlamento Europeu: Daesh acusado de genocídio</title>
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<description><![CDATA[J&aacute; &eacute; oficial: o Parlamento Europeu acusa o autoproclamado &ldquo;Estado Isl&acirc;mico&rdquo; de &laquo;genoc&iacute;dio contra crist&atilde;os e yazidis, e outras minorias religiosas e &eacute;tnicas que n&atilde;o concordam com a sua interpreta&ccedil;&atilde;o do Isl&atilde;o&raquo;. Quem conspirar, planear, incitar, cometer ou tentar cometer, quem for c&uacute;mplice ou suportar as atrocidades &laquo;deve ser levado &agrave; justi&ccedil;a e julgado por viola&ccedil;&otilde;es da lei internacional, nomeadamente crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genoc&iacute;dio&raquo;.



A resolu&ccedil;&atilde;o foi aprovada esta quinta-feira e condena as &laquo;matan&ccedil;as, convers&otilde;es for&ccedil;adas, sequestros, escravid&atilde;o de mulheres e crian&ccedil;as, recrutamento de crian&ccedil;as para atentados suicidas, abuso e tortura sexual e f&iacute;sica&raquo; na S&iacute;ria e no Iraque. Atrav&eacute;s deste documento, o Parlamento Europeu alerta que os pa&iacute;ses que prestem assist&ecirc;ncia ao Daesh e outras organiza&ccedil;&otilde;es terroristas &laquo;nomeadamente fornecendo armas e assist&ecirc;ncia financeira, incluindo o com&eacute;rcio de petr&oacute;leo ilegal&raquo; est&atilde;o a violar as leis internacionais.
Estas persegui&ccedil;&otilde;es religiosas e &eacute;tnicas t&ecirc;m provocado a fuga de milh&otilde;es de pessoas. Elas n&atilde;o foram esquecidas na resolu&ccedil;&atilde;o do Parlamento Europeu que salienta a import&acirc;ncia da &laquo;cria&ccedil;&atilde;o de corredores humanit&aacute;rios&raquo; e de &laquo;abrigos seguros, protegidos por for&ccedil;as com mandato das Na&ccedil;&otilde;es Unidas&raquo;.
Os Estados-membros da Uni&atilde;o Europeia s&atilde;o responsabilizados a trabalhar &laquo;ativamente na luta contra a radicaliza&ccedil;&atilde;o&raquo; dos seus cidad&atilde;os.
Num comunicado, a Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre cita declara&ccedil;&otilde;es de um dos eurodeputados por tr&aacute;s desta resolu&ccedil;&atilde;o. Lars Adaktusson diz tratar-se de uma &laquo;decis&atilde;o hist&oacute;rica&raquo; que coloca as persegui&ccedil;&otilde;es a um &laquo;n&iacute;vel pol&iacute;tico e moral&raquo;. Na pr&aacute;tica, o reconhecimento do &ldquo;genoc&iacute;dio&rdquo; por esta institui&ccedil;&atilde;o europeia d&aacute; aos pa&iacute;ses europeus &laquo;a responsabilidade coletiva de agirem&raquo;.
&nbsp;
Texto: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
]]></description>
<pubDate>Fri, 05 Feb 2016 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>PHDA: Irrequietos ou hiperativos? </title>
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<description><![CDATA[A Perturba&ccedil;&atilde;o de Hiperatividade e D&eacute;fice de Aten&ccedil;&atilde;o (PHDA) ou, como alguns utilizam, &ldquo;a hiperatividade&rdquo; &eacute; uma perturba&ccedil;&atilde;o neurol&oacute;gica que atinge cerca de 1 em cada 20 (a m&eacute;dia situa-se entre os 5% e os 7%) crian&ccedil;as. Por isso, n&atilde;o &eacute; um termo desconhecido do grande p&uacute;blico. Mas saberemos realmente do que se trata?&nbsp;

Dizer que a PHDA &laquo;&eacute; uma perturba&ccedil;&atilde;o do neurodesenvolvimento das crian&ccedil;as que resulta de altera&ccedil;&otilde;es no funcionamento do sistema nervoso&raquo; (defini&ccedil;&atilde;o do Clube PHDA, da Cuf Descobertas) e que tem uma forte componente gen&eacute;tica &eacute; o mesmo que dizer que existem fatores f&iacute;sicos pr&eacute;vios &agrave; personalidade, vontade ou tipo de educa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a. No entanto, os seus sintomas manifestam-se em larga medida nos aspetos comportamentais, o que faz com que a linha entre a perturba&ccedil;&atilde;o e a irrequietude nem sempre seja clara para quem n&atilde;o disp&otilde;e de forma&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica. E por vezes gera-se confus&atilde;o na perce&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o de termos. H&aacute; quem passe a vislumbrar em qualquer crian&ccedil;a irrequieta uma crian&ccedil;a &ldquo;hiperativa&rdquo; e quem ache que a PHDA &eacute; uma doen&ccedil;a dos tempos modernos resultante de pais permissivos e de crian&ccedil;as mal-educadas. &Eacute; preciso aten&ccedil;&atilde;o na utiliza&ccedil;&atilde;o dos termos e na atribui&ccedil;&atilde;o de r&oacute;tulos ou etiquetas, at&eacute; porque eles se referem a pessoas. &laquo;N&atilde;o devemos rotular por aquilo que nos parece, temos de ter a certeza do que estamos a dizer&raquo;, defende Linda Serr&atilde;o, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa da Crian&ccedil;a Hiperativa (APDCH), que considera ainda que nesta &aacute;rea, muitas vezes, &laquo;falta bom senso na nossa sociedade&raquo;. S&oacute; atrav&eacute;s de um diagn&oacute;stico m&eacute;dico, feito por especialistas, se pode afirmar se uma crian&ccedil;a &eacute; ou n&atilde;o &ldquo;hiperativa&rdquo;. E o mesmo, muitas vezes, &eacute; dif&iacute;cil e implica um trabalho exaustivo e detalhado.

Para n&atilde;o haver erros, e porque n&atilde;o h&aacute; nenhum exame concreto de diagn&oacute;stico, como um raio X ou uma TAC, por exemplo. A an&aacute;lise tem em aten&ccedil;&atilde;o a hist&oacute;ria de vida, de desenvolvimento e de comportamento da crian&ccedil;a nas v&aacute;rias &aacute;reas do quotidiano. &Eacute; o que nos explica Filipe Gl&oacute;ria e Silva, pediatra do desenvolvimento e respons&aacute;vel pelo Clube PHDA. &laquo;O que &eacute; necess&aacute;rio para n&oacute;s n&atilde;o falharmos nesta &aacute;rea &eacute; reunir informa&ccedil;&atilde;o suficiente do in&iacute;cio, antes de decidir o que &eacute; que &eacute; para fazer. E considerar depois tamb&eacute;m outros diagn&oacute;sticos alternativos para os mesmos sintomas e que podem passar por outros problemas do desenvolvimento, emocionais, de ansiedade, de perturba&ccedil;&otilde;es da vincula&ccedil;&atilde;o, de perturba&ccedil;&otilde;es do espectro do autismo que tamb&eacute;m se podem manifestar com este componente de desaten&ccedil;&atilde;o e hiperatividade.&raquo; Linda Serr&atilde;o explica-nos que no caso da APDCH a avalia&ccedil;&atilde;o &laquo;demora geralmente cerca de um m&ecirc;s e n&atilde;o &eacute; feita s&oacute; por um t&eacute;cnico, &eacute; feita por uma equipa multidisciplinar&raquo;. Na d&uacute;vida, pedem-se mais exames complementares e espera-se pela &laquo;evolu&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o&raquo;, explica o m&eacute;dico.

&Eacute; o que acontece, por exemplo com crian&ccedil;as muito pequenas, cujas varia&ccedil;&otilde;es de comportamento s&atilde;o muito frequentes e n&atilde;o permitem um diagn&oacute;stico seguro. &laquo;Em crian&ccedil;as pequenas, n&oacute;s n&atilde;o fazemos diagn&oacute;sticos destes. Temos uma atitude um bocadinho expectante&raquo;, continua Filipe Gl&oacute;ria e Silva, que indica no entanto que estes primeiros epis&oacute;dios em crian&ccedil;as mais pequenas poder&atilde;o servir para ajudar num diagn&oacute;stico futuro. &laquo;&Eacute; muito raro, e &eacute; de duvidar o diagn&oacute;stico, se encontrarmos uma crian&ccedil;a em idade escolar em que nunca houve nenhuma queixa para tr&aacute;s nem de desaten&ccedil;&atilde;o, nem de irrequietude e de repente ficou hiperativa ou desatenta, ou com dificuldades de aprendizagem s&uacute;bitas.&raquo; &Eacute; o que os especialistas chamam de &laquo;hist&oacute;ria coerente&raquo; para chegar &agrave;s conclus&otilde;es. Mas se o diagn&oacute;stico por vezes &eacute; complicado, o que distingue, ent&atilde;o, uma crian&ccedil;a com PHDA de uma crian&ccedil;a muito irrequieta, reguila ou at&eacute; malcomportada? Segundo o pediatra, a &laquo;intensidade das queixas e o impacto&raquo; que elas t&ecirc;m na vida e no desenvolvimento da crian&ccedil;a. Aqui, delimita-se geralmente uma fronteira entre feitio e perturba&ccedil;&atilde;o. &laquo;N&atilde;o &eacute; muito frequente, mas por vezes vamos recebendo nas consultas crian&ccedil;as que s&atilde;o mais ativas do que a m&eacute;dia, s&atilde;o reguilas, s&atilde;o irrequietas, s&atilde;o distra&iacute;das, mas na verdade os pais, com um bocadinho mais de trabalho, d&atilde;o conta do recado, os professores tamb&eacute;m conseguem com estrat&eacute;gias diferenciadas ajudar a crian&ccedil;a a aprender&hellip; nesse caso n&atilde;o pode haver diagn&oacute;stico.&raquo;
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Para al&eacute;m da irrequietude, desaten&ccedil;&atilde;o, impulsividade, falta de concentra&ccedil;&atilde;o, &laquo;a PHDA acaba por estar associada a outras coisas. &Eacute; frequente haver dificuldades espec&iacute;ficas de aprendizagem, dislexia, dificuldades na matem&aacute;tica, &eacute; relativamente frequente haver alguns comportamentos de oposi&ccedil;&atilde;o e de desafio, e isso torna as coisas mais complicadas&raquo;, garante o pediatra. Rita Antunes, neuropsic&oacute;loga do Clube PHDA, acrescenta que uma crian&ccedil;a com PHDA se v&ecirc; a bra&ccedil;os com o comprometimento de v&aacute;rias aprendizagens, pelo que o seu desempenho nas diferentes &aacute;reas da vida e algumas das suas compet&ecirc;ncias fica abaixo da m&eacute;dia. S&atilde;o crian&ccedil;as que &laquo;mais facilmente desistem do que persistem, n&atilde;o porque n&atilde;o saibam, mas porque n&atilde;o persistiram, n&atilde;o pensaram, porque n&atilde;o leram a pergunta at&eacute; ao fim, ou o que leram de alguma forma ficou deturpado. A&iacute;, uma outra fun&ccedil;&atilde;o fica comprometida, a mem&oacute;ria de trabalho verbal. A crian&ccedil;a com PHDA tem esta compet&ecirc;ncia abaixo do esperado e portanto, muitas vezes, n&atilde;o memoriza o que lhe pedem. A resposta &eacute; inadequada ao contexto.&raquo; E quanto maior o impacto na vida da crian&ccedil;a, maior tamb&eacute;m se torna na vida dos pais. Porque a sociedade &eacute; r&aacute;pida a julgar e a advogar-se detentora de solu&ccedil;&otilde;es. Se fosse meu filho&hellip; &laquo;Muitas vezes, as fam&iacute;lias at&eacute; se inibem na socializa&ccedil;&atilde;o mais alargada, porque efetivamente t&ecirc;m a no&ccedil;&atilde;o de que n&atilde;o conseguem gerir nem controlar o comportamento dos filhos e isso depois aos olhos da sociedade acarreta um peso acrescido&raquo;, revela Rita Antunes.
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E os pais s&atilde;o uma pe&ccedil;a fundamental para o sucesso dos filhos a lidar com o problema. Linda Serr&atilde;o diz mesmo que eles t&ecirc;m de ser &laquo;os primeiros a ser ajudados para aprenderem a lidar com os filhos&raquo;. &Eacute; &laquo;importante estarem bastante informados do que &eacute; a hiperatividade, o que &eacute; que podem e n&atilde;o podem fazer, o que &eacute; permitido e o que n&atilde;o &eacute;, que regras devem aplicar, para depois as nossas crian&ccedil;as, quando se tornam pr&eacute;-adolescentes, adolescentes, adultos poderem lidar com essa patologia&raquo;, um apoio que tamb&eacute;m &eacute; dado pela APDCH. &Eacute; por isso que o acompanhamento na PHDA deve ser multidisciplinar e abranger filhos e pais. Jo&atilde;o e Isabel s&atilde;o pais de um menino com diagn&oacute;stico confirmado de PHDA desde os seis anos. &laquo;Detet&aacute;mos que ele tinha alguns comportamentos n&atilde;o muito normais. N&atilde;o se concentrava, estava sempre muito irrequieto. Os professores tamb&eacute;m achavam que ele n&atilde;o estava concentrado&raquo;, come&ccedil;am por descrever. &laquo;Depois, na escola, a parte da leitura come&ccedil;ou a ser um problema. Todas as disciplinas t&ecirc;m um enunciado, uma pergunta a que ele n&atilde;o sabe responder, que n&atilde;o consegue perceber. Come&ccedil;ou a ter dificuldades em todas, porque n&atilde;o conseguia interpretar aquilo que lhe estavam a perguntar.&raquo; E os dias de escola, principalmente os fins de semana &laquo;passaram a ser de bradar aos c&eacute;us&raquo;, desabafa a m&atilde;e.
&nbsp;

Tudo gira em torno do estudo e da tentativa de que o filho se concentre, numa luta constante para que ele retenha informa&ccedil;&atilde;o e obtenha aproveitamento. A juntar ao d&eacute;fice de aten&ccedil;&atilde;o e &agrave; hiperatividade (num grau mais reduzido), o filho tem comportamentos de oposi&ccedil;&atilde;o e desafio. &laquo;O que pode ser destruidor para o ambiente familiar&raquo; assume o pai naturalmente, &laquo;porque &agrave;s tantas cria grandes conflitos dentro da fam&iacute;lia, porque qualquer resposta dele a qualquer coisa que n&oacute;s damos para fazer &eacute; sempre n&atilde;o&raquo;, e porque acaba por ter coment&aacute;rios menos corretos. Tamb&eacute;m a rela&ccedil;&atilde;o com o irm&atilde;o &eacute; muitas vezes pautada por conflitos, da parte de um, porque tem um comportamento desafiador, e do outro, porque, embora conviva diariamente com a PHDA atribui muitas vezes o comportamento do irm&atilde;o a falta de educa&ccedil;&atilde;o. Estes pais n&atilde;o escondem que &eacute; muito dif&iacute;cil gerir a PHDA e o que ela faz &agrave; rela&ccedil;&atilde;o pais-filho, mas baixar os bra&ccedil;os n&atilde;o &eacute; op&ccedil;&atilde;o, porque aos pais cabe &laquo;fazer tudo o que deve ser feito&raquo;, principalmente quando um filho &laquo;n&atilde;o percebe as consequ&ecirc;ncias para al&eacute;m do hoje&raquo;. Aprenderam a n&atilde;o &laquo;dar muita relev&acirc;ncia a certas coisas que se calhar n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o importantes como isso. Se calhar h&aacute; algumas coisas que a maior parte dos pais n&atilde;o deixa passar e n&oacute;s temos de deixar passar sen&atilde;o cria-se ali a terceira guerra mundial.&raquo; Conseguem evitar as escaladas de &ldquo;irrita&ccedil;&atilde;o&rdquo; e potenciar &laquo;o lado muito meigo&raquo; que o filho tamb&eacute;m tem, criaram rotinas e uma organiza&ccedil;&atilde;o que ajudam o filho. Jo&atilde;o e Isabel protelaram ao m&aacute;ximo o recurso a medica&ccedil;&atilde;o (s&oacute; aos dez anos aceitaram recorrer), mas reconhecem que embora ainda lhes pese muito (ver caixa), ela tem ajudado a equilibrar as coisas, em conjunto com o acompanhamento m&eacute;dico e com a aprendizagem que j&aacute; fizeram. Felizmente, e ao fim de alguns anos, as coisas come&ccedil;am a normalizar, n&atilde;o t&ecirc;m corrido mal e acreditam que o filho est&aacute; a ganhar mais autonomia. Em 50% dos casos de PHDA, os sintomas desaparecem na idade adulta, mantendo-se nos restantes.
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<pubDate>Wed, 03 Feb 2016 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Vantagens e desafios do acolhimento familiar</title>
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<description><![CDATA[&laquo;Todas as crian&ccedil;as t&ecirc;m o direito a crescer numa fam&iacute;lia&raquo;, estabelece a Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos da Crian&ccedil;a. N&atilde;o podendo ser a sua biol&oacute;gica, ent&atilde;o num ambiente que lhe propicie as condi&ccedil;&otilde;es para se poder desenvolver, seja em fam&iacute;lia de acolhimento, ou resid&ecirc;ncia institucional.

A lei portuguesa estabelece, atualmente, que as crian&ccedil;as at&eacute; aos seis anos devem ser preferencialmente integradas em contexto familiar.
A Mundos de Vida &eacute; uma institui&ccedil;&atilde;o, que entre outras val&ecirc;ncias, nomeadamente a de institui&ccedil;&atilde;o de acolhimento, dedica uma parte do seu trabalho a formar uma &laquo;nova gera&ccedil;&atilde;o de fam&iacute;lias&raquo;, como explica Celina Cl&aacute;udio, do servi&ccedil;o de Fam&iacute;lia da Mundos de Vida, &laquo;fam&iacute;lias essas que vamos recrutar &agrave; comunidade&raquo; e que t&ecirc;m variados perfis.
O ponto de partida para a sele&ccedil;&atilde;o de uma fam&iacute;lia &eacute; sempre a crian&ccedil;a. &laquo;Havia um bocadinho a ideia que uma fam&iacute;lia de acolhimento podia acolher qualquer crian&ccedil;a, a partir do momento em que estava habilitada, formada, mas isso n&atilde;o &eacute; verdade. O acolhimento familiar &eacute; muito especializado, ou seja, n&oacute;s estamos a falar de uma unidade familiar restrita, com din&acirc;micas, rotinas, culturas, com modos de estar tamb&eacute;m muito espec&iacute;ficos. Portanto quando a entidade, CCPJ ou tribunal, nos solicita uma fam&iacute;lia para uma crian&ccedil;a n&oacute;s analisamos, e do relat&oacute;rio que nos &eacute; chegado e da informa&ccedil;&atilde;o que temos, analisamos a fam&iacute;lia que tem o melhor perfil para aquela crian&ccedil;a&raquo;, garante a respons&aacute;vel.

Porque, ainda que muitas institui&ccedil;&otilde;es fa&ccedil;am um &laquo;grande trabalho&raquo;, n&atilde;o permitem &agrave;s crian&ccedil;as a din&acirc;mica familiar, &laquo;onde podem receber uma aten&ccedil;&atilde;o, o carinho, o afeto, um apoio mais individualizado do que comparado com outras respostas, neste caso a institui&ccedil;&atilde;o, por muito pequena que seja, por muito boa que seja &ndash; e que as h&aacute;, obviamente &ndash; &eacute; sempre um contexto grupal, um contexto organizativo&raquo;.

Vantagens
Marisa Regada, psic&oacute;loga da institui&ccedil;&atilde;o, concorda e defende que uma fam&iacute;lia &eacute; &laquo;positiva&raquo; mesmo quando se trata de uma fam&iacute;lia que, em princ&iacute;pio, ser&aacute; tempor&aacute;ria (o acolhimento familiar funciona, &agrave; semelhan&ccedil;a da institucionaliza&ccedil;&atilde;o, como uma medida tempor&aacute;ria, at&eacute; se definir o projeto de vida da crian&ccedil;a). &laquo;O importante &eacute; que a crian&ccedil;a, na fam&iacute;lia em que est&aacute;, tire o m&aacute;ximo de proveito. A crian&ccedil;a acaba por sair mais forte ao n&iacute;vel emocional, porque conseguiu perceber e conseguiu estabelecer com algu&eacute;m uma rela&ccedil;&atilde;o segura, um v&iacute;nculo seguro e &eacute; isto que nos torna mais fortes.&raquo; Isto e os afetos, a aten&ccedil;&atilde;o, continua a psic&oacute;loga.

Numa institui&ccedil;&atilde;o &laquo;h&aacute; dificuldade em estabelecer uma aten&ccedil;&atilde;o personalizada a crian&ccedil;a. Na fam&iacute;lia isto acontece, h&aacute; o momento de ir deitar, dar o beijinho e ler a hist&oacute;ria, h&aacute; os momentos em que est&atilde;o sentados no sof&aacute; a ver televis&atilde;o e falam e a crian&ccedil;a percebe que aquela fam&iacute;lia est&aacute; ali para ajudar, que se preocupa, vai a escola, pergunta como ela est&aacute;, como passou o dia, se lhe doeu a barriga. Tudo isto faz com que a crian&ccedil;a perceba que h&aacute; ali algu&eacute;m para ela&raquo;, garante a psic&oacute;loga.
A medida de acolhimento familiar permite ter pessoas de refer&ecirc;ncia, ao mesmo tempo que n&atilde;o corta o contacto com a fam&iacute;lia de origem, porque &laquo;tem esta quest&atilde;o muito importante, que &eacute; a manuten&ccedil;&atilde;o dos la&ccedil;os com a fam&iacute;lia biol&oacute;gica e o facto de haver visitas&raquo;, esclarece a respons&aacute;vel da Mundos de Vida.

Desafios
Sobre o facto de crian&ccedil;as j&aacute; fr&aacute;geis, experimentarem &ldquo;v&aacute;rias fam&iacute;lias&rdquo;, a sua biol&oacute;gica, a de acolhimento e a possibilidade de alguma outra, no caso de o desfecho ser a ado&ccedil;&atilde;o, Marisa Regada continua a ver a quest&atilde;o pelo lado do fortalecimento emocional da crian&ccedil;a. &laquo;Na fam&iacute;lia [de acolhimento] ela percebe o que &eacute; viver em fam&iacute;lia, tamb&eacute;m para depois mais tarde construir a sua pr&oacute;pria fam&iacute;lia e n&atilde;o h&aacute; mal nenhum em ela estar nesta fam&iacute;lia e depois ir para outra.&raquo;
Celina Cl&aacute;udio acrescenta que o que &eacute; necess&aacute;rio, para evitar choques, &eacute; &laquo;cuidar das transi&ccedil;&otilde;es, que estes momentos de transi&ccedil;&atilde;o sejam preparados, acautelados, programados, planeados.&raquo;

Integrar uma crian&ccedil;a com uma hist&oacute;ria de vida, ajudar a educ&aacute;-la e trabalhar para que ela volte ao meio natural ou para uma outra fam&iacute;lia n&atilde;o &eacute; para todos e esta &ldquo;exig&ecirc;ncia&rdquo; talvez ajude a explicar (juntamente com o desconhecimento da medida), na opini&atilde;o de Celina Cl&aacute;udio, o facto do n&uacute;mero de fam&iacute;lias de acolhimento ser reduzido. &laquo;Uma fam&iacute;lia de acolhimento &eacute; rara, &eacute; por isso tamb&eacute;m que &eacute; dif&iacute;cil este servi&ccedil;o, porque n&oacute;s n&atilde;o podemos esperar que tenhamos muitas fam&iacute;lias de acolhimento, porque &eacute; dif&iacute;cil, a fam&iacute;lia tem que estar preparada, tem que ser uma decis&atilde;o de todos, n&atilde;o pode ser s&oacute; do casal, porque a crian&ccedil;a quando entrar e quando for inclu&iacute;da naquela fam&iacute;lia, ela vai fazer parte de toda a fam&iacute;lia.&raquo;
Essa mentaliza&ccedil;&atilde;o para se tornar fam&iacute;lia de acolhimento chega a demorar 2 ou 3 anos.

Texto: Rita Bruno

Foto: Rita Bruno

Not&iacute;cias relacionadas
- Acolhimento familiar ainda &eacute; reduzido
- Mundos de Vida Promove o acolhimento familiar
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<pubDate>Tue, 02 Feb 2016 15:30:00 +0000</pubDate>
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<title>Mundos de Vida promove acolhimento familiar</title>
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<description><![CDATA[A Mundos de Vida &eacute; uma institui&ccedil;&atilde;o dedicada a encontrar fam&iacute;lias de acolhimento para crian&ccedil;as e jovens institucionalizados. Atua nos distritos de Braga e do Porto, com duas equipas compostas por um &laquo;assistente social, uma psic&oacute;loga e uma educadora social&raquo;, como nos explica Lu&iacute;s Nascimento, assistente social da institui&ccedil;&atilde;o.



A primeira fase do trabalho &eacute; captar fam&iacute;lias. &laquo;N&oacute;s fazemos um trabalho de sensibiliza&ccedil;&atilde;o inicial que passa por realizar uma campanha nos concelhos de abrang&ecirc;ncia nos quais estamos protocolados com a Seguran&ccedil;a Social. Entendemos que as campanhas s&atilde;o primordiais porque sem elas n&atilde;o conseguimos captar fam&iacute;lias. &Eacute; preciso sensibilizar as pessoas para esta medida, que est&aacute; pouco difundida no nosso pa&iacute;s&raquo;, explica o assistente social. E &laquo;todas as crian&ccedil;as t&ecirc;m direito a ter uma fam&iacute;lia&raquo;.

Depois do trabalho de sensibiliza&ccedil;&atilde;o inicial, as fam&iacute;lias s&atilde;o convidadas para um encontro formativo &laquo;quer individual, quer em grupo, para as pessoas poderem decidir se querem ser fam&iacute;lia de acolhimento ou n&atilde;o. Isto acaba por ser j&aacute; uma triagem&raquo;. Se decidirem, candidatam-se e a equipa &laquo;faz uma avalia&ccedil;&atilde;o dessa fam&iacute;lia que inclui algumas entrevistas, uma entrevista social, psicol&oacute;gica, visitas domicili&aacute;rias e outras entrevistas complementares.&raquo;

O acolhimento familiar implica uma mudan&ccedil;a e, por isso, a Mundos de Vida aposta na forma&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias, para que saibam dar resposta &agrave; nova realidade com que se v&atilde;o deparar. &laquo;As v&aacute;rias fases do acolhimento s&atilde;o preparadas&raquo;, indica Lu&iacute;s e, finalmente &laquo;h&aacute; uma entrevista de confirma&ccedil;&atilde;o&raquo; para garantirmos que &laquo;a fam&iacute;lia pode integrar a nossa bolsa de fam&iacute;lias&raquo;.

Quando surge um pedido das entidades competentes, &laquo;dentro da nossa bolsa de fam&iacute;lias vamos tentar encontrar a que poder&aacute; dar melhor resposta &agrave; situa&ccedil;&atilde;o em concreta&raquo; e que melhor possa servir os interesses da crian&ccedil;a. Selecionamos &laquo;a fam&iacute;lia para a crian&ccedil;a&raquo;, esclarece Marisa Regada, psic&oacute;loga da Mundos de Vida; &laquo;cada fam&iacute;lia tem um perfil de crian&ccedil;a ou crian&ccedil;as que pode acolher&raquo;.

Quando uma crian&ccedil;a &eacute; acolhida, a fam&iacute;lia mant&eacute;m o apoio da institui&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o s&oacute; para as situa&ccedil;&otilde;es do dia-a-dia, mas tamb&eacute;m ao n&iacute;vel da forma&ccedil;&atilde;o, esclarecimento de d&uacute;vidas, acompanhamento psicol&oacute;gico, etc.
Ao mesmo tempo que &eacute; feito o acompanhamento &agrave; crian&ccedil;a e &agrave; fam&iacute;lia de acolhimento, tamb&eacute;m se trabalha com a fam&iacute;lia biol&oacute;gica, sendo que o primeiro objetivo &eacute; sempre o de tentar permitir o regresso da crian&ccedil;a &agrave; fam&iacute;lia biol&oacute;gica. &laquo;&Eacute; tra&ccedil;ado um plano de interven&ccedil;&atilde;o com os pais, desde a procura ativa de emprego, habita&ccedil;&atilde;o, vamos ajudando e dando orienta&ccedil;&otilde;es, articulando com todas as institui&ccedil;&otilde;es que podem ajudar os pais&raquo;, descreve a psic&oacute;loga, com o objetivo de ajudar os pais &laquo;a melhorar as suas compet&ecirc;ncias pessoais e parentais, porque o pressuposto do acolhimento familiar &eacute; o regresso da crian&ccedil;a ao seu meio natural de vida&raquo;, conclui Lu&iacute;s Nascimento.
&nbsp;

Texto: Rita Bruno
Foto: Rita Bruno

Not&iacute;cias relacionadas:
- Acolhimento familiar ainda &eacute; reduzido
- Vantagens e desafios do acolhimento familiar
]]></description>
<pubDate>Tue, 02 Feb 2016 15:00:00 +0000</pubDate>
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<title>«A solidariedade europeia não está a funcionar»</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/rui-marques-em-entrevista</link>
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<description><![CDATA[A Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) congrega quase 100 organiza&ccedil;&otilde;es, juntas com o objetivo de receber refugiados e de lhes proprocionar uma nova vida longe dos horrores da guerra. Mas s&atilde;o poucos os que a Europa est&aacute; a mandar para os seus pa&iacute;ses, o que levanta quest&otilde;es sobre as verdadeiras inten&ccedil;&otilde;es dos estados europeus sobre estas v&iacute;timas de guerra.

J&aacute; recebemos alguns refugiados. Como est&aacute; a correr o processo de integra&ccedil;&atilde;o?
De uma forma muito positiva, no sentido em que come&ccedil;o por sublinhar a forma como a sociedade portuguesa se organizou para criar uma solu&ccedil;&atilde;o, nomeadamente atrav&eacute;s da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) para acolher fam&iacute;lias de refugiados. Quis-se dar uma prioridade muito grande &agrave;s crian&ccedil;as acompanhadas pelos seus familiares, e foi poss&iacute;vel, rapidamente e por todo o pa&iacute;s, mais de 100 organiza&ccedil;&otilde;es estarem preparadas para acolher. Existem 600 lugares j&aacute; dispon&iacute;veis, que infelizmente n&atilde;o est&atilde;o a ser ajudados. Nesse sentido, creio que em termos da burocracia europeia, em termos do que &eacute; a vontade pol&iacute;tica dos Estados membros da UE se tem registado um atraso e uma lentid&atilde;o enorme que faz com que Portugal, 4 meses depois, s&oacute; tenha recebido 24 refugiados.
&nbsp;
&Eacute; um problema burocr&aacute;tico?
Burocracia associada a falta de vontade pol&iacute;tica. A not&iacute;cia que temos, da parte das autoridades p&uacute;blicas, &eacute; que na Gr&eacute;cia e em It&aacute;lia, tudo o que deveria estar a ser feito para organizar a distribui&ccedil;&atilde;o dos refugiados pelos diferentes pa&iacute;ses europeus n&atilde;o est&aacute; a acontecer ou est&aacute; a acontecer de uma forma muito lenta. O que evidencia que mesmo as decis&otilde;es que a UE tem tomado, como foi o caso desta decis&atilde;o de recolocar 160 mil refugiados em diferentes pa&iacute;ses, n&atilde;o as consegue concretizar.
&nbsp;
Mas n&atilde;o seria de esperar que pa&iacute;ses como a Gr&eacute;cia e a It&aacute;lia quisessem ter essas situa&ccedil;&otilde;es resolvidas?
&Eacute; totalmente incompreens&iacute;vel o que est&aacute; a acontecer, n&atilde;o faz nenhum sentido, quer no caso grego, que tem uma enorme press&atilde;o, mas tem tido muitas dificuldades de colabora&ccedil;&atilde;o e entendimento com as inst&acirc;ncias europeias, seja a Frontex ou outras que t&ecirc;m interven&ccedil;&atilde;o neste dom&iacute;nio. Mas tamb&eacute;m por parte dos diversos estados-membros, que deveriam mobilizar recursos para apoiar a Gr&eacute;cia e a It&aacute;lia neste processo. Apesar de terem decidido agir em conformidade, as not&iacute;cias que temos &eacute; que, em termos de recursos humanos ou financeiros, os pa&iacute;ses n&atilde;o est&atilde;o a dar esse apoio essencial para que o programa de recoloca&ccedil;&atilde;o dos refugiados funcione.
&nbsp;
Apresentaram uma altura de maior mediatismo para prometer, e depois nada fizeram...
N&atilde;o quero fazer julgamentos de valor, mas h&aacute; um facto inquestion&aacute;vel, e contra factos n&atilde;o h&aacute; argumentos: a decis&atilde;o de acolher foi em setembro de 2015. Estamos a meio de janeiro de 2016 [data original da entrevista], e no total em toda a Europa foram recolocados pouco mais de 200 refugiados. Isto significa que n&atilde;o h&aacute; vontade pol&iacute;tica em que que este programa funcione. O que &eacute; que isto significa? Significa que a solidariedade europeia n&atilde;o est&aacute; a funcionar. Alguns pa&iacute;ses, como a Gr&eacute;cia e a It&aacute;lia, mas tamb&eacute;m a Alemanha e a Su&eacute;cia, est&atilde;o com uma sobrecarga enorme que, se fosse repartido por todos os pa&iacute;ses europeus, era muito mais f&aacute;cil de gerir. Assim, s&oacute; para esses pa&iacute;ses, &eacute; um enorme desafio.
&nbsp;
Os mitos que se foram criando, e a desinforma&ccedil;&atilde;o &agrave; volta desta situa&ccedil;&atilde;o, podem ter contribu&iacute;do para essa falta de solidariedade?
Podem, com certeza. Desde o primeiro momento que existiam preconceitos e resist&ecirc;ncias que s&atilde;o conhecidas, muito estruturadas a partir da ideia da diferen&ccedil;a, da n&atilde;o integra&ccedil;&atilde;o, da incapacidade de di&aacute;logo. Todas essas ideias s&atilde;o n&atilde;o fundamentadas, porque est&aacute; mais que provado que &eacute; poss&iacute;vel construir pontes entre diferentes culturas e religi&otilde;es, e sobretudo que a dimens&atilde;o humanit&aacute;ria de acolher quem precisa de uma oportunidade para recome&ccedil;ar a sua vida &eacute; uma exig&ecirc;ncia moral, &eacute;tica. Ali&aacute;s, o Papa Francisco tem sido a principal voz no cen&aacute;rio internacional a lembrar isso. Mas creio que com os atentados de Paris e outros eventos e a sua repercuss&atilde;o medi&aacute;tica e o aproveitamento que a extrema direita xen&oacute;foba e racista tem feito para promover o medo na opini&atilde;o p&uacute;blica, tem perturbado este processo e constitui um fator de bloqueio e uma atitude que poderia ser relativamente f&aacute;cil de gerir. Repare: n&oacute;s temos 550 milh&otilde;es de habitantes na Europa, e estamos a falar do acolhimento de 1 milh&atilde;o de pessoas. Distribu&iacute;dos por este universo, n&atilde;o teriam nenhum impacto, seria perfeitamente poss&iacute;vel acolher bem estes refugiados sem qualquer perturba&ccedil;&atilde;o. Mas na verdade os ego&iacute;smos nacionais t&ecirc;m bloqueado esse princ&iacute;pio fundador da Uni&atilde;o Europeia que &eacute; a solidariedade entre os seus membros, e isso cria um problema muito s&eacute;rio.
&nbsp;
Ego&iacute;smos e esquecimentos? H&aacute; umas d&eacute;cadas atr&aacute;s as migra&ccedil;&otilde;es foram de povos europeus...
H&aacute; uma falta de mem&oacute;ria, como muito bem sublinha. Na Europa, todo o s&eacute;culo XX foi marcado por grande movimentos de refugiados, principalmente na consequ&ecirc;ncias das duas grandes guerras. Mesmo alguns daqueles que hoje fecham portas a estes refugiados, como &eacute; o caso da Hungria, que teve 300 mil refugiados a seguir &agrave; II Grande Guerra que tiveram de procurar ref&uacute;gio noutros pa&iacute;ses. Creio que &eacute; pena, para n&atilde;o dizer mais, que o governo h&uacute;ngaro, n&atilde;o tanto o povo, evidencie uma falta de mem&oacute;ria hist&oacute;rica e n&atilde;o corresponder ao princ&iacute;pio &eacute;tico universal de fazer aos outros o que, no caso deles, j&aacute; lhes foi mesmo feito.
&nbsp;
Como vai ser a integra&ccedil;&atilde;o dos refugiados que vierem para Portugal, e que j&aacute; c&aacute; est&atilde;o?
&Eacute; um processo integral e transit&oacute;rio. N&atilde;o lhes &eacute; dada habita&ccedil;&atilde;o para a eternidade, mas apenas durante os primeiros anos &eacute; que lhes &eacute; proporcionada habita&ccedil;&atilde;o, alimenta&ccedil;&atilde;o, apoio no acesso &agrave; sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o, principalmente no aspeto fundamental do acesso ao portugu&ecirc;s e do trabalho para os adultos. O que se deseja &eacute; que estas pessoas, que t&ecirc;m permiss&atilde;o para trabalhar, possam rapidamente ser aut&oacute;nomos, prover o seu sustento e viver na sociedade portuguesa como qualquer outra fam&iacute;lia, e n&atilde;o dependentes de subs&iacute;dios e de ajudas externas. Os que chegaram est&atilde;o no processo inicial de integra&ccedil;&atilde;o, onde a quest&atilde;o da l&iacute;ngua &eacute; fundamental. H&aacute; um esfor&ccedil;o de todas as institui&ccedil;&otilde;es para al&eacute;m da PAR, como a Cruz Vermelha, Miseric&oacute;rdias, Conselho Portugu&ecirc;s para os Refugiados de criar condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a e estabilidade para que estas pessoas, depois do que viveram, se possam sentir seguras e protegidas. Progressivamente, iremos come&ccedil;ar a preparar a sua integra&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho e na sociedade, de modo a que se possam sentir em casa o tempo que precisarem at&eacute; poderem regressar ao seu pa&iacute;s, quando este reencontrar a paz.
&nbsp;
H&aacute; oferta de emprego est&aacute; garantida para a quantidade m&aacute;xima que Portugal se predisp&otilde;e a receber?
N&atilde;o h&aacute;, nem poderia haver. A quest&atilde;o da oferta de emprego &eacute; circunstancial e adequada ao perfil da pessoa que vem, conforme a sua forma&ccedil;&atilde;o e experi&ecirc;ncia profissional, e tamb&eacute;m o local do pa&iacute;s onde estiver. O modelo de acolhimento desenvolvido pela PAR &eacute; um modelo comunit&aacute;rio, disperso por todo o pa&iacute;s, com o envolvimento das comunidades locais. Mas h&aacute; com certeza a disponibilidade de todas as institui&ccedil;&otilde;es de come&ccedil;ar o processo de integra&ccedil;&atilde;o laboral dos refugiados adultos que chegarem at&eacute; n&oacute;s, porque o trabalho &eacute; essencial, n&atilde;o s&oacute; como fonte de sustento, mas tamb&eacute;m de plena integra&ccedil;&atilde;o social, porque a integra&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho &eacute; um bom sinal de integra&ccedil;&atilde;o social.
&nbsp;
Est&atilde;o garantidas tamb&eacute;m todos os procedimentos de seguran&ccedil;a para prevenir situa&ccedil;&otilde;es mais complicadas?
Todos estes procedimentos est&atilde;o a ser garantidos, e &eacute; bom percebermos que a UE e os seus estados-membros t&ecirc;m as suas for&ccedil;as de seguran&ccedil;a e sistemas de seguran&ccedil;a e modelos de controle da entrada de cidad&atilde;os no espa&ccedil;o europeu, e tudo est&aacute; a ser garantido, desde logo iniciando o registo e identifica&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da Frontex &agrave; chegada &agrave; Gr&eacute;cia ou It&aacute;lia, seja depois articulando com as diferentes for&ccedil;as de seguran&ccedil;a dos pa&iacute;ses para onde se deslocam, no nosso caso o SEF. &Agrave; chegada a Portugal s&atilde;o de novo revisitados no tema da identifica&ccedil;&atilde;o e hist&oacute;ria de vida destas pessoas e, como &eacute; evidente, n&atilde;o se situa s&oacute; nesse momento. Mas gostava de sublinhar que n&atilde;o h&aacute; nenhuma correla&ccedil;&atilde;o entre o estatuto de refugiado e o terrorismo, como tem vindo a ser trabalhado. Bem pelo contr&aacute;rio. Estes refugiados, que est&atilde;o agora a chegar &agrave; Europa, s&atilde;o pessoas cujas vidas foram completamente destru&iacute;das pelos terroristas, seja pelo ISIS ou por outros grupos terroristas, ou pelo comportamento por vezes terrorista do pr&oacute;prio estado s&iacute;rio. Estes s&atilde;o os que perderam tudo por causa do terrorismo. Confundir v&iacute;timas como se fossem os agressores &eacute; de uma enorme injusti&ccedil;a que devemos combater.
&nbsp;
Os refugiados t&ecirc;m mesmo esse desejo de regressar ao seu pa&iacute;s?
Esse &eacute; o comportamento tradicional dos refugiados. &Eacute; preciso distinguir refugiado de migrante. O refugiado &eacute; uma pessoa que se v&ecirc; obrigado a fugir da sua terra por quest&otilde;es de seguran&ccedil;a, devido a guerras ou cat&aacute;strofes naturais. S&atilde;o pessoas que n&atilde;o queriam sair das suas terras, enquanto que um migrante &eacute; algu&eacute;m que deseja, voluntariamente, ir &agrave; procura de melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida. O que acontece com os refugiados &eacute; que, normalmente, t&ecirc;m sempre a ambi&ccedil;&atilde;o de regressarem ao seu pa&iacute;s, e por isso ficam sempre muito pr&oacute;ximos do seu pa&iacute;s de origem, para poderem regressar assim que poss&iacute;vel. E foi isso que aconteceu com esta vaga de refugiados da S&iacute;ria, que se come&ccedil;aram por localizar na Jord&acirc;nia, L&iacute;bano e outros pa&iacute;ses a volta. O que fez estas pessoas passarem para a europa foi a total falta de condi&ccedil;&otilde;es nestes campos de refugiados. O apoio internacional falhou redondamente. As condi&ccedil;&otilde;es nos campos deterioraram-se muito e n&atilde;o restou outra solu&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas que fosse a de tentar vir para a Europa na procura de melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida. Mas tenho a convic&ccedil;&atilde;o de que a expetativa dos refugiados &eacute; regressar a casa t&atilde;o cedo quanto poss&iacute;vel.
Em 1992 tive uma experi&ecirc;ncia semelhante com refugiados da guerra dos Balc&atilde;s e assim que houve condi&ccedil;&otilde;es m&iacute;nimas de vida na B&oacute;snia, a esmagadora maioria dos refugiados regressou ao seu pa&iacute;s. N&atilde;o s&atilde;o obrigados, como &eacute; evidente, se desejarem permanecer entre n&oacute;s s&atilde;o muito bem-vindos pois, bem integrados, s&atilde;o uma mais valia para a sociedade portuguesa. Mas provavelmente o que acontecer&aacute; &eacute; que quando existir paz, muitos queiram regressar.
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Enquanto n&atilde;o existir paz, n&atilde;o vai parar este &ecirc;xodo?
N&atilde;o vai parar, isso &eacute; &oacute;bvio. Enquanto existir guerra, o fluxo de refugiados para a Europa n&atilde;o vai parar. E mesmo com estas iniciativas de bombardeamentos das for&ccedil;as internacionais em novas zonas da S&iacute;ria, que t&ecirc;m o efeito colateral de gerar mais refugiados, porque as condi&ccedil;&otilde;es de vida deterioram-se mais e eles t&ecirc;m de partir. N&oacute;s temos 4 milh&otilde;es de refugiados s&iacute;rios fora do seu pa&iacute;s, mas existem 7 milh&otilde;es de s&iacute;rios deslocados dentro do seu pa&iacute;s, que a qualquer momento se podem dirigir para a Europa tamb&eacute;m. Temos sete milh&otilde;es de pessoas fora das suas cidades que, a qualquer momento, podem procurar ref&uacute;gio fora do seu pa&iacute;s. A &uacute;nica forma de parar isto &eacute; construir a paz, e seria bom que a UE desse um contributo empenhado para a constru&ccedil;&atilde;o da paz na S&iacute;ria.
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Que contributo poderia ser esse?
Mais do que tem feito, seguramente. &Eacute; bom regressar &agrave; mem&oacute;ria de que somos correspons&aacute;veis pelas crises no Iraque e na S&iacute;ria. Basta perceber que os ataques no Iraque e a destrui&ccedil;&atilde;o do r&eacute;gie de Saddam Hussein est&aacute; na raiz da cria&ccedil;&atilde;o do ISIS, que nasce nos escombros das tropas de Saddam Hussein. E todo o impulso que foi dado &agrave;s primaveras &aacute;rabes provocou v&aacute;rios conflitos, entre os quais a guerra civil na S&iacute;ria. Agora &eacute; tempo da UE irem para al&eacute;m da interven&ccedil;&atilde;o militar, e tem sido dado um grande foco &agrave; interven&ccedil;&atilde;o militar, e tem de se empenhar na constru&ccedil;&atilde;o da condi&ccedil;&otilde;es de paz, e isso pelo di&aacute;logo, pela negocia&ccedil;&atilde;o entre os v&aacute;rios atores presentes, e as for&ccedil;as regionais, os pa&iacute;ses vizinhos, t&ecirc;m de ser envolvidos na constru&ccedil;&atilde;o de uma solu&ccedil;&atilde;o pac&iacute;fica onde tamb&eacute;m a Turquia tem um papel muito importante.
&nbsp;
&Eacute; poss&iacute;vel impor com sucesso uma solu&ccedil;&atilde;o pac&iacute;fica democr&aacute;tica em pa&iacute;ses que n&atilde;o est&atilde;o habituados a viver em democracia?
Essa &eacute; uma das perplexidades do nosso tempo, para a qual n&atilde;o tenho a resposta. A ideia sem democracia, sem estar acompanhada de aspetos como o respeito pelos direitos humanos, da garantia pelas liberdades individuais e das minorias, n&atilde;o &eacute; uma verdadeira democracia, porque se entendemos como democracia apenas o direito de voto ou a possibilidade de eleger um partido, facilmente temos processos democr&aacute;ticos que geram situa&ccedil;&otilde;es ditatoriais. E foi isso que aconteceu em algumas Primaveras &Aacute;rabes, em que alguns processos democr&aacute;ticos, atrav&eacute;s de elei&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas, vieram a desaguar em elei&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as que n&atilde;o respeitam os direitos humanos, as minorias, o direito fundamental das mulheres, entre outros. A democracia em si mesmo, vista de uma forma limitada, n&atilde;o &eacute; suficiente. Ali&aacute;s, &eacute; bom recordar que foi atrav&eacute;s de um processo democr&aacute;tico na Europa que Hitler chegou ao poder, e isso quer dizer que a democracia precisa de ser acompanhada por outras dimens&otilde;es, para que possa ser verdadeiramente democr&aacute;tica.
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Mas n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel fazer isso com supervis&atilde;o externa, porque colocaria em causa a soberania do pa&iacute;s, e os locais n&atilde;o o conseguem fazer...
Essa &eacute; uma das dificuldades do nosso tempo, como interferir sem ferir a soberania de cada estado. N&atilde;o tenho resposta, mas precisamos de encontrar respostas, emendando erros, melhorando o di&aacute;logo entre diferentes pa&iacute;ses, e trabalhando na defesa da paz, dos direitos humanos, que est&atilde;o em risco em diversas partes do mundo, e o respeito pela diversidade e pela diferen&ccedil;a, que &eacute; um valor pelo qual devemos lutar.
&nbsp;
Este conflito come&ccedil;ou por ser apresentado como um conflito religioso. Mas a realidade dos refugiados hoje, em que a maioria &eacute; mu&ccedil;ulmana, reduz muito esta quest&atilde;o, embora muita gente continue a confundir as duas coisas...
&Eacute; verdade que sim, e &eacute; bom termos essa consci&ecirc;ncia de que os mu&ccedil;ulmanos s&atilde;o as principais v&iacute;timas dos terroristas do ISIS. Isto &eacute; importante saber para percebermos como estas lutas n&atilde;o t&ecirc;m fundamento religiosos. Estas lutas s&atilde;o de caracter pol&iacute;tico, e mesmo os grupos terroristas no terreno servem prop&oacute;sitos de poder, at&eacute; de alguns atores que sabemos quem s&atilde;o e sabemos que at&eacute; t&ecirc;m estatuto internacional respeitado e s&atilde;o aliados do Ocidente. Agindo com dupla face, por um lado s&atilde;o aliados, mas por outro financiam grupos terroristas e constituem santu&aacute;rios de defesa deles. Para mim &eacute; muito claro que a quest&atilde;o n&atilde;o &eacute; religiosa, &eacute; pol&iacute;tica. &Eacute; um combate entre diferentes for&ccedil;as pol&iacute;ticas qe querem governar e que usam o argumento religioso para agregar for&ccedil;as. Mesmo quando se d&atilde;o os ataques as comunidades crist&atilde;os ou yazidis, &eacute; na l&oacute;gica de conquista territorial de uma regi&atilde;o.
&Eacute; bom podermos defender as minorias que est&atilde;o em risco, mas defender tamb&eacute;m que na Europa n&atilde;o se defenda uma persegui&ccedil;&atilde;o &agrave;s minorias religiosas.
&nbsp;
Voltarmos ao olho por olho, &ldquo;dente por dente&rdquo;?
Isso n&atilde;o faz muito sentido. Sabemos que essa vis&atilde;o do Antigo Testamento felizmente a perspetiva crist&atilde; do Novo Testamento j&aacute; veio esbater e n&atilde;o &eacute; o padr&atilde;o de refer&ecirc;ncia hoje para os nossos dias.
&nbsp;
E isso deveria facilitar a integra&ccedil;&atilde;o das pessoas, que ter&atilde;o uma cultura diferente, e que se ter&atilde;o de ajustar?
Este processo &eacute; de ajuste m&uacute;tuo, e ainda bem que assim &eacute;. Quem chega &eacute; desafiado a integrar-se, sentir-se bem acolhido pela sociedade de acolhimento, e fazer um esfor&ccedil;o para respeitar e cumprir as regras da sociedade que o acolhe, isso &eacute; &oacute;bvio e em quaisquer circunst&acirc;ncias &eacute; sempre assim, quem chega tem esse esfor&ccedil;o e deve faz&ecirc;-lo. Mas tamb&eacute;m quem acolhe pode e deve abrir os seus bra&ccedil;os e cora&ccedil;&atilde;o aos que acolhe, e fazer a experi&ecirc;ncia de perceber as semelhan&ccedil;as e diferen&ccedil;as e perceber como &eacute; que podemos viver bem juntos, a partir de convic&ccedil;&otilde;es religiosas e ideol&oacute;gicas diferentes, de gostos est&eacute;ticos distintos. Ali&aacute;s, o grande segredo do projeto europeu, e &eacute; bom recordarmos isso, &eacute; ser capaz de construir a unidade na diversidade. N&oacute;s fomos capazes de fazer conviver pacificamente op&ccedil;&otilde;es ideol&oacute;gicas completamente antag&oacute;nicas. Temos vis&otilde;es ideol&oacute;gicas, da direita &agrave; esquerda, muito diferentes, mas vivemos pacificamente, e h&aacute; mais de 60 anos que n&atilde;o temos, no espa&ccedil;o europeu, guerras por quest&otilde;es ideol&oacute;gicas, e isso pode acontecer &agrave;s perspetivas religiosas diferentes. Devemos ter na Europa multicultural, &eacute;tica e religiosa, o conv&iacute;vio pac&iacute;fico com um di&aacute;logo frutuoso entre diferentes perspetivas religiosas.
&nbsp;
O facto de n&atilde;o serem criados guetos para alojar todos os refugiados juntos tamb&eacute;m vai aduar a facilitar a integra&ccedil;&atilde;o...
Esse foi um tra&ccedil;o bastante distinto de outros pa&iacute;ses europeus, esta op&ccedil;&atilde;o que Portugal tomou no acolhimento de base comunit&aacute;ria, que procura que existam as melhores condi&ccedil;&otilde;es para que quem chega se integre na sociedade portuguesa, e n&atilde;o se constituam, como bem sublinhou, um gueto. Claro que h&aacute; uma tend&ecirc;ncia de todos n&oacute;s de nos juntarmos com quem tem a mesma l&iacute;ngua, cultura, nacionalidade ou religi&atilde;o, e estarmos juntos, e isso em si n&atilde;o tem mal. O que devemos desenvolver em termos de estrat&eacute;gia &eacute; fazer com que quem chega se sinta acolhido e tenha condi&ccedil;&otilde;es de se integrar e de se sentir parte da sociedade, e n&atilde;o coloc&aacute;-lo num gueto, &agrave; margem da sociedade, pois esse modelo j&aacute; vimos que n&atilde;o funciona nem &eacute; dignificante.
&nbsp;
Nestes que j&aacute; chegaram, j&aacute; sentiu essa necessidade de integra&ccedil;&atilde;o?
Das pessoas que chegam, Portugal &eacute; um destino que n&atilde;o estava nas suas inten&ccedil;&otilde;es, que n&atilde;o conhecem. Precisam de se situar, acima de tudo, perceber onde est&atilde;o e sentirem-se bem acolhidos. As notas at&eacute; agora s&atilde;o muito positivas, mas &eacute; um processo que precisa de ser sempre ajustado.
No final, creio que resultar&aacute; no cumprimento da parte portuguesa desta ideia de acolhimento de refugiados, pessoas que perderam tudo e t&ecirc;m uma oportunidade de recome&ccedil;ar a sua vida, e da parte dos refugiados que t&ecirc;m a oportunidade de chegar a um s&iacute;tio onde ser&atilde;o bem acolhidos.]]></description>
<pubDate>Tue, 02 Feb 2016 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Quando o amor e a compaixão levam à dor</title>
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<description><![CDATA[As m&atilde;os tremem enquanto pega na ch&aacute;vena de ch&aacute;. &laquo;Confesso que estava com esperan&ccedil;a que n&atilde;o viesse&raquo;, diz-nos, num sorriso que n&atilde;o esconde o nervosismo. Maria, nome fict&iacute;cio para proteger a sua identidade, viveu durante 13 anos uma hist&oacute;ria de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica dram&aacute;tica, e conta-nos a hist&oacute;ria dois anos depois da sua separa&ccedil;&atilde;o. &laquo;Tudo come&ccedil;ou em 1999, com um e-mail&raquo;, recorda. De voz tr&eacute;mula, explica que os tr&ecirc;s primeiros anos da rela&ccedil;&atilde;o foram &laquo;marcantes&raquo;. &laquo;Na primeira vez em que aceitei que ele se aproximasse, est&aacute;vamos numa festa da faculdade e ele disse-me que preferia que fosse noutro dia, porque eu tinha bebido um pouco e n&atilde;o queria que eu fizesse algo de que me pudesse arrepender. Fiquei surpreendida pela positiva nessa altura&raquo;, mas assim que iniciaram a rela&ccedil;&atilde;o logo viu que as coisas n&atilde;o eram muito normais.

Em l&aacute;grimas, a Maria conta-nos duas das situa&ccedil;&otilde;es que mais a marcaram nesses tr&ecirc;s anos. &laquo;Na b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o das fitas, n&atilde;o fomos porque ele n&atilde;o queria ir, mas eu disse que ia jantar com as minhas amigas. A&iacute; come&ccedil;ou a questionar se eu gostava mesmo dele, porque &eacute; que precisava de estar com outras pessoas. Eu disse que n&atilde;o estava mais para isto, e nessa altura ele disse que se ia matar e come&ccedil;ou a correr para o meio da estrada. Eu comecei a chorar, porque efetivamente senti que tinha alguma responsabilidade na vida de outra pessoa. Chorei por mim, porque de certa forma senti que estava a ser manipulada e n&atilde;o conseguia lutar contra isso&raquo;, lamenta.

Outra foi a primeira agress&atilde;o f&iacute;sica. &laquo;Um dia v&iacute;nhamos de metro e eu ia para casa, mas ele queria ir comprar CD para gravar. Eu disse que estava cansada e queria ir para casa. Em hora de ponta, ele come&ccedil;ou a fazer as mesmas cr&iacute;ticas com toda a gente a ouvir no metro, ele zangado, e eu, envergonhada. Sa&iacute; e vinha a subir as escadas do metro quando senti algu&eacute;m a bater-me no p&eacute;. Olhei para tr&aacute;s e percebi que era ele a dar-me pontap&eacute;s nas canelas. Subi mais depressa e sa&iacute;. Estava em estado de choque, porque nunca pensei que chegasse &agrave;quele ponto de irrita&ccedil;&atilde;o. J&aacute; tinha havido apert&otilde;es na rua, havia muitos pontap&eacute;s em coisas, quando se irritava, mas em mim nunca tinha acontecido&raquo;, conta. Foi nessa altura que percebeu que tinha &laquo;medo&raquo; dele e das suas rea&ccedil;&otilde;es.

Durante esses tr&ecirc;s anos, a estrat&eacute;gia de coa&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica esteve sempre presente. &laquo;Ele dizia-me que as pessoas n&atilde;o gostavam de mim, tinham outros interesses, a &uacute;nica pessoa que n&atilde;o me iria desapontar ou abandonar era ele. Nessa fase, eu n&atilde;o era t&atilde;o vulner&aacute;vel a esta conversa, porque ainda conseguia estar com algumas pessoas. Mas no fim do curso, com todas as pessoas a seguirem a sua vida, j&aacute; estava t&atilde;o cheia desta conversa que acabei por achar que ele tinha raz&atilde;o&raquo;, diz.

Um dos fatores que influenciou a situa&ccedil;&atilde;o foi o facto de Maria ter vindo do interior para estudar na cidade. Sozinha, sem os pais, os amigos ou a fam&iacute;lia, foi uma presa f&aacute;cil. &laquo;Quando ele me bateu a primeira vez e eu fui para casa a chorar, se tivesse l&aacute; os meus pais ou o meu irm&atilde;o, isto n&atilde;o teria continuado, porque algu&eacute;m me teria dito algo. Mas eu estava sozinha, a escurid&atilde;o apoderou-se de mim e entrei em &quot;coma profundo&quot;&raquo;, conta.&nbsp;Sentindo-a vulner&aacute;vel, o ainda namorado, chamemos-lhe X, fazia o que queria dela. &laquo;Deixei de ir visitar a minha fam&iacute;lia, inventava desculpas com o trabalho, mas a verdade &eacute; que discut&iacute;amos tanto por causa disso, e durante tantas horas, que s&oacute; para n&atilde;o o ouvir aceitava fazer tudo o que ele quisesse&raquo;, diz. &laquo;As decis&otilde;es eram todas tomadas por ele. A casa que compr&aacute;mos, o carro, a televis&atilde;o, a mob&iacute;lia, os filmes que v&iacute;amos. Eu n&atilde;o podia p&ocirc;r os p&eacute;s em cima do sof&aacute; em minha casa, caia uma gota de &aacute;gua no ch&atilde;o e algu&eacute;m me dizia que eu tinha de limpar, j&aacute;. Alguma coisa fora do lugar, ele dava um pontap&eacute;&raquo;, lembra.
Mas ent&atilde;o, porque &eacute; que n&atilde;o se veio embora? &laquo;Por muito que eu n&atilde;o fosse feliz, eu n&atilde;o achava que conseguisse melhor do que aquilo, deixei-me apanhar na onda negativa dele. Depois de a rela&ccedil;&atilde;o acabar, eu fiquei surpresa com o apoio das pessoas, porque eu estava mesmo convencida de que estava sozinha...&raquo;, diz, a chorar.

Conviv&ecirc;ncia trouxe ainda mais viol&ecirc;ncia
Depois de cinco anos de namoro, decidem, ou decide ele, morar juntos. &laquo;Ele queria casar, mas eu sempre lhe disse que isso era algo que se iria ver mais tarde&raquo;, conta a Maria. Com a conviv&ecirc;ncia di&aacute;ria, aumentaram os epis&oacute;dios de viol&ecirc;ncia. &laquo;Eu tinha medo das rea&ccedil;&otilde;es violentas dele. Quando pass&aacute;mos a morar juntos, ele deu-me pontap&eacute;s, um murro na cabe&ccedil;a... se eu esticasse demasiado a corda, havia uma rea&ccedil;&atilde;o, e por isso eu fazia tudo para que ele se irritasse o menos poss&iacute;vel&raquo;, relata. Pensou em ter filhos, mas ele n&atilde;o queria.

Em 2010, a situa&ccedil;&atilde;o inverteu-se. Ele aceitou ter um filho, mas s&oacute; se casassem, o que Maria aceitou. &laquo;Quis ter um filho na esperan&ccedil;a de que as coisas mudassem. Apesar de conformada... na verdade, acho que nenhuma mulher que seja abusada se conforma, acreditas sempre que alguma coisa vai mudar. E normalmente a outra parte d&aacute;-te esperan&ccedil;as sobre a mudan&ccedil;a, porque se a pessoa dissesse que n&atilde;o mudava, era mais f&aacute;cil ires embora&raquo;, explica.
&laquo;Um dia, quando j&aacute; estava gr&aacute;vida de 7 meses e meio, ele estava a fazer as contas do m&ecirc;s e pediu-me uns recibos da farm&aacute;cia, e irritou-se porque n&atilde;o os encontrava. Fui ao quarto que j&aacute; estava preparado para o beb&eacute; e tirei o saco das compressas e comecei a atir&aacute;-las para o ch&atilde;o, &agrave; procura dos recibos. Ele entrou no quarto e deu-me um murro no bra&ccedil;o. Eu fiquei at&oacute;nita e a&iacute; percebi que nunca nada ia mudar e eu n&atilde;o ia querer que o meu filho alguma vez visse aquilo, o meu estado emocional ou sequer o que aconteceu a seguir, porque fiquei sem voz&raquo;, lembra.

O filho precipitou o fim de tudo
&Eacute; a partir do nascimento do Jo&atilde;o (nome fict&iacute;cio) que se d&aacute; o &laquo;clique&raquo;. &laquo;Para uma pessoa sair da situa&ccedil;&atilde;o, principalmente numa rela&ccedil;&atilde;o longa, &eacute; preciso um clique. E aqui o clique foi o Jo&atilde;o, e ter estado em casa a ver os programas da manh&atilde; e de vez em quando algu&eacute;m falar de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e eu identificar-me com isso&raquo;, revela.
Apesar disto, s&oacute; pensou na hip&oacute;tese de separa&ccedil;&atilde;o porque um dia a psic&oacute;loga, que, entretanto, come&ccedil;ou a consultar, lhe perguntou &quot;porque &eacute; que n&atilde;o se separa?&quot; &laquo;Foi como se ela tivesse descoberto uma possibilidade de que eu nunca me tinha apercebido. Eu pensei, &quot;mas isso &eacute; poss&iacute;vel? N&atilde;o acho que seja a melhor sa&iacute;da, eu j&aacute; aguentei isto durante 13 anos, n&atilde;o pode acabar de uma forma t&atilde;o simples...&quot; n&atilde;o era uma hip&oacute;tese, porque ele era a &uacute;nica pessoa que eu tinha. Todas as pessoas tinham a vida delas, e ele fazia-me crer que aquilo que acontecia em casa era normal. &quot;Pensas que as outras pessoas n&atilde;o discutem, n&atilde;o se agridem, n&atilde;o t&ecirc;m problemas?&quot;&raquo;, dizia-lhe ele.

Tr&ecirc;s meses depois do nascimento do filho, Maria liga ao irm&atilde;o. &laquo;Liguei ao meu irm&atilde;o a dizer que precisava de ajuda. Esperei que ele voltasse e encontr&aacute;mo-nos um dia &agrave;s escondidas. Depois falei com o X e disse-lhe que me queria separar. Foi um drama, mas desta vez n&atilde;o chorou, nem disse que se ia matar, e as amea&ccedil;as penderam para o lado do Jo&atilde;o. &laquo;Foram os dez piores meses da minha vida, sem contar com os primeiros tr&ecirc;s anos da rela&ccedil;&atilde;o&raquo;, confessa, porque nessa altura tinha receio da &laquo;retalia&ccedil;&atilde;o e s&oacute; queria garantir a seguran&ccedil;a do filho&raquo;.

Foram a dois terapeutas familiares, que de nada adiantaram, e o receio de que algo acontecesse ao Jo&atilde;o tornava-se cada dia mais real. &laquo;Quando discut&iacute;amos, eu tinha de implorar que ele me deixasse ir dar de comer ao Jo&atilde;o, porque ele n&atilde;o queria saber, s&oacute; queria que eu dissesse que estava tudo bem e que ia ficar ali com ele, e eu tinha de dizer isso para conseguir tratar dele. Cheguei a v&ecirc;-lo a olhar para o menino no ber&ccedil;o e dizer-me &quot;vou-te fazer em picadinho, nem sabes&quot;, falando para mim, mas olhando para o filho, com um olhar que parecia o Diabo&raquo;, conta.

Um dia, as coisas tornaram-se bem f&iacute;sicas. &laquo;Est&aacute;vamos na cozinha a discutir, eu sa&iacute; para me vir embora de l&aacute;, ele pegou em mim, atirou-me ao ch&atilde;o e apertou-me o pesco&ccedil;o. Uma das vezes apertou-me o pesco&ccedil;o e come&ccedil;ou a sangrar da boca, porque a tentar controlar a for&ccedil;a das m&atilde;os mordeu-se a ele pr&oacute;prio&raquo;, relembra, ainda chocada com a lembran&ccedil;a do que lhe tinha sucedido.
Apesar de nunca ter havido abuso sexual, teve de trocar sexo por outras contrapartidas. &laquo;Obrigou-me uma vez a ter rela&ccedil;&otilde;es sexuais sem eu querer. Foi como contrapartida, para eu conseguir ir ver os meus pais. Foi negociado, portanto...&raquo;, lamenta.

Estava tudo planeado para a sa&iacute;da, mas um dia as coisas precipitaram-se. &laquo;Um dia ao jantar, por causa de qualquer coisa, ele deu um murro na mesa e o Jo&atilde;o come&ccedil;ou a chorar. Eu levantei-me e tirei-o da cadeira para sair da cozinha. &quot;Temos de conversar&quot;, &quot;eu n&atilde;o vou conversar agora que o beb&eacute; est&aacute; a chorar&quot;, &quot;passa-me o beb&eacute;&quot;, e agarrou nele, eu estiquei a m&atilde;o para o telefone e ele bateu-me na m&atilde;o. &quot;O que est&aacute;s a fazer?&quot;, &quot;nada, s&oacute; quero sair daqui&quot; e tentei passar por ele, mas ele bloqueou-me a sa&iacute;da. Dei-lhe um tabefe na cara e fui a correr at&eacute; &agrave; sala, com ele atr&aacute;s de mim, abri a janela e gritei por socorro. N&atilde;o ia aguentar aquilo mais&raquo;, conta.

Refazer a vida sem olhar para tr&aacute;s
Dias mais tarde, saiu mesmo de casa com o Jo&atilde;o e os dias seguintes foram passados no p&acirc;nico de que X lhe fosse buscar o filho. Apercebeu-se depois de que a primeira preocupa&ccedil;&atilde;o dele tinha sido outra: transferir todo o dinheiro da conta conjunta que tinham para algum lugar que at&eacute; hoje Maria desconhece. &laquo;S&oacute; depois de me roubar &eacute; que foi &agrave; pol&iacute;cia fazer queixa que eu me tinha ido embora com o filho&raquo;, conta, de forma triste. No tribunal, a quest&atilde;o da paternidade tamb&eacute;m foi f&aacute;cil de resolver, j&aacute; que quase n&atilde;o havia testemunhas que abonassem a favor dele, e as que o faziam mentiam e foram desmascaradas. Foi emitida uma proibi&ccedil;&atilde;o de contacto e hoje nem sequer a entrega do filho, de 15 em 15 dias, pode ser feita por ele.

Dois anos depois, &quot;s&oacute;&quot; falta tratar das quest&otilde;es das partilhas dos bens, e a vida da Maria est&aacute; a retomar o curso de onde nunca deveria ter sa&iacute;do. &laquo;Tenho muitos comportamentos reflexos. A primeira dificuldade foi deixar de responder a todas as atitudes das outras pessoas como se fossem negativas, e come&ccedil;ar a aceitar que isto &eacute; que &eacute; normal, come&ccedil;ar a desconstruir. Demorou algum tempo, mas esse trabalho est&aacute; feito. Ainda n&atilde;o refiz a minha vida afetiva, e isso vai ser outro problema. Quando a outra pessoa me criticar sobre alguma coisa, saber se vou ter o mesmo reflexo negativo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; cr&iacute;tica&raquo;, confessa.

Agora que est&aacute; livre de tudo, apesar de ainda ter de conviver com ele por causa do filho, n&atilde;o consegue perder o sentimento de culpa. &laquo;Culpo-me porque n&atilde;o respondi aos sinais atempadamente, porque a rela&ccedil;&atilde;o acabou e eu n&atilde;o consegui fazer com que as coisas tivessem tomado o melhor rumo&raquo;.
Ajudar outras pessoas &eacute; o objetivo deste testemunho, embora Maria saiba que vai ser dif&iacute;cil ajudar quem ainda n&atilde;o teve o clique. &laquo;Eu sei como &eacute; que o mecanismo funciona. Se a pessoa n&atilde;o estiver desperta, ela n&atilde;o te vai querer ouvir. Foi o que o meu irm&atilde;o me disse: &quot;quantas vezes te disse?&quot;, e na verdade a pessoa sabe. Ela n&atilde;o consegue sair do coma, mas ela sabe. Eu sabia que vivia assim, s&oacute; n&atilde;o sabia que conseguia p&ocirc;r um fim nisto&raquo;, afirma.

N&atilde;o sendo ainda capaz de encarar cara a cara uma pessoa abusada para a ajudar - &laquo;n&atilde;o v&ecirc; o que eu chorei este tempo todo? Ia ser p&eacute;ssima&raquo;, graceja, enquanto limpa a face -, n&atilde;o deixa de responder ao repto lan&ccedil;ado: o que dizer a quem est&aacute; nessa situa&ccedil;&atilde;o? &laquo;N&atilde;o h&aacute; solu&ccedil;&otilde;es m&aacute;gicas; a pessoa n&atilde;o vai mudar; o importante &eacute; salvares-te a ti. Tenta perceber se ainda conheces quem &eacute;s, porque se j&aacute; n&atilde;o conheces, &eacute; porque j&aacute; te perdeste algures e precisas de te encontrar outra vez, e o caminho que est&aacute;s a seguir j&aacute; n&atilde;o tem sa&iacute;da&raquo;. Palavras que devem ecoar no esp&iacute;rito de quem est&aacute; nesta situa&ccedil;&atilde;o, e faz&ecirc;-los tomar a iniciativa de pegar no telefone e pedir ajuda.

&nbsp;
]]></description>
<pubDate>Tue, 02 Feb 2016 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Vestir os nus</title>
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<description><![CDATA[&Agrave; medida que a nossa vida se vai aproximando do que alguns chamam carinhosamente os &ldquo;anos dourados&rdquo;, e outros de forma mais pragm&aacute;tica a velhice, somos levados muitas vezes a pensar que sopas e descanso &eacute; tudo o que qualquer idoso quer. &Eacute; tamb&eacute;m por isso que &eacute; rejuvenescedor encontrarmos nos testemunhos de miseric&oacute;rdia pessoas que, estando pela idade j&aacute; nos seus &ldquo;anos dourados&rdquo;, t&ecirc;m tanta ou mais genica que rec&eacute;m-licenciados que come&ccedil;am agora a entrar no ritmo acelerado da vida.



Este &eacute; o caso de S&iacute;lvia Catarino, uma &ldquo;jovem&rdquo; de 81 anos que tem dedicado toda a sua vida ao voluntariado e &agrave; ajuda ao pr&oacute;ximo. Em quase todos os s&iacute;tios por onde j&aacute; passou, uma coisa se manteve constante: vestir quem est&aacute; nu. &laquo;&Agrave;s vezes estou na cama, muito aconchegada, e dou por mim a pensar &ldquo;Meu Deus, h&aacute; tanta gente que est&aacute; na rua, sem nada para os cobrir&rdquo;. &Eacute; por isso que a quest&atilde;o da roupa sempre foi das principais para mim&raquo;, confessa esta volunt&aacute;ria, enquanto conversamos na sala de trabalho entregue ao grupo das confer&ecirc;ncias vicentinas da par&oacute;quia de S. Tom&aacute;s de Aquino, onde S&iacute;lvia faz voluntariado desde que o grupo foi criado em 2009.

&laquo;Na altura j&aacute; se entregava roupa a quem aparecia, mas nada organizado, mas como se sentiu esta necessidade, foi criado o grupo aqui na par&oacute;quia&raquo;, explica, indicando que, hoje, entregam roupa a cerca de 90 pessoas de forma regular, a muitos outros que aparecem esporadicamente, e ainda abastecem outras par&oacute;quias, a C&aacute;ritas diocesana de Lisboa, miss&otilde;es em Mo&ccedil;ambique e at&eacute; para a S&iacute;ria j&aacute; enviaram sacos de roupa. &laquo;As pessoas aqui d&atilde;o muita roupa, e &eacute; uma forma de escoarmos tudo. Escolhemos, lavamos, passamos a ferro e enviamos para quem precisa&raquo;, explica.

Mas n&atilde;o &eacute; apenas h&aacute; seis anos que S&iacute;lvia se dedica &agrave;s quest&otilde;es do vestu&aacute;rio. &laquo;Quando estava na Comunidade Vida e Paz, h&aacute; uns anos, fazia algumas coisas que hoje acharia loucas. Pegava em dois ou tr&ecirc;s cobertores debaixo do bra&ccedil;o, entrava no autocarro e ia andando &agrave; procura de sem abrigo. Quando via um, sa&iacute;a e ia entregar-lhe o cobertor&raquo;, diz, bem-disposta.

&Agrave; par&oacute;quia de S. Tom&aacute;s de Aquino chegam todo o tipo de pessoas &agrave; procura de roupa, ou de uma desculpa para falarem com algu&eacute;m. &laquo;Para al&eacute;m das pessoas carenciadas da par&oacute;quia, que v&ecirc;m ver se aqui encontram coisas que gostam, recebemos aqui muitos arrumadores, toxicodependentes, que gostam muito de cal&ccedil;as de ganga e t&eacute;nis. Quando as pessoas v&ecirc;m, escolhem o que querem e conversamos com eles, para perceber se t&ecirc;m mais alguma necessidade. A roupa serve como &ldquo;desculpa&rdquo; para tentarmos perceber outros problemas, como por exemplo pessoas que precisam de comida, ou de visitas porque est&atilde;o sozinhas&raquo;, explica S&iacute;lvia Catarino.

Mas nem toda a ajuda que S&iacute;lvia presta aos mais carenciados vem atrav&eacute;s de organiza&ccedil;&otilde;es. &laquo;Quando trabalhava como jurista no Pal&aacute;cio Nacional da Ajuda, encontrava muitas vezes um senhor velhote que por ali andava com uma canadiana. Oferecia-lhe boleia, e tinha o meu carro, um Fiat 800, acho, sempre com roupa para lhe dar quando ele precisasse, a ele ou a outros&raquo;, conta, enquanto se ri ao lembrar-se do que os colegas da altura gozavam com ela por ter o carro cheio de roupa e por dar boleia a mendigos.

Nunca se preocupou muito com isso, porque o seu trabalho n&atilde;o era mesmo seu. &laquo;Nada disto &eacute; nosso, e por isso o que temos s&atilde;o compet&ecirc;ncias que colocamos ao servi&ccedil;o de quem precisa. Temos de pedir ao Esp&iacute;rito Santo que nos ajude para que n&oacute;s possamos ajudar os outros, e neste tempo da miseric&oacute;rdia temos de procurar sempre as pessoas que precisam, sermos pacientes, ter capacidade de aceita&ccedil;&atilde;o, porque &agrave;s vezes aparece-nos a&iacute; cada &ldquo;cliente&rdquo;&hellip;&raquo;, diz, entre risos.

Com uma hist&oacute;ria de vida destas, s&atilde;o muitos os epis&oacute;dios que recorda. E se uma vez tentou ajudar uma senhora perturbada que estava a dormir em frente a um hotel, que lhe pediu que &ldquo;visse a situa&ccedil;&atilde;o do hotel, porque ele &eacute; do meu marido e eles n&atilde;o lho querem dar&rdquo;, outras vezes h&aacute; em que a ajuda pode ser bem real.&nbsp; &laquo;Uma vez encontrei um rapaz que me pediu dinheiro na rua. Disse que era para comprar uns sapatos, e eu ofereci-me para ir com ele &agrave; sapataria comprar uns sapatos. Cheg&aacute;mos l&aacute;, e ele insistia em experimentar n&uacute;meros acima do seu, apesar do funcion&aacute;rio dizer que o n&uacute;mero dele era aquele. Depois quando falei melhor ele l&aacute; disse que os sapatos eram para o pai, n&atilde;o para ele. Acabei por comprar sapatos para os dois&hellip; estas coisas tocam-nos, e fico contente por poder ajudar&raquo;, reconhece.

Na par&oacute;quia, o trabalho &eacute; quase di&aacute;rio. Apesar da entrega &agrave;s ter&ccedil;as-feiras, quase todos os dias h&aacute; roupa a chegar e &eacute; preciso escolher o que n&atilde;o presta (infelizmente, muitos sacos v&atilde;o diretamente para o lixo, porque a roupa vem muito degradada), dividir as roupas para os diferentes destinos, e p&ocirc;r para lavar o que &eacute; preciso. Um trabalho levado a cabo por alguns volunt&aacute;rios - &laquo;precis&aacute;vamos de gente nova, somos todos muito velhos&raquo;, diz S&iacute;lvia, meio a s&eacute;rio, meio a brincar &ndash; que preparam a chegada das pessoas carenciadas, que depois escolhem a roupa que desejam levar, como se estivessem numa loja. At&eacute; porque, mais do que dar roupa, importa manter a dignidade dos que os procuram.

S&iacute;lvia agradece a Deus a oportunidade de ajudar quem precisa. &laquo;Digo &ldquo;Pai, obrigado porque me apareceu esta pessoa para ajudar&rdquo;. Tanto recebo que tenho essa preocupa&ccedil;&atilde;o de dar uma parte. Fico contente e dou gra&ccedil;as a Deus por ter 81 anos e ainda tenho sa&uacute;de para andar por aqui&raquo;, afirma.

Esta &laquo;forma de levar a Miseric&oacute;rdia de Deus aos outros&raquo; d&aacute; os seus frutos. Muitas vezes, S&iacute;lvia &eacute; abordada na rua por pessoas que nem se lembra de j&aacute; ter ajudado, mas que fazem quest&atilde;o de lhe agradecer a ajuda prestada. &laquo;Tenho hist&oacute;rias muito bonitas. H&aacute; uma rapariga que come&ccedil;ou por vir &agrave; par&oacute;quia buscar roupa e alimentos, e que conseguiu recuperar a sua vida e dos seus filhos, e arranjar emprego. Hoje, &eacute; ela quem vem c&aacute; trazer a roupa que j&aacute; n&atilde;o serve aos seus filhos, para que outros possam receber a ajuda que ela recebeu. &Eacute; muito bonito ver essas hist&oacute;rias&raquo;, diz, e &eacute; por isso que promete continuar &laquo;enquanto tiver for&ccedil;as para aqui andar&raquo;.

NOTA: Artigo publicado na edi&ccedil;&atilde;o de fevereiro da revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Mon, 01 Feb 2016 10:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Dar de beber a quem tem sede</title>
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<description><![CDATA[T&atilde;o importante como comer &eacute; o ato de beber. E se em Portugal as redes de saneamento permitem que todas as pessoas tenham acesso a &aacute;gua pot&aacute;vel, mesmo as mais carenciadas, em Mo&ccedil;ambique o mesmo n&atilde;o &eacute; verdade hoje, nem h&aacute; nove anos, em 2007, quando Fernando Esp&iacute;rito Santo arrancou com o projeto &Aacute;gua e Instru&ccedil;&atilde;o, em colabora&ccedil;&atilde;o com a MAGIS, uma ONG dos jesu&iacute;tas de It&aacute;lia.


De forma volunt&aacute;ria, empenhou-se nesta obra de miseric&oacute;rdia &laquo;como nunca tinha feito antes na vida&raquo;, assumindo fun&ccedil;&otilde;es de planeamento e execu&ccedil;&atilde;o de constru&ccedil;&atilde;o de po&ccedil;os e, ao mesmo tempo, forma&ccedil;&atilde;o para a gest&atilde;o desses projetos. &laquo;A &aacute;gua &eacute; um bem prim&aacute;rio, essencial &agrave; vida. Quando algu&eacute;m precisa de &aacute;gua e tem de caminhar quil&oacute;metros para a recolher, ou recorre a um po&ccedil;o de &aacute;gua impr&oacute;pria, &eacute; porque essa pessoa est&aacute; desesperada&raquo;, conta Fernando, que se recorda de como as pessoas reagiam &agrave; constru&ccedil;&atilde;o dos po&ccedil;os. &laquo;Durante as obras havia sempre muitas pessoas presentes, muitas crian&ccedil;as a acompanhar os acontecimentos. Sempre que era necess&aacute;ria ajuda das popula&ccedil;&otilde;es havia muita disponibilidade para as tarefas. Quando jorrava &aacute;gua pela primeira vez, havia sempre c&acirc;nticos de alegria&raquo;, recorda com saudade.

Mo&ccedil;ambique era, na altura, um dos pa&iacute;ses com menor &iacute;ndice de desenvolvimento humano no mundo, e a Ang&oacute;nia, onde Fernando desempenhava as suas tarefas volunt&aacute;rias, era das zonas mais pobres do pa&iacute;s. &laquo;O que me motivou para ser volunt&aacute;rio em &Aacute;frica foi acima de tudo uma forte indigna&ccedil;&atilde;o para com as desigualdades que existem no nosso mundo&raquo;, conta.

Procurava esbater essas desigualdades atrav&eacute;s do trabalho volunt&aacute;rio na constru&ccedil;&atilde;o dos po&ccedil;os, que proporcionariam &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es uma maior qualidade de vida. Era tamb&eacute;m por isso que envolvia todos os l&iacute;deres locais nos processos de decis&atilde;o, pois facilitava tamb&eacute;m o andamento posterior dos trabalhos, que se queriam &laquo;a todo o vapor&raquo;, conforme explica, pela prem&ecirc;ncia de poder disponibilizar &aacute;gua &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es locais que se viam constantemente assoladas por doen&ccedil;as decorrentes da recolha de &aacute;gua impr&oacute;pria para consumo.

Isso e uma necessidade de exercer miseric&oacute;rdia? &laquo;N&atilde;o consigo dizer se era um agente da miseric&oacute;rdia de Deus mas em todos os projetos em que estive envolvido tentava sempre implementar muitas a&ccedil;&otilde;es, partilhar a &aacute;gua, muitas vezes sem tempo para levantar a cabe&ccedil;a, sempre confiando que Ele &eacute; que guiava os acontecimentos, e que garantia que o bem maior estava a ser conseguido&raquo;, confessa.

Fernando recorda os discursos da R&eacute;gula (figura de autoridade local) daquela zona em que andavam a construir os po&ccedil;os. &laquo;A interven&ccedil;&atilde;o dela foi preciosa na escolha dos locais, diminui&ccedil;&atilde;o de conflitos que sempre aparecem. Gostava dos discursos que ela dava em Chichewa sobre como as &aacute;guas profundas eram mais limpas do que aquelas mais &agrave; superf&iacute;cie, porque caminhavam sobre pedras especiais&raquo;, recorda este volunt&aacute;rio.

Assim como recorda que, apesar de andar preocupado com a &aacute;gua, outros tinham preocupa&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o podiam deixar de ser atendidas. &laquo;Na aldeia de Bintoni, o local mais indicado para a perfura&ccedil;&atilde;o era bastante pr&oacute;ximo de um campo de futebol. Na minha urg&ecirc;ncia de fazer as coisas est&aacute;vamos para iniciar a perfura&ccedil;&atilde;o naquele local quando um grupo de jovens nos falou na import&acirc;ncia do campo para eles. Por sorte ainda fomos a tempo de refazer o trabalho de prospe&ccedil;&atilde;o&raquo;, relembra, divertido.



NOTA: Artigo foi publicado na edi&ccedil;&atilde;o de janeiro da revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
&nbsp;
Texto e fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Sat, 02 Jan 2016 10:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Dar de comer a quem tem fome</title>
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<description><![CDATA[H&aacute; poucas mais b&aacute;sicas que comer e beber. Respirar, talvez, mas isso ainda &eacute; de borla e n&atilde;o aflige muita gente. Mas comer, e beber, infelizmente n&atilde;o &eacute; para todos. Dar de comer a quem tem fome &eacute; o mote da vida de volunt&aacute;ria de Marta Antunes, 37 anos, assistente social de profiss&atilde;o, que dedica todo o seu tempo livre no Apoio Fraterno da par&oacute;quia da Charneca de Caparica, diocese de Set&uacute;bal, onde h&aacute; um ano ajuda na distribui&ccedil;&atilde;o de cabazes de comida a cerca de 100 fam&iacute;lias.



S&atilde;o 324 pessoas que s&atilde;o ajudadas todos os meses, porque h&aacute; quem, em pleno s&eacute;c. XXI, sofra de fome, por n&atilde;o ter o que colocar na mesa. &laquo;O Natal mexe muito com as pessoas e &eacute; triste, no dia de Natal, que &eacute; t&atilde;o especial, n&atilde;o termos o que p&ocirc;r na mesa. Querer juntar a fam&iacute;lia, mas n&atilde;o poder, porque n&atilde;o temos o que oferecer... &eacute; triste, muito triste&raquo;, diz-nos Marta Antunes, que decidiu dedicar todo o seu tempo livre a procurar evitar que haja pessoas que n&atilde;o tenham comida para p&ocirc;r em cima da mesa.

&laquo;Ontem [a entrevista foi feita no in&iacute;cio de dezembro] fomos visitar dois sem-abrigo que vieram de Lisboa para este lado do rio morar num barrac&atilde;o sem quaisquer condi&ccedil;&otilde;es. Mexe muito connosco olhar nos olhos das pessoas e n&atilde;o precisarmos que elas digam muito, porque nos apercebemos logo da sua situa&ccedil;&atilde;o. Fomos logo fazer um cabaz de emerg&ecirc;ncia, para lhes dar alguns alimentos que permitisse que eles se aguentassem at&eacute; &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o mensal do avio&raquo;, conta.

Estes agentes da miseric&oacute;rdia agem n&atilde;o por eles, mas por Deus, embora as recompensas, essas, fiquem para quem pratica a miseric&oacute;rdia. &laquo;Sinto que &eacute; por Deus que fa&ccedil;o isto. Enquanto volunt&aacute;ria, &eacute; dessa forma que penso e trabalho diariamente. Esta &eacute; das obras de miseric&oacute;rdia mais elementares e talvez, pode ser pretens&atilde;o minha, aquela que mais bem-estar e conforto me proporciona tamb&eacute;m a mim. A sensa&ccedil;&atilde;o de saber que pelo menos o mais b&aacute;sico da pessoa est&aacute; garantido &eacute; muito boa e deixa-me aliviada&raquo;, confessa esta leiga.

H&aacute; dias receberam uma hist&oacute;ria bem complicada de algu&eacute;m a quem n&atilde;o podiam deixar de ajudar. &laquo;Temos uma rapariga de 21 anos, nova, que assim que soube que estava gr&aacute;vida, o namorado abandonou-a, foi despedida do seu trabalho e foi atropelada. N&oacute;s dizemos &ldquo;o que mais pode acontecer a esta rapariga?&rdquo; Mas aconteceu. A crian&ccedil;a nasceu com um problema nos p&eacute;s, est&aacute; constantemente a ser hospitalizada, e foi operada h&aacute; pouco tempo. Sem apoio familiar, sem nada. &Eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o peculiar, e ela precisa muito da nossa ajuda&raquo;, sustenta Marta Antunes.

Lembrando que todas pessoas merecem a sua &laquo;dignidade&raquo;, Marta Antunes refere que estes gestos de miseric&oacute;rdia n&atilde;o s&atilde;o para os &laquo;pobrezinhos&raquo;. &laquo;Pode ser o meu pai, o meu vizinho, acontece a toda a gente, e todos os casos merecem o nosso respeito&raquo; e miseric&oacute;rdia, avisa esta volunt&aacute;ria.

NOTA: Artigo publicado originalmente na edi&ccedil;&atilde;o de janeiro de 2016 da revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;.
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Texto e fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Fri, 01 Jan 2016 10:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Família é «primeiro objetivo» da pastoral</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/familia-e-primeiro-objetivo-da-pastoral</link>
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<description><![CDATA[O cardeal-patriarca de Lisboa alertou hoje para uma &ldquo;desagrega&ccedil;&atilde;o&rdquo; sociocultural que tem consequ&ecirc;ncias para a vida das fam&iacute;lias e em quest&otilde;es como o aborto ou a eutan&aacute;sia.

Na homilia da Missa Crismal a que presidiu na S&eacute; de Lisboa, D. Manuel Clemente falou das &ldquo;atuais circunst&acirc;ncias do mundo, com a desagrega&ccedil;&atilde;o sociocultural que deixa tantas vidas sem base humana bastante para as apoiar do nascimento &agrave; morte - da conce&ccedil;&atilde;o &agrave; morte natural, conv&eacute;m repetir&rdquo;.

O presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa evocou igualmente &ldquo;as urg&ecirc;ncias humanit&aacute;rias que n&atilde;o podemos adiar nem iludir em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s multid&otilde;es que batem &agrave; porta da Europa, com tanto sofrimento das crian&ccedil;as e dos seus pais e m&atilde;es&rdquo;. &quot;Em tudo isso se destaca como grande pobreza a colmatar a das fam&iacute;lias que n&atilde;o conseguem ser o que devem ser e que precisamos que sejam&rdquo;, prosseguiu.

Nesse sentido, sustentou que as fam&iacute;lias devem ser o &ldquo;primeiro objetivo da pastoral&rdquo; e &ldquo;agentes de miss&atilde;o&rdquo;.

A Missa Crismal, que acontece nas catedrais de todo o mundo, foi concelebrada pelos bispos auxiliares e padres (diocesanos e religiosos) presentes em Lisboa. Durante a cerim&oacute;nia, os sacerdotes renovaram as promessas feitas no momento da ordena&ccedil;&atilde;o; foram depois aben&ccedil;oados o &oacute;leo dos enfermos, o &oacute;leo dos catec&uacute;menos e do crisma.

D. Manuel Clemente desafiou os sacerdotes presentes a &ldquo;ter um cora&ccedil;&atilde;o pobre para chegar aos pobres&rdquo;. &ldquo;N&atilde;o h&aacute; nada mais realista do que um sacramento, que &eacute; o amor de Deus comprometido com a nossa vida. No caso, &eacute; o sacramento da Ordem e todos os pobres esperam por n&oacute;s&rdquo;, assinalou.

O cardeal-patriarca adiantou, por outro lado, que est&aacute; a ser elaborado o &ldquo;instrumento de trabalho&rdquo; que re&uacute;ne reflex&otilde;es e ensaios, para debate em S&iacute;nodo diocesano, de 30 de novembro a 4 de dezembro.

A celebra&ccedil;&atilde;o contou com a participa&ccedil;&atilde;o de centenas de fi&eacute;is, reunidos na S&eacute; patriarcal para acompanhar o clero na celebra&ccedil;&atilde;o matinal de Quinta-feira Santa.

Desafios aos sacerdotes e aos fi&eacute;is
Todas as dioceses tiveram a sua missa crismal. Em Braga, D. Jorge Ortiga pediu aos sacerdotes da arquidiocese que toquem a vida humana e recusem um &quot;minist&eacute;rio pontual&quot;.&quot;&Eacute; na proximidade com o povo que encontramos caminhos novos para uma espiritualidade sacerdotal. Lamentamos a fuga das pessoas da Igreja e esquecemo-nos que fomos n&oacute;s a abandon&aacute;- las&quot;, afirmou durante a homilia da Missa Crismal a que presidiu na S&eacute; de Braga, juntamente com o clero da arquidiocese. &quot;O altar n&atilde;o pode ser o &uacute;nico lugar para mostrar a proximidade&quot;, enfatizou o arcebispo.

Na Guarda, D. Manuel Fel&iacute;cio pediu ao clero que no Jubileu da Miseric&oacute;rdia estejam atentos aos exclu&iacute;dos. &ldquo;Os pobres, os prisioneiros, incluindo os que vivem novas formas de escravid&atilde;o nas sociedades contempor&acirc;neas, h&atilde;o de ser tamb&eacute;m os nossos preferidos, quanto a procurar caminhos que lhes devolvam a dignidade perdida&rdquo;, disse, na homilia da celebra&ccedil;&atilde;o matinal de Quinta-feira Santa, enviada &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA.

Em Leiria, D Ant&oacute;nio Marto lembrou que o sacramento da reconcilia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; &quot;lavandaria de sujidade&quot;, mas o lugar privilegiado para experimentar &quot; miseric&oacute;rdia de Deus&quot;. &quot;Infelizmente tem-se posto o acento mais naquilo que o penitente deve fazer, esquecendo que o mais importante &eacute; o que Deus realiza em n&oacute;s: a sua iniciativa de vir a n&oacute;s com a gra&ccedil;a do perd&atilde;o que torna poss&iacute;vel levantar-se, recome&ccedil;ar, avan&ccedil;ar no caminho da convers&atilde;o e da cura&quot;, afirmou D. Ant&oacute;nio Marto na celebra&ccedil;&atilde;o da Missa Crismal a que presidiu esta manh&atilde; na S&eacute; de Leiria. O prelado pediu que na catequese e na pastoral &quot;se torne evidente&quot; que este &eacute; um &quot;sacramento de cura&quot;.

O bispo de Aveiro, D. Ant&oacute;nio Moiteiro, afirmou hoje que seguir Jesus n&atilde;o &eacute; fazer &quot;uma corrida solit&aacute;ria&quot; e pediu por isso uma diocese unida e um episcopado unido como &quot;realiza&ccedil;&atilde;o antecipada e nuclear&quot; do projeto de &quot;futura grande comunidade&quot;.

J&aacute; em Bragan&ccedil;a, D. Jos&eacute; Cordeiro pediu aos seus sacerdotes que &quot;sujem as m&atilde;os&quot;. &quot;&Agrave;queles que n&atilde;o querem sujar as m&atilde;os na realidade do mundo e da Igreja, avisava Charles P&eacute;guy &laquo;acabam rapidamente por ficar sem m&atilde;os&raquo;. Por isso, demos as m&atilde;os e &laquo;m&atilde;os &agrave; obra&raquo;!&quot;, afirmou D. Jos&eacute; Cordeiro durante a homilia da celebra&ccedil;&atilde;o da Missa Crismal a que presidiu na S&eacute; de Bragan&ccedil;a.O bispo de Angra, nos A&ccedil;ores, presidiu esta ter&ccedil;a-feira pela primeira vez &agrave; Missa Crismal exortando o clero a &ldquo;redobrar esfor&ccedil;os&rdquo; no servi&ccedil;o de uma sociedade que continua a buscar a &ldquo;liberta&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Na homilia da eucaristia, que decorreu na S&eacute; de Angra, D. Jo&atilde;o Lavrador destacou a import&acirc;ncia dos sacerdotes trabalharem em conjunto, em &ldquo;comunh&atilde;o&rdquo; e &ldquo;corresponsabilidade&rdquo;, para atenderem aos desafios de um territ&oacute;rio com uma &ldquo;configura&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica&rdquo; muito particular.&ldquo;N&atilde;o fiquemos presos &agrave;s nossas ideias, aos nossos interesses particulares&rdquo;, exortou o prelado, pedindo &ldquo;unidade e sintonia na miss&atilde;o&rdquo;.]]></description>
<pubDate>Fri, 01 Jan 2016 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Um presépio nada iconoclasta</title>
<link>https://familiacrista.paulus.pt:443/um-presepio-nada-iconoclasta</link>
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<description><![CDATA[Neste tempo de Natal, vou tentar aproximar-me do mais famoso pres&eacute;pio de Machado de Castro que pode ser contemplado na Bas&iacute;lica da Estrela, em Lisboa. A raz&atilde;o &eacute; um novo livro de cabeceira publicado pela PAULUS Editora, em 2015, de Isabel Maria Al&ccedil;ada Cardoso, Encarna&ccedil;&atilde;o e Imagem. Uma abordagem hist&oacute;rico-teol&oacute;gica a partir dos tr&ecirc;s discursos em defesa das imagens sagradas de S&atilde;o Jo&atilde;o Damasceno.


Esse pres&eacute;pio &eacute; um imenso povoado composto por 500 figuras. Hoje em dia, em Portugal, j&aacute; n&atilde;o h&aacute; aldeias com tanta gente a poder ver-se ao mesmo tempo, como naquele pres&eacute;pio. Ali tudo &eacute; divinamente humano e tudo humanamente divino.
Sendo um ensaio teol&oacute;gico sobre a Teologia da imagem, esta obra pode perfeitamente ser bem ilustrada por este pres&eacute;pio, t&atilde;o singelo, do nosso esp&oacute;lio nacional. Estamos sensivelmente a um largo mil&eacute;nio de dist&acirc;ncia entre o Discurso em defesa das imagens sagradas de S&atilde;o Jo&atilde;o Damasceno e a representa&ccedil;&atilde;o plet&oacute;rica deste pres&eacute;pio do barroco portugu&ecirc;s. &Eacute; muito f&aacute;cil notar a intencionalidade daquele meio milhar de imagens: emocionar todos os que se disp&otilde;em &ldquo;conviver&rdquo; numa contempla&ccedil;&atilde;o festiva. Este pres&eacute;pio, como os damac&eacute;nicos &iacute;cones sagrados da Ortodoxia, serve para alimentar o nosso &ecirc;xtase e para proporcionar ao nosso arrebatamento do sentido da vista a plasticidade das figuras, a assimetria dos espa&ccedil;os, a profus&atilde;o das cenas e o cromatismo dos diversos elementos.

No tempo do nosso barroco e no de S&atilde;o Jo&atilde;o Damasceno existia o mesmo perigo: a iconoclastia. Depois do Conc&iacute;lio de Trento, os cat&oacute;licos procuraram impulsionar o dinamismo das express&otilde;es art&iacute;sticas com a inten&ccedil;&atilde;o de impressionar as massas populares, reagindo contra um movimento iconoclasta, impulsionado pelos protestantes e caracterizado pela austeridade e o despojamento ornamental com reflexos na arte e no culto.

A diferen&ccedil;a mais flagrante das duas &eacute;pocas est&aacute; que, no pres&eacute;pio, as imagens s&atilde;o em terracota; mas os &iacute;cones defendidos por S&atilde;o Jo&atilde;o Damasceno s&atilde;o na sua maioria pinturas. Para unir C&eacute;u e Terra, Machado de Castro representa o &ldquo;teatro do mundo&rdquo;, ao passo que o Damasceno, de modo r&aacute;pido e eficaz, de rompante logo nos imerge na &ldquo;hieraticidade&rdquo; sagrada pr&oacute;pria de cada &iacute;cone. Mas em ambos os casos, os nossos olhos abrem-se pela cor e pela express&atilde;o das figurinhas e dos &iacute;cones; e, ao mesmo tempo, abrem-se os cora&ccedil;&otilde;es para contemplar a apoteose de um Deus feito menino. &Eacute; pura Teologia da Encarna&ccedil;&atilde;o, como pretendia S&atilde;o Jo&atilde;o Damasceno.
Enquanto mem&oacute;ria e apelo, o pres&eacute;pio representa e &ldquo;reatualiza&rdquo; o acontecimento do &ldquo;Verbo feito carne&rdquo;, confiado ao carinho de uma m&atilde;e e de um pai, despertando nobres sentimentos no cora&ccedil;&atilde;o do homem simples.

A maravilha desta Natividade n&atilde;o est&aacute; s&oacute; naquilo que os olhos veem, mas na explos&atilde;o de um hino &agrave; Vida. Portador de uma mensagem de alegria e de paz, o nascimento de Jesus convida a olhar para al&eacute;m da graciosidade das figuras, implantando na humanidade as sementes de um mundo novo.

S&atilde;o Jo&atilde;o Damasceno descobre e defende o dado b&iacute;blico original de &laquo;o homem feito &agrave; imagem e semelhan&ccedil;a de Deus&raquo; (Gn 1,28). Dentro deste princ&iacute;pio, n&atilde;o pode dar import&acirc;ncia, como fazem os fundamentalistas, &agrave; outra afirma&ccedil;&atilde;o de que Mois&eacute;s proibiu severamente aos israelitas de fazerem qualquer esp&eacute;cie de imagens. A constante tenta&ccedil;&atilde;o idol&aacute;trica do povo israelita era a justifica&ccedil;&atilde;o, como se comprova pela Sagrada Escritura (Ex 20,4; Dt 32,17; Sl 106,6-37; 1Cor 10,20).

Para o Novo Testamento, tal perigo passou. Pela sua Encarna&ccedil;&atilde;o, Cristo &eacute; a verdadeira &laquo;imagem&raquo; de Deus para n&#39;Ele reconhecermos o querer e o agir divinos. Nesta mesma linha, a tradi&ccedil;&atilde;o da Igreja passa facilmente tamb&eacute;m a representar os santos, junto com outras representa&ccedil;&otilde;es do Cristianismo. As imagens de Cristo, da Virgem, dos santos, da Cruz, etc., n&atilde;o s&atilde;o de modo nenhum idolatria, porque servem &agrave; perfei&ccedil;&atilde;o como &ldquo;espelhos&rdquo; da presen&ccedil;a de Deus e testemunhas indicadoras da Encarna&ccedil;&atilde;o do Verbo Eterno.
&nbsp;
Texto: Pe. M&aacute;rio Santos, SSP
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<pubDate>Tue, 01 Dec 2015 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>«Um mundo forrado de algodão»</title>
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<description><![CDATA[Uma redoma de vidro mant&eacute;m as crian&ccedil;as &ldquo;a salvo&rdquo; dos perigos e dos joelhos esfolados. Mas tamb&eacute;m das pessoas. Imunes aos sons, aos cheiros, ao toque, &agrave;s diferen&ccedil;as. Uma redoma de vidro mant&eacute;m os pais &ldquo;descansados&rdquo; no seu papel de protetores, mas apenas durante o tempo em que ela se mantiver fechada. No momento de a retirar ter-se-&atilde;o verdadeiramente poupado l&aacute;grimas e dores? Saber&aacute; caminhar na cal&ccedil;ada quem at&eacute; ali p&ocirc;de andar descal&ccedil;o num ch&atilde;o que n&atilde;o magoou os p&eacute;s? Conseguir&aacute; voar quem s&oacute; precisou de criar ra&iacute;zes? Saber&aacute; proteger quem s&oacute; foi protegido? Estar&aacute; preparado para viver no mundo quem viveu num castelo?


De acordo com um estudo internacional (Children&rsquo;s Independent Mobility &ndash; An International Comparison), no qual Portugal &ndash; atrav&eacute;s da Faculdade de Motricidade Humana &ndash; participou, as crian&ccedil;as portuguesas s&atilde;o, a par das italianas, das que t&ecirc;m menos autonomia e as que t&ecirc;m os pais mais superprotetores, num conjunto de 16 pa&iacute;ses analisados, apenas seguidas das sul-africanas. Principalmente na faixa dos 8 aos 11, n&atilde;o andam sozinhas na rua, n&atilde;o est&atilde;o habituadas a atravessar estradas, deslocam-se habitualmente de carro, etc. T&ecirc;m, portanto, pais e fam&iacute;lias que vivem muito em fun&ccedil;&atilde;o delas, dos seus hor&aacute;rios, das suas atividades, ainda que muitas vezes com pouco tempo dispon&iacute;vel para estar com elas.

Estes resultados suscitaram quest&otilde;es e &ldquo;receios&rdquo; verbalizados por alguns especialistas na &aacute;rea no que diz respeito ao desenvolvimento motor, &agrave; autonomia, maturidade e independ&ecirc;ncia, ao empreendedorismo (ou falta dele), mas tamb&eacute;m relativamente ao desenvolvimento de compet&ecirc;ncias sociais e emocionais.

Uma declara&ccedil;&atilde;o da psic&oacute;loga Rita Jonet ao jornal i sobre as conclus&otilde;es deste estudo levou-nos a questionar se, para al&eacute;m de todas estas consequ&ecirc;ncias, a superprote&ccedil;&atilde;o teria tamb&eacute;m influ&ecirc;ncia no grau de toler&acirc;ncia destes futuros adultos. &laquo;S&atilde;o crian&ccedil;as que vivem num mundo t&atilde;o pequeno que por vezes, quando vamos a uma visita de estudo, sinto que se veem algu&eacute;m mais diferente t&ecirc;m uma rea&ccedil;&atilde;o pouco natural, olham mais de lado&raquo;, declarou ao di&aacute;rio (edi&ccedil;&atilde;o online de 12/09/2015).
&ldquo;Tolerar&rdquo; significa (de acordo com o dicion&aacute;rio online Infop&eacute;dia) &laquo;aceitar e conviver com a diferen&ccedil;a de ideias, de comportamentos sem se sentir amea&ccedil;ado&raquo;, &laquo;suportar (coisa desagrad&aacute;vel)&raquo; e, ainda, &laquo;aceitar, admitir ou consentir (algo com que n&atilde;o se concorda)&raquo;. A estes acrescenta-se o de &ldquo;toler&acirc;ncia&rdquo; que, entre outros, significa &laquo;disposi&ccedil;&atilde;o ou tend&ecirc;ncia para perdoar erros ou falhas&raquo;.
Se tivermos em aten&ccedil;&atilde;o estes significados latos, ent&atilde;o pode encontrar-se rela&ccedil;&atilde;o entre superprote&ccedil;&atilde;o e intoler&acirc;ncia, concorda Rita Jonet. As crian&ccedil;as &laquo;habituam-se pouco a andar na rua, a ter contacto com pessoas, com crian&ccedil;as diferentes, e isso claro que influencia a capacidade de se adaptarem a situa&ccedil;&otilde;es novas e imprevis&iacute;veis&raquo;.

Se n&atilde;o se confrontam com as pessoas, com os problemas, com as situa&ccedil;&otilde;es, o mundo permanece-lhes desconhecido e isso gera medo, o tal sentimento de amea&ccedil;a. &laquo;Como s&atilde;o crian&ccedil;as que vivem em mundos muito protegidos, em que est&atilde;o demasiado numa redoma, ficam intolerantes porque lidam mal com a frustra&ccedil;&atilde;o. Tudo o que &eacute; diferente lhes causa medo e eles mais se fecham sobre si pr&oacute;prios&hellip; e cria-se este ciclo que os prepara pouco para pessoas diferentes, para mundos diferentes, para algo que saia fora da rotina e do quotidiano&raquo;, continua a psic&oacute;loga, que no seu local de trabalho (col&eacute;gio O Nosso Jardim) tem oportunidade de presenciar alguns epis&oacute;dios em que estes dois aspetos se relacionam.

Como psic&oacute;loga que &eacute;, n&atilde;o gosta de generalizar e ressalva que estas observa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o iguais para todas as crian&ccedil;as, nem para todas as fam&iacute;lias e que mesmo com um contexto semelhante, h&aacute; fam&iacute;lias que conseguem encontrar meios para trabalhar a toler&acirc;ncia, ainda que dentro da redoma.

Texto: Rita Bruno
Foto: pt.freeimages.com

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<pubDate>Sat, 28 Nov 2015 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Fazer do seu filho uma criança feliz</title>
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<description><![CDATA[N&atilde;o h&aacute; receitas para pais perfeitos, filhos mais-que-perfeitos e educa&ccedil;&otilde;es exemplares. Mas, na verdade, a maioria dos pais anseia por ser t&atilde;o perfeito quanto poss&iacute;vel no amor que transmite aos filhos, nos valores que lhes incute, na educa&ccedil;&atilde;o que lhes passa, nas ferramentas que lhes ensina.


&nbsp;

Ser pai, com tudo o que traz de felicidade acrescida, acarreta muitos momentos de d&uacute;vida, incerteza, inseguran&ccedil;a. Estar&aacute; a fazer um bom trabalho? Estar&aacute; a educar uma futura boa pessoa? Estar&aacute; a permitir que a crian&ccedil;a cres&ccedil;a com ferramentas? Mas, acima de tudo, estar&aacute; a fazer do seu filho uma crian&ccedil;a feliz, equilibrada, tranquila, segura?

Com a colabora&ccedil;&atilde;o de Carolina Justino, psic&oacute;loga e psicoterapeuta, elegemos alguns aspetos que poder&atilde;o ser importantes na rela&ccedil;&atilde;o com os seus filhos e que poder&atilde;o contribuir para que eles sejam crian&ccedil;as felizes. Uma das coisas que pode p&ocirc;r de lado j&aacute; de princ&iacute;pio, na opini&atilde;o da psic&oacute;loga, &eacute; a ideia da perfei&ccedil;&atilde;o. Por v&aacute;rios motivos. N&atilde;o s&oacute; n&atilde;o h&aacute; pais perfeitos, como n&atilde;o h&aacute; filhos perfeitos.

Algumas coisas que o seu filho espera de si:
1 &ndash; Que n&atilde;o seja perfeito e n&atilde;o espere que ele o seja.

2 &ndash; Que lhe crie rotinas.

3 &ndash; Que lhe diga n&atilde;o e lhe estabele&ccedil;a limites.

4 &ndash; Que o saiba e queira ouvir.

5 &ndash; Que o proteja, mas lhe d&ecirc; asas para voar.

6 &ndash; Que o ajude a melhorar, mas sobretudo que o encoraje.

7 &ndash; Que seja um bom exemplo.

8 &ndash; Que seja sempre pai ou m&atilde;e.

9 &ndash; Que o ame incondicionalmente.

Saiba mais:
No que diz respeito aos filhos, o importante &eacute; perceber que os pais fazem o melhor que podem, por um lado, e que por outro, n&atilde;o sendo perfeitos, tamb&eacute;m o aceitam naturalmente como imperfeito. &laquo;Se os pais se apresentam como muito perfeitos e exigem da crian&ccedil;a somente a perfei&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o para erro. Isto cria uma ang&uacute;stia na crian&ccedil;a muito grande. &Eacute; quase como &ldquo;tenho de fazer tudo aquilo que os meus pais esperam de mim sen&atilde;o eles deixam de gostar de mim&rdquo;&raquo;, descreve.

Um outro aspeto que ajuda a tranquilizar as crian&ccedil;as &eacute; o estabelecimento de rotinas. Relacionada com o estabelecimento de rotinas surge a cria&ccedil;&atilde;o de limites. O seu filho, para se sentir seguro e at&eacute; mesmo feliz, tem de saber que lhe vai dizer que n&atilde;o! &laquo;Uma crian&ccedil;a sem limites &eacute; uma crian&ccedil;a que vive aterrorizada porque n&atilde;o sabe com o que &eacute; que conta. E muitas vezes as crian&ccedil;as acabam por ter maus comportamentos no sentido de tentar acordar os pais; diga-me que n&atilde;o, mostrem-me que gostam de mim&raquo;, alerta Carolina Justino.

Saber ouvir &eacute; uma virtude e perceber que os outros nos est&atilde;o a ouvir &eacute; um conforto, um alento. Por isso, outra coisa que o seu filho espera de si &eacute; que o escute, que esteja l&aacute; como ombro para ele poder desabafar, que compreenda os seus receios, os seus medos, mas que ou&ccedil;a tamb&eacute;m as suas alegrias, as suas conquistas. Nem sempre isto &eacute; f&aacute;cil, mas para o seu filho &eacute; precioso.

Os pais dever&atilde;o estar atentos a altera&ccedil;&otilde;es de comportamento, porque nem sempre as crian&ccedil;as conseguem verbalizar o que as aflige e, muitas vezes, n&atilde;o conseguem resolver os problemas sozinhas. Em fases menos graves, os pais dever&atilde;o ajudar a crian&ccedil;a a resolver o problema por si, antes de ir a correr para a escola porque teve um desentendimento com um colega. Mas se for uma situa&ccedil;&atilde;o muito grave, as crian&ccedil;as precisam de poder contar com eles.

Educar pelo exemplo parece ser, na opini&atilde;o de Carolina Justino, a melhor maneira de educar. &laquo;A crian&ccedil;a aprende a relacionar-se com os outros, relacionando-se com os pais, mas tamb&eacute;m observando a forma como os pais se relacionam com os outros. Parece-me complicado educar uma crian&ccedil;a sob o lema &ldquo;faz o que eu te digo, n&atilde;o fa&ccedil;as o que eu fa&ccedil;o&rdquo;&raquo;, alerta.

Seja sempre pai ou m&atilde;e, independentemente das circunst&acirc;ncias. Numa situa&ccedil;&atilde;o em que pai e m&atilde;e estejam juntos &eacute; importante n&atilde;o s&oacute; funcionar como um s&oacute; relativamente &agrave; educa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a, mas tamb&eacute;m manter uma rela&ccedil;&atilde;o de casal baseada no respeito, no amor e no afeto, pois ser&aacute; esse o modelo principal que a crian&ccedil;a interiorizar&aacute;.
E finalmente, mas n&atilde;o menos importante, o seu filho espera de si que o ame incondicionalmente e que o demonstre, que lhe diga que gosta dele, que lhe d&ecirc; carinho, colo, um beijo.
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Texto: Rita Bruno
Foto: pt.freeimages.com
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<pubDate>Tue, 20 Oct 2015 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>A doença mental não é o fim</title>
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<description><![CDATA[Veja a reportagem Multim&eacute;dia, clicando aqui.


Cl&iacute;nica Psiqui&aacute;trica de S&atilde;o Jos&eacute;, em Lisboa. A luz natural e os jardins est&atilde;o presentes em todos os espa&ccedil;os. Aqui n&atilde;o h&aacute; portas sempre trancadas a sete chaves, nem doentes em coletes de for&ccedil;as, como vemos nos filmes.


Fernanda Lobo &eacute; m&atilde;e de Ana. &laquo;Havia qualquer coisa que eu achava que n&atilde;o estava bem e n&atilde;o sabia o que era: entrava em crises depressivas com muita facilidade, tornava-se agressiva, mas tamb&eacute;m era um amor de pessoa. Quando o pai faleceu foi um boom e ela tentou por v&aacute;rias vezes suicidar-se. O psiquiatra disse-me que era bipolar.&raquo; Fernanda tentou a Cl&iacute;nica de S&atilde;o Jos&eacute;, das Irm&atilde;s Hospitaleiras do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus. Os dois primeiros anos foram dif&iacute;ceis. Mas Fernanda reencontrou a filha, que &laquo;voltou a ser bem-disposta e alegre&raquo;.

Ana tem 46 anos e est&aacute; h&aacute; seis na resid&ecirc;ncia Galileia, uma casa de treino de autonomia dentro da cl&iacute;nica. Ana diz que gosta de estar ali, reconhece que se tornou mais aut&oacute;noma, mas o seu sonho &laquo;&eacute; ser ainda mais e voltar a ir para o p&eacute; da minha m&atilde;e&raquo;. O pedido faz os olhos da m&atilde;e brilharem.

A pessoa no centro da aten&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o a doen&ccedil;a
Paula Carneiro &eacute; irm&atilde; hospitaleira do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus desde 1990, enfermeira e diretora de enfermagem da cl&iacute;nica psiqui&aacute;trica de S&atilde;o Jos&eacute;. Ela explica que o modelo hospitaleiro tem uma &laquo;abordagem hol&iacute;stica ao doente, abordando as dimens&otilde;es f&iacute;sica, psicol&oacute;gica, social, espiritual e &eacute;tica&raquo;. Por isso, uma equipa multidisciplinar trabalha tendo como centro a pessoa e n&atilde;o a doen&ccedil;a.


Na institui&ccedil;&atilde;o, h&aacute; 195 camas, distribu&iacute;das por sete unidades, h&aacute; o curto e o longo internamento. H&aacute; quem j&aacute; aqui viva h&aacute; mais de 50 anos. Da&iacute; que a preocupa&ccedil;&atilde;o seja &laquo;criar ambiente acolhedor onde se possam sentir protegidas e efetivamente amadas&raquo;.

Cada unidade tem cerca de 30 doentes, um refeit&oacute;rio, quartos, duas salas de estar e uma equipa t&eacute;cnica fixa. A cl&iacute;nica est&aacute; dividida em quatro &aacute;reas: psiquiatria, psicogeriatria (doentes mentais com mais de 65 anos ou dependentes), defici&ecirc;ncia intelectual e reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial.

Fam&iacute;lias precisam de ser acompanhadas e ouvidas
Pedro Varandas &eacute; psiquiatra e o diretor cl&iacute;nico da cl&iacute;nica de S&atilde;o Jos&eacute;. Explica que as doen&ccedil;as mentais &laquo;n&atilde;o s&atilde;o necessariamente incapacitantes, mas podem incapacitar durante um per&iacute;odo de tempo&raquo;. Para o m&eacute;dico, o internamento justifica-se quando &laquo;o sofrimento psicol&oacute;gico &eacute; muito intenso e/ou quando est&aacute; incapaz de funcionar na sua pr&oacute;pria vida, de rela&ccedil;&atilde;o e de cuidar de si pr&oacute;prio, etc.&raquo;.
Uma doen&ccedil;a mental perturba muito a fam&iacute;lia. &laquo;&Eacute; preciso acompanhar para que n&atilde;o se sintam s&oacute;s e completamente infelizes no sofrimento, sem saber o que fazer, sem quem os oi&ccedil;a no seu desespero e na sua afli&ccedil;&atilde;o.&raquo; N&atilde;o ser&aacute; alheio a este sofrimento o preconceito social. &laquo;H&aacute; uma faceta de medo como se o doente mental nos pudesse contaminar; h&aacute; outra faceta que &eacute; achar que &eacute; um perigo e que nos pode fazer mal; outra faceta &eacute; que se est&aacute; com depress&atilde;o &eacute; porque quer, &eacute; fraco&raquo;, conta o psiquiatra.

&laquo;Deixamos de ser &ldquo;a casa dos maluquinhos&rdquo;&raquo; 
A terapeuta ocupacional Teresa Dias apresenta-nos o servi&ccedil;o de que fazem parte alguns ateli&ecirc;s (artesanato, inform&aacute;tica, treino de atividades psicopedag&oacute;gicas, tecelagem, cavaquinhos, folclore, etc). &laquo;A terapia ocupacional tem como objetivo promover a funcionalidade e a autonomia e inser&ccedil;&atilde;o no dia a dia dos indiv&iacute;duos na comunidade onde vivem&raquo;, explica. A parceria com a Junta de Freguesia de Carnide quebrou barreiras. &laquo;Deixamos de ser aquele gueto, &ldquo;a casa dos maluquinhos&rdquo;. Passou a ser uma institui&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de aberta &agrave; comunidade.&raquo;

Noutra unidade, na sala &agrave;s escuras, v&ecirc;-se um filme. &laquo;&Eacute; sobre o qu&ecirc;?&raquo;, pergunta Cl&aacute;udia Antunes, a assistente espiritual. &laquo;Os milagres de Jesus&raquo;, responde uma senhora. &laquo;Est&aacute; ali uma mulher numa cama?!&raquo;, pergunta outra, provocando risos. Hoje, neste grupo de catequese, &eacute; dia de ver um filme.

Doentes mentais s&atilde;o capazes de encontro com Deus
Cl&aacute;udia tem &laquo;cinco grupos de catequese e h&aacute; um outro com uma volunt&aacute;ria, desde a psicogeriatria, aos deficientes mentais profundos ou mais ligeiros at&eacute; &agrave; &aacute;rea da psiquiatria&raquo;. A assistente espiritual tem a seu cargo a organiza&ccedil;&atilde;o das celebra&ccedil;&otilde;es festivas da cl&iacute;nica e das unidades, o acompanhamento individual de utentes, colaboradores e volunt&aacute;rios e a evangeliza&ccedil;&atilde;o.

A &aacute;rea espiritual faz parte da pessoa e, por isso, do projeto de interven&ccedil;&atilde;o que cada doente tem, uma esp&eacute;cie de plano do que se vai passar com ele. Teresa Dias salienta que &laquo;trabalhar com pessoas com doen&ccedil;a mental &eacute; perceber que isto n&atilde;o pode ser o fim; isto tem de ser o princ&iacute;pio de alguma coisa, o abrir portas para mais qualidade de vida&hellip; Temos pessoas que est&atilde;o aqui 24 sobre 24 horas&hellip;&raquo;

Leia a reportagem completa na edi&ccedil;&atilde;o de outubro de 2017 da FAM&Iacute;LIA CRIST&Atilde;. 

Reportagem: Cl&aacute;udia Sebasti&atilde;o
Fotos: Ricardo Perna
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<pubDate>Sat, 10 Oct 2015 10:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Patriarca em entrevista à Família Cristã</title>
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<description><![CDATA[O Cardeal-Patriarca de Lisboa. D. Manuel Clemente, deu uma entrevista exclusiva &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde; sobre a sua participa&ccedil;&atilde;o no S&iacute;nodo dos Bispos que se iniciar&aacute; no pr&oacute;ximo domingo, dia 4. Confirmando que vai intervir na aula sinodal, D. Manuel Clemente disse que vai pedir uma &laquo;reorganiza&ccedil;&atilde;o da vida crist&atilde; em chave familiar&raquo;. &laquo;Olhamos para uma par&oacute;quia e dizemos que tem 2 ou 3 mil praticantes dominicais, e fazemos censos e estat&iacute;sticas. N&atilde;o &eacute; muito mais interessante dizer &quot;eu nesta par&oacute;quia tenho 253 fam&iacute;lias&quot;? Em que a base e a estrutura&ccedil;&atilde;o, a vida sacramental, o batismo dos filhos que j&aacute; provieram do matrim&oacute;nio dos pais, a inicia&ccedil;&atilde;o crist&atilde;, conta muito mais com a base familiar, do que com a abstra&ccedil;&atilde;o individual&raquo;, referiu o prelado.

Sobre umas das quest&otilde;es mais sens&iacute;veis e medi&aacute;ticas que se ir&aacute; abordar no S&iacute;nodo, a comunh&atilde;o de divorciados e recasados, D. Manuel Clemente n&atilde;o espera que a Igreja mude a sua regra, mas sempre vai dizendo que &eacute; uma &laquo;regra geral&raquo;, que pode n&atilde;o se aplicar a todas as pessoas nessa situa&ccedil;&atilde;o. &laquo;Trata-se de vermos como devemos conjugar cada vez melhor a verdade sacramental com a vida de cada um e as circunst&acirc;ncias subjetivas e objetivas. Temos de ver tudo isso sem p&ocirc;r em causa nenhum dos termos&raquo;, diz o Cardeal-Patriarca, que defende que a aprecia&ccedil;&atilde;o caso a caso pode levar a dar solu&ccedil;&otilde;es diferentes para cada pessoa, considerando as suas circunst&acirc;ncias e realidades. &laquo;Isso &eacute; o que j&aacute; acontece, e quem est&aacute; dentro da igreja sabe que &eacute; isso que se faz&raquo;, confirmou.

Refor&ccedil;ando que a Igreja se deve preocupar muito com a prepara&ccedil;&atilde;o para o matrim&oacute;nio, D. Manuel Clemente pede que a preocupa&ccedil;&atilde;o se mantenha depois do matrim&oacute;nio. &laquo;A grande quest&atilde;o que se p&otilde;e &eacute; como que n&oacute;s, comunidades crist&atilde;os, vamos, nas nossas fam&iacute;lias, par&oacute;quias, comunidades e movimentos, preparar e apoiar o matrim&oacute;nio crist&atilde;o&raquo;, sustenta o Cardeal-Patriarca.

O pedido &eacute; de que as comunidades se organizem dando mais import&acirc;ncia &agrave; quest&atilde;o familiar. &laquo;Qual &eacute; o lugar que n&oacute;s damos &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o do batismo que insere na fam&iacute;lia dos filhos de Deus aquela crian&ccedil;a que os pais trazem &agrave; comunidade? Vemos isso com gosto, a nossa fam&iacute;lia crist&atilde; a crescer?&raquo;. At&eacute; porque &eacute; nas pequenas coisas que os bons h&aacute;bitos v&atilde;o crescendo, segundo o prelado. &laquo;Eu conhe&ccedil;o p&aacute;rocos que, todos os anos, tendo as dire&ccedil;&otilde;es dos casais, enviam uma felicita&ccedil;&atilde;o a quem faz anos de matrim&oacute;nio. Coisas simples, mas que d&atilde;o &agrave; vida matrimonial um acompanhamento e uma aten&ccedil;&atilde;o como deve ser&raquo;, refere.

Nesta grande entrevista que faz capa da edi&ccedil;&atilde;o de outubro da revista Fam&iacute;lia Crist&atilde;, D. Manuel Clemente abordou tamb&eacute;m o motu proprio do Papa Francisco sobre a nulidade matrimonial, afirmando que, &laquo;na linha de coisas que tinham sido pedidas e insistidas na &uacute;ltima assembleia sinodal, que se facilite o que pode ser facilitado&raquo;, sem nunca colocar em causa a indissolubilidade do matrim&oacute;nio, j&aacute; que &laquo;quando de uma maneira consciente, respons&aacute;vel e livre um homem e uma mulher se aceitam como esposas perante Deus, n&oacute;s, Igreja, n&atilde;o temos qualquer esp&eacute;cie de poder ou autoridade para interferir&raquo;, disse.

Sobre o aumento da taxa de natalidade, que se verifica este ano pela primeira vez nos &uacute;ltimos tempos, aliado ao aparecimento de algumas medidas que visam apoiar a natalidade e as fam&iacute;lias, D. Manuel Clemente reconhece que &laquo;h&aacute; muita inspira&ccedil;&atilde;o crist&atilde; na sociedade portuguesa, e esse &eacute; um dos pontos em que fazemos o reconhecimento feliz que h&aacute; incid&ecirc;ncia&raquo;.

Pode ler toda a entrevista na edi&ccedil;&atilde;o de outubro da revista Fam&iacute;lia Crist&atilde; ou no blogue criado para acompanhar os trabalhos do S&iacute;nodo dos Bispos, em sinododafamilia.blogspot.pt

Texto: Ricardo Perna
Fotos: Rita Bruno e Ricardo Perna
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<pubDate>Thu, 01 Oct 2015 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Processo breve de nulidade tem os seus «riscos»</title>
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<description><![CDATA[Com as modifica&ccedil;&otilde;es introduzidas nos processos de nulidade matrimonial pelo Motu proprio Mitis Iudex Dominus Iesus do Papa Francisco, assinado a 15 de agosto 2015 e publicado a 8 de setembro, duas datas marianas, os tribunais diocesanos v&atilde;o ter de fazer &laquo;ajustes e adapta&ccedil;&otilde;es, para al&eacute;m de darem mais forma&ccedil;&atilde;o ao seu pessoal&raquo;, defende o Pe. Saturino Gomes, canonista portugu&ecirc;s, juiz do tribunal da Rota Romana, um Tribunal apost&oacute;lico ao servi&ccedil;o do Santo Padre.



Em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;, o sacerdote portugu&ecirc;s referiu que &laquo;a inten&ccedil;&atilde;o do Papa &eacute; envolver diretamente os bispos nestas decis&otilde;es, e pedir-lhes que v&atilde;o ao encontro das situa&ccedil;&otilde;es dolorosas em que vivem as pessoas&raquo;. &laquo;Uma das caracter&iacute;sticas que o Papa acentua &eacute; a responsabilidade do bispo na sua diocese, numa l&oacute;gica colegial que j&aacute; vem do Vaticano II e das normas do direito can&oacute;nico. O bispo &eacute; o primeiro respons&aacute;vel pela administra&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a na sua diocese, apesar de ter vig&aacute;rio judicial e ju&iacute;zes nomeados, e n&atilde;o se pode alhear desta fun&ccedil;&atilde;o judicial, como tem acontecido em alguns casos. Os bispos est&atilde;o muito preocupados com a pastoral e assuntos administrativos, e por vezes n&atilde;o entram dentro desta &aacute;rea, e falta-lhes o conhecimento pr&oacute;prio em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; administra&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a&raquo;, adiantou.

Uma das novidades que o Pe. Saturino destaca &eacute;, desde logo, o fim da obrigatoriedade de uma dupla senten&ccedil;a conforme (duas senten&ccedil;as iguais), em inst&acirc;ncias diferentes, como o exigem as normas atualmente em vigor. &laquo;Ali&aacute;s, durante o S&iacute;nodo dos Bispos, realizado em outubro de 2014, v&aacute;rios Bispos tinham j&aacute; solicitado a elimina&ccedil;&atilde;o dessa dupla senten&ccedil;a. A simplifica&ccedil;&atilde;o, agora decidida, n&atilde;o exclui a possibilidade de apelo ou recurso para a segunda inst&acirc;ncia ou para o Tribunal da Rota Romana&raquo;, refere, acrescentando que a nova legisla&ccedil;&atilde;o vai fazer com que &laquo;n&atilde;o se perca tempo no S&iacute;nodo de outubro 2015 com estas quest&otilde;es, que poderiam voltar a ser levantadas por alguns bispos, quando a inten&ccedil;&atilde;o do Papa &eacute; debater outras quest&otilde;es mais urgentes sobre a fam&iacute;lia&raquo;.

Para al&eacute;m desta acelera&ccedil;&atilde;o, o Papa criou um &quot;processo breve&quot;, semelhante ao que existia na Igreja antes de Bento XIV, que acabou com esta possibilidade de os bispos decidirem sozinhos pela quantidade de abusos que estavam a verificar-se, ligados &agrave; falta de conhecimento e prepara&ccedil;&atilde;o que os bispos tinham na altura sobre as mat&eacute;rias jur&iacute;dicas. Ligado diretamente ao bispo, este processo breve pode obviar alguns casos, desde que ambos os c&ocirc;njuges estejam de acordo com o pedido de nulidade, exigindo-se provas claramente definidas sobre a nulidade daquele matrim&oacute;nio. Uma medida que traz benef&iacute;cios no sentido de aproximar o bispo das pessoas, e da acelera&ccedil;&atilde;o de alguns processos, mas que traz tamb&eacute;m riscos. &laquo;H&aacute; esse risco de se darem senten&ccedil;as &quot;ao de leve&quot;, ou serem apresentadas provas que n&atilde;o seja consistentes, por animosidade, ou coisas assim. H&aacute; esse receio, e alguns canonistas j&aacute; se pronunciaram sobre isso&raquo;, diz o canonista.

Para evitar esta situa&ccedil;&atilde;o, o Pe. Saturino acha que o Bispo ter-se-&aacute; de servir de colaboradores do seu Tribunal eclesi&aacute;stico. &laquo;A inten&ccedil;&atilde;o do Papa &eacute; envolver diretamente o bispo nas decis&otilde;es. Mas n&atilde;o ser&aacute; sempre o bispo, ter&atilde;o de ser assessores, dado que ele tem m&uacute;ltiplas tarefas com que se ocupar. Ou melhor, ser&aacute; o bispo, mas ele far-se-&aacute; ajudar do tribunal&raquo;, sustenta. At&eacute; porque, defende, &laquo;pode haver ind&iacute;cios claros, mas depois as provas mostrarem outra realidade&raquo;. &laquo;A meu ver, esta via tem de ser levada com alguma prud&ecirc;ncia e cautela, para n&atilde;o esvaziar o processo ordin&aacute;rio. Pode haver situa&ccedil;&otilde;es mais evidentes e urgentes, mas deve ser feita com cautela para salvaguardar a indissolubilidade do matrim&oacute;nio&raquo;, defende.

Em rela&ccedil;&atilde;o a Portugal, onde &laquo;n&atilde;o h&aacute; nenhum bispo diocesano que tenha uma forma&ccedil;&atilde;o em direito can&oacute;nico&raquo;, o Pe. Saturino diz que &laquo;o importante &eacute; os bispos rodearem-se de assessores e de pessoas competentes. Isto vai obrigar a transforma&ccedil;&otilde;es, em particular &agrave; disponibilidade para ter um conhecimento mais profundos desses casos&raquo;, avisa.

Dentro dos exemplos dados no artigo 14 que podem levar ao processo breve, est&aacute; a possibilidade do &laquo;aborto utilizado com inten&ccedil;&atilde;o de evitar a prole&raquo;, uma quest&atilde;o que, como est&aacute; colocada, &laquo;pode levantar d&uacute;vidas&raquo;. &laquo;O ato do aborto teria de ser no in&iacute;cio do matrim&oacute;nio&raquo;, para que se consiga estabelecer que, na altura do v&iacute;nculo, n&atilde;o havia vontade de essa pessoa vir a ter filhos. &laquo;Se a pessoa tiver filhos e s&oacute; mais tarde decidir fazer um aborto para impedir que venham mais filhos, penso que j&aacute; n&atilde;o entra dentro deste ponto, mas o ponto n&atilde;o &eacute; muito espec&iacute;fico, e pode causar d&uacute;vida&raquo;, alerta o Pe. Saturino, para quem, neste caso como noutros, &laquo;vale a jurisprud&ecirc;ncia e a doutrina&raquo;. A nulidade do matrim&oacute;nio tem sempre a ver com o consentimento prestado no contexto da celebra&ccedil;&atilde;o do matrim&oacute;nio.



Gratuidade &eacute; desafio para as dioceses
Nas normas ainda vigentes, os processos nos tribunais eclesi&aacute;sticos eram presididos por um coletivo de tr&ecirc;s ju&iacute;zes, e podiam, em casos espec&iacute;ficos e com dispensa da Santa S&eacute;, ser presididos apenas por um juiz &uacute;nico, como &eacute; o caso do Tribunal eclesi&aacute;stico da diocese do Funchal.

Com este Motu Proprio, o Papa Francisco define que todos os processos sejam assumidos por um Tribunal colegial de tr&ecirc;s ju&iacute;zes (presidido por um cl&eacute;rigo, podendo os outros dois serem leigos), nomeado pelo bispo. Quando n&atilde;o for poss&iacute;vel essa modalidade, o Bispo nomeie um juiz &uacute;nico, que deve ser cl&eacute;rigo. O Pe. Saturino &eacute; de opini&atilde;o que num coletivo de tr&ecirc;s ju&iacute;zes h&aacute; possibilidade de uma avalia&ccedil;&atilde;o mais objetiva, mas n&atilde;o exclui que em casos particulares possa justificar-se a nomea&ccedil;&atilde;o de um juiz &uacute;nico. (N.B. c&acirc;n. 1671, &sect;&sect; 3 e 4).

O juiz do tribunal da Rota Romana aceita que &laquo;em alguma diocese se justifique ter apenas um juiz durante algum tempo, mas isso n&atilde;o impede o bispo de enviar mais algu&eacute;m a formar-se para completar o corpo de ju&iacute;zes dentro da diocese&raquo;.

Um &uacute;ltimo destaque prende-se com a quest&atilde;o da gratuidade. Apesar de n&atilde;o especificar nas regras que os processos devem ser todos gratuitos, essa inten&ccedil;&atilde;o &eacute; referida no texto do Motu Proprio como um desejo a ser cumprido. &laquo;As confer&ecirc;ncias episcopais devem incentivar essa medida, para se evitar uma materializa&ccedil;&atilde;o dos processos e para lhes dar esse sentido de gratuidade, de que n&atilde;o estamos perante um tribunal civil. Mas vai ser preciso pagar aos funcion&aacute;rios, e &eacute; preciso ver de onde vem esse dinheiro. Os ju&iacute;zes, e o pessoal especializado precisam de ter forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, &eacute; um investimento da Diocese. T&ecirc;m de ter ordenado porque est&atilde;o a trabalhar no tribunal a tempo inteiro ou parcial. E corremos o risco de algumas pessoas com possibilidades financeiras enganarem e passarem por cima, como j&aacute; aconteceu recentemente em It&aacute;lia&raquo;, alertou o sacerdote portugu&ecirc;s.

Por estas raz&otilde;es, o Pe. Saturino defende que se devem criar normas claras a n&iacute;vel das Confer&ecirc;ncias Episcopais e das Dioceses. &laquo;Acho que devemos trabalhar para haver um regulamento nesse sentido, com crit&eacute;rios justos neste campo. As pessoas com mais possibilidades financeiras deveriam dar um contributo, nem que fosse volunt&aacute;rio, mas cada confer&ecirc;ncia episcopal deve ter o seu crit&eacute;rio e estabelecer as suas normas&raquo;, defende.

O Papa n&atilde;o estabeleceu esses crit&eacute;rios, justifica o sacerdote, porque &laquo;a realidade da Alemanha &eacute; muito diferente da de Timor Leste&raquo;, e &eacute; importante que cada bispo fa&ccedil;a a gest&atilde;o conforme a realidade do seu pa&iacute;s, pois o Bispo, &eacute; Pastor e juiz.

Todas estas normas entram em vigor a partir de 8 de dezembro 2015, Solenidade da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o, a mesma data em que se inicia o Ano da Miseric&oacute;rdia.

Texto: Ricardo Perna
Fotos: Ricardo Perna e Arquivo FC
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<pubDate>Wed, 09 Sep 2015 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Papa fala da «debandada da juventude»</title>
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<description><![CDATA[
O Papa Francisco recebeu em audi&ecirc;ncia os bispos portugueses que est&atilde;o em visita ad limina ao Vaticano, e mostrou-se preocupado com a situa&ccedil;&atilde;o da juventude na igreja. Falando de uma &laquo;debandada&raquo;, Francisco refere que &laquo;hoje a nossa proposta [da Igreja e da catequese] n&atilde;o os convence&raquo;, muito por culpa da dificuldade em encontrar a &laquo;figura e a vida de Jesus&raquo; no &laquo;testemunho de vida do catequista e da comunidade inteira que o envia e sustenta&raquo;. &laquo;Que Ele est&aacute;, n&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida; mas onde &eacute; que O escondemos? Porque, se a proposta &eacute; Jesus Cristo crucificado e ressuscitado no catequista e na comunidade, se este Jesus se p&otilde;e a caminho com o jovem e lhe fala ao cora&ccedil;&atilde;o, este seguramente abrasa-se&raquo;, disse, usando como refer&ecirc;ncia o Evangelho de Lucas e o epis&oacute;dio do Caminho de Ema&uacute;s.



No discurso do Papa aos prelados portugueses, Francisco mostrou-se preocupado com &laquo;situa&ccedil;&otilde;es que suscitam perplexidade e vos causam [aos bispos] amargura, tais como certas par&oacute;quias estagnadas e necessitadas de reavivar a f&eacute; batismal, que acorde no indiv&iacute;duo e na comunidade um aut&ecirc;ntico esp&iacute;rito de miss&atilde;o; par&oacute;quias por vezes centradas e fechadas no &laquo;seu&raquo; p&aacute;roco &agrave;s quais a car&ecirc;ncia de sacerdotes, para al&eacute;m do mais, imp&otilde;e abertura a uma l&oacute;gica mais din&acirc;mica e eclesial na comunh&atilde;o; alguns sacerdotes que, tentados pelo ativismo pastoral, n&atilde;o cultivam a ora&ccedil;&atilde;o e a profundidade espiritual, essenciais para a evangeliza&ccedil;&atilde;o; um grande n&uacute;mero de adolescentes e jovens que abandonam a pr&aacute;tica crist&atilde;, depois do sacramento do Crisma; um vazio na oferta paroquial de forma&ccedil;&atilde;o crist&atilde; juvenil p&oacute;s-Crisma, que muito poderia obstar a futuras situa&ccedil;&otilde;es familiares irregulares; enfim, necessidade de convers&atilde;o pessoal e pastoral de pastores e fi&eacute;is at&eacute; que todos possam dizer com verdade e alegria: a Igreja &eacute; a nossa casa&raquo;.

Neste sentido, Francisco criticou o &laquo;pensamento dominante atual, que v&ecirc; o ser humano como aprendiz-criador de si mesmo e totalmente embriagado de liberdade&raquo;, o que n&atilde;o lhe permite &laquo;aceitar o conceito de voca&ccedil;&atilde;o, no sentido alto de um chamamento que chega &agrave; pessoa vindo do Criador do seu pr&oacute;prio ser e vida&raquo;. Considerando que &laquo;a nossa felicidade depende absolutamente de individuarmos e seguirmos o chamamento para tal miss&atilde;o&raquo;, o Papa pede que o &laquo;catequista e a comunidade inteira&raquo; passem do &laquo;modelo escolar ao catecumenal&raquo;. &laquo;N&atilde;o apenas conhecimento cerebral, mas encontro pessoal com Jesus Cristo, vivido em din&acirc;mica vocacional segundo a qual deus chama e o ser humano responde&raquo;.

Isto porque, segundo o Papa, &laquo;a igreja em Portugal precisa de jovens capazes de dar resposta a Deus que os chama, para voltar a haver fam&iacute;lias crist&atilde;s est&aacute;veis e fecundas, para voltar a haver consagrados e consagradas que trocam tudo pelo tesouro do Reino de Deus, para voltar a haver sacerdotes imolados com Cristo pelos seus irm&atilde;os e irm&atilde;s&raquo;, mas, no entanto, eles parecem alheados, e o Papa d&aacute; a resposta &agrave; sua pr&oacute;pria quest&atilde;o. &laquo;Ningu&eacute;m nos contratou&raquo;, disse, citando o evangelho de Mateus, e apontando a necessidade de &laquo;um percurso catequ&eacute;tico global que possa cobrir as v&aacute;rias idades do ser humano, de modo que todas elas sejam uma resposta ao bom Deus que chama&raquo;.
Para alcan&ccedil;ar esta inten&ccedil;&atilde;o, Francisco pede aos bispos portugueses um &laquo;esfor&ccedil;o de colabora&ccedil;&atilde;o da Igreja inteira, porque foi &agrave; Igreja que o Senhor assegurou a sua constante presen&ccedil;a e a sua infal&iacute;vel assist&ecirc;ncia&raquo;.

D. Manuel prefere olhar para &laquo;comunidades que procuram respostas&raquo;
No final do encontro e em declara&ccedil;&otilde;es aos jornalistas, D. Manuel Clemente, presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) e Cardeal Patriarca de Lisboa, assumiu a exist&ecirc;ncia de algumas situa&ccedil;&otilde;es complicadas, como o Papa referiu, mas prefere real&ccedil;ar que &laquo;h&aacute; muitas comunidades em que se procuram respostas&raquo; diferentes. Neste sentido, D. Manuel Clemente referiu que o Papa ficou muito satisfeito com os projetos de voluntariado mission&aacute;rio, que acontecem nos per&iacute;odos de f&eacute;rias, dentro e fora do pa&iacute;s, num &laquo;esfor&ccedil;o mission&aacute;rio que envolve cada vez mais jovens, como escutismo cat&oacute;lico e outros movimentos ad gentes, e que tem um enorme retorno nas nossas comunidades&raquo;, disse o prelado.

Quanto aos temas que tinham sido abordados, foram, na sua opini&atilde;o, os mais &laquo;oportunos&raquo;. &laquo;N&atilde;o s&oacute; o S&iacute;nodo e a insist&ecirc;ncia na relev&acirc;ncia da apresenta&ccedil;&atilde;o crist&atilde; aos futuros casais, como a tem&aacute;tica dos refugiados que temos de acolher, do acompanhamento da juventude, tudo com muita franqueza e fraternidade&raquo;, referiu.

Sobre os refugiados, D. Manuel Clemente referiu que o Papa explicou melhor a sua inten&ccedil;&atilde;o de ter todas as par&oacute;quias a receberem refugiados. &laquo;O Papa explicou-nos que pretende que, em cada par&oacute;quia, haja pelo menos uma fam&iacute;lia que se responsabiliza por uma fam&iacute;lia de refugiados, com o apoio de todas as estruturas. O Papa nem pede que seja em suas casas, mas que se ocupem delas para que a integra&ccedil;&atilde;o ocorra da melhor maneira numa s&eacute;rie de tem&aacute;ticas em que eles ir&atilde;o precisar de ajuda, que fazem desta quest&atilde;o algo de novo, a que n&atilde;o estamos habituados&raquo;, disse o presidente da CEP.

Em conclus&atilde;o, o Cardeal Patriarca de Lisboa resumiu os pontos principais. &laquo;Dar toda a relev&acirc;ncia &agrave; fam&iacute;lia. Refazer a pastoral em chave familiar, o que ter&aacute; muitas consequ&ecirc;ncias para as comunidades; olhar os itiner&aacute;rios juvenis, ir ao encontro dos jovens, com experi&ecirc;ncias mais pequenas e locais, para al&eacute;m das experi&ecirc;ncias grandes das Jornadas Mundiais da Juventude e Taiz&eacute;; e a necessidade de acolher e apoiar as popula&ccedil;&otilde;es de refugiados que nos procuram&raquo;, concluiu.

A visita ad limina prossegue com reuni&otilde;es setoriais nos diversos dicast&eacute;rios da C&uacute;ria Romana.

Texto: Ricardo Perna
Fotos: l&#39;Osservatore Romano
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<pubDate>Mon, 07 Sep 2015 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Discuto com Deus todos os dias»</title>
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<description><![CDATA[O Arcebispo Bashar Warda de Irbil, Iraque, diz que a crise no Iraque desafiou a sua f&eacute;, apesar de continuar a encorajar os crist&atilde;os que fogem para Irbil. O arcebispo, que ajudou a gerir a crise no Iraque no &uacute;ltimo ano, disse que, enquanto para fora incentivava os crist&atilde;os, por dentro ele ia &laquo;discutindo com Deus&raquo;, em declara&ccedil;&otilde;es a jornais americanos aquando da sua desloca&ccedil;&atilde;o a este pa&iacute;s a semana passada.



Quando questionado sobre como a sua f&eacute; tinha sido desafiada e mudou em face da crise, o arcebispo cat&oacute;lico caldeu Bashar Warda de Irbil, no Iraque, tapou a sua cara com as m&atilde;os.

O Arcebispo Warda admitiu que, enquanto exteriormente encorajava os crist&atilde;os que recebia em Irbil, fugidos do Estado isl&acirc;mico, dentro do seu cora&ccedil;&atilde;o a hist&oacute;ria era bem diferente. &laquo;Eu n&atilde;o entendo o que Ele est&aacute; a fazer, quando olho para o que aconteceu na regi&atilde;o&raquo;, disse o Arcebispo Warda. &laquo;Discuto com Ele todos os dias.&raquo;

O prelado explicou que a troca de argumentos acontece dentro do seu relacionamento &iacute;ntimo com Deus, um relacionamento que, com a ajuda da gra&ccedil;a, resiste at&eacute; mesmo aos desafios inimagin&aacute;veis para a sua f&eacute; que ele tem enfrentado ao longo do &uacute;ltimo ano. &laquo;Antes de ir dormir, costumo entregar-Lhe todas as minhas crises, desejos, pensamentos e tristezas, para que eu possa pelo menos ter algum descanso&raquo;, disse o Arcebispo Warda em declara&ccedil;&otilde;es ao The Criterion, jornal da Arquidiocese de Indian&aacute;polis, nos Estados Unidos. &laquo;No dia seguinte, eu costumo acordar com a Sua provid&ecirc;ncia, coisa com que eu nunca iria sonhar&raquo;, revelou.

Olhando para tr&aacute;s, para o ano em que mais de 100 mil crist&atilde;os e outras minorias procuraram ref&uacute;gio em Irbil, o Arcebispo Warda disse que viu a miseric&oacute;rdia de Deus a chegar para os crentes que sofrem de forma mais eficaz do que ele jamais poderia ter previsto.
Isto &eacute; devido, em parte, ao trabalho dos leigos e religiosos cat&oacute;licos locais e a organiza&ccedil;&otilde;es como os Cavaleiros de Colombo, Catholic Relief Services, o Catholic Near East Welfare Association e a Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre.

A sua arquidiocese, na regi&atilde;o do Curdist&atilde;o, no norte do Iraque, tem, com a ajuda de ag&ecirc;ncias humanit&aacute;rias cat&oacute;licas, fornecido abrigo, alimentos, assist&ecirc;ncia m&eacute;dica e servi&ccedil;os educacionais para os deslocados. &laquo;(Deus) fez isso de uma forma que um estado n&atilde;o poderia realmente oferecer aos seus cidad&atilde;os em tal situa&ccedil;&atilde;o&raquo;, disse o Arcebispo Warda. &laquo;Ele fez isso atrav&eacute;s da igreja e atrav&eacute;s da generosidade de tantas pessoas&raquo;, adiantou.

O prelado disse ainda que a sua pr&oacute;pria f&eacute; &eacute; refor&ccedil;ada quando testemunha a f&eacute; destemida dos crist&atilde;os deslocados. &laquo;As pessoas v&ecirc;m contar as suas hist&oacute;rias de persegui&ccedil;&atilde;o e de como estavam realmente aterrorizados, tendo que andar oito a 10 horas durante a noite&quot;, disse o Arcebispo Warda. &laquo;No final, diziam-me: &quot;Gra&ccedil;as a Deus estamos vivos. Nushkur Allah. Agradecemos a Deus por tudo&quot;. Essa &eacute; a frase com que terminam. Isso &eacute; de certa forma reconfortante&raquo;, afirma.

Em contraste com a bondade que ele v&ecirc; nos fi&eacute;is que sofrem que t&ecirc;m enchido as ruas de Irbil, o Arcebispo Warda retrai-se quando descreve o Estado isl&acirc;mico, a que muitas vezes se refere pelo seu &quot;nome criminoso&quot; &aacute;rabe, &quot;Daesh&quot;. &laquo;Daesh &eacute; o Mal&raquo;, disse ele. &laquo;A maneira como eles abatem, a forma como eles violam, a forma como eles tratam os outros &eacute; brutal. Eles t&ecirc;m uma teologia de massacre de pessoas.&raquo;

E ele sabe que o mal que se abateu sobre Mossul tamb&eacute;m poderia atacar Irbil. &laquo;&Eacute; bem poss&iacute;vel, mas a coliga&ccedil;&atilde;o, liderada pelos americanos, impediu o Daesh de avan&ccedil;ar&raquo;, disse o Arcebispo Warda. &laquo;Isso deu um sentimento de alguma seguran&ccedil;a &agrave;s pessoas. Mas o Daesh est&aacute; a apenas 40 km (25 milhas) de Irbil. N&atilde;o &eacute; muito longe. Tudo pode acontecer&raquo;, alerta.

Esta incerteza e as experi&ecirc;ncias terr&iacute;veis do &uacute;ltimo ano levaram muitos crist&atilde;os que fugiram para Irbil a mudarem-se para campos de refugiados na Jord&acirc;nia, L&iacute;bano e Turquia, com a inten&ccedil;&atilde;o de emigrar do M&eacute;dio Oriente de vez, algo que entristece o Arcebispo Warda. &laquo;Eles perderam a confian&ccedil;a na terra e nos seus vizinhos&raquo;, disse ele. &laquo;Todos os tra&iacute;ram e os trataram como um tesouro para ser roubado, tomaram as suas casas e bens. As suas filhas estavam sob amea&ccedil;a a todos os momentos&raquo;, relata.

Os milhares de pessoas que permanecem em Irbil passaram de abrigos improvisados nas propriedades da igreja e nas escolas p&uacute;blicas para casas pr&eacute;-fabricadas e casas pr&eacute;-existentes providenciadas ou alugadas pela igreja. Alguns querem ficar na regi&atilde;o e est&atilde;o &agrave; procura de emprego para sustentarem as suas fam&iacute;lias. &laquo;Todos eles est&atilde;o &agrave; espera que Mossul seja libertada para que eles possam voltar e come&ccedil;ar a sua vida de novo&quot;, disse o Arcebispo Warda.

Um passo importante que o prelado acha que pode ajudar a galvanizar a comunidade internacional a ajudar os crist&atilde;os iraquianos &eacute; que os l&iacute;deres nacionais se juntem ao Papa Francisco a reconhecer que o que est&aacute; a acontecer &eacute; um genoc&iacute;dio. &laquo;&Eacute; um genoc&iacute;dio. Tem todos os factos, eventos, hist&oacute;rias e experi&ecirc;ncias que se enquadram na defini&ccedil;&atilde;o de genoc&iacute;dio&raquo;, defendeu o Arcebispo Warda ao The Catholic Standard, jornal da Arquidiocese de Washington.

Reconhecer o genoc&iacute;dio significaria que &laquo;essas pessoas n&atilde;o seriam esquecidas&raquo;, disse o arcebispo. &laquo;Elas s&atilde;o lembradas e reconhecidas. Os seus sacrif&iacute;cios e experi&ecirc;ncias n&atilde;o s&atilde;o esquecidos. Mas estar&iacute;amos a dar-lhes um estatuto, para ajudar o mundo a n&atilde;o repetir (isto)&raquo;. &laquo;N&atilde;o esperem mais 20 anos para olharem para tr&aacute;s para o que aconteceu e dizerem: &quot;Bem, eu tenho muita pena que n&atilde;o tenhamos feito algo para acabar com aquilo&quot;&raquo;, disse ao The Criterion.


Texto: Ricardo Perna (com Catholic Herald)
Foto: Catholic Herald
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<pubDate>Mon, 31 Aug 2015 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>«Fé torna-se mais forte quando é testada»</title>
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<description><![CDATA[D. Joseph Coutts &eacute; o presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal do Paquist&atilde;o e esteve em Portugal a convite da Funda&ccedil;&atilde;o Ajuda &agrave; Igreja que Sofre. Num pa&iacute;s de maioria mu&ccedil;ulmana onde uma Lei da Blasf&eacute;mia condena todos os que n&atilde;o creem no Isl&atilde;o, fomos saber como vivem os crist&atilde;os nesta democracia que consagra o direito &agrave; liberdade religiosa mas que v&ecirc; fundamentalistas entrarem em igreja e matarem todos os crist&atilde;os que conseguirem.



Como &eacute; a situa&ccedil;&atilde;o dos crist&atilde;os no Paquist&atilde;o?
De uma forma geral a situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; boa, por causa dos ataques recentes &agrave; igreja. Vivemos em tens&atilde;o, sem saber o que vai acontecer a seguir. Sabemos que algo vai acontecer, mas n&atilde;o sabemos quando nem onde. &Eacute; esse tipo de tens&atilde;o que nos ocupa o pensamento, por causa dos acontecimentos que se t&ecirc;m sucedido nos &uacute;ltimos anos.

Estes problemas apenas acontecem h&aacute; poucos anos?
Houve uma enorme mudan&ccedil;a na situa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s. Em 1947, o nosso fundador, Mohammed Ali Jinnah, fez um discurso bonito em que dizia que &eacute;ramos livres de ir a um templo, a uma mesquita ou a uma igreja. &quot;Aquilo em que acreditamos nada tem a ver com quem somos&quot;, dizia. Agora somos todos paquistaneses, e temos de aprender a ser paquistaneses num pa&iacute;s livre. Foram palavras muito encorajadoras, que mostravam uma abertura muito grande para todas as religi&otilde;es. Apesar do pa&iacute;s ser 95% mu&ccedil;ulmano, tamb&eacute;m &eacute;ramos paquistaneses. Isto foi muito reconfortante de saber. Mas o que tem acontecido nos &uacute;ltimos anos &eacute; uma mudan&ccedil;a desta posi&ccedil;&atilde;o. Alguns grupos mu&ccedil;ulmanos t&ecirc;m feito press&atilde;o para transformar o Paquist&atilde;o num pa&iacute;s estritamente mu&ccedil;ulmano, e isto foi mais forte durante a ditadura militar do general Zia-ul-Haq, entre 1979 e 1988. Durante a sua presid&ecirc;ncia, ele transformou o pa&iacute;s num estado isl&acirc;mico. Algumas leis isl&acirc;micas foram introduzidas, como a lei da blasf&eacute;mia, e isso degenerou numa maior intoler&acirc;ncia.

Esse foi o momento da viragem?
N&atilde;o quero dizer com isto que aquele ditador foi o &uacute;nico respons&aacute;vel, pois houve outras coisas que aconteceram. Nos anos 80 tivemos a invas&atilde;o dos russos ao Afeganist&atilde;o, e esta ideia de comunistas a invadirem um pa&iacute;s mu&ccedil;ulmano originou uma rea&ccedil;&atilde;o do Paquist&atilde;o, que, com a ajuda dos Estados Unidos e da Ar&aacute;bia Saudita, combateu contra os sovi&eacute;ticos. A ideia de jiad foi oficialmente introduzida nesta altura, para permitir que jovens combatentes fossem para o terreno defender o Afeganist&atilde;o.

E como &eacute; que isso trouxe consequ&ecirc;ncias negativas para os crist&atilde;os paquistaneses?
H&aacute; uma perce&ccedil;&atilde;o em muitos mu&ccedil;ulmanos de que o Ocidente &eacute; todo crist&atilde;o. Portanto, quando os americanos come&ccedil;aram a bombardear o Afeganist&atilde;o, depois do 11 de setembro, para apanharem o Bin Laden, come&ccedil;aram a chegar milh&otilde;es de refugiados, 3 milh&otilde;es de uma s&oacute; vez, e as pessoas come&ccedil;aram a revoltar-se contra os crist&atilde;os, porque achavam que nestes pa&iacute;ses s&atilde;o todos crist&atilde;os. E isso teve efeito em n&oacute;s, porque voltaram-se contra n&oacute;s e disseram que de alguma forma est&aacute;vamos ligados a esses &quot;poderes&quot; crist&atilde;os que estavam a causar toda aquela situa&ccedil;&atilde;o.
Sentimos uma crescente intoler&acirc;ncia. Mas tamb&eacute;m &eacute; verdade que n&atilde;o vem da parte do governo. Os grupos radicais mu&ccedil;ulmanos s&atilde;o contra o governo, pois pretendem um estado isl&acirc;mico, e o Paquist&atilde;o &eacute; uma democracia, o que n&atilde;o &eacute; um problema para a maioria dos mu&ccedil;ulmanos no pa&iacute;s. Mas para esta forma particular do Isl&atilde;o isto &eacute; um problema. Eles lembram-se dos dias antigos do Califado e reclamam um novo Estado. O problema, portanto, n&atilde;o &eacute; entre o Isl&atilde;o e o Cristianismo, mas entre esta forma radical e fan&aacute;tica do Isl&atilde;o que se quer estabelecer e os crist&atilde;os, o governo e todos os outros mu&ccedil;ulmanos que n&atilde;o concordam com eles.

Sente que o governo &eacute; portanto sens&iacute;vel &agrave; liberdade religiosa?
A nossa Constitui&ccedil;&atilde;o diz que somos livres de praticar a nossa f&eacute;. E a verdade &eacute; que somos livres de professar a nossa f&eacute;, temos igrejas, escolas, e crist&atilde;os, mu&ccedil;ulmanos e hindus vivem e trabalham juntos. Todos os nossos servi&ccedil;os &ndash; educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, ajuda aos deficientes, ajuda aos toxicodependentes &ndash; est&atilde;o abertos a todos, at&eacute; porque a maior parte das pessoas s&atilde;o mu&ccedil;ulmanas.

E todos trabalham em conjunto?
Sim, todos juntos.

Ent&atilde;o o problema est&aacute; na interpreta&ccedil;&atilde;o do Isl&atilde;o que alguns fazem?
Este novo tipo de milit&acirc;ncia do Isl&atilde;o, que acredita no uso da for&ccedil;a para mudar o regime, na jiad, nos bombistas suicidas, algo que o Isl&atilde;o condena, porque tal como o Cristianismo n&atilde;o aprova o suic&iacute;dio. Eles est&atilde;o a usar estes m&eacute;todos e justificam com a defesa da sua religi&atilde;o, o que &eacute; errado.

A interven&ccedil;&atilde;o de pa&iacute;ses estrangeiros nestes conflitos &eacute; uma realidade no Paquist&atilde;o?
A interven&ccedil;&atilde;o existe e, n&atilde;o sendo a causa do problema, est&aacute; a agrav&aacute;-lo com as ajudas que chegam de fora para estes grupos. N&oacute;s tivemos o problema do combate ao comunismo, que trouxe muitos talibans para lutar nas nossas fronteiras, e que, com o fim do conflito, a retirada dos sovi&eacute;ticos e a chegadas das tropas da NATO iniciaram um novo conflito e vieram para o Paquist&atilde;o. O governo aprovou a vinda destes soldados, mas isto depois virou-se contra n&oacute;s, por causa da sua vis&atilde;o do Isl&atilde;o.

&Eacute; f&aacute;cil perceber qual &eacute; a verdadeira face do Isl&atilde;o?
O Isl&atilde;o n&atilde;o &eacute; como a Igreja Cat&oacute;lica, n&atilde;o tem uma autoridade central como n&oacute;s. Tem diferentes escolas de pensamentos, diferentes seitas. Portanto, n&atilde;o h&aacute; ningu&eacute;m que possa dizer &quot;esta forma de Isl&atilde;o n&atilde;o est&aacute; correta&quot;. Eu posso ter 50 im&atilde;s a concordar com uma coisa e 500 do outro lado a concordar com outra, e nenhum est&aacute; errado. H&aacute; alguns centros com autoridade, como a Universidade Al-Azhar, no Cairo, mas o Isl&atilde;o n&atilde;o tem essa centralidade.

Mas sem esse controlo ou centralidade, como &eacute; poss&iacute;vel acabar com isto?
N&atilde;o &eacute; uma pergunta f&aacute;cil de responder. Quando vimos, no Paquist&atilde;o, que os grupos extremistas estavam a amea&ccedil;ar o governo, eles lan&ccedil;aram uma ofensiva com 30 mil soldados para acabar com estes soldados que vivem nas montanhas e fazem as suas bombas caseiras em pequenas oficinas locais. Foi uma investida que est&aacute; em andamento e conseguiu alguns resultados, mas como eles est&atilde;o escondidos nas montanhas &eacute; dif&iacute;cil... mas o governo tomou a&ccedil;&otilde;es contra eles, e uma a&ccedil;&atilde;o forte.

Aquando dos atentados em Lahore, o Papa disse que estes eram crimes que o mundo estava a esconder... concorda?
Bom, nem tanto. Quando falamos em liberdade religiosa, n&oacute;s temos essa liberdade, apesar de tudo. Temos liberdade para fazer ouvir a nossa voz, de protestar. Em todas as grandes cidades do Paquist&atilde;o, os crist&atilde;os sa&iacute;ram para protestar contra esses atentados, e muitos mu&ccedil;ulmanos solidarizaram-se connosco. A imprensa local e nacional deu cobertura. Muitos mu&ccedil;ulmanos sa&iacute;ram &agrave; rua connosco e em Karachi at&eacute; uma associa&ccedil;&atilde;o de advogados escreveu uma carta a condenar estes ataques, e muitas organiza&ccedil;&otilde;es de direitos humanos o fizeram.

Im&atilde;s tamb&eacute;m?
Um grande n&uacute;mero de im&atilde;s disseram &quot;o Isl&atilde;o n&atilde;o nos ensina a atacar locais de culto quando as pessoas est&atilde;o a rezar&quot;.



Estes ataques minam a f&eacute; dos crist&atilde;os?
Nada, e posso dar um exemplo. A primeira experi&ecirc;ncia de termos uma igreja a ser atacada foi em 2001, depois do 11 de setembro e dos EUA terem come&ccedil;ado a bombardear o Afeganist&atilde;o. Foi em outubro que come&ccedil;&aacute;mos a receber refugiados e come&ccedil;ou uma sensa&ccedil;&atilde;o de raiva para com os Estados Unidos e, por associa&ccedil;&atilde;o, como j&aacute; expliquei acima, para com os crist&atilde;os. E foi assim que, numa manh&atilde; de domingo, duas pessoas entraram numa igreja protestante e mataram 14 pessoas e feriram muitas. Essa foi a nossa primeira experi&ecirc;ncia, n&atilde;o t&iacute;nhamos seguran&ccedil;as nem nada, porque ningu&eacute;m previa isto.
Depois disto, e quando est&aacute;vamos na altura do Natal, question&aacute;mo-nos se dever&iacute;amos fazer a Missa do Galo, por causa da seguran&ccedil;a. Muita gente na rua, &agrave; noite, eram alvos f&aacute;ceis. N&atilde;o decidimos nada, mas quando as pessoas souberam que est&aacute;vamos a ponderar isso, algumas pessoas vieram ter connosco a perguntar o porqu&ecirc; de cancelarmos a missa. Eu expliquei-lhes que est&aacute;vamos a ponderar isso por causa da sua seguran&ccedil;a, mas eles responderam: &quot;sr. Bispo, se os terroristas nos quiserem matar, preferimos morrer na igreja do que em casa&quot;, e muitas pessoas vieram &agrave; celebra&ccedil;&atilde;o.

Esse &eacute; um grande exemplo para todos os que vivem sossegados e at&eacute; se esquecem da sua f&eacute;...
A f&eacute; mostra-se mais forte quando &eacute; testada, e n&oacute;s vivemos tempos em que estamos a ser constantemente desafiados pela nossa f&eacute;.

&nbsp;




Entevista e Fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Tue, 23 Jun 2015 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Travar «êxodo de África para a Europa»</title>
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<description><![CDATA[

A quantidade de imigrantes que tem chegado &agrave;s costas da Europa est&aacute; a preocupar o Secret&aacute;rio de Estado das Comunidades Portuguesas, Jos&eacute; Ces&aacute;rio. Em entrevista &agrave; Fam&iacute;lia Crist&atilde;, o governante afirma que &eacute; preciso p&ocirc;r um trav&atilde;o no &laquo;&ecirc;xodo de &Aacute;frica para a Europa&raquo;, sem descurar os &laquo;problemas humanit&aacute;rios graves&raquo; que se vivem l&aacute;, porque a Europa &laquo;n&atilde;o pode&raquo; receber tantos refugiados. &laquo;&Eacute; uma loucura pensar que a Europa vai receber milh&otilde;es de refugiados, n&atilde;o vai&raquo;, defende Jos&eacute; Ces&aacute;rio. &laquo;Por mais solid&aacute;rios que sejamos, n&atilde;o h&aacute; condi&ccedil;&otilde;es para isso&raquo;, acrescenta, pelo que, na sua opini&atilde;o, as fronteiras dever&atilde;o permanecer encerradas.

A resposta est&aacute;, no entender do secret&aacute;rio de estado, no trabalho que as Organiza&ccedil;&otilde;es N&atilde;o-Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD) fazem nos pa&iacute;ses de onde saem estes imigrantes. &laquo;As a&ccedil;&otilde;es de coopera&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m de ser a&ccedil;&otilde;es que se destinem a promover desenvolvimento em pa&iacute;ses que precisam desse desenvolvimento&raquo;, coisa que, diz, atualmente, n&atilde;o sucede. &laquo;Fizemos coisas interessantes at&eacute; hoje, mas desperdi&ccedil;ou-se muito dinheiro&raquo;, lamenta, afirmando que &laquo;temos de ser mais exigentes e realistas&raquo;. &laquo;A coopera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode servir para satisfazer apenas as ONGD europeias, tem de haver desenvolvimento real&raquo;, sustenta.

O papel destas ONGD passaria, portanto, por criar condi&ccedil;&otilde;es nos pa&iacute;ses em desenvolvimento para que os seus habitantes n&atilde;o necessitem de sair do pa&iacute;s para procurar melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida. &laquo;Para estes dramas, que s&atilde;o globais e n&atilde;o se vivem apenas em &Aacute;frica, s&oacute; vejo mesmo a solu&ccedil;&atilde;o de tentar que haja condi&ccedil;&otilde;es nesses pa&iacute;ses ou em pa&iacute;ses vizinhos para que as pessoas tenham n&iacute;veis de desenvolvimento grandes e possam fixar-se l&aacute;&raquo;, diz Jos&eacute; Ces&aacute;rio, distinguindo os cen&aacute;rios de pa&iacute;ses pobres e de pa&iacute;ses em guerra.

&laquo;Quando h&aacute; guerra, h&aacute; guerra, e a guerra traz situa&ccedil;&otilde;es excecionais. Aquilo que vivemos, por exemplo, na S&iacute;ria, &eacute; um conflito alargado, complexo e delicado, que vai continuar a provocar muitos refugiados&raquo;, avisa, alertando para as &laquo;obriga&ccedil;&otilde;es&raquo; que a comunidade internacional tem para ajudar na resolu&ccedil;&atilde;o do conflito. &laquo;A comunidade regional &agrave; volta tem obriga&ccedil;&otilde;es de acolhimento daqueles refugiados, n&atilde;o &eacute; apenas a comunidade europeia. H&aacute; pa&iacute;ses chave com os quais temos de aumentar a coopera&ccedil;&atilde;o, como &eacute; o caso da Turquia&raquo;, defende o pol&iacute;tico.

O risco de &laquo;radicalismos&raquo; na popula&ccedil;&atilde;o europeia
A preocupa&ccedil;&atilde;o com a situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o est&aacute; relacionada apenas com os refugiados, mas com o perigo que este &laquo;&ecirc;xodo&raquo; representa para a Uni&atilde;o Europeia (UE). &laquo;A UE foi criada para resolver os seus problemas econ&oacute;micos, de aproxima&ccedil;&atilde;o entre os povos, de criar paz... e para permitir que houvesse uma circula&ccedil;&atilde;o normal de mercadorias, empresas, capitais e pessoas. Evidentemente que essa circula&ccedil;&atilde;o pode ser parcialmente posta em causa se houver essa entrada massiva, e &eacute; preciso lidar com estas situa&ccedil;&otilde;es de forma delicada&raquo;, diz Jos&eacute; Ces&aacute;rio.

N&atilde;o o fazer &eacute; abrir as portas &agrave; discrimina&ccedil;&atilde;o e ao radicalismo. &laquo;Temos de evitar que o cidad&atilde;o europeu se sinta prejudicado pela entrada de outros cidad&atilde;os, e tem de se ter muito bom senso para evitar a entrada em cena de radicalismos&raquo;, avisa.

Por isso, vai dizendo que &eacute; &laquo;necess&aacute;rios estabilizar a situa&ccedil;&atilde;o na L&iacute;bia, onde &laquo;existem corredores de passagem&raquo; para estas pessoas em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; Europa que s&atilde;o &laquo;aproveitados pelos gangues internacionais de tr&aacute;fico de pessoas, que ganham milhares de milh&otilde;es de d&oacute;lares com este fluxo&raquo;.
&nbsp;
Texto e Fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Fri, 05 Jun 2015 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>As crianças e o divórcio: Uma ou duas casas?</title>
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<description><![CDATA[Os estilha&ccedil;os de um projeto de vida interrompido por um div&oacute;rcio s&atilde;o dif&iacute;ceis de apanhar e de colar. Entre os cacos dele e dela permanecem os filhos dos dois. Como reorganizar os tempos e espa&ccedil;os dos filhos que deixaram de ser vividos em comum pelos pais?


A falta de di&aacute;logo, o desejo de se sentirem &ldquo;vingados&rdquo;, a sensa&ccedil;&atilde;o de perda que leva os pais a reivindicar os filhos como compensa&ccedil;&atilde;o pela dor que lhes foi infligida, s&atilde;o exemplos de &ldquo;bot&otilde;es&rdquo; que podem desligar alguns (n&atilde;o todos) pais das suas fun&ccedil;&otilde;es. O facto de deixar de haver um espa&ccedil;o comum a todos obriga a novas din&acirc;micas e a uma articula&ccedil;&atilde;o entre pai e m&atilde;e. Um processo nem sempre f&aacute;cil quando a m&aacute;goa serve de cola a um cora&ccedil;&atilde;o partido.

A regula&ccedil;&atilde;o das responsabilidades parentais cabe aos tribunais, tendo como princ&iacute;pio fundamental o superior interesse da crian&ccedil;a. A Lei 61/2008 expressa, no artigo 1906&ordm;, sobre o exerc&iacute;cio das responsabilidades parentais em caso de div&oacute;rcio, que &laquo;as responsabilidades parentais [&hellip;] s&atilde;o exercidas em comum por ambos os progenitores [&hellip;]&raquo;, exceto &laquo;quando o exerc&iacute;cio em comum das responsabilidades parentais relativas &agrave;s quest&otilde;es de particular import&acirc;ncia para a vida do filho for julgado contr&aacute;rio aos interesses deste&raquo;. Fica determinado ainda que o &laquo;tribunal decidir&aacute; sempre de harmonia com o interesse do menor, incluindo o de manter uma rela&ccedil;&atilde;o de grande proximidade com os dois progenitores, promovendo e aceitando acordos ou tomando decis&otilde;es que favore&ccedil;am amplas oportunidades de contacto com ambos e de partilha de responsabilidades entre eles.&raquo;

A regula&ccedil;&atilde;o das responsabilidades parentais pode assentar, em tra&ccedil;os gerais, num regime de resid&ecirc;ncia &uacute;nica, em que a crian&ccedil;a est&aacute; a maior parte do tempo com um dos pais e o outro det&eacute;m o direito de visita, numa guarda partilhada de resid&ecirc;ncia alternada (que a lei n&atilde;o expressa, mas tamb&eacute;m n&atilde;o pro&iacute;be), em que os pais ficam com responsabilidades conjuntas e tempo distribu&iacute;do entre a casa dos dois, o que &eacute; diferente de uma guarda alternada, em que os pais t&ecirc;m tempos semelhantes mas em que exercem uma responsabilidade exclusiva no per&iacute;odo em que o filho est&aacute; com eles.

O regime predominante &eacute; o de resid&ecirc;ncia &uacute;nica com um progenitor, geralmente a m&atilde;e, e direitos de visita por parte do pai. Gradualmente, a atribui&ccedil;&atilde;o de guardas partilhadas com resid&ecirc;ncia alternada come&ccedil;a a ganhar algum espa&ccedil;o. S&iacute;lvia Lopes, advogada, diz que a experi&ecirc;ncia que tem aponta ainda para uma larga maioria de guardas atribu&iacute;das &agrave; m&atilde;e, n&atilde;o s&oacute; porque normalmente os pais n&atilde;o se entendem, mas tamb&eacute;m porque mesmo entendendo-se &laquo;ainda n&atilde;o veem a guarda partilhada como um regime a adotar. T&ecirc;m mais aquela ideia, a m&atilde;e est&aacute; mais habituada a ficar com as crian&ccedil;as.&raquo; Por outro lado, relativamente &agrave;s decis&otilde;es de tribunal, a advogada refere que os ju&iacute;zes ainda aplicam, na maioria dos casos, a guarda de resid&ecirc;ncia &uacute;nica, atribu&iacute;da &agrave; m&atilde;e.

Viver em duas casas
Quando os ju&iacute;zes determinam uma guarda partilhada de resid&ecirc;ncia alternada, a mais comum &eacute; a de uma semana, mas podem ser determinadas outras periodicidades, conforme a situa&ccedil;&atilde;o, esclarece S&iacute;lvia Lopes.
Haver&aacute; um modelo &uacute;nico e acertado de guarda que sirva a todas as crian&ccedil;as e a todos os div&oacute;rcios?

&laquo;Qualquer regime serve quando os pais se d&atilde;o bem; quando os pais se d&atilde;o mal, qualquer regime &eacute; mau&raquo;, explica o juiz de Tribunal de Fam&iacute;lia Joaquim Silva, esclarecendo, no entanto, que da sua perspetiva, e na maior parte dos casos, &eacute; a guarda partilhada com resid&ecirc;ncia alternada a que melhor defende o superior interesse da crian&ccedil;a.

Ana Dur&atilde;o, psic&oacute;loga cl&iacute;nica, corrobora alguns dos argumentos a favor das guardas partilhadas com resid&ecirc;ncia alternada, mas chama a aten&ccedil;&atilde;o para o facto de n&atilde;o ser poss&iacute;vel afirmar sem reservas que &laquo;&eacute; o melhor&raquo;. Em consult&oacute;rio, a psic&oacute;loga tem casos em que este se revela perfeitamente adequado e outros em que n&atilde;o tem d&uacute;vidas de que n&atilde;o funciona.

Clara Sottomayor, ju&iacute;za conselheira do Tribunal da Rela&ccedil;&atilde;o de Lisboa, com uma posi&ccedil;&atilde;o mais cr&iacute;tica relativamente a este tipo de regime, considera, na sua obra Temas de Direitos das Crian&ccedil;as que &laquo;o modelo de guarda conjunta f&iacute;sica ou partilhada (ou resid&ecirc;ncia alternada) deve ser limitado &agrave;s fam&iacute;lias sem conflitos e com capacidade de coopera&ccedil;&atilde;o elevada entre os pais e que acorda, de forma livre e ponderada, na sua ado&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o&raquo;.
Na aus&ecirc;ncia de conflito, a autora reconhece que a resid&ecirc;ncia alternada pode &laquo;funcionar como uma dupla fonte de afetos&raquo;. Contudo, Clara Sottomayor defende que este modelo n&atilde;o deve ser aplicado &laquo;em casos de conflito parental elevado&raquo;, quando &laquo;h&aacute; ind&iacute;cios de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica e de abuso sexual&raquo;, em &laquo;crian&ccedil;as com menos de quatro anos&raquo; ou em &laquo;crian&ccedil;as entre os quatro e os dez anos, se existir conflito entre os pais&raquo;.


&laquo;J&aacute; &quot;roubei&quot; muito bom pai e muitas crian&ccedil;as&raquo;
Estes mesmos argumentos foram usados, em tempos, pelo juiz Joaquim Silva. Porque mudou? Pelas crian&ccedil;as. Este magistrado tem por h&aacute;bito ouvi-las. E foi pela boca das pr&oacute;prias que constatou que estavam mais equilibradas e felizes as que conviviam com os dois progenitores em regime de guarda partilhada com resid&ecirc;ncia alternada.
Colocando-se e &agrave;s suas convic&ccedil;&otilde;es em causa, resolveu arriscar uma mudan&ccedil;a, ao mesmo tempo que procurou obter conhecimentos de psicologia.
E chegou a uma conclus&atilde;o. &laquo;J&aacute; &ldquo;roubei&rdquo; muito bom pai a muita crian&ccedil;a. Por desconhecimento. Hoje &eacute; imposs&iacute;vel&raquo;, assegura este juiz, que durante muitos anos rejeitou o regime da guarda partilhada com resid&ecirc;ncia alternada, mesmo por acordo.

&laquo;Nas resid&ecirc;ncias &uacute;nicas temos uma perda de vincula&ccedil;&atilde;o ao que n&atilde;o reside com a crian&ccedil;a que, por for&ccedil;a das dificuldades de rela&ccedil;&atilde;o que t&ecirc;m com os pais ou m&atilde;es, acabam por ir abandonando os filhos.&raquo;
Joaquim Silva reconhece que quando os pais se d&atilde;o bem h&aacute; casos de resid&ecirc;ncia &uacute;nica que funcionam e n&atilde;o penalizam a crian&ccedil;a, mas ainda assim prefere uma guarda partilhada com resid&ecirc;ncia alternada, porque &eacute; a que garante uma distribui&ccedil;&atilde;o equitativa do tempo, fator de constru&ccedil;&atilde;o de uma vincula&ccedil;&atilde;o segura a ambos os pais. &laquo;Para a vincula&ccedil;&atilde;o tem de haver abra&ccedil;o, tem de haver presen&ccedil;a&raquo;, defende.
A presen&ccedil;a de e o conv&iacute;vio com pai e m&atilde;e, por si s&oacute; n&atilde;o &eacute;, na opini&atilde;o de Ana Dur&atilde;o, garantia da sua qualidade de cuidadores, nem impede que ocorra abandono e aliena&ccedil;&atilde;o parental, j&aacute; que estes podem acontecer mesmo com a guarda entregue a ambos os pais.

De entre os pr&oacute;s e contras de ambos os modelos caber&aacute; aos ju&iacute;zes e aos pais encontrar a solu&ccedil;&atilde;o mais pr&oacute;xima do ideal que proteja os p&eacute;s das crian&ccedil;as de terem de caminhar, descal&ccedil;os, sobre vidros partidos.
&nbsp;

Texto: Rita Bruno
Imagem: ISTOCK
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<pubDate>Wed, 01 Apr 2015 00:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Ser pai: Ajudar a construir um ser</title>
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<description><![CDATA[N&atilde;o se conheciam at&eacute; ao dia em que se encontraram para falar da experi&ecirc;ncia que &eacute; ser pai, e ainda antes de come&ccedil;armos a nossa conversa, o &ldquo;pai-av&ocirc;&rdquo; presente alertou-nos que n&atilde;o estava ali para ensinar nada a ningu&eacute;m, estava apenas para ser comunh&atilde;o. Porque isto de ser pai &eacute; uma aprendizagem constante.
&nbsp;

&laquo;Ai de mim se eu n&atilde;o tiver essa capacidade e &eacute; isso que pe&ccedil;o todos os dias a Deus, que me d&ecirc; a capacidade de aprender. Ainda estou a crescer&raquo;, diz-nos com o seu sorriso de av&ocirc;.
Responde pelo nome Armando Dil&atilde;o. &Eacute; di&aacute;cono h&aacute; 24 anos. &laquo;Tenho uma filha que vai fazer 49 anos, tenho outra com 40 anos, tenho 3 netas, uma com 23 anos, outra com 21 anos e tenho a Maria que vai fazer 3 anos daqui a meses.&raquo;

O seu companheiro de testemunho iniciou h&aacute; menos tempo a sua caminhada de pai e tem ainda muito presente o seu papel de filho. &Oacute;scar Daniel &eacute; locutor de r&aacute;dio, est&aacute; atualmente num programa da manh&atilde; e &eacute; pai de uma crian&ccedil;a com quase 3 anos.

&Oacute;scar e Armando concordam que o perfil de pai se tem vindo a alterar, porque as mudan&ccedil;as na sociedade assim o exigem. &Eacute; por isso que ambos consideram ser t&atilde;o importante estar atento &agrave;s mudan&ccedil;as e saber escutar.
Consideram que, gradualmente, o pai tem ganhado um espa&ccedil;o na vida dos filhos que n&atilde;o existia h&aacute; anos. E tem sido poss&iacute;vel experimentar essas altera&ccedil;&otilde;es nas pr&oacute;prias experi&ecirc;ncias de pai e de av&ocirc;.

Embora tenha tido um pai pr&oacute;ximo, o que lhe abriu caminho para ser o pai que &eacute; para o seu filho, &Oacute;scar concorda que duas das principais mudan&ccedil;as no perfil de pai foram a de pai austero para um pai pr&oacute;ximo, a de um pai passivo para um pai ativo, a de que um pai que n&atilde;o chora para um que o faz, como diz a m&uacute;sica, &laquo;quando assim tem de ser&raquo;.
&nbsp;


&laquo;Nunca saboreei cumplicidade com a minha filha&raquo;
A presen&ccedil;a do di&aacute;cono na sala atesta a teoria deste pai dos tempos modernos. &laquo;Eu estava a ouvir o &Oacute;scar e estava a fazer um regresso &agrave;s minhas origens, &agrave; minha inf&acirc;ncia. N&atilde;o tive um pai austero, contudo, tinha a m&atilde;e em casa permanentemente. E reparem uma coisa, eu, como pai, tamb&eacute;m tive a minha mulher em casa, visto que a minha mulher s&oacute; foi trabalhar quando a nossa filha mais nova foi para a escola&raquo; confirma Armando Dil&atilde;o.

Embora tamb&eacute;m n&atilde;o considere que tenha sido um pai austero, o pai-av&ocirc; presente reconhece que a rela&ccedil;&atilde;o que estabeleceu com as suas filhas n&atilde;o &eacute; igual &agrave; dos pais de hoje, mas ao inv&eacute;s de lamentar os seus tempos, que n&atilde;o lamenta, o di&aacute;cono aprende a saborear os tempos dos outros e fica &laquo;encantado&raquo; com a viv&ecirc;ncia dos pais modernos. &laquo;Estou a fazer um aprendizado muito belo com o meu genro, pela forma como ele trata a filha. A cumplicidade que h&aacute; entre o pai e a filha, coisa que eu nunca saboreei! Mas que estou a saborear agora.&raquo;

Em jeito de brincadeira, e por compara&ccedil;&atilde;o ao genro, recorda a sua falta de experi&ecirc;ncia na &aacute;rea de cuidados de higiene infantil. &laquo;Eu que nunca mudei uma fralda a uma filha, eu que nunca mudei uma fralda. E quando a minha neta um dia queria que eu lhe mudasse a fralda n&atilde;o calculam a hist&oacute;ria que eu arranjei para fugir a esse pormenor.&raquo;


Ser pai tamb&eacute;m &eacute; mudar fraldas
&Oacute;scar j&aacute; mudou centenas de fraldas, aprendeu a cozinhar e sabe que em pormenores t&atilde;o pequenos como estes est&atilde;o espelhadas as altera&ccedil;&otilde;es no perfil do pai. &laquo;Creio que hoje, tanto a m&atilde;e como o pai t&ecirc;m uma abertura maior no sentido de se relacionar com os filhos sem termos aquela ideia j&aacute; formada de que h&aacute; assuntos que s&oacute; a m&atilde;e &eacute; que vai tratar e outros assuntos que s&oacute; o pai &eacute; que vai tratar. H&aacute; obviamente pap&eacute;is distintos, da m&atilde;e e do pai, isso sem d&uacute;vida&raquo;, defende.

Poder-se-ia dizer que com um papel mais ativo, maior proximidade com os filhos, maior cumplicidade e partilha entre pais e filhos e pai e m&atilde;e, fosse mais f&aacute;cil ser pai hoje do que antigamente. Estes dois pais consideram que n&atilde;o se pode afirmar isso. O que h&aacute; &eacute; desafios e preocupa&ccedil;&otilde;es diferentes e tamb&eacute;m uma prepara&ccedil;&atilde;o diferente.

&laquo;Deus d&aacute; a roupa consoante o frio. Creio que v&oacute;s estais a viver o vosso tempo e estais preparados para viver o vosso tempo. E a n&oacute;s resta-nos a consola&ccedil;&atilde;o de tudo aquilo que vos transmitimos, quer de bom, quer de mau. Mas isso &eacute; que &eacute; o grande valor, &eacute; n&oacute;s darmos a capacidade aos nossos filhos de fazerem uma op&ccedil;&atilde;o e de dentro dos v&aacute;rios patamares et&aacute;rios eles saberem assumir as responsabilidades&raquo;, acredita Armando Dil&atilde;o.

O di&aacute;cono reconhece que os desafios eram diferentes e nada tinham a ver com os dias de hoje. As coisas corriam com muito mais serenidade, n&atilde;o havia tantas e t&atilde;o fortes interpela&ccedil;&otilde;es como h&aacute; hoje. H&aacute; 30 anos n&atilde;o t&iacute;nhamos um telem&oacute;vel.&raquo;

&Oacute;scar tamb&eacute;m entende que desafios diferentes n&atilde;o significam uma vida mais ou menos facilitada, at&eacute; porque a responsabilidade &eacute; sempre a mesma. &laquo;Creio que os desafios s&atilde;o diferentes, mas esta responsabilidade de amar, educar, e este amor de pai e m&atilde;e &eacute; de facto um amor muito evang&eacute;lico, porque &eacute; de facto um amor incondicional. Ter esta capacidade de amar como um pai e uma m&atilde;e amam, creio que est&aacute; presente em todas as gera&ccedil;&otilde;es.&raquo;

&laquo;Os filhos s&atilde;o de Deus&raquo;
O maior desafio de todos, acredita, &eacute; transversal a todas as gera&ccedil;&otilde;es. &laquo;Os nossos filhos s&atilde;o antes de mais filhos de Deus e Ele confiar-nos um filho d&rsquo;Ele para n&oacute;s o criarmos &eacute; um gesto de amor tremendo. E &eacute; uma responsabilidade muito grande tamb&eacute;m&raquo;, constata, acrescentando que o assumir dessa educa&ccedil;&atilde;o e dessa constru&ccedil;&atilde;o de um ser humano &eacute; a maneira &laquo;de nos realizarmos a nos pr&oacute;prios&raquo;.

O caminho, esse, &eacute; o do amor. &laquo;Acho que muito daquilo que n&oacute;s somos &eacute; constru&iacute;do em casa e aquilo que &eacute; constru&iacute;do em casa vai-nos suster ao longo de toda a vida. O que eu julgo, que eu e a minha mulher tentamos &eacute; que o nosso filho perceba que tudo se constr&oacute;i com base no amor, porque se ele levar isto pela vida, seguramente, por mais que veja deserto, h&aacute; de encontrar sempre algo de muito bom&raquo;, acredita &Oacute;scar.

Na miss&atilde;o de construir seres humanos, o di&aacute;cono Armando Dil&atilde;o oferece a experi&ecirc;ncia dos av&oacute;s. &laquo;Os av&oacute;s n&atilde;o t&ecirc;m reforma. Podemos ser aposentados de vidas profissionais, mas como av&oacute;s n&oacute;s somos o garante nos tempos de hoje, na vossa aus&ecirc;ncia, nos vossos trabalhos, nas vossas obriga&ccedil;&otilde;es, nas vossas responsabilidades, n&oacute;s temos de estar ali firmes. Se n&oacute;s real&ccedil;armos esta realidade da fam&iacute;lia, estamos a ajudar a transformar o mundo. Estamos a pensar em todos os outros que constituem a grande fam&iacute;lia de que Deus nos deu a alegria de fazer parte.&raquo;
&nbsp;

Texto: Rita Bruno
Fotos: Ricardo Perna
]]></description>
<pubDate>Thu, 19 Mar 2015 00:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Jesus aos olhos dos mais novos</title>
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<description><![CDATA[Na sala do primeiro catecismo (crian&ccedil;as de seis/sete anos) da par&oacute;quia da Charneca da Caparica, com cerca de um m&ecirc;s de catequese decorrido, as crian&ccedil;as v&atilde;o aprendendo a conhecer Jesus. Com mais ou menos timidez v&atilde;o dizendo quem acham e como acham que &eacute; Jesus. E surgem v&aacute;rias descri&ccedil;&otilde;es, mesmo para aqueles que ainda n&atilde;o conseguem explicar muito bem quem &eacute; Jesus. Ficam duas ideias principais: a amizade e a ajuda.

Para a Sara, Jesus &eacute; &laquo;um anjo&raquo;. E a explica&ccedil;&atilde;o &eacute; simples: &laquo;Porque gosta muito das outras pessoas.&raquo;

Para o Bernardo, a resposta surge r&aacute;pida e segura: &laquo;&Eacute; o filho de Deus.&raquo; E, com uma resposta semelhante, a Carolina diz-nos que &laquo;Jesus &eacute; [o pr&oacute;prio] Deus&raquo;. Na mesma linha, mas num esp&iacute;rito mais &quot;filial&quot;, o Martim responde que Jesus &eacute; &laquo;o Pai Nosso&raquo;.

Para a Ana Patr&iacute;cia, a Maria Leonor e a Rita, os olhos com que veem Jesus s&atilde;o os de quem olha para o c&eacute;u. Diz a Ana Patr&iacute;cia que Jesus &laquo;&eacute; um senhor que est&aacute; no c&eacute;u e j&aacute; morreu&raquo;. Para a Maria Leonor &laquo;&eacute; uma pessoa que vive no c&eacute;u e nos ajuda muito&raquo; e para a Rita &laquo;&eacute; um senhor que j&aacute; morreu e ajuda as pessoas&raquo;.

A Margarida, a Catarina e o Frederico veem-n&#39;O com os olhos de quem recebe algo de Jesus, amizade ou ajuda. Para a Margarida, Jesus &laquo;&eacute; nosso amigo&raquo;, para a Catarina &laquo;&eacute; uma pessoa que gosta muito de n&oacute;s&raquo; e para o Frederico &eacute; o &laquo;nosso amigo. Ajuda-nos.&raquo;

J&aacute; sobre o espa&ccedil;o que Jesus tem no seu dia a dia e se se lembram muitas vezes d&#39;Ele, as respostas s&atilde;o afirmativas no geral, algumas delas com a inoc&ecirc;ncia e sinceridade pr&oacute;prias das crian&ccedil;as.

A Sara diz que pensa no seu anjo &laquo;muitas vezes; todo o dia&raquo; e que se lembra dele h&aacute; muito tempo: &laquo;h&aacute; muitos anos, com cinco anos.&raquo;

O Bernardo come&ccedil;a por dizer-nos que lembrar-se mesmo e pensar em Jesus &eacute; &agrave; &laquo;segunda, ter&ccedil;a, quarta&raquo;. Mas n&atilde;o se pense que &eacute; porque nos outros dias se cansa. Quando lhe pergunt&aacute;mos porque &eacute; que escolhia esses dias, o Bernardo explicou-nos que &eacute; &laquo;porque eu gosto d&#39;Ele&raquo; [Jesus] e, como nos disse, tamb&eacute;m gosta destes dias. Mas, al&eacute;m disso, o Bernardo admite que Ele acaba por estar presente em todos os outros. &laquo;Eu fa&ccedil;o sempre uma ora&ccedil;&atilde;o &agrave; noite.&raquo;

&laquo;Um amigo que est&aacute; no cora&ccedil;&atilde;o&raquo;
O Frederico lembra-se muitas vezes de Jesus, mas admite que n&atilde;o est&aacute; sempre a pensar n&#39;Ele. Tem a sua raz&atilde;o leg&iacute;tima de crian&ccedil;a. &laquo;Tenho visto mais desenhos animados.&raquo;

Para a Rita, Jesus &eacute; sempre lembrado quando ouve falar na morte. &laquo;A minha av&oacute; j&aacute; morreu e sempre que oi&ccedil;o alguma coisa de morte, come&ccedil;o a pensar em Jesus, que mandou os anjos levar a minha av&oacute; para cima.&raquo;

Embora pequenos, quase todos os meninos da sala do primeiro ano nos explicaram que o Natal &eacute; o nascimento de Jesus, para al&eacute;m das prendas e do Pai Natal.

&Agrave; medida que avan&ccedil;amos na idade, as respostas v&atilde;o-se estruturando, h&aacute; ideias que se mant&ecirc;m sobre quem &eacute; Jesus.
Para os meninos do terceiro ano de catequese com quem fal&aacute;mos, Jesus, al&eacute;m de filho de Deus, &eacute; um amigo.

Para a Marta, &laquo;Jesus &eacute; um amigo que est&aacute; no nosso cora&ccedil;&atilde;o, que nos d&aacute; paz e alegria e que nos ensina que devemos ser amigos para todas as pessoas&raquo;. Jesus ocupa uma parte de si, principalmente junto dos mais pr&oacute;ximos, pois &eacute; nessas alturas que mais se lembra d&#39;Ele, &laquo;quando estou com as pessoas que mais gosto&raquo;. Para o Pedro, &laquo;Jesus &eacute; uma pessoa importante, filho de Deus, em quem que devemos todos acreditar&raquo;, e os momentos vividos mais de perto com Ele s&atilde;o os de ora&ccedil;&atilde;o. &laquo;Lembro-me mais &agrave; noite, que &eacute; quando eu rezo&raquo;. Para o Tiago, Jesus &laquo;&eacute; o filho de Deus&raquo; e os momentos em que mais se encontra com Ele s&atilde;o aqueles &laquo;em que estou sozinho&raquo;.



Ter em conta &laquo;o que Jesus ensinou&raquo;
Na catequese do s&eacute;timo ano, encontr&aacute;mos o Mois&eacute;s, a Ana Rita e o David que, com uma caminhada mais longa, nos explicaram que lugar ocupa Jesus nas suas vidas e o que &eacute;, para si, o Natal. Tamb&eacute;m para os mais velhos, a imagem de Jesus permanece uma imagem de ajuda.

A Ana Rita recorre a Jesus e lembra-se d&#39;Ele quando precisa de uma ajuda &laquo;na escola, nos testes&raquo; ou para resolver algum problema familiar.

O Mois&eacute;s est&aacute; numa fase da vida de aproxima&ccedil;&atilde;o a Jesus. &laquo;Agora por acaso tenho passado uma fase da minha vida que preciso da ajuda de Deus, tenho acompanhado mais as missas e percebo que tenho tido uma ajuda extra, ent&atilde;o e no meu entender penso que seja uma ajuda que Ele me est&aacute; a dar.&raquo;

Tamb&eacute;m o David se lembra mais de Jesus quando precisa de uma m&atilde;o que o ajude. &laquo;Lembro-me mais de Jesus quando estou mais triste, mais em baixo e preciso de uma ajuda extra.&raquo;

Para estes tr&ecirc;s adolescentes, o Natal tem um significado indissoci&aacute;vel da fam&iacute;lia.

A Ana Rita diz-nos que acha &laquo;que o principal do Natal &eacute; ser feliz com a fam&iacute;lia e estar unidos para celebrar o nascimento de Jesus e &eacute; isso que eu e a minha fam&iacute;lia fazemos&raquo;.

Para o Mois&eacute;s, o Natal, al&eacute;m de um motivo para estar com a fam&iacute;lia &eacute; uma altura de partilha e aten&ccedil;&atilde;o aos outros.

&laquo;Como o Natal &eacute; fam&iacute;lia, estamos mais juntos, partilhamos. Nessa altura, por acaso tento fazer-me mais feliz porque estou a chegar a uma &eacute;poca de festa e tento ajudar as pessoas, porque estamos a chegar a uma fase de festa em que ningu&eacute;m deve estar triste, ningu&eacute;m deve estar mal.&raquo;

Tamb&eacute;m para o David o Natal &eacute; tempo de &laquo;estar com a minha fam&iacute;lia, com os que eu mais gosto&raquo; e uma boa altura para ter em conta aquilo que Jesus &laquo;nos ensinou&raquo;.

Reportagem: Rita Bruno
&nbsp;

Artigo publicado em 2013
]]></description>
<pubDate>Wed, 18 Dec 2013 09:00:00 +0000</pubDate>
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<title>Prevenir acidentes nas férias</title>
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<description><![CDATA[Vale a pena lembrar algumas dicas de seguran&ccedil;a para evitar afogamentos, prevenir quedas, acidentes com produtos t&oacute;xicos e muitos outros que podem estragar as f&eacute;rias das fam&iacute;lias.

&nbsp;


Muitos acidentes acontecem logo no primeiro dia de f&eacute;rias, porque as crian&ccedil;as gostam de fazer o reconhecimento do espa&ccedil;o enquanto os pais desfazem as malas e arrumam as coisas. Por isso &eacute; t&atilde;o importante que, antes da escolha do local onde se vai passar f&eacute;rias, se pe&ccedil;am informa&ccedil;&otilde;es a conhecidos e familiares ou junto da ag&ecirc;ncia de viagens.

H&aacute; casas de f&eacute;rias que n&atilde;o est&atilde;o preparadas para as crian&ccedil;as. Por exemplo, h&aacute; piscinas que n&atilde;o est&atilde;o vedadas e n&atilde;o t&ecirc;m seguran&ccedil;a para os mais pequenos. H&aacute; crian&ccedil;as que se afogam no momento em que descobrem a piscina, um tanque ou um lago no jardim.

Sabemos que a &aacute;gua &eacute; muito atrativa para os mi&uacute;dos. Muito facilmente se debru&ccedil;am para espreitarem ou para apanharem qualquer coisa que caiu &agrave; &aacute;gua: &laquo;Como a cabe&ccedil;a da crian&ccedil;a &eacute; maior e mais pesada do que a do adulto, essa cabe&ccedil;a grande e pesada cria o desequil&iacute;brio e a acrian&ccedil;a cai inesperadamente &agrave; &aacute;gua. Quando os pais d&atilde;o conta, a crian&ccedil;a j&aacute; est&aacute; afogada em paragem cardiorrespirat&oacute;ria&raquo;, alerta Helena Sacadura Botte, secret&aacute;ria-geral da Associa&ccedil;&atilde;o para a Promo&ccedil;&atilde;o da Seguran&ccedil;a Infantil (APSI).

Dicas para evitar afogamentos
. Lembre-se que os afogamentos das crian&ccedil;as mais pequenas podem acontecer numa banheira, numa piscina, num taque, num alguidar de roupa ou num balde para lavar o ch&atilde;o. As crian&ccedil;as mais velhas afogam-se mais facilmente em rios, barragens, albufeiras e mesmo no mar.
. Nas brincadeiras na &aacute;gua (ou perto dela), a crian&ccedil;a que n&atilde;o sabe nadar deve ter bra&ccedil;adeiras. Mantenha a vigil&acirc;ncia pr&oacute;xima e focada.
. Se andar de barco todos devem usar um colete salva-vidas.

Produtos t&oacute;xicos
Numa casa onde habitam crian&ccedil;as, os produtos t&oacute;xicos n&atilde;o devem estar ao alcance da vista nem da m&atilde;o. Em muitas casas de f&eacute;rias que s&atilde;o alugadas pelas fam&iacute;lias, os produtos t&oacute;xicos nem sempre s&atilde;o guardados nos locais mais corretos e ficam ao acesso de qualquer crian&ccedil;a, por exemplo, debaixo do arm&aacute;rio do lava-lou&ccedil;a. H&aacute; ainda produtos para o jardim como herbicidas ou outros para a manuten&ccedil;&atilde;o da piscina que, por vezes, est&atilde;o em arrecada&ccedil;&otilde;es mal fechadas. Tudo o que &eacute; t&oacute;xico deve estar num arm&aacute;rio alto e fechado &agrave; chave, para que a crian&ccedil;a n&atilde;o tenha acesso a esses perigos.





Quedas
As crian&ccedil;as gostam de trepar, saltar muros altos e estreitos, correndo riscos e desafios que podem provocar quedas com consequ&ecirc;ncias nefastas. Na opini&atilde;o da secret&aacute;ria-geral da APSI deveria existir forma&ccedil;&atilde;o na escola em preven&ccedil;&atilde;o de acidentes. Esta aprendizagem, progressiva desde a inf&acirc;ncia, deveria fazer parte da cultura, da maneira de estar de um cidad&atilde;o, para se sensibilizar as crian&ccedil;as para a import&acirc;ncia dos seus comportamentos para a sua seguran&ccedil;a e seguran&ccedil;a dos outros, levando-a a saber tomar conta de si e dos que a rodeiam: &laquo;Temos de preparar as crian&ccedil;as para serem aut&oacute;nomas &ndash; t&ecirc;m de aprender a crescer&raquo;, sublinha Helena Sacadura Botte.

H&aacute; ambientes, quer em casa quer nos locais onde se faz f&eacute;rias, que n&atilde;o est&atilde;o preparados para as crian&ccedil;as: extens&otilde;es e fios el&eacute;tricos espalhados pelo ch&atilde;o e falta de tapetes antiderrapantes podem provocar quedas. Tamb&eacute;m as varandas, terra&ccedil;os e escadas s&atilde;o espa&ccedil;os a que devemos prestar muita aten&ccedil;&atilde;o. No interior da casa ou do hotel verifique o tipo de prote&ccedil;&atilde;o.

Andar de triciclo e bicicleta
Muitas crian&ccedil;as s&atilde;o avessas a ter capacetes enquanto circulam de bicicleta. Se as habituarmos a usarem capacete logo desde o momento em que aprendem a andar de triciclo, posteriormente ser&aacute; mais f&aacute;cil. Esta prote&ccedil;&atilde;o faz toda a diferen&ccedil;a, caso a crian&ccedil;a caia. O capacete evita que a crian&ccedil;a fa&ccedil;a um traumatismo craniano. Da&iacute; pode resultar uma incapacidade permanente ou consequ&ecirc;ncias fatais. Real&ccedil;a-se que o capacete confere uma prote&ccedil;&atilde;o de 75% na preven&ccedil;&atilde;o de traumatismo cranioencef&aacute;lico.
De assinalar ainda que as crian&ccedil;as que s&atilde;o transportadas em cadeirinhas atr&aacute;s ou &agrave; frente na bicicleta dos adultos devem usar tamb&eacute;m capacete.

Dicas para passeios seguros de bicicleta
. Use equipamento e roupa adequados.
. Escolha uma bicicleta apropriada.
. As crian&ccedil;as devem usar cal&ccedil;ado e roupa confort&aacute;veis. A utiliza&ccedil;&atilde;o de joelheiras e cotoveleiras aumenta a seguran&ccedil;a.

Perigo de atropelamento
No ver&atilde;o, crian&ccedil;as e adultos circulam mais na rua. H&aacute; erros que os pais cometem, sem querer, e que podem ser fatais, como caminhar pelo passeio com a crian&ccedil;a do lado de fora. A crian&ccedil;a deve circular sempre do lado de dentro do passeio.

&Eacute; importante referir que quando se caminha na berma de uma estrada sem passeios, se caminha de frente para os carros, para que estes sejam vistos com anteced&ecirc;ncia.

No acesso a garagens, quintas ou outras zonas de estacionamento, &eacute; preciso ter muito cuidado ao fazer sobretudo as manobras de marcha atr&aacute;s. H&aacute; crian&ccedil;as que s&atilde;o atropeladas desta maneira. Quando o adulto faz a manobra de marcha atr&aacute;s, a crian&ccedil;a n&atilde;o fica vis&iacute;vel e pode ser atropelada pelo pai, pela m&atilde;e, pelo av&ocirc; ou por um tio, o que provoca um grande trauma no seio da fam&iacute;lia.

Durante as f&eacute;rias, os av&oacute;s e tios, por exemplo, gostam de proporcionar experi&ecirc;ncias diferentes de divers&atilde;o &agrave;s suas crian&ccedil;as. Andarem empoleiradas em cima de tratores ou de carrinhas de caixa aberta pode causar a queda e o atropelamento dos mais pequenos: &laquo;As pessoas n&atilde;o valorizam este tipo de acidentes&raquo;, lamenta Helena Sacadura Botte.

Outro tipo de acidente que nem sempre &eacute; tido em conta &eacute; o perigo da Moto 4. &laquo;Uma crian&ccedil;a numa Moto 4 corre o risco acrescido de atropelamento ou a queda do ve&iacute;culo em andamento. Lembro que para uma crian&ccedil;a ser transportada de mota, a idade m&iacute;nima &eacute; de 7 anos e obrigat&oacute;ria a utiliza&ccedil;&atilde;o de capacete&raquo;, real&ccedil;a a secret&aacute;ria-geral da APSI.

Festas com fam&iacute;lia e amigos
Nas f&eacute;rias reunimos mais com a fam&iacute;lia e os amigos. Em espa&ccedil;os onde est&aacute; muita gente, em encontros desta natureza, &eacute; frequente haver acidentes, &laquo;porque todos pensam que algu&eacute;m est&aacute; a tomar conta das crian&ccedil;as e, afinal, ningu&eacute;m est&aacute; a tomar conta naquele momento&raquo;, sublinha a t&eacute;cnica de seguran&ccedil;a infantil. Helena Sacadura Botte recorda a import&acirc;ncia de haver um ou mais adultos designados rotativamente para vigiar as crian&ccedil;as por determinado per&iacute;odo de tempo. &laquo;Esse adulto n&atilde;o pode naquele momento fazer mais nada. Ele tem de estar s&oacute; centrado nas crian&ccedil;as&raquo;, frisa a t&eacute;cnica de seguran&ccedil;a infantil.

Texto: S&iacute;lvia J&uacute;lio
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<pubDate>Wed, 17 Jul 2013 09:00:00 +0100</pubDate>
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<title>Cabeça na lua vs coração nas mãos</title>
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<description><![CDATA[A viv&ecirc;ncia do amor e de uma rela&ccedil;&atilde;o amorosa d&aacute;-se desde o nascimento, como nos explica a psic&oacute;loga L&uacute;cia Paulino, da Oficina de Psicologia. &laquo;&Eacute; desde o nascimento que o ser humano inicia a sua caminhada pelos trilhos do amor. O beb&eacute; &quot;namorisca&quot; e seduz os cuidadores, em busca de conforto e seguran&ccedil;a. Esta forma de contacto que envolve a sedu&ccedil;&atilde;o promove ao mesmo tempo o desenrolar das primeiras rela&ccedil;&otilde;es humanas e que muitas vezes servir&atilde;o de modelo para o adolescente e mesmo o adulto se relacionarem amorosamente.&raquo;



Embora possa trazer focos de instabilidade, picos de euforia e de tristeza e emo&ccedil;&otilde;es arrebatadoras, potenciais causadoras de stresse entre pais e filhos, a paix&atilde;o na adolesc&ecirc;ncia &eacute; importante mesmo para o bem-estar dos mais novos. &laquo;A paix&atilde;o por si s&oacute; traz in&uacute;meras sensa&ccedil;&otilde;es de prazer. &Eacute; frequente ver adolescentes a sonhar acordados durante uma aula, perdendo a no&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o e do tempo, comportamentos que estimulam a produ&ccedil;&atilde;o de subst&acirc;ncias no nosso organismo que geram energia. Estas subst&acirc;ncias s&atilde;o tamb&eacute;m respons&aacute;veis por um enorme otimismo e uma express&atilde;o cheia de vida, caracter&iacute;sticas de quem vive uma paix&atilde;o&raquo;, esclarece a psic&oacute;loga.

O amor e o namoro na adolesc&ecirc;ncia constituem uma fase de diversifica&ccedil;&atilde;o dos tipos de amor, at&eacute; aqui vivido em grande parte na rela&ccedil;&atilde;o pais/filhos e de prepara&ccedil;&atilde;o para o amor da idade adulta. &laquo;O desenvolvimento da paix&atilde;o na adolesc&ecirc;ncia cumpre uma fun&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria no desenvolvimento da amizade e na prepara&ccedil;&atilde;o do futuro amor&raquo;, defende L&uacute;cia Paulino.
&Agrave; partida, e n&atilde;o surgindo nenhum sinal de alerta, os pais podem esperar que esta fase seja vivida com a intensidade e volatilidade pr&oacute;prias desta faixa et&aacute;ria. &laquo;O auge do desenvolvimento hormonal vai provocar um v&oacute;rtice de paix&otilde;es que poder&aacute; ter v&aacute;rias dire&ccedil;&otilde;es: algumas em simult&acirc;neo, outras de curta dura&ccedil;&atilde;o, outras ainda de car&aacute;cter imposs&iacute;vel.&raquo;

Embora estas paix&otilde;es imposs&iacute;veis, por &iacute;dolos, por exemplo, sejam comuns, a tend&ecirc;ncia &eacute; que, sendo saud&aacute;veis, elas se v&atilde;o desvanecendo com o avan&ccedil;ar da idade. &laquo;Estas &quot;paixonetas&quot;&raquo;, continua a psic&oacute;loga, &laquo;fazem parte do desenvolvimento emocional do adolescente e s&atilde;o saud&aacute;veis enquanto n&atilde;o atingem comportamentos de risco. Com o desenvolvimento emocional e da pr&oacute;pria maturidade v&atilde;o sendo atribu&iacute;dos diferentes significados &agrave;s paix&otilde;es plat&oacute;nicas. O curar destas paix&otilde;es &eacute; usualmente natural e acompanha o estabelecimento de novas rela&ccedil;&otilde;es sociais e de novos focos de aten&ccedil;&atilde;o e paix&atilde;o.&raquo;

Um trabalho de retaguarda da parte dos pais
O grupo de pares &eacute;, por isso, a principal refer&ecirc;ncia para o nascimento das paix&otilde;es e namoros. &laquo;Para que ocorra uma &quot;fa&iacute;sca&quot; &eacute; necess&aacute;rio haver uma identifica&ccedil;&atilde;o. Esta identifica&ccedil;&atilde;o pode passar por um simples perfume, uma express&atilde;o, um modo de andar, ou por exemplo, como frequentemente acontece com os &iacute;dolos musicais, atrav&eacute;s de uma identifica&ccedil;&atilde;o com a m&uacute;sica. &Eacute; no entanto no grupo de pares que as primeiras paix&otilde;es normalmente acontecem.&raquo;

Os pais n&atilde;o det&ecirc;m todo o tempo dos filhos e n&atilde;o passam as 24 horas do dia por perto. Uma simples proibi&ccedil;&atilde;o de namoro n&atilde;o impedir&aacute; os filhos de encetarem uma rela&ccedil;&atilde;o e poder&aacute; eventualmente ter um efeito contr&aacute;rio. Por isso, aos pais cabe a tarefa de assistir ao crescimento dos filhos e acompanhar as novas formas de amor que eles v&atilde;o conhecendo. Um trabalho de retaguarda, de apoio, n&atilde;o de imposi&ccedil;&atilde;o, proibi&ccedil;&atilde;o e nem de incentivo.

A atitude contr&aacute;ria, de simplesmente n&atilde;o se querer saber ou fingir que se anda de olhos fechados poder&aacute; n&atilde;o funcionar igualmente.

Como em outras &aacute;reas da educa&ccedil;&atilde;o dos filhos, o &quot;meio-termo&quot; parece ser um terreno mais eficaz, com o estabelecimento de regras atrav&eacute;s do di&aacute;logo, da compreens&atilde;o, da abertura, de uma presen&ccedil;a orientadora, que n&atilde;o sendo intrusiva estabele&ccedil;a balizas e possibilite ao adolescente optar pelo caminho mais seguro.

&laquo;A miss&atilde;o dos pais n&atilde;o dever&aacute; passar apenas por permitir estes relacionamentos sem nenhuma orienta&ccedil;&atilde;o, apoio ou controlo. Existem sempre riscos que exigem um trabalho preventivo por parte da fam&iacute;lia e uma orienta&ccedil;&atilde;o em cada situa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica&raquo;, alerta L&uacute;cia Paulino.

Por existirem riscos, &eacute; importante estar atento &agrave; realidade dos filhos, ao seu c&iacute;rculo de amigos, &eacute; importante conhecer o namorado ou namorada, de modo a conseguir observar a din&acirc;mica da rela&ccedil;&atilde;o e perceber se h&aacute; motivo para alarme, mas sempre respeitando o espa&ccedil;o dos adolescentes sobre este assunto. &laquo;Os pais devem procurar conhecer a pessoa com que o filho tem uma rela&ccedil;&atilde;o, bem como frequentemente mostrar o seu interesse pela rela&ccedil;&atilde;o, procurando n&atilde;o ser demasiado intrusivos e respeitando alguma privacidade sobre o assunto. Esta proximidade permitir&aacute; tamb&eacute;m que os pais possam estar mais atentos a sinais de alerta, tendo sempre em mente o respeito pelas op&ccedil;&otilde;es amorosas dos filhos.&raquo;

Sinal de alerta
Segundo L&uacute;cia Paulino, &laquo;ser&aacute; importante que os pais estejam atentos a quaisquer sinais de tristeza profunda, desmotiva&ccedil;&atilde;o para as atividades normais do filho, isolamento e afastamento do grupo de amizades&raquo;. Tamb&eacute;m ser&aacute; de estranhar uma depend&ecirc;ncia excessiva e anormal em rela&ccedil;&atilde;o ao namorado/a.

Havendo sinais de alerta de uma rela&ccedil;&atilde;o pouco saud&aacute;vel ou &quot;abusiva&quot;, &eacute; preciso agir pela via do di&aacute;logo, da compreens&atilde;o e ajudar com as ferramentas para um melhor autoconhecimento e avalia&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o. &laquo;Sendo este um ciclo dif&iacute;cil de interromper, deve no entanto ser parado e a orienta&ccedil;&atilde;o e apoio da fam&iacute;lia torna-se fundamental&raquo;, afian&ccedil;a.

Se os pais sentirem que n&atilde;o conseguem lidar com a situa&ccedil;&atilde;o sozinhos, poder&atilde;o tentar recorrer aos t&eacute;cnicos.

H&aacute; muita coisa em jogo quando se fala do amor na adolesc&ecirc;ncia, e mesmo sendo esta uma fase pela qual todos passamos e em boa parte ultrapassamos, n&atilde;o quer dizer que seja um tema sem import&acirc;ncia. &laquo;Todos os temas suscet&iacute;veis de criar desequil&iacute;brios emocionais e riscos &agrave; integridade f&iacute;sica e psicol&oacute;gica s&atilde;o importantes. &Eacute; um tema que surge por diversas vezes no consult&oacute;rio de psicologia, frequentemente associado a sintomas que desviam a aten&ccedil;&atilde;o da verdadeira causa, mas que com alguma facilidade se consegue identificar a sua origem&raquo;, revela a psic&oacute;loga.

Esperando que a fase das paix&otilde;es dos filhos seja vivida com normalidade, &eacute; importante fazer o trabalho de casa desde que os filhos s&atilde;o pequeninos.

Trabalhar a rela&ccedil;&atilde;o pais/filhos precocemente, ajudar a crescer com seguran&ccedil;a, com confian&ccedil;a, com autoestima, preparar (e preparar-se) para o amor dos adolescentes, pode ajudar a passar por este momento com mais tranquilidade, pode ajudar inclusive a que os pais n&atilde;o se vejam na emin&ecirc;ncia de ficar totalmente exclu&iacute;dos desta fase da vida dos filhos. Como conclui L&uacute;cia Paulino, &laquo;um adolescente autoconfiante e que simultaneamente transmite confian&ccedil;a aos pais, tamb&eacute;m demonstrar&aacute; as suas inseguran&ccedil;as e dificuldades perante os cuidadores para que estes o possam orientar e apoiar&raquo;.

Texto: Rita Bruno
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<pubDate>Tue, 09 Jul 2013 09:00:00 +0100</pubDate>
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