Precisa de ajuda?
Faça aqui a sua pesquisa
Igreja mantém missas, mas adia casamentos e batizados
14.01.2021
A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) decidiu manter a realização de missas comunitárias e de catequese presencial, adiando ou suspendendo outras celebrações como casamentos, crismas e matrimónios. «Tendo em conta as orientações governamentais decretadas para o confinamento que se inicia a 15 de janeiro, continuaremos com as celebrações litúrgicas, nomeadamente a Eucaristia e as Exéquias, segundo as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa de 8 de maio de 2020, emanadas em coordenação com a Direção Geral da Saúde», pode ler-se no comunicado enviado à Família Cristã.

 
Em março, altura do primeiro confinamento, a Igreja antecipou-se ao Estado e determinou a suspensão das celebrações comunitárias, mas desta vez seguiu, conforme indica o comunicado, as indicações do governo e das autoridades de saúde, que incluíram esta atividade como uma das várias exceções criadas neste novo confinamento.
 
Apesar de manter as celebrações comunitárias, a CEP determinou que «outras celebrações, como Batismos, Crismas e Matrimónios, devem ser suspensas ou adiadas para momento mais oportuno, quando a situação sanitária o permitir», assim como todas as outras atividades pastorais que devem ser realizadas por «meios digitais» ou «adiadas».
 
A exceção é a catequese, que se mantém como até aqui, «em regime presencial onde for possível observar as exigências sanitárias», e onde não for, «pode ser por via digital ou cancelada».

«Estamos conscientes da gravíssima situação de pandemia que vivemos neste momento, a exigir de todos nós acrescida responsabilidade e solidariedade no seu combate, contribuindo para superar a crise com todo o empenho», afirmam os bispos no seu comunicado.
 
Em conferência de imprensa, o primeiro-ministro António Costa já tinha confirmado ontem que as celebrações comunitárias se iriam manter. O responsável pelo governo destacou, a respeito das exceções ao confinamento, que «as diferentes confissões já se organizaram» para que as celebrações «possam ocorrer de forma segura e sem perturbações».
 
O diploma que renovou o estado de emergência até 30 de janeiro, proposto pelo presidente da República ao Parlamento português, destaca que os efeitos da declaração não afetam «em caso algum» vários direitos, entre eles «a liberdade de consciência e religião».
 
Arcebispo de Braga pede «gestos concretos» no confinamento
O Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, publicou ontem uma Nota Pastoral em virtude do novo confinamento, pedindo aos fiéis que sejam «exímios cumpridores"+» das medidas estipuladas em Conselho de Ministros. «Consciente das responsabilidades que nos competem convido a que não permitamos sinais de desleixo motivados pelo cansaço ou por nos parecer que as coisas poderiam funcionar de outro modo. Seremos cumpridores escrupulosos de tudo quanto nos é determinado», começa por dizer.
 
D. Jorge Ortiga refere que a pandemia deve «tornar mais forte e consistente» este «sentido de caminhada conjunta». «Nunca poderemos desconsiderar a importância da presença nas nossas relações. Mas o nosso Programa Pastoral também recorda que deveremos percorrer os caminhos digitais para que a comunhão não só não esmoreça mas se solidifique sempre mais», apela.

 
Texto e foto: Ricardo Perna
 

 Estamos conscientes da gravíssima situação de pandemia que vivemos neste momento, a exigir de todos nós acrescida responsabilidade e solidariedade no seu combate, contribuindo para superar a crise com todo o empenho. 

Continuar a ler