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Jesus, o Homem Deus
12.11.2018
A revelação de Deus foi-se fazendo através dos séculos à Humanidade, através do seu povo escolhido, dos profetas e finalmente pelo descendente de David, o Messias, o Homem Jesus de Nazaré.

Deus sempre Se revelou um Deus presente e companheiro do seu Povo, o Emanuel, o Deus connosco.

Na plenitude dos tempos, o Verbo encarnou e habitou no meio de nós; não é Ele o filho de José e Maria, não conhecemos os seus familiares?

Na verdade, Deus encarnou a natureza humana, e Jesus identifica-Se com o mais humilde e excluído dos homens.

O cristão é todo aquele(a) que conhece a Jesus Cristo, crê na sua mensagem, a boa notícia, do Amor Misericordioso do Pai para com todos, se torna seu discípulo e procura ser seu fiel imitador.

Animados como Ele pelo Espírito Santo, somos convidados a amar os outros, sem aceção de pessoas, com o mesmo Amor com que Ele nos amou. Diante das doenças, fraquezas, Ele enchia-Se de Misericórdia, curava-os, libertava-os das suas dependências, tornava-os capazes de voltarem à comunidade numa plena inclusão.

Na verdade, toda a doença, para um judeu, tornava o homem impuro, e excluído. Com a parábola do Bom Samaritano, Jesus diz-nos que qualquer pessoa (não tem de ser rotulada de funções religiosas) que pratique a Misericórdia torna-se próxima do que sofre, cumpre os mandamentos, e diz a cada um para imitar o estrangeiro, o não-praticante: «Vai e faz tu também o mesmo.»
Jesus, quando acolhe as crianças e as abraça, diz: «Quem acolhe uma criança como esta, acolhe-Me, o Messias, e não é a Mim que acolhe, mas Àquele que Me enviou.»

Então, pela fé, acreditamos que o Messias Jesus que adoramos na Eucaristia é o mesmo presente na figura de qualquer ser humano, sem poder, sem riqueza, desprezado, excluído.

São Tiago recorda-nos que a indiferença perante injustas e situações a que são votadas tantas pessoas em situação de pobreza expressa uma fé morta. A fé sem obras é morta.

É que não há caridade sem a prática e a defesa da justiça.

Não é moral querer dar por esmola aquilo a que o ser humano tem direito a usufruir por justiça.

Então podemos concluir que o discípulo de Jesus não pode viver com verdade a fé cristã sem estar verdadeiramente empenhado na justiça pelo próximo, e que o Jesus da Eucaristia não deve ser esquecido no excluído da rua ou do bairro. E que o próprio julgamento final se faz a partir do tratamento que damos às vítimas dos sistemas sociais que construímos.

Todo o cristão verdadeiro luta pela erradicação da pobreza, na busca da fraternidade universal.