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Missas com assembleia regressam a 15 de março
11.03.2021
O Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) determinou hoje o regresso das missas com participação de fiéis a partir de 15 de março. O anúncio foi feito cerca de uma hora antes do Governo anunciar as medidas de desconfinamento, cuja primeira fase entra também em vigor dia 15 de março com a reabertura de creches, jardins de infância, cabeleireiros e manicures, mediação imobiliária, vendas ao postigo, livrarias e comércio automóvel, assim como bibliotecas e arquivos.

 
No comunicado enviado às redações, o Conselho Permanente dos bispos refere que «refletiu sobre a situação atual da pandemia e decidiu que as celebrações da Eucaristia com a presença da assembleia sejam retomadas a partir do dia 15 de março, observando as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa de 8 de maio de 2020, em consonância com as normas das autoridades de saúde».
 
O comunicado pede ainda que se evitem «procissões e outras expressões da piedade popular, como as visitas pascais e a saída simbólica de cruzes, de modo a evitar riscos para a saúde pública».
 
Sobre outros sacramentos, os bispos pedem que se observem «as normas de segurança e de saúde referidas nas mesmas orientações». O governo português, no seu plano de desconfinamento, estabeleceu que casamentos e batizados só serão possíveis com 25% da lotação dos espaços, e a partir de 19 de abril, mas estas são normas apenas para «a boda» e celebrações «que decorram fora das igrejas», como cerimónias civis, conforme confirmou à Família Cristã o Pe. Manuel Barbosa, porta-voz da CEP. «Essas indicações não dizem respeito à celebração religiosa, que deverá obedecer às normas que a CEP já tornou públicas», confirmou este responsável.
 
Sobre a Semana Santa, que já terá, assim, celebrações com a participação de fiéis, ao contrário do ano passado, os bispos emanaram indicações próprias. Desde logo, o evitar «ajuntamentos dos fiéis» no Domingo de Ramos, assim troca e partilha dos ramos, que devem vir já feitos de casa por cada fiel.
 
Sobre a missa crismal, os bispos sugerem que seja feita na quinta-feira de manhã, com a possibilidade de, não sendo possível a «representação significativa de pastores, ministros e fiéis», o bispo poder avaliar a alteração para outro dia, «de preferência dentro do Tempo Pascal».
 
Quanto ao Tríduo Pascal, omite-se o lava-pés de Quinta-feira Santa, na Sexta-feira Santa, «o ato de adoração da Cruz mediante o beijo seja limitado só ao presidente da celebração», e a Vigília Pascal poderá decorrer sem alterações ao «previsto pelo rito».

 
Texto e foto: Ricardo Perna
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