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Mobilizar para a JMJ
24.11.2020 11:03:00
Depois do anúncio oficial do próximo local de uma Jornada Mundial da Juventude (JMJ), o momento que marca oficialmente o arranque de cada JMJ é a passagem de testemunho entre o país que organizou e o que irá organizar de seguida. Habitualmente, essa passagem de testemunho acontece no Domingo de Ramos seguinte à Jornada Mundial da Juventude, no Vaticano, e é um momento de grande festa, vivido com entusiasmo entre as diferentes delegações.


A Cruz e o Ícone da JMJ são símbolos que motivam, cativam e agregam os jovens do país organizador durante muitos meses antes da realização da própria JMJ e ajudam a construir o entusiasmo necessário para a preparação deste evento, ao mesmo tempo que permitem que a JMJ não seja um mero evento de poucos dias, mas os seus frutos comecem a ser construídos junto dos jovens do país organizador muito antes, para que possam perdurar muito depois do final do evento.

Este é o primeiro e maior desafio de todos os Comités Organizadores Locais (COL), conseguir criar uma onda evangelizadora que não só motive os jovens para a organização e participação nas Jornadas, mas também que lhes traga frutos pastorais e de enriquecimento do seu percurso de fé.

O COL de Portugal tem a tarefa mais dificultada em relação aos anteriores, em virtude de uma pandemia que limitou e continuará a limitar por alguns meses (esperamos que poucos) os movimentos, os encontros e os eventos que estavam planeados e que prometiam começar a criar essa onda de entusiasmo.

Assim, é preciso reformular estratégias e dinâmicas, sem deixar que o tempo vá passando sem que haja uma dinamização adequada para este que pretende ser um evento marcante não apenas no Patriarcado de Lisboa, mas em todas as dioceses portuguesas.

Se o afastamento dos jovens tem sido, e é, um problema que preocupa a Igreja em Portugal, e há bem pouco tempo o cardeal António Marto falou disso, há que não desperdiçar a oportunidade que a JMJ dá de conseguir chegar ao coração de muitos jovens que se deixam envolver nesta atividade.

É preciso construir uma relação que verdadeiramente alimente o espírito dos jovens, criando neles raízes que fiquem para além daqueles dias. Nem todos os países têm conseguido fazê-lo, e, mais que qualquer adversidade logística ou obstáculo, pandémico, este é o verdadeiro e mais difícil desafio que se coloca ao comité organizador português.