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Neste Natal, o mais importante é dar…-se
10.12.2018
Todos os Natais, vemo-nos confrontados com a sempre hercúlea tarefa de encontrar presentes para todos os membros da família, amigos, todos aqueles que nos são especiais, ou que, por uma razão ou por outra, temos de dar presentes, para não “parecer mal”.

E todos os anos ouvimos mensagens sem fim sobre a beleza do Natal, a celebração do nascimento do Deus Menino que veio para nos salvar, mas nasceu numa manjedoura, num local inóspito e completamente inadequado para uma criança nascer, pelo menos aos nossos olhos ocidentais.

De facto, as pessoas têm todas razão. O mais importante do Natal é dar, é mostrar aos outros o quanto gostamos deles, celebrar a festa da família, encher os outros de presentes. Assim, estaremos a celebrar o verdadeiro espírito do Natal.

Mas e se, em vez de “dar”, as pessoas experimentassem “dar-se”? O verbo é o mesmo, mas o acrescento do pronome reflexivo, parecendo simples e de pouca importância, reveste-se de um significado essencial numa altura como a do Natal. Não apenas agora, claro, mas especialmente agora, numa altura em que o ir ao encontro do outro se torna tão premente. E como é que funcionaria isto? Bom, relativamente simples. Em vez de dar uma pistola de brincar ao filho, entrega-lhe um envelope que diz “vale uma caminhada de 1 dia na Serra da Arrábida”. E aos sobrinhos irrequietos que aparentemente só param quando se lhes põe uma consola de jogos à frente, entreguem-lhe um “vale um fim-de-semana acampados a ver as estrelas” (uma oferta que, provavelmente, também irá deixar contentes os pais deles).

Ao avô que nem sempre vemos com tanta regularidade, entreguem-lhe um “vale um almoço lá em casa”, ou garantam que a ceia de Natal é em vossa casa e que ele não falta, e assim vão enchendo o vosso próximo ano de momentos em família, que vos deixarão a todos mais ricos e felizes.

E o que fazer para dar a nós próprios? Bom, no dia 24, quando todos se começam a preparar para as belas refeições da noite da Consoada, há quem fique só, na rua, em lares ou até em casa. E há aqueles que, abdicando do seu tempo em família, vão passar com eles alguns momentos da sua tarde e até lhes dão o jantar, antes de seguirem, muito mais felizes, para os jantares de consoada das suas famílias.

O desafio é grande, até porque, provavelmente, nem todos entenderão a princípio. Mas os benefícios deste Natal do “Dar-se” veem-se há 2018 anos, quando uma humilde família decidiu dar-se ao mundo, criando aquele que viria a ser o nosso Salvador, ele próprio um exemplo claro de como o “Dar-se” pode mudar a nossa vida por completo.

A todos os leitores da Família Cristã, online e da revista, um Santo e Feliz Natal.