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Vida Cristã
O jejum do Papa Francisco
18.03.2017
O jejum, no entendimento do Papa Francisco, vai muito além do mero formalismo de não comer alguma coisa de que gostamos muito. Pelo contrário, o Papa não associa o jejum ao mero cumprimento de um preceito exterior. Liga-o sim ao combate contra a injustiça social e ao cuidado pelo próximo e põe sempre em evidência o contraponto entre o real e o formal.
 
Para o Papa Francisco, «o que fazemos exteriormente» deve ter «uma correspondência, dê frutos no Espírito: que aquela observância exterior não seja uma formalidade». O Sumo Pontífice dá algumas dicas mais concretas:
- «este não é jejum, não comer a carne mas depois fazer todas estas coisas: zangar-se, explorar os operários»;
- «Não jejueis como fazeis hoje, mudai o vosso coração. E qual é o jejum que eu quero? Desatar as correntes iníquas, eliminar os vínculos do jugo, mandar os oprimidos em liberdade, dividir o pão com o faminto, introduzir em casa os miseráveis, os desabrigados, vestir um necessitado sem descuidar os teus parentes, fazendo justiça»;
- não se trata só «de não comer carne à sexta-feira», ou seja, «de fazer alguma coisita» e depois deixar «crescer o egoísmo, a exploração do próximo, a ignorância dos pobres». 
Texto: Alexandre Jardim
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