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Padre Márlon Múcio está curado
05.02.2019
O padre Márlon Múcio está curado. O sacerdote brasileiro, de 46 anos, tinha uma rara doença muscular. Durante vários anos celebrou a Eucaristia e outras celebrações em cadeira de rodas, andarilho ou usando um ventilador mecânico para respirar. Agora caminha e respira sem ajuda porque houve uma «restauração da minha saúde».
Muito conhecido no Brasil, fundou a Comunidade Missão Sede Santos, é locutor, tem 30 livros publicados, participa frequentemente em programas de televisão na Canção Nova e inspira pessoas no mundo inteiro.



A FAMÍLIA CRISTÃ entrou em contacto com o padre Márlon Múcio. Seguindo as indicações e pedidos do seu bispo diocesano, o sacerdote não presta mais declarações sobre a sua cura. O caso está a ser investigado. O que se sabe é o que publicou logo no início no facebook e que nos autorizou a utilizar.
Foi no dia 5 de outubro de 2018 que os seguidores do padre Márlon Múcio souberam pela sua boca, num vídeo, que estava curado: «Eu estou bem. Eu estou ótimo de saúde. Melhor: segundo os meus médicos, eu estou excelente. Glória a Deus! Graças a Deus e a você que tanto rezou e reza por mim!».
Veja aqui o vídeo:
 

O padre Márlon esteve já em Portugal e no Santuário de Fátima. É muito devoto de Nossa Senhora e da beata Alexandrina de Balasar. No dia 14 de outubro, já depois da cura escreveu: «Hoje, festa da minha enfermeira. Como lhe sou grato, minha Beata Alexandrina de Balasar!!!!!»
 
Em março de 2018, o sacerdote brasileiro deu uma entrevista à FAMÍLIA CRISTÃ. Na altura, disse que «mesmo enfermo, eu sou guerreiro!». De si próprio sempre disse ser «um milagre ambulante».

Foi em 2010 que começaram os sintomas da doença. «Eu estava muito fraco e cansava-me muito rapidamente. Estava com dificuldades na fala, nos braços, nas pernas, também para enxergar e engolir», contou. Em 2014, chegou a estar internado sete vezes, numa das quais quase morreu com uma infeção hospitalar. Foi sistematicamente estudado para se perceber o que era a sua doença. «Devido às muitas idas aos médicos, percebemos que trago essa enfermidade desde criança. Ainda não se fechou o meu diagnóstico. O que se sabe é que é uma doença rara muscular. No meu caso, o comprometimento é generalizado.»

Padre Márlon antes da cura.
A doença fazia-o cansar-se com os esforços mais pequenos, chegando a precisar de ajuda para tomar banho, alimentar-se, andar, falar e até respirar. Uma equipa de reabilitação cuidava dele em casa. Juliana Maria Gazzola é uma dessas cuidadoras que acompanhou o padre Márlon Múcio. Em dezembro, o sacerdote partilhou no facebook uma mensagem dos seus cuidadores. Juliana dizia que o padre Márlon ainda usa o ventilador mecânico «para dormir, devido hipopneia e apneia do sono, no modo ET (espontâneo com temporizador)». O diagnóstico ainda estava a ser fechado, mas «está, gradativamente, desmamando dos medicamentos, por serem muito fortes; atualmente, ele está utilizando vitamina e suplemento». Além disso, na época, já caminhava no parque e fazia caminhadas. Para estas cuidadoras, ele foi e é «um verdadeiro exemplo de esperança, de sofrer sem nunca reclamar e sempre sorrindo».

Na entrevista à FAMÍLIA CRISTÃ, o padre Márlon explicava nunca se ter revoltado contra Deus nem a sua fé nunca ter vacilado. «Sei do amor de Deus por mim e Ele nunca me abandonou. Minha fé, graças a Deus, é grande e é sustentada pela fé da minha família, da comunidade eclesial e de tanta gente que reza por mim dia e noite. Se tem uma coisa que não sei fazer é murmurar. E desejo morrer celebrando a Missa, atendendo os fiéis, fazendo minhas missões, nem que seja da cama!» O sacerdote nunca deixou de celebrar a Eucaristia todos os dias, nem rezar o Rosário de Nossa Senhora e a Liturgia das Horas. «Pareço muitas vezes um padre astronauta! Se eu deixar a minha missão de lado, eu morro! A minha missão é a minha vida», conta. O sentido de humor do padre Márlon é uma das suas características e nunca o perdeu. «Eu faço troça da minha enfermidade. Brinco com ela. Não deixo que ela me governe. Quem manda em mim é Deus e o desejo de levar Jesus a cada pessoa e cada pessoa a Jesus. O amor e o humor são santos remédios para a cura de quem quer que seja, seja lá do que for que a pessoa sofra. Quem ama é mais feliz.»

Padre Márlon durante uma Eucaristia, antes da cura.

A sua presença nas redes sociais é seguida por milhares de pessoas, que admiram os seus dons de oratória, mas também a resiliência e o sentido de humor com que lida com a doença. «Não tenho dúvidas de que o bom Deus está a valer-se da minha enfermidade para a minha cura e para a cura de muitos. Quando eu digo minha cura é porque me tornei mais orante, misericordioso, paciente. Impossível não ficar humilde numa situação dessas, não é mesmo?» As suas partilhas começaram por sentir que seria bom para si e acabou por se revelar bom para outros. «Se o Senhor quer contar comigo para trazer vida à vida de muita gente, eu digo ámen. Com minhas postagens nas redes sociais, muitas vezes bem-humoradas, de tudo o que a enfermidade me tem causado e com o meu sorriso costumeiro, muita gente tem sido evangelizada. Isso tudo é graça de Deus. Da minha parte, uma pequenina e humilde contribuição.» O padre Márlon diz que «o carinho das pessoas é o mais potente remédio que há. O amor cura».
 
Leia toda a entrevista do padre Márlon Múcio aqui:
- Padre evangeliza o mundo a partir de uma cadeira de rodas
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