Precisa de ajuda?
Faça aqui a sua pesquisa
Panamá: mais de 500 reclusas rezam aos pés da Imagem Peregrina
25.01.2019
A imagem da Virgem Peregrina de Fátima que está no Panamá a acompanhar a Jornada Mundial da Juventude cumpriu mais uma das etapas do seu programa na cidade do Panamá com a visita ao maior centro penitenciário feminino do país, onde esteve durante a manhã de quarta-feira, permitindo às cerca de 500 reclusas momentos de oração e de convivio.


A emoção tomou conta de todos quantos contactaram com a Imagem. «Este é um lugar onde as pessoas não têm esperança. Somos o que a sociedade descarta e a presença dela aqui é a luz que, como crentes, necessitamos. Nesta visita Ela diz-nos : "estou aqui para vocês, para que possam seguir em frente”», afirmou Mabel, reclusa e sacristã da capela do Centro Penitenciário Feminino da cidade do Panamá, que tem mais de 650 reclusas.

Ao longo de três dias, viveram dentro dos muros da prisão o espírito da Jornada Mundial da Juventude, numa festa promovida por voluntários e que teve momentos de catequese, convívio, de oração e de partilha. Durante a permanência da Imagem da Virgem Peregrina de Fátima, rezaram o terço. Participaram na celebração 500 reclusas, que ouviram do reitor do Santuário de Fátima, Pe. Carlos Cabecinhas, o apelo a não desistirem de ter esperança porque Maria é mãe «que nunca nos esquece e que nunca nos abandona». «Em Fátima, a Virgem veio interpelar-nos sobre o lugar que damos a Deus nas nossas Vidas; depois pediu-nos para rezarmos e apresentou-nos o seu coração imaculado como caminho e refugio que nos conduz a Deus», disse o sacerdote sublinhando a importância de todos sermos capazes de imitar o exemplo de Maria, citado pelo gabinete de imprensa do Santuário de Fátima. «Façamo-lo com confiança», disse o reitor.

Já fora do estabelecimento prisional, em declarações aos jornalistas portugueses que se encontram no Panamá, o Pe. Carlos Cabecinhas afirmou que a passagem da Imagem Peregrina de Fátima por este lugar foi um sinal de «atenção às periferias». «Na missa de abertura o arcebispo do Panamá lembrou como esta JMJ tem de estar atenta às periferias  e entre os que estão na periferia, os reclusos estão na primeira linha», recordou o Pe. Carlos Cabecinhas, referindo a centralidade do tema no pontificado do Papa Francisco.

«A ida da Imagem Peregrina a uma prisão foi vivida com uma intensidade incrível por parte das reclusas e foi um sinal ótimo da atenção às periferias», acrescentou.


Segundo o gabinete de imprensa do Santuário, o reitor referiu também a «receção calorosa» que o povo tem demonstrado à Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima e ao seu envolvimento na Jornada Mundial da Juventude. «Se há momento marcante desta passagem da Imagem Peregrina na JMJ é precisamente esta capacidade que o Povo do Panamá tem demonstrado em viver esta jornada, inspirada por Maria, sob este sinal concreto que é a imagem da Virgem Peregrina de Fátima», concluiu.
 
Texto: Ricardo Perna (com Santuário de Fátima)
Fotos: Santuário de Fátima
Continuar a ler