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Pandemia: Fiéis podem voltar a encher as igrejas
30.09.2021
A Conferência Episcopal Portuguesa atualizou hoje as orientações de 8 de maio de 2020 «e seguintes» sobre as celebrações litúrgicas em tempo de pandemia. Considerando o «termo ou mitigação de muitas das medidas de proteção à saúde pública que comportavam restrições aos direitos e liberdade dos cidadãos, nomeadamente na vida social, económica e cultural», a CEP vem também atualizar as suas orientações.

 
Assim sendo, a norma mais esperada é o fim da lotação nas igrejas. A CEP recomenda que é «tempo de ir retomando uma maior participação dos fiéis, abrandando de forma ponderada os distanciamentos e os limites impostos à lotação das nossas igrejas», indicando, no entanto, que se mantenham a «higienização das mãos e uso da máscara» no interior das igrejas.
 
No que diz respeito à Comunhão, mantém-se a indicação da comunhão apenas na mão, criticadas pelos setores mais conservadores da Igreja, em Portugal e no mundo, mas regressa o diálogo entre o ministro e o fiel que comunga. «No momento da Comunhão sacramental, em que os comungantes têm de retirar a máscara, o ministro deve utilizá-la. O diálogo com cada fiel “Corpo de Cristo. Amen” – de significado transcendente para a fé católica – deverá ser retomado», pode ler-se no comunicado enviado às redações.
 
De regresso está também a coleta no momento do ofertório, «observando-se as devidas normas de segurança e de saúde», refere a CEP. Em sentido contrário, o momento da saudação da Paz, que é facultativa no próprio rito, «continua suspensa».
 
Para além da Eucaristia, a CEP refere que os demais «Sacramentos, Sacramentais e Exéquias cristãs» devem retomar «as prescrições dos livros litúrgicos». Sobre o sacramento da Penitência, a CEP recomenda que confessor e penitente mantenham as máscaras e assegurem uma distância de segurança que não comprometa «quer o diálogo sacramental quer o seu sigilo».
 
Nas unções, a CEP mantém a indicação de evitar o contacto corporal direto, e sugere a «utilização de compressas de algodão que, em seguida, se recolhem e posteriormente serão incineradas», e nos velórios pede atenção à prática da aspersão, indicando que, se não for possível a distância higiénica, que «é preferível retirar a caldeirinha e usá-la apenas no Rito da Encomendação».
 
Nas Igrejas, as pias de água benta junto às entradas continuarão vazias de momento.
 
Sobre as atividades pastorais, retomam toda a normalidade, observando apenas «as regras previstas pelas autoridades competentes par situações educativas, sociais e culturais semelhantes».

Depois das orientações da CEP, o Santuário de Fátima, que está a dias da sua última Peregrinação Internacional Aniversária, indicou que esta deverá decorrer sem restrições de lotação no recinto do Santuário. O Reitor do Santuário de Fátima, o Pe. Carlos Cabecinhas, deixou um convite aos peregrinos para que possam regressar a Fátima com «responsabilidade e cuidado» de forma a que este novo período possa ser uma «transição serena e progressiva». «Nestes últimos meses percebemos que a presença de peregrinos se estendeu ao longo do tempo, não se concentrando apenas nos dias das grandes peregrinações. É esta presença cuidada e exemplar que vos pedimos, agora que cabe a cada um de nós a responsabilidade de garantir uma transição serena  e progressiva para a normalidade”, disse na mensagem dirigida a todos os peregrinos esta quinta-feira.

O reitor anunciou que «agora, com um novo horizonte, de olhos postos já na Peregrinação de outubro, deixamos um convite renovado para que venham à Cova da Iria, com a mesma responsabilidade com que nos habituaram durante este tempo de pandemia, mas sem outros constrangimentos, que não sejam de novo a proteção individual  e a proteção ao próximo, como o uso da máscara e o distanciamento necessário», afirmou na mensagem. 


 Nota: Atualizado às 10h51m de dia 1 de outubro com as indicações referentes ao Santuário de Fátima.
 
Texto e fotos: Ricardo Perna
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