Precisa de ajuda?
Faça aqui a sua pesquisa
Vida Cristã
Papa Francisco e a oração
09.04.2017
Neste tempo da Quaresma vamos sendo confrontados com diversos convites para uma intensificação da oração. Isto já o disse Jesus no Evangelho: «Vigiai e orai, para que não entreis em tentação» (Mt 26,41); e ainda «Tudo o que pedirdes com fé na oração, vós o alcançareis» (Mt 21,22).


A oração, podemos dizer, é quase uma obrigação para os cristãos. Todavia, a fé não pode ser demonstrada unicamente através da oração, mas também através das obras, como afirma o Apóstolo São Tiago: «Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?» (Tg 2, 14).

O Papa, fiel ao Evangelho, apresenta-nos a oração como um pilar fundamental da nossa vida, mas tendo sempre em vista a união entre oração e obras.

Para o Papa Francisco, a Oração é «expressão de abertura e de confiança no Senhor» e «encontro pessoal com Ele, que abrevia as distâncias criadas pelo pecado». Além disso, o Santo Padre afirma que a oração é ainda dizer:
- «Não sou autossuficiente, tenho necessidade de ti»;
- «Tu és a minha vida e a minha salvação».

Porém, isto tem de se ligar ao próximo, dado este ser um «dom». Por isso, o Papa afirma:
- «Se não conseguirmos sair de nós mesmos rumo ao irmão necessitado, rumo ao doente, ao ignorante, ao pobre, ao explorado, se não conseguirmos sair de nós mesmos rumo àquelas chagas, jamais aprenderemos a liberdade que nos leva à outra saída de nós mesmo, rumo às chagas de Jesus. Existem duas saídas de nós mesmos: uma em direção às chagas de Jesus, a outra em direção às chagas dos nossos irmãos e irmãs. E esse é o caminho que Jesus quer em nossa oração.
 
- «Este é o novo modo de rezar: com a confiança, a coragem que nos dá saber que Jesus está diante do Pai mostrando-lhe as suas chagas, mas também com a humildade daqueles que vão conhecer, encontrar as chagas de Jesus em seus irmãos necessitados» que «ainda carregam a Cruz e ainda não venceram, como Jesus venceu».

Façamos desta Quaresma um tempo de oração “agápica”, ou seja, que a nossa oração seja um contínuo encontro com Cristo naqueles que mais sofrem, como o diz jesus: «Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes.» (Mt 25,40).

 
Texto: Alexandre Jardim
Foto: Freeimages/  Jesper Noer
Continuar a ler