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Papa Francisco em Fátima: uma alegria breve
16.01.2017
Francisco será o quarto Papa a visitar Fátima, mas fá-lo numa ocasião extraordinária.
A comemoração do centenário das aparições não poderia ter melhor anfitrião. Sim, porque ao estar em Fátima, o Papa Francisco, enquanto chefe da Igreja Católica, não é um mero convidado, é, antes e por direito, o verdadeiro “dono da casa”.
A visita será, infelizmente, muito breve, apenas de 24 horas. Mas espera-se do Papa mensagens novas por ocasião destas importantíssimas celebrações.

Fátima, o “altar do mundo”, ou na feliz expressão de Mons. Luciano Guerra, reitor do santuário entre 1973 e 2008, «a melhor expressão do Céu no mundo», prepara-se, mais uma vez, para receber um Papa.
Foi assim em 1967, com a visita de Paulo VI, foi por três vezes, com João Paulo II, em 1982, 1991 e 2000, e, finalmente, com Bento XVI, em 2010.
Todas as visitas constituíram verdadeiras manifestações de júbilo e de fé.

Tive a felicidade de fazer a cobertura noticiosa, para a RTP, da visita do Papa João Paulo II, em 1991. Nessa ocasião, vivi um dos momentos mais felizes e emocionantes da minha vida, quando, no avião que transportava o Pontífice de Roma para Lisboa, tive com Sua Santidade uma conversa privada de cerca de dez minutos, que ainda hoje recordo palavra por palavra.
Não é fácil explicar como o poder espiritual pode transformar a sociedade ao influenciar cada um de nós. Não sei explicar, reconheço, como as palavras de João Paulo II ajudaram a melhorar a minha vida.
É por isso que a visita de um Papa a Portugal não é importante apenas para a comunidade católica.

O Papa Francisco, eleito a 13 de março de 2013, é, como sabemos, o primeiro Papa latino-americano e também o primeiro não europeu em mais de 1200 anos, sendo também o primeiro Pontífice jesuíta da História.
São características socioculturais inéditas num Papa que levam certamente a uma visão do mundo diferente e que já está a marcar profundamente a vida da Igreja Católica.

Francisco, na linha do seu episcopado em Buenos Aires, defende um «forte impulso simplificador e modernizante, no que se refere à prática e vida pastoral», ao mesmo tempo que pauta a sua vida pelo culto da simplicidade.
Defensor intransigente da justiça social, Francisco afirmou: «Os direitos humanos são violados não só pelo terrorismo, a repressão, os assassinatos mas também pela existência de extrema pobreza e estruturas económicas injustas, que originam as grandes desigualdades.»

É, pois, um Papa profundamente empenhado na ajuda à resolução dos grandes problemas da Humanidade, que visita Fátima.
Será, para todos, uma “alegria breve”, tendo em conta a curta duração da visita, mas será, ao mesmo tempo, uma alegria plena.
No final, certamente, confortados ainda com a luz da sua presença, repetiremos e assumiremos uma das suas recomendações:
«Não deixem que ninguém vos tire a Esperança.»