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Pe. José Luís Costa: prisões são «imagem do nosso insucesso»
16.07.2021
O Pe. José luís Costa assumiu a coordenação da Pastoral Penitenciária em plena pandemia. Capelão do Hospital Prisional e do Estabelecimento Prisional há 20 anos, o sacerdote defende que as comunidades cristãs e paroquiais devem ser mais interventivas. Novidade: os jovens reclusos vão participar na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2023.




O padre João Gonçalves, anterior coordenador, chegou a falar da eventual participação de presos na JMJ. No Panamá, por exemplo, construíram confessionários. O que está a ser pensado e concretizado?
Neste momento, há uma equipa que está a trabalhar com o Estabelecimento de Leiria, que trabalha diretamente com os jovens entre os 16 e os 18 anos, e estão a preparar um momento mais cultural para o momento da visita. Ao mesmo tempo também o «Say Yes» vai ter um conjunto de catequeses a propósito da realidade penitenciária, permitindo que esta fronteira-limite, esta periferia na linguagem do Papa Francisco, passe a estar mais centrada na preocupação da comunidade cristã. Obviamente não é promovendo idas dos adolescentes à cadeia. Mas faz sentido que percebam que existem. A ideia será também de propor aos centros educativos a possibilidade de os seus membros poderem também ir, no caso de as estruturas penitenciárias permitirem, mas obviamente sempre num carácter de voluntariado.
Depois, no linhó, ainda no regime dos mais novos, dos 22 anos, ver como é que se pode concretizar a sua participação. Pode passar pela construção dos confessionários. A própria Direção-Geral dos Estabelecimentos Prisionais acolheu bastante bem. Estamos com vontade que a presença do papa também dê assim sinais à própria estrutura.
Texto: Cláudia Sebastião
Fotos: Ricardo Perna
 
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