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Precisamos da sua ajuda
01.09.2020
Os efeitos económicos, políticos, sociais, psicológicos e religio­sos da pandemia da COVID-19 já se fazem sentir e serão ainda mais tremendos. Mais pobreza, mais populismo e demagogia política, mais descontentamento, pressão social e desigualdades, mais depressões e crises de ansiedade, espiritualidade à la carte e desafeição pelas tradições religiosas.
Não se trata de teorias apocalípticas nem de reações pessimistas a uma situação que é nova e para a qual ninguém está preparado ou tem respostas totalmente eficazes.

Numa carta aberta aos poderes políticos, o Conselho Social Nacional da Rede Europeia Anti-Pobreza, no passado mês de junho, denunciou: «A pandemia do coronavírus acentuou aos olhos de todos a vulnera­bilidade dos grupos mais desfavorecidos da sociedade portuguesa, re­forçando, infelizmente, que a pobreza é, indubitavelmente, o principal problema do País.»

«São as pessoas com baixos rendimentos e baixa escolaridade as que mais reportaram ter dificuldades em comprar máscaras, não ter tido consultas médicas quando necessitaram e é também esta a popula­ção mais afetada pela perda de rendimento», apresentou o Barómetro COVID-19 da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP-NOVA).

O próprio primeiro-ministro, António Costa, alertou: «Não pode­mos voltar a repetir o confinamento que tivemos de impor durante o período do estado de emergência e nas semanas seguintes, porque a sociedade, as famílias e as pessoas não suportarão passar de novo pelo mesmo.» (15 de julho de 2020)

As famílias estão no centro de tudo isto e são as principais vítimas. Como refere Isabel Jonet, em entrevista exclusiva nesta edição: «Nunca vi nada assim! Houve um inesperado de uma situação que atingiu de forma transversal muitas famílias, famílias que não estavam habitua­das a lidar com este tema da pobreza e que, de um dia para o outro, ficaram em pobreza.» (p. 49)
São muitos os pedidos de ajuda que chegam a todas as instituições e também nos chegam a nós. Ajuda para a alimentação, para pagar a renda, a água, a luz e o gás, os medicamentos, a internet e até para a assinatura da FAMÍLIA CRISTÃ.
Mas quem ajuda a família? Temos de ser todos nós, de acordo com o que está ao nosso alcance e com as nossas possibilidades. A solidarie­dade irá salvar-nos de uma tragédia ainda maior.

Sabemos que, juntamente com gestos de solidariedade, uma boa lei­tura ajuda a fortalecer as nossas convicções e a encontrar coragem para ultrapassar as dificuldades. E tudo temos feito para que a FAMÍLIA CRISTÃ seja uma ajuda preciosa neste sentido, sempre com um olhar realista e, ao mesmo tempo, de esperança. Mas precisamos da sua aju­da para continuar a ajudar. Não recebemos apoios do Governo, nem de nenhuma outra instituição; temos contado apenas consigo, caro lei­tor, e com algum apoio publicitário.

Por isso, venho pedir-lhe que renove a sua assinatura, convide ou­tras pessoas para serem assinantes, envie-nos a sua oferta, divulgue e apoie esta campanha de solidariedade e ajuda à família. Nesta página (https://familiacrista.paulus.pt/eventos), irá encontrar as indicações práticas para o fazer.