Precisa de ajuda?
Faça aqui a sua pesquisa
Receita para um namoro de sucesso: serem verdadeiros amigos
13.12.2021
Não é novidade se vos disser que o amor tem características peculiares, que conforme a situação assim se vão manifestando. Porém, na sociedade moderna, é muito frequente destacar e compreender o amor em três tipos: o amor eros ou amor romântico, o amor philia ou amor de amizade e o amor ágape ou amor incondicional.

O primeiro, o amor eros, materializa-se na atração e na paixão. É aquele amor em que as pessoas ainda se conhecem há pouco tempo, que estão no início de uma relação amorosa, mas sentem uma atração forte uma pela outra. Ainda não sabem se realmente têm muito em comum, mas sentem que querem estar juntas. Ao ser saciado, este amor tende a acabar. Já o segundo, o amor philia, designa um amor fraternal virtuoso e desapaixonado. É um sentimento de simpatia natural que se tem pelos familiares ou amigos. No entanto, exige a presença do outro para crescer. Por fim, o amor ágape, que é um modo raro de amar, onde não se espera nada do outro, é um amor desinteressado, puro e genuíno. Não é apenas um mero sentimento ou uma mera emoção, mas uma entrega voluntária e pessoal.

Tal como é importante compreender as diferenças entre o amor romântico e o amor de amizade, também o é distinguir o que é ser namorado e ser amigo. Será que um namorado pode ser um amigo? E um amigo pode ser um namorado?

A amizade é uma relação afetiva entre duas ou mais pessoas. Trata-se de uma das relações interpessoais mais comuns no decurso da vida humana, e a ela estão-lhe associados valores fundamentais como o amor, a lealdade, a solidariedade, a sinceridade e o compromisso. A amizade pode surgir nos mais diversos contextos e situações, como no local onde vivemos ou trabalhamos, na escola, na universidade, nas festas, no café que frequentamos, através de amigos de amigos e nas redes sociais.

Quando duas pessoas estão numa relação e ainda não estão casadas, diz-se que estão a namorar. O namoro é isso mesmo, fruto e expressão do amor entre um homem e uma mulher, de algo que pode começar com amizade e que pela descoberta de compatibilidade os faz tornarem-se namorados e que até ponderam casar-se. Namorar é assim, um tempo muito belo e ideal para desenvolver o diálogo, conhecer e compreenderem-se melhor. É, verdadeiramente, maravilhoso descobrir quem é a outra pessoa: passar tempo juntos, sair, participar em grupos de jovens, conhecer outros grupos, conhecer as famílias de um lado e do outro e ter variadas atividades em conjunto.

Uma amizade que se converte em namoro não é um amor à primeira vista, não é um coração que bate mais depressa e que sente borboletas na barriga, uma paixão – o amor eros. Trata-se, sim, da evolução de um amor philia para um amor ágape. A afeição e a cumplicidade que alimenta a vida emocional foi capaz de se instalar e crescer em compromisso, dedicação e cuidado ao longo do tempo, manifestando-se em expressões de altruísmo, sacrifício e generosidade.

Segundo o humanista e professor Juan-Pedro Villadrich, amar alguém significa considerar essa pessoa como certa. E poder dizer-lhe: «É bom que existas, que estejas no mundo sendo exatamente aquilo que és, pois és encantadora, amável e eu aceito-te dessa maneira.» Se realmente duas pessoas se amam, têm de ser amigas incondicionais, é impossível sentir amor por alguém de quem não se é também amigo.