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Sábado pode doar medicamentos a quem precisa
15.02.2018
Este sábado, dia 17 de fevereiro, vai acontecer a X Jornada de Recolha de Medicamento, organizada pelo Banco Farmacêutico. Luís Manuel Mendonça, o presidente, explica que «cerca de 230 farmácias aderiram, em todos os distritos de Portugal continental». Pode ver a lista das farmácias clicando aqui. A ideia é que as pessoas possam doar medicamentos a instituições que mais precisam.



No sábado, quando for à farmácia, «será convidado a adquirir medicamentos para doar a uma instituição específica». São medicamentos sem receita médica. Mas também outros produtos de saúde que a instituição possa precisar, desde «luvas, ligaduras, fraldas, desinfetantes, etc.».

Cada farmácia tem uma instituição «alocada e tem uma lista dos medicamentos necessários a essa instituição». Os medicamentos doados são colocados numa caixa e entregues à instituição beneficiária. Saem diretamente de um local para o outro e o Banco Farmacêutico fica com o registo dos medicamentos doados e entregues a quem precisa. Os farmacêuticos aconselham a doação, mas quem recolhe os medicamentos são voluntários. «Fazemos um apelo ao voluntariado, principalmente em lisboa, porto, Península de Setúbal, porque são zonas em que precisamos muito de voluntários e temos mais farmácias», pede Luís Manuel Mendonça. A recolha envolve cerca de 600 voluntários, em todo o país.

Podem ser doados medicamentos de venda livre e produtos de saúde.

Quem recebe os medicamentos? «São sobretudo IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social), mas há também Santas Casas, algumas Cáritas. Apoiam idosos, crianças, sem-abrigo, doentes», explica o presidente do Banco Farmacêutico. Luís deixa «um agradecimento às farmácias e aos farmacêuticos e outras pessoas que trabalham nas farmácias, porque sem eles esta ação não teria lugar». Estas instituições cedem o espaço e contribuem com doação monetária e, muitas vezes, medicamentos.

Luís Manuel Mendonça é farmacêutico hospitalar. Há dez anos, numa viagem a Itália conheceu o Banco Farmacêutico daquele país. «Achei interessantíssimo o modelo e depois trouxe a ideia e falei com alguns amigos e colegas e pusemos mãos à obra. Nasceu o Banco farmacêutico Portugal», conta. Nestes dez anos, já foram recolhidos e entregues a quem deles precisa 74 mil medicamentos e produtos de saúde. Além de Itália e Portugal, o Banco Farmacêutico existe também em Espanha.
 
Texto: Cláudia Sebastião
Foto: Banco Farmacêutico Portugal
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