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Seis bastonários dos médicos recusam eutanásia
18.05.2018
Os últimos seis bastonários da Ordem dos Médicos vivos assinaram um manifesto recusando a morte assistida. Em declarações à FAMÍLIA CRISTÃ, Germano de Sousa explica que o documento vai ser entregue ao Presidente da República numa audiência que ainda não tem data marcada.



«A carta diz claramente que nós médicos não podemos, de maneira nenhuma, aceitar. Nunca podíamos e mais ainda quando somos os principais autores», afirma. O antigo bastonário explica que a eutanásia ou a morte assistida têm sempre em conta uma ação do médico que considera inaceitável. «Vamos ser clarinhos: eutanásia é matar outrem, mesmo que os intuitos sejam piedosos eutanásia é matar outrem», defende. Germano de Sousa diz que «os médicos consideram a vida inviolável e sagrada, não no sentido religioso, mas social».  Este médico é ateu.

O antigo bastonário critica os partidos políticos. «Nos programas eleitorais ninguém sabia que estes senhores deputados iam propor esta lei. Não é propor taxar baldes de plástico. É propor matar alguém!» Germano de Sousa deixa-lhes um desafio: «Eu gostava de ver os senhores deputados a usar este esforço em vez de na eutanásia, a esforçar-se por termos cuidados paliativos nacionais e que deem para toda a população?»

Germano de Sousa alerta ainda para algumas especificidades dos projetos de lei. «Falam em doença incurável, mas não dizem que tem de ser terminal. Uma pessoa que tenha doença renal tem doença incurável. Também diz que tem de ser sofrimento. O que é sofrimento? A artrite reumatóide dá dores terríveis…»

Assinaram este manifesto os antigos bastonários Germano de Sousa, Gentil Martins, Carlos Ribeiro, Pedro Nunes, José Manuel Silva e o atual bastonário Miguel Guimarães. O mesmo documento já tinha sido tornado público antes. A novidade agora é contar com a assinatura do atual bastonário e o pedido de audiência ao Presidente da República.
Texto: Cláudia Sebastião


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