Precisa de ajuda?
Faça aqui a sua pesquisa
​Semana do Consagrado à procura dos jovens «no seu ambiente»
26.01.2021
Decorre até ao próximo dia 2 de fevereiro a 25ª Semana do Consagrado, subordinada ao tema «Consagrados, fiéis e felizes?». Em virtude da pandemia, muitas das dinâmicas previstas para esta semana não poderão ser postas em prática.


No entanto, como refere a Ir. Maria da Graça Guedes, presidente da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP), não é motivo para que a data não se assinale. «Apesar da pandemia, a data continua a existir e o que nós pretendemos é que, através dos materiais que foram preparados ao nível nacional pela CIRP, possam, os religiosos e os leigos, aceder a esses materiais e dentro das suas possibilidades usá-los nos seus meios», refere a religiosa.

Sobre o tema, a Ir. Maria da Graça Guedes explica que tem uma dupla abordagem e intencionalidade. «Queremos no fundo despertar os jovens para esta realidade e interpretá-los, dizendo que é possível os consagrados serem pessoas fiéis e felizes. Ao mesmo tempo, o tema é colocado como interrogação aos religiosos, para perceberem se são mesmo fiéis e felizes. No fundo, tem estas duas vertentes, é um questionamento aos religiosos e uma interpelação aos outros, numa linha de dizer aos jovens que a vida consagrada está aqui porque somos pessoas que procuramos ser fiéis e felizes ao Evangelho e procuramos servir e ser felizes no meio de todos, nesta missão onde estamos e com quem estamos», sustenta.
 
Assumindo que muitos institutos utilizarão os meios digitais para chegar «aos jovens» com quem trabalham e não só, a presidente da CIRP vê este confinamento como uma «oportunidade», defendendo que «podemos usar estes meios e chegamos aos jovens que nos nossos lugares e paróquias nem sempre conseguimos». «Aqui poderá haver muito mais jovens que, mesmo sem nos conhecerem, ao navegarem nestes meios possam encontrar-nos e ver o que é que nós fazemos e o que temos para lhes oferecer», considera.
 
A estes jovens importa dar a conhecer o que é vida consagrada, até porque «ninguém ama aquilo que não conhece». «Quanto mais nos dermos a conhecer, pela nossa vida simples e por quem nós somos, mais somos capazes de despertar nos jovens este questionamento sobre a sua própria vocação», refere, acrescentando que os religiosos «procuram apontar para aquele que é a sua centralidade, que é Jesus Cristo, apontar para o Evangelho e para Jesus Cristo e o nosso Deus, e encaminhar para aí, e procuramos que os jovens descubram, nesta relação com Jesus Cristo, o que é que Ele quer de cada um».
 
Ao nível nacional, a CIRP preparou alguns materiais de reflexão e oração, disponíveis na sua página, como sejam uma sugestão de lectio divina, «que pode ser usada individualmente ou em família», uma oração «que era para a celebração que estava plneada, mas que pode ser rezada por cada um», uma mensagem de D. António Augusto de Oliveira Azevedo, presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios, «fundamental, nesta sintonia perfeita da Igreja», entre outras coisas.

 
Texto e foto: Ricardo Perna
Continuar a ler